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humanismosecularpt · Humanismo Secular Portugal

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#477 De: "carlos artur ferreira de moura" <c.artur@...>
Data: Qua, 7 de Nov de 2001 10:34 pm
Assunto: RE: Mulheres contra lei do aborto
marx212001
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A qustão do Interrupção Voluntária da Gravidez, é uma questão que apenas por
falta de governabilidade política do nosso país permite que actualmente na Maia
17 Mulheres estejam em julgamento, conjuntamente, com a presumível autora
material do crime. Porquê? Um porque temos um parlamento soberano que ao votar
um projecto lei este tem força de lei, e apenas a cobardia política do partido
suporte do Governo possibilita que tal lei seja submetida a referendo,
subvertendo as figuras legislativas nacionais, daí que qualquer que fosse o
resultado deveria ter sido promulgada a lei aprovada pelos representantes da
Nação.
Dois, porque só é possível combater com eficácia os problemas conhecidos,
enquanto a prática da IVG for matéria de esconso e vão de escada não se pode
fundamentar uma política de apoio à maternidade e combater uma prática tão
nefasta. Sejamos realistas o Aborto não é, por razões fisicas e psicológicas,
uma alternativa deixando sequelas por vezes muitíssimo graves a quem a ele
recorre, principalmente nas situações vergonhosas e viciosas nas quais se
processa hoje em dia.
Em termos morais tenho de reconhecer que não sou favorável à IVG, mas por isso
mesmo acho importante que seja despenalizado para que quem a ela recorre possa
ser auxiliado antes ou depois se disso for caso.
Saudações a todos
Carlos Moura


-----Original Message-----
From: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Sent: Tue, 06 Nov 2001 22:24:02 -0000
To: "humanismosecularpt@..."
<humanismosecularpt@...>
Subject: [humanismosecularpt] Mulheres contra lei do aborto

Mulheres contra lei do aborto

ALFREDO TEIXEIRA

"António Guterres é um traidor de meia tigela". Palavras de Maria
José Magalhães, da Plataforma pelo Direito a Optar, que traduzem o
sentimento de dezenas de mulheres que desde o início de Outubro se
concentram junto à sala de audiências do "improvisado" Tribunal da
Maia onde estão a ser julgadas 17 mulheres acusadas da prática de
interrupção voluntária da gravidez. A Plataforma tem aproveitado este
processo judicial para protestar contra a hipocrisia e injustiça da
lei e relançar, depois do fracasso de 1998, a discussão em volta da
despenalização do aborto. No próximo dia 12, Helena Roseta estará na
linha da frente da manifestação.

"Três anos depois nada foi feito. Não se despenalizou o aborto mas,
ao contrário do prometido, não foram dadas alternativas às mulheres.
O Estado continua a não disponibilizar uma educação sexual condigna",
acrescenta Maria José Magalhães. E a prova está num estudo recente
onde se afirma que "um terço da população feminina portuguesa não
sabe nada sobre o ciclo menstrual nem sabe como se toma a pílula".

O resultado desta política é que a clandestinidade da prática do
aborto continua a existir e "a mulher acaba por ser a principal
criminalizada, social e judicialmente". A Plataforma diz que em
Portugal 12 mulheres já foram julgadas. Oito foram condenadas.

No Tribunal da Maia são acusadas 17 mulheres, num total de 43
arguidos, desde empregadas domésticas, cabeleireiras, costureiras,
médicos, assistentes sociais, enfermeiros, farmacêuticos e taxistas.

in Diário de Notícias, 6 de Novembro de 2001

http://www.dn.lusomundo.net/noticia/mostra_noticia.asp?
CodNoticia=8785&CodEdicao=47&CodAreaNoticia=2

Um abraço,

Miguel


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#479 De: jmsilv@...
Data: Seg, 12 de Nov de 2001 3:53 pm
Assunto: policonceitualização teísta
jmsilv
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Policonceitualização teísta

Nunca serei capaz de perceber como é que um livro igual a qualquer
outro pôde tornar-se naquilo que se tornou aquilo a que damos o nome
de Biblia.
=== quando escrevi esses comentários sobre os dez mandamentos, eu
estava ciente de quão absurda a bíblia é, mas, eu o escrevi mais para
ateus ou aqueles que estão na dúvida do que realmente para os que
aceitam seus absurdos, não se esqueça que a pessoa é convencida a ser
cristã geralmente sem nunca ter lido a bíblia. A sociedade brasileira
já é cristã por uma questão de reforço comunitário. É impossível para
um brasileiro não ser exposto a essa fé no seu dia a dia por várias
fontes. Você liga a tv, lá está cristo. Você ouve rádio, alguém
menciona cristo. Você lê uma revista cientifica, alguém menciona
Deus. E quando se fala em Deus, se pensa nas religiões existentes e
todas elas, no Brasil, aceitam a bíblia de uma forma ou de outra.
Desde católicos, evangélicos, protestantes até espíritas, esotéricos,
orientalistas, Nova Eras, etc.
Isso cria uma realidade virtual ou cultural para as pessoas desde o
nascimento e as hipnotiza. E ai elas passam a ver tudo sob essa
ótica. As várias expressões na nossa língua demonstram isso. Se você
repetir algo milhões de vezes, as pessoas passam a acreditar que é
verdade mesmo que os fatos digam o contrário.
A crença na bíblia se deve a propaganda feita nas igrejas e nos meios
de comunicação e pelos fiéis a sua volta e não por ela em si. A
maioria dos cristãos nunca nem leu a bíblia. Esse é o livro menos
lido na história.
Na minha opinião o que acontece é o seguinte. Uma pessoa está
passando por situações difíceis na vida, entra numa igreja, é bem
recebido, lhes explicam que tudo que lhe acontece tem uma razão de
ser, ai o intelecto se cala um pouco, lhes explicam que não importa o
quão ruim seja sua vida agora, ela vai herdar o céu, um local
perfeito se se entregar a cristo. Que sua vida aqui também vai mudar.
Basta ela se entregar.
Ai a pessoa se entrega e cria um personagem imaginário. Um gênio da
lâmpada, eu chamo isso de Complexo de Aladdin. A diferença é que esse
gênio só lhe dá o que ele acha que vai lhe fazer bem. Essa idéia é
necessária porque a pessoa nunca consegue tudo o que quer. Uma vez
que a pessoa aceita isso pela fé que vem de outras fontes e não
necessariamente da bíblia, ela quer acreditar nela porque pensa que
ela é a fonte de tudo que ela está sentindo de bom.
Eu não creio que é na verdade o medo do inferno que faz as religiões
crescerem e sim a recompensa do céu. E as pessoas aceitam essas
crenças sem as analisarem desde a infância. Essa lavagem cerebral
começa muito cedo.
A pessoa quer acreditar em tudo isso por várias razões psicológicas e
também porque ao freqüentar a igreja e até mesmo simplesmente viver
num país cristão, tudo a leva na direção de que a bíblia é
verdadeira. Quando ela começa a ler a bíblia é exposta a coisas que
vão contra o senso comum, a moral e tudo mais. Mas ela já partiu do
pressuposto que a bíblia é verdadeira e ela quer acreditar nisso por
várias razões, mas principalmente para manter a sua fé adquirida
antes da leitura da mesma.
Elas associaram Deus a bíblia, e negar a bíblia é o mesmo que negar
Deus. Elas nem conseguem conceber Deus fora da bíblia por causa do
reforço comunitário. Se todos os religiosos aceitam Jesus e Jesus é o
personagem central da bíblia, negar a bíblia é negar Jesus e negar
Jesus é negar Deus. Isso acontece até mesmo com ateus, eles ao
negarem Deus, estão negando todos os conceitos de Deus por causa de
terem rejeitado a bíblia, em geral, e não porque realmente pensarem
no conceito de Deus examinando todos os conceitos possíveis.
Então o que acontecesse é o seguinte. A fé se torna um esforço de
vontade. E quanto maior a força de vontade da pessoa, mais firme na
fé ela fica. E mais teimosa ainda. Quando você desafia um crente com
a lógica, ele simplesmente vai entender que você está testando sua
força de vontade e não exatamente seu intelecto. Os crentes
inteligentes vão dar tratos a bola para resolver esse enigma. Mas
eles não vão deixar seu intelecto dominarem sua vontade que é
dominada pelos seus desejos e necessidades psicológicas geradas pela
comunidade que criou uma realidade virtual hipnótica. Ele quer
acreditar e, portanto tudo que ele não conseguir explicar, ele vai
atribuir a fraquezas do intelecto e não a inverdades. Portanto fé
está ligada a querer e não a intelectar.
Agora se você, ao invés de ficar fazendo afirmações categóricas como
a maioria dos ateus faz (Ao fazer afirmações categóricas você está
falando a mesma linguagem dele, e ai ele vai entender que você tem
sua fé e ele tem a dele) e passar a faze-lo duvidar de tudo que
acredita usando uma linguagem amigável e enfatizando bons valores
(Tentando ser amigo e mostrando compaixão e não enfrentando e
humilhando), ai você tem mais chances de faze-lo mudar de idéia
porque o intelecto se torna muito poderoso e pode até derrubar a
vontade, creio eu. Eu já desconverti muita gente ou transformei
fanáticos em liberais o que para mim já está bom. Eu transformei toda
minha família, e dizem que santo de casa não faz milagres.



Porque haveríamos de acreditar que toda aquela poesia é algo de
extraordinário?
==== O mesmo crente lê e assiste na televisão tudo sobre a mitologia
grega e outras e não acredita tanto quanto você, mas ele não foi
hipnotizado desde o berço por toda a sociedade a acreditar nelas.
Está ai a explicação, penso eu. Não é a mitologia em si e sim o
hipnotismo cultural.


Aliás, é, com frequência, má poesia. Não tem nada que possa validar a
adoração de que é objecto. É uma seca das antigas. Isto não faz
qualquer sentido. Como se a Bíblia não bastasse ainda havíamos de
levar com o Corão. Já alguém deu uma olhadela no livro de Mórmon? É
de morrer a rir! Ridículo. Nunca serei capaz de perceber como é que
literatura do pior que há pode ser vista como sagrada.
Não percebo e muito menos me conformo.


=== O crente diria o mesmo dos Vedas, do Bhagavad Gita, do Alcorão,
etc. Ele está tão hipnotizado por sua realidade virtual (Cultura ou
Matrix) que ele não consegue escapar dela. O mundo é uma
interpretação mental e sendo assim, dependendo das teorias que você
aceita, você vai interpretar tudo segundo elas, e todo o seu modo de
pensar e ver as coisas está ligado às teorias ou hipóteses que você
aceita. E a maneira que as pessoas aceitam as hipóteses e teorias
sociais não é o do mesmo jeito que a ciência.


  E porque haveríamos de gostar da ideia de sermos fruto da imaginação
de um deus furioso, mau e ciumento como Jeová?
=== não é uma questão de gostar. O problema é que é o único conceito
de Deus aceito pelas religiões oficiais e uma vez que a pessoa entra
na igreja, seus conceitos anteriores de Deus são substituídos por
esse ou modificados a ponto de abranger esse e para a pessoa fazer
isso já tem que jogar a lógica na lata do lixo. Ela associa Deus a
religião e não a um conceito individual e pessoal. Ela aceita os
conceitos criados por homens que sofriam da doença chamada
monoteísmo.
Monoteísmo: Doença que afeta o cérebro do paciente e ele passa a crer
que é o único individuo no universo que tem o conceito certo de Deus
e ai ele, por ser um ser social e ter a necessidade de se comunicar,
passa a pregar seu conceito para todos negando todos os outros
conceitos possíveis de Deus. E forma seguidores e os molda segundo
seu conceito. E seus seguidores pegam a doença e param de tentar
conceitualizar livremente outros tipos de Deus segundo sua
personalidade e passam a aceitar somente essa interpretação como
verdadeira. Mas como todas as pessoas são diferentes, ninguém vai
conseguir interpretar esse conceito adquirido igualmente e por isso
temos os cismas religiosos. Essa doença provoca todo tipo de
intolerância porque somente um conceito é aceito e da intolerância
vem os cismas e as guerras. A cura para essa doença é a aceitação da
policonceitualização teísta, ou seja, a idéia que Deus é uma questão
pessoal e não organizacional e que todas as pessoas tem o direito de
ter as concepções que quiser de Deus e que ninguém tem o direito de
impor seus conceitos de Deus sobre os demais pelo uso da força. E a
policonceitualização teísta incluiria todos os conceitos de Deus,
inclusive a sua não existência. Se eu tivesse condições financeiras
eu abriria uma associação desse tipo e a chamaria de
policonceitualização teísta é claro e assim atrairia todas as pessoas
para o debate franco e aberto nela. Forçar as diferentes crenças a
conviverem no mesmo local obrigaria todos a serem mais tolerantes uns
com os outros e aceitarem diferentes idéias dos diferentes conceitos
de Deus e até mesmo da sua não existência e principalmente faria
todos verem que são todos seres humanos e que não devemos desumanizar
ninguém pelo que crê.



José Moreira da Silva

#480 De: Roberto de Barros Freire <teofrei@...>
Data: Qui, 15 de Nov de 2001 6:48 pm
Assunto: apresentação
teofrei@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Meu nome é Roberto de Barros Freire, sou professor de
filosofia, agnóstico, socrático e anarquista. Já tinha
me associado a essa lista, mas como mudei de provedor,
estou me reescrevendo.
Saudações
Roberto

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#481 De: jmsilv@...
Data: Qui, 15 de Nov de 2001 8:19 pm
Assunto: Formação de pensadores livres
jmsilv
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
O sistema de educação que proponho tem uma idéia central para o
ensino de todas as matérias. A idéia central é que todos que estão
estudando tem uma visão de mundo quando entram na escola e o papel da
mesma é ampliar ou modificar essa visão de mundo. Só que se você
modificar a visão do mundo da pessoa sem que esta tenha passado por
um processo critico, ela simplesmente está aceitando tudo pela fé. Fé
na igreja e fé na escola. A vida se torna um Auto da Fé geral. E todo
treinamento posterior também é um Auto da fé. Minha posição é que
tudo que é ensinado tem que ser debatido. O foco central do ensino
seria a geração de debates. E o professor seria um mediador e um
proponente dos temas a serem discutidos.
Na vida precisamos fazer quatro coisas constantemente. Ler e
escrever, ouvir e falar. A leitura é usada para você ser exposto a
idéias e a audição também. São atividades passivas. E se eu não me
engano, a maior parte da atividade escolar é dedicada a elas. As
atividades ativas são o falar e o escrever. E para falar e para
escrever você tem que aprender a persuadir e convencer. Praticamente
toda fala e toda escrita é uma proposta para persuadir o ouvinte e o
leitor. Hora, se uma pessoa não aprender essas atividades na escola,
ela vai ter mais dificuldades em toda sua vida porque na vida
profissional seja política ou comercial passamos a maior parte do
tempo persuadindo alguém ou sendo persuadido.
E a fala é um reflexo do pensamento. Portanto ao ensinar alguém a se
expressar, a convencer e persuadir, você está ensinando as pessoas a
organizar seus pensamentos. E para organizar os pensamentos é preciso
de lógica. Aprendemos mais quando fazemos. Você pode querer ensinar
lógica passivamente, mas o melhor meio é forçar alguém a debater e ai
ela vai ter que convencer, e, portanto vai aprender a se ordenar. Ela
também vai ter que tomar cuidado com o que fala, pois tudo que disser
vai ser usado contra ela pelo oponente. Essa atitude adversarial sem
violência, na minha opinião, é o ponto máximo para a formação de
indivíduos lógicos e por isso a Grécia em pouco tempo educou toda uma
população selvagem e desenvolveu tantos pensamentos indispensáveis
hoje para o ser humano.
Se você for a um bar, a qualquer ambiente para relaxamento, verá as
pessoas discutindo constantemente. Só que o nível de discussão é
muito baixo. As pessoas em geral não sabem argumentar e tudo isso é
culpa do sistema passivo de ensino.
Resumindo tudo. A escola pediria para os alunos estudarem textos em
casa e depois teriam que ir a escola debater suas opiniões de acordo
com o que entenderam com todos os alunos e não haveria nenhuma
censura e tampouco o professor seria o dono da verdade. Ele teria que
provar seus pontos também e depois dos debates os alunos teriam que
escrever suas opiniões na forma de tese. Isso substituiria as provas.
Nesse tipo de método o pensamento crítico seria o destaque da escola
e não a memorização de dogmas. Porque tudo que é aceito sem analise é
dogma desde fatos científicos até crenças religiosas e populares.

