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luzdaumbanda · Luz da Umbanda
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mensagens 1 - 30 de 2585   Mais recentes  |  < Mais recentes  |  Mais antigos >  |  Mais antigos
mensagens: Exibir resumo de mensagens   (Agrupar por tópico) Classificar por data v  
#30 De: Madonna de Nerve <madonna_nerve@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 10:05 pm
Assunto: Na Hora da Paciência
madonna_nerve
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Na Hora da Paciência

Ó Rainha dos Reinos Encantados, Jóia da Noite,
Quando os acontecimentos surjam convulsionados compelindo-nos a
seguir para a frente, como se estivéssemos sob tormenta de fogo...

Quando a manifestação da crueldade nos faça estremecer de
 sofrimento...

Quando o assalto do caos nos deixar as forças transidas de aflição...

Quando o golpe em nosso prejuízo haja partidos dos irmãos aos quais
nós mais nos afeiçoamos...

Quando a provação apareça, a fim de demorar-se longo tempo conosco,
em função de doloroso burilamento...

Quando a ignorância nos desafie, ameaçando-nos o trabalho...

Quando o afastamento de amigos queridos nos imponha solidão e
desencanto...

Quando contratempos e desarmonias no lar nos forcem a complicadas
travessias de angústia...

Quando a tentação nos induza à revolta e a revide, na falsa ilusão
de um equilíbrio de forças, quando a injúria nos cruzar os passos...

Quando, enfim, todas as nossas idéias e aspirações alusivas ao bem
se mostrem supostamente asfixiadas pela influência transitória do
desequilíbrio...

Mostre-nos Mãe, como mostraste a Eilan, Caillean, Viviane e Morgana,
que chegamos ao teste mais importante do cotidiano, a configurar-se
no testemunho da paciência.

Que consigamos compreender, desculpar e abençoar, agir e construir a
paz nessa preciosa quão difícil oportunidade de elevação, que a
experiência nos aponta à frente.

E que sejamos fortes e corajosos, dignos de sermos sacerdotisas e
sacerdotes.

E que assim, em perfeita confiança em teus designos, não digamos que
a serenidade, mãe do equilíbrio, expressa fraqueza, ante os cultores
da violência, qual se não tivesse brio para a reação necessária,
porque é preciso muito mais combatividade interior para dominar-se
alguém ao colher caos e ofensas e esquece-las em prol ao equilíbrio
vibracional da Terra, do que para assaca-las ou devolve-las, a
detrimento do próximo e da paz tão sonhada.

Que capacitemo-nos de que entre agredir e suportar, o equilíbrio e a
força do espírito guerreiro residem com a paciência sempre capaz de
agüentar e compreender, servir e recomeçar, incessantemente, o
trabalho da harmonização nas bases do amor universal para que a vida
permaneça, sem qualquer solução de continuidade, em luminosa e
constante ascensão."
 

(desconheço a autoria)
 
Madonna


Madonna de Nervé
“Os Deuses só nos falarão frente a frente quando nós mesmos tivermos um rosto”
(C.S. Lewis)
 
 


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#29 De: "Orli Machado da Silva" <orli@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 7:33 pm
Assunto: RES: sobre o grupo
orli@...
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Saudações Meu Irmão.

Fico feliz de te encontrar aqui também.
Estou para lhe escrever a algum tempo, mas quando não é uma coisa é outra e até
tenho que lhe pedir desculpas. Mano quanto a situação no seu terreiro, não
existe possibilidades de reversão da atual situação?
Infelizmente para mim é difícil ir até Torres te fazer uma visita, mas quem sabe
surge alguma oportunidade e eu consiga me deslocar até aí.

Abraços.

Orli de Aganjú

Oi Orli, luz e paz!

Salve meu irmão. Olha nós novamente aqui. Mudam-se os caminhos mas
conservam-se as amizades.

Um grande abraço.

Jerônimo

----- Original Message -----
From: "Orli Machado da Silva" <orli@...>
To: <luzdaumbanda@...>
Sent: Tuesday, July 05, 2005 3:15 PM
Subject: [luzdaumbanda] sobre o grupo



Saudações

Já encontrei alguns conhecidos de outras listas no grupo e gostaria de saber
quem é o proprietário e seus moderadores, pois fui convidado a participar
mas não sei de quem partiu o convite.
Estou grato pelo convite, mas não sei a quem.

Um abraço,

Orli de Aganjú





Links do Yahoo! Grupos











Links do Yahoo! Grupos

#28 De: Jerônimo Carlos Grossmann <gg.eden@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 6:40 pm
Assunto: Re: sobre o grupo
gg.eden@...
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Oi Orli, luz e paz!

Salve meu irmão. Olha nós novamente aqui. Mudam-se os caminhos mas
conservam-se as amizades.

Um grande abraço.

Jerônimo

----- Original Message -----
From: "Orli Machado da Silva" <orli@...>
To: <luzdaumbanda@...>
Sent: Tuesday, July 05, 2005 3:15 PM
Subject: [luzdaumbanda] sobre o grupo



Saudações

Já encontrei alguns conhecidos de outras listas no grupo e gostaria de saber
quem é o proprietário e seus moderadores, pois fui convidado a participar
mas não sei de quem partiu o convite.
Estou grato pelo convite, mas não sei a quem.

Um abraço,

Orli de Aganjú





Links do Yahoo! Grupos

#27 De: "Orli Machado da Silva" <orli@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 6:15 pm
Assunto: sobre o grupo
orli@...
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Saudações

Já encontrei alguns conhecidos de outras listas no grupo e gostaria de saber
quem é o proprietário e seus moderadores, pois fui convidado a participar mas
não sei de quem partiu o convite.
Estou grato pelo convite, mas não sei a quem.

Um abraço,

Orli de Aganjú

#26 De: LUIS FERNANDO <luisfernando1@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 7:01 pm
Assunto: Re: Boa tarde de Socigana a todos!
luisfernando1@...
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Irmãos

Boa tarde!!!
Estou feliz por poder participar de mais uma lista de Umbanda, na certeza de
poder aprender com todos.

Um abraço

Luiz Fernando Barros

Em (17:44:56), luzdaumbanda@... escreveu:


>Olá a todos do grupo!
>Estou chegando e contente
>de participar com vcs!
>bjs
>Socigana
>
>Links do Yahoo! Grupos
>
>
>
>
>----------


LUIS FERNANDO BARROS

#25 De: "socigana" <socigana@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 5:44 pm
Assunto: Boa tarde de Socigana a todos!
socigana
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Olá a todos do grupo!
Estou chegando e contente
de participar com vcs!
bjs
Socigana

#24 De: Joelma Macedo <joelma_ssa@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 4:13 pm
Assunto: Re: Olá amigos espirituais Rô e colegas de grupo
joelma_ssa
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Oi Rô e demais colegas
          Primeiro quero dar boas vindas a esta irmã espiritual, que bom te encontrar por aqui seja bem vinda. Embora tenha entrado semana passada ainda não me apresentei. Meu nome é Joelma moro no Rio Grande do Sul, respeito muito a umbanda, e acredito na força que ela possui. Sou casada, ainda não tenho filhos, mas pretendo tê-los, sou advogada e adoro fazer amigos e mantê-los.
Beijos luminosos a todos


Ro Kneipp <roskneipp@...> escreveu:
Olá
Me chamo Rosane Rodrigues Kneipp, sou do Rio de Janeiro. Quando nasci já estava dentro da Umbanda, a família toda fazia parte. Hoje me denomino Universalista, tiro de tudo um pouco, inclusive a estudos ufológicos, sem fanatismos. Porém, a minha raiz umbandista é muito forte, e mesmo que eu quisesse me afastar, não teria como, tá no sangue, ou melhor na alma, tendendo mais para a linha oriental.
Luz e Paz
Rosane Kneipp


"Que Todos os Seres de Todos os Mundos Sejam Felizes"
Sathya Sai Baba

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#23 De: "Orli Machado da Silva" <orli@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 3:49 pm
Assunto: apresentação
orli@...
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Saudações a todos

Meu nome é Orli e sou do RS e minha ramificação dentro da umbanda é Umbanda de Caboclo, não trabalhamos diretamente com os Orixás, pois não estamos ligados a uma corrente africana, trabalhamos com Guias Falangeiros de Orixás, ou seja, são guias (entidades) que vêm na vibração ou emanação daquele Orixá, são Caboclos que cumprem essa função e carregam o nome do Orixá junto ao deles, como: Caboclo Ogum Beira-mar, Caboclo Xangô das Matas, Caboclo Xangô Sete Pedreiras . No entanto existem casos (talvez por isso cause tanta confusão) que os médiuns não colocam a palavra caboclo na frente do nome e acaba saindo Ogum Iara, Ogum Sete Espadas, em vez de Caboclo Ogum Iara, Caboclo Ogum Sete Espadas. Outra coisa, as entidades de quimbanda, estão subordinadas diretamente aos nossos caboclos, apesar de terem culto próprio e serem os únicos a serem “sentos” com sangue animal(axorô) enquanto que nossos Caboclos recebem o sangue vegetal(mioró).

Um abraço a todos,

 

Orli de Aganjú

 


#22 De: Jerônimo Carlos Grossmann <gg.eden@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 3:29 pm
Assunto: cadastramento
gg.eden@...
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Salve a todos os irmãos de fé, luz e paz!
 
{}s Jerônimo

#21 De: "luzdaumbanda" <luzdaumbanda@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 3:32 pm
Assunto: Re: Olá amigos espirituais
luzdaumbanda
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Então seja bem vinda!!!!
Daniel

--- Em luzdaumbanda@..., Ro Kneipp <roskneipp@y...>
escreveu
> Olá
> Me chamo Rosane Rodrigues Kneipp, sou do Rio de Janeiro. Quando
nasci já estava dentro da Umbanda, a família toda fazia parte. Hoje
me denomino Universalista, tiro de tudo um pouco, inclusive a
estudos ufológicos, sem fanatismos. Porém, a minha raiz umbandista é
muito forte, e mesmo que eu quisesse me afastar, não teria como, tá
no sangue, ou melhor na alma, tendendo mais para a linha oriental.
> Luz e Paz
> Rosane Kneipp
>
>
> "Que Todos os Seres de Todos os Mundos Sejam Felizes"
> Sathya Sai Baba
>
>
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#20 De: Ro Kneipp <roskneipp@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 3:09 pm
Assunto: Olá amigos espirituais
roskneipp
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Olá
Me chamo Rosane Rodrigues Kneipp, sou do Rio de Janeiro. Quando nasci já estava dentro da Umbanda, a família toda fazia parte. Hoje me denomino Universalista, tiro de tudo um pouco, inclusive a estudos ufológicos, sem fanatismos. Porém, a minha raiz umbandista é muito forte, e mesmo que eu quisesse me afastar, não teria como, tá no sangue, ou melhor na alma, tendendo mais para a linha oriental.
Luz e Paz
Rosane Kneipp


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#19 De: "luzdaumbanda" <luzdaumbanda@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 11:25 am
Assunto: Re: Principais Fragrância
luzdaumbanda
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Vc talvez não creia mas estava a procura destas informações


Daniel Vinhas

#18 De: "luzdaumbanda" <luzdaumbanda@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 11:19 am
Assunto: Re: Estou chegando agora...
luzdaumbanda
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Seja bem vindo!
Daniel Vinhas
luzdaumbanda@...
--- Em luzdaumbanda@..., "Marco Boeing" <cscwb@y...>
escreveu
> Ola amigos, alguns ja me conhecem de outras listas,sou Marco Boeing,
> diretor de Culto da ASSEMA aqui em Curitiba, tenho 36 anos e estou a
23
> caminhando e aprendendo na Umbanda....
>
> abraços
>
> Marco Boeing - Curitiba

#17 De: "luzdaumbanda" <luzdaumbanda@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 11:17 am
Assunto: Re: Indaiá
luzdaumbanda
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Nidia
Algo assim mais específico não encontrei, somente algumas
classificações da linha de trabalho, mas agora fiquei curioso e
vou
aprofundar minha pesquisa, por enquanto segue alguns links:

http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/umbanda.htm

http://www.umbandavirtual.byhost.com.br/consulta.php?id=279

  http://www.umbanda.byhost.com.br/linhas.htm onde encontrei o
seguinte:
Legião das Sereias - Chefe OXUM

- Legião das Ondinas - Chefe Nanãburuque

- Legião das Caboclas do Mar - Chefe Indaiá

- Legião das Caboclas dos Rios - Chefe Iara

- Legião dos Marinheiros - Chefe Tarimá

- Legião dos Calungas - Chefe Calunguinha

- Legião da Estrela Guia - Chefe Maria Madalena




--- Em luzdaumbanda@..., "Arcoiris"
<nidiafabiana@t...> escreveu
> Boa tarde grupo!
> Estou feliz em participar de mais esse grupo e já aproveitando a
> oportunidade, gostaria de perguntar aos membros, se alguém
conhece
algum
> ponto para a Cabocla Indaiá e a sua história.
>
> Um grande abraço
>
>
> Fabiana

#16 De: *Cavaleiro_da_Estrela* <cavaleiro_da_estrela@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 10:53 am
Assunto: Faça de sua casa um templo de prosperidade 5
cavaleiro_da...
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Faça de sua casa um templo de prosperidade


Parte 5

Vamos continuar com o processo de transformação de sua casa num templo de energia irradiante, determinação, aguerrimento, vigor e vida.
 

