Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e suas metas são:
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• Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população com renda inferior a um dólar por dia; * Desafio: Diminuir os monocultivos industriais e aumentar os policultivos e a diversidade de produtos com a agroeclogia e a permacultura. Conter influência de megacorporações de venenos, ogms e sementes hibridas |
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• Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino básico. · Desafio: Gerar uma melhor distribuição de renda, um currículo mais realista e de qualidade, remunerar melhor os professores, as escolas, os ambientes, a nutrição escolar, as escolas como clubes sociais, as universidades atuando no ensino básico e médio como assessoras de ensino e profissionalização...
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• Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário até 2005. · Desafio: Valorização do papel fundamental da mulher na sociedade e em sua capacitação e qualidade de vida
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• Reduzir em dois terços, até 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos. * Desafio: Sem recursos, sem oportunidades, sem uma via simples isto não será possível. Vamos investir em ações básicas, simples, para que gerem as mais complexas com mais facilidade |
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• Reduzir em três quartos, até 2015, a taxa de mortalidade materna. · Desafio: Educação sexual, uma televisão menos poluidora e degradada, uma educação voltada a paz e a relacionamentos evolutivos, podem neutralizar a gravidez precoce sem planejamento familiar · |
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• Até 2015, ter detido e começado a reverter a propagação do HIV/AIDS. * Desafio: Elevação da cultura espiritual do planeta, onde nossas lideranças eleitas precisam rever suas visões materialistas e capitalistas desenvolvimentistas a todo custo. Uma cultura nobre contem os desejos sexuais e lapida as relações amorosas e possibilita o impulso ao autoconhecimento |
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• Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais até 2015. * Desafio: Gerar uma cultura sustentável que desperte e liberte a consciência. Trazer a noção do sagrado no cotidiano das nações. Valorizar as culturas brandas e adaptadas.
Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados. |
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• Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previsível e não-discriminatório incluindo, nacional e internacionalmente, um compromisso de boa governança, desenvolvimento e redução da pobreza.
* Desafio: Bancos sociais, comunitários, feiras locais, empreendedorismo social local, uma economia ética e de qualidade, essencialismo, slow food, crescimento sólido e qualitativo, revisão das contas em paraísos fiscais, parada mundial para denúncias de especulação financeira nos bancos mundiais, uso de 10 % de todo o dinheiro do mundo para uma campanha Salve seu Planeta, sua Casa, sua Vida, etcs |
Reunião do portal ODM, um dos palestrantes comentou que um americano na média hoje consome 4 vzs mais que um europeu, 5 vzs mais que um chinês, 15 vzs mais que um brasileiro e 333 vzs mais que um africano!
Se a FAO em 7 anos receber apenas 60 milhões de dólares e investir este recurso , pode acabar com a fome em todo o planeta até 2015. Isto é menos do que 3 % do que deram para os bancos manterem nosso aprisionamento elitista e esta aberrante escravidão mundial, onde 2 % da humanidade consomem muito bem 50 % dos recursos de todo planeta.
Caridade, Filantropia, generosidade, assistencialismo, bom mocismo empresarial, decisão pessoal do presidente, ação esporádica de marketing, não é responsabilidade social.
Precisamos discutir uma parada mundial, para se pensar junto que 10 % de todo o dinheiro do mundo preso em contas, pode comprar e multiplicar sementes, mudas, adubos, ruas, avenidas, centros de saúde, cultura, educação, mutirões, processos de ativação quântica da consciência individual e coletiva.
Não creio que haja outra saída, e se não fizermos isso, nem futuro saudável teremos em uma sociedade que cada vez mais se dirige ao caos, a corrupção, a mentira e a miséria em todos os sentidos.
Vejam: www.portalodm.org.br
http://www.fiepr.org.br/nospodemosparana/
Orua
Falhas de Mercado e Pobreza no Mundo
Por Ricardo Young - 30/06/2009
http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=4442
A manchete da semana – e talvez a do ano, de muitos anos – não mereceu sequer menção dos comentaristas, acadêmicos e autoridades monetárias de todos os países. Eu mesmo li-a quase sem querer. É a seguinte: “Socorro a bancos em 1 ano supera ajuda a países pobres em 50, diz ONUâ€.
