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historiacultural_go · o local da cultura na historia goiana

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#3996 De: "Marcelo Manzatti" <marcelo.manzatti@...>
Data: Qua, 6 de Out de 2010 5:48 pm
Assunto: Boletim Famaliá - setembro 2010
marcelomanzatti
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ilustração

Boletim 119 – setembro 2010

 

O Boletim Famaliá é uma iniciativa da Famaliá Produções LTDA. que objetiva divulgar as principais notícias relativas ao universo das culturas populares e dos povos e comunidades tradicionais ocorridas no mês anterior. As notícias são captadas através de uma grande rede de informantes e serão atualizadas frequentemente no sítio http://www.famalia.com.br. Informações poderão ser obtidas e colaborações poderão ser feitas através do endereço famalia@....

Marcelo Manzatti

 

 

ÍNDICE

 

NOTÍCIAS GERAIS

- Fundo Nacional da Cultura - R$ 300 milhões para 2010 e proteção de contingenciamento para 2011

- Procultura, o retorno

- Cultura ainda ocupa pouco espaço no debate eleitoral

- Desigualdade racial ausente da agenda dos candidatos

- PARA QUE O POVO BRASILEIRO SE PONHA DE PÉ

- Brasil deve atingir menor nível de desigualdade em 50 anos, diz FGV

- Brasil lidera ranking que mede progresso no combate à pobreza

- Pesquisa mostra que intolerância religiosa ainda está presente em escolas brasileiras

- Mais Cultura vem por aí

 

CULTURAS POPULARES

- O mel, as cabras, a farinha e a avó

- Carta do Recife – Pesca Artesanal 2010

- Seminário Patrimônio Cultural Imaterial: Márcia Sant’Anna – Diretrizes do MinC para o Patrimônio Cultural Imaterial

- Aos 25 anos, Emicida inaugura o rap brasileiro com autocrítica

- Lei Griô e Ação Griô nacional

- INSTALAÇÃO E POSSE DA COMISSÃO MUNICIPAL DE FOLCLORE DE URUAÇU - GO

 

CULTURAS INDÍGENAS

- Usina de Estreito e seus impactos socioambientais. Entrevista com Cirineu da Rocha

- INDÍGENAS NO INCÊNDIO DA FAVELA REAL PARQUE

- Relatório da ONU destaca violação de direitos indígenas no Brasil no caso da hidrelétrica de Belo Monte

- VII CONGRESSO NACIONAL DA PSICOLOGIA

- Mantida demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul

- Informe nº 931: Encontro sobre Povos Isolados constata que estes vivem em situação desesperadora

- Índios do Xingu recebem apoio da Embrapa

- A Igreja Indígena Brasileira

- Ação urgente em favor da comunidade Guarani Kaiowá Y'poí

- Lá vem o Amarelão!

- Rede de Saberes participa de Seminário de Direitos Humanos na UCDB

- Pesca ilegal ameaça tribos de índios isolados na Amazonas

- Comunidade indígena ganha escola municipal

- Lideranças indígenas debatem Território Etnoeducacional Yanomami e Ye´kuana

- Fundo Indígena celebra pela 1ª vez na Europa sua Assembleia Geral

- Lula, os índios e as pererecas

- As escolhas políticas do governo Lula e a causa indígena

 

CULTURA AFROBRASILEIRA

- Nova vitória quilombola no ES

- Mais pretos e pardos chegam à faculdade

- IBGE: diminui desigualdade racial no acesso à educação

- Festa de São Cosme e São Damião – Religiosidade e Civismo no Sertão de São João do Piauí

- Iphan conclui edição sobre terreiros fluminenses de Candomblé

- OUVIDORIA PERMANENTE EM DEFESA DA IGUALDADE RACIAL

- Desigualdade racial ausente da agenda dos candidatos

- DEPUTADO QUER REVOGAR LEIS DA UMBANDA, CANDOMBLÉ E ORIXÁS

- Polícia Federal cria canal para denúncia de racismo e pedofilia na web

- Secretaria estuda recomendar criação de cotas raciais por decreto

- Censo e religião: algumas interrogações

 

COMUNICAÇÃO

- PNBL deve impor responsabilidades e contrapartidas sociais às operadoras

- Sobreposição entre áreas protegidas e comunidades tradicionais gera conflito e aproxima Brasil e Angola

 

 

 

 

NOTÍCIAS GERAIS

 

Fundo Nacional da Cultura - R$ 300 milhões para 2010 e proteção de contingenciamento para 2011

2 de setembro de 2010

 

Na manhã desta quarta-feira, 22 de setembro, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, anunciou a conquista do orçamento de R$ 300 milhões para o Fundo Nacional da Cultura (FNC), para ser compartilhado entre oito Fundos Setoriais ainda em 2010. O anúncio foi feito durante evento de cerimônia de posse dos Comitês Técnicos de Incentivo à Cultura da Comissão do Fundo Nacional da Cultura, em Brasília.

“Para o artista e o produtor de cultura estabelecer uma relação com o seu público, ele tem que vender o seu produto de alguma maneira. Por isso, é tão importante para o setor pensar a sua dimensão econômica”, ressaltou Juca Ferreira. Ele também fez questão de repetir alguns números que mostram a exclusão da população brasileira no acesso à Cultura. “O Brasil não consegue levar nem 20% da população para o consumo das produções culturais.”

O secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, também presente ao evento, lembrou que o FNC foi, por um longo período, muito desvalorizado e pouco democratizado. “Até então, sempre foi priorizada uma política de renúncia fiscal. Presenciamos hoje na área da cultura brasileira uma dificuldade de fortalecer as pequenas instituições e as pequenas empresas. Vemos até instituições de excelência com problemas para se manter. Tudo isso é consequência de um modelo de fomento desorganizado”, destacou. “Com a criação dos Fundos Setoriais de Cultura teremos fontes complementares para financiar o desenvolvimento da cultura nacional”, prosseguiu.

O encontro também foi marcado pela primeira reunião desses comitês, que passaram parte da manhã e toda a tarde em discussão das propostas de diretrizes e ações para cada um dos oito Fundos Setoriais do Fundo Nacional da Cultura. São eles: Acesso e Diversidade, Ações Transversais, Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança e Teatro, Livro, Leitura, Literatura e Língua Portuguesa, Patrimônio e Memória, e Música.

Na próxima sexta-feira, 24 de setembro, as diretrizes e ações propostas por cada um dos comitês ainda serão homologadas, ou não, pela equipe do Comitê do Fundo Nacional da Cultura. Esta é a primeira vez que o MinC disponibiliza para a sociedade a possibilidade de discutir sobre o que fazer com os recursos do FNC.

Cada um dos comitês dos Fundos Setoriais é composto por 17 integrantes, sendo sete do Ministério da Cultura (MinC), sete da sociedade civil e mais três da sociedade civil - os chamados “de notório saber”. Entre os integrantes da comissão estão os escritores Affonso Romano Sant’Anna e Moacyr Scliar (Comitê Técnico do Livro, Leitura, Literatura e Língua Portuguesa), o curador do MASP, Teixeira Coelho (Artes Visuais), o diretor do SESC-SP, Danilo dos Santos Miranda (Ações Transversais), e o produtor de teatro Eduardo de Souza Barata (Circo, Dança e Teatro).

 

FNC garantido para 2011

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no último mês de agosto, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011 com uma emenda que protege o Fundo Nacional de Cultura de qualquer forma de contingenciamento.

O FNC é um fundo público constituído de recursos destinados exclusivamente à execução de programas, projetos ou ações culturais. O MinC pode conceder este benefício por meio de programas setoriais realizados por edital, ou apoiando propostas que, por sua singularidade, não se encaixam em linhas específicas de ação, as chamadas propostas culturais de demanda espontânea. Em 2007, foram disponibilizados R$ 472,8 milhões do FNC para serem investidos em programas e projetos culturais no ano de 2008. O valor investido em 2009 - aprovado em 2008 - subiu para R$ 523,3 milhões. No ano de 2010 - aprovado na LDO de 2009 - o Ministério da Cultura conseguiu R$ 898,1 milhões para o FNC, dos quais R$ 300 milhões serão destinados aos novos fundos.

 

(Juliana Nepomuceno, Comunicação Social/MinC)

 

 

 

Procultura, o retorno

Andrea Lombardi | sexta-feira, 17 setembro 2010

 

O Projeto de Lei 6722/10, que cria o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura), será colocado em votação na Comissão de Educação e Cultura logo após a eleição. A informação foi dada pela relatora da proposta, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). Ela disse que seu relatório será favorável, com algumas modificações. A deputada pretende acrescentar o Fundo Setorial da Dança aos fundos setoriais já previstos no projeto original, do Poder Executivo. O Procultura vai substituir o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), previsto na Lei Rouanet (8.313/91), que será extinta.

A expectativa da relatora é que a comissão promova, no máximo, mais uma audiência pública sobre o assunto, em Brasília, antes da votação. A comissão já realizou debates no Rio de Janeiro, em Recife, em Curitiba e em Porto Alegre. Já a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio promoveu debate em São Paulo. O projeto foi aprovado por esta última comissão em 13 de julho, com parecer favorável do deputado Dr. Ubiali (PSB-SP).

 

Com informações da Agência Câmara de Notícias.

 

 

 

Cultura ainda ocupa pouco espaço no debate eleitoral

Agência Brasil

 

BRASÍLIA - Educação, saúde e segurança são os temas que têm dominado o debate eleitoral, especialmente entre os candidatos à Presidência da República. Já as políticas públicas para a área de cultura ocupam um espaço secundário. Para o professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Antonio Albino Rubim, isso ocorre porque a área ainda não foi absorvida como algo essencial pelos candidatos e nem mesmo pela população.

"Com raras exceções, a cultura não aparece como prioridade nas campanhas. Isso decorre também da quase ausência de políticas públicas na área de cultura", disse o professor, que é especialista em políticas públicas culturais. Na avaliação de Rubim, o desafio do próximo governo está na construção de políticas públicas no campo da cultura que sejam projetos de Estado. O pesquisador aponta que o país tem uma "triste trajetória" na área de cultura, marcada "pela ausência, autoritarismo e instabilidade" dos governos.

Ele considera importante que os parlamentares eleitos se dediquem à aprovação de projetos que beneficiariam a área e estão parados no Congresso Nacional. Entre eles a criação do Sistema Nacional de Cultura, a regulamentação do Plano Nacional de Cultura e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 150, que determina um percentual mínimo dos orçamentos nacional, estaduais e municipais a serem investidos em cultura.

"Além disso, é vital que as políticas para a diversidade cultural sejam desenvolvidas e ampliadas. Isto implica rever radicalmente o sistema de financiamento à cultura, hoje ainda majoritariamente dependente das leis de incentivo", afirmou. Ainda que não tenha tanta força no debate político, a cultura aparece no plano de governo dos principais candidatos à Presidência.

O tucano José Serra diz que vai investir na formação cultural da população a partir de centros de estudo voltados para o aprendizado de música, teatro, dança, cinema, TV e de novas mídias. Esses locais seriam construídos em parceria com municípios e atenderiam principalmente à população jovem. Outra ideia é levar a Virada Cultural, projeto do governo de São Paulo que promove shows gratuitos durante 24 horas, a outros estados. O candidato também promete criar programas para revitalizar e valorizar os museus.

A candidata Marina Silva aponta em seu plano de governo a necessidade de criar novas fontes de financiamento e apoia a reforma da Lei Rouanet, bem como a aprovação do Plano Nacional de Cultura. Outra estratégia é desenvolver uma política integrada entre os entes federais para repasse de recursos para manutenção e construção de espaços culturais. A candidata do PV também apoia a construção de uma nova legislação de direitos autorais.

A petista Dilma Rousseff afirma que quer democratizar a cultura, ampliando o acesso da população aos bens culturais. Atuais programas do governo como o Mais Cultura e os Pontos de Cultura, deverão ser expandidos, segundo a candidata. Dilma também defende a reforma da Lei Rouanet como forma de descentralizar o financiamento do setor.

 

 

 

Desigualdade racial ausente da agenda dos candidatos

Por: Redação - Fonte: Afropress - 6/9/2010

 

Brasília - A menos de um mês das eleições de 3 de outubro, os três principais candidatos à Presidência da República ignoraram até aqui o tema da desigualdade racial, apontado por pesquisadores e estudiosos como elemento estruturante da desigualdade social brasileira. Segundo o IBGE, 51,3% da população brasileira é negra (preta e parda) e ocupa os piores indicadores sócio-econômicos.

A candidata do PT, Dilma Rousseff, em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto (50% de acordo com o último DataFolha), não tratou até agora do tema no seu horário eleitoral no Rádio e na TV.

Nas Diretrizes do Programa 2011/2014 registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dilma promete genericamente “ampliar as Políticas de Promoção da Igualdade Racial com o fortalecimento das ações afirmativas realizadas pela SEPPIR, Fundação Palmares e SECAD, incrementando suas estruturas do ponto de vista técnico, político, institucional, orçamentário e financeiro.”

“Deve-se, também, reafirmar a transversalidade dos programas voltados aos quilombos, a comunidades de terreiros, aos indígenas e ciganos, destacando os jovens e mulheres negras”, acrescenta a candidata nas Diretrizes do Programa.

Nada parecido com a proposta “O Brasil sem Racismo”, assumida pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva, na sua primeira eleição em 2002 e depois também deixada de lado por ele na campanha para a reeleição em 2006.

 

Tucano contra cotas

O candidato do PSDB, José Serra (com 28% das intenções de voto, de acordo com o mesmo Instituto de Pesquisas), também não tocou no assunto. Ao contrário de Dilma, que já se posicionou em favor das cotas para negros, a exemplo dos tucanos de um modo geral, Serra é contra.

Um dos coordenadores de sua campanha é o ex-secretário de Relações Institucionais no Governo de S. Paulo, José Henrique Reis Lobo. Lobo ficou conhecido pela afirmação dita ano passado numa reunião do Conselho Estadual da Comunidade Negra, órgão, à época, ligado à Secretaria que dirigia, de que “ações afirmativas só em 500 anos”.

S. Paulo é o Estado com maior população negra do Brasil, com mais de 13 milhões de afro-brasileiros - 31% da população total de 42 milhões de paulistas, de acordo com dados da Fundação SEADE.

No Programa de Governo, que só pode ser acessado mediante cadastro prévio, e depois da autorização dos seus coordenadores, o tucano menciona vagamente “afrobrasileiros”, uma forma de disfarçar certo desconforto em tratar desse tema.

Segundo Ana Lobato, pesquisadora do IPEA e responsável pelo recolhimento das colaborações para a área social do Programa, em relação as cotas para negros “Serra tem posição parecida com a maioria do PSDB, que é defender as cotas sociais”.

Em entrevista recente à Revista Época, Lobato explicou que "Serra não quis colocar o tema das cotas para negros no debate porque ele quer ouvir as pessoas, inclusive as que defendem”.

“É um tema delicado. É fácil dizer que, para a juventude, vai combater drogas. Essa questão é delicada e ele quer ouvir mais gente para ter uma posição mais concreta. Ter constrangimento tem, porque é um tema polêmico”, acrescentou, quando questionada se o candidato tem constrangimento em falar sobre o assunto.

 

Políticas de igualdade

O programa da candidata do PV Marina Silva (10% das intenções de voto, segundo o DataFolha) é semelhante em vários pontos ao programa defendido por Dilma. Ambos prevêem a construção de políticas de igualdade racial.

Marina defende, inclusive, a manutenção e o reforço das cotas para negros, como parte de um processo de restauração de equilíbrio aos desequilíbrios históricos contra as minorias.

 

Plínio

O tema do racismo e da igualdade racial só não esteve totalmente ausente da campanha deste ano porque o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, dedicou um programa a denúncia do racismo e da desigualdade racial, feita pelo vice na sua chapa, o professor Hamilton Assis, ativista do Movimento Negro da Bahia.

 

http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?id=2337

 

 

 

PARA QUE O POVO BRASILEIRO SE PONHA DE PÉ

 

Dentro de poucos dias realizaremos, mais uma vez, eleições em todo o país. Elas coincidirão com o 22º aniversário da promulgação da atual Constituição. Quer isto dizer que já vivemos em plena democracia?

Nada mais ilusório. Se o regime democrático implica necessariamente a atribuição de poder soberano ao povo, é forçoso reconhecer que este continua, como sempre esteve, em estado de menoridade absoluta.

 

Povo, o grande ausente

Quando Tomé de Souza desembarcou na Bahia, em 1549, munido do seu famoso Regimento do Governo, e flanqueado de um ouvidor-mor, um provedor-mor, clero e soldados, a organização político-administrativa do Brasil, como país unitário, principiou a existir. Tudo fora minuciosamente preparado e assentado, em oposição ao descentralismo feudal das capitanias hereditárias. Notava-se apenas uma lacuna: não havia povo. A população indígena, estimada na época em um milhão e meio de almas, não constituía, obviamente, o povo do novel Estado; tampouco o formavam os 1.200 funcionários – civis, religiosos e militares – que acompanharam o Governador Geral.

Iniciamos, portanto, nossa vida política de modo original: tivemos Estado, antes de ter povo. Quando este enfim principiou a existir, verificou-se desde logo que havia nascido privado de palavra.

Foi assim que o Padre Antonio Vieira o caracterizou, no Sermão da Visitação de Nossa Senhora, pregado em Salvador em junho de 1640. Tomando por mote a palavra latina infans, assim discorreu o grande pregador:

“Bem sabem os que sabem a língua latina, que esta palavra, infans, infante, quer dizer o que não fala. Neste estado estava o menino Batista, quando a Senhora o visitou, e neste permaneceu o Brasil muitos anos, que foi, a meu ver, a maior ocasião de seus males. Como o doente não pode falar, toda a outra conjectura dificulta muito a medicina. (…) O pior acidente que teve o Brasil em sua enfermidade foi o tolher-se-lhe a fala: muitas vezes se quis queixar justamente, muitas vezes quis pedir o remédio de seus males, mas sempre lhe afogou as palavras na garganta, ou o respeito, ou a violência; e se alguma vez chegou algum gemido aos ouvidos de quem o devera remediar, chegaram também as vozes do poder, e venceram os clamores da razão”.

Quase às vésperas de nossa Independência, esse estado de incapacidade absoluta do povo afigurava-se, paradoxalmente, não como um defeito político, mas como uma exigência de ordem pública. Em maio de 1811, o nosso primeiro grande jornalista, Hipólito José da Costa, fez questão de lançar nas páginas do Correio Braziliense, editado em Londres, uma severa advertência contra a eventual adoção no Brasil do regime de soberania popular:

“Ninguém deseja mais do que nós as reformas úteis; mas ninguém aborrece mais do que nós, que essas reformas sejam feitas pelo povo; pois conhecemos as más consequências desse modo de reformar; desejamos as reformas, mas feitas pelo governo; e urgimos que o governo as deve fazer enquanto é tempo, para que se evite serem feitas pelo povo.”

A nossa independência, que paradoxalmente não foi o resultado de uma revolta do povo brasileiro contra o rei de Portugal, mas, ao contrário, do povo português contra o rei no Brasil, não suscitou o menor entusiasmo popular. O naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire pôde testemunhar: “A massa do povo ficou indiferente a tudo, parecendo perguntar como o burro da fábula: – Não terei a vida toda de carregar a albarda?”

A mesma cena, com personagens diferentes, é repetida 67 anos depois, na proclamação da república. “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava“, lê-se na carta, tantas vezes citada, de Aristides Lobo a um amigo. “Muitos acreditavam sinceramente estar vendo uma parada.”

 

O disfarce partidário-eleitoral

Mas afinal, era preciso pelo menos fazer de conta que o povo existia politicamente. Para tanto, os grupos dominantes criaram partidos e realizaram eleições. Mas tudo sob forma puramente teatral. O povo tem o direito de escolher alguns atores, mas nunca as peças a serem exibidas. Os atores não representam o povo, como proclamam as nossas Constituições. Eles tampouco representam seu papel perante o povo (sempre colocado na plateia), mas atuam de ouvidos atentos aos bastidores, onde se alojam os “donos do poder”.

No Império, Joaquim Nabuco qualificava a audácia com que os partidos assumiam suas pomposas denominações como estelionato político. Analogamente no início da República, o fato de a lei denominar oficialmente eleições as “mazorcas periódicas”, como disse Euclides da Cunha, constituía “um eufemismo, que é entre nós o mais vivo traço das ousadias de linguagem”.

A Revolução de 1930 foi feita justamente para pôr cobro às fraudes eleitorais. Mas desembocou, alguns anos depois, na ditadura do “Estado Novo”, que suprimiu as eleições, sem, no entanto dispensar a clássica formalidade da outorga à nação (já não se falava em povo) de uma nova “Constituição”.

Após o término da Segunda Guerra Mundial, em que muitos dos nossos pracinhas tiveram suas vidas ceifadas na luta contra o nazifascismo, fomos moralmente constrangidos a iniciar uma nova vida política, sob o signo da democracia representativa. Mas a legitimidade desta durou pouco tempo. Já em 7 de março de 1947, ou seja, menos de cinco meses depois de promulgada a nova Constituição, o Partido Comunista foi extinto por decisão judicial ( nesta terra, a balança da Justiça sempre cedeu aos golpes da espada). Em fevereiro de 1954, com o “manifesto dos coronéis”, teve início a preparação do golpe militar de 1964. O estopim para deflagrá-lo foi a iminência de que as forças de esquerda chegassem eleitoralmente ao poder e executassem o programa das “reformas de base”, com o desmantelamento econômico da oligarquia.

Obviamente, para os nossos grupos dominantes, os cidadãos podem votar como quiserem nas eleições, mas desde que se lembrem de que “nasceram para mandados e não para mandar”, segundo a saborosa expressão camoniana.

O regime autoritário, instaurado em 1964 pela caserna, com o apoio do empresariado, dos latifundiários e da Igreja Católica, sob a proteção preventiva do governo norte-americano, reconheceu que a assim chamada “Revolução Democrática” não poderia suprimir as eleições e os partidos. Manteve-os, portanto, mas reduzidos à condição de simples fantoches. Era a “democracia à brasileira”, como a qualificou o General que prendeu o grande Advogado Sobral Pinto. Ao que este retrucou simplesmente: “General, eu prefiro o peru à brasileira”.

O regime de terrorismo de Estado foi devidamente lavado pelo Poder Judiciário, que decidiu anistiar, com as lamentações protocolares, os agentes públicos que mataram, torturaram e estupraram milhares de oponentes políticos.

Chegamos à fase atual, em que as eleições já não incomodam os oligarcas, porque mantém tudo exatamente como dantes no velho quartel de Abrantes. O povo pode até assistir, indiferente ou risonho, uma campanha presidencial, em que os principais candidatos dão-se ao luxo de não discutir um só projeto ou programa de governo, preferindo ocupar todos os espaços da propaganda oficial com chalaças ou sigilos.

Tudo parece, assim, ter entrado definitivamente nos eixos. Um olhar atento para a realidade política, porém, não deixará de notar que a nossa tão louvada democracia carece exatamente do essencial: a existência de um povo soberano.

Iniciamos nossa vida política, sem povo. Alcançamos agora a maturidade, como se o povo continuasse politicamente a não existir.

Sem dúvida, a Constituição oficial declara, solenemente, que “todo poder emana do povo”, acrescentando que ele o exerce “por meio de representantes eleitos ou diretamente” (art. 1º, parágrafo único). Mas toda a classe política sabe – e o Poder Judiciário finge ignorar – que na realidade “todo poder emana dos grupos oligárquicos, que o exercem em nome do povo, por meio dos representantes por este eleitos”.

Daí a questão inevitável: o que fazer para mudar esse triste estado de coisas?

 

A emancipação política do povo brasileiro

É preciso atacar desde logo o ponto principal.

A soberania, na Idade Moderna, consiste, antes de tudo, em aprovar a Lei das Leis, isto é, a Constituição. Trata-se de uma prerrogativa que só pode ser exercida diretamente. Quem delega o seu exercício a outrem está, na realidade, procedendo à sua alienação. O chamado “poder constituinte derivado” é, portanto, um claro embuste.

Ora, neste país, Constituição alguma, em tempo algum, jamais foi aprovada pelo povo. Todas elas foram votadas e promulgadas por aqueles que se diziam, abusivamente, representantes do povo; quando não foram simplesmente decretadas pelos ocupantes do governo.

O mesmo ocorre com as emendas constitucionais. A Constituição Federal em vigor, por exemplo, já foi emendada (ou remendada) 70 (setenta) vezes em 22 anos; o que perfaz a apreciável média de mais de 3 emendas por ano. Em nenhuma dessas ocasiões, o povo foi convocado para dizer se aceitava ou não tais emendas.

Isto, sem falar no fato absurdo de que a Constituição Federal, ao contrário de várias Constituições Estaduais, não admite a iniciativa popular de emendas ao seu texto.

É preciso, pois, começar a reforma política (alguns preferem dizer a “Revolução”), reservando ao povo o poder nuclear de toda soberania. No nosso caso, ele consiste em aprovar, diretamente, não só a Constituição Federal, como também as Constituições Estaduais e as Leis Orgânicas Municipais, bem como suas subsequentes alterações respectivas.

Em segundo lugar, é indispensável reconhecer ao povo o direito de decidir, por si mesmo, mediante plebiscitos e referendos, as grandes questões que dizem respeito ao bem comum de todos. A Constituição Federal declara, em seu art. 14, que o plebiscito e o referendo, tal como o sufrágio eleitoral, são formas de exercício da soberania popular. Mas determina, no art. 49, inciso XV, que “é da competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar plebiscitos e convocar referendos”. Ou seja, o mandante somente pode manifestar validamente a sua vontade, se houver concordância dos mandatários. Singular originalidade do direito brasileiro!

Para corrigir esse despautério, a Ordem dos Advogados do Brasil, por proposta do autor destas linhas, apresentou anteprojetos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal (transformados no projeto de lei nº 4.718/2004 na Câmara dos Deputados e projeto de lei nº 001/2006 no Senado), pelos quais o plebiscito e o referendo podem ser realizados mediante iniciativa do próprio povo, ou por requerimento de um terço dos membros da Câmara ou do Senado.

A proposta da OAB procurou harmonizar os dispositivos antagônicos da Constituição Federal, interpretando a autorização e a convocação de plebiscitos e referendos, pelo Congresso Nacional, como atribuições meramente formais e não de mérito.

Previram ainda os anteprojetos da OAB novos casos de obrigatoriedade na realização de plebiscitos e referendos.

Assim é que, para impedir a repetição da “privataria” do governo FHC, passaria a ser obrigatório o plebiscito para “a concessão, pela União Federal, a empresas sob controle direto ou indireto de estrangeiros, da pesquisa e da lavra de recursos minerais e do aproveitamento de potenciais de energia hidráulica”; bem como para a concessão administrativa, pela União, de todas as atividades ligadas à exploração do petróleo.

Quanto aos referendos, a fim de evitar o absurdo da legislação eleitoral em causa própria, determinam os projetos de lei citados a obrigatoriedade de serem referendadas pelo povo todas as leis sobre matéria eleitoral, cujo projeto não tenha sido de iniciativa popular.

Inútil dizer que tais projetos de lei acham-se devidamente paralisados e esquecidos em ambas as Casas do Congresso.

Para completar o quadro de transformação da soberania popular retórica em poder supremo efetivo, tive também ocasião de propor duas medidas indispensáveis em matéria eleitoral. De um lado, o financiamento público das campanhas; de outro lado, a introdução do recall ou referendo revocatório de mandatos eletivos, proposta também pela OAB e objeto da emenda constitucional nº 073/2005 no Senado Federal. Assim, o povo assumiria plenamente a posição de mandante soberano: ele não apenas elegeria, mas também teria o direito de destituir diretamente os eleitos. Para os que se assustam com tal “excesso”, permito-me lembrar que o recall já existe e é largamente praticado em 19 Estados da federação norte-americana.

Não sei se tais medidas tornar-se-ão efetivas enquanto eu ainda estiver neste mundo. O que sei, porém, com a mais firme das convicções, é que sem elas o povo brasileiro continuará a viver “deitado eternamente em berço esplêndido”, sem condições de se pôr de pé, para exigir o respeito devido à sua dignidade.

 

(*) Professor Emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra.

 

 

 

Brasil deve atingir menor nível de desigualdade em 50 anos, diz FGV

FOLHA.com

10/09/2010

VERENA FORNETTI

DO RIO

 

O Brasil está prestes a atingir o menor nível de desigualdade social desde 1960, aponta estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas). A projeção é baseada no índice de Gini -- que varia de zero a um; quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.

Para 2009, a FGV aponta um índice de 0,5448. O número aumento muito nas décadas de 70 a 90 e passou a cair em 2001. Segundo o coordenador do estudo, Marcelo Neri, a desigualdade cai repetidamente desde o início da década e os indicadores atuais apontam continuidade nesse processo.

Os dados integram o estudo "A nova classe média: o lado brilhante dos pobres", divulgado nesta sexta-feira pela FGV.

Neri afirma que, após a recessão de 2003, o Brasil tinha 49 milhões de pobres. Até 2008, segundo o especialista, 19,5 milhões saíram da pobreza.

Apesar do resultado positivo, Neri ressalta que o país ainda está entre os dez países com maiores índices de desigualdade no mundo. De acordo com o economista, no ritmo atual, o Brasil precisaria de 30 anos para atingir o nível de desigualdade registrado nos Estados Unidos.

A FGV considera que os brasileiros com renda mensal de até R$ 144 por pessoa estão na linha de pobreza.

 

RENDA

Em artigo publicado na Folha na quinta-feira, Neri revelou que a renda dos brasileiros mais pobres avançou mais que a dos mais ricos no ano passado. Os 40% mais pobres tiveram ganho de 3,15% e os 10% mais ricos, de 1,09%.

Os cálculos foram feitos com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), e integram o estudo divulgado hoje.

Na média, a renda per capita dos brasileiros cresceu 2,04% entre 2008 e 2009.

De 2003 a 2008, a renda per capita dos brasileiros cresceu mais que o do PIB (Produto Interno Bruto). Enquanto o PIB avançou 3,78% ao ano e a renda se ampliou em 5,23% ao ano, em termos per capita (descontado o crescimento populacional).

Ano passado, o PIB per capita caiu 1,5% (por conta da crise), mas a renda medida pela Pnad subiu 2,04%.

Neri diz que o Brasil vive um crescimento comparável ao da China, mas diz que o avanço econômico no Brasil tem qualidade superior ao do país asiático.

"O boom brasileiro recente seria de melhor qualidade que o chinês pois vem acompanhado de maior equidade, enquanto a China vive uma crescente desigualdade similar a que vivemos durante o milagre econômico brasileiro dos anos 60, bem detalhado no livro seminal de Carlos Langoni."

 

Haddad: Pnad sinaliza que Brasil atingirá metas

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que os resultados da Pnad 2009 indicam que o Brasil conseguirá atingir a meta de cobertura escolar estabelecida pelo Congresso, que é de universalizar o atendimento dos 4 aos 17 anos, até 2016. Ele afirmou que esse indicador de quantidade, somado a outro indicador de qualidade - o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009, também divulgado neste ano -, aponta que o país está no caminho certo. “Estamos atendendo mais e de maneira mais qualificada. Estamos, pelo menos, na direção certa” - disse Haddad.

O ministro admitiu que o combate ao analfabetismo de jovens e adultos exigirá esforços adicionais. Ele sugere que, tão logo sejam divulgados os resultados do Censo de 2010, o que só ocorrerá em 2011, o Ministério da Educação reúna-se com os prefeitos das cidades com maiores índices de analfabetismo para discutir estratégias específicas.

Haddad disse que o Brasil tem como cumprir a meta da UNESCO para 2015, que é de reduzir pela metade o índice de analfabetos registrado em 1990. No caso brasileiro, isso significa uma taxa de 6,7% - três pontos percentuais abaixo dos 9,7% estimados pela Pnad de 2009.

O ministro afirmou que o desafio de combater o analfabetismo é complexo, já que o problema está concentrado numa população mais velha e que vive nas zonas rurais. A idade média do analfabeto brasileiro, segundo o ministro, é 56 anos.

“É herança de um sistema de ensino que funcionou mal” - afirmou Haddad, enfatizando que hoje a situação é diferente e que a chamada "torneira" de novos analfabetos foi fechada.

Haddad destacou ainda que a Pnad trabalha com dados amostrais, que são estimados dentro de margens de erro. Ele disse estranhar que a taxa de analfabetismo no Sul e Sudeste tenha permanecido praticamente estável de 2007 a 2009, conforme as Pnads do período: “Acho improvável que isso tenha acontecido”.

 

Luzia Alves de Toy Badé

"Por uma nova Cultura Política"

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Brasil lidera ranking que mede progresso no combate à pobreza

14/09/2010

Da Agência Brasil

 

Brasília - Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil lidera o ranking que mede o progresso de países em desenvolvimento na luta contra a pobreza. O ranking é da organização não governamental (ONG) ActionAid.

Os novos dados foram divulgados hoje (14) no relatório Who’s Really Fighting Hunger? (Quem Realmente Está Combatendo a Pobreza?), em que a ONG analisa os esforços em 28 países para combater o problema. As informações são da BBC Brasil.

A ONG considerou o desempenho dos países em categorias como presença de fome, apoio à agricultura em pequenas propriedades e proteção social. O Brasil é seguido por China e Vietnã. Em último lugar na lista está a República Democrática do Congo.

Como em 2009, a ActionAid elogia as políticas sociais adotadas pelo governo federal para reduzir a fome no país, destacando os efeitos benéficos de programas como o Bolsa Família e o Fome Zero. Porém, o relatório destaca o pequeno avanço do Brasil em relação aos demais países emergentes estudados, na adoção de políticas de incentivo à agricultura em pequenas propriedades.

Nesse quesito, o documento coloca o Brasil na 26ª posição entre os 28 analisados, à frente apenas da República Democrática do Congo (27º colocado) e da Guatemala (28º). “O governo [brasileiro] começou a investir muito mais na agricultura em pequenas propriedades. Entretanto, ainda há um longo caminho para acabar com a fome e reagir às imensas desigualdades históricas que existem entre os pequenos e grandes produtores”, diz o relatório.

Os especialistas que elaboraram o ranking criticam a concentração de investimentos no Brasil no setor de agricultura. “O Brasil tem tido a tendência de concentrar seu investimento em agrobusiness, o que contribuiu para a concentração de terras nas mãos de um pequeno número de pessoas”, diz o relatório.

Em seguida, há uma orientação direta para as autoridades brasileiras: “O governo brasileiro precisa evitar a promoção de biocombustíveis à custa da segurança alimentar, pois a expansão dos biocombustíveis está elevando o preço da terra e transformando plantações em combustível”.

O relatório da ActionAid também destaca que a fome causa um prejuízo anual de US$ 450 bilhões para os países mais pobres. Segundo a ONG, dos 28 países emergentes analisados no relatório, apenas oito estão a caminho de conseguir cumprir, no prazo previsto, as Metas de Desenvolvimento do Milênio, da ONU, para a redução da fome. As metas preveem que, em relação aos níveis de 1990, os países diminuam pela metade o número de pessoas subnutridas e de crianças que estão abaixo do peso ideal até 2015.

“Lutar contra a fome agora vai custar dez vezes menos do que ignorar o problema. [Em decorrência da fome], todos os anos, a redução da produtividade dos trabalhadores, os problemas de saúde e a oportunidade perdida de buscar educação resultam num custo de bilhões para os países pobres”, disse a presidente da ActionAid, Joanna Kerr.

 

Edição: Graça Adjuto

 

 

 

Pesquisa mostra que intolerância religiosa ainda está presente em escolas brasileiras

10/09/2010

Heliana Frazão

Especial para UOL Educação

Em Salvador

 

Profissionais “despreparados” para lidar com religiões diferentes. Invasão de terreiros. Ofensas. Crianças isoladas por colegas e professores. Esses são alguns dos problemas encontrados por uma pesquisadora que visitou escolas de vários Estados do país e constatou que a intolerância religiosa em estabelecimentos de ensino é um problema grave e ainda invisível para as autoridades e a sociedade.

A pesquisadora Denise Carreira revela ter percebido certo “despreparo” dos profissionais de educação para lidar com o problema. Ela identificou que a principal fonte de discriminação são as religiões neopentecostais, que, segundo Denise, historicamente usam métodos de “demonização” para com algumas seitas.

Denise afirma ter observado em suas viagens casos de crianças, famílias e professores adeptos de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, discriminados e hostilizados no seu cotidiano. Algumas crianças chegam a ser transferidas ou até mesmo abandonam a escola em razão da discriminação.

“Existem ocorrências de violência física (socos e até apedrejamento) contra estudantes; demissão ou afastamento de profissionais de educação adeptos de religiões de matriz africana ou que abordaram conteúdos dessas religiões em classe; proibição de uso de livros e do ensino da capoeira em espaço escolar; desigualdade no acesso a dependências escolares por parte de lideranças religiosas; omissão diante da discriminação ou abuso de atribuições por parte de professores e diretores etc.”, diz.

“São muitos casos e isso é, também, uma violência para com os direitos humanos, embora constitua uma agenda invisível na política educacional no Brasil”, afirma. As denúncias, sustenta Denise, mostram que as atitudes discriminatórias vêm aumentando em decorrência do crescimento de determinados grupos neopentecostais, principalmente nas periferias das cidades, e do poder que eles têm midiático.

O relatório, que será divulgado no dia 19, no Rio de Janeiro, e encaminhado a organismos internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), traz recomendações para a resolução do problema. Uma das ferramentas para fazer frente ao problema, de acordo com relatora, é a implementação da lei federal 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira em toda a educação básica.

 

Experiência própria

Jandira Santana Mawusi, estudante do curso de pedagogia na Uneb (Universidade Estadual da Bahia), e coordenadora de um curso pré-vestibular em uma escola municipal no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, conhece esse tipo de discriminação por experiência própria. “Desde que falei que sou de candomblé, os meus colegas de sala de aula mudaram comigo. Tenho dificuldade para me integrar aos grupos de estudo, e eles me olham como se fosse uma pessoa diferente, capaz de lhes fazer algum mal”, afirma.

Segundo ela, na escola onde leciona, diariamente, o diretor convida a todos para rezar o “Pai Nosso” antes das aulas. “Certo dia, ele me convidou a me juntar aos demais na oração. Então, perguntei se eu também poderia rezar para xangô. Ele respondeu que não porque não daria tempo”, conta.

Jandira diz que a mãe de duas crianças que estudaram nessa mesma escola recorreu ao Ministério Público porque suas filhas foram apontadas como “possuídas” por um professor, por serem de candomblé.

Não raro, diz ela, pessoas iniciadas temem revelar suas crenças. “Há pouco tempo, fazendo uma pesquisa no bairro, perguntei a uma senhora, dona de um terreiro, qual era a sua religião. Fiquei um tempo sem resposta. Indaguei a razão do seu silêncio e ela me disse que se devia à intolerância predominante.”

Atuando há mais de 10 anos na formação de profissionais para evitar intolerâncias racial e sexual e outras, membros do Ceafro (Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero) mostraram-se chocados com a seriedade dos depoimentos colhidos por Denise.

 

"Não é novidade"

“Para nós, esse tema não é novidade. Mas, devo reconhecer, foi impactante ouvir os relatos de professores e mães de alunos que tiveram problemas. Doeu ouvir de alunos, por exemplo, que fizeram ‘santo’, e, tendo que usar roupas brancas, andaram com a cabeça raspada, foram taxados de ‘filho de diabo’, entre outras aberrações a que foram submetidos, ao ponto de não quererem mais voltar para a escola ou quererem abandonar o candomblé”, conta Ceres Santos, coordenadora executiva do Ceafro. “É muito grave”, diz.

Denise Carreira esteve na Bahia entre os dias 9 e11 de agosto. Ouviu o Ministério Público Estadual, as secretarias de Educação e Reparação, representantes dos terreiros de candomblé e outras lideranças religiosas. Segundo ela, as visitas ocorreram em Estados como Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.O relatório será apresentado também ao Congresso Nacional, ao Conselho Nacional de Educação, Ministério Público Federal, autoridades educacionais, e instâncias internacionais de direitos humanos.

 

 

 

Mais Cultura vem por aí

Folha da Boa Vista – RR

13/09/2010

Cultura e Lazer

Da Redação

 

Foi publicada na última quinta-feira (9) a relação de classificados do Programa Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal. Foram selecionados 928 projetos de artistas, grupos artísticos independentes e produtores culturais da região amazônica, que receberão, no total, um investimento de R$ 13,7 milhões. O programa é uma parceria entre a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Secretaria de Articulação Institucional (SAI) do Ministério da Cultura.

Em Roraima foram selecionados 29 projetos dos mais variados temas. Ao todo, o Microprojetos na Amazônia Legal recebeu 2.706 propostas e superou as expectativas, devido ao grande número de projetos selecionados. A meta inicial era atender cerca de 770 iniciativas por meio de financiamento não-reembolsável. Porém, muitos projetos não atingiram o teto de 35 salários mínimos, valor máximo estabelecido no edital.

Assim, foi possível ampliar o número de beneficiados, selecionando projetos de todos os nove estados da região amazônica: 37 do Acre, 15 do Amapá, 91 do Amazonas, 198 do Maranhão, 166 do Mato Grosso, 175 do Pará, 58 de Rondônia e 159 do Tocantins.

 

MAIS CULTURA

Ação do Programa Mais Cultura, com o apoio dos governos estaduais da região amazônica, o edital Microprojetos para Amazônia Legal visa fortalecer e apoiar a diversidade cultural da região. As propostas contempladas têm como beneficiários ou proponentes jovens entre 17 e 29 anos que residem na área.

O Projeto Crescer Empreendedor da Prefeitura de Boa Vista foi um dos contemplados. Pelo edital, o projeto receberá R$ 8.150,00 que serão destinados à Oficina de Modas. De acordo com a coordenadora pedagógica do Crescer Empreendedor, Socorro Magalhães de Souza, a Oficina de Modas foi inscrita no edital com o objetivo de divulgar o projeto. "Os recursos serão aplicados em materiais como zíper, botões e pressões para o acabamento das roupas", disse Socorro.

As peças confeccionadas serão apresentadas na I Feira de Modas do Crescer Empreendedor, que será realizada no final deste ano. A Oficina de Modas fica na Avenida Mário Homem de Melo, Centro e atende atualmente a 15 jovens que aprendem a confeccionar peças de vestuário e acessórios.

O objetivo do Crescer Empreendedor é qualificar os jovens para o mercado de trabalho, oferecendo meios para que eles conquistem a sua autonomia econômica e social. "O Crescer Empreendedor trabalha o potencial dos integrantes do programa, desenvolvendo suas habilidades e apresentando alternativas para que eles conquistem a sua autonomia", explica Jane Benedetti, secretária Municipal de Desenvolvimento Social e Trabalho.

Adriano Bezerra de Souza, do município de Caracaraí, não sabia que tinha sido um dos contemplados. A notícia veio através da reportagem da Folha, que entrou em contato para saber de que maneira ele iria aplicar os recursos. "Nossa! Sério mesmo? Que alegria!! Eu não sabia que tinha sido premiado", disse comemorando.

Adriano desenvolve o Projeto "Lata: Ecologicamente Correto", que atua na confecção de móveis, objetos para casa e demais utensílios com tampas de latinha de alumínio. Já construiu até a fachada de um bar com o material. O projeto já é conhecido em Caracaraí, onde já existe há 14 anos. Adriano já esteve em Boa Vista fazendo exposições de suas peças, e já chamou atenção de diversas ONGs internacionais que atuam na proteção do meio ambiente.

Ele conta que se inscreveu no Edital pedindo R$17 mil para investir em publicidade e propaganda (outdoors e camisetas) e também na compra de matéria-prima.

"Tenho certeza de que agora mais do que nunca esse projeto vai ser um sucesso em todo o Brasil", diz otimista.

 

CONHEÇA TODOS OS SELECIONADOS

• Adriano Bezerra de Souza, com o Projeto Lata: Ecologicamente Correto;

• Ana Santos Silva, com o Projeto Artesanato é uma canção progressiva;

• Antônio José Ferreira Silva, com o Projeto Grupo Bumba-Meu-Boi Rei Brilhante;

• Associação das Agremiações de Dança Folclórica do Estado de Roraima, com o projeto "Arara Verde Maracanã Guaçu";

• Azenilson Hortêncio Monteiro, com o Projeto Banda Infanto-Juvenil de Caracaraí;

• CNEV-03, com o projeto Tecendo com Cipó;

• Denisy Costa Pessoa, com o CD de Música Regional (Sou Mucajaí);

• Deodato Leocádio da S. Filho, com o Projeto Manifestação Cultural;

• Edinara Barros, com o Projeto Som, Imagens e Gestos de Mucajaí;

• Eudes Luiz Cadete da Silva, com o Projeto Oralidade Indígena e as novas tecnologias da memória;

• Francilene de Freitas Almeida, como Projeto Artesanato e Produtividade;

• Isaias Pereira Miliano, com o Projeto Terra de Macunaíma: Cultura Indígena e Arte Contemporânea;

• Jociane Alves Bomfim, com o Projeto Crescer Empreendedor;

• Jonathas Machado Gomes, com o Projeto Serenkato - O Canto da Floresta;

• Lorena Francisca Magalhães Freitas, com o Projeto Toque e Dance;

• Marcelo Peres Maciel, com a peça Apenas um blues e uma parede pichada;

• Marco Aurélio Ferreira Machado, com a Oficina de Choro;

• Maria de Deus Souza de Souza, com o Projeto Molho de Pimenta Maria no Território da Cidadania;

• Max Delly de Melo Correia, com o Projeto Yanomami Pinta os Desafios na Floresta;

• Milton Portela da Silva Filho, com A dança Jovens saindo da rua';

• Ozélia da Silva Marques, com a Oficina de Marcheteria, Biscuit e Decupagem;

• Pascoal Manoel de Souza, com o Projeto Canto nas Aldeias;

• Raulino Gomes da Silva, com o Projeto de Escultura e Entalhe em Madeira;

• Romison Souza da Silva, com o Projeto Encanto do Norte;

• Tertuliana Pereira de Souza, com a Produção Artesanal e Aumento da Produtividade;

• Tiago Alves da Silva, com o Teatro para Todos;

• Vania dos Santos Costa, com o Projeto Trilhas do Cipó;

• Valdélia Cruz Cadete, com o Projeto Artesanato Wapixana;

• Vitor Thiago da Silva Lima, com o Projeto Um dia de Cultura.

 

 

 

 

CULTURAS POPULARES

 

O mel, as cabras, a farinha e a avó

Por Denise Ribeiro, na Carta Capital

9 de Setembro de 2010, por Alexandra Peixoto

 

Como o método de ensino de Abdalaziz de Moura modifica o Semiárido.

 

Quem vê o senhor sentado na varanda do seu sítio em Gravatá (a duas horas do Recife) a discorrer sobre as pimentas que cultiva e com as quais produz um molho aromático e marcante não imagina o quanto ele contribui para mudar a paisagem do Semiárido pernambucano. A história de vida do educador Abdalaziz de Moura, hoje com 67 anos, é genuína. O semblante de avô dedicado esconde um espírito aguerrido e incansável, cevado nos tempos de seminarista em Olinda e Camaragibe no começo dos anos 60. Da igreja progressista herdou a indignação ante a injustiça social. Em 1989, decidido a intervir na realidade, Moura criou o Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta), com o intuito de apoiar a autonomia do homem do campo.

O Serta desenvolveu uma metodologia internacionalmente premiada de ensino, a Proposta Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável (Peads). Trata-se de um conjunto de técnicas de educação contextualizada. Ou seja, os professores, com apoio das comunidades, usam a realidade local para ensinar as crianças. "O cara é um sonhador, acredita num mundo melhor e sabe que a utopia se realiza aos poucos, com recursos técnicos e diálogo em todas as instâncias", afirma o secretário de Comunicação da Prefeitura de Olinda, Inácio França, que conheceu Moura no tempo em que trabalhava no UNICEF-Recife.

O UNICEF firmou contratos com o Serta para implementar nas cidades do Semiárido políticas que visam à melhora nas condições de vida de crianças e adolescentes. Os municípios que conseguem avançar recebem o selo do organismo. Levantamentos preliminares mostram que as escolas que adotaram a Peads têm obtido desempenhos melhores no Índice de Desenvolvimento de Ensino Básico (Ideb).

O segredo da metodologia é a "ressignificação" da vida no campo a partir de atividades práticas e da valorização de todos os saberes: seja ele o tradicional – a avó perita em ervas medicinais, por exemplo, é levada para a sala de aula –, seja o inédito, como a adoção de técnicas de cultivo menos agressivas ao meio ambiente. A Peads eleva a ciência do aprendizado a um patamar integrador, ao libertar as disciplinas dos compartimentos estanques de sempre. Geografia, história, português e matemática se interpenetram, conversam entre si, reproduzem os hábitos rurais, ganham concretude e razão de ser para o aluno.

Outro ponto essencial é a construção conjunta do conhecimento: professora, alunos, pais, comerciantes, criadores de cabras, verdureiros, apicultores, todos colaboram. Uma aula típica pode começar com uma visita à casa de farinha da cidade para a coleta de dados sobre o processo de produção ou trabalhar cálculos decimais a partir da quantidade de mel contida numa lata ou do lucro obtido com a venda das cabras.

"Quanto mais o exercício estiver inserido no cotidiano do aluno, mais seguro é seu aprendizado", ensina Moura no livro Peads, lançado pelo Serta em 2003 e no qual a metodologia, até então intuitiva e dispersa em artigos, anotações e registros de discussões em grupo, foi sistematizada. Ao ler o relato percebe-se que a Peads é a síntese de um caldeirão filosófico, com lugar para a pedagogia de Paulo Freire e outros educadores, para os princípios de economistas de cunho socio-ecológico (como o polonês Ignacy Sachs, o Prêmio Nobel Armatya Sem, a americana futurista Hazel Henderson) e para a física quântica de Fritjof Capra, autor do best seller O Ponto de Mutação.

O desenvolvimento sustentável permeia toda a didática. "Na Peads as disciplinas são ambientais, porque a educação tem de levar em conta a pluralidade. Tudo na escola deve estimular a cooperação: os textos, os cálculos, a distribuição de tarefas, os valores transmitidos", diz o ex-seminarista, graduado em Teologia em Roma, com especialização em Genebra.

Foi no início dos anos 70 e no auge da ditadura que Moura voltou da Europa e passou a atuar ao lado de dom Helder Câmara, arcebispo emérito do Recife e de Olinda, morto em 1999, um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e único brasileiro indicado quatro vezes ao Nobel da Paz. Defensor dos direitos humanos e da máxima cristã de que fé sem ação é nula, dom Helder fez parte de um numeroso grupo de religiosos e leigos progressistas precursor da Teologia da Libertação, favorável a uma prática religiosa mais simples, humilde, não violenta, voltada para os pobres e movida pela ação social.

Ao semear informações e cidadania no campo, o grupo de Moura teve de enfrentar a ira de coronéis e políticos, além do descrédito dos próprios trabalhadores, muitas vezes contaminados por boatos de que os técnicos eram terroristas, delinquentes ou, no mínimo, espertalhões dispostos a enganá-los. "Conheci Moura nessa época, como participante do movimento Encontro de Irmãos, em que pessoas pobres, de periferia, se reuniam à luz do Evangelho", recorda a pedagoga Maria Conceição da Silva, 55 anos, casada com o ex-seminarista e mãe de três dos quatro filhos dele.

Ceiça, como é conhecida, recorda que, até meados dos anos 80, a Igreja era um grande guarda-chuva sob o qual se abrigavam movimentos de mulheres, de operários, de negros. "Foi-se o tempo em que a Igreja era progressista e suas ações pautavam o movimento sindical rural e parte dos movimentos sociais", reflete Moura, que hoje não assiste nem à missa. Na opinião dele, atualmente, a educação rural, da qual o Serta virou expoente na América Latina, é que pauta e agenda parte desses movimentos. "Está claro que o conhecimento é, hoje, instrumento privilegiado de intervenção e que é agregado a valores, à ética."

Referência especialmente na formação de jovens, o Serta oferece há dez anos o curso de Agente de Desenvolvimento Local, superdisputado por egressos do ensino fundamental. A formação sacode as convicções da maioria dos jovens, como conta o jornalista Everaldo Costa, pais agricultores e, antes do Serta, convicto, assim como os 16 irmãos, de que a única saída para uma vida melhor era a estrada para São Paulo. "No Serta, ao contrário da escola formal, trabalhávamos com os conhecimentos que a gente já tinha e construíamos projetos de intervenção em nossa comunidade. Fazíamos pesquisas, seminários e festivais que valorizavam nosso povo, e passamos a gostar do lugar onde vivemos", diz ele, que faz mestrado em Comunicação e continua a morar em Glória do Goitá.

 

Fonte: Carta Capital

 

 

 

Carta do Recife – Pesca Artesanal 2010

Nós, pescadores e pescadoras artesanais, pesquisadores e pesquisadoras, professores e professoras, estudantes, gestores públicos e representantes de instituições de apoio à pesca artesanal, totalizando 281 participantes do III Seminário Pesca Artesanal e Sustentabilidade Socioambiental: áreas protegidas e mudanças climáticas / IV Simpósio Pernambuco sobre Mulheres e Relação de Gênero: a participação da mulher na pesca artesanal, realizado em Recife/PE, no período de 31 de agosto a 3 de setembro de 2010, com base nos trabalhos apresentados e discussões que se processaram durante o evento, elaboramos e aprovamos em sessão plenária as seguintes recomendações:

 

I - Demandas à Sociedade Civil:

Gerais:

1. Construir novas formas de interação entre as universidades, instituições de pesquisa, órgãos públicos e as comunidades pesqueiras, valorizando igualmente os conhecimentos tradicional e científico;

2. Que pesquisadores e orientadores de trabalho de campo, firmem termo de compromisso junto às comunidades pesqueiras, visando discutir e repassar os resultados das pesquisas junto as comunidades;

3. Que na relação pesquisadores / comunidades pesqueiras, o retorno dos resultados das pesquisas se faça em linguagem acessível para democratizar o conhecimento.

4. Garantir, por parte das instituições que realizam atividades técnico-científicas, o retorno do resultado das pesquisas científicas e das reuniões técnicas para as comunidades pesqueiras artesanais.

5. Que os movimentos dos pescadores e pescadoras reforcem suas alianças com povos indígenas e comunidades tradicionais dentro da Comissão Nacional de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais;

6. Que os recursos financeiros das compensações ambientais, inclusive as determinadas por Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), sejam alocados e geridos com a efetiva participação das populações envolvidas, sem ingerência das empresas ou empreendimentos que pagam a compensação;

7. Criação de um fórum permanente com atores diversos para debater a pesca artesanal;

8. Ampliar o conhecimento e a difusão de informações sobre acordos de pesca e outras formas de gestão que visem assegurar os territórios dos pescadores/as artesanais.

9. Que as instituições que lidam com a pesca, as instituições de fomento, as universidades e as instituições de pesquisa incentivem projetos de pesquisa voltados à compreensão dos conhecimentos e modos tradicionais de gestão e uso do território, relativos à pesca artesanal;

 

Resex e RDS:

10. Criação de uma rede da sociedade civil de apoio às Reservas Extrativistas (Resex) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) e outras Unidades de Conservação (UC) que tenham pescadores e pescadoras artesanais, articulando-se com redes já existentes;

11. Promover trocas de experiências entre as comunidades inseridas em Resex e RDS;

12. Promover a produção de material informativo, em especial audiovisual, sobre Resex e RDS.

 

GÊNERO:

13. Realizar estudos que verifiquem a necessidade e viabilidade socioambiental de ampliação do seguro-defeso para as espécies capturadas pelas pescadoras, como: ostra, marisco-pedra;

14. Realizar estudos e pesquisas que subsidiem políticas públicas de manejo das pescarias realizadas pelas mulheres;

15. Reconhecimento, pelas instituições que lidam com a pesca artesanal, da importância do trabalho das mulheres na pesca e na garantia dos territórios das comunidades tradicionais; e inclusão de gênero nos programas promovidos por essas instituições;

16. Valorização, apoio e fortalecimento pelas instituições que lidam com a pesca artesanal às organizações autônomas das mulheres para participação política nos espaços e processos de tomada de decisões;

 

II - Demandas aos Governos (principalmente MPA e MMA):

Gerais:

17. Criação de instrumentos legais para o reconhecimento dos territórios da pesca artesanal;

18. Garantir o respeito à legislação sobre Áreas de Preservação Permanente (APP), e impedir a construção de grandes projetos nas áreas de manguezal e apicuns;

19. Incentivo ao turismo comunitário, que valorize a cultura representada pela pesca artesanal e comunidades tradicionais e traga benefícios às populações locais;

20. Construir espaços de participação e controle social no ICMBio, que permita maior transparência nos processos de criação e implantação das Unidades de Conservação;

21. Tornar deliberativas as audiências públicas para o licenciamento ambiental, considerando os aspectos socioambiental e cultural;

22. Que não se promova mudanças no Código Florestal sem que haja um amplo debate na sociedade;

23. Estabelecimento de moratória para os processos de licenciamento e renovação de licenças para a carcinicultura;

24. Garantir a visibilidade das demandas e necessidades das mulheres pescadoras e construir estratégias efetivas para enfrentamento das desigualdades de gênero;

25. Ampliação do conhecimento e da difusão de informações sobre acordos de pesca e outras formas de assegurar os territórios dos pescadores/as artesanais.

26. Incentivar projetos de pesquisa voltados para compreensão dos conhecimentos e modos tradicionais de gestão e uso do território, relativos à pesca artesanal;

27. Que o Ministério Público se faça mais presente nas soluções dos conflitos relativos à pesca;

28. Que o ordenamento da pesca artesanal se baseie principalmente nas formas tradicionais de gestão e uso de território;

29. Que as áreas degradadas pela carcinicultura sejam recuperadas e devolvidas para a comunidade;

30. Recuperação das lagoas marginais dos rios (reflorestamento das margens com espécies nativas e desprivatização), propiciando a reprodução de peixes nativos, bem como valorizando e ordenando o manejo das culturas agrícolas tradicionais;

31. Que no processo de compensação ambiental de empreendimentos sejam incluídos os prejuízos socioeconômicos dos pescadores/as artesanais;

 

Resex e RDS:

32. Que a criação de Reservas Resex e RDS marinhas federais obedeça à legislação atual e não dependa de acordos políticos com os governos estaduais.

33. Ter como princípio das Resex e RDS a promoção da igualdade de gênero, garantindo a participação das mulheres em todos os processos para decretação, estruturação do plano de manejo e gestão, considerando os direitos das mulheres;

34. Ampliação da política de criação de Resex de recursos pesqueiros para que contemple áreas terrestres, e não somente áreas aquáticas;

 

Mudanças Climáticas:

35. Que as estruturas funcionais dos ministérios da pesca e do meio ambiente sejam reorganizadas, para levar em conta, em suas ações e políticas, os impactos das mudanças climáticas sobre as comunidades dos pescadores artesanais;

36. Criação de um fundo para ações emergenciais em caso de fenômenos naturais extremos que atinjam comunidades da pesca artesanal

 

Políticas/Gênero:

37. Apoio e fomento às atividades das mulheres pescadoras;

38. Formulação de política que garanta linha de crédito especifica à realidade das pescadoras artesanais;

39. Fomentar estudos que indiquem a necessidade e viabilidade socioambiental de ampliação do seguro-defeso para as espécies capturadas pelas pescadoras, como: ostra, marisco-pedra e caranguejo;

40. Criação de um fundo destinado às mulheres nos períodos em que não podem pescar, em função de eventos defeso e desastres ambientais, entre outros;

41. Elaboração de políticas de prevenção e atenção à saúde, bem como o reconhecimento das doenças ocupacionais para as pescadoras;

42. Produzir dados estatísticos pesqueiros estratificados por gênero, reconhecendo especificidades, como a identificação dos locais e modalidades de pesca e quantificação da produção pesqueira das mulheres;

43. Fomentar estudos e pesquisas que subsidiem políticas públicas de manejo das pescarias realizadas pelas mulheres.

 

III Seminário Pesca Artesanal e Sustentabilidade Socioambiental: áreas protegidas e mudanças climáticas IV Simpósio Pernambuco sobre Mulheres e Relação de Gênero: a participação da mulher na pesca artesanal Realização:

Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj);

Coletivo Internacional de Apoio aos Trabalhadores da Pesca (ICSF)

 

Apoio:

Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP);

Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher e Relações de Gênero (Redor);

Instituto de Ecologia Humana (IEH);

Núcleo de Apoio a Pesquisas sobre Populações Humanas em Áreas Úmidas Brasileiras (Nupaub/USP);

Instituto Terramar (Terramar);

Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema/UFPE);

Instituto Chico Mendes de Proteção da Biodiversidade (ICMBio); e

Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).

 

 

 

Seminário Patrimônio Cultural Imaterial: Márcia Sant’Anna – Diretrizes do MinC para o Patrimônio Cultural Imaterial

BLOG ACESSO

28/09/2010

 

Às vésperas de uma mudança presidencial e da estruturação do Plano Nacional de Cultura – PNC, cabe à sociedade entender como se estruturam as políticas culturais e se informar sobre as diretrizes, metas e desafios para a Cultura, que acenam como futuros próximos. Representando o Ministério da Cultura – MinC, a Diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN, Márcia Sant’Anna, conversou com o Acesso sobre o direcionamento dado por esta administração ao tema do Patrimônio Cultural Imaterial e sobre a importância da continuidade da política de Patrimônio Imaterial até então implementada.

 

Acesso – Qual o direcionamento deste Ministério para a questão do Patrimônio Cultural Imaterial?

Márcia Sant’Anna – O Patrimônio Cultural brasileiro está a cargo do IPHAN, autarquia responsável por sua preservação, desde 1937, época do Governo Getúlio Vargas. No ano 2000, 63 anos depois da criação do próprio IPHAN, foi promulgado o decreto que criou o Registro de Bens Culturais Imateriais, como parte da estruturação de uma política de salvaguarda voltada ao patrimônio. Então, podemos dizer que a noção de que os saberes e fazeres culturais integram o patrimônio já existia, mas carecia de um instrumento de preservação adequado ao seu caráter móvel, flexível.

 

Acesso – Nesse sentido, qual a política adotada pelo IPHAN?

M. S. – A política do IPHAN é a mesma do Ministério: salvaguardar o patrimônio por meio de princípios, diretrizes e instrumentos. No caso dos princípios, trabalhamos com a ideia de participação. Uma vez que o Patrimônio Imaterial é realizado por um grupo de pessoas, torna-se imperceptível quando não considera a ação humana. A participação é um princípio basilar que permeia todas as fases, desde a identificação de um bem imaterial até seu reconhecimento, registro, processos de apoio e de fomento. Nessa linha, o IPHAN executa os papéis de formatador e de apoiador da salvaguarda.

