Só para movimentar esta lista um pouco, tenho uma pequena apostila de canto
que recebi de um amigo e vou enviar para vocês, os grandes técnicos que
façam os seus cometários, críticas e deem sua opinião...
Abraços
leo
PARTE 1
Porque saber técnica vocal
Sempre houve e sempre haverá a necessidade de um aperfeiçoamento vocal,
para todos que utilizam-se da voz como profissão.
Todo líder vocal entende a técnica como:
· Valorização da qualidade vocal;
· Educação tanto na parte falada como
cantada;
· Desenvolvimento vocal;
· Unir postura e respiração no auxílio vocal.
Postura
· Pés um pouco afastados, dividindo o peso do
corpo
· Joelhos no centro (nem pra frente, nem empinada)
· Ombros no centro (nem deprimido, nem soldado)
· Cabeça no centro, evitando que o queixo fique abaixado, ou a cabeça
levantada
· Sentado: peso no centro, coluna reta, pés na mesma direção dos
joelhos na vertical, de preferência sentar na ponta da cadeira
· De pé: sempre imaginando uma linha vertical no "centro" do corpo
Fisiologia
Audição:
Para cantores é necessário uma memorização do som. Algumas pessoas já
nascem com uma grande capacidade auditiva, outros adquirem com um tempo.
Quando ouvimos um som, primeiro pensamos depois reproduzimos. Os três
processos para esta finalidade são:
· Ouvir: ouça com atenção o som que o cerca
· Pensar: pensa em altura, intensidade e duração
· Emitir: emita o som que está em sua mente
PARTE 2
Aparelho Fonador
O conhecimento da fonação e do aparelho fonador é de grande valor. Fonação
é a produção da voz, cujo órgão principal é a laringe, onde se acham as
cordas vocais. É o processo de produzir som pela vibração das cordas vocais
e ocorre quando elas se juntam e a pressão do ar é aplicada.
Aparelho Respiratório
· Fossas nasais: duas cavidades existentes no nariz, por onde o ar
penetra no corpo
· Faringe: a garganta
· Laringe: a parte anterior da garganta onde se localizam as cordas
vocais; faz conexão da faringe com a traquéia. Quando se processa a
respiração é conservada aberta, permitindo a passagem do ar. Quando se
processa a deglutição é fechada por uma espécie de tampa, deixando livre
acesso ao esôfago.
· Traquéia: o canal que em continuação da laringe, conduz o ar até os
brônquios.
· Brônquios: os dois canais que partem da traquéia, onde iniciam os
pulmões.
· Pulmões: os dois órgãos principais do aparelho respiratório, onde
acontece a inspiração e expiração.
· Diafragma: um músculo chato, largo, ligado a superfície interna das
costelas inferiores, separa a cavidade abdominal, é o principal músculo
controlador da inalação.
Respiração
Entende-se por respiração a entrada e saída de ar do corpo humano
trabalhando com os pulmões. Sendo esta um processo natural inconsciente em
nosso corpo. Precisa ser controlada para utilização do canto, obtendo
ótimos resultados ao cantar unida a técnica vocal. Vejamos três estágios
respiratórios:
· Inspiração: é uma tomada de ar, que na prática do canto deve ser
controlada entre rápida e lenta, dependendo dos espaços de tempo oferecidos
para respiração pela música.
· Sustentação: usado com grande importância no canto após a
inspiração, para colocar o tom em seu devido lugar.
Expiração: é a liberação de ar dos pulmões. Deve ser controlada para não
"soltar" grande quantidade de ar desnecessária, ou "segurar" o ar de uma
forma que prejudique a arte do canto, envolvendo o apoio, complemento de
frases e um corte perfeito. O som se inicia com a expiração, por isso a
responsabilidade de controla-la.
PARTE 3
Exercícios Práticos
· Inspiração: inspirar pelo nariz e soltar pela boca
· Expiração: soltar o ar em forma de "sssss"
Respiração de Apoio
Estamos tratando aqui de um músculo que se localiza entre a
cavidade torácica e abdominal separando-as, chamado diafragma.
A respiração diafragmática é o tipo ideal de respiração para o
cantor ou orador. Todo apoio vocal depende dele. Ao contrário da
respiração clavicular, o ar apóia-se no diafragma, proporcionando apoio e
força no fôlego, podendo alcançar alturas agudas e proporcionar apoio também
nas notas graves.
