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#2596 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 3 de Jun de 2009 7:21 pm
Assunto: Fwd: Nenhuma vergonha.
bonangelo
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Companheiros:

Eis o  -  Brasil de Todos  -  do Lula da Silva.
É de se rir de tanta corrupção. Desde cima.
Tem até  -  FUNDO SOBERANO -  mas o país NÃO TEM superavit! E credor em dolar,
mas muito muito muito mais devedor em  $$$REAIS, a moeda forte do país.   -- Só
debochando desses comunistas!
Mas há de se fazer fazer fazer a correção!




--- Em qua, 3/6/09, eleziel da silva duarte <eleduarte@...> escreveu:

> De: eleziel da silva duarte <eleduarte@...>
> Assunto: Fwd: vergonha
> Para: "aaaaaaaaaa alerta" <aaaaaaaaaaaaaa@...>
> Data: Quarta-feira, 3 de Junho de 2009, 10:41
>
>
>
>
>
>   
>
>
>
>
>
>
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> Atualizado em 23/05/2009
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> - Data de Lançamento: 06/01/09 06:09:00
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#2597 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 3 de Jun de 2009 7:30 pm
Assunto: Fw: Enc: Visita DO PAPA
bonangelo
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Companheiros:

Esse é o governo do Brasil:
Mais os muitos muitos PARTIDO DOS TRABALHADORES, PT-petelhos e assessores...
É muita gente...




--- Em ter, 2/6/09, CYBERBALL <cyrozucarino@...> escreveu:

> De: CYBERBALL <cyrozucarino@...>
> Assunto: Fw: Enc: Visita DO PAPA
> Para: "C Felicidade" <cyrozucarino@...>
> Data: Terça-feira, 2 de Junho de 2009, 22:15
> 
>
>
>
>
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>
>  
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>  
>  
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>
>
>
>
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>
>
>
>
>
>
>
>
>
> Parabéns ao
>                 autor !
>
>
>                 VISITA
> DO
>                 PAPA............
>                 Quando
> o
>                 *Papa João Paulo II* veio ao Brasil pela
> primeira vez,
>                 nós
> estávamos em transição do regime militar para a
>                 democracia. O
> presidente era João Batista de Oliveira
>                 Figueiredo.
>                 O Papa
>                 perguntou ao Presidente o motivo de ter
> tantos ministros,
>                 ao
> que obteve como resposta:
> - Santidade, Jesus não tinha
>                 12 apóstolos? Eu tenho 12
> ministros.
>                 Agora em 2009, quando o
> *Papa
>                 Bento XVI* chegar ao Brasil e perguntar
> ao Lula para que 36
>                 ministros, o molusco, certamente,
> responderá:
> -Veza bem,
>                 cumpanheiro santidade...Ali Babá não
> tinha 40 ladrões? Tô quase
>                 lá...
>
>
>                  
>
>
>
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#2598 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 3 de Jun de 2009 7:34 pm
Assunto: Enc: Manifestação de apoio ao juiz
bonangelo
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--- Em ter, 2/6/09, Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
escreveu:

> De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
> Assunto: Manifestação de apoio ao juiz
> Para: a@...
> Data: Terça-feira, 2 de Junho de 2009, 22:00
> Meus
> caros:
>
> Vejam o texto abaixo. Convidamos quem concordar com as
> idéias expostas a subscrever o documento, que será
> entregue na sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
>
> Gustavo.
>
> *   *   *
>
>
>
>
>
> MANIFESTAÇÃO DE APOIO AO
> MM. JUIZ
> Luís Zveiter, PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
> DO RIO DE JANEIRO
>
>   
>
> Considerando que, sob a égide do
> fundador da República
> Benjamin Constant Botelho de Magalhães, o Brasil possui
> desde 1890 um Estado
> laico e que essa laicidade foi reafirmada pela
> Constituição Federal de 1988, em
> seu artigo 19, inciso I;
>
> Considerando que a separação entre
> Igreja e Estado é o
> fundamento das liberdades públicas (políticas, civis e
> sociais), ao consagrar
> as liberdades de pensamento e de expressão e a
> possibilidade de fiscalização do
> Estado pela sociedade civil – ou seja, é o fundamento da
> República;
>
> Considerando que, apesar desses
> princípios políticos,
> filosóficos e jurídicos cotidianamente há violações
> dessa laicidade do Estado,
> em particular por meio da presença ostensiva de crucifixos
> em tribunais,
>
> Os
> positivistas abaixo-assinados vêm por meio desta
> congratular o Meritíssimo Juiz Luís Zveiter pela
> reafirmação da República e dos
> princípios republicanos no Brasil, ao retirar o crucifixo
> do plenário do
> Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
>
>   
>
> Rio de Janeiro, 27 de maio de
> 2009.
>
>   
>
> Condorcet Rezende – Advogado
>
> Ângelo Torres – Engenheiro
> Industrial aposentado
>
> Gualter Dulci – Psicólogo
>
> Gustavo Biscaia de Lacerda –
> Sociólogo da UFPR
>
> Hernani Gomes da Costa – Cidadão
> brasileiro
>
> João Carlos Silva Cardoso –
> Jornalista
>
> Leonardo Biscaia de Lacerda –
> Médico Perito do INSS
>
> Thereza Furtado Gomes – Cidadã
> brasileira
>
>   
>
>   
>
>
>
> "Cansamo-nos de agir
>  E até de pensar cansamos;
>  Só não cansamos de amar
>  E nem de dizer que amamos"
>
>   (Teixeira Mendes, a
> partir de Augusto Comte)   
> http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
> http://membres.lycos.fr/clotilde/
>
>
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#2599 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qui, 4 de Jun de 2009 4:15 pm
Assunto: 04 DE JUNHO: Os monastérios como refúgio de paz e de trabalho contra as perseguições: S. Bento no calendário histórico.
bonangelo
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04 DE JUNHO: Os monastérios como refúgio de paz e de trabalho contra as
perseguições: S. Bento no calendário histórico.

04 DE JUNHO.
Neste dia, no calendário cético humanista secular histórico de Augusto Comte,
no MÊS de São Paulo,
de 21 de maio a 17 de junho, o tipo humano homenageado é:

SÃO BENTO
São Benedito, Saint Benoit, Saint Benedict of Nursia
(nasceu no ano 480 da nossa era, em Nursia, Lombardia, Itália; morreu em 547,
em Abruzes, Itália)

FUNDADOR DAS ORDENS MONÁSTICAS NO OCIDENTE, EVANGELIZADOR DA EUROPA MEDIEVAL

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.
                                                                                                                   
Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião, crendo em seus
deuses infalíveis, jamais será imparcial. Do mesmo modo, no estudo e no
julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia
política e seu líder político, não poderá ser imparcial.
O pesquisador só pode fazer um estudo crítico imparcial da sociedade ou da
política se de fato for um pensador leigo, cético ou secular, emancipado de
preconceitos inverificáveis em religião e em política. Essa é a condição
prévia necessária para criar uma real Sociologia científica de previsão,
não apenas uma Sociologia descritiva. É necessário que observe a sociedade
com cuidado, mas não se posicione a favor ou contra as mais estranhas
instituições, cruéis agentes e sangrentos acontecimentos da História.
A vida dos monges católicos no ocidente foi gradualmente organizada e
disciplinada e tornou-se, através dos séculos, um instrumento fundamental na
política religiosa do catolicismo romano.
A separação da família e dos amigos que os monges sofrem, suas penitências,
sua abstinência, nos parecem, hoje, modos estranhos de vida. Mas em muitas
religiões, a vida reclusa foi aceita como afirmação de fé e como forma de
ensino.
Nas suas melhores épocas, os monastérios foram, na verdade, na Europa do
ocidente, moradas veneradas da piedade religiosa e da paz, do trabalho e da
ciência, da hospitalidade e da caridade. Eram lugares respeitados, construídos
no meio de guerras ferozes e cruéis. Foram os monges o refúgio contra as
perseguições e foram exemplos do trabalho voluntário e também o centro da
atividade das missões religiosas. Eles converteram ao catolicismo a Europa
ocidental. Mais tarde, eles serviram de escola para a educação do clero
secular, mantendo o celibato, que foi a condição vital da eficácia sacerdotal
no catolicismo. Nos espíritos de elite, produziam o sentimento meditativo, onde
tudo era consciência e ternura de sentimentos.
De todas as ordens monásticas, a ordem dos beneditinos era a mais numerosa e
cabe a São Benedito a honra de introduzir a regra dos monges na cristandade do
ocidente.
Bento nasceu de família nobre, em Nursia, ducado de Spolete, no reino dos
Lombardos, na Itália central. Era o tempo conturbado da queda do império
romano. Nos primeiros anos estudou em Roma. Retirou-se para viver em retiro numa
caverna perto de Subiaco, por 3 anos.
Com 30 anos foi nomeado abade do convento vizinho de Vicovaro, em torno do qual
ele fundou doze pequenas comunidades de monges. Depois, com seus jovens
discípulos São Mauro e São Plácido, se refugiou no monte Cassino, nos
Abruzzes. No local fez o monastério que se tornou o mais famoso de todos. Ali
ele compôs sua REGRA, que se difundiu logo dentro da igreja do ocidente e que
formou o tipo geral da disciplina monástica.
As condições exigidas nesse admirável monumento do espírito construtor do
catolicismo eram: 1. os votos perpétuos; 2. a obediência absoluta; 3. a
prática do trabalho.
“A preguiça é a inimiga da almaâ€, dizia São Bento.
O modo geral da REGRA de São Bento era sensato e, sobretudo, era afetuoso, como
mostram as palavras por que ela começa:
         “Empreste a orelha, meu filho, aos preceitos do mestreâ€.
São Bento morreu em 543 e seu túmulo ficou ao lado do túmulo de sua irmã
Santa Escolástica, uma freira, sob o grande altar do mosteiro de monte Cassino.
A grande fama de São Bento, cercando a sua memória de uma auréola, comprova a
beleza de sua alma e corresponde ao doce sentimento que seu nome inspira.
A vida dos conventos correspondeu a um grande reservatório da força moral na
primeira parte da Idade Média, capaz de manter a continuidade e o crescimento
do poder religioso do catolicismo.
Assim, a doutrina católica triunfante chegou a seu apogeu, dirigindo todas as
nações da Europa do ocidente. O continente unificado e em paz, foi o berço em
que se formou a civilização da Idade Média, fonte da sociedade mais adiantada
do mundo, tanto nos costumes, como na ciência e como na indústria. Vemos o
quanto devemos aos nossos antepassados, que são do nosso sangue, gente como a
gente. Apenas viveram eles muitos séculos antes, trabalhando embaixo das
maiores dificuldades.
Podemos ver, então, de onde viemos e para onde vamos.


AMANHÃ: São Bonifácio e seu apostolado na Europa.


©2009  Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America -
Phone. 55-21-9255-3145 bonangelo@...
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#2600 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sex, 5 de Jun de 2009 6:27 pm
Assunto: 05 DE JUNHO: O apostolado europeu de São Bonifácio no calendário.
bonangelo
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05 DE JUNHO: O apostolado europeu de São Bonifácio no calendário.

05 DE JUNHO Neste dia, no calendário humanista secular histórico, de Augusto
Comte, no MÊS de São Paulo,
de 21 de maio a 17 de junho, o tipo humano homenageado é:

SÃO BONIFÁCIO
Boniface Saint, Bonifatius em latim, Winfried, Wynfrid, Wynfrith
(nasceu cerca do ano 675, em Crediton, Devonshire, Inglaterra; morreu no ano
754, em Dokkum, Frisia, hoje nos Países Baixos)

MISSIONÁRIO E REFORMADOR CATÓLICO INGLÊS APÓSTOLO PARA A ALEMANHA

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião, crendo em seus
deuses infalíveis, jamais será imparcial. Do mesmo modo, no estudo e no
julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia
política e seu líder político, não poderá ser imparcial.
O pesquisador só pode fazer um estudo crítico imparcial da sociedade ou da
política se de fato for um pensador leigo, cético ou secular, emancipado de
preconceitos inverificáveis em religião e em política. Essa é a condição
prévia necessária para criar uma real Sociologia científica de previsão,
não apenas uma Sociologia descritiva. É necessário que observe a sociedade
com cuidado, mas não se posicione a favor ou contra as mais estranhas
instituições, cruéis agentes e sangrentos acontecimentos da História.
De grande valor foi o resultado do apostolado de São Bonifácio para a
colocação da Igreja Católica como poder educador, religioso e político na
Europa, para todos os seus povos e todas as suas nações.
Com o comando único do poder moral do papa é que foi possível a formação
homogênea, por igual em todas as nações, na Europa do ocidente, da nova
civilização medieval, criadora da progressista civilização moderna, como a
mais adiantada do mundo.
Bonifácio foi um missionário e reformador, importante na introdução do
catolicismo na Alemanha e na França. Ele unificou o trabalho missionário,
colocando o movimento debaixo do governo do papa. Teve grande influência no
progresso religioso, político e intelectual da Europa por muito tempo ao longo
da Idade Média.
Nasceu Bonifácio de uma família nobre em Crediton, em Devonshire, na
Inglaterra. Tornou-se monge beneditino em Exeter e depois em Nursling. Sua
missão entre os germânicos pagãos, como os Hessois, Turingianos e outros,
começou no ano 715, quando tinha 35 anos. Sua ação missionária durou 40
anos, até sua morte em 754, aos 75 anos.
O papa nomeou como Bispo Missionário em 723, aos seus 43 anos. E o papa trocou
o seu nome de Wynfried para o nome de Bonifácio. Entregou-lhe cartas de
apresentação a governantes como o rei dos francos, Charles Martel e a outros,
cuja proteção seria de importância para a sua tarefa de ensino e pregação.
Bonifácio organizou a igreja na Baviera, estabelecendo quatro bispados. Sua
pregação teve tão longo efeito político que o seu trabalho religioso
preparou o caminho para a final incorporação do país no Império Carolíngio.
Ele foi colocado como arcebispo de Mains em 751, aos 71 anos de idade. Contou
sempre com a colaboração de Charles Martel e fez a reforma do clero do
império franco. O valente idoso, aos 73 anos, no ano de 753 obteve a permissão
do papa para que deixasse o arcebispado para voltar ao trabalho missionário com
os bárbaros pagãos. Dois anos depois, sofreu o martírio, morrendo pelas mãos
de pagãos Frísios, que o mataram quando ele lia as Escrituras para seus
neófitos no domingo de Pentecostes.
Bonifácio tinha pedido que fosse enterrado em Fulda, no monastério que ele
tinha confiado a seu discípulo Sturmi, da Bavária.
Seu corpo jaz um magnificente sarcófago barroco.
A longa carreira missionária de São Bonifácio mostra duas características:
1. A sua submissão permanente ao papa. Ao receber sua nomeação como bispo,
ele prestou juramento de fidelidade à fé católica e ao papa “sobre o corpo
de São Pedro†em Roma. Depois do primeiro Concilio que ele reuniu na
Alemanha, enviou sua profissão de fé nos mesmos termos. Não era possível
submeter mais formalmente a nova Igreja e as novas nações cristãs à
autoridade pontifical.
2. As relações diplomáticas de Bonifácio com a Corte dos reis francos. Em
741 ele pediu, sem sucesso, a Charles Martel que ajudasse o papa contra os
Lombardos. Em 751, ele negociou, em Roma, a missão decisiva que teve por
resultado a consagração da dinastia Carlovíngia e a instituição do papado
como um poder internacional.
Bonifacio mostra os obstáculos vencidos por nossos antepassados para, pouco a
pouco, realizar o progresso da sociedade humana em sua prolongada escalada do
progresso. Podemos, então, ver de onde viemos e para onde vamos.


