
Saint Benoit - Segunda-Feira, Quinze de Novembro de 1999 - Ano I - Número 36
Cada dia que passa este troço atrasa mais...
Bem, pelo menos não como o Miconacionews.
Suas atualizações demoram mais que uma semana.
E os Arienados? Coitados, só porque alguns gostam de verde.
Melhor que o vermelho!
E a boilagem inavadiu Reunião.
Artelho disse que ama o Ktutu.
Maçarambuja disse que ama o Qretino.
Que não ama ninguém...
E o Vigilante de Saint Denis, o Pimentinha, o Batman 2, Adrian Azrael.
Ele é ou não é um mala?
Bem feito, vai apanhar do Marambuja.
E o Peninha infarto. Antes tarde do que nunca.
Os angrófonos se foram. E como disse acima: antes tarde do que nunca.
Já assistiram o primeiro filme reunião?
Forsberg: o Imperador e o Rei.
E todos estão com a boca suja no Império.
E o Maçarambuja foi suspenso por causa. Por aqule *** do ***** dá ** do LP arranhado.
Reunião tremei, o Frescurite Oliveira é Impá-regente.
CUIDADO! SE ELE QUISER VOCÊ NÃO SERÁ MAIS HUMANO, ANIMAL OU MINERAL. AFINAL ELE É O TODO-PODEROSO.
Quando o Blein-blein vai aprender a escrever maJestade, e não maGestade.
Agora querem abrir um bordel em Reunião!!!! Será que precisa?
EI SEGURA MEU LUGAR NA FILA!!!
E o que as rosas amarelas de Conservatória, tem 40 com corpinho de 20, está fazendo com a Impatriz?
Porque um sabe ler , o outro escrever e o terceiro vigia os dois intelectuais !
- Como é que você conseguiu ?
-Olha , entrar dentro da lata de sardinha e navegar no mar agitado , fugindo dos tubarões foi meio complicado. Mas dificil mesmo foi conseguir uma lata de sardinha em Cuba.
Ir ao cinema e depois a praia ou ir a praia e depois ao cinema ?
-50 reais para enterrar um comunista ? Toma 2000 e enterra 20 !
Porque não tinham roupa , não tinham sapato , só tinham uma maçã pra comer e achavam que estavam no paraiso !
TRANSIÇÃO POLÍTICA
Estão exumando um cadáver. Um daqueles já há muito tempo sepultados, com a lápide meio apagada, e do qual não se guarda boa memória – vivo ou morto. Mesmo assim, teimam em exumá-lo, para torná-lo uma daquelas aberrações, um daqueles monstros de cinema. Um morto-vivo. Daqueles que andam pelas próprias pernas sem possuir vida em si, que apavoram qualquer um que esteja em sua presença, enfim, uma daquelas coisas que só uma mente doentia pode imaginar. Para evitar que isso ocorra, adiantemo-nos aos papa-defuntos, ponhamos uma máscara no rosto para evitar que os vapores fétidos da carne pútrida empesteie nossas narinas e exumemos, nós mesmos, os restos mortais do nazi-fascismo.
Após a quebra da Bolsa de Nova Iorque de 1929, muitos acreditavam que o capitalismo havia chegado ao fim. Embora este fosse salvo, logo nos anos subseqüentes, por uma inteligente e incomum política econômica, a impressão generalizada era de que o velho sistema havia ruído, e algo teria de surgir em seu lugar. Para as esquerdas, a solução estava com a União Soviética, primeiro país que tentara a via socialista e, aparentemente, nada havia sofrido. Para as direitas, foi um momento de redefinição (exatamente como ocorre hoje, novamente, com as esquerdas); o resultado mais dramático deste processo foi a ascensão do fascismo de Mussolini, na Itália, e do nazismo de Hitler, na Alemanha. Ambos tinham em comum a ambivalência com relação à dualidade capitalismo/socialismo. Por um lado, acreditavam que o capitalismo liberal vigente até então havia fracassado, e era necessária a intervenção estatal na economia para que esta voltasse a funcionar (precisamente a "solução incomum" citada acima; o "New Deal" de Roosevelt foi a mera consagração deste princípio); por outro, nutriam profundo ódio pelo socialismo, por seu caráter humanista e operário. A solução da equação foi a seguinte: Estado altamente centralizador, interventor tanto na área econômica (mas que mantém a propriedade privada dos meios de produção, embora limitadamente) quanto social e política, perseguidor dos oponentes e das minorias, com base em uma ideologia de fundo hegeliano, que pretendia a unificação da "Nação" como fim último. Em suma: um Estado Totalitário.
