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#221 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2007 3:04 pm
Assunto: Em Busca do Buda da Medicina - Primeiro Capítulo
ecezimbra
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..: II Jornada Brasileira de David Crow :..
   
   
     
    Em Busca do Buda da Medicina - Primeiro Capítulo
     
   

O Buda da Medicina

Sabedoria sem palavras, fruto do silêncio interior
Sabedoria alimentada no coração e dispensada com amor
É assim a verdadeira medicina.

A grande Estupa de Boudhanath eleva-se à leste do vale de Kathmandu como uma jóia-que-satisfaz-todos-os-desejos. Da sua agulha dourada, bandeiras votivas em guirlandas e sedas coloridas acenam ao vento, atraindo peregrinos de terras distantes. No patamar superior, deidades em pedra dançam em nichos, ungidas de vermelhão e laqueadas por anos de incontáveis oferendas de luzes. Sob a coroa, olhos delicadamente pintados escrutam as quatro direções—a do norte, na direção da pátria tibetana além dos Himalaias; a do sul, para a selva por onde o Buda peregrinou; a do oeste, para a colina de Swayambhu com a sua própria estupa e labirintos secretos; a leste na direção do sol nascente.

A geometria harmônica da cúpula da Estupa é caiada pelos monges antes dos festivais religiosos e decorada com gigantescas flores de lótus traçadas com água de açafrão. Nas noites de festa, os sons dos gongos e sinos reverberam no ar e dez mil lamparinas de manteiga transformam os patamares em caminhos encantados de luz. Preces murmuradas diante deste monumento e dirigidas à transcendência são atendidas e as aspirações e votos de cada um vêm a dar fruto.

A vida da comunidade tibetana em exílio se desenrola em volta da Estupa e nas movimentadas ruas empedradas ladeadas de lojas, residências e mosteiros. Desde o raiar do sol e pela noite adentro, gente de todas as idades caminha ao redor do monumento sagrado, balançando moinhos de rezas, sussurrando mantras, atenta às crianças que brincam descuidadas. Para completar uma volta são precisos cerca de dez minutos de marcha cadenciada, um pouco mais quando se é idoso ou pouco ágil e menos, quando se é jovem e vibrante. O mundo inteiro se encontra ali: os loucos e os mestres iluminados; os mendigos e os ricos benfeitores; moças, mães e velhos sábios; os que buscam novos rumos vindos de todas as partes da terra; os mundanos e os cansados do mundo; todas as feições da humanidade movem em uníssono, orando, surgindo e sumindo como contas de um rosário, com cada passo, cada alento.

Há muito tempo que a Estupa me chamava. Lançou sua rede tecida com os raios do sol nascente das monções e as noites de luar dos Himalaias, falou ao som de trombetas feitas com grandes caracóis e de cânticos sonoros. Seus olhos fixavam-me através das deidades pintadas e dos sorrisos dos lamas que, no ocidente, de repente, começaram a cruzar a minha vida. Chegou aos meus ouvidos a fama dos médicos tibetanos; experimentei os seus remédios à base de ervas e pedras preciosas purificadas, pequenas pílulas envoltas em seda com um selo em cera. Como uma mandala de areia, que abre as suas portas para os reinos da iniciação, a Estupa teceu os seus desígnios no meu destino, atraindo-me para o seu regaço.

Caía uma chuva leve quando saí do aeroporto de Kathmandu, sem destino certo. “Você não vai conseguir fazer que nada aconteça no Nepal,” me disseram ao embarcar, “mas tudo o que você quiser aparece de um jeito ou de outro.” Para trás, tinha deixado uma clínica movimentada, uma casa confortável e todos os meus pertences; à frente, tinha o caos das ruas poeirentas, que surgiam na medida que o táxi avançava na direção da Estupa. Cheguei a Boudhanath animado mas cansado: um peregrino budista, um herborista em busca de remédios da floresta dos Himalaias. Vinha à procura de médicos, que me ensinassem medicina tibetana e ayurvédica, que partilhassem comigo os seus conhecimentos e métodos, mas também os seus segredos. Vim enfim, em busca da realização dos meus sonhos..

Instalei-me perto do monumento sagrado, num mundo exótico e colorido, rodeado de todos os paradoxos terrenos. Monges desfilavam ao redor do enorme mosteiro branco, frente à minha janela, em seus hábitos de cerimônia, chapéus pontiagudos cor de laranja, soprando longas trompas e ribombando tambores. No pátio, velhas nepalesas enrugadas, sentadas ao sol, peneiravam areia e quebravam pedra para fazer brita. Crianças franzinas subiam escadas quase verticais com sacos de cimento aos ombros. Ao pé dos monumentos sagrados folheados a ouro, mendigos erguiam as mãos leprosas, demonstrando com eloqüência a nobre verdade do sofrimento que o Buda ensinou. Os olhos da Estupa tudo contemplavam impassíveis, enquanto eu caminhava pelas ruas empedradas onde, através da poeira, a devoção chegava a sorrir.

Ao entrar na clínica de um médico tibetano, saudou-me o olor pungente das ervas das montanhas. Ao longo das paredes ou em grandes bacias metálicas estavam empilhados sacos de plantas aromáticas para serem manipuladas e reduzidas a pó. Nas prateleiras alinhava-se um grande sortimento de vidros com pílulas de diferentes tamanhos e cores. Na varanda, jovens monges conversavam e riam preparando as fórmulas. Um velho monge, sentado sob um grande retrato do Dalai Lama, auscultava atentamente os pulsos de um paciente, seus olhos invisíveis por trás de óculos escuros. Manteve-se assim diante dos muitos tibetanos que esperavam para consultá-lo e estava ainda concentrado quando entrei. Aqui mesmo, nesta sala, estava o que tinha vindo buscar de tão longe.

A auscultação dos pulsos levava menos de dez minutos. Para conferir o diagnóstico, o Dr. Ngawang Choephel fazia uma ou outra pergunta; seu assistente passava a receita que era aviada ali mesmo na humilde farmácia. Com a cabeça latejante sentei-me num banco. Na véspera acordara fraco e febril, passara o dia de calor úmido acamado no quarto de concreto, na atmosfera pesada e poluída de Kathmandu. O esgoto corria a céu aberto pelas ruas medievais; cachorros com sarna e vacas melancólicas procuravam comida nos montes de lixo podre e pesava no ar o pó de carvão dos fogões. Naquela noite, raios estrondaram na povoação e nos campos secos de arroz e os sons arcaicos dos rituais monásticos chegaram, através da espessa neblina, até à minha cama e ao meu sono agitado. Enjoado e tonto dirigi-me através do insuportável fedor das vielas estreitas até à casa do médico monge.

Quando chegou a minha vez, ele tomou o meu pulso carinhosamente, premindo os dedos experientes na artéria radial. As pulsações febris eram evidentes e fáceis de serem diagnosticadas. “Bílis,” disse o velho médico em tibetano e começou a contar as pílulas para a receita. Quando me levantei para sair, expressei meu desejo de estudar medicina e perguntei-lhe se me aceitaria como discípulo; a pergunta foi traduzida pelo assistente, recebida com um sinal afirmativo e sorriso afetuoso: “Volte quando estiver melhor”.

Eu não sabia falar tibetano e o Dr. Choephel não sabia falar inglês e nenhum de nós sabia falar nepali. Sonam Topgyal era o melhor intérprete de Kathmandu, tradutor profissional, professor de tibetano na Universidade Tribuvan; tinha também estudado medicina durante seis anos com um médico tibetano. Após uma conversa amistosa acertamos as condições e o preço e o jovem passou a ser um valioso acréscimo à minha jornada educativa. Sonam conhecia Amchi-la, (“honorável médico”) como respeitosamente o tratava, e ficou feliz por também estar recebendo ensinamentos.

No dia seguinte, encontramo-nos frente ao prédio de apartamentos temporariamente alugados pelo mosteiro do Dr. Choephel, Shelkar Ling. O sol da tarde esturricava as ruas poeirentas; eu tinha melhorado com os remédios que Amchi-la receitara, mas ainda me sentia fraco; vários monges nas varandas preparavam os remédios. Alguns dos mais jovens despencaram em chilreada escada abaixo para nos cumprimentar e conduzir às dependências do doutor que, sentado na sua minúscula clínica, atento, auscultava os pulsos de mais um paciente. Quando terminou a consulta, Dr. Choephel, arrastando os pés, apareceu à porta da saleta e convidou-nos para entrar.

Seus cômodos eram tipicamente tibetanos. Estreitos divãs cobertos com tapetes estampados com dragões, encostados nas três paredes de cimento; um armário com portas de vidro com estátuas de Budas envoltas em lenços brancos; tankas de deidades na parte superior das paredes e cuias de oferecimentos no patamar das janelas. Todos os livros e instrumentos ritualísticos do Dr. Choephel se amontoavam na extremidade do divã onde ele estudava ou meditava, sempre que não estava dando atendimento.

O velho monge recolheu nas mãos suas amplas vestes, subiu no divã no lugar de costume e sentou-se apontando-nos a sua esquerda. Despachou um monge, ainda menino, para preparar o chá na cozinha e instalou-se, as pernas cruzadas, sobre os estranhos tapetes vermelhos estendidos na cama humilde. O monge regressou com várias tigelas em porcelana e duas garrafas térmicas de chá escaldante. Podíamos escolher entre o chá com leite em pó e açúcar e o chá de manteiga, o que se bebe no Tibet. Pedi chá de manteiga, sorvendo, enquanto o Dr. Choephel e os monges observavam-me da saleta esperando a minha reação. Parecia canja de galinha e tinha sabor de água do mar fervida com manteiga. Amchi-la sorriu e perguntou se tinha gostado; os monges riam: o momento e o chá estavam perfeitos.

Dr. Choephel tinha nas mãos um manuscrito comprido, envolto num lenço de seda que abriu com reverência. Tratava-se do Gyu Shi, os Quatro Tantras, os “tratados extensos,” que continham os ensinamentos de base da medicina tibetana. O médico ajustou os óculos escuros e começou a aula.

“A medicina tibetana começa com Sange Menla, o Buda da Medicina,” o velho monge explicou. Falava baixo e com firmeza, numa voz ao mesmo tempo aguda e seca e passou a transmitir um tesouro de conhecimentos com instruções concisas.

Nos anos em que o Buda Shakyamuni fundava as primeiras ordens monásticas, a prática da medicina por monges ou monjas se restringia à comunidade religiosa. Muitas das regras disciplinares estabelecidas pelo Buda, tais como comer uma vez por dia, tinham o propósito de evitar intoxicações alimentares e contribuir para a salubridade de vida dos monges, mas pouca importância era dada à saúde em si. A tônica dos ensinamentos era a prática da meditação e da disciplina para alcançar a iluminação, o supremo estado de libertação do sofrimento.

Após a morte do Buda, pouco a pouco, a medicina veio a ter um papel mais relevante no budismo. Foi impulsionada pelo florescimento da tradição Mahayana, que afirma o rápido desenvolvimento espiritual quando se atende às necessidades do Outro. Assim, monges e monjas foram responsáveis pela difusão dos ensinamentos e das práticas da medicina clássica por toda a Ásia. Pari passu com a integração das artes terapêuticas, na doutrina de compaixão do Buda, surgiram vários médicos Bodhisattvas, Budas universais que seriam venerados como formas de deidades da iluminação. O primeiro a surgir foi “O Rei dos Remédios,” que residia num dos reinos parasidíacos, Menla Sange, o Buda da Medicina de quem nos falava Dr. Choephel. Este acréscimo ao panteão budista ganhou muitos adeptos na Ásia e foi, mais tarde, assimilado pelas escolas de medicina tibetanas como a fonte dos Quatro Tantras, os textos raiz que se encontravam na mesa diante do meu Mestre.

“Como não temos a boa ventura de ver diretamente a sua forma pura,” Dr. Choephel explicou, “para ser útil aos seres, o Buda entrou em estado meditativo e, enviando as suas emanações para o mundo, manifestou-se em formas perceptíveis”.

No mundo mágico da medicina tibetana clássica, as diferenças entre os acontecimentos históricos, míticos e arquetípicos são difusas e as linhagens dos médicos, sábios e eremitas que praticam as artes terapêuticas, se confundem com as das divindades celestiais. Como conseqüência deste aspecto multidimensional da história da medicina tibetana, temos muitas explicações sobre quem ou o quê seja a deidade Senge Menla, tema de pesquisa e debate através dos séculos.

Segundo uma das doutrinas marcantes da filosofia tibetana, quando um Buda “põe a girar a roda do Dharma,” quer dizer, transmite ensinamentos que conduzem a um nível mais consciente de existência, ele aparece na forma de uma deidade e o mundo é, ao mesmo tempo, transformado na morada correspondente ao reino sagrado da mesma deidade. Há muitas versões que descrevem os detalhes de quando e onde o Buda histórico, Shakyamuni, manifestando-se como Bhaisajyaguru, transmitiu os ensinamentos de medicina, sendo que um diz que foi no Noroeste da India, enquanto outros dizem ter sido em vários outros reinos parasidíacos.

“Enquanto em estado meditativo,” continuou o Dr. Choephel, “raios de luz brotaram do coração do Buda da Medicina. Sob o efeito destes raios, todos os seres de todos os reinos de existência foram depurados da profunda ignorância e de pensamentos maldosos. Seus males foram curados e os três venenos, ignorância, raiva e desejo, apaziguados.”

O que o meu novo mestre descrevia eram séries de acontecimentos cósmicos que precedem todos os ensinamentos do Buda, na medida em que os poderes da mente iluminada foram se manifestando. Esses fenômenos são recriados nas meditações tibetanas com visualizações de cores diferentes que brotam dos centros de energia, tanto de quem medita, quanto da deidade invocada. Os raios emanados por quem medita têm a finalidade de purificar corpo, palavra e mente, enquanto os visualizados irradiando da deidade, vêm permear todo o nosso corpo e conferem vários graus de iniciação.

“Desta luz, a emanação da mente de Sange Menla surge como o sábio Rigpe Yeshe, “Sabedoria da Ciência”. Neste momento, ainda muitos outros Trang Sung (os que dizem a verdade) apareceram ao mesmo tempo que infinitos outros deuses e deusas, humanos, e outros seres, budistas e não budistas. Rigpe Yeshe permaneceu no céu e transmitiu os ensinamentos para os ouvintes.

“Oh, amigos, sei o que estou dizendo. Se quiserem estar livres de doenças ou poder curar enfermidades, precisam conhecer os seguintes preceitos da medicina: uma longa vida se obtém através da dedicação aos valores espirituais; se quiserem fortuna e sucesso, estudem esses preceitos; se quiserem alcançar a iluminação, extirpando a causa da ignorância ou aliviando o sofrimento dos seres nos seis reinos, estudem estes preceitos. Se quiserem ser respeitados pelos seus pares como líderes, estudem esses preceitos que conduzem a essas realizações.”

Então, da língua do Buda da Medicina brotaram raios multicores de luz que se espalharam pelas dez direções, purificando a negatividade da maledicência, curando os males causados pelo desequilíbrio dos humores no corpo e pacificando os demônios.

“Como entre os ouvintes ninguém era capaz de fazer perguntas,” o Dr. Choephel continuou, “brotou da língua de Sange Menla a forma de Yi Lê Ge (Nascido da Mente), que caminhou ao redor do Buda da Medicina e, prosternando-se, rogou-lhe que transmitisse os ensinamentos.”

O Dr. Choephel fez uma pausa para esclarecer o significado do texto. “Este texto foi composto no formato de perguntas e respostas entre duas emanações da mente e da palavra do Buda da Medicina,” disse. Achei fascinante este relato da origem dos livros mais sagrados da medicina tibetana; sorvi o chá salgado, anotei todos os pormenores e dei graças pela sorte de poder ouvir o diálogo entre dois sábios, emanados do coração e da língua da Deidade que, por sua vez, era a miragem celestial nascida da meditação do Buda.

“Se isto é verdade, como é que podemos estudar este assunto?” perguntou Yi Lê Ge.

“Através do estudo do “Gyu Shi,” os “Quatro Tantras da Medicina,” que ensinam a ciência médica, replicou Rigpe Yeshe.”

“O título completo do Gyu Shi é Dutsi Nyingpo Yenlag Gyepa Sangwa Men Ngak Gi Gyu,” explicou Dr. Choephel, “o que quer dizer O Tantra do Coração de Ambrosia, O Ensinamento Secreto Oral dos Cinco Ramos da Ciência da Cura.” Uma tradução opcional do longo título é Tantra das Instruções Secretas sobre os Oito Ramos da Essência do Elixir da Imortalidade.

“’Dutsi’ quer dizer néctar,” continuou o Dr. Choephel, “a água dos deuses com três qualidades: quem a toma fica curado de qualquer doença sem necessidade de remédios; é um elixir de longa vida e nos liberta dos apegos, portanto, do sofrimento.” Este texto exemplifica estas três qualidades. ‘Nyingpo’ quer dizer coração da essência do dutsi. ‘Yenlag gyepa’ quer dizer oito ramos da cura; são as subdivisões da fisiologia e da medicina interna, pediatria, ginecologia, males causados por espíritos maléficos e fantasmas, tratamento de feridas causadas por armas e ferimentos, venenos, terapia de rejuvenescimento para idosos e tratamento de infertilidade e impotência.

“’Sangwa’ quer dizer secreto. O texto é dado aos que estão capacitados para ouví-lo e lê-lo, mas não aos que não estão, aos que só querem conhecer ou experimentar, aos que querem usar o conhecimento para ferir, os que são motivados pelo desejo de alcançar fama e riqueza. ‘Men ngak’ tem muitos significados, um dos quais é, ‘o mundo que aproveita’; são instruções sobre a forma correta de se fazer as coisas, mostrando o que deve ser ou não feito. Men ngak também quer dizer a essência do aconselhamento ou da instrução.’ Em geral, quando aconselhamos ou instruímos, favorecemos a própria interpretação. Este texto está livre deste tipo de ambigüidade.”

