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#2802 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Ter, 24 de Nov de 2009 12:52 pm
Assunto: O CALENDÁRIO HISTÓRICO. O que é?
bonangelo
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O CALENDÁRIO HISTÓRICO. O que é?

Um calendário histórico foi elaborado pelo
filósofo francês Augusto Comte (1798-1857).
É um calendário humanista, cético, leigo e
secular, sem implicação religiosa ou filosófica
estreita.
Sua destinação é mostrar a evolução da sociedade
humana através do tempo. E também para nos
lembrar de que tudo o que temos recebido do
grande organismo social que é a humanidade. Para
lembrar o quanto
nós devemos ao passado, e quanto é pequena nossa
contribuição, se ela existir.
O que nos reconforta é saber que pertencemos a
uma grande, progressista e rica família humana.
Em que nossos muitos avós
colaboraram. Essa é a grande sociedade humana
que, com suavidade, nos dá a instrução, nos
regula e nos controla sem o percebermos.
A seleção dos grandes tipos foi feita excluindo
os revolucionários, tiranos, parasitas e
destruidores. Os nomes são os dos grandes homens
até a Revolução Francesa, em 1789. Começa com os
líderes das mais antigas populações humanas.
O pressuposto é que o sentimento de união social,
o altruísmo, é de fato o motor da história. E
que existe
uma constante evolução em todos os campos da
cultura, técnica, industrial, intelectual e
afetiva. O destino do progresso é sempre o
aperfeiçoamento da sociedade, que deve ser
conhecida, amada e servida. Essa é e sempre foi a
síntese, o destino da vida dos humanos: é a
referência à qual tudo se refere. Como também à
qual todos os deuses serviram e ainda servem se
não estiverem em fase de sua decadência.
Também nos completa a cultura pela informação
enciclopédica incluída no Calendário. A
observação inteligente do conjunto dos fatos
históricos é a
base firme para uma Sociologia científica que nos
conduz a uma feliz arte de governar os povos, a
nobre Política.
As biografias são resumidas e atualizadas.
Procuro usar uma linguagem para o povo comum, sem
a intenção de mostrar saber ou de usar linguagem
especial, filosófica, acadêmica, literária ou
científica.
O conhecimento da longa evolução da sociedade dos
humanos é indispensável para a formação da
filosofia moderna.
Esse conhecimento deve ser IMPARCIAL. Mas não é
ISENTO. Temos, aqui, o preconceito, o pressuposto
da imparcialidade. Significa que não temos PARTE,
não somos parte de uma religião ou de uma
ideologia política. Quem acredita em um deus ou
em um líder político não pode ser IMPARCIAL. Um
crente em deuses não pode observar a criação dos
outros deuses como natural e sincera, feita pelos
povos antigos e modernos.
Logo, é necessário ser um HUMANISTA SECULAR para
estudar a História e formar uma SOCIOLOGIA como
ciência de verdade, comprovável, imparcial, nem a
favor nem contra os deuses, nem contra os nossos
antepassados.
Um saber que não é apenas aquilo que outros
pensaram e registraram, mas a filosofia do nosso
pensamento hoje, aqui e agora
e um saber verificável, demonstrável, de valor
universal, para todos os tempos e lugares e para
todos os
povos.
Concluímos pelo conhecimento da história da
sociedade qual foi nossa origem, qual será nosso
futuro e em que ponto nos achamos nessa evolução.

O que é indispensável para a nossa felicidade.

Portanto, somos felizes hoje. E seremos mais
felizes.
O futuro é risonho. É o que comprovamos no
calendário histórico-filosófico.

© 2009 Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America - 
Phone. 55-21-9255-3145 bonangelo@... 




      
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#2801 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Ter, 24 de Nov de 2009 10:11 am
Assunto: 24 DE NOVEMBRO Turgot :Alta capacidade como administrador, com novos métodos na lavoura.
bonangelo
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24 DE NOVEMBRO Turgot :Alta capacidade como administrador, com novos métodos na
lavoura.

24 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de RICHELIEU de 19 a 25 de novembro é:

TURGOT
Anne-Robert-Jacques Turgot, Barão de l´Aulne
(nasceu em 1727, em Paris; morreu em 1781, em Paris)

ESTADISTA E ECONOMISTA FRANCÊS REFORMADOR DO PAÍS


Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida humana
depois da Idade Média, pelo conhecimento que prepara a nova civilização
industrial moderna.

Por Ângelo Torres

TURGOT nasceu numa família tradicional, cujos membros tinham tido várias
funções administrativas importantes. Seu pai, Michel-Étienne (1690-1751) foi
"provost de merchants", o chefe do município de Paris, de 1729 a 1740.
Ele foi educado para ser padre, entrou para o Seminário de São-Sulpício em
1743 e para a Sorbonne em 1749, sendo um aluno dedicado e precoce, com correta
maturidade mental. Foi influenciado desde cedo pelas novas idéias da época:
curiosidade pela ciência, liberalismo, tolerância e grande interesse na
evolução da sociedade humana.
Nas vésperas de sua ordenação como sacerdote católico ele desistiu,
explicando a seus pais que seria impossível para ele sempre viver sujeito a
intenções falsas, ele sendo de fato, um deista, mas não um católico. Mas ele
teria que ir à missa por vezes, como ato indispensável por sua posição na
sociedade.
Os amigos de Turgot, a partir de então, passaram a ser pensadores como
Condorcet e Pierre-Samuel du Pont de Nemours, ambos ligados à famosa escola de
pensamento dos fisiocratas, que em geral é considerada como a primeira escola
científica dos economistas.
No fim do ano de 1751 e anunciou sua intenção de fazer carreira na
administração do reino de França e tornou-se deputado procurador geral em
1752 e no mesmo ano juiz da Suprema Corte de Justiça.
Turgot serviu em vários cargos importantes, escrevendo vários livros sobre
direito, tolerância e economia. Em 1761 o rei Luíz XV o nomeou como
administrador da região de Limoges. Nesse difícil cargo ele ficou por 13 anos,
em que mostrou sua extraordinária capacidade como reformador, economista e
administrador. Introduziu novos métodos de trabalho na lavoura, substituiu a
CORVÉE por uma pequena taxa, acabando com a obrigação dos camponeses de
manter as estradas sem remuneração. Compilou um registro do território para
cobrança das taxas. Na grande fome de 1770-1771, apesar da oposição, manteve
o livre comércio de grãos.
Turgot obteve em Limoges resultados estrondosos, apesar do despotismo brutal de
Luíz XV. Em 1774 foi nomeado ministro auditor geral do reino pelo novo e jovem
rei Luís XVI. Turgot reunia um alto grau de saber teórico ao conhecimento
prático, associado ao mesmo tempo a uma esplêndida inteligência, uma prática
enérgica, uma bela natureza moral, um total devotamento ao bem do trabalhador e
tendo um grande prestígio. Os olhos de toda a Europa estavam postos sobre ele.
O rei tinha o comando único e lhe dera carta branca para agir.
O plano de reforma política de Turgot era claro e completo. A Assembléia
Nacional proposta não seria legislativa, mas apenas consultiva. Em outros
termos, não haveria quebra da unidade de seu comando. Previa a liberdade de
religião e que a aplicação do plano seria gradual. O mais urgente era evitar
a bancarrota do reino, evitando gastos desnecessários, igualando os impostos e
suprimindo pesadas restrições sobre a indústria.
O desejo reformador do rei Luís XVI acabou, cedendo ele aos apelos das classes
privilegiadas dirigidas pela rainha e depois de 21 meses, Turgot foi afastado do
governo em 1776. Com ele se acabava a última oportunidade de prevenir uma
revolução violenta contra os antigos privilégios que havia na Idade Média. A
Revolução Francesa, como solução violenta e libertadora então se tornou
necessária. Turgot morreu em 1781 com a idade de 54 anos.
Ele alto e gordo, embora tímido, falava com hesitação e raramente se mostrava
alegre. Mas desde jovem se mostrou um ilustrado pensador e escritor com um saber
enciclopédico, brilhante em economia política. Com apenas 23 anos, em discurso
pronunciado na Universidade da Sorbonne em 1750, dois anos depois da
publicação do ESPÍRITO DAS LEIS de Montesquieu, ele se mostrou mais avançado
e enunciou com clareza uma lei de três fases na história. Mas Turgot não fez
idéia da importância dessa lei evolutiva. Só mais tarde as três fases foram
identificadas pela lei da classificação e da evolução mental da humanidade
em cada tipo de raciocínio.
Sem as reformas de Turgot os restos da civilização de guerra e de crenças do
feudalismo, com seus privilégios, não foram anulados, para permitir o
progresso da nova civilização científica e industrial.

AMANHÃ: Estabeleceu a unidade de comando do governo na França, hostilizado
pelos parlamentares e pelos nobres: Cardeal de Richelieu.



© 2009 Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America - 
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#2800 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Seg, 23 de Nov de 2009 5:50 am
Assunto: 23 DE NOVEMBRO Aranda :O político habilidoso expulsou os jesuítas e fez a reforma do governo da Espanha.
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23 DE NOVEMBRO Aranda :O político habilidoso expulsou os jesuítas e fez a
reforma do governo da Espanha.

23 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de RICHELIEU de 19 a 25 de novembro é:

ARANDA
Pedro Pablo Abarca de Bolea, Conde de Aranda
(nasceu em 1718, em Siétamo, Espanha; morreu em 1798, em Épila, Aragão,
Espanha)

GENERAL E MINISTRO ESPANHOL REFORMADOR EXPULSOU OS JESUÍTAS

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras do melhoramento gradual da vida humana, devido ao progresso do
conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna.
São os estadistas da nova civilização que antes obedecia às normas
políticas dadas pelo conhecimento com base nas crenças em divindades e passa
ao saber político firme comprovado, isto é, do saber positivo sobre o próprio
homem, sobre o mundo e seus princípios gerais
Esta semana começa com XIMENES e termina com RICHELIEU. Os doze estadistas
indicados viveram nos anos 1500, 1600 e 1700. São organizadores,
administradores ou financistas da nova civilização que se desenvolveu após o
fim do feudalismo. Eles impuseram a ordem e a paz, favoreceram a indústria e o
desenvolvimento das nações. Embora alguns fossem militares, todos encorajaram
a indústria para a produção de riquezas. É a semana dos grandes ministros.

Por Ângelo Torres

ARANDA nasceu de uma família nobre de Aragão, na Espanha. No Exército chegou
a Diretor de Artilharia, introduziu o sistema prussiano de exercícios na Guerra
dos Sete Anos e comandou uma campanha contra Portugal em 1762. Em 1764 tornou-se
capitão general de Valência.
Depois das revoltas de 1766 em Madrid, o rei Charles III colocou Aranda como
presidente do Conselho de Castela. Ele convenceu o rei de que as conspirações
contra o governo tivessem sido inspiradas pelos jesuítas e preparou o decreto
da expulsão dessa ordem religiosa católica. Os jesuítas saíram então da
Espanha e da América Espanhola em 1767.
Aranda se mostrou um dos mais habilidosos ministros do rei Charles III. Ele era
admirador de Voltaire e de d´Alembert. Marcou sua passagem na política de
1765 a 1773 com um número imenso de reformas financeiras, judiciárias e
militares e por medidas importantes para favorecer a indústria, o comércio e a
educação. O poder excessivo da Igreja Católica foi reduzido, os jesuítas
foram expulsos e limites foram postos ao despotismo da Santa Inquisição em sua
investigação religiosa.
Aranda seguia uma política de apoio ao rei, o que causou sua impopularidade.
Charles III disse-lhe que "OS ESPANHÓIS SÃO COMO CRIANÇAS QUE GRITAM QUANDO
SÃO CORRIGIDOS". O rei, não podendo mantê-lo, o enviou como embaixador para
a França em 1773, onde ficou até 1787. Lá ele absorveu as idéias francesas
dos enciclopedistas, que eram pensadores leigos, tornando-se amigo de Voltaire.
Aranda negociou em Paris com as colônias revoltadas da América do Norte, o que
contribuiu ao feliz resultado de sua luta pela libertação, contra a
Inglaterra. Quando o rei Charles III morreu foi sucedido por Charles IV que o
chamou para a Espanha.
Em 1792 Aranda retornou ao seu comando militar em Valência. Ele foi autorizado
a ir para suas terras em Aragão em 1795, onde morreu em 1798.
Antes da Revolução Francesa na maior parte das outras nações da Europa foram
feitas tentativas por seus estadistas para fazer as reformas necessárias. Era
indispensável realizar uma política moderna na nova sociedade industrial e
científica, eliminando os restos da política feudal da guerra e dos
privilégios.
Esses estadistas eram políticos convencidos das doutrinas leigas, não
religiosas, seculares, dos Enciclopedistas franceses, usando o pacífico poder
central de comando único dos reis. Foram políticos como Turgot, na França, de
1774 a 1776; na Inglaterra com Pitt, de 1784 a 1789; na Espanha, Charles III de
1759 a 1788; em Portugal com o Marquês de Pombal de 1750 a 1777; na Áustria
com Joseph II de 1780 a 1790; na Prússia com Frederico II o Grande, de 1740 a
1786; na Dinamarca com Struensee de 1770 a 1772; em Toscana com Leopoldo de 1765
a 1790. A eles pode-se juntar o papa Clemente XIV de 1769 a 1775, por suprimir
os jesuítas.
As reformas para a modernidade científica e industrial seriam uma grande
evolução, se fossem realizadas gradualmente por todos os governos, para
prevenir a grande revolução sem governo e sangrenta. E o rei Charles III de
Espanha se mostrou o político mais cuidadoso entre os governantes da época.
E Charles III contou com a inteligente habilidade do Conde de Aranda.

AMANHÃ: Demonstrou alta capacidade como economista e administrador, com novos
métodos na lavoura: Turgot.



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#2799 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Dom, 22 de Nov de 2009 1:55 pm
Assunto: 22 DE NOVEMBRO Colbert O político francês mais brilhante, bem sucedido, com os melhores resultados.
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22 DE NOVEMBRO Colbert.  O político francês mais brilhante, bem sucedido, com
os melhores resultados.

22 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de RICHELIEU de 19 a 25 de novembro é:

COLBERT
Jean-Baptiste Colbert
(nasceu em 1619, em Reims, França; morreu em 1683, em Paris)

ESTADISTA FRANCÊS DA RECONSTRUÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida humana
depois da Idade Média, pelo conhecimento que prepara a nova civilização
industrial moderna.

Por Ângelo Torres

COLBERT nasceu em Reims, na França, em 1619. Foi secretário do ministro da
guerra aos 19 anos de idade. Em 1651 o Cardeal Mazarin, ministro chefe do rei
Luís XIV, empregou Colbert para gerir suas finanças pessoais. Mazarin, antes
de morrer em 1661, recomendou Colbert ao jovem rei, para sucedê-lo.
Como conselheiro do rei, ele acusou o superintendente de finanças por
desonestidade. A seção foi abolida, mais tarde Colbert sendo elevado a auditor
geral de finanças em 1665 e de fato o principal ministro do país.
Deve-se notar a habilidade do governo da França nos primeiros 29 anos do
reinado de Luís XIV, de 1643 a 1672, onde a sucessão do ministro chefe foi
feita por indicação. Richelieu indicou Mazarin. Depois Mazarin indicou
Colbert.
O programa de governo de Colbert constou da reforma do judiciário, um sistema
equilibrado de impostos, liberdade de comércio, incentivo às indústrias e à
agricultura, a codificação das leis, estabelecimento de uma Polícia eficaz,
desenvolvimento do sistema de canais, formação de novas colônias, criação
de uma marinha francesa forte. Apesar das críticas à sua regulamentação
minuciosa da produção, o fato é que ele encontrou seu país quase desprovido
de indústria e deixou a França de posse de numerosas indústrias que
promoveram o progresso e a riqueza da nação.
Nas finanças a obra de Sully havia sido destruída. A fonte do mal, no sistema
de impostos, consistia em que o clero e a nobreza estavam isentas do pagamento.
Colbert, como Sully e Richelieu, desejava abolir esse privilégio, mas não
tinha sido possível. A solução que ele fez foi reduzir o imposto direto,
cobrindo a perda de receita com aumento dos impostos indiretos, que eram pagos
por todas as classes.
Com a esclarecida administração da França por Colbert, a França fez
progressos extraordinários, até que o rei Luís XIV começou a colocar todos
os interesses do país em segundo plano com relação aos seus custosos projetos
de guerra e de conquista.
O rei respondeu com dureza à oposição de Colbert a seus projetos de grandes
despesas militares. A solução exigida pelo rei foi que Colbert teria que
encontrar o dinheiro necessário, ou ele encontraria outro ministro que soubesse
consegui-lo.
Os últimos anos de Colbert foram de desespero ao criar novos impostos, enquanto
a prosperidade que ele havia criado declinava a seus olhos. Não demorou para
que a população sofredora passasse a reclamar com razão. Colbert foi,sem
dúvida, o mais bem sucedido político com resultados brilhantes para o sistema
comercial da França, embora muito de seu trabalho tenha sido desfeito pelo luxo
extravagante do rei Luís XIV e das numerosas guerras no estrangeiro, que
arruinaram a economia durante o seu reinado.
Mas Colbert finalmente é considerado um dos maiores estadistas da história de
França.

