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#5269 De: FILOSOFIA <o_filosofo_de_sao_paulo@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 11:03 am
Assunto: Filosofia online CEFA - Duke University (começa hoje)
o_filosofo_de_sao_paulo@...
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Aviso do curso
 
Amigos, o curso CEFA-DUKE University sobre O Conhecimento começa hoje. Vocês poderão encontrar aqui na rede social ou no Portal Brasileiro da Filosofia o vídeo O conhecimento 1, com a síntese do primeiro programa. O programa ao vivo, mesmo, ocorrerá das 23 horas às 24 horas, pela TV Filosofia www.mogulus.com/filosofia. Caso você ainda não tenha feito inscrição e/ou não tenha depositado valor do investimento, ainda dá tempo. Fale com a Fran: fghi29@...
Obrigado
Paulo Ghiraldelli Jr.
Postado por Mônica, do Centro de Estudos em Filosofia Americana (CEFA)


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#5270 De: Maria Cristina Obredor <crisobredor@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 12:51 pm
Assunto: COMEÇAR DE NOVO
crisobredor
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From: Chicão dois Passos <chicaodoispassos@...>
Date: Monday, December 1, 2008, 7:45 AM

COMEÇAR DE NOVO

http://chicaodoispa ssos.blogspot. com/



Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:


"COMEÇAR DE NOVO

Eu tinha medo da escuridão

Até que as noites se fizeram longas e sem luz

Eu não resistia ao frio facilmente

Até passar a noite molhado numa laje

Eu tinha medo dos mortos

Até ter que dormir num cemitério

Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires

Até que me deram abrigo e alimento

Eu tinha aversão a Judeus

Até darem remédios aos meus filhos

Eu adorava exibir a minha nova jaqueta

Até dar ela a um garoto com hipotermia

Eu escolhia cuidadosamente a minha comida

Até que tive fome

Eu desconfiava da pele escura

Até que um braço forte me tirou da água

Eu achava que tinha visto muita coisa

Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas

Eu não gostava do cachorro do meu vizinho

Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar

Eu não lembrava os idosos

Até participar dos resgates

Eu não sabia cozinhar

Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome"


Nota do Chicão:

O sofrimento é uma oportunidade. Algumas pessoas pessoas precisam passar por situações radicais para superarem seus preconceitos.

A gratidão e o serviço são formas de fazermos estas mudanças sem precisarmos do sofrimento.

Alguns usam o sofrimento para reafirmarem seus preconceitos.

Alguns usam seus sofrimentos para nascerem de novo em vida.

A pessoa que escreveu o texto acima renasceu, começou de novo.


BLOG DO CHICÃO
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#5271 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 1:37 pm
Assunto: Manifestação do Sintufsc sobre desastre ambiental em SC
ecezimbra
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Para além das chuvas

 

Além de se mover em uma ação de solidariedade para oferecer alguma forma de amparo para as milhares  de vítimas da  tragédia que se abate sobre  Santa Catarina, a coordenação do Sintufsc faz uma manifestação buscando refletir sobre as responsabilidades e as irresponsabilidades que contribuem para este fenômeno que não é puramente “natural” como alguns querem fazer crer.  A geóloga e pesquisadora do grupo de estudos de Desastres Ambientais da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Maria Lúcia de Paula Hermman, por exemplo, é uma das vozes que se levanta para dizer, em entrevista à imprensa, que as características do solo e do relevo e as condições climáticas anômalas não são capazes de, sozinhas, explicar a tragédia ocorrida em Santa Catarina. Segundo a professora, mais do que os fenômenos naturais, o descaso do poder público ao longo das últimas décadas foi a principal razão do elevado número de mortos, desabrigados e desalojados em decorrência das chuvas que atingiram o Estado no mês de novembro.

 Segue o texto da manifestação dos coordenadores do Sintufsc...

PARA ALÉM DAS CHUVAS

O caos de cidades inteiras embaixo d’água e o drama das famílias trabalhadoras que perdem de uma só vez quase tudo o que têm, quando não a própria vida,  são a face mais terrível e visível de um desastre que atinge pelo menos 1,5 milhão de catarinenses.

         Os números malditos não param de aumentar: mais de 78.000 desabrigados e desalojados, pelo menos uma centena de mortos, dezenas de desaparecidos. Fora o que ainda não se “contabilizou” nas estatísticas fatais que depois, em geral, não revertem em ações concretas de prevenção para evitar os desastres  ou reduzir o impacto do que não se pode prevenir. 

Esta tragédia poderia ser evitada? Essa é a pergunta que não pára de gritar em dezenas de vozes que se levantam país afora.

Santa Catarina já passou por situações semelhantes, particularmente nas enchentes de 1983 e1984. Aspectos climáticos e geológicos favorecem a ocorrência deste tipo de fenômeno no litoral de nosso estado, particularmente na região do Vale do Itajaí.

         Exatamente por isso, caberia ao poder público criar as condições para prevenir novos desastres, diminuindo os efeitos potenciais das chuvas. É mais do que evidente que isso não foi feito. Como também, a depender dos governos que aí estão, novas tragédias como esta infelizmente tenderão a se repetir.

Os projetos de engenharia necessários à prevenção de novos desastres na região de Blumenau são velhos conhecidos que nunca saíram do papel. Além disso, o desmatamento segue, deixando as terras mais propícias a deslizamentos. Com dinheiro na mão, qualquer empresário compra licenças ambientais para seus empreendimentos especulativos na região litorânea. E investigações abertas para averiguar operações do tipo da malfadada Moeda Verde acabam fazendo água para todos os lados. Ou, quando muito,  punem os mais de baixo. Os de cima são inclusive premiados e reeleitos para cargos públicos.

Agora, para piorar, Luiz Henrique quer aprovar a toque de caixa um novo Código Ambiental (PL 0238.0/2008),  que autoriza a total destruição dos ecossistemas em Santa Catarina. Maior  destruição ambiental, maior aquecimento global, terreno fértil para a ocorrência das chamadas “catástrofes naturais” contemporâneas.

         Diversos prefeitos vêm passando uma frágil camada de asfalto nas ruas – vendidos em propagandas enganosas que falam das maravilhas do “tapete preto” para a vida da comunidade. Essas “cascas” mal feitas e caras,    sem o devido sistema de escoamento, executadas de forma irresponsável e eleitoreira só podem acentuar um   resultado. Enchentes!

E o que dizer do saneamento básico? Santa Catarina tem um dos piores índices nessa área frente às demais regiões do Brasil, que também não são exemplo para ninguém. Com as chuvas, os rios carregados de dejetos se mesclam às águas das chuvas, invadem as ruas e residências, e multiplicam os problemas de saúde pública.

         O crescimento dos latifúndios frente à ausência de uma reforma agrária séria há décadas vem empurrando as famílias de camponeses para as cidades grandes. Como faltam oportunidades dignas de trabalho, essa gente se une à periferia local. São milhões de pessoas vivendo nas encostas, em moradias improvisadas. Aí estão as vítimas  mais sofridas dos atuais deslizamentos de terra – principal causa das mortes até o momento. Os programas de moradia popular não passam de peças publicitárias em campanhas eleitorais.         

O sistema de saúde para socorrer as vítimas é precarizado, graças a uma política consciente de desmonte do SUS, o Sistema Único da Saúde.  E para piorar, agora a crise econômica está sendo a desculpa para cortar ainda mais as já minguadas verbas para as áreas sociais.

         Nos cem dias de chuva praticamente ininterrupta que antecederam o caos atual, nenhum esquema de emergência foi preparado para lidar com a situação que se avizinhava. Agora, os mesmos governantes responsáveis pelo absurdo em que chegamos se transfiguram nos “heróis da salvação” frente às câmeras.

Mas basta uma análise comparativa para perceber que nem a gravidade da situação atual serve para inverter a lógica até aqui colocada. As verbas do governo federal para combater as enchentes equivalem a 1% dos R$ 160 bilhões que foram recentemente entregues aos banqueiros pelo mesmo governo de uma só vez. Os equipamentos e o pessoal das Forças Armadas deslocadas para Santa Catarina nem se comparam à maquinaria de guerra e aos 1.200 homens do exército brasileiro enviados para manter a sangrenta ocupação do Haiti.

         Portanto, diferentemente do que faz parecer a grande imprensa, as atuais enchentes não são uma mera fatalidade com origem em fenômenos climáticos. Trata-se de mais um triste capítulo da crise social, econômica, moral e ambiental que nos assola enquanto humanidade. Seus responsáveis estão sequinhos, em suas mansões e Palácios, calculando os próximos lucros que terão com a miséria alheia.

A comoção frente a esta terrível tragédia causa uma forte onda de solidariedade, com milhares de trabalhadores voluntários e doações vindas de diversas partes do país. Nós, do Sindicato dos Trabalhadores da UFSC, nos juntamos a essa corrente. Doamos cestas básicas e chamamos toda a sociedade civil a doar alimentos não perecíveis, roupas, cobertores, utensílios domésticos, medicamentos e materiais médicos, etc. Faremos o que está ao nosso alcance para ajudar as vítimas do flagelo.

Porém, não podemos nos eximir de uma manifestação política centrada nos princípios éticos que nos sustentam. E, para que não se repitam tragédias como esta, nosso trabalho será ainda maior, e permanente: a luta pela transformação social profunda, socialista, pelo fim da exploração do homem pelo homem. Os sucessivos espetáculos de horror com que nos deparamos a cada dia são a prova definitiva da falência do modelo social capitalista para resolver os dilemas profundos e até as questões mais básicas da humanidade.

 

Coordenação do Sintufsc – Sindicato de Luta


#5272 De: Instituto Anima <institutoanima@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 4:56 pm
Assunto: Alanis Morissette: Vídeo muito especial
institutoanima
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Alanis Morissette: Vídeo em anexo para quem ainda reclama da vida!!

Um video bem moderno de um da cantoras mais quentes do momento

EM ESPECIAL, para que se unam mais as pessoas, e e repeitem mais as diferenças

Equipe do Anima



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#5273 De: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 5:11 pm
Assunto: Re: Re: Enchentes em SC 'são reflexo de mudanças na Amazônia', diz 'Clarín'
alma_naq
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Edu,

Pois é cara, as vezes parece que morar aqui em Santa Catarina é que virou "risco", ô estado pra ter tantos desastres "naturais" sô. Neste fim desemana ficamos cogitando a possibilidade de morar num sítio na Serra da Bocaina , divisa de São Paulo com Rio, num to mais aguentando tanta chuva por aqui.
No dilúvio bíblico choveu 40 dias e 40 noites, aqui foi batido o recorde,quase 60 dias de chuva , mas tudo bem ...vamos lá....o surf e o rafting estão ótimos, hehehe.

Neste fim de semana fomos levar doações e mantimentos na região do vale. Temos uma turma de jipeiros e muitos amigos da/na região. Que tristeza Edu, mesmo de jippes equipados não conseguíamos passar em alguns trechos, o uso de guincho foi desaconselhado devido ao estado de "encharcamento" do solo", não sendo confiável ancorar em nenhuma árvore ou pedra . Parece uma guerra, cheia de tanques do exército, helicópteros, gente ferida, gente enterrando seus mortos, falta água, falta comida, tá foda.... e isso ainda vai refletir por um bom tempo na economia do estado pois essa é/era uma das regiões mais produtivas do estado.

Quanto as causas de tudo isso, é tanta coisa ao mesmo tempo agora, o que ficou de certo é que a chuva veio de leste ( lestada como falamos aqui), ou seja veio do mar.
Já falaram também numa zona  ( tou na dúvida  mas acho que é de baixa pressão ) como influência para o fenêmeno a "Zona de convergência do Atlântico Sul", uma área que costuma se deslocar pelo Atlântico ( no ano passado ela estava próximo a Patagonia, nesse ano ficou na cara do estado )

Mas pelo jeito, com todas essas informações, a luta primeira é pelo "controle do desenvolvimento urbano sobre áreas de encostas, mangues, dunas, planícies costeiras, cabeceiras de drenagem, impermeabilização do solo, assoreamento  dos rios, obstrução de leitos e desmatamento das matas ciliares, pois como já falamos, esses desastres já são "naturais" em Santa Catarina, tendendo a aumentarem como apontam todos esses estudos citados nos e-mails, cabe agora diante de mais essa tragédia pressionar vereadorews, deputados e governo para que coloquem em prática logo as medidas de prevenção as enchentes.

Abração

Reinaldo

PS-1: Ainda não consegui ver o filme, estou programando para essa semana, se não acontecer mais alguma coisa...

PS-2: Li o texto sobre propaganda, bem interessante, quero ver se acrescento um pouco mais a ele, é a minha área.



Eduardo Sejanes Cezimbra <ecezimbra@...> escreveu:
Oi Rei,
Para ilustrar nossas conversa:
29/11/2008

Fenômeno extremo vai se tornar freqüente


Não há por enquanto uma explicação científica para o que ocasionou a
seqüência de chuvas em Santa Catarina. Também não é possível associar
o fenômeno ao aquecimento global - embora a possibilidade não possa
ser descartada, afirma Carlos Nobre, climatologista do Inpe
(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A reportagem é de Eduardo Garaque e publicada pelo jornal Folha de S.
Paulo, 29-11-2008.

"Esse é o tipo de fenômeno extremo que vai ocorrer mais no futuro. A
grande pergunta é: o futuro já chegou?" A falta de uma série
histórica para os eventos climáticos no Brasil de pelo menos 150 anos
impede um julgamento mais definitivo.

"Em muitas partes do mundo [onde existem séries históricas], já se
consegue apontar o aquecimento global como culpado por eventos
climáticos extremos. Aqui, isso ainda não é possível", diz Nobre.
As duas últimas grandes inundações catarinenses, em 1983 -que o
pesquisador julga ter sido mais grave do que a atual- e 1998, estavam
relacionadas com o fenômeno El Niño, diz Nobre, mas esse não é o caso
agora. "Sem ele [El Niño], não existem elementos para a previsão."

O Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, ligado ao
Inpe) não deu nenhum alerta nas últimas semanas sobre o risco de
fortes inundações porque seus modelos não conseguiram prever as
chuvas anômalas do último fim de semana, diz Nobre. Para o
pesquisador, a situação poderia ter sido até mais grave.