Analisando o processo respiratório completo devemos entender a
função de cada órgão do aparelho respiratório, incluindo o diafragma que
exerce essa importante função de apoio respiratório. Lembrando que, com a
respiração diafragmática temos maior capacidade de armazenamento de ar
devido a utilizarmos partes móveis da região respiratória.
Ligação entre postura e respiração
São duas áreas que estão ligadas entre si. Uma boa postura favorece a
respiração. Se uma postura está incorreta, ela pode fluir no espaço
respiratório, trazendo assim, problemas para o cantor e toda atividade
física está ligada a respiração e ao oxigênio. Sem esquecer que a postura
incorreta influi negativamente não só na respiração, mas também na fala ou
no canto. Ex. encostar o queixo no peito para obter sons graves ou estivar
o pescoço para obter sons agudos, são posturas incorretas, pois provocam
tensão nas cordas vocais e com essa alteração trabalhar de forma incorreta.
PARTE 4
Propriedade do Som
O som possui suas características ao qual vamos destaca-las em quatro
partes:
· Altura: é a característica do som ser grave ou agudo, neste ponto
vamos abandonar a linguagem de "fino"para definir agudos e "grosso"para
definir grave. O som não sendo grave nem agudo, chamaremos de médio.
· Intensidade: é a característica do som ser forte ou fraco
· Duração: é a característica do som ser mais longo ou mais breve.
Longo podemos chamar de demorado e breve podemos chamar de rápido.
· Timbre: é através do timbre que identificamos a origem do som. E
pela cor do timbre (claro ou escuro) que sabemos de olhos fechados quando o
som é de uma pessoa falando ou um motor de automóvel, se a voz é masculina
ou feminina, se o som é de um violino ou um violão.
Aquecimento
Muitos erram ao pensar que ao cantar utilizamos apenas a voz.
Na verdade suamos o corpo inteiro e nesse caso há uma necessidade de
aquecimento muscular de nosso corpo. A palavra aquecimento refere-se
literalmente ao aumento da temperatura das fibras musculares, que se aquecem
ao esforço físico. Cantar exige uma controlada e exata vibração tonal e
isto requer rápidas e precisas contrações e relaxamentos musculares.
Músculos aquecidos trabalham em tempo rápido, que é o necessário para o
controle vocal.
Deve-se começar o aquecimento dos pés a cabeça, comparando o
cantor com um atleta. Tem que haver aquecimento muscular para evitar danos
e é fato comprovado que nos dois casos o aquecimento muscular aumenta o
desempenho.
O aquecimento deve ser feito de forma lenta e progressiva para
que não haja um estiramento nas fibras musculares.
Relaxamento: podemos encarar este pinto de uma forma mental
através dos aquecimentos musculares. Aquecendo o corpo estamos tornando-o
relaxado físico e mentalmente. A parte mental da conscientização dos
exercícios no auxílio vocal.
PARTE 5
Aquecimento vocal
O aquecimento vocal é necessário para que haja aproveitamento
total da voz e para que não corramos o risco de um estiramento vocal, assim
como muscular.
Começamos com exercícios leves e soltos. Um leve murmúrio em
tom confortável, em boca chiusa (fechada) mantendo o tom durante pelo menos
cinco respirações seguidas, para que haja tensão nas cordas vocais, gerando
um leve aquecimento. Com auxílio da respiração apoiada, nesse mesmo
exercício, vamos subir e descer escalas para que haja alongamento das cordas
vocais. Para haver um aproveitamento melhor nesse exercício, mantenha o tom
em boca chiusa e depois abra as vogais, uma de cada vez. Faça variando de
intensidade, mas lembre-se que mais vale meia hora de exercícios
concentrados do que duas horas de exercícios dispersos.
Vocalizes
Vocalizes são exercícios vocais utilizados para desenvolvimento
vocal e para aumentar os limites de uma voz, auxiliados por uma boa
respiração e proporcionando boas condições de ressonância. Vale lembrar que
as vocalizes auxiliam no fortalecimento e preservação da voz. Vocalizes não
são canções, são exercícios que geralmente são usadas na escala de Dó, tendo
o cuidado de não exagerar nas tonalidades (graves e agudos), fazendo sempre
de acordo com a capacidade vocal do grupo e sem pressa. Tem que haver
concentração nos exercícios.
