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#2934 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Dom, 3 de Out de 2010 2:25 pm
Assunto: Enc: Un nouvel article sur le blog www.mezetulle.net
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em dom, 3/10/10, Mezetulle <noreply@...> escreveu:

De: Mezetulle <noreply@...>
Assunto: Un nouvel article sur le blog www.mezetulle.net
Para: gustavobiscaia@...
Data: Domingo, 3 de Outubro de 2010, 12:10















							 03/10/2010 16:10:46


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Faut-il croire en Dieu pour être moral ? Bloc-notes nouveauté sur Mezetulle
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Muglioni En ligne le 3 octobre 2010 Benoît XVI est allé rappeler aux Anglais
que sans la… Pour lire la suite  cliquez ici   © 2010 www.mezetulle.net

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#2935 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Seg, 11 de Out de 2010 12:09 am
Assunto: Enc: Véu, liberdade e República
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
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--- Em dom, 10/10/10, Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...> escreveu:

De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...>
Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] Véu, liberdade e República
Para: gustavobiscaia@...
Data: Domingo, 10 de Outubro de 2010, 22:08

[http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1054766&tit=Veu-l\
iberdade-e-Republica]


O texto abaixo foi publicado no jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, no dia 7 de
outubro de 2010; está disponível no seguinte endereço:
http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1054766&tit=Veu-li\
berdade-e-Republica
* * *
A questão “quais as liberdades mais básicas?†tem várias respostas, duas
das quais seriam: 1) isso não faz sentido, pois 2) não há liberdades “mais
básicasâ€. Discordamos dessas respostas: há, sim, liberdades mais básicas,
que constituem os fundamentos de todas as outras. Quais seriam elas? Liberdades
de pensamento, de expressão, de associação e de ir e vir. Não que outras
liberdades não sejam importantes, mas essas quatro, que garantem aos
indivíduos e aos grupos as condições mínimas para terem e exercerem a
autonomia decisória, permitem que todas as demais sejam discutidas e
estabelecidas, além de terem valor em si mesmas como valores políticos e
sociais.Pois bem: há algumas semanas aprovou-se na Fran ça uma lei que veda
aos muçulmanos, em especial às muçulmanas, o uso de véus, burcas e adereços
que cubram parcial ou totalmente seus rostos e que se jam a manifestação de
suas crenças religiosas. O ar gu mento
  oficial apresentado é que tais adereços consis tem em instrumentos,
implícitos ou explícitos, da do minação social e masculina sobre as
mulheres, subjugando-as e relegando-as a uma posição social não in ferior,
mas secundária; em outras palavras, tais adereços seriam instrumentos e
símbolos da degradação das muçulmanas como cidadãs e como seres
humanos.Essa justificativa merece, sem dúvida, a mais profunda reflexão, pois
enfatiza aspectos centrais para o projeto republicano perfilhado pelo Ocidente
des de há pelo menos 200 anos, começando pela própria França: respeito
universal aos seres humanos, capacidade de manifestação individual e coletiva,
integração à vida coletiva de todos como cidadãos.Todavia, essa mesma
justificativa resulta na negação da autonomia individual para escolher as
crenças; em nome do respeito ao pluralismo religioso, ataca-se os fundamentos
desse pluralismo. É uma situação contraditória, cuja
  solução passa necessariamente pelo reafirmar do respeito ao pluralismo, ou
melhor, do insistir em que as liberdades de pensamento e de expressão de fato
são fundamentais e como tais devem ser tratadas.No caso específico das
muçulmanas francesas, é evidente que seu status social e político não pode
ser o mesmo que o de muçulmanas de outros países: o uso dos adereços deve
corresponder à manifestação externa de valores e escolhas íntimas, isto é,
pessoais; dessa forma, elas são antes cidadãs (francesas) e depois, ou como
que “por acasoâ€, muçulmanas e não o contrário (ou seja, antes muçulmanas
e depois, “por acasoâ€, francesas). Dessa forma, respeitam-se os valores
pessoais das muçulmanas (e, de modo geral, dos muçulmanos) tanto quanto
respeitam-se os valores pessoais e as manifestações exteriores das crenças de
judeus, cristãos, ateus, agnósticos, budistas etc. – além de reafirmar-se o
republicanismo francês, que de
  maneira correta estipula o universalismo jurídico no lugar do
comunitarismo.Voltemos à justificativa oficial: o repúdio à expressão
pública do que seria a submissão e a degradação das mulheres muçulmanas
dirige-se, como se percebe com facilidade, a apenas um único grupo. Assim,
embora o argumento em si seja moral e politicamente digno de consideração, ele
é particularista e dirigido contra uma fé específica. Dessa forma, ele
consiste mais em uma renovada expressão de islamofobia que na defesa do
republicanismo. O argumento tem um inequívoco caráter ad hoc, elaborado de
maneira casuística, para dar um lustro intelectual a uma forma de
intolerância.Para concluir: o que isso tem a ver com o Brasil? Ora, tudo. Não
apenas porque os laços políticos, so ciais e econômicos entre Brasil, de um
lado, e França e países islâmicos, de outro lado, têm crescido, como porque
os valores políticos e sociais brasileiros são muito próximos
  dos da França – de modo que o problema criado e enfrentado pela França
refere-se também a dilemas brasileiros.


--

Postado por  Gustavo Biscaia de Lacerda  no  Filosofia Social e Positivismo  em 
10/10/2010 09:06:00 PM




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2936 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qua, 13 de Out de 2010 5:09 pm
Assunto: Enc: Ministério Público proíbe concurso para capelão das FFAA
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

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--- Em qua, 13/10/10, J.C.Cardoso <joaocarlossilvacardoso@...> escreveu:

De: J.C.Cardoso <joaocarlossilvacardoso@...>
Assunto: Deu no Conjur
Para:
Data: Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010, 13:00



Boa decisão do MPF.
http://www.conjur.com.br/2010-out-12/mpf-anulacao-concurso-aeronautica-padre-pas\
tor
Estado laico
MPF pede anulação de concurso militar para padre e pastor

O Ministério Público Federal no Distrito Federal entrou com ação na Justiça
para anular o concurso público da Aeronáutica para contratação de
autoridades religiosas. A ação pretende também proibir o lançamento de novos
concursos para o cargo em quaisquer das forças militares. O MPF alega que a
seleção fere o princípio constitucional da laicidade do Estado e gera
discriminação. A notícia é do Espaço Vital.
Lançado em agosto deste ano, o edital para Exame de Admissão ao Estágio de
Instrução e Adaptação para Capelães da Aeronáutica do ano de 2010 (IE/EA
EIAC 2011) pretende selecionar três padres católicos e um pastor evangélico,
com salário de cerca de R$ 4.590 por mês, para prestação de assistência
religiosa aos militares.
O concurso está amparado pela Lei n. 6.923/81, que dispõe sobre o serviço de
assistência religiosa nas Forças Armadas. Na ação, porém, a procuradora da
República Luciana Loureiro Oliveira explica que contratar, com recursos
públicos, pastores, sacerdotes, pais-de-santo, monges ou orientadores
espirituais de qualquer religião para prestar assistência religiosa a
determinados funcionários públicos vai contra o princípio da laicidade
estatal, o que torna a seleção absolutamente inconstitucional.
De acordo com o MPF, a procuradora Luciana Loureiro sustenta que “a laicidade,
em síntese, não impede que o Estado receba a colaboração de igrejas e
instituições religiosas voltadas à promoção do interesse público, mas
veda, sim, qualquer tipo de favorecimento ou de discriminação no âmbito
dessas relaçõesâ€.
A procuradora alega também que “ainda que fosse franqueado à União
contratar, de forma onerosa, prestadores de assistência religiosa para
atendimento de seus servidores, a escolha de apenas duas religiões pelo Estado,
mesmo que majoritárias, feriria o princípio da isonomiaâ€.
Segundo ela, tal privilégio segrega seguidores de outras religiões
minoritárias, gerando preconceito e inibindo os não católicos e não
evangélicos de entrarem nas Forças Armadas.






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#2937 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qua, 20 de Out de 2010 6:25 pm
Assunto: Daniel Sottomaior na FSP: Ateísmo e cidadania
gustavobiscaia
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São Paulo, quarta-feira, 20 de outubro de 2010
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TENDÊNCIAS/DEBATES

Ateísmo e cidadaniaDANIEL SOTTOMAIOR
A maldade de ateus é outra dessas lendas preconceituosas, reafirmada "ad
nauseam" pela Bíblia Sagrada e por quase todos os seus seguidores

No Brasil atual, é inimaginável um senador da República dizer que "tem pena" de
judeus.
Ou um apresentador de TV afirmar repetidas vezes que certo criminoso "só pode
ser negro". Ou um candidato à Presidência afirmar que o judaísmo tem criado
problemas no Brasil e no mundo e que é bom que o próximo mandatário supremo não
seja judeu.
Ou um vilão de novela ser gay e atribuir sua maldade à própria homossexualidade.
No entanto, esse é o país em que vivem cerca de 4 milhões de ateus -número
aproximado, já que o IBGE nos nega essa informação, a despeito do art. 5º da
Constituição: "Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa
ou de convicção filosófica".
Todos esses casos são reais, referindo-se na verdade a ateus, mas ninguém foi
destituído, despedido ou processado pelo Ministério Público. Por que será?
A Folha dá enorme passo na direção certa ao abrir espaço a esta resposta ao
artigo "Dilma e a fé Cristã", de Frei Betto ("Tendências/Debates", 10/10). Nele,
o dominicano afirmou: "Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante
ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau
de arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte".
Não há como salvar essa lógica.
Trata-se de expressão clara de preconceito. Se a frase é inaceitável
referindo-se a judaísmo ou negritude, então o mesmo deve valer para o ateísmo. E
o contexto não poderia ser pior: o mote do artigo é salvar a candidata de
"acusações" de ateísmo, ao invés de mostrar que ateísmo não é matéria de
acusação em sociedade não discriminadora.
Identificar grupos de pessoas a deficiência física, estética, mental, moral ou
até teológica sempre foi a racionalização do discriminador.
A maldade dos ateus é mais uma dessas lendas preconceituosas, reafirmada "ad
nauseam" pela sacrossanta Bíblia Sagrada e por quase todos os seus
cristianíssimos seguidores, apesar de desautorizada por todos os dados
disponíveis.
A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) vem congregando descrentes
em todos os quadrantes do país, esclarecendo a sociedade, defendendo os ateus da
posição inferior que nos querem impingir, lutando por um Estado verdadeiramente
laico e levando aos tribunais as pessoas e instituições que insistem no
contrário.
Isso, sim, é ateísmo militante.
Ironicamente, bulas papais como "Ad extirpanda" e "Dum diversas" deixam claro
que o cristianismo militante inclui tortura e escravização de descrentes. Não
consta que tenham sido revogadas.
O grande manual de tortura de todos os tempos, "Malleus Maleficarum", foi
escrito também por dominicanos, e serviu de guia, durante séculos, para a
violência católica contra infiéis.
No caso a que Frei Betto se refere, os papéis também estão invertidos: combater
o ateísmo era uma das justificativas para a ditadura, sintomaticamente
inaugurada com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade.
É o teísmo militante, naquela época como hoje, alimentando-se do preconceito
escancarado contra ateus, sequestrando e engravidando a política, em nome dos
bons tempos, para nela conceber seus frutos. Vejam só no que deu.
DANIEL SOTTOMAIOR, 39, é presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e
Agnósticos).

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
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#2938 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Qui, 21 de Out de 2010 9:02 pm
Assunto: Civilização pacífica. É a nossa, agora.
bonangelo
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Parece estranho afirmar que estamos vivendo numa confortável era de paz e de
indústria. Tem razão o bom ateu Hubris.
Mas não há guerras em tantos lugares no mundo, hoje?
Logo, não estamos em paz.

Então perguntamos: será que a cultura humana progrediu, desde nossa origem
entre

os primatas numa evolução cerebral que se fez em milhares de milênios?
Temos agora evidências de que os humanos que andavam de quatro, passaram a
andar

em duas pernas cerca de 4 milhões de anos antes da nossa era.
A pesquisa nos registros históricos indica que a partir da invenção da
escrita,
a inteligência e a atividade humana passou por fases de guerra.
Os homens foram guerreiros para a conquista na Europa do ocidente até o fim do
império romano. Foi a longa era da guerra de conquista.

Os chefes de Estado eram os guerreiros.
A partir dessa época, na Europa, na civilização mais adiantada do mundo, a
guerra passou a ser de defesa, para proteção dos domínios pacificados pelos
romanos.
Foi a era da guerra de defesa. Os chefes eram os guerreiros.
Com o fim do feudalismo, a queda do poder dos papas e a queda da religião,
gradualmente

a atividade principal passou a ser de produção, que chamamos atividade
industrial, de produção e de distribuição, comercial.
Os guerreiros não mais eram os chefes. Novos chefes passaram a comandar e os
guerreiros passaram a receber soldo do governo civil, passaram a ser soldados.
A era industrial exige investimentos, capital, propriedade, que não podem ser
mantidos se houver guerra, que se destina a matar e roubar, ou se destina a
evitar – a guerra.
Logo, a era industrial é pacífica.
Essa teoria pode ser comprovada com os fatos históricos?
E as eras de guerra decorriam das crenças dos escravos de deus. Eles pensam que
têm o saber absoluto, a ser imposto pela violência.
As grandes guerras dos anos 1900 resultaram da reação de muitos dos filósofos
do
século XX

contra o ateísmo dos filósofos do livre pensamento do iluminismo dos anos
1800.
No século XXI ainda há políticos que ainda são escravos de deus, que ainda
fazem
guerra e sempre farão. Por quê?
Os deuses antes uniam as pessoas num consenso. Hoje os deuses tornam o homem
inimigo do homem. Até mesmo sendo escravos do mesmo deus.
Assim, em plena era industrial e pacífica ainda há guerra, enquanto houver
escravos de deus na política.
 
Portanto, será mais seguro se a elite que comanda o mundo se libertar da
escravidão dos deuses.
Aí está alguma de nossas missões: libertar a Política dos escravos de deus.

#2939 De: "Miguel" <home@...>
Data: Qua, 27 de Out de 2010 1:18 pm
Assunto: Comissão Instaladora Associação Humanista
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá a todos,

Como objectivo de dar seguimento à criação da Associação Humanista (em
Portugal), decidiu-se avançar para a criação de uma comissão instaladora formal
que possa colocar em prática este nosso desejo.

Pedia a quem estivesse interessado em participar activamente que entrasse em
contacto comigo em privado, ou que participasse num dos próximos encontros
humanistas (que agora são mensais) para nos conhecermos e discutirmos o tema:

http://encontros.humanismosecular.org/

Um abraço,

Miguel Duarte

#2940 De: Eli Vieira Araujo Júnior <eli2303@...>
Data: Qua, 27 de Out de 2010 2:54 pm
Assunto: Re: Comissão Instaladora Associação Humanista
elivieira...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caro Miguel, como falei contigo um ano atrás, também estamos fundado a Liga
Humanista Secular do Brasil (obviamente tivemos alguns problemas para
demorar tanto).

Como sugeri na época, seria interessante anunciar conjuntamente a criação da
ambas associações no Brasil e em Portugal simultaneamente.

Em breve terei datas mais precisas para anunciar nossa fundação
(instalação).

Um abraço
_______
Eli Vieira
LiHS - Liga Humanista Secular do Brasil
www.bulevoador.com.br



Em 27 de outubro de 2010 11:18, Miguel <home@...> escreveu:


>
> Olá a todos,
>
> Como objectivo de dar seguimento à criação da Associação Humanista (em
> Portugal), decidiu-se avançar para a criação de uma comissão instaladora
> formal que possa colocar em prática este nosso desejo.
>
> Pedia a quem estivesse interessado em participar activamente que entrasse
> em contacto comigo em privado, ou que participasse num dos próximos
> encontros humanistas (que agora são mensais) para nos conhecermos e
> discutirmos o tema:
>
> http://encontros.humanismosecular.org/
>
> Um abraço,
>
> Miguel Duarte
>
>
>


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2941 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Sex, 29 de Out de 2010 12:34 pm
Assunto: Enc: Quem é "Dom" Bertrand de Orleans e Bragança?
gustavobiscaia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caros amigos:
A minha reclamação que está no pé desta mensagem refere-se ao texto publicado na
FSP ontem, reproduzido logo abaixo.
Gustavo.
*   *   *


São Paulo, quinta-feira, 28 de outubro de 2010
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TENDÊNCIAS/DEBATES

Insurreição eleitoralBERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA

Qualquer que seja o resultado do presente pleito, que sirva de lição para o
grave divórcio que se estabelece entre o Brasil oficial e o Brasil profundo
A reviravolta imposta pelo eleitorado ao mundo político-publicitário, nas
eleições presidenciais, é tema que se impõe.
Não me atenho ao palco eleitoral, no qual os figurantes desenrolam seus papéis
para convencer o público e arrastá-lo a uma escolha.
Chamo a atenção para a larga e vigorosa fatia da opinião pública capaz de
reescrever o roteiro do pleito eleitoral.
A falta de ideias, de princípios e de debates sobre problemas nacionais marcou a
campanha do primeiro turno. Prognosticou-o o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso, ao afirmar que o teatro eleitoral se organizava para esconder o que
verdadeiramente estava em discussão.
Coube à revista "Veja" sintetizar graficamente a frustração do público diante de
tal vácuo, com uma capa em branco, a simbolizar as "grandes propostas para o
Brasil feitas na campanha presidencial".
A falta de autenticidade somou-se à falta de representatividade dos principais
candidatos -todos eles de esquerda-, deixando o amplo setor conservador do
eleitorado sem legítimo porta-voz.
O quadro eleitoral, segundo dogmatizavam inúmeros "especialistas", caminhava
para a vitória arrasadora do lulo-petismo, com uma população indiferente a
princípios e valores e embaída pelos benefícios de uma situação socioeconômica
favorável.
O mundo publicitário e político -mais precisamente, preponderantes setores da
esquerda- se enganou com relação ao país. De tanto prestar atenção ao Brasil
oficial, acreditou que a nação se cinge a essa minoria frenética e aparatosa,
mas superficial.
Ignorou os brasileiros, silenciados nos seus anelos mais autênticos
-particularmente nos morais e religiosos-, que se moviam e preparavam uma
"vingança".
À margem das estruturas partidárias e políticas, esse Brasil fez irromper como
um gêiser, no panorama artificialmente inexpressivo, as preocupações que
assombram a maioria silenciosa, pacata e conservadora de nossa população.
O tema do aborto despontou com ímpeto chamativo. Mas foi a panóplia de metas
radicais do PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos) o que maior apreensão
causou em vastos setores da sociedade.
As ameaças do PNDH-3 -cavilosamente adjetivadas de "boataria"- fizeram
vislumbrar o gérmen da perseguição religiosa, ao pretenderem subverter os
fundamentos cristãos que ainda pautam a sociedade e tutelar sectariamente os
indivíduos.
O mundo político-partidário e as potentes tubas publicitárias tentaram
celeremente adaptar-se à realidade, a tanto custo abafada. Sinal inequívoco da
crescente fraqueza desse Brasil de superfície, que tenta relegar ao anonimato o
Brasil autêntico, que quer se manter fiel a si mesmo, às suas tradições, ao seu
modo de pensar e de viver.
Assistimos a uma verdadeira insurreição eleitoral. Qualquer que seja o resultado
do presente pleito, que sirva de lição para o grave divórcio que vai se
estabelecendo entre o Brasil oficial e o Brasil profundo. Outras surpresas
sobrevirão.
DOM BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA é trineto de
dom Pedro 2º.
E-mail: dombertrand@....

