Ir direto para busca.
gen-ocidio · Transgênicos

Informações sobre o grupo

  • Associados: 25
  • Criado em: Mar 4, 1999
  • Idioma: Português
? Você já é um associado? Entre no Yahoo!

Dicas

Você sabia...
Você pode agendar um horário para os associados do grupo entrarem em uma sala de chat particular.

Mensagens

  Ajuda
Avançado
mensagens 275 - 304 de 415   Mais antigos  |  < Mais antigos  |  Mais recentes >  |  Mais recentes
mensagens 275 - 304 de 415   Mais antigos  |  < Mais antigos  |  Mais recentes >  |  Mais recentes
mensagens: Exibir resumo de mensagens Classificar por data ^  
#275 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Ter, 2 de Out de 2001 12:27 pm
Assunto: Fórum Soberania Alimentar
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 


Palestra proferida por Jean Marc von der Weid no Fórum Mundial sobre Soberania Alimentar (Havana, Cuba - 3 a 7 de setembro de 2001):


O papel dos transgênicos e da agroecologia para a soberania alimentar:
alguns pontos para reflexão


A hipotética escassez de alimentos

No ano de 1996 foi realizada a Cúpula Mundial da Alimentação. Nessa ocasião não se falou em transgênicos. Nem a favor, nem contra. Cinco anos depois, os transgênicos estão no centro da problemática sobre segurança alimentar. A propaganda das indústrias transnacionais, dos governos do Norte e do Sul e das organizações multilaterais, como o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), apresenta as plantas transgênicas como solução para o problema da fome. A proposta de resolução da FAO (Organização para a Alimentação e a Agricultura / ONU, na sigla em inglês) para novembro próximo também não toca no tema dos transgênicos, concentrando-se em apelar para maiores investimentos nacionais e internacionais na agricultura.

Por outro lado, o diagnóstico da fome e da má nutrição mundial aponta para a pobreza e para o não-acesso a recursos produtivos como a causa da existência de 800 milhões de famintos e dos 2,4 bilhões de mal nutridos. Está claro que não falta alimento. Com a produção atual de alimentos, cada pessoa no mundo poderia comer todos os dias: 1,7 kg de cereais, feijões e nozes; 200 g de carne, leite e ovos; e 0,5 kg de frutas e vegetais.

A marginalização de 1,35 milhões de agricultores e suas famílias é a principal causa da fome e da má nutrição. Para estes, como para muitos pobres urbanos, não há alternativas de renda e emprego e, portanto, investir em aumentos de produção no primeiro mundo ou investir nas empresas rurais e latifúndios do terceiro mundo não resolve o problema. A idéia de que os miseráveis do campo acabaram encontrando seu lugar na economia urbana e que, neste sentido, um mundo sem agricultores é o futuro inevitável e até desejável, é falsa e catastrófica. A presente hipertrofia dos centros urbanos é insustentável econômica, social e ecologicamente.

A estratégia das empresas de biotecnologia

Os transgênicos não têm por objetivo acabar com a fome, mas sim aumentar o megafaturamento de algumas multinacionais. Para se ter uma ordem de grandeza desse mercado, se o Brasil admitisse a soja transgênica da Monsanto, esta empresa poderia abraçar um mercado de sementes e herbicidas de 2 a 3 milhões de dólares/ano.

Os transgênicos não aumentam a produtividade das lavouras. A eventual diminuição do uso de inseticidas não tem se mantido nos cultivos transgênicos e o uso de herbicidas nesses casos tem aumentado. Então por que os agricultores americanos estão plantando transgênicos? Porque as empresas de sementes adotaram a estratégia de esvaziar os mercados americanos de sementes não-transgênicas e deixar os agricultores sem opção.

Caso a Monsanto consiga impor sua lei no Brasil, 80% das sementes “industriais” de milho passarão a ser transgênicas e todos os cultivos de milho serão contaminados. Vinte e cinco por cento do milho nos EUA é transgênico, mas 75% de todo o milho cultivado está contaminado. As empresas transnacionais apostam em uma contaminação geral dos cultivos no mundo, numa estratégia criminosa para impor seus interesses.

Os sistemas agroecológicos de produção

Os transgênicos não são necessários para aumentar a produção e a qualidade dos alimentos. Os sistemas agroecológicos têm proporcionado aumentos de produtividade por área de 93% (média) nas mais difíceis condições ambientais e sociais (estudo de 89 casos em todo o mundo). Estas não são micro-experiências com poucos agricultores e poucos hectares de cultivo, mas sim grandes projetos de desenvolvimento envolvendo milhões de pequenos agricultores.

Os aumentos de produtividade podem alcançar, de forma sustentável, os 500%, como no programa desenvolvido pela AS-PTA (Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa) com produção de feijão preto no Sul do Brasil. No caso do arroz, em Madagascar, a produtividade saltou de 2 toneladas por hectare para 5, em média, chegando a 15 nos melhores casos, sem uso de químicos. Já em Cuba, a produtividade das hortas intensivas saltou de 1,6 kg/m2 para 19,6 kg/m2.

Para os agricultores familiares, a agroecologia é a solução técnica mais apropriada e é algo que a grande propriedade não pode utilizar integralmente. Até a chegada dos transgênicos lutávamos, agricultores e ONGs, contra as políticas desfavoráveis e, apesar destas, conseguimos avançar.

A Campanha “Por um Brasil Livre de Transgênicos”

A difusão de plantas transgênicas muda tudo, porque impõe riscos de contaminação geral de todos os cultivos e pode inviabilizar a produção agroecológica. Mais que isso, sem qualquer exagero terrorista, os transgênicos podem, se mantidas suas propriedades atuais, não só inviabilizar a agroecologia, como também inviabilizar a própria agricultura.

É por entender o dramático risco que enfrentamos que uma frente ampla de organizações de agricultores, ONGs de apoio, organizações de consumidores, de ambientalistas e de pesquisadores das ciências agrárias e biológicas e da medicina e nutrição criaram a campanha “Por um Brasil Livre de Transgênicos”.

Neste momento a produção e o consumo de transgênicos estão proibidos no Brasil por uma decisão judicial baseada em ação promovida pela Campanha. Mas as transnacionais que comandam o governo brasileiro estão fazendo pressões desesperadas no Congresso para aprovar uma lei para liberar estes produtos.

A contra-pressão popular será essencial para impedir que isto aconteça. A Campanha conta sobretudo com a ação das organizações do campo  CONTAG e MST  e religiosas, como a CNBB. Para isso, preparamos materiais informativos que são distribuídos gratuitamente.
O apoio internacional para a campanha brasileira é chave para nosso sucesso. O Brasil é o último território não-transgênico com peso no mercado mundial. Se esta situação se alterar, será difícil conter a onda transgênica que começa a perder força frente à crescente resistência dos agricultores e consumidores europeus.

Jean Marc von der Weid
Coordenador do Programa de Políticas Públicas da AS-PTA
aspta@...