Quanto às diretrizes, estão voltadas para 3 aspectos. O primeiro se refere ao investimento prioritário na produção de conhecimento, com inventários e mapeamentos – não é possível estabelecer a salvaguarda sem a produção desse conhecimento inicial. O segundo enfoca a importância da sustentabilidade dessas expressões; está voltado ao investimento nas condições sociais, materiais e ambientais que sustentam essas expressões. Se um praticante de um saber tradicional tem dificuldade de acesso à matéria-prima, por exemplo, esse se torna um aspecto fundamental para a continuidade da expressão. Já, se o bem cultural necessita de recursos naturais para se processar, é preciso levar em consideração a preservação da natureza e seu manejo. O terceiro aspecto trata da necessidade de institucionalização da política e da descentralização para que Estados e municípios tenham igual possibilidade de atuação. Para isso, os participantes precisam de capacitação e aperfeiçoamento conceitual e metodológico.

Sobre os instrumentos de execução dessa política, cito a socialização das metodologias de inventário nacional de instrumentos culturais; o reconhecimento patrimonial feito a partir do Registro; os planos de salvaguarda, compostos por um conjunto de ações que o Estado fomenta para fortalecer a continuidade da expressão; e os planos de fomento às iniciativas da sociedade, que acontecem por intermédio dos editais do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, que disponibilizam recursos para que as próprias comunidades realizem a identificação de atividades de salvaguarda.

 

Acesso – Além dos editais do Programa, que tipos de financiamentos serão direcionados, por meio do PNC, à preservação e restauração do patrimônio intangível?

M. S. – Existem outras formas de financiamento, como os convênios, que são instrumentos de cooperação entre o público e o privado em torno de um objetivo comum. Temos os exemplos de empresas como a Petrobras e a Caixa Econômica que criaram linhas de patrocínio especificamente voltadas ao Patrimônio Imaterial. Acho que é necessário ampliar essa atuação e, com o crescimento da política, o interesse de outras empresas por projetos de salvaguarda se dará de forma natural. Essa é uma tendência.

 

Acesso – Existem diversos casos de patrimônios imateriais que deixam de existir porque perdem sua função social, ou porque não são sustentáveis, ou ainda porque se tornam obsoletos diante da tecnologia. Um exemplo disso é a procissão de carros-de-boi do interior de Goiás, que deixou de ser funcional para aquela comunidade. O que acontece quando um bem cultural imaterial registrado deixa de existir?

M. S. – Como está relacionado a funções práticas num contexto social e econômico, o patrimônio pode, sim, desaparecer. O carro-de-boi foi muito usado porque era a tecnologia disponível e, hoje, ele não tem mais sentido. Em situações como essa, o IPHAN tem a função de documentar as expressão cultural, de guardar a memória da manifestação. Por outro lado, os Registros concedidos são revalidados a cada dez anos, para que se verifique se a manifestação continua forte, fazendo sentido para a comunidade. Quando a avaliação é positiva, o título é revalidado, mas quando identificamos que, apesar dos esforços, os detentores não têm mais interesse em dar continuidade à expressão cultural, então não revalidamos o título e o Registro é encaminhado como instrumento de memória.

 

Acesso – Em relação ao plano internacional, como se posiciona a política cultural brasileira para o Patrimônio Imaterial?

M. S. – Somos parte integrante e fundamental no plano internacional. Começamos a institucionalizar a política de Patrimônio Imaterial na mesma época em que a UNESCO elaborava o texto da Convenção – diversos especialistas brasileiros participaram diretamente desse processo. O Brasil tem uma política afinada com os princípios da UNESCO. Nesse momento, estamos desenvolvendo um documento em conjunto com a UNESCO Brasil para a descentralização da política de salvaguarda, que leva em conta a participação de Estados e municípios. Em suma, a política desenvolvida no Brasil é considerada referência internacional e, por conta disso, temos cooperado com vários países, principalmente os da América Latina e da África, com o repasse de nossa metodologia.

 

Acesso – A UNESCO identificou como desafios ao desenvolvimento brasileiro, na área da cultura, os binômios: desenvolvimento e superação das desigualdades socioculturais; e preservação do patrimônio cultural versus novos processos de desenvolvimento. Quais seriam os caminhos para a resolução dessas equações?

M. S. – Não há uma fórmula que faça tudo acontecer. Trata-se de um investimento contínuo, que tenha essas diretrizes embutidas e metas. O Brasil tem avançado muito nesse sentido e vai depender, basicamente, da continuidade de políticas públicas que tenham desenvolvimento e preservação como objetivos principais.

 

Acesso – Quais são as diretrizes do Plano Nacional de Cultura – PNC com relação aos bens culturais de natureza imaterial?

M. S. – As diretrizes estão afinadas com as diretrizes da política de salvaguarda, até porque fazemos parte da mesma estrutura. O Plano Nacional de Cultura reforça, amplia e ressalta a importância da preservação do Patrimônio Imaterial.

 

Acesso – Podemos deduzir, então, que o PNC dará continuidade ao trabalho de salvaguarda iniciado?

M. S. – A política de salvaguarda foi implantada e institucionalizada de forma consistente nos últimos anos e acho que o trabalho deve ser continuado. O decreto, que apóia e sustenta juridicamente a política, está cada vez mais fortalecido e ainda há uma enorme demanda social já caracterizada.

 

Acesso – O fomento ao Patrimônio Imaterial pode atuar como um vetor para o desenvolvimento sustentável?

M. S. – Essa é uma das linhas do Programa de Patrimônio Imaterial. Nesse sentido, existe uma interlocução entre o Programa e outras políticas públicas, nas áreas de meio ambiente, educação e esportes, e até com os Ministérios das Relações Exteriores e da Justiça. Trata-se de um tema transversal que demanda articulações com outros setores que vão além do IPHAN.

 

Acesso – A reorganização do Ministério, demandada pelo Plano Nacional de Cultura, pode ser afetada pela mudança presidencial? O que está sendo feito para evitar turbulências nesse sentido?

M. S. – As instituições permanecem ao longo da sucessão de vários governos e o IPHAN já passou por isso. Existe uma legislação na qual a instituição se apóia que é uma ação de Estado, mas as prioridades podem mudar de governo para governo. Esse é um processo democrático normal e, na minha visão, essa política de salvaguarda conseguiu se institucionalizar o suficiente para se transformar em ação de Estado.

 

Acesso – Quais as metas e desafios para o primeiro decênio do PNC com relação ao Patrimônio Imaterial?

M. S. – As metas estão relacionadas com os desafios. Precisamos: avançar na produção de conhecimento, no mapeamento das expressões e referências; abrir espaço para a atuação das comunidades, que estiveram à margem das políticas públicas de patrimônio; sensibilizar a sociedade para a importância da preservação do patrimônio e para a ideia de que, por mais que o Estado faça investimentos, quem determina a continuidade das expressões culturais são os grupos sociais; além de estruturar uma ação sistêmica entre as instâncias federal, estadual e municipal, em torno de uma política integrada de salvaguarda que envolva a sociedade.

 

Priscila Fernandes / blog Acesso

 

 

 

Aos 25 anos, Emicida inaugura o rap brasileiro com autocrítica

Rapper paulista lança sua segunda mixtape, "Emicídio", e vai contra a corrente do discurso negativo do rap

Pedro Alexandre Sanches, repórter especial do iG Cultura | 26/09/2010

 

O rap brasileiro encara suas próprias contradições e protagoniza uma nova movimentação, desta vez no coração do bairro de Santana, na zona norte de São Paulo. Ali funciona, num imóvel alugado, o Laboratório Fantasma, mistura de estúdio, gravadora e produtora do rapper paulistano Leandro Roque de Oliveira, de 25 anos, que tem conquistado notoriedade crescente sob a alcunha de Emicida.

Nestes dias, ele e seu irmão mais novo, Evandro “Fióti”, consomem grande parte do tempo no Laboratório produzindo artesanalmente centenas de cópias do disco "Emicídio". Esse novo trabalho significa, nas palavras de Leandro, “a morte e o renascimento do Emicida, com outra visão”.

Nascido no Jardim Fontales, na periferia norte da capital paulista, Emicida, “matador de MCs”, é um exímio improvisador, ligado por laços indiretos à histórica tradição dos repentistas nordestinos. Adquiriu notoriedade nas chamadas batalhas de freestyle, em que os MCs (mestres de cerimônia) do hip-hop se enfrentam em desafios de rimas formuladas na hora.

Em 2009, o também caseiro "Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe…" atravessou obstáculos, alastrou-se da periferia para o centro, disseminou o incômodo nome “Emicida” na mídia, ajudou o jovem artista a ganhar prêmios e se apresentar Brasil afora.

 

Rapper acaba de lançar sua segunda mixtape

Com 18 faixas, "Emicídio" é sua segunda mixtape, como ele denomina – Leandro considera que não produziu, ainda, seu álbum de estreia. “Os ‘beatmakers’ me mandam as batidas e em cima eu faço as rimas. Um álbum é um trabalho mais complexo que isso”, explica. “Tanto os ‘beatmakers’ como eu sofremos uma influência muito forte da América do Norte, e isso começa a me parecer repetitivo. No meu primeiro álbum quero dar continuidade à música brasileira. Musicalmente, a gente pode dar muitos passos ainda”, ele se autoanalisa.

A segunda mixtape prossegue a saga de Emicida, pela via da desconstrução, mais ou menos inédita no rap nacional. O artista discorda, acima de tudo, do predomínio do discurso negativo no nosso hip-hop. “Não dá para eu ir tocar pra criançada com discurso de sofrimento e ser tão sincero quanto fui quando chorava. Não é mais a minha realidade. Os CDs de rap vendem, os shows dão dinheiro, e isso não está sendo retratado. Fica o mesmo discurso de 20 anos atrás, que vicia os moleques numa depressão, faz acreditar que o mundo não é feito pra gente.”

Não é que o protesto se dilua na esteira do sucesso e do assédio midiático, ao contrário. A vida de privação numa favela não é mais o cotidiano de Leandro, mas ainda há muito a dizer em "Emicídio". O CD fala muito sobre racismo e discriminação, enfrenta o tabu de inserir raps de amor, tece considerações sobre como às vezes é difícil estar num palco, identifica-se com o dia-a-dia das prostitutas da rua Augusta.

Em "Cê Lá Faz Ideia", por exemplo, Emicida narra os constrangimentos que um cidadão tem de enfrentar cotidianamente por ser negro. “Os pretos na sociedade são vistos como se fossem ratos. Têm vários ratos famosos, Mickey Mouse, Jerry do Tom & Jerry, mas quem vê um rato na rua só pensa em matar e sair de perto. Ouvem Jimi Hendrix em casa, mas quando encontram um preto na rua só querem atravessar pro outro lado”, afirma. “Me sinto muito mal de ir à avenida Faria Lima, ter de entrar no banco e o segurança perguntar o que eu fui fazer lá. Eu já vou logo causando: ‘Não vou roubar essa porra, não’.”

Põe-se a narrar um conflito que teve com um taxista na rodoviária de São Paulo: “Minha mina deu uma nota de R$ 50 para pagar, ele achou que era falsa, não queria aceitar. Me chamou de macaco. Eu causei uma dor de cabeça pra ele, mano. Fomos pra delegacia, mas a polícia é foda. Quer tudo, menos um boletim de ocorrência de racismo. Foi registrado como injúria, não como racismo. O velho se ajoelhava pra mim, chorava, dizia: ‘Eu tenho um sobrinho mais escuro que você’. Podia ser avô de Zumbi dos Palmares, não faz diferença. Perdi o show daquele dia, mas fiz o B.O. ‘Hoje eu aprendi uma lição’, ele disse no final. Se tiver chance, eu faço isso”.

Episódios como esses, em que Leandro se impõe sobre o racismo, são cruciais para a autoafirmação do cidadão, e também para a autoconfiança do artista. “Nós não falamos o que as pessoas querem ouvir. Esteticamente, a nossa aparência não é aquela que o Brasil compra. A gente tem que ser muito foda e confiar muito no nosso taco. Se tem que fazer dez vezes mais para alcançar alguma coisa, burro é você se fizer só oito”.

Jacira, a mãe de Leandro e Evandro, chega ao Laboratório Fantasma e se integra à entrevista. É dela o painel meticulosamente construído com retalhos, sementes, miçangas, búzios, conchas, fitas, madeira e sucata que está pregado à porta do estúdio, para dar proteção aos filhos. O estandarte retrata os orixás do candomblé, decifra um alfabeto africano e transcreve a letra de um samba de Clara Nunes.

Viúva e em dificuldades financeiras antes de se casar novamente (com um agente funerário que ajudou a criar os meninos), ela levava os filhos pequenos ao culto evangélico, mais para alimentá-los do que pela religião em si, como Emicida lembra dando risada. “Fui empregada doméstica, vivia morando na casa dos outros, mal empregada. Armei barraca na feira, tive 500 profissões, ou mais. Aliás, não é profissão, é função”, conta. “Depois voltei para a escola, concluí o fundamental.”

Ela lembra que Leandro, quando criança, cantava repetidas vezes o verso bossanovista “o barquinho vai, a tardinha cai”. E se mostra tão sensível quanto o filho às questões raciais: “Quando mudei para cá, com cinco anos, esta região da Serra da Cantareira tinha muito japonês. Minha referência eram festas japonesas, e as filhas dos portugueses eram nossas professoras, que foram marcando em mim a ideia de que a nossa cor não é boa. Até três anos atrás eu estava cega, não sabia que sou afrodescendente, negra e brasileira. Se soubesse antes ninguém ia poder comigo”.

Jacira fala criticamente de seus heróis de infância nas histórias em quadrinhos, Tarzan e Fantasma. “Estudando, vi que Tarzan é o algoz, o herói branco que adentra a África e se comunica com os animais. Acabaram com a minha fantasia”, ri. E relata as aflições que sentia por ter um filho rapper. “Tinha medo de a música não dar certo, pensava: ‘Esse menino é preguiçoso demais, não carrega tijolo’. Achava que ele tinha que ser um bom servente de pedreiro”, admite. “Ela não me incentivava, mas um dia chegou em casa com um teclado”, lembra o filho.

O hip-hop de Emicida é incomum também porque ele aprecia desafiar a misoginia comum em tantos raps do passado. “Muitos ainda chamam as minas de vadias. Os rappers criticam o funk carioca, que chama as minas de cachorras, mas fazem a mesma coisa.” A lírica faixa "Rua Augusta" é o melhor exemplo dessa vertente em Emicídio: “Conheço várias minas que são putas, sei os bastidores da coisa. Passo ali e vejo não como quem come a puta, mas penso nos filhos que ela tem para criar, se está com frio. Ninguém decide ser prostituta com 8 anos de idade”.

Casado e pai de Estela, hoje com sete meses, Emicida avança no tema dos preconceitos e toca em outro tema quase sempre evitado pelo rap (e pela sociedade), a homofobia: “Pelos estereótipos, puta dá, veado é promíscuo e preto rouba. Se é alguém próximo, você tenta cuidar, mas se não… Tenho um primo gay, a mãe dele fala que é deficiente mental, dá calmante, trata. Ele é normal, todo mundo vê que é gay só a mãe tem receio de assumir isso para o mundo”.

Mãe e filho divergem sutilmente quando o assunto é eleição. “Eu não gosto do Serra antes de qualquer coisa. Não tenho afeto pelo PSDB”, afirma Emicida, colocando sentimento na política. “Não achei maneiro a TV Cultura acabar com o Manos & Minas, porque o novo diretor (João Sayad) não conhecia o programa. Não se brinca com essas coisas. Foi o que repercutiu de modo mais negativo na campanha do Serra para mim”.

Diz Jacira: “O PSDB vem de longa data fechando instituições que lidam com a cultura, circos-escola, centros de juventude, sem dar a menor satisfação. Eu fui petista desde que me vi consciente, trabalhei próxima de Marta e Lula. Mas a gota d’água para mim foi quando Lula ficou contra o fim da CPMF. Não voto em ninguém, nem vou lá.”

Leandro diz que pretende votar, mas ainda está indeciso. “Me identifico talvez com a Marina. E gosto muito do Lula, por isso acabo me identificando com a Dilma também. Lula é uma ofensa para muita gente, e eu me considero também uma ofensa para muita gente”, compara. Quanto ao próprio Emicida, é difícil crer que alguém possa se ofender com o modo maduro e autocrítico como ele e a nova geração do rap brasileiro têm lutado por se expressar.

Ao final da entrevista, Emicida fez uma rima especialmente para o iG Cultura. Veja abaixo:

 

 

 

Lei Griô e Ação Griô nacional

 

Em 2010, a Rede Ação Griô se mobiliza em busca de 1 milhão de assinaturas para apresentar ao Poder Legislativo Federal o projeto de iniciativa popular: a Lei Griô Nacional.

A Lei Griô Nacional foi eleita prioridade da política do Ministério da Cultura do Brasil na Conferência Nacional de Cultura entre mais de 600 propostas que envolveu cerca de 200 mil dirigentes culturais e representantes de conselhos de cultura e comunidades de base em todo o país.

A Lei Griô Nacional tem como missão instituir uma política nacional de transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral, em diálogo com a educação formal, para promover o fortalecimento da identidade e ancestralidade do povo brasileiro.

A Lei Griô foi formulada por uma Comissão Nacional de Griôs e Mestres de Tradição Oral escolhidos pela Rede Ação Griô e contou com contribuições e participação da sociedade brasileira por meio de encontros regionais e nacionais e uma página na internet. A Assembléia Legislativa da Bahia e a Câmara de Vereadores de João Pessoa na Paraiba já abriram suas portas para sessões especiais sobre a lei envolvendo mais de 300 deputados, vereadores, representantes das secretarias de cultura e educação, griôs, mestres, educadores, e estudantes para discutir a lei griô e encaminhar a sua demanda nos orçamentos estaduais.

A educadora biocêntrica e coordenadora do projeto Grãos de Luz e Griô, Líllian Pacheco declara que "a campanha da lei griô nacional estará acontecendo durante toda a campanha eleitoral buscando comprometer os candidatos à presidência, além de deputados e senadores."

A Ação Griô Nacional nasceu em 2006 como projeto criado e proposto pelo Grãos de Luz e Griô, da Bahia, ao programa Cultura Viva da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura. A Ação Griô é uma rede com 130 pontos de cultura, envolvendo mais de 750 griôs e mestres de tradição oral do Brasil , 600 escolas, universidades e outras entidades de educação e cultura.

Hoje, a Ação Griô Nacional é coordenada pelo Grãos de Luz e Griô, o Ministério da Cultura e mais 7 Pontões de Cultura regionais, sendo que na Bahia tem a parceria da Secretaria de Cultura, e em João Pessoa tem a parceria da Funjope e da Secretaria de Educação.

 

Ação Griô na Escola

Quem são os mestres e griôs? São os pais e mães de santo, capoeiras, cantadores, contadores de histórias, cordelistas, brincantes, bonequeiros, erveiros, curandeiros e todas as pessoas que têm histórias de vida repleta de saberes e fazeres que não estão escritos nos livros, são transmitidos oralmente e vivencialmente, fazem parte da formação da história e identidade das comunidades e do povo de nosso país.

Quando implantada, a lei criará mecanismos para que as comunidades apresentem aos conselhos municipais de cultura seus griôs e mestres de tradição oral. Eles se apresentam vinculados a projetos educativos, associações e a secretarias de educação e passarão seus conhecimentos aos estudantes, com aulas alegres, brincantes, dançantes, cantantes, cheias de histórias que encantam as escolas. O saber oral das ervas das benzedeiras e as ciências da flora da região; o saber das parteiras e as ciências da reprodução; o saber das ladainhas da capoeira e a história do Brasil, são exemplos de práticas e assuntos que mudam o reconhecimento dos estudantes sobre sua própria identidade e ancestralidade.

A Lei apoiará a circulação dos griôs nas comunidades/escolas e a vinculação dos seus currículos aos saberes e fazeres da tradição oral da comunidade, fortalecendo a identidade e ancestralidade dos estudantes, educadores e do povo brasileiro.

Entre as escolas e universidades parceiras da Rede Ação Griô em São Paulo estão a escola Desembargador Amorim Lima, em São Paulo e a Escola de Comunicações e Artes, da USP.

É notório mérito da participação popular e dos Pontos de Cultura do Brasil neste processo de mobilização nacional da Lei Griô, demonstrando a força da sociedade civil na construção de políticas culturais. Caso aprovada como lei de iniciativa popular atestará que “a sociedade civil é capaz de participar da construção de políticas culturais no país, num modelo democrático e propositivo”, afirma Márcio Griô.

Precisamos fazer valer nosso direito constitucional de criar nossas leis de baixo para cima, desde os municípios até o estado brasileiro.

 

Vamos meu povo assinar a lei griô!!!

“ quem semeia a paz

só vai colher o amor

vamos meu povo assinar a lei griô...”

 

Confira o histórico de mobilização e coleta das assinaturas com personalidades importantes da cultura no nosso país - Chico Cesar, Alcimar Monteiro, Fagner, Célio Turino, TT Catalão, Sergio Mamberti, Márcio Meirelles e muitos outros.

 

*Griô é uma palavra abrasileirada pelo Grãos de Luz e Griô e tem origem na palavra francesa griot, que traduz a palavra dieli, numa língua do imperio do Mali, que significa o sangue que circula. Os Griôs são contadores de histórias, cantadores, genealogistas da tradição do noroeste da África responsáveis pela biblioteca viva da tradição oral. São famílias que, no universo da tradição oral, onde o livro não tem um papel social prioritário, guardam a história e as ciências das comunidades, das regiões e do país.

 

*A pedagogia griô é uma pedagogia criada a partir da prática pedagógica do Grãos de Luz e Griô para sistematizar as práticas e saberes de tradição oral, bem como seus conceitos chaves e seus processos de transmissão e circulação que são reinventados para dialogar com o saber formal nas escolas. Integra mito, arte, ciência, história de vida, tem como centro do saber a identidade e ancestralidade dos estudantes, e a vivência como processo de elaboração do conhecimento, e tem como referências - as práticas dos pontos de cultura e dos grupos de tradição oral do país, os educadores e pesquisadores brasileiros da educação biocêntrica, da teoria de Paulo Freire, da educação para as relações etnicorraciais positivas, e dissertações acadêmicas que já versam sobre a própria pedagogia griô.

 

A Minuta e o Projeto de Lei podem ser acessados no Portal www.acaogrio.org.br ou o blog: https://sites.google.com/site/leigrionacional

 

A Lei Griô Nacional está sendo debatida e mobilizada em todo país, em sessões especiais nas Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativa.

Baixe a minuta, imprima e assine, enviando para o endereço que consta no documento, acesse o portal www.acaogrio.org.br ou o blog: https://sites.google.com/site/leigrionacional

 

No dia 24 de agosto foi realizada a sessão especial na Câmara Municipal de João Pessoa – PB com um público participante de 120 pessoas entre griôs, mestres, educadores, estudantes. Na composição da mesa estiveram presentes a Secretaria de Educação de João Pessoa, a SCC/ Ministério da Cultura, a regional Nordeste do Ministério da Cultura, a FUNJOPE - Fundação de Cultura de João Pessoa, a Coordenação da Rede Ação Griô Nacional e do Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô, a Escola Municipal Raimundo Nonato, o Iphan, a Secretaria de Turismo de João Pessoa, a Vereadora Sandra Marrocos, o Fórum de Culturas Populares de João Pessoa, além de griôs e mestres representantes da cultura popular e tradição oral do município e dos pontos de cultura Escola Viva Olho do Tempo e Meio do Mundo, além de representantes da mídia.

No dia 05 de agosto foi realizada a audiência pública na Assembléia Legislativa da Bahia, com um público participante, em média de 180 pessoas entre griôs, mestres, educadores e estudantes. A mesa contou com a participação de Javier Alfaya – Deputado Estadual da Bahia, Elaine Tozzi - Coordenadora de Ações da SCC-MINC, Ângela Andrade e Jaqueline Santana – Representando as secretarias de Educação e de Cultura da Bahia, D. Cici e Raimundo Katusemi – representando os griôs e mestres e os Pontos de Cultura Pierre Verger e Bankoma, Roselane – representando os estudantes da rede de Ensino e Líllian Pacheco - coordenadora da Rede Ação Griô Nacional e do Grãos de Luz e Griô, além da TVE e TV Assembléia.

Em 2010, a Rede Ação Griô se mobiliza em busca de 1 milhão de assinaturas para apresentar ao Poder Legislativo Federal o projeto de iniciativa popular: a Lei Griô Nacional.

A Lei Griô Nacional foi aprovada como prioridade política na Conferência Municipal de Lençóis, BA, na Conferência Territorial da Chapada Diamantina, na Conferência Estadual da Bahia, e foi eleita prioridade da política de cultura do Brasil na Conferência Nacional de Cultura entre mais de 347 propostas que envolveu cerca de 200 mil representantes da cultura em todo o país.

A Lei Griô Nacional tem como missão instituir uma política nacional de transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral, em diálogo com a educação formal, para promover o fortalecimento da identidade e ancestralidade do povo brasileiro. A Lei Griô foi formulada por uma Comissão Nacional de Griôs e Mestres de Tradição Oral escolhidos pela Rede Ação Griô e contou com contribuições e participação da sociedade brasileira por meio de encontros regionais e nacionais e uma página na internet. A Assembléia Legislativa da Bahia e a Câmara de Vereadores de João Pessoa na Paraiba já abriram suas portas para sessões especiais sobre a lei envolvendo mais de 300 deputados, representantes das secretarias de cultura e educação, griôs, mestres, educadores, e estudantes para discutir a lei griô e encaminhar a sua demanda nos orçamentos estaduais.

A educadora biocêntrica e coordenadora do projeto Grãos de Luz e Griô, Líllian Pacheco declara que "a campanha da lei griô nacional estará acontecendo durante toda a campanha eleitoral buscando comprometer os candidatos à presidência, além de deputados e senadores."

A Ação Griô Nacional nasceu em 2006, como projeto criado e proposto pelo Grãos de Luz e Griô, da Bahia, ao programa Cultura Viva da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura. A Ação Griô é uma rede com 130 pontos de cultura, envolvendo mais de 750 griôs e mestres de tradição oral do Brasil , 600  escolas, universidades e outras entidades de educação e cultura. Hoje, a Ação Griô Nacional é coordenada pelo Grãos de Luz e Griô, o Ministério da Cultura e mais 7 Pontões de Cultura regionais, sendo que na Bahia tem a parceria da Secretaria de Cultura, e em João Pessoa tem a parceria da Funjope e da Secretaria de Educação.

 

Ação Griô na Escola

Quem são os mestres e griôs? São os pais e mães de santo, capoeiras, cantadores, contadores de histórias, cordelistas, brincantes, bonequeiros, erveiros, curandeiros e todas as pessoas que têm histórias de vida repleta de saberes e fazeres que não estão escritos nos livros, são transmitidos oralmente e vivencialmente, fazem parte da formação da história e identidade das comunidades e do povo de nosso país. Quando implantada, a lei criará mecanismos para que as comunidades apresentem aos conselhos municipais de cultura seus griôs e mestres de tradição oral. Eles se apresentam vinculados a projetos educativos, associações e a secretarias de educação e passarão seus conhecimentos aos estudantes, com aulas alegres, brincantes, dançantes, cantantes, cheias de histórias que encantam as escolas. O saber oral das ervas das benzedeiras e as ciências da flora da região; o saber das parteiras e as ciências da reprodução; o saber das ladainhas da capoeira e a história do Brasil, são exemplos de práticas e assuntos que mudam o reconhecimento dos estudantes sobre sua própria identidade e ancestralidade.  A Lei apoiará a circulação dos griôs nas comunidades/escolas e a vinculação dos seus currículos aos saberes e fazeres da tradição oral da comunidade, fortalecendo a identidade e ancestralidade dos estudantes, educadores e do povo brasileiro. Entre as escolas e universidades parceiras da Rede Ação Griô estão as Escola Municipal Raimundo Nonato em João Pessoa, os Colégios Pedro II, no Rio de Janeiro, e escolas como a Desembargador Amorim Lima, em São Paulo. A Escola de Comunicações e Artes, da USP, também aderiu ao projeto, por iniciativa do professor Sérgio Sant'Ana.

É notório mérito da participação popular e dos Pontos de Cultura da Bahia neste processo de mobilização nacional da Lei Griô, demonstrando a força da sociedade civil na construção de políticas culturais. Caso aprovada como lei de iniciativa popular atestará que “a sociedade civil é capaz de participar da construção de políticas culturais no país, num modelo democrático e propositivo”, afirma Márcio Griô.

 

Vamos meu povo assinar a lei griô!!!

“quem semeia a paz

só vai colher o amor

vamos meu povo assinar a lei griô...”

 

Confira o histórico de mobilização e coleta das assinaturas com personalidades importantes da cultura no nosso país – Chico Cesar, Alcimar Monteiro, Fagner, Célio Turino, TT Catalão, Sergio Mamberti, Márcio Meirelles e muitos outros.

Griô é uma palavra abrasileirada pelo Grãos de Luz e Griô e tem origem na palavra francesa griot, que traduz a palavra dieli, numa língua do imperio do Mali, que significa o sangue que circula. Os Griôs são contadores de histórias, cantadores, genealogistas da tradição do noroeste da África responsáveis pela biblioteca viva da tradição oral. São famílias que, no universo da tradição oral, onde o livro não tem um papel social prioritário, guardam a história e as ciências das comunidades, das regiões e do país.

A pedagogia griô é uma pedagogia criada a partir da prática pedagógica do Grãos de Luz e Griô para sistematizar as práticas e saberes de tradição oral, bem como seus conceitos chaves e seus processos de transmissão e circulação que são reinventados para dialogar com o saber formal nas escolas. Integra mito, arte, ciência, história de vida, tem como centro do saber a identidade e ancestralidade dos estudantes, e a vivência como processo de elaboração do conhecimento, e tem como referências - educadores e pesquisadores brasileiros da educação biocêntrica, da teoria de Paulo Freire, da educação para as relações étnico raciais positivas, e dissertações acadêmicas que já versam sobre a própria pedagogia griô.

 

Seguem links da mobilização Lei Griô Nacional

Blog Lei Griô:

https://sites.google.com/site/leigrionacional/

Entrevista TV FUTURA:

http://www.youtube.com/watch? v=oR3t26iWMmo&feature=related

http://www.youtube.com/watch? v=CfulvAnemhA&feature=related

Clip Lei Griô 3min:

Veja o Clip da Lei griô Nacional

http://www.youtube.com/watch? v=2fYbVx9KDEI

Clip Lei Griô 27 seg:

http://www.youtube.com/watch?v=j9nWxswVSRE

Portal Ação Griô:

www.acaogrio.org.br

Site Grãos de Luz e Griô:

www.graosdeluzegrio.org.br

 

Atenciosamente,

 

Márcio Caires

Coordenador da Ação Griô Nacional

Associação Grãos de Luz - CNPJ 04.731.005/0001-45

Rua Nossa Senhora da Vitória, s/n, Lençóis-BA. Tel: (75) 3334-1040

www.graosdeluzegrio.org.br/ graosgrio@...

www.graosdeluzegrio.org.br

www.acaogrio.org.br; sites.google.com/site/leigrionacional

(75) 9985-6108 (75) 9985-6108, 9171-6976, (75) 3334-1040 OU 3334-1557

 

 

 


INSTALAÇÃO E POSSE DA COMISSÃO MUNICIPAL DE FOLCLORE DE URUAÇU - GO

 

DISCURSO PROFERIDO POR FÁTIMA PARAGUASSÚ

Abordar o Movimento do Folclore em Goiás é aproximar da intelectualidade goiana que se estabelece na nova capital a partir do ano de 1940.

O Batismo Cultural de Goiânia em 1942 incorporou em seu discurso a representatividade do passado e das tradições.

Em 1947 criou-se a Comissão Nacional de Folclore, subseqüentemente em 1948 criou-se as comissões regionais, dentre elas a Comissão Goiana de Folclore.

Muitos nomes se destacaram por ligar sua intelectualidade ao folclore dentre eles Colemar Natal e Silva, Cônego Trindade, Regina Lacerda, Bariani Ortencio e muitos outros.

Em 1960 o folclore passa a dialogar com um contexto de novas políticas publicas especialmente as relacionadas com o turismo visualizado como uma importante referencia de desenvolvimento econômico. Políticas Públicas de cunho desenvolvimentista provocaram inúmeras transformações na vida rural goiana ate o auge do êxodo rural nos anos de 1970 durante o governo dos militares. Isso passou a ser referencia dos discursos dos folcloristas que lamentavam as transformações na vida rural e urbana com a deturpação dos costumes e tradições.

Após a adoção da convenção para a proteção do patrimônio mundial, cultural e natural, em 1972, alguns estados-membros manifestaram interesse em ver criado um instrumento de proteção do patrimônio imaterial. Assim, a UNESCO viria a adotar, em 1989, a recomendação para a salvaguarda da cultura tradicional e do folclore.

Hoje estamos criando mais uma instância de discussão, apoio, fruição e difusão do folclore goiano. Sabemos que Uruaçu a muito vem trabalhando nesse sentido, principalmente pelas ações realizadas por Sinvaline Pinheiro em defesa dos mestres da cultura popular local.

Cada uma das comissões que nasce no interior do estado é a certeza do fortalecimento da grande Rede que está se formando para proteção de determinados tipos de bens imateriais, saberes e fazeres – o patrimônio da nossa cultura – Hoje, Sinva, vocês estão dizendo mais uma vez ao Estado de Goiás e ao Brasil, através da Instalação da Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu e da filiação ao Fórum de Culturas Populares e Tradicionais de Goiás e dizendo para si própria que a cultura popular de Uruaçu é importante e que mais uma vez precisa ser protegida.

Neste Ato, declaro instalada a Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu e empossada a Presidenta Sinvaline Pinheiro a quem eu entrego os seguintes documentos:

Carta do Folclore Brasileiro;

1 Exemplar do Anais do XI Congresso Brasileiro de Folclore realizado em Goiás;

Cópia do Termo de Posse;

O Livro de Guilherme Talarico De Peneira a Batêia, que conta a trajetória da Comissão Goiana de Folclore

O Livro Real e Imaginário: Aspectos da Cultura Popular em Goiás, da Comissão Municipal de Folclore de Santa Cruz de Goiás.

 

TERMO DE POSSE

COMISSÃO MUNICIPAL DE FOLCLORE DE URUAÇU – GO

Aos 04 dias do mês de setembro do ano de dois mil e dez, no Memorial Serra da Mesa, cidade de Uruaçu, verifica-se a posse da Ativista e Empreendedora Cultural Sinvaline Pinheiro, no cargo de Presidenta da Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu, seguindo as Recomendações da UNESCO sobre Salvaguarda do Folclore e Orientações da Carta do Folclore Brasileiro, de 16 de dezembro de 1995,Capítulo XIII, onde recomenda-se às Comissões Estaduais estimular a criação de comissões municipais de folclore.

Os empossados assumem a partir de hoje o compromisso solene de cumprir bem e fielmente os deveres e as atribuições que lhe são inerentes. Função de apoiar e difundir os saberes, fazeres e falares dos mestres da cultura popular do Município de Uruaçu, fortalecendo a grande Rede que se forma no Estado de Goiás em prol da construção de nossa Identidade Histórica.

E, estando conforme, foi lavrado o presente Termo que vai assinado pela Presidenta da Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu Sinvaline Pinheiro, pela Presidenta da Comissão Goiana de Folclore Aparecida Teixeira de Fatima Paraguassú e pelo Presidente de Honra Waldomiro Bariani Ortencio.

 

Uruaçu, o4 de setembro de 2010.

 

Sinvaline Pinheiro

Presidenta

Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu

Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassú

Presidenta

Comissão Goiana de Folclore

Waldomiro Bariani Ortencio

Presidente de Honra

Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu e

Comissão Goiana de Folclore

Izabel Signoreli

Sec. Geral da Comissão Goiana de Folclore

 

ATA DE INSTALAÇÃO E POSSE DA COMISSÃO MUNICIPAL DE FOLCLORE DE URUAÇU

Aconteceu neste sábado, dia 04 de setembro do ano de dois mil e dez, às 11 horas da manhã, no Memorial Serra da Mesa a Instalação e Posse da Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu dentro das comemorações da II Semana de Folclore do Memorial Serra da Mesa. Contamos com a presença do Presidente do Fórum de Culturas Populares e Tradicionais de Goiás; professores; alunos; autoridades; pessoas de toda região norte. Vários artistas brindaram o publico do evento com sua arte, emocionando a todos. Os Índios Kariri Xocó, com o sorriso contagiante de Tanoné, resistem aos golpes e desmandos políticos que os querem fora de sua reserva no DF. Glória do Berrante ou Glória Berranteira, numa demonstração da força da mulher. Gloria, uma viúva que cuida de sua fazenda sozinha e ainda tem fôlego para fazer apresentações em eventos. Conta em sua trajetória de vida o aprendizado da arte de tocar berrante adquirido por intermédio de sua mãe. A moagem de cana; torração de farinha; fabrico de pinga; fabrico de sabão de bola; oficinas de reaproveitamento do cerrado; xilogravura... A cultura popular da Região Norte se fez presente. Acompanhamos o grande Cortejo pela Vila Cenográfica; Fazenda; Aldeia Indígena; misturou ritmo, suor, muita música, alegria. Conhecemos a história de Bechiolina e tantas outras mulheres guerreiras. Ás 11 horas da manhã deu-se início à homenagem ao artista Fábio Clei, membro da Comissão que falecera dois dias antes da posse. Em seguida abriu-se a Sessão Solene de Instalação e Posse da Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu. Eu, Fátima Paraguassú fiz um pronunciamento mostrando desde a fundação da Comissão Goiana de Folclore, passando por ações desenvolvidas ao longo da história, até o momento atual e também da filiação da CMU ao Fórum de Culturas Populares e Tradicionais de Goiás. Em seguida foi declarada Instalada a Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu, com a posse e diplomação da Presidente eleita. Após a leitura do Termo de Posse e entrega de documentos à Comissão, a Senhora Sinvaline Pinheiro, Presidenta empossada, diplomou os Membros da Diretoria, ficando assim constituída a Diretoria da Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu para o Biênio 2010 - 2012: Presidente de Honra Waldomiro Bariani Ortencio; Presidente Sinvaline Pinheiro; Vice Presidente Aline de Sá; Sec. Geral Joizimar Titonelli; Segundo Secretário Ezecsom de Sá; Diretor de Cultura Luiz Sergio; Tesoureiro Professor Jessé; Segundo Tesoureiro Professor Liberato; Conselho de Mestres Mariano Pires, José Ribeiro da Rosa (Cafezão); In Memorian Fábio Clei. Terminada a cerimônia de diplomação e posse, Sinvaline convidou Verônica, do ITS, que falou da grande parceria do ITS com o Memorial Serra da Mesa; Luiz Sergio, Gestor Público de Cultura falou das políticas Publicas que serão desenvolvidas no município. Sinvaline falou da dificuldade e ao mesmo tempo da alegria que é a realização daquele evento. Finalizou-se com o Hino do Memorial Serra da Mesa de minha autoria e o toque do berrante da Glória Berranteira. Sinvaline agradeceu a todos e deu-se por encerrada a solenidade, continuando a grande festa da II Semana de Folclore do Memorial Serra da Mesa Nada mais havendo a tratar, lavrou-se a presente Ata, assinada por mim, Presidente da Comissão Goiana de Folclore, que lavrei a presente Ata e pela Presidente da Comissão Municipal de Folclore de Uruaçu.

 

HINO DO MEMORIAL SERRA DA MESA.

Letra e música: Fátima Paraguassú

1 - Amontoado de recordações

Momentos dourados ou de escravidão.

Infância reimaginada,

O sentimento, a raça, a emoção.

Memorial Serra da Mesa

Da Cultura Regional é referencia

Traz à tona o cerrado submerso

Resgatando valores, experiências. 

REFRÃO

O lago que o progresso almejou

Faminto, engoliu construções.

Detonou histórias, sapiências.

Hábitos, costumes, ilusões.

Uruaçu Porto Sagrado,

Berço do Memorial.

Atravessa o tempo, volta ao passado,

Educando novas gerações.

 

 

 

 

CULTURAS INDÍGENAS

 

Usina de Estreito e seus impactos socioambientais. Entrevista com Cirineu da Rocha

02.09.10 - BRASIL

IHU – Unisinos

Adital

 

A cidade de Estreito, no Maranhão, já tinha problemas bastante sérios antes de se transformar na cidade-base para a construção de uma nova usina hidrelétrica na divisa do Tocantins com o Maranhão que deve atingir até doze cidades, povos indígenas, ribeirinhos, posseiros, pequenos proprietários e outras pessoas que dependem do rio. A obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deve terminar em outubro deste ano e já deixou cerca de três mil homens desempregados na região, além de ter provocado o aumento da violência e da prostituição em Estreito. "O problema é que a empresa, quando começou a obra, não se responsabilizou pela readequação da infraestrutura da cidade e diz que isso é função dos estados e dos municípios", aponta Cirineu da Rocha, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) da região. Ele concedeu entrevista à IHU On-Line por telefone.

Cirineu fala da situação atual do povo que vive próximo das obras da usina e aponta absurdos que estão ocorrendo. "O consórcio quer terminar a obra agora em outubro e, por isso, estão fazendo os reassentamento de qualquer jeito, colocando as pessoas em locais sem as condições mínimas para moradia", conta. Além disso, algumas famílias estão sendo deslocadas pela segunda vez, porque a primeira área onde foram colocadas também será alagada pela usina.

Confira a entrevista.

 

IHU On-Line - Qual a situação do povo que vive próximo à usina do Estreito?

Cirineu da Rocha - Estamos vivendo uma situação muito complicada e, em função disso, estamos tentando organizar os pescadores, proprietários, ocupantes para que construíssemos um espaço onde tivéssemos a oportunidade de apresentar nossas propostas. O pessoal da empresa que está construindo a Usina do Estreito não topou e indenizaram apenas somente quem é proprietário, ou seja, quem tem documento da sua terra, que chamamos de patrimonialistas. Desta forma, algumas categorias de atingidos por essa barragem não foram reconhecidas.

Cerca de 1150 famílias de pescadores, extrativistas, filhos de proprietários, ocupantes de fazendas e posseiros não foram indenizados. Esta é uma região com temporadas bem definidas de seca e de chuvas. Na época de seca, o rio baixa e as pessoas usufruem dele como praia e, com isso, há barqueiros que levam as pessoas até à praia e barraqueiros que vivem da venda de cerveja, peixe e outras coisas durante os meses de junho, julho e agosto. A empresa também não reconheceu essas categorias.

Além disso, alguns pequenos proprietários foram reassentados meio às pressas. Desta forma, o local onde eles estão instalados ainda é precário, sem infraestrutura, não tem energia, água, há dificuldade de acesso. Além disso, um outro grupo de pequenos proprietários pegou carta de crédito e gastou dinheiro, não conseguiu comprar outra terra. É essa a situação que estamos vivendo aqui.

 

IHU On-Line - Que cidades estão sendo atingidas por essa usina?

Cirineu da Rocha - São dez cidades do Tocantins e duas cidades do Maranhão, que é Estreito e Carolina. São quatro povos indígenas atingidos. Eles não estão dentro da área alagada, mas estão na área de influência e esses ambientes vão viver uma pressão tão grande que vão diminuir as plantações e os pescados. Existem várias categorias de atingidos, como os proprietários de terra, os posseiros, os extrativistas, os barqueiros e barraqueiros e muitos outros que são difíceis de classificar.

 

IHU On-Line - Muitos trabalhadores que vivem do rio não são considerados atingidos. Quem foi considerado atingido e quem foi excluído desse grupo?

Cirineu da Rocha - Nós mesmos já paramos a empresa três vezes. Ela, que fez o estudo de impacto ambiental da Usina de Estreito, é, na verdade, um departamento da Camargo Correa, uma das responsáveis pela obra. Num primeiro momento, os povos indígenas não foram reconhecidos e algumas cidades não estavam no impacto ambiental, mas seriam atingidos. Muitas questões fundamentais ficaram de fora do EIA-Rima. Com isso, o Ministério Público entrou com uma ação e nós do MAB entramos com outra e, assim, a obra parou. Depois, o juiz da Justiça Federal da cidade de Imperatriz entrou com uma liminar e a obra parou de novo. Com um estudo de impacto mal feito, deixando várias questões ambientais e sociais de fora, muitas denúncias tem surgido e, com isso, conseguimos impedir o avanço da obra tantas vezes.

A empresa só considera atingidos aqueles que têm a propriedade e documento que comprove isso. Nós fizemos uma pesquisa, com base em dados levantados pelo Ministério da Pesca e pelo INCRA, e vimos que em torno de 1500 famílias serão atingidas pela obra da usina.

 

IHU On-Line - Qual é a cidade base para a operação da construção? Como era essa cidade antes e como ela está agora?

Cirineu da Rocha - É Estreito, no Maranhão. A cidade era muito tranquila, pequena. A infraestrutura era muito ruim, assim como as ruas da cidade. Na obra, hoje, temos cerca de seis mil homens trabalhando diretamente, mais uns três mil à procura de emprego. A cidade está virando um caos. Não temos banco, não tem acesso a vários serviços públicos, nas escolas há turmas com 60 alunos na sala de aula. A violência e a prostituição aumentaram. Fizeram uma pesquisa recentemente e perceberam que antes não havia prostíbulos, e hoje já há mais de cem, fora a prostituição que acontece no meio da rua. Houve toda uma mudança em função da chegada dessas pessoas, fazendo com que a violência aumentasse. O problema é que a empresa, quando começou a obra, não se responsabilizou pela readequação da infraestrutura da cidade e diz que isso é função dos estados e dos municípios.

 

IHU On-Line - O que ficou estabelecido antes da obra começar e não está sendo seguido pelo Consórcio Estreito Energia (Ceste)?

Cirineu da Rocha - O principal é o reassentamento dos que eram filhos de proprietários de terras ou de pequenos agricultores e posseiros. Além disso, como algumas comunidades não queriam carta de crédito, mas sim ser reassentados, o consórcio demorou muito para fazer isso. O consórcio quer terminar a obra agora em outubro e, por isso, estão fazendo os reassentamento de qualquer jeito, colocando as pessoas em locais sem as condições mínimas para moradia. As pessoas que moram na beira do rio já têm acesso à água, pesca, frutas. E agora eles estão indo para lugares sem água, sem luz, sem condições de deslocamento, onde não tem como plantar. Como algumas cidades urbanas terão até 60% de suas áreas atingidas, algumas famílias também tiveram que ser reassentadas, mas agora elas tiveram que mudar de lugar porque o primeiro local onde o consórcio organizou as moradias foi feito numa área que também vai ser alagada.

 

IHU On-Line - Estreito pode servir de exemplo para Belo Monte?

Cirineu da Rocha - É um exemplo sim. O pessoal da empresa de Estreito não dialoga, não conversa, simplesmente impõem. Além disso, eles têm um apoio muito forte da Casa Civil. Nós queríamos criar um Fórum de Negociação para que pudéssemos levar os problemas e dar os devidos encaminhamentos. O pessoal do IBAMA criou o fórum com essa concepção. Então, o pessoal da Casa Civil veio e disse que não era assim que funcionava e não aceitou o fórum. É exatamente isso que está acontecendo em Belo Monte também. Além disso, outra questão parecida são as várias ações civis públicas em andamento. Aqui em Estreito temos oito e dessas três já chegaram à decisão da Justiça do Maranhão dizendo que a obra deveria ser parada e os estudos refeitos. Os argumentos que estão sendo utilizados pela Advocacia Geral da União é que se a obra parar, o desenvolvimento do Brasil será prejudicado. E, para eles, o desenvolvimento do país está acima de qualquer coisa. Belo Monte também já tem várias ações civis públicas e o argumento do governo é o mesmo.

Nós, organizações e atingidos, entendemos que não temos mais saída e estamos tentando tornar a nossa luta pública. No dia 23 de agosto, iniciamos uma marcha que saiu de Araguaína-TO e segue até a obra com o objetivo de reivindicar que as famílias sejam respeitadas e os direitos garantidos. Se depois disso, ninguém do Governo ou da Casa Civil ou da empresa aparecer para dialogar, não sabemos mais o que podemos fazer.

 

Instituto Humanitas Unisinos

 

 

 

INDÍGENAS NO INCÊNDIO DA FAVELA REAL PARQUE

Cerca de 40 famílias indígenas foram atingidas

Vanessa Ramos

 

De um lado, a favela do Real Parque com muitas habitações precárias. De outro, a Ponte Estaiada e condomínios de luxo. Um dos lados exige condições dignas de moradia e sobrevivência, enquanto outro prefere a preservação daquilo que tem sido um cartão-postal dentro da cidade de São Paulo incitando, inclusive, o mercado imobiliário.

Mas apenas um lado sofre nesse momento. Um incêndio atingiu a favela do Real Parque, na zona sul de São Paulo, na manhã da sexta-feira (24/09). No local que era conhecido pelos moradores como alojamento da Rocinha, viviam cerca de 300 famílias, em um número aproximado de 1.200 pessoas, conforme informações da subprefeitura do Butantã.

Foi grande o desespero das pessoas no local e o fogo se alastrou rapidamente nos barracos construídos em madeira e em alvenaria. A maioria dos que viviam no alojamento estavam trabalhando no momento e, ao receberem a informação, correram para socorrer pessoas da família e algum objeto que pudessem resgatar. Não se conhece a causa do incêndio, mas, de acordo com informações, não há mortos no local.

 

Poder Público

A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), a Defesa Civil Municipal, o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e a Subprefeitura do Butantã estiveram reunidos no local com moradores e lideranças do Real Parque. Conforme moradores locais, estas representações do poder público explicaram que em um primeiro momento iriam cadastrar as famílias que perderam as moradias.

Num segundo momento, distribuiriam um kit básico com cobertores, alimentos, colchões e outros itens básicos. Além disso, afirmaram não poder fazer nada imediato para abrigar as famílias. Apenas a partir dos dias 28 e 29 de setembro falariam com as famílias, ofereceriam uma bolsa aluguel no valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais), provisoriamente por doze meses. Segundo consta, dar-se-á início a construção de conjuntos habitacionais, mas, não foram apresentas datas previstas.

Na reunião, foi alegado por membro da comunidade que as pessoas não poderiam dormir na chuva. Mesmo assim, a partir das 19h00, representantes do poder público fecharam o Projeto Comunitário Casulo, obrigando as famílias desabrigadas a buscarem apoio e abrigo de outras casas na favela. Muitos moradores ofereceram suas casas para famílias que estavam até mesmo com crianças de colo. No final da noite, informou-se que o poder público entregou colchões, cobertores e alimentos para as famílias.

 

Famílias Indígenas

Das cerca de 300 famílias atingidas, aproximadamente 40 famílias são indígenas Pankararu, sendo uma média de 180 indígenas desabrigados. O povo Pankararu é originário do estado de Pernambuco e começou a migrar para São Paulo já na década de 1950, lutando há anos, na metrópole paulista, por melhores condições de sobrevivência e permanente reconhecimento de sua identidade.

Maria Lídia da Silva Pankararu, agente de saúde e vice-presidente da Associação SOS Pankararu conta que a situação a deixou desesperada vendo o estado caótico que estavam as famílias tentando recuperar o que fosse possível. No momento, viu muitos alunos de uma escola próxima incontrolavelmente, pressionando e saindo do portão escolar em busca de suas famílias. “Espero que nunca mais em minha vida eu veja uma situação como essa de meus parentes sofrendo tanto”, relata.

Para Maria das Dores Pankararu e presidente da Associação SOS Pankararu, “O governo do Estado não toma providências cabíveis às minorias comunitárias. Não existe diálogo claro que garanta o entendimento da comunidade”. Para ela, a comunidade não acredita nas propostas públicas, pois, não se apresentam garantias no que é dito. “Não apresentam melhorias nas condições de moradia e habitação”. A líder indígena aponta que a comunidade Pankararu, há mais de 20 anos vem solicitando uma área territorial própria que os prive dessas condições humilhantes e desumanas.

 

Apelo

A liderança Ubirajara Ângelo de Souza, indígena Pankararu, diz que as pessoas já viviam precariamente sem rede de esgoto, com falta de saneamento básico. “Isso tudo por falta de moradia e porque muitos governantes não ligam para o ser humano, especialmente para nós que somos indígenas”.

Ele afirma que as situações se repetem. Isso é visto tanto no Real Parque, zona sul, como na zona leste de São Paulo onde há muitas famílias Pankararu vivendo em áreas de risco e buscando apoio e moradia através do poder público, para o atendimento específico a indígenas que vivem em áreas urbanas. “Nós não vendemos terra nenhuma a ninguém. Hoje nós pedimos um pedaço de terra e somos tratados de maneira indigna. Onde estivermos, seja em qual território brasileiro for, somos índios. A quem temos que pedir terra, se somos donos dessas terras que foram invadidas?”, reflete indignado.

Mesmo na situação de miséria e de descaso público, esse povo indígena vem fortemente garantindo os seus usos e costumes tradicionais, “independente das más condições de vida que possuem nessa cidade, dentro dessa favela”, aponta Dores.

Para muitas famílias, é desmoralizante observarem a contradição luxuosa, do outro lado da favela, na região onde vivem. Se no fim da década de 50, migravam de sua aldeia por causa da seca e de conflitos com invasores, hoje lutam na cidade contra a especulação imobiliária, por respeito aos povos indígenas que vivem em áreas urbanas, por condições dignas de sobrevivência na metrópole e por uma atuação rápida e séria do poder público.

 

do Conselho Indigenista Missionário, na Grande São Paulo

25 de setembro de 2010.

 

AS FAMÍLIAS NESSE MOMENTO PEDEM APOIO E DOAÇÕES

É PRECISO MUITA SOLIDARIEDADE

CONTATOS DO REAL PARQUE

Dora (liderança indígena Pankararu) – Tel.: 8156-7367

Paula (Favela Atitude) – Tel.: 9838-5904

Cris (Favela Atitude) – Tel.: 7503-4948

 

 

 

Relatório da ONU destaca violação de direitos indígenas no Brasil no caso da hidrelétrica de Belo Monte

[21/09/2010]

http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3168

 

Divulgado em 15/9 e lido nesta segunda-feira, 20/9, em Genebra, o relatório de James Anaya, Relator Especial da ONU sobre direitos humanos e liberdades fundamentais indígenas, trata de casos analisados em 2009 e 2010 em todo o mundo. No Brasil, os destaques são as denúncias sobre violações de direitos indígenas nos casos da construção da hidrelétrica Belo Monte (PA) e da transposição do Rio São Francisco e a grave situação em que se encontram os povos indígenas no Mato Grosso do Sul.

De acordo com o relatório, o Estado Brasileiro respondeu aos questionamentos feitos pela relatoria da ONU sobre os casos em destaque. Eles foram encaminhados ao governo com base em informações e denúncias que o Relator Especial James Anaya recebeu nos últimos dois anos de organizações indígenas, socioambientais e de direitos humanos. Em abril deste ano, denúncias sobre Belo Monte foram encaminhadas ao relator durante Fórum da ONU.

Saiba mais: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3050

Em relação aos impactos da hidrelétrica de Belo Monte, o governo brasileiro limitou-se a anunciar que as áreas de inundação do projeto atual foram reduzidas em comparação com o projeto anterior, dos anos 1970. Entretanto, como já foi amplamente divulgado e reconhecido por órgãos do governo, é a redução da vazão do rio (seca) que trará os maiores impactos para as duas Terras Indígenas (Arara da Volta Grande e Paksamba) reconhecidamente afetadas pela obra na Volta Grande do Rio Xingu. Ou seja, a resposta do Estado brasileiro ao relator da ONU foi incompleta nesse quesito.

Da mesma forma, questões fundamentais como a qualidade da água e da vida animal e vegetal na região não foram devidamente esclarecidas na resposta que o governo brasileiro deu, especialmente no que se refere aos impactos socioambientais que a obra trará para as populações da região. Além disso, as medidas que o governo anunciou ao relator para serem tomadas antes e depois do leilão são ainda genéricas e pouco conhecidas pelas populações atingidas. Entre essas medidas estão a desintrusão da Terra Indígena (TI) Apyterewa; a fiscalização e retirada de invasores das TIs Arara da Volta Grande e Cachoeira Seca; e o estabelecimento de um corredor ecológico entre as TIs Paquiçamba, Arara da Volta Grande e Trincheira Bacajá como parte da revisão de limites da TI Paquiçamba.

 

Preocupação em relação às consultas

O destaque do relatório apresentado em Genebra fica para a questão do direito de consulta dos povos indígenas, segundo o art.32 da Declaração da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas. Em suas observações finais, o relator destaca sua preocupação com o fato de os povos indígenas não terem sido adequadamente consultados sobre a hidrelétrica e, especialmente de não participarem dos processos que levaram à decisão de propor e implementar um projeto que os afeta diretamente. Depois de receber informações sobre os esforços de realização de consulta pelo governo - como alega a FUNAI - Anaya destaca que há preocupações em relação às consultas: se tiveram como objetivo obter o consentimento dos povos afetados ou se serviram como formalidade para avançar com o projeto.

Dada a magnitude do projeto de Belo Monte e seus potenciais efeitos sobre os povos indígenas na região, o relator observa a necessidade de esforços coordenados no sentido de realizar consultas adequadas com os povos, para chegar a um consenso no que diz respeito a todos os aspectos do projeto que possam afetá-los. Por fim, James Anaya ressalta que os próximos passos serão a observação das condições mínimas elencadas no estudo de viabilidade e mitigação de impactos de 2002 e a realização das demarcações de todas as Terras Indígenas na região, tal como proposto pela FUNAI.

O caso continuará sendo monitorado pela Relatoria da ONU e pode ser objeto de outras recomendações no futuro. O documento do relator está em inglês e pode ser lido aqui.

Nesta segunda-feira, além da leitura do relatório em Genebra, mais de 100 organizações no Brasil entregaram uma notificação extrajudicial ao Banco do Brasil para que a instituição bancária não financie a hidrelétrica de Belo Monte. As mesmas organizações já haviam entregue notificação extrajudicial ao BNDES, maior financiador do empreendimento, em março, alertando para os impactos que a obra trará às populações e àquela região do Pará.

 

ISA, Instituto Socioambiental.

Marquinho Mota

Assessoria de Comunicação - Rede FAOR

faor.comunicacao@...

www.xingu-vivo.blogspot.com(91) 32614334 – FAOR

(91) 8268 4457 – Belém

Pai da Iamã, da Anuã e do Iroy

Assessoria à Rádios Comunitárias

Viva os Nossos Rios, Vivos e sem Barragens!!!

 

 

 

VII CONGRESSO NACIONAL DA PSICOLOGIA

É com satisfação que venho comunicar a vocês o texto final das teses aprovadas no VII CNP, referentes aos Povos Indígenas, que servirão como diretrizes para atuação nacional do Sistema Conselhos de Psicologia nos próximos 3 anos (vide abaixo).

A cada CNP temos avançado bastante nas proposições, demonstrando que a categoria dos psicólogos paulatinamente tem se sensibilizado para a questão, de forma responsável e comprometida.

Estou muito contente com o resultado, quero compartilhar com vocês este sentimento e, mais uma vez, agradecer àqueles que colaboraram com esse processo.

Aproveito para informar que a partir do dia 25/09 encerro minha gestão como conselheira do CRP SP, indicando a coordenação do GT Psicologia e Povos Indígenas para o colega e amigo Luiz Eduardo Valiengo Berni.

Continuarei a participar do GT, como colaboradora, confiante na gestão do Luiz e nas diretrizes aprovadas no CNP.

Vida longa aos nossos indígenas, ao GT e a todos nós!

Forte abraço a todos.

 

Lumena Celi Teixeira

Conselheira do CRP-SP

Coordenadora do GT Psicologia e Povos Indígenas

www.crpsp.org.br/povos

 

Tese 74

Tema da Tese

PSICOLOGIA E POVOS INDÍGENAS - Relação entre Psicologia e população indígena.

 

Diretrizes

1. Criação de referências para o exercício profissional dos psicólogos na relação com os povos indígenas, observando o respeito à diversidade étnica e a valorização das subjetividades e das identidades dessas etnias.

2. Criação de oportunidades para compartilhamento de saberes e aprendizados entre psicólogos, indígenas e outros profissionais que atuam nessas comunidades.

3. Inclusão da temática Psicologia e Povos Indígenas de maneira mais contundente nas ações e nas políticas do Sistema Conselhos de Psicologia.

 

Encaminhamentos

a. Promover debates e eventos sobre a temática, com diálogos e trocas culturais entre a categoria, as comunidades indígenas e demais profissionais afins, priorizando métodos participativos e igualdade de expressão entre os participantes.

b. Desenvolver ações concretas em parceria com outras instituições, no sentido de despertar nos profissionais da Psicologia o envolvimento ético-político com a temática indígena.

c. Criar, por meio do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop), um banco de dados que integre informações sobre práticas e produções científicas desenvolvidas por psicólogos, relacionadas aos povos indígenas.

d. Estimular, mediante a atuação do Sistema Conselhos, em parceira com a Abep, a discussão sobre o tema na formação.

e. Fortalecer o debate sobre as questões indígenas no processo de construção da Psicologia Latino-Americana, na União Latino-Americana de Entidades de Psicologia (Ulapsi).

f. Debater sobre a atuação dos psicólogos nas políticas públicas dirigidas aos povos indígenas que atendam às especificidades regionais, incluindo-os no debate.

 

Tese 133

Tema da Tese

DIÁLOGO COM MOVIMENTOS SOCIAIS - Psicologia e direito dos povos indígenas

 

Diretrizes

1. Afirmação dos direitos indígenas, dando visibilidade à diversidade étnica desses povos e fomentando a participação de seus representantes na formulação e no controle social das políticas públicas de seu interesse.

2. Incentivo à inserção dos psicólogos nas políticas públicas de atenção aos povos indígenas.

3. Promoção de ações que incentivem o debate sobre a realidade dos povos indígenas brasileiros.

 

Encaminhamentos

a. Apoiar politicamente as iniciativas que fortaleçam o movimento indígena.

b. Apoiar as iniciativas dos povos indígenas pelo direito de educação.

c. Incentivar a definição de políticas públicas dirigidas aos povos indígenas que considerem as diferenças entre as etnias e as especificidades regionais, fomentando sua participação no planejamento e no controle social dessas políticas

d. Dialogar permanentemente com outras categorias profissionais que atuam com os povos indígenas, valorizando a inter e a transdisciplinaridade.

e. Articular-se com as instâncias governamentais da Saúde Indígena, Educação e Assistência Social, para encaminhar e defender questões voltadas à melhoria das condições de vida dessas comunidades.

f. Fomentar, nos meios de comunicação, discussões prioritárias sobre: (a) a importância do território (demarcação de terras) para a manutenção das identidades indígenas; (b) a relação direta entre o bem-estar psicossocial (qualidade de vida) dos povos indígenas e a sustentabilidade das comunidades; (c) os direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988 a esta parcela da população brasileira; (d) o caráter pluriétnico da sociedade nacional e a necessidade de superar relações históricas de preconceito e dominação.

g. O Sistema Conselhos deve atuar nos órgãos relacionados a essa política para mostrar a necessidade de inserção do profissional de Psicologia nas ações que visam a sanar esse problema.

