Gerhard, caprichou na obra hein:
Não lí tudo mas vou ler, um dia estava na lanchonete da UFSC e fiquei olhando os alunos da Universidade Federal de SC, tentei ver se achava algum aluno mais pobre, de classe popular, não de média ou de rica, etc
Não ví nenhum, é realmente uma alunada bonita, bem alimentada, tem os alternas, hippies, rastas, mas sempre bem alimentados, afortunados em poder estudar e refletir
Os alunos pobres não entram na federal, eles é que pagam as particulares
Os alunos ricos tem ensino superior de graça
E querem mudar o que neste país?
Façam uma lei onde somente pode entrar classe média e pobre que tenha renda até R$ - 3.000 reais por mês por família em federais
As elites que paguem pelo estudo de seus futuros exploradores da sociedade (rsrsrsr uiuiui)
Sinto muito pros filhinhos de papai, mas o despertar real de suas consciências e sabedoria podem começar logo, desde cedo, quando começam a ganhar o seu pão por sí mesmos
As universidades poderiam ir mais para a realidade e ter mais contato com os problemas de seu país e de áreas de risco
Poderiam por exemplo, abrir os olhos, quebrar o queixo, e encher por ex. os hospitais e postos de saúde de alimentos orgânicos e de ervas medicinais, pesquisar efeitos de cura destas praticas mais naturais, entre florais, tinturas, massagens, reiks, comércio solidário, redes de produtores agroecológicos, teatro e educação ambiental, tecnologias de produção de energia renovável, etcs, mas quem anda fazendo, saindo de um currículo totalmente esclerosado, que não serve para quase nada do que seja essencial e real, que alimenta um sistema capitalista que fortalece uma elite obscura mundial de concentração de renda e de poder, uma falsa democracia midiesca
Saudações
Orua
www.institutoanima.org
Caro João Carlos,
enquento tivermos um país onde a vida, a liberdade e o reconhecimento das pessoas pelo mérito não for prioridade, de nada andiantará investirmos em ações outras, razão pela qual não devemos apoiar ações como a que você propõe para a área de ensino. A prioridade é o ensino fundamental de qualidade. Ponto. E esse apoio é para todos os brasileirihos, de forma que não venhamos a retirar deles o potencial para uma vida digna. Se não o fizermos de nada adiantrá lutarmos por outras melhorias.
Educação para a vida! Essa deve ser a nossa bandeira. Mas nunca para apoiarmos projetos específicos que não são prioridade aos brasileiros de bem.
A cada ano morrem 270 mil crianças brasileiras antes de completarem um ano de idade, morrem por motivos estúpidos. Geralmente ligados à violênica ou a fome e isso apesar da abundância de terra fértil, água, sol e tecnologia. Quase mil crianças por dia!
Devemos entender que é prioritário o investimento em saúde pública e educação fundamental, pois são serviços cuja provisão também deve ser garantida subsidiariamente pelo Estado, apesar de que a melhor solução provavelmente se encontra no financiamento a cada contribuinte para aquisição desses serviços, seja diretamente ou através de entidades cooperadas, privadas ou confessionais e não na prestação direta do serviço pelo Estado, sempre em fiel observância ao Princípio da Subsidiariedade.
Os gastos estatais nesses setores se justificam porque geram externalidades positivas para a sociedade, que se beneficia de uma população educada e sadia, benefícios estes que não poderiam ser individualmente apropriados por investidores privados. Além disso, existe um argumento normativo: os gastos nessas áreas reduzem as diferenças de oportunidade dos indivíduos no momento da partida do jogo social, para que a partir daí a competição ocorra baseada nos talentos e méritos de cada um.
Veja a proposta do Deputado Mauro Moraes (PMDB/PR), que erra ao apresentar seu projeto de criação de mais uma Universidade Estadual, agora é a vez da Universidade Estadual de Curitiba e Região Metropolitana, pois esta proposta, caso aprovada, concorre para concentração de renda no Brasil e o que é pior, comprometerá o Orçamento do Estado do Paraná, e por conseguinte o bolso do contribuinte e agravará a péssima situação da violência no Estado e o baixo desempenho da educação fundamental, pois desconsidera a origem dos recursos e a destinação correta dos mesmos¹.
"A qualidade do ensino público só melhora na Universidade porque nela estão os formadores de opinião pública e um seleto público votante". (Gerhard Erich Boehme)
Sobre a possibilidade de criação da Universidade Estadual de Curitiba e Região Metropolitana, esta proposta está na contramão do bom uso dos recursos públicos. Mostrará que podemos ter um deputado despreparado para a função pública, pois com este projeto, a exemplo de alguns de seus projetos anteriores, apenas segue a linha da demagogia, pois o Deputado:
a. Desconsidera que para se evitar o inchaço das grandes cidades, o poder público deve direcionar, sempre que possível, recursos para projetos nas cidades do interior, e este é o caso.
b. Desconsidera que temos na Capital e em seu entorno uma ampla gama de faculdades e universidades e dentre elas as melhores do Brasil, como a PUC/PR, a Positivo e a Faculdade de Direito de Curitiba, onde ele estudou.
c. Desconsidera que deve ser papel do Estado assegurar que aquelas que não fornecem bons serviços, sejam exemplarmente orientadas a fazê-lo, como é o caso da algumas outras, onde ocorre o descaso do poder público.
d. Desconsidera que o investimento no ensino superior é concentrador de renda e isso explico abaixo.
e. Desconsidera que os recursos estaduais devem ser direcionados primeiramente à justiça, o que inclui a polícia judiciária (Polícia Civil e a Polícia Técnica), segurança pública - preventiva, saúde e tantas outras atribuições que são de competência do Estado¹.
f. Desconsidera até mesmo a "publicidade" que faz em seu Site, onde aparece um frame onde mostra seu "compromisso" para uma Curitiba sem violência ou apara um Paraná sem violência. Se de um lado foi elogiável seu compromisso para que seja instituído em caráter definitivo no Paraná os Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEG), deveria manter este compromisso e assegurar uma boa gestão aos mesmos, e a minha proposta neste sentido seria de que apoiasse a certificação pela ISO 9000 (ABNT NBR ISO 9001:2008) de alguns deles, o que seguramente não será possível, pois a gestão da segurança pública não conta com o apoio político no Paraná ou em qualquer lugar do Brasil, quando muito apenas dotam as polícias de novas viaturas que funcionam como verdadeiros outdoors em período de campanha, mas não asseguram que elas sejam mantidas operacionais.
Mas o que faz ele, mostra incompetência, em vez de combater os entraves ao nosso desenvolvimento, apenas apresenta mais uma proposta que agrava o triste quadro. Ele desconsidera que temos uma série de entraves ao nosso desenvolvimento, sendo que o mais perverso deles está no baixo investimento na área do ensino fundamental, que não é universal e muito menos de qualidade. O Paraná e principalmente a Região Metropolitana de Curitiba não foge a regra. Com este projeto opta por privilegiar os gastos na área da educação para o ensino superior gratuito, criando e ampliando um dos mais perversos mecanismos de concentração de renda, dos impostos pagos pelos mais desfavorecidos, a maior parte é destinada às universidades estatais e através destas, por meio de políticas populistas aos que lá estudam, onde seguramente a totalidade dos mais pobres não tem acesso, mesmo com as políticas revestidas de falta de meritocracia, demagógicas e populistas de cotas ou a infeliz idéia de segregar os estudantes entre aqueles que estudam em escolas particulares das públicas ou vice-versa.
Pior é que se cria na mentalidade do universitário brasileiro, a futura elite intelectual, que é honesto e moral viver à custa do Estado, deixando de lado a compreensão clara que qualquer gasto público é coberto pelos impostos, que como sabemos impede também o nosso desenvolvimento.
O ensino superior deve ser sempre pago, pois existem meios para tal, entre os quais temos:
a. sistema de crédito educativo eficaz e justo;
b. bolsas por parte do governo atreladas ao desempenho no ensino básico ou outro critério de competência e não de privilégio, como se verifica agora nos sistemas de cotas, nos casos dos brancos, negros, mestiços, amarelos, ruivos, laranjas ou polacos - sendo livre a escolha por parte do aluno a entidades de ensino superior, podendo optar por uma federal, estadual, confessional e particular, aquela que melhor mostrar sua competência;
c. bolsas por parte das empresas;
d. financiamento direto, tal qual hoje nas particulares ou confessionais;
e. pago pela própria instituição mediante prestação de serviços de monitoramento e outros - o aluno presta serviços à entidade;
f. prestação de serviço civil ou militar obrigatório, no qual seriam remunerados pelo piso mínimo da categoria, mas teriam que prestar serviço nas localidades em que forem designados pelas forças armadas ou entidades civis a serem organizadas pela sociedade e não pelo Estado;
g. fundos de investimentos;
h. através das ONGs ligadas aos direitos dos afrodescendentes;
i. ou outra forma criativa, afinal somos mestres nesta questão ...
A criação de fundos de investimentos seria seguramente a melhor alternativa, pois cria a mentalidade da poupança interna, é a modalidade que poderia servir de modelo para um processo de transição, no qual o Estado capitalizaria o potencial aluno durante, digamos uma década ou até mesmo uma geração, até que o sistema adquirisse a sua gestão independente, quando as atuais universidades deixariam de ser gratuitas.
"O dia em que o cidadão comum compreender que é ele o verdadeiro e único contribuinte, de todos os impostos, certamente vai arregaçar as mangas e ajudar a corrigir muitos absurdos da nossa sociedade, a começar pelo ensino superior gratuíto." (Gerhard Erich Böhme).
