XIII Conferencia Interamericana de Educación Matemática
Colegas y amigos:
El Comité ejecutivo del CIAEM ha completado el
texto del Segundo Anuncio de la XIII CIAEM de
Recife, Brasil. Incluye los principales aspectos
relativos a la organización científica del evento
hasta ahora.
Por el momento lo tenemos en español e inglés, y
en pocos días lo tendremos en portugués y
francés. Adjunto los textos en formato .doc para
su uso (o divulgación) si así lo consideran
apropiado.
También tendremos el diseño en forma de folleto para poder imprimirse.
Además hemos elaborado una versión resumen de
este Segundo Anuncio, que lo tenemos en español,
pero pronto estará en los otros idiomas.
El texto también estará en la página web oficial
del evento http://xiii.ciaem-iacme.org
Me permito solicitarles sus opiniones y
observaciones, si las juzgan necesarias.
Les agradezco de antemano, su gentil colaboración
Atentamente
Ángel Ruiz
Presidente
CIAEM-IACME
Comité asesor internacional
XIII Inter-American Conference on Mathematics Education
International Advisory Committee
Alain Kuzniak (France, Directeur du Laboratoire
André Revuz, Université Paris-Diderot).
Alicia Ávila (México, Universidad Pedagógica Nacional)
Bernard Hodgson (Canada, Secrétaire général ICMI, 1999-2009).
Bill Barton (New Zealand, President ICMI 2010-2012)
Carlos Vasco (Colombia, Expresidente CIAEM-IACME)
Eduardo Luna (República Dominicana, Expresidente CIAEM-IACME)
Fidel Oteiza (Chile, Director Centro Comenius, Expresidente CIAEM-IACME)
Hyman Bass (United States, Expresident ICMI)
Jaime de Carvallo e Silva (Portugal, Secretário-geral ICMI 2010-2012)
María Falk de Losada (Colombia, Rectora Universidad Antonio Nariño)
Maria Salett Biembengutt (Brasil, Expresidenta CIAEM-IACME)
Michael Shaughnessy (United States, President NCTM 2010-2011)
Paulo Figueiredo Lima (Brasil, Presidente SBEM).
Salvador Llinares (España, Ex-presidente de la SEIEM, 1999-2002)
Ubiratan D'Ambrosio (Brasil, Expresidente CIAEM-IACME)
_______________
Ángel Ruiz
* Presidente, Comité Interamericano de
Educación Matemática, CIAEM,
http://www.cimm.ucr.ac.cr/ciaem
* Vicepresidente 2010-2012 International
Commission on Mathematical Instruction ICMI,
http://www.mathunion.org/ICMI
* Director, Centro de Investigaciones
Matemáticas y Meta-Matemáticas, CIMM,
http://www.cimm.ucr.ac.cr, Universidad de Costa
Rica
* Director, Programa Interinstitucional de
Investigación y Formación en Educación
Matemática, http://www.cimm.ucr.ac.cr/pi-ifem,
Universidad Nacional, Universidad de Costa Rica,
Universidad Estatal a Distancia.
* Director, Programa de Investigación y
Formación en Educación Matemática,
http://www.cimm.ucr.ac.cr/pifem, Escuela de
Matemática, Universidad Nacional.
Teléfonos: oficina (506) 25115742, celular (506) 88288987
Página web personal: http://www.cimm.ucr.ac.cr/aruiz
Correos: angelruizz@... y aruiz@...
_______________________________________________
Esta lista chama-se "História da Matemática em português" e
pretende ser um meio de discussão de tópicos de História da
Matemática em língua portuguesa, com particular incidência
na História da Matemática em Portugal, Brasil e outros países de
língua portuguesa, sem esquecer a História do Ensino da Matemática
e o uso educacional da História da Matemática.
Esta lista é moderada.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Algumas regras para o funcionamento desta lista:
1) Por favor respeite o tema da lista. Se o tema
que pretende discutir não for o de História
da Matemática, por favor remeta a sua discussão
para outras listas.
2) Se for enviada uma mensagem sobre um tema
claramente excêntrico em relação ao da lista
a mensagem será reenviada para outras
listas ou será eliminada.
3) Se a mensagem contiver erros grosseiros
ou for considerada inapropriada, esta será
eliminada.
4) Seja tão claro e conciso quanto possível.
5) Seja educado.
6) Não se precipite na sua resposta; dados pouco exactos
ou uma leitura apressada de uma mensagem, podem levar
a uma resposta inadequada ou que induza os outros em erro
e assim poderá prestar um mau serviço ao grupo
(não se esqueça que todas as mensagens ficam
arquivadas na página do grupo).
7) Se puder ajudar na resposta à questão de alguém,
não hesite, responda. Um dia, quando colocar uma
questão, também vai querer que lhe respondam.
8) Pode enviar anexos para a lista, mas este não ficará
arquivado no arquivo de mensagens da lista.
Se quiser disponibilizar um ficheiro de forma mais permanente,
vá à página de "Arquivos" da lista e coloque aí o seu ficheiro.
9) Quem abusar destas regras fica sujeito à exclusão
da lista.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Se pretender outras listas que discutam
outros temas de Matemática,
aconselho as seguintes listas:
Temas gerais de Matemática:
http://br.groups.yahoo.com/group/matfeliz
Tecnologia no Ensino da Matemática:
http://br.groups.yahoo.com/group/TecMat/
Geometria euclidiana:
http://br.groups.yahoo.com/group/geometriaeuclidiana/
Problemas e Olimpíadas de Matemática:
http://www.teorema.mat.br/
Estatística e Matemática
http://br.groups.yahoo.com/group/STAT-MATH/
Matemática da Música
http://br.groups.yahoo.com/group/matematicadamusica/
Vestibular:
http://br.groups.yahoo.com/group/Ezatas/
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This message is for Members of Princeton University Press's E-mail list for Mathematics, Economics, Popular Science. To send a comment or suggestion, please e-mail webmaster@...
Mathletics How Gamblers, Managers, and Sports Enthusiasts Use Mathematics in Baseball, Basketball, and Football Wayne L. Winston
Mathletics is a remarkably entertain ing book that shows readers how to use simple mathematics to analyze a range of statistical and probability-related questions in professional baseball, basketball, and football, and in sports gambling. How does professional baseball evaluate hitters? Is a singles hitter like Wade Boggs more valuable than a power hitter like David Ortiz? Should NFL teams pass or run more often on first downs? Could professional basketball have used statistics to expose the crooked referee Tim Donaghy? Does money buy performance in professional sports?
"Sports fans will learn much from probability theory and statistical models as they abandon empty clichés (time to throw momentum out of the informed fan's lexicon) and confront institutionalized injustices (such as those built into the protocols for selecting a national champion in college football and for seeding the NCAA's basketball tournament). A rare fusion of sports enthusiasm and numerical acumen."--Booklist
Didactics of Mathematics as a Mathematical Discipline
October 1, 2009 - October 4, 2009 - University of Madeira, Funchal, Portugal
An international workshop in collaboration with
the Klein Project of the IMU/ICMI (a project on a
XXIst century follow up of the Felix Klein's
"Elementary Mathematics from an Advanced
Standpoint").
http://glocos.org/index.php/dm-md/dm-md2009
Program
October 1
11:00 - Opening session
Rector University of Madeira, President of CIM, President of ICMI
11:30 - "Felix Klein, a complete mathematician between two centuries"
José Francisco Rodrigues (Universidade de Lisboa/CMAF, Portugal)
12:00 - "Presentation of the IMU/ICMI Klein Project"
Bill Barton (The University of Auckland, New Zealand, Vice-President, ICMI)
13:00 - Lunch
14:30 - T. Banchoff (Brown University, USA)
"Algebraic Areas of Midpoint Polygons".
15:00 - Gert Schubring (Universität Bielefeld, Bielefeld, Germany)
"Felix Klein's vision on the relation: Between abyss and hysteresis."
15:30 - Discussion
16:00 - Break
16:30 - Sebastià Xambó (Universitat Politècnica de Catalunya, Barcelona, Spain)
"A Clifford perspective on Klein's Geometry"
17:00 - R. Strasser (Justus-Liebig-Universitaet, Giessen,Germany)
"Klein's Hyperbolic Geometry Model - Epistemology - Didactics of Mathematics"
17:30 - Discussion
18:30 - Madeira de Honra
October 2
9:00 - Mário Jorge Dias Carneiro (Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil)
"Which caracteristics of the development of
Mathematics in the late XX Century should be
incorporated in the curriculum and how to do it?"
9:30 - Ulrich Kortenkamp (Pädagogische Hochschule
Karlsruhe, Karlsruhe, Germany)
"The Impact of Computer Science on Mathematics Education"
10:00 - Manuel Silva (Univ. Nova de Lisboa, Portugal)
"Algorithmic thinking in mathematics"
10:30 - Discussion
11:00 - Break
11:30 - Jaime Carvalho e Silva (Universidade de Coimbra/CMUC, Portugal)
"Enriques' choices"
12:00 - João Caramalho Domingues (Univ. Minho/CMAT, Portugal)
"A geometrical proof by Anastácio da Cunha in
19th-century English and American textbooks"
12:30 - Discussion
13:00 - Lunch
14:30 - Abraham Arcavi (The Weizmann Institute of Science, Rehovot, Israel)
"Mathematics as a school subject in the XXI
century: trends, promises and dilemmas"
15:00 - João Pedro Ponte (DIFMAT and Univ. Lisboa, Portugal)
"Exploring and investigating mathematics: A key
element in the activity of mathematicians,
students and teachers"
15:30 - James King (University of Washington, USA)
"Affine Geometry from Klein to Spline"
16:00 - Discussion
16:30 - Break
17:00 - Margarida Oliveira (Escola EB23, Piscinas, Portugal)
"From mathematical modelling to computational simulation"
17:20 - Elsa Fernandes (Universidade da Madeira,
Portugal), Eduardo Fermé (Universidade da
Madeira, Portugal), Rui Oliveira (Escola EB 2,3 /
S Alfândega da Fé, Portugal)
"Travelling with Robots to Learn Functions in Math Class"
17:40 - Frank S Quinn (Virginia Tech, Blacksburg, USA)
"A Contemporary Approach to Concept Formation"
18:00 - Discussion
October 3
9:30 - Yuriko Baldin (Universidade Federal de São
Carlos, São Carlos, Brasil, and ICMI-Brasil)
"Some considerations about the advances of Mathematics in 20th
century and the possible implications to modernize the school curriculum"
10:00 - Emanuel Martinho (E. S. Gama Barros,
Portugal), Maria Margarida Pinto (S.P.M. and E.
S. Gama Barros, Portugal), Virgínia Amaral (E. S.
Leal da Câmara, Portugal)
"A manual for the 11th grade - our experience and some thoughts for the future"
10:30 - Arsélio Martins (Escola José Estêvão,
Aveiro, Portugal, and APM President)
"Is connecting subjects in the curriculum and in
classroom the option? What else?
Reflection around two topics of elementary mathematics."
11:00 - Discussion
11:30 - Break
11:50 - Ana Patrícia Silva, Luís Esteves (Colégio
São João de Brito, Lisboa, Portugal)
"Trigonometry in a fun park"
12:10 - Adelaide Carreira (Univ. Lisboa,
Portugal), Leila Ângelo, Ana Valdez (Colégio S.
Tomás, Portugal)
"Structural topics of Analysis and Calculus:
Linking foundations and developments"
12:30 - Discussion
13:00 - Lunch
14:30 - José Carlos Santos (Univ. Porto, Portugal)
"From Geometry to Groups"
15:00 - João Fernandes (Universidade de Coimbra/CFC, Portugal)
"Mathematics in Astronomy in school: some ideas and examples"
15:30 - Pedro Patrício (Univ. Minho/CMAT, Portugal)
"A brief introduction to crypto&coding (the ubiquity of primes)"
16:00 - Discussion
16:30 - Break
17:00 - Luís Sanchez (Univ. Lisboa/CMAF, Portugal)
"Reflexions on teaching introductory Analysis to beginners"
17:30 - Michèle Artigue (University Paris-Diderot - Paris 7, Paris, France)
"Functions and Analysis: Elements of reflection
within the perspective of the Felix Klein project"
18:00 - Discussion
20:00 - Dinner
October 4
9:30 - M. F. Brilhante (Univ. Açores, Portugal),
S. Mendonça (Univ. Madeira, Portugal), D. Pestana
(Univ. Lisboa-CEAUL, Portugal)
"How normal is the 'normal' law, and how central
is the 'central' limit theorem?"
