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hist-mat-port · História da Matemática em português

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#286 De: "José Manuel C. Oliveira" <jmco@...>
Data: Sáb, 1 de Set de 2001 10:13 pm
Assunto: Re: Instrumentos náuticos
jmco@...
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> Caro Colega
> O melhor é procurar no Google ( www.google.com )
> Eu procurei:
> "instrumentos náuticos" balestilha quadrante astrolábio
> e apareceram-me 29 resultados. Naturalmente que os primeiros devem ser
> melhores.
> Se não conhecer o Google tem uma "dicas de pesquisa" muito boas.
> Manuel
>

Já tentei, ... mas o que aparece é de pouco interesse. A página
http://www.mat.uc.pt/~helios pelo contrário forneceu-me alguma ajuda...
Deu-me ainda alguma bibliografia...
Luís de Albuquerque - A Determinação da Declinação Solar na Náutica dos
Descobrimentos, Revista da Faculdade de Ciências de Coimbra, volume XXXIX,
1966;
A S Alves - Nónios e Sub-graduações, a publicar;
Maurice Daumas - Les Instruments Scientifiques aux XVII et XVIII Siècles,
Presses Universitaires de France, Paris, 1953;
Luciano Pereira da Silva - O Astrolábio Náutico dos Portugueses, Obras
Completas, Vol. II, Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1943, pág. 49;
Pedro Nunes - Obras, Vol. II, De Crepusculis, Imprensa Nacional, Lisboa,
1943;
David Waters - The Sea- or Mariners's Astrolabe, Revista da Faculdade de
Ciências de Coimbra, volume XXXIX, 1966;
Abraão Zacuto - Almanach Perpetuum, fac-simile, Imprensa Nacional, 1986.

Alguem sabe se estas obras se podem encontrar facilmente??

Obrigado

José Oliveira

#287 De: "fernando figueiredo" <fernandofigueiredo@...>
Data: Sáb, 1 de Set de 2001 10:56 pm
Assunto: Re: Instrumentos náuticos
fernandofigueiredo@...
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Olá,

Sei que o livro do Maurice Daumas existe na biblioteca geral da universidade de
coimbra.
Eu tenho o livro, tradução inglesa, se alguem precisar de alguma coisa em
concreto eu posso tirar fotocópias e enviar.

Também tenho um livro de Luis de Albuquerque - Intrumentos de Navegação, foi
editado pela Comissão Nacional para as comemorações dos Descobrimentos
Portugueses. Eu penso que eles ainda têm alguns exemplares para venda.

um abraço,
fernando figueiredo

   ----- Original Message -----
   From: José Manuel C. Oliveira
   To: hist-mat-port@...
   Sent: Saturday, September 01, 2001 11:13 PM
   Subject: Re: [hist-mat-port] Instrumentos náuticos



   > Caro Colega
   > O melhor é procurar no Google ( www.google.com )
   > Eu procurei:
   > "instrumentos náuticos" balestilha quadrante astrolábio
   > e apareceram-me 29 resultados. Naturalmente que os primeiros devem ser
   > melhores.
   > Se não conhecer o Google tem uma "dicas de pesquisa" muito boas.
   > Manuel
   >

   Já tentei, ... mas o que aparece é de pouco interesse. A página
   http://www.mat.uc.pt/~helios pelo contrário forneceu-me alguma ajuda...
   Deu-me ainda alguma bibliografia...
   Luís de Albuquerque - A Determinação da Declinação Solar na Náutica dos
   Descobrimentos, Revista da Faculdade de Ciências de Coimbra, volume XXXIX,
   1966;
   A S Alves - Nónios e Sub-graduações, a publicar;
   Maurice Daumas - Les Instruments Scientifiques aux XVII et XVIII Siècles,
   Presses Universitaires de France, Paris, 1953;
   Luciano Pereira da Silva - O Astrolábio Náutico dos Portugueses, Obras
   Completas, Vol. II, Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1943, pág. 49;
   Pedro Nunes - Obras, Vol. II, De Crepusculis, Imprensa Nacional, Lisboa,
   1943;
   David Waters - The Sea- or Mariners's Astrolabe, Revista da Faculdade de
   Ciências de Coimbra, volume XXXIX, 1966;
   Abraão Zacuto - Almanach Perpetuum, fac-simile, Imprensa Nacional, 1986.

   Alguem sabe se estas obras se podem encontrar facilmente??

   Obrigado

   José Oliveira


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#288 De: "Manuel Campos Pinto" <manuelcp@...>
Data: Sáb, 1 de Set de 2001 11:08 pm
Assunto: Re: Instrumentos náuticos
manuelcp@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caro Colega
Pela minha prática o Google é óptimo para encontrar coisas que, claro,
estão publicadas na Internet.
Para o que está impresso em papel... sei que a APM se tem preocupado com o
assunto e o MCT também. Tente também alguém da APH.
Manuel


----- Original Message -----
From: "José Manuel C. Oliveira" <jmco@...>
To: <hist-mat-port@...>
Sent: Saturday, September 01, 2001 11:13 PM
Subject: Re: [hist-mat-port] Instrumentos náuticos



> Caro Colega
> O melhor é procurar no Google ( www.google.com )
> Eu procurei:
> "instrumentos náuticos" balestilha quadrante astrolábio
> e apareceram-me 29 resultados. Naturalmente que os primeiros devem ser
> melhores.
> Se não conhecer o Google tem uma "dicas de pesquisa" muito boas.
> Manuel
>

Já tentei, ... mas o que aparece é de pouco interesse. A página
http://www.mat.uc.pt/~helios pelo contrário forneceu-me alguma ajuda...
Deu-me ainda alguma bibliografia...
Luís de Albuquerque - A Determinação da Declinação Solar na Náutica dos
Descobrimentos, Revista da Faculdade de Ciências de Coimbra, volume XXXIX,
1966;
A S Alves - Nónios e Sub-graduações, a publicar;
Maurice Daumas - Les Instruments Scientifiques aux XVII et XVIII Siècles,
Presses Universitaires de France, Paris, 1953;
Luciano Pereira da Silva - O Astrolábio Náutico dos Portugueses, Obras
Completas, Vol. II, Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1943, pág. 49;
Pedro Nunes - Obras, Vol. II, De Crepusculis, Imprensa Nacional, Lisboa,
1943;
David Waters - The Sea- or Mariners's Astrolabe, Revista da Faculdade de
Ciências de Coimbra, volume XXXIX, 1966;
Abraão Zacuto - Almanach Perpetuum, fac-simile, Imprensa Nacional, 1986.

Alguem sabe se estas obras se podem encontrar facilmente??

Obrigado

José Oliveira


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#289 De: lcamargo@...
Data: Sáb, 15 de Set de 2001 7:32 pm
Assunto: WTC
lcamargo@...
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Acenda sua vela em memória das vítimas do WTC:

http://lightacandle.sol.dk/

#290 De: lcamargo@...
Data: Ter, 18 de Set de 2001 2:08 pm
Assunto: Re: WTC
lcamargo@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
lcamargo@n... wrote:

> Acenda sua vela em memória das vítimas do WTC:
> http://lightacandle.sol.dk/

Peço desculpa aos amigos da lista, e em especial ao moderador,
por ter enviado este post. Foi um equívoco. Não se destinava a
esta lista, e sim a outra lista. Foi mal. Lamento e novamente
peço desculpas.