"Algo muito parecido - meses de chuvas intensas com dias de chuvas
muito intensas - ocorreu na Venezuela em 1999. Morreram 40 mil
pessoas." Segundo Nobre, o sistema de defesa estadual de Santa
Catarina, "o melhor do país", evitou que a tragédia desta semana
tivesse sido maior.

Física

A física atmosférica consegue, no entanto, explicar o fato isolado,
ou seja, o motivo de ter chovido tanto no fim de semana.

A temperatura dos oceanos está quase 1C acima do normal. Com isso,
mais água evapora. Na alta atmosfera, o contrário. Está bem mais frio
do que o esperado (quase 15C de diferença). Isso faz com que a
umidade precipite com mais velocidade.

"E também existe um centro de alta pressão no oceano que bloqueia o
ar que está vindo do sul", diz Paulo Artaxo, físico da USP. "Isso
mostra que o evento foi anômalo". Para Artaxo, também está claro que
eventos extremos do tipo vão ocorrer no futuro.


Veja que o Paulo Artaxo está mais cauteloso em suas afirmações à
Folha do que ao que disse ao Clarin.
Bom fim de semana
ABC
P.S.: comecei a ver o Adendum ao Zeitgesit, gostei do início.
--- Em retrans@yahoogrupos.com.br, reinaldo caruso <alma_naq@...>
escreveu
>
> Oi Edu,
>
> Que o aquecimento global está afetando o clima e que o desmatamento
da Amazonia implica numa series de modificações climáticas eu não
discordo, o que eu fico com um pé atrás é em dizerem que essa
catástrofe aqui em Santa Catarina é reflexo de mudanças na Amazonia,
como diz o título da matéria pois historicamente há séculos ocorrem
essas chuvas na região. Por muitos anos o vilão sempre foi o "El
Ninõ", a décadas fiquei escutando isso, que ele era o culpado tanto
pelas chuvas quanto pelas secas na América do Sul. Agora o vilão da
vez passou a ser o desmatamento da Amazonia sendo que há registros de
enchentes na região em 1895 quando a Amazonia ainda estava bem
inteirnha. Mesmo no caso de aumento de uma catástrofe natural como
você já colocou é discutível pois a quantidade de chuva não foi
superior a da enchente de 83 e faltaram "algums metros" para a água
chegar aonde chegou naquele ano. É isso.
>
> Aliás, podemos considerar que o que aumentou foi a capacidade do
ser humano de fazer besteiras.
>
> Já teve vários estudos para amenizar as enchentes na região,
inclusive com relatórios "internacionais" sendo entregues ao governo
mas o governo nunca fez nada, pelo contrário, permite a ocupação
desordenada nas encostas, permite obras sem estudos maiores sobre
impacto ambiental etc, etc...
>
> A maioria das mortes foram por soterramento, algumas estradas que
estão bloqueadas foram duplicadas recentemente, o Porto de Itajaí já
sofreu várias ampliações "talves sem se preocuparem com o impacto
ambiental da obra. ( pra quem não sabe, Itajaí, onde fica o Porto é a
foz do Rio Itajaí, rio que atravessa o Vale do Itajaí recebendo águas
de vários afluentes, junta-se a tudo isso a maré alta no fim de
semana. A cidade ficou embaixo dágua).
>
> Podemos até cair no chavão de dizer que era uma catástrofe
anunciada, assim como na mioria das cidades que se permite a
cidade "crescer" para áreas de riscos, encostas, mangues,.depois
ainda reclamam da natureza ou de Deus ....."acho que" a visão
holística tem e deve abordar todos esses aspectos, naturais, humanos,
geográficos e por que não, espirituais ( só não sei ainda ondé que
eles entram aqui).
>
> Cara, ainda não tive tempo de ver o filme, grato pela envio.
>
> Abração Edu,
>
> Reinaldo
>
>
>
> Eduardo Sejanes Cezimbra <ecezimbra@...>
escreveu: Isto mesmo o que a notícia
diz ,Rei!
> O aquecimento global está modificando o regime de formação de
nuvens e chuvas na Amazônia em combinação com as queimadas da
floresta.
> Pergunte a qualquer agrônomo a explicação para as secas no RS e
Argentina.
> E mais, se destruída mais de 50 % da floresta não há mais retorno
para esta catástrofe ambiental. Um pesquisador da USP de painéis
solares (Sociedade do Sol) nos alertou sobre este risco durante
encontro no FSM em Poa em 2005.
> Meu caro, fenômenos climáticos desta magnitude não podem ser
entendidos de uma forma linear: A Amazônia, O Oceeano, A Calota
Polar, mas muito mais através de uma visão sistêmica e
holística.Qualquer visão linear e cartesiana está superada e é um dos
bloqueios para sairmos desta emergência ambiental e só os tecnocratas
insistem nela(não é o nosso caso).
>
> Aproveito para te enviar o link para assistires Zeitgeist completo
pela nossa RETRANS e depois se desejares deixar teu comentário no
nosso fórum.
> http://transnet.ning.com/video/2018942:Video:20285
>
> Grato
> ABC
>
>
> --- Em retrans@yahoogrupos.com.br, reinaldo caruso <alma_naq@>
escreveu
> >
> > Oi Edu,
> >
> > Entendi, mas não deposito minha fé 100% nisto. O que eu acho é
que não é só o desmatamento da Amazônia que está afetando o clima e
sim uma série de fatores, quase todos ligados ao aquecimento global
e essa coisa de culpar o desmatamento da Amazõnia por tudo pode
servir ( se já não serve ) como pretexto para os donos da nova ordem
mundial intervirem na Amazônia.
> >
> > Por exemplo, hoje sabemos que muitos dessas catástrofes
climáticas que ocorrem no Brasil são devidos ao "El Niño" no verão
(Chuvas torrenciais) e a "La Niña" no inverno ( seca ), fenômenos
esses associados ao aquecimento das águas do Pacífico.
> >
> > O "Catarina" e tornados que estão se tornando frequentes aqui
em "Santa" são mais associados ao aquecimento das águas do Atlântico,
inclusivo tem até um artigo ( assim que eu achar te mando) de um
seminário que teve aí nos pampas em que um cientista, junto ao orgão
de agricultura gaucho, pregavam já o início de estudos de
desalinazação das aguas do mar aqui no sul para uso na agricultura.
> >
> > Isso , é claro, sem esquecer os movimentos cíclicos naturais que
existem mas que poucos sentem ou percebem.
> >
> > Quando estava morando lá no sítio da Enseada, um senhor da região
me disse pra ficar atento a lua cheia de setembro pois se entrasse a
lua cheia chovendo, "choveria a primavera toda", e isso foi em 2004 e
realmente aconteceu. E, por coincidência, esse ano também estava
chovendo na Lua cheia de setembro.
> >
> > Uma vez ouvi uma definição sobre o ser humano que achei
sensacional:
> >
> > "O ser humano é o agente mutante dinâmico da natureza", a frase
realmente é bonita mas nem todas as ações "dinâmicas" humanas o são,
né..hehehe.
> >
> > abração
> >
> > Reinaldo
> >
> > Eduardo Sejanes Cezimbra ecezimbra@
escreveu: oi Rei
> > Eu entendi a notícia da seguinte forma: são fenômenos naturais
> > aumentados dramaticamente em regiões onde já ocorriam, a exemplo
do
> > aumento de intensidade dos furacões no hemisfério norte, sem
falar no
> > Catarina primeiro furacão do hemisfério sul, coincidentemente na
mesma
> > região das enchentes e deslizamentos,Santa Catarina.
> > E também li na mesma notícia que os fenômenos são de muito
> > desequilíbrio, com secas muito fortes em outras regiões
combinadas com
> > tempestades em outras.E olha, com cinqüenta anos no lombo,ainda
ontem
> > me chamou a atenção o fato de estarmos com muito sol e calor
aqui no
> > RS, pois lembro-me bem das tempestades que assolavam
conjuntamente
> > todo o litoral de PR,SC e RS.
> > Além do que são dados emitidos por um instituto de pesquisas que
> > monitora com satélites estes eventos.
> > Por isto acho que vale panfletar estes alertas,como diz o nosso
amigo
> > Aca, pois é quando a água está batendo na bunda que as pessoas
prestam
> > atenção aos riscos. Desta notícia ,por exemplo,eu fiz um Raízes
de
> > Grama, que foi para mais de 20 e-grupos que participo.
> > Grato pelo retorno,
> > ABC --- Em retrans@yahoogrupos.com.br, reinaldo caruso alma_naq@
> > escreveu
> > >
> > > Oi Edu,
> > >
> > > Não sei não mas acho que não é bem isso não.
> > >
> > > As enchentes na região do Vale do Itajaí são cíclicas, ocorrem
de
> > tempos em tempos, a de 82 foi a pior e a de 91 foi menor. Tá no
Wik:
> > >
> > > "O município de Blumenau está localizado no nordeste de Santa
> > Catarina, precisamente no Médio Vale do Itajaí, região
pertencente ao
> > Vale do Itajaí. A cidade é banhada pelo Rio Itajaí-Açu e
propensa a
> > enchentes, que são constantes na história de Blumenau, inclusive
> > protagonizando algumas de repercussão nacional, como as 1983 e
> > 1984[15] e 2008.[16] "
> > >
> > > Reza a lenda que quando os alemães chegaram na região,
estranharam
> > que os índios faziam suas casas nos morros em vez de fazer nas
áreas
> > mais planas próximas aos rios. Nas primeiras chuvas fortes eles
> > descobriram, hehehe. Inclusive, o nome em Tupi Guarani para a
região é
> > " local que enche". A região era habitada pelos indígenas
Kaigangs,
> > Xoklengs e Botocudos, que foram expulsos de suas terras pelos
próprios
> > colonos alemães. A região é cheia de vales e rios, as vezes só
> > chovendo nas cabeceiras dos rios já causam um aumento no volume
de
> > água próximo a Blumenau.
> > >
> > > Acho que não dá pra ficar culpando o desmatamento da Amazonia
por
> > tudo o que acontece nessa guerra de "informações".
> > >
> > > abração
> > >
> > > Reinaldo
> > >
> > >
> > > Eduardo Cezimbra ecezimbra@
escreveu:
> > >
> > >
> > > 25/11/2008
> > >
> > > Sistema de formação de nuvens e chuvas na floresta foi
> > alterado, diz jornal argentino.
> > > - As enchentes em Santa Catarina, que mataram dezenas de
> > pessoas e deixaram milhares desabrigadas, são sinal de que o
impacto
> > do aquecimento global sobre a Amazônia já está tendo um reflexo
sobre
> > o clima da América do Sul, diz artigo na edição desta terça-
feira do
> > jornal argentino, Clarín.
> > > "Começa então a se cumprir, muito antes do previsto, o
que
> > vêm advertindo os cientistas, entre eles os do Painel
> > Intergovernamental de Mudanças Climáticas. (...) As mudanças na
> > floresta amazônica, em conseqüência do aquecimento global e da
ação
> > destrutiva do homem, já começaram a se fazer sentir no Cone
Sul", diz
> > o diário.
> > > "As tempestades em Santa Catarina, simultaneamente às
fortes
> > secas no Chaco, em Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé e Córdoba"
são
> > citados pelo artigo como reflexos de mudanças na Amazônia.
> > > O Clarín ouviu dois especialistas do Instituto Nacional
de
> > Pesquisas da Amazônia (INPA) para explicar o fenômeno.
> > > Segundo o jornal, "o físico Antônio Ozimar Manzi
afirmou:
> > 'Esta zona (que inclui a selva no Brasil e mais outros oito
países da
> > região) é a principal fonte de precipitações na região'. E tudo
o que
> > acontecer modificará de maneira decisiva o clima no sul e no
norte da
> > América do Sul".
> > > Paulo Artaxa, também ouvido pelo jornal argentino,
explica
> > que "no céu da Amazônia há um sistema eficaz de aproveitamento do
> > vapor d'água (...) mas a fumaça dos incêndios florestais altera
> > drasticamente este mecanismo: diminui a formação de nuvens e
chuvas em
> > algumas regiões e aumenta as tempestades em outras".
> > > O Clarín conclui que "não é de se estranhar fenômenos
como as
> > inundações de Santa Cataria quanto a seca no norte, centro e
leste da
> > Argentina".
> > > "Não são castigos divinos, mas bem humanos.
> > >
> > >
> > >
> > > Fonte: Estadão Online Ciência / BBC brasil.
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
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#5274 De: "Regina Aradhan" <regina.aradhan@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 7:47 pm
Assunto: Fwd: [ Sociedade Alternativa ] Enc: Jalapão - território americano
atelier_aradhan
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repassando...

---------- Forwarded message ----------
From: Nicete Campos <nicetecampos@...>
Date: 2008/12/1
Subject: [ Sociedade Alternativa ] Enc: Jalapão - território americano
To: REBECA <rebecadobrasil@...>, sociedadealternativa-br@..., Cegos Grupo <cegos@...>

 ---------- Mensagem encaminhada ----------

From: "Fabio Wesley de Melo" <fabiowmelo@...>
To: undisclosed-recipients: ;
Date: Mon, 1 Dec 2008 08:25:52 -0300
Subject: Fwd: Fw: Jalapão território americano
Por favor ajudem a divulgar esta notícia que, por mais absurda que
seja, está acontecendo agora e ninguém faz nada.
Por que será que ninguém faz nada?
Quais os interesses?
Fabé

__________________________________________________________________________________________Jalapão é território americano desde setembro; tocantinense está
impedido de entrar na área

25/11/2008 10:06:27

Tem muita gente indignada com o que está ocorrendo no Jalapão. Há
cerca de 90 dias, a rede americana de TV CBS grava o programa
Survivor, um reality show, que será comercializado para 120 países -
menos para o Brasil, segundo nota do jornalista Luiz Armando Costa, na
coluna Cidade Aberta, em O Jornal desta semana.