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em qui, 28/10/10, Gustavo Biscaia de Lacerda - UFPR <GBLacerda@...>
escreveu:

De: Gustavo Biscaia de Lacerda - UFPR <GBLacerda@...>
Assunto: Quem é "Dom" Bertrand de Orleans e Bragança?
Para: ombudsman@...
Cc: leitor@..., helio@...
Data: Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010, 17:04








Afinal de contas, por que é que FSP insiste em
ceder um dos mais importantes espaços nacionais de debate para Bertrand de
Orleans e Bragança, cujo único mérito é ser descendente de um mau governante de
um regime abolido? Da mesma forma, por que é a FSP insiste em usar "dom", como
se ainda houvesse na República os odiosos e desprezíveis títulos nobiliárquicos
próprios à discriminação monárquica?
 
Realmente, é cada vez mais difícil levar a sério a
FSP.
 
Prof. Dr. Gustavo Biscaia de
Lacerda
Pesquisador: Sociólogo e Cientista Político - UFPR
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/





[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2942 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Seg, 13 de Dez de 2010 3:06 pm
Assunto: Apoio à campanha da ATEA
gustavobiscaia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Divulgando os cartazes, em apoio à campanha da ATEA que foi virtualmente
censurada.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/844028-empresas-barram-campanha-publicita\
ria-que-questiona-existencia-de-deus.shtml
Gustavo.

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
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#2943 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Ter, 14 de Dez de 2010 4:19 pm
Assunto: Enc: Em favor da campanha da ATEA
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
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--- Em ter, 14/12/10, Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...> escreveu:

De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...>
Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] Em favor da campanha da ATEA
Para: gustavobiscaia@...
Data: Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010, 14:17










Considerando a virtual censura sofrida pela associação ATEA, manifesto aqui meu
apoio à associação, divulgando os cartazes cuja divulgação foi obstada pela
pusilanimidade das empresas de propaganda.
Convém notar, por outro lado, que essas empresas não hesitam em divulgar
qualquer outra imbecilidade, mesmo as mais fúteis, chocantes ou perniciosas, em
nome da "modernidade" ou das "leis do mercado", se não tiverem que fazer
minimamente frente ao obscurantismo promovido pelas igrejas teológicas do país.
Aliás, não se trata apenas de obscurantismo teológico: é também a hipocrisia
cínica dos donos dessas empresas.
Conferir as reportagens abaixo:
- "Campanha em ônibus diz que deus pode não existir", de Hélio Schwartzman
- "Empresas barram campanha publicitária que questiona existência de deus", de
Hélio Schwartzman



--

Postado por  Gustavo Biscaia de Lacerda  no  Filosofia Social e Positivismo  em 
12/14/2010 02:09:00 PM




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2944 De: Francisco José Duarte de Santana <franssuzer@...>
Data: Qui, 16 de Dez de 2010 1:14 am
Assunto: Re: Enc: Em favor da campanha da ATEA
franciscozer55
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A ATEA poderia avaliar com cuidado a possibilidade de fazer um ou mais
"out-doors" volantes fixados em reboques para desfilar em lugaresw
movimentados, paraias em fins de semana etc. Inclusive denunciando que
aqueles "out-doors" foram censurados.

F. Santana

Em 14 de dezembro de 2010 13:19, Gustavo Biscaia de Lacerda <
gustavobiscaia@...> escreveu:

>
>
>
>
> "Cansamo-nos de agir
>  E até de pensar cansamos;
>  Só não cansamos de amar
>  E nem de dizer que amamos"
>
> (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)
> http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
> http://membres.lycos.fr/clotilde/
>
> --- Em ter, 14/12/10, Gustavo Biscaia de Lacerda
<gblacerda@...<gblacerda%40gmail.com>>
> escreveu:
>
> De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...<gblacerda%40gmail.com>
> >
> Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] Em favor da campanha da ATEA
> Para: gustavobiscaia@... <gustavobiscaia%40yahoo.com.br>
> Data: Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010, 14:17
>
> Considerando a virtual censura sofrida pela associação ATEA, manifesto aqui
> meu apoio à associação, divulgando os cartazes cuja divulgação foi obstada
> pela pusilanimidade das empresas de propaganda.
> Convém notar, por outro lado, que essas empresas não hesitam em divulgar
> qualquer outra imbecilidade, mesmo as mais fúteis, chocantes ou perniciosas,
> em nome da "modernidade" ou das "leis do mercado", se não tiverem que fazer
> minimamente frente ao obscurantismo promovido pelas igrejas teológicas do
> país. Aliás, não se trata apenas de obscurantismo teológico: é também a
> hipocrisia cínica dos donos dessas empresas.
> Conferir as reportagens abaixo:
> - "Campanha em ônibus diz que deus pode não existir", de Hélio Schwartzman
> - "Empresas barram campanha publicitária que questiona existência de deus",
> de Hélio Schwartzman
>
> --
>
> Postado por Gustavo Biscaia de Lacerda no Filosofia Social e Positivismo em
> 12/14/2010 02:09:00 PM
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>
>
>


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2945 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qui, 16 de Dez de 2010 11:53 am
Assunto: Ainda a campanha da ATEA: reclamação na Folha de S. Paulo
gustavobiscaia
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Pequena reclamação publicada na Folha de S. Paulo de hoje (negritado e em
vermelho, lá embaixo):


São Paulo, quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
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PAINEL DO LEITOR 

O "Painel do Leitor" recebe colaborações por e-mail (leitor@...), fax
(0/xx/11/3223-1644) e correio (al.Barão de Limeira, 425, 4º andar, São Paulo-SP,
CEP 01202-900). As mensagens devem ser concisas e conter nome completo, endereço
e telefone. A Folha se reserva o direito de publicar trechos.

Leia mais cartas na Folha Online
www.folha.com.br/paineldoleitor

Salários 
O Brasil nunca sairá do Terceiro Mundo enquanto os políticos somente governarem
em causa própria ("Câmara aprova aumento de salário do Executivo e Legislativo
para R$ 26,7 mil",Folha.com, ontem). Isso é um espólio a todos nós, que lutamos,
contribuímos com nossos impostos e tentamos viver com nossos salários, enquanto
vemos as falhas na educação, na saúde e na segurança pública.
Com a aprovação do aumento, crescerá ainda mais a deficiência desses serviços,
pois de onde sairão os recursos?
Se os senadores e o presidente tiverem consciência disso, não aprovarão esse
projeto.
JONAS DE ANDRADE VILAS BOAS (Campinas, SP) 

 
O Tiririca já teve a primeira lição do que faz um deputado federal: aumenta o
próprio salário. 
CARLOS GASPAR (São Paulo, SP) 

Aborto 
O governador Sérgio Cabral generaliza seu comportamento leviano ao perguntar
"quem aqui não teve uma namoradinha que precisou abortar?". Não venha o trêfego
governador justificar um comportamento seu no passado para pedir uma discussão
sobre o que chama eufemisticamente de "interrupção de gestação".
O aborto, que a maioria da população brasileira rejeita em todas as pesquisas, é
homicídio.
Não venha Cabral com uma argumentação inconsistente de "problema de saúde
pública".
Problema de saúde pública é esquistossomose, malária, pelagra, subnutrição. É
uma gestante de 19 anos peregrinar por vários hospitais no Rio e morrer sem ser
atendida, como ocorreu há pouco. É a procura de um leito de CTI nos hospitais do
Estado.
Como médico, protesto contra a leviandade com que esse assunto é tratado pelo
governador.
HERBERT PRAXEDES (Niterói, RJ) 

Contrastes 
O Brasil realmente é o país dos contrastes, das dúvidas e das enganações,
conforme se viu na reportagem "Seguro obrigatório de carros subirá até 15% em
2011" (Mercado, ontem).
Muito interessante esse aumento, já que os valores das indenizações pagas nos
casos de morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas em
decorrência de acidentes de trânsito permanecerão inalterados.
IVO KUHN (Curitiba, PR) 

CPMF 
Onde foi parar o desconto da CPMF? Gostaria de saber, especialmente da Fiesp,
quando, como e onde o valor da CPMF cortada contribuiu para baixar o preço dos
produtos e serviços das empresas.
ELYANNE GUIMARÃES BRASIL (Belo Horizonte, SP) 

WikiLeaks 
A Força Aérea dos EUA bloqueou os sites de jornais para seu público interno
("Força Aérea dos EUA bloqueia sites que divulgaram documentos do
WikiLeaks", Folha.com, 14/12). 
Isso não configura censura à imprensa? Não é cerceamento à liberdade das pessoas
em busca de notícias? Claro que sim! Então por que a nossa mídia não denuncia
com destaque? Por que o ato vem dos EUA? Mas quando vem do Irã, de Cuba, da
Rússia ou da Coreia do Norte toda a imprensa tupiniquim esbraveja
histericamente.
JEFERSON MALAGUTI SOARES (Belo Horizonte, MG) 

País do futebol 
A coluna de Tostão de ontem estava um primor: usou o brado "Brasil, acorde!"
para chamar a atenção dos dirigentes, da mídia esportiva e dos torcedores para a
realidade do nosso futebol.
Há tempos deixamos de jogar o melhor futebol do mundo. No ranking da Fifa,
ocupamos um modesto quarto lugar, e nossos melhores jogadores deixaram de
figurar na lista dos premiáveis.
Por outro lado, ficamos encantados com jogadores que pedalam e fazem firulas e
malabarismos sem, entretanto, atentarmos para a falta de objetividade dessas
jogadas. Tais jogadores, quando vão jogar no exterior, acabam no banco de
reservas.
Além disso, faltam-nos líderes no gramado. Que saudades de Zito, Didi, Gerson
etc.
SIMÃO KORN (Santos, SP) 

Ateus 
Fernando de Barros e Silva ("Ateísmo e delírio", Opinião, 11/12) deve viver em
outra realidade para afirmar que está confortável sendo membro da minoria
brasileira que não acredita em deus.
O que se percebe com clareza, e a última eleição confirmou, é que não acreditar
em deus no Brasil é motivo de preocupação para os não crentes, que são tachados
de mentirosos a pessoas sem caráter (Datena), passando por torturadores (Frei
Betto).
A campanha (censurada) da Atea não é obra de uma "igrejinha"; é uma necessidade
social, política e intelectual contra os violentos obscurantismo e preconceito
do Brasil.
GUSTAVO BISCAIA DE LACERDA, sociólogo da UFPR (Curitiba, PR) 

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2946 De: Francisco José Duarte de Santana <franssuzer@...>
Data: Qua, 22 de Dez de 2010 2:33 pm
Assunto: Gravidez (considerado um dos melhores e-mails de 2009!!!!!)
franciscozer55
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
1) Eu não sou simpático ao aborto, mas depois que li até o final concluí que
o aborto é aconselhável pelos três últimos casos.

Por três a dois a humanidade teria lucrado no caso do aborto tivesse sido
praticado. E lucrado muito. Não teria havido os genocídios da idade média (o
maior atraso da história da humanidade), as cruzadas, a inquisição, o
antisemitismo, o nazismo, a religião muçulmana, jeová ficaria restrito a um
pequeno povo, o massacre dos índios nos EUA pelos seguidores do destino
manifesto, as guerras da OTAN apoiadas pelo vaticano etc.

É bem verdade que talvez não existisse também o político Brizola e a música
tivesse uma certa perda, mas é um preço pequeno diante dos benefícios.


2) O cara que escreveu esse anexo forçou a barra ao incluir Jesus Cristo
nesse enredo. Só se configuraria o problema se José a repudiasse e a
devolvesse à família, mas ele assumiu a paternidade numa boa. Aliás se ela
fosse repudiada por esse motivo, não teria nem tempo de fazer o aborto pois
seria apedrejada. A não ser que fugisse para a Samária e lá tivesse uma
aborteira.

F. Santana

2010/12/21 Wilson Castro <wilsoncastromatos@...>

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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2947 De: "b.sclaudius" <b.sclaudius@...>
Data: Dom, 26 de Dez de 2010 6:12 pm
Assunto: A razão deve prevalecer sobre a manipulação e o medo.
b.sclaudius
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Meus cumprimentos a todos

De inicio quero deixar bem claro que sou um pesquisador e professor nas
áreas biológicas e química,..Minha educação é cientifica,
portanto eu trablho com fatos. Por séculos as religiões
ocidentais, principalmente, tentaram deter de qualquer forma o livre
pensamento, Temos vários exemplos no decorrer da historia, mas parece
que muito pouco foi aprendido. Séculos de escuridão ainda deixam
rastros em pleno século XXI. A manipulação através do medo,
camuflada pelo sectarismo e dogmas ainda assombram a espécie humana.
Eu os chamo de "adoradores do medo".....enquanto a igreja continuar a
interferir nos assuntos da ciência e da razão, nós precisaremos
de um novo iluminismo e o Estado tem responsabilidade total nesse tipo
de intromissão.....A ciência e a razão não interfere com a
igreja, mas a igreja ainda tenta impor seu ranço dogmático sobre o
livre pensamento.....e isso tem que ter um fim.....!!!!!

Grato

Claudius



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2948 De: "b.sclaudius" <b.sclaudius@...>
Data: Seg, 27 de Dez de 2010 7:56 am
Assunto: Re: Ainda a campanha da ATEA: reclamação na Folha de S. Paulo
b.sclaudius
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Amigo....O povo tem o legislativo que merece....!...Esses mesmos
politicos proficionais não cairam de para quedas no congresso, alguem
os colocou la....OK

Claudius
--- Em humanismosecularpt@..., Gustavo Biscaia de Lacerda
<gustavobiscaia@...> escreveu
>
> Pequena reclamação publicada na Folha de S. Paulo de hoje
(negritado e em vermelho, lá embaixo):
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> São Paulo, quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
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> Salários
> O Brasil nunca sairá do Terceiro Mundo enquanto os políticos
somente governarem em causa própria ("Câmara aprova aumento de
salário do Executivo e Legislativo para R$ 26,7 mil",Folha.com,
ontem). Isso é um espólio a todos nós, que lutamos,
contribuímos com nossos impostos e tentamos viver com nossos
salários, enquanto vemos as falhas na educação, na saúde e na
segurança pública.
> Com a aprovação do aumento, crescerá ainda mais a deficiência
desses serviços, pois de onde sairão os recursos?
> Se os senadores e o presidente tiverem consciência disso, não
aprovarão esse projeto.
> JONAS DE ANDRADE VILAS BOAS (Campinas, SP)
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federal: aumenta o próprio salário.
> CARLOS GASPAR (São Paulo, SP)
>
> Aborto
> O governador Sérgio Cabral generaliza seu comportamento leviano ao
perguntar "quem aqui não teve uma namoradinha que precisou abortar?".
Não venha o trêfego governador justificar um comportamento seu no
passado para pedir uma discussão sobre o que chama eufemisticamente
de "interrupção de gestação".
> O aborto, que a maioria da população brasileira rejeita em todas as
pesquisas, é homicídio.
> Não venha Cabral com uma argumentação inconsistente de "problema
de saúde pública".
> Problema de saúde pública é esquistossomose, malária,
pelagra, subnutrição. É uma gestante de 19 anos peregrinar por
vários hospitais no Rio e morrer sem ser atendida, como ocorreu há
pouco. É a procura de um leito de CTI nos hospitais do Estado.
> Como médico, protesto contra a leviandade com que esse assunto é
tratado pelo governador.
> HERBERT PRAXEDES (Niterói, RJ)
>
> Contrastes
> O Brasil realmente é o país dos contrastes, das dúvidas e das
enganações, conforme se viu na reportagem "Seguro obrigatório de
carros subirá até 15% em 2011" (Mercado, ontem).
> Muito interessante esse aumento, já que os valores das
indenizações pagas nos casos de morte, invalidez permanente e
reembolso de despesas médicas em decorrência de acidentes de
trânsito permanecerão inalterados.
> IVO KUHN (Curitiba, PR)
>
> CPMF
> Onde foi parar o desconto da CPMF? Gostaria de saber, especialmente da
Fiesp, quando, como e onde o valor da CPMF cortada contribuiu para
baixar o preço dos produtos e serviços das empresas.
> ELYANNE GUIMARÃES BRASIL (Belo Horizonte, SP)
>
> WikiLeaks
> A Força Aérea dos EUA bloqueou os sites de jornais para seu
público interno ("Força Aérea dos EUA bloqueia sites que
divulgaram documentos do WikiLeaks", Folha.com, 14/12).
> Isso não configura censura à imprensa? Não é cerceamento
à liberdade das pessoas em busca de notícias? Claro que sim!
Então por que a nossa mídia não denuncia com destaque? Por que
o ato vem dos EUA? Mas quando vem do Irã, de Cuba, da Rússia ou da
Coreia do Norte toda a imprensa tupiniquim esbraveja histericamente.
> JEFERSON MALAGUTI SOARES (Belo Horizonte, MG)
>
> País do futebol
> A coluna de Tostão de ontem estava um primor: usou o brado "Brasil,
acorde!" para chamar a atenção dos dirigentes, da mídia esportiva
e dos torcedores para a realidade do nosso futebol.
> Há tempos deixamos de jogar o melhor futebol do mundo. No ranking
da Fifa, ocupamos um modesto quarto lugar, e nossos melhores jogadores
deixaram de figurar na lista dos premiáveis.
> Por outro lado, ficamos encantados com jogadores que pedalam e fazem
firulas e malabarismos sem, entretanto, atentarmos para a falta de
objetividade dessas jogadas. Tais jogadores, quando vão jogar no
exterior, acabam no banco de reservas.
> Além disso, faltam-nos líderes no gramado. Que saudades de Zito,
Didi, Gerson etc.
> SIMÃO KORN (Santos, SP)
>
> Ateus
> Fernando de Barros e Silva ("Ateísmo e delírio", Opinião,
11/12) deve viver em outra realidade para afirmar que está
confortável sendo membro da minoria brasileira que não acredita em
deus.
> O que se percebe com clareza, e a última eleição confirmou, é
que não acreditar em deus no Brasil é motivo de preocupação
para os não crentes, que são tachados de mentirosos a pessoas sem
caráter (Datena), passando por torturadores (Frei Betto).
> A campanha (censurada) da Atea não é obra de uma "igrejinha";
é uma necessidade social, política e intelectual contra os
violentos obscurantismo e preconceito do Brasil.
> GUSTAVO BISCAIA DE LACERDA, sociólogo da UFPR (Curitiba, PR)
>
> "Cansamo-nos de agir
>  E até de pensar cansamos;
>  Só não cansamos de amar
>  E nem de dizer que amamos"
>
> (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
> http://membres.lycos.fr/clotilde/
>
>
>
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2949 De: bia <biaspdias@...>
Data: Seg, 27 de Dez de 2010 10:52 am
Assunto: Re: A razão deve prevalecer sobre a manipulação e o medo.
biaspdias
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Claudius,
Sem cultura e saude nao ha' razao.
Concordo com voce, parabens pela sua formacao, ela te da' uma proximidade da
questao que te faz deduzir coisas tao importantes para a humanidade.
Eu tenho uma pequena formacao literaria que me direciona apenas a liberdade
do pensamento e nao 'as pesquisas cientificas, mas as observo.
Realmente as religioes manipulam o pensamento, frearam e freiam o impulso
desenfreado , por vezes insano na nossa historia.
Este triangulo, Estado, Ciencia e Igreja, sempre tiveram que trabalhar as
arestas e tentar chegar a um denominador favoravel. Nada simples.
A questao e', ate' onde devem interferir uns com os outros, limites. A populacao
aumenta a uma velocidade que dificulta esta evolucao que tanto desejamos, porque
a CULTURA  E SAUDE sao
seguimentos esquecidos, e sem eles, nao existe Estado, Ciencia e Igreja
eficientes.
Por exemplo, a  comunhao do Estado e da Ciencia, deram oportunidade da
criacao e utilizacao da bomba H e de tantas outras armas. A Ciencia e' uma
forca poderosissima que infelizmente  e' usada, por vezes, para fins nada
dignos. Penso que se  nao houvesse este controle, o planeta ja' nao mais
existiria. O maior investimento realmente e' o homem saudavel, fisica e mental.
Nacoes que tem esta prioridade se diferenciam das demais.
Cultura meu caro, e' a grande preciosidade do planeta, povo culto sabe o que
quer ,se administra por si so'. O povo deve ser o seu proprio Estado, sua
propria Ciencia e sua propria Igreja, a exemplo do Canada' e tantos outros
paises. Voce leu Admiravel Mundo Novo ? Interessante ficcao.
Saudacoes rspeitosas, 
Parabens pela sua materia!

