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luizmeira · Clínica Doméstica

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#388 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qua, 1 de Out de 2003 6:33 am
Assunto: Re: cristalização_iônica
luizmeira
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Olá Milton Coster,
 
    Você escreveu:
 
> >  O que vem a ser a cristalização iônica citado em seu site referente aos medicamentos homeopáticos contendo mistura de água-álcool ?
> >
    O medicamento homeopático, quando acima da décima segunda diluição de Hannemam (cH12) não possui um átomo sequer da substância original. Assim, o que irá informar ao nosso organismo que uma determinada substância está entrando em contato, é a "imagem" da substância original feita com o dipolo água-álcool. Como não estamos acostumados a raciocinar com estes elementos, ilustro este conceito com o trabalho de Masaru Emoto que tanto mostra imagens de cristais de água, como o efeito sutil sobre a cristalização.
 
    A compreensão destas dimensões ajuda também a diferenciarmos fitoterapia de homeopatia, confusão muito frequente no âmbito popular, pois na fitoterapia praticamente não há diluição, usamos os produtos químicos extraídos das plantas em solução alcoólica. Outro aspecto é que a homeopatia utiliza diversos produtos que não são plantas, como por exemplo sal de cozinha.
 
    Caso queira maiores detalhes poderá passear e interagir nos sites indicados em meus links favoritos , ou voltar a questionar-me, pois se puder te responder será uma satisfação.
 
Atenciosamente
Luiz Meira
 
 

#389 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qua, 8 de Out de 2003 1:47 pm
Assunto: Re:_Silício_na_cerveja_melhora_a_saúde_ dos ossos
luizmeira
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Oi Rita

     O Silício, assim como os outros minerais interagem conosco quando estão
"biodisponíveis", ou seja, ionizados. Os minerais como Cálcio, ferro,
manganês, fósforo etc, estabelecem equilíbrio iônico, acoplados a proteínas
e gorduras.

     Assim, se quiser aumentar a disponibilidade do Silício, é melhor que
seja de fonte biológica. A entrecasca dos cereais é uma boa fonte, no
entanto o equilíbrio iônico é mais significativo do que a quantidade com
vistas à eficácia.

     Assim, cereais em geral, integrais, dão o aporte necessário,
contribuindo juntamente com os outros diversos fatores para a solidificação
óssea.
     Aqui entra nossa cultura patológica que valoriza o cereal branco,
polido, sem a entrecasca com silício. Outro aspecto é que ao processarmos
industrialmente o silício e outros minerais também são mobilizados, podendo
ficar indisponíveis biologicamente. Outro aspecto é que os adubos e
agrotóxicos desequilibram ionicamente a espécie, podendo haver diminuição do
aporte esperado.

     Cereais integrais e orgânicos. Esta é a melhor fonte.

Atenciosamente

Luiz Meira
http://luizmeira.cjb.net



-----Mensagem Original-----
De: Luiz Meira <luizmeira@...>
Para: <rita@...>
Enviada em: domingo, 28 de setembro de 2003 07:28
Assunto: Fwd: Re:_Silício_na_cerveja_melhora_a_saúde_ dos ossos


> --- Rita Amaral <ritaamaral@...> escreveu: > Data:
> Sat, 27 Sep 2003 18:12:24 -0300
> > Para: oimperfecta@...,
> > De: Rita Amaral <ritaamaral@...>
> > Assunto: Re:_Silício_na_cerveja_melhora_a_saúde_
> >  dos ossos
> > Cc: "Luiz Meira , ritamelo" <luizmeira@...>
> >
> > Clarissa,
> > Não sei, mas acho que não. O problema em OI é um defeito
> > genético. Leia,
> > por favor, o material da biblioteca, pois só a leitura
> > atenta vai fazer vc
> > entender bem o que é a OI antes de falar sobre ela.
> > Estou pedindo ao Dr. Luiz Meira, membro do nosso Conselho
> > Científico, pra
> > nos informar um pouco sobre o silício nos ossos.
> > Abraço
> > Rita
> > At Saturday27/09/200315:52, you wrote:
> > >Oi Rita,
> > >Mas o silício para quem tem OI então não resolve en
> > nada?
> > >
> > >Clarissa
> > >
> > ><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><>
> > >Conheça a
> > >Associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta
> > >http://www.aboi.org.br
> > >Lista on-line:
> > http://br.groups.yahoo.com/group/oimperfecta/
> > >Para mais informações: http://www.aguaforte.com/oi
> > >Enviar mensagem: oimperfecta@...
> > >Assinar: oimperfecta-subscribe@...
> > >Cancelar assinatura:
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Silicon: An Overlooked Trace Mineral
arthritissupport.com

05-14-2003

Silicon, an abundant trace mineral in nature is proving to be an essential ingredient for stronger bones, better skin and more flexible joints. Including silicon in your diet may boost the benefits of calcium, glucosamine and vitamin D. Here are some of the latest findings on this overlooked mineral.

The human body contains approximately 7 grams of silicon, which is present in various tissues and body fluids. The silicon in tissues is usually bonded to glycoproteins such as cartilage, whereas the silicon in blood is almost entirely found as either free orthosilicic acid or linked to small compounds.

The biological requirement for silicon was first demonstrated by Edith Carlisle and Klaus Schwarz(1,2) in experiments with rats and chickens that were fed silicon-deficient diets. These experiments demonstrated that nutritional silicon deficiency causes skeletal deformities such as abnormal skull and long bone structure, as well as poorly-formed joints with decreased cartilage content. Detailed biochemical analysis revealed that silicon is an essential nutrient for the structural integrity and development of connective tissue.(3,4)

Silicon's most popular use is as a nutritional supplement to strengthen not only the bones and connective tissues, but also hair, nails and skin.

Silicon in tissue and joints

Connective tissue is composed of cells which produce the fibrous protein matrixes of collagen and elastin, as well as the hydrated (water retaining) network of amino-sugars called glycosaminoglycans (GAG) or muco- polysaccharides (MPS). Silicon is believed to stabilize the glycosaminoglycan network.(5)

The amino-sugar glucosamine, which is also needed for the biosynthesis of GAGs, has been clinically proven to be effective in the treatment of arthritis.(6) Given silicon's chemical association with GAGs, it seems that the combination of both glucosamine and silicon could have a complementary therapeutic value in the treatment of arthritis and other related connective tissue diseases.

Silicon, bone and osteoporosis

Bone is actually a special type of connective tissue. Silicon is a major ion in osteogenic cells, which are the bone-forming cells in young, uncalcified bone. As the bone matures, the silicon concentration declines and deposits of calcium and phosphorous are formed simultaneously. In other words, the more "mature" the bone tissue, the lower the silicon concentration in the bone. Therefore, it has been concluded that silicon acts as a regulating factor for the deposition of calcium and phosphorous in bone tissue.(7)

Silicon's regulatory action in bone calcification and its vital role as a structural component of connective tissue are the reasons for silicon's classification as an essential trace element in animal and human nutrition.

Silicon plays an ongoing role in maintaining bones after their formation. Bone is a dynamic, living tissue system that balances bone formation by osteoblast cells and the ongoing reabsorption of bone tissue by osteoclast cells. (Bone minerals are dissolved and organic bone matrix components such as collagen are digested by the action of osteoclast cell.)

Osteoporosis occurs when there is a low rate of bone formation and a high rate of bone reabsorption, thus leading to a decline in bone mineral density and a decreased mechanical strength of the bone. Bone loss occurs generally with aging, but a clear acceleration occurs during menopause or following a failure or removal of the ovaria, which leads to estrogen deficiency.

Studies with animals indicate that silicon supplementation reduces the number of osteoclast cells, thus partially preventing bone reabsorption and bone loss.(8) On the other hand it was shown in vitro that silicon compounds stimulate the DNA synthesis in osteoblast-like cells.(9)

Animal models for osteoporosis using estrogen deficient rats demonstrate that silicon supplementation can prevent bone loss.(10) In a clinical study of 53 osteoporotic women, silicon supplementation was associated with a significant increase in the mineral bone density of the femur.(11) The positive results of these studies suggest that silicon supplementation, along with calcium and vitamin D, may be useful in the fight against osteoporosis.

Silicon's other uses

In addition to connective tissue and bone health, several other promising health benefits of silicon, such as protection against aluminum toxicity and protection of arterial tissue have been reported.

As much as aluminum has been found in brain lesions of Alzheimer's patients, several researchers have suggested that aluminum toxicity may be involved in the pathology of Alzheimer's disease and other neurological disorders. In studies with rats,(13) silicon was found to prevent the accumulation of aluminum in the brain. It is believed that silicon bonds with aluminum in food and beverages, thereby reducing the gastrointestinal absorption of aluminum.

The protective role of silicon against aluminum was also confirmed in a French population study of elderly subjects: high levels of aluminum in drinking water had a deleterious effect upon cognitive function when the silicon concentration was low, but when the concentration of silicon was high, exposure to aluminum appeared less likely to impair cognitive function.(14)

Atherosclerosis is a condition characterized by the formation of plaque in the arteries. Plaque is formed when damaged artery tissue is not properly repaired, thus allowing scar tissue, oxidized cholesterol and other materials to obstruct the normal blood flow.

Experiments with rabbits fed a high-cholesterol diet demonstrated that supplementation with silicon protected the rabbits from developing artherosclerosis. Aside from protection against artherosclerosis, silicon is a vital structural component of arteries. However, the silicon concentration of arteries declines with age, most likely increasing the risk of lesions and plaque formations.(15,16)

Silicon in your diet

The daily dietary intake of silicon is estimated to be between 20 to 50 mg,17 with lower intakes associated with animal-based diets and higher intakes associated with vegetarian diets. Plants absorb orthosilicic acid from the soil and convert it into polymerized silicon for mechanical and structural support.18 This explains why fiber-rich foods such as cereals, oats, wheat bran and vegetables have a high silicon concentration. An unbalanced diet with a limited supply of vegetables, fruits and cereals will be low in silicon concentration.

While whole grain foods are a good, natural source of silicon, the silicon from these foods is insoluble and cannot be directly absorbed in the gastro-intestinal tract. Silicon in food is solubilized by stomach acid into orthosilicic acid, which absorbs directly through the stomach wall and the intestine into the blood. Lower stomach acidity, whether due to illness or age, diminishes our ability to metabolize silicon from food sources.

Aging is reported to be associated with an increasing gastric pH. In this view elderly people will have a decreased capacity to convert dietary silicates into bioavailable orthosilicic acid. The refining and processing of food, which removes silicon-containing fibers, contributes to a lower dietary silicon intake. Additionally, many of the additives used in the food industry interfere with the uptake of silicon.

In fact, these additives can (a) increase the gastric pH and thereby decrease the rate of hydrolysis of dietary silicates, (b) promote polymerization of orthosilicic acid and (c) chelate minerals in general which are then eliminated through the intestinal tract without absorption. The extensive re-use of soils and the application of aquacultures minimalize the essential supply of orthosilicic acid to plants.

The resulting crops have a less rigid structure due to decreased biosynthesis of phytolytic fibers and specific epidermal cells which contain silica structures. Consequently these crops will have a lower silicon concentration and contribute less to the dietary silicon intake compared to crops which have been cultivated on a natural, mineral rich soil. Given all these factors, it is not surprising that silicon supplementation may be useful for a complete and balanced diet.

When selecting a silicon supplement, the most important considerations should be safety and bioavailability. (Bioavailability is a complex term for the degree of absorption and the biological response to the silicon compounds which are present in the product.) Organic silicon compounds, which are laboratory synthesized, contain silicon-carbon bonds. These molecules are normally not present in biological systems and can be very toxic. For this reason it is safest to use silicon compounds that are already present in nature or compounds that are the derivatives of natural products.

Common silicon supplements include:

Plant extracts:
Bamboo and algae usually have high silica concentrations. However, plant extracts are often not standardized and the silicon concentration in these products varies greatly. As the silicon from plant extracts cannot be absorbed directly through the stomach wall, the bioavailability of these products requires high stomach acidity in order to produce soluble orthosilicic acid.

Colloidal silicon gel:
These products offer large, insoluble, polymer molecules of silicic acid suspended in water. Like plant extracts, these polymer-molecules cannot be absorbed directly through the stomach wall and therefore have a low rate of absorption. The stomach's ability to produce soluble orthosilicic acid is also limited to low concentration levels due to orthosilicic acid's limited stability.

Stabilized orthosilicic acid:
Now on the market is a liquid, stabilized orthosilicic acid concentrate. A research group from the University of Antwerp in Belgium has published a supplementation study describing a high rate of silicon absorption from a liquid silicon supplement containing 2% silicon in the form of stabilized orthosilicic acid.

In the six-month study with calves, the total dietary silicon intake was increased by only 5% in the form of stabilized orthosilicic acid. Even with such a small dose of orthosilicic acid, the supplemented group showed 70% higher blood silicon levels than the unsupplemented group. These higher silicon blood levels also translated into a 12% higher collagen concentration in the skin of supplemented animals compared to unsupplemented animals. This study clearly demonstrated that the bioavailability of stabilized orthosilicic acid concentrate is very high compared to dietary silicon.(19)

Two independent Belgian research groups demonstrated both in a comparative human study that the total silicon absorption by the human body is considerably higher (more than 2.5 times higher) after supplementation of stabilized orthosilicic acid (as present in a product called BioSil) compared to plant extracts or colloidal supplements. In fact, only BioSil supplementation resulted in a statistical significant increase in silicon absorption compared to the placebo.

Without exception, each test subject had a similar absorption from orthosilicic acid, whereas large differences among subjects were found for the other silicon supplements.(20,21)

The bone stimulatory properties of silicon were recently investigated in an extended study on chicks. For the first time a normal diet was used instead of silicon deficient diet, which made it possible to observe the superior biological action of silicon in supplemented chicks compared to a control group. The silicon was added to the drinking water of the chicks, which increased the total dietary silicon intake less than 0.5%. Despite this extremely low dose a significant effect was found on both the calcium concentration in the blood and the density of thigh bones (femura).

In fact, the chicks had, after six weeks supplementation, 5.6% higher bone density in the hip region and 4.25% higher bone density at the midshaft of their thigh bones compared to non-supplemental chicks. These results show clearly that stabilized silicon (choline-silicon complex) was able to stimulate the bone formation machinery resulting in a higher density.(22)

Based on all the current research, silicon is now being considered a critical nutrient to better manage the effects of age on the body. Increasing the silicon in your body can occur through foods, plant extracts or supplements. Those with osteoporosis should especially consider the benefits of consistent silicon intake.

References:

1. Calisle EM. Silicon, an essential element for the chick. Science 1972, 178:619-62

2. Schwartz K, et al. Growth-promoting effects of silicon in rats. Nature 1972, 239:333-334.

3. Seaborn C, et al. Effects of germanium and silicon on bone mineralization. Biological Trace Element Res 1994, 42:151-164.

4. Seaborn C, et al. Silicon deprivation decreases collagen formation in wounds and bone, and ornithine transminase enzyme activity in liver. Biol Trace Elem Res 2002, 89(3):251-61.

5. Schwartz K. A bound form of silicon in glycosaminoglycans and polyuronides. Proc Nat Acad Sci USA 1973, 70(5):1608-1612.

6. Reginster J, et al. Long-term effects of glucosamine sulphate on osteoarthritis progression: a randomized, placebo-controlled clinical trial. Lancet 2001, 357:251-56.

7. Carlisle EM. Silicon: a possible factor in bone calcification. Science 1970, 167:179-280.

8. Hott M, et al. Short-term effects of organic silicon on trabecular bone in mature ovariectomized rats. Calcif Tissue Int 1993, 53:174-179.

9. Keeting et al. Zeolite A increases proliferation, differentiation, and transforming growth factor beta production in normal adult human osteoblast-like cells in vitro. J Bone and Miner Res 1992, 7(11):1281-1289.

10. Rico H, et al. Effect of silicon supplement on osteopenia induced by ovariectomy in rats. Calcif Tissue Int 1999, 66:53-55.

11. Eisinger J, Clariet D. Effects of silicon, fluoride, etidronate and magnesium on bone mineral density: a retrospective study. Magnesium Research 1993, 6(3):247-249.

12. Candy JM et al. Aluminosilicates and senile plague formation in Alzheimer's disease. Lancet 1986, 1:354-356.

13. Carlisle EM, Curran MJ. Effect of dietary silicon and aluminum on silicon and aluminum levels in rat brain. Alzheimer Dis Assoc Disord 1987, 1:83-89.

14. Jacmin-Gadda H, et al. Silica and aluminium in drinking water and cognitive impairment in the elderly. Epidermiology 1996, 7:281-285.

15. Loeper J, et al. Study of fatty acids in atheroma induced in rabbits by an atherogenic diet with or without silicon IV treatment. Life Sciences 1988, 42:2105-2112.

16. Loeper J, et al. The antiatheromatous action of silicon. Atherosclerosis 1979, 33:397-408.

17. Pennington JAT. Silicon in foods and diets. Food Addit Contam1991, 8:97-118.

18. Sangstet AG, et al. Silica in higher plants nutrition. In Silicon Biochemistry, CIBA Foundation Symposium 121, John Wiley and Sons, New York, p. 90-111.

19. Calomme M, Vanden Berghe D. Supplementation of calves with stabilized orthosilicic acid. Biol Trace Elem 1997, 56:153-156.

20. Calomme M, et al. Silicon absorption from stabilized orthosilicic acid and other supplements in healthy subjects. Trace elements in Man and Animals 10, ed by Roussel et al. Plenum, p. 1111-1114.

21. Van Dyck K, et al. Bioavailability of silicon from food and food supplements. Fresenius J Anal Chem 1999, 363:541-544.