Dr. Choephel fez uma pausa antes de começar a ler o texto. Resumiu dez das considerações preliminares que tradicionalmente precedem os textos canônicos. “Os primeiros versos são dedicados ao Buda da Medicina, elogiando e louvando os seus feitos. Sange Menla é chamado de ‘aquele que revela e explica as sutilezas do texto sem qualquer engano’. A seguir o autor oferece prosternações.”

O doutor passou então ao corpo principal do texto. A primeira parte invoca a visão da terra pura surgida ao redor do Buda da Medicina, enquanto transmitia o Dharma da cura para a elevada assembléia.

O Buda da Medicina transmitiu os ensinamentos de um lugar que não tem imperfeições, é agradável ao olhar, bom para viver e transbordante de Verdade. Aqui se encontra um palácio feito de pedras preciosas medicinais com o poder de curar todas as doenças; são refrescantes para os males ardentes e ardentes para os males frios, satisfazem todos os desejos e afastam os espíritos malévolos. Aqui estão todos os tipos de remédios tais como flores, árvores, ervas, águas minerais, pedras preciosas e animais. No centro do palácio se encontra um trono no qual está sentado o Buda da Medicina, rodeado pelos discípulos dos deuses e sábios, budistas e não budistas. Sange Menla está em estado de profunda meditação com a intenção de curar todos os tipos de sofrimento.”

A meditação de Bhaisajyaguru envolve todos os seres em toda a extensão do espaço. Da sua testa sai uma luz branca, que purifica os nervos e desintoxica os canais da mente e da respiração. Estes raios dissolvem as aflições provocadas pelo desejo e conferem a paz interior, o contentamento e a harmonia nas relações. A sua garganta emite luzes vermelhas que purificam o sangue, pacificando as aflições provocadas pela raiva, trazendo bem-aventurança e realização das aspirações. O seu coração emite luzes azuis, que absorvem os bloqueios do corpo, expandem a consciência espiritual e realçam o poder de atração positiva.

A complexa mandala curativa, com elaboradas imagens e detalhes, contém importantes informações codificadas, tanto para o discípulo quanto para o médico que, associadas a uma inspirada simbologia, são capazes de elevar a mente e despertar a força vital dos enfermos.

Era capaz de vislumbrar a terra que meu mestre descrevia. Da fria montanha nevada do norte, onde é forte o poder da lua, vêm o sândalo e a cânfora, a genciana e a alcaçuz, remédios refrescantes que fazem baixar as febres. No sul, onde se eleva a Montanha do Raio e prevalecem as energias solares, crescem remédios quentes como a pimenta, canela, gengibre, que livram o corpo das enfermidades frias. No leste, na Montanha Perfumada, crescem diferentes espécies de árvores de myrobalan (arura) com o poder de curar todas as enfermidades do corpo. No oeste, eleva-se a Montanha Refrescante, de onde nos vêm excelentes remédios como a noz moscada, cravo, açafrão, minerais e cristais, e fontes de águas quentes medicinais. Todas as formas de vida encontram-se nas florestas e nos campos—pavões, elefantes, tigres, papagaios, ursos—que nos fornecem remédios valiosos. Ao redor do palácio do Buda da Medicina, os médicos se empenham na sua prática nobre, cultivando plantas medicinais, preparando elixires curativos, diagnosticando e fazendo vários tipos de terapias.

Ao centro deste reino está Sange Menla, a sua mente onisciente navegando através do vasto oceano da compaixão. Está sentado num trono de jóias que falam e têm o poder de afastar todos os obstáculos encontrados no caminho da saúde e da felicidade. Um palácio em ouro, prata e pérolas de muitas cores. O seu corpo, translúcido e etéreo, é azul escuro, como um arco-íris luminoso, que revela a dimensão espacial da sua sabedoria e o seu amor imparcial por todos os seres. Uma visão de perfeição: ele está sentado em lótus, na posição de quem adquiriu o domínio de si mesmo, com as vestes cor de açafrão, símbolo de calor e de virtude interior. Das pontas de seus dedos jorram bênçãos; de sua boca, enquanto ensina, cascatas de luzes cintilantes. Na mão esquerda aberta sobre o regaço, significando a sua equanimidade, está pousada uma cuia transbordante de néctar de longa vida. A mão direita está aberta sobre o joelho num gesto de suprema generosidade, levando o dom da cura e da renovação: um ramo com frutos da árvore universal da medicina.

Bhaisajyaguru é a deidade protetora da medicina tibetana, mentor arquetípico dos médicos e discípulos e fonte de cura dos que padecem. Preparando suas fórmulas os médicos recitam mantras para o Mestre dos Remédios; receitar e tratar são formas de oferecimentos para a Deidade. Sange Menla é invocado diariamente nas universidades de medicina do Tibet com música e cânticos litúrgicos. Os alunos aprendem que tudo nos vem da Deidade: os remédios são suas oferendas; os professores, a sua personificação e os livros e os ensinamentos, as suas palavras. Por toda a Ásia e através de séculos sem conta, os templos de Bhaisajyaguru atraem os peregrinos da saúde.

O Buda da Medicina é a fonte mitológica da medicina tradicional tibetana. A sadhana, ou disciplina espiritual da invocação da deidade, retoma as suas origens através da história. Ao som de tambores, trombetas, sinos e caracóis musicais, a liturgia descreve como ele surge da sílaba sagrada que representa a mente do Buda. O seu corpo, o palácio, as pedras preciosas, os guardiões das dez direções, deuses e sábios acólitos que se manifestaram por ocasião da transmissão dos seus ensinamentos, a mandala dos remédios da natureza são trazidos à vida por loas, que contribuem para a visualização na mente do praticante. Os raios de luz, que o Buda emitiu em tempos imemoriais, são outra vez emitidos para o bem de todos os seres. Ao final da visualização, os participantes da sadhana fazem oferecimentos à deidade, reais e simbólicos. Depois meditam, mantendo o enfoque da corrente da concentração, seqüencial ou simultâneo, nas luzes de cura, nas sílabas do mantra, na deidade visualizada diante deles e eles próprios como a Deidade. No fim da prática elevam-se mais orações pela cura universal, a visualização da Deidade se dissolve no corpo dos praticantes e um estado de absorção meditativa é mantido tanto tempo quanto possível.

Esta meditação ritualística e de muitas facetas é uma das características do budismo tibetano; um tesouro que vem contribuir para as práticas espirituais do mundo, de onde emanam bênçãos divinas e cura a níveis profundos.

O sofrimento e a enfermidade estão diretamente associados à natureza instável da mente. Pensamentos insistentes, caóticos e estressantes perturbam o fluxo da força vital nos nervos e canais e causam um desequilíbrio fisiológico. O equilíbrio pode ser restaurado reconduzindo a mente agitada para um estado de fluxo natural; uma postura adequada, ciclos suaves de respiração e períodos cada vez mais prolongados de manutenção da visualização. A estabilização da atenção produz muitos efeitos benéficos que contribuem para a cura do corpo, para a percepção de uma realidade mais abrangente, para atenuar o sofrimento e aumentar o estado de felicidade. Efeitos que são especialmente potentes quando a mente se concentra num símbolo da consciência elevada que desperte a fé, tal como o de uma deidade e é acalmada com a vibração sonora dos mantras. O estado de concentração, sem tensão, tal como é praticado na sadhana da deidade, pode induzir mudanças fisiológicas positivas, tais como as sensações de leveza e de expansão e a aceleração da circulação e do calor.

Um benefício mais sutil, mas talvez mais profundo, é a mudança na auto-percepção que ocorre, quando imaginamos a nossa forma física se dissolvendo e sendo substituída por um corpo etéreo de arco-íris. Na primeira fase da prática, o meditante imagina e sente o corpo sólido tornando-se etéreo como o espaço vazio, para depois se recriar na forma da deidade, durante a maior parte da sadhana. Na etapa final da sadhana este processo é repetido, primeiro dissolvendo a visualização da deidade em nós mesmos e depois, permanecendo na vacuidade semelhante ao espaço da consciência. Este método de dissociação das percepções ordinárias, a penetração na vacuidade, o surgir como a deidade, a volta através da vacuidade para o corpo físico ensina a mente ávida a se liberar dos apegos habituais e das manifestações de aparências perecíveis. O objetivo deste tipo de meditação é alcançar a libertação espiritual. Projetando e recolhendo repetidamente a consciência para o interior e para o exterior das formas grosseiras e sutis, o meditante reconhece que a “realidade” é de natureza ilusória e criada pela mente.

A meditação da deidade é a arte de fazer surgir bênçãos, identificando-se com a divindade, numa alquimia interior que gera na mente os atributos espirituais da deidade numa nova forma . Numa sadhana, tal como a de Sange Menla, vive-se o mito através de rituais e de concentração, que despertam a vitalidade da psique e os seus efeitos mágicos e transformativos. A visualização da deidade, abençoando-nos com raios de luzes purificadoras, coberta com os adornos auspiciosos de seus atributos e rodeada de imagens da natureza pródiga, afeta positivamente a mente, traz inúmeros benefícios para o paciente e sabedoria para os médicos. Enfocando com devoção a imaginação contemplativa no imaginário sagrado, os meditantes aprendem a perceber o mundo externo como uma terra pura da medicina, o corpo como um palácio celestial e seus próprios pensamentos como a mente da deidade. Esta é a soberba divina de se saber uma divindade e o mundo externo uma terra pura emanada por si mesmo.

“Uma das primeiras coisas que o aluno de medicina tibetana aprende,” disse o Dr. Choephel, “é que tudo o que existe no mundo é potencialmente curativo. Aprendemos a ver o mundo como a mandala do Buda da Medicina. Não existe nada que não possa ser preparado ou purificado numa substância com valor medicinal.” O doutor então contou a história de Jivaka, um dos maiores médicos da antiguidade na India e que cuidou do Buda e da sua Sangha.

Quando ainda jovem, Jivaka, era muito estimado pelo seu Mestre e colegas. Nada estava além da sua capacidade de memorizar e compreender, sua dedicação ao estudo, seus conhecimentos eram insuperáveis. Um dia o Mestre resolveu pô-lo à prova. Reuniu seus quatro discípulos dizendo: “Tragam-me qualquer coisa que não tenha o poder de curar”.

“Passados uns dias, o primeiro discípulo regressou com uma planta desconhecida. ‘Encontrei esta planta que parece não ter propriedades curativas’, disse. O mestre cheirou-a, saboreou-a e depois mostrou como extrair suas propriedades curativas.”

“Uma semana depois, o segundo discípulo voltou com a carcaça de um bicho. ‘Trouxe esta carcaça fedida porque parece inútil’, disse. O Mestre mostrou ao discípulo como, através do cozimento, podiam ser extraídas as suas propriedades curativas.”

“Na semana seguinte, voltou o terceiro discípulo com uma pedra. ‘Encontrei esta pedra que creio não ter propriedades curativas’, disse ele. O mestre ensinou-lhe técnicas alquímicas que transformavam pedras e minérios em elixires curativos.”

Passado muito tempo Jivaka voltou de mãos abanando. ‘Procurei em toda parte’, disse ele, ‘e não encontrei o que quer que fosse que não possuísse propriedades curativas’. Foi assim que Jivaka demonstrou a sua elevada capacidade de compreensão.

****

Umas quatro horas depois de termos chegado ao gabinete do Dr. Choephel, ele terminou a sessão. Sonam e eu alongamos as nossas pernas dormentes, calçamos os sapatos e agradecemos. Ele fez um gesto vago com as mãos, envolveu os textos sagrados no lenço de seda colorida, pedindo que regressássemos no dia seguinte no mesmo horário.

Fora, as crianças brincavam na rua, gente se postava nas soleiras das portas e uma ou outra vaca deambulava solitária pelas vielas. Os peregrinos do fim do anoitecer aglomeravam-se no fim da rua ao redor da Estupa ainda ensolarada, enquanto raios riscavam os céus em toda a periferia do vale. Despedindo-me de Sonam juntei-me a eles, circunambulando o monumento sagrado...

A noite caiu e continuei caminhando com os demais peregrinos pelas oradas, a mente transbordando do imaginário mítico da medicina tibetana. Pensei nos comentários finais do meu novo Mestre enquanto caminhava pelas lajes de ardósia dos moinhos de rezas. “Há relatos que nos chegam através dos séculos,” disse ele, “de pessoas que se defrontaram com o Buda da Medicina manifestando-se aos mais afortunados, oferecendo elixires mágicos e a cura instantânea de seus males”.

Olhei para os fiéis à minha volta. Alguns oravam diante dos altares do Protetor irado Mahakala, outros suplicavam o gigantesco Buda Maitréia ou ofereciam incenso nos templos dos mosteiros semeados pelas ruas empedradas. Velhas monjas prosternavam-se nos caminhos lajeados; mães ajudavam os filhos a acenderem lamparinas de manteiga e monges recitavam suas orações. Numa terra onde as deidades escolheram viver entre as pessoas, tudo é possível. 

     
   
   
   

#222 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Sex, 4 de Mai de 2007 7:08 pm
Assunto: Enc: [agitadores] Fw: [Via RS MAX: SPAM] ONGs podem ingressar com ação civil pública para garantir zoneamento ambiental
ecezimbra
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----- Mensagem encaminhada ----
De: FZB - JB - Educação Ambiental <jbea@...>
Para: Fitomisturas <fitomisturas@...>; jardimdoseducadores <jardimdoseducadores@...>; CEBB <viamao@...>; agitadores@...
Enviadas: Sexta-feira, 4 de Maio de 2007 8:55:41
Assunto: [agitadores] Fw: [Via RS MAX: SPAM] ONGs podem ingressar com ação civil pública para garantir zoneamento ambiental

 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, May 03, 2007 4:35 PM
Subject: [Via RS MAX: SPAM] ONGs podem ingressar com ação civil pública para garantir zoneamento ambiental

 
 
03/05/2007 - Políticas públicas
ONGs podem ingressar com ação civil pública para garantir zoneamento ambiental   Imprimir  E-mail 

Anúncio aconteceu hoje, durante apresentação do estudo por técnicos da Fepam no Sindicato dos Trabalhadores em Fundações do Estado (Semapi).

Porto Alegre, RS – A divulgação na imprensa de que a governadora Yeda Crusius  teria a intenção de passar uma borracha no zoneamento ambiental por meio de um decreto provocou a reação de ONGs ambientalistas. Hoje pela manhã, numa exposição do estudo por técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o professor Ludwig Buckup anunciou que a ONG Igré, da qual faz parte, vai ingressar com uma ação civil pública, com o apoio de outras organizações, para garantir na Justiça que o zoneamento seja encaminhado ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), caso tal decreto realmente ocorra.

No Consema o zoneamento será avaliado, por representantes do governo, ONGs e universidades, e ajustado, se for o caso, para servir de base ao licenciamento das atividades de silvicultura no Rio Grande do Sul. Importantes empresas do setor – Votorantim Celulose e Papel, Stora Enzo e Aracruz – anunciaram grandes projetos para o Estado, com plantas industriais, inclusive, mas reclamam que o zoneamento impôs muitas restrições, e as duas últimas ameaçaram cancelar os investimentos, semana passada, caso o documento não seja revisto.

Professor titular da pós-graduação em Biologia da Ufrgs e doutor em ciências naturais pela Universidade de Tübinger (Alemanha), Buckup disse que examinou o estudo “página por página” e aprovou o trabalho. “Esta apresentação deixou bem claro como foi bem feito, pela qualidade das fontes, a riqueza da bibliografia, os levantamentos e os critérios adotados. Se existem restrições (à silvicultura) , devem ser acatadas”, afirmou. Ele criticou o governo anterior, que acenou para as empresas “como se o Rio Grande do Sul fossem terra de ninguém”.
 
Demissão do presidente

Enquanto os técnicos que coordenaram o estudo faziam a apresentação, um cochicho percorreu o auditório do Semapi, lotado de ecologistas, servidores, jornalistas e parlamentares – os deputados estaduais Elvino Bohn Gass (PT) e Raul Carrion (PC do B). Era a notícia de que o presidente da Fepam, Irineu Schneider, tinha pedido demissão em função das pressões das empresas e do próprio governo. Chegaram a anunciar ao microfone que a secretária do Meio Ambiente, Vera Callegaro, também havia sido demitida, o que não se confirmou até o início da tarde.

Ao final da exposição de seus colegas, o presidente da Associação dos Trabalhadores da Fepam, Antenor Pacheco, fez um pronunciamento veemente: “Nós, servidores da Fepam nos sentimos muito preocupados com os rumos da política ambiental no Rio Grande do Sul, porque, se no Governo passado tivemos quatro secretários da Sema em quatro anos, com o governo de Yeda (Crusius), em quatro meses vamos ter o quarto presidente da Fepam”, lamentou.

“Um presidente por mês é quase o tempo médio que a nossa equipe técnica, com dois servidores, está levando para manter em dia os pedidos de licenciamento” , continuou Pacheco. Com a informação de que a secretária havia caído, acrescentou: “A queda de ambos tem relação com isto que estamos discutindo aqui” – o zoneamento ambiental.

Unidades de Paisagem Natural

O chefe de qualidade ambiental da Fepam, Manoel Eduardo de Miranda Marcos, a arquiteta Ana Rosa Bredi, a geógrafa Lílian Ferrari, e a engenheira Florestal Sílvia Mara Pagel, explicaram que no zoneamento o Estado foi dividido em 45 Unidades de Paisagem Natural (UPNs), que são áreas geográficas de características físicas, como o relevo e vegetação, homogêneas. Numa área assim, a resposta do ambiente ao plantio de eucalipto é idêntica em toda a sua extensão, ao contrário das bacias hidrográficas – como sugerem alguns críticos do zoneamento – que apresentam características físicas muito heterogêneas, justificaram.

