Notícias de Amanhã. Hoje.
Saint-Denis (DR), 11 de OUTUBRO de 1999 - Edição Número 44 - Fundado em Dezembro de 1997
A recém-chegada ex-portoclarense Nadja Kaprinski já está dando o que falar, em Chandon. Kaprinski, candidatando-se a uma vaga de colunista em um jornal do Império, ofereceu-se para "falar mal do premier (...)", o que ocasionou resposta praticamente instantânea do Premier Arthur Rodrigues (PACSO). Rodrigues disse que tem a oferecer um "emprego de prostituta" em seu "harém", e convidou Kaprinski a dele fazer parte. Estudiosos do Código de Comportamento lamentaram o facto de a infração moral de Arthur Rodrigues não estar tipificada, e portanto, não ser passível de punição. Kaprinski não se deu por vencida, e enviou a Chandon uma resposta, em alemão, à mensagem do Premier. O envio de mensagens que não sejam em Português é vedado pela Sagrada que, porém, assegura aos novatos o direito de "errar" em seus primeiros dias em Reunião, razão pela qual a ex-portoclarense livrou-se de processo judicial, recebendo apenas uma advertência pública. Detalhe: o teor da mensagem em alemão é im-pu-bli-cá-vel. Com isto, Kaprinski dever ter entrado na lista de amigos do PIGD, que, esperam os analistas, deve convidá-la para disputar um assento na Assembléia Popular de Qualícatos. Brandon Forsberg já deve estar montando sua chapa para as próximas eleições
Como era de se esperar, Arthur Rodrigues não tentará a reeleição; seu partido, então, decidiu aliar-se à FIC, que lançou a Ministra da Integração Deana Troi para o cargo. Deana tem grande apoio popular e sólidas bases entre os novatos do Império, até por que ajudou a tornar grande parte deles activos. Ao que parece, é uma daquelas "unanimidades nacionais". Porém, ninguém pode desprezar a força do PIGD e o poder que tem, nos bastidores, a ARENA.
PALACIANAS
Cláudio André Padilha de Castro
Rafael Perszel
Creio que posso, já me utilizando de um termo latino, "ex cathedra" falar sobre isso ("ex cathedra" significa ao pé da letra, de Cadeira, mostrando que falo algo sobre o que eu realmente entendo). O Latim é totalmente inútil como língua comunicativa. Ora, isto é fato notório, já que é uma língua morta. Pouca seria a utilidade desta língua também se fosse apenas para aprender alguns termos científicos ou porque ele é "bonitinho" de se falar.
Muito menor ainda se fosse para um aspecto meramente religioso-cultural como participar de uma Missa em latim (Rito Tridentino). O Aspecto Hegemônico do país ou civilização que domina no momento também não é fator "primus inter paris" (primeiro dentre os iguais). E, por último, qual a utilidade de aprendermos de onde vem a nossa língua?
O leitor deve estar dizendo no momento: "Ele já atacou todos os argumentos de defesa do Latim expostos no Chandon. O Rafael agora deve atacar o Latim". Sinto decepcioná-los, mas não vou atacar o Latim aqui. Pelo contrário,
apóio a inserção no currículo de nosso Segundo Grau. Por um simples motivo que fica bem claro para quem já estudou latim: O Latim te ajuda a pensar, ou, copiando a frase de meu ex-professor de latim da faculdade: "O Latim mexe com a sua cabeça".
É verdade. O Latim não tem uma estrutura tão lógica assim como o português. A maior parte de suas frases só faz sentido se lida no contexto. Ele é pobre em vocábulos e extremamente sintético o que faz com que um parágrafo de 7
linhas em português se resuma à 2 linhas em latim. Para se escreve e ler em latim é necessário "declinar", isto é, adequar a palavra à sua função sintática, o que nos obriga a aprender uma coisa que nunca conseguimos aprender perfeitamente e é extremamente importante em português: Análise Sintática.
Uma curiosidade para vocês averiguarem a precisão do Latim: O Código de Direito Canônico é sempre editado em duas línguas. Na página da esquerda o texto é em latim e na da Direita, no vernáculo local. Nos trâmites
canônico-judiciais, porém, só se faz uso do texto latino, para não haver interpretações errôneas. Não é porque o latim é a língua oficial do Vaticano. É porque é a língua mais precisa.
Defendo a inserção da língua latina em nosso currículo de segundo grau. Quanto à sua colocação no Currículo do curso de Direito, para mim isso deveria ser uma obrigação. Quem estuda ou trabalha com Direito sabe o quanto o latim é importante para resumir palavras em uma expressão latina ou para entender autores macronacionais que usam e abusam do Latim, como o Ilustre Prof. Caio Mário da Silva Pereira, que nem as traduções em latim ele coloca
em seus livros, pois julga que o aluno de Direito já deve saber a Língua Latina.