10:00 - John Mason (Prof Emeritus, Open
University, Senior Research Fellow, University of
Oxford)
"Ideals, Actualities and Realities: epistemic
stances, affective realities, and ontic
possibilities in school mathematics -
Contribution Towards the Neue Klein Project"
10:30 - Bernard R. Hodgson (Université Laval, Canada)
"Seven steps along a Kleinian pathway"
11:00 - Discussion
11:30 - Break
12:00 - Closing remarks
Bill Barton
12:30 - Closing session
---
----- Original Message -----
From: "Amirouche Moktefi" <amirouche.moktefi@...>
To: <MERSENNE@...>
Sent: Friday, September 25, 2009 2:50 PM
Subject: History of modern algebra meeting
The Department of Algebra, Number Theory and Logic of the School of
Mathematics of the Aristotle University of Thessaloniki is organizing
the international meeting *"History of Modern Algebra: 19th century and
later" dedicated to the memory of Maria Panteki*. The conference will
take place October 3-4, 2009 at the School of Mathematics at
Thessaloniki, Greece.
The Plenary Speakers are Prof. L. Corry, T. Crilly, W. Hodges, I.
Grattan-Guinness.
The Conference webpage is http://hmalgebra.web.auth.gr/
The organizing committee consists of:
Hara Charalambous hara@... <mailto:hara@...>
Nikos Kastanis
Despina Papadopoulou papdes@... <mailto:papdes@...>
Cornelia Kalfa
Theodora Theohari-Apostolidi, (Chair) theohari@...
<mailto:theohari@...>
*The Conference Program *is as follows:
*Saturday, October 3, 2009 *
8.45- 9.00 : Registration
9.00- 9.50 : Opening
10.00-10.50 : Ivor Grattan-Guiness, University of Middlesex, U.K.
Title: D company: The British community of operator algebraists
11.00-11:50 : Wilfrid Hodges, University of London
Title: How Boole broke through the top syntactic level
11.50-12.20 : Coffe Break
12.20-12.40 : Alison Walsh, Cambridge Regional College
Title: The algebraic logic of Charles S. Peirce (1839-1914)
12.45-13.05 : Paul Wolfson, West Chester University of Pennsylvania
Title: Resolvents of Polynomial Equation
13.10- 13.30 : Volker Peckhaus, Paderborn University
Title: What is Algebra of Logic?
13.35-13.55 : Christine Phili, National Technical University of Athens
Title: On the extension of the calculus of linear substitutions by
Kyparissos Stephanos, (in greek).
14.00-14.20 : Jean Christianidis, University of Athens
Title: Some reflections on the historiography of classical algebra, (in
greek)
14.20-16.00 : Lunch Break
16.00-16.20 : Anastasios Tokmakidis, Secondary Education, Thessaloniki
Title: The Establishment of the Mathematical Profession in 19th Century
Europe, (in greek).
16.25-16.45 : Amirouche Moktefi, Strasbourg University
Title: Who cared about Boole's algebra of logic in the nineteenth century?
16.50-17.10 : Marie-José Durand-Richard, University of Paris
Title: Boole’s investigation on Symbolical methods in his last 1859 and
1860 Treatises
17.10-17.30 : Coffe Break
17.30-18.20 : Tony Crilly, University of Middlesex
Title: Nineteenth century British algebra – the careers of Arthur Cayley
and Thomas P. Kirkman
18.30-19.20 : Leo Corry, University of Tel Aviv
Title: From Algebra (1895) to Modern Algebra (1930): Changing
Conceptions of a Discipline. A Guided Tour Using the Jahrbuch über die
Fortschritte der Mathematik.
20.15 : Dinner
* *
*Sunday, October 4, 2009 *
9.00-13.30 : Visit to Archaeological Museum and City tour
14.00-17.00 : Free time
17.00-19.00 : Discussion session
Subject: [hist-mat-port] "Os Elementos" de Euclides emlíngua portuguesa
Caros amigos
Agradeço a informação sobre a possibilidade de adquirir o livro. Infelizmente só funciona para o Brasil. Terei de esperar pelos nossos importadores tradicionais.
É possível efetuar a compra com Visa ou Mastercard.
Aproveito a oportunidade para anunciar que ainda neste semestre minha tradução comentada da Divina Proportione de Luca Pacioli será publicada na Coleção CLE - Unicamp.
Como versão em Tese de doutorado pode ser vista e "baixada" em
--- Sab 5/9/09, nunotarcisio@sapo.pt <nunotarcisio@sapo.pt> ha scritto:
Da: nunotarcisio@sapo.pt <nunotarcisio@sapo.pt> Oggetto: [hist-mat-port] "Os Elementos" de Euclides emlíngua portuguesa A: hist-mat-port@yahoogrupos.com.br Data: Sabato 5 settembre 2009, 11:46
Boa tarde caros amigos
Gostaria aqui de dar os parabens ao prof.. Dr. Irineu Bicudo pelo lançamento do Livro "Os Elementos" de Euclides. Lembro-me de o ouvir aqui em Coimbra, há uns anitos, a dizer que se ia lançar na aventura da tradução directa do texto grego.
Agora gostaria que o livro tambem chegasse até nós. estou interessado a adquirir a obra.
Workshop Internacional: «Alvarus Thomas: reopening the Liber de triplici motu
(1509)»
Segunda-feira, 28 de Setembro 2009
Faculdade de Ciências,
Universidade de Lisboa.
Álvaro Tomás é ainda uma figura mal conhecida. No seu «Liber de triplici motu»
(1509), apresentou uma extensa teoria de proporções e um estudo detalhado da
teoria do movimento na tradição dos Calculatores, obtendo importantes resultados
na soma de séries infinitas. O seu livro teve um grande impacto que a
historiografia recente tem cada vez mais acentuado. Na ocasião dos quinhentos
anos de publicação do «Liber de triplici motu» o Centro Interuniversitário de
História das Ciências e da Técnica (CIUHCT) promove a realização do Workshop:
«Alvarus Thomas: reopening the Liber de triplci motu (1509)».
Comunicações de: Henrique Leitão (CIUHCT), Matthias Schemmel (MPIWG, Berlim);
Stefan Paul Trzeciok (MPIWG, Berlim); Sabine Rommevaux (CNRS, CESR, Tours);
Carlos Correia de Sá (FCUP, CMUP); Samuel Gessner (CIUHCT).
Entrada Livre
Mais informações e programa detalhado em: http://chcul.fc.ul.pt/
Organizado por:
Samuel Gessner e Henrique Leitão
CIUHCT, Universidade de Lisboa
Agradeço a informação sobre a possibilidade de adquirir o livro.
Infelizmente só funciona para o Brasil.
Terei de esperar pelos nossos importadores tradicionais.
Agradeço tambem a tese de doutoramento online.
Cordialmente
Nuno Cardoso
Citando Fábio Bertato <fabio_bertato@...>:
Caro Sr. Nuno Cardoso,
A tradução do Prof. Irineu Bicudo ficou primorosa e é um bálsamo para nós, lusófonos. Como moro em Rio Claro, já possuo um exemplar autografado.
Para adquirir uma cópia basta acessar o sítio da Editora Unesp:
É possível efetuar a compra com Visa ou Mastercard.
Aproveito a oportunidade para anunciar que ainda neste semestre minha tradução comentada da Divina Proportione de Luca Pacioli será publicada na Coleção CLE - Unicamp.
Como versão em Tese de doutorado pode ser vista e "baixada" em
--- Sab 5/9/09, nunotarcisio@sapo.pt <nunotarcisio@sapo.pt> ha scritto:
Da: nunotarcisio@sapo.pt <nunotarcisio@sapo.pt>
Oggetto: [hist-mat-port] "Os Elementos" de Euclides emlíngua portuguesa
A: hist-mat-port@yahoogrupos.com.br
Data: Sabato 5 settembre 2009, 11:46
Boa tarde caros amigos
Gostaria aqui de dar os parabens ao prof.. Dr. Irineu Bicudo
pelo lançamento do Livro "Os Elementos" de Euclides.
Lembro-me de o ouvir aqui em Coimbra, há uns anitos, a dizer que se ia
lançar na aventura da tradução directa do texto grego.
Agora gostaria que o livro tambem chegasse até nós.
estou interessado a adquirir a obra.
É possível efetuar a compra com Visa ou Mastercard.
Aproveito a oportunidade para anunciar que ainda neste semestre minha tradução comentada da Divina Proportione de Luca Pacioli será publicada na Coleção CLE - Unicamp.
Como versão em Tese de doutorado pode ser vista e "baixada" em
--- Sab 5/9/09, nunotarcisio@... <nunotarcisio@...> ha scritto:
Da: nunotarcisio@... <nunotarcisio@...> Oggetto: [hist-mat-port] "Os Elementos" de Euclides emlíngua portuguesa A: hist-mat-port@... Data: Sabato 5 settembre 2009, 11:46
Boa tarde caros amigos
Gostaria aqui de dar os parabens ao prof.. Dr. Irineu Bicudo pelo lançamento do Livro "Os Elementos" de Euclides. Lembro-me de o ouvir aqui em Coimbra, há uns anitos, a dizer que se ia lançar na aventura da tradução directa do texto grego.
Agora gostaria que o livro tambem chegasse até nós. estou interessado a adquirir a obra.
Gostaria aqui de dar os parabens ao prof. Dr. Irineu Bicudo
pelo lançamento do Livro "Os Elementos" de Euclides.
Lembro-me de o ouvir aqui em Coimbra, há uns anitos, a dizer que se ia
lançar na aventura da tradução directa do texto grego.
Agora gostaria que o livro tambem chegasse até nós.
estou interessado a adquirir a obra.
O globo perdido de Schissler
foi ao médico e quer ser tesouro nacional
31.08.2009 - Ana Machado
Historiadores de
ciência e conservadores de arte estão intrigados com um globo
celeste do século XVI, assinado por um construtor de instrumentos
científicos que trabalhou para Tycho Brahe, exposto no Palácio
Nacional de Sintra desde a década de 40. É uma raridade mundial
que andava perdida, dizem os especialistas, baseados no pouco que já
se sabe sobre a peça que já é candidata a tesouro nacional. Para
saberem mais acerca do globo até lhe fizeram uma TAC
Inês Ferro, directora do Palácio
Nacional de Sintra é conservadora há 26 anos. Mas nunca tinha
visto um doente assim. "Tenho uma ideia de objectos submetidos a
exames de química e de raios X. Mas TAC nunca tinha ouvido falar."
Um globo de cobre dourado, que não se sabe como, nem quando, chegou
a Portugal, veio da casa-forte do Palácio das Necessidades para o
Palácio Nacional de Sintra em 1941. Até que olhos mais atentos
olharam para ele e constataram que se estava perante uma verdadeira
raridade.
A consulta foi no dia 22 de Março. Levaram o globo de cobre ao colo
até Lisboa, devidamente acondicionado, e colocaram-no, tal como um
doente frágil, num aparelho de TAC, no Instituto Português de
Oncologia, a um domingo.
"As imagens revelaram uma estrutura interna completamente
metálica e suportada por um eixo central fixo, composta por 12 arcos
aparafusados a duas calotes e unificados por um anel transversal, uma
estrutura insólita que nenhum dos especialistas em globos
previamente consultados tinha antecipado", descreve ao pormenor
Samuel Gessner, historiador de ciência suíço, investigador do
Centro Interuniversitário de História das Ciências e da
Tecnologia, especialista em instrumentos científicos. Pensava-se que
o interior do globo seria de madeira.
Do exame resultaram imagens típicas de uma TAC, onde é evidenciada
a estrutura interna do globo, um esqueleto, parecido com uma esfera
armilar. Uma imagem tão bonita que acabou por ser adaptada para
símbolo do Centro Interuniversitário de História das Ciências e
da Tecnologia. "Foi uma emoção", confessa Inês
Ferro.
O globo construído em 1575 por Christoph Schissler é uma raridade
pelo seu tamanho, cerca de 22 centímetros de diâmetro, e pelas
particularidades que apresenta, todo em cobre e talvez com douradura
em amálgama de ouro. Mas a constituição exacta da liga
metálica também está a ser investigada pela equipa de Ana Mesquita
e Carmo, física do Laboratório de Conservação e Restauro José
de Figueiredo, do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), que
participou no restauro da Custódia de Belém.