--- Em dom, 26/12/10, b.sclaudius <b.sclaudius@...> escreveu:


De: b.sclaudius <b.sclaudius@...>
Assunto: [humanismosecularpt] A razão deve prevalecer sobre a manipulação e o
medo.
Para: humanismosecularpt@...
Data: Domingo, 26 de Dezembro de 2010, 16:12


 




Meus cumprimentos a todos

De inicio quero deixar bem claro que sou um pesquisador e professor nas
áreas biológicas e química,..Minha educação é cientifica,
portanto eu trablho com fatos. Por séculos as religiões
ocidentais, principalmente, tentaram deter de qualquer forma o livre
pensamento, Temos vários exemplos no decorrer da historia, mas parece
que muito pouco foi aprendido. Séculos de escuridão ainda deixam
rastros em pleno século XXI. A manipulação através do medo,
camuflada pelo sectarismo e dogmas ainda assombram a espécie humana.
Eu os chamo de "adoradores do medo".....enquanto a igreja continuar a
interferir nos assuntos da ciência e da razão, nós precisaremos
de um novo iluminismo e o Estado tem responsabilidade total nesse tipo
de intromissão.....A ciência e a razão não interfere com a
igreja, mas a igreja ainda tenta impor seu ranço dogmático sobre o
livre pensamento.....e isso tem que ter um fim.....!!!!!

Grato

Claudius

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#2950 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Dom, 2 de Jan de 2011 6:54 pm
Assunto: 1º de janeiro - Festa da Humanidade
gustavobiscaia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Meus caros:



O ano novo não é
apenas a mudança de ano, alterando um pouco nosso calendário. O dia
1º de janeiro é mais que isso: é o dia da fraternidade universal,
a Festa da Humanidade.



O ano novo faz-nos
pensar no que fizemos e no que podemos fazer. Conhecendo o passado,
preparamos o futuro, ao melhorar o presente.



Assim, desejo um 2011 com paz, justiça e prosperidade: com amor, ordem e
progresso.



Fraternalmente,



Gustavo.






* * *




A Humanidade




Autor: Eduardo Sá.

Fonte: Auguste Comte et le
Positivisme (http://membres.lycos.fr/clotilde/images/humanity.jpg).









"Cansamo-nos de agir
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 Só não cansamos de amar
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#2951 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Sáb, 8 de Jan de 2011 9:56 pm
Assunto: Enc: [Filosofia Social e Positivismo] Comemorações de 223 (2011)
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
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--- Em sáb, 8/1/11, Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...> escreveu:

De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...>
Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] Comemorações de 223 (2011)
Para: gustavobiscaia@...
Data: Sábado, 8 de Janeiro de 2011, 19:55

Comemorações do ano 223 (2011)          Tipo*         Vida        
CALENDÁRIOS         Wikipédia**             Positivista        
júlio-gregoriano             Antonino Pio         86-161         25.César
17.maio         http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonino_Pio             FRANCIS  
BACON         1561-1626         14.Descartes         21.outubro        
http://en.wikipedia.org/wiki/Francis_Bacon             Henry Briggs        
1561-1631         4.Gutenberg         16.agosto        
http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Briggs_(mathematician)             Defoe
1661-1731         6.Dante         21.julho        
http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Defoe             John   Dollond        
1706-1761         11.Gutenberg         23.agosto        
http://en.wikipedia.org/wiki/John_Dollond             Quinto   Ênio        
239-169         22.Homero         19.fevereiro        
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quinto_%C3%8Anio
  GUTENBERG         1400-1661                   13.agosto-9.setembro        
http://pt.wikipedia.org/wiki/Johannes_Gutenberg             DAVID   HUME        
1711-1776         28.Descartes         4.novembro        
http://pt.wikipedia.org/wiki/David_hume             São   Leão o Grande
390-461         15.Carlos   Magno         2.julho        
http://en.wikipedia.org/wiki/Pope_Leo_I             Mazzarino         1602-1661
17.Frederico         21.novembro         http://pt.wikipedia.org/wiki/Mazarino
Plínio o Moço         61-116         18.Aristóteles         15.março        
http://fr.wikipedia.org/wiki/Pline_le_Jeune             Samuel Richardson
1689-1761         20.Shakespeare         29.setembro        
http://en.wikipedia.org/wiki/Samuel_Richardson             Tácito        
61-120         20.Aristóteles         17.março        
http://fr.wikipedia.org/wiki/Tacite        FONTE: “Apêndice†de Apelo aos
  conservadores (autoria de Augusto Comte; Rio de Janeiro: Igreja Positivista do
Brasil, 1899), organizado por Miguel Lemos.  NOTAS:    Os nomes em itálico
indicam os tipos adjuntos,      considerados titulares nos anos bissextos.  Os
nomes em letras maiúsculas indicam chefes de      semana ou de mês.  As datas
de vida reproduzem as indicadas por      Miguel Lemos no “Apêndice†ao
Apelo      aos consevadores; algumas delas podem ter sofrido correção desde
1899,      a partir de pesquisas historiográficas.  Os artigos da Wikipédia
foram selecionados      basicamente em português, mas em diversos casos ou só
havia em outra(s)      língua(s) ou eram melhores em outra(s) língua(s)
(francês e inglês, mas      também espanhol e italiano).


--

Postado por  Gustavo Biscaia de Lacerda  no  Filosofia Social e Positivismo  em 
1/08/2011 07:53:00 PM




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2952 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qua, 26 de Jan de 2011 10:39 pm
Assunto: ICAR sempre contra a laicidade do Estado
gustavobiscaia
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Para variar...

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RELIGIÃO & POLÍTICA
Igreja pede explicações ao EstadoPor Ligia Martins de Almeida em 25/1/2011Como
se não bastassem as mortes na região serrana do Rio de Janeiro e as brigas
entre seus principais aliados – PMDB e PT –, a presidente Dilma Rousseff
agora vai ter que lidar com os questionamentos da igreja católica. Empossado
como prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e
Sociedades de Vida Apostólica, o arcebispo de Brasília, Dom João Braz de
Avis, cobrou uma definição da presidente em entrevista publicada na Folha de
S.Paulo (19/1/2011):"Não temos uma ideia clara de quem é Dilma do ponto de
vista religioso. Ela precisa explicar melhor as suas convicções religiosas
para que o diálogo possa progredir. O que sabemos é que Dilma mostrou
flexibilidade com relação a temas importantes para a igreja. Mas também
sabemos que políticos fazem isso: durante a campanha, é uma coisa e, na
prática, o caminho às vezes é outro. Eu espero
  que as posições dela se aproximem das posições da igreja. Para isso,
precisamos conhecer melhor o que pensa a Dilma presidente em relação a certos
temas. Não só o aborto, que teve destaque na disputa eleitoral, mas também
quanto ao PNDH-3 [Plano Nacional de Direitos Humanos], que traz posições
contundentíssimas para a igreja. Há aspectos muito bonitos com relação à
questão social, mas temos aborto, homossexualismo, um monte de coisa que
precisamos ver como vai ficar."Enquanto o religioso espera para ver como as
coisas vão ficar, os jornais poderiam esclarecer que questões como
legalização do aborto, união de homossexuais e outros temas tão caros à
igreja independem da exclusiva vontade da Presidência da República. Qualquer
modificação na lei referente ao aborto ou à união legal de homossexuais, por
exemplo, passa por aprovação do Congresso Nacional.Deveriaa imprensa
esclarecer também que as atitudes da presidente – ou
  de qualquer presidente deste país – dizem respeito apenas ao Estado, assim
como as decisões da igreja (católica ou qualquer outra) dizem respeito apenas
aos seus seguidores. Como disse o próprio cardeal em sua entrevista, "a
separação entre igreja e Estado foi uma conquista e representa uma grande
vantagem democrática em relação ao passado, quando havia a imposição da
religião sobre o Estado".O papel de cada umA entrevista de Dom João de Braz
Aviz acabou repercutindo no jornal concorrente. Em artigo publicado domingo
(23/1) no Estado de S. Paulo, Débora Diniz discute o tema sob o título "Quem
tem medo da laicidade?":"De minha parte, não preciso conhecer a fé religiosa
de nossa presidente para acreditar na democracia. Ainda diferente de d. João,
estou certa de que, se o ex-presidente Lula se apresentou como homem de Estado,
a atual presidente poderá ir além: melhor será se somente conhecermos a
mulher de Estado. Se a ela for
  conveniente expor suas crenças privadas em matéria religiosa, que esse seja
um fato indiferente à vida democrática. Mas, honestamente, preferiria que
Dilma fosse não apenas a primeira mulher presidente, mas principalmente, aquela
que atualizasse o dispositivo da laicidade do Estado brasileiro... Não há
incompatibilidade moral entre a mulher de fé e a mulher de Estado. Só elegemos
a mulher de Estado."Enquanto a presidente da República procura organizar seu
governo e enfrentar as catástrofes (naturais e políticas), melhor seria se o
cardeal católico e todos os outros líderes religiosos do país se unissem em
oração ou trabalhassem efetivamente para ajudar as vítimas das enchentes por
esse Brasil afora. Cabe à imprensa esclarecer aos leitores que cada um tem seu
papel na democracia, noticiando, comentando e, sempre que necessário,
destacando que Estado e igreja são coisas diferentes.Se cada um – Estado,
igreja e imprensa – fizer a
  sua parte, a democracia só tem a ganhar.
"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2953 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Sex, 4 de Fev de 2011 8:34 pm
Assunto: Enc: [Filosofia Social e Positivismo] Laicidade, soberania e cultura crítica
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
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--- Em sex, 4/2/11, Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...> escreveu:

De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...>
Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] Laicidade, soberania e cultura
crítica
Para: gustavobiscaia@...
Data: Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011, 18:32

Novo artigo da filósofa francesa Catherine Kintlzer sobre a laicidade, agora a
respeito da relação entre laicidade, republicanismo e a escola. O original
está disponível aqui.
* * *
Laïcité scolaire, souveraineté et culture critique
par Catherine KintzlerEn ligne le 1er février 2011
Première question : pourquoi l'école est-elle un élément décisif dans la
pensée laïque? Cela n'a rien d'évident. On comprend que les personnels de
l'école publique soient astreints à la réserve dictée par le principe de
laïcité, mais pourquoi les élèves devraient-ils eux aussi observer ce
principe ? Cela suppose que l'école n'est pas un simple service destiné à des
usagers. Deuxième question : l'école de la République est-elle faite pour la
République ? La réponse est non : l'école publique, comme toutes les
institutions républicaines, a pour seule fin la liberté. Troisième question :
quel est le rapport entre les savoirs, dont l'apprentissage est contraignant, et
la liberté ? La réponse est que les savoirs sont en eux-mêmes des objets
libres et libérateurs pour les sujets qui les produisent ou se les approprient.

A la mémoire du professeur Claude Nicolet, grand historien de l'idée
républicaine. « Si la nature vous a donné des talents, vous pouvez les
développer, et ils ne seront perdus ni pour vous, ni pour la patrie. »
Condorcet, Rapport et projet de décret sur l’organisation générale de
l’instruction publique

Sommaire de l'article :
Un bref rappel : principe de laïcité et liberté d'affichagePourquoi l'école
publique est-elle intégralement soumise au principe de laïcité ?L'école de
la République est-elle faite pour la République ?Liberté et progressivité du
savoir. Qu'est-ce qu'un savoir élémentaire ?Autonomie des savoirs et autonomie
des espritsNotes

Pourquoi l'école est-elle au cÅ“ur de la question de la laïcité, pourquoi
l'école est-elle un élément décisif dans la pensée laïque? Cela n'a rien
d'évident. C'est même plutôt paradoxal.
Pour aborder cette question, je m’appuierai notamment sur une distinction
proposée par Marie Perret dans son article « Comment défendre l'école
publique aujourd’hui ? » : l'école comme institution et l'école comme
concept.


1 - Un bref rappel : principe de laïcité et liberté d'affichage

On sait que l'école comme institution républicaine est concernée par le
principe de laïcité : elle en est même un révélateur. Rappelons les
affaires du voile dans les années 1990. Pour penser la laïcité scolaire, il
faut en effet aller plus loin que la simple et apparemment nette distinction
entre « espace public » et « espace privé » universellement reprise. Car si
la notion d'espace privé est en général assez claire (c'est ce qui est
soustrait au regard d'autrui – il vaudrait mieux parler d’espace intime), en
revanche la notion d'espace public est ambivalente, elle peut désigner deux
choses distinctes : le domaine de constitution, d'énonciation et de maintien du
droit et des libertés (que j'appellerai domaine de l’autorité publique) ;
elle peut désigner aussi les lieux de l'exercice public des droits et
libertés, sous le regard d'autrui (espace civil ouvert au public).

Sans cette distinction, la laïcité perd son sens. La laïcité comme principe
(c’est-à-dire la réserve, l’abstention ou le silence s’agissant des
croyances et incroyances) ne vise en effet que le domaine participant de
l'autorité publique. Ce principe de laïcité est un aveuglement qui se
réfère à une conception de l’association politique : l'association
politique et les droits qu'elle assure sont indépendants de toute conception
religieuse, de toute croyance ou incroyance, de toute référence à un lien
communautaire qui lui serait préalable. C'est un minimalisme : le lien
politique ne doit son existence et sa possibilité qu'à sa propre pensée, il
ne s'autorise d'aucun élément qui le transcende.

Ce que nous appelons le principe de laïcité est la traduction concrète de cet
aveuglement et de ce minimalisme : il exige de la puissance publique
l'abstention en matière de croyances et d'incroyances.
Le corollaire est que, si la puissance publique s'abstient en ces matières,
l'espace civil et l'espace intime (privé) jouissent de la liberté d'exercer et
de manifester croyances et incroyances, , dans le respect du droit commun
opposable à tous. Il en résulte que les manifestations d'opinion (y compris
religieuses) peuvent se déployer, pourvu qu'elles ne contrarient aucun autre
droit, dans la société civile sous le regard d’autrui (par exemple : la rue,
le métro, une boutique, un hall de gare..) et dans l’espace de la vie privée
à l’abri du regard d’autrui.
Autrement dit, le régime de laïcité articule le principe de laïcité (ou
encore principe de réserve) dans le domaine participant de l'autorité publique
avec le principe de tolérance (ou encore de liberté de manifestation) dans
l'espace civil public et privé (ou intime). [ Haut de la page ]


2 - Pourquoi l'école publique est-elle intégralement soumise au principe de
laïcité ?

Une fois rappelés ces points fondamentaux, la question de la laïcité à
l'école publique se présente alors sous une forme problématique qui a fait
débat lors des différentes « affaires » de voile, de kippa, etc. Car on
comprend bien que les personnels de l'école publique soient astreints à la
réserve dictée par le principe de laïcité. Ce qui pose problème c'est
l'inclusion des élèves dans le domaine de l'autorité publique, puisqu'on va
leur demander d'observer eux aussi le principe de laïcité lorsqu'ils sont à
l'école. Cela suppose que les élèves ne sont pas de simples usagers de
l'école : ils sont, du point de vue de la laïcité, du même côté que les
personnels, ils sont du côté de l'espace constituant du droit. En franchissant
le seuil de l'école publique ils quittent non seulement leur espace intime mais
aussi l'espace civil.

Je ne m’intéresserai pas aux arguments juridiques qui justifient cela, car je
ne suis nullement juriste ; je me propose d’en donner une explication
philosophique et pour cela, je recourrai à l'école comme concept. Car pour
expliquer cette inclusion, il faut distinguer entre l'enfant et l'élève et
s'engager dans une réflexion sur le fondement de la souveraineté politique
républicaine.
Pourquoi considérer que les élèves sont partie prenante du domaine de
l'autorité publique lorsqu'ils fréquentent l'école publique ? Ils ne sont pas
à l'école pour consommer un service, ni pour accomplir une formalité
administrative, même pas pour acquérir une formation : ils fréquentent
l'école pour forger leur propre autorité, leur propre liberté, pour
s'auto-constituer comme sujets du droit. L'horizon de l'école publique est la
constitution d'un sujet qui s'approprie sa propre liberté et qui de ce fait est
en état d'exercer son autorité politique. Même si tous ne deviendront pas
nécessairement citoyens au plein sens du terme (l'école accueille tous les
enfants, quelle que soit leur nationalité), tous doivent pouvoir l'être. Le
lien entre l'école comme institution publique et la République a été pensé
par la Révolution française, notamment par la théorie de l'instruction
publique que Condorcet a développée dans ses Cinq
  Mémoires sur l'instruction publique. Il a été expressément pensé comme un
lien politique, au sens où un peuple souverain ne peut exercer sa liberté que
s'il est éclairé, sous peine de devenir son propre tyran – l'instruction
publique est constitutive de la souveraineté républicaine.

