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#118 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sex, 13 de Nov de 2009 11:41 pm
Assunto: Fw: [noticias_chicao] Sexta-feira 13, dia de maus tratos a animais
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Sexta-feira 13, dia de maus tratos a animais

"Para evitar maus-tratos aos animais, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) da Prefeitura de São Paulo vai proibir hoje, sexta-feira 13, a adoção de gatos pretos e outros animais que estejam com a saúde debilitada.

O centro de zoonoses observou que a procura por esses animais --que normalmente é quase nula-- aumenta perto de datas como as sextas-feiras que caem no dia 13, a Semana Santa e o Dia das Bruxas e diz acreditar que os bichos sejam usados em rituais de bruxaria e magia negra". UOL

Nota do Chicão:

É preciso que este alerta seja dado em todo o Brasil.

Quem souber de alguém que maltrata animais ou os sacrifica deve comuniar à polícia.

Os animais merecem respeito.

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#117 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Dom, 8 de Nov de 2009 6:33 pm
Assunto: Jovens obesos sofrem mal que atinge bêbados
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Jovens obesos sofrem mal que atinge bêbados

Pesquisa da Unifesp com 300 adolescentes apontou que metade desenvolveu esteatose

MARCELA SPINOSA, jornal da tarde

Adolescentes acima do peso estão sendo atingidos por um mal silencioso, que era restrito a alcoólatras e aos que tiveram hepatite: a esteatose hepática não alcoólica, ou excesso de gordura no fígado. Se não for tratada, a doença pode evoluir para cirrose.

Metade dos 300 jovens entre 15 e 19 anos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tinha esteatose hepática não alcoólica. “É preocupante, porque a doença danifica profundamente as funções do órgão e, a cada ano, percebemos que a prevalência aumenta entre os jovens”, afirma a nutricionista Aline de Piano, autora do estudo.

A esteatose, que atinge até 5% da população brasileira e 90% dos obesos mórbidos, é causada pelo acúmulo de gordura no abdome, predisposição genética e ingestão elevada de carboidratos e alimentos com gordura saturada.

Estudo de 2007 sobre prevenção de obesidade entre crianças e adolescentes do governo do México, publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde, diz que a obesidade é a primeira causa de doenças no fígado em jovens.

Para tratar a doença, é preciso fazer dieta e atividade física. Mas a perda de peso deve ser gradual, no máximo 1 quilo por semana. “Senão, o fígado não dará conta de sintetizar a gordura e ela se acumulará ainda mais no órgão”, diz a nutricionista. Nos casos mais graves, o paciente tem de tomar medicamentos. A pesquisa da Unifesp mostrou que 8% dos que passaram pelo tratamento conseguiram se curar.

Sem sinais

Apesar disso, ela é ainda mais preocupante por ser assintomática. Os sinais aparecem quando o fígado incha por causa da gordura. Sua coloração também muda: de marrom, passa para um tom amarelado. “Em grau mais avançado, causa desconforto na região abdominal e mal-estar”, diz Aline. O diagnóstico é feito por ultrassonografia ou ressonância magnética.

Diretamente relacionada à obesidade, a esteatose hepática não alcoólica causa ainda outro problema: aumenta a fome porque estimula a produção de uma substância chamada neuropeptídeo Y. Dessa forma, emagrecer é mais difícil ainda.

A esteatose se desenvolve em três níveis: no grau 1, afeta 30% do fígado, quando ainda tem gordura natural em sua estrutura. No grau 2, o excesso de gordura atinge 60% do órgão, vital para várias funções, como produção de colesterol. No grau 3, já comprometeu 90% dele.

“A partir daí, evolui para cirrose”, diz a coordenadora do grupo, Ana Dâmaso. Se não tratada, a cirrose pode matar.

Do total de jovens atendidos pelo ambulatório, 40% tinham o grau 1 da esteatose, 8% o nível 2 e 2% o estágio 3. O estudante João Gabriel Calixto, de 18 anos, tem o grau 2. “Não achei que era tão grave”, afirma (leia ao lado).

Magros não estão imunes. Os que têm vida sedentária e comem alimentos com gordura saturada em excesso também estão sujeitos a desenvolver a esteatose hepática não alcoólica, já que a gordura se acumula no organismo.


#116 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sáb, 7 de Nov de 2009 9:01 am
Assunto: Fw: [noticias_chicao] Agrotóxicos em seu estômago
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Sent: Tuesday, November 03, 2009 9:55 PM
Subject: [noticias_chicao] Agrotóxicos em seu estômago

 

Agrotóxicos em seu estômago

.

Os ricos sabem do que estamos falando e tratam de consumir apenas produtos orgânicos. E você precisa decidir-se. De que lado está?

Os porta-vozes da grande propriedade e das empresas transnacionais estão muito bem pagos para poder defender, falar e escrever todos os dias que no Brasil já não existe mais problemas agrários. Por fim, a grande propriedade está produzindo muito mais e tendo mais benefícios. Portanto, o latifúndio já não é um problema para a sociedade brasileira. Será verdade?

Tampouco vou abordar o tema da injustiça social da concentração da propriedade da terra, que faz com que apenas 2%, ou seja, 50.000 latifundiários sejam donos da metade de toda nossa natureza, enquanto que temos 4 milhões de famílias sem direito a ela.

Falarei das consequências para você que habita na cidade da adoção do modelo agrícola do agronegócio. O agronegócio é a produção em grande escala, em monocultivos, empregando muitos agrotóxicos e maquinaria. Usam venenos para eliminar as outras plantas e não contratar mão de obra. Com isso, destroem a biodiversidade; alteram o clima e expulsam cada vez mais famílias de trabalhadores rurais de suas terras.

Na colheita passada, as empresas transnacionais, e são poucas (Basf, Bayer, Monsanto, DuPont. Sygenta, Bunge, Shell química...), celebraram porque o Brasil se tornou o maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Foram vertidos 173 milhões de toneladas! Uma média de 3.700 quilos por cada brasileiro. Esses venenos são de origem química e permanecem na natureza. Degradam o solo. Contaminam as águas. E, sobretudo, acumulam-se nos alimentos. Os cultivos que mais usam venenos são: a cana de açúcar, a soja, o arroz, o milho, o tabaco, o tomate, a batata, a uva, as cerejas e as hortaliças. Tudo isso deixará resíduos em seu estômago. E em seu organismo afetam as células e, um dia, poderão transformar-se em câncer.

Perguntem aos cientistas de nosso Instituto Nacional do Câncer, centro de referência da investigação nacional, qual é a principal origem do câncer, depois do tabaco?

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) denunciou que existem no mercado mais de vinte produtos agrícolas não recomendáveis para a saúde humana. Porém, ninguém coloca um aviso nos rótulos dos alimentos, nem os retira das prateleiras. Antigamente, era permitido que a soja e o óleo de soja tivessem apenas 0,2mg/kg de resíduos do veneno glifosato para não causar problemas de saúde. De repente, a Anvisa autorizou que os produtos derivados da soja pudessem ter até 10,0mg/kg de glifosato: 50 vezes mais. Isso aconteceu certamente por pressão da Monsanto, pois o resíduo do glifosato aumentou com a soja transgênica, de sua propriedade.

Isso mesmo está acontecendo agora com os derivados do milho. Depois que foi aprovado o cultivo de milho transgênico, o que aumenta o uso de venenos, querem ampliar a possibilidade de resíduos de 0,1mg/kg (permitido atualmente), para 1,0mg/kg.

Existem muitos outros exemplos das consequências dos agrotóxicos. O doutor Vanderley Pignati, pesquisador da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), revelou em suas pesquisas que nos municípios onde há grande produção de soja, devido ao uso intensivo de venenos, os índices de abortos e malformações de fetos são quatro vezes maiores do que a média do Estado.

Nós temos defendido que é preciso valorizar a agricultura familiar, camponesa; que essa é a única que pode produzir sem venenos e de maneira diversificada. O agronegócio, para ter escala e obter grandes benefícios, somente consegue produzir com venenos e expulsando aos trabalhadores para as cidades.

E você paga a conta com o aumento do êxodo rural, das favelas e com o aumento da incidência do veneno em seus alimentos.

Por isso, defender a agricultura familiar e a reforma agrária, que é uma forma de produzir alimentos saudáveis, é uma questão nacional, de toda a sociedade. Não é mais um problema dos sem terra. E é por isso que cada vez mais o MST e a Via Campesina se mobilizam contra o agronegócio e contra as empresas transnacionais; é por isso que seus veículos de comunicação e seus deputados e senadores nos atacam tanto. Porque estão em disputa dois modelos de produção. Está em disputa a que interesses a produção agrícola deve atender: somente o benefício ou a saúde e o bem estar da população?

Os ricos sabem do que estamos falando e tratam de consumir somente produtos orgânicos. E você precisa decidir-se. De que lado está?

João Pedro Stedile Membro da coordenação nacional do MST e da Via Campesina Brasil

do site ADITAL


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#115 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qua, 4 de Nov de 2009 1:02 pm
Assunto: Agrotóxicos: estudos recomendam a proibição de duas substâncias
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Agrotóxicos: estudos recomendam a proibição de mais duas substâncias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o banimento de uso, em todo país, do ingrediente ativo endossulfam, agrotóxico utilizado no cultivo de algodão, cacau, café, cana de açúcar e soja. A indicação, publicada na Consulta Pública 61, nesta sexta-feira (4), prevê, ainda, a suspensão da importação e do registro de novos agrotóxicos a base dessa substância.

Já para o ingrediente ativo acefato, a Consulta Pública 60 da Agência, também desta sexta-feira (4), apontou para a proibição imediata de uso nas culturas de amendoim, batata, brócolis, citros, couve, couve-flor, cravo, crisântemo, feijão, fumo, melão, pimentão, repolho, rosa e tomate. O acefato só poderá ser usado em algodão e soja, até a data de 31 de outubro de 2013.

A Anvisa também recomendou a proibição de uso doméstico e em jardinagem do acefato e restringiu a ingestão diária aceitável do produto de 0,03 mg/Kg de peso corpóreo/dia para 0,0008 mg/kg de peso corpóreo/dia. Essa substância não poderá ser aplicada de forma manual e costal (bombas nas costas).

As restrições de uso desses dois ingredientes ativos de agrotóxicos é baseado em estudos que apontam para graves danos de saúde relacionados ao uso dessas substâncias. Além disso, o acefato e endossulfam já foram banidos em vários países do mundo.

Problemas relacionados às substâncias

Substâncias: Acefato
 
Está BANIDO DA Comunidade Européia

MOTIVO: neurotoxicidade, suspeita de carcinogenicidade e de toxicidade reprodutiva e a necessidade de revisar a Ingestão Diária Aceitável
 
Substância: Endossulfam

Está BANIDO DA Comunidade Européia e de vários outros países
 
Mesmo assim as multinacionais de origem européia lutam para MANTER A PRODUÇÃO E O USO DESTAS  DUAS SUBSTÂNCIAS NO BRASIL.



Consultas Públicas

Até o final das Consultas Públicas, que ficam abertas por 60 dias, os agrotóxicos a base de acefato e endossulfam podem continuar a ser utilizados. A revisão dos dados toxicológicos e a conseqüente continuidade ou não do registro somente pode ocorrer durante o processo de reavaliação.

As contribuições às Consultas Públicas 60 e 61 podem ser feitas pelo site da Anvisa http://www.anvisa.gov.br/scriptsweb/consulta_publica/consultas_paginado.asp?ano=2009, pelo e-mail toxicologia@anvisa.gov.br, pelo fax (61) 3462 - 5726 ou pelo endereço Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Gerência-Geral de Toxicologia, SIA, Trecho 5, Area Especial 57, Lote 200, Brasília, DF, CEP 71.205.050.

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

Consulta Pública nº 61, de 3 de setembro de 2009.

>> Prazo: em aberto

>> Fórum: Faça sua contribuição

>> Assunto:Proposta de Regulamento Técnico, para o ingrediente ativo Endossulfam, contido na Relação de Monografias dos Ingredientes Ativos de Agrotóxicos, Domissanitários e Preservantes de Madeira.

Fica aberto, a contar da data de publicação desta Consulta Pública, o prazo de 60 (sessenta) dias para que sejam apresentadas críticas e sugestões relativas à proposta de Regulamento Técnico, para o ingrediente ativo Endossulfam, contido na Relação de Monografias dos Ingredientes Ativos de Agrotóxicos, Domissanitários e Preservantes de Madeira.

Consulta Pública nº 60, de 3 de setembro de 2009

>> Prazo: em aberto

>> Fórum: Faça sua contribuição

>> Assunto:Proposta de Regulamento Técnico, para o ingrediente ativo Acefato, contido na Relação de Monografias dos Ingredientes Ativos de Agrotóxicos, Domissanitários e Preservantes de Madeira.

Fica aberto, a contar da data de publicação desta Consulta Pública, o prazo de 60 (sessenta) dias para que sejam apresentadas críticas e sugestões relativas à proposta de Regulamento Técnico, para o ingrediente ativo Acefato, contido na Relação de Monografias dos Ingredientes Ativos de Agrotóxicos, Domissanitários e Preservantes de Madeira.
 
VAMOS APOIAR TODOS AQUELES QUE LUTAM PARA DEFENDER A SAÚDE DE TODOS OS BRASILEIROS CONTRA A PRESSÃO DAS INDÚSTRIAS PRODUTORAS DE AGROTÓXICOS E A PRESSÃO DOS RURALISTAS DO CONGRESSO BRASILEIRO.
 
 
 

#114 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sáb, 31 de Out de 2009 12:12 am
Assunto: Fw: [noticias_chicao] Incentivando as escolas a usarem a TRANSPARÊNCIA PÚBLICA
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Sent: Thursday, October 29, 2009 9:23 PM
Subject: [noticias_chicao] Incentivando as escolas a usarem a TRANSPARÊNCIA PÚBLICA

 

Incentivando as escolas a usarem a TRANSPARÊNCIA PÚBLICA

Algo está mudando no Brasil. É a Transparência Pública. Dados sobre os governos que estão disponíveis na internet e com livre acesso para qualquer cidadão.

É uma revolução da informação que está começando.

A Transparência Pública é uma das melhores formas de combater a corrupção e saber o que acontece com o dinheiro dos impostos.

Saber utilizar os recursos da Transparência Pública é um ATO DE CIDADANIA.

É uma pena que as escolas ainda não tenham "acordado" para este poderoso recurso. Ele é pedagógico e permite com que o ensino seja vinculado à realidade.

Fiquei sabendo que recentemente alunos de uma escola aderiram à campanha da Rede Globo contra o Sarney. Porque não utilizaram os dados disponíveis através da Transparência Pública para ESTUDAR o problema?

Perderam uma boa oportunidade para que da indignação surgisse conhecimento e aprendizado verdadeiro.

Pensando nesta dificuldade o Blog do Chicão lança um desafio as escolas de todo o Brasil:

1) descobrir quanto os principais políticos da SUA CIDADE gastaram nas últimas 4 eleições.

2) descobrir quem deu dinheiro para eles.

3) entender o PORQUE estas pessoas deram dinheiro para a campanha eleitoral.

4) saber quantas vezes eles foram candidatos ao longo dos anos e fazer uma projeção de quanto eles já gastaram em campanhas eleitorais(lembre que você saberá apenas os gastos legais).