Mais de 300 pessoas estão trabalhando confinadas no projeto desde
setembro. São 75 contêineres instalados para suporte do programa, numa
área de preservação ambiental, transportados para lá sobre as estradas
sensíveis do Jalapão. As gravações estão sendo feitas às margens do
não menos sensível Rio Sono. Segundo informações que circulam pelo
Estado, são US$ 30 milhões em equipamento.

O Jalapão foi totalmente interditado ao povo tocantinense e
brasileiro. Foi transformado em território americano, e até o espaço
aéreo está fechado. Para se ter idéia da "internacionalização", o
avião do governador Marcelo Miranda (PMDB), que foi visitar as
gravações, teve que mudar a rota porque não podia sobrevoar a área.

Fitas de filmadoras e chips de câmaras fotográficas - mesmo da
Secretaria Estadual de Comunicação (Secom) - são confiscados pela
equipe da CBS e só serão liberados após 12 de dezembro, quando
terminam as gravações. Quem foi até o local diz que para entrar é
necessário assinar um contrato, em inglês, de dez folhas (detalhe: até
o governador!).

Americanos e australianos, que comandam o programa, instalaram no
Jalapão a bandeira dos Estados Unidos - nem sinal, nem qualquer
lembrança, de que se trata de território brasileiro e tocantinense.

Também conforme informações de quem foi até o local, há placas nas
vias de acesso às dunas com as inscrições (em inglês e português) do
tipo "dunas fechadas para o público" e "propriedade particular".

O retorno do Tocantins com perda temporária (esperamos!) da autonomia
sobre parte de seu território é a divulgação das imagens do Estado
para 120 países (mesmo considerando que o Jalapão, conforme
especialistas, não está preparado para receber mais do que 200
visitantes).

É uma modernização daquela estratégia usada por portugueses para
conquistar nossos índios: trocar espelhinhos por ouro.

Com o custo adicional da depredação de uma das nossas maiores riquezas
naturais, patrimônio do povo tocantinense e brasileiro.

Será que os americanos aceitariam que fechássemos o Grand Canyon para
fazer algo parecido? Que submetêssemos o governador do Colorado a esse
tipo de humilhação: ter que desviar sua rota área para não sobrevoar
seu território e ter que obrigá-lo a assinar contrato em português
para poder entrar em seu território? Será ainda que aceitariam que
fincássemos bandeiras brasileiras no Grand Canyon? E se impedíssemos o
ingresso nele do povo americano?

Parece que temos vocação para colônia. Não tem dinheiro, nem
divulgação nenhuma, que pague abrirmos mão de nossa dignidade e de
nossa autonomia.

Como diz aquela música: "Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar o
seu valor"!




#5275 De: Drauzio Milagres <drauziomilagres@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 8:06 pm
Assunto: (utilidade pública) Mais Um Golpe Para Roubar Carros
drauziomilagres
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#5276 De: Instituto Anima <institutoanima@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 8:19 pm
Assunto: ]Feriados para 2009???
institutoanima
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Dhan-em ou em sê ou em sí...

Uma ótima solução é

Trabalhem aqui com a gente, turno começa 5: 30 a 6:30 hs com os bofetões do general extra terrestre de 67 cms

Depois é na terra, na rede, na terapía, nas vendas, normalmente o turno termina às 24 hs, todos os dias, 7 dias por semana

Agora o que ocorre, o objetivo de nossa jornada é sair da mente, não ser a mente, o pensar,  ser o ser silencioso, atuar para não estar na desarmonia, mas ser o uno com a única realidade real e eterna...

Acaba tudo sendo amparado pelo gde espirito, uma bela meditação

Om Tat Sat

Orua

ATENÇÃO : 2009 SERÁ UM ANO MUITO CANSATIVO.

 

Que atraso de VIDA.......só no Brasil

 

 

"Des"

Programe-se desde já !

Feriados 2009 - Brasil

 

01/01/09      quinta-feira         Confraternização Universal

 

20/01/09      terça-feira           São Sebastião (RJ)

 

23/02/09      segunda-feira       Carnaval

 

24/02/09      terça-feira           Carnaval

 

10/04/09      sexta-feira         Paixão de  Cristo

 

21/04/09      terça-feira         Tiradentes

 

01/05/09      sexta-feira         Dia do Trabalho

 

11/06/09      quinta-feira          Corpus Christi

 

09/07/09      quinta-feira        Revolução Constitucionalista (SP)

 

07/09/09      segunda-feira     Independência do Brasil

 

12/10/09      segunda-feira     Nossa Sra Aparecida - Padroeira do Brasil

 

02/11/09      segunda-feira     Finados

 

15/11/09      domingo               Proclamação da República

 

20/11/09      sexta-feira         Zumbi/Consciênciência Negra

 

25/12/09      sexta-feira         Natal

 

Ao todo serão:

 

8 Feriados na Seg/Sex

 

5 Feriados na Ter/Qui

 

Total: 13 Feriados (em dias úteis)

 

Se somarmos aos feriados (sábados/domingos e enforcarmos quando cair na ter/qui, teremos 44 dias de feriadões!)

 

O ano tem 365 dias, são 52 semanas, portanto 104 dias de descanso, você tem mais 30 dias de férias, são 13 feriados em 2009, "enforcando" somamos mais 5 dias, assim iremos trabalhar somente:

 

365 - (104+30+13+05) = 213 dias

 

Isso significa que trabalharemos só 58,35% do ano, ou 1.704 horas das 8.760 horas que tem 01 ano, ou seja nós trabalhamos somente 19,45% das horas do ano.

 

E você ainda quer mais descanso .....  Reclama do que????

Gloria

 

 


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#5277 De: "Regina Aradhan" <regina.aradhan@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 8:29 pm
Assunto: Re: ]Feriados para 2009???
atelier_aradhan
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BLZA, GranGeneralOruaOnça,
vou pensar no seu caso pras minhas férias, e nas horas vagas cuido do Emanuel, ok assim?!
rs


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15/11/09      domingo               Proclamação da República

 

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O ano tem 365 dias, são 52 semanas, portanto 104 dias de descanso, você tem mais 30 dias de férias, são 13 feriados em 2009, "enforcando" somamos mais 5 dias, assim iremos trabalhar somente:

 

365 - (104+30+13+05) = 213 dias

 

Isso significa que trabalharemos só 58,35% do ano, ou 1.704 horas das 8.760 horas que tem 01 ano, ou seja nós trabalhamos somente 19,45% das horas do ano.

 

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#5278 De: "Regina Aradhan" <regina.aradhan@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 8:37 pm
Assunto: Fwd: [ Sociedade Alternativa ] Enc: [rebecadobrasil] Solo de Santa Catarina está desmanchando, diz pesquisador
atelier_aradhan
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Pois é, Edu e Rei,

hj aqui faz sol, ainda bem... nem conseguia mais andar na grama da minha casa... tudo encharcado!
Bem, aqui em Itaipava, Petrópolis, onde mais desastres acontecem, não é bem assim como diz a nota abaixo... estou até hj consertando os estragos do ano passado...
mas é fato que após 3 anos de tragédias, a prefeitura ano passado fez um super trabalho no rio e riachos que cortam aqui. Mas a causa é o desmatamento mesmo, a especulação imobiliária e o total descaso ecológico. O cemitério daqui já deveria ter sido interditado há muito... como as chuvas o lençóis d' água da região estão embriagados de chorume cadavérico, imaginem a contaminação!!!

bjs e sorte e solidariedade e paz!
dhan

 
Solo de Santa Catarina está desmanchando, diz pesquisador
Parte do solo do estado de Santa Catarina está desmanchando. A afirmação é do professor do Departamento de Análise Geoambiental da Universidade Federal Fluminense, Júlio César Wasserman.

Em entrevista na quinta-feira (27) à Rádio Nacional, o especialista esclareceu que o desabamento de terra ocorrido nas encostas de cidades do estado devido às fortes chuvas é um processo chamado solifluxão. Segundo ele, na maior parte das vezes o fenômeno acontece devido ao desmatamento das encostas. "Quando se tem ocupação de favelas ou residências com pouca estrutura nessa áreas, esse processo vai ocorrer", disse.

Ele explicou que a espessura do solo das encostas é relativamente reduzida e que quando há chuvas, as águas penetram até a rocha sã (tipo de rocha que não virou solo). Por esse motivo, a terra ultrapassa sua capacidade de absolver essa água. Fato acontecido em Santa Catarina. "A formação é como se fosse uma manteiga derretendo em um bloco de gelo", exemplificou.

Para o professor, o papel da Defesa Civil no momento, de identificar as áreas de risco nos estado, deveria ter sido realizado antes. Como exemplo de prevenção, Wasserman citou os trabalhos de conscientizaçã o da população feitos nas cidades de Petrópolis e Teresópolis, no Rio de Janeiro.

 "Quando atinge uma determinada quantidade de chuva, eles mesmos tomam a iniciativa de abandonar a casa e se instalarem em outros locais", contou.

 O pesquisador também destacou que, além de perder as casas, muitas famílias deverão perder os terrenos onde as moradias estavam construídas, já que as áreas desapareceram no meio da enxurrada. De acordo com ele, nos locais em que o solo se acomodar, será possível fazer uma análise geotécnica.

Nesses casos, as famílias serão orientadas sobre como reconstruir suas casas. Para ele, no entanto, o quadro visto na catástrofe é de barrancos desmoronados e nessa situação a recuperação do terreno será praticamente impossível. "O custo para se construir uma casa pendurada em um barranco é muito alto. Essas pessoas infelizmente vão perder o terreno", afirmou.

Na opinião de Wasserman , a responsabilidade pelos prejuízos é do estado. "Acho que existe uma grande responsabilidade do estado em ter legalizado esse terreno. Mesmo nas situações de invasão. Acho uma irresponsabilidade o fato do estado ter controlado essa ocupação nessas áreas de risco", criticou. (Fonte: Radiobrás)


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#5279 De: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Data: Seg, 1 de Dez de 2008 9:16 pm
Assunto: Re: Fwd: [ Sociedade Alternativa ] Enc: [rebecadobrasil] Solo de Santa Catarina está desmanchando, diz pesquisador
alma_naq
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Pois é Dhan, essa situação eu nunca tinha imaginado, imagina que aqui, além das pessoas perderem as casa, perderam o terreno também, da pra imaginar uma situação dessa, a terra foi embora, putz ...Vamos ver se agora aprendemos a lição......agora tem muita gente estudando como acionar o estado pelos danos, muita lama ainda vai correr por aqui......

beijão

Reinaldo




Regina Aradhan <regina.aradhan@...> escreveu:



Pois é, Edu e Rei,

hj aqui faz sol, ainda bem... nem conseguia mais andar na grama da minha casa... tudo encharcado!
Bem, aqui em Itaipava, Petrópolis, onde mais desastres acontecem, não é bem assim como diz a nota abaixo... estou até hj consertando os estragos do ano passado...
mas é fato que após 3 anos de tragédias, a prefeitura ano passado fez um super trabalho no rio e riachos que cortam aqui. Mas a causa é o desmatamento mesmo, a especulação imobiliária e o total descaso ecológico. O cemitério daqui já deveria ter sido interditado há muito... como as chuvas o lençóis d' água da região estão embriagados de chorume cadavérico, imaginem a contaminação!!!

bjs e sorte e solidariedade e paz!
dhan

 
Solo de Santa Catarina está desmanchando, diz pesquisador
Parte do solo do estado de Santa Catarina está desmanchando. A afirmação é do professor do Departamento de Análise Geoambiental da Universidade Federal Fluminense, Júlio César Wasserman.

Em entrevista na quinta-feira (27) à Rádio Nacional, o especialista esclareceu que o desabamento de terra ocorrido nas encostas de cidades do estado devido às fortes chuvas é um processo chamado solifluxão. Segundo ele, na maior parte das vezes o fenômeno acontece devido ao desmatamento das encostas. "Quando se tem ocupação de favelas ou residências com pouca estrutura nessa áreas, esse processo vai ocorrer", disse.

Ele explicou que a espessura do solo das encostas é relativamente reduzida e que quando há chuvas, as águas penetram até a rocha sã (tipo de rocha que não virou solo). Por esse motivo, a terra ultrapassa sua capacidade de absolver essa água. Fato acontecido em Santa Catarina. "A formação é como se fosse uma manteiga derretendo em um bloco de gelo", exemplificou.

Para o professor, o papel da Defesa Civil no momento, de identificar as áreas de risco nos estado, deveria ter sido realizado antes. Como exemplo de prevenção, Wasserman citou os trabalhos de conscientizaçã o da população feitos nas cidades de Petrópolis e Teresópolis, no Rio de Janeiro.

 "Quando atinge uma determinada quantidade de chuva, eles mesmos tomam a iniciativa de abandonar a casa e se instalarem em outros locais", contou.

 O pesquisador também destacou que, além de perder as casas, muitas famílias deverão perder os terrenos onde as moradias estavam construídas, já que as áreas desapareceram no meio da enxurrada. De acordo com ele, nos locais em que o solo se acomodar, será possível fazer uma análise geotécnica.

Nesses casos, as famílias serão orientadas sobre como reconstruir suas casas. Para ele, no entanto, o quadro visto na catástrofe é de barrancos desmoronados e nessa situação a recuperação do terreno será praticamente impossível. "O custo para se construir uma casa pendurada em um barranco é muito alto. Essas pessoas infelizmente vão perder o terreno", afirmou.

Na opinião de Wasserman , a responsabilidade pelos prejuízos é do estado. "Acho que existe uma grande responsabilidade do estado em ter legalizado esse terreno. Mesmo nas situações de invasão. Acho uma irresponsabilidade o fato do estado ter controlado essa ocupação nessas áreas de risco", criticou. (Fonte: Radiobrás)


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#5280 De: Instituto Anima <institutoanima@...>
Data: Ter, 2 de Dez de 2008 12:22 am
Assunto: Solução para as Enchentes de SC?
institutoanima
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
"Mas pelo jeito, com todas essas informações, a luta primeira é pelo "controle do desenvolvimento urbano sobre áreas de encostas, mangues, dunas, planícies costeiras, cabeceiras de drenagem, impermeabilizaçã o do solo, assoreamento dos rios, obstrução de leitos e desmatamento das matas ciliares, pois como já falamos, esses desastres já são "naturais" em Santa Catarina, tendendo a aumentarem como apontam todos esses estudos citados nos e-mails, cabe agora diante de mais essa tragédia pressionar vereadorews, deputados e governo para que coloquem em prática logo as medidas de prevenção as enchentes."