José Moreira da Silva

#482 De: "Sérgio Taborda" <sergiotaborda@...>
Data: Sex, 16 de Nov de 2001 5:03 pm
Assunto: Re: Formação de pensadores livres
sergiotaborda
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>Minha posição é que
>tudo que é ensinado tem que ser debatido.

Estás ciente do tempo que isso implica ?
Nós não mais vivemos na época dos gregos quando não havia nada que fazer
(havia alguem que fazia) e se podia passar o tempo a debater.

>O foco central do ensino
>seria a geração de debates. E o professor seria um mediador e um
>proponente dos temas a serem discutidos.

A ideia, em si, não é má. O problema está na implementação.
para gerar debates uma das coisas necessárias é que todos saibam do que se
está a falar.Isso implica em se informar.(não necessáriamente em ler)
Hoje em dia o professor dá a informação, mas depois não ha debate. Apenas se
aceita, como dizes, num acto de fé. E se tiram duvidas caso necessário.
Normalmente, o tirar de duvidas é o que está mais perto do debate.
Por outro lado, se o professor é o mediador de um debate ele nem precisaria
de saber do que se fala, mas apenas "controlar" quem fala, como, quando,
etc...

SE os alunos lessem tudo, e aprendessem pelo que leêm, então para que serve
o professor ? Para "corrigir" os testes ?


>Essa atitude adversarial sem
>violência, na minha opinião, é o ponto máximo para a formação de
>indivíduos lógicos e por isso a Grécia em pouco tempo educou toda uma
>população selvagem e desenvolveu tantos pensamentos indispensáveis
>hoje para o ser humano.

Lembro que esses gregos de que falas, não eram todos os gregos.
Para começar, eram só homens.


>Resumindo tudo. A escola pediria para os alunos estudarem textos em
>casa e depois teriam que ir a escola debater suas opiniões de acordo
>com o que entenderam

Mas isso já se faz. E o que acontece quando se pede para "lerem em casa" ?
... a maioria não o faz. Seja pq não pode, seja pq não quer.


>Ele teria que
>provar seus pontos também e depois dos debates os alunos teriam que
>escrever suas opiniões na forma de tese.

Hum...esse método é um pouco estranho. Obriga a um enorme despêndio de
tempo. Primeiro para ler, depois para escrever.
E se as pessoas ocuparem todo o seu tempo com isso, o que lhes resta? que
tempo lhes resta para as outras coisas da vida?
Acaso essas coisas não são importantes?

Pessoa que apenas leêm e escrevem, são felizes ?

[]
Sérgio

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#483 De: José Moreira da Silva <jmsilv@...>
Data: Sex, 16 de Nov de 2001 7:10 pm
Assunto: RES: Formação de pensadores livres
jmsilv
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
>===Minha posição é que tudo que é ensinado tem que ser debatido.

***Estás ciente do tempo que isso implica ? Nós não mais vivemos na época
dos gregos quando não havia nada que fazer  (havia alguem que fazia) e se
podia passar o tempo a debater.
=== Estou perfeitamente ciente do tempo que isso leva. Um tempo muito mais
proveitoso que ficar olhando para um livro enquanto o professor fala coisas
que entram por uma orelha e saem pela outra. Nossa diferença, creio eu, é
que você está pensando no acumulo de informação e não no desenvolvimento do
pensamento. Eu vejo ensinar como desenvolver não só o pensamento como também
o caráter do aluno e não somente faze-lo engolir informações que nem está
interessado em saber. Eu penso que o papel da escola é desenvolver a
curiosidade, o desejo de saber mais e não empurrar informações
dogmaticamente. Portanto eu me concentro na prova que vão ter e ela contem
todos os pontos a serem ensinados. E quantas perguntas tem provas e testes?

===O foco central do ensino seria a geração de debates. E o professor seria
um mediador e um proponente dos temas a serem discutidos.

****A ideia, em si, não é má. O problema está na implementação. para gerar
debates uma das coisas necessárias é que todos saibam do que se  está a
falar.Isso implica em se informar.(não necessáriamente em ler) Hoje em dia o
professor dá a informação, mas depois não ha debate. Apenas se     aceita,
como dizes, num acto de fé. E se tiram duvidas caso necessário. Normalmente,
o tirar de duvidas é o que está mais perto do debate. Por outro lado, se o
professor é o mediador de um debate ele nem precisaria  de saber do que se
fala, mas apenas "controlar" quem fala, como, quando,   etc...
SE os alunos lessem tudo, e aprendessem pelo que leêm, então para que serve
o professor ? Para "corrigir" os testes ?
==== Se você prestar atenção no que eu disse acima, está escrito que o
professor propõe todos os pontos a serem debatidos e é lógico que ele
conhece os pontos, pois os mesmos serão as matérias a serem ensinadas e ele
deve conhece-las muito bem. E quando ele propõe algo a ser debatido ele
manda ler um artigo, ou parte de um livro, qualquer coisa e depois no
processo de debate, ele tira dúvidas, faz alunos dizerem o que entenderam,
faz outros participarem, não escolhe sempre os mesmos, etc.

===Essa atitude adversarial sem violência, na minha opinião, é o ponto
máximo para a formação de indivíduos lógicos e por isso a Grécia em pouco
tempo educou toda uma população selvagem e desenvolveu tantos pensamentos
indispensáveis hoje para o ser humano.

****Lembro que esses gregos de que falas, não eram todos os gregos. Para
começar, eram só homens.
===Claro. Eu sei isso. A sociedade deles era menos democrática que a nossa
apesar de terem desenvolvido o conceito democrático. Eles chegariam a nosso
nível se não tivessem sido interrompidos. Muitos gregos já estavam falando
contra a escravidão, contra a não participação de mulheres, etc. Mas tudo
isso é irrelevante. O tempo que eles desenvolveram a ciência, a filosofia,
entre outras coisas foi incrivelmente rápido e o sistema de ensino é o que
estou falando aqui.

===Resumindo tudo. A escola pediria para os alunos estudarem textos em casa
e depois teriam que ir a escola debater suas opiniões de acordo com o que
entenderam

***Mas isso já se faz. E o que acontece quando se pede para "lerem em casa"
... a maioria não o faz. Seja pq não pode, seja pq não quer.
=== Não fazem porque não vão passar por idiotas na sala de aula. No sistema
que falo o professor vai chamar alunos aleatoriamente, portanto ninguém vai
saber quem vai ser chamado e, portanto se não se preparar, vai ser tido como
o idiota dá classe. Porque o professor vai chamar dois alunos e pedir para
os mesmos discutirem o que entenderam e vai interromper e esclarecer e
provar seus pontos para os alunos, ele será um mediador ativo também. Depois
o professor vai pedir para outros alunos dizerem quem acham que entendeu
melhor, que provou seu ponto etc. isso vai obrigar todos a pensarem no que
estão aprendendo.

===Ele teria que provar seus pontos também e depois dos debates os alunos
teriam que escrever suas opiniões na forma de tese.

***Hum...esse método é um pouco estranho. Obriga a um enorme despêndio de
tempo. Primeiro para ler, depois para escrever. E se as pessoas ocuparem
todo o seu tempo com isso, o que lhes resta? que tempo lhes resta para as
outras coisas da vida? Acaso essas coisas não são importantes?

Pessoa que apenas leêm e escrevem, são felizes ?

=== Sim. Ele requer tempo porque a pessoa está aprendendo coisas que vai ter
que usar toda sua vida. Todos têm que escrever, ler e falar e convencer o
tempo todo no dia a dia. Isso é mais importante que acumular informações que
não entendem e que repetem como papagaios. Pessoas que lêem e escrevem
melhor conseguem os melhores cargos por causa da clareza da comunicação que
vem do pensamento organizado. Estamos vivendo numa era da comunicação e quem
não é eficaz nisso sofre conseqüências. Mas o tempo não é tanto quanto você
imagina. Para falar a verdade dá para ensinar uma pessoa usando esse método
e a pessoa aprende mais rápido que no método convencional dedicando o mesmo
tempo se não menor tempo. Como sei disso? Porque já testei com meus
vizinhos, parentes, amigos e numa favela perto da minha casa como
voluntário. Meus alunos bateram nos outros nos testes e provas convencionais
na escola usando o método tradicional.
Mas é lógico que eu não dei todo o método em um post. Mas a idéia central é
perguntas e respostas e debates sobre tudo que vai cair nas provas, testes e
exames. A leitura do material que circunda as perguntas, respostas e debates
fica a cargo do aluno, se ele não fizer isso, não passa e não vai ter
condições de pedir para outros fazerem o trabalho por eles em casa, pois vão
ter que demonstrar que conhecem a matéria na parte de perguntas e respostas
e o debate investiga o porque.
_________________________________________________________________

#484 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Sáb, 17 de Nov de 2001 4:17 pm
Assunto: Padre critica lei do aborto
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
:-) Felizmente que existe alguma democracia na Igreja Católica! ;-)


--//--


Lusa

A despenalização do aborto é a melhor forma de defender a vida humana
e a dignidade das mulheres, defendeu esta terça-feira, na Maia, o
padre Mário de Oliveira, que acusou a Igreja Católica de «hipocrisia»
no tratamento da questão.

No início de mais uma sessão do julgamento de 17 mulheres acusadas da
prática de aborto ilegal, o padre Mário de Oliveira, autor do
livro «Fátima nunca mais», aderiu ao protesto organizado pela
Plataforma pelo Direito de Optar, transmitindo assim a
sua «solidariedade incondicional» com as mulheres que estão a ser
julgadas.

Segundo o padre, tem havido uma «grande hipocrisia» da sociedade e da
Igreja Católica que, «a pretexto da defesa da vida, tem tentado
boicotar a lei da despenalização», «mais defensora da vida do que a
actual».

«Toda a sociedade deveria perceber que estas mulheres que aqui estão
a ser julgadas são vítimas da hipocrisia», sustentou, manifestando-
se «contra o aborto, mas a favor da alteração da lei», de forma a
permitir que as mulheres que consideram não ter alternativa possam
interromper a gravidez em condições de higiene e segurança.

Para o padre Mário de Oliveira, a melhor forma de defesa da vida
é «deitar por terra a negociata em torno do aborto».

«A alteração da lei, permitindo a interrupção da gravidez até
determinada altura, não obriga ninguém a abortar, pelo contrário dá
às mulheres a possibilidade de ouvir conselhos de alguém sem
interesses monetários, no sentido de as fazer mudar de ideias,
indicando-lhe caminhos alternativos», argumentou.

Na manifestação desta terça-feira esteve também presente um grupo de
mulheres de Lisboa, pertencentes a diversas organizações que integram
a Plataforma pelo Direito de Optar.

Foram ainda divulgados depoimentos de diversas personalidades que
aderiram já ao movimento de apoio ao grupo que está a ser julgado na
Maia e a todas as mulheres que diariamente têm de recorrer à
clandestinidade para abortar.

Anabela Mota Ribeiro, Nuno Grande, Margarida Botelho, Ilda Figueiredo
e Paula Moura Pinheiro são autoras de algumas das mensagens de
solidariedade com as mulheres e protesto contra a actual lei do
aborto.

As acções da «Direito de Optar» realizadas na Maia, visam, além de
demonstrar solidariedade com as mulheres acusadas, lançar a discussão
na sociedade civil e recolocar a questão na Assembleia da República
para que os deputados no exercício das sua competências decidam sobre
a despenalização do aborto.

in Portugal Diário

http://www.portugaldiario.iol.pt/index.php?article=16035&visual=21

#485 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Sáb, 17 de Nov de 2001 4:21 pm
Assunto: Aborto: direito de julgar?
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Aborto: direito de julgar?

Dezassete mulheres acusadas de terem abortado estão a ser julgadas,
na Maia, num megaprocesso com 43 arguidos. Mais de três anos corridos
sobre o referendo, não há nada de novo em matéria de planeamento
familiar e mantém-se uma pena de prisão de três anos por interrupção
voluntária da gravidez

Rosa Ruela / VISÃO nº 454    15 Nov. 2001

Primeiro, pediram-lhe para ficar de pé, no meio da sala, junto de uma
cadeira de plástico verde-escuro. E ali ficou à vista de todos, bem
iluminada pelos néons filtrados por panos brancos drapeados como nas
tendas de casamento, a dizer em voz estranhamente alta o nome
completo, os seus 24 anos, o estado civil – solteira – a morada no
bairro social do Cerco do Porto. Depois, deram-lhe autorização para
se sentar, e começaram com perguntas difíceis de responder mesmo sem
microfone à frente.

Devia explicar-se sempre, e sempre com a verdade, avisara a
presidente do colectivo do 4.º Juízo do Tribunal Judicial da Maia.
Mas não demorou muito para que as lágrimas lhe aguassem as palavras,
os soluços lhe quebrassem as frases. «Não tinha condições económicas
para ter outra criança...», deixa ouvir num pavilhão do Complexo
Municipal de Ténis da Maia transformado em sala de audiências de
tribunal. Hoje, já quase esqueceu as cenas de pancadaria que o
companheiro lhe fazia, o seu vício do jogo, a falta de dinheiro para
tratar a bronquite asmática da única filha de ambos. Porém, no dia 27
de Dezembro de 1999, a ecografia realizada no Hospital de Santo
António, no Porto, só veio confirmar a sua decisão: não podia seguir
com aquela segunda gravidez.

«Ela chegou à minha beira, muito chorosa, e contou-me que os óvulos
[intra-uterinos] tinham falhado», relata a vizinha Isabel, sua
testemunha abonatória. «Disse-me que ia fazer "aquilo", que era a
única solução porque não queria outra criança com a doença da filha,
então com 3 anos. Que ia tentar saber onde fazer.»

Era a única solução, acreditou na altura e acredita agora que já
confessou, perante três juízes e um delegado do Ministério Público, a
prática do «crime de aborto». Entre as 17 mulheres que incorrem numa
pena até 3 anos de prisão, ela foi uma das duas únicas que optaram
por prestar declarações em tribunal. As restantes remeteram-se ao
silêncio permitido por lei, solicitando, na sua maioria, a dispensa
das audiências iniciadas há mais de um mês.

Já todas notaram que as atenções do colectivo de juízes estão
sobretudo viradas para a arguida principal – uma enfermeira-parteira
do Hospital de São João, detida desde Fevereiro do ano passado. Maria
do Céu Martins Ribeiro, 46 anos, é acusada de ter montado uma clínica
de interrupções de gravidez nas traseiras da sua casa e organizado
uma rede de angariadores entre técnicos de farmácia, enfermeiros, um
taxista e um médico, que são também arguidos neste megaprocesso.

Mas todas as 17 estão igualmente a sentir na pele o desfecho do pouco
participado referendo de 1998, que se saldou num «não» à
despenalização da interrupção voluntária da gravidez a pedido da
mulher, até às dez semanas. «Um dos argumentos dos defensores
do "Não" era que nenhuma mulher iria parar à barra do tribunal, que a
actual legislação teria efeitos meramente pedagógicos e dissuasores»,
frisa Helena Pinto, da Direito de Optar – Plataforma pela
Despenalização do Aborto, que agrega várias associações que
defenderam o «Sim» em 1998. «Este julgamento é a prova de que
realmente ainda se é julgado e eventualmente condenado pela prática
de aborto», conclui o deputado do Bloco de Esquerda Luís Fazenda.

Um corrupio de mulheres

«Uma das arguidas confessou-me que gostava de dizer coisas que não
pode dizer em tribunal, e que nós, ao manifestarmos a nossa
solidariedade, temos sido o porta-voz da sua indignação e um sinal de
que o seu julgamento não está a passar despercebido», conta Andrea
Peniche, membro da mesma plataforma que desde a primeira sessão se
tem manifestado pacificamente no local do julgamento. Das conversas
que já trocou com algumas das rés, Andrea não pode deixar de
concluir: «São quase todas casos de exclusão social. E uma delas
tinha, na altura, 16 anos.»