Imprima ou desenhe num papel virgem (novo) o gráfico da figura acima. Trata-se do Pantáculo de Sandalphon (1), selo que identifica este Arcanjo.

Apanhe a pedra que colocou no coração de sua casa e vá para o ponto mais próximo possível do centro do mesmo cômodo onde ela estava (no coração da casa).

Então, segurando o gráfico em sua mão direita e a pedra na esquerda, volte-os para o centro do planeta, mentalize a figura do arcanjo Sandalphon e diga:

“Poderoso Sandalphon, Arcanjo dos segredos profundos e das grandes transformações, auxilie-nos para que possamos transmutar em luz os nossos obstáculos...
Prosperidade... Prosperidade... Prosperidade...”


Arcanjo Sandanphon

Neste momento visualize entrando por baixo de sua casa ondas de energia irradiante, de determinação, aguerrimento, vigor e vida. São ondas de energia na cor laranja fogo que brotam do centro da Terra...  Imagine ondas de vitalidade e determinação entrando em sua casa, trata-se de um vento alaranjado claro e compacto.
Faça isto pelo tempo que quiser ou conseguir. É importante que nesta hora você esteja bem concentrado, fique firme, evite viajar em pensamento. Se perceber que está perdendo a concentração, pare o exercício e recomece-o depois.
Como última imagem, visualize a presença do arcanjo Sandalphon neste local, com os braços abertos, deixando fluir para o interior de sua casa ondas de vitalidade...
Coloque o Pantáculo de Sandalphon num ponto, o mais baixo possível, do centro de sua casa. Deixe-o lá. Seria bom que não ficasse a vista de todos (por exemplo: debaixo do tapete).

A seguir, coloque o cristal de volta no local que escolheu como sendo o coração de sua casa e deixe-o lá.

Todos os dias (quando as condições da vida o permitirem), vá até o cristal, faça uma breve oração que aprendeu na infância, imagine então a figura do Arcanjo Sandalphon no centro de sua casa emanando ondas de vitalidade e determinação.
Agradeça ao arcanjo e diga:

“Sob a minha casa está postado o arcanjo Sandalphon
que emana ondas de prosperidade
para o interior de minha casa.
Prosperidade... Prosperidade... Prosperidade..."

A seguir imagine o arcanjo Uriel, no lado norte de sua casa. Imagine suas emanações de prosperidade penetrando em seu lar. Faça então a oração do arcanjo Uriel que já aprendeu. Repita o mesmo com o Arcanjo Gabriel, Raphael e Michael.




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#15 De: *Cavaleiro_da_Estrela* <cavaleiro_da_estrela@...>
Data: Ter, 5 de Jul de 2005 10:48 am
Assunto: Faça de sua casa um templo de prosperidade 5
cavaleiro_da...
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Faça de sua casa um templo de prosperidade


Parte 5

Vamos continuar com o processo de transformação de sua casa num templo de energia irradiante de espiritualidade.
 

Imprima ou desenhe num papel virgem (novo) o gráfico da figura acima. Trata-se do Pantáculo de Methatron, selo que identifica este Arcanjo.

Apanhe a pedra que colocou no coração de sua casa e vá para o ponto mais próximo possível do centro do mesmo cômodo onde ela estava (no coração da casa) e o mesmo que escolheu quando trabalhou com o Arcanjo Saldalphon.

Então, segurando o gráfico em sua mão direita e a pedra na esquerda, volte-os para cima, focados num ponto que você considere como sendo o centro da nossa galáxia, mentalize a figura do arcanjo Methatron e diga:

“Poderoso Methatron, Arcanjo da eternidade e reflexo maior do Criador, auxilie-nos para que possamos entrar no Estado da Graça Divina...
Prosperidade... Prosperidade... Prosperidade...”


Arcanjo Methatron

Neste momento visualize entrando pelo teto de sua casa ondas de energia irradiante, de espiritualidade, como se do peito de Deus, jorrasse bençãos de amor e vida, na forma de uma doce luz dourada. São ondas de energia na cor dourada que brotam do centro da galáxia...  Imagine ondas de espiritualidade entrando em sua casa, trata-se de um vento dourado claro e compacto.
Faça isto pelo tempo que quiser ou conseguir. É importante que nesta hora você esteja bem concentrado, fique firme, evite viajar em pensamento. Se perceber que está perdendo a concentração, pare o exercício e recomece-o depois.
Como última imagem, visualize a presença do arcanjo Methatron neste local, com os braços abertos, deixando fluir para o interior de sua casa ondas de espiritualidade...
Coloque o Pantáculo de Methatron num ponto, o mais alto possível, do centro de sua casa. Deixe-o lá. Seria bom que não ficasse a vista de todos (por exemplo: dentro de uma luminária).

A seguir, coloque o cristal de volta no local que escolheu como sendo o coração de sua casa e deixe-o lá.

Todos os dias (quando as condições da vida o permitirem), vá até o cristal, faça uma breve oração que aprendeu na infância, imagine então a figura do Arcanjo Methatron no centro de sua casa emanando ondas de espiritualidade.
Agradeça ao arcanjo e diga:

“Sobre a minha casa está postado o arcanjo Methatron
que emana ondas de prosperidade
para o interior de minha casa.
Prosperidade... Prosperidade... Prosperidade..."

A seguir imagine o arcanjo Sandalphon, no centro de sua casa. Imagine suas emanações de prosperidade penetrando em seu lar. Faça então a oração do arcanjo Sandalphon que já aprendeu. Repita o mesmo com o Arcanjo Uriel, Gabriel, Raphael e Michael.




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#14 De: "Marco Boeing" <cscwb@...>
Data: Seg, 4 de Jul de 2005 4:20 pm
Assunto: Estou chegando agora...
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Ola amigos, alguns ja me conhecem de outras listas,sou Marco Boeing,
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caminhando e aprendendo na Umbanda....

abraços

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#13 De: "Arcoiris" <nidiafabiana@...>
Data: Seg, 4 de Jul de 2005 3:11 pm
Assunto: Indaiá
arcoiris_cj
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Boa tarde grupo!
Estou feliz em participar de mais esse grupo e já aproveitando a
oportunidade, gostaria de perguntar aos membros, se alguém conhece algum
ponto para a Cabocla Indaiá e a sua história.

Um grande abraço


Fabiana

#12 De: *Cavaleiro_da_Estrela* <cavaleiro_da_estrela@...>
Data: Seg, 4 de Jul de 2005 4:15 am
Assunto: Faça de sua casa um templo de prosperidade 4
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Faça de sua casa um templo de prosperidade


Parte 4

Vamos continuar com o processo de transformação de sua casa num templo irradiante de felicidade, amor, saúde e riqueza.
 

Imprima ou desenhe num papel virgem (novo) o gráfico da figura acima. Trata-se do Pantáculo de Michael, selo que identifica este Arcanjo.

De posse do gráfico, apanhe a pedra que colocou no coração de sua casa, no primeiro ritual, e vá com os dois até o ponto situado mais ao Leste no interior de sua casa (Não vale quintal ou qualquer outra área externa). (Lado onde nasce o Sol)

Segurando o gráfico em sua mão direita e a pedra na esquerda, estenda-os para o Leste, mentalize a figura do arcanjo Michael e diga:

“Poderoso Michael, Arcanjo da Criação e Vida, grande governante do Fogo, cubra com tuas revigorantes vibrações de Paz....
Prosperidade... Prosperidade... Prosperidade...”


Arcanjo Michael

Neste momento visualize entrando por este lado de sua casa ondas de fertilidade e vida. São ondas de energia dourada de criação e reconhecimento...  Imagine ondas de fertilidade e criatividade entrando em sua casa, trata-se de um vento dourado claro, compacto.
Faça isto pelo tempo que quiser ou conseguir. É importante que nesta hora você esteja bem concentrado, fique firme, evite viajar em pensamento. Se perceber que está perdendo a concentração, pare o exercício e recomece-o depois.
Como última imagem, visualize a presença do arcanjo Michael neste local, com os braços abertos, deixando fluir para o interior de sua casa ondas de vida e criação...
Coloque o Pantáculo de Michael em algum ponto do lado leste de sua casa. Deixe-o lá. Seria bom que não ficasse à vista de todos.

A seguir, leve o cristal de volta para o local que escolheu como sendo o coração de sua casa e deixe-o lá.

Todos os dias (quando as condições da vida o permitirem), vá até o cristal, faça uma breve oração que aprendeu na infância, imagine então a figura do Arcanjo Michael lá na região Leste de sua casa emanando ondas de criatividade e fertilidade.
Agradeça ao arcanjo e diga:

“No lado Leste está postado o arcanjo Michael
que emana ondas de prosperidade
para o interior de minha casa.
Prosperidade... Prosperidade... Prosperidade..."

A seguir imagine o arcanjo Uriel, no lado norte de sua casa. Imagine suas emanações de prosperidade penetrando em seu lar. Faça então a oração do arcanjo Uriel que aprendeu no antepenúltimo Boletim. Repita o mesmo com o Arcanjo Gabriel, Raphael e Michael




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#11 De: *Cavaleiro_da_Estrela* <cavaleiro_da_estrela@...>
Data: Seg, 4 de Jul de 2005 4:06 am
Assunto: Faça de sua casa um templo de prosperidade 3
cavaleiro_da...
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Faça de sua casa um templo de prosperidade


Parte 3

Vamos continuar com o processo de transformação de sua casa num templo irradiante de felicidade, amor, saúde e riqueza.
 

Imprima ou desenhe num papel virgem (novo) o gráfico da figura acima. Trata-se do Pantáculo de Raphael, selo que identifica este Arcanjo.

De posse do gráfico, apanhe a pedra que colocou no coração de sua casa e vá com os dois até o ponto situado mais ao Sul no interior de sua casa (Não vale quintal ou qualquer outra área externa). (Para saber coloque o braço esquerdo apontado para o lugar onde nasce o Sol e o direito para onde ele morre. Naturalmente seu rosto estará voltado para o Sul.)

Segurando o gráfico em sua mão direita e a pedra na esquerda, estenda-os para o Sul, mentalize a figura do arcanjo Raphael e diga:

“Poderoso Raphael, Arcanjo da Cura e do Espírito Sagrado, grande governante do AR, cubra esta casa com tuas etéreas vibrações de sabedoria e equilíbrio.
Prosperidade... Prosperidade... Prosperidade...”


Arcanjo Raphael

Neste momento visualize entrando por este lado de sua casa todas as curas que necessitar, sejam elas físicas, emocionais, espirituais...  São ondas de energia amarelo claro de saúde perfeita e sabedoria. Vá além, pense em pessoas influentes e positivas que sorriem querendo ajudar você. Imagine ondas de saúde entrando em sua casa, trata-se de um vento amarelo claro, compacto.
Faça isto pelo tempo que quiser ou conseguir. É importante que nesta hora você esteja bem concentrado, fique firme, evite viajar em pensamento. Se perceber que está perdendo a concentração, pare o exercício e recomece-o depois.
Como última imagem, visualize a presença do arcanjo neste local, com os braços abertos, deixando fluir para o interior de sua casa ondas de saúde e sabedoria..
Coloque o Pantáculo de Raphael em algum ponto do lado sul de sua casa. Deixe-o lá. Seria bom que não ficasse à vista de todos.

A seguir, leve o cristal de volta para o local que escolheu como sendo o coração de sua casa e deixe-o lá.

Todos os dias (quando as condições da vida o permitirem), vá até o cristal, faça uma breve oração que aprendeu na infância, imagine então a figura do Arcanjo Raphael lá na região sul de sua casa emanando ondas de saúde e sabedoria.
Agradeça ao arcanjo e diga:

“No lado sul está postado o arcanjo Raphael
que emana ondas de prosperidade
para o interior de minha casa.
Prosperidade... Prosperidade... Prosperidade..."

A seguir imagine o arcanjo Uriel, no lado norte de sua casa. Imagine suas emanações de prosperidade penetrando em seu lar.



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#10 De: "Cigano das Almas" <cigano_das_almas7@...>
Data: Dom, 3 de Jul de 2005 11:34 pm
Assunto: ANÚBIS
cigano_das_a...
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ANÚBIS
 

Qual estrela reinventado a imanência da sua luz no cosmos da imortalidade, onde a mítica constelação da vida se traduzia e renovava num fulgor eterno, Anúbis (Anupu em egípcio) iluminava a noite do panteão egípcio enquanto pilar que sustinha o templo de um mito intemporal que prometia às almas a eternidade.

