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o_forum_dos_mestres_aprendizes · o forum dos mestres aprendizes

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#44486 De: Fórum Grupos Efigênia Coutinho <forum@...>
Data: Qui, 1 de Fev de 2007 8:04 pm
Assunto: ATUALIZADA CIRANDA BASTA! CONVITE E SELO PARTICIPANTES << Esta ciranda não vai fechar fica aberta a todos os poetas
efigenia_mal...
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 www.art.com

         CIRANDA... BASTA   CONVITE   AVSPE
             OBS: Esta ciranda não vai fechar, fica aberta a todos os poetas,
                       por tempo indeterminado .


         AVSPE CIRANDA BASTA COORDENADA POR
                  
Raquel Caminha, Membro  Efetivo da nossa Academia,
                     que administra com glorias o evento!


iniciada por Arlete Piedade e Victor Jerônimo  Patrono AVSPE
E VICE PRESIDENTE
Esta ciranda pretende ser um grito de apelo ao mundo, traduzido em emoções poeticas de poetas e escritores que irmanados a uma só voz protestam e suplicam a quem de direito para que tentem salvar o nosso agonizante planeta.
Esta ciranda nasceu fruto do apelo do Patrono Arlete Piedade que em mensagem publicada no Livro de Visitas da Academia, mencionou:
"Quero deixar o meu voto de solidariedade ás vitimas das tragédias que assolam o nosso país irmão, Brasil, em especial ás vitímas da chuva, inundações, tragédia ambiental com o rebentamento da barragem e violência, temos que fazer algo amigos poetas, temos que dar alento e dizer "Presente !" "
Vamos pois mais uma vez lançar o nosso grito de alerta e contribuir mesmo que seja só com as letras para mais uma tentativa de melhorarmos o nosso planeta.
Victor Jeronimo
Vice-Presidente da AVSPE


Mande sua  POESIA  para
princesa44@...

 

LISTA DOS PARTICIPANTES
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Basta Zeus!
Arlete piedade

clique acima

BASTA! 
 Arlete Piedade  

Basta habitantes deste planeta, azul e belo, outrora,
que deriva na galáxia, á beira da fronteira exterior,
onde está a sua serena beleza, a sua pureza, agora,
quando só se ouvem no seu seio, gritos e clamor?

Quando seus filhos agonizam asfixiados com calor,
ou morrem afogados em ondas barrentas dos rios,
e na cama, os bebés encaram a morte com horror,
seus corpinhos, embalados com lágrimas, já frios!

E de armas na mão, matando pelas ruas da cidade,
homens, ou serão monstros produtos da sociedade,
esses seres sem sentimentos, sedentos de violência?

E erguem-se nos mares, altas ondas com voracidade,
avançam, inundando as terras, sem dó nem piedade,
furacões e temporais dão o tom final com sapiência!

COM QUE CORAGEM VAMOS CONTAR-LHES?
Victor Jerónimo ( clique acima)
 
Avôzinho querido porque está tanto calor?
Minha netinha porque os homens na cobiça
Não souberam parar na busca da riqueza,
Inventaram tecnologias de ponta e destruição´
Em energias atômicas que causaram radiação.
 
Avôzinho querido porque não há água para beber?
Minha netinha porque a água foi poluída em demasia,
Foi tanto o lixo que vazaram nas águas então límpidas
Que ao chegarem às nascentes estas se perderam,
Nem mesmo com a água da chuva temos salvação.
 
Avôzinho querido, porque não consigo respirar?
Oh minha amada netinha vem para o meu regaço
Aninha-te junto a mim para te fazer carinhos.
Poder refrescar-te com esta pouca água
E poder repartir contigo desta botija o oxigênio.
 
12.Jan.2007
Recife

 

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#44487 De: "rosa" <rosabpena@...>
Data: Qui, 1 de Fev de 2007 8:26 pm
Assunto: Reprise /Rosa Pena...Boa noite
rosangelapena
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Reprise

 

Rosa Pena

 

 

Amar:

É cheirar, olhar, brincar,

tomar banho

 na mesma hora.

 

Sussurrar:

- Meu bem.

- Vem!

-Não vá.

 

Comer pipocas

da mesma tigela

tirar os piruás

deixar as boas

pra ela.

 

Mesmo sem enxergar

a meia- luz da vela

chamá-la de bela.

 

São corpos desnudos

debaixo do mesmo cobertor.

 

Falar sobre o hoje

calar sobre o ontem

esquecer o amanhã

Gritar na janela:

- Meu grande amor!

 

Reprisar no final o início

como se fosse a primeira vez

da donzela.

O amor não foi.

Amar:

É cheirar, olhar, brincar...

O antes é idêntico ao depois.

 

 

 

midi/Eric Clapton/Blues  before Sunrise

2004

 

 


#44488 De: "Mase Frota" <masefrota@...>
Data: Qui, 1 de Fev de 2007 9:06 pm
Assunto: ! DIÁLOGO DO AMOR !_____MaséFrota
mase.frota
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'

! DIÁLOGO DO AMOR !

MaséFrota

 

VOCÊ !

Promete-me... Que; de pronto estarás a me esperar

Impulsionando desejos, explodindo tuas vontades...?

EU ...PARA SEMPRE !

Enlevarei... Nossos sonhos recriando o despertar!

Aconchegando carinhos, ao que se chama saudades .

 

 

VOCÊ !

Promete-me... Que; no desabrochar dos sentimentos

Despertados ficarão ecos, lembrando belos rituais...?

EU...PARA SEMPRE !

Seduzirei... Você em emoções, lapidando pensamentos!

Conduzindo nosso amor em matizes ardentes e reais.

 

 

VOCÊ !

Promete-me... Que; darás primazia ao retorno do tempo!

Distanciando conceitos que nos desnortearam em vão...?

EU ...PARA SEMPRE !

Renovarei... Promessas esquecidas arremessadas ao vento

Retirando pedras do caminho,adornando nosso coração.

 

 

 

 

 

Fortaleza-CE

2007-01


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

#44489 De: Fórum Grupos Efigênia Coutinho <forum@...>
Data: Qui, 1 de Fev de 2007 10:24 pm
Assunto: UMA BOA NOITE PARA TODOS EFIGÊNIA COUTINHO EM << SONHOS >>
efigenia_mal...
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Austrália  Michael Wills  www.art.com

          Efigênia Coutinho    Sua Poesia  AVSPE


SONHOS
Efigênia Mallemont


Quando tiver um sonho, construa um altar:
um espetacular altar de rua
que lhe couber em sorte no ato de amar
ainda que imperfeito à luz da Lua!

Quando você sonhar, construa um caminho
de saibro ou granito, pouco importa!,
onde a Lua possível seja o linho
dum telhado com janelas e uma porta!

Não há sonho que dure eternamente,
perdemos um-a-um, sem grande esforço,
sorrimos à deriva pela mente
que nos atrai o pólo ou o seu dorso.

Somos fiéis ao amor pra nosso mérito
porque nele encontramos o que é feérico...


Camboriú,25-10-2003

 


 

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#44490 De: o_forum_dos_mestres_aprendizes@...
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 4:12 am
Assunto: Arquivo - NÃO REPITA MENSAGENS, NÃO SOBRECARREGUE !
o_forum_dos_mestres_aprendizes@...
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Aos que repetem sem necessidade as suas mensagens!
Aos que sobrecarregam a caixa postal dos leitores!
Aos que julgando que embelezam as poesias e prosas, as tornam demasiado
carregadas para pessoas que vos querem ler, mas não conseguem pagar as
contas exorbitantes dos servidores da Net.

Aligeirem pois os vossos textos. A formatação pode ser nociva, quando
demasiado pesada.
Quem nos lê não precisa de repetições. Os leitores guardam os nossos
melhores textos em ficheiros próprios.

Não repita as suas mensagens.

#44491 De: "Faustino Vicente" <faustino.vicente@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 10:55 am
Assunto: NATAL, VALIDADE TEMPORÁRIA
faustino.vicente@...
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REDAÇÃO

Grato por publicações anteriores encaminho mais um de meus artigos que, se for de interesse,podem publicar.Se o fizerem avisem-me,por gentileza.Precisando do meu currículo e foto – é só pedir.Atenciosamente,

Faustino Vicente – Consultor de Empresas – e-mail: faustino.vicente@... – tel.(011) 4586.7426 – Jundiaí (Terra da Uva)  - SP

NATAL,  VALIDADE TEMPORÁRIA

Faustino  Vicente *

Presenciamos uma cena  num supermercado que nos levou a uma reflexão sobre a validade temporária do espírito natalino.Estávamos na fila de um caixa e na nossa frente um garoto que, ao pedir  que lhe desse dinheiro para pagar o pacote de açúcar e de café, que trazia nas mãos,teve a sua iniciativa bruscamente interrompida.Ato contínuo, ao seu pedido, surgiu um segurança bem trajado,boa aparência pessoal e avantajada compleição física que,inclinando-se para o garoto, disparou a seguinte frase: “você tem trinta segundos para cair fora da loja...29,28,27...”.Assustado, o garoto largou as mercadorias e saiu em disparada.

 

Essa foi a constrangedora cena protagonizada por um garoto pobre e um segurança despreparado profissionalmente.No exato momento nos veio a mente o pensamento do pacifista indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), que dizia – “a pobreza é a mais cruel das violências”. Mesmo que o garoto estivesse simulando uma eventual compra, apenas para comover as pessoas à lhe dar dinheiro, a orientação da empresa poderia ser outra.Acreditamos que o segurança agiu por pura ignorância, que o dicionário conceitua como: “Ausência de conhecimento, falta de saber, condição de quem não é instruído.Estado de quem ignora ou desconhece alguma coisa,não tem conhecimento dela.”

 

Foi exatamente o que o funcionário demonstrou não ter,conhecimento dos mais elementares princípios de respeito ao ser humano, de cidadania e da essência dos programas de responsabilidade social,cujos resultados têm sido eficazes. Cabe as empresas capacitar à todos os seus dirigentes e funcionários,á dar soluções adequadas à cada uma das situações similares a presenciada por nós. A inadequada atitude do segurança pode ter incentivado no garoto o espírito de revolta contra a sociedade.

 

Participar de ONGs,como voluntário em projetos de responsabilidade social do Terceiro Setor, é uma das formas disponíveis para a redução  da cruel desigualdade social existente hoje no mundo. Será no relacionamentos interpessoal do dia-a-dia que vamos revelar se,realmente, estamos exercitando o mais nobre dos sentimentos - o amor ao próximo. Na família, na escola, no  trabalho e nas nossas atividades recreativas,esportivas e sociais temos inúmeras oportunidades de demonstrar a nossa responsabilidade social (individual)  tratando as pessoas como gostamos de ser tratados -  como seres humanos.