#276 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Qui, 4 de Out de 2001 3:53 pm
Assunto: BOLETIM 84 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s Amig@s

As autoridades mexicanas concluem até o final do mês a investigação sobre o milho crioulo do estado de Oaxaca, que foi contaminado pela variedade transgênica StarLink. Porém, mesmo que  concluam que houve contaminação através da polinização pelo milho alterado geneticamente, o país terá pouco a fazer para proteger a saúde de sua população.

O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, que envolve o Canadá, o México e os Estados Unidos) garante que nenhuma legislação ambiental poderá cercear as atividades das multinacionais produtoras de sementes alteradas geneticamente.

A situação pela qual  passa o México dá bem a dimensão dos perigos que os organismos geneticamente modificados (OGMs) colocam para um país rico em biodiversidade como o Brasil. E, também, como tratados internacionais de liberalização comercial diminuem drasticamente a possibilidade de as autoridades nacionais protegerem a saúde de sua população.

No caso específico do México, a situação é particularmente grave. O milho é a base da
alimentação da parcela da população mexicana de origem indígena, assim como de todos os povos da América Central.

Como é de praxe em situações como essa, as autoridades garantiram que não há motivo para preocupação. O subsecretário de Agricultura assegurou que apronta até o final do mês o estudo da Comissão Intersecretarial de Biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados (Cibiogem) para determinar a extensão da contaminação e que a riqueza genética do milho mexicano está assegurada pelo banco de germoplasma do Centro de Investigaciones de Maíz y Trigo e do Instituto Nacional de Investigaciones Forestales, Agrícolas y Pecuárias.

Porém, a semana que passou trouxe também notícias positivas. Segundo a Folha de
São Paulo Online, Luís Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a sucessão presidencial em 2002, informou que na viagem para contatos políticos, que faz agora na Europa, trata da formação de uma aliança internacional em torno de determinados temas. E um deles, citado por Lula e reproduzido pela FSP, é a oposição aos transgênicos globalmente.

**************************************************************
Neste número:

1. Propostas de rotulagem da comissão européia para os transgênicos, não recupera a confiança dos consumidores
2. Revés do governo aos transgênicos
3. Quase 50% do alimento orgânico da Dinamarca contaminado com transgênicos
4. Resistência de insetos aos transgênicos
5. Pragas resistentes ao algodão transgênico
6. É preciso responsabilidade para garantir a biossegurança
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Arrozais ecológicos aumentam produtividade

**************************************************************

1. Propostas de rotulagem da comissão européia para os transgênicos não recupera a confiança dos consumidores
O Conselho Europeu dos Ministros da Agricultura se reuniu para debater sobre os transgênicos. Nesta reunião, o comissário de agricultura, Frans Fischler e o comissário de saúde e proteção dos consumidores, David Byrne, apresentaram aos ministros as propostas da comissão para novas legislações sobre rastreabilidade e rotulagem dos alimentos para consumo humano e animal.
Por mais que seja positiva a proposta de acompanhar desde o campo até o prato e rotular todos os alimentos obtidos pela engenharia genética, parece que o “alto nível de proteção” defendido pelos comissários, não será alcançado, já que as propostas admitem uma “presença acidental” de traços de transgênicos, não aprovados pela União Européia, em uma proporção de 1% sem necessidade de rotulagem. Seria como dizer que de cem tomates, por exemplo, um poderia ser transgênico sem constar no rótulo.
O que significaria abrir a porta para uma contaminação generalizada, aonde o consumidor não poderá exercer sua liberdade de escolha. Aceitando a presença acidental, não se poderá conseguir a viabilidade de diferenciar duas linhas de produção separadas, uma com transgênicos e outra livre de transgênicos. Especialmente a agricultura ecológica terá dificuldade de se proteger da contaminação genética. Seguindo esta linha, seguramente as autoridades européias não conseguirão alcançar a confiança dos consumidores sobre os alimentos transgênicos.
Ayaba, 20/09/01. 

2. Revés do governo aos transgênicos
O governo não conseguiu mudar na Câmara Técnica do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) o prazo para definição dos critérios gerais de licenciamento e estudos de impacto ambiental para organismos geneticamente modificados no país.
 O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Benjamin Sicsú, tentou, sem sucesso, fixar uma "data-limite" para encerrar os debates em torno dos critérios.
Contrárias à estratégia de parte do governo, as ONGs ambientalistas e de defesa do consumidor conseguiram adiar a decisão final para o início de novembro. O objetivo é impedir a liberação comercial da soja transgênica "Roundup Ready", da multinacional Monsanto, nesta safra, iniciada em setembro. A pedido do Greenpeace e IDEC, uma liminar da 6ª Vara da Justiça Federal de Brasília proíbe a liberação da soja desde 1998.
Argumentando dificuldade em obter um consenso sobre as normas, o governo quer levar as discussões em torno do tema para o plenário do Conama, onde espera aprovar regras mais brandas para os organismos modificados.
Na reunião, voltou-se a discutir o poder da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) de dispensar a realização de EIA-Rima (estudos e relatórios de impacto ambiental) para transgênicos. (...)
 Valor Econômico, 2/10.

3. Quase 50% do alimento orgânico da Dinamarca contaminado com transgênicos
Em 31 de julho as autoridades dinamarquesas  revelaram a presença de transgênicos em vinte das quarenta amostras de alimento orgânico testadas. Doze amostras continham traços de componentes de transgênicos e sete continham mais de 0,1% de transgênicos, uma das amostras continha 100% de contaminação.
Estas sete amostras provinham de duas empresas que terão que pagar multa por violação da legislação dinamarquesa sobre agricultura ecológica. Outras empresas, cujas amostras continham traços de menos de 0,1%, receberam uma advertência das autoridades competentes, sendo determinada maior cautela no futuro.
Boletin (OGM) Amigos de la Tierra, nº 20, setembro de 2001.

4. Resistência de insetos aos transgênicos
Existem mudanças no DNA introduzidas pelo meio ambiente; estas mudanças são hereditárias e afetam as células germinais. Entre os introdutores destas mudanças estão os praguicidas, fertilizantes, antibióticos e outros químicos.
De acordo com a cientista Mae-Wan Ho, em um meio rico em antibióticos, as bactérias podem incrementar a taxa de evolução especificamente daqueles genes que lhes conferem resistência a antibióticos. (...)
Descobriu que esta habilidade de desenvolver resistência a medicamentos ou outras substâncias hostis é comum a todas às células: bactérias, fungos, plantas e animais. O desenvolvimento de resistência aos inseticidas funciona de maneira similar no caso das pragas agrícolas.
Com a chegada dos cultivos transgênicos, e à luz de novas descobertas no campo da engenharia genética, o tema resistência é preocupante. Nos cultivos comerciais que existem até o momento, é preocupante também o uso de marcadores genéticos de resistência a antibióticos e o desenvolvimento de plantas inseticidas que podem desencadear uma resistência das pragas às toxinas introduzidas em um ritmo muito rápido.
Boletin (OGM) Amigos de la Tierra, 24/09/01.
 