On comprend alors que l'école n'est pas seulement un « service », ce n'est
pas seulement un droit, une jouissance, c'est aussi un lieu producteur du droit,
non pas au sens institutionnel (ce n’est pas un lieu législateur) mais au
sens philosophique : c’est ici que les sujets du droit se constituent – on
ne vient pas à l'école simplement pour jouir de son droit, mais pour
l'instituer et pour l'instituer il faut s'en saisir, le comprendre. C'est un
lieu radical, où prend racine l'autorité républicaine, ou plutôt l'autorité
dont la République a besoin.[ Haut de la page ]


3 - L'école de la République est-elle faite pour la République ?

Si j'ai tenu à introduire cette nuance entre « autorité républicaine » et
« autorité dont la République a besoin », c'est que cette réponse soulève
à son tour une question.

En ce point, on pourrait en effet imaginer que l'Ecole de la République «
fabrique » des citoyens à sa convenance, puisqu'elle est faite par la
République et apparemment pour elle. Le lien politique institutionnel entre la
République et « son » école pourrait conduire à une vision édifiante de
l'enseignement : un endoctrinement. C’est du reste l’une des raisons pour
lesquelles Condorcet a toujours soutenu qu’il faut un réseau privé
d’enseignement parallèle au réseau public : l’instruction publique fait
partie des institutions publiques nécessaires mais elle ne doit pas fonctionner
en monopole.

Pour éclaircir cela, j'effectuerai un détour par un exemple historiquement
fondateur. La question de la « formation du citoyen » et de l’orientation
politique de l’instruction publique a en effet été abordée dans les très
violents débats qui se déroulèrent durant la Révolution française, entre
les partisans d'une « éducation nationale » d’inspiration tantôt militaire
tantôt de style « patronage », orientée vers des buts politiques et moraux,
et les partisans d'une « instruction publique » orientée principalement par
les savoirs et leur développement.
Je me contente d'évoquer un point particulier de ce débat, qui est
révélateur des relations entre institution éducative et institution
politique. C'est le problème de la limite à donner l'institution de
l'instruction publique (ou de l'éducation nationale). Il faut instruire les
citoyens, certes, mais de quoi et surtout jusqu'où (jusqu’à quel niveau)
doit-on financer des établissements publics ? Les institutions publiques
doivent-elles couvrir l’intégralité de l’encyclopédie humaine ou bien
doivent-elles être limitées et comment ? Les uns pensaient que cette limite
devait être déterminée par une sorte de norme politique : selon eux, la
nation devait financer ce qui est strictement nécessaire à l'exercice des
droits et des devoirs. Les autres en revanche, faisant de l'individu et du
développement de ses capacités le seul impératif et récusant tout objectif
extérieur, pensaient que la nation devait déployer à ses dépens la
  totalité de l'encyclopédie accessible – y compris bien entendu le champ de
la recherche fondamentale. J'ai étudié cela d'un peu plus près naguère dans
un livre consacré à Condorcet (1), ce débat est très intéressant pour nous
dans la mesure où il révèle bien la question de la nature de l'instruction et
de son rapport à l'objet politique. Par certains aspects, il reprend les
éléments du débat sur le luxe qui eut lieu au moment des Lumières. Il n'est
pas non plus étranger à la question de la laïcité, ni à celle de la
pédagogie.
Prolonger l'institution publique jusqu'à la fin de l'adolescence est un beau
songe ; quelquefois nous l'avons rêvé délicieusement avec Platon ;
quelquefois nous l'avons lu avec enthousiasme, réalisé dans les fastes de
Lacédémone ; quelquefois nous en avons retrouvé l'insipide caricature dans
nos collèges ; mais Platon ne faisait que des philosophes, Lycurgue ne faisait
que des soldats, nos professeurs ne faisaient que des écoliers ; la République
française, dont la splendeur consiste dans le commerce et l'agriculture, a
besoin de faire des hommes de tous les états : alors ce n'est plus dans les
écoles qu'il faut les renfermer, c'est dans les divers ateliers, c'est sur la
surface des campagnes qu'il faut les répandre ; toute autre idée est une
chimère qui, sous l'apparence trompeuse de la perfection, paralyserait des bras
nécessaires, anéantirait l'industrie, amaigrirait le corps social, et bientôt
en opérerait la dissolution.Michel
  Le Peletier de Saint-Fargeau, Plan d'éducation nationale (présenté à la
Convention par Robespierre en juillet 1793)
Je reformulerai les termes de ce débat de façon sommaire par des catégories
philosophiques. Régler l'extension de l'instruction publique sur un objectif
qui lui est extérieur, c'est la placer sous un régime d'hétéronomie : elle
trouve sa loi ailleurs qu'en elle-même. La régler au contraire sur le
développement intrinsèque de l'encyclopédie, c'est la placer sous le régime
de l'autonomie. On voit tout de suite les conséquences si on s'interroge sur la
recherche scientifique : une recherche orientée par des impératifs extérieurs
d’urgence ou d’utilité est asservie, on y abandonne la recherche
fondamentale et finalement elle révèle sa fragilité. Aujourd’hui on
s’aperçoit par exemple que la recherche sur les méduses, considérée comme
quelque chose de totalement marginal et peu profitable il y a encore peu de
temps, est de la plus grande utilité depuis que nos côtes sont envahies.
Mais s’agissant de l’école, y compris et surtout au niveau élémentaire,
les conséquences ne sont pas moins importantes. [ Haut de la page ]


4 - Liberté et progressivité du savoir. Qu'est-ce qu'un savoir élémentaire ?

Lorsque Condorcet présente son projet d’instruction publique, il le fait en
articulant conjointement la question de l’autonomie des savoirs et celle du
citoyen : autrement dit, c’est de la liberté qu’il s’agit. Partisan de
l'extension maximale de l'instruction publique et de sa continuité, il pose
clairement la question des commencements et de l'élémentarité du savoir
dispensé par celle-ci. Il la pose toujours en des termes qui conjuguent le
concept de liberté et le concept de progressivité du savoir.
[…] l'indépendance de l'instruction fait en quelque sorte une partie des
droits de l'espèce humaine. Puisque l'homme a reçu de la nature une
perfectibilité dont les bornes inconnues s'étendent, si même elles existent,
bien au-delà de ce que nous pouvons concevoir encore, puisque la connaissance
des vérités nouvelles est pour lui le seul moyen de développer cette heureuse
faculté, source de son bonheur et de sa gloire, quelle puissance pourrait avoir
le droit de lui dire : Voilà ce qu'il faut que vous sachiez ; voilà le terme
où vous devez vous arrêter ? Puisque la vérité  seule est utile, puisque
toute erreur est un mal, de quel droit un pouvoir, quel qu'il fût, oserait-il
déterminer où est la vérité, où se trouve l'erreur ?Condorcet, Rapport et
projet de décret sur l’organisation générale de l’instruction publique
(avril 1792)

L'art de l'instruction consiste à présenter toutes les circonstances humaines
ordonnées dans un système général et correspondant, selon leur nature et
leur développement graduel, qui doit s'étendre autant que les progrès de
l'esprit humain.C'est entre ces deux échelles de nos connaissances et de nos
besoins, que les citoyens de tout âge et des deux sexes, exerçant les forces
qu'ils ont reçues de la nature, et avançant librement et graduellement,
pourront à chaque pas, acquérir, d'un côté, de nouvelles forces
intellectuelles et physiques, pour les appliquer, de l'autre à leur utilité
propre ou à l'utilité publique.Le degré où chacun s'arrêtera dans cette
carrière sera celui que la nature marqua elle-même dans ses facultés comme le
terme de ses efforts. Tout autre obstacle serait un attentat au droit de tout
citoyen, d'acquérir toutes les perfections dont il est susceptible.Gilbert
Romme, Rapport sur l’instruction publique
  (décembre 1792)
Un savoir élémentaire doit se suffire à lui-même pour fournir
l’indépendance intellectuelle à un individu, mais il doit aussi rester
ouvert et donner les clés d'accès à un savoir plus étendu : il permet à
ceux qui se l'approprient de construire leur propre liberté et d’aller
jusqu’au bout de leurs possibilités. La liberté s’entend ici dans ses deux
sens philosophiques : le sens formel (l’indépendance) et le sens ontologique
(la plénitude d’un être). La question de la liberté est liée à celle d'un
dispositif progressif des savoirs dont l'ordre raisonné est le modèle (faire
en sorte que chaque proposition, chaque étape, soit rendue intelligible par
celle qui la précède et donne accès à celle qui la suit). On enseignera donc
à l'école élémentaire, non pas des « modules » destinés à une
efficacité immédiate permettant de « se débrouiller » dans la société
(modules qui risquent de perdre leur prétendue
  utilité très vite), ni des « compétences » qui ne présentent aucune
garantie d'ouverture et de libéralité épistémologique, encore moins des «
comportements » ou un « savoir-être » qui ne sont rien d'autre que le nom
soft du dressage, mais des éléments qui permettent de réfléchir en toutes
circonstances pour juger et de s'approprier, si l'on poursuit, un maximum de
connaissances.

Cela ne veut pas dire que tout le monde pourra poursuivre la totalité du cycle
des études disponibles, mais que l'instruction élémentaire doit à la fois
construire l'autonomie de celui qui l'acquiert et être la base d'une
instruction plus étendue : ce « à la fois » n'est pas un compromis, c'est
une identité. Une instruction vraiment élémentaire et libératrice c'est
celle qui peut donner accès à l'ensemble de l'encyclopédie. Un enseignement
élémentaire ne peut pas faire l'économie d'une réflexion sur le dispositif
encyclopédique.
En formant le plan de ces études comme si elles devaient être les seules, et
pour qu’elles suffisent à la généralité des citoyens, on les a cependant
combinées de manière qu’elles puissent servir de base à des études plus
prolongées, et que rien du temps employé à les suivre ne soit perdu pour le
reste de l’instruction.Condorcet, Second Mémoire sur l’instruction publique
(1791).

[…] nous espérons qu’on y verra le triple avantage de renfermer les
connaissances les plus nécessaires, de former l’intelligence en donnant des
idées justes, en exerçant la mémoire et le raisonnement, enfin de mettre en
état de suivre une instruction plus étendue et plus complète.Ibid.
Dès 1791, Talleyrand avait énoncé ce croisement entre la liberté de l'objet
épistémologique et la liberté politique par une magnifique formule :
[…] dans une société bien organisée, quoique personne ne puisse parvenir à
tout savoir, il faut néanmoins qu'il soit possible de tout
apprendre.Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord, Rapport sur l'instruction
publique (1791)
Cela n’est pas indifférent non plus au sujet des méthodes : une pédagogie
républicaine s’adresse prioritairement à la raison de chacun, elle écarte
l’appel à l’affectivité, à la séduction, à la crainte, à la seule
utilité, elle considère que l’intérêt ne précède pas ce qu’on apprend,
mais qu’il en résulte (2). On n'apprend pas les nombres parce que c'est utile
pour compter, mais en apprenant les nombres, on se rend compte, outre que c'est
utile pour compter, que c'est intéressant en soi.

Voilà, entre autres, pourquoi l’enfant n’est pas l’objet principal de
l’école, l’école fait en sorte que l’enfant s’extraie de sa condition
infantile, prenne distance avec ce qu’il est en vertu de déterminations qui
lui échappent et s’élève, prenne intérêt à des choses et des opérations
qui sollicitent et construisent son autonomie.
Voilà aussi pourquoi le choix entre une pédagogie sur objectif et sur
compétences (« être capable de ») qui se règle sur des normes extrinsèques
au processus de la connaissance et une pédagogie sur programme (« avoir
compris pourquoi, avoir pris possession de ») qui se règle sur la libéralité
de ce processus, est loin d’être neutre. Je suis capable de bricoler une page
html, mais je n’ai pas vraiment compris comment et pourquoi cela fonctionne ;
ici ma liberté est une liberté d’habileté, c'est la liberté du petit
Hermès qui arrive à force de se tortiller à se débarrasser de ses langes. La
véritable liberté commence ensuite, c'est celle d’un dieu, un dieu
producteur, c'est une liberté génératrice – quand je comprends ce que je
pense et ce que je fais, personne ne m'impose quoi que ce soit, je suis l'auteur
de mes actes et de mes pensées. En philosophie on parlerait d’une ontologie
de la liberté. La finalité de
  l’école républicaine, c’est cette liberté ontologique. L’autonomie des
savoirs est isomorphe à celle des sujets qui produisent ou s’approprient ces
savoirs. [ Haut de la page ]


5 - Autonomie des savoirs et autonomie des esprits

En réalité, du point de vue philosophique, cela n'est pas bien nouveau. On
n’a pas attendu la pensée de la laïcité pour se rendre compte que
l’autonomie des savoirs est conjointe à l’autonomie de chaque esprit
produisant ou s’appropriant ces savoirs. En fait la philosophie l’a toujours
su. Platon nous l’a appris, Descartes l’a reformulé avec la plus grande
force, Spinoza lui a donné sa dimension ontologique absolue, Hegel l’a porté
à la dimension d’une gigantesque fresque géo-historique, Bachelard a
développé le paradigme scolaire comme paradigme de la formation de l’esprit
scientifique, et Molière en a souligné la grandeur un peu ridicule dans Le
Bourgeois gentilhomme, II, 4 et III, 3.

Ce qui est nouveau dans l'invention révolutionnaire de l'instruction publique,
c'est que cette dimension de coïncidence philosophique entre l'appropriation
personnelle des savoirs et la constitution du sujet dans son autonomie reçoit
une traduction institutionnelle et universelle, s'adressant à tous sans
exception, sous la forme de l'instruction publique.
L'instruction publique donne par là une forme institutionnelle à ce qui est le
fondement de l'association politique laïque. Une association politique laïque
pourrait se définir par le fait qu'elle ne recourt jamais, pour se légitimer,
à une extériorité : aucune transcendance, aucun lien préexistant (qu'il soit
coutumier, ethnique, religieux) ne soutient cette association ou ne lui fournit
un modèle. L'association politique laïque est auto-fondatrice, comme est
auto-fondatrice la construction et l'acquisition de la connaissance. En d'autres
termes, son fondement suppose en chaque citoyen le fonctionnement d'un jugement
raisonné.

Je peux m'associer à d'autres et consentir à obéir aux lois qu'ils jugeront
nécessaires seulement si j'ai de bonnes raisons de penser qu'ils jugent
raisonnablement et que rien dans leurs décisions ne portera atteinte à mes
droits : l’association ne repose pas sur un acte de confiance, elle ne repose
pas sur un enthousiasme ni sur un contrat, mais sur un fonctionnement critique
continué. La formation du jugement raisonné suppose un parcours critique, à
l'épreuve des doutes et de l'argumentation, capable de juger et capable aussi
de mesurer son propre pouvoir de réflexion : c'est l'opposé d'une adhésion à
des valeurs, qui réclament une sorte de foi et qui peuvent fluctuer selon un
dispositif affectif. Et le « vivre-ensemble » n'est pas un préalable pour
l'association : c'est parce que l'association politique assure d'abord le «
vivre-séparément » dans la liberté et la sécurité qu'elle peut assurer le
vivre-ensemble.

J'en conclus qu'une République n'a pas de valeurs au sens courant que nous
donnons à ce terme ; elle produit des principes par l'exercice critique du
jugement et en sollicitant celui-ci en chaque citoyen. C'est à cette production
incessante, à cette création continuée que les principes républicains
doivent à la fois leur solidité et leur fragilité. A nous de faire en sorte
qu'ils soient solides.
   [ Haut de la page ]

© Catherine Kintzler, Mezetulle 2011

Notes   [cliquer ici pour fermer la fenêtre et revenir à l'appel de note]
Catherine Kintzler, Condorcet, l'instruction publique et la naissance du
citoyen, Paris : Folio-Essais, 1987 (2e édition).Expression empruntée à
Jacques Muglioni L'Ecole ou le loisir de penser, Paris : CNDP, 1993, chapitre «
La leçon de philosophie », texte également accessible en ligne. Un exemple :
pour enseigner ce qu’est un cercle, on ne s’en tiendra pas à une
observation d’objets ronds, de pastilles colorées ; on se demandera comment
cette circonférence est produite ; on commencera par rater cette production en
la tentant à main levée, puis on prendra une ficelle qu’on fixera à un clou
et on attachera un crayon à l’autre extrémité, on tracera alors un
véritable cercle, avec son mode de production, on l’engendrera, on remontera
à l’un de ses principes d’intelligibilité. Ce qui est intéressant, ce
n’est pas de s’ébahir devant un disque, c’est de s’emparer de ce qui
fait sa rotondité… ce n’est pas
  d’exhiber un objet parfait ou une proposition vraie, mais de voir pourquoi un
objet est imparfait et de voir pourquoi on s’y est mal pris, de voir pourquoi
on s’était trompé, de comprendre pourquoi on n’avait pas compris. C’est
ce moment de l’erreur comprise et rectifiée – rectifiée parce que comprise
-  qui est libérateur et qui conduit vers des sommets.[cliquer ici pour fermer
la fenêtre et revenir à l'appel de note]

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Postado por  Gustavo Biscaia de Lacerda  no  Filosofia Social e Positivismo  em 
2/04/2011 06:30:00 PM




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2954 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qui, 3 de Mar de 2011 11:18 pm
Assunto: Enc: [Filosofia Social e Positivismo] Observatório Internacional da Laicidade
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"Cansamo-nos de agir
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 Só não cansamos de amar
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   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
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--- Em qui, 3/3/11, Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...> escreveu:

De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...>
Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] Observatório Internacional da
Laicidade
Para: gustavobiscaia@...
Data: Quinta-feira, 3 de Março de 2011, 21:09

Para os interessados na laicidade, conferir o Observatório Internacional da
Laicidade contra as Derivas Comunitaristas, órgão político francês:
http://www.observatoire-laicite.org/


--

Postado por  Gustavo Biscaia de Lacerda  no  Filosofia Social e Positivismo  em 
3/03/2011 08:08:00 PM




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#2955 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qui, 3 de Mar de 2011 11:19 pm
Assunto: Enc: [Filosofia Social e Positivismo] Mitos anti-republicanos, laicidade e comunit...
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
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--- Em qui, 3/3/11, Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...> escreveu:

De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...>
Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] Mitos anti-republicanos, laicidade e
comunit...
Para: gustavobiscaia@...
Data: Quinta-feira, 3 de Março de 2011, 21:07

Mais um artigo da filósofa política francesa Catherine Kintzler, sobre a
laicidade. Disponível originalmente em:
http://www.mezetulle.net/article-mythes-antirepublicains-et-communautarisme-6801\
3363.html.
*   *   *
Mythes antirépublicains, laïcité et communautarisme
(Qu'est-ce que le communautarisme ?)
par Catherine KintzlerEn ligne le 24 février 2011
Le personnage du républicain « laïcard franchouillard » est un grand
classique du roman antirépublicain. Ce mythe n'a aucun fondement conceptuel,
mais il s'incarne dans une caricature et donne naissance à des fantasmes dont
les effets sont bien réels. Le franchouillard et le multiculturaliste se
confortent l'un l'autre en construisant de toutes pièces leur objet
fantasmatique commun que les uns révèrent et que les autres abhorrent : « les
musulmans », comme s'il s'agissait d'un bloc identitaire unifié. Ce faisant,
tous deux confondent le communautaire et le communautarisme. Il importe de
rappeler que la laïcité, qui s'oppose au communautarisme politique, n'a rien
contre les communautés d'association, car toute communauté n'est pas
communautariste. Il faut donc se demander ce qu'on entend au juste par
communautarisme.
(Intervention au colloque de l'Observatoire international de la laïcité contre
les dérives communautaires « État de la laïcité et du communautarisme en
Europe », 22 janvier 2011)


1 - Portrait-robot du républicain laïcard franchouillard

Je commencerai par dresser le portrait-robot du républicain laïcard
franchouillard tel que le présente le roman anti-républicain.