 

Cabe ao Primeiro Setor – poder público – a responsabilidade maior de diminuir o abismo existente entre a ilha de ricos e o oceano de pobres,desenvolvendo políticas públicas que levem educação e saúde de excelente qualidade à todos os cidadãos. A elevadíssima carga tributária e as altíssimas taxas de juros bancários, pré-embutidas nos preços dos produtos, são  os mais vorazes predadores do poder aquisitivo das pessoas assalariadas.

 

O Segundo Setor – iniciativa privada – tem, na manutenção de um clima organizacional prazeroso, a oportunidade de demonstrar o seu respeito aos funcionários através do estilo de liderança compartilhada, programas de incentivos motivacionais, sistema de comunicação interativa,oportunidades de carreiras e salários compatíveis com a função. O comportamento ético da classe empresarial poderá minar o mais poderoso império do planeta – o Quarto Setor. O “faturamento” das atividades da chamada - informalidade – representa o maior “PIB” do mundo. O tão famigerado CD pirata é apenas a ponta do iceberg de uma gigantesca “nuvem” financeira que gravita em torno da terra semeando desemprego informal,sonegação de impostos e operações comercias com elevado grau de ilicitude.

 

A cena de discriminação ocorrida no supermercado nos leva à concluir que Albert Einstein (1879-1955) tinha razão: “é mais fácil  quebrar um átomo do que um preconceito.” Ah! Em dezembro teremos mais uma (curta) temporada de espírito natalino.

 

*  Faustino  Vicente – Consultor de Empresas – e-mail: faustino.vicente@... - tel.(011) 4586.7426 – Jundiaí (Terra da Uva) - SP


#44492 De: "rosa" <rosabpena@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 11:37 am
Assunto: BOM DIA Que cano!!! - Rosa Pena...NA ARTE DO QUERIDO JU
rosangelapena
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Que cano!!!
 
Rosa Pena
 

Adoço seu café amargo

Levo na boquinha a colher

Arranco seu sorriso largo

Faço um gostoso cafuné

Enlouqueço-a com meu cheiro

Dedilho seu corpo como um piano

Dou um beijo abusado

que arrepia até o seu pé.

Perco totalmente a hora.

O patrão me manda embora

mas, não perco a mulher.

Não sei qualé

a desse bombeiro.
 
Todo dia aqui quebra um cano!
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

#44493 De: Fórum Grupos Efigênia Coutinho <forum@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 1:49 pm
Assunto: REENVIO POIS ESTAVA SEM A MINHA AUTORIA NA PÁGINA FORMATADA EFIGENIA COUTINHO
efigenia_mal...
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PÁSSAROS DOURADOS
Efigênia Coutinho
 

Quais pássaros dourados,
pousamos no mesmo ninho...
  Ternamente e Eternamente.
 
Amantes, Amigos...
dois corações uma só alma,
habitam a mesma existência...
 
Abraçando o Amanhã
  Unindo-nos a ele,
até fundirmos-nos nele,
 
experimentado o fogo,
o brilho , a centelha do êxtase
 que pulsa em suas veias!
 

É um momento infinito, sendo
 dádiva e condão dos pares a onde
completam-se parte de um todo.
 
Vão entre Anjos e querubins
ornando ritos na alma estrelada,
Eternidade que Deuses Glorificam!

Balneário Camboriú
01/02/2007
 

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#44494 De: "Armando Figueiredo" <a.miramar@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 4:24 pm
Assunto: SOLIDÃO _ R .TAGORE
danielcrista...
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 - REPASSO na ART de SIMONE CZ - Recomendo a leitura como reflexão !

 


 

 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
Solidão


Solidão é uma flor, um lótus florescente
 em teu coração.
Solidão é positiva, solidão é saúde.
É a alegria de seres tu mesmo.
É a alegria de teres teu próprio espaço.

Meditação significa: bênção em estando só.
Só se está realmente vivo quando nos tornamos capazes disso, quando não mais existe dependência em relação a
ninguém, a nenhuma situação,
 a nenhuma condição.

E por ser tua, podes permanecer nela de manhã,
à tarde e à noite, na mocidade e na velhice,
na saúde e na doença.

Na vida, na morte também, pode ela permanecer,
por não ser algo que está acontecendo a ti
 vindo do exterior.
É algo que aflora de ti.
 É tua natureza verdadeira,
É tua natureza ela-mesma...

Uma jornada interior é uma jornada
em direcção à solidão absoluta;
não tens como levar alguém a ela contigo.
É impossível que compartilhes teu centro
 com quem quer que seja;
nem mesmo com teu amado.
 
Esta é tua natureza, e não há o que possa
ser feito para mudá-la.
No momento em que te diriges ao interior, quebram-se todas as comunicações
com o mundo externo.
Na verdade, o mundo inteiro desaparece.

Eis porque os místicos têm dito que o mundo
 é ilusório, é 'maya'....
não que ele não exista, mas para quem medita
 é quase como se o mundo não existisse.

O silêncio é de tal modo profundo...
nenhum ruído o penetra.
A solidão vai tão fundo que é necessária
 a coragem.
 Mas dessa mesma solidão irrompe a bênção!
Dessa solidão - a experiência de Deus.
Não há outro modo; nunca houve, nunca haverá.

Celebrai a solidão, celebrai vosso espaço puro
 e um grande cântico há-de brotar
em vosso coração.
Um cântico de consciência,
um cântico de meditação.

Será um cântico de pássaro solitário chamando
 à distância - não chamando por alguém em particular, mas apenas chamando;
 por seu coração estar repleto ele sente o ímpeto
de chamar; como a nuvem, estando repleta,
tem o ímpeto de chover; como a flor,
ao estar repleta, faz com que suas pétalas
se abram e sua fragrância liberte ....
sem direccioná-la.

Deixai vossa solidão tornar-se
uma extasiada dança."

R. TAGORE

TEXTO extraído do Forum
 dos Mestres Aprendizes -
publicado por Armando Figueiredo -
Repasso na art de SIMONE CZ
VERA MUSSI
 
 
 
 
 
 
       

#44495 De: "Armando Figueiredo" <a.miramar@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 4:19 pm
Assunto: EMOÇAO E SONHO - DANIEL CRISTAL
danielcrista...
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EMOÇÃO E SONHO
Daniel Cristal
 
 
Ai, o esplendor do homem que só ama,
curtido na idade da brancura,
com sonhos de leveza, a mais pura,
a graça de ser velho, e a boa fama!
 
Quando o vinho fermenta numa cuba
e é posto a envelhecer no casco próprio,
não há refinamento que não suba
ao extremo prazer, melhor que ópio.
 
Quando aberto é sentido casto e adulto,
um sabor a esplendor, pura emoção
que nos leva ao sonho e ao seu culto...
 
Nunca me falte o vinho e o pão!
Ai, a emoção a formar o que é real
no sonho duma viagem sem igual!
 
2006. Portugal


 

#44496 De: "Barbato" <jcsbzeca05@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 5:32 pm
Assunto: Fw: Dicas- Visualizando os Efeitos
jcsbzeca05
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::   Outlook Express   ::

 
- Você recebe mensagens com movimento e som, mas não consegue ver estes efeitos??
 
 
- Veja se o seu Outlook Express está corretamente configurado. É fácil!
 
==> Preste atenção:
 
 
 
- Abra o Outlook
 
- Clique em  "Ferramentas / Opções"
 
 
 

 
- Clique na abinha "Segurança".   E deixe marcado:
"Zona da Internet (menos segura, porém mais funcional)"
Dê OK!
 
Veja abaixo:
 
 
 

 
- Ao abrir uma nova mensagem, clique em "Formatar" e certifique-se de o item "Rich Text (HTML)" está marcado.
 
 
 
Pronto!  Agora se você receber mensagens formatadas em HTML,
vai poder ver todos os efeitos!
 
 
 
 
 
- Tutorial by KarinB.® -
 
 
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#44497 De: "rosa" <rosabpena@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 6:43 pm
Assunto: Levitando__Rosa Pena..bom fim de semana.. arte de Lina
rosangelapena
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Levitando
 
Rosa Pena
 
Tens 
do arco-íris
as cores
das frutas
os sabores
das estrelas
o brilho
do piano
o dedilho
das pedras
a beleza
do vento,
a surpresa.
Pra que a física,
se fazes a fusão perfeita?
Do amor
tens a receita.
Eu que sou flor?
Se queres assim
tu és o meu jardim!
Nossa química?
Até o cupido respeita!
Morre de calor.

 

 

 

Formatado Por:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


#44498 De: Fórum Grupos Efigênia Coutinho <forum@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 6:15 pm
Assunto: ESSA MULHER Erigutemberg Meneses AVSPE
efigenia_mal...
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Erigutemberg Meneses  sua Poesia  AVSPE


ESSA MULHER

Essa mulher que cede aos apelos
Que lanço consumido por amor
E é quem sempre vejo nua em pêlos,
Quando o meu corpo em brasa se tomou,

Essa mulher que os seios penso tê-los
Entre caricias duros de ardor
E cujo sexo oculto em novelos
A minha boca quase sufocou,

Essa mulher que abusa em minha mente
Do ato de me dar, em fanatismo,
O corpo aberto tão fogosamente,

Essa mulher, que em tudo me fascina,
É uma só, e em gestos de erotismo
Ou devoção, não passa de menina.

Erigutemberg Meneses


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#44499 De: Fórum Grupos Efigênia Coutinho <forum@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 9:47 pm
Assunto: APRESENTANDO O POETA << José Roberto Abib >> AVSPE 2007
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Estimado  Poeta   José Roberto Abib  .
Venho deixar o caminho de seus poema em nosso Site AVSPE.
A onde o senhor é um Membro Efetivo de nossa AVSPE
 
 
Efigênia  Coutinho
Presidente Fundadora
Daniel Cristal
Presidente Interino
Victor Jerônimo
Vice Presidente
Socorro Lima Dantas
Assessora Jurídica
Malu Mourão
Administrativa
 
 
 
 
 

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#44500 De: Fórum Grupos Efigênia Coutinho <forum@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 9:45 pm
Assunto: SONETO LIBERDADE DE VÂNIA MOREIRA DINIZ ( obs: Evento poetico LIBERDADE ) AVSPE
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Woody Woodworth www.art.com

              Vânia Moreira Diniz  Sua Poesia    AVSPE


 

Liberdade

Vânia Moreira Diniz


Quando sinto a vida que se projeta,

Entendo o mistério da liberdade,

Caminho na longa estrada quieta,

A acolher minha própria lealdade.

 

Ostento meus conceitos e não escondo,

A fé em todos os direitos eu proclamo

Com serenidade e persistência rondo,

O mundo que duvidei e que agora amo.