5. Pragas resistentes ao algodão transgênico
Foi gerado um alarme em torno dos cultivos industriais de algodão de que os insetos estão se tornando resistentes ao algodão transgênico Ingard. O Departamento de Agricultura esteve monitorando os cultivos e descobriu que há um notório incremento na sobrevivência da larva dos insetos, o que indica que estas são menos suscetíveis ao gene Bt de Ingard.
O chefe da Plant Industries, Dr Lindsay Cook, disse que se a resistência foi gerada a partir de um gene somente, a tecnologia que utiliza dois genes, que possivelmente estará disponível dentro de cinco anos, pode também representar um risco.
O Dr. Lindsay Cook disse que as pragas têm a possibilidade de desenvolver resistência em algodão com dois genes, porque o inseto sofre mutação para desenvolver resistência aos dois genes separados. Enquanto havia um aumento na resistência de um só gene, no algodão com dois genes pode ficar um gene útil o que é preocupante. Quer dizer, este é um sinal de alerta que as indústrias necessitam para obter uma  nova visão sobre as estratégias de resistência.
Australian Broadcasting Corporation, 20/08/01.

6. É preciso responsabilidade para garantir a biossegurança
Um novo relato mundial  sobre contaminação com transgênicos mostra a necessidade urgente de uma ratificação do Protocolo de Biossegurança e para a criação de um regime de responsabilidade o mais breve possível.
A organização Amigos da Terra internacional, insiste com os governos que no próximo encontro de Biossegurança  das Nações Unidas em Nairobi, seja elaborado um novo Protocolo de Biossegurança. Esta responsabilidade será discutida  no próximo Comitê Intergovernamental de Cartagena, para o qual a Amigos da Terra está preparando um relatório sobre as contaminações com transgênicos no mundo. O relatório intitulado “Transgênicos ao redor do mundo”, fornece mais evidências sobre os impactos da transferência ilegal dos genes de transgênicos.
No momento não existe uma regra internacional e apenas poucas nacionais de responsabilidades e reformulação sobre os transgênicos.
“A contaminação dos transgênicos se tornou o cavalo de Tróia das indústrias de biotecnologia. Sem um regime correto, as responsabilidades pelos danos causados pelas contaminações serão mais freqüentes, e as vítimas não serão os criadores dos transgênicos e sim o ambiente, a saúde e a economia”, disse Larry Bohlen da Amigos da Terra nos EUA. (...)
“Um sistema justo será um incentivo para as indústrias de biotecnologia serem mais cuidadosas com os cultivos produzidos e com a agressiva forma de comercialização destes produtos”, completou Bohlen.
Os custos da compensação dos danos causados pelo milho StarLink, caso mais selvagem de contaminação com transgênicos, não autorizado para o consumo humano em todo o mundo, foi estimado em um bilhão de dólares. Um ano após a contaminação com o StarLink, agricultores e importadores querem saber quem pagará os custos dos testes de rastreabilidade de contaminações com transgênicos. (...)
Friends of the Earth, 28/09/01.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Arrozais ecológicos aumentam produtividade
Em um resultado surpreendente, agricultores chineses que cultivam arroz dobraram a produção e praticamente eliminaram a doença mais devastadora sem usar química ou gastar um centavo a mais.
Liderados por uma equipe internacional de cientistas, camponeses da província de Yunnan implantaram uma mudança simples em seus arrozais. Em vez de plantarem um único tipo de arroz, como sempre fizeram, eles plantaram fileiras intercaladas com dois tipos diferentes de arroz. Com isso, os agricultores restringiram radicalmente a incidência da brusone, doença causada por fungo. Em dois anos, os agricultores puderam abandonar os fungicidas químicos.
“Não me surpreendi que o sistema funcionasse, mas sim que funcionasse tão bem”, disse Christopher Mundt, biólogo da Oregon State University e um dos autores do estudo, publicado em agosto na revista Nature. Youyong Zhu, patologista da Universidade de Agricultura de Yunnan, orienta a maioria dos cientistas chineses envolvidos no estudo, que abrange dezenas de milhares de agricultores.
Vários pesquisadores defendem há tempos que plantar tipos variados de um vegetal levaria a benefícios na produtividade e à supressão de doenças, se comparado às monoculturas.
A hipótese por trás do estudo, o mais recente relacionado aos efeitos da biodiversidade, é simples. Se uma variedade de vegetal é suscetível a uma doença, quanto mais concentrada ela estiver, mais facilmente a doença pode espalhar-se. Mas essa disseminação fica mais difícil se as plantas suscetíveis forem separadas por outros tipos de plantas que resistem à moléstia e podem atuar como uma barreira.
O fungo da brusone move-se de planta a planta como um esporo aéreo e seria bloqueado facilmente por uma fileira de vegetais resistentes à doença.
O simples fato de que a brusone é a mais devastadora doença do arroz já tornaria o estudo importante. Mas, segundo cientistas entrevistados, não há razão para que a tática usada na China não funcione em outras culturas, embora não se saiba qual seria a eficiência nesses casos.
“Tem havido uma considerável pressão por parte das indústrias de agrotecnologia para vender sementes de vegetais geneticamente alterados e vegetais geneticamente homogêneos que tenham um desempenho realmente bom”, disse Shahid Naeem, ecologista da Universidade de Washington. “Mas o que realmente importa nesse estudo é que ele mostra como perdemos de vista o fato de que existem algumas coisas simples que podemos fazer no campo para controlar as colheitas.”
O Estado de São Paulo, 02/10/00.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): ESPLAR (coord.), GREENPEACE (coord.), IDEC (coord.), ACTIONAID BRASIL, AS-PTA, CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************









#277 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Qui, 4 de Out de 2001 3:59 pm
Assunto: BOLETIM 84 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s Amig@s

As autoridades mexicanas concluem até o final do mês a investigação sobre o milho crioulo do estado de Oaxaca, que foi contaminado pela variedade transgênica StarLink. Porém, mesmo que  concluam que houve contaminação através da polinização pelo milho alterado geneticamente, o país terá pouco a fazer para proteger a saúde de sua população.

O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, que envolve o Canadá, o México e os Estados Unidos) garante que nenhuma legislação ambiental poderá cercear as atividades das multinacionais produtoras de sementes alteradas geneticamente.

A situação pela qual  passa o México dá bem a dimensão dos perigos que os organismos geneticamente modificados (OGMs) colocam para um país rico em biodiversidade como o Brasil. E, também, como tratados internacionais de liberalização comercial diminuem drasticamente a possibilidade de as autoridades nacionais protegerem a saúde de sua população.

No caso específico do México, a situação é particularmente grave. O milho é a base da
alimentação da parcela da população mexicana de origem indígena, assim como de todos os povos da América Central.