Abração

Reinaldo

É isso, este é o ponto, controlar com o quê, com o papo furado novo de quê.

Permacultura ou agroecologia urbana ou sistemas agroflorestais urbanos, isto é fundamental e sempre foi desde Adão no Paraíso, mas onde temos esta informação sendo ensinada para o povo, nas escolas rsrsrsrsrsr piada

Inutilizaram os ecologistas, os tornaram alvos, os torturaram com ameaças e ataques de todas as formas, a cultura urbana do acúmulo de capital impos sua ignorância absoluta, não deu valor nenhum a agricultura e suas vertentes

Ou seja, compostar, plantar árvores, capins que seguram a terra, batata doce, manter mulching, sabem o que é mulching? Ainda fazr murundus, curvas de nível, terraços, desvios de água...

Umas horinhas por dia na enxada, um compromisso com a ecologia com o planeta, mas a onde nos ensinam isso, seguem os modelos dos patrões norte americanos, ultra modernos em tecnologia sofisticada, isto é tudo hoje para a nação brasileira, e sua natureza abundante, é só para explorar e exportar

Nós tentamos 5 anos atuar em SC, as mentalidades, nem aí. A solução está no que foi escrito, se fazer mudas, todo mundo ser educado em sustentabilidade real do planeta, mas isso vai acontecer em breve, a grana do matrix, o poder todo, ora nós vamos mostrar de graça o caminho, mas quem vai receber o tutu milionário será a Xuxa mesmo, podem crer

Orua, www.institutoanima.org



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#5281 De: "Regina Aradhan" <regina.aradhan@...>
Data: Ter, 2 de Dez de 2008 1:10 pm
Assunto: Monitore e proteste contra o desmatamento da Amazônia
atelier_aradhan
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Amig@s,
boa dica!

http://amazonia.orkut.globo.com/images/scrap_header.jpg
http://twitter.com/globoamazonia

Monitore e proteste contra o desmatamento da Amazônia

#5282 De: Instituto Anima <institutoanima@...>
Data: Ter, 2 de Dez de 2008 1:42 pm
Assunto: Dhan e povo, ser mami é o gde lance do planeta
institutoanima
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Não e nada disso, a gente cuida dele o tempo todo, anda com ele sempre, nosso chumbinho Emmanuel

Ele adora comer folhas verdes, cenouras, gosta muito de colo e de passear, caminhar por aí e ficar pelado

É muito fofinho, nossa prioridade e total atenção, a gente aqui tá curtindo muito, mas não é fácil ser mami, as mulheres provam com sua força interior e capacidade por que o criador lhes deu a chave da vida e da perpetuação do futuro, não são frouchas como os homens

É demais e não se pode imaginar o que deve ser mãe, gerar a vida, a zelar, intuir, ver, imaginar, e abrir mão de seu fruto para a vida e seu novo rumo

Portanto não fica braba, desapontada, revoltada, tensa, hostil, patológica, nem sempre também a gente trabalha o tempo todo não, e nem tudo é a não mente, nem tudo é tudo e pode ser ainda nada, e nem tudo é nada, e tudo e nada é bem vindo, qualquer coisa legal é bem vinda, então você e o povo é bem vindo

Escuta, peguei um filme e adorei chamado Serenity: a luta pelo amanhâ, veja qual é o foco de nossa luta, de nossa libertação planetária...

Beijinhos a todos e a todas, mais em especial

Orua


BLZA, GranGeneralOruaOnç a,
vou pensar no seu caso pras minhas férias, e nas horas vagas cuido do
Emanuel, ok assim?!
rs


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#5283 De: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Data: Ter, 2 de Dez de 2008 6:15 pm
Assunto: Re: Solução para as Enchentes de SC?
alma_naq
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Orua,

Também acho que é por aí.

Isso tudo lembra um pouco daquele conto do incêndio na floresta e o beija-flor. Se cada um fizer a sua parte acho que rola.

Vejo que a humanidade já percorreu um longo caminho mas a "conscientização" de como viver em harmonia com o mundo, a natureza e seus semelhantes evolui lentamente, talvez seja esse mesmo o tempo de amadurecimento que nós precisamos, talvez já esteja na hora de acelerar um pouco esse processo.

Eu confesso que "permacultura", "agroecologia urbana" são conceitos novos pra mim, "coisas" que conheci de 10 anos pra cá e sei que a maioria das pessoas  desconhecem o seu significado, cabendo aos que já estão "antenados" a sua divulgação  para todos, como também todas as outras ciências, artes e tecnologias que, de uma maneira holística, possam aprofundar a comunhão entre os povos, a natureza e o universo.

Temos que repensar tudo, a cidade, a industria, o lazer, o transporte urbano, o código civil, o sexo, a doença e o dinheiro.

Acho que não é por acaso que estamos aqui e agora, vivendo e vivenciando todas as possibilidades de melhorar o que já é duca.


Que bom estarmos vivendo essa época, esse momento né?

Namastê

Reinaldo

 

Instituto Anima <institutoanima@...> escreveu:
"Mas pelo jeito, com todas essas informações, a luta primeira é pelo "controle do desenvolvimento urbano sobre áreas de encostas, mangues, dunas, planícies costeiras, cabeceiras de drenagem, impermeabilizaçã o do solo, assoreamento dos rios, obstrução de leitos e desmatamento das matas ciliares, pois como já falamos, esses desastres já são "naturais" em Santa Catarina, tendendo a aumentarem como apontam todos esses estudos citados nos e-mails, cabe agora diante de mais essa tragédia pressionar vereadorews, deputados e governo para que coloquem em prática logo as medidas de prevenção as enchentes."

Abração

Reinaldo

É isso, este é o ponto, controlar com o quê, com o papo furado novo de quê.

Permacultura ou agroecologia urbana ou sistemas agroflorestais urbanos, isto é fundamental e sempre foi desde Adão no Paraíso, mas onde temos esta informação sendo ensinada para o povo, nas escolas rsrsrsrsrsr piada

Inutilizaram os ecologistas, os tornaram alvos, os torturaram com ameaças e ataques de todas as formas, a cultura urbana do acúmulo de capital impos sua ignorância absoluta, não deu valor nenhum a agricultura e suas vertentes

Ou seja, compostar, plantar árvores, capins que seguram a terra, batata doce, manter mulching, sabem o que é mulching? Ainda fazr murundus, curvas de nível, terraços, desvios de água...

Umas horinhas por dia na enxada, um compromisso com a ecologia com o planeta, mas a onde nos ensinam isso, seguem os modelos dos patrões norte americanos, ultra modernos em tecnologia sofisticada, isto é tudo hoje para a nação brasileira, e sua natureza abundante, é só para explorar e exportar

Nós tentamos 5 anos atuar em SC, as mentalidades, nem aí. A solução está no que foi escrito, se fazer mudas, todo mundo ser educado em sustentabilidade real do planeta, mas isso vai acontecer em breve, a grana do matrix, o poder todo, ora nós vamos mostrar de graça o caminho, mas quem vai receber o tutu milionário será a Xuxa mesmo, podem crer

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#5284 De: Maria Cristina Obredor <crisobredor@...>
Data: Ter, 2 de Dez de 2008 6:55 pm
Assunto: Re: Solução para as Enchentes de SC?
crisobredor
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Olá amigos, so entro nesta conversa que venho seguindo para dizer que apoio totalmente o dito pelo Reinaldo. É isso, visto de um ângulo está tudo uma droga, mas visto de outro é um momento excelente para pormos todas nossas energias, no caminho que cada qual escolher ,para tentar direcionar as mudanças necessárias para o mundo que queremos. Quanto mais bagunça e descrédito das instituições que já a ninguém representam, mais alto temos que gritar até que as milhares de pessoas que sentem e pensam igual a nós sacodam o pó e começem a se mexer também.... O negócio é não se deixar vencer pelo pesimismo, pelo desánimo , não nos acomodarmos na vidinha pacata , não cair no sem-sentido, a Coisa é ser coerente com o que de verdade se quer, no se trair.... Por isso, acho que é um bom momento!
quando morrem as falsas esperanças que norteavam nossas ações, a consciência fica em estado de busca, busca do que venha preencher o vazio, completar esse ato que foi lançado. Ele será completado, resta saber com o que. Se os bons calam e os f de p gritam , eles que levam, ai teremos mais do mesmo, obscurantismo e violência. É hora das pessoas de bom senso e os que aspiram a algo melhor gritar com mais força, ainda que o mundo do estabelecido como normal, os donos, não se façam eco, temos que ir despertando consciências e fazendo a nossa parte e só.
Falei muito...rssss....., perdi o freio, desculpem...rsss.....
carinhos a todos!
Cris

 

 
 
 

 


--- On Tue, 12/2/08, reinaldo caruso <alma_naq@...> wrote:
From: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Subject: Re: [retrans] Solução para as Enchentes de SC?
To: retrans@...
Date: Tuesday, December 2, 2008, 1:15 PM

Oi Orua,

Também acho que é por aí.

Isso tudo lembra um pouco daquele conto do incêndio na floresta e o beija-flor. Se cada um fizer a sua parte acho que rola.

Vejo que a humanidade já percorreu um longo caminho mas a "conscientizaçã o" de como viver em harmonia com o mundo, a natureza e seus semelhantes evolui lentamente, talvez seja esse mesmo o tempo de amadurecimento que nós precisamos, talvez já esteja na hora de acelerar um pouco esse processo.

Eu confesso que "permacultura" , "agroecologia urbana" são conceitos novos pra mim, "coisas" que conheci de 10 anos pra cá e sei que a maioria das pessoas  desconhecem o seu significado, cabendo aos que já estão "antenados" a sua divulgação  para todos, como também todas as outras ciências, artes e tecnologias que, de uma maneira holística, possam aprofundar a comunhão entre os povos, a natureza e o universo.

Temos que repensar tudo, a cidade, a industria, o lazer, o transporte urbano, o código civil, o sexo, a doença e o dinheiro.

Acho que não é por acaso que estamos aqui e agora, vivendo e vivenciando todas as possibilidades de melhorar o que já é duca.


Que bom estarmos vivendo essa época, esse momento né?

Namastê

Reinaldo

 

Instituto Anima <institutoanima@ yahoo.com. br> escreveu:

"Mas pelo jeito, com todas essas informações, a luta primeira é pelo "controle do desenvolvimento urbano sobre áreas de encostas, mangues, dunas, planícies costeiras, cabeceiras de drenagem, impermeabilizaçã o do solo, assoreamento dos rios, obstrução de leitos e desmatamento das matas ciliares, pois como já falamos, esses desastres já são "naturais" em Santa Catarina, tendendo a aumentarem como apontam todos esses estudos citados nos e-mails, cabe agora diante de mais essa tragédia pressionar vereadorews, deputados e governo para que coloquem em prática logo as medidas de prevenção as enchentes."

Abração

Reinaldo

É isso, este é o ponto, controlar com o quê, com o papo furado novo de quê.

Permacultura ou agroecologia urbana ou sistemas agroflorestais urbanos, isto é fundamental e sempre foi desde Adão no Paraíso, mas onde temos esta informação sendo ensinada para o povo, nas escolas rsrsrsrsrsr piada

Inutilizaram os ecologistas, os tornaram alvos, os torturaram com ameaças e ataques de todas as formas, a cultura urbana do acúmulo de capital impos sua ignorância absoluta, não deu valor nenhum a agricultura e suas vertentes

Ou seja, compostar, plantar árvores, capins que seguram a terra, batata doce, manter mulching, sabem o que é mulching? Ainda fazr murundus, curvas de nível, terraços, desvios de água...

Umas horinhas por dia na enxada, um compromisso com a ecologia com o planeta, mas a onde nos ensinam isso, seguem os modelos dos patrões norte americanos, ultra modernos em tecnologia sofisticada, isto é tudo hoje para a nação brasileira, e sua natureza abundante, é só para explorar e exportar

Nós tentamos 5 anos atuar em SC, as mentalidades, nem aí. A solução está no que foi escrito, se fazer mudas, todo mundo ser educado em sustentabilidade real do planeta, mas isso vai acontecer em breve, a grana do matrix, o poder todo, ora nós vamos mostrar de graça o caminho, mas quem vai receber o tutu milionário será a Xuxa mesmo, podem crer

Orua, www.institutoanima. org



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#5285 De: "Regina Aradhan" <regina.aradhan@...>
Data: Ter, 2 de Dez de 2008 7:23 pm
Assunto: Re: Solução para as Enchentes de SC?
atelier_aradhan
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Pois, é, amig@s, é na PAZ e na compaixão - sem cobranças e cada beija-flor fazendo o seu possível. Confesso que me dá uma gana de descer e arregaçar as mangas, mas aqui em Petrópolis só estou de olho... hj um sol forte e agora uma baita temporal... o encharcamento assusta e e alerta: depois de 3 anos com a mesma droga de enchentes e desastres, a gente fica ressapiada pra caramba.
Tenho gostado do empenho da mídia em esclarecer o destino e o controle das doações: recuperar a credibilidade nas ações de solidariedade social é o melhor a se fazer agora. Há um quê no ar, algo como "saco cheio de malandragens", da certeza da lisura dos feitos. Afinal, ou sai do bolso do contribuinte ou sai do bolso do solidário - e não é o mesmo?!