No laboratório do IMC, o globo de Schissler foi já submetido a
mais exames rigorosos, de fluorescência de raios X, para se apurar a
sua verdadeira constituição.
Schissler era um dos construtores de instrumentos científicos mais
famosos do cientificamente fervilhante século XVI. São trocas de
correspondência entre o astrónomo dinamarquês Tycho Brahe e
Schissler, apesar de Brahe (com quem Kepler trabalhou) ter conhecidas
a sua própria oficina. Desconhece-se, contudo, se da troca de
correspondência chegou a resultar a construção de instrumentos
por Schissler para Brahe. "Mas sabemos que Tycho Brahe passou por
Augsburgo em 1575", lembra Samuel Gessner sobre uma ténue pista
que pode ligar o globo de Sintra a Tycho Brahe.
Tamanho invulgar
O astrónomo dinamarquês fez as mais precisas observações
astronómicas da época e os seus dados ajudaram Kepler as construir
as leis que desafiaram Aristóteles e Ptolomeu e ajudaram a retirar à
Terra o estatuto de centro do Universo. Este conceito, que marcou o
Renascimento, já fora denunciado por Copérnico e depois acabou por
ser confirmado pelas observações de Galileu, já no século
XVII.
Saídos da oficina de Schissler, em Augsburgo, na actual Baviera
alemã, existem hoje apenas dois globos: um deles, um globo
terrestre, está no Observatório de Greenwich, em Londres; e outro,
o seu par celeste (normalmente era sempre feito um par) pertence a uma
colecção privada não identificada. Mas são globos mais
pequenos do que este exposto em Sintra.
Deste tamanho, Samuel Gessner diz que são conhecidos poucos. Um
globo islâmico que está no museu Smithsonian de Washington e outro
em Cracóvia, na Polónia. "Normalmente, os globos de metal
eram mais pequenos", lembra Samuel Gessner. Mas o facto de a
família Fugger, banqueiros detentores do monopólio de minas de
cobre, ser natural de Augsburgo, pode explicar o tamanho invulgar e a
riqueza deste globo metálico. Há até registo de uma encomenda de
um globo, de grandes proporções, em cobre, feita a Schissler pela
coroa espanhola. "Mas esse seria apenas de cobre e maior.
Provavelmente, não se trata do mesmo globo." E está por
apurar se este globo celeste também alguma vez teve um par
terrestre.
Estácio dos Reis, comandante da Marinha, e também ele especialista
em instrumentos científicos, já tinha escrito um artigo
científico sobre este globo e sobre a sua importância. Mas foi só
em Setembro de 2008 que os olhares atentos de um grupo de
especialistas do Comité de Instrumentos Científicos (SIC),
reunidos num simpósio organizado pelo Museu de Ciência da
Universidade de Lisboa, fizeram uma visita a Sintra propositadamente
para ver este globo. E nem queriam acreditar no que encontraram.
Este globo, agora no centro das atenções, esteve durante anos na
Sala das Pegas do Palácio Nacional de Sintra. Mas acabou por ser
mudado para a Sala D. Sebastião, para ser visto mais de perto por
causa dos relevos, lembra a directora do Palácio Nacional de Sintra.
Inês Ferro realça a beleza dos relevos quinhentistas do objecto,
inspiradas nos gravuras de Dürer. Foi na Sala D. Sebastião que os
especialistas internacionais o observaram em Setembro do ano
passado.
"É belíssimo. Foi inspirado num outro globo mais pequeno,
celeste, impresso, de Caspar Vopelius, 40 anos mais antigo, que está
em Colónia, na Alemanha", diz Gessner sobre outro globo
quinhentista que o historiador tem estudado para uma análise
comparativa. Pega numa lupa, aproxima-se e acrescenta: "Pode
ver-se a data e a assinatura do construtor", afirma olhando para
a parte inferior do globo. "E o escudo da cidade de Augsburgo,
para além de uma escala de brilho das estrelas, tal como Ptolomeu
definia."
Reconstruir a história
O desafio agora é reconstruir a história desta raridade: Inês
Ferro diz que já se conseguiu excluir uma hipótese sobre a sua
origem, que era a menos interessante de todas: "Havia uma
hipótese de ter sido adquirido em leilão na década de 1930, quando
se compraram várias peças para completar colecções de época,
mas essa hipótese está afastada", diz, baseada no facto de já
se saber que veio do depósito da família real, guardado no
cofre-forte do Palácio das Necessidades, para Sintra em 1941.
"Não foi comprado."
O próximo passo será verificar se a peça está identificada nos
arrolamentos dos bens dos palácios feitos pela República em 1910.
"Também pode ter vindo para Portugal com D. Fernando II",
diz sobre o rei consorte criado na Áustria, pai de D. Pedro V e
casado com a rainha D. Maria II. "Estamos a investigar."
Mas se não se conseguir reconstituir a história perdida do globo a
partir de Portugal, Samuel Gessner diz que se pode ainda tentar via
Augsburgo: "Podemos começar a reconstituição ao
contrário, talvez consultando as listas de encomendas feitas à casa
Fugger".
Para já, Inês Ferro candidatou a peça ao estatuto de tesouro
nacional, atribuído pelo Instituto dos Museus e da Conservação:
"Candidatámos três peças do Palácio Nacional de Sintra,
uma delas foi o globo".
Bernardo Mota, do Centro de História da Ciência da Universidade de
Lisboa, ganhou o Prémio «Jeune Historien» da Académie Internationale
d'Histoire des Sciences do ano de 2009, pela sua tese de doutoramento
«O estatuto das matemáticas em Portugal nos séculos XVI e XVII». O
prémio, a mais alta distinção internacional concedida a uma tese em
história da ciência, foi entregue numa cerimónia pública em Budapeste,
no passado dia 31 de Julho. No relatório de um dos proponentes do prémio
(Paolo Mancosu, U. Berkeley, EUA), pode ler-se: "Mota's achievement is
outstanding. It is a major contribution to the history of the
philosophy of mathematics; to the institutional history of mathematics
and philosophy, especially (but not only) in Portugal; and to the
institutional history of the Jesuits". Acerca do prémio e lista de
premiados em anos anteriores, ver em: http://www.aihs-iahs.org/fr/prix
Bernardo Mota apresentou publicamente o seu doutoramento em Junho de
2008 na Universidade de Lisboa. Foram seus orientadores Henrique
Leitão, do Centro de História das Ciências, e Arnaldo Espírito Santo
da Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa. É a primeira vez que um português é
homenageado com esta distinção.
Subject: Mestrado de História e
Filosofia das Ciências da FCUL - 2ª Fase de
Inscrições
From: Bruno Almeida
<bjalmeida@...>
Boa tarde
Vai correr de 1 a 15 de Setembro a segunda fase de inscrições no
Mestrado de História e Filosofia das Ciências da Faculdade de
Ciências da Universidade de Lisboa.
A SAHFC agradece a divulgação junto dos eventuais
interessados.
As principais informações são fornecidas no folheto em anexo,
mas qualquer questão não hesite em contactar-nos.
Prezado J Carvalho e Silva e amigos,
Agradeço as correspondências e infelizmente estou a serviço externo nesta ocasião.
Pergunto se o livro estará à venda. Pois gostaria de presentear a minha professora de fundamentos e outras materias chamada Estela Kaufman de 74 anos de idade e que ainda dá aula com entusiasmo, dedicação, brilhantismo; e quando necessário, puxa as nossas orelhas é uma grande Educadora do meu Mestrado.
Aproveito também para indagar se alguém conhece uma pessoa que se assina ANACASOLA e que colocou na internet excelente artigo sobre a história das equações algébricas e gostaria de ter maiores referencias sobre esta professora que me parece pela escrita ser Lusitana.
Obrigado e com um forte abraço, fico no aguardo.
On Dom 23/08/09 21:20 , J Carvalho e Silva jaimecs@... sent:
>
>A Direção do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp, Campus
>de Rio Claro, tem a honra de convidar Vossa Senhoria para o lançamento do
>Livro "Os Elementos" de Euclides. A obra é a primeira tradução completa
>para o português feita com base no texto grego, pelo Prof. Dr. Irineu
>Bicudo. A solenidade será realizada no dia 25 de agosto de 2009, às 14
>horas, no Anfiteatro do Prédio da Administração.
>
>Rio Claro, agosto de 2009.
>
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indesejadas sejam classificadas como Spam.
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Atualizado em 23/08/2009
No Brasil acho ser mesmo a prmeira publicação dos ¨Elementos de Euclides¨ de fato, posto que, de antes só conheço adaptações. Alguém saberia dizer quando foi feito isso em Portugal.
Att, Prof, Hião Batista
--- Em dom, 23/8/09, J Carvalho e Silva <jaimecs@...> escreveu:
De: J Carvalho e Silva <jaimecs@...> Assunto: [hist-mat-port] "Os Elementos" de Euclides em língua portuguesa Para: hist-mat-port@... Data: Domingo, 23 de Agosto de 2009, 21:20
> >A Direção do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp, Campus >de Rio Claro, tem a honra de convidar Vossa Senhoria para o lançamento do >Livro "Os Elementos" de Euclides. A obra é a primeira tradução completa >para o português feita com base no texto grego, pelo Prof. Dr. Irineu >Bicudo. A solenidade será realizada no dia 25 de agosto de 2009, às 14 >horas, no Anfiteatro do Prédio da Administração. > >Rio Claro, agosto de 2009. >
>
>A Direção do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp, Campus
>de Rio Claro, tem a honra de convidar Vossa Senhoria para o lançamento do
>Livro "Os Elementos" de Euclides. A obra é a primeira tradução completa
>para o português feita com base no texto grego, pelo Prof. Dr. Irineu
>Bicudo. A solenidade será realizada no dia 25 de agosto de 2009, às 14
>horas, no Anfiteatro do Prédio da Administração.
>
>Rio Claro, agosto de 2009.
>
>-------- Mensagem Original --------
>Assunto: Viena - Universidade de Verão 2010
>Data: Wed, 12 Aug 2009 23:09:30 +0100
>De: Carlos Correia de Sá <csa@...>
>
>
>Caros amigos,
>
>o objectivo desta mensagem é divulgar a 6ª
>Universidade Europeia de Verão em História e
>Epistemologia na Educação Matemática, que terá
>lugar em Viena, de 19 a 23 de Julho de 2010.
>Para além dos documentos em anexo, envio os
>endereços seguintes:
>
> > Site de ESU 6 :
> > http://www.algebra.tuwien.ac.at/kronfellner/esu6/
>
>
> > Site de HPM :
> > http://www.clab.edc.uoc.gr/HPM/
>
>
>O prazo para submeter propostas de participação
>termina a 31 de Outubro próximo.
>
>Abraços e votos de bom verão,
>
>Carlos
>
>-------------------------
>
>Carlos Correia de Sá
>
>Departamento de Matemática Pura
>
>Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
>
>Rua do Campo Alegre, 687
>
>P - 4169-007 PORTO
>
>Portugal
>
>-------------------------
>
>-------- Mensagem Original --------
>Assunto: Fwd: Programa do Encontro de História da Astronomia
>Data: Wed, 12 Aug 2009 21:08:17 +0100
>De: L.Saraiva <mmff5@...>
>
>
>Caros Colegas,
>Aqui vos volto a enviar o programa do Encontro
>de Historia da Astronomia, que se vai realizar
>no Museu de Ciência em Lisboa de 24 a 26 de
>Setembro, e que vai ser tambem o 22 Encontro do
>SNHM.
>Agradeço que, para alem dos potenciais
>interessados se inscreverem atempadamente,
>beneficiando do montante reduzido que é cobrado
>até ao dia 31 de Agosto (70 Euros geral; 50
>Euros para sócios da SPM, APM e SPA; 35 Euros
>para estudantes; a partir de 1 de Setembro:
>preço único: 90 Euros), que divulgassem nas
>vossas escolas, faculdades e centros de
>investigação. Façam fotocópias A3 do Programa,
>incluindo o site do Encontro.
>http://chcul.fc.ul.pt/astro
>e afixem-nas em locais estratégicos dos vossos locais de trabalho.
>O Encontro tem muita qualidade, entre os
>participantes estão alguns dos mais distintos
>historiadores da astronomia e da matemática a
>nível mundial, não devemos desaproveitar uma
>oportunidade destas.
>Até Lisboa
>Luis Saraiva
>
>--
Saiu mais um número da revista
"Revue d'histoire des mathematiques"
editada pela SMF-Sociedade Matemática de França.