 

 

 

Mantida demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul

21/9/2010

Direito indígena prepondera sobre títulos de posse e escrituras públicas, afirma desembargador. Demarcação decorre de acordo entre MPF e Funai

 

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) negou recurso do município de Sete Quedas (MS), que pedia o cancelamento dos estudos de identificação e delimitação de terras indígenas em sua área. O desembargador Henrique Herkenhoff, relator do processo, indeferiu pedido de liminar e afirmou que o município confunde interesse financeiro com interesse jurídico, ao invocar direito de propriedade de terceiros (proprietários de terras).

A decisão determina que os estudos são necessários porque é preciso uma prova "contundente para definir a ocorrência ou não da posse indígena nos imóveis, bem como para verificar, nos casos de perda da posse, a forma pela qual os silvícolas deixaram de ocupar os imóveis".

O desembargador se refere ao julgamento da demarcação da terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, em que o Supremo Tribunal Federal (STF), considerou a promulgação da Constituição (5/10/1988) como o marco temporal para aferir a posse indígena de um território.

 

Direito indígena prepondera sobre títulos de posse

Ele ressalta que o STF também decidiu que a tradicionalidade da posse indígena não se perde "se a reocupação apenas não ocorreu em decorrência de esbulho (ocupação ilegítima) por parte de não índios". Isso porque a Constituição "denomina o direito dos índios sobre as terras que tradicionalmente ocupam de originário, o que traduz um direito que prepondera sobre pretensos direitos adquiridos, como os materializados em escrituras públicas ou títulos de legitimação de posse em favor de não índios".

O argumento do município era que os documentos que comprovariam a titularidade das propriedades seriam suficientes para comprovar a posse por não índios, sendo desnecessários os estudos antropológicos.

 

Recurso negado

O município recorreu ao TRF3 depois de ter o mesmo pedido negado pela Justiça Federal de Mato Grosso do Sul. Na época, a Justiça decidiu que somente com os estudos é que poderia definir-se "a forma pela qual os indígenas deixaram de ocupar os imóveis. Se a perda da posse deu-se de forma pacífica, se houve abandono do local, se houve tentativas de retorno". O mérito do recurso ainda será julgado por uma turma de três juízes do tribunal.

 

TAC das demarcações

O termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público Federal (MPF) e a Fundação Nacional do Índio (Funai), em novembro de 2007. O documento determina a realização de estudos antropológicos em 26 municípios da região sul do estado, para posterior demarcação de territórios de tradicional ocupação indígena.

 

Muito índio, pouca terra

Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do país, cerca de 70 mil pessoas divididas em várias etnias. Apesar disso, somente 0,2% da área do estado é ocupada por terras indígenas. As áreas ocupadas pelas lavouras de soja (1.100.000 ha) e cana (425.000 ha) são, respectivamente, trinta e dez vezes maiores que a soma das terras ocupadas por índios em Mato Grosso do Sul.

A taxa de mortalidade infantil entre a etnia guarani-kaiowá é de 38 para cada mil nascidos vivos, enquanto a média nacional é de 25 mortes por mil nascimentos. Já a taxa de assassinatos - cem por cem mil habitantes - é quatro vezes maior que a média nacional, enquanto a média mundial é de 8,8. O índice de suicídios entre os guarani-kaiowá é de 85 por cem mil pessoas.

Em Dourados, há uma reserva com cerca de 3600 hectares, constituída na década de 1920. Existem ali duas aldeias - Jaguapiru e Bororó - com cerca de 12 mil pessoas. A densidade demográfica é de 0.3 hectares/pessoa.

Relatório da Survival International (ONG com status consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas) para o Comitê da ONU para Eliminação da Discriminação Racial reitera este quadro: "Profundamente afetados pela enorme perda de suas terras, os guarani do Mato Grosso do Sul passam por uma onda de suicídios de proporções inigualáveis na América do Sul. Eles também sofrem com altos índices de detenções injustas, exploração em local de trabalho, desnutrição, violência, homicídio e assassinato."

 

Referência processual no Tribunal Regional Federal da 3ª Região: 0020769-58.2010.4.03.0000

 

Assessoria de Comunicação Social

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

(67) 3312-7265 / 9297-1903

(67) 3312-7283 / 9142-3976

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Informe nº 931: Encontro sobre Povos Isolados constata que estes vivem em situação desesperadora

16/09/2010

 

O evento organizado pelos regionais do Cimi na Amazônia faz parte do esforço para reunir e qualificar as informações sobre a existência destes povos, bem como para dar visibilidade a essa realidade

Terminou nesta quarta feira (15), em Porto Velho (RO), o Encontro sobre Povos Indígenas Isolados realizado pelos regionais do Cimi na Amazônia. As informações trazidas dos diferentes estados da região amazônica sobre a realidade desses povos revelam situações desesperadoras. Nem mesmo os grupos indígenas isolados que buscam refúgio em terras demarcadas de outros povos ou em unidades de conservação estão protegidos.

As situações mais dramáticas acompanham o chamado arco do desmatamento que vai do sul do estado do Amazonas ao Maranhão. A exploração madeireira e o desmatamento, seguida da ocupação da terra pelo gado e pelos monocultivos do agronegócio fazem desaparecer todo e qualquer vestígio da presença humana anteriormente verificada, bem como eliminam as provas de massacres recentemente praticados contra esses povos indígenas.

A volta dos grandes projetos de infraestrutura governamentais na Amazônia implementados através da Iniciativa de Integração da Infraestrutura Regional Sul Americana (IIRSA) e pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para facilitar o acesso, uso e exploração dos recursos naturais da região associa-se à lógica predatória em curso, restringindo ainda mais os espaços de refúgio dos povos isolados. As licenças autorizando a construção das Usinas Hidrelétricas Santo Antônio e Jirau no rio Madeira e de Belo Monte no Xingu, simplesmente ignoraram a presença de grupos isolados nas suas áreas de impacto, reconhecida inclusive pela Funai.

No Maranhão os grupos Awá isolados perambulam por terras indígenas já demarcadas. Mesmo assim estão ameaçados de extinção devido a permanente e incontrolável invasão e exploração ilegal de madeira nessas terras. A atividade madeireira também ameaça os povos isolados na fronteira do Acre com o Peru, obrigando-os a disputar espaços territoriais com outros povos indígenas.

Os crimes de genocídio, que são aqueles praticados com a intenção de aniquilar um povo, são relativamente frequentes na Amazônia nas últimas décadas. Na região de Corumbiara, no sul de Rondônia, localizam-se os sobreviventes dos massacres praticados, na década de 1980, contra os povos Kanoê e Akuntsu contatados pela Funai em 1995, bem como o chamado “índio do buraco”, possivelmente a única pessoa viva de seu povo. Apesar dos fortes indícios sobre a autoria desses crimes, que apontam para fazendeiros e políticos da região que se apossaram das terras onde esses povos viviam, ninguém foi indiciado ou preso.

São muitas as situações em que as terras ocupadas até recentemente pelos povos isolados foram usurpadas. É o que pode ser constatado, por exemplo, no coração do território tradicional do povo Katawixi, no sul o estado do Amazonas, hoje tomado por fazendas, projetos de turismo e até mesmo por um assentamento do Incra; ou na região de Aripuanã, no norte do Mato Grosso, onde o grupo indígena isolado conhecido como “Baixinhos” foi expulso e teve que migrar para dentro da terra indígena Cinta Larga (onde continuam sendo acossado por madeireiros) e seu territorio tradicional completamente desmatado e tomado por fazendas e projetos de assentamento.

Constata-se que os índios vão desaparecendo das terras por eles ocupadas. Os novos donos, muitas vezes os seus assassinos, juram que jamais os viram nas terras que grilaram.

Analisando a mobilidade forçada dos grupos indígenas isolados, fica evidente que a conquista da Amazônia continua através de um violento e silencioso processo de expropriação de terras. Os povos indígenas isolados, as maiores vítimas, por motivos óbvios, não batem nas portas do Palácio do Planalto, do Judiciário, do Congresso Nacional, do MPF, e nem se fazem ouvir pelos meios de comunicação para denunciar os crimes de genocídio de que vêm sendo vítimas.

O encontro dos seus regionais na Amazônia faz parte do esforço do Cimi para reunir e qualificar as informações sobre a existência dos povos indígenas isolados, para dar visibilidade a essa realidade e para cobrar do poder público sua responsabilidade na proteção a vida e aos territórios desses povos.

 

 

 

Índios do Xingu recebem apoio da Embrapa

(17/09/2010)

Juliana Freire

 

Os índios das 14 etnias que habitam o Parque Indígena do Xingu, situado ao norte de Mato Grosso, vão receber o reforço de técnicos da Embrapa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério da Pesca e Aquicultura para aumentar a quantidade de peixe na região, que está cada vez mais escassa.

Caciques de diferentes tribos visitaram a Embrapa nesta sexta-feira (17) para buscar apoio e ajuda das instituições. “Viemos aqui buscar ajuda para aumentar a quantidade de peixes nos nossos rios. De cinco anos para cá reduziu muito o número de peixes. Sabemos que isso é por causa do aumento da população e da construção de hidrelétricas nas regiões próximas ao Xingu. O rio começou a ficar raso”, explicou o cacique Aritana. Segundo ele, a questão também é cultural, uma vez que os indígenas realizam muitas festas com mais de dois mil índios, em que são oferecidos muitos peixes. Logo, a falta deles está prejudicando a realização das festas.

Para o presidente da Embrapa, Pedro Arraes, é de extrema importância atender ao pedido dos povos indígenas. “O peixe é um dos alimentos tradicionais dos índios, então não vamos medir esforços para ajudá-los e ensiná-los como fazer para aumentar essa quantidade de peixes e para isso temos o mais recente centro de pesquisa, a Embrapa Pesca e Aquicultura para auxiliá-los no que for possível”, comentou.

Durante a reunião foi formada uma comissão com profissionais da Embrapa, Mapa, Ministério da Pesca e Aquicultura e FUNAI para atuarem na região. No primeiro momento ficou acertada a ida da comissão até o Parque Indígena Xingu, ainda na segunda semana de outubro, para fazer um diagnóstico de como está a situação. “A ideia é fazer um primeiro levantamento para verificar quais são as espécies que existem lá, os fatores que estão levando a diminuição da quantidade de peixes, para depois levarmos a laboratório e estudarmos a melhor solução para esse problema”, explicou o chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno.

A expectativa é de que o cronograma de atividades e metas a serem atingidas seja elaborado ainda em setembro.

 

Juliana Freire (MTb 3053/DF)

Contato: (61) 3448-4039

juliana.freire@...

 

 

 

A Igreja Indígena Brasileira

Sexta-feira, Setembro 17, 2010

A revista Ultimato, edição 324, abordou a missão entre os indígenas no Brasil. Reproduzo aqui uma entrevista com Ronaldo Lidório.

 

Dos 616 mil indígenas brasileiros, 52% ainda habitam em aldeamentos e 48% já moram em regiões urbanizadas. A igreja evangélica indígena é maior do que se imaginava e continua crescendo. Há inclusive três fortes movimentos indígenas: o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), a Associação de Mulheres Evangélicas Indígenas (AMEI) e a Associação Indígena de Tradutores Evangélicos (AITE). Contudo, ainda há muito por fazer. Especialistas em missões indígenas afirmam que o Brasil precisa atualmente de quinhentos novos missionários.

 

Qual o panorama geral das etnias indígenas brasileiras?

As pesquisas e análises mais atuais apresentam o universo indígena brasileiro formado por 228 etnias conhecidas, 37 isoladas, 41 ressurgidas, nove possivelmente extintas e 25 a pesquisar, totalizando 340 etnias distintas. O panorama sociocultural é também bastante eclético e envolve uma crescente migração urbana, uma explosão de indivíduos que passaram a se autodeclarar indígenas nos últimos quinze anos, uma acelerada perda da língua materna nas etnias periféricas às áreas urbanas e uma intensificação dos problemas de saúde, educação e subsistência nos ambientes de aldeamento.

 

O que é o Relatório Etnias Indígenas Brasileiras 2010?

A coordenação de pesquisa do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) deu seguimento ao precioso trabalho já realizado por diversas pessoas, como Carl Harrison, Rinaldo de Mattos, Isaac Souza, Ana Bacon, Osvaldo Álvares, Ted Limpic, Enoque Faria e, nos últimos anos, Paulo Bottrel. Nessa atualização do banco de dados, contamos com a participação de vários parceiros, como o CONPLEI, a Sociedade Internacional de Linguística (SIL), as agências missionárias ligadas à AMTB, SEPAL e o Instituto Antropos, além de diversos pesquisadores de campo e colaboradores de análise.

Na revisão de 2010 foram feitas 27 pesquisas de campo e 76 entrevistas com líderes indígenas, e consultados os bancos de dados do IBGE, FUNASA e FUNAI, entre outros, com um total de 4.200 dados avaliados. O resultado é o Relatório Etnias Indígenas 2010 (disponível no site www.indigena.org.br). Seu objetivo é observar as tendências demográfica, sociocultural, linguística e religiosa dos povos indígenas e nortear as iniciativas, sobretudo evangélicas, de forma mais focada nas áreas de real carência.

 

A migração para centros urbanos é uma realidade no meio indígena?

Reconhecemos a população indígena brasileira como sendo formada por 616.000 pessoas em 2010. Dentre elas, 52% habitam em aldeamentos e 48%, em regiões urbanizadas ou em urbanização, sendo que aproximadamente 60% da população indígena brasileira habita a Amazônia Legal. A partir das leituras de movimentos demográficos, porém, em cinco anos haverá igualdade entre aqueles que habitam as aldeias e os que habitam as pequenas e grandes cidades. A partir de 2015, a quantidade de indígenas habitando áreas urbanas será maior, e em aumento gradativo.

Os principais fatores para a urbanização são quatro: busca por educação formal em português, proximidade a uma melhor assistência de saúde, acesso a produtos assimilados (roupas, alimentos, material de caça e pesca, entretenimento e álcool), e busca por melhor subsistência.

 

Qual é a representatividade da igreja evangélica indígena?

A igreja evangélica indígena é maior do que imaginamos e está em franco crescimento. Isto se dá a partir das relações intertribais locais, atuação missionária com ênfase na evangelização, discipulado e treinamento indígena, acesso à Bíblia e três fortes movimentos indígenas nacionais, que são o CONPLEI, a AMEI e a AITE.

A igreja indígena está presente em 150 etnias, possuindo igreja local com liderança própria em 51 e sem liderança própria em 99, o que ainda é um grande desafio. Além disso, há 54 etnias sem programa algum de ensino bíblico; tal fato demonstra que o crescimento não é proporcional ao desenvolvimento do ensino e treinamento. Isso pode gerar graves problemas, como sincretismo e nominalismo. Há 121 etnias pouco evangelizadas ou não evangelizadas.

 

Como é a presença missionária evangélica entre indígenas e sua relação com ações sociais?

Há missionários evangélicos em 182 etnias indígenas. Tal presença representa mais de trinta agências missionárias e quase cem denominações diferentes. Como a evangelização é parte da natureza da Igreja, as ações evangelizadoras estão presentes em várias frentes. Porém, é preciso destacar também que a presença missionária evangélica é responsável por um número expressivo de ações e iniciativas sociais.

Em 165 dessas etnias há programas e projetos sociais coordenados por missionários evangélicos, com ênfase nas áreas de educação (análise linguística, registro, letramento, publicações locais e tradução), saúde, subsistência e na área sociocultural (valorização cultural, promoção da cidadania, mercado justo e inclusão social).

 

Qual a diferença entre evangelização e catequese?

A evangelização difere-se da catequese principalmente em relação ao conteúdo, abordagem e comunicação. O conteúdo da catequese é a igreja, com seus símbolos, estrutura e práticas, ou seja, a sua eclesiologia; o da evangelização é o evangelho, os valores cristãos e a pessoa de Jesus Cristo. A abordagem da catequese é impositiva e coercitiva; a da evangelização é dialógica e expositiva. A catequese se comunica a partir dos códigos do transmissor (o que fala), sua língua e seus costumes, importando e enraizando seus valores; a evangelização se dá com a utilização dos códigos do receptor (o que ouve), sua língua, cultura e ambiente, respeitando os valores locais e focando na comunicação da mensagem como inteligível e aplicável ao seu universo.

A AMTB preparou um manifesto sobre o assunto e chegou a algumas afirmações importantes. A primeira é que nenhum elemento deve ser imposto a uma sociedade, seja indígena ou não-indígena. A segunda é que a cultura humana não é o destino do homem e sim seu meio de existência. Ela é dinâmica, provocando e sofrendo processos de mudança, seja por motivações internas ou a partir de trocas interculturais. Portanto, cabe ao próprio grupo refletir sobre sua organização social, tabus e crenças, e promover (ou não) ajustes sociais que julgue de benefício. Vemos isso em relação ao infanticídio e valiosas iniciativas da organização ATINI. Esse manifesto expressa também que a motivação missionária da igreja precisa ser respeitada, pois não se deve confundir motivação cristã com imposição do cristianismo.

 

Para quantas línguas indígenas a Bíblia já foi traduzida e o que falta ser feito?

Hoje contamos com 58 línguas que possuem porções bíblicas, o Novo Testamento ou a Bíblia completa em seu próprio idioma -- material que serve a 66 etnias. Em três línguas há a Bíblia completa (que serve a sete etnias); em 32, o Novo Testamento completo (que serve a 36 etnias) e em 23, porções bíblicas, que servem ao mesmo número de etnias.

Há dez línguas conhecidas com clara necessidade de tradução da Bíblia, 28 com necessidade de um projeto especial de tradução com base na oralidade e 31 com situação ainda indefinida. Essas 31 línguas a avaliar são faladas por 59 etnias; portanto, o desafio linguístico quanto à tradução bíblica é enorme. Tanto as línguas com necessidade de projetos de tradução quanto aquelas com necessidade de um projeto especial de oralidade possuem pouca possibilidade de compreensão do evangelho em alguma outra língua, por outros meios de comunicação ou outros grupos próximos.

A presença de linguistas, educadores e tradutores missionários, catalogando, analisando e produzindo material de letramento nas línguas indígenas, além da tradução da Bíblia, colabora para a valorização linguística, social e cultural da população indígena. É uma das ações de grande relevância espiritual e social.

 

É possível quantificar a necessidade de novos missionários?

Mais de 40% das ações missionárias em andamento demandam com urgência mais pessoas para assegurar o seu prosseguimento e 95 etnias conhecidas permanecem sem presença missionária. Assim, estima-se a necessidade de, no mínimo, 357 novos missionários para reforçar o trabalho existente e dar início a novos. Levando em consideração as ações especializadas e o trabalho administrativo, logístico e pastoral que tanto precedem quanto acompanham tais iniciativas, são necessários quinhentos novos missionários para este momento do trabalho indígena.

 

Quais os maiores desafios para a igreja indígena?

As 99 etnias com igreja evangélica, mas sem liderança própria, representam a extensão do desafio de treinamento em nossos dias. Além disso, 67 delas têm pouco acesso a cursos bíblicos e 54 não têm acesso algum. Há, portanto, necessidade de fortalecer os seminários e cursos já implementados para o treinamento indígena, investir em novas iniciativas, como a Capacitação Bíblica Missionária Indígena (CBMI), e encorajar os movimentos de treinamento de própria iniciativa indígena, como o CONPLEI.

 

À medida que as iniciativas missionárias crescem e se tornam mais complexas, qual o principal desafio quanto ao apoio especializado?

O apoio técnico é muito necessário. Podemos observar instituições e iniciativas, como Asas do Socorro, e sua atuação no apoio logístico, transporte, comunicação e ações sociais. Tais iniciativas especializadas multiplicam as ações missionárias, melhoram a qualidade do serviço e são parte fundamental do trabalho realizado. Podemos citar ainda áreas como linguística, antropologia, missiologia, pesquisa, desenvolvimento comunitário e consultoria jurídica. Sem um fortalecimento do apoio especializado, as ações missionárias entre os povos indígenas perderão força, qualidade e oportunidade.

 

Como a igreja brasileira pode se engajar de forma mais prática?

Cada igreja deve se envolver com uma iniciativa nova e com outra em andamento, para, ao mesmo tempo, aplacar seu afã por novas iniciativas e dar a atenção necessária às atividades missionárias em andamento ou em fase de consolidação.

Pode-se utilizar o material disponível (www.indigena.org.br) para informação, reflexão, mobilização e despertamento missionário da igreja em prol das questões indígenas. A igreja precisa investir na capacitação e no envio dos que são vocacionados. É preciso orar pelos povos indígenas, suas lutas e suas dores. Amá-los e transmitir esse amor tanto na evangelização bíblica quanto nas ações sociais, tão necessárias. É preciso também se aproximar da igreja indígena para conhecê-la de perto, ver seu rosto e caminhar de mãos dadas. Uma forma de fazer isso é por meio do CONPLEI.

Porém, sabemos que a primeira missão da igreja não é enviar missionários, proclamar o evangelho ou saciar os famintos. Sua primeira missão é morrer. Perder os valores da carne e ser revestida com os valores de Deus. É se “desglorificar” para glorificar a Deus. Somente morrendo para nós mesmos teremos olhos abertos o suficiente para enxergar com os olhos de Cristo e, de fato, fazer aquilo que há muito sabemos ser necessário.

 

Pr. Marcelo Dias

http://mecdias.blogspot.com/2010/09/igreja-indigena-brasileira.html

 

 

 

Ação urgente em favor da comunidade Guarani Kaiowá Y'poí

de Cimi - Assessoria de Imprensa

 

Aproximadamente 80 membros do grupo indígena Guarani Kaiowá Y’poí no Brasil estão sendo ameaçados por homens armados contratados por fazendeiros locais. Eles estão impedidos de deixar seu acampamento, resultando na impossibilidade de acesso à água, comida, educação e saúde.

O grupo reocupou fazendas que reivindicam como sendo parte de suas terras ancestrais, próximo a Paranhos, Brasil, em abril. Eles estão cercados por homens armados contratados por fazendeiros locais, que os ameaçam continuamente e tiros têm sido disparados para o ar durante a noite. Eles também estão impedidos de deixar seu acampamento. Isso os deixou em uma situação crítica, sem acesso a água, comida, educação e saúde.

A Fundação Nacional de Saúde do Índio (FUNASA) não tomou providências para prover cuidados à comunidade, alegando falta de segurança. As crianças da comunidade estão ficando doentes devido à falta de assistência médica e de água e às condições do tempo que está muito seco. A comunidade denunciou sua situação ao Ministério Público Federal, à Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e às autoridades policiais do estado, mas nenhuma medida foi tomada até agora.

Anteriormente, a comunidade Guarani-Kaiowá Y’poí foi violentamente expulsa de suas terras ancestrais, em outubro de 2009. Durante a expulsão, membros da comunidade disseram que viram Genivaldo Vera sendo levado embora por homens armados e seu primo Rolindo Vera fugindo para a floresta. O corpo de Genivaldo Vera foi encontrado em um rio próximo poucos dias depois. Sua cabeça tinha sido raspada e seu corpo apresentava muitos ferimentos. O paradeiro de Rolindo Vera permanece desconhecido. Após mais de 300 dias a família de Rolindo continua a esperar que a Polícia Federal informe-lhes o que aconteceu com ele ou que traga seu corpo. A comunidade quer procurar por Rolindo, mas estão impedidos de sair do acampamento.

 

POR FAVOR, ESCREVA SEM DEMORA em português ou em seu idioma:

* Pedindo às autoridades que garantam a segurança da comunidade e assegurem que eles tenham acesso à comida, água, cuidados de saúde e que eles possam se deslocar livremente.

* Instando as autoridades a garantir que a FUNASA e a Polícia Federal visitem o local e providenciem cuidados adequados para a comunidade.

* Solicitando que a Polícia Federal conclua a investigação sobre a morte de Genivaldo Vera e sobre o paradeiro de Rolindo Vera e que os responsáveis sejam levados à justiça.

* Instando as autoridades a cumprir plenamente suas obrigações sob a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas e a Constituição Brasileira, finalizando a demarcação de todas as terras indígenas.

 

POR FAVOR, ENVIE OS APELOS ANTES DE 22 DE OUTUBRO DE 2010 PARA:

Ministro da Justiça

Exmo. Ministro

Sr. Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto

Esplanada dos Ministérios, Bloco "T"

70712-902 - Brasília/DF Brasil

Fax: + 55 61 3322 6817/ 3224 3398

Tratamento: Prezado Sr. Ministro

 

Secretário Especial de Direitos Humanos

Secretaria Especial de Direitos Humanos

Exmo. Secretário Especial

Sr. Paulo de Tarso Vannuchi Esplanada dos Ministérios- Bloco "T" - 4º andar, 70064-900 Brasília/DF Brasil

Fax: + 55 61 3226 7980

Tratamento: Prezado Sr. Secretário

 

E cópias para:

Conselho Indigenista Missionário,

(CIMI – local NGO)

CIMI Regional Mato Grosso do Sul

Av. Afonso Pena, 1557 Sala 208 Bl.B

79002-070 Campo Grande/MS, Brasil

Email: cimims@...

 

Por favor, verifique com o escritório de sua seção se for enviá-los após a data acima mencionada. Esta é a primeira atualização da AU 306/09. Informações adicionais, em inglês: www.amnesty.org/en/library/info/AMR19/020/2009/en AÇÃO URGENTE

 

INFORMAÇÃO ADICIONAL

O estado de Mato Grosso do Sul abriga algumas das menores, mais pobres e mais densas áreas de população indígena do Brasil: bolsões de pobreza cercados por grandes plantações de soja e cana-de-açúcar e fazendas de criação de animais, onde a vida é extremamente difícil devido às péssimas condições de saúde e às pobres condições de vida.

Em novembro de 2007, o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul assinou um acordo (Termo de Ajustamento de Conduta, TAC), com a FUNAI, no qual este órgão se comprometia a identificar e delimitar até abril de 2010, 36 áreas diferentes de terras ancestrais dos índios Guarani Kaiowá para futura demarcação. Em 29 de julho, o Ministério Público Federal submeteu uma petição ao Tribunal de Recursos Federais solicitando a execução judicial do TAC. O Ministério Público solicitou que a FUNAI cumprisse os temos do acordo no prazo de 60 dias e, caso isso não fosse feito, que a demarcação fosse feita por uma terceira parte paga pela FUNAI. Eles também pediram que a FUNAI pagasse a multa estipulada no acordo pelo atraso na finalização da identificação das terras ancestrais dos índios.

As terras ancestrais que os Guarani Kaiowá começaram a reocupar já deveriam ter sido vistoriadas por antropólogos a serviço do governo com o objetivo de identificar as terras a serem devolvidas à comunidade, conforme estabelecido no acordo assinado em 2007. Contudo, os fazendeiros da área têm constantemente bloqueado as tentativas de levar adiante os levantamentos necessários para identificar as terras a serem devolvidas.

Por conta do fracasso para dar uma solução às reivindicações de terra, muitas comunidades de Guarani Kaiowá iniciaram a reocupação de suas terras ancestrais. Com isso, tem ocorrido uma série de expulsões violentas frequentemente envolvendo grupos armados. Empresas de segurança irregulares, muitas das quais agindo efetivamente como milícias ilegais a serviço dos proprietários de terra ou da agroindústria, têm se envolvido em diversos abusos de direitos humanos nas áreas rurais do Brasil e permanecem como uma séria ameaça não só aos povos indígenas, mas também aos trabalhadores rurais que lutam pelo direito à terra.

Tanto a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, endossada pelo Brasil em 2007, quanto a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é Estado parte, garante aos povos indígenas direitos sobre suas terras ancestrais e exige que os Estados estabeleçam mecanismos para garantir que estes direitos sejam adjudicados e reconhecidos. A Constituição Brasileira também garante aos povos indígenas brasileiros o direito a suas terras e a responsabilidade da União em demarcá-las.

 

DOM PEDRO CASALDÁLIGA DENUNCIA SOFRIMENTO DO POVO GUARANI KAIOWÁ

18/09/2010

 

Reagindo à campanha que pede uma ação urgente em favor da comunidade Guarani Kaiowá Y’poí, o bispo emérito da prelazia de São Félix (MT), Dom Pedro Casaldáliga, caracteriza como um autêntico martírio, um massacre e genocídio o que este povo tem sofrido. Para ele, a situação é resultado da omissão e da cumplicidade de certas autoridades, que deveriam agir urgentemente em defesa deste povo.

A campanha pede que a população, nacional e internacional, envie denúncias à Secretaria Especial de Direitos Humanos e também ao Ministério da Justiça (MJ) sobre a situação desumana em que vivem os indígenas do estado, em especial as famílias que realizaram a retomada de seu território tradicional, conhecido como Y’poí.

Esse grupo, com aproximadamente 80 pessoas, está sendo ameaçado por homens armados contratados por fazendeiros da região. Eles ainda estão impedidos de sair do acampamento, o que tem dificultado o acesso à água, comida, serviço de saúde e educação. Muitas crianças da comunidade estão doentes e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que já foi notificada da situação, não toma providências alegando falta de segurança para ir ao local.

Diversas denúncias foram encaminhadas pela própria comunidade, organizações sociais e movimentos indígenas à Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao Ministério Público Federal (MPF). No entanto, até o momento nenhuma providência foi tomada.

Dom Pedro reafirma ainda seu apoio às lutas dos povos indígenas, em especial dos Guarani Kaiowá de Y’poí. "Dou todo meu respaldo a essa ação urgente. Seguiremos unidos na luta e na esperança, contando com o Deus da Vida" - concluiu o bispo. (MJ/CNBB)

 

http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=423572

 

 

 

Lá vem o Amarelão!

Por Daniel Munduruku

 

Desde algum tempo se diz que no Rio Grande do Norte não há mais indígenas. E também já faz tempo que disseminava esta informação durante minhas palestras para professores porque confiava nos dados fornecidos pelo órgão oficial e outros institutos. Até brincava com o fato das pessoas sempre imaginarem que um dos únicos estados brasileiros que não tem a presença de indígenas é o Rio Grande do Sul. A maioria das pessoas acredita que lá - por conta da colonização européia forte e excludente - foram exterminados todos os indígenas. Não foi bem assim a história. De qualquer forma este sempre foi o imaginário popular. Depois de algum tempo mudei a tônica de minha fala ao referir-me ao tema. Na verdade passei a incluir a palavra “supostamente” quando me referia à questão. Deixava subentendido que havia possibilidade de existir sim algum povo ainda “ocultado” em função das disputas de terra. Os povos indígenas do Nordeste foram os primeiros a serem “descobertos” pelos europeus. Por conta disso foram perseguidos e exterminados ao longo do processo colonizador. Quem fosse pego definindo-se como “índio” era fatalmente detonado da convivência social. Em função disso muitos grupos foram dispersos e os poucos que se mantinham vivos tinham que se “civilizar” para serem aceitos socialmente. Com isso acabavam esquecendo a própria língua, suas histórias, suas memórias ancestrais, seus rituais, cantos sagrados e crenças.O tempo passou e o que parecia ter sido perdido no passado longínquo mostrou-se atual. Grupos inteiros estão buscando resgatar suas identidades esquecidas num movimento sociológico muito interessante e consistente. Estes grupos - povos ressurgidos, povos resistentes, para citar algumas denominações - passaram a reivindicar seus direitos históricos. Afinal, foram vítimas de uma história muito mal contada. Estou dizendo isso porque há alguns dias atrás, enquanto participava do Encontro da Diversidade, um mega evento organizado pela Secretaria da Identidade e Diversidade (SID) do Ministério da Cultura, conheci Maria Ivoneide. Quem é ela? É uma indígena do Rio Grande do Norte. Ali estava a prova da existência de um povo antes negado. Ivoneide chegou-se a mim, apresentou-se. Disse que me conhecia. Fiquei lisonjeado. Argui algumas questões e fiquei sabendo que há mais de 10 anos estão pleiteando o reconhecimento de seu povo junto aos órgãos competentes. Alguns avanços já aconteceram. Nada vultoso. Um começo. Descobri, então, que o nome de seu povo é Amarelão. Fiquei curioso. Por que este nome? A mim parecia uma invencionice. Não disse isso a ela. Apenas especulei. Ela explicou-me que o nome é oriundo de uma antiga tradição que lhes foi contada por seus velhos avós. Ela contou, então, uma história. Segundo o costume dos antigos, os homens da comunidade - quando a noite se fazia alta - saíam floresta adentro para buscar o sol. Ficavam nessa função a noite toda e quando o dia se avizinhava voltavam e anunciavam para toda a comunidade:”Lá vem o Amarelão! Lá vem o Amarelão! Era uma referência ao sol que, àquela hora, já mostrava sua pujança. Fiquei fascinado! Era uma história que tem tudo a ver com o pensamento mítico indígena. Senti que Ivoneide ficou feliz em me contar. Entendi o nome. é assim mesmo que os indígenas dão nomes às coisas e a si mesmos. Ela ainda me confidenciou que antropólogos explicam o nome dizendo tratar-se de doença que descoloria a pele dos infectados. Nós dois rimos. É uma explicação racional de quem tenta explicar o inexplicável! Típico do ocidental! O Povo Amarelão entrou no meu repertório. Rio Grande do Norte tem um povo. São cinco comunidades. Aproximadamente mil pessoas. A sociedade brasileira pode entender que não são “índios verdadeiros”. Não importa. O Amarelão”(sol) sabe. Isso é que vale!

 

http://danielmunduruku.blogspot.com/2010/09/la-vem-o-amarelao.html

 

 

 

Rede de Saberes participa de Seminário de Direitos Humanos na UCDB

Por Caroline Maldonado - 2010-09-08

 

Realizado entre os dias primeiro e 3 de setembro o "VII Seminário Internacional de Direitos Humanos" contou com a participação de acadêmicos indígenas do Programa Rede de Saberes e pesquisadores do Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas da Universidade Católica Dom Bosco (Neppi/UCDB). O coordenador do Programa Kaiowá Guarani, Prof. Dr. Antônio Brand participou, no dia 2, da mesa-redonda "Direitos Humanos e as Minorias: o respeito à diversidade cultural no passado e na atualidade", falando sobre a realidade dos povos Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul e a sistemática violação dos direitos humanos.

Brand destacou a urgência do diálogo entre governo e os povos indígenas para implementação de políticas públicas para os Guarani, que no MS, têm seus direitos violados. "Os saberes dos índios foram desvalorizados e subalternizados. Não conseguimos romper essa postura de colonizador e por isso avançamos pouco nas políticas públicas. Os casos de violência entre os índios são indicativos do profundo mal estar e tensão entre os Guarani Kaiowá. A solução está na superação dos problemas. O diálogo é condição primeira para se admitir que esse "outro" (o indígena) é um ser capaz", disse o professor.

No grupo de trabalho "Povos tradicionais, autonomia e direitos humanos" o acadêmico da etnia Terena, do curso de Direito, Luiz Eloy Amado apresentou o artigo "A educação escolar indígena à luz do princípio constitucional da dignidade da pessoa humana: cidadania cultual e direito a diversidade linguística". O trabalho foi orientado pela coordenadora local do Programa Rede de Saberes, Profª Drª Marta Brostolin. A acadêmica de Design, da etnia Kadwéu, Benilda Vergílio apresentou junto à mestranda Fabíola Luvaro o artigo "Relação entre estruturas expressivas e estruturas sociais no fortalecimento cultural da arte indígena Kadwéu".

 

Saiba mais em http://neppi.org/index.php

 

 

 

Pesca ilegal ameaça tribos de índios isolados na Amazonas

HOME PAGE FUNAI, 05.09.2010

O GLOBO ONLINE

 

SÃO PAULO - Agentes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) no Amazonas apreenderam nesta semana cerca de 2 toneladas de peixe pirarucu e 140 tracajás capturados de maneira irregular em uma região onde vivem milhares de índios em situação de isolamento. A ação ocorreu no Vale do Javari, no oeste do estado, próximo à área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. De acordo com Fabrício Ferreira Amorim, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental do Vale do Javari, o material estava embalado e pronto para ser transportado ao município de Atalaia do Norte, de onde poderia ser levado a Manaus ou a Letícia, já na Colômbia, e de lá para Bogotá. Um quilo de pirarucu não sai por menos de R$ 15 e pode chegar a R$ 40.

A identificação do crime ambiental foi possível graças a uma denúncia feita por indígenas Kanamary que moram no Alto Rio Itaquaí e viajavam em direção à Atalaia do Norte quando viram indícios da pescaria. Eles comunicaram o caso à agentes da Funai, que foram até a área para confirmar a irregularidade. A apreensão foi realizada na quarta-feira. Na quinta-feira, a fiscalização voltou ao local com representantes do IBAMA e da Polícia Federal, segundo Amorim, para procurar os infratores. Na sexta-feira, os agentes ainda trabalhavam na contagem dos peixes para saber o peso exato do material apreendido.

A equipe prendeu 4 pescadores, levados para Tabatinga, mas dois conseguiram fugir. “Eles estavam armados e disseram ter ficado 19 dias na mata para a pescaria” - explica Amorim. Indígenas das etnias Matis, Marubo, Kanamary e Tikuna participaram da equipe que fez a apreensão. A pesca irregular não representa a única ameaça ao meio ambiente da região, de acordo com Amorim. Segundo ele, a área é que apresenta maior densidade de povos indígenas em situação de isolamento ou recém-contatados em todo o mundo. “A população de isolados é tão grande que ela pode ser próxima ou maior do que a de índios contatados, que é de cerca de 4 mil pessoas” - diz ele. Amorim explica que grupos de indígenas isolados têm organismo vulnerável a algumas doenças comuns a quem mora nas cidades, como a gripe. Além disso, existe o risco de conflito entre pescadores e indígenas Korubo ainda não contatados, que passam a frequentar mais regiões próximas ao Rio Itaquaí durante o verão amazônico, segundo ele. “Não é só o crime ambiental que os pescadores cometem, existe o potencial de um crime de genocídio. Fazemos um esforço para respeitar o isolamento, mas eles acabam com isso” - diz. “Os pescadores conhecem muito bem os rios na região. Eles eram antigos moradores, mas tiveram de deixar a área depois da demarcação de terras indígenas” - diz o funcionário da FUNAI. “Hoje, entram escondidos porque a região é muito atrativa e eles preferem se arriscar”.

 

Fonte: Clipping da 6ª CCR do MPF.

 

 

 

Comunidade indígena ganha escola municipal

HOME PAGE FOLHA WEB, 04.09.2010

 

Os moradores do Lago Grande foram contempladas com a entrega de mais uma unidade de ensino municipal. O prefeito de Boa Vista, Iradilson Sampaio, esteve na manhã de ontem (3) na comunidade indígena, localizada na região Norte do Município, para a inauguração da escola Dukuzzy Sebastião. Seguindo o padrão das unidades educativas indígenas da Prefeitura, a escola do Lago Grande terá salas de aulas, dispensa, cozinha, banheiros masculinos, femininos e para deficientes físicos, pátio coberto, área administrativa e laboratório de informática. O prefeito Iradilson disse que o Município está garantindo o acesso à educação de qualidade para as famílias que vivem no campo. "Na história de todas as administrações municipais nunca se investiu tanto nas comunidades indígenas como agora. Essa nova escola é mais uma prova de que o Município está trabalhando para garantir qualidade de ensino às crianças das áreas rurais. Outras comunidades também estão sendo beneficiadas com novas escolas e ações da Prefeitura", afirmou. Além de atender as crianças do Lago Grande, que tem 62 famílias e mais de 380 habitantes, a nova escola também abrirá vagas para alunos de comunidades vizinhas. O plano pedagógico que será desenvolvido na escola será o mesmo das escolas da Capital, garantindo a paridade do grau de ensino no Município.

"O espaço físico da escola é importante para o desempenho de nossa rede educacional. Aliado a isso, desenvolver nas comunidades indígenas o mesmo nível de ensino que desenvolvemos na capital é uma prova de que é possível proporcionar um ensino melhor para nossas crianças", disse a secretária municipal de Educação e Cultura, Stela Damas. Em homenagem ao fundador da comunidade Lago Grande, a nova unidade de ensino se chama Dukuzzy Sebastião. Em Wapixana, dukuzzy, significa avô. O tuxaua Francisco das Chagas Horácio disse que a entrega da escola da comunidade é a realização de um desejo antigo das famílias da localidade. "Estamos felizes com a nossa escola, pois nós lutamos muito para que as nossas crianças tenham uma boa educação. Sabemos que elas são o futuro de nossa comunidade. O trabalho da Prefeitura aqui está melhorando muito nossas condições de vida", disse o tuxaua. A responsável pelas aulas na nova escola do Lago Grande é a professora Luzinete Mota. Ela conta que a antiga sede da escola na comunidade não suportava mais a quantidade de alunos.

"Agora temos mais espaço e mais conforto. As salas são mais ventiladas e toda a estrutura atende às nossas expectativas. Além disso, acredito que as crianças estarão mais motivadas para as aulas", disse a professora.

EDUCAÇÃO NOTA 10 – Em julho, a Prefeitura inaugurou a escola municipal Vovô Jandico da Silva, na Serra da Moça. Até o final deste mês, a Prefeitura pretende entregar uma unidade na comunidade Vista Alegre. Uma das prioridades da Prefeitura para este ano é construir mais seis escolas nas comunidades Truaru da Cabeceira, Morcego, Vista Nova, Milho, Bom Jesus e Passarão.

 

Fonte: Clipping da 6ª CCR do MPF.

 

 

 

Lideranças indígenas debatem Território Etnoeducacional Yanomami e Ye´kuana

HOME PAGE SOCIOAMBIENTAL, 04.09.2010

 

Reunidos em Boa Vista (RR), em 30 e 31 de agosto, lideranças e professores indígenas de 40 regiões da TI Yanomami, organizações locais que trabalham com os Yanomami e representantes do MEC e da FUNAI discutiram a criação do território etnoeducacional Yanomami e Ye'kuana. Cerca de 60 lideranças indígenas de 40 regiões da TI Yanomamii deram prosseguimento à conversa iniciada em 2009 pelo MEC para discutir novas perspectivas e políticas para a educação escolar indígena, por intermédio da criação dos Territórios Etnoeducacionais. E assim garantir o reconhecimento pelo Estado brasileiro do atendimento à educação escolar indígena de cada povo, a partir de sua própria organização territorial. O representante do MEC, Gersen Baniwa, apontou a necessidade de aproveitar a oportunidade para tirar dúvidas referentes à implantação do território e pensar estratégias para a construção de um diagnóstico da educação escolar indígena na TI Yanomami. A participação de representantes do governo, instituições não governamentais e lideranças indígenas também foi destacada para discutir a situação atual da educação Yanomami e traçar um Plano de Ação. Gersen Baniwa destacou a necessidade de discutir a proposta e os encaminhamentos para que estejam mais consolidados até o fim do ano, de forma a facilitar sua continuidade depois das eleições e para os próximos anos. Com essa nova política do território será possível perceber quais são as fragilidades e as debilidades no atendimento à educação escolar indígena de cada povo, e apontará para o desafio atual de fazer funcionar a educação escolar indígena específica, diferenciada e de qualidade, como garantem documentos como a Lei de Diretrizes e Bases, o Plano Nacional de Educação e a própria Constituição Federal. Durante a reunião, lideranças Yanomami colocaram as suas insatisfações em relação ao atendimento à educação. Relataram vários obstáculos para o atendimento às escolas por parte das Secretarias de Educação, entre eles o difícil acesso à TI Yanomami, que em grande parte é feito por via aérea, dificultando o envio de material escolar e o acompanhamento pedagógico. O diretor da Escola Ye´kuana, Reinaldo Wadeyuna Luis Rocha, falou de sua preocupação em relação aos jovens que saem das comunidades para continuar seus estudos na cidade e propôs a criação de escolas profissionalizantes na TI Yanomami. Já Anselmo Xiropino Yanomami, da região do Demini, destacou a necessidade de haver autonomia financeira em cada território, para que os Yanomami possam ter um controle social efetivo e eficaz sobre os recursos destinados às escolas indígenas. O líder Yanomami Davi Kopenawa relatou o histórico do processo de escolarização pelo qual passaram os Yanomami e concluiu apontando para a necessidade de os Yanomami aprenderem a ler e escrever para fazer documentos e defender seus direitos e suas línguas maternas. Foi formada uma Comissão Gestora composta por 20 representantes Yanomami e 23 representantes de todas as instituições que trabalham com educação na TI Yanomami. Ela será responsável, entre outras coisas, por coordenar um diagnóstico da educação escolar indígena dentro do território. A partir desse diagnóstico será possível elaborar um Plano de Ação, que deverá conter as necessidades e prioridades a serem atendidas em relação à educação. E contará com o apoio do MEC e da FUNAI. Uma segunda reunião deverá ser marcada para o início de novembro, com a participação da Comissão Gestora que deverá apresentar parte do diagnóstico realizado e dar encaminhamento às próximas ações dentro do território.

 

Sobre o reconhecimento da educação escolar indígena a partir dos etnoterritórios

Em 27 de maio de 2009 o presidente Lula assinou o decreto nº 6.861 que reconhece os territórios etnoeducacionais. A primeira ideia associada ao decreto é o reconhecimento pelo Estado brasileiro da organização territorial pensada a partir da perspectiva dos próprios indígenas. Há uma dupla vitória nesse sentido, que desvincula a concepção e prática da educação escolar indígena dos espaços não-indígenas. Ou seja, pensada a partir dos municípios e estados como era feita até então. Agora a educação indígena é pensada a partir da configuração espacial que é concebida, organizada e estruturada pelas próprias populações indígenas. Outro ganho que o decreto trouxe diz respeito ao quesito "específico", tão caro e tão presente em todas as políticas públicas direcionadas para a educação dos povos indígenas. Todos os esforços feitos nesse sentido, ao mesmo tempo, que buscaram considerar os direitos das populações indígenas em relação à sociedade nacional, colocava em um mesmo patamar povos inseridos em contextos históricos, geográficos, socioculturais completamente distintos, achatando a diversidade e a especificidade de cada povo indígena. Assim, o específico acabava por ficar nessa relação mais ampla entre "povos indígenas" e "sociedade nacional", desconsiderando a diversidade e a abrangência desses dois conceitos. Sob esta perspectiva pode-se começar a colocar na prática grande parte do que foi escrito nos últimos 20 anos e que teve até então muita dificuldade de ser garantido e operacionalizado. Em vez da educação indígena diferenciada, multilíngüe, específica, pode-se falar com mais propriedade de uma educação que atenda as especificidades de cada povo. Da "educação dos povos indígenas" passa-se para a "educação do povo Yanomami e Ye´kuana". Portanto, o território será um instrumento político que deverá dar conta de todos os assuntos que estiverem relacionados à educação, desde a formação dos professores, a estrutura e reconhecimento das escolas e dos PPPs até o envio de material escolar e merenda. Com esse novo cenário, a expectativa por parte os indígenas é grande e, embora os resultados mais concretos só comecem a aparecer a médio e longo prazo, com a implementação do Território Etnoeducacional nesse momento, e, posteriormente, com a criação do Sistema Próprio de Educação Escolar Indígena, espera-se um grande avanço no atendimento à educação escolar indígena que finalmente contemple os anseios e as demandas das populações indígenas.

 

ISA, Hanna Limulja.

Fonte: Clipping da 6ª CCR do MPF.

 

 

 

Fundo Indígena celebra pela 1ª vez na Europa sua Assembleia Geral

09 de setembro de 2010

 

Os 22 países participantes do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe, entre eles o Brasil, promoveram hoje em Madri sua 9ª Assembleia Geral, a primeira que se desenvolve na Europa, na qual serão estudados os avanços dos dois últimos anos e planejadas novas políticas e estratégias. A rainha Sofia da Espanha, o ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, e a secretária de Cooperação espanhola, Soraya Rodríguez, inauguraram a reunião, que se desenrolará nos próximos dois dias na Casa de América em Madri. O secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, também participou da reunião.

A cerimônia começou com as palavras de boas-vindas do presidente do Fundo, Luis Evelis Andrade, quem deu passagem depois a uma tradicional cerimônia indígena de invocação à terra-mãe. Moratinos assinalou a importância de dar voz às comunidades indígenas e lembrou o apoio que a Espanha realiza por meio da cooperação com as distintas associações distribuídas por toda a América Latina. Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela estão presentes nesta 9ª Assembleia. Com o imperativo ético de superar o acumulado déficit histórico em que se encontram os Povos Indígenas da América Latina e do Caribe, o Fundo Indígena foi criado na 2ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo realizada em Madri em 1992.

 

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados.

 

 

 

Lula, os índios e as pererecas

Saulo Ferreira Feitosa

Adital

 

Por várias vezes, nos discursos proferidos em defesa do seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Lula tem se referido às exigências do respeito à legislação ambiental e aos direitos dos povos indígenas e populações tradicionais como um grande obstáculo a ser superado. Para Lula, esse "aparato legal" significa um verdadeiro "entrave" ao modelo de desenvolvimento por ele pensado para o país. Em face disso, tem elegido em suas falas alguns exemplos daquilo que considera ser o maior dos absurdos. Assim sendo, de maneira recorrente, tem citado índios e pererecas como fatores de tensão permanente nos canteiros de obras. Na lista de discursos disponibilizados no site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, pode-se identificar que pelo menos em doze ocasiões é feita essa referência.

Recentemente, num curto intervalo de cinco dias, por duas vezes denunciou publicamente esses vilões do PAC. A primeira por ocasião da assinatura do contrato de concessão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em 26 de agosto, em Brasília e a segunda durante abertura da XVIII Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro), em Sertãozinho-SP, no dia 31 do mesmo mês. Além da impropriedade da fala, chama-nos atenção a maneira como expressa sua indignação: em tom jocoso, com desdém e agressividade. Talvez essa recorrência ao tema e a repetida associação entre índios e pererecas carecesse uma análise psicanalítica por parte de profissional devidamente qualificado. Mas como esse não é nosso caso, limitaremo-nos apenas a expressar também a nossa indignação diante de tal comportamento.

Em seu último livro publicado no Brasil, O Medo dos Bárbaros, para além do choque das civilizações, Tzvetan Todorov, um dos mais importantes pensadores da atualidade, desenvolve uma profunda reflexão sobre o conceito de barbárie e civilização. Segundo o autor, "os atos e atitudes é que são bárbaros ou civilizados, e não os indivíduos ou os povos". Dessa forma, é possível identificarmos uma atitude civilizada por parte de um membro de um povo indígena vivendo ainda em situação de isolamento e uma atitude bárbara praticada por um habitante natural de Paris.

Para Todorov, "a recusa de considerar visões de mundo diferentes da nossa separa-nos da universalidade humana e mantém-nos mais perto do pólo da barbárie". Numa de suas recentes declarações, o presidente revelou sua incapacidade de reconhecer o direito à diferença. Ao se referir à construção da Hidrelétrica de Belo Monte, obra que provocará um impacto de grandes proporções no rio Xingu e reduzirá drasticamente seu potencial hídrico, afetando diretamente a vida dos povos indígenas da região, mais uma vez se reportou aos índios nos seguintes termos: "precisamos mostrar aos irmãos índios que não precisam pescar de flecha, podem criar em tanques".

Alguns meses atrás Lula havia afirmado "que ninguém fez mais pelos nossos irmãos índios do que o nosso governo". Ao que estaria se referindo ao afirmar que "fez mais"? Somos sabedores que durante seus dois mandatos os procedimentos de demarcação de terras indígenas ficaram paralisados, salvo raras exceções. As políticas de atenção à saúde indígena e educação escolar indígena, somente agora, ao término do segundo mandato, começam a dar sinais de reação. Por outro lado, a construção de empreendimentos que impactam territórios tradicionais indígenas e os atos de violência praticados por agentes do poder público contra comunidades indígenas continuam em elevado grau. Talvez esse "mais" refira-se às ações mitigatórias dos impactos causados pelas grandes obras, distribuição de cestas básicas nas aldeias, Bolsa Família etc.

O discurso presidencial parece traduzir uma compreensão de que "índio tem direito, mas tem que ser do meu jeito". Uma expressão popular muito comum no agreste pernambucano, região em que nasceu o presidente, traduz bem esse entendimento: "cavalo dado não se olha os dentes". Foram essas compreensões que marcaram as relações estabelecidas entre o Estado brasileiro e os povos indígenas desde o início da colonização. Evidentemente não queremos igualar Lula aos governantes brasileiros do período colonial, imperial ou até mesmo alguns de seus antecessores republicanos, que nutriam pelos povos indígenas sentimentos de ódio ou desprezo. Pelo contrário, presenciamos em alguns de seus encontros com líderes indígenas um tratamento gentil e atencioso.

Por outro lado, não podemos negar que o mesmo necessita abrir os olhos aos outros, ao diferente. Precisa entender que os costumes dos povos indígenas, os jeitos próprios de pescar, de caçar, de coletar, também se constituem em direitos, devidamente assegurados pela Constituição brasileira. Que a maneira de conseguir o alimento para matar a fome é tão importante quanto o próprio ato de matar a fome. A forma de fazer assegura a autonomia para poder fazer sempre. Por isso, é mais importante ter a terra indígena demarcada, com seus recursos naturais preservados do que a distribuição de cestas básicas nas comunidades indígenas.

Precisa entender ainda que pescar no rio é completamente diferente de pegar o peixe no tanque. Esses modos traduzem diferentes formas de pensar o mundo. O primeiro revela uma preocupação com a sobrevivência das futuras gerações e do próprio Planeta Terra. O segundo atende aos ditames do capital, onde o peixe se converte em mercadoria. Para tanto, é necessário ter dinheiro para adquirir o material necessário para fabricar o tanque e comprar os alevinos e daí segue-se a cadeia mercadológica. Antes disso, o rio já foi destruído, mais uma vez, atendendo à ditadura do capital.

Como vemos, apesar da boa vontade e do grande conhecimento demonstrado em várias áreas, Lula necessita ser auxiliado a empreender um processo de aprendizagem intercultural e dialógica, mesmo porque administra um país que se destaca por sua diversidade étnica e cultural. Para tanto, poderia buscar ajuda dentro de seu próprio governo, onde há pessoas qualificadas para fazê-lo. Durante a cerimônia de assinatura do contrato de concessão de Belo Monte, no momento em que fazia citações jocosas sobre a cultura indígena, tinha ao seu lado o presidente da FUNAI, o antropólogo Márcio Meira, que também é presidente da Comissão Nacional de Política Indigenista - CNPI. Destaque-se que naquela mesma hora, a referida comissão estava realizando mais uma de suas reuniões ordinárias. Márcio Meira abandonou a mesma para ir prestigiar a assinatura do contrato. Considerando-se os já mencionados prejuízos causados pela re ferida obra aos povos da região, podemos concluir que acima dos direitos indígenas estão os interesses governamentais.

E para não dizer que não falamos das pererecas, poderíamos recomendar ao Sr. Presidente que procurasse acompanhar os debates hoje existentes em torno da compreensão especista de mundo. Cada vez mais, nós humanos estamos percebendo a importância do valor da vida dos demais seres. Ademais, somos também sabedores do importante papel que cumprem nossas irmãs pererecas (um apanágio franciscano) para a manutenção do equilíbrio ecológico.

Por fim, cabe dizer que não se tem conhecimento de que qualquer obra tenha sido paralisada em razão da identificação da presença de pererecas ou indígenas em sua área de abrangência. Aliás, nem mesmo as várias mortes de operários ocorridas nos canteiros de obras das Usinas Hidrelétricas do Rio Madeira, a exemplo do que ocorreu com Francisco da Silva Melo, que em 21 de julho foi tragado pelas engrenagens de uma máquina da Usina Jirau, são considerados motivos suficientemente fortes para interromper qualquer obra do "todo poderoso" PAC.

Enquanto as obras prosseguem, novos relatos de violência vão surgindo, alguns deles sem comprovação até agora, como a notícia de que um trabalhador teria caído no meio da concretagem do vertedouro da Usina de Santo Antônio, ficando seu corpo concretado no paredão de cimento diante da recusa da empresa em suspender os serviços. Relatos como esse, trazem-nos imediatamente à memória a antiga prática de emparedamento que levou à morte milhares de pessoas ao longo da história da humanidade.

 

Secretário Adjunto do Cimi

 

As escolhas políticas do governo Lula e a causa indígena

"No cômputo geral, os oito anos foram de omissão e negligência em relação às demandas e aos direitos indígenas", afirma Roberto Antonio Liebgott, Vice-Presidente do Cimi, sobre o governo Lula e a causa indígena em artigo publicado no sítio do Cimi, 02-09-2010.

 

Eis o artigo.

A governança do presidente Lula está com os dias contados. Foram oito anos de grandes investimentos em empreendimentos econômicos e na consolidação de alianças políticas com os mais variados e antagônicos setores das sociedades capitalistas, no Brasil e no exterior. E, contraditoriamente, junto à população mais carente o governo, apesar dos altos índices de popularidade, manteve uma relação assistencialista, tornando-a quase exclusivamente dependente da caridade do poder público. Soma-se, neste contexto, o tratamento dado aos povos indígenas, para os quais se fez promessas de novos rumos e discursos de que seriam asseguradas ações que outros governos não realizaram. Mas, objetivamente, se estruturou uma política fragmentada em esboços de assistência. No cômputo geral, os oito anos foram de omissão e negligência em relação às demandas e aos direitos indígenas.

Tendo como ponto de partida esta caracterização dos dois mandatos do presidente Lula é importante refletir sobre algumas escolhas políticas que o conduziram, durante este período, a uma lógica de governar tendo como opção preferencial as grandes alianças econômicas ao invés de ações programáticas e duradouras para todos. Portanto, foram mantidas e aprofundadas as opções pela tão falada governabilidade, com as mesmas características e dinâmicas dos governos anteriores que, conforme se imaginava, seriam superadas pela extraordinária força popular, eleitoral e ideológica desse governo.

No tocante às escolhas do governo Lula, pode-se dizer que o foco principal foi pela continuidade da política econômica de FHC: prioridade para o setor financeiro, fazendo com que os bancos lucrassem cifras estratosféricas (nunca antes vistas, na história desse país); taxas de juros em patamares elevados; câmbio sempre flexível; financiamentos a juros módicos, através do BNDES, aos grandes grupos econômicos nacionais e transnacionais; dívida interna superando R$ 1 trilhão; manutenção de uma das maiores cargas tributárias do mundo; investimentos rurais privilegiando abertamente a agricultura de grande porte, que tem por base o monocultivo e a transgenia; prioridade à produção de agrocombustíveis, em detrimento dos alimentos; liberação de vultosos recursos para implementação de projetos megalomaníacos, com o da transposição do São Francisco e Belo Monte, sem a realização de procedimentos imprescindíveis para resguardar a participação e o envolvimento da população afetada; desmonte da legislação ambiental e reestruturação do IBAMA para tornar-se uma espécie de “carimbador” de licenças para grandes obras. Neste último aspecto, vale lembrar que as mudanças em setores estratégicos do governo justificaram-se no desejo do presidente de “remover penduricalhos” e obstáculos aos grandes projetos de infra-estrutura previstos em seu governo.

A partir das escolhas políticas e econômicas na governança do país, aqueles que mais precisavam de um governo com espírito e proposições de cunho social receberam uma atenção difusa, através de discursos bem formulados, e de ações de assistência e de caráter paliativo, a exemplo da distribuição de bolsas. Com essa política o governo manteve sua popularidade em alta, de um lado porque os pobres e os milhões de famílias em situação de miséria precisam dessa atenção emergencial e, de outro, porque contemplou interesses de certos setores econômicos e de elites dominantes. O presidente recebeu, ao longo de seus dois mandatos, um extraordinário e quase irrestrito apoio da grande mídia, visto que, com roupagens populares e discursos de mudança, o governo manteve todas as coisas nos seus devidos lugares: os pobres com a pobreza, os sem terra longe dela, os indígenas dependentes de ações pontuais e em confronto com os segmentos que fazem oposição aos seus direitos, de modo especial o direito à terra.

Adentrando numa análise indigenista, que é a intenção dessa breve abordagem conjuntural, se percebe com mais precisão o quanto as prioridades governamentais têm endereçamento certo, qual seja, o apoio a setores antiindígenas, a oligarquias e a segmentos empresariais implicados com a geração de lucro e de um suposto desenvolvimento nacional. Vejamos:

Apesar de ser uma obrigação constitucional do governo federal, os processos demarcatórios encontram-se paralisados. Um dado expressivo é o de que, até o mês de agosto do corrente ano, o governo Lula não identificou nenhuma das 327 terras indígenas que se encontram sem providências. Ao contrário disso, o governo vem suspendendo algumas portarias declaratórias, assinadas em anos anteriores, com o pretexto de cumprir determinações judiciais, ao invés de recorrer de tais decisões e efetivamente assegurar o procedimento de demarcação, conforme estabelece a Constituição. Ao que parece, a suspensão de portarias declaratórias em pleno processo eleitoral pretende agradar segmentos políticos, em regiões do país em que há conflitos de interesse sobre as terras. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a FUNAI desrespeitou um Termo de Ajustamento de Conduta, assinado com o Ministério Público Federal, para realizar estudos de identificação de possíveis áreas a serem demarcadas.

Com relação aos direitos constitucionais dos povos indígenas se percebe que eles são tratados, pelo poder público federal, como entraves permanentes. Tanto é assim que sistematicamente o presidente da República se refere a essa questão como se fosse um absurdo ter que demarcar as terras indígenas, embora a Constituição assim determine. Exemplos evidentes são seus discursos propondo a compra de terras ao invés da realização de estudos para a identificação e demarcação, ou quando achincalha a legislação ambiental e/ou indigenista que, segundo ele, atrapalham suas pretensões desenvolvimentistas, pois impedem a construção de grandes obras com a pressa que o mercado de investimentos impõe.

A execução do orçamento indigenista, ou melhor, a falta de execução deste, é outro exemplo das escolhas governamentais, que nada tem a ver com as necessidades e direitos dos povos indígenas. Quando há recursos aprovados, estes são contingenciados ou não são executados conforme previsto. Vejamos alguns exemplos que confirmam isto: apenas 35% do total de mais de R$ 780 milhões previstos para a questão indígena foi gasto até este mês de agosto. Da rubrica Demarcação de terras a FUNAI utilizou até o momento apenas 8,41% dos R$ 30 milhões disponíveis; para a saúde indígena, na rubrica Estruturação de unidades de saúde foram gastos apenas 3% do montante de mais de R$ 46 milhões; na ação, promoção, vigilância, proteção e recuperação da saúde indígena foram utilizados 34,04% dos mais de R$ 300 milhões enquanto que, saneamento básico, fundamental para prevenção e controle de doenças, foram gastos 1,66% dos mais de R$ 50 milhões destinados no orçamento.

Por outro lado, o governo federal tem liberado com rapidez e urgência somas vultosas de recursos para financiar empreendimentos privados, tais como o do milionário Eike Batista. Somente a reforma do Hotel Glória, no Rio de Janeiro, do qual este empresário é o proprietário, o BNDES reservou recursos no montante de R$ 146,5 milhões. Na mesma linha, o setor energético, que é comandado por empreiteiras, recebeu aportes de R$ 6,050 bilhões. Até mesmo o Palácio do Planalto foi beneficiado com R$ 111 milhões para uma mega-reforma, enquanto toda a Esplanada dos Ministérios sofre o risco de ser interditada pelo Corpo de Bombeiros devido ao estado precário de suas instalações elétricas e hidráulicas.

