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| A CURVA DOS TEUS OLHOS Paul Éluard Tradução: Jean-Pierre Barakat
Uma ronda de dança e de ternura, Auréola do tempo, berço noturno e seguro, E se eu não sei mais tudo o que vivi É porque teus olhos nem sempre me viram. Folhas de dia e espuma de orvalho, Juncos do vento, sorrisos perfumados, Asas cobrindo o mundo de luz, Navios providos no céu e no mar, Caçadores de ruídos e fontes das cores, Cheiros explodidos num parto de auroras Jazendo sempre nos rastros dos astros, Assim como o dia depende da inocência O mundo inteiro depende de teus olhos puros E todo meu sangue corre em seus olhares. |
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edição 15.8.03: Sonia Regina e Jean-Pierre Barakat
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Fonte: Página internet http://iquebec.ifrance.com/Jisca/peluard_III.htm
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