Fico pensando na fortuna que as fábricas de cimento - uma baita cartel desse país cujo monopólio fez subir o saco de R$10,00 pra R$23,00 em menos de 1 ano -, vai faturar.
Essa economia louca tem feito isso com seu super liberalismo e contenção de crédito: aniquila os pequenos e eleva os grandes a maiores ainda. E quem sustenta as campanhas políticas? Bem, isso é papo pra outro lamaçal.
bjs
Dhan


2008/12/2 Maria Cristina Obredor <crisobredor@...>

Olá amigos, so entro nesta conversa que venho seguindo para dizer que apoio totalmente o dito pelo Reinaldo. É isso, visto de um ângulo está tudo uma droga, mas visto de outro é um momento excelente para pormos todas nossas energias, no caminho que cada qual escolher ,para tentar direcionar as mudanças necessárias para o mundo que queremos. Quanto mais bagunça e descrédito das instituições que já a ninguém representam, mais alto temos que gritar até que as milhares de pessoas que sentem e pensam igual a nós sacodam o pó e começem a se mexer também.... O negócio é não se deixar vencer pelo pesimismo, pelo desánimo , não nos acomodarmos na vidinha pacata , não cair no sem-sentido, a Coisa é ser coerente com o que de verdade se quer, no se trair.... Por isso, acho que é um bom momento!
quando morrem as falsas esperanças que norteavam nossas ações, a consciência fica em estado de busca, busca do que venha preencher o vazio, completar esse ato que foi lançado. Ele será completado, resta saber com o que. Se os bons calam e os f de p gritam , eles que levam, ai teremos mais do mesmo, obscurantismo e violência. É hora das pessoas de bom senso e os que aspiram a algo melhor gritar com mais força, ainda que o mundo do estabelecido como normal, os donos, não se façam eco, temos que ir despertando consciências e fazendo a nossa parte e só.
Falei muito...rssss....., perdi o freio, desculpem...rsss.....
carinhos a todos!
Cris

 

 
 
 

 


--- On Tue, 12/2/08, reinaldo caruso <alma_naq@...> wrote:
From: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Subject: Re: [retrans] Solução para as Enchentes de SC?
To: retrans@...
Date: Tuesday, December 2, 2008, 1:15 PM

Oi Orua,

Também acho que é por aí.

Isso tudo lembra um pouco daquele conto do incêndio na floresta e o beija-flor. Se cada um fizer a sua parte acho que rola.

Vejo que a humanidade já percorreu um longo caminho mas a "conscientizaçã o" de como viver em harmonia com o mundo, a natureza e seus semelhantes evolui lentamente, talvez seja esse mesmo o tempo de amadurecimento que nós precisamos, talvez já esteja na hora de acelerar um pouco esse processo.

Eu confesso que "permacultura" , "agroecologia urbana" são conceitos novos pra mim, "coisas" que conheci de 10 anos pra cá e sei que a maioria das pessoas  desconhecem o seu significado, cabendo aos que já estão "antenados" a sua divulgação  para todos, como também todas as outras ciências, artes e tecnologias que, de uma maneira holística, possam aprofundar a comunhão entre os povos, a natureza e o universo.

Temos que repensar tudo, a cidade, a industria, o lazer, o transporte urbano, o código civil, o sexo, a doença e o dinheiro.

Acho que não é por acaso que estamos aqui e agora, vivendo e vivenciando todas as possibilidades de melhorar o que já é duca.


Que bom estarmos vivendo essa época, esse momento né?

Namastê

Reinaldo

 

Instituto Anima <institutoanima@ yahoo.com. br> escreveu:

"Mas pelo jeito, com todas essas informações, a luta primeira é pelo "controle do desenvolvimento urbano sobre áreas de encostas, mangues, dunas, planícies costeiras, cabeceiras de drenagem, impermeabilizaçã o do solo, assoreamento dos rios, obstrução de leitos e desmatamento das matas ciliares, pois como já falamos, esses desastres já são "naturais" em Santa Catarina, tendendo a aumentarem como apontam todos esses estudos citados nos e-mails, cabe agora diante de mais essa tragédia pressionar vereadorews, deputados e governo para que coloquem em prática logo as medidas de prevenção as enchentes."

Abração

Reinaldo

É isso, este é o ponto, controlar com o quê, com o papo furado novo de quê.

Permacultura ou agroecologia urbana ou sistemas agroflorestais urbanos, isto é fundamental e sempre foi desde Adão no Paraíso, mas onde temos esta informação sendo ensinada para o povo, nas escolas rsrsrsrsrsr piada

Inutilizaram os ecologistas, os tornaram alvos, os torturaram com ameaças e ataques de todas as formas, a cultura urbana do acúmulo de capital impos sua ignorância absoluta, não deu valor nenhum a agricultura e suas vertentes

Ou seja, compostar, plantar árvores, capins que seguram a terra, batata doce, manter mulching, sabem o que é mulching? Ainda fazr murundus, curvas de nível, terraços, desvios de água...

Umas horinhas por dia na enxada, um compromisso com a ecologia com o planeta, mas a onde nos ensinam isso, seguem os modelos dos patrões norte americanos, ultra modernos em tecnologia sofisticada, isto é tudo hoje para a nação brasileira, e sua natureza abundante, é só para explorar e exportar

Nós tentamos 5 anos atuar em SC, as mentalidades, nem aí. A solução está no que foi escrito, se fazer mudas, todo mundo ser educado em sustentabilidade real do planeta, mas isso vai acontecer em breve, a grana do matrix, o poder todo, ora nós vamos mostrar de graça o caminho, mas quem vai receber o tutu milionário será a Xuxa mesmo, podem crer

Orua, www.institutoanima. org



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#5286 De: Maria Cristina Obredor <crisobredor@...>
Data: Ter, 2 de Dez de 2008 8:48 pm
Assunto: Cordel da Paz - Romero Meneses
crisobredor
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Olá amigos

Encaminho esse cordel de Romero Meneses feito para gentilmente para o Encontro de Lançamento da Marcha Mundial em Olinda

Crica



Cordel da Paz

 

 


Convido a sociedade

Para a marcha mundial

Onde a paz do ser humano

É o tema principal

Pelo senso de urgência

Ações de não violência

Seja o nossa ideal

 

Invoco Mahtma Gandhi

Luter King e outros mais

Na luta por liberdade

E direitos sociais

Presentes pela memória

Unindo nossa história

No mesmo sonho de paz

 

A nossa luta de paz

Pra toda humanidade

É feita pelo diálogo

Com interatividade

Cada qual com sua arte

Vem fazer a sua parte

Com mais criatividade.

 

Para se chegar na paz

É preciso um novo olhar

Entender que cada ser

Navega no mesmo mar

Que cada um é irmão

Na mesma embarcação

Aprendendo a navegar

 

Resgatar valores simples

A família a amizade

Afeto pelos humildes

O respeito a lealdade

Uma cultura de paz

A gente mesmo é quem faz

Na solidariedade

 

Unir as próprias idéias

Encontrando soluções

Solucionar conflitos

Propondo transformações

Sermos todos plantadores

Aprendendo a plantar flores

Nos jardins dos corações

Que a nossa convivência

Tenha paz e alegria

Que nos sintamos felizes

Sob o sol de cada dia

Na nossa diversidade

Encontremos unidade

Na mais perfeita harmonia

 

A luz da educação

Vencendo a ignorância

Construindo a consciência

Combatendo a arrogância

Afastando o preconceito

Na luta pelo direito

Agindo com tolerância

 

O valor de cada homem

Não reside em sua cor

Está na sua ação

O seu principal valor

Se na sua inteligência

Usa a sua consciência

Pra da Paz ser construtor

 

A caminhada da paz

É feita pela ação

De quem despertou do sono

Da sua acomodação

Colocando na bagagem

Amor, respeito e coragem

Com mais participação

 

Somos todos passageiros

Da nave da existência

Sujeitos a tempestades

Da nossa inconsciência

Façamos do humanismo

O principal mecanismo

Contra toda violência

 

Devemos fazer aos outros

O que queremos ser feito

Para construir um mundo

Liberto do preconceito

A solidariedade

Num sonho de liberdade

Onde a lei é o respeito

A nossa Satyagraha

É a organização

A consciência de luta

E a participação

De quem acordou mais cedo

Enfrentando o próprio medo

Por um mundo cidadão

 

Se desejamos a paz

Teremos que construir

Escolas que nos ensinem

A pensar e a sentir

Que a nossa felicidade

Vem na mesma quantidade

Que a gente evoluir

 

Um passo de cada vez

Um pouco mais cada dia

Vencendo cada obstáculo

A paz aqui se anuncia

Trocando ações arbitrárias

Por ações humanitárias

Na força da harmonia

 

Assim serão extinguidos

Oprimidos e opressores

Os homens humanizados

Viverão novos valores

Unidos e irmanados

Vivendo em novos reinados

Onde só há vencedores

 

Nossa pátria deve ser

Uma só pátria global

Com mais oportunidades

E um tratamento igual

Nenhum homem se rebele

Nem se julgue a cor da pele

Num tribunal racial

 

Cada ser humano tenha

A sua autonomia

Que ninguém seja oprimido

Pela nossa economia

A nossa emancipação

Seja a sinalização

Do tempo se inicia

 

 

 

Que a paz esteja presente

No mundo em cada nação

E comece em cada um

Fazendo a transformação

Ter a paz no sentimento

É não fazer julgamento

Pois o julgado é irmão

 

Ter paz também nas palavras

Numa ordem positiva

Ordenar os pensamentos

Ter mais iniciativa

A paz para ser presente

È germinando a semente

De uma mente criativa

 

Assim cada ser humano

Sabendo se equilibrar

Respeitando ao seu próximo

Ensina a si respeitar

Na lei da causa e efeito

Quem planta o que é direito

Colhe o mesmo que plantar

 

Desta plantação da paz

Sejamos bons plantadores

Cultivemos cada ação

Feita com nossos valores

O pensamento humanista

Numa nação pacifista

Produzindo mais amores...

 

 

Autor: Romero Meneses - Cordelista da cidade de Triunfo / PE

Colaborador da Marcha Mundial pela Paz e não Violência.

 

 


#5287 De: "Regina Aradhan" <regina.aradhan@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 2:43 am
Assunto: uma sentença judicial formidável: tentativa de beijoca é considerada inocente!
atelier_aradhan
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Amig@s,
leiam, é demais! kkkkkk
bjcas,
Dhan
***************************************************************************

Circunscrição :
1 - BRASILIA 
Processo : 2007.01.1.039400-2 
Vara : 601 - PRIMEIRA VARA DE ENTORP. E CONTRAV. PENAIS 
 
 
AÇÃO PENAL PÚBLICA 
PROCESSO N.º: 39400-2/07 
AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO 
   
SENTENÇA 
  
Esse é o relato do insólito episódio de RODRIGO RAMOS DE LIMA acusado de tentar dar uma bicotinha no rosto da suposta vítima e, desse modo, "atentar contra o pudor" da distinta. 
Conta a pitoresca acusação que no longínquo 20 de fevereiro de 2006, no interior de um veículo do transporte alternativo a moçoila foi surpreendida pelo inopinado beijoqueiro que, de supetão, não tendo resistido aos encantos da donzela, direcionou-lhe a beiçola, tendo como objetivo certo a face alva da passageira que se encontrava a seu lado. 
A "vítima", por sinal uma moçona forte, essa teria reagido e rechaçado a inesperada demonstração de intimidade não existente. Posteriormente, quando ser inquirida em Juízo, terminaria por afirmar que deu um tapa no rosto do sujeito e depois o esmurrou por diversas vezes. Além disso, completaria, quando estava na delegacia teria cravado as unhas no pescoço do rapaz e sacudido para impedir-lhe a fuga. 
Enquanto a suposta vítima, uma mulher forte e robusta, relatava para os presentes à audiência o ocorrido e gesticulava, mostrando como havia esgoelado o beijocador, todos os presentes à sala acompanharam entre estupefatos e incrédulos o minucioso relato ilustrado com um toque de sadismo. Ouvindo tais pormenores todos se puseram a pensar em quem teria sido a verdadeira vítima no episódio. 
Uma testemunha visual do ocorrido completaria o excêntrico relato das proezas de brio e fecunda valentia da moça que não quis o beijo: "- D... reagiu e 'deu muita porrada no sujeito'". 
Ao final dos depoimentos este magistrado não resistiu e, informalmente, perguntou para a "vítima" se o sujeito era bonito: " - Dr. se ele fosse um Reinaldo Gianecchini a reação teria sido outra...", ouvi. 
Durante a tramitação do processo, percebendo o quão esdrúxula era a peça acusatória, um representante ministerial chegou a postular pela aplicação ao caso do princípio da insignificância (fls. 58/60). A magistrada que me precedeu, contudo, discordou e remeteu os autos ao Procurador de Justiça que, por sua vez, designou uma comissão composta de três "expertos". Após rebuscada pesquisa, calcada em substanciosos argumentos sobre o que representava o beijo tentado do engenhoso personagem, a tríade lançou o circunstanciado veredicto: " - não é possível o arquivamento com base no princípio da insignificância", " - a aplicação de medida de segurança poderá trazer auxílio à família..." 
Assim, em atendimento à manifestação ministerial referida, o feito teve prosseguimento. Até que em alegações finais o promotor de justiça derradeiramente encarregado do caso pugnasse pela absolvição do acusado.  
Claro que é quase impossível aferir com exatidão as dezenas de profissionais chamados a intervir no presente processo durante a tramitação processual: policiais civis e militares e outros servidores públicos ligados à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, ao Ministério Público Distrito Federal e ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal, tais como analistas e técnicos judiciários, escrivães, oficiais de justiça, diretores e substitutos de cartórios, oficiais de gabinete, executantes, motoristas, seguranças, secretários, garçons, zeladores e faxineiros, eletricistas, digitadores e técnicos em informática, vigilantes e tantos outros que poderiam ampliar imensamente essa lista. 
Alguns, talvez os principais desses atores processuais, contudo, ao praticarem atos processuais, deixaram suas assinaturas nos autos do processo, tornando mais fácil a quantificação e enumeração desses sujeitos. Passo a enumerá-los: 
" 10 (dez) juízes de direito: fls. 2, 13, 40, 49, 62, 78, 122, 127 e 121, exemplificativamente, além de fl. 35 dos autos em apenso; 
" 8 (oito) promotores de justiça: fls. 2, 24, 28, 41v, 60, 64, 82 e 113v, exemplificativamente,;  
" 5(cinco) procuradores de justiça: fls. 66, 76 e 80; 
" 9 (nove) defensores: fls. 20, 39, 48, 96, 99, 130 e 150, exemplificativamente, e ainda fl. 14 dos autos em apenso; 
" 8 (oito) médicos: fl. 18 e também fls. 24, 27, 28, 30 e 31, dos autos em apenso; 
" 3(três) delegados de polícia: fls. 6, 45 e 124. 
 