Escravizados pelo alento de vogarem no regaço da imortalidade, superando os próprios limites da existência, os Egípcios conceberam a arte do embalsamamento, que, ao conservar os seus corpos, os arrebatava ao abominável espectro da deterioração, tal como sugere uma das muitas inscrições talhadas sobre os caixões: “Eu não deteriorarei. O meu corpo não será presa dos vermes, pois ele é durável e não será aniquilado no país da eternidade”. Esta arte divina, apta a enfeitiçar o tempo, tornando-o escravo daqueles que a ela recorriam, era ditada, reinventada e abençoada por Anúbis, guardião das sublimes moradas da eternidade, Soberano das mumificações e embalsamamentos, intermediário entre o defunto e o tribunal que o aguardava no Além e deidade cuja aparência é estigmatizada pelas incumbências de que é investido. Por conseguinte, e numa flagrante evocação dos cães e chacais que velavam pelas inóspitas e desérticas necrópoles, esta divindade surge como um animal da família dos Canídeos ou, então, como um homem detentor de uma cabeça de chacal. A mitologia egípcia revela-nos que Anúbis era fruto de uma ilegítima noite de amor vivida por Osíris nos braços de Néftis. 

A lenda revela-nos que tão inusitada união dera-se quando do retorno do então Soberano do Egito ao seu magnífico país. Extenuando de uma viagem que o mantivera longe da sua pátria por uma eternidade, Osíris ardia em desejo de sentir o Sol que raiava no olhar de Ísis despir a mortalha de nuvens, tecida pela saudade, que vestia e sufocava os céus de sua alma. Ao vislumbrar Néftis, o deus enlaça-a então em seus braços, tomando-a pela sua esposa. E os seus sentidos, cegos pela paixão, revelam-se impotentes para lhe desvendar a traição que ele cometia, antes desta encontrar-se consumada. Graças a uma coroa de meliloto abandonada por Osíris no leito de Néftis, Ísis abraça a percepção de que o seu amado esposo havia-lhe sido infiel e, desesperada, confronta a sua irmã, que lhe revela que de tão ilídimas núpcias nascera um filho, Anúbis, o qual, temendo a cólera do seu esposo legítimo, Seth, ela havia ocultado algures nos pântanos. Ísis, a quem não fora concedido o apanágio de conceber um filho de Osíris, enleia então a resolução de resgatá-lo ao seu esconderijo, percorrendo assim todo o país até encontrar a criança. Acto contínuo, e numa notória demonstração da benevolência que lhe era característica, a deusa amamenta Anúbis, criando-o para tornar-se o seu protetor e mais fiel companheiro.

A lenda de Osíris comprova que Ísis foi coroada de sucesso, uma vez que, após o desmembramento do corpo de seu esposo, Anúbis voluntariou-se prontamente para auxiliar a deusa a reunir os inúmeros fragmentos do defunto. Posteriormente, Anúbis participa com igual dedicação nos rituais executados com o fim de restituir a Osíris o sopro de vida e que lhe facultaram a concepção da primeira múmia, fato que legitimou a sua conversão no venerado deus do embalsamamento, eterno guia do defunto no Além. A sua crescente influência garantiu-lhe um posto relevante no tribunal composto por quarenta e dois juizes que julgava os recém- inumados. De fato, é ele quem conduz o morto até Osíris, apresentando-o ao tribunal por ele presidido, para de seguida proceder à pesagem do coração. Se porventura o morto desejar mais tarde regressar à terra, é Anúbis quem ele tem a obrigação de notificar previamente, dado que esta surtida só será exequível com o seu consentimento expresso, formalmente consignado sob a forma de um decreto.



As suas múltiplas funções permitem a este deus deter diversas denominações, embora todas elas se encontrem intrincadamente relacionadas com o seu papel na vida póstuma dos egípcios. Assim, Anúbis é reconhecido como “o das ligaduras”, como patrono dos embalsamadores, “presidente do pavilhão divino”, enquanto soberano do edifício onde a poesia da mumificação era declamada por peritos, “senhor da necrópole” ou então “aquele que está em cima da montanha”, designações que exaltavam a sua posição enquanto guardião dos túmulos e condutor dos defuntos nos traiçoeiros labirintos do mundo inferior. Como tal, não é de todo inusitado o rol interminável de hinos e preces a ele destinados, que encontramos não raras vezes nas paredes das mastabas mais antigas e igualmente no famigerado “Texto das Pirâmides”.

Anúbis constitui igualmente a deidade tutelar da décima sétima província do Alto Egito, cuja capital, Cinopólis (“A Cidade dos Cães”), era o âmago do seu culto, não obstante a sua imagem ser também uma constante em relevos e textos figurativos existentes nas sepulturas reais ou plebéias do vale do Nilo. Com efeito, ao longo de toda a época faraônica, Anúbis usufruiu de uma inefável popularidade que se refletiu na sólida implantação do seu culto nos díspares centros religiosos do país, particularmente em Tebas ou Mênfis. Em Charuna, localidade próxima do seu principal santuário, deparamo-nos com uma necrópole de cães mumificados, os quais eram venerados enquanto animais sagrados do deus.

Mas afinal que arte era esta que Anúbis protegia e representava? Originalmente, antes de haverem alcançado o seu meticuloso método de mumificação, os Egípcios envolviam os seus defuntos numa esteira ou pele de animal, visando que o calor e o vento dissecassem os cadáveres. Após um moroso processo evolutivo, os embalsamadores conseguiram enfim obter de forma artificial tal conservação natural, mediante um prolixo tratamento, que se prolongava por setenta dias. Uma vez ser necessário quantidades abundantes de água para lavrar os corpos, este ritual era realizado na margem Ocidental do rio Nilo (a considerável distância das habitações), onde os embalsamadores trabalhavam numa tenda arejada. Ultimado o referido período de tempo, os defuntos seguiam para as designadas “Casas de Purificação”, meras salas reservadas para as práticas de mumificação, onde cada gesto dos embalsamadores era talhado no olhar vigilante dos sacerdotes. Segundo inúmeros baixos-relevos e pinturas, estes primeiros ostentavam máscaras com a efígie do deus- chacal Anúbis, a deidade protetora dos mortos, talvez num desejo de atrair a sua benevolência. 



O único exemplar que se conserva de semelhante máscara leva a crer que esta servisse igualmente de proteção contra os diversos cheiros que fustigavam os embalsamadores. Alguns momentâneos descuidos destes levaram-nos a esquecerem-se, por vezes, de determinados instrumentos no interior das múmias, o que nos permite conhecer, aprofundadamente, os seus diversos utensílios de trabalho: ganchos de cobre, pinças, espátulas, colheres, agulhas, vasos munidos de bicos para deitar a goma escaldante sobre o cadáver e furadores com cabeça de forcado, para abrir, esvaziar e tornar a fechar o corpo. Dada a ausência de qualquer informação legada pelos Egípcios sobre as suas técnicas de embalsamamento, é necessário recorrer aos relatos de historiadores gregos, como Heródoto, para que a nossa curiosidade seja saciada. As suas descrições permitem-nos vislumbrar cada movimento dos embalsamadores. Em primeiro lugar, estes extraíam o cérebro do defunto pelas narinas, com o auxílio de um gancho de ferro. Seguidamente, “com uma faca de pedra da Etiópia” (segundo refere Hérodoto) efetuavam uma incisão no flanco do defunto, pelo qual retiravam os intestinos do morto. 



Após terem limpo diligentemente a cavidade abdominal, lavavam-na com vinho de palma e preenchiam o ventre com uma fusão de mirra pura, canela e outras matérias odoríferas. Deixavam então o corpo repousar numa solução alcalina, baseada em cristais de natrão seco, onde permanecia durante setenta dias, ao fim dos quais a múmia era envolvida com mais de vinte camadas de ligaduras e coberta por um óleo de embalsamamento (uma mistura de óleos vegetais e de resinas aromáticas- coníferas do Líbano, incenso e mirra), que endurecia, rapidamente. Todavia, as suas propriedades anti-micósicas e anti-bacterianas não protegiam a estrutura do corpo esvaziado, dessecado e leve, facto comprovado pelo incidente ocorrido com a múmia do jovem faraó Tutankhámon, que se fragmentou, quando a tentaram remover do seu caixão. As faixas que envolviam o defunto eram, preferencialmente, de cores vermelho e rosa, jamais sendo utilizado para a sua concepção linho novo, mas sim, aquele que era obtido a partir das vestes que o morto envergava em vida. À medida que as ligaduras eram colocadas em torno dos defuntos, os sacerdotes presentes pronunciavam fórmulas sagradas. Simultaneamente, depositavam-se nos leitos de linho inúmeros amuletos profilácticos, tendo mesmo sido encontrada uma múmia com cerca de oitenta e sete destes objetos de culto. Entre estes encontrava-se ankh (vida), uma das mais preciosas dádivas oferecidas aos homens pelos deuses; o olho de oudjat, ou olho de Hórus, símbolo de integridade, que selava a incisão feita pelos embalsamadores, para retirar as entranhas do morto; um amuleto em forma de coração, concebido para assegurar que os defuntos seriam bem sucedidos nos seus julgamentos; e o escaravelho, esculpido em pedra, barro ou vidro. Este inseto enrola bolas de esterco, onde depõe os ovos. Os Egípcios creiam que um escaravelho gigante gerara o Sol de forma similar, rolando-o em direção do horizonte, até ao firmamento. Uma vez que todas as manhãs este astro soberano desprende-se de um abraço de trevas, o escaravelho tornou-se num símbolo da ressurreição dos mortos. 

No exórdio da civilização egípcia, ultimados os seus processos de mumificação, as pessoas notáveis eram inumadas num caixão de forma retangular, depositado num sarcófago de pedra, considerado como depositário das vida. Porém, ao longo da história, os caixões sofrem diversas metamorfoses, que alteraram, radicalmente, os seus simulacros. No Médio Império, os caixões tornaram-se antropomórficos, aumentando a sua produção. A própria múmia principiou a ter uma máscara de linho estucado, isenta de qualquer semelhança com o defunto. Na realidade, inúmeras múmias eram sepultadas em diversas urnas, sendo colocada uma dentro da outra, à semelhança das bonecas russas. Deste modo, a urna interna, mais ajustada, deveria encontrar-se apertada atrás. Durante muito tempo, os sarcófagos eram construídos em madeira. Não obstante, num período mais tardio, as urnas interiores eram efetuadas com camadas de papiro ou linho, o que se tornava mais economicamente acessível. Junto aos túmulos, repousavam cofres de madeira, que guardavam quatro recipientes, desde o mais humilde pote de barro ao mais faustoso vaso de alabastro. Estes canopes, cujo nome advém de Kanops, cidade situada a leste de Alexandria, continham as vísceras do defunto, uma vez que sem estas, o corpo não se encontraria completo. Inicialmente, esta pratica consistia em mais uma prerrogativa reservada aos soberanos do Egito, mas com alguma rapidez estendeu-se igualmente aos sacerdotes e altos funcionários e, por fim, no Novo Império, a todos os egípcios abastados. 



O fígado, o estômago, os pulmões e os intestinos eram envolvidos separadamente em tecidos de linho, formando embrulhos que eram, em seguida, depositados no interior dos díspares canopes, após terem sido impregnados com resina de embalsamamento. Em contrapartida, o coração, símbolo da razão, cerne do encontro do espírito e simulacro da alma, após ser submetido a um rigoroso tratamento que visava a sua conservação, era sempre recolocado no corpo do defunto, que iria necessitar dele, ao longo do seu julgamento no Além. Por seu turno, as intrínsecas vísceras eram entregues a quatro deidades protetoras, filhos de Hórus, cujas cabeças ornamentavam freqüentemente as tampas dos canopes: Amset, com cabeça de homem, (cujo nome resulta de aneth, uma planta conhecida pelas suas propriedades de conservação), tornado protetor do estômago; Hápi, possuidor de uma cabeça de babuíno, que vela pelos intestinos; Duamoutef, que ostenta uma cabeça de
cão e cuja missão é proteger os pulmões; e Quebekhsenouf, detentor de uma cabeça de falcão, que preserva o fígado. A partir do Novo Império, eram representadas nas arestas dos canopes deusas protetoras, que, com as asas abertas, resguardavam os seus conteúdos. As mesmas deusas surgiam ajoelhadas nos cantos dos sarcófagos. Nut, a deusa da abóbada celeste, adorna a face interior do tampo do caixão.



Paradoxalmente, os mais humildes eram privados de qualquer prerrogativa, sendo sepultados no deserto, envoltos numa pele de vaca, uma vez que não possuíam meios para pagar o avultado preço da imortalidade.

Detalhes e vocabulário egípcio:


Djed- eternidade;


Keres- caixão;


Na Época Greco-Romana, Anúbis foi investido de novas incumbências, encarnando numa deidade cósmica, regente dos céus e da terra.
Etimologicamente, o epíteto “Anupus” pode possuir a sua origem na palavra inep, empregue com o significado de “putrificar”.