22. Calomme M, et al. Effect of choline stabilized orthosilicic acid on bone density in chicks. Calcif Tissue Int 2002, 70:292.

Source: LE (Life Extension) Magazine, April 2003


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SAÚDE & BEM ESTAR


Investigação:

"Um copo de cerveja por dia previne a osteoporose"

Um copo de cerveja por dia fornece cerca de 20 por cento da dose recomendada de silício, mineral que fortalece os ossos prevenindo a osteoporose, defende um estudo britânico apresentado na passada semana em Lisboa.

A investigação, realizada pela Universidade King's College de Londres e o Hospital St. Thomas e conduzida por Jonathan Powell, especialista em medicina e nutrição, conclui que o benefício máximo seria atingido com dois ou três copos por dia.

"Beber um copo de cerveja por dia fornece aproximadamente 6 miligramas de silício, que é cerca de 20 por cento da dose diária recomendada", indicou Powell.

Segundo o investigador, a ingestão de boas quantidades de silício até aos 35 anos pode prevenir a osteoporose (doença que se caracteriza por um processo de fragilização óssea) em idades avançadas.

O estudo, "Silício: fontes nutricionais e papel na saúde dos ossos", observou mais de 1.200 homens e 1.500 mulheres, dos 30 aos 87 anos, e verificou que a densidade óssea da anca e da coluna vertebral aumentava com a ingestão de ácido silício.

"Prova-se assim que as moléculas de ácido silício estimulam a produção de colagéneo, que é uma proteína fibrosa de importância crucial na maturação da estrutura dos ossos, tratando-se de um estimulante natural para o crescimento dos ossos", acrescentou o nutricionista.

O silício está amplamente presente numa grande quantidade de alimentos, como trigo, aveia, arroz, banana e feijão, mas o processamento dos alimentos reduz a sua concentração até cerca de 99 por cento.

O mineral encontra-se ainda na película envolvente dos grãos de cevada. Normalmente, o ser humano não ingere essa casca, mas na produção da cerveja ela é esmagada, libertando o silício e tornando-o solúvel na cerveja.

O facto do silício se encontrar em estado líquido facilita a sua absorção para o organismo, o que dá à cerveja um lugar de destaque entre outros alimentos ricos neste mineral, sustenta o estudo.


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#390 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Dom, 19 de Out de 2003 8:46 pm
Assunto: Saúde Mental
luizmeira
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Gente,
 
    Envio esta mensagem para lembrá-los de um tema importante a ser construído em nossa cultura, que sem dúvida poderá colaborar para termos mais saúde.
 
Luiz Meira


Relato de um brasileiro:


Eu, um Brasileiro morando nos Estados Unidos da América, para ajudar no orçamento, estou fazendo "bico" de babá e estudante. Ao cuidar de uma das meninas de quem eu "teoricamente" tomo conta, uma vez cantei "Boi da cara preta" para ela, antes dela dormir. Ela adorou e essa passou a ser a música que ela sempre pede para eu cantar ao colocá-la para dormir.

Antes de adotarmos o "boi, boi, boi" como canção de ninar, a canção que cantávamos (em Inglês) dizia algo como:

"Boa noite, linda menina, durma bem.
Sonhos doces venham para você,
Sonhos doces por toda noite"... (Que lindo, né mesmo!?)

Eis que um dia Mary Helen me pergunta o que as palavras em português da música "Boi da cara preta" queriam dizer em Inglês:

"Boi, boi, boi, boi da cara preta,
pega essa menina que tem medo de careta..." (???)

Como eu ia explicar para ela e dizer que, na verdade, a música "boi da cara preta" era uma ameaça, era algo como "dorme logo, senão o boi vem te comer"? Como explicar que eu estava tentando fazer com que ela dormisse com uma música que incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina?

Comecei a pensar em outras canções infantis, pois não me sentiria bem ameaçando aquela menina com um temível boi toda noite...

Que tal! "nana neném que a cuca vai pegar..."?
Caramba... outra ameaça! Agora com um ser ainda mais maligno que um boi preto!

Depois de uma frustrante busca por uma canção infantil do folclore brasileiro que fosse positiva e de uma longa reflexão, eu descobri toda a origem dos problemas do Brasil. O problema do Brasil é que a sua população em geral tem uma auto-estima muito baixa. Isso faz com que os brasileiros se sintam sempre inferiores e ameaçados, passivos o suficiente para aceitar qualquer tipo de extorsão e exploração, seja interna ou externa.

Por que isso acontece?
Trauma de infância!
Trauma causado pelas canções da infância. Vou explicar:

Nós somos ameaçados, amedrontados e encaramos tragédias desde o berço!
Por isso levamos tanta porrada da vida e ficamos quietos. Exemplificarei minha tese:

Atirei o pau no gato-to-to
Mas o gato-to-to não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca-ca admirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu
Miaaau!

Para começar, esse clássico do cancioneiro infantil é uma demonstração clara de falta de respeito aos animais (pobre gato) e crueldade. Por que atirar o pau no gato, essa criatura tão indefesa? E para acentuar a gravidade, ainda relata o sadismo dessa mulher sob a alcunha de "D.Chica". Uma vergonha!

Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré, marré, marré.
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré de si.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré de si.

Colocar a realidade tão vergonhosa da desigualdade social em versos tão doces!! É impossível não lembrar do seu amiguinho rico da infância com um carrinho cabuloso, de controle remoto, e você brincando com seu carrinho de plástico... Fala sério!!!!

Vem cá, Bitu! vem cá, Bitu!
Vem cá, meu bem, vem cá!
Não vou lá! Não vou lá, Não vou lá!
Tenho medo de apanhar.

Quem é o adulto sádico que criou essa rima? No mínimo ele espancava o pobre Bitú...

Marcha soldado,
cabeça de papel!
Quem não marchar direito,
Vai preso pro quartel.

De novo ameaça. Ou obedece ou ...
Não é à toa que brasileiro admite tudo de cabeça baixa...

A canoa virou,
Quem deixou ela virar,
Foi por causa da (nome de pessoa)
Que não soube remar.

Tá vendo? Ao invés de incentivar o trabalho de equipe e o apoio mútuo, as crianças brasileiras são ensinadas a dedurar o dedo e condenar um semelhante.

Samba-lelê tá doente,
Tá com a cabeça quebrada.
Samba-lelê precisava
É de umas boas palmadas.

A pessoa, conhecida como Samba-lelê, encontra-se com a saúde debilitada, necessita de cuidados médicos mas, ao invés de compaixão e apoio, a música diz que ela precisa de palmadas! Acho que o Samba-lelê deve ser irmão do tal Bitú...

O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou...

Como crescer e acreditar no amor e no casamento depois de ouvir essa
passagem anos a fio?

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.

Desgraça, desgraça, desgraça! E ainda incita a violência conjugal
(releia a primeira estrofe).

Precisamos lutar contra essas lembranças, meus amigos!!!
Nossos filhos merecem um futuro melhor!!!

#391 De: Walter meira <waltermeira@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2003 12:46 pm
Assunto: Re: [Clinica Domestica] Saúde_Mental
waltermeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Waler Meira wrote:
Acho esta questão muito relativa, depende muito do meio e de outras informações que a criança vai ter ao longo da vida
Mas inquestionavelmente isso fica no subconsciente assim como as menssagens subliminares que podem influenciar em nossas ações.

Luiz Meira <luizmeira@...> wrote:
Gente,
 
    Envio esta mensagem para lembrá-los de um tema importante a ser construído em nossa cultura, que sem dúvida poderá colaborar para termos mais saúde.
 
Luiz Meira


Relato de um brasileiro:


Eu, um Brasileiro morando nos Estados Unidos da América, para ajudar no orçamento, estou fazendo "bico" de babá e estudante. Ao cuidar de uma das meninas de quem eu "teoricamente" tomo conta, uma vez cantei "Boi da cara preta" para ela, antes dela dormir. Ela adorou e essa passou a ser a música que ela sempre pede para eu cantar ao colocá-la para dormir.

Antes de adotarmos o "boi, boi, boi" como canção de ninar, a canção que cantávamos (em Inglês) dizia algo como:

"Boa noite, linda menina, durma bem.
Sonhos doces venham para você,
Sonhos doces por toda noite"... (Que lindo, né mesmo!?)

Eis que um dia Mary Helen me pergunta o que as palavras em português da música "Boi da cara preta" queriam dizer em Inglês:

"Boi, boi, boi, boi da cara preta,
pega essa menina que tem medo de careta..." (???)

Como eu ia explicar para ela e dizer que, na verdade, a música "boi da cara preta" era uma ameaça, era algo como "dorme logo, senão o boi vem te comer"? Como explicar que eu estava tentando fazer com que ela dormisse com uma música que incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina?

Comecei a pensar em outras canções infantis, pois não me sentiria bem ameaçando aquela menina com um temível boi toda noite...

Que tal! "nana neném que a cuca vai pegar..."?
Caramba... outra ameaça! Agora com um ser ainda mais maligno que um boi preto!

Depois de uma frustrante busca por uma canção infantil do folclore brasileiro que fosse positiva e de uma longa reflexão, eu descobri toda a origem dos problemas do Brasil. O problema do Brasil é que a sua população em geral tem uma auto-estima muito baixa. Isso faz com que os brasileiros se sintam sempre inferiores e ameaçados, passivos o suficiente para aceitar qualquer tipo de extorsão e exploração, seja interna ou externa.

Por que isso acontece?
Trauma de infância!
Trauma causado pelas canções da infância. Vou explicar:

Nós somos ameaçados, amedrontados e encaramos tragédias desde o berço!
Por isso levamos tanta porrada da vida e ficamos quietos. Exemplificarei minha tese:

Atirei o pau no gato-to-to
Mas o gato-to-to não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca-ca admirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu
Miaaau!

Para começar, esse clássico do cancioneiro infantil é uma demonstração clara de falta de respeito aos animais (pobre gato) e crueldade. Por que atirar o pau no gato, essa criatura tão indefesa? E para acentuar a gravidade, ainda relata o sadismo dessa mulher sob a alcunha de "D.Chica". Uma vergonha!

Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré, marré, marré.
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré de si.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré de si.

Colocar a realidade tão vergonhosa da desigualdade social em versos tão doces!! É impossível não lembrar do seu amiguinho rico da infância com um carrinho cabuloso, de controle remoto, e você brincando com seu carrinho de plástico... Fala sério!!!!

Vem cá, Bitu! vem cá, Bitu!
Vem cá, meu bem, vem cá!
Não vou lá! Não vou lá, Não vou lá!
Tenho medo de apanhar.

Quem é o adulto sádico que criou essa rima? No mínimo ele espancava o pobre Bitú...

Marcha soldado,
cabeça de papel!
Quem não marchar direito,
Vai preso pro quartel.

De novo ameaça. Ou obedece ou ...
Não é à toa que brasileiro admite tudo de cabeça baixa...

A canoa virou,
Quem deixou ela virar,
Foi por causa da (nome de pessoa)
Que não soube remar.

Tá vendo? Ao invés de incentivar o trabalho de equipe e o apoio mútuo, as crianças brasileiras são ensinadas a dedurar o dedo e condenar um semelhante.

Samba-lelê tá doente,
Tá com a cabeça quebrada.
Samba-lelê precisava
É de umas boas palmadas.

A pessoa, conhecida como Samba-lelê, encontra-se com a saúde debilitada, necessita de cuidados médicos mas, ao invés de compaixão e apoio, a música diz que ela precisa de palmadas! Acho que o Samba-lelê deve ser irmão do tal Bitú...

O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou...

Como crescer e acreditar no amor e no casamento depois de ouvir essa
passagem anos a fio?

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.

Desgraça, desgraça, desgraça! E ainda incita a violência conjugal
(releia a primeira estrofe).

Precisamos lutar contra essas lembranças, meus amigos!!!
Nossos filhos merecem um futuro melhor!!!


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#392 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Sáb, 8 de Nov de 2003 2:33 pm
Assunto: Re: Saúde Mental
luizmeira
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Enviada em: terça-feira, 4 de novembro de 2003 00:28
Assunto: Re: [Clinica Domestica] Saúde_Mental

Nosso rol de compositores
e composições musicais para crianças é muito vasto e
belamente sadio para elas. Basta ver algumas maravilhas
musicais de nosso Heitor Villa-Lobos e as músicas do
cd "Arca de Noé" feito pelo grande poeta Vinícius de
Moraes e pelo grande violonista Toquinho.

Precisando de repertório estamos aí p/ dar uma força.
Até mais.

Arthur.

#393 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Ter, 11 de Nov de 2003 2:53 pm
Assunto: Argila
luizmeira
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 Olá pessoal,
 
    Tenho utilizado argila nas mais diversas aplicações clínicas, ficando fascinado com os resultados. A primeira vez foi quando vi crescer um dedo que estada necrosado (situação usualmente abordada com amputação) em diabético insulino-dependente há 9 anos atrás, o detalhe é que a unha ficou virada para cima, no entanto a regeneração foi plena.
 
    Agora este artigo replicado da Folha de São Paulo especifica alguns aspectos interessantes, e coerente com a descrição de Gênesis 2.5-7:
 
5,6  Não existia nenhuma planta. Nenhuma semente havia brotado na terra, pois o Senhor Deus ainda não tinha feito cair chuva. E também não havia ninguém para fazer lavoura. Mas um vapor subia da terra e molhava o solo em toda a parte.
7 Então Deus formou o corpo humano usando para isso o pó da terra. Depois soprou nele o sopro de vida. E ele veio a ser alma vivente.
 
 
Argila pode estar na origem das células
 
REINALDO JOSÉ LOPES
FREE-LANCE PARA A FOLHA

O ingrediente que faltava para reunir as moléculas orgânicas da Terra primordial numa membrana, formando um esboço de célula, pode ter sido uma simples fôrma de argila -um pó ou pasta acinzentada comum em diversos lugares do planeta.
É isso o que sugerem experimentos feitos por cientistas norte-americanos, nos quais a mera adição desse condimento mineral multiplicou em cem vezes a tendência de ácidos graxos (as moléculas que compõem os lipídios ou gorduras) de formar uma membrana de camada dupla, parecida com a que todas as células bacterianas, animais ou vegetais ostentam até hoje.
Esse projeto de célula, no entanto, vai muito além da mera formação: ele também consegue "crescer", incorporando mais partículas de ácido graxo espalhadas nas proximidades, e até se "dividir" -embora precise de um certo grau de estímulo dos pesquisadores para conseguir realizar essa última proeza.
"Não estamos querendo dizer que foi exatamente assim que aconteceu durante a formação da vida", declarou à Folha o bioquímico Jack Szostak, 50, da Universidade Harvard (EUA). "O que o nosso experimento faz é demonstrar que precursores celulares poderiam aparecer sem a necessidade de mecanismos bioquímicos complexos", afirma o pesquisador, cujo trabalho sai hoje na revista norte-americana "Science" (www.sciencemag.org).
O experimento de Szostak (pronuncia-se "chôstak") e seus colegas marca mais um ponto em favor da humilde argila, que já tinha demonstrado outra propriedade suspeitamente pró-vida. Ela é capaz de induzir a formação de cadeias de RNA, a molécula-irmã do DNA que também armazena instruções genéticas e, ao contrário dele, consegue induzir reações químicas sozinha. Para muitos cientistas, o RNA é o candidato ideal para primeiro material genético da história da vida.

Do barro à vida
"Nós nos inspiramos nessa capacidade conhecida da montmorillonita [o tipo de argila mais utilizado no experimento] para ver se ela conseguia induzir o mesmo processo com os ácidos graxos", conta Szostak. As membranas celulares verdadeiras são formadas por moléculas bem mais complicadas, embora aparentadas: os fosfolipídios, que incluem também átomos do elemento fósforo.
A tendência desses ácidos é se juntar em pequenos aglomerados. Os pesquisadores, no entanto, viram que a adição de um pouco de montmorillonita à mistura aumentou em cem vezes essa tendência. As vesículas de dupla camada que surgiram da reação englobavam as partículas de argila.
Como tanto o mineral quanto as camadas de ácido têm carga elétrica negativa (e portanto deveriam se repelir), a hipótese dos pesquisadores é que uma camada de partículas positivas adjacente à argila atraia as vesículas.
Os pesquisadores misturaram ainda RNA, marcado com uma tinta fluorescente vermelha, à argila. Ele também foi englobado -mais um passo em direção a uma "célula", com membrana e material genético. Na presença de mais matéria-prima, as vesículas cresceram, absorvendo-a, e os pesquisadores causaram sua "divisão celular" (que ocorreu sem perda do material interno) fazendo-as atravessar uma rede de microporos.
"Se pudéssemos fazer com que o RNA iniciasse algum tipo de síntese dentro dessas vesículas, seria um grande passo. Mas esse é um grande projeto, ao qual ainda temos de dar prosseguimento", afirma Szostak. "Temos de ter a mente aberta e tentar simular um caminho completo, da formação das moléculas orgânicas à das células." Uma coisa, no entanto, é certa: matéria-prima não faltava.

#394 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qua, 12 de Nov de 2003 12:09 pm
Assunto: Re: verduras
luizmeira
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Cláudia S. Vaz,

    você escreveu:
Encontrei referência ao seu nome quando fazia pesquisa na
internet sobre dieta higienista: havia uma mensagem sua na lista do Yahoo --
(Tratamentos alternativos para a) Hepatite C. Muito interessante o trecho,
tradução e adaptação do livro do Dr. Shelton, "Food combining made easy". E
igualmente interessantes as mensagens que li dessa lista.
 
