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A esperança não decepciona

Segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Comemoração dos Fiéis Defuntos
31ª Semana do Tempo Comum
3ª Semana do Saltério
Almas do Purgatório
Mistérios Gozosos
Mês das Almas do Purgatório
 
“Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício”
(Sl 141, 8)
 
Oração do dia: Ó Deus, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos remistes pela morte e ressurreição do vosso Filho, concedei aos nossos irmãos e irmãs que, tendo professado o mistério da nossa ressurreição, mereçam alegrar-se na eterna felicidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 
A ESPERANÇA NÃO DECEPCIONA
 
Sb 3,1-6.9            Sl 22            Rm 5,5-11           Mt 11,25-30
 
“Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.” (Sl 22)
 
Primeira Leitura - Livro da Sabedoria 3,1-6.9
    1A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá.
    2Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, 3e sua partida do meio de nós, uma destruição; mas eles estão em paz.
    4Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados, mas sua esperança é cheia de imortalidade; 5tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. 6Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto.
    9Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto dele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos.
— Palavra do Senhor.
 
Segunda Leitura - Carta de São Paulo aos Romanos 5,5-11
    Irmãos: 5A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
    6Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado. 7Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa, talvez alguém se anime a morrer.
    8Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. 9Muito mais agora, que já estamos justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira por ele.
    10Quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com ele pela morte do seu Filho; quanto mais agora, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida! 11Ainda mais: Nós nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. É por ele que, já desde o tempo presente, recebemos a reconciliação.
— Palavra do Senhor.
 
 
Evangelho segundo Mateus 11,25-30
    25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
    28Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso de vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
— Palavra da Salvação.
 
 
Reflexão
     
    Deus espera que nós, em nossa vida terrena, produzamos muitos frutos e de qualidade (Mt 21,33; Lc 13,6-9; Jo 15,1.16). Assim, os frutos de nossa santidade pessoal e dos nossos trabalhos (Ap 14,13) permanecerão para sempre (Jo 15,16).
    Deus é muito mais que “o Homem lá de cima”, como muitos dizem. Ele é também nosso Juiz, Aquele que julgará “o que vale o trabalho de cada um” (cf. 1Cor 3,13). É certo que muitos não levaram ou não levam a vida conforme as expectativas de Deus, mas Ele terá misericórdia com todos. Estes serão salvos, embora venham a passar “de alguma maneira através do fogo” (1Cor 3,15).
    Todos nós devemos ter um grau de “santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor” (Hb 12,14). Portanto, o que acontece com aqueles que não têm a santidade necessária para desfrutar do lugar que Jesus foi preparar para cada um de nós? (Jo 14,2). Bem, as Escrituras nos indicam que Jesus também irá nos preparar tal lugar. Se morrermos e ainda não estivermos preparados como deveríamos (Hb 12,14), Jesus terminará Sua tarefa antes de nos levar para a grande festa no céu. A Igreja Católica, inspirada pelo Espírito Santo (Jo 16,13), tem ensinado que as Escrituras e outras verdades indicam a existência de um estado de purificação (Ml 3,2-3), o purgatório. Lá, as almas daqueles que não se prepararam adequadamente em sua vida aqui na terra serão purificadas para ter o imenso privilégio de ver Deus face a face. Eles são membros do corpo de Cristo (Lc 20,38), por isso nós precisamos deles e eles precisam de nós (1Cor 12,21). Vamos, portanto, ajudá-los com as nossas orações.
 
Fonte: «Um Pão, um Corpo» nº 57
publicação out-nov/2009
Operários de São José
www.gloriososaojose.org.br
 
Hoje a Igreja celebra...
Todos os Finados
 
    Os cristãos batizados são convidados a santificar-se e os que decidem viver plenamente o mistério pascal de Cristo não têm medo da morte. Porque ele disse: "Eu sou a ressurreição e a vida".
 
    Para todos os povos da humanidade, seja qual for a origem, cultura e credo, a morte continua a ser o maior e mais profundo dos mistérios. Mas para os cristãos tem o gosto da esperança. Dando sua vida em sacrifício e experimentando a morte, e morte na cruz, ele ressuscitou e salvou toda a humanidade. Esse é o mistério pascal de Cristo: morte e ressurreição. Ele nos garantiu que, para quem crê, for batizado e seguir seus ensinamentos, a morte é apenas a porta de entrada para desfrutar com ele a vida eterna no Reino do Pai.
 