AMANHÃ: Santo Isidoro de Sevilha


©2009  Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America -
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#2601 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sáb, 6 de Jun de 2009 6:50 pm
Assunto: 06 DE JUNHO: Santo Isidoro de Sevilha no calendário histórico.
bonangelo
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06 DE JUNHO: Santo Isidoro de Sevilha no calendário histórico.

06 DE JUNHO
Neste dia, no calendário humanista secular histórico, no MÊS de São Paulo,
de 21 de maio a 17 de junho, o tipo humano homenageado é:

SANTO ISIDORO DE SEVILHA
Saint Isidore-de-Seville, Isidore of Seville, Saint
Isidorus Hispalensis em latim
(nasceu cerca do ano 560, em Sevilha, Espanha; morreu no ano 636 da nossa era,
em Sevilha)

TEÓLOGO ESPANHOL DOUTOR DA IGREJA CATÓLICA NOTÁVEL ENCICLOPEDISTA

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião, crendo em seus
deuses infalíveis, jamais será imparcial. Do mesmo modo, no estudo e no
julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia
política e seu líder político, não poderá ser imparcial.
O pesquisador só pode fazer um estudo crítico imparcial da sociedade ou da
política se de fato for um pensador leigo, cético ou secular, emancipado de
preconceitos inverificáveis em religião e em política. Essa é a condição
prévia necessária para criar uma real Sociologia científica de previsão,
não apenas uma Sociologia descritiva. É necessário que observe a sociedade
com cuidado, mas não se posicione a favor ou contra as mais estranhas
instituições, cruéis agentes e sangrentos acontecimentos da História.
Isidoro viveu dentro do período em que não havia um Imperador no ocidente, em
Roma. Pouco se sabe desse período, em que houve freqüentes conflitos armados e
uma quase total extinção da vida nas cidades. Por isso e pela rejeição da
cultura do passado greco-romano, por vezes, essa era foi chamada de Dark Age,
Idade da Escuridão. Ou Noite de 1000 anos, para indicar toda a Idade Média.
Mas hoje esse nome não é mais usado pelos historiadores, por implicar um
incorreto julgamento negativo do período.
No entanto, sabemos que a Idade Média, com sua religião, com seus padres,
formou a base das transformações que se sucederam. Seus herdeiros, os antigos
humanistas, admiradores da cultura da Grécia e de Roma, foram ingratos ao
julgar o valor da época medieval, assim como os cristãos não foram
agradecidos aos imensos serviços do império romano,seus predecessores, que
prepararam seu sucesso.
Isidoro nasceu em Sevilha, na Espanha, cerca do ano de 560. Foi educado por seu
irmão mais velho, Leandro, depois São Leandro. Estudou com os monges, sob
orientação de seu irmão.
Leandro era ainda um jovem quando ocorreu de forma oficial a importante
conversão dos Visigodos do arianismo para a doutrina da Santíssima Trindade da
Igreja Católica. O arianismo negava a divindade de Cristo, sendo uma heresia
muito difundida, que causou grandes conflitos e divisões entre os cristãos.
A conversão dos Visigodos foi anunciada no terceiro concilio de Toledo, em 589,
convocado pelo jovem rei Recarede, sob a presidência de Leandro, bispo
metropolitano de Sevilha, como representante do papa. Sábio beneditino,
Leandro, por vezes tido como o Apostolo da Espanha, era amigo particular do papa
São Gregório.
A família de Isidoro era bem colocada e a maior parte de seus membros era
devotada à Igreja. Ele recebeu uma educação rígida sob os cuidados de
Leandro e se tornou beneditino. Com a morte de seu irmão, em 601, com 41 anos,
o substituiu como bispo de Sevilha, até morrer em 636, aoa 76 anos de idade.
Isidoro foi um bom pastor. Seus serviços para facilitar o progresso da missão
e para o desenvolvimento de sua organização, na disciplina e no ritual da
Igreja e sobretudo na regulamentação dos monastérios, bem como para cooperar
na legislação secular, foram profundamente elogiados . O oitavo Concilio de
Toledo, havido 14 anos depois de sua morte, o qualificou como: “excelente
doutor, do mais sábio, veio para iluminar os tempos posteriores, e cujo nome
será sempre veneradoâ€. Dante o coloca na esfera do sol, onde reside a
Sabedoria.
As obras escritas por Isidoro atestam seus conhecimentos enciclopédicos
extraordinários. Seus tratados teológicos abrangem leis, história, línguas e
a filosofia natural.
Com Isidoro vemos como o catolicismo forneceu o ensino a todas as classes
sociais, por meio do seu ensino religioso. Atesta esse doutor da Igreja a
transmissão da cultura dentro do sacerdócio católico, que sempre evitou a
hereditariedade em seus quadros, acolhendo seus membros das mais diversas
classes sociais, não deixando haver a formação de castas como ocorria na
Teocracia.
As dificuldades eram enormes, mas os seus feitos foram sábios e heróicos.


AMANHÃ: Lanfranc reorganizador da Igreja Católica da Inglaterra.


©2009  Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America -
Phone. 55-21-9255-3145 bonangelo@...
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#2602 De: bonangelo@...
Data: Qui, 11 de Jun de 2009 11:15 pm
Assunto: AUTORITÁRIO O “POSITIVISMO†DE AUGUSTO COMTE.
bonangelo
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--- Em qui, 11/6/09, Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@gmail. com> escreveu:

De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@gmail. com>
Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] LAFAIETE NEVES E O “POSITIVISMOâ€
AUTORITÁRIO
Para: gustavobiscaia@ yahoo.com. br
Data: Quinta-feira, 11 de Junho de 2009, 17:16

Em Curitiba, PR, Brasil, South America

Causa profunda estranheza a referência do Professor Lafaiete Neves (no artigo A
crise da democracia, publicado na Gazeta do Povo, jornal na cidade de Curitiba,
Estado do Paraná, de 9.6.2009), que, ao defender “mais democracia†no
Brasil, atribui ao Positivismo, ao “Ordem e Progresso†da bandeira nacional,
a influência sobre os militares do regime de 1964-1985.
O Profº Lafaiete afirma e sugere que o Positivismo foi uma espécie de
justificativa teórica para as violências perpetradas pelos militares. O
estranho é que o Prof° Lafaiete, sendo marxista, deveria ser conhecedor da
história – mas sua afirmação revela não apenas ignorância teórica (sobre
o Positivismo) e histórica (sobre a ação do Positivismo no Brasil) como
também má-fé, ao repetir preconceitos largamente difundidos tanto pela
esquerda (marxista) como pela direita (católica e liberal).
Em termos teóricos, o Positivismo é radicalmente a favor das liberdades de
pensamento, de expressão e de associação; qualquer tentativa de diminuir
essas liberdades é uma forma ilegítima de governo. Isso é tão verdadeiro que
houve quem dissesse que o Positivismo é “perigosoâ€, pois “excessivamente
libertárioâ€. Nada disso é invenção ou questão de “interpretaçãoâ€:
são comentários literais, legíveis ipsis literis na obra de Augusto Comte (em
particular no Sistema de política positiva).
Em termos históricos o Profº Lafaiete não está menos mal-informado. Os
positivistas no Brasil sempre foram defensores aguerridos das liberdades,
começando pela separação entre Igreja e Estado, passando pela proteção aos
índios e pela legislação social (incluindo aí o direito de greve, em uma
época em que isso era proibido e “subversivoâ€) e chegando mesmo a defender
a legalização do Partido Comunista na época em que ele estava na ilegalidade
(1947 e 1979).
Os militares do regime de 1964 foram criados na reforma curricular militar dos
anos 1920. Essa reforma visava à “profissionalizaçãoâ€, em moldes alemães
e contra a tradição anterior. Essa tradição anterior era a do positivista
Benjamin Constant, que preconizava exércitos para a paz. Pois bem: as
gerações militares formadas a partir dos anos 1920 tornaram-se inimigas do
Positivismo, aproximaram- se da Igreja Católica, do fascismo, do autoritarismo
e, não por acaso, apoiaram os golpes de Estado de 1937 e de 1964: esses foram
os perfis de Góes Monteiro e de Olympio Mourão Filho, além de inúmeros
outros. Mas talvez o Profº Lafaiete devesse conhecer a história do General
Peri Bevilácqua, neto de Benjamin Constant e positivista como o avô, que no
Superior Tribunal Militar no final da década de 1960 bateu-se com força contra
as arbitrariedades e as violências do regime – e que, por isso, foi
reformado.
Nada do que comentei acima é novidade: as fontes de pesquisa são públicas e
acessíveis a todos; apesar disso, o Prof° Lafaiete prefere defender “mais
democracia†a partir de preconceitos e de desinformação. Isso sim é
preocupante.


--
Postado por Gustavo Biscaia de Lacerda no Filosofia Social e Positivismo em
6/11/2009 05:13:00 PM



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#2603 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qui, 11 de Jun de 2009 10:02 pm
Assunto: 11 DE JUNHO: S. Francisco Xavier recuperando o papa das perdas com a secularização no calendário.
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11 DE JUNHO: S. Francisco Xavier recuperando o papa das perdas com a
secularização no calendário.

11 DE JUNHO Neste dia, no calendário humanista secular histórico de Auguste
Comte, no MÊS de São Paulo, de 21 de maio a 17 de junho, na semana de 11 a 17
de junho presidida por Bossuet, o tipo humano homenageado é:

SÃO FRANCISCO XAVIER
San Francisco Javier, Xavier, San François Xavier, Xavier Saint Francis
(nasceu em 1506 no Castelo Xavier, em Navarro, Espanha ; morreu em 1552, na ilha
de San Chan, em Cantão, na China)

MISSIONÁRIO MODERNO, JESUÍTA ESPANHOL CHAMADO O APÓSTOLO DAS ÍNDIAS

Maiores figuras humanas na época de proteção da moralidade
no declínio do papado preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião, crendo em seus
deuses infalíveis, jamais será imparcial. Do mesmo modo, no estudo e no
julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia
política e seu líder político, não poderá ser imparcial.
Na historia da evolução da sociedade, nossa homenagem é para os grandes
benfeitores que colaboraram para a defesa da doutrina católica da Idade Média,
ameaçada por conflitos internos a partir de 1300. O agravamento da situação
motivou o fim do poder político do papa e a secularização, levando, mais
tarde, á revolta de Lutero, dividindo o poder religioso com os protestantes no
norte da Europa. Lembramos os trabalhos da tentativa de recuperação católica,
para evitar uma derrota total.
Francisco nasceu em 1506, no Castelo Javier, em Navarra, norte da Espanha.
Estudou por anos na Universidade de Paris onde se graduou e foi nomeado
professor de filosofia aristotélica. Nessa posição, ao meio da primeira
manifestação da heresia protestante, ele tornou-se discípulo de Inácio de
Loyola e foi um dos dez jovens que, no dia de Assunção, em 1534, com 28 anos,
na cripta de Montmartre, se consagraram à Virgem e se votaram à defesa do
papado.
Reunindo com seus irmãos na Itália, Francisco tomou a ordenação como padre e
atuou em Veneza, Bolonha e em Roma. Inácio o escolheu para ir para a Índia
como missionário, debaixo da proteção especial de D. João III, rei de
Portugal. Viajou levando cartas de apresentação do rei e do papa, com o
título de representante pontifical. Fazendo parte da Sociedade de Jesus,
embarcou em Lisboa com o governador das Índias e em 1542, com 36 anos, chegou a
Goa. Era a cidade de Goa a capital religiosa e política do império português
no Oriente.
Francisco Xavier passou os dez últimos anos de sua vida, até 1552, como
principal missionário, enfrentando os trabalhos, as dificuldades e os perigos
inerentes à sua função em Goa, na costa do sul da Índia, em Málaca, nas
ilhas das especiarias e no Japão onde ficou dois anos, de 1549 a 1551. Ele
estava tomado pelo desejo de estender a conquista espiritual aos povos
civilizados, e em 1552, com 46 anos, decidiu entrar na China, que, então não
permitia os estrangeiros.
Ele concebeu o plano de entrar com uma embaixada do rei de Portugal, mas foi
impedido pela ação arbitraria do capitão português em Malaca. Formou então
o projeto perigoso de entrar secretamente acompanhado apenas de um ajudante. Mas
ficou com febre alta e morreu na ilha de San Chan, na embocadura do rio de
Cantão.
Seu corpo, enviado a Málaca, depois a Goa, foi depositado na igreja de São
Paulo, em 1554. Sua carreira tão heróica e feita em terras tão longínquas
deu ocasião a que se formassem com facilidade muitos milagres. Por seu trabalho
missionário, por sua coragem, por seus milagres, foi canonizado em 1622.
O esforço de Francisco Xavier fez parte do projeto de Inácio de Loyola, de
recuperar o papado das perdas sofridas com a secularização e com a
instalação do protestantismo. Inácio fundou a Sociedade de Jesus, conhecida
como a Ordem dos Jesuítas, para salvação da Igreja Católica da ameaça de
decadência.
Ele construiu uma obra que serve de exemplo como trabalho de apóstolo
católico. Era um homem de notável energia e grande habilidade organizacional,
colocado entre os grandes missionários de todos os tempos. Foi declarado como
patrono das Índias e patrono das missões.
Sua elevação e seu bom caráter são revelados em suas notáveis cartas a seus
colegas e a seus subordinados, “ao pai Inácioâ€, à Sociedade de Jesus em
Roma e ao rei de Portugal.
As cartas de Francisco Xavier manifestam o objetivo e os meios do empreendimento
dos jesuítas, da Sociedade de Jesus. Que era de reconhecer a autoridade
católica do papa e realizar sua esperança de império universal, em todos os
povos, todos os paises. Esse era seu objetivo. Quanto a seus meios, consistiam
no devotamento absoluto e a perfeita disciplina da Ordem dos Jesuítas; a livre
relação com todas as classes e todas as condições; a adaptação aos
recursos intelectuais modernos; a obediência às autoridades; enfim, em resumo,
o emprego das armas e dos meios seculares, não religiosos.

AMANHÃ: S.Carlos Borromeu e a defesa do papa contra a Reforma Protestante.

©2009  Ângelo Torres,
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#2604 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sex, 12 de Jun de 2009 12:59 pm
Assunto: 12 DE JUNHO: S.Carlos Borromeu e a defesa do papa contra a Reforma Protestante no calendário.
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12 DE JUNHO: S.Carlos Borromeu e a defesa do papa contra a Reforma Protestante
no calendário.