    Para mim é o melhor conteúdo que temos disponível, tanto em termos de abrangência como em profundidade. Vale a pena verificar os detalhes mencionados nas mensagens.

Dali segui para sua página na internet e li sobre feijão, granola e cardápios.
Observei que não há presença de verduras (estas, juntamente com raízes, seriam
para os animais ?)...
 
    Exatamente.
    Melhor é receber o que as espécies selecionadas pelas diversas etnias nos fornecem ao devido tempo da colheita, do que quebrar folhas ou arrancar raízes...
    As verduras são compostas principalmente de celulose (não digerível) e pouco solúvel, enquanto que as fibras das sementes são hidro-solúveis (formando a aparência de gelatina, sendo que as folhas e caules formam algo parecido com esponjas), que exercem pressão osmótica adsorvendo íons, hormônios, vitaminas e nutrientes diversos, levando-os embora juntamente com o bolo fecal.
    As verduras são desequilibradas quando comparadas com os grãos, pois praticamente não possuem proteínas, carboidratos e as gorduras são em proporção muito pequenas.
    Muitas folhas podem apresentar propriedades tóxicas tal como é descrito sobre o Espinafre em mensagem pregressa da lista.
    Os íons e vitaminas apresentam grandes desproporções entre si, dificultando sua absorção ou mesmo exercendo efeito adverso.
 
    As raízes são também bastante desequilibradas, apresentando em geral grande proporção de carboidratos e quase nada de gorduras ou proteínas, além de apresentarem íons e vitaminas desequilibrados.
 
    Para pessoas que não estejam doentes este desequilíbrio é compensado pelo metabolismo corporal sem que se observe sinais evidentes, no entanto, dependendo da situação clínica, podem influenciar negativamente como por exemplo as verduras podem drenar o ferro e o cálcio, intensificando anemias e osteoporose, e as raízes podem piorar uma situação de obesidade.
 
    No geral é melhor utilizar estes produtos como temperos ou remédios.

 
Minha pergunta: qual sua opinião sobre a dieta higienista (considerando que as
verduras são parte essencial dessa dieta) ?
 
    Quando retiramos os animais coprofagos e necrófagos de nossa dieta, tudo melhora. Atribuo a eficácia da higienista a isto, pois simplificando: eles excluem os suínos e similares. Da mesma forma considero a eficácia do vegetarianismo em geral, por excluírem os animais alergênicos.

O senhor costuma dar consulta no Rio de Janeiro ou somente em São Paulo?
 
    Atualmente não tenho atendido nem em São Paulo, somente na região de Campinas, no entanto utilizando e-mails, imagens da íris, e telefone, atendo pessoas de qualquer lugar com eficácia semelhante ou até mesmo maior do que pessoalmente. Digo maior eficácia pois quem está familiarizado com a análise dos conteúdos disponíveis na rede, e em especial do que disponibilizo no site, pode avançar muito mais rapidamente do que aqueles que escutam uma consulta pessoal e depois esquecem a maior parte do que ouviram.

Eu não sou profissional de saúde. Sou apenas interessada e busco uma
alimentação equilibrada. E como não me "alinho" com o raciocínio da medicina
alopática, procuro geralmente as chamadas alternativas.
 
    O que você está fazendo é o que eu considero melhor: buscar os conhecimentos da forma que conseguir, e posteriormente amadurecer os detalhes com os contatos pessoais. Desta forma muitos chegam a ter melhor discernimento e conhecimento do que profissionais de saúde fundamentados na distribuição de medicamentos e equipamentos.


    Mantenho-me ao dispor para novos esclarecimentos.
    Atenciosamente
 
Luiz Meira

#395 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qui, 13 de Nov de 2003 7:04 am
Assunto: Re: iridologia
luizmeira
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Olá Marcelo,
 
    você escreveu:
 
Aprecio muito a iridologia, pelo seu método de identificação de
possíveis patologias. Em uma de suas mensagens, o Dr. explica que a
iridologia é fácil de entender até por uma criança.  Gostaria de me
informar mais sobre este assunto. Como poderia ser um iridologo,
terei que fazer medicina ?
 
    Proponho que  a análise da íris seja cultura geral, assim como a administração das situações clínicas mais prevalentes, especialmente através da alimentação e fitoterapia.
 
Gosto muito de suas informações passadas no seu site.
 
    Organizo e apresento estas informações com esmero didático, justamente com o intuito de instrumentalizar as pessoas a atingirem o propósito de compreender e interferir nas questões cotidianas relacionadas à saúde.
    Geralmente após 2 anos vivenciando estes conceitos as pessoas estão aptas a manejarem a maioria dos aspectos de promoção da saúde.

Atenciosamente
Luiz Meira

#396 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Dom, 16 de Nov de 2003 4:04 pm
Assunto: Re: verduras
luizmeira
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Eu entendi direito ou as verduras( folhas etc...) são desiquilibradas
mas poderiam ser comidas junto com outros tipos de alimento e no final
o resultado poderia ser eventualmente ser equilibrado.
Do contrario teriamos que comer somente grãos.
Será que foi essa a mensagem do texto ?

Jose Luiz

    É exatamente este o conceito. Seres sublimes como nós, estarão mais plenos enquanto estiverem ressonando no plano das flores, que perfumadas e coloridas estabelecem relação social produtiva com os insetos e aves, fecundando e fornecendo seus produtos no devido tempo.
 
    Para quem conhece biologia com mais detalhes é mais fácil compreender que não é possível equilibrar sais de uma verdura com amido de uma raiz e a proteína de uma semente.
 
    A visão mecanicista do século passado propõe isso com o intuito de veicular produtos comercialmente tal como complexo de vitaminas em drágeas.
 
    As proporções entre os ions, gorduras, amidos, proteínas, enzimas, numa semente respeita o equilíbrio que permite a vida. caso falte picogramas de um determinado íon, a semente não consegue brotar.
    Numa folha os íons aparecem sem os vínculos que permitem a vida, estão estruturados para absorver energia luminosa. O cálcio de um alface vai estar sem a proporção adequada de fósforo... talvez exerça até mesmo um efeito agressivo, aumentando a eliminação deste produto, carreando outros íons consigo.
 
    A mensagem sobre espinafre colocada nesta lista há algum tempo exemplifica a intoxicação que uma folha pode causar. O curioso é que esta espécie seja tão propagada pelos profissionais de saúde mais incautos.
    Fico penalizado em ver quanto desperdício de vida acontece com o empenho em produzir, distribuir, processar e consumir folhas e raízes. (ainda mais envenenados e misturados geneticamente)
 
    Para equilibrar o amido de uma raiz com a proteína de uma semente, estaríamos desprezando a proporção de amido que já está equilibrando a proteína desta semente.
 
    Poderia ficar procurando argumentos para justificar esta perspectiva, mas me parece tão incoerente pensar em comparar um pêssego com um alface ou uma mandioca...
 
    Fico imaginando daqui muitos anos, talvez séculos, quando nossa compreensão da interação molecular dos seres vivos possivelmente seja muito diferente da atual, onde estarão em cena diversas estruturas e elementos que nem desconfiamos atualmente... talvez tenhamos argumentos muito mais explícitos para não usar folhas e raízes.
 
   
    Abraços
Luiz Meira
 
 
   

Olé!!!
abs
dick

Luiz Meira wrote:

>Cláudia escreveu:
 
>  Dali segui para sua página na internet e li sobre feijão, granola e
cardápios.
>  Observei que não há presença de verduras (estas, juntamente com
raízes, seriam
>  para os animais ?)...
>
>      Exatamente.
>      Melhor é receber o que as espécies selecionadas pelas diversas
etnias nos fornecem ao devido tempo da colheita, do que quebrar folhas
ou arrancar raízes...
>      As verduras são compostas principalmente de celulose (não
digerível) e pouco solúvel, enquanto que as fibras das sementes são
hidro-solúveis (formando a aparência de gelatina, sendo que as folhas e
caules formam algo parecido com esponjas), que exercem pressão osmótica
adsorvendo íons, hormônios, vitaminas e nutrientes diversos, levando-os
embora juntamente com o bolo fecal.
>      As verduras são desequilibradas quando comparadas com os grãos,
pois praticamente não possuem proteínas, carboidratos e as gorduras são
em proporção muito pequenas.
>      Muitas folhas podem apresentar propriedades tóxicas tal como é
descrito sobre o Espinafre em mensagem pregressa da lista.
>      Os íons e vitaminas apresentam grandes desproporções entre si,
dificultando sua absorção ou mesmo exercendo efeito adverso.
>
>      As raízes são também bastante desequilibradas, apresentando em
geral grande proporção de carboidratos e quase nada de gorduras ou
proteínas, além de apresentarem íons e vitaminas desequilibrados.
>
>      Para pessoas que não estejam doentes este desequilíbrio é
compensado pelo metabolismo corporal sem que se observe sinais
evidentes, no entanto, dependendo da situação clínica, podem influenciar
negativamente como por exemplo as verduras podem drenar o ferro e o
cálcio, intensificando anemias e osteoporose,  e as raízes podem piorar
uma situação de obesidade.
>
>      No geral é melhor utilizar estes produtos como temperos ou
remédios.
>

#397 De: "claudiolima2" <claudiolima2@...>
Data: Ter, 18 de Nov de 2003 10:41 pm
Assunto: verduras
claudiolima2
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DIGESTÃO E METABOLISMO

A digestão e a metabolização dos alimentos que ingerimos são o
segredo do sucesso, quando se trata de manter boa nutrição e peso
normal. Uma vez que "somos aquilo que comemos", este é um artigo
importante para o adequado entendimento de nosso conceito de dieta
original.

Digestão
A digestão abrange todo o processo que começa com a ingestão do
alimento e termina quando ele é finalmente absorvido pelas células
intestinais e encaminhado ao fígado, para ser metabolizado. O aspecto
mais importante da digestão é a transformação de proteínas, gorduras
e carboidratos em unidades cada vez menores, que possam ser
absorvidas pela corrente sanguínea e pelo sistema linfático, para
serem utilizadas pelo corpo de diferentes formas.

Antes, porém, de tudo isso acontecer, uma parte essencial do processo
digestivo é o processo de mistura e a agitação (mais ou menos como um
misturador de concreto), que ocorre no estômago. Neste processo, os
alimentos são amaciados, misturados a sucos gástricos e se submetem
às fases iniciais da digestão. O processo culmina com o esvaziamento
gradual do material, do estômago para o intestino delgado. Os
líquidos saem do estômago muito rapidamente, em poucos minutos, mas
com os sólidos o processo é muito mais lento. O tempo necessário para
o esvaziamento de metade do conteúdo do sólido do estômago está em
torno de 30 a 60 minutos.

As partículas sólidas menores saem antes das maiores, de maneira
seqüencial e muito ordenada. Os últimos sólidos a sair são as fibras
ou sólidos indigeríveis, como os encontrados nos vegetais de folhas.
Quando sua mãe dizia "mastigue bem os alimentos", ela instintivamente
lhe ensinava a fazer o que é correto, pois quanto menores forem as
partículas, mais rapidamente a comida saíra de seu estômago – e isso
talvez evite aquela desagradável sensação de estar cheio, que
normalmente ocorre no início da digestão.

Uma refeição que contenha grande quantidade de gordura pode retardar
muito o esvaziamento do estômago, assim como a ingestão de grandes
quantidades de álcool antes ou durante a refeição. O esvaziamento
lento ou atrasado do estômago pode provocar o refluxo do conteúdo –
já então bastante ácido – para o baixo esôfago, o que causa azia,
desconforto, sensação de estar cheio e mesmo náuseas ou vômitos. Com
a transferência gradual de mistura para o intestino delgado, começa
de fato a transformação dos alimentos para absorção pelo corpo. Na
primeira parte do intestino delgado chamado duodeno, a bílis
produzida na vesícula e as enzimas do pâncreas se misturam ao
conteúdo do estômago e aceleram a transformação dos diferentes
alimentos em unidades cada vez menores. Esse bolo desce ainda mais
pelo intestino delgado, onde se dá a absorção pelas células da parede
intestinal.

Metabolismo

Metabolizar significa, em essência, "transformar" – e abrange os
vários processos que transformam os nutrientes dos alimentos em
substâncias químicas que podem ser utilizadas por nosso organismo. O
processo como um todo é, obviamente, muito complexo. As taxas de
metabolização variam, em geral, de pessoa para pessoa. Isto significa
que o ganho ou perda de peso, em duas pessoas que fazem a mesma
dieta, pode variar consideravelmente. Ainda que o processo seja
complexo, você deve saber que o fígado desempenha o papel principal
na metabolização dos alimentos, incluindo o álcool, e na
metabolização da maioria dos medicamentos. É fácil, portanto,
perceber a importância do fígado em nosso bem-estar nutricional, e
por isto é necessário cuidar muito bem dele, já que a medicina ainda
não consegue reproduzir suas funções. Quando o fígado se vai,
então "Adiós, amigo!".

Vamos falar agora sobre os tipos de alimentos que são metabolizados
para uso do nosso organismo. Tudo o que comemos está enquadrado numa
dessas categorias: carboidratos, que são transformados em açúcar
simples, 80% glicose e o resto frutose ou lactose, se o alimento for,
respectivamente, fruta ou laticínio; proteínas, que são transformadas
em aminoácidos; gorduras, que se transformam em triglicerídeos; e
fibras, que são celulose e, portanto não podem ser transformadas. A
celulose só pode ser ingerida por animais ruminantes – como a vaca –
que possui um estômago "extra" – o rúmem – que contém grande número
de bactérias simbióticas capazes de secretar uma enzima chamada
celulase, que catalisa a hidrólise da celulose em açúcares simples,
tornando a celulose útil como nutriente. Assim sendo, nosso organismo
joga continuamente sucos gástricos no estômago para tentar digerir -
sem sucesso - a celulose, afetando as paredes do estômago e causando
inicialmente gastrite e, posteriormente, úlcera. Dessas quatro
substâncias, apenas três são absorvidas por nossos sistemas
digestivos: os açucares, os aminoácidos e os triglicerídeos.

RELAÇÕES HARMÔNICAS INTER-ESPECÍFICAS MUTUALISMO

CUPINS OU TÉRMITAS E PROTOZOÁRIOS – os cupins ou térmitas utilizam em
sua alimentação produtos ricos em celulose, como a madeira, o papel e
certos tecidos. Contudo são incapazes de digerir a celulose, por não
fabricarem a enzima celulase. Por isso, abrigam em seu intestino um
protozoário flagelado denominado Tryconinpha. A celulose, uma vez
digerida, serve de alimento para ambos. Os cupins fornecem ao
protozoário abrigo e nutrição e, em troca, recebem os produtos da
degradação da celulose.

RUMINANTES E MICROORGANISMOS – Os animais ruminantes, do mesmo modo
que os cupins, não fabricam a enzima celulase. Como os alimentos que
ingerem são ricos em celulose, também abrigam em seu estômago grande
número de protozoários e bactérias capazes de fabricar a enzima
celulase. A celulose serve de alimento para os herbívoros, as
bactérias e os protozoários. A partir daí estabelece-se uma relação
mutualística, em que as bactérias e os protozoários fornecem aos
herbívoros produtos da digestão da celulose. Os herbívoros, por sua
vez, fornecem abrigo e nutrição a esses microorganismos.




Fonte: http://biomania.com.br/ecologia/ecorelacoes.php


SALVE, SALVE, FIBRAS

EXCESSOS DE FIBRAS: são quelantes de metais (pectina, psyllium, goma-
guar). Quando em excesso, podem prejudicar a absorção de cálcio e
outros minerais. Entretanto, o que se vê com freqüência são dietas
deficientes em fibras, causando problemas com o trânsito intestinal e
tornando o intestino mais suscetível à carcinogênese.
O aumento da quantidade de fibras na rotina alimentar deve ser feito
de maneira gradual. Mudanças bruscas podem causar gases, cólicas e
diarréias.
	 É importante também não exagerar. As fibras são benéficas,
mas, em excesso, podem gerar problemas. O estômago, por exemplo,
adapta-se ao "efeito esponja" das fibras e acaba se dilatando. Depois
de algum tempo, a pessoa precisará comer mais do que antes para se
sentir saciada. Além disso, alguns tipos de fibra reduzem a absorção
de cálcio e de vitaminas A, D, E e K. E há fibras que "roubam a água
do organismo, provocando desidratação.
	 Um consumo elevado de fibras (cereais integrais, hortaliças e
frutas com casca) também pode trazer graves deficiências, inclusive
energéticas. É conhecido o poder de saciedade das fibras, fazendo com
que o indivíduo fique satisfeito com uma quantidade menor de
alimentos. Com isso, pode haver uma ingestão de alimentos inferior à
necessidade, gerando emagrecimento excessivo, desânimo, fraqueza
muscular e apatia geral. Problemas intestinais também podem vir de
uma alimentação com excesso de fibras, gerando um esvaziamento muito
rápido dos intestinos (diarréia), o que compromete a absorção de
nutrientes.
	 Deficiência protéica também pode ocorrer caso não seja feito
um bom equilíbrio das fontes de proteínas vegetais. O consumo diário
de leguminosas (feijão de qualquer tipo, soja, ervilha, lentilha,
grão de bico) junto aos cereais (milho, arroz, trigo, etc) é
essencial para que se obtenha todos os aminoácidos necessários à
síntese de proteínas pelo organismo. Essa combinação é ainda mais
importante quando não se usa nenhuma fonte protéica de origem animal
(carne, ovo, leite ou derivados). Dietas muito restritivas podem
gerar graves deficiências protéicas no organismo, o que poderá ser
percebido de várias formas, de acordo com o seu grau: queda de
cabelo, unhas quebradiças, dificuldade de cicatrização de feridas,
queda da resistência imunológica, etc.
	 Quando a quantidade de alimentos ingeridos é inferior às
necessidade normais do organismo (ocorrendo deficiência calórica), a
proteína presente na alimentação diária seja suficiente para que o
organismo não tenha que "queimar" a proteína para produzir energia, o
que leva aos sintomas da deficiência protéica.
	 Várias pesquisas científicas têm demonstrado também a
interação de fibras com os sais minerais, o que pode ser entendido em
uma regra simples: uma certa quantidade de fibras na alimentação
diária não só favorece o funcionamento dos intestinos como ajuda na
absorção dos sais minerais (ferro, zinco, selênio, etc); porém,
quando a quantidade de fibras fica excessiva, o "bolo alimentar"
começa a passar muito rápido pelos intestinos, o que impede a
absorção de vários nutrientes, principalmente desses minerais.
	 Os alimentos de origem vegetal também apresentam, muitas
vezes, substâncias de ação contrária à absorção de nutrientes, às
quais chamamos de "fatores antinutricionais".
	 Exemplos desses fatores são o ÁCIDO FÍTICO, os TANINOS e os
OXALATOS (como espinafre, folhas de beterraba e ruibarbo) presentes
nos farelos (parte fibrosa) dos cereais e nas cascas e folhas de
certo vegetais.  Todas essas substâncias, em excesso,
dificultam a absorção de minerais, principalmente do zinco, o qual já
é deficiente em dietas vegetarianas exclusivas.

