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#2311 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 1 de Out de 2008 1:50 pm
Assunto: 01 DE OUTUBRO: GRÉTRY no Calendário Histórico.
bonangelo
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01 DE OUTUBRO: GRÉTRY no Calendário Histórico.

01 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no MÊS DE
SHAKESPEARE, do Drama Moderno,
o grande tipo humano homenageado na semana de MOZART, nos anos bissextos é:

GRÉTRY
Andre-Ernest-Modeste Gretry
(nasceu em 1741, em Liege, Bélgica; morreu m 1813. em Paris)

COMPOSITOR DE ÓPERAS ENGENHOSO LÍDER UM DOS FUNDADORES DA ÓPERA CÔMICA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Nesta semana estão os mestres modernos na arte secularizada da MÚSICA, uma das
artes que deixaram gradualmente as naves das igrejas para a liberdade dos
teatros e recitais dos novos tempos e dos costumes leigos, em geral sem ataque
direto à religião. Mas com a declarada oposição impotente dos padres
cristãos.

Por Ângelo Torres

GRÉTRY nasceu na Bélgica e seguindo conselhos de Voltaire foi para Paris em
1768.
Durante 40 anos trabalhou com principal compositor de óperas cômicas e como
autoridade musical. Ficou conhecido em 1769 pela peça Tableau Parlant que era
uma verdadeira comédia. Tornou-se um dos principais fundadores da ópera
cômica francesa, que em essência é uma comédia real interpretada
musicalmente.
Grétry foi chamado, sem alguma exageração, “O Molière da músicaâ€. O que
significa que sua característica era de ter conseguido a expressão musical
estrita de todos os sentimentos, mesmo os mais ligeiros.
Sua ópera séria Ricardo Coração de Leão de 1784 é considerada sua
obra-prima. Contém a ária
“Oh Ricardo, meu rei, o universo te abandona!â€
Ária que adquire uma importância histórica quando foi cantada no famoso
banquete des Gardes, em Versalhes, na véspera da Revolução Francesa.
As peças de Grétry mostram seu sentimento vigoroso da verdadeira expressão
dramática. Nas suas MEMÓRIAS SOBRE A MÚSICA 1789-1797 sua teoria musical.
Essa obra tem sua leitura recomendada até nossos dias.

AMANHÃ: LULLI.


© 2008 Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America -
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#2312 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qui, 2 de Out de 2008 12:56 pm
Assunto: 02 DE OUTUBRO: LULLY no Calendário Histórico.
bonangelo
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02 DE OUTUBRO:    LULLY no Calendário Histórico.

02 DE OUTUBRO.
Neste dia, no calendário cético humanista histórico,
no mês do Drama Moderno, o tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

LULLY
Giovanni Battista Lulli, Jean-Baptiste Lully
(nasceu em 1632, em Florença, Itália ; morreu em 1687, em Paris)

COMPOSITOR ITALIANO NATURALIZADO FRANCÊS FUNDOU A ÓPERA NACIONAL DA FRANÇA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Nesta semana estão os mestres modernos na arte secularizada da MÚSICA, uma das
artes que deixaram gradualmente as naves das igrejas para a liberdade dos
teatros e recitais dos novos tempos e dos costumes leigos, em geral sem ataque
direto à religião. Mas com a declarada oposição impotente dos padres
cristãos.

Por Ângelo Torres

LULLY ainda jovem foi levado para Paris, ficando a serviço do rei.
Elevou-se rapidamente da posição de violinista da orquestra de Luis XIV aos
mais altos postos e honratias em razão de uma insaciável ambição. Compositor
para o rei e mestre de música da família real, recebeu sua carta de
nacionalização e suas cartas de nobreza em 1681. Mais tarde tornou-se um dos
Secretários do rei, que era um privilégio somente oferecido a aristocratas
franceses.
Lully compôs as árias de várias comédias de Molière e a música de Psyché
para a letra composta por Molière e Corneille. Foi, na história da música, um
dos principais criadores da ópera em seu primeiro período.
Compôs balés para a corte real, chegando a dançar em conjunto com o próprio
rei em muitos deles. Compôs vários balés para as comédias de Molière. Suas
óperas são solenes e majestosas, colocando ênfase na clareza do texto e nas
peculiaridades da língua francesa.
Entre outras peças estão várias composições sagradas, incluindo o famoso
Miserere e 17 motetos; danças para vários instrumentos; suítes para trompete
e cordas.


AMANHÃ:   HANDEL no calendário.
.

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#2313 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sex, 3 de Out de 2008 1:24 pm
Assunto: 03 DE OUTUBRO: HANDEL no Calendário Histórico.
bonangelo
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03 DE OUTUBRO:  HANDEL no Calendário Histórico.

03 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Auguste Comte, no MÊS DE
SHAKESPEARE, do Drama Moderno,
  o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

HANDEL
George Frideric Handel, Georg Friedrich Händel, Haendel
(nasceu em 1685, em Halle, Saxônia, Alemanha; morreu em 1759, em Londres)

COMPOSITOR INGLÊS NASCIDO NA ALEMANHA FAMOSO POR SEU ORATÓRIO MESSIAH

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Nesta semana estão os mestres modernos na arte secularizada da MÚSICA, uma
entre as artes que deixaram gradualmente as naves das igrejas para a liberdade
dos teatros e recitais dos novos tempos e dos costumes leigos, em geral sem
ataque direto à religião. Mas com a declarada oposição impotente dos
sacerdotes cristãos.

Por Ângelo Torres

HANDEL nasceu na Alemanha e naturalizou-se inglês, passando a maior parte de
sua longa vida na Inglaterra. Na infância foi considerado um menino prodígio
por seu talento musical. Compôs aos 19 anos de idade a sua primeira ópera.
Depois de passar três anos na Itália, ao retornar à Inglaterra foi nomeado
Mestre de Capela pelo rei George I. Fixou-se definitivamente em seu novo país
em 1710. Até 1738 dedicou-se ao teatro de ópera, compondo entre 30 e 40
peças. Recebeu os aplausos do público, embora sua empresa teatral não fosse
um êxito comercial. Com a saúde em declínio, resolveu deixar o trabalho com a
ópera.
Foi muito feliz ao encontrar sua verdadeira vocação na composição do
oratório, ao qual se consagrou com a idade de 55 anos. Produziu vários
oratórios, entre eles o mais famoso MESSIAH, em 1742. Morreu depois de longa
doença em 1759 sendo enterrado na Abadia de Westminster, onde um monumento em
sua honra foi construído no canto dos poetas.
A reputação de Handel e sua popularidade foram grandes tanto na Inglaterra
como na França e na Alemanha. Desenvolvera um nobre espaço da arte musical em
que se coloca como soberano e sem rival. A grandeza escultural de seus efeitos
corais é bem adequada a impressionar o público.
Árias e solos tirados de suas óperas são ainda muito admirados. Ao lado de
Bach, Gluck e de Mozart, Handel é um dos grandes autores na evolução musical
moderna durante os três séculos que separam o nascimento de Palestrina e a
morte de Beethoven.

AMANHÃ:   WEBER.


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#2314 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sáb, 4 de Out de 2008 10:38 am
Assunto: 04 DE OUTUBRO: WEBER no Calendário Histórico.
bonangelo
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04 DE OUTUBRO:   WEBER no Calendário Histórico.

04 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no MÊS DE
SHAKESPEARE, do Drama Moderno,
o grande tipo humano homenageado na semana de MOZART, nos anos bissextos é:

WEBER
Carl Maria von Weber, Carl Maria Friedrich Ernst, Freiherr, barão Von Weber
(nasceu em 1786, em Eutin, Holstein, Alemanha: morreu em 1826, em Londres)

COMPOSITOR ALEMÃO PIANISTA MAESTRO E DIRETOR DE OPERA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Nesta semana estão os mestres modernos na arte secularizada da MÚSICA, uma
entre as artes que deixaram gradualmente as naves das igrejas para a liberdade
dos teatros e recitais dos novos tempos e dos costumes leigos, em geral sem
ataque direto à religião. Mas com a declarada oposição impotente dos padres
cristãos.

Por Ângelo Torres

WEBER morreu antes de seus quarenta anos de idade. Deixou nove óperas, das
quais três ainda são apresentadas em nossos dias. Deixou ainda uma
considerável quantidade de composições para canto e instrumento.
A fama de Weber manteve-se com o tempo, baseando-se sobre óperas escritas para
o gosto permanente dos povos e para todas as vozes do bel-canto que se ouvem nos
palcos em todo mundo.
Em 1821 compôs seu primeiro grande sucesso em toda a Europa, a ópera
Freischütz, o Livre-atirador. Essa ópera tornou-se logo muito popular,
estabelecendo o estilo da ópera romântica alemã. Com esse êxito o jovem
compositor passou a ser considerado o sucessor no teatro para Mozart e para
Beethoven.
A obra que se seguiu, a ópera Euryanthe, em 1823 é considerada a sua
obra-prima. Weber escreveu uma ópera na língua inglesa a ser representada em
Londres, com o nome de Oberon. Em 1826 transferiu-se para Londres, sendo a
ópera representada com sucesso. Mas dois meses depois ele morreu, sendo
enterrado com grande cerimonial fúnebre.

AMANHÃ:   DONIZETTI.

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#2315 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Dom, 5 de Out de 2008 9:40 pm
Assunto: 05 DE OUTUBRO: DONIZETTI no Calendário Histórico.
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05 DE OUTUBRO: DONIZETTI no Calendário Histórico.

05 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no MÊS DE
SHAKESPEARE, do Drama Moderno,
o grande tipo humano homenageado na semana de MOZART, nos anos bissextos é:

DONIZETTI
Domenico Gaetano Maria Donizetti
(nasceu em 1797, em Bérgamo, Itália; morreu em 1848, em Bérgamo)

COMPOSITOR ITALIANO DE ÓPERA AUTOR DE GRANDE NÚMERO DE OBRAS

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Nesta semana estão os mestres modernos na arte secularizada da MÚSICA, uma
entre as artes que deixaram gradualmente as naves das igrejas para a liberdade
dos teatros e recitais dos novos tempos e dos costumes leigos, em geral sem
ataque direto à religião. Mas com a declarada oposição impotente dos padres
cristãos.

Por Ângelo Torres

DONIZETTI era seis anos mais moço do que Rossini e nove anos mais velho do que
Bellini. Nasceu em Bérgamo, na Itália do norte em 1798.
Estudou no Conservatório de Nápoles, produzindo sua primeira ópera aos 20
anos de idade, em 1818. Seus principais sucessos foram apresentados entre os
anos de 1830 e 1835. Foram Ana Bolena, Elixir de Amor, Lucie de Lammermoor e
Lucrecia Bórgia.
Foram numerosas óperas tanto em italiano como em francês. Produziu em 1843 a
ópera Don Pasquale, uma deliciosa peça cômica. Escreveu mais de sessenta
óperas. Esgotado por seu trabalho incessante, chegou a um estado habitual de
melancolia e morreu de paralisia em 1848, com a idade de 50 anos.
Donizetti, tal como Bellini pertenceu à escola de Rossini, apresentando menos
potência que seu mestre, mas evitando seu maneirismo. Do mesmo modo de Bellini,
sua principal habilidade consistia na melodia tocante, com grande poder
dramático, de vivacidade e originalidade cômicas.
O grande entusiasmo apaixonado que recebeu durante sua vida se deve também aos
soberbos intérpretes de suas obras, a cujas vozes adaptou exatamente suas
árias.

AMANHÃ: A pura melodia com uma completa harmonia: Mozart.


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#2316 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Seg, 6 de Out de 2008 4:29 pm
Assunto: 06 DE OUTUBRO: A pura melodia com uma completa harmonia: Mozart no Calendário Histórico.
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06 DE OUTUBRO: A pura melodia com uma completa harmonia: Mozart no Calendário
Histórico.

06 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no MÊS DE
SHAKESPEARE, do Drama Moderno,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

MOZART
Johann Chrysostom Wolfgang Amadeus Mozart
De batismo Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart
(nasceu em 1756, em Salzburg, Áustria; morreu em 1791, em Viena, Áustria)

INSUPERÁVEL BRILHANTE VERSÁTIL COMPOSITOR AUSTRÍACO

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Nesta semana estão os mestres modernos na arte secularizada da MÚSICA, uma
entre as artes que deixaram gradualmente as naves das igrejas para a liberdade
dos teatros e recitais dos novos tempos e dos costumes leigos, em geral sem
ataque direto à religião. Mas com a declarada oposição impotente dos padres
cristãos.

Por Ângelo Torres

MOZART, o mais maravilhoso de todos os gênios musicais, nasceu numa família de
músicos em Salzburgo, em 1756, morrendo antes de completar 36 anos, em 1791,
consumido pela excitação e pela atividade sem descanso.
Ele produziu uma quantidade considerável de composições, entre as quais
estão obras-primas em todos os departamentos da música vocal e instrumental.
Fez, mesmo uma revolução na história da arte musical. E o mais intenso de
todos os gênios musicais foi naturalmente o mais precoce.
Johann Wolfgang Amadeus Mozart era filho de um violinista de fama, autor de
conhecido manual para violino, Leopold Mozart, a serviço do arcebispo de
Salzburgo. O nome Amadeus se traduz para o latim como Theophilus e em alemão
como Gotlieb. Ele foi destinado à música desde o berço.
Com a idade de três anos ele começou a tocar e até a compor. Aos cinco anos
participou da representação pública de uma ópera e aos 6 anos foi
apresentado como um menino prodígio nas cortes dos príncipes alemães. Ao
crescer, o jovem continuou seu progresso musical, mostrando sua habilidade
sensível, delicada e penetrante.
Dos 7 aos 17 anos o precoce gênio foi colocado numa longa série de viagens
pelos países da Europa, acompanhado por seu pai e por sua irmã. Ele se
apresentou em público e na corte nas cidades da Alemanha, em Bruxelas, Paris,
na Holanda, na Suíça, na Áustria e na Itália. Em Londres ele ficou por um
ano e três meses.
Por toda a parte o maravilhoso jovem provocava um entusiasmo extremo. Suas
viagens continuaram e chegando aos 20 anos Mozart havia assimilado muito sobre a
música de seu tempo em todos os gêneros. Então ele voltou a Salzburgo, sua
cidade natal e trabalhou por cinco anos em peças mais longas. Em 1781, aos 35
anos, foi para Viena, onde passou o resto de sua curta vida, salvo por algumas
rápidas ausências.
Em 1786 ele produziu a ópera Le nozze di Figaro, Núpcias de Fígaro. Tinha
então 30 anos e sua carreira estava em seu mais alto ponto. A ópera foi um
sucesso e no ano seguinte foi a vez do Don Giovanni, o seu Don Juan. Mozart
dirigiu pessoalmente a representação das duas óperas.
Em 1791 ele compôs sua última ópera, Die Zauberflöte, A flauta mágica, e
logo depois recebeu o pedido de um patrocinador influente para compor um
Réquiem. A ópera Clemência de Tito, baseada no drama de Metastásio veio em
seguida. No fim do ano de 1791 ele sofria com febre reumática inflamatória e
mal-estar. Em 5 de dezembro de 1791 ele morreu. Ele foi enterrado no cemitério
de São Marcos em Viena. Assim foi que acabou a vida aos 35 anos o maior dos
músicos.
Mozart era de pequena estatura, de personalidade agradável, com bonitas mãos,
olhos e cabelos bonitos. Apresentava uma simplicidade pessoal e uma natural
amabilidade. No entanto seu gênio era dos mais destacados entre os que a
história registra.
A contribuição especial de Mozart foi deixar para o mundo obras duráveis e
soberbas em cada gênero musical: cantos, sonatas, concertos, sinfonias, missas
e óperas. Nas peças instrumentais, criou novas técnicas e abriu novos
horizontes. Na composição de canto é reconhecido como superior: nenhum mestre
deixou um número igual de impressionantes árias que jamais serão esquecidas.
Na sinfonia e nas suas missas não é igualado ou ultrapassado a não ser por
Beethoven ou Bach. Mas na ópera ele criou o tipo perfeito.
Mozart não tem rival para os ouvidos dos que amam a melodia pura e preferem uma
completa harmonia.


AMANHÃ: O modelo do pensador da modernidade na ciência e na filosofia: René
Descartes.
FILOSOFIA MODERNA: O mês dedicado a Descartes de 9 de outubro a 4 de novembro.
O saber mais avançado da Europa tanto na teologia como nas ciências naturais:
o Bispo Dominicano Alberto Magno.


AMANHÃ:  As idéias universais de JOHN OF SALISBURY no Calendário Histórico.
Nos anos bissextos.


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#2317 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Ter, 7 de Out de 2008 12:24 pm
Assunto: 07 DE OUTUBRO:: As idéias universais de JOHN OF SALISBURY no Calendário Histórico.
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07 DE OUTUBRO:: As idéias universais de JOHN OF SALISBURY no Calendário
Histórico.