1.Il considère que la France est la seule république au monde et pour définir
la laïcité il se limite à la référence franco-française, plus
particulièrement à la III République. Comme j'ai commencé mon livreQu'est-ce
que la laïcité ? en montrant que c'est faux du fait que la référence à la
pensée anglaise classique est nécessaire pour rendre intelligibile le concept
de laïcité, je ne perdrai pas mon temps à démolir ce mythe (1).
2.Il se fait une notion rigide et antireligieuse de la laïcité, qui se réduit
pour lui à l'opposition public / privé, opposition qu'il interprète de
manière restrictive, la liberté religieuse étant à ses yeux cantonnée à
l'espace intime. Tout le reste est pour lui soumis à un « nettoyage »
sévère... mais il s'en prend presque exclusivement aux musulmans.
3.Il a en horreur toute particularité, il pourchasse la diversité, c'est un «
équarrisseur » qui sous prétexte d'universalisme impose une culture
uniformisée. Il considère comme suspecte et menaçante toute existence de
communauté. Il fétichise la différence entre le civil et le politique, qu'il
présente comme une opposition conflictuelle : son propos consiste à nier le
civil au profit du seul politique. On ne peut pas à ses yeux être à la fois
une personne membre de la société civile et un citoyen : il faut choisir.


2 - Une caricature et deux dérives symétriques

Cette caricature hélas existe, nous la connaissons sous une forme
groupusculaire, à laquelle l'opération saucisson-pinard a permis d'effectuer
sa jonction avec une récupération de plus grande ampleur qui fait grand bruit
ces derniers temps. Il faut ajouter que l'opération ne serait pas aussi
brillante si elle n'avait été alimentée de longue date par la naïveté de la
bienpensance multiculturaliste adoptée par des politiques – tant de gauche
que de droite – profondément ignorantes de la laïcité (je n'ose pas dire :
profondément hostiles à la laïcité).

Ce mythe franchouillard n'a aucun fondement conceptuel, mais il donne naissance
à des fantasmes dont les effets sont bien réels. Le  franchouillard et le
multiculturaliste se font face, se confortent l'un l'autre en construisant de
toutes pièces leur objet fantasmatique commun que les uns révèrent et que les
autres abhorrent : « les musulmans » comme s'il s'agissait d'un bloc
identitaire unifié.

Il faut donc sans cesse rappeler que la laïcité ne se confond, ni avec un «
nettoyage » des manifestations religieuses de tous les espaces, ni avec une
acceptation de ces mêmes manifestations partout. On doit sans cesse dénoncer
ces deux dérives symétriques et complices.

A cet effet il est nécessaire dissocier l’espace de constitution du droit et
des libertés (domaine de la puissance et de l’autorité publiques rendant les
droits possibles – il inclut notamment l'école publique) d’avec celui de
leur exercice (espace civil ouvert au public et espace privé de l'intimité).
Sans cette distinction, la laïcité perd son sens : c’est précisément parce
que la puissance publique et le domaine qui lui est associé s’astreignent à
la réserve en matière de croyances et d’incroyances que les libertés
d’expression, d’opinion, etc. peuvent, dans le respect du droit commun, se
déployer dans la société civile sous le regard d’autrui (par exemple : la
rue, le métro, une boutique, un hall de gare...) et dans l’espace de la vie
privée à l’abri du regard d’autrui. Ce déploiement s'effectue
conformément au droit commun qui certes protège les religions, qui les
protège aussi les unes des autres, mais qui protège tout autant le fait de
n'avoir aucune religion. Il faut que l'exercice de toutes ces libertés ne soit
jamais contraire au droit d'autrui.

Autrement dit, le régime de laïcité articule le principe de laïcité avec le
principe de tolérance ou de libre affichage.
La dérive multiculturaliste bienpensante (attention je n'ai pas dit «
multiculturelle » car la société est multiculturelle, c'est un fait) consiste
à abolir la laïcité du domaine de l'autorité publique, ce qui revient à «
communautariser » l’ensemble de la société.
La dérive symétrique, une sorte d’extrémisme laïque, consiste à exiger
que le principe d’abstention qui règne dans le domaine de la puissance
publique s’applique aussi dans la société civile : on prive alors celle-ci
tout simplement d’une de ses libertés fondamentales, la liberté
d’expression.
[ Haut de la page ]

3 - Pourquoi le mythe d'un républicain laïque allergique à la notion de
communauté est-il si tenace ?

L'association républicaine laïque, suppose la non-appartenance : elle ne
repose sur aucun lien préalable, qu'il soit religieux, social, ethnique, etc.
C'est un minimalisme. Cela ne signifie pas qu'elle doive éliminer toute
appartenance comme lui étant contraire. Cela signifie qu'elle n'a pas besoin de
ces références pour se construire et pour se maintenir. La citoyenneté
elle-même n'est pas pensée comme une appartenance. C'est cela qui fonde la
distinction entre l'ethnique et le politique.

Seulement, ce que le roman antirépublicain oublie, c'est que tous les États de
droit pratiquent cette distinction, à des degrés divers. Dans tout État de
droit, l'association politique se forme de manière historique et réfléchie,
elle n'est pas spontanée, elle n'est pas dictée par une norme qui lui serait
extérieure. Aujourd'hui, et ce n'est pas la première fois dans notre histoire,
on tente de nous imposer une conception ethnique de la nation. Il faut être
très ferme sur la thèse de la formation politique, historique et critique de
la nation. En recevant la nationalité française, mon grand-père immigré
d'origine italienne n'a pas reçu sur la tête « nos ancêtres les Gaulois » :
il a choisi d'avoir pour ancêtres spirituels les vainqueurs de la Bastille et
les auteurs de la Déclaration de 1789. Cette filiation-là ne passe pas par le
sang, ni par une assimilation fusionnelle : elle s'acquiert, et cela est vrai
pour tous, immigrés
  ou non.

L'association politique laïque opère la distinction entre l'ethnique et le
politique conformément au concept de laïcité, qui suppose que le corps
politique ne repose sur aucun lien qui lui soit préalable ou extérieur.
Elle considère que le droit de l'individu est toujours fondamental, prioritaire
sur tout droit collectif – et qu'un droit collectif n'a de sens que s'il
accroît le droit de l'individu. On voit bien la conséquence sur la notion
même de « droit des communautés ». On peut appartenir à une communauté, on
peut s'en détacher sans craindre de représailles. On peut être « différent
de sa différence »(2), échapper aux assignations différentialistes qui vous
clouent à une identité que vous n'avez pas choisie ou dont vous rejetez
certaines propriétés.

Une république laïque est ce que les logiciens appelleraient une classe
paradoxale (3) : un ensemble d'éléments qui ne se rassemblent qu'en vertu de
leur singularité, de ce qui les fait différer. Dans une telle association
politique, le droit d'être comme ne sont pas les autres non seulement est
assuré, mais il est au principe de l'association. Le seul but de l'association
politique est l'existence, la préservation et l'extension des droits de chaque
individu, pris singulièrement. Tout autre but est récusable.
Aussi devons-nous faire attention lorsque nous parlons du « vivre-ensemble » :
c'est précisément parce que la république laïque assure d'abord le
vivre-séparément qu'elle peut assurer mieux que toute autre le vivre-ensemble.
[ Haut de la page ]

  4 - Qu'est-ce que le communautarisme ?

Cela entre-t-il en conflit avec la notion de communauté ? Oui, si et seulement
si une communauté bascule dans le communautarisme. Et le mythe antirépublicain
fait comme s'il y avait coïncidence entre le communautaire et le
communautarisme : au fond, le mythe antirépublicain, volontiers relayé par une
gauche bienpensante, adopte ici une thèse familière à l'extrême-droite.

Il nous faut donc poser la question permettant de distinguer le communautaire et
le communautarisme : toute communauté est-elle nécessairement communautariste
? La réponse est non. Cette réponse montre bien que la république laïque ne
combat que le communautarisme, et qu'elle n'a rien contre les communautés.

Toute communauté n'est pas communautariste
S'assembler en vertu de ressemblances, d'affinités, d'origines, de goûts, de
tout caractère commun, c'est former communauté. Il existe des associations
culturelles, des associations cultuelles, des associations non-mixtes, des
associations philosophiques, des associations de gens qui ont les cheveux roux
ou qui mesurent plus de 1,75m... Cela est non seulement permis en république
laïque, mais c'est encouragé, pourvu que rien ne contrarie le droit commun :
les grandes lois sur les associations donnent un cadre juridique à ces
communautés. On sait peu, par exemple, que le développement des langues
régionales n'a jamais été aussi important que sous la III République, grâce
à des petites académies qui ont profité de cette législation : le mythe
antirépublicain n'aime pas qu'on lui rappelle cela.
A partir de quand peut-on parler de communautarisme ? (4)

Le communautarisme social
Une première forme de communautarisme repose sur l'exercice d'une pression
sociale négatrice de la liberté des individus. Elle consiste à considérer
qu'un groupe jouit d'une sorte de « chasse gardée » non seulement sur ses
membres mais sur tous ceux qu'il estime devoir le rejoindre. Imaginons une
association de roux qui considérerait que tous les roux n'adhérant pas à
l'association, ou n'observant pas ses usages, sont des traîtres, des renégats
et qui le leur ferait savoir par des brimades...

Transposée à d'autres domaines, on voit bien que ce qui accompagne cette forme
de communautarisme social, c'est l'apostasie. Voilà comment, par exemple,
Mohamed Sifaoui est menacé de mort par les intégristes islamistes. Voilà
comment une jeune fille, dans certains secteurs, et pourvu qu'elle soit «
étiquetée » par son apparence ou autre chose, aura des ennuis si elle ne
porte pas une certaine tenue vestimentaire. Voilà comment la même jeune fille
ou d'autres seront « invitées » à se marier sans qu'on tienne compte de leur
souhait. Voilà comment on entend des gens déclarer qu'ils ne veulent pas être
enterrés à côté de Juifs « et encore moins d'athées » (5).

Le communautarisme politique
A partir de là, et si on laisse ce type de communautarisme social exercer des
représailles impunément – si on ne protège pas les individus, si on
sacralise la vie en commun sans discernement, si on n'est pas ferme sur le droit
fondamental à vivre séparé – se développe inévitablement la deuxième
forme : le communautarisme politique.

Elle consiste à ériger un groupe en agent politique, à vouloir pour lui des
droits et des devoirs distincts des droits et devoirs communs à tous. On peut
donner comme exemple la revendication de « corsisation des emplois ». Autre
exemple : les quotas, la revendication de « représentation » politique sur la
base exclusive d'une particularité collective. Entendons-nous bien : des
propositions communautaires peuvent alimenter le débat politique ou même
inspirer un programme politique (par exemple celui d'un parti), mais elles ne
peuvent pas, ce faisant, ériger une portion du corps politique en autorité
séparée ni privilégier une portion des citoyens sur la base d'une
particularité ; la loi est la même pour tous, les prérogatives ou
distinctions qu'elle accorde à tel ou tel sont accessibles en droit à tous.

Le fondement des États de droit, c'est que le corps politique est formé
uniquement par des individus. Leur pari, c'est qu'on peut et qu'on doit
transcender la vision morcelée et tribale de la société : c'est qu'on peut et
qu'on doit unifier par une loi commune reposant sur des principes universels
cette mosaïque qui nécessairement tend vers un régime maffieux.

Le communautarisme politique c'est l'officialisation de la différence des
droits : elle peut prendre le nomsoft d'équité (« chacun et surtout chacune
à sa juste place »), elle peut prendre le nom soft de « discrimination
positive » ou d' « accommodement raisonnable », mais il s'agit toujours
d'établir des privilèges et corrélativement des handicaps. C'est la rupture
de l'égalité des droits.
[ Haut de la page ]

5 - Comment lutter contre le communautarisme politique ?

Parmi les États de droit, ceux qui s'en tiennent à un régime de tolérance
(toleration) sont moins bien armés qu'une république laïque pour combattre
cet émiettement politique qui inévitablement favorise l'affrontement entre
communautés (quand il ne l'organise pas). Le problème de la République
française ce n'est pas qu'elle est désarmée, c'est que les politiques ne se
saisissent pas des armes et qu'ils manquent de volonté, parce que trop souvent
ils s'inclinent devant les demandes communautaristes.

Ajoutons que les armes juridiques ne sont rien sans une politique résolue de
maintien et de développement des services publics. Par exemple, si on abandonne
la protection sociale publique, inévitablement on passe le relais à d'autres
structures, parmi lesquelles les associations cultuelles. La marchandisation des
services publics est une politique qui encourage la communautarisation. Là
encore, les politiques ne sont pas assez vigilants – et ils sont même souvent
les agents de ce démantèlement anti-laïque.

A nous de les réveiller. Je le ferai à ma manière en vous proposant un
discours, une sorte de prosopopée. Voici ce que j'imagine que la République
laïque dit à tous ceux qui sont tentés ou menacés par le communautarisme.

1° Si vous avez un culte ou une coutume, vous pouvez les pratiquer librement et
les manifester, pourvu que cette pratique et cette manifestation ne nuisent à
aucun autre droit. Vous pouvez même leur donner une forme juridique.
2° Si vous n'avez pas de culte ni de coutume ou si vous voulez vous défaire de
ceux qui vous ont été imposés, la loi vous protège : « la République
assure la liberté de conscience » éventuellement contre ceux qui tenteraient
de vous contraindre à une appartenance particulière. Vous pouvez librement
changer de religion, changer de communauté, vous pouvez librement vous
détacher de toute communauté et vivre comme le promeneur solitaire de
Jean-Jacques Rousseau.
3° En revanche, si vous tentez d'ériger une religion, une appartenance, en
autorité politique (si vous essayez de faire en sorte qu'elles deviennent une
loi), si vous considérez qu'une partie de la population est tenue d'adhérer à
une appartenance, qu'elle est une « chasse gardée » pour vous et ceux que
vous considérez être les « vôtres », alors vous trouverez la loi en face de
vous : vous n’avez aucun droit à forcer une personne à appartenir à une
communauté. Aucun dieu, aucune foi, aucune appartenance autre que la
participation au corps politique – qui n'est pas une appartenance mais un
consentement raisonné - ne peut dicter sa loi à la République française.
C'est précisément à ce prix qu'elle garantit la liberté de conscience et la
liberté de culte à toutes les personnes qui vivent sur son territoire.


6 - Se dépayser : le déraciné est le paradigme du citoyen

Ce modèle de « déracinement » est l'application même du principe de
laïcité au citoyen, c'est une espèce d'alchimie qui élève l'homme vers le
citoyen, car le déraciné est le paradigme du citoyen. Cela ne se fait pas tout
seul. Et pour ceux qui ont la chance d’être encore très jeunes, il
s'effectue dans un lieu particulièrement concerné par la laïcité : l'école
de la République. L'école républicaine est elle-même un paradigme pour
comprendre le processus qui conduit à la citoyenneté.

L'école est en effet un lieu où, pour apprendre, on se dépayse, où on se
libère de son environnement ordinaire. C'est vrai pour l'enfant d'agriculteur,
pour l'enfant d'ouvrier, pour l'enfant de chômeur, pour l'enfant de cadre
supérieur. En devenant élève, chaque enfant vit une double vie. En effet,
pour apprendre, il faut faire un pas à l'extérieur et en deçà des
certitudes.

Exemple particulièrement intéressant en rapport avec notre sujet : la langue.
Apprendre la langue française à l'école, c'est apprendre une langue
étrangère. Ce n'est pas la langue qu'on parle à la maison, et cela devrait
être la même chose pour les petits  locuteurs Français eux-mêmes : la
découverte et la ré-appropriation d'une langue qu'ils croient savoir. Voilà
pourquoi il faut faire de la grammaire, et lire les poètes.

Ce qui est vrai de la langue française est vrai des langues dites régionales :
vouloir les réserver à des « natifs » ou leur donner la priorité dans son
enseignement, c'est du communautarisme. Jamais Frédéric Mistral n'a
considéré que le provençal devait être la chasse gardée des Provençaux.
Aussi a-t-il composé un magnifique Dictionnaire (6). Aussi a-t-il traduit sa
Mireille dans une langue d'oïl superbe. Et j'en reviens donc à ma proposition,
qui sera ma conclusion : il faut lire les poètes.
   [ Haut de la page ]

© Catherine Kintzler, 2011


Notes   [cliquer ici pour fermer la fenêtre et revenir à l'appel de note]
Les lecteurs de Mezetulle trouveront un aperçu de cette analyse dans l'article
Secularism and French politics.J'emprunte cette expression à Alain
Finkielkraut.Concept développé par Jean-Claude Milner dans Les Noms
indistincts, Lagrasse : Verdier, 2007 (2 édition), chap. 11.Sur la formation du
communautarisme et ses effets, on lira avec profit l'ouvrage de Julien Landfried
Contre le communautarisme, Paris : A. Colin, 2007. Recension sur Mezetulle.Le
Parisien, 30 mai 2009, p. 9. Voir l'article sur Mezetulle.Frédéric Mistral Lou
Tresor dóu Felibrige, Dictionnaire provençal-français embrassant les divers
dialectes de la langue d'oc moderne (1878), en ligne sur Lexilogos.