Luiz

#291 De: Carlos Roberto Vianna <vianna@...>
Data: Qua, 19 de Set de 2001 9:38 pm
Assunto: História?
vianna@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Aos amigos da lista:

     Os acontecimentos da semana passada nos Estados Unidos poderiam ser
comentados nessa lista?
Eles trazem implicações para a história da matemática? Penso que sim
     A segunda guerra mundial provocou e contribuiu para o desenvolvimento de
campos os mais
diversos dentro da matemática, em particular cito dois exemplos diretamente
ligados: a
programação linear e os algoritmos computacionais.
     Agora, com uma guerra sendo programada contra terroristas talvez a palavra
de ordem venha a
ser autômatos celulares, estratégias acentradas e coisas semelhantes... Acho
curioso que se pense
que história só se faz de quem já morreu... Creio que a maioria dos
historiadores contenporâneos
compartilha a idéia de nós não apenas fazemos a história como podemos ir
contando aquilo que
fazemos... Será que a discussão de modos contemporâneos de fazer a história
interessa aos colegas
dessa lista?
     Um abraço a todos!
Carlos

#292 De: Jaime Silva <jaimecs@...>
Data: Qua, 19 de Set de 2001 10:37 pm
Assunto: Re: História?
jaimecs@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
At 18:38 -0300 19.09.01, Carlos Roberto Vianna wrote:
>Aos amigos da lista:
>
>     Os acontecimentos da semana passada nos Estados Unidos poderiam
>ser comentados nessa lista?
>Eles trazem implicações para a história da matemática? Penso que sim

Nesse sentido, tudo tem implicação com a História da Matemática.
Então vamos discutir tudo? A sociedade, a religião, a política, a
economia, a poesia?...?

Por algum razão existem listas com temas separados. Para discutir
o que é pertinente a cada tema. Se fosse para discutir tudo não havia
necessidade de ter listas separadas, estavamos todos na mesma lista global.

Considero por isso que só tem cabimento neste lista o que está enunciado
na definição da lista e tudo aquilo a que tal discussão
nos levar de uma forma natural e não maliciosa.

Os outros assuntos não são mesmo pertinentes para esta lista
mas podem perfeitamente ser discutidos noutras listas.
E' tão fácil criar uma lista neste sistema "yahoogrupos"!
Felizmente já não estamos na Idade Média!


>     A segunda guerra mundial provocou e contribuiu para o
>desenvolvimento de campos os mais
>diversos dentro da matemática, em particular cito dois exemplos
>diretamente ligados: a
>programação linear e os algoritmos computacionais.

Tudo isso e muito mais é História e se alguém quiser discutir
os temas, faça favor.


>     Agora, com uma guerra sendo programada contra terroristas talvez
>a palavra de ordem venha a
>ser autômatos celulares, estratégias acentradas e coisas
>semelhantes... Acho curioso que se pense
>que história só se faz de quem já morreu...

Isso não é verdade. Existem muitos textos que referem
pessoas bem vivas. Arrow, Nash, Conway, Schwartz........
Há mesmo um livro de texto que se orgulha de 80% das referências históricas
se reportarem a pessoas ainda vivas. Trata-se do livro
"For all practical purposes - an introduction
to contemporary mathematics" e pode ser consultado
aqui:

http://www.comap.com


>Creio que a maioria dos historiadores contenporâneos
>compartilha a idéia de nós não apenas fazemos a história como
>podemos ir contando aquilo que
>fazemos...

Bom, isso é muito próximo de propaganda. O que dizemos que fazemos
não é necessariamente o que fazemos, se é que alguma vez
o é. A "História em directo" não faz muito consenso.


>Será que a discussão de modos contemporâneos de fazer a história
>interessa aos colegas
>dessa lista?

Está-se a referir à História Matemática que vai sendo feita
ou à especulação ou mero confronto de convicções? Porque
a história contemporânea é muito traiçoeira se não estamos de
posse dos dados relevantes. Como podemos saber se a
matemática é ou não instrumental na actual
luta terrorista ou anti-terrorista?
Os actores não estarão interessados em a divulgar, obviamente,
e o que divulgarem deve ser encarado com reserva pois não
poderemos saber para já se é verdade ou se é mera propaganda.
Só daqui a um bom par de anos é que começaremos a ter
elementos minimamente sólidos. Não me parece que especulações
baseadas em elementos inseguros permitam fazer
história seriamente. Se as pessoas detectarem abusos deste tipo
em notícias, textos ou mesmo livros
e quiserem comentar, isso também me parece relevante para esta lista
(os abusos da matematização, nomeadamente nas Ciências
Sociais são frequentes e não são nada recentes).


Um abraço
Jaime

--
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Jaime Carvalho e Silva
Departamento de Matematica, Universidade de Coimbra
Apartado 3008, 3001-454 Coimbra, PORTUGAL
Phone(office): 351-239 791 199  (pbx):351-239 791 150  Fax: 351-239 832 568
WWW home page:   http://www.jaimecs.net/
Portal de Ciencia "O Mocho": http://www.mocho.pt/
The Fifth International Conference on Technology in Mathematics Teaching
August 6 - 9, 2001,  University of Klagenfurt, Austria:
http://www.uni-klu.ac.at/ictmt5/
III CoimbraMat, 10-11 de Setembro de 2001:
http://www.apm.pt/nucleos/coimbra/historia/cbrmat3/index3.htm
ELECTRONIC MEDIA IN MATHEMATICS, 13 a 15 de Setembro de 2001:
http://www.mat.uc.pt/EMM
----------------------------------------------------------------------
"A meu ver são principalmente o sentido crítico e a autonomia mental
as qualidades que um professor de matemática se deve esforçar
por desenvolver nos seus alunos."           José Sebastião e Silva
----------------------------------------------------------------------

#293 De: Carlos Roberto Vianna <vianna@...>
Data: Qui, 20 de Set de 2001 9:52 pm
Assunto: Re: História?
vianna@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caros colegas:

     A resposta que recebi foi bastante ampla e não seria possível comentar todos
os aspectos que
nela foram contemplados. Daí escolhi apenas alguns, logo no início.

Jaime Silva responde:

> Nesse sentido, tudo tem implicação com a História da Matemática.
> Então vamos discutir tudo? A sociedade, a religião, a política, a
> economia, a poesia?...?
>
> Por algum razão existem listas com temas separados. Para discutir
> o que é pertinente a cada tema. Se fosse para discutir tudo não havia
> necessidade de ter listas separadas, estavamos todos na mesma lista
> global.
>
> Considero por isso que só tem cabimento neste lista o que está
> enunciado na definição da lista e tudo aquilo a que tal discussão
> nos levar de uma forma natural e não maliciosa.
>
> Os outros assuntos não são mesmo pertinentes para esta lista
> mas podem perfeitamente ser discutidos noutras listas.
> E' tão fácil criar uma lista neste sistema "yahoogrupos"!
> Felizmente já não estamos na Idade Média!
>

     Como são vários os assuntos tive que dar várias respostas. Cada uma delas
pode nos remeter a
um assunto de discussão específico. Vejamos:

  Resposta 1:

  De fato, TUDO tem implicações com a História da Matemática e podemos ou não
discutir tais
implicações. Na definição da lista está enunciado que deveríamos DISCUTIR
assuntos relacionados à
história da matemática em geral e no Brasil e/ou em Portugal. Desde que entrei
na lista não vi
nenhuma discussão. Aliás, procurei em algumas datas anteriores e não encontrei
discussões. Isso
deveria nos remeter a vários questionamentos: a lista congrega pessoas
interessadas em História
da Matemática que, entretanto, não discutem, apenas trocam informações... o que
se presta para
que alguns perguntem e outros respondam, o que se presta a que alguns mostrem o
que sabem
enquanto outros se coloquem como os que desejam saber mais... Isso já é
“interpretação” ou
“projeção” de minha parte.
  Por outro lado, em uma discussão, colocadas claramente as regras, todos podem
dar suas opiniões,
aprender e ensinar, não apenas sobre o assunto-tema, mas também sobre a própria
arte de discutir,
de conversar, de trocar idéias.