07 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, , no mês da
FILOSOFIA MODERNA,  o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

JOHN OF SALISBURY
Johannes de Saresberia, o Parvus, o Menino
(nasceu em Salisbury, Inglaterra; morreu em 1180, em Chartres, França)

TEÓLOGO FILÓSOFO HUMANISTA CRÍTICO HISTORIADOR E ESCOLÁSTICO MODERADO

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento firme comprovado sobre o próprio
homem e sobre o mundo e de seus princípios gerais.
A criação da RAZÃO EXPERIMENTAL CIENTÍFICA é a maior revolução já feita
no saber humano, na filosofia, em todos os tempos.

Por Ângelo Torres

JOHN OF SALISBURY, um importante sacerdote católico está entre os primeiros
pensadores a mostrar uma solução moderada para o problema filosófico dos
“universaisâ€, das “idéias universais†discutido na Idade Média. Foi um
filósofo conhecedor das controvérsias da escolástica em sua época.
Apresentou de forma moderada o abandono da teoria do realismo de Platão, que
afirmava que as “essências†tinham realidade num mundo transcendente
divino, único verdadeiro.
Ao contrário do realismo, Aristóteles afirmava que as essências, ou idéias
gerais, eram apenas concepções da mente, apenas nomes. O “nominalismoâ€
ficou em oposição ao “realismo†platônico. Aristóteles com seu gênio
reconheceu que as noções universais eram abstrações feitas pela imaginação
humana para representar a realidade.
A capacidade da inteligência humana de generalizar se realiza quando percebe as
aparências ou fenômenos mostrados pelos seres, pelas coisas. O estudo das
propriedades, aparências ou fenômenos em separado dos objetos é chamado de
“abstraçãoâ€. Foi demonstrado mais tarde que os povos primitivos não eram
capazes de abstrair, seu conhecimento reduzindo-se aos objetos em separado,
individuais, não reconhecendo propriedades que fossem encontradas nos outros
objetos. Nessa fase da evolução mental, os objetos parecem ter vida própria,
sendo capazes de ações milagrosas. Foram então adorados como “fetichesâ€.
Demonstrou-se que também as crianças na infância não são capazes de
abstrair, pensando da mesma forma como os povos fetichistas. Essa verificação
mostra que a função intelectual da abstração, que é a “observação
abstrata†é mais nobre, mais complexa, do que a observação direta dos
objetos em separado, chamada de “observação concretaâ€. A ciência moderna
se desenvolveu a partir dos filósofos gregos pela descoberta pela observação
abstrata das leis que regulam os fenômenos comuns nos seres, nas coisas.
John foi um pensador católico medieval que se destacou como historiador e como
filósofo. Foi dos primeiros a dar importância da história na filosofia e em
todos os campos de estudo. Nasceu na Inglaterra, indo muito jovem estudar arte,
filosofia e teologia em Paris com os mestres mais renomados da época.
Depois de completar seus estudos passou a lecionar, indo por alguns anos para a
Corte papal em Roma. Voltou à Inglaterra como secretário particular de
Theobald, Arcebispo de Canterbury por vários anos.
Em 1176 foi nomeado Bispo de Chartres. Morreu em 1180, aos 73 anos de idade.

AMANHÃ: O ensino da língua árabe na Europa: RAYMOND LULLY no Calendário
Histórico.


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#2318 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 8 de Out de 2008 12:25 pm
Assunto: 07 DE OUTUBRO:: DESCARTES, o maior filósofo moderno, homenageado no Calendário Histórico.
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07 DE OUTUBRO:: DESCARTES, o maior filósofo moderno, homenageado no Calendário
Histórico.

07 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, começa o mês
da FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES
nos anos bissextos, onde o grande tipo humano homenageado é:

DESCARTES
René Descartes
Renatius Cartesius em latim
(nasceu em La Haye, Touraine, França; morreu em 1650, em Estocolmo, Suécia)

MATEMÁTICO, CIENTISTA E PENSADOR FRANCÊS FUNDADOR DA FILOSOFIA MODERNA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento firme comprovado sobre o próprio
homem e sobre o mundo e de seus princípios gerais.
A criação da RAZÃO EXPERIMENTAL é a maior revolução já feita no saber
humano, na filosofia, em todos os tempos.

Por Ângelo Torres

QUAL REVOLUÇÃO??

Descartes nasceu em La Haye, em Touraine, na França, em 1596. Ele estudou com
os padres jesuítas, com quem manteve permanente correspondência.
No seu famoso Discurso do Método, René Descartes explica que, embora ele
apreciasse o alto valor da cultura literária que ele havia recebido dos
jesuítas, ele havia sentido desde criança que ali faltavam as bases
necessárias para sustentar as suas convicções.
Na filosofia que os jesuítas ensinavam, qualquer opinião podia ser num debate
atacada ou defendida com a mesma probabilidade, já que não havia uma
referência confiável para verificação.
A pesquisa científica estava cheia de magia arbitrária ou viciada pela
sutileza incompreensível da metafísica. A matemática, a matéria que mais o
atraía por ser mais simples e certa, não era empregada como base dos outros
estudos.
Por essa razão, ao sair da escola dos jesuítas, fora do ensino da
escolástica, ele se comprometeu a estudar, por si próprio, no grande livro do
mundo. Nesse estudo, o julgamento dos homens não pode ter por base fantasias
pedantes, mas deve ter o sentimento da responsabilidade no caso de um erro de
julgamento.
Descartes ficou por quatro anos em Paris. Passou ao serviço do príncipe
Maurício de Nassau em 1617. Em 1619, com o início da guerra dos trinta anos na
Alemanha, ele entrou para as forças do duque da Baviera e assistiu, no ano
seguinte, à batalha de Praga. Deixou o exército em 1621, passando a viajar sem
interrupção pela França, Suíça e Itália até 1628.
Finalmente foi para Amsterdam na Holanda, aproveitando as vantagens da
civilização local. Mas a maior vantagem para Descartes foi a proteção que
tinha contra uma controvérsia irritante e das tentativas da perigosa
perseguição religiosa na França. Na Holanda, ele tinha plena liberdade, todos
em seu redor estando ocupados com seus negócios comerciais.
Periodicamente, Descartes viajava a Paris e mantinha comunicação constante,
por meio de assídua correspondência, com os amigos que se interessavam por sua
pesquisa em ciência e em filosofia.
Em 1649 ele cedeu ás intensas solicitações da rainha Cristina da Suécia para
visitar Estocolmo. Mas o inverno escandinavo foi muito rigoroso e ele não
resistiu, morrendo de pneumonia em fevereiro de 1650. Seu corpo foi enterrado em
Paris, na igreja de Saint-Germain-des-Prés.
Na obra de ciência e de filosofia de Descartes são encontrados os dois
movimentos da história moderna, um movimento de CONSTRUÇÃO de novos
conhecimentos e outro movimento de DESTRUIÇÃO dos preconceitos religiosos e
metafísicos do passado. Seu objetivo era formar uma síntese, resumo ou sistema
de conhecimento com base nas verdades da matemática, no movimento. O fundamento
matemático são os conhecimentos mais simples e mais claros de todo o saber na
filosofia.
Na filosofia de Descartes, com base matemática na mecânica, no movimento, não
cabiam os fatos da vida mental e moral. Esses fatos ele explicou com outro
método. Ele empregou a análise metafísica da consciência, do PENSO, LOGO
EXISTO, Cogito ergo sum. Esse método, pelas mãos de seus sucessores, desde
Espinosa até Hume, foi um possante dissolvente dos dogmas religiosos.
Com o método do COGITO, Descartes deduziu uma demonstração da existência de
Deus. Mas o método não é conclusivo, sendo refutado pelos outros pensadores e
teólogos. O jesuíta Leonel Franca viu, nessa demonstração sem base, uma fina
ironia de Descartes, levando dessa forma a uma polêmica que mostrou a
impossibilidade dessa demonstração. Ao mesmo tempo em que se livrava da
assustadora perseguição da Santa Inquisição, que desapropriava, torturava e
matava o acusado de heresia.
Por tal razão, para evitar a tortura e a expropriação de sua fortuna pela
Inquisição, escreveu o tratado com o nome de MEDITAÇÕES METAFÍSICAS, para
enganar os padres e dominicanos inquisidores. Esse texto, que Descartes
recomendava que NÃO fosse lido, dá a enganadora imagem dele como filósofo
RACIONALISTA, mas do racionalismo da RAZÃO METAFÍSICA, do pensar escolástico
confuso, fora da observação, da experimentação. Exatamente o modo oposto ao
que postulava. Ele então se considerava o filósofo no uso de máscara, le
philosophe en masque.
Descartes é, de fato, o filósofo da ciência e da experimentação, sendo o
pioneiro da filosofia do racionalismo da RAZÃO EXPERIMENTAL. Criou a Geometria
Analítica, pesquisou por meio da experimentação científica a Ótica, a
Acústica e a Biologia, com originais descobertas, mostrando a evolução como
resultado do movimento universal na natureza.
Por sua volumosa e inovadora contribuição para a construção da nova
filosofia dos tempos modernos, Descartes é, com muita razão, o modelo do
pensador da nova civilização da ciência, da civilização industrial da paz e
da fraternidade.

AMANHÃ: Rogério Bacon precursor do espírito científico no calendário.

AMANHÃ: RAYMOND LULLY.  Nos anos bissextos.

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#2319 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 8 de Out de 2008 2:40 pm
Assunto: 07 DE OUTUBRO:: A FILOSOFIA MODERNA, o mês de DESCARTES no Calendário Histórico.
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07 DE OUTUBRO:: A FILOSOFIA MODERNA, o mês de DESCARTES no Calendário
Histórico.

07 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, , começa o
mês da FILOSOFIA MODERNA,
MÊS DE DESCARTES onde a grande criação humana homenageada é:

FILOSOFIA MODERNA
MÊS DE DESCARTES
De 8 de outubro a 4 de novembro.

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento firme comprovado sobre o próprio
homem e sobre o mundo e de seus princípios gerais.
A criação da RAZÃO EXPERIMENTAL CIENTÍFICA é a maior revolução já feita
no saber humano, na filosofia, em todos os tempos.

Por Ângelo Torres

Filosofia Moderna. Mas... O QUE É FILOSOFIA?
Filosofia para Aristóteles abarca todos os ramos de pesquisa. Da mesma forma,
definimos, HOJE, filosofia como a representação do mundo e do homem.  É a
imagem das coisas e das idéias, dos animais e dos homens, das teorias, dos
princípios primeiros e finais, dos sonhos, das artes, da ciência, da técnica.
Em outras palavras, é o saber, o conhecimento, sobre qualquer assunto, sobre
qualquer tema. É o conhecimento do conhecimento, sua abrangência e seus
limites.
FILOSOFIA MODERNA é a representação do mundo e do homem que pode ser
verificada, comprovada. A FILOSOFIA ANTIGA E A MEDIEVAL representava o mundo com
base na tradição religiosa, nos livros sagrados, nos mitos, na imaginação e
não podia ser testada, comprovada. O conhecimento na modernidade pode ser
descoberto e redescoberto a qualquer tempo e a qualquer lugar. Dois e dois são
quatro para qualquer lugar, em qualquer tempo, aqui ou me qualquer outro país.
É universal. É o saber confirmado, testado, verificado. E é o conhecimento
dos LIMITES do que nós sabemos, até onde sabemos, e o conhecimento do muito
que nós não sabemos. Requer sempre o espírito crítico, do ceticismo moderno,
para evitar enganos.
REPRESENTAÇÃO. Representar fazer o registro de uma IMAGEM, uma figura. O
registro feito é o SINAL que mantém e guarda aquela informação. Serve para o
relato da história, para o controle, é a memória, serve para conservar o
saber, para o ensino que passa de pai para filho, de uma geração para as
gerações seguintes.
O QUE TEM DENTRO DA FILOSOFIA MODERNA. O conhecimento na modernidade, de modo
completo, pode ser chamado de Gnosiologia, estudo da gnosis, do saber. Seria o
sinônimo de FILOSOFIA GERAL.
A Filosofia se divide em 3 áreas: Estética, da EMOÇÃO na Arte, a da
INTELIGÊNCIA, a Ciência e a área da AÇÃO, a Técnica. Correspondendo às 3
grandes capacidades da vida humana, sentimentos, pensamento e atividade.
A ESTÉTICA se compõe das artes da linguagem, a geral ou Poesia, a do som, a
Música, da forma, Pintura e Arquitetura. Essas as fontes artísticas das
aplicações contemporâneas, simples e compostas, como no cinema, no rádio, na
televisão.
A CIÊNCIA tem a teoria geral com a EPISTEMOLOGIA, a teoria da ciência, e as
ciências particulares puras (não aplicadas), como a Matemática, Astronomia,
Física, Qúimica, Biologia, e ciências humanas, na Sociologia e Psicologia.
Inclui as ciências aplicadas, como a Mineralogia, Botânica, Zoologia, e
outras.
A TÉCNICA ou Tecnologia, que se divide em POLÍTICA ou governo da sociedade e
INDÚSTRIA, ação sobre o mundo, com Banco, Comércio, Manufatura e
Agricultura. O setor de serviços atende a cada área.
Dentro da Filosofia Moderna não se incluem as hipóteses e o saber não
verificável, que não conseguem ser universais, não sendo um conhecimento
confiável.
FILOSOFIA ANTIGA: pretendia saber tudo, todas as causas, todos os princípios, a
origem do mundo e do homem. Afirmava saber o conhecimento divino, eterno, o
princípio de todas as coisas e o conhecimento até dos deuses, dos anjos e dos
demônios. Ensinava a METAFÍSICA, que era o conhecimento do que não se podia
verificar, o que estaria num outro plano, inacessível à verificação, no
mundo chamado do NÚMENO, aquilo que se imaginava, mas não podia confirmar.
O QUE TINHA DENTRO DA FILOSOFIA ANTIGA. A Filosofia se compunha da Filosofia
propriamente dita e da Lógica, que continha as regras para pensar. Esta era a
filosofia do monoteísmo cristão. A Filosofia própriamente se dividia em
Filosofia Especulativa e Filosofia Prática.
A Filosofia Especulativa se dividia em Filosofia Primeira ou Metafísica e
Filosofia da Natureza. A Metafísica (estudo da causa primeira e final)
consistia na Teodicéia (estudo de Deus), a Ontologia (O ser em si) e a Crítica
do Conhecimento (campo e limite do saber). A Filosofia da Natureza se dividia em
Cosmologia, com a Biologia (origem da vida) e a Antropologia (origem do homem) e
com a Psicologia.(estudo da alma divina e eterna). A Filosofia Prática se
dividia em Ética ou Filosofia Moral e em Filosofia da Arte ou
Estética.Concluímos que autores que em nossos dias estudam o Ser e o Ente
estão, de fato voltando a temas anacrônicos da filosofia da Idade Média e da
Antiguidade. Assim como Aristóteles indicou o anacronismo atrasado dos temas de
Platão.
VISÃO FILOSÓFICA. É perceber a regra ampla que causa o fenômeno que estamos
vendo. É perceber como evolui uma planta, como evolui uma criança. A visão da
filosofia descobre que há  uma regra, uma lei mais geral, que comanda o
acontecimento. Quando um balão sobe no ar, e quando um pesado navio de aço
flutua na água, a visão geral, filosófica, vê ali valer a mesma regra que
diz que a força para cima é igual ao peso do volume deslocado pelo balão ou
pelo navio. A visão filosófica vê as mudanças, enxerga o dinamismo dos
eventos . Vê muito mais longe no espaço e no tempo.
VISÃO EMPÍRICA EXTREMA, EMPIRISMO RADICAL. Nessa visão o pensador acha que
cada caso é um caso isolado, que não há relação com outros acontecimentos.
Em especial o empírico exagerado não admite a evolução em nenhum caso, nas
plantas, nos animais. Então parece que não há relações entre os casos. É a
falta de filosofia, a falta do espírito filosófico. A filosofia é
necessária, indispensável, inevitável: sem pensar, sem criar o saber, temos a
ignorância, a pobreza, o egoísmo, o ódio.


AMANHÃ: Rogério Bacon precursor do espírito científico no calendário.

AMANHÃ: RAYMOND LULLY.  Nos anos bissextos.



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#2320 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qui, 9 de Out de 2008 12:35 pm
Assunto: 08 DE OUTUBRO:: O ensino da língua árabe na Europa: RAYMOND LULLY no Calendário Histórico.
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08 DE OUTUBRO:: O ensino da língua árabe na Europa: RAYMOND LULLY no
Calendário Histórico.

08 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, , no mês da
FILOSOFIA MODERNA,  o MÊS DE DESCARTES,
  o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

RAYMOND LULLY
Raymond Lully ou Ramón Lull, Doctor Illuminatus
(nasceu cerca de 1233, em Palma, Majorca, Espanha; morreu em 1315, na Tunísia,
África)

FILÓSOFO MÍSTICO POETA TEÓLOGO EDUCADOR MISSIONÁRIO PARA OS ÁRABES

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento firme comprovado sobre o próprio
homem e sobre o mundo e de seus princípios gerais.
A criação da RAZÃO EXPERIMENTAL é a maior revolução já feita no saber
humano, na filosofia, em todos os tempos.