No Bairro do Cerco do Porto, no vale da Campanhã, os endereços
decompõem-se em «lotes», «entradas» e «casas». Segundo um estudo
incluído no relatório final do projecto comunitário URBAN, divulgado
no final de Junho deste ano, os índices de pobreza atingem 45,5%
neste bairro. São mais de 20 blocos de prédios, distribuídos por uma
colina acima, cada um com uma faixa de cor diferente na vertical. A
roupa estende-se entre árvores maltratadas e tentativas de pequenos
relvados, os cães querem-se dissuasores, a ladrar nas varandas de
acesso aos apartamentos.

Isabel tornou-se confidente da vizinha porque mora logo no andar
abaixo. «Um dia, disse-me que já tinha feito [o aborto]», recorda.
Mas não lhe contou que uma amiga lhe passara um cartão de visita, de
um lado o nome, morada e número de telefone da enfermeira-parteira
Maria do Céu, do outro um desenho com o trajecto para se chegar à sua
casa, em Pedrouços, na Maia. Nem que bastou um telefonema para
a «consulta» ser marcada para as 9 e 30 do último dia do ano, a troco
de 85 contos em notas.

Foi esse número, 85, que os agentes da Polícia Judiciária (PJ) leram
à frente do seu nome, escrito numa das agendas de Maria do Céu,
apreendidas na busca realizada à sua residência, no início de 2000.
Havia três meses que os investigadores da PJ tinham montado cerco à
enfermeira, arrendando a única vivenda construída do outro lado da
Rua Tratado de Tordesilhas. Nesta rua residencial, a poucos metros do
cemitério, puderam assistir ao corrupio de gente, quase sempre
mulheres, que assomava ao portão de acesso à garagem, à direita da
entrada principal.

As mulheres chegavam habitualmente a pé e sozinhas, olhos na fachada
a confirmar a morada nos azulejos «Vivenda Maria do Céu». Eram
dirigidas aos anexos nas traseiras, junto à garagem, primeiro para
uma sala de espera – onde não passavam despercebidas as palavras «pré-
pagamento» –, depois para o «consultório» contíguo, apetrechado com
uma marquesa e uma série de aparelhos médicos.

Perguntas ainda sem resposta

Terá sido nesse segundo anexo que, segundo a acusação, Maria do Céu
fez abortar as 17 arguidas, sempre com anestesia e remoção do feto,
que em nenhum caso tinha mais de dois meses de gestação. Ainda de
acordo com a acusação, a todas terá explicado previamente que o
serviço lhes custaria entre 70 e cem contos, quantias pagas em
dinheiro, cheques ou artigos de ouro. E a todas terá passado
receitas, em blocos timbrados do Hospital de São João e com vinhetas
subtraídas a médicos daquele estabelecimento hospitalar e do Centro
de Saúde de Águas Santas, na Maia. Segundo uma fonte ligada ao
processo, terá sido uma dessas receitas que a «traiu», desencadeando
a investigação.

Acusada de vários crimes de aborto agravado, falsificação de
documentos, usurpação de funções e tráfico de estupefacientes, Maria
do Céu afirma nunca ter praticado interrupções de gravidez. «Sou
absolutamente contra», jurou, no tribunal. Era bem diferente aquilo
que fazia no seu consultório, afiança. Tratava condilomas, fazia
colheitas para exames de «papanicolau», aplicava dispositivos intra-
uterinos – os tais «aparelhos para não "alcançar"», como explicou uma
testemunha de defesa.

Para que serviriam então as botijas de oxigénio lá
encontradas? «Consumia muito, mesmo para uma clínica», notou o seu
fornecedor de ar líquido. Como se explicam os vales-postal
alegadamente recebidos pelos arguidos, sobretudo técnicos de
farmácia, cujos montantes (entre os 2 e os 7 contos) terão sido
minuciosamente anotados nas agendas de Maria do Céu? Eram ou não
comissões por enviarem clientes, munidas dos cartões de visita
distribuídos pela enfermeira-parteira? E por que razão foi apreendido
material cirúrgico e grandes quantidades de especialidades
farmacêuticas (incluindo quase 700 ampolas com substâncias
anestesiantes), pertencentes ao Hospital de São João?

«Deitar barrigas abaixo»

Os muitos volumes deste megaprocesso já pouco espaço deixam livre na
mesa dos juízes. Embora a presidente do colectivo recorde que «nos
tribunais, se deve prevenir que as pessoas devem dizer a verdade, doa
a quem doer», os depoimentos da maioria das testemunhas de acusação
no julgamento foram contraditórios aos que foram feitos em sede de
inquérito, na PJ. Uma senhora, casada, mãe de uma ex-namorada do
irmão de Maria do Céu, chegou a afirmar: «Só agora é que eu sei o que
é isso de aborto.»

Estranho? Maria José Magalhães, membro da Associação Portuguesa dos
Estudos sobre as Mulheres, abana a cabeça: «Aqui no Norte, ainda se
fala em desmancho. E desmancho é apenas desfazer, não tem grande
importância... Agora, no aborto, a criança já está feita. Para muita
gente são conceitos diferentes.»

Em 1998, num dossier preparado para o referendo de 28 de Junho, a
Juventude Socialista lembrava que, nalgumas regiões de Portugal, o
aborto ou abortamento pode ser chamado de desmancho quando se trata
do período inicial da gravidez. «A cultura popular relaciona este
período em que pratica o desmancho com a incapacidade de enterro
religioso que se verifica no aborto espontâneo das primeiras semanas,
e não lhe confere o mesmo significado do abortamento mais tardio»,
esclarecia-se sobre o termo IVG (interrupção voluntária da gravidez).

Também no bairro social do Lagarteiro, onde moram duas das 17
arguidas, há quem baixe a voz para dizer a palavra aborto. Neste
local que «já foi muito bonito mas agora está estragado pela droga»,
refere Cândida, há 25 anos a viver no local, fala-se de «desmancho»
ou em «deitar a barriga abaixo». Ouve-se: «Falta de amor é trazer
filhos para aqui!»

A partir das três e meia da tarde, são muitas as crianças que
regressam ao bairro, deixando para trás a escola primária contígua,
uma das maiores do Porto. São muitas e cada vez mais, já
contabilizaram no Centro Social do Lagarteiro (pertencente à Obra
Diocesana de Promoção Social), que ali se instalou há sete anos.
Entre a creche, o jardim infantil e o ATL (Atelier de Tempos Livres),
acolhem-se cerca de 150 miúdos – e há 90 na lista de espera.

«Aqui, há muitas crianças porque existe o Rendimento Mínimo!», brinca
uma das funcionárias. «Nada disso», atalha, séria, a directora do
Centro, a assistente social Maria Clotilde Pinheiro. «O número de
filhos tem sobretudo a ver com os projectos de vida que temos ou não
para eles. Aqui, as pessoas vivem o dia-a-dia, não se projectam.» Mas
não só, lamenta.

«Um dia, as miúdas ainda estão a precisar de chupeta, no outro andam
enroladas com os namorados. Quando isso acontece, as mães ficam
satisfeitas porque já têm as filhas "arrumadinhas". Pensam: se elas
têm namorado, podem ir à discoteca e ninguém vai falar mal. As miúdas
entregam-se ao primeiro amor, sem tomar precauções nenhumas. Temos
mulheres a serem mães e avós ao mesmo tempo!»

O crime está na lei?

«A questão da educação sexual é crucial», defende Maria José
Magalhães, «mas o referendo foi há mais de três anos e não se fez
nada neste sentido.»

À entrada do Complexo Municipal de Ténis da Maia, Maria José é uma
das vozes da Plataforma Direito de Optar que ali se tem feito ouvir
nos dias de julgamento. Nas mãos traz um monte de manifestos com o
título Vergonha!, em que se explica a necessidade de voltar ao debate
e a urgência de alterar uma lei «injusta».

«A lei é inadequada» porque, ao excluir as causas de ordem pessoal e
económica das mulheres, «promove objectivamente o recurso ao aborto
ilegal e aos seus circuitos clandestinos», lê-se. «As estimativas são
vagas, mas calcula-se que, por ano, entre 20 mil a 40 mil mulheres
abortam ilegalmente em Portugal». Importa, por isso, «recordar à
sociedade portuguesa, à Assembleia da República e aos profissionais
de saúde que é preciso voltar a discutir a legislação», nomeadamente
conseguir que a má condição financeira ou familiar da mãe seja
consagrada como uma «quarta causa» de despenalização – a par da
violação, má formação do feto ou perigo de vida para a mãe.

Luís Fazenda também fala sem rodeios: «O crime está na lei.» O
deputado do BE afasta, porém, a hipótese de se realizar um novo
referendo sobre a IVG. «As liberdades e direitos individuais não
devem ser matéria de referendo mas sim de actos legislativos dos
órgãos representativos da sociedade», defende. E quando? Depois do
último Congresso do PS, o líder parlamentar do partido, Francisco
Assis, já havia afirmado que só passados quatro anos após a
realização do primeiro referendo (ou seja, a partir de Julho de 2002)
é que a Assembleia da República poderá decidir sobre este tema.

Seja qual for o resultado deste julgamento, ele recoloca a questão na
agenda política nacional, acredita Helena Pinto. «Se Portugal
absolver as 17 mulheres, então, por que existe esta lei? Se as
condenar, é uma vergonha haver mulheres sujeitas a isto na Europa e
no século XXI.»

Segundo a Plataforma, depois do referendo de 1998 já foram julgadas
12 mulheres e condenadas oito (em multa ou pena de prisão, suspensa).
Nos bastidores do Tribunal da Maia, ninguém conta ver as 17 mulheres
atrás das grades. «Isto, do aborto, é cada vez mais natural», vai
dizendo uma funcionária. «Se até falam nisso nas telenovelas
portuguesas!» Ali, achou-se piada à coincidência temporal do drama
de «Madalena» (Nunca Digas Adeus, na TVI), que confessou à família
ter estado a um passo de abortar ilegalmente.

* Com Ana Margarida de Carvalho

in Visão online.pt

http://www.visaoonline.pt/paginas/Conteudo.asp?CdConteudo=25424

está a decorrer um debate sobre este artigo em:

http://www.visaoonline.pt/foruns/debateMsg.asp?CdForum=98

#486 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Sáb, 17 de Nov de 2001 4:27 pm
Assunto: TPI afasta Europa dos EUA
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Considero esta atitude dos EUA um abuso completo. Enfim... Isto é o
que dá ser-se a única superpotência (não que tenha saudades da
situação anterior)... Às vezes pergunto-me se os EUA são uma
verdadeira democracia e a resposta é um decidido, não.

--//--

TPI afasta Europa dos EUA
CARLOS ALBINO


"Abrir-se-á uma brecha nas relações entre os Estados Unidos e a União
Europeia" se Washginton forçar a entrada em vigor da chamada Lei de
Protecção aos Militares Norte-Americanos (American Service member's
Protection Act), adverte o ministro das Relações Exteriores alemão,
Joschka Fischer, em carta enviada a Colin Powell e à qual o DN teve
acesso. Com tal lei, os EUA visam accionar sanções contra países que
ratifiquem o Estatuto de Roma (Tribunal Penal Internacional). A lei,
que os meios diplomáticos da Europa consideram surpreendente face aos
acontecimentos de 11 de Setembro, foi já aprovada por ampla maioria
do Senado e recebeu em 5 deste mês o aval do Departamento de Estado.

O responsável da diplomacia alemã refere a Powell que os EUA, com tal
lei, pretenderão "impedir" que prossiga o aumento de ratificações do
Estatuto de Roma. "Esse projecto legislativo causa enorme preocupação
à Alemanha e aos seus parceiros europeus", são os termos da missiva
de Joschka Fischer que pede ao secretário de Estado norte-
americano "que faça tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que
essa situção ocorra". Fischer solita ainda à Administração de
Washington "precisamente em função do esforço internacional na luta
contra o terrorismo", que reconsidere a decisão de 5 de Novembro de
apoiar a lei em causa.

A projectada lei sobre a qual o Senado norte-americano deve
pronunciar-se me definitivo por estes dias (está agendada para
votação) autoriza o Presidente dos EUA a usar todas as medidas para
resgatar qualquer funionário norte-americano (ou de outra
nacionalidade se os EUA considerarem oportuno) que possa ser detido
sob a alçada do futuro tribunal internacional cuja sede ficará em
Haia. Caso a lei entre em vigor, além das sanções contra os Estados
que colaborarem com o futuro tribunal internacional, os Estados
Unidos poderão arrogar-se o direito de intervenções militares de
resgate em território holandês, na medida em que os detidos, por
força do Estatuto de Roma, serão colocados nas instalações do TPI.
Por tal motivo, a lei americana já recebeu o epíteto de "lei da
invasão da Holanda"...

A advertência do ministro alemão foi secundada por outras duas cartas
enviadas pelo ministro das Relações Exteriores belga, Louis Michel,
desta vez em nome da própria União Europeia, também a Colin Powell e
ao senador Daschle, líder da maioria no Senado. Michel lembra aos EUA
a posição comum dos 15 (11 de Junho de 2001) em que "a UE apoia
totalmente o TPI, a rápida entrada em vigor do Estatuto de Roma e a
instalação do tribunal". O ministro, que exerce a presidência da
UE, "insta concretamente os EUA a não interferir com os Estados que
apoiem o tribunal e a ele desejam aderir. "Os países que apoiam o TPI
e valorizam as suas relações com os EUA não deverão ter de escolher
entre os dois", avisa o porta-voz da UE, solicitano a Powell que "a
Administração norte-americana esclareça claramente a sua intenção com
a lei".

Refira-se que, até agora, são desconhecidas as posições de Portugal,
um dos poucos Estados da UE (ao lado da Irlanda e Grécia) que ainda
não ratificaram o Estatuto de Roma.

in Diário de Notícias de 17 de Novembro de 2001

http://www.dn.lusomundo.net/noticia/mostra_noticia.asp?
CodNoticia=10777&CodEdicao=59&CodAreaNoticia=12

#487 De: "carlos artur ferreira de moura" <c.artur@...>
Data: Dom, 18 de Nov de 2001 6:31 pm
Assunto: RE: TPI afasta Europa dos EUA
marx212001
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Pois eu tenho.
Carlos Moura



-----Original Message-----
From: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Sent: Sat, 17 Nov 2001 16:27:25 -0000
To: "humanismosecularpt@..."
<humanismosecularpt@...>
Subject: [humanismosecularpt] TPI afasta Europa dos EUA

Considero esta atitude dos EUA um abuso completo. Enfim... Isto é o
que dá ser-se a única superpotência (não que tenha saudades da
situação anterior)... Às vezes pergunto-me se os EUA são uma
verdadeira democracia e a resposta é um decidido, não.

--//--

TPI afasta Europa dos EUA
CARLOS ALBINO


"Abrir-se-á uma brecha nas relações entre os Estados Unidos e a União
Europeia" se Washginton forçar a entrada em vigor da chamada Lei de
Protecção aos Militares Norte-Americanos (American Service member's
Protection Act), adverte o ministro das Relações Exteriores alemão,
Joschka Fischer, em carta enviada a Colin Powell e à qual o DN teve
acesso. Com tal lei, os EUA visam accionar sanções contra países que
ratifiquem o Estatuto de Roma (Tribunal Penal Internacional). A lei,
que os meios diplomáticos da Europa consideram surpreendente face aos
acontecimentos de 11 de Setembro, foi já aprovada por ampla maioria
do Senado e recebeu em 5 deste mês o aval do Departamento de Estado.

O responsável da diplomacia alemã refere a Powell que os EUA, com tal
lei, pretenderão "impedir" que prossiga o aumento de ratificações do
Estatuto de Roma. "Esse projecto legislativo causa enorme preocupação
à Alemanha e aos seus parceiros europeus", são os termos da missiva
de Joschka Fischer que pede ao secretário de Estado norte-
americano "que faça tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que
essa situção ocorra". Fischer solita ainda à Administração de
Washington "precisamente em função do esforço internacional na luta
contra o terrorismo", que reconsidere a decisão de 5 de Novembro de
apoiar a lei em causa.

