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LANÇADO MOVIMENTO “NÓS PODEMOS SANTA CATARINAâ€

EM PROL DOS OBJETIVOS DO MILÊNIO

 

 No dia 30 de junho foi iniciada uma mobilização local para ajudar o país a atingir os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODMs)

 

Várias instituições se reuniram em Florianópolis para lançar uma mobilização local batizada de “Nós Podemos Santa Catarinaâ€, seguindo exemplos que surgiram de outros integrantes do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade.


A intenção do grupo que promoveu o seminário, integrantes da rede catarinense Diálogos pela Responsabilidade Social, é articular com o maior número de organizações governamentais, não governamentais e iniciativa privada para discutir como alcançar os “8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio†(ODMs) (veja abaixo).

 

Estiveram presentes representantes da Secretaria de Estado da Educação, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, o secretário de Assistência Social de Florianópolis, Hélio Abreu, além de várias instituições e movimentos organizados, universidades e empresas. O evento foi promovido pelo Programa das Nações Unidas (PNUD) e pelo Instituto Primeiro Plano, contando com o apoio da Unimed, da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, da Fucas e demais integrantes da rede Diálogos pela Responsabilidade Social.

 

A diretora de Apoio ao Estudante da Secretaria da Educação, Rogéria Rebelo, destacou a importância dos ODMs e colocou o órgão à disposição para atuar em conjunto com as escolas através dos grêmios estudantis. A gerente da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, Márcia Batistela, afirmou que vai estar junto ao grupo para discutir propostas, incorporar os projetos da Secretaria e buscar parcerias.

O coordenador dos projetos sociais da Fucas, Fábio Espíndola, destacou que as ações mais locais é que poderão contribuir para atingir as metas macros, por isso a Fucas está comprometida em participar do movimento. O diretor de Gestão Comercial e Marketing da Unimed Grande Florianópolis, Octávio Lebarbenchon Neto, disse que a cooperativa tem na sua missão o compromisso com a cidadania. “Cidadania envolve saúde e estamos inseridos em vários aspectos dos Objetivos do Milênioâ€, diz.

 

MOVIMENTO NACIONAL - Uma das palestrantes do evento foi Maria Aparecida Udenal, da Secretaria Executiva do Movimento Nacional /ODMs. Representando a Federação das Indústrias do Estado do Paraná, ela fez um comparativo entre justiça social, responsabilidade social e filantropia, assistencialismo. Mostrou um breve histórico do surgimento dos ODMs e ressaltou que o momento agora é de reflexão local. “Cada pequena ação realizada numa escola pode ser reaplicada, cada projeto de prefeitura pode contribuir nos indicadores que precisamos atingir, ou seja, por mais simples que sejam podem ajudar a construir uma sociedade mais solidária e digna para todosâ€, disse Maria Aparecida. Ela mostrou as metas do Brasil e apresentou alguns dados de Santa Catarina que expuseram a necessidade urgente de mobilizar para melhorar os indicadores em várias regiões. “O grande problema é trabalharmos com média. A média pode estar boa porque tem gente com bastante condição e o outro na extrema miséria. Temos que trabalhar com os extremos e aumentar a média em todos os indicadoresâ€, disse.

 

PRÊMIO ODMs - Outro assunto apresentado foi o 3º Prêmio Nacional ODM/Brasil, que premia as práticas que contribuem para os compromissos dos ODMs e ainda monta um banco de referência para sociedade e gestores públicos, no marco das políticas públicas. Para explicar mais o assunto, David Luiz Schmidt, da Secretaria-Geral da Presidência da República, contextualizou como surgiu a ideia do Prêmio e como está sendo realizado.


De dois em dois anos é feita uma seleção entre os projetos inscritos, checados in loco os finalistas e premiados. “A participação das instituições que apresentam seus projetos e ações é fundamental para avançarmos na solidariedade internacional, construirmos referências em várias áreas contempladas pelos ODMs e assim a sociedade pode replicar boas práticasâ€, disse David.