A cultura do "dinheiro do Governo" foi reforçada pelos "benefícios sociais" (vale-coisa e cesta-de-coisa) , e ao governo é atribuída a responsabilidade por manter o cidadão vivo (ainda que na miséria).
O assunto é polêmico, eu sei, mas temos que romper o modo brasileiro de pensar em viver à custa da "coisa" pública, na realidade dos outros que trabalham ou já trabalharam, usando talento, criatividade, dedicação e esforço próprio. Deve começar com "as chamadas elites", que seja a intelectual, em especial a que está sendo formada para criar um Brasil onde o clientelismo político, com seu capitalismo sem mercado e concorrência, mas de comparsas e seu socialismo, sem benefícios sociais que potencializem o cidadão para a vida, mas de privilegiados, não tenha mais espaço. Que no Brasil não tenhamos mais políticos do tipo do Deputado Mauro Moraes, ou do dono do Brasil, que é o caso de uma das principais lideranças do partido do deputado, o PMDB, no caso me refiro ao Sr. José Ribamar Araújo de Ferreira Costa.
O professor José Márcio Camargo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, fez as contas sobre a natureza das despesas sociais (educação, saúde, previdência e assistência social), chegou à conclusão que do total de recursos gastos com educação, por exemplo, mais de 60% se destinam às universidades estatais (Federais e Estaduais), onde estudam os mais favorecidos. Seguramente este é um dos processos mais nefastos de concentração de renda, pois cria a mentalidade de se servir do Estado, na realidade dos que pagam impostos, pois o Estado é uma entidade virtual que muitos teimam em torná-la parte do seu dia-a-dia. Temos sim é o brasileiro, as comunidades e o povo brasileiro. O Estado foi criado para servir ao povo, não o contrário.
Pior agora com a Reforma Universitária aprovada pelo Presimente Lula, o qual ampliou a dotação orçamentária dos injustos 60% para 75% dos gastos com educação serem destinados ao ensino superior gratuito. Ele não é apenas conivente com esse processo de concentração de renda, como é também responsável por ele e que contou com o apoio político direto ou indireto do despreparado deputado, pois o PMDB é um dos partidos que compõe a famosa "base afilhada".
A título de reflexão, a minha proposta é, para que possa ser "socialmente" justa, que todo o cidadão brasileiro, dos 17 as 24 anos, tenha durante 5 anos uma bolsa, digamos "bolsa projeto de vida" e cabe a ele decidir se deve:
a. utilizá-la para pagar os seus estudos;
b. para uma poupança permitindo abrir seu negócio próprio;
c. para investir em ações, se optar por ser ou continuar a ser empregado.
Esta é uma proposta "socialmente" justa, termo tão em voga atualmente ... ...não entendo essa mania de se colocar o termo social em tudo, é como se não vivêssemos em sociedade ... ..., pois alcançaria a todos os que vivem no Brasil nesta faixa etária. Afinal, como consta na nossa Constituição: todos são iguais perante a lei. Ou devemos ser coniventes com os privilégios ou mecanismos concentradores de renda?
Justa, sim... .... mas quem paga?
Uma proposta justa, porém não seria suportável pela sociedade que trabalha e paga impostos e que seguramente iria causar muito mal a nossa juventude, tirando dela o principal desafio que é o de batalhar no início de sua carreira profissional e obter a sua dignidade através do esforço próprio.
Quanto às ações, temos que pensar em democratizar o mercado de investimentos, a proposta é de se criar um novo mercado de ações que financie idéias, projetos, empreendimentos e empresas sem burocracia e restrições: http://www.if. org.br/.
O resultado deste entrave é que ensinamos aos nossos jovens, os irão que formar a elite intelectual brasileira, que é "justo" viver à custa do Estado, na realidade dos outros que trabalham e pagam impostos, sem contar que lhes retiramos uma das principais oportunidades para obter dignidade através do esforço próprio, logo no início de suas carreiras.
"O Estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver à custa de todo mundo." (Frédéric Bastiat)
Luz no fim do túnel
Felizmente temos em curso algumas das mais importantes mobilizações nacionais, não em defesa de interesses de minorias ou grupos de pressão, mas sim de toda a sociedade que se vê refém de nossos políticos corruPTos e clientelistas: http://www.deolhono imposto.com. br/ e a mobilização a partir de um representantes da iniciativa privada, educadores, economistas, comunicadores e gestores públicos da educação passaram a se reunir para discutir caminhos e alternativas para a efetivação do direito à educação pública de qualidade no Brasil (http://www.todospel aeducacao. org.br/).
"As universidades públicas entraram em colapso, supostamente por falta de recursos, mas vítimas do corporativismo retrógrado que sonha com tempos passados de dinheiro farto e sem controle. Produzir conhecimento e vendê-lo seria um dos caminhos. Mas isso custa trabalho. Melhor queixar-se do governo, ou fazer greves". (Onofre Ribeiro em Percepções sobre 2006 e 2007)
Quanto a Educação, os dados estatísticos da crise no Brasil mostram que o sistema educacional brasileiro é comparável a dos países africanos - um professor em São Paulo, uma das Regiões mais industrializadas do mundo, ganha metade do que um professor na Índia.
As conseqüências são sérias: Cerca de sete milhões de mulheres adolescentes engravidam no Brasil e a principal causa de morte é o aborto, realizado por "curiosas" ou em clínicas médicas clandestinas, que ganham para executar o "serviço". Somos o País campeão em turismo da prostituição infantil, onde turistas de várias partes do mundo que aqui chegam, se satisfazem sexualmente com as nossas crianças e também somos campeões em assassinatos infantis.
A cada ano morrem 270 mil crianças antes de completarem um ano de idade, por motivos estúpidos, geralmente ligados à fome, apesar da abundância de terra fértil, água, sol e tecnologia. Quase mil crianças por dia!
A cada minuto são duas crianças! E quando você tiver terminado de ler esta nossa mensagem, mais uma criança brasileira deverá ter morrido injustamente. .. ...com certeza de fome.
É como se estivéssemos em uma guerra.
O "brasileiro" é o maior inimigo do Brasil. E o Deputado Mauro Moraes parece não querer fugir à regra. Não podemos mais aceitar isso.
O Brasil possui 9,2 milhões de famílias indigentes. Isto assusta os americanos e europeus que nos criticam em publicações de Jornais e não nos assusta, pois estamos anestesiados diante de tanta tragédia.
Existe um certo analfabetismo também político. Segundo o ensaísta e escritor alemão Bertold Brechet, " o pior analfabeto é o analfabeto político ". Ele não houve, não fala e nem participa dos acontecimentos políticos do País. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio, dependem das decisões políticas que são tomadas por nossos governantes.
O analfabeto político é tão ignorante que se orgulha e "estufa o peito" dizendo que odeia política ou que deseja a pureza no seu pensamento político. Ele não sabe que, da ignorância ou da recusa em consensar temas, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, corrupto ou alienado.
"Triste é a nossa realidade, continuamos a ter o maior índice de analfabetos em toda a América Latina. Com isso criamos o nosso principal entrave ao nosso desenvolvimento" (Gerhard Erich Boehme)
Eu estudei no Colégio Estadual de minha cidade e na UFPR (Administração) , antes na UFRJ (Engenharia) . Mas isso em nada muda o que escrevo, defendo a Universidade Pública, mas não da universidade gratuita, pois entendo que devemos ter além das universidades privadas e das confessionais, a universidade pública.
Mas temos que entender que no Brasil, e o Paraná não foge a regra, que a educação fundamental é deplorável, e o que é pior as estatísticas são manipuladas. O analfabetismo é baixo, mas temos mais da metade dos brasileiros classificados como analfabetos funcionais, pois fazer um relato escrito como foi o seu dia de ontem, isso é de competência de menos de 20% da população brasileira adulta.
No Regime Militar se privilegiaram as Universidades Públicas, que foi um grande erro. Sem contar que neste período surgiram também a UNESP (1976), a UNICAMP (1966) e um infinidade de Universidades Estaduais. Na carona tivemos no Paraná a UEL e a UEM, que inicialmente não eram gratuitas, mas que por conta da demagogia do hoje Senador Álvaro Dias, as tornou mais um peso nas contas do Estado, e diga-se de passagem, onde estudam na sua maioria alunos egressos de outros estados, de São Paulo em especial. Do imposto sobre o arroz e feijão de paranaenses carentes, e outros nem tanto, saem os recursos para o estudo superior de paulistas, cariocas, mineiros, catarinenses, paraguaios, etc...
Só 2 entre 5.530 cidades brasileiras têm 8ª série com nível de país desenvolvido, segundo MEC e elas não estão no Paraná. Elas são gaúchas: Imigrantes e Três Arroios, cidades com população de 3 mil habitantes.
No restante dos 5.530 municípios com oitava séries avaliadas pelo MEC (Ministério da Educação), o desempenho das escolas públicas ficou abaixo de 6 numa escala de 0 a 10. E precisamos alertar o deputado, pois alem de mostrar sua incompetência, mostra ignorância. E note que a ignorância começa em não visitar seu próprio Site, onde os que lá vistam apontam que a violência em Curitiba está Péssima, com 70% dos pesquisados.