  Resposta 2

  “tudo aquilo a que tal discussão nos levar de forma NATURAL e NÃO MALICIOSA”
  Essa afirmação é muito problemática pois traz em sua constituição elementos
epistemológicos
misturados a critérios de valor e censura. De fato, eles estão sempre
misturados, mas devemos ter
todo o cuidado em não tomar uns pelos outros ou julgar que apenas um deles está
presente quando,
na verdade, estão ambos.
  Grifei a palavra NATURAL. Porque? Esta palavra é um forte indicador de um tipo
de epistemologia
onde se adota como pressuposto que certas formas (essências? Eidos?) são
constitutivas daquilo
que chamamos de “Homem”, “Matemática” ou “História da Matemática”. Um tal tipo
de epistemologia
permite, por exemplo, a George Bush julgar que “terroristas atacaram a
democracia”, ao invés de
terem, pura e simplesmente, atacado a política de um Estado em particular. Um
historiador da
matemática, ao escrever sobre um fato qualquer, tenderá – nessa perspectiva – a
assumir que todas
as pessoas consideram muito importante e NATURAL aquilo que ele mesmo considera
importante e
natural... e assim, aquilo que é apenas uma conjectura pode se tornar um fato
histórico que será
propagado por outros historiadores... Exemplos? Não foi dessa forma, baseado
numa epistemologia
naturalística, que Moritz Cantor propagou a idéia de que os antigos egípcios
usaram um triângulo
retângulo de lados 3, 4 e 5 para determinar os esquadros das pirâmides? [Essa
afirmação é
verdadeira? Isso foi feito, realmente, por Cantor?]. Ainda: essa associação, de
Platão com
“autoritarismo”, não sou original em fazê-la; pode ser encontrada em Popper.
  Não sei se compreendi bem o uso da palavra MALICIOSA, mas creio que ela
expressa um julgamento
de valor não apenas sobre aquilo que é dito, mas também sobre quem diz... e não
costumo levar tão
longe as minhas interpretações e/ou projeções.

  Resposta 3
  Por suposto! O que não for pertinente de discutir nessa lista sempre terá a
possibilidade de
encontrar guarida em alguma outra. Entretanto, visto que pergunto exatamente
nessa lista sobre a
pertinência de discutir um determinado tema é porque eu o sinto como pertinente
AO MESMO TEMPO em
que sinto que isso não é generalizado. Eu posso me omitir ou posso indagar a
outras pessoas se
vêem a pertinência... Encontrando quem queira fazer o exercício, nós o faremos;
não encontrando,
terei aumentado o meu conhecimento sobre o que os membros da lista naquele dado
momento julgam
pertinente ou não. Dou um exemplo: é de grande relevância, de um ponto de vista
histórico, que no
ano de 2001 membros de uma lista de discussão de História da Matemática em
Português tenham
permanecido absolutamente silenciosos quando questionados se Bento de Jesus
Caraça, um português
que tinha seu centenário de nascimento comemorado, era considerado matemático ou
não...
  E ainda: é muito relevante quando um membro dessa mesma lista utiliza a
expressão “já não
estamos na Idade Média!!”, com ênfase, para expressar que somos “adiantados”,
que temos
“progresso”. A expressão poderia ter sido... “afinal, já não estamos mais no
século XX”. Uma vez
que a escolha é de quem escreve, a quem lê cabe indagar: o que motiva essa
escolha? Quais os
pressupostos que a sustentam?

     Penso que assim teremos elementos vários para novas discussões

Um grande abraço a todos e obrigado ao Jaime pela oportunidade da resposta.
Carlos


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#294 De: "Ruy Piehowiak" <ruy@...>
Data: Qui, 20 de Set de 2001 6:22 pm
Assunto: Determinantes
ruy@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá, colegas!

Primeiramente, gostaria de parabenizar e agradecer pela iniciativa de uma lista
de discussão com esta temática.
Estou pesquisando o  DETERMINANTE. Nesta pesquisa, estou fazendo uma abordagem
histórica e funcional do determinante. E gostaria, se possível, que me dessem
sugestões de leituras (livros, artigos, sites, etc) a respeito da origem do
determinante e do seu desenvolvimento.
Aguardo sugestões.

Ruy Piehowiak


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#295 De: J Carvalho e Silva <jaimecs@...>
Data: Sex, 21 de Set de 2001 5:42 pm
Assunto: Re: Determinantes
jaimecs@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Recomendo os textos do Prof. KNOBLOCH sobre Leibniz.
Eis o resumo deuma conferência proferida em 16 de Novembro de 2000
na Universidade do Porto:



   LEIBNIZ SOBRE DETERMINANTES, ELIMAÇÃO E PARTIÇÕES

                                 EBERHARD KNOBLOCH
                 Universidade Técnica de Berlim -- Alemanha

    Um dos feitos mais relevantes que este século trouxe à História da
Matemática foi a descoberta
    póstuma de trabalhos inéditos de Leibniz, um tesouro científico ainda
quase totalmente
    desconhecido. Neles Leibniz antecipou vários resultados sobre
determinantes, eliminação e
    partições de números, nomeadamente a primeira teoria europeia de
determinantes.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Jaime Carvalho e Silva
Departamento de Matematica, Universidade de Coimbra
Apartado 3008, 3001-454 Coimbra, PORTUGAL
Phone(office): 351-239 791 199  (pbx):351-239 791 150  Fax: 351-239 832 568
WWW home page:   http://www.jaimecs.net/
Portal de Ciencia "O Mocho": http://www.mocho.pt/
The Fifth International Conference on Technology in Mathematics Teaching
August 6 - 9, 2001,  University of Klagenfurt, Austria:
http://www.uni-klu.ac.at/ictmt5/
III CoimbraMat, 10-11 de Setembro de 2001:
http://www.apm.pt/nucleos/coimbra/historia/cbrmat3/index3.htm
ELECTRONIC MEDIA IN MATHEMATICS, 13 a 15 de Setembro de 2001:
http://www.mat.uc.pt/EMM
----------------------------------------------------------------------
"A meu ver são principalmente o sentido crítico e a autonomia mental
as qualidades que um professor de matemática se deve esforçar
por desenvolver nos seus alunos."           José Sebastião e Silva
----------------------------------------------------------------------

#296 De: J Carvalho e Silva <jaimecs@...>
Data: Sex, 21 de Set de 2001 5:51 pm
Assunto: Re: Determinantes
jaimecs@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Em complemento à mensagem anterior eis
uma referência publicada do Prof. Knobloch:

Eberhard Knobloch, "First European theory of determinants", p. 56-64,
in Karl Popp/Erwin Stein (eds.), Gottfried Wilhelm Leibniz. The Work of
the Great Universal Scholar as Philosopher, Mathematician, Physicist
and Engineer, Hannover (Schlu"tersche/Univ. Hannover),
2000,  ISBN 3-87706-617-8




+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Jaime Carvalho e Silva
Departamento de Matematica, Universidade de Coimbra
Apartado 3008, 3001-454 Coimbra, PORTUGAL
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August 6 - 9, 2001,  University of Klagenfurt, Austria:
http://www.uni-klu.ac.at/ictmt5/
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http://www.apm.pt/nucleos/coimbra/historia/cbrmat3/index3.htm
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as qualidades que um professor de matemática se deve esforçar
por desenvolver nos seus alunos."           José Sebastião e Silva
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#297 De: José Marmontel <marmontel@...>
Data: Dom, 23 de Set de 2001 7:19 pm
Assunto: música na matemática
marmontel@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Amigos

Alguém conhece um ou mais sites que tragam explicações sobre ligações da música
com a matemática?
Não pergunto de livros, pois, em minha cidade é muito difícil conseguir, a não
ser que seja algum livro bastante comum.