12 DE JUNHO Neste dia, no calendário cético humanista secular histórico de
Augusto Comte, no MÊS de São Paulo, de 21 de maio a 17 de junho, na semana de
11 a 17 de junho presidida por Bossuet, o tipo humano homenageado é:

SÃO CARLOS BORROMEU
San Carlo Borromeo; Saint Charles Borromée; Borromeo, Saint Charles
(nasceu em 1538, em Arona, Milão; morreu em 1584, em Milão, Itália)

ARCEBISPO REFORMADOR DOS MAIS IMPORTANTES NA CONTRA-REFORMA PELA DIPLOMACIA E
ADMINISTRAÇÃO

Maiores figuras humanas na época de proteção da moralidade
no declínio do papado preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião, crendo em seus
deuses infalíveis, jamais será imparcial. Do mesmo modo, no estudo e no
julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia
política e seu líder político, não poderá ser imparcial.
Lembrando os trabalhos realizados pelos antigos, podemos avaliar suas dúvidas e
seus desejos. Podemos sentir como se comportaram naquele ponto da evolução da
sociedade. Vemos claramente, que, se fossemos nós, lá, naquela época,
faríamos o mesmo, ou, talvez, fôssemos até menos capazes do que foram esses
nossos antepassados.
São Carlos Borromeu é o representante dos melhores religiosos católicos que
se propuseram a defender a Igreja Católica contra a revolução demolidora e
contra a reforma protestante.
Não agiram esses prelados como criadores de teorias originais, mas como
divulgadores da doutrina já estabelecida. Não agiram como diretores de ação,
mas sim como padres, sacerdotes dedicados à Igreja, profundamente compenetrados
de seu ofício de pastores de almas e dotados de um zelo constante pelo povo,
pelo seu povo.
Em outras palavras, protegeram a religião pelo aperfeiçoamento das escolas,
dos seminários, dos templos. Reformaram o ensino, ajustaram a disciplina,
retificando os desvios tanto do clero como do povo.
CARLOS BORROMEU nasceu em 1538, em Arona, Milão. Recebeu o doutorado em lei
civil e canônica na Universidade de Pávia em 1559. No ano seguinte, com 22
anos, foi nomeado como cardeal e arcebispo de Milão por seu tio, o papa Pio IV.
Esse posto o colocou como secretario de estado de Pio IV. Mostrou-se devotado à
religião, humilde e dedicado ao povo.
Durante sua administração, com habilidade, participou no Concilio de Trento,
em 1563. Começou a composição do catecismo de Trento, vários seminários se
estabeleceram, o missal romano e o breviário foram reeditados. E entre outras
atividades, convém notar que Carlos Borromeu protegeu o grande músico
Palestrina.
Com a morte do papa Pio IV, seu tio, Borromeu renunciou ao seu cargo na corte
papal em Roma e voltou para Milão. No resto de sua vida deu um nobre exemplo de
virtude no cargo de arcebispo de Milão. Ele visitava pessoalmente com
freqüência as partes montanhosas, de difícil acesso em sua diocese e
restabeleceu a disciplina no clero e nas ordens religiosas. Seu rigor criou
oposição do governador e dos nobres, que chegaram a tramar para assassiná-lo
em sua própria capela.
Borromeu restaurou igrejas e construiu conventos, colocou os jesuítas no
ensino, deu esplendor ao culto e fez esmolas vultosas. Quando a cidade foi
assolada pela peste, permaneceu em meio do povo e preparou o socorro aos
doentes.
Ele morreu em 1584, sendo enterrado na catedral de Milão, num túmulo de prata
e de cristal transparente, onde seus restos, ainda visíveis, são motivo de
peregrinação e de culto. Foi canonizado em 1610.
Borromeu se mostrou constante adepto particular da divisa de sua família, a
HUMILDADE:
                 “HUMILITASâ€.


AMANHÃ: Apagar o fogo no inferno e incendiar o céu: Santa Tereza de Ávila.

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#2605 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sáb, 13 de Jun de 2009 9:28 pm
Assunto: 13 DE JUNHO: Apagar o fogo no inferno e incendiar o céu: Santa Tereza de Ávila no calendário histórico.
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13 DE JUNHO: Apagar o fogo no inferno e incendiar o céu: Santa Tereza de Ávila
no calendário histórico.

13 DE JUNHO
Neste dia, no calendário cético humanista secular histórico de Augusto Comte,
no MÊS de São Paulo, de 21 de maio a 17 de junho,
na semana de 11 a 17 de junho presidida por Bossuet, o tipo humano homenageado
é:

SANTA TERESA DE ÁVILA
Teresa de Cepeda y Ahumada; Santa Teresa de Jesus; Sainte Thèrèse, Teresa of
Ávila, Saint
(nasceu em 1515, em Ávila, Castela, Espanha; morreu em 1582, em Alba de Tormes,
Espanha)

FREIRA ESPANHOLA AUTORA DE CLÁSSICOS RELIGIOSOS, PRIMEIRA DOUTORA DA IGREJA
CATÓLICA

Maiores figuras humanas na época de proteção da moralidade
no declínio do papado preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião, crendo em seus
deuses infalíveis, jamais será imparcial. Do mesmo modo, no estudo e no
julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia
política e seu líder político, não poderá ser imparcial.
O pesquisador só pode fazer um estudo crítico imparcial da sociedade ou da
política se de fato for um pensador leigo, cético ou secular, emancipado de
preconceitos inverificáveis em religião e em política. Essa é a condição
prévia necessária para criar uma real Sociologia científica de previsão,
não apenas uma Sociologia descritiva. É necessário que observe a sociedade
com cuidado, mas não se posicione a favor ou contra as mais estranhas
instituições, cruéis agentes e sangrentos acontecimentos da História.
Teresa, padroeira da Espanha, nasceu em 1515, seus pais sendo religiosos nobres
que vivam em Ávila, em meio das montanhas da antiga província de Castela. Logo
ela mostrou uma grande imaginação que alimentava com a leitura de romances da
cavalaria. Ainda era criança quando desejava ir com seu irmão encontrar o
martírio nas conquistas contra os mouros em Espanha.
Aos 15 anos foi estudar no convento agostiniano de Nossa Senhora das Graças em
Ávila. Em 1533, aos 18 anos, contra a vontade de seu pai, ela se tornou freira
no convento das Carmelitas da Encarnação, fora da cidade. Nesse convento ficou
vários anos, desenvolvendo sua exaltação por preces mentais que lhe deram
visões em êxtase do amor divino, o que lhe valeu aos poucos a fama de santa.
Em 1562, aos 47 anos, Teresa obteve um breve do papa que a autorizava a fundar
um convento em Ávila, com liberdade de seguir os estatutos originais da ordem
carmelita, no lugar das regras modernas e mais atenuadas. Ela se tornou a
abadessa e instituiu uma disciplina mais severa.
Teresa se tornou missionária e nessa carreira seu grande espírito e seu gênio
prático se manifestaram com grande energia. Ela fundou em várias cidades da
Espanha 17 conventos de Carmelitas Descalças e ainda 14 casas de freiras
carmelitas reformadas. Para tanto, ela suportou ataques a que enfrentou com
coragem. Essas instituições se multiplicaram rapidamente depois de sua morte.
Ela morreu aos 67 anos, em Alba, onde foi enterrada. Seus restos, que tinham
sido levados para a igreja de São José em Ávila, foram trazidos de volta a
seu antigo lugar por ordem pontifical, a pedido do duque de Alba. Foi canonizada
por Gregório XV, em 1622.
A devoção a Santa Teresa comemora a doutrina celeste da santa e o ardor de seu
zelo piedoso. Para ela, a religiosa era uma mulher inspirada que tinha por
destino a consagração de seu próprio espírito   “fazendo um jardim para
agradar a Deus†  e se comunicando face a face com o redentor divino e humano,
em    “sua muito santa Humanidadeâ€.
Teresa dizia desejar apagar o fogo no inferno, e incendiar o céu, para que os
homens amassem a Deus só por puro amor, sem ambição por vantagens egoístas.
O misticismo de grande ternura fez criar nela um espírito justo e um caráter
nobre e humano que ela colocou numa linguagem apropriada. Entre suas muitas
obras, o principal escrito da santa é sua VIDA, composta por ordem de seu
diretor espiritual.
Na sua autobiografia ela define a prece como um dom do próprio Deus, que torna
o Cristo visível ao espírito. Ela expõe os graus da adoração interior,
subjetiva. Em primeiro lugar a prece é de calma, em seguida é da união, e
depois a êxtase irresistível.
As obras de ardente entusiasmo de Santa Teresa têm relação com o conhecimento
da natureza moral do homem como aquele saber que se encontra no tratado da
IMITAÇÃO DE CRISTO de Tomas de Kempis. Ressalta esse parentesco a fonte
original da cultura religiosa que é a doutrina universal do Catolicismo.
Santa Teresa prestou uma poderosa e terna assistência à Igreja Católica numa
época de crescente revolução moral e intelectual que se seguiu ao apogeu do
cristianismo da Idade Média.
Ela foi uma genial organizadora dotada de bom senso, tato, inteligência,
coragem e bom humor, ao lado de uma rara profundidade espiritual. Purificou a
vida religiosa num período em que o protestantismo ganhava terreno na Europa.
Foi um revigoramento feito pelo próprio catolicismo para enfrentar os perigosos
tempos de revolução.


AMANHÃ: As muitas associações de caridade de S.Vicente de Paula.


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#2606 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Dom, 14 de Jun de 2009 5:03 pm
Assunto: 14 DE JUNHO: As muitas associações de caridade de S.Vicente de Paula no calendário.
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14 DE JUNHO: As muitas associações de caridade de S.Vicente de Paula no
calendário.

14 DE JUNHO
Neste dia, no calendário cético humanista secular histórico de Augusto Comte,
no MÊS de São Paulo, de 21 de maio a 17 de junho,
na semana de 11 a 17 de junho presidida por Bossuet, o tipo humano homenageado
é:

SÃO VICENTE DE PAULA
Vincent de Paul, Saint
(nasceu em 1581, em Ranquines, na França; morreu em 1660, em Paris)

CONSAGRADO SACERDOTE FRANCÊS FUNDADOR DA ORDEM DOS PADRES LAZARISTAS

Maiores figuras humanas na época de proteção da moralidade
no declínio do papado preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

O pesquisador só pode fazer um estudo crítico imparcial da sociedade ou da
política se de fato for um pensador leigo, cético ou secular, emancipado de
preconceitos inverificáveis em religião e em política. Essa é a condição
prévia necessária para criar uma real Sociologia científica de previsão,
não apenas uma Sociologia descritiva. É necessário que observe a sociedade
com cuidado, mas não se posicione a favor ou contra as mais estranhas
instituições, cruéis agentes e sangrentos acontecimentos da História.
Vicente nasceu perto dos Pirineus, em Ranquines, agora no departamento de
Landes. Na sua infância cuidava do gado de seu pai. Com uma vocação dirigida
para a religiosidade, ele estudou num convento dos Cordeliers em Dax. Depois foi
para a universidade de Toulouse, onde começou a vida ensinando. Foi ordenado
padre em 1600, aos 19 anos de idade.
Em 1605, aos 24 anos, atravessando o golfo de Lion, foi aprisionado por piratas
da Tunísia que o venderam e revenderam como escravo. Ele deveu sua liberdade
pela grande impressão que fez sobre a esposa de seu dono pelo espetáculo de
sua fé cristã, e por meio dela, sobre seu próprio dono, que era um cristão
renegado. Eles fugiram juntos para a França, em 1607. Chegando a Avignon, o
renegado foi solenemente readmitido à Igreja. O vice-legado do papa que
realizou a cerimônia levou Vicente a Roma, onde ficou por um ano. De Roma,
Vicente foi reenviado à França pelo embaixador francês, com uma mensagem
confidencial para o rei Henrique IV.
Vicente, então com 28 anos, e começou sua longa carreira de caridade, que
valeu a seu nome a celebridade e a simpatia. Entre seus principais protetores
estavam o conde de Joigny e sua esposa, em casa de quem ele viveu por vários
anos, como preceptor dos seus filhos. Ele foi também ajudado e honrado por
Richelieu, por Francisco de Sales, pelo rei Luiz XIV e por muitas outras
personagens.
Os fatos principais da vida de São Vicente são os trabalhos dedicados à
coleta de esmolas para as galés, às fundações de muitas das associações de
caridade, tais como as Confrarias de Caridade, a Congregação das Missões, as
Irmãs de Caridade e de muitos hospitais de Paris.
As Confrarias de Caridade eram associações de senhoras leigas que faziam
visitas, alimentavam e cuidavam da saúde, como enfermeiras, dos doentes pobres.
A ajuda em dinheiro dessas senhoras, muitas de família nobre, ajudaram a
Vicente fazer a organização das ordens e dos hospitais.
Junto com Santa Luiza de Marillac ele fundou as Irmãs de Caridade de S. Vicente
de Paula, uma associação similar às Confrarias de Caridade.
A Congregação das Missões era uma sociedade católica romana de padres e de
irmãos, com o propósito de pregar a religião para o povo pobre do interior e,
também, para educar os jovens em seminários para a entrada no sacerdócio. Os
padres passaram a ser chamados de Lazaristas porque sua sede ficou no antigo
priorado de S. Lázaro em Paris.
Nessa atividade e de outras mais desse gênero, Vicente mostrou não somente um
ardor raro de amor e de piedade para seus semelhantes e o zelo mais puro pela
virtude, em especial uma habilidade particular para obter dos outros ajuda para
começar e para completar com alegria o que ele tinha começado.
Vicente tinha em vista, ao mesmo tempo, o bem físico e moral do homem. Em
política religiosa da Igreja ele foi conservador. Quando a rainha regente o
nomeou presidente de seu conselho de consciência, ele tomou acaloradamente o
partido dos Jesuítas contra os hereges Jansenistas, que negavam o
livre-arbítrio.
Ele morreu aos 79 anos, em 1660 na casa de São Lázaro em Paris e foi enterrado
na igreja com muitas honras fúnebres. Ele é homenageado como fundador da ordem
dos Lazaristas e de tantas outras obras, e foi mais tarde canonizado.


AMANHÃ: Bourdaloue o rei dos pregadores religiosos.

©2009  Ângelo Torres,
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#2607 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Seg, 15 de Jun de 2009 12:49 pm
Assunto: Enc: A Concordata, ou piorando o péssimo
gustavobiscaia
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Meus caros:

Lendo o voto do relator da concordata, "aprendemos" que o Estado brasileiro tem
que ter religião - de preferência, é claro, a católica.

Esse é um retrocesso atroz! A concordata foi feita sob medida para abolir o
Estado laico brasileiro; como dizem vários pesquisadores e militantes (vejam
aqui), a imprensa não fala nada e a igreja católica, por meio da CNBB e do
Vaticano, faz pressão contínua para voltarmos à Idade Média e ao Império
escravocrata brasileiro.

Não à concordata!

Gustavo.

http://atea.org.br/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=27&I\
temid=99

Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em seg, 15/6/09, Gustavo Biscaia de Lacerda <mensagensgbl@...>
escreveu:
Assunto: Enc: [secularismo] A Concordata, ou piorando o péssimo
Data: Segunda-feira, 15 de Junho de 2009, 9:41
--- Em sáb, 13/6/09, Daniel Sottomaior <cetico@...> escreveu:

De: Daniel Sottomaior <cetico@...>
Assunto: [secularismo] A Concordata, ou piorando o péssimo
Para: secularismo@yahoogroups.com
Data: Sábado, 13 de Junho de 2009, 13:31

















       Os nobres religiosos do país conseguiram piorar significativamente o que
era péssimo. Como a aprovação da concordata enfrentava resistência,
especialmente da bancada evangélica, formou-se um "acordão" para aprovar o
acordo em troca da extensão dos mesmos privilégios para todas as religiões. Em
outras palavras, o que eles estão fazendo é um grande trem da alegria das
religiões, que se tornará realidade através da regulamentação dos artigos 5o e
210 da Constituição Federal.



A pressão da igreja católica conseguiu suprimir a necessidade de parecer de
diversas outras comissões, incluindo a Comissão de Constituição e Justiça, que
teria o dever de apontar a inconstitucionalida de do projeto. Assim, a proposta
seguirá diretamente para votação, e corre ainda o risco de ser aprovada não no
plenário, mas por acordo de lideranças. O parecer do relator, dep. Bonifácio
Andrada, é um primor de apologia ao jugo da religião sobre o Estado. É claro que
esse foi o motivo pelo qual ele foi escolhido para o posto. Só leia se você
tiver estômago bem forte.



O único grupo que não será contemplado com essa festival de privilégios é o de
indivíduos sem religião, que compõe cerca de 15 milhões de brasileiros. Enquanto
isso, a mídia se recusa terminantemente a pautar o assunto. Não por acaso, essa
notícia não apareceu em nenhum jornal, em nenhum blog. Os leitores desta coluna
recebem a notícia em primeira mão, e podem se preparar para um retrocesso ao
século dezenove em termos de laicidade. A Atea se prova mais necessária do que
nunca, e irá precisar muito do seu apoio.