Trata-se do Tomo 14, Fascículo 2 (2008).
O sumário é o seguinte:
Christine Proust
Quantifier et calculer : usages des nombres a Nippur
Liliane Alfonsi
Etienne Bezout : Analyse algebrique au siecle des Lumieres
Caroline Ehrhardt
Evariste Galois, un candidat a l'Ecole preparatoire en 1829
Mais informações em
http://smf.emath.fr/Publications/RevueHistoireMath/14/html/
PRIX AU FASCICULE :
non Membre : 37 euros + frais de port
Membre : 26 euros + frais de port
Frais de port - France : 7 euros,
Europe : 9 euros, Hors Europe : 14 euros)
La Revue d'histoire des mathematiques est aussi disponible
par abonnement (voir : http://smf.emath.fr/CatalogueCommandes/)
Vous pouvez vous procurer ce volume en le commandant
a la cellule de diffusion de Marseille :
Maison de la SMF, Case 916, 13288 Marseille Cedex 09,
Tel : (33) 04 91 26 74 64, Fax : (33) 04 91 41 17 57,
email : smf@...,
url :
http://smf.emath.fr/CatalogueCommandes/CommandeEnLigne/?page=revue&revue=RevueHi\
stoireMath
Coincides with the 22nd meeting of the National Seminar for the
History of Mathematics, organized by the Portuguese Society of
Mathematics (SPM).
http://chcul.fc.ul.pt/astro/
24-26 September 2009
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
Programme
24 September
9.00 Registration/Reception
Main entrance of the Museum of Science
9.30 Conference Opening
Anfiteatro de Química
10.00 Keynote address The cosmovision of the dolmen builders of south-west Europe
Michael Hoskin (Cambridge University, England)
10.50 Coffee Break
SESSION 1
Anfiteatro Manuel Valadares
Chair to be announced
11.20 The astronomy presented by Isidore of Seville in his
Etymologiae
Sérgio Nobre (Unesp, Rio Claro, Brasil)
12.10 Traditions in computational astronomy in the Iberian
Peninsula in Late Medieval Ages
José Chabas (University Pompeu Fabra, Barcelona, Spain)
13.00 Lunch break
SESSION 2
Anfiteatro Manuel Valadares
Chair to be announced
15.00 Long-term evolution of the Sun from Iberian historical
documents
José Vaquero (University of Extremadura, Spain)
15.50 A mathematical and astronomical "miracle": the dial
of Achaz (provisional title)
Henrique Leitão (FCUL/CIUHCT, Portugal)
16.40 Coffee Break
SESSION 3
Anfiteatro Manuel Valadares
Chair to be announced
17.10 Instruments and astronomical observations at the Jesuit
College of Santo Antão o Novo, 1724-1759 (provisional title)
Luís Tirapicos (MCUL/CIUHCT, Portugal)
18.00 The European Geography of Eighteenth-Century Astronomy
(provisional title)
Jim Bennett (Museum of the History of Science, Oxford University,
England)
25 September
SESSION 4
Anfiteatro Manuel Valadares
Chair to be announced
9.00 The interaction between academic thought and nautical
knowledge in Portugal and Spain
Roberto de Andrade Martins (Unicamp, Brasil)
9.50 Astrônomos e Astrólogos de Portugal Restaurado (in
Portuguese, titulo provisório).
Carlos Ziller Camenietzsky (Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Brasil)
10.40 Coffee Break
SESSION 5
Anfiteatro Manuel Valadares
Chair to be announced
11.10 The first concrete testimony of telescopic astronomy in
Portugal: Giovanni Paolo Lembo's lessons in S. Antao
Ugo Baldini (Padova University, Italy)
12.00 Astronomers and the Principle of Relativity: a Portuguese
case study
Paulo Crawford & Ana Simões (FCUL/CIUHCT, Portugal)
13.00 Lunch break
15.00 Visit to the Laboratorio Chimico of the Polytechnic School
(MCUL)
Marta Lourenço (MCUL, Portugal)
16.30 Visit to the Astronomical Observatory of Lisbon
(Ajuda)
Meeting point at the Museum Entrance.
26 September
SESSION 6
Anfiteatro Manuel Valadares
Chair to be announced
9.00 The accurate measure of Portuguese America: science and
politics in the works of Domenico Capacci e Diogo Soares (1730 -1750)
Heloisa Gesteira (MAST, Rio de Janeiro, Brasil)
9.50 Astronomy in the Mathematics Faculty of the Coimbra University
after Pombal's University Reform (1772-1820)
Fernando Figueiredo (University of Coimbra, Portugal)
10.40 Coffee Break
SESSION 7
Anfiteatro Manuel Valadares
Chair to be announced
11.10 Observatory of Lisbon: the last "big science"
undertaking of classical astronomy?
Pedro Raposo (University of Oxford, England/OAL, Portugal)
12.00 The introduction of the Nautical Almanac in Portugal
(in Portuguese, with slides in English)
António Costa Canas (Escola Naval, Lisbon, Portugal)
13.00 Lunch break
SESSION 8
Anfiteatro Manuel Valadares
Chair to be announced
15.00 Francisco Miranda da Costa Lobo - a Portuguese astronomer and
his attempts to open Portugal to the Scientific World
Helmuth Malonek & T. Costa (University of Aveiro, Portugal)
15.50 Between Astronomy and instrumentation: João Jacinto de
Magalhães, an 18th century remarkable case
Isabel Malaquias (University of Aveiro, Portugal)
16.40 Coffee Break
SESSION 9
Anfiteatro Manuel Valadares
Chair to be announced
17.10 The beginning of astrophysics in Portugal
Vítor Bonifácio (University of Aveiro, Portugal)
18.00 Conference Closure
20.00 Conference Dinner
Restaurant Real Fábrica (Rua da Escola Politécnica, 275)
Meeting point at the Museum entrance at 19.45.
Website: http://chcul.fc.ul.pt/astro/ Info: Paula Gualdrapa (mpgualdrapa@...)
Organizing Committee
Luís Saraiva (CMAF/MCUL)
Luís Miguel Carolino (MCUL/CIUHCT)
António Leal Duarte (CMUC)
Carlos Sá (CMUP)
Samuel Gessner (CIUHCT/MCUL)
Paula Gualdrapa (MCUL)
This Conference is organized by:
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa (MCUL)
Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais (CMAF-UL)
Centro de Matemática da Universidade de Coimbra (CMUC)
Centro de Matemática da Universidade do Porto (CMUP)
Centro Interuniversitário de História das Ciências e da
Tecnologia (CIUHCT)
International Conference
HISTORY OF ASTRONOMY IN PORTUGAL: THEORIES, INSTITUTIONS AND PRACTICES
24-26 September 2009
Museum of Science of the University of Lisbon
In Portugal, throughout its history, astronomy was developed in the context
of the mathematical sciences. During the times of Portugal's Maritime
Discoveries, astronomical navigation was based on spherical trigonometry,
and therefore it was the mathematicians who taught astronomy to the pilots.
During the 17th century, basic notions of astronomy were taught in
mathematical courses in the University and in the main Jesuit colleges. This
tradition continued in the 18th century, so it is no wonder that one of the
most influent Portuguese astronomers during this period was the
mathematician José Monteiro da Rocha. During the 19th century the new
centres of science teaching, as the Polytechnic School in Lisbon, or the
Polytechnic Academy in Oporto, developed astronomy teaching and research in
the context of the mathematics subjects. The inheritors of these 19th
century institutions, respectively the Faculties of Sciences of Lisbon and
Oporto, upheld this tradition until the final decades of 20th century and
continued to consider astronomy as a subject to be taught in their
mathematics departments.
This Meeting aims at outlining several perspectives on the history of
astronomy in Portugal, particularly analysing its ties with mathematical
sciences and astronomy applications.
Speakers include:
Jim Bennett (UK), Michael Hoskin (UK), Sérgio Nobre (Brazil), José Chabas
(Spain), José Vaquero (Spain), Henrique Leitão (Portugal), Luís Tirapicos
(Portugal), Roberto de Andrade Martins (Brazil), Carlos Ziller Camenietzsky
(Brazil), Ugo Baldini (Italy), Heloisa Gesteira (Brazil), Fernando
Figueiredo (Portugal), Isabel Malaquias (Portugal), Pedro Raposo (Portugal),
António Costa Canas (Portugal), Helmuth Malonek
(Portugal), Teresa Costa (Portugal), Vítor
Bonifácio (Portugal), Paulo Crawford (Portugal),
Ana Simões (Portugal).
Info & registrations:
http://chcul.fc.ul.pt/astro/
Contact:
Paula Gualdrapa (mpgualdrapa@...)
Organisation:
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa (MCUL)
Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais (CMAF-UL)
Centro de Matemática da Universidade de Coimbra (CMUC)
Centro de Matemática da Universidade do Porto (CMUP)
Centro Interuniversitário de História das Ciências e Tecnologia (CIUHCT)
Sponsors:
Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT)
Centro Internacional de Matemática (CIM)
Supported by:
Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM)
Sociedade Portuguesa de Astronomia (SPA)
Conference integrated in the Commemorations of the International Year of
Astronomy 2009
_______________________________________________
Laureano Barros: O homem que fugiu com uma
biblioteca
05.07.2009 - 09h02 Paulo Moura
Ele planeava tudo. Era organizado, previdente e perfeccionista.
Inflexível com a verdade, a liberdade, a independência, o rigor e
a pontualidade, exigia-os de si e dos outros. Laureano Barros tinha,
portanto, poucos amigos, mas bons. Antes de morrer, fez uma lista das
únicas cinco pessoas que deveriam ser avisadas. Arnaldo Sousa era
uma delas.
Costumavam combinar encontros, para conversar. Arnaldo, de 46 anos,
que é poeta e professor de Filosofia, conduzia até ao portão da
Quinta da Fonte da Cova. Estacionava e esperava no carro, olhando para
o relógio, até três minutos antes da hora que tinham marcado.
Era esse o tempo exacto que levava a chegar, a passo, à porta da
casa. Cronometrara-o escrupulosamente. Só então saía. Era um dos
contratos que tinham, ao longo de mais de 20 anos de amizade:
pontualidade absoluta. Outro era sobre as "datas
obrigatórias": era proibido desejar Feliz Natal no dia de Natal,
ou dar os parabéns no dia do aniversário. Nessa data, também
não se ofereciam presentes.
Outro contrato era a sinceridade. Nunca estariam um com o outro se
não o desejassem. Quando fosse preciso dizer não, di-lo-iam sem
receio.
Um dia, Arnaldo teve vontade de apresentar Laureano a um psiquiatra
seu amigo, que o visitava em Ponte da Barca. Há muito que falava a
Zeferino do velho coleccionador de livros Laureano Barros, a pessoa
que mais admirava no mundo. Telefonou para a quinta e explicou a sua
intenção, cheio de entusiasmo. "Posso levá-lo?"
"Não." Arnaldo poderia ter perguntado porquê, mas ficou
satisfeito. Respeitar a vontade do amigo era uma obrigação
contratual.
"Não quer saber por que eu disse 'não'?", concedeu
Laureano.
"Não, não quero saber. Disse 'não' e isso
basta-me."
"Mas eu quero explicar-lhe: é que eu não tenho interesse em
conhecer mais ninguém."
Resposta implacável. Mas ao mesmo tempo a chave para uma certeza
auspiciosa: quando Laureano dissesse "sim", a sua vontade
seria genuína.
Recebia Arnaldo para almoçar, com toda a formalidade e etiqueta.
Sentava-o a seu lado, mandava servir os pratos que sabia serem os seus
predilectos. Ficavam na sala a conversar, durante cinco, seis horas. A
empregada, a sr.ª Mariquinhas, entrava apenas quando Laureano tocava
a campainha. Por vezes, no Verão, almoçavam na cozinha. Aí,
Arnaldo reparou que Laureano lhe oferecia sempre a cadeira onde ele
próprio se costumava sentar, em frente à porta, que dava para as
árvores da quinta. Uma vez perguntou-lhe e Laureano explicou a
razão: "Porque tu és poeta, e os poetas devem ver a
natureza."