Região Vocal
Nós trabalhamos com nossa voz em certas regiões enquanto
cantamos. Vejamos:
· Região Média: é aquela região vocal em que cantamos de maneira
confortável, normalmente onze sons independentes se esta região é grave ou
aguda. Varia de pessoa para pessoa.
· Extensão: são notas que ultrapassam a região média. São notas que
cantamos com um pouco de dificuldade, sendo necessário um apoio vocal mais
concentrado no diafragma e uma força a mais (intensidade) da voz.
· Falsete: significa voz falsa, normalmente homens imitando voz
feminina ou vice-versa; alguns dizem ser proibida a sua prática, mas pode
ser utilizada sim e com grande êxito, porém devemos tomar cuidado para não
forçar demais as cordas vocais, trazendo danos as mesmas.
As três áreas podem ser trabalhadas dentro de uma mesma música pelo cantor.
O melhor é que cantemos dentro da região média da voz, evitando assim
desafinações ou danos as cordas vocais.
PARTE 6
Cuidados com a voz
Este é um ponto um pouco polêmico porque nem todos os conselhos são iguais
para todos. É necessário que os cantores conheçam a si mesmos e saibam
analisar o que é bom ou ruim para seu desempenho. Aí vão algumas práticas
para você analisar e tentar se enquadrar.
· Não tossir, para não calejar as cordas vocais;
· Nunca cantar fora da região de sua voz.
· Não tomar gelado e logo após algo quente;
Higiene vocal: Saúde da voz
Aumentar a capacidade de resistência das pregas vocais, desenvolver o
alcance dos tons graves e agudos.
· Inicie sua vida de cantor(a) evitando os excessos em todos os
sentidos;
· Alimentação balanceada: diminuir quantidade e aumentar qualidade;
· Comer bastantes frutas, legumes e verduras, por serem nutritivos e
leves;
· Diminuir massas e carnes, pois são alimentos pesados que causam
desconforto;
· Comer bastante maça. É ótimo para a mucosa da laringe e pregas
vocais.
· Comer uma maça antes de cantar.
· Ingerir alimentos que contém vitamina C, para aumentar a
resistência física.
· Tomar bastante água. As cordas vocais precisam de uma boa
hidratação.
· Evitar cigarro. O fumo limita o potencial da voz, dificulta a
respiração, causa perda de tons agudos, gera pigarro, tosse, resseca a
mucosa da laringe, causa edema nas pregas e aumenta o risco de contrair um
câncer.
· Evitar bebidas alcoólicas. O álcool desidrata as pregas vocais,
causa anestesia dando impressão de que é fácil cantar, levando ao abuso.
Quando o efeito acaba a voz está rouca e cansada.
· Cuidado com a automedicação através de gargarejos, sprays, bolinhas
e pastilhas refrescantes. Com seus vapores gelados podem causar danos às
pregas vocais, além de serem anestésicos.
· Moderar os alimentos gelados e quentes. Coloque pequenas
quantidades na boca, permaneça por alguns segundos e depois engula, para
evitar e "choque térmico". Em seguida tome água natural.
· Deve-se evitar o uso inadequado da voz falada, como: falar alto,
rápido demais, gritar, falar em shows, jogos e competições. Tudo isso agride
as pregas vocais. Deve-se falar baixo, com volume, impostando a voz.
· Modere os chás, cafés, laticínios, doces e chocolates. Esses
alimentos produzem o muco (secreção), causando desconforto.
· Previna-se contra a gripe. Ela causa indisposição, principalmente
no aparelho respiratório e fonador.
· Não pigarrear nem tossir. Faça "trrrr". É um ótimo exercício.
50% do incômodo será suprido.
· Cansaço na voz, rouquidão, dificuldade de falar e ao cantar, ardor
por mais de mês, procure um medido (otorrino)
· Evitar stress físico, emocional e vocal, mofo, poeira e corrente de
ar frio.
· Recomendam-se momentos de repouso na higiene bucal.
· Uma simples irritação na mucosa das pregas vocais pode
transformar-se em calos, edemas, nódulos, pólipos, problemas um tanto
complicado e desagradável é o seu tratamento.
· Tome água sempre antes e depois de cantar.
· Quando estiver com tosse tomar xarope de mel ou uma pitada de sal.