    Enquanto para todos os seres humanos a morte é a única certeza absoluta, para os cristãos ela é a primeira de duas certezas. A segunda é a ressurreição, que nos leva a aceitar o fim da vida terrena com compreensão e consolo. Para nós, a morte é um passo definitivo em direção à colheita dos frutos que plantamos aqui na terra.
 
    Assim sendo, até quando Nosso Senhor Jesus Cristo estiver na glória de seu Pai, estará destruída a morte e a ele serão submetidas todas as coisas. Alguns são seus discípulos peregrinos na terra, outros que passaram por esta vida estão se purificando e outros, enfim, gozam da glória contemplando Deus.
 
    Os glorificados integram a Igreja triunfal e são Todos os Santos, os quais, nós, os integrantes da Igreja militante, cristãos peregrinos na terra, comemoramos no dia 1o de novembro. Os Finados integram a Igreja da purificação e são todos os que morreram sem arrepender-se do pecado.
 
    O culto de hoje é especialmente dedicado a esses. Embora todos os dias, em todas as missas rezadas no mundo inteiro, haja um momento em que se pede pelas almas dos que nos deixaram e aguardam o tempo profetizado e prometido da ressurreição.
 
    A Igreja ensina-nos que as almas em purificação podem ser socorridas pelas orações dos fiéis. Assim, este dia é dedicado à memória dos nossos antepassados e entes que já partiram. No sentido de fazer-nos solidários para com os necessitados de luz e também para reflexão sobre nossa própria salvação.
 
    Encontramos a celebração da missa pelos mortos desde o século V. Santo Isidoro de Sevilha, que presidiu dois concílios importantes, confirmou o culto no século VII. Tempos depois, em 998, por determinação do abade santo Odilo, todos os conventos beneditinos passaram, oficialmente, a celebrar "o dia de todas as almas", que já ocorria na comunidade no dia seguinte à festa de Todos os Santos. A partir de então, a data ganhou expressão em todo o mundo cristão.
 
    Em 1311, Roma incluiu, definitivamente, o dia 2 de novembro no calendário litúrgico da Igreja para celebrar "Todos os Finados". Somente no inicio do século XX, em 1915, quando a morte, a sombra terrível, pairou sobre toda a humanidade, devido à I Guerra Mundial, o papa Bento XIV oficiou o decreto para que os sacerdotes do mundo todo rezassem três missas no dia 2 de novembro, para Todos os Finados.
 

A indulgência de Finados (1º a 8/11)
“Aos que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos: diariamente, do dia 1º ao dia 8 de novembro, nas condições costumeiras, isto é, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice; nos restantes dias do ano, Indulgência Parcial (Enchr. Indulgentiarum, n.13).”
 
“Ainda neste dia, em todas as igrejas, oratórios públicos ou semi-públicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos; a obra que se prescreve é a piedosa visitação à igreja, durante a qual se deve rezar... o Pai-nosso e Credo..., confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai-nosso e Ave-Maria, ou qualquer outra oração conforme inspirar a piedade e devoção).”  (pg. 462 do Diretório Litúrgico da CNBB).
 
    NOTA IMPORTANTE: Entre as condições costumeiras para se lucrar a Indulgência Plenária, está o total desapego ao pecado, mesmo venial. Sem esse desapego - repete 4 (quatro) vezes o Manual das Indulgências - a Indulgência será parcial (maior ou menor, na medida do desapego, mas nunca plenária).
    Ainda, conforme o Manual das Indulgências, a Indulgência Plenária da piedosa visitação à Igreja pode ser lucrada do meio-dia da véspera (1° de Novembro) até a meia-noite do dia 2. (conforme Norma n° 17).
 
Baseado em texto do Sr. Hugo Ferreira Pinto
http://rosariopermanente.leiame.net/devocoes/almas.html

A Ave-Maria com a jaculatória da Chama de Amor
 
    No mês das almas (novembro), a cada Ave-Maria assim rezada são libertadas 10 almas do Purgatório!
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco
Bendita sois Vós entre as mulheres
e Bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores
e derramai sobre a humanidade inteira
as graças eficazes da vossa Chama de Amor,
agora e na hora da nossa morte.
Amém!
 
 


Seg, 2 de Nov de 2009 10:37 am

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