AMANHÃ: O político habilidoso expulsou os jesuítas e fez a reforma do governo
da Espanha: Aranda.



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#2798 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Sáb, 21 de Nov de 2009 9:22 am
Assunto: 21 DE NOVEMBRO CARDEAL MAZARIN: Manteve-se firme contra o Parlamento e formou novos administradores.
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21 DE NOVEMBRO CARDEAL MAZARIN: Manteve-se firme contra o Parlamento e formou
novos administradores.

21 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de RICHELIEU de 19 a 25 de novembro é:

MAZARIN
Cardeal Jules Mazarin, Giulio Raimondo Mazzarino, ou Mazarini
(nasceu em Pescina, Abruzzi, reino de Nápoles, Itália; morreu em 1661, em
Vincennes, França)

ESTADISTA FRANCÊS E CARDEAL MINISTRO DA PAZ DO PAÍS E DA EUROPA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida humana
depois da Idade Média, pelo conhecimento que prepara a nova civilização
industrial moderna.

Por Ângelo Torres

GIULIO MAZARIN nasceu na Itália, em Pescina, então um território dos
domínios do papa. Tornou-se um protegido da poderosa família Colonna. Foi
mandado para estudar com os jesuítas em Roma, sendo um excelente estudante.
Acompanhando um membro da família Colonna foi para a Espanha, completando seus
estudos na Universidade de Alcalá de Henares, hoje Universidade de Madrid.
Estudou direito e voltou para Roma, ansioso para aprender mais sobre os meios de
vida da aristocracia e dos negócios. Obteve a patente de capitão do exército
do papa em 1624. Entrou para o serviço diplomático da Santa Sé, como
secretário do legado papal em Milão, onde começou sua ação na vida
política. Foi mandado à França para negociações com o Cardeal de Richelieu.
Ficou fascinado pelo poderoso ministro. Chegou a dizer que tinha resolvido se
dedicar inteiramente a Richelieu.
De volta a Roma em 1632, Mazarin foi mandado em 1634 como o núncio ou
embaixador do papa junto à corte real da França. Lá, ao lado de Richelieu,
ganhou o favor dos poderosos e tornou-se dedicado ao serviço da França, cuja
"abertura de coração e de pensamento" muito o impressionava. Voltou para
Roma, onde continuou a correspondência com Richelieu, defendendo os interesses
da França na corte do papa.
Em reconhecimento por sua colaboração, o rei Luís XIII concedeu a Mazarin
pensões religiosas e benefícios, para o que ele tomou a naturalização de
súdito francês em 1639 O rei o recomendou ao papa para torná-lo cardeal da
Igreja Católica. Mazarin foi convidado a voltar para Paris, chegando em 1640,
deixando o serviço do papa, passando ao serviço da França. Em 1641 o papa, em
reconhecimento aos seus esforços em favor da paz na Europa, finalmente lhe
concedeu o chapéu de Cardeal.
Richelieu empregou Mazarin nas mais importantes tarefas políticas e, ao morrer,
o recomendou como ministro para o rei Luís XIII. Na qualidade de primeiro
ministro, sua ambição era de acabar com a rivalidade existente entre as
forças católicas da Europa. Em 1643, com a morte de Luís XIII, a rainha Ana
da Áustria, regente na minoridade de Luís XIV, então com 5 anos de idade, o
manteve no cargo.
Ele teve que subordinar seu ideal de paz aos interesses do país. Conseguiu a
Paz de Westphalia em 1648, depois de brilhantes vitórias militares sobre as
tropas espanholas. Ele contou com os competentes generais Luís II de Bourbon,
príncipe de Condé e Henri de Turenne. Assim ficou feita a paz na Alemanha. A
guerra com a Espanha continuou, até que em aliança com a Inglaterra, Mazarin
obteve o acordo de paz em 1658.
Mas ele teve que enfrentar a revolta da Fronde, por 5 anos, por parte da alta
nobreza da França. Vencida a Fronde, em 1653, o rei Luís XIV foi coroado no
ano seguinte.
Mazarin fez o jovem rei participar dos problemas políticos, mantendo-se firme
contra o Parlamento e treinando um grupo de grandes administradores para o seu
reino: J-B Colbert, Nicholas Fouquet, Hughes de Lionne e Michel Le Tellier.
Mazarin morreu em Vincennes, na França, em 1661. Ele foi um homem atraente,
elegante e eloqüente. Ele manteve-se sem casar, já que como cardeal leigo,
mesmo não sendo padre, estava obrigado ao celibato. Ele não foi ordenado como
sacerdote, tendo recebido somente as ordens menores. Fiel à sua fé no
Catolicismo, defendeu a ortodoxia contra as heresias, mas nunca advogou a
perseguição religiosa.

AMANHÃ: O político francês mais brilhante, bem sucedido, com os melhores
resultados : Colbert.



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#2797 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Sex, 20 de Nov de 2009 9:49 am
Assunto: 20 DE NOVEMBRO SULLY: Militar e estadista incentivou a produção na nação francesa, fez grandes obras e fortificações.
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20 DE NOVEMBRO SULLY: Militar e estadista incentivou a produção na nação
francesa, fez grandes obras e fortificações.

20 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de RICHELIEU de 19 a 25 de novembro é:

SULLY
Maximilien de Béthune, Marquês de Rosny, Duque de Sully
  (nasceu em 1560, em Mantes, na França; morreu em 1641, em Villebon, França)

ESTADISTA PROTESTANTE DA RECUPERAÇÃO POLÍTICA E FINANCEIRA DA FRANÇA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida humana
depois da Idade Média, pelo conhecimento que prepara a nova civilização
industrial moderna.

Por Ângelo Torres

SULLY nasceu em 1560 no castelo de Rosny-sur-Seine perto de Mantes-Gassicourt,
sendo herdeiro do baronato de Rosny. Foi educado como um protestante huguenote
em 1571, aos 11 anos de idade, foi mandado para a corte de Henrique de Navarra,
que mais tarde foi o rei da França como Henrique IV.
Levado por Henrique para Paris em 1572, por sorte escapou da morte durante o
massacre dos protestantes no dia de São Bartolomeu. Durante as guerras civis
Rosny, como era então chamado, serviu a Henrique tanto em batalha como um
agente especial. Ele foi ferido na Batalha de Ivry em 1590, durante a luta de
Henrique par ganhar a coroa da França. Ele colaborou nas negociações para
fazer o casamento de Henrique com Maria de Médicis em 1600 e na negociação da
Paz de Sovoy em 1601. Em 1603 serviu como embaixador extraordinário junto ao
rei James I da Inglaterra. Embora por razões políticas recebesse a
recomendação de se tornar um católico, recusou mudar sua religião.
Rosny foi nomeado diretor do Conselho de Finanças em 1596 e o superintendente
das finanças em 1598. Ele então acabou com abusos feitos na coleta de
impostos, como a cobrança feita por governadores em benefício próprio. Rosny
suprimiu os cargos públicos desnecessários e, em 1604 colaborou na adoção da
"PAULETTE", sugerida pelo financista Charles Paulet. Com essa adoção, os
funcionários ao pagar por ano um sexto da soma que haviam pago por seu cargo,
ficavam então com o direito de transferi-lo a quem quisesse.
Rosny ganhou um grande poder no reino. Ele era "O HOMEM DO REI", colocando
todos os interesses particulares debaixo da autoridade do Estado. A sua
fidelidade ao rei foi ricamente remunerada com cargos, sendo em 1606 elevado a
Duque de Sully e posto como a primeira autoridade da França. Ele realizou uma
série de visitas às províncias, forçando o pagamento das dívidas ao rei,
publicou os relatórios financeiros do reino. Assumiu uma variedade de
funções: diretor de artilharia, superintendente de edificações, governador
da fortaleza da Bastilha. Fez o sistema financeiro funcionar, recolocando a
ênfase dos impostos diretos para os impostos indiretos, realizando superávits
e grandes reservas de ouro.
Sully deu incentivo à agricultura e à criação de gado, facilitou a
circulação da produção, controlou a destruição das florestas, promoveu a
construção de estradas, a drenagem dos pântanos e planejou um grande sistema
de canais, como o Canal de Briare para ligar o rio Sena ao rio Loire, o primeiro
canal da França, completado por Luís XIII. Reforçou as forças militares e
dirigiu a construção de fortificações de defesa nas fronteiras.
O papel político de Sully acabou praticamente com o assassinato de Henry IV em
1610. Embora Marie de Médicis, como regente de Luís XIII o mantivesse no seu
conselho, seus colegas não aceitavam sua liderança dominadora e em 1611 a
rainha aceitou a sua renúncia.
Sully passou o resto de sua vida em retiro, escrevendo suas Memórias,
conhecidas como as "ECONOMIES ROYALES", as Economias do Reino, de 1638.
Na política, Sully agia como tendo qualquer coisa como se fosse um grande
revolucionário. Ele afirmava que a agricultura e a pecuária eram "as duas
mamas que alimentavam a França". Seguindo a orientação do rei, ele deu
grande apoio ao setor industrial, em especial a produção da seda e de
vestuário de luxo em de seda. A indústria da França nasceu no reino de
Henrique IV.


AMANHÃ: Manteve-se firme contra o Parlamento e formou novos administradores: o
CARDEAL MAZARIN.



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#2796 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Qui, 19 de Nov de 2009 11:06 am
Assunto: 19 DE NOVEMBRO Cardeal Ximenes: Estadista firme e inflexível fundou a Universidade Complutense de Madrid.
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19 DE NOVEMBRO Cardeal Ximenes: Estadista firme e inflexível fundou a
Universidade Complutense de Madrid.

19 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de RICHELIEU de 19 a 25 de novembro é:

XIMENES
Francisco Ximénez de Cisneros, Gonzalo Jiménez de Cisneros, Cardinal Cisneros
(nasceu em 1436, em Torrelaguna, Castela, Espanha; morreu em 1517, em Toledo,
Espanha)

CARDEAL ESTADISTA REFORMADOR DUAS VEZES REGENTE DO REINO DE ESPANHA

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras do melhoramento gradual da vida humana, devido ao progresso do
conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna.
São os estadistas da nova civilização que antes obedecia às normas
políticas dadas pelo conhecimento com base nas crenças em divindades e passa
ao saber político firme comprovado, isto é, do saber positivo sobre o próprio
homem, sobre o mundo e seus princípios gerais
Esta semana começa com XIMENES e termina com RICHELIEU. Os doze estadistas
indicados viveram nos anos 1500, 1600 e 1700. São os ministros, uma nova classe
política. São organizadores, administradores ou financistas da nova
civilização que se desenvolveu após o fim do feudalismo. Foi quando os reis
deixaram de ser apenas guerreiros-chefes e tomaram funções e tarefas
políticas do feudalismo e do papado, que sozinhos não conseguiam realizar.
Assim se formou o novo poder político, os ministros. Eles impuseram a ordem e a
paz, favoreceram a indústria e o desenvolvimento das nações. Embora alguns
fossem militares, todos encorajaram a indústria para a produção de riquezas.
É a semana dos grandes ministros. Ao mesmo tempo acaba o poder e a liderança
dos militares medievais, os exércitos tornando-se permanentes e subordinados
aos governos.

Por Ângelo Torres

Gonzalo Jiménez de Cisneros nasceu em família pobre em Torrelaguna em Castela,
na Espanha, em 1436. Estudou na Universidade de Alcalá de Henares e Salamanca.
Em 1459 e foi para Roma para trabalhar como advogado consistorial, onde se
destacou junto ao papa Pio II.
Em 1465 Gonzalo voltou para a Espanha, tornando-se em 1480 capelão em Siguenza
e depois vigário-geral da diocese. Ele obteve elogioso resultado de seu
trabalho e parecia estar no caminho do sucesso no clero, quando, em 1484, com 48
anos de idade decidiu tornar-se frade franciscano. Deu todos os seus bens e
mudando seu nome de batismo de Gonzalo pelo nome de Francisco, entrou para a
confraria de San Juan de los Reyes, recentemente fundada pelos reis Fernando e
Isabel na cidade de Toledo.
Como religioso, ele voluntariamente dormia no chão duro, dobrou o número de
seus jejuns e durante sua vida, mesmo nos mais altos postos do governo, sua vida
foi de rigoroso e austero ascetismo. Em 1492 o arcebispo de Toledo recomendou-o
para ser o confessor da rainha Isabel. Ximenes aceitou a posição, que era de
grande importância política, porque a rainha tomava o aconselhamento de seu
confessor não só nos assuntos particulares, mas também nos problemas do
governo do país.
A severa santidade de Ximenes logo obteve grande influência sobre Isabel e em
1494 ele foi apontado como Ministro Provincial da ordem franciscana para a
Espanha. A rainha secretamente pediu uma bula do papa nomeando Ximenes para a
Arquidiocese de Toledo, a mais rica e de maior poder da Espanha. Com esse cargo
ele se tornava o chanceler do reino de Castela.
A rainha quis fazer em pessoa um presente de surpresa com a bula papal, mas
Ximenes só aceitou depois de forçado contra a vontade pela guarda real. Ele
continuou mantendo uma vida simples, uma mensagem de Roma exigindo que ele
vivesse com o estilo adequado ao seu cargo, e a pompa para ele passou a servir
apenas para esconder seu ascetismo privado.
Em 1504 a rainha Isabel morreu. Felipe tornou-se o rei de Castela, morrendo em
1506. O rei Fernando estando em Nápoles, colocou Ximenes como regente do reino
em sua ausência. Como regente, Ximenes sustou um movimento de poderosos nobres
para a tomada do trono. Em agradecimento por sua lealdade, o rei Fernando
promoveu-o a Grande Inquisidor para Castela e Leão, dando a ele o chapéu de
Cardeal.
Em 1516 o rei Fernando morreu, deixando Ximenes como regente do reino de Castela
durante a minoridade de Charles, então na Holanda, com 16 anos. Ximenes
governou o país com firmeza, controlando a nobreza turbulenta de Castela. Ele
fixou a sede dos tribunais em Madrid e formou um exército permanente pelo
treinamento dos cidadãos de cada cidade.
Ximenes mostrou-se um forte e determinado estadista. Firme e inflexível, com
uma confiança por vezes exagerada. No meio de um clero corrupto sua moral era
impecável. Fundou e manteve muitas instituições de caridade na sua diocese.
Deu apoio à Universidade de Alcalá de Henares, hoje a Universidade Complutense
de Madrid.
O Cardeal Ximenes realizou as importantes reformas que permitiram a idade de
ouro do reino da Espanha, de 1500 a 1700.
O poderoso crescimento da Espanha se deve à política do rei Fernando e do
Cardeal Ximenes.

AMANHÃ: Militar e estadista incentivou a produção da nação francesa, fez
grandes obras e fortificações: SULLY.

AMANHÃ: OXENSTIERN. Nos anos bissextos.

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#2795 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Qua, 18 de Nov de 2009 9:21 am
Assunto: 18 DE NOVEMBRO: Guilherme o Taciturno. Afirmação da independência da Holanda e da liberdade de consciência na Europa.
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18 DE NOVEMBRO: Guilherme o Taciturno. Afirmação da independência da Holanda
e da liberdade de consciência na Europa.

18 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado como CHEFE DA SEMANA de 12 a 18 de novembro é:

GUILHERME O TACITURNO
William Príncipe de Orange, Conde de Nassau, William the Silent, Willem, Prins
van Oranje,
Graaf van Nassau, Willem de Zwijger
(nasceu em 1533, em Dillenburg, Nassau, Alemanha; morreu em 1584, em Delft,
Holanda)

ESTADISTA HOLANDÊS LÍDER DA GUERRA DE LIBERTAÇÃO DA HOLANDA

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da liberdade religiosa os sete grandes tipos humanos viveram entre
meados dos anos 1500 e o fim dos anos 1600, no tempo das guerras de religião.
São protestantes ou simpatizantes, mas não beatos. Foram defensores da
tolerância, considerando as crenças no ponto de vista da ação política. O
chefe da semana da liberdade religiosa é sua maior figura, Guilherme o
Taciturno, que termina semana.