Esses sujeitos processuais anteriormente discriminados perfazem o total de 43 profissionais altamente especializados que ao longo da tramitação do processo, ou seja, de 20/02/2006 até a presente data (interregno de quase três anos, ou, mais precisamente, dois anos, oito meses e treze dias) receberam dos cofres públicos (considerando-se os respectivos décimos terceiros salários) proventos que podem ser estimados pela média em R$ 39.674.666,67 (trinta e nove milhões, seiscentos e setenta e quatro mil, seiscentos e sessenta e seis centavos). 
Evidente que tais agentes públicos atuaram concomitantemente em diversos outros casos. No entanto, tal estimativa serve para evidenciar o tamanho do disparate em direcionar essa estrutura leviatânica para apurar a prática de uma bicota, aliás, uma tentativa de bicota, levada a efeito pelo infeliz acusado. 
Evidentemente, estamos desconsiderando outros custos, como aqueles relacionados a gastos de papel, cartuchos para impressão, cartolina, cordonê e outros materiais e suprimentos de escritório, energia elétrica, comunicação telefônica e via correios, combustível, maquinário diverso et cetera. 
Por certo, não foi mensurado o inevitável custo do impacto ambiental gerado desde antes da instauração do inquérito até a instauração e encerramento da relação jurídica processual. 
Ou seja, estimamos apenas uma parte do custo social envolvido com a tramitação do processo do aspirante a beijoqueiro. 
Toda essa movimentação magnânima teria sido feita em nome da suposta e pomposa "importunação ofensiva ao pudor"… 
Ao final, seria de se perguntar: vale a pena? É esse o mister do Direito Processual Penal do século XXI? Ou deveria esse ramo do direito se voltar a apurar aquelas condutas que atinjam bens jurídicos que realmente mereçam a tutela penal?  
Outras perguntas não querem calar: como não ver insignificância, sob a ótica penal, na conduta praticada pelo acusado? O que fazer com o princípio da proporcionalidade, que recomenda correspondência entre as sanções penais e a gravidade das condutas praticadas pelos infratores penais? Como ignorar, por outro lado, que o acusado foi solenemente espancado pela "vítima" após o triste episódio do beijo frustrado e continuou a sê-lo até a chegada à delegacia de polícia? 
É evidente que o promotor de justiça que oficiou pelo reconhecimento da insignificância agiu imbuído de bom senso e soube distinguir o fútil e o irrelevante daquilo que é sério, grave e de relevo. 
Sensibilidade e discernimento também demonstrou o outro representante do Ministério Público que, em alegações finais, postulou pela absolvição do acusado. 
Tais posturas ajudam a depurar e orientar a persecução penal, reservando-a a casos realmente relevantes. Felicitem-se aqueles promotores que voltam o principal de suas atenções e energias para punir autores de crimes de lesa-pátria, que causam prejuízos milionários ao erário, como fraude de licitações públicas, corrupção e sonegação.  
Encômios àqueles que questionam, por exemplo, a atitude do Chefe do Executivo local e procuram demonstrar a violação da Constituição e das leis penais praticadas por tal agente ao criar casuisticamente Secretaria de Estado, sem amparo na Lei Orgânica do Distrito Federal, para proteger acusados da prática de graves crimes cometidos contra a Administração Pública.  
Elogios àqueles que estão preocupados com a apuração dos crimes cometidos com violência e grave ameaça às vítimas, furtos e estelionatos vultosos, estupros, homicídios e outros similares. 
Não que outros casos não possam ser objetos de reflexão. Contudo, a cada situação o tratamento jurídico correspondente deve ser o mais adequado. O Direito Penal e Processual Penal, é óbvio, reserva-se à tutela daqueles bens jurídicos da vida mais relevantes. A hipótese dos autos não está a merecer, ao menos em desfavor do acusado, a atenção da seara penal. 
Qualquer controvérsia poderia ser solucionada por meio de outros mecanismos e instrumentos de apaziguamento social. 
Aos que sugeriram a aplicação de medida de segurança ao acusado faço lembrar o imorredouro caso de GILDÁSIO MARQUES DE SOUZA, que ao ser absolvido da prática de lesões corporais simples, por sentença datada de 24/10/67, recebeu medida de segurança e terminou por ficar encarcerado em presídios e em manicômios por mais de 36 anos, destituído de dignidade, cidadania e de relações sociais. Dois anos antes de Gildásio ser colocado em liberdade, um laudo foi juntado aos autos da execução da medida de segurança confirmando a "cessação da periculosidade" de Gildásio. Mesmo assim, Gildásio permaneceu enclausurado no Presídio Feminino de Brasília, Capital da República, até que os autos chegaram ao signatário da presente sentença que, indignado com a ignomínia e tomado por opróbrio com tanto descaso e humilhação, cumpriu o dever de extinguir aquela reprimenda vergonhosa de duração ilimitada. Foram trinta e seis anos de esquecimento, angústia, desprezo e perversidade contra o autor de um delito que, à luz da legislação vigente na atualidade, não poderia sequer ser recolhido à prisão... 
Percebe-se, assim, o cuidado que se deve ter em aplicar aos acusados da prática de infrações penais a malfadada medida de segurança. Alguém poderia dizer que ao invés de internação poderia ser aplicada ao acusado a medida de segurança na forma de tratamento ambulatorial. Isso não mudaria em nada a impertinência da proposta. Medida de segurança é sempre medida de segurança: tanto a internação pode, circunstancialmente, se converter em tratamento ambulatorial, quanto esta pode se transformar na primeira. E o mais grave é que não há prazo legal para o término da pena infamante. Não consigo enxergar em quê " - a aplicação de medida de segurança poderá trazer auxílio à família..." 
Tecidas tais considerações, nada mais resta senão reconhecer o que deveria ter sido admitido ab initio, RODRIGO RAMOS DE LIMA não praticou crime e por isso o tenho por absolvido. Por fim, faço votos de que não surja um "iluminado" com a "estupenda" idéia de, através de recurso, prorrogar a presente discussão e sangria de recursos públicos financeiros e humanos. Gastos inúteis não se justificam em parte alguma. 
Sem custas. 
Remeta-se cópia da presente sentença ao Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal para ciência. 
Publique-se no Diário da Justiça. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado procedam-se as anotações e comunicações de estilo. 
Brasília-DF, 03 de novembro de 2008. 
 
 
Fábio Martins de Lima 
- Juiz de Direito Substituto -

#5288 De: Maria Cristina Obredor <crisobredor@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 2:56 pm
Assunto: A beleza de uma cultura na Marcha - foto
crisobredor
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Vejam só se não é para guardar e mostrar.....no anexo
 
CRIS OBREDOR
HUMANISMO E NÃO VIOLÊNCIA
http://marchamundial2010.ning.com/
 
 
 
 




#5289 De: Acauã Rodrigues <acauars@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 5:58 pm
Assunto: "O Mundo Segundo a Monsanto"
acauars
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Autora de livro sobre Monsanto diz que sua obra 'dá muito medo'

2/12/2008

 

Jornalista francesa acusa a empresa de práticas mafiosas.
Autora afirma que adubos e pesticidas são "tóxicos".

 

 

A jornalista francesa Marie-Monique Robin, que acaba de publicar na Espanha um ensaio sobre a multinacional de sementes transgênicas Monsanto, à qual acusa de práticas "mafiosas", diz que não sabe se seu livro "é de terror, mas dá muito medo, pois, infelizmente, tudo o que está lá é verdade".

 

"Le Monde Selon Monsanto" -- "O Mundo Segundo a Monsanto", em português -- é o irônico título escolhido para um livro no qual ela denuncia, com documentos inéditos e testemunhos de muitas "vítimas", a "impunidade diabólica" da multinacional americana que comercializa "produtos tóxicos", afirma a autora em entrevista à Agência Efe.

 

As acusações de Robin à Monsanto são vender sementes geneticamente modificadas que não demonstraram sua "inocuidade tóxica" e que devem ser tratadas com adubos e pesticidas da mesma empresa, "igualmente tóxicos", em um ciclo monopolístico.

 

Segundo a especialista, o ciclo não acaba somente com a biodiversidade do local onde é implantado, mas também não garante melhores colheitas e empobrece os terrenos.

 

A jornalista se reuniu durante três anos com políticos, camponeses e cientistas, alguns dos quais "sofreram na própria pele o 'efeito Monsanto'".

Muitos deles sofreram represálias e foram despedidos devido às investigações sobre o risco dos produtos geneticamente modificados e outros adquiriram algum tipo de câncer pelo contato com eles.

A companhia, lembra Robin, comercializa 90% dos cultivos transgênicos do mundo, com 8,6 bilhões de euros -- aproximadamente 26 bilhões de reais -- de faturamento em 2007.

 

É a maior vendedora de sementes na América Latina, Ásia, Estados Unidos e Canadá, e entre seus "feitos" químicos está a fabricação do "agente laranja", um devastador pesticida utilizado pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

 

Robin afirma que a multinacional tem dezenas de processos penais contra ela no mundo todo, devido a problemas de saúde gerados por seus produtos, mas também por causa de práticas de monopólio.

 

Segundo a jornalista, a multinacional se comporta como uma estrutura saída da mente de George Orwell -- autor do livro "1984", que retrata um regime autoritário de uma sociedade de vigilância --, já que tem uma "meta totalitária e monopolística" e utiliza métodos muito semelhantes aos da máfia.

 

O livro faz um percurso pelas relações entre os políticos encarregados de redigir a regulamentação sobre transgênicos e as empresas do setor, com casos de membros da administração pública nos EUA que, após promover leis permissivas a esses produtos, para reduzir os testes toxicológicos, passaram para o outro lado, um inclusive como "vice-presidente" da multinacional.

 

 
 
 
 


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#5290 De: Acauã Rodrigues <acauars@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 5:58 pm
Assunto: "O Mundo Segundo a Monsanto"
acauars
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Autora de livro sobre Monsanto diz que sua obra 'dá muito medo'

2/12/2008

 

Jornalista francesa acusa a empresa de práticas mafiosas.
Autora afirma que adubos e pesticidas são "tóxicos".

 

 

A jornalista francesa Marie-Monique Robin, que acaba de publicar na Espanha um ensaio sobre a multinacional de sementes transgênicas Monsanto, à qual acusa de práticas "mafiosas", diz que não sabe se seu livro "é de terror, mas dá muito medo, pois, infelizmente, tudo o que está lá é verdade".

 

"Le Monde Selon Monsanto" -- "O Mundo Segundo a Monsanto", em português -- é o irônico título escolhido para um livro no qual ela denuncia, com documentos inéditos e testemunhos de muitas "vítimas", a "impunidade diabólica" da multinacional americana que comercializa "produtos tóxicos", afirma a autora em entrevista à Agência Efe.

 

As acusações de Robin à Monsanto são vender sementes geneticamente modificadas que não demonstraram sua "inocuidade tóxica" e que devem ser tratadas com adubos e pesticidas da mesma empresa, "igualmente tóxicos", em um ciclo monopolístico.

 

Segundo a especialista, o ciclo não acaba somente com a biodiversidade do local onde é implantado, mas também não garante melhores colheitas e empobrece os terrenos.

 

A jornalista se reuniu durante três anos com políticos, camponeses e cientistas, alguns dos quais "sofreram na própria pele o 'efeito Monsanto'".

Muitos deles sofreram represálias e foram despedidos devido às investigações sobre o risco dos produtos geneticamente modificados e outros adquiriram algum tipo de câncer pelo contato com eles.

A companhia, lembra Robin, comercializa 90% dos cultivos transgênicos do mundo, com 8,6 bilhões de euros -- aproximadamente 26 bilhões de reais -- de faturamento em 2007.

 

É a maior vendedora de sementes na América Latina, Ásia, Estados Unidos e Canadá, e entre seus "feitos" químicos está a fabricação do "agente laranja", um devastador pesticida utilizado pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

 

Robin afirma que a multinacional tem dezenas de processos penais contra ela no mundo todo, devido a problemas de saúde gerados por seus produtos, mas também por causa de práticas de monopólio.

 

Segundo a jornalista, a multinacional se comporta como uma estrutura saída da mente de George Orwell -- autor do livro "1984", que retrata um regime autoritário de uma sociedade de vigilância --, já que tem uma "meta totalitária e monopolística" e utiliza métodos muito semelhantes aos da máfia.

 

O livro faz um percurso pelas relações entre os políticos encarregados de redigir a regulamentação sobre transgênicos e as empresas do setor, com casos de membros da administração pública nos EUA que, após promover leis permissivas a esses produtos, para reduzir os testes toxicológicos, passaram para o outro lado, um inclusive como "vice-presidente" da multinacional.

 

 
 
 
 


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#5291 De: Drauzio Milagres <drauziomilagres@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 6:12 pm
Assunto: (não deixa de ser engraçado) CQC em sua cruzada para entrevistar Daniel Dantas
drauziomilagres
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CQC em sua cruzada para entrevistar Daniel Dantas
 
(clique no link abaixo)
 
 
 
(duração do vídeo: 04:01 minutos)
 
 
 


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#5292 De: Fernanda Tardin <nandatardin@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 6:50 pm
Assunto: SOS todos : ES UM GOVERNO CARNICEIRO
nandatardin
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Vila Velha, municipio da Grande Vitória com o segundo maior colégio eleitoral do estado e com o único opositor ao governo estadual e o municipio com uma das maiores indices de violência do mundo.
 
Faço um pedido a todos: DIVULGUEM a SITUAÇÃO lá e ajudem a salvarem vidas. Quem sabe com pressão o governo  estadual assine pelo menos o ESTADO DE EMERGENCIA.
 
Grata
 
Fernanda
Governo se nega de novo a decretar emergência em
Vila Velha e prolonga drama das vítimas da chuva



Renata Oliveira
Foto capa: Jorge Junior/PMVV

A notícia de que o governo do Estado havia negado novamente a homologação do decreto de situação de emergência em Vila Velha gerou insegurança na população do município, que ainda luta para socorrer as vítimas das fortes chuvas. A atitude do governo está sendo vista como uma provocação e uma forma de desqualificar o prefeito Max Filho (PDT/foto). 