Por Ângelo Torres

RAYMOND LULLY elaborou um método ou algoritmo usando símbolos e figuras
geométricas para representar as idéias e como processo de raciocínio. O
ensaio foi renovado por Giordano Bruno e mais tarde empregado por Leibnitz no
tratado Ars combinatoria, onde faz freqüentes citações a Lully.
Algoritmo é uma sequência de instruções executada até que se efetue uma
tarefa. Em matemática é um conjunto de processos e símbolos para fazer um
cálculo. O algoritmo de Lully foi descrito no ensaio Arte Lulliana que ficou
muito conhecido.
Chegou a fazer um dispositivo mecânico como máquina lógica, em que as normas
teológicas eram colocadas em círculos, triângulos, e em outras figuras que,
por meio de manivela giravam, mostrando a comprovação de que as regras eram
verdadeiras.
Estudando árabe com um escravo maometano, dedicou-se a demonstrar a verdade do
cristianismo aos doutores árabes. Essa resolução fez com que fosse à
Tunísia para defender a fé católica contra os mussulmanos, realizando uma
discussão pública com os líderes da religião árabe.
A produção literária de Lully serviu de base para seus esforços
missionários e educacionais, escrevendo no idioma catalão e em latim. A sua
doutrina da arte lulliana foi mostrada no tratado Ars Magna ou Ars Generalis
Ultima. Para chegar a seus resultados procurava mostrar que a teologia se
igualava à filosofia.
Na tentativa de nova missão à Tunísia, com a idade de 80 anos, depois de uma
vida passada em esforços incessantes para desenvolver seu procedimento lógico
e de incitar o mundo cristão a uma cruzada cultural contra a fé rival, foi
morto por apedrejamento pelos árabes.

AMANHÃ: A idéia de progresso no Abade JOAQUIM DE FIORE no Calendário
Histórico.


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#2321 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qui, 9 de Out de 2008 5:42 pm
Assunto: 09 DE OUTUBRO:: A idéia de progresso no Abade JOAQUIM DE FIORE no Calendário Histórico.
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09 DE OUTUBRO:: A idéia de progresso no Abade JOAQUIM DE FIORE no Calendário
Histórico.

09 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, , no mês da
FILOSOFIA MODERNA,  o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

JOAQUIM DE FIORE
Gioacchino Da Fiore, Joachim Of Fiore,  Joachim of Flora, Abade Joaquim de Fiore
(nasceu em 1132, em Cosenza, Calábria, Itália; morreu em 1202, na Calábria,
Itália)

ABADE ITALIANO DA ORDEM DE CISTER TEÓLOGO MÍSTICO FILÓSOFO CRISTÃO DA
HISTÓRIA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento firme comprovado sobre o próprio
homem e sobre o mundo e de seus princípios gerais.
A criação da RAZÃO EXPERIMENTAL CIENTÍFICA é a maior revolução já feita
no saber humano, na filosofia, em todos os tempos.

Por Ângelo Torres

ABADE JOAQUIM DE FIORE foi chamado por Dante como “o Abade calabrês†dotado
do espírito profético, no poema Paraíso, XII, 140. Foi iniciado no século
XIII o importante movimento para dar destaque aos sentimentos, com seu livro
místico onde propõe uma evolução divina em três episódios, chegando afinal
ao predomínio dos afetos sobre a inteligência.
As idéias do Abade Joaquim foram na verdade de impressionante originalidade em
propostas renovadoras da doutrina. Inicialmente toleradas, mais tarde foram
rejeitadas. Em razão de críticas feitas, Joaquim nunca foi canonizado.
A fonte mística de suas propostas de um “Eterno Gospel†foi uma
interpretação especial do texto do Apocalipse, com que chegou a fazer profecia
de um grande cataclismo no ano 1260. Haveria três fases na história do mundo,
correspondendo às três pessoas da Santíssima Trindade, o Pai, o Filho e o
Espírito Santo. O primeiro período teria sido revelado no Velho Testamento e o
segundo período se ligaria à sabedoria intelectual mostrado no Novo
Testamento. O período final seria o domínio do Espírito Santo com um novo
Testamento, com base no livro cristão, mas com texto superior. A terceira fase
deveria ter início no meio dos anos 1200, quando a igreja grega se uniria à de
Roma, os judeus se converteriam ao cristianismo e até o fim do mundo valeria o
“Eterno Gospelâ€
A doutrina renovadora do Abade Joaquim deu voz às nobres aspirações da
população católica no ponto culminante da fé cristã, no movimento que
colocou a Virgem Maria nos altares, humanizando o culto da Idade Média. E
criando a esperança do predomínio dos sentimentos mais elevados do amor.
Joaquim nasceu na Calábria, Itália, sendo levado à corte do Conde Roger da
Sicília. Logo se retirou à vida solitária de eremita. Fez uma peregrinação
à Palestina, entrando na abadia de Cister de Curace, mais tarde fundando outro
mosteiro em Fiore. Morreu em 1202, sendo honrado em alguns lugares como santo,
mas não foi canonizado.

AMANHÃ: A modéstia no conhecimento do Cardeal cientista: Nicolau de Cusa.


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#2322 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sex, 10 de Out de 2008 3:47 pm
Assunto: 10 DE OUTUBRO::A modéstia no conhecimento do Cardeal cientista: Nicolau de Cusa.
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10 DE OUTUBRO::A modéstia no conhecimento do Cardeal cientista: Nicolau de
Cusa.

10 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, , no mês da
FILOSOFIA MODERNA,  o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

CARDEAL NICOLAU DE CUSA
Nikolaus Von Cusa, Nicolaus Cusanus em latim, Nicholas of Cusa
(nasceu em 1401, em Cusa, na Prússia; morreu em 1464, em Todi, Perúgia,
Itália)

CARDEAL CATÓLICO ALEMÃO MATEMÁTICO FILÓSOFO E CIENTISTA REFORMADOR

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humana, depois do fim do feudalismo e do fim
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homem e sobre o mundo e de seus princípios gerais.
A criação da RAZÃO EXPERIMENTAL CIENTÍFICA é a maior revolução já feita
no saber humano, na filosofia, em todos os tempos.

Por Ângelo Torres

NICOLAU DE CUSA foi um pensador considerado como modelo do homem moderno, aquele
que se dedicou à ciência contribuindo para o progresso social na evolução da
sociedade feudal de guerra para uma sociedade de indústria e de paz. Sua
cultura era variada, em teologia, matemática, ciência, filosofia e nas artes.
Tornou-se com ardor parte do movimento intelectual de seu tempo. Produziu obras
filosóficas e matemáticas. Um de seus tratados, De Docta Ignorantia, Sobre a
Ignorância Letrada, de 1440, descreve o homem instruído como aquele que está
consciente de sua própria ignorância. Em diversos escritos usou símbolos
geométricos para sua argumentação, como na pesquisa feita para a quadratura
do círculo, isto é, do cálculo da área do círculo representada por unidades
de comprimento da linha reta.
Em suas publicações chega a negar que a terra ficasse parada e afirmava que o
espaço é infinito. Dizia ele que a terra se movia e que não é o centro do
universo e que tal centro não existe. O sistema do mundo tem o seu centro em
todos os lugares. A terra se move e seu movimento é circular, embora não
descreva uma circunferência perfeita. Pode-se avaliar a importância dessas
antecipações da verdade, embora parecendo imprecisas, tornaram-se base para o
estudo de sua teoria por Copérnico.
O seu interesse se dirigiu ao estudo da biologia, ao estudo do crescimento dos
vegetais, à absorção do ar pelas plantas. Fez a primeira prova de que o ar
tinha peso. Colecionou manuscritos clássicos, recuperando uma dúzia de
comédias do escritor romano Plauto.
Nicolau de Cusa mostra como o próprio sacerdócio católico se transformou nos
primeiros cientistas do renascimento. Demonstração de que o catolicismo, como
todos os sistemas religiosos são instituições de ensino e de educação
completa e continuada, na forma possível e adequado às necessidades de sua
época.
Era filho de um pescador, nascido em Cusa, na Prússia. Muito jovem chamou a
atenção do Conde de Manderschied que o enviou para estudar na Universidade de
Deventer. Desde cedo tornou-se célebre por seus conhecimentos científicos e
filosóficos e por sua habilidade como negociador na condução dos problemas
políticos e religiosos.
Defendeu inicialmente o direito dos Concílios contra o governo dos pontífices,
mas logo reconheceu que as assembléias não eram adequadas por sua incoerência
a manter a unidade da Igreja Católica. Passou então a defender, desse modo, a
unidade de comando da administração papal.
Era o reino do papa Eugênio IV, que o encarregou de várias missões no
estrangeiro. Chegou a ser governador de Roma. Morreu em 1464, em Todi, na
Perúgia, Itália

AMANHÃ: A erudição e a tolerância de ERASMO no Calendário Histórico.


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#2323 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sáb, 11 de Out de 2008 9:06 pm
Assunto: 11 DE OUTUBRO:: A erudição e a tolerância de ERASMO no Calendário Histórico.
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11 DE OUTUBRO:: A erudição e a tolerância de ERASMO no Calendário
Histórico.

11 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

ERASMO
Desiderius Erasmus; Erasmo de Rotterdam
(nasceu 1467, em Rotterdam, Holanda; morreu em 1536, na Basiléia, Suíça)

SÁBIO MESTRE HUMANISTA DA RENASCENÇA AUTOR DO “ELOGIO DA LOUCURAâ€

De acordo com a Filosofia da História, o Calendário Histórico mostra a
evolução cultural por meio das maiores figuras humanas. Indica a faculdade
criadora para o melhoramento da vida humana, depois do fim do feudalismo e do
fim do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento
científico que prepara a nova civilização industrial moderna.
Nesta semana estão pensadores na formação do conhecimento firme comprovado
sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus princípios gerais. A criação
da RAZÃO EXPERIMENTAL CIENTÍFICA é a maior revolução já feita no saber
humano, na filosofia, em todos os tempos.

Por Ângelo Torres

ERASMO DE ROTTERDAM nasceu em Rotterdam, na Holanda. Era filho ilegítimo do
padre Roger Gerard. Seu pai teve grande cuidado com sua instrução. Quando seu
pai morreu, seus tutores se apossaram de sua herança e o fizeram entrar para um
mosteiro para sobreviver à pobreza. Foi ordenado padre em 1492.
Por sua instrução foi estudar em Paris, onde passou a lecionar para se
sustentar. Viajou pelas cidades da Europa, onde se encontrou com os humanistas,
sábios admiradores da cultura da Grécia e Roma. Em 1516 publicou sua grande
obra, a primeira edição do Novo Testamento em grego.
Poucos anos depois publicou o Elogio da Loucura e os Colóquios, um manual de
conversação em latim com muitos ataques espirituais contra os abusos da Igreja
Católica Romana. Erasmo com numerosas publicações eruditas passou a ser um
dos maiores e mais importantes sábios de seu tempo.
Lutero e os reformadores tiveram então grande expectativa de que Erasmo, um
religioso ordenado se juntasse a eles, que falavam dele como “a nossa glória
e nossa esperançaâ€.
Apesar de sua discordância com a teologia escolástica e seu humanismo leigo,
Erasmo mostrou-se prudente do mesmo modo que Descartes, evitando o confisco, a
tortura e a morte imposta durante a contra-reforma aos protestantes. Logo
mostrou com franqueza que não tinha gosto para sofrer o martírio.
Erasmo fez então profissão de devoção e fé com de submissão à autoridade
da Igreja Católica em prudentes atitudes evasivas. Mas foi um construtor da
tradição de liberdade da cultura européia, condição indispensável à nova
civilização pacífica industrial e científica preparada pela evolução da
Idade Média.

AMANHÃ: O autor da famosa UTOPIA: THOMAS MORUS.


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#2324 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Dom, 12 de Out de 2008 9:41 pm
Assunto: 12 DE OUTUBRO: O autor da famosa UTOPIA: THOMAS MORUS no Calendário Histórico.
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12 DE OUTUBRO: O autor da famosa UTOPIA: THOMAS MORUS no Calendário Histórico.

12 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Auguste Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos ano bissextos é:

SIR THOMAS MORE
Thomas Morus
(nasceu em 1477, em Londres; morreu em 1535, em Londres)

ESCRITOR E ESTADISTA INGLÊS FAMOSO POR SUA UTOPIA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento firme comprovado sobre o próprio
homem e sobre o mundo e de seus princípios gerais.
A criação da RAZÃO EXPERIMENTAL CIENTÍFICA é a maior revolução já feita
no saber humano, na filosofia, em todos os tempos.

Por Ângelo Torres

SIR THOMAS MORE teve entre suas obras o tratado de nome UTOPIA como obra-prima,
publicada em 1516. Nela faz a descrição de um governo político de um País
ideal numa ilha dos mares do Sul. É o relato do ideal de vida depois do regime
político do feudalismo e de guerra, feito por um jurista e estadista moderno.
Na UTOPIA propunha que os bens fossem de todos, para impedir a preguiça e o
luxo. O trabalho de cada dia ficaria reduzido a seis horas e o resto do tempo é
consagrado à cultura mental e à recreação. As normas sobre os mercados e
para os hospitais asseguravam a saúde nas cidades. A guerra, mesmo não
abolida, fica restrita e o tráfico de escravos era proibido.
A vida de família era a base da ordem pública. Havia uma Igreja e também um
Governo e um clero casado. Existia uma tolerância perfeita entre as diferenças
de religião. Nota-se na UTOPIA em destaque o protesto de Thomas More contra as
condenações sanguinárias para crimes sem importância, como ocorria então e
por muito tempo depois dentro da lei inglesa. Mostra sua confiança na
educação nacional como o grande meio de prevenção ao crime.
A UTOPIA é um dos primeiros e melhores exemplos na literatura moderna de um
ramo da arte da invenção destinada a ser sistematicamente cultivada a partir
de então. Toda grande mudança política foi imaginada com antecedência com um
ou dois séculos por alguma utopia correspondente produzida pela criatividade
estética do artista.
Thomas More nasceu em Londres, onde seu pai era juiz. Educou-se em Oxford e
ficou muito amigo de Erasmo de Roterdam. Chegou a ser Chanceler da Inglaterra e
a receber o título de Sir, Cavaleiro do Reino. Morreu decapitado ao discordar
com o rei Henrique VIII.

AMANHÃ: Conciliar a escritura da Bíblia com a ciência: Tomás de Aquino.


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#2325 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Seg, 13 de Out de 2008 2:44 pm
Assunto: 13 DE OUTUBRO:: Conciliar a escritura da Bíblia com a ciência: Tomás de Aquino.
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13 DE OUTUBRO:: Conciliar a escritura da Bíblia com a ciência: Tomás de
Aquino.

13 DE OUTUBRO Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte,
no mês da FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES, o grande tipo humano
homenageado nos anos bissextos como chefe da semana é:

TOMÁS DE AQUINO
Santo Tomás de Aquino, San Tommaso d’Aquino
Aquinas, Thomas-Saint
Doctor Angelicus
(nasceu em 1225, em Roccasecca, perto de Aquino, Sicília, Itália; morreu em
1274, em Fossanova, Lácio, Itália)

FILÓSOFO TEÓLOGO DOMINICANO INTRODUTOR DE ARISTÓTELES NA FILOSOFIA CATÓLICA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento firme comprovado sobre o próprio
homem e sobre o mundo e de seus princípios gerais.
A criação da RAZÃO EXPERIMENTAL CIENTÍFICA é a maior revolução já feita
no saber humano, na filosofia, em todos os tempos.