--

Postado por  Gustavo Biscaia de Lacerda  no  Filosofia Social e Positivismo  em 
3/03/2011 08:05:00 PM




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2956 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qui, 3 de Mar de 2011 11:49 pm
Assunto: Enc: [Filosofia Social e Positivismo] Hélio Schwartzman: Religião nas escolas
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em qui, 3/3/11, Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...> escreveu:

De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...>
Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] Hélio Schwartzman: Religião nas
escolas
Para: gustavobiscaia@...
Data: Quinta-feira, 3 de Março de 2011, 21:48

Artigo do jornalista Hélio Schwartzman, publicado hoje (3.3.2011) na Folha de S.
Paulo. Como TODOS os que se debruçam sobre o assunto alertaram, a disciplina de
"Ensino Religioso" produz resultados apavorantes. (Texto originalmente
disponível aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/883388-religiao-na-escola.\
shtml.)
* * *
Religião na escola"O que são as histórias da Bíblia? Fábulas, contos de fadas?",
pergunta a professora do 3º ano do ensino fundamental. "Não", respondem os
alunos. "São reais!"
A cena, que teve lugar numa escola pública de Samambaia, cidade-satélite de
Brasília, abre a reportagem de Angela Pinho sobre o ensino religioso no Brasil,
publicada no último domingo na Folha. É um retrato perfeito da encrenca em que
essa disciplina, que vem crescendo e hoje abarca mais ou menos a metade das
escolas do país, nos lança.Se as historietas bíblicas são reais, como quer a
professora, então nós temos vários problemas. Procedamos por ramos do saber, a
começar da física. De acordo, com Josué 10:12, Deus parou o Sol para que os
israelitas pudessem massacrar os amorreus. Mesmo que eu não duvidasse da
onipotência do Senhor, pelo que sabemos hoje de mecânica, nada na Terra
sobreviveria a uma súbita interrupção de seu movimento de rotação. Em quem o
aluno deve acreditar, no professor de religião ou no de ciência?A física não o
comoveu? Que tal a geologia? Pela Bíblia, a Terra tem cerca de 6.000 anos
--5.771, a confiar nas
  contas dos rabinos. Pela geologia, são 4,5 bilhões. É difícil, para não dizer
impossível, conciliar a literalidade das Escrituras com a existência de fósseis
com idades substancialmente maiores que os seis milênios. Do lado de qual
professor o aluno deve perfilar-se?Talvez o problema esteja nas ciências
"duras". Passemos às humanidades. A Bíblia, como todo mundo sabe ou deveria
saber, é a fonte da moral, e os ensinamentos que ela traz nessa área são
incontestáveis. Será? Em várias passagens, o "bom livro" autoriza ou mesmo manda
fazer coisas que hoje consideraríamos horríveis, como vender nossas filhas como
escravas (Êxodo 21:7) e assassinar parentes que abracem outras religiões
(Deuteronômio 13:7). Se julgamos que a ética se aprende através de exemplos
livrescos, sugiro trocar as Escrituras pelo mais benigno Marquês de Sade.OK.
Alguém pode argumentar que essa professora é uma exceção. Afinal, ela parece
estar sustentando a
  inerrância da Bíblia, conceito que, no Brasil, é defendido por poucas
religiões, notadamente adventistas e testemunhas de Jeová. Para as demais, as
Escrituras não precisam e nem podem ser tomadas ao pé da letra.Admito que essa
mudança de discurso nos livra de algumas das dificuldades mais vexatórias --já
não precisamos conciliar o criacionismo da Terra jovem com as aulas de
ciência--, mas nem de longe acaba com elas.Como já expliquei numa coluna antiga,
embora seja em teoria possível juntar uma teologia um bocadinho mais sofisticada
com a seleção natural neodarwinista, essa conciliação acaba resultando num Deus
menos atuante, que cria as leis do universo e se retira. Ocorre que esse é o
Deus de Newton e de Leibniz, mas não o das pessoas que vão a cultos. Para elas,
um Deus que não ouve preces e não interfere nos destinos dos humanos é inútil. E
esse Deus que elas querem --e que os sacerdotes pretendem colocar nas aulas de
  religião-- é, pelo menos no plano psicológico, incompatível com a ciência
contemporânea que deveria ser ensinada nas escolas.Não estou evidentemente
sugerindo que as pessoas devam rifar Deus para ficar com a ciência. Essa é a
minha opção, mas não acho que deva impô-la a ninguém. O simples fato de uns 90%
da humanidade manifestar preferências religiosas é um bom indício de que essa é
uma característica da espécie, como a tendência a gostar de música ou aquela
quedinha por substâncias psicoativas. A verdade é que o ser humano tem algo de
esquizofrênico. Só conseguimos conchavar crenças religiosas, que de algum modo
acabam apelando ao impossível ou improvável, com o rigor lógico exigido pelo
método científico, porque nosso cérebro está dividido em módulos. "Grosso modo",
quando a parte responsável pelo pensamento lógico está ativa, inibe a área da
religião, e vice-versa. Com esse mecanismo, as contradições, quando
  não passam despercebidas, tornam-se digeríveis.Até para facilitar esse
processo, não convém que religião e ciência sejam ensinadas no mesmo espaço.
Para que a criançada aprenda desde cedo a distinguir o discurso do "lógos"
(científico) do do "mythos" (religioso), é melhor que a escola trate apenas da
ciência e que a religião fique a cargo dos templos.Cuidado, não estou afirmando
que não seja possível estudar a religião com ferramentas científicas. Em
princípio, a sociologia, a antropologia, a psicologia e a neurociência estão aí
para isso. Mas convém lembrar que estamos falando aqui de crianças de 6 a 15
anos, muitas das quais mal conseguem aprender português e as operações
aritméticas básicas. Não me parece que a abordagem científica da religião deva
ocupar um lugar muito alto na lista de prioridades. De resto, duvido que o lobby
que advoga pelo ensino religioso esteja ansioso para ver a fé submetida a exame
  crítico.Para além da cabeça da garotada, o ensino religioso na rede oficial
também gera uma série de problemas institucionais. Como eu escrevi em texto que
acompanhou a reportagem principal, a existência dessa disciplina em escolas
públicas fere a separação entre Estado e igreja.Pelo menos em teoria, o Brasil é
um Estado laico. Não há religião oficial e o artigo 19 da Constituição proíbe
expressamente o poder público de estabelecer cultos religiosos, subvencioná-los
ou manter com eles relações de dependência ou aliança. É claro que a teoria
soçobra antes mesmo de chegarmos ao artigo 19. O próprio preâmbulo da Carta
invoca a "proteção de Deus", e o artigo 210 prevê o ensino religioso nas escolas
públicas de ensino fundamental.Vale aqui observar que a única Constituição
verdadeiramente laica que tivemos foi a de 1891, que rompeu com a Igreja
Católica e eliminou quase todos os seus privilégios. As que a sucederam
  reintroduziram o ensino religioso.Embora doutrinadores gostem de dizer que não
há contradição entre os artigos 19 e 210, é forçoso reconhecer que colocá-los
lado a lado gera pelo menos um mal-estar. Não é o único. A diferença é que, ao
contrário de outros estrépitos constitucionais, que conseguem passar
relativamente despercebidos, esse está produzindo consequências.Por considerar
que o Estado não pode regular matéria religiosa sem romper sua neutralidade
diante delas (que caracteriza o laicismo), o CNE (Conselho Nacional de Educação)
optou por não fixar parâmetros curriculares nacionais para a disciplina. A
decisão é institucionalmente correta (e constitui uma prova indireta do erro que
foi colocar o ensino religioso na escola pública), mas gerou um deus nos acuda,
onde cada Estado definiu ao sabor da conjuntura política local como a matéria
seria ministrada.As pesquisadoras Debora Diniz, Tatiana Lionço e Vanessa
Carrião,
  em "Laicidade e Ensino Religioso no Brasil", traçam um panorama desse pequeno
caos.Pelo que elas puderam levantar, Acre, Bahia, Ceará e Rio de Janeiro optaram
por um sistema confessional, que não se distingue da educação religiosa
oferecida em escolas ligadas a igrejas. Não é preciso PhD em Direito para
constatar que esse tipo de ensino afronta o dispositivo da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação que veda o proselitismo no ensino religioso.Os demais Estados
menos São Paulo escolheram o modo interconfessional, no qual as religiões
hegemônicas se unem contra as mais fracas e contra ateus e agnósticos para
definir um núcleo de valores a ser ensinado aos alunos. Tampouco é um exemplo de
defesa dos direitos das minorias.Apenas São Paulo fez uma leitura um pouco mais
crítica dos mandamentos constitucionais e se definiu pelo ensino não
confessional. Pelo menos no papel, aqui as crianças têm aulas de história das
religiões, no que é
  provavelmente a única forma de juntar sem produzir muitas fagulhas o ensino
religioso com o princípio da separação entre Estado e religião.Resta apenas
responder porque a laicidade é assim tão importante. O problema com as religiões
reveladas é que elas trazem absolutos morais. Se a lei foi baixada pelo
Altíssimo, apenas querer discuti-la já representaria uma segunda ofensa contra o
Criador. E utilizar absolutos na política --religiosos ou ideológicos-- é ruim
porque eles a descaracterizam como instância de mediação de conflitos. O remédio
contra isso, como já intuíram no século 18 os "philosophes" do Iluminismo
francês e os "founding fathers" dos EUA, é a separação Estado-igreja. Ela
facilita o advento da política como arte da negociação e, mais importante,
favorece a noção de que minorias têm direitos que devem ser protegidos mesmo
contra a maioria. Aqui, paradoxalmente, o laicismo se torna a principal força a
proteger
  as religiões umas das outras.Hélio Schwartsman, 44 anos, é articulista da
Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena
- Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha.com.


--

Postado por  Gustavo Biscaia de Lacerda  no  Filosofia Social e Positivismo  em 
3/03/2011 08:45:00 PM




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2957 De: "Miguel" <home@...>
Data: Sex, 11 de Mar de 2011 8:40 am
Assunto: Passagem do Documentário “The Nature of Existence”
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
No próximo dia 16 de Março, pelas 20:00, irá realizar-se mais um dos encontros
Ateístas e Humanistas, que se costumam realizar mensalmente (terceiras quartas
feiras de cada mês). Desta vez, o encontro é especial, pois iremos passar o
documentário "The Nature of Existence", e contaremos com a posterior presença do
Director do mesmo Roger Nygard, via Skype.

O encontro é na Loja de História Natural, em Lisboa, sendo que se pede a todos
os que queiram estar presentes para confirmar na página do Meetup dos Encontros
Ateístas e Humanistas.

A entrada é gratuita, mas, pede-se a quem queira estar presente para fazer um
pequeno donativo e/ou para trazer comida/bebida, por forma a partilhar com os
restantes participantes (existirá uma mesa com doces/salgados/bebidas no local).

Sinópse do Documentário

What if you asked the religious experts, gurus, scientists, and atheists of the
world why we exist, and what are we supposed to do about it? What started the
Universe, and was it a mistake?
Does God exist, and why does he seem so interested in our sex lives? Who do you
think wins that debate? After exploring the phenomenon of Trekkies, filmmaker
Roger Nygard journeyed to the source of each of the world's belief systems, to
find people who have influenced, inspired, and freaked out humanity…
Including high-profile atheists such as Stanford physicist Leonard Susskind
(co-discoverer of string theory), Harvard Psychologist Daniel Gilbert (author,
Stumbling on Happiness), actor/monologist Julia Sweeney (Letting Go of God),
film director Irvin Kershner (Star Wars: The Empire Strikes Back), Ann Druyan
(author and wife of the late Carl Sagan), evolutionary Biologist Richard Dawkins
(The God Delusion), and many more….

"If an individual has faith that he is Napoleon, then you say he's loony. But if
a hundred million people have faith in some god, then because it's a hundred
million, you're supposed to respect it. But there's actually no more evidence
for their god, than for the lunatic's belief that he's Napoleon."
Richard Dawkins, in "Then Nature of Existence"

"Roger Nygard's `The Nature of Existence' is wonderful!'"
debunkingchristianity.blogspot.com

"…amusing, informative, and well worth seeing…it will teach, entertain, and
provoke thought…often amusingly bizarre… you'll see and hear things you never
knew before. Or imagined. And if you're attentive, you'll get the jokes. Think
Religulous except more ambitious and less mean."
Richard Carrier Blogs

"The Nature of Existence is a timely, thought-provoking trip. … walks a wide
span of the theological, philosophical and scientific waterfront, offering
voices ranging from mainstream Christianity, Judaism, Islam, Hinduism, Taoism
and Buddhism to physicists, atheists , pagans, the Nation of Islam,
spiritualists, and the Church of Satan…he has come away with a movie that may be
the most enjoyable philosophy class ever."
**** Dallas Morning News

Skepticality podcast #143 (Skeptic Magazine):
http://www.podcastdirectory.com/podshows/9245359

CFI – Point of Inquiry with Robert Price:
http://www.pointofinquiry.org/roger_nygard_the_nature_of_existence/

Freethought Radio (July 3rd broadcast):
http://www.ffrf.org/news/radio/shows/

#2958 De: "Miguel" <home@...>
Data: Ter, 15 de Mar de 2011 2:46 pm
Assunto: Lembrete: Passagem do Documentário “The Nature of Existence”
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Apenas para lembrar que a passagem deste documentários é amanhã e que ainda
existem lugares disponíveis.

Quem estiver interessado pode indicar que vai em:

http://encontros.humanismosecular.org/events/16598689/

Um abraço,

Miguel

--- Em humanismosecularpt@..., "Miguel" <home@...> escreveu
>
> No próximo dia 16 de Março, pelas 20:00, irá realizar-se mais um dos encontros
Ateístas e Humanistas, que se costumam realizar mensalmente (terceiras quartas
feiras de cada mês). Desta vez, o encontro é especial, pois iremos passar o
documentário "The Nature of Existence", e contaremos com a posterior presença do
Director do mesmo Roger Nygard, via Skype.
>
> O encontro é na Loja de História Natural, em Lisboa, sendo que se pede a todos
os que queiram estar presentes para confirmar na página do Meetup dos Encontros
Ateístas e Humanistas.
>
> A entrada é gratuita, mas, pede-se a quem queira estar presente para fazer um
pequeno donativo e/ou para trazer comida/bebida, por forma a partilhar com os
restantes participantes (existirá uma mesa com doces/salgados/bebidas no local).
>
> Sinópse do Documentário
>
> What if you asked the religious experts, gurus, scientists, and atheists of
the world why we exist, and what are we supposed to do about it? What started
the Universe, and was it a mistake?
> Does God exist, and why does he seem so interested in our sex lives? Who do
you think wins that debate? After exploring the phenomenon of Trekkies,
filmmaker Roger Nygard journeyed to the source of each of the world's belief
systems, to find people who have influenced, inspired, and freaked out humanity…
> Including high-profile atheists such as Stanford physicist Leonard Susskind
(co-discoverer of string theory), Harvard Psychologist Daniel Gilbert (author,
Stumbling on Happiness), actor/monologist Julia Sweeney (Letting Go of God),
film director Irvin Kershner (Star Wars: The Empire Strikes Back), Ann Druyan
(author and wife of the late Carl Sagan), evolutionary Biologist Richard Dawkins
(The God Delusion), and many more….
>
> "If an individual has faith that he is Napoleon, then you say he's loony. But
if a hundred million people have faith in some god, then because it's a hundred
million, you're supposed to respect it. But there's actually no more evidence
for their god, than for the lunatic's belief that he's Napoleon."
> Richard Dawkins, in "Then Nature of Existence"
>
> "Roger Nygard's `The Nature of Existence' is wonderful!'"
> debunkingchristianity.blogspot.com
>
> "…amusing, informative, and well worth seeing…it will teach, entertain, and
provoke thought…often amusingly bizarre… you'll see and hear things you never
knew before. Or imagined. And if you're attentive, you'll get the jokes. Think
Religulous except more ambitious and less mean."
> Richard Carrier Blogs
>
> "The Nature of Existence is a timely, thought-provoking trip. … walks a wide
span of the theological, philosophical and scientific waterfront, offering
voices ranging from mainstream Christianity, Judaism, Islam, Hinduism, Taoism
and Buddhism to physicists, atheists , pagans, the Nation of Islam,
spiritualists, and the Church of Satan…he has come away with a movie that may be
the most enjoyable philosophy class ever."
> **** Dallas Morning News
>
> Skepticality podcast #143 (Skeptic Magazine):
> http://www.podcastdirectory.com/podshows/9245359
>
> CFI – Point of Inquiry with Robert Price:
> http://www.pointofinquiry.org/roger_nygard_the_nature_of_existence/
>
> Freethought Radio (July 3rd broadcast):
> http://www.ffrf.org/news/radio/shows/
>

#2959 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Seg, 28 de Mar de 2011 1:14 pm
Assunto: Laicidade e decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos
gustavobiscaia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caros colegas:
Repasso matéria publicada ontem na Gazeta do Povo, com trechos de uma
entrevista que concedi a respeito da decisão do Tribunal Europeu de Direitos
Humanos. De modo geral, o jornalista é favorável à decisão e os demais
comentadores (L. F. Pondé, I. G. Martins) - não por acaso, católicos -
confundem laicidade com secularização e também são favoráveis à decisão.
Gustavo.
*   *   *
http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=1109996&tit=Livres-p\
ara-crer