Obrigado desde já

José Marmontel
Campo Mourão, Brasil


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#298 De: "Luiz Felipe" <felipevf@...>
Data: Dom, 23 de Set de 2001 8:22 pm
Assunto: Fw: Manifesto dos Bolsistas do Museu de Astronomia
felipevf@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Peço a atenção de todos para o manifesto abaixo

Muito Obrigado
Luiz Felipe


----- Original Message -----
From: "Bolsistas Mast" <bolsistasmast@...>
To: <rosbatista@...>
Sent: Friday, September 21, 2001 4:02 PM
Subject: Manifesto dos Bolsistas do Museu de Astronomia


> A NOVA POLÍTICA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO
> DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA PARA O MUSEU DE ASTRONOMIA E
> CIÊNCIAS AFINS
>
> O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) formou uma
> Comissão, conhecida como "Comissão Tundisi", para
> identificar estratégias e formatar uma política de
> longo prazo para as 22 Unidades de Pesquisa
> (UPs)vinculadas ao MCT. O relatório final da avaliação
> desta Comissão foi divulgada no dia 18 de Setembro de
> 2001(disponível no site www.mct.gov.br).
> Em síntese, a proposta desta Comissão em relação ao
> Museu de Astronomia e Ciências Afins  é desvinculá-lo
> do MCT, determinando a transferência desta Instituição
> para o Município, o Estado ou para uma Universidade.
> Este relatório não reconheceu um dos aspectos mais
> importantes do MAST, que é sua colaboração para o
> desenvolvimento da História da Ciência no Brasil.
> Se a determinação desta Comissão for cumprida pelo MCT
> significará um duro golpe para a área da Historia da
> Ciência no nosso País, pois representará a
> desestruturação de uma das mais importantes
> instituições brasileiras da área, com possível fim das
> atividades de pesquisa e de preservação da memória
> nacional atualmente desenvolvida nesta instituição
> Deve-se ressaltar que desvincular o MAST do MCT teria
> o mesmo significado que desvincular, por exemplo, o
> Museu da Vida do Ministério da Saúde, o Museu do
> Exército do Ministério da Defesa ou ainda, levar o
> Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro para São
> Paulo.
> Para finalizar, o MAST, que ao longo de seus 16 anos
> de existência contribuiu para a formação de inúmeros
> pesquisadores, não apenas na área de História da
> Ciência, mas também, em Filosofia, Museologia,
> Arquivística, Física, e claro, Astronomia, dentre
> outras áreas, sempre esteve de acordo com a proposta
> explicitada no próprio nome da instituição, não sendo
> apenas um Museu de Astronomia, mas de Astronomia e
> Ciências Afins.
> Deve-se considerar, que esta política implementada de
> maneira autoritária e unilateral, pelo MCT em relação,
> não só ao Museu de Astronomia e Ciências Afins, mas
> também em relação as 22 instituições, em breve, poderá
> provocar uma crise no setor de Ciência e Tecnologia do
> nosso País.
>
>
>
>
> Fábio Mendonça Pedrosa (Mestre em História Política)
> Janaína Lacerda Furtado (Mestranda em História
> Política)
> Luciene Pereira Carris Cardoso (Mestranda em História
> Política)
> Luiz Felipe Viera Ferrão (Mestre em História Política)
> Romulo Siqueira Batista (Mestrando em Filosofia)
>
> Bolsistas e ex-bolsistas do Museu de Astronomia e
> Ciências Afins
>
>
>
>
____________________________________________________________________________
___________________
> Yahoo! GeoCities
> Tenha seu lugar na Web. Construa hoje mesmo sua home page no Yahoo!
GeoCities. É fácil e grátis!
> http://br.geocities.yahoo.com/
>

#299 De: "Clovis" <clovismacedo@...>
Data: Dom, 23 de Set de 2001 9:03 pm
Assunto: Re: música na matemática
clovismacedo@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá! José Marmontel


Tente pesquisar aqui:  http://www.google.com/
Clovis - Matão - SP- Brasil
obs.
1) Neste Site: http://www.escrituras.com.br/e_matematica_e_musica.htm
pode-se comprar pela Net o livro Matemática e Música, de Oscar João Abdounur
( R$ 13,00)- São mais de 300 páginas.
2)Aqui, tem alguma coisa sobre:  TEORIA MUSICAL,  MÚSICA E MATEMÁTICA
http://www.sambahia.com.br/teoria2.htm



> Amigos
>
> Alguém conhece um ou mais sites que tragam explicações sobre ligações da
música com a matemática?
> Não pergunto de livros, pois, em minha cidade é muito difícil conseguir, a
não ser que seja algum livro bastante comum.
>
> Obrigado desde já
>
> José Marmontel
> Campo Mourão, Brasil
>
>

#300 De: Jaime Silva <jaimecs@...>
Data: Dom, 23 de Set de 2001 10:39 pm
Assunto: Re: música na matemática
jaimecs@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
At 16:19 -0300 23.09.01, José Marmontel wrote:
>Amigos
>
>Alguém conhece um ou mais sites que tragam explicações sobre
>ligações da música com a matemática?


Aconselho a seguinte compilação
de páginas de muita qualidade:

http://forum.swarthmore.edu/library/topics/music/

Aconselho ainda o curioso artigo

Fibonacci Gamelan Rhythms
David Canright
Journal of the Just Intonation Network, Volume 6, Number 4, p.4 (1990)
http://www.mbay.net/~anne/david/fibgam/

que relaciona música tradicional indonésia
com a sucessão de Fibonacci.

Bom trabalho,

--
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Jaime Carvalho e Silva
Departamento de Matematica, Universidade de Coimbra
Apartado 3008, 3001-454 Coimbra, PORTUGAL
Phone(office): 351-239 791 199  (pbx):351-239 791 150  Fax: 351-239 832 568
WWW home page:   http://www.jaimecs.net/
Portal de Ciencia "O Mocho": http://www.mocho.pt/
The Fifth International Conference on Technology in Mathematics Teaching
August 6 - 9, 2001,  University of Klagenfurt, Austria:
http://www.uni-klu.ac.at/ictmt5/
III CoimbraMat, 10-11 de Setembro de 2001:
http://www.apm.pt/nucleos/coimbra/historia/cbrmat3/index3.htm
ELECTRONIC MEDIA IN MATHEMATICS, 13 a 15 de Setembro de 2001:
http://www.mat.uc.pt/EMM
----------------------------------------------------------------------
"A meu ver são principalmente o sentido crítico e a autonomia mental
as qualidades que um professor de matemática se deve esforçar
por desenvolver nos seus alunos."           José Sebastião e Silva
----------------------------------------------------------------------

#301 De: Carlos Roberto Vianna <vianna@...>
Data: Seg, 24 de Set de 2001 3:27 pm
Assunto: Re: música na matemática
vianna@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caro colega:

     Aí vai uma dica. Dá para pesquisar em vários sites. Retirei este do
submarino.com.br

Videbula Música -
Xenakis, Yannis

Xenakis, Yannis

Compositor, arquiteto e matemático, compõe músicas com o auxílio de
computadores e baseadas em sistemas matemáticos de probabilidade ("musique
stochastique"). Nasceu em 29 de maio de 1922 em
Braila. Nascido na Romênia, Xenakis, cujos pais eram gregos, mudou-se para a
Grécia aos dez anos.
Iniciou o estudo de engenharia em Atenas, mas sua educação foi interrompida pela
Segunda Guerra Mundial. Xenakis tomou
parte na Resistência Grega e, em 1947, foi exilado da Grécia e mudou-se para
Paris, tornando-se cidadão francês. Estudou em
Paris com os compositores Arthur Honegger, Darius Milhaud e Olivier Messiaen e
também foi assistente do arquiteto francês
Le Corbusier. Em Paris, criou novas teorias sobre música, ampliando o uso do
som, altura, ritmo e timbre. Em 1962, escreveu
"Formalized Music", que investigava o uso da matemática na composição. Em 1966,
fundou a Equipe de Mathématique Automatique
Musicales, com o objetivo de realizar pesquisas sobre suas teorias e música
computadorizada. Sua
obra mais famosa é "Metastasis" (1955), que serviu de modelo para a
construção do Philips Pavilion de Le Corbusier na Feira Mundial de Bruxelas em
1958. Xenaquis é o elaborador máximo da
estocástica musical. Ele aplica procedimentos estatísticos à música, criando
obras absolutamente originais.

Submarino


José Marmontel gravada:

> Amigos
>
> Alguém conhece um ou mais sites que tragam explicações sobre ligações da
música com a matemática?
> Não pergunto de livros, pois, em minha cidade é muito difícil conseguir, a não
ser que seja algum livro bastante comum.
>
> Obrigado desde já
>
> José Marmontel
> Campo Mourão, Brasil
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>
> ################################################
> # Arquivos da lista:
> # (em portugues)
> # http://br.groups.yahoo.com/group/hist-mat-port
> # (em ingles)
> # http://groups.yahoo.com/group/hist-mat-port
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> # Para contactar o moderador do grupo:
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> Seu uso do Yahoo! Grupos é sujeito às regras descritas em:
http://br.yahoo.com/info/utos.html


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#302 De: Jaime Silva <jaimecs@...>
Data: Seg, 24 de Set de 2001 10:36 pm
Assunto: Re: História?
jaimecs@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
At 18:52 -0300 20.09.01, Carlos Roberto Vianna wrote:
>  Resposta 1:
>
>  De fato, TUDO tem implicações com a História da Matemática e
>podemos ou não discutir tais
>implicações. Na definição da lista está enunciado que deveríamos
>DISCUTIR assuntos relacionados à
>história da matemática em geral e no Brasil e/ou em Portugal. Desde
>que entrei na lista não vi
>nenhuma discussão.