Por Ângelo Torres

TOMÁS DE AQUINO era filho de uma antiga e nobre família. Passou sua infância
no mosteiro beneditino de Monte-Cassino. Em seguida estudou na Universidade de
Nápoles, que tinha sido então fundada pelo imperador Frederico.  Em 1243,
contra o desejo de sua família, ele entrou para o mosteiro dominicano de
Nápoles. Quando em viagem a Roma, ele foi seqüestrado numa emboscada e foi
mantido prisioneiro durante um ano num castelo pertencente a sua família.
Conseguindo escapar, sua Ordem o enviou para Colônia, na Alemanha, onde
começou o estudo sistemático da filosofia e da teologia com o famoso filósofo
Alberto Magno. O estudante alto e gordo, sério e calado, era alvo de riso pelos
colegas, que o apelidaram de “o boi mudoâ€. Mas “a voz desse boiâ€, disse
o professor, “encherá um dia o mundo todoâ€. O que de fato aconteceu em
grande escala.
Tomás foi para Paris com Alberto Magno em 1245 e começou a expor as Sentences
de Pierre Lombard, famoso texto medieval. Poucos anos depois, recebeu o grau de
doutor em Teologia. Sua fama logo foi conhecida e o papa Clemente IV lhe
ofereceu o arcebispado de Nápoles, que ele recusou obstinadamente para se
dedicar a seu trabalho sistemático sobre a Teologia.
Em 1273 Tomás foi convidado pelo papa Gregório X a tomar parte, com outros
teólogos, no Concílio de Lyon. Durante a viagem ele sofreu um mal súbito,
morrendo em 1274 na abadia cisterciense de Fossanova, no Lácio, na Itália.
A obra de Tomás de Aquino é muito extensa. Mas a apreciação desse trabalho
de uma vida intelectual laboriosa deve ser feita pelo conhecimento da evolução
mental que ocorreu em seu tempo. Também é possível estudar as conseqüências
da atuação marcante que Tomás de Aquino e seus continuadores na escolástica.
Os árabes fundaram escolas para o ensino das ciências de observação com base
na filosofia de Aristóteles, nas áreas da Europa que conquistaram. Logo um
grande entusiasmo pelo estudo das ciências, que animou todas as mentes mais em
preparadas do continente. Escolas da mesma natureza se levantaram por toda a
parte no Ocidente. Observatórios astronômicos, escolas de dissecação de
cadáveres, museus de história natural foram feitos na Itália, na França, na
Inglaterra e na Alemanha.
Roger Bacon (1214-1292), frade franciscano cultivou as ciências naturais com
muito sucesso. A superioridade do saber científico sobre as especulações
sobrenaturais, metafísicas, ficou fortemente sentida desde o início. Os
sacerdotes, membros eminentes do clero e até dois papas foram completar sua
educação em Córdoba, na Espanha, com professores árabes.
Essa revolução intelectual, ameaçadora da autoridade religiosa da Igreja
Católica, foi enfrentada pelos membros mais destacados do sacerdócio. A
cultura filosófica foi retomada para mostrar que a religião era compatível
com o saber da filosofia natural. Uma verdadeira cruzada intelectual foi
instituída contra a invasão da filosofia aristotélica ameaçadora da doutrina
católica, até então baseada na filosofia de Platão.
Tomás de Aquino se tornou um filósofo moderno ao aplicar a lógica de
Aristóteles para defender a religião e estabelecendo a liberdade da filosofia
no estudo da natureza pelo uso da razão, ao passo que o estudo da religião se
daria pelas verdades das revelações divinas. Ou seja, a filosofia e a ciência
não mais seriam subordinadas às escrituras, seriam livres para pesquisa na
experiência da natureza.
O grande mérito de Aquino foi conciliar a ciência e a escritura sagrada na
Santa Bíblia. O resultado foi liberar a pesquisa científica na cultura da
Europa do Ocidente por meio da filosofia escolástica. E entre os primeiros
cientistas e filósofos da natureza se encontram os sacerdotes católicos. Foi a
origem do grande progresso científico dos séculos seguintes. Como também foi
a raiz da maior revolução social dos homens em todos os tempos, a
modificação da forma dos sentimentos, do raciocínio e da ação na nova
sociedade científica e industrial. Uma revolução que começou nos anos 1300 e
dura até nossos dias.
O catolicismo, como toda religião, é um sistema de educação. A Igreja
Católica Romana, uma instituição venerável, formou o ensino da Idade Média,
que resultou na civilização de todo continente da Europa ocidental, então a
mais adiantada sociedade da raça humana.

AMANHÂ: Estudo com a crítica científica da biblia: BARUCH SPINOZA.  Nos anos
bissextos.


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#2326 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Ter, 14 de Out de 2008 2:12 pm
Assunto: 14 DE OUTUBRO: Estudo com a crítica científica da bíblia: BARUCH SPINOZA.
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14 DE OUTUBRO: Estudo com a crítica científica da bíblia: BARUCH SPINOZA.

14 DE OUTUBRO: Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte,
no mês da FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES, o grande tipo humano
homenageado nos anos bissextos é:

BARUCH SPINOZA
Spinoza, Benedict de, Benedictus Spinoza, Bento de Espinosa
(nasceu em 1632, em Amsterdam; morreu em 1677, em The Hague)

PENSADOR JUDAICO DO RACIONALISMO COM MORAL PANTEÍSTA RELIGIOSA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pensadores modernos da pesquisa científica sobre a natureza
individual do homem físico e mental.

Por Ângelo Torres

BARUCH SPINOZA faz parte dos intelectuais que pesquisaram a historia da Bíblia
com o ponto de vista da ciência. Qualificou a descrição dos milagres como
ilusões devidas ao estado primitivo da crença sobrenatural. Aplicou a
filologia, o método histórico e a mitologia comparada para comprovar suas
afirmações. Conclui seu tratado político-teológico com uma elevada defesa da
tolerância religiosa.
Na evolução da sociedade depois do fim do feudalismo, do consenso e do poder
da religião, acontecem dois movimentos na cultura da Europa do ocidente. Um
deles é o trabalho de negação dos dogmas antigos e outro movimento é de
construção de novas doutrinas com base em desenvolvimentos modernos. Spinoza
ao fazer o estudo crítico da teologia hebraica chegou a ser excomungado em seu
curso para a formação de rabinos. Pertenceu ao movimento negativo.
Ao propor a idéia de que tudo era Deus, mostrou um panteísmo. Os religiosos
tradicionais viram que se Deus fosse tudo, na verdade Deus nada seria. Os
acontecimentos no sistema filosófico de Spinoza eram atributos de uma força
infinita subjacente, interior, força a que ele dava o nome de Deus. A
substituição do Deus pessoal por uma entidade não humana impessoal é usual
na demolição do poder divino pela explicação transcendental da metafísica.
É a anulação do poder divino por um poder impenetrável, como do poder da
Natureza ou da Energia Cósmica.
O seu grande tratado da ÉTICA sobre a servidão do homem e a liberdade contém
recomendações de conduta tão puros, tão elevados e tão generosos, tão
doces e tão humanos que poderiam dar o fundamento da moralidade do futuro.
Spinoza descendia de judeus expulsos de Portugal pela Santa Inquisição. Nasceu
em Amsterdam, na Holanda, em 1632. Recebeu educação religiosa para ser rabino.
Inicialmente trabalhou como ótico, dedicando-se depois à filosofia.
Correspondia-se com os grandes intelectuais de sua época, como Leibnitz,
Huyghens, Boyle e outros. Foi muito influenciado por Descartes, apesar de
divergências profundas. Morreu por excesso de trabalho em The Hague, na
Holanda, em 1677, aos 45 anos de idade.

AMANHÃ: O líder dos precursores da revolução intelectual moderna: GIORDANO
BRUNO.


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#2327 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 15 de Out de 2008 2:06 pm
Assunto: 15 DE OUTUBRO:: O líder dos precursores da revolução intelectual moderna: GIORDANO BRUNO.
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15 DE OUTUBRO:: O líder dos precursores da revolução intelectual moderna:
GIORDANO BRUNO.

15 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

GIORDANO BRUNO
Filippo Bruno, chamado Il Nolano
(nasceu em 1548, em Nola, Nápoles, Itália; morreu em 1600, em Roma)

MATEMÁTICO ASTRÔNOMO FILÓSOFO RENOVADOR CONTRA DOGMAS RELIGIOSOS

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pensadores modernos da pesquisa científica sobre a natureza
individual do homem físico e mental.

Por Ângelo Torres

GIORDANO BRUNO foi o pensador que se colocou na nova fase mental começada com a
descoberta de que o universo não era uma máquina composta de esferas
concêntricas em que a terra ficava no centro. O mundo passou a ser descrito
como um espaço infinito cheio de estrelas. Tudo se movimentava e cada parte
tinha seu grau de atividade.
Fez um elogio caloroso de Copérnico como grande astrônomo. Em suas numerosas
publicações fez o ataque alegórico contra a astronomia geocêntrica antiga e
de forma indireta contra os dogmas da escolástica religiosa. Propagou suas
idéias nas universidades européias de Marburg, de Wittenberg, Frankfurt e
Praga. Fez a exposição entusiástica sobre o renascimento da ciência e a
queda das superstições religiosas da Idade Média.
O sacerdócio católico e os pastores protestantes reprimiam na época os
heréticos e o livre pensamento dos novos cientistas. A França estava nas
convulsões das guerras de religião entre católicos e protestantes.
Depois de suas viagens pela França, Inglaterra e Alemanha retornou à Itália.
Por algum tempo em Veneza sem ser perseguido. Finalmente a Santa Inquisição o
colocou na prisão e em 1588 o transferiu para Roma. Ao recusar de se retratar
de suas heresias filosóficas e científicas, foi levado à fogueira, morrendo
pelo fogo no ano de 1600, aos 52 anos de idade.
Nascido em Nola, perto de Nápoles, entrou para a ordem dominicana para ter
tempo e meios para estudar. Seu nome de nascimento era Filippo, recebendo o nome
de monge religioso de Giordano. Desde cedo rompeu com as tradições
escolásticas aristotélicas de Tomás de Aquino em vigor na ordem para se
dedicar ao estudo de Platão e dos primeiros pensadores gregos.
As doutrinas de Giordano Bruno eram incompatíveis com a disciplina religiosa da
época. Foi ele o líder dos inovadores na grande revolução intelectual que se
realizou nos anos 1600, século XVII, por Descartes e Spinoza.

AMANHÃ: MALEBRANCHE: As leis gerais da ciência resultam da ação de Deus.


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#2328 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qui, 16 de Out de 2008 3:20 pm
Assunto: 16 DE OUTUBRO:: MALEBRANCHE: As leis gerais da ciência resultam da ação divina.
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16 DE OUTUBRO:: MALEBRANCHE: As leis gerais da ciência resultam da ação
divina.

16 DE OUTUBRO
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MALEBRANCHE
Nicolas Malebranche
(nasceu em 1638, em Paris; morreu em 1715, em Paris)

PADRE CATÓLICO TEÓLOGO CIENTISTA E FILÓSOFO DO CARTESIANISMO

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
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Os pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
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individual do homem físico e mental.

Por Ângelo Torres

NICOLAS MALEBRANCHE foi estudioso e principal discípulo do filósofo e
cientista René Descartes. Procurou interpretar a doutrina de Santo Agostinho e
de Platão com a filosofia do cartesianismo científico.
Ficou ocupado com as polêmicas teológicas que provocou, ao tentar colocar o
raciocínio do método filosófico de Descartes na doutrina religiosa do
cristianismo.
Conclui que a ação de Deus se faz por meio das leis gerais da ciência, leis
que servem ao bem universal da humanidade. Assim chega ao estudo da questão
teológica fundamental do poder da divindade. Deus quer salvar todos os seres
humanos ou somente a cada indivíduo em particular?
Com essa conclusão passa a negar que Deus beneficiasse pessoas em particular ou
certas comunidades por meio de ações especiais. Portanto Malebranche via todas
as coisas em Deus. Todo saber do homem só é possível pelo resultado da
relação entre o homem e Deus. O que é chamado de Causas são apenas Ocasiões
em que Deus age para produzir os efeitos. A doutrina assim desenvolvida por
Malebranche foi chamada de Ocasionalismo.
O efeito da filosofia de Malebranche foi levantar o problema moderno da
importância e da prioridade no estabelecimento do conhecimento científico, da
descoberta e da aplicação das leis da ciência. Como desejo de Deus.
Malebranche nasceu em Paris em 1638. Era o filho mais moço do secretário do
rei Luís XIII. Estudou filosofia e teologia na Sorbonne mais tarde sendo
ordenado padre da Congregação do Oratório. A leitura dos livros de Descartes
levou Malebranche ao estudo sistemático da matemática e da física.
Escreveu vários tratados religiosos e científicos. Tornou-se um destacado
matemático, eleito membro da Academia de Ciências de França em 1699.

AMANHÃ: MADAME DE LAMBERT e o seu salão literário no Calendário Histórico.


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#2329 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sex, 17 de Out de 2008 1:04 pm
Assunto: 17 DE OUTUBRO:: MADAME DE LAMBERT e o seu salão literário no Calendário Histórico.
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17 DE OUTUBRO:: MADAME DE LAMBERT e o seu salão literário no Calendário
Histórico.

17 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Auguste Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

MADAME DE LAMBERT
Anne-Thérèse de Marguenat de Courcelles, marquise de Saint-Bris, marquise de
Lambert
(nasceu em 1647, em Paris; morreu em 1733, em Paris)

NOBRE FRANCESA ESCRITORA DONA DE CÉLEBRE RESPEITADO SALON LITERÁRIO EM PARIS

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pensadores modernos da pesquisa científica sobre a natureza
individual do homem físico e mental.

Por Ângelo Torres

MADAME DE LAMBERT lançou seu célebre salão literário em Paris a partir de
1710. Interessava-se especialmente às questões da educação. Compôs duas
obras a respeito: Avis d’une mère à son fils, Conselhos de uma mãe a seu
filho, de 1726 e Avis d’une mère à sa fille, Conselhos de uma mãe a sua
filha, de 1728. São recomendações de grande nobreza e de uma grande
elevação de pensamento. Esses textos são recomendados para leitura até
nossos dias. Deixou outras obras para publicação.
Seus conselhos são feitos com base em finas observações sobre a natureza
humana e na sabedoria feminina ditada somente nas afeições e nas relações
humanas. Mostram como os intelectuais se colocaram à frente da tarefa de fazer
um ensino e uma educação fora dos conventos e das igrejas, como era feito na
Idade Média. O estudo deixou de lado os livros sagrados e as doutrinas dos
deuses e dos anjos para desenvolver a pesquisa das ciências da natureza e dos
problemas sociais e psicológicos individuais e da sociedade humana
No tempo em que nas cortes a nobreza se divertia com frivolidades e deboches o
salon da Marquesa de Lambert se tornou o templo do bom gosto e da decência,
sendo dos poucos salões onde não era admitido o jogo, reagindo contra o
cinismo e a vulgaridade reinantes. Para os melhores espíritos do tempo era uma
verdadeira honra ser convidado para as reuniões de Madame de Lambert.
O célebre salão literário se reunia duas vezes por semana: os nomes
literários às terças-feiras e nas quartas-feiras se reunia o mundo social. Os
participantes podiam trocar de dia sem separação entre os dois grupos. Nas
sessões cada convidado deveria emitir uma opinião pessoal ou ler alguma parte
de suas últimas obras. A Marquesa era bem pouco devota em religião e teve
convidados de todas as orientações filosóficas. Entre eles figuraram
Fontenele, Fenelon, Montesquieu, Madame de Staal. O salão era tido como uma
ante-sala da Academia Francesa, capaz de ter nomeado metade dos seus
acadêmicos.
Anne-Thérèse de Marguenat de Courcelles, depois Marquesa de Lambert, nasceu em
Paris em 1647. Seu pai, Étienne de Marguenat era membro da Câmara de Contas da
França. Ela casou-se em 1666 com o Marquês de Lambert, oficial general que a
deixou viúva com dois filhos em 1686. A Marquesa morreu em 1733 com 86 anos de
idade, rodeada de respeito e de afeto.

AMANHÃ:  CHARLES DUCLOS.


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#2330 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sáb, 18 de Out de 2008 9:22 pm
Assunto: 18 DE OUTUBRO:: DUCLOS historiador de costumes no Calendário Histórico.
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18 DE OUTUBRO:: DUCLOS  historiador de costumes no Calendário Histórico.

18 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

DUCLOS
Charles Pinot Duclos
(nasceu em 1704, em Dinan, na Bretanha, França; morreu em 1772, em Paris)

ESCRITOR E HISTORIADOR FRANCÊS NO REGISTRO E CRÍTICA DOS COSTUMES DA ÉPOCA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pensadores modernos da pesquisa científica sobre a natureza
individual do homem físico e mental.

Por Ângelo Torres

CHARLES PINOT DUCLOS fez o estudo cuidadoso e justo das características
psicológicas da população de seu tempo.
Escreveu várias obras. Entre elas o importante tratado com o nome de
“Considerações sobre os costumes†que é recomendado para leitura até em
nossos dias.
A teoria da corrupção da natureza humana que coloca o máximo de progresso no
passado é repudiada, já que a maior perfeição só poderá estar no futuro.
Afirma que para identificar e corrigir os erros cometidos pelos humanos é
necessário antes de tudo amar a humanidade de maneira a ser justo sem
violência e indulgente sem fraqueza.
Colocou em relevo a diferença que existe entre o “homem social†e o
“homem de boa naturezaâ€. O primeiro é um verdadeiro cidadão; o outro fica
unicamente preocupado de agradar e deixa de cumprir seus deveres. Conclui que
“o homem amável é muitas vezes menos merecedor de ser amadoâ€
Define de modo chocante o que é a virtude do altruísmo:
“um esforço sobre si próprio em favor dos outrosâ€
Duclos nasceu em Dilan, na Bretanha, França. Chegou ainda jovem a Paris, tomou
a carreira literária e escreveu vários romances que então tiveram muitos
leitores. Em 1747 foi admitido como membro da Academia de Letras, sendo nomeado
seu secretário em 1755. Cinco anos antes, em 1700, o rei Luis XV o nomeara
Diretor de Historiografia em substituição a Voltaire que fora para Berlim.
Entre seus contemporâneos ficou célebre pela independência de sua
personalidade, sua sinceridade e seu espírito brilhante.