Falavam de todos os assuntos: literatura, política, filosofia,
ciência, a vida e a morte, a amizade e o amor. Laureano era
especialista em tudo. Amava a razão, a oratória e o
contraditório. Esmiuçava os temas até às últimas
consequências. No fim, quando Arnaldo chegava a casa, não era raro
ter já vários telefonemas do amigo, que entretanto se lembrara de
mais uma achega, mais um argumento. Ligava-lhe e ficavam mais umas
horas a debater um pormenor qualquer. Não havia matérias
irrelevantes. Todas eram dignas de elucubração e polémica. A
escolha do nome de um cão, por exemplo.
Após uma tarde de discussão, decidiram chamar Preto a um novo
cachorro da quinta, por causa das manchas escuras que apresentava no
pêlo. À noite, porém, Laureano telefonou a Arnaldo. Mudara de
ideias. Ali perto, explicou, estavam hospedados, devido às obras da
barragem do Alto Lindoso, alguns trabalhadores africanos. Poderiam
ficar ofendidos quando ouvissem chamar pelo cão, que acabaria por
ser baptizado simplesmente como P, já que, segundo vários livros
da especialidade consultados por Laureano, os canídeos só fixam a
primeira consoante do nome.
Outro contrato, que também foi cumprido: Arnaldo, que durante algum
tempo foi director do jornal da terra, não deixaria que O Povo da
Barca desse a notícia da morte de Laureano, quando ocorresse.
A juventude
Foi quando foi viver para o Porto, para frequentar o liceu, que o
jovem Laureano Barros começou a comprar livros. Frequentava os
alfarrabistas e iniciou uma colecção, tal como fazia com os
paliteiros, bengalas, relógios, louças, antiguidades ou alfaias
agrícolas. Mas ao contrário de toda a traquitana que sempre gostou
de trazer para casa, aos livros ergueu uma fidelidade. Não os
vendia, não desistia nem se esquecia deles. Começou a
acumulá-los na moradia que o pai lhe comprou para se instalar na
cidade, na Foz, continuou a ampliar a colecção enquanto viveu
nessa casa com a primeira mulher, Leonor, e depois quando se divorciou
dela e das seguintes. De cada vez que se separava da mulher com quem
vivia (e foram mais mulheres do que os três casamentos), deixava-lhe
tudo: a casa, os móveis, as antiguidades. Mas levava consigo a
biblioteca. Eram livros de Matemática, de Filosofia, de Botânica,
mas acima de tudo de Literatura Portuguesa, e, cada vez mais, volumes
curiosos e raros, obras pouco conhecidas, primeiras edições. Por
alguns autores tornou-se obcecado e comprava tudo. Depois estendeu a
obsessão a todos os escritores. Comprava e lia, várias vezes, os
livros de Camilo, Eça, Pessoa, Torga. Sempre teve insónias, e
passava-as a ler. Dono de uma memória prodigiosa, sabia páginas e
páginas de cor. Perdia horas a arrumar os livros, a manuseá-los, a
acariciá-los.
Para ele, eram um salvo-conduto contra a efemeridade de tudo o resto.
E também contra a desilusão, como se nada, além dos livros,
estivesse à altura dos padrões de excelência que estabeleceu. Do
grau de pureza que cedo definiu para a sua vida.
Tendo concluído a licenciatura em Matemática com alta
classificação, Laureano foi logo convidado, com 21 anos, para
assistente de Rui Luís Gomes, um dos professores mais prestigiados
da Faculdade de Ciências do Porto. A bela colega Leonor Moreira
obtivera, no secundário, a segunda melhor classificação a
Matemática (19) e ele (que teve 20) casou com ela, quando eram ambos
estudantes no curso de Matemática da Faculdade de Ciências. Teriam
três filhos: Carlos, Rui e Margarida, futuros médico, arquitecto e
professora de Matemática.
Mas Rui Luís Gomes era um antifascista incorrigível. Em 1947,
a seguir a vários episódios pouco felizes com a PIDE, foi expulso
da faculdade, juntamente com outros dois matemáticos, José Morgado
e, claro, o recto e incorruptível Laureano Barros, após terem
enviado ao Governo uma carta protestando contra a prisão de uma
aluna.
Desempregado, Laureano, então com 26 anos, montou uma sala de
explicações, em frente ao mercado do Bolhão. Durante mais de 20
anos, viveu disso e pouco mais. Os rendimentos das propriedades
familiares de Ponte da Barca, quando chegavam, convertiam-se
imediatamente nalguma edição rara de Camilo ou Eça. O mesmo
acontecia com as poucas remessas de Angola, onde o pai entretanto se
estabelecera e constituíra outra família. Qualquer dinheiro extra
era aplicado em extravagâncias bibliófilas, que incluíam, por
exemplo, contratar um estudante para lhe catalogar a biblioteca.
Foi o primeiro emprego de Alexandre Outeiro. Laureano Barros pagava ao
jovem de Ponte da Barca a estadia numa pensão, mais um salário
simbólico, para ele passar os dias a fazer fichas dos livros no T2
que, depois de se divorciar pela segunda vez, arrendara na Rua de Sá
da Bandeira. Alexandre cumpria o seu horário de trabalho sozinho no
apartamento, mas por volta do meio-dia recebia um telefonema de
Laureano convidando-o para o almoço num restaurante, onde passaria a
refeição a falar-lhe de livros, cultura e aventuras.
Alexandre ficou a saber, maravilhado, como Laureano, que nunca foi
comunista, deu guarida, na casa da Foz, ao militante comunista na
clandestinidade Rogério de Carvalho, ou como se encontrou, a meio da
noite, num pinhal em Vila do Conde, com a linda militante clandestina
do PC Cândida Ventura, que ele não conhecia, para lhe passar uma
pasta com documentos secretos. Ou ainda como numa aldeia chamada S.
Martinho da Anta havia um velho olmo negro, descrito por Miguel
Torga...
Nesta altura já Laureano e Alexandre eram amigos, e davam passeios
de vários dias pelo Norte do país, a convite de Laureano, que
pagava comidas e dormidas, mas no carro de Alexandre, porque o outro
nunca teve carta de condução. Mesmo assim, Alexandre sabia que
tinha de chegar ao encontro com o amigo à hora exacta que haviam
marcado. Se se atrasasse um minuto, Laureano era capaz de, zangado, ir
sem abrir a boca do Porto a Braga. "Ele exagerava", admite
Alexandre Outeiro, que é hoje director de uma delegação da Caixa
Geral de Depósitos em Gaia. "E sabia que exagerava. Mas era
assim. Um homem de um rigor extremo, em tudo o que fazia."
A biblioteca
Depois do 25 de Abril de 1974, Rui Luís Gomes regressou do
exílio no Brasil para ser nomeado reitor da Universidade do Porto. A
primeira coisa que fez foi convidar Laureano para dar aulas na
Faculdade de Ciências. Relutante, ele aceitou, mas, por discordar
dos arbitrários saneamentos de professores, demitiu-se meses depois.
Ainda voltou às explicações e leccionou num colégio, mas não
se adaptou à balbúrdia da época e, após a morte do irmão,
Joaquim, em 1976, mudou-se definitivamente para Ponte da Barca. Ia no
terceiro casamento, com a professora de Francês Maria José
Caleijo, que continuou a viver no apartamento de Sá da Bandeira. Os
livros, esses, viajaram com Laureano. Agora, que herdara a casa grande
da família, tinha espaço para eles.
Primeiras edições de Fernão Mendes Pinto, Camões, Vieira,
Verney, Eça, Pessoa, Antero ou António Nobre, obras juvenis de
Guerra Junqueiro, Torga ou José Gomes Ferreira, edições raras de
poetas quinhentistas de Ponte da Barca - a biblioteca começou a
crescer em majestade, a tornar-se maior do que si própria,
misteriosa e imortal, exigindo reverência e devoção. Laureano
foi ficando solitário. Ninguém sabe ao certo porquê.
Laureano Alves, primo de Laureano Barros, acha que ele se tornou um
homem desiludido. "Passava muito tempo sozinho, embora adorasse
conversar." O comportamento dos outros entristecia-o.
Principalmente o dos mais comprometidos com o mundo. Por isso foi
cortando elos. Recusou tudo o que lhe ofereceram. Foi convidado para
professor catedrático da Faculdade de Ciências, como se tivesse
leccionado durante todo o tempo desde a expulsão, em 1947. Não
achou justo. Aceitou o cargo de director da Escola Secundária de
Ponte da Barca, mas por pouco tempo. Segundo uma investigação que
instaurou, descobriu serem falsos os atestados médicos que uma
professora apresentava para faltar às aulas. Como ela não foi
demitida, alegadamente por ter amizades no Ministério da
Educação, Laureano pediu a reforma. Mais uma vez, recusou que lhe
fosse contado o tempo de serviço desde a sua expulsão da
Função Pública, como tinha direito, pelo que ficou com uma pensão
miserável.
"Para ele, tudo tinha de ser perfeito", explica o primo.
Não facilitava. Essa era provavelmente a razão por que, sendo um
amante da literatura, não escrevia. "O que fizesse teria de ser
perfeito. Até uma carta, demorava semanas a escrevê-la. Esse
perfeccionismo paralisava-o. E, no entanto, escrevia muito bem."
Também terá sido por causa do perfeccionsmo e obsessão pela
verdade que não conseguiu manter nenhum casamento, explica um amigo.
Não suportava situações menos que perfeitas, e não conseguia
mentir: de cada vez que tinha uma infidelidade, contava logo, o que
acabava por levar à separação. Mas continuou amigo de todas as
ex-mulheres.
A última, Maria José Caleijo, foi companheira até à sua morte,
durante 45 anos, apesar de tudo. A certa altura, por imperativos de
coerência, divorciaram-se, embora tivessem continuado juntos.
A solidão
Laureano isolou-se em Ponte da Barca, onde passaria os últimos 30
anos de vida. Fugia das pessoas, e ao mesmo tempo procurava-as. Os
outros surgiam-lhe como entidades algo imateriais e o encontro com
eles não raro o fazia sentir-se perdido.
Para não se desiludir, preferia por vezes manter à distância
aqueles de quem gostava, ignorando a crueldade da atitude. Quando
Margarida, a filha, regressou de Inglaterra, onde, muito jovem, fora
fazer o doutoramento em Matemática, Laureano fez tudo para que ela
não o fosse visitar. Tinha medo que ela tivesse voltado muito
esquerdista, e que se zangassem à primeira discussão. Fizera tudo,
aliás, para que ela não seguisse Matemática, receando que não
conseguisse. Margarida empenhou-se em mostrar que ele estava enganado,
concluindo a licenciatura com média de 17.
Talvez cultivasse o relacionamento com os que se prestavam a ser
amigos imaginários, metáforas de si próprios. Dizem os
psicólogos que os coleccionadores compulsivos sofrem de incapacidade
de lidar com os outros. Se isso é verdade, os livros, metáforas
perfeitas da vida, são a colecção ideal do filantropo
solitário.
No entanto, Laureano tornou-se amigo de pessoas que admirava. Lagoa
Henriques, Óscar Lopes, Costa Gomes, que foi seu colega de
faculdade. O general era visita regular da Quinta da Fonte da Cova,
até quando foi Presidente da República (Laureano chegou a
enviar-lhe uma carta criticando-o pelas cedências aos comunistas), e
o mesmo acontecia com vários intelectuais e artistas, alguns bem
pouco convencionais, como Luís Pacheco ou Eugénio de Andrade.
Nestes, o austero e rígido Laureano apreciava a liberdade e a
capacidade de surpreender. Mas mais tarde ou mais cedo a tolerância
levava à colisão.
Eugénio passava grandes temporadas na quinta. Sentia-se em casa e
dava largas às suas muitos próprias jovialidade e loucura. Mas
quando a mãe de Laureano morreu, não mostrou grande
consternação, explicando simplesmente que não gostava de
funerais.
Uma vez, numa festa, Laureano apresentou-lhe uma personalidade de
Ponte da Barca, um sujeito baixo e gordo que sorria de deferência
para com o poeta. Eugénio apertou-lhe a mão - "Muito prazer!"
- mas ao mesmo tempo disse para o lado, alto e bom som: "Isto é
um homem ou é um cagalhão?"
Foi de mais. Laureano cortou com ele relações, que só viria a
reatar, décadas depois, pouco antes da morte do amigo.
A vida na quinta
Em Ponte da Barca, Laureano era amado e odiado, e retribuía ambos os
sentimentos. As eminências locais tinham a noção de ter ali uma
personalidade de craveira nacional, e tentavam aproveitar-se,
oferecendo-lhe cargos e medalhas. Laureano nunca aceitou, alegando que
nada fizera pela terra, o que não podia ser mais verdade.