Por Ângelo Torres

GUILHERME O TACITURNO nasceu em Dillenburg, no Condado de Nassau, na Alemanha.
Era filho de William, Conde de Nassau, tendo sido educado como protestante
luterano até a idade de 11 anos. Foi quando ele herdou grande território, que
tinha o principalidado de Orange.
O Imperador Carlos V da Espanha insistiu que ele fosse educado na sua corte e
convertido à religião católica romana. Em 1555, Felipe II, seu filho e
sucessor, fez William o stadtholder ou governador das províncias dos Países
Baixos, que incluíam a Holanda, da Zelândia e de Utrecht. Também em 1555
William sucedeu seu pai como Conde de Nassau.
Guilherme era uma pessoa de profundo discernimento, descobrindo as intenções
dos outros como por milagre, sendo singularmente frio e calmo, tanto no pensar
como na ação, de uma coragem e paciência a toda prova.
Quando Felipe II da Espanha e Henrique II da França fizeram um acordo secreto
para acabar com a heresia do protestantismo no mundo em 1559, Henrique contou a
Guilherme do pacto realizado. Ele escutou em silêncio sem mostrar qualquer
surpresa e assim ganhou o apelido de "TACITURNO". No entanto, ele não era
um homem silencioso, sendo um orador eloqüente e mantendo agradável
conversação. Guilherme, embora católico, se opunha à política de
perseguição aos protestantes feita por Felipe II. Era contrário à Santa
Inquisição que procurava penetrar nas consciências, mesmo quando as crenças
não se manifestavam.
Na ocupação da Holanda pela Espanha era feita permanente violência, em
especial aos protestantes, perseguidos pela Inquisição. Guilherme organizou um
forte movimento contra a opressão espanhola.
Em 1567 Felipe II mandou Fernando Álvarez de Toledo, terceiro duque de Alba com
um exército para acabar com a liberdade nos Países Baixos. Guilherme foi
obrigado a se retirar para seu condado alemão de Nassau-Dillenburgo, fez
profissão de fé como protestante luterano e atacou o duque de Alba com um
exército alemão.
A luta foi longa, até que chegasse a resultados imortais. Os diques foram
abertos e a água cobriu todo o território. A Europa seguia estupefata, ano
após ano, a resistência sem fim desse pequeno país, metade embaixo dágua,
onde Utrecht, Leyde e Haarlem, nomes sagrados para sempre nos anais do
patriotismo indomável, lutaram em grande desvantagem contra os melhores
soldados da Espanha, comandados pelos melhores generais da época.
Guilherme abraçou publicamente o calvinismo. Sua vigorosa inteligência se
preocupava só dos interesses humanos, e, embora crendo em Deus, fazia sem
duvidar a troca dos dogmas dos católicos, dos luteranos ou dos calvinistas. Ele
sempre insistiu pela tolerância religiosa.
Guilherme foi assassinado em 1584, mas a guerra continuou por 25 anos até que a
Holanda ganhasse a liberdade. Seu nome ficará para sempre ligado à afirmação
da independência nacional e à liberdade de consciência, princípios que foram
indispensáveis para abrir caminho ao progresso do conhecimento científico e
industrial na Europa do ocidente.
Então a República Holandesa teve direito à glória de ser o lugar de
proteção dos patriotas exilados de todo mundo e o asilo seguro para pensadores
como Descartes e Espinoza, dos mais avançados do mundo.


AMANHÃ: Estadista firme e inflexível fundou a Universidade Complutense de
Madrid: Cardeal Ximenes.


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#2794 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Ter, 17 de Nov de 2009 11:24 am
Assunto: 17 DE NOVEMBRO: Guilherme de Nassau, rei da Holanda e da Inglaterra. Rei e guerreiro, notável na busca da tolerância e da paz na Europa.
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17 DE NOVEMBRO: Guilherme de Nassau, rei da Holanda e da Inglaterra. Rei e
guerreiro, notável na busca da tolerância e da paz na Europa.

17 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de Guilherme o Taciturno de 12 a 18 de
novembro é:

GUILHERME III
Guilherme III de Orange, William II of Orange, William Henry, Wiilem Hendrik,
Prins van Oranje,
William II da Inglaterra
(nasceu em 1650, em Hague, Holanda; morreu em 1702, em Londres)

REI DA HOLANDA E DA INGLATERRA PELA TOLERÂNCIA E PROSPERIDADE

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da liberdade religiosa os sete grandes tipos humanos viveram entre
meados dos anos 1500 e o fim dos anos 1600, no tempo das guerras de religião.
São protestantes ou simpatizantes, mas não beatos. Foram defensores da
tolerância, considerando as crenças no ponto de vista da ação política. O
chefe da semana da liberdade religiosa é sua maior figura, Guilherme o
Taciturno, que termina semana.

Por Ângelo Torres


GUILHERME III nasceu em 1650 na Holanda, filho de Guilherme II e de Mary, a
irmã do rei Charles II da Inglaterra.
Em 1672, quando os exércitos franceses do rei Luís XIV invadiram a Holanda,
ele foi nomeado Stadtholder, governador, quando tinha 21 anos. Sua firmeza e sua
coragem heróica inspiraram a mais desesperada resistência. Os holandeses
abriram os diques e inundaram o país para impedir a invasão do país. Depois
da ajuda da Espanha e da Alemanha, foi feita a paz de Nimège em 1678, a Holanda
saindo honrosamente da luta.
Em 1603, James I herdou o trono da Inglaterra de sua avó Margaret Tudor, filha
de Henrique VII rei inglês. Na restauração da monarquia, Charles II em 1660
chegou ao trono. Ele foi sucedido em 1685 por seu irmão James II, um rei
católico que adotou uma política anti-protestante.
Uma coalizão momentânea foi feita pelos nobres ingleses com o clero anglicano,
que convidou em 1688 Guilherme III, príncipe de Orange, para "FAZER A
SALVAÇÃO DAS LEIS E DA RELIGIÃO DA INGLATERRA". Guilherme com uma força de
15 mil homens desembarcou em Torbay em novembro de 1688.
James II fugiu para a França e pelo Bill-of-Rights de 1689 e o
Act-of-Settlement de 1701 ficou estabelecido que a coroa inglesa seria então
negada a qualquer católico, ele e seus descendentes sendo excluídos do trono.
Mas a dinastia dos Stuarts continuou governando na Inglaterra e na Escócia,
porque Guilherme era sobrinho do rei Charles II e sua mulher Mary era a filha
mais velha do rei James II. William subiu ao trono de seu sogro, ele e Mary
tornando-se em 1689 soberanos com o nome de Guilherme II e Mary II, reis da
Inglaterra.
Guilherme II levou a Inglaterra a participar da LIGA DE AUGSBURG, então
conhecida como a GRANDE ALIANÇA, que tinha por fim conter a ameaça da França
por seu ambicioso e reacionário rei Luís IV. Vencida a França em 1697, Luís
IV teve que restituir pelo Tratado de Ryswick todas as suas conquistas feitas e
ainda foi obrigado a reconhecer Guilherme II como rei da Inglaterra.
Guilherme II fez um governo liberal e realizou importantes reformas, como a
Bill-of-Rights, o estabelecimento do Banco da Inglaterra, a introdução da
responsabilidade ministerial no governo e o encorajamento da liberdade de
imprensa. Em 1701 ele liderou a segunda GRANDE ALIANÇA, que atuou ma Guerra da
Sucessão Espanhola de 1701 a 1714. Mas Guilherme morreu prematuramente aos 52
anos de idade em março de 1702.
Entre todos os estadistas dos tempos modernos, Guilherme II se destacou por sua
política de tolerância e de paz da Europa do ocidente. Embora fosse um
guerreiro amante da arte militar, que só se sentia feliz quando no campo de
batalha, ele nunca fez uma guerra para fins pessoais ou mesmo para vantagens
puramente nacionalistas. Ele tinha talentos militares de relevo, não tendo
sofrido nunca uma derrota arrasadora. Tinha uma compleição fraca, sempre
inválido, passava dias inteiros em cima de um cavalo e costumava conduzir seus
soldados onde o fogo fosse mais vivo.
O que mais o caracterizava era a indiferença em face do perigo, qualquer que
fosse. Frio e sem graça, foi amado por poucos, mas era por todos respeitado. Da
mesma forma que seu avô Guilherme o Taciturno, era adversário da perseguição
religiosa e pode-se dizer que foi um campeão na luta pela tolerância.


AMANHÃ: Afirmação da independência da Holanda e da liberdade de consciência
na Europa: Guilherme o Taciturno.



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#2793 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Seg, 16 de Nov de 2009 7:37 pm
Assunto: 19 DE NOVEMBRO Cardeal Ximenes: Estadista firme e inflexível fundou a Universidade Complutense de Madrid.
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19 DE NOVEMBRO Cardeal Ximenes: Estadista firme e inflexível fundou a
Universidade Complutense de Madrid.

19 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de RICHELIEU de 19 a 25 de novembro é:

XIMENES
Francisco Ximénez de Cisneros, Gonzalo Jiménez de Cisneros, Cardinal Cisneros
(nasceu em 1436, em Torrelaguna, Castela, Espanha; morreu em 1517, em Toledo,
Espanha)

CARDEAL ESTADISTA REFORMADOR DUAS VEZES REGENTE DO REINO DE ESPANHA

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras do melhoramento gradual da vida humana, devido ao progresso do
conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna.
São os estadistas da nova civilização que antes obedecia às normas
políticas dadas pelo conhecimento com base nas crenças em divindades e passa
ao saber político firme comprovado, isto é, do saber positivo sobre o próprio
homem, sobre o mundo e seus princípios gerais
Esta semana começa com XIMENES e termina com RICHELIEU. Os doze estadistas
indicados viveram nos anos 1500, 1600 e 1700. São os ministros, uma nova classe
política. São organizadores, administradores ou financistas da nova
civilização que se desenvolveu após o fim do feudalismo. Foi quando os reis
deixaram de ser apenas guerreiros-chefes e tomaram funções e tarefas
políticas do feudalismo e do papado, que sozinhos não conseguiam realizar.
Assim se formou o novo poder político, os ministros. Eles impuseram a ordem e a
paz, favoreceram a indústria e o desenvolvimento das nações. Embora alguns
fossem militares, todos encorajaram a indústria para a produção de riquezas.
É a semana dos grandes ministros. Ao mesmo tempo acaba o poder e a liderança
dos militares medievais, os exércitos tornando-se permanentes e subordinados
aos governos.

Por Ângelo Torres

Gonzalo Jiménez de Cisneros nasceu em família pobre em Torrelaguna em Castela,
na Espanha, em 1436. Estudou na Universidade de Alcalá de Henares e Salamanca.
Em 1459 e foi para Roma para trabalhar como advogado consistorial, onde se
destacou junto ao papa Pio II.
Em 1465 Gonzalo voltou para a Espanha, tornando-se em 1480 capelão em Siguenza
e depois vigário-geral da diocese. Ele obteve elogioso resultado de seu
trabalho e parecia estar no caminho do sucesso no clero, quando, em 1484, com 48
anos de idade decidiu tornar-se frade franciscano. Deu todos os seus bens e
mudando seu nome de batismo de Gonzalo pelo nome de Francisco, entrou para a
confraria de San Juan de los Reyes, recentemente fundada pelos reis Fernando e
Isabel na cidade de Toledo.
Como religioso, ele voluntariamente dormia no chão duro, dobrou o número de
seus jejuns e durante sua vida, mesmo nos mais altos postos do governo, sua vida
foi de rigoroso e austero ascetismo. Em 1492 o arcebispo de Toledo recomendou-o
para ser o confessor da rainha Isabel. Ximenes aceitou a posição, que era de
grande importância política, porque a rainha tomava o aconselhamento de seu
confessor não só nos assuntos particulares, mas também nos problemas do
governo do país.
A severa santidade de Ximenes logo obteve grande influência sobre Isabel e em
1494 ele foi apontado como Ministro Provincial da ordem franciscana para a
Espanha. A rainha secretamente pediu uma bula do papa nomeando Ximenes para a
Arquidiocese de Toledo, a mais rica e de maior poder da Espanha. Com esse cargo
ele se tornava o chanceler do reino de Castela.
A rainha quis fazer em pessoa um presente de surpresa com a bula papal, mas
Ximenes só aceitou depois de forçado contra a vontade pela guarda real. Ele
continuou mantendo uma vida simples, uma mensagem de Roma exigindo que ele
vivesse com o estilo adequado ao seu cargo, e a pompa para ele passou a servir
apenas para esconder seu ascetismo privado.
Em 1504 a rainha Isabel morreu. Felipe tornou-se o rei de Castela, morrendo em
1506. O rei Fernando estando em Nápoles, colocou Ximenes como regente do reino
em sua ausência. Como regente, Ximenes sustou um movimento de poderosos nobres
para a tomada do trono. Em agradecimento por sua lealdade, o rei Fernando
promoveu-o a Grande Inquisidor para Castela e Leão, dando a ele o chapéu de
Cardeal.
Em 1516 o rei Fernando morreu, deixando Ximenes como regente do reino de Castela
durante a minoridade de Charles, então na Holanda, com 16 anos. Ximenes
governou o país com firmeza, controlando a nobreza turbulenta de Castela. Ele
fixou a sede dos tribunais em Madrid e formou um exército permanente pelo
treinamento dos cidadãos de cada cidade.
Ximenes mostrou-se um forte e determinado estadista. Firme e inflexível, com
uma confiança por vezes exagerada. No meio de um clero corrupto sua moral era
impecável. Fundou e manteve muitas instituições de caridade na sua diocese.
Deu apoio à Universidade de Alcalá de Henares, hoje a Universidade Complutense
de Madrid.
O Cardeal Ximenes realizou as importantes reformas que permitiram a idade de
ouro do reino da Espanha, de 1500 a 1700.
O poderoso crescimento da Espanha se deve à política do rei Fernando e do
Cardeal Ximenes.

AMANHÃ: Militar e estadista incentivou a produção da nação francesa, fez
grandes obras e fortificações: SULLY.

AMANHÃ: OXENSTIERN. Nos anos bissextos.

© 2009 Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America -
Phone. 55-21-9255-3145 bonangelo@...
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#2792 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Seg, 16 de Nov de 2009 10:41 am
Assunto: 16 DE NOVEMBRO: RUYTER. De simples marinheiro chegou a Almirante em Chefe; dos mais bravos, detestava a guerra.
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16 DE NOVEMBRO: RUYTER. De simples marinheiro chegou a Almirante em Chefe; dos
mais bravos, detestava a guerra.

16 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de Guilherme o Taciturno de 12 a 18 de
novembro é:

RUYTER
Michiel Adriaanszoon de Ruyter
(nasceu em 1607, em Vlissingen, Holanda; morreu em 1676, em Siracusa, Sicília,
Itália)

ALMIRANTE HOLANDÊS DE GRANDES VITÓRIAS NAVAIS

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da liberdade religiosa os sete grandes tipos humanos viveram entre
meados dos anos 1500 e o fim dos anos 1600, no tempo das guerras de religião.
São protestantes ou simpatizantes, mas não beatos. Foram defensores da
tolerância, considerando as crenças no ponto de vista da ação política. O
chefe da semana da liberdade religiosa é sua maior figura, Guilherme o
Taciturno, que termina semana.

Por Ângelo Torres

RUYTER era filho de Adriaan Michielszoon, um artesão de Hessingues na Holanda.
Como seu pai para casar fugiu com a noiva a cavalo, passou a ser chamado de
Ruyter, ou cavaleiro, nome que ele passou para os seus filhos.
Ruyter trabalhou desde os nove anos no mar, como marinheiro. Em 1635, com 28
anos, tornou-se capitão da marinha mercante. Serviu como contra-almirante na
frota holandesa que apoiou Portugal na guerra contra a Espanha em 1641. Retornou
ao serviço mercante pelos próximos 10 anos, lutando contra os piratas fora da
costa do norte da África.
Com o início da Primeira Guerra Anglo-Holandesa de 1652 a 1654, ele aceitou um
comando naval, servindo com distinção sob as ordens do almirante Maarten Tromp
e atingindo a patente de vice-almirante em 1653 depois da vitória em Texel. O
sucesso de Ruyter nas batalhas se atribui a uma eficiente ordem de combate, com
ênfase na disciplina da frota.
Em 1659 Ruyter apoiou a Dinamarca contra a Suécia no Mar Báltico na Primeira
Guerra do Norte, de 1655 a 1660. Lutou contra os Ingleses ao largo da costa da
Guiné na África, permitindo restabelecer o domínio comercial holandês da
Companhia das Índias Ocidentais.
Voltando para a Holanda em 1665, Ruyter foi nomeado Almirante-Chefe da Holanda e
operou em conjunto com o republicano Jan De Witt para o fortalecimento da
marinha holandesa. Na Segunda Guerra Anglo-Holandesa de 1665 a 1667, suas
maiores vitórias foram na Batalha dos Quatro Dias em junho de 1666 e no ataque
sobre o Medway em junho de 1667, quando a frota inglesa foi destruída. Ruyter
subiu o rio Tâmisa, pôs fogo no arsenal de Chatam e bloqueou a capital Londres
por várias semanas. Essa vitória acelerou as negociações de paz começadas
em Breda em abril de 1667.
O grande feito do Almirante Ruyter foi sua vitória sobre forças
Anglo-Francesas muito maiores na Terceira Guerra Anglo-Holandesa de 1672 a 1674.
Então ele tomou uma gloriosa parte na defesa heróica de seu país contra o
ataque combinado dos franceses e ingleses. Essa vitória impediu a invasão da
República dos Países Baixos por mar. Em 1675 ele lutou contra os franceses no
Mar Mediterrâneo e foi ferido mortalmente ao largo da Sicília.
Para a paz e a liberdade da Europa não havia melhor garantia do que o meio
grosseiro e empírico do equilíbrio de forças. Era então importante que pelo
menos um dos grandes países fosse um poder mais marítimo do que terrestre. O
grande poderio marítimo da Inglaterra deveria ser equilibrado para evitar seus
abusos. Tal situação decorreu da perda do poder dos papas desde 1300, para a
direção política da Europa, por meio da sua autoridade moral, resultante da
liderança na formação da opinião, no ensino e nas crenças.
Ruyter foi o mais famoso dos grandes marinheiros que fizeram das Províncias
Unidas da Holanda capazes, embora tendo um pequeno território, de realizar esse
equilíbrio. Que foi um serviço indispensável para a paz na Europa dos anos
1600, século 17.
Começando como um simples marinheiro, Ruyter tornou-se almirante em chefe,
embora sendo o mais bravo dos bravos, ele detestava a guerra. Sentia-se mais
feliz como capitão de um navio mercante.
Ruyter fazia oposição aos príncipes de Orange, sendo muito amigo dos
republicanos irmãos Jan e Cornellius De Witt.
Ruyter era tão simples quanto era grande.