A imagem de Anúbis, nas suas díspares representações, é uma constante não apenas nas múmias e sarcófagos, mas também nas vinhetas dos papiros funerários. A estatueta de Anúbis com cabeça de cão selvagem constituía igualmente um amuleto, que colocava os defuntos sobre a proteção do deus. Evoca-se como exemplo o túmulo do jovem Tutankhámon, entre muitos outros.


A famigerada múmia do faraó Ramsés III sobreviveu inderme durante quase 3000 anos, graças à arte egípcia do embalsamamento e à preservação do deserto. Porém, alguns meses de permanência num museu teriam causado a sua total destruição, caso inúmeros egiptólogos não houvessem agido, prontamente.


out- embalsamadores


vabet- lugar de purificação, 'Casa da Purificação'


 

 (desconheço o autor)

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#9 De: "Cigano das Almas" <cigano_das_almas7@...>
Data: Dom, 3 de Jul de 2005 6:33 pm
Assunto: Livros Espíritas Grátis
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#8 De: "Cigano das Almas" <cigano_das_almas7@...>
Data: Dom, 3 de Jul de 2005 3:11 pm
Assunto: OSHO
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“O amor é alquímico. Se você se amar, a sua parte feia desaparecerá, será absorvida, será transformada.
A energia é liberada daquela forma.
Todas as coisas que são chamadas de pecado
simplesmente desaparecem. 
Ame-se. Esse deveria ser o mandamento fundamental.
Ame-se. Tudo o mais se seguirá, mas esse é o alicerce.”

OSHO, The True Sage, # 4

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#7 De: *Cavaleiro_da_Estrela* <cavaleiro_da_estrela@...>
Data: Dom, 3 de Jul de 2005 2:25 am
Assunto: Faça de sua casa um templo de prosperidade 2
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Faça de sua casa um templo de prosperidade


Parte 2

Vamos continuar com o processo de transformação de sua casa num templo irradiante de felicidade, amor e riqueza.
 

Imprima ou desenhe num papel virgem (novo) o gráfico da figura acima. Trata-se do Pantáculo de Gabriel, selo que identifica este Arcanjo.

De posse do gráfico, apanhe a pedra que colocou no coração de sua casa e vá com os dois até o ponto situado mais a Oeste no interior de sua casa (Não vale quintal ou qualquer outra área externa). (Para saber coloque o braço direito apontado para o lugar onde nasce o Sol e o esquerdo para onde ele morre. Naturalmente seu rosto estará voltado para o Norte.)

Segurando o gráfico em sua mão direita e a pedra na esquerda, estenda-os para o Oeste, mentalize a figura do arcanjo Gabriel e diga:

“Poderoso Gabriel, Arcanjo mensageiro e anunciador da Palavra,
cubra esta casa com tuas poderosas vibrações de amor e prosperidade.
Proseridade... Prosperidade... Prosperidade...”


Arcanjo Gabriel

Neste momento visualize entrando por este lado de sua casa todas as riquezas emocionais e amorosas que você puder. São ondas de energia rosa de amor, paz  e felicidade... Vá além, pense em pessoas influentes e positivas que sorriem querendo ajudar você. Imagine ondas de amor entrando em sua casa, trata-se de um vento rosa claro, compacto.
Faça isto pelo tempo que quiser ou conseguir. É importante que nesta hora você esteja bem concentrado, fique firme, evite viajar em pensamento. Se perceber que está perdendo a concentração, pare o exercício e recomece-o depois.
Como última imagem, visualize a presença do arcanjo neste local, com os braços abertos, deixando fluir para o interior de sua casa ondas de amor e prosperidade emocional e sentimental.
Coloque o Pantáculo de Gabriel em algum ponto do lado oeste de sua casa. Deixe-o lá. Seria bom que não ficasse à vista de todos.

A seguir, leve o cristal de volta para o local que escolheu como sendo o coração de sua casa e deixe-o lá.

Todos os dias (quando as condições da vida o permitirem), vá até o cristal, faça uma breve oração que aprendeu na infância, imagine então a figura do Arcanjo Gabriel lá na região oeste de sua casa emanando ondas de amor e prosperidade.
Agradeça ao arcanjo e diga:

“No lado oeste está postado o arcanjo Gabriel
que emana ondas de prosperidade
para o interior de minha casa.
Proseridade... Prosperidade... Prosperidade..."




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#6 De: *Cavaleiro_da_Estrela* <cavaleiro_da_estrela@...>
Data: Dom, 3 de Jul de 2005 2:22 am
Assunto: Faça de sua casa um templo de prosperidade 1
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Faça de sua casa um templo de prosperidade


Você pode transformar sua casa num templo irradiante de felicidade, amor e riqueza.

Para isto consiga um cristal virgem, isto é, um que nunca tenha sido programado ou usado para fins místicos ou mágicos. Pode ser um que você já possua ou um que você compre. O importante é que você goste bastante da pedra.

Lave o cristal com sal grosso.

Deixe-o tomar Sol por meia hora.

Passe uma flanela macia nele.

Depois escolha um lugar que você considere como sendo o coração da casa. Pode ser uma gaveta, a prateleira de um armário, a superfície de uma mesa, um canto da sala (deve ser no interior do corpo principal de sua casa).

Limpe muito bem este local e se possível, coloque uma toalha branca.

Apoie a pedra sobre a toalha, estenda as mãos para o local e a pedra.

Então, faça uma oração que aprendeu na infância e a seguir estenda as mãos para o local escolhido e abençôe-o dizendo:
“Em nome do Deus que habita o meu interior, abençôo este local. Prometo protegê-lo e honrá-lo com todas as minhas forças. Que as forças aglutinadoras do universo penetrem neste local purificando-o e iluminando-o, deixando-o pronto para se transformar num templo irradiante de prosperidade. Como nisto eu acredito e é isto que eu quero. Assim será e assim é.”
 

Imprima ou desenhe num papel virgem (novo) o gráfico da figura acima. Trata-se do Pantáculo de Uriel, selo que identifica este Arcanjo.

{Observação para os que se iniciam nos mistérios do computador: Para trazer a figura para seu computador, clicke sobre ela, com o botão direito do mouse; vai aparecer um quadro indicativo; escolha salvar a figura; outro quadro surgirá, perguntando onde quer salvar; escolha um arquivo apropriado e de ok. Se você não tem programa gráfico pode importá-lo para o de texto como figura anexada.}

De posse do gráfico, apanhe a pedra e vá com os dois até o ponto situado mais ao Norte no interior de sua casa (Não vale quintal ou qualquer outra área externa). (Para saber coloque o braço direito apontado para o lugar onde nasce o Sol e o esquerdo para onde ele morre. Naturalmente seu rosto estará voltado para o Norte.)

Segurando o gráfico em sua mão direita e a pedra na esquerda, estenda-os para o Norte, mentalize a figura do arcanjo Uriel e diga:

“Poderoso Uriel, Arcanjo da Misericórdia,
cubra esta casa com tuas poderosas vibrações de materialização.
Proseridade... Prosperidade... Prosperidade...”


 
Arcanjo Uriel

Neste momento visualize entrando por este lado de sua casa todas as riquezas materiais que você puder. São barras de ouro que chegam, brilhantes que são descarregados aos fardos, jóias, alimentos, dinheiro, veículos, imóveis... Vá além, pense em pessoas influentes e positivas que sorriem querendo ajudar você. Imagine ondas de boa saúde entrando em sua casa, trata-se de um vento verde escuro, compacto.
Faça isto pelo tempo que quiser ou conseguir. É importante que nesta hora você esteja bem concentrado, fique firme, evite viajar em pensamento. Se perceber que está perdendo a concentração pare o exercício e recomece-o depois.
Como última imagem, visualize a presença do arcanjo neste local, com os braços abertos, deixando fluir para o interior de sua casa ondas de riqueza, saúde física, fartura e prosperidade material.
Coloque o Pantáculo de Uriel em algum ponto do lado norte de sua casa. Deixe-o lá. Seria bom que não ficasse à vista de todos.

A seguir, leve o cristal para o local que escolheu como sendo o coração de sua casa e coloque-o lá.

Todos os dias (quando as condições da vida o permitirem), vá até o cristal, faça uma breve oração que aprendeu na infância, imagine então a figura do Arcanjo Uriel lá na região norte de sua casa emanando ondas de riqueza, saúde física, fartura e prosperidade material.
Ao terminar, agradeça ao arcanjo e diga:

“No lado norte está postado o arcanjo Uriel
que emana ondas de prosperidade
para o interior de minha casa.
Proseridade... Prosperidade... Prosperidade..."

Continua...




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#5 De: "Cigano das Almas" <cigano_das_almas7@...>
Data: Sáb, 2 de Jul de 2005 9:33 pm
Assunto: AS MITOLOGIAS AFRO E GREGA
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AS MITOLOGIAS AFRO E GREGA

A orientação objetiva da mente humana criou a necessidade do homem pesquisar para dar o desenvolvimento à inteligência, que é uma satisfação dessa necessidade.

Dentro da vocação de cada um, o homem busca o seu desenvolvimento inteligente para dar expansão naquilo que ele pensa, que deve fazer para o bem de uma certa coletividade.

Entretanto este nosso tema não é em todo um tratado sobre a mitologia ou as religiões, porém apenas cuidamos de estudar, pesquisar, dando à nossa interpretação, quer científica, quer religiosa ou filosófica, referente às lendas, cuja citação já apresentamos nos capítulos: Ponto de Fogo, Astronautas Pré-históricos. E aqui A Lenda da Mulher-peixe.

Continuamente procuramos mostrar aos Irmãos umbandistas o conhecimento analógico através das lendas; tentamos também explicar o porque das lendas, pois, mesmo antes do aparecimento de qualquer escola racionalista, sempre o homem se preocupou em conhecer o mistério de sua origem, de certos fenômenos, e sobre tudo de seu fim, seu Destino.

Sobre as lendas, de onde vieram? Têm algum fundamento na verdade ou são apenas sonhos da imaginação? Pois dizemos que todas lendas têm seu fundamento de verdade.

Os filósofos têm aventado sobre o assunto em diversas teorias.
1a - Teoria Bíblica - De acordo com esta teoria, todas as lendas mitológicas têm sua origem nas narrativas das Escrituras, embora os fatos tenham sido distorcidos e alterados; porém a verdade é que cada povo ou geração tem a sua lenda.
Assim, Deucalião é apenas um outro nome de Noé, Hércules de Sansão, Áriom de Jonas, etc...
Sir Walter, em sua História do Mundo, diz: Jubal Tubal e Tubal Caim são Mercúrio, Vulcano e Apolo, inventores do Pastoreio, da Fundição e da Musica. O Dragão que guarda os pomos de ouro, era a serpente que enganou Eva. A torre de Nemrod foi a tentativa dos gigantes contra o Céu. Há sem dúvida, muitas coincidências curiosas como estas, mas a teoria não pode ser exagerada até o ponto de explicar a maior parte das lendas, sem se cair no contra-senso.

2 a - Teoria Histórica - Por essa teoria, todas as personagens mencionadas na mitologia foram seres humanos reais e as lendas e tradições fabulosas à elas relativas são apenas acréscimos e embelezamento, surgido em épocas posteriores. Assim a história de Éolo, rei e deus dos ventos, teria surgido do fato de Éolo ser o governante de alguma ilha do Mar Tirreno, onde reinou com justiça e piedade e ensinou aos nativos o uso da navegação à vela e como predizer, pelos sinais atmosféricos, as mudanças do tempo e dos ventos.
Cadmo, que segundo a lenda, semeou a terra com dentes de dragão, dos quais nasceu uma safra de homens armados, foi na realidade um emigrante vindo da Fenícia, que levou à Grécia o conhecimento das letras do alfabeto, ensinando-o aos naturais daquele país.
Desses conhecimentos rudimentares nasceu a civilização que os poetas se mostraram sempre inclinados a apresentar como a decadência do estado primitivo do homem, a Idade do Ouro em que imperavam a inocência e a simplicidade.

3a - Teoria Alegórica - Segundo essa teoria, todos os mitos da antiguidade eram alegóricos e simbólicos, contendo alguma verdade moral, religiosa ou filosófica, ou algum fato histórico, sob a forma de alegoria, passaram a ser entendidos literalmente. Assim Saturno que devora os próprios filhos, é a mesma Divindade que os gregos chamavam de Cronus, (os cultos afros têm um Orixá, chamado Tempo) que pode-se dizer, na verdade destrói tudo que ele próprio cria.

4a - Teoria Física - Para esta teoria, os elementos ar, fogo e água, originalmente objeto de adoração religiosa, sendo as principais Divindades personificadas nas forças da natureza. Foi fácil a transição da personificação dos elementos para a idéia de seres sobrenaturais, dirigindo e governando os diferentes objetos da natureza. Antigos povos, os gregos acreditavam que toda a natureza era povoada por seres invisíveis, e que todos os objetos, desde o Sol e o Mar até a menor fonte ou riacho, estavam entregues aos cuidados de alguma Divindade e atributos particulares.