Existem as discussões que os membros da lista, interessados
em questões de História da Matemática, e portanto atraídos por esse tema
para esta lista, pretenderem.

Mas é exagero pensar que é obrigatório DISCUTIR e que se
nao houver discussão estamos mal.
A discusssão não é um fim em si.

Nem esta lista é menor se tiver menos discussão que outras listas.
A discussão deve surgir naturalmente das prepocupações
que os membros da lista, enquanto interessados pelo
tema da História da Matemática, elaborarem.
Como o interesse pela História da Matemática, no espaço
de língua portuguesa não é enorme, não nos deveremos admirar
da actual situação.
A divulgação de iniciativas, publicações e outros eventos
e os pedidos de ajuda já me parecem boas contribuições
desta lista para a comunidade e não me sinto de modo
nenhum angustiado de não ter havido ainda grande
discussão nesta lista.
Tenho esperança de o interesse ir crescendo e de podermos
ir tendo cada mais informação de melhor qualidade
e cada vez mais discussões, envolvendo cada vez mais membros
sobre temas que atraiam cada vez mais pessoas.

>Aliás, procurei em algumas datas anteriores e não encontrei discussões. Isso
>deveria nos remeter a vários questionamentos: a lista congrega
>pessoas interessadas em História
>da Matemática que, entretanto, não discutem, apenas trocam
>informações... o que se presta para
>que alguns perguntem e outros respondam, o que se presta a que
>alguns mostrem o que sabem
>enquanto outros se coloquem como os que desejam saber mais... Isso
>já é “interpretação” ou
>“projeção” de minha parte.
>  Por outro lado, em uma discussão, colocadas claramente as regras,
>todos podem dar suas opiniões,
>aprender e ensinar, não apenas sobre o assunto-tema, mas também
>sobre a própria arte de discutir,
>de conversar, de trocar idéias.

Se esta fosse uma lista de retórica esse seria o assunto-tema.
Mas não há listas para isso? E' preciso discutirmos nesta lista a metodologia
da discussão e, quem sabe, teorizar sobre isso?

E é suposto as pessoas serem assinantes de apenas uma lista?
Eu assino uma vintena de listas de diferentes assuntos e espero que
essas listas me abram portas para esses assuntos. Se eu pretender discutir
ou aprender coisas ou apenas tirar dúvidas sobre assuntos diferentes desses
procuro uma lista tão próxima quanto possível desse tema.
Há directórios de listas de discussão agrupadas
por temas como em

http://br.groups.yahoo.com/

Parece-me ser essa a maneira racional de proceder.


>
>  Resposta 2
>
>  “tudo aquilo a que tal discussão nos levar de forma NATURAL e NÃO MALICIOSA”
>  Essa afirmação é muito problemática pois traz em sua constituição
>elementos epistemológicos
>misturados a critérios de valor e censura. De fato, eles estão
>sempre misturados, mas devemos ter
>todo o cuidado em não tomar uns pelos outros ou julgar que apenas um
>deles está presente quando,
>na verdade, estão ambos.
>  Grifei a palavra NATURAL. Porque? Esta palavra é um forte indicador
>de um tipo de epistemologia
>onde se adota como pressuposto que certas formas (essências? Eidos?)
>são constitutivas daquilo
>que chamamos de “Homem”, “Matemática” ou “História da Matemática”.

De modo nenhum, a palavra NATURAL refere-se não ao tema a priori,
mas sim ao fluir *natural* da discussão. Se esse fluir nos levar
até Deus, não serei eu a impedi-lo. Se esse fluir nos levar até Marte, idem.
Se esse fluir nos levar até a Bush ou aos dinossauros, idem.
etc.

O problema aparece quando as pessoas abusam dos seus preconceitos para dizer
a priori o que pode ou não pode ser discutido.
Por exemplo: "Aqui não se discute política!" Com este enunciado
a priori eu não concordo (o próprio enunciado até já é uma afirmação
política) mas também não concordo que se discuta política
só porque isso é possível e no fundo "tudo está relacionado com tudo".
Isso é uma ideia relativista pós-moderna com que não posso concordar.


>Um tal tipo de epistemologia
>permite, por exemplo, a George Bush julgar que “terroristas atacaram
>a democracia”, ao invés de
>terem, pura e simplesmente, atacado a política de um Estado em
>particular. Um historiador da
>matemática, ao escrever sobre um fato qualquer, tenderá – nessa
>perspectiva – a assumir que todas
>as pessoas consideram muito importante e NATURAL aquilo que ele
>mesmo considera importante e
>natural... e assim, aquilo que é apenas uma conjectura pode se
>tornar um fato histórico que será
>propagado por outros historiadores... Exemplos? Não foi dessa forma,
>baseado numa epistemologia
>naturalística, que Moritz Cantor propagou a idéia de que os antigos
>egípcios usaram um triângulo
>retângulo de lados 3, 4 e 5 para determinar os esquadros das
>pirâmides? [Essa afirmação é
>verdadeira? Isso foi feito, realmente, por Cantor?]. Ainda: essa
>associação, de Platão com
>“autoritarismo”, não sou original em fazê-la; pode ser encontrada em Popper.
>  Não sei se compreendi bem o uso da palavra MALICIOSA, mas creio que
>ela expressa um julgamento
>de valor não apenas sobre aquilo que é dito, mas também sobre quem
>diz... e não costumo levar tão
>longe as minhas interpretações e/ou projeções.
>


Muito simples: você escreveu mais adiante "pergunto exatamente nessa
lista sobre a pertinência de discutir um determinado tema" que não é
de história da matemática.
Ou seja você quer discutir um determinado tema, que não é de história
da matemática,
e vem propor a sua discussão com o argumento de que tudo
está relacionado com a História da Matemática.
Não é um modo malicioso (se não gostar deste adjectivo, pode mudar
para outro) de discutir o tema principal? Parece óbvio que o que o preocupa
não são as potenciais relações com a história da matemática,
mas sim esse outro tema. Assim, é óbvio que na discussão
muito dificilmente haverá algo que meta ao barulho a história da matemática.

Ou seja, não se trata de expressar "um julgamento de valor ... sobre
aquilo que é dito"
nem "sobre quem diz" mas sobre a metodologia usada
para propor uma determinada discussão nesta lista.



>  Resposta 3
>  Por suposto! O que não for pertinente de discutir nessa lista
>sempre terá a possibilidade de
>encontrar guarida em alguma outra. Entretanto, visto que pergunto
>exatamente nessa lista sobre a
>pertinência de discutir um determinado tema é porque eu o sinto como
>pertinente AO MESMO TEMPO em
>que sinto que isso não é generalizado. Eu posso me omitir ou posso
>indagar a outras pessoas se
>vêem a pertinência... Encontrando quem queira fazer o exercício, nós
>o faremos; não encontrando,
>terei aumentado o meu conhecimento sobre o que os membros da lista
>naquele dado momento julgam
>pertinente ou não.

Não, não pode concluir isso. Só pode concluir que realmente
as pessoas acham, como o próprio Luiz Camargo achou,
que esta lista não era o lugar próprio para
discutir o WTC e o terrorismo.


>Dou um exemplo: é de grande relevância, de um ponto de vista histórico, que no
>ano de 2001 membros de uma lista de discussão de História da
>Matemática em Português tenham
>permanecido absolutamente silenciosos quando questionados se Bento
>de Jesus Caraça, um português
>que tinha seu centenário de nascimento comemorado, era considerado
>matemático ou não...

Devia ler de novo essa expressão que escreveu: "absolutamente silenciosos"!
As discussões para o serem, precisam de ter mais de três pessoas?
Visto que envolveu até ver só 3 pessoas o silêncio é absoluto?