Em suma, a língua latina se faz necessária não por aspectos práticos e históricos pequenos, mas pela sua importância dentro da própria Língua Portuguesa, como base para compreensão de todas as suas estruturas.
Mário Giudicelli
Acabei de saber, com descontroladas risadas, a notícia, através do Jornal Nacional da Globo, que a heroína está finalmente chegando ao Brasil. A papoula deliciosa, que produz o ópio, após cujo refino é produzida a heroína, está sendo plantada em quantidade nas colinas dos Andes dentro da Colômbia, o que quer dizer que o crime organizado, que hoje controla o envio da cocaína , tem também agora esse derivado do ópio para ser enviado à Europa e Estados Unidos via Brasil, não esquecendo também, como parte da boa notícia, que razoável parte do produto acabará também sendo vendido no território nacional. Temos dessa maneira completado um ciclo que eu, tendo trabalhado no campo de drogas , nos Estados Unidos, durante mais de dez anos, nunca imaginei que pudesse ocorrer tão celeremente e com tamanha precisão em tão pouco tempo. Confesso que errei enormemente, pois nunca pude supor que droga viesse a ser problema nesta nação num prazo tão curto. Mas veio!
Imagino a alegria dos agentes do Drug Enforcement Administration ( a agência supostamente criada para combater drogas nos Estados Unidos), as igrejas americanas, sobretudo as de veia protestante, a grande massa tola e desinformada dessa nação e os agentes da chamada moralidade pública como as associações americanas de pais e professores e – por que não – os redatores do Jornal Nacional – isto é, todos aqueles que nada entendem do assunto e metem-se a dar opiniões em temas que não conhecem - como devem sentir-se felizes por saber que agora o grande crime de bilhões de dólares acaba de incluir o Brasil. Mas minha grande alegria ainda não está completa. O que agora fica por completar – afinal os brasileiros adoram imitar tudo o que vem dos Estados Unidos - é passar a condenar o sexo, proibir a nudez na TV, proibir a venda de cerveja nas praias, prender quem andar de bikini e – por que não também ? – mandar ameaçar jogar bombas sobre o Senado do Brasil, caso a nação não concorde em que os ministros protestantes tenham completa liberdade para "civilizar os silvícolas das tribos brasileiras da Amazônia, obrigando os índios a usar calças e às mulheres a vestirem soutiens. Uma beleza. Viva o Brasil !
Para os meus poucos, mas dedicados 38 leitores, que amavelmente vem acompanhando a série de artigos que tenho enviado dos Estados Unidos, ou escrito aqui mesmo no Brasil nos últimos quatro anos, os dados comentados acima certamente não lhes causam surpresa. Mas como esses leitores e eu nada significamos em matéria de poder de influência ou esclarecimento perante a nação como um todo e como, afinal de contas, o que é bom para os Estados Unidos – conforme dizia o falecido senador Mangabeira na década de 50 – é bom para o Brasil, vale acrescentar agora um rodapé muito interessante, que embora pouco lido , se acomoda extremamente bem com as supostamente apavorantes informações da globalização, do desemprego generalizado, do aumento do crime pela fome e, acima de tudo, pela criminosa explosão populacional dentro do Brasil. Vejam meus 38 leitores como esse divertido tema com suas sutis subdivisões se encaixa tão bem no novo e trágico drama que se aproxima celeremente.
Repetindo as duas velhas, mas sapientes frases do falecido Senador Estes Kefauver - "entre o que o povo quer e o que é proibido tem que haver uma ponte e essa ponte é o crime organizado" e "o maior aliado do pornógrafo é o puritano"- os ingredientes são estes:
1 – O crime organizado só existe porque uma sociedade ignorante proíbe coisas que não conhece. A neurótica obsessão puritano protestante é que criou o hábito das drogas.
2 – As igrejas protestantes, por não poderem tomar dinheiro oficial do estado ( o que é proibido nos Estados Unidos) infernalizam a vida do cidadão contra a idéia do prazer, que sexo, álcool e alegria são pecados e que Deus não dá um tostão por nossas almas. Isso é o que explica porque você jamais vê um seio na TV e é também o que explica porque o carnaval brasileiro seria considerado altamente pornográfico nos Estados Unidos. Alias foi para isso que se criou Hollywood, onde se proporciona ao povo o faz de conta das coisas que ele deseja, mas não tem permissão para fazê-lo.