A situação é um pouco "menos pior" nas quartas séries. Dos 5.493 municípios com escolas públicas avaliadas pelo IDEB para essa série, 48 chegaram ao patamar estimado pelo MEC para todo o país em 2021. Desses, 30 estão no interior de São Paulo, quatro em Santa Catarina, cinco no Paraná, seis no Rio Grande do Sul e três em Minas Gerais. Isso é pouco, muito pouco.
Segundo os dados do MEC, em nenhuma capital do país as escolas públicas atingem médias de países desenvolvido. E o deputado me vem com projeto de criar mais uma universidade, deveria ele se preocupar com os fatores que levam a este baixo desempenho.
Se não perder nenhum ano, uma criança que ingressa na escola aos sete anos de idade deve cursar o ensino médio dos 15 aos 17 anos. Dados do PNAD 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostraram que, para mais da metade dos estudantes brasileiros, a prática não confirma essa teoria.
A Síntese dos Indicadores Sociais 2007 mostra que apenas 47,1% dos estudantes entre 15 e 17 anos freqüentam o ensino médio no Brasil.
A queda de 29,1% na taxa de analfabetismo entre 1996 e 2006 não foi suficiente para tirar o Brasil do incômodo penúltimo lugar no ranking de alfabetização na América do Sul.
O percentual de brasileiros que não sabem ler e escrever é superior apenas ao da Bolívia, onde a taxa de analfabetismo foi de 11,7% em 2005.
Em relação a todos os países latino-americanos e caribenhos, o Brasil também vai mal no quesito: tem o 9º pior índice do grupo. Entre os alunos de todo o país com idade entre 18 e 24 anos, 12,7% ainda cursavam o ensino fundamental em 2006.
Felizmente no nível inicial de ensino, a situação do Brasil é oposta. Em 2006, o número total de matrículas entre a 1ª e a 8ª séries atingiu 94,8% da população com idade entre 7 e 14 anos. Mas temos mais de 5% de crianças fora da escola.
Pelo que vejo, eu, ao contrário do deputado, creio que a educação fundamental de qualidade é o elemento decisivo para completar a transição de que o Brasil precisa rumo à justiça social, ao desenvolvimento econômico e à superação de suas mazelas e incongruências. A educação fundamental de qualidade poderia legar ao País maior qualificação da mão-de-obra, preparação para o exercício pleno da cidadania, a diminuição dos índices de violência, maior preocupação e ações em prol do meio ambiente, redução dos casos de doenças e gastos com saúde, combate sistemático à corrupção, aumento dos índices de produtividade na economia, inserção mais rápida ao mundo tecnológico, entre tantos outros benefícios.
Gostaria que o deputado fizesse um exercício mental, que imaginasse uma sala de aula, como tantas que conhecemos, inclusive aquela em que ele estudou antes de estudar na Faculdade de Direito de Curitiba ou que estudaram seus pais.
O que lhe viria à cabeça?
Uma mesa de professor tendo às costas um quadro negro? Fileiras de carteiras? O andamento da aula, com os alunos voltados para o professor, prestando atenção ao que é por ele ensinado? Atividades e tarefas sendo colocadas na lousa para que os alunos trabalhem individualmente e em silêncio?
Pois esta é a escola de ontem e que continua sendo aquela que está em uso nos dias de hoje na maioria das cidades do Paraná e no Brasil.
Pergunto ao deputado se acaso ele já visitou as escolas que se encontram próximas à Assembléia, e não estou falando do Colégio Estadual , que possui um regime jurídico próprio. Falo da Escola Aline Pichet ou do Professor Brandão. Vá lá, deputado, visite-as, e veja o que falta. Seguramente, nem mesmo elas prestam um bom serviço. E elas estão a menos de 1km do Palácio Iguaçu.
Se não me faltasse a educação, seguramente o mandaria à merda. Pois é e mostra incompetência. Mas tenho esperança, razão de lhe direcionar também este texto.
E, creia, continuará ainda a ser a dura realidade pela qual terão que passar milhões de estudantes. Sua perspectiva continuará sendo retilínea (olhar para a lousa e para a cabeça de seu companheiro instalado a sua frente), individualista, pautada naquilo que o professor (o "detentor" dos conhecimentos) estiver ensinando e, em grande parte dos casos, repetidora de conteúdos.
Faltam então as inovações tecnológicas?
Computadores e INTERNET seriam a resposta adequada?
Precisamos equipar as escolas com modernos "gadgets" (termo usado pelos especialistas em tecnologia para falar sobre os recursos eletrônicos incorporados ao cotidiano), como câmeras digitais, notebooks, redes wireless, scanners e tantos outros instrumentos de alta tecnologia para que surja a escola do futuro?
Ou será que nos faltam revolucionários métodos de ensino que estimulem o processo de ensino-aprendizagem , gerando verdadeiro interesse e participação dos estudantes?
Neste caso, seriam necessários também materiais didáticos inovadores e o preparo dos professores para seu uso, não é mesmo?
Eu pergunto ao deputado: Acaso o senhor sabe do que foi feito com o Projeto de Excelência das Escolas do Paraná?
O então Engº Paulo Schmidt não pode dar continuidade ao projeto, foi ser Secretário da Educação de Curitiba. Este é o compromisso com a educação que seu Partido, o PMDB, tem? Triste herança do Aníbal, com sua pança e avidez pelos recursos públicos e tráfico de influência.
Acaso o deputado já teve em suas mãos algumas das melhores revistas sobre educação, uma delas é a Revista Profissão Mestre. Seria interessante ter contato com o Júlio Clebsch. O deputado o conhece? Seguramente que não, não creio que algum deputado do PMDB ou do PT o conheça. A Revista Profissão Mestre é editada em Curitiba. Será que o Deputado Mauro Moraes sabe disso? Ou será que ele já teve acesso à Revista Nova Escola?
Mas se falamos em educação, talvez a resposta esteja na melhoria das relações entre professores e alunos. Quem sabe um aprofundamento em psicologia e relações humanas para os docentes acabe promovendo um intercâmbio, uma ponte bem constituída para a efetivação da educação nas salas de aula brasileiras. Mas para isso é necessário que os professores sejam valorizados. A começar pelos executivos e pelos legislativos municipais e estadual.
Outra possibilidade pensada por muitos se refere a ideia de que para tudo modificar é preciso melhorar a qualidade do trabalho dos gestores das redes e escolas do Paraná. Se tivermos por parte dos gestores maior foco e cobrança - tanto em relação a eles quanto deles sobre os professores e demais profissionais da escola -, planejamentos e execução meticulosa de projetos educacionais, iremos obter melhores resultados nas salas de aula. Há também os que pensam ser indispensável aumentar a participação dos pais na vida escolar dos filhos, não apenas na questão das notas, mas também conhecendo os professores, participando de eventos, etc.. Os deputados poderiam dar o exemplo.
Existem ainda aqueles que acreditam que a escola precisa estar mais atenta às mudanças da clientela que atende, ou seja, de seus alunos. Os estudantes do século XXI têm outro perfil, são mais ligados na informação, mas não sabem transformar todos os dados aos quais têm acesso em conhecimento. Como lidar com isto? E mais: de que forma tornar as escolas palatáveis aos olhos desta geração tão plugada e íntima das tecnologias? Desprezar esta realidade é sacrificar qualquer tentativa de melhorar a qualidade da educação no País.
Outra corrente advoga a ideia da aproximação entre educação e cultura para que ocorra um aprendizado lúdico, diferenciado, verdadeiramente estimulante aos olhos dos estudantes e mesmo dos professores. Cinema na escola, teatro, artes plásticas, música, dança e literatura deveriam ser colocados em pauta e transformados em meios e recursos para tornar nossas salas de aula locais em que a aprendizagem realmente acontece.
Não podemos ignorar os esforços que já estão sendo realizados para "mensurar" a educação e permitir que, através das informações coletadas, possamos entender os dilemas de nosso sistema educacional para resolver seus problemas. Há quem acredite que este esforço inicial de compreensão dos problemas educacionais a partir de exames nacionais, estaduais ou municipais das redes, escolas, professores e alunos já é mais de meio caminho andado rumo às soluções.
A formação e atualização dos conhecimentos e práticas educacionais utilizadas pelos educadores é outra forte vertente sempre colocada em pauta quando se discutem soluções educacionais. O assunto envolve ainda discussões sobre salários melhores, reconhecimento do esforço individual e coletivo de redes e escolas, gratificações e bonificações - alguns outros "nós" que estrangulam e impedem uma educação de qualidade.
Investimentos em laboratórios e projetos de ciências, bibliotecas e quadras esportivas também são colocados como alternativas importantes. Será que a Escola Aline Pichet conta com eles? Até mesmo o ensino religioso e as disciplinas que trabalham a filosofia, a sociologia, as relações humanas, a ética, a moral e a cidadania são pensados como projetos importantes.
Em qual escola do Paraná temos uma cozinha experimental? Em nenhuma, ao menos que eu saiba, mas isso é fundamental para que tenhamos paranaenses que possam decidir e preparar boas refeições em suas próprias casas, além de combater o desperdício de alimentos, que no Paraná supera a marca dos 20%. Isso mesmo, e pé importante informar isso ao Deputado: 1/5 da comida no Paraná vai para o lixo, por falta de gestão.
Mas como podemos realmente efetivar transformações que modifiquem a visão inicialmente apresentada neste artigo e que evidencia uma triste e dura realidade vivida em nossas escolas, com nossos estudantes tendo dificuldades até mesmo para as mais básicas ações, como ler, escrever e fazer cálculos matemáticos? Quem tem razão neste emaranhado de soluções que já estão sendo realizadas de forma isolada em escolas brasileiras? Seria possível apontar um destes caminhos como sendo a chave que irá desencadear a imprescindível revolução pela qual nossa educação fundamental precisa passar para alcançar a tão sonhada qualidade?