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#2608 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Ter, 16 de Jun de 2009 8:04 pm
Assunto: 16 DE JUNHO: Pennsilvânia, o projeto de William Penn no calendário histórico.
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16 DE JUNHO: Pennsilvânia, o projeto de William Penn no calendário histórico.

16 DE JUNHO
Neste dia, no calendário humanista secular histórico de Auguste Comte, no MÊS
de São Paulo, de 21 de maio a 17 de junho,
na semana de 11 a 17 de junho presidida por Bossuet, o tipo humano homenageado
é:

WILLIAM PENN
(nasceu em 1644, em Londres; morreu em 1718, em Buckinghamshire, Inglaterra)

LÍDER QUAKER INGLÊS FUNDADOR DA COLÔNIA DA PENNSYLVÂNIA NA AMÉRICA DO NORTE

Maiores figuras humanas na época de proteção da moralidade
no declínio do papado preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

Os Quakers ingleses, reunidos na “Sociedade dos Amigosâ€, formaram uma seita
protestante que pregava a paz e a tolerância. O protestantismo também
apresentou, mais tarde, grandes nomes no pensamento sistemático, como Bacon e
Hobbes, e grandes estadistas como Guilherme-o-Taciturno e Cromwell.
Os Quakers ingleses confiavam na “luz interiorâ€, para eles representando a
emoção e a razão, pelo Espírito Santo. Proclamavam uma sociedade cristã e
uma paz universal, com uma universal tolerância e dever fraterno para todos.
Entre seus heróis, encontra-se William Penn.
William nasceu em 14 de outubro de 1644 em Londres. Era o filho mais velho, o
primogênito, do famoso almirante Sir William Penn, que serviu no governo de
Cromwell e de Charles II. Foi expulso da Universidade de Oxford como
não-conformista. Então o jovem Penn foi mandado viajar. Na volta, serviu na
frota de navios de seu pai, e no exército, na Irlanda, com o duque de Ormond.
Manteve contato com o pregador Quaker que conheceu em Oxford, quando
converteu-se à seita da Sociedade dos Amigos.
Ele tornou-se então orador, secretário e missionário corajoso pela causa
Quaker, tanto na Inglaterra como na Alemanha. Por duas vezes, no início de seu
trabalho sofreu prisão por longo tempo devido a sua fé.
O seu julgamento em 1670, quando tinha 26 anos, ficou célebre na historia
constitucional da Inglaterra por ter resultado no estabelecimento da imunidade
dos jurados. Durante o governo de dois reis, conseguiu colocar sua pouca
influência para generosamente socorrer seus irmãos na fé, então perseguidos.
William conseguiu, na vida, conciliar uma estranha mas íntima combinação. Ele
foi, ao mesmo tempo, um Quaker e um participante habilidoso da corte real. Ele
era fiel e zeloso, muitas vezes vítima de suas opiniões religiosas como Quaker
e, ao mesmo tempo, era um homem de negócios integrado na corte do rei, membro
da Sociedade Real. Conseguia ser amigo influente de grandes personalidades de
dentro e de fora do governo. Chegou mesmo a ser confidente do rei católico
Jacques II.
A posição pouco comum de William Penn permitiu que prestasse à sua Sociedade
dos Amigos um grande serviço. O novo mundo, a América, era, já, o abrigo de
um grande número de Quakers ingleses, holandeses, suecos e alemães.
A coroa inglesa devia a seu pai uma considerável soma em dinheiro. Penn recebeu
o direito a essa dívida por herança. Ele requereu para que o rei da Inglaterra
convertesse o pagamento numa concessão de território na América inglesa. A
autorização foi dada em 1681 e a área recebeu o nome de Pennsilvania, em
honra a seu pai. William tinha, então, 37 anos.
Penn redigiu uma constituição democrática, traçou o plano da cidade de
Filadélfia “que ama seus irmãos†e estabeleceu uma grande imigração para
seus correligionários. Um ano depois, ele visitou a colônia como proprietário
e governador. Fez com os índios americanos seu célebre tratado de amizade.
O projeto de William Penn, por ele chamado de “Santa Experiência†foi
generosamente pensado e generosamente executado. E foi em especial por sua
tolerância religiosa, ao seu código criminal de doçura fora do comum, e sua
política benévola em relação aos índios e aos negros, embora ainda fosse
mantida a escravatura.
A colônia americana prosperou com rapidez. Penn voltou a visitá-la uma segunda
vez em 1699, ficando até 1701, quando voltou à Inglaterra.
Ele morreu em 30 de julho de 1718, aos 74 anos, em Buckinghamshire, Inglaterra.


AMANHÃ: A filiação histórica no pensamento de Bossuet.



©2009  Ângelo Torres,
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#2609 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 17 de Jun de 2009 5:18 pm
Assunto: 17 DE JUNHO: Bossuet e a filiação histórica do seu pensamento no calendário histórico.
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17 DE JUNHO: Bossuet e a filiação histórica do seu pensamento no calendário
histórico.

17 DE JUNHO
Neste dia, no calendário humanista secular histórico de Auguste Comte, no MÊS
de São Paulo,
de 21 de maio a 17 de junho, como CHEFE DA SEMANA de 11 a 17 de junho o tipo
humano homenageado é:

BOSSUET
Bossuet, Jacques Bénigne
(nasceu em 1627, em Dijon, França; morreu em 1704, em Paris)

BISPO CATÓLICO FRANCÊS PRIMEIRO NO TRATAMENTO FILOSÓFICO DA HISTÓRIA

Maiores figuras humanas na época de proteção da moralidade
no declínio do papado preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

Em 1652, aos 25 anos, foi ordenado padre, apos ser preparado no retiro de São
Vicente de Paula. Depois foi para Metz onde foi elevado a cônego, e onde
tornou-se decano. Senhor imponente do cargo, conquistou logo a confiança do rei
e se destacou na Igreja e na corte real. Tornou-se célebre pelas Orações
Fúnebres que pronunciava. Indicado como bispo de Condom em 1669 aos 42 anos,
deixou o cargo para cumprir seus novos deveres na corte, como preceptor do
Delfim, o primogênito do rei. O que fez até 1681, com 54 anos. Tornou-se
então o bispo de Meaux.
A primeira questão como bispo foi apresentar-se como o orador da assembléia do
clero que Luis XIV convocou para sustentar sua orgulhosa demanda com o papa em
relação à nomeação dos prelados pelo rei e para defender os direitos da
Igreja Galicana, a igreja da França. De sua autoria são também os quatro
artigos que, denunciados pelo papa, o rei Luis XIV fez promulgar como lei do
Estado Francês. O que marcou uma época na historia da França e da Igreja
Romana. A partir desse momento, Bossuet se dedicou plenamente à sua diocese,
cumprindo seus deveres de bispo com um zelo exemplar e ainda sem parar de
escrever. Em 1700, com 73 anos, dirigiu outra assembléia em que combateu
várias heresias.
Bossuet morreu em Paris em 1704 aos 77 anos de idade, sendo enterrado na
catedral de Meaux.
Ele foi o mais eloqüente e o mais famoso pregador de sua época. E até hoje é
apreciado em suas obras literárias, incluindo as orações fúnebres que
produziu. Fez a defesa da ortodoxia e da ordem da Igreja Católica Romana. Mas
todos os seus atos, mesmo os mais famosos, são marcados por favorecer o seu
chefe da nação, o seu rei. A seu respeito, disse Arnauld que
   “Existe todavia um `verumtamem´, um contudo, que eu entendo como sendo que
ele não devia contas a Deus: é que ele não tinha a coragem de contrariar o
seu rei. É a condição daqueles tempos, mesmo para os que têm as grandes
luzesâ€. Chamado de “Ãguia de Meauxâ€, foi o mais ativo antagonista dos
perturbadores imediatos da Igreja Romana. Ele manteve com os protestantes uma
controvérsia que durou tanto quanto durou sua vida.
O principio do livre exame na religião foi uma conseqüência direta das
mudanças sociais que ocorreram a partir de 1301 em diante, até chegar à
Reforma protestante de Lutero, em 1517. A religião não conseguiu resistir ao
exame pessoal de seus mistérios, feito individualmente pelo livre exame. Os
mistérios devem ser aceitos por fé, mesmo que absurdos. A partir dessa época
o poder central do papa ficou cada vez mais ameaçado, e tanto os reis como os
padres achavam que poderiam pensar dentro da religião, como em outros assuntos,
de forma racional. A partir do enfraquecimento do papado, cada igreja nacional
se subordinou a seu próprio governo político, acabando seu vinculo
administrativo com a sede romana.Era o fim do poder do papado.
As heresias se multiplicaram, e, no tempo de Bossuet, ele combateu o jansenismo,
que não aceitava o livre arbítrio e pregava que a graça seria inata, dada a
poucos. Outra heresia da época foi o quietismo, que dava ênfase à salvação
da alma de cada crente, levando ao extremo da total inatividade. Revela o
conflito da religião com sua utilidade social.
Bossuet escreveu muitas obras, sendo as mais notáveis A Política Sagrada, em
1671, O Discurso sobre a Historia Universal de 1681 e o Resumo da Historia da
França, de 1670. Ele realizou, pela primeira vez, a apreciação filosófica
direta do conjunto do passado da sociedade humana.
Bossuet participou do trabalho de preparação do estudo científico da
sociedade com seu estudo histórico, onde, pela primeira vez, o fenômeno
político é considerado como sujeito a leis invariáveis, e que, pelo
tratamento racional, uns fatos podem ser determinados pelos outros.
A razão do grande serviço de Bossuet resulta do destino que procurava, que foi
propor o estudo da historia sistemática como a base necessária da educação
política.
Por seus trabalhos literários e sua por sua filosofia, Bossuet é um exemplo
bem definido de que o gênio estético convive com a criação intelectual na
mesma pessoa, e cada habilidade é posta em ação pela necessidade ditada pela
situação do momento.


AMANHÃ: Carlos Magno, grande como conquistador, administrador e como chefe
civil.


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#2610 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qui, 18 de Jun de 2009 8:59 pm
Assunto: Curso de Astronomia Solar
gustavobiscaia
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Caros amigos:

Para quem gosta de Astronomia do sistema solar, o Observatório Nacional está com
um curso à distância e gratuito:

http://www.on.br/site_edu_dist_2009/site/index_ss.html

Um abraço,

Gustavo.

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/


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#2611 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sex, 19 de Jun de 2009 1:08 am
Assunto: 18 DE JUNHO: Teodorico Magno, a tolerância e a liberdade do poder religioso católico no calendário histórico.
bonangelo
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18 DE JUNHO: Teodorico Magno, a tolerância e a liberdade do poder religioso
católico no calendário histórico.

18 DE JUNHO Neste dia, no calendário cético humanista secular histórico de
Auguste Comte, no MÊS DE CARLOS MAGNO
de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano homenageado é:

TEODORICO MAGNO
Theodoricus, Théodoric, Theodoric the Great, Dietrich, Theoderich der Grosse
(nasceu no ano 454 da nossa era, na Pannonia, Áustria; morreu em 526, em
Ravenna, Itália)

CHEFE DOS MAIS NOBRES DO FEUDALISMO ÚLTIMO DOS ROMANOS PRIMEIRO DOS TEUTÕES

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes
do Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.
A defesa da Europa contra os invasores

Por Ângelo Torres

Na moderna Sociologia da religião o conhecimento científico moderno dos deuses
do presente e do passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma
religião, crendo em seus deuses poderosos, jamais será imparcial. Do mesmo
modo, no estudo e no julgamento dos regimes políticos, quem tiver como
infalível sua ideologia política e seu líder político, não poderá ser
imparcial na pesquisa sociológica.
O pesquisador só pode fazer um estudo crítico imparcial da sociedade ou da
política se de fato for um pensador leigo, cético ou secular, emancipado de
preconceitos inverificáveis em religião e em política. Essa é a condição
prévia necessária para criar uma real Sociologia científica de previsão,
não apenas uma Sociologia descritiva. É necessário que observe a sociedade
com cuidado, mas não se posicione a favor ou contra as mais estranhas
instituições, cruéis agentes e sangrentos acontecimentos da História.
Teodorico ou Dietrich, filho do rei Teodomiro, nasceu numa família dos reis
Ostrogodos, então estabelecidos onde hoje é a Áustria. Muito jovem ficou como
hóspede em Constantinopla, onde foi educado pelo Imperador. Voltando ao seu
país, herdou o trono Ostrogodo quando tinha 20 anos de idade, em 474. Ele
invadiu a Trácia em 488 e, ameaçando Constantinopla, forçou o Imperador Zenon
a fazer a paz. No ano seguinte, com o seu povo, cruzou os Alpes e, entrando na
Itália, venceu três grandes batalhas contra Odoacre, rei dos Herulas e,
sitiando Ravena por três anos, dividiu seu reino com Odoacre.
Com o assassinato de Odoacre, Teodorico, em 493, aos 39 anos de idade, começou
um reinado de 33 anos durante os quais a Itália gozou a paz sob o seu governo,
que se mostrou tanto sábio como enérgico.
Teodorico fixou sua residência em Ravena, distribuiu um terço da Itália a
seus soldados, e, por meio de tratados feitos com todos os povos teutônicos do
norte dos Alpes e com uma série de guerras defensivas, mantive a segurança em
seu território.
O reino dos Ostrogodos foi o primeiro dos Estados que surgiram entre o império
romano e as monarquias feudais. O que Teodorico procurou fazer foi juntar os
romanos e os teutões e acabar a era de deslocamento contínuo das suas
populações. Os dois povos continuaram distintos pelas suas leis, por seus
hábitos e por sua função social. Os mais dotados entre os Romanos ficaram com
as atividades civis, ao passo que os Godos eram os protetores militares da
Itália.
A agricultura, a indústria, a arte e a ciência começaram a reviver, graças
aos tempos de paz e pela segurança que o reino assegurava. Teodorico esteve em
Roma como um novo imperador, mas sem tomar o título e sem afastar algum
funcionário. Embora em religião fosse da heresia do Arianismo, o rei impôs
uma estrita tolerância, enriquecendo e protegendo a Igreja Católica Romana. O
conjunto de sua conduta quanto à atividade religiosa foi um modelo do que
constitui o dever de um chefe temporal, que respeita estritamente a ação
independente de formação da opinião pelo poder espiritual religioso.
Oferecendo à religião uma proteção e um apoio convenientes, jamais
interferiu nas atribuições da Igreja Católica. É um notável caso singular o
fato de que o primeiro dos grandes chefes da Idade Média, sendo um herético,
tenha podido servir de modelo a esse respeito para Carlos Magno e para São
Luis.
Teodorico fez repetidos apelos a seus soldados para que agissem com decência.
Sempre realçou que, no interesse dos Godos, os Romanos não deveriam ser
hostilizados, já que, quanto mais eles enriquecessem o Tesouro com impostos,
maiores seriam os donativos para os soldados. Ele não perdia a oportunidade de
propagar a idéia de  “civilitas† (vida civilizada) como uma noção que
levava à manutenção da paz e da ordem, da harmonia racial e da proibição da
violência e da opressão.
Os últimos anos do reinado de Teodorico foram perturbados por uma
conspiração, real ou suposta, quando ocorreu o assassinato do sábio Boécio,
o que mais tarde foi muito lamentado pelo rei.
Teodorico o Grande morreu no mês de agosto do ano 526. Foi enterrado num
mausoléu imponente que hoje ainda existe em Ravena.


AMANHÃ: A resistência cristã na historia da Espanha – Pelágio.


© 2009  Ângelo Torres,
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#2612 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sáb, 20 de Jun de 2009 1:15 am
Assunto: 19 DE JUNHO: A resistência cristã na historia da Espanha – Pelágio no calendário histórico.
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19 DE JUNHO: A resistência cristã na historia da Espanha – Pelágio no
calendário histórico.