AMANHÃ: Rei e guerreiro, notável pela tolerância e paz da Europa: Guilherme
de Nassau, rei da Holanda e da Inglaterra.


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#2791 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Dom, 15 de Nov de 2009 1:33 pm
Assunto: 15 DE NOVEMBRO: Jan De Witt. Jovem eloqüente, sábio e habilidoso foi eleito administrador da Holanda.
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15 DE NOVEMBRO: Jan De Witt. Jovem eloqüente, sábio e habilidoso foi eleito
administrador da Holanda.

15 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de Guilherme o Taciturno de 12 a 18 de
novembro é:

DE WITT
Jan de Witt
(nasceu em 1625, em Dordrecht, Holanda; morreu em 1672, em Hague, Holanda)

ESTADISTA HOLANDÊS CONSOLIDOU O PODER NAVAL E COMERCIAL DO PAÍS

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da liberdade religiosa os sete grandes tipos humanos viveram entre
meados dos anos 1500 e o fim dos anos 1600, no tempo das guerras de religião.
São protestantes ou simpatizantes, mas não beatos. Foram defensores da
tolerância, considerando as crenças no ponto de vista da ação política. O
chefe da semana da liberdade religiosa é sua maior figura, Guilherme o
Taciturno, que termina semana.

Por Ângelo Torres

DE WITT nasceu em 1625, numa família tradicional de líderes de sua cidade
natal de Dordrecht ou Dort. Seu pai, Jacob De Witt, fora por seis vezes prefeito
e por muitos anos o representante da cidade na assembléia holandesa. O pai era
um forte aderente do partido republicano de direita, da oposição aos
príncipes da Dinastia de Orange, representantes do princípio federativo com o
apoio da massa popular.
Jan De Witt foi educado na Universidade de Leiden e ainda jovem mostrou
notáveis talentos, especialmente em matemática e jurisprudência. Escreveu em
1650 o livro ELEMENTA CURVARUM LINEARUM, publicado em 1659, que foi o primeiro
dos textos didáticos da Geometria Analítica. Mais tarde, ele iria também
aplicar seu conhecimento matemático aos problemas financeiros e orçamentários
da República holandesa. Em 1645 ele e seu irmão mais velho Cornelius visitaram
a França, a Itália, Suíça e Inglaterra. Ao voltar, ele viveu em Hague como
advogado.
De Witt foi eleito em 1650 como representante da cidade de Dordrecht, o que o
tornava o líder dos deputados da assembléia federal da Holanda. Nesse ano, na
luta pela supremacia das províncias, o jovem príncipe de Orange, William II,
com o apoio do exército, prendeu cinco dos lideres do partido de direita, entre
eles Jacob De Witt, pai de Jan. Mas a morte súbita de William, no momento em
que ele esmagava a oposição, permitiu a reação e os princípios republicanos
de Jacob De Witt venceram.
Jan De Witt por sua eloqüência, sabedoria e habilidade de negociação foi
eleito administrador da Holanda aos 28 anos de idade. Ele foi reeleito por três
vezes e manteve sua chefia até pouco antes de sua morte em 1672.
Ele encontrou o país à beira da ruína por causa da guerra com a Inglaterra e
resolveu fazer a paz. Ele rejeitou a sugestão de Cromwell da união da
Inglaterra com a Holanda, mas em 1654 o Tratado de Westminster foi concluído,
pelo qual a Holanda fez grandes concessões.
Depois de feita a paz, a política de De Witt foi muito bem sucedida. Ele
recuperou as finanças do país e estendeu a supremacia da Holanda até a
Índia. Em 1658 apoiou a Dinamarca contra a Suécia e em 1662 firmou um
vantajoso acordo de paz com Portugal.
A elevação de Charles II ao trono da Inglaterra criou um conflito entre os
dois países e renovou a disputa de direitos marítimos e comerciais, fazendo
começar nova guerra em 1665. A frota holandesa foi empregada com sucesso pelo
brilhante comando do Almirante de Ruyter que,com a organização e a habilidade
de De Witt, levaram à vitória e o Tratado de Breda foi vantajoso para as
Províncias Unidas da Holanda.
Em 1667 ele promulgou seu decreto eterno para a administração republicana do
país. Um triunfo ainda maior foi a conclusão da Tríplice Aliança em 1688
entre a República da Holanda, a Inglaterra e a Suécia, o que preveniu a
tentativa de Luís XIV de tomar posse das províncias espanholas da Holanda em
nome se sua mulher, a infanta Maria Theresa.
Luís XIV não ficou satisfeito e odiava a Holanda por ser o grande asilo dos
livres-pensadores, onde eles se protegiam contra a crueldade da Santa
Inquisição na França. Então declarou guerra à Holanda e invadiu o país à
frente de grande exército. Em vista do perigo, o povo chamou William III para
enfrentar o inimigo e ocorreram violentas manifestações contra De Witt.
O irmão dele, Cornellius, foi preso acusado de conspirar contra o príncipe. Em
seguida De Witt renunciou o seu posto no governo. Cornellius foi torturado e
condenado à perda de seus cargos e banido.
De Witt foi a Hague para visitá-lo na prisão. Uma grande multidão juntou-se e
invadindo o local, se apoderaram dos dois irmãos os lincharam até a morte.
Dessa forma terrível pereceu um dos grandes estadistas de sua época e da
história da Holanda.


AMANHÃ: De simples marinheiro chegou a Almirante em Chefe, dos mais bravos,
detestava a guerra: RUYTER.


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#2790 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Sáb, 14 de Nov de 2009 10:34 am
Assunto: 14 DE NOVEMBRO: Gustavo Adolfo. Governo centralizado promoveu a estruturação e o progresso da Suécia.
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14 DE NOVEMBRO: Gustavo Adolfo. Governo centralizado promoveu a estruturação e
o progresso da Suécia.

14 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de Guilherme o Taciturno de 12 a 18 de
novembro é:

GUSTAVO ADOLFO
Gustav II Adolf
Gustavus Adolphus
(nasceu em 1594, em Stockholm, Suécia; morreu em 1632, em Lützen, Alemanha)

REI DA SUÉCIA LANÇOU AS FUNDAÇÕES DA MODERNA NAÇÃO SUECA

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da liberdade religiosa os sete grandes tipos humanos viveram entre
meados dos anos 1500 e o fim dos anos 1600, no tempo das guerras de religião.
São protestantes ou simpatizantes, mas não beatos. Foram defensores da
tolerância, considerando as crenças no ponto de vista da ação política. O
chefe da semana da liberdade religiosa é sua maior figura, Guilherme o
Taciturno, que termina semana.

Por Ângelo Torres

GUSTAVO ADOLFO, filho do rei Charles IX da Suécia, nasceu em 1594 em Stockholm.
Quando ele sucedeu ao trono em 1611, a Suécia estava em guerra com a Dinamarca,
com a Rússia e com a Polônia.
Gustavo fez a paz com a Dinamarca em 1613, mas concordou em pagar pesada multa.
De 1613 a 1617 esteve em guerra com a Rússia, tomando terras que cortaram o
acesso russo ao Mar Báltico. O seu primo Zygmunt III, rei da Polônia, tinha
pretensões ao trono da Suécia. Para assegurar seu reinado, Gustavo atacou
Zygmunt e com a vitória seu direito ao trono da Suécia foi assegurado e obteve
território e cidades ao longo das costas do sul e do oriente do Báltico em
1629.
Com essas vitórias Gustavo Adolfo conseguiu a posse de uma contínua faixa de
território ligando a Finlândia até a província sueca da Estônia. Dessa
forma, ele retirou a Rússia totalmente do Mar Báltico, evitando que se
tornasse uma potência marítima e afastando a Rússia de volta para a Ásia.
Gustavo Adolfo ao mesmo tempo resolvia os problemas políticos de seu país.
Quando ele se tornou rei em 1611 a assembléia dos nobres impôs um código que
significava a virtual submissão da monarquia ao conselho e à alta
aristocracia. Mas isso não ocorreu; o homem que escreveu o código, o chanceler
Axel Oxenstierna tornou-se, na verdade, o mais próximo colaborador de Gustavo e
permaneceu assim durante todo o seu reinado. Essa foi a grande parceria
histórica, onde os temperamentos e as virtudes de cada um complementavam as
qualidades do outro.
O rei Gustavo Adolfo obedecia ao espírito do código e a aristocracia nem
sempre insistia na observação exata de suas normas. Mas os nobres tiveram em
Gustavo um rei favorável aos seus interesses. Ele colocou a nobreza a serviço
do país e dessa forma ofereceu-lhes numerosos benefícios financeiros.
Assim foi realizada a mais saudável política na Suécia durante esse período
em que a nobreza serviu o país, preparada para sacrificar até mesmo os seus
privilégios, em benefício da pátria. A luta constitucional de longo tempo
entre o rei e a aristocracia foi assim suspensa durante o reinado de Gustavo
Adolfo, em grande parte devido à personalidade do soberano e a extraordinária
colaboração entre o rei e Oxenstierna. Nesse clima favorável foi possível
implantar medidas de rápidas reformas.
Nos primeiros dez anos foi criada uma nova Suprema Corte, o Tesouro e a
Chancelaria foram estabelecidos. E mais tarde foi criado o almirantado e a
Secretaria de Guerra. Todas as reformas deram à Suécia a administração
central mais moderna e eficiente de toda Europa, por meio da
profissionalização do governo. A política de Gustavo Adolfo teve geral
aceitação devido ao brilhante talento do rei para fazer sua exposição. Seus
discursos mostram-no como um mestre do debate e um orador de grande eloqüência
e força. As decisões eram sempre tomadas por Adolfo, mas usualmente feitas
depois de cuidadosa consulta a Axel Oxensterna.
A reforma que teve o maior e mais durável efeito benéfico foi o seu trabalho
para a educação: sua criação do Gymnasia nos anos de 1620 deu à Suécia,
pela primeira vez, uma educação secundária; seu apoio financeiro à
Universidade de Uppsala e a fundação da Universidade de Dorpat formaram o
primeiro centro para a educação superior nas línguas do Báltico.
O interesse religioso pela causa dos povos protestantes e a crença de que a
conquista do norte da Alemanha pelo Santo Império Romano poderia ser um perigo
econômico e militar para a Suécia, levaram Gustavo Adolfo a entrar na Guerra
dos Trinta Anos. Em aliança com a França, ele fez as forças do Império
saírem do Báltico; sua vitória na Batalha de Breitenfeld em 1631 lhe deu
grande vantagem. Na Batalha de Lutzen, na Saxônia, Gustavo Adolfo derrotou as
tropas do Império, mas foi gravemente ferido e ali morreu em 1632, com 38 anos
de idade.
Ele tinha um grande porte, uma estatura superior, com uma força pouco comum. Em
sua morte se contou sobre seu corpo nove ferimentos abertos e treze cicatrizes.
Ele será sempre tido como o herói típico. Mas não se pode esquecer que ele
foi o grande estadista de lúcida inteligência.
Gustavo Adolfo ficou conhecido por ter realizado um sistema político
centralizado e eficiente para a Suécia e por ter desenvolvido em seu reinado a
estrutura e o progresso de seu país.

AMANHÃ: Jovem eloqüente, sábio e habilidoso foi eleito administrador da
Holanda: Jan De Witt.



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#2789 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Qui, 12 de Nov de 2009 11:58 pm
Assunto: 13 DE NOVEMBRO: Jan van Olden Barneveldt. Grande Republicano na luta pela independência da Holanda.
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13 DE NOVEMBRO: Jan van Olden Barneveldt. Grande Republicano na luta pela
independência da Holanda.

13 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de Guilherme o Taciturno de 12 a 18 de
novembro é:

BARNEVELDT
Jan van Olden Barneveldt
(nasceu em 1547, morreu em 1619)

ESTADISTA HOLANDÊS FEZ RECONHECER A INDEPENDÊNCIA DA NAÇÃO

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da liberdade religiosa os sete grandes tipos humanos viveram entre
meados dos anos 1500 e o fim dos anos 1600, no tempo das guerras de religião.
São protestantes ou simpatizantes, mas não beatos. Foram defensores da
tolerância, considerando as crenças no ponto de vista da ação política. O
chefe da semana da liberdade religiosa é sua maior figura, Guilherme o
Taciturno, que termina semana.

Por Ângelo Torres

BARNEVELDT nasceu em Amersfoort em 1547, e teve a formação de advogado.
Durante a revolta da Holanda contra o domínio da Espanha, ele se destacou como
um lutador militante pela independência da nação.
Ele tornou-se primeiro ministro de Rotterdam em 1576 e em 1579 colaborou na
formação da União de Utrecht. Essa União foi uma aliança formada por um
tratado entre todos os territórios do norte e alguns do sul dos Países Baixos,
em 1579. Mais tarde a parte do norte tornou-se a Holanda e a parte do sul
tornou-se a Bélgica. Ele foi importante em convencer a Holanda a aceitar a
liderança de William, príncipe de Orange.
Em 1584, depois do assassinato de William I, Barneveldt apoiou o filho de
William, Maurício de Nassau, em sua carreira política. Barneveldt persuadiu a
assembléia a nomear Maurício, o segundo filho de William I, como Stadtholder
da parte norte dos Países-Baixos. Maurício tinha então 17 anos.
O grande resultado da longa carreira política de Barneveldt foi o tratado feito
com a Espanha em que a independência dos Paises Baixos foi reconhecida,
terminando assim a guerra da independência, em 1609.
Ao negociar o pacto da independência, Barneveldt criou a inimizade de poderosos
grupos contrários à Espanha, porque o tratado favorecia o partido republicano
de Barneveldt e a classe de comerciantes. Maurício de Nassau e o clero
calvinista estavam nesses grupos, que sentiram que os espanhóis teriam tirado
vantagem da paz para fortalecer as forças republicanas. O conflito político se
misturou com a oposição entre duas facções dentro do Calvinismo, o
Arminianismo contra o Gomarismo. Os republicanos, entre eles Barneveldt,
apoiavam o Arminianismo ou Remonstrant, na Holanda. As outras províncias do
país e Maurício de Nassau ficaram do lado do Gomaristas ou Altos Calvinistas.
Durante o embate, em agosto de 1617, o legislativo de província da Holanda, a
parte mais rica e importante da União dos Países Baixos, votou o boicote ao
Sínodo, uma assembléia religiosa, convocada pelos Estados-Gerais, a
assembléia legislativa da União. Como castigo contra o boicote e outros
desafios por parte da província da Holanda, o governo central ordenou que
Maurício de Nassau e um contingente de tropas invadisse a província da
Holanda.
Os holandeses da província não ofereceram resistência e Barneveldt com seus
aliados mais chegados foram presos. Ele foi levado a julgamento diante de uma
comissão apontada pelo governo central em fevereiro de 1619 e foi falsamente
acusado de traição em 12 de maio. Depois de um julgamento em que lhe foi
negado um advogado, ele foi condenado e executado por decapitação no dia
seguinte, 13 de maio de 1619, com a idade de 77 anos.
Se William I, o Taciturno, pôs as bases da independência dos Países Baixos, a
glória de sua realização completa é devida a Barneveldt, advogado geral e
primeiro ministro do país. Nos anos iniciais da guerra contra a Espanha, uma
luta do pequeno país contra o mais poderoso governo da Europa na ocasião, ele
combateu com bravura.
Os talentos políticos e diplomáticos de Barneveldt eram da mais elevada
categoria e durante 34 anos, de 1584 a 1618, depois do assassinato de William I,
sua influência sobre a assembléia dos Estados-Gerais colocou-o como o chefe
virtual das províncias unidas dos Países-Baixos.
Barneveldt era republicano, do partido da tolerância religiosa. Ele tinha como
divisa "Nil scire tutissima fides" que significa ser mais seguro pensar que
nós nada sabemos. Ele foi o grande político da gloriosa luta pela
independência da Holanda.

AMANHÃ: Com um governo centralizado promoveu a estruturação e o progresso da
Suécia: Gustavo Adolfo.


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#2788 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qui, 12 de Nov de 2009 2:22 pm
Assunto: Enc: Motorista é suspenso após insistir para passageiros rezarem em ônibus público
gustavobiscaia
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Caros amigos:

Vejam a notícia abaixo; ela trata de um incidente ocorrido nos EUA, mas não
precisamos ir tão longe para ver coisas desse tipo, pois algo parecido ocorreu
comigo há umas duas semanas.