Deve também levar em conta que o mês de Agsoto não é propício
em Portugal a grandes discussões, pois em Portugal só agora
estamos a iniciar o ano lectivo.

Eu próprio gostaria de fazer umas observações sobre o assunto,
mas onde estava na altura não dispunha de acesso à
bibliografia de que necessitava e entretanto ainda não tive
tempo. E' que não gosto, nem entendo correcto, que se
responda a uma questão apenas por responder, com afirmações
vagas, hipotéticas, parcialmente incorrectas e que até possam induzir em erro.
Infelizmente este é um preceito que muitas vezes
é violado nas listas onde a tecla RETURN é tão fácil de premir...

>  E ainda: é muito relevante quando um membro dessa mesma lista
>utiliza a expressão “já não
>estamos na Idade Média!!”, com ênfase, para expressar que somos
>“adiantados”, que temos
>“progresso”. A expressão poderia ter sido... “afinal, já não estamos
>mais no século XX”. Uma vez
>que a escolha é de quem escreve, a quem lê cabe indagar: o que
>motiva essa escolha? Quais os
>pressupostos que a sustentam?

Não queira meter em todo o lugar segundos ou terceiros sentidos
ou mesmo sentidos escondidos que só a mais sólida
psicanálise pode desvendar!
Pareceu-me que a expressão que utilizei foi clara: na Idade Média queimavam-se
as pessoas de quem se suspeitava que pensariam de forma diferente.
Hoje não. Até se podem formar listas de discussão
para discutir o que muito bem se entende. Não é um progresso
notável? E não estou a usar qualquer tipo
de ironia. Estou a falar seriamente. Muitas pessoas
usam um tom catastrofista sempre que comentam o mundo actual e
dizem: "No meu tempo é que era bom"..."A nossa época
não tem remédio!" Ora eu não partilho desse tom
catastrofista.

Por isso o Carlos é livre de criar uma ou mais listas
sobre tema(s) que entender em

http://br.groups.yahoo.com/

e isso é um benefício dos tempos modernos. Não acha?

Um abraço,
Jaime

--
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Jaime Carvalho e Silva
Departamento de Matematica, Universidade de Coimbra
Apartado 3008, 3001-454 Coimbra, PORTUGAL
Phone(office): 351-239 791 199  (pbx):351-239 791 150  Fax: 351-239 832 568
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The Fifth International Conference on Technology in Mathematics Teaching
August 6 - 9, 2001,  University of Klagenfurt, Austria:
http://www.uni-klu.ac.at/ictmt5/
III CoimbraMat, 10-11 de Setembro de 2001:
http://www.apm.pt/nucleos/coimbra/historia/cbrmat3/index3.htm
ELECTRONIC MEDIA IN MATHEMATICS, 13 a 15 de Setembro de 2001:
http://www.mat.uc.pt/EMM
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"A meu ver são principalmente o sentido crítico e a autonomia mental
as qualidades que um professor de matemática se deve esforçar
por desenvolver nos seus alunos."           José Sebastião e Silva
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#303 De: Carlos Roberto Vianna <vianna@...>
Data: Seg, 24 de Set de 2001 11:15 pm
Assunto: História 01
vianna@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caros colegas:

     Paz!
     Escrevo na esperança que o texto possa provocar comentários, alguma troca de
idéias, algumas
discussões.

1 Quando dizemos alguma coisa, quando escrevemos algo, sempre há uma diferença
entre o que
dissemos e o que desejávamos dizer... e essa diferença se multiplica quando
perguntamos a alguém
o que entendeu daquilo que dissemos. Essa impossibilidade da comunicação, ao
passo em que
insistimos em realizá-la, é parte constitutiva da história, de qualquer
história.

2 Há um paradoxo que vem dos pré-socráticos e que chamamos de paradoxo do calvo:
Pega-se um
cabeludo e arranca-se dele os cabelos, um fio de cada vez... quando podemos
dizer que ele está
calvo? Bem, admitindo que está calvo neste momento, agora devolva-se um fio de
cabelo, ele deixa
de ser calvo? Uma forma análoga: temos um monte de feijões. Tiramos um feijão do
monte. Ainda é
um monte? Quando a resposta o deixar de considerar como sendo um monte, faça-se
a devolução de um
feijão: e agora, ainda não é um monte?
  Esse paradoxo aplicado à história ressalta o fato (óbvio?) de que ela sempre é
feita a
posteriori. Aquilo que é “História” é sempre acrescentado ao fato. Assim
considerado, não há uma
‘história’, aquilo que assim chamamos é, a cada vez, constituído pelo
historiador, por cada um
que venha a constituir os fatos.

3 Nessa perspectiva toda história é uma construção e nesse sentido pode ser
pensada como se fosse
uma ficção. Peço atenção para o “como se”.
Se pensarmos a história, como o resultado de uma elaboração, de um trabalho do
historiador; então
não há diferença significativa entre uma história ANTIGA e uma história do
CONTEMPORÂNEO. Alguns
autores fazem referência a formas de elaboração diferenciadas, por exemplo:
Alessandro Portelli
diz que as fontes orais são fontes narrativas, Peter Gay fala em estilo; Paul
Veyne fala em
trama; Hayden White em urdidura do enredo...

     Por enquanto é só. Ah! E a história "da matemática"?

     Um abraço!
Carlos

#304 De: Carlos Roberto Vianna <vianna@...>
Data: Ter, 25 de Set de 2001 12:35 am
Assunto: Pós modernismo
vianna@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caros colegas:

     Em resposta a um outro mail o colega Jaime Silva afirma:

> Por exemplo: "Aqui não se discute política!" Com este enunciado
>   a priori eu não concordo (o próprio enunciado até já é uma afirmação
>   política) mas também não concordo que se discuta política
>   só porque isso é possível e no fundo "tudo está relacionado com tudo".
>   Isso é uma ideia relativista pós-moderna com que não posso
>   concordar.
>

     Pergunto: Por que NÃO PODE concordar? Poderia precisar quais os elementos
que provocam
incômodo na "idéia relativista pós-moderna"?
Se possível, poderia precisar que mal esses incômodos acarretariam para uma
"História da
Matemática"?

     Um abraço a todos!
Carlos


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#305 De: José Marmontel <marmontel@...>
Data: Ter, 25 de Set de 2001 2:42 am
Assunto: Re: música na matemática
marmontel@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Clovis!

Puxa, não esperava resposta tão pronta! Internet pode ser uma coisa fantástica,
não?

Muito obrigado, vou à caça!

José Marmontel


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#306 De: José Marmontel <marmontel@...>
Data: Ter, 25 de Set de 2001 2:42 am
Assunto: Re: música na matemática
marmontel@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Jaime!

Que grata surpresa, sua resposta tão rápida! Obrigado mesmo!

Agora, vamos à leitura!

Abraços

José Marmontel


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#307 De: J Carvalho e Silva <jaimecs@...>
Data: Qua, 26 de Set de 2001 8:21 pm
Assunto: Re: Determinantes
jaimecs@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Mais um complemento às mensagens anteriores:


O determinante foi pela primeira vez usado pelo matemático
japonês Seki Takakazu (ou Seki Kowa de acordo com diferentes
leituras dos caracteres japoneses) (1642-1708)
num manuscrito datado de 1683 relacionado com o estudo
de equações algébricas.

O trabalho de Leibniz já antes referido
encontra-se parcialmente transcrito
no livro "A source book in Mathematics" de D.E.Smith
(Ed. Dover, New York, 1959), p. 267-270.

Pode também consultar a entrada "Determinants"
da enciclopédia

Companion Encyclopedia of the History and
Philosophy of the Mathematical Sciences,
I. Grattan-Guinness (ed.),
Routledge, London, New York, 1994.

que foi escrita por E. Knobloch
e ocupa as páginas 766 a 774 do vol. 1.