Como é de praxe em situações como essa, as autoridades garantiram que não há motivo para preocupação. O subsecretário de Agricultura assegurou que apronta até o final do mês o estudo da Comissão Intersecretarial de Biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados (Cibiogem) para determinar a extensão da contaminação e que a riqueza genética do milho mexicano está assegurada pelo banco de germoplasma do Centro de Investigaciones de Maíz y Trigo e do Instituto Nacional de Investigaciones Forestales, Agrícolas y Pecuárias.

Porém, a semana que passou trouxe também notícias positivas. Segundo a Folha de
São Paulo Online, Luís Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a sucessão presidencial em 2002, informou que na viagem para contatos políticos, que faz agora na Europa, trata da formação de uma aliança internacional em torno de determinados temas. E um deles, citado por Lula e reproduzido pela FSP, é a oposição aos transgênicos globalmente.

**************************************************************
Neste número:

1. Propostas de rotulagem da comissão européia para os transgênicos, não recupera a confiança dos consumidores
2. Revés do governo aos transgênicos
3. Quase 50% do alimento orgânico da Dinamarca contaminado com transgênicos
4. Resistência de insetos aos transgênicos
5. Pragas resistentes ao algodão transgênico
6. É preciso responsabilidade para garantir a biossegurança
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Arrozais ecológicos aumentam produtividade

**************************************************************

1. Propostas de rotulagem da comissão européia para os transgênicos não recupera a confiança dos consumidores
O Conselho Europeu dos Ministros da Agricultura se reuniu para debater sobre os transgênicos. Nesta reunião, o comissário de agricultura, Frans Fischler e o comissário de saúde e proteção dos consumidores, David Byrne, apresentaram aos ministros as propostas da comissão para novas legislações sobre rastreabilidade e rotulagem dos alimentos para consumo humano e animal.
Por mais que seja positiva a proposta de acompanhar desde o campo até o prato e rotular todos os alimentos obtidos pela engenharia genética, parece que o “alto nível de proteção” defendido pelos comissários, não será alcançado, já que as propostas admitem uma “presença acidental” de traços de transgênicos, não aprovados pela União Européia, em uma proporção de 1% sem necessidade de rotulagem. Seria como dizer que de cem tomates, por exemplo, um poderia ser transgênico sem constar no rótulo.
O que significaria abrir a porta para uma contaminação generalizada, aonde o consumidor não poderá exercer sua liberdade de escolha. Aceitando a presença acidental, não se poderá conseguir a viabilidade de diferenciar duas linhas de produção separadas, uma com transgênicos e outra livre de transgênicos. Especialmente a agricultura ecológica terá dificuldade de se proteger da contaminação genética. Seguindo esta linha, seguramente as autoridades européias não conseguirão alcançar a confiança dos consumidores sobre os alimentos transgênicos.
Ayaba, 20/09/01. 

2. Revés do governo aos transgênicos
O governo não conseguiu mudar na Câmara Técnica do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) o prazo para definição dos critérios gerais de licenciamento e estudos de impacto ambiental para organismos geneticamente modificados no país.
 O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Benjamin Sicsú, tentou, sem sucesso, fixar uma "data-limite" para encerrar os debates em torno dos critérios.
Contrárias à estratégia de parte do governo, as ONGs ambientalistas e de defesa do consumidor conseguiram adiar a decisão final para o início de novembro. O objetivo é impedir a liberação comercial da soja transgênica "Roundup Ready", da multinacional Monsanto, nesta safra, iniciada em setembro. A pedido do Greenpeace e IDEC, uma liminar da 6ª Vara da Justiça Federal de Brasília proíbe a liberação da soja desde 1998.
Argumentando dificuldade em obter um consenso sobre as normas, o governo quer levar as discussões em torno do tema para o plenário do Conama, onde espera aprovar regras mais brandas para os organismos modificados.
Na reunião, voltou-se a discutir o poder da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) de dispensar a realização de EIA-Rima (estudos e relatórios de impacto ambiental) para transgênicos. (...)
 Valor Econômico, 2/10.

3. Quase 50% do alimento orgânico da Dinamarca contaminado com transgênicos
Em 31 de julho as autoridades dinamarquesas  revelaram a presença de transgênicos em vinte das quarenta amostras de alimento orgânico testadas. Doze amostras continham traços de componentes de transgênicos e sete continham mais de 0,1% de transgênicos, uma das amostras continha 100% de contaminação.
Estas sete amostras provinham de duas empresas que terão que pagar multa por violação da legislação dinamarquesa sobre agricultura ecológica. Outras empresas, cujas amostras continham traços de menos de 0,1%, receberam uma advertência das autoridades competentes, sendo determinada maior cautela no futuro.
Boletin (OGM) Amigos de la Tierra, nº 20, setembro de 2001.

4. Resistência de insetos aos transgênicos
Existem mudanças no DNA introduzidas pelo meio ambiente; estas mudanças são hereditárias e afetam as células germinais. Entre os introdutores destas mudanças estão os praguicidas, fertilizantes, antibióticos e outros químicos.
De acordo com a cientista Mae-Wan Ho, em um meio rico em antibióticos, as bactérias podem incrementar a taxa de evolução especificamente daqueles genes que lhes conferem resistência a antibióticos. (...)
Descobriu que esta habilidade de desenvolver resistência a medicamentos ou outras substâncias hostis é comum a todas às células: bactérias, fungos, plantas e animais. O desenvolvimento de resistência aos inseticidas funciona de maneira similar no caso das pragas agrícolas.
Com a chegada dos cultivos transgênicos, e à luz de novas descobertas no campo da engenharia genética, o tema resistência é preocupante. Nos cultivos comerciais que existem até o momento, é preocupante também o uso de marcadores genéticos de resistência a antibióticos e o desenvolvimento de plantas inseticidas que podem desencadear uma resistência das pragas às toxinas introduzidas em um ritmo muito rápido.
Boletin (OGM) Amigos de la Tierra, 24/09/01.
 
5. Pragas resistentes ao algodão transgênico
Foi gerado um alarme em torno dos cultivos industriais de algodão de que os insetos estão se tornando resistentes ao algodão transgênico Ingard. O Departamento de Agricultura esteve monitorando os cultivos e descobriu que há um notório incremento na sobrevivência da larva dos insetos, o que indica que estas são menos suscetíveis ao gene Bt de Ingard.
O chefe da Plant Industries, Dr Lindsay Cook, disse que se a resistência foi gerada a partir de um gene somente, a tecnologia que utiliza dois genes, que possivelmente estará disponível dentro de cinco anos, pode também representar um risco.
O Dr. Lindsay Cook disse que as pragas têm a possibilidade de desenvolver resistência em algodão com dois genes, porque o inseto sofre mutação para desenvolver resistência aos dois genes separados. Enquanto havia um aumento na resistência de um só gene, no algodão com dois genes pode ficar um gene útil o que é preocupante. Quer dizer, este é um sinal de alerta que as indústrias necessitam para obter uma  nova visão sobre as estratégias de resistência.
Australian Broadcasting Corporation, 20/08/01.