A qualidade do ensino das escolas estaduais do Paraná continua dentre as piores do Brasil. A média geral das escolas estaduais paranaenses este ano foi a sexta melhor do País, mas isso não quer dizer nada, o referencial é péssimo.
"A interpretação dada pela mídia, é uma interpretação que se suporta ou na ignorância ou na má-fé. Esse espírito de oposição não agride o governo, mas o estado do Paraná" (Governador Roberto Requião)
Este é outro ignorante, pois detesta ser contestado. Se alguém lhe disser que as escolas públicas do Paraná prestam um péssimo serviço, seguramente será seu inimigo político. É mais um que não aceita ser contestado. Mas a própria Secretária da Educação ressaltou que os alunos das escolas estaduais paranaenses mantiveram sua posição geral em relação ao ano anterior. Sem avanços.
Requião destacou que o enfoque das escolas públicas estaduais de ensino médio difere do das particulares. "A escola estadual visa a formação de um cidadão crítico, enquanto a rede privada tem foco no vestibular".
A escola estadual seguramente deve formar um cidadão crítico, mas antes de tudo deve também formar um cidadão que possa ser empreendedor, ser um bom empregado e quem sabe também cursar uma boa Universidade.
Mas temos alguns bons indicadores, o Estado do Paraná foi o único a apresentar crescimento no número de matrículas no ensino médio entre os estados do Sul e Sudeste, mas temos que reconhecer, investe muito na qualidade do ensino: A maior parte das escolas estaduais possui um desempenho abaixo da média nacional, com destaque para a baixa qualidade pedagógica, abandono e ou violência, isso sem contar com as péssimas instalações. E vale mais uma vez o convite ao deputado, o de visitar as duas escolas próximas à Assembléia. A Escola Aline Pichet fica na Rua Eurípedes Garcez Nascimento, que é continuidade à direita da Rua Marechal Hermes, a rua que passa por detrás da Assembléia. Ou visite o Colégio Professor Brandão, que fica duas quadras acima da Assembléia Legislativa do Paraná.
Vejo que o tema que o deputado deveria focar era a violência nas escolas, que pelo jeito, entende um pouco do assunto, mas será que ele apóia o Projeto Não-violência (http://www.naoviole ncia.org. br/)?
Deputado Mauro Moraes, ensino superior não é prioritário! A iniciativa privada e as entidades confessionais podem fazê-lo muito melhor. Antes devemos nos concentrar no ensino fundamental e no profissionalizante, pos se não o fizermos anulamos o potencial dos brasileirinhos que nascem no Paraná.
Acaso o deputado sabe qual deve ser o papel do Estado?
"Os dois grandes fracassos do ensino universitário no Brasil são: não prepararam os alunos para a livre iniciativa, empreender em especial, mas o mais grave é que não preparam professores e mestres que saibam ensinar e enfrentar a triste realidade do ensino fundamental no Brasil". (Gerhard Erich Boehme)
¹)
A função do Estado é servir ao povo, servir à sociedade dos homens. Servir significa sustentar, valorizar e tornar cada vez mais equilibrada a realidade do povo, não retirando do cidadão sua autonomia, mas sim realizando somente aquilo que as Províncias, Cidades, Comunidades, Famílias e finalmente o indivíduo não podem fazer. Em uma sociedade sadia, primeiramente as pessoas se organizam em grupos e movimentos dentro de um contexto de comunhão e afinidades, para responder às necessidades profundas e às exigências originárias de cada pessoa, depois sim entra o Estado na vida do cidadão, não como uma entidade formada por parasitas, mas que realize aquilo que o cidadão não pode ou não tem interesse em realizar.
A sociedade brasileira anseia por um Estado forte em suas competências fundamentais, a começar pela justiça, incluindo, nos Estados, seus primeiros passos através da polícia judiciária (Polícia Civil e Polícia Técnico-cientí fica), segurança pública - prevenção aos crimes, tributação racional, sem privilégios e suportável, relações exteriores, defesa nacional, saúde pública, usw., de forma que o brasileiro tenha bons serviços públicos e saiba realmente o que isso significa:
Bens públicos têm como característica essencial a impossibilidade de limitar o seu uso àqueles que pagam por ele.
Devemos entender que é prioritário o investimento em saúde pública e educação fundamental, pois são serviços cuja provisão também deve ser garantida subsidiariamente pelo Estado, apesar de que a melhor solução provavelmente se encontra no financiamento a cada contribuinte para aquisição desses serviços, seja diretamente ou através de entidades cooperadas, privadas ou confessionais e não na prestação direta do serviço pelo Estado, sempre em fiel observância ao Princípio da Subsidiariedade. Os gastos estatais nesses setores se justificam porque geram externalidades positivas para a sociedade, que se beneficia de uma população educada e sadia, benefícios estes que não poderiam ser individualmente apropriados por investidores privados. Além disso, existe um argumento normativo: os gastos nessas áreas reduzem as diferenças de oportunidade dos indivíduos no momento da partida do jogo social, para que a partir daí a competição ocorra baseada nos talentos e méritos de cada um.
Devemos privilegiar o direito à propriedade privada, pois ela cria oportunidade e nutre comprometimento em preocupar-se com a idade e adversidades da vida.
Cabe ao Estado ser forte em suas atribuições básicas, que na esfera Federal são: Emissão e controle da Moeda, através de um Banco Central independente, Relações Exteriores, Supremo Tribunal Eleitoral, Supremo Tribunal Federal, Comércio Exterior, Forças Armadas, Segurança Pública nas faixas de Fronteira, Polícia Federal, normatização da Aviação Civil, Marinha Mercante, Vigilância Sanitária e Obras de Integração Nacional, Administração de Parques Nacionais, Administração Indígena, diretrizes de Meio Ambiente, Propriedade Intelectual, Energia Nuclear, e Previdência Pública Federal. Se observarmos o Princípio da Subsidiariedade, podemos concluir que caberia ao Estado apenas a solução de três grupos de problemas econômicos: bens públicos, externalidades negativas e positivas, monopólios naturais.
O que temos: bens públicos são mal geridos e não entendemos o seu significado, externalidades negativas são desprezadas pela sociedade, com destaque ao ensino fundamental que ainda não é compromisso dos brasileiros e os monopólios naturais, os quais estão a serviço de interesses privados. Cabe ao Estado assegurar a liberdade de se empreender. A melhor qualidade de vida, o desenvolvimento e as melhores condições de geração de trabalho riqueza e renda serão consequências naturais, ainda mais para nós brasileiros, que contamos com um potencial enorme de recursos naturais como bem nos lembra o Pesquisador Carlos Nobre no último Planeta Sustentável da Revista Você S/A: "A invenção de uma nova economia".
Acesse: http://vocesa. abril.com. br/sumarios/ 0125.shtml
Não é à toa que somos um dos países mais violentos do mundo, onde mais de 10% de nosso PIB é gasto com a violência.
Segundo o IPEA seriam 5%: http://www.nevusp. org/portugues/ index.php? option=com_ content&task= view&id=199& Itemid=29
E para finalizar espero que este texto chegue ao conhecimento de nossos deputados, do deputado Mauro Moraes em especial, antes que os mesmos comentam mais um erro no que se refere à gestão de nossos recursos, pois somos penalizados por uma das cargas tributárias mais altas do mundo.
Além de ser um verdadeiro manicômio, a carga de impostos, taxas e contribuições cobradas das pessoas e empresas drena todos os recursos da sociedade que poderiam estar sendo aplicados na produção e consumo, sem contar que limitam os juros, os recursos para criar e desenvolver os negócios, criar novos produtos e principalmente remunerar dignamente aqueles que optaram por se abdicar do consumo no passado confiando no empreendedorismo e a realização profissional.
Assim, além de simplificar a legislação tributária, a União, os estados e municípios deveriam se comprometer em reduzir significativamente a carga de impostos. Este entrave expõe o brasileiro à escravidão, pois contribui e os recursos não retornam à sociedade através de serviços públicos de qualidade, em especial o ensino básico de qualidade e a segurança pública. Atualmente temos a perda de liberdade de ir e vir em muitos lugares e períodos do dia, sem contar o elevado custo de vida resultante com as despesas para conferir ao cidadão melhores condições de segurança. O cidadão é triplamente penalizado, paga impostos para ter segurança pública, aloca recursos na segurança pessoal e sofre os resultados (prejuízos materiais, morais, físicos, sem contar as vidas humanas que são imensuráveis) da violência e a impunidade devido a falta de justiça. O resultado é o custo de vida crescente, piores condições de qualidade de vida e a sonegação, a corrupção e falta de transparência nas contas públicas.
"Triste é a realidade brasileira, continuamos a ter o maior índice de analfabetos em toda a América Latina. Com isso criamos o nosso principal entrave ao nosso desenvolvimento" (Gerhard Erich Boehme)
O Meu País - Zé Ramalho
------------ --------- --------- --------- --------- --------- -
Livardo Alves - Orlando Tejo - Gilvan Chaves
http://www.youtube. com/watch? v=pbTe4SSVvzI& feature=player_ embedded
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país
Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país
Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país
Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o Brasil em mil Brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
------------ --------- --------- --------- --------- --------- -
Gerhard Erich Boehme
gerhard@boehme. com.br
Não lí tudo mas vou ler, um dia estava na lanchonete da UFSC e fiquei olhando os alunos da Universidade Federal de SC, tentei ver se achava algum aluno mais pobre, de classe popular, não de média ou de rica, etc
Não ví nenhum, é realmente uma alunada bonita, bem alimentada, tem os alternas, hippies, rastas, mas sempre bem alimentados, afortunados em poder estudar e refletir
Os alunos pobres não entram na federal, eles é que pagam as particulares
Os alunos ricos tem ensino superior de graça
E querem mudar o que neste país?