Entretanto, todas as teorias acima mencionadas, são verdadeiras até certo ponto, no qual nos podemos igualá-las dentro dos princípios de nossa religião. Seria portanto, mais correto dizer-se que a Mitologia de uma geração ou nação vem de todas àquelas fontes combinadas e não de uma só em particular. Há muitos mitos originados pelo desejo do homem de explicar fenômenos naturais que ele não pode compreender e que não poucos surgirão de desejo semelhante de explicar a origem de nomes de lugares e pessoas.

IEMANJÁ (VÊNUS - AFRODITE)

Aqui apresentamos coletâneas das magníficas lendas do culto afro e mitologia grega.

Demonstramos que Afrodite, Vênus, deusa das lendas gregas, é a mesma Iemanjá (Sereia) dos cultos afros, na certeza de quem ler com atenção, julgará conosco essa exortativa comparação.

Iemanjá era conhecida pelos romanos como Vênus, enquanto que os gregos a conheciam como Afrodite.

Vejamos como nos é oferecido Vênus:
Vênus era muito cultuada na Grécia, onde lhe foram erigidos numerosos templos. Seus alimentos eram cisnes, pombos, pássaros e lebres, lhes eram consagrados e oferecidos em sacrifícios. Seus altares eram ornados com flores, especialmente rosas, e lhes eram oferecidos frutos perfeitos e sazonados, sendo-lhe especialmente consagradas a maçã e a romã. No antigo Império Romano, principalmente em Veneza, nos rituais dedicados à Afrodite, o seu povo lançava às águas um anel de ouro, rosas, etc.

Vejamos agora Iemanjá, como todos sabem é a divindade das águas verdes, salgadas, ela leva um leque e bracelete de metal prateado, ela dança interpretando o movimento das águas agitadas. É considerada por muitos a Mãe de todos os Orixás, pois vê crescer, ano a ano, o número de seus adeptos, no Brasil é considerada pelos Umbandistas, a Rainha do Mar, Protetora da família, cultuada aos sábados e fim de ano nas praias.

No entanto, dentro do sincretismo Católico-umbandista, ela é Nossa Senhora da Glória, festejada à 15 de Agosto no Rio de Janeiro e Nossa Senhora da Conceição na Bahia.

Porém o sincretismo não passa de um fenômeno de fé, e não tem influência na filosofia dos Cultos Afro-brasileiros; no entanto o sincretismo de Oxalá com Jesus, este já explicamos dentro da Cabala, Jesus e Oxalá é a mesma divindade, isto é, a 2a pessoa da Trindade Divina do Culto do Omolocô.

Iemanjá tem seu fetiche, que é a concha marinha. Sua insígnia, um leque (abebé - leque circular metálico, atributo (2) de Oxum, quando feito de latão, e de Iemanjá, quando de metal prateado e com uma sereia)

Os alimentos consagrados são pombo branco, milho, galo branco, ovelha branca, cabra branca, camarão azeite de dendê, leite de coco, como podemos ver, desde as mais antigas civilizações do mundo, Iemanjá já era cultuada nos mares onde tem o maior e melhor alimento da vida, que é o Sal.

As oferendas consagradas às Divindades, podem ser cruentas ou incruentas, segundo a necessidade de derramamento de sangue ou não; o seu nome é Efó (sacrifício) que se fazem às divindades.

Os antigos hebreus, também os novos, ainda praticam estes rituais secretamente dentro da cabala; dão nome de Nedaboh (vindo a palavra do verbo Nadah - agir espontaneamente).

Noé também deu oferendas quando saltou da barca, depois do dilúvio, oferecendo num altar ao Senhor, ao pé do Monte Ararat animais e aves puras em holocausto sobre este altar.

Gênese 8, 20

No Novo Testamento, é bastante conhecida a oferta de ouro, mirra e incenso pelos Três Reis Magos ao Menino Jesus.

E agora perguntamos: Iemanjá - Vênus - Afrodite, devem ser consideradas como uma só divindade?

Para nós, julgamos ser uma só, sob nomes diferente.

A LENDA GREGA DE VÊNUS

Sob o nome Romano de Vênus e o grego de Afrodite, esta deusa foi uma das divindades mais cultuadas na antiguidade.

Não nasceu do ventre de nenhuma mulher, deusa ou mortal; surgiu da espuma do mar, fecundada pelo sangue de Urano, o Céu, que foi emasculado por seu filho Saturno.

Uma concha de madrepérola agasalhou essa espuma (e lembra que o fetiche de Iemanjá é uma concha marinha de madrepérola) servindo-lhe de abrigo e foi conduzida pelo mar até próximo à ilha de Chipre, onde se abriu, fazendo surgir Vênus.

Zéfiro, um dos oito ventos, entregou Vênus às mãos das Musas, que se encarregaram de criá-la e educá-la.

Vênus foi esposa de Vulcano, o feio e desajeitado deus ferreiro que vivia trabalhando na forja com seus medonhos auxiliares, os ciclopes (gigantes fabulosos com um só olho na testa). Vulcano foi enganado de mil formas por sua belíssima e sensual esposa.

A aventura amorosa que a deusa do amor teve com Marte, foi a mais ruidosa do Olimpo.

Nos encontros entre ambos, Marte deixava de guarda Alectrião, seu favorito, que era muito preguiçoso.

Certa vez, Febo, também considerado como Apolo, o Sol, e que também amava Vênus, seguiu os dois apaixonados até seu esconderijo secreto. Tendo Alectrião adormecido, Febo pode espiá-los de perto e, vendo o que sucedia, foi chamar Vulcano.

O marido ultrajado, apanhando os amantes em flagrante, envolveu-os numa rede poderosa e invisível e chamou todos os deuses para que testemunhassem o adultério.

Desse amor com Marte, Vênus teve um filho, Cupido (identificado na mitologia afro, como Orugã, Orixá do amor) ou Eros, o deus do amor.

Percebendo os males que Cupido poderia causar, Júpiter pediu à Vênus que se desfizesse dele, mas ela não lhe obedeceu. Como Cupido estivesse condenado a ser sempre criança, enquanto não tivesse outro irmão, Vênus teve outro filho de Marte, Anteros, ou antiamor, aquele que transforma o amor em ódio.

Além de Cupido, Vênus foi também mãe dos amores, dos jogos e dos risos.

De seu amor com Baco, nasceu a divindade chamada Hímen, ou Himeneu.

A maior paixão que sentiu foi por Adônis, um mortal que era mais belo do que qualquer dos deuses. Por ele, Vênus fugiu do Olimpo, separou-se de seus companheiros e desdenhou da companhia dos deuses. Enciumado, Marte transformou-se num javali, atacou Adônis e matou-o.

Vênus, depois de chorar longamente, transformou Adônis em anêmona, flor de grande beleza e vida efêmera.

Netuno foi seu último esposo (identificado na mitologia afro, como Obá - Olorum, Rei dos mares). A primeira lenda nos conta que Netuno (também conhecido como Nereu ou Posêidon), deus marinho muito antigo, filho do Oceano e de Tétis, casou-se com sua irmã gêmea, Dóris, que lhe deu cinqüenta (50) belíssimas filhas que foram chamadas Nereidas.

Netuno, o deus das águas, apaixonou-se por uma delas, Anfitrite. Netuno tinha seu palácio no fundo do mar, tinha cavalos com crina de ouro que puxavam seu carro por sobre as ondas, e ostentava um tridente. Anfitrite, temendo a severidade do deus e os mistérios existentes nos profundos abismos, fugiu amedrontada.

Refugiou-se nos rochedos próximos ao Monte Atlas, mas lá foi encontrada por dois golfinhos que a persuadiram a aceitar o amor de Netuno.

Anfitrite deixou-se convencer e os dois peixes a levaram para junto do deus marinho que, agradecido, pediu à Júpiter, seu irmão, que os imortalizasse. Netuno e Anfitrite formaram um casal muito feliz e de sua união nasceram não só inúmeras Ninfas marinhas, como também o mais famoso dos divinos seres da água, Tristão. A outra lenda que é também muito difundida, conta que dois golfinhos salvaram a vida de Vênus e de seu filho, Cupido, quando ambos eram perseguidos pelo gigante Tifon, durante a guerra que Júpiter desencadeou contra os monstruosos gigantes.

IEMANJÁ MORA EM ABÉOKUTÁ

No Brasil, como todos sabem, Iemanjá é uma divindade extremamente popular. Para suas oferendas no mar, seus adeptos levam contas transparentes como cristais e braceletes de metal prateado. É simbolizada por seixos marinhos e coquinhos; quando se manifesta ela traz um leque (abebé) na mão, e os Iaôs imitam o movimento das ondas descendo e levantando o corpo.

Ela é recebida com o grito (saudação) Odoiá no Nagô e Odó-Fiaba no Omolocô, a mãe das águas. Iemanjá mora em Abéokutá, na Nigéria, no rio Ogun, e é considerada a divindade das águas do mar.

Segundo alguns historiadores é a mãe de todos os Orixás. Nada pode existir sem água.

Ela tem a mesma função que Iôiê Moiô e Olokum na linha Ifé mas ela não necessita de um Orixá macho para complemento.

Ela estaria na posição de Nanã Buruku no Adelê.

Assim diz a lenda que nos tempos antigos, quando faltava água, era porque Iemanjá estava deitada e dormia sobre seu lado esquerdo. Quando voltava da esquerda para a direita, as fontes jorravam água.

Ela simboliza a maternidade; as estatuas a representam como uma mulher grávida, as mãos sobre o ventre, com seios volumosos aos quais fazem alusão nos cânticos Nossa Mãe de mamas chorosas aos seus seios dos quais em algumas lendas, dizem ainda jorrar água.

Bibliografia:
TECNOLOGIA OCULTISTA DA UMBANDA DO BRASIL
Tancredo da Silva Pinto

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#4 De: "Cigano das Almas" <cigano_das_almas7@...>
Data: Sáb, 2 de Jul de 2005 9:47 pm
Assunto: O Número 7 Cabalístico
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O Número 7 Cabalístico
 

O número 7 (sete), é cabalístico na Umbanda, porque:

7 são as Nações que praticam a Umbanda
7 são as Linhas de cada Nação
7 são os Orixás que comandam estas Linhas
7 são os dias da semana
7 foram as Chagas de Cristo
7 foram as quedas à caminho do Gólgota
7 são as Divindades que comandam a Natureza
7 são as Cabeças da Hidra
7 são as cores refratadas pelo prisma
7 foram as Horas de agonia do Mestre Jesus
7 são as rogatórias do Pai Nosso
7 são os Chacras entéricos
7 são os Plexos na matéria
7 são as Posições Fundamentais e Liturgias na Umbanda
7 são as Posições Secundárias e Ritualísticas na Umbanda
SETH (7) era o nome do irmão de Osíris (Egito Antigo)
7 = Moisés deixou 5 livros e a lei se resume em 2 testamentos
São 7 os altares, 7 os bezerros e 7 os carneiros de Balac
7 anos gastos na construção do Templo de Salomão
7 casais de cada espécie de animal postos na Arca de Noé
No 7o mês a Arca de Noé repousa no Monte Ararat
O Candelabro de 7 braços
Os 7 castiçais de ouro
As fases dos 7 Anos
As 7 lâmpadas de fogo
Os 7 Grandes princípios HERMÉTICOS
O livro dos 7 Selos
As 7 notas musicais
Os 7 palmos das sepulturas
Os 7 Planetas Sagrados
As 7 vacas, 7 espigas do sonho do Faraó, desvendado por José do Egito
As 7 Taças (cheias de pragas)
Os 7 contra Tebas
As 7 Trombetas do Apocalipse
7 são as dores de NOSSA SENHORA:
a) A perda do menino Jesus no Templo
b) A fuga para o Egito
c) O encontro com Jesus na rua da amargura
d) A Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo
e) A morte de Jesus Cristo
f) O Filho morto é colocado em seus braços
g) O sepultamento de Jesus
Os 7 Arcanjos ante o trono do Criador:
a) Gabriel
b) Rafael
c) Joriel
d) Miguel
e) Samuel
f) Ismael
g) Iramael
7 Cores refratadas pelo Prisma:
a) Violeta
b) Amarelo
c) Anil
d) Verde
e) Laranja
f) Azul
g) Vermelho
As Constelações de 7 Estrelas:
a) Alcione
b) Caleano
c) Asterope
d) Merope
e) Tayegeta
f) Eletra
g) Maya
Os 7 Elementais:
a) Arcanjos
b) Anjos
c) Devas
d) Silfos
e) Gnomos
f) Salamandras
Os 7 Elementos:
a) Éter
b) Água
c) Metais
d) Pedra
e) Matas
f) Terra
g) Fogo
As 7 Igrejas da antiguidade:
a) Tiaira
b) Éfeso
c) Esmirna
d) Laudicéia
e) Filadélfia
f) Bérgamo
g) Sardesi
As 7 Maravilhas do Mundo:
a) Pirâmide de Quéops
b) Jardim Suspenso de Semíramis, na Babilônia
c) Farol de Alexandria
d) Colosso de Rhodes
e) Túmulo de Mansolo, em Helicarnasso
f) Estátua de Júpiter Olímpico, em Olímpia.
g) Templo de Artemis, em Éfeso
Os Deuses do Olimpo tinham 7 formas:
a) Forças Espirituais
b) Forças Cósmicas
c) Deuses
d) Corpos Celestes
e) Poderes Psíquicos
f) Reis Divinos
g) Heróis e Homens Terrestres.
Os 7 Planetas sagrados:
a) Sol
b) Lua
c) Mercúrio
d) Vênus
e) Marte
f) Júpiter
g) Saturno
Os 7 Planos da Evolução:
a) Plano dos Espíritos Virginais, do Criador
b) Plano do Espírito Divino
c) Plano do Espírito
d) Plano da vida
e) Plano do Pensamento
f) Plano do Desejo
g) Plano do Mundo Básico
Os 7 Princípios da Moral Pitagórica:
a) Retidão de propósitos
b) Tolerância na opinião
c) Inteligência para discernir
d) Clemência para julgar
e) Ser verdadeiro em Palavras e Atos
f) Simpatia
g) Equilíbrio
As 7 Pragas do Egito:
a) Gafanhotos
b) Água se tornar sangue
c) Rãs
d) Piolhos
e) A Peste
f) Saraivada (chuva de granizo)
g) As trevas
Os 7 Sábios da Grécia:
a) Thales de Mileto
b) Bias
c) Cleopulo
d) Mison
e) Quilon
f) Pitaco
g) Sólon
Os 7 Sacramentos:
a) Batismo
b) Confirmação
c) Eucaristia
d) Sacerdócio
e) Penitência
f) Extrema-unção
g) Matrimônio
As 7 Virtudes Humanas:
a) Esperança
b) Fortaleza
c) Prudência
d) Amor
e) Justiça
f) Temperança
g) Fé
Os 7 Pecados Capitais:
a) Vaidade
b) Avareza
c) Violência
d) Egoísmo
e) Luxúria
f) Inveja
g) Gula
Os 7 propósitos da Ioga:
a) Isolamento
b) Discernimento
c) Clarividência
d) Calma
e) Perseverança
f) Fortalecimento
g) Purificação
 