Em abril de 2010 será feita a premiação e o lançamento do 4º Relatório de Acompanhamento do Cumprimento dos ODMs. “O Prêmio serve para dialogar com outros promotores de atividades, agrega valor aos movimentos estaduais de discussão dos ODMs e estimula açõesâ€, afirmou o palestrante. Ele citou como exemplo a reunião em fevereiro último do governo federal com os prefeitos de todo o país. O resultado desta reunião foi a consolidação de uma publicação chamada de “Agenda de Compromissos – Governo federal e municípios – 2009-2012â€, cujas propostas surgiram com base nos ODMs.

 

O Movimento Nacional está sendo fortalecido e ao mesmo tempo regionalizando suas ações. Aqui no Estado as instituições integrantes do Movimento pretendem discutir quais os assuntos que Santa Catarina precisa melhorar para atingir as metas e incentivar as práticas, colaborando inclusive na formatação de políticas públicas. (veja os encaminhamentos)

 

O que são os ODMs - A Declaração do Milênio foi aprovada pelas Nações Unidas em setembro de 2000. O Brasil, em conjunto com 191 países-membros da ONU, assinou o pacto e estabeleceu um compromisso compartilhado com a sustentabilidade do Planeta.  Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são um conjunto de 8 macro-objetivos, a serem atingidos pelos países até o ano de 2015, por meio de ações concretas dos governos e da sociedade.

No Brasil o trabalho é coordenado pelo PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ( http://www.pnud.org.br/) .

 

ENCAMINHAMENTOS

 

- Criação do Movimento “Nós Podemos Santa Catarinaâ€

- Definição de uma agenda de atividades

- Utilização de ferramentas de comunicação para articular com atores

- Reunião dia 15 de julho, em Florianópolis, para discutir ações de agosto e setembro

- Preparação do Seminário Estadual do Prêmio ODMs a ser realizado dia 02 de setembro (local a definir)


Mais informações - contato@...

Fone: (48) 3025-3949

 

 Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e suas metas são:


 

 

• Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população com renda inferior a um dólar por dia;

• Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população que sofre de fome.


* Desafio: Diminuir os monocultivos industriais e aumentar os policultivos e a diversidade de produtos com a agroecologia e a permacultura. Conter influência de megacorporações de venenos, ogms e sementes hibridas

 

 

• Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino básico.


·        Desafio: Gerar uma melhor distribuição de renda, um currículo mais realista e de qualidade, remunerar melhor os professores, as escolas, os ambientes, a nutrição escolar, as escolas como clubes sociais, as universidades atuando no ensino básico e médio como assessoras de ensino e profissionalização...

 

 

 

• Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário até 2005.


·        Desafio: Valorização do papel fundamental da mulher na sociedade e em sua capacitação e qualidade de vida

 

 

 

  

• Reduzir em dois terços, até 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos.

* Desafio: Sem recursos, sem oportunidades, sem uma via simples isto não será possível. Vamos investir em ações básicas, simples, para que gerem as mais complexas com mais facilidade

 

• Reduzir em três quartos, até 2015, a taxa de mortalidade materna.


·        Desafio: Educação sexual, uma televisão menos poluidora e degradada, uma educação voltada a paz e a relacionamentos evolutivos, podem neutralizar a gravidez precoce sem planejamento familiar

·         

• Até 2015, ter detido e começado a reverter a propagação do HIV/AIDS.

• Até 2015, ter detido e começado a reverter a propagação da malária e de outras doenças.


* Desafio: Elevação da cultura espiritual do planeta, onde nossas lideranças eleitas precisam rever suas visões materialistas e capitalistas desenvolvimentistas a todo custo. Uma cultura nobre contem os desejos sexuais e lapida as relações amorosas e possibilita o impulso ao autoconhecimento

• Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais até 2015.

• Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso sustentável a água potável segura.


* Desafio: Gerar uma cultura sustentável que desperte e liberte a consciência. Trazer a noção do sagrado no cotidiano das nações. Valorizar as culturas brandas e adaptadas.