+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Jaime Carvalho e Silva
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III CoimbraMat, 10-11 de Setembro de 2001:
http://www.apm.pt/nucleos/coimbra/historia/cbrmat3/index3.htm
ELECTRONIC MEDIA IN MATHEMATICS, 13 a 15 de Setembro de 2001:
http://www.mat.uc.pt/EMM
----------------------------------------------------------------------
"A meu ver são principalmente o sentido crítico e a autonomia mental
as qualidades que um professor de matemática se deve esforçar
por desenvolver nos seus alunos."           José Sebastião e Silva
----------------------------------------------------------------------

#308 De: Jaime Silva <jaimecs@...>
Data: Dom, 30 de Set de 2001 11:34 am
Assunto: Matemática e Cultura
jaimecs@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Foi criada uma nova lista denominada
"MathCulture" para discutir assuntos desta área conforne
referido no anexo.
Claro que é uma lista em língua inglesa.
Acham que teria interesse criar uma lista deste tipo
em língua portuguesa? Ou que seria melhor considerar
estes assuntos abrangidos pela presente lista [hist-mat-port]?
Um abraço,
Jaime

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

      The MathCulture discussion group

      The purpose of this forum is to provide a virtual environment
      for a lively exchange on a miscellany of topics in which
      mathematics has come to bear upon culture (in a broad sense),
      amongst professionals, and non-professionals with a serious
      interest in this hybrid subject. All plausible relationships
      between math and culture may (and hopefully will) be discussed.
      For instance:

         *  Mathematics and literature (e.g. poetry by
            mathematicians, mathematical issues in prose
            literature, math-poetry and limerick sharing,
            mathematical analysis of poetry, ...)
         *  Mathematics and art
         *  Mathematics and music
         *  Mathematics and games
         *  Numerology and gematria

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

You may join the MathCulture discussion group simply sending a
blank email to

              MathCulture-subscribe@yahoogroups.com

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

#309 De: José Miguel Sousa <miguel@...>
Data: Dom, 30 de Set de 2001 12:17 pm
Assunto: Re: Matemática e Cultura
miguel@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Penso que será mais "funcional" considerar estes assuntos abrangidos pela
presente lista. O número de participantes será mais lato e isso poderá ser uma
mais valia para a discussão.

Um abraço
José Miguel Sousa
Portugal

   ----- Original Message -----
   From: Jaime Silva
   To: hist-mat-port@...
   Sent: Sunday, September 30, 2001 12:34 PM
   Subject: [hist-mat-port] Matemática e Cultura



   Foi criada uma nova lista denominada
   "MathCulture" para discutir assuntos desta área conforne
   referido no anexo.
   Claro que é uma lista em língua inglesa.
   Acham que teria interesse criar uma lista deste tipo
   em língua portuguesa? Ou que seria melhor considerar
   estes assuntos abrangidos pela presente lista [hist-mat-port]?
   Um abraço,
   Jaime

   ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

        The MathCulture discussion group

        The purpose of this forum is to provide a virtual environment
        for a lively exchange on a miscellany of topics in which
        mathematics has come to bear upon culture (in a broad sense),
        amongst professionals, and non-professionals with a serious
        interest in this hybrid subject. All plausible relationships
        between math and culture may (and hopefully will) be discussed.
        For instance:

           *  Mathematics and literature (e.g. poetry by
              mathematicians, mathematical issues in prose
              literature, math-poetry and limerick sharing,
              mathematical analysis of poetry, ...)
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#310 De: Carlos Roberto Vianna <vianna@...>
Data: Dom, 30 de Set de 2001 12:58 pm
Assunto: Re: Matemática e Cultura
vianna@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá!

     Creio que seria bom considerar o assunto pertinente a essa nossa lista e dar
divulgação disso
para atrair mais pessoas interessadas na troca de informações e discussões.
Um abraço a todos.
Carlos

Jaime Silva gravada:

> Foi criada uma nova lista denominada
> "MathCulture" para discutir assuntos desta área conforne
> referido no anexo.
> Claro que é uma lista em língua inglesa.
> Acham que teria interesse criar uma lista deste tipo
> em língua portuguesa? Ou que seria melhor considerar
> estes assuntos abrangidos pela presente lista [hist-mat-port]?
> Um abraço,
> Jaime
>

#311 De: José Marmontel <marmontel@...>
Data: Dom, 30 de Set de 2001 2:22 pm
Assunto: Re: Matemática e Cultura
marmontel@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Amigos

concordo! Nossa lista está bem "desafogada", e cabe muita cultura aqui! Quem
tiver um bom tema manda para a lista, para os demais! Esse é o bom uso da
Internet!

abraços

José Marmontel


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#312 De: "Clovis" <clovismacedo@...>
Data: Dom, 30 de Set de 2001 5:36 pm
Assunto: Re: Matemática e Cultura
clovismacedo@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
( X ) Considerar estes assuntos abrangidos pela presente lista
[hist-mat-port]
(     ) Criar nova lista

A evolução da cultura Matemática faz parte da História da Matemática
Clovis- Matão- Brasil

  > Foi criada uma nova lista denominada
  > "MathCulture" para discutir assuntos desta área conforne
  > referido no anexo.Um abraço,
  > Jaime

#313 De: lcamargo@...
Data: Seg, 1 de Out de 2001 12:33 am
Assunto: Recursos matemáticos.
lcamargo@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá a todos.

Creio eu que no futuro, quando contarem a história da
matemática, este final de séc. XX deverá ser lembrado
como um dos períodos mais marcantes de toda a sua
trajetória. Isto se deve aos recursos que a matemática
adquiriu com o advento dos computadores. Softwares como
o MathLab são realmente sensacionais. E notem que há
dezenas deles por aí.

E o que dizer do Mathematica. Faz de tudo. Calcula,
plota, regride, e tudo mais, com qualquer função,
implícita, explícita, polinomial, transcendental,
complexa, o diabo. Apresenta os resultados com quantos
dígitos decimais você quiser. Faz operações com números
enormes, tais como 600!, 10^1100, etc.

Estive vendo-o superficialmente. Também pudera, tem uma
enorme equipe de craques por trás do projeto. Mas, tem
um custo bastante elevado.

Contudo não posso deixar de comentar, e dar a dica aqui
para os Amigos, sobre este pequeno achado que é o HugeCalc,
um programeto DOS já de 10 anos, mas de apenas 8 Kb, que
realiza operações de "+", "-", "*", "/", "^" e "!" com
números de até 254 algarismos significativos.

Isto significa poder visualizar, por exemplo, todos os
algarismos da função 143! ou de 11^231. Que eu conheça ou
saiba, nenhuma calculadora faz isto. E não só calculadoras,
mas muitos softwares também, com este nível de operação,
entram em "overflow". E o melhor: é grátis. Está lá em
http://hotfiles.zdnet.com/cgi-bin/texis/swlib/hotfiles/
info.html?fcode=77341&b=uk

Sds.
Luiz Camargo

#314 De: Jaime Silva <jaimecs@...>
Data: Ter, 2 de Out de 2001 12:38 am
Assunto: Re: Recursos matemáticos.
jaimecs@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
At 00:33 +0000 01.10.01, lcamargo@... wrote:
>Olá a todos.
>
>Creio eu que no futuro, quando contarem a história da
>matemática, este final de séc. XX deverá ser lembrado
>como um dos períodos mais marcantes de toda a sua
>trajetória. Isto se deve aos recursos que a matemática
>adquiriu com o advento dos computadores. Softwares como
>o MathLab são realmente sensacionais. E notem que há
>dezenas deles por aí.

O século XX será recordado por muitas coisas,
e não apenas pelo desenvolvimento das capacidades
de cálculo. Areas inteiras da matemática apareceram
essencialmente no século XX, como a Analise Funcional,
e o seu desenvolvimento não teve nada a ver com
o aparecimento dos meios computacionais.
Por outro lado, o poder computacional actual
é enorme mas o crescimento desse poder
tem abrandado um pouco ultimamente. Surpreendente?


>E o que dizer do Mathematica. Faz de tudo. Calcula,
>plota, regride, e tudo mais, com qualquer função,
>implícita, explícita, polinomial, transcendental,
>complexa, o diabo. Apresenta os resultados com quantos
>dígitos decimais você quiser. Faz operações com números
>enormes, tais como 600!, 10^1100, etc.
>
>Estive vendo-o superficialmente. Também pudera, tem uma
>enorme equipe de craques por trás do projeto. Mas, tem
>um custo bastante elevado.