AMANHÃ: GEORGE LEROY

© 2008 Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America -
Phone. 55-21-9255-3145 bonangelo@...
The knowledge of our Human Past is the basis of  scientific Sociology.
If you come to the city of Rio De Janeiro, Brazil, visit our Great Men Temple.
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Se vier até o Rio de Janeiro, Brasil, visite o  Templo dos Grandes Homens.
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#2331 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Dom, 19 de Out de 2008 1:50 pm
Assunto: 19 DE OUTUBRO:: Prova que os animais são também inteligentes: GEORGES LEROY no Calendário Histórico.
bonangelo
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19 DE OUTUBRO:: Prova que os animais são também inteligentes: GEORGES LEROY no
Calendário Histórico.

19 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

GEORGES LEROY
Charles Georges Leroy
(nasceu em 1723; morreu em 1789)

CAÇADOR E NATURALISTA FRANCÊS ENCICLOPEDISTA DA PSICOLOGIA ANIMAL

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pensadores modernos da pesquisa científica sobre a natureza
individual do homem físico e mental.

Por Ângelo Torres

Charles Georges Leroy foi pioneiro na pesquisa da natureza emocional e
intelectual dos animais. Demonstrou pela observação que a capacidade mental
dos animais é diferente apenas em grau da capacidade humana. Ou seja, mostrou
que os animais são também racionais. Conseguiu fazer essa verificação
experimental usando a sua experiência como caçador profissional e como
naturalista.
Leroy escolhe alguns animais bem conhecidos como o lobo, a raposa e o cervo,
para descrever com uma grande exatidão sua vida diária e as operações de
suas faculdades mentais e seus sentimentos.
Mostrou como os animais fazem uma detalhada observação dos fatos e sua
adaptação dos meios que possuem para os fins desejados. Registrou a habilidade
crescente que eles adquirem pela experiência devida às dificuldades que
encontram para se alimentar e à perigosa presença dos humanos. Em especial a
descrição que fez da vida das raposas, a combinação de inteligência e de
coragem que elas demonstram para conseguir seu alimento e de seus filhotes
colocam por vezes o caçador em pânico.
Leroy foi dos primeiros a seguir o método que mais tarde François Gall
empregou com muito sucesso. A observação cuidadosa dos vertebrados mais altos
na escala animal é o melhor método para resolver a questão de saber quais
são as emoções e os desejos que são inatos na nossa estrutura cerebral e
quais são o resultado da influência que a associação humana recebeu na vida
grupal por vários milhares de anos. E animais que, ao contrário dos que vivem
na proximidade dos homens, como os cães, vivem ainda a vida elementar em tribos
com tanta independência como permite a ausência perigosa dos homens.
Georges Leroy escreveu vários artigos para a Enciclopédia Francesa. Sua obra
principal se chama Lettres sur les Animaux, Cartas sobre os Animais, cuja
leitura é recomendada até os nossos dias. Ele era filho do Diretor dos Parques
Reais de Versailles e de Marly. Sucedeu a seu pai em suas funções. Foi
caçador profissional e conhecia bem o tratamento e conservação das florestas.
Consagrou suas horas de lazer à literatura e à filosofia.

AMANHÃ: A pesquisa científica feita também na sociedade e nos costumes:
Francis Bacon.

© 2008 Ângelo Torres,
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#2332 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Dom, 19 de Out de 2008 5:22 pm
Assunto: Enc: [Filosofia Social e Positivismo] Laicidade, Estado brasileiro e a Universidad...
gustavobiscaia
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Meus caros:

Redigi há pouco o artigo "Laicidade, Estado brasileiro e a Universidade
(Confessional) Federal do Paraná", que postei no meu blogue.

Gostaria que lessem e fizessem comentários e sugestões.

Um abraço,

Gustavo.

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em dom, 19/10/08, Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...> escreveu:
De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gblacerda@...>
Assunto: [Filosofia Social e Positivismo] Laicidade, estado brasileiro e A
Universidad...
Para: gustavobiscaia@...
Data: Domingo, 19 de Outubro de 2008, 14:15

    Para iniciar este artigo, convido o leitor a considerar as seguintes
situações:  Em um final de semana em Curitiba, vou a uma loja do     
Mercadorama e sou abordado por servidores de uma universidade paranaense pedindo
doações para o hospital universitário; ao fazer minhas compras, procuro     
colaborar com a campanha e separo feijão e leite mas, ao entregar as     
doações, sou saudado com um “deus lhe pague”.Cotidianamente os servidores dessa
mesma universidade      usam o serviço institucional de correio eletrônico para
fazerem propaganda      religiosa ou tendo versículos bíblicos com assinatura
institucional.Comissões internas de caráter técnico-administrativo iniciam     
ou terminam seus relatórios rogando a deus seus favores.Tendo que usar os
serviços do hospital universitário,      ao sair fui presenteado por servidores
dessa universidade com alguns folhetos      explicativos, entre os quais se
encontrava um papel
  com alguns versículos      bíblicos, explicando como deus é bom.Na biblioteca
dos cursos das Ciências Naturais e das      Engenharias, logo na entrada, em uma
posição de destaque, em uma mesa      decorada com uma toalha de renda e um ramo
de trigo, há uma grande bíblia,      aberta em um “capítulo edificante”.Na
biblioteca dos cursos de Ciências Humanas, sozinho em      uma parede e com
grande destaque, há um crucifixo com cerca de um metro de      comprimento,
belamente entalhado.Nos corredores do prédio que abriga os cursos de     
Ciências Humanas há vários cartazes em que se lê: “Missa”, “Culto”,     
“Encontre Jesus”.Para comemorar o cinqüentenário da Capela      Universitária, a
Reitoria da universidade encomendou uma missa.Ao perguntarmos se essas situações
são corretas, as      respostas que ouvimos são no sentido de que isso é
correto, ou que “sempre      foi assim”, ou recebemos uma raivosa
  indiferença.  O leitor deve pensar que se trata ou de uma universidade católica
ou de alguma outra instituição confessional de ensino superior. No entanto,
todas as situações descritas acima são verídicas e ocorrem na Universidade
Federal do Paraná (UFPR). Além disso, todas elas são absolutamente corriqueiras,
ou seja, estão longe de serem exceções ou de serem fatos isolados. Aliás: elas
são corriqueiras em inúmeras outras universidades públicas e mesmo em outras
instituições públicas do Brasil.  E daí que essas situações ocorrem na UFPR? Daí
que a UFPR é uma instituição laica, ou seja, que não professa nem pode professar
nenhuma crença religiosa. Isso significa que a Universidade não pode ostentar
crucifixos nem colocar bíblias para “reflexão pública” nas bibliotecas ou em
qualquer outro recinto; também significa que a Universidade não pode encomendar
missas ou cultos religiosos para o que quer que seja; também
  significa que os servidores da Universidade não podem referir-se a deus ou a
suas crenças pessoais enquanto estiverem trabalhando na Universidade ou
estiverem representando-a. As universidades particulares ou as confessionais têm
total liberdade para exprimirem as crenças que lhes aprouverem, das maneiras que
considerarem corretas: essa é uma possibilidade que as universidades públicas,
entretanto, não possuem. Por que não?  Porque as universidades públicas integram
o Estado brasileiro e o Estado brasileiro é laico, ou seja, não tem crença
nenhuma. Há quem afirme, com bastante maldade, que o Estado laico é um “Estado
ateu”, mas isso é falso. O Estado laico estaria mais para “Estado agnóstico”:
afinal, o ateísmo consiste em negar deus, o que equivale a assumir uma posição
religiosa, ao passo que o “Estado agnóstico” seria aquele que não decide a
respeito das crenças individuais e, portanto, não assume nenhuma
  perspectiva, nesse sentido.   O princípio da laicidade do Estado é tão simples
de enunciar quanto, à primeira vista, difícil de praticar. Como vimos, ele
consiste simplesmente em que o Estado não tem religião, ou seja, que as
estruturas políticas e burocráticas – os órgãos públicos, em outras palavras –
não podem beneficiar nenhuma religião nem podem professar nenhuma fé.  A crença
religiosa dos cidadãos brasileiros é matéria de foro íntimo, não de foro
público. Isso tem uma conseqüência muito clara, muito direta para o que se
refere ao Estado: nem os servidores públicos nem os ocupantes de cargos públicos
podem referir-se às suas crenças íntimas enquanto estiverem no exercício de suas
funções. Afinal de contas, enquanto estão no exercício de suas funções, esses
cidadãos referem-se ao conjunto da coletividade, isto é, a todos os brasileiros,
e não apenas aos membros de suas próprias igrejas[1].   Embora a
  laicidade baseie-se em uma negação – a proibição de o Estado professar qualquer
crença –, os benefícios que ela traz são enormes; na verdade, o Estado laico é o
garantidor das liberdades que podemos chamar, sem margem para dúvidas, de
liberdades verdadeiramente fundamentais, que são as de pensamento e de
expressão: sem elas, ou seja, sem que seja possível a cada indivíduo pensar por
si próprio e dizer o que pensa sem medo de retaliação, nenhuma outra liberdade é
possível e a cidadania torna-se apenas uma palavra.  O Estado laico não é uma
instituição gratuita. Isso quer dizer que ele não é nem fruto do acaso nem que
não valha nada – nem, além disso, que ocorra sem custos.  Ele começou a ser
praticado e teorizado quanto as guerras motivadas pelas religiões cessaram na
Europa, no século XVII. Até então, ser cidadão de um país equivalia a professar
uma crença específica; a partir de então, que cada cidadão devia
  ao seu governo obediência às leis, mas não necessariamente devia seguir a mesma
religião que seu governante. Foi mais ou menos nessa época que as religiões
tornaram-se tema de foro íntimo, ficando no foro público os temas propriamente
políticos. Ainda assim, apenas no transcurso das revoluções Americana e
Francesa, no final do século XVIII, é que surgiram os primeiros estados
completamente laicos, em que o Estado não obriga os cidadãos a seguir nenhuma
religião porque o próprio Estado não professa nenhuma religião.  No Brasil, o
Estado laico foi instituído em 1889, com a proclamação da República, contra o
privilégio que a Igreja Católica possuía como religião oficial. Os participantes
da proclamação buscavam uma sociedade de liberdades, com desenvolvimento e
justiça social. Nos Estados Unidos, a separação entre a Igreja e o Estado foi
uma solução de compromisso, pois não se determinou nenhuma religião como oficial
  porque não houve acordo a respeito de qual seria a melhor: aqui, ao contrário,
consagrou-se desde o início como princípio norteador do Estado republicano que a
garantia fundamental para as liberdades seria o Estado não possuir nenhuma
religião.   Os fundadores da UFPR tinham exatamente os mesmos valores: há quase
um século, ao criarem em 1912 a então Universidade do Paraná, Benjamin Lins,
Victor Ferreira do Amaral e, mais do que todos, Nilo Cairo queriam desenvolver a
sociedade paranaense em termos materiais, intelectuais e morais por meio dos
estudos de nível superior. Juntamente com esses valores fundamentais, tinham
clareza de que a separação entre a Igreja e o Estado é uma condição fundamental
para que qualquer sociedade progrida, isto é, melhore. Não seria exagero dizer
que eles tinham horror à idéia de um Estado que patrocinasse ou permitisse em
seu interior práticas religiosas – mas, detalhe: práticas religiosas no e pelo
  Estado, mas não na sociedade.  Como dissemos, a laicidade não ocorre sem
custos. Qual o seu custo? É este: cada indivíduo e cada igreja deve limitar suas
ações no que se refere ao Estado, no sentido de respeitar a laicidade: não impor
sua crença ao Estado nem usar o Estado para impor sua crença. No que se refere
às igrejas, como há um aspecto institucional, é mais simples de perceber quando
ocorre a sua interferência, mas no que se refere aos indivíduos a fiscalização
da sociedade é bem mais difícil. Ainda assim, é necessário formular com clareza
como deve ocorrer a autolimitação da parte dos indivíduos.  De maneira bastante
direta: os indivíduos que atuam no Estado têm que ter claro que, como servidores
ou agentes públicos, não podem professar nenhuma religião: não podem falar em
deus, não podem distribuir panfletos de caráter religioso, não podem exibir
símbolos religiosos em seus ambientes de trabalho. Isso pode
  parecer um esforço muito grande, mas não é – e por dois motivos.   Em primeiro
lugar, quando um cidadão comum vai a uma repartição pública e vê um servidor
público falando em deus, portando símbolos religiosos ou distribuindo panfletos
com esse teor, o que o cidadão percebe não é um outro cidadão manifestando sua
fé particular, mas o Estado como um todo, representado pelo servidor,
demonstrando sua adesão a determinados princípios religiosos. Em outras
palavras, o cidadão comum verá que as autoridades beneficiam uma crença e,
portanto, afirmam que essa crença é a “correta” para ser seguida. Não há dúvidas
de que essa é uma forma de constrangimento, de imposição de crenças, de
opressão.  O segundo motivo porque a autocontenção de servidores e agentes
públicos não exige um grande esforço ou não é muito pesada é o seguinte.
Imagine-se um trabalhador: ao ingressar em qualquer emprego, ele submete-se a
uma
  disciplina específica – a um código de conduta. São regras escritas e
não-escritas que devem ser seguidas para o bom desempenho das atividades, com
procedimentos a realizar e ações a evitar. Eis alguns exemplos simples mas que
ilustram com clareza minha idéia: não se pode falar palavrões, não se pode ir
mal-vestido (ou, por outra: em vários casos é necessário usar determinados tipos
de roupas), não se pode ir trabalhar alcoolizado e assim por diante. Todos esses
exemplos são proibições que os trabalhadores aceitam como corretas para o bom
desempenho de suas funções. Essas proibições ocorrem para o ambiente do
trabalho, não para o espaço doméstico: em suas casas, no foro íntimo, os
indivíduos têm liberdade para fazer mais ou menos tudo o que desejam.  Ora, se é
aceitável que os indivíduos adaptem suas condutas para o trabalho em geral,
deixando de agir de determinadas maneiras e agindo de outras em relação a como
  procedem em suas famílias, é ainda mais aceitável que os servidores públicos
tenham um comportamento claro para realizarem suas atividades: afinal de contas,
de modo geral é possível aos cidadãos escolherem uma empresa ou outra, mas os
serviços públicos são universais. A bem da verdade, existe uma lei que estipula
precisamente esses comportamentos aceitáveis e inaceitáveis: trata-se do Decreto
n. 1 171/94, o Código de Ética do Servidor Público Civil Federal. No caso da
religião, se mesmo em empresas privadas é consensual que não se deve conversar
esse assunto, o que se dirá no âmbito do Estado!  Apesar de todos esses motivos
para a laicidade do Estado, há dois argumentos especialmente daninhos que se
utiliza para tentar justificar o uso de símbolos e a prática de cultos
religiosos no âmbito público: digo “argumentos”, mas são mais sofismas
políticos. O primeiro diz respeito às crenças da população em geral; o segundo
  baseia-se em uma certo tradicionalismo.  Comecemos pelo segundo sofisma. Para
justificar a celebração pelo Estado de determinada crença religiosa, muitos
afirmam que se tratam de práticas há muito tempo praticadas e que já se tornaram
tradicionais. Exemplos: a transmissão em emissoras públicas (isto é, estatais)
de missas e cultos; a presença de crucifixos em bibliotecas públicas, tribunais,
parlamentos e espaços públicos de modo geral. O problema é que essa “tradição”
baseia-se no desrespeito a um dos princípios fundamentais da República
brasileira: é como querer justificar o coronelismo ou a corrupção ou a miséria
no país afirmando que eles são “tradicionais”; é querer justificar algo errado
porque esse errado existe faz tempo e é mais ou menos comum. Além disso, essas
“tradições” são vistas como imutáveis e, literalmente, sacrossantas, isto é,
intocáveis: é o raciocínio que se utiliza para justificar,
  por exemplo, o uso da violência física no trote aos calouros das universidades;
ou para que bares, lanchonetes e restaurantes sofram enormes calotes por
estudantes de Direito no dia 11 de agosto (o “dia do pindura”); ou que mulheres
sejam espancadas por maridos supostamente traídos; ou que, em países que aceitam
a xaria – a lei tradicional do islã – ladrões tenham as mãos decepadas e
mulheres consideradas adúlteras sejam apedrejadas até a morte.   O argumento que
se refere à religião da população brasileira é mais especioso, mas não é menos
falso. O fato de a maioria da população brasileira ter uma determinada crença é
freqüentemente invocado como justificativa para que o Estado adote práticas
derivadas diretamente dessa crença; em outras palavras, a maioria da população é
uma justificativa para que a minoria seja desconsiderada. “Maioria” e “minoria”,
aqui, podem variar, é claro: no caso específico do Brasil
  podemos considerar a “maioria católica” – cerca de 73% da população – ou a
“maioria cristã” – cerca de 90% da população –; assim, apenas em casos
específicos é possível falar simplesmente em “maioria”: desse modo, o que há são
maiorias, no plural. Mas a questão é que tanto faz quem é maioria ou quem é
minoria: o que importa é que as minorias devem ser respeitadas como cidadãs, ou
seja, em seus valores e, portanto, a maioria não pode usar sua força numérica
para impor suas crenças à minoria.  A relação entre maioria e minoria remete a
uma diferença entre “democracia” e “república”. Enquanto a democracia é o
governo da maioria, a república é o governo baseado na lei e que respeita as
minorias. Sem dúvida que essa definição que apresentei de democracia é sujeita a
polêmicas, mas a verdade é que não existe uma democracia tout court, exceto se
considerarmos a experiência da Atenas antiga, que
  foi celebrizada durante a magistratura de Péricles; por outro lado, se
pensarmos nos grandes teóricos republicanos, especialmente os das revoluções
Francesa e Americana, eles sempre objetaram à democracia a possibilidade de
tirania das maiorias que ela pode criar.  Para evitar mal-entendidos, quero
deixar claro que de maneira alguma considero que a democracia, como ela é
percebida nos dias atuais, seja simplesmente a imposição das vontades da maioria
sobre a minoria oprimida. Entretanto, a verdade é que o argumento que justifica
que é legítimo que, no Brasil, o Estado assuma ares cristãos baseia-se
exatamente nessa concepção de democracia, ignorando os elementos republicanos de
respeito às diferenças e de Estado de Direito. Essa concepção de democracia,
claro, é bastante conveniente, pois beneficia quem pode mais e manda às favas
quem pode menos, desconsiderando a idéia de cidadania, isto é, o respeito
universal aos membros de uma
  coletividade política.  Essa idéia de democracia religiosa majoritária já foi
utilizada no Brasil: durante a Guerra Fria, governos progressistas, como o de
Juscelino Kubitschek, e governos autoritários, como os dos militares, fizeram
apelo constante ao caráter supostamente cristão do país. O problema que surge é
o seguinte: se tivermos que escolher – e não há dúvidas de que se trata,
precisamente, dessa escolha – como definiremos o Brasil, como um país
republicano ou um país cristão? O que nos define como comunidade política é uma
crença compartilhada pela população ou é o respeito universal a leis universais?
Cada uma dessas definições tem conseqüências claras e muito diversas entre si.
Se o Brasil é definido pelo respeito às leis, para ser brasileiro basta
respeitar as leis brasileiras e cumprir as obrigações cívicas definidas por
essas leis: esse é o conceito de cidadania definido durante a Revolução
Francesa. De
  acordo com essa perspectiva, a partir de 1792 – ano da proclamação da I
República francesa – para ser francês não importava mais se cada indivíduo era
judeu, católico, huguenote (protestante) ou se nascera na Alemanha, na
Inglaterra, na China ou no Zaire: bastava aceitar as leis e os usos franceses
(além de falar francês).  Por outro lado, se o que define o brasileiro é sua
religião cristão, a conseqüência direta é que os não-cristãos não são
brasileiros, ou melhor, não são “verdadeiros” brasileiros; discordar de ou
criticar alguma das religiões cristãs é alta traição, é crime de lesa-pátria. No
contexto da Guerra Fria, era comum denunciar os crimes que os soviéticos
praticavam contra quem discordava dos dogmas comunistas – afinal de contas, o
comunismo era a doutrina oficial do Estado –, incluindo aí todos os que
confessavam crenças religiosas; mas muitas das pessoas que denunciavam esses
distantes crimes do
  comunismo praticavam as mesmas ações em casa, ou seja, para o que nos
interessa, o Brasil: os não-cristãos eram sujeitos a suspeitas a que os cristãos
não estavam.   Outros exemplos semelhantes são as perseguições que religiosos
nos Estados Unidos promovem contra quem discorda deles ou simplesmente não é da
mesma religião que eles (nos dias atuais, em particular os muçulmanos): não é o
que a candidata a vice-Presidente na chapa de John McCain, Sara Palin, tem feito
a respeito de Barack Obama, ao sugerir que “ele não é como nós [cristãos]”? Ou,
ainda, os atos de profunda intolerância praticados pelos talibãs no Afeganistão
ou pelo regime dos aiatolás no Irã?[2]  A verdade é que os governantes
brasileiros não estão muito atrás desses exemplos e dão péssimo exemplo à
população, rejeitando de maneira demagógica a laicidade do Estado: sejam os
presidentes da República que inscreveram nas cédulas “Deus seja louvado”
  e, depois, deixaram essa frase em negrito; sejam os autores da Constituição
Federal de 1988 que inseriram um agradecimento a deus no “Preâmbulo” da
Constituição; sejam governadores, senadores, deputados, prefeitos, vereadores
que afirmam governar com base na vontade divina; seja o Presidente da República
que a todo instante agradece fala em deus; sejam os ministros de Estado que usam
verbas públicas para viajarem a encontros religiosos ou para patrocinar
encontros de suas seitas; seja o governador do Paraná que em 2003 resumiu as
comemorações dos 150 anos do estado a uma missa pública e a palavras de ódio
contra empresas transnacionais de soja transgênica.  Começamos este artigo
fazendo referência à UFPR; é importante concluí-lo voltando a ela. Há algum
tempo a Universidade comemorou seus 90 anos: apesar da propaganda a favor do
“papel que desempenha na sociedade paranaense”, não houve uma única menção aos
seus fundadores;
  na verdade, exceto os historiadores e alguns especialistas em história do
Paraná, o fato é que a comunidade universitária ignora completamente quem foram
esses fundadores e quais os ideais que os moveram ao criar a Universidade do
Paraná. Pois bem: face à missa que a Reitoria da UFPR mandou rezar; face a todas
as manifestações de imbricação entre igreja e Estado na Universidade, essa
ignorância não poderia ser mais emblemática. Passamos da Universidade Federal do
Paraná para a Universidade Confessional Federal do Paraná.