Aguardo as respostas das escolas até dia 15 de dezembro de 2009.

Os dados que incentivo a buscarem estão disponíveis na internet.

Vou dar um exemplo: se você mora em Campinas, SP, procure as informações sobre os gastos eleitorais dos principais políticos de Campinas: Carlos Sampaio, Dr. Hélio, Jonas Donizete, Célia Leão e outros.

AJUDE O BLOG DO CHICÃO ( http://chicaodoispassos.blogspot.com/ ) A DIVULGAR ESTA CAMPANHA EDUCATIVA.

MANDE ESTA MENSAGEM PARA TODOS QUE VOCÊ CONHECER.

EDUCAR O BRASIL É A MELHOR FORMA DE AJUDAR NOSSA PÁTRIA.

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#113 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Ter, 6 de Out de 2009 11:13 pm
Assunto: Dieta pode agir contra depressão
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Pesquisa com 10.094 espanhóis mostrou que cardápio mediterrâneo tem efeito protetor no cérebro

De acordo com o estudo, os voluntários com maior adesão a essa dieta tinham risco cerca de 30% menor de desenvolver o distúrbio


JULLIANE SILVEIRA – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Fortemente relacionada à redução de risco para doenças cardiovasculares, a dieta mediterrânea mostrou efeito protetor contra a depressão em um estudo realizado com 10.094 pessoas. O trabalho foi publicado na edição de outubro do “Archives of General Psychiatry”, um dos periódicos da Associação Médica Americana.
Pesquisadores das universidades de Las Palmas de Gran Canaria e de Navarra (ambas na Espanha) avaliaram dados desses espanhóis, que preencheram questionários de 1999 a 2005 sobre a própria ingestão alimentar. Eles calcularam a adesão à dieta mediterrânea baseados em nove itens: maior ingestão de gorduras monoinsaturadas em comparação às saturadas, consumo moderado de álcool e laticínios, baixa ingestão de carne vermelha e alto consumo de legumes, frutas, oleaginosas (como nozes e castanhas), cereais e peixes.
Após acompanharem os voluntários por cerca de quatro anos, identificaram 480 novos casos de depressão -a maioria (324 ocorrências) em mulheres. Os que seguiram a dieta apresentaram risco 30% menor de desenvolver depressão. Para chegar aos resultados, foram ajustados outros fatores influenciáveis, como estilo de vida, estado civil, doenças crônicas e uso de antidepressivos.
“Algumas variáveis, como os que não desenvolveram depressão serem mentalmente mais saudáveis e mais propensos a aderir a uma dieta mais saudável, não foram medidas. Mas é um estudo benfeito, com metodologia adequada”, pondera a psiquiatra Andrea Feijó de Mello, da Associação Brasileira de Psiquiatria e pesquisadora da Unifesp.
Trabalhos anteriores mostram que populações que consomem altas quantidades de peixes apresentam menores índices de depressão. Uma das explicações é que o ácido graxo ômega 3 (presente em peixes de água fria, como o salmão) influencia na estrutura do sistema nervoso central e no transporte de neurotransmissores.
Os ácidos graxos ajudam na formação da membrana celular, tornando-a mais fluida. A fluidez das membranas dos neurônios contribui para uma melhor plasticidade cerebral (capacidade de os neurônios se comunicarem), fator importante para o equilíbrio emocional do paciente.
“Quando há empobrecimento da comunicação, há prejuízos na memória, fluência verbal, criatividade e iniciativa, que são sintomas da depressão, fazendo a pessoa se tornar mais vulnerável à doença”, diz Renério Fráguas Jr., supervisor da residência médica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Vitaminas
A dieta mediterrânea também oferece bons teores de folato e vitamina B12 (presentes em vegetais, peixes e ovos), nutrientes que participam como cofatores na sintetização de serotonina no cérebro, neurotransmissor relacionado às alterações no humor.
Segundo Fráguas Jr., alguns estudos mostram resultados significativos da suplementação em pacientes que têm depressão e não apresentam melhora com medicamentos.
“É um dos mecanismos para explicar a associação entre questões nutricionais e depressão. Na prática, já oferecemos suplementos, principalmente para idosos que podem ter uma diminuição na absorção desses nutrientes e podem ser mais vulneráveis à depressão.”

 

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#112 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sáb, 26 de Set de 2009 11:20 am
Assunto: Máfias farmacêuticas
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 Máfias farmacêuticas

Por Ignacio Ramonet*

Paris, setembro/2009 – Pouquíssimos meios de comunicação comentaram. A opinião pública não foi alertada. E, entretanto, as preocupantes conclusões do Informe final (1) publicado pela Comissão Européia, no dia 8 de julho, sobre os abusos em matéria de competição no setor farmacêutico, merecem ser conhecidas pelos cidadãos e amplamente divulgadas.

O que diz esse Informe? Em síntese? Que, no comércio de medicamentos, a competição não está funcionando, e que os grandes grupos farmacêuticos recorrem a todo tipo de jogo sujo para impedir a chegada ao mercado de medicamentos mais eficazes e, sobretudo, para desqualificar os genéricos, muito mais baratos. Conseqüência: o atraso no acesso do consumidor aos genéricos se traduz em importantes perdas financeiras, não apenas para os próprios pacientes, mas para a Assistência Social a cargo do Estado (ou seja, os contribuintes). Isto também oferece argumentos aos defensores da privatização dos Sistemas Públicos de Saúde, acusados de serem fossos de déficits no orçamento dos Estados.

Os genéricos são medicamentos idênticos – quanto aos princípios ativos, dosagem, fórmula farmacêutica, segurança e eficácia – aos medicamentos originais produzidos com exclusividade pelos grandes monopólios. O período de exclusividade e proteção da patente do remédio original vence após uma dezena de anos, quando então outros fabricantes têm direito de produzir os genéricos, que custam cerca de 40% mais barato. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a maioria dos governos recomendam o uso de genéricos porque, por seu menor custo, favorecem o acesso equitativo à saúde das populações expostas a doenças evitáveis (2).

O objetivo dos grandes laboratórios consiste, por conseguinte, em retardar, por todos os meios possíveis, a data de vencimento do período de proteção da patente. O mercado mundial de medicamentos representa cerca de 70 bilhões de euros (3); e uma dezena de empresas gigantescas, entre elas as chamadas “Big Pharma” – Bayer, GlaxoSmithKline (GSK), Merk, Novartis, Pfizer, Roche, Sanofi-Aventis –, controlam metade desse mercado. Seus lucros são superiores aos obtidos pelos poderosos grupos do complexo militar-industrial. Para cada euro investido na fabricação de um medicamento de marca, os monopólios ganham mil no mercado (4). Ademais, três dessas companhias (GSK, Novartis e Sanofi) pretendem ganhar milhares de milhões a mais de euros nos próximos meses graças à venda maciça da vacina contra o vírus A (H1N1) da nova gripe (5).

Essas gigantescas massas de dinheiro dão às Big Pharma uma potência financeira absolutamente colossal, que usam particularmente para arruinar, mediante múltiplos julgamentos milionários perante os tribunais, modestos fabricantes de genéricos. Seus inumeráveis lobbies também fustigam permanentemente o Escritório Europeu de Patentes (OEP), cuja sede fica em Munique, para retardar a concessão de autorizações de entrada de genéricos no mercado. Além disso, realizam campanhas enganosas sobre esses remédios bioequivalentes e assustam os pacientes.

O resultado é que, segundo o recente Informe divulgado pela Comissão Européia, os cidadãos têm de esperar, em média, sete meses mais do que o normal para ter acesso aos genéricos, o que se traduziu, nos últimos cinco anos, em um gasto extra desnecessário de aproximadamente três bilhões de euros para os consumidores e em 20% de aumento para os Sistemas Públicos de Saúde.

A ofensiva dos monopólios farmacêutico-industriais não tem fronteiras. Também estariam implicados no recente golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya em Honduras, país que importa todos os seus medicamentos, produzidos fundamentalmente pelas “Big Parma”. Desde que Honduras entrou para a Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba), em agosto de 2008, Zelaya negociava um acordo comercial com Havana para importar genéricos cubanos, com a intenção de reduzir os gastos de funcionamento dos hospitais públicos de seu país. E, na Cúpula do dia 24 de junho, os presidentes da Alba se comprometeram a “revisar a doutrina sobre a propriedade industrial”, ou seja, a qualidade de intocável das patentes em matéria de medicamentos. Estes dois projetos, que ameaçavam diretamente seus interesses, levaram os grupos farmacêuticos transnacionais a apoiar fortemente movimentos golpistas que derrubariam Zelaya em 28 de junho daquele mês (6).

Além disso, Barack Obama, desejoso de reformar o sistema de saúde dos Estados Unidos, que deixa sem cobertura médica 47 milhões de cidadãos, enfrenta a Irã do complexo farmacêutico-industrial. Aqui, as quantias em jogo são gigantescas (os gastos com saúde representam o equivalente a 18% do PIB) e controladas por um vigoroso lobby de interesses privados que reúne, além das Big Pharma, as grandes companhias de seguro e todo o setor de clínicas e hospitais privados. Nenhum desses atores quer perder seus opulentos privilégios. Por isso, apoiando-se nos grandes meios de comunicação mais conservadores e no Partido Republicano, estão gastando dezenas de milhões de dólares em campanhas de desinformação e de calúnias contra a necessária reforma do sistema de saúde.

É uma batalha crucial. E seria dramático ver as máfias farmacêuticas ganharem. Porque então redobrariam os esforços para atacar, na Europa e no resto do mundo, o avanço dos medicamentos genéricos e a esperança de alguns sistemas de saúde menos caros e mais solidários. IPS/Envolverde

(1) htpp://ec.europa.eu/comm./competition/sectors/pharmaceuticals/inquiry/index.html.
(2) Recordemos que 90% dos gastos da grande indústria farmacêutica para o desenvolvimento de novos medicamentos estão destinados a “doenças de ricos”, que atingem apenas 10% da população mundial.
(3) Intercontinental Marketing Services (IMS) Health, 19 de março de 2000.
(4) Carlos Machado, “A máfia farmacêutica. Pior o remédio do que a doença”, 5 de março de 2007 (www.ecoportal.net/content/view/full/67184).
(5) Léase, Ignácio Ramonet, “Os culpados da gripe suína”, Le Monde Diplomatique em espanhol, junho de 2009.
(6) Observatório Social Centro-Americano, 29 de junho de 2009.

* Ignácio Ramonet é diretor do Le Monde Diplomatique em espanhol.


(Envolverde/IPS)
 
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#111 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qua, 23 de Set de 2009 12:27 pm
Assunto: Fw: [noticias_chicao] A feia e triste arquitetura do petróleo
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O Blog Apocalipse Motorizado fez um texto sobre a CARRODEPENDÊNCIA.

A foto acima veio de lá (veja no Blog do Chicão - http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/arquitetura-do-petroleo.html ).

Quando a vi pensei: que coisa mais FEIA!

Esta é a arquitetura do petróleo.

Mostra claramente as prioridades que temos no Brasil.

Os pedestres ficam esprimidos, pois tudo é direcionado para o bem estar dos automóveis e seus usuários.

Espaço para brincar não existe.

A árvores que estão ali tenho certeza que serão cortadas em breve. É o que está acontecendo nas cidades.

Espaço para o transporte por bicicleta não há.

Jardim e área verde não há. Dá-lhe enchentes...

Há espaço para fumaça, para o stress, para a feiura, para a doença, para a tristeza...

As novas ruas devem ser planejadas com uma arquitetura diferente.

Quando começarão a serem projetadas de outra maneira?




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#110 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sáb, 19 de Set de 2009 1:12 am
Assunto: Fw: [noticias_chicao] A loucura do armamentismo e a burrice da direita mundial
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A loucura do armamentismo e a burrice da direita mundial

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Segundo a teoria dos jogos, Irã terá a capacidade de desenvolver arma nuclear

por Gustavo Chacra [o que está entre chaves é comentário do Blog do Chicão]

O Irã terá a capacidade de desenvolver uma bomba, mas não construirá a arma atômica por opção própria [o pior fanatismo é o religioso, duvido que não construirão]. Esta é a conclusão de Bruce Bueno de Mesquita, professor da Universidade de Nova York e maior especialista nos Estados Unidos em teoria dos jogos aplicada às relações internacionais.

Com modelos matemáticos que atribuem valores que englobam o poder e a capacidade de implementar suas vontades a cada um dos atores envolvidos, sejam pessoas, instituições e países, ele concluiu que este será o resultado do processo mais ou menos no fim do ano.

Não é de se jogar fora esta previsão, já que, apenas em relação ao Irã, Bueno de Mesquita acertou que Khamanei seria o sucessor de Khomeini como líder supremo do Irã com anos de antecedência. Também antecipou a vitória de Rafsanjani e de todos os outros presidentes iranianos.

Ele não divulga o modelo matemático que usa, já que ganha dinheiro vendendo seus serviços para empresas privadas e mesmo para a CIA, segundo revelou há algumas semanas para o New York Times. Claro, o modelo é móvel. No ano passado, Obama, como candidato democrata, era um ator importante, mas com uma pontuação inferior à atual, no cargo de presidente. O mesmo vale para Israel, pós-eleições.

O Irã teve, desde a Revolução Islâmica, o Iraque como barreira para impedir a sua influência no mundo árabe. Ao derrubaram Saddam Hussein, maior inimigo dos iranianos, os EUA prestaram um ótimo serviço para o regime islâmico de Teerã. De presente, os americanoss ainda ajudaram o Irã em outra fronteira, ao tirar o Taleban do poder no Afeganistão, outro rival do Irã. [tudo pelo petróleo, mentiram e enganaram o povo americano dizendo que o Sadam tinha arma química. MENTIRAM e mentirão sempre]

Estes dois presentes vieram junto com uma onda de ameaças ao regime. E o Irã observou que os EUA se aliaram ao Paquistão – que tem bomba atômica – e sempre são cautelosos ao falarem da Coréia do Norte – que também tem bomba atômica. A lógica, para qualquer realista, é desenvolver uma bomba atômica, já que, desta forma, dificilmente seria atacado por Israel ou os Estados Unidos. [é isso mesmo. No caso da venezuela os EUA tem medo do Chaves não pelos bilhões gastos em armamento pesado. Tem medo é dos centenas de milhares de armamentos leves que ele comprou e que tornaria uma invasão inviável. Hoje a opção dos EUA é comprar e apoiar opositores ao regime. Tudo pelo petróleo.]

Mais do que isso, também aumentaria o seu poder regional em relação aos vizinhos árabes. A arma não seria para destruir Israel, mesmo porque, em minutos, os americanos e os israelenses eliminariam todas as cidades do Irã com mais de cem mil habitantes em resposta a um ataque nuclear a Tel Aviv. [Israel não precisa dos EUA para guerra atômica. Precisa economicamente.]

A teoria de Buenos de Mesquita é a de que, com a capacidade de desenvolver a arma, o Irã já teria como levar os americanos e os israelenses a pensar duas vezes antes de um ataque e, consequentemente, os iranianos se sentiriam mais seguros. [Até que ISrael encontre uma forma de atingi-los, aí será nova corrida].