Para a História: o iniciador do Mathematica foi
um físico e não um matemático: Stephen Wolfram,
que anuncia agora um novo livro que o editor
classifica como: "presents a series of dramatic
discoveries never before made public".
Podem ver as referências em:

http://www.wolframscience.com/

Comentários?

>Contudo não posso deixar de comentar, e dar a dica aqui
>para os Amigos, sobre este pequeno achado que é o HugeCalc,
>um programeto DOS já de 10 anos, mas de apenas 8 Kb, que
>realiza operações de "+", "-", "*", "/", "^" e "!" com
>números de até 254 algarismos significativos.
>
>Isto significa poder visualizar, por exemplo, todos os
>algarismos da função 143! ou de 11^231. Que eu conheça ou
>saiba, nenhuma calculadora faz isto. E não só calculadoras,
>mas muitos softwares também, com este nível de operação,
>entram em "overflow". E o melhor: é grátis. Está lá em
>http://hotfiles.zdnet.com/cgi-bin/texis/swlib/hotfiles/
>info.html?fcode=77341&b=uk

Não consegui transferir esse programa, mas há um outro
que tem mais de 10 anos e que começou em DOS e que faz
cálculos matemáticos com 2600 algarismos significativos
incluindo cálculos com números racionais e
com polinómios. Chama-se UBASIC.
Também é grátis e está disponível em

ftp://rkmath.rikkyo.ac.jp/pub/ubibm/

e em

http://archives.math.utk.edu/software/msdos/number.theory/ubasic/.html

Outros programas gratuitos deste mesmo
tipo são o Kant/Kash que se pode ver em

http://www.math.tu-berlin.de/~kant/kash.html

e o SIMATH que é um sistema algébrico computacional
para teoria de números:

http://emmy.math.uni-sb.de/~simath/index.html

Existe também uma versão do UCALC para a
calculadora gráfica TI-92 em

http://www.geocities.com/Hollywood/2979/ntheory.html

Como curiosidade sobre o uso computacional da
Matemática actualmente, recomendo esta página
de Tomás Oliveira e Silva, professor
da Universidade de Aveiro, Portugal:

http://www.ieeta.pt/~tos/hobbies.html


--
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Jaime Carvalho e Silva
Departamento de Matematica, Universidade de Coimbra
Apartado 3008, 3001-454 Coimbra, PORTUGAL
Phone(office): 351-239 791 199  (pbx):351-239 791 150  Fax: 351-239 832 568
WWW home page:   http://www.jaimecs.net/
Portal de Ciencia "O Mocho": http://www.mocho.pt/
The Fifth International Conference on Technology in Mathematics Teaching
August 6 - 9, 2001,  University of Klagenfurt, Austria:
http://www.uni-klu.ac.at/ictmt5/
III CoimbraMat, 10-11 de Setembro de 2001:
http://www.apm.pt/nucleos/coimbra/historia/cbrmat3/index3.htm
ELECTRONIC MEDIA IN MATHEMATICS, 13 a 15 de Setembro de 2001:
http://www.mat.uc.pt/EMM
----------------------------------------------------------------------
"A meu ver são principalmente o sentido crítico e a autonomia mental
as qualidades que um professor de matemática se deve esforçar
por desenvolver nos seus alunos."           José Sebastião e Silva
----------------------------------------------------------------------

#315 De: "Antonio Marmo" <antonio_m@...>
Data: Ter, 2 de Out de 2001 9:55 am
Assunto: RES: Recursos matemáticos.
antonio_m@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caro Jaime
Seus comentarios são bastantes lucidos
Acertou no alvo inteiramente
Minhas congratulações.
Há que se separar habilidades de Cálculo das formações conceituais; embora
(é claro)
que "softs" como o Maple , Mathematica e outros (se bem usados) possam
tambem contribuir
para um certo desenvolvimento de conceitos matemáticos.
Os Conceitos da  Matemática deve ser construidos (por
exemplo )independentemente de objetos materiais, tais como o uso dos
ponteiros do relógio para se definir orintação no plano (sentido Horário
etc). A história da Matematica é rica nesse ponto.

-----Mensagem original-----
De: Jaime Silva [mailto:jaimecs@...]
Enviada em: segunda-feira, 1 de outubro de 2001 21:39
Para: hist-mat-port@...
Assunto: Re: [hist-mat-port] Recursos matemáticos.


At 00:33 +0000 01.10.01, lcamargo@... wrote:
>Olá a todos.
>
>Creio eu que no futuro, quando contarem a história da
>matemática, este final de séc. XX deverá ser lembrado
>como um dos períodos mais marcantes de toda a sua
>trajetória. Isto se deve aos recursos que a matemática
>adquiriu com o advento dos computadores. Softwares como
>o MathLab são realmente sensacionais. E notem que há
>dezenas deles por aí.

O século XX será recordado por muitas coisas,
e não apenas pelo desenvolvimento das capacidades
de cálculo. Areas inteiras da matemática apareceram
essencialmente no século XX, como a Analise Funcional,
e o seu desenvolvimento não teve nada a ver com
o aparecimento dos meios computacionais.
Por outro lado, o poder computacional actual
é enorme mas o crescimento desse poder
tem abrandado um pouco ultimamente. Surpreendente?


>E o que dizer do Mathematica. Faz de tudo. Calcula,
>plota, regride, e tudo mais, com qualquer função,
>implícita, explícita, polinomial, transcendental,
>complexa, o diabo. Apresenta os resultados com quantos
>dígitos decimais você quiser. Faz operações com números
>enormes, tais como 600!, 10^1100, etc.
>
>Estive vendo-o superficialmente. Também pudera, tem uma
>enorme equipe de craques por trás do projeto. Mas, tem
>um custo bastante elevado.

Para a História: o iniciador do Mathematica foi
um físico e não um matemático: Stephen Wolfram,
que anuncia agora um novo livro que o editor
classifica como: "presents a series of dramatic
discoveries never before made public".
Podem ver as referências em:

http://www.wolframscience.com/

Comentários?

>Contudo não posso deixar de comentar, e dar a dica aqui
>para os Amigos, sobre este pequeno achado que é o HugeCalc,
>um programeto DOS já de 10 anos, mas de apenas 8 Kb, que
>realiza operações de "+", "-", "*", "/", "^" e "!" com
>números de até 254 algarismos significativos.
>
>Isto significa poder visualizar, por exemplo, todos os
>algarismos da função 143! ou de 11^231. Que eu conheça ou
>saiba, nenhuma calculadora faz isto. E não só calculadoras,
>mas muitos softwares também, com este nível de operação,
>entram em "overflow". E o melhor: é grátis. Está lá em
>http://hotfiles.zdnet.com/cgi-bin/texis/swlib/hotfiles/
>info.html?fcode=77341&b=uk

Não consegui transferir esse programa, mas há um outro
que tem mais de 10 anos e que começou em DOS e que faz
cálculos matemáticos com 2600 algarismos significativos
incluindo cálculos com números racionais e
com polinómios. Chama-se UBASIC.
Também é grátis e está disponível em

ftp://rkmath.rikkyo.ac.jp/pub/ubibm/

e em

http://archives.math.utk.edu/software/msdos/number.theory/ubasic/.html

Outros programas gratuitos deste mesmo
tipo são o Kant/Kash que se pode ver em

http://www.math.tu-berlin.de/~kant/kash.html

e o SIMATH que é um sistema algébrico computacional
para teoria de números:

http://emmy.math.uni-sb.de/~simath/index.html

Existe também uma versão do UCALC para a
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http://www.geocities.com/Hollywood/2979/ntheory.html

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August 6 - 9, 2001,  University of Klagenfurt, Austria:
http://www.uni-klu.ac.at/ictmt5/
III CoimbraMat, 10-11 de Setembro de 2001:
http://www.apm.pt/nucleos/coimbra/historia/cbrmat3/index3.htm
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http://www.mat.uc.pt/EMM
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