19 DE JUNHO Neste dia, no calendário cético humanista secular histórico, no
MÊS DE CARLOS MAGNO
de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano homenageado é:

PELÁGIO
Pelayo
(morreu no ano 737 da nossa era)

LENDÁRIO FUNDADOR DO REINO DAS ASTÚRIAS BASE DA RESISTÊNCIA CRISTÃ CONTRA OS
MOUROS

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes
do Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.
A defesa da Europa contra os invasores

Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião, crendo em seus
deuses poderosos, jamais será imparcial. Do mesmo modo, no estudo e no
julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia
política e seu líder político, não poderá ser imparcial.
O pesquisador só pode fazer um estudo crítico imparcial da sociedade ou da
política se de fato for um pensador leigo, cético ou secular, emancipado de
preconceitos inverificáveis em religião e em política. Essa é a condição
prévia necessária para criar uma real Sociologia científica de previsão,
não apenas uma Sociologia descritiva. É necessário que observe a sociedade
com cuidado, mas não se posicione a favor ou contra as mais estranhas
instituições, cruéis agentes e sangrentos acontecimentos da História.
A personalidade de Pelágio está envolta em tradições lendárias. É
considerado um dos primeiros predecessores do Cid, na figura do herói cristão
que enfrenta o inimigo invasor da Espanha. Pelágio é citado como filho de
Favila, duque de Cantabria e descendente dos reis da tribo dos Godos.
A conquista da Espanha foi feita pelos mouros após sua vitória na batalha de
Guadalete, no ano de 711. Nenhum cristão depois reagiu em armas a não ser nas
montanhas da província das Astúrias. Pelágio, refugiado nesse lugar, foi
escolhido como chefe e organizou um grupo possante nas montanhas. Em 719 ele
desafiou os muçulmanos na grande batalha de Covadonga, e, com a vitória,
formou o reino de Leão, que se tornou mais tarde o núcleo do reino da Espanha.
A cidade de Leão, conquistada por Munuza, formava a capital de uma província
de Leão sobre o Douro. Com uma sucessão de vitórias, Pelágio reuniu ali
Zamora, Lugo e Astorga. Apesar dos ataques constantes dos mouros, ele conseguiu
manter um reino cristão nas Astúrias e na província de Leão, estabelecendo
uma agricultura regular e construindo novas igrejas.
Pelágio morreu em 737, deixando seu filho como herdeiro do trono, que foi
entregue depois a seu genro Alonso, chamado o Católico, em 739. Pelágio,
apesar de ter suas atuações misturadas a narrativas lendárias, foi o
verdadeiro fundador da grande nação cristã que, depois de sete séculos de
luta, conseguiu finalmente libertar a península ibérica do poder muçulmano e
formar o reino da Espanha.
A vitória das forças de Pelágio se deu na batalha de Covadonga, entre os anos
de 718 e 725. A cidade de Covadonga fica na província autônoma das Astúrias,
no noroeste da Espanha.  Está perto da base dos Picos da Europa, que formam o
maciço mais alto da Cordilheira Cantábrica.
A sudeste da cidade, nos Picos da Europa, está o Parque Nacional das Montanhas
de Covadonga, instituído em 1918. O parque é dotado de densa floresta, que
abriga vários animais silvestres e muitos pássaros.
A pequena cidade de Covadonga tornou-se um santuário cívico nacional e lugar
de peregrinação. A gruta em que Pelágio e seus seguidores usaram para
refúgio de batalha contém os túmulos do rei, de sua esposa e de sua irmã.
Lá também está a pequena Capela de Nossa Senhora Virgem de las Batallas.
A batalha de Covadonga tradicionalmente marca o inicio da reconquista da Espanha
pelos cristãos, e, mesmo com o caráter lendário da tradição do rei Pelagio,
tornou-se o maior símbolo da resistência cristã na historia da Espanha na
Idade Média.


AMANHÃ: Oton o maior dos primeiros imperadores do Sacro Império Romano.


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#2613 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sáb, 20 de Jun de 2009 4:19 pm
Assunto: 20 DE JUNHO: Oton o maior dos primeiros imperadores do Sacro Império Romano no calendário histórico.
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20 DE JUNHO: Oton o maior dos primeiros imperadores do Sacro Império Romano no
calendário histórico.

20 DE JUNHO Neste dia, no calendário humanista secular histórico, no MÊS DE
CARLOS MAGNO
de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano homenageado é:

OTON O GRANDE
Othon-le-Grand, Othon I de Saxe
Otto the Great, Otto der Grosse
(nasceu no ano 912 da nossa era; morreu em 973, em Memleben, Thuringia,
Alemanha)

REI DA ALEMANHA, SACRO IMPERADOR ROMANO PARA CULTURA E PACIFICAÇÃO

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes
do Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

Na moderna Sociologia da religião o conhecimento científico dos deuses do
presente e do passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião,
crendo em seus deuses poderosos, jamais será imparcial. Do mesmo modo, no
estudo e no julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua
ideologia política e seu líder político, não poderá ser imparcial na
pesquisa sociológica.
O pesquisador só pode fazer um estudo crítico imparcial da sociedade ou da
política se de fato for um pensador leigo, cético ou secular, emancipado de
preconceitos inverificáveis em religião e em política. Essa é a condição
prévia necessária para criar uma real Sociologia científica de previsão,
não apenas uma Sociologia descritiva. É necessário que observe a sociedade
com cuidado, mas não se posicione a favor ou contra as mais estranhas
instituições, cruéis agentes e sangrentos acontecimentos da História.
Otto era filho primogênito de Henrique o Passarinheiro, rei da Alemanha do ano
920 a 936. Em 936, com 24 anos, sucedeu a seu pai no trono da Alemanha. Com
habilidade e com uma serie de guerras vitoriosas conseguiu em quinze anos
colocar sua soberania sobre toda a Alemanha, tendo derrotado todos os seus
rivais do interior do país e todos os seus inimigos do exterior. Ele forçou
Luis de França e os rei de Burgundy e da Boêmia a reconhecerem seu governo.
A filha do rei de Burgundy, Adelaide (Adelheid), então viúva do rei Lotário,
em 951 convidou Oton para protegê-la das cruéis perseguições de Berenger,
rei usurpador do trono da Lombardia. A política e o cavalheirismo se uniram
para levar o rei Otto a ajudá-la. Ultrapassando os Alpes com forças
irresistíveis, ele libertou a bela princesa que tinha então 20 anos de idade.
Casou-se com ela e foi coroado como rei Lombardo em Pávia.
Novas revoltas ocorreram então na Alemanha contra Otto já que tanto os
alemães como os italianos não aprovavam a tomada de uma coroa italiana. Otto
reabilitou Berenger na condição de seu vassalo, e durante os quatro anos
seguintes ficou absorvido para a defesa de sua autoridade na Alemanha.
No ano de 954 ele venceu os eslavos da Boêmia e em 955 colocou-se a frente de
um grande exército para impedir a invasão dos húngaros. Na memorável batalha
de Lechfeld, perto de Augsburg, ele derrotou o exército magiar 22 anos depois
da vitória de seu pai em Merseburg. Assim salvou a Europa de um inimigo cruel e
sempre presente, que vinha aterrorizando durante os últimos 70 anos.
Devido a suas vitórias, toda a Itália tinha Otto como um novo Carlos Magno. O
papa João XII enviou embaixadores para que o grande rei da Alemanha fosse a
Roma. O papa sagrou Otto solenemente como Imperador no ano de 962, aos 50 anos
de idade. O novo império abrangia a Alemanha e o norte da Itália. Mas Oton era
bem menos partidário da Igreja Católica do que foi Carlos Magno e possuía
mais um título vazio do que uma autoridade real.
Oton era de fato o soberano absoluto da Alemanha e o chefe completo do papado.
Tão logo Oton deixou Roma, o pérfido papa João XII organizou uma
conspiração contra ele. Oton voltou a Roma e, reunindo um concílio na igreja
de São Pedro, depôs solenemente o mais infame de todos os papas como
sucessores do apóstolo Pedro.
Nos anos seguintes Oton ficou empenhado na Itália nas intermináveis intrigas
dos príncipes italianos, nas insurreições do povo romano e nas traições e
ambições na sucessão dos papas de 932 a 966. O seu filho Oton foi coroado
Imperador no ano 968, tomando em casamento a princesa Teofano, filha do
Imperador Bizantino. Oton voltou à Alemanha para reprimir de novo
insurreições dos eslavos. No ano de 972 ele foi homenageado pelos reis da
Boêmia e da Polônia numa brilhante dieta, em reunião política.
Otto morreu no ano de 973, no mais alto ponto de sua prosperidade e de sua
glória, tendo 61 anos de idade.
Ele foi, depois de Carlos Magno, o maior dos primeiros imperadores do Sacro
Império Romano. Após um longo intervalo, por seu caráter, sua política e
seus sucessos foi um segundo Carlos Magno. Grande e vitorioso guerreiro, ele
protegeu a Alemanha contra os eslavos ao nordeste e contra os magiares ao
sudeste. Ele fez crescer e progredir as cidades, favoreceu a civilização, a
ciência e o estabelecimento das leis. Fundou muitas escolas, manteve a paz e
sufocou a guerra civil e a insurreição com mão implacável. Seu grande
mérito foi ajudar a Igreja Católica e o papado se livrarem do aviltamento em
que caíram durante os anos novecentos, o século décimo da nossa era.

AMANHÃ: Santo Henrique rei católico protetor e filho obediente da Igreja.


©2009  Ângelo Torres,
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#2614 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Dom, 21 de Jun de 2009 2:38 pm
Assunto: Enc: [secularismo] ENTRE BERLIM E O VATICANO
gustavobiscaia
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Repassando.

Gustavo.

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em dom, 21/6/09, Gustavo Biscaia de Lacerda <> escreveu:

De: Roberto Almeida <>
Assunto: [secularismo] [RN] ENTRE BERLIM E O VATICANO
Para: "strbrasil" <strbrasil@...>, secularismo@yahoogroups.com
Data: Sábado, 20 de Junho de 2009, 11:25

DEBATE ABERTO

Entre Berlim e o Vaticano

As evidências são cada vez maiores de que Alemanha da Sra. Merkel está
tentando reproduzir a estratégia da Prússia, a sua antepassada do
século XIX. Com uma novidade: uma sintonia ideológica e religiosa cada
vez mais fina entre Berlim e o Vaticano.

José Luís Fiori

“Por Deus e contra a Turquiaâ€, lema da
  democracia-cristã alemã, na
campanha para o Parlamento Europeu.

Pode parecer estranho, mas a crise econômica mundial não teve um papel
importante na vitória das forças conservadoras, nas eleições para o
Parlamento Europeu, do dia 7 de junho de 2009. Seu resultado final
consolidou tendências que já vinham de antes da crise, e apontavam já
faz tempo, para o fortalecimento da direita, em toda a Europa,
incluindo a Grã Bretanha e a Espanha, onde os conservadores ganharam
as eleições européias, mas permanecem na oposição, nos seus países.
Por outro lado, o comentado crescimento da “extrema-direita†só se deu
em alguns poucos países pequenos e inexpressivos, do ponto de vista
eleitoral, dentro da UE.

Da mesma forma, a derrota dos social-democratas e o declínio da
esquerda, já vinha de antes, e não reverteu nestas últimas eleições
por uma razão muito simples: os social-democratas
  são parte essencial
da própria crise. Relembrando uma história conhecida: a
social-democracia européia abandonou a “utopia†socialista, depois da
II Guerra Mundial, e só se converteu às teses e políticas keynesianas,
no final da década de 50. Mas em seguida, a partir dos anos 70, aderiu
às novas teses e políticas neoliberais hegemônicas até o início do
século XXI. E até hoje, na burocracia de Bruxelas, e dentro do Banco
Central Europeu, são os social-democratas e os socialistas que em
geral defendem com mais entusiasmo a ortodoxia macroeconômica e
liberal. Neste momento, por exemplo, o ministro das Finanças alemão, o
social-democrata Peer Steinbruech, é considerado por todos como a
autoridade financeira mais ortodoxa e radical, nos governos das
grandes potências capitalistas. Além disto, os social-democratas e
socialistas europeus não participaram da origem do projeto de
integração
  européia, e nunca conseguiram formular uma visão consensual
do projeto de unificação. Portanto, nestas últimas eleições
parlamentares, os social-democratas e socialistas europeus não podiam
ser vistos como uma alternativa frente à crise do modelo neoliberal,
porque eles são de fato uma parte essencial da própria crise, e além
disto não dispõem de nenhuma proposta específica para os impasses
atuais da União Européia.

Deve se ter em conta, entretanto, que se este resultado eleitoral era
previsível, ela também não anuncia nenhuma grande novidade pelo lado
conservador. Em primeiro lugar, porque ela não altera a correlação das
forças fundamentais que já existia dentro do Parlamento Europeu. E, em
segundo lugar, porque a multiplicação dos votos e das organizações
conservadoras aumentou em vez de diminuir as divisões que já existiam
dentro da direita, e dentro dos 27 países que compõem
  a UE. Quase
todos se opõem à entrada da Turquia na UE, querem acabar com a
dependência energética da Rússia, e defendem a repressão dos
imigrantes islâmicos.

Mas ao mesmo tempo, a maior parte da “extrema-direita†é contra a
própria unificação européia, e mesmo os conservadores ingleses são
quase todos “eurocéticosâ€. Além disto, não existe neste momento, um
acordo sobre a política econômica para enfrentar a crise e se mantém
as principais divergências estratégias entre os atuais governantes
conservadores. Ou seja, as forças de direita que ganharam as últimas
eleições parecem uma Torre de Babel mais confusa como do que a Babel
dos social-democratas, e de toda a esquerda continental.

Mas apesar de toda esta confusão, a Europa vai seguindo lentamente uma
trilha que não aparece aos olhos do cidadão comum. O projeto de
unificação européia foi concebido originalmente, no
  início dos anos
50, em grande medida, para incluir e desmilitarizar a Alemanha, e para
conter a União Soviética, sob a batuta franco-americana. Mas depois de
1991, este projeto virou de ponta cabeça, com a reunificação da
Alemanha e o fim da URSS. A partir daí, a Alemanha se aproximou da
nova Rússia, e estendeu sua influência a toda a Europa Central,
alargando sua liderança econômica dentro da UE. Por isto, quando a
primeira-ministra Ângela Merkel foi eleita, em 2005, pôde montar um
governo de “união nacional†com os social-democratas, fortalecendo o
governo e o estado alemão, para seu trabalho contínuo e silencioso em
favor da aprovação da nova Constituição européia, o Tratado de Lisboa,
e pelo controle político de todos os novos estados que se associaram à
UE.

Mais recentemente, a Alemanha assumiu a liderança das posições
ortodoxas, dentro da Europa, transformando-se numa
  referência mundial,
na luta contra o intervencionismo estatal e contra qualquer tipo de
ativismo do Banco Central Europeu. Decidiu absorver a sua própria
crise, aceitando uma forte recessão, e transferindo para os grandes
países importadores, a responsabilidade pela reativação da economia
mundial. Além disto, vem utilizando o FMI, para socorrer as economias
da Europa Central, dependentes da sua própria economia. Por onde se
olhe, as evidências são cada vez maiores de que Alemanha da Sra.
Merkel está tentando reproduzir a estratégia da Prússia, a sua
antepassada do século XIX. Em particular, a maneira em que a Prússia
conseguiu expandir o seu poder, integrando na sua órbita de
influência, um por um, todos os 36 estados e 4 cidades livres da
Confederação Germânica criada pelo Congresso de Viena de 1815,
começando com a criação de uma União Aduaneira - o Zollverein, em 1834
- e culminando
  com a formação do Estado Alemão, em 1871.