Gary Sick, professor da Universidade Columbia, sempre defendeu esta “via Brasil”, na qual, mesmo com a capacidade de ter a bomba, o Irã opta por não ter. Vamos aguardar para ver se Buenos de Mesquita está correto. [O Brasil abriu mão de pesquisas. Em comum acordo com a Argentina, um acordo exemplar, MARAVILHOSO].

[Pela colocação acima você pode imaginar a burrice que foi a invasão ao Iraque. Mudou a geopolítica mundial e tornou um inferno a vida dos cristãos nos países muçulmanos. No Brasil, bestas como Ali Kamel, ideólogo da Globo e defensor ferrenho das ações dos EUA continuam influenciando e aprontando das suas.]

Do Blog Diário do Oriente Médio


Leia também:

Conservadores reacionários: a confissão sobre o Iraque
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/06/conservadores-reacionarios-confissao.html


Corrida armamentista NÃO!
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/corrida-armamentista-nao.html



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#109 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qua, 16 de Set de 2009 11:18 pm
Assunto: Dia Mundial sem Carro: um dia para repensar o transporte individual
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Dia Mundial sem Carro: um dia para repensar o transporte individual

Por Fabrício Ângelo, da Envolverde - especial para o Instituto Ethos

No Brasil, mais de 56 milhões de veículos circulam pelas ruas e rodovias. Somente na cidade de São Paulo são cerca de seis milhões.

Além dos transtornos, como os congestionamentos intermináveis, estresse e acidentes, cada um desses veículos emite 16 toneladas de gás carbônico por ano, o que significa mais poluição no ar e aumento de gases efeito estufa na atmosfera. Preocupadas com a questão, em 1988, na França, 35 cidades iniciaram um movimento pela redução dos automóveis nas ruas e criaram o Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro.

Com o tempo, a mobilização se estendeu pelos países europeus, chegando inclusive a outros continentes. No Brasil, o primeiro Dia Mundial sem Carro aconteceu em 2001, e a cada ano crescem as adesões em todos os Estados. Mais de 280 organizações de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte estão envolvidas na iniciativa todos os anos. Na Capital paulista, as ações estão sendo organizadas por várias entidades, como o Movimento Nossa São Paulo, Instituto Akatu, Campanha Tic Tac, Coletivo Ecologia Urbana, SOS Mata Atlântica, Respira São Paulo, Sesc e Transporte Ativo.

Faltam políticas de incentivo

Em São Paulo, o objetivo do Dia Sem Carro é debater o uso de meios de transportes alternativos e menos poluentes, através dos eventos que acontecerão em toda a cidade. Segundo Oded Grajew, um dos idealizadores do Movimento Nossa São Paulo, que organiza a manifestação junto com outras 20 Ongs, a programação será extensa e pretende atingir um grande número de pessoas. "Por enquanto estamos na fase de informação, levando à sociedade diversas palestras e seminários com a intenção de ampliar o debate sobre a mobilidade urbana", disse.

Diferentemente de outras cidades, a organização paulistana do evento não pedirá à população que deixe o carro em casa. "Ainda é cedo para pensarmos em uma atitude assim; o que queremos é mostrar à população que é possível ir a vários lugares sem necessidade de um transporte individual", ressaltou.

A mudança de prioridades na área de transporte é fundamental para a melhora das condições da mobilidade, principalmente nos grandes centros. Incentivar o transporte coletivo, com ampliação do metrô e dos corredores de ônibus, além meios de locomoção menos poluentes, como a bicicleta, devem estar no topo da agenda das secretarias de transporte e infraestrutura. "Na cidade de São Paulo temos pouco mais de 15 km de ciclovias, já em Bogotá são 300 km, isso mostra uma forma diferente de se fazer política de transporte", disse Oded.

Um olhar mais amplo na urbanização que permita a redução da distância entre casa, trabalho e lazer é uma solução apontada por muitos arquitetos e engenheiros para impedir o colapso do sistema rodoviário mundial. "Isso também aproxima as pessoas e diminui a desigualdade social. Temos de repensar o modelo urbanístico atual, para não termos problemas no futuro", avaliou Oded Grajew.

A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, participará do dia promovendo o workshop Desafios para a mobilidade sustentável na cidade de São Paulo, no dia 24 de setembro. "A idéia é termos um panorama do que já está em andamento na cidade e começaremos a discutir novas perspectivas, tendo em vista as tecnologias em desenvolvimento", disse Eduardo Jorge Sobrinho, secretário de Meio Ambiente do município.

Um dos projetos da secretaria é implantar mais de 100 km de ciclovias nos próximos anos, afirmou o secretário. "Ciclovias, ciclofaixas e ciclorredes estão em implantação em São Paulo; redes de bicicletários estão se formando, tudo para facilitar o transporte via bicicleta", disse.

A população paulistana que utiliza os meios de transporte coletivo sofre com atrasos e superlotação do sistema, o que estimula a utilização de carros. Mesmo com os corredores de ônibus, em horários de pico uma viagem entre os bairros de Vila Madalena e Pirituba, cerca de 8,5 km, pode durar até duas horas.

Conforme Eduardo Jorge, o poder público está investindo R$ 30 bilhões na ampliação do sistema viário, em São Paulo. "Estamos ampliando o metrô, corredores de ônibus, e aumentando a frota de veículos", afirmou.

Transporte público e planejamento

Em seu artigo "A crise da mobilidade urbana em São Paulo", o fundador e primeiro presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), Roberto Scaringella, ressalta que “vem se verificando o aumento do grau e da extensão da área de deterioração do trânsito na cidade, o que acaba contribuindo para a degradação urbana”. Em menos de cinco anos (entre 1992 e 1997) a média de quilômetros de congestionamento medido pela CET no sistema viário principal da cidade passou de 40 km na hora de pico da tarde para 120 km. "Hoje, há congestionamentos significativos em corredores da mais longínqua periferia e em todos os quadrantes", afirma Scaringela.

Outro aspecto importante a ser considerado é a existência de duas realidades urbanas bem distintas, como se fossem duas cidades: temos a São Paulo oficial e a clandestina, irregular, completamente fora da lei e de controle. "As ocupações irregulares, favelas de alvenaria surgem numa velocidade e extensão assustadoras, gerando mobilidade clandestina sem planejamento e sem controle. Aliás, o planejamento urbano é um processo praticamente inexistente.  O que se propõe é sempre atrasado e vai a reboque da realidade incontrolada que se implanta apesar de ao arrepio da lei", enfatiza em seu texto.

O sistema metroviário, de grande eficiência, soma hoje 61 km de rede mas deveria ser no mínimo dez vezes maior, pela escala da cidade, na opinião do engenheiro. Um modelo de assentamento de áreas dormitório próximas a postos de trabalho é outra sugestão citada por ele para minimizar o caótico trânsito da cidade. "É uma questão que muito se fala e pouco se faz, e mesmo que em escala relativamente pequena, o impacto no trânsito seria significativo", analisou.

Algumas cidades européias, como Londres, possuem pedágios em suas principais vias urbanas para tentar desestimular o uso individual do automóvel, e essa pode ser também uma solução na capital paulistana. "O pedágio urbano é uma tese debatida há muito tempo. Um dos motivos de sua não utilização era a falta de tecnologia que identifica o veículo em movimento, dificuldade hoje superada, havendo tecnologia disponível no Brasil. A tarifação do trânsito urbano já é aplicada em algumas partes e a comunidade técnica mundial transformou em assunto de grande atualidade", destacou em seu artigo.

Mais saúde e menos poluição 

A bicicleta é um importante meio de deslocamento urbano que integra saúde, sustentabilidade e custo. Muitos países vêm trabalhando sua integração com os modos coletivos de transporte por meio de construção de bicicletários nas estações de trem. Mas o Brasil ainda caminha a passos de tartaruga em relação a essa forma de transporte, que ainda é visto por muitas pessoas como “um objeto de classes sociais baixas”.

Para a jornalista Renata Falzoni, a bicicleta é uma solução para transporte, para saúde e para a qualidade de vida. "É o único meio de transporte auto-sustentável que existe, sem falar que é mais eficiente do que qualquer outro modal, em distâncias de até 6 km", assegura.


Países como Holanda, Suécia e Dinamarca têm uma grande tradição de ciclismo urbano, assim como a China que tem a bicicleta como o mais importante meio de transporte. "Mundialmente a bicicleta ocupa espaço de destaque na mobilidade urbana das grandes cidades, em especial na Europa, independente do tipo de terreno ou número de habitantes da cidade", afirma Renata, que é fundadora do Night Bikers, grupo de ciclistas que fazem passeios noturnos por São Paulo, além de difundir a educação e a segurança dos ciclistas e suas bicicletas.

Visto ainda como uma forma de lazer, o ciclismo tem timidamente ganhado espaço nos centros urbanos. "Há que se ter uma opção na política pública de mobilidade para que a bicicleta entre como um modal de transporte de forma séria", analisou Renata, que critica a falta de visão dos governos para os meios de transportes que não sejam automóveis. "Isso também acontece com os pedestres. As rotas dos pedestres inexistem, as calçadas são truncadas por ruas e avenidas e nem sempre existem faixas de pedestres que garantam a segurança destes ao cortar a malha viária", enfatizou.

Para ela, enquanto a política pública de mobilidade tiver olhos apenas para os veículos motorizados nada acontecerá de eficiente para pedestres e ciclistas. "Não é uma questão de espaço ou dinheiro, é uma opção política a ser adotada, uma quebra de paradigma", finalizou a jornalista. (Envolverde)


(Envolverde/Instituto Ethos)

#108 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qua, 9 de Set de 2009 9:38 am
Assunto: Novo tipo de colesterol provoca mais risco cardíaco do que LDL
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Novo tipo de colesterol provoca mais risco cardíaco do que LDL

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Oxicolesterol é gerado quando alimentos ricos em gorduras são aquecidos

CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL

Um novo tipo de colesterol, o oxicolesterol, pode representar um risco cardiovascular ainda maior do que o LDL (colesterol “ruim”) no aumento do colesterol total no sangue e na formação de placas de gordura nas artérias, revela um dos primeiros estudos sobre o tema, apresentado no congresso da Sociedade Americana de Química, no fim do mês passado.


No organismo, o oxicolesterol é fabricado por meio de reações entre as gorduras e o oxigênio, processo conhecido como oxidação. Quando alimentos ricos em gorduras são aquecidos a altas temperaturas, a oxidação também ocorre. O uso de gordura trans ou óleo vegetal parcialmente hidrogenado em alimentos processados também gera oxicolesterol.


O novo estudo mediu os efeitos de uma dieta rica em oxicolesterol em camundongos. Nos animais alimentados com altas quantidades dessa gordura, o nível de colesterol no sangue subiu 22% a mais. Também foram observados maiores depósitos de gordura nas paredes das artérias.


Para o coordenador do estudo, Zhen-Yu Chen, o mais importante são os efeitos do oxicolesterol na função arterial: ele reduz a elasticidade das artérias e afeta a capacidade de transportar mais sangue, o que aumenta o risco de coágulos.


O cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do HCor (Hospital do Coração), explica que o colesterol oxidado é aquele que mais provoca doenças. “Tem gente com colesterol alto, LDL alto e que não tem doenças. Já outras pessoas têm LDL normal, mas têm doenças. Talvez seja em razão dessa oxidação”, explica.


Não se sabe se as estatinas, medicamentos mais usados para reduzir o colesterol, reduzem as taxas de oxicolesterol. A recomendação é investir em dietas antioxidantes, com frutas, vegetais e cereais integrais.


#107 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Dom, 30 de Ago de 2009 10:37 am
Assunto: Alimentos envenenados
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Alimentos envenenados

 

Nos últimos dois anos o Congresso Americano manteve banida a importação de frango da China. Este ano, as gigantes da agricultura Smithfield, Tyson e Cargill tem feito lobby no Congresso para acabar com a proibição. Elas querem processar aves em granjas na China devido aos custos mais baixos (assim como mais baixos os padrões de qualidade), impotar e vender com grandes lucros.

Em 2009, aproximadamente 600 cargas de navios de alimentos da China foram bloqueadas de entrar nos Estados Unidos, incluindo peixe, biscoitos, doce, suco, chá, vegetais secos e enlatados, e temperos. As razões para a rejeição devido a contaminação com melanina ou substâncias químicas proibidas; resíduos de pesticidas e aditivos inseguros; e condições descritas pelo inspetor como “venenosos” e “imundos”. Recentemente o governo chines anunciou que os casos de alimentos envenenados aumentaram 40% em relação ao último ano.

Texto da Campanha encabeçada pela Organização Food & Water Watch fwwatch.org para que o Congresso Americano mantenha a proibição de importar alimentos da China.

Aqui no Brasil venenos, antibióticos, hormônios e outros produtos perigosos podem ser encontrados nos alimentos sem que as autoridades tomem providências. A coisa é feia mesmo e somente os alimentos orgânicos estão isentos de venenos

 

Brasília, 15 de abril de 2009 - 13h40
Divulgado monitoramento de agrotóxicos em alimentos

 

O pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades para resíduos de agrotóxicos, durante o ano de 2008. Mais de 64% das amostras de pimentão, analisadas pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) (PDF) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apresentaram problemas. O morango, a uva e a cenoura também apresentaram índices elevados de amostras irregulares, com mais de 30% cada.

No lançamento dos dados do Programa, nesta quarta-feira (15), em Brasília (DF), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou a importância do trabalho da Anvisa no monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos. “No Brasil, a segunda causa de intoxicação, depois de medicamentos, é por agrotóxicos, o que tem uma dimensão importante”, afirmou Temporão.

Os desvios detectados pelo PARA foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso não autorizado para determinadas culturas. No balanço geral, das 1773 amostras dos dezessete alimentos monitorados (alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura, laranja, abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva), 15,28% estavam insatisfatórias.

A cultura de tomate foi a que apresentou maiores avanços quanto à diminuição dos índices de irregularidades. Em 2007, 44,72% das amostras de tomate analisadas apresentaram resíduos de agrotóxicos acima do permitido. No último ano, esse número caiu para 18,27%.

O arroz e o feijão, coletados pela primeira vez no Programa de 2008, apresentaram índices de irregularidades de 3,68% e 2,92% respectivamente. Juntamente com a manga, batata, banana, cebola e maçã, esses dois alimentos apresentaram os menores teores de irregularidade detectados.

A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentou um índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 2%. A banana, que chegou a apresentar índice de 6,53% neste período, fechou 2008 com incidência de 1,03% de irregularidades.

Chama atenção, nos resultados do Programa, o uso de agrotóxicos não permitidos, em todas as culturas analisadas. Ingredientes ativos banidos em diversas partes do mundo, como acefato, metamidofós e endossulfam, foram encontrados de forma irregular nas culturas de abacaxi, alface, arroz, batata, cebola, cenoura, laranja, mamão, morango, pimentão, repolho, tomate e uva.

Cuidados

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes nas superfícies dos alimentos.

PARA

O objetivo do PARA, criado em 2001, é manter a segurança alimentar do consumidor e a saúde do trabalhador rural. O Programa, coordenado pela Anvisa em conjunto com os órgãos de Vigilância Sanitária Estaduais e Municipais, abrange, atualmente, 25 estados e o Distrito Federal.

Em 2008, realizaram coletas em supermercados (de acordo com o plano de amostragem) os estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Neste mesmo ano, as ações de ampliação do Programa treinaram os estados de Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima. Os dez estados treinados, mais São Paulo, participarão do PARA em 2009.