MundoSegunda-feira, 28/03/2011DIREITO DE EXPRESSÃOLivres para crerNova
sentença do Tribunal de Estrasburgo retoma o debate sobre a liberdade religiosa
em um estado laicoPublicado em 27/03/2011 | JÔNATAS DIAS LIMAFale
conoscoRSSImprimirEnviar por emailReceba notícias pelo celularReceba
boletinsAumentar letraDiminuir letraA recente decisão do Tri­bu­­nal Europeu
de Direitos Hum­­anos de reverter uma sentença através da qual or­­denava
a retirada de crucifixos das es­­colas públicas italianas reacende o debate
sobre liberdade de crença e laicidade do estado. Palco de frequentes protestos
contra as restrições da expressão religiosa, a Eu­­ropa vive um momento de
tensão no qual são protagonistas os que pregam a limitação da fé ao foro
íntimo, os que defendem a expressão da religião mesmo na vida pública e os
que en­­tendem os objetos religiosos muito mais como símbolos culturais do
que instrumentos de doutrinação.Leia
  mais sobre o tema no artigo de Joel Pinheiro da FonsecaJulgamentoBrasil decidiu
manter crucifixosEm 2007 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou quatro
representações questionando a presença de crucifixos em tribunais, como o que
há no Supremo Tribunal Federal. Na ocasião o CNJ, que é o órgão de
fiscalização externa da justiça brasileira, decidiu pela permanência dos
crucifixos, entendendo que o uso de símbolos religiosos em órgãos do Poder
Judiciário não fere a autonomia do Estado em relação à religião. Na
avaliação do CNJ os crucifixos são muito mais símbolos culturais e
tradicionais do que representantes de uma religião específica.EntendaO que é
o Tribunal de EstrasburgoO Tribunal Europeu de Direitos Humanos, ou apenas
Tribunal de Estrasburgo, é a autoridade judicial para a garantia dos direitos
humanos e liberdades fundamentais em toda a Europa. Qualquer europeu que se
considere vítima de abusos nessas áreas,
  depois de esgotados os recursos na Justiça de seu país, pode recorrer ao
tribunal. Regida pela Convenção Europeia de Direitos Humanos, a instituição
tem sede na França e não é vinculada à União Europeia.Em 2009 o Tribunal de
Estrasburgo, como também é chamado, acatou o pedido de uma mãe que alegava
que o crucifixo presente na sala de aula dos filhos prejudicava seu direito de
educá-los conforme suas convicções. O tribunal impôs ao governo italiano o
pagamento de uma indenização de 5 mil euros e a imediata retirada dos
símbolos religiosos. A decisão causou manifestações em todo o continente,
não apenas por parte de grupos religiosos, mas também governos que viram no
caso uma ofensa à soberania de cada nação e um exagero do tribunal, que teria
ido além de suas atribuições. A Itália entrou com recurso e foi oficialmente
apoiada por dez países europeus, incluindo a Rússia.No dia 18 deste mês o
recurso foi julgado e o
  mesmo tribunal emitiu nova sentença afirmando que a presença de crucifixos
não viola o direito dos pais e não há provas de que afete a livre escolha de
religião dos alunos. O fato dividiu analistas.Para o sociólogo Gustavo Biscaia
de Lacerda, da UFPR, a decisão é um erro. “Se o estado não tem doutrina
não pode ostentar símbolo algum. Isso fere o estado laicoâ€, afirma Lacerda,
para quem a defesa da manutenção de crucifixos é apenas casuísta. “Se nas
paredes das escolas hou­­vesse uma lua crescente islâmica ou um sinal da
umbanda, os cristãos se sentiriam ofendidosâ€, enfatiza o sociólogo.Mas a
compreensão do que é a laicidade do estado é diferente para o jurista Ives
Gandra Martins. “Estado laico não é estado ateu, é aquele que permite aos
seus cidadãos a livre escolha de religião, garantindo o direito de
professá-laâ€, comenta Martins. Para o jurista, objetos religiosos em locais
públicos não afetam a laicidade
  porque não privam as pessoas de crer naquilo que quiserem, mas tratam-se de
símbolos históricos e culturais de uma nação. “Além do próprio Cristo
Redentor, o Brasil tem centenas de cidades com nomes de santos por razões
históricas, nem por isso seus habitantes são obrigados a ser católicosâ€,
diz Martins citando a recente visita de Barack Obama ao monumento no Rio de
Janeiro.CercoO caso dos crucifixos na Itália não foi o único episódio
recente de discórdia envolvendo símbolos religiosos na Europa. Em 2009 a
Suíça proibiu comunidades muçulmanas de erguerem minaretes (torres de onde se
anunciam os momentos de oração) em suas mesquitas, gerando revoltas em todo o
mundo islâmico e críticas da ONU. No mesmo ano, o presidente francês Nicolas
Sarkozy afirmou durante um discurso que o costume de mulheres muçulmanas de
usar burcas “não é bem-vindo no território da República Francesaâ€. Em
setembro de 2010 o senado da França
  aprovou a proibição do uso de burcas e véus integrais (que cubram o rosto
inteiro) em todo o país, sob pena de multa e aulas de civilização às
mulheres flagradas usando a vestimenta.O filósofo e colunista do jornal Folha
de S. Paulo Luiz Felipe Pondé afirma que a repressão às religiões tem
raízes em séculos passados. “A radicalização anticlerical vem dos
movimentos que se seguiram à Revolução Fran­­cesa, e acho que tende a
crescer o radicalismo contra o Islãâ€, diz Pondé ao comentar que o islamismo
já é a segunda maior religião na Europa.Para o filósofo as ações
restritivas afetam a liberdade religiosa, mas reconhece tratar-se de um dilema.
“As pessoas devem ter o direito de usar os símbolos que quiserem, entretanto
não se pode negar que isso cause tensões entre setores mais e menos
secularizados na sociedadeâ€, conclui.


"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2960 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qui, 28 de Abr de 2011 5:29 pm
Assunto: Enc: Mensagem da Associação República e Laicidade
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em qua, 27/4/11, Associação República e Laicidade <geral@...>
escreveu:

De: Associação República e Laicidade <geral@...>
Assunto: Mensagem da Associação República e Laicidade
Para: geral@...
Data: Quarta-feira, 27 de Abril de 2011, 14:29


  Caros associados e simpatizantes,
o site da Associação República e Laicidade foi profundamente renovado.

  Podem aceder a uma carta de Afonso Costa, ilustrada e que remete para
vários documentos relevantes, divulgada por ocasião do centenário da
Lei de Separação:

http://www.laicidade.org/centenario-da-lei-de-separacao-da-igreja-do-estado/

Divulgam-se também, pela primeira vez, alguns textos que enquadraram,
à época, a defesa da laicização do Estado, e que se encontram agora
disponíveis na internet.

«A obrigatoriedade do Registo Civil» (Fernão Botto Machado, 1908)
http://www.laicidade.org/centenario-da-lei-de-separacao-da-igreja-do-estado/aobr\
igatoriedade-do-registo-civil/

«A Educação Congreganista» (Beatriz Pinheiro, 1910)
http://www.laicidade.org/centenario-da-lei-de-separacao-da-igreja-do-estado/a-ed\
ucacao-congreganista/

«O Partido Republicano e as crenças religiosas» (Raúl Proença, 1910)
http://www.laicidade.org/documentacao/textos-historicos/raul-proenca-1/

«O Espírito Laico e o Espírito Livre Pensador» (Magalhães Lima, 1911)
http://www.laicidade.org/centenario-da-lei-de-separacao-da-igreja-do-estado/espi\
rito-laico/

Discurso em Defesa da Lei de Separação (Afonso Costa, 1914)
http://www.laicidade.org/centenario-da-lei-de-separacao-da-igreja-do-estado/em-d\
efesa-da-lei-de-separacao/


Estas mensagens passarão a ser mais frequentes, e podem também receber
informação sobre a actividade da ARL, se desejarem, no Facebook:

http://www.facebook.com/group.php?gid=128282515504

Ou no Twitter:

https://twitter.com/#!/laicidade/


Saúde e fraternidade, Ricardo Alves

Associação República e Laicidade
http://www.laicidade.org/



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2961 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Sex, 6 de Mai de 2011 6:20 pm
Assunto: Globonews: republicanos na Inglaterra
gustavobiscaia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
O repórter visivelmente tem idéias próprias do senso comum, embora esteja
munido de algumas estatísticas. A entrevista, nesse sentido, é bastante
esclarecedora.
Por outro lado, deve-se notar que a Inglaterra não foi "sempre" uma monarquia:
em 1650 e 1660, durante o Protetorado de Cromwell, ela foi uma república.
Em todo caso, é uma entrevista interessante, instrutiva e alvissareira.
Gustavo.

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em sex, 6/5/11, J.C.Cardoso <joaocarlossilvacardoso@...> escreveu:

De: J.C.Cardoso <joaocarlossilvacardoso@...>
Assunto: Deu no Conjur
Para:
Data: Sexta-feira, 6 de Maio de 2011, 12:51



Boa entrevista
http://www.conjur.com.br/2011-mai-06/ideias-milenio-graham-smith-ativista-antimo\
narquista-britanico

Ideias do Milênio


"Atração exercida pela Monarquia é uma fantasia"

Entrevista do ativista antimonarquista britânico  Graham Smith ao jornalista
Silio Boccanera do programa Milênio, transmitido originalmente no dia 25 de
abril pelo canal de televisão por assinatura Globo News. O Milênio vai ao ar
às 23h30 de segunda-feira, com repetições às 3h30, 11h30 e 17h30 de terça;
5h30 de quarta; e 7h05 de domingo.  
O sucesso do filme O Discurso do Rei entre críticos e público desperta mais
uma vez o intrigante culto à Monarquia britânica, uma instituição que
fascina muitos e enfurece outros. A mistura de história, conto de fadas,
celebridade e telenovela que se desenrola nas ilhas britânicas contamina
também outros países, onde o público estrangeiro e criado em culturas
diferentes se deixa levar também por narrativas pitorescas como a do rei gago
George VI.
Antes disso, fizeram e fazem sucesso na TV o drama de um antecessor que
enlouqueceu no trono e perdeu a colônia americana, rainhas virgens e poderosas,
soberanas mais contemporâneas que resistem a mostrar emoção diante de
tragédias ou dinastias salpicadas de ginástica de alcova. Sem esquecer das
princesas gamourosas de verdade e rivais sem glamour; príncipes envelhecendo em
eterna espera para herdar a coroa da coroa; ou herdeiros coroados que largam o
trono para casar com a mulher amada, divorciada e estrangeira em trama digno de
telenovela.
O culto à Monarquia como celebridade se agravou ainda mais, em abril, quando o
príncipe William, segundo na linha do trono, se casou com a plebéia Kate
Middleton. Uma cerimônia que  alcançou altos índices de audiência na TV
pelo mundo em clima de conto de fadas. Nova festa está marcada para o ano que
vem, quando a rainha Elizabeth II completa 60 anos no trono.
Encantam-se os fãs, irritam-se os que veem na Monarquia uma instituição
obsoleta retrógrada, cara, perdulária, elitista, fútil e sobretudo
antidemocrática, porque não eleita. É o caso da organização britânica
Republic, que defende o fim da Monarquia e sua substituição por uma República
com um chefe de estado eleito em vez de escolhido por direito hereditário. O
governo executivo continuaria nas mãos do parlamento, como hoje. O principal
dirigente desse grupo de pressão, Graham Smith, conversou com o Milênio em
Londres.
Silio Boccanera — Lançaram mais um filme de sucesso sobre a Monarquia
britânica, como tantos outros antes, e tivemos o casamento do príncipe
Wiliiam. Ou seja, a febre da realeza está de volta, como já aconteceu no
passado. Por que esse fascínio pela família real britânica, pelas famílias
reais em geral, pela Monarquia em geral?
Graham Smith — Faz parte do imaginário. É uma coisa histórica, de conto de
fadas, da Disney etc. E hoje faz parte dessa cultura de celebridades. Eles são
ricos, se mostram como uma família de prestígio. E acho que eles conseguiram
se separar muito bem de sua posição constitucional. Ou seja, eles evitam ser
colocados no mesmo nível que os políticos. É como se fossem celebridades de
alto nível. E, como nos contos de fadas, eles exercem certa atração, isso é
verdade. Mas esse interesse sempre existiu, e esse interesse vem do mundo todo,
seja de países republicanos ou monarquistas. Port
  anto, ele nada tem a ver com ideais políticos, filosóficos ou com a visão da
Monarquia em si. É apenas uma expressão cutlural ou uma ideia relacionada a
contos de fadas. Uma fantasia, não algo sério. 
Silio Boccanera — É claro que, para os republicanos e antimonarquistas em
geral, a ideia da Monarquia parece muito antiquada, obsoleta. Mas, observando
países que ainda são monarquistas, do Reino Unido à Holanda e aos países
escandinavos, vemos que são países muito modernos. Não há contradições
nesse aspecto.
Graham Smith — Há uma contradição, e isso é um problema. Há movimentos
republicanos em todos esses países europeus. Cerca de seis meses atrás, foi
criada uma aliança entre esses movimentos. Essa questão é tratada atualmente
em todas as monarquias européias. E esse conflito ocorre porque somos países
modernos e cosmopolitas. No entanto, temos essas instituições que tentam se
impor na psique do país, na identidade nacional, de um modo que não é
apropriado. E isso é especialmente forte no Reino Unido, onde ouvimos que somos
um país atrasado, tradicionalista, que ama a família real e não necessaria
  mente valoriza a democracia. E isso tudo vem do fato de termos essa
instituição que é muito presente e que se autopromove, que continua
promovendo suas ideias. Isso se choca com quem realmente somos, e é um dos
motivos para querermos acabar com a Monarquia. Queremos um sistema que
represente quem realmente somos, e não um que tente nos deixar presos ao
passado.
Silio Boccanera — Analisando o impacto internacional da Monarquia britânica,
tirando sua popularidade, o fator novela e celebridade, a rainha é chefe de
Estad de alguns países da Commonwealth, formada por ex-colônias britânicas.
Vários desses países a mantiveram como chefe de Estado. Ao contrário dos
Estados Unidos, que abandonaram a Monarquia, vários outros países a
mantiveram. Não é estranho eles terem tido chance de pôr fim a isso e não
fazê-lo?
Graham Smith — A Commonwealth tem mais de 50 países, e a rainha é chefe de
Estado de apenas 14 deles. A maior parte dos países da Commonwealth são
repúblicas. E é justo dizer que os países mais estáveis e prósperos e que
conseguiram se tornar democráticos de maneira pacífica e sem grandes
problemas, não viram a necessidade de dar esse passo.
Silio Boccanera — Canadá, Austrália...
Graham Smith — Exato. Canadá, Austrália, Nova Zelândia e alguns pequenos
países do Caribe. Eles são muito próximos dos Estados Unidos. Mas todos os
outros países, onde foi mais difícil a transição da colônia para Estado
independente, romperam definitivamente com o passado e viraram repúblicas. E
há movimentos republicanos no Canadá, Austrália e Nova Zelândia. A maioria
dos australianos quer o fim da Monarquia. Na Nova Zelândia, esse número é
quase metade da população, dependendo da pesquisa. Mas, quando se pergunta
sobre a sucessão, com Charles sendo coroado rei, o apoio ao republicanismo
começa a aparecer.
Silio Boccanera — Talvez devêssemos lembrar aos espectadores que a Monarquia
não é apenas a rainha, o marido dela e os príncipes, mas toda a estrutura da
família real. Qual é o tamanho dela?
Graham Smith — É mais do que a família real, é a Constituição, é um
sistema político. Mas, em termos da casa real, estamos falando sobre 15, 16
pessoas com o título de Sua Alteza Real, que fazem coisas como inaugurar
hospitais, cortar fitas, esse tipo de coisa. E que recebem do Estado. A maioria
recebe algum tipo de subsídio para viagens, moradia, essas coisas. E mais
pessoas, além dessas 15, moram de graça em palácios, em casas, e por aí vai.
Mas há outros além desses 15, que são todos os funcionários, pois é uma
estrutura bem grande. Muitas pessoas trabalham tanto nos palácios quanto nas
casas, servindo à família real.
Silio Boccanera — E quem paga por isso? O contribuinte?
Graham Smith — O contribuinte, isso. O contribuinte paga quase tudo isso. Eles
tentam evitar... Há territórios chamados “ducadosâ€, o Ducado de Lançastes
e o Ducado da Cornuália, que dão dinheiro para a rainha e para o príncipe
Charles. Estou falando de 10 milhões, 20 milhões de libras por ano. Então
alegaram... Como recebiam dinheiro desses ducados, estavam gastando seu próprio
dinheiro, mas isso ainda é dinheiro dos contribuintes, pois, sem a Monarquia,
os ducados seriam propriedade do Estado. Então, todo o dinheiro que vai para a
família real e que mantém a Monarquia iria para o Tesouro e para o Estado se
não houvesse Monarquia.
Silio Boccanera — Você faz parte de um movimento antimonarquista. O que seria
feito de todas essa pessoas? Eles teriam que trabalhar, viver como qualquer
pessoa? Seria um horror!
Graham Smith — Nós somos democratas. Nós acreditamos que todos deveriam ser
tratados da mesma maneira. Se nos tornarmos uma República, eles serão
cidadão, como todos nós, e teriam que cuidar de si mesmos, teriam que pagar
impostos, trabalhar, se precisassem, o que é improvável, pois eles são bem
ricos, mesmo sem nossa ajuda. Eles poderão apenas viver para aproveitar a vida.
Silio Boccanera — Mas a rainha aqui tem um poder extraordinário, que outros
monarcas não têm. Ela é chefe da Igreja.
Graham Smith — É.
Silio Boccanera — É uma função muito importante, não é? Ela está acima
do arcebispo da Cantuária.
Graham Smith — Na verdade, temos uma Igreja de Estado. E nosso monarca tem um
poder enorme que outros monarcas não têm. A maioria das monarquias européias
tem em sua Constituição limites muito rígidos do que o monarca pode fazer. E,
em vários países, como a Suécia, o monarca não pode fazer quase nada. No
Reino Unido, a rainha é chefe da Igreja e nomeia todos os membros da Igreja.
Mas ela também nomeia vários funcionários do Estado. Ela nomeia o
primeiro-ministro e todos os ministros. E, se ela se recusar a fazê-lo,
ninguém poderá fazer nada, a menos que o Parlamento faça algo.
Silio Boccanera — Não acontece na prática, mas pode acontecer.
Graham Smith — Pode e já aconteceu. Embora raro, no período moderno... Nos
últimos 30, 40 anos não aconteceu muito, mas a rainha já nomeou
primeiros-ministros de sua própria escolha, e isso aconteceu porque o Partido
Conservador, nos anos 50 e 60, não elegeu líderes internamente. As pessoas
meio que emergiram a partir de acordos nos bastidores. Então, houve dois
primeiros-ministros nomeados pela rainha por indicação de pessoas que não
deveriam aconselhá-la. Houve certa preocupação no partido, e por isso eles
decidiram passar a eleger seu líder, para que ficasse claro quem ele seria. Mas
ela pode dissolver o Parlamento, e ninguém poderia fazer nada. Ela pode demitir
o primeiro-ministro e nomear outra pessoa. Ela também pode impedir a
aprovação de leis. Há todas essas coisas que ela pode fazer, mas é
improvável que faça. O perigo é que alguém
  como Charles, na condição de rei, fique tentado a usar algum desses poderes
em particular. Por exemplo, digamos que haja um governo conservador que
simpatize com a Monarquia e que não faça nada errado. O monarca tem reuniões
secretas privadas com o primeiro-ministro todas as semanas. Não é impossível
imaginar o rei Charles dizendo a um primeiro-ministro que proponha fazer algo
que ele desaprova: “Olha, posso tornar sua vida difícil, tenho poder para
fazer isso, então quero que você mude essa política.†E ninguém saberia
disso.
Silio Boccanera — Então, sua preocupação é que, embora as pessoas digam
que a Monarquia é inofensiva, pois a rainha ou rei não tem poderes, você
está dizendo que, na verdade, eles têm. A rainha escolheu não exercer esse
poder, mas ele existe.
Graham Smith — Com certeza. Não estamos sugerindo que teremos uma crise, em
que Charles exerça seus poderes, mas há o risco de que ele exerça sua
influência. Além disso, por outro lado, o chefe de Estado tem um trabalho a
fazer, e ele precisa ser capaz de aconselhar e alertar o primeiro-ministro se
achar que ele está seguindo um caminho específico. Ele tem que poder tomar
decisões sobre a dissolução do Parlamento se houver algum tipo de crise
política. Mas não é uma função que um monarca pode ou deve desempenhar,
pois não pode ser responsabilizado se tomar a decisão errada. Nós queremos
alguém que possa tomar essas decisões e ser responsabilizado por elas. 
Silio Boccanera — Os planos de reforma do seu grupo republicano é acabar com
a Monarquia e mudar a situação atual. Mas vocês querem criar o quê?
Graham Smith — Nós queremos um Reino Unido republicano e democrático. Nós
não queremos algo grandioso ou suntuoso, mas uma Constituição republicana
muito direta que diga que o poder pertence ao povo, que o país é democrático
e que será governado assim. Nós teremos políticos, mas o poder deles será
limitado. O chefe de Estado será eleito e agirá de forma independente,
protegendo a Constituição e exercendo algumas funções básicas. Queremos um
chefe de Estado constitucional, não queremos o presidencialismo nos moldes que
existe no Brasil ou nos Estados Unidos. Ele não teria poder político, não
tomaria decisões políticas, só tomaria decisões constitucionais. Por
exemplo, se o Parlamento aprovar uma lei que o presidente considere
inconstitucional, o presidente
  pode se recusar a promulgá-la,e a lei seria submetida a um tribunal, que a
julgaria. Se o Parlamento não conseguir decidir quem será o primeiro-ministro,
o presidente pode atuar como árbitro. Então, uma República bem direta,
prática e pragmática, com um chefe de Estado exercendo uma função
determinada.
Silio Boccanera — Então, um presidente mais como o da Alemanha, da Itália...
Graham Smith — Da República da Irlanda.
Silio Boccanera — E não como o da França, do Brasil ou Estados Unidos.
Graham Smith — Com certeza. Ele teria um papel bem simples e funcional.
Silio Boccanera — Com relação à função de chefe de Estado, como você
disse, vocês preferem presidentes com poucos poderes. Aqueles que defendem a
Monarquia e a rainha ou rei como chefe de Estado dizem que o fato de eles não
serem ligados a nenhum partido político é algo positivo. 
Graham Smith — Seria positivo se a rainha fizesse alguma coisa. Essa é a
falácia desse argumento. Se ela tivesse alguma função, se pudesse atuar
independentemente do primeiro-ministro, sua aparente imparcialidade seria algo
positivo. Mas, como ela delega seu poder ao primeiro-ministro, isso é
irrelevante, não faz diferença. Nós queremos alguém que seja não só
imparcial, mas que possa ser responsabilizado por essa imparcialidade. Esse é
outro ponto importante: não sabemos quão imparcial a rainha é, pois não
sabemos nada sobre ela. Ela nunca dá entrevistas. Ela nunca sentaria aqui para
responder a perguntas sobr
  e o que fez e por que fez. E ela tem essas reuniões secretas. Por isso, não
sabemos o que ela faz a portas fechadas, não sabemos o que acha sobre os
partidos políticos. E não podemos responsabilizá-la se ela tomar alguma
decisão errada. Mas a questão toda é que ela não se envolve, então não faz
diferença se ela é imparcial ou não. Com um chefe de Estado eleito, ainda é
possível ter alguém imparcial, mesmo que ele tenha uma carreira em um partido
político. Nós já vemos isso com o presidente da Câmara dos Comuns. Espera-se
que ele seja imparcial, e ele sempre foi imparcial. Ainda assim, eles são
eleitos e pagos, servem a casa por muitos anos... 
Silio Boccanera — E representam um partido.
Graham Smith — Exato. Mas, assim que se tornam presidentes, eles deixam o
partido e se tornam um membro da Câmara independente. E não há por que não
ter uma figura semelhante como chefe de Estado. Mas essa imparcialidade deve ser
constatada, julgada, e ele deve poder ser responsabilizado. 
Silio Boccanera — E o que você faria com o chefe de Estado, a rainha ou o rei
Charles? A guilhotina não pode ser, a forca...
Graham Smith — Somos uma organização democrática e pacífica. Como eu disse
antes, nós queremos nos libertar e libertá-los. Eles estariam livres de suas
obrigações e livres para viver a vida que escolhessem, e nós seriamos livres
para escolher seu sucessor.