Este novo projeto alemão do século XXI, entretanto, traz uma grande
novidade ideológica, com relação ao seu “modelo original†do século
XIX. No mesmo ano em que foi eleita a democrata-cristão, Ângela
Merkel, o cardeal alemão conservador, Joseph Ratzinger foi eleito
Papa, e desde então, apesar de suas “trapalhadas†internacionais, tem
tido um papel decisivo na luta ideológica, dentro da UE. Defendendo a
necessidade da Europa voltar às suas raízes cristãs, para recuperar
sua identidade, sua força e sua liderança mundial. Daí sua crítica ao
Islã e à entrada da Turquia na UE, e sua defesa da cristianização do
projeto europeu, numa sintonia ideológica e religiosa cada vez mais
fina entre Berlim e o Vaticano.

José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade
Federal do Rio de Janeiro.[i]

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4374



--
Roberto Alves de Almeida
Taguatinga - DF

2009 - ANO INTERNACIONAL DA ASTRONOMIA
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#2615 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Dom, 21 de Jun de 2009 7:04 pm
Assunto: 21 DE JUNHO: Santo Henrique rei católico protetor e filho obediente da Igreja no calendário histórico.
bonangelo
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21 DE JUNHO: Santo Henrique rei católico protetor e filho obediente da Igreja
no calendário histórico.

21 DE JUNHO Neste dia, no calendário humanista secular histórico de Auguste
Comte, no MÊS DE CARLOS MAGNO
de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano homenageado é:

SANTO HENRIQUE
Rei Henrique II, o Santo, Henrique II o Coxo
Henri II le Boiteux, Saint Henry, Sankt Heinrich
(nasceu no ano 972 da nossa era, na Bavária; morreu em 1024, na Saxônia,
Alemanha)

MODELO DE SOBERANO DO SACRO IMPÉRIO ROMANO, SOLDADO E ORGANIZADOR

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes
do Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.
A defesa da Europa contra os invasores

Por Ângelo Torres

Henrique nasceu em 6 de maio de 972, em Albach, na Bavária. Ele é o último
imperador da heróica dinastia dos Saxões. Era neto de Henrique duque da
Bavária, irmão do rei Otto o Grande, e bisneto do rei Henrique o
Passarinheiro.
Otto II, filho de Otto o Grande, morreu aos 28 anos e Otto III, seu filho e
sucessor, morreu sem deixar filhos, aos 22 anos de idade. Em razão disso,
Henrique, primogênito dos descendentes da família de Passarinheiro, conseguiu
obter a coroa como rei da Alemanha em 1002, aos 30 anos de idade. Por meio de
campanhas militares, feitas com energia, ele obrigou todos os seus adversários
a aceitarem o seu comando, sendo coroado primeiro em Mainz e depois em
Aix-la-Chapelle, desposando Cunegunda, filha do conde de Luxemburgo.
Sua primeira tarefa foi expulsar os poloneses invasores da Bavária e ajudar a
colocar seu cunhado como rei da Hungria. A seguir, chamado à Itália, derrotou
na Lombardia o usurpador Arduíno e foi coroado como rei da Itália em Pávia.
Depois de campanhas na Alemanha contra os poloneses, foi à Itália para
restabelecer sua autoridade no norte e foi coroado Imperador do Sacro Império
Romano pelo papa Bento VIII em 1014, aos 42 anos, junto com sua mulher
Cunengunda como imperatriz. No altar de São Pedro ele jurou fidelidade à Santa
Sé. Cobriu a Igreja Católica com doações, e, ao voltar para a Alemanha, fez
muitos benefícios às diferentes abadias.
Em Verdun, ele pediu formalmente ser recebido como monge. O abade primeiro
exigiu do Imperador que fizesse a promessa de obediência absoluta. Depois de
sua promessa, o abade lhe deu a ordem irrecusável de voltar a tomar as redes do
seu governo. Ele ainda passou mais dez anos no trabalho incessante da soberania
do Império.
Os poloneses, sempre agitados, obrigaram Henrique a fazer a defesa da Baviera.
Ele estava de novo a ponto para entrar no sacerdócio, como cônego de
Estrasburgo, quando o papa lhe pediu para proteger a Itália contra os gregos e
os contra os mouros. Voltando à Alemanha, ele reuniu vários Concílios para
instituir as regras para a Igreja. Henrique confirmou a favor da Sé de São
Pedro, para a Igreja Católica todos os legados e privilégios de seus
predecessores.
Ele morreu subitamente em 13 de julho de 1024 em Pfalz Grona, perto de Gotingen,
Saxônia, Alemanha, com a idade de 52 anos. Até seu último suspiro confirmou
sua castidade inviolada e a virgindade da imperatriz Cunegunda, embora tivesse,
antes, submetido sua virtude à prova do fogo.
Por tal motivo e também devido aos grandes recursos que forneceu à Igreja,
Henrique foi canonizado junto com a imperatriz no século seguinte.
Henrique II é o ultimo rei da grande dinastia saxônica que governou a Europa
por 104 anos, de 920 a 1024. Soldado e organizador, Henrique II foi quase tão
importante como Henrique o Passarinheiro ou como Otto o Grande. Como protetor e
filho obediente da Igreja Católica,ele foi muito zeloso. Nesse proceder ele
seguiu a política feita por Carlos Magno. Mas, passados 200 anos, as relações
dos poderes do Imperador e do papa muito se alteraram, exigindo muito mais
energia e discrição para afirmar a independência do soberano.


AMANHÃ: O infiel admirado por seus inimigos: Villiers.

©2009  Ângelo Torres,
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#2616 De: Terezinha Cristina Gonçalves <terezcr@...>
Data: Qua, 3 de Jun de 2009 11:47 pm
Assunto: RE: Enc: Manifestação de apoio ao juiz
tulipa85
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Claro que apoio essa manifestação, enfim um pouco de lucidez, em nossa
sociedade.

Abraços a todos

t.


To: bonangelo@...
From: bonangelo@...
Date: Wed, 3 Jun 2009 12:34:01 -0700
Subject: [humanismosecularpt] Enc: Manifestação de apoio ao juiz









--- Em ter, 2/6/09, Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
escreveu:

> De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
> Assunto: Manifestação de apoio ao juiz
> Para: a@...
> Data: Terça-feira, 2 de Junho de 2009, 22:00
> Meus
> caros:
>
> Vejam o texto abaixo. Convidamos quem concordar com as
> idéias expostas a subscrever o documento, que será
> entregue na sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
>
> Gustavo.
>
> *   *   *
>
>
>
>
>
> MANIFESTAÇÃO DE APOIO AO
> MM. JUIZ
> Luís Zveiter, PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
> DO RIO DE JANEIRO
>
>
>
> Considerando que, sob a égide do
> fundador da República
> Benjamin Constant Botelho de Magalhães, o Brasil possui
> desde 1890 um Estado
> laico e que essa laicidade foi reafirmada pela
> Constituição Federal de 1988, em
> seu artigo 19, inciso I;
>
> Considerando que a separação entre
> Igreja e Estado é o
> fundamento das liberdades públicas (políticas, civis e
> sociais), ao consagrar
> as liberdades de pensamento e de expressão e a
> possibilidade de fiscalização do
> Estado pela sociedade civil – ou seja, é o fundamento da
> República;
>
> Considerando que, apesar desses
> princípios políticos,
> filosóficos e jurídicos cotidianamente há violações
> dessa laicidade do Estado,
> em particular por meio da presença ostensiva de crucifixos
> em tribunais,
>
> Os
> positivistas abaixo-assinados vêm por meio desta
> congratular o Meritíssimo Juiz Luís Zveiter pela
> reafirmação da República e dos
> princípios republicanos no Brasil, ao retirar o crucifixo
> do plenário do
> Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
>
>
>
> Rio de Janeiro, 27 de maio de
> 2009.
>
>
>
> Condorcet Rezende – Advogado
>
> Ângelo Torres – Engenheiro
> Industrial aposentado
>
> Gualter Dulci – Psicólogo
>
> Gustavo Biscaia de Lacerda –
> Sociólogo da UFPR
>
> Hernani Gomes da Costa – Cidadão
> brasileiro
>
> João Carlos Silva Cardoso –
> Jornalista
>
> Leonardo Biscaia de Lacerda –
> Médico Perito do INSS
>
> Thereza Furtado Gomes – Cidadã
> brasileira
>
>
>
>
>
>
>
> "Cansamo-nos de agir
>  E até de pensar cansamos;
>  Só não cansamos de amar
>  E nem de dizer que amamos"
>
> (Teixeira Mendes, a
> partir de Augusto Comte)
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>
>
>
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#2617 De: "Miguel" <home@...>
Data: Seg, 22 de Jun de 2009 8:25 am
Assunto: Pré-inscrição na Associação Humanista
mcduarte2000
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá a todos,

Tenho em curso uma pré-inscrição numa futura Associação Humanista (em Portugal).
O objectivo é ter pelo menos 15 pessoas interessadas (neste momento já tenho 11)
em inscrever-se numa futura associação.

Se está interessado em que exista uma associação Humanista em Portugal e está
disposto a inscrever-se como associado na mesma, pedia que fizesse o pré-registo
no link abaixo, por forma a que eu possa ter a certeza que existe massa crítica
para darmos este passo:

http://www.humanismosecular.org/user/register

Um abraço,

Miguel Duarte

#2618 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Seg, 22 de Jun de 2009 3:38 pm
Assunto: 22 DE JUNHO: O infiel admirado por seus inimigos: Villiers no calendário histórico.
bonangelo
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
22 DE JUNHO: O infiel admirado por seus inimigos: Villiers no calendário
histórico.

22 DE JUNHO
Neste dia, no calendário cético humanista secular histórico de Auguste Comte,
no MÊS DE CARLOS MAGNO
de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano homenageado é:

VILLIERS
Philippe de Villiers de l’Isle-Adam
(nasceu no ano 1464 da nossa era, em Beauvais, França; morreu em 1534 na ilha
de Malta)

VALOROSO ADMIRADO E VENERADO NOBRE CAVALEIRO DAS CRUZADAS

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes
do Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. O pesquisador só pode fazer um estudo
crítico imparcial da sociedade ou da política se de fato for um pensador
leigo, cético ou secular, emancipado de preconceitos inverificáveis em
religião e em política. Essa é a condição prévia necessária para criar
uma real Sociologia científica de previsão, não apenas uma Sociologia
descritiva. É necessário que observe a sociedade com cuidado, mas não se
posicione a favor ou contra as mais estranhas instituições, cruéis agentes e
sangrentos acontecimentos da História.
Philippe de Villiers, duma família francesa de l’Ile de France, era neto do
famoso marechal de mesmo nome. Nasceu em Beauvais em 1464. Pertencendo à Ordem
dos Cavaleiros de S. João, ele cumpriu uma sucessão de tarefas e de deveres
onde provou as mais altas qualidades como general, como político e como
diplomata.
Ele obteve uma brilhante vitória sobre o sultão do Egito em 1510, aos 46 anos
e foi o inspetor de todos os priorados da sua Ordem na França.
A ilha de Rodes, posto avançado da Ordem de S.João, resistiu por longo tempo
aos muçulmanos, como a fortaleza mais oriental da cristandade. O ataque de
Maomé II, em 1480, foi repelido pelo Grão-mestre D´Aubusson. Mas, em 1521,
Soliman o Magnífico, depois de conquistar Belgrado, resolveu destruir a
fortaleza que tinha por tanto tempo desafiado as forças muçulmanas.
Philippe foi nomeado Grão-Mestre da Ordem e se preparando para uma defesa
desesperada, ele pediu o socorro do papa e dos príncipes da cristandade.
A ilha de Rodes foi sitiada durante o outono de 1522. A narrativa desse sítio o
tornou um dos mais famosos da historia.
Philippe tinha para a defesa da ilha menos que 1.000 soldados experientes, dos
quais apenas a metade era de cavaleiros. Contava ainda com cerca de 4.000
moradores das vilas em armas, com alguns camponeses e escravos.
Em junho de 1522 a frota turca chegou à ilha. Tinha 500 navios com 100 mil
combatentes. Tudo que a habilidade, o valor e o desespero podia sugerir foi
usado pelos sitiados. Mês após mês, os assaltos tentados pelas forças
massacrantes dos turcos foram repelidos.
Os cavaleiros, os moradores, as mulheres, os padres e os escravos trabalhavam
com uma indomável energia para reparar as brechas a medida que elas eram
abertas.
Os turcos lançaram mais de 2 mil bombas explosivas, então uma novidade como
arma de guerra. Perto do fim do mês de agosto, Soliman em pessoa conduziu os
assaltos, enquanto que muitas colunas do forte caiam no meio das crateras feitas
e os muros estavam todos abalados. Mais de 15 assaltos foram feitos num só
mês, mas os turcos foram repelidos em meio a uma imensa carnificina. Em dois
novos assaltos, em 24 de setembro e em 29 de novembro, eles perderam 15 mil
homens primeiro, e depois mais 11 mil.
Mas a ilha estava um monte de ruínas. A guarnição se reduziu a 3 mil
combatentes, com somente 300 cavaleiros; já faltava munição e alimentos. E
nenhum socorro chegou da Europa. Os ciúmes dos reis, as intrigas de seus rivais
e as traições dos venezianos abandonaram os cavaleiros à sua própria sorte.
Soliman ofereceu para a rendição condições honrosas, que Philippe foi
forçado a aceitar em 28 de dezembro de 1522. No demorado sítio feito à ilha,
os cristãos perderam 700 combatentes e os turcos 80.000.
O Grão-Mestre Philippe foi recebido com honra por Soliman, e teve a
autorização para se retirar para Roma com o que restava de seus cavaleiros.
A perda da ilha de Rodes, a chave de defesa da cristandade, junto com a visão
do heroísmo de seus defensores, encheu a Europa cristã de vergonha e de
simpatia. O papa Adriano VI morreu a seguir em grande desgosto. Os reis
Francisco I Carlos V e Henrique VIII deploraram a grande perda. Era muito tarde.
O Imperador instalou os cavaleiros sobreviventes na ilha de Malta. Lá morreu
Philippe de Villiers em 1534, com 70 anos. Sobre o túmulo, se liam as palavras:
“Aqui repousa o valor vitorioso do destinoâ€.
Philippe é um dos mais nobres tipos das cruzadas. Combina a religiosidade e a
modéstia do monge com o valor, o devotamento e a intrepidez do cavaleiro
errante. Calmo e recolhido, jamais vaidoso pelo sucesso, jamais abatido pelos
mais formidáveis perigos ou pela aparência desesperada da situação. Ele é
merecedor de admiração e veneração por sua calma, majestade e doçura. Que
permanecem em meio das mais difíceis situações de sua vida.
Soliman o Magnífico mandou fazer o elogio de Philippe de Villiers em todas as
mesquitas de seu imenso império: “Crentes, aprendei de um infiel como cumprir
o seu dever até o ponto de ser admirado e honrado por seus inimigosâ€.

AMANHÃ: João de Lepanto o herói da Batalha Naval contra os mouros.


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#2619 De: Francisco José Duarte de Santana <franssuzer@...>
Data: Seg, 22 de Jun de 2009 9:59 pm
Assunto: Re: Enc: Manifestação de apoio ao juiz
franciscozer55
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caros humanistas.

Apoio integralmente a atitude do juiz. Já disse isso em outra mensagem.

Mas o manifesto abaixo conclui assim:

"Os
> positivistas abaixo-assinados vêm por meio desta..."

Eu sou ateu, posso me considerar um materialista no sentido filosófico em
aprofundamento... Mas por questão até de honestidade não posso me intitular
um positivista. Meu interesse pelo positivismo é recente e originado mais
pelo lado político positivo (sem trocadilho) que ele proporcionou ao Brasil.
Não lí ainda as obras de Augusto Comte e estou aprendendo com vocês.