PARTE 7
Ressonância:
A ressonância é um ponto importantíssimo no canto. Para isso, temos que ter
um bom ouvido e reproduzir o som de maneira agradável. Temos em nosso corpo
ressonadores que são cavidade onde o ar vibra. Utilizando esse recurso
valioso alcançamos sons e timbres variados de acordo com o que pede a
música. Muitos agem de maneira antiprofissional, fazendo apenas o que lhes
convém. Somos funcionário da música e precisamos analisar o que ela sugere.
Às vezes pede um som mais aberto ou fechado e temos que estar prontos para
realizar esses sons usando nossos ressonadores, trabalhando com graves e
agudos.
Vejamos os principais ressonadores:
· Boca: contém vários recursos com sua abertura ou fechamento,
auxiliada pela língua e pelos dentes.
· Nariz: com o ar concentrado nessa região temos um som anasalado,
procurando com zelo não anasalar as palavras com til e algumas consoantes.
· Garganta: mantê-la aberta, sem tensão para livre passagem do ar.
Podem alguns graves soar na parte de traz das orelhas ou próxima ao queixo.
· Peito: usado nos sons graves, vibrando o peito, sempre buscando a
melhor qualidade do som.
· Cabeça: a expressão "de cabeça" é usada normalmente nos sons
agudos, visando o tom "lá em cima" vibrando a cabeça.
O correto é nunca forçar o seu ressonador. Usa-lo com leveza e com
naturalidade, colocando a intensidade necessária e tomar o cuidado de não
deixar o som se espalhar, ficando muito aberto ou fechar demais, tornando-o
muito escuro.
Conclusão:
Fazendo o uso de todos os pontos aqui tratados, você conseguirá um
desempenho maior através da técnica, lembrando sempre do seu limite vocal.
Não queira fazer algo só porque ouviu alguém fazer. Lembre-se: sua
estrutura vocal pode ser diferente e não lhe proporcionar o mesmo timbre.
Valorize seu timbre seja ele grave ou agudo e trabalhe visando aumentar sua
região média.
Tenha sempre em mente o desenvolvimento.
PARTE 8
Classificação vocal
Registro médio e tessitura
A voz humana se classifica em quatro naipes (categorias) a saber:
· Soprano
· Contralto
· Tenor
· Baixo
Também existe a voz infantil que chamamos de voz clara e igualamos a voz
feminina. Porém a voz feminina e masculina poderão ser graves (escuras) de
acordo com o timbre, isto é, a tessitura que é constituída as nossas cordas
vocais.
Obs: Tessitura - tecido que envolve as cordas vocais.
E para sabermos qual é a tessitura de determinada voz, pedimos ao cantor
para cantar uma frase de qualquer melodia, até mesmo um arpejo e daí
analisamos o timbre da voz, isto é, se é claro ou escuro, por exemplo,
timbre claro (soprano) e escuro (contralto). Na voz masculina de igual
forma.
Obs: Existem também o mezzo soprano que é intermediário entre soprano e
contralto e o barítono (entre tenor e baixo); são vozes raríssimas no
Brasil.
Cores das Vozes:
Podemos atribuir cores aos timbres de determinadas vozes, facilitando assim
o trabalho de classificação vocal. Exemplos:
a. cor rosa - soprano ligeiro
b. azul claro - soprano meio ligeiro
c. amarelo claro - soprano de coral
d. amarelão forte - contralto
e. verde musgo - contralto
f. azulão - tenor
g. marrom - tenor
h. verde escuro - tenor
i. roxo - baixo
j. preto - baixo profundo
Classificar uma voz significa atribuirmos uma cor ao seu timbre e,
separarmos dele para integrar o seu naipe, a qual pertence. Exemplo:
Cor branca / voz soprano / naipe: soprano
Obs: Naipe é a maneira que achamos as vozes após divididas em 4 categorias:
soprano, contralto, tenor e baixo. Um coral é formado por 4 naipes de
vozes. 2 femininos e 2 masculinos.
PARTE 9
Timbre
O timbre poderá ser claro ou escuro. O contralto é a voz escura da mulher,
como o baixo é a voz escura do homem.
Há duas formas de classificar uma voz. Pelo timbre ou pelo registro médio.
Geralmente uma confirma a outra. Exemplo: se a pessoa é soprano:
a) Sua cor de voz será clara;
b) Seus registros médios serão sons médios e agudos
Registro médio
Não é porque uma voz consegue emitir sons agudos, por exemplo,
que, podemos classifica-la em determinada tessitura. É possível nos
enganarmos. Para não cometermos um erro (anti-profissional) devemos
analisar os timbres (cor) de cada voz, e aí não resta nenhuma dúvida quanto
à classificação.