Façam uma lei onde somente pode entrar classe média e pobre que tenha renda até R$ - 3.000 reais por mês por família em federais
As elites que paguem pelo estudo de seus futuros exploradores da sociedade (rsrsrsr uiuiui)
Sinto muito pros filhinhos de papai, mas o despertar real de suas consciências e sabedoria podem começar logo, desde cedo, quando começam a ganhar o seu pão por sí mesmos
As universidades poderiam ir mais para a realidade e ter mais contato com os problemas de seu país e de áreas de risco
Poderiam por exemplo, abrir os olhos, quebrar o queixo, e encher por ex. os hospitais e postos de saúde de alimentos orgânicos e de ervas medicinais, pesquisar efeitos de cura destas praticas mais naturais, entre florais, tinturas, massagens, reiks, comércio solidário, redes de produtores agroecológicos, teatro e educação ambiental, tecnologias de produção de energia renovável, etcs, mas quem anda fazendo, saindo de um currículo totalmente esclerosado, que não serve para quase nada do que seja essencial e real, que alimenta um sistema capitalista que fortalece uma elite obscura mundial de concentração de renda e de poder, uma falsa democracia midiesca
Saudações
Orua
www.institutoanima.org
Caro João Carlos,
enquento tivermos um país onde a vida, a liberdade e o reconhecimento das pessoas pelo mérito não for prioridade, de nada andiantará investirmos em ações outras, razão pela qual não devemos apoiar ações como a que você propõe para a área de ensino. A prioridade é o ensino fundamental de qualidade. Ponto. E esse apoio é para todos os brasileirihos, de forma que não venhamos a retirar deles o potencial para uma vida digna. Se não o fizermos de nada adiantrá lutarmos por outras melhorias.
Educação para a vida! Essa deve ser a nossa bandeira. Mas nunca para apoiarmos projetos específicos que não são prioridade aos brasileiros de bem.
A cada ano morrem 270 mil crianças brasileiras antes de completarem um ano de idade, morrem por motivos estúpidos. Geralmente ligados à violênica ou a fome e isso apesar da abundância de terra fértil, água, sol e tecnologia. Quase mil crianças por dia!
Devemos entender que é prioritário o investimento em saúde pública e educação fundamental, pois são serviços cuja provisão também deve ser garantida subsidiariamente pelo Estado, apesar de que a melhor solução provavelmente se encontra no financiamento a cada contribuinte para aquisição desses serviços, seja diretamente ou através de entidades cooperadas, privadas ou confessionais e não na prestação direta do serviço pelo Estado, sempre em fiel observância ao Princípio da Subsidiariedade.
Os gastos estatais nesses setores se justificam porque geram externalidades positivas para a sociedade, que se beneficia de uma população educada e sadia, benefícios estes que não poderiam ser individualmente apropriados por investidores privados. Além disso, existe um argumento normativo: os gastos nessas áreas reduzem as diferenças de oportunidade dos indivíduos no momento da partida do jogo social, para que a partir daí a competição ocorra baseada nos talentos e méritos de cada um.
Veja a proposta do Deputado Mauro Moraes (PMDB/PR), que erra ao apresentar seu projeto de criação de mais uma Universidade Estadual, agora é a vez da Universidade Estadual de Curitiba e Região Metropolitana, pois esta proposta, caso aprovada, concorre para concentração de renda no Brasil e o que é pior, comprometerá o Orçamento do Estado do Paraná, e por conseguinte o bolso do contribuinte e agravará a péssima situação da violência no Estado e o baixo desempenho da educação fundamental, pois desconsidera a origem dos recursos e a destinação correta dos mesmos¹.
"A qualidade do ensino público só melhora na Universidade porque nela estão os formadores de opinião pública e um seleto público votante". (Gerhard Erich Boehme)
Sobre a possibilidade de criação da Universidade Estadual de Curitiba e Região Metropolitana, esta proposta está na contramão do bom uso dos recursos públicos. Mostrará que podemos ter um deputado despreparado para a função pública, pois com este projeto, a exemplo de alguns de seus projetos anteriores, apenas segue a linha da demagogia, pois o Deputado:
a. Desconsidera que para se evitar o inchaço das grandes cidades, o poder público deve direcionar, sempre que possível, recursos para projetos nas cidades do interior, e este é o caso.
b. Desconsidera que temos na Capital e em seu entorno uma ampla gama de faculdades e universidades e dentre elas as melhores do Brasil, como a PUC/PR, a Positivo e a Faculdade de Direito de Curitiba, onde ele estudou.
c. Desconsidera que deve ser papel do Estado assegurar que aquelas que não fornecem bons serviços, sejam exemplarmente orientadas a fazê-lo, como é o caso da algumas outras, onde ocorre o descaso do poder público.
d. Desconsidera que o investimento no ensino superior é concentrador de renda e isso explico abaixo.
e. Desconsidera que os recursos estaduais devem ser direcionados primeiramente à justiça, o que inclui a polícia judiciária (Polícia Civil e a Polícia Técnica), segurança pública - preventiva, saúde e tantas outras atribuições que são de competência do Estado¹.
f. Desconsidera até mesmo a "publicidade" que faz em seu Site, onde aparece um frame onde mostra seu "compromisso" para uma Curitiba sem violência ou apara um Paraná sem violência. Se de um lado foi elogiável seu compromisso para que seja instituído em caráter definitivo no Paraná os Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEG), deveria manter este compromisso e assegurar uma boa gestão aos mesmos, e a minha proposta neste sentido seria de que apoiasse a certificação pela ISO 9000 (ABNT NBR ISO 9001:2008) de alguns deles, o que seguramente não será possível, pois a gestão da segurança pública não conta com o apoio político no Paraná ou em qualquer lugar do Brasil, quando muito apenas dotam as polícias de novas viaturas que funcionam como verdadeiros outdoors em período de campanha, mas não asseguram que elas sejam mantidas operacionais.
Mas o que faz ele, mostra incompetência, em vez de combater os entraves ao nosso desenvolvimento, apenas apresenta mais uma proposta que agrava o triste quadro. Ele desconsidera que temos uma série de entraves ao nosso desenvolvimento, sendo que o mais perverso deles está no baixo investimento na área do ensino fundamental, que não é universal e muito menos de qualidade. O Paraná e principalmente a Região Metropolitana de Curitiba não foge a regra. Com este projeto opta por privilegiar os gastos na área da educação para o ensino superior gratuito, criando e ampliando um dos mais perversos mecanismos de concentração de renda, dos impostos pagos pelos mais desfavorecidos, a maior parte é destinada às universidades estatais e através destas, por meio de políticas populistas aos que lá estudam, onde seguramente a totalidade dos mais pobres não tem acesso, mesmo com as políticas revestidas de falta de meritocracia, demagógicas e populistas de cotas ou a infeliz idéia de segregar os estudantes entre aqueles que estudam em escolas particulares das públicas ou vice-versa.
Pior é que se cria na mentalidade do universitário brasileiro, a futura elite intelectual, que é honesto e moral viver à custa do Estado, deixando de lado a compreensão clara que qualquer gasto público é coberto pelos impostos, que como sabemos impede também o nosso desenvolvimento.
O ensino superior deve ser sempre pago, pois existem meios para tal, entre os quais temos:
a. sistema de crédito educativo eficaz e justo;
b. bolsas por parte do governo atreladas ao desempenho no ensino básico ou outro critério de competência e não de privilégio, como se verifica agora nos sistemas de cotas, nos casos dos brancos, negros, mestiços, amarelos, ruivos, laranjas ou polacos - sendo livre a escolha por parte do aluno a entidades de ensino superior, podendo optar por uma federal, estadual, confessional e particular, aquela que melhor mostrar sua competência;
c. bolsas por parte das empresas;
d. financiamento direto, tal qual hoje nas particulares ou confessionais;
e. pago pela própria instituição mediante prestação de serviços de monitoramento e outros - o aluno presta serviços à entidade;
f. prestação de serviço civil ou militar obrigatório, no qual seriam remunerados pelo piso mínimo da categoria, mas teriam que prestar serviço nas localidades em que forem designados pelas forças armadas ou entidades civis a serem organizadas pela sociedade e não pelo Estado;
g. fundos de investimentos;
h. através das ONGs ligadas aos direitos dos afrodescendentes;
i. ou outra forma criativa, afinal somos mestres nesta questão ...
A criação de fundos de investimentos seria seguramente a melhor alternativa, pois cria a mentalidade da poupança interna, é a modalidade que poderia servir de modelo para um processo de transição, no qual o Estado capitalizaria o potencial aluno durante, digamos uma década ou até mesmo uma geração, até que o sistema adquirisse a sua gestão independente, quando as atuais universidades deixariam de ser gratuitas.
"O dia em que o cidadão comum compreender que é ele o verdadeiro e único contribuinte, de todos os impostos, certamente vai arregaçar as mangas e ajudar a corrigir muitos absurdos da nossa sociedade, a começar pelo ensino superior gratuíto." (Gerhard Erich Böhme).