Fonte:http://www.umbandaracional.com.br/umbanda.html
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#3 De: "Cigano das Almas" <cigano_das_almas7@...>
Data: Sáb, 2 de Jul de 2005 3:46 pm
Assunto: HÁTHOR
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HÁTHOR
 

Amor... Rutilante véu de estrelas que veste de luz o corpo de pérolas negras da noite da humanidade... Rosa de fogo, orvalhada por uma poesia em chamas, despontando nos jardins do horizonte, para almas vagantes inebriar com o perfume de um imortal Sol de felicidade... Cálice de sonhos e feitiços derramado sobre os corações dos Antigos Egípcios pela sensual Háthor, soberana de um éden de felicidade perene, em cujo esplendor brotava o cobiçado fruto do amor, nascia a maviosa nascente da música, em cujas águas vogava a sensualidade das danças, desabrochavam as orquídeas selvagens do erotismo e brincava a doce brisa da alegria. Sua alma, cosmos de amores constelados, renovava-se nos semblantes de todas as apaixonadas que devotadamente a inundavam de preces ardentes, na esperança de escravizarem o coração dos seus amados e, por conseguinte, alcançarem “a felicidade e um bom marido”.

Venerada em Dendera por nas suas mãos divinas florescer o amor, a bela deusa, filha de Rá, inúmeras vezes representada sob a forma de uma vaca, desempenhava, tal como sucedia a um rol imensurável de outros deuses, díspares papéis, em diferentes zonas do Egito. Podemos afirmar que as suas origens remontam a uma época longínqua da história, já que a deusa consta do documento egípcio mais antigo conhecido até ao momento: a “Paleta de Narmer”, cuja leitura nos permite conhecer a unificação do Egito por Narmer, primeiro faraó da I Dinastia, acontecimento que constitui a inauguração da instituição faraônica. Ambas as faces deste documentos estão ornadas com cabeças de vaca que, tal como referido anteriormente, simbolizam a deusa Háthor. No Delta, é associada ao céu, sustendo o disco- solar no seu toucado, enquanto, em Tebas, surgia como uma deusa da morte. Enquanto protetora da necrópole tebana, Háthor é representada como uma vaca emergindo de uma montanha escarpada que simboliza a falésia onde estão escavados os túmulos. Aqueles que se aproximavam da morte, suplicavam, assim, pela sua proteção, ao longo das suas viagens até ao além. 

Com efeito, tal como a maioria das divindades egípcias, Hátor sabia mostrar-se cruel e devastadora. Tomemos como exemplo uma das lendas, que procura explicar as mudanças de estação, na qual, após uma feroz discussão com o seu pai, Hátor refugia-se no deserto, permitindo que as trevas invadissem a terra, uma vez que o Sol somente ocuparia o seu legítimo lugar, quando a deusa retornasse. A euforia rasga tão profundo pesar, quando, persuadida por seu pai, Hátor regressa, enfim, banindo a noite. Em torno desta personagem, tece-se ainda outra narrativa, notavelmente, violenta. Indignado por a

 

humanidade lhe haver desobedecido, Rá toma a decisão de massacrá-la, enviando, para este fim, a sua filha, tornada num olho solar fulminante. Porém, ao contemplar a devastação que a sua filha causava, Rá compadece-se daqueles que lhe haviam desobedecido e toma a resolução de por fim a tão hediondo crime. Deste modo, convida a sua filha a sorver uma cerveja cor de sangue, que, além de a embriagar, lança-a num sono profundo. Ao despertar, a sua cólera insaciável havia-se desvanecido, pelo que os derradeiros sobreviventes da sua chacina permaneceram incólumes. 

Em Dendera, ergueu-se, no templo ptolomaico, um imponente templo em sua honra, que a deusa deixava, anualmente, para, após uma prolixa viagem através do Nilo (em que o seu temperamento bravio era suavizado por músicas e bebidas) consumar o seu divino casamento com o deus- falcão Hórus, que a aguardava em Edfu (cidade situada a cerca de cento e sessenta quilômetros a montante do Nilo). Esta diligência mítica, que mantinha Háthor afastada da sua morada durante cerca de três semanas, era celebrada pelos egípcios com um festival alegre e faustoso. Procurando reproduzir o trajeto executado pela deusa, a solene procissão seguia então pelo rio, rasgando com uma barca (“A Bela de Amor) onde, detentora de uma fastígio inigualável, uma estátua de Háthor se elevava. Concomitantemente, os sacerdotes de Edfu preparam o encontro dos esposos, que ocorrerá no exterior do santuário, mais exatamente numa exígua capela localizada a norte da cidade. Este encontro deveria suceder num momento preciso, ou seja, à oitava hora do dia da lua nova do décimo primeiro mês do ano. Quando por fim Háthor abençoa Edfu com a sua magnífica presença e perfuma aos lábios de seu esposo com o incenso de um beijo, iniciam-se então as festividades, no decorrer das quais a deusa é aclamada, saudada e inebriada com a música docemente tocada em sua honra. Não era pois Háthor a “Dourada”, a “Dama das Deusas”, “A Senhora” e “A Senhora da embriagues, da música e das danças”?

 

Seguidamente, os esposos separam-se e ocupam as suas barcas, para que o cortejo possa dirigir-se para o santuário principal, onde os sacerdotes puxam as embarcações para fora de água e instalam-nas no recinto. Uma vez mais acompanhada por seu marido, Háthor saúda então seu pai, o Sol, que ao lado de Hórus velava por Edfu, como referem os inúmeros textos encontrados: “ela vai ao encontro de seu pai Ré, que exulta ao vê-la, pois é o seu olho que está de volta”. Terminado este encontro, tão lendários esponsais são enfim celebrados, prometendo, entre suntuosos festejos, os dois deuses a divinas núpcias de luz. No dia seguinte, dá-se início a uma faustosa festa, que se demora pelos catorze dias do quarto crescente, num período de tempo marcado por um rol quase inefável de ritos, sacrifícios, visitas a santuários, celebrações, solenidades, entre outros eventos. Um grande banquete, no fim do qual dá-se a separação de Háthor e Hórus consagra o fim das festividades.


Tal como salienta Plutarco, o escritor grego, na escrita hieroglífica o nome de Háthor lê-se Hut- Hor, isto é, “a morada de Hórus” ou “a habitação cósmica de Hórus”, sendo portanto flagrante que a deusa representa o espaço celeste no qual o Hórus solar se desloca. 

Denominada “Senhora do Sicômoro”, deusa das árvores, Hátor surge inúmeras vezes a amamentar os defuntos, especialmente, os faraós, mediante os longos ramos de um sicômoro. Háthor, como deusa benevolente, possuía a intensa devoção, não somente de nobres, mas também dos mais humildes, erigindo-se, deste modo, em seu redor um culto que se proliferou no Império Romano. Todavia, a crescente popularidade do culto, tecido em torno de Osíris e Ísis, levou a que este deidade passasse a deter algumas das funções de Háthor, acabando estas por fundir-se numa única divindade. 


Em matéria de iconografia, a sua representação mais interessante é aquela que lhe permite surgir como soberana dos quatro cantos do céu e senhora dos pontos cardeais. Os quatro semblantes que a representam simbolizam cada um deles um determinado aspecto da sua personalidade, ou seja, Háthor- leoa, sublime olho dos astro solar, que os inimigos de seu pai, Ré, aniquila sem hesitar; Háthor- vaca, poderosa soberana do amor e do renascimento; Háthor- cobra, incarnação da beleza e juventude; e, por fim, Háthor- gata, eterna protetora dos lares e, claro, ama real. 

Não lhes sendo possível distinguirem-se noutros planos profissionais, muitas mulheres tornavam-se sacerdotisas de Hátor (mais tarde designadas por “cantoras de Ámon”,) uma vez que as atividades musicais que desempenhavam permitiram-lhes investir-se de funções honrosas. Por seu turno, fora dos cortejos religiosos, as bailarinas de Háthor, ostentando somente uma tanga curta, arredondada na frente, entretinham os convidados de um banquete. 

Detalhes e vocabulário egípcio:


O nome Háthor significa “ a casa de Hórus”.


Nebet- per- dona de casa.


Neferet- a bela;


Merout- amor;


Hensi irem- viver juntos


Sen- beijar / “respirar um odor” 


No Antigo Egipto, os apaixonados seduziam as mulheres amadas com epítetos plenos de doçura, alguns deles ainda empregues na sociedade contemporânea, como é o caso de “gazela”, gatinho”, “andorinha”, “pomba”, enquanto outros facilmente podem ser qualificados de impopulares e até perigosos para a integridade física do amante, como “meu hipopótamo”, “minha hiena” ou “minha rã”. 


Na realidade, o amor era representado discretamente pelos artesãos encarregados de enaltecer os túmulos egípcios com a sua arte, surgindo este sentimento sob a forma de um tímido gesto, em que a mulher rodeia os ombros do seu marido com o braço ou se apoia nas suas costas (o oposto jamais sucede). De fato, o perfume era um dos mais conhecidos símbolos do amor, o que sustenta a filosofia de que os egípcios abdicavam da vulgaridade de uma manifestação direta, em prole de uma doce e subtil sugestão, com frequência plena de sensualidade. 


O tecto da sala hipostila do templo de Háthor em Dendera enleva os seus visitantes com a visão de sublimes decorações contendo cenas de natureza astronômica, considerados por muitos como as mais originais jamais encontradas. Nele, o nosso olhar extasiado possui o privilégio de conhecer as horas do dia, da noite, os decanos, as regiões celestes, as décadas, os deuses dos pontos cardeais, as constelações, entre outros.
Ao observarmos o vão sul, somos maravilhados com uma cena, reproduzida não raras vezes em díspares pontos do santuário, que nos o corpo de Nut, a abóbada celeste, cujo corpo, banhado pelas ondas do oceano inferior, prolonga-se de uma extremidade à outra da sala. Os seus pés acariciam o este, enquanto que a sua cabeça repousa a oeste. Ao executar o seu trajeco cíclico, o deus solar encarna alternadamente os corpos diurnos e noturnos de Nut, alumiando a terra de dia, enquanto, por oposição, de noite a lança nas trevas, desaparecendo, tragado pela deusa, para ir iluminar as regiões subterrâneas. Outra imagem oferece-nos, assim, a ressurreição do Sol , que os seus mil raios derrama sobre o templo de Dendera, personificado pela cabeça de vaca de Háthor, colocada sobre um edifício.