Quando se trata de cantar com facilidade de uma nota grave até
uma aguda sem esforçar as cordas vocais, estamos cantando no Registro médio
de nossa voz.
Jamais confundamos tessitura com registro médio ou extensão:
Para maior clareza:
Tessitura: permite reconhecer o timbre (qualificar)
Registro médio: região da voz (geralmente 11 sons que emitimos com
facilidade)
Extensão: notas que emitimos com dificuldade. 13 sons aproximadamente.
PARTE 10
FORMAÇÃO DE SOLISTA
Desenvolvimento de Palco
· Uso de microfones e pedestal
É muito importante saber fazer uso não somente de microfones e pedestais,
mas também de toda aparelhagem a sua disposição.
Vamos começar por um ponto de grande importância que se inicia com a amizade
entre o cantor e o técnico de som. Crie um clima amigável com o técnico
seja ele de grande ou pouca experiência. Lembre-se: você está nas mãos
dele. Já vi técnicos que ajudam o cantor de tal forma que até a distância
entre o cantor e o microfone ele controla, aumentando assim o desempenho do
artista. Quando não há um relacionamento bom entre os dois o trabalho pode
ser prejudicado.
É importante saber trabalhar com microfone. Existem preferências quanto ao
uso do pedestal. Ao se aproximar do microfone teste-o antes de cantar com
palavras e não com pancadas. Agindo do modo correto, você terá noção exata
do volume e equalização para fazer algum possível ajuste na sua "ferramenta
de trabalho", além de evitar possíveis problemas com a cápsula do microfone.
Evite encosta-lo totalmente na boca, para não prejudicar a articulação
labial, perdendo a dicção perfeita.
A distância entre voz e microfone dependerá da potência da aparelhagem
disponível, mas uma longa distância também não é recomendável. O correto é
você acertar esse detalhe conforme a intensidade dos trechos da música, se
aproximando do microfone em trechos de intensidade baixa e afastando-se em
caso oposto, procurando sempre ouvir com atenção o som que o cerca.
O pedestal limita mais os movimentos do cantor, mas seu uso é de grande
importância.
Existem hoje no mercado, tipos de microfones e pedestais e sua utilização
varia de acordo com a situação (palco, estúdio, etc).
PARTE 11
· Equilíbrio emocional
O autocontrole é muito importante para o artista. A consciência da
desinibição (para muitos casos) é o primeiro passo. A pessoa precisa ser
espontânea, sem passar dos seus limites. Ao tempo que a pessoa acanhada
deixa algo a desejar, a pessoa que n"ao conhece seus limites e ultrapassa,
acaba prejudicando outras pessoas com palavras que ferem, críticas
destrutivas ou com gestos que normalmente as pessoas não aprovariam.
Existem pessoas que induzem os seus ouvintes a sentirem algo que não existe
através de palavras e gestos, para casos em que a letra fala uma coisa e o
cantor tenta forçar algo totalmente contrário, entrando assim em contradição
com ele mesmo. Deve haver uma concordâcia entre o que se fala e o que se
canta.
A comunicação é muito importante e é exatamente isso que o cantor faz quando
está atuando. Sua letra comunica algo, seus gestos dizem alguma coisa.
Para uma boa comunicação com o público exige autocontrole. Saber o que está
dizendo exige um equilíbrio emocional.
· Expressão
Algo de grande valor para o artista. Expressão também é comunicação.
Existem formas variadas de expressão e realmente chama atenção de quem
assiste algo quando o artista se expressa de verdade. Até sua música
modifica. Cantar com expressão é algo que prende os olhares e você arranca
elogios a seu favor. A voz é seu instrumento e através dele a expressão
deve ocorrer com naturalidade. A melhor maneira de fazer isto é sentir o
que está cantando. Se transportar para dentro da letra e deixar de ser
guiado pelo ritmo. Como o próprio Laboriel: "eu e meu instrumento somos um".
Expressar-se bem é comunicar-se melhor e significa tornar a música mais
interessante tanto para o cantor como para o ouvinte.
PARTE 12
· Comunicação em grupo
Este é um ponto importante para o caso de você não atuar sozinho ao palco.
