

Zila Mamede
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De cabaça na mão, céu nos cabelos à tarde era que a moça desertava dos arenzés de alcova. Caminhando um passo brando pelas roças ia com margens engolidas por tabocas, onde em cacimba e lodo se assentava e mais: o salitroso era deserto.
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| por longo capinzal, cantarolando: desfibrava os cabelos, a rodilha e seus vestidos, presos nos tapumes velando vales, curvas e ravinas Moldava-se em sabão, estremecida, Secava-se no vento, recolhia Depois, voltava lentamente os rastos
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| Então era a moça regressava tendo nos olhos cânticos e aromas apreendidos no entardecer rural. |
| Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século, Editora Objetiva, 2001 - Rio de Janeiro, Brasil |
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Imagem: Gauguin - Som: Tarrega
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