	 Portanto, é importante que a quantidade de fibras na
alimentação não seja excessiva, o que pode ser conseguido com
misturas entre cereais integrais e refinados. As cascas das
hortaliças e frutas podem ser consumidas pelo efeito benéfico que têm
sobre os intestinos, desde que se evite as muito fibrosas (exemplo:
casca de banana), principalmente quando ainda verdes(o teor de
taninos é maior). Os chás, de qualquer tipo, também contêm boa
quantidade de taninos, o que pode dificultar a absorção de cálcio,
ferro e zinco; por isso, devem ser evitados após ou durante as
refeições principais.

	 Existe uma deficiência normal de zinco e selênio na
alimentação típica dos brasileiros, devido a deficiências desses
minerais em boa parte do solo do país; em função disso, os nossos
alimentos são, em geral, pobres em zinco e selênio. Paralelamente, as
castanhas brasileiras, como a castanha do Pará, são ricas nesses
minerais, principalmente em selênio. Por isso, acrescentar castanhas
nas dietas vegetarianas é um bom investimento para ajudar a evitar
algumas deficiências.
DESVANTAGENS:
• Pode levar a deficiências de vitaminas e minerais, tornando a
suplementação de alguns nutrientes;
• O consumo excessivo de fibras pode reduzir a ingestão de
alimentos (devido ao seu poder de gerar "saciedade") a níveis
críticos, provocando excessiva magreza e comprometimentos à saúde,
além de interferir na absorção de diversos minerais.



Saúde
O verde da moda
Muita gente acha que clorofila faz bem à saúde.
Os estudiosos dizem que é bobagem
	 Todo mundo aprende na escola que a clorofila, aquele pigmento
que dá cor verde às plantas, está na base da fotossíntese – o
processo pelo qual os vegetais, na presença de luz solar, absorvem o
gás carbônico da atmosfera e liberam oxigênio. Fundamental na
natureza, a clorofila desde há muito tem o papel de coadjuvante nos
produtos de higiene pessoal. É adicionada a pastas de dentes e
desodorantes, por causa da sensação de frescor que propicia. De uns
tempos para cá, no entanto, os naturebas começaram a divulgar que a
substância é capaz de operar verdadeiros milagres também nos
corpinhos que não têm caule, folhas e frutos. Ela limparia a corrente
sangüínea, fortaleceria o sistema imunológico, revitalizaria o
cérebro, diminuiria a depressão, retardaria o envelhecimento,
evitaria a ressaca e – pasme – até ajudaria no tratamento de doenças
como o câncer e a Aids. Como há quem acredite em tudo (e também quem
ganhe dinheiro com tudo), o consumo de clorofila não retardou a virar
moda. Ela passou a ser vendida na forma de sucos, sorvetes e cremes e
loções para o corpo. A última novidade vem do Havaí. Uma empresa
daquele Estado americano lançou o primeiro desodorante em comprimido
à base de clorofila. Uma pastilha pela manhã, outra à noite e tchan,
tchan, tchan: em no máximo quatro dias, o usuário já sentiria uma
mudança incrível. Qual seria ela? "Todos os odores do organismo
desaparecem", diz Eddie Onouye, um dos donos do laboratório que
fabrica o tal desodorante.
Essa história de clorofila está deixando verdes de raiva os
estudiosos mais sérios. Eles afirmam que tudo não passa de mais uma
bobagem destinada a enganar quem tem QI de pterodófita. "O consumo de
clorofila não serve para nada", esclarece a professora Ursula Lanfer
Marquez, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de
São Paulo. O motivo é simples: as moléculas da substância não são
absorvidas pelo organismo. Os defensores do modismo argumentam que,
uma vez ingerida, a molécula de clorofila se quebra e libera
magnésio, mineral importante para os ossos, dentes, músculos e para a
transmissão de impulsos nervosos.
"Nem sempre há essa liberação de magnésio e, quando há, as suas
quantidades são tão pequenas que não têm nenhum efeito", explica
Ursula. Para ingerir magnésio, basta comer bem. O mineral é
encontrado na maioria dos alimentos – laticínios, peixes, carne,
frutos do mar, maça, abacate, banana, feijão, rúcula, batata e
agrião, entre outros.


Paula Beatriz Neiva
pbeatriz@...
Fonte: Revista veja 10 de abril, 2002, pág. 73

Saúde
MUITA VERDURA,
POUCA VITAMINA

Pesquisas acadêmicas alertam sobre os riscos
Da dieta vegetariana para a saúde das crianças
	 Uma mania ganhou impulso na última década, sobretudo nos
Estados Unidos e na Europa: tirar a carne do cardápio. Até mesmo
entre os brasileiros há quem considere um bife suculento como
politicamente incorreto. Estima-se que 10 milhões de americanos
tenham aderido a alguma dieta vegetariana, com graus variados de
exclusão de alimentos de origem animal. É uma atitude arriscada, de
acordo com um estudo da Universidade de Minnesota, nos EUA. Depois de
avaliar os hábitos alimentares de cerca de 5.000 adolescentes,
vegetarianos ou não, os pesquisadores concluíram que, longe de ser
uma decisão filosófica, tirar a carne do cardápio pode ser um sintoma
de distúrbios alimentares graves. São doenças como a anorexia, falta
de apetite crônica que pode levar à morte, e a bulimia, na qual o
vômito é induzido como forma de conservar a magreza desejada. "Em
geral, pacientes com distúrbios alimentares procuram dietas
excêntricas, e o vegetarianismo é preferido porque, sem carne, são
ingeridas menos calorias e a pessoa não se sente inchada", diz a
psiquiatra Angélica Claudino, coordenadora do Programa de Transtornos
Alimentares da Universidade Federal de São Paulo.
	 A principal razão entre os jovens para aderir à dieta
vegetariana é manter o peso ou emagrecer. Mas não é só isso. Um em
cada quatro adolescentes americanos acha moderno não comer
carne. "Muitos adolescentes se tornam vegetarianos por influência de
seus ídolos", comenta Marly Winckler, secretária-geral para a América
Latina da União Vegetariana Internacional, associação espalhada por
35 países. A complicação para quem está em idade de crescimento é que
esse tipo de regime é carente de ferro, cálcio e proteínas, presentes
em carnes, leite e ovos. Motivada pelo budismo, a paulistana Cristine
Viecile Leone, de 18 anos, deixou de comer carne branca e vermelha
aos 14. "Meu pai me mandou procurar uma nutricionista, mas não voltei
a comer carne", diz. O resultado foram duas crises de anemia  em
quatro anos. Hoje, Cristine mantém uma dieta mais equilibrada, com
ajuda de uma nutricionista.  Há outras más notícias envolvendo dietas
sem carne. Pesquisadores da Universidade Agrícola de Wageningen, na
Holanda, acompanharam um grupo de crianças e adolescentes que até os
6 anos foram alimentados de acordo com as regras dietéticas
macrobióticas, à base de cereais integrais. Constataram que a falta
de vitamina B-12, presente apenas  em produtos de origem animal,
tinha causado danos irreparáveis no desenvolvimento cerebral delas.
Comparados com crianças com alimentação variada, os macrobióticos
tiveram pior desempenho em habilidade espacial, memória, capacidade
de pensamento abstrato e  aprendizado. O interessante é que os
pesquisadores não encontraram nenhuma vantagem na dieta sem carne que
pudesse contrabalançar os prejuízos.

O que dizem os cientistas
• Deficientes em ferro, cálcio e proteínas, as dietas
vegetariana e macrobiótica causam anemia, sobretudo se excluírem ovos
e laticínios.
• Devido à escassez de vitamina B-12, a alimentação sem carne
causa em crianças de até 6 anos prejuízos irreparáveis na capacidade
de raciocínio
• Crianças criadas à base de macrobiótica crescem menos que as
que têm um cardápio variado.
• Uma conversão súbita ao vegetarianismo na adolescência pode
indicar a tendência para a anorexia e a bulimia.



Natasha Madov

Fonte: Revista veja 14 de agosto 2002, pág. 58


ESPINAFRE: O ALIMENTO DO POPEYE PODE SER PERIGOSO
       PARA NOSSA SAÚDE

       Dra. Jocelem Mastrodi Salgado
       Profa. Titular de Nutrição - LAN/ESALQ/USP

	 O cálcio e o ferro são dois minerais que devem estar
presentes na nossa dieta diariamente, já que o primeiro é importante
para a saúde dos nossos ossos e dentes, protegendo as crianças contra
o raquitismo e os adultos da osteoporose, e o segundo é importante
para prevenir o aparecimento da anemia.

       Indivíduos que restringem o consumo de alimentos considerados
fontes como as carnes e os laticínios, encontram em alguns vegetais
uma fonte alternativa desses minerais. As hortaliças verde-escuras
como o espinafre, as folhas de couve e couve-flor, brócolis, etc, são
algumas dessas fontes mais consumidas.  Entretanto, o que poucas
pessoas sabem é que embora esses vegetais folhosos apresentem uma boa
quantidade de cálcio e ferro, isso não significa que esses minerais
estão completamente biodisponíveis para serem absorvidos e
aproveitados pelo nosso organismo. Além disso, a presença de
substâncias tóxicas e/ou antinutricionais nesses vegetais pode
impedir a boa absorção desses nutrientes como também causar efeitos
tóxicos (o que ocorre com a grande ingestão de espinafre).

       Dentre os fatores antinutricionais presentes nos vegetais
folhosos que possuem grande influencia na absorção do cálcio e do
ferro, destacam-se o ácido fítico e o ácido oxálico (presente em
grande quantidade no espinafre). Essas duas substâncias têm a
capacidade de se ligarem aos minerais, especialmente o cálcio e o
ferro, fazendo com que fiquem indisponíveis para serem absorvidos
pelo nosso corpo; dessa forma, todo cálcio e ferro que se complexa
com essas substâncias acaba sendo eliminado nas fezes sem ser
aproveitado.

       Entretanto, o que mais nos preocupa como pesquisador é o fato
do consumo do espinafre aumentar a cada dia que passa. Existe até um
personagem de TV, o famoso marinheiro Popeye, que faz propaganda do
alimento, dando a entender que quem come espinafre está sempre forte
e pronto para superar qualquer obstáculo. O que poucos sabem, é que
no mesmo país de origem do desenho (Estados Unidos), há algumas
décadas atrás, a ingestão de leite batido com espinafre (o objetivo
era enriquecer a bebida com ferro), causou a morte de crianças recém-
nascidas. A doença ficou conhecida como "doença do branco do olho
azul", pois o branco dos olhos ficava dessa cor. Posteriormente,
descobriu-se que a presença do espinafre no leite era a causadora da
tragédia, mas na época (1951) o fato foi encoberto e o desenho do
marinheiro Popeye continuou a ser exibido.


       PORQUE DEVEMOS TOMAR CUIDADO COM O ESPINAFRE

       O espinafre é um dos alimentos vegetais que mais contém cálcio
e ferro. Entretanto, esses dois minerais são pouquíssimo aproveitados
pelo nosso corpo, já que o alto teor de ácido oxálico no vegetal
inibe a absorção e a boa utilização desses minerais pelo nosso
organismo. Os estudos mostram também que o ácido oxálico do espinafre
pode interferir com a absorção do cálcio presente em leites e seus
derivados. Esse fato sugere que o espinafre em uma refeição pode
reduzir a biodisponibilidade de cálcio de outras fontes que são
consumidas ao mesmo tempo. Por isso, se no seu almoço você comeu uma
torta de queijo com espinafre, tenha certeza que grande parte do
cálcio do queijo não foi utilizada pelo seu organismo.

       Outra grande preocupação é o possível efeito tóxico que a
ingestão de grandes quantidades dos fatores antinutricionais
presentes na planta pode causar nas pessoas. Com o objetivo de
avaliar todos esses problemas, em 1998 uma pesquisa, que resultou em
uma tese de mestrado, foi desenvolvida na ESALQ/USP sob minha
orientação. O estudo intitulado "Avaliação química, protéica e
biodisponibilidade de cálcio nas folhas de couve-manteiga, couve-flor
e espinafre" teve como objetivos verificar se determinadas plantas
podiam ser utilizadas na dieta humana, sem causarem prejuízos à saúde
e o bem estar do indivíduo. Ensaios conduzidos com animais
experimentais avaliaram o valor nutricional das folhas já citadas e
verificaram o efeito dos níveis de ácido oxálico e ácido fítico na
biodisponibilidade do cálcio, ou seja, no seu bom aproveitamento pelo
organismo dos animais.

       A PESQUISA DA ESALQ/USP

       As folhas estudadas foram adquiridas no comércio local e a
folha de espinafre foi também adquirida de outros dois locais: da
Fazendinha da UNIMEP e da horta do Departamento de Horticultura da
ESALQ/USP. Essas folhas foram lavadas, secas em estufa e moídas. A
seguir, foram acrescentadas nas dietas que foram avaliadas durante o
ensaio experimental com duração de 30 dias.

       OS RESULTADOS DA PESQUISA IMPRESSIONARAM

       Os resultados começaram a impressionar quando verificamos os
teores dos dois fatores antinutricionais investigados: ácido fítico e
oxálico. A folha de espinafre apresentou valores muito altos em
relação às demais, o que pode ser verificado no gráfico.

       Como conseqüência desse fato, os animais alimentados com a
folha de espinafre morreram na primeira semana, e portanto, não
puderam ser avaliados até o final do estudo. Várias tentativas foram
feitas, utilizando dietas com folhas de espinafre cozidas
(acreditávamos que o calor pudesse destruir os fatores tóxicos
presentes) ou folhas de espinafre provenientes de outros locais
(livres de agrotóxicos que pudessem ter influência). Contudo os
mesmos resultados repetiram-se, ou seja, houve a morte dos animais
com hemorragia, tremores e perda de peso. Os rins dos animais mortos
foram retirados e analisados pela Faculdade de Odontologia de
Piracicaba/UNICAMP. De acordo com o laudo apresentado pelo
Departamento de Patologia, foi comprovado inchaço renal, indicando
uma nefrotoxidade, edema celular e depósito de substâncias
aparentemente cristalizadas nos túbulos renais, o que provoca
disfunção renal.

       De acordo com vários pesquisadores, a explicação provável
estaria na presença do ácido oxálico no alimento, que além de causar
um balanço negativo de cálcio e ferro, em doses superiores a 2g/Kg de
peso, pode causar toxicidade nos rins. Já o ácido fítico, quando na
proporção de 1% na dieta, seria o responsável pela redução do
crescimento dos animais jovens. Na década de 80, estudos já atribuíam
ao ácido oxálico sintomas como lesões corrosivas na boca e trato-
intestinal, hemorragias e cólica renal, causados pela ingestão de
plantas ricas nesta substância.
       De acordo com esses mesmos estudos, o espinafre que possui a
relação de ácido oxálico/cálcio superior a 3, deve ser evitado. Na
nossa pesquisa isso foi observado.
       Os resultados desse estudo nos levam a acreditar que o consumo
de espinafre deve ser substituído por outros vegetais ..., já que os
efeitos proporcionados pela ingestão das substâncias antinutricionais
presentes na folha, podem ser prejudiciais à absorção de nutrientes
importantes para nossa saúde, e essas mesmas substâncias podem causar
sérios problemas tóxicos.
      Os resultados também sugerem que além da grande presença de
ácido oxálico e fítico, provavelmente a folha do espinafre contenha
outras substâncias tóxicas, que supostamente levaram à óbito os
animais do estudo, bem como causaram o incidente com os recém-
nascidos nos Estados Unidos. Essas substâncias, ainda não
identificadas, exerceriam ações tóxicas em pessoas mais sensíveis e
levariam a chamada "doença do branco do olho azul". Fica claro,
portanto, a necessidade de mais estudos elucidativos a respeito do
assunto.

       Finalizando, a minha dica é que todos procurem dar preferência
a outros vegetais ... em substituição ao espinafre: ...leguminosas
como os feijões, ervilhas, lentilhas e soja são as melhores opções
para quem quer consumir fontes alternativas de cálcio e ferro.
	 A pesquisadora Jocelem Mastrodi Salgado é professora titular
de Nutrição Humana da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz,
a USP de Piracicaba. Como especialista, escreve regularmente nesse
espaço sobre temas ligados à saúde e alimentação. É a criadora de
compostos para reeducação alimentar e equilíbrio do organismo
conhecidos como Sanavita e Suprinutri.