Comigo o que ocorreu foi o seguinte: entrei em um ônibus aqui em Curitiba
(Paraná), cujo motorista era do tipo falador. Em um certo momento, ele começou
a falar em Jesus Cristo e quase a rezar; eu pedi para ele parar, ele não gostou
e, embora em tom de voz um pouco mais baixo, começou a conversar com um
passageiro que eu era do "demo", que cada um pensa (a bobagem) que quiser etc.
Quando eu perguntei o seu nome, para reclamar para a Prefeitura, ele ficou
irritado e, após eu descer do ônibus, ele parou e foi atrás de mim, para
peitar-me!

É claro que eu reclamei na hora para a Prefeitura de Curitiba e para a empresa
que o contratou.

Gustavo.

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em ter, 10/11/09, Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
escreveu:
--- Em ter, 10/11/09, André Luz <andregluz@...> escreveu:
Assunto: [sbcr] Motorista é suspenso após insistir para passageiros rezarem em
ônibus público
Data: Terça-feira, 10 de Novembro de 2009, 13:57







 











http://g1.globo. com/Noticias/ PlanetaBizarro/ 0,,MUL1372426- 6091,00-MOTORIST
A+E+SUSPENSO+ APOS+INSISTIR+ PARA+PASSAGEIROS +REZAREM+ EM+ONIBUS+ PUBLI.html



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#2787 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Qui, 12 de Nov de 2009 12:33 pm
Assunto: 12 DE NOVEMBRO: Michel de L´Hôpital. Jurista Chanceler da França realizou a tolerância religiosa.
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12 DE NOVEMBRO: Michel de L´Hôpital. Jurista Chanceler da França realizou a
tolerância religiosa.

12 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
tipo humano homenageado na semana de Guilherme o Taciturno de 12 a 18 de
novembro é:

L´HÔPITAL
Michel de L´Hospital ou L´Hôpital

(nasceu em 1507, em Aigueperse, França; morreu em 1573, em Bellebat, França)

ESTADISTA CHANCELER DA FRANÇA POLÍTICO HUMANISTA DA TOLERÂNCIA

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da liberdade religiosa os sete grandes tipos humanos viveram entre
meados dos anos 1500 e o fim dos anos 1600, no tempo das guerras de religião.
São protestantes ou simpatizantes, mas não beatos. Foram defensores da
tolerância, considerando as crenças no ponto de vista da ação política. O
chefe da semana da liberdade religiosa é sua maior figura, Guilherme o
Taciturno, que termina semana.

Por Ângelo Torres

L´HÔPITAL nasceu em família da classe média. Estudou Direito na
Universidade de Toulouse, mas foi forçado ao exílio por causa da associação
de seu pai com revoltoso duque Charles de Bourbon. Ele então continuou seus
estudos jurídicos em Pádua e em Bolonha.
Ele voltou para a França em 1534 e em 1537 tornou-se membro da Suprema Corte de
Paris. Em 1555 chegou a ser o primeiro presidente da Câmara de Contas. Foi
elevado a Chanceler no reinado de Francisco II e mantido pela regente rainha
Catherine de Médicis.
L´Hôpital foi um dos primeiros e dos mais importantes membros do grupo
chamado os POLITIQUES, de católicos que durante as guerras de religião
colocavam os interesses da Igreja Católica como subordinados aos interesses da
nação. Eles resistiram à influência clerical da Espanha e desejavam a
tolerância, a união nacional e um governo forte. Em pequeno número no
início, detestados pelos fanáticos, eles reuniram aos poucos ao seu grupo
todos os que, na França, eram bons e sensatos. Sua política acabou triunfando
finalmente com a conversão de Henrique IV e a publicação do Édito de Nantes,
realizando a tolerância para os protestantes.
Um importante papel de L´Hôpital foi realizado no planejamento e na
execução da política de governo. Quando os calvinistas na França, chamados
de Huguenotes, se preparavam para lutar com os católicos, ele propôs uma
política de tolerância que foi aprovada pela rainha Catherine de Médicis.
Muito da ação política então foi realizada por L´Hôpital. Ele provava em
seus escritos que o governante não deveria favorecer uma religião em
detrimento de outra fé. Ao contrário, ele deveria proteger o bem estar dos
seus súditos como um todo. Embora ele desejasse a unidade da religião, ele
acreditava que o uso da força política teria o efeito contrário ao efeito
desejado de pacificação.
Durante sua participação no governo, ele preparou uma trabalhosa reforma
judicial e em 1566 promoveu a Ordonnance de Moulins, que avançou no objetivo de
retificar muitos problemas da administração judicial e que também estipulava
a política para a administração e centralização das terras da coroa
francesa.
L´Hôpital morreu em 1573, pouco depois dos massacres do dia de São
Bartolomeu que pareceram ser o fim de suas esperanças para a paz religiosa.
Ele era um homem de um caráter elevado e de uma firmeza inabalável, um grande
cidadão em toda acepção da palavra. Embora por razões políticas
permanecesse católico, ele era protestante ou cético de coração. Ele inicia
a semana de 12 a 18 de novembro com os estadistas protestantes.

AMANHÃ: Grande político Republicano na luta pela independência da Holanda:
Jan van Olden Barneveldt


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#2786 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Qua, 11 de Nov de 2009 10:02 pm
Assunto: 11 DE NOVEMBRO: Rei Luís XI. Crimes punidos e nobres decapitados para assegurar a paz e a prosperidade.
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11 DE NOVEMBRO: Rei Luís XI. Crimes punidos e nobres decapitados para assegurar
a paz e a prosperidade.

11 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
grande tipo humano homenageado como chefe da semana de 05 até 11 de novembro
é:

LUÍS XI
Louis XI, rei da França
(nasceu em 1423, em Bourges, França; morreu em 1483, em Plessis-les-Tours,
França)

REI FRANCÊS ENCERROU 0 FEUDALISMO E PROMOVEU A INDÚSTRIA E COMÉRCIO

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais.
Nesta semana da Política estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de
Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e
1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os
antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a necessária unidade de
comando no governo de um país. Com o enfraquecimento do cristianismo os reis
tiraram do papa e dos padres muitas das funções religiosas. O rei Luis XI da
França é o chefe da semana e a encerra.
Por Ângelo Torres


LUÍS XI era filho do rei Charles VII da França e de sua esposa Maria
d´Anjou. Quando nasceu, os ingleses ocupavam uma grande parte da França e ele
passou a maior parte de sua infância em Loches, na Turaine.
Feio e gordo, ele cresceu em austera reclusão e tornou-se dado aos segredos,
sem graça e supersticioso. Mas era também religioso, inteligente e bem
informado. Tornou-se um diplomata agudo e grande guerreiro, hábil comandante na
lealdade. Ficou conhecido como a "aranha universal" por causa de suas
continuadas intrigas e invenções. Por suas habilidades, ele se achava a
personificação da consciência da nação francesa, chegando a dizer a seus
súditos rebeldes: "Eu sou a França".
Durante a Idade Média houve uma luta constante no ocidente da Europa entre os
dois elementos do poder político temporal, o poder central, dos reis de um lado
e o elemento local, dos grandes barões, seus vassalos, do outro. Aos poucos os
governos locais se fundiram em grandes aglomerados onde um só governo nacional
passou a ter as funções militares, civis e políticas. Esse movimento já
havia começado antes do fim dos anos 1200, século 13. No fim dos anos 1400,
fim do século 15, a luta já tinha sido ganha pela concentração do poder, mas
só foi completamente terminada na última parte dos anos 1600.
Na França, como na maior parte da Europa, a ação desse movimento de
concentração do poder foi feita pelos reis. Luís XI, como rei, de 1446 a
1483, continuou a política de seus maiores antecessores com uma coragem
indomável, uma perseverança a toda prova e um gênio político de primeira
ordem.
Logo no início do governo ele se apressava e procurava abater todos os barões
adversários ao mesmo tempo, irritando as classes industriais com pesados
impostos. Depois de sérios conflitos, passou a dar apoio às classes pacíficas
e industriais, cuidando de seus interesses. Misturava-se ao povo de Paris,
sentava-se às suas mesas, servia de padrinho a seus filhos, deixando de lado
toda pompa e toda cerimônia e até mesmo se vestindo da mais simples maneira.
Luís XI não se envergonhava de reparar um erro logo que reconhecia seu engano.
Manteve sempre seus planos contra a pulverização do poder do feudalismo, que
os príncipes tentavam restabelecer. Mas, em vez de atacar todos os seus
súditos ao mesmo tempo, agora os vencia um por um, em separado. No momento em
que acabava com um, ele agradava cada um dos outros até que sua vez chegasse.
Ao tornar-se rei, Luís XI deixou seu gosto pela guerra para preferir sempre as
negociações e a política. Nos momentos críticos, no perigo, o seu vigor se
desenvolvia e sua inteligência se aguçava. Philippe de Comines, seu ministro,
disse dele: "Nunca vi um homem tão sagaz na adversidade: se ele recua, é
para melhor atacar".
No conjunto, durante o seu reinado, ele reuniu 11 províncias ao seu controle,
assim assegurando a unidade da França e sua predominância na Europa.
Importante serviço prestado ao seu país foi também o estabelecimento da
ordem, sua boa administração, as reformas financeiras e judiciárias, o
encorajamento dado à indústria e ao comércio. Luís XI efetuou, tentou ou
projetou todas as inovações da França moderna. É de seu reinado que a
diplomacia foi posta em ação, como o expediente moderno que substitui a
função internacional que o papado realizava na Idade Média.
Alguns historiadores criticaram sua crueldade, sua falsidade e sua
superstição. Nobres turbulentos como Saint-Pol e Armagnac foram decapitados.
Ministros traidores, como o Cardeal La Balue, foram presos por longos anos em
gaiolas de ferro; crimes vulgares foram punidos severamente em todas as classes.
Mas essa severidade é que permitiu ao país progredir durante a maior parte dos
anos 1400, assegurando a paz e a prosperidade aos trabalhadores e àqueles que
cumpriam a lei.
Luís XI tinha uma saúde delicada e a arteriosclerose finalmente o afetou. Nos
últimos 3 anos viveu sem sair, em Plessis-les-Tours, na Turaine, onde morreu em
1483. Ele encarava a morte com uma grande coragem. Seus pensamentos e seus
esforços até o fim da vida são a prova de que não pensava na salvação de
sua alma, mas pensava sempre em sua pátria.


AMANHÃ: Jurista elevado a Chanceler da França realizou a tolerância religiosa
no governo: Michel de L´Hospital ou L´Hôpital.


© 2009 Ângelo Torres,
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#2785 De: Miguel Duarte <home@...>
Data: Ter, 10 de Nov de 2009 2:19 pm
Assunto: 4ª Feira: Tertúlia sobre Física e as Origens do Universo com Orfeu Bertolami
mcduarte2000
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No âmbito dos Encontros Ateístas e Humanistas, vamos ter mais uma
tertúlia, desta vez sobre o tema "Física e as Origens do Universo",
tendo como convidado o físico Orfeu Bertolami, no próximo dia 11 de
Novembro, pelas 20:00, no Fábulas (Chiado - Lisboa). Se desejar estar
presente, saber mais informações ou receber notícias sobre as próximas
tertúlias, faça a sua inscrição no site dos encontros
(http://encontros.humanismosecular.org/pt/calendar/11560547).

Orfeu Bertolami nasceu em São Paulo, Brasil, em 1959. Licenciado em
Física pela Universidade de São Paulo em 1980, obteve o mestrado no
Instituto de Física Teórica em São Paulo em 1983, o Grauv avançado em
Matemática na Universidade de Cambridge em 1984 e o doutoramento em
física teórica na Universidade de Oxford em 1987. Trabalha no
Departamento de Física do Instituto Superior Técnico (IST) e no
Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do IST.

Desenvolveu actividades de investigação no Institut für Theoretische
Physik em Heidelberg, na Alemanha, no Centro Europeu de Investigação
Nuclear (CERN) em Genebra, na secção de Turim do Istituto Nazionale de
Fisica Nucleare e na Universidade de Nova Iorque. É Professor
Associado no Departamento de Física do Instituto Superior Técnico,
onde lecciona desde 1991. Obteve a Agregação pela Universidade Técnica
de Lisboa em 1996. Publicou mais de 190 artigos científicos, em
livros, jornais, actas de conferências e revistas especializadas nas
áreas da astrofísica, cosmologia, gravitação clássica e quântica, e em
teorias de cordas quânticas.

É autor dos livros "O Livro das Escolhas Cósmicas", publicado em 2006
na colecção Ciência Aberta da Editora Gradiva, e "Gravity Control and
Possible Influence on Space Propulsion: A Scientific Study", escrito
em colaboração com Martin Tajmar da Agência Espacial Austríaca,
publicado pela Agência Espacial Europeia em 2002.

Tem participado, desde 1990, em actividades de divulgação da ciência
apresentando dezenas de palestras sobre temas como a unificação das
interacções fundamentais da natureza, o Big Bang, explosões de raios
gama, a origem da vida no Universo, o planeta Marte, a hipótese do
controle da gravidade, ciência e literatura, a teoria das cordas
quânticas, e em 2005, sobre a vida e a obra de Albert Einstein e a
cosmologia do século XXI.

Já apresentou cerca de mais de quatro dezenas de palestras convidadas
em conferências internacionais e quase duas centenas de seminários
especializados em universidades e centros de investigação na Europa,
na Rússia, na Coreia, no Japão, no Brasil, na Argentina e nos Estados
Unidos. Foi galardoado com o terceiro prémio da Gravity Research
Foundation dos Estados Unidos em 1999, com o Prémio União Latina de
Ciência em 2001 e o Prémio Universidade Técnica de Lisboa/Santader
Totta de excelência científica nas áreas de Biofísica e Física em
2007. Colabora em projectos europeus de estudo da física da matéria
escura, da energia escura e de física fundamental no espaço, com a
Agência Espacial Europeia e com o Jet Propulsion Laboratory da NASA na
Califórnia.

Tem uma filha e vive em Portugal desde 1989.
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#2784 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Ter, 10 de Nov de 2009 1:53 pm
Assunto: 10 DE NOVEMBRO: Henrique IV, Seu governo deu grande progresso à França e industrializou o país.
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10 DE NOVEMBRO: Henrique IV, Seu governo deu grande progresso à França e
industrializou o país.

10 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
grande tipo humano homenageado na semana de LUIS XI, de 05 até 11 de novembro
é:

HENRIQUE IV
Prince de Béarn, Henri III de Navarre, Henri IV de Bourbon, Henry IV of France
(nasceu em 1553, em Béarn, França; morreu em 1610, em Paris)

REI DA FRANÇA MANTEVE UNIDADE E DESENVOLVIMENTO DA NAÇÃO

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da Política estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de
Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e
1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os
antigos poderes regionais dos barões do feudalismo.É a necessária unidade de
comando no governo de um país. Com o enfraquecimento do cristianismo os reis
tiraram do papa e dos padres muitas das funções religiosas. O rei Luis XI da
França é o chefe da semana e a encerra.

Por Ângelo Torres

HENRIQUE IV era filho de Antoine de Bourbon, duque de Vendôme e sua mãe era
Jeanne d´Albret, rainha de Navarra a partir de 1555. Henrique, aos 19 anos
tornou-se o rei de Navarra pela morte de sua mãe.
Ele estava em Paris durante o massacre de protestantes no dia de São Bartolomeu
em 1572. Para não morrer, sendo ele huguenote, protestante, ele abjurou sua
religião e se fez católico.
Em 1576 Henrique conseguiu fugir para o sul da França, onde ele tinha grandes
domínios, e voltou a ser protestante. A nobreza huguenote formava lá uma
cavalaria valente, e Henrique bom soldado, à sua frente, fez brilhantes
combates.
Em 1589 o rei Henrique III da França foi assassinado. Com sua morte a dinastia
de Valois foi extinta, por não ter sucessores. O herdeiro legítimo do trono
passou a ser Henrique de Navarra, que, por seu pai, Antoine de Bourbon era o
décimo segundo na linha de descendência do rei Luís IX.
A união dos nobres franceses havia formado uma liga, que se recusou a
reconhecer o novo rei, por ser ele um huguenote. Só depois de muitos combates e
até de manter o cerco de Paris, é que Henrique assumiu o trono com o nome de
Henrique IV.
Convencido de que ele, como um rei huguenote, protestante, não conseguiria
realizar a unidade da França, um país católico, Henrique IV em 1594 se
converteu novamente à religião católica. Foi quando ficou famosa sua
expressão: "Paris vale bem uma missa". 
Em 1596 os últimos nobres da liga estavam vencidos. Em 1598 o memorável Édito
de Nantes assegurava aos protestantes não só a liberdade religiosa, mas lhes
permitia em muitas das cidades o culto público e lhes dava direitos iguais aos
dos empregados do Estado.
Os nobres que formavam a liga viram nas discórdias religiosas uma ocasião para
destruir a unidade da França, que havia sido a grande obra do rei Luís XI,
acabando com o feudalismo. Henrique IV, tendo sido combatido pela liga, foi o
menos vingativo e o mais humano dos reis. Ele fez a conquista de seus inimigos
tanto por sua clemência e sua generosidade quanto pela luta armada, pela
espada. Mas os grandes nobres que temiam o retorno de um governo de unidade
nacional e que conspiravam com estrangeiros foram vigorosamente reprimidos.
O governo de Henrique IV provocou grande progresso financeiro e econômico para
a nação. Pode-se dizer que a indústria francesa começou no reinado de
Henrique IV.
Ele se mostrou um grande político por sua visão ampla do conjunto da política
da Europa. Seu grande projeto era de uma "República" federal composta pelos
países europeus, independentes, uns Estados sendo monarquias e outros
repúblicas, tendo um conselho permanente composto de representantes de todos os
Estados e tendo um imperador como presidente. Mas a vida de Henrique IV se
acabou ao ser assassinado em 1610, em Paris, sem realizar seus planos.
Os franceses apreciaram em geral o grande valor de seu rei. Ele é dos poucos
reis que terá sua memória homenageada e também querida pela posteridade.