         [1] Isso tem uma outra conseqüência: as religiões não são temas
políticos, ou seja, não é possível e não é aceitável que se faça campanhas
políticas fazendo apelo às crenças individuais de cada um.      [2] Convém
notar: esse mesmo raciocínio de comunidade política fundada em valores
religiosos – com as conseqüências indicadas acima – foi recentemente utilizado
pelo Presidente da França (!) e pelo Papa para proibir o ingresso da Turquia na
União Européia. Ora, o que Nicolas Sarkozy e Bento XVI pressupõem é que a Europa
é essencialmente cristã, deixando de lado 1) o profundo e crescente secularismo
das sociedades européias; 2) o caráter principalmente republicano das
democracias européias; 3) a importância capital que tiveram os muçulmanos para o
desenvolvimento da Europa e mesmo do catolicismo – afinal, sem os árabes não
existiria São Tomás de Aquino –; 4) o longo e multimilenar relacionamento entre
os
  europeus e os árabes, particularmente os turcos, e 5) o fato de que o único
país muçulmano que assumiu convictamente os valores (ocidentais) da
secularização e da democratização foi a Turquia. Em suma: essa proibição é uma
pérola da intolerância religiosa convertida em argumento político, a serviço do
“choque de civilizações”. Não por acaso, Sarkozy e Bento XVI têm defendido um
conceito de “laicidade positiva”, isto é, que permite que o Estado professe
alguma religião – ou seja, a própria negação da laicidade.


--

Postado por  Gustavo Biscaia de Lacerda  no  Filosofia Social e Positivismo  em 
10/19/2008 03:14:00 PM

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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2333 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Seg, 20 de Out de 2008 9:14 am
Assunto: 20 DE OUTUBRO:: A pesquisa científica feita também na sociedade e nos costumes: Francis Bacon.
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20 DE OUTUBRO:: A pesquisa científica feita também na sociedade e nos
costumes: Francis Bacon.

20 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

FRANCIS BACON
Sir Francis Bacon, Visconde de Saint Alban
Lord Chanceler da Inglaterra
(nasceu em 1561, em Londres; morreu em 1626, em Londres)

FILÓSOFO INGLÊS NOBRE FUNDADOR DA FILOSOFIA MODERNA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico
que prepara a nova civilização industrial moderna.
Os pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pensadores modernos da pesquisa científica sobre a natureza
individual do homem físico e mental.

Por Ângelo Torres

FRANCIS BACON era filho de Sir Nicolas Bacon, Lord Guarda do Grande Sinete
durante 20 anos no governo da rainha Elisabeth da Inglaterra. Ele nasceu em
Londres em 1561.
Desde cedo mostrou um espírito vivo e aos 13 anos foi estudar no Colégio
Trinity em Cambridge. Mesmo antes de seus 16 anos, já estava profundamente
convencido da inutilidade da filosofia aristotélica escolástica então
ensinada nas universidades.
Deixando Cambridge, ele estudou jurisprudência e depois viajou pela França,
onde fez observações minuciosas da política. Ele relatou suas conclusões na
sua obra sobre o Estado da Europa, escrito quando tinha 20 anos de idade.
Em seu retorno para Londres, ele tornou-se advogado em 1582, ganhou grande
prática forense e foi nomeado em 1589 conselheiro extraordinário da rainha da
Inglaterra. Em 1591 foi eleito membro do Parlamento. Em 1607 foi feito
Promotor-Geral, em 1613 Procurador-Geral e em 1617 Lord Guarda do Grande Sinete
e no ano seguinte Lord Chanceler.
Durante todo esse tempo, ele continuou o seu grande projeto de juventude: a
renovação da filosofia, a ser fundada sobre a ciência moderna. Sua famosa
obra-prima, o Novum organum, só seria publicada em 1620. Esse texto tem sua
leitura recomendada até hoje.
Na última parte de sua vida, Francis Bacon foi acusado de procedimentos
ilegais, perdeu seus títulos, foi condenado a uma grande multa, banido da corte
real e até esteve preso na Torre de Londres. Mas ele continuou suas pesquisas
científicas pelo resto de sua vida. Por conseqüência de uma explosão
acidental em seu laboratório, ele morreu em 1626, em Londres.
Francis Bacon forma com Descartes e com Galileu o grupo de pensadores que fundou
a nova filosofia moderna positiva, o sistema de conhecimentos que substituiu a
filosofia antiga, elaborada desde a remota antiguidade até a Idade Média.
O início da filosofia moderna foi marcado pelas descobertas astronômicas dos
anos 1500, século 16. O momento seguinte foi usado para mostrar que as
observações científicas da natureza conduziam a uma regra que permitia a
construção de uma nova forma de vida, de progresso, de riqueza. Ao passo que
as teorias sobrenaturais eram improdutivas.
O Novum organum começa eliminando quatro fontes de erro que Bacon chama de os
Ídolos.
1. OS ÍDOLOS DA RAÇA. São os erros devidos à fraqueza natural da
inteligência humana, pelos enganos dos sentidos ou da paixão; a
simplificação, a impaciência e a pressa.
2. OS ÍDOLOS DA CAVERNA. São os erros do temperamento particular de cada
pessoa, de suas ambições e vaidade.
3. OS ÍDOLOS DA PRAÇA. Os erros do uso da palavra na linguagem.
4. OS ÍDOLOS DO TEATRO. Os erros por preconceitos enganosos.
Descartes aplicou o método científico positivo às ciências naturais,
físicas e mesmo à biologia, mas não o aplicou à vida social e moral. Ao
contrário, Bacon englobou em seu programa de pesquisa também o estudo da
sociedade e dos costumes.
A contribuição de Francis Bacon teve importante repercussão sobre a longa
série de pensadores desde Thomas Hobbes até David Hume, pesquisadores que
aplicaram o método indutivo da observação experimental ao estudo da sociedade
e do comportamento individual.

AMANHÃ: O estabelecimento de normas jurídicas mostra a perda de poder da
religião: Hugo Grotius.

AMANHÃ: Jacques Cujas.   Nos anos bissextos.
© 2008 Ângelo Torres,
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#2334 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Seg, 20 de Out de 2008 5:24 pm
Assunto: Problemas do Estado laico: a Universidade (Confessional) Federal do Paraná
gustavobiscaia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Problemas do Estado Laico brasileiro: a Universidade (confessional)
Federal do Paraná

Gustavo
Biscaia de Lacerda

 

Para iniciar este artigo, convido o
leitor a considerar as seguintes situações:

Em um
      final de semana em Curitiba, vou a um supermercado e sou abordado por
      servidores de uma universidade paranaense pedindo doações para o hospital
      universitário; ao fazer minhas compras, procuro colaborar com a campanha e
      separo feijão e leite mas, ao entregar as doações, sou saudado com um “deus
      lhe pague”.Cotidianamente
      os servidores dessa mesma universidade usam o serviço institucional de
      correio eletrônico para fazerem propaganda religiosa ou tendo versículos
      bíblicos com assinatura institucional.Comissões
      internas de caráter técnico-administrativo iniciam ou terminam seus
      relatórios rogando a deus seus favores.Tendo
      que usar os serviços do hospital universitário, ao sair fui presenteado
      por servidores dessa universidade com alguns folhetos explicativos, entre
      os quais se encontrava um papel com alguns versículos bíblicos, explicando
      como deus é bom.Na
      biblioteca dos cursos das Ciências Naturais e das Engenharias, logo na
      entrada, em uma mesa em destaque e decorada com uma toalha de renda e um
      ramo de trigo, há uma grande bíblia, aberta em um “capítulo edificante”.Na
      biblioteca dos cursos de Ciências Humanas, sozinho em uma parede e com
      grande destaque, há um crucifixo com cerca de um metro de comprimento,
      belamente entalhado.Nos
      corredores do prédio que abriga os cursos de Ciências Humanas há vários
      cartazes em que se lê: “Missa”, “Culto”, “Encontre Jesus”.Para
      comemorar o cinqüentenário da Capela Universitária, a Reitoria da
universidade
      encomendou uma missa e deu grande destaque a esse evento.Ao
      perguntarmos se essas situações são corretas, as respostas que ouvimos são
      no sentido de que isso é correto, ou que “sempre foi assim”, ou recebemos
      um raivoso descaso.

O leitor deve pensar que se trata ou de
uma universidade católica ou de alguma outra instituição confessional de ensino
superior. No entanto, todas as situações descritas acima são verídicas e ocorrem
na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Além disso, todas elas são
absolutamente corriqueiras, ou seja, estão longe de serem exceções ou de serem
fatos isolados. Aliás: elas são corriqueiras em inúmeras outras universidades e
outras instituições públicas do Brasil, de tal sorte que a UFPR é apenas um
exemplo de uma situação generalizada no Estado
brasileiro.

E daí que essas situações ocorrem na
UFPR? Daí que a UFPR é uma instituição laica, que não professa nem pode
professar nenhuma crença
religiosa. Isso significa que a Universidade não pode ostentar crucifixos nem
colocar bíblias para “reflexão pública” nas bibliotecas ou em qualquer outro
recinto; também significa que a Universidade não pode encomendar missas ou
cultos religiosos para o que quer que seja; também significa que os servidores
da Universidade não podem referir-se a deus ou a suas crenças pessoais enquanto
estiverem trabalhando na Universidade ou estiverem representando-a. As
universidades particulares ou as confessionais têm total liberdade para
exprimirem as crenças que lhes aprouverem, das maneiras que considerarem
corretas: essa é uma possibilidade que as universidades públicas, entretanto,
não possuem. Por que não?

Porque as universidades públicas
integram o Estado brasileiro e o Estado brasileiro é laico, ou seja, não tem
crença nenhuma. Há quem afirme, com bastante maldade, que o Estado laico é um
“Estado ateu”, mas isso é falso. O Estado laico estaria mais para “Estado
agnóstico”: afinal, o ateísmo consiste em negar deus, o que equivale a assumir
uma posição religiosa, ao passo que o “Estado agnóstico” seria aquele que não
decide a respeito das crenças individuais e, portanto, nesse sentido, não assume
nenhuma perspectiva.

O princípio da laicidade do Estado é
tão simples de enunciar quanto, à primeira vista, difícil de praticar. Como
vimos, ele consiste simplesmente em que o Estado não tem religião, o que
equivale dizer que as estruturas políticas e burocráticas – os órgãos públicos,
em outras palavras – não podem beneficiar nenhuma religião nem podem professar
nenhuma fé.

A crença religiosa dos cidadãos
brasileiros é matéria de foro íntimo, não de foro público. Isso tem uma
conseqüência muito clara e direta para o que se refere ao Estado: nem os
servidores públicos nem os ocupantes de cargos públicos podem referir-se às
suas crenças íntimas enquanto estiverem no exercício de suas funções. Afinal de
contas, enquanto estão no exercício de suas funções, esses cidadãos referem-se
ao conjunto da coletividade, isto é, a todos os brasileiros, e não apenas aos
membros de suas próprias igrejas[1].

Embora a laicidade baseie-se em uma
negação – a proibição de o Estado professar qualquer crença –, os benefícios
que ela traz são enormes; na verdade, o Estado laico é o garantidor das
liberdades
que podemos chamar, sem margem para dúvidas, de liberdades verdadeiramente
fundamentais,
que são as de pensamento e de expressão: sem elas, ou seja, sem que
seja possível a cada indivíduo pensar por si próprio e dizer o que pensa sem
medo de retaliação, nenhuma outra liberdade é possível e a cidadania torna-se
apenas uma palavra.