Limitava-se a ser um exemplo, o que nem sempre era devidamente
apreciado. Para desconforto de muita gente, a legalidade fiscal era
uma das obsessões de Laureano. Quase uma doença. Pagava tudo antes
do tempo e até mais do que devia, para não correr o risco de
errar. Não admitia a mínima batota. Nas transacções de
propriedades, era comum assinar-se a escritura por um valor inferior
ao real, para pagar menos imposto. Laureano recusava-se, o que lhe
impediu alguns negócios. Mas não cedia. Uma vez, quis vender uma
das terras da família por 100 mil euros. O comprador aceitava o
preço, desde que se fizesse escritura por 10 mil. Laureano fez um
acordo: pagaria ele próprio o montante do imposto de transacção
correspondente a 90 mil euros, que era devido ao outro. Foi aceite e o
negócio fez-se.
Intransigente em relação à dignidade das pessoas, Laureando
comia com os seus trabalhadores à mesma mesa, o que muitos
consideravam esquisito.
Foi também o primeiro, na região, a fazer descontos para a reforma
e segurança social dos trabalhadores. Os outros agricultores
sentiram-se prejudicados com este precedente e nomearam um
representante para interceder junto de Laureano. Quando aquele chegou
à quinta sugerindo, com falinhas mansas, que o "senhor
doutor", pelo menos, descontasse para a segurança social apenas
um dia ou dois, e não a semana inteira, foi corrido com
insultos.
A Quinta da Fonte da Cova era um oásis de legalidade. E de alguma
loucura também.
Os "meninos"
O patrão achava que devia iniciar os empregados no mundo da
bibliofilia e da cultura. Lia para eles, convocava-os para sessões
temáticas nos aposentos por onde se distribuía a biblioteca: a
sala, a salinha, o quartinho ou mesmo a saleta. Por vezes,
anunciava-lhes que iam dar um passeio. Chamava então Arlindo, o seu
taxista de serviço, e partiam para um tour literário pelas aldeias
do Gerês. No fim, jantavam todos no Restaurante Elevador, no Bom
Jesus de Braga. Previamente informado, o gerente reservava uma mesa
num recanto discreto, para que o grupo (de "secretários",
como Laureano os apresentava) não assustasse os clientes normais do
luxuoso restaurante. E lá iam, o Nelinho, o Carlos, o Nuno, o Gi e
todos os jornaleiros da quinta, incluindo o lenhador José Corga, que
carecia de uma indicação especial à cozinha do restaurante.
Corga era um fenómeno: só comia batatas (em dias de festa, com
bacalhau - era a sua única concessão), mas não em doses normais.
Precisava de um prato especial, de Viana, onde coubesse "meia
quarta" (o equivalente a três quilos) de batatas cozidas.
Repudiava, aliás, a ideia de que alguém conseguisse comer mais do
que ele.
Laureano, que se maravilhava com os prodígios da Natureza, gostava
de encorajar e exibir este apanágio do empregado. Por isso, no
Elevador, o senhor Corga tinha direito ao seu prato especial de
batatas.
O "senhor" Corga. Laureano tratava toda a gente por
"senhor". Até um pobre que ia lá a casa levar a carne do
talho merecia sempre um "Obrigado, senhor Manuel". Para o
Nelinho, isto era pura magia. Nunca tinha visto nada assim. Laureano
tinha o estranho poder de elevar as pessoas. De transformar um
zé-ninguém num senhor.
"O doutor foi a pessoa mais honesta e culta que conheci à face
da terra", diz Manuel Rocha, a quem Laureano chamava Nelo, ou
Nelinho, que hoje tem 36 anos, mas está na quinta desde criança.
"Ele para mim era tudo. Sempre pensei: com este homem, não
preciso de mais nada."
Nelo era uma das várias crianças que trabalhavam ou habitavam na
Quinta da Fonte da Cova, tais como o seu irmão, Carlos, o Nuno
Leitão ou o Moisés Cerqueira (conhecido como o "Gi"), ou
os sobrinhos mulatos de Laureano (filhos dos seus meios-irmãos de
Angola), que lá iam passar férias.
O pai de Nelo fora jornaleiro na quinta. Levava-o para lá na época
da apanha da maçã, trabalho que requeria gente pequena e leve. Mas
um dia emigrou para França e deixou com o "doutor" os
filhos, Nelo e Carlos. O "doutor Manuel" e o
"engenheiro Carlos", como Laureano passou a designá-los,
celebrando o talento para a conversa de um e o jeito de mãos do
outro.
Carlos, com efeito, acabaria por arranjar emprego como mecânico de
máquinas, e passou a ir à quinta apenas às quartas-feiras,
almoçar. Nelo continuou a viver lá, até à morte de Laureano, no
ano passado. Encarregava-se de vários trabalhos na quinta, mas
também tomava conta da biblioteca e, acima de tudo, tornou-se
discípulo, amigo e confidente do patrão. "Nelinho, hoje o dia
já está ganho, vamos conversar", chamava Laureano.
"Nelinho, comprei um livro novo, vamos vê-lo". E Nelo
interrompia o trabalho na quinta, sentava-se na salinha. "Isto,
Nelinho, fica só entre nós. Não sai daqui", dizia-lhe
Laureano, depois de contar uma visita a um alfarrabista ou a um
leilão para adquirir um certo livro raro.
Nelo percebera que a biblioteca se tornara muito valiosa, e não
convinha que isso constasse. Era um segredo que guardava.
"Nelinho, hoje vamos tirar os livros daquela prateleira. Vamos
vê-los." Ou então: "Vai ali à saleta, à segunda
prateleira da estante do meio, encostada à janela, tira o terceiro
livro a contar do lado norte para sul. Abre na página
153..."
Nelo abria e Laureano, da outra sala, começava a dizer o texto de
cor, excertos enormes de Camilo ou Pessoa. Conhecia ao pormenor cada
um dos seus livros e sabia exactamente onde se encontrava.
Um dia, Nuno Leitão, que trabalhou na quinta mas depois estudou
Informática de Gestão, ofereceu-se para catalogar toda a
biblioteca em computador. Laureano agradeceu, mas não precisava:
tinha os ficheiros todos na cabeça.
Nuno chegou a viver na Fonte da Cova, mas acabou por ir estudar,
encorajado por Laureano. O "Gi", que foi criado na quinta,
sairia para casar e arranjar emprego como serralheiro.
A família dele, muito pobre, vivia numa casa em frente. Eram oito
irmãos, que cedo se fizeram aos caminhos do fracasso ou do crime.
Para lhe dar um futuro alternativo, a mãe de "Gi" pô-lo
a viver na quinta, aos seis anos.
Ele e o Nelo, bem como o Carlos e o Nuno, eram como filhos de
Laureano. Os seus "meninos", dizia ele. Todos falam do
"doutor", hoje, com incondicional afecto e uma orgulhosa
emoção. A exaltação quase fanática, possessiva, de quem
sente ter tocado uma esfera superior da existência. "Faço
questão de ser como ele, na minha vida", diz o Nelinho.
"Em cada situação, penso: se o senhor doutor fosse vivo,
faria assim. E tento fazer igual."
Não é fácil entender que tipo de influência Laureano exerceu
sobre os espíritos destes jovens. Mas basta falar um pouco com eles
para perceber que ainda lhe estão submetidos. Têm uma
transparência comovente no olhar, que nos faria confiar-lhes a
própria vida, sem hesitação.
Não que Laureano tenha sido condescendente com eles. Mas talvez por
isso mesmo. "Gi" não teve uma relação fácil com o
"doutor", que se zangava, e lhe batia, se ele chegava tarde
a casa. Para o punir, mandava a Mariquinhas cozinhar favas com carne,
o prato que "Gi" detestava. Uma vez, por ele ter ido ver as
cheias do rio e não comparecer a horas no trabalho, deu-lhe uma
bofetada. "Gi" fugiu para casa dos pais. No dia seguinte,
Laureano telefonou-lhe a pedir que voltasse.
Acima de tudo, irritava-se por o seu "menino" não levar os
estudos a sério. Ele ia, no entanto, concluir com êxito o
secundário, não tivesse Laureano, que era na altura director da
escola, irrompido pela reunião de professores, expressamente para
não os deixar aprovar o "Gi". "Eu estou com ele em casa
e vejo que ele não estuda", garantiu o director. "Gi"
chumbou e foi trabalhar como serralheiro. Mas não ganhava o
suficiente e teve de emigrar para Andorra, porque o
"doutor", com os seus rígidos princípios, se recusou a
meter uma cunha para lhe arranjar um emprego.
Já o Nelo não quis continuar os estudos, nem empregar-se, para
ficar com Laureano. "No meu íntimo, eu sentia que não podia
deixar o doutor. Achava que ele precisava de mim", explica o
Nelo, que ainda continua na quinta, sem saber que ela vai ser vendida.
"A minha filosofia de vida era: enquanto o doutor for vivo, eu
fico com ele."
Parece que os dois competem pela maior dedicação a Laureano.
"Gi" conta que passou muitos Natais sozinho com ele, quando
nem os filhos o vinham visitar. E que, pouco antes da sua morte, era
ele quem lhe dava banho.
Nelo e "Gi" contam cheios de vaidade estas compassivas
intimidades, como se defendessem um fundamental património
humano.
Laureano dissera à empregada: "Maria, se eu morrer, chama os
meninos, para virem ajudar." Foi nessa altura que escreveu a
lista de quem deveria ser avisado e as regras para o funeral, que
incluíam ser enterrado sem caixão, sem discursos e sem cerimónia
religiosa, de preferência na quinta (vontade que, obviamente, não
pôde ser cumprida).
Nos últimos tempos de vida, aliás, depois de ter ficado doente,
Laureano começou a preocupar-se com a posteridade. Não teve
nenhuma fraqueza religiosa - manteve-se agnóstico até ao fim - mas
passou a tomar disposições. Uma delas fora o divórcio com Maria
José Caleijo, para não causar aos filhos problemas com a
herança. Margarida, aliás, que só soube pelos jornais do casamento
do pai, foi convidada formalmente para um almoço de divórcio.
Depois, Laureano doou todos os bens aos filhos. Quis poupá-los a
burocracias e eventuais contendas. Organizado e precavido como era,
passou os últimos anos a preparar o seu desaparecimento. Distribuiu
as casas e os terrenos pelos três filhos, mas a sua grande
preocupação eram, obviamente, os livros.
"Este ficará para a minha filha", ia dizendo ao Nelinho,
"esta colecção para o Carlos...", mas à medida que se
aproximava do fim, e ia perdendo o interesse por tudo excepto pelos
livros, apercebia-se também de que os filhos não queriam a
biblioteca. Pensou em várias soluções - doar as obras a uma
instituição, criar uma fundação (ideia do filho Carlos). Mas
nenhuma lhe agradou. Por fim, deixou de pensar no assunto. Mergulhou
numa estranha apatia, uma inconsciência meticulosa e desesperada,
que apenas aos seus "meninos" era visível. E os fazia
sofrer.
Como pôde aquele homem que tudo calculava e tudo prevenia ter
cometido um erro tão grosseiro? No seu afã de tudo medir pela
beleza dos livros, de sublimar neles os seus dias e o seu futuro,
nunca lhe passou pela cabeça que a biblioteca pudesse não ser
eterna.
Mas não deixou, mesmo sabendo (e decerto aceitando) que em breve
tudo aquilo seria vendido em leilão, de folhear, tratar e acariciar
os seus livros, com a leveza confiante com que uma criança diz adeus
a quem ama. A mesma com que, pouco depois, as mãos grossas e
calejadas do "Gi" lhe seguraram o rosto que partia.
Investigadores
portugueses estudam pela primeira vez documento do jesuita
português, de 1614
Foi Manuel Dias
que ensinou aos chineses quem era Galileu
19.06.2009 - 09h48 Ana
Machado
Chama-se Sumário de Questões sobre os
Céus. É um documento de 100 páginas, com prefácio. E a
estrutura do texto vem no formato de perguntas - colocadas por um
chinês - e de respostas - dadas por um ocidental com conhecimento de
astronomia. O ocidental era um padre jesuíta português, chamado
Manuel Dias. E foi ele quem apresentou Galileu e as suas descobertas à
China, em 1614, apenas três anos depois de o trabalho de Galileu ter
sido publicado.