No âmbito da política de saúde indígena há ainda a promessa de que será criada a Secretaria de Atenção Especial. Embora tenha sido aprovada uma medida provisória para esse fim, na prática o governo ainda não estabeleceu as condições necessárias para que a política passe a ser implementada. Diante disso, geram-se incertezas quanto à continuidade dos serviços aos povos indígenas e estes acompanham as notícias com impaciência e justificada preocupação. Se a saúde indígena fosse realmente uma prioridade o governo teria posto em andamento uma política de transição, até que o novo modelo pudesse dar conta de todas as demandas. No entanto, na vacância de um projeto de transição, a Funasa permanece como a executora dos serviços, mas sem um programa de trabalho, ficando a mercê das contingências e das circunstâncias e foca a sua ação em planos e estratégias emergenciais.

Já o órgão indigenista, a FUNAI, permanece como que “congelado” ou adormecido, em decorrência de uma reestruturação que não agradou aos povos indígenas e os seus servidores. Planejam agora a publicação do Regimento Interno, reformulado para atender as regras estabelecidas pelo Decreto 7056/2009. No entanto, apesar de promessas de ampla discussão sobre tal regimento, os indígenas que compõem a CNPI tiveram de pressionar a FUNAI para que esta tornasse pública uma minuta da proposta regimental. Vale destacar que a sede do órgão indigenista permanece com a vigilância e proteção da Força Nacional de Segurança, embora sob protestos da CNPI e dos povos indígenas.

A megalomaníaca obra de Belo Monte segue sendo enfiada “goela abaixo” pelo governo Lula, apesar de todas as manifestações contrárias e de todos os estudos indicarem sua inviabilidade econômica e seus custos sociais. A urgência em assegurar lucratividade de empresas e setores específicos e de honrar compromissos assumidos levou o governo a arriscar as fontes de vida de uma grande população, a desrespeitar leis ambientais, a alterar procedimentos administrativos para acelerar a assinatura da concessão da obra, ocorrida a em agosto deste ano.

Um rápido olhar para a questão indígena mostra, de modo incontestável, o desenrolar de uma política que prioriza segmentos que já são, historicamente, privilegiados. O bônus desse conjunto de ações de caráter desenvolvimentista vai para as empresas, para os bancos, para produtores rurais que se dedicam ao monocultivo, para aqueles setores considerados “produtivos” e viáveis, que representa uma pequena parcela da população brasileira. Já o ônus é distribuído “democraticamente” entre os trabalhadores, os segmentos mais empobrecidos, os povos indígenas, os pequenos produtores, todos aqueles que, num governo focado apenas em aspectos econômicos, são tidos como improdutivos e, portanto, sem relevância no cenário das decisões e dos rumos nacionais.

 

 

 

 

CULTURA AFROBRASILEIRA

 

Nova vitória quilombola no ES

Comunidade quilombola de São Domingos conseguiu reconquistar 13 hectares ocupados indevidamente pelos eucaliptos da Aracruz Celulose

15/09/2010

 

Aconteceu novamente no Espírito Santo um destes processos sociais em que a mudança real vem pelas mãos da população. Depois que a comunidade quilombola de São Domingos conseguiu reconquistar 13 hectares ocupados indevidamente pelos eucaliptos da Aracruz Celulose (hoje conhecida como Fíbria), agora foi a vez da comunidade de Angelim 1. Situando as informações: há dezenas de anos a Aracruz Celulose começou um processo de tomada violenta e chantagista de terras quilombolas e indígenas no norte do Espírito Santo, desalojando milhares e deixando os que ficaram em condições de vida bastante ruins. Quem ficou passou a viver cercado de uma extensíssima monocultura de eucalipto, vendo suas fontes de água secar e sua terra de cultivo diminuir.

Até chegarmos aos dias de hoje, quando uma resistência social construída nos últimos anos vem retomando estes territórios tradicionais para reproduzir a vida de suas famílias, sua cultura e seu direito de projetar o futuro como quer.

Angelim 1 é uma das três comunidades quilombolas reconhecidas pelo governo federal (por via de certificado da Fundação Cultural Palmares) que desde o século 19 habitam a região do córrego de Angelim. Ela estava há décadas dividida em duas partes, porque o eucaliptal da Aracruz-Fíbria tomou parte de seu território, quase isolando as famílias umas das outras. Pois foi exatamente este pedaço de terra que, depois de alguns meses deixado sem manejo pela empresa após o último corte de árvores de eucalipto, foi retomado. A retomada aconteceu por meio da organização de um ajuntamento, palavra que os quilombolas usam tradicionalmente para designar uma ação produtiva coletiva, um mutirão. O ajuntamento de Angelim 1 em fins de agosto conseguiu trazer de volta para a comunidade 35 hectares de terra legítima, onde depois de três semanas milhares de mudas de alimentos estão plantadas e crescendo.

João Batista Guimarães, quilombola de Angelim 1 e técnico da Fase Espírito Santo, relata que o primeiro plantio de alimentos foi vasto e grandioso.

Mais de mil mudas de abacaxi, cerca de 800 pés de abóbora, bananeiras de três tipos (prata, nanica e da terra), muitos pés de milho, feijão de corda, coqueiros. Deu-se preferência, neste primeiro plantio, aos chamados “bens de raiz”, aqueles cuja planta permanece após a colheita e que são típicos do território. É o caso dos coqueiros e das bananeiras. Existe uma força simbólica e política no bem de raiz, porque por muitos anos as pequenas concessões de plantio feitas pela Aracruz-Fíbria aos quilombolas limitavam-se a gêneros alimentícios que não fossem bens de raiz. “Essa desobediência de entrar no território e plantar o bem de raiz é para mostrar que o espaço não é mais deles. O bem de raiz é um símbolo quilombola”, diz João.

Das 27 famílias que vivem na comunidade de Angelim 1 (cerca de 120 pessoas), quatro ou cinco devem ir habitar os novos 35 hectares. A idéia não é lotear o terreno, mas sim facilitar a reprodução da vida em condições tradicionais e com mais respeito à dignidade e ao meio ambiente. Afinal, como diz o quilombola João, “há famílias que sobrevivem cestas básicas, outras dependem do Bolsa Família para comprar alimentos, uma profunda decadência por falta de espaço para plantar”. Portanto, a prioridade é a produção de alimentos em bases saudáveis para consumo próprio. Nada mais justificável, visto que até mesmo uma missão do governo federal constatou em 2009 que os quilombolas do norte do Espírito Santo vivem em situação de insegurança alimentar.

A luta social quilombola no norte do Espírito Santo continua. As duas vitórias recentes não significam desmobilização. Muito mais do que espaço para plantar, trata-se de uma questão de identidade. Nas palavras do morador de Angelim 1, João Batista, “o avô do meu avô vivia nessa terra, o mangueirão que fica no centro da comunidade foi plantado pela minha tia, nossas árvores são nossa história. Queremos no futuro poder dizer que aquela árvore antiga fomos nós que plantamos”.

 

Fonte: www.fase.org.br

 

 

 

Mais pretos e pardos chegam à faculdade

Por racismoambiental, 18/09/2010

A proporção de brasileiros com ensino superior completo que se declaram pretos ou pardos dobrou em dez anos, mas o patamar era tão baixo em 1999 que, apesar do aumento, os contingentes dos dois grupos ainda representam um terço do porcentual de brancos graduados. A reportagem é de Felipe Werneck e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 18-09-2010.

 

Dados da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, em 2009, apenas 4,7% dos pretos e 5,3% dos pardos com 25 anos ou mais tinham curso superior – ante 15% dos brancos.

Dez anos antes, o porcentual era de 2,3% para cada um dos dois primeiros grupos e de 9,8% para brancos. “Obviamente é positivo o aumento, com a ressalva de que o ponto de partida dos pretos e pardos era muito baixo”, diz o pesquisador do IBGE Leonardo Athias. Ele lembra que, em 1999, a situação dos pretos e pardos com grau universitário era semelhante à da população negra adulta na África do Sul durante o fim do apartheid.

Estudo do professor da Universidade de Brasília (UnB) José Jorge de Carvalho estima que 45% dos alunos beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) eram pretos ou pardos, lembra Leonardo, citando esse como o principal fator para o aumento do número de graduados nos dois grupos.

“Além do ProUni, políticas de transferência de renda podem ter contribuído. E também as cotas, mas nesse caso a participação é muito pequena”, acrescenta. Os dados indicam que para os três grupos o aumento foi maior na segunda metade da década: em 2004, os porcentuais eram de 11,4% para brancos, 3% para pretos e 3,2% para pardos.

O coordenador da ONG Educafro, frei David Santos, comemorou o resultado, mas disse que esperava uma participação maior de pretos e pardos. “Estamos conseguindo mexer para cima com os dígitos do IBGE, mas ainda é muito pequena a mudança”, disse ele, citando o trabalho voluntário realizado pela Educafro em 2 mil pré-vestibulares comunitários.

Santos concorda com a análise de que o maior efeito se deve ao ProUni, que oferece bolsas em instituições particulares. “A exclusão era muito radical. Nos últimos 5 anos colocamos mais negros em universidades que nos últimos 500.”

 

Tendência

A distribuição do rendimento familiar per capita das pessoas com 10 anos ou mais mostra que, no grupo dos 10% mais pobres, 8% eram pretos e 62,9% eram pardos em 1999. Dez anos depois, essas proporções subiram para 9,4% e 64,8%. Quanto ao analfabetismo, tanto pretos como pardos, com 13% cada um, ainda têm mais que o dobro da incidência entre os brancos, de 5,9%.

A tendência para os próximos anos é de que os números melhorem, dizem os pesquisadores. “Isso porque temos um quadro grande de universidades públicas com ações afirmativas e os candidatos às eleições presidenciais no topo das pesquisas afirmam que vão manter o ProUni”, explica Paulo Vinícius da Silva, pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Valter Roberto Silvério, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), destaca a mobilização social como outro fator que implicou no crescimento. “A conscientização social, que vem com os cursinhos para negros e alunos carentes, é um exemplo disso”, explica. Para ele, os números significam um avanço, mas ainda há muito a se fazer. “Esses alunos normalmente estão em graduações de menor prestígio. Precisamos diagnosticar as áreas em que eles estão se formando.”

Para a bolsista Zilá Ferreira, de 30 anos, que cursa o último ano de Direito em uma faculdade particular de São Paulo, chegar ao ensino superior foi uma vitória. “Percebi que o fato de eu estudar empolgou familiares e vizinhos”, conta ela. “Mas, sem a bolsa, acho que dificilmente eu conseguiria chegar até aqui, porque os vestibulares das grandes faculdades exigem cursinhos caros.”

http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=36426

 

 

 

IBGE: diminui desigualdade racial no acesso à educação

Agência Estado

As desigualdades raciais no acesso à educação e no rendimento diminuíram entre 1999 e 2009, apesar de continuarem elevadas, segundo mostra a Síntese de Indicadores Sociais divulgada na manhã de hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Enquanto 62,6% dos estudantes brancos de 18 a 24 anos cursavam o nível superior em 2009, o porcentual era de 28,2% para os pretos e 31,8% para os pardos, de acordo com a terminologia usada pelo instituto. Os dados apontam, entretanto, que houve forte expansão nesse indicador para todos os grupos. Em 1999, esses porcentuais eram de 33,4% para brancos, de 7,5% para pretos e de 8% entre os pardos.

Em relação à população de 25 anos ou mais com ensino superior concluído, houve crescimento na proporção de pretos (subiu de 2,3% em 1999 para 4,7% no ano passado) e pardos (passou de 2,3% para 5,3%). No mesmo período, o porcentual de brancos com diploma passou de 9,8% para 15%. Ainda segundo a pesquisa, a população branca de 15 anos ou mais tinha, em média, 8,4 anos de estudo em 2009, enquanto pretos e pardos tinham 6,7 anos.

A Síntese mostra que os rendimentos de pretos ou pardos também continuam inferiores aos de brancos, embora a diferença tenha diminuído nos últimos dez anos. Os rendimentos-hora de pretos e de pardos representavam, respectivamente, 47% e 49,6% do rendimento-hora de brancos em 1999, passando a 57,4% (para pretos e pardos) em 2009.

As desigualdades estão presentes também no analfabetismo. A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 13,3% para pretos em 2009, de 13,4% para pardos e de 5,9% para brancos.

 

 

 

Festa de São Cosme e São Damião – Religiosidade e Civismo no Sertão de São João do Piauí

 

Todos os anos há mais de duas décadas, a Babalorixá Dona Maria Fininho, líder espiritual do terreiro de umbanda “Menino Jesus de Praga”, em São João do Piauí, realiza a festa dos ‘santos meninos’ São Cosme e São Damião, sempre no dia 7 de setembro, dia em que se comemora em todo o país a Independência do Brasil. A data tem sentido cívico, que a festa de Dona Maria Fininho incorpora e mistura a uma gama de símbolos da religiosidade afro-brasileira.

Os rituais começam ainda cedo, no raiar do dia. Cada um faz sua parte e ajuda nos preparativos da festa, que é regada com muita comida (o café é servido a todos os presentes, priorizando as crianças, para quem a festa é oferecida em primeiro lugar, afinal a homenagem é feita aos santos meninos. São Jorge Guerreiro aparece montado em seu cavalo com uma espada na mão; crianças e adultos com indumentárias indígenas (saias feitas de fibra de caroá, cocares enfeitados com penas de avestruz, pulseiras e colares confeccionadas com sementes e miçangas), são os ‘Caboclinhos’ da floresta; duas crianças vestidas de cetim azul e branco, representam os santos meninos; ‘mães e pais de santos’ entoam cantigas e dançam ao som dos tambores.

Este ano, o cortejo passou pelas ruelas do Bairro Juazeirinho e seguiu pelo centro da cidade, chamando a atenção das pessoas, particularmente dos trabalhadores do comércio. Em frente ao adro da Igreja Católica os Caboclinhos dançaram em volta dos pais de santos e seguiram em direção ao ‘Terreiro’, mas, antes, fizeram a tradicional parada às margens do Rio Piauí e sobre a passarela que liga o centro da cidade ao Bairro Juazeirinho, aonde se localiza o Terreiro de Dona Maria Fininho. Vários umbandistas, mães e pais de santo, participaram da homenagem a São Cosme e São Damião, além da anfitriã da festa, Dona Maria Fininho e do líder espiritual, Luiz Carlos, todos estavam muito contentes com a presença do Senhor José Madeira, Babalorixá do município de Ribeira que, a exemplo de Dona Maria Fininho, todos os anos, na data de 02 de fevereiro, realiza naquela cidade, na comunidade do Bebedouro, a Festa a Nossa Senhora dos Navegantes.

Os organizadores do projeto Encantadores do Sertão também participaram da festa aos santos meninos e fizeram o registro em vídeo e fotografia de todos os rituais, e pretendem fazer a edição dessas imagens para, em seguida, marcar com a comunidade a exibição no próprio Terreiro de Dona Maria Fininho, ocasião na qual lhe repassarão uma cópia para reprodução e, ao mesmo tempo, está incentivando a comunidade a montar uma videoteca no Centro Espírita da Babalorixá.

 

 

 

Iphan conclui edição sobre terreiros fluminenses de Candomblé

10/09/2010

 

A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro terminou este mês o trabalho de edição da publicação Terreiros de Candomblé do Rio de Janeiro. Fruto do mapeamento das casas do gênero realizado pela Assessoria de Patrimônio Imaterial da Superintendência, o título reúne informações sobre 32 terreiros fluminenses das nações Jeje, Ketu, Efon, Ijexa e Angola, dos Axés do Engenho Velho, Opó Afonjá e Gantois.

A obra, organizada pela pesquisadora Marcia Ferreira Netto, traz em seu conteúdo a história, fotos e depoimentos relacionados a cada um dos terreiros, muitos dos quais com mais de cem anos de existência. Um dos exemplos é a sede do Ileaxé Opó Afonjá, criada na mesma época do tradicional terreiro baiano de mesmo nome. O início da distribuição da publicação ainda não tem data definida.

 

Mais informações:

Assessoria de Imprensa do Iphan – RJ

Telefones: (21) 2233-6334 / (21) 9127-7387

Chico Cereto

Luana Lobato

 

 

 

OUVIDORIA PERMANENTE EM DEFESA DA IGUALDADE RACIAL

SEGUNDA-FEIRA, 13 DE SETEMBRO DE 2010

AUREMÁCIO CARVALHO

 

Participamos, no último dia 08, em Brasília, na Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, de uma reunião nacional, para discutir a implementação dos arts. 51 a 55 da Lei Federal 12.288, de 20/07/2010, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial. Estiveram presentes pesquisadores, ouvidores federais, professores universitários, Defensoria Pública da União e outros. Os artigos citados tratam da implementação das Ouvidorias permanentes em Defesa da Igualdade Racial, que tem por finalidade "receber denúncias de preconceito e discriminação com base em etnia ou cor e acompanhar a implementação de medidas para a promoção da igualdade" (art. 55). As discussões foram extremamente proveitosas e as sugestões pertinentes. O Dr. Humberto Adami- que é o Ouvidor Nacional para o assunto, colocou, com propriedade a situação brasileira, de racismo e discriminação contra afrodescendentes; nas escolas, hospitais, área de segurança pública, serviço público, em geral; citando exemplos de racismo em vários Estados brasileiros. Foi corroborado com intervenções pontuais dos cerca de 40 representantes de vários Estados e órgãos e movimentos: violência contra a mulher negra, quilombolas, jovens trabalhadores negros ou pardos; etc. O panorama geral é de abusos, inclusive institucional dos órgãos públicos e impunidade. A questão das cotas nas universidades e serviço público também é uma discussão a ser travada com toda a sociedade. Temos uma cultura do racismo, disfarçada na "bondade" e fraternidade do povo brasileiro; enquanto isso, pouco mai de 5% dos nossos universitários são afrodescendentes. É preciso conhecer essa realidade, discuti-la, enfrentá-la. Racismo é crime, embora as condenações sejam mínimas, pois se consegue, com bons advogados, desqualificar o crime para constrangimento, importunação e outras figuras. Em geral, a nossa educação no Brasil, vem se utilizando de uma prática que forma indivíduos com um nível de cultura preconceituoso, alicerçado a uma visão de mundo que determina que tudo que é diferente, é errado ou inferior, mas nunca de forma igual. Racismo, no Dicionário Aurélio, significa: "Uma doutrina que sustenta a superioridade de certas raças. Preconceito ou discriminação em relação a indivíduo considerado de outra raça". A raça negra foi cruelmente massacrada, humilhada e escravizada com base no racismo. Os livros de história contam detalhadamente os episódios de sofrimento e servidão deste povo, mas não expõem a história da África e do povo negro antes da escravidão. Existe uma grande lacuna a este respeito. Os livros didáticos, na sua grande maioria, dão maior ênfase aos episódios de humilhação e dor ocorridos com os negros no Brasil, mas não relatam as conquistas e como era a vida deste povo, quando em liberdade na África. Por fim, está na Casa Civil da Presidência da República uma minuta de Decreto regulamentando essa nova Ouvidoria. Nos dias 08 e 09 de novembro haverá, em Brasília, uma Seminário Nacional sob o tema. Em Mato Grosso, nos comprometemos em começar a discussão e coleta de dados sobre o assunto. Vamos em frente. Se você quer participar da discussão ou apresentar denúncias ou sugestões, mande mensagem para seppir.ouvidoria@...; humberto.adami@...; ou para mim mesmo, no endereço: auremacio.carvalho@....

 

AUREMÁCIO CARVALHO

DIRETOR

OCIP'S ORGANIZAÇÃO DE CONTROLE E INSPEÇÃO DAS POLICIAIS DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

Escritório Regional: Av. dos Trabalhadores, Residencial Planalto 3 casa 20, Bairro Carumbé CEP: 78050-700 Cuiabá MT

(0xx65) 3653-8319 residência ((0xx65) 9216-6444 celular

E-mail: auremacio.carvalho@...

 

 

 

Desigualdade racial ausente da agenda dos candidatos

Por: Redação - Fonte: Afropress - 6/9/2010

 

Brasília - A menos de um mês das eleições de 3 de outubro, os três principais candidatos à Presidência da República ignoraram até aqui o tema da desigualdade racial, apontado por pesquisadores e estudiosos como elemento estruturante da desigualdade social brasileira. Segundo o IBGE, 51,3% da população brasileira é negra (preta e parda) e ocupa os piores indicadores sócio-econômicos.

A candidata do PT, Dilma Rousseff, em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto (50% de acordo com o último DataFolha), não tratou até agora do tema no seu horário eleitoral no Rádio e na TV.

Nas Diretrizes do Programa 2011/2014 registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dilma promete genericamente “ampliar as Políticas de Promoção da Igualdade Racial com o fortalecimento das ações afirmativas realizadas pela SEPPIR, Fundação Palmares e SECAD, incrementando suas estruturas do ponto de vista técnico, político, institucional, orçamentário e financeiro.”

“Deve-se, também, reafirmar a transversalidade dos programas voltados aos quilombos, a comunidades de terreiros, aos indígenas e ciganos, destacando os jovens e mulheres negras”, acrescenta a candidata nas Diretrizes do Programa.

Nada parecido com a proposta “O Brasil sem Racismo”, assumida pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva, na sua primeira eleição em 2002 e depois também deixada de lado por ele na campanha para a reeleição em 2006.

 

Tucano contra cotas

O candidato do PSDB, José Serra (com 28% das intenções de voto, de acordo com o mesmo Instituto de Pesquisas), também não tocou no assunto. Ao contrário de Dilma, que já se posicionou em favor das cotas para negros, a exemplo dos tucanos de um modo geral, Serra é contra.

Um dos coordenadores de sua campanha é o ex-secretário de Relações Institucionais no Governo de S. Paulo, José Henrique Reis Lobo. Lobo ficou conhecido pela afirmação dita ano passado numa reunião do Conselho Estadual da Comunidade Negra, órgão, à época, ligado à Secretaria que dirigia, de que “ações afirmativas só em 500 anos”.

S. Paulo é o Estado com maior população negra do Brasil, com mais de 13 milhões de afro-brasileiros - 31% da população total de 42 milhões de paulistas, de acordo com dados da Fundação SEADE.

No Programa de Governo, que só pode ser acessado mediante cadastro prévio, e depois da autorização dos seus coordenadores, o tucano menciona vagamente “afrobrasileiros”, uma forma de disfarçar um certo desconforto em tratar desse tema.

Segundo Ana Lobato, pesquisadora do IPEA e responsável pelo recolhimento das colaborações para a área social do Programa, em relação as cotas para negros “Serra tem posição parecida com a maioria do PSDB, que é defender as cotas sociais”.

Em entrevista recente à Revista Época, Lobato explicou que "Serra não quis colocar o tema das cotas para negros no debate porque ele quer ouvir as pessoas, inclusive as que defendem”.

“É um tema delicado. É fácil dizer que, para a juventude, vai combater drogas. Essa questão é delicada e ele quer ouvir mais gente para ter uma posição mais concreta. Ter constrangimento tem, porque é um tema polêmico”, acrescentou, quando questionada se o candidato tem constrangimento em falar sobre o assunto.

 

Políticas de igualdade

O programa da candidata do PV Marina Silva (10% das intenções de voto, segundo o DataFolha) é semelhante em vários pontos ao programa defendido por Dilma. Ambos prevêem a construção de políticas de igualdade racial.

Marina defende, inclusive, a manutenção e o reforço das cotas para negros, como parte de um processo de restauração de equilíbrio aos desequilíbrios históricos contra as minorias”.

 

Plínio

O tema do racismo e da igualdade racial só não esteve totalmente ausente da campanha deste ano porque o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, dedicou um programa a denúncia do racismo e da desigualdade racial, feita pelo vice na sua chapa, o professor Hamilton Assis, ativista do Movimento Negro da Bahia.

 

http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?id=2337

 

 

 

DEPUTADO QUER REVOGAR LEIS DA UMBANDA, CANDOMBLÉ E ORIXÁS

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

 

O deputado estadual Edson Albertassi apresentou, nesta quarta-feira (08/09), um projeto de lei revogando as leis que declaram a Umbanda, o Candomblé e os dias de Iemanjá, Nanã, Iansã e Oxum como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

As leis são de autoria do deputado estadual Átila Nunes, que tem uma atuação voltada para os interesses dos umbandistas.

As leis do Dia de Iemanjá e do Dia de Oxum foram aprovadas pelos deputados em 2009 e início de 2010. Edson Albertassi quer a sua revogação.

De acordo com o deputado Albertassi, estas leis ferem a Constituição Federal: “Não é correto que o Estado Laico e Democrático transforme religiões e festividades religiosas em patrimônio imaterial”.

Edson Albertassi diz que as leis do deputado estadual Átila Nunes impedirão a pregação eloqüente de pregadores pentecostais, testemunhos de ex-macumbeiros e cultos de libertação possam ser atingidos.

Segundo o deputado Albertassi, "no Brasil, há uma mistura sobre os conceitos de cultura e religião. Precisamos separar estas duas questões, porque sob o viés de “cultura, algumas religiões vêm sendo beneficiadas pelo poder público em detrimento das outras”.

Segundo Albertassi, foi assim que muitas leis beneficiando a Umbanda foram aprovadas na Assembléia Legislativa pelo meu colega deputado Átila Nunes. "Não se trata de nada pessoal contra ele, mas sim contra a Umbanda e o Candomblé, que não podem se igualar aos evangélicos, estes sim, verdadeiros religiosos que não se baseiam em vodus e manifestações questionáveis".

Albertassi reconhece o trabalho de décadas "do deputado estadual Átila Nunes em defesa de sua seita, mas existe um limite nas suas ações de reconhecimento e na busca de igualdade de tratamento da Umbanda e do Candomblé com as religiões cristãs".

 

 

 

Polícia Federal cria canal para denúncia de racismo e pedofilia na web

Por Redação do IDG Now!

Publicada em 11 de novembro de 2009

Formulário eletrônico permite apontar, de forma anônima, sites considerados ofensivos; endereço de e-mail também está disponível.

 

A Polícia Federal lança oficialmente amanhã, quinta-feira (12/11), um formulário eletrônico para denúncia de crimes de ódio, pedofilia, genocídio e outros crimes que violam os direitos humanos.

O formulário, que já pode ser visitado em http://nightangel.dpf.gov.br, é o mesmo para os três tipos de denúncia e tem dois campos, um para o endereço do site ofensivo e outro para comentários. Quando a denúncia não envolve sites, o usuário é orientado a ligar para o Disque Denúncia da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (100) ou enviar um e-mail para denuncia.ddh@....

A iniciativa é do projeto Anjos na Rede, uma parceria que envolve, além da Polícia Federal, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e a ONG Safernet.

 

 

 

Secretaria estuda recomendar criação de cotas raciais por decreto

JC e-mail 4088, de 02 de Setembro de 2010.

Universidades devem ser orientadas para criação de cotas raciais. Eloi Araujo informou que documento será apresentado até 20 de outubro

 

O ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araujo, informou ao G1 que um grupo de trabalho da secretaria trabalha atualmente em nota técnica que deve recomendar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que crie cotas para negros em universidades federais por meio de decreto.

"Na nota técnica vamos tomar providências no sentido de buscar que pretos e pardos tenham direito de ingressar no ensino superior. A nota técnica poderá dizer que é necessário um decreto. Eu estou aguardando a finalização da nota técnica para marcar audiência com o presidente. Eu penso que um decreto é uma boa medida para adotar se não houver por parte de todo mundo a adoção da política de cotas", afirmou o ministro.

"A nota técnica vai orientar inclusive como as cotas deverão ser observadas pelas instituições de ensino superior. Algumas organizações imaginam que haja uma autonomia universitária. A autonomia não é absoluta, é relativa", completou o ministro.

De acordo com ele, a nota técnica será finalizada e entregue a Lula até o dia 20 de outubro, dia em que o estatuto entra em vigor. O texto foi sancionado pelo presidente no último dia 20 de julho e tem 90 dias para começar a vigorar.

Logo após a aprovação do estatuto no Senado, antes da sanção presidencial, Eloi Araujo falou ao G1 que o estatuto permitia a criação de cotas sem que uma lei sobre o tema fosse discutida e aprovada por deputados e senadores. Na ocasião, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que isso era uma tentativa de "golpe". "Isso é o que se chama de tentativa de fazer com que o Congresso brasileiro seja fechado ainda que esteja aberto. Essa matéria tão polêmica deve ser regulamentada evidentemente através de uma lei. (...) É o que se chama de falsa polêmica. O ministro se viu derrotado em uma posição e tenta dar um golpe".

De acordo com Eloi Araujo, não se trata de golpe porque a lei é clara. "A lei é soberana. É dura, mas é a lei. E prevê a adoção de ações afirmativas. O Congresso aprovou essa lei." Ele afirmou crer que uma definição sobre um eventual decreto para estabelecer cotas saia ainda neste governo.

Eloi explicou que o grupo de trabalho é formado por técnicos da secretária, como professores e advogados. Esse grupo será responsável pela nota técnica que vai dar uma diretriz sobre o que deve ser regulamentado no estatuto. Cinco temas devem ser priorizados: educação, trabalho, moradia, cultura e saúde.

"Nossa preocupação diz respeito ao propósito de contribuir com os amigos da Corte, aqueles que têm defesa de nossas ações. No Supremo Tribunal Federal (STF) temos ações muito perversas contra a população negra, contra cotas, contra o ProUni e contra as comunidades quilombolas. (...) Esse grupo está debruçado em oferecer subsídios nesses casos com base no estatuto."

 

Cotas sociais

O ministro afirmou ser contra universidades que privilegiam cotas sociais a cotas raciais. Estudo do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) divulgado no começo desta semana mostrou que 71% das universidades federais e estaduais já têm cotas com base em seus conselhos ou leis estaduais. A maioria das instituições, porém, favorece as cotas sociais, para quem vem de escola pública.

Segundo ele, ações afirmativas que só privilegiam o lado social, sem analisar a questão racial, devem ser revistas. "Essas medidas precisam ser revistas porque deveriam ser observados dados técnicos oferecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se a população é composta por 80% de pessoas que ganham até cinco salários, então vamos fazer isso. Se for qualquer outro número, é só para dizer que está fazendo. É coisa para inglês ver. É como se não tivesse havido a grande ofensa da escravidão e houve. Qualquer informação que não leve em consideração a gravidade que foi a escravidão, não é sequer educativa. Deveria observar os dois aspectos, sociais e raciais."

Para Eloi Araujo, no entanto, pode-se discutir por quanto tempo as cotas raciais seriam válidas. "Isso é justiça social e não precisa ser para sempre. Podemos estabelecer por um período, duas décadas, e depois analisar a evolução."

(Mariana Oliveira)

(G1, 2/9)

 

Extraído: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=73234

 

 

 

Censo e religião: algumas interrogações

Escrito por Maria Clara Lucchetti Bingemer

03-Set-2010

 

Em tempos de tolerância religiosa e pluralidade, parece justo e positivo que o Censo 2010 ofereça 17 opções de resposta para a pergunta: Qual a sua religião? Na verdade, 18 se contarmos aqueles que não se auto-identificam com nenhuma pertença.

O dado permite constatar não só a existência de uma diversidade imensa na pertença religiosa brasileira, como a sadia convivência entre as diversas confissões, reconhecida pelo censo. No entanto, alguns matizes na maneira como foi elaborado o questionário permitem perceber que não há tanta neutralidade na proposta do censo.

Existem dois questionários: o "básico" e o "da amostra". No básico não existe a pergunta - "Qual é a sua religião ou culto?" - presente no outro, que será aplicado apenas em um número reduzido de domicílios, na proporção de um para cada dez. A religião será, portanto, informada por amostragem.

Porém, há outros detalhes que dizem respeito, sobretudo ao cristianismo histórico, religião que ainda congrega a maioria do povo brasileiro. O recenseado será colocado diante de uma lista de 27 opções e subdivisões da religião católica. O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, aponta aí uma distorção: das 27 alternativas pelo menos 12, ou seja, quase a metade não é de outras igrejas, confissões ou religiões, mas de grupos e associações que existem dentro da confissão católica romana.

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana, uma das mais importantes denominações protestantes históricas, que representa três quartos dos luteranos brasileiros, se queixa de haver sido excluída das opções do censo. Em meio a 48 designações com o termo "luterano", não se encontra a IECLB.

Em entrevista, o pastor presidente Walter Altmann diz que tomou conhecimento da exclusão através de fiéis de sua Igreja, que, ao receber os recenseadores, constatavam confusos que a única sugestão específica quanto a luteranos empregava a expressão "luterano pentecostal", designação que nenhum luterano emprega ou reconhece para si.

Tanto o cardeal quanto o pastor se preocupam com a confusão que já está gerando entre os fiéis de uma e outra igreja. Os subgrupos internos à organização da Igreja Católica não são "outras" confissões, mas a mesma, na expressão de seus diversos carismas, agremiações, associações e movimentos. Há aí uma imprecisão grave não só pelo erro explícito que apresenta, mas pela confusão que pode causar. Reconhecer e apresentar mais de 40 denominações protestantes, sem mencionar aquela que agrupa três quartos dos fiéis existentes no país é uma aberração. "E mais ainda ao colocar lado a lado as palavras "luterano" e "pentecostal". Quem tem um mínimo conhecimento do protestantismo sabe que o movimento pentecostal difere bastante da corrente histórica, não sendo as duas expressões intercambiáveis.

É muito positivo que todas as pertenças religiosas do nosso país apareçam no censo, de maneira que todas as pessoas se encontrem contempladas na medida do possível, mas parece nebulosa a questão do cristianismo histórico devido à maneira como são formuladas as perguntas.

A importância do censo é inegável, porém o quesito religião deixa muito a desejar em termos de clareza e precisão. É compreensível, portanto, que o cardeal e o pastor, responsáveis pelas igrejas em questão, estejam empenhados em esclarecer o povo quanto a isso. Pois, com tal distorção, o dado corre o risco de ser deturpado e uma parte do censo perde seu objetivo e sua razão de ser, que é apresentar uma radiografia o mais exata possível do povo brasileiro.

 

Maria Clara Lucchetti Bingemer, professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio.

 

 

 

 

COMUNICAÇÃO

 

PNBL deve impor responsabilidades e contrapartidas sociais às operadoras

10/09/2010

Candice Cresqui

FNDC

 

A implantação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) deve combinar o interesse público no oferecimento do serviço com a criação de uma infraestrutura de acesso. Para o FNDC, é preciso propor uma agenda democrática, apoiada em políticas públicas de comunicação que imponham às operadoras responsabilidades e contrapartidas sociais. Essa concepção sobre o PNBL norteou as contribuições da entidade no segundo encontro do Fórum Brasil Conectado (FBC). Como ficou flagrante no encontro, as empresas não querem ver a Telebrás atendendo diretamente ao usuário, embora não implementem o serviço em regiões de baixa densidade demográfica. Para as operadoras, o Estado deve oferecer a infraestrutura, enquanto elas decidem a quem oferecer o serviço.

Instância criada para acompanhar, discutir e propor ações e diretrizes ao Programa Nacional de Banda Larga, o FBC, realizou seu segundo encontro entre os dias 24 e 26 de agosto, em Brasília. O encontro foi aberto pelo Ministra-Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

Segundo o jornalista Juliano Carvalho, representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) no FBC, as reuniões foram norteadas por dois eixos centrais. O primeiro diz respeito à implementação e a forma como a Telebrás deveria oferecer o serviço de banda larga. O segundo aborda as condições de infraestrutura e de oferta que devem pautar o Plano.

Nesta edição do e-Fórum, Carvalho avalia o encontro, a participação do FNDC e as implicações do Programa Nacional de Banda Larga para a sociedade brasileira. A entrevista foi concedida por telefone.

 

e-Fórum - Quais as contribuições do 2º Fórum Brasil Conectado para o PNBL?

Juliano Carvalho - Várias contribuições importantes. Eu destacaria a seguinte discussão: a internet deve ser levada na última milha, ou seja, ao usuário – a internet que nós estamos falando está dentro do Programa Nacional de Banda Larga, portanto, uma internet subsidiada pelo Governo para atingir um brasileiro que não tem conectividade com a rede. Conforme a proposta inicial do Governo, com recebimento a 500kb/s [conforme dados publicados no CGI.br um acesso razoável à internet exige no mínimo 1 Mb/s, o dobro do oferecido pelo Governo] e a um custo de R$ 10,00. O Programa Nacional de Banda Larga – e o FNDC interveio muito nesse sentido – deve criar todas as condições para debater com as empresas, abordando temas como a renúncia fiscal, a substituição tributária, desde que o serviço dessas empresas atinja de fato quem está na ponta com uma internet que não seja de terceira categoria.

Nós não divergimos da proposta do Governo no sentido de que não podem ser um ponto de partida essas configurações de velocidade, latência [representa a expressão do tempo necessário para um pacote de dados ir de um ponto para outro, é também conhecida como “atraso”], de configuração de rede. Mas o FNDC teve uma postura enfática ao afirmar que só há razão para haver substituição tributária, 100% de isenção no PIS/Cofins e de IPI para modem, e assim por diante, se as empresas de fato abandonarem a estratégia que elas vêm adotando desde o processo de privatização.

 

e-Fórum - Que estratégia as empresas adotaram?

Juliano Carvalho - Nós não temos internet no país todo por um problema de infraestrutura, e sim porque as prestadoras da área de telecomunicações móvel ou fixa no Brasil só querem frequentar o filé mignon e não onde tem o osso, e eu usei exatamente essa metáfora. Nós compreendemos que todo mundo quer vender em São Paulo, eu quero perguntar é quem quer vender nas regiões rurais, regiões que têm baixa densidade demográfica e onde o investimento é, em tese, deficitário. Aí você tem um mecanismo de contrapartida, você ganha aqui e você perde lá. O que é um pouco diferente da proposta que as operadoras defenderam. Esse foi um momento de muita divergência.

 

e-Fórum - Como as prestadoras se posicionam?

Juliano Carvalho - Elas (as empresas) precisam do backbone [infraestrutura principal, ou “espinha dorsal”, pela qual o tráfego de dados e voz é transmitido por toda a extensão da rede], precisam do anel de rede que faça a grande ligação Brasil, que hoje praticamente é feita pela Embratel, desde a privatização. E não estão amando a ideia de o Governo brasileiro disponibilizar as fibras da Eletronet, da Telebrás, da Petrobrás, ou seja, de o Governo criar as condições de fazer esse grande backbone. E aí, obviamente, o passo seguinte ao backbone é criar os backhauls [estrutura para a conexão em banda larga que interliga as redes de acesso ao backbone da operadora], que são as centrais distribuidoras nas cidades, nas regiões, ou nos municípios sedes.

Todo mundo quer que o Governo primeiro ofereça o backbone, porque cria competitividade com a Embratel e com os prestadores que já oferecem backbone no Brasil. Pois muitas operadoras, algumas pequenas, não conseguem se ligar a outras regiões do país e não conseguem levar internet e não conseguem acessar a essas áreas. Esse é o problema principal para implantar uma grande rede nacional. Para isso as empresas querem a Telebrás e querem o Governo atuando com condições isonômicas, para haver competitividade e baixar o custo da infraestrutura de rede geral. Quando chega na montagem do backhaul, também querem a Telebrás, mas a querem em regiões onde eles não estejam ou em regiões deficitárias. Só que da ponta do backhaul para frente, para chegar na porta do usuário final as empresas não querem a Telebrás, e falaram isso várias vezes.

 

e-Fórum - Qual foi a posição defendida pelo FNDC?

Juliano Carvalho - É diferente da posição das operadoras. Nós não estamos propondo a reestatização do sistema de telecomunicações, e a nossa representação lá no encontro foi enfática nesse sentido também. A privatização melhorou o serviço? Melhorou, mas a privatização não transformou o custo do serviço de operados de telecomunicações fixo e móvel, no Brasil, em um custo barato. Nós temos um dos custos mais altos do mundo e o Programa Nacional de Banda Larga pode nos ajudar a equalizar esse problema. Um exemplo que eu usei é a questão da telefonia celular. A competição não faz com que a tarifa caia, é só ver os índices de lucratividade que a área tem no Brasil. Esse foi fator que também se manifestou muito fortemente nos debates.

 

e-Fórum - Como foi abordada a combinação entre conteúdos e serviços?

Juliano Carvalho - Vamos nos debruçar mais sobre esse aspecto no próximo encontro do Fórum, em outubro. Mas já tivemos uma frente de discussão na sessão sobre os indicadores sociais que a Rede IPEA [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] vai construir. Ela vai trabalhar com vários indicadores cruzados para perceber tanto dados que já são mais de domínio público, como quantas cidades têm internet, quantas pessoas usam, qual é o tempo de uso e outros indicadores mais setoriais.

Mas a intenção principal, e isto foi defendido pelo FNDC, é saber, por exemplo, qual pode ser o impacto da implantação da banda larga em determinadas regiões, como é que se pode aferir o nível de empregabilidade em decorrência disso, que leituras você pode fazer de impacto na saúde pelo tempo à frente do computador, como isso pode ser um elemento facilitador ou limitador para o processo de ensino aprendizagem, como será possível fazer um cruzamento entre a introdução da banda larga em larga escala em relação à educação fundamental e no ensino médio brasileiro.

Para o FNDC só tem sentido montar essa estrutura se a geração de conteúdo, no acesso, levar ao desenvolvimento, ao estímulo do Governo a arranjos produtivos locais. Falando de outra maneira: só faz sentido levar internet a alguns lugares em que as pessoas, ao terem acesso nas comunidades – possam utilizar essa ferramenta para ter acesso à cultura e ao conhecimento, ganhar dinheiro, gerar renda, obter sustentabilidade – seja em um projeto com ou sem fins lucrativos, seja no nível individual.

 

e-Fórum - A questão chave dos indicadores, então, refere-se à mensuração do impacto?

Juliano Carvalho - Exato. Qual será o impacto da banda larga para o Brasil?

Nós vamos começar a construir esses índices agora, para daqui a dez anos mensurar isso em várias frentes, e não só para saber quantas pessoas acessam, porque isso é fácil de ser mensurado.

E o segundo aspecto dessa área é o que se espera dos serviços e do conteúdo que vai ser desenvolvido. Mesmo sendo objeto das próximas sessões, isso apareceu em vários momentos com uma fala do FNDC, e de outras entidades do Governo, muito parecida com aquela que nós fizemos também na TV a cabo: de novo estamos pensando na casa que as pessoas irão morar e não estamos perguntando que casa o morador necessita para viver.

Nós estamos preocupados se vamos levar internet de 500 kb/s, a R$ 10,00, se vamos se montar um backbone, se ele vai ter uma contrapartida das empresas – sem compreender melhor que expectativas a população tem. E mais do que isso, que conteúdos vão trafegar nessa rede, pensados pelo Estado, estimulados pela iniciativa privada, fomentados pela sociedade brasileira, para que eles sejam mesmo um instrumento alavancador de cidadania e não representem simplesmente a troca da lan-house pela internet em casa. Porque, num olhar curto, parece que a gente só quer tirar as pessoas que gastam de R$ 50,00 a R$ 100,00 por mês em lan-house, para pagar R$ 10,00 em casa. É um avanço? Do ponto de vista econômico, indiscutível. É também do ponto de vista cultural e educacional? É, mas pouco mensurável. Se não tivermos uma política de serviços agregada à rede e uma política de conteúdo para estimular determinadas coisas, só estaremos substituindo a ponta da conexão, e não apresentaremos uma alternativa na dimensão que um serviço desse porte pode oferecer.

 

e-Fórum - O Governo está atento às contribuições da sociedade civil para PNBL?

Juliano Carvalho - Eu penso que sim. Talvez o Governo não estivesse preparado para que a sociedade civil não empresarial fosse lá e fizesse intervenções colocando a agenda social nos debates. Nós insistimos muito nisso. Nós só estamos tirando dinheiro do Estado, estamos fazendo renúncia fiscal, o Governo vai montar uma estrutura de telecomunicações da qual ele já havia se retirado, vai fazer de tudo, por quê? Qual é o diagnóstico? Porque as empresas não fizeram. Estamos em 2010 e não temos o país todo conectado, e vamos ter Copa do Mundo, Olimpíadas, uma série de demandas de informação e comunicação. É preciso oferecer estrutura para a população e nós temos um serviço de telecomunicações muito caro.

Para isso tudo o FNDC teve intervenções muito apropriadas, questionando: qual é a finalidade social disso, para além da econômica.

 

e-Fórum - Historicamente, o FNDC propõe a criação da Organização Nacional dos Serviços Digitais (ONSD). Como ela pode ser associada o PNBL?

Juliano Carvalho - A ONSD que propomos é uma entidade pública não-governamental que organize os serviços digitais e o gerenciamento da infraestrutura de redes nas tecnologias existentes e nas futuras. Essa organização tem como base o conceito de rede pública e única.

Eu penso que o Governo, quando fala de rede nacional, até trabalha com o ente chamado de operador de rede dos sistemas digitais, vamos dizer assim. A nossa proposta representa mais do que uma instância agregadora de empresas, que parece ser a proposta das operadoras. A nossa sugestão é um ente que pudesse funcionar não como uma agência reguladora nos moldes da Anatel, mas com funções de fiscalização e acompanhamento da implantação dos serviços digitais no Brasil.

O princípio da rede única, que originalmente está presente nosso conceito de ONSD, pode não ser aplicável por uma questão técnica, mas o conceito de rede pública sim. E, além disso, o conceito contempla a ideia de uma entidade que tenha a participação da sociedade, envolvendo todos os atores para acompanhar e fiscalizar. No entendimento do FNDC, a Anatel, mesmo sendo o órgão regulador da área das telecomunicações, não tem condições de executar essa tarefa e já tem demonstrado isso. Então, nós temos que pensar em outro ator social e coletivo que pudesse desenvolver o Programa nesse novo contexto.

 

e-Fórum - Quais são, ou serão, os principais desafios para a implementação do PNBL?

Juliano Carvalho - Há o desafio o econômico. Criar toda essa infraestrutura para estar em locais distantes dos centros, atendendo públicos que estão à margem, em regiões pouco ou nada lucrativas é um impedimento significativo.

Mas o mais complicado é equalizar o interesse social, o interesse público no oferecimento desse serviço, de modo que se consiga mensurar o binômio conteúdo e serviços versus infraestrutura de acesso. Acho que a maior dificuldade é essa, para que não tenhamos uma grande condição de acesso, uma rede montada, e depois tenhamos uma dificuldade de compensar e potencializar o oferecimento desse serviço. E essas coisas devem andar juntas.

Teria outra dificuldade que ainda não está clara, e vai depender muito da posição do Governo, mas que pode se confirmar. Refiro-me ao cenário que mencionei antes, no qual as entidades empresariais não têm interesse nenhum na presença do Estado – leia-se Telebrás – na última milha, ou seja, no contato direto com o usuário. Isso vai depender de muita vontade política e de uma briga que eu não sei se o Governo está disposto a comprar.

 

e-Fórum - Qual é a importância da Telebrás para o Plano?

Juliano Carvalho - Neste momento ela é fundamental. Primeiro, porque o Estado brasileiro, nas suas empresas estatais, tem uma infraestrutura para ligar – ou, usando uma expressão do setor, iluminar – fibras ópticas que já estão de alguma maneira conectadas, indo do Nordeste para a região Sudeste do Brasil, atingindo um percentual significativo de cidades brasileiras. Se somarmos isso às redes que o Governo tem, e à sua necessidade de interligar órgãos federais em rede, imagine o reflexo disso em outros órgãos municipais, estaduais, nas cidades digitais, entre outras possibilidades. Há condições de ter uma cobertura majoritária do território nacional, em matéria de infraestrutura.

Mas para tanto é preciso operar, criar as conexões, condições de iluminar essa rede, de ter pessoal técnico especializado, e criar uma possibilidade de arbitrar eventuais conflitos dos prestadores, dos interesses que estão na ponta. Isso cabe ao Governo, e a Telebrás tem condições de fazer isso.

 

 

 

Sobreposição entre áreas protegidas e comunidades tradicionais gera conflito e aproxima Brasil e Angola

Ricardo Álvares

[27/09/2010]

 

Representante de ONG angolana visita o quilombo de Bombas, no Vale do Ribeira (SP) e conversa com as lideranças locais sobre as semelhanças e diferenças dos problemas enfrentados por comunidades tradicionais de seu país na relação com as áreas protegidas. A comunidade de Bombas vive dentro de um parque, criado em sobreposição ao território quilombola. Da mesma forma, inúmeras comunidades pastoris, vivem no Parque do Bicuar, em Angola.

Quando Jacinto Wacussanga, o Padre Pio, se apresentou às lideranças do quilombo de Bombas, no Vale do Ribeira, dizendo ser angolano ouviu de Antonio Ursolino, o Toninho: “Ah, o país dos meus antepassados". Jacinto é ativista para os direitos humanos em seu país, e presidente da Associação Construindo Comunidades (ACC). Ele e Antônio se conheceram subindo as íngremes ladeiras que levam às casas da comunidade de Bombas, localizada no município de Iporanga, no Vale do Ribeira (SP). Uma hora e meia de caminhada e chegam à casa de Toninho, que é presidente da associação que une as famílias quilombolas do local. Ele explica a Jacinto como foi a criação do Parque Turístico do Alto Ribeira (Petar), cuja área é sobreposta à da comunidade. "Nós temos 100 anos aqui e o parque apenas cinqüenta", diz ele. E prossegue falando das dificuldades em negociar com a Fundação Florestal para o reconhecimento do território quilombola, e das diferentes posições quanto aos limites. "Nós estamos de braços abertos para acolher os turistas e levá-los às cavernas de nosso território, mas queremos nosso território”.

O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) precisa do parecer da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA) para fazer o reconhecimento do quilombo. De sua parte, a SMA-SP precisa realizar estudos na comunidade para dar o parecer. "Os pesquisadores são bem-vindos, mas só se garantir preto no branco, o reconhecimento da comunidade e de nosso território" afirma Toninho.

Entretanto, nada do que Toninho conta é novidade para Jacinto, que está no Brasil buscando boas práticas para lidar com uma questão semelhante, que diz respeito à coexistência harmônica do homem com a natureza, e para tirar lições com erros e acertos nos casos de sobreposições de áreas protegidas e comunidades tradicionais. Jacinto e a ACC estão trabalhando com a questão que envolve o Parque Nacional do Bicuar, uma das mais importantes reservas de fauna do sul de Angola e de todo o país, criado como reserva de caça em abril de 1938, transformado em parque nacional em dezembro de 1964, e que abriga uma grande comunidade de pastores. O parque compreende cinco municípios dos quais quatro estão na província da Huíla (Chibia, Gambos, Quipungo e Matala) e um na província do Cunene (Kahama). Essas comunidades pastoris são importantes para alimentar o gado (96% do gado angolano é criado por pequenos e médios pastores), e para manter os laços sociais entre os pastores e os parentes que habitam esses municípios sobre os quais o parque incide. Além disso, nessas áreas também estão sepultados os antepassados desses pastores.

 

Delimitação do Parque do Bicuar gera tensão*

De acordo com Jacinto Wacussanga, o governo angolano tem um programa para delimitar e cercar o Parque do Bicuar, mas confuso e ambíguo. As comunidades pedem um aumento de 17 quilômetros em suas áreas dentro do parque, já que é possível a coexistência entre a atividade pastoril e a conservação e manutenção do parque. No entanto, a delimitação proposta pelo programa do governo, além de não aumentar a área das comunidades, cerceará o direito das comunidades ao pastoreio. O processo de delimitação vem ocasionando tensão entre a administração municipal e os grupos de pastores.

A conversa entre Jacinto e Toninho prossegue em cima de semelhanças e diferenças culturais. Por exemplo, Jacinto explica que o picão é utilizado pelos angolanos como salada, enquanto que em Bombas, é usado como remédio para dor de estômago. Toninho leva Jacinto para uma visita às suas roças. "Aqui temos de tudo só falta dinheiro, mas disso precisa-se pouco se temos o que comer”, afirma Toninho ao visitante. À noite, depois da janta, Toninho pega a viola e canta músicas caipiras. Animado, Jacinto faz coro cantando histórias nas línguas umbundo e kimbundu faladas em Angola.

 

ISA, Instituto Socioambiental

Fonte: ISA - http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3172

 

 


#3997 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Qui, 7 de Out de 2010 12:14 pm
Assunto: XXVI Simpósio Nacional de História - ANPUH 50 anos: inscrições para seminários e mini-cursos
euzebiocarvalho
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XXVI SIMPÓSIO NACIONAL HISTÓRIA

ANPUH 50 anos

 

17 a 23 de julho de 2011

 

São Paulo (USP- Campus Butantã)

 

01 de novembro a 1 de dezembro de 2010

INSCRIÇÕES DE PROPOSTAS DE SEMINÁRIOS TEMÁTICOS

INSCRIÇÕES DE PROPOSTAS DE MINICURSOS.

 

 


 


#3998 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Qui, 7 de Out de 2010 12:48 pm
Assunto: História da Cinemateca revela as relações entre a produção cultural e a sociedade brasileira
euzebiocarvalho
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6/10/2010     

História da Cinemateca revela as relações entre a produção cultural e a sociedade brasileira

Mais do que contar a história d'A Cinemateca 
Brasileira, Fausto Douglas Correa Júnior coloca em 
debate o próprio conceito destas instituições dedicadas à 
preservação da memória. Neste lançamento da Editora 
Unesp, o foco principal é a construção de uma cultura 
cinematográfica, tarefa que historicamente foi atributo 
das próprias cinematecas e dos cineclubes, e que hoje 
ganha outras configurações tendo em vista o consumo 
virtual e solitário de imagens por meio de downloads e 
sites de compartilhamento.
 
Além de narrar um processo envolvendo personagens 
conhecidos, a história da Cinemateca Brasileira, que 
inicia suas atividades em 1930, é articulada com uma 
complexa rede de relações sociais. Deste modo, se pensa 
tanto o que ela representou na cultura brasileira quanto 
o que ainda poderá vir a ser. Para o autor, uma 
cinemateca moderna envolve a pesquisa de filmes, a 
preservação de acervos, a difusão cultural e a reunião de 
uma documentação em diferentes suportes materiais. 
Constitui uma instituição capaz de modular a relação do 
presente com o passado e cumprir o seu papel formador de 
público e de novas gerações de cineastas.
 
Está em pauta, assim, o projeto de uma cinemateca moderna 
e suas mudanças dentro do marco social no qual ela foi se 
fortalecendo. Correa Júnior, seguindo a tradição 
instaurada por Henri Langlois, da Cinemateca Francesa, 
adere ao projeto de difusão do acervo como missão central 
destas instituições, sem que se descuide da preservação 
dos acervos. Valores que, busca demonstrar neste livro, 
devem ser compartilhados pelo maior número possível de 
espectadores.
 
A dimensão democrática que se pretende alcançar não está 
relacionada somente ao acesso aos filmes, mas também ao 
fato de que a cultura cinematográfica permite ao público 
o contato com uma produção de diversos gêneros, 
possibilitando que seja feita uma comparação com o que é 
visto comumente nos cinemas comerciais e nas televisões. 
Os vários ciclos organizados pela Cinemateca ao decorrer 
dos anos demonstram essa relação e adicionam a esses 
elementos um outro fator, a pesquisa histórica.
 
Sobre o autor - Fausto Douglas Correa Júnior é 
doutorando do curso de História da Unesp, câmpus de 
Assis. Tem trabalho voltado para História do Brasil no 
período da República e atua, principalmente, em estudos 
sobre História da Arte, particularmente sobre cinema e os 
conceitos de cinemateca, cineclube e instituição de arte. 
É estudioso da obra de Paulo Emílio Sales Gomes e 
colaborador voluntário da Cinemateca Brasileira.
 
Título: A Cinemateca Brasileira: Das luzes aos 
anos de chumbo
Autor: Fausto Douglas Correa Júnior
Páginas: 292
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 46,00
ISBN: 978-85-393-0010-5
Data de publicação: 2010
 
Lançamento na Cinemateca Brasileira
Sábado, 14 de agosto, às 16h30
Largo Senador Raul Cardoso, 207 | Vila Clementino | São 
Paulo (SP)
 
Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser 
adquiridos pelo telefone (11) 3107-2623 e pelos sites: 
www.editoraunesp.com.br ou www.livrariaunesp.com.br

Editora UNESP

 

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#3999 De: Luana Neres de Sousa <neresluana@...>
Data: Dom, 10 de Out de 2010 9:42 pm
Assunto: Camerata Santa Cecília no Boletim Gyn Cultural # 79!
neresluana
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Gyn Cultural # 79

10/10/2010

 

Gyn Cultural é um boletim informativo semanal, que pretende ser um espaço para a divulgação de eventos culturais em Goiânia. Caso você não queira mais recebê-lo, basta responder a este e-mail, expressando sua intenção. Qualquer solicitação de divulgação pode ser feita diretamente pelo e-mail gilson_borges@....

 

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Programação do Teatro da PUC-GO

 

16/10 – Espetáculo: Queen: O Show Deve Continuar – 20h

Grupo: Camerata Santa Cecília.

Sinopse: O espetáculo Queen: O Show Deve Continuar objetiva transmitir as mensagens atemporais impressas nas canções imortalizadas pela voz de Freddie Mercury, que abordam desde a conscientização ambiental e o amor em suas mais diversas manifestações, até temas relacionados à paz entre as nações. Clássicos da banda britânica como “Radio Gaga”, “We are the Champions”, “The Miracle” e “The Show Must Go On”, dentre outros, compõem o repertório deste espetáculo.

Entrada franca

 

Local: Teatro da PUC, Av. Fued José Sebba, n. 1.184, Jd. Goiás (próximo ao Estádio Serra Dourada)

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Concurso Fotográfico “Imagens do Cerrado”

 

Descrição: Este ano, a revista “Pesquisa Agropecuária Tropical”, publicada pela Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás, está completando 40 anos. Para celebrar tal data, estamos lançando um Banco de Imagens, cujo objetivo é organizar, armazenar e disponibilizar imagens que retratem aspectos estudados nas disciplinas ministradas e pesquisas realizadas na Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos, para uso de docentes, discentes e comunidade em geral. A fim de enriquecer nosso acervo e comemorar a implantação do Banco, convidamos a todos a participarem do concurso fotográfico “Imagens do Cerrado”.

 

Período de Inscrição: Até 30 de novembro de 2010.

 

Local: As inscrições podem ser feitas pessoalmente na sede da revista “Pesquisa Agropecuária Tropical”, na Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás (Campus II), ou enviadas para o seguinte endereço:

Revista “Pesquisa Agropecuária Tropical”

Universidade Federal de Goiás
Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos

Cx. Postal 131 - Campus II

CEP 74.001-970 Goiânia - GO

 

Maiores informações: 3521-1552/ gilson_borges@....

 

REGULAMENTO:

1. Cada autor poderá inscrever quantas fotos desejar;

 

2. Os autores menores de 18 anos deverão anexar ao formulário de inscrição a autorização de seus responsáveis, para participar do Concurso;

 

3. Todas as fotos inscritas terão seus direitos autorais cedidos à revista “Pesquisa Agropecuária Tropical” (PAT), publicada pela Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás, sendo disponibilizadas, após aprovação em processo seletivo, no Banco de Imagens da Revista “Pesquisa Agropecuária Tropical”, o que não impedirá que as mesmas sejam posteriormente utilizadas por seus autores, desde que citado o Banco como fonte, bem como a publicação, em qualquer meio, desde que preservado o crédito do fotógrafo;

 

4. A imagem deve, obrigatoriamente, retratar espécies ou aspectos do Cerrado, em ambiente natural, sem edição ou manipulação (somente poderão ser feitos cortes para ajuste ao tamanho exigido, bem como ajuste de brilho e contraste), e trazer as seguintes informações: Autor(a); Título da foto; Ano em que foi tirada;  Local em que foi tirada; Notas explicativas sobre a imagem;

 

5. Somente serão aceitas fotografias produzidas em cor, impressas (mesmo as digitais) em papel brilhante, sem borda, no formato 20 cm x 30 cm;

 

6. Comissão Julgadora: A comissão julgadora será constituída por três membros do Conselho Editorial da revista PAT, sendo vedada sua participação no concurso, bem como a de seus familiares;

 

7. Os casos omissos serão solucionados pela Comissão Julgadora;

 

8. Premiação: As trinta melhores fotos inscritas no Concurso participarão de uma exposição, a qual será realizada durante o congresso “UFG 50 Anos/ PAT 40 Anos de Divulgação Científica”, nos dias 8, 9 e 10 de dezembro de 2010, e as três melhores ilustrarão a capa da edição especial da revista, que será lançada em comemoração aos seus 40 anos de existência, reunindo artigos de revisão sobre aspectos do Cerrado.

 

 

FICHA DE INSCRIÇÃO PARA O CONCURSO

FOTOGRÁFICO “IMAGENS DO CERRADO”

Nome Completo: ________________________________________________________

RG: ___________________________ CPF: __________________________________

Endereço: ______________________________________________________________

______________________________________________________________________

CEP: _________________ Cidade: ______________________________ Estado: ____

Tel.: _______________________________ Cel.: ______________________________

Número de Fotos Inscritas: ________________________________________________

Número de protocolo: ____________________________________________________

Declaro estar ciente dos itens que compõem o regulamento do Concurso Fotográfico “Imagens do Cerrado” e concordar com todos eles, bem como concordo em ceder o direito autoral das fotografias inscritas em favor da revista “Pesquisa Agropecuária Tropical”, o que não me impedirá de utilizá-las posteriormente, para qualquer fim desejado, desde que citado o Banco de Imagens da revista como fonte.

Assinatura: _____________________________________________________________

Local e Data: _____________________________, ____ de _______________ de 2010.

 

 

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Goiânia em Cena 2010

 

Acontece, de 16 a 26 de outubro, a edição 2010 do Goiânia em Cena.

 

PROGRAMAÇÃO:

 

16 [sábado]

10h30 - Parque Vaca Brava
Degustação de Histórias – Cia.com.2 de Teatro (GO)

17h - Parque Flamboyant
É só querê fazê – Trupe Trip Trapo e Cia. (GO)

21h – Teatro Goiânia Ouro
Qudus Onikeku (França)

 

17 [domingo]

19h – Centro Cultural Martim Cererê – Teatro Yguá
Balanço – GTI - Grupo  de Teatro Independente (GO)

21h - Teatro Madre Esperança Garrido        
Bê-a-bá Brasil: Memória, Sonho e Fantasia - Grupo Officcina Multimédia (MG)

 

Maiores Informações: http://www.goianiaemcena.com.br/index.php.

 

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10ª Goiânia Mostra Curtas

 

Encerra-se, hoje, a 10ª Goiânia Mostra Curtas.