A cultura do "dinheiro do Governo" foi reforçada pelos "benefícios sociais" (vale-coisa e cesta-de-coisa) , e ao governo é atribuída a responsabilidade por manter o cidadão vivo (ainda que na miséria).
O assunto é polêmico, eu sei, mas temos que romper o modo brasileiro de pensar em viver à custa da "coisa" pública, na realidade dos outros que trabalham ou já trabalharam, usando talento, criatividade, dedicação e esforço próprio. Deve começar com "as chamadas elites", que seja a intelectual, em especial a que está sendo formada para criar um Brasil onde o clientelismo político, com seu capitalismo sem mercado e concorrência, mas de comparsas e seu socialismo, sem benefícios sociais que potencializem o cidadão para a vida, mas de privilegiados, não tenha mais espaço. Que no Brasil não tenhamos mais políticos do tipo do Deputado Mauro Moraes, ou do dono do Brasil, que é o caso de uma das principais lideranças do partido do deputado, o PMDB, no caso me refiro ao Sr. José Ribamar Araújo de Ferreira Costa.
O professor José Márcio Camargo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, fez as contas sobre a natureza das despesas sociais (educação, saúde, previdência e assistência social), chegou à conclusão que do total de recursos gastos com educação, por exemplo, mais de 60% se destinam às universidades estatais (Federais e Estaduais), onde estudam os mais favorecidos. Seguramente este é um dos processos mais nefastos de concentração de renda, pois cria a mentalidade de se servir do Estado, na realidade dos que pagam impostos, pois o Estado é uma entidade virtual que muitos teimam em torná-la parte do seu dia-a-dia. Temos sim é o brasileiro, as comunidades e o povo brasileiro. O Estado foi criado para servir ao povo, não o contrário.
Pior agora com a Reforma Universitária aprovada pelo Presimente Lula, o qual ampliou a dotação orçamentária dos injustos 60% para 75% dos gastos com educação serem destinados ao ensino superior gratuito. Ele não é apenas conivente com esse processo de concentração de renda, como é também responsável por ele e que contou com o apoio político direto ou indireto do despreparado deputado, pois o PMDB é um dos partidos que compõe a famosa "base afilhada".
A título de reflexão, a minha proposta é, para que possa ser "socialmente" justa, que todo o cidadão brasileiro, dos 17 as 24 anos, tenha durante 5 anos uma bolsa, digamos "bolsa projeto de vida" e cabe a ele decidir se deve:
a. utilizá-la para pagar os seus estudos;
b. para uma poupança permitindo abrir seu negócio próprio;
c. para investir em ações, se optar por ser ou continuar a ser empregado.
Esta é uma proposta "socialmente" justa, termo tão em voga atualmente ... ...não entendo essa mania de se colocar o termo social em tudo, é como se não vivêssemos em sociedade ... ..., pois alcançaria a todos os que vivem no Brasil nesta faixa etária. Afinal, como consta na nossa Constituição: todos são iguais perante a lei. Ou devemos ser coniventes com os privilégios ou mecanismos concentradores de renda?
Justa, sim... .... mas quem paga?
Uma proposta justa, porém não seria suportável pela sociedade que trabalha e paga impostos e que seguramente iria causar muito mal a nossa juventude, tirando dela o principal desafio que é o de batalhar no início de sua carreira profissional e obter a sua dignidade através do esforço próprio.
Quanto às ações, temos que pensar em democratizar o mercado de investimentos, a proposta é de se criar um novo mercado de ações que financie idéias, projetos, empreendimentos e empresas sem burocracia e restrições: http://www.if. org.br/.
O resultado deste entrave é que ensinamos aos nossos jovens, os irão que formar a elite intelectual brasileira, que é "justo" viver à custa do Estado, na realidade dos outros que trabalham e pagam impostos, sem contar que lhes retiramos uma das principais oportunidades para obter dignidade através do esforço próprio, logo no início de suas carreiras.
"O Estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver à custa de todo mundo." (Frédéric Bastiat)
Luz no fim do túnel
Felizmente temos em curso algumas das mais importantes mobilizações nacionais, não em defesa de interesses de minorias ou grupos de pressão, mas sim de toda a sociedade que se vê refém de nossos políticos corruPTos e clientelistas: http://www.deolhono imposto.com. br/ e a mobilização a partir de um representantes da iniciativa privada, educadores, economistas, comunicadores e gestores públicos da educação passaram a se reunir para discutir caminhos e alternativas para a efetivação do direito à educação pública de qualidade no Brasil (http://www.todospel aeducacao. org.br/).
"As universidades públicas entraram em colapso, supostamente por falta de recursos, mas vítimas do corporativismo retrógrado que sonha com tempos passados de dinheiro farto e sem controle. Produzir conhecimento e vendê-lo seria um dos caminhos. Mas isso custa trabalho. Melhor queixar-se do governo, ou fazer greves". (Onofre Ribeiro em Percepções sobre 2006 e 2007)
Quanto a Educação, os dados estatísticos da crise no Brasil mostram que o sistema educacional brasileiro é comparável a dos países africanos - um professor em São Paulo, uma das Regiões mais industrializadas do mundo, ganha metade do que um professor na Índia.
As conseqüências são sérias: Cerca de sete milhões de mulheres adolescentes engravidam no Brasil e a principal causa de morte é o aborto, realizado por "curiosas" ou em clínicas médicas clandestinas, que ganham para executar o "serviço". Somos o País campeão em turismo da prostituição infantil, onde turistas de várias partes do mundo que aqui chegam, se satisfazem sexualmente com as nossas crianças e também somos campeões em assassinatos infantis.
A cada ano morrem 270 mil crianças antes de completarem um ano de idade, por motivos estúpidos, geralmente ligados à fome, apesar da abundância de terra fértil, água, sol e tecnologia. Quase mil crianças por dia!
A cada minuto são duas crianças! E quando você tiver terminado de ler esta nossa mensagem, mais uma criança brasileira deverá ter morrido injustamente. .. ...com certeza de fome.
É como se estivéssemos em uma guerra.
O "brasileiro" é o maior inimigo do Brasil. E o Deputado Mauro Moraes parece não querer fugir à regra. Não podemos mais aceitar isso.
O Brasil possui 9,2 milhões de famílias indigentes. Isto assusta os americanos e europeus que nos criticam em publicações de Jornais e não nos assusta, pois estamos anestesiados diante de tanta tragédia.
Existe um certo analfabetismo também político. Segundo o ensaísta e escritor alemão Bertold Brechet, " o pior analfabeto é o analfabeto político ". Ele não houve, não fala e nem participa dos acontecimentos políticos do País. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio, dependem das decisões políticas que são tomadas por nossos governantes.
O analfabeto político é tão ignorante que se orgulha e "estufa o peito" dizendo que odeia política ou que deseja a pureza no seu pensamento político. Ele não sabe que, da ignorância ou da recusa em consensar temas, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, corrupto ou alienado.
"Triste é a nossa realidade, continuamos a ter o maior índice de analfabetos em toda a América Latina. Com isso criamos o nosso principal entrave ao nosso desenvolvimento" (Gerhard Erich Boehme)
Eu estudei no Colégio Estadual de minha cidade e na UFPR (Administração) , antes na UFRJ (Engenharia) . Mas isso em nada muda o que escrevo, defendo a Universidade Pública, mas não da universidade gratuita, pois entendo que devemos ter além das universidades privadas e das confessionais, a universidade pública.
Mas temos que entender que no Brasil, e o Paraná não foge a regra, que a educação fundamental é deplorável, e o que é pior as estatísticas são manipuladas. O analfabetismo é baixo, mas temos mais da metade dos brasileiros classificados como analfabetos funcionais, pois fazer um relato escrito como foi o seu dia de ontem, isso é de competência de menos de 20% da população brasileira adulta.
No Regime Militar se privilegiaram as Universidades Públicas, que foi um grande erro. Sem contar que neste período surgiram também a UNESP (1976), a UNICAMP (1966) e um infinidade de Universidades Estaduais. Na carona tivemos no Paraná a UEL e a UEM, que inicialmente não eram gratuitas, mas que por conta da demagogia do hoje Senador Álvaro Dias, as tornou mais um peso nas contas do Estado, e diga-se de passagem, onde estudam na sua maioria alunos egressos de outros estados, de São Paulo em especial. Do imposto sobre o arroz e feijão de paranaenses carentes, e outros nem tanto, saem os recursos para o estudo superior de paulistas, cariocas, mineiros, catarinenses, paraguaios, etc...
Só 2 entre 5.530 cidades brasileiras têm 8ª série com nível de país desenvolvido, segundo MEC e elas não estão no Paraná. Elas são gaúchas: Imigrantes e Três Arroios, cidades com população de 3 mil habitantes.
No restante dos 5.530 municípios com oitava séries avaliadas pelo MEC (Ministério da Educação), o desempenho das escolas públicas ficou abaixo de 6 numa escala de 0 a 10. E precisamos alertar o deputado, pois alem de mostrar sua incompetência, mostra ignorância. E note que a ignorância começa em não visitar seu próprio Site, onde os que lá vistam apontam que a violência em Curitiba está Péssima, com 70% dos pesquisados.