A comunicação em grupo é de fundamental importância na introdução, meio e
final da música. Existe casos que uma das pessoas do grupo resolve mudar
alguma coisa, decide improvisar algo. Através de um simples olhar a
comunicação pode ser feita e todo o caminho improvisado por alguém pode ser
facilmente entendido.
A Comunicação em grupo vale para qualquer grupo, seja instrumental, acapela
ou misto e em muitos grupos a improvisação é freqüente, exigindo um cuidado
maior do grupo.
Comunicar-se com o grupo tem seu valor inclusive para satisfazer seus
ouvintes cantando e tocando algo que surgiu naquele momento. Algo que não
estava nos planos e nem foi ensaiado. Através de um bom entendimento entre
o grupo, o ritmo de uma música pode ser alterado com facilidade por todos,
até mesmo através de uma expressão. O grupo pode entender o que está
aconcetendo no momento e fazer algumas alterações. Às vezes para obter essa
comunicação demora um pouco, mas é algo que deve ser buscado com rapidez.
· Uso do play-back
O uso do play-back não é proibido, mas será algo em que não será feito
alterações de expressão pelos músicos por ser algo programado. Há um perigo
para o cantor que faz uso de play-back, perigo esse que se houver falha
prejudicará o cantor. Os perigos mais comuns são atraso por parte do
cantor, ou quando ele se adianta na música. Com play-backs fica difícil
"consertar" o erro. É preciso aumentar a atenção, pois se você perde a
introdução o aparelho não retornará ao início para você iniciar e se você
não se cuidar o play-back pode terminar primeiro que você.
O play-back lhe deixará mais independente, mas dobre sua atenção ao fazer
uso dele.
· Vestimenta
A vestimenta para algumas pessoas não tem importância, mas ela também tem o
seu lugar no palco. Alguns músicos adotam o sistema de se vestirem conforme
o seu estilo musical, outros se vestem conforme o ambiente em que vão se
apresentar. Tudo uma questão de escolha. Existem também os acessórios que
são usados normalmente como corte de cabelo, bonés, etc.
Muitas vezes reconhecemos um grupo musical pelo seu modo de vestir.
Existem grupos que nem tem tanta expressão musical, mas chamam a atenção
pelo modo de se vestir e alguns criam até uma certa moda seguida
principalmente por seus fãs.
PARTE 13
· Repertório
Sempre haverá a necessidade de organização se você vai entrar em um estúdio
ou palco para o público. Em ambos os casos o seu repertório deve estar
pronto. É importante saber sobre o seu tempo de apresentação antes de subir
em um palco, para organizar sua apresentação. Comunique-se com o
organizador do programa sobre tempo. Em alguns casos você recebe o tempo
real, em outros em quantidade de música.
Há uma importância em relação a seqüência de músicas. Se você quer
comunicar algo, o ideal é que coloque músicas que concordem entre si e sejam
uma seqüência de idéias, para que as pessoas entendam o que você quer passar
para elas.
O repertório é algo que já deve ser programado no ensaio para que não haja
imprevistos, para as surpresas desagradáveis fiquem de lado. Principalmente
em relação ao que se fala em seqüência de idéias. É um assunto que deve ser
pensado com calma, e dentro do tempo que lhe for dado, organizar uma
seqüência.
· Maturidade ao ouvir críticas
Saber ouvir críticas, seja construtiva ou destrutiva é uma virtude que deve
ser adquirida pelo artista. Nem sempre as músicas vão agradar as pessoas de
um modo geral. A mesma música agrada um grupo e outro não.
Toda crítica feita deve ser ouvida com atenção. Analisar o motivo pelo qual
ela foi feita, pode ser o caso de realmente sua música não estar agradando.
Sua voz pode não estar na sua melhor forma e deixar falhas e esse tipo de
crítica é muito importante, pois alguém pode pegar alguma falha que passou
desapercebida por você. É então o momento de analisar todo o esquema da
música e procurar o erro para que ele seja eliminado.
É importante não se abater pelas críticas, mas aprender através delas. Em
relação às críticas destrutivas, não devem lhe causar danos. Elas têm que
ser encaradas como um motivo a mais para continuar. Sempre haverá pessoas
que tomarão a atitude de lhe criticar, mesmo que não seja na sua presença
que é o mais comum. A esse tipo de atitude você deve se mostrar firme e até
em relação às críticas destrutivas você deve parar e analisar até onde
aquela crítica pode estar certa. Tudo com maturidade.