A escolha dos itens analisados pelo Programa leva em consideração a importância destes alimentos na cesta básica do brasileiro, o consumo, o uso de agrotóxicos e a distribuição das lavouras pelo território nacional. No último ano, o PARA acompanhou oito novas culturas, até então nunca monitoradas: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.

O Programa funciona a partir de amostras coletadas pelas vigilâncias sanitárias dos estados e municípios. No último ano, as amostras foram enviadas para análise aos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães (IOM/FUNED/MG), Laboratório Central do Paraná (LACEN/PR) e Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP), nas quais foram investigadas até 167 diferentes agrotóxicos.

Caso a utilização de agrotóxicos esteja em desacordo com os limites permitidos pela Anvisa, os órgãos responsáveis pelas áreas de agricultura e meio ambiente são acionados para rastrear e solucionar o problema.

“ Trabalhadores rurais são expostos a estes agrotóxicos sem os equipamentos próprios para o manejo destes produtos”, explica José Agenor Álvares, diretor da Anvisa. As medidas em relação aos produtores são, principalmente, de orientação para que sejam adotadas as Boas Práticas Agrícolas (BPAs).

DADOS CONSOLIDADOS DO PARA 2008

Cultura

Total de amostras analisadas

Amostras insatisfatórios

Total

%

Abacaxi

95

9

9,47

Alface

101

20

19,80

Arroz

136

6

4,41

Banana

97

1

1,03

Batata

100

2

2,00

Cebola

103

3

2,91

Cenoura

102

31

30,39

Feijão

137

4

2,92

Laranja

101

15

14,85

Maçã

102

4

3,92

Mamão

104

18

17,31

Manga

101

1

0,99

Morango

86

31

36,05

Pimentão

101

65

64,36

Repolho

102

9

8,82

Tomate

104

19

18,27

Uva

101

33

32,67

Total

1773

271

15,28

 

Ações Práticas:

1. Realizar reuniões nos Estados, com os órgãos de vigilância sanitária e agricultura e os representantes dos supermercados, dos produtores rurais, do Ministério Público e da Sociedade Civil para o estabelecimento de ações conjuntas.

2. Reavaliar ingredientes ativos de importância toxicológica evidenciada pelos resultados do PARA.

3. Dar continuidade às ações de fortalecimento da rede de referência de Laboratórios de Saúde Pública para o monitoramento de resíduos de agrotóxicos nos alimentos.

4. Continuar ampliando o quantitativo de amostras e a diversidade das culturas envolvidas no PARA.

5. Seguir ampliando as estratégias junto aos Estados para a rastreabilidade de produtos in natura.

6. Fomentar a estruturação da assistência técnica rural para aprimorar a qualificação do produtor.

7. Organizar e fomentar ações e campanhas educativas voltadas para todos os atores sociais envolvidos na cadeia produtiva de Frutas, Verduras e Legumes : dos trabalhadores rurais aos consumidores.

8. Elaborar uma versão da nota técnica comentada para ser disponibilizada nas estruturas de divulgação da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e outros canais de comunicação direta com a sociedade.

9. Incluir as ações do PARA no Plano Integrado de Vigilância e Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

10. Estabelecer parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), por meio do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES) da Diretoria de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento Rural.

11. Definir as ações a serem desenvolvidas em relação aos ingredientes ativos que apresentaram maior freqüência de irregularidades e para as culturas com grande número de resultados insatisfatórios.

12. Fortalecer os programas de governo já existentes, como o de produção integrada e o de produção orgânica.

13. Solicitar ao Ministério da Agricultura a adoção de medidas que limitem a importação de agrotóxicos que são encontrados pelo PARA apesar de terem severas restrições internacionais, e cujos níveis de importação estão acima do teto histórico.

14. Fomentar a integração das ações voltadas para o monitoramento de resíduos de agrotóxicos efetuados por diferentes instituições públicas, federais e estaduais.

15. Agilizar a publicação de normas técnicas para as culturas com suporte fitossanitário insuficiente e para os produtos destinados à produção orgânica de alimentos.

16. Integrar regionalmente as ações fiscalizatórias das Vigilâncias Sanitárias e das Secretarias de Agricultura.

17. Informar o Ministério da Agricultura e a Polícia Federal quanto à presença de agrotóxicos proibidos no país, encontrados nas culturas analisadas pelo PARA.

18. Apoiar ações desenvolvidas pela Associação Brasileira de Supermercado (ABRAS) no que tange: a geração de dados e informações sobre o consumo e qualidade de Frutas, Verduras e Legumes (FLVs); a organização de sistemas de “Alerta rápido para acidentes de consumo” objetivando a construção de base histórica de solução de problemas; o estabelecimento de mecanismos que permitam aos Supermercados informar e orientar o Consumidor e o compartilhamento da base de dados sobre monitoramento interno da qualidade de FLVs junto aos órgãos pertinentes;

19. Fortalecimento das ações da Produção Integrada-PI através da divulgação dos benefícios de sua utilização como agricultura sustentável, que profissionaliza o setor, através da adoção de tecnologia e capacitação, acarretando entre vários benefícios a redução da utilização de agrotóxicos nos alimentos e produtos derivados

20. Incentivar e aumentar a abrangência de atuação dos projetos SAPI e Orgânicos como parte de políticas públicas, como por exemplo: alimentos de Produção Integrada e Orgânicas na merenda escolar

21. Incentivar e apoiar o Programa Pró-Orgânico do Ministério da Agricultura para ampliar a oferta de produtos que não utilizam agrotóxicos




#106 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qua, 19 de Ago de 2009 11:44 am
Assunto: Ano 2079: notícias de um mundo mais quente
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Ano 2079: notícias de um mundo mais quente

O clima do planeta vai mudar por conta do aquecimento global. Podemos minimizar os impactos, mas que eles virão, ah virão. Não dá para prever exatamente como será a realidade de nossos filhos e netos e mesmo daqueles entre nós que ainda estarão vivos neste novo mundo do final do século. O que é possível prever, certamente, é que eles vão culpar a nós pelo que fizemos e o que deixamos de fazer, pelo nosso consumismo idiota, pela ganância desmesurada e pela incompetência política.

Os principais jornais do mundo têm uma coluna relembrando fatos passados: há 50 anos, há 100 anos… Com a ajuda de amigos, fiz um exercício inverso, de futurologia: Daqui a 70 anos. Algumas são mais verossíveis, outras nem tanto. Mas se alguém dissesse, há 70 anos, que nossa geração seria responsável por jogar o planeta no vaso sanitário e dar a descarga, quem acreditaria?

Internacional
Uma cerimônia em Pequim celebrou os dez anos da parceria estratégica “Lixo por Comida” no qual os países da região do Saara recebem o lixo produzido na China em troca da oportunidade oferecida aos cidadãos da região de vasculhar restos de alimentos nos contâiners e usarem a sucata para os mais diversos utensílios.

O Saara e a Antártida são os dois últimos grandes depósitos terrestres vagos de lixo no planeta. O custo mais baixo de despejar resíduos no deserto africano manteve uma vantagem produtiva para as empresas sediadas na China após o espaço do deserto de Gobi ter se esgotado.

Na semana passada, a cidade de São Paulo fechou o mesmo acordo com a prefeitura de Gilbués, no Piauí.

Economia
O governo federal declarou, em nota, que irá zerar a alíquota para importação de verduras, frutas e legumes vindos da Patagônia e Chile. O objetivo é combater os preços abusivos cobrados por esses produtos devido à drástica redução de oferta no Sudeste desde a mudança no regime de chuvas.

A aposta de que as espécies geneticamente modificadas conseguiriam se adaptar a um ambiente mais seco pós-colapso do clima não se cumpriu. Os produtores de soja e feijão da região de Mogi das Cruzes, que haviam comprado as pequenas propriedades rurais do antigo cinturão verdade da capital paulista, pedem que o governo financie a transposição e a dessalinização da água do mar para irrigação.

Cotidiano – São Paulo

A prefeitura de São Paulo fará, neste domingo, um show para comemorar a retirada da última carcaça de automóvel do Grande Congestionamento de 2034. Na ocasião, o trânsito da capital paulista travou por 24 horas. Os motoristas abandonaram seus carros e a prefeitura considerou que seria mais simples depositar concreto sobre os veículos, construindo vias expressas mais modernas e tirando 5 milhões de carros de circulação.

Com o esgotamento da mina de Carajás em 2056, a multinacional Avert (Anglo-Vale Rio Tinto Inc.) decidiu por comprar do governo municipal o aço dos automóveis, refazendo as vias originais.

Política
Começa na próxima quinta (21), o leilão de matrizes de nelore em Altamira, o mais importante do país. Os pecuaristas prometem fazer barulho e levar seus tratores e colheitadeiras para fechar os pedágios da rodovia Transamazônica. Na pauta de exigências está a concessão gratuita dos últimos trechos disponíveis da Floresta Nacional do Tapajós.

As autoridades do Estado de Tapajós querem igual tratamento para seus produtores que o recebido pelo Estado de Carajás, quando os últimos remanescentes indígenas foram indenizados pelo governo federal para deixarem suas reservas – hoje distribuídas entre os sojicultores e os pecuaristas de São Félix do Xingu. Reclamam que foi exatamente por conta dessa “discriminação” que eles se desmembraram do Estado do Pará em 2021. O MST promete uma marcha para Brasília no mesmo dia.

Cotidiano – Rio de Janeiro
A prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou ontem o Aquário de Copacabana, com um show de João Gilberto, que mostrou ainda ter vigor e reclamou do retorno do som. O Aquário foi construído com a substituição das barreiras de contenção da orla, que eram de concreto, por mais modernas, de alumínio transparente. A antiga barreira fora colocada em 2031 após o nível do mar subir devido ao aquecimento global e a ressaca atingir o salão de festas principal do hotel Copacabana Palace.

Cultura
O governador do Estado do Mato Grosso do Sul inaugurou, na última terça, o Museu do Pantanal. O complexo de edifícios, construído em Corumbá, traz exemplares de pássaros e roedores empalhados que viviam na região e uma extensa coleção de sementes. Um mapa dos limites do Pantanal antes e depois do fim das cheias sazonais mostra o resultado do impacto do agronegócio nas cabeceiras da região. A contrução do museu, produzido com tecnologia ambientalmente responsável, só foi possível graças a uma parceria com a federação estadual das usinas de etanol.

A entrada para adultos custa 45 yuans.

http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/08/10/ano-2079-noticias-impossiveis-de-um-mundo-quente/


#105 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sex, 7 de Ago de 2009 11:19 pm
Assunto: Refrigerantes dão câncer
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Benzeno encontrado em bebidas é comprovadamente carcinogênico

Milhares de brasileiros que consomem refrigerantes podem, sem saber, estar ingerindo benzeno, uma substância comprovadamente cancerígena. Apesar de a associação de defesa dos consumidores Pro Teste ter feito o alerta no início de maio, até o momento nenhuma providência foi tomada nem pelos órgãos competentes, nem pelas empresas.

Eles não negam a denúncia e alegam que cumprem os requisitos contidos na legislação brasileira. De acordo com o Ministério da Agricultura, "não há limite estabelecido oficialmente para o benzeno em refrigerantes".

Segundo a coordenadora institucional da Pro Teste, a advogada Maria Inês Dolci, o objetivo inicial da entidade era apenas analisar a higiene e o valor nutricional das bebidas.

Para surpresa dos pesquisadores, sete das 24 amostras de diferentes marcas submetidas a testes revelaram indícios de benzeno: Fanta Laranja; Fanta Laranja light; Sukita; Sukita Zero; Sprite Zero; Dolly Guaraná e Dolly Guaraná diet.

Como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pelo controle e fiscalização dos produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública, não estabelece limites para a presença da substância em refrigerantes, os pesquisadores se basearam nos parâmetros legais sobre a existência do benzeno na água para definir um referencial “considerado aceitável” à saúde humana.

Mesmo por esse critério - que o próprio Ministério da Agricultura considera “inadequado” -, a Fanta Laranja light e a Sukita Zero foram reprovadas. No caso da Sukita Zero, a concentração da substância excedia em quatro vezes o valor de referência.

Responsável por registrar os produtos, o ministério informa que é possível que o benzeno se forme a partir da reação entre o ácido benzoico, empregado como conservante, e o antioxidante ácido ascórbico.

Sobre o risco de os refrigerantes conterem benzeno, no entanto, o ministério se limitou a informar que, não havendo limites estabelecidos oficialmente para a presença do “contaminante” em refrigerantes, apenas checa se os ácidos benzoico e ascórbico são usados conforme permitido pela Anvisa.

A agência, por sua vez, informou que “o uso do ácido benzoico em bebidas não alcoólicas” é permitido e que o Ministério da Agricultura “deve checar se os limites de uso desses aditivos está sendo respeitado” ao conceder o registro do produto.

Em resposta enviada à Agência Brasil, nenhuma menção é feita ao benzeno, embora já em 2003 a própria Anvisa tenha proibido a fabricação, distribuição e comercialização de produtos que contenham a substância, caracterizada pela International Agency Research on Cancer (Iarc) como “comprovadamente cancerígena”. A informação é da Agência Brasil.

#104 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sex, 31 de Jul de 2009 12:26 am
Assunto: Urbanização impõe comportamento sedentário a crianças e adolescentes
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Urbanização impõe comportamento sedentário a crianças e adolescentes
 

A urbanização impõe um comportamento sedentário a crianças e adolescentes. A conclusão é do doutorado do educador físico Aylton Figueira Junior, defendido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O pesquisador comparou dados nutricionais e o nível de atividade física de 484 crianças e adolescentes entre 11 e 15 anos das cidades paulistas de Santo André – localizada na região metropolitana, com quase 700 mil habitantes – e de São Bento do Sapucaí – situada no interior, com nove mil habitantes, sendo que a maioria reside na área rural. A primeira coleta de dados ocorreu em 1997 e a segunda em 2007.

O impacto da urbanização pode ser observado no quesito resistência física. A piora dos voluntários que vivem na cidade nos dez anos chegou a 35% em comparação aos da área rural.

Segundo a pesquisa, o sedentarismo das crianças e adolescentes urbanos tem sido agravado nos últimos anos devido a fatores como: hábitos alimentares, jornada desenfreada de trabalho da família e falta de espaço para a prática de atividade física. “A verticalização, por exemplo, cria impedimentos para as pessoas serem naturalmente mais ativas. As casas, por exemplo, estão cada vez menores, com menos espaços livres. Ao mesmo tempo, os prédios oferecem um número maior de vagas na garagem, priorizando esse meio de transporte”, explica o pesquisador.

A verticalização também se mostra problemática mesmo com as áreas de lazer dos condomínios. Muitos possuem espaços de fitness, piscinas, academias e espaços para corrida. Mas possuí-los apenas não basta. “Se os pais não utilizam esses locais, os jovens dificilmente o farão. Mesmo com os parques e praças, quem os utiliza diariamente? Há uma falta de regularidade na utilização desses espaços de lazer”, diz Aylton.