AMANHÃ: Crimes punidos e nobres turbulentos decapitados para assegurar a paz e
a prosperidade: rei Luís XI.


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#2783 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Seg, 9 de Nov de 2009 11:52 am
Assunto: 09 DE NOVEMBRO: Carlos V, o rei católico. Guerreou e aprisionou o papa Clemente VII por sete meses.
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09 DE NOVEMBRO: Carlos V, o rei católico. Guerreou e aprisionou o papa Clemente
VII por sete meses.

09 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
grande tipo humano homenageado na semana de LUIS XI, de 05 até 11 de novembro
é:

CARLOS V
Charles V Imperador do Santo Império Romano, Carlos I Rei da Espanha, Charles I
Arquiduque da Áustria
(nasceu em 1500, em Ghent, Flandres, Bélgica; morreu em 1558, em San Jerónimo
de Yuste, Espanha)

IMPERADOR LUTOU PELA UNIDADE POLÍTICA DA EUROPA CATÓLICA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida humana
depois da Idade Média, pelo conhecimento que prepara a nova civilização
industrial moderna.

Por Ângelo Torres

CARLOS V herdou do rei Philippe, filho do Imperador Maximilien I e de Marie de
Borgonha os Estados de Hapsbourg, o Franche-Comté e os Países Baixos. Da parte
de sua mãe Joana, filha de Fernando e Isabel de Castela, ele governou a
Espanha, Nápoles, a Sardenha bem como as colônias espanholas da América.
Em 1529, quando da morte de seu avô Maximilien, ele foi eleito Imperador. Não
houve um governo de território tão extenso na Europa desde Carlos Magno.
Charles V mostrou grande habilidade tanto na política quanto general na guerra
como general.
Carlos V era prudente em seus planos, resoluto na ação e excelente no
julgamento das pessoas. Seu governo foi feito no meio de guerras na maior parte
conduzidas por ele mesmo, em pessoa. A defesa da Europa do ocidente contra os
turcos, que então eram muito bem armados tanto no mar como em terra, foi uma
tarefa que conseguiu realizar.
As tropas espanholas eram então as melhores e nenhuma região contribuía tanto
com impostos como os Países Baixos. Mas a potência militar de Carlos V não
era tão forte como se poderia supor pelo tamanho de seus domínios. A França
também era belicosa e rica, sua massa compacta, sua posição central, sua
organização monárquica com comando único, faziam com que ela fosse capaz de
manter o equilíbrio na Europa. Esse princípio então foi reconhecido pela
primeira vez como a única garantia eficaz para manter as liberdades dentro da
Europa.
Embora Carlos V fosse sem dúvida um católico sincero e até mesmo beato, ele
estava resolvido a subordinar a Igreja Católica ao Estado. Ele fez guerra ao
papa Clemente VII, que foi capturado em Roma e mantido prisioneiro durante sete
meses, ao mesmo tempo em que queimava vivos os protestantes na Espanha e nos
Países-Baixos.
Carlos V foi hostil ao movimento luterano do protestantismo, ao mesmo tempo por
ser ele subversivo e porque tendia a tornar os príncipes e cidades mais
independentes, como no feudalismo. A unidade de religião parecia ser, para
Carlos V, indispensável, mas a questão da doutrina religiosa a seu ver era de
mínima importância.
Em conseqüência, ele provocou a reunião do Concílio de Trento, de 1545 a
1563, na esperança de que um acordo pudesse aproximar o papa e os luteranos.
Quando os protestantes se recusaram a participar do Concílio, e, sob o nome de
Liga de Smalkalde, se mantiveram na defensiva, Carlos V os atacou e venceu na
batalha de Mühlberg em 1547.
Mas essa afirmação da autoridade do Imperador alarmou até mesmo os príncipes
católicos e eles se uniram a Mauricio de Saxe para forçar Carlos V a aceitar o
tratado de Passau e a "paz religiosa" de Augsbourgo em 1555. Esse acordo deu
a cada príncipe o direito de determinar a religião dentro de seus próprios
Estados.
Desencorajado por esse golpe feito à sua política e por sua derrota na batalha
de Metz, Caslos V renunciou ao governo do Império e aos Estados hereditários
de Hapsburgo, que ele cedeu a seu irmão Fernando. Deixou o resto de seus
domínios para seu filho Philippe II em 1556.
Carlos V se retirou depois para o mosteiro de Saint-Just na Espanha, onde morreu
em 1558. Seus esforços para estabelecer na Espanha e nos Países-Baixos um
governo fortemente centralizado foram mais felizes.
Carlos V teve uma grande importância na política de seu tempo.

AMANHÃ: Seu governo deu grande progresso à França e industrializou o país:
Henrique IV.


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#2782 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Dom, 8 de Nov de 2009 3:14 pm
Assunto: Laicidade em discussão na Europa
gustavobiscaia
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Vejam a nota:

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/mundo/conteudo.phtml?id=941915&ch=

Laicismo avança na Europa e restringe uso de símbolos cristãos
         Proibição de crucifixos em escolas da Itália coloca em debate a
presença de ícones religiosos em espaços públicos


         Publicado em 08/11/2009 | Kamila Mendes Martins

Laicidade dos Estados volta ao debate. Nesta semana,
quem sofreu com uma decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos foi
justamente a Itália, país cujos cristãos representam 80% da população.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o tribunal determinou que
as escolas públicas italianas deverão tirar os crucifixos de todas as
salas de aula para que alunos de outras religiões não se sintam
intimidados.
A decisão é resultado de uma ação movida pela finlandesa Soile
Lautsi, que recorreu ao tribunal após a escola em que seus filhos
estudavam na Itália, em 2002, ter se recusado a tirar os símbolos da
classe. A corte determinou, ainda, que Soile receba uma indenização de
5 mil euros (quase R$ 13 mil) por danos morais. Na sexta-feira a Itália
confirmou que irá recorrer da decisão.
No Brasil, o tema também criou polêmica em agosto por causa de um
pedido da Procura­­doria da República em ação civil para a retirada dos
símbolos dos prédios da União em todo o estado de São Paulo. A juíza
responsável por julgar a ação indeferiu o pedido alegando que, apesar
de o Estado ser laico, ele não é antirreligioso ou anticlerical.
Entre os estudiosos, não há consenso sobre o tema. O sociólogo da
Universidade Federal do Paraná (UFPR) Gustavo Lacerda afirma que a
laicidade do Estado requer a não ostentação em espaços públicos de
símbolos religiosos. "Sou completamente favorável a essa decisão.
Trata-se de criar um espaço plural para discussões públicas. É permitir
que quem não está no símbolo religioso não se sinta oprimido ou
reprimido", diz.
Contudo, para o filósofo e professor Carlos Ramalhete, a presença do
crucifixo em sala de aula não é uma afronta a outras religiões. "Que
pessoas sem fibra moral, que pessoas tão fáceis de intimidar seriam
essas cujas crenças seriam abaladas pela simples visão de um crucifixo
mudo?", questiona ele. "Não tolerar os crucifixos é uma violência muito
maior que manter estes vestígios da cultura ocidental."
* * * * *


Gustavo.

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/


      
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2781 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Dom, 8 de Nov de 2009 12:50 pm
Assunto: 08 DE NOVEMBRO: Isabel de Castela rainha. Forneceu a Colombo os meios para a descoberta de América.
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08 DE NOVEMBRO: Isabel de Castela rainha. Forneceu a Colombo os meios para a
descoberta de América.

08 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
grande tipo humano homenageado na semana de LUIS XI, de 05 até 11 de novembro
é:

ISABEL DE CASTELA
Isabel La Católica, Isabel I rainha de Castela e Aragão, Isabella I the
Catholic
(nasceu em 1451, em Castela, na Espanha; morreu em 1504, em Medina del Campo,
Espanha)

RAINHA DE CASTELA E ARAGÃO FEZ A UNIFICAÇÃO DA ESPANHA

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da Política estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de
Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e
1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os
antigos poderes regionais dos barões do feudalismo.É a necessária unidade de
comando no governo de um país. Com o enfraquecimento do cristianismo os reis
tiraram do papa e dos padres muitas das funções religiosas. O rei Luis XI da
França é o chefe da semana e a encerra.

Por Ângelo Torres

ISABEL DE CASTELA, rainha de Castela e de Leão, casou-se com Fernando II de
Aragão, em Castela com o nome de Fernando V de Castela. Após a conquista de
Granada e de Navarra, esse casamento equivaleu, virtualmente, à unificação da
Espanha. O país tornou-se, por um só golpe, uma potência preponderante na
Europa.
Embora Fernando tivesse o título de rei de Castela durante a vida de sua mulher
e que todos os atos fossem feitos ao nome "dos soberanos", o poder supremo,
em conteúdo como na forma, estava reservado a Isabel, que, até sua morte,
tinha o mando no governo conforme sua vontade particular e independente.
Isabel possuía uma grande habilidade política, uma energia masculina, uma
coragem heróica, uma firmeza inflexível, uma atividade incessante.  Todas
essas qualidades estavam ao serviço de sentimentos muito nobres.
Deve-se ver com admiração o patriotismo esclarecido em muitos dos políticos
dessa época. Em referência a Isabel, não pode ela ser acusada, como outros
políticos, de ter jamais sacrificado a moral, tal como compreendida pelos
melhores governantes. Os amplos princípios de justiça, os sentimentos de boa
vontade, a piedade, a generosidade lhe foram sempre presentes. Isabel reuniu a
um grau extraordinário a ternura da mulher com a energia do homem.
Isabel tinha 18 anos quando ela se casou, ela se tornando a rainha depois da
morte de seu irmão, 5 anos depois, em 1474. O reino de Castela então estava
desde longo tempo em anarquia. O projeto de governo para Isabel, como para todos
os grandes príncipes dos séculos 14 e 15, era de reduzir o poder dos nobres
medievais, fortificando a autoridade do rei, para inspirar a justiça, o rigor e
a uniformidade da justiça, a alargar o território da nação até seus limites
naturais e a resistir à interferência do papa na política.
Quando Granada, o último dos reinos mouros na península da Espanha, foi
conquistado, uma política ativa pôs fim à pilhagem, as leis foram
codificadas, os castelos desarmados. Isabel colocou sua mão pessoalmente na
execução de todas essas medidas. Ela fez todas as expedições montada a
cavalo, mesmo quando esteve grávida. Na guerra contra os mouros, ela se
colocava por vezes com uma armadura à frente de suas tropas.
Será sempre um dos seus títulos de glória o fato de ter fornecido a Colombo
os meios para cumprir sua grande missão de descoberta do novo mundo na
América. E foi no tempo em que ninguém desejava escutar o descobridor. E o rei
Fernando, marido de Isabel, foi um dos homens de Estado dos mais capazes de seu
tempo, pela inteligência, pronto para a ação, um bravo soldado.
O único crime de seu reinado foi o tratamento que foi dado aos judeus, aos
maometanos, aos heréticos. Mas a grande culpa vai para os seus diretores
religiosos.
Assim foi a grande rainha da Espanha, um modelo de mulher na política, na
modernidade.


AMANHÃ:Guerreou e prendeu o papa Clemente VII por sete meses: o católico
Carlos V.

AMANHÃ: O papa SIXTO V. Nos anos bissextos.


© 2008 Ângelo Torres,
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#2780 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Sáb, 7 de Nov de 2009 3:58 pm
Assunto: 07 DE NOVEMBRO: Philippe de Comines. O governo feliz e bom para o povo com justiça, boa fé e moderação.
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07 DE NOVEMBRO: Philippe de Comines. O governo feliz e bom para o povo com
justiça, boa fé e moderação.

07 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
grande tipo humano homenageado na semana de LUIS XI, de 05 até 11 de novembro
é:

PHILIPPPE DE COMINES
Philip de Commines, Commynes, Senhor d´Argenton
(nasceu em 1447, em Commynes, Flandres, Bélgica; morreu em 1511, em Argenton,
França)

NOBRE ESTADISTA E HISTORIADOR FRANCÊS

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida humana
depois da Idade Média, pelo conhecimento que prepara a nova civilização
industrial moderna.

Por Ângelo Torres

COMINES nasceu em 1447, numa família nobre do distrito de Ypres, em Flandres
ocidental e, portanto, sujeito ao governo de Charles o Temerário, duque da
Borgonha.
Comines entrou para o serviço de Charles com a idade de 19 anos. Em 1472 ele
deixou o serviço do duque de Borgonha para trabalhar com o rei Luís XI, rei da
França. Tornou-se então, para o soberano, um homem capaz e digno de
confiança, sendo bem recompensado. Comines, por seu lado, não poderia ter nem
afeição nem respeito pelo duque Charles, um nobre feudal impetuoso, ávido de
glória.
Comines tornou-se logo e por toda a vida, o mais fiel agente do rei Luís XI,
que o empregava em missões diplomáticas. Com a morte do rei, ficou na
oposição com a regência do reino e ficou preso numa jaula de ferro e
condenado a pagar a multa de um quarto de sua fortuna.
Alguns anos depois, ainda recorrendo à sua grande habilidade e a sua
experiência, acompanhou o rei Charles VIII da França em conflito na Itália e
combateu a seu lado na jornada de Fornoue em 1493.
Em 1498 ele afastou-se da corte real, indo depois para Argenton, onde ele morreu
em 1511.
Depois de seu retorno da Itália ele escreveu suas famosas MEMÓRIAS, Mémoires
sur les règnes de Louis XI et de Charles VIII, publicadas em 1523. Elas
constituem o monumento mais precioso que temos para o conhecimento dos reinados
de Luís XI e de Charles VIII.
Esse texto encontra-se em muitas edições e traduzido para várias línguas,
sendo uma obra do mais alto padrão histórico e literário. É um livro que
deverá ser lido hoje e sempre. Seu estilo literário é apreciado, mas seu
maior valor é ser uma obra política de um homem prático, um estadista. Ele
estava ao corrente dos acontecimentos de seu tempo, conhecendo bem os homens que
neles tomavam parte e tudo julgando com reflexão e sem paixão.
Para os leitores modernos, o tom dessa obra pode parecer cheio de cinismo.
Deve-se lembrar que Comines era um     de seu tempo e esse tempo era o de
Luís XI, de Fernando de Aragão, de Henrique VII e de Maquiavel. Uma era em que
o completo divórcio entre a moral e a política tornava a hipocrisia inútil.
No texto de Comines nada de sentimental nem de entusiasmo é encontrado. A
prudência e a firmeza são, para ele, sinônimos de virtude. A paixão, a
fraqueza e a loucura não lhe inspiram nem piedade nem desgosto. Ele aprova a
justiça, a boa fé e a moderação já que elas conduzem a um governo feliz e
bom para o povo.
O interesse de Estado torna legítimos os meios postos em uso, qualquer que
sejam. Ele crê que Deus recompensa e pune, mas a religião não é para ele um
princípio de ação política. Seus motivos, como seus projetos, são
estritamente humanos.
O julgamento do caráter e das ações do rei Luís XI da França é feito nas
MEMÓRIAS com uma perfeita imparcialidade e muito discernimento. Ele é o rei
que se aproxima de seu ideal do príncipe sábio e bom chefe de Estado, mais do
que qualquer outro político. Comines tem por ele um grande respeito e
admiração.
O fato de ter sido ele o único que manifestou esse sentimento para com o grande
rei, nos faz pensar que essa é a medida da própria superioridade de Comines.

AMANHÃ: Forneceu a Colombo os meios para a descoberta de América: rainha
Isabel de Castela.


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#2779 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Sex, 6 de Nov de 2009 1:06 pm
Assunto: 06 DE NOVEMBRO: Cosme de Médicis. Empresário aplicou seus lucros nas obras para o povo e para os pobres.
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06 DE NOVEMBRO: Cosme de Médicis. Empresário aplicou seus lucros nas obras
para o povo e para os pobres.