6. É preciso responsabilidade para garantir a biossegurança
Um novo relato mundial  sobre contaminação com transgênicos mostra a necessidade urgente de uma ratificação do Protocolo de Biossegurança e para a criação de um regime de responsabilidade o mais breve possível.
A organização Amigos da Terra internacional, insiste com os governos que no próximo encontro de Biossegurança  das Nações Unidas em Nairobi, seja elaborado um novo Protocolo de Biossegurança. Esta responsabilidade será discutida  no próximo Comitê Intergovernamental de Cartagena, para o qual a Amigos da Terra está preparando um relatório sobre as contaminações com transgênicos no mundo. O relatório intitulado “Transgênicos ao redor do mundo”, fornece mais evidências sobre os impactos da transferência ilegal dos genes de transgênicos.
No momento não existe uma regra internacional e apenas poucas nacionais de responsabilidades e reformulação sobre os transgênicos.
“A contaminação dos transgênicos se tornou o cavalo de Tróia das indústrias de biotecnologia. Sem um regime correto, as responsabilidades pelos danos causados pelas contaminações serão mais freqüentes, e as vítimas não serão os criadores dos transgênicos e sim o ambiente, a saúde e a economia”, disse Larry Bohlen da Amigos da Terra nos EUA. (...)
“Um sistema justo será um incentivo para as indústrias de biotecnologia serem mais cuidadosas com os cultivos produzidos e com a agressiva forma de comercialização destes produtos”, completou Bohlen.
Os custos da compensação dos danos causados pelo milho StarLink, caso mais selvagem de contaminação com transgênicos, não autorizado para o consumo humano em todo o mundo, foi estimado em um bilhão de dólares. Um ano após a contaminação com o StarLink, agricultores e importadores querem saber quem pagará os custos dos testes de rastreabilidade de contaminações com transgênicos. (...)
Friends of the Earth, 28/09/01.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Arrozais ecológicos aumentam produtividade
Em um resultado surpreendente, agricultores chineses que cultivam arroz dobraram a produção e praticamente eliminaram a doença mais devastadora sem usar química ou gastar um centavo a mais.
Liderados por uma equipe internacional de cientistas, camponeses da província de Yunnan implantaram uma mudança simples em seus arrozais. Em vez de plantarem um único tipo de arroz, como sempre fizeram, eles plantaram fileiras intercaladas com dois tipos diferentes de arroz. Com isso, os agricultores restringiram radicalmente a incidência da brusone, doença causada por fungo. Em dois anos, os agricultores puderam abandonar os fungicidas químicos.
“Não me surpreendi que o sistema funcionasse, mas sim que funcionasse tão bem”, disse Christopher Mundt, biólogo da Oregon State University e um dos autores do estudo, publicado em agosto na revista Nature. Youyong Zhu, patologista da Universidade de Agricultura de Yunnan, orienta a maioria dos cientistas chineses envolvidos no estudo, que abrange dezenas de milhares de agricultores.
Vários pesquisadores defendem há tempos que plantar tipos variados de um vegetal levaria a benefícios na produtividade e à supressão de doenças, se comparado às monoculturas.
A hipótese por trás do estudo, o mais recente relacionado aos efeitos da biodiversidade, é simples. Se uma variedade de vegetal é suscetível a uma doença, quanto mais concentrada ela estiver, mais facilmente a doença pode espalhar-se. Mas essa disseminação fica mais difícil se as plantas suscetíveis forem separadas por outros tipos de plantas que resistem à moléstia e podem atuar como uma barreira.
O fungo da brusone move-se de planta a planta como um esporo aéreo e seria bloqueado facilmente por uma fileira de vegetais resistentes à doença.
O simples fato de que a brusone é a mais devastadora doença do arroz já tornaria o estudo importante. Mas, segundo cientistas entrevistados, não há razão para que a tática usada na China não funcione em outras culturas, embora não se saiba qual seria a eficiência nesses casos.
“Tem havido uma considerável pressão por parte das indústrias de agrotecnologia para vender sementes de vegetais geneticamente alterados e vegetais geneticamente homogêneos que tenham um desempenho realmente bom”, disse Shahid Naeem, ecologista da Universidade de Washington. “Mas o que realmente importa nesse estudo é que ele mostra como perdemos de vista o fato de que existem algumas coisas simples que podemos fazer no campo para controlar as colheitas.”
O Estado de São Paulo, 02/10/00.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): ESPLAR (coord.), GREENPEACE (coord.), IDEC (coord.), ACTIONAID BRASIL, AS-PTA, CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************









#278 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Seg, 8 de Out de 2001 8:09 pm
Assunto: ERRATA: Fórum Soberania Alimentar
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 


ATENÇÃO!

O texto "O papel dos transgênicos e da agroecologia para a soberania alimentar: alguns pontos para reflexão" circulou com algumas incorreções. Por favor, solicitamos desconsiderar a versão anterior e considerar a que segue no corpo desta mensagem.


Palestra proferida por Jean Marc von der Weid no Fórum Mundial sobre Soberania Alimentar (Havana, Cuba - 3 a 7 de setembro de 2001):


O papel dos transgênicos e da agroecologia para a soberania alimentar:
alguns pontos para reflexão


A hipotética escassez de alimentos

No ano de 1996 foi realizada a Cúpula Mundial da Alimentação. Nessa ocasião não se falou em transgênicos. Nem a favor, nem contra. Cinco anos depois, os transgênicos estão no centro da problemática sobre segurança alimentar. A propaganda das indústrias transnacionais, dos governos do Norte e do Sul e das organizações multilaterais, como o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), apresenta as plantas transgênicas como solução para o problema da fome. A proposta de resolução da FAO (Organização para a Alimentação e a Agricultura / ONU, na sigla em inglês) para novembro próximo também não toca no tema dos transgênicos, concentrando-se em apelar para maiores investimentos nacionais e internacionais na agricultura.

Por outro lado, o diagnóstico da fome e da má nutrição mundial aponta para a pobreza e para o não-acesso a recursos produtivos como a causa da existência de 800 milhões de famintos e dos 2,4 bilhões de mal nutridos. Está claro que não falta alimento. Com a produção atual de alimentos, cada pessoa no mundo poderia comer todos os dias: 1,7 kg de cereais, feijões e nozes; 200 g de carne, leite e ovos; e 0,5 kg de frutas e vegetais.

A marginalização de 1,35 bilhões de agricultores e suas famílias é a principal causa da fome e da má nutrição. Para estes, como para muitos pobres urbanos, não há alternativas de renda e emprego e, portanto, investir em aumentos de produção no primeiro mundo ou investir nas empresas rurais e latifúndios do terceiro mundo não resolve o problema. A idéia de que os miseráveis do campo acabarão encontrando seu lugar na economia urbana e que, neste sentido, um mundo sem agricultores é o futuro inevitável e até desejável, é falsa e catastrófica. A presente hipertrofia dos centros urbanos é insustentável econômica, social e ecologicamente.