As UPNs receberam a classificação de alta, média ou baixa restrição para a silvicultura. A área de alta restrição corresponde a 25% do território do Estado e compreende 17 das UPNs, onde cada propriedade pode ser ocupada somente de 0,2% a 2% com essa atividade. A área de média restrição também soma 25% do território gaúcho em 16 das 45 UPNs, onde de 25% a 50% de cada propriedade pode ser ocupada com o plantio eucalipto (conforme as condições específicas de cada gleba). Já a área de baixa restrição significa 50% do RS, em 12 UPNs, onde 50% das terras das propriedades podem ter silvicultura.

Foram aplicados critérios como a existência de Unidades de Conservação (federais, estaduais ou municipais), a presença de espécies de fauna e flora criticamente ameaçados de extinção (entre eles os últimos trechos de campos nativos), a disponibilidade hídrica e o potencial risco de deficiência hídrica no verão, a fragilidade dos solos, a análise sócio-econômica, o registro de territórios indígenas e quilombolas, entre outros.

Audiências públicas

Os empreendedores anunciaram a intenção de ocupar um milhão de hectares com o plantio de eucalipto, 500  mil já estão sendo cultivados com a espécie, mas o zoneamento libera 9 milhões de hectares, garante o chefe de Qualidade Ambiental da Fepam: “O zoneamento não inviabiliza os investimentos, ele orienta a silvicultura de forma sustentável, caracterizando o Rio Grande do Sul como um Estado que cumpre as regras ambientais”, assinalou.

As empresas estão insatisfeitas porque a produtividade nas áreas adquiridas, antes de concluído o zoneamento, é menor do que esperavam, disse Manoel Eduardo Marcos. Segundo ele, interesses econômicos estão provocando pressões políticas sobre um estudo que é técnico. “A nossa discussão é apenas técnica, estamos sensíveis a todos os argumentos técnicos, não somos inflexíveis e não temos a pretensão de termos feito um documento perfeito”, finalizou.

Para o mês de junho estão previstas quatro audiências públicas para discussão do documento com a sociedade: dia 13/06, em Alegrete; dia 14/06, em Santa Maria; dia 11/06 em Pelotas e dia 19/06 em Caxias do Sul. O biólogo da Ufrgs Paulo Brack, doutor em Ecologia e membro da ONG Ingá, anunciou também que dia 22 de maio, no Dia Internacional da Biodiversidade, haverá uma manifestação sobre o tema no Largo Glênio Peres, que vai culminar com uma caminhada até o Palácio Piratini.


Texto de Ulisses A. Nenê para a EcoAgência de Notícias. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.

Leia mais:
Técnicos da Fepam apresentam zoneamento ambiental ao  público



#223 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Seg, 7 de Mai de 2007 5:39 pm
Assunto: A Corporação: Roda de Cinema na Casa Verde Veludo em Belém Novo, PoA.
ecezimbra
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RODA DE CINEMA
(roda de conversas após o filme)
 

A CORPORAÇÃO - de Jennifer Abbott e Mark Achbar - 14/10/04
É um filme obrigatório a ser integrado a currículos de colégios e universidades mundo afora. "A Corporação" provoca, revolta, assusta e motiva.
Bernardo Krivochein (Rio)

Não há novidade no fato de que as Corporações são escrotas. O que surpreende em "A Corporação" é quão escrotas elas podem ser.

Eu já sou adepto do consumismo consciente já faz algum tempo, o que é sinônimo de não ter um bando de coisas. Da mesma maneira que tem gente que não fuma porque cigarro dá câncer de pulmão (eu fumo horrores, aliás), eu não uso Nike porque tênis faz aumentar o labor mal-renumerado e o descaso as leis trabalhistas. Particularmente, acho mais nobre assim. "A Corporação" termina com uma série de endereços eletrônicos de sites sobre cultura e consumismo alternativos em seus créditos finais - até lá, o filme já conseguiu convocar o público a adotar o tal consumismo consciente.

Em suas duas horas e meia, o documentário de Jennifer Abbott e Mark Achbar (uma adaptação do livro homônimo de Joel Bakan, que também co-assina o roteiro) consegue sumarizar a história corporativa, dissecando o seu significado inicial até o monstro fora de controle (defendido pela 14a. Emenda da Constituição Norte-Americana) de hoje em dia. O resultado é um filme obrigatório a ser integrado a currículos de colégios e universidades mundo afora. "A Corporação" provoca, revolta, assusta e motiva.

Há uma energia muito mais poderosa em mostrar os absurdos do que apenas saber deles de ouvido. O filme carrega consigo um poder que alarma o espectador com mais eficácia do que a coleta de fatos dispersos - nada do que nos é informado chega a ser novidade, mas "A Corporação" mantém uma linha lógica de raciocínio que nos envolve e explica cronologicamente como as grandes corporações chegaram a governar o mundo (se a gente reclama da Globo aqui, imagina o poder da Coca-Cola). O filme ironiza arbitrariedades legais óbvias, mas não com o humor cáustico de um Michael Moore (que aparece no filme), por exemplo. Para tal, a edição corta para divertidas animações, imagens de arquivo tiradas de contexto e alguns ótimos achados, como antigos vídeos intitucionais.

A narrativa é subdividida em capítulos, mostrando o processo de transformação das corporações em pessoas jurídicas (que dá a uma empresa os direitos de uma pessoa física), cria um divertido perfil de que tipo de pessoa seria a Corporação com a ajuda de um expert do FBI, revela a falta de princípios do famoso Capitalismo Selvagem, causando danos às políticas internacionais (apoiado no ótimo livro "A IBM e o Holocausto") e ao meio-ambiente. Nada é rasteiro, tudo é explorado - e ilustrado com exemplos - a fundo, o que transforma "A Corporação" num Telecurso 2000, mas sempre intrigante. Como não se revoltar com a privatização da água na Bolívia?

O ataque está reservado ao lucro a qualquer custo, desregulamentado, animal. É óbvio que precisa haver uma legislação de receita, um teto limite, da mesma maneira que existe um salário-mínimo. A falta de ética entra em foco numa arrepiante história sobre a privatização de seres-vivos. Quando o filme peca, é por ser um ataque fulminante às corporações, mas que pouco apresenta as soluções. Falta mais foco nas empreitadas bem-sucedidas de companhias que respeitam público, trabalhador e meio-amibiente, mostrando como vale a pena investimento sóbrio, o lucro justo. A presença de Michael Moore acaba sendo quase prejudicial ao filme (é impressão minha ou pareceu que ele pegou o filme como se fosse dele?). Ele se arrasta e mistura tópicos a partir da segunda metade, mas tudo apenas pela minúncia dos diretores em discutir cada aspecto com consciência. O filme, porém, é bem balanceado: apesar de obviamente anti-corporativista e capitalista, se dá ao trabalho de não generalizar todas as empresas - abrindo espaço para sabe-se lá quantos executivos, agiotas, ativistas e líderes populares, as entrevistas são elucidativas, alguns sujeitos acabam se tornando verdadeiros demônios (prepare-se para a declaração de um novaiorquino sobre o 11 de setembro e o preço do ouro), outros verdadeiros chefes do pensamento da auto-sustentabilidade (como Vandana Shiva, provavelmente a melhor entrevistada do filme).

Mas uma questão é totalmente deixada fora de foco: todas as corporações criticadas no filme são originais dos Estados Unidos, uma terra onde se instituiu a cultura da competitividade, da superioridade de um sobre os demais. Lá não existe a competição amigável; se você compete, é para ganhar e humilhar o adversário. Esse pensamento já adquiriu proporções exageradas, visíveis no hip-hop (você que é playboy, nunca prestou atenção no fato de que todas as canções atuais desse gênero são sobre como o cantor é foda, tem muito dinheiro, come todas as mulheres, mata o adversário e é melhor do que você?), nas competições de beleza de crianças de 3 anos de idade, até na bilheteria cinematográfica, onde qual filme vai ganhar mais dinheiro tem mais importância do que qual tem maior valor de satisfação. Honestamente acredito que essa é a raiz do problema, afinal qual o sentido de querer fazer rios de dinheiro além de querer provar superioridade aos demais? "A Corporação" não se concentra nas questões micro, fazendo especialmente um panorama geral, porém extremamente abrangente. É por isso que me sinto mal de dizer que, enquanto documentário, "A Corporação" é muito melhor do que "Fahrenheit 11 de setembro", mas é a verdade.

Talvez seja um filme meio "pesado" para o espectador comum, mas é absolutamente hipnotizante, informativo e motivador. Obrigatório, "A Corporação" dá ao espectador a noção de seu poder enquanto consumidor. Pague inteira quando for assistí-lo, é um ótimo investimento.

"The Corporation" EUA, 2003. 145 mins. Direção: Jennifer Abbott e Mark Achbar. Com participações de: Noam Chomsky, Steve Wilson, Jane Akre, Naomi Klein, Michael Moore, Vandana Shiva. Site oficial:www.thecorporation.com/

 
Entrada Franca
Dia 13.05.07, Domingo.
Hora: 18 h.
End.: Rua Antônio da Silva Só, 80.
Belém Novo, Porto Alegre/RS.
 
Casa Verde Veludo - Convivências e Terapias Holísticas:
Homeopatia, Florais, Hipnose, Massagem Holística ,Reiki,
Massagens Terapêuticas Ayurvédica, Tay Yoga e Shantala
Palestras , Oficinas e Cursos
Fones:  51 3266.1168  e 8436.9746
 
Realização: IPETRANS
 

 


#224 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Sex, 4 de Mai de 2007 12:47 pm
Assunto: *Raízes de Grama* POR UM IBAMA E O PAÍS UNIDOS CONTRA A MP 366/07 !!!
ecezimbra
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*Raízes de grama*, Redes em Rede.
!Solicite retransmissão a todas as redes sociais por alta relevância sócio-ambiental.

----- Mensagem original ----
De: Luiz Marques <luizmar@...>
Assunto: Fw: POR UM IBAMA E O PAÍS UNIDOS CONTRA A MP 366/07 !!!

Prezados,
 
Mesmo que a máquina de terraplanagem da Dilma Rousseff já esteja a caminho, mesmo que o "bagre do Lula" tenha acabado de morrer, mesmo que o que resta da fauna, dos rios e da floresta brasileiras tenha acabado de receber mais um golpe fatal, sempre para a maior glória das empreiteiras, é ainda moralmente o caso, a meu ver, de assinar e repassar mais este abaixo-assinado.
 
Saudações cordiais
 
Luiz Marques
Bioética Brasil
10 Pontos para uma Ação Conjunta
 
 
----- Original Message -----
Sent: Friday, May 04, 2007 3:41 AM
Subject: POR UM IBAMA E O PAÍS UNIDOS CONTRA A MP 366/07 !!!

GENTE, VAMOS ASSINAR O ABAIXO-ASSINADO ON LINE!!! É MUITO RAPIDO !
VAMOS NOS MOBILIZAR !! NÃO PODEMOS PERMITIR ESTE RETROCESSO INSTITUCIONAL!
 
Em nome daqueles que amam  e lutam por este país. Em nome daqueles que ainda lutam corajosamente para impedir que nossas riquezas e potencialidades sejam entregues por dinheiro vil a interesses que servem meramente a uns poucos políticos corruptos e de empreiteiras.
 
PELO IBAMA UNIDO !!!   VAMOS ASSINAR E DIVULGAR!!!
 
1131 - PETIÇÃO CONTRA A MP 366/07  !!!                                 
,___
De  Maria Helena Batista Murta,
"Por um  IBAMA forte e Unificado!
Qualquer duvida, falar com Giovana Bottura, jobottura@yahoo. com.br

[REBEA] ASIBAMA NACIONAL  Rede Internacional BECE-REBIA Rede Brasileira de Informação Ambiental

Prezados listeiros, Há muitos anos dizia Ruy Barbosa:
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem- se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto"
. Assim, caros listeiros, vamos apoiar esta petição para, de certa forma, não permitir que aconteça o que Ruy Barbosa, sabiamente já decifrava há tantos anos. O maior legado de uma Nação a seus filhos é o cuidado com sua honra, com sua justiça e a honestidade com que conduz o seu Poder.(Murta, MHBM).
Apoiamos a Petição contra a MP 366/07
http://www.petition online.com/ amabi/petition. html

Maria Helena B. Murta mariahelenamurta@ oi.com.br
Comitê Científico dos Núcleos de Estudos do Projeto BECE
Instituto Criança Viva - www.criancaviva. org 
Amyra El Khalili - ongcta@terra. com.br
Economista - CORECON MG 7053
Presidente OSC CTA/Projeto BECE (sigla em inglês)
Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais

A Paz é ameaçada por injustiças econômicas, sociais e políticas, ausência de democracia, degradação ambiental e pela ausência dos direitos humanos"
Nobel da Paz, Muhammad Yunus
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Dear Amyra El Khalili - Economista ,
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Penso que todos os que têm contatos devem divulgar o que está acontecendo no IBAMA e no MMA no cenário internacional. Precisa ficar clara essa intenção de construir as duas hidrelétricas na Amazônia.
Denise Lima Rabelo <denise_iema@ yahoo.com. br>
>>>
[REMTEA] petição contra a MP366/07

Caros Remteanos,

Encaminho a seguir mensagem elaborada pela Associação dos Servidores do Ibama (Asibama) que explica um pouco da nossa indignação com o "desmonte" do órgão. Fragmentando a gestão ambiental pública não resolveremos os problemas gravíssimos que enfrentamos nos mais distantes locais do Brasil. Para se ter uma idéia, entre 09 e 16 de abril estivemos reunidos em Pirenópolis, GO, para elaborarmos o regimento da "recém" (13/mar/06) criada Diretoria de Desenvolvimento Socioambiental (DISAM). Foram dias intensos de discussões, cujos trabalhos se estenderam muitas vezes até a madrugada. Saímos "felizes" do encontro pois pela primeira vez na história do órgão o socioambientalismo, ou ecossocialismo, poderia dialogar com as demais diretorias no mesmo patamar hierárquico, mesmo com estrutura reduzida. Contudo, com a MP 366/07 e seus decretos regulamentadores, n° 6099/07 e n° 6100/07, IBAMA e Instituto Chico Mendes respectivamente, a DISAM, simplesmente desapareceu. É um retrocesso muito grande para a EA na gestão ambiental pública. A militância não é nova, vem de um processo que acompanha desde a década de 1980, a luta de Chico Mendes e se estende até hoje, acreditando num processo emancipatório, participativo. Acredito que até o Chico deve estar de retorcendo pois as decisões vieram de cima para baixo, na vespera de um feriado. Estamos atordoados com as notícias...
angustiados e traídos talvez sejam os termos mais apropriados.

Mesmo assim não estamos parados. Estamos em Estado de Greve, nos próximos dias haverão assembléias em Brasília e nos Estados, para decidir se haverá ou não Greve Geral. Criou-se uma petição, aberta a todo povo brasileiro, para derrubar a MP 366/07, que divide e fragiliza o IBAMA.

http://www.petition online.com/ amabi/petition. html

LEIAM, SE INFORMEM, PENSEM E ASSINEM SE CONCORDAREM.

Toda mobilização é necessária! Não podemos deixar que medidas tomadas na calada da noite enfraqueçam a unicidade da gestão ambiental federal, um dos poucos mecanismos de licenciamento ambiental no Brasil, fora as demais competências do órgão, entre elas a gestão das unidades de conservação, gestão de recursos pesqueiros e a fiscalização.

Abraços a tod@s!

Cesar Augusto Chirosa Horie <cesarchirosa@ yahoo.com. br>
Educador Ambiental do Ibama em Juína/MT
CARTA ABERTA AOS PARLAMENTARES E AO POVO BRASILEIRO

A reforma na estrutura administrativa do Ministério do Meio Ambiente, implementada pela Medida Provisória nº 366/07, de 26/04/07, atinge mortalmente o IBAMA enquanto órgão responsável pela execução da Política Nacional de Meio Ambiente. Cria o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, *nome novo para um projeto antigo*, e retira da
esfera do IBAMA a gestão e o controle de *todas as áreas protegidas do País e sua biodiversidade. *

A forma de condução desse processo, reivindicado pela Senhora Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva preocupa os servidores do IBAMA e todos os setores da sociedade que têm compromisso com uma *gestão ambiental pública e integrada,* dada a presença, no MMA, em cargos estratégicos, de pessoas fortemente identificados com interesses de ONGs/OSCIPs que,
em passado recente, reivindicavam a gestão das Unidades de Conservação Federais, particularmente as mais rentáveis.

*A nova estrutura para a gestão ambiental proposta na Medida Provisória divide arbitrariamente as atribuições do IBAMA*: de um lado, a gestão das Unidades de Conservação, com os Centros Especializados voltados à pesquisa, proteção e manejo da biodiversidade. De outro, o Licenciamento Ambiental, o controle da qualidade ambiental, a autorização de uso dos recursos naturais e a fiscalização. *Transfere, de maneira autoritária e imperativa, todos os já escassos recursos materiais e humanos de que dispõe o Instituto*, inclusive seus servidores, que sequer tiveram condições de opinar, surpreendidos que foram com a edição da Medida Provisória, *além de aumentar as necessidades de gastos financeiros para a manutenção de estruturas paralelas*.

O açodamento com que foi elaborada a MP evidencia-se à partir de uma leitura mais acurada da mesma. Atividades vitais do Instituto, como a fiscalização, educação ambiental, administração e outras correm riscos de serem duplicadas ou, pior: terceirizadas. A educação ambiental, por
exemplo, permanece enquanto finalidade dos dois Institutos. No entanto, não aparece na estrutura organizacional de ambos, o que nos leva a crer, fortemente na hipótese de terceirização desta atividade. A atividade de fiscalização, da mesma forma, aparece nas duas estruturas, sem que haja, no curto prazo, nenhuma perspectiva de ampliação do número de fiscais, o que leva a acreditar que tais atividades serão repassadas para as polícias locais.