06 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
grande tipo humano homenageado na semana de LUIS XI, de 05 até 11 de novembro
é:

COSME DE MÉDICIS
Cosimo di Giovanni dei Medici, Cosimo il Vecchio, Cosimo Pater Patriae
Cosme de Medici o Velho, Cosme Pai da Pátria
(nasceu em 1389, em Florença; morreu em 1464, em Florença, Itália)

GRANDE EMPRESÁRIO FLORENTINO HÁBIL POLÍTICO

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da Política estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de
Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e
1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os
antigos poderes regionais dos barões do feudalismo.É a necessária unidade de
comando no governo de um país. Com o enfraquecimento do cristianismo os reis
tiraram do papa e dos padres muitas das funções religiosas. O rei Luis XI da
França é o chefe da semana e a encerra.
Por Ângelo Torres

COSME DE MÉDICI nasceu em Florença, em 1389 como um menino pobre. Seu pai
havia fundado um pequeno banco em Florença, que só mais tarde se tornou o
famoso Banco Médici.
O pai de Cosme, Giovanni di Bicci dei Medici, decidiu correr um grande risco,
dando um empréstimo a um antigo pirata. Foi para Baldassare Cossa, o ex-pirata
que havia decidido mudar de vida e tornar-se padre católico.
Baldassare subiu na hierarquia da Igreja Católica e se tornou o Antipapa João
XXIII. O papa colocou os Médici encarregados de cuidar da conta papal e de
administrar as finanças da Igreja. Desse modo a família Médici se tornou a
mais rica família da Europa.
Cosme, com a morte do pai, herdou tanto a sua fortuna como a vocação de seu
pai para os negócios. Em 1433 Cosme foi exilado de Florença por Rinando degli
Albizzi. Mas a opinião pública logo mudou, e ele voltou no ano seguinte,
influenciando o governo de Florença e liderando o país com o seu exemplo pelo
resto de sua longa vida de 75 anos. O tempo que passou afastado de Florença,
ensinou a Cosme a necessidade de acabar com as divisões políticas que
resultaram no seu exílio. Para consegui-lo, com a ajuda das autoridades,
promoveu as necessárias alterações da lei.
A cidade de Florença se destacava então por suas produções artísticas e
pela cultura geral de seus habitantes. Destacava-se também pelo espírito de
bem público de seus moradores, de seu amor pelas instituições livres e de
seus esforços para apoiar as outras cidades.
Os grandes lucros que Cosme de Médici obtinha no Banco e no comércio eram
largamente aplicados a obras para o povo e a ajudar os cidadãos mais pobres.
Cosme foi, por grande parte de sua vida, o verdadeiro chefe político de
Florença.
A constituição política da cidade era ao mais alto ponto democrática, mas
isso não impedia que Cosme ou seus amigos de estarem sempre no governo. A
prudência era sua qualidade dominante. Ele o provou em sua bem sucedida
administração, na sua moderação e ao evitar a ostentação de riqueza. Ficou
famoso como protetor e financiador da literatura e da arte.
Cosme de Médici mostrou um elevado caráter e destacado exemplo de grande
empresário moderno. Mostrou por sua ação que a atividade industrial pacífica
pode se conciliar com o mais completo devotamento social e mesmo com uma
habilidosa ação no governo político da pátria.
Por essa razão, seus concidadãos lhe deram o título de "Pater Patriae",
Pai da Pátria, que ficou inscrito em sua sepultura.

AMANHÃ: O governo feliz e bom para o povo com justiça, boa fé e moderação:
Philippe de Comines.


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#2778 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Qui, 5 de Nov de 2009 11:33 pm
Assunto: 05 DE NOVEMBRO: Maria de Molina. Vida apaixonante, foi rainha por três vezes, no Calendário Histórico.
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05 DE NOVEMBRO: Maria de Molina. Vida apaixonante, foi rainha por três vezes,
no Calendário Histórico.

05 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
POLÍTICA MODERNA, o MÊS DE FREDERICO, de 05 de NOVEMBRO a 02 de DEZEMBRO, o
grande tipo humano homenageado na semana de LUIS XI, de 05 até 11 de novembro
é:

MARIA DE MOLINA
Doña Maria de Molina, Rainha de Castela.
(morreu em 1321)

RAINHA DE CASTELA CORAJOSA E PRUDENTE REINOU TRÊS VEZES

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da Política estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de
Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e
1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os
antigos dispersos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a necessária
unidade de comando no governo de um país. Com o enfraquecimento do cristianismo
os reis tiraram do papa e dos padres muitas das funções religiosas. O rei Luis
XI da França é o chefe da semana e a encerra.
Por Ângelo Torres


MARIA DE MOLINA, rainha de Castela, na Espanha, era filha de Alfonso de Molina e
se casa em 1281 com o filho de Alfonso X de Castela, que mais tarde, em 1284,
seria o rei de Castela, com o nome de Sancho IV. Alfonso X (1226-1284) era
chamado de Alfonso o sábio.
Doña Maria de Molina é uma figura histórica de relevante importância, sendo
meia-irmã do rei Alfonso X. Seu casamento com Sancho IV, filho de Alfonso X,
não teve a aceitação do rei nem a autorização do papa, por ser uma união
entre parentes próximos, consangüíneos. Ela era a tia, e ele o sobrinho.
O casamento de Maria de Molina foi um matrimônio por amor, o que era usual
entre os nobres e entre os reis. Os casamentos eram por eles considerados uma
maneira de formar alianças políticas e militares, a fim de aumentar e manter
suas terras e suas riquezas.
Maria de Molina logo procurou refazer a amizade entre seu esposo e seu pai, o
rei Alfonso X, uma relação desfeita muito antes do casamento e que piorou
depois do seu casamento com a tia, por amor. Ela não teve sucesso em reatar pai
e filho, mesmo com muito esforço.
Com a morte de Alfonso X, seu filho Sancho IV foi posto como rei de Castela. Os
conselhos de Maria de Molina foram então de grande importância. Ela procura
por todos os meios a seu alcance acabar com as diferenças e lutas pela
conquista do poder que havia na corte de Castela. Os filhos bastardos de Alfonso
X, chamados "de la Cerda", como Alfonso de la Cerda, não deixavam de criar
mil e uma intrigas para acabar com o reinado de Sancho IV.
Sancho IV morre em 1295, o que obriga a Rainha a ficar com o governo como
Regente enquanto seu filho Fernando IV fosse de menor idade. Fernando IV tinha
então 9 anos de idade.
A situação política no reino de Castela era muito perigosa. Havia lutas
permanentes do rei com os nobres de Castela para desmembrar e tomar o poder no
Reino. Além disso, as relações entre os países como com Aragão, Portugal e
França eram difíceis, já que eles procuravam se aproveitar da situação de
instabilidade que o reino de Castela atravessava.
Durante o seu governo como regente, com habilidade, Maria de Molina deu poderes
aos Conselhos do Reino para enfraquecer o poder dos nobres. No meio das maiores
dificuldades, ela se conduziu com uma grande prudência e enérgica coragem,
apesar de todas as ameaças. Em 1302, Fernando IV alcança a maioridade e toma
as tarefas de governo.
Em 1312 o rei Fernando IV morreu e sua esposa também morre um ano mais tarde,
obrigando Maria de Molina retornar ao governo. Ela voltou a ser a Rainha Regente
representando seu neto Alfonso XI. Nessa nova Regência os sérios problemas
políticos permaneceram como ocorria no período anterior. Maria de Molina
continuou a mostrar suas elevadas qualidades políticas até sua morte em 1321.
A Rainha Maria de Molina, com seu talento pacificador, com uma distinta e clara
inteligência e habilidade indica como deve governar um político na
modernidade.
Maria de Molina é uma figura histórica sem precedentes. Teve uma vida
apaixonante, para um destino muito singular: ser governo por três vezes, ao ser
Rainha por três vezes.

AMANHÃ: Grande empresário moderno com devotamento ao trabalhador e habilidade
política: Cosme de Médicis.

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#2777 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Qui, 5 de Nov de 2009 7:03 pm
Assunto: 05 DE NOVEMBRO. Política Moderna e o que ela é. E sua glorificação.
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05 DE NOVEMBRO  Frederico II da Prússia e a Política Moderna.

05 DE NOVEMBRO. Mês da Política Moderna, mês de Frederico II.
Neste dia, no calendário humanista secular histórico de Auguste Comte,
a homenagem é para a Política Moderna, comemorado com o 12º Mês, de 05 de
novembro a 02 de dezembro

POLÍTICA MODERNA

SITUAÇÃO POLÍTICA NA MODERNIDADE DESDE OS ANOS 1200 ATÉ 1800

Maiores pensadores da vida social e historiadores na modernidade, após o fim da
cultura
feudal e cristã, ao iniciar uma nova civilização industrial e científica.

Por Ângelo Torres

O período moderno mostrado no calendário vai do fim da Idade Média nos anos
1200, século 13, até a Revolução Francesa nos anos 1700, século 18. É uma
época de profundas e importantes modificações na civilização da Europa do
Ocidente, a mais adiantada da sociedade humana, que a globalização hoje vai
levando com o progresso e a riqueza a todos os países do planeta.
Nos anos compreendidos nessa fase histórica, teve fim o sistema de governo do
feudalismo e da religião medieval. Verificam-se então, na história, dois
movimentos, que ocorrem ao mesmo tempo. Um movimento é de destruição, de
revolta.
O outro movimento procura construir uma nova civilização para substituir tanto
o sistema político dos feudos e o sistema de conhecimento no ensino e na
liderança da sociedade por meio da formação da opinião, antes feito pela
religião.
O movimento de destruição começa com a continuação e desenvolvimento dos
conflitos que haviam começado durante a Idade Média entre os diversos
componentes do sistema católico-feudal. Componentes como o sacerdócio de um
lado, o governo político de outro.
O poder temporal, político acabou vencendo o poder religioso como já era
visível no fim dos anos 1200. A vitória completa do governo material em todos
os países da Europa estava completa no fim dos anos 1300.
Os papas foram degradados pela sua remoção feita de Roma para Avignon na
França, de 1378 a 1376. E ainda mais enfraquecidos pelo grande cisma de 1378 a
1417. Os papas perderam, então, a notável presidência internacional que
possuíam na Europa do Ocidente. Passaram então a administrar as terras dos
seus Estados Papais na Itália.
A majestosa unidade da Igreja Católica foi virtualmente rompida pela formação
das várias igrejas católicas em cada nação, subordinadas ao governo local.
Os padres logo sentiram que a direção religiosa imposta pelo papa de Roma
passou a ser feita por uma opressão forte e contínua de seu rei.
A Igreja Católica, dessa forma atingida em sua exemplar organização, não foi
mais por muito tempo capaz de enfrentar o ataque dos livres-pensadores. Esse
ataque se fez, primeiro, pelo protestantismo.
O protestantismo tornou-se a religião da nação nas populações que não
haviam sido incorporadas diretamente pelo antigo império romano, como os
ingleses, holandeses, escandinavos e alemães do norte.
O catolicismo continuou oficialmente estabelecido nos outros países, como na
Alemanha do sul, Polônia, Hungria e também em toda Europa que fala as línguas
latinas. No entanto, mesmo nesses países o espírito negativo destruidor
continua a se difundir e a atacar cada uma das instituições e cada doutrina do
catolicismo. Os primeiros reformadores pensaram em tomar apoio na Bíblia, mas
essa solução é mais insustentável do que as lições dos sábios sacerdotes
do catolicismo.
O poder político material, com sua expansão, ficou vitorioso e pela primeira
vez, depois da queda do Império Romano, o Estado dominou todas as outras
forças. O poder militar que dominava a Idade Média tornou-se uma tropa
assalariada pelo governo temporal.
A passagem da civilização militar para a civilização industrial começou
durante a Idade Média, que transformou os escravos antigos em servos dos
barões e fez dos servos da Idade Média os trabalhadores livres da modernidade.
Essa foi a maior das revoluções políticas já feita.
O movimento revolucionário de destruição fez a sociedade avançar até a
anarquia pura, até chegar à Revolução Francesa de 1789. Após a revolução,
o progresso das ciências e da técnica levou os intelectuais a aperfeiçoar os
métodos de governo e até a criar as novas ciências sociais.
O governo político passou então a manter a ordem e a liberdade para o
pensamento criador desenvolver uma política científica para a ordem, pela paz,
e para o progresso, pela liberdade.
Para compreender o problema sociológico e político de nossos dias é
obrigatório que o pesquisador conheça bem a história do final da Idade Média
e as profundas mudanças que houve na sociedade européia, a mais adiantada
civilização do mundo, na época. Fica bem claro que um estudioso que seja
religioso, católico ou não, dificilmente poderá entender o problema político
da modernidade nem conseguirá descobrir as leis científicas que possam
governar o progresso da sociedade, por falta de imparcialidade. Só um
pesquisador leigo, secular, poderá fazê-lo.
O mês dedicado à comemoração da política moderna coloca o elevado exemplo
do Imperador Frederico II da Prússia como representante esclarecido do governo
moderno, com a indispensável unidade de comando, mas defensor da plena
liberdade de consciência e da cultura em todos os seus aspectos.
Frederico II é o modelo de governo do soberano leigo, secular, que ofereceu
disciplina, justiça e plena liberdade, na manutenção da ordem material dentro
da desordem das opiniões na modernidade.



FREDERICO II.
Frederico II da Prússia, Frederico o Grande, Frederick The Great, Friedrich Der
Grosse.
(nasceu em 1712, em Berlim; morreu em 1786, em Potsdam, Alemanha)

IMPERADOR UNIU A ALEMANHA COM LIBERDADE E CULTURA SECULAR ILUMINISTA.

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia
as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa
ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e
seus princípios gerais
Nesta semana da Política estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de
Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e
1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os
antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. Com o enfraquecimento do
cristianismo os reis tiraram do papa muitas das funções religiosas. O rei Luis
XI da França é o chefe da semana e a encerra.


FREDERICO II nasceu em Berlim em 1712, filho do rei Frederico Guilherme e neto
de Frederico I. Como príncipe herdeiro, ele foi educado para ser um general na
guerra e um cuidadoso administrador na paz. Mas ele mostrava preferência para a
vida na sociedade, para a música e para a cultura francesa. Frederico
dedicou-se logo com entusiasmo às atividades da administração e aos
exercícios e técnicas de guerra. Ele casou-se em 1733. Nos tempos
disponíveis, estudou filosofia, história e poesia. Correspondeu-se com os
pensadores franceses, em especial com Voltaire. Escreveu o livro Antimachiavell,
em oposição às doutrinas políticas do político e filósofo Machiavelli,
onde Frederico defende o governo de paz e de cultura científica e artística.
Tornando-se imperador da Prússia aos 28 anos, em 1740, formou seu plano de
governo com a manutenção da disciplina e os meios empregados por seu pai, mas
com o ideal de aumentar o bem estar do seu país e deixar seus súditos
contentes e felizes. Sua política não seria de enriquecer com o trabalho do
povo, mas de fazer o país e seu povo mais rico. Frederico introduziu reformas
importantes, como a abolição da tortura dos tribunais, chamada de tortura
judiciária, então de uso geral na Europa. Fez proclamar a tolerância
religiosa, dizendo: "que cada um seja livre de ir para o céu do modo como
desejar". A liberdade de imprensa foi amplamente praticada. No entusiasmo de
Frederico pelo conhecimento e pela cultura ele convidou para sua corte Voltaire
e outros pensadores importantes.
Ele afirmava que "um homem que procura pela verdade e que a ama deve ser
considerado de muito valor em toda sociedade humana". A ação de Frederico
era muito original e voltou para ele a atenção de toda a Europa. Se ele não
tivesse entrado em suas guerras, seria difícil imaginar a que ponto ele teria
se aproximado de um governo ideal, tanto que ele foi altamente dotado de
inteligência e de capacidade de ação.
Frederico foi um guerreiro, mas ninguém detestava mais a guerra do que ele. Ele
sempre desejava a paz. Em 46 anos de seu reinado, ele passou 36 anos em tempo de
paz. Na paz, ele esteve sempre, sem parar, ocupado em administrar seu reino
seguindo as normas mais esclarecidas, as mais econômicas e mais lucrativas.
Fiscalizava nos detalhes todos os ramos do serviço público, sabia o que cada
um fazia em seu trabalho. A minúcia com que ele controlava tudo é quase
inacreditável. Frederico levava suas próprias despesas ao mínimo. Ele não
passava a maior parte do tempo no palácio, mas sim em sua casa de campo de
Sans-Souci. Chegando à velhice, continuou a cumprir seus deveres de governo com
uma paciência estôica até à morte.
Mas por que não se pode dizer que seu governo foi republicano? Sim, foi
republicano, para o bem do público, bem do povo. Foi um imperador absoluto
democrático, um governo para o bem do povo.
Frederico governou sem parlamento, não foi eleito, mas foi, na prática, o
dirigente que colocou todas as suas forças para o bem comum, de todos. O
governo unitário de um presidente ou um rei sem parlamento é, hoje, chamado de
despótico, absoluto, autocrático. O que falsamente resultaria num governo
autoritário sem liberdade.
Sempre se soube que o parlamento é um sistema que impede o governo de governar,
que impede a governabilidade. É uma grande fonte de corrupção, que sempre mal
visto pelo povo. Não há prova de que os parlamentares sejam indispensáveis
para que possa haver uma verdadeira república democrática. Frederico mostra o
espetáculo de um grande homem, culto, habilidoso, trabalhando como um escravo
para o bem de seus cidadãos, para o bem do povo trabalhador.
A avaliação da vida de Frederico conduz a se ver nele um gênio prático que
em capacidade política se aproxima de Júlio César e de Carlos Magno; um
governo que fornece o melhor modelo de homem de Estado moderno, realizando o
ideal de Hobbes, que foi a regra de manter a autoridade com ampla liberdade.
Autoridade e disciplina mantidas na administração material, mas
desregulamentação com a liberdade de consciência, de opinião, de ensino, de
religião. A invasão do governo político coercitivo na esfera da opinião, da
consciência, da propaganda, é a principal característica do totalitarismo.
Frederico conheceu bem a noção mais importante na política moderna, a
diferença entre o que é o governo dos atos, o poder temporal, e o que é o
governo das opiniões, da consciência, que é o poder espiritual. E ele se
manteve na sua própria esfera, somente na do governo dos atos, da atividade,
apenas da administração material em meio da pluralidade de opiniões.
Não acreditando em deuses, nem na vida futura, é um exemplo brilhante e
precioso do que os motivos puramente humanos, humanistas, podem produzir. Quando
não são confundidos nem desnorteados pela direção rival de um objeto
imaginário de amor e de adoração.