A projectada lei sobre a qual o Senado norte-americano deve
pronunciar-se me definitivo por estes dias (está agendada para
votação) autoriza o Presidente dos EUA a usar todas as medidas para
resgatar qualquer funionário norte-americano (ou de outra
nacionalidade se os EUA considerarem oportuno) que possa ser detido
sob a alçada do futuro tribunal internacional cuja sede ficará em
Haia. Caso a lei entre em vigor, além das sanções contra os Estados
que colaborarem com o futuro tribunal internacional, os Estados
Unidos poderão arrogar-se o direito de intervenções militares de
resgate em território holandês, na medida em que os detidos, por
força do Estatuto de Roma, serão colocados nas instalações do TPI.
Por tal motivo, a lei americana já recebeu o epíteto de "lei da
invasão da Holanda"...

A advertência do ministro alemão foi secundada por outras duas cartas
enviadas pelo ministro das Relações Exteriores belga, Louis Michel,
desta vez em nome da própria União Europeia, também a Colin Powell e
ao senador Daschle, líder da maioria no Senado. Michel lembra aos EUA
a posição comum dos 15 (11 de Junho de 2001) em que "a UE apoia
totalmente o TPI, a rápida entrada em vigor do Estatuto de Roma e a
instalação do tribunal". O ministro, que exerce a presidência da
UE, "insta concretamente os EUA a não interferir com os Estados que
apoiem o tribunal e a ele desejam aderir. "Os países que apoiam o TPI
e valorizam as suas relações com os EUA não deverão ter de escolher
entre os dois", avisa o porta-voz da UE, solicitano a Powell que "a
Administração norte-americana esclareça claramente a sua intenção com
a lei".

Refira-se que, até agora, são desconhecidas as posições de Portugal,
um dos poucos Estados da UE (ao lado da Irlanda e Grécia) que ainda
não ratificaram o Estatuto de Roma.

in Diário de Notícias de 17 de Novembro de 2001

http://www.dn.lusomundo.net/noticia/mostra_noticia.asp?
CodNoticia=10777&CodEdicao=59&CodAreaNoticia=12


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#488 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Dom, 18 de Nov de 2001 7:50 pm
Assunto: Re: TPI afasta Europa dos EUA
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- In humanismosecularpt@y..., "carlos artur ferreira de moura"
<c.artur@o...> wrote:
> Pois eu tenho.
> Carlos Moura
>

Ummm... Acabaste de violar várias normas do grupo com uma só
mensagem! Uma delas a culpa foi minha (que deixei uma mensagem com
comentários semi-políticos). A outra foi teres enviado uma resposta
curta e toda a mensagem original atrás (pensa nos pobres desgraçados
que têm um modem lento).

De qualquer forma, assumindo que o comentário não foi político, acho
que vou dar alguma continuação semi-política à tua resposta! ;-) Eu
também tenho algumas saudades, se pensar que anteriormente ao menos
não havia tanta arrogância por parte dos EUA e este país ainda tinha
a noção que não podia bem fazer tudo o que lhe apetecesse.

No entanto, não me parece que o período da Guerra Fria tenha sido um
período simpático e parece-me que os países Europeus ainda estavam
mais sob o controlo das duas superpotências... Com a particularidade
de que uma parte nem sequer, a meu ver, liberdade de expressão tinha.

O que me levou a divulgar a notícia anterior sobre o TPI, foi que
considero este tribunal um instrumento fundamental para a evolução
dos direitos humanos no mundo (consequentemente alguns dos valores
que defendemos aqui no grupo) e é incrível como um país que se
orgulha da sua suposta democracia e faz bandeira na defesa dos
direitos humanos, tenha o descaramento de pedir excepções para si e
de servir de entrave à sua implementação, ameaçando inclusivamente de
violar a soberania de países aliados. Digno de uma autêntica ditadura.

Se isto é um exemplo para onde estamos a caminhar, espero
sinceramente que rapidamente surja um contra poder (que são sempre
necessários)... E acho lamentável que a Europa se sujeite a este tipo
de coisas... A meu ver a reacção Europeia devia ter sido muito mais
forte.

[]'s

Miguel

#489 De: João Mário Miranda <jmiranda@...>
Data: Seg, 19 de Nov de 2001 12:33 pm
Assunto: Re: Resumo 108
noniobr
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
humanismosecularpt@... wrote:

> >
>
> Ummm... Acabaste de violar várias normas do grupo com uma só
> mensagem! Uma delas a culpa foi minha (que deixei uma mensagem com
> comentários semi-políticos).

Como é que se fala seja sobre o que for sem falar em política?
Porquê esta aversão à política?
--
joão
http://www.nonio.com

#490 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Seg, 19 de Nov de 2001 2:24 pm
Assunto: Re: Resumo 108
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- In humanismosecularpt@y..., João Mário Miranda <jmiranda@e...>
wrote:
>
>
> humanismosecularpt@y... wrote:
>
> > >
> >
> > Ummm... Acabaste de violar várias normas do grupo com uma só
> > mensagem! Uma delas a culpa foi minha (que deixei uma mensagem com
> > comentários semi-políticos).
>
> Como é que se fala seja sobre o que for sem falar em política?
> Porquê esta aversão à política?

Concorcordo contigo, que é complicado às vezes falarmos sobre
determinados temas, sem abordarmos assuntos políticos, pois esses
mesmos temas têm uma forte componente ideológica. A única coisa que
penso que é errada é discutirmos abertamente determinados assuntos
que não tenham nada a ver com o Humanismo Secular. No caso da
mensagem em cima, fiz o comentário porque pretendo evitar as
clássicas discussões direita/esquerda.

A razão porque não queria discussões política neste grupo, é que ele
tem como objectivo vir a ser o embrião de uma associação humanista
secular, e como tal, apolítica, no sentido em que deverá aglomerar
pessoas de qualquer tendência política. Ao aceitar que se discutisse
política poderíamos estar a fazer com determinadas pessoas se
sentissem mal e abandonassem o grupo, ou que o grupo fosse usado para
divulgar coisas que não têm nada a ver com os seus objectivos.

Além disso, existem outros grupo onde se poderá discutir política
(pois as pessoas subscrevem-nos exactamente para esse efeito)! Quem
quiser discutir ambos os temas, pode estár inscrito neste e noutro
dedicado à política, e não massacramos pessoas que não gostem do tema
com mensagens off-topic.

[]'s

Miguel

#491 De: Roberto de Barros Freire <teofrei@...>
Data: Seg, 19 de Nov de 2001 6:18 pm
Assunto: Re: Re: Resumo 108
teofrei@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caro Miguel

Acredito que você queira dizer apartidário e não
apolítico. Todas as atividades, até mesmo a decisão de
fazer parte de uma lista de discussão, são posições e
atividades políticas, porém, nem todas as atividades
políticas são partidárias, ou seja, são engajadas com
ideologias da direita ou da esquerda.
Enfim, concordo que não sejamos partidários, mas não
posso concordar em não sermos políticos, pois sua
posição de ser apartidário é uma posição política,
assim como sua posição pelo humanismo secular também.
Saudações
Roberto de Barros Freire

--- Miguel Cunha Duarte <miguel_duarte@...>
escreveu: > --- In humanismosecularpt@y..., João Mário
Miranda
> <jmiranda@e...>
> wrote:
> >
> >
> > humanismosecularpt@y... wrote:
> >
> > > >
> > >
> > > Ummm... Acabaste de violar várias normas do
> grupo com uma só
> > > mensagem! Uma delas a culpa foi minha (que
> deixei uma mensagem com
> > > comentários semi-políticos).
> >
> > Como é que se fala seja sobre o que for sem falar
> em política?
> > Porquê esta aversão à política?
>
> Concorcordo contigo, que é complicado às vezes
> falarmos sobre
> determinados temas, sem abordarmos assuntos
> políticos, pois esses
> mesmos temas têm uma forte componente ideológica. A
> única coisa que
> penso que é errada é discutirmos abertamente
> determinados assuntos
> que não tenham nada a ver com o Humanismo Secular.
> No caso da
> mensagem em cima, fiz o comentário porque pretendo
> evitar as
> clássicas discussões direita/esquerda.
>
> A razão porque não queria discussões política neste
> grupo, é que ele
> tem como objectivo vir a ser o embrião de uma
> associação humanista
> secular, e como tal, apolítica, no sentido em que
> deverá aglomerar
> pessoas de qualquer tendência política. Ao aceitar
> que se discutisse
> política poderíamos estar a fazer com determinadas
> pessoas se
> sentissem mal e abandonassem o grupo, ou que o grupo
> fosse usado para
> divulgar coisas que não têm nada a ver com os seus
> objectivos.
>
> Além disso, existem outros grupo onde se poderá
> discutir política
> (pois as pessoas subscrevem-nos exactamente para
> esse efeito)! Quem
> quiser discutir ambos os temas, pode estár inscrito
> neste e noutro
> dedicado à política, e não massacramos pessoas que
> não gostem do tema
> com mensagens off-topic.
>
> []'s
>
> Miguel
>
>
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#492 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Seg, 19 de Nov de 2001 7:23 pm
Assunto: Re: Resumo 108
mcduarte2000
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:) Concordo. E agradeço-lhe por me ajudar a explicitar o assunto!

[]'s

Miguel

--- In humanismosecularpt@y..., Roberto de Barros Freire
<teofrei@y...> wrote:
> Caro Miguel
>
> Acredito que você queira dizer apartidário e não
> apolítico. Todas as atividades, até mesmo a decisão de
> fazer parte de uma lista de discussão, são posições e
> atividades políticas, porém, nem todas as atividades
> políticas são partidárias, ou seja, são engajadas com
> ideologias da direita ou da esquerda.
> Enfim, concordo que não sejamos partidários, mas não
> posso concordar em não sermos políticos, pois sua
> posição de ser apartidário é uma posição política,
> assim como sua posição pelo humanismo secular também.
> Saudações
> Roberto de Barros Freire

#493 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Qua, 21 de Nov de 2001 8:46 am
Assunto: Carniceiros como talibãs
mcduarte2000
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Carniceiros como talibãs (Robert Fisk)

Quando o exército iraniano se posicionou junto à fronteira ocidental
do Afeganistão em 1998 e se preparou para invadir o vizinho e vingar
a chacina talibã dos seus diplomatas - e dos seus aliados afegãos -
em Mazar-i-Sharif, recebeu uma mensagem da liderança talibã em
Kandahar.

"Vocês vão decidir a data da vossa invasão", lia-se no comunicado dos
homens do mullah Omar. "Nós decidiremos a data da vossa partida". Os
iranianos sensatamente deixaram de disparar. Pode ter sido uma
resposta dos talibãs - mas foi uma resposta muito do tipo afegão. Os
EUA e a Grã-Bretanha - ou a "coligação" como somos obrigados a tratá-
los - estão a receber agora tratamento semelhante. A Aliança do Norte
assisitiu aos bombardeiros americanos a abrirem caminho para Cabul.
Agradeceram. Então entraram em Cabul e agora estão a pedir aos
britânicos que saiam. Pobre Jack Straw, teve problemas em contactar o
ministro afegão dos Negócios Estrangeiros para resolver as coisas. O
telefone por satélite não estava ligado. Pode acreditar.

O mistério consiste em saber por que esperámos que esta gente nos
obedecesse. As normas afegãs não funcionam nesse sentido. Os grupos
étnicos e as tribos e aldeões não recebem ordens de estrangeiros.
Fazem acordos. O Ocidente queria usar a Aliança do Norte como
soldados-rasos no Afeganistão. A Aliança queria utilizar os
bombardeiros americanos para a ajudar a ocupar a capital. Para os
tajiques e usbeques e hazaras, era tudo muito directo. Eles destroem
os talibãs - e depois tomam o poder no Afeganistão ou o mais que
puderem. E se enveredarem por uma pequena vingança aqui e ali - 600
combatentes paquistaneses mortos num banho de sangue em Mazar, uma
possível atrocidade para os direitos humanos a caminho em Kunduz -
qual é a surpresa?

Mesmo agora, face aos frutos amargos da nossa coligação com a Aliança
do Norte, estamos a dar uma estranha resposta à nossa aventura na
Bósnia: apelando ao comedimento e ao mesmo tempo lembrando que os
afegãos são um povo guerreiro e cruel.

Enquanto os homens da Aliança se preparam para invadir Kandahar, Tony
Blair pede "contenção". Mas os media ocidentais preparam-se agora
para informar que nada mais do que um massacre era de esperar dos
nossos soldados-rasos. Um jornalista irlandês veio ter comigo a
semana passada. Não estaria eu a ser um pouco melindroso, zangando-me
por causa de um pequeno massacre? Não estariam os afegãos enquistados
em velhas tradições de guerra? Não era demais pedir-lhes uma atitude
civilizada?

Tentei recordar a quem me entrevistava que a civilização do
Afeganistão foi predadora da civilização da Irlanda - e na realidade
de grande parte da da Europa - e que os mísseis, tanques, peças de
artilharia e granadas lançadas por rockets com que os afegãos estavam
a destruír-se uns aos outros tinham sido fornecidos por potências
estrangeiras civilizadas. Não teria eu ouvido o mesmo disparate
sobre "velhíssimas tradições de guerra" apresentado pelo ministro
britânico dos Estrangeiros Malcolm Rifkind quando tentou lavar as
mãos da Bósnia?

Contudo, o verdadeiro ponto é que não podemos adoptar o exército de
alguém como sendo nosso e depois negar a responsabilidade pela sua
conduta. Não o permitimos aos alemães depois da II Guerra Mundial. E
quando os nossos homens da Aliança do Norte se entregam a uma fúria
assassina, temos de assumir a responsabilidade pelo carnificina.

Veja-se o caso de Kunduz. Mais de 50 aviões americanos bombardearam
as linhas talibãs próximas, numa tentativa deliberada para baixar o
moral dos defensores e permitir aos guerrilheiros da Aliança do Norte
capturar a região.

A Aliança do Norte deu um prazo aos talibã. Percebe-se bem o que
acontecerá se os talibã ignorarem o prazo. Vão ser mortos a sangue
frio. Espero que não seja verdade. Temo que seja. Mas iremos sacudir
os ombros quando chegar o tempo das facas? Iremos reconhecer que
ajudámos a Aliança a sobrepôr-se mas depois perdemos todo o interesse
nos resultados. Não poderemos ver aí um certo paralelismo horrível
com Ben Laden? Se ele se limitou a inspirar assassinos a cometer os
crimes contra a humanidade, em 11 de Setembro, foi culpado da morte
de cinco mil pessoas. Mas se dermos facilidades aos assassinos da
Aliança, dá a impressão de que estamos inocentes.

Entretanto, nos arredores de Cabul, a conhecida anarquia da Aliança
do Norte toma o seu lugar. Os senhores da guerra de Jalalabad
disputam quem governa que parte da província de Nangahar. Os líderes
pastunes à volta de Kandahar ameaçam combater a Aliança. Os elementos
hazara da Aliança ameaçam os seus camaradas tajiques e usbeques se
não receberem parte do poder.

Por entre isto tudo, o pobre velho asno das Nações Unidas arrasta-se
para assumir a tarefa mais impossível alguma vez enfrentada por
estadistas da história moderna: encontrar uma solução para o
Afeganistão. Terá a Aliança a bondade de permitir aos pastune uma
parte proporcional no Governo? Poderiamos ter alguns talibãs
moderados - talvez com barbas mais curtas - numa administração de
base alargada? Posso imaginar os delegados afegãs a estas
conversações quando ouvirem as palavras de base alargada. Base
alargada?

O único fenómeno de base alargada que os afegãos conhecem é o cessar-
fogo. E mesmo assim, apenas para os afegãos. O elemento mais sinistro
da oferta de cessar-fogo de Kunduz é que apenas se aplica aos
pastune, não aos combatentes árabes apanhados na zona.
Presumivelmente serão massacrados.

A minha experiência com exércitos que não dão quartel é que tencionam
cometer crimes de guerra - como já aconteceu em Mazar - e que isto só
servirá para fortalecer a decisão dos que escapam ao banho de sangue.
Porque vale a pena lembrar a base moral em que prosseguimos esta
guerra. Isto é, lembrem-se, uma guerra "pela civilização".
Pela "democracia". Do "bem contra o mal". Uma guerra em que "se é a
nosso favor ou contra nós".