A estratégia das empresas de biotecnologia

Os transgênicos não têm por objetivo acabar com a fome, mas sim aumentar o megafaturamento de algumas multinacionais. Para se ter uma ordem de grandeza desse mercado, se o Brasil admitisse a soja transgênica da Monsanto, esta empresa poderia abraçar um mercado de sementes e herbicidas de 2 a 3 bilhões de dólares/ano.

Os transgênicos não aumentam a produtividade das lavouras. A eventual diminuição do uso de inseticidas não tem se mantido nos cultivos transgênicos e o uso de herbicidas nesses casos tem aumentado. Então por que os agricultores americanos estão plantando transgênicos? Porque as empresas de sementes adotaram a estratégia de esvaziar os mercados americanos de sementes não-transgênicas e deixar os agricultores sem opção.

Caso a Monsanto consiga impor sua lei no Brasil, 80% das sementes “industriais” de milho passarão a ser transgênicas e todos os cultivos de milho serão contaminados. Vinte e cinco por cento do milho nos EUA é transgênico, mas 75% de todo o milho cultivado está contaminado. As empresas transnacionais apostam em uma contaminação geral dos cultivos no mundo, numa estratégia criminosa para impor seus interesses.

Os sistemas agroecológicos de produção

Os transgênicos não são necessários para aumentar a produção e a qualidade dos alimentos. Os sistemas agroecológicos têm proporcionado aumentos de produtividade por área de 93% (média) nas mais difíceis condições ambientais e sociais (estudo de 89 casos em todo o mundo). Estas não são micro-experiências com poucos agricultores e poucos hectares de cultivo, mas sim grandes projetos de desenvolvimento envolvendo milhões de pequenos agricultores.

Os aumentos de produtividade podem alcançar, de forma sustentável, até os 500% nos casos mais avançados, como no programa desenvolvido pela AS-PTA (Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa) com produção de feijão preto no Sul do Brasil. No caso do arroz, em Madagascar, a produtividade saltou de 2 toneladas por hectare para 5, em média, chegando a 15 nos melhores casos, sem uso de químicos. Já em Cuba, a produtividade das hortas intensivas saltou de 1,6 kg/m2 para 19,6 kg/m2.

Para os agricultores familiares, a agroecologia é a solução técnica mais apropriada e é algo que a grande propriedade não pode utilizar integralmente. Até a chegada dos transgênicos lutávamos, agricultores e ONGs, contra as políticas desfavoráveis e, apesar destas, conseguimos avançar.

A Campanha “Por um Brasil Livre de Transgênicos”

A difusão de plantas transgênicas muda tudo, porque impõe riscos de contaminação geral de todos os cultivos e pode inviabilizar a produção agroecológica. Mais que isso, sem qualquer exagero terrorista, os transgênicos podem, se mantidas suas características atuais, não só inviabilizar a agroecologia, como também inviabilizar a própria agricultura.

É por entender o dramático risco que enfrentamos que uma frente ampla de organizações de agricultores, ONGs de apoio, organizações de consumidores, de ambientalistas e de pesquisadores das ciências agrárias e biológicas e da medicina e nutrição criaram a campanha “Por um Brasil Livre de Transgênicos”.

Neste momento a produção e o consumo de transgênicos estão proibidos no Brasil por uma decisão judicial baseada em ação promovida pela Campanha. Mas as transnacionais que comandam o governo brasileiro estão fazendo pressões desesperadas no Congresso para aprovar uma lei para liberar estes produtos.

A contra-pressão popular será essencial para impedir que isto aconteça. A Campanha conta sobretudo com a ação das organizações do campo CONTAG e MST e religiosas, como a CNBB. Para isso, preparamos materiais informativos que são distribuídos gratuitamente.
O apoio internacional para a campanha brasileira é chave para nosso sucesso. O Brasil é o último território não-transgênico com peso no mercado mundial. Se esta situação se alterar, será difícil conter a onda transgênica que começa a perder força frente à crescente resistência dos agricultores e consumidores europeus.

Jean Marc von der Weid
Coordenador do Programa de Políticas Públicas da AS-PTA
aspta@...


#279 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Seg, 22 de Out de 2001 5:42 pm
Assunto: BOLETIM 86 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s Amig@s

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute os projetos de lei sobre transgênicos traçou um roteiro de visitas ao Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais (em Uberlândia), para colher mais subsídios. Esse movimento é interessante porque, acompanhada de parlamentares e de organizações não governamentais e movimentos sociais que exigem um posicionamento crítico e independente do Brasil no assunto organismos geneticamente modificados (OGMs), a Comissão poderá, enfim, ouvir empresas e setores do governo brasileiro que vêm se negando a debater aberta e democraticamente a série de impactos causados pelos OGMs na saúde dos consumidores, na economia brasileira e na ciência nacional. Segue a programação da Comissão que deve, na medida do possível, ser acompanhada por todos os interessados.

VISITA A UBERLÂNDIA
DIA 25/10 - (Quando será acompanhada pelo Frei Rodrigo Peret, membro da Campanha em Uberlândia)
12h - Visita à MONSANTO. Recepção: Rodrigo Lopes de Almeida - Diretor de Assuntos Parlamentares da empresa
13:30h - Almoço dos Parlamentares
14:30h - Visita ao Centro de Pesquisa da SYNGENTA. Recepção: Wilhelmus Utdewlllgen

VISITA SÃO PAULO
DIA 31/10 - São Paulo (IDEC e Greenpeace acompanham)
11:30h - Visita à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP.
End.: Rua Pio XI, 1.500 - Alto da Lapa - 5 andar Tel. 3645-2417 e 3838-4003.
Recepção: José Fernandes Péres - Diretor Científico
14:30h - Visita ao Instituto Butantã. End. Av. Vital Brasil,1500
tel. 3726-9257 e 3726-8381. Recepção: Dra. Isaco Higashi

VISITA RIO DE JANEIRO
DIA 01 de Novembro (A confirmar o acompanhamento)
11:30h - Visita à Fundação FioCruz. End. Av. Brasil, 4.365 - Manguinhos -
Castelo Mourisco - 5o andar, tel. 2598-4305 e 2598-4308. Recepção: Dra. Marise Magalhães - Chefe do Depto de Microbiologia - INCQS

**************************************************************
Neste número:
1. Justiça proíbe plantio de Arroz Transgênico
2. Sociedade organizada contra os Transgênicos

3. Transgênicos em ajuda alimentar para os países pobres
4. Monsanto pode ser acionada por invasão de propriedade
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Urina de vaca dá excelentes resultados no controle de pragas