 

A cada passo sentia o elo que me sufocava

No meu interior procurei a libertação,

Finalmente absorvi a fortaleza e a razão.

 

Nas horas difíceis e duvidosas sonhava

Voar por horizontes amplos e espaçosos

E vibrei nesses momentos tão calorosos.

                            

 

www.vaniadiniz.pro.br       
                       obs:Evento poético Liberdade


 

 

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#44501 De: "arneyde Tessarolo Marcheschi" <arneyde@...>
Data: Sex, 2 de Fev de 2007 10:57 pm
Assunto: kade o grito da galera? COMEÇANDO FESTA DA TULLIPINHA
arneydemarch...
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Festa de niver da tullipinha é para durar tres dias
simbora galera!!!
beijinhos ternos

#44502 De: "Maria Antonia" <macsmies@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 1:34 am
Assunto: Faz muito frio em minha alma
tiliacheirosa
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Faz muito frio em minha alma...
Maria Antônia Canavezi Scarpa
 
 
O vento veio ruidoso essa manhã
esbravejando beijou meus lábios e me convidou
para arrasar, destruir, derrubar
o que eu pudesse com ele fazer
arisco e vaidoso não permitiu que eu negasse
foi me instigando a prosseguir na sua louca
e vertiginosa devastação
 
 
Não me deu tempo de explicar
que só de estar mofado o ar, já é um motivo
para tingir de cinza o meu ânimo de acordar
mas de nada adianta esbravejar
ele me arrasta veloz para sibilar lá fora
amedrontar até a brisa que respeitosa
tenta me saldar
 
 
Ando tão cheia de perdas
assuntos, amores, idéias mal resolvidas
talvez por essa razão
quero resistir pois  há uma urgência em renovar
existe um medo dentro de mim
que tudo ao ser revolvido
revele ainda mais dissabores
 
 
Faz muito frio em minha alma
descobertas as minhas entranhas choram
por estarem sem forças
deixam que o vento afoito as carreguem
desnudem-nas em seus vértices
até atingirem os abismos
que não oferecem o caminho de volta
 
 
Estou brincando de vencer barreiras
e uma geleira vai tomando corpo
ao redor da minha vida
deixando-me indefesa, gélida
impregnada desse vento frio e cruel
totalmente devasso invadindo tudo
que possa se aproximar de mim
 

#44503 De: Avannya Poetisa <avannya_poetisa@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 2:30 am
Assunto: Amor ou Loucura - Susana Mendes
avannya_poetisa
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Amor ou Loucura
 
É amor
ou loucura
esta forte sensação que tenho
quando juntos estamos,
quando te sinto tão próximo
que na minha pele
posso sentir tuas carícias
e em minhas costas
sentir subir arrepios quentes
E em meus seios túrgidos
sentir descer tua saliva ardente
teus lábios sedentos e murmurantes?
É amor ou loucura,
quando ainda sinto o
deslizar em meu corpo,
de tuas mãos mais abaixo,
e tremulas encontrar ali
todo o meu desejo escondido?
É amor ou loucura,
Quando em nossos momentos
sensuais me delicio sorrindo
entre teus gemidos e
o teu umedecer de paixão?
É amor ou loucura,
quando na distração,
entre uma palavra e outra,
lês no meu modo simples em
versificar,
que meu amor se embebeda em ti e
que minha língua corre solta
querendo brincar lambendo ao longo
do sexo ereto e pulsante??
Sim...
É amor, é loucura
é pura saudade e tesão
Prazeres em nossas mãos
que remexem incontroláveis
em plena libertinagem,
e num digitar de versos
extravasam, numa libidinagem
deixando fluir num corpo ígneo
os nossos gozos santos
 
Susana Mendes


Avany Morais

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#44504 De: Avannya Poetisa <avannya_poetisa@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 2:44 am
Assunto: Amanhã - Avany Morais
avannya_poetisa
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Amanhã
 
Amanhã, quem sabe muda o seu pensamento,
O seu modo de pensar, os seus sentimentos!
E virá embelezar meu sorriso e meus olhos...
Trazendo para minh'alma um pequeno alento.
 
Quem sabe assim, dispensarei a solidão,
e na vã esperança não mais viverei!
Darei férias a saudade, acalmarei o coração...
E de braços dados com a vida e com você, seguirei.
 
Não ficarei perguntando se um dia voltará...
Não pensarei no passado e se o futuro virá.
viverei a vida como se fosse criança,
vivendo apenas vivendo, sem no futuro pensar.
 
Não precisarei esperar, nem enganar a solidão,
amiga inseparável desta minha agonia,
que teimosa, fez morada em meu coração...
Viverei e aproveitarei cada segundo do meu dia.
 
Com você lado a lado e em minha companhia,
acompanhando-me e fazendo parte das minhas emoções,
nada mais pedirei e com alegria a Deus agradecerei,
por ser parte da minha vida e a minha terna melodia.
 
Aonde eu for, estará comigo, ao meu lado,
dentro da minh'alma, no meu peito urfante...
E aos céus em louvor o seu nome cantarei...
Minha estrela guia, brilho ofuscante, meu diamante.
 
Minha inspiração, meu encanto e minha magia,
meu momento de meditação no fim do dia, a tardinha...
Música que embala os meus sonhos em meus devaneios,
desenhados nas palavras ternas e eternas da minha poesia.
 
Avany Morais
19h39min
29.01.2007
Curitiba-Pr


Avany Morais

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#44505 De: Avannya Poetisa <avannya_poetisa@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 2:49 am
Assunto: Amanhã - Avany Morais
avannya_poetisa
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Amanhã
 
Amanhã, quem sabe muda o seu pensamento,
O seu modo de pensar, os seus sentimentos!
E virá embelezar meu sorriso e meus olhos...
Trazendo para minh'alma um pequeno alento.
 
Quem sabe assim, dispensarei a solidão,
e na vã esperança não mais viverei!
Darei férias a saudade, acalmarei o coração...
E de braços dados com a vida e com você, seguirei.
 
Não ficarei perguntando se um dia voltará...
Não pensarei no passado e se o futuro virá.
viverei a vida como se fosse criança,
vivendo apenas vivendo, sem no futuro pensar.
 
Não precisarei esperar, nem enganar a solidão,
amiga inseparável desta minha agonia,
que teimosa, fez morada em meu coração...
Viverei e aproveitarei cada segundo do meu dia.
 
Com você lado a lado e em minha companhia,
acompanhando-me e fazendo parte das minhas emoções,
nada mais pedirei e com alegria a Deus agradecerei,
por ser parte da minha vida e a minha terna melodia.
 
Aonde eu for, estará comigo, ao meu lado,
dentro da minh'alma, no meu peito urfante...
E aos céus em louvor o seu nome cantarei...
Minha estrela guia, brilho ofuscante, meu diamante.
 
Minha inspiração, meu encanto e minha magia,
meu momento de meditação no fim do dia, a tardinha...
Música que embala os meus sonhos em meus devaneios,
desenhados nas palavras ternas e eternas da minha poesia.
 
Avany Morais
19h39min
29.01.2007
Curitiba-Pr


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#44506 De: AFFETO <affeto@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 3:47 am
Assunto: UM ÓTIMO FINAL DE SEMANA
jmedinaferraz
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Olá,Amigos dos Mestres e Aprendizes.

UM ÓTIMO FINAL DE SEMANA
Prezado(a) Amigo(a), com essa mensagem queremos desejar a você e a todos que você gosta um ótimo final de semana, cheio de muito Amor, Harmonia, Paz, Alegria e Saúde.
Pedimos perdão, pois não costumamos enviar mensagens longas, mas essa vale a pena sua leitura e reflexão.
José Maria e Teresinha



VOCÊ É INSUBSTITUÍVEL !!!

Ao compreender você renasce de outra forma.
Caso contrário, seu inimigo dormirá com você...
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
A água nunca discute com seus obstáculos
mas o contorna.
Quando alguém o ofender ou o frustrar, \"você\" é a água e a pessoa que o feriu o obstáculo!!!
Conterne-o sem discutir.
Aprenda a amar sem esperar muito dos outros.
Proteja sua emoção.
Filtre as agressividades e as incompreensões
geradas pelos os que o rodeiam.
A emoção é a parte mais frágil da alma humana e,
paradoxalmente,é a que mais tem proteção.
Se você permitir, uma crítica o destruirá.
Mas, se você se proteger, um milhão de ofensas não o afetarão.
Não faça de sua emoção uma lata de lixo social.
Não gravite em torno dos seus insucessos.
É impossível evitar algumas derrotas.
Quando for derrotado, saiba que não existe o fundo
do poço para a inteligência humana, há sempre uma saída para aquele que enxerga.
Aprenda a caminhar pelas vielas do seu ser para encontrá-la.
Nosso mundo está dentro da casca de uma noz.
Rompa-a e veja as oportunidades pulsando lá fora.
Areje sua emoção.
Talvez você esteja tão ocupado que nem ache tempo para dialogar consigo mesmo.
É provável que você cuide de todo mundo, mas tenha se esquecido de você mesmo.
Talvez seja bom para você fazer um \"stop introspectivo\":
pare e repense seriamente o que você tem feito com a sua vida.
Será que você não se auto-abandonou?
Você faz faxina em seu escritório, em sua bolsa, em sua casa, mas não faz uma faxina em tudo que perturba a sua alma.
Você não desliga a sua mente, não gerencia seus pensamentos.
O que significa isso?
Significa sofrer por antecipação, viver problemas que ainda não ocorreram e que talvez nem ocorram.
A vida, como a sua mente, está continuamente agitada, você a complica ainda mais.
Se esse for seu caso, você está com a mais comum e moderna síndrome psíquica:
a síndrome SPA, a síndrome do pensamento acelerado.
Quando pesquisei essa síndrome, descobri que nem sempre ela representa uma doença psíquica, mas um estilo doentio de vida.
Como está seu estilo de vida?
As características dessa síndrome são:
pensamento acelerado, fadiga excessiva, irritação, déficit de concentração, humor flutuante, etc...
Muitos cientistas não percebem, mas o ritmo de construção do pensamento do homem moderno acelerou-se de um século para cá.
As causas?
O excesso de informações, estímulos, estresse,
preocupações sociais.
Como você não gerencia e não aquieta seus pensamentos seu cérebro começa a protegê-lo.
Como? Desligando-o.
Sua memória fica péssima.
E você e alguns médicos desinformados começam a achar que você está com alterações cerebrais.
Na realidade, nosso cérebro, tem mais juízo que nós mesmos.
Ele fecha as janelas da memória para pensarmos menos e gastarmos menos energia.
Será que devido a síndrome do pensamento acelerado, você não envelheceu no único lugar em que não é permitido envelhecer, no território da emoção?
Será que você não se aprisionou no único lugar em que deveria
ser livre, no palco de sua mente?
Se estiver se sentindo velho e aprisionado, não desanime, pois
o destino não é um fato inevitável, mas uma questão de escolha.
Opte por libertar-se do cárcere da emoção.
Quanto pior for a qualidade da educação, mais relevante será o papel da psiquiatria no terceiro milênio.
No mundo todo, a educação passa pelo caos.