Eu acharia melhor colocar assim :

"Nós defensores do estado laico e democrático..."  ou algo parecido

Francisco Santana


2009/6/3 Terezinha Cristina Gonçalves <terezcr@...>

>
> Claro que apoio essa manifestação, enfim um pouco de lucidez, em nossa
> sociedade.
>
> Abraços a todos
>
> t.
>
>
> To: bonangelo@...
> From: bonangelo@...
> Date: Wed, 3 Jun 2009 12:34:01 -0700
> Subject: [humanismosecularpt] Enc: Manifestação de apoio ao juiz
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> --- Em ter, 2/6/09, Gustavo Biscaia de Lacerda <
> gustavobiscaia@...> escreveu:
>
> > De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
> > Assunto: Manifestação de apoio ao juiz
> > Para: a@...
> > Data: Terça-feira, 2 de Junho de 2009, 22:00
> > Meus
> > caros:
> >
> > Vejam o texto abaixo. Convidamos quem concordar com as
> > idéias expostas a subscrever o documento, que será
> > entregue na sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
> >
> > Gustavo.
> >
> > *   *   *
> >
> >
> >
> >
> >
> > MANIFESTAÇÃO DE APOIO AO
> > MM. JUIZ
> > Luís Zveiter, PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
> > DO RIO DE JANEIRO
> >
> >
> >
> > Considerando que, sob a égide do
> > fundador da República
> > Benjamin Constant Botelho de Magalhães, o Brasil possui
> > desde 1890 um Estado
> > laico e que essa laicidade foi reafirmada pela
> > Constituição Federal de 1988, em
> > seu artigo 19, inciso I;
> >
> > Considerando que a separação entre
> > Igreja e Estado é o
> > fundamento das liberdades públicas (políticas, civis e
> > sociais), ao consagrar
> > as liberdades de pensamento e de expressão e a
> > possibilidade de fiscalização do
> > Estado pela sociedade civil – ou seja, é o fundamento da
> > República;
> >
> > Considerando que, apesar desses
> > princípios políticos,
> > filosóficos e jurídicos cotidianamente há violações
> > dessa laicidade do Estado,
> > em particular por meio da presença ostensiva de crucifixos
> > em tribunais,
> >
> > Os
> > positivistas abaixo-assinados vêm por meio desta
> > congratular o Meritíssimo Juiz Luís Zveiter pela
> > reafirmação da República e dos
> > princípios republicanos no Brasil, ao retirar o crucifixo
> > do plenário do
> > Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
> >
> >
> >
> > Rio de Janeiro, 27 de maio de
> > 2009.
> >
> >
> >
> > Condorcet Rezende – Advogado
> >
> > Ângelo Torres – Engenheiro
> > Industrial aposentado
> >
> > Gualter Dulci – Psicólogo
> >
> > Gustavo Biscaia de Lacerda –
> > Sociólogo da UFPR
> >
> > Hernani Gomes da Costa – Cidadão
> > brasileiro
> >
> > João Carlos Silva Cardoso –
> > Jornalista
> >
> > Leonardo Biscaia de Lacerda –
> > Médico Perito do INSS
> >
> > Thereza Furtado Gomes – Cidadã
> > brasileira
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > "Cansamo-nos de agir
> >  E até de pensar cansamos;
> >  Só não cansamos de amar
> >  E nem de dizer que amamos"
> >
> > (Teixeira Mendes, a
> > partir de Augusto Comte)
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#2620 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Ter, 23 de Jun de 2009 11:37 am
Assunto: 23 DE JUNHO: Dom João de Lepanto o herói da Batalha Naval contra os mouros no calendário.
bonangelo
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23 DE JUNHO: Dom João de Lepanto o herói da Batalha Naval contra os mouros no
calendário.
23 DE JUNHO
Neste dia, no calendário humanista secular histórico de Auguste Comte, no MÊS
DE CARLOS MAGNO
de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano homenageado é:

DOM JOÃO DE LEPANTO
Dom João da Áustria, Juan de Austria, Don Juan d’Autriche, Don John of
Austria
(nasceu no ano 1547 da nossa era, em Regensburg, Alemanha; morreu em 1578, em
Bouges, Bélgica)

VITORIOSO COMANDANTE ESPANHOL DA HISTÓRICA BATALHA NAVAL DE LEPANTO CONTRA OS
TURCOS

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes
do Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

Don Juan, filho natural do imperador Carlos V e de Bárbara Blimberg, mulher de
origem modesta. Ele foi educado secretamente com grande cuidado, e reconhecido
pelo filho legítimo Philippe II (1527-1598), como seu meio irmão, quando Juan
tinha 12 anos, em 1559. Juan recebeu a mesma educação da nobreza, como seus
sobrinhos, o príncipe hereditário Dom Carlos e o príncipe de Parma, seu
amigo, companheiro e sucessor, Dom Alexandre Farnese. Juan se distinguia por
seus modos, por sua natureza cavalheiresca e por seus sucessos em todos os
exercícios militares. Na época, sabemos que a força física era importante,
tanto como o longo treinamento com as armas.
Aos 23 anos, conquistou a fama por sua campanha contra os mouros revoltados em
Granada, que foram, em seguida, expulsos cruelmente. Em 1571, com o avanço dos
turcos no mar Mediterrâneo e a tomada de Chipre, o papa, o rei da Espanha e as
repúblicas italianas decidiram formar a Santa Liga, para reunir os esforços
dos cristãos contra os mouros.
Dom Juan foi nomeado como o almirante da Liga, e, em outubro de 1571, no comando
da frota aliada fornecida pelo papa, por Philipe II, por Veneza e Gênova,
enfrentou a armada naval dos turcos na altura de Lepanto, junto à costa norte
do golfo de Corinto, quase em frente a Patras. Dom Juan comandava 336 navios
levando 80.000 homens. Os turcos tinham 300 navios com a mesma guarnição. O
jovem e heróico chefe, então com 24 anos de idade, dispôs suas forças com
grande habilidade, e, passando por seus navios, inspirou a suas tropas e a seus
chefes o ardor com que estava animado.
Depois do meio dia, até o pôr do sol, no domingo dia 7 de outubro, a batalha
começou sua onda de destruição com uma horrível carnificina. Foi mais um
combate corpo a corpo a bordo dos navios do que uma batalha naval. Nessa luta, o
grande Cervantes participou como simples soldado.
Os navios inimigos sofriam abordagem e eram atacados a bordo. Don Juan e seu
sobrinho Alexandre de Parme combateram junto com os cruzados e cada um matou o
chefe que os enfrentou. Os turcos perderam todos os seus navios, menos 29 de
seus 300, restaram 30.000 homens dos 80.000 que tinham e salvaram a bandeira
sagrada do profeta.
O golpe dado pela vitória na Batalha de Lepanto teve um efeito moral decisivo.
Depois dessa derrota, os navios dos mouros nunca mais ameaçaram seriamente a
Europa ocidental, na parte do Mediterrâneo situado a oeste da Grécia.
Essa vitória restituiu em toda a cristandade a confiança que tinha sido tão
rudemente ameaçada pela carreira triunfante de Soliman I (1520-1566). A
vitória dos cristãos em Lepanto abateu a supremacia otomana, que, até então,
parecia invencível. Ela demonstrou que em coragem, em entusiasmo e em força
militar, a Cruz era capaz de lutar com vantagem contra o Crescente. E que os
sucessos fulminantes dos turcos tinham sido devidos ao seu número massacrante,
à sua unidade nacional e ao seu desprezo pela vida humana.
Lepanto tem um significado importante na filosofia da história. A célebre
batalha mostrou, junto com o fracasso das cruzadas, a impossibilidade tanto da
universalidade do islamismo como do predomínio universal do cristianismo.
Corresponde à neutralização de um monoteísmo, como do outro monoteísmo.
O rei Philipe II ordenou que ele fosse governar a Holanda. Lá suas brilhantes
qualidades, sua simpatia e seu valor lhe deram muitos sucessos. Mas lhe faltaram
recursos para continuar a luta e nada ele podia fazer contra as intrigas do
sombrio tirano, seu senhor o rei de Espanha.
Depois de dois anos de esforços infrutíferos, Juan morreu com 31 anos de
idade, com o coração partido pela falsidade de seu irmão, pela febre ou,
talvez, envenenado por ordem de Philipe II.
Seu coração está em Namur, na Bélgica e seu corpo repousa no Escorial, em
Madrid, ao lado do imperador Carlos V, seu pai.


AMANHÃ: Rei da Inglaterra com o heroísmo genial de fundador de nações:
Alfredo.


©2009  Ângelo Torres,
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#2621 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 24 de Jun de 2009 6:34 pm
Assunto: 24 DE JUNHO: Alfredo Rei da Inglaterra: o heroísmo genial de fundador de nações no calendário.
bonangelo
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24 DE JUNHO: Alfredo Rei da Inglaterra: o heroísmo genial de fundador de
nações no calendário.

24 DE JUNHO Neste dia, no calendário humanista secular histórico de Augusto
Comte, no MÊS DE CARLOS MAGNO de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano
homenageado como chefe da semana de 18 a 24 e junho é:

ALFREDO O GRANDE
Alfred, Aelfred, Alfred the Great
(nasceu no ano 849 da nossa era, em Wantage, Berkshire, Inglaterra; morreu em
849, em Winchester, Inglaterra)

BRILHANTE DEFENSOR DA CRISTANDADE ÚNICO REI DA INGLATERRA CHAMADO O GRANDE

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes
do Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.
A defesa da Europa contra os invasores.

Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. O pesquisador só pode fazer um estudo
crítico imparcial da sociedade ou da política se de fato for um pensador
leigo, cético ou secular, emancipado de preconceitos inverificáveis em
religião e em política. Essa é a condição prévia necessária para criar
uma real Sociologia científica de previsão, não apenas uma Sociologia
descritiva. É necessário que observe a sociedade com cuidado, mas não se
posicione a favor ou contra as mais estranhas instituições, cruéis agentes e
sangrentos acontecimentos da História.
Alfredo o Grande da Inglaterra nos dá um dos melhores exemplos dos primeiros
chefes medievais que fizeram a pacificação e a assimilação dos povos
bárbaros pela Europa cristã. Eram tribos politeístas nômades do oriente e do
norte do continente europeu.
Alfredo nasceu em Wantage em Berkshire em 849. Era o filho mais novo dos quatro
filhos de Ethelwulf, descendente de Cerdic e neto de Egberto, que fora
reconhecido como rei supremo de toda Inglaterra. Sua mãe cedo formou seu
interesse pela poesia inglesa e desde a infância ele se dedicou ao estudo da
língua latina.
Em sua infância, Alfredo esteve por duas vezes em Roma e em 853 foi sagrado rei
titular pelo papa Leão IV. O seu tempo de juventude foi de calamidade para os
saxões. Em poucos anos, a obra de Egberto não existia mais; a preponderância
de Wessex foi destruída e os homens pagãos do norte, que então se dizia serem
os dinamarqueses, iam devastando e conquistando em todos os cantos da
Inglaterra.
Os escandinavos, antes, faziam pirataria para pilhagem. Mas agora, chegavam com
exércitos organizados para conquistar e se fixarem nas novas terras. Os três
irmãos mais velhos de Alfredo reinaram por 12 anos, e em 871, Alfredo, com 22
anos, tornou-se rei de Wessex.
Durante sete anos, o jovem rei guerreou desesperadamente os invasores pagãos e,
em certo momento, chegou a ficar reduzido apenas à parte do sul do Wessex. Mas
por fim ele os venceu na grande batalha de Ethandun, no Wiltshire. Pelo acordo
de paz de Wednore em 878, o chefe danês, Guthrun, aceitou ser batizado e o
Wessex gozou, então, alguma paz. Mesmo tendo ainda Alfredo que manter lutas
desesperadas por mais 20 anos, ele conseguiu defender com sucesso a integridade
de seu reino saxão do oeste.
Embora tenha sido admirável o valor com que esse jovem rei tenha salvado seu
povo e sua religião cristã do invasor selvagem, sua carreira como organizador
civil, foi ainda mais memorável e mais importante.
Da mesma forma como Carlos Magno, ele viu que a única forma de garantir a
incorporação dos homens do norte à civilização européia estava na sua
conversão religiosa ao cristianismo. Alfredo, então satisfeito com esse
começo de vida civilizada, deixou os daneses como donos do resto da Inglaterra
e se dedicou a proteger e a organizar o Wessex.
Alfredo dividiu o reino em distritos militares em que cada um estava obrigado de
fornecer os homens necessários para a defesa do país. Ele empreendeu logo em
criar uma frota naval. Por essa iniciativa, ele tornou-se o fundador da grande
potencia marítima da Inglaterra. Tendo formado seu reino, aplicou-se a
assegurar a justiça e a formar um código geral de leis.
A reorganização do Wessex foi tão bem feita, que, em outras guerras em 886 e
893, Alfredo obteve a vitória tanto em terra como no mar.
Durante todo seu governo, sua atividade foi intensa em todas as partes do
governo, civil e militar, judiciária, industrial, artística, intelectual e
religiosa. Enviou navios em viagem de exploração no mar do norte e mandou
missões a Jerusalém e a Roma.
Alfredo fez de Winchester o mesmo que Carlos Magno fez com Aix-la Chapelle:
tornou a cidade no centro da inteligência, da arte e da cultura para as ilhas
do norte. Chamou sábios, encorajou os comerciantes estrangeiros e acolheu os
fabricantes e artistas da Europa continental.
Depois de um governo bem sucedido de 28 anos, Alfredo morreu em 899 aos 50 anos
de idade, sendo enterrado na velha igreja de Winchester.
Se o teatro de suas guerras e de seu governo não foi tão extenso, o sucesso de
Alfredo, tanto na paz como na guerra, mostrou sua visão de gênio e heroísmo
de um nato fundador de nações.
Ele disse:
        “Toda minha vida, eu me dediquei a viver dignamente na esperança de
deixar à posteridade a lembrança de minhas boas ações.â€


AMANHÃ: Charles Martel salva a Europa do domínio dos mouros.


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#2622 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qui, 25 de Jun de 2009 4:56 pm
Assunto: 25 DE JUNHO: Salvação da Europa do domínio dos mouros: Charles Martel no calendário histórico.
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25 DE JUNHO: Salvação da Europa do domínio dos mouros: Charles Martel no
calendário histórico.

25 DE JUNHO Neste dia, no calendário humanista secular histórico de Augusto
Comte, no MÊS DE CARLOS MAGNO
de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano é:

CHARLES MARTEL
Carolus Martellus Carlos Martelo, Karl Martell
(nasceu no ano 688 da nossa era; morreu no ano 741, em Quierzy, no rio Oise, na
França)

REI DOS FRANCOS VENCEDOR DOS INVASORES DO NORTE E DOS MOUROS EM POITIERS

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes do
Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.
Soldados, as cruzadas e o altruísmo na Cavalaria medieval.