Agora, mudemos de continente. No mundo inteiro, a radicalização das posições acabou se refletindo em diversos movimentos-espelho. No Brasil (sempre ele), tínhamos, desde 1922, o PCB que, apesar de ilegal, tinha tantos membros que ganhou a alcunha de "Partidão". Do lado oposto, foi fundada a Ação Integralista Brasileira (AIB), que além de imitar a ideologia nazi-fascista, macaqueava também a simbologia. Assim, seus integrantes andavam com uniformes parecidos com os da SS nazista; a suástica foi substituída pela letra grega Sigma (å ); o Sieg Heil! que acompanhava a típica saudação com o braço estendido e ligeiramente inclinado para cima foi substituído pela palavra tupi Anauê!, para dar um toque autóctone ao grupo; e assim por diante...
Todos estes fatos são absolutamente incontroversos, particularmente aqueles ligados à simbologia integralista. Se alguém duvida, basta dar uma olhada em um manual qualquer de História do Brasil. Quem sabe até haja alguma foto. Procurem também nos livros de Literatura Brasileira para colegial. Plínio Salgado, fundador daquela excrescência, fundou também o "Verde-Amarelismo", tendência literária de vida curta intimamente ligada ao credo do grupo.
Tudo o que eu disse até agora não passa de História macronacional. Desculpo-me pelo tom chato e professoral do texto, mas eu tinha que fazê-lo, para pôr os pingos nos is e provar, de uma vez por todas que, pelo menos macronacionalmente, a tendência política denominada "Integralismo" não passa de uma versão mal-adaptada ao Brasil do Nazismo de Adolf Hitler.
Pois bem. Micronacionalmente, os líderes da (ou "do", não importa) ARENA se dizem integralistas, mas juram de pés juntos que não têm nada a ver com o nazismo. Obviamente, há algo de errado. Ou o integralismo micronacional diverge do macronacional em sua doutrina, ou alguém anda mentindo por aqui. Diz o ideólogo (e mentor do redirecionamento ideológico) daquele partido, sr. Rafael Kleinlein, que o Integralismo não é nada disso; é apenas uma das múltiplas manifestações do nacionalismo brasileiro (sic! Ele ainda não se tocou que está em Reunião!). Pode ser. Mas não nos esqueçamos de que existem nacionalismos e nacionalismos. Hitler, afinal de contas, também era um grande nacionalista.
Mas herr Kleinlein continua; argumenta que os integralistas não são totalitários, pois querem o Estado "Integral", e não o Total. O que eles querem "Total" é o mundo, integrando todas as Nações. Ora, francamente, que tipo de argumento é este? Acaso a liderança arenista nos quer fazer de bobos? Aquilo que é jaca, por mais que a chamem de melancia, jaca sempre será. Enquanto for espinhenta por fora e gosmenta por dentro, é jaca e assim permanecerá.