Para tentar modificar essa situação, a família apresenta-se como importante agente, segundo o pesquisador. “A família é decisiva no hábito comportamental das pessoas”, diz.  É preciso, por exemplo, incentivar a participação das crianças e adolescentes em atividades físicas, começando pelas aulas de educação física na escola, e passando por atividades recreativas e educativas em outros locais. Paralelamente, é imprescindível um maior investimento governamental no incentivo às atividades esportivas.

O educador planeja retomar sua pesquisa com o mesmo grupo após cinco anos da última pesquisa. “No período da pesquisa, muitos não fumavam ainda. “Acompanhando, poderemos analisar as mudanças dos hábitos de vida de cada um para saber os impactos e as mudanças ocorridas neste período”, finaliza Aylton.


(Envolverde/Aprendiz)

#103 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qui, 30 de Jul de 2009 12:58 am
Assunto: Fw: [noticias_chicao] Bicho de estimação causa pânico e desastre ecológico na Flórida
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A história é composta do mesmo enredo.

a) Pessoas que não conseguem se frustar e NÃO TEREM O QUE DESEJAM.

b) pessoas que querem ganhar dinheiro e que defendem o "livre mercado".

c) do outro lado a imensa maioria da população e o equilíbrio ecológico de um país.

No Brasil temos o caso dos caramujos gigantes africanos. Foram vendidos como um ótimo negócio. Hoje são uma praga.

Nos EUA o problema são as cobras Phytons. "Ironicamente as pythons foram importadas como bicho de estimação. O grande problema é que na idade adulta elas chegam a cinco metros de comprimento e 74 quilos. Com proporções nada fofas para um "pet" e dona de um bom humor duvidoso, a grande maioria das pythons começaram a ser abandonadas por seus donos. Livres na natureza elas migraram para as áreas naturais do EUA em buscam de comida e abrigo. Foi nos pântanos de Everglades que as pythons encontraram o paraíso. Estima-se que existam 150 mil pythons no Parque e outras tantas espalhadas pelas áreas urbanas da Flórida".

"Além de devorar as espécies nativas de cobras, as phytons competem com outros animais por alimentos e estão causando vários danos ambientais à região. A situação das pythons piorou quando elas começaram a atacar os humanos. Doze pessoas já morreram vítimas dessas cobras. A tecnologia escolhida para caçar as pythons é a mesma que o exército americano usa na guerra do Iraque".

"O estopim da discussão foi a recente morte de uma menina de dois anos enforcada por uma python".

"As cobras são defendidas por entidades de proteção dos animais como Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais). Eles afirmam que as cobras não são vilãs e sim vítimas da irresponsabilidade dos humanos. A solução proposta pelos ambientalistas é a proibição da importação de animais exóticos para o EUA".

"Um veículo aéreo não tripulado e equipado com um sistema que capta imagens pelo calor vai ser usado para combater o novo inimigo numero "1" dos EUA: a cobra python".(Juliana Arini/Blog Planeta)


Traduzindo: a sociedade de consumo é uma sociedade de babacas que não podem viver sem animais de estimação exóticos. Não pode viver sem compras e mais compras para sustentar o desejo de uma população infeliz e eternamente insatisfeita.

O resultado é destruição. Muita destruição, de todas as formas.

O pior é que quando o filhinho de papai se entope de cocaína a imprensa diz que o problema são as drogas. Nada disso, o problema é que este filhinho de papai foi criado para ser um cara insatisfeito com o que tem e TOTALMENTE INCAPAZ DE LIDAR COM A FRUSTRAÇÃO. Infeliz e descobrindo que TER O QUE DESEJA não vai satisfaze-lo, ele enche o nariz de pó para aplacar a DOR DE SUA ALMA.

Drogas, consumismo, destruição da natureza, são muito mais próximas do que muita gente imagina.




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#102 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Seg, 20 de Jul de 2009 1:51 pm
Assunto: Como voam os rios
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Como voam os rios

O avião em que voa o suíço Gerard Moss parece laboratório. E é. Ao lado do piloto fica uma engrenagem que lembra uma coleção de grandes tubos de ensaio. Sua missão, a cada decolagem, é capturar a umidade externa, que depois vai ser condensada nos tubos e guardada em miúdas gotas que serão estudadas. Elas trazem informação preciosa: onde nascem as chuvas.

Elas nascem na terra, no céu, nos rios, nos oceanos, e debaixo da terra. Árvores da Amazônia jogam um papel fundamental nesse complicado processo. Uma grande árvore consegue evaporar até 300 litros num dia. A floresta é inigualável na capacidade de concentrar umidade no ar. Os ventos empurram essas massas de vapor de água. Elas são imensas, comparáveis aos rios. Por isso, os cientistas as chamam de "rios voadores".

Enquanto ouvia a explicação de cientistas e de Gerard Moss na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), semana passada, em Manaus, não pensava em nada mais. Fascinada, acompanhava as explicações que transformava em notas rápidas para o meu blog (www.miriamleitao.com). Nas salas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a internet wireless funcionava, permitindo o fluxo de informação.

Já havia lido sobre os rios voadores, mas nada como ouvir de perto sobre os estudos que tentam desvendar mais um dos mistérios da Amazônia. Quanto da nossa chuva, devemos à floresta? Já se sabe que é grande parte.

— Um dos dados captados pela pesquisa é que a vazão de um dos rios voadores que estudamos, indo da Amazônia para a área mais degradada de São Paulo, foi de 3.200 metros cúbicos por segundo. Esse volume de água é 27 vezes a do Rio Tietê, é maior do que a do São Francisco. Não é perene. Nem tudo será chuva. Por isso, se diz que é vapor de água precipitável. Mas é água passando lá em cima — diz Moss.

Ele chegou no painel sobre rios voadores, na SBPC, avisando aos alunos e professores presentes que não é cientista e até já foi acusado de vulgarizar a ciência, mas que passar informação para a população é fascinante. Ajuda a proteger a Amazônia, ainda mais.

— Para mim, desmatamento não é uma estatística. Eu voo no Brasil há 20 anos e vi a degradação avançando. Sou sentimental, eu sei, mas se tivéssemos noção do valor da Amazônia, lutaríamos para manter cada árvore em pé.

O Brasil é campeão das chuvas. Aqui, chove três vezes mais do que nos EUA. Desorganizar esse regime de chuvas é o maior risco agora. O desequilíbrio de um sistema delicado e complexo que cria dependências mútuas — a chuva precisa da floresta, que precisa da chuva, que cai lá e no resto do Brasil — é um dos riscos neste momento de mudança climática. A Amazônia tem que ser estudada: cada árvore, cada fenômeno. Por isso, sua ocupação pela ciência vai nos dar mais do que a ocupação pelos madeireiros, pelo fogo que prepara os pastos, pelo rebanho que ocupa os pastos, pela soja e outras culturas que podem vir depois. Ou não. Pior é o aspecto da terra calcinada que fica na maioria dos casos após essa entrada predatória.

No Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) tem um bosque que se chama: Bosque da Ciência. Nesse bosque, mora uma árvore mais velha que o Brasil. Tem 600 anos. O tronco já tem cavidades, mas ela está viva; quem sabe por ter um tronco assim é que sobreviveu tanto tempo, porque é espécie madeireira. Os galhos têm poucas folhas, mas é pela época do ano, explicou o cinegrafista da Rede Amazonas. Em outras épocas fica mais frondosa. Mas foi debaixo dessa Tanimbuka que Juliana Rosa, produtora do Espaço Aberto, pôs quatro cadeiras de vime, emprestadas pelo instituto, para que a gente gravasse o programa desta semana, que vai ao ar na quinta. Sentaram-se comigo o químico Ângelo da Cunha Pinto, da UFRJ, o biólogo Philip Fearnside, e Gerard Moss.

Fearnside é o segundo cientista mais citado no mundo quando o tema é aquecimento global. Seu sotaque não nega que é estrangeiro, mas sua história assegura que já é brasileiro. Está no país desde 1974. É pesquisador do Inpa há 31 anos. Tanto ele quanto o suíço Gerard Moss usam o pronome "nós", quando se referem aos brasileiros.

Fearnside acha que será um erro se optarmos por asfaltar a BR-319. Ele disse, no programa, que ela incentivará a ocupação da floresta mais preservada, não foi feito trabalho decente de proteger a área em volta, há alternativas melhores, e não foi feito estudo de viabilidade econômica. Será mais um dos desastres irracionais que acontecem na Amazônia.

Racional é pesquisá-la porque da sua biodiversidade exuberante quase nada sabemos, confirmou o professor Ângelo. Moss contou um pouco de como são feitos os difíceis e caros voos para se pegar no ar material para estudar os rios voadores. Ele chegou para a entrevista com uma camisa escrito, de um lado, "Brasil das Águas", de outro, "Petrobras". O primeiro nome é de um projeto ao qual se dedicou por cinco anos, de recolher com voos rasantes de hidroavião água dos rios para analisar a qualidade. O segundo nome é da patrocinadora dos estudos.

O que vi e ouvi, na viagem da semana passada, confirma o que vi em outras. O dilema entre agronegócio e Amazônia não existe. Sem a floresta não seríamos o que somos em produção de alimentos. Como disseram os professores com dados e ênfase: a floresta presta serviços ambientais ao país e ao mundo. É hoje o tempo de a economia ouvir o que a ciência tem a dizer. Amanhã pode ser muito tarde.

 

Outros textos legais:

“Rios voadores” auxiliam pesquisas sobre a Amazônia

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/rios-voadores-auxiliam-pesquisas-sobre.html

 

Quem conhece o deputado Marcos Montes (DEM-MG)?

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/02/quem-conhece-o-deputado-marcos-montes.html

 

Agricultores: observem o que está acontecendo com a citricultura

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/agricultores-observem-o-que-esta.html

 


#101 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qua, 15 de Jul de 2009 9:15 pm
Assunto: Fw: [noticias_chicao] Uma opção inteligente aos túneis e viadutos para carros
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Uma opção inteligente aos túneis e viadutos para carros

http://chicaodoispassos.blogspot.com/


MAIS TÚNEIS E VIADUTOS, MAIS CONGESTIONAMENTOS

Esta é a realidade.

Nos últimos anos SP gastou bilhões em obras viárias.

O resultado: recorde de congestionamento.

Outro resultado foi a diminuição da velocidade dos carros. Ou seja, quando saem do congestionamento estão andando mais devagar.

Qual a solução?

Para o prefeito e governador é a mesma solução: construir túneis e ampliar as avenidas. ( Mentalidade de concreto armado, o erro continua )

Dá voto fazer obras viárias. Educação não dá voto. Ou seja, na hora de votar a população prefere quem faz obras viárias, mesmo que a educação esteja aos pedaços. É a cultura de TODAS as classes sociais.

A pergunta é: o que fazer com 4 bilhões de reais que serão gastos com obras para os carros ficarem parados?

Uma opção é investir em educação e financiamento para os moradores das cidades reorganizarem a vida para NÃO precisarem de carros ou precisarem pouco.

Esta história escutei de um amigo: um casal, com 2 filhos, transitavam todos os dias por 70 km na cidade de São Paulo. Um família de classe média, com dois carros e muitos compromissos.

Ao começarem a ler blogs na internet, que questionavam o estilo de vida de quem depende de carro, resolveram mudar de vida. Mudaram para perto do emprego do marido, para lá também foi transferida a escola das crianças. A esposa procurou novo emprego e conseguiu, perto de seu novo apartamento.

O que aconteceu: venderam um carro, pois não precisavam mais de 2 carros. Passaram a circular por 10 km/dia pelas ruas da cidade. Ficaram mais tempo juntos. Reduziram custos.

É ou não é uma OPÇÃO INTELIGENTE?

O que os governos podem fazer?

Divulgar escolhas como esta em campanhas educativas. Financiar a comprar de imóveis para quem tiver esta opção de vida. etc, etc, etc.

Visite o Blog do Chicão, que em breve postarei outras histórias como esta. Mande-nos histórias como esta, se você conhcer.

Ajude a divulgar esta mensagem.


Mais pontes e avenidas, mais congestionamento.

Mais metrô e ciclovias, menos poluição.





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#100 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Seg, 13 de Jul de 2009 2:55 pm
Assunto: Seringueiros são libertados em área de dono de shopping
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Seringueiros são libertados em área de dono de shopping

Operação do grupo móvel de fiscalização do governo federal libertou 23 seringueiros que eram mantidos em condições de escravidão na fazenda Santa Isabel, em Pontal do Araguaia (MT). A maioria dos trabalhadores era explorada desde 2005. Notícias assim não são, infelizmente, uma novidade. Quem acompanha este blog sabe dos esforços para erradicar esse crime do país, que já fez mais de 35 mil vítimas comprovadas desde 1995. Mas algumas libertações não deixam de surpreender. Por exemplo, nesta, o dono da propriedade também possui um shopping center. Mario Celso Lopes é dono da MCL Empreendimentos, conglomerado empresarial que mantém, entre outros negócios, o Oeste Plaza Shopping, de Andradina (SP). A notícia foi revelada pela jornalista Bianca Pyl, aqui da Repórter Brasil. Posto, abaixo, os principais trechos da matéria.

Os trabalhadores, que extraíam látex para a produção de borracha, não tinham carteira assinada, não recebiam regularmente e eram submetidos à servidão por dívida. Durante uma parte do ano, principalmente de julho a outubro, o salário não chegava nem a um salário mínimo por causa da baixa produção. “Durante esses meses, os empregados acumulavam mais dívidas com o dono do mercado. Era um ciclo sem saída”, complementa o coordenador Fernando.

Os seringueiros aplicavam agrotóxico classe 1 (altamente tóxico) sem qualquer equipamento de proteção individual (EPI). “Havia um risco de contaminação muito alto porque os trabalhadores utilizavam roupas comuns, que depois eram lavadas junto com a de toda a família”, relata Fernando. Os agrotóxicos eram armazenados dentro das casas dos trabalhadores, sem nenhuma separação. Nas frentes de trabalho, não havia instalações sanitárias.

A fiscalização promoveu a rescisão indireta dos contratos de trabalho e os empregados receberam as verbas da rescisão, no valor total de R$ 292 mil.

“O empregador não quis assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Mas conseguimos por via judicial que ele pagasse as verbas referentes ao dano moral individual”, explica Paulo Douglas Almeida de Moraes, procurador do Trabalho no Mato Grosso que participou da operação do grupo móvel.

O procurador ajuizou uma ação civil pública para requerer o pagamento do dano moral coletivo. “O empresário tinha plenas condições de cumprir a legislação trabalhista, mas manteve esses trabalhadores como escravos durante todo esse tempo”, finaliza Paulo Douglas. Os trabalhadores libertados foram orientados a participar de cursos de qualificação profissional organizados pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso (SRTE/MG) para reinserção no mercado em melhores condições.

O empresário Mário Celso Lopes encabeça diversos empreendimentos por meio de seu grupo: desde o Oeste Plaza Shopping de Andradina, a Marbran Distribuidora de Bebidas, a Malibu Confinamentos de Bovinos e a Marlin Veículos e Peças. A Florestal Investimentos Florestais, ligada à MCL, é uma das maiores empresas de reflorestamento do país. O site da MCL, que também tem parcerias com os controladores do frigorífico JBS Friboi, informa que a empresa já comercializou um milhão de hectares de terra nos Estados do Mato Grosso, Roraima, Bahia e São Paulo.