**************************************************************

1. Justiça proíbe plantio de Arroz Transgênico
A Procuradoria da República no Município de Rio Grande foi intimada da sentença proferida pelo Juízo Federal da 1a Vara Federal de Rio Grande, concedendo os pedidos formulados na Ação Civil Pública que o Ministério Público Federal move contra a empresa Aventis Cropscience do Brasil Ltda. e a União Federal, tendo por objeto a liberação de arroz transgênico no meio ambiente.
A Ação foi proposta em 22 de março de 2000 pela Procuradora da República em Rio Grande, Anelise Becker, tendo em vista experimento desenvolvido pela Aventis em sua Unidade Experimental do Arroz, situada no Distrito do Taim, Rio Grande. O experimento consistia no plantio experimental de 0,8 ha do organismo geneticamente modificado arroz liberty link.
Embora o experimento tenha sido concluído com a colheita do arroz geneticamente modificado, a Justiça Federal declarou comprovada a sua ilegalidade, pois foi realizado sem autorização dos Ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e da Saúde, sem registro do Organismo Geneticamente Modificado (OGM) e da empresa perante os mesmos Ministérios, sem licenciamento ambiental, sem estudo de impacto ambiental e sem registro especial temporário do agrotóxico Glufosinato de Amônio, ao qual associado o OGM.
Determinou a Justiça Federal, assim, acolhendo o pedido do Ministério Público Federal, que a Aventis não libere no meio ambiente o OGM arroz liberty link obtido a partir do experimento, sem prévia autorização dos Ministérios da Saúde, da Agricultura e do Meio Ambiente e licenciamento ambiental, mediante elaboração de Estudo Prévio de Impacto Ambiental, sob pena de aplicação de multa no valor de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais).
Quanto à União Federal, a Justiça determinou que não autorize qualquer liberação do OGM arroz liberty link no meio ambiente, seja com finalidade experimental ou comercial, bem como suspenda as autorizações que, porventura, já tenham sido expedidas, até que seja elaborado o Estudo Prévio de Impacto Ambiental correspondente e licenciada a atividade pelo IBAMA, sob pena de aplicação de multa no valor de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais). (...)
Ministério Público Federal, Procuradoria da República RGS, 10/10/01.

2. Sociedade organizada contra os Transgênicos
Um ato em defesa da natureza uniu, ontem à tarde, crianças do campo e da cidade num abraço à Embrapa, no Jardim Botânico.
No Dia Nacional de Luta Contra os Transgênicos, 400 ''sem terrinha'' vindos de assentamentos do MST no interior do estado se aliaram aos alunos do Centro Educacional Anísio Teixeira, que atende crianças de classe média em Santa Teresa. Promovido pelo MST,  Apedema (Assembléia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente), e outras entidades, o ato denunciou a situação de penúria da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
Jornal do Brasil, 12/10/01.

3. Transgênicos em ajuda alimentar para os países pobres
Desde que foram lançados no mercado os alimentos transgênicos vem sofrendo grande rejeição pelos consumidores dos países industrializados, especialmente na Europa e no Japão. Esta fato vem causando um efeito nos países do terceiro mundo que estão se tornando a lixeira dos produtos transgênicos, pois recebem estes alimentos a preços baixos ou através de ajuda alimentar.
A ajuda alimentar, é o último mercado de exportação sem regulação que está aberto para os agricultores dos EUA, pois para os países pobres, que enfrentam constantes crises econômicas, ou que são vitimas de desastres ambientais se torna muito difícil recusar estas ajudas.
O departamento de agricultura dos EUA está exportando mil toneladas de milho e soja transgênica ao terceiro mundo, através dos programas de ajuda alimentar.
Em 1999 o governo dos EUA doou 500.000 toneladas de milho seus produtos. Pode-se afirmar que 30% desta ajuda foi de alimentos transgênicos, de acordo com o USAID. (...)
As Nações Unidas não sabem quanto da ajuda alimentar recebida é transgênica, nem tem uma política definida sobre o assunto. O Programa Mundial de Alimentos recebe quase a metade do pressuposto anual dos EUA. (...)
A presença de transgênicos em ajuda alimentar já não é mais uma possibilidade. Sua presença foi detectada em vários países do mundo, incluindo a Índia, aonde se distribui transgênicos para as vítimas de um furacão, na região andina (Colômbia, Equador e Bolívia), na Nicarágua, entre outros países, o que causou a rejeição da população e de alguns Estados. (...)
Red por una America libre de transgenicos, 16/10/01.

4. Monsanto pode ser acionada por invasão de propriedade
O agricultor Terry Kemmet, produtor de algodão e trigo orgânico, batata convencional e presidente da certificadora USA Organics, em North Dakota, está estudando com outras famílias de agricultores as possibilidades de mover ações contra a empresa Monsanto. Um dos motivos desta iniciativa se dá pela violação de seus cultivos através de contaminação com os transgênicos, causando danos principalmente no mercado de exportação de seus produtos. (...)
“Em breve nossos direitos constitucionais básicos sobre nossas propriedades serão perdidos. (...) Nossos direitos de cultivar as plantas que quisermos e vendê-las serão ofuscados pelas leis de patentes. Não teremos nem sequer a capacidade de salvar nossas próprias sementes. (...)
A Monsanto tem permissão de fazer seus experimentos, mas não tem o direito de invadir nossos cultivos. Os pássaros, vento, insetos e a rápida troca de material genético pela dispersão de pólen e sementes de plantas transgênicas da Monsanto, propiciam a expansão desta tecnologia para outros locais.
A difusão da contaminação em cultivos orgânicos e convencionais causada pelos  transgênicos da Monsanto e de outras empresas do Agronegocio, constitui uma atitude criminal e deve ser parada através do sistema judiciário”, denunciou o agricultor Terry Kemmet. (...)
Farm News from Cropchoice, 09/10/01.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Urina de vaca dá excelentes resultados no controle de pragas
Na década de 90, a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) iniciou pesquisas em busca de um produto alternativo para o controle da fusariose (doença fúngica que ataca um grande número de plantas cultivadas), dado que nenhum fungicida químico apresentava controle satisfatório. Foram testados biofertilizantes, vinhaça e outros produtos, sendo que a urina de vaca foi o único que apresentou excelente nível de controle. Estudos comparativos também revelaram que além de controlar a “gomose” do abacaxi, a urina proporcionou o desenvolvimento de plantas mais vigorosas e sadias.
A prática de utilização de urina passou por um amplo processo de difusão no meio rural. Em agosto de 1999, a ONG AS-PTA iniciou um intenso trabalho de divulgação dos dados da Pesagro na região Centro-Sul do Paraná. A iniciativa foi apoiada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Mateus do Sul, que espalhou cópias do material com os resultados da pesquisa pelas comunidades e os divulgou nos programas de rádio. Também foram realizadas reuniões e dias-de-campo em comunidades. No processo de disseminação do uso da urina de vaca leiteira, bem como de outras práticas agroecológicas, funcionou o sistema boca-a-boca promovido pelas famílias de agricultores.
No município de Irati-PR, a partir de trabalho dos agricultores-promotores da região, a urina foi distribuída na feira livre e usada nas hortas da Associação dos Alcoólicos Anônimos. O agricultor Luiz Carlos Camilo, conta que aplicou urina em suas lavouras de feijão e que o resultado foi similar ao de uma adubação de cobertura com uréia.
No município de São Mateus do Sul, pelo menos 100 famílias utilizaram urina de vaca em suas lavouras. Todos os agricultores que fizeram experiências com a urina obtiveram bons resultados e a aprovaram. Observaram que a urina de vaca possui efeito repelente a insetos e resolve o problema das doenças do feijoeiro. Contaram ainda que houve aumento de produtividades nas lavouras, fato que comprova o efeito nutricional da urina de vaca.
José Licheski, um dos principais promotores da agricultura ecológica da região, aplicou urina a 3% em uma lavoura de melão e observou que além de repelir brocas, a urina afastou os gambás, que costumam causar grandes prejuízos em sua lavoura.
Seu Guilherme Gurski da comunidade de Pinhalzinho, município de Rio Azul, tem obtido resultados satisfatórios com a aplicação de urina nas lavouras de tomate e morango. Ele observou que a urina atua tanto como repelente de pragas quanto como adubo.
Uso e resultados da urina de vaca. In: A mesa de refeição é o altar da família. AS-PTA- Paraná, Pastoral da Juventude Rural, Fórum das Organizações dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Paraná, Diocese de União da Vitoria do Paraná, p.33-34.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ESPLAR (coord.), GREENPEACE (coord.), IDEC (coord.), ACTIONAID BRASIL, CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************