 

PROGRAMAÇÃO:

 

10/10

15h Curta Mostra Especial 10 anos
Local: Teatro Madre Esperança Garrido - Colégio Santo Agostinho
Man.road.river (MG) - exp - digital - 10’ - 2004. Dir. Marcellus L.
Desirella (SP) - ani - digital - 11’ - 2004. Dir. Carlos Eduardo Nogueira
O Brilho dos Meus Olhos (RJ) - fic - 35mm - 11’ - 2006. Dir. Allan Ribeiro
Da Janela do Meu Quarto (MG) - doc - 35mm - 5’ - 2004. Dir. Cao Guimarães
Palíndromo (SP) - fic - 35mm - 11’ - 2001. Dir. Philippe Barcinski
Muro (PE) - fic - 35mm - 18’ - 2008. Dir. Tião
Superbarroco (PE) - fic - 35mm - 17’ - 2008. Dir. Renata Pinheiro
16h Debate: Curta-metragem: circulação e difusão no Brasil
Mediador: Francisco Cesar Filho - cineasta e curador
Debatedores:
Moema Müller - coordenadora de programação e produção - Programadora Brasil
Silvio Da-Rin - cineasta e gerente executivo de Articulação Internacional e Licenciamento da EBC/TV Brasil
Vanessa Souza - coordenadora dos Projetos Culturais Porta Curtas e Curta Na Escola, do Instituto Tamanduá Synapse Cultural
Local: Teatro Madre Esperança Garrido - Colégio Santo Agostinho
20h Encerramento
Homenagens: Cao Guimarães, Assunção Hernandes, Edina Fujii, 10 anos do Fórum dos Festivais, Fórum dos Festivais homenageia Centro Técnico Audiovisual (CTAv)
Premiação
Exibição do filme: Concerto para Clorofila (MG) - exp - DIG - 7’25” - 2005. Dir. Cao Guimarães

Maiores Informações: http://www.goianiamostracurtas.com.br/.

 

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Maria Eugênia Faz Show para Gravação de DVD

 

A cantora Maria Eugênia faz, hoje, 10 de outubro, às 20 horas, no Teatro Escola Basileu França, show para gravação de seu novo DVD.

 O novo trabalho da artista tem como carro-chefe a canção Companheiro, de autoria de Nairi Siqueira e Tibério Gaspar, tema de abertura da novela Araguaia (Rede Globo/ TV Anhanguera).

Neste show, Maria Eugênia estará na companhia do violonista Luiz Chaffin, diretor musical e marido da cantora, o baixista Marcelo Maia, o percussionista Edilson Morais e da cantora Bia Tavares.

Estão previstas, ainda, as presenças dos seguintes artistas, que virão do Rio de Janeiro: Pedro Braga, parceiro de Luiz Chaffin no duo de violões “Com a Corda Toda”, Marcelo Martins, no sax e flauta, e o pianista João Carlos Coutinho.

 

Data: Domingo, 10 de outubro de 2010

Horário: 20 horas

Local: Teatro Escola Basileu França – Avenida Universitária nº 1750, Setor Universitário

Ingresso: 1 kg de alimento não-perecível

            Contato: (62) 8143-1777


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Show de Gravação do DVD de Sabah Moraes

 

15/10 – Show de gravação do DVD “Um Rio em Mim”, de Sabah Moraes – 21h

 

Local: Teatro Madre Esperança Garrido – Colégio Santo Agostinho, Av. Contorno, n. 63, Centro (em frente ao Mutirama).

Ingresso: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia).

Informações: 3223-1328

 

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Programação do Teatro de Bolso Cici Pinheiro

 

10 e 17/10 (domingo) – Dois Patetas Espatifados – 17h

Grupo: Grupo Trupicão
Sinopse: O espetáculo conta a história de dois sujeitos muito patetas, de nomes Teimosinho e Mandão, que vivem, cada qual, em seu barril de pólvora. Estes dois patetas transformam em uma verdadeira guerra, uma relação que – em outros termos – poderia ser gentil e civilizada. Cada qual, com uma vela acesa na mão, exige que o outro apague sua velinha, mas nenhum dos dois quer ceder.

10/10 - Ingresso: R$ 5,00 (preço único).

17/10 - Ingresso: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

 

11/10 (segunda) – O Contador de Histórias do Cerrado – 17h

Grupo: Grupo de Theatro Arte e Fogo
Sinopse:
O espetáculo põe em cena um contador de histórias que vaga pelo Cerrado e encontra um grupo de crianças, para as quais abre a sua mágica mala, repleta de araras, tucanos e capivaras. O homem conversa com as crianças sobre a importância de preservar a natureza e cuidar do Cerrado.

Ingresso: R$ 5,00 (preço único).

 

12/10 (terça) – Conta Um Conto Que Eu Te Encanto – 17h

Grupo: Cia. Teatral Oops!..
Sinopse:
Espetáculo que utiliza do improviso e do lúdico, para provocar no espectador a participação direta no jogo teatral, desvendando os bastidores do fazer teatral. Temas como a esperança, amizade e brincadeira serão contados utilizando-se de técnicas circenses, tais como Tecido Acrobático e malabares.

Ingresso: Grátis para crianças e R$ 5,00 para adultos (preço único).

 

13 a 16/10 (quarta a sábado) – De Duas Irmãs Noutro Final – 20h (quarta e quinta) e 21h (sexta e sábado)

Grupo: Cia. Novo Ato
Ingresso: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia).


Local: Teatro de Bolso Cici Pinheiro, Casa das Artes – Centro de Cultura, Av. Anhanguera, esquina com Rua R-1, n. 7.025 – Setor Oeste (em frente ao Teatro Inacabado)

Informações: (62) 3524-2421 (Bilheteria)

 

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Curso “Fotografia de Casamento”

 

A Casa da Fotografia Rosary Esteves, promove, nos dias 13 e 14 de outubro, o curso: Fotografia de Casamento”, com o fotógrafo Vinicius Matos (professor da Escola de Imagem – BH).

 

Informações e inscrições: (62) 3278-3382/ www.rosaryesteves.com.br

 

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Palestra e Oficina com Márcio Libar


Palestra: “O Jogo da Comédia”

Data: 15/10

Horário: 20h

Valor: R$ 20,00

 

Oficina: “A Nobre Arte do Palhaço”

Data: 16 e 17/10

Horário: Sábado, das 09 às 19h, e domingo, das 09 às 22h

Valor: R$ 480,00

 

Local: Avivar Pscicologia. Movimento, Rua Santarém, Qd. 242, Lt. 01, Casa 03, Parque Amazônia

Fone/Fax: 3945-1099/ www.avivarpsicologia.com.br

 

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Feira de Livros no Portal Shopping

 

O Portal Shopping abre espaço, até o dia 24 de outubro, para a Praça das Letras, uma feira de livros aberta ao público, com milhares de títulos à venda (os preços são democráticos, com livros a partir de R$ 9,90). Há livros de todos os gêneros e assuntos: infantis, romances, culinária, ficção, auto-ajuda e espíritas, entre outros.

 

Horário: segunda a sábado, das 10 às 22 horas, e domingo, das 15 às 21 horas
Local: Portal Shopping, Av. Anhanguera, nº 14.404, Bairro Capuava

Informações: (62) 3299-8533 – www.portalshoppinggo.com.br

 

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Batucagê na Serrinha

 

Participe gratuitamente de oficinas e vivências focadas nas manifestações de matriz africana no Brasil: Canto e Ritmo Afro Brasileiro, Samba de Roda, Percussão, Dança e Culinária Afro.

 

PROGRAMAÇÃO:

 

15h - Ensaios do Grupo Negroide Baque Cerrado;

17h - Vivência em samba de roda;

18h - Roda de Capoeira Angola;

19h - Samba de Roda e batucada.

 

Data: 16 de outubro de 2010

Horário: a partir das 15h

Local: NAC SERRINHA, Av. t-15, Qd. 03, nº 2.153, St. Serrinha

Informações: 8129-7726 – Mestre Goyano

 

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Programação do Teatro Zabriskie

 

16/10 – Amor, I Love You – 21h

Grupo: Grupo Zabriskie
Sinopse: Juca Mole e Ana Banana propõem compartilhar o seu jogo na relação com o público que participa ativa e ludicamente do espetáculo. São realizadas desde cenas de Romeu e Julieta às avessas até consultas ao Guru do Templário Pai Juca Quebra Galho, passando por receitas de culinária erótica e a eleição do casal mais apaixonado da noite. Durante toda a peça, os dois palhaços sugerem formas divertidas de questionar o amor romântico e buscam compreender, criticamente, as formas atuais de relacionamento amoroso entre as pessoas.

Classificação etária: 14 anos.

 

Local: Zabriskie Teatro, Rua 148, n. 248, St. Marista.

Informações: 3093-5542/ www.zabriskie.com.br / http://zabriskieteatro.blogspot.com/.

 

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Programação do Teatro Rio Vermelho

 

16/10 – Espetáculo: A Loba de Ray-Ban, com texto de Renato Borghi e direção de José Possi Neto – 21h

Grupo: Christiane Torloni, Leonardo Franco, Maria Maya e Renato Dobal.

Sinopse: "A Loba de Ray-ban" é o teatro falando do teatro. Toda a ação se passa no palco de um teatro, onde uma famosa atriz, dona de uma companhia de sucesso, passa sua relação a limpo com o marido, durante uma sessão de "Medeia", interrompendo o espetáculo. A discussão aumenta ainda mais com a presença de uma jovem atriz - amante da dona da companhia.

 

Local: Teatro Rio Vermelho – Centro de Convenções de Goiânia – Rua 4, Centro.

Tel.: (62) 3219-3400/ 3219-3473.


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Programação do Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro

 

Café Cultura

 

12/10 – Blues, com Carlos Bluesman – 21h (Entrada franca).

14/10 Lançamento do livro As Metades Invisíveis, de Everton de Freitas - 20h

15/10 – Jazz, com Marcelo Maia (baixo), Fred Valle (bateria) e Dejan Cosic (piano) – 23h (Entrada franca).

16/10 Show com The Not Yet Famous Blues Band - 22h (R$ 8,00)

 

Teatro

 

11/10 [segunda] Projeto Segunda Aberta, com show de Lidiane Carolina – 20h

Ingresso: R$ 5,00 (preço único)

 

13/10 [quarta] Lançamento do Goiânia em Cena – 20h

 

14/10 [quinta] Espetáculo: O Cabra Que Matou as Cabras – 21h

Grupo: Cia. Nu Escuro.

Ingresso: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia).

 

16/10 [quinta] Goiânia em Cena 2010. Espetáculo: My Exile Is My Head – 21h

Grupo: Qudus Onikeku (França).

Ingresso: R$ 15,00 (inteira), R$ 7,00 (meia).

 

Cinema

 

Até 15/10 – Mostra de Documentários “Personalidades do Brasil”

 

[10 de outubro] - Person
Sinopse: Baseado na vida e obra do diretor Luiz Sérgio Person, o filme traz, além de entrevistas com amigos, familiares e pessoas que trabalharam com o cineasta, fragmentos dos filmes "São Paulo S/A" e "O Caso dos Irmãos Naves", entre outros dirigidos por Person.
Duração: 74 minutos
Gênero: Documentário
Direção: Marina Person

[11 de outubro]: Mestre Bimba - A capoeira Iluminada
Sinopse: A história de Manuel dos Reis Machado, o mestre Bimba, um homem de origem humilde que se tornou um grande jogador e educador da capoeira.
Duração: 78 minutos
Gênero: Documentário
Direção: Luiz Fernando Goulart

[13 e 14 de outubro]: Eu, Eu, José Lewgoy
Sinopse: Por meio de trechos da vida de José Lewgoy (1920-2003), um dos mais importantes atores brasileiros, retratam-se as várias fases do cinema e da televisão do País. Nascido em uma pequena cidade do interior do Sul do Brasil, Alfredo Chaves, atual Veranópolis, o ator teve uma rara trajetória internacional. Percorreu das chanchadas da Atlântida ao cinema francês dos anos 50, do Cinema Novo com Glauber Rocha e Fitzcarraldo (1982) de Werner Herzog às novelas da Rede Globo.
Duração: 85 minutos
Direção: Cláudio Kahns

[15 de outubro]: Ziraldo em Profissão Cartunista
Sinopse: Com depoimentos do próprio Ziraldo e de familiares e companheiros de profissão, o filme sintetiza os 75 anos do escritor, desenhista, jornalista e educador. O documentário passeia por sua obra.
Gênero: Documentário
Duração: 105 minutos.
Direção: Marisa Furtado de Oliveira

 

15/10 - Mostra de Cinema da UEG - 19h

16 a 26/10 - Mostra Goiânia em Cena

 

Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro – Rua 3, esquina com  Rua 9, n. 1016, Galeria Ouro, Centro.

Tel.: (62) 3524-2541/ 3524-2542.

Site: http://www.goianiaouro.com/

 

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Mostra Federico Fellini no Cine UFG

 

O Cine UFG, em suas apresentações dos grandes mestres do cinema, seleciona, agora, um dos maiores diretores italianos e do mundo: Federico Fellini (1920 - 1993).  A Mostra vai do dia 13 de outubro a 5 de novembro.

 

PROGRAMAÇÃO:

 

13/10 (quarta)

12h – Fellini, História de Um Mito.

17h30 – A Doce Vida.

 

14/10 (quinta)

12h – Noites de Cabíria.

17h30 – Fellini 8 ½.

 

15/10 (sexta)

12h – E La Nave Va.

17h30 – Amacord.

 

Local: Cine UFG, Faculdade de Letras, Campus II.

Informações: 3521-1267/ E-mail: cineufg@... Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

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Programação do Cine Cultura

 

Filme: Mademoiselle Chambon

Direção: Stéphane Brizé

País /Ano: França / 2009

Gênero: Drama

Sinopse: A obra enfoca o dilema amoroso de Jean (Vincent Lindon), um pedreiro quarentão, que vive um casamento estável com Anne-Marie (Aure Atika) e é pai de um adorável garoto. Feliz em família, de uma hora para a outra, ele se pega atraído pela professora do filho, a solitária e carente Véronique Chambon (Sandrine Kiberlain). Os desejos de um e de outro explodem, tanto na ordem sexual como nos olhares de cumplicidade e afinidades. A questão agora é a escolha que Jean deverá fazer, entre ficar com a compreensiva esposa ou se aventurar numa nova relação.

 

Local: Cine Cultura, Centro Cultural Marieta Telles, Praça Cívica.

Sessões: 18h30 e 20h30 (segunda a sexta) e 17 e 19 horas (sábados, domingos e feriados).

Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Informações: 3201-4670/4646.

 

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Programação do Bolshoi Pub

 

10/10 (domingo) – Halloween dos Solteiros.

11/10 (segunda) – Guns N’ Roses x Bon Jovi.

14/10 (quinta) – Tributo a The Doors.

15/10 (sexta) – Golden Night.

16/10 (sábado) – Show de Steve Strongman e Big Gilson.

 

Endereço: Rua T-53/T-2, n. 1.140, St. Bueno

Contatos: 3285-6185/ 3274-1309 - http://www.bolshoipub.com.br/.

 

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Novas Doações para a Biblioteca Municipal de Artes Cênicas Carmelinda Guimarães

 

A Biblioteca Municipal de Artes Cênicas Carmelinda Guimarães foi fundada a 27 de agosto de 2008. Seu acervo é composto por doações e conta com livros (1.179), DVDs (163), VHSs (134), CDs (175), CD-ROMs (6), trabalhos acadêmicos (5) e revistas (599), nas áreas de Teatro, Dança, Circo e Ópera. As doações podem ser feitas no próprio local, ou com Gilson (9983-1868 - gilson_borges@...).

O acervo da Biblioteca está disponível gratuitamente para empréstimo domiciliar. Para proceder a empréstimos, basta preencher uma ficha de cadastro, à qual devem ser acrescentadas 01 foto 3x4 e cópia da identidade, CPF e comprovante de endereço.

O seguinte material foi doado à Biblioteca esta semana:

 

Livro:

- Oração para Uma Negra – William Faulkner.

 

DVDs:

- As Máscaras – Sesc TV.

- O Império dos Bonecos – Sesc TV.

- A Mímica – Sesc TV.

- O Clown de Cada Um – Sesc TV.

 

Local: Biblioteca Municipal de Artes Cênicas Carmelinda Guimarães, Casa das Artes – Centro de Cultura, Av. Anhanguera, esquina com Rua R-1, n. 7.025 – Setor Oeste (em frente ao Teatro Inacabado)

Horário de Funcionamento: seg. a sex., das 9 às 18h

Telefone: 3524-2421

E-mail: gilson_borges@....

 

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#4000 De: moniclio@...
Data: Dom, 10 de Out de 2010 10:55 pm
Assunto: IX ENPEH
moniclio@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Divulgando para os colegas de Goiás...


Abraços,


MÃ?nica





Car@s Colegas,

 As inscrições de trabalhos para o IX Encontro Nacional dos
 Pesquisadores do Ensino de História que acontecerá na Universidade
 Federal de Santa Catarina, de 18 a 20 de abril de 2011, estão abertas
 no período de 29 de setembro a 13 de dezembro de 2010. Informações
 sobre o evento podem ser encontradas no site do congresso  www.ixenpeh.ufsc.br


#4001 De: moniclio@...
Data: Ter, 12 de Out de 2010 8:28 pm
Assunto: Fwd: PRIMEIRA CIRCULAR - SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE TEMPORALIDADES E ESPACIALIDADES DE FESTAS POPULARES
moniclio@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Divulgando, a pedidos.



Mensagem original
De: carlmaia < carlmaia@... >
Para: mgdealmeida@...,mendoncaufg@...,mgimenes@...,nanda_allexandre@...,max.gimenes@...,mtsmelo@...,moniclio@...,michelleizabel@...,miriam.cerrado@...,mlmgeo@...,miculano@...,mirtescviana@...,miriamloyolafc@...,mcpeixoto@...,mferreira.geo@...,mlmgeo@...,mhpcat@...,miguelsantabrigida@...
Assunto: PRIMEIRA CIRCULAR - SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE TEMPORALIDADES E ESPACIALIDADES DE FESTAS POPULARES
Enviada: 06/10/2010 09:24

ESTAMOS DIVULGANDO A PRIMEIRA CIRCULAR DO I SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE TEMPORALIDADES E ESPACIALIDADES DE FESTAS POPULARES QUE ESTAMOS ORGANIZANDO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. SOLICITAMOS DIVULGAREM A MESMA ENTRE SEUS CONTATOS E CONTAMOS COM A SUA PARTICIPAÇÃO NO EVENTO.
GRATO,
CARLOS MAIA (COORDENADOR)



1 de 1 arquivo(s)


#4002 De: Edson arantes <arantesmega@...>
Data: Ter, 12 de Out de 2010 11:15 pm
Assunto: Lançamento: Revista Dimensões v. 24
edsonueg
Enviar e-mail Enviar e-mail
 


 
              O Programa de Pós-Graduação em História e o Núcleo de Pesquisa e Informação Histórica da Ufes tem a honra de informar o lançamento do último número de Dimensões cujo dossiê, organizado pelo prof. Júlio Bentivoglio, se intitula Formas da História, Sentidos da Historiografia.  Os artigos podem ser acessados livremente por meio do endereço www.ufes.br/ppghis/dimensoes.  Solicitamos a todos que nos auxiliem na divulgação desta mensagem.
               Cordiais saudações,
               Prof. Gilvan Ventura - editor de Dimensões
 

Dimensões

VOL. 24, 2010

Apresentação

Júlio Bentivoglio

Dossiê: Formas da História, Sentidos da Historiografia

História: conhecimento, verdade, argumento

Estevão de Rezende Martins

A filosofia da História de R. G. Collingwood: duas contribuições

Cristiano Alencar Arrais

Hans-Georg Gadamer e a Teoria da História
Pedro Spinola Pereira Caldas

Teoria e metodologia na escrita da História do Brasil: Afonso de Taunay e a Academia Brasileira de Letras

Karina Anhezini

A História Conceitual de Reinhart Koselleck

Julio Bentivoglio

A aporia da História em dois momentos: na Antiguidade Clássica e no historicismo

Géssica Góes Guimarães Gaio

A biografia como escrita da História: possibilidades, limites e tensões

Alexandre de Sá Avelar

Teoria da História e Filosofia da História: uma análise das relações entre a epistemologia, a metodologia e o pensamento especulativo

Carlos Oiti Berbert Junior

Pensamento indomado: História, poder e resistência em Michel Foucault e Gilles Deleuze

Davis M. Alvim

Sobre a utilidade e desvantagem da ciência histórica, segundo Nietzsche e Gumbrecht

Marcelo de Mello Rangel

História Econômica, História em construção
Rogério Naques Faleiros
"O dever-ser é coisa do Diabo"? Sobre o problema da neutralidade axiológica em Max Weber
Sérgio da Mata
Razão e experiência na constituição do conhecimento histórico: reflexões sobre os aspectos indiciários do paradigma newtoniano
Sara Albieri
Artigos
"Eu canto o sertão que é meu": escrituras de sertão na poesia de Patativa do Assaré
Henrique Pereira Rocha
Iranilson Buriti
José Clerton de Oliveira Martins
Vilas operárias no Rio Grande do Sul: uma breve reflexão sobre o Bairro da Balsa em Pelotas, Bairro São Cristóvão em Passo Fundo e Galópolis em Caxias do Sul
Neuza Regina Janke
Resenha
História do Estado do Espírito Santo – Uma história maciça das elites
Paolo Spedicato
 


#4003 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Qua, 13 de Out de 2010 3:15 pm
Assunto: RES: IX ENPEH
euzebiocarvalho
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Olá, Mônica.

Como está em terra nova?

Um abraço dos povos do Brasil Central e dos listeiros do sertão digital, ou não será este mundo digital um sertão sem fim e além?

 

 

De: historiacultural_go@... [mailto:historiacultural_go@...] Em nome de moniclio@...
Enviada em: domingo, 10 de outubro de 2010 19:55
Para: historiacultural_go@...
Assunto: [historiacultural_go] IX ENPEH

 

 

Divulgando para os colegas de Goiás...


Abraços,


Mÿnica





Car@s Colegas,

 As inscrições de trabalhos para o IX Encontro Nacional dos
 Pesquisadores do Ensino de História que acontecerá na Universidade
 Federal de Santa Catarina, de 18 a 20 de abril de 2011, estão abertas
 no período de 29 de setembro a 13 de dezembro de 2010. Informações
 sobre o evento podem ser encontradas no site do congresso  www.ixenpeh.ufsc.br


#4004 De: moniclio@...
Data: Qua, 13 de Out de 2010 3:33 pm
Assunto: Re: RES: IX ENPEH
moniclio@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá Euzébio.

acho que esse mundo digital é mesmo um sertão sem fim. Ainda bem! porque assim, por meio dele, das noticias e dos contatos com os amigos queridos, eu vou recompondo aos poucos o meu ser-tão particular que eu deixei para trás e que está dificil recompor por aqui. Por enquanto, só estou desfrutando o Ã?nus da mudança (frio, chuva, ventos uivantes, solidão, estranhamentos mil, angústias e inseguranças), mas isso também deve fazer parte dessa nova fase (acho) e certamente de um amadurecimento profundo.
Espero encontrar você e muitos dos colegas goianos em Brasília, no encontro de História Cultural...

Saudades infinitas....



Em 13/10/2010 12:15, Euzebio Fernandes de Carvalho < euzebiocarvalho@... > escreveu:
 

Olá, MÃ?nica.

Como está em terra nova?

Um abraço dos povos do Brasil Central e dos listeiros do sertão digital, ou não será este mundo digital um sertão sem fim e além?

 

 

De: historiacultural_go@... [mailto:historiacultural_go@...] Em nome de moniclio@...
Enviada em: domingo, 10 de outubro de 2010 19:55
Para: historiacultural_go@...
Assunto: [historiacultural_go] IX ENPEH

 

 

Divulgando para os colegas de Goiás...


Abraços,


Mÿnica





Car@s Colegas,

 As inscrições de trabalhos para o IX Encontro Nacional dos
 Pesquisadores do Ensino de História que acontecerá na Universidade
 Federal de Santa Catarina, de 18 a 20 de abril de 2011, estão abertas
 no período de 29 de setembro a 13 de dezembro de 2010. Informações
 sobre o evento podem ser encontradas no site do congresso  www.ixenpeh.ufsc.br



#4005 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Qua, 13 de Out de 2010 5:16 pm
Assunto: Manifesto em Defesa da Educação Pública
euzebiocarvalho
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Caros,

Envio em anexo o texto do manifesto em defesa da educação pública, afeto
especificamente aos professores universitários. Se desejar assiná-lo, envie
seu nome e também o da universidade onde leciona ou pela qual se aposentou
para:

Ricardo Musse
rmusse@...

ou para

Vladimir Safatle
vsafatle@...>

Abraços,
Nelson Schapochnik

PS: Repasse o Manifesto para sua lista de colegas.


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#4006 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Qua, 13 de Out de 2010 5:28 pm
Assunto: Revista Brasileira de História recebe artigos
euzebiocarvalho
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

 

Revista Brasileira de História recebe artigos

 

 

Submissões para o número 60 podem ser feitas até 20 de outubro. Temáticas de dossiês foram mudadas

A Revista Brasileira de História (RBH), editada pela Associação Nacional de História (Anpuh), informa a troca de seus dois próximos dossiês. A RBH n. 60 tem agora como dossiê "História, Educação e Interdisciplinaridade", com ênfase em pesquisas sobre as relações entre história e ciências sociais, diluição de fronteiras, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a criação da área de humanidades, o lugar da história nas sociedades contemporâneas.

 

O prazo máximo para submissão de artigos também foi alterado em decorrência dessa troca e vai até 20 de outubro.

 

Já a RBH n. 61 terá como dossiê "Comemorações". A ênfase é em pesquisas sobre locais de memória; festas, civismo e movimentos sociais; etnicidade e paisagem. O prazo máximo para submissão de artigos é 31 de março de 2011.

 

Mais informações: rbh@...

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#4007 De: moniclio@...
Data: Qui, 14 de Out de 2010 2:16 pm
Assunto: Fwd: Curso virtual sobre patrimônio cultural
moniclio@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Repasso informação



Mensagem original
De: Difusão Cultural < difusao.folclore@... >
Para: moniclio@...
Assunto: Curso virtual sobre patrimônio cultural
Enviada: 14/10/2010 11:02

 

Prezado (a),

Repassamos, a pedido dos organizadores, informações sobre o curso virtual "Inventário e registro para o patrimônio cultural imaterial", uma promoção do Centro Regional para a Salvagurada do Patrimônio Imaterial da América Latina (Crespial). O programa segue em anexo.

Atenciosamente,

Setor de Difusão Cultural

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular - CNFCP
Visite www.cnfcp.gov.br e conheça a instituição

 

O Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina (Crespial), em parceria com o IPHAN, estará realizando, no período de outubro de 2010 a março de 2011, o I Curso virtual "Inventário e registro para o patrimônio cultural imaterial."

Na condição de membro do Crespial, foi destinado ao Brasil, sob a responsabilidade do Iphan, a seleção de 30 candidatos para participação no processo seletivo. Seguem anexados documentos relativos à divulgação do curso. Ressaltamos que as candidaturas deverão ser enviadas ao Iphan até o dia 22 de outubro de 2010, para o endereço eletrônico selecaocursopci@..., inclusive cópia digital da carta de apresentação. O original da carta de apresentação deverá ser enviado para o endereço do IPHAN em Brasília.

Dúvidas e ou pedidos de informações complementares devem ser enviadas ao endereço eletrônico selecaocursopci@....

Coordenação Geral de Salvaguarda/Departamento do Patrimônio Imaterial - IPHAN



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#4008 De: Edson arantes <arantesmega@...>
Data: Qui, 14 de Out de 2010 3:26 pm
Assunto: Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira [1 Anexo]
edsonueg
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

 
[Anexos de =?utf-8?B?IFPDtG5pYSBHb21lcw==?= incluídos abaixo] Pessoal

Leiam com bastante atenção. Precisamos contrapor os argumentos mentirosos do PSDB e do José Serra. Por exemplo o de que o governo Lula não investiu em ciência e tecnologia.
Este manifesto é assinado pelos reitores das Universidades Federais brasileiras, ou seja, gente que vive a educação pública em noso país.
Discutam. Repassem. Precisamos informar as pessoas sobre a importância estratégica para o nosso país da eleição da Dilma.
A hora é agora: todos nós seremos afetados para o bem ou para o mal com as políticas adotadas pelo futuro presidente.
Precisamos pedir votos e garantir a eleição da primeira mulher presidente do Brasil.
Abraços
Sônia   

Profa. Dra. Sônia M. Gomes Sousa
Professora Titular do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Brasil


untitled-[2].htm (13.5 Kb) attached
A toda a população e aos que também puderam se beneficiar das construções na área de Educação e do emprego público!!

MANIFESTO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS À NAÇÃO BRASILEIRA



EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico
de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional -
consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a
políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo
Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os
quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da
miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da
população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo
trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais
elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se
submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em
que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14
novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil;
foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País;
e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas
Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o
acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do
REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e
de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País
continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira
para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos
continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das
políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na
ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para
se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em
constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no
que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também
foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é
gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao
receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores
das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor,
encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia
Universitária.

Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo - Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman - Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho - Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli - Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira - Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira - Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho - Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu - Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade - Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda - Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman - Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles - Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho - Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará - UFC
Sueo Numazawa - Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin - Universidade Federal do Rio Grande - (FURG)
Targino de Araújo Filho - Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço - Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior - Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni - Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)


Joba Alves -Esc. Nacional  MST Rio de Janeiro

TELEFONE:  CEL- 021 7661 7258 e 021 2240 8496
SKIPE: jobaalves
MSN: joba_pe@...

"Ao falar da consciência não me refiro a uma vontade capaz de mudar a
realidade, mas,pelo contrário, ao conhecimento da realidade objetiva que
determina a conduta a seguir"


 


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Atualizado em 07/10/2010

 

 


 
 
 
 





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#4009 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 1:26 pm
Assunto: novo n. da revista de história da UFMG: Varia história, dossiê hist. medieval
euzebiocarvalho
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Senhoras e senhores listeiros,

Está disponível o mais novo número da revista de história da UFMG: Vária história, que traz um dossiê sobre história medieval. A publicação conta com dois artigos de historiadores goianos: um da profa. Dra. Dulce Amarante (sobre relações entre medievalistas e suas fontes) e outro do prof. Dr. Eugênio Rezende (sobre Leopoldo Zea).

Confiram os textos no link abaixo:

 

http://www.fafich.ufmg.br/varia/revista/index.php?prog=caparevista.php&idedicao=38

 

 

euz3bio f. de carvalho

lattes.cnpq.br/7307117258225181
Clique para entrar no e-grupo de história
. Envie um e-mail para:

<historiacultural_go-subscribe@...>

"A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos" .

18 Brumário d Luis Bonaparte. K. Marx.

 


#4010 De: Eliézer <ezi@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 1:41 pm
Assunto: Fwd: Carta do Durval Muniz - Eleições
eliezer_ueg
Enviar e-mail Enviar e-mail
 





Mensagem original
De: pitymenezes@...
Para: afshistor@...,adnanrefms@...,aguinaldorod@...,ahmolina@...,akparanhos@...,akparanhos@...,alencar_arrais@...,alj@...,anahita@...,anavidica@...,anelitamaluf@...,anteresa@...,antonioa@...,aparecida@...,apsquinelo@...,avielclemos@...
Cópia: bborges@...,bernaramos@...,botelhoxavier@...,camargolitera@...,carolinajti@...,ciseportela@...,claismerio@...,claudiahisto@...,cleusagomes@...,cmartins@...,crmoraes@...,deusmotta@...,dianevaldez@...,dilsojf@...,divamuniz@...,divinaceregatti@...,dolores@...,duarte@...,dulce@...
Assunto: Carta do Durval Muniz - Eleições
Enviada: 15/10/2010 08:50

BODY { font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px; }

Colegas historiadores e não historiadores recebi o texto em anexo do Presidente Nacional da ANPUH, Prof. Durval Muniz de Albuquerque Junior. Ele solicita ajuda na divulgação do mesmo. É um texto corajoso e que nos coloca questões de reflexão imediata antes de votarmos em 31/10. Durval pede aqueles que concordarem com o texto que o faça circular.

Eu, do meu lado, acrescento que para nos das Universidades é vital impedir a volta dos Tucanos ao poder sob pena de morrermos todos – a Universidade e a coisa pública – a míngua.

A campanha que o grupo de Serra vem fazendo é capaz de fazer vomitar até filhotes de urubu.

Nos que nos julgamos pensadores não podemos deixar o curso de estas coisas seguir no rumo do esgoto.

Por favor, temos a obrigação de conversarmos, pelo menos, com nossos alunos.

Marcos Menezes – História – UFG/Jataí

Tu sabes, conheces melhor do que eu a velha história.

Na primeira noite, eles se aproximaram e roubam uma flor do nosso jardim.

E então dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, e rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo. Arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.




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#4011 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 1:50 pm
Assunto: Lçmto: Expressões artísticas e políticas revelam utopia de civilização tropical
euzebiocarvalho
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14/10/2010     

Expressões artísticas e políticas revelam utopia de civilização tropical

Ao acompanhar a trajetória de artistas e intelectuais que 
colaboraram para estabelecer certa intelligentsia 
brasileira de esquerda ao longo do século XX, Marcelo 
Ridenti analisa certa utopia da brasilidade, segundo a 
qual a condição de ser brasileiro teria como contribuir 
de modo significativo para construir uma nova 
civilização, cujas potencialidades estariam contidas 
pelos limites da organização social, política, econômica 
e cultural existentes. O resultado desta reflexão está em 
Brasilidade Revolucionária: um século de cultura e 
política, lançamento da Editora Unesp.
 
O livro discute como se constituiu e depois se esvaiu o 
que já se chamou de relativa hegemonia cultural de 
esquerda. Começa pela abordagem da militância 
intelectualizada de Everardo Dias durante a República 
Velha, passa pela atuação de artistas e intelectuais 
comunistas no auge da Guerra Fria, até chegar ao período 
da ditadura militar, seguido da retomada democrática. 
Ridenti traça um panorama de ideias e movimentos 
artísticos e políticos que expressavam a necessidade de 
conhecer o Brasil e seu povo no caminho da revolução 
brasileira.
 
O autor destaca a herança dos anos rebeldes, analisa 
especialmente músicas, filmes e a biografia de artistas e 
intelectuais, a fim de contar parte da história recente. 
O livro termina com a análise da acolhida da obra de 
Marshall Berman pelo público e pelo mercado brasileiro. 
Ela serve como fio condutor para pensar o entrelaçamento 
entre o campo intelectual e a indústria cultural, bem 
como as relações entre o mercado e o pensamento de 
esquerda, destacando-se o papel dos intelectuais na 
redemocratização.
 
A reflexão contrasta com a atual retomada do tema da 
brasilidade em versões de consumo fácil, ao mostrar que 
até há pouco tempo ainda era forte a aposta de 
intelectuais e artistas nas possibilidades da revolução 
brasileira, nacional-democrática ou socialista, que 
permitiria realizar as potencialidades de um povo e de 
uma nação.
 
Sobre o autor - Marcelo Ridenti é professor 
titular de Sociologia na Unicamp e pesquisador do CNPq. 
Autor de Em busca do povo brasileiro: artistas da 
revolução, do CPC à era da tv (Record, 2000), O fantasma 
da revolução brasileira (Editora Unesp, 2ª. ed. revista e 
ampliada, 2010), entre outros livros.  Organizador de 
obras como História do Marxismo no Brasil, vol. 6, 
Partidos e movimentos após os anos 1960 (Editora Unicamp, 
2007, em parceria com Daniel Aarão Reis), e Intelectuais 
e Estado (Editora UFMG, 2006, em parceria com Elide Rugai 
Bastos e Denis Rolland).
 
Título: Brasilidade Revolucionária: um século de 
cultura e política
Autor: Marcelo Ridenti
Páginas: 192
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 36
ISBN: 978-85-393-0006-8
Data de publicação: 2010
 
Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser 
adquiridos pelo telefone (11) 3107-2623 e pelos sites: 
www.editoraunesp.com.br ou www.livrariaunesp.com.br

Editora UNESP

 

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#4012 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 5:11 pm
Assunto: Lançamento de livro sobre o Cerrado
euzebiocarvalho
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Pessoas,

Todos vocês estão convidados para o lançamento do livro: CERRADO - OLHARES E PERSPECTIVAS, que acontecerá no dia 22, às 19h40m, no Circo Laheto. O livro é uma publicação da SBPC-GO, cujo secretário regional sou eu, e a os responsáveis pela edição é Márcia Pelá, também diretora-financeira da SBPC-GO e o prof. Eguimar. A arte é de Edson Quaresma.

O convite segue anexo.

Abçs.

PROF. ROMUALDO PESSOA

--
ROMUALDO PESSOA CAMPOS FILHO
Instituto de Estudos Sócioambientais - IESA
Universidade Federal de Goiás - UFG
http://gramaticadomundo.blogspot.com/
Fone: (62) 3521-1184 ramal - 214.

 

 


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#4013 De: "Marcelo Manzatti" <marcelo.manzatti@...>
Data: Qui, 14 de Out de 2010 3:44 pm
Assunto: Agenda Famaliá - 14 de outubro de 2010
marcelomanzatti
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

ilustração

Agenda

14 de outubro de 2010

A Agenda Famaliá é uma iniciativa da Famaliá Produções LTDA. que objetiva divulgar os principais eventos relacionados ao universo das culturas populares e das expressões dos povos e comunidades tradicionais do Brasil. As notícias são captadas através de uma grande rede de colaboradores e publicadas no sítio http://www.famalia.com.br (em construção). Informações poderão ser obtidas e colaborações poderão ser endereçadas para o endereço eletrônico famalia@...

Marcelo Manzatti

 

 

ÍNDICE

TODO O BRASIL

- Prêmio Direitos Humanos 2010

- TV Brasil lança pitching para 2ª temporada do programa “Nova África”

- Petição de apoio aos Retireiros do Araguaia/MT

- Corpo-Imagem dos Terreiros – Debates

- Edição muito especial da revista Caros Amigos dedicada à questão indígena

- V FESTIVAL NACIONAL DE CHORO

- Congresso Brasileiro de Psiquiatria Cultural 2010

- Concurso: "Conheça e avalie seu Patrimônio Imaterial"

 

REGIÃO NORTE

 

Belém/PA

- MOVA-CI Na Feira Panmazônica do Livro em Belém do Pará

 

REGIÃO CENTRO-OESTE

 

BRASÍLIA/DF

- Seminário Nacional Territórios e Territorialidade da Educação Quilombola

- Encontro Inter-Religioso e Ambiental

- Brasília sediará o I Congresso Internacional dos Povos Indígenas sobre Trabalho e Emprego

 

GOIÂNIA/GO

-Simpósio Internacional de Saberes Tradicionais, Biodiversidade, Biotecnologia e Dinâmicas Territoriais - SINBIOTEK

 

REGIÃO NORDESTE

 

Olinda/PE

- Balaio de Histórias no Coco de Umbigada

 

JOÃO PESSOA/PB

- 3º Dia Percussivo

- II Encontro da ABET Regional Nordeste

 

NATAL/RN

- Griots: II Colóquio Culturas Africanas

 

CAMAÇARI/BA

- Projeto Terreiradas - Um samba na porta de minha “cumade”

 

SALVADOR/BA

- Feira Engenho das Artes Populares

- II Colóquio Internacional Etnicidade, Religião e Saúde: Questões Identitárias e Políticas em Saúde da População Negra no Brasil

- IV Colóquio Internacional Saberes, Práticas, I Conferência Internacional de Africanidade e I Simpósio Internacional de Multirreferencialidade e Etnicidade

- 1º Seminário Afrobrasileiro de Artes Visuais

- Fórum Nacional de Crítica Cultural: Educação básica e cultura: diagnósticos, proposições e novos agenciamentos

 

GOIANA/PE

- Cavalo Marinho em festa com o Revivendo o Samba

 

RECIFE/PE

- Aberta inscrição para Registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco

- Seminário Nacional Poderes e Sociabilidades na História UFPE

 

REGIÃO SUL

 

PORTO ALEGRE/RS

- CONVOCAÇÃO ASSEMBLÉIA NEGRA E POPULAR

 

CURITIBA/PR

- Associação de Capoeira Angola Dobrada convida a todos para participar da confraternização dos 10 anos de resistência da ACAD Curitiba de 11 a 15 de novembro de 2010

- I Festival Paranaense de Cantigas de Umbanda

 

SANTA CRUZ DO SUL/RS

- 8º Encontro Universitário de Negros e Negras na Unisc

 

PELOTAS/RS

- A BIBLIOTECA NEGRA DE PELOTAS E O CLUBE FICA AHÍ CONVIDAM PARA O V CICLO CONVERSAS

 

REGIÃO SUDESTE

 

BELO HORIZONTE/MG

- Expo Brasil Desenvolvimento Local 2010

 

SÃO VICENTE/SP

- I Virada Caiçara

 

FRANCO DA ROCHA/SP

- Homenagem a Mutalambo (Oxossi)

 

IGUAPE/SP

- Exposição Instrumentos Musicais do Fandango Caiçara

 

SÃO CAETANO DO SUL/SP

- II ENTOADA NORDESTINA

 

SÃO CARLOS/SP

- CHAMAMENTO PÚBLICO PARA GRUPOS MUSICAIS PARA APRESENTAÇÃO NO 4o SANCA HIP HOP - 2010

 

SÃO PAULO/SP

- Brasilidade Revolucionária: cem anos de cultura e política

- MUSEU AFRO BRASIL comemora seis anos

- Festival Paulista de Circo

- Entrevistas de A CASA serão reunidas em livro

- Pílula de Cultura Feira Preta “É brincando que se Aprende”

 

CAMPINAS/SP

- Centro de Cultura Popular Brasileira Apresenta: Festival de Capoeira “Produção de Saberes”

 

GUARULHOS/SP

- 7ª Festa do Saci

 

RIO DE JANEIRO/RJ

- CAMISU DE KRIOULA 2010

 

 

 

 

TODO O BRASIL

 

Prêmio Direitos Humanos 2010

 

As inscrições para indicações ao Prêmio Direitos Humanos 2010 – 16ª Edição, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), estão abertas até o próximo dia 17 de outubro.

Clique aqui para acessar o regulamento e as fichas de sugestão de inscrição, que deverão ser encaminhadas para o endereço eletrônico pdh@... <http://www.direitoshumanos.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2010/09/17-set-2010-abertas-as-inscricoes-para-a-16a-edicao-do-premio-direitos-humanos#Leia>.

Os vencedores serão conhecidos em dezembro, ponto alto das comemorações da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O prêmio, composto por uma escultura e um certificado, é concedido pelo governo federal a pessoas e organizações cujos trabalhos na área dos Direitos Humanos sejam merecedores de reconhecimento e destaque por toda a sociedade.

Instituído em 1995, o Prêmio Direitos Humanos inclui na edição de 2010 duas novas categorias: Mídia e Direitos Humanos e Garantia dos Direitos dos Povos Indígenas.

Ao longo de 16 anos de existência já foram agraciadas diversas pessoas e instituições. Entre as personalidades premiadas estão: Herbert de Souza, o Betinho, o Cardeal Emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, a novelista Glória Perez, o padre Júlio Lancelotti, ex-ministro da Justiça, José Gregori, Milton Santos (post morten), o Padre Jaime Crowe, Manoel Bezerra de Mattos Neto, entre outros. Das ONGs contempladas estão: Central Única de Favelas, Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas, Comissão Pastoral da Terra, Aldeias Infantis SOS Brasil - Amazonas, Grupo Cultural AfroReggae, entre outras.

 

Conheça as 18 Categorias do Prêmio Direitos Humanos 2010

1 - Dorothy Stang, compreendendo a atuação na qualidade de Defensor de Direitos Humanos, conforme definição da Declaração sobre o Direito e o Dever dos Indivíduos, Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos, publicada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1998;

2 - Educação em Direitos Humanos, compreendendo a atuação relativa à implementação dos princípios, objetivos e linhas de ação do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos;

3 - Mídia e Direitos Humanos, compreendendo a atuação de veículos impressos ou eletrônicos - como jornais, revistas, rádios, televisões, sites, blogs e outras publicações na internet, entre outros - e de organizações não governamentais que buscam efetivar a promoção e defesa dos direitos humanos por meio da comunicação, como a difusão de material editorial que contribua para o avanço do conhecimento da população sobre seus direitos.

4 - Enfrentamento à Pobreza, compreendendo a atuação relacionada à garantia dos direitos econômicos e sociais consignados por pactos internacionais, bem como ações na área de combate à fome e segurança alimentar;

5 - Enfrentamento à Violência, compreendendo a atuação relacionada à garantia do direito à segurança e ao enfrentamento à violência institucional e às situações de violência e de maus-tratos a grupos sociais específicos, incluindo atuações relacionadas à promoção da paz;

6 – Segurança Pública, compreendendo a atuação de profissionais da segurança pública, individualmente considerados, em grupos ou corporações, que adotem práticas e/ou iniciativas voltadas à promoção e defesa dos Direitos Humanos e à proteção de grupos sociais específicos;

7 – Enfrentamento à Tortura, compreendendo ações de enfrentamento e denúncia de tortura, bem como atividades de formação de agentes para a prevenção e combate à tortura, tendo como referência a Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos Cruéis, Desumanos e Degradantes, aprovada pela Assembléia Geral da ONU em 1984 e/ou a Lei nº 9.455/97, que define os crimes de tortura no Brasil;

8 – Direito à Memória e à Verdade, compreendendo o resgate à memória e à verdade no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período de 1964-1985, com vistas a promover a reflexão e a divulgação sobre a história brasileira, especialmente, sobre os fatos importantes ocorridos naquele período, bem como o cenário político-cultural e seu importante papel na construção da sociedade brasileira e do pensamento atual, afIm de possibilitar à população o conhecimento da história recente do país, e a construção de mecanismos de defesa dos Direitos Humanos;

9 - Igualdade Racial, compreendendo a atuação na promoção da igualdade e no enfrentamento à discriminação relacionada à raça;

10 – Igualdade de Gênero, compreendendo a atuação na promoção da igualdade e no enfrentamento à discriminação relacionada a gênero;

11 – Garantia dos Direitos da População LGBT, compreendendo a atuação na promoção e na defesa da cidadania e dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT);

12 - Santa Quitéria do Maranhão, compreendendo a atuação em prol da erradicação do subregistro de nascimento;

13 - Erradicação do Trabalho Escravo, compreendendo a atuação na erradicação ao trabalho escravo no país, em conformidade com o 2º Plano Nacional de Erradicação de Trabalho Escravo;

14 - Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, compreendendo a atuação relacionada à implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente, conforme Lei n° 8.069/90;

15 - Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa, compreendendo a atuação relacionada à implementação do Estatuto do Idoso, conforme Lei nº 10.741/03;

16 - Garantia dos Direitos das Pessoas com Deficiência, compreendendo a atuação em prol da equiparação de oportunidades, da inclusão social e da promoção e defesa dos direitos das pessoas com deficiência;

17 - Garantia dos Direitos dos Povos Indígenas, compreendendo a atuação pela valorização de suas culturas e valores, bem como pela sua preservação.

18 - Categoria Livre, compreendendo a atuação em qualquer dos planos abrangidos pela temática dos Direitos Humanos.

 

Dúvidas freqüentes:

Quem está apto a concorrer ao Prêmio?

Todas as instituições de qualquer cidade do Brasil poderão ser sugeridas, inclusive as instituições públicas, bem como qualquer indivíduo que preencha os critérios estabelecidos no Regulamento, disponível neste site. Mas atenção! Não serão aceitas auto-sugestões.

Quais os requisitos para concorrer ao Prêmio?

• Ter um histórico de atuação na área de Direitos Humanos;

• Ter desenvolvido ações relevantes no período de 2007 a 2010, na área para a qual irá concorrer.

Quem não poderá concorrer ao Prêmio?

As pessoas físicas ou instituições que tenham sido contempladas com o Prêmio Direitos Humanos em alguma de suas edições anteriores.

Como fazer a sugestão para o Prêmio Direitos Humanos 2010?

A sugestão só poderá ser feita por meio eletrônico. Você deverá salvar em seu computador o arquivo com a ficha de sugestão que está nesse site e preenchê-la. Depois de preencher o arquivo com a ficha e salvá-la você deverá encaminhar um e-mail para pdh@... com a sua ficha de sugestão anexada. O arquivo deverá ser salvo como documento do Word.

Devo pagar alguma coisa para sugerir alguém?

Não. Todas as sugestões são gratuitas.

Qual é o período de entrega das sugestões?

Serão recebidas sugestões a partir de hoje, 15 de setembro, até 15 de outubro de 2010.

Além da ficha de sugestão que seguirá anexa, ainda posso enviar outros documentos com informações adicionais?

Não é necessário. A SDH entrará em contato com o responsável pela sugestão se precisar de informações adicionais.

 

Leia aqui o regulamento do Prêmio

<http://portal.mj.gov.br/sedh/premio/Minuta%20de%20Regulamento%202010.doc>.

Portaria 1.968-2010-Prêmio Direitos Humanos 2010

<http://portal.mj.gov.br/sedh/premio/Portaria%201.968-2010-Pr%C3%AAmio%20Direitos%20Humanos%202010.pdf>

DOU de 17 de setembro de 2010

Ficha de inscrição para a sugestão de pessoas.

<http://portal.mj.gov.br/sedh/premio/Formul%C3%A1rio%20de%20sugest%C3%A3o%202010%20-%20pessoa.doc>

Ficha de inscrição para a sugestão de instituições.

<http://portal.mj.gov.br/sedh/premio/Formul%C3%A1rio%20de%20sugest%C3%A3o%202010%20-%20institui%C3%A7%C3%A3o.doc>

*Para mais informações telefone para a Coordenação-geral de Educação em Direitos Humanos da SDH*

Telefones: (55 61) 2025-7904/ 2025-7905

www.direitoshumanos.gov.br

 

 

 

TV Brasil lança pitching para 2ª temporada do programa “Nova África”

fonte: http://www.tvbrasil.org.br/novidades/?p=5581

 

O objetivo é divulgar a realidade africana, buscando aproximar o Brasil e os brasileiros dos povos africanos

TV Brasil lança pitching para 2ª temporada do programa “Nova África”

A EBC – Empresa Brasil de Comunicação/TV Brasil lança, hoje (13/10), o seu quinto edital para a seleção de programas através de concursos públicos, os pitchings. Desta vez, para a produção da segunda temporada da revista semanal jornalística sobre o continente africano, intitulada “Nova África”. O objetivo principal do concurso, destinado aos produtores independentes, é divulgar a realidade africana, buscando aproximar o Brasil e os brasileiros dos povos africanos.

A  primeira temporada do programa Nova África, composta por 30 episódios, foi produzida pela produtora Baboon, vencedora de uma licitação técnica e preço. Já foi exibida pela TV Brasil e está sendo reprisada. A nova temporada terá  26 episódios de 26 minutos de duração cada um.  Para a sua produção, a EBC-TV Brasil dispõe-se a pagar ao vencedor o custo total de R$ 2.392.000,00, correspondendo a um valor de R$92.000,00 por episódio. Os programas deverão ser realizados em, pelo menos, 30 dos 52 países africanos, com preferência para os países que adotam a língua portuguesa.

Pelas regras estabelecidas, o vencedor firmará um contrato de co-produção com a EBC. Não podem participar do concurso as empresas que se encontrem sob falência, concordata, concurso de credores, que tenham sido declaradas inidôneas ou que estiverem respondendo a processo por infração à legislação das licitações públicas.

A série vencedora deve se dirigir ao público em geral, com classificação etária livre, conforme os critérios estabelecidos na Portaria nº 1.220, de 11 de julho de 2007, elaborada e publicada pelo Ministério da Justiça.

A EBC/TV Brasil já realizou outros concursos para a seleção de programas produzidos pelo setor audiovisual do país. O primeiro pitching escolheu o programa “Sustentáculos“, que já está sendo exibido toda segunda-feira na TV Brasil. Outros concursos selecionaram séries que vão abordar  os temas “Sábados Azuis: Histórias de um Brasil que dá certo” e “Mulher: Questões de Gênero e Assuntos Contemporâneos”, que estão em fase de produção. Mais informações sobre o pitching da segunda temporada da série Nova África podem ser obtidas em http://www.tvbrasil.org.br ou http://www.ebc.com.br

 

Baixe o edital:

Concurso nº 001 – 3º Pitching – Nova África

 

 

 

Petição de apoio aos Retireiros do Araguaia/MT

 

Gostaríamos de convidá-los para assinarem a petição de apoio aos Retireiros do Araguaia, MT, hoje padecendo e lutando para suas sobrevivências. Temos que colher as assinaturas ATÉ O DIA 20 DE OUTUBRO DE 2010 para que a consulta pública se realize e uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável [RDS] seja possível!

Na petição, aparecerá dois campos de nomes, basta repetir. RG, município de estado e não se esqueça de tornar sua assinatura pública, caso seja seu desejo! Por favor, não dê reply, nem encaminhe seus dados nas listas – clique no link para assinar a petição!!!

http://www.peticaopublica.com/?pi=RDS

Este manifesto foi aprovado por unanimidade durante o 6º Encontro da Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental [09outubro10], que promoveu o II Seminário do Mapa Social com diversos grupos sociais [indígenas, quilombolas, agroecologia, pescadores, ribeirinhos, retireiros, morroquianos, camponeses, MST, MAB, etc.].

 

AJUDEM OS RETIREIROS DO ARAGUAIA! Por favor, divulguem! OBRIGADA!!!

http://www.peticaopublica.com/?pi=RDS

 

MANIFESTO

Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mato Verdinho

ARAGUAIA – MATO GROSSO – BRASIL

Reconhecemos a importância da biodiversidade e da beleza natural que fascina o mundo. E necessitamos aprender, igualmente, a reconhecer as diferenças culturais estampadas nas diversas identidades de um território brasileiro com vários Brasis. Os Retireiros do Araguaia são pessoas que vivem num lugar mágico, em uma área úmida de beleza inigualável, espraiando no verde do cerrado mato-grossense, entre as casas de palha e o cotidiano de lutas. Recebem este nome por retirarem o gado da área afetada pela cheia das águas, colocando-os em pastos de fazendas alugadas e devolvendo-os na seca, para que os novos ciclos se reiniciem. Este movimento dinâmico envolve membros das famílias e das comunidades em ritmo e pausa da organização social ligada ao compasso da natureza e, em rede, constituem a celebração da vida. Todavia, padecem na época da cheia, quando o gado vive em terras estranhas, extraindo a escassa economia dos Retireiros.

Desde 1999, os Retireiros buscam uma área protegida que possa favorecer a autonomia do trabalho, possibilitando a demarcação de um território próprio para suas sobrevivências e que lhes possibilitem uma vida digna por meio das escolhas democráticas e pela autonomia em gerenciar seus próprios ambientes. Além do gado, as atividades econômicas sustentáveis dos Retireiros, em função dos conhecimentos tradicionais de sua gente, favorecem a conservação da biodiversidade e da ecologia local. Solicitando então Ministra de Meio Ambiente Marina Silva, por ocasião de seu mandato, além das instâncias administrativas responsáveis como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente de Recursos Naturais Renováveis [IBAMA], o processo já teve os laudos biológicos e socioeconômicos necessários, realizados pela coordenação do Prof. Dr. Carlos Walter Porto Gonçalves. Igualmente, teve apoio do Instituto Chico Mendes e Conservação da Biodiversidade [ICMBio] em 2009, resultando num relatório fundiário favorável à criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável [RDS – federal], que também foi entregue ao IBAMA no mesmo ano.

Cumprindo todas as etapas, os signatários deste manifesto solicitam a realização imediata da última etapa, que consiste na Consulta Pública pelo ICMBio, ainda no ano 2010, pois os fazendeiros estão invadindo a área e expulsando os Retireiros de sua legítima territorialidade, além de outras ameaças cada vez mais opressoras, ameaçando não apenas as vidas humanas, mas toda riqueza que a natureza compõe a paisagem das áreas úmidas.

Aliando a beleza natural e cultural, este manifesto a favor dos Retireiros do Araguaia é um grito de luta para que a conservação da biodiversidade seja acompanhada pelo cuidado social de um território também defendido com amor por Dom Pedro Casaldáliga, admirado por todos nós.

 

Pela consulta pública em 2010!

Pela Vida!

E sempre pela esperança!

 

Cuiabá: 09 de outubro de 2010.

II Seminário de Mapa Social

VI Encontro da Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental, REMTEA

 

 

 

Corpo-Imagem dos Terreiros – Debates

por: Equipe Cultura e Pensamento

 

Projeto contemplado pelo edital de debates Cultura e Pensamento 2009/2010, tem por objetivo discutir a produção de imagens fotográficas no contexto dos rituais religiosos do candomblé, para gerar um repertório capaz de pensar criticamente a manifestação cultural de matriz africana no Brasil, e suas imagens. Esta série de mesas-redondas é um dos desdobramentos do projeto Representações imagéticas das africanidades no Brasil, um dos selecionados do Programa em 2007 na categoria Debates on-line, publicado na revista Studium.

As discussões ocorrerão em outubro e novembro próximos, tendo como ponto de partida a projeção de imagens dos fotógrafos-debatedores em cada mesa, seguida de suas respectivas palestras. A proposta é envolver o público nessa dinâmica, permitindo intervenções, perguntas e comentários, bem como uma entrada no universo mítico-ritual. Os curadores do projeto contribuirão como mediadores para promover um debate de caráter informal, no sentido de aproximar dos participantes para abranger públicos diversos, inclusive leigos nos assuntos tratados.

As mesas foram compostas de acordo com dois principais eixos conceituais:

I) O corpo-terreiro e a experiência ritual. Este eixo tem a finalidade de traçar o surgimento dos terreiros e sua importância da formação do território brasileiro como uma forma de resistência simbólica e cultural dos descendentes de escravos e a importância das manifestações religiosas para assegurar o patrimônio de origem africana e sua manutenção no contexto da diversidade étnica brasileira, considerando o universo étnico dos candomblés que vai além da presença única de negros – o que demonstra a forte influência que essa cultura teve na formação da identidade nacional. Este assunto foi formulado exemplarmente por Muniz Sodré (Fundação Biblioteca Nacional e UFRJ) no livro O terreiro e a cidade e nos serve como ferramenta teórica para formular essa questão. O geógrafo Rafael Sanzio Araújo dos Anjos (UNB) também a discute em suas preocupações geográficas, tratando especialmente dos territórios étnicos e das referências africanas pra o entendimento da cultura brasileira. Mohammed ElHajji (UFRJ) contribui trazendo para o debate o ponto de vista da diásporas africanas. Roberval Marinho (Opô Afonjá/UCB), Rita Nemenz (Tenda de Umbanda do Caboclo Imaraji) e Marco Aurélio Luz (SECNEB/Ilê Asipá) trazem as discussões sobre o cotidiano em diferentes aspectos de suas atuações tanto como escritores, como iniciados ao culto, revelando suas matrizes. Reginaldo Prandi discorre sobre as relações mitológicas e Marcelo Bernardo da Cunha (Mafro/CEAO/UFBA), sobre a iconografia das diásporas.

II) O corpo-imagem e a produção de presença. Este segundo eixo tem a finalidade de fazer ressoar a discussão inicial nas representações/apresentações imagéticas, ressaltando a produção de conhecimento e a criação de uma visualidade sobre a experiência, permitindo a exploração do campo conceitual das imagens fotográficas como agenciador de debates contemporâneos, que ressaltam no papel da imagem para a compreensão do universo cultural e sagrado dos terreiros. Cada um dos debatedores-fotógrafos convidados para este momento (André Vilaron, Duda Bentes, Jorge Luiz Alvarez Pupo, Diógenes Moura, Adenor Gondim, Bauer Sá, Aristides Alves, Vantoen Pereira Júnior. Christian Cravo, Mirian Fichtner) têm a finalidade de promover essa discussão no âmbito da produção imagética, por meio da análise de seus trabalhos fotográficos e de outros autores como Mario Cravo Neto, Pierre Verger, José Medeiros, especialmente trazidos por mim, Denise Camargo, como uma contribuição da curadoria deste projeto no inventário de referências visuais.

 

PROGRAMAÇÃO

(ainda sujeita a alterações e acréscimos)

 

Brasília/DF

Quando: 14/10/2010 – das 14h30 às 17h

Local: Auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília

Eixo Conceitual I

- O projeto Corpo-imagem dos terreiros – Palestrante: Denise Camargo (curadora)

- O território brasileiro, para pensar o espaço dos terreiros – Palestrante: Rafael Sanzio Araújo dos Anjos

- Depoimento: Entender o cotidiano do candomblé é entender a vida

Palestrante: Roberval Falojutogun Marinho

Eixo Conceitual II

- Etnodocumentação visual em terreiros do Distrito Federal

Palestrante: Duda Bentes

- Arte-documentação dos terreiros

Palestrante: André Vilaron

- Síntese: Paulo Rossi

 

São Paulo/SP

Quando: 28/10/2010 – das 14h30 às 17h

Local: Auditório da Ação Educativa

Eixo Conceitual I

- O cotidiano dos terreiros

Palestrante: Reginaldo Prandi

- A experiência ritual na tradição banto

Palestrante: Rina Nemenz

Eixo Conceitual II

- Um obi para a cabeça do mundo (Arte e religiosidade na Pinacoteca do Estado de São Paulo)

Palestrante: Diógenes Moura

- Religiosidade africana e identidade fotográfica

Palestrante: Jorge Pupo

- Um díptico da experiência ritual

Palestrante: Denise Camargo

- Síntese: Linguagem e experiência

Palestrante: Fernando Fogliano

 

Rio de Janeiro/RJ

Quando: 11/11/2010 – das 14h30 às 17h

Local: Auditório do CFCH da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Praia Vermelha)

Eixo Conceitual I

Palestrante: Mohammed ElHajji

Eixo Conceitual II

- Cavalo do santo – rituais afro-brasileiros no Rio Grande do Sul

Palestrante: Miriam Fichtner

- Síntese: Paulo Rossi e/ou Denise Camargo

- Também participarão das mesas-redondas: Milton Guran, Vantoen Pereira Júnior

 

Salvador/BA

Data: 18/11/2010 – das 18h30 às 21h30

Local: Auditório do CEAO Universidade Federal da Bahia

Eixo Conceitual I

- A dinâmica da civilização afro-brasileira

Palestrante: Marco Aurélio Luz

Eixo Conceitual II

- Retratos: identidade, corpo e presença

Palestrante: Bauer Sá

- Retratos: As irmandades religiosas

Palestrante: Adenor Gondim

Palestrante: Aristides Alves

- Síntese: A iconografia das diásporas – Marcelo Bernardo da Cunha

 

 

 

Edição muito especial da revista Caros Amigos dedicada à questão indígena

 

Prezados (as),

 

Saudações.