Há dez anos que Henrique Leitão, investigador do Centro
Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia,
andava atrás deste documento e do contributo de Manuel Dias para o
conhecimento da astronomia e dos achados de Galileu na China. Sabia da
existência do documento, onde o jesuíta Manuel Dias contava como
funcionava o telescópio de Galileu e o que o mestre italiano teria
descoberto sobre as maravilhas do Universo. "É um texto que
está em todas as bibliotecas imperiais chinesas, o original é de
1615. Mas foi reeditado até ao século XIX, o que significa que
teve imenso impacto na cultura chinesa. Notícias de que havia este
texto existem desde o princípio do século XX. Mas nenhum
português pensou: vamos lá ler o que vem aqui escrito."
Mas, tratando-se de um documento em chinês, Henrique Leitão
precisava de alguém que lesse chinês clássico e soubesse de
história da ciência para o poder interpretar. Lembrou-se então
de um antigo colega de liceu, chamado Rui Magone. Não se viram
durante anos. Voltaram a ver-se em Berlim em 2002 e trocaram as
perguntas do costume. Henrique Leitão dedicava-se então à
física. Mas a história da ciência, que haveria de o ocupar em
exclusivo, tentava-o. Rui Magone contou como tinha chegado ao estudo
do chinês e da cultura chinesa. Quando Henrique Leitão decidiu
dedicar-se ao documento de Manuel Dias, lembrou-se então do
sinólogo amigo de liceu. Rui Magone precisou de cinco horas para uma
primeira leitura do documento em chinês clássico.
Investigador do Max Planck Institute de História das Ciências,
Magone aproveitou uma visita este mês a Lisboa - para uma
conferência na Universidade Católica sobre a sua especialidade, o
sistema de exames chinês (a forma antiga para seleccionar os
intelectuais chineses) - para se dedicar ao estudo aprofundado deste
documento, juntamente com Henrique Leitão.
"É incrível como em Portugal ninguém sabe disto. Para
Portugal, no ano em que se comemora o Ano Internacional da Astronomia,
400 anos depois das primeiras observações de Galileu, esta é a
história mais importante que se podia revelar."
Henrique Leitão frisa a própria estrutura do texto como um dos
aspectos mais interessantes do documento: "Já existiam
documentos de autores ocidentais sobre astronomia traduzidos na China
no século XVII. Mas este é mais vivo, é uma conversa", diz
Henrique Leitão, enquanto folheia a cópia do documento de Manuel
Dias, enviada pela Academia Sínica, a grande instituição de
investigação de elite chinesa. "Mostra que os jesuítas
sabiam o que interessava aos chineses sobre a astronomia
ocidental."
E o que é que interessava aos chineses? "Por exemplo, na China
havia um interesse enorme pela previsão de eclipses. Um eclipse que
não estivesse previsto era encarado como um mau sinal, como se o
céu não estivesse contente com os imperadores e mandassem aquele
recado do céu", explica Rui Magone. O que é a Terra, o
horizonte, a latitude e longitude, o equador celeste, são algumas
das noções explicadas na sequência de perguntas e respostas do
documento de Manuel Dias.
"Tem tabelas com as várias latitudes na China. São as
primeiras tabelas destas na China. Não havia ainda a noção de
latitude na cosmografia chinesa", conta Henrique Leitão
folheando as páginas, nas quais só consegue descodificar as
imagens, como uma criança que folheia um livro ilustrado.
"São perguntas e respostas que revelam o conhecimento do
comunicador e aquilo que o interlocutor ansiava por saber", diz o
investigador.
A fotocópia do documento que folheia em cima da mesa, na Faculdade
de Ciências da Universidade de Lisboa, é uma reedição do
século XVIII. Mas ainda não desistiu de encontrar a primeira
edição. "Andamos atrás dela. Ou está em Oxford ou na
Biblioteca do Vaticano", diz, referindo que, para além de estar
presente nas bibliotecas pessoais dos imperadores chineses, este
documento deve ter exemplares em bibliotecas europeias. "Mas
nunca foi procurado com cuidado na Europa."
Henrique Leitão volta a centrar-se numa imagem, a de um círculo,
com dois outros pequenos círculos que o orbitam, exemplificando um
dos maiores achados de Galileu, as fases de Vénus, que desmontavam o
sistema de Ptolomeu e sustentavam a teoria heliocêntrica apresentada
por Copérnico.
No final do documento lá vem a alusão às observações feitas
por Galileu, em 1611. Rui Magone ajuda a descodificar para lá das
imagens: "Refere-se nas últimas páginas a um sábio
ocidental famoso que revelou segredos do Sol, da Lua e outros
objectos, mas que, com os olhos já frágeis, construiu um
instrumento para os observar", conta o sinólogo. E Manuel Dias
prometia relatar mais novidades sobre o assunto assim que lhe
chegassem mais dados.
A Aula da Esfera
No início do século XVII, a Companhia de Jesus dominava a
educação no mundo com uma enorme rede de jesuítas dedicados ao
ensino, quase 700. O ponto central da rede localizava-se em Roma e, a
partir daí, multiplicava-se em vários ramos, ou assistências.
Uma dessas assistências, a portuguesa, propagou-se pelo mundo todo,
do Brasil à China, passando pela Índia, Japão e Timor.
"Era a maior assistência dos jesuítas e a que tinha menos
efectivos, pelo que tiveram de importar estrangeiros", conta
Henrique Leitão sobre o recurso na altura a jesuítas italianos,
que divulgaram precocemente em Lisboa os feitos dos sábios da
época, entre eles Galileu.
Um desses jesuítas, Giovanni Paolo Lembo, que era até amigo
pessoal de Galileu, chega a Lisboa em 1614 e no ano seguinte já
ensinava na "Aula da Esfera", a aula de Matemática do
colégio jesuíta de Santo Antão. Os apontamentos portugueses de
Lembo são mesmo famosos, porque têm as mais antigas instruções
conhecidas no mundo sobre a construção de telescópios.
Henrique Leitão e Rui Magone explicam que terá sido este
conhecimento tão profundo dos jesuítas em Portugal em relação
aos feitos de Galileu que fez com que as descobertas do sábio fossem
tão precocemente reveladas em Lisboa, e depois no mundo, através
da rede da Companhia de Jesus.
Manuel Dias, que nasceu em Castelo Branco em 1574 e que ingressou na
Companhia de Jesus em 1593, estudou Filosofia em Coimbra antes de
partir para a Índia, Macau e entrar na China em 1610. Chegou a
Pequim em 1613, onde redigiu o Sumário de Questões sobre os
Céus. Ironicamente os jesuítas na China estavam proibidos de ensinar
disciplinas não religiosas, como a Astronomia ou a Matemática.
Entre 1625 e 1635 Manuel Dias foi a autoridade máxima da companhia
na China. Morreu a 4 de Março de 1659.
"Como é que é possível que alguém em Pequim tenha sabido
disto em 1614, quando estas observações de Galileu são de 1611,
apenas três anos antes?", questiona Henrique Leitão,
acentuando o papel do documento de Manuel Dias. Até ao século XX,
quando um chinês queria informar-se sobre Galileu, era este texto de
Manuel Dias que lia. "E em Portugal ninguém liga", observa
sobre o papel deste jesuíta, que não se resume a este documento.
"O primeiro globo da China é feito por Manuel Dias e pelo
italiano Nicolau Longobardo. É de 1623, quando ainda não havia
noção na China de que a Terra era esférica. A toponímia é toda
portuguesa. Ainda existe e está na British Library."
http://www.scientiarumhistoria.ufrj.br/
Scientiarum Historia II
Encontro Luso-Brasileiro de História das Ciências
2º Congresso de História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia
28 a 30 de outubro de 2009
Em 2008 realizou-se o Primeiro Congresso do Programa de Pós-Graduação em
História das Ciências e das Técnicas e
Epistemologia (HCTE) da Universidade Federal
do Rio de Janeiro, denominado Scientiarum
Historia. Tendo conseguido grande êxito,
apesar da limitada divulgação, congregou 167 pessoas não só do Rio de Janeiro
como de diferentes pontos do Brasil. Em vista
disso, decidiu-se realizar um segundo Congresso,
transformando-o em um vetor de união entre
estudiosos brasileiros e de outros países.
A possibilidade de aumentar o intercâmbio entre
diferentes grupos e pesquisadores num país vasto
como o Brasil é uma meta que se está sempre
buscando, e para a qual os congressos
contribuem positivamente. Nesse espírito será realizado o
Scientiarum Historia II, de 28 a 30 de outubro de
2009, no qual se espera uma participação
ainda mais significativa de pesquisadores de todo o Brasil.
Adicionalmente, haverá este ano um novo e
importante componente, resultante do interesse
de vários estudiosos da área em Portugal, em
especial da Universidade de Aveiro,
co-organizadora do evento, de forma que teremos a
grande satisfação de realizar desta vez
um congresso binacional, que será o Encontro
Luso-Brasileiro de História da Ciência.
A participação de nossos colegas portugueses é
bastante auspiciosa, e certamente levará o
congresso a um novo patamar. Como consequência,
espera-se uma dinamização dos trabalhos,
e um desejável aumento no intercâmbio entre
Brasil e Portugal, com o estabelecimento
de laços mais estreitos com nossos pares do outro lado do Atlântico.
Prof. Carlos Alberto Lombardi Filgueiras
Realização: UFRJ e Universidade de Aveiro
Local: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro de Ciências da Matemática e da Natureza
CCMN - Ilha do Fundão
Rio de Janeiro - Brasil
http://www.scientiarumhistoria.ufrj.br/
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Nesta 4a
feira dia 17 de Junho, realiza-se no Instituto Superior Técnico, em
Lisboa, no seu Complexo Interdisciplinar, um Encontro celebrando a
pessoa e obre de Mira Fernandes (1884-1958) distinto matemático que
foi professor do IST e do então ISCEF, Instituto Superioi de
Ciências Económicas e Financeiras, e hoje ISEG. Chamo atenção
para o site da conferência, onde podem encontrar mais
informação:
http://www.math.ist.utl.pt/~jpinto/Mira_Fernandes/
A
conferência histórica é seguida de uma conferência também com
alguns pontos de contacto com Mira Fernandes, com o tema "A
relatividade matemática em Portugal" que terá lugar a 18 e 19
de Junho.
Chamo a vossa atenção especialmente para a Mesa Redonda que
termina a conferência histórica, que junta 6 antigos alunos de
Mira Fernandes (Profs Resina Rodrigues, Alves Matos e Jacinto Nunes,
Engenheiros Eugénio Lisboa, Guida Lamy e João Pais) bem como o
filho de Bento de Jesus Caraça, será uma oportunidade única para
ficar a saber algo mais sobre a pessoa de Mira Fernandes.
Instituto Superior Técnico, Lisboa, 17 de junho de 2009
Programa
Sala da Conferência: Anfiteatro do Complexo Interdisciplinar
9:00-9:10 Abertura do Encontro
9:10-10:00 Augusto dos Santos Fitas (U. Évora)
Mira Fernandes and the scientific portuguese research in the inter war
period
10:00-10:50 Erhard Scholz (U. Wuppertal)
Erlanger program meets Riemann's 'Hypothesis which lie at the
foundations of geometry' - remarks on H. Weil's and E. Cartan's
proposals for infinitesimal geometry in the 1920's
intervalo para café
11:10-12:00 Rossana Tazzioli (U. Lille 1)
Mira Fernandes and Levi-Civita's School
12:00-12:45 Cecília Costa (UTAD)
Sobre a correspondência epistolar de A. Mira Fernandes a
Matemáticos Portugueses
intervalo para almoço
13:50-14:20 Amaro Rica da Silva (IST)
Group Theory in the work of Mira Fernandes
14:20-14:50 Carlos Herdeiro (U. Porto)
Zermelo's problem and the work of Mira Fernandes
14:50-15:30 José Sande Lemos (IST)
Unitary theories in the work of Mira Fernandes
intervalo para café
15:50-16:20 Orfeu Bertolami (IST)
The Spirit of Unification: The Wei of Physics
16:20-17:10 Paulo Crawford (U. Lisboa)
Einstein's Zurich Notebook and the genesis of General Relativity
17:15-18:00 "Testemunhos" - Mesa Redonda
18:00-19:00
"Prof. Mira Fernandes: Comemorações da Sua Vida e Obra"
- Sessão de encerramento de um ano de celebrações
Varandas da zona história de Vila Real estudadas na UTAD
Frequentemente encarada como uma disciplina abstracta, longínqua e “maldita”, a Matemática tem, todavia, um potencial fascinante que importa redescobrir. Essa tem sido, em grande medida, uma das preocupações do Departamento de Matemática da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
É nesse sentido que a instituição apresentou um estudo sobre as varandas antigas de Vila Real, na passada semana e onde se procurou demonstrar a aplicação de conhecimentos etnomatemáticos por parte dos artesãos que trabalham em ferro forjado.