A fortuna estimada do empresário Mário Celso Lopes, segundo matéria publicada pelo jornal Valor Econômico em abril do ano passado, chegava a US$ 500 milhões.

http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/10/seringueiros-sao-libertados-em-fazenda-de-dono-de-shopping/

 

 


#99 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qua, 1 de Jul de 2009 1:41 pm
Assunto: Para refletir: aumento do autismo infantil
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Aumento do Autismo infantil
 
...
 
Mas gostaria de aproveitar a oportunidade para solicitar a inclusão em sua coluna de um assunto de extrema importância: os casos de autismo infantil. Fala-se hoje em 1 caso para cada 175 nascimentos no Brasil ou 1 a cada 65 nascimentos na inglaterra!!!! o que configura uma epidemia mundial. Porque isso está ocorrendo?
 
O que estamos fazendo de errado? Não sou especialista no assunto mas tenho um filho nessa situação.

... Trabalho em uma empresa privada na área de produção e estou lutando com meus parcos recursos para conseguir um tratamento adequado a meu filho (Terapia Ocupacional, Equoterapia, Fonoaudiologa, tratamento metabólico nutricional) o que gasto na faixa de R$ 1500,00 por mês o que é elevadíssimo para meu nível de vida econômico e acredito que a maioria dos brasileiros.

Meu filho faz uma dieta isenta de gluten, lactose, açucar refinado e soja, o que encarece ainda mais as despesas. O problema social é ainda pior, pois estamos cansados de olhares admirados ao ver meu filho de 4 anos a fazer coisas diferentes de outras crianças.

As escolas são mal preparadas e os próprios profissionais de saúde desconhecem as inovações tecnologicas que existem nos Centros de referência nos EUA, que têm revolucionado a vida dessas crianças (veja o caso do filho da atriz Jenny McCarthy namorada de Jim Carrey), pior do que isso, alegam que não existe comprovação científica para esses tratamentos e ignoram os mesmos.

Eles não escutam os pais como eu, que percebemos uma melhora impressionante após as intervenções que estão realizando nos EUA e aqui a maioria dos médicos tradicionais ou são ignorantes no assunto ou são indeferentes (talvez por arrogância). E no Brasil estamos preocupados somente com a Gripe Suina, morte do Michael Jackson, Sarney; enquanto milhares de crianças são condenadas a uma vida de dificuldades

Texto retirado do blog do Luis Nassif

POR QUE SERÁ QUE E´STÁ AUMENTANDO TANTO OS CASOS DE AUTISMO? SERÁ MAIS UMA CONSEQUÊNCIA DO TIPO DE ALIMENTAÇÃO? IRRADIAÇÃO? CONSERVANTES?

 


#98 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sáb, 27 de Jun de 2009 10:36 am
Assunto: O desafio de ser grande
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O desafio de ser grande

Demanda crescente por alimentos saudáveis impulsiona a produção de alimentos orgânicos, negócio cada vez mais rentável no mercado mundial. Nos EUA e na Europa, o consumo cresce mais de 20% ao ano
 
Quando adquiriu as terras, Marcos Palmeira percebeu que os antigos funcionários - mantidos na propriedade - não comiam o que plantavam. "Tem muito veneno", respondeu um deles na lata. Foi quando ele decidiu que nenhuma química seria mais empregada por lá. No começo, ambos enfrentaram pragas sucessivas sobre as lavouras. O projeto de cultivar sem pesticidas só começou a deslanchar com orientação de um agrônomo especializado. A conversão para a agricultura orgânica é um processo que demora no mínimo três anos e no qual o agricultor tem de estar disposto a encarar prejuízos no início, como eles o fizeram. O solo pede tempo para restabelecer sua fertilidade nessa agricultura que preconiza a diversificação da terra e a rotação de lavouras, que evitam problemas provocados pela monocultura, como o risco à biodiversidade.
 
A certa altura, a Vale das Palmeiras pedia a definição de um rumo. "Ou se transformava em negócio ou virava lazer. Fiz a escolha pelo negócio, só que sustentável", explica. "Com a prática, descobri a adubação verde, o consórcio de plantas e a ação de algumas delas no controle de pragas e insetos", comenta, agora, com muita intimidade com as técnicas, o manejo e as manhas recomendados pelos preceitos ecológicos. Há quatro anos, ele conta com a assessoria do engenheiro agrônomo senegalês Aly Ndiayl, responsável direto pelo cultivo de hortaliças (no começo eram 10 e agora já são 35 tipos) e pela produção de iogurte e queijos - afinal, Marcos Palmeira tem muitos compromissos como ator e nem sempre está presente. No total, eles vendem 600 quilos de hortaliças, 150 queijos, 20 quilos de ricota e 250 garrafas de meio quilo de iorgurte por dia, comercializados em supermercados da Zona Sul carioca e da rede Wal-Mart no Rio e em São Paulo. "Hoje, a fazenda dá lucro e emprega 30 funcionários com carteira de trabalho assinada", reforça o ator agricultor, que se envolveu em outras frentes. Com apoio do Sebrae, da Fundação Banco do Brasil e outros parceiros, Marcos e Aly percorrem o país para promover a implantação do Pais - Produção Agrícola Integrada Sustentável, método de cultivo de hortaliças em canteiros circulares em pequenas propriedades (leia a respeito em revistagloborural.globo.com). Além das palestras que ele faz por todo o país, o ator pretende promover dias de campo nas vizinhanças da fazenda, na companhia do agrônomo."São meios de incentivar o cultivo orgânico e mostrar aos produtores que preservação ambiental e lucro são compatíveis", diz
 
Colheita em círculos

O ator Marcos Palmeira é defensor de uma tecnologia que promove o plantio de hortaliças e a criação de galinhas no mesmo espaço
 

Quando o ator Marcos Palmeira comprou a propriedade Vale das Palmeiras, em Teresópolis, na serra fluminense, há 14 anos, a intenção era apenas a de se tornar agricultor. Na época, ele foi movido pelas lembranças da infância, passada na fazenda de cacau dos avós no sul da Bahia. O tempo fez com que Marcos pegasse gosto pela terra e decidisse transformar o cultivo de hortaliças em processo orgânico, que dispensa a aplicação de agrotóxicos. A partir daí, o ator se tornou um entusiasta do movimento que cresce cerca de 20% ao ano em todo o mundo, e começa a enfrentar o desafio de ter escala para atender o consumo. Há quatro anos, deu um passo adiante e envolveu-se num projeto ainda mais ambicioso, em parceria com o senegalês Aly Ndiayl, engenheiro agrônomo da fazenda.

Aly queria desenvolver há tempos uma tecnologia que atendesse a pequenas propriedades. Seu sonho acabou se concretizando através do Pais - Sistema de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável, que se baseia num princípio simples: consorciar o plantio de hortaliças à criação de galinhas. Os cultivos são feitos em canteiros circulares que medem 1,20 metro de diâmetro. O projeto prevê a construção mínima de três canteiros em cada propriedade, mantendo-se uma distância de 50 centímetros entre eles para facilitar a colheita e os tratos culturais. O sistema é irrigado por gotejamento, com água que vem por gravidade de um reservatório situado 4 metros acima da horta. Os canteiros circundam um galinheiro com raio de 5 metros. Ali é possível criar até cem aves, que ainda contam com duas áreas de 200 metros quadrados para ciscar durante o dia. O esterco vai para a compostagem que servirá de adubo para os plantios.

O Pais já foi implementado em 4 mil propriedades de 16 estados brasileiros, e conta com financiamento do Sebrae e da Fundação do Banco do Brasil, entre outros órgãos. O custo de cada projeto é avaliado em 5 mil reais, mas o produtor não paga por sua implantação. Em contrapartida, assume o compromisso de manter o sistema apenas com o cultivo agroecológico.

Marcos Palmeira e Aly Ndiayl estão orgulhosos com os resultados dessa tecnologia. Em alguns lugares, as hortaliças são comercializadas em feiras locais, rendendo a um bom produtor cerca de 1.500 reais por mês. Os idealizadores do projeto têm percorrido o país para divulgar o sistema de cultivo, cabendo a Aly realizar o treinamento dos técnicos locais. Além de difundir a técnica, a dupla também quer demonstrar que a agricultura pode ser parceira do meio ambiente.

 

REVISTA GLOBO RURAL




#97 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Dom, 14 de Jun de 2009 10:35 am
Assunto: Liberdade para os salmão dos EUA viverem com qualidade?
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Amigos, vejam como a energia eólica podem salvar os salmões, dando a eles o direito de viverem livres e se reproduzirem. Os animais possuem os emsmos direitos que nós de viverem com qualidade de vida, reproduzirem, irem e virem. Iremos restituir este direito aos animais? Espero que sim.

Cada vez que você escutar alguém fazendo pouco caso dos animais, saiba que serão os mesmos que farão pouco caso de você e de sua família.

Com aumento de energia eólica, cresce pressão para desmontar hidrelétricas

The New York Times
Por Kate Galbraith
Em Wasco (Oregon)
Durante décadas, a maior parte da energia renovável dos EUA veio de hidrelétricas, que forneciam eletricidade barata sem necessidade de combustíveis fósseis. Mas os órgãos federais que controlam as hidrelétricas normalmente registram resultados terríveis em relação a outros impactos ambientais.

Agora, com o empenho de Washington em incentivar a energia limpa, algumas agências governamentais que controlam as hidrelétricas começaram a investir em energia eólica e na conservação energética. A mais ativa é a Bonneville Power Administration, cujas linhas de força transmitem a maior parte da eletricidade para a região nordeste junto ao Pacífico. A agência também é responsável por um terço do suprimento de energia da região, fornecida em sua maior parte por geradores de grandes hidrelétricas.
A quantidade de energia eólica do sistema de transmissão Bonneville quadruplicou nos últimos três anos e espera-se que daqui a dois anos esse número dobre. As turbinas eólicas estão deixando ainda mais verde o sistema energético de baixas emissões de carbono - em Seatle, mais de 90% da energia vem de fontes renováveis.

Mesmo assim, a mudança enfatizada pelas agências que controlam as hidrelétricas está longe de ser simples. Ela pode afinal colocar uma meta ambiental contra a outra, numa tensão que está surgindo em vários projetos de energia renovável em todo o país.

Grupos ambientalistas afirmam que a transição para turbinas eólicas da Bonneville Power Administration reforça o argumento para desmantelar as indústrias hidrelétricas no território controlado pela agência, principalmente ao longo do baixo rio Snake no Estado de Washington, onde elas contribuíram para dizimar uma das maiores populações de salmão selvagem da América do Norte.

A Bonneville quer manter todas as hidrelétricas, argumentando que elas não só fornecem energia barata, mas também são um complemento ideal para a instalação em grande escala da energia eólica. Quando o vento perde velocidade e a produção de energia cai, elas podem compensar rapidamente, bastando avisar o Corpo de Engenheiros do Exército e o Departamento de Reclamações, que operam as hidrelétricas, para liberar mais água dos reservatórios e fazer girar os geradores gigantes.

Quando o vento fica mais forte, as operações das hidrelétricas podem ser reduzidas.

As hidrelétricas ajudariam a aliviar a necessidade de indústrias de energia de gás natural em outras regiões, que também são uma fonte alternativa quando o vento fica mais fraco, mas que liberam dióxido de carbono que contribui para o aquecimento global.

Equilibrando a energia eólica com a hidrelétrica, a Bonneville Power Administration acredita que pode restringir o uso de gás natural e carvão no oeste do país, mesmo que a demanda por energia na região aumente. Em todo o país, as hidrelétricas são responsáveis por 6% da geração de energia - o dobro da quantidade gerada por outras fontes renováveis como vento, energia solar e biomassa - e a maior parte disso está concentrada no oeste.

O aumento do uso do vento no sistema da Boneville surgiu como resultado de metas para energia renovável estabelecidas por governos dos Estados do Oeste, que têm como objetivo reduzir sua emissão de gases de efeito estufa.

A Bonneville diz que quando o vento chega ao máximo de sua força, gera 18% da energia na região que ela controla, e o número pode aumentar para 30% no ano que vem. (Nem toda essa energia é consumida na região Nordeste-Pacífico; parte dela é vendida para a Califórnia.)

O aumento da energia eólica significa que a agência funciona como uma espécie de teste para o resto do país, de como integrar grandes quantidades de energia eólica intermitente em uma rede elétrica regional. "Descrevo isso como um grande experimento", disse Stephen J. Wright, administrador da Bonneville Power Administration, que tem 72 anos de existência.

A agência enfatiza que é um desafio garantir que as luzes permaneçam acesas a despeito dos altos e baixos do vento. Muitas das novas fazendas de energia eólica ficam ao longo do corredor tempestuoso do rio Columbia, e sua concentração no mesmo local significa que as mudanças no vento podem ocasionar quedas e aumentos abruptos na geração de energia.

"No espaço de uma hora, a potência do vento pode cair do máximo para o zero", disse Wright.

Por causa dessa natureza errática, a energia eólica - e a necessidade de hidrelétricas como fonte alternativa - está interligada ao destino do salmão, talvez a maior controvérsia na região do Nordeste-Pacífico.

Durante décadas, ambientalistas, pescadores e alguns políticos locais que querem salvar o salmão ameaçado, lutaram contra a Bonneville e o Corpo de Engenheiros do Exército, que querem manter as hidrelétricas do baixo rio Snake. Um juiz federal que arbitrou a disputa acusou as agências federais de não se esforçarem o suficiente para salvar o salmão e levantou a possibilidade de abrir vãos nas hidrelétricas para ajudar o peixe.

O salmão selvagem nada pelo rio em duas direções. Eles se reproduzem subindo o rio, e os peixes jovens nadam com a correnteza em direção ao Oceano Pacífico. Eles passam vários anos no mar, alimentando-se e crescendo, antes de subir o rio novamente para se reproduzir e morrer.

As grandes represas criadas ao longo das décadas, assim como as barragens que foram construídas, retardaram e complicaram a jornada do salmão, e reduziram drasticamente suas taxas de sobrevivência. Há degraus para ajudar os peixes a subirem o rio, mas os salmões que atravessam em ambas as direções acabam traumatizados e enfraquecidos, dizem os biólogos.

Para ajudar o salmão, a Bonneville foi "obrigada contra sua vontade, chutando e gritando, durante cada centímetro do caminho", disse Beill Arthur, representante do Sierra Club na região nordeste. Arthur elogiou os esforços da agência em investir em energia eólica, mas argumentou que as quatro hidrelétricas mais abaixo do rio Snake, que são bem menores do que as principais, como Grand Coulee, não são necessárias para apoiar a energia eólica.

Em vez disso, ele propôs colocar turbinas eólicas em mais lugares, para ajudar a equilibrar a geração de energia, assegurando que sempre haja alguma em algum lugar que esteja ventando, ou então depender mais das fábricas de gás natural do nordeste, além de tomar medidas de economia de energia. Ele também observou que, se as hidrelétricas forem eliminadas, levará seis anos ou mais para desmontá-las, permitindo tempo suficiente para planejar a transição para as novas fontes de energia.

Elliot Mainzer, vice-presidente de estratégia corporativa da Bonneville Power Administration, disse que desmantelar as hidrelétricas do rio Snake "prejudicaria inequivocamente a capacidade da agência de assimilar a energia eólica em seu sistema, por causa do papel delas em equilibrar a geração irregular de energia eólica".