					  	 © Jornal de
Piracicaba On Line

JOVENS VEGETARIANOS PODEM APRESENTAR
DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL
Segunda-Feira, 8 de Julho, 2002

 	 NOVA YORK (Reuters Health) - Adolescentes vegetarianos podem
apresentar deficiência de determinados nutrientes essenciais,
informou um novo estudo sueco.
 	 Por banir da dieta todos os produtos de origem animal, os
vegetarianos podem ingerir uma quantidade insuficiente de alguns
nutrientes encontrados em carnes e laticínios, como o cálcio e a
vitamina B12. Essas carências são particularmente preocupantes quando
se trata de adolescentes em fase de crescimento.
No estudo, Christel L. Larsson e Gunnar K. Johansson, da Universidade
Umea, entrevistaram 30 vegetarianos com idade entre 16 e 20 anos
sobre a alimentação diária. Os pesquisadores analisaram ainda a
presença de nutrientes essenciais em amostras de urina e sangue. Os
resultados foram comparados aos de um grupo de adolescentes que
comiam carne e vegetais (onívoros).
"Os hábitos alimentares dos vegetarianos variaram consideravelmente e
não estavam de acordo com a média exigida para alguns nutrientes
essenciais", avaliaram Larsson e Johansson, em artigo publicado na
edição de julho do American Journal of Clinical Nutrition.
Os pesquisadores informaram que os "vegetarianos apresentavam
ingestão de riboflavina (vitamina B2), vitamina B12, vitamina D,
cálcio e selênio inferior à média necessária".
Mesmo após os especialistas incluírem suplementos alimentares na
análise, o consumo de cálcio e selênio dos vegetarianos permaneceu
baixo.
Por outro lado, os pesquisadores constataram que os vegetarianos
apresentavam ingestão mais elevada de vegetais, legumes e suplementos
dietéticos.
Entre os adolescentes do sexo masculino, aqueles que não comiam
produtos de origem animal tenderam a pesar menos e a ter um índice de
massa corporal menor – proporção entre o peso e a altura. Não se
constatou essa diferença entre as garotas vegetarianas e as demais.
"É importante que os adolescentes em geral – e os vegetarianos em
particular – recebam informações teóricas e práticas sobre como
combinar e preparar uma dieta saudável", concluíram os autores do
trabalho.





Fonte: American Journal of Clinical Nutrition 2002;76:100-106

EFEITO DO SUCO DE CLOROFILA NÃO TEM COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA
PALOMA VARÓN
free-lance para a Folha


Se você é do tipo que engole tudo o que está na moda, pode ficar
verde de raiva ao descobrir que uma das novidades do momento não tem
ação nenhuma no organismo. Consumida há décadas nos Estados Unidos, a
clorofila em forma de suco recentemente virou moda por aqui.


Aportou no Rio há mais de um ano e agora chega a São Paulo, onde é
vendida não apenas em pontos alternativos -a Casa Santa Luzia, por
exemplo, começou, no mês passado, a oferecer o extrato congelado de
suco verde à sua sofisticada clientela paulistana.

Na internet, são vendidos potinhos com a grama de trigo fresca para
guardar na geladeira e também a grama no vaso. Um alimento altamente
nutritivo, alardeiam alguns produtores, que anunciam na embalagem e
em folhetos de propaganda que ele é composto de 103 nutrientes, entre
vitaminas, proteínas e sais minerais, e que possui ação sobre
cabelos, unhas, sangue e outras partes do corpo.

"É um absurdo que as pessoas transformem isso num negócio e vendam a
clorofila como nutriente; ela é importante para o metabolismo das
plantas, não para o nosso", diz a pesquisadora e professora de
nutrição da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz) Jocelen Salgado. O suco pode até trazer algum benefício, mas
não pela clorofila, diz Úrsula Marquez, uma especialista no assunto,
que pesquisa clorofila em laboratório e é professora da Faculdade de
Ciências Farmacêuticas da USP.

"A clorofila é uma molécula bastante complexa e não é absorvida pelo
nosso organismo. O extrato vegetal de que é feito o suco pode conter
fibras, vitaminas e sais minerais, mas a clorofila em si não faz
efeito", diz Marquez. Mas os consumidores entrevistados estão
satisfeitos e não dão ouvidos para críticas.

"Tomo todos os dias em jejum e me sinto muito bem. Desde que comecei
(há dois meses), já senti melhoras, parei de perder cabelo, e as
minhas unhas estão crescendo mais", diz Evelyn Sehanis, 60. Outra fã,
Beatriz Zatz, 60, conta orgulhosa: "Já virou um ritual lá em casa, eu
e meu marido começamos o dia com um copo de suco de clorofila".

De tanto os clientes pedirem, Roberto Somekh, dono do Bioesfera (SP),
restaurante especializado em pratos com baixo teor de gordura,
incluiu o suco de clorofila no cardápio. "Consultamos as nossas
nutricionistas, e elas disseram que não tem efeito comprovado.
Vendemos, pois mal não faz", diz. Mas pode fazer.
"As pessoas pensam que porque é natural não faz mal e tomam demais",
diz o médico Carlos Alberto de Moraes, da Lapinha Clínica Naturalista
(PR). "A maioria dos vegetais contém substâncias antinutricionais ou
tóxicas, e disso ninguém fala", diz Marquez. Para evitar o efeito
dessas substâncias, quantidades exageradas de vegetais não devem ser
ingeridas.

"Como é vendido um extrato do suco com alta concentração de vegetais,
a possibilidade de que isso faça mal é grande. Sem falar na origem
dos vegetais, que podem estar contaminados por fungos e agrotóxicos",
diz a professora.

"Esses pesquisadores são muito conservadores e não respeitam as
correntes naturalistas e ortomoleculares", diz Francisco Leal, médico
veterinário com pós-graduação em nutrição. Ele consome sucos verdes
há mais de 25 anos e há 15 comercializa o extrato de clorofila,
composto de um mix de vegetais, como trigo, capim, aveia e alfafa.

Segundo o produtor, a clorofila é um alimento que contém propriedades
terapêuticas e, se consumida em uma dose diária, pode ter efeitos
benéficos sobre o corpo humano. "É um alimento funcional porque
libera magnésio para o corpo humano. Mas sabemos que a vitamina em si
está nas plantas, e não na clorofila."

Segundo Úrsula Marquez, não existe dose recomendada, pois não se
conhecem os efeitos de muitas substâncias. "Ainda não há comprovação
científica de que faz bem. E o magnésio é um mineral de que o nosso
organismo não precisa, porque ele está em muitos alimentos, e nós não
temos deficiência dele", afirma.

Seja como for, por lei, o suco de clorofila não pode ser vendido como
um elixir. "É um produto completamente pirata do ponto de vista
sanitário. Se ele está sendo propagado como fitoterápico, é à revelia
da Anvisa, pois teria de ter suas propriedades científicas
comprovadas para ser vendido como tal", afirma a assessoria de
imprensa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Ministério
da Saúde.

Em um ponto ao menos todos concordam: suco nenhum faz milagre. Toda
dieta deve ser equilibrada. Como diz Marcia Cardoso, 60, uma pioneira
na comercialização do produto -há oito anos ela vende o extrato de
clorofila em seu restaurante, o Moinho de Pedra, o suco deve ser
combinado com uma alimentação saudável. "Não adianta comer pratos
naturais com Coca-cola!"



Fonte: equilíbrio  —  FOLHA DE SÃO PAULO
São Paulo, Quinta-feira, 6 de Junho de 2002
http://www.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u1240.shtml

CASOS DE ALERGIA A AMENDOIM CRESCEM ENTRE CRIANÇAS, DIZ ESTUDO
Terça-Feira, 19 de Novembro, 2002
WASHINGTON (Reuters) - Mais crianças estão desenvolvendo alergia ao
amendoim, e uma possível razão para isso é o aumento do consumo do
alimento por gestantes e mulheres que amamentam, disseram
pesquisadores britânicos na segunda-feira.
A porcentagem de crianças com resultado positivo para alergia ao
amendoim em uma clínica triplicou desde 1989, apontou a equipe do
Centro de Pesquisa de Alergia e Asma David Hide, na Grã-Bretanha.
Eles analisaram 1.246 crianças nascidas entre 1994 e 1996, aplicando
um teste de pele para alergia ao amendoim. Os pais foram questionados
sobre histórico de asma, eczema, rinite e alergia a alimentos,
incluindo amendoim, e outras reações alérgicas graves.
No estudo publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology, os
pesquisadores disseram que 3,3 por cento, ou 41 crianças, tiveram uma
resposta positiva para o amendoim, em comparação a 1,1 por cento de
um estudo feito em 1989.
As crianças que testaram positivo para alergia a amendoim
demonstraram um nível mais elevado de atopia, tendência genética de
desenvolver sintomas de asma e alergias, apontaram os cientistas. A
metade delas tinha histórico de asma e quase todas tinham tido eczema.
A alergia ao amendoim não é muito comum, mas pode ser fatal. Médicos
recomendam que mulheres com casos de alergia na família não comam
amendoim durante a gravidez ou a amamentação.


O PERIGO DAS FIBRAS VEGETAIS
Entretanto, é preciso lembrar que comer fibras demais pode ser uma
faca de dois gumes. Em excesso, essas substâncias impedem a absorção
de zinco, que como sabemos é um mineral essencial para garantir o bem-
estar e imunidade, além de beneficiar a pele, pois está ligado ao
hormônio de crescimento e ao equilíbrio hormonal do organismo. É
justamente por isso que pessoas que adotam a alimentação vegetariana
costumam apresentar problemas de imunidade.
Tenho uma paciente chamada Anete, muito radical no que diz respeito à
alimentação. Ela não come nenhum tipo de carne ou ovos, apenas grãos
integrais e vegetais. Da última vez que a vi, pude perceber nela a
falta de zinco pelas manchas brancas que tinha nas unhas, o sinal
mais claro da ausência do mineral do organismo. Recomendei-lhe então
que passasse a comer peixe algumas vezes por semana.
Anete ficou muito surpresa, pois não sabia o que significa as manchas
em suas unhas. Contou-me então que realmente estava percebendo
alterações na sua imunidade, pois andava se resfriando com muito
freqüência nos últimos meses. Ela decidiu então abrir mão do seu
radicalismo e incluir o peixe na sua dieta. As manchas desapareceram
e sua imunidade melhorou bastante.
O que aconteceu com Anete é muito comum acontecer em pessoas
vegetarianas e é de fato um problema conseguir esse equilíbrio na
imunidade quando se come muitas fibras e nenhum tipo de carne.
Helion Póvoa, O cérebro desconhecido, pág. 167-168.

CIENTISTAS ENCONTRAM AGENTE CANCERÍGENO EM ALIMENTO COM AMIDO

    Pão, batata frita e bolacha podem causar câncer, diz  estudo
ESTOCOLMO, Suécia (Reuters) - Alimentos ingeridos por milhões de
pessoas em todo o mundo como  pães, biscoitos e batatas fritas,
industrializadas ou não, contêm níveis perigosamente altos de
acrilamida, uma substância cancerígena, disseram cientistas suecos na
quarta-feira. A pesquisa realizada pela  Universidade de Estocolmo em
parceria com especialistas do órgão governamental de controle de
alimentos do país mostrou que o aquecimento de comidas ricas em
carboidratos, como batatas, arroz ou cereais,  resultam na formação
da acrilamida, uma substância tida como cancerígena.
    O estudo foi considerado tão importante que os cientistas, em uma
atitude rara, resolveram divulgá-lo para o grande público antes que
os resultados fossem publicados em uma revista acadêmica. "Trabalho
nesse campo há 30 anos e nunca vi algo como isso antes", afirmou Leif
Busk, chefe do departamento de pesquisa do órgão do governo. Os
resultados da pesquisa, divulgados em uma entrevista coletiva,
mostram que um saco de batatas fritas comuns pode conter uma
quantidade da substância até 500 vezes superior à permitida, por
exemplo, em água considerada potável pela Organização Mundial de
Saúde (OMS).
    Batatas fritas vendidas pelas cadeias norte-americanas de fast-
food como o Burger King Corp  e o McDonald's contêm uma quantidade
cem vezes superior ao limite de 1 micrograma por litro permitido pela
OMS em água potável, mostrou o estudo - 1 miligrama, ou 0,001 grama,
contém 1.000  microgramas.

  PRODUTOS DE LARGO CONSUMO
  A Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos EUA considera a
acrilamida, uma substância incolor e  cristalina, como de risco médio
em relação a seu poder cancerígeno.
Segundo a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer, a
acrilamida induz a mutações genéticas e provocou, em testes com
animais, tumores intestinais malignos e benignos.
A substância também causa danos ao sistema nervoso central e ao
periférico.
  "O dado de que a acrilamida se forma durante a preparação  da
comida, em altos níveis, é novo. Agora, poderemos talvez explicar
alguns casos de câncer provocados por alimentos", afirmou Busk.
"Batata e produtos cereais fritos ou cozidos podem conter altos
níveis de acrilamida", afirmou o órgão governamental sueco. "A
acrilamida forma-se durante a preparação da comida. Muitos dos
alimentos analisados são consumidos em grandes quantidades, como
batatas fritas, industrializados ou não, biscoitos e pão."
Entre os produtos analisados no estudo estão as batatas fritas
vendidas pela empresa finlandesa CHIPS ABP, cujas ações caíram 14,5
por cento, assim como os produtos da Kellogg, da Quaker Oats Co, da
Nestlé. Também foram analisados os salgadinhos tipo tortilla da
marca  Old El Paso.   Margareta Tornqvist, da Universidade de
Estocolmo, afirmou que o consumo de um único salgadinho feito de
batata poderia significar a ingestão de uma quantidade de acrilamida
superior ao
nível considerado seguro pela OMS para água potável.
Busk disse, porém, que a análise dos produtos, feita com base em mais
de cem unidades de cada um tomadas aleatoriamente, não era ampla o
suficiente para que o governo recomendasse a retirada dos produtos do
mercado.
    "Fritar em altas temperaturas ou por um longo período deve ser
evitado", disse Busk, acrescentando: "Nosso conselho para comer menos
produtos gordurosos, como batatas fritas, permanece válido."
  Ele afirmou que as descobertas eram válidas para todo o  mundo e não
apenas para a Suécia, pois a  matéria-prima usada nas análises não
apresentava traços de acrilamida.

  Mais noticias sobre o mesmo tema:
Cientistas encontram agente cancerígeno em alimento com amido
  http://br.news.yahoo.com/020424/16/3hgg.html
http://br.news.yahoo.com/020424/16/3i1m.htm
http://br.news.yahoo.com/020425/16/3ihw.html

#398 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Ter, 2 de Dez de 2003 4:29 pm
Assunto: Re: Flocos
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Adolfo,
 
    Agradeço as questões, são realmente procedentes.
    O ideal é que fossem cozidos, floculados e consumidos em menos de seis meses.
    A variedade de espécies acabam fornecendo os nutrientes adequados.
    Acompanhando nefropatas crônicos, em diálise peritoneal, observo que podemos manejar os íons plasmáticos alterando a porcentagem de flocos e grãos in natura.
 
    Farinha de grãos como por exemplo feijão cozido e assado também é um ótimo complemento alimentar, especialmente para induzir dieta hiperprotêica (rica em aminoácidos).
 
    Flexibilidade quanto aos aspectos mencionadas por você permite maior abrangência da proposta terapêutica.
    Dois anos é o tempo médio que uma família leva para estar segura na administração da saúde desde uma  perspectiva naturalista mais eficaz.
 
-----Mensagem Original-----
Enviada em: segunda-feira, 1 de dezembro de 2003 14:32
Assunto: Flocos


Caro Luiz,

Estive dando uma olhada em sua página e estou com uma dúvida
com relação a utilização dos flocos (de aveia, milho, trigo, arroz, etc).

Existem correntes de alimentação que não recomendam a utilização
diária de flocos, pelo fato de estes já não possuírem a energia vital
que o grão integral possuía. Se você colocar um grão de arroz/trigo
na água (em ambiente escuro) ele brota (já fiz essa experiência),
mas os flocos não, pois já estão mortos.

Além do mais, boa parte dos flocos que se vê por aí são de aveia,
um cereal que não é considerado adequado para o nosso clima.
Eu, particularmente, sinto que o consumo de aveia em flocos
aumenta a minha produção de muco (catarro).
Um amigo meu trabalhou numa fábrica de flocos de aveia e disse
que os flocos finos são feitos com a sobra da produção dos grossos.
Portanto, nem ao menos haveria a garantia de que nos flocos finos
estejam os grãos inteiros.

Uma outra questão colocada é que os flocos geralmente são consumidos
crus ou quase crus, o que prejudicaria a digestão.

Uma outra limitação que já ouvi é  que quem consome flocos acaba não
mastigando bem pois é mais fácil para engolir.

Estas informações são procedentes?