A situação é um pouco "menos pior" nas quartas séries. Dos 5.493 municípios com escolas públicas avaliadas pelo IDEB para essa série, 48 chegaram ao patamar estimado pelo MEC para todo o país em 2021. Desses, 30 estão no interior de São Paulo, quatro em Santa Catarina, cinco no Paraná, seis no Rio Grande do Sul e três em Minas Gerais. Isso é pouco, muito pouco.
Segundo os dados do MEC, em nenhuma capital do país as escolas públicas atingem médias de países desenvolvido. E o deputado me vem com projeto de criar mais uma universidade, deveria ele se preocupar com os fatores que levam a este baixo desempenho.
Se não perder nenhum ano, uma criança que ingressa na escola aos sete anos de idade deve cursar o ensino médio dos 15 aos 17 anos. Dados do PNAD 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostraram que, para mais da metade dos estudantes brasileiros, a prática não confirma essa teoria.
A Síntese dos Indicadores Sociais 2007 mostra que apenas 47,1% dos estudantes entre 15 e 17 anos freqüentam o ensino médio no Brasil.
A queda de 29,1% na taxa de analfabetismo entre 1996 e 2006 não foi suficiente para tirar o Brasil do incômodo penúltimo lugar no ranking de alfabetização na América do Sul.
O percentual de brasileiros que não sabem ler e escrever é superior apenas ao da Bolívia, onde a taxa de analfabetismo foi de 11,7% em 2005.
Em relação a todos os países latino-americanos e caribenhos, o Brasil também vai mal no quesito: tem o 9º pior índice do grupo. Entre os alunos de todo o país com idade entre 18 e 24 anos, 12,7% ainda cursavam o ensino fundamental em 2006.
Felizmente no nível inicial de ensino, a situação do Brasil é oposta. Em 2006, o número total de matrículas entre a 1ª e a 8ª séries atingiu 94,8% da população com idade entre 7 e 14 anos. Mas temos mais de 5% de crianças fora da escola.
Pelo que vejo, eu, ao contrário do deputado, creio que a educação fundamental de qualidade é o elemento decisivo para completar a transição de que o Brasil precisa rumo à justiça social, ao desenvolvimento econômico e à superação de suas mazelas e incongruências. A educação fundamental de qualidade poderia legar ao País maior qualificação da mão-de-obra, preparação para o exercício pleno da cidadania, a diminuição dos índices de violência, maior preocupação e ações em prol do meio ambiente, redução dos casos de doenças e gastos com saúde, combate sistemático à corrupção, aumento dos índices de produtividade na economia, inserção mais rápida ao mundo tecnológico, entre tantos outros benefícios.
Gostaria que o deputado fizesse um exercício mental, que imaginasse uma sala de aula, como tantas que conhecemos, inclusive aquela em que ele estudou antes de estudar na Faculdade de Direito de Curitiba ou que estudaram seus pais.
O que lhe viria à cabeça?
Uma mesa de professor tendo às costas um quadro negro? Fileiras de carteiras? O andamento da aula, com os alunos voltados para o professor, prestando atenção ao que é por ele ensinado? Atividades e tarefas sendo colocadas na lousa para que os alunos trabalhem individualmente e em silêncio?
Pois esta é a escola de ontem e que continua sendo aquela que está em uso nos dias de hoje na maioria das cidades do Paraná e no Brasil.
Pergunto ao deputado se acaso ele já visitou as escolas que se encontram próximas à Assembléia, e não estou falando do Colégio Estadual , que possui um regime jurídico próprio. Falo da Escola Aline Pichet ou do Professor Brandão. Vá lá, deputado, visite-as, e veja o que falta. Seguramente, nem mesmo elas prestam um bom serviço. E elas estão a menos de 1km do Palácio Iguaçu.
Se não me faltasse a educação, seguramente o mandaria à merda. Pois é e mostra incompetência. Mas tenho esperança, razão de lhe direcionar também este texto.
E, creia, continuará ainda a ser a dura realidade pela qual terão que passar milhões de estudantes. Sua perspectiva continuará sendo retilínea (olhar para a lousa e para a cabeça de seu companheiro instalado a sua frente), individualista, pautada naquilo que o professor (o "detentor" dos conhecimentos) estiver ensinando e, em grande parte dos casos, repetidora de conteúdos.
Faltam então as inovações tecnológicas?
Computadores e INTERNET seriam a resposta adequada?
Precisamos equipar as escolas com modernos "gadgets" (termo usado pelos especialistas em tecnologia para falar sobre os recursos eletrônicos incorporados ao cotidiano), como câmeras digitais, notebooks, redes wireless, scanners e tantos outros instrumentos de alta tecnologia para que surja a escola do futuro?
Ou será que nos faltam revolucionários métodos de ensino que estimulem o processo de ensino-aprendizagem , gerando verdadeiro interesse e participação dos estudantes?
Neste caso, seriam necessários também materiais didáticos inovadores e o preparo dos professores para seu uso, não é mesmo?
Eu pergunto ao deputado: Acaso o senhor sabe do que foi feito com o Projeto de Excelência das Escolas do Paraná?
O então Engº Paulo Schmidt não pode dar continuidade ao projeto, foi ser Secretário da Educação de Curitiba. Este é o compromisso com a educação que seu Partido, o PMDB, tem? Triste herança do Aníbal, com sua pança e avidez pelos recursos públicos e tráfico de influência.
Acaso o deputado já teve em suas mãos algumas das melhores revistas sobre educação, uma delas é a Revista Profissão Mestre. Seria interessante ter contato com o Júlio Clebsch. O deputado o conhece? Seguramente que não, não creio que algum deputado do PMDB ou do PT o conheça. A Revista Profissão Mestre é editada em Curitiba. Será que o Deputado Mauro Moraes sabe disso? Ou será que ele já teve acesso à Revista Nova Escola?
Mas se falamos em educação, talvez a resposta esteja na melhoria das relações entre professores e alunos. Quem sabe um aprofundamento em psicologia e relações humanas para os docentes acabe promovendo um intercâmbio, uma ponte bem constituída para a efetivação da educação nas salas de aula brasileiras. Mas para isso é necessário que os professores sejam valorizados. A começar pelos executivos e pelos legislativos municipais e estadual.
Outra possibilidade pensada por muitos se refere a ideia de que para tudo modificar é preciso melhorar a qualidade do trabalho dos gestores das redes e escolas do Paraná. Se tivermos por parte dos gestores maior foco e cobrança - tanto em relação a eles quanto deles sobre os professores e demais profissionais da escola -, planejamentos e execução meticulosa de projetos educacionais, iremos obter melhores resultados nas salas de aula. Há também os que pensam ser indispensável aumentar a participação dos pais na vida escolar dos filhos, não apenas na questão das notas, mas também conhecendo os professores, participando de eventos, etc.. Os deputados poderiam dar o exemplo.
Existem ainda aqueles que acreditam que a escola precisa estar mais atenta às mudanças da clientela que atende, ou seja, de seus alunos. Os estudantes do século XXI têm outro perfil, são mais ligados na informação, mas não sabem transformar todos os dados aos quais têm acesso em conhecimento. Como lidar com isto? E mais: de que forma tornar as escolas palatáveis aos olhos desta geração tão plugada e íntima das tecnologias? Desprezar esta realidade é sacrificar qualquer tentativa de melhorar a qualidade da educação no País.
Outra corrente advoga a ideia da aproximação entre educação e cultura para que ocorra um aprendizado lúdico, diferenciado, verdadeiramente estimulante aos olhos dos estudantes e mesmo dos professores. Cinema na escola, teatro, artes plásticas, música, dança e literatura deveriam ser colocados em pauta e transformados em meios e recursos para tornar nossas salas de aula locais em que a aprendizagem realmente acontece.
Não podemos ignorar os esforços que já estão sendo realizados para "mensurar" a educação e permitir que, através das informações coletadas, possamos entender os dilemas de nosso sistema educacional para resolver seus problemas. Há quem acredite que este esforço inicial de compreensão dos problemas educacionais a partir de exames nacionais, estaduais ou municipais das redes, escolas, professores e alunos já é mais de meio caminho andado rumo às soluções.
A formação e atualização dos conhecimentos e práticas educacionais utilizadas pelos educadores é outra forte vertente sempre colocada em pauta quando se discutem soluções educacionais. O assunto envolve ainda discussões sobre salários melhores, reconhecimento do esforço individual e coletivo de redes e escolas, gratificações e bonificações - alguns outros "nós" que estrangulam e impedem uma educação de qualidade.
Investimentos em laboratórios e projetos de ciências, bibliotecas e quadras esportivas também são colocados como alternativas importantes. Será que a Escola Aline Pichet conta com eles? Até mesmo o ensino religioso e as disciplinas que trabalham a filosofia, a sociologia, as relações humanas, a ética, a moral e a cidadania são pensados como projetos importantes.
Em qual escola do Paraná temos uma cozinha experimental? Em nenhuma, ao menos que eu saiba, mas isso é fundamental para que tenhamos paranaenses que possam decidir e preparar boas refeições em suas próprias casas, além de combater o desperdício de alimentos, que no Paraná supera a marca dos 20%. Isso mesmo, e pé importante informar isso ao Deputado: 1/5 da comida no Paraná vai para o lixo, por falta de gestão.
Mas como podemos realmente efetivar transformações que modifiquem a visão inicialmente apresentada neste artigo e que evidencia uma triste e dura realidade vivida em nossas escolas, com nossos estudantes tendo dificuldades até mesmo para as mais básicas ações, como ler, escrever e fazer cálculos matemáticos? Quem tem razão neste emaranhado de soluções que já estão sendo realizadas de forma isolada em escolas brasileiras? Seria possível apontar um destes caminhos como sendo a chave que irá desencadear a imprescindível revolução pela qual nossa educação fundamental precisa passar para alcançar a tão sonhada qualidade?