O *licenciamento ambiental* federal, pano de fundo desse ataque ao IBAMA vem sendo objeto de críticas e ataques perpetrados por setores do Governo e da iniciativa privada. Os servidores do IBAMA vêm de público esclarecer que o Instituto* NÃO É RESPONSÁVEL* *pela demora na concessão das licenças, *até mesmo porque existem prazos fixados em legislação. As
demoras imputadas ao IBAMA ocorrem, principalmente, pelo não cumprimento das condicionantes exigidas em Lei, por parte dos empreendedores. Em que pese o interesse econômico do empreendedor, o IBAMA tem que avaliar com o mesmo compromisso e seriedade, as demandas sociais e culturais, além de atender as exigências dos órgãos de controle, aos interesses do cidadão e às demandas judiciais.

Os servidores do IBAMA reconhecem a necessidade de um crescimento econômico voltado para a inclusão social com distribuição de renda e qualidade de vida para a população, no entanto, este não pode se dar em detrimento da questão ambiental. É esta a nossa razão de ser. A nosso ver, a implementação de *medidas casuísticas* que visem a aprovação de empreendimentos, de forma açodada e arbitrária, pode ter um custo altíssimo para os segmentos mais frágeis da sociedade brasileira. Neste sentido, a responsabilidade do IBAMA se agiganta. Assim, *nos posicionamos contra qualquer medida que signifique a fragmentação dos instrumentos ambientais e que comprometam os princípios que norteiam a gestão integrada do meio ambiente*.

Brasília, 03 de maio de 2007.

PELA UNICIDADE DA GESTÃO AMBIENTAL

PELA INTEGRIDADE E FORTALECIMENTO DO IBAMA

PELA DERRUBADA DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 366/07

/ASIBAMA NACIONAL ASIBAMA-DF SINDSEP-DF DENTMA/CONDSEF/

Fonte: www.asibama. org.br

____________ _________ _________ _________ _________ __
[redeglobaldasocied adecivil] SÃO PAULO IBAMA e [justicaambiental] Novos secretários minimizam divisão no PT

Fonte: www.sindsef- sp.org.br 03/05/07

Assembléia estadual do Ibama discutirá luta contra divisão do órgão
Yara Fernandes

Os servidores do Ibama estão em uma ampla campanha contra o desmonte do órgão e uma das atividades foi o protesto em Brasília neste dia 3 de maio. A luta se dá centralmente contra a reforma na estrutura administrativa do Ministério do Meio Ambiente, através da Medida Provisória nº 366/07, de 26/04/07. A Medida cria o Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade, dividindo as funções que hoje são do Ibama.

Além da MP, há uma pressão do governo para enfraquecer o Ibama, que deve ser combatida. No dia 23 de abril, Lula teria declarado que "se eu pudesse, acabaria com o Ibama". O motivo seria a pressa do presidente em obter as licenças ambientais para implementar obras previstas no PAC, agradando assim os empresários e investidores com os quais o governo se comprometeu.

Dia 3 foi de protestos
O ato desta quinta-feira reuniu cerca de 250 pessoas em frente à Câmara dos Deputados. Os servidores presentes também distribuíram panfletos e conversaram com os parlamentares na tentativa de convencê-los a derrubar a medida.

Neste mesmo dia, ocorria um debate entre os parlamentares sobre o licenciamento ambiental para as obras no rio Madeira, organizado pela Comissão da Amazônia da Câmara. No debate, grande parte dos parlamentares apresentou posicionamentos parecidos com o do presidente Lula, de que há demora na liberação de licenças ambientais sobre obras que seriam 'de grande
importância para o desenvolvimento do país', sem se importar com os motivos que o Instituto tem para não liberar de imediato as licenças. Um grupo de servidores também entrou para protestar nesta audiência.

Outro grupo de servidores seguiu para a sede da ANA, onde ocorria uma reunião com a
Ministra, os superintendentes e alguns diretores do órgão, além de outras autoridades. A manifestação no local foi contundente e conseguiu incomodar a reunião. Quando alguns superintendentes saíram da reunião, tendo que passar no meio dos manifestantes, foram fortemente vaiados.

Organizar a luta nacional em defesa do Ibama
Além do protesto desde dia 3, os servidores do Ibama realizam uma série de outras atividades nesta campanha contra o desmonte do órgão. Uma assembléia do setor em Brasília ocorrida no dia 27 de abril deliberou pelo estado de greve e por um indicativo de greve a partir do dia 4. A assembléia contou com a participação de cerca de 600 servidores.

Os servidores também estão divulgando nacionalmente uma Carta Aberta aos Parlamentares e ao Povo Brasileiro, na qual argumentam contra o projeto. Além disso, há uma orientação nacional para que todas as unidades discutam essa questão e tirem um posicionamento. A Asibama também chama toda a população a assinar a petição on-line contra a MP 366/07, no endereço
'http://www.petition online.com/ amabi/petition. html'. Até a publicação desta matéria, a petição estava com mais de 1800 assinaturas.

Em São Paulo, o Sindsef-SP chama uma assembléia estadual do setor para a próxima terça-feira, dia 8 de maio. Antes disso, é preciso que as Unidades Descentralizadas, Flonas, Centro de Pesquisa, Unidades de Conservação, se reúnam e encaminhem propostas para serem levadas à assembléia estadual do dia 8. No Ibama São Paulo, a reunião será nesta sexta-feira.

A assembléia estadual será no IBAMA/SUPES/ SP (Alameda Tietê, 637 - 5º andar), na terça-feira, dia 8 de maio, às 10h, e terá a seguinte pauta: 1) Informes sobre as Plenárias Nacionais em BSB; 2) Reforma na estrutura administrativa do Ministério do Meio Ambiente, implementada pela Medida Provisória nº 366/07, seguida dos decretos nº 6.100/07 e nº 6.101/07, que representam a QUEBRA DA UNICIDADE DA GESTÃO AMBIENTAL; 3) Desativação de Unidades; 4) Avaliar e decidir os rumos do movimento - IBAMA, com base nas ações já deflagradas; 5) Greve; 6) Propostas e Encaminhamentos.

O Sindsef-SP reembolsará (passagem/almoç o) até dois servidores associados por unidade do Ibama/SP que vierem do interior para participar da assembléia estadual. É preciso que todos os servidores do setor realizem reuniões nas unidades, discutam seus posicionamentos e propostas para a assembléia e que participem representantes de cada unidade, para organizar uma forte
mobilização contra o desmonte do Ibama.

[03/05/2007]

FONTE: WWW.SINDSEF- SP.ORG.BR
Divulgado por Lea Pinto Corrêa <s.lourencinho@ uol.com.br>

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RECO-SIMAAS
Red de Cooperación Comunitaria Brasil – América Área Sur
RECO-SIMAAS se crea en Rio de Janeiro con la firma del Protocolo de Niteroi (11/10/2006) entre las instituciones Proyecto BECE (Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais, coordinada por Amyra El Khalili), la REBIA (Rede Brasileira de Informação Ambiental, coordinada por el periodista Vilmar Berna), PRIMA (Projeto de Reflorestamento de Mata Atlántica e Sustentabilidade) y el SIMAAS (Sistema de Integración Municipal América Área Sur).
Este proceso articula por un lado el Proyecto RECOs, que tiene como objetivos el intercambio de experiencias, la promoción y fomento de la producción de bienes y servicios de las comunidades regionales. RECOs atiende las reivindicaciones de la Agenda 21 - Piense Globalmente y Actúe Localmente, con la implantación de la responsabilidad social empresarial, comercio justo y sustentabilidad en diversos programas educacionales.
El Proyecto RECOs tiene sus antecedentes en el “Movimiento Mujeres por la P@Z!”, fundado por la economista Amyra El Khalili quién coordina una red formada con la participación de conferencistas y periodistas para la cobertura on line de los debates de las redes de cooperación comunitarias, para que ellos sean divulgados en otros medios. Esta es una red diferente y muy peculiar. A través de ella, varios conocimientos, ideas y contribuciones son graciosamente transmitidas por Internet. Esta iniciativa que surge desde Brasil tiene como principal objetivo llevar mensajes desde América Latina y el Caribe al mundo, mensajes de sus regiones y sus experiencias, mezclando conocimientos relacionados con el desarrollo sustentable del ser humano, del medio ambiente y de la humanidad. Son diversificadas visiones de un mismo o varios asuntos, que se completan y contribuyen para disminuir las desigualdades y tornar la vida menos injusta en nuestro planeta.
En este contexto, los Núcleos de Estudios del Proyecto BECE creados por Amyra tienen por objetivos y funciones un foro de alto nivel estratégico, de carácter multi e interdisciplinario que se propone voluntariamente a contribuir en la medida de las posibilidades y responsabilidades de cada uno, a la producción de documentos, esclarecimientos, orientaciones, reflexiones, bibliografías, etc., asumiendo la lista nucleosbece – como la principal sala de reunión y punto de encuentro del Proyecto BECE y la Red BECE-REBIA. Su meta es contribuir con el desarrollo ambientalmente sustentable, socialmente justo y viable económicamente en la Región. Busca estimular y estructurar mercados de "commodities ambientales" y "space commodities" para ser controlados por la sociedad a través de Foros del Proyecto BECE y basados en la democratizació n de la información a través de la reunión de productores y difusores de información interesados en una economía más solidaria, ética y comprometida con las actuales y futuras generaciones.
Por su parte, el SIMAAS es un proceso paralelo impulsado desde Rio de Janeiro (1997) por la Prefeitura Municipal de Niterói. SIMAAS es un sistema público no estatal de cooperación intermunicipal, en el ámbito de la Comunidad Sudamericana de Naciones, que promueve una nueva institucionalidad participativa y un asociativismo regional con base en elementos agregadores, en especial las cuencas hidrográficas, la integración transversal y transfronteriza, con el objetivo de facilitar la implantación de las Agendas 21 Locales en esos municipios y el alcance de los Objetivos de Deasarrollo del Milenio de las Naciones Unidas.
La propuesta de RECO-SIMAAS consiste en desarrollar productos y servicios a partir de la experiencia de debates de periodistas especializados en el segmento socio-ambiental, como lo ha desarrollado Vilmar Sidnei Demamam Berna, editor de la Revista do Meio Ambiente (que substituyó el Jornal do Meio Ambiente), Adalberto Marcondes, de Envolverde, André Trigueiro, de la Globo News, René Capriles, de la Revista Eco21 entre otros. Cientistas y cientos de articulistas han contribuido de forma participativa e integrada en estos medios para el registro de la historia del desarrollo sustentable. Todo ese trabajo también será contenido en diversas publicaciones impresas, libros, revistas, cartillas, CD Roms, apostilas que serán distribuidas en varios continentes por la Editora Virtual BECE-REBIA, una sociedad del Proyecto BECE con la REBIA. Los derechos autorales de los trabajos serán dotados integralmente para el financiamiento de los medios ambientales a través de dichas organizaciones. Las obras tendrán traducción para otros idiomas, más allá de parcerias en financiamiento y comercializació n con otras ONGs extra región, a fin de estimular también el financiamiento de esos proyectos.
Con la firma del Protocolo de Niterói, a partir del 11 de octubre de 2006 las instituciones de RECO-SIMAAS multiplicarán su esfuerzo por el continente y la información obtenida será patrimonio de cada comunidad latinoamericana.
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A Rede BECE-REBIA não admite debates ou comentários pois é exclusivamente para ao envio de notícias. Assine também o grupo Notícias da Revista do Meio Ambiente, para: (assinar-noticiasdoj ornaldomeioamb@ grupos.com. br) . Sugerimos que faça o cadastramento nas duas listas para se manter atualizado. Convidamos você para participar dos Grupos de Debate da REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental.

Os Fóruns REBIA subdividem-se em (pode se inscrever em mais de um grupo de acordo com o interesse)

REBIA NACIONAL - rebia-subscribe@ yahoogrupos. com.br
REBIA CENTRO-OESTE - rebiacentrooeste- subscribe@ yahoogrupos. com.br
REBIA NORDESTE - rebianordeste- subscribe@ yahoogrupos. com.br
REBIA NORTE - rebianorte-subscrib e@yahoogrupos. com.br
REBIA SUDESTE - rebiasudeste- subscribe@ yahoogrupos. com.br
REBIA SUL - rebiasul-subscribe@ yahoogrupos. com.br

Usuários: toda a sociedade brasileira até onde nossos e-mails conseguem alcançar.

A Rede BECE-REBIA tem como missão contribuir com o desenvolvimento ambientalmente sustentável, socialmente justo e viável economicamente no Brasil, estimulando e estruturando mercados de "commodities ambientais" e "space commodities" a serem controlados pela sociedade brasileira através destes fóruns e baseados na democratização da informação através da reunião de produtores e difusores de informação interessados numa economia mais solidária, ética e comprometida com as atuais e futuras gerações."

Forma de acesso: Através do site http://br.groups. yahoo.com/ group/becerebia/

ESCLARECIMENTOS IMPORTANTES SOBRE AS ATIVIDADES DA PARCERIA BECE-REBIA

1.O trabalho de orientação aos participantes da Rede BECE REBIA é voluntário, sem nenhuma cobrança ou remuneração, cujo atendimento se dá exclusivamente via internet.
2. Não fazemos consultoria, nem autorizamos ou credenciamos profissionais a oferecer qualquer tipo de serviço em nosso nome.
3. Não somos entidade certificadora de responsabilidade e/ou manejos sócio-ambiental e somente fornecemos "selos commodities ambientais" perante os Fóruns Regionais BECE-REBIA.
4. Não permitimos que nenhuma empresa, membro (associado ou não) ou qualquer outra entidade utilize a logomarca da OSC CTA, OSC REBIA e Projeto BECE sem o nosso consentimento prévio e expressa autorização por escrito.

5. Autorizamos a utilização dos boletins desde que citadas todas as fontes, principalmente a "Rede BECE REBIA"
Em caso de dúvidas e sobre nossas parcerias, por favor, consulte o site do Portal do Meio Ambiente: www.portaldomeioamb iente.org. br

REDE INTERNACIONAL BECE REBIA
REDE BRASILEIRA DE INFORMAÇÃO AMBIENTAL

(www.portaldomeioam biente.org. br)
(www.bece.org. br) - (www.rebia.org. br)

Banco de Dados BECE REBIA
(http://br.groups. yahoo.com/ group/becerebia)

"Todos os homens estão presos numa teia inescapável de mutualidade;
entrelaçados num único tecido do destino. O que quer que afete a um
diretamente, afeta a todos indiretamente. Não posso nunca ser o que deveria
ser até que você seja o que deveria ser e você não pode nunca ser o que
deveria ser até que eu seja o que devo ser".

Martin Luther King

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]_._,_.___


#225 De: "Eduardo Sejanes Cezimbra" <ecezimbra@...>
Data: Ter, 15 de Mai de 2007 12:01 pm
Assunto: Convite Sarau Ambiental na PUC
ecezimbra
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A Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através do Departamento de Esgotos Pluviais em conjunto com a Pontifícia Universidade Católica do RS convidam:

 

 

Sarau Ambiental na PUC

 

Experiências em Educação Ambiental – Parte III e IV, profissionais das áreas de:

 

Odontologia (Eduardo Cezimbra) e Psicologia (Gerson Rocha)

Data: 16 de maio

Turismo (Ângela Maria Santos Tavares) e Engenharia Química (Mariza Reis)

Data: 15 de junho

 

 


Horário: sempre às 17h30min

Local: sala 202 do prédio 40

 

 

 

Venha trocar experiências ambientais!

 

Caixa de texto: Apoio:                               Realização:

Caixa de texto:


#226 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Sáb, 19 de Mai de 2007 4:25 pm
Assunto: Enc: Dia da BIOdiversidade
ecezimbra
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Raízes de Grama, redes em rede.
Solicitamos retransmissão a todas as redes sociais e ambientais.
----- Mensagem encaminhada ----
De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Para: retrans@...
Enviadas: Sexta-feira, 18 de Maio de 2007 19:01:41
Assunto: [retrans] Dia da BIOdiversidade

 






APRESENTAÇÃO
"COMEMORANDO A BIODIVERSIDADE"
 Descubra onde está a biodiversidade no nosso dia-a-dia, na alimentação, transporte,
energia e moradia. Esta atividade é promovida por iniciativas autônomas, organizações não
governamentais, movimentos sociais e artísticos.


PROGRAMAÇÃO
Clique aqui para ver a programação do dia e da semana

TEMAS e TEXTOS
ENERGIA PARA O CRESCIMENTO DE QUEM?


IPETRANS - Instituto de Pesquisas Transdisciplinares

CARROS MOVIDOS À BIODIVERSIDADE
 
DEMANDAS DO MOVIMENTO ECOLÓGICO GAÚCHO


SAÚDE E TERAPIAS ALTERNATIVAS

 
   
INFORMAÇÕES
Telefone: 3221 8097
www.defesabiogaucha.org
www.inga.org.br
diainternacionaldabiodiversidade@...

 
 



Rede
é uma forma de conexão
entre pessoas que são ligadas por
propósitos comuns e procuram a realização dos mesmos em comunicação colaborativa e ações solidárias e cooperativas.
Alguns aspectos que podem facilitar as conversações em nosso grupo.
Crença básica: cada pessoa tem uma parte importante da verdade.
- Cada qual fala à titulo pessoal - Escrever com respeito
- Não vale atacar verbalmente nem culpar
IPETRANS: http://www.ipetrans.hpg.ig.com.br 

cancelar assinatura - página do grupo


#227 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Seg, 21 de Mai de 2007 4:32 pm
Assunto: Porto Alegre comemora Dia Internacional da Biodiversidade
ecezimbra
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Porto Alegre, 21 de maio de 2007.