Silio Boccanera — Onde você vê apoio para a causa republicana? Há sinais de
crescimento?
Graham Smith — Eu acho que o apoio da Monarquia está diminuindo e mudando. As
pessoas têm criticado mais a instituição, tem relutado um pouco mais em
continuar com essa deferência. Isso não necessariamente significa que elas
apóiem uma República, ainda, mas o terreno está sendo preparado para um
debate sólido. Então nós vemos que há bastante espaço para construirmos uma
Monarquia que apóie o que queremos. E o apoio vem de todas as vertentes
políticas e sociais, de pessoas de direita, de esquerda, de centro, de todas as
idades e estilos de vida. Elas consideram a ideia como uma opção válida. E
isso é uma grande mudança de 30 anos atrás, quando era uma aspiração
somente da esquerda. Hoje, não é assim.
Silio Boccanera — Mas o outro lado, os monarquistas, vêem republicanos como
um bando de comunistas estranhos, esquerdistas, anarquistas. Vocês são tudo
isso?
Graham Smith — De forma alguma. Na verdade, nós, os republicanos talvez
tenhamos uma visão semelhante em relação aos monarquistas. Quando falamos de
monarquistas, como um grupo, não estamos falando da maioria do país, mas de
uma minoria ardente que defende a Monarquia, que participa de organizações e
segue a rainha no Twitter, por exemplo, que realmente se interessa por isso. Mas
eles também são uma minoria. E há uma minoria de republicanos. Há todo um
grupo no meio disso que olha os dois lados e pensa: “Não sei quem devo
apoiar.†E, como eu disse, eles concordam em manter a Monarquia porque nunca
pensaram nos motivos para mudar o sistema. Mas, no que diz respeito aos
republicanos, nós estamos em todas as vertentes políticas e sociais, e as
pessoas que g
  overnariam uma República seriam tão normais quanto qualquer um, são pessoas
inteligentes, instruídas e profissionais que querem um país democrático.
Silio Boccanera — Você nasceu e foi criado nesta atmosfera, com todas essas
tradições que você intelectualmente rejeita hoje, mas, como um cidadão
britânico, como alguém com essa criação, quando pensa no ano que vem, no
jubilei da rainha, que completará 60 anos de reinado, com todo tipo de
comemoração, o que você vai fazer? Você vai participar?
Graham Smith — Nós estaremos em campanha, como no casamento. Faremos nossas
festas nas ruas e nossas reuniões. Nós aproveitamos todas as oportunidades,
pois vemos esses acontecimentos não como datas nacionais, mas da Monarquia.
São eventos criados para perpetuar mitos e promover a instituição. E, com
certeza, ano que vem, quando chegar o 60º aniversário, nossa mensagem
principal será: por 60 anos, uma pessoa teve certeza de que seria chefe de
Estado. Ela nunca nos perguntou, nunca pediu nosso voto para isso, nunca sugeriu
que o povo pudesse dar sua o
  pinião. E isso quer dizer que estamos mais perto de ter Charles fazendo o
mesmo. E eu vou me sentar e dizer ao Charles para ir ao Palácio de Buckingham e
virar chefe de Estado sem nem perguntar nada? Nós queremos essa discussão, que
as pessoas escolham como será. Vamos lembrar as pessoas de que é uma
instituição bizarra, que não deve se perpetuar por mais 60 anos. Como eu
disse, a Monarquia sobrevive porque o povo não pensa nisso. E esses eventos
grandiosos só fazem as pessoas pensarem e ajudam nossa campanha.
Silio Boccanera — Se formos além da família real britânica e pensarmos em
outras monarquias, da Espanha à Escandinávia e aos países africanos, elas
ainda exercem algum fascínio. Talvez não tão forte. Você acha que isso tem
relação com o conceito de que há pessoas que recebem coisas por direito
inato, e não por mérito próprio?
Graham Smith — Eu não sei se é isso. Mais uma vez, acho que eles exercem
alguma fantasia. E acho que as pessoas que gostam e se interessam pela vida da
Monarquia também entendem isso. Quando o Afeganistão se livrou do Talibã,
falou-se do retorno do rei ao seu trono. Discussões semelhantes ocorreram
também no Leste Europeu. Mas nenhum desses países deu esse passo, eles não
restituíram a Monarquia. E acho que essa fantasia é alimentada, até certo
ponto, pela frustração com os políticos plebeus, sejam eles democráticos ou
não. Daí, essa ideia do cavaleiro que vem salvar o país.
   Mas as pessoas percebem que isso não acontece na vida real e continua sendo
uma fantasia, em vez de ser considerado como uma solução política séria.
Silio Boccanera — E a possível atração do fator que podemos chamar de
ligação com o passado? É uma família com uma longa tradição, uma família
muito antiga, que faz as pessoas se sentirem confortáveis, pois ela as une à
sua própria história. Você acha que isso influencia?
Graham Smith — Há alguma verdade nisso. Não podemos deduzir muita coisa a
partir disso. Em grande parte, isso faz parte do pacote de relações públicas
da Monarquia. Eles tentam sugerir ou promover a ideia de que há essa longa
ligação. É claro que a família de qualquer pessoa é antiga, e todo país
tem uma história e uma tradição antigas, distintas do resto do mundo. É
possível analisar outros aspectos da mesma maneira. Mas os monarquistas e as
famílias reais sabem muito bem usar isso como sua própria história. Acho que
existe esse aspecto, mas não podemos tirar muito significado dele.
Silio Boccanera — Uma das críticas dos republicanos à Monarquia é que a
família real não deve se envolver em questões públicas nem defender
posições. A rainha parece seguir essa linha, mas o príncipe Charles se
envolveu em muitas controvérsias, e a última era relacionada à arquitetura
moderna, que ele odeia. Fale sobre o último incidente, no qual até você
esteve envolvido, protestando contra ele.
Graham Smith — Ele se envolve em várias coisas, e a arquitetura é uma das
coisas nas quais se envolveu muito. Acho que você se refere...
Silio Boccanera — Chelsea.
Graham Smith — Chelsea Barracks. É um empreendimento muito grande em um
terreno degradado de West London. O local está abandonado há bastante tempo, e
o governo quis construir um grande empreendimento lá, que ia gerar muito
dinheiro, ia empregar milhares de pessoas. Como sempre, alguns moradores se
opuseram à arquitetura, e houve um processo democrático, para que o conselho
local decidisse o que fazer. Mas esse processo seria demorado, colocando em
risco muitos empregos. Charles usou sua influência e sua autoridade para,
basicamente, pôr um ponto final em tudo. Os empreendedores tinham o apoio
financeiro de famílias reais do Oriente Médio – ele falou com eles – e
todo o projeto foi cancelado. E chegou a um ponto, em Londres, em que vários
arquitetos passaram a mostrar o projeto ao príncipe Charles antes de construir,
com medo de investir muito no empreendimento, e tê-lo cancelado porque
  Charles se envolveu. 
Silio Boccanera — Ele vai alem...
Graham Smith — Muito além de sua função. E ele faz isso em todos os
assuntos. Ele faz lobby na área de saúde pública, ele pede que o governo
gaste em tratamentos que ele defende, em vez de tratamentos convencionais. Ele
faz lobby para o meio ambiente. Recentemente, ele fez um discurso contra o
crescimento econômico, dizendo que ele causa danos ao meio ambiente, tanto
globalmente quanto no Reino Unido. E isso é uma questão muito controversa,
ainda mais quando o governo se esforça tanto para incentivar o crescimento
econômico. Ele não pode fazer isso, pois não pode ser responsabilizado por
suas posições.
Silio Boccanera — E haveria também todo o aspecto cerimonial disso.
Graham Smith — Certamente.
Silio Boccanera — Ele cortaria fitas por aí.
Graham Smith — Um chefe de Estado constitucional. Ele exerceria quase o mesmo
papel que a rainha. Mas a diferença é que a rainha não pode ter nenhuma
atuação, pois ela não pode ser responsabilizada, então ela delega seu poder
ao primeiro-ministro. Ou seja, nós temos um chefe de Estado que não pode
cobrar responsabilidade dos nossos políticos, porque ela delega esse poder ao
primeiro-ministro. Ou seja, nós temos um chefe de Estado que não pode cobrar
responsabilidade dos nossos políticos, porque ela delega esse poder ao
primeiro-ministro cujo óbvio interesse é não responsabilizar os políticos.
Nós queremos alguém que cumpra a Constituição e seja independente do
governo. 
Silio Boccanera — Alguém que equilibre melhor as coisas.
Graham Smith — Exato.
Silio Boccanera — Se analisarmos a Espanha, por exemplo, a Monarquia está
associada à modernidade. O rei Juan Carlos teve uma participação política
forte e evitou uma volta à ditadura. Ao pensar na Monarquia espanhola, pensamos
em modernidade; ao pensar na Monarquia britânica, pensamos em algo do passado.
Essa avaliação está correta?
Graham Smith — Os problemas dos países europeus são bem diferentes, e os da
Espanha são diferentes dos nossos, pois sua história e sua experiência com a
Monarquia são bem diferentes. Como você disse, o rei evitou um golpe de Estado
que levaria à ditadura. Eles também tiveram a Guerra Civil, a República,
Franco etc. Isso mudou totalmente a natureza do debate. No Reino Unido, sempre
tivemos Monarquia, e, por isso, a natureza do debate é totalmente diferente.
Nós temos muito mais em comum com as monarquias do norte da Europa do que com a
da Espanha, que é bem diferente.
Silio Boccanera — Da Escandinávia e...
Graham Smith — Dinamarca, Holanda, Bélgica, Suécia e Noruega. Eles têm uma
relação parecida com a Monarquia. 
Silio Boccanera — Há sempre o fator “novelaâ€, não é? Acompanhamos a
vida dessas pessoas, de seus filhos, netos, como se acompanhássemos uma novela
de televisão.
Graham Smith — Sim, mas é um fenômeno razoavelmente recente, dos últimos
20, 30 anos, desde que a família real britânica e, provavelmente, as de outros
países também, começaram a ficar mais expostas aos olhos da mídia, com
episódios de suas vidas privadas estampadas nas capas dos tabloides. E virou
mesmo um tipo de novela. É uma faca de dois gumes, pois, quando alguém está o
tempo todo nos tabloides, o interesse pela novela cresce, mas sua reputação,
sua imagem, podem ser manchadas. O que eles têm feito, com exceção do
casamento, é transformar essa novela numa coisa muito sem graça, meio
monótona, tirando seu fascínio, pois a reação deles foi fazer o contrário.
De tanto tentar evitar escândalos como os dos anos 80 e 90, eles se tornaram e
  ntediantes.
Silio Boccanera — As pessoas não gostam muito de Charles... Elas respeitam e
gostam da rainha, mas a ideia de Charles se tornar rei pode afastar o povo da
Monarquia?
Graham Smith — Parte do apoio que a Monarquia tem está relacionada à rainha.
Ela reinou durante toda a transição para a sociedade moderna, de uma época em
que tínhamos muito mais respeito pela família real, em 1952, em que
questionávamos menos as coisas e as aceitávamos... O Reino Unido era o Reino
Unido, nada havia mudado, nós éramos daquele jeito, e assim ficamos. Então
passamos por um longo período de transição, para uma democracia muito mais
popular. Todos querem se pronunciar, querem ser ouvidos, querem discutir tudo e
querem ter escolhas. Acho que, como a rainha reina há tanto tempo, a maioria
das pessoas não lembra como era antes. Com isso, ela se tornou o fator-chave...
Silio Boccanera — Eles dizem: “Enquanto foi ela, tudo bem. Mas, se for o
Charles, eu não quero.â€
Graham Smith — Exato. Eles sentem um afeto pessoal por ela, e nunca viveram
nada diferente. Mas, assim que se fala em mudar o monarca, as dúvidas surgem.
Tanto a mudança da pessoa quanto as mudanças mais substanciais, ou a
discussão do funcionamento do sistema, tudo isso suscita várias dúvidas.
Quando o monarca está vivo, as pessoas não pensam nisso. As pessoas não
pensam duas vezes nisso, veem como parte da vida britânica. Basta começar a
falar criticamente do assunto para as opiniões começarem a variar bastante.
Silio Boccanera — Em termos de apoio do povo, ao menos no Reino Unido, as
últimas pesquisas da BBC, de uns anos atrás, mostram que 76% dos britânicos
querem manter a Monarquia. É um número bem alto.
Graham Smith — É uma grande maioria, sim. Cerca de 20% a 25% das pessoas
querem o fim da Monarquia. São milhões de pessoas. Somos um país populoso.
Mas não há um debate significativo de alto nível muito freqüente. Há
várias oportunidades para isso, e vamos promover um grande debate, para
aumentar esse apoio. Mas esses 76% têm uma opinião menos sólida do que se
pensa. A maioria das pessoas entrevistadas acha que não devemos gastar um
centavo com a Monarquia. Isso sugere que as pessoas passaram de um apoio
realmente ativo a algo do tipo: “Vamos manter a Monarquia, pois não faz muita
diferença para nós.â€
Silio Boccanera — Mas, quando você mostra os gastos...
Graham Smith — Exato.O que se tira disso é: “Não ligo para isso, então
por que acabar?†“Não ligo para isso, então por que devo sustentá-los?â€
Isso significa que grande parte – não todos os 76%, mas grande parte deles
– simplesmente não se interessa mais pela Monarquia, o que é uma grande
mudança do cenário de 20, 30 anos atrás. Isso nos dá chance de dizer por que
o tema é importante e por que devemos fazer algo a respeito. E são essas
pessoas que não ligam que nós queremos convencer de que é hora de mudar.
(Foto: Paulo Pimentel/Globo News)





[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2962 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Ter, 17 de Mai de 2011 5:00 pm
Assunto: Enc: Carta da Associação República e Laicidade às forças políticas concorrentes às eleições legislativas
gustavobiscaia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Repassando.

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em ter, 17/5/11, Associação República e Laicidade <geral@...>
escreveu:

De: Associação República e Laicidade <geral@...>
Assunto: Carta da  Associação República e Laicidade às forças políticas
concorrentes às eleições legislativas
Para: geral@...
Data: Terça-feira, 17 de Maio de 2011, 10:11


Caros senhores,
podem encontrar no endereço abaixo a carta enviada pela Associação
República e Laicidade às forças políticas concorrentes às eleições
legislativas.

http://www.laicidade.org/2011/05/17/carta-as-forcas-politicas-concorrentes-as-el\
eicoes-legislativas-de-5-de-junho-de-2011/

Melhores cumprimentos,
Ricardo Alves

Associação República e Laicidade
http://www.laicidade.org/

https://twitter.com/#!/laicidade/



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2963 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Sex, 10 de Jun de 2011 12:57 am
Assunto: Seminário Internacional sobre "O Estado Laico e a Liberdade Religiosa"
gustavobiscaia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Para quem tiver interesse:
http://cnj.jus.br/evento/eventos-novos/seminario-internacional-sobre-qo-estado-l\
aico-e-a-liberdade-religiosaq

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

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