O Estado laico não é uma instituição
gratuita. Isso quer dizer que ele não é nem fruto do acaso nem que não ele não
tem valor – nem, além disso, que ocorra sem custos.

Ele começou a ser praticado e teorizado
quanto as guerras motivadas pelas religiões cessaram na Europa, no século XVII.
Até então, ser cidadão de um país equivalia a professar uma crença específica;
a partir de então, que cada cidadão devia ao seu governo obediência às leis,
mas não necessariamente devia seguir a mesma religião que seu governante. Foi
mais ou menos nessa época que as religiões tornaram-se tema de foro íntimo,
ficando no foro público os temas propriamente políticos[2].
Ainda assim, apenas no transcurso das revoluções Americana e Francesa, no final
do século XVIII, é que surgiram os primeiros estados completamente laicos, em
que o Estado não obriga os cidadãos a
seguir nenhuma religião porque o próprio Estado não professa nenhuma religião.

No Brasil, o Estado laico foi
instituído em 1890, com a proclamação da República, contra o privilégio que a
Igreja Católica possuía como religião oficial. Com Benjamin Constant à frente,
os participantes da proclamação buscavam uma sociedade de liberdades, com
desenvolvimento e justiça social. Nos Estados Unidos, a separação entre a
Igreja e o Estado foi uma solução de compromisso, pois não se determinou
nenhuma religião como oficial porque não houve acordo a respeito de qual seria
a melhor: aqui, ao contrário, consagrou-se desde o início como princípio
norteador do Estado republicano que a garantia fundamental para as liberdades
seria o Estado não possuir nenhuma religião.

Os fundadores da UFPR tinham exatamente
os mesmos valores: há quase um século, ao criarem em 1912 a então Universidade
do
Paraná, Benjamin Lins, Victor Ferreira do Amaral e, mais do que todos, Nilo
Cairo queriam desenvolver a sociedade paranaense em termos materiais,
intelectuais e morais por meio dos estudos de nível superior. Juntamente com
esses valores fundamentais, tinham clareza de que a separação entre a Igreja e
o Estado é uma condição fundamental para que qualquer sociedade progrida. Não
seria exagero dizer que eles tinham horror à idéia de um Estado que
patrocinasse ou permitisse em seu interior práticas religiosas – mas, detalhe:
práticas religiosas no e pelo Estado,
mas não na sociedade.

Como dissemos, a laicidade não ocorre
sem custos. Qual o seu custo? É este: cada indivíduo e cada igreja deve limitar
suas ações no que se refere ao Estado, no sentido de respeitar a laicidade: não
impor sua crença ao Estado nem usar o Estado para impor sua crença. No que se
refere às igrejas, como há um aspecto institucional, é mais simples de perceber
quando ocorre a sua interferência, mas no que se refere aos indivíduos a
fiscalização
da sociedade é bem mais difícil. Ainda assim, é necessário formular sem rodeios
como deve ocorrer a autolimitação da parte dos indivíduos.

De maneira bastante direta: os
indivíduos que atuam no Estado têm que ter claro que, como servidores ou
agentes públicos, não podem professar nenhuma religião: não podem falar em
deus, não podem distribuir panfletos de caráter religioso, não podem exibir
símbolos religiosos em seus ambientes de trabalho. Isso pode parecer um esforço
muito grande, mas não é – e por dois motivos.

Em primeiro lugar, quando um cidadão
comum vai a uma repartição pública e vê um servidor público falando em deus,
portando símbolos religiosos ou distribuindo panfletos com esse teor, o que o
cidadão percebe não é um outro cidadão manifestando sua fé particular, mas o
Estado como um todo, representado pelo
servidor, demonstrando sua adesão a determinados princípios religiosos. Em
outras palavras, o cidadão comum verá que as autoridades beneficiam uma crença
e, portanto, afirmam que essa crença é a “correta” para ser seguida. Não há
dúvidas de que essa é uma forma de constrangimento, de imposição de crenças, de
opressão.

O segundo motivo porque a autocontenção
de servidores e agentes públicos não exige um grande esforço ou não é muito
pesada é o seguinte. Imagine-se um trabalhador no mercado de trabalho: ao
ingressar em qualquer emprego, ele submete-se a uma disciplina específica – a
um código de conduta. São regras escritas e não-escritas que devem ser seguidas
para o bom desempenho das atividades, com procedimentos a realizar e ações a
evitar. Eis alguns exemplos simples mas que ilustram com clareza a idéia: não
se pode falar palavrões, não se pode ir mal-vestido (ou, por outra: em vários
casos é necessário usar determinados tipos de roupas), não se pode ir trabalhar
alcoolizado e assim por diante. Todos esses exemplos são proibições que os
trabalhadores aceitam como corretas para o bom desempenho de suas funções.
Essas proibições ocorrem para o ambiente do trabalho, não para o espaço
doméstico: em suas casas, no foro íntimo,
os indivíduos têm liberdade para fazer mais ou menos tudo o que desejam.

Ora, se é aceitável que os indivíduos
adaptem suas condutas para o trabalho em geral, deixando de agir de
determinadas maneiras e agindo de outras formas em relação a como procedem em
suas famílias, é ainda mais aceitável que os servidores públicos tenham um
comportamento claro para realizarem
suas atividades: afinal de contas, de modo geral é possível aos cidadãos
escolherem uma empresa ou outra, mas os serviços públicos são universais. A bem
da verdade, no âmbito do serviço público federal, existe uma lei que estipula
precisamente
esses comportamentos aceitáveis e inaceitáveis: trata-se do Decreto n. 1 171/94,
o Código de Ética do Servidor Público Civil Federal. No caso da religião, se
mesmo em empresas privadas é consensual que não se deve conversar esse assunto,
o que se dirá no âmbito do Estado!

Apesar de todos esses motivos para a
laicidade do Estado, há dois argumentos especialmente daninhos que se utiliza
para tentar justificar o uso de símbolos e a prática de cultos religiosos no
âmbito público: digo “argumentos”, mas são mais sofismas políticos. O primeiro
diz respeito às crenças da população
em geral; o segundo baseia-se em uma certo tradicionalismo.

Comecemos pelo segundo sofisma. Para
justificar a celebração pelo Estado de determinada crença religiosa, muitos
afirmam que se tratam de práticas há muito tempo praticadas e que já se tornaram
tradicionais. Exemplos: a transmissão em emissoras públicas (isto é, estatais)
de missas e cultos e a presença de crucifixos em bibliotecas públicas,
tribunais, parlamentos e espaços públicos de modo geral. O problema aqui é que
essa “tradição” baseia-se no desrespeito a um dos princípios fundamentais da
República brasileira: é como querer justificar o coronelismo ou a corrupção ou
a miséria no país afirmando que eles são “tradicionais”; é querer justificar
algo errado porque esse errado existe faz tempo e é mais ou menos comum. Além
disso, essas “tradições” são vistas como imutáveis e, literalmente,
sacrossantas, isto é, intocáveis: é o raciocínio que se utiliza para
justificar, por exemplo, o uso da violência física no trote aos calouros das
universidades; ou para que bares, lanchonetes e restaurantes sofram enormes
calotes por estudantes de Direito no dia 11 de agosto (o “dia do pindura”); ou
que mulheres sejam espancadas por maridos supostamente traídos; ou que, em
países que aceitam a xaria – a lei tradicional
do islã – ladrões tenham as mãos decepadas e mulheres consideradas adúlteras
sejam apedrejadas até a morte.

O argumento que se refere à religião da
população brasileira é mais especioso, mas não é menos falso. O fato de a
maioria da população brasileira ter uma determinada crença é freqüentemente
invocado como justificativa para que o Estado adote práticas derivadas
diretamente dessa crença; em outras palavras, a “vontade da maioria da
população” é uma justificativa para que a (vontade da) minoria seja
desconsiderada. “Maioria” e “minoria”, aqui, podem variar, é claro: no caso
específico do Brasil podemos considerar a “maioria católica” – cerca de 73% da
população – ou a “maioria cristã” – cerca de 90% da população –; assim, apenas
em casos específicos é possível falar simplesmente em “maioria”, de tal sorte
que na prática há apenas maiorias, no plural. Mas a questão é que tanto
faz quem é maioria ou quem é minoria: o que importa é que as minorias devem ser
respeitadas como cidadãs, ou seja, em seus valores e, portanto, a maioria não
pode usar sua força numérica para impor suas crenças à minoria.

A relação entre maioria e minoria
remete a uma diferença entre “democracia” e “república”. Enquanto a democracia
é o governo da maioria, a república é o governo baseado na lei e que respeita
as minorias. Sem dúvida que essa definição que apresentei de democracia é
sujeita a polêmicas, mas a verdade é que não existe uma democracia tout court,
exceto se considerarmos a
experiência da Atenas antiga, que foi celebrizada durante a magistratura de
Péricles,
no século V a. c.; por outro lado, se pensarmos nos grandes teóricos
republicanos, especialmente os das revoluções Francesa e Americana, eles sempre
objetaram à democracia a possibilidade de tirania das maiorias que ela pode
criar.

Para evitar mal-entendidos, quero
deixar claro que de maneira alguma
considero que a democracia, como ela é percebida nos dias atuais, seja
simplesmente a imposição das vontades da maioria sobre a minoria oprimida.
Entretanto, a verdade é que o argumento que justifica ser legítimo, no Brasil,
o Estado assumir ares cristãos baseia-se exatamente nessa concepção de
democracia, ignorando os elementos republicanos de respeito às diferenças e de
Estado de Direito. Essa concepção de democracia, claro, é bastante conveniente,
pois beneficia quem pode mais e manda às favas quem pode menos, desconsiderando
a idéia de cidadania, isto é, o respeito universal aos membros de uma
coletividade política.

Essa idéia de democracia religiosa
majoritária já foi utilizada no Brasil: durante a Guerra Fria, governos
progressistas, como o de Juscelino Kubitschek, e governos autoritários, como os
dos militares, fizeram apelo constante ao caráter supostamente cristão do país.
O problema que surge é o seguinte: se tivermos que escolher – e não há dúvidas
de que se trata aqui, precisamente, dessa escolha – como definiremos o Brasil,
como um país republicano ou um país cristão? O que nos define como
comunidade política é uma crença compartilhada pela população ou é o respeito
universal a leis universais?

Cada uma dessas definições tem
conseqüências claras e muito diversas entre si. Se o Brasil é definido pelo
respeito às leis, para ser brasileiro basta respeitar as leis brasileiras e
cumprir as obrigações cívicas definidas por essas leis: esse é o conceito de
cidadania definido durante a Revolução Francesa. De acordo com essa perspectiva,
a partir de 1792 – ano da proclamação da I República francesa – para ser
francês não importava mais se cada indivíduo era judeu, católico, huguenote
(protestante) ou se nascera na Alemanha, na Inglaterra, na China ou no Zaire:
bastava
aceitar e seguir as leis e os usos franceses (além de falar francês).

Por outro lado, se o que define o
brasileiro é a adesão à religião cristão, a conseqüência direta é que os
não-cristãos não são brasileiros, ou melhor, não são “verdadeiros” brasileiros;
discordar de ou criticar alguma das religiões cristãs é alta traição, é crime
de lesa-pátria. No contexto da Guerra Fria, era comum denunciar os crimes que
os soviéticos praticavam contra quem discordava dos dogmas comunistas – afinal
de contas, o comunismo era a doutrina oficial do Estado –, incluindo aí todos
os que confessavam crenças religiosas; mas muitas das pessoas que denunciavam
esses distantes crimes do comunismo praticavam as mesmas ações em casa, ou
seja, para o que nos interessa, o Brasil: os não-cristãos eram sujeitos a
suspeitas a que os cristãos não estavam.

Outros exemplos semelhantes são as
perseguições que religiosos nos Estados Unidos promovem contra quem discorda
deles ou simplesmente não é da mesma religião que eles (nos dias atuais, em
particular os muçulmanos): não é o que a candidata a vice-Presidente na chapa
de John McCain, Sara Palin, tem feito a respeito de Barack Obama, ao sugerir
que “ele não é como nós [cristãos]”? Ou, ainda, os atos de profunda
intolerância praticados pelos talibãs no Afeganistão ou pelo regime dos
aiatolás no Irã[3]?

A verdade é que os governantes
brasileiros não estão muito atrás desses exemplos e dão péssimo exemplo à
população, rejeitando de maneira demagógica a laicidade do Estado: sejam os
presidentes da República que inscreveram nas cédulas “Deus seja louvado” e,
depois, deixaram essa frase em negrito; sejam os autores da Constituição
Federal de 1988 que inseriram um agradecimento a deus no “Preâmbulo” da Carta
Magna; sejam governadores, senadores, deputados, prefeitos, vereadores que
afirmam governar com base na vontade divina; seja o Presidente da República que
a todo instante fala em deus; sejam os ministros de Estado que usam verbas
públicas para viajarem a encontros religiosos ou para patrocinar encontros de
suas seitas; seja o governador do Paraná que em 2003 resumiu as comemorações
dos 150 anos do estado a uma missa pública e a palavras de ódio contra empresas
transnacionais de soja transgênica.

Mais do que isso. Nas recentes eleições
para vereadores municipais, os analistas políticos indicaram uma série de
fatores interessantes: as conseqüências eleitorais dos mecanismos de votação;
as “vontades populares” expressas pelas novas bancadas de vereadores e assim
por diante. Entretanto, um elemento central foi completamente ignorado ou
desprezado: a quantidade assustadora de candidatos que fizeram suas campanhas
apelando diretamente para os valores religiosos. “Acredita em deus e valoriza o
ser humano”, “Evangelizando na política”, “Com deus, por você” foram alguns dos
motes das campanhas não apenas em Curitiba, mas, pelo que se pôde perceber
pelas matérias jornalísticas divulgadas nos meios de comunicação, no país
inteiro. Considerando que os parlamentares devem representar interesses, a
pergunta que não quer calar-se é a seguinte: quais os interesses que os
candidatos religiosos representam? Quaisquer que sejam, certamente que a
laicidade do Estado não está entre eles[4].

À parte algumas importantes iniciativas
da sociedade civil – como as organizações não-governamentais Brasil para Todos
e Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos e o Observatório da Laicidade do
Estado, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) –, a única
iniciativa política de que temos conhecimento e que visasa a combater esse
gênero de desvio institucional é da autoria da ex-Deputada Federal e ex-Juíza
Denise Frossard, que propôs o Projeto de Lei Complementar n. 216/2004, vedando
aos sacerdotes o exercício de funções eletivas. Não por acaso, Denise Frossard
é da cidade e do estado do Rio de Janeiro, onde, como se sabe, há teocracias em
germe faz tempo. É forçoso reconhecer que, também não por acaso, o seu projeto
de lei foi rejeitado no Congresso Nacional, onde há crescentes bancadas
especificamente religiosas.

Começamos este artigo fazendo
referência à UFPR; é importante concluí-lo voltando a ela. Há algum tempo a
Universidade comemorou seus 90 anos: apesar da propaganda a favor do “papel que
desempenha na sociedade paranaense”, não houve uma única menção aos seus
fundadores; na verdade, exceto os historiadores e alguns especialistas em
história do Paraná, o fato é que a comunidade universitária ignora
completamente quem foram esses fundadores e quais os ideais que os moveram ao
criar a então Universidade do Paraná. Pois bem: face à missa que a Reitoria da
UFPR mandou rezar e face a todas as manifestações de imbricação entre igreja e
Estado na Universidade, essa ignorância não poderia ser mais emblemática.
Passamos
da Universidade Federal do Paraná
para a Universidade Confessional Federal
do Paraná.

 

Gustavo Biscaia de Lacerda (GBLacerda@...) é sociólogo da UFPR,
bolsista do CNPq e doutorando em Sociologia Política na Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC), na área de Teoria Política e História do Pensamento
Político.










[1]
Isso tem uma outra conseqüência: as religiões não são temas políticos, ou seja,
não é possível e não é aceitável, nesse
sentido, que se faça campanhas políticas fazendo apelo às crenças
individuais de cada um.





[2] Conforme
indicou meu amigo Valter Duarte, professor da Universidade Estadual do Rio de
Janeiro (UERJ), na verdade o processo de laicização como é conhecido atualmente
começou no final da Idade Média – mais precisamente na Inglaterra –, quando,
por motivos políticos e filosóficos, passou-se a buscar fundamentações
não-religiosas para a autoridade política. As obras de John Locke sobre a
tolerância, sobre a organização política e sobre o entendimento humano foram
importância capital nesse sentido.





[3] Convém notar: esse mesmo raciocínio de comunidade
política fundada em valores religiosos – com as conseqüências indicadas acima –
foi recentemente utilizado pelo Presidente da República da França e pelo Papa
para proibir o ingresso da Turquia
na União Européia. Ora, o que Nicolas Sarkozy e Bento XVI pressupõem é que a
Europa é essencialmente cristã, deixando de lado 1) o profundo e crescente
secularismo das sociedades européias; 2) o caráter principalmente republicano
das democracias européias; 3) a importância capital que tiveram os muçulmanos
para o desenvolvimento da Europa e mesmo do catolicismo – afinal, sem os árabes
não existiria São Tomás de Aquino –; 4) o longo e multimilenar relacionamento
político, econômico e cultural entre os
europeus e os muçulmanos (particularmente turcos) e 5) o fato de que o único
país muçulmano que assumiu convictamente os valores (ocidentais) da
secularização e da democratização foi a Turquia. Em suma: essa proibição é uma
pérola da intolerância religiosa convertida em argumento político, a serviço do
“choque de civilizações”. Não por acaso, por outro lado, Sarkozy e Bento XVI
têm defendido o conceito de “laicidade positiva”, segundo o qual é lícito ao
Estado professar alguma religião – o que, em outras palavras, é a própria
negação da laicidade.