O reflexo disso é grave: nunca tivemos uma indústria do lazer tão diversificada, tais como
a TV, o esporte, os parques de diversões, a internet, mas o homem nunca foi tão triste e sujeito a tantas doenças emocionais.
Entretanto jamais diga: \"O que estou fazendo nesse mundo maluco?
Não pedi para nascer!\"
Não é verdade.
Você \"optou\" por nascer.
Você não foi fruto passivo do seu pai e da sua mãe.
Você \"implorou\" para nascer, lutou para nascer,
batalhou para ter o direito à vida.
A vida lhe pertence, você decidiu genéticamente por ela.
Agora precisa decidir intelectualmente por ela.

NUNCA DESISTA DA VIDA!!!


Autoria: Augusto Cury
www.affeto.com.br   jmedinaferraz@... 
 



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#44507 De: Fórum Grupos Efigênia Coutinho <forum@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 9:41 am
Assunto: MEU BOM DIA A TODOS COM A POESIA DE >>>>> LIBERDADE Victor Jerónimo (ensaio poetico) AVSPE 2007
efigenia_mal...
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 LIBERDADE
 (ensaio poetico)
 Victor Jerónimo
 
 Liberdade, igualdade, fraternidade,
 Berço da revolução francesa, a criação.
 Davida que de grandes homens nos foi dada
 Declinando nesta nova era em, ilusão.

 
 Mas não é dos tempos modernos esta lei
 Pois Deus já nos Dez Mandamentos ofertados,
 Ao grande profeta Moises, no monte Sinai
 Vinha escrito que a vida e honra são direitos.

 
 Mas o homem na ganancia, mostra a alma nua
 não pensado nem um pouco no seu semelhante,
 E tratando a Liberdade como sendo, só sua.
 
 31.Jan.2007
 
 
 

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#44508 De: Fórum Grupos Efigênia Coutinho <forum@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 9:50 am
Assunto: ATUALIZADA CONVITE Ensaio Poético L I B E R D A D E << VENHA FAZER PARTE CLIQUE AO FIM EM INICIO MANDE SEUS VERSOS AVSPE
efigenia_mal...
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ESTAMOS ESPERANDO SEUS VERSOS NESTE CAMINHO PARA A LIBERDADE
CONVIDE SEUS AMIGOS FAÇA PARTE DESTE EVENTO POÉTICO
PARA VER SUA PARTICIPAÇÃO CLIQUE AO FIM EM INICIO
AVSPE EFIGÊNIA COUTINHO

MarkGibson  www.art.com

         AVSPE  Ensaio Poético   L I B E R D A D E
 


    Com a palavra Liberdade construir um  Poema  ou Acróstico
    
COORDENADA POR   Raquel Caminha, Membro  Efetivo
    da nossa Academia, que administra com glorias o evento!
                   

Mande sua  POESIA  para
princesa44@...


051
Liberdade
Vânia Moreira Diniz

Quando sinto a vida que se projeta,
Entendo o mistério da liberdade,
Caminho na longa estrada quieta,
A acolher minha própria lealdade.

Ostento meus conceitos e não escondo,
A fé em todos os direitos eu proclamo
Com serenidade e persistência rondo,
O mundo que duvidei e que agora amo.

A cada passo sentia o elo que me sufocava
No meu interior procurei a libertação,
Finalmente absorvi a fortaleza e a razão.

Nas horas difíceis e duvidosas sonhava
Voar por horizontes amplos e espaçosos
E vibrei nesses momentos tão calorosos.

Vânia Moreira Diniz

052
L i b e r d a d e
Vânia Moreira Diniz

L iberdade no grito de esperança,
I nsinuando o meu próprio vôo amplo
B ela, doce e insistente presença
E rguendo castelos entre sonhos.
R adiosa luz de ampla liberdade
D ádiva que recebo terna e silenciosa
A ssumindo-a para a eternidade,
D ominada pelo fascínio que se projeta
E ncantada com a sensação que perdura.


053
LIBERDADE
(ensaio poetico)
Victor Jerónimo

Liberdade, igualdade, fraternidade,
Berço da revolução francesa, a criação.
Davida que de grandes homens nos foi dada
Declinando nesta nova era em, ilusão.

Mas não é dos tempos modernos esta lei
Pois Deus já nos Dez Mandamentos ofertados,
Ao grande profeta Moises, no monte Sinai
Vinha escrito que a vida e honra são direitos.

Mas o homem na ganancia, mostra a alma nua
não pensado nem um pouco no seu semelhante,
E tratando a Liberdade como sendo, só sua.

31.Jan.2007

054
Liberdade?
Priscila de Loureiro Coelho


Segue ao sabor da vontade
O desejo que aflorar
Nada há o que a segure
Esgota-se na simplicidade
Natural do desejar
Deixando que se perpetue

Segue o impulso de ser
Com muita naturalidade
Dando ao instinto vazão
Tudo gira entre o querer
Autêntica espontaneidade
No espaço da paixão

E no vão da mocidade
Na brecha que não tem idade
Uma explosão de vigor
Não se conhece a maldade
Porque vida é liberdade
E a liberdade é amor!

055
LIBERDADE
Iza Mota

Liberdade é o que queremos
Liberdade é limites respeitar
Liberdade, tem quando se dá
Liberdade de sentir e pensar
Liberdade de partir e chegar
Liberdade de deixar expressar
Liberdade de nem tudo gostar
Liberdade de sorrir, de chorar
Liberdade de certo ou errado, amar

Iza Mota
Recife-PE

056
Liberdade
Luiza Soares Benicio de Moraes


L iberdade de preconceitos
I ndio é gente, é liberdade!
B ota fora quem lhe agride
E spreita quem lhe maltrata
R eage por seus direitos
D eus p’ra ele é seu Pagé
A ceita a adversidade
D orme em rede de sapé
E ncontra a felicidade

(No seu modo de viver!)

Recife-Pernambuco
31.02.2007

057
Liberdade
Lúcio Reis


Entre todos e muitos presentes Divinos
Que por Deus foram dados a humanidade
Sem dúvida há que se trombetear com hinos
Um dos melhores é usufuir e ter a liberdade

A liberdade de proclamar: eu te amo e amarei com paixão
A livre escolha de cantar, compor e até reclamar
De um amor não correspondido, que te feriu o coração
E mesmo assim, usar a liberdade de não deixar de amar

A liberdade de ter e escolher amigos, e hoje também os virtuais
O livrio arbitrio de caminhar por veredas com orquideas ornamentais
Passear por campos de girasois que se movem sob o sol de teu olhar
Julgando que sejas a lua disfarçada de inspiração para o poetar

Liberdade de divagar e até crer ser um poeta a escrivinhar
Sentimentos que talvez alguem jamais possa analisar
E imagine, mesmo que queira não conseguira nem acreditar
Mas, compreenderá que alí há algo de bom para encontrar

Liberdade de bom dia e boa noite desejar
Pois indo e vindo sabe que a sua liberdade está a desfrutar
Como um passarinho que na gaiola entra e sai quando desejar
E canções de amor a hora que quiser poder cantar

Lúcio Reis
31/01/07

058
NOS BRAÇOS DA LIBERDADE
Sueli do Espírito Santo

Com bLandícias no pensamento
elevo a mInha alma ao firmamento
e, entre as estrelas todas Brilhando
na quiEtude do imenso espaço
sinto-me caindo em um abRaço
caínDo como se estivesse dançando
Ao som de um cósmica melodia
aquietanDo-me com a sua harmonia
sinto a libErdade me abraçando..

http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

059
L I B E R D A D E
Miriam Panighel Carvalho

Libertaste-me finalmente,
Incauto amor de perdição!
Batalhei por essa paixão
E te perdi tão de repente...
Rezei por nós constantemente
Dei-te, em vão, amor e amizade
Agora sim, posso ir em paz
Deixo a tristeza para trás
E vivo a minha liberdade!

060
Liberdade para todos
Maria Regina Moura Ribeiro
São Paulo, 30 de janeiro de 2007

Liberdade, palavra forte...
Liberdade que por muitos não é respeitada.
Vidas foram "interrompidas" em nome da liberdade.
Vidas truncadas em nome da liberdade de alguns.
Bem que eu queria acreditar nesta tal de liberdade.
Um dia, quem sabe, nós que sofremos o tempo da ditadura
voltemos a ser livres de fato e de direito.
Mas, para que e por que
tudo aquilo aconteceu?
Tudo continua igual...
Nãos.... Mentiras...
Há um irmão que continua se escondendo de tudo e de todos
e não sabe que o perigo já passou...
Sua mente não distingue mais a realidade da ficção.
E a única certeza que tem é que um dia sua alma se libertará.
E aí, quem sabe, eu poderei acreditar em liberdade para todos.

 

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#44509 De: "arneyde Tessarolo Marcheschi" <arneyde@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 11:44 am
Assunto: BOM DIA AMADINHOS E AMADINHAS 03/02/2007
arneydemarch...
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Que possamos ter um otimo dia, orando por nossos
amigos doentes, necessitados de preces e carinhos.
Orando pelos amigos queridos que já nos deixaram e hoje transitam no seu mundo de luz, infundindo-nos a coragem
para atravessarmos os espinhos de nossas caminhadas.
Orando pleos nossos queidos amigos que hoje completam aniverssario
Oramos por toda nossa familia, filhos, netos, avos, tios, sobrinhos e amigos especiais.
orando por nós, pedindo a paz no mundo e em nossos
corações
Amo voces demais!!!
beijinhos ternos
Arneyde

#44510 De: "arneyde Tessarolo Marcheschi" <arneyde@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 12:28 pm
Assunto: CAMINHOS QUE NOS LEVAM AO AMOR! Arneyde T. Marcheschi by VERA JARUDE
arneydemarch...
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Caminhos que nos levam ao amor.
Arneyde T. Marcheschi
 
 
Muitas vezes atravessamos
por vales cheios de galhos secos,
cheios de espinhos que ferem nossos pés e machucam
nosso coração, fazendo
sangrar nossa alma.
A dor as vezes chega para ficar
e parece não querer nos deixar.
Temos que nesses momentos detristezas  ler dentro de nossa
alma e coração,
se estamos sendo verdadeiros,
se estamos caminhando na fé
e na esperança.
Atravessando o deserto de nossos
dias, nos deparamos com muita sede, e entramos em agonia.
Mas será que também alimentamos a sede da nossa alma?
Quantas vezes bebemos do cálice cruel do sofrimento, e reclamamos, choramos
nos revoltamos.
E quando na maioria bebemos
do cálice puro a genuina da felicidade, será que nos
lembramos de agradecer?
De fazermos uma prece
aplaudindo a serenidade de
nossas vidas?
Não devemos caminhar
atravessando, pontes, nem atalhos, elas nos levam ao vale
da escuridão, da angustia da incerteza.
Devemos caminhar por montanhas, por praças e canteiros floridos,
visitarmos um Templo, uma capelinha, uma Igreja,
elas nos indicam o unico caminho certo para encontrarmos a
felicidade e serenidade.
Não devemos nos exilar do mundo
nos encarecrando nos presidios
e labirintos da vida.
Devemos caminhar até encontrarmos o sol e através
da sua luz, agradecermos
o momento sublime que vivemos,
a noite tranquila e serena que repousamos nosso corpo e
a radiante beleza de acordarrmos
mais um dia e podermos ver
o perfume que emana das
flores dos nossos corações.
Na vida não existem portas fechadas, talvez você não alcance a fechadura, ou não consegue abri-la...
ou não quer sair da prisão
a que você se confinou...
 