 

 

Porto Alegre comemora Dia Internacional da Biodiversidade



 

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 22 de maio, como o Dia Internacional da Biodiversidade. Para comemorar a data, na próxima terça-feira, a partir das 9 horas, mais de 35 organizações da sociedade civil, que desenvolvem ações relacionadas ao meio ambiente, ocuparão o Largo Glênio Peres, em Porto Alegre.

 

O evento terá bancas temáticas, com materiais didáticos, fotos e painéis, além de uma programação que inclui atividades educativas, visitação de escolas, oficinas, palestras e apresentações artísticas. O objetivo é apresentar soluções práticas para conhecer, contribuir e conviver com a biodiversidade.

 

O Brasil detém de 15% a 20% da diversidade mundial, cerca de 70% das espécies de vida catalogadas no planeta e é considerado o país com maior biodiversidade do mundo. O desafio é manter essa riqueza frente ao crescimento desordenado da humanidade e a exploração inadequada dos recursos naturais, principais responsáveis pela extinção de espécies, poluição e mudanças climáticas.

 

Além das atividades no Largo Glênio Peres, será realizado o painel “Biodiversidade e transgênicos na agricultura: uma convivência possível?”, na Faculdade de Direito da Ufrgs (Avenida João Pessoa, 80), a partir das 19 horas.

 

A programação segue durante toda a semana, de 23 a 25 de maio, com exibição e debate de vídeos ambientais, no Bar Árabe Café (Rua José do Patrocínio, 77), sempre às 19h30min. As comemorações encerram no sábado, 26 de maio, com a Festa da Biodiversidade, no Bar Avohai (Rua Lima e Silva, 546), às 22 horas.

 

O evento é promovido pelo Grupo Mamangava, Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Inga), Casa Tierra e Diretório Acadêmico Independente da Biologia (Daib/Ufrgs) e conta com o apoio e participação de mais de 30 entidades sócio-ambientais gaúchas.

 

SERVIÇO:

 

O QUE: Dia Internacional da Biodiversidade

QUANDO: 22 de maio, terça-feira

ONDE: Largo Glênio Peres

HORÁRIO: a partir das 9 horas

 

Mais informações: Adriano Marcello Santos – (51)3224-3327 ou (51) 9852-2095

 

  

DIA 22 DE MAIO – Dia Internacional da Biodiversidade

Manhã e Tarde – Largo Glênio Peres e arredores

Local

Horário

TeMa

ReSpOnSaVeL

 

 

 

 

 

 

 

 

Largo Glênio Peres-geODÉsicA

Manhã 8h – 9:30h

 

Montagem da geodésica MISTICA

CaSaTiERRa – H²Bio

10:00

Água: “Um recurso esgotável”

Luis Ercole

10:45

Agroecologia

CADORE – MST – UVAIA - GuAyí

11:15

Sustentabilidade Urbana

CaSaNaT-IAB-RS

11:45

Biodiversidade

Paulo Brack

13h – 14h

Caminhada

“Grito pela biodiversidade”

14:00

Espaço de convergência

15:30

 

 

16h

“A Divina Comédia”

Teatro Cirquin

16h30min

DeSMoNtaGeM

ToDoS e TOdaS

16h30min

“O templo”

Comparsaria das Façanhas

17h

Maracatu

Grupo Maracatu

 

 

 

 

 

Noite – Direito UFRGS

Auditório da Faculdade de Direito/

UFRGS

(Rua João Pessoa)

19h – 22h

Painel:

“Biodiversidade e Transgênicos na Agricultura: uma convivência possível?”

 

 

 

 
OUTROS DIAS

 

Horário

Local

Atividade

Quem propõe

 

 

A partir do dia 22

7h as 19h

Mercado Público

Exposição Fotográfica

Programa Macacos Urbanos

19h30min

Avohai (Rua Lima e Silva, 546, Cidade Baixa)

Exposição Fotográfica Tramando Arte, Tecendo Sentidos" - DESMA/UFRGS;

"Contemplando a Biodiversidade" - da fotógrafa Raquel Hoefel

 

 

23, 24, 25

19h30min

Bar Árabe Café (Rua José do Patrocínio, 77, Ciadade Baixa)

Circuito de Vídeo Ambiental

Grupo Mamangava

 

23/5

Deserto Verde: “Celulose no Pampa”

 

24/5

Hidrelétricas: “Grande Barra”

 

25/5

Biocombustível: “Bagaço”

26

 

Avohai (Rua Lima e Silva, 546, Cidade Baixa)

FESTA da BiodiVERsidade

 

 

Realização:

Grupo Mamangava

INGA

Casa Tierra

DAIB

Apoio:

DCE-UFRGS

IPETRANS

IGRE

AGAPAN

GARRA

UVAIA

Núcleo Amigos da Terra

Programa Macacos Urbanos

Movimento em Defesa da Zona Rural-POA

Sociedade Vegetariana Brasileira

Econsciência

Comparsaria das Façanhas

Grupo Maracatu

Urbanos in Natura

Teatro Cirquin

Coletivo Mentes Plurais

Artistas da Fome

Bar Árabe Café

Bar Avohai

Recanto da Mata

Recanto do Lago

GEA

MST

Guayí

IAB-RS

ANAMA

Desma

UFRGS

FEAB

FERES – RESTINGA

IAB-RS

H2BIO

INCA-Montenegro


#228 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Qua, 23 de Mai de 2007 2:21 pm
Assunto: Raízes de Grama: O melhor diagnóstico do desastre ambiental que já vi
ecezimbra
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*Raízes de Grama*, Redes em rede.
Retransmissão de relevante importância sócio-ambiental.
Obrigado pela atenta escuta a este discurso e SOBRETUDO POR DIVULGÁ-LO !!


Prezados,
 
Convido-os entusiasticamente a assistir ao vídeo anexo e também a divulgá-lo o quanto puderem. É um dever meu e de quem quer que tenha presente a gravidade da tragédia atual e de suas conseqüências, as primeiras delas já em curso.
 

 
Se quiserem mais informações antes de vê-lo, digo-lhes o pouco que sei a respeito. Trata-se de um pronunciamento feito por uma menina da ECO - Environment Children Organization -, em uma reunião da ONU para o Meio-Ambiente, realizada no Rio de Janeiro. Para além da carga imensa de paradoxal e de pungente da cena de uma menina discursando ao mundo, de resto com um desempenho que não concede um nada ao piegas, impressiona o teor mesmo do discurso, sua lucidez e, sobretudo, sua capacidade de tocar o âmago da questão, associando com rigor a catástrofe ambiental aos seus reponsáveis maiores: os grandes interesses da engrenagem econômico-financeira internacional.
 
Impressiona, além disso, sua consciência da hipocrisia dos adultos, que alegam "estar fazendo o melhor que podem", quando na verdade estão trocando o futuro da vida - humana e não-humana - no planeta por um punhado a mais de dólares.
 
Impressiona, enfim, sua recusa a se deixar embalar pela cantilena dos adultos de que a ciência e tecnologia vão chegar "na última hora" para salvar sua geração.
 
Como bem afirma essa menina, ninguém de nós sabe o que fazer para reverter a vertiginosa degradação de nosso habitat. Pior: demasiado poucos dentre nós têm-se mostrado de fato dispostos a fazer algo que implique qualquer alteração em seus padrões e expectativas de consumo. Por isso, não vejo nada mais eficiente no momento, para dar um chacoalhão em nosso senso de indiferença, que o vídeo em questão.
 
Obrigado pela atenta escuta a este discurso e SOBRETUDO POR DIVULGÁ-LO !!
 
Saudações,
 
Luiz Marques
 
 
 


#229 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Seg, 28 de Mai de 2007 12:42 pm
Assunto: Enc: Os flagrantes de um dia de péssima memória para Porto Alegre/RS. Comente no site do ClicRBS
ecezimbra
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Raízes de Grama, Redes em Rede.

Solicitamos retransmissão prioritária e cartas para ajudar a preservar Porto Alegre/RS.

Prefeito Fogaça tem que ajudar PORTO ALEGRE a continuar SER DEMAIS !!!

Abuso do poder econômico compromete Audiência do Plano Diretor: http://www.youtube.com/watch?v=FnTSMffnmmc

"Audiência comprada, cidadania roubada": http://www.youtube.com/watch?v=cYg2RgwFtUw

Vídeo no You Tube com PORTO ALEGRE É DEMAIS: http://www.youtube.com/watch?v=S_MkpVWMBoM

ATENÇÃO: Para comentar notícia no site do ClicRBS sobre a Audiência do Plano Diretor
http://www.clicrbs.com.br/clicnoticias/jsp/default.jsp?template=3660.dwt&rootdir=%2Fshared&source=DYNAMIC%2Ccom.rbs.news.CommentDataServer%2CgetComments&canalid=1&artid=1514505&uf=1&local=1&url_article=http://www.clicrbs.com.br/clicnoticias/jsp/default.jsp?tab%3D00002%26newsID%3Da1514505.htm%26subTab%3D00010%26uf%3D1%26local%3D1%26l%3D%26template%3D2503.dwt%26section%3DNot%25EDcias

ENVIAR EMAILS PARA: leitor@... e doleitor@...

Geral | 26/05/2007 21h42min  
Protestos marcam audiência pública de revisão do Plano DiretorDe 454 sugestões, 107 foram votadas, e as demais serão avaliadas no próximo sábado

http://www.clicrbs.com.br/clicnoticias/jsp/default.jsp?tab=00002&newsID=a1514505.htm&subTab=00010&uf=1&local=1&l=&template=2503.dwt&section=Not%EDcias

Secretário Municipal do Planejamento, José Fortunati, discute em audiência pública - Ronaldo Bernardi / Agência RBS
Secretário Municipal do Planejamento, José Fortunati, discute em audiência pública
Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Confira reportagem da RBS TV

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Notícias CLICRBS

24/05/2007 07h30min - Geral

O dia foi de confusão e protestos na audiência pública de revisão do plano diretor de Porto Alegre, que aconteceu no salão de atos da UFRGS. A reunião começou com mais de duas horas de atraso e muita gente ficou de fora. De 454 sugestões, 107 foram votadas. As demais serão avaliadas no próximo sábado.

Empresários do setor da construção civil eram contrários à redução da altura de prédios. Moradores e ambientalistas temiam e degradação da cidade. A dispensa de estudos de impacto para a construção de prédios com altura maior do que o permitido recebeu o sim da maioria.

Associações de bairros, unidos pelo Movimento Porto Alegre Vive, encaminharam moção de repúdio à prefeitura e ao Ministério Publico Estadual. O grupo é contra a forma de discussão das propostas.

Ambientalistas reclamaram que a audiência foi comprada, já que muitos admitiram que não sabiam o porquê estavam no local, aumentando a suspeita de que poderiam ter sido recrutados.

O Secretário Municipal do Planejamento, José Fortunati, discorda das reclamações e afirma que as sugestões foram bem apresentadas. Segundo ele, é normal a organização de associações e sindicatos levarem "moradores que sequer sabem o que é o Plano Diretor". Ele chegou a comparar a situação à rotina da Câmara dos Deputados.

Após a votação de todas as sugestões, um ante-projeto com as propostas será encaminhado ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental. Depois, o prefeito José Fogaça elabora um projeto de lei e repassa à Câmara de Vereadores para votação até o final de julho.

RÁDIO GAÚCHA

http://www.ecoagencia.com.br/index.php?option=content&task=view&id=2368&Itemid=2

26/5/2007 - Audiência sobre o Plano Diretor de Porto Alegre

Ambientalistas protestaram contra parcialidade da mesa dos trabalhos  

Instantâneo retirado da transmissão de TV via saite da Prefeitura Municipal de Porto Alegre - www.portoalegre.rs.gov.br

Ao finalizar a primeira parte da audiência pública de votação nas modificações no Plano Diretor de Porto Alegre, o secretário de planejamento José Fortunati anunciou como sendo fantástico o número de 1773 credenciados. O processo foi denunciado pela AGAPAN e entidades da comunidade como manipulado pela indústria da construção civil que lotou o Salão de Atos da UFRGS com seus empregados

Porto Alegre, RS - A AGAPAN - Assoc. Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural e entidades participantes do movimento Porto Alegre Vive retiraram-se do recinto não sem antes entregar um  manifesto em que criticaram o comportamento da mesa dos trabalhos que impedia o contraditório nas votações.

MP - Em determinado momento da manhã, Ana Marchesan foi cercada pelos empregados. Teria pedido um ticket de vale alimentação para um dos empregados que se arrependeu de entregar. E cercaram a Promotora de Justiça para reaver o ticket. A Brigada Militar foi chamada.

Grande parte do auditório foi formado por pessoas que não sabiam o que estava sendo votado. Os empregados das empresas construtoras teriam ido à votação do Plano Diretor de  Porto Alegre recebendo R$ 25,00, sob pena de perderem o emprego.

Nova audiência pública já foi anunciada e ocorrerá na semana que vem para o término dos trabalhos. Para garantir a presença de todos os inscritos, o local será reestudado. O crachá a ser utilizado será o mesmo de hoje.

Embora a Prefeitura de Porto Alegre tenha inserido como norma a transparência nas discussões e votações para modificações do Plano Diretor de Porto Alegre, ela não foi suficiente para garantir qualidade de vida à cidade e das decisões.

Com "tutores" espalhados nas principais ´esquinas´ do Salão de Atos da Reitoria da UFRGS, os empregado tomaram conta do espaço e votaram conforme script preparado pelos empregadores interessados no adensamento da cidade por meio de grandes edifícios.

Iniciando às 11h da manhã, embora a previsão inicial era de início às 9h, a Audiência Pública sob a presidência do Secretário de Planejamento de Porto Alegre, José Fortunatti,, os trabalhos ainda estão longe de acabar. Para votar, o cidadão apenas teve que comprovar moradia em Porto Alegre e levar documento dee identidade. Com isso, ganhou um crachá. O Secretário garante que não será realizada novo credenciamento e os mesmos crachás terão que ser utilizados na continuidade dos trabalhos, na próxima semana.

Os trabalhos foram encerrados pelo Secretário pontualmente às 17h30min, à pedido e insistência da grande audiência.

Ainda hoje na EcoAgência, repercussão da audiência junto às ONGs.

Da Redação da EcoAgência de Notícias - www.ecoagencia.com.br

http://www.ecoagencia.com.br/index.php?option=content&task=view&id=2371&Itemid=2

26/5/2007 - Audiência Pública sobre o Plano Diretor

Os flagrantes de um dia de péssima memória para Porto Alegre  

Audiência Pública

Os ativistas da cidade de Porto Alegre favoráveis à qualidade de vida e contrários ao crescimento desordenado colocaram no saite You Tube dois pequenos filmes sobre a audiência pública realizada hoje para a aprovação de propostas de mudança no Plano Diretor da Cidade...mais abaixo, publicamos fotografias até do disciplinado povo recebendo comida...Divulgamos os links para os filmes...

O encontro de ambientalistas com o "povo"...na saída do Salão de Atos da UFRGS, após as primeiras votações
 -  http://www.youtube.com/watch?v=cYg2RgwFtUw

A Industria da construção civil de Porto Alegre patrocinou e organizou uma ativa "torcida" na primeira Audiencia Publica do Plano Diretor de Porto Alegre  

 -  http://www.youtube.com/watch?v=FnTSMffnmmc

José Fogaça - O Prefeito de Porto Alegre afirmou a seu staff político, no final da tarde, que pretende tomar medidas para levar adiante o processo de mudanças no plano diretor da cidade com um mínimo de seriedade.

A população obteve transporte especial para a Audiência....

1) Empregados da construção civil e seus parentes foram levados por alguma organização para a Audiência Pública que discutiu as modificações n Plano Diretor de Porto Alegre. O Sindicato da Indústria da Construção Civil - Sinduscon e empresas vinculadas seriam os autores da façanha que busca claramente desqualificar o processo de discussão das propostas.

Alimento, que niguém é de ferro

2) Ninguém é de ferro. Os levados em ônibus puderam também  se refestelar com lanches e alimentos levados pela organização da ´manifestação expontânea´ dos cidadãos.

Houve momentos de encontros e desencontros.

3) Houve momentos de encontros e desencontros...aqui, o ´povo´ radicaliza com os ambientalistas e militantes pela qualidade de vida na cidade de Porto Alegre.

O Secretário do Planejamento de Porto Alegre, José Fortunati...

4) O Secretário do Planejamento de Porto Alegre durante os trabalhos.  José Fortunati foi o fiador de uma proposta de aprovação de propostas do plano diretor de Porto Alegre que incluiu uma audiência pública deliberativa...o resultado era previsível...

Anunciada a continuação da audiência para o próximo sábado, 2 de junho, ela será provavelmente realizada com novas regras. O Prefeito Municipal não compareceu aos trabalhos.

Veja mais em:

 - Ambientalistas protestaram contra parcialidade da mesa dos trabalhos  

 - Saite da Prefeitura Municipal de Porto Alegre

 - Mais fotos no saite do INGA - www.inga.org.br

Da  Redação da EcoAgência de Notícias - www.ecoagencia.com.br

http://www.inga.org.br/noticias/inga016.html

 
 
26/05/2007
Audiência Pública de revisão do Plano Diretor de Porto Alegre
26 de maio de 2007

Ingá - Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais - 2007

Porto Alegre - Rio Grande do Sul

http://www.iab-rs.org.br/artigo/?art=515

A cidade não é mercadoria

Manifestação do Instituto de Arquitetos do Brasil
quanto à proposta de alteração do PDDUA


A Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Secretaria de Planejamento Municipal (SPM), levou à público no mês de março de 2007 proposta de alteração do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA), Lei Complementar 434/1999.

O Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento do Rio Grande do Sul (IAB-RS), convidou aos técnicos do Município, com a participação do secretário da SPM, Sr. José Fortunati, a informarem a comunidade de arquitetos ligada ao IAB-RS e apresentarem suas propostas e modificações, o que permitiu à Comissão de Urbanismo e ao Conselho Diretor do IAB-RS realizar sua análise e fundamentar a opinião da entidade, como segue:


1. O PDDUA
O IAB-RS considera que o PDDUA, na forma como foi aprovado em 1999, apresenta incoerências e inconsistências que não permitem reconhecer, em sua aplicação prática, os princípios e objetivos de qualificação ambiental e urbana discutidos e votados pela população nos Congressos da Cidade, realizados no início da década de 1990 e claramente expressos nos capítulos iniciais da Lei.

O texto do atual PDDUA reflete alterações de emendas legislativas gravemente influenciadas por interesses econômicos setoriais, quando da aprovação pela Câmara Municipal. Tais emendas resultam que, na prática, o PDDUA privilegia a mercantilização do solo urbano em detrimento de todos os outros aspectos do desenvolvimento econômico, das reais vocações de desenvolvimento da cidade, do meio ambiente e da qualidade de vida de toda a população, e, em termos práticos é uma peça de agressão à forma urbana e à identidade cultural de Porto Alegre.

O IAB-RS considera, portanto, que a alteração proposta pelo Executivo agora é necessária, quase imperativa, para evitar a continuidade de um processo que leva à degradação cultural e ambiental da cidade de Porto Alegre, e deve ser aprovada, sem prejuízo da necessidade de se iniciar um amplo e democrático processo de revisão, para estabelecer um modelo de cidade que leve em consideração toda a sua complexidade.


2. PROPOSTA DE REVISÃO
Por outro lado, o IAB-RS considera a proposta apresentada, apesar de modesta e restrita a alguns aspectos do PDDUA, perfeitamente legítima e ancorada em demandas da sociedade, origina-se de um processo amplo de participação popular que permitiu a discussão, reflexão e consulta entre a população que via pela primeira vez os efeitos da aplicação do PDDUA e os técnicos, durante a “Conferência de Avaliação do PDDUA”, realizada em 2003. Tal avaliação foi levada a cabo em respeito ao próprio texto da Lei 434/99, o qual prevê a análise periódica dos resultados concretos da aplicação dos seus dispositivos e a correção de eventuais problemas.


3. QUALIDADE DO TRABALHO TÉCNICO REALIZADO
O IAB-RS considera que a proposta de alteração apresentada pelo Município, avaliada em seu conjunto, traz inegável aperfeiçoamento técnico ao PDDUA. Ela apresenta estudos e análises precisas, quantificando informações relativas à evolução das densidades e à transformação da paisagem urbana ocorridas desde a promulgação do Plano com base no monitoramento efetuado com dados coletados da realidade da cidade.

Dessa maneira, resgata o papel central do trabalho técnico no âmbito da discussão do poder público com a sociedade, pois somente ele pode estabelecer as bases racionais do debate e instruir corretamente a opinião pública.

O trabalho realizado não pode ser posto em cheque por opiniões comprometidas com interesses minoritários, de cunho meramente econômico sem a necessária comprovação por meio de estudos técnicos conclusivos, visto que a proposta foi realizada de forma imparcial por profissionais legalmente habilitados e tecnicamente capacitados, devendo ser respeitada.


4. GRUPOS TEMÁTICOS
O IAB-RS ressalta a qualidade das proposições para os temas “Projetos Especiais”, “Plano Regulador” e “Paisagem Urbana/Alturas”, derivados dos grupos de trabalho da Conferência de Avaliação do PDDUA/2003.

O tema “Malha Viária”, revela melhora do diagrama de mobilidade da cidade e o novo mapa da malha básica, finalmente hierarquizada em sua totalidade, mas é modesto no enfrentamento do problema deixando em aberto a oportunidade para a definição do modelo de mobilidade urbana de Porto Alegre.

A proposta de revisão do PDDUA deve regulamentar e implementar imediatamente os instrumentos que asssegurem a função social da propriedade e a sanção à especulação imobiliária, tais como o IPTU progressivo e “estudo de Impacto de Vizinhança” (EIV), em cumprimento a Legislação Federal, Lei Federal 10.257, “Estatuto da Cidade”.


5. PROJETOS ESPECIAIS
A definição dos objetivos dos “Projetos Especiais” constitui notável avanço para a clara definição das condições de flexibilidade, regrando os projetos excepcionais com mais participação técnica e legitimidade social.

O “Projeto Especial de Impacto Urbano de Nível 3”, convenientemente articulado com a ferramenta jurídica da Operação Urbana Consorciada, pode ser um excelente instrumento para a concretização de transformações urbanas positivas para a cidade, devendo ser viabilizados mediante Concursos Públicos de Arquitetura e Urbanismo, que são instrumentos para a garantia da participação e da qualidade dos projetos e para a plena transparência do processo.


6. PLANO REGULADOR
O IAB-RS considera as alterações concernentes ao Plano Regulador positivas, ainda que restritas à regulação do uso dos lotes. O novo texto fica mais conciso, donde se depreende que sua aplicação passe a ser de mais fácil compreensão por parte dos agentes privados.

Do ponto de vista estrito do controle das edificações, em boa hora propõe-se a eliminação de subterfúgios projetuais e interpretações excessivamente liberais de regras construtivas causadoras de problemas ambientais, como é o caso das “sacadas” fechadas e incorporadas ao volume principal da edificação - cuja área não é computada no Índice de Aproveitamento adensável.

Infelizmente a questão dos falsos sub-solos, favorecidos pela liberalíssima regra da RN (referência de nível do terreno) não foi atacada, em que pese sua responsabilidade pela aparição de gigantescas massas construídas ao nível do passeio público em terrenos em aclive.


7. ÁREAS ESPECIAIS DE INTERESSE CULTURAL
O IAB-RS observa que a delimitação e definição de regimes das Áreas Especiais de Interesse Cultural (AEIC), sem constituir um aperfeiçoamento ou correção do PDDUA, mas uma complementação já prevista desde a aprovação da Lei, não é tratada pela atual proposta do Município com a profundidade e o cuidado que o tema merece. É lastimável que um aspecto de tal relevância seja apresentado de forma incompleta, mal organizado e desacompanhado da necessária justificativa teórica e técnica, fundamental para um tema desta natureza.

Mesmo baseando-se em um criterioso estudo anteriormente realizado pelo próprio Município - que ainda vigora na forma de um Decreto Municipal – a proposta não avança em sua construção, pelo contrário, coloca-se como um arremedo improvisado do mesmo.

Neste mesmo sentido, é inexplicável que todas as chamadas Áreas Especiais – tanto as de interesse cultural, como as de interesse ambiental e social – não estejam ainda devidamente regulamentadas e mapeadas com sua localização publicamente conhecida.

Em vista disto, e pela necessidade de preservação do Patrimônio Cultural do Município, o IAB-RS, em que pese ser favorável à aprovação da proposta do Executivo como um todo, entende que deva ser mantido o Decreto Municipal em vigor, para que a proposição possa ser tecnicamente aperfeiçoada.


8. PAISAGEM URBANA
Os estudos levados a cabo pelo corpo técnico do Município, por demanda da Conferência de 2003, relativos à densidade e à paisagem, demonstram claramente a inadequação das atuais regras de uso e ocupação do solo e do modelo espacial ao cumprimento dos princípios e objetivos do Plano.

Densidades excessivas, tipologias inadequadas, polarização acelerada, saturação viária e outros fenômenos de alto impacto na estrutura da cidade ocorrem a olhos vistos, despertando as reações populares que são agora corroboradas pelos estudos apresentados.

A deformação da paisagem urbana e perda da qualidade ambiental de Porto Alegre derivada das estratégias de densificação e miscigenação do território, origina-se de uma visão desenvolvimentista e expansionista anacrônica, fundamentada na realidade superada da segunda metade do século XX, do êxodo rural e do inchaço urbano. Na atual realidade, o crescimento populacional é ínfimo, e o déficit habitacional não é contemplado pela densificação das áreas altamente valorizadas pelo Mercado. As proposições do atual PDDUA prevêem a localização das áreas para Habitação de Interesse Social em regiões afastadas da infra-estrutura de escolas, transportes e empregos, intensificando o processo de marginalização para não interferir nos interesses do Mercado Imobiliário.


CONCLUSÃO
Pelo exposto, o IAB-RS, associação civil eminentemente técnica, cultural e profissional, sem fins lucrativos, nem objetivos outros que não qualificar a vida nas cidades, preocupada com os interesses coletivos e a justiça social, e na busca do cumprimento dos seus objetivos estatutários, manifesta-se favorável à proposta apresentada pelo Município, com as ressalvas apontadas.

Entretanto, em que pese emprestar seu apoio ao projeto ora apresentado pelo Executivo Municipal, reconhecendo seu valor para o aperfeiçoamento do regramento urbano de Porto Alegre e o mérito das Secretarias envolvidas em sistematizar as resoluções da Conferência, realizar os estudos complementares e dar andamento ao processo, o IAB-RS lastima que a proposta venha com um atraso de mais de 4 anos em relação ao prazo determinado por Lei.

O IAB-RS manifesta também sua profunda preocupação com a apresentação do mesmo em uma Audiência Pública com poderes deliberativos, inclusive de alteração e rechaço do projeto. Entendemos que este não é o forum adequado para avaliação de um projeto complexo como tal, correndo o risco de constituir em uma assembléia tumultuada por grupos avessos ao debate e à racionalidade, insensíveis à noção de civilidade que se pressupõe de um verdadeiro processo democrático. Tampouco é esta a forma legítima de uma Audiência Pública, instrumento regulamentar de apresentar projetos da administração ao conhecimento da sociedade, e desta recolher sugestões e encaminhamentos, mas sem funções deliberativas.

O IAB-RS observa também que os interesses econômicos e especulativos contrariados lançam mão de argumentação parcial e sofismática, em suas manifestações públicas através da mídia, para apresentar um debate distorcido, em que a objetividade se encontra ausente, e estranha que um assunto que traz conseqüências tão graves ao desenvolvimento da cidade seja dessa forma tratado pela imprensa, o grande instrumento popular de acesso à informação e ao pensamento, desde que seja aberta, democrática e imparcial.

O IAB-RS lamenta que direções sindicais de trabalhadores, levadas ao equívoco por desconhecimento do real interesse de seus representados, prestem-se a mobilizá-los em favor dos interesses patronais. Essa manipulação emprega argumentos falaciosos e utiliza meios truculentos para expressar suas opiniões.

Não há indícios técnicos de que a alteração dos regimes de altura máxima das edificações em algumas zonas da cidade e o aumento dos recuos proposto gere desaceleração na indústria da construção civil ou desemprego neste setor. Pelo contrário, a responsabilidade pela dispensa de mão-de-obra na construção civil está exatamente na execução de tipologias em grandes estruturas semi-industrializadas, processos dominados principalmente por grandes empresas de fora do Estado.

O IAB-RS insurge-se, portanto, contra a homogeneização da cidade, com a multiplicação indistinta de edifícios estandarizados que reduzem necessidade de mão-de-obra, tanto a braçal quanto a intelectual, excluindo a maior parte dos arquitetos do mercado e conduzindo à perda de qualidade e da criatividade na construção da cidade.

O IAB-RS considera que os principais instrumentos de regulação urbanística do PDDUA revelaram-se verdadeiros instrumentos de aceleração da cartelização do mercado da construção civil em Porto Alegre, basicamente para garantir oportunidade para exploração econômica, com potencial construtivo abundante, liberdade para substituição tipológica e incentivo à mistura indiscriminada de usos. Trata-se de uma subversão dos princípios e estratégias do próprio PDDUA, inicialmente concebido para garantir o desenvolvimento dentro da preservação do meio ambiente e da promoção social.

O IAB-RS, finalmente considera que o Plano Diretor deve ser alterado para permitir que a atividade da construção civil seja um instrumento de qualificação da cidade para todos os seus cidadãos, afinal... A CIDADE NÃO É MERCADORIA !!!



Porto Alegre, maio de 2007.


Conselho Diretor / Comissão de Urbanismo
IAB-RS - Instituto de Arquitetos do Brasil
Departamento do Rio Grande do Sul

Reportagem do RBS Notícias sobre a Audiência do Plano Diretor em Porto Alegre (26/05/07 - 19:15). Clique no link abaixo:

http://www.clicrbs.com.br/clicstation/jsp/player_compact_sr.jsp?nomeVideo=video/2960596.rm&uf=

 



Chegou o Windows Live Spaces:você divide seu blog, suas fotos, sua lista de música e agora encontra seus amigos! É só entrar no:


#230 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Qua, 30 de Mai de 2007 1:08 pm
Assunto: Enc: Roda de Cinema na Casa Verde Veludo em Belém Novo, PoA.
ecezimbra
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RODA DE CINEMA
(roda de conversas após o filme)
 

A CORPORAÇÃO - de Jennifer Abbott e Mark Achbar - 14/10/04
É um filme obrigatório a ser integrado a currículos de colégios e universidades mundo afora. "A Corporação" provoca, revolta, assusta e motiva.
Bernardo Krivochein (Rio)

Não há novidade no fato de que as Corporações são escrotas. O que surpreende em "A Corporação" é quão escrotas elas podem ser.


Em suas duas horas e meia, o documentário de Jennifer Abbott e Mark Achbar (uma adaptação do livro homônimo de Joel Bakan, que também co-assina o roteiro) consegue sumarizar a história corporativa, dissecando o seu significado inicial até o monstro fora de controle (defendido pela 14a. Emenda da Constituição Norte-Americana) de hoje em dia. O resultado é um filme obrigatório a ser integrado a currículos de colégios e universidades mundo afora. "A Corporação" provoca, revolta, assusta e motiva.

Há uma energia muito mais poderosa em mostrar os absurdos do que apenas saber deles de ouvido. O filme carrega consigo um poder que alarma o espectador com mais eficácia do que a coleta de fatos dispersos - nada do que nos é informado chega a ser novidade, mas "A Corporação" mantém uma linha lógica de raciocínio que nos envolve e explica cronologicamente como as grandes corporações chegaram a governar o mundo (se a gente reclama da Globo aqui, imagina o poder da Coca-Cola). O filme ironiza arbitrariedades legais óbvias, mas não com o humor cáustico de um Michael Moore (que aparece no filme), por exemplo. Para tal, a edição corta para divertidas animações, imagens de arquivo tiradas de contexto e alguns ótimos achados, como antigos vídeos intitucionais.

A narrativa é subdividida em capítulos, mostrando o processo de transformação das corporações em pessoas jurídicas (que dá a uma empresa os direitos de uma pessoa física), cria um divertido perfil de que tipo de pessoa seria a Corporação com a ajuda de um expert do FBI, revela a falta de princípios do famoso Capitalismo Selvagem, causando danos às políticas internacionais (apoiado no ótimo livro "A IBM e o Holocausto") e ao meio-ambiente. Nada é rasteiro, tudo é explorado - e ilustrado com exemplos - a fundo, o que transforma "A Corporação" num Telecurso 2000, mas sempre intrigante. Como não se revoltar com a privatização da água na Bolívia?

O ataque está reservado ao lucro a qualquer custo, desregulamentado, animal. É óbvio que precisa haver uma legislação de receita, um teto limite, da mesma maneira que existe um salário-mínimo. A falta de ética entra em foco numa arrepiante história sobre a privatização de seres-vivos.

Talvez seja um filme meio "pesado" para o espectador comum, mas é absolutamente hipnotizante, informativo e motivador. Obrigatório, "A Corporação" dá ao espectador a noção de seu poder enquanto consumidor. Pague inteira quando for assistí-lo, é um ótimo investimento.

"The Corporation" EUA, 2003. 145 mins. Direção: Jennifer Abbott e Mark Achbar. Com participações de: Noam Chomsky, Steve Wilson, Jane Akre, Naomi Klein, Michael Moore, Vandana Shiva. Site oficial:www.thecorporation.com/

 
Entrada Franca
Dia 03.05.07, Domingo.
Hora: 18 h.
End.: Rua Antônio da Silva Só, 80.
Belém Novo, Porto Alegre/RS.
 
Casa Verde Veludo - Convivências e Terapias Holísticas:
Homeopatia, Florais, Hipnose, Massagem Holística ,Reiki,
Massagens Terapêuticas Ayurvédica, Tay Yoga e Shantala
Palestras , Oficinas e Cursos
Fones:  51 3266.1168  e 8436.9746
 
Realização: IPETRANS
 

 


#231 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Ter, 5 de Jun de 2007 2:44 pm
Assunto: Enc: Fwd: Fw: Convite para a Programação Cultural da III JIC FZBRS e FEPAM
ecezimbra
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REDES EM REDE


---------- Forwarded message ----------
From: Cataventus <cataventus@...>
Date: 04/06/2007 11:48
Subject: Fw: Convite para a Programação Cultural da III JIC FZBRS e FEPAM
To: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>

 
            Eduardo, bom dia!
         Podes repassar para o AgitAção e JardinAção ou para quem puderes?
                         Abraço  Erica
            
 
 
 
 
----- Original Message -----
Sent: Monday, June 04, 2007 11:27 AM
Subject: Convite para a Programação Cultural da III JIC FZBRS e FEPAM

--
Annie Schmaltz Hsiou
Seção de Paleontologia, Museu de Ciências Naturais da Fundação
Zoobotânica do Rio Grande do Sul (MCN/FZBRS)
Endereço: Av. Dr. Salvador França, 1427, cep: 90690-000, Jardim
Botânico, Porto Alegre, RS, Brasil.
Fone: (XX55-51) 3320 20 00 Ramal: 2057



--
 




---------- Forwarded message ----------
From: Cataventus <cataventus@...>
Date: 04/06/2007 11:48
Subject: Fw: Convite para a Programação Cultural da III JIC FZBRS e FEPAM
To: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>

 
            Eduardo, bom dia!
         Podes repassar para o AgitAção e JardinAção ou para quem puderes?
                         Abraço  Erica
            
 
 
 
 
----- Original Message -----
Sent: Monday, June 04, 2007 11:27 AM
Subject: Convite para a Programação Cultural da III JIC FZBRS e FEPAM

 





--
Annie Schmaltz Hsiou
Seção de Paleontologia, Museu de Ciências Naturais da Fundação
Zoobotânica do Rio Grande do Sul (MCN/FZBRS)
Endereço: Av. Dr. Salvador França, 1427, cep: 90690-000, Jardim
Botânico, Porto Alegre, RS, Brasil.
Fone: (XX55-51) 3320 20 00 Ramal: 2057



--
 


#232 De: Eduardo Cezimbra <ecezimbra@...>
Data: Qua, 20 de Jun de 2007 4:53 pm
Assunto: Roda de Cinema:Sociedade do Espetáculo, em POA/RS
ecezimbra
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RODA DE CINEMA

(roda de conversas e sopão após o filme)

GUY DEBORD E A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO

 

A questão real em torno desses filmes não é mostrar o que Debord fez com a vida dele, mas mostrar o que você está fazendo com a tua.