Um abraço,

Adolfo

#399 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Ter, 16 de Dez de 2003 3:53 pm
Assunto: En: [ALT_HEP_C] Weston A Price Foundation
luizmeira
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Enviada em: terça-feira, 16 de dezembro de 2003 11:36
Assunto: [ALT_HEP_C] Weston A Price Foundation

Caros Amigos,

Estive fora por um bom tempo.
Durante este periodo tive a oportunidade
de conhecer pessoalmente a Sally Fallon
que é presidente da Fundação Weston A Price.
O Dr Price foi um dentista que se tornou referencia
na sua época ( de 30 a 50) e que foi quem primeiro
estudou as dietas de povos ditos primitivos como os
longevos da Georgia (antiga USSR), Vilcabamba,
e s Hunzakuts que viviam alem dos 100 anos de idade.
A Vice presidente dessa fundação é a Mary Enig que
estudou a dieta dos povos asiaticos e descobriu que
o óleo de coco é excelente ao contrário do que a industria
de oleo vegetias na forma "trans" procura nos impor.
Descubram por que é que o leite crú é excelente, porque
o colesterol tem sido demonizado, o Fator "X" presente
no leite e na manteiga das vacas ( Jersey e Guernsey) que
comem capim ( mas não soja e milho), descubram esses e mais
1.001 outros esquemas...

Simplesmente não percam a oportunidade de explorar esse site e se
possível
lêr o livro da Sally, Nourishing Traditions.

Eu vou estar ocupado por um bom tempo lendo todo esse material.

Abraços


Jose Luiz

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#400 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Dom, 21 de Dez de 2003 5:14 pm
Assunto: Re: [ALT_HEP_C] Entropia e o fim dos tempos
luizmeira
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Eheh gente...
   
    Aproveito a deixa do  José Luiz,
     para lembrar que reagimos aos suínos de forma exponencial, onde a quantidade tem pouco significado, importando mais a frequência dos estímulos. Em tempos de festa é comum a contaminação com talheres e utensílios.
 
    Em tempos de praia vale a pena lembrar que os camarões são necrófagos e coprófagos,
    também contaminam utensílios.
    Melhor os peixes de escama.
 
    Para os que querem pique de disposição, lembrem-se: Açúcar é calmante!
 
Saudações Fraternas   

Enviada em: domingo, 21 de dezembro de 2003 02:13
Assunto: RES: [ALT_HEP_C] Entropia e o fim dos tempos


Prezado Luis Fernando,

Agradeço os votos de Feliz Natal.
Vou estar fora por alguns dias.
Aliás estive fora por uma semana e aprendi algumas
coisas interessantes.
No ano que vem vou começar a discutir a parte de
dietas tradicionais de povos reconhecidamente longevos
com os da Georgia ( antiga URSS), Vilcabamba, Hunzakistão, etc..
Creio ser certo voltar a consumir alimentos tradicionais
que nos trouxeram da idade da pedra até os dias de hoje.
Já sei que irei provocar discussão pois vou defender gordura de porco,
manteiga, alimentos fermentados, leite e laticinios crús, Gordura
de Côco e irei atacar a soja e alguns outros alimentos tidos como
saudáveis.
Até lá.

Abraços a todos


Jose Luiz
 
 



Muito tempo se passou... Dias, meses, anos, décadas, séculos,
milênios...
O sol foi se tornando uma estrela vermelha.  E, durante todo este tempo
os homens tentavam conter a entropia, a degradação da energia, que ia,
progressivamente, transformando todas as formas de energia em calor e
fazendo com que o universo cheio de movimento e de vida fosse morrendo.
Desenvolviam computadores cada vez mais aperfeiçoados, mais complexos,
até que criaram computadores que se conectaram com todas as mentes
humanas e que, em um dado momento, foram fundidos em um único computador
que incluia as mentes de toda a humanidade e que já não era mais
constituído de matéria e existia fora do espaço-tempo.  Mas não
conseguia resolver o problema da entropia. O universo transformou-se em
uma sopa morna, em que não havia mais luz, movimento, vida, reações
químicas ou qualquer outra coisa que decorresse da energia, porque toda
ela havia se transformado em calor. Tudo era igual em todas as partes do
universo.  Apenas o computador, fusionado com a mente coletiva, existia.
E pensava.  Tentava encontrar a solução para reverter a entropia.
Pensou, pensou, pensou  durante milhões e milhões de anos.  Até que em
um momento ele achou a solução. 
E disse: Faça-se a luz!   E a luz foi feita

PS – E a segunda coisa que disse foi – E o pessoal  do grupo da pesquisa
alternativa sobre a hepatite C ??? 
Como é que o Luis Fernando vai fazer para desejar boas festas e um novo
e maravilhoso ano ?


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#403 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Seg, 12 de Jan de 2004 6:36 am
Assunto: Re: QUEIMADURA COM ÁGUA EM EBULIÇÃO
luizmeira
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Olá Eliane,
 
    Queimadura é uma das aplicações mais difundidas da Aloe vera.
    Freqüentemente vejo relatos de queimaduras de segundo grau que tratadas com a Babosa evoluíram de forma que não restou qualquer cicatriz ou sinal.
 
    Pessoalmente tive a experiência de tratar durante 1 mês um ferimento que expôs 2cm de osso na tíbia, e após dois meses não havia mais cicatriz.
 
    Outra experiência interessante foi observar em grandes queimados que o gel da babosa foi mais eficaz no controle da dor no atendimento inicial do que anestésico tópico. Imagino que o isolamento do ambiente externo (a babosa aplicada em lâminas forma como que uma pele) restabeleça o equilíbrio hidroeletrolítico próximo às terminações nervosas, diminuindo sua excitação (sensação de dor).
 
    A infecção sobre lesão que esteja recoberta de Aloe praticamente não existe.
 
    Quanto aos quelóides, assim  como você observou remissão em dois dias, seguramente constatará maior remissão ao deixar a lesão completamente coberta com lâminas de Aloe.
    Mesmo depois de completamente cicatrizado, mantenha o uso de Aloe até que a cicatriz fique plana, no mesmo nível da pele, isto pode levar uns 5 meses.
 
    De qualquer maneira não deixe tomar sol.
 
Boa Sorte!
-----Mensagem Original-----
Enviada em: quarta-feira, 7 de janeiro de 2004 13:58
Assunto: QUEIMADURA COM ÁGUA EM EBULIÇÃO

Olá.
Meu nome é Eliane, e sofri uma queimadura quando estava passando o café e o coador virou-se sobre minha coxa próxima a virilha.
Bom, houve formação de bolhas que foram rompidas pelo médico, e fiz o uso de um pomada cicatrizante por 2 semanas e por antibiótico por 25 dias, pois uma parte de uns 3cm de diâmetro, infeccionou.
Entretanto até hoje, desde da ocorrência da queimadura (04/12/03), a parte onde houve a infecção, ainda não cicatrizou por completo, e a cicatriz que está se formando é tipo um quelóide, então resolvi testar as propriedades da "babosa", depois que li no artigo deste grupo.
Hoje será o 2º dia de uso, e percebi que houve uma retração das bordas e parece que a cicatriz está "murchando", pois o aspecto era elevado típico de um quelóide, acredito.
Desta forma gostaria de saber se ainda poderia continuar utilizando a babosa para o resto da queimadura que está com uma coloração bastante variável, com bordas esbranquiçadas, e um miolo variando de roxo a roseado.
Hoje percebo o quanto é penoso ser vítima de queimadura, pois envolve aspectos físicos e emocionais.
Agradeço a atenção e aguardo qualquer informação que possa me tranquilizar quanto ao tratamento da cicatriz.

#404 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qui, 15 de Jan de 2004 12:08 am
Assunto: leite cru ---- maleficios da soja
luizmeira
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Prezado José Luiz,
 
    Agora está sendo a primeira vez que escrevo sobre o assunto, foi uma mensagem para solidarizar-me contigo. A sugestão de elaborar um artigo sobre o assunto é interessante, e sem dúvida apresentá-lo em inglês amplia sobremaneira sua abrangência, especialmente se veiculado em sites simpáticos ao tema.
    Pretendo coletar os dados laboratoriais e clínicos observados durante  este experimento, e dar um formato didaticamente coerente. Eu  ficaria muito satisfeito em poder colaborar para a compreensão de um tema tão significativo para o nosso momento, apresentando uma alternativa antagônica ao hegemonismo dos laticínios e promovendo a possibilidade de lavradores sérios distribuírem seus produtos íntegros;
 
    Agradeço o estímulo e a solidariedade com a versão em inglês.
 
Luiz Meira


Prezado Dr Meira,

Agradeço o oferecimento para unirmos forças pelo Leite Cru de vacas livres Herbívoras.
Tenho interesse em conhecer o seu amigo e sugerir medidas nutricionais para o solo no sentido de melhorar ainda mais o produto dele.
Esse sempre foi o meu sonho: A produção de alimentos com alta densidade nutricional oriundos de um solo realmente rico em
minerais, humus e vida biológica. Nós ainda são sabemos de que esse tipo de alimento é capaz pois existem pouquissimos solos com essas caracteristicas.
Eu creio que essa será a certificação do futuro. Ausencia de contaminates é apenas o primeiro passo, mas para o médico o que interessa realmente é um alimento funcional, isto é, que possa ser recomendado com o intuito de resolver os problemas das pessoas.
Para o agricultor nada mais gratificante que produzir esse tipo de alimento.

Intuitivamente o Sr procedeu exatamente como o seu colega o Dr Pottenger há várias decadas atrás que trabalhou com gatos. Eu tambem estou atrás do livro dele > Pottenger Cat's -
http://www.price-pottenger.org/Articles/PottsCats.html
a única diferença foi que ele trabalhou com gatos que iriam ser submetidos a adrenalectomia mas observou que o leite comercial dava o pior prognóstico no pós operatório em comparação com leite cru.

O ditado diz : "Santo de casa não faz milagres". Portanto, sugiro a redação em inglês de suas observações e desde já pode contar comigo para tanto, caso haja necessidade.
Caso não tenha tempo eu me proponho a escrever o artigo "a duas mãos" em inglês.

Tenho certeza que tanto a Fundação Weston-Pottenger quanto a Fundação Weston A. Price teriam muito interesse em conhecer as suas observações e disponibiliza-las nos sites deles. Existiria alguma chance de um artigo em inglês sobre a sua experiencia com os cães parturientes?
Estamos em um momento onde é preciso somar informações visando quem sabe um dia ter o direito de ver mais e mais pessoas serem beneficiadas por esse alimento extraordinário.

Eu soube de uma pessoa que passou 35 anos tomando somente leite cru e mais nada. O que os naturalistas tem a dizer sobre esse fato ?
Gostaria de saber quantos meses ou anos duraria uma pessoa tomando o famoso Leite de Caixinha ultra moderno e ultra esterilizado.

Vou propor uma associação de consumidores de produtos orgânicos para que as nossas observações possam ser atendidas pois também estamos à mercê desses Organocratas.

Atenciosamente


Jose Luiz




Prezado José Luiz,

    Fico muito satisfeito em constatar que não sou o "único"  que valoriza o leite saudável, pois até o momento era assim que me sentia
porque mesmo entre os naturalistas o "leite" é um produto proscrito. (eles não distinguem o longa vida do pasteurizado e muito menos o cru)

    Até concretizar esta postura realizei diversas observações, vendo o precioso leite saudável apodrecer coerentemente, fornecendo a cães parturientes, e constatando que praticamente zerou a perda de crias.
Enquanto que ao fornecer o caldo branco que vinha nas caixas longa vida durante as gestações, a perda de crias na primeira semana de vida era de 20%. Depois de muitos anos seguindo estas observações passei a utilizar com humanos alérgicos de baixo risco e observei a evolução clínica associada à dosagem periódica de auto-anticorpos. Os resultados foram absolutos, ou seja; nenhum alérgico apresentou qualquer sinal clínico ou sorológico que indicasse reação ao leite.

    Depois de mais alguns anos seguindo estas observações passei a utilizar com alérgicos de alto risco (nefropata em diálise peritonial e asmáticos que freqüentemente tinham que ser socorridos com terapêutica intensiva), e até hoje, nunca, nenhum apresentou qualquer indício de reação ao leite ou queijo saudável.

    Por outro lado, ao testar leite e queijo certificados, os alérgicos graves apresentaram reações clínicas que determinaram a interrupção dos produtos e a utilização de terapêutica intensiva para controlar as reações.

    Até agora utilizo somente o leite e o queijo de um produtor (um amigo que planta milho e não trabalha com leite, ele fornece o excedente de sua produção doméstica para os doentes que indico). Antes de começar a utilizar o leite dele para os cães levei um ano investigando seus métodos de produção.

    Por coincidência acompanho clinicamente os dirigentes e funcionários de uma empresa de laticínios da Amazônia, onde importar rações com proteína animal (daqui do sul) é contra-producente. Eles padronizaram a fermentação para o processamento do queijo sem OGM, suínos ou fungos.
Tenho testado estes queijos em alérgicos graves e outras situações clínicas delicadas, incluindo hepatite C, desde 1995 e até o momento não observei nenhum indício de reações indesejáveis.

    Imagino que dados clínicos coletados com esta perspectiva poderiam auxiliar seu movimento no plano legal.

"Para os orgânicos o " Selo é o limite". Para nós não existe limite quando se trata de uma boa nutrição."

hehehe... isto me soa poético...
ciência e arte é uma boa conjunção, que nosso ministro da cultura canta há tempos.

Seguindo este tom, deixarei a análise dos aspectos lipêmicos para quando a inspiração chegar, no entanto agradeço desde já as indicações e espero poder caminhar com a bagagem que você nos trouxer.

Grande abraço
Luiz Meira

 


  De Nada.
  A sua informação sobre o leite crú de vacas livres herbívoras é extremamente importante e deve ser a mais antiga de que eu tenho
  notícia aqui no Brasil, isto é, por Médicos prescrevendo esse alimento "ilegal". A proposito, eu estou procurando o Dr Alexandre Feldman (www.enxaqueca.com.br) para juntos fazermos um lobby para que o leite crú de vacas livres herbívoras saia da ilegalidade.
  Vamos estar analisando os aspectos jurídicos, etc.. para que mais pessoas possam se beneficiar desse valioso alimento.
  Ele também prescreve o leite cru de vacas livres herbívoras.
  Aproveito a oportunidade para informar aos senhores que o nosso maior obstaculo está sendo exatamente a certificadora orgânica. Ou seja esse tipo de produto é o que eu chamo de "além do orgânico". Eles ainda não chegaram lá.
  Para os orgânicos o "Sêlo é o limite". Para nós não existe limite quando se trata de uma boa nutrição.

  Com relação a soja, nem com selo orgânico ela é admissível e o seu depoimento reforça ainda mais as informações que eu estou recolhendo até o momento. Ou seja, ela não é alergênica pelo método de cultivo. Ela é intrínsicamente alergênica.
  No caso da soja os fitoestrógenos são compostos sintetizados com o objetivo de proteger a planta contra insetos e são, portanto, inseticidas naturais.
  Eu não gostaria de tomar nenhum tipo de inseticida ainda que natural.

  Fique a vontade para veicular toda e qualquer informação da lista com ou sem alteração.

  Mesmo sabendo da sua opinião sobre a gordura animal eu gostaria que o Sr desse uma olhada no site da Sally Fallon. Lá existem outras
informações importantes e creio que ela tem razão com relação a alimentação tradicional principalmente no tocante a alimentos
fermentados.
  É o www.westonaprice.org
  Eu estou no momento comprando o livro do Weston A Price "Nutrition and Physical Degeneration" e o da Sally " Nourishing Traditions".
  Estou em estado de choque devido as informações contidas no livro do médico e PhD Finlandes Uffe Ravnskov, "The Cholesterol Myths".


  Abraços

  Jose Luiz


--------------------------------------------------------------------


  Gostei de ver José Luiz!!!

      Desde há muitos anos eu gostaria de fazer esta revisão, no entanto, por ser um tema polêmico e ser continuamente atropelado por
necessidades prementes, fui deixando para depois.

      Para acrescentar um detalhezinho: Aboli a soja de minha dieta há mais de uma década, porém ao ganhar um pacote certificado pelo IBD resolvi experimentar, e qual não foi minha surpresa ao deparar-me com as reações que observei...  semelhantes as que são causadas pelos feijões envenenados por agrotóxicos vendidos no comércio corriqueiro.

      Imagino que você terá uma decepção com este tema, pois talvez espere estarrecimento ou antagonismo, e o que imagino é que receba
concordância e incentivo.

      Interfiro discretamente em sua mensagem para facilitar a consulta por aqueles que estou redirecionando.

  Ratifico meu efusivo agradecimento
  Luiz Meira
  http://luizmeira.cjb.net//
  +19 9612 6029


    De: Jose Luiz M Garcia
    Para: ALT_HEP_C@...
    Enviada em: quarta-feira, 7 de janeiro de 2004 18:16
    Assunto: [ALT_HEP_C] Soja - Aspectos Negativos


    Para quem ainda acredita que soja é um bom negócio, por favor consulte as seguintes páginas:
    -------------------------------------------------
    http://www.totalityofbeing.com/id58_july_27_h___e.htm

    http://www.westonaprice.org/soy/index.html
    Apenas essa página acima já dá entrada para diversos outros artigos enfocando os aspectos negativos da soja.
    Mas precisamente a 22 outros artigos.
    http://www.westonaprice.org/myths_truths/myths_truths_soy.html

    http://www.geocities.com/heb219/
    Esse é em espanhol e você não tem desculpa para não ler, portanto,leia.

    
    Do site do Mercola coloco apenas alguns para não ficar muito entediante. Enfim, existe mais do que informação suficiente demonstrando que a soja é um péssimo negócio.
    http://www.mercola.com/article/soy/
    http://www.mercola.com/article/soy/avoid_soy.htm
http://www.mercola.com/2001/jun/13/soy_formula.htm
http://www.mercola.com/2002/jun/8/soy.htm
http://www.mercola.com/2003/nov/26/soy_formula.htm
http://www.mercola.com/2000/feb/13/more_on_soy.htm
http://www.mercola.com/2000/sept/17/soy_brain.htm
http://www.mercola.com/2000/feb/13/soy_thyroid_disease.htm
http://www.mercola.com/2000/apr/9/soy_research_update.htm
http://www.mercola.com/2001/nov/24/soy.htm

        Além do mais eu tenho experiência clínica suficiente para demonstrar que pacientes que insistem em comer soja durante a terapia anti-câncer tem um péssimo prognóstico.