© 2009 Ângelo Torres,
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#2776 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qua, 4 de Nov de 2009 2:50 pm
Assunto: Enc: Carta da Associação República e Laicidade
gustavobiscaia
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Repassando.

Gustavo.

"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde/

--- Em qua, 4/11/09, republaicidade@... <republaicidade@...>
escreveu:

De: republaicidade@... <republaicidade@...>
Assunto: Carta da Associação República e Laicidade
Para: "República Laicidade" <republaicidade@...>
Data: Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009, 9:40

Caros senhores,
segue em anexo a carta hoje enviada à senhora
Ministra da Educação.

  Com os meus melhores cumprimentos,
  Ricardo Alves

Associação República e Laicidade
http://www.laicidade.org/


     


      
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#2775 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Qua, 4 de Nov de 2009 1:06 pm
Assunto: 04 DE NOVEMBRO: David Hume. A teoria das causas, importante na história da filosofia moderna.
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04 DE NOVEMBRO: David Hume. A teoria das causas, importante na história da
filosofia moderna.

04 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES, de 08 de outubro a 04 de NOVEMBRO, o
grande tipo humano homenageado como chefe da semana de 29 de outubro a 04 de
novembro é:

HUME
David Hume
(nasceu em 1711, em Edimburgo, Escócia; morreu em 1776, em Edimburgo)

FILÓSOFO HISTORIADOR ESCOCÊS DO MODERNO CETICISMO E DO EMPIRISMO

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das
maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao
progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização
industrial moderna. Os pensadores na formação do conhecimento que antes era
sobre as divindades e passa ao saber firme comprovado sobre o próprio homem e
sobre o mundo e seus princípios gerais
Nesta semana estão os precursores seculares da Sociologia científica,
pesquisadores da natureza humana, da sociedade e da história
depois da Idade Média, com o fim do feudalismo e o fim do poder político do
papa e da religião medieval. pelo conhecimento demonstrável que prepara a nova
civilização científica e industrial moderna.

Por Ângelo Torres

HUME nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 1711. Sua família era de origem
nobre, mas pobre. Ele foi orientado para o estudo do direito, mas logo se
dedicou aos estudos históricos e filosóficos. Aos 23 anos, ele foi para a
França, vivendo na Champagne e em Anjou. Passou ali três anos na composição
de seu Tratado da natureza humana, publicado em 1739, quando voltou para a
Inglaterra. Ele contém os princípios de sua filosofia sob uma forma
sistemática. Os seus Ensaios, em estilo mais leve, foram publicados em
Edimburgo em diferentes intervalos, entre 1742 e 1752. O Tratado não teve
repercussão junto ao público; mas os Ensaios Filosóficos, depois de alguns
anos, deram lugar a uma polêmica cheia de irritação em que Hume se recusou de
tomar parte. Os Ensaios Filosóficos são recomendados para leitura até em
nossos dias.
Em 1752 ele completou seus Ensaios com suas Pesquisas sobre os princípios da
moral, que ele julgou ser sua melhor obra. Durante os nove anos que se seguiram,
ele se ocupou de sua História da Inglaterra. Em 1673 se tornou secretário da
embaixada em Paris, onde ficou por três anos com estreitas amizades com
Diderot, d´Holbach, Helvetius e outros enciclopedistas. Hume passou seus dois
últimos anos de vida na Escócia. Sua autobiografia escrita dois meses antes de
sua morte mostram sua calma, seu caráter educado e simpático, ao mesmo tempo
corajoso e resignado. Ele morreu em 1776 em Edimburgo.
David Hume deve ser considerado como um dos principais fundadores da filosofia
moderna, o saber que tem base na ciência positiva. René Descartes introduziu o
espírito positivo nas ciências naturais e mostrou que esse espírito era
aplicável à vida social. Mas nos fenômenos intelectuais e morais Descartes
empregou o método da metafísica, usando as entidades de explicação quase
divinas, como a "consciência".
Em relação aos fenômenos como atributos apresentados pelos corpos, Hume
explica que os materiais de nosso conhecimento são de duas formas: as
impressões vivas e as impressões fracas. Das impressões vivas feitas pelos
corpos nossa mente faz ecos fracos, ou repetições, memória, imagens. As
impressões fracas Hume chama de IDÉIAS, são as imagens das impressões feitas
antes.
Esse é o ponto mais importante da filosofia de Hume: a eliminação da noção
de CAUSA, por ser a causa apenas uma ficção mental. Por exemplo, a noite
sempre vem depois do dia. Mas o dia não é considerado como a causa da noite.
Aqui se trata de um ciclo e não de uma sucessão.
Quando se coloca um corpo opaco na linha dos raios do sol se produz uma sombra,
a sombra é uma sucessão. Nós dizemos que o corpo opaco é a CAUSA da sombra.
Essa definição de uma "causa" como PODER DE PRODUZIR é que Hume chama de
UMA FICÇÃO MENTAL ou um hábito ao qual não podemos nos furtar, que não
podemos deixar de fazer.
Dessa mesma maneira, Hume mostra que o efeito de crença faz com que uma idéia
fraca, isto é, uma imagem mental, recordada da impressão, seja tomada como
sendo igual a uma impressão viva, que é a verificação da realidade. É a
imagem, a recordação da impressão, acreditada como sendo a impressão direta,
feita pela realidade. É a imaginação colocada como se fosse prova da
realidade, como num sonho.
O método da filosofia antiga era a busca das CAUSAS. Na filosofia moderna a
pesquisa é feita para determinar as RELAÇÕES CONSTANTES no meio das
mudanças, as leis científicas, que existam entre os fenômenos, devidamente
verificadas. A filosofia das leis naturais, das relações, é chamada,
portanto, de filosofia RELATIVA, em comparação com a filosofia antiga, a
filosofia do saber ABSOLUTO, divino, eterno. De posse do método positivo de
pensar, Hume passa a outros importantes assuntos. Na sua Pesquisa relativa aos
princípios da moral ele aplica o método científico aos fenômenos que hoje
são estudados na Psicologia, os fenômenos mais complexos da classificação
das ciências.
Com uma clareza admirável e por uma demonstração direta, ele faz ver que a
virtude ou o mérito pessoal consiste na posse de qualidades mentais úteis ou
agradáveis para a própria pessoa ou aos outros. Não que a aprovação que os
homens dão a essas qualidades seja feita sobre um cálculo mesquinho, estudado,
de interesse pessoal, egoísta. A aprovação é instintiva e imediata,
ocorrendo mesmo onde esse interesse egoísta não esteja em jogo. Gradualmente e
na medida em que o estado social se estende da família para a tribo e da tribo
para uma grande comunidade política, as qualidades tendentes ao bem da
comunidade são melhor apreciadas. O instinto de boa vontade, de simpatia, o
altruísmo, é inato na natureza humana. É esse sentimento a principal fonte da
moralidade.
A capacidade enciclopédica do pensamento de Hume justifica sua fama como o
principal pensador da filosofia da modernidade. A teoria das causas de Hume é o
passo mais importante na história do progresso filosófico, depois do triunfo
dos Nominalistas sobre os Realistas na Idade Média. Estabelece o caráter
RELATIVO da filosofia, sem o desejo de obter o saber absoluto, divino.


AMANHÃ: Vida apaixonante, foi rainha por três vezes: Maria de Molina. É
também o início do MÊS DE FREDERICO, o MÊS DA POLÍTICA MODERNA.


© 2009 Ângelo Torres,
Rio de Janeiro, Brasil, South America - 
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#2774 De: Gustavo Biscaia de Lacerda <gustavobiscaia@...>
Data: Qua, 4 de Nov de 2009 10:14 am
Assunto: Folha Online: Corte Europeia condena Itália por manter crucifixos em escolas
gustavobiscaia
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u646870.shtml

03/11/2009
-
10h52

Corte Europeia condena Itália por manter crucifixos em escolas





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da Folha Online



A Corte Europeia de Direitos Humanos, com sede em Estrasburgo,
determinou nesta terça-feira que o governo italiano terá de pagar 5.000
euros de indenização por danos morais a Soile Lautsi, cidadã italiana
de origem finlandesa, que apresentou um recurso contra a exposição de
crucifixo em instituições de ensino.


Em 2002, Lautsi tinha pedido para o instituto público Vittorino da
Feltre, localizado na cidade de Abano Terme, na Província italiana de
Padova, e frequentado por seus filhos, de 11 e 13 anos, que retirasse
os objetos religiosos, mas a solicitação foi negada. Em sua decisão, a
Corte Europeia entendeu que a presença de símbolos de representação
religiosa em escolas constitui "uma violação [dos direitos] dos pais em
educar seus filhos segundo suas próprias convicções" e uma "violação da
liberdade de religião dos alunos".


"A presença do crucifixo --que era impossível não notar nas salas de
aula-- pode ser facilmente interpretadas pelos alunos de todas as
idades como um sinal religioso e eles poderiam sentir que estavam sendo
educados em um ambiente escolar com a marca de uma determinada
religião", diz o texto da decisão da Corte Europeia, a primeira do
gênero.


"O tribunal não foi capaz de compreender como a exibição, em salas
de aula nas escolas do Estado, de um símbolo que pode razoavelmente ser
associado com o catolicismo --religião majoritária na Itália-- poderia
servir ao pluralismo educacional que foi essencial para a preservação
de uma 'sociedade democrática' como foi concebido pela Convenção
[Europeia dos Direitos do Homem, de 1950], um pluralismo que foi
reconhecido pelo Tribunal Constitucional italiano", acrescenta a
decisão.


Segundo o jornal italiano "Corrieri della Sera", o juiz Nicolau
Lettieri, que defende a Itália no Tribunal de Estrasburgo, anunciou que
o governo do país vai recorrer da sentença.


Ao tomar conhecimento do caso, o Vaticano anunciou que não fará
comentários antes de obter informações sobre as motivações que levaram
a Corte a emitir esta sentença.


"Acredito que é preciso uma reflexão, antes de comentar", disse o
porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, em uma coletiva de
imprensa, na qual apresentava uma convenção sobre imigração.


O presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes,
monsenhor Antonio Maria Vegliò, também se posicionou da mesma forma.
"Prefiro não falar desta questão, porque são coisas que me dão muito
desconforto", declarou.


De acordo com o "Corrieri della Sera", a ministra da Educação,
Mariastella Gelmini e o líder do partido UDC (democrata cristão),
criticaram a decisão da corte.


"A presença do crucifixo nas salas de aula não significa adesão ao
catolicismo, mas é um símbolo de nossa tradição", disse a ministra.


Já Pier Ferdinando Casini, do UDC afirmou que a sentença é
"resultado da timidez dos governos europeus, que se recusaram a falar
das raízes cristãs na Constituição Europeia."


Mas o oposicionista Piergiorgio Bergonzi, responsável pela área de
educação dos comunistas italianos defendeu a medida: "É uma forte
advertência a reafirmar o valor da escola laica e do Estado".



Com Ansa e Reuters


"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

   (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)    
http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/
http://membres.lycos.fr/clotilde


      
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#2773 De: Ângelo Torres <bonangelo@...>
Data: Ter, 3 de Nov de 2009 10:41 am
Assunto: 03 DE NOVEMBRO: Hegel. O mundo governado pelo conhecimento ou "o espírito governa o mundo.
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03 DE NOVEMBRO: Hegel. O mundo governado pelo conhecimento ou "o espírito
governa o mundo.

03 DE NOVEMBRO Neste dia, no calendário histórico de Auguste Comte, no mês da
FILOSOFIA MODERNA, o MÊS DE DESCARTES, de 08 de outubro a 04 de NOVEMBRO, o
grande tipo humano homenageado na semana de HUME de 29 de outubro a 04 de
novembro é:

HEGEL
Georg Wilhelm Friedrich Hegel
(nasceu em 1770, em Stuttgart, Alemanha; morreu em 1831, em Berlin)

FILÓSOFO IDEALISTA ALEMÃO DA FILOSOFIA DA HISTÓRIA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida humana
depois da Idade Média, pelo conhecimento que prepara a nova civilização
industrial moderna.

Por Ângelo Torres

HEGEL nasceu em Stuttgart, na Alemanha, em 1770. Ele recebeu uma educação
clássica que completou em Tubingen, onde foi colega de estudos de Schelling. No
certificado que ele recebeu está declarado que ele era insuficiente, sobretudo
em filosofia.
Hegel então colocou todo seu entusiasmo no estudo da história antiga. Por
algum tempo, para pagar suas despesas, ele deu aulas particulares. Mais tarde
foi para Jena, onde ele publicou um ataque contra a astronomia de Isaac Newton.
Fez amizade com Goethe, que reconheceu sua força intelectual. Ele completou sua
primeira obra filosófica, a Phänomenologie des Geistes, A Fenomenologia do
Espírito, de 1807.
Em 1816 Hegel tornou-se professor de filosofia em Heildelberg e dois anos depois
foi para Berlim, onde formou uma escola com importantes discípulos. Hegel
morreu em Berlim, de cólera, em 1831.
O grande sistema de filosofia que Hegel criou é de difícil compreensão, por
sua linguagem incompreensível. Ele mesmo costumava dizer que só um único de
seus alunos compreendeu sua filosofia, e mesmo assim, ele ainda a entendeu de
forma errada.
Hegel apresenta na Fenomenologia um texto obscuro, de difícil entendimento.
Essa forma de apresentação ilegível, fechada ou hermética pode ser vista em
autores antigos e modernos tentando pensar de forma metafísica, isto é, de
modo fantasioso, empregando entidades abstratas, sem apoio na experimentação e
na verificação. Representa uma reação muito repetida contra o pensamento
científico positivo, para retornar às crenças hoje desacreditadas. É usada
uma linguagem rebuscada para voltar às idéias antigas, com uma aparência de
novidade.
Hegel criou uma explicação do progresso por meio de um método que chamou de
DIALÉTICA. Feita uma hipótese inicial, a tese, sempre se coloca contra ela a
antítese, que, então leva a uma solução mais alta e mais rica chamada de
síntese. Portanto, o progresso está dessa forma explicado pela luta, pela
oposição da antítese contra a tese, para chegar à solução, que seria a
síntese.
O método dialético, no entanto, não tem sua aplicação em nenhuma das
descobertas do saber humano, seja na teoria ou na aplicação prática. A idéia
de que o progresso resulta da luta, da guerra, levou à doutrina da revolução,
da LUTA DE CLASSES, que explicaria o desenvolvimento da sociedade humana
através dos milênios pelo conflito interminável entre os pobres e ricos.
No entanto, a sociologia moderna comprova que o progresso resulta, de fato, na
passagem do conhecimento de pai para filho, de uma geração para a geração
seguinte. O que é o mesmo que dizer que o progresso é feito pelo respeito e
pela veneração dos mais jovens para com os mais velhos e para com os que já
viveram. E a veneração é a forma mais alta do sentimento do altruísmo, que
é o sentimento natural que associa os indivíduos no seu grupo.
A conclusão é de que o motor do progresso não é a LUTA, a GUERRA, mas que o
motor da história, o gerador do progresso é o sentimento espontâneo de
associação, o altruísmo, encontrado entre os homens e até entre animais.
Hegel é tido como de leitura inacessível nos seus trabalhos da Lógica e da
Metafísica por causa do estranho vocabulário que ele emprega. No seu tratado
da Filosofia da história o estilo é esotérico, numa espécie de linguagem
secreta. O texto esotérico só pode ser entendido pelos leitores que forem
treinados para saber o significado das palavras. Mas Hegel na filosofia da
história mostra com firmeza a unidade da história e a filiação das
gerações sucessivas.
Ele declara que a razão é a substância e a energia infinita do universo, o
que só se pode entender como uma fantasia poética fora de lugar na filosofia.
Mas, depois, ele apresenta sua filosofia como um desenvolvimento da tese de
Anaxágoras de que
   "o espírito governa o mundo".
Hegel explica, então, que ele não se refere a um espírito sobrenatural
impenetrável de um deus, mas está falando das noções formatrizes, ou seja,
do conhecimento científico positivo.
Essa é uma forma diferente de dizer que AS IDÉIAS GOVERNAM O MUNDO. Ou seja,
que o conhecimento governa, conduz o governo do mundo dos humanos.
Para Hegel os grandes homens são os agentes das mudanças quando o tempo está
maduro, oportuno.


AMANHÃ: A teoria das causas, importante na história da filosofia moderna:
David Hume.


© 2009 Ângelo Torres,
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Phone. 55-21-9255-3145 bonangelo@... 
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