Vitória.E.Santo 03/02/207
 
Agradecendo a linda amiga Verinha a formatação suave que me transortou para dentro  de mim mesma.
 
Dedicado aos amigos que principalmente no dia de hoje, encontraram uma lacuna em suas vidas...que possam fazer
uma reflexão e agradecer ao
Divino Mestre pela caminha
que nos foi destinada
 
por vales cheios de galhos

 

 

 

 

 


#44511 De: "Armando Figueiredo" <a.miramar@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 12:54 pm
Assunto: A enviar correio electrónico: index
danielcrista...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
 

 

 

 
 

 O BEIJO
Daniel Cristal

Não foi fácil beijar-te; muito menos
tirar-te o sutiã... Foi sim preciso
cuidar do meu olhar, do meu sorriso,
da minha fraca voz, dos meus acenos.

Difícil sim podíamos bem dizer:
foi toda uma alquimia explorada,
que de ti se soltou, nata do nada,
um encontro feliz ao acontecer.

O beijo só acontece no instante
em que irremediável nos convida
ao gesto da atracção de toda a vida...

Quer seja na boca, quer, no seio,
só depende do ser que é tão galante
que sabe versejar no galanteio.


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#44512 De: "rosa" <rosabpena@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 1:12 pm
Assunto: Enviando email: rosapena
rosangelapena
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
 


03/02/2007
Ano 10 - Número 514

 

ARQUIVO
ROSA PENA


 
Rosa Pena


 

Qualé a tua Nostra?

Rosa Pena
 

 

Helena não sonhava mais em encontrar a felicidade plena. Ficar "contentinha" já estava bom demais. Imaginar-se cara a cara com o gênio da lâmpada era sua fantasia preferida. Três pedidos, e a certeza que "talvez" viesse sua tranqüilidade.

Certeza do talvez é dose, mas já é alguma coisa! Não ia pedir nada mega. Sem essa de acertar os seis números na sena, sem essa de ter o Brad Pitt.

Um homem fiel e viril, uma empregada que não fosse pra justiça do trabalho e não engordar com absolutamente nada.

Nesses três englobava todos. Se o cara é fiel acabou a solidão dos sábados à noite, se viril, supre o tesão mal resolvido, se tem uma empregada, é óbvio que pintou uma "graninha", se não engorda mais, pode entrar em butique, privilégio das astênicas, sonho sonhado há anos.

A economia que faria com a terapia, com a munição de diet e light, levaria a concretização do outro sonho, conhecer Miami. Deus salve a América, né Deborah Secco?

Já era de vez a tal aspiração da anistia internacional da mulher, anistia sim, pois até agora fomos exiladas neste planeta.

Ela era vinho da safra dos anos 50, onde o mundo se preparava para mudança do milênio. Em 2000, "com certeza", a mulher não mais seria alvo de tanta babaquice.

Cresceu com essa sensação, que a profecia do Nostradamus era uma verdade parcial. Não acabaria o mundo, mas o domínio de um sexo, o masculino, esse prenúncio sim, era líquido e certo.

Em 2001, seria mais uma lenda do folclore, que o sexo feminino foi frágil, que felicidade feminina era casar e ter um monte de filhos, que mulher ideal era exclusivamente do lar, que lavar e passar foi cargo de domésticas vindas do interior, aliás, nem teria diferenças regionais, que ter amantes em homem era qualidade de garanhão e em mulher defeito de ser piranha, que para se ter equilíbrio emocional tinha-se que se equilibrar na balança, de preferência manequim 38, e mais ainda, que para se vencer na vida precisava-se contar com os favores do destino ou do patrão, dono do destino.

Queimar sutiãs seria um fato histórico como as grandes cruzadas, não de pernas à Sharon Stones, cruzadas da antiguidade, que mudaram o mundo. Mudaram????

Este ano vai fazer cinqüenta, esse escreve por extenso os algarismos. Separada do Alfredo que a trocou pela secretária de 26, manequim 36, que deu aquela cruzada pra ele.

Sozinha com sua caixa de bombom, (mais 3 quilos adquiridos), vendo América na TV com a Secca, ops, Secco, espera os três filhos "aborrecentes" chegarem da night, jogarem as roupas no chão, quem vai encarar o tanque é ela, pois a doméstica ta na justiça, foi despedida por ter queimado um sutiã, não como protesto, mas como desleixo.

Vidinha de merda essa. Sobrou-lhe, apenas, o direito de sonhar com o gênio e mandar o Nostradamus pra puta que pariu. Por que o mundo não acabou? Pelo menos Alfredo estaria morto.

Se profecia nenhuma ia ser cumprida, devia ter ficado calado, cara! Só podia ter vindo de um homem. O “Nostra” era um tremendo de um machão.




(03
de fevereiro/2007)
CooJornal no 514


Rosa Pena
professora e escritora
RJ
rosapenarj@...
 



#44513 De: "Vera Mussi" <vmussi@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 1:13 pm
Assunto: Encaminho texto excelente - LIDO hoje na página da UOL - Bom final de semana ! Abraços- Vera Mussi
vmussi@...
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POESIA
A arte da recusa
Por Carlos Adriano
"O poeta não deve ir atrás de recompensas", diz Augusto de Campos, que lança
novo livro de traduções
"Não", "Despoesia", "Expoemas", "Viva Vaia", "Poetamenos". Os livros de
poesia de Augusto de Campos sempre portaram, já desde o título, o manifesto
de um programa poético-ideológico da recusa. Se sua própria poesia é "de
recusa", os livros de ensaios (como "À Margem da Margem" e "Música de
Invenção") e de traduções e estudos críticos (como "Verso Reverso
Controverso" e "O Anticrítico") também estão orientados segundo tal ética
poética.
Portanto, o recém-lançado "Poesia da Recusa" (ed. Perspectiva) é congenial
ao projeto de invenção pautado pela coerência cristalina e o rigor sem
concessões que Augusto vem mantendo há mais de 50 anos. Este novo livro de
traduções e ensaios é genial não apenas pela alta qualidade dos textos (a
preciosidade das "transcriações" do artista) ou pela reunião de escritores
notáveis (sem o ranço da síntese de um cânone), mas pela pertinência de um
projeto raro a um contexto tão depauperado como o atual.
Na introdução, o autor baliza seu postulado: "Em defesa de Mallarmé, afirmou
Valéry, certa vez, que o trabalho severo, em literatura, se manifesta e se
opera por meio de recusas. A melhor poesia que se praticou em nosso tempo
passou por esse crivo. Da recusa estética (Mallarmé) à recusa ética
(Tzvietáieva), se é que ambas não estão confundidas numa só, essa poesia,
baluarte contra o fácil, o convencional e o impositivo, ficou à margem e
precisa, de quando em vez, ser lembrada para que a sua grandeza essencial
avulte sobre o aviltamento dos cosméticos culturais".
Ao se deter nos "humilhados e ofendidos da poesia", nos "rebeldes
insubornáveis" em desacordo com o sistema dominante, "Poesia da Recusa"
realiza um censo sensível da falta de senso com que a sociedade esbanjou
seus poetas em diversos países e épocas ("um país que massacra e menospreza
seus poetas sinaliza uma degenerescência grave no seu estágio civilizatório",
escreve Augusto). Do exemplo histórico dos russos a exemplares tragédias
americanas, o livro defende um radical engajamento pela vida e pela arte: "A
poesia requer de nós algum instinto revolucionário, sem o qual ela não tem
sentido".
Na entrevista abaixo, Augusto de Campos continua, aos 75 anos, demonstrando
seu instigante vigor de pensamento e sua consciência lúcida de posição,
ensinando idéias aos mais jovens e coragem aos mais velhos. A partir de
estudos e traduções de Kuhlmann, Mallarmé, Blok, Akhmátova, Pasternak,
Mandelstam, Iessiênin, Tzvietáieva, Yeats, Gertrude Stein, Wallace Stevens,
Hart Crane e Dylan Tomas, ele desenvolve uma série de reflexões sobre a arte
da poesia, baseada em tradições mas com suas antenas sintonizadas no
presente e suas raízes projetadas para o futuro.
Além de comentar os parâmetros da recusa e a "dessensibilização que tem
caracterizado a recepção da poesia", o poeta fala da responsabilidade do
artista ("o pior erro que pode cometer um poeta é sucumbir a códigos ou
convenções") e de participação ("arte não é sociedade beneficente"), explica
como ler poetas "sob a perspectiva do rigor ético-estético sem perder de
vista a carga existencial" e o processo de "canonibalização" ("a arte mais
inventiva é de mais difícil assimilação"), critica a "armação-armadura
econômica" da globalização e anuncia seus próximos trabalhos. Entre outras
questões inéditas, Augusto revela -num eco de "equivocábulos"?- seu
interesse por uma "teoria" dos erros formulada a partir do músico Thelonious
Monk ("erros corretos", "erros errados").
"Poesia da Recusa" aponta ainda para o não-lugar da poesia, ao propiciar um
outro ângulo sobre o isolamento na chamada "torre de marfim" (Yeats sobre
seu poema "A Torre": "Agrada-me pensar neste edifício -a Torre Ballylee-
como símbolo permanente da minha obra, facilmente visível por quem quer que
passe a alguma distância") ou a utopia imaginária (a "Inonia" de Iessiênin,
o nome "significando 'Outridade', 'Outrância', ou quem sabe 'Outracidade'").
E ainda aponta para o não-eu do poeta, à luz da consciência e seu tempo
(Tzvietáieva: "Eu me recuso a ser. / No asilo da não-gente / Me recuso a
viver.") ou remetendo Gertrude Stein ("uma vez que não há gente existente em
parte alguma exceto aqui ser gente não é uma coisa fácil e por isso as
obras-primas são tão raras") a Fernando Pessoa ("com uma tal falta de gente
coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão
inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de
 espírito?").
O livro é pródigo em agudas análises de poemas, como "Prosa" ("talvez o mais
impenetrável dos textos de Mallarmé e também uma exposição críptica de sua
arte poética"), "Neste meu ofício ou arte" de Dylan Thomas ("uma profissão
de fé artística das mais sombrias e sóbrias, pungentes e perfeitas da
história da poesia") e "Contra a fama" de Pasternak ("uma das mais belas
reflexões sobre o tema da celebridade", "diante das imposições e imposturas
do poder e da glória"), e como se lê no elaborado escrutínio das afinidades
entre Hart Crane e Thomas.
Também propicia o cotejo de métodos, como a comparação entre as traduções de
"A Torre" por Péricles Eugênio da Silva Ramos ("Devo pedir à Musa que se vá,
eu penso, / E por amigos ter Platão e ter Plotino, apenas, / Até a
imaginação, olhar e ouvido / Poderem contentar-se só com o raciocínio e se
ocupar / De abstrações; ou ser cada um escarnecido / Por uma espécie de
chaleira, já ruim, no calcanhar.") e o próprio Augusto ("Devo mandar às
favas minha Musa,/ Ter Platão ou Plotino por amigo, / Até que fantasia, olho
e ouvido / Cedam à mente e virem escalpelo / Da idéia abstrata; ou ser
escarnecido / Por uma lata presa ao tornozelo.").
Augusto também presta tributo a um companheiro do grande grão de invenção:
"Jamais me esquecerei dos injustificavelmente esquecidos versos lapidares de
Décio Pignatari: 'somente o amor e em sua ausência o amor / decreta,
superposto em ostras de coragem / o exílio do exílio, à margem da margem'."
Na entrevista, Augusto diz que "os poetas atuais ganhariam muito se
conhecessem melhor a poesia pré- e pós-concreta de Décio", reconhecendo que
"suas contribuições originalíssimas e inovações parecem pouco assimiladas".
Em seu novo livro, o poeta retoma temas caros ao seu ideário, como o mister
da recusa: "A maioria das pessoas quer o consolo do entretenimento, arte
fácil e descartável para descansar a cabeça, 'esquecer da vida', e não para
problematizar-se. Mas já que a poesia insiste em não preencher esses
requisitos e, portanto, não tem público e não tem valor de mercado, pode, ao
menos, correr o risco de parecer desagradável, produzindo o belo através do
difícil e do inominável".
E arremata outro tema, o mistério da recusa: "O que quer, afinal, Mallarmé,
com tantos enigmas? Quer, em poesia, o que querem os cientistas em suas
especulações e pesquisas aparentemente inúteis. Conhecer. Conhecer-se.
Romper os limites dos comportamentos e compartimentos pré-condicionados da
linguagem para compreender e exprimir melhor as angústias humanas diante do
enigma supremo da vida e da morte. Revitalizar a própria linguagem,
dando-lhe um sentido mais puro".
A leitura de "Poesia da recusa" é fundamental para os que se interessam pela
situação do artista no mundo de hoje. Se parece cada vez mais improvável no
horizonte uma "reconciliação" entre o modernismo e a indústria cultural de
massa tal como proposta pelo pós-modernismo de Andreas Huyssen face aos
impasses da radicalidade negativa do alto modernismo adorniano, o que a era
exigiria, entre a dicotomia de um anacrônico bardo conturbado ou um vate
travestido de funcionário?
Convertendo sua espantosa aventura pela "linguaviagem" em vivo paideuma de
perpétuo movimento e renovação, Augusto nos brinda com as inquietações da
poesia, de "garatuja inglória" (Mallarmé) a "dúctil, sutil transmembramento
da canção" (Hart Crane), já que "Nutriz da vida, irrecuperável, /
Irreprimível, vaza a poesia" (Tzvietáieva), pois "Inexorável, a invenção da
poesia / Não pode ser mudada" (Mandelstam). Numa visão plena, a obra do
poeta-artista e a obra do tradutor-poeta Augusto de Campos oferecem
generosas doses de nutrição de impulso e de resistência.
*