(DESCONHEÇO O AUTOR)
 

 

 
 
 
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#2 De: "Cigano das Almas" <cigano_das_almas7@...>
Data: Sáb, 2 de Jul de 2005 3:02 am
Assunto: Principais Fragrância
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Principais Fragrância

Absinto

O óleo de absinto é extraído por destilaç ão da erva seca da artemísia ( Artemisia absinthium) e produzido na Europa central e meridional. A artemísia cresce também no sudeste da União Sovié tica, no norte da Á frica, no Brasil e nos estados norte-americanos do Oregon, Michigan, Indiana e Wisconsin. Tem odor acentuadamente herbá reo, verde, cá lido e profundo e sua nota principal é fresca e lembra o óleo de cedro. A nota corpórea é tenaz, cá lida é seco-lenhosa.

Algá lia

Substância mole e pastosa, a algá lia é retirada da secreç ão glandular do gato-de-algá lia, també m chamado de civeta ( Viverra civetta), ou de chifres de bú falos e bois da raç a zebu.

A essência é extraída preferencialmente do macho da civeta, geralmente dos espé cimes que vivem na Etiópia, que rendem toneladas de essência por ano. A civeta també m habita regiões da Índia, Indoné sia, Malá sia, China, Somá lia, Zaire, Quênia e Haiti, só que nesses países a quantidade de algá lia produzida é menor. A algá lia fresca tem cheiro desagradá vel, mas funciona bem no buquê quando usada em quantidade mínima, pois é um excelente fixador.

Almíscar

Extraída do veado-almiscarado macho, o Moschus moschiferus L., e de outras espé cies de Moschus, o almíscar vem sendo substituído por essências sinté ticas nos ú ltimos anos, por razões ecológicas e de economia. O veado-almiscarado vive na Sibé ria, Coré ia e em toda a China. As essências de melhor qualidade são as provenientes do Tibete. O óleo essencial é produzido na glândula prepucial do almíscar, uma bolsa situada no invólucro do órgão sexual masculino desse cervídeo. O almíscar costuma "dar vida" ao perfume, por isso é usado como fixador em grande parte dos perfumes. Seu aroma é doce, suave, levemente animal e persistente.

Âmbar- cinzento

Considerado uma das maté rias-primas mais valiosas da perfumaria, o âmbar-cinzento hoje é boicotado pelos perfumistas por motivos ecológicos. A essência é produzida pelos machos da cachalote de espé cie Phiseter catadon L., depois que eles ingerem lulas ( Elodone moschatta). Ao chegar ao sistema digestivo da cachalote, a lula, que tem um bico córneo indigerível, é circundada por uma substância agressora cinzenta, cujo crescimento de células é anormalmente grande. Dessa massa, regurgitada pela cachalote, é que se extrai o âmbar-cinzento. Essas massas semidigeridas são encontradas junto às baleias, vivas ou mortas, especialmente na costa da Á frica, no Golfo Pé rsico e no Pacífico austro-asiá tico. Hoje elas costumam ser coletadas diretamente dos intestinos de cachalotes capturadas. O aroma do âmbar-cinzento é difícil de ser definido, mas os especialistas costumam dizer que ele é "terroso, bolorento, almiscarado e semelhante ao cheiro do mar, dando uma fragrância discreta, suave e penetrante".

Benjoim

Goma-resina usada como fixador e para dar corpo ao aroma. Os mais usados são o benjoim da Tailândia, originá rio de Laos e de Tonkin e secretado pela planta Styrax tonkinensis, e o benjoim de Sumatra, retirado da Styrax benzoides craib. O benjoim da Tailândia tem um aroma doce e balsâmico, com uma nota característica de baunilha. O de Sumatra é semelhante, porém um pouco mais á spero. São ingredientes importantes na composiç ão de um dos perfumes mais populares da atualidade, o chipre (composto també m por âmbar-cinzento, baunilha, grão de cumaru, lírio-florentino e rosa).

Cedro

O tipo de cedro mais usado para a produç ão de essências é o Juniperus virginiana, mas há outros gêneros relacionados, tais como o junípero e o cipreste. Os principais óleos de cedro, o de cedro-vermelho e o de cedro-do-atlas (retirado da espé cie Cedrus atlantica), vêm, respectivamente, do estado americano da Virgínia e do Marrocos. Outros locais produtores são o Quênia, o norte da Índia, Afeganistão, Paquistão, Japão e os estados norte-americanos do Oregon, da Califórnia e do Texas. Os aromas de cedro dependem da árvore fornecedora do óleo essencial, e suas notas podem variar de secas e lenhosas a animais.

Estoraque

Goma-resina recolhida da casca das árvores Liquidambar orientalis, nativa da Anatólia e da Á sia Menor, e Liquidambar styraciflua, uma variedade americana que cresce também no Mé xico, em Honduras e na Guatemala. Encontrada no mercado na forma de resinóide, absoluto e óleo, tem odor balsâmico e levemente animal, semelhante ao almíscar, mas seu cheiro é desagradá vel em altas concentraç ões.

Jasmim

Assim como a rosa, é uma das notas florais mais importantes para a composiç ão dos perfumes. Existe em forma sinté tica, mas a essência natural é mais doce e suave, embora mostre sua forç a mesmo se usado em pequenas quantidades. O óleo de jasmim é extraído das flores brancas do Jasminun grandiflorum, do J. officinalis ou do J. odorantissimun, plantas nativas da Índia. O Jasminun officinalis cresce em qualquer clima, sendo amplamente cultivado nas regiões temperadas. O aroma do jasmim difere de acordo com o país de origem. O jasmim francês, por exemplo, é fresco e penetrante, enquanto o egípcio é mais cá lido e lânguido e o italiano é uma mistura das duas fragrâncias.

Mirra

A mirra é uma goma-resina exsudada naturalmente pela casca de á rvores e arbustos do gênero Commiphora. A verdadeira mirra vem da espé cie Commiphora myrrha, árvores entre 1,2 e 6 metros de altura encontradas em colinas secas e rochosas da Somá lia, da Etiópia, do Sudão e do sul da Ará bia. Usada na forma de óleo essencial, absoluto e resinóide, tem um cará ter ligeiramente amargo e adstringente, lembrando o cheiro da flor de laranja e da folha de laranja-da-terra.

Olíbano

Goma-resina aromá tica extraída da casca de á rvores do gênero Boswellia, encontradas no Oriente Mé dio, na Á frica e na Índia. É produzido basicamente no sul da Ará bia, de onde é transportado para Bombaim e daí exportado para a Europa. O oeste da Índia, a Somália, o nordeste da Á frica e a Etiópia também produzem essências de boa qualidade.

O olíbano é encontrado na forma de resinóides, absolutos e óleos e possui uma nota principal semelhante ao limão, acrescida de uma nota suave de incenso.

Patchuli

Derivado da planta Pagostemon cablin, é um importante e versá til óleo na perfumaria, originá rio das Filipinas e da Indoné sia, onde são produzidas as maiores quantidades da essência. A planta també m é cultivada na Sumatra, Malá sia, em Seychelles, Madagascar, China e Japão. Os óleos produzidos na Indoné sia são destilados també m na Europa e nos Estados Unidos, o que provoca uma essência diferente das destiladas na própria Indoné sia. O patchuli tem aroma semelhante ao da mirra, almiscarado, doce e pesado. Os destilados no Ocidente têm uma característica nota principal com doçura frutosa, semelhante ao vinho, alé m de notas lenhosas mais suaves.

Rosa

As melhores essências de rosas são os óleos absolutos de rosa de Grasse, de rosa da Bulgá ria, de rosa marroquina e turca, de gerânio-rosa e de folhas de rosa, mas elas também são usadas na produç ão de ingredientes concretos. As pé talas de rosa são colhidas ao nascer do sol, quando ainda estão molhadas de orvalho, e destiladas imediatamente para preservar seu aroma. Um dos perfumes mais famosos que contêm esse tipo de fragrância é o Chanel nº 5, composto também por jasmim e vetiveril, entre outros ingredientes. As rosas mais apreciadas pelos perfumistas são as originá rias da Franç a, Turquia, Bulgá ria, União Sovié tica, Síria, Índia, China, Marrocos e Estados Unidos.

Sândalo

Retirados de plantas da espécie Santalum alba com mais de 30 anos de idade. São árvores parasitas, que se prendem a raízes de outras árvores, e atingem cerca de 12 metros de altura. As essências de sândalo provêm da Índia (Madras e Misore, a qual produz o melhor tipo de sândalo), do Sri Lanka, da Indoné sia e ilhas próximas, além do Timor e de Celebes. O sândalo tem aroma doce, suave e quase rosá ceo. També m é um excelente fixador.

Aromaterapia

Um pouco de história

A aromaterapia, ou tratamento por meio dos aromas, é conhecida desde tempos muito remotos. Curandeiros e chefes tribais queimavam as ervas aromá ticas e uma nuvem de fumaç a carregada com o seu cheiro se espalhava pelo ar, mantendo o clima místico necessá rio para suas prá ticas e ensinamentos. É daí que vem o nome "perfumum", pois antigamente não havia distinç ão entre medicamentos naturais e perfumes. Dando um salto no tempo para alcanç armos a aromaterapia moderna, usada até hoje, chegamos ao início do sé culo 20, quando o químico René -Maurice Gattefossé descobriu que as plantas medicinais continham propriedades anti-sé pticas maiores do que os produtos químicos utilizados na é poca.

Uma de suas descobertas foi a importância do óleo de lavanda como cicatrizante para queimaduras (ele descobriu isso depois que queimou sua mão gravemente) e como neutralizante de venenos da aranha viú va-negra e de algumas cobras e insetos.

Gattefossé divulgou, entre muitas outras, a receita de uma loç ão de cenoura revitalizante. Essas receitas encontram-se em seu trabalho Formulary of cosmetics.

Quase uma dé cada depois, em 1928, ele lanç ou o livro Aromatherapie, o primeiro do gênero e que é usado até os dias de hoje como referência no assunto.

Ervas do Sítio

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#1 De: "Cigano das Almas" <cigano_das_almas7@...>
Data: Sex, 1 de Jul de 2005 10:48 pm
Assunto: HÓRUS
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-------Mensagem original-------
 
Data: 07/01/05 19:45:08
 
 
HÓRUS
 

 

Hórus, mítico soberano do Egito, desdobra as suas divinas asas de falcão sob a cabeça dos faraós, não somente meros protegidos, mas, na realidade, a própria encarnação do deus do céu. Pois não era ele o deus protetor da monarquia faraônica, do Egito unido sob um só faraó, regente do Alto e do Baixo Egito? Com efeito, desde o florescer da época história, que o faraó proclamava que neste deus refulgia o seu ka (poder vital), na ânsia de legitimar a sua soberania, não sendo pois inusitado que, a cerca de 3000 a. C., o primeiro dos cinco nomes da titularia real fosse exatamente “o nome de Hórus”. No panteão egípcio, diversas são as deidades que se manifestam sob a forma de um falcão. Hórus, detentor de uma personalidade complexa e intrincada, surge como a mais célebre de todas elas. Mas quem era este deus, em cujas asas se reinventava o poder criador dos faraós? Antes de mais, Hórus representa um deus celeste, regente dos céus e dos astros neles semeados, cuja identidade é produto de uma longa evolução, no decorrer da qual Hórus assimila as personalidades de múltiplas divindades. 



Originalmente, Hórus era um deus local de Sam- Behet (Tell el- Balahun) no Delta, Baixo Egito. O seu nome, Hor, pode traduzir-se como “O Elevado”, “O Afastado”, ou “O Longínquo”. Todavia, o decorrer dos anos facultou a extensão do seu culto, pelo que num ápice o deus tornou-se patrono de diversas províncias do Alto e do Baixo Egito, acabando mesmo por usurpar a identidade e o poder das deidades locais, como, por exemplo, Sopedu (em zonas orientais do Delta) e Khentekthai (no Delta Central). Finalmente, integra a cosmogonia de Heliópolis enquanto filho de Ísis e Osíris, englobando díspares divindades cuja ligação remonta a este parentesco. O Hórus do mito osírico surge como um homem com cabeça de falcão que, à semelhança de seu pai, ostenta a coroa do Alto e do Baixo Egito. É igualmente como membro desta tríade que Hórus saboreia o expoente máximo da sua popularidade, sendo venerado em todos os locais onde se prestava culto aos seus pais. A Lenda de Osíris revela-nos que, após a celestial concepção de Hórus, benção da magia que facultou a Ísis o apanágio de fundir-se a seu marido defunto em núpcias divinas, a deusa, receando represálias por parte de Seth, evoca a protecção de Ré- Atum, na esperança de salvaguardar a vida que florescia dentro de si. 



