Ainda a polêmcia dos mototaxis
Mais um ex deputado paranaense que mata no trânsito
Artigo de Eduardo Biavati comenta pesquisa da SBOT sobre hábitos dos jovens
Fernando
Correio da Bahia Online -10.07.2009
Mototaxistas enfrentam resistência para regulamentar
profissão
O projeto de lei que
regulamenta as profissões de mototaxista, motoboy e motovigia no Brasil, aprovado
na noite de quarta-feira no Senado Federal, deverá ter dificuldade de
implantação em Salvador. Pelo menos esse é o entendimento do vereador Jorge
Jambeiro (PSDB), presidente da Comissão de Transportes, Trânsito e Serviços
Municipais da Câmara Municipal.
“Esse projeto é um
absurdo e sou totalmente contra ele. Qualquer pessoa que entenda de trânsito
sabe que ele é muito ruim”, alertou o parlamentar. Dentre os pontos que
Jambeiro destaca como negativos na aprovação do projeto estão o aumento no
número de veículos nas ruas da capital e o consequente aumento de
engarrafamentos, além do crescimento no índice de acidentes.
“Estamos em uma
época em que é, cada vez maior, o interesse em aumentar o número de transporte
de massa, por isso, colocar mais motos nas ruas é um contrassenso”,
observou o vereador.
Pelo projeto, caberá
ainda às câmaras definirem em cada município regras específicas, como se poderá
haver ou não mototáxi para transporte de passageiros.
Dificuldade
O próprio presidente do
Sindimototaxistas, Osvaldan Pardo, vê alguns empecilhos na regulamentação da
profissão. Para ele, a resistência dos empresários do transporte coletivo e dos
taxistas deve ser grande e a entidade já busca apoio de vereadores e deputados.
O processo está mais
adiantado em alguns municípios, como Lauro de Freitas, Feira de Santana,
Valença,
“Nós aprovamos a
regulamentação a partir dos 18 anos, mas o novo projeto prevê a licença apenas
para maiores de
Segundo o relator do
projeto, senador Expedito Júnior (PR-RO), existem atualmente no Brasil cerca de
2,5 milhões de motoboys e mototaxistas, que trabalham na completa
informalidade.
Punição
A proposta aprovada prevê
ainda que o motociclista só ficará habilitado para exercer as profissões de
motoboy, mototaxista e motovigia depois de aprovado
O Contran também ficará
encarregado de definir as punições para os profissionais que descumprirem a
nova lei. Para Pardo, a exigência de uma formação específica para o mototaxista
também deverá contribuir com a redução do número de acidentes envolvendo
veículos de duas rodas.
Há previsão ainda de
instalação nas motocicletas de equipamentos de segurança, como o protetor de
motor mata- cachorro, fixado no chassi do veículo, destinado a proteger a moto
e a perna do motociclista, em caso de tombamento. Esse equipamento de segurança
é exigido para os mototaxistas que trabalham com transporte remunerado de
mercadoria, o moto-frete.
Categoria apoia fim dos clandestinos
As informações sobre o
projeto ainda são poucas, mas nas ruas quem presta o serviço de mototáxi gostou
da proposta de regulamentar a atividade. Os próprios pilotos admitem que a
falta de parâmetros tem dado margem a absurdos, como condutores não habilitados
e até mesmo menores de 18 anos circulando com passageiros.
Quem trabalha com transporte
sobre duas rodas acredita que a mudança deve reduzir a clandestinidade.
“Não tem como não regularizar, senão isso aqui ia explodir”, diz o
mototaxista Róbson Batista, 29 anos.
O grande número de
mototaxistas sem habilitação é outra realidade comprovada pela categoria, que
espera mais seletividade a partir da mudança. “Agora, vamos ganhar
dinheiro, vai diminuir a concorrência, festeja Adriano Santana, 20.
Outro ganho segundo
Matias está no ramo há mais de 20 anos


Seu primeiro ponto foi na
estação rodoviária. “Logo fiquei famoso e nemcom os taxistas que trabalhavam
na rodoviária tive nenhum problema”, conta. Para ele, a regulamentação da
profissão será positiva. “Não adianta ser contrário porque hoje em dia o
serviço estourou e existem diversos mototaxistas trabalhando e, então, precisa
de uma fiscalização maior”. Atualmente, Matias mantém seu ponto no bairro
de Narandiba e afirma realizar, em média, 20 corridas ao dia.