De acordo com a ONU, o setor financeiro internacional foi abastecido, em um ano, com 18 trilhões de dólares de dinheiro público. Em contraste, os países em desenvolvimento receberam, por parte dos governos dos países industrializados, ajuda de 2 trilhões de dólares em 49 anos.
Estes números foram obtidos pela Campanha pelas Metas do Milênio, uma iniciativa das Nações Unidas que promove e monitora o cumprimento das metas que dizem respeito a combate à fome e à miséria, igualdade de gêneros, cuidados com a maternidade e a infância, meio ambiente e educação de qualidade para todos. Os governos de todos os países-membros da ONU se comprometeram voluntariamente a atingi-las até 2015, garantindo, assim, as bases materiais mínimas para uma vida digna a todos os habitantes deste planeta. São necessários 63 bilhões de dólares anuais para o cumprimento destas metas e a ONU já sabe que o mundo não vai chegar lá, por falta de recursos!
Não é de estarrecer, depois de todo o derrame de dólares?!
Será que os governos estão preocupados com o fato de que este recurso, vindo dos impostos dos cidadãos, não ter retornado à sociedade, muito menos contribuído para diminuir a miséria?
Levantamento da FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação da própria ONU) dá conta de que, desde o início desta crise, o número da população faminta no mundo dobrou e já ultrapassou a casa do 1 bilhão de seres humanos. Isto significa que uma em cada seis pessoas passa fome atualmente, por causa de uma combinação insidiosa de crise financeira internacional com os preços altos dos alimentos. No monitoramento realizado pela entidade, depois de setembro de 2008, mês da crise, estes preços caíram 14%. Mesmo assim, mantiveram-se 51% acima do patamar registrado dois anos antes. Em palavras simples, a comida continua cara para a maioria das pessoas, mesmo com os preços em queda.
Os dados até aqui arrolados provam que não há, no mundo de hoje, realidade mais desnecessária e abjeta do que a miséria e a fome. No entanto, ela persiste, com ou sem crise. Por quê?
Porque tais problemas deixam a nu a falha primordial do capitalismo: o mercado nunca fará uma distribuição justa dos recursos, serviços, produtos, ou seja lá o que for. Por isso, o capitalismo também não consegue solucionar os grandes problemas da humanidade. Mesmo o Estado, se atrelado à lógica do lucro, não resolve as desigualdades.
Marx dizia que, às vezes, acontecimentos prosaicos têm o poder de deixar cair o véu que encobre as iniqüidades de mercado, como é o caso da manchete aqui comentada. O fato de pouco se ter prestado atenção, muito menos haver reações a ela, demonstra o quanto estamos todos atolados numa visão de mundo que nos adormece e promove a atitude que o filósofo Jürgen Habermas chamou de “a tragédia da essência humanaâ€. Deixamos de perceber o outro e, com isso, nos alienamos da nossa própria vida.
Por isso, este é o tempo da sociedade civil organizada. É o tempo da democratização da democracia. Precisamos construir outra civilização, na qual os cidadãos tenham real e efetivo controle sobre as instituições, os recursos e as decisões. Essa reflexão tem de ocupar a centralidade na questão do desenvolvimento sustentável. Uma coisa é buscar um modelo de desenvolvimento de baixo carbono, regenerar sistemas ambientais e redefinir qualidade de vida. Outra, é se ter a coragem de eliminar a pobreza do mundo, entendendo que a inclusão social é chave para a sustentabilidade e a justiça social. Esta questão traz à tona a redefinição do Estado na distribuição de renda, e das empresas na sua função social.
A agenda de um novo padrão de desenvolvimento é, sobretudo, uma agenda de superação, de coragem e de solidariedade. Qualidades humanas, sem dúvida, mas de uma humanidade que ainda não se expressa pelas suas virtudes mínimas, perdida ainda em seu próprio hedonismo irresponsável.
Visitem o Museu da Corrupção!
http://www.dcomerci o.com.br/ especiais/ 2009/museu/ home.htm
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