Receptivo às preces de Ísis, o deus solar velou por ela até ao tão esperado nascimento. Quando este sucedeu, a voz de Hórus inebriou então os céus: “ Eu sou Hórus, o grande falcão. O meu lugar está longe do de Seth, inimigo de meu pai Osíris. Atingi os caminhos da eternidade e da luz. Levanto vôo graças ao meu impulso. Nenhum deus pode realizar aquilo que eu realizei. Em breve partirei em guerra contra o inimigo de meu pai Osíris, calcá-lo-ei sob as minhas sandálias com o nome de Furioso... Porque eu sou Hórus, cujo lugar está longe dos deuses e dos homens. Sou Hórus, o filho de Ísis.” Temendo que Seth abraçasse a resolução de atentar contra a vida de seu filho recém- nascido, Ísis refugiou-se então na ilha flutuante de Khemis, nos pântanos perto de Buto, circunstância que concedeu a Hórus o epíteto de Hor- heri- uadj, ou seja, “Hórus que está sobre a sua planta de papiro”. Embora a natureza inóspita desta região lhe oferecesse a tão desejada segurança, visto que Seth jamais se aventuraria por uma região tão desértica, a mesma comprometia, concomitantemente, a sua subsistência, dada a flagrante escassez de alimentos característica daquele local. Para assegurar a sua sobrevivência e a de seu filho, Ísis vê-se obrigada a mendigar, pelo que, todas as madrugadas, oculta Hórus entre os papiros e erra pelos campos, disfarçada de mendiga, na ânsia de obter o tão necessário alimento. Uma noite, ao regressar para junto de Hórus, depara-se com um quadro verdadeiramente aterrador: o seu filho jazia, inanimado, no local onde ela o abandonara. Desesperada, Ísis procura restituir-lhe o sopro da vida, porém a criança encontrava-se demasiadamente
débil para alimentar-se com o leite materno. Sem hesitar, a deusa suplica o auxílio dos aldeões, que todavia se relevam impotentes para a socorrer.

Quando o sofrimento já quase a fazia transpor o limiar da loucura, Ísis vislumbrou diante de si uma mulher popular pelos seus dons de magia, que prontamente examinou o seu filho, proclamando Seth alheio ao mal que o atormentava. Na realidade, Hórus ( ou Harpócrates, Horpakhered- “Hórus menino/ criança”) havia sido simplesmente vítima da picada de um escorpião ou de uma serpente. Angustiada, Ísis verificou então a veracidade das suas palavras, decidindo-se, de imediato, e evocar as deusas Néftis e Selkis (a deusa- escorpião), que prontamente ocorreram ao local da tragédia, aconselhando-a a rogar a Ré que suspendesse o seu percurso usual até que Hórus convalescesse integralmente. Compadecido com as suplicas de uma mãe, o deus solar ordenou assim a Toth que salvasse a criança. Quando finalmente se viu diante de Hórus e Ísis, Toth declarou então: “ Nada temas, Ísis! Venho até ti, armado do sopro vital que curará a criança. Coragem, Hórus! Aquele que habita o disco solar protege-te e a proteção de que gozas é eterna. Veneno, ordeno-te que saias! Ré, o deus supremo, far-te-á desaparecer. A sua barca deteve-se e só prosseguirá o seu curso quando o doente estiver curado. Os poços secarão, as colheitas morrerão, os homens ficarão privados de pão enquanto Hórus não tiver recuperado as suas forças para ventura da sua mãe Ísis. Coragem, Hórus. O veneno está morto, ei-lo vencido.”

 

 

 



Após haver banido, com a sua magia divina, o letal veneno que estava prestes a oferecer Hórus à morte, o excelso feiticeiro solicitou então aos habitantes de Khemis que velassem pela criança, sempre que a sua mãe tivesse necessidade de se ausentar. Muitos outros sortilégios se abateram sobre Hórus no decorrer da sua infância (males intestinais, febres inexplicáveis, mutilações), apenas para serem vencidos logo de seguida pelo poder da magia detida pelas sublimes deidades do panteão egípcio. No limiar da maturidade, Hórus, protegido até então por sua mãe, Ísis, tomou a resolução de vingar o assassinato de seu pai, reivindicando o seu legítimo direito ao trono do Egito, usurpado por Seth. Ao convocar o tribunal dos deuses, presidido por Rá, Hórus afirmou o seu desejo de que seu tio deixasse, definitivamente, a regência do país, encontrando, ao ultimar os seus argumentos, o apoio de Toth, deus da sabedoria, e de Shu, deus do ar. Todavia, Ra contestou-os, veementemente, alegando que a força devastadora de Seth, talvez lhe concedesse melhores aptidões para reinar, uma vez que somente ele fora capaz de dominar o caos, sob a forma da serpente Apópis, que invadia, durante a noite, a barca do deus- sol, com o fito de extinguir, para toda a eternidade, a luz do dia. Ultimada uma querela verbal, que cada vez mais os apartava de um consenso, iniciou-se então uma prolixa e feroz disputa pelo poder, que opôs em confrontos selváticos, Hórus a seu tio. Após um infrutífero rol de encontros quase soçobrados na barbárie, Seth sugeriu que ele próprio e o seu adversário tomassem a forma de hipopótamos, com o fito de verificar qual dos dois resistiria mais tempo, mantendo-se submergidos dentro de água. 

Escoado algum tempo, Ísis foi incapaz de refrear a sua apreensão e criou um arpão, que lançou no local, onde ambos haviam desaparecido. Porém, ao golpear Seth, este apelou aos laços de fraternidade que os uniam, coagindo Ísis a sará-lo, logo em seguida. A sua intervenção enfureceu Hórus, que emergiu das águas, a fim de decapitar a sua mãe e, ato contíguo, levá-la consigo para as montanhas do deserto. Ao tomar conhecimento de tão hediondo ato, Rá, irado, vociferou que Hórus deveria ser encontrado e punido severamente. Prontamente, Seth voluntariou-se para capturá-lo. As suas buscas foram rapidamente coroadas de êxito, uma vez que este nem ápice se deparou com Hórus, que jazia, adormecido, junto a um oásis. Dominado pelo seu temperamento cruel, Seth arrancou ambos os olhos de Hórus, para enterrá-los algures, desconhecendo que estes floresceriam em botões de lótus. Após tão ignóbil crime, Seth reuniu-se a Rá, declarando não ter sido bem sucedido na sua procura, pelo que Hórus foi então considerado morto. Porém, a deusa Hátor encontrou o jovem deus, sarando-lhe, miraculosamente, os olhos, ao friccioná-los com o leite de uma gazela. Outra versão, pinta-nos um novo quatro, em que Seth furta apenas o olho esquerdo de Hórus, representante da lua. Contudo, nessa narrativa o deus-falcão, possuidor, em seus olhos, do Sol e da lua, é igualmente curado.

Em ambas as histórias, o Olho de Hórus, sempre representado no singular, torna-se mais poderoso, no limiar da perfeição, devido ao processo curativo, ao qual foi sujeito. Por esta razão, o Olho de Hórus ou Olho de Wadjet surge na mitologia egípcia como um símbolo da vitória do bem contra o mal, que tomou a forma de um amuleto protector. A crença egípcia refere igualmente que, em memória desta disputa feroz, a lua surge, constantemente, fragmentada, tal como se encontrava, antes que Hórus fosse sarado. Determinadas versões desta lenda debruçam-se sobre outro episódio de tão desnorteante conflito, em que Seth conjura novamente contra a integridade física de Hórus, através de um aparentemente inocente convite para o visitar em sua morada. A narrativa revela que, culminado o jantar, Seth procura desonrar Hórus, que, embora precavido, é incapaz de impedir que uma gota de esperma do seu rival tombe em suas mãos. Desesperado, o deus vai então ao encontro de sua mãe, a fim de suplicar-lhe que o socorra. Partilhando do

 

 

 

horror que inundava Hórus, Ísis decepou as mãos do filho, para arremessá-las de seguida à água, onde graças à magia suprema da deus, elas desaparecem no lodo. Todavia, esta situação torna-se insustentável para Hórus, que toma então a resolução de recorrer ao auxílio do Senhor Universal, cuja extrema bonomia o leva a compreender o sofrimento do deus- falcão e, por conseguinte, a ordenar ao deus- crocodilo Sobek, que resgatasse as mãos perdidas. Embora tal diligência haja sido coroada de êxito, Hórus depara-se com mais um imprevisto: as suas mãos tinham sido abençoadas por uma curiosa autonomia, encarnando dois dos filhos do deus- falcão. 



Novamente evocado, Sobek é incumbido da tarefa de capturar as mãos que teimavam em desaparecer e levá-las até junto do Senhor Universal, que, para evitar o caos de mais uma querela, toma a resolução de duplicá-las. O primeiro par é oferecido à cidade de Nekhen, sob a forma de uma relíquia, enquanto que o segundo é restituído a Hórus. Este prolixo e verdadeiramente selvático conflito foi enfim solucionado quando Toth persuadiu Rá a dirigir uma encomiástica missiva a Osíris, entregando-lhe um incontestável e completo título de realeza, que o obrigou a deixar o seu reino e confrontar o seu assassino. Assim, os dois deuses soberanos evocaram os seus poderes rivais e lançaram-se numa disputa ardente pelo trono do Egito. Após um reencontro infrutífero, Ra propôs então que ambos revelassem aquilo que tinham para oferecer à terra, de forma a que os deuses pudessem avaliar as suas aptidões para governar. Sem hesitar, Osíris alimentou os deuses com trigo e cevada, enquanto que Seth limitou-se a executar uma demonstração de força. Quando conquistou o apoio de Ra, Osíris persuadiu então os restantes deuses dos poderes inerentes à sua posição, ao recordar que todos percorriam o horizonte ocidental, alcançando o seu reino, no culminar dos seus caminhos. Deste modo, os deuses admitiram que, com efeito, deveria ser Hórus a ocupar o trono do Egito, como herdeiro do seu pai. Por conseguinte, e volvidos cerca de oito anos de altercações e reencontros ferozes, foi concedida finalmente ao deus- falcão a tão cobiçada herança, o que lhe valeu o título de Hor-paneb-taui ou Horsamtaui/Horsomtus, ou seja, “Hórus, senhor das Duas Terras”.

Como compensação, Rá concedeu a Seth um lugar no céu, onde este poderia desfrutar da sua posição de deus das tempestades e trovões, que o permitia atormentar os demais. Este mito parece sintetizar e representar os antagonismos políticos vividos na era pré- dinástica, surgindo Hórus como deidade tutelar do Baixo Egito e Seth, seu oponente, como protetor do Alto Egito, numa clara disputa pela supremacia política no território egípcio. Este reencontro possui igualmente uma cerca analogia com o paradoxo suscitado pelo combate das trevas com a luz, do dia com a noite, em suma, de todas as entidades antagônicas que encarnam a típica luta do bem contra o mal. A mitologia referente a este deus difere consoante as regiões e períodos de tempo. Porém, regra geral, Hórus surge como esposo de Háthor, deusa do amor, que lhe ofereceu dois filhos: Ihi, deus da música e Horsamtui, “Unificador das Duas Terras”. Todavia, e tal como referido anteriormente, Hórus foi imortalizado através de díspares representações, surgindo por vezes sob uma forma solar, enquanto filho de Atum- Ré ou Geb e Nut ou apresentado pela lenda osírica, como fruto dos amores entre Osíris e Ísis, abraçando assim diversas correntes mitológicas, que se fundem, renovam e completam em sua identidade. É dos muitos vetores em que o culto solar e o culto osírico, os mais relevantes do Antigo Egito, se complementam num oásis de Sol, pátria de lendas de luz, em cujas águas d’ ouro voga toda a magia de uma das mais enigmáticas civilizações da Antiguidade. 



Detalhes e vocabulário egípcio:


culto de Hórus centralizava-se na cidade de Edfu, onde particularmente no período ptolomaico saboreou uma estrondosa popularidade;


culto do deus falcão dispersou-se em inúmeros sub-cultos, o que criou lendas controversas e inúmeras versões do popular deus, como a denominada Rá- Harakhty;


as estelas (pedras com imagens) de Hórus consideravam-se curativas de mordeduras de serpentes e picadas de escorpião, comuns nestas regiões, dado representarem o deus na sua infância vencendo os crocodilos e os escorpiões e estrangulando as serpentes. Sorver a água que qualquer devotado lhe houvesse deixado sobre a cabeça, significava a obtenção da proteção que Ísis proporcionava ao filho. Nestas estelas surgia, freqüentemente, o deus Bes, que deita a língua de fora aos maus espíritos. Os feitiços cobrem os lados externos das estelas. Encontramos nelas uma poderosa proteção, como salienta a famigerada Estela de Mettenich: “Sobe veneno, vem e cai por terra. Hórus fala-te, aniquila-te, esmaga-te; tu não te levantas, tu cais, tu és fraco, tu não és forte; tu és cego, tu não vês; a tua cabeça cai para baixo e não se levanta mais, pois eu sou Hórus, o grande Mágico.”

 
out- embalsamadores


vabet- lugar de purificação


 (Desconheço o Autor)

 

 

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