Assim, quando virmos fotografias do próximo massacre, vamos perguntar-
nos de que lado estamos". Do lado das vítimas ou dos assassinos? E se
o lado do bem acontece coincidir com o dos assassinos, o que é que
isso faz de nós? Temos vindo a ouvir muita coisa sobre o êxito dos
Aliados na guerra. Mas a guerra apenas começou.

* Exclusivo DN/The Independent

http://www.dn.lusomundo.net/cronica/mostra_cronica.asp?
codCronica=509&codEdicao=64

#494 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Qui, 22 de Nov de 2001 9:04 am
Assunto: FW: Council for Secular Humanism Electronic Newsletter, Wednesday, November 21, 2001
mcduarte2000
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-----Original Message-----
From: BusterHL [mailto:busterhl@...]
Sent: quarta-feira, 21 de Novembro de 2001 19:34
Subject: Council for Secular Humanism Electronic Newsletter, Wednesday,
November 21, 2001


FORTHCOMING IN FREE INQUIRY:

A New American Junta?:
Civil Liberties and Military Tribunals:
In its haste to protect the American people against terrorists, real or
imagined, present or future, many in the George W. Bush administration have
demanded that our traditional civil liberties be abridged. Security, we are
admonished, must take precedence over liberty.

We do not deny the fact that open democratic societies need to protect
themselves against terrorists. Everyone grants that tight security at
airports is vital. Similarly, intelligence agencies need to monitor those
who are likely to pose a threat. Thus a case can be made that some wire taps
of cell phones and e-mail are reasonable methods of protection.

I think we need to dissent, however, from many of the provisions which were
rushed through the United States Congress in the Act labeled USA PATRIOT.
Attorney General Ashcroft and the White House stampeded Congress and the
American people into adopting this antiterrorism bill. From many accounts,
most Congressmen did not even have a chance even to read the final version
of the bill, much less deliberate before adopting it with very little
dissent. The anthrax scare (who were the culprits has not yet been answered)
closed down Congress just as the bill was being considered. There was no
debate and no amendments were permitted.

The bill, in my judgment, seriously compromises the Fourth Amendment of the
Constitution (please see attached box), which limits search and seizure. I
don't see why federal judges cannot examine the requests and issue warrants
with dispatch prior to searches or wiretaps, and thus not violate the Fourth
Amendment. The legislation also compromises the Sixth Amendment, which
concerns procedures for trying accused persons (please see attached box).
Reports indicate that anywhere from 1,000 to 5,000 people of Middle Eastern
origin have been detained. We still don't know the names of most of them,
nor the charges against them. Moreover, the bill enables the government to
monitor conversations between selected inmates and their lawyers, thus
compromising the client-lawyer relationship. The Constitution (Article VI)
clearly states that accused shall have the assistance of counsel for
defense.

Even more ominous than the antiterrorism bill is the "military order" signed
by President Bush as Commander in Chief and issued on November 13th, 2001,
on "the detention, treatment, and trial of noncitizens." This order was not
discussed by members of the Congress, nor was there any effort to seek
Congressional approval. The order authorizes noncitizens to be tried before
military tribunals composed of officers of the armed forces. Accused persons
can be tried in secret, and if convicted by a two-thirds majority of those
presiding, they can be executed. No grand-jury indictment is required, as
specified in the first part of Article V of the Constitution, nor is there
the right of appeal.

Some members of the administration have said that noncitizens "do not
deserve" equal protection of the laws. According to Vice President Cheney,
"where military justice is called for, military justice will be dispensed."
This claim is astonishing. In my view the Constitution applies to all people
within the United States, not simply to citizens. I have not seen any
passages excluding the millions of aliens, immigrants, residents, or
tourists from Constitutional protection. The military tribunal thus clearly
violates the Sixth Amendment and part of the Fifth.

The real question concerns the phrase "individuals subject to this order."
(Please see section II, in the attached box.) These provisions may be so
broadly construed that innocent persons might be accused, tried, and
executed in secret by kangaroo courts without any Constitutional
protections. These tribunals are to be selected by the Secretary of Defense.
The individuals who come under the order are selected by the President (and
members of his entourage) who will determine who is to be tried. The fear is
that this power may be abused, or so widely applied so that anyone merely
said to aid, abet, conspire, or harbor terrorists can be brought before a
military tribunal in secret with no indictment by a grand jury, found
guilty, and summarily executed. Where do you draw the line and who is to say
who is guilty or innocent before a trial?

Chillingly, some have said that these tribunals will not only operate
overseas, but in the United States itself. We call upon the Congress to hold
extensive hearings on the limits of Presidential power. How can the American
people protect itself from tyranny by a military junta? We need to petition
the government for a redress of grievances.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
* * * * * * *

Article {IV} (1791)
The right of the people to be secure in their persons, houses, papers, and
effects, against unreasonable searches and seizures, shall not be violated,
and no warrants shall issue, but upon probable cause, supported by Oath or
affirmation, and particularly describing the place to be searched, and the
persons or things to be seized.
Article {V} (1791)
No person shall be held to answer for a capital, or otherwise infamous
crime, unless on a presentment or indictment of a Grand Jury, except in
cases arising in the land or naval forces, or in the Militia, when in actual
service in time of War or public danger . . . .
Article {VI} (1791)
In all criminal prosecutions, the accused shall enjoy the right to a speedy
and public trial, by an impartial jury of the State and district wherein the
crime shall have been committed, which district shall have been previously
ascertained by law, and to be informed of the nature and cause of the
accusation; to be confronted with the witnesses against him; to have
compulsory process for obtaining witnesses in his favor, and to have the
Assistance of Counsel for his defence.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
* * * * * * *

Section 2. Individuals Subject to This Order, from Executive Order of
November 13, 2001.
(a) The term "individual subject to this order" shall mean any individual
who is not a United States citizen with respect to whom I determine from
time to time in writing that:
(1) there is reason to believe that such individual, at the relevant times,
(i) is or was a member of the organization known as al Qaeda;
(ii) has engaged in, aided or abetted, or conspired to commit, acts of
international terrorism, or acts in preparation therefor, that may have
caused, threaten to cause, or have as their aim to cause, injury to or
adverse effects on the United States, its citizens, national security,
foreign policy, or economy; or
(iii) has knowingly harbored one or more individuals . . .
(2) it is in the interest of the United States that such individual be
subject to this order.

#495 De: Sérgio M.M. Taborda <sergiotaborda@...>
Data: Qui, 22 de Nov de 2001 9:49 pm
Assunto: Re: Formação de pensadores livres
sergiotaborda
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> === Estou perfeitamente ciente do tempo que isso leva. Um tempo muito mais
> proveitoso que ficar olhando para um livro enquanto o professor fala
coisas
> que entram por uma orelha e saem pela outra. Nossa diferença, creio eu, é
> que você está pensando no acumulo de informação e não no desenvolvimento
do
> pensamento.

Mas um não vive sem o outro. Não ?

>Eu vejo ensinar como desenvolver não só o pensamento como também
> o carácter do aluno e não somente faze-lo engolir informações que nem está
> interessado em saber.

Bom, então entramos num sistema tipo norte-americano em que cada um escolhe
as disciplinas que quer. O que torna as pessoas idiotas por falta de
cultura mínima em certas áreas.
E isso a meu ver é muito mais triste.

> Eu penso que o papel da escola é desenvolver a
> curiosidade, o desejo de saber mais e não empurrar informações
> dogmaticamente.

E achas que a curiosidade nasce por ler muitos livros ?
Ou será que nasce de ouvir boas histórias , ou ver como as coisas funcionam
?

> ==== Se você prestar atenção no que eu disse acima, está escrito que o
> professor propõe todos os pontos a serem debatidos e é lógico que ele
> conhece os pontos, pois os mesmos serão as matérias a serem ensinadas e
ele
> deve conhece-las muito bem.

Muito bem, apliquemos o teu método à matemática. O que eles leriam e como
eles debateriam ?
( escolhi a matemática pq é tradicionalmente uma das mais difíceis ... e
espero pq não se aplica o teu método ;-)) )

> ===Essa atitude adversarial sem violência, na minha opinião, é o ponto
> máximo para a formação de indivíduos lógicos e por isso a Grécia em pouco
> tempo educou toda uma população selvagem e desenvolveu tantos pensamentos
> indispensáveis hoje para o ser humano.
>
> ****Lembro que esses gregos de que falas, não eram todos os gregos. Para
> começar, eram só homens.
> ===Claro. Eu sei isso. A sociedade deles era menos democrática que a nossa
> apesar de terem desenvolvido o conceito democrático.

Isso é muito discutível. :-)

> ===Resumindo tudo. A escola pediria para os alunos estudarem textos em
casa
> e depois teriam que ir a escola debater suas opiniões de acordo com o que
> entenderam
>
> ***Mas isso já se faz. E o que acontece quando se pede para "lerem em
casa"
> ... a maioria não o faz. Seja pq não pode, seja pq não quer.
> === Não fazem porque não vão passar por idiotas na sala de aula. No
sistema
> que falo o professor vai chamar alunos aleatoriamente, portanto ninguém
vai
> saber quem vai ser chamado e, portanto se não se preparar, vai ser tido
como
> o idiota dá classe. Porque o professor vai chamar dois alunos e pedir para
> os mesmos discutirem o que entenderam e vai interromper e esclarecer e
> provar seus pontos para os alunos, ele será um mediador ativo também.

Mas implica em que os alunos, saibam , queiram e tenham "jeito" para
debater.
E eles não nascem ensinados, e nem todos terão talento... como isto entra na
tua equação ?

> Depois
> o professor vai pedir para outros alunos dizerem quem acham que entendeu
> melhor, que provou seu ponto etc. isso vai obrigar todos a pensarem no que
> estão aprendendo.

Estás a pensar em aulas de filosofia ? É que se for matemática, química,
física, a coisa é simples de provar... sem debate :-))

Falavas em "idiotas", aqueles que não cumprissem as regras e lessem, seriam
"idiotas"... esse sistema de votação tb classifica "idiotas"... excelente, o
problema permanece...

> ===Ele teria que provar seus pontos também e depois dos debates os alunos
> teriam que escrever suas opiniões na forma de tese.
>
> ***Hum...esse método é um pouco estranho. Obriga a um enorme despêndio de
> tempo. Primeiro para ler, depois para escrever. E se as pessoas ocuparem
> todo o seu tempo com isso, o que lhes resta? que tempo lhes resta para as
> outras coisas da vida? Acaso essas coisas não são importantes?
>
> Pessoa que apenas lêem e escrevem, são felizes ?
>
> === Sim. Ele requer tempo porque a pessoa está aprendendo coisas que vai
ter
> que usar toda sua vida.

LOL... sim, claro...

Mas vejamos, um estudante que se levante às 6 para sair de casa às 7,
chegando à escola às 8
estar nela até às 18 , chegar em casa às 19. 1 hora para jantar, 20. ter de
se deitar às 22 para dormir 8 horas (o mínimo da dignidade) tem exactamente
2 h livres por dia.
Nessas duas horas ele já mal tem tempo para fazer os trabalhos de casa...e
ainda queres que ele leia. não sei quantos livros/textos para, digamos, 6
disciplinas . Não só que os leia, mas que os entenda o suficiente para os
discutir no dia seguinte.
Então e o resto da vida do nosso jovem amigo ?

E isto estou a ser simpático, pq ha pessoas que demoram mais a chegar à
escola o que implica em levantar mais cedo e ter menso tempo depois pq ha
que dormir. E sem dormir, convenhamos, o rendimento é nulo.

Achas mesmo que este método é generalizável ?

E não estou a falar em acumulação de informação. Mas na capacidade de a
adquirir, de a compreender. Isso é essencial para a discutir depois.

>Mas o tempo não é tanto quanto você
> imagina.

Eu sei que ele não é nenhum... !

> Para falar a verdade dá para ensinar uma pessoa usando esse
>método
> e a pessoa aprende mais rápido que no método convencional dedicando o
>mesmo
> tempo se não menor tempo.
>Como sei disso? Porque já testei com meus
> vizinhos, parentes, amigos e numa favela perto da minha casa como
> voluntário. Meus alunos bateram nos outros nos testes e provas
convencionais
> na escola usando o método tradicional.

Sobre que matérias? Agora sim estou muito mais curisoso :-)

> Mas é lógico que eu não dei todo o método em um post.

Então, qual é o segredo ? ;-)

[ ]

Sérgio

#496 De: "carlos artur ferreira de moura" <c.artur@...>
Data: Sex, 23 de Nov de 2001 9:24 pm
Assunto: RE: Carniceiros como talibãs
marx212001
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caros Amigos
Quem conhecer minimamente a história afegã, de pelo menos dois séculos a esta
parte, sabe prefeitamente que este pais é um retalho de interesses e povos muito
diversos com linguas diversas e posições diferentes perante a mesma religião.
Quando os Britanicos tentaram dominar o Afeganistão práticamente dominaram
apenas as grandes cidades, e mesmo assim só com muito sacrificio de homens e
material. Quando os governos de linha pró sovietica pediram ajuda ao seu mentor,
para manter o poder, todos sabemos o que aconteceu (não obstante em termos
sociais terem sido estes governos e não o de Zahir Xá, tal como agora soi
dizer-se, que conferiram às mulheres direitos de plena cidadania com os mesmos
direitos dos seus concidadãos masculinos). De novo  vemos que os então
mujahedin, que são a constituição da Aliança do Norte menos os Taliban, são
grupos tribais com muito pouco contacto com os valores da soit disant sociedade
ocidental, a despeito do novo embrulho com que os EUA no-lo vendem.
Tenhamos seriedade são uns entre iguais não é assim que será possível dignificar
esta sociedade e conferir direitos a quem os perdeu.
Com muita consideração a todos
Carlos moura



-----Original Message-----
From: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Sent: Wed, 21 Nov 2001 08:46:52 -0000
To: "humanismosecularpt@..."
<humanismosecularpt@...>
Subject: [humanismosecularpt] Carniceiros como talibãs

Carniceiros como talibãs (Robert Fisk)

Quando o exército iraniano se posicionou junto à fronteira ocidental
do Afeganistão em 1998 e se preparou para invadir o vizinho e vingar
a chacina talibã dos seus diplomatas - e dos seus aliados afegãos -
em Mazar-i-Sharif, recebeu uma mensagem da liderança talibã em
Kandahar.

"Vocês vão decidir a data da vossa invasão", lia-se no comunicado dos
homens do mullah Omar. "Nós decidiremos a data da vossa partida". Os
iranianos sensatamente deixaram de disparar. Pode ter sido uma
resposta dos talibãs - mas foi uma resposta muito do tipo afegão. Os
EUA e a Grã-Bretanha - ou a "coligação" como somos obrigados a tratá-
los - estão a receber agora tratamento semelhante. A Aliança do Norte
assisitiu aos bombardeiros americanos a abrirem caminho para Cabul.
Agradeceram. Então entraram em Cabul e agora estão a pedir aos
britânicos que saiam. Pobre Jack Straw, teve problemas em contactar o
ministro afegão dos Negócios Estrangeiros para resolver as coisas. O
telefone por satélite não estava ligado. Pode acreditar.

O mistério consiste em saber por que esperámos que esta gente nos
obedecesse. As normas afegãs não funcionam nesse sentido. Os grupos
étnicos e as tribos e aldeões não recebem ordens de estrangeiros.
Fazem acordos. O Ocidente queria usar a Aliança do Norte como
soldados-rasos no Afeganistão. A Aliança queria utilizar os
bombardeiros americanos para a ajudar a ocupar a capital. Para os
tajiques e usbeques e hazaras, era tudo muito directo. Eles destroem
os talibãs - e depois tomam o poder no Afeganistão ou o mais que
puderem. E se enveredarem por uma pequena vingança aqui e ali - 600
combatentes paquistaneses mortos num banho de sangue em Mazar, uma
possível atrocidade para os direitos humanos a caminho em Kunduz -
qual é a surpresa?

Mesmo agora, face aos frutos amargos da nossa coligação com a Aliança
do Norte, estamos a dar uma estranha resposta à nossa aventura na
Bósnia: apelando ao comedimento e ao mesmo tempo lembrando que os
afegãos são um povo guerreiro e cruel.