Mesmo com a controvérsia do salmão, a agência quer construir mais linhas de energia para acelerar o desenvolvimento de fazendas de energia eólica em áreas remotas com bastante vento.

O pacote de estímulo econômico aprovado em fevereiro vai ajudar: ele aumentou drasticamente a quantia máxima que a agência pode emprestar do tesouro americano, de US$ 4,45 para US$ 7,7 bilhões. (Outra agência que controla hidrelétricas, a Western Area Power Administration, recebeu um impulso semelhante e planeja aumentar suas linhas de transmissão para acrescentar energia eólica e outras fontes de energia renováveis.)
A Bonneville diz que a injeção de capital permitirá a realização de um projeto de transmissão de US$ 246 milhões ao longo do rio Columbia, com desenvolvedores instalando mais turbinas eólicas em outras áreas do leste de Oregon, e também mais linhas de transmissão planejadas que também ajudarão a explorar a energia eólica.

Todas essas são boas notícias para os fazendeiros da região. Para muitos deles, a nova fonte de renda é bem-vinda.

John Hildebrand, um animado fazendeiro de trigo de 82 anos, permitiu que um desenvolvedor espanhol, a Iberdrola, colocasse turbinas eólicas em suas terras em Wasco, próximas do rio Columbia. A energia de suas turbinas alimenta o sistema Bonneville. Ele e seu irmão Gordon, estavam na fileira da frente quando Franklin D. Roosevelt inaugurou a Hidrelétrica de Bonneville em 1937, antes mesmo que a região tivesse energia elétrica pública - assim eles viram chegar o futuro da energia, duas vezes.

"Tudo o que tínhamos por lá era céu", disse John Hildebrand, olhando para as altas estruturas girando bem acima de suas terras. "Agora, tenho turbinas."

Tradução: Eloise De Vylder

#96 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qua, 3 de Jun de 2009 10:51 am
Assunto: Minc joga última cartada para defender leis ambientais
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Minc joga última cartada para defender leis ambientais

Com seu espaço no governo reduzido a cada dia graças à ofensiva ruralista sobre a legislação ambiental no Congresso e à atuação de colegas de ministério, ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) reafirma aliança política com os movimentos sociais e pede ajuda diretamente ao presidente Lula. Novo projeto na Câmara quer retirar do Ibama a prerrogativa da fiscalização ambiental.

RIO DE JANEIRO - Enquanto o mundo comemora a Semana do Meio Ambiente, o governo brasileiro entra em uma fase decisiva para a definição dos rumos de sua política ambiental. Realizada de forma permanente no Congresso, a ofensiva parlamentar contra a atual legislação traz como última novidade a apresentação de um projeto de lei que acaba com os atuais Código Florestal, Lei de Crimes Ambientais e Política Nacional de Meio Ambiente e reúne tudo em um único conjunto de normas, que se chamaria Código Ambiental.

De autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), o projeto busca consolidar alguns avanços sobre as leis ambientais conquistados recentemente pelos ruralistas, como as Medidas Provisórias 452 (que acaba com a obrigatoriedade de concessão de licença ambiental para obras realizadas em rodovias federais já existentes) e 458 (que facilita a legalização de terras griladas na Amazônia). O texto de Colatto também prevê que a prerrogativa de fiscalizar o cumprimento das normas e resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em projetos com impacto ambiental seja retirada do Ibama e transferida aos estados e municípios, o que enfraqueceria o órgão federal.

A ofensiva parlamentar conta com o apoio declarado de alguns ministros, a franca oposição do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) e o, até aqui, ensurdecedor silêncio do Palácio do Planalto. Há um ano no cargo e percebendo que seu espaço de manobra política se reduz a cada dia, Minc decidiu partir ele também para a ofensiva e fez uma visita pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual cobrou ajuda no Congresso e reclamou da atuação de outros ministros, como Reinhold Stephanes (Agricultura), Alfredo Nascimento (Transportes) e Mangabeira Unger (Secretaria de Assuntos Estratégicos).

Segundo o próprio Minc relatou à imprensa após o encontro com Lula, a bronca com Mangabeira se explica porque este último teria enviado ao Congresso, sem o conhecimento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), uma proposta de alteração das regras para o licenciamento ambiental no país. No caso de Stephanes, Minc reclamou do empenho do colega em apoiar projetos que buscam desfigurar o Código Florestal.

A disputa com Alfredo Nascimento se dá em torno da MP 452, pois sua aprovação interessa ao ministro dos Transportes. Nascimento é candidato ao governo do Amazonas em 2010 e tem como bandeira a conclusão das obras da BR-139 (Manaus-Porto Velho), que corta o coração da Amazônia: “O ministro Nascimento está com pressa e quer primeiro fazer a obra e só depois cumprir as exigências ambientais. Eu disse ao presidente Lula que estou moralmente impedido de concordar com isso. Seria a morte em vida”, disse Minc.

Machadinha
O ministro do Meio Ambiente teria reclamado muito com Lula sobre a aliança entre os parlamentares ruralistas e setores do governo: “Disse ao presidente que vários ministros combinavam uma coisa aqui e depois iam ao Congresso, cada um com sua machadinha, patrocinar emendas que esquartejavam e desfiguravam a legislação ambiental. O presidente me disse que isso não é aceitável”, contou Minc.

A firmeza do compromisso supostamente assumido entre Lula e Minc poderá ser verificada em breve. A MP 452, já aprovada na Câmara, não foi apreciada pelo Senado até a data limite desta segunda-feira (01), o que significa que terá de ser reeditada pelo governo. A intensa disputa travada em torno da CPI da Petrobras durante toda a semana passada fez com que os senadores da bancada ruralista não conseguissem emplacar a discussão sobre a MP, e agora a expectativa é de que o Planalto se posicione claramente contra a emenda que flexibiliza o licenciamento de obras em rodovias: “Queriam um licenciamento aprovado por decurso de prazo. Ainda bem que o que caiu por decurso de prazo foi a MP 452”, comemorou a senadora Marina Silva (PT-AC).

Aliança com agricultores
Em busca de sustentação política, Carlos Minc quer consolidar o apoio dos agricultores familiares às políticas desenvolvidas pelo MMA nestes últimos seis anos. Falando para quatro mil agricultores que participavam do Grito da Terra e marchavam na Esplanada dos Ministérios na última quarta-feira (27), o ministro afirmou que a lógica do agronegócio é a destruição do meio ambiente e acusou seus líderes de chantagear o governo: “Não podemos cair no canto da sereia. Eles encolheram os dentes de vampiro e o rabinho de capeta, mas não enganam o povo”.

A aliança do MMA com organizações representativas dos agricultores familiares, como a Contag, entre outras, já rendeu a elaboração conjunta de um documento que foi enviado a Lula e pede que o presidente impeça as tentativas em andamento de mudança na legislação ambiental. Segundo Minc, Lula teria concordado em receber, durante a Semana do Meio Ambiente, uma comissão formada por ambientalistas e agricultores familiares para discutir essa questão. A expectativa do ministro é que um aceno presidencial possa reverter a balança política que, até o momento, pende claramente para os ruralistas e os setores do governo que defendem o agronegócio.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16013&boletim_id=558&componente_id=9589

 

 


#95 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sáb, 30 de Mai de 2009 10:35 am
Assunto: Filhote de gambá é torturado até a morte por alunos de Medicina Veterinária
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Enquanto o ser humano não entender que os animais devem ter o mesmo direito a serem felizes e viverem em paz, como nós humanos, será muito difícil a evolução a evolução da sociedade.
 
Filhote de gambá é torturado até a morte por alunos de Medicina Veterinária
 
 
Dois alunos do primeiro período do curso de Medicina Veterinária, da
Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC) de Juiz de Fora (MG), estão
sendo acusados de violência e crueldade contra um filhote de gambá, após
chutarem, agredirem e torturarem o animal vivo.

Na tarde do dia 19 de maio, alguns alunos estudavam no laboratório de
anatomia veterinária quando observaram o animal passar a alguns metros de
distância, em seu habitat natural (a universidade está localizada em meio a
uma grande área verde).

Testemunhas afirmaram que os dois rapazes, Hellan Pimentel Alves Oliveira e
Aldo Faria, deixaram o laboratório, pegaram o pequeno animal e começaram a
agredi-lo com violência, dando chutes que elevavam o filhote de gambá a
cerca de três metros de altura. Não satisfeitos, os agressores apedrejaram o
animal até que ele não pudesse mais se locomover. Segundo os relatos, o
gambazinho, quase morto, ainda tentou se arrastar para o meio da mata. O
filhote morreu, mas o seu corpo não foi encontrado.

Vários alunos da universidade presenciaram o crime e o que mais surpreende a
todos é o fato de os agressores serem alunos do curso de Medicina
Veterinária - supostamente o lugar onde deveriam estar os profissionais que
zelam pela saúde e bem-estar dos animais.

A redação da ANDA ouviu o coordenador do curso, Carlos Henrique, que afirma
ter sido aberta uma comissão interna de inquérito para averiguar o crime.
Ele garantiu que estão sendo feitas as devidas investigações para que sejam
tomadas, rapidamente, as providências cabíveis.

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605, a crueldade cometida
pelos dois rapazes pode ser punida com multa e detenção. A pena nesses casos
é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

#94 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sáb, 30 de Mai de 2009 10:23 am
Assunto: Fw: [noticias_chicao] Livro de Serra às crianças: "Nunca ame ninguém. Estupre."
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Depois tem pessoas que não entendem porque dois alunos de veterinária batem, torturam e depois assassinam filhote de gambá por puro prazer... Está no hora de nós, com nossa ORAÇÃO E NOSSA MENTALIZAÇÃO inundarmos o mundo de luz e de amor.

 
 
Esta turma do Serra é doente. Faz tempo que venho denunciando as loucuras e as maldades deste povo (faça uma pesquisa com o termo "educação" aqui no Blog do Chicão).

Apostilas de baixíssima qualidades com erros básicos e mal organizadas.

Livros com palavrões.

Escolas sem manutenção.

Falta de treinamento e capacitação de professores.

Falta de material para-didático nas escolas.

Veja o que o diretor da escola estadual de SP melhor colocada no ENEM disse:

"Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor".

Isto mesmo! A manutenção é péssima. Pior do que isto: TODA A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO ESTÁ APARELHADA ENTRE O PSDB, DEM, PPS, PTB, PV, e outros menos votados. Até para conseguir uma reforma é preciso tomar as "bençãos" dos deputados donos dos pedaços.

( Educação: Governo do Estado de São Paulo só me atrapalha )

Esta catástrofe faz com que grande parte das crianças simplesmente NÃO TENHAM AULA na frequência adequada e, por isto, não aprendam.

Com toda esta catástrofe é ABSOLUTAMENTE NORMAL QUE OS LIVROS QUE SÃO DISTRIBUÍDOS ÀS CRIANÇAS SEJAM ESCOLHIDOS POR CRITÉRIOS DOENTIOS, JÁ QUE O GOVERNO SERRA É DOENTIO.

Frases do tipo estão no livro: "nunca ame ninguém. Estupre"; "Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto"

Estes malucos estão distribuindo isto para crianças de 9 anos.

Ao invés de comprar bons livros para as escolas, a secretaria de educação compra milhares de revistas Recreios caríssimas (editora Abril), com textos "pedagógicos" como este: "Encare partidas de tênis com Mario no Wii".

Quando compra livros, poucos livros por escola, compra sem critério (ou o critério é não confessável?).

É uma catástrofe! Não é atoa que o governo Serra está no seu terceiro secretário de educação.

Quem lê a revista Veja (e se deixa ser manipulada por ela) pensa que a educação de São Paulo está uma beleza, sendo bem administrada e bem gerida. Porque será?

Segundo puxa-sacos como o Gilberto Dimenstein (da folha de SP) está começando uma revolução em SP. Será que o cara sofre de psicose? Será que ele foi orientado a emitir esta opinião pelos donos do jornal conservador e emitiu para manter o emprego? Será que é por falta de ética? Porque será?

E o pior, estão querendo que o elemento José Serra seja candidato a presidente.

O meu voto ele não tem.


PS: o título da postagem eu tirei do Conversa Afiada




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#93 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sex, 22 de Mai de 2009 12:55 am
Assunto: Britânica perde 25 kg após 'redução de estômago' por hipnose
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Britânica perde 25 kg após 'redução de estômago' por hipnose

BBC Brasil

Uma britânica afirma ter perdido 25 quilos após passar por cinco sessões de hipnoterapia durante as quais ela teria sido convencida de que seu estômago foi reduzido ao tamanho de uma bola de golfe.

Marion Corns, de 35 anos, diz ter passado pelas sessões de hipnose há quatro meses em uma clínica na Espanha e, desde então, diz conseguir comer apenas pequenas porções de comida e reduzido oito medidas.

Durante as sessões, os hipnoterapeutas espalharam pela sala aromas semelhantes aos dos cheiros de um hospital e, em um dado momento, Marion disse ter sentido um aperto em seu estômago, como se um anel estivesse sendo instalado no órgão para reduzir seu tamanho.

"Eu tentei todos os tipos de dieta, desde pílulas, vigilantes do peso, Atkins e personal trainer e nada adiantou", conta Marion.

"Agora eu emagreço mais de um quilo por semana porque acredito que tenho um anel no meu estômago".

"O incrível é que posso lembrar cada parte do procedimento, desde o momento em que fui levada de maca para a sala, o barulho da faca do cirurgião, e até o cheiro da anestesia."

A clínica Elite, que realizou a operação, disse à BBC Brasil ter tratado cerca de 100 pessoas desde que começou a oferecer o tratamento comercialmente em dezembro passado.

"Nossa taxa de sucesso fica em torno de 75%", disse o diretor da clínica, Martin Shirran.

O procedimento custa 800 euros (R$ 2,2 mil) e, quando a meta de redução de peso é atingida, o cliente é convidado a voltar ao local para uma última sessão em que a hipnose é revertida.

O diretor da clínica admite que os resultados, no entanto, não foram confirmados por uma fonte independente.

"Mas estamos trabalhando para que isso aconteça".

"Até agora, não recebemos críticas de ninguém. Pelo contrário, mesmo médicos têm reconhecido nosso esforço em enfrentar a questão da dieta por meio uma abordagem psicológica", disse.

Riscos

A médica Ursula Arens, da British Dietary Association, disse à BBC Brasil que há um sério risco de que a pessoa possa desenvolver uma fobia por comida a longo prazo, devido aos efeitos que a hipnose pode provocar em sua mente.

"A hipnose elimina todos os riscos inerentes a uma cirurgia convencional, mas ainda é muito cedo para provar que a técnica é uma arma poderosa no combate à obesidade", afirmou a médica.

"Ainda não foram feitos estudos independentes que comprovem a eficácia do tratamento. A técnica pode ajudar durante os primeiros meses, mas não se sabe se, a longo prazo, a pessoa vai voltar a comer uma dieta balanceada, tão essencial para a manutenção de um peso saudável", completou.

 

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090521_britanicahipnose_fp.shtml

 

 


#92 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Seg, 30 de Mar de 2009 12:45 pm
Assunto: A fiscalização do bolsa família e o combate a impunidade no Brasil
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A fiscalização do bolsa família e o combate a impunidade no Brasil

http://chicaodoispassos.blogspot.com/


Alguns meses atrás descobriram que um gato recebeu por 4 meses dinheiro do bolsa família. As notícias realçaram a negativização e a ridicularização do programa.