3- Os maiores contribuintes em dinheiro grosso na América VISANDO A COMPLETA PROIBIÇÃO DAS DROGAS ( O ÁLCOOL INCLUSIVE ) são precisamente muitas das organizações religiosas que investem vastas somas em dinheiro na indústria do álcool ( Schenley, de Minneapolis, Christian Brothers da Califórnia e outros) ao mesmo tempo que procuram proibir que os filhos possam imitar os pais.
4 - As ignorantes e muitas vezes racistas organizações como as polícias locais, de mãos dadas com a Drug Enforcement possuem vastíssimos orçamentos ( leia-se postos de comando e prestigio político e empregos muito bem pagos) e as ridículas prisões e a pouca droga que é hollywoodescamente apreendida é reservada para os ricos americanos, vai agora produzir a heroína sul-americana, de modo que posso já imaginar o enorme aumento de viagens dos agentes do D.E.A ao exterior e os milhares de dólares que ganham com seu doce esforço para fingir que acabam com as drogas. E como entender bem esse fenômeno?
5 - Dito em poucas palavras, a heroína procedia do conhecido Triângulo Dourado - ( Cambódia, Laos e da antiga Birmânia ), sem tocar no Brasil. A cocaína, produzida nos laboratórios do Peru e da Colômbia, seguia direto via México ou via Caribe, também não passando pelo Brasil. Mas a criminosa e ingênua burrice e safadagem dos grupos acima nos Estados Unidos, embora proporcionando muito lucro interno, empalidecia com os bilhões ganhos pela máfia colombiana, de modo que chegou um momento em que os puritanos americanos gritaram : "Epa ! Brincadeira tem hora !"Onde já se viu cucarachas colombianos serem bimilionários ? E saíram em campo para prender uns poucos.
6 – Acontece, entretanto, que os brasileiros não são burros e embora a mente carioca esteja mais ou menos imune a essas drogas perigosas, afinal ninguém brinca com milhões de dólares fáceis. Além disso novos componentes passaram a contribuir socialmente para que o crime encontrasse boas raízes em cidades como o Rio e são Paulo, por exemplo. Uma é a indiferença da Igreja Católica em relação aos pobres. Dois é a completa indiferença da classe rica em criar empregos e, acima de tudo, pela combinação das duas forças acima em deixar de ensinar a mulher ignorante a tomar a pílula anti-concepcional, por proibirem aos pobres o acesso fácil e gratuitamente do novo produto da ciência americana para a rápido retorno da menstruaçprego e os lucros fáceis e rápidos da venda de drogas. Tudo isso abriu caminho para o enorme aumento de criminalidade no Brasil.
7 – Ora, amigos, repentinamente ficamos sabendo que agora a gloriosa papoula produtora do ópio, um prazer antigamente só reservado para os ricos americanos, vai começar a produzir a heroína sulamericana, de modo que posso já completar o novo cíclo de riqueza e poder do crime organizado Mas isso exige um rápido esclarecimento para os que não conhecem muito bem o assunto: a cocaína é o produto ideal para os indivíduos fracos, sem energia e força. Ela o transforma de um fracote num gigante. Sem dúvida que ela o pode matar, sobretudo quando as autoridades criminosamente deixam na mão dos bandidos a dosagem " correta", de modo que morre muita gente com a chamada "overdose. Mas ficava faltando um grupo de pessoas, cujas necessidades deixavam de ser atendidas. Refiro-me aos super nervosos, aos neuróticos, excitados e que não dormem e para estes surgia então a inigualável heroína, que lhe transportava instantâneamente para os prazeres divinos de um paraíso terrestre. É claro que aqui também a massa ignorante e desgraçada nada sabe sobre o que ocorre com uma overdose, mas, afinal, que importa isso para o crime organizado mãos dadas com etorno da menstruação - o Citotex, amplamente fornecido à mulher americana com uma simples receita médica - quando a mulher engravida contra sua vontade ou sem querer, de modo que a falta de emprego, a desconhecida globalização, o aumento enosporçãoa no caso do Brasil enlouquecido e desenfreado O proibido sempre encontra rápidos e fáceis compradores. A polícia estava lá para a proteção.,, o aterrorizante crescimento das massas abandonas e pobres uma deliciosa tranquilidade n. Daí, portanto, que agora o ciclo está fechado. Para os caídos, viva a cocaína ! Para os nervosos e neuróticos, viva a heroína ! Uma beleza! E com uma notável vantagem adicional : a cocaína ( a despeito do que dizem os desinformados, produz apenas dependência psicológica – tal como o cigarro e portanto de relativamente fácil erradicação). Mas a heroína produz dependência FISIOLÓGICA ! E esta é muito mais complicada de ser eliminada (embora possa também ser eliminada do organismo com um simples e adequado tratamento). Daí que imagino o crime, agora bem mais rico, vendendo novos prazeres físicos, que somados ao natural prazer erótico do sexo brasileiro, vao fazer do Brasil o centro mundial da alegria universal. Que tal a sugestão de criarmos o Ministério do Prazer, dan?