 

Todos os dias, de norte a sul e de leste a oeste, deparamos com as mais variadas violências praticadas contra os povos originários do Brasil. Estradas cortam as reservas e promovem a invasão bárbara com todos os tipos de aventureiros. Hidrelétricas inundam as terras e matam o sustento natural. O desenvolvimentismo a qualquer preço cuida do econômico e não se importa com o humano. O agronegócio grila as terras indígenas e mantém a posse com jagunços e a conivência das autoridades. O quadro geral é de genocídio e de resistência. Os povos indígenas do Brasil tentam sobreviver diante de tanta adversidade; tentam resgatar a dignidade diante de inimigos poderosos. O seu presente está ameaçado.

Com a Edição Especial GENOCÍDIO E RESISTÊNCIA DOS ÍNDIOS DO BRASIL, a revista Caros Amigos procura mostrar um pouco dessa tragédia histórica, persistente, desumana, movida pela ganância típica dos que colocam sua sede de lucro e seu interesse particular acima das pessoas e dos bens coletivos. Entendemos que a melhor contribuição que podemos dar ao povo brasileiro, no momento, é contar um pouco dessa história, mostrar o que acontece na vida real, fazer o jornalismo sério, independente, crítico e ético - que não se deixa enganar pelo discurso das elites dominantes.

Leia Caros Amigos. Divulgue essa Edição Especial. Tome posição do lado dos povos indígenas.

Queremos agradecer a todos – jornalistas, pesquisadores e lideranças indígenas – que contribuiram para a produção dessa Edição Especial, entre tantos, Joana Moncau, Spensy Pimentel, Rosa Gauditano, Verena Glass, Tonico Benites, Juradir Xavante, Christiane Peres, Bianca Pyl, Juliana Cezar Nunes, Cristiano Navarro, Manuela Carneiro da Cunha, Marcio Meira, Gabriela Moncau, Joênia Wapichana, Maurício Hashizume, Vinicius Mansur, Wilson Changaray, além da equipe de edição da Caros Amigos.

 

Leia e divulgue esse documento histórico – especialmente junto aos movimentos sociais, estudantes e professores de todos os níveis de ensino.

 

Abraços.

Hamilton Octavio de Souza

Editor.

 

 

 

V FESTIVAL NACIONAL DE CHORO

ESCOLA PORTÁTIL DE MÚSICA

Inscrições abertas para Oficinas -

 

Em comemoração aos 10 anos da Escola Portátil de Música - hoje forte referência em ensino de música no Brasil - o Instituto Casa do Choro e a Fundação Nacional de Artes - a Funarte, apresentam o V Festival Nacional de Choro, que será realizado por grandes nomes da música instrumental brasileira, nos meses de outubro e novembro de 2010, nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Brasília, São Luís e Porto Alegre. Essa edição homenageia o grande compositor e violonista pernambucano Jaime Florence - o Meira.

Como nas quatro edições anteriores, o V Festival Nacional de Choro tem caráter educativo e suas atividades são voltadas para a divulgação e a preservação do choro - o gênero mais antigo e rico da música instrumental do Brasil, presente desde o século XIX em todas as regiões do país - e a maior escola de instrumentistas da música popular da nossa história.

Seu principal objetivo é divulgar o repertório do choro produzido por compositores do passado e contemporâneos, traçando um panorama da riquíssima produção através de cerca de 150 anos de história, contemplando compositores de todas as regiões do país cujas obras fundamentam os princípios dessa arte e, sobretudo, garantindo acesso gratuito a informação tão relevante a profissionais de música de todo país.

As oficinas de instrumentos são gratuitas e direcionadas a músicos e estudantes de música, sendo admitidos iniciantes apenas nas oficinas de pandeiro e percussão. As inscrições já estão abertas e seguem até 15 de outubro.

Mais informações e ficha de inscrição pelo site: www.escolaportatil.com.br

 

As atividades

• Oficinas de 6 instrumentos com duração de 4 dias • Um show de abertura em cada cidade • Um concerto didático em cada cidade • Uma apresentação final dos alunos das oficinas juntamente com os professores

Carga horária de aulas por oficina: 16 horas por cidade Número de alunos que poderão ser atendidos por cidade: 180 (30 por instrumento)

 

Material Didático

O material didático é essencial e indispensável para a realização do projeto Oficinas da Escola Portátil de Música, porque, uma vez encerradas as oficinas, esse material proporcionará aos alunos a fixação do conteúdo adquirido, tornando-se um rico material de consulta e aprendizado futuros. Dessa forma, as oficinas adquirem um caráter verdadeiramente educador, indo além da configuração de um evento passageiro, despertando maior interesse pela matéria e sendo suporte indispensável para o aprendizado efetivo.

Será distribuída aos alunos das oficinas uma apostila contendo:

1. Partituras de 11 músicas, transcritas inclusive para instrumentos de sopro em Si bemol e Mi bemol (saxofone, clarinete, trompete, trombone, etc).

2. Biografia dos autores das referidas músicas.

3. CD com gravações das 11 músicas da apostila, num total de 22 faixas, sendo 1 faixa com instrumentação completa (bases e solos) e outra faixa da mesma música apenas com os instrumentos de base.

 

Programação de oficinas e shows

 

Belo Horizonte

25 a 28 de outubro – oficinas

Fundação de Educação Artística

Rua Gonçalves Dias, n° 320 – Savassi - Tel: 31-3226-6866

Horários: 9h às 11h / 14h às 16h

Show de abertura: dia 24/10, às 21h

Teatro Dom Silvério (Chevrolet Hall) – Av. NS do Carmo, 230 - Savassi

Concerto Didático: dia 25/10, às 11h

Professores:

Mauricio Carrilho (Violão)

Naomi Kumamoto (Flauta)

Pedro Paes e Nailor Proveta (Clarinete e Saxofone)

Pedro Aragão (Bandolim)

Ana Rabello (Cavaquinho)

Marcus Thadeu (Percussão e Pandeiro)

 

Porto Alegre

25 a 28 de outubro – oficinas

Centro Universitário Metodista - IPA

Rua Dona Leonor, 340 - Rio Branco - Telefone: 51 3316-1300

Horários: 10h às 12h / 15h às 17h

Show de abertura: dia 24/10, às 18h

Santander Cultural - Rua Sete de Setembro, 1028 - Centro

Concerto Didático: dia 25/10, às 19h

Professores:

Luiz Flavio Alcofra (Violão)

Rui Alvim (Clarinete e Saxofone)

Aquiles Moraes (Trompete e Flugel Horn)

Marcilio Lopes (Bandolim)

Jayme Vignoli (Cavaquinho)

Oscar Bolão (Percussão e Pandeiro)

Horários: 10h às 12h / 15h às 17h

Bandão: dia 28, a partir das 14h.

 

Brasília

25 a 28 de novembro – oficinas

UNIP - Universidade Paulista

SGAS Quadra 913, s/n ° - Conj. B Asa Sul. Telefone: 61 2192-7080

Horários: 10h às 12h / 15h às 17h

Show de abertura: dia 24/10, às 20h

Concerto Didático, às 16h

Teatro Ulysses Guimarães – UNIP - SGAS Quadra 913, s/n ° - Conj. B Asa Sul.

Professores:

João Lyra (Violão)

Toninho Carrasqueira (Flauta)

Pedro Amorim (Bandolim)

Luciana Rabello (Cavaquinho)

Celsinho Silva (Percussão e Pandeiro)

Cristóvão Bastos (Piano)

 

São Luís

01 a 04 de novembro – oficinas

Escola de Música

Rua da Estrela, 363 - Centro. Telefone: 98 3218-9940

Horários: 10h às 12h / 15h às 17h

Show de abertura: dia 31/10, às 20h

Teatro João do Vale – Rua da Estrela, 283 - Praia Grande

Concerto Didático, às 16h

Professores:

João Lyra (Violão)

Toninho Carrasqueira (Flauta)

Pedro Amorim (Bandolim)

Luciana Rabello (Cavaquinho)

Celsinho Silva (Percussão e Pandeiro)

Cristóvão Bastos (Piano)

 

Belém

11 a 14 de novembro - oficinas

Casa da Linguagem Fundação Curro Velho

Av. Nazaré, n° 31 - Nazaré. Telefone: 91 3241-9786

Horários: 10h às 12h / 15h às 17h

Show de abertura: dia 10/11, às 20h

Teatro Margarida Schivasappa - Av. Gentil Bittencourt, 650 - Nazaré.

Concerto Didático, às 16h

Professores:

Paulo Aragão (Violão)

Tiago Osório (Trombone)

Nailson Simões (Trompete)

Antonio Rocha (Flauta)

Jayme Vignoli (Cavaquinho)

Magno Julio (Percussão e Pandeiro)

 

 

 

Congresso Brasileiro de Psiquiatria Cultural 2010

 

Já estão abertas as inscrições para o Congresso Brasileiro de Psiquiatria Cultural 2010, que acontecerá na aldeia indígena Pitaguary em Maracanaú, no dia 26 de outubro de 2010. Com o tema, “Transculturalidade e Saúde Mental” o congresso reunirá expressivas personalidades ligados a Etnopsiquiatria para debates e palestras sobre o tema. Contará também, com a presença do presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria Cultural (ABE) Marcos de Noronha, do diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria Cultural e o Presidente do Movimento de Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim, padre Rino Bonvini.

 

Outras informações:

Contato: 85 3433.8464 / 85 3265.4009 (fax) ou pelo e-mail: vceventos@...

 

MARCELO ABDALA

Marcelo Pimentel Abdala Costa

Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária - MISMEC/Projeto 4 Varas

Psicólogo - Terapeuta Comunitário (85) 8138.6370 marceloabdala_psi@...

http://www.4varas.com.br

http://mitco-nf.blogspot.com

 

 

 

Concurso: "Conheça e avalie seu Patrimônio Imaterial"

 

O concurso é aberto a universitários brasileiros com idades entre 18 e 26 anos cursando qualquer área ligada ao patrimônio imaterial.

Reunidos em grupos de 2 a 6 membros, os estudantes devem redigir um ensaio sobre um dos seguintes bens do patrimônio imaterial do Brasil:

 

a) Arte Kusiwa - Pintura corporal e arte gráfica Wajãpi

b) Samba de Roda do Recôncavo Baiano

c) Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba Enredo

 

Prêmio:

O grupo vencedor receberá um prêmio no valor de US$1.500 e terá seu trabalho publicado pela União Latina, junto com os premiados dos demais países participantes.

 

Outras informações:

Data limite para recebimento dos trabalhos: 28 de outubro de 2010

Cerimônia de premiação: 18 de novembro de 2010

 

REGULAMENTO: ul.concurso@... / www.unilat.org/DCC/Patrimoine/index.fr.asp

 

 

 

 

REGIÃO NORTE

 

Belém/PA

 

MOVA-CI na Feira Panmazônica do Livro em Belém do Pará

28, 29 e 30/10 o Movimento de Vanguarda da Cultura Icoaraci MOVA-CI, estará participando da Feira Panmazônica do Livro em Belém do Pará

com o Projeto "Curtas Falas" consta de trabalho baseado na oralidade dos Mestres de Cultura, os quais identificamos por seus saberes e fazeres na área da Cultura Popular e apresentação de documentários que registraram esses fazeres, segue programação:

28/10 - 14 às 16:30h

Fala do mestre Nonato (Organizador da Festa de São e São Pedro no bairro do Tenoné - Icoaraci)

Filme - Festa de Mestre

29/10 - 14 às 16:30h

Fala da Cantora Nazaré Pereira e do Músico de carimbó Tomaz

Filme - Música de Mestre

30/10 - 14 às 16:30h

Performance baseada nas falas dos mestres, encenada pelo grupo de teatro "Monturo"

Filme - Arte de Mestre

 

 

 

 

REGIÃO CENTRO-OESTE

 

BRASÍLIA/DF

 

Seminário Nacional Territórios e Territorialidade da Educação Quilombola

Arísia Barros

http://www.cadaminuto.com.br/blog/blog-raizes-da-africa

 

Potencializar o debate e assim contribuir para a superação do racismo e da discriminação racial, bem como criar territórios para a igualdade racial nos sistemas de ensino das comunidades quilombolas, eis um dos objetivos do I Seminário Nacional de Educação Quilombola: “Territórios e Territorialidade da Educação Quilombola", que acontece em Brasília, no período de 09 a 11 de novembro próximo.

Uma realização do Ministério de Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Ministério da Igualdade Racial/SEPPIR, INCRA e Fundação Palmares, o I Seminário subsidiará o Conselho Nacional de Educação na produção das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Quilombola, com a construção dos alicerces para o Plano Nacional para a educação das comunidades remanescentes.

Tendo como público gestor@s estaduais e municipais indicados pela Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombola, como também a participação de professor@s,coordenador@s pedagógic@s, diretor@s, pesquisador@s que trabalham diretamente com as comunidades quilombolas.

Professor@s das comunidades quilombolas poderão inscrever seus trabalhos e experiências através do site http://educacaoquilombola.mec.gov.br/

 

PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO

09 de Novembro de 2010

15h – 17h – Reunião com os coordenadores e relatores dos grupos de trabalho

18h30min - Abertura do Seminário com a presença de autoridades

Premiação dos trabalhos dos professores/as, coordenadores/as pedagógicos/as, orientadores/as educacionais classificados no Concurso de Experiências exitosas em Educação Quilombola.

19h30min - Apresentação do Coral: Família Alcântara

20h - Conferência de abertura: Territórios e territorialidade da Educação Quilombola

 

10 de Novembro de 2010

8h - Mesa 1: Panorama institucional sobre Educação Quilombola no Brasil

10h30min – Intervalo

11h00min - Mesa 2: A Educação Quilombola no Brasil: Ações das Redes

Estaduais e Municipais

12h30min – Almoço

14h – 15h - Mesa 3: Políticas Públicas de Educação Quilombola: Um olhar do Movimento Social Organizado

15h – Intervalo

15h30min – 18h30min -Grupos de trabalho

 

Grupo Tambor: Transferência Obrigatória e Políticas para Educação Quilombola - Construção, alimentação e transporte escolar.

Grupo Sapé do Norte: Diretrizes Curriculares para Educação Quilombola

Grupo Kalunga: Formação continuada de professores e professoras

Grupo Saracura: Gestão democrática e educação quilombola

Grupo Alcântara: Marco Legal – (Institucionalidades / associações)

Grupo Família Santos: Material didático e praticas pedagógica

Grupo União de Palmares: Universidades e programas de educação

superior (Formação inicial, extensão e pesquisa)

19h –20h – Jantar

20h - atividades culturais (apresentação dos Estados e Municípios)

 

11 de novembro de 2010

08h30min – 10h30min - Sistematização dos trabalhos em grupo

08h30min – 10h30min - Apresentação dos trabalhos dos professores/as, coordenadores/as pedagógicos/as, orientadores/as educacionais classificados no Concurso de Experiências Exitosas em Educação Quilombola

10h30min – 11h00min – Intervalo

11h - Plenária final e aprovação do plano

12h – 14h – Almoço

14h – 18h - Continuação da Plenária final e aprovação das diretrizes

19h- 20h – Jantar

20h - Atividade cultural de encerramento

 

 

 

Brasília sediará o I Congresso Internacional dos Povos Indígenas sobre Trabalho e Emprego

 

No primeiro semestre de 2011, a Federação Indígena Brasileira - FIB organizará o I Congresso Internacional dos Povos Indígenas para debater a situação de trabalho, organização produtiva e inserção da mão de obra indígena nos mercados de trabalho no Brasil e na América.

O evento faz parte da estratégia da organização em criar espaços de debate e construção de políticas públicas para apoiar a economia dos povos indígenas, o combate à pobreza , a indigência e a exclusão do mão de obra indígena nos mercados de trabalho. A proposta é colocar em Brasília, cerca de 1500 participantes, divididos entre empreendedores indígenas, mulheres empreendedoras e jovens empreendedores. Além das delegações do país, o evento visa a troca de experiências com povos de outros países da América e de outros continentes.

A FIB trabalha com a perspectiva de que, aproveitando o evento, seja assinado a portaria que criará o Selo Nacional de Produtos Indígenas que vem sendo construído em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR e outros parceiros indígenas e não indígenas.

fibbrasil@...

 

 

 

GOIÂNIA/GO

 

Simpósio Internacional de Saberes Tradicionais, Biodiversidade, Biotecnologia e Dinâmicas Territoriais - SINBIOTEK

 

Prezados (as),

O Laboratório de Estudos e Pesquisas das Dinâmicas Territoriais - LABOTER - do Instituto de Estudos Sócio-ambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com o Institut de Recherche Pour le Dèveloppment - IRD (França) e Agence nacionale de la Recherche - ANR (França), realizarão no período de 3 a 5 de novembro de 2010 o Simpósio Internacional de Saberes Tradicionais, Biodiversidade, Biotecnologia e Dinâmicas Territoriais - SINBIOTEK, em Goiânia-GO / Brasil.

Estão abertas inscrições de trabalhos até o prazo de 20 de setembro de 2010.

Para mais informações acesse www.iesa.ufg.br/biotek(clicar no link do Simpósio).

Cordialmente,

Comissão Organizadora do SINBIOTEK "

 

 

 

 

REGIÃO NORDESTE

 

Olinda/PE

 

Balaio de Histórias no Coco de Umbigada

 

Neste mês de outubro, o Balaio de História promove mais um debate, desta vez nas ladeiras de Olinda. Em parceria com o Ponto de Cultura Coco de Umbigada, o evento ocorre no próximo dia 15 de outubro, às 15 horas. O pesquisador convidado é Marcus de Carvalho, Ph.D em História pela University of Illinois at Urbana-Champaign. Ele irá abordar a trajetória de uma seita cristã pernambucana que contestava a dominação dos brancos, no século XIX. Liderado por Agostinho José Pereira, o movimento se destacou por produzir aquilo que se considera hoje o mais antigo manifesto racial do Brasil. Conhecido como "ABC", o texto causou pânico nas autoridades da época, principalmente por Agostinho ensinar e estimular o hábito da leitura entre seus seguidores escravos.

Após o debate com Marcus de Carvalho, haverá uma apresentação artística do Grupo Cultural Coco de Umbigada. O evento ocorre na sexta (dia 15) no endereço: Rua do Guadalupe, 380, no bairro do Guadalupe. Ainda neste ano, o Balaio de História vai promover ainda debates em Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Amapá, Tocantins, e Ceará. Confira as datas e mais informações através dos blogs dos Pontos e da Agenda.

 

Centro Cultural Coco de Umbigada

http://sambadadecoco.blogspot.com

sambadadecoco@...

81 3439 6975

 

 

 

JOÃO PESSOA/PB

 

3º Dia Percussivo

 

Estão abertas as inscrições para o 3º Dia Percussivo. O evento é de natureza social, educativa e cultural que acontecerá dia 16 de dezembro na Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes. O 3º Dia Percussivo, que neste ano é uma realização do Fundo Municipal de Cultura (FMC) de João Pessoa, aconteceu nos anos de 2007 e 2009 através do Blog Paraíba Percussiva e da Escola de Música Anthenor Navarro organizado pela professora e percussionista Wênia Xavier. Este ano contaremos com a participação de 18 grupos, além de apresentação de seminários, oficinas, II Concurso de Percussão Odair Salgueiro, exposição de instrumentos de percussão de artistas paraibanos e mostra de vídeos. Serão mais de 12 horas de muito ritmo com inscrições on-line e gratuitas. Mesmo os que não fizerem inscrição poderão entrar e visitar nosso evento. Ano passado fizemos uma homenagem ao Professor de Percussão da UFPB Odair Salgueiro (in memorian) através do concurso de percussão que acontecerá em cada edição. Este ano pretendemos homenagear o "Baixinho do pandeiro", pelo seu trabalho pela música da Paraíba. O cronograma de inscrições, regulamento do concurso, fotos de edições anteriores e outras novidades vocês podem conferir no blog do evento. Divulguem e acessem!

 

BLOG: www.diapercussivojp.blogspot.com

E-MAIL: diapercussivojp@...

CONTATO: (83) 8660-2308

 

 

 

II Encontro da ABET Regional Nordeste

De 18 a 20 de novembro de 2010 - João Pessoa – UFPB

Chamada de trabalhos

 

A Comissão Organizadora do II Encontro da ABET Regional Nordeste informa que o Evento acontecerá em João Pessoa, nos dias 18, 19 e 20 de novembro de 2010 e terá como tema “Etnomusicologia e Música Popular”. Assim, convidamos pesquisadores, professores e alunos da área de Etnomusicologia, bem como de estudos musicais em geral, para submeterem propostas de trabalhos para o Encontro, conforme as especificações para a submissão (ver abaixo). O processo de recebimento e avaliação dos trabalhos ficará a cargo do Comitê Científico do Evento.

Os trabalhos poderão ser submetidos nos seguintes temas:

1. Gêneros e cenas da música popular

2. Espaços e políticas para a música popular

3. Análise da música popular

4. Performance, música e cultura

5. Música, tradição e patrimônio imaterial

6. Música e religião

7. Processos, situações e estratégias de transmissão musical

 

Os trabalhos devem ser enviados até o dia 20 de outubro de 2010, impreterivelmente, como proposta de comunicação ou pôster, e deverão estar enquadrados em uma das seguintes categorias:

 

1) Projeto de Pesquisa ou Pesquisa em Andamento

Os trabalhos inscritos nessa modalidade deverão abordar uma questão de pesquisa em música, explicitando os objetivos da investigação, os pressupostos teóricos e os procedimentos metodológicos previstos e/ou utilizados. A proposta deverá destacar, ainda, a contribuição que a pesquisa oferecerá para a área de Etnomusicologia e para a produção científica em geral.

 

2) Pesquisa Concluída

Nessa modalidade, as propostas deverão consistir em trabalhos originados de pesquisas concluídas, explicitando os objetivos da investigação, bem como os pressupostos teóricos e os procedimentos metodológicos utilizados. Os trabalhos devem destacar os resultados e as conclusões obtidas a partir do processo investigativo.

 

3) Relato de Experiência

Os trabalhos enviados para essa modalidade deverão descrever uma experiência em estudos musicais, já realizada ou em desenvolvimento, explicitando os fundamentos teóricos e práticos que alicerçaram a proposta.

 

Submissão de Trabalhos

Os trabalhos deverão ser submetidos à avaliação do Comitê Científico do II Encontro da ABET Regional Nordeste por meio do email abetnordeste2010@...é às 24 horas (horário de Brasília) do dia 03 de outubro 2010. A aprovação das propostas estará condicionada à avaliação do Comitê Científico do Evento.

O texto não deve conter nome, filiação institucional, nem qualquer outro tipo de informação que permita a identificação do(s) autor(es).

 

Valor das Inscrições

Sócio da ABET R$ 30, 00

Não sócio da ABET R$ 50, 00

Estudante sócio da ABET R$ 15, 00

Estudante não sócio da ABET R$ 30, 00

Obs.: Os textos completos dos trabalhos aprovados serão publicados nos anais em CD-ROM. Todavia, tanto a publicação nos anais quanto a comunicação ou a exposição dos pôsteres estão condicionadas à inscrição no Evento, devendo ser observada a data limite (10 de novembro de 2010).

 

Datas e Prazos Importantes

Atividade Datas / Prazos

Envio de trabalhos 10 de setembro a 20 de outubro

Avaliação pelo Comitê Científico 21 a 30 de outubro

Divulgação dos resultados 03 de novembro

Revisão, pelos autores, dos trabalhos aprovados para a publicação nos anais 04 a 10 de novembro

Inscrição no evento para os trabalhos aprovados 10 de novembro

 

Atenciosamente,

 

Eurides de Souza Santos

Etnomusicóloga

Professora do Depto de Música UFPB

 

 

 

NATAL/RN

 

Griots: II Colóquio Culturas Africanas

http://www.ufrn.br/ufrn2/coloquioafricano/

 

Apresentação

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN e o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem do Departamento de Letras realizarão no período de 25 a 27 de maio de 2011, na cidade de Natal-RN, o II Colóquio de Culturas Africanas – Griots, dando assim continuidade à iniciativa que em 2009 organizou o I Colóquio de Culturas Africanas: Linguagem, Memória e Imaginário.

Esse evento oportuniza diálogos importantes entre professores, pesquisadores, discentes e escritores interessados em discutir questões envolvendo África, A segunda edição do Colóquio “*Griots*” traz novos desafios não apenas envolvendo questões voltadas à literatura africana, mas visa ampliar debates sobre a importância das mídias em torno da luta contra todo tipo de violência, preconceito e racismo.

O racismo evidencia as consequências da opressão exercida por uma cultura dominante, que atinge as comunidades afro-descendentes, atinge a cultura, mas também a política e o ser psíquico. Nesse sentido, o Griots 2011 analisa a violência excedente em um mundo que subverte e altera tanto as coletividades quanto os sujeitos em seu devir pessoal.

Ao abrigar um evento dessa natureza, estamos falando sobre a desigualdade e a redução do sujeito em objeto, da substituição do ser pelo ter, estamos falando sobre o apagamento de línguas marginalizadas, estamos falando sobre as consequências da modernidade em um mundo desprovido de seu maior luxo: as relações humanas.

Se é pela cultura que se dá a criação das fagulhas do imaginário racista, é pelo discurso que ele se estabelece no meio de nós. Nos sistemas capitalistas, entre o explorado e o poder, interpõe-se uma multidão de discursos sobre a moral humana. Quadros e giz a postos nos muros das escolas públicas e particulares. Muro convite. Muitas vezes discriminação e preconceito também começam dentro da sala de aula: silêncio. Cale-se. Eu sou a voz, você apenas o ouvido, você é o meu não; eu sou o seu sim. E ponto final na lição. Na hora da prova: d’escola a cola que não descola.

Em meio a tudo isso, quem faz uso da escopeta, das balas perdidas, dos meninos “aviõezinhos”? Onde se esconde a violência que se estatela dos guetos aos semáforos? Por quais luxos batem em rostos plugados no mundo virtual? Por quais terras invadem a noite dos travestis naufragando a igualdade? Nos espaços para abreviar grafites, novos poemas se picham: “No mundo, não há vencedor, não há perdedor, há vidas vazias, vidas intensas de poesia”.

Como devemos abrir a porta da poesia para novos canais humanos? Acaso o trinco da porta largou o poema no último verso da escadaria do morro onde não há poesia mais linda do que o silêncio? Nosso modelo de civilização é um fabulário, em meio ao tecnicismo, demarcando a “vaziez” de indivíduos que conhecem de cor e salteado o mundo da tela de um blog, no entanto são desconhecedores do abismo da alma humana. Não conseguimos mais nos conhecer, só conseguimos reconhecer nossa imagem irrefletida num solilóquio sonhador.

O narcísico, que não deixa de olhar o lago. A imagem da imagem reflete várias imagens em um só espelho. Como diz Mia Couto [2008]: “Cura-me de sonhar, doutor”.

Conhecemos uma sobrecarga de informações, contudo não conhecemos o que há de nós em nós mesmos. A fome faz conhecer a Terra; a sede o mar. O grande desafio desse século é o de todos os séculos: “Conhece-te a ti mesmo”?

Atualmente vivemos os reflexos da caverna de Platão, adoecemos das sombras de imagens que jamais tocaremos a valer. Adoecemos de conhecimento, adoecemos por não sabermos viver mais o desconhecido. Adoecemos da falta de encantamento. Adoecemos da escassez de alumbramentos, do que nunca saberemos revelar. Adoecemos da falta de doação humanitária. Adoecemos dos ideais humanizadores. E por não nos sabermos conhecedores de nossa alma, violentamo-nos uns aos outros como se fôssemos bichos primatas,bestializados.

Hannah Arendt [2009], no livro *Sobre a violência*, diz que temos um excedente de violência na atualidade porque temos um excesso de burocracia no mundo. Vivemos amarrados a um sistema burocrático que nos aprisiona a todos de uma falsa liberdade. Tudo existe em nome da burocracia. Segundo Arendt, não sabemos mais nos dias de hoje como destronar esse tirano.

Nessa perspectiva, o evento *Griots* analisa a linguagem que nos intoxica pelo discurso da violência, do preconceito, do racismo, pois como salienta Inocência Mata: “os discursos oficiais são sonhos ritualizados, expressões, estereótipos criminosos com que se pretendiam esconder a realidade e erguer respeitáveis fachadas [das figuras públicas] e terríveis máquinas de guerra, que num espaço de um só dia se desmoronou”.

Em verdade, somos sujeitos de nossa história, quando somos atores de nossa história política. “Oh, meu corpo, faça sempre em mim um homem que interroga.” [Frantz Fanon]. E quando eu não interrogar, vigiai-me para não esquecer o furo da canoazinha na maré das sereias-respostas.

 

Inscrições

Inscrições com apresentação de trabalho: 01/08/2010 a 31/03/2011

Clique aqui: <http://www.rosangelatrajano.com.br/fichainscricao2011.doc> para abrir o formulário de inscrição.

 

 

 

CAMAÇARI/BA

 

Projeto Terreiradas - Um samba na porta de minha “cumade”

 

Realizado através do Edital Cultura Negra, lançando pela Fundação Pedro Calmon, com Apoio Financeiro Do Fundo de Cultura - Governo do Estado da Bahia e apoio cultural da Prefeitura Municipal de Camaçari. O Projeto Terreiradas - Um samba na porta de minha “cumade”, ganha vida, sob a coordenação de Elisângela Sena, Tatiana Pinheiro e Erick Cerqueira. Buscando revitalizar as tradições da cultura negra através da dança, da comida, dos dizeres, dos griôs dentro das suas respectivas comunidades o projeto foi concebido de forma que se realizassem 10 apresentações com grupo tradicionais no município de Camaçari em 06 encontros nas suas comunidades de origem. São elas: A Samba de Roda Nativas de Arembepe, Mandú de Monte Gordo, Samba de Roda Raízes do Passado, Samba de roda Espermacete de Barra do Pojuca, Terno de Reis de Cachoeirinha, Samba de Roda Viola ao Vivo de Monte Gordo e Jacuípe, Samba de Roda de Vila de Abrantes, Boi Mirim de Parafuso e o Caboclo de Parafuso e a Boi Janeiro de Parafuso. Grupos esses que são apresentarão nas seguintes comunidades: Parafuso; Vila de Abrantes; Arembepe; Monte Gordo; Jacuípe e Barra do Pojuca.

Para saber a programação completa, acesse: http://www.terreiradas.com/programa/

O projeto contará também com 06 rodas de debates com o tema “O Negro e sua Cultura”, registros fotográficos e em vídeo. Material esse que será usado como material para um documentário que será disponibilizado na internet e mídias públicas. O primeiro encontro será dia 16/10/2010, a partir das 15h, na Casa do Mestre Miro em Parafuso. Com os grupos: Boi Janeiro de Parafuso, Samba de Roda Brilhos do Samba e o Boi Mirim e Samba de Caboclo de Parafuso

Para saber mais, acesse:

Site Oficial: http://www.terreiradas.com

Twitter: http://twitter.com/terreiradas

Entre em contato E-mail:

projeto@...

Jair Guimarães

Email: jairguima@...

jairguima@...

www.twitter.com/misterguima

Tel: +55 71 8649-1971

www.myspace.com/thepivos

www.twitter.com/thepivosthepivos.blogspot.com/

Mr. Misses

http://www.myspace.com/mrmissesband

Projeto Terreiradas

http://www.terreiradas.comwww.twitter.com/terreiradas    

 

 

 

SALVADOR/BA

 

Feira Engenho das Artes Populares

 

A Feira Engenho das Artes Populares que acontece nos dias 22, 23 e 24 de outubro, no Cine Teatro Solar Boa Vista, Eng. Velho de Brotas, em Salvador, terá seu ultimo dia (24) dedicado a cultura hip hop, com roda de break sob o comando do grupo Independente de Rua, graffite com Marcos Costa, amistoso de basquete de rua com a Liga dos Invasores, discotecagem com dj’s, show’s com os grupos de rap RBF, Eleitos do Gueto, Profetas do Gueto, Niggaz e Renegado (BH), e uma palestra com o tema “Quando a Rebeldia Vira Arte”, que será ministrada pelo rapper mineiro Renegado (BH), Dj Branco (CMA Hip Hop), e Dj Spider (BH).

 

NÃO PERCA!!!

 

 

 

II Colóquio Internacional Etnicidade, Religião e Saúde: Questões Identitárias e Políticas em Saúde da População Negra no Brasil

 

O II Colóquio Internacional Etnicidade, Religião e Saúde: Questões Identitárias e Políticas em Saúde da População Negra no Brasil é uma realização do Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica Comunidade, Família e Saúde - FASA do ISC-UFBA em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia - SESAB. O evento tem o apoio também da Assessoria de Promoção da Equidade Racial em Saúde - ASPERS e da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia - SEPROMI.

O evento ocorrerá entre os dias 27 e 29 de outubro de 2010 em Salvador na Universidade Federal da Bahia e pretende favorecer o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre pesquisadores, gestores, profissionais de saúde, representantes de movimentos sociais e a comunidade local contribuindo para uma maior compreensão sobre o tema proposto e para o fomento de uma agenda de cooperação técnico-científica entre os diferentes coletivos sociais presentes.

Além de promover o debate sobre os problemas e necessidades de saúde da população afrodescendente, cabe reconhecer seus traços identitários e costumes culturais, incluindo as práticas terapêuticas e religiosas, de modo a subsidiar a construção de políticas públicas culturalmente sensíveis e que contribuam para a promoção da equidade sócio-sanitária.

 

INSCRICÕES ABERTAS

Mais informações:

Secretaria: Virginia/Rosália

Contato: 55 71 3283-7397

Tel/Fax: 55 71 3336-0173

E-mail: coloquio.etnicidade.faleconosco@...

Site: http://www.coloquiofasa.isc.ufba.br/index.html

 

Jaqueline Portela

 

 

 

IV Colóquio Internacional Saberes, Práticas, I Conferência Internacional de Africanidade e I Simpósio Internacional de Multirreferencialidade e Etnicidade

 

Vimos convidá-lo a participar no tríptico de eventos: IV Colóquio Internacional Saberes, Práticas, I Conferência Internacional de Africanidade e I Simpósio Internacional de Multirreferencialidade e Etnicidade que se realizará na Cidade do Salvador, Bahia, entre os dias 25 e 29 de outubro de 2010.

Em oportunidades anteriores (dezembro de 2002, outubro de 2005 e de 2009) se realizaram os três primeiros Colóquios Internacionais Saberes, Práticas que abordaram as temáticas: construção de saberes e de práticas de (in)formação profissional na sociedade do conhecimento no I Colóquio; difusão do conhecimento científico e tecnológico na sociedade da aprendizagem no II Colóquio e tecnologias e processos de difusão do conhecimento no III Colóquio. Neste novo encontro consideramos pertinente dedicar espaços específicos à gestão do conhecimento em relação com tecnologias e processos de difusão, à africanidade e à relação entre a perspectiva multirreferencial e a etnicidade. Este triplo evento permitirá o intercâmbio entre especialistas de diferentes continentes e a difusão da informação atual desenvolvida nos diferentes campos de conhecimentos, saberes e práticas.

 

Objetivos

Reunir pesquisadores nacionais e internacionais que trabalham com questões relacionadas à (in)formação profissional no cenário da sociedade do conhecimento, diante dos grandes avanços das tecnologias de informação e comunicação, mediante o intercâmbio de estudos e pesquisas realizados sobre o tema, visando à construção de processos de difusão do conhecimento.compreender os desenvolvimentos desses processos em relação aos cenários produtivos de desenvolvimento tecnológico e os diversos contextos sócio-culturais.

Convidamos todos os interessados a apresentar seus trabalhos de pesquisa e a debater conosco os temas geradores e os eixos temáticos que constituem o trievento.

 

Comitê Organizador

Eixos Temáticos

História e cultura africana e afro-brasileira; Educação para as relações étnico-raciais; Difusão social do conhecimento africano; (in)formação, multirreferencialidade e aprendizagem solidária; Gestão pública e (in)formação cidadã; Gestão social do conhecimento; Estratégias de colaboração solidária; Conhecimento e corpo; etnia e raça;Saberes e sabores; Redes de colaboração solidária e etnicidade; Tecnologias e processos em difusão social do conhecimento; Canais preferenciais e grupos sociais específicos na difusão do conhecimento; Disseminação e difusão de saberes em cadeias produtivas e redes sociais de colaboração solidária.

Estes temas serão trabalhados em atividades como: conferências, mesas-redondas, oficinas, apresentações orais ou painéis em grupos de trabalhos e outras atividades culturais.

 

Idiomas de trabalho

Serão aceitos no IV CISP propostas de trabalhos nos idiomas Português, Espanhol e Inglês.

 

Datas Importantes

Com apresentação de Trabalho

Limite para submissão de trabalhos (resumo) *

08/10/2010

Limite para inscrição e pagamento**

08/10/2010

Previsão de divulgação dos resultados da avaliação dos trabalhos

15/10/2010

Limite para envio dos trabalhos completos aprovados

25/10/2010

Sem apresentação de Trabalho

Limite para inscrição e pagamento **

20/10/2010

Para submissão de trabalhos, é necessário que pelo menos um dos autores esteja inscrito.

Vide tabela de valores no item Inscrições

Para mais informações, acessem o site www.redpect.faced.ufba.br/ivcoloquio .

 

Luís Carlos Santos.

 

 

 

1º Seminário Afrobrasileiro de Artes Visuais

Dias 30/11, 01 e 02 de Dezembro

30/11 Lançamento do Site da Onipé Eró e Abertura do Evento

01 e 02/12 Seminário

 

Justificativa:

Com intuito de influenciar práticas educativas e políticas públicas do campo artístico, cultural e educacional que favoreçam o reconhecimento e a celebração da diversidade, considerando principalmente a equidade étnico-racial, este seminário vem discutir os principais aspectos que determinam a Arte Afro-brasileira e posteriormente seus principais representantes ao longo da História da Arte Brasileira. A preocupação central consiste em buscar compreender um pouco mais sobre a dinâmica do cotidiano artístico-cultural brasileiro no que tange às questões de sua formação político-social que influenciaram diretamente a sua formação artística, de forma que possa gerar recomendações que tornem o ambiente artístico mais favorável à implementação de políticas públicas para o estudo desta área, bem como mecanismos de promoção de exposições e publicações específicas.

Faz-se necessário abordar: o conhecimento da História da Arte Brasileira, as diferentes visões sobre processos que envolvem as relações étnico-raciais dentro e fora da escola, a proximidade com a temática relacionada á África, à cultura afro-brasileira e indígena, o processo de construção da imagem do índio e do negro no Brasil, o conhecimento e o contato com materiais didáticos e as atividades com eles desenvolvidas, o uso de materiais imagéticos e audiovisuais que visam provocar a reflexão sobre aspectos presentes nas relações étnico-raciais.

 

Objetivo Geral:

Realizar o I Seminário Afrobrasileiro de Artes Visuais,como parte integrante da elaboração e organização do I Salão Afrobrasileiro de Artes Visuais discutindo diretamente com os artistas plásticos, historiadores , pesquisadores em artes e comunidade em geral os aspectos preponderantes que compõem a Arte Afro-brasileira.

 

Objetivos específicos:

1. Entender, problematizar e esmiuçar como foram construídas histórica e socialmente as concepções artísticas e como em torno delas são engendrados os esquemas interpretativos que informam e orientam a leitura da obra de arte.

2. Influenciar práticas educativas e políticas públicas do campo artístico, cultural e educacional que favoreçam o reconhecimento e a celebração da diversidade, considerando principalmente a equidade étnico-racial.

3. Realizar um inédito levantamento dos artistas afro-brasileiros e/ou afro-inspirados e suas obras na contemporaneidade.

4. O debate sobre promoção da igualdade das relações étnico-raciais nas escolas e universidades e as Leis nº. 10.639/03 e 11.645/08, através das artes.

5. Apresentar dados que forneçam e procurem embasar uma reflexão sobre o papel da escola/universidade e dos (as) arte-educadores (as) na reprodução das desigualdades étnico-raciais.

 

Público Alvo

Direcionado a educadores (as), gestores, coordenadores pedagógicos, artistas e pesquisadores em artes e comunidade afro-brasileira e índio-brasileira em geral, áreas afins.

 

Programação

Abertura: Casa do Benin na Bahia

Horário: 18 horas

Rua Padre Agostinho Gomes, nº 17, Pelourinho. Salvador - BA

Seminário: Faculdade de Medicina da Bahia

Largo do Terreiro de Jesus, s/n°, Pelourinho. Salvador - BA

Horário: 08 horas

 

Inscrições:

De 04 a 18 de Outubro via e-mail: onipeero@..., sob o título: Inscrição 1º Seminário Afrobrasileiro de Artes Plásticas.

Enviar nome completo, data de nascimento, e-mail, endereço, telefone(s), nome da entidade que representa e função.

Confirmação de Inscrição via e-mail: De 01/11 a 08/11/10

Divulgação da Programação: 08/11/10 através do site da instituição, Twitter, orkut e facebook.

Contato: Lívia de Brito (71)8727-9603

 

 

 

Fórum Nacional de Crítica Cultural: Educação básica e cultura: diagnósticos, proposições e novos agenciamentos

Universidade do Estado da Bahia - UNEB de 18 a 21 de Novembro de 2010

Apresentação:

 

O Fórum Nacional de Crítica Cultural 2 tem como objetivos gerais mapear e descrever aspectos da relação entre a educação e a cultura, sobretudo a educação básica, situando o compromisso teórico da pesquisa científica na grande área de linguística, letras e artes, ciências humanas, ciências sociais aplicadas, e multidisciplinar, na articulação de encontro entre comunidade científica e coletivos culturais e educacionais, além de empenhar-se na construção de uma agenda envolvendo estes coletivos e suas demandas quanto à afirmação da cultura como um bem simbólico, um direito de todos – inclusive aos modos de produção, e como possibilidade de geração de riqueza e renda, voltadas a uma desconstrução da noção de cultura veiculada pela escola enquanto aparelho de reprodução de uma noção de cultura imposta pela indústria cultural. Um evento, portanto, que sugere diagnósticos – como uma arqueologia; proposições – como um engajamento transvalorador; e novos agenciamentos – como a invenção de espaços produtivos e revolucionários nas instituições educacionais e culturais existentes.

 

http://www.forumdecriticacultural.com/Index.html

 

 

 

GOIANA/PE

 

Cavalo Marinho em festa com o Revivendo o Samba

Projeto incentivado pelo Funcultura oferece formação e aperfeiçoamento em Cavalo Marinho

 

Antigos e novos brincantes de Cavalo Marinho reunidos numa troca de experiências, aprendizados e festa popular. Essa é uma das propostas do projeto Revivendo o Samba, que promove oficinas, palestras e rodas de debates durante os finais de semana de outubro, novembro e dezembro no Colégio Estadual Manoel Borba, na cidade de Goiana, Mata Norte de Pernambuco. As inscrições para o Revivendo o Samba estão abertas através do email revivendosamba@... e os interessados precisam apenas conhecer o Cavalo Marinho (mesmo que superficialmente) e ter uma experiência mínima como participante de alguma manifestação cultural pernambucana.

O Cavalo Marinho é um folguedo de origem ibérica, uma variante do Bumba Meu Boi, e que congrega elementos de teatro, dança e música, representados por mais de setenta personagens. Embora esteja presente em localidades do estado de Pernambuco e Paraíba, essa representação cultural existia com mais vigor cerca de quarenta anos atrás; e em cidades como Goiana, por exemplo, deixou de existir. “Há cerca de cinco anos, com amigos pesquisadores e brincantes, começamos a reerguer o Cavalo Marinho goianense ao lado do Mestre Preá e outros antigos brincantes. Esta manifestação já foi forte na cidade nas décadas de 1960 e 1970, contando com três ou quatro grupos de Cavalo Marinho. Percebemos que a maneira mais eficaz de se revitalizar este folguedo seria com a capacitação de novos brincantes”, explica o coordenador geral do Revivendo o Samba, Thiago Laranjeiras, destacando os motivos que originaram o projeto.

As oficinas do Revivendo o Samba, divididas em módulos, irão trabalhar, desde a musicalidade do Cavalo Marinho, com o ensino das toadas, e das técnicas dos instrumentos utilizados na brincadeira (rabeca, pandeiro, bage e mineiro); até as danças, as teorizações sobre as "figuras" (personagens do Cavalo Marinho); e a confecção de indumentárias específicas do folguedo. As oficinas serão ministradas por Mestre Mariano Teles, do Cavalo Marinho do Mestre Batista, de Aliança; e por outros experientes brincantes da Mata Norte de Pernambuco: Marcelo Silva, do Cavalo Marinho Estrela Brilhante de Condado; Nylber Augusto, rabequeiro e pesquisador; e Zé Mário, músico, produtor cultural e brincante, da cidade de Condado. Nomes como o rabequeiro Maciel Salustiano; Francisco Irineu Marcolino, do Ponto de Cultura Aláfia, de Goiana; e Mestre Borba, Mateus do Cavalo Marinho do Mestre Grimário de Aliança, estão confirmados como palestrantes do curso e abordarão importantes temas relativos à brincadeira e ao fomento à produção artística e cultural da Mata Norte pernambucana.

As aulas acontecerão todos os sábados e domingos a partir do dia 9 de outubro, até 19 de dezembro, pela manhã, sempre das 9h às 11h30; à tarde, das 14h às 16h30. O projeto beneficiará, com uma bolsa mensal de R$ 100,00 (cem reais), quinze inscritos, mas também está aberto a outros interessados em participar, mesmo sem recebimento de bolsa. O encerramento do projeto ocorre com uma sambada de Cavalo Marinho dos alunos do curso, os mestres oficineiros e convidados no bairro da Nova Goiana, periferia de Goiana, no dia 19 de dezembro.

O Revivendo o Samba tem incentivo da Fundarpe, através do Funcultura, do Governo do Estado de Pernambuco, e apoio da Secretaria de Turismo de Goiana e da Prefeitura Municipal de Goiana.

 

Serviço:

Revivendo o Samba: formação e aperfeiçoamento em Cavalo Marinho.

Colégio Estadual Manoel Borba, no Centro de Goiana

Sábados e domingos, de 9 de Outubro até 19 de Dezembro

Manhãs: das 9h às 11h30

Tardes: das 14h às 17h30

Inscrições abertas: revivendosamba@...

Informações: (81) 8735.9540 (Thiago Laranjeiras) e (81) 9634.7891 (Zé Mário).

 

Goiana, como chegar:

Partindo do Recife (distância 63 km): acesso pela PE-15 e BR 101 Norte.

Linhas de ônibus: Recife/Goiana, da Rodotur, R$ 8,90.

 

 

 

 

RECIFE/PE

 

Aberta inscrição para Registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco

Para concorrer como pessoa física é preciso ter nacionalidade brasileira, residir no Estado há mais de 20 anos e comprovar currículo de trabalho na área cultural há mais de 20 anos

JC Online Núcleo SJCC/Caruaru

 

Os grupos culturais com mais de 20 anos de história e pessoa física podem se inscrever para concorrer ao título de Patrimônio Vivo 2010 de Pernambuco.

Para concorrer como pessoa física é preciso ter nacionalidade brasileira, residir no Estado há mais de 20 anos e comprovar currículo de trabalho na área cultural há mais de 20 anos, além de apresentar declaração de renda. Já os grupos culturais, além da declaração de renda, precisam comprovar ter 20 anos de existência em Pernambuco e atuação no fomento à cultura popular e tradicional pelo mesmo período de tempo.

Os interessados têm até o dia 22 de outubro para apresentação de propostas que deverão ser entregues na sede da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) que fica na rua da Aurora, Boa Vista, no Recife.

Atualmente, Pernambuco conta com 21 patrimônios vivos em atividade, dentre eles três caruaruenses, Dila (xilogravurista e cordelista), Manuel Eudócio (artesão) e Teatro Experimental de Arte (grupo de teatro fundado em 1969).

 

 

 

Seminário Nacional Poderes e Sociabilidades na História UFPE

 

A Linha "Poder Político e Movimentos Sociais", da Pós-graduação em História da UFPE, convida alunos e professores de cursos de Graduação e Pós-Graduação a participarem do evento "Poderes e Sociabilidades na História", a realizar-se no período de 3 a 5 de novembro próximo no CFCH/UFPE. Pede também a colaboração de todos na divulgação do referido evento.

Abaixo segue o site do encontro;

http://sites.google.com/site/poderessociabilidades

 

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA UFPE

CFCH - CENTRO DE FILOSOFIA EM CIÊNCIAS HUMANAS, 10º ANDAR

Av. Acadêmico Hélio Ramos, S/N.

Cidade Universitária - CEP:50670-901

E-mails: ppghufpe@... & ppghufpe@...´

Site: www.ppghistoria.ufpe.br

Fone (Fax): 2126-8292

 

 

 

 

REGIÃO SUL

 

PORTO ALEGRE/RS

 

CONVOCAÇÃO ASSEMBLÉIA NEGRA E POPULAR

“Paz sem voz não é paz é medo” (Marcelo Yuca).

 

A Associação Quilombo da Família Silva, conjuntamente com o Comitê em Defesa do Quilombo da Família Silva; GT - Quilombola do MNU - RS; Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas, convocam os ativistas, militantes do Movimento Social Negro e Social para Assembléia Negra e Popular, dando continuidade a nossa Mobilização no local e data que seguem:

 

LOCAL: QUILOMBO DA FAMÍLIA SILVA RUA JOÃO CAETANO 1170, BAIRRO TRES FIGUEIRAS , PORTO ALEGRE , RS.

DATA: 19.10.2010 ÁS 19H.

 

PAUTA:

1 - AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DO PERÍODO E INFORMES;

2 - AGENDA DE MOBILIZAÇÃO E DEMANDAS REFERENTES AS GARANTIAS E ESTRUTURAÇÃO DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS E COMBATE AO RACISMO INSTITUCIONAL

3 - CERCAMENTO DA ÁREA DOS SILVA

4 - SITUAÇÃO DOS PROCESSOS REFERENTES A DEMARCAÇÃO E TITULAÇÃO DOS QUILOMBOS URBANOS DE PORTO ALEGRE (DESAFETAÇÃO DE ÁREAS PÚBLICAS QUE INCIDEM SOBRE OS NOSSOS TERRITÓRIOS)

5 - ENCAMINHAMENTOS.

 

ASSOCIAÇÃO QUILOMBO DA FAMÍLIA SILVA

COMITE EM DEFESA DO QUILOMBO DOS SILVA

FRENTE NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS

GT-QUILOMBOLA DO MNU-RS.

 

 

 

curitiba/pr

 

Associação de Capoeira Angola Dobrada convida a todos para participar da confraternização dos 10 anos de resistência da ACAD Curitiba de 11 a 15 de novembro de 2010

 

Mestre Rogério - ACAD Alemanha

Mestre Índio - ACAD Itália

Contramestre Negão - ACAD Curitiba

Contramestre Alexandre – ACAD

Treinel Iran - ACAD BH

 

Convidados

Mestre Peixe - Cosmos – RJ

Mestre Manel - Ypiranga de Pastinha – RJ

 

Programação:

Quinta-feira (11) credenciamento a partir das 18 horas

Roda de abertura às 20 horas, coquetel

Local: Sede da ACAD Curitiba (Rua Presidente Faria, 372, sobreloja, Centro)

 

Sexta-feira (12) oficinas de capoeira de 10h às 13h e de 15h às 18h, bate papo com os mestres

Local: Sede da ACAD Curitiba (Rua Presidente Faria, 372, sobreloja, Centro)

Festa no DCE da UFPR (Rua General Carneiro, 460, Centro)

 

Sábado (13) oficinas de capoeira de 10h às 13h e de 15h às 18h, roda em homenagem póstuma ao mestre Pastinha

Local: Sede da ACAD Curitiba (Rua Presidente Faria, 372, sobreloja, Centro)

Domingo (14) roda nas Ruínas São Francisco às 10h

Almoço seguido de samba de roda no Café Parangolé (Rua Benjamin Constant, 400, Centro)

 

Segunda-feira (15) oficinas de capoeira de 10h às 12h seguido de confraternização de encerramento

Local: Sede da ACAD Curitiba (Rua Presidente Faria, 372, sobreloja, Centro)

Valor: R$ 60,00

Oficina avulsa: R$ 30,00 por dia

Contatos: Contramestre Negão (41) 3328-8969/9626-0713/8480-0201

Gisele (41) 9988-3354

http://acadcuritiba.blogspot.com/

 

 

 

I Festival Paranaense de Cantigas de Umbanda

 

Promoção e Realização:

Federação Umbandista do Estado do Paraná (FUEP) e Templos filiados e da RTV Umbanda.

 

Objetivos: divulgação da Umbanda por meio de sua musicalidade e incentivar a criação de novas canções umbandistas.

 

Dia: 20 de novembro de 2010

Hora: 20h

Local: auditório Salvador Ferrante (Guairinha):

rua XV de Novembro s/nº Centro, anexo ao Teatro Guaíra.

 

O vencedor do concurso, na categoria Melhor Música, estará classificado para participação no “Atabaque de Ouro 2011”, no Rio de Janeiro.

Grandes cantores de Umbanda do Brasil estão sendo convidados.

 

Premiação para três categorias, até o terceiro lugar:

Melhor Música

Melhor Intérprete

Melhor Curimbeiro

 

Regulamento e a ficha de inscrição em breve

 

Mais informações: Marcelo Fritz - jornalicapra@...

 

 

 

SANTA CRUZ DO SUL/RS

 

8º Encontro Universitário de Negros e Negras na Unisc

 

Pelo 8º ano consecutivo, ocorre na Universidade de Santa Cruz do Sul o Encontro Universitário de Negros e Negras, marcando a passagem do Dia Nacional da Consciência Negra e a importância de afro-descendentes no ensino superior. Será no dia 9 de novembro, às 19h30min, saguão do DCE - bloco 21, campus da Unisc de Santa Cruz do Sul. O evento estará integrado a programação da "Semana Afro 2010" de Santa Cruz do Sul.

Caracterizado pelo clima informal, bate-papo e apresentações artísticas, o Encontro nesta edição terá quatro relatos de vivências: Mariana Carlos, formada em Ciências Sociais, vereadora em Cachoeira do Sul; Maíra Farinon, estudante de Jornalismo, eleita Rainha da 26ª Oktoberfest; João Paulo Reis, formado em História, pesquisador da população serrana na região de Santa Cruz do Sul, e Gerusa Bittencourt, estudante de Enfermagem, primeira mulher negra coordenadora geral do Diretório Central de Estudantes da Unisc.

Na parte artística, haverá a apresentação do grupo musical Tambor de Crioula, de Cachoeira do Sul, com ritmos da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Todas as pessoas estão convidadas, independe da cor da pele. A promoção é do Grupo de Trabalho pela Promoção da Comunidade Negra em Santa Cruz do Sul (GT-Afro) e Diretório Central de Estudantes (DCE) e Pró-Reitoria de Extensão e Relações Comunitárias (Proext) da Unisc.

 

informações pelos fones (51) 3717-7320 e 3717-4151 ou através dos e-mails proext@... e dceunisc@....

 

 

 

PELOTAS/RS

 

A BIBLIOTECA NEGRA DE PELOTAS E O CLUBE FICA AHÍ CONVIDAM PARA O V CICLO CONVERSAS

 

A Biblioteca Negra de Pelotas e o Clube Fica Ahí realizarão uma nova edição do Ciclo de Conversas. O principal objetivo das conversas tem sido um diálogo com os participantes sobre temáticas envolve a cultura negra

 

PROGRAMAÇÃO:

25/09. Ivete Oliveira da Silva: O Negro na educação. Mudando práticas e posturas na escola: a lei 10639/03.

02/10. Caiuá All Allam: O Negro e a pena de morte em Pelotas.

09/10. Beatriz Loner; Operariado e o negro em Pelotas.

16/10. Junara Ferreira Nascentes: O negro na saúde pública e o racismo institucional.

23/10. Jandir Zanotelli. Ciclo Filosofia Africana: Filosofia Africana?

30/10. Jandir Zanotelli. Ciclo Filosofia Africana: A obra de Cheick Anta Diop.

06/11. Jandir Zanotelli. Ciclo Filosofia Africana: A polêmica sobre a etnofilosofia.

13/11. Jandir Zanotelli. Filosofia Africana: Os sinais africanos da filosofia.

20/11. Amaury Mendes Pereira: O movimento negro e a crise da teoria social do Brasil

 

Rubinei Silva Machado

telefone: 53 – 84074366

email: rubinei53@...

 

 

 

 

REGIÃO SUDESTE

 

BELO HORIZONTE/MG

 

Expo Brasil Desenvolvimento Local 2010

 

Estamos diante de um processo que terá seu marco ao final do presente ano: a construção da Expo Brasil Desenvolvimento Local 2010. Será a nona edição deste grande evento itinerante, a primeira a ocorrer na cidade do Rio de Janeiro, com data e local já confirmados: 1 a 3 de dezembro de 2010, no Centro de Convenções SulAmérica.

Após o êxito das oito primeiras edições, a Expo Brasil Desenvolvimento Local já se consagrou no calendário nacional como uma oportunidade única de encontro de todos os interessados em apresentar, conhecer, debater e impulsionar iniciativas de desenvolvimento local no Brasil, constituindo-se no maior evento existente sobre o tema. E, a cada ano, consolida-se como referência no nosso diálogo internacional em torno de novas alternativas de desenvolvimento.

A Expo Brasil 2010 tem como meta um público presente de 3 mil pessoas ao longo de três dias (além de todos que terão amplo acesso e interação com o evento, via internet), incluindo participantes de todas as regiões do Brasil e convidados de outros países. O evento - que representará o ponto culminante de um processo amplo de mobilização e divulgação - inclui uma feira de projetos, palestras, painéis temáticos, apresentação e debate de iniciativas concretas, oficinas e minicursos.

O eixo geral da programação é a abordagem territorial do desenvolvimento - territórios em rede - como referência de inclusão produtiva, inovação e sustentabilidade. O evento será uma oportunidade especial de visibilidade de iniciativas em diferentes escalas territoriais: comunidades, bairros, municípios e microrregiões. Entre os temas propostos incluem-se: tecnologias sociais; fomento à economia solidária e às micro e pequenas empresas; economia verde (o meio ambiente como ativo do desenvolvimento); cidade criativa & economia criativa (a cultura como ativo do desenvolvimento); juventude e periferia.

Na sua trajetória, a Expo Brasil vem contando com a participação de agências nacionais e regionais, ministérios, governos estaduais, prefeituras e centenas de entidades da sociedade civil, além de organismos internacionais, fundações, universidades e redes e fóruns de todo o país. Mas sua principal força está na participação ativa de agentes locais, atores da base da sociedade que promovem, em seus territórios, o cotidiano das iniciativas de desenvolvimento socialmente includentes e ambientalmente sustentáveis. Esta característica estará também presente na edição de 2010.

Sobretudo, avizinha-se a chance de construir um evento revigorado e inovador, com uma intensa ação comunicativa capaz de gerar, ao mesmo tempo, surpresa, encantamento, consistência de conteúdos e vitalidade transformadora. Temos à frente a oportunidade e este desafio.

 

 

 

SÃO VICENTE/SP

 

I Virada Caiçara

 

Confirmada para 06 e 07 de novembro, a I Virada Caiçara contará com mais de 50 artistas do Litoral Paulista e região do Grande ABC, envolvendo São Vicente, Santos, Praia Grande, Cubatão, Cananéia, Ubatuba e Paraty - Rio de Janeiro, além dos convidados de São Paulo, Diadema, Santo André e Mauá.

Com uma programação de 24 horas, que começará as 18 horas no Sábado (30/10), incluindo música, teatro, cinema, dança, circo, literatura e artes visuais, a Virada acontecerá na Praia da Biquinha, Praça Tom Jobim, Museu da Imagem e do Som (Cine 3D), Casa Martim Afonso e Parque Cultural Vila de São Vicente.

Os shows de música acontecerão na Praça Tom Jobim com Wylmar Santos, Percutindo Mundos, Julinho Bittencourt, Danilo Nunes, Chama Maré - Paraty /RJ, Tarso Ramos, Sidarta, Zéllus Machado, Trio Kaanoa, Moitará, Mirianês Zabot – São Paulo /SP, Grupo de Fandango Batido de São Gonçalo – Cananéia /SP, Alessandro Atanes, Mantra Yoga Transcendental e os índios Guarani Mbyá de São Vicente.

Na praça Tom Jobim apresentações de Teatro de Rua e Circo com os grupos T Gaia’thos Cia de Circo e Trupe d’Areia, capoeira com Mestre Sombra – Vozes da Senzala (Instituo CAE), além da manifestação “Eureca” do Instituto Camará de apoio à criança e ao adolescente. Cris Oliveira apresentará Esculturas em Areia.

O Museu da Imagem e do Som (Cine 3D) terá exibição do “Olhar Caiçara”, filmes selecionados no 8° Curta Santos, “Caiçarismos”, curtas de novos autores do Litoral Paulista e os trabalhos da Oficina Querô.

Dentro da programação que acontecerá na Casa Martim Afonso o “8° Sarau Caiçara” contará com a participação dos escritores Flávio Viegas Amoreira, Ademir Demarchi, José Geraldo Neres – Santo André /SP, Edson Bueno de Camargo – Mauá /SP, Meire Berti, Chirstina Amorim, Hermes Machado, Madô Martins, Alessandro Atanes, Márcia Costa e Jap Krichinak – Diadema /SP. Acontecerá também homenagem ao compositor Gilberto Mendes e mostra de dança contemporânea com Célia Faustino, Rita Nascimento, Poliana Nataraja, Virginia Sposito, Erika Karnouchovas e Fernanda Carvalho.

As Artes Plásticas incluirão fotografia, escultura, e grafite expostas na Casa Martim Afonso e no Museu da Imagem e do Som. Adilson Félix – agraciado recentemente com o Prêmio Nacional “Mário Quintana”, Biga Appes, Tito Wagner, Raquel Ramires, Helena Araújo, Isabel Nascimento e Christina Amorim apresentam a mostra “Olhares Marítimos” de fotografia. As esculturas serão representadas por Anak Albuquerque e Giovane Nazareth (Aluminarte), Chico Melo (Ateliê 44), Galeno Malfatti (Esculturas em Equilíbrio). Participarão também os artistas plásticos Fabrício Lopez (Estúdio Valongo), Nice Lopes, Colection Action, Evelise Aguião e Maurício Adinolfi e grafite com Hugo Leal (Interagestúdio) e Valério da Luz (Ateliê 44).

No Parque Cultural Vila de São Vicente a Virada apresentará peças do último FESTA – Festival Santista de Teatro, além da peça “O Padre de Vera Cruz com Rodrigo Caeser.

Segundo Márcio Barreto (Instituto Ocanoa e Percutindo Mundos), organizador do evento, “ a Virada Caiçara é fruto de um longo trabalho de valorização e celebração de nossa identidade cultural, onde artista do litoral paulista se unem, debatem e lançam seu olhar sobre quem somos.”