De resto, está clara, aqui, mais uma influência nazista: trata-se do mesmo raciocínio torto e leitura arrevesada de Hegel. Quem assistiu minha discussão jurídica com o Barão Rodrigo Leite de El-Allamein sabe do que estou falando. Quem não viu, busque nas edições antigas deste periódico, na Microland, e de O Cometa, onde possível. Por ora, reproduzo apenas o essencial para a discussão atual. Recordar é viver:
"Nação, na acepção do próprio Conselheiro Leite, é o povo que se une em torno de ideais semelhantes, por tradição ou ascendência. Essa idéia é corroborada por juristas do porte de Miguel Reale, que entende ser Nação uma comunhão formada por laços históricos e culturais e assentada sobre um sistema de relações de ordem objetiva. Ora, essa concepção tem suas raízes histórico-filosóficas em Hegel que, atormentado pela questão da unificação alemã, erigiu formidável corpo doutrinário. Para ele, as instituições, os costumes, a História, o Direito de um Povo (Volk) constituem partes de um todo, o chamado "Espírito do Povo" (Volksgeist). Da composição entre os diversos espíritos dos povos de todo o mundo resulta o "Espírito do Mundo", a "Bela Totalidade" (schöne Totalitat). Na mesma linha de raciocínio, a expressão da "Bela Totalidade" jurídica dentro de uma Nação é o Estado. Em outras palavras, Nação é o "Espírito do Povo", e é sobre ela que se assenta a legitimidade estatal."
Lembraram? Familiar, não? Pois é. O que diria o pobre Hegel se visse o produto de sua imensa capacidade intelectual transformada no esteio filosófico de um regime assassino...? Por favor, caros leitores, não se esqueçam de que Hegel era um filósofo idealista. "Idealista", aqui, não está no sentido corriqueiro, mas no sentido que lhe emprestam os filósofos – Hegel é idealista na medida em que toda sua filosofia se processa no plano das idéias, e não no plano dos fatos. Ele não fazia a menor idéia de como concretizar seus pensamentos, e nunca esteve interessado no assunto.
Mas os nossos integralistas – ou pelo menos seus congêneres macronacionais – sabiam. Em nome da unificação da Nação, invadiram países estrangeiros, mataram e torturaram opositores e minorias, enfim, fizeram aquilo que sabemos. E assim foi planejado e executado o horror nazista, que todos (ou quase) conhecemos, no mínimo historicamente. Em nome do "Estado Integral" (ou Total, ou Geral, ou Completo, ou Absoluto... não importa o rótulo que se dê.).
Aliás, de todos os absurdos assacados pela máquina de propaganda arenista, quase tão azeitada quanto a comandada por Goebbels, o maior de todos (na verdade, não sei se foi o maior de todos. São tantos que não consigo mensurar...) foi contra Marx. O presidente daquele partido político (e por acaso Editor deste jornal) arrumou, sabe-se lá onde, uma mensagem de um fulano que fez um arrazoado filosófico antimarxista, cuja maior pérola consiste em acusar Marx de anti-semita, pois haveria escrito um livro ("A Questão Judaica") no qual teria apresentado uma "teoria conspiratória" em que os judeus são apresentados como os algozes da humanidade, ou coisa parecida. Esse foi o cúmulo da má-fé. Qualquer cidadão razoavelmente informado sobre a obra de Marx conhece a existência do livro, e conhece também seu conteúdo. No meu caso, fui informado pelo meu professor de Teoria da História (por acaso, também filósofo; por ironia, também alemão; aliás, não-marxista, embora também não antimarxista; enfim, um professor weberiano da USP) que o livro trata, exatamente, da questão judaica, isto é, do posicionamento pessoal de Marx e do movimento comunista como um todo acerca dos judeus, que começaram, na segunda metade do século XIX, a defender o sionismo, isto é, a criação de um país só para judeus na Terra Santa como meio de evitar a perseguição que já vinham sentindo. Marx alerta, com o máximo de cuidado possível, que a questão de fundo é de classe, e não de nação ou biotipo. A ironia suprema da história toda era seguinte: Marx só escreveu o livro porque a questão dizia respeito diretamente a ele! Marx veio de uma família judaica, convertida em protestante, em uma cidade predominantemente católica!!! E aquele senhor acusa Marx de anti-semita, justamente para defender o integralismo!!! Que não é nada mais que a versão tupiniquim do nazismo, que por sua vez matou 8.000.000 (oito milhões) de judeus em campos de extermínio! Ora, tenham pena do meu saco que eu não sou Jó!