        Tenho uma sobrinha que mora em Volta Redonda cuja filha tinha alergia a leite de vaca. Na verdade é "alergia a leite de vaca que não come capim, que é pasteurizado, de vacas que tomam regularmente hormônio de lactação, antibióticos, que ficam confinadas, etc...". Não é ao verdadeiro leite de vacas que caminham livremente comendo exclusivamente capim e cru, isto é, não pasteurizado.
    Essa criança teve que tomar leite de soja como "substituto". A criança estava simplesmente ficando anã, tal e qual a todos aqueles orientais que nós conhecemos japoneses, coreanos, chineses, etc... Quando parou o leite de soja voltou a crescer normalmente.
    
--------------------------------------------------------------------
    inserção de Luiz Meira

 
        Acrescento que tenho utilizado leite de vaca que come exclusivamente grama (sem aquecer acima de 40 graus) em clientes altamente alérgicos há vários anos, e estes nunca apresentaram qualquer reação ao leite, nem clínica nem sorológica.
        Por outro lado tenho observado também há vários anos com dezenas de pessoas que: quando as mães que estão amamentando excluem soja de sua dieta (incluindo lecitina dos produtos industrializados, óleo, gordura hidrogenada, leite, tofu, missô, shoyo, etc) as crianças que se alimentam exclusivamente de leite materno param de ter qualquer reação alérgica, inclusive desaparecendo totalmente as cólicas e outros sinais indiretos.
 
    final da inserção de Luiz Meira
--------------------------------------------------------------------

        Outra perola oriental para vocês - Sabem porque no Japão morre muito pouca gente de doença coronariana? Simplesmente porque na
cultura japonesa é vergonhoso morrer do coração e a maioria dos médicos tasca "acidente vascular cerebral" no atestado de óbito a pedido das famílias.
    Isso explica porque todos os estudos populacionais feitos no Japão serem furados.
 

    Vamos ter que quebrar diversos paradigmas. Quem estiver disposto a quebrá-los junto comigo fique ligado.


    Atenciosamente

    Jose Luiz M Garcia

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#405 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qua, 21 de Jan de 2004 9:41 am
Assunto: Re: Tratamento para Pênfigo
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
, segue o mesma linha de raciocinio abaixo para
psoríase,
 
ok
 
 
e qual homeopático que poderia ser
usado.
 
PEMPHIGUS -- Anac., Antipyr., Ars., Arum tr., Bufo, Caltha., Canth., Carbon. ox., Caust., Dulc., Jugl. c., Lach., Mancin., Merc. c., Merc. pr. rub., Merc. s., Nat. sal., Phos. ac., Phos., Ran. b., Ran. sc., Raph., Rhus t., Sep., Thuya.
    O que está em azul é prioritário.
 
Segui essas orientações, também acrescentei aplicação
de argila, está tomando corticóides, e remédios contra
anticorpos.
 
    Quando quiser diminua progressivamente esta medicação. Os homeopáticos não atuam com imunossupressores.

Também recomendei Passiflora.
    Ok
lendo e me dizendo o que acha
dos textos:

    Agressão camuflada
    Alergia a produtos animais 
    Fungos
    O Código da Vida
 

    Mais algumas regras simples:

    não use nenhum produto químico sobre a pele, nem
sabão nem cremes ou qualquer outra coisa, diria mesmo
para tenter nem ao menos usar estas coisas no cabelo,
para evitar escorrer para a pele.

    evite usar piscina clorada enquanto houver lesões
aparentes
 
    Evite roupas misturadas (use tecidos 100%).
Lembre-se de evitar qualquer tecido de algodão que
tenha sido importado pois existe 50% de probabilidade
de ser transgênico

    utilize babosa in natura sobre as lesões,
diariamente, 2x/dia.
 
    Fazendo lâminas que cubram as lesões.

  Um grande abraço,

  Cláudio Lima

   Shalom

#408 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Sex, 13 de Fev de 2004 1:46 am
Assunto: Re: Soja X Doenca auto-imune tireoide
luizmeira
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Olá Marlene,
 
    A prevalência de tireoidite (auto-imune) é muito alta, e o uso de híbridos, transgênicos e bolores potencializa a sensibilização.
    Esta é uma regra geral em alergia; quanto mais alergia temos, mais sensíveis ficamos.
 
    Dentro da mesma perspectiva geral temos a situação da tireoidite, onde o principal elemento imunizante são os subprodutos suínos, presentes em sabonetes, pastas de dentes, gelatinas, sorvetes, pão francês... veja a lista detalhada e comentada em "Agressão Camuflada".
 
    Os Ab-TPO e Ab-TG  São os auto-anticorpos mais usuais. Outros auto-anticorpos genéricos são utilizados para avaliar Artrite Reumatóide e colagenoses (ASLO, FR, Proteína C, etc) e variam juntamente com os auto-anticorpos específicos da tireóide.
 
    A exclusão dos suínos e similares induz ao equilíbrio dos auto-anticorpos, onde o excesso é eliminado na forma de catarro (pelas vias aéreas superiores, trato digestivo, genital e pele). A monitoração dos parâmetros sorológicos indicam dois meses como tempo médio de equilíbrio.
 
    A utilização de medicação homeopática direcionada  a Tireóide e outros órgãos acometidos simultaneamente, como útero, mamas e sistema cardio-vascular pode ajudar a minimizar sintomas e acelerar o processo. Da mesma forma fitoterápicos e equilíbrio alimentar.
 
    Faço votos que logo esteja livre deste desafio.
 
Atenciosamente
 
 
Olá,
Encontrei esse grupo ao pesquisar informações sobre tireoide. Li o
artigo do Dr.Luiz Meira "Agressão Camuflada" e fiquei espantada
(desculpem minha ignorância) em saber que a soja pode trazer
problemas de saúde.
Eu consumo soja de várias maneiras há mais de um ano, de 3 a 4 vezes
por semana. (PVT, almondega, salsicha ... tudo de soja). Fazia isso
porque considerava ser mais saudável do que comer carne.
Descobri há 4 meses que tenho doençca auto-imune da tireóide. Meu
exame "anti-tireoperoxidase" está mais de 3 vezes acima do normal. Os
médicos não me dizem porque isso acontece.
Ontem mesmo parei de comer soja.  Acho que já tenho a resposta, mas,
será que o consumo de soja  causou essa alteração do meu organismo
contra a tireóide???
Obrigada por lerem meu relato,
Marlene.

#409 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Sex, 20 de Fev de 2004 1:42 pm
Assunto: Amendoim
luizmeira
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Aí gente,
 
    deixo esta mensagem para lembrar que o amendoim, além de estar debaixo da terra, ainda traz toxinas pesadas a ponto de necessitar intervenção.
 
Luiz Meira
 
 
 
Toxina no amendoim pode afetar fígado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou doces de amendoim fabricados por cinco empresas de São Paulo e do Paraná. O motivo é o risco à saúde. Os produtos interditados apresentaram nível de aflatoxina, uma substância produzida por fungos, entre 32,9 e 267,1 mg/kg, apesar de o máximo permitido ser de 30mg/kg. O contato direto com a toxina pode causar cirrose, necrose no fígado, hemorragia, lesões na pele e até câncer no fígado.
Segundo a Anvisa, a aflatoxina é produzida por fungos, que proliferam facilmente no amendoim. Se as análises comprovarem a irregularidade, as empresas terão dez dias para apresentar defesa ou contra-prova. Por enquanto, os produtos não podem ser comercializados, e os fabricantes ou lojistas que desrespeitarem as determinações podem receber notificação ou multa de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Confira os produtos interditados:
- Paçoca Rolha – marca Dizioli – 1.100 gramas – teor de aflatoxina 94 mg/kg – Lote 22/09/03 – fabricada por Chocolate Cobercau Ltda. (SP)
- Doce de Amendoim – Docian – 1.500 gramas - teor de aflatoxina 94,4 mg/kg – Lote 03/09/03 – Cotracil – Coop. dos Trabalhadores Autônomos da Indústria Alimentícia (PR)
- Doce de Amendoim – Docian – 1.300 gramas - teor de aflatoxina 98,5 mg/kg – Lote 10/10/03 – Cotracil – Coop dos Trabalhadores Autônomos da Indústria Alimentícia (PR)
- Pé-de-moleque – Nadel – 1.000 gramas - teor de aflatoxina 47,4 mg/kg – Lote 1003 - Deluca & Nalli Ltda. (SP)
- Paçoca de Amendoim – Minduito – 500 gramas - teor de aflatoxina 267,1 mg/kg – Lote 21 – Fase Bauru Indústria e Comércio Ltda.(SP)
- Paçoca Lisa – Mocored – 250 gramas - teor de aflatoxina 32,9 mg/kg – Lote 47 - Indústria e Comércio de Doces Paçoca Forte Ltda. (SP)

Publicada em: 3/2/2004

visite nosso site - www.pergunteaotamer.com.br

#410 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Ter, 2 de Mar de 2004 4:29 pm
Assunto: Re: verdura fazendo mal
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá Herman,
 
    Você escreveu:
Sobre o espinafre ainda, qual a alternativa para se conseguir as
verduras saudáveis, livres de contaminantes e agrotóxicos. Existem
feiras e lojas orgânicas em Campinas. Pode-se confiar com certeza que
estamos ingerindo produto garantido.
 
    Os padrões utilizados para classificar produtos como orgânicos incluem práticas questionáveis, como por exemplo o uso de sulfato de cobre, esterco de suínos, pulverização com cinzas, etc. Assim, a prática que recomendo é "agricultura natural", que exclui estas posturas questionáveis. No entanto, devemos reconhecer que mesmo contaminados, os produtos ditos "orgânicos" são muitas vezes mais saudáveis que os distribuídos no mercado convencional.
 
    Vale a pena compreender que o rigor com a limpeza e integridade dos alimentos deve ser proporcional ao padecimento que o enfermo esteja apresentando. Para compreender melhor: Se não temos enfermidade, podemos utilizar esporadicamente pão francês com enzima transgênica, farinha de Triticale, gordura vegetal hidrogenada, sal processado com iodo e outros íons, etc. Para uma pessoa que esteja com colite auto-imune (doença celíaca ou doença de Crown), o pão francês é altamente prejudicial.
 
    Em situações ditas irreversíveis, costumo indicar exclusivamente produtos de agricultura natural.
 
Atenciosamente
Luiz Meira
 

#411 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Sex, 19 de Mar de 2004 11:30 am
Assunto: CAPES
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
>> > PARA AMPLA DIVULGAÇÃO
> >
> > A CAPES tem artigos de praticamente todas as áreas de estudo
> > com acesso GRATUITO
> >
> > O MEC está pensando em fechar o portal de periódicos da
> > CAPES, o que eles dizem é que o custo é alto e pouca
> > gente usa.
> >
> > Mas talvez ele seja pouco usado porque é pouco divulgado.
> >
> > Para os que não conhecem, o portal fornece acesso a milhares
> > de periódicos científicos de praticamente todas as áreas de
> > estudo (vários nacionais e internacionais de ciências
> > humanas, ciências sociais aplicadas,etc).
> >
> > Sem o portal seria necessário pagar  POR ARTIGO requisitado,
>> com um custo que pode chegar a US$20,00
 
Vamos divulgar o portal?
> >
> > São mais de 185.000 teses.
> >
> > O endereço do portal é:     http://periodicos.capes.gov.br/

#412 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qui, 29 de Abr de 2004 6:58 pm
Assunto: O perigo dos adoçantes artificiais
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Prezados participantes, envio esta mensagem com o intuito de relembrar que é melhor sem adoçante.
 
referência inicial:
 
  From: "Ylze" <ylze@...>
  To: "Raphael Girsas" <rgirsas@...>
  Sent: Tuesday, April 06, 2004 8:46 PM
  Subject: Re: O perigo dos adoçantes artificiais!!!


Olá Sr. Raphael e Da. Laura,
Aproveito a oportunidade para testemuhar a quem possa interessar que
também fui uma vítima do aspartame.
Tive vários sintomas de Esclerose Múltipla; visão embaçada, dificuldade
para caminhar, perda da coordenação motora, perda do equilíbrio, principalmente quando me levantava, não da cama só, mas de um banco ou cadeira, também tropeçava nas palavras ao falar.
 
Fui pesquisar sobre a E. M. e descobri o vilão.
Procurei uma neuro, fiz uma ressonância magnética da cabeça e nada
constou.
Falei com a médica sobre a possibilidade de ser do uso exagerado de aspartame que eu fazia, mas a mesma apesar de ser muito atenciosa e séria, não aceitou a possibilidade de que os sintomas fossem decorrentes do aspartame.
Parei de usar totalmente e hoje não tenho mais nenhum sintoma.
Acho que o que os neuros não não conseguiram entender, é que o aspartame
não produz a esclerose múltipla; mas faz com que apresentemos todos os
sintomas da doença. Quanto as outras doenças não posso dizer, mas a minha
experiência com o aspartame foi muito ruim.
Fiquei sabendo que ele é produzido pela" Mon Santo", não sei se o nome
está correto, mas é a mesma organização que está lançando no mercado os alimentos transgênicos.
Precisamos estar alertas, pois poderemos ser pegos por grupos inescrupulosos, que são verdadeiros LOBOS vestidos de cordeiros.
Um abraço,
Ada.

#414 De: Adolfo Gustavo Serra Seca Neto <adolfo@...>
Data: Qua, 21 de Abr de 2004 3:51 pm
Assunto: Alimentação Infantil
adolfont
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Luiz,

gostaria de saber quais são as indicações  e contra-indicações
para a inclusão de carne de boi na alimentação de crianças.
Estou falando de minha filha de cinco meses, até agora amamentada
exclusivamente, mas que em breve passará a se alimentar de outras coisas.

A propósito, o senhor orienta também a alimentação de crianças?

Grato,

Adolfo

#415 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Dom, 9 de Mai de 2004 6:55 pm
Assunto: Re: Tudo relacionado...
luizmeira
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Olá  Marlene,
 
    Você escreveu:
 
Escrevo novamente para agradecê-lo pelas informações que nos
disponibiliza.
 
    Saber que estão sendo úteis é a melhor recompensa

Da 1.a vez falei sobre minha doença auto-imune da tireóide... agora, falo sobre minha recente sinusite. Pesquisei em seus arquivos e não podia imaginar que fosse encontrar relação com hipófise e ovários.
 
Daí pensei em meu 3.o problema: desequilibrio hormonal (níveis de
FSH 'malucos', beirando menopausa preococe) e dificuldade em
engravidar.
Me parece que todos esses problemas estão relacionados, não?
    Sem dúvida, as alergias se manifestam na Tireóide e seios da face. A obstrução do seio esfenoidal altera o funcionamento da hipófise que desempenha o controle hormonal da maioria dos órgãos, incluindo ciclos menstruais e crescimento. Muitas vezes tive a oportunidade de ver crianças voltarem a crescer após a limpeza dos seios da face. Mulheres voltarem a menstruar rotineiramente é mais frequente ainda.
 
    Com relação às alergias, devemos lembrar que a dificuldade de engravidar pode ser também endometriose, patologia cada vez mais frequente entre nós, especialmente após o advento dos transgênicos na alimentação.
 
Obrigada mais uma vez,
    Mantenho-me ao dispor
 
Abraços da Marlene.

    Abraços Luiz

#416 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Sex, 14 de Mai de 2004 2:56 pm
Assunto: Homeopatia - ciência
luizmeira
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----- Original Message -----
From: Matheus Marim
To: webmaster@...
Sent: Wednesday, May 12, 2004 11:36 AM
Subject: Homeopatia-BBC dois anos depois !


Ilmos. Srs.

Editoria do Programa Fantástico.

a/c Sr. Álvaro Pereira Jr.

Concessionária: Rêde Globo de Televisão.

Prezados  Senhores:


Escrevo-lhes na qualidade de Coordenador de Pesquisas da Liga Medicorum Homeopathica Internationalis, entidade com sessenta e cinco anos de existência e representada em 53 países, a partir de um país onde a Homeopatia atingiu a qualidade de uma especialidade médica autônoma e com autorização para atuar em todos os segmentos de atenção à saúde através de médicos nela especializados.

Diante da aparente impotência de impedir o prosseguimento da exibição do programa, já que o mesmo representa uma farsa pelo fato de os patrocinadores do prêmio não aceitarem as provas que lhes são apresentadas, venho pela presente apresentar minhas considerações e sugestões  em relação aos possíveis eventos futuros, tanto imediatos quanto tardios.

Acredito estar a Editoria do Fantástico diante de dois caminhos bem claros:

Primeiro:  Convidar para o programa os
 
Dr. Jacques Benveniste e o Dr. Louis Rey para apresentarem os trabalhos que demonstram a presença do "sinal/impressão homeopática" nas soluções não moleculares. O Dr. Benveniste mostrará que o trabalho rejeitado por Randi foi refeito em três diferentes unidades de pesquisa com resultados positivos
 
 e o
 
Dr. Rey apresentará o trabalho em que a técnica da termoluminescência identifica nas solucões água-álcool homeopaticas o sinal da substância original.
 