 

 

 

FRANCO DA ROCHA/SP

 

Homenagem a Mutalambo (Oxossi)

Estrada Municipal Vargem Grande Ortiz, n. 257 - Sitio Goméia

Franco da Rocha/SP

11 - 74340243

 

Comunicamos aos filhos (as), netos (as), bisnetos (as) e amigos do saudoso Tata Londirá que as 2l,30 hs., do dia l8 de outubro de 2008, faremos realizar no Gomeia toluaê, casa transferida de Duque de Caxias - RJ, para São Paulo, localizada na Estrada Municipal Vargem Grande Ortiz, 257, tel. (11) 74340243) Sitio Gomeia, bairro Campo São Benedito, Franco da Rocha, homenagens a Mutalambo do saudoso Joãozinho da Gomeia. Caso Vs. Sas., e Exmas. Famílias puderem prestigiar essa homenagem com a presença será uma excelente oportunidade para uma confraternização e estreitar nossos laços de amizade e de família, pois, ao contrario dos comentários, temos Casa, e, por sinal linda para orgulho e deleite de todos nosso familiares

 

 

 

IGUAPE/SP

 

Exposição Instrumentos Musicais do Fandango Caiçara

 

A exposição "Instrumentos musicais do fandango caiçara", que reúne cerca de 25 instrumentos - entre rabecas, violas, adufos, caixas de folia, tamancos e machetes - encomendados diretamente aos artesãos dos municípios de Iguape e Cananéia (SP), Paranaguá, Morretes e Guaraqueçaba (PR), é parte das ações do polo "Instrumentos musicais do fandango caiçara", um dos 65 que fazem parte do Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural - Promoart.

Além dos instrumentos musicais, foram produzidos - exclusivamente para o evento - seis painéis expositivos e um bonito catálogo com 44 páginas coloridas, contendo um texto etnográfico e cerca de 80 fotografias (de Felipe Varanda, Leco de Souza, José Eduardo Gramani e Alexandre Pimentel), que retratam os artesãos e os diferentes processos de construção de instrumentos.

A inauguração geral será no próximo dia 14 de outubro, às 19h, na Casa do Patrimônio de Iguape. De lá segue para Cananéia, Morretes, Paranaguá e Guaraqueçaba, onde se encerrará no dia 19 de dezembro. Em cada município, a exposição terá uma inauguração específica, com a participação especial de fandangueiros locais.

Fruto de um processo colaborativo da rede articulada pelo Museu Vivo do Fandango (a mesma responsável pela realização das duas edições do Encontro de Fandango e Cultura Caiçara, em 2006 e 2008, e pelo pedido de registro do Fandango como Patrimônio Imaterial do Brasil, junto ao Iphan), a exposição conta com a parceria regional da Prefeitura Municipal de Iguape, do Ponto de Cultura Caiçara (Cananéia), da Secretaria Municipal de Educação e Esportes de Morretes, da Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá e da Cooperativa de Artesãos de Guaraqueçaba.

O Promoart é realizado pela Associação de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro-Acamufec/Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-Iphan-DPI/Programa Mais Cultura/Ministério da Cultura, com parceria institucional e apoio financeiro do BNDES.

 

Exposição

INSTRUMENTOS MUSICAIS DO FANDANGO CAIÇARA:

de 14/10 a 19/12

 

Iguape - 14 a 24/10 - Casa do Patrimônio de Iguape - Rua XV de Novembro, 218 - Centro Histórico - Iguape - São Paulo - (13) 3841.5503

Cananéia - 28/10 a 7/11 - Ponto de Cultura Caiçaras - Av. Beira Mar, 7 - Centro - Cananéia - São Paulo - (13) 3851.3959

Morretes - 11 a 21/11 - Escola Municipal Miguel Schleder - Rua XV de Novembro, 135 - Centro - Morretes - Paraná - (41) 3462.2412

Paranaguá - 25/11 a 5/1 - Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá - Rua XV de Novembro, 499 - Centro Histórico - Paranaguá - Paraná - (41) 3420.2936

Guaraqueçaba - 9 a 19/12 - Cooperativa de Artesãos de Guaraqueçaba - Rua Doutor Agrícola Fonseca, 30 - Centro - Guaraqueçaba - Paraná - (41) 3482.1589

 

 

 

SÃO CAETANO DO SUL/SP

 

II ENTOADA NORDESTINA

Dia 23 de Outubro de 2010

Das 11h30 às 22h

Local: Bosque do Povo – Bairro São José – São Caetano do Sul – SP.

 

No próximo dia 23 de outubro de 2010 acontecerá no Bosque do Povo, em São Caetano do Sul, a ll Entoada Nordestina. Com o objetivo de homenagear a comunidade nordestina local, o evento, com entrada gratuita, vai reunir manifestações culturais e artísticas, além de comidas típicas. Muito nos alegra que, tendo participado da I Entoada Nordestina em 2009, o Núcleo Manjarra da Cia. Mundu Rodá tenha sido convidado para esta nova edição. S'imbora brincar cavalo marinho! Vida longa ao Entoada Nordestina! Viva a cultura popular tradicional brasileira!

 

Programação:

11h30 | Folia de Reis

12h | Cacuriá com o Grupo Pé no Terreiro

13h | Teatragem com o Núcleo Fascs

14h | Grupo Arca

14h30 | Puxa de Rede com a Capoeira Santa Isabel

15h | Forró com o Trio Sinhá Flor

16h | Maracatu Bloco de Pedra

17h | Sambada de Cavalo Marinho com Grupo Manjarra (Mundu Rodá)

18h30 | Banda Pífanos de Caruaru

19h30 | Boi-Bumbá com o Grupo Cupuaçu

20h30 | Forró com Raiz do Sana

 

 

 

SÃO CARLOS/SP

 

CHAMAMENTO PÚBLICO PARA GRUPOS MUSICAIS PARA APRESENTAÇÃO NO 4o SANCA HIP HOP - 2010

COORDENADORIA DE ARTES E CULTURA

Todas as infos em http://sancahiphop.blogspot.com

 

A PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS, por meio da COORDENADORIA DE ARTES E CULTURA, torna público para conhecimento dos interessados que encontram-se abertas as inscrições para o 4º. SANCA HIP HOP, para seleção de GRUPOS MUSICAIS do gênero musical RAP para apresentações artísticas no PALCO PRINCIPAL, em conformidade com as seguintes cláusulas:

1 - Da Inscrição

1.1. Poderão participar da seletiva grupos musicais de RAP, com comprovada residência no território do Estado de São Paulo.

1.2 – Os interessados farão sua inscrição mediante o preenchimento da ficha de inscrição (Anexo I) fornecida gratuitamente, acompanhada dos seguintes documentos:

a- Release do grupo com currículo de shows, formação (com dados de todos os integrantes), ficha técnica, mapa de palco, histórico, fotos para divulgação e demais dados que a banda julgar necessários;

b - CD ou DVD contendo material em áudio ou vídeo devidamente etiquetado com: nome do grupo, título da obra, nome e duração das musicas, data de gravação, músicos participantes e instrumentos utilizados, assim como outras informações que o grupo julgar necessárias. Também serão aceitas músicas enviadas por e-mail e serão avaliados somente grupos que enviarem no mínimo 3 (três) músicas;

c - Repertório completo para uma apresentação de 30 minutos, com o nome das músicas e respectivas autorias;

d - Comprovante de residência no Estado de São Paulo de todos os integrantes do grupo;

e - O material especificado deverá ser enviado com data de postagem até 22 de outubro de 2010 ou até às 23h59 da mesma data.

1.3. Os interessados poderão fazer sua inscrição de forma física, encaminhado via Correios ou pessoalmente, ou virtual com o preenchimento de formulário on-line e envio por e-mail dos materiais solicitados no item 1.2.

1.3.1. - Para inscrição virtual será necessário enviar para o e-mail sancahiphop@... o seguinte texto copiado no corpo de e-mail:

Li e estou de acordo com o CHAMAMENTO PÚBLICO PARA GRUPOS MUSICAIS

PARA APRESENTAÇÃO NO 4o SANCA HIP HOP, assim como concordo em participar da seleção que escolherá as apresentações musicais do 4o SANCA HIP HOP, a ser realizado no dia 21 de novembro de 2010, das 14h às 22h, na Pista de Skate do Santa Felícia em São Carlos/SP.

1.3.2. Para inscrição física, por meio da entrega dos materiais diretamente ou via correios, os interessados farão sua inscrição mediante o preenchimento da ficha de inscrição, além dos materiais solicitados no item 1.2., os quais deverão estar contidos em envelope apropriado, com o nome e endereço do grupo e ser dirigido a:

Coordenadoria de Artes e Cultura

4o SANCA HIP HOP

Estação Cultura

Praça Antônio Prado s/n

CEP 13560-046 - São Carlos/SP

1.4. os grupos que queiram se inscrever diretamente na Coordenadoria de Artes e Cultura deverão se dirigir ao endereço mencionado no item 1.2.2., no horário das 9h às 12h e das 14 às 18h, de segunda a sexta-feira, com a ficha preenchida e o envelope em mãos.

1.5. Informações gerais podem ser obtidas no mesmo horário e local, pelo telefone (16) 3371 8886 ou (16) 3371 8886

e-mail sancahiphop@...

PARAGRÁFO ÚNICO: Não serão aceitos links (myspace, tramavirtual e similares) ou arquivos corrompidos, bem como CDs e DVDs corrompidos e/ou que não dêem leitura de seus dados.

1.6. As inscrições que não estiverem completas serão automaticamente desclassificadas.

2 - Da Seleção

2.1. A seleção dos grupos inscritos será feita por uma Comissão de Seleção indicada pela Coordenadoria de Artes e Cultura e Coletivo Hip Hop de São Carlos, sendo soberana e irrevogável a sua decisão.

2.2. A distribuição dos grupos em relação aos horários no dia de execução do 4o SANCA HIP HOP será feita da seguinte forma:

a - 02 artistas convidados para o encerramento

b - 04 grupos selecionadas da cidade

c - 04 grupos selecionadas do Estado de São Paulo

2.3. A Comissão de Seleção será composta por convidados da Coordenadoria de Artes e Cultura e Coletivo Hip Hop de São Carlos.

2.4. A ordem de apresentação dos grupos será desenhada pela Organização do 4o SANCA HIP HOP, não podendo sofrer alterações após sua publicação.

2.5. Casos omissos, não previstos neste regulamento, serão resolvidos pela Organização do 4o SANCA HIP HOP.

3 - Dos Critérios de seleção

3.1. A Comissão de Seleção seguirá os seguintes critérios:

a – Qualidade técnica;

b – Letra e música;

c – Originalidade;

d – Criatividade;

e – Histórico do grupo.

4 - Disposições Gerais

4.1. O repertório deverá ser composto de 100% de músicas de autoria do grupos.

4.2. Os grupos que possuam materiais de seu trabalho, como CDs, DVDs, camisetas, dentre outros acessórios, poderão comercializar seus produtos, nos espaços indicados pela equipe de produção, desde que solicitado na inscrição.

4.3. Será de responsabilidade da Organização do 4o SANCA HIP HOP:

a - Divulgação do evento nos meios de comunicação.

b - Impressão de flyers com o nome dos grupos.

c - Organização, montagem e desmontagem do som e da luz no dia das apresentações.

d - Equipamentos de som relativos ao frontline e backline.

e - Equipamentos de DJ (um mixer de 2 canais, um par de toca discos e um par de CDJ)

f - Garantir o tempo de troca dos grupos de no máximo de 10 (dez) minutos entre cada apresentação.

4.4. Será de responsabilidade dos grupos selecionadas no 4o SANCA HIP HOP:

a - Comparecer, no mínimo, 2 (duas) horas antes do horário estabelecido da apresentação no Centro Esportivo do Santa Felícia - na Pista de Skate.

b - Levar os materiais que lhe competem para a realização da apresentação, tais como LPs e/ou CDs, com as bases das músicas, com formatos compatíveis aos equipamentos disponibilizados no item 4.3.

c - Respeitar as decisões tomadas pela Comissão Organizadora, as quais serão soberanas e de caráter irrevogável;

d - Estar devidamente regularizada junto aos órgãos competentes em relação aos direitos autorais de suas produções fonográficas, além da execução pública das mesmas;

e - Respeitar o tempo designado pela comissão organizadora para apresentação dos trabalhos de 30 (trinta) minutos por grupo;

f - Para grupos que não possuam DJ, levar o som necessário à apresentação, sendo esse de boa qualidade para execução pública, em CD de áudio no formato mp3.

g - Apresentar nota fiscal no valor estipulado no item 4.6. após a realização do evento;

4.5. Todo o material fonográfico e/ou audiovisual dos grupos inscritos integrará o acervo da Midiateca Pública do Centro Municipal do Audioviosual da Prefeitura Municipal de São Carlos.

4.6. Os grupos selecionados receberão uma ajuda de custo no valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) para apresentação artística no 4o SANCA HIP HOP, pago após apresentação para pessoa física ou jurídica devidamente indicada pelo grupo.

5 – Cronograma de realização

5.1. Inscrições abertas para seletiva de grupos musicais de RAP: até 22 de outubro de 2010;

5.2. Divulgação dos grupos selecionados: até 05 de novembro de 2010;

5.3. Indicação de pessoa física ou pessoa jurídica responsável pela banda até dia 12 de novembro de 2010, com as seguintes informações e cópia dos seguintes documentos:

a) Pessoa física: Nome e endereço completo, telefone, e-mail, RG, CPF e PIS/PASEP/NIT;

b) Pessoa jurídica: Nome da empresa, endereço completo, telefone, e-mail, cartão do CNPJ e número da inscrição estadual e municipal.

6 - Considerações Finais

6.1 - Os inscritos e selecionados concordam em ceder, gratuitamente, o direito de uso de imagem, em caráter definitivo, para uso no país ou no exterior, de eventuais imagens e sons obtidas dos participantes, premiados ou não, durante a realização do evento.

6.2 - A Comissão de Organização não se responsabilizará por objetos guardados ou esquecidos nos camarins, ou em qualquer outro local de realização do evento;

6.3 - A Comissão Organizadora se reserva o direito de ampliar ou reduzir a

programação a seu exclusivo critério.

6.4 - O ato da inscrição implicará na sujeição dos inscritos às normas e condições estabelecidas neste Regulamento.

6.5 - O não cumprimento de qualquer item deste regulamento ocasionará o automático cancelamento da inscrição.

 

São Carlos 16 de setembro de 2010.

Telma Luzia Pegorelli Olivieri

Coordenadoria de Artes e Cultura

 

 

 

SÃO PAULO/SP

 

Brasilidade Revolucionária: cem anos de cultura e política

 

"Brasilidade Revolucionária: cem anos de cultura e política", Editora da UNESP – 1ª edição, São Paulo – 2010, livro de Marcelo Ridenti, será o centro do debate no próximo dia 18 de outubro, segunda-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.

O título deste livro tem um caráter provocativo e se refere a aspectos de uma vertente específica de construção da brasilidade, aquela identificada com ideias, partidos e movimentos de esquerda - e presente também de modo expressivo em obras e movimentos artísticos. Trata-se de uma aposta nas possibilidades da revolução brasileira, nacional-democrática ou socialista, que permitiria realizar as potencialidades de um povo e de uma nação.

 

Expositor:

- Marcelo Ridenti

Graduação em Ciências Sociais e Direito – USP, Doutor em Sociologia – USP

Professor Livre Docente – UNICAMP, Escritor e foi Docente da Unesp/Araraquara

Debatedores:

Renato Ortiz

Graduação em Sociologia – Universite de Paris VIII, Mestre e Doutor em Sociologia - École des Hautes Études en Sciences Sociales, Prof.Livre Docente – UNICAMP e Escritor

- Celso Frederico

Graduação e Mestrado em Ciências Sociais - USP, Doutorado em Sociologia – USP

Professor Livre Docente – USP e Escritor

Mediadora:

- Márcia Tosta Dias

Graduação em Ciências Sociais – UNESP, Mestrado em Sociologia – UNICAMP

Doutorado em Ciência Política – USP, Professora da UNIFESP – Campus de Guarulhos,

Escritora e foi Pesquisadora do CEDEM/UNESP

 

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!

 

Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@...

Data e horário: 18 de outubro 2010 (segunda-feira) às 18h30

Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória

Praça da Sé, 108 – Auditório n 7º andar - metrô Sé

(11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br

 

 

 

MUSEU AFRO BRASIL comemora seis anos

 

MUSEU AFRO BRASIL comemora seis anos e lança os catálogos “Francisco de Paula Brito – 200 anos do Primeiro Editor Brasileiro”; “O Haiti Está Vivo Ainda Lá” e “Os Mágicos Olhos das Américas”

A festa também homenageia “São Cosme e Damião” com roda de samba, bolo e comida típica baiana. Shows Grátis com Roberto Mendes e Samba Chula de São Braz

São Paulo - Dias 23 e 24 de outubro, a partir das 12 horas, o Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura e a Secretaria de Estado da Cultura oferecem uma programação especial em comemoração aos seis anos de fundação do museu. O evento “Caruru de Cosme e Damião – Festa de Seis Anos do Museu Afro Brasil” – inclui lançamentos de três catálogos: “Francisco de Paula Brito – 200 Anos do Primeiro Editor Brasileiro” (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo); “O Haiti está vivo ainda lá. Bandeiras, Recortes e Garrafas consagradas ao Vodu” (MinC) e “Os Mágicos Olhos das Américas”  (MinC). Haverá Roda de Samba com o grupo “Samba Chula de São Braz” (de Santo Amaro da Purificação/Recôncavo Baiano) e do cantor Roberto Mendes. O tema do evento é uma homenagem aos santos populares “São Cosme e Damião”, comemorado em 27 de setembro. Haverá o tradicional bolo com acarajé e caruru, comidas típicas da culinária afro-brasileira. O caruru é um prato servido nas festas em homenagem a Cosme e Damião.

O Samba Chula de São Braz é o grupo de samba de roda de uma pequena vila de pescadores, marisqueiras e trabalhadores rurais que pertençam ao município de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. Os cantadores de chula João do Boi e seu irmão Alumínio, marcam o estilo, que tem um repertório variado de canções que falam do samba, da viola e de mulher bonita, usando uma chave irônica e sensual, mas também retratam o dia a dia da população, o trabalho e a memória da escravidão, às vezes com conotação de sofrimento. As chulas também destacam piadas e conselhos irônicos em pequenas parábolas, que ironizam o tragicômico da vida.

Roberto Mendes cantor, compositor e pesquisador de Santo Amaro da Purificação, é um importante defensor da tradição chula baiana. Autor do livro “No Recôncavo, a Chula é uma Combustão Espontânea”, são dele e parceiros muitas canções gravadas por Maria Bethânia e regravadas por nomes como Chico Buarque e Caetano Veloso.  

O Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura, vinculado à Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, é um espaço de preservação e celebração da cultura, memória e da história do Brasil na perspectiva negro africana, assim como na difusão das artes clássicas e contemporâneas, populares e eruditas, nacionais e internacionais.

Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, foi inaugurado em 23 de outubro de 2004 e possui um acervo de mais de cinco mil obras. Parte das obras, cerca de duas mil, foram doadas pelo artista plástico e curador, Emanoel Araujo, idealizador e atual Diretor Curador do Museu. A biblioteca do museu, cujo nome homenageia a escritora, “Carolina Maria de Jesus”, possui cerca de 6.800 publicações com especial destaque em uma coleção de obras raras sobre o tema do Tráfico Atlântico e Abolição da Escravatura no Brasil, América Latina, Caribe e Estados Unidos. A presença negra africana nas artes, na vida cotidiana, na religiosidade, nas instituições sociais são temas presentes na biblioteca.

O museu mantém um sistema de visitação gratuita para todas as exposições e atividades que oferece; um Núcleo de Educação com profissionais que recebem grupos pré-agendados, instituições diversas, além de escolas públicas e particulares. Através do Núcleo de Educação também mantém o programa “Singular Plural: Educação Inclusiva e Acessibilidade”, atendendo exclusivamente pessoas com necessidades especiais e promovendo a interação deste público com as atividades oferecidas.

 

Serviço:

Caruru de Cosme e Damião – Festa de Seis Anos do Museu Afro Brasil

Museu Afro Brasil – Parque Ibirapuera – Portão 10

Estacionamento: Portão 3 – Zona Azul

Entrada: Grátis

Informações: (11) 5579-0593

Dia 23/10  - Sábado

12h – Caruru de S. Cosme e Damião

14h – Apresentação artística:  Samba Chula de São Braz

17h – Bolo de Aniversário

18h – Apresentação artística: Roberto Mendes

 

Dia 24/10 – Domingo

12h – Acarajé

15h – Apresentação artística: Samba Chula de São Braz

 

Confira as exposições em cartaz no Museu Afro Brasil

 

·                     Mostra de Arte Contemporânea com Almir Mavignier, Delmar Mavignier e Gerárd Quenum – O Museu Afro Brasil apresenta a partir do dia 23 de setembro, uma mostra paralela à 29ª Bienal de São Paulo, com três importantes nomes da arte contemporânea. A exposição da obra gráfica do artista brasileiro, residente na Alemanha, Almir Mavignier, um dos fundadores do movimento da arte concreta. Por muito tempo ausente dos espaços artísticos do Brasil, Almir Mavigner nos seus 84 anos tem merecidamente o reconhecimento Internacional pela sua grande produção artística e pelos extraordinários cartazes publicados na Europa. Discípulo de Max Bill e professor da escola ULM enriquecem seu extraordinário currículo. Seu filho Delmar Mavignier já consolidado como artista gráfico na Alemanha onde também reside, serão as próximas exposições que o Museu Afro Brasil dedica seus grandes espaços para que o público de São Paulo e os que vierem aqui para a 29a Bienal possam ter uma visão do extraordinário talento de dois grandes artistas, pai e filho. Gérard Quenum é um dos principais artistas francófonos e representa uma nova geração da arte contemporânea do Benin que desde o inicio dos anos 90 venceu os limites de África, ganhando a atenção de colecionadores do Ocidente. É uma arte de criação excêntrica onde destaca o singular estilo escultural com objetos reciclados e o uso de bonecas descartadas trabalhadas com misturas de objetos e materiais diversos, que se tornaram identificação da arte deste jovem artista, que nasceu em Porto Novo, capital oficial da República do Benin, em 1971. De 23 de setembro a 05 de dezembro.

·                     Guernica Esteve Aqui – Com curadoria de Emanoel Araujo, a mostra apresenta duas releituras da mais importante obra do século XX, o  painel Guernica, de Pablo Picasso,  a mais política de todas de suas obras, já que narra um episódio da guerra Civil Espanhola , quando os alemães bombardearam a pequena cidade de Guernica, 1937. No Museu Afro Brasil a homenagem está na visão contemporânea do artista plástico Fernando Ribeiro e na ampliação do cartaz da exposição da obra em Milão (1953). Desde sua fundação em 23 de outubro de 2004, o Museu Afro Brasil ocupa o imponente Pavilhão Manoel da Nóbrega, o antigo Palácio das Nações,  sede da  Segunda Bienal Internacional de São Paulo.  Um evento que teve a  iniciativa do industrial Francisco Matarazzo Sobrinho, que criou este importante evento dedicado às artes plásticas internacionais, atraindo  para a capital paulista os olhos do mundo.  A Bienal trouxe para o Ibirapuera a obra de Pablo Picasso. Sim,  o Guernica esteve aqui, no Palácio das Nações, hoje em exposição no Museu Reina Sofia, em Madrid, depois de longos anos de exílio no Museu de Arte moderna de Nova York. Foi realmente um grande desafio a vinda para a América do Sul da mais importante obra do pintor espanhol. Até 31 de outubro

·                     A história do Parque – O IV Centenário - Nas comemorações dos 56 anos do Parque Ibirapuera esta mostra apresenta boa parte dos milhares de objetos produzidos para o IV Centenário de São Paulo, tendo em vista que o próprio Parque foi uma das obras para a dita comemoração. São publicações comemorativas das revistas “O Cruzeiro” e “Manchete”; álbuns de figurinha; coleções de lenços de seda estampados com imagens de São Paulo; miniaturas e coleções de objetos de porcelana com imagens da comemoração dos 400 anos da cidade. Objetos curiosos foram selecionados para mostra como a bandeja com a pintura de Oscar Pereira da Silva com cenas da Fundação de São Paulo; o projeto de Marcos Concílio, que dentro de uma mala antiga reproduziu o símbolo do IV Centenário (2004) e ainda um original do “Álbum do IV Centenário da Fundação de São Paulo”, um presente da Colônia Japonesa à cidade editado com ilustrações coloridas, fotos em preto e branco (capa de couro, 79 páginas, em português-japonês).

A mostra também homenageia dois personagens da historia de São Paulo, Francisco Matarazzo Sobrinho, Presidente da comissão do IV Centenário e grande idealizador da Bienal Internacional de São Paulo, e Diretor do Museu de Arte Moderna, na sua origem, e o arquiteto Oscar Niemeyer autor do extraordinário projeto arquitetônico. Até 31 de outubro.

A Arte Ancestral e Contemporânea do Benin – exposição em torno da produção artística e cultural do Benin que reforça a influência decisiva da nação africana sobre a formação histórica e civilizatória brasileira. Obras de artistas convidados participantes da mostra ‘O Benin está Vivo Ainda Lá” (2008), representantes de uma nova geração que optou pela arte contemporânea. E quando se pensa em arte contemporânea neste caso, se pensa também no sentido da ancestralidade. Entre os artistas estão Charles Codjo Placide Tossou (fotografia),Tchif (acrílica com pigmentos naturais), Aston (instalação), Ladis (giz sobre tela) e Dominique Antonin Zinkpè (pintura e escultura), entre outros. A exposição apresenta a África como um mosaico de etnias, culturas e línguas de imensa variedade. O Benin, com 110 mil quilômetros quadrados (menor que o estado do Acre), é habitado por 6,5 milhões de pessoas espalhados em 60 etnias e línguas. O país situa-se no Golfo de Benin, no oceano Atlântico. Até 21 de novembro

·                     Exposição “De Arthur Friedenriech a Edson Arantes do Nascimento. O Negro no Futebol Brasileiro” – Fotos, ilustrações, objetos e publicações de época retratam os grandes negros do futebol brasileiro. Leônidas, Garrincha, Pelé e Arthur Friedenreich, futebolista que brilhou entre as décadas de 20 e 30, quando o futebol era esporte amador estão entre os personagens importantes que figuram entre as caricaturas, imagens, entrevistas e reportagens da imprensa especializada que brilhavam nas páginas das revistas “O Cruzeiro”, “Manchete” e “Placar”. A exposição também homenageia o escritor e jornalista Mario Filho, autor do livro “O Negro no Futebol Brasileiro”. Mario Filho era irmão mais velho do cronista e dramaturgo Nelson Rodrigues. Textos de Nelson Rodrigues sobre o tema também podem ser vistos na mostra. Arthur Friedenreich, filho de um comerciante alemão e de uma lavadeira negra brasileira, nasceu no bairro da Luz em São Paulo, em 18 de julho de 1892 e morreu, em 1969, aos 77 anos. Até 21 de novembro.

·                     Exposição “O Haiti está vivo ainda lá. Bandeiras, Recortes e Garrafas consagradas ao Vodu- A mostra apresenta cerca de 300 obras inéditas da arte religiosa haitiana, retratando parte da tradição de um povo que viu seu país quase destruído com o terremoto que assolou a ilha, no início de 2010. Cores e magias são marcas das bandeiras de cetim, em cores vibrantes, bordadas com miçangas e lantejoulas, sobre desenhos e símbolos do culto Vodou, que pertencem ao médico Jacques Bartoli, um dos principais colecionadores da arte haitiana; recortes em folhas de metal, recuperadas dos tambores de óleo; além das místicas garrafas estampadas artesanalmente com diversos materiais. Durante a permanência da exposição serão realizadas mesas de debates, oficinas e mostra de filmes sobre arte e religiosidade do Haiti. O artista haitiano, Yves Télémaque, 55 anos, considerado um dos maiores artistas vivos de bandeiras do Haiti esteve no mês de julho no Brasil para ensinar ao público um pouco de sua arte. Haverá oficinas exclusivas para artistas interessados. Até 05 de dezembro.

·                     Tempos de Escravidão, Tempos de Abolição: Iconografias e Textos - A mostra revisita dois diferentes tempos, apresentando documentos históricos, fotografias de época, aquarelas, pinturas, publicações e esculturas de ícones negros abolicionistas. Primeiro, um tempo não definido, do começo da escravidão no Brasil e em outros países das Américas, mostrando as atrocidades desta instituição infame, através de narrativas de negros e sobre navios negreiros. São narrativas em célebres poesias como “O Navio Negreiro” de Castro Alves, que também inspirou Cassiano Ricardo e o poeta americano Langston Hughes e, também “O Escravo” de Joaquim Nabuco. Depois, os Tempos da Abolição, destacando grandes personagens da vida pública brasileira, envolvidos com o abolicionismo. O poeta Luiz Gama; o escritor, romancista e jornalista José do Patrocínio; Joaquim Nabuco; o engenheiro André Rebouças; o Antonio Bento, do Grupo Abolicionista “Os Caifazes” ; o poeta Castro Alves; o médico baiano, Luiz Anselmo da Fonseca, autor do livro “A Escravidão, o Clero e o Abolicionismo” (1887). Destaque para as mulheres nordestinas da Sociedade Abolicionista Feminina: Olegária Carneiro da Cunha, Maria Augusta Generoso Estrela e Carolina Ferraz. Até 21 de novembro

·                     Eu Tenho Um Sonho: De King a Obama – A Saga Negra do Norte - Fotos, textos, caricaturas, objetos de campanha e cartazes que retratam a luta pelos direitos civis do negro norte americano, a partir da trajetória de Martin Luther King até a eleição do presidente negro, Barack Obama. Conta com 100 imagens de fotógrafos da Associação Exposure Group (EG), fundada por fotógrafos afro-americanos e do fotógrafo pessoal de Obama, Pete Souza. Nove artistas plásticos , entre eles o americano George Preston foram convidados por Emanoel Araujo a produzirem obras especialmente para a exposição, retratando Obama, são eles: Antonio Helio Cabral, Antonio Peticov, Granato, Claudio Tozzi, Helena Sardenberg, Newton Mesquita, Futoshi Yoshizawa, Alex Hornest. Longa Duração

·                     São Paulo, Terra, Alma e Memória - a exposição apresenta três grandes panoramas fotográficos inéditos, com imagens de Theodor Preising e Valério Vieira; 24 postais de Guilherme Gaensly, publicações e homenagem a personalidades que marcaram época. As fotos retratam a São Paulo de 1912, com fotos de Theodor Preising,; de 1925, um panorama com seis fotos de parte da região central da cidade; e de 1930, um outro panorama da Coleção de Ruy de Souza e Silva. A mostra tem painéis que homenageiam a cantora Carmen Miranda, o abolicionista Luís Gama, o líder da Revolta da Chibata João Candido, o cartunista Ângelo Agostini e o compositor Adoniran Barbosa.         A mostra apresenta ainda A Memória Editada da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo uma homenagem à empresa gráfica defensora e propagadora da memória social, artística e cultural do Estado de São Paulo e do Brasil.  Longa duração

·                     Formas e Pulos – O Saci no Imaginário - Símbolo de mestiçagem e resistência desde os tempos da Colônia e do Império, quando os negros enfrentavam os capitães do mato com golpes ágeis de capoeira, o Saci congrega a cultura multirracial que forma o povo brasileiro e plasma sua identidade, resgatando as representações de um duende genuinamente nacional em esculturas, objetos, publicações, gravuras e cartazes de diversos artistas, em suportes e técnicas variadas. Curador: Vladimir Sacchetta. Longa duração

 

Ficha Técnica

Diretor curador: Emanoel Araujo

Diretor executivo: Luiz Henrique Marcon Neves

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº

Parque Ibirapuera- Portão 10

São Paulo- SP - Brasil

CEP: 040094-050

Fone: 55 11 5579 0593

www.museuafrobrasil.org.br

Funcionamento: de terça a domingo, das 10 às 17 horas (permanência até às 18h)

Estacionamento: Portão 3 – Zona Azul

Entrada: Grátis

Para maiores informações: faleconosco@...

Para agendar visitas: agendamento@... ou

Fone: 55 11 5579 0593 ramal 121

Assessoria de Imprensa

Claudia Alexandre

11. 5579-0593 // 3782-9304 ou cels: 7881-2688/ 9172-4662

comunicacao@...

 

 

 

Festival Paulista de Circo

 

Estão abertas as inscrições para mais um Festival Paulista de Circo. Essa é mais uma ação da Cooperativa Brasileira de Circo em parceria com a Secretária do estado de Cultura. Tivemos na semana passada uma última reunião com o Diretor de Departamento de Fomento da Secretaria de Cultura do estado de São Paulo, Andre Sturm, que deu sinal positivo para esse importante e consagrado festival.

 

Participe, divulgue e se inscreva.

 

Confira o regulamento.

 

4°FESTIVAL PAULISTA DE CIRCO 2011

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA GRUPOS, CIRCOS E ARTISTAS QUE DESEJAM PARTICIPAR DO FESTIVAL

Período de Inscrições: de 4 de Outubro a 16 de Novembro de 2010

 

APRESENTAÇÃO

Em sua quarta edição, o Festival reunirá os diversos grupos e artistas circenses, com as mais variadas linguagens.

 

DATA DO FESTIVAL

A data do Festival não foi definida, mas provavelmente ocorrerá em meados do mês de Março e Abril de 2011

 

MODALIDADES DE INSCRIÇÃO

1 – NÚMEROS DE 08 A 15 MINUTOS

Serão selecionados números circenses de até 15 minutos que serão apresentados dentro de uma lona ou ao ar livre, em espaço aberto. Todos os números aéreos podem participar, inclusive troupe de trapézio de voos.

2 – ESPETÁCULOS DE 40 A 60 MINUTOS

Serão selecionados espetáculos de grupos/circos de até 60 minutos, que serão apresentados dentro de uma Lona

 

INSCRIÇÃO

Os Artistas e grupos/circos que se interessarem em participar da programação do Festival deverão se inscrever enviando o material à Secretaria de Estado da Cultura.

 

Prazo de Envio: até 16 de Novembro [data limite de postagem no Correio].

 

MATERIAL A SER ENVIADO

Envelope contendo:

1 – Nome do responsável, e-mail e telefones de contato;

2 – CD ou DVD contendo as seguintes informações em arquivos:

- Descrição da apresentação incluindo tempo de duração;

- Vídeo da apresentação na íntegra;

- Release (resumo simples da apresentação);

- 03 fotos da apresentação em ALTA resolução, 300 dpi;

- Necessidades Técnicas da apresentação;

- Tempo de montagem e desmontagem;

- Ficha Técnica incluindo número de integrantes no elenco e na equipe técnica para realização da apresentação.

 

Observações:

1 – Não serão permitidos números com animais, conforme legislação em vigor;

2 – Menores de idade [abaixo de 18 anos] deverão ter autorização do juizado de menores, conforme estatuto da criança e do adolescente.

 

ENDEREÇO DE ENVIO

SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA

Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural – UFDPC

“4° Festival Paulista de Circo_2011” - A/C JOANA GIANNELLA

RUA: MAUÁ, 51, 2° ANDAR, SALA 207

Estação Julio Prestes – Luz

São Paulo – SP

CEP: 01028-900

 

Para mais informações ou dúvidas: 11- 2627-8262

http://www.cultura.sp.gov.br/

 

 

 

Entrevistas de A CASA serão reunidas em livro

 

Com o objetivo de tornar sua leitura ainda mais agradável, as entrevistas de A CASA museu do objeto brasileiro, publicadas mensalmente há mais de dois anos e disponíveis em www.acasa.org.br, serão reunidas em livro. O lançamento do primeiro volume ocorre em 20 de outubro, dia da premiação e abertura da exposição do 2° Prêmio Objeto Brasileiro.

De acordo com Renata Mellão, diretora geral do museu e idealizadora da publicação, as entrevistas visam "contribuir para criar referências para o desenvolvimento de bons projetos que promovam o encontro entre design e artesanato no país".

A interação entre design e artesanato, marcada por tensões e conflitos, envolve profissionais de diversas áreas com variados pontos de vista. São estes profissionais que A CASA procura ouvir, abordando sempre questões que giram em torno dos benefícios desta interação, seus problemas e princípios éticos que devem ser levados em conta em qualquer projeto dessa natureza.

Este primeiro volume compreende as 10 primeiras entrevistas, realizadas entre junho de 2008 e março de 2009, com Renato Imbroisi, Marcelo Manzatti, Janete Costa, Maria Teresa Leal (TT Leal), Christian Ullmann e Tania de Paula, Liana Bloisi e Glaucia Amaral, Paulo Sérgio Franzosi e Marta Mendes, Marisa Ota, Fábio Souza e Helena Sampaio.

O resultado é uma miríade de opiniões e vivências que permitem aprofundar o olhar sobre o encontro entre design e artesanato e refletir sobre as dimensões materiais e simbólicas da produção do objeto brasileiro. Com esta iniciativa, A CASA pretende contribuir com um debate que ainda está se desenvolvendo.

 

 

 

Pílula de Cultura Feira Preta “É brincando que se Aprende”

 

A Pílula de Cultura neste mês de Outubro será dedicada ao universo infantil. Você sabia que comemoramos essa data desde a década de 20, quando um deputado federal teve a ideia de criar um dia especial dedicado as crianças. Porém somente em 1960 é que a data ganhou mais força. Esse dia tão especial é comemorado em datas diferenciadas por todo o mundo.

A roda de conversa com o tema “Fala Criança”, onde o microfone ficará livre para que elas possam botar a boca no trombone, com suas ideias, dúvidas e relatos do dia a dia no seu mundo infantil. Discotecagem com Kalfani (Filho do DJ KLJay), Oficinas de Gravuras em Madeiras com Jaergenton Correa. Apresentação de percussão e coral com da garotada do ORPAS – (Obras Recreativas, Profissionais, Artísticas e Sociais). E mais... Exibição do filme “AS AVENTURAS DE ARZUR E ASMAR”. A apresentação do evento ficará por conta do Max DMN (Grupo DMN) com crianças mediando à roda de conversa.

Neste dia teremos a 3ª fase da eliminatória de apresentação do Preta In Festival, com as 4 últimas bandas vencedoras da 2ª fase do festival. Música boa e bandas de vertentes diversificadas darão início a mais uma competição de qualidade que abrilhantará o palco da Pílula de Cultura.

 

Dia: 17 de Outubro de 2010.

Horário: das 15h ás 20h

Local: Casa das Caldeiras: Av. Francisco Matarazzo- Barra Funda

Acesso: Grátis

Pretainfo: (11) 2537-6286 ou (11) 3031-2374

E-mail: feirapreta@...

 

Vem aí dias 18 e 19 de Dezembro de 2010 a 9a. Edição da Feira Cultural Preta no Centro de Exposições Imigrantes – Jabaquara

 

Feira Cultural Preta

Adriana Barbosa

adriana@...

55 11 3031-2374

55 11 8336-1012

MSN:feirapreta

Skype: feirapreta1

 

 

 

CAMPINAS/SP

 

Centro de Cultura Popular Brasileira Apresenta: Festival de Capoeira “Produção de Saberes”

 

Vivencias de Capoeira, Maculelê, Puxada de Rede, Dança Afro, Samba de Roda, Roda de Capoeira

 

De 07 a 12 de Dezembro de 2010

Campinas e Guarulhos

“Programação em Andamento”

 

Mestre Tuim (19) 94111560/81457603/88126657

Tuim_capoeira@...

 

 

 

GUARULHOS/SP

 

7ª Festa do Saci

 

Há 7 anos, época da criação da Sociedade dos Observadores do Saci – SOSACI (da qual faço parte), iniciei aqui em Guarulhos, onde moro, a cruzada para fazer do nosso negrinho uma unanimidade, em lugar das abóboras do capitalismo selvagem (palavras da amiga Maria do Rosário).

Personagem que representa o folclore brasileiro, o Saci – o mais conhecido de todos – nos convida para festejarmos a cultura brasileira, ao invés do ralouim de outro país.

A idéia é que as pessoas percebam a importância e a necessidade da valorização da nossa cultura. Afinal o que forma um povo é tudo aquilo que ele lembra e comemora em conjunto. Os mais jovens sabem tudo sobre o ralouim, mas não conhecem uma travessura do Saci.

A programação desta 7ª Festa traz várias manifestações da cultura popular brasileira (brincadeiras, danças, cantos, histórias, expressões). As atividades são para todas as faixas-etárias e terão os amigos do Saci, presentes: o Curupira, a Mãe D´Água, o Boitatá, a Mula-sem-cabeça e tantos outros...

A cada ano aumenta o número de parceiros e pessoas que querem participar de alguma forma.

Neste ano, começaremos às 10h e ficaremos tanto quanto quisermos... Durante todo o dia, simultaneamente, será exibido o filme “Somos todos Sacys” que tem muitas entrevistas com pessoas que já viram o danado, ou ouviram falar dele e outros que discutem os mitos no campo acadêmico. Em muitas cidades do Brasil, o dia 31 de outubro foi instituído por Lei, como o Dia do Saci. Aqui em Guarulhos, ainda não é.

Muitos amigos trarão sua colaboração! A alegria é o principal ingrediente desta festa!!!

Venha festejar conosco!!!

 

Programação:

Música

Brincadeiras

Oficina de Saci (jornal e tecido)

Roda de histórias

Exibição do filme: “Somos todos Sacys” de Rudá K.Andrade e Sylvio do Amaral Rocha

 

Parceiros: Amigos, membros da Comissão Paulista de Folclore Núcleos Baquirivu, Vale do Rio Grande e Piratinga, Cia. Brancaleone de Teat(r)o, Cia. Los Xerebas, Cia. Palavras Aladas, Casa dos Cordéis e SOSACI.

 

Mais informações e contato:

http://deborakikuti.blogspot.com

http://www.sosaci.org/

 

 

 

RIO DE JANEIRO/RJ

 

CAMISU DE KRIOULA 2010

TEMA: MODA, CULTURA E TRADIÇÕES AFROBRASILEIRA

 

Conhecer a realidade sócio-econômica da mulher afro-brasileira é um trajeto essencial na compreensão de uma série de estigmas, preconceitos inerentes à sua própria condição de escravo-descendente.

A mulher afrobrasileira ocupa hoje uma posição bem significativa dentro da sociedade brasileira, apesar de ainda perpetuar uma exclusão da mesma baseada na cor da pele e na origem étnico-cultural.

Apesar da realidade desta segregação, o mito da Democracia Racial tem sobrevivido nos discursos oficiais, vendido ao mundo pelas classes dominantes num ilusório processo natural de miscigenação pacífica e harmoniosa.

Hoje a mulher afro-brasileira acompanha as mudanças que acontecem no mercado, mudanças essas, que se transforma a cada dia em hábitos e costumes. Por ser uma figura contemporânea ela está sempre em busca de novas informações que venham a contribuir em sua formação cultural, religiosa, política e social.

As mulheres afro-descendentes de um modo geral, nos últimos anos alcançam cada vez mais, vários degraus e vem ocupando cargos de grande importância na sociedade brasileira.

Essa é a nova versão da mulher afro-brasileira em nossa sociedade, com um toque de sutileza e refinamento, a mulher afro-descendente do século XXI, quer mostrar o lado "clean" de sua personalidade criando e acreditando nas oportunidades surgidas dentro do mercado brasileiro.

Tendo em conta a importância das expressões culturais, bem como de ter acesso a elas, de modo a favorecer o seu próprio conhecimento.

Reafirmando que a liberdade de pensamento, expressão, informação e comunicação, enfatizam o seu potencial para melhoria da condição da mulher dentro da sociedade.

Hoje essa peça é conhecida como camisu de crioula ou de crioulo usado em vários segmentos da cultura, Baianas do Acarajé, Baianas de Pernambuco, Baiana das Escolas de Samba, completando o sinônimo de alegria e beleza mostrando as diversas expressões culturais em cada ponto país.

Um dos grandes fatores que estão colaborando para implementação dessa homenagem são as personalidades participantes desse evento, onde os mesmos são praticantes e ou simpatizantes da religião afro-brasileira e que possuem uma bagagem bem significativa da mesma e que através de seus conhecimentos, existe uma grande vontade de divulgar, mostrando e preservando as suas tradições e através desta dedicação contribuindo com a valorização da Cultura afro-brasileira.

Esta homenagem é para registrar significativamente a importância das mulheres afro-brasileiras na moda, cultura, musica, dança política dentro da religião, que se faz tão singular e tão bem representada pelas mulheres afro-descendentes até os dias de hoje.

Considerado um "ESTILO" dentro da religião camisu, uma referência de moda, desenvolvida pelas mulheres africanas na época do Brasil colônia, usada por varias gerações dentro e fora da religião transformações essas,que ao longo dos anos tornaram-se marcante e através de uma única peça de roupa, simboliza a religiosidade dentro de algumas religiões brasileiras mostrando a soberania e o poder matriarcal das mulheres brasileiras sem distinção de raça.

Com passar dos anos aprendemos com os nossos ancestrais que a figura feminina é lembrada em varias narrativas e passagens e pela nossa história, valorizando os conhecimentos adquiridos dentro da religião, passando de geração em geração, nos reportam a convivência do dia a dia com os orixás e a essência da religião afro-brasileira.

Sendo assim, a religião afro-brasileira de matrizes africanas contribuiu com tais conhecimentos, para a formação cultural e histórica do Brasil.

Pretendemos manter essas narrativas vivas e colaborarmos para a preservação da cultura e religião afro-brasileira.

Venha e participe dessa grande homenagem, feita a vocês "MULHERES" e convidar a todos que contribui com nossa cultura.

 

Conheça as nossas atividades:

Data 28 de Novembro de 2010

Início: 14h00min Horas

Local:Clube do Portuário

Rua Francisco Bicalho, 47 - Centro - Rio de Janeiro

Entrada: Franca

Mesa 20 Reais

Atrações: Apresentações de Grupos Culturais, Desfile de Moda, Samba de Roda, afoxé, Comidas Típicas e muito mais...

Entrega "2º Troféu Camisu de Krioula"

Informações e Reservas:

Contatos:

Fátima Negrann

3271-7550 / 9734-6544

fatima_leite_s@...

 

Realização: Empório Afro em Parceria com Associação Cultural Amigos do Agito

Coordenação Geral: Fátima Negrann

Site/Blog do Evento: http://camisudekrioula.blogspot.com

E-mail: camisudekrioula@...

 

Nossos Apoiadores Culturais:

Cedine

Acadaj

Oficina Raízes do Estacio

Associação Cultural Amigos do Agito

 

 


#4014 De: Carmen Licia Palazzo <carmenlicia@...>
Data: Qui, 14 de Out de 2010 4:01 pm
Assunto: Res: Manifesto de Reitores das Universidades Federais р Naчуo Brasileira
carmenlicia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caros colegas,
Na verdade a opinião de alguns destes reitores era contrária ao governo Lula até pouco tempo atrás. Por outro lado, estamos numa democracia, o que faz com que possamos escolher livremente @ noss@ futur@ President@ e acho que mesmo na academia temos as mais variadas opiniões, desde os votos na Dilma ou no Serra até o voto nulo como forma de protesto. E, mesmo me considerando feminista, acho que o argumento da president@ mulher não me interessa muito, até porque as últimas declarações da candidata com relação ao aborto foram lamentáveis e oportunistas. E, mesmo que fosse "oportunismo de campanha" não me parece que ela devia ter agido daquela maneira. O que, afinal, acabou sendo um "tiro no pé" mesmo como estratégia política, basta ver o resultado das pesquisas. 

Votei na Marina no primeiro turno porque acho que o meio-ambiente é uma de nossas grandes batalhas. Fui criticada por alguns amigos pelo fato da Marina ser uma "conservadora e religiosa". Lamento as críticas, acho que o programa ambientalista ía muito além disto, mas agora me deparo com algo pior: com as declarações da Dilma, bem menos ponderadas do que as da Marina!

Minha sugestão não é a de nenhum candidato. Nem acho que este deva estar entre os objetivos da Lista pois espero que tenhamos aqui uma diversidade de posições políticas. O que eu sugiro é cada membro desta Lista vote de acordo com a sua consciência, com as suas convicções e espero que continuemos trilhando o caminho democrático. É o mais importante.
Um abraço a todos,
Carmen Lícia

 
www.carmenlicia.org



De: Edson arantes <arantesmega@...>
Enviadas: Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 23:26:51
Assunto: [historiacultural_go] Manifesto de Reitores das Universidades Federais р Naчуo Brasileira

 


 

[Anexos de =?utf-8?B?IFPDtG5pYSBHb21lcw==?= incluídos abaixo] Pessoal

Leiam com bastante atenção. Precisamos contrapor os argumentos mentirosos do PSDB e do José Serra. Por exemplo o de que o governo Lula não investiu em ciência e tecnologia.
Este manifesto é assinado pelos reitores das Universidades Federais brasileiras, ou seja, gente que vive a educação pública em noso país.
Discutam. Repassem. Precisamos informar as pessoas sobre a importância estratégica para o nosso país da eleição da Dilma.
A hora é agora: todos nós seremos afetados para o bem ou para o mal com as políticas adotadas pelo futuro presidente.
Precisamos pedir votos e garantir a eleição da primeira mulher presidente do Brasil.
Abraços
Sônia   

Profa. Dra. Sônia M. Gomes Sousa
Professora Titular do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Brasil


untitled-[2].htm (13.5 Kb) attached
A toda a população e aos que também puderam se beneficiar das construções na área de Educação e do emprego público!!

MANIFESTO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS À NAÇÃO BRASILEIRA



EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico
de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional -
consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a
políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo
Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os
quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da
miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da
população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo
trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais
elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se
submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em
que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14
novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil;
foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País;
e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas
Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o
acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do
REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e
de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País
continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira
para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos
continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das
políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na
ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para
se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em
constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no
que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também
foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é
gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao
receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores
das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor,
encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia
Universitária.

Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo - Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman - Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho - Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli - Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira - Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira - Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho - Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu - Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade - Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda - Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman - Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles - Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho - Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará - UFC
Sueo Numazawa - Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin - Universidade Federal do Rio Grande - (FURG)
Targino de Araújo Filho - Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço - Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior - Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni - Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)


Joba Alves -Esc. Nacional  MST Rio de Janeiro

TELEFONE:  CEL- 021 7661 7258 e 021 2240 8496
SKIPE: jobaalves
MSN: joba_pe@...

"Ao falar da consciência não me refiro a uma vontade capaz de mudar a
realidade, mas,pelo contrário, ao conhecimento da realidade objetiva que
determina a conduta a seguir"


 


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Atualizado em 07/10/2010

 

 


 
 
 
 





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#4015 De: Carmen Licia Palazzo <carmenlicia@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 3:04 pm
Assunto: Res: Fwd: Carta do Durval Muniz - Eleições [1 Anexo]
carmenlicia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caros colegas,
Votei na Marina no 1º turno, batalho na área do ambientalismo e, entre outros assuntos ligados aos direitos civis, pela liberalização da Lei do Aborto. Mas estou chocada que colegas que talvez simpatizantes do PSDB sejam patrulhados na Universidade e que os "pensadores" tenham que votar na Dilma, obrigatoriamente.
Sou da geração que lutou contra a ditadura e espero não ter o desprazer de ver colegas sendo patrulhados por suas opções políticas. Espero que a Lista de História Cultural não entre neste tipo de jogada!
Um abraço a todos,
Carmen Lícia Palazzo
(atualmente pesquisando na China, em Shanghai; pesquisadora convidada do UniCeub e consultora do PEJ/NuB)
PS Enviei mensagem anterior tratando deste assunto mais longamente.
 
www.carmenlicia.org



De: Eliézer <ezi@...>
Para: historiacultural_go@...
Enviadas: Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010 21:41:53
Assunto: [historiacultural_go] Fwd: Carta do Durval Muniz - Eleições [1 Anexo]

 






Mensagem original
De: pitymenezes@...
Para: afshistor@...,adnanrefms@...,aguinaldorod@...,ahmolina@...,akparanhos@...,akparanhos@...,alencar_arrais@...,alj@...,anahita@...,anavidica@...,anelitamaluf@...,anteresa@...,antonioa@...,aparecida@...,apsquinelo@...,avielclemos@...
Cópia: bborges@...,bernaramos@...,botelhoxavier@...,camargolitera@...,carolinajti@...,ciseportela@...,claismerio@...,claudiahisto@...,cleusagomes@...,cmartins@...,crmoraes@...,deusmotta@...,dianevaldez@...,dilsojf@...,divamuniz@...,divinaceregatti@...,dolores@...,duarte@...,dulce@...
Assunto: Carta do Durval Muniz - Eleições
Enviada: 15/10/2010 08:50

BODY { font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px; }

Colegas historiadores e não historiadores recebi o texto em anexo do Presidente Nacional da ANPUH, Prof. Durval Muniz de Albuquerque Junior. Ele solicita ajuda na divulgação do mesmo. É um texto corajoso e que nos coloca questões de reflexão imediata antes de votarmos em 31/10. Durval pede aqueles que concordarem com o texto que o faça circular.

Eu, do meu lado, acrescento que para nos das Universidades é vital impedir a volta dos Tucanos ao poder sob pena de morrermos todos – a Universidade e a coisa pública – a míngua.

A campanha que o grupo de Serra vem fazendo é capaz de fazer vomitar até filhotes de urubu.

Nos que nos julgamos pensadores não podemos deixar o curso de estas coisas seguir no rumo do esgoto.

Por favor, temos a obrigação de conversarmos, pelo menos, com nossos alunos.

Marcos Menezes – História – UFG/Jataí

Tu sabes, conheces melhor do que eu a velha história.

Na primeira noite, eles se aproximaram e roubam uma flor do nosso jardim.

E então dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, e rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo. Arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.




 

#4016 De: "Marcelo Manzatti" <marcelo.manzatti@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 4:28 pm
Assunto: Boato na rede é crime!
marcelomanzatti
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Boato na rede é crime! Quem espalha pode ter até a prisão preventiva decretada

14 de Outubro de 2010, por Paulo Castro

 

Você sabia que é crime divulgar mentiras sobre candidatos ou partidos para influenciar o eleitor na internet, e que o e-mail é prova material do crime?

A Lei 12034 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12034.htm), ou Lei dos Partidos Políticos, prevê multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para quem envia ou reenvia e-mails com boatos, calúnias ou difamação, para fins eleitorais ou não, atacando candidatos.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (http://www.tse.gov.br/eje/html/info_eleicoes7.html), “divulgar fatos inverídicos em relação a candidatos e partidos, que sejam capazes de influenciar a opinião do eleitorado” também constitui crime eleitoral.

Esse tipo de prática também é considerada estelionato pelo Código Penal (http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/Del2848compilado.htm), e dá prisão preventiva. O artigo 171 da legislação tipifica como crime “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”, e a pena varia entre um e cinco anos de reclusão. Já o artigo 307 do mesmo Código diz que “no caso de atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio ou para causar dano a outrem”, e a pena de detenção prevista é de 3 meses a um ano.

Os e-mails criminosos podem ser encaminhados para o Ministério Público Federal (pge@...) e para a Polícia Federal (http://www.safernet.org.br/site/), preferencialmente com o código original das mensagens (o ip de origem). Procure também identificar-se quando for fazer a denúncia.

Espalhe a verdade!

 

 

Marcelo Simon Manzatti

Condomínio Recanto da Serra, Rua 11 - Casa 1

Rodovia DF 440 - Km 01

Nova Colina – Sobradinho/DF – 73.271-901

Tel. (61) 3272-9131 ou (61) 9325-8037 ou (11) 9116-8847

marcelo.manzatti@...

 


#4017 De: Allysson Garcia <allysson.garcia@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 6:06 pm
Assunto: Re: Manifesto de Reitores das Universidades Federais Ò NaÞÕo Brasileira
allfegar
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Professora Carmen, e porque não seria democrático enviar mensagens de apoio à Dilma? Não entendo porque estas manifestações seriam patrulhamento ou exigência de obrigatoriedade de voto em Dilma. 
Talvez ocorra excessos sobretudo em se tratando de nossa área - educação e pesquisa. É horripilante pensar em um retorno de Paulo Renato ao MEC. Fui estudante de escola técnica federal e depois de universidade federal durante a gestão deste senhor e a diferença é visível, ou não?
E também não vejo muita diferença entre o oportunismo petista e o eco-oportunismo em alta no momento. 
Mas é isso professora, mantendo o debate aceso, para que nosso país seja cada vez mais uma verdadeira democracia com justiça social e ambiental, o que não creio ser o mesmo objetivo do projeto tucano-'democrata', ou a senhora acha que Kátia Abreu em algum ministério (agricultura ou meio-ambiente) será um avanço neste sentido?
Um abraço e parabéns pelo dia do professor!

2010/10/14 Carmen Licia Palazzo <carmenlicia@...>
 

Caros colegas,
Na verdade a opinião de alguns destes reitores era contrária ao governo Lula até pouco tempo atrás. Por outro lado, estamos numa democracia, o que faz com que possamos escolher livremente @ noss@ futur@ President@ e acho que mesmo na academia temos as mais variadas opiniões, desde os votos na Dilma ou no Serra até o voto nulo como forma de protesto. E, mesmo me considerando feminista, acho que o argumento da president@ mulher não me interessa muito, até porque as últimas declarações da candidata com relação ao aborto foram lamentáveis e oportunistas. E, mesmo que fosse "oportunismo de campanha" não me parece que ela devia ter agido daquela maneira. O que, afinal, acabou sendo um "tiro no pé" mesmo como estratégia política, basta ver o resultado das pesquisas. 

Votei na Marina no primeiro turno porque acho que o meio-ambiente é uma de nossas grandes batalhas. Fui criticada por alguns amigos pelo fato da Marina ser uma "conservadora e religiosa". Lamento as críticas, acho que o programa ambientalista ía muito além disto, mas agora me deparo com algo pior: com as declarações da Dilma, bem menos ponderadas do que as da Marina!

Minha sugestão não é a de nenhum candidato. Nem acho que este deva estar entre os objetivos da Lista pois espero que tenhamos aqui uma diversidade de posições políticas. O que eu sugiro é cada membro desta Lista vote de acordo com a sua consciência, com as suas convicções e espero que continuemos trilhando o caminho democrático. É o mais importante.
Um abraço a todos,
Carmen Lícia

 
www.carmenlicia.org



De: Edson arantes <arantesmega@...>
Enviadas: Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 23:26:51
Assunto: [historiacultural_go] Manifesto de Reitores das Universidades Federais р Naчуo Brasileira

 


 

[Anexos de =?utf-8?B?IFPDtG5pYSBHb21lcw==?= incluídos abaixo] Pessoal

Leiam com bastante atenção. Precisamos contrapor os argumentos mentirosos do PSDB e do José Serra. Por exemplo o de que o governo Lula não investiu em ciência e tecnologia.
Este manifesto é assinado pelos reitores das Universidades Federais brasileiras, ou seja, gente que vive a educação pública em noso país.
Discutam. Repassem. Precisamos informar as pessoas sobre a importância estratégica para o nosso país da eleição da Dilma.
A hora é agora: todos nós seremos afetados para o bem ou para o mal com as políticas adotadas pelo futuro presidente.
Precisamos pedir votos e garantir a eleição da primeira mulher presidente do Brasil.
Abraços
Sônia   

Profa. Dra. Sônia M. Gomes Sousa
Professora Titular do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Brasil


untitled-[2].htm (13.5 Kb) attached
A toda a população e aos que também puderam se beneficiar das construções na área de Educação e do emprego público!!

MANIFESTO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS À NAÇÃO BRASILEIRA



EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico
de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional -
consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a
políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo
Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os
quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da
miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da
população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo
trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais
elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se
submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em
que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14
novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil;
foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País;
e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas
Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o
acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do
REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e
de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País
continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira
para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos
continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das
políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na
ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para
se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em
constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no
que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também
foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é
gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao
receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores
das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor,
encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia
Universitária.

Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo - Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman - Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho - Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli - Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira - Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira - Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho - Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu - Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade - Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda - Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman - Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles - Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho - Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará - UFC
Sueo Numazawa - Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin - Universidade Federal do Rio Grande - (FURG)
Targino de Araújo Filho - Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço - Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior - Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni - Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)


Joba Alves -Esc. Nacional  MST Rio de Janeiro

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"Ao falar da consciência não me refiro a uma vontade capaz de mudar a
realidade, mas,pelo contrário, ao conhecimento da realidade objetiva que
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Allysson F. Garcia
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#4018 De: Dernival Venâncio <dernivaljunior@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 5:37 pm
Assunto: Re: Manifesto de Reitores das Universidades Federais Ò NaÞÕo Brasileira
dernivaljunior@...
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Estimados amigos,

não concordo com os argumentos da colega Carmen e acredito que a democracia se constrói no debate, na discussão; contudo, o que está acontecendo não é isso. Não há debate; houve e há uma espécie de terrorismo moral - de que a candidata Dilma é a favor do aborto, que vai legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, etc. Nós sabemos que num regime democrático um presidente não "faz" nada sem o congresso e Dilma ou Lula sofreriam grande resistência política para levar a cabo tais projetos. Dizer o que estão dizendo, que ela fará isso ou aquilo, sem dizer o que significa fazer isso ou explicar para a população como se aprova uma lei é sim terrorismo moral, que visa tão-somente alcançar os votos daqueles que são contra o aborto ou a casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Por outro lado, é importante sim termos uma mulher na presidência. Do mesmo modo que é importante termo um negro, um gay; democracia também é isso. Um dos principais problemas das democracias ocidentais é a falta de legitimidade do estado frente aos grupos ditos "minoritários."

A democracia só é um silenciamento de posições na cabeça dos autoritários. Dizer "cada um vote com a sua consciência" é o mesmo que dizer "cada vote com a sua consciência desde que seja no meu cadidato."

Somos cientistas do social e como tal não podemos acreditar que seja possível a imparcialidade ou que a ciência seja imparcial. Como vou ser imparcial que sei que o projeto do PSBD não inclui a Universidade Pública; se estudei na época do FHC e vi a Universidade Pública desmontada, sem recursos e questionada? Como posso ser cientista se não há fomento? Como posso ser cientista se não devo expressar minhas idéias entre meus pares, me abstendo de comentários políticos, deixando a política no plano do privado? A política desde que os gregos a inventaram é do campo público. Ela deve ser feita na rua, na praça, nos grupos de discussão na internet, etc.
Por esses motivos, eu digo a todos vocês, eu voto na Dilma. E digo o motivo. 