Só que aqui estamos falando de bilhões de dólares que corrompem todo o mundo e assim o crime organizado simplesmente mudou de rota e o maravilhoso caminho via Brasil floresceu imediatamente, com a vantagem adicional de que, sob a proteção da bandidagem das favelas tipo Rio de Janeiro, ninguém tocaria no produto zelosamente guardado neste país, apoiar os americanos do Pentágono para que joguem nos Estados Unidos e agora, gloriosamente, no Brasil, p nas trelas de TV Assim, na divertida sociedade americana, o puritanismo proíbe e Hollywood inventa o faz de conta do proibido, para que o e assim o crime organizado simplesmente mudou de rota e o maravilhoso caminho via Brasil floresceu imediatamente, com a vantagem adicional de que, sob a proteção da bandidagem das favelas tipo Rio de Janeiro, ninguém tocaria no produto zelosamente guardado nas colinas da cidade maravilhosa.
ESPECIAL: O DIREITO DIVINO E AS MICRONAÇÕES
Durante os séculos XIV e XV o regime feudal descentralizado da Idade Média foi substituído por estados dinásticos de poder absoluto. Isso se deve a vários factos, dentre eles o enfraquecimento da posição dos nobres devido ao desenvolvimento da economia urbana, à queda do sistema senhorial na agricultura e aos efeitos das Cruzadas, da Peste Negra e da Guerra dos Cem Anos. Mas só esses motivos não teriam demolido o sistema feudal e instituído o Absolutismo. A maior causa dessa mudança foi a Revolução Comercial. A fundação de impérios coloniais e a aplicação da política mercantilista trouxeram aos reis uma abundância de riqueza que podiam usar para equipar exércitos e armadas e para ampliar seu poder político. Além disso, a expansão comercial exigia um governo forte. Os mercadores, banqueiros e manufatureiros do século XV ainda não estavam em condições de manter-se sobre seus próprios pés. A Revolução Protestante contribuiu imensamente para a omnipotência dos reis. Destruiu a unidade da Igreja Cristã, aboliu a suserania papal sobre os governantes seculares, favoreceu o nacionalismo e incitou os reis da Europa Septentrional a estenderem a sua autoridade tanto sobre os assuntos religiosos quanto os civis. Em resultado de todos esses fatores, foram completamente removidos os obstáculos ao governo absoluto. A cultura do Direito Divino provavelmente é de autoria francesa.
Nas Micronações, o Direito Divino existe, ao que me parece, por praxe. Só o facto da maioria dos líderes terem fundado suas Micronações, já justificava o poder absoluto, que seria e é indiscutível partindo-se do ponto que ninguém entra numa Micronação da qual não reconheça o direito de seu líder. A própria Igreja em Micronações é discutível, já que todas as religiões transcendem o virtual, na verdade é uma "reunião de pessoas com algumas crenças em comum. Como nas Micronações, pelo menos agora, ninguém é forçado a entrar numa religião que não queira. O grande problema da factibilidade das micronações é que ninguém tem pleno controle sobre uma pessoa. Se você "mata" alguém, ela ressuscita com outro nome, e é bem provável que entre na Micronação em que morreu por pura vingança.
Está em nossa Magna Carta (Sagrada): "Nós, Claude I, Imperador Pela Graça Divina e por Aclamação Dos Povos, Defensor da Fé, concedemos, aos 26 dias passados do mês de Março no Ano 1998 da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, 2o. do Império, o Nosso CUMPRA-SE, através de Decreto Imperial(...)"
O uso de "Nós", se deve ao facto de estar dizendo "Deus e eu". Esse nós devia ser escrito em "duplo maiúsculo, já que tudo que se refira a Deus deve ser escrito em maiúscula e porque a própria Magna Carta exige isso ( Título II, Artigo I, Parágrafo 2.º). A aclamação dos povos é indiscutível, pois, a exemplo do Brasil, usamos o sistema de "ame-o ou deixe-o".
Em suma, creio que o Direito Divino nas Micronações, assim como latinismos et cætera são o "entulho cultural" que sempre carregaremos para onde quer que formos, pois a nostalgia dos antigos Impérios que se estenderam além de seus próprios horizontes existe em qualquer ser humano com um pouco de conhecimento.