Nos meios políticos, a análise é de que o governo resolveu politizar a questão para inviabilizar a proposta de Max Filho de se apresentar ao eleitorado, em 2010, com uma proposta alternativa de governo. Além disso, ao usar a Defesa Civil Estadual para negar a situação de emergência sob a alegação de que faltam documentos no pedido, o mostra insensibilidade diante do drama de milhares de pessoas que sofreram diretamente os efeitos da enxurrada. 

Mais de quatro mil pessoas foram afetadas pelas chuvas que atingiram Vila Velha nos últimos dias. O número de desalojados que se encontram em casas de parentes e amigos, de acordo com dados da Defesa Civil Municipal, chega a 3,6 mil. Outras 431 pessoas estão alojadas em três escolas municipais e uma particular transformadas em abrigos.

A Unidade Municipal de Ensino (Umef) Zaluar Dias, em Guaranhus, é o local com maior número de desabrigados, 270; já a Umef João Calmon, em Parque das Gaivotas, tem 118 pessoas; a Aylton de Almeida, em Terra Vermelha, 22; e a escola 3 Irmãos (particular), em Araçás, abriga outras  22 pessoas.

Nesta quarta-feira (3), o superintendente de Desenvolvimento Urbano do município, Fernando Grijó, procurou tranqüilizou a população vilavelhense dizendo que todas as obrigações jurídicas e sociais estão sendo cumpridas pela prefeitura.

“Não será por falta de documentos que a Defesa Civil Estadual deixará de homologar o decreto de situação de emergência em Vila Velha. E quantos outros documentos forem solicitados também serão entreguesâ€, afirmou o secretário.

Ao ser questionado sobre o clima na prefeitura depois da nova negativa do Estado, ele disse que a municipalidade está tranqüila no que tange aos compromissos cumpridos e pelas providências que foram tomadas, mas que o sentimento é de incompreensão com a insensibilidade do governo do Estado diante da situação dos moradores de Vila Velha.

Nessa terça-feira (2), o prefeito Max Filho protocolou pedido de liberação do FGTS para reconstrução das casas atingidas pela enchente, mas a medida depende da homologação do decreto de situação de emergência pelo Estado.

O prefeito convidou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estarão em Vitória nesta semana, participando da Frente Nacional de Prefeitos, para visitar as áreas atingidas pela enchente em Vila Velha.

A situação de emergência em Vila Velha foi decretada pelo prefeito no dia 24 e publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 25. Mas o governo alegou que faltavam documentos para que pudesse homologar o pedido.

Mas o que levou o debate para o campo político foi o comentário do vice-governador Ricardo Ferraço, insinuando que a culpa do caos causado pela chuva em Vila Velha era a incompetência da prefeitura e da ocupação desordenada, incentivada pela municipalidade.

Nessa terça-feira, antes de viajar para Brasília, o prefeito Max Filho, protocolou um ofício, endereçado ao governador Paulo Hartung, solicitando a homologação do decreto de situação de emergência na cidade. O motivo da negativa, para os meios políticos, é a posição oposicionista do prefeito ao governo do Estado.



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#5293 De: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 7:04 pm
Assunto: Re: Solução para as Enchentes de SC?
alma_naq
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Oi Cris,

Que fôlego hein, hehehe...que legal.

Resumindo, como diz a música: "Quem sabe faz a hora não espera acontecer", e, concordo contigo, é nestas horas que descobrimos a nossa real essência, essas situações é que são "o balde d'água que nos faz acordar para a realidade", hehehe.

beijão

Reinaldo



Maria Cristina Obredor <crisobredor@...> escreveu:
Olá amigos, so entro nesta conversa que venho seguindo para dizer que apoio totalmente o dito pelo Reinaldo. É isso, visto de um ângulo está tudo uma droga, mas visto de outro é um momento excelente para pormos todas nossas energias, no caminho que cada qual escolher ,para tentar direcionar as mudanças necessárias para o mundo que queremos. Quanto mais bagunça e descrédito das instituições que já a ninguém representam, mais alto temos que gritar até que as milhares de pessoas que sentem e pensam igual a nós sacodam o pó e começem a se mexer também.... O negócio é não se deixar vencer pelo pesimismo, pelo desánimo , não nos acomodarmos na vidinha pacata , não cair no sem-sentido, a Coisa é ser coerente com o que de verdade se quer, no se trair.... Por isso, acho que é um bom momento!
quando morrem as falsas esperanças que norteavam nossas ações, a consciência fica em estado de busca, busca do que venha preencher o vazio, completar esse ato que foi lançado. Ele será completado, resta saber com o que. Se os bons calam e os f de p gritam , eles que levam, ai teremos mais do mesmo, obscurantismo e violência. É hora das pessoas de bom senso e os que aspiram a algo melhor gritar com mais força, ainda que o mundo do estabelecido como normal, os donos, não se façam eco, temos que ir despertando consciências e fazendo a nossa parte e só.
Falei muito...rssss....., perdi o freio, desculpem...rsss.....
carinhos a todos!
Cris

 

 
 
 

 


--- On Tue, 12/2/08, reinaldo caruso <alma_naq@yahoo.com.br> wrote:
From: reinaldo caruso <alma_naq@yahoo.com.br>
Subject: Re: [retrans] Solução para as Enchentes de SC?
To: retrans@yahoogrupos.com.br
Date: Tuesday, December 2, 2008, 1:15 PM

Oi Orua,

Também acho que é por aí.

Isso tudo lembra um pouco daquele conto do incêndio na floresta e o beija-flor. Se cada um fizer a sua parte acho que rola.

Vejo que a humanidade já percorreu um longo caminho mas a "conscientizaçã o" de como viver em harmonia com o mundo, a natureza e seus semelhantes evolui lentamente, talvez seja esse mesmo o tempo de amadurecimento que nós precisamos, talvez já esteja na hora de acelerar um pouco esse processo.

Eu confesso que "permacultura" , "agroecologia urbana" são conceitos novos pra mim, "coisas" que conheci de 10 anos pra cá e sei que a maioria das pessoas  desconhecem o seu significado, cabendo aos que já estão "antenados" a sua divulgação  para todos, como também todas as outras ciências, artes e tecnologias que, de uma maneira holística, possam aprofundar a comunhão entre os povos, a natureza e o universo.

Temos que repensar tudo, a cidade, a industria, o lazer, o transporte urbano, o código civil, o sexo, a doença e o dinheiro.

Acho que não é por acaso que estamos aqui e agora, vivendo e vivenciando todas as possibilidades de melhorar o que já é duca.


Que bom estarmos vivendo essa época, esse momento né?

Namastê

Reinaldo

 

Instituto Anima <institutoanima@ yahoo.com. br> escreveu:
"Mas pelo jeito, com todas essas informações, a luta primeira é pelo "controle do desenvolvimento urbano sobre áreas de encostas, mangues, dunas, planícies costeiras, cabeceiras de drenagem, impermeabilizaçã o do solo, assoreamento dos rios, obstrução de leitos e desmatamento das matas ciliares, pois como já falamos, esses desastres já são "naturais" em Santa Catarina, tendendo a aumentarem como apontam todos esses estudos citados nos e-mails, cabe agora diante de mais essa tragédia pressionar vereadorews, deputados e governo para que coloquem em prática logo as medidas de prevenção as enchentes."

Abração

Reinaldo

É isso, este é o ponto, controlar com o quê, com o papo furado novo de quê.

Permacultura ou agroecologia urbana ou sistemas agroflorestais urbanos, isto é fundamental e sempre foi desde Adão no Paraíso, mas onde temos esta informação sendo ensinada para o povo, nas escolas rsrsrsrsrsr piada

Inutilizaram os ecologistas, os tornaram alvos, os torturaram com ameaças e ataques de todas as formas, a cultura urbana do acúmulo de capital impos sua ignorância absoluta, não deu valor nenhum a agricultura e suas vertentes

Ou seja, compostar, plantar árvores, capins que seguram a terra, batata doce, manter mulching, sabem o que é mulching? Ainda fazr murundus, curvas de nível, terraços, desvios de água...

Umas horinhas por dia na enxada, um compromisso com a ecologia com o planeta, mas a onde nos ensinam isso, seguem os modelos dos patrões norte americanos, ultra modernos em tecnologia sofisticada, isto é tudo hoje para a nação brasileira, e sua natureza abundante, é só para explorar e exportar

Nós tentamos 5 anos atuar em SC, as mentalidades, nem aí. A solução está no que foi escrito, se fazer mudas, todo mundo ser educado em sustentabilidade real do planeta, mas isso vai acontecer em breve, a grana do matrix, o poder todo, ora nós vamos mostrar de graça o caminho, mas quem vai receber o tutu milionário será a Xuxa mesmo, podem crer

Orua, www.institutoanima. org



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#5294 De: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 7:26 pm
Assunto: Re: Solução para as Enchentes de SC?
alma_naq
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Pois é Dhan, concordo, a mídia tem feito um bom trabalho na divulgação do que está acontecendo com as doações, quando tem um "grande evento" que a mídia tem certeza de audiência faz com que as Tv's "travem" uma guerra pela melhor cobertura, agora a vamos ver como que eles lidam com o "desastre" dos aproveitadores de plantão, isso  eu quero ver. Vamos ver se vai ser que nem nas guerras, onde, depois da destruição "de um local", já se sabem quais vão ser as empresas "contratadas" para re-construir? Será?

beijão

Reinaldo

Regina Aradhan <regina.aradhan@...> escreveu:
Pois, é, amig@s, é na PAZ e na compaixão - sem cobranças e cada beija-flor fazendo o seu possível. Confesso que me dá uma gana de descer e arregaçar as mangas, mas aqui em Petrópolis só estou de olho... hj um sol forte e agora uma baita temporal... o encharcamento assusta e e alerta: depois de 3 anos com a mesma droga de enchentes e desastres, a gente fica ressapiada pra caramba.
Tenho gostado do empenho da mídia em esclarecer o destino e o controle das doações: recuperar a credibilidade nas ações de solidariedade social é o melhor a se fazer agora. Há um quê no ar, algo como "saco cheio de malandragens", da certeza da lisura dos feitos. Afinal, ou sai do bolso do contribuinte ou sai do bolso do solidário - e não é o mesmo?!

Fico pensando na fortuna que as fábricas de cimento - uma baita cartel desse país cujo monopólio fez subir o saco de R$10,00 pra R$23,00 em menos de 1 ano -, vai faturar.
Essa economia louca tem feito isso com seu super liberalismo e contenção de crédito: aniquila os pequenos e eleva os grandes a maiores ainda. E quem sustenta as campanhas políticas? Bem, isso é papo pra outro lamaçal.
bjs
Dhan


2008/12/2 Maria Cristina Obredor <crisobredor@yahoo.com.br>
Olá amigos, so entro nesta conversa que venho seguindo para dizer que apoio totalmente o dito pelo Reinaldo. É isso, visto de um ângulo está tudo uma droga, mas visto de outro é um momento excelente para pormos todas nossas energias, no caminho que cada qual escolher ,para tentar direcionar as mudanças necessárias para o mundo que queremos. Quanto mais bagunça e descrédito das instituições que já a ninguém representam, mais alto temos que gritar até que as milhares de pessoas que sentem e pensam igual a nós sacodam o pó e começem a se mexer também.... O negócio é não se deixar vencer pelo pesimismo, pelo desánimo , não nos acomodarmos na vidinha pacata , não cair no sem-sentido, a Coisa é ser coerente com o que de verdade se quer, no se trair.... Por isso, acho que é um bom momento!
quando morrem as falsas esperanças que norteavam nossas ações, a consciência fica em estado de busca, busca do que venha preencher o vazio, completar esse ato que foi lançado. Ele será completado, resta saber com o que. Se os bons calam e os f de p gritam , eles que levam, ai teremos mais do mesmo, obscurantismo e violência. É hora das pessoas de bom senso e os que aspiram a algo melhor gritar com mais força, ainda que o mundo do estabelecido como normal, os donos, não se façam eco, temos que ir despertando consciências e fazendo a nossa parte e só.
Falei muito...rssss....., perdi o freio, desculpem...rsss.....
carinhos a todos!
Cris

 

 
 
 

 


--- On Tue, 12/2/08, reinaldo caruso <alma_naq@yahoo.com.br> wrote:
From: reinaldo caruso <alma_naq@yahoo.com.br>
Subject: Re: [retrans] Solução para as Enchentes de SC?
To: retrans@yahoogrupos.com.br
Date: Tuesday, December 2, 2008, 1:15 PM

Oi Orua,

Também acho que é por aí.

Isso tudo lembra um pouco daquele conto do incêndio na floresta e o beija-flor. Se cada um fizer a sua parte acho que rola.

Vejo que a humanidade já percorreu um longo caminho mas a "conscientizaçã o" de como viver em harmonia com o mundo, a natureza e seus semelhantes evolui lentamente, talvez seja esse mesmo o tempo de amadurecimento que nós precisamos, talvez já esteja na hora de acelerar um pouco esse processo.

Eu confesso que "permacultura" , "agroecologia urbana" são conceitos novos pra mim, "coisas" que conheci de 10 anos pra cá e sei que a maioria das pessoas  desconhecem o seu significado, cabendo aos que já estão "antenados" a sua divulgação  para todos, como também todas as outras ciências, artes e tecnologias que, de uma maneira holística, possam aprofundar a comunhão entre os povos, a natureza e o universo.

Temos que repensar tudo, a cidade, a industria, o lazer, o transporte urbano, o código civil, o sexo, a doença e o dinheiro.

Acho que não é por acaso que estamos aqui e agora, vivendo e vivenciando todas as possibilidades de melhorar o que já é duca.


Que bom estarmos vivendo essa época, esse momento né?