 
Com isso VV.SS. estarão dando um exemplo ao mundo dos espetáculos encerrando uma série desonesta e sensacionalista, estarão forçando publicamente Randi a entregar o seu prêmio a pesquisadores honestos e dele merecedores, estarão dando um exemplo à comunidade científica para que seja mais cuidadosa com os seus "não saberes", estarão demonstrando à BBC que o caminho por ela tomado na corrida pelo prêmio (montaram um laboratório instrumentalmente errado para a situação) foi totalmente equivocado, estarão conquistando o reconhecimento das pessoas por praticarem um jornalismo ético.


Segundo: Como nem todos os caminhos são floridos, este segundo nos tem sido apresentado pelos inúmeros advogados que já se beneficiaram pela Homeopatia e que, indignados (assim como toda a comunidade homeopática),  nos propõem e cobram  ações imediatas e futuras:  enfrentar em juizo  a comunidade homeopática pelo fato de haver  essa editoria  sido notificada a tempo sobre a existência de tais trabalhos, notificada a tempo que eles insistem em não aceitar provas que são reconhecidas pela comunidade cintífica (fato ocorrido na Europa), notificada a tempo sobre pedido futuro de resarcimento sobre perdas e danos causados pela editoria ao veicular matéria sabidamente não verdadeira diante do exposto no primeiro caminho, notificada a tempo e sabedora dos fatos manteve no ar programa anacrônico sem haver adicionado as informações que o despem de qualquer polêmica.

...

Atenciosamente


Matheus Marim - médico homeopata.

Coordenador do Comitê de Pesquisa da Liga Medicorum Homoeopathica Internationalis.
 
 
>> A fantástica superficialidade
Na noite de 02 de maio, milhões de expectadores foram ludibriados pela evocação em um programa dominical de que a homeopatia iria ser “testada” e o teste resultaria em prêmios financeiros milionários. Mais uma vez a mediocridade e a indecência da abusiva superficialidade pautaram o tom na TV brasileira.
| Leia na íntegra o artigo do Dr. Paulo Rosenbaum a respeito da homeopatia no programa Fantástico, da Globo |

>> Leia também:
- O artigo publicado pela Globo apresentando a série de reportagens sobre a Homeopatia que está sendo veiculada no Fantástico.

>> Contribuição dos colunistas:
Dr. Marcos Dias de Moraes,
com o artigo "Ganhe 1 Milhão de dolares se provar que a Homeopatia funciona", comentando sobre o efeito da reportagem na mídia.

Dr. Marcus Zulian Teixeira,
com o artigo "O Ensino da Homeopatia e da Acupuntura nas Faculdades de Medicina", que apresenta o aumento significativo da população mundial interessada em práticas não convencionais de saúde (PNCS).

#417 De: Walter meira <waltermeira@...>
Data: Sex, 21 de Mai de 2004 12:54 am
Assunto: Açucar
waltermeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Lu!Achei que seria interessante para o grupo esse
e-mail que a gente trocou a algum tempo:


"Além disso eu gostaria de saber que propriedades  que
o açucar tem que atrapalha o crescimento e qual orgão
ele atinge!

    Luiz wrote:

    Existe livros que falam somente contra o açúcar,
recomendo a leitura de "Sugar Blues", que foi um marco
na medicina naturalista, imagino que consiga
encontrá-lo em bibliotecas ou livrarias por aí. O
adailtom tem ele, e talvez possa emprestar. Pode ser
também que algum conhecido de vocês o tenha.

     Se der uma busca (web) em "açúcar, males"
possivelmente encontrará bastante referências.

     Quando ingerimos açúcar na forma de diglicerídio
(sacarose), rapidamente é quebrada em duas glicoses e
entra rapidamente no sangue. Como a pressão osmótica
da glicose é muito alta, e isto desitrata as células
provocando uma queimadura química (isto que é a
diabetes), é necessário grudar as glicoses, montando o
glicogênio, que não exerce pressão osmótica. Para que
isto aconteça é necessário alta dose de insulina, que
interfere diretamente na produção do hormônio do
crescimento. O inverso é verdadeiro, ou seja, faltando
açúcar, secretamos outro hormônio, o glucagom, que
desmancha o glicogênio intra-celular e o coloca na
circulação sanguínea. Ao mesmo tempo o glucagom
estimula a produção de GH (Growth Hormone)."

______________________________________________________________________

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#418 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Sáb, 26 de Jun de 2004 9:24 pm
Assunto: Relação entre alimentos e câncer
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Traçar uma relação entre o que as pessoas comem e a
incidência de câncer é um desafio constante da
medicina. Uma das primeiras associações feitas entre
alimentação e a doença ocorreu na década de 70. Na
época, observou-se que os japoneses que haviam
imigrado para os Estados Unidos no pós-guerra passaram
a ter dois tipos de câncer quase que inexistentes no
Japão: de mama e intestino.

Em contrapartida, o índice de câncer de pulmão
diminuiu entre eles. A explicação poderia estar no
"novo" prato dos imigrantes. No Japão, a dieta era à
base de soja e peixe, principalmente. Nos Estados
Unidos, eles passaram a ingerir carnes vermelhas,
gordura e suco de laranja.

Exagero de gorduras e vegetais

"O consumo exagerado de gorduras e de carne vermelha
está associado ao câncer de mama e de intestino, e a
laranja tem oxidantes que combatem o de pulmão",
afirma o oncologista Dan Waitzberg, presidente do
Grupo de Apoio de Nutrição (Ganep) e coordenador do
Laboratório de Metabologia e Nutrição em Cirurgia da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
(USP).

Entre as mais recentes descobertas sobre a influência
que o alimento pode ter sobre o câncer - segunda causa
mortis no Brasil, atrás apenas de complicações
cardiovasculares, segundo o Instituto Nacional do
Câncer -, estão as substâncias fitoquímicas dos
vegetais.

Ação antioxidante

Dezenas de fitoquímicos já foram identificados. Eles
são, na maioria das vezes, responsáveis também pela
cor (laranja, verde escuro, vermelho) e pelo cheiro
forte (alho) dos alimentos. Não funcionam sozinhos, no
entanto. Dependem de outros componentes do alimento,
como vitaminas, para agir no corpo. Por isso, só têm
eficácia, de fato, se forem ingeridos na forma de
alimento.

Grande parte tem ação antioxidante, capaz de inibir a
formação de carcinógenos (agentes que alteram o
material genético das células).

"Depois que soube que tinha câncer no estômago, passei
a comer todos os dias goiaba e tomate", diz o
consultor de sistemas Carlos Teixeira Morais. "Já tive
metástase, fui operado e meus médicos sempre se
surpreendem com a velocidade da minha recuperação.

Ainda não há um consenso entre os médicos sobre a
quantidade exata de alimentos que se deve ingerir para
associá-los à prevenção do câncer. "O que se sabe é
que frutas e verduras em geral devem ficar em torno de
cinco porções diárias", diz o oncologista Waitzberg.

Pesquisa observacional

Para estudar como o consumo de alimentos pode prevenir
a formação das células cancerosas, os cientistas fazem
um tipo de pesquisa chamada observacional. Ou seja,
eles observam e analisam por determinado tempo a dieta
de grupos de pessoas, sem interferências.

O maior estudo observacional já feito começou há 15
anos e ainda está no início. Ele é comandado pelo
oncologista francês Elio Riboli, da European
Prospective Investigation into Cancer and Nutrition
(Epic). O objetivo de seu estudo é observar (sem
interferir) o que consomem à mesa 520 mil voluntários,
de 10 países europeus. Até agora, 28 mil tiveram
câncer.

Com os dados, Riboli terá em mãos dados valiosos. Além
de poder associar a dieta do indivíduo ao câncer que
ele teve (ou não) durante o estudo, o médico poderá
relacionar o hábito alimentar de um país ao tipo de
câncer mais comum em sua população.

Congresso

"Meu objetivo é não só descobrir os alimentos que
previnem a doença, mas também ajudar a traçar um
programa de saúde pública nesses países", diz Riboli,
que é convidado de honra do 1º Congresso Brasileiro de
Nutrição e Câncer, que ocorrerá de quarta a sábado, em
São Paulo.

Em seu estudo, a França, por exemplo, ficou em
primeiro lugar na incidência de câncer, com 5.180
pessoas doentes durante a pesquisa. A dieta
predominante no país é composta de açúcar, manteiga e
laticínios. Depois, vieram 4.358 ingleses, com açúcar
manteiga, bolos e batatas na alimentação.

Os 3.850 suecos, na segunda colocação, consomem
laticínios, refrigerantes, açúcar, bolos, margarina e
batatas, por exemplo. Entre os últimos da lista, estão
os espanhóis (1.560), que ingerem com mais freqüência
vegetais, frutas, legumes, ovos, peixe e leite.



(Agência Estado)

Fonte:
http://www.saudeplena.com.br/saude/noticias/index_html?opcao=04-1406-alimentacancer

Lembre-se:
"Faça do seu alimento o seu remédio, e do seu remédio
o seu alimento" Hipócrates


Um grande abraço,

Cláudio Lima - Terapeuta Naturista
+12 9764-1410

SHALOM

#419 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Sáb, 26 de Jun de 2004 9:16 pm
Assunto: Filmes plásticos contaminam alimentos
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Filmes plásticos contaminam alimentos

04 de junho de 2004 - Agência FAPESP

Por Thiago Romero

Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no Rio de Janeiro, concluiu que os filmes
plásticos de policloreto de vinila (PVC), utilizados
para revestir embalagens alimentares, contêm
substâncias tóxicas que podem migrar para alimentos
gordurosos como queijo, carne bovina ou frango.

O problema é causado por dois aditivos usados para dar
flexibilidade aos filmes plásticos: o DEHP, ftalato de
di-(2-etil-hexila), e o DEHA, adipato de
di-(2-etil-hexila). Segundo Shirley Abrantes,
pesquisadora do Instituto Nacional de Controle de
Qualidade em Saúde (Incqs), essas substâncias se
mostraram ligadas ao desenvolvimento de câncer de
fígado e a problemas de fertilidade. A pesquisadora,
entretanto, ressalta que os resultados foram obtidos
apenas em testes com animais.

De acordo com o estudo, a migração ocorre com mais
intensidade em alimentos gordurosos devido à
semelhança entre a composição química desses e a dos
aditivos utilizados pela indústria alimentícia. Foram
analisadas uma série de amostras do filme plástico
para quantificar a presença dos aditivos químicos e a
taxa de migração dessas substâncias para os alimentos.


O material analisado, segundo Shirley, apresentou
teores de DEHP de 33,17%. A Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) estipula que, para a
armazenagem de alimentos com mais de 5% de gordura,
pode haver apenas 3% do DEHP no plástico. Além disso,
foi constatado uma presença média de 14,7% da
substância DEHA nos plásticos analisados.

“Foi encontrada uma taxa de migração do DEHP para os
alimentos de 156,34 mg/kg, um valor 50 vezes superior
ao ideal. O limite máximo fixado pela União Européia é
de 3 mg/kg. Para o DEHA, que tem um valor permitido de
18 mg/kg, foi verificada uma taxa de migração de
147,41 mg/kg”, disse Shirley à Agência FAPESP.

O estudo mostrou ainda que todo o produto está sujeito
a contaminação, e não apenas a parte em contato com o
filme plástico. Isso porque os aditivos têm a
tendência de se difundir por todo o alimento.



Um grande abraço,

Cláudio Lima - Terapeuta Naturista
+12 9764-1410

SHALOM

#420 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Sáb, 26 de Jun de 2004 11:04 pm
Assunto: Re: TEMPERATURA DO CORPO
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Prezados amigos,
 
    Especificando um aspecto da intervenção do José Luiz, lembro do tratamento completo de parasitoses. Seguramente irá ajudar o equilíbrio imune.
 
Abraços
 

Enviada em: quarta-feira, 23 de junho de 2004 10:52
Assunto: RES: [ALT_HEP_C] TEMPERATURA DO CORPO


Prezado Ronaldo,

Tenho observado essa temperatura abaixo do normal em
todos os pacientes acometidos de disfunção imunológica.
Geralmente esses pacientes apresentam uma virose crônica tipo HCV ou até
mesmo HIV.
Outras causas podem tambem determinar essa temperatura abiaxo do normal.
Essa sindrome jé foi até batizada de "Wilson's Syndrome".
Favor não confundir com "Wilsons Disease" que é outra coisa
totalmente diferente ( acumulo de cobre no fígado).
Aparentemente a tireoide não está funcionando como
deveria.
http://www.wilsonssyndrome.com/
Na minha opinião é motivo de preocupação e existem inumeras
coisas que podem faze-la voltar ao normal.
A Auto Hemoterapia é uma delas e talvez a mais fácil e barata.
Caso possa estimular o SI com ascaridil melhor ainda.
É preciso algum tipo de intervenção para tirar o SI desse marasmo.
Geralmente o SI está voltado para uma reação tipo Th 2 ao inves de Th 1.
No mês de março desse ano saiu um artigo de revisão na revista
Gastroenterology apresentando a teoria de que que a Hep C é uma doença
metabolica.

É engraçado pois eu venho dizendo isso há muito tempo.

Enquanto a gente não entender direito essa sindrome vamos ficar
nos enganando pensando que Peg interferon + ribavirina consegue
resolver a situação.

No seu caso voce precisa tirar o seu Sist. Imunologico desse marasmo.
Talvez isso inclua algum tipo de intervençao tireoideana.

Jose Luiz

Olá, pessoal!
Como aqui em casa baixou uma virose maluca e minha mulher e minha filha
caíram de cama, eu tb fiquei meio molenga e resolvi tomar a minha
temperatura descobrindo que ela não passa de 36 graus. Lembrei-me então
de já ter recebido correspondência do grupo sobre o assunto e que, se
não falha a memória, isso indicava uma falha do sistema imunológico.
Como - depois de longa ausência - na semana passada reapareceu na minha
língua o líquen plano, associei as duas coisas, mas não sei se essa
lógica é verdadeira. Gostaria de saber se a temperatura de 36 é motivo
de preocupação e tb se há alguma coisa a ser feita para q ela  volte ao
normal (36.8, não é isso?).

Um forte abraço a todos,
Ronaldo

#422 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qui, 15 de Jul de 2004 1:19 pm
Assunto: Re: Hipotiroidismo
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá Prezado José Luiz e demais participantes da lista,
 
    Atenção à tireóide é algo que realmente devemos priorizar, pois a prevalência tem sido cada vez maior. Estatísticas recentes têm sugerido que 10% das mulheres em idade fértil estão com disfunção tiroidea. Podemos esperar maior progressão da prevalência ao considerarmos que seja uma doença potencializada pelas pressões da vida urbana e pelos alergênicos (suínos, transgênicos, produtos químicos). Este aspecto alergênico é o que necessita maior realce, pois a aproximação genérica com a tireoidite não leva em consideração este aspecto, assim como a maioria das outras doenças auto-imunes, tais como artrite reumatóide, esclerose múltipla, nefrites, etc.
 
    Atualmente estou observando uma relação interessante para nosso contexto: o acréscimo de Iodo ao sal de cozinha, justamente com a intenção de proteger a tireóide, possivelmente deve estar piorando a situação, pois tenho observado pessoas que interrompem o uso de sal iodado e melhoram da disfunção tiroidea. Caso tenham referências nesta perspectiva peço a gentileza de enviarem.
 
    Felicito o José Luiz pela iniciativa de disseminar o teste da temperatura corporal, e relembro a possibilidade de verificarem a área da tireóide na íris (http://luizmeira.cjb.net//irisregula.htm#tireoide), pois este recurso tem se mostrado extremamente sensível, muitos anos antes de acontecerem as alterações hormonais que influenciam a curva térmica.
 
Abraços
http://luizmeira.cjb.net//
+19   9612 6029 / 3256 9968
> ----- Original Message Follows -----
> From: "Jose Luiz M Garcia" <gingerjo@...>
> To: <ALT_HEP_C@...>
> Subject: [ALT_HEP_C] Hypotiroidismo
> Date: Thu, 8 Jul 2004 19:40:52 -0300
> > Atenção a todos.
> > Eu gostaria que todos os participantes fizessem
> > oteste para ver se estão com a tireóide hipo ativa.
> > O teste consiste um abaixar um termometro até
> > 30 graus na noite anterior e coloca-lo ao lado da
> > cama.
> > Ao acordar, não se levante, apenas pegue o termometro
> > previamente abaixado e coloque embaixo do braço.
> > Continue na cama por mais 10 minutos sem se mexer.
> > Leia a temperatura.
> > Se estiver abaixo de 36 graus coloque as barbas de
> > molho. Existem maneiras naturais de se suplantar esse
> > problema.
> > Por favor me informem do resultado.
> >
> > Jose Luiz

#424 De: adilma <adilmanascimento@...>
Data: Sex, 16 de Jul de 2004 5:13 pm
Assunto: agradecimento
adilmanascim...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Boa tarde Luiz!

Como você está?

Estou lhe enviando este e-mail para agradecer a
consulta por telefone. Nós não demos o antibiótico,
como a pediatra receitou, e sim o Mercurius sol. CH12
e Belladona Ch12 que você nos indicou. Funcionou muito
bem, em dois dias a Victoria estava ótima.

Foi interessante ver a reação de algumas pessoas,
quando souberam que a Vic, melhorou em dois dias com
homeopatia, quase não acreditaram, acho que essas
mesmas pessoas vão pensar duas vezes antes de sair
oferecendo antibiótico aos pequenos só porque a
pediatra receitou!

A Victoria sofreu queimadura de 2grau com ferro
quente, estou tratando com babosa, esta cicatrizando
muito bem.

No mais, tá tudo em ordem.

Um abraço, e obrigada pela ajuda,

Adilma





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