Seu novo livro, "Poesia da Recusa", vem se juntar a outros livros relançados
neste ano: "Colidouescapo", "Teoria da Poesia Concreta" e "Balanc(e)o de la
Bossa Nova" (tradução argentina do "Balanço da Bossa e Outras Bossas"). Que
relação você poderia fazer entre esses livros?
Augusto de Campos: É pura coincidência. Os dois primeiros já estavam
entregues às editoras em anos anteriores. É natural que o cinqüentenário da
Exposição Nacional de Arte Concreta seja um momento propício para relançar a
"Teoria" (quarta edição, depois de 20 anos). A nova publicação de
"Colidouescapo" foi uma decisão surpreendente do editor da Amauta, a quem há
pouco tempo eu mostrara o livro, cuja primeira edição (de autor) saiu há 35
anos atrás. O "Balanço" argentino também coincidiu.
E acaba de ser lançado "Quase-Borges + 10 Transpoemas", que contém uma
entrevista com Borges e a tradução (artística) de 10 dos seus poemas, nº 100
da coleção Memo, do Memorial da América Latina. Sorte minha. Mas restam
várias outras obras, que eu gostaria de publicar ou de republicar, algumas
ampliadas, como as antologias de Pound e Cummings.

No que você está trabalhando no momento?
Augusto: Tenho dois novos livros, prontos, ainda sem editor definido, um
dedicado a Emily Dickinson e outro a August Stramm. E outros projetos de
tradução de poesia. Penso em organizar um "Música de Invenção 2", com
estudos publicados esparsamente e ainda não reunidos em volume, não só os
sobre música erudita, mas também os sobre música popular, de Robert Johnson
e Billie Holiday a Caetano e Arrigo Barnabé. Mas dá trabalho e não sei se
terei saúde e fôlego para fazê-lo tão cedo.
Colaboro com meu filho Cid Campos num CD de música infantil, que incluirá
vários poemas de Lewis Carroll e Edward Lear traduzidos por mim, alguns
ainda inéditos. Não ligo muito para a minha própria poesia. Se vier, tudo
bem. Mas acho que já disse quase tudo o que tinha para dizer. Valéry:
"Poeta, me dizem, e eu não compreendo".

"Poesia da recusa", por sua maravilhosa e contundente "amostragem" de poetas
insubordinados e belos poemas, já é uma resposta eloqüente, com exemplos e
modelos; mas queria perguntar: que conselhos você daria a um jovem poeta
para manter-se íntegro em sua poesia e atento ao seu "tempo de pobreza"?
Augusto: Não me sinto capaz de dar conselhos a ninguém. Mas gosto de
relembrar (para mim mesmo) o de Schoenberg: "Todos os caminhos levam a Roma,
menos o do meio". E o de Pound, aos jovens: "Curiosidade, curiosidade.". Meu
lema é: "Radical sem ser fanático, aberto sem ser eclético".

Como o poeta e ensaísta Augusto de Campos responderia, hoje, a duas questões
formuladas no mesmo ano de seu nascimento (1931) em dois ensaios citados em
"Poesia da recusa": como ler (a propósito de "How to Read" de Ezra Pound) e
como escrever ("How to Write" de Gertrude Stein)?
Augusto: Continuo a achar que o critério estético e, nele embutido, o da
"invenção", (inventores, mestres, diluidores) é o mais eficaz, tanto para
ler como para escrever com intuitos literários -não para excluir escritores,
mas para compreendê-los de perspectiva crítica. "A técnica -disse Pound- é o
teste da sinceridade. Se a técnica é dispensável para se dizer alguma coisa,
é porque essa coisa é de valor inferior". Mas ele disse também: "A paixão é
tudo". É claro que essa perspectiva não é fixa e imutável. Comporta
alterações e variantes, em termos de momento histórico, uma dialética de
linguagens e erros relativos de enfoque (justificáveis ou não).
Tenho pensado muito numa "teoria" dos erros, "apud" Thelonius Monacus, i.é
Thelonious Monk. Questionado por seu aborrecimento após um bem-sucedido
concerto que acabara de dar, o grande pianista teria exclamado: "I made the
wrong mistakes". Os "right mistakes" são os que se provam necessários para
uma drástica mudança de rumos, em função de propostas consistentes de um
autor. Os "wrong mistakes" são os que se revelam "erros"
definitivos -equívocos de avaliação, irremissíveis, suscitados por
idiossincrasias ou incompreensões. Às vezes a distinção é sutil.
"Erros corretos": a importação de Poe por Baudelaire e Mallarmé para criarem
a poesia moderna e a indiferença de Pound por ele ("the Age demanded") para
recriar a poesia moderna. "Erros errados": A campanha de Pound contra o
"Finnegans Wake". A sua rejeição da obra mais inovadora de Joyce ("work in
regress", segundo Pound) foi um desmando que o futuro desmentiu. Outro: a
aposta de Pound em Wyndham Lewis como grande pintor e/ou escritor.


  2
"Erros corretos": Boulez rejeitando Feldman e vice-versa (só que Boulez, ao
contrário de Feldman, nunca se mostrou ressentido). A rejeição do barroco
por Pound e Borges para construir, no primeiro caso, a poesia direta e
conversacional de Pound, no segundo, a obra concisa e conceitual do escritor
argentino. Cito propositadamente Pound, que julgo um dos maiores
 "inventores" da nossa época.
"Erros errados" (na maior parte cometidos pelos críticos judicativos):
Blackmur desqualificando Cummings. Harold Bloom trocando a "Era de Pound"
(Kenner) por uma "Idade de Wallace Steves" -não se sustenta como re-visão
crítica; é apenas mais um dos seus anacronismos neo-românticos glamurizados.
Coisas nossas: Sílvio Romero menoscabando Machado de Assis. Mario de Andrade
louvando Shostakóvski. Wilson Martins preferindo Plínio Salgado a Oswald.
Espero que os meus próprios erros, em sua maioria, não sejam errados.
Estarei certo?

Como você definiria o que é recusa? E o que é poesia da recusa?
Augusto: O meu conceito de recusa se apóia principalmente na defesa que
Valéry fez de Mallarmé. Tema que venho abordando desde o meu livro
"Linguaviagem" (1987), no estudo "De Herodias à Jovem Parca: Uma Arte de
Recusas". Valéry: "O trabalho severo em literatura se manifesta pela
quantidade de suas recusas. (.) É nesse ponto que a literatura atinge o
domínio da ética, que se pode introduzir o conflito entre o natural e o
esforço, que ela obtém os seus heróis e os seus mártires da resistência ao
fácil". Conceito que implica, também, em meu modo de ver, a resistência às
imposições do autoritarismo, exemplificada pela poesia russa moderna
hostilizada nos tempos do stalinismo.