1 – Porque ela é capaz de continuar os investimentos do Estado nas universidades públicas federais, contratando e melhorando os salários dos servidores efetivos, promovendo a expansão dos cursos e melhorando as instalações. E NÃO sucateará e nem privatizará as Universidades Federais;

 

2 – Porque ela continuará as políticas de bolsas aos estudantes das universidades públicas federais, tais como o PIBIC, PIVIC, PIM, PIMI, PROUNI e BOLSA PERMANÊNCIA. Ela NÃO sucateará e nem privatizará SUA Universidade Federal;

 

3 – Porque ela é a certeza da continuidade das políticas sociais de inclusão, como o Bolsa-Família, o Luz Para Todos e o Minha Casa Minha Vida, possibilitando a entrada de milhares de famílias na classe média;

 

4 – Porque ela é a garantia de mais investimentos públicos em obras de infra-estrutura, como a construção de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos tão importantes para a realização da Copa em 2014 e das Olimpíadas de 2016;

 

5 – Porque ela garantirá o aprofundamento das políticas públicas de desenvolvimento econômico sustentável;

 

6 – Porque ela defende políticas de proteção ambiental e a biodiversidade que atendem aos interesses dos povos da floresta, ribeirinhos e pequenos e médios agricultores;

 

7 – Porque ela defende a autonomia e os valores da sociedade brasileira nas relações internacionais. Não queremos mais um Brasil submisso aos países ricos nem ao FMI;

 

8 – Porque ela é a garantia do aprofundamento de ganhos obtidos nos últimos oito anos na questão dos direitos humanos e da democracia com base no diálogo;

 

9 – Porque ela defende o respeito a liberdade e diversidade religiosa, o único caminho para a construção da cultura da paz e da tolerância;

 

10 – Porque ela consolida a democracia e a luta pela emancipação feminina, ao se eleger como a primeira mulher a governar o Brasil, além de garantir a implantação de políticas públicas que beneficiem mulheres e homens igualitariamente.

 


Assinam esse manifesto os seguintes professores da Universidade Federal do Tocantins, UFT / Campus de Araguaína:

Dernival Venâncio Ramos Júnior – História                  

Vasni de Almeida - História

Marcelo Venâncio – Geografia                                         

Elias da Silva – Geografia

Eliseu Pereira de Brito – Geografia

 José Manoel – Letras

Airton Sieben – Geografia                                               

Eugênio Paccelli – História

Janete Santos – Letras                                         

Gislaine da Nóbrega Chaves – História

Braz Batista Vaz - História                                      

Mariseti Cristina Soares Lunckes – História

Miguel Pacífico Filho - Gestão

 

 


Atenciosamente, 


Prof. Dernival Venâncio Ramos Júnior



2010/10/14 Carmen Licia Palazzo <carmenlicia@...>
 

Caros colegas,
Na verdade a opinião de alguns destes reitores era contrária ao governo Lula até pouco tempo atrás. Por outro lado, estamos numa democracia, o que faz com que possamos escolher livremente @ noss@ futur@ President@ e acho que mesmo na academia temos as mais variadas opiniões, desde os votos na Dilma ou no Serra até o voto nulo como forma de protesto. E, mesmo me considerando feminista, acho que o argumento da president@ mulher não me interessa muito, até porque as últimas declarações da candidata com relação ao aborto foram lamentáveis e oportunistas. E, mesmo que fosse "oportunismo de campanha" não me parece que ela devia ter agido daquela maneira. O que, afinal, acabou sendo um "tiro no pé" mesmo como estratégia política, basta ver o resultado das pesquisas. 

Votei na Marina no primeiro turno porque acho que o meio-ambiente é uma de nossas grandes batalhas. Fui criticada por alguns amigos pelo fato da Marina ser uma "conservadora e religiosa". Lamento as críticas, acho que o programa ambientalista ía muito além disto, mas agora me deparo com algo pior: com as declarações da Dilma, bem menos ponderadas do que as da Marina!

Minha sugestão não é a de nenhum candidato. Nem acho que este deva estar entre os objetivos da Lista pois espero que tenhamos aqui uma diversidade de posições políticas. O que eu sugiro é cada membro desta Lista vote de acordo com a sua consciência, com as suas convicções e espero que continuemos trilhando o caminho democrático. É o mais importante.
Um abraço a todos,
Carmen Lícia

 
www.carmenlicia.org



De: Edson arantes <arantesmega@...>
Enviadas: Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 23:26:51
Assunto: [historiacultural_go] Manifesto de Reitores das Universidades Federais р Naчуo Brasileira

 


 

[Anexos de =?utf-8?B?IFPDtG5pYSBHb21lcw==?= incluídos abaixo] Pessoal

Leiam com bastante atenção. Precisamos contrapor os argumentos mentirosos do PSDB e do José Serra. Por exemplo o de que o governo Lula não investiu em ciência e tecnologia.
Este manifesto é assinado pelos reitores das Universidades Federais brasileiras, ou seja, gente que vive a educação pública em noso país.
Discutam. Repassem. Precisamos informar as pessoas sobre a importância estratégica para o nosso país da eleição da Dilma.
A hora é agora: todos nós seremos afetados para o bem ou para o mal com as políticas adotadas pelo futuro presidente.
Precisamos pedir votos e garantir a eleição da primeira mulher presidente do Brasil.
Abraços
Sônia   

Profa. Dra. Sônia M. Gomes Sousa
Professora Titular do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Brasil


untitled-[2].htm (13.5 Kb) attached
A toda a população e aos que também puderam se beneficiar das construções na área de Educação e do emprego público!!

MANIFESTO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS À NAÇÃO BRASILEIRA



EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico
de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional -
consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a
políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo
Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os
quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da
miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da
população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo
trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais
elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se
submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em
que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14
novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil;
foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País;
e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas
Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o
acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do
REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e
de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País
continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira
para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos
continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das
políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na
ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para
se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em
constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no
que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também
foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é
gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao
receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores
das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor,
encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia
Universitária.

Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo - Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman - Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho - Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli - Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira - Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira - Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho - Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu - Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade - Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda - Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman - Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles - Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho - Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará - UFC
Sueo Numazawa - Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin - Universidade Federal do Rio Grande - (FURG)
Targino de Araújo Filho - Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço - Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior - Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni - Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)


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#4019 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 6:34 pm
Assunto: Texto de DURVAL MUNIZ, presidente da Associação Nacional de História dobre as ELEIÇÕES
euzebiocarvalho
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Sem’dores e sem’horas,

Envio-lhes a carta do presidente da Associação Nacional de História sobre o segundo turno das eleições de 2010.

Por favor, ajude-nos na divulgação deste documento.

Saudações em Clio!

 

 

 

 

 

Dois Projetos Radicalmente Diferentes

 

Durval Muniz de Albuquerque Júnior

 

Estamos num momento decisivo da vida brasileira, onde qualquer omissão pode ser imperdoável. Eu que faço parte da parcela ainda privilegiada de brasileiros que conseguiu concluir um curso superior e fazer uma formação pós-graduada, não ficaria com a consciência tranqüila se não viesse a público, neste momento, com o uso daquilo que sei fazer: refletir, pensar, para tentar contribuir no sentido de dar um mínimo de racionalidade a um processo eleitoral que, muito pela influência de determinados setores da mídia, mas infelizmente também com a participação decisiva de candidaturas como a de José Serra e Marina Silva, descamba para se tornar uma discussão obscurantista, rasteira, mistificadora e preconceituosa, sobre temas e aspectos nomeados genericamente de “valores”, que interessam de perto aos setores mais conservadores e retrógrados da sociedade brasileira, fazendo ressuscitar dos porões das almas, das mentes e do interior da sociedade forças e subjetividades microfacistas.

Dirijo este texto àqueles que fazem parte como eu desta parcela letrada da sociedade, notadamente, daqueles alojados no interior da Universidade, e que, para minha surpresa e decepção, vêm manifestando a intenção de votar em José Serra no segundo turno das eleições. Como estou escrevendo para pessoas que julgo estar sob o império da racionalidade nem me vou ocupar de rebater os motivos e argumentos apresentados para não se votar em Dilma Rousseff em uma das campanhas mais sórdidas, mais caluniosas, injuriosas e preconceituosas já levadas a efeito no país, com a participação decisiva do candidato Serra e da mídia golpista que o apóia, a mídia que medrou e engordou durante a ditadura militar, campanha só comparável àquela de 1989, que levou ao poder o queridinho das elites brancas da época: o caçador de Marajás, Fernando Collor, (e todos sabem no que resultou aquela aventura amparada em retórica e práticas tão farisaicas, despolitizadoras e moralistas como as que embasam a atual candidatura tucana). Embora pareça que para estes meus colegas, de estômagos fortes, não causa repugnância e náusea uma candidatura que explora e incentiva o tradicional desapreço e desprezo das elites brasileiras pelos nossos vizinhos da América Latina, pelos africanos e pelos asiáticos (o que fica demonstrado pelos ataques do candidato ao Mercosul, a Unasul, a chefes de Estados de países vizinhos democraticamente eleitos, alguns deles pertencentes a grupos historicamente excluídos naqueles países. Na crítica a política externa do governo Lula mal se disfarçam a xenofobia e o racismo de nossas elites que sempre se julgaram brancas e sempre tiveram os olhos voltados para os Estados Unidos e para a Europa, onde na verdade sempre sonharam em viver; a política externa de FHC, onde o presidente falava inglês e o chanceler como um lacaio tirava os sapatos para passar nas alfândegas dos países desenvolvidos mostra bem isso); uma candidatura que explora o preconceito contra as mulheres, candidatura sexista, machista e misógina, que claramente tenta desqualificar o lugar da mulher na política e que utiliza a velha tática de por em suspeita a sexualidade de toda mulher que ousa desafiar os lugares reservados aos homens (com a conivência de inúmeras mulheres ditas independentes e feministas entronizadas como comentaristas na mídia, como Maitê Proença que chegou a convocar os “machos selvagens” para nos livrarem de Dilma; ressalte-se ainda o silêncio cúmplice de grandes lideranças intelectuais e políticas feministas ligadas ao PSDB, que deixo de nomear por respeito às suas trajetórias, que não deveriam necessariamente votar em Dilma, mas se posicionarem veementemente contra o tipo de campanha que faz o seu partido. Este silêncio poderá custar caro à muitas conquistas feitas pelas mulheres. Me pergunto como pode ser que intelectuais deste quilate possam estar silenciosas diante do uso aético e mistificador da questão do aborto pelo candidato tucano, será que uma vitória eleitoral compensa a perda de uma reputação construída durante anos na luta das mulheres. Ainda está em tempo de romperem o silêncio!); uma candidatura que explora e acirra o preconceito contra os homossexuais ao espalharem em emails apócrifos e criminosos na internet a suspeita de que Dilma seria lésbica (e qual o problema se fosse, sabemos com que órgãos de seu corpo ela exercerá a presidência); uma candidatura que açula o preconceito contra o pobre e o nordestino, que como sempre são tomados pelas nossas elites de classe média como aqueles ignorantes, que não sabem votar, que votam com a barriga e não com o cérebro, mesmo que estejam votando por defenderem a continuidade do governo que de longe foi o que mais beneficiou estas duas populações (porque votar em defesa do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, é menos racional que votar em defesa dos lucros exorbitantes conseguidos pelos beneficiários do processo de privatização, inclusive os grandes grupos de mídia e do banqueiro que aposta sempre no Meu Banco, Minha Vida?); uma candidatura que faz das mentira mais descaradas e das promessas mais fajutas a sua apresentação (toma para si feitos dos outros, copia programas das outras candidaturas, promete fazer o que sempre fez diferente quando esteve no poder). Claro que não vou perder meu tempo discutindo com vocês, que até agora não vomitaram e ainda continuam convictos do voto em Serra, argumentos de enorme racionalidade para não se votar em Dilma como: ela é um poste, ela matará criancinhas (repaginação sofisticada por Mônica Serra, como costuma ser toda repaginação de quem veste Daslu, a honesta Daslu, de conhecido enunciado anticomunista), ela roubou um banco, ela é assassina, ela vai fechar as igrejas, ela acabará com a liberdade de imprensa e outros argumentos ainda mais sofisticados como: “eu não fui com a cara dela”. Por respeito a vocês todos que acho não seriam capazes de acreditar nestas baboseiras, passo a tratar de uma única justificativa que me pareceu racional, apresentada para o voto em Serra: o sucesso do governo Lula, que todos admitem, até mesmo o candidato Serra que subiu na sua garupa em plena propaganda eleitoral gratuita, teria se dado por este continuar o modelo de gestão perfeito e vitorioso do príncipe dos sociólogos Fernando Henrique Cardoso (há longo email na internet defendendo este ponto de vista racional e respeitável), embora este tenha sido escondido sistematicamente das campanhas do PSDB desde que deixou a presidência seguido de um sentimento de alívio nacional e já vai tarde na maioria de corações e mentes, até nos de muitos dos que hoje esquecidos ou arrependidos tentam salvar o seu legado e resolvem votar em seu candidato. Como sou historiador, e este profissional tem como ofício ir ao passado para justamente olharmos o presente de outra perspectiva, vou lançar mão de alguns traços da história do pensamento econômico no Brasil para tentar convencê-los de que no dia 31 de outubro estarão em confronto dois projetos radicalmente diferentes de país, duas maneiras distintas de interpretar e entender a sociedade brasileira, sua história, sua dinâmica econômica e social, formas radicalmente distintas de pensar a inserção do Brasil no capitalismo globalizado, nas relações internacionais, formas distintas de pensar a dinâmica do desenvolvimento e o papel que o Estado e as distintas classes e grupos sociais desempenharão neste processo. E quando digo ser radical é justamente porque, como sabemos, radical é algo que se dá desde as raízes, desde suas matrizes teóricas e políticas. Pretendo mostrar que Serra e Dilma representam projetos bastante distintos para o país, porque PSDB e PT representam formulações teóricas distintas da realidade brasileira. Como estamos diante de dois candidatos que não despertam muitas paixões, talvez possamos ter discussões mais racionais, desde que se esteja disposto a se explicitar o projeto que cada um representa (além de representar sua enorme ambição pessoal, seu projeto de ser Presidente da República, de fazer parte da galeria de nossos Presidentes, sonho que ele já realizou pelo menos na propaganda eleitoral e espero que só lá, Serra representa um projeto de governo que não pode explicitar, que não pode revelar sob pena de não ser eleito, por isso ele protocolou como programa de governo no TSE um discurso, mesmo assim tendo a candidatura deferida: por lá também os amores serristas parecem ter se intensificado, até com trocas de telefonemas amáveis).

            Para entendermos o jeito PSDB de governar temos que entender as matrizes teóricas que sustentam suas ações. É inegável que o intelectual orgânico, para usar um conceito caro a Gramsci, deste partido é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intelectual respeitado mundialmente. Emir Sader já perguntou perplexo uma vez: o que pensa o Serra? Ninguém sabe, ninguém viu. O hoje elevado a condição de elite das elites, o guia das “massas cheirosas” segundo a Catanhede, que se saiba nunca teria concluído os cursos de graduação que diz ter e sua Tese de Doutorado, da qual voltarei a falar, anda desaparecida da única biblioteca em que está depositada (por que será que o vaidoso Serra nunca traduziu e trouxe a lume sua obra máxima?). Ele passou oito anos no governo FHC, exercendo diferentes cargos, sempre aparecendo na mídia como estando à esquerda no partido, como crítico de Malan, como alguém que criticara o Plano Real, mas jamais escreveu algo sobre isto e no governo permaneceu. Como gestor de mandatos nunca concluídos, não foi capaz de imaginar uma política pública, um programa de governo que possa se dizer original e criativo, se notabilizando mais por desmontar e destruir o que vinha sendo feito antes, até mesmo pelo seu companheiro de partido Geraldo Alckmin (pensem nisso amigos queridos, se duvidarem de mim, pesquisem sobre o desmonte dos programas sociais e educacionais deixados pela Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo). Não é preciso dizer dos inúmeros prêmios internacionais recebidos por diferentes gestões do Partido dos Trabalhadores em municípios, Estados e agora nos dois governos Lula por imaginar e criar inovadoras políticas públicas (se duvidarem pesquisem, só o Presidente Lula já ganhou até agora mais de duzentos prêmios internacionais, há um site não nacional que se dá o trabalho de arrolá-los todos).

            Mas como dizia é no pensamento de FHC que devemos buscar as raízes das propostas pessedebistas para o país. É na Teoria da Dependência, da qual Fernando Henrique foi um de seus formuladores, notadamente na corrente chamada de weberiana, que rivalizava com a chamada corrente marxista encabeçada por Theotônio dos Santos e Ruy Mauro Marini, que devemos buscar o entendimento de como o PSDB vê o país e seu povo, inclusive sua classe empresarial, já que, como sabemos, Cardoso se dedicou a fazer uma sociologia do empresariado brasileiro, de seu comportamento e pensamento.

A Teoria da Dependência surge no início dos anos sessenta, diante da crise crescente apresentado pelo modelo nacional-desenvolvimentista de matriz cepalina que esteve na base da política econômica de governos tão díspares e que a realizaram com ênfases distintas como os governos Vargas, Juscelino Kubsticheck e João Goulart. Quando uma vez na Presidência da República, Fernando Henrique se propôs a enterrar a era Vargas, ele estava realizando o projeto da Teoria da Dependência que criticava algumas formulações básicas do pensamento cepalino e neoclássico, que na versão henriquiana se afastava também das leituras marxistas tanto vindas do pensamento da CEPAL, quanto no interior da própria Teoria da Dependência, propondo assim o desmonte do Estado nacional-desenvolvimentista e populista, fantasmas que são brandidos hoje pelos economistas e “experts” de plantão convocados pela mídia, que estariam sendo reabilitados pelo governo Lula. Em entrevista com Dilma, Miriam Leitão chegou a comparar o que seria o nacional-desenvolvimentismo de Lula com a política econômica da ditadura militar. Como disse sutilmente Dilma: a Leitão sempre ouve o galo cantar mas não sabe aonde. 

            É inegável que as formulações econômicas, mas também sociais e políticas do governo Lula tem a sua matriz no pensamento nacional-desenvolvimentista cepalino, mas precisamente no pensamento do maior economista brasileiro, o paraibano Celso Furtado, por quem Lula sempre teve uma admiração quase devocional. Como sabemos Celso Furtado se manteve ativo, produzindo e participando diretamente da vida política brasileira até pouco tempo antes de sua morte. Seu pensamento passou por reformulações e ajustes, mas manteve uma espinha dorsal que, como tentaremos deixar claro é a própria espinha dorsal do projeto que hoje a candidatura Dilma assume e que queremos ver continuar com ela. É preciso ainda chamar atenção para dois aspectos relevantes: o atual Ministro da Fazenda, Guido Mântega, que foi mesmo dentro do PT identificado como um nacional-desenvolvimentista, dedicou seu trabalho de doutorado a estudar o pensamento de Celso Furtado e é preciso lembrar ainda, que Dilma Rousseff começou a sua militância administrativa no Rio Grande do Sul, ligada a um governo do Partido Democrático Trabalhista, encabeçado por Leonel Brizola, muito próximo das formulações nacional-desenvolvimentistas. A grita e o arreganho de dentes, sem pejos, da mídia neoliberal no Brasil se deve ao fato desta identificar em Dilma não uma mera continuidade, mas um aprofundamento da visão nacional-desenvolvimentista em seu governo em relação ao governo Lula. A acirrada querela em torno dos destinos da Petrobrás, empresa símbolo das conquistas que o nacional-desenvolvimentismo de inspiração cepalina trouxe para o Brasil, assim como em torno dos destinos dos financiamentos do BNDES, que não podemos esquecer teve como seu formulador e primeiro Presidente Celso Furtado, torna claro que o que está em jogo nestas eleições não é a religiosidade ou não da Dilma, sua sexualidade, sua experiência administrativa ou seus “valores”, são de “outros valores de que se trata” (como a Marina e seus seguidores verdes, pelo menos os sinceros foram cair numa armadilha dessas, como podem manchar uma trajetória de vida e política de anos se colocando a serviço de forças e interesses que parecem desconhecer, tudo por causa de quinze minutos de fama na Rede Globo, que a teria triturado com os mesmos argumentos vis e baixos com que faz com Dilma se ela efetivamente tivesse viabilidade eleitoral). Pecado mortal de Furtado e de Lula, ambos olharam para o Nordeste, ambos são filhos deste rincão enjeitado do país, onde medra uma das piores elites políticas desta terra, ambos não abriram os olhos no planalto paulista, onde luminares como Otavinho Frias e a família Mesquita distribuem a agenda para o país, em consonância com um partido que nunca lançou uma candidatura que não seja paulista, deixando claro a falta de visão de Brasil que os assaltam, como assaltava à Teoria da Dependência. Formulador da SUDENE e seu primeiro superintendente, Furtado sempre apostou no Estado como indutor de uma política de industrialização capaz produzir o desenvolvimento apesar da dependência externa. Sabemos que desde que FHC aderiu às teses neoliberais, pois estas já estavam em germe em seu pensamento, como deixaremos claro a seguir, a crítica a esta centralidade do Estado, de seu papel como indutor de políticas cambiais, fiscais, de investimento, de distribuição de renda, de combate as desigualdades regionais e sociais, que alavancassem um desenvolvimento endógeno do capitalismo brasileiro, será a pedra de toque do discurso econômico do PSDB, por isso mesmo se aliando a um partido de extrema direita, o antigo PFL, agora DEM, com vagas formulações liberais, um baluarte na luta pelos interesses dos grandes grupos privados nacionais e internacionais em detrimento dos interesses nacionais. Desmontar o Estado, desmontar as empresas duramente criadas e conquistadas à duras penas com a acumulação de capital realizada pelas políticas nacional-desenvolvimentistas passou a ser a obsessão dos governos do PSDB, tendo em Serra um dos maiores entusiastas, a abrir seu sorriso cheio de gengiva sempre que batia um martelo e entregava o produto de anos de suor dos trabalhadores brasileiros para os capitais nacionais e internacionais, muitos de duvidosas origens, outros sendo agraciados com ajudas vultosas do BNDES para comprarem com dinheiro público e privatizarem o que era público.

Tanto a Teoria da Dependência, quanto a Teoria do Desenvolvimento, elaborada pelos cepalinos, revista e aperfeiçoada por Furtado, concordavam em superar a visão apenas sistêmica e baseada no equilíbrio de fatores da economia neoclássica.  Ambos por vias distintas, vão aliar as reflexões econômica com reflexões sobre as estruturas e relações sociais no país e o papel da política e do Estado na gestão da economia. Podemos dizer que ambas refletem o impacto que representou o pensamento keinesiano para o campo econômico, e sua capacidade de formular as políticas públicas que retiraram os EUA e o restante do mundo da crise sistêmica de 1929. Só que ambas divergem num ponto fulcral, notadamente na versão weberiana encarnada pela obra de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto: ambas concordam que o subdesenvolvimento é produto do próprio desenvolvimento do capitalismo, que se dá desigualmente gerando um centro e uma periferia do sistema, que tende a reproduzir subordinadamente a dinâmica que é dada pelas economias centrais e seus modelos. Ambas concordam na possibilidade de haver desenvolvimento mesmo na periferia, de haver desenvolvimento apesar da dependência e da subordinação, mas divergem frontalmente de como isto seria possível. Nesta divergência estão as raízes das divergências entre as políticas não só econômicas, mas sociais, de relações internacionais, de alianças políticas, de formulação de políticas públicas que estão representadas nas candidaturas Serra e Dilma. Na Tese de Doutorado que defendeu nos EUA, Serra teria criticado a política econômica do governo Allende do qual participara, com Allende já morto e deposto pelo golpe de Estado apoiado pelo governo americano (Serra parece adorar criticar os governos de que participa pois quem conhece a peça sabe de sua megalomania e de sua vaidade infinita, além de que aqui amigos merece uma parada para reflexão: como é que alguém que serviu ao governo Allende vai parar nos EUA e é recebido pelo governo que patrocinou o golpe no Chile, terá sido para Serra escrever o que escreveu?). A crítica se centra não apenas no combate ao pensamento cepalino, esposado ainda por setores presentes no governo chileno, como no combate a Teoria da Dependência em sua versão marxista, que não acreditava ser possível haver desenvolvimento nos países periféricos sem a derrubada revolucionária do capitalismo. Talvez a mistura explosiva do reformismo cepalino com o revolucionarismo daqueles que pensavam diferente de FHC, que sempre descartou a necessidade de uma revolução socialista para que o desenvolvimento se fizesse na periferia do sistema, tenha levado ao desastre da política econômica de Allende atacada na Tese do aspirante a Presidente da República pelo PSDB. Talvez assim possamos entender porque Lula e sua política econômica já foi chamada por grandes luminares da imprensa e da vida parlamentar de bolchevista e até de albanesa (seriam ilários, se não fossem tão primários).

A diferença matricial entre as duas posturas gira em torno da possibilidade de um desenvolvimento capitalista, porque é disso que se trata, não de revolução ou bolchevismo, feito na periferia, colocando como centro do processo a aliança estratégica entre empresariado nacional, Estado e classes trabalhadoras por um lado e os setores externos por outro, aquilo que FHC andou chamando de mexicanização, venezualização, retorno do peronismo (como usa bem e precisamente as categorias nosso sociólogo). Para as formulações cepalinas lá dos anos cinqüenta, com seu nacionalismo típico da época, as forças externas eram encaradas como obstáculo ao desenvolvimento do país, assim como as forças internas a eles aliadas como os setores agrário-exportadores. Mesmo reformulando mais tarde estas ideias, Furtado mantém a opinião que o processo de desenvolvimento em países como o Brasil, deve ter como motor as forças econômicas, sociais e políticas nacionais, que saibam inserir o país na economia global, mas tendo seus interesses estratégicos sempre à frente e bem definidos. Para ele o Brasil tinha um enorme potencial de crescimento endogenamente gerado por seus amplos recursos naturais, por já ter internalizado e desenvolvido o processo de industrialização, devendo ampliar bases técnicas, tecnológicas e educacionais próprias, o país já possuía a enorme potencialidade de um grande mercado consumidor de massas, bastando para isto que fossem prioritárias em qualquer política econômica a ênfase em mecanismos distributivos de renda e de redução das desigualdades regionais. O governo Lula e o sucesso reconhecido mundialmente, até pelos órgãos de imprensa econômica mais conservadores, de sua política econômica, aliada a políticas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família e a política de valorização do salário mínimo, provou que as teses de Furtado estavam certas. Foi por ter criado um mercado de consumo de massas no Brasil, com a ascensão de parcela significativa da população para as classes médias e a retirada de outras tantas da linha da pobreza absoluta que o Brasil pode enfrentar e vencer rapidamente, com suas próprias forças, a grave crise que vive os países centrais do capitalismo.

A Teoria da Dependência de FHC nunca acreditou na possibilidade de se fazer o desenvolvimento sem que a direção do processo se desse nos próprios países centrais do sistema. Avaliando como sociólogo a mentalidade empresarial brasileira, FHC sempre foi pessimista em relação a esperar das forças nacionais o nosso necessário desenvolvimento. Daí por ser um crítico de primeira hora das ideias cepalinas de ver o elemento externo como obstáculo ao desenvolvimento nacional, que dá imediatamente enorme audiência ao seu discurso no mundo e, por incrível que pareça, entre nossa elite empresarial que parece ter aceitado com gosto e alegria o lugar menor e subalterno que o pensamento da dependência lhes reservava, talvez porque sempre no fundo se sintam não pertencentes ao país, mas estrangeiros em sua própria terra. Estas formulações da Teoria da Dependência mal disfarçam que requentam teses já bastante gastas entre nossas elites letradas da incapacidade de nosso povo para a civilização, para o progresso, para o trabalho livre, para o desenvolvimento. Nas formulações pessedebistas há clara desconfiança em relação ao nosso povo. Esta é uma diferença crucial entre Dilma e Serra, Dilma acredita que nosso povo se estimulado, se receber crédito, se receber salário, se lhe for dadas condições educacionais e de renda tem condições de construir um país soberano, capaz de traçar suas próprias estratégias, sem que para isso tenha que se fechar ao mundo, mas tendo uma visão alargada do próprio mundo, não vendo nele apenas o Norte, mas enfatizando a diversificação dos mercados e das relações políticas, diplomáticas e culturais, enfatizando as relações Sul-Sul, tornando o Brasil um país capaz de ajudar a impulsionar o desenvolvimento dos seus vizinhos e países assemelhados ou em níveis piores de pobreza e desenvolvimento humano. Mas se muitos luminares do PSDB não querem que se seja solidário nem no interior da nação, como mostram as políticas predatórias, a guerra fiscal movida covardemente pelo Estado mais rico da nação contra os menores Estados, e a implicância histórica serrista com a Zona Franca de Manaus.

            Foi a Teoria da Dependência que inspirou já o primeiro programa econômico apresentado por um candidato tucano a concorrer a Presidência da República. O “choque de capitalismo”, prometido por Mário Covas em 1989, foi finalmente realizado por Fernando Collor e continuado nas duas gestões de FHC e se mostrou efetivamente chocantes para a sociedade brasileira. A ideia de que seria expondo os setores da economia brasileira à concorrência externa, abrindo a economia para os fluxos de capital internacionais, privatizando os setores estratégicos dominados pelo Estado e os entregando a moderna gestão empresarial internacional, que se faria o país desenvolver-se, se modernizar, palavra mágica para a Teoria da Depedência henriquiana, se torna o centros das políticas econômicas do PSDB. A concorrência externa também afetaria as relações de trabalho e emprego, as modernizaria, levando a ruína à estrutura burocrático-estatal montada pelo nacional-desenvolvimentismo. Acompanhada de políticas austera de gastos públicos, com a redução do Estado, com a modernização e desburocratização da máquina pública, aliada ao combate a inflação, teríamos garantido o desenvolvimento sustentável, aquele que, como vimos, só dava para sustentar os privilegiados de sempre e aos novos que chegaram como um enxame de vespas no lastro do processo de privatização. Ao final, o brilhante resultado desta política, que dizem que Lula apenas continuou, pinçando aspectos menores da política econômica anterior (política de metas de inflação, de superávit primário, de contingenciamento de recursos do orçamento, política de câmbio flutuante, que se esquecem os serristas que só foi adotada depois do desastre provocado pela política de câmbio fixo e Real supervalorizado do pucboy Gustavo Franco, política que empobreceu grande parte do país, mas gerou superlucros no setores exportadores, principalmente agroexportadores que são eternas viúvas de FHC, como mostra mais uma vez as vitórias serristas em Estados como MT, MS, PR, SC e SP, que se dane a maioria, se a minoria de sempre lucra e muito, está ótimo) que foram mantidos mas subordinados a uma lógica macroeconômica diversa: o país quebrou três vezes, a cada crise econômica em um país lá fora, pois sua economia foi atrelada e completamente exposta as vagas do capital financeiro internacional, fazendo o país acumular uma criminosa dívida em moeda estrangeira, dívida que o governo Lula tratou de reconvertê-la em moeda nacional, garantindo maior soberania sobre as contas internacionais; a quebradeira de setores inteiros da industria nacional, com o desemprego e a falta de esperança sendo tônica de todo o período, (se reconhecemos que outros setores se dinamizaram como o de telefonia com a privatização, o de energia resultou no apagão histórico de FHC, pois o Estado deixou de investir), o arrocho salarial entre o funcionalismo público, a terceirização e precarização dos serviços se ampliaram, piorando a vida dos mais necessitados do Estado, para os da classes médias que não precisam dos serviços públicos ficou o deslumbramento das novas marcas estrangeiras nas vitrines e dos novos modelos de carros importados e celulares, agora todos se sentiam globais, viviam em Miami, a festa para poucos era geral. As estradas viraram só buracos, com a exceção daquelas privatizadas, como as do Estado de São Paulo, entregues a grupos privados em troca do melhor preço no ato da concessão e não do menor pedágio, tal como feito no governo Lula, estratégia pensada por Dilma, basta comparar os preços dos pedágios do PSDB e do PT e se notará o jeito diferente de governar, pois se governa para outros grupos sociais, não é para as classes médias apenas, mas principalmente para incluir os mais pobres. As estradas de ferro sucateadas, a industria naval e a industria bélica desmontada, a aeroespacial privatizada. Os brasileiros mais pobres começam a se submeter a migrarem até para o Japão em busca dos empregos que a Petrobrás gerava lá ou na Austrália. Amparada em ampla campanha midiática, que buscava desmoralizar a grande empresa estatal brasileira, o esvaziamento econômico e técnico da Petrobrás preparando para privatizá-la, levou ao trágico acidente do afundamento da Plataforma P-36 (o mesmo governo que não fora capaz de fazer a avançada tecnologia de uma caravela navegar, coisa que os portugueses, tidos em tão baixa conta, já o havia feito desde o século XIV, afundavam uma plataforma e com ela pretendiam afundar a Petrobrás) tal como ocorre agora com os Correios, que sofre inegável campanha de desmoralização, na esperança de que seja a primeira jóia da coroa que Serra uma vez eleito leiloará, para que assim como na privatização da telefonia se candidatem a OESP, a Globopar, a Folha da Manhã, o Grupo Abril, que tantos esforços fazem em eleger seu candidato do coração e do bolso.

Para concluir, que já me estendi além da conta, para que vocês meditem bem sobre o passo que darão ao entregar o país a um homem como José Serra, que a mídia que ele financia com dinheiro da educação, enquanto trata os professores de São Paulo a cacetetes e bombas de gás lacrimogêneo, diz ser o mais competente e preparado, convido vocês a ir ao Youtube e assistir um vídeo de uma entrevista dada por Serra ano passado, quando do auge da crise econômica, ao jornalista serrista e de conhecida história de adesão a extrema direita Boris Casoy, onde Serra aparece indisfarçadamente eufórico, com a possibilidade que a crise viesse acabar com a popularidade do governo Lula e facilitar as coisas para ele este ano. Para que sua vontade pessoal de ser Presidente se efetive, como bem diz Ciro Gomes, Serra pisa até no pescoço da mãe, e é capaz de torcer contra o país, que a população venha sofrer este não é um problema para ele, postura que parece ser de muitos de vocês companheiros que resolveram votar em Serra, desde que suas razões particulares justifiquem um voto que pode significar o retorno à miséria de amplos setores da sociedade brasileira, mas vocês têm este direito, votem e depois durmam o sono dos justos. Mas esta entrevista explicita o desastre que teria sido se ao invés de Lula, de Mantega, das formulações furtadianas que eles representam, fosse o ninho tucano e sua teoria da dependência (dependência ao Norte, diria o pândego e arguto Paulo Henrique Amorim) que estivessem no poder. Serra, do alto de sua sabida arrogância e prepotência, tratou logo de desqualificar todas as medidas tomadas pelo governo Lula, com o riso cúmplice e hiênico do Casoy que arrematou que Lula estava fazendo diferente do que todo mundo estava fazendo nos países centrais do capitalismo (que petulância, como pode discordar do centro), ridicularizaram a fala do Presidente de que aqui a crise seria uma marolinha, e seria sim pois os fundamentos da economia brasileira eram outros bem diferentes da era FHC: tínhamos acumulado grande quantidade de reservas internacionais, ao contrario de perdê-las como com FHC, havíamos nos livrado do monitoramento e das restrições impostas pelos acordos com os organismos internacionais, havíamos pago a dívida com o FMI e Clube de Paris e Lula e Mantega não precisavam mais chamar à Brasília a senhora da mala do FMI a cada vez  que se precisava tomar uma decisão em matéria de política econômica, industrial, cambial, financeira, salarial, etc, ou seja, Teoria da Dependência gera o que a nomeia, não duvidem. Serra pomposo dizia: como reduzir impostos agora que todos os Estados querem preservar seu poder de investimento, como aumentar salários agora que eles tenderão a cair, como ampliar investimento no momento em que a arrecadação vai declinar. O sábio, o preparado Serra fez em São Paulo, o que faria no Brasil, aumentou impostos em plena crise, arrochou como sempre os salários (pergunte a um delegado de polícia de São Paulo o que ele acha do salário dele e porque o PCC só cresce), suspendeu investimentos, privatizou a Nossa Caixa, única empresa estatal que restava, rapidamente adquirida pelo governo federal através do Banco do Brasil, que saiu assim fortalecido da crise. Quando viu o sucesso da política de Lula que, acima de tudo, conta com aquilo que Serra não tem e nunca vai ter: carisma e popularidade, indo a televisão convocar todos a continuar consumindo, explicando como só ele sabe fazer para a população porque era preciso manter o ciclo virtuoso da economia e não se deixar contaminar pelas nuvens negras profetizadas pelos urubólogos e urubólogas serristas de plantão na mídia e pelos próprios partidos da oposição, correu para copiar algumas medidas tomadas pela equipe econômica que ele havia chamada de inepta, que não tinha a brilhante trajetória de gestor econômico que ele tem. Façam isso, por favor, assistam este vídeo, e se ainda assim quiserem entregar o Brasil a Serra, que o façam, mas minha consciência estará tranqüila, tentei fazer um esforço em alertá-los. Eu e o Brasil esperam que mudem de opinião e ele não vença, se  mesmo assim ele vencer vou torcer para que eu não venha a me divertir tanto quando encontrá-los, quanto me diverti meses após a posse de Collor, vendo os meus colegas coloridos que haviam votado no caçador de marajás e não no sapo barbudo com medo de perderem suas poupanças, reduzidos a CR$ 50,00 em suas contas. Assim como Collor, Serra sempre faz o que diz que não vai fazer, tenham cuidado. Abraço carinhoso a todos e um feliz e refletido voto para vocês e para o Brasil.


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#4020 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 6:35 pm
Assunto: RES: Manifesto de Reitores das Universidades Federais р Naчуo Brasileira
euzebiocarvalho
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Texto de Marcelo Coelho (não é parente do Paulo Coelho, antigo letrista parceiro de Raul Seixas e atual mago da feiúra literária), articulista da Folha de São Paulo, sobre as características políticas de Marina Silva.

Vangardista ou fundamentalista? Qual o referencial político do discurso sobre a ‘preservação da natureza’?

 

São Paulo, quarta-feira, 06 de outubro de 2010 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/images/ilustrad.gif

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/images/ilubar.gif

 

MARCELO COELHO

Mistérios de Marina


A candidata do Partido Verde ganhou votos não pelo progressismo, mas pelo tradicionalismo



Lembro-me de ter reparado pela primeira vez em Marina Silva quando ela ainda era senadora, em alguma CPI ou sabatinando não sei que autoridade tucana.
Não diferia muito de outros parlamentares do PT na época, Heloísa Helena ou Eduardo Suplicy. Havia o enfoque ambientalista, claro, mas politicamente era previsível o que dizia como senadora de oposição.
Interessante notar que, quanto mais Marina Silva se tornou conhecida nacionalmente, mais enigmática ela ficou.
De uma espécie de Heloísa Helena de saias, a ex-candidata do Partido Verde se transformou numa figura que parece alguma embaixadora do Sri Lanka, alguma Prêmio Nobel de Química (existe Nobel de Química?), artista plástica neozelandesa ou assessora de Obama para assuntos havaianos.
Sintoma, sem dúvida, não só do meu estranhamento de paulista diante da realidade amazônica, mas do aspecto "globalizado" de sua presença como candidata, enrolada em xales frágeis e sedas roxas, sorrindo nos eventos de campanha como se participasse de cerimoniais numa língua que entende pouco.
Os analistas concordam em dizer que Marina cresceu nas últimas semanas de campanha graças ao voto evangélico; se foi possível a Serra disputar o segundo turno, ele deve uma vela ao altar marinista.
Aí está, a meu ver, o paradoxo de sua ascensão. De um lado, Marina representa o que há de mais "avançado" no plano global: está na vanguarda ecológica do século 21. De outro, ela é contra o aborto e o casamento gay, já flertou com o criacionismo e foi a única candidata que poderia dizer, sem esforço, que de fato acredita em Deus.
Ganhou votos não pelo progressismo, mas pelo tradicionalismo de suas opiniões.
A ideia de que suas propostas são voltadas para o século 21, enquanto as de seus adversários ainda se situam no século 20, tem muito de verdade - tanto para o bem quanto para o mal.
De fato, se há dois temas claramente postos na mesa na política do século 21, são exatamente a religião e a ecologia, e Marina Silva incorpora-as numa espécie de transe controlado. Fundamentalistas do Alabama e tecnomagnatas do Vale do Silício convivem, como num embrião transgênico, dentro daquela esbelta ânfora tolteca.
Penso em Marina e não consigo formar uma imagem completa de seu corpo. Enquanto Dilma parece pisar num planeta cuja força de gravidade é o dobro da que conhecemos e Serra caminha pelo mundo como se ainda estivesse procurando asilo político, Marina parece não ter pernas; emana da terra como uma espécie de entidade fluida, caniço em flor, Peter Pan no mundo de Lewis Carrol.
Seu corpo, na verdade, está na voz: é quando ela fala que se percebe uma história pessoal de dor física e de resistência selvagem, como se a garganta guardasse as cicatrizes de um grande trauma.
Mas a instabilidade da voz também reflete a tensão das forças políticas que Marina Silva contém dentro de si e à sua volta. A ex-petista é aconselhada por economistas da mais límpida fonte liberal e colhe votos de quem se desilude com o PT porque este ou é pouco de esquerda, ou comunista e ateu em excesso.
Desenvolvimento e defesa do ambiente podem perfeitamente se conciliar, argumenta Marina -mas isso é vago ou, na melhor das hipóteses, depende antes de soluções técnicas do que políticas.
Claro, pode-se gastar mais ou menos dinheiro em pesquisa de energia alternativa ou em fiscalização de florestas, mas proibir carros de circular ou interromper a construção de uma hidrelétrica seria mexer com outros tipos de conflitos.
Nesse sentido, aliás, pode-se compreender porque a ex-petista se torna tão permeável a pontos de vista antiestatizantes, e flutua acima dos conflitos típicos da Guerra Fria. Não há "revolução" ecológica em vista, não há um "chega de tudo isso que está aí" na postulação verde, exceto dentro dos seus grupos mais radicais.
Nada entrou tão silenciosamente na nossa vida cotidiana, por exemplo, do que os painéis de aquecimento solar. Bato os olhos, vejo um. Foi o mercado, e não a política, quem fez que o negócio desse certo. Para as demais questões, chame-se um plebiscito. Aliás, já está com data marcada: é o segundo turno.

coelhofsp@...

 

 

De: historiacultural_go@... [mailto:historiacultural_go@...] Em nome de Carmen Licia Palazzo
Enviada em: quinta-feira, 14 de outubro de 2010 13:01
Para: historiacultural_go@...
Assunto: Res: [historiacultural_go] Manifesto de Reitores das Universidades Federais р Naчуo Brasileira

 

 

Caros colegas,

Na verdade a opinião de alguns destes reitores era contrária ao governo Lula até pouco tempo atrás. Por outro lado, estamos numa democracia, o que faz com que possamos escolher livremente @ noss@ futur@ President@ e acho que mesmo na academia temos as mais variadas opiniões, desde os votos na Dilma ou no Serra até o voto nulo como forma de protesto. E, mesmo me considerando feminista, acho que o argumento da president@ mulher não me interessa muito, até porque as últimas declarações da candidata com relação ao aborto foram lamentáveis e oportunistas. E, mesmo que fosse "oportunismo de campanha" não me parece que ela devia ter agido daquela maneira. O que, afinal, acabou sendo um "tiro no pé" mesmo como estratégia política, basta ver o resultado das pesquisas. 

 

Votei na Marina no primeiro turno porque acho que o meio-ambiente é uma de nossas grandes batalhas. Fui criticada por alguns amigos pelo fato da Marina ser uma "conservadora e religiosa". Lamento as críticas, acho que o programa ambientalista ía muito além disto, mas agora me deparo com algo pior: com as declarações da Dilma, bem menos ponderadas do que as da Marina!

 

Minha sugestão não é a de nenhum candidato. Nem acho que este deva estar entre os objetivos da Lista pois espero que tenhamos aqui uma diversidade de posições políticas. O que eu sugiro é cada membro desta Lista vote de acordo com a sua consciência, com as suas convicções e espero que continuemos trilhando o caminho democrático. É o mais importante.

Um abraço a todos,

Carmen Lícia


 

www.carmenlicia.org

 

 


De: Edson arantes <arantesmega@...>
Enviadas: Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 23:26:51
Assunto: [historiacultural_go] Manifesto de Reitores das Universidades Federais р Naчуo Brasileira

 


 

[Anexos de =?utf-8?B?IFPDtG5pYSBHb21lcw==?= incluídos abaixo] Pessoal

Leiam com bastante atenção. Precisamos contrapor os argumentos mentirosos do PSDB e do José Serra. Por exemplo o de que o governo Lula não investiu em ciência e tecnologia.
Este manifesto é assinado pelos reitores das Universidades Federais brasileiras, ou seja, gente que vive a educação pública em noso país.
Discutam. Repassem. Precisamos informar as pessoas sobre a importância estratégica para o nosso país da eleição da Dilma.
A hora é agora: todos nós seremos afetados para o bem ou para o mal com as políticas adotadas pelo futuro presidente.
Precisamos pedir votos e garantir a eleição da primeira mulher presidente do Brasil.
Abraços
Sônia   

Profa. Dra. Sônia M. Gomes Sousa
Professora Titular do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Brasil


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A toda a população e aos que também puderam se beneficiar das construções na área de Educação e do emprego público!!


MANIFESTO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS À NAÇÃO BRASILEIRA




EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico
de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional -
consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a
políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo
Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os
quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da
miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da
população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo
trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais
elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se
submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em
que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14
novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil;
foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País;
e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas
Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o
acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do
REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e
de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País
continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira
para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos
continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das
políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na
ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para
se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em
constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no
que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também
foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é
gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao
receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores
das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor,
encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia
Universitária.

Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo - Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman - Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho - Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli - Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira - Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira - Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho - Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu - Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade - Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda - Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman - Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles - Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho - Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará - UFC
Sueo Numazawa - Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin - Universidade Federal do Rio Grande - (FURG)
Targino de Araújo Filho - Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço - Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior - Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni - Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)


Joba Alves -Esc. Nacional  MST Rio de Janeiro

TELEFONE:  CEL- 021 7661 7258 e 021 2240 8496
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"Ao falar da consciência não me refiro a uma vontade capaz de mudar a
realidade, mas,pelo contrário, ao conhecimento da realidade objetiva que
determina a conduta a seguir"

 


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#4021 De: "Euzebio Fernandes de Carvalho" <euzebiocarvalho@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 6:36 pm
Assunto: RES: Fwd: Carta do Durval Muniz - Eleições
euzebiocarvalho
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Texto do filósofo Vladmir Safatle sobre o programa liberal de Marina.

Não é demais indicar que o liberalismo, em teoria, se opõe a projetos comunitários e coletivos, visto que defende os interesses e direitos pessoais, como a propriedade privada e os interesses da pessoa como superioras aos interesses da coletividade. Assim sendo, a palavra “liberalâ€, adjetivando o programa de Marina Silva, não é um elogio.

 

 

São Paulo, segunda-feira, 04 de outubro de 2010 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/images/brasil.gif

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/images/brabar.gif

 

VLADIMIR SAFATLE

Marina Silva em Wall Street


Com o programa econômico mais liberal entre todos, PV apresentou o novo centro, com roupagem "moderna"



"Wall Street" é, entre outras coisas, o nome do novo filme do cineasta norte-americano Oliver Stone. Ele conta a história da crise financeira de 2008 tendo como personagem central um jovem especulador financeiro que parece ter algo semelhante ao que um dia se chamou pudor.
Sua grande preocupação é capitalizar uma empresa, que visa produzir energia ecologicamente limpa, dirigida por um professor de cabelos brancos e ar sábio. O jovem especulador é, muitas vezes, visto pelos seus pares como idealista. No entanto, ele sabe melhor que ninguém que, depois do estouro da bolha financeira, os mercados irão em direção à bolha verde. Mais do que idealista, ele sabe, antes dos outros, para onde o dinheiro corre. Enfim, seu pudor não precisa entrar em contradição com sua ganância.
Neste sentido, "Wall Street" foi feliz em descrever esta nova rearticulação entre agenda ecológica e mundo financeiro. Ela talvez nos explique um fenômeno político mundial que apareceu com toda força no Brasil: a transformação dos partidos verdes em novos partidos de centro e o abandono de suas antigas pautas de esquerda.
A tendência já tinha sido ditada na Europa. Hoje, o partido verde alemão prefere aliar-se aos conservadores da CDU (União Democrata-Cristã) do que fazer triangulações de esquerda com os sociais-democratas (SPD) e a esquerda (Die Linke). Quando estiveram no governo de Schroeder, eles abandonaram de bom grado a bandeira pacifista a fim de mandar tropas para o Afeganistão. Com o mesmo bom grado, eles ajudaram a desmontar o Estado do bem-estar social com leis de flexibilização do trabalho (como o pacote chamado de Hartz IV). Daniel Cohn-Bendit, um dos líderes do partido verde francês, fez de tudo para viabilizar uma aliança com os centristas do Modem. Algo que soaria melhor para seus novos eleitores que frequentam as praças financeiras mundiais.
No Brasil, vimos a candidatura de Marina Silva impor-se como terceira via na política. Ela foi capaz de pegar um partido composto por personalidades do calibre de Zequinha Sarney e fazer acreditar que, com eles, um novo modo de fazer política está em vias de aparecer. Cobrando os outros candidatos por não ter um programa, ela conseguiu esconder que, de todos, seu programa era o economicamente mais liberal. O que não devia nos surpreender. Afinal, os verdes conservaram o que talvez havia de pior em maio de 68: um antiestatismo muitas vezes simplista enunciado em nome da crença na espontaneidade da sociedade civil.
Não é de se estranhar que este libertarianismo encontre, 40 anos depois, o liberalismo puro e duro. De fato, a ocupação do centro pelos verdes tem tudo para ficar. Ela vem a calhar para um eleitorado que um dia votou na esquerda, mas que gostaria de um discurso mais "moderno". Um discurso menos centrado em conflitos de classe, problemas de redistribuição, precarização do trabalho e mais centrado em "nova aliança", "visão integrada" e outros termos que parecem saídos de um manual de administrador de empresas zen. Alguns anos serão necessários para que a nova aliança se mostre como mais uma bolha.


VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP.

 

 

euz3bio f. de carvalho

lattes.cnpq.br/7307117258225181
Clique para entrar no e-grupo de história. Envie um e-mail para:

<historiacultural_go-subscribe@...>

"A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos" .

18 Brumário d Luis Bonaparte. K. Marx.

 

 

 

De: historiacultural_go@... [mailto:historiacultural_go@...] Em nome de Carmen Licia Palazzo
Enviada em: sexta-feira, 15 de outubro de 2010 12:05
Para: historiacultural_go@...
Assunto: Res: [historiacultural_go] Fwd: Carta do Durval Muniz - Eleições

 

 

Caros colegas,

Votei na Marina no 1º turno, batalho na área do ambientalismo e, entre outros assuntos ligados aos direitos civis, pela liberalização da Lei do Aborto. Mas estou chocada que colegas que talvez simpatizantes do PSDB sejam patrulhados na Universidade e que os "pensadores" tenham que votar na Dilma, obrigatoriamente.

Sou da geração que lutou contra a ditadura e espero não ter o desprazer de ver colegas sendo patrulhados por suas opções políticas. Espero que a Lista de História Cultural não entre neste tipo de jogada!

Um abraço a todos,

Carmen Lícia Palazzo

(atualmente pesquisando na China, em Shanghai; pesquisadora convidada do UniCeub e consultora do PEJ/NuB)

PS Enviei mensagem anterior tratando deste assunto mais longamente.
 

www.carmenlicia.org

 

 


De: Eliézer <ezi@...>
Para: historiacultural_go@...
Enviadas: Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010 21:41:53
Assunto: [historiacultural_go] Fwd: Carta do Durval Muniz - Eleições [1 Anexo]

 





Mensagem original
De: pitymenezes@...
Para: afshistor@...,adnanrefms@...,aguinaldorod@...,ahmolina@...,akparanhos@...,akparanhos@...,alencar_arrais@...,alj@...,anahita@...,anavidica@...,anelitamaluf@...,anteresa@...,antonioa@...,aparecida@...,apsquinelo@...,avielclemos@...
Cópia: bborges@...,bernaramos@...,botelhoxavier@...,camargolitera@...,carolinajti@...,ciseportela@...,claismerio@...,claudiahisto@...,cleusagomes@...,cmartins@...,crmoraes@...,deusmotta@...,dianevaldez@...,dilsojf@...,divamuniz@...,divinaceregatti@...,dolores@...,duarte@...,dulce@...
Assunto: Carta do Durval Muniz - Eleições
Enviada: 15/10/2010 08:50

BODY { font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px; }

Colegas historiadores e não historiadores recebi o texto em anexo do Presidente Nacional da ANPUH, Prof. Durval Muniz de Albuquerque Junior. Ele solicita ajuda na divulgação do mesmo. É um texto corajoso e que nos coloca questões de reflexão imediata antes de votarmos em 31/10. Durval pede aqueles que concordarem com o texto que o faça circular.

Eu, do meu lado, acrescento que para nos das Universidades é vital impedir a volta dos Tucanos ao poder sob pena de morrermos todos – a Universidade e a coisa pública – a míngua.

A campanha que o grupo de Serra vem fazendo é capaz de fazer vomitar até filhotes de urubu.

Nos que nos julgamos pensadores não podemos deixar o curso de estas coisas seguir no rumo do esgoto.

Por favor, temos a obrigação de conversarmos, pelo menos, com nossos alunos.

Marcos Menezes – História – UFG/Jataí

Tu sabes, conheces melhor do que eu a velha história.

Na primeira noite, eles se aproximaram e roubam uma flor do nosso jardim.

E então dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, e rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo. Arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.

 


 


#4022 De: Allysson Garcia <allysson.garcia@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 7:54 pm
Assunto: Mais um dia...
allfegar
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‎"(...) quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado. (...) Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender." 

Eis a lição de um grande educador brasileiro, Paulo Freire, que deixo a todos meus pares educadores neste 15 de outubro.


Vibrações positivas!

--
Allysson F. Garcia
http://miscerratenses.blogspot.com/


#4023 De: Eliézer <ezi@...>
Data: Sex, 15 de Out de 2010 10:02 pm
Assunto: Re: Manifesto de Reitores das Universidades Federais р Naчуo Brasileira
eliezer_ueg
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Prezada prof. Carmen,

Concordo com a argumentação do Allysson. O próprio presidente da Anpuh, Durval Muniz, escreveu um texto de 9 páginas justificando o seu apoio a Dilma, demonstrando que a eleição presidencial é um tema por  demais importante, estimulando nós, historiadores, a sair de nossa confortável omissão. É um momento em que o pais corre risco de mergulhar num fundamentalismo conservador da extrema direita (O PSDB está cada vez mais próximo do DEM) e nós sabemos, como ninguém, o quanto isso é historicamente perigoso.

Abraços!

Eliézer




Em 15/10/2010 15:06, Allysson Garcia < allysson.garcia@... > escreveu:

Professora Carmen, e porque não seria democrático enviar mensagens de apoio à Dilma? Não entendo porque estas manifestações seriam patrulhamento ou exigência de obrigatoriedade de voto em Dilma.

Talvez ocorra excessos sobretudo em se tratando de nossa área - educação e pesquisa. É horripilante pensar em um retorno de Paulo Renato ao MEC. Fui estudante de escola técnica federal e depois de universidade federal durante a gestão deste senhor e a diferença é visível, ou não?
E também não vejo muita diferença entre o oportunismo petista e o eco-oportunismo em alta no momento.
Mas é isso professora, mantendo o debate aceso, para que nosso país seja cada vez mais uma verdadeira democracia com justiça social e ambiental, o que não creio ser o mesmo objetivo do projeto tucano-'democrata', ou a senhora acha que Kátia Abreu em algum ministério (agricultura ou meio-ambiente) será um avanço neste sentido?
Um abraço e parabéns pelo dia do professor!

2010/10/14 Carmen Licia Palazzo <carmenlicia@...>

 

Caros colegas,
Na verdade a opinião de alguns destes reitores era contrária ao governo Lula até pouco tempo atrás. Por outro lado, estamos numa democracia, o que faz com que possamos escolher livremente @ noss@ futur@ President@ e acho que mesmo na academia temos as mais variadas opiniões, desde os votos na Dilma ou no Serra até o voto nulo como forma de protesto. E, mesmo me considerando feminista, acho que o argumento da president@ mulher não me interessa muito, até porque as últimas declarações da candidata com relação ao aborto foram lamentáveis e oportunistas. E, mesmo que fosse "oportunismo de campanha" não me parece que ela devia ter agido daquela maneira. O que, afinal, acabou sendo um "tiro no pé" mesmo como estratégia política, basta ver o resultado das pesquisas.
Votei na Marina no primeiro turno porque acho que o meio-ambiente é uma de nossas grandes batalhas. Fui criticada por alguns amigos pelo fato da Marina ser uma "conservadora e religiosa". Lamento as críticas, acho que o programa ambientalista ía muito além disto, mas agora me deparo com algo pior: com as declarações da Dilma, bem menos ponderadas do que as da Marina!
Minha sugestão não é a de nenhum candidato. Nem acho que este deva estar entre os objetivos da Lista pois espero que tenhamos aqui uma diversidade de posições políticas. O que eu sugiro é cada membro desta Lista vote de acordo com a sua consciência, com as suas convicções e espero que continuemos trilhando o caminho democrático. É o mais importante.
Um abraço a todos,
Carmen Lícia
www.carmenlicia.org


De: Edson arantes <arantesmega@...>
Enviadas: Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 23:26:51
Assunto: [historiacultural_go] Manifesto de Reitores das Universidades Federais р Naчуo Brasileira


[Anexos de =?utf-8?B?IFPDtG5pYSBHb21lcw==?= incluídos abaixo] Pessoal

Leiam com bastante atenção. Precisamos contrapor os argumentos mentirosos do PSDB e do José Serra. Por exemplo o de que o governo Lula não investiu em ciência e tecnologia.
Este manifesto é assinado pelos reitores das Universidades Federais brasileiras, ou seja, gente que vive a educação pública em noso país.
Discutam. Repassem. Precisamos informar as pessoas sobre a importância estratégica para o nosso país da eleição da Dilma.
A hora é agora: todos nós seremos afetados para o bem ou para o mal com as políticas adotadas pelo futuro presidente.
Precisamos pedir votos e garantir a eleição da primeira mulher presidente do Brasil.
Abraços
Sônia   

Profa. Dra. Sônia M. Gomes Sousa
Professora Titular do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Brasil


untitled-[2].htm (13.5 Kb) attached
A toda a população e aos que também puderam se beneficiar das construções na área de Educação e do emprego público!!

MANIFESTO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS À NAÇÃO BRASILEIRA



EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico
de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional -
consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a
políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo
Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os
quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da
miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da
população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um Pa ís sério, solidário, de paz e de povo
trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais
elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se
submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em
que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14
novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil;
foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País;
e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas
Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o
acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do
REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e
de leste a oeste. No geral, estamos dobrand o de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País
continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira
para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos
continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das
políticas e investimentos na educação em todos os níveis, as sim como na
ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para
se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em
constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no
que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também
foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é
gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao
receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores
das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor,
encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia
Universitária.

Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo - Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman - Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho - Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli - Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira - Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
C élia Maria da Silva Oliveira - Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
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Paulo Gabriel S. Nacif - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
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Henrique Duque Chaves Filho - Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Targino de Araújo Filho - Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
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José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade Federal de Brasília (UNB)
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Allysson F. Garcia
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#4024 De: kc-couto <kc-couto@...>
Data: Sáb, 16 de Out de 2010 10:35 pm
Assunto: Newsbank/Readex e a CAPES
kkcouto5
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Estimados colegas,

repasso a informação abaixo para que possam fazer a avaliação dos periódicos latino americanos (Newspaper Archive-Latin American Newspapers 1805-1922) e publicações do congresso norte-americanos (     que estão em avaliação no site da Capes para futura aquisição. Peço aos interessados que façam a avaliação do material e repasse aos demais colegas, porque a coleção é muito interessante e a aquisição da mesma pela Capes será muito bem vinda.

Atenciosamente,

Kátia Couto


Estimados pesquisadores,
Sugerimos a consulta a aba Acervo, menu Conteúdos em Avaliação, onde o link para o conteúdo da Newsbank está correto.
Segue o link para avaliação: http://novo.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_pcollection&controller=Show&view=pcollectionshow&mn=70
Atenciosamente,
---
Katyusha Madureira L. de Souza
Bibliotecária

#4025 De: Luiz Felipe Mundim <luizmundim@...>
Data: Dom, 17 de Out de 2010 5:11 pm
Assunto: [Cineclube Cascavel] Sessão próxima terça, dia 19 de Outubro - Pro Dia Nascer Feliz | 19h30 | ENTRADA FRANCA
lcezarmundim
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apresenta

 

PRO DIA NASCER FELIZ

 

ENTRADA FRANCA

Terça-Feira, 19 de outubro de 2010, às 19h30

Centro Cultural Cara Vídeo, rua 83, n. 361, St. Sul, Goiânia


 

Em comemoração ao Dia do Professor, passado 15 de outubro, o Cineclube Cascavel apresenta na próxima terça-feira, dia 19 de outubro às 19h30, o documentário Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim.

Apesar de o título não deixar muito claro, Pro Dia Nascer Feliz é um filme sobre educação no Brasil. João Jardim, que também dirigiu o famoso documentário sobre cegueira e visão, Janela da alma, escolheu seis escolas, nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco, para esboçar um retrato das desigualdades do acesso à Educação, trazendo depoimentos dos alunos dessas escolas.



Cena de Pro Dia Nascer Feliz. Documentário premiado do diretor João Jardim será exibido terça-feira dia 19 no Cineclube Cascavel


O filme abre com imagens de arquivo da campanha educacional de 1962, lembrando que, na época, 14 milhões de jovens não tinham acesso à educação. Uma manchete alardeava que “na cidade sem escola, jovens escolhem o crime”. Hoje, as estatísticas nos dizem que 97% dos jovens vão para escola, mas João Jardim lembra justamente que o acesso à escola em si não quer dizer nada: para que serve a escola, se não oferece perspectivas para os jovens? Para que serve se, pelo sucateamento que sofre o sistema público, a escola não ensina nada? Para que serve se as escolas, em vez de diminuírem as desigualdades, as reforçam?

Segundo o diretor João Jardim “O filme tenta jogar um pouco de luz nessa questão de como o jovem se comporta dentro da escola, não apenas em relação aos professores, mas também em relação aos colegas e a esse momento intenso em que vive, num mundo extremamente violento e com poucas oportunidades”.

Pro Dia Nascer Feliz funciona como o ponto de partida para um questionamento sobre educação por parte não só dos professores, mas de todos aqueles interessados na importância da transmissão de saber, e na extrema necessidade que essa transmissão tem na constituição da cidadania.


Texto inspirado nas críticas de Ruy Gardnier (Contracampo) e Delphine Michel

 

PROGRAMAÇÃO

DIA 19/10 – PRO DIA NASCER FELIZ

Terça 19h30

Pro Dia Nascer Feliz | João Jardim, Brasil, PE, 2006, Doc., 88’

"Pro Dia Nascer Feliz" é o segundo longa-metragem do diretor João Jardim, diretor do cultuado documentário "Janela da Alma" que, em 2002, bateu recordes de público no gênero. Através de uma investigação do relacionamento do adolescente com a escola - ambiente fundamental em sua formação - o diretor traz à tona, além de questões comuns a qualquer adolescente dentro do ambiente escolar, questões como a desigualdade social e o impacto da banalização da violência no desenvolvimento de muitos desses jovens.



Pro Dia Nascer Feliz investiga relacionamento de adolescentes com a Escola no Brasil

 

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ENTR