LUDÔNIA
Luiz Saboya
Príncipe de Beagle
Chefe da Família Real ludoniana
E-mail: lsaboya@...
saboya@...
UIN: 9873889
É com este título que eu dou um pontapé inicial na minha carreira jornalística no nosso amado Sacro Império de Reunião. Meu objetivo principal é escrever sobre os assuntos mais em voga na semana, manifestando a minha
opinião pessoal. Conhecido de todos é o fato de que não sou, nem macronacionalmente, jornalista, mas estudante de Direito (ou, segundo o jurista Orlando Gomes, futuro operador do Direito). Tentarei, na medida do possível, não cometer atentados à nossa "flor do lácio". Por isso, peço a todos que perdoem eventuais erros.
Na semana que se passou, tivemos dois fatos interrelacionados que chamaram muito a minha atenção. Primeiramente, o fato do retorno das cidadãs Laura Dayspring Ricce e Patrícia Trigo de Moët-Chandon e a reação imediata do Sr. Eduardo Iatauro. Conseqüente à esse retorno tivemos a retomada das antigas discussões entre Laura Dayspring e Quintino Gomes.
Não cabe a mim discutir a que ponto chegaram essas brigas no passado. Quantas vezes discutiram estes cidadãos micro ou macronacionalmente. O que eu acho oportuno no momento é discutirmos regras de comportamento novas, já
que as atuais, pelo que parece, ou se mostram ineficientes, ou não estão sendo cumpridas e colocadas em prática.
Ora, muitos podem defender as discussões alegando alguns motivos: a liberdade de expressão (conhecidíssimo esse por sinal e também desculpa humana para qualquer coisa que acontece) ou o aumento do volume de mensagens
o que seria prova de um império ativo e participativo. Até que ponto será que é util ao nosso Sacro Império um Chandon repleto de brigas ou discussões, onde cidadãos novatos muitas vezes caem "de para-quedas" durante uma discussão acalorada em que acabam as simples divergências de idéias, dando lugar a ataques pessoais sem razão de ser.
Para quê? Apenas para aparecer? Para ficar em evidência?
Não me dirijo à pessoas em específico, mas à todos aqueles que desferem ataques, ocasionando Brigas onde não havia antes. Copiando uma expressão de Sua Sacra Majestade Imperial que muito me agradou: "O Chandon não é a Casa da Mãe Joana!". Questiono uma velha pergunta: "Não é possível divergir sem brigar?" Parece para mim aquela velha história da humanidade: quando faltam os argumentos, parte-se para a ignorância. Quando se fica sem resposta em um determinado assunto divergente, o próprio ser humano parece que ativa um ato instintivo de atacar o seu interlocutor.
Mas deixar se levar pelos impulsos não é algo exatamente humano. Somos dotados de Alma, consciência, vontade, coisas que são inexistentes nos irracionais. A temperança, a continência, a paciência são dons para todos
nós que devemos cultivar dia-a-dia. Imaginem quantas pessoas já deixaram o Chandon por causa dessas brigas?
Quantas dizem "que estão com alto volume de mensagens", "com falta de tempo", mas, na verdade, não quiseram, por educação talvez, dizer que saíram do Sacro Império de Reunião porque não agüentavam mais as brigas e
discussões. O Chandon não é uma lista oficial? Façamos dela então isso! Discussões Micronacionais, sem ataques pessoais, mas que apenas visem o crescimento do nosso país. Poderia-se até criar uma lista paralela onde pudéssemos "nos soltar" mais. Mas não na lista oficial!
É isso que eu venho propor. Que todos os ataques pessoas públicos, em Chandon sejam proibidos e punidos a partir de agora com rigor e de maneira exemplar. Que se crie uma nova lista paralela ao chandon livre para essas
discussões. Que finalmente possamos deixar a paz imperar no nosso Sacro Império! E que o bem geral, que é a vontade de nosso Imperador e a vontade de Deus, finalmente impere. Como disse o Papa Paulo VI uma vez: "Pax mea,
voluntas Tua" - A minha paz na tua vontade. Coloco agora a minha adição à essas palavras: "A Nossa Paz na vontade do Imperador".
Rafael Perszel é colunista semanal de O COMETA, ex-Conselheiro Imperial, ex-Reitor da Universidade Imperial de Reunião, ex-Cardeal (!), e, principalmente, ex-tremamente chato em pedir a Paz entre todos!
EXPEDIENTE:
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Colunistas: Mário Giudicelli Jr.
Cláudio Rodrigues
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Rafael Estaregue
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