Vamos à realidade dos fatos: um programa que abrange mais de 10 milhões de beneficiários sempre vai ter alguém mal intencionado querendo "papar uma grana". Isto é normal acontecer EM QUALQUER PAÍS DO MUNDO. Por isto que é importante fiscalizar.

A fiscalização flagrou o crime e o bandido perdeu o cargo público concursado e está sendo processado:

" A fraude foi descoberta durante a visita de um AGENTE DE SAÚDE à casa do suposto beneficiário, em novembro passado. Recebido pela mulher do coordenador, o agente quis saber por qual motivo a criança Billy Flores da Rosa NÃO TER SIDO LEVADA para fazer a medição e a pesagem, exigidas para os cadastrados no programa.
A mulher estranhou a pergunta: “Mas o único Billy aqui é o meu gatinho”. O agente relatou o diálogo à prefeitura, que abriu sindicância.

Ou seja, mais uma vez a NEGATIVIZAÇÃO imperou. Ao invés de dar os parabéns ao programa BOLSA FAMÍLIA, trataram de ridiculariza-lo.

Esta INVERSÃO é uma das raízes da IMPUNIDADE no Brasil.

O Combate à impunidade revela a sujeira que existe. Sempre vai ser assim: onde se combate a impunidade a SUJEIRA É REVELADA. A sujeira não aparece onde reina a impunidade.

Este gato poderia receber o benefício por anos e ninguém ridicularizaria o programa.

Qual situação você prefere? A situação em que o gato vira notícia de jornal por que foi descoberto ou a situação em que tudo fica debaixo do pano?

Se o povo brasileiro não apoiar as autoridades quando a sujeira é combatida, a impunidade reinará.

Será muito mais conveniente para a autoridade esconder tudo debaixo do tapete.

Com a fiscalização o criminoso perdeu seu cargo público, está respondendo a processo. Outros, que lerem a notícia, ficarão com medo de fazer o mesmo.

Este é o melhor caminho para nós: que a sujeira apareça.

Aqui no estado de SP o grupo criminoso PCC reina tranquilo. Até editou um regimento proibindo seus membros de assassinarem pessoas sem autorização ou sem necessidade.

Tudo estava tranquilo. Até que um dia alguns policiais "atrapalharam tudo". Eles prenderam um chefão do PCC. O PCC reagiu e fez barricada, botou fogo, etc. O governador Serra ficou preocupadíssimo com sua popularidade...

Para a alegria do Serra tudo voltou ao normal. PCC está tranquilo, e parece que está tudo bem.

A população não apoiou os policiais, não parabenizou-os. A população deveria dizer: queremos ver o PCC reagir. Queremos ver o PCC incomodado. Queremos ver o PCC ser combatido ferozmente. E se ele botar fogo, atirar ou tiver outra reação qualquer, nós iremos apoiar a autoridade.

É assim que se combate a impunidade.

Vai parecer que está pior. Mas, na realidade vai estar melhor. Não deixe a negatividade te dominar.


Segurança pública, Serra, Alckmin e o PCC




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#91 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Qua, 18 de Mar de 2009 1:01 am
Assunto: O futuro entre Mad Max e a Guerra Nuclear
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O futuro entre Mad Max e a Guerra Nuclear
 

O centro de pesquisa e inteligência CSIS é um dos mais respeitados institutos de estudos de política internacional em Washington. O centro, mais para conservador, costuma fazer análises e prognósticos sobre diplomacia, comércio exterior e segurança. Recentemente, o CSIS reuniu um time especial para avaliar os riscos trazidos pelas mudanças climáticas. O estudo “The Age of Consequences” (algo como A Era das Consequências) é assinado por alguns analistas de peso, como Jame Woolsey, ex-diretor da CIA e Leon Fuerth, ex-conselheiro de segurança nacional do vice-presidente Al Gore.

Os pesquisadores traçaram três cenários possíveis, dependendo dos níveis de emissões das próximas décadas. O mais severo é se a temperatura subir 5,6 graus centígrados até 2100. Nesse caso, o estudo prevê ondas de fome e pandemias, desaparecimento da vida nos oceanos, inundações de cidades litorâneas e escassez de água, além de desertificação de vastas extensões de terras densamente povoadas hoje. Isso provocaria migrações de bilhões de refugiados, terrorismo em larga escala e guerras envolvendo armas nucleares. Regiões mais frágeis, como África, entrariam em convusão. A estabilidade de todos os países seria ameaçada.

Nas palavras do próprio relatório:
“É virtualmente impossível contemplar todos os aspectos nacionais e internacionais que serão inevitavelmente afetados se a temperatura subir mais de 3 graus e aumento do nível do mar for medido em metros. Como um participante notou, deixar as mudanças climáticas correrem soltas equivale a enfrentar o mundo descrito por Mad Max, só que mais quente, sem praias e talvez com ainda mais caos. Se este tipo de caracterização parece extrema, um exame cauteloso de todas as conseqüências potenciais das mudanças climáticas é profundamente perturbador. A única experiência comparável para muitos do grupo foi um confronto nuclear entre os EUA e a URSS no auge da Guerra Fria”.

Parece exagero? Segundo um estudo recente do Hadley Center, o principal centro de pesquisa climática britânico, a projeção de temperatura para o fim do século pode caber no cenário mais dramático traçado pela CSIS. Pelo estudo, se uma revolução energética começar a partir de 2010 para reduzir as emissões, chegaremos em 2100 com algo entre 2,9 e 3,8 graus a mais. Se as reduções só começarem em 2050, a temperatura vai para 4 a 5,2 graus a mais. E se nada for feito para mudar nosso estilo de vida, a previsão para 2100 é para algo entre 5,5 e 7,1 graus a mais.

É por isso que os cientistas vem pedindo cada vez mais urgência na redução dramática das emissões, via substituição dos combustíveis fósseis e suspensão no desmatamento. Inclusive, a medida mais econômica e de efeito mais imediato (embora limitada na escala) para tirar carbono da atmosfera é replantar florestas.

Para quem não conhece a referência, aí em cima vai o trailer do filme “Mad Max”.

(Alexandre Mansur)

 
 
 

#90 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Sáb, 7 de Mar de 2009 6:26 pm
Assunto: Governo poderá banir do mercado 13 agrotóxicos já proibidos em vários países
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Governo poderá banir do mercado 13 agrotóxicos já proibidos em vários países
 

Por Redação do MMA

Os ministérios do Meio Ambiente e da Saúde poderão retirar do mercado brasileiro 13 agrotóxicos, pelo menos na sua formulação química atual. Esses produtos já estão proibidos em vários países, mas ainda têm licença no Brasil. Os estudos para reavaliar a autorização de comercialização e uso vêm sendo elaborados pelo Ibama e Anvisa, em parceria com a Fiocruz, e devem ser concluídos até julho.

Laudos emitidos por pesquisadores estrangeiros já comprovaram que se tratam de produtos tóxicos, que, além de contaminarem o solo e a água, causam danos irreversíveis à biodiversidade. O resultado esperado é a reformulação de alguns produtos, a proibição de outros e recomendações de cuidados especiais com transporte, descarte de embalagens, usos e manuseio pelos trabalhadores.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5) pelos ministros Carlos Minc, do Meio Ambiente, e José Gomes Temporão, em reunião de trabalho no Ministério da Saúde. Participaram do encontro técnicos da Anvisa, do Ibama e da Secretaria de Vigilância em Saúde. Os estudos estavam interrompidos por liminares na Justiça, impetradas por fabricantes e distribuidores, mas as últimas decisões contra a reavaliação caíram em fevereiro.

Foi discutida na reunião de trabalho pauta conjunta, até o final de 2009, no sentido de encontrar soluções para problemas de impactos ecológicos e na saúde pública, que apontam as emissões de gases tóxicos pelos automóveis prioridade conjunta. Por um lado, o Ministério do Meio Ambiente pretende adequar as emissões de carbono pelo escapamento dos carros ao programa de redução do efeito estufa. Por outro, o Ministério da Saúde quer reduzir o custo anual para o tratamento da população afetada pela poluição provocada pela frota que circula nas grandes cidades. Estimativas de organizações de saúde dão conta de que nada menos que R$ 10 bilhões são gastos pelo poder público no tratamento de enfermidades têm origem no bombardei diário da fumaça que sai dos escapamentos.

Um acerto entre os dois ministérios prevê, ainda, que até o final do ano serão anunciadas medidas conjuntas para a melhoria da qualidade do ar. A vistoria veicular anual, que vai detectar os níveis de emissão de gases pelos escapamentos dos automóveis em circulação e será obrigatória em todo o território nacional, está entre as primeiras providências previstas para entrar em vigor em 2010. A idéia é tirar de circulação carros poluidores, que só serão liberados após tomadas as providências para diminuir a quantidade de poluidores de seus escapamentos. Por enquanto, apenas o Rio de Janeiro faz as medições.

Uma outra agenda comum anunciada pelos dois ministérios foi a intensificação da vigilância contra o uso do amianto, atualmente proibido em 42 países. Ficou acertada a implementação de várias medidas, como forma de inibir a utilização do produto. Entre elas, a participação de outros ministérios na iniciativa, a realização de vistorias conjuntas dos ministros Carlos Minc, do Meio Ambiente, e de José Gomes Temporão, da Saúde, em fábricas que utilizam o produto, para avaliar a saúde dos trabalhadores.

O ministro Carlos Minc lembrou a portaria assinada recentemente por ele, proibindo a compra de qualquer produto que utilize o amianto em sua composição nas licitações efetuadas pelo MMA . Ele sugeriu que a medida seja tomada por outros ministérios, como forma de pressão para a eliminação do amianto. Será criado, também, um selo verde para empresas que não mais utilizem o amianto.

Outra medida, ainda sem data para acontecer, será a realização da Feira Nacional de Tecnologias Limpas, onde as empresas nacionais e estrangeiras poderão divulgar produtos com tecnologias limpas , que já substituíram com eficiência o amianto por produtos que não causam danos à saúde humana.

Minc falou que será instituído um grupo de trabalho interministerial para elaborar propostas para um Plano Nacional de Qualidade do Ar, do governo federal, que deverá encampar as propostas discutidas na reunião e formular várias outras.


(Envolverde/MMA)

#89 De: "Regis Mesquita" <regismesquita@...>
Data: Seg, 2 de Mar de 2009 10:39 am
Assunto: A Vida no planeta é entrelaçada - Quem conhece o deputado Marcos Montes (DEM-MG)?
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Este texto é um bom exemplo de como a vida no planeta terra é entrelaçada.
 
 
 
O deputado Marcos Montes (DEM-MG) era o presidente da comissão de agricultura e pecuária da câmara dos deputados.

É ex-prefeito da cidade de Uberaba.

É um deputado atuante. Ninguém pode dizer que ele é um deputado vagabundo. É um legítimo representante da bancada ruralista. Um inimigo daqueles que lutam pela preservação do meio ambiente.

Uberaba é a cidade do Chico Xavier. Fui lá alguns anos atrás e um fato me chamou a atenção: os próprios uberabenses diziam que lá era a cidade da caridade. Realmente, é impressionante a quantidade de obras assistenciais na cidade. Um exemplo para o país.

Esta cidade fantástica também é a terra do Zebu. Forte na agricultura e pecuária. O deputado Marcos Montes foi eleito para defender estas pessoas. Eles pensam que ele está fazendo isto no congresso. Mas, NÃO ESTÁ.

O nobre deputado está sacaneando com a pecuária e agricultura de Minas Gerais. Está trabalhando arduamente para diminuir a quantidade de chuvas na região e aumentar o tempo de seca.

A DIMINUIÇÃO DA PRODUTIVIDADE SERÁ A CONSEQUÊNCIA. Os lucros vão murchar e muitos fazendeiros vão ter sérias dificuldades.

Esta é a luta do deputado Marcos Montes: diminuir os lucros dos fazendeiros do triângulo mineiro. Com a ajuda de toda a bancada ruralista ele está próximo de conseguir. Eles são fortes e são unidos. "Tá certo" que são meio kamikases.

São muitas as lutas do deputado para empobrecer os fazendeiros que o apóiam. Vou citar um caso exemplar: a "mutilação" do código florestal. Ele quer que aumente a área permitida de desmatamento na Amazônia. Quer mutilar o código florestal de várias outras formas, sempre facilitando a devastação.

Sabe a consequência de um maior desmatamento na Amazônia? Menos chuvas em Minas Gerais (boa parte das chuvas que caem em Minas Gerais se formam na Amazônia - leia o texto no blog do Chicão - A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil ).

Aqui se faz, aqui se paga.

A população de Uberaba deveria dar a ele um troféu como o Uberabense que mais tem contribuído para a destruição da natureza. Ele merece.

Boa parte das chuvas que caem em Minas Gerais se formam sobre a amazônia. São os chamados "rios de chuva". Menos floresta, menos umidade, menos chuva em Minas Gerais e no triângulo mineiro.

Se eu tivesse fazenda por lá eu teria uma "conversa" com este deputado e falaria para ele o seguinte: faça o que a Marina Silva mandar.

Eu mandaria uma carta para a senadora Marina Silva assim:

"Prezada Senadora Marina Silva.

Eu estou pouco me lixando para o meio ambiente. Mas quero ganhar muito dinheiro com minha fazenda. Agora eu caí na real e descobri que sou um dos beneficiários de sua luta pela preservação da amazônia. Vou dar um pé na bunda destes deputados e senadores que fingem me defender, mas que só estão atrapalhando meus lucros. Na próxima eleição, por favor, lance a grife "Marina Silva apóia", para que eu possa votar em algum deputado que pense como você. Suas idéias vão preservar meus lucros e encher meus bolsos.

Não quero ficar o resto da minha vida reclamando da falta de chuva em minha fazenda.

Conto com a senhora e suas idéias diferentes para me ajudar.

De um fazendeiro arrependido daqui do triângulo mineiro".

Muita gente vai pagar um preço enorme pela forma como estão destruindo o meio-ambiente. Alguns deputados e senadores acham que é pouco e querem mais.

Todas as cidades de Minas Gerais pagarão caro por elegerem deputados que pensam como este deputado Marcos Montes. O povo de Uberaba e região vai pagar caro por isto.

Será que a população de Uberaba concorda com a destruição da Amazônia? Será que a população quer mais proteção ou menos proteção ao meio ambiente?

Quem em Uberaba quiser mais proteção ao meio ambiente deve agir desde já. Denunciar ação danosa deste deputado que denigre a "cidade da caridade".

A população de Uberaba não ganha nada com as ações dele. Talvez, alguns amigos ricos de deputado, que possuem terras na amazônia, sejam beneficiados. Só eles. Os comerciantes, profissionais liberais, estudantes, donas de casa, operários, etc, todos estes estão sendo PREJUDICADOS.

Os próprios fazendeiros da região estão sendo PREJUDICADOS.

A natureza cobra seu preço e quem vai pagar vão ser todos.


Leia sobre os "rios voadores":

Eles perseguem os 'rios voadores' que saem da Amazônia

Quem tiver dificuldade de acesso clique abaixo:

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/02/eles-perseguem-os-rios-voadores-que.html


Mutilação do Código Florestal, onde todos nós perdemos


A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil

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