Enquanto os homens da Aliança se preparam para invadir Kandahar, Tony
Blair pede "contenção". Mas os media ocidentais preparam-se agora
para informar que nada mais do que um massacre era de esperar dos
nossos soldados-rasos. Um jornalista irlandês veio ter comigo a
semana passada. Não estaria eu a ser um pouco melindroso, zangando-me
por causa de um pequeno massacre? Não estariam os afegãos enquistados
em velhas tradições de guerra? Não era demais pedir-lhes uma atitude
civilizada?

Tentei recordar a quem me entrevistava que a civilização do
Afeganistão foi predadora da civilização da Irlanda - e na realidade
de grande parte da da Europa - e que os mísseis, tanques, peças de
artilharia e granadas lançadas por rockets com que os afegãos estavam
a destruír-se uns aos outros tinham sido fornecidos por potências
estrangeiras civilizadas. Não teria eu ouvido o mesmo disparate
sobre "velhíssimas tradições de guerra" apresentado pelo ministro
britânico dos Estrangeiros Malcolm Rifkind quando tentou lavar as
mãos da Bósnia?

Contudo, o verdadeiro ponto é que não podemos adoptar o exército de
alguém como sendo nosso e depois negar a responsabilidade pela sua
conduta. Não o permitimos aos alemães depois da II Guerra Mundial. E
quando os nossos homens da Aliança do Norte se entregam a uma fúria
assassina, temos de assumir a responsabilidade pelo carnificina.

Veja-se o caso de Kunduz. Mais de 50 aviões americanos bombardearam
as linhas talibãs próximas, numa tentativa deliberada para baixar o
moral dos defensores e permitir aos guerrilheiros da Aliança do Norte
capturar a região.

A Aliança do Norte deu um prazo aos talibã. Percebe-se bem o que
acontecerá se os talibã ignorarem o prazo. Vão ser mortos a sangue
frio. Espero que não seja verdade. Temo que seja. Mas iremos sacudir
os ombros quando chegar o tempo das facas? Iremos reconhecer que
ajudámos a Aliança a sobrepôr-se mas depois perdemos todo o interesse
nos resultados. Não poderemos ver aí um certo paralelismo horrível
com Ben Laden? Se ele se limitou a inspirar assassinos a cometer os
crimes contra a humanidade, em 11 de Setembro, foi culpado da morte
de cinco mil pessoas. Mas se dermos facilidades aos assassinos da
Aliança, dá a impressão de que estamos inocentes.

Entretanto, nos arredores de Cabul, a conhecida anarquia da Aliança
do Norte toma o seu lugar. Os senhores da guerra de Jalalabad
disputam quem governa que parte da província de Nangahar. Os líderes
pastunes à volta de Kandahar ameaçam combater a Aliança. Os elementos
hazara da Aliança ameaçam os seus camaradas tajiques e usbeques se
não receberem parte do poder.

Por entre isto tudo, o pobre velho asno das Nações Unidas arrasta-se
para assumir a tarefa mais impossível alguma vez enfrentada por
estadistas da história moderna: encontrar uma solução para o
Afeganistão. Terá a Aliança a bondade de permitir aos pastune uma
parte proporcional no Governo? Poderiamos ter alguns talibãs
moderados - talvez com barbas mais curtas - numa administração de
base alargada? Posso imaginar os delegados afegãs a estas
conversações quando ouvirem as palavras de base alargada. Base
alargada?

O único fenómeno de base alargada que os afegãos conhecem é o cessar-
fogo. E mesmo assim, apenas para os afegãos. O elemento mais sinistro
da oferta de cessar-fogo de Kunduz é que apenas se aplica aos
pastune, não aos combatentes árabes apanhados na zona.
Presumivelmente serão massacrados.

A minha experiência com exércitos que não dão quartel é que tencionam
cometer crimes de guerra - como já aconteceu em Mazar - e que isto só
servirá para fortalecer a decisão dos que escapam ao banho de sangue.
Porque vale a pena lembrar a base moral em que prosseguimos esta
guerra. Isto é, lembrem-se, uma guerra "pela civilização".
Pela "democracia". Do "bem contra o mal". Uma guerra em que "se é a
nosso favor ou contra nós".

Assim, quando virmos fotografias do próximo massacre, vamos perguntar-
nos de que lado estamos". Do lado das vítimas ou dos assassinos? E se
o lado do bem acontece coincidir com o dos assassinos, o que é que
isso faz de nós? Temos vindo a ouvir muita coisa sobre o êxito dos
Aliados na guerra. Mas a guerra apenas começou.

* Exclusivo DN/The Independent

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#497 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Sex, 23 de Nov de 2001 11:45 pm
Assunto: Re: Carniceiros como talibãs
mcduarte2000
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>mentor, para manter o poder, todos sabemos o que aconteceu (não
>obstante em termos sociais terem sido estes governos e não o de
>Zahir Xá, tal como agora soi dizer-se, que conferiram às mulheres
>direitos de plena cidadania com os mesmos direitos dos seus
>concidadãos

É verdade... Aliás, claramente as regiões com maior influências
soviéticas, são mais "evoluídas" socialmente ainda neste momento...

>masculinos). De novo  vemos que os então mujahedin, que são a
>constituição da Aliança do Norte menos os Taliban, são grupos
>tribais com muito pouco contacto com os valores da soit disant
>sociedade ocidental, a despeito do novo embrulho com que os EUA no-
>lo vendem.
> Tenhamos seriedade são uns entre iguais não é assim que será
possível dignificar esta sociedade e conferir direitos a quem os
perdeu.

Pois são... A questão é qual é a alternativa? O domínio pelos
Ocidentais? Eles nunca aceitariam isso... O Afeganistão é
verdadeiramente um caso difícil de resolver....

Mas a questão do texto, é que nós no fundo estamos a ser iguais ou
piores que a Aliança do Norte e que os Taliban, ao envolvermo-nos com
eles... Estamos a pactuar com as mortes e com todas as coisas que
eles farão a seguir...

Um abraço,

Miguel

#498 De: João Mário Miranda <jmiranda@...>
Data: Sáb, 24 de Nov de 2001 9:43 am
Assunto: Re: Resumo 113
noniobr
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humanismosecularpt@... wrote:

>
> Mensagem: 1
>      Data: Fri, 23 Nov 2001 21:24:48 -0000
>        De: "carlos artur ferreira de moura" <c.artur@...>
>   Assunto: RE: Carniceiros como talibãs

>(não obstante em termos sociais terem sido estes governos e não o de
>Zahir Xá, tal como agora soi dizer-se, que conferiram às mulheres
>direitos de plena cidadania com os mesmos direitos dos seus
>concidadãos masculinos).

Nunca ouvi dizer que foi o governo do Zahir Xá que conferiu liberdade
às mulheres, e também não é verdade que os governos de inspiração
socialista tenham sido bons governos para quem quer que seja. Durante
a ocupação soviética morreram centenas de milhares de Afegãos. A RAWA,
um  movimento de mulheres afegãs, tem uma história de luta pelos
direitos das mulheres que já vem dessa época.

>De novo  vemos que os então mujahedin, que são a constituição da Aliança
>do Norte menos os Taliban, são grupos tribais com muito pouco contacto
>com os valores da soit disant sociedade ocidental, a despeito do novo
> embrulho com que os EUA no-lo vendem.

Os EUA não têm ilusões em relação à Aliança do Norte e não encontras
uma declaração pública sequer de dirigentes americanos que afirmem
que a Aliança do Norte defende os valores ocidentais.

--
joão
http://www.nonio.com

#499 De: "Thovry Medriw Stone" <gabrielfr@...>
Data: Sáb, 24 de Nov de 2001 1:50 am
Assunto: RES: [Brasil] OFF TOPIC (a quem interessar...)
thovry
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GREVE NAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO
BRASILEIRAS


A despeito da inegável contribuição para o país, as
Instituições Federais de Ensino estão sendo destruídas
pela politica do governo FHC. Grande parte da pesquisa
brasileira é realizada nestas instituições. Como é do
conhecimento de todos, faz parte desta política de
desmonte a compressão salarial dos técnicos
administrativos e dos docentes do setor das federais.
Estudantes, professores e os técnicos administrativos
estão unidos nesta greve, lutando por uma universidade
pública, gratuita, de qualidade e voltada para os
interesses da sociedade brasileira. Se você apóia esta
iniciativa, por favor, copie este e-mail em uma nova
mensagem, assine no fim da lista e mande-a para todas as
pessoas que você conhece. Se você receber esta lista com
mais de 50 nomes, por favor envie cópia desta mensagem
para: adufrj@...
Se decidir não assiná-la, mas assim mesmo quiser
colaborar com esta iniciativa, reenvie a mensagem para
sua lista de e-mails, mesmo sem a sua assinatura. Você
pode obter mais informações sobre a greve no site
www.adufrj.org.br
01) Jonas Federman - R.J.
02) Maria Cristina Franco Ferraz - RJ
03) Luiz Sérgio de Oliveira - UFF - Niterói - RJ
04) Jorge Ricardo Freund - UFF - RJ
05) Sarita Vieria- UFPb-PB.
06) Ana Cláudia Peixoto-UFPB-PB
07) Valeria de Marcos - UFPB-PB
08) Rosemeire Aparecida de Almeida - UFMS-MS
09) Tania Milene Nugoli UFMS - Dourados
10) Aristóteles Teixeira de Carvalho UFPE-Recife
11) Claudia de Aguiar Maia Gomes UFPE-Recife
12) Camile d'Ávila Levita - UFS
13)Antonio Alves dos Santos Neto - UFS
14)Marcus Vinicius Santos Neri - Riachuelo - Sergipe
15)Daniela Matos
16)Karlene Lobo Sampaio - UFS
17) Gabrielle Siqueira BAstos - ex-uff
18)Edenilza silva Cesário - uff
19 Aglaia Valgueiro Martins -ex-uff
20 Suzane Aguiar Guimarães ex-uff
21 Marcelia Carraro uff
22 Erli Cardoso uff
23 Maria Nailza Henrique uff
24 Aline Cesário Henrique uff
25 Augusto Henrique uff
26 Edeilson Francisco da Costa uff
27 Vania Dos Santos uff
28 Jaqueline Costa Ma0iano - universo
29 Juzerley Assunção
30- Eblin Farage - ex-UFF
31- Mário Pires Simão- UFF
32 - João Paulo Engelbrecht - UFF
33- Fabio Cecchetti - UFF
34- Mariana Cecchetti - UFRJ
35- Leila Cecchetti - ex-UFF
36 - Maria Celina R. Garcia
37 - Maria Leônia chaves de Resende -FUNREI
38 - Samyr Neme de Queiroz - E.E.Dom Silvério- MarianaMG
39 - Taissa Rodrigues - UFMG
40 - Gabriel Farias Rodrigues - CEFET-SP

#500 De: "carlos artur ferreira de moura" <c.artur@...>
Data: Dom, 25 de Nov de 2001 7:17 pm
Assunto: RE: Re: Carniceiros como talibãs
marx212001
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-----Original Message-----
From: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Sent: Fri, 23 Nov 2001 23:45:29 -0000
To: "humanismosecularpt@..."
<humanismosecularpt@...>
Subject: [humanismosecularpt] Re: Carniceiros como talibãs

>mentor, para manter o poder, todos sabemos o que aconteceu (não
>obstante em termos sociais terem sido estes governos e não o de
>Zahir Xá, tal como agora soi dizer-se, que conferiram às mulheres
>direitos de plena cidadania com os mesmos direitos dos seus
>concidadãos

É verdade... Aliás, claramente as regiões com maior influências
soviéticas, são mais "evoluídas" socialmente ainda neste momento...

>masculinos). De novo  vemos que os então mujahedin, que são a
>constituição da Aliança do Norte menos os Taliban, são grupos
>tribais com muito pouco contacto com os valores da soit disant
>sociedade ocidental, a despeito do novo embrulho com que os EUA no-
>lo vendem.
> Tenhamos seriedade são uns entre iguais não é assim que será
possível dignificar esta sociedade e conferir direitos a quem os
perdeu.

Pois são... A questão é qual é a alternativa? O domínio pelos
Ocidentais? Eles nunca aceitariam isso... O Afeganistão é
verdadeiramente um caso difícil de resolver....

Mas a questão do texto, é que nós no fundo estamos a ser iguais ou
piores que a Aliança do Norte e que os Taliban, ao envolvermo-nos com
eles... Estamos a pactuar com as mortes e com todas as coisas que
eles farão a seguir...

Um abraço,

Miguel

A questão não é se nos tornamos iguais a eles, a questão é que só a ideia de que
o Afeganistão poderá continuar como a seguir a 92 nos torna cumplices coniventes
com as atrocidades de todos os lados desta guerra. Soluções, quanto a mim só se
podem conseguir garantindo um sistema de educação que passe para além da ideia
de tribos e que principalmente permita que estes povos se compreendam numa
lingua comum. Na realidade um país cujas linguas vão do persa ao urdu, passando
pelo tadjique dificilmente se poderá congregar numa nação um poco menos
artifical da que os ingleses deixaram em 1926 quando o Afganistão se tornou
oficialmente independente. Por vezes penso mesmo que só revendo as fronteiras de
toda a região industanica é possível garantir a paz. Mas onde é que há vontade
política de o fazer?

Um abraço
Carlos
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#501 De: "carlos artur ferreira de moura" <c.artur@...>
Data: Dom, 25 de Nov de 2001 7:25 pm
Assunto: RE: Resumo 113
marx212001
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
-----Original Message-----
From: "João Mário Miranda" <jmiranda@...>
Sent: Sat, 24 Nov 2001 09:43:16 +0000
To: "humanismosecularpt@..."
<humanismosecularpt@...>
Subject: Re: [humanismosecularpt] Resumo 113



humanismosecularpt@... wrote:

>
> Mensagem: 1
>      Data: Fri, 23 Nov 2001 21:24:48 -0000
>        De: "carlos artur ferreira de moura" <c.artur@...>
>   Assunto: RE: Carniceiros como talibãs

>(não obstante em termos sociais terem sido estes governos e não o de
>Zahir Xá, tal como agora soi dizer-se, que conferiram às mulheres
>direitos de plena cidadania com os mesmos direitos dos seus
>concidadãos masculinos).

Nunca ouvi dizer que foi o governo do Zahir Xá que conferiu liberdade
às mulheres, e também não é verdade que os governos de inspiração
socialista tenham sido bons governos para quem quer que seja. Durante
a ocupação soviética morreram centenas de milhares de Afegãos. A RAWA,
um  movimento de mulheres afegãs, tem uma história de luta pelos
direitos das mulheres que já vem dessa época.

Se consultares os numeros relativamente recentes do jornal o Público verás a
defesa desta teoria. No entanto eu próprio reconheço que o governo de Zahir Xá
foi infinitamente superior ao regime dos estudantes de teologia. Por outro lado
ainda estou para encontrar quem me explique por que é que se fala em invasão
soviética, uma vez que tanto o governo que depôs o rei como o que se lhe seguiu
eram aliados e alinhados com a então URSS, nomeadamente o governo do Presidente
Najibullha, que foi o responsave pela entrada no território do Afganistão das
tropas soviéticas. Se estiver na posse de alguma informação que eu desconheça
agradeço que ma faça chegar.

>De novo  vemos que os então mujahedin, que são a constituição da Aliança
>do Norte menos os Taliban, são grupos tribais com muito pouco contacto
>com os valores da soit disant sociedade ocidental, a despeito do novo
> embrulho com que os EUA no-lo vendem.

Os EUA não têm ilusões em relação à Aliança do Norte e não encontras
uma declaração pública sequer de dirigentes americanos que afirmem
que a Aliança do Norte defende os valores ocidentais.