Ken Knabb

 

O espetáculo não canta os homens e as suas armas, mas as mercadorias e as suas paixões. É nesta luta cega que cada mercadoria, ao seguir a sua paixão, realiza, de fato, na inconsciência algo de mais elevado: o devir-mundo da mercadoria, que é também o devir-mercadoria do mundo, Guy Debord

 

A exibição do "A Sociedade do Espetáculo" de Guy Debord, retrata sem dúvida o nosso tempo, prefere a imagem a coisa, a cópia ao original. O espetáculo é ao mesmo tempo econômico e ideológico, o modo de produção e tipo de vida quotidiano .Assim relatam Robert Kurz e Jorge Paiva na entrevista publicada na Revista IHU- UNISINOS.

 

ROBERT KURZ:

Guy Debord é mais atual do que nunca.Debord, no seu tempo, tinha em vista o meio "espetacular" televisão ao constatar um desenvolvimento do fetichismo moderno que chegaria a um "grau de acumulação do capital" em em que ele se torna imagem" e e substitui inteiramente o "mundo sensorial" por uma "seleção de imagens".

 

JORGE PAIVA:

 

Debord foi alguém da turma de 1968 que resgatou o problema da mercadoria.O espetáculo para ele, é o desenvolvimento do processo da mercadoria.O desenvolvimento do capital é tanto que vira imagem.Para Debord a sociedade da Atualidade é essa sociedade do espetáculo e ao provar isso, ele abre na época algo inusitado, foram raras as pessoas que fizeram isso.

 

 

 

A OBRA CINEMATOGRÁFICA DE GUY DEBORD

 

Ken Knabb

Após sairmos dessa bagunça e criarmos uma sociedade sadia, livre, as gerações futuras olharão para trás e verão Guy Debord como a personalidade do século XX que mais contribuiu para essa libertação.

Guy Debord (1931-1994) foi a figura mais influente da Internacional Situacionista, o notório grupo que exerceu um papel chave na catalização da revolta de maio de 1968 na França. O impacto de seus escritos foram profundos, e suficientemente claros para aqueles que sabiam olhar além das aparências. Embora de igual importância, seus filmes até hoje permaneceram na obscuridade.

Isto ocorreu pela dificuldade em acessá-los. Mesmo com os primeiros três filmes sendo raramente exibidos, o primeiro deles provocou alguns escândalos nos anos cincoenta. O três posteriores foram mostrados um pouco mais amplamente em Paris nos anos setenta e no início dos anos oitenta, mas poucas pessoas em outros lugares tiveram qualquer chance de vê-los.

Técnica e esteticamente, os filmes de Debord estão entre as obras mais brilhantes e inovadoras da história do cinema. Mas realmente estão mais para provocações subversivas do que para «obras de arte». Em minha opinião, podem ser qualificados como os filmes radicais mais importantes feitos até hoje, não só por expressarem a perspectiva radical mais profunda do último século, como também por não terem nenhum real paralelo no mundo cinematográfico.

 A questão real em torno desses filmes não é mostrar o que Debord fez com a vida dele, mas mostrar o que você está fazendo com a tua.

(Excerto do texto de Ken Knabb retirado de http://www.geocities.com/projetoperiferia4/introbra.htm , sob o título original de Introdução à obra cinematográfica completa de Guy Debord)

 

Entrada Franca

Trazer legumes e/ou verduras orgânicas para o sopão após o filme.

Dia 24.06.07, Domingo.

Hora: 18 h.

End.: Rua Antônio da Silva Só, 80.

Fim da linha dos ônibus para Belém Novo.

Belém Novo, Porto Alegre/RS.

 

Casa Verde Veludo - Convivências e Terapias Holísticas:

Homeopatia, Florais, Hipnose, Massagem Holística ,Reiki,

Massagens Terapêuticas Ayurvédica, Tay Yoga e Shantala

Palestras , Oficinas e Cursos

Fones:  51 3266.1168  e 8436.9746

 

Realização: IPETRANS

www.ipetrans.hpg.ig.com.br    

 


#233 De: notify@...
Data: Seg, 6 de Ago de 2007 1:34 pm
Assunto: transarquivos alteração no nome/endereço do grupo
notify@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá,

O moderador do grupo transarquivos mudou o nome do grupo.
Isto significa que o endereço do e-mail e da home page do grupo também
foram alterados.

O novo endereço de e-mail do grupo é:
retrans@...

O novo endereço da home page do grupo é:
http://br.groups.yahoo.com/group/retrans

Se você tiver links que apontem para este grupo, ou mesmo algum
contato na lista de endereços do grupo, atualize-os pois os endereços
antigos não funcionarão mais.

Saudações,

Atendimento ao usuário do Yahoo! Grupos

#234 De: Acauã Rodrigues <acauars@...>
Data: Qua, 8 de Ago de 2007 2:16 am
Assunto: Teste ! Não precisa abrir, mas......
acauars
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
ABRIU !!!!
 
De novo, DhanZinha macacaZinha bonãobobaZinha curioZinha teimoZinha ?!?!
 
Chegando...  Beijos a todos que abriram
 
Acauã
 
 
 

Flickr agora em português. Você cria, todo mundo vê. Saiba mais.


#235 De: Claudia Krauthein <kadica@...>
Data: Qui, 9 de Ago de 2007 12:29 am
Assunto: Re: Resumo 186 - TRANSaÇÃO
kallyope77
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Que legal!! Eu já tinha me inscritio pelo trans arquivos e a lista só mudou de nome
não é uma lista diferente, haaaa, agora eu entendi. Só o meu e-mail que estava
trocado, estava indo para um e-mail que eu desativei.
Acauã, vê na tua configuração de e-mail da lista que e-mail tu optou em receber
Obrigadas!!!

Kadica


Acauã Rodrigues escreveu:
Caras (o)
 
Eu consto como associado do Retrans Transação..., mas mandei uma msg teste e não "entrou". Que rola ?
 
AcaTranspalhado

Regina Aradhan de Castro <regina.aradhan@...> escreveu:
Acho que é por esse caminho aqui...
mas tbm não consegui me entender nisso...
bjs
dhan

---------- Forwarded message ----------
From: retrans@... <retrans@...>
Date: 7 Aug 2007 11:31:51 -0000
Subject: [retrans] Resumo 186
To: retrans@...

Mensagens neste resumo (1 Mensagem)

Mensagem

1.

transarquivos alteração no nome/endereço do grupo

Enviado por: "notify@..." notify@...

Seg, 6 de Ago de 2007 10:38 am


Olá,

O moderador do grupo transarquivos mudou o nome do grupo.
Isto significa que o endereço do e-mail e da home page do grupo também
foram alterados.

O novo endereço de e-mail do grupo é:
retrans@...

O novo endereço da home page do grupo é:
http://br.groups.yahoo.com/group/retrans

Se você tiver links que apontem para este grupo, ou mesmo algum
contato na lista de endereços do grupo, atualize-os pois os endereços
antigos não funcionarão mais.

Saudações,

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#236 De: "Eduardo Sejanes Cezimbra" <ecezimbra@...>
Data: Qui, 9 de Ago de 2007 12:16 pm
Assunto: Re: Resumo 186 - TRANSaÇÃO
ecezimbra
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi amig@s,
É isto daí que a K* falou e disse!
Agora podem começar a mandar as msgs pois editei as configurações,
para elas entrarem diretas sem moderação.
O yahoogrupos tem muitos recursos , por ex., arquivar livros, fotos,
arquivos, enquetes,banco de dados, promover e também opções de
associação (resumo, ler pela web)
Vai ficar bem melhor!
Grande abraço
Edu Cezimbra
Em retrans@..., Claudia Krauthein <kadica@...>
escreveu
>
> Que legal!! Eu já tinha me inscritio pelo trans arquivos e a lista
só
> mudou de nome
> não é uma lista diferente, haaaa, agora eu entendi. Só o meu e-
mail que
> estava
> trocado, estava indo para um e-mail que eu desativei.
> Acauã, vê na tua configuração de e-mail da lista que e-mail tu
optou em
> receber
> Obrigadas!!!
>
> Kadica
>
>
> Acauã Rodrigues escreveu:
> > Caras (o)
> >
> > Eu consto como associado do Retrans Transação..., mas mandei uma
msg
> > teste e não "entrou". Que rola ?
> >
> > AcaTranspalhado
> >
> > */Regina Aradhan de Castro <regina.aradhan@...>/* escreveu:
> >
> >     Acho que é por esse caminho aqui...
> >     mas tbm não consegui me entender nisso...
> >     bjs
> >     dhan
> >
> >     ---------- Forwarded message ----------
> >     From: *retrans@...
> >     <mailto:retrans@...>*
<retrans@...
> >     <mailto:retrans@...>>
> >     Date: 7 Aug 2007 11:31:51 -0000
> >     Subject: [retrans] Resumo 186
> >     To: retrans@...
<mailto:retrans@...>
> >
> >     TransAção-Debates e Conversas  Retrans
> >
<http://br.groups.yahoo.com/group/retrans;_ylc=X3oDMTJlaWczYmJoBF9TAz
k3NDkwNDM2BGdycElkAzE0MzkzOTE1BGdycHNwSWQDMjEzNzQzMTA5OQRzZWMDaGRyBHN
sawNocGgEc3RpbWUDMTE4NjQ4NjMxMA-->
> >
> >
> >       Mensagens neste resumo (1 Mensagem)
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> >     1.
> >         transarquivos alteração no nome/endereço do grupo
> >         <http://br.f524.mail.yahoo.com/ym/Compose?box=Re%
20Trans&Mid=1387_156921437_1523285_2334_5223_0_57704_21884_4063610401
&inc=&Search=&YY=36921&y5beta=yes&y5beta=yes&order=down&sort=date&pos
=0&view=a&head=b#1144019c4e53cc57_1>De:
> >         notify@...
<mailto:notify@...>
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XZrBF9TAzk3NDkwNDM2BGdycElkAzE0MzkzOTE1BGdycHNwSWQDMjEzNzQzMTA5OQRzZW
MDZG1zZwRzbGsDYXRwYwRzdGltZQMxMTg2NDg2MzEx?xm=1&m=p&tidx=1>
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<http://br.groups.yahoo.com/group/retrans/post;_ylc=X3oDMTJnbHJrODJoB
F9TAzk3NDkwNDM2BGdycElkAzE0MzkzOTE1BGdycHNwSWQDMjEzNzQzMTA5OQRzZWMDZG
1zZwRzbGsDbnRwYwRzdGltZQMxMTg2NDg2MzEx>
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<http://br.groups.yahoo.com/group/retrans/message/233;_ylc=X3oDMTJxMW
QzaGN2BF9TAzk3NDkwNDM2BGdycElkAzE0MzkzOTE1BGdycHNwSWQDMjEzNzQzMTA5OQR
tc2dJZAMyMzMEc2VjA2Rtc2cEc2xrA3Ztc2cEc3RpbWUDMTE4NjQ4NjMxMQ-->
> >
> >
> >               Enviado por: "notify@...
> >               <mailto:notify@...>"
> >               notify@...
> >               <mailto:notify@...?Subject=+Res%
3Atransarquivos%20altera%E7%E3o%20no%20nome%2Fendere%E7o%20do%
20grupo%20>
> >
> >
> >                 Seg, 6 de Ago de 2007 10:38 am
> >
> >
> >         Olá,
> >
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=0&view=a&head=b#1144019c4e53cc57_toc>
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#237 De: Acauã Rodrigues <acauars@...>
Data: Qui, 9 de Ago de 2007 12:17 pm
Assunto: ACM NO OUTRO MUNDO....
acauars
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ACM NO OUTRO MUNDO....
Miguezim de Princesa

I
Numa sessão em Angola,
O meu amigo Raimundo
Recebeu alma penada
Que num contar bem profundo
Narrou a fundo a chegada
De ACM no outro mundo.

II
Todo vestido de branco,
Pois já tinha trocado o terno,
ACM se postou
Na entrada do inferno
Para onde foi direto
A mando do Pai Eterno.

III
Carregando água de cheiro,
Viu-se um cordão de baianas
Esperando o grande líder
Numa comitiva bacana
Com mais de 100 deputados
E um cão comendo bananas.

IV
Apareceu Lúcifer:
Com um chicote na mão
E a cara muito amarrada,
Foi logo dizendo, então,
Que entre o babalaô,
Hoje tem reunião.

V
Duma grande mesa de ferro
Já foram se aproximando.
Na cabeceira da mesa,
ACM foi sentando;
Lúcifer deu um pinote
E começou protestando:

VI
- Aqui, quem manda sou eu,
Eu sou o rei da folia!
Pra comer acarajé
Tem de pedir à minha tia.
Já falei pra Juraci
Que aqui não é a Bahia!

VII
ACM não falou
Durante a reunião,
Fingiu concordar com tudo
Que viu na resolução,
Disse: "Tou com Lúcifer,
Vou apertar sua mão".

VIII
Junto com seis senadores
Começou a passear,
A cumprimentar o povo
Que encontrou no lugar,
Nas esquinas do Inferno
Desandou a discursar.

IX
Lúcifer tava dormindo,
Acordou de supetão,
Pela brecha da janela
Viu muita aglomeração
E ao redor de ACM
Toda espécie de cão.

X
"O Inferno está sem graça";
"Queremos animação";
"Lúcifer é um moleza,
Não rouba nem tem ação"
- assim pediam nas faixas
Do diabo a deposição.

XI
Lúcifer inda propôs
Dois turnos de eleição,
ACM fincou pé
Que não aceitava, não,
Pois a vontade do povo
Pedia deposição.

XII
Lúcifer sai correndo,
Pulou um grande portão,
Encontrou do outro lado
Seu amigo Lampião.
Disse: "O homem tá com a gota,
Quer fazer revolução!"

XIII
- A hora é de resistir -
Exclamou Chico Pinguelo.
- Vamos botar pra feder -
Animou-se João Tranguelo.
- ACM hoje vai ver
Como se come farelo!

XIV
Aí, começou uma guerra
>(Cacete de cão com cão):
A turma de ACM
Deitou abaixo o portão,
Tinha até uma quitandeira
Com uma vassoura na mão.

XV
No exército de ACM
Se viam até generais;
Lúcifer tinha cangaceiros
Que não acabavam mais
Pra defender o portão,
Reduto de Satanás.

XVI
O grande Lucas da Feira
Se agarrou com Pinochet,
Arrancou o seu bigode
Com uma agulha de crochê,
Deu uma facada em Videla,
Botou Médici pra correr.

XVII
O Cão-Coxo de um pinote
Uma tora de pau pegou,
Zuniu a tora no vento
Chega a direção mudou,
Meteu em Garrastazu,
A tora pegou no sul
Que o norte sentiu a dor.

XVIII
ACM quase morre
Na volta de Cão-Ligeiro,
Escapou manco de uma perna
Por dentro do marmeleiro,
Escoltado por uma diaba
Com um pau de bater tempero.

XIX
Corisco acertou um tiro
No general Golbery;
Castelo Branco, com medo,
Começou fazer xixi;
Lampião disse só falta
Do nosso lado Waldir.

XX
Apareceu Costa e Silva,
Sem saber por quem lutava;
Ernesto Geisel num canto
Com Figueiredo falava,
Enquanto o Cabeça Branca
Na capoeira escapava.

XXI
Se mandou em retirada,
Pegou o caminho do Céu,
Deu um esbregue em São Pedro,
Uma bicuda em São Miguel
E ainda pirraçou
O arcanjo Gabriel.

XXII
Na porta do paraíso
Quando ACM chegou,
Ofegante e agitado,
A santidade esnobou
E disse para São Pedro:
- Não falo com assessor

XXIII
Mandaram chamar Jesus
(Quem chamou foi São Tomé),
ACM se exaltou,
Fez o maior rapapé:
- Eu só falo é com o pai dele,
Daqui não arredo pé!

XXIV
Jesus Cristo então pediu
O parecer de Maria.
Ela pensou direitinho
Enquanto o Inferno ardia:
- Se o Inferno não agüenta,
Se aqui ele não entra,
Só voltando pra Bahia.

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#238 De: "Dhan" <regina.aradhan@...>
Data: Qui, 9 de Ago de 2007 2:47 pm
Assunto: Re: Teste ! Não precisa abrir, mas......
atelier_aradhan
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Ah, caracauã, euzinha tô ficando vexadazinha!
Afinal meus defeitos não estão no diminutivo não... minhas cagadas
nessa vida são superlativas! rsrsrssr
beijns
Dhan


--- Em retrans@..., Acauã Rodrigues <acauars@...> escreveu
>
> ABRIU !!!!
>
>   De novo, DhanZinha macacaZinha bonãobobaZinha curioZinha
teimoZinha ?!?!
>
>   Chegando...  Beijos a todos que abriram
>
>   Acauã
>
>
>
>
>        Flickr agora em português. Você cria, todo mundo vê. Saiba mais.
>

#239 De: Claudia Krauthein <kadica@...>
Data: Sex, 10 de Ago de 2007 8:52 pm
Assunto: tESTANDO
kallyope77
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
TESTE, TESTE!!

bJ

#240 De: Claudia Krauthein <kadica@...>
Data: Sáb, 11 de Ago de 2007 1:40 pm
Assunto: Re: tESTANDO
kallyope77
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Agora entrou na minha caix de casa, deu certo


Claudia Krauthein escreveu:

TESTE, TESTE!!

bJ



#241 De: Claudia Krauthein <kadica@...>
Data: Qua, 15 de Ago de 2007 3:37 pm
Assunto: Re: P/ Kadica e Rico: CPMF
kallyope77
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Dhan, tudo bem, respeito sua opinião.
Estas são as outras entidades que estão nesta luta, sindicatos tb:

Entidades Apoiadoras
ABCFarma - ABEMD - ABINAM - ABRASSE - ACIPI - ACSP - ALSHOP - ANEFAC - AESCON/SP - ANDAP - ANEFAC - APAS - AVEP - AVESP - CIESP - FACESP - FAESP - FECOMÉRCIO/SP - FIDAM - FIESP - OAB/SP - SESCON/SP - SICAP - SIMESP - SIMVEP - SINCOFARMA - SINDCONT-SP - SINDHOSP - SINDIREPA/SP - SINDUSCON - SINEATA - UNIVINCO - UVESP

Bjinhos!!

Kadica


Dhan escreveu:
Grupos.com.br Queridos amigos,

Pensei. Não vou mesmo assinar o abaixo-assinado pelo fim do CPMF. Considerei o q vcs disseram, mas me veio o mesmo entendimento que tenho quanto ao voto nulo: não posso aceitar o "menos pior" que, nesse caso, seria apoiar uma campanha da Fiesp & Co. Eu daria mais valor à campanha se ela viesse focando a falta de rigor no uso do imposto. Mas tinha cheiro de corporativismo no ar...

Acompanhando, por alto, as notícias sobre esta movimentação, percebi que a campanha pela extinção era só pressão extrema na estratégia de toda negociação... tudo pra se chegar à sua diminuição e mesmo a repartição do CPMF com os estados. E, se não sou malidicente, até imagino que os estados mais gordos poderão negociar abatimentos em dívidas de grandes empresas, como ICMS, taxas, etc.  Já para as pequenas empresas veio o SuperSimples, prorrogado hj pela segunda vez! Gostei desta proposta, mas não deixo de ver que ela é o mínimo num resgate do massacre sofrido pelas micro-empresas nos últimos dois governos (a era de ouro dos banqueiros!). É um acordão das 3 esferas do executivo - tudo parcelado em 120 vezes: impostos federais, estaduais e municipais. E isso vai atravessar eleições, mandatos... A receita do CPMF vai fazer caixa pros estados, e rápido!  rs

Abraços e beijos,
Dhan



Rede é uma  forma de conexão
entre pessoas que são ligadas por
propósitos comuns e procuram a 
realização dos mesmos em 
comunicação colaborativa 
e ações solidárias e cooperativas.
 
Alguns aspectos que podem facilitar 
as conversações em nosso grupo.
Crença básica: cada pessoa tem 
uma parte importante da verdade.
- Cada qual fala à titulo pessoal 
- Ler com atenção.
- Escrever  com respeito
- Não vale atacar verbalmente nem culpar
IPETRANS: http://www.ipetrans.hpg.ig.com.br   



  



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#242 De: Claudia Krauthein <kadica@...>
Data: Qua, 15 de Ago de 2007 10:56 pm
Assunto: Cineclube da Filosofia UFRGS: sexta sessão (cartaz e resumo) ENTRADA FRANCA
kallyope77
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Cineclube da Filosofia

18 de agosto de 2007, Livraria Cultura, 10h30

 

A transvaloração dos valores: Nietzsche e A Gaia Ciência

 

Comentário do prof. Nelson Boeira a Rope (Festim diabólico, 1948) de A. Hitchcock

 

Na mesma obra em que prega uma “ciência alegre” (A Gaia Ciência, 1881-1882), Nietzsche redige um obituário: “Deus morreu!” Com ele chama a atenção para o acontecimento capital da história moderna, o passamento de nossa concepção de Deus e da visão metafísica e moral sobre a realidade que ela condensa. A morte de Deus expressa uma crise espiritual e, ao mesmo tempo, uma promessa de libertação. Uma crise sem precedentes porque reflete o descrédito total do parâmetro a partir do qual, até aqui, atribuíamos valor ou desvalor às diferentes formas de vida e empreitadas do ser humano. Com a descrença nesse padrão ideal, ou seu desaparecimento, deixamos de ter uma medida para nossas avaliações. Passamos a considerar o mundo e a existência como carentes de valor, sem dar-nos conta de que o que desapareceu foi apenas nosso padrão de medida. Com o enfraquecimento do padrão, a própria capacidade do espírito humano é posta em dúvida. Contudo, essa crise traz em si uma oportunidade para o exercício do espírito humano sem as restrições impostas pelo espírito vencido. Nesse sentido, é preciso entender que Nietzsche recusa os fundamentos de uma concepção específica de moralidade, mas não toda e qualquer moralidade. Diz ele: “Não nego, como obviamente se deduz – pressuposto que não sou nenhum parvo –, que muitas ações que se chamam não-éticas devam ser combatidas, do mesmo modo que muitas que se chamam éticas devam ser feitas e propiciadas, mas penso, que em um caso como no outro, por outros fundamentos do que até agora.”

 

 

Nelson Boeira é professor adjunto de Ética e Filosofia Política do Dep. de Filosofia da UFRGS e autor de Nietzsche da coleção Filosofia passo-a-passo, Jorge Zahar Editor, 2a. ed. 2004.



#243 De: Claudia Krauthein <kadica@...>
Data: Qui, 16 de Ago de 2007 7:01 pm
Assunto: Tutorial pra baixar o filme: A onda (o irracionalismo dos grupos)
kallyope77
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TUTORIAL PARA DOWNLOAD DO FILME "A ONDA Clicando em <http://paginas.terra.com.br/arte/culturainformacao/  > clicando, cai direto em “Cultura e informação” e ver “dicas e notícias” sobre como fazer download do filme “A onda” <http://www.cefetsp.br/edu/eso/laerte/>



#244 De: reinaldo caruso <alma_naq@...>
Data: Qui, 16 de Ago de 2007 8:40 pm
Assunto: entrar
alma_naq
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#245 De: "alma_naq" <alma_naq@...>
Data: Qui, 16 de Ago de 2007 9:00 pm
Assunto: Oi Galera
alma_naq
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Oi galera,

 

Depois de um tempo sem usar a internet  fiquei surpreso em ver que minha conta no Yahoo, NoiteSolar, foi desativada,  perdi tudo, contatos, arquivos,.. mó sacanagem, aos poucos estou refazendo tudo ( o eterno recomeçar )

Bom, então, voltando ao grupo querido e com muitas saudades de todos vocês, fiquem com o Ricardo Reis

Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.

bjs e abs

Reinaldo


#246 De: "soprazeres" <soprazeres@...>
Data: Sex, 17 de Ago de 2007 12:43 am
Assunto: Retirar do grupo
soprazeres@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
---------- Cabeçalho original -----------

De: retrans@...
Para: retrans@...
Cópia:
Data: Thu, 16 Aug 2007 17:40:32 -0300 (ART)
Assunto: [Spam] [retrans] entrar

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> Para alterar a categoria classificada, visite
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http://mail.terra.com.br/cgi-bin/imail.cgi?+_u=soprazeres&_l=1,1187297013.123860\
.10237.capalaba.hst.terra.com.br,14534,20031127114101,20031127114101
>
> Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.
> Scan engine: McAfee VirusScan / Atualizado em 16/08/2007 / Versão: 5.1.00/5099
> Proteja o seu e-mail Terra: http://mail.terra.com.br/
>

#247 De: "Regina Aradhan de Castro" <regina.aradhan@...>
Data: Sex, 17 de Ago de 2007 12:14 pm
Assunto: Res:Oi Galera
atelier_aradhan
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Errê!!!! O nosso Rei voltou! Longa vida ao Rei!
bjs, querido!
Dhan

#248 De: "Regina Aradhan de Castro" <regina.aradhan@...>
Data: Sex, 17 de Ago de 2007 12:16 pm
Assunto: Res:Retirar do grupo
atelier_aradhan
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Gente, não resisto...
"soprazeres"... que pena alguém como nome assim sair do grupo!
bjs
Dhan

#249 De: Claudia Krauthein <kadica@...>
Data: Qui, 16 de Ago de 2007 6:58 pm
Assunto: Dica de fime: A onda (o irracionalismo dos grupos)
kallyope77
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http://www.espacoacademico.com.br/065/65lima.htm


por RAYMUNDO DE LIMA

Formado em psicologia, mestre em Psicologia Escolar (UGF) e Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor do Depto. Fundamentos da Educação, na área de Metodologia da Pesquisa, da Universidade Estadual de Maringá (UEM)


 

‘A onda’ e o irracionalismo dos grupos*

(comentário sobre o filme “A onda”)

 

http://paginas.terra.com.br/arte/culturainformacao/O filme “A onda” [The wave][1] tem início com o professor de história Burt Ross explicando aos seus alunos a atmosfera da Alemanha, em 1930, a ascensão e o genocídio nazista. Os questionamentos dos alunos levam o professor a realizar uma arriscada experiência pedagógica que consiste em reproduzir na sala de aula alguns clichês do nazismo: usariam o slogan  “Poder, Disciplina e Superioridade”, um símbolo gráfico para representar “A onda”, etc.

O professor Ross se declara o líder do movimento da “onda”, exorta a disciplina e faz valer o poder superior do grupo sobre os indivíduos. Os estudantes o obedecem cegamente. A tímida recusa de um aluno o obriga a conviver com ameaças e exclusão do grupo. A escola inteira é envolvida no fanatismo d’A onda, até que um casal de alunos mais consciente alerta ao professor ter perdido o controle da experiência pedagógica que passou ao domínio da realidade cotidiana da comunidade escolar.

O desfecho do filme é dado pelo professor ao desmascarar a  ideologia totalitária que sustenta o movimento d’A onda , denuncia aos estudantes o sumiço dos sujeitos críticos diante de poder carismático de um líder e do fanatismo por uma causa.

Embora o filme seja uma metáfora de como surgiu o nazi-fascismo e o poder de seus rituais, pode conscientizar os estudantes sobre o poder doutrinário dos movimentos ideológicos políticos ou religiosos. O uso de slogans, palavras de ordem e a adoração a um suposto “grande líder” se repetem na história da humanidade: aconteceu na Alemanha nazista, na Itália fascista, e também no chamado ‘socialismo real’ da União Soviética, principalmente no período stalinista, na China com a “revolução cultural” promovida por Mao Tsé Tung, na Argentina com Perón, etc. Ainda, recentemente, líderes neo-populistas da América Latina, valendo-se de um discurso tosco anti-americano, conseguem enganar uma parte da esquerda resistente a aprender com a história.  

Experiência pedagógica e política

Feito para a televisão, ‘A onda’ [The wave], foi baseado em um incidente real ocorrido em uma escola secundária norte-americana em 1967, em Palo Alto, Califórnia. Antes de virar filme, foi romanceado em livro. A idéia do filme, com 45 minutos, era para fazer parte do currículo da escola, para estudar, refletir e se prevenir contra a onda nazi-fascista que começou no final da década de 30. Com a derrota do nazi-fascismo na 2ª. Guerra Mundial e o surgimento da ‘guerra fria’, filmes assim, podem funcionar como alerta contra  pregações doutrinárias que fazem apologia aos totalitarismos de direita ou de esquerda[2]. Muitas vezes, o doutrinamento pró-totalitarismo ocorre no âmbito universitário, como se fosse ensino ‘científico’, onde a democracia é considerada uma má invenção ‘burguesa’ e a política uma prática a ser superada por um ‘novo’ sistema desenhado pelo abstracionismo teórico. 

 

-------------------------------------------------------------------
"Quando te preocupas com o "bom" e o "mau" dos teus companheiros, crias uma abertura no teu coraçao por onde o mal entrará. Testar, competir e criticar os outros enfraquece e te derrota.
Ferir um oponente é ferir a si mesmo. Controlar a agressao sem produzir ferimentos é a Arte da Paz."
"Morihei Ueshiba"


#250 De: "alma_naq" <alma_naq@...>
Data: Sex, 17 de Ago de 2007 1:29 pm
Assunto: Re: Dica de fime: A onda (o irracionalismo dos grupos)
alma_naq
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Pois é, é incrível como o ser humano gosta de uma programaçãozinha, será por isso que as vezes se fala "e aí, vamos fazer um programa hoje", rsrsr

Será isso a nescessidade de acreditar em alguma coisa que de sentido a nossa vida, não importando muito o que seja??

Somos carentes de certezas para vivermos tranquilamente??é isso???

Esse link segue um pouco essa linha:

http://www.youtube.com/watch?v=Sv55JusfEC8

 

abs e bjs

rei

 


--- Em retrans@..., Claudia Krauthein <kadica@...> escreveu
>
> http://www.espacoacademico.com.br/065/65lima.htm
> <http://www.espacoacademico.com.br/065/65lima.htm>
>
>
> por* * *RAYMUNDO DE LIMA <mailto:rayl@...*
>
> Formado em psicologia, mestre em Psicologia Escolar (UGF) e Doutor em
> Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor do
> Depto. Fundamentos da Educação, na área de Metodologia da Pesquisa, da
> Universidade Estadual de Maringá (UEM)
>
>
>
>
>
>
>
> *'A onda' e o irracionalismo dos grupos****
> <http://www.espacoacademico.com.br/065/65lima.htm#_ftn1>* *
>
>
> (comentário sobre o filme "A onda")* *
>
> * *
>
> *http://paginas.terra.com.br/arte/culturainformacao/
> <http://paginas.terra.com.br/arte/culturainformacao/>O* filme *"A onda"*
> [/The wave/][1] <http://www.espacoacademico.com.br/065/65lima.htm#_ftn3>
> tem início com o professor de história Burt Ross explicando aos seus
> alunos a atmosfera da Alemanha, em 1930, a ascensão e o genocídio
> nazista. Os questionamentos dos alunos levam o professor a realizar uma
> arriscada experiência pedagógica que consiste em reproduzir na sala de
> aula alguns clichês do nazismo: usariam o /slogan/ "Poder, Disciplina e
> Superioridade", um símbolo gráfico para representar "A onda", etc.
>
> O professor Ross se declara o líder do movimento da "onda", exorta a
> disciplina e faz valer o poder superior do grupo sobre os indivíduos. Os
> estudantes o obedecem cegamente. A tímida recusa de um aluno o obriga a
> conviver com ameaças e exclusão do grupo. A escola inteira é envolvida
> no fanatismo d'/A onda/, até que um casal de alunos mais consciente
> alerta ao professor ter perdido o controle da experiência pedagógica que
> passou ao domínio da realidade cotidiana da comunidade escolar.
>
> O desfecho do filme é dado pelo professor ao desmascarar a ideologia
> totalitária que sustenta o movimento d'/A onda /, denuncia aos
> estudantes o sumiço dos sujeitos críticos diante de poder carismático de
> um líder e do fanatismo por uma causa.
>
> Embora o filme seja uma metáfora de como surgiu o nazi-fascismo e o
> poder de seus rituais, pode conscientizar os estudantes sobre o poder
> doutrinário dos movimentos ideológicos políticos ou religiosos. O uso de
> /slogans/, palavras de ordem e a adoração a um suposto "grande líder" se
> repetem na história da humanidade: aconteceu na Alemanha nazista, na
> Itália fascista, e também no chamado 'socialismo real' da União
> Soviética, principalmente no período stalinista, na China com a
> "revolução cultural" promovida por Mao Tsé Tung, na Argentina com Perón,
> etc. Ainda, recentemente, líderes neo-populistas da América Latina,
> valendo-se de um discurso tosco anti-americano, conseguem enganar uma
> parte da esquerda resistente a aprender com a história.
>
> *Experiência pedagógica e política *
>
> *F*eito para a televisão, 'A onda' [/The wave/], foi baseado em um
> incidente real ocorrido em uma escola secundária norte-americana em
> 1967, em Palo Alto, Califórnia. Antes de virar filme, foi romanceado em
> livro. A idéia do filme, com 45 minutos, era para fazer parte do
> currículo da escola, para estudar, refletir e se prevenir contra a onda
> nazi-fascista que começou no final da década de 30. Com a derrota do
> nazi-fascismo na 2ª. Guerra Mundial e o surgimento da 'guerra fria',
> filmes assim/, /podem funcionar como alerta contra pregações
> doutrinárias que fazem apologia aos totalitarismos de direita ou de
> esquerda[2] <http://www.espacoacademico.com.br/065/65lima.htm#_ftn4>.
> Muitas vezes, o doutrinamento pró-totalitarismo ocorre no âmbito
> universitário, como se fosse ensino 'científico', onde a democracia é
> considerada uma má invenção 'burguesa' e a política uma prática a ser
> superada por um 'novo' sistema desenhado pelo abstracionismo teórico.
>
> >
> >
> > -------------------------------------------------------------------
> > "Quando te preocupas com o "bom" e o "mau" dos teus companheiros,
> > crias uma abertura no teu coraçao por onde o mal entrará. Testar,
> > competir e criticar os outros enfraquece e te derrota.
> > Ferir um oponente é ferir a si mesmo. Controlar a agressao sem
> > produzir ferimentos é a Arte da Paz."
> > "Morihei Ueshiba"
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