Por Ângelo Torres

Temos muitos tipos eminentes entre os militares da cavalaria medieval, modelos
do heroísmo guerreiro inspirado pelo catolicismo. São soldados de valor que
salvaram a civilização contra inimigos fortes e ferozes.
CARLOS MARTELO era filho natural de Pepino de Herstal, fundador da dinastia
Carlovíngia. Com a morte de Pepino em 714, ele foi excluído da sucessão do
pai e encarcerado pela esposa para proteger o próprio neto.
Carlos escapou da prisão e se colocou à frente dos francos da Austrásia, na
parte oriental do reino. Depois de várias campanhas, ele conseguiu reorganizar
o país e se colocar como seu único chefe. Carlos era de grande estatura, de
porte hercúleo, por natureza duro como um martelo e de aparência feroz.
O chefe dos francos passou à guerra e colocou seu país senhor da Aquitânia e
Francônia, da Suábia, da Bavária e do Saxe.
A grande glória de sua vida foi a vitória decisiva sobre os mouros da Espanha.
Os muçulmanos conquistaram a península ibérica desde o ano 711. Dois anos
depois, se lançaram sobre a Gália e se estabeleceram sobre as bordas do mar
Mediterrâneo. Em vinte anos eles tinham invadido o país até o Loire. Durante
todo o verão de 732, Charles trabalhosamente reuniu suas tropas desde o mar do
norte e a floresta negra até o canal da Mancha e o golfo da Gascônia no
sudoeste da França.
O encontro com o exército dos mouros foi no platô vizinho de Poitiers, em
outubro de 732. A sorte da Europa e da cristandade, como se considera até hoje,
dependia do resultado dessa luta. Por sete dias os dois exércitos se colocaram
frente a frente, em combates parciais. Ao fim do oitavo dia,a cavalaria dos
árabes se precipitou em massa sobre as linhas cerradas dos francos, aos gritos
de Allah Akbar. O dia todo foi de luta continuada. A noite colocou fim à
carnificina em que morreu o líder árabe Abd-ar-Rahman, emir da Espanha e o
resto das forças dos mouros se lançou em fuga. A invasão da Europa pelos
árabes, que aterrorizava a Cristandade então teve fim.
Carlos completou sua vitória em Poitiers estabelecendo a autoridade dos francos
sobre toda a Gália. Estava disposto a ir à Itália, convidado pelo papa
Gregório III, quando a morte o surpreendeu em outubro de 741.
Carlos Martelo foi sob todos os aspectos o modelo de seu possante neto Carlos
Magno. Foi um vencedor como organizador da vitória. Seu neto, o poderoso Carlos
Magno, seguiu o seu exemplo na guerra, acrescentando a essa virtude o respeito
pela cultura intelectual e pela religião.
As necessidades de suas guerras, de sua autoridade, mais do que sua ambição, o
conduziram a se apropriar muitas vezes dos bens da Igreja Católica. Por causa
disso, os eclesiásticos da Itália o denunciaram com amargura, o que foi
relatado até na poesia por Dante.
A glória de Charles Martel foi à salvação da Europa do domínio dos mouros,
estancando, ao norte e ao sul, a torrente de invasão dos muçulmanos pelo sul
da Europa e dos pagãos pelo norte. A essa glória se soma a formação dos
fundamentos do império franco da Idade Média.

AMANHÃ: El Cid na época de ouro da cavalaria da Idade Média.

©2009  Ângelo Torres,
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#2623 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sex, 26 de Jun de 2009 2:40 pm
Assunto: 26 DE JUNHO: A época de ouro da cavalaria da Idade Média: El Cid no calendário histórico.
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26 DE JUNHO: A época de ouro da cavalaria da Idade Média: El Cid no
calendário histórico.

26 DE JUNHO
Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no MÊS DE CARLOS MAGNO
de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano é:

EL CID
Rodrigo Diaz de Vivar
El Cid, O Senhor, El Campeador, O Campeão
(nasceu em 1043, em Burgos, Castela, Espanha; morreu em 1099, em Valência,
Espanha)

NOBRE GUERREIRO CAVALEIRO VIRTUOSO HERÓI NACIONAL DA ESPANHA

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes
do Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

RODRIGO DIAZ DE VIVAR, filho de Diego de Vivar, favorito de Fernando I, rei de
Castela, conhecido como El Cid, tornou-se o herói dos espanhóis em suas longas
lutas contra os invasores mouros.
Seu nome, Cid, tem origem da palavra do árabe “as-sid†que significava
“senhorâ€. Era também conhecido como El Campeador ou campeão.
Sua biografia mostra sua vida romanceada pelas lendas, e poucos dos fatos
contados estão documentados. Seu próprio caráter é representado de forma
diferente, dependendo da época em que o poeta ou romancista escreveu.
Considera-se que a descrição mais confiável da vida do herói se acha no
poema do Cid, que tem 3.741 versos escritos provavelmente no século que se
seguiu a sua morte. Ele é representado como um soldado duro, aventuroso e pouco
escrupuloso, que inspira ao mesmo tempo a inveja ao seu soberano e o terror aos
mouros. O poema relata numerosos fatos romanceados e emocionantes que lembram as
baladas ou a história trágica em que Pierre Corneille colocou o herói e em
autores como Lope de Vega.
Na crônica da época, El Cid é descrito de forma realística e convincente em
seus atos
heróicos, na época de ouro da cavalaria da Idade Média. A cultura de guerra
na Espanha medieval é ali bem descrita. O autor mostra a diferença entre os
nobres das classes mais altas e homens como El Cid, de classes mais humildes,
mas que lutavam pela honra e pela glória, sendo prudentes, bravos, generosos,
leais à família, ao rei e à religião, sendo, assim, superiores em sua
virtude.
O Cid se torna apaixonado por Jimena, filha de don Gomez. O pai do herói chama
o filho para vingar, em duelo, o insulto que recebera do pai de Jimena. No
combate, o herói mata o pai de sua amada, don Gomez. Jimena pede ao rei
Fernando a punição do matador de seu pai. O rei decide, afinal, que os dois
jovens deveriam se unir em casamento.
El Cid é representado nos romances como o tipo de fidelidade no casamento e da
afeição doméstica. Sua natureza independente e franca o expõe constantemente
aos ataques de rivais invejosos. Mais tarde, o rei Alfonso, que devia seu trono
ao Cid, toma todos os seus bens, confisca os seus castelos fortes e o manda para
o exílio. O herói exilado vai com um exército para combater os mouros.
Ao ficar sabendo que Alfonso estava em perigo, ameaçado de perto pelo sultão
do Marrocos, o Cid vai ao seu socorro.
Toda a vida de El Cid se passa em batalhas contra os mouros, e sua vida de lutas
teve seu ponto alto na tomada de Valencia em 1094. Ele governou a cidade em
desafio aos ataques constantes do mouro Almoravid, até sua morte em 10 de julho
de 1099, em Valência. Foi enterrado em Burgos e seu túmulo, que ainda existe,
é um local de peregrinação. Suas duas espadas estão conservadas.


AMANHÃ: Ricardo Coração de Leão famoso tipo de cavaleiro da Idade Média.


©2009  Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America -
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#2624 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sáb, 27 de Jun de 2009 3:41 pm
Assunto: 27 DE JUNHO: Ricardo Coração de Leão famoso tipo de cavaleiro da Idade Média no calendário.
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27 DE JUNHO: Ricardo Coração de Leão famoso tipo de cavaleiro da Idade Média
no calendário.

27 DE JUNHO Neste dia, no calendário humanista histórico de Auguste Comte,
no MÊS DE CARLOS MAGNO de 18 de junho a 15 de julho, o tipo humano é:

RICARDO CORAÇÃO DE LEÃO
Richard the Lion-heart, Ricardo I, Rei da Inglaterra, Richard Coeur de Lion
(nasceu em 1157, em Oxford, Inglaterra; morreu em 1199, no Ducado de Aquitânia,
França)

CAVALEIRO MEDIEVAL LENDÁRIO REI HERÓI CORAJOSO E ROMÂNTICO

Maiores figuras humanas na aplicação prática da moral e dos costumes
do Catolicismo na Idade Média, preparando a civilização do futuro.

Por Ângelo Torres

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do
passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião, crendo em seus
deuses poderosos, jamais será imparcial. Do mesmo modo, no estudo e no
julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia
política e seu líder político, não poderá ser imparcial.
O pesquisador só pode fazer um estudo crítico imparcial da sociedade ou da
política se de fato for um pensador leigo, cético ou secular, emancipado de
preconceitos inverificáveis em religião e em política. Essa é a condição
prévia necessária para criar uma real Sociologia científica de previsão,
não apenas uma Sociologia descritiva. É necessário que observe a sociedade
com cuidado, mas não se posicione a favor ou contra as mais estranhas
instituições, cruéis agentes e sangrentos acontecimentos da História.
Ricardo Coração de Leão é lembrado aqui como um famoso tipo de cavaleiro
medieval, entre os chefes das cruzadas cristãs contra os mouros. Seu heroísmo
nas batalhas, sua generosidade e cortesia até para com seus inimigos criaram,
em torno de seu nome, um prestígio universal e imortal como cruzado e
cavaleiro.
RICARDO PRIMEIRO foi o segundo filho de Henrique II, rei da Inglaterra, e de
Eleonora de Aquitânia na França, tendo nascido em 1157 em Oxford. Aos 32 anos
sucedeu a seu pai no governo do vasto reino inglês que se estendia do rio Tweed
no norte da Inglaterra até os Pirineus na Aquitânia.
Ricardo I resolveu se lançar ainda uma vez mais para retomar Jerusalém aos
mouros. A cidade tinha sido retomada pelas forças muçulmanas. O último rei
cristão de Jerusalém acabou prisioneiro dos mouros na batalha de Tiberíade.
A Europa fez um grande esforço na terceira cruzada, feita por acordo do
imperador Frederico Barbaroxa, com Philippe-Augusto, rei da França e com
Ricardo I, rei da Inglaterra. Ricardo levantou muito dinheiro, fosse vendendo ou
empregando recursos da coroa inglesa e partiu no ano de 1190 para a Sicília.
Chegando lá, ele se desentendeu com o rei Philippe e retardou alguns meses sua
partida. No caminho, ele conquistou Chipre, que deu a Guy de Lusignan.
No ano seguinte, ele chegou à Palestina, onde, depois de uma luta encarniçada,
conquistou Acre, hoje Akko, na Palestina. Então Ricardo teve novo atrito com o
rei Philippe, que retornou para a Europa. Mas Ricardo continuou em campanha. Ele
desafiou Saladino, o sultão do Egito e da Síria numa grande batalha em
Cesarea. Continuou por meses em luta contra o sultão mouro, até fazer um
armistício deixando Jerusalém sob o poder de Saladino.
Mas, com um resultado insatisfatório em Jerusalém e estando abandonado pela
maior parte de seus aliados, Ricardo retornou para a Europa. Foi capturado por
Leopoldo V, duque da Áustria e entregue a Henrique VI, Imperador do Sacro
Império. Após o pagamento de um vultoso resgate, foi libertado em 1194.
Ricardo voltou para a Inglaterra depois de quatro anos de ausência, sendo
novamente coroado. Os últimos anos de seu reinado, a maior parte passados fora
do país, foram dedicados à sua guerra contra Philippe-Augusto pela posse da
Normandia. Morreu em 1199, num ataque ao castelo de Châlus, no ducado da
Aquitânia.
Ricardo Coração de Leão não se destacou como estadista, sendo por vezes
feroz, injusto e egoísta. Mas tornou-se famoso como cruzado e cavaleiro
medieval, apesar de seus defeitos como rei e como estadista. É colocado em
lugar de honra por sua romântica e cavalheiresca coragem nas suas proezas na
terceira cruzada (1189 a 1199) que o levou a pôr de lado todas as razões de
prudência e de governo para fazer frente ao avanço dos mouros sobre a
civilização européia. Suas qualidades fizeram dele um rei popular em seu
tempo, colocando-o como o herói de um número sem fim de românticas lendas.
Ricardo é lembrado por seu heroísmo sem igual no campo de batalha e por sua
generosidade para com seus nobres inimigos. Apesar de suas falhas como rei, de
seus vícios como homem, Ricardo Coração de Leão viverá sempre na memória
do oriente, como do ocidente, como o primeiro soldado de seu tempo e o modelo
inesquecível de cavaleiro.


AMANHÃ: Heroína da Pátria condenada como herege queimada viva: Joana d’Arc.


©2009  Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America -
Phone. 55-21-9255-3145 bonangelo@...
Greeting Our Human Past, the basis of  scientific Sociology.

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#2625 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Seg, 29 de Jun de 2009 2:32 pm
Assunto: Enc: Mas que diabos é isso, afinal?
gustavobiscaia
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"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em dom, 28/6/09, Vania Leal Cintra <vaniacintra@...> escreveu:

De: Vania Leal Cintra <vaniacintra@...>
Assunto: Mas que diabos é isso, afinal?
Para: "Vania Leal Cintra" <vaniacintra@...>
Data: Domingo, 28 de Junho de 2009, 22:26

















Belíssima a virada brasileira
no jogo final da Copa das Confederações!

Emocionante!

Um espetáculo à parte, bem além
das expectativas, dos lances e da bola rolando em campo.

Angustiados durante todo o 1º
tempo, torcíamos por essa virada. Vibramos com ela, dela nos orgulhamos, todos
nós – homens e mulheres jovens ou velhos, brancos, pretos, marrons, verdes,
azuis,
amarelos, baixos, altos, magros, gordos, cristãos, judeus, muçulmanos,
umbandistas,
ateus etc. etc., todos aqueles que respeitamos as cores e os demais símbolos
nacionais
que nos unem em um só e único povo que fala uma só e mesma língua e que é o
resultado
da multiplicação daqueles “90 milhões em ação†do nosso passado recente
– o povo
brasileiro.

Ao final do jogo de hoje, porém,
um outro espetáculo, esse, lamentável, apresentou-se. E nos provoca algumas
dúvidas
atrozes.

Que é o que une e impele esse
time por nós vestido de verde-e-amarelo à vitória? Esse time, o nosso time,
será uma seleção de nossos jogadores, brasileiros, ou alguma
Igreja ou Confederação de Igrejas nos anda emprestando aqueles que seriam os
seus jogadores?  A quem devemos a vitória de hoje, a jogadores
brasileiros esforçados e bem treinados, a jogadores religiosos bem-aventurados,
ou seria a “Jesusâ€, a quem os jogadores louvaram em campo? Esse “Jesusâ€
torcedor,
que nos teria permitido uma vitória de virada no futebol mundial, seria mais
poderoso que o “Jesus†de alguns jogadores e alguns torcedores
norte-americanos,
que perderam o jogo decisivo? Ou alguns crêem que esse “Jesus†lhes teria,
particularmente, permitido bons lances porque eles são particular e
escandalosamente apegados à sua fé?

A fé de cada um de nós é um assunto
estritamente subjetivo, particular; pode manifestar-se à vontade, da forma que
for, desde que não seja criminosa, mas por cada um de nós em particular em
momentos
e locais apropriados a que isso seja feito. Não sendo assim, não merece
respeito -- ou é maluquice ou é desaforo.

Portanto, mais outras dúvidas
nos assombram e atormentam, essas ainda mais atrozes.

Classificado o Brasil para a Copa
do Mundo, ao final de cada vitória brasileira deveremos assistir
manifestações públicas
de histeria e fanatismo religioso semelhantes à que pudemos assistir hoje? E
devemos
aceitar que alguns jogadores maculem o uniforme canarinho com saiotes
improvisados
estampando frases sem qualquer sentido para muitos de nós, ainda por cima
escritas
em uma outra língua qualquer que não é a nossa?

Ou a CBF vai resolver disciplinar
essa turma e dela exigir um pouco mais de respeito ao País e a todos os
torcedores brasileiros, indiscriminadamente?  Vestiário serve pra quê?

E nas Olimpíadas? Vai ser
assim também? Vai virar moda? Em todos os esportes?

“Jesus†!!! Que vexame!

Com quem a gente pode falar
pra resolver isso antes que seja tarde demais?

VaniaLC

   



                                        \
                                        \
                                      
                   AFP PHOTO /
ALEXANDER JOE

Delegação brasileira se reúne
para orar em campo, logo após o final da decisão da Copa das Confederações

   



                            AFP PHOTO /
FRANCOIS XAVIER MARIT

Depois de marcar o terceiro
gol do Brasil,

capitão Lúcio ergue a taça de
campeão

cercado pelos companheiros de
seleção brasileira

   

   

   

   

   

   








      
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