A qualidade do ensino das escolas estaduais do Paraná continua dentre as piores do Brasil. A média geral das escolas estaduais paranaenses este ano foi a sexta melhor do País, mas isso não quer dizer nada, o referencial é péssimo.
"A interpretação dada pela mídia, é uma interpretação que se suporta ou na ignorância ou na má-fé. Esse espírito de oposição não agride o governo, mas o estado do Paraná" (Governador Roberto Requião)
Este é outro ignorante, pois detesta ser contestado. Se alguém lhe disser que as escolas públicas do Paraná prestam um péssimo serviço, seguramente será seu inimigo político. É mais um que não aceita ser contestado. Mas a própria Secretária da Educação ressaltou que os alunos das escolas estaduais paranaenses mantiveram sua posição geral em relação ao ano anterior. Sem avanços.
Requião destacou que o enfoque das escolas públicas estaduais de ensino médio difere do das particulares. "A escola estadual visa a formação de um cidadão crítico, enquanto a rede privada tem foco no vestibular".
A escola estadual seguramente deve formar um cidadão crítico, mas antes de tudo deve também formar um cidadão que possa ser empreendedor, ser um bom empregado e quem sabe também cursar uma boa Universidade.
Mas temos alguns bons indicadores, o Estado do Paraná foi o único a apresentar crescimento no número de matrículas no ensino médio entre os estados do Sul e Sudeste, mas temos que reconhecer, investe muito na qualidade do ensino: A maior parte das escolas estaduais possui um desempenho abaixo da média nacional, com destaque para a baixa qualidade pedagógica, abandono e ou violência, isso sem contar com as péssimas instalações. E vale mais uma vez o convite ao deputado, o de visitar as duas escolas próximas à Assembléia. A Escola Aline Pichet fica na Rua Eurípedes Garcez Nascimento, que é continuidade à direita da Rua Marechal Hermes, a rua que passa por detrás da Assembléia. Ou visite o Colégio Professor Brandão, que fica duas quadras acima da Assembléia Legislativa do Paraná.
Vejo que o tema que o deputado deveria focar era a violência nas escolas, que pelo jeito, entende um pouco do assunto, mas será que ele apóia o Projeto Não-violência (http://www.naoviole ncia.org. br/)?
Deputado Mauro Moraes, ensino superior não é prioritário! A iniciativa privada e as entidades confessionais podem fazê-lo muito melhor. Antes devemos nos concentrar no ensino fundamental e no profissionalizante, pos se não o fizermos anulamos o potencial dos brasileirinhos que nascem no Paraná.
Acaso o deputado sabe qual deve ser o papel do Estado?
"Os dois grandes fracassos do ensino universitário no Brasil são: não prepararam os alunos para a livre iniciativa, empreender em especial, mas o mais grave é que não preparam professores e mestres que saibam ensinar e enfrentar a triste realidade do ensino fundamental no Brasil". (Gerhard Erich Boehme)
¹)
A função do Estado é servir ao povo, servir à sociedade dos homens. Servir significa sustentar, valorizar e tornar cada vez mais equilibrada a realidade do povo, não retirando do cidadão sua autonomia, mas sim realizando somente aquilo que as Províncias, Cidades, Comunidades, Famílias e finalmente o indivíduo não podem fazer. Em uma sociedade sadia, primeiramente as pessoas se organizam em grupos e movimentos dentro de um contexto de comunhão e afinidades, para responder às necessidades profundas e às exigências originárias de cada pessoa, depois sim entra o Estado na vida do cidadão, não como uma entidade formada por parasitas, mas que realize aquilo que o cidadão não pode ou não tem interesse em realizar.
A sociedade brasileira anseia por um Estado forte em suas competências fundamentais, a começar pela justiça, incluindo, nos Estados, seus primeiros passos através da polícia judiciária (Polícia Civil e Polícia Técnico-cientí fica), segurança pública - prevenção aos crimes, tributação racional, sem privilégios e suportável, relações exteriores, defesa nacional, saúde pública, usw., de forma que o brasileiro tenha bons serviços públicos e saiba realmente o que isso significa:
Bens públicos têm como característica essencial a impossibilidade de limitar o seu uso àqueles que pagam por ele.
Devemos entender que é prioritário o investimento em saúde pública e educação fundamental, pois são serviços cuja provisão também deve ser garantida subsidiariamente pelo Estado, apesar de que a melhor solução provavelmente se encontra no financiamento a cada contribuinte para aquisição desses serviços, seja diretamente ou através de entidades cooperadas, privadas ou confessionais e não na prestação direta do serviço pelo Estado, sempre em fiel observância ao Princípio da Subsidiariedade. Os gastos estatais nesses setores se justificam porque geram externalidades positivas para a sociedade, que se beneficia de uma população educada e sadia, benefícios estes que não poderiam ser individualmente apropriados por investidores privados. Além disso, existe um argumento normativo: os gastos nessas áreas reduzem as diferenças de oportunidade dos indivíduos no momento da partida do jogo social, para que a partir daí a competição ocorra baseada nos talentos e méritos de cada um.
Devemos privilegiar o direito à propriedade privada, pois ela cria oportunidade e nutre comprometimento em preocupar-se com a idade e adversidades da vida.
Cabe ao Estado ser forte em suas atribuições básicas, que na esfera Federal são: Emissão e controle da Moeda, através de um Banco Central independente, Relações Exteriores, Supremo Tribunal Eleitoral, Supremo Tribunal Federal, Comércio Exterior, Forças Armadas, Segurança Pública nas faixas de Fronteira, Polícia Federal, normatização da Aviação Civil, Marinha Mercante, Vigilância Sanitária e Obras de Integração Nacional, Administração de Parques Nacionais, Administração Indígena, diretrizes de Meio Ambiente, Propriedade Intelectual, Energia Nuclear, e Previdência Pública Federal. Se observarmos o Princípio da Subsidiariedade, podemos concluir que caberia ao Estado apenas a solução de três grupos de problemas econômicos: bens públicos, externalidades negativas e positivas, monopólios naturais.
O que temos: bens públicos são mal geridos e não entendemos o seu significado, externalidades negativas são desprezadas pela sociedade, com destaque ao ensino fundamental que ainda não é compromisso dos brasileiros e os monopólios naturais, os quais estão a serviço de interesses privados. Cabe ao Estado assegurar a liberdade de se empreender. A melhor qualidade de vida, o desenvolvimento e as melhores condições de geração de trabalho riqueza e renda serão consequências naturais, ainda mais para nós brasileiros, que contamos com um potencial enorme de recursos naturais como bem nos lembra o Pesquisador Carlos Nobre no último Planeta Sustentável da Revista Você S/A: "A invenção de uma nova economia".
Acesse: http://vocesa. abril.com. br/sumarios/ 0125.shtml
Não é à toa que somos um dos países mais violentos do mundo, onde mais de 10% de nosso PIB é gasto com a violência.
Segundo o IPEA seriam 5%: http://www.nevusp. org/portugues/ index.php? option=com_ content&task= view&id=199& Itemid=29
E para finalizar espero que este texto chegue ao conhecimento de nossos deputados, do deputado Mauro Moraes em especial, antes que os mesmos comentam mais um erro no que se refere à gestão de nossos recursos, pois somos penalizados por uma das cargas tributárias mais altas do mundo.
Além de ser um verdadeiro manicômio, a carga de impostos, taxas e contribuições cobradas das pessoas e empresas drena todos os recursos da sociedade que poderiam estar sendo aplicados na produção e consumo, sem contar que limitam os juros, os recursos para criar e desenvolver os negócios, criar novos produtos e principalmente remunerar dignamente aqueles que optaram por se abdicar do consumo no passado confiando no empreendedorismo e a realização profissional.
Assim, além de simplificar a legislação tributária, a União, os estados e municípios deveriam se comprometer em reduzir significativamente a carga de impostos. Este entrave expõe o brasileiro à escravidão, pois contribui e os recursos não retornam à sociedade através de serviços públicos de qualidade, em especial o ensino básico de qualidade e a segurança pública. Atualmente temos a perda de liberdade de ir e vir em muitos lugares e períodos do dia, sem contar o elevado custo de vida resultante com as despesas para conferir ao cidadão melhores condições de segurança. O cidadão é triplamente penalizado, paga impostos para ter segurança pública, aloca recursos na segurança pessoal e sofre os resultados (prejuízos materiais, morais, físicos, sem contar as vidas humanas que são imensuráveis) da violência e a impunidade devido a falta de justiça. O resultado é o custo de vida crescente, piores condições de qualidade de vida e a sonegação, a corrupção e falta de transparência nas contas públicas.
"Triste é a realidade brasileira, continuamos a ter o maior índice de analfabetos em toda a América Latina. Com isso criamos o nosso principal entrave ao nosso desenvolvimento" (Gerhard Erich Boehme)
O Meu País - Zé Ramalho
------------ --------- --------- --------- --------- --------- -
Livardo Alves - Orlando Tejo - Gilvan Chaves
http://www.youtube. com/watch? v=pbTe4SSVvzI& feature=player_ embedded
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país
Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país
Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país
Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o Brasil em mil Brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
------------ --------- --------- --------- --------- --------- -
Gerhard Erich Boehme
gerhard@boehme. com.br
Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes