1.2. Sobre o seu pensamento
O ponto central do pensamento de Rousseau foi a oposição entre
natureza e sociedade, constitutiva da condição humana, das leis da
natureza, da aquiescência da busca de uma vida auto-suficiente,
regulada e de uma moral natural, que visava satisfazer necessidades
básicas entre o equilíbrio com o meio físico e com os seus
semelhantes. Levantou as questões do estado primitivo, das primeiras
sociedades, dos vínculos familiares, do indivíduo realizando-se
plenamente como ser social.
Rousseau refletiu sobre as formas celulares de organização social e
o modo de ser homem, o embrutecimento da vida inteiramente natural.
Para Rousseau a origem dos males da civilização residia no
aparecimento da propriedade privada o que gerava a criação de uma
maneira degenerada de conduta moral dos indivíduos, aparecendo o
egoísmo e o desejo de posse.
A civilização, para Rousseau, impõe um nivelamento e artificialidade
sobre o comportamento humano e ignora as necessidades individuais e
naturais. Mas Rousseau não pretendia impor uma regressão da
sociedade ao estado primitivo, ele apenas resguardava os valores
inatos dos homens mascarados pelas exigências brutais da
civilização.
O pensamento de Rousseau procurava elaborar teorias reguladoras da
educação e política, de modo a que estas passassem a levar em conta
as necessidades naturais do homem.
O contato com a natureza, para Rousseau, é realizado é estabelecido
a partir do sentimento de sua união mística com a natureza e com os
seus semelhantes, onde o homem pode encontrar o pleno sentido da
liberdade.
As idéias de Rousseau foram consideradas, pela história da
filosofia, como precursoras do idealismo alemão e do romantismo,
movimento instaurado na Europa durante o século XIX.
Fonte:http://www.unicamp.br/~jmarques/cursos/rousseau2001/cap.htm
urs.Bira
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