Namastê

Reinaldo

 

Instituto Anima <institutoanima@ yahoo.com. br> escreveu:
"Mas pelo jeito, com todas essas informações, a luta primeira é pelo "controle do desenvolvimento urbano sobre áreas de encostas, mangues, dunas, planícies costeiras, cabeceiras de drenagem, impermeabilizaçã o do solo, assoreamento dos rios, obstrução de leitos e desmatamento das matas ciliares, pois como já falamos, esses desastres já são "naturais" em Santa Catarina, tendendo a aumentarem como apontam todos esses estudos citados nos e-mails, cabe agora diante de mais essa tragédia pressionar vereadorews, deputados e governo para que coloquem em prática logo as medidas de prevenção as enchentes."

Abração

Reinaldo

É isso, este é o ponto, controlar com o quê, com o papo furado novo de quê.

Permacultura ou agroecologia urbana ou sistemas agroflorestais urbanos, isto é fundamental e sempre foi desde Adão no Paraíso, mas onde temos esta informação sendo ensinada para o povo, nas escolas rsrsrsrsrsr piada

Inutilizaram os ecologistas, os tornaram alvos, os torturaram com ameaças e ataques de todas as formas, a cultura urbana do acúmulo de capital impos sua ignorância absoluta, não deu valor nenhum a agricultura e suas vertentes

Ou seja, compostar, plantar árvores, capins que seguram a terra, batata doce, manter mulching, sabem o que é mulching? Ainda fazr murundus, curvas de nível, terraços, desvios de água...

Umas horinhas por dia na enxada, um compromisso com a ecologia com o planeta, mas a onde nos ensinam isso, seguem os modelos dos patrões norte americanos, ultra modernos em tecnologia sofisticada, isto é tudo hoje para a nação brasileira, e sua natureza abundante, é só para explorar e exportar

Nós tentamos 5 anos atuar em SC, as mentalidades, nem aí. A solução está no que foi escrito, se fazer mudas, todo mundo ser educado em sustentabilidade real do planeta, mas isso vai acontecer em breve, a grana do matrix, o poder todo, ora nós vamos mostrar de graça o caminho, mas quem vai receber o tutu milionário será a Xuxa mesmo, podem crer

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#5295 De: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 7:43 pm
Assunto: imagens do Hubble
alma_naq
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Repassando do jeito que recebi:

É interessante notar que nós, como partes do Todo, repetimos a organização do Universo com estrelas e estrelos, estrelas duplas, estrelas novas e outras em extinção. Constelações familiares e, constelações sociais podem fazer conglomerados.
Observem que não deixei ninguem para planeta!rsrsrs
Nem para cometas, mas bem que há alguns membros de família que os representam.
Fraternalmente, Dias



Vale a pena vêr http://br.youtube. com/watch? v=x4s62voTc9k



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#5296 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Qua, 3 de Dez de 2008 7:54 pm
Assunto: Enc: [retrans e-ventos] Uma reflexão sobre a tragédia em SC
ecezimbra
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Uma reflexão sobre a Tragédia em Santa Catarina

3/12/2008

As imagens de morros caindo, de desespero e morte, de casas, animais e automóveis sendo tragados por lama e água, vivenciadas por centenas de milhares de pessoas no Vale do Itajaí e Litoral Norte Catarinense nos últimos dias, são distintas, e muito mais graves, das experiências de enchentes que temos na memória, de 1983 e 1984.

Por que tudo aconteceu de forma tão diferente e tão trágica? Será que a culpa foi só da chuva, como citam as manchetes? Nossa intenção não é apontar culpados, mas mencionar alguns fatos para reflexão, para tentar encaminhar soluções mais sábias e duradouras, e evitar mais e maiores problemas futuros.

Houve muita chuva sim. No médio vale do Itajaí ocorreu mais que o dobro da quantidade de chuva que causou a enchente de agosto de 1984. Aquela enchente foi causada por 200 mm de chuva em todo o Vale do Itajaí. Agora, em dois dias foram registrados 500 mm de precipitação, ou seja, 500 litros por metro quadrado, mas somente no Médio Vale e no Litoral.

A quantidade de chuva de fato impressiona. Segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a floresta amazônica é a principal fonte de precipitações de grande parte do continente e tudo o que acontecer com ela modificará de maneira decisiva o clima no Sul e no norte da América do Sul. Assim, as inundações de Santa Catarina e a seca na Argentina seriam atribuídas à fumaça dos incêndios florestais, que altera drasticamente o mecanismo de aproveitamento do vapor d'água da floresta amazônica. Outros especialistas discordam dessa hipótese e afirmam que houve um sistema atmosférico perfeitamente possível no Litoral Catarinense.

Existe uma periodicidade de anos mais secos e anos mais úmidos, com intervalo de 7 a 10 anos, e entramos no período mais úmido no ano passado. Esse mecanismo faz parte da dinâmica natural do clima. De qualquer forma, outros eventos climáticos como esse são esperados e vão acontecer.

Mas o Vale do Itajaí sabe lidar com enchentes melhor do que qualquer outra região do país. Claro que muito pode ser melhorado no gerenciamento das cheias, à medida que as prefeituras criarem estruturas de defesa civil cada vez mais capacitadas e à medida que os sistemas de monitoramento e informação forem
sendo aperfeiçoados.

De todos os desastres naturais, as enchentes são os mais previsíveis, e por isso mais fáceis de lidar. Os deslizamentos e as enxurradas não. Esses são praticamente imprevisíveis, e é aí que reside o real problema dessa catástrofe.

É preciso compreender que chuvas intensas são parte do clima subtropical em que vivemos. E é por causa desse clima que surgiu a mata atlântica. Ela não é apenas decoração das paisagens catarinenses, tanto como as matas ciliares não existem apenas para enfeitar as margens de rios. A cobertura florestal natural das encostas, dos topos de morros, das margens de rios e córregos existe para proteger o solo da erosão provocada por chuvas, permite a alimentação dos lençóis d´água e a manutenção de nascentes e rios, e evita que a água da chuva provoque inundações rápidas (enxurradas).

A construção de habitações e estradas sem respeitar a distância de segurança dos cursos d'água acaba se voltando contra essas construções como um bumerangue, levando consigo outras infra-estruturas, como foi o caso do gasoduto. Esse é um dos componentes da tragédia.

Já os deslizamentos, ou movimentos de massa, são fenômenos da dinâmica natural da Terra. Mas não é o desmatamento que os causa. A chuva em excesso acaba com as propriedades que dão resistência aos solos e mantos de alteração para permanecerem nas encostas. O grande problema de ocupar encostas é fazer cortes e morar embaixo ou acima deles. Há certas encostas que não podem ser ocupadas por moradias, principalmente as do vale do Itajaí, onde o manto de intemperismo, pouco resistente, se apresenta muito profundo e com vários planos de possíveis rupturas (deslizamento), além da grande inclinação das encostas. E é aí que começa a explicação de outra parte da tragédia que estamos vivendo.

A ocupação dos solos nas cidades não tem sido feita levando em conta que estão assentadas sobre uma rocha antiga, degradada pelas intempéries, e cuja capacidade de suporte é baixa. Através dos cortes aumenta a instabilidade. As fortes chuvas acabaram com a resistência e assim o material deslizou.

A ocupação do solo é ordenada por leis municipais, os planos diretores urbanos. Esses planos diretores definem como as cidades crescem, que áreas vão ocupar e como se dá essa ocupação. Por falta de conhecimento ecológico dos poderes executivo, judiciário e legislativo (ou por não leva-lo em consideração), o código florestal tem sido desrespeitado pelos planos diretores em praticamente todo o Vale do Itajai, e também no litoral catarinense, sob a alegação de que o município é soberano para decidir, ou supondo que a mata é um enfeite desnecessário. Da mesma forma, as encostas têm sido ocupadas, cortadas e recortadas, à revelia das leis da Natureza.

Trata-se de uma falta de compreensão que está alicerçada na idéia, ousada e insensata, de que os terrenos devem ser remodelados para atender aos nossos projetos, em vez de adequarmos nossos projetos aos terrenos reais e sua dinâmica natural nos quais irão se assentar.

A postura não é diferente nas áreas rurais, onde a fiscalização ambiental não tem sido eficiente no controle de desmatamentos e intensidade de cultivos em locais impróprios, como mostram as denúncias frequentes veiculadas nas redes que conectam ambientalistas e gestores ambientais de toda região. A irresponsabilidade se estende, portanto, para toda a sociedade.

Deslizamentos, erosão pela chuva e ação dos rios apresentam fatores condicionantes diferentes, mas todos fazem parte da dinâmica natural. A morfologia natural do terrreno é uma conquista da natureza, que vai lapidando e moldando a paisagem na busca de um equilíbio dinâmico. Erode aqui, deposita ali e assim vai conquistando, ao longo de milhões de anos, uma estabilidade dinâmica. O que se deve fazer é conhecer sua forma de ação e procurar os cenários da paisagem onde sua atuação seja menos intensa ou não ocorra.

As alterações desse modelado pelo homem foram as principais causas dos movimentos de massa que ocorreram em toda a região. Portanto, precisamos evoluir muito na forma de gestão urbana e rural e encontrar mecanismos e instrumentos que permitam a convivência entre cidade, agricultura, rios e
encostas.

Por isso tudo, essa catástrofe é um apelo à inteligência e à sabedoria dos novos ou reeleitos gestores municipais e ao governo estadual, que têm o desafio de conduzir seus municípios e toda Santa Catarina a uma crescente robustez aos fenômenos climáticos adversos. Não adianta reconstruir o que foi destruído, sem considerar o equívoco do paradigma que está por trás desse modelo de ocupação. É necessário pensar soluções sustentáveis. O desafio é reduzir a vulnerabilidade.

Uma estranha coincidência é que a tragédia catarinense ocorreu na semana em que a Assembléia Legislativa concluiu as audiências públicas sobre o Código Ambiental, uma lei que é o resultado da pressão de fazendeiros, fábricas de celulose, empreiteiros e outros interesses, apoiados na justa preocupação de pequenos agricultores que dispõe de pequenas extensões de terra para plantio.

Entre outras propostas altamente criticadas por renomados conhecedores do direito constitucional e ambiental, a drástica redução das áreas de preservação permanente ao longo de rios, a desconsideração de áreas declivosas, topos de morro e nascentes, além da eliminação dos campos de altitude (reconhecidas paisagens de recarga de aqüíferos) das áreas protegidas, são dispositivos que aumentam a chance de ocorrência e agravam os efeitos de catástrofes como a que estamos vivendo. Alega o deputado Moacir Sopelsa que a lei ambiental precisa se ajustar à estrutura fundiária catarinense, como se essa estrutura fundiária não fosse, ela mesma, um produto de opções anteriores, que negligenciaram a sua base de sustentação.

Sugerimos que os deputados visitem Luiz Alves, Pomerode, Blumenau, Brusque, só para citar alguns municípios, para aprender que a estrutura fundiária e a urbana é que precisam se ajustar à Natureza. Dela as leis são irrevogáveis e a tentativa de revogá-las ou ignorá-las custam muitas vidas e dinheiro público e privado.

É hora de ter pressa em atender os milhares de flagelados. Não é hora de ter pressa em aprovar uma lei que torna o território catarinense ainda mais vulnerável para catástrofes naturais.

Prof. Dra. Beate Frank (FURB, Projeto Piava)
Prof. Dr. Antonio Fernando S. Guerra (UNIVALI)
Prof. Dra. Edna Lindaura Luiz (UNESC)
Prof. Dr. Gilberto Valente Canali (Ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos)
Prof. Dr. Hector Leis (UFSC)
João Guilherme Wegner da Cunha (CREA/CONSEMA)
Prof. Dr. Juarês Aumond (FURB)
Prof. Dr. Julio Cezar Refosco (FURB)
Prof. Dr. Lino Fernando Bragança Peres (UFSC)
Prof. Dra. Lúcia Sevegnani (FURB)
Prof. Dr. Luciano Florit (FURB)
Prof. Dr. Luiz Fernando P. Sales (UNIVALI)
Prof. Dr. Luiz Fernando Scheibe (UFSC)
Prof. Dr. Marcus Polette (UNIVALI)
Prof. Dra. Noemia Bohn (FURB)
Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular - NESSOP (UFSC)
Prof. Dra. Sandra Momm Schult (FURB)
Equipe do Projeto Piava (Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí).

Se você também quer uma discussão mais aprofundada sobre o Código Ambiental e deseja que os parlamentares saibam disso, acesse o site www.comiteitajai.org.br/abaixoassinado

 

 

 

Fonte: Envolverde / Apremavi.

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#5297 De: Instituto Anima <institutoanima@...>
Data: Qui, 4 de Dez de 2008 10:59 am
Assunto: Clima de SC para uma Viagem ao Sul e informações ?!X?
institutoanima
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
O Clima depende de você
Pode ser alto astral, baixo astral, médio astral

E pode rolar um certo "clima", estilo admiração, ou paixão, ou frenesí, ou loucura insana total desta de se arrancar pedaços

Outro clima menos importante, é sol cedo, friozinho, chuvinhas rápidas a tarde, e tempestades no final e na noite

De vez enquando ciclones extra, intra e ultra tropicais, sutilmente e delicadamente virando furacões com extrema umidade e ventos marítimos salgados e densos, tudo pesadão e duro de se locomover

Coisinhas fáceis de se ir levando na calmaria interior

Traga portanto galocha, chapéu de palha, bronzeador, biquine e capa de montanhista, e não se esqueça de um bote inflável

Bem vinda a SC

Orua, Nave Anima
 
Prezados,
 
Final de dezembro e começo de janeiro estou programando uma viagem ao sul do país e gostaríamos de saber de nossos amigos e conhecidos desta região como é o clima para sabermos se será possível.
 
No aguardo,
 
Em harmonia,
 
Tatiana Regina Sandy Reis


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#5298 De: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Data: Qui, 4 de Dez de 2008 1:44 pm
Assunto: terapia do choque
alma_naq
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Acho que esse filme já fo postado aqui, mas parece que esse momento é bem oportuno para revê-lo.


http://br.youtube.com/watch?v=Moq8uH_V-84

quem quiser mais:

http://www.oestrangeiro.net/index.php?Itemid=53&id=127&option=com_content&task=view

abs

Reinaldo


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