--
joão

Mal de nós se os EUA as tivessem, contudo isso nunca foi óbice para os governos
deste país apoiárem ninguém desde que os chamados interesses vitais sejam
assegurados. Para além disso não creio que os EUA sejam campiões na defesa de
quaisquer valores, nem ocidentais nem outros para além dos intesresses das suas
industrias, por isso...

um abraço
Carlos
http://www.nonio.com

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#503 De: humanismosecularpt@...
Data: Sáb, 1 de Dez de 2001 10:46 am
Assunto: Arquivo - Funcionamento do HumanismoSecular Portugal.txt
humanismosecularpt@...
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Funcionamento do HumanismoSecular.pt – Versão 3 – 03/11/2001

1. Descrição
2. Assuntos abordados
3. Envio de mensagens, adesão e abandono do grupo
4. Código de conduta
5. Implementação do código de conduta
6. Privacidade
7. Divulgação do grupo
8. Outras formas de ajudar
9. Links Humanistas Seculares
10. Termos de serviço Yahoo! Brasil

Nota: Este texto será enviado mensalmente a todos os membros do grupo e são
aceites sugestões de melhoramento por parte de qualquer membro (sujeitas
evidentemente a aprovação por parte do moderador).

--//--

1. Descrição

O grupo de discussão Humanismo Secular Portugal tem como objectivo vir a ser o
embrião de uma organização apolítica que defenda em Portugal os interesses e
ideias daqueles que acreditam numa sociedade verdadeiramente laica e
respeitadora das liberdades individuais.
Os membros que fazem parte deste grupo de discussão partilham entre si alguns
valores fundamentais, como por exemplo:
- A convicção de que dogmas, ideologias e tradições, religiosas, políticas ou
sociais, devem ser avaliados e testados por cada individuo em vez de
simplesmente aceites por uma questão de fé;
- O compromisso com o uso da razão crítica, evidência factual, e método
científico de pesquisa, em lugar da fé e misticismo, na busca de soluções para
os problemas humanos e respostas para as questões humanas mais importantes;
- Uma preocupação com a satisfação, desenvolvimento e criatividade tanto para o
indivíduo quanto para a humanidade em geral;
- Uma busca constante pela verdade objectiva, com o entendimento que nossa
percepção imperfeita dessa verdade é constantemente alterada por novos
conhecimentos e experiências;
- Uma preocupação com a vida presente e um compromisso de dotá-la de sentido
através de um melhor conhecimento de nós mesmos, nossa história, nossas
conquistas intelectuais e artísticas, e as perspectivas daqueles que diferem de
nós;
- Uma busca por princípios viáveis de conduta ética (tanto individuais quanto
sociais e políticos), julgando-os por sua capacidade de melhorar o bem-estar
humano e a responsabilidade individual;
- Uma convicção de que com a razão, um mercado aberto de ideias, boa vontade, e
tolerância, poder-se-á progredir na construção de um mundo melhor para todos
nós;
Na sua esmagadora maioria os elementos que participam neste grupo são ateus ou
agnósticos, no entanto, o grupo está aberto a gnósticos, desde que estes
partilhem a abertura de mente e princípios dos Humanistas Seculares.


2. Assuntos abordados

Por forma a que a discussão não se desvie do seu objectivo, os assuntos que 
podem ser abordados no grupo terão que de alguma forma estar relacionados com os
seguintes temas:
- Religião;
- Ciência (em tudo o que possa ajudar a desmistificar a religião);
- Falsas ciências e misticismos;
- Ética e Moral;
- Polémicas (Drogas, Aborto, Eutanásia, Sexualidade, Meio Ambiente, ...);
- Separação entre o Estado e a Igreja/Religião (Laicidade do Estado);
- A criação de uma associação Humanista Secular em Portugal;
- Políticas sociais do Estado (no sentido de se discutir a partir de que ponto
deve o Estado intervir);
- Modo de vida secular;
- Direitos, liberdades e garantias dos cidadãos;
- Ajuda humanitária e outras formas de intervenção positiva na sociedade.


3. Envio de mensagens, adesão e abandono do grupo

Para difundir uma mensagem pelo grupo basta enviá-la para:

  humanismosecularpt@yahoogroups.com

Para subscrever o grupo basta enviar uma mensagem para:

  humanismosecularpt-subscribe@yahoogroups.com

Para abandonar o grupo basta enviar uma mensagem para;

  humanismosecularpt-unsubscribe@yahoogroups.com

Para contactar o moderador basta enviar uma mensagem para:

  miguel.duarte@...


4. Código de conduta

- Siga todas as instruções publicadas pelo moderador do grupo;
- Mantenha todas as suas questões e comentários dentro dos temas permitidos;
- Se outra pessoa colocar uma mensagem fora do tema do grupo, não responda para
não gerar uma discussão completamente fora do tema;
- Quando alguém coloca uma mensagem fora do tema do grupo e outra pessoa critica
essa mensagem, não responda dizendo "Pode não ter gostado, mas eu e talvez
muitas outras pessoas acharam mensagem original bastante interessante. Deixe-o
escrever e pare de dizer que estamos fora do tema do grupo";
- Não envie uma mensagem pública apoiando o moderador, quando este critica
alguém publicamente;
- Quando citar outra pessoa, apague tudo aquilo que não for relevante para a sua
resposta. Não cite todo o texto original quando isso não é necessário. Passe
algum tempo a editar as citações feitas, de maneira a ter um mínimo que permita
a compreensão da sua resposta. Ninguém gosta de ler uma citação longa pela
terceira ou quarta vez, seguida da resposta "Eu também";
- Use o seu bom senso quando pensar em enviar uma cópia de uma mensagem longa
para o grupo. É preferível indicar qual é a fonte do documento e dar as
instruções para que as pessoas o possam lá ir buscar. Em alternativa, o grupo
tem um espaço disponível onde os membros do grupo podem partilhar publicamente
ficheiros;
- Se fizer um crosspost (colocação de um artigo em vários grupos), inclua a
lista com os nomes dos grupos no início da mensagem, desculpando-se
antecipadamente por qualquer duplicação que possa existir;
- Resista à tentação de enviar uma "flame" (crítica destrutiva) a outros membros
do grupo. Lembre-se de que as discussões são públicas e devem permitir a troca
de impressões construtivas. Trate os outros membros do grupo da mesma maneira
que gostaria de ser tratado;
- Quando colocar uma questão, peça que lhe enviem directamente as respostas.
Coloque depois um resumo das respostas à sua questão no grupo;
- Quando responder a uma mensagem, verifique que o seu destino é o correcto: uma
pessoa ou o grupo inteiro. Pode ser embaraçoso responder publicamente, enviando
uma mensagem que tinha sido pensada apenas para um indivíduo;
- Indique sempre a fonte, a data de publicação e o título original quando enviar
um recorte de imprensa para o grupo. Se possível indique também um link para o
artigo original;
- Obtenha sempre a permissão do autor antes de colocar textos completos com
copyright no grupo;
- Quando aderir ao grupo, envie uma pequena mensagem de apresentação para o
grupo;
- Não adira ao grupo com mais do que uma identificação;
- Não é permitido pregar religião;
- Não é permitida a divulgação de conteúdo que possa ser considerado
inapropriado (pornografia, racismo, etc...) ou ilegal segundo as leis
portuguesas ou brasileiras;
- Não é permitida a utilização de linguagem ofensiva, é suposto os argumentos
valerem por eles próprios;
- Não é permitida qualquer forma de publicidade a organizações comerciais;
- Não é permitido o envio de ficheiros juntamente com a mensagem, nestas
situações é possível a utilização da zona de ficheiros do grupo;
- Não é permitido o envio de "spam" (mensagens repetidas com exactamente o mesmo
conteúdo, ou conteúdo muito semelhante).


5. Implementação do código de conduta

- Quando houver alguma desobediência às regras de conduta da lista, o membro
receberá um aviso e passará a ser moderado por um período que o moderador
considere razoável;
- Caso durante o período de moderação se repitam violações às regras de conduta,
o membro poderá ser expulso pelo moderador sem qualquer aviso prévio;
- Alterações ao código de conduta só entram em vigor após a sua divulgação na
lista (realizada automáticamente no 1º dia de cada mês).


6. Privacidade

- A base de dados dos membros do grupo não será divulgada pelo moderador, a não
ser por razões legais ou fora do seu controlo;
- Compete aos utilizadores do grupo, se assim o entenderem, assegurar a sua
própria privacidade, utilizando alias, utilizando endereços de e-mail que não
revelem a sua identidade e não partilhando os seus dados pessoais.


7. Divulgação do grupo

É fundamental a divulgação deste grupo, para que ele atinja os resultados
desejados. Para esse efeito podem-se utilizar dois cartazes que estão
disponíveis para download em:

  http://groups.yahoo.com/group/humanismosecularpt/files/poster.doc
  http://groups.yahoo.com/group/humanismosecularpt/files/poster2.doc

O formato é de dois cartazes por folha, ocupando assim menos espaço e gastando
menos papel. Depois de impresso basta cortar a folha ao meio e colocar num local
público.

Algumas exemplos de locais onde podem ser colocados os cartazes:
- Universidades e faculdades;
- Livrarias e bibliotecas;
- Tabacarias e quiosques;
- Vidro do carro.

Outras formas que podem ser utilizadas para a divulgação do grupo são:
- Através de sites na web (agradecemos todas as ajudas neste sentido);
- Mensagem em outras listas de discussão;
- E-mail para moderadores de outras listas;
- Cartas/email para revistas jornalísticas de ciência ou de divulgação
científica;
- Anúncio pago nas mesmas revistas;
- Anúncio em jornais e folhetins locais;
- Anúncio em jornais de projeção nacional;
- E-mail para programas de TV;
- E-mail para programas de rádio locais;
- E-mail para jornalistas ou colunistas;
- E-mail para instituições de pesquisa;
- Telefonema para a redação de jornais locais;
- Mensagens em chats online;
- E-mail para departamentos universitários;
– Envio de e-mails para amigos.


8. Outras formas de ajudar

Além da divulgação do grupo, é desejável toda a ajuda possível, por exemplo:
- Auto-proposta para o cargo de co-moderador do grupo ou de fomentador de
debates;
- Criação de sites sobre o tema;
- Escrita e tradução de documentação sobre o tema para publicação noutros sites
ou em papel;
- Oferta de espaço publicitário em órgãos de comunicação social;
- Ajudar na realização de eventos (ex: apresentações em Universidades), sobre o
tema;
- Criar cartazes/posters alternativos para divulgar o grupo.


9. Links Humanistas Seculares

http://www.secularhumanism.org/
http://www.humanism.org.uk/
http://eunacom.net/
http://www.religioustolerance.org/humanism.htm
http://www.humanism-scotland.org.uk/
http://www.humanist.net/
http://www.secularstudents.org/
http://www.iheu.org/
http://www.humanists.freeserve.co.uk/
http://www.geocities.com/gilson_medufpr/
http://www.nitnet.com.br/%7ekruse/

10. Termos de serviço Yahoo! Brasil

Todos os participantes no grupo deverão também respeitar os termos de serviço
Yahoo! Brasil, que podem ser consultados em:

http://br.yahoo.com/info/utos.html

#506 De: miguel_duarte@...
Data: Sex, 14 de Dez de 2001 7:49 pm
Assunto: Wired News :Who EU Calling a Terrorist?
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
A note from Miguel Duarte:

    Penso que este artigo é bastante interessante... E levanta preocupações sobre
a liberdade de expressão na Europa...

============================================================

  From Wired News, available online at:
http://www.wired.com/news/print/0,1294,48807,00.html

Who EU Calling a Terrorist?
By Jeffrey Benner

3:30 p.m. Dec. 3, 2001 PST
European lawyers have denounced a European Union proposal to establish
a definition of terrorism so broad that it could include workers' strikes or
protests against globalization.

More than 200 lawyers from nearly every country in the European Union
(EU) have signed an appeal urging European Parliament and EU governments to
reject a broad definition of terrorism.

"This antiterrorist legislation once imposed will become a real war
machine against fundamental democratic rights," the appeal warned, "and against
those who come up against a political and social system with its basis in
economics, a system increasingly global and unjust."



See also:
Bush's Tribunals Under Fire
Terror Law Foes Mull Strategies
Terror Act Has Lasting Effects
Why Liberty Suffers in Wartime
Conflict 2001: Fresh Perspectives
Everybody's got issues in Politics







Supporters held a press conference on the issue in Brussels on Monday
in an effort to raise awareness of the issue.

The European legislation in question is a proposal on combating
terrorism that the EU Council of Ministers of Justice and Home Affairs is
scheduled to discuss later this week.

The proposal defines terrorism as, "offenses intentionally committed
by an individual or a group against one or more countries, their institutions or
people, with the aim of intimidating them and seriously altering or destroying
the political, economic, or social structures of a country."

If endorsed, EU member states will be obligated to incorporate the
definition into their own laws. Six member countries already have special
anti-terror laws, and critics fear the EU proposal could dramatically expand
their application under the proposed definition.

Jan Fermon, a lawyer from Brussels who helped draft the appeal, is
concerned that the EU is using the Sept. 11 attack as an excuse to pass
proposals designed to quash political dissent under the guise of
counter-terrorism.

"Most of these proposals have no relation to terrorism," Fermon said,
"but the EU is now using 9-11 to get them passed without criticism.

"The main concern is that the definition is so broad that it includes
all kinds of lawful protest. Trade union activity, anti-globalization protest,
all of it can be criminalized under the legislation."

As a matter that relates to domestic security, the proposal -- called
a "framework decision" -- does not require approval from the European
Parliament.

The concern in Europe mirrors developments in the U.S., where civil
liberties groups are worried about an expansion in the definition of terrorism,
an increase in surveillance power for law enforcement, and the prospect of
military trials for accused terrorists.

While the debates on terror and civil liberties in Europe have been
similar to those in the U.S., the situation is not exactly parallel, according
to Sarah Andrews, a researcher at the Electronic Privacy and Information Center
in Washington D.C.

"In some respects, they're going further than the U.S.," Andrews said.
"The data retention proposals, and things like keeping data on those suspected
of public disturbance" have not been proposed in the United States, she said.

Regarding keeping data on public rabble rousers, Andrews was referring
to a report released Monday by the London-based civil rights group Statewatch.

It warned the EU might expand its Schengen Information System (SIS) --
an existing system for sharing law enforcement information among EU states -- to
include "suspected protesters."

"Targeted suspects would be tagged with an "alert" on the SIS and
barred from entry (to) the country where the protest or event was taking place,"
the report warned. The matter is being discussed by the EU but has not yet been
approved, according to Statewatch.

Following violence this summer at anti-globalization protests in
Genoa, Italy, and Goteborg, Sweden, the European Union began considering
proposals to give police additional power to stop the protests. Since Sept. 11,
those efforts appear to have merged with a push to combat terrorism.

Fermon doesn't believe EU governments intend to use terror laws
against domestic protesters. But he fears unintended consequences once laws are
on the books. As an example, he cites the decision earlier this year to
prosecute protesters at Goteborg under anti-mafia laws.

"We fear that once you get into this kind of logic, you inevitably end
up having all kinds of special rules incompatible with fair trial," he said.

Fermon believes existing laws are adequate to prosecute terror.

In addition to the proposal to establish a broad definition of
terrorism, civil libertarians in Europe are also concerned about another
proposal to create an EU-wide arrest warrant. If approved, it would eliminate
the need for extradition procedures when transferring suspects from one member
country to another.

Related Wired Links:

Wiretap Bill Gets Third Degree
Sep. 26, 2001

Bush Submits His Laws for War
Sep. 20, 2001

Copyright (C) 1994-2001 Wired Digital Inc. All rights reserved.

#508 De: humanismosecularpt@...
Data: Ter, 1 de Jan de 2002 2:51 pm
Assunto: Arquivo - Funcionamento do HumanismoSecular Portugal.txt
humanismosecularpt@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Funcionamento do HumanismoSecular.pt – Versão 3 – 03/11/2001

1. Descrição
2. Assuntos abordados
3. Envio de mensagens, adesão e abandono do grupo
4. Código de conduta
5. Implementação do código de conduta
6. Privacidade
7. Divulgação do grupo
8. Outras formas de ajudar
9. Links Humanistas Seculares
10. Termos de serviço Yahoo! Brasil

Nota: Este texto será enviado mensalmente a todos os membros do grupo e são
aceites sugestões de melhoramento por parte de qualquer membro (sujeitas
evidentemente a aprovação por parte do moderador).