 

 Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados.


• Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previsível e não-discriminatório incluindo, nacional e internacionalmente, um compromisso de boa governança, desenvolvimento e redução da pobreza.



• Atender as necessidades especiais dos países menos desenvolvidos, incluindo: regime isento de direitos e não sujeito a quotas para as exportações dos países menos desenvolvidos; programa reforçado de redução da dívida dos países pobres muito endividados; anulação da dívida bilateral oficial; e ajuda pública para o desenvolvimento mais generosa aos países empenhados na luta contra a pobreza;

• Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento;

• Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo;

• Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que os jovens obtenham um trabalho digno e produtivo.

• Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis, nos países em desenvolvimento.   

• Em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e de comunicações.


* Desafio: Bancos sociais, comunitários, feiras locais, empreendedorismo social local, uma economia ética e de qualidade, essencialismo, slow food, crescimento sólido e qualitativo, revisão das contas em paraísos fiscais, parada mundial para denúncias de especulação financeira nos bancos mundiais, uso de 10 % de todo o dinheiro do mundo para uma campanha Salve seu Planeta, sua Casa, sua Vida, etcs

 

Reunião do portal ODM, um dos palestrantes comentou que um americano na média hoje consome 4 vzs mais que um europeu, 5 vzs mais que um chinês, 15 vzs mais que um brasileiro e 333 vzs mais que um africano!  

 

Se a FAO em 7 anos receber apenas 60 milhões de dólares e investir este recurso , pode acabar com a fome em todo o planeta até 2015. Isto é menos do que 3 % do que deram para os bancos manterem nosso aprisionamento elitista e esta aberrante escravidão mundial, onde 2 % da humanidade consomem muito bem 50 % dos recursos de todo planeta.

 

Caridade, Filantropia, generosidade, assistencialismo, bom mocismo empresarial, decisão pessoal do presidente, ação esporádica de marketing, não é responsabilidade social.

 

Precisamos discutir uma parada mundial, para se pensar junto que 10 % de todo o dinheiro do mundo preso em contas, pode comprar e multiplicar sementes, mudas, adubos, ruas, avenidas, centros de saúde, cultura, educação, mutirões, processos de ativação quântica da consciência individual e coletiva.

 

Não creio que haja outra saída, e se não fizermos isso, nem futuro saudável teremos em uma sociedade que cada vez mais se dirige ao caos, a corrupção, a mentira e a miséria em todos os sentidos.


Parada de Reflexão e Renascimento Mundial:


Sugestão: Dias 21, 22, 23 de Dezembro de 2009 e/ou 2010


1o. Dia: Cuidando de Sí e de sua saúde e casa

2o. Dia: Cuidando da sua rua e cidade

3o. Dia: Ajudando projetos socioambientais diversos


Necessidades:


Retirada de 10 % de todo o dinheiro depositado em bancos e empresas financeiras


Ações:


Compra de necessidades das atividades e ações emergenciais

Convocação de mutirões locais

Comissões de fiscalização e de documentação

Campanhas poderão ser feitas ano após ano


Impacto:


Um planeta mais bonito, humano, mais sabedoria e engajamento de sociedade

O despertar de uma nova família humana comum, mais sábia e desarmada

A economia e a qualidade de vida podem ter um salto monumental

 

Vejam: www.portalodm.org.br

http://www.fiepr.org.br/nospodemosparana/

 

Orua

www.institutoanima.org

WWW.permaculturabr.ning.com

 

Falhas de Mercado e Pobreza no Mundo

Por
Ricardo Young - 30/06/2009

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=4442

A manchete da semana – e talvez a do ano, de muitos anos – não mereceu sequer menção dos comentaristas, acadêmicos e autoridades monetárias de todos os países. Eu mesmo li-a quase sem querer. É a seguinte: “Socorro a bancos em 1 ano supera ajuda a países pobres em 50, diz ONUâ€.