O trabalho foi realizado por uma docente de matemática do Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião, Gisela Alexandra Fernandes Parafita, no âmbito das suas provas de mestrado na área, sob a orientação da professora e investigadora da UTAD Cecília Costa.
Passadas a pente fino e fotografadas inúmeras varandas, do edifício da Câmara Municipal de Vila Real, do solar da família de Camilo Castelo Branco, Largo de «O Vilarealense», Avenida de Carvalho Araújo, Rua Luís de Camões, Rua da Misericórdia, entre outras, foram depois analisadas com detalhe nos seus motivos, repetições e variações, demonstrando-se a existência de Sete Grupos de frisos como unidade permanente nos modelos matemáticos aplicados pelos respectivos artesãos.
Pode assim reconhecer-se que na zona história de Vila Real persiste uma arquitectura tradicional que dá grande visibilidade a um conjunto de aplicações etnomatemáticas, sobretudo ao nível dos frisos, mostrando também como o universo artesanal oferece, por vezes, um leque de valores e saberes que passaram de geração em geração e que importa ter em conta.
Arte de serralheiro
De resto, este estudo foi buscar também os testemunhos e experiências de dois serralheiros que resistem na sua actividade na cidade trasmontana. António Reis, com 57 anos, agarrou a arte de seu pai com dez anos e continuou-a até hoje, inovando-a como pôde nos seus engenhos: primeiro usava um fole para manter as brasas acesas e mais tarde adaptou um aspirador e a roda de um carro para fazer a própria forja (o carvão ficava na roda onde o aspirador era ligado para poder deitar o ar).
Alberto Pinto, aos 78 anos e serralheiro desde os 14, orgulha-se de ter construído muitas das varandas, grades e portões de Vila Real, destacando-se o Palácio de Mateus e o Banco de Portugal, embora nunca tenha enriquecido com a arte (“Quem do ferro faz farinha, não compra lenha nem linha”, é como diz).
La Sociedad Mexicana de Historia de la Ciencia y de la Tecnología, A. C., el
Centro Universitario del Norte y el Centro Universitario de Ciencias Sociales
y Humanidades de la Universidad de Guadalajara
CONVOCAN
a la comunidad latinoamericana de estudiosos de la ciencia y la tecnología a
participar en el
II Coloquio Latinoamericano de Historia y Estudios Sociales sobre la Ciencia y
la Tecnología
que se llevará a cabo en la ciudad de Guadalajara, Jalisco (México) del 25 al
28 de noviembre de 2009, en ocasión de conmemorarse el 45° Aniversario de la
fundación de la Sociedad Mexicana de Historia de la Ciencia y de la
Tecnología, asociación que se ha distinguido en América Latina en la
promoción, difusión y profesionalización de los estudios históricos y
sociales sobre la ciencia y la tecnología, además de celebrarse en 2009 el año
internacional de la Evolución y la Astronomía.
Organización de Simposia
Las propuestas de simposio incluirán: a) nombre del organizador, institución
de procedencia, correo electrónico y presentación del simposio (500 palabras
como máximo); y b) nombres de los participantes, institución de procedencia,
correo electrónico y resumen de cada ponencia (100 palabras como máximo). Cada
ponente contará con 20 minutos para su exposición oral.
Los organizadores de simposio reunirán y evaluarán los textos completos de las
ponencias para su publicación en las memorias del Coloquio. Las normas
editoriales les serán enviadas una vez que el simposio haya sido aprobado por
el Comité Organizador.
Los organizadores de simposio serán considerados como miembros del Comité
Científico, recibiendo los créditos correspondientes en las memorias como
evaluadores de los textos publicados.
Los organizadores de simposio deberán estar al corriente del pago de la
inscripción de los participantes de su simposio, en las fechas previstas.
Sesiones especiales.
I. In memoriam: Dr. Enrique Beltrán
II. Conmemoración del 45 aniversario de la SMHCT.
Conferencias magistrales
Se contará con dos conferencias magistrales para cada día del congreso,
relativas al año de la Astronomía y la Evolución. En el programa preliminar se
dará a conocer la lista de conferencistas invitados provenientes de países de
América Latina y de otras regiones.
Fechas importantes:
El Comité Organizador recibirá propuestas de simposio hasta el 12 de
julio.
El Comité Organizador dará a conocer el programa preliminar con los
simposium aceptados, el 16 de agosto.
El Comité Organizador recibirá los textos completos de las ponencias
hasta el 4 de octubre, previa evaluación y aprobación del organizador del
simposio.
El Comité Organizador recibirá el pago de inscripción antes del 18 de
octubre.
El Comité Organizador dará a conocer el programa definitivo, el 6 de
noviembre.
Inscripciones:
El costo de inscripción para ponentes será de $1250 (pesos mexicanos) o US$
100 ANTES DEL 18 DE OCTUBRE DE 2009. Acompañantes y Estudiantes (no
ponentes): $550 o US$ 50.
El costo de inscripción para ponentes que deseen hacer su pago in situ durante
la realización del Coloquio, será de $ 1500 (pesos mexicanos) o US$ 150.
Acompañantes y Estudiantes (no ponentes): $600 o US$ 60.
Los ponentes oportuna y debidamente inscritos recibirán los materiales del
congreso, incluyendo un libro electrónico conteniendo los textos completos de
todas las ponencias, y podrán asistir a todas la actividades sociales y
culturales.
Los acompañantes y estudiantes debidamente inscritos podrán asistir a las
sesiones del congreso y a las actividades sociales y culturales.
Programa social y cultural:
Se ofrecerán a los participantes inscritos diversas actividades de convivencia
a lo largo de la reunión así como actividades culturales y turísticas.
Comité Organizador:
Dr. Ismael Ledesma Mateos
Mtro. Carlos Ortega Ibarra
Lic. Anabel Velasco Reynaga
Para mayor información: ilm.smhct@...
Nota: El Comité Organizador no se ocupará de hacer reservaciones de hospedaje
ni transporte, aunque pondrá a disposición de los participantes la información
que les facilite su estancia en la ciudad de Guadalajara, Jalisco.
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www.correo.unam.mx
UNAMonos Comunicándonos
Acaba de ser publicado o quarto volume das Obras Completas do
grande matemático português Pedro Nunes. Este volume contém os
chamados tratados latinos de navegação, publicados pela primeira
vez em 1566, em Basileia, nas 'Petri Nonii Salaciensis Opera', neste
volume apresentados sob o título genérico de 'De arte atque
ratione nauigandi' [Sobre a arte e a ciência de navegar].
Deve realçar-se que os textos que se agrupam neste volume IV
são o mais importante legado científico de Pedro Nunes e, como tal,
são dos mais importantes e significativos documentos da história
da ciência portuguesa. A inexistência de uma edição moderna
destes excepcionais trabalhos nonianos, com tradução e
anotações explicativas, era uma das maiores lacunas da cultura
portuguesa.
Este volume, de mais de 800 páginas, foi editado pela
Fundação Calouste Gulbenkian, e está disponível, assim como os
três volumes anteriores, na sua Montra Online, em
http://www.montra.gulbenkian.pt/
Este volume, tal como os restantes das Obras Completas de Pedro
Nunes, é indispensável em todas as Bibliotecas Humanísticas ou
Científicas, assim como nas biliotecas de todos os que se interessam
por História da Matemática.
As Obras Completas de Pedro Nunes são supervisionadas por uma
Comissão Editorial de Académicos da Academia das Ciêwncias de
Lisboa, constituída por Fernando Dias Agudo, Aníbal Pinto de
Castro, António Dias Farinha, António Ribeiro Gomes, José Manuel
Toscano Rico e Justino Mnedes de Almeida. O trabalho editorial está
a cargo de uma Comissão Científica constituída por Henrique
Leitão, António Sousa Canas, António Estácio dos Reis,
Francisco Contente Domingos, João Filipe Queiró e Luís Semedo de
Matos.
Até ao momento foram publicados os seguintes quatro
volumes:
Vol.
I: Tratado da Sphera - Astronomici Introductorii de Spaera Epitome,
2002
Vol.
II: De Crepusculis, 2003
Vol.
III: De erratis Orontii Finaei, 2005
Vol.
IV: De arte atque ratione navigandi, 2008
--
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Jaime Carvalho e Silva
http://www.jaimecs.net/
Departamento de Matematica, Universidade de Coimbra
Apartado 3008, 3001-454 Coimbra, PORTUGAL
Tel(gab): 239 791 199 (pbx): 239 791 150
(skype): jaimecsx Fax: 239 793
069
ICMI: http://www.mathunion.org/ICMI/
blogue: http://www.nonius.blogspot.com/
wayn: http://jaimecsx.wayn.com/
Departamento de
Matemática:
http://www.mat.uc.pt/
Estágios Pedagógicos de Matemática:
http://www.mat.uc.pt/~ere2008/
FCTUC:
http://www.fct.uc.pt/
----------------------------------------------------------------------
Subject:[CIUHCT] - Mestrado em História e Filosofia das
Ciências.
Date:Thu, 28 May 2009 23:31:50
+0100
From:Bruno Almeida
<bjalmeida@...>
Boa
noite
O CIUHCT
anuncia e agradece a divulgação por todos os potenciais
interessados:
Mestrado em História e Filosofia das Ciências
Faculdade de Ciências da Universidade de
Lisboa
O Mestrado
(2º ciclo) em História e Filosofia das Ciências oferecido pela
Secção Autónoma de História e Filosofia das Ciências da
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa encontra-se em
funcionamento desde o ano 2003-2004. É o único mestrado nesta
área oferecido em Portugal.
Confere continuidade a quaisquer estudos de 1º ciclo.
Oferece uma formação simultaneamente abrangente e especializada e,
ao mesmo tempo, capaz de responder às especificidades do contexto
português.
O seu objectivo é possibilitar a aquisição de concepções
claras e fundamentadas dos principais temas, problemas e tendências
metodológicas que têm vindo a pautar o desenvolvimento e
evolução das disciplinas de História das Ciências e de Filosofia
das Ciências em contexto internacional. Pretende-se ainda
proporcionar o entendimento das características específicas da
Ciência e Tecnologia em Portugal, tanto em termos históricos como de
análise da contemporaneidade e oferecer um primeiro contacto com a
área da conservação e musealização do património
científico e tecnológico português.
De assinalar a natureza interdisciplinar do curso que faz confluir
abordagens teóricas e metodológicas de áreas científicas
diversas de forma a possibilitar o estudo histórico-filosófico das
ciências e da tecnologia assim como do património
científico-tecnológico português.
Candidaturas
1ª fase: 15 de Maio - 15 de Junho
2ª fase: 1 de Setembro-15 de Setembro
Curso de Especialização
A parte curricular do Mestrado de HFC configura um Curso de
Especialização
Creditação
Espera-se que até ao início do ano lectivo 2009-2010 as
disciplinas do mestrado estejam creditadas pelo Conselho
Científico-Pedagógico da Formação Contínua (processo em
curso).
Mais Informações: http://hfc.fc.ul.pt
<http://hfc.fc.ul.pt/index.htm>
New paperback - Philosophy of Mathematics and
Natural Science
This message is for Members of Princeton
University Press's E-mail list for Mathematics, History of Science
and Medicine, Philosophy of Science, Philosophy.
To send a comment or suggestion, please e-mail webmaster@...
Philosophy of Mathematics and Natural Science Hermann Weyl With a new introduction by Frank Wilczek
When mathematician Hermann Weyl decided to write a book on
philosophy, he faced what he referred to as "conflicts of
conscience"--the objective nature of science, he felt, did not
mesh easily with the incredulous, uncertain nature of philosophy. Yet
the two disciplines were already intertwined. In Philosophy of Mathematics and Natural
Science, Weyl examines how advances in philosophy were led
by scientific discoveries--the more humankind understood about the
physical world, the more curious we became. This is a book that no
one but Weyl could have written--and, indeed, no one has written
anything quite like it since.
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Version: 8.5.339 / Virus Database: 270.12.43/2138 - Release Date: 05/27/09 18:21:00