Pronto. Desopilei meu fígado. Eu precisava disto. Agora, digam eles o que digam, já não importa. A verdade histórica fundamental já foi apresentada, ainda que de forma apressada e truncada. Cuidado, Reunião. Um partido fascista é capaz de tudo para chegar ao poder, e de mais ainda depois de chegar lá. E notem bem: não é apenas a esquerda e centro-esquerda que devem se sentir ameaçadas. Todas as vozes discordantes serão silenciadas se eles chegarem ao poder. Dizem por aí que os "comunas" são o maior perigo contra a Monarquia e as instituições. Pois eu digo: o maior perigo são os fascistas. Tremam vocês também, conservadores e aristocratas. A direita integralista é tão perigosa para os senhores quanto para o resto. Não se enganem. Cuidado.
Ufa! Cansei! Acabou o artigo. Engraçado, meu braço está dormente... eh, meu coração está... aguiaaaaaaaaaaaaaaaaaargh!!!!!!!!!!!!!!
[NOTA DA REDAÇÃO: O artigo termina aqui. Ao escrever as últimas linhas, o colunista sofreu um infarto, sendo internado no Imperial Hospital Geral às pressas. De acordo com recente Boletim Médico, o paciente corre risco de vida, tanto porque uma de suas artérias encontra-se obstruída por um verme denominado Fascistum integralistæ quanto porque há um enorme sapo entalado em sua garganta, o que dificulta sua respiração. Ainda não se sabe se será necessária intervenção cirúrgica.]
André Penin, é Conselheiro Imperial, Ministro da Justiça e O CORREDOR ainda é escrito só por causa de seus artigosMinistro do Interior
INCRÍVEL! INCRÍVEL! INCRÍVEL! O Ministro do Interior virou nosso homem da Lei! INCRÍVEL! INCRÍVEL! INCRÍVEL!
É incrível o poder que ficou nas mãos deste senhor, que agora suspende as pessoas ao seu bel-prazer. As pessoas são suspensas sem ter um processo justo, e algumas vezes até por um erro que outro cometeu igual, mas por estranha razão não mereceu a mesma pena. Pergunto, por que?
Soma-se que até agora não resoveu o maldito problema de bouncing do CHANDON. Ele está em sua posição por que? Deve ter um ótimo motivo, deveria resolver isso, e logo. Mas é claro que ele prefere ficar suspendendo e dando bronca.
Assim até eu....
SOBE: Olympio Neto, a APQ está uma maravilha com ele.
Se eu fosse... SSMI, começava a cobrar royalties pelas cópias das idéias reuniãs espalhadas por aí.
DESCE: Filipe Oliveira, como ele conseguiu tirar as ações de alguém?

Convênio:
A TRIBUNA DE MARAJÓ
DIÁRIO PORTOCLARENSE
REUNIAN FAST NEWS
AGÊNCIA REUNIANA DE NOTÍCIAS
Boletim de Notícias O CORREDOR
O SOL
Publicado:
É Vedada a publicação de qualquer texto de O CORREDOR, por qualquer publicação que não seja conveniada. Até pode ser publicado, quem sou eu para impedir?
Nenhum dos artigos publicados podem ser considerados mensagens oficiais do Sacro Império de Reunião. Até pode, mas isto aqui não é a República de Porto Claro (CARAMBOLÂNDIA), você són vai ser considerado maluco. Mas você já é! Ou que tipo de pessoa você acha que faz parte de uma micronação?
A opinião dos colunistas é de inteira responsabilidade destes, porém é mantida a privacidades dos mesmos quando assim o desejam. Ou seja, se eles falarem alguma besteira, é ruim do editor assumir!
Assumir o que o boiola do colunista disse! Ou você tá duvidando da minha masculinidade?
Se você deseja parar de receber O CORREDOR, envie seu pedido para o endereço da redação, ou para o Papai-Noel seu pedido não será atendido mesmo!
NOSSO ENDEREÇO É:
ou:
Rua dos Bobos, No 0, mas é feita com muito esmero
ou:
Rodeo Drive, Berverly Hill, hidrante 2
O CORREDOR
APENAS O MELHOR
Por que escrevemos este tipo de coisa aqui?
PORQUE NINGUÉM LÊ!