--//--

1. Descrição

O grupo de discussão Humanismo Secular Portugal tem como objectivo vir a ser o
embrião de uma organização apolítica que defenda em Portugal os interesses e
ideias daqueles que acreditam numa sociedade verdadeiramente laica e
respeitadora das liberdades individuais.
Os membros que fazem parte deste grupo de discussão partilham entre si alguns
valores fundamentais, como por exemplo:
- A convicção de que dogmas, ideologias e tradições, religiosas, políticas ou
sociais, devem ser avaliados e testados por cada individuo em vez de
simplesmente aceites por uma questão de fé;
- O compromisso com o uso da razão crítica, evidência factual, e método
científico de pesquisa, em lugar da fé e misticismo, na busca de soluções para
os problemas humanos e respostas para as questões humanas mais importantes;
- Uma preocupação com a satisfação, desenvolvimento e criatividade tanto para o
indivíduo quanto para a humanidade em geral;
- Uma busca constante pela verdade objectiva, com o entendimento que nossa
percepção imperfeita dessa verdade é constantemente alterada por novos
conhecimentos e experiências;
- Uma preocupação com a vida presente e um compromisso de dotá-la de sentido
através de um melhor conhecimento de nós mesmos, nossa história, nossas
conquistas intelectuais e artísticas, e as perspectivas daqueles que diferem de
nós;
- Uma busca por princípios viáveis de conduta ética (tanto individuais quanto
sociais e políticos), julgando-os por sua capacidade de melhorar o bem-estar
humano e a responsabilidade individual;
- Uma convicção de que com a razão, um mercado aberto de ideias, boa vontade, e
tolerância, poder-se-á progredir na construção de um mundo melhor para todos
nós;
Na sua esmagadora maioria os elementos que participam neste grupo são ateus ou
agnósticos, no entanto, o grupo está aberto a gnósticos, desde que estes
partilhem a abertura de mente e princípios dos Humanistas Seculares.


2. Assuntos abordados

Por forma a que a discussão não se desvie do seu objectivo, os assuntos que 
podem ser abordados no grupo terão que de alguma forma estar relacionados com os
seguintes temas:
- Religião;
- Ciência (em tudo o que possa ajudar a desmistificar a religião);
- Falsas ciências e misticismos;
- Ética e Moral;
- Polémicas (Drogas, Aborto, Eutanásia, Sexualidade, Meio Ambiente, ...);
- Separação entre o Estado e a Igreja/Religião (Laicidade do Estado);
- A criação de uma associação Humanista Secular em Portugal;
- Políticas sociais do Estado (no sentido de se discutir a partir de que ponto
deve o Estado intervir);
- Modo de vida secular;
- Direitos, liberdades e garantias dos cidadãos;
- Ajuda humanitária e outras formas de intervenção positiva na sociedade.


3. Envio de mensagens, adesão e abandono do grupo

Para difundir uma mensagem pelo grupo basta enviá-la para:

  humanismosecularpt@yahoogroups.com

Para subscrever o grupo basta enviar uma mensagem para:

  humanismosecularpt-subscribe@yahoogroups.com

Para abandonar o grupo basta enviar uma mensagem para;

  humanismosecularpt-unsubscribe@yahoogroups.com

Para contactar o moderador basta enviar uma mensagem para:

  miguel.duarte@...


4. Código de conduta

- Siga todas as instruções publicadas pelo moderador do grupo;
- Mantenha todas as suas questões e comentários dentro dos temas permitidos;
- Se outra pessoa colocar uma mensagem fora do tema do grupo, não responda para
não gerar uma discussão completamente fora do tema;
- Quando alguém coloca uma mensagem fora do tema do grupo e outra pessoa critica
essa mensagem, não responda dizendo "Pode não ter gostado, mas eu e talvez
muitas outras pessoas acharam mensagem original bastante interessante. Deixe-o
escrever e pare de dizer que estamos fora do tema do grupo";
- Não envie uma mensagem pública apoiando o moderador, quando este critica
alguém publicamente;
- Quando citar outra pessoa, apague tudo aquilo que não for relevante para a sua
resposta. Não cite todo o texto original quando isso não é necessário. Passe
algum tempo a editar as citações feitas, de maneira a ter um mínimo que permita
a compreensão da sua resposta. Ninguém gosta de ler uma citação longa pela
terceira ou quarta vez, seguida da resposta "Eu também";
- Use o seu bom senso quando pensar em enviar uma cópia de uma mensagem longa
para o grupo. É preferível indicar qual é a fonte do documento e dar as
instruções para que as pessoas o possam lá ir buscar. Em alternativa, o grupo
tem um espaço disponível onde os membros do grupo podem partilhar publicamente
ficheiros;
- Se fizer um crosspost (colocação de um artigo em vários grupos), inclua a
lista com os nomes dos grupos no início da mensagem, desculpando-se
antecipadamente por qualquer duplicação que possa existir;
- Resista à tentação de enviar uma "flame" (crítica destrutiva) a outros membros
do grupo. Lembre-se de que as discussões são públicas e devem permitir a troca
de impressões construtivas. Trate os outros membros do grupo da mesma maneira
que gostaria de ser tratado;
- Quando colocar uma questão, peça que lhe enviem directamente as respostas.
Coloque depois um resumo das respostas à sua questão no grupo;
- Quando responder a uma mensagem, verifique que o seu destino é o correcto: uma
pessoa ou o grupo inteiro. Pode ser embaraçoso responder publicamente, enviando
uma mensagem que tinha sido pensada apenas para um indivíduo;
- Indique sempre a fonte, a data de publicação e o título original quando enviar
um recorte de imprensa para o grupo. Se possível indique também um link para o
artigo original;
- Obtenha sempre a permissão do autor antes de colocar textos completos com
copyright no grupo;
- Quando aderir ao grupo, envie uma pequena mensagem de apresentação para o
grupo;
- Não adira ao grupo com mais do que uma identificação;
- Não é permitido pregar religião;
- Não é permitida a divulgação de conteúdo que possa ser considerado
inapropriado (pornografia, racismo, etc...) ou ilegal segundo as leis
portuguesas ou brasileiras;
- Não é permitida a utilização de linguagem ofensiva, é suposto os argumentos
valerem por eles próprios;
- Não é permitida qualquer forma de publicidade a organizações comerciais;
- Não é permitido o envio de ficheiros juntamente com a mensagem, nestas
situações é possível a utilização da zona de ficheiros do grupo;
- Não é permitido o envio de "spam" (mensagens repetidas com exactamente o mesmo
conteúdo, ou conteúdo muito semelhante).


5. Implementação do código de conduta

- Quando houver alguma desobediência às regras de conduta da lista, o membro
receberá um aviso e passará a ser moderado por um período que o moderador
considere razoável;
- Caso durante o período de moderação se repitam violações às regras de conduta,
o membro poderá ser expulso pelo moderador sem qualquer aviso prévio;
- Alterações ao código de conduta só entram em vigor após a sua divulgação na
lista (realizada automáticamente no 1º dia de cada mês).


6. Privacidade

- A base de dados dos membros do grupo não será divulgada pelo moderador, a não
ser por razões legais ou fora do seu controlo;
- Compete aos utilizadores do grupo, se assim o entenderem, assegurar a sua
própria privacidade, utilizando alias, utilizando endereços de e-mail que não
revelem a sua identidade e não partilhando os seus dados pessoais.


7. Divulgação do grupo

É fundamental a divulgação deste grupo, para que ele atinja os resultados
desejados. Para esse efeito podem-se utilizar dois cartazes que estão
disponíveis para download em:

  http://groups.yahoo.com/group/humanismosecularpt/files/poster.doc
  http://groups.yahoo.com/group/humanismosecularpt/files/poster2.doc

O formato é de dois cartazes por folha, ocupando assim menos espaço e gastando
menos papel. Depois de impresso basta cortar a folha ao meio e colocar num local
público.

Algumas exemplos de locais onde podem ser colocados os cartazes:
- Universidades e faculdades;
- Livrarias e bibliotecas;
- Tabacarias e quiosques;
- Vidro do carro.

Outras formas que podem ser utilizadas para a divulgação do grupo são:
- Através de sites na web (agradecemos todas as ajudas neste sentido);
- Mensagem em outras listas de discussão;
- E-mail para moderadores de outras listas;
- Cartas/email para revistas jornalísticas de ciência ou de divulgação
científica;
- Anúncio pago nas mesmas revistas;
- Anúncio em jornais e folhetins locais;
- Anúncio em jornais de projeção nacional;
- E-mail para programas de TV;
- E-mail para programas de rádio locais;
- E-mail para jornalistas ou colunistas;
- E-mail para instituições de pesquisa;
- Telefonema para a redação de jornais locais;
- Mensagens em chats online;
- E-mail para departamentos universitários;
– Envio de e-mails para amigos.


8. Outras formas de ajudar

Além da divulgação do grupo, é desejável toda a ajuda possível, por exemplo:
- Auto-proposta para o cargo de co-moderador do grupo ou de fomentador de
debates;
- Criação de sites sobre o tema;
- Escrita e tradução de documentação sobre o tema para publicação noutros sites
ou em papel;
- Oferta de espaço publicitário em órgãos de comunicação social;
- Ajudar na realização de eventos (ex: apresentações em Universidades), sobre o
tema;
- Criar cartazes/posters alternativos para divulgar o grupo.


9. Links Humanistas Seculares

http://www.secularhumanism.org/
http://www.humanism.org.uk/
http://eunacom.net/
http://www.religioustolerance.org/humanism.htm
http://www.humanism-scotland.org.uk/
http://www.humanist.net/
http://www.secularstudents.org/
http://www.iheu.org/
http://www.humanists.freeserve.co.uk/
http://www.geocities.com/gilson_medufpr/
http://www.nitnet.com.br/%7ekruse/

10. Termos de serviço Yahoo! Brasil

Todos os participantes no grupo deverão também respeitar os termos de serviço
Yahoo! Brasil, que podem ser consultados em:

http://br.yahoo.com/info/utos.html

#509 De: "Gabriel - SuperNova" <gabriel@...>
Data: Qua, 30 de Jan de 2002 11:06 am
Assunto: apresentação
indio4_99
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Bom dia.

Meu nome é Gabriel Corrêa. Sou brasileiro, do Rio Grande do Sul. Trabalho com
comunicação e estou me cadastrando neste grupo com a intenção de aprender mais
sobre o humanismo. Feita a apresentação, gostaria já de iniciar com uma
pergunta.

Quais as diferenças entre o Humanismo Secular e o Novo Humanismo?

Um abraço,

clic no link>>>gabriel@...


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#510 De: "mcduarte2000" <miguel_duarte@...>
Data: Qua, 30 de Jan de 2002 10:58 pm
Assunto: Movimento Humanista x Humanismo Secular
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Antes do  mais bem vindo! :-)

Relativamente à tua questão, foi uma questão também que eu me
coloquei a mim mesmo quando comecei e que só pude confirmar as minhas
ideias quando me encontrei com membros do Partido Humanista Português
(que tem ligações com Movimento Humanista).

Penso que essencialmente o Humanismo Secular vai um pouco mais longe
que o Movimento Humanista ao estabelecer como fundamental para o bem
estar de todos (teístas ou não) o estado ser laico. Ou seja tudo
reside na palavra "Secular". Ambos somos Humanistas e ambos somos
seculares, no entanto, os Humanistas Seculares dão mais importância à
palavra secular que os Novos Humanistas.

Também das conversas que tive e através de de diversos documentos
existentes na net, cheguei à conclusão que enquanto o Humanismo
Secular se abstém de se envolver em assuntos com conotações
políticas, como por exemplo a política económica, estando por isso
aberto a pessoas de todos os quadrantes polítcos, o Novo Humanismo
defende claramente determinados caminhos em termos políticos como:

- É a favor de uma mudança em termos da actual relação da
distribuição Capital / Trabalho;
- Deseja impor regras em termos da aplicação dos lucros gerados pelas
empresas;
- Defendem um estado decentralizado;
- Defendem a participação dos trabalhadores na gestão das empresas;
- Penalizar a especulação;
- ...

Que, a meu ver, apesar de os novos humanistas com quem falei o
negarem, têm uma relação bastante forte com determinados ideais de
esquerda. Que do meu ponto de vista pessoal, nada têm a ver com o
verdadeiro Humanismo.

Espero ter ajudado a esclarecer as tuas dúvidas.

[]'s

Miguel

--- In humanismosecularpt@y..., "Gabriel - SuperNova" <gabriel@s...>
wrote:
> Bom dia.
>
> Meu nome é Gabriel Corrêa. Sou brasileiro, do Rio Grande do Sul.
Trabalho com comunicação e estou me cadastrando neste grupo com a
intenção de aprender mais sobre o humanismo. Feita a apresentação,
gostaria já de iniciar com uma pergunta.
>
> Quais as diferenças entre o Humanismo Secular e o Novo Humanismo?
>
> Um abraço,
>
> clic no link>>>gabriel@s...
>
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#511 De: "Miguel Cunha Duarte" <miguel_duarte@...>
Data: Qua, 30 de Jan de 2002 10:28 pm
Assunto: FW: Council for Secular Humanism e-newsletter 1/29/02
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
-----Original Message-----
From: Katherine Bourdonnay [mailto:KBourdonnay@...]
Sent: terça-feira, 29 de Janeiro de 2002 18:50
Subject: Council for Secular Humanism e-newsletter 1/29/02

Darwin Day Celebrations
at
  the Centers for Inquiry

Charles Darwin was born on February 12, 1809.  The theory of evolution,
which he propounded, revolutionized the world of science and impacted
society at large.  As we approach his birthday in February, the Centers for
Inquiry will be celebrating the contributions of Darwin and all the science
teachers who labor in the schools to teach evolution and ward off continuing
attacks from Creationists and Intelligent Design advocates.

The Center for Inquiry International, Amherst, NY will be hosting a
Darwin Day Fish Fry on Tuesday, February 12 from 4 to 8 p.m. with speakers
on Darwin's impact on his own times and on teaching evolution in a public
school; a visiting ape, a marathon reading of Origin of Species, light
refreshments (fish and chips), library displays, raffles and plenty of
Darwin fish pins and decals for sale.  Admission is $5.00 at the door and is
free to Friends of the Center.

The Center for Inquiry-West, Los Angeles, CA will be hosting a
Darwin Day Birthday Bash on Saturday, February 16th at 8:00 p.m.
The featured speaker will be Austin Dacey, Ph.D.  The topic of Dr. Dacey's
speech will be "Darwinism in the 21st Century: Notes from the Intellectual
Battlefield." Refreshments, including a birthday cake for Darwin, will be
served.  Admission and parking are free.

The Center for Inquiry-MetroNY will be hosting an Evolutionary Fashion Show.
Participants will be given a card with a character or creature from an
evolutionary era and they have to improvise or act out the character.  It's
all great fun for this improv game to be held at the Center on Feb. 10 and
again on Feb. 27 at the NJHN.

Check with the individual Centers for more details.  Also please visit
www.darwinday.org for information about Darwin and other events around the
country.  This site is a project hosted by Amanda Chesworth.

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New CFI Web Site Launched

Center for Inquiry has its own brand new web site: www.centerforinquiry.net
It is a central site for information about all our Centers for Inquiry.

The Calendar of Events for each of the three major U.S. centers: CFI
International in Amherst, CFI-West in Los Angeles and CFI-MetroNY in New
Jersey is listed on the site.  To find the calendar of events for the Center
near you go to the pull down menu at the upper right of the home page.

The staff at the Center hopes that this new information clearing house will
prove valuable to you as a supporter of our skeptical and humanist projects
worldwide. Please visit our new site often.

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from the GOOD NEWS/BAD NEWS file:

The Good News: The Sierra Club and the World Council of Churches have
launched a publicity campaign for the environment based on god's admonition
that we must not ruin the earth that he has given into our care. The
specific purpose of the campaign is to pressure the Bush administration into
forgoing oil drilling in the Arctic National Wildlife Refuge, according to
the CNN report on the ads.

As the President has been so quick to tell us, his decision to limit
scientific research on embryonic stem cells was based in his religion.  So
it is a very clever idea to hold the President to the same religious
standard in making a decision about the environment.  Perhaps he can tell
his oil industry cronies that he prayed long and hard over the preservation
of the earth as given to us by god. Surely they will be impressed. It is
indeed good news to see the President hoisted on the petard of his own
public piety.

The Bad News: What is the Sierra Club doing in bed with the World Council of
Churches?

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