De acordo com a ONU, o setor financeiro internacional foi abastecido, em um ano, com 18 trilhões de dólares de dinheiro público. Em contraste, os países em desenvolvimento receberam, por parte dos governos dos países industrializados, ajuda de 2 trilhões de dólares em 49 anos.

Estes números foram obtidos pela Campanha pelas Metas do Milênio, uma iniciativa das Nações Unidas que promove e monitora o cumprimento das metas que dizem respeito a combate à fome e à miséria, igualdade de gêneros, cuidados com a maternidade e a infância, meio ambiente e educação de qualidade para todos. Os governos de todos os países-membros da ONU se comprometeram voluntariamente a atingi-las até 2015, garantindo, assim, as bases materiais mínimas para uma vida digna a todos os habitantes deste planeta. São necessários 63 bilhões de dólares anuais para o cumprimento destas metas e a ONU já sabe que o mundo não vai chegar lá, por falta de recursos!

Não é de estarrecer, depois de todo o derrame de dólares?!

Será que os governos estão preocupados com o fato de que este recurso, vindo dos impostos dos cidadãos, não ter retornado à sociedade, muito menos contribuído para diminuir a miséria?

Levantamento da FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação da própria ONU) dá conta de que, desde o início desta crise, o número da população faminta no mundo dobrou e já ultrapassou a casa do 1 bilhão de seres humanos. Isto significa que uma em cada seis pessoas passa fome atualmente, por causa de uma combinação insidiosa de crise financeira internacional com os preços altos dos alimentos. No monitoramento realizado pela entidade, depois de setembro de 2008, mês da crise, estes preços caíram 14%. Mesmo assim, mantiveram-se 51% acima do patamar registrado dois anos antes. Em palavras simples, a comida continua cara para a maioria das pessoas, mesmo com os preços em queda.

Os dados até aqui arrolados provam que não há, no mundo de hoje, realidade mais desnecessária e abjeta do que a miséria e a fome. No entanto, ela persiste, com ou sem crise. Por quê?

Porque tais problemas deixam a nu a falha primordial do capitalismo: o mercado nunca fará uma distribuição justa dos recursos, serviços, produtos, ou seja lá o que for. Por isso, o capitalismo também não consegue solucionar os grandes problemas da humanidade. Mesmo o Estado, se atrelado à lógica do lucro, não resolve as desigualdades.

Marx dizia que, às vezes, acontecimentos prosaicos têm o poder de deixar cair o véu que encobre as iniqüidades de mercado, como é o caso da manchete aqui comentada. O fato de pouco se ter prestado atenção, muito menos haver reações a ela, demonstra o quanto estamos todos atolados numa visão de mundo que nos adormece e promove a atitude que o filósofo Jürgen Habermas chamou de “a tragédia da essência humanaâ€. Deixamos de perceber o outro e, com isso, nos alienamos da nossa própria vida.

Por isso, este é o tempo da sociedade civil organizada. É o tempo da democratização da democracia. Precisamos construir outra civilização, na qual os cidadãos tenham real e efetivo controle sobre as instituições, os recursos e as decisões. Essa reflexão tem de ocupar a centralidade na questão do desenvolvimento sustentável. Uma coisa é buscar um modelo de desenvolvimento de baixo carbono, regenerar sistemas ambientais e redefinir qualidade de vida. Outra, é se ter a coragem de eliminar a pobreza do mundo, entendendo que a inclusão social é chave para a sustentabilidade e a justiça social. Esta questão traz à tona a redefinição do Estado na distribuição de renda, e das empresas na sua função social.

A agenda de um novo padrão de desenvolvimento é, sobretudo, uma agenda de superação, de coragem e de solidariedade. Qualidades humanas, sem dúvida, mas de uma humanidade que ainda não se expressa pelas suas virtudes mínimas, perdida ainda em seu próprio hedonismo irresponsável
.


Visitem o Museu da Corrupção!

http://www.dcomerci o.com.br/ especiais/ 2009/museu/ home.htm




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Qui, 2 de Jul de 2009 5:55 pm

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2 de Jul de 2009
5:57 pm
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