[4] É
tão grande a quantidade de infrações ao princípio da laicidade do Estado que
seria verdadeiramente cansativo tentar citá-las todas. Por isso, para encerrar
aqui essa lista, citamos apenas mais dois exemplos: 1) a existência de capelães
concursados na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e, claro, nas
Forças Armadas; 2) as reiteradas propostas de “Ensino Religioso” obrigatório no
Ensino Fundamental (e, se duvidar, também no Ensino Médio), a ser ministrado,
sem dúvida, por sacerdotes.







"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2335 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Ter, 21 de Out de 2008 1:33 pm
Assunto: 21 DE OUTUBRO:: CUJÁCIO no Calendário Histórico.
bonangelo
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21 DE OUTUBRO:: CUJÁCIO no Calendário Histórico.

21 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

JACQUES CUJAS
Jacques Cujaus, Jacobus Cujacius
(Nasceu em 1522, em Toulouse, França ; morreu em 1590, em Bourges)

JURISTA E PENSADOR DO HUMANISMO JURÍDICO CLÁSSICO DA LEI ROMANA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao progresso do
conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. Os
pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pesquisadores científicos das relações sociais: as bases leigas
das leis na sociedade, da história, da arte, dos homens e dos animais.

Por Ângelo Torres

JACQUES CUJAS se tornou a maior autoridade no conflito entre a lei civil e lei
feudal. Seu grande título é de ter sido o historiador filosófico e
intérprete do sistema romano clássico de jurisprudência, ensinado nas
Universidades como o Direito Romano.
As transformações da civilização no início dos anos 1300, no século XIV,
resultaram na perda do poder dos barões feudais e do sacerdócio católico. As
cidades deixaram de realizar apenas reuniões religiosas e populares para se
tornarem centros de produção industrial e comercial.
Gerou-se uma grande confusão com as diferenças nos costumes locais das
diversas províncias da Idade Média. Os governos nacionais procuraram produzir
novas normas para resolver os conflitos na população. Jacques Cujas representa
o movimento jurídico de construção da nova jurisprudência da sociedade
moderna, posterior à era dos barões e seus castelos. Recorreu ao estudo da lei
de Roma, até então rejeitada como obra de pagãos, inimigos da fé religiosa
medieval.
O movimento dedicado ao estudo da cultura e da dos deuses da Grécia e Roma
antiga constituiu o humanismo que se difundiu a partir do fim do poder religioso
nos anos 1300, no início do século XIV. Os textos clássicos e suas
traduções passaram a ser lidos com interesse entre os nomes do alto clero e da
nobreza. O humanismo mostra que os humanos possuem em si a capacidade do bem e
da inteligência, sem dependência aos deuses. Indicava o valor dos clássicos
greco-romanos independente de seu valor para o cristianismo, como importante
sintoma do progresso do pensamento leigo.
Jacques Cujas participou do reavivamento da cultura clássica nos estudos
jurídicos. Foi a criação de novas regras para a civilização que evoluía
então dos costumes medievais para os hábitos modernos da civilização de paz
e de ciência. Em especial ele elaborou sínteses do Digesta e Codex
Constitutionum do imperador romano Justiniano I, reunidos no código Corpus
Juris Civilis, dos anos 533 e 534 da nossa era. Era professor nas universidades
de Valence e Bourges, atraindo estudantes de toda Europa. A edição completa
dos trabalhos de Cujas foi editada em 10 volumes in folio, em 1658.
Jacques Cujas teve seu nome latinizado com Cujacius. Nasceu em Toulouse,
mostrando desde cedo interesse pelo estudo dos clássicos e depois se consagrou
ao estudo do direito. Em 1555 obteve a cadeira de Direito Romano em Bourges
passando depois para Valence. Retornou em 1575 para Bourges, onde morou até sua
morte em 1590.

AMANHÃ: MAUPERTUIS no calendário histórico.   Nos anos bissextos

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#2336 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qua, 22 de Out de 2008 4:17 pm
Assunto: 22 DE OUTUBRO:: MAUPERTUIS no Calendário Histórico.
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22 DE OUTUBRO:: MAUPERTUIS no Calendário Histórico.

22 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

MAUPERTUIS
Pierre-Louis Moreau de Maupertuis
(nasceu em 1698, em Saint-Malo, França; morreu em 1759, na Basiléia, Suíça)

FILÓSOFO MATEMÁTICO ASTRÔNOMO BIOLOGISTA POPULARIZADOR DA TEORIA DA
GRAVITAÇÃO DE NEWTON

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao progresso do
conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. Os
pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pesquisadores científicos das relações sociais: as bases leigas
das leis na sociedade, da história, da arte, dos homens e dos animais.

Por Ângelo Torres

MAUPERTUIS fez a medição do meridiano na latitude do polo ártico comparada
com o tamanho na latitude de Paris. Associado a Clairaut e Celsius, verificou
com os resultados que a terra tem os polos achatados, como foi previsto em
teoria por Newton.
Maupertuis na visita a Londres em 1728 foi eleito para a Royal Society. Conheceu
então a teoria de Newton sobre a atração universal, que adotou, abandonando a
teoria de Descartes dos turbilhões. O movimento dos astros era explicado por
turbilhões de uma matéria invisível que ocuparia os espaços
interplanetários.
O resultado das medições do meridiano colocou fim à controvérsia entre
Jacques Cassini e Newton. Cassini afirmava que a terra teria os polos alongados
e não aplainados. Esse debate durou anos no fim dos anos 1600 até o início
dos anos 1700. O êxito de Maupertuis chamou a atenção do imperador Frederico
II o Grande, da Prússia, que o convidou a ir para Berlim. Tornou-se membro da
Academia de Ciências de Berlim e foi seu presidente de 1745 até 1753.
Escreveu sobre vários temas em matemática, em biologia, em filosofia do
comportamento humano, sobre a linguagem. Era um filósofo, tendo o saber de
todas as ciências da época. Realizou pesquisas em hereditariedade, sendo autor
do primeiro registro preciso da transmissão de características dominantes nos
humanos. O seu tratado Système de la Nature de 1751 mostrou suas pesquisas
originais.
Nasceu em Saint-Male em 1698. Entrou para o Exército, mas logo deixou a
carreira militar para se dedicar ao estudo das ciências. Já aos 25 anos de
idade tinha sido eleito membro da Academia de Ciências de Paris.
Maupertuis se coloca ao lado de Fontenelle como um dos pensadores da corrente do
Iluminismo. Que foi o movimento intelectual do livre-pensamento, na tarefa de
libertação do gênero humano da superstição e da ignorância. Uma tarefa
ainda não terminada até nossos dias, em muitos lugares do planeta terra.

AMANHÃ: HERDER


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#2337 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Qui, 23 de Out de 2008 10:06 am
Assunto: 23 DE OUTUBRO:: Secularização da Filosofia História: HERDER.
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23 DE OUTUBRO:: Secularização da Filosofia História: HERDER.

23 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

HERDER
Johann Gottfried von Herder,
(nasceu em 1744, em Mohrngen, Prússia; morreu em 1803, no Saxe-Weimar,
Alemanha)

FILÓSOFO TEÓLOGO E CRÍTICO LITERÁRIO INOVADOR NA FILOSOFIA LEIGA DA
HISTÓRIA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao progresso do
conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. Os
pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pesquisadores científicos das relações sociais: as bases leigas
das leis na sociedade, da história, da arte, dos homens e dos animais.

Por Ângelo Torres

HERDER era um clérigo protestante, teólogo e professor de Teologia. Mas como
pensador, colocou-se em discordância definitiva ao pensamento transcendental da
metafísica. Afirmou que o saber se forma pelos sentidos e pelas analogias com
base na experiência.
As Categorias das formas do ser, das coisas, as classes das aparências dos
seres para Herder não são noções transcendentais, num plano divino, mas são
resultados da organização da natureza, são próprias da vida, num plano
natural, experimental.
Na sua teoria da linguagem afirmou a evolução natural iniciada pela imitação
dos sons da natureza. A sua grande obra Filosofia da História da Humanidade foi
publicada em 1784, em 20 livros. Mostra pela observação das diferentes formas
da civilização uma tendência para o desenvolvimento pacífico das faculdades
que caracterizam especialmente a humanidade. Verifica que o jogo das paixões
conduz, sob a influência do estado social, ao desenvolvimento das
instituições favoráveis a uma vida mais elevada. Conclui também que as eras
históricas estão ligadas umas às outras, cada uma tendo recebido a herança
daquela que a precede.
Herder faz parte do movimento de construção do conceito de evolução na
filosofia da história. Não chegou a pesquisar quais leis precisas poderiam
regular o desenvolvimento social. Sendo protestante, não conseguiu fazer um
julgamento justo da contribuição do Feudalismo e do Catolicismo da Idade
Média para o progresso da civilização ocidental.
Mas demonstra como é irresistível o progresso da cultura científica e
filosófica em todos os tempos e em todos os lugares.

AMANHÃ: Arqueologia e arte: WINCKELMANN no Calendário Histórico.


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#2338 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sex, 24 de Out de 2008 10:03 am
Assunto: 24 DE OUTUBRO:: Arqueologia e arte: WINCKELMANN no Calendário Histórico.
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24 DE OUTUBRO:: Arqueologia e arte: WINCKELMANN no Calendário Histórico.

24 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Auguste Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

WINCKELMANN
Johann Joachim Winckelmann
(nasceu em Stendal, na Prússia; morreu em 1768, em Trieste, Itália)

ARQUEOLOGISTA CLÁSSICO E HISTORIADOR ALEMÃO DA ARTE E PAI DA ARQUEOLOGIA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao progresso do
conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. Os
pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pesquisadores científicos das relações sociais: as bases leigas
das leis na sociedade, da história, da arte, dos homens e dos animais.

Por Ângelo Torres

WINCKELMANN publicou seu grande tratado História da Arte na Antiguidade em
1764. Nele elaborou grande quantidade de observações exatas recolhidas devido
ao seu delicado gosto e ao entusiasmo pelo Belo que inspiraram sua Teoria da
Arte. Sua obra é importante para a formação da definição de Arte e de uma
solução geral do problema do Belo. Ainda ter sua leitura recomendada, por dar
ao estudo da história da arte seu embasamento e uma metodologia científica.
Analisou cuidadosamente as belas obras primas; além disso, insistiu sobre a
correlação da arte em todas as eras com o estado social em que o artista viveu
e trabalhou. Incluiu em sua pesquisa todas as nações que deixaram produções
artísticas. Mas a arte da Grécia antiga, desde seus primórdios até seu
declínio é o tema principal de seu livro.
Winckelmann foi chamado de Pai da Moderna Arqueologia por ter feito um catálogo
das pedras preciosas antigas. E também por ter feito várias visitas às
escavações das cidades de Pompéia e Herculanum nos anos iniciais de suas
descobertas. Nessa ocasião alertou par o risco de danos provocado por
caçadores de tesouros amadores. Ajudou assim a colocar a recuperação das
cidades aos cuidados de profissionais da Arqueologia.
Nasceu em Stendal, uma pequena vila do Brandenburg, na Prússia, em 1717. Seu
pai, que era um sapateiro, desejava destiná-lo à religião, lhe deu uma boa
educação clássica. Desde cedo teve interesse pelas antiguidades. Aos 16 anos
foi para Paris. Serviu como professor, como bibliotecário até chegar a diretor
das antiguidades do Vaticano em Roma. Morreu em Trieste, na Itália, em 1768.

AMANHÃ: D’AGUESSEAU

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#2339 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Sáb, 25 de Out de 2008 10:59 am
Assunto: 25 DE OUTUBRO:: D’AGUESSEAU no Calendário Histórico.
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25 DE OUTUBRO:: D’AGUESSEAU no Calendário Histórico.

25 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Augusto Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
de 08 de outubro a 04 de NOVEMBRO, o grande tipo humano homenageado na semana de
Leibnitz, de 22 a 28 de outubro, é:

D’AGUESSEAU
Henri François d'Aguesseau, Seigneur de Fresnes
(nasceu em 1668, em Limoges, França; morreu em 1751, em Paris)

JURISTA FRANCÊS MAGISTRADO CHANCELER REFORMADOR DO SISTEMA LEGAL DO PAÍS

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida
humana, depois do fim do feudalismo e do fim
do poder político do papa e da fé medieval, devido ao progresso do
conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. Os
pensadores na formação do conhecimento que antes era sobre as divindades e
passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e de seus
princípios gerais.
Semana dos pesquisadores científicos das relações sociais: as bases leigas
das leis na sociedade, da história, da arte, dos homens e dos animais.

Por Ângelo Torres

D’AGUESSEAU é considerado dos mais sábios magistrados que a França teve.
Realizou importantes reformas administrativas no funcionamento dos hospitais
públicos e no procedimento jurídico civil e criminal.
Os discursos chamados de Mercuriais pronunciados cada ano na qualidade de
advogado geral da nação francesa formam uma série de ensaios filosóficos
especialmente destinados aos diferentes aspectos da carreira de um magistrado.
Mas, na verdade, são recomendações aplicáveis à vida de todo bom cidadão.
Nesses famosos discursos são discutidos temas como o zelo profissional, a
censura pública, o respeito de si mesmo, a simplicidade de vida, a submissão
às leis, a firmeza, a economia do tempo, a atenção, o prejulgamento, a
disciplina, o patriotismo.
D’Aguesseau morreu em 1751 respeitado por todos, tanto pela extensão e
variedade de seus conhecimentos quanto pela correção de seu caráter.
Foi um magistrado íntegro, um jurista eminente, orador eloqüente. Destacou-se
por suas virtudes sociais, por sua generosidade e por sua imensa instrução.
Dedicou-se à filosofia, mostrando-se adepto das doutrinas de René Descartes.
Fez a proposta de um sistema de filosofia política que aliou o pensamento
cartesiano, o igualitarismo, a moral inata jansenista e a independência da
igreja da França em relação ao papa do galicanismo . Teve uma grande
influência em sua época, tornando-se um mestre do pensamento de magistrados e
juristas.
Colaborou com o artigo sobre Privilège da Encyclopédie de Diderot e
D’Alembert.

AMANHÃ: OKEN


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#2340 De: bonangelo <bonangelo@...>
Data: Dom, 26 de Out de 2008 3:12 pm
Assunto: 26 DE OUTUBRO:: OKEN no Calendário Histórico.
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26 DE OUTUBRO:: OKEN no Calendário Histórico.

26 DE OUTUBRO
Neste dia, no calendário humanista histórico de Auguste Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES,
o grande tipo humano homenageado nos anos bissextos é:

OKEN
Lorenz Oken, Lorenz Okenfuss
(nasceu em 1779, em Bohlsbach, Swabia, Alemanha; morreu em 1851, em Zurich)

NATURALISTA ALEMÃO PIONEIRO NA CRIAÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO NA ESCALA DOS
ANIMAIS

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Por Ângelo Torres

LORENZ OKENFUSS passou a usar o sobrenome reduzido para OKEN quando se tornou
professor visitante na Universidade de Göttingen.
O tema principais de suas pesquisas foi o estudo da variedade que os diversos
seres vivos apresentavam. Procurou achar um princípio comum que explicasse
essas diferenças. Sua primeira obra, publicada em 1802, sobre a classificação
animal estava baseada sobre uma teoria dos sentidos.
As classes dos animais foram consideradas como a representação dos órgãos
dos sentidos. A escala animal seria ordenada conforme esses órgãos. Haveria
então cinco classes, correspondendo a cinco sentidos. Foi uma das primeiras
tentativas científicas de conhecer uma filiação entre as formas dos seres
vivos. Oken se inspirou em grande parte nas idéias da filosofia de Friedrich
Schelling em princípios de um conhecimento a priori da doutrina de Kant. Mais
tarde a escala de classificação dos animais foi estudada por Lamarck e
Saint-Hilaire com critérios na evolução natural.
Em 1806 sua observação feita sobre os crânios lhe sugeriu a teoria de que o
crânio se formava por uma série de vértebras modificadas e alargadas. Esse
foi o ponto de partida do estudo das homologias realizado depois com sucesso por
Geoffroy Saint-Hilaire. A teoria vertebral de Oken sobre o crânio foi estudada
nos trabalhos de Cuvier adotando uma abordagem de indução por observação.
Oken foi professor de medicina na Universidade de Iena. Depois foi para Zurich
lecionando a cadeira de História Natural até sua morte em 1847.

AMANHÃ: LEIBNITZ.


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