Para alguns críticos, você tem tomado, sem afetar os parâmetros e princípios
de sua arte, uma posição cada vez mais política... Como se dá (ou não) a
relação entre recusa poética e recusa política?
Augusto: Não creio que tenha assumido uma postura especialmente política.
Sinto o mal-estar que todo mundo sente diante da insanidade de governos,
potentados econômico-financeiros e sectários raciais ou religiosos, que
desanimam as nossas utopias de humanidade e nos fazem encarar a sombra de um
retrocesso inimaginável em pleno século XXI. John Cage, que se declarava um
otimista nato, interrompeu o seu "Diário: Como Melhorar o Mundo, Você Só
Tornará as Coisas Piores" por volta de 1982, declarando que a leitura dos
jornais o tinha deixado emudecido.
Não há guarda-chuva que nos faça ignorar os deploráveis eventos sociais e
políticos que nos acometem diariamente sob a forma de tragédia. Os jornais
de notícias viraram páginas funerárias, histórias de assassinatos coletivos
e individuais. A globalização, antevista com olhos favoráveis por McLuhan e
Buckminster Fuller ("global village","spaceship called earth"), confirmou o
seu lado positivo com a inclusão universal da informática e da internet. Mas
quando exibiu a sua armação-armadura econômica, foi mais uma decepção: só
universalizou a ganância e a ideologia do lucro, aprofundando o fosso da
pobreza entre o Primeiro Mundo e. o resto.
Não consigo vislumbrar soluções a curto prazo. Nos anos 60 fiz alguns poemas
que poderiam ser considerados sátiras "políticas", inclusive depois de
instalada a ditadura militar (por exemplo, os "popcretos" e "luxo",
1964-1965). Em setembro de 1964, no número dedicado à poesia concreta pelo
"Times Literary Supplement", publiquei um epigrama em que denunciava as
perseguições que ocorriam no Brasil, jogando com as palavras "goal" e "gaol"
(= jail/prisão). Era assim:
BRAZILIAN 'FOOTBALL'
1958 - GOAL! GOAL! GOAL!
1962 - GOAL! GOAL! GOAL!
1964 - GAOL! GAOL! GAOL!
No meu último livro, "Não", só vejo uma obra de inflexão, digamos,
"participante" -o poema "Mercado", que é um ideograma de protesto, um
globopoema "em greve". A arte "política", "engajada", etc. é talvez a mais
duvidosa das formas de fazer arte. Facilmente desliza para a demagogia
sentimental, para os estilemas da retórica de palanque. Arte não é sociedade
beneficente.
Os melhores poemas de Maiakóvski são os que mostram o seu amor explosivo, o
seu alento antiburocrático, o seu anseio de renovação não apenas social, mas
também implacavelmente artística: "sem forma revolucionária não há arte
revolucionária"; os menos interessantes são os cívico-partidários. Os
momentos menos felizes dos "Cantos", de Pound, são aqueles em que se
infiltram resíduos de preconceitos anti-semitas ou em que se vislumbra sua
equivocada (embora bem-intencionada) simpatia pelo fascismo. E os dois são
os maiores poetas do nosso tempo que incorporam diretamente mensagens
ideológicas em seus textos.

Por que é preciso "recusar"? Como diferenciar recusas numa escala de
valores?
Augusto: Em meu entender, o pior erro que pode cometer um poeta é ceder à
chantagem sentimental ou sucumbir a códigos ou convenções, escrever
deliberadamente "para o público". O verdadeiro artista deve fazer o que
sente que tem que fazer, a qualquer preço. Recusar o sucesso fácil.
- "O sr é Arnold Schoenberg?" - "Alguém tinha que sê-lo e, como ninguém o
quisesse ser, eu resolvi assumir esse encargo." Mas Schoenberg não é tão
intransigente como parece. Numa carta dos últimos anos, ele diz, com alguma
ironia: "Eu só queria ser um Tchaikóvski, mas de melhor qualidade". Sua
defesa de Gershwin, não só como compositor de mérito, mas como inovador, tem
sido pouco realçada. Chegou a orquestrar alguns prelúdios para piano do
compositor da "Rhapsody in Blue".
As palavras de sua entrevista à rádio sobre Gershwin, que vinha de morrer
(podem-se ouvir na internet), são despreconcebidas e comoventes: "Para ele
(Gershwin) a música era o ar que respirava, o alimento que o nutria, o sonho
que o revigorava... Autenticidade dessa espécie só é dada aos grandes
homens. E não há dúvida de que ele era um grande compositor". O sucesso veio
a Gershwin naturalmente, sem que o perseguisse, por sua inata
comunicabilidade, até certo ponto ingênua, mas genial.
O "erro errado" e/ou "certo" de Schoenberg foi subestimar Stravinski, o
inovador do ritmo na música ocidental. Este, mais dialético, reconciliou-se
(via Webern) com as descobertas schoenberguianas em suas últimas obras. Mas,
se em sua época Schoenberg tivesse confraternizado com aquele a quem
satirizou como "Moderninski", provavelmente não faria a revolução que fez.

Como ter por base um projeto ou programa de recusa, de modo que recusar como
programa pura e simplesmente não fique sob o risco do formalismo?
Augusto: Não vejo ligação entre a recusa e o formalismo, tal como entendo o
conceito de recusa. A meu ver, é um conceito tanto estético quanto ético.
Tzvietáieva ou Mandelstam, dois grandes poetas russos, massacrados pelo
stalinismo, não se destacam apenas pelo apuro de sua técnica poética, mas
pela independência de suas idéias. Tzvietáieva, exilada em Paris, dizia que
não tinha lugar nem entre os exilados nem entre os comunistas. "Tudo me
impele para a Rússia, aonde não posso ir. Aqui, sou indesejada. Lá, sou
impossível." Quando voltou, sem conseguir emprego, por humilde que fosse,
acabou se suicidando. Mas nunca cedeu às imposições do regime.

Poetas como Mallarmé, Mandelstam e Dylan Thomas estão aceitos como parte de
um "cânone". Qual a diferença entre o modo como estes poetas são
compreendidos pelo cânone e o modo como você lê estes poetas na forma da
recusa?
Augusto: Essa questão de cânone é muito discutível. É difícil não ser
"canonizado" (canonibalizado?) mais cedo ou mais tarde, como herói, santo ou
mártir.
A arte mais inventiva, aquela que não está repertorizada, é de mais difícil
assimilação, mas com o passar do tempo, acaba sendo digerida, se é
meritória, ainda que por uma minoria de massa. A dos não-"inventores" -os
"mestres", mesmo os mais sofisticados- demora menos para ser assimilada.
Yeats e Eliot foram galardoados com o Prêmio Nobel, enquanto Proust, Joyce,
Gertrude Stein e Pound, escritores seminais, foram marginalizados. Cito o
Nobel apenas para ilustrar o problema da recepção, sem levar em conta a
politicalha e os equívocos que rondam o famigerado prêmio.
Não esquecer que, mesmo assimilados, os artistas mais radicais são ainda
hoje os menos votados. Duchamp não faz o mesmo sucesso que Picasso, cujo
nome assina carros e perfumes. Sousândrade até hoje não foi engolido pela
universidade. O "lance de dados" de Mallarmé foi uma invenção da poesia
concreta. Nos anos 50 não era entendido nem em Paris, onde o surrealismo
ainda imperava.
Procuro ler poetas como Mandelstam e Dylan Thomas sob a perspectiva do rigor
ético-estético sem perder de vista a carga existencial, a "alma" que os
anima. Poetas como os dois são mal traduzidos em todas as línguas que
conheço, com raras exceções. Passa-se a emoção vivencial, mas não a
qualidade artística. Tento recuperar essa qualidade, esmaecida nas versões
rotineiras, sem a qual não seriam os grandes poetas que são.
Lembro-me que conheci a poesia de Maiakóvski, nos anos 50, através da
tradução para o castelhano de Lila Guerrero e por uma outra, brasileira, que
a copiava. Achava bonita a biografia do poeta, mas muito retóricos e
informes os seus poemas. Só pude compreender a sua grandeza quando estudei
russo com Boris Schnaiderman e pude palpar a riqueza da sua arte, a
combinatória perfeita da sua emoção e da sua solidariedade humanas com a sua
consciência estética, a sonoridade dos seus poemas, o seu ritmo vibrante, as
suas rimas insólitas -coisa que procuramos, Haroldo e eu, com o apoio
lingüístico de Boris, transmitir ao leitor brasileiro, em nossas traduções.

O que se pode aceitar na tradição poética hoje, após o período "ortodoxo"
das vanguardas? Métricas como o dodecassílabo ou estruturas como o soneto
poderiam ser aceitáveis e "atuais"? Fazer versos agora seria uma forma de
recusa?
Augusto: A métrica não é uma solução, embora a sua técnica deva ser
aprendida para que se possa apreciar integralmente o grande acervo de
maravilhas poéticas que percorreram séculos e séculos do passado. Hoje pouca
gente sabe escandir um verso. Estou cansado de ver pés-quebrados
escancaradamente distribuídos em traduções que a maioria dos críticos acolhe
com elogios sem perceber a sua má qualidade.
Mas fazer verso pelo verso, hoje, depois de um século de revolução poética,
é falta de consciência crítica. Quem se aventura hoje a fazer sonetos tem de
compreender que está competindo com extraordinários artesãos, de Camões a
Cummings. Para que refazer em maus versos o que já foi feito melhor antes? A
técnica do verso teve entre nós, sem contar a tradição portuguesa, poetas
que a exerciam com enorme brilho.
Uma das razões, embora não a principal, pelas quais tenho traduzido tantos
poemas em verso do passado, é mostrar como é necessário o domínio da arte
que se pratica e como é desnecessário tentar emular-se com a grande poesia
em versos que se fez até o simbolismo. O que aconteceu depois -caso dos
poemas métricos de Cummings ou de Dylan Thomas- implicou sempre uma
desconstrução das fórmulas em que eles se basearam.
Sem esse requisito a volta ao verso me parece um descaminho, a não ser
quando tenha algum viés paródico ou metalingüístico. Como nada é impossível,
pode até justificar-se em um ou outro caso raro. Um desses impossíveis é
Jorge Luis Borges. Quevedianos e perfeitos, os seus versos anacrônicos
sintetizam-lhe admiravelmente os conceitos e a prosa, que são grandes. As
formas fixas se impuseram a ele -segundo afirmava- como processo mnemônico
mais viável ante a cegueira progressiva.
O caminho se estreita. É melhor admirar e fazer outra coisa, como dizia o
grande renovador da métrica, Gerard Manley Hopkins. Métricas, rimas,
"paraversos", intercorrem até mesmo nos desdobramentos da poesia concreta,
após a fase ortodoxa, e na minha poesia também.
Mas ninguém definiu melhor a questão da sobrevivência do verso do que Décio
Pignatari (via Suzuki e Cage), ao responder a uma pergunta sobre esse tema
em meados da década de 80: "Antes da poesia concreta: versos são versos. Com
a poesia concreta: versos não são versos. Depois da poesia concreta, versos
são versos. Só que a dois dedos da página, do olho e do ouvido. E da
história".