Matéria é alvo de embate entre políticos
A aprovação do projeto é
alvo de polêmica entre o Senado e a Câmara. A proposta, que já tramitava no Senado
há oito anos, foi enviada para a Câmara dos Deputados, que retirou do texto
original o serviço de mototáxi.
Segundo o deputado
federal
Mas o senador Expedito
Júnior (PR-RO), relator da proposta, reinseriu o serviço durante a votação do
projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. “O texto
não vai precisar voltar para a Câmara porque foi apenas uma emenda de
redação”, explicou Expedito.
Para
Taxistas são contra
Empresários do transporte
coletivo e taxistas fazem duras críticas à proposta de legalizar o transporte
de passageiros em motocicletas. Além da maior concorrência, também há críticas
às questões de segurança que teriam sido flexibilizadas pelo projeto.
Um dos críticos é o
superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de
Salvador, Horácio Brasil. “Os mototaxistas submetemos passageiros a todo
e qualquer risco sem proteção. O Código de Trânsito foi desmoralizado”,
indigna-se.
Para o Brasil, o Senado,
ao aprovar a proposta, privilegiou o apelo popular em detrimento da vida dos
cidadãos. O presidente do Sindicato dos Taxistas,
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O Globo Online – 10/07/09
Político do Paraná é suspeito de omissão de socorro em
acidente que matou duas pessoas


Troian não se feriu, nem
ficou no local e só foi identificado pela polícia porque esqueceu um telefone
celular e notas com o nome dele dentro do carro. A polícia investiga omissão de
socorro.
Além do motorista da
caminonhete, Claudinei Celso da Fonseca, 35, também morreu o colega dele
Emerson de Andrade Júnior, 28, que chegou a ser atendido pelos bombeiros, mas
morreu a caminho do hospital. Eles foram arremessados para fora do carro. O
terceiro ocupante do veículo que trafegava no sentido Maringá a Loanda, Nicanor
Ribeiro, era o único que usava o cinto de segurança e sofreu ferimentos
leves.
- A colisão aconteceu
quando ele tentou desviar e bateu na traseira do carro.
NOTA: Mais um
político do Paraná...
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Blog do
O carona
A Sociedade Brasileira de
Ortopedia e Traumatologia (SBOT) apresentou os resultados de uma nova pesquisa
com 1.034 jovens universitários do Rio de Janeiro e de São Paulo, com idade
entre 18 e 30 anos, sobre os hábitos de beber e dirigir e sobre o uso do cinto
de segurança.
A pesquisa revela uma
mudança importante de comportamentos diretamente relacionada à “Lei
seca”. Em 2007, 36% dos jovens afirmava que não misturava bebida e
direção. Em 2008, esse era o comportamento alegado por 37% dos universitários.
O salto aconteceu ao longo do primeiro ano da lei de alcoolemia zero: na
pesquisa de 2009, 50 % dos jovens afirma que não dirige após beber.
A aprovação da “Lei
seca” é praticamente absoluta tanto entre jovens cariocas (83,3%) como
paulistas (87%), mas a adesão à nova regra não tem sido suficiente para garantir
a segurança da maioria deles.
O principal alerta da
pesquisa é que mais de 80 % dos jovens que afirma não dirigir após beber
embarca em uma carona com amigos que beberam, no retorno das baladas.
Beber e não dirigir não
é, portanto, uma decisão sobre segurança. Ninguém entendeu que o álcool é um
fator determinante dos acidentes de trânsito? Quase ninguém, pelo que indica a
pesquisa da SBOT.
O quadro completo é ainda
mais grave porque remete a uma incapacidade desses jovens em identificarem os
riscos objetivos e cuidarem de si mesmos. A carona no carro dos amigos
bebedores não está associada a grandes riscos, ao menos nenhum que valha a pena
o uso do cinto de segurança: 74 % dos universitários pesquisados nunca utiliza
o cinto de segurança no banco traseiro dos veículos.
Eis aí materializada a
tragédia anunciada das noites de fim de semana. Alguma dúvida do que deveriam
tratar as futuras campanhas públicas para essa galera?
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