Você estudou vários poetas brasileiros esquecidos (Sousândrade, Kilkerry,
Ernani Rosas). Poderia citar momentos "de recusa" na poesia brasileira,
mesmo com poemas ou fases de um autor?
Augusto: Os que você menciona certamente merecem ser incluídos nessa
categoria. Outros ainda, por muito tempo "recusados", como Gregório de Matos
e Oswald de Andrade. E mais outros, mais conhecidos mas mal avaliados, por
obras, poemas ou linhas.


 3
Mas Sousândrade, sem dúvida, até pela incompreensão que ainda o cerca,
emblematiza a todos com a sua obra antecipadora. "Ouvi dizer já por duas
vezes que o 'Guesa Errante' será lido daqui a 50 anos depois. Entristeci;
decepção de quem escreve 50 anos antes."
Passou-se mais de um século, e a má-vontade contra a sua poesia continua,
apesar da nossa "ReVisão". Especialmente, nos redutos da crítica de matiz
sociológico, talvez pelo seu ressentimento contra a poesia concreta. É uma
situação paradoxal, porque o que Haroldo e eu denominamos "O Inferno de Wall
Street" não tem paralelo, na sua época, não só como poesia mas como crítica
social.
Revolucionário tanto poética quanto politicamente. O que é muito raro. Mas
dá para entender. É conhecida a dificuldade que têm os críticos do ramo para
compreender a poesia, já que os poetas, sempre "mais à esquerda que a
esquerda", não cabem facilmente nas gavetas de preconceitos da sociologia
literária.

Você acha que faltam recusas na poesia atual, na brasileira e na dos jovens
em particular?
Augusto de Campos: Não acho interessante pontualizar a minha opinião sobre a
poesia dos meus colegas, menos ainda a dos mais novos. Mas certamente a
questão da recusa, tal como a entendo, não é central para a maioria. Melhor
para esta. Sofre menos.
Em todo caso, eu diria que os poetas atuais -especialmente os que se
inclinam para a "logopéia", o que Pound chamava de "dança de palavras no
intelecto", exigindo desenvolvimentos fraselógicos- ganhariam muito se
conhecessem melhor a poesia pré- e pós-concreta de Décio Pignatari, que deu
contribuições originalíssimas não só para a poesia visual, mas -o que é
menos percebido- para esse tipo de abordagem do discurso poético.
As suas inovações me parecem pouco assimiladas nesse território -desde o
poema "O Jogral e a Prostituta Negra" até o inenquadrável "Noosfera", que
também se aventura pelos desvãos intersticiais da prosa -e fazem falta como
"nutrição do impulso" à poesia de agora.

No livro, você comenta "a sofrida experiência da recusa poética" e há
exemplos de um poeta queimado vivo (Kuhlman), suicidas (como Crane), banidos
(como Pasternak). É mesmo triste a sina do artista da recusa? Haveria alguma
"recompensa"?
Augusto: Meu livro trata também, e extensamente, de poetas como Mallarmé,
Gertrude Stein, Yeats, Wallace Stevens, que morreram em circunstâncias
comuns, alguns já reconhecidos, embora nem sempre pelas suas obras mais
avançadas.
A maior dramaticidade de casos como o dos suicidas Iessiênin, Maiakóvski e
Tzvietáieva, e o dos perseguidos como Mandelstam, testemunha uma época
terrível para a cultura, a do stalinismo, só comparável à do nazismo, que
perseguiu tantos artistas e foi responsável pelo êxodo de tantos outros. O
infortúnio não é uma condição necessária para a poesia.
Kuhlman foi para a fogueira não por seus poemas, mas por suas idéias
religiosas, em tempos inquisitoriais. O que me atraiu para ele foi,
primeiramente, o seu soneto permutatório. Depois tomei conhecimento de sua
biografia e de seu trágico fim e concluí que havia algo em comum entre a
heterodoxia poética e a religiosa que caracterizam a sua personalidade.
De todo modo, parece-me importante relembrar esses casos extremos, porque os
acho ainda hoje muito expressivos dos malefícios do autoritarismo de todas
as cores, assim como da dessensibilização que tem caracterizado a recepção
da poesia, a exigir uma verdadeira reeducação cultural. Coisa que já
acontece no âmbito das artes visuais, por exemplo.
A poesia e a música erudita (a moderna, que já completa um século, bem como,
em certa medida, a música que antecede Bach e o repertório romântico do
século XIX) continuam marginalizadas. Por certo, porque não têm valor de
mercado. E por isso mesmo não são suficientemente prestigiadas pelos
veículos de massa e pelos pólos culturais.
O artista não deve ir atrás de "recompensas". Muitas vezes, só as têm os
sobreviventes. Keats, que morreu aos 25, desprezado em sua época, e é o
autor de alguns dos poemas mais belos da história da humanidade, escreveu o
seu epitáfio: "Aqui jaz alguém cujo nome foi escrito na água".
Giacinto Scelsi, o compositor italiano que só começou a ser reconhecido
quando já chegava aos 70 anos, deixou-nos um "octógono" (o número 8, também
símbolo do infinito, era essencial para a sua poética musical) no qual
compendiava a sua visão de arte e de vida. Aqui vão dois dos seus
"mandamentos": "Não a renúncia, mas o desprendimento"; "Não subestimar o que
não se compreende".
(Publicado em 21/1/2007)
.
Carlos Adriano
É cineasta e doutorando em estética do audiovisual na USP. Realizou, entre
outros, "Remanescências" (coleção The New York Public Library), "A Voz e O
Vazio: A Vez de Vassourinha" (melhor curta documentário Chicago Film
Festival), "Militância" e "um Caffé com o Miécio" (exibidos no MoMA de Nova
York). O Festival de Locarno apresentou em 2003 uma mostra de todos os seus
filmes. Com Bernardo Vorobow, é autor do livro "Peter Kubelka: A essência do
cinema" e organizador de "Julio Bressane: CinePoética".




 3



#44514 De: "arneyde Tessarolo Marcheschi" <arneyde@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 2:47 pm
Assunto: FELIZ ANIVERSÁRIO SILVINHA FILLIPPO QUERIDA !!
arneydemarch...
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PRINCESINHA AMADINHA
 
SILVINHA QUERIDA
 
MINHA PRINCESINHA AMADINHA!
 
FELIZ ANIVERSSARIO!!
 
 
Que sua vida seja repleta de alegrias, amor e felicidades.
è muito bom ter a sua companhia amiga querida
 
Desfrutar de sua amizade, de sua alegria, faz com
que a vida valha a pena.
Você é linda por dentro e por fora.
 
beijinhos ternos
Te amo muito.....
ARNEYDE
 
 

 
 
 
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#44515 De: "Armando Figueiredo" <a.miramar@...>
Data: Sáb, 3 de Fev de 2007 5:52 pm
Assunto: Luiz Fernando Verissimo
danielcrista...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
  Luiz Fernando Verissimo

 

Às vezes as pessoas que amamos nos magoam,

e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada

com nosso coração machucado.

 

Às vezes nos falta esperança,

 mas alguém aparece para nos confortar.

Às vezes o amor nos machuca profundamente,

 e vamos nos recuperando muito lentamente

dessa ferida tão dolorosa.

 

Às vezes perdemos nossa fé,

então descobrimos que precisamos acreditar,

 tanto quanto precisamos respirar,

 é nossa razão de existir..

 

Às vezes estamos sem rumo,

 mas alguém entra em nossa vida,

 e se torna o nosso destino.

 

 Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas,

 e a solidão aperta nosso coração pela falta

 de uma única pessoa.

 

Às vezes a dor nos faz chorar,

 nos faz sofrer,

 nos faz querer parar de viver,

 até que algo toque nosso coração,

 algo simples como a beleza de um por do sol,

 a magnitude de uma noite estrelada,

 a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto,

é a força da natureza nos chamando para a vida.

 

Você descobre

 que as pessoas que pareciam ser sinceras

 e receberam sua confiança,

 te traíram sem qualquer piedade.

 Você entende que o que para você era amizade,

 para outros era apenas conveniência,

 oportunismo.

Você descobre

 que algumas pessoas nunca disseram eu te amo,

 e por isso nunca fizeram amor,

 apenas transaram,

 descobre também

 que outras disseram eu te amo uma única vez

e agora temem dizer novamente,

 e com razão,

mas se o seu sentimento for sincero

 poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrantado.

 

Assim ao conhecer alguém,

 preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu,

 são fatores importantes:

 a) a relação com a família,

b) as condições econômicas nas quais se desenvolveu

(dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter),

c) os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento,

d) seus sonhos, ideais e objetivos.

 

Não deixe de acreditar no amor,

 mas certifique-se de estar entregando seu coração

 para alguém que dê valor

aos mesmos sentimentos que você dá

manifeste suas idéias e planos,

 para saber se vocês combinam,

esteja aberto a algumas alterações,

mas jamais abra mão de tudo,

pois se essa pessoa te deixar,

então nada irá lhe restar.

 

Aproveite ao máximo

 seus momentos de felicidade,

 quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis

 em nossas vidas.

Tenha sempre em mente

 que às vezes tentar salvar um relacionamento,

 manter um grande amor,

 pode ter um preço muito alto se esse sentimento

 não for recíproco,

pois em algum outro momento essa pessoa

 irá te deixar

e seu sofrimento será ainda mais intenso,

 do que teria sido no passado.

 

 Pode ser difícil fazer algumas escolhas,

 mas muitas vezes isso é necessário,

 existe uma diferença muito grande

entre conhecer o caminho e percorrê-lo.

 

Não procure

 querer conhecer seu futuro antes da hora,

 nem exagere em seu sofrimento,

 esperar é dar uma chance à vida

 para que ela coloque a pessoa certa

 em seu caminho.

 

A tristeza pode ser intensa,

 mas jamais será eterna.

 A felicidade pode demorar a chegar,

 mas o importante é que ela venha

 para ficar

e não esteja apenas de passagem,

 como acontece com muitas pessoas

que cruzam nosso caminho.

 

 


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