#280 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Qui, 11 de Out de 2001 7:58 pm
Assunto: BOLETIM 85 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s Amig@s

“A Advocacia Geral da União (AGU) perdeu o prazo para questionar a decisão do Tribunal Regional Federal de Brasília (TRF) que proibiu a liberação comercial da soja transgênica 'Roundup Ready' no país. Os três juízes da 5ª Turma do tribunal decidiram [no dia 8 de outubro] não analisar o recurso (embargos de declaração) da AGU que buscava esclarecer os efeitos da Medida Provisoria nº 2.137 sobre a proibição aos transgênicos", escreveu Mauro Zanata no jornal Valor Econômico do dia 09/10.

Aqui, cabe um comentário. Teria sido melhor o TRF analisar o mérito do embargo declaratório, para evidenciar cabalmente que à CTNBio não cabe exigir ou dispensar EIA-Rima (estudos e relatório de impacto ambiental) de empreendimentos com transgênicos, simplesmente porque essa não é a atribuição legal do órgão. A ele cabe, tão somente, emitir pareceres técnicos consultivos.
Continua a matéria: “A atitude do TRF adia uma decisão final sobre a liberação dos transgênicos e prorroga a 'moratória branca' em pelo menos mais um mês (...) Uma liminar do juiz Antonio Souza Prudente, pedida por Greenpeace e IDEC em 1998, proíbe a liberação comercial da soja 'RR'.

A AGU recorrerá da decisão dos três juízes. 'A relatora optou pela intempestividade (perda de prazo) porque era mais fácil não entrar no mérito', disse o procurador regional da União, Manoel Lopes. Segundo ele, o prazo deveria ter sido contado a partir de juntado o mandado e não da intimação da União. 'É isso que diz o artigo 241 do Código de Processo Civil', argumenta Lopes.(...) A relatora Selene Maria de Almeida declarou o recurso da União 'intempestivo' e decidiu por não 'conhecer' os embargos.

Editada em dezembro de 2000, a MP de Biossegurança teria, segundo os advogados da União, esclarecido a quais órgãos do governo caberia decidir sobre a exigência ou dispensa de estudos de impacto ambiental (EIA-Rima) no licenciamento dos transgênicos.”

**************************************************************
Neste número:
1. Soja transgênica é encontrada em alimentos para bebês
2. MST faz protesto contra transgênicos
3. Exportações de soja disparam em 2001
4. Empresas fazem as contas do custo com transgênicos
5. RS aprova rotulagem para alimentos transgênicos
6. Decreto de rotulagem desrespeita direitos do consumidor
7. México cria projeto de lei para controlar transgênicos
Sistemas Agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Produtividade e rentabilidade da agricultura ecológica

**************************************************************

1. Soja transgênica é encontrada em alimentos para bebês
A empresa multinacional Novartis tem vendido alimentos para bebês com soja transgênica nas Filipinas, mas vai retirá-la da composição por consideração aos consumidores.
Em uma carta dirigida ao Greenpeace, que denunciou a venda dos produtos, a Novartis reconheceu o fato e explicou que vai tomar medidas para remediar a situação. (...)
O Greenpeace afirma ter detectado nos produtos à base de cereais vendidos sob a marca Gerber proporções entre 35% e 66% de soja transgênica. (...)
Em agosto, um grupo de ativistas do Greenpeace se manifestou em frente à sede da empresa para denunciar a comercialização de alimentos para bebês com produtos transgênicos.
Folha Online, 04/10/01.

2. MST faz protesto contra transgênicos
Cerca de 600 integrantes do MST ocuparam no dia 08/10 as dependências internas da Embrapa, em Brasília. A ocupação foi feita de forma pacífica. Segundo Gilmar Mauro, da executiva nacional do MST, o protesto teve como objetivo denunciar o contrato entre a Embrapa e a Monsanto (multinacional que desenvolve variedade de soja transgênica resistente ao herbicida Roundup Ready, também fabricado pela empresa). "Esse convênio é a capitulação da Embrapa, com todo o seu conteúdo técnico, à empresa em troca de dinheiro", disse Mauro.
"Foi, além de tudo, um ato político", afirmou o frei Sérgio Gorgen, um dos coordenadores das negociações do MST em Brasília. "A intenção foi condenar o monopólio da Monsanto e a falta de informações sobre a segurança dos produtos transgênicos." Segundo frei Sérgio, o MST não é contrário às pesquisas feitas pela Embrapa, mas sim contra o contrato assinado com a multinacional, por causa de algumas cláusulas consideradas confidenciais. "Apresentamos nossos pontos de vista e ouvimos os técnicos da Embrapa", afirmou frei Sérgio.
Um dos líderes dos agricultores disse que o MST quer firmar sua posição contra o uso comercial da soja transgênica.
Folha Online, 08/10/01.
Agência Estado, 09/10/01.

3. Exportações de soja disparam em 2001
O Brasil vai exportar este ano quase US$ 5 bilhões em soja, farelo e óleo, a maior receita já obtida na história do setor, com exceção do valor de US$ 5,7 bilhões conquistado no atípico ano de 1997, quando a quebra na safra norte-americana - registrada um ano antes - fez o preço internacional do grão alcançar valores estratosféricos, longe da realidade do setor. (...)
A maior receita com o embarque do chamado complexo soja (grão, óleo e farelo), principal item da pauta de exportação do Brasil, com cerca de 7% do valor total, é resultado de uma combinação de fatores positivos. A forte valorização do dólar sobre a moeda brasileira - de mais de 40% no acumulado do ano - é um deles. (...)
O bom rendimento da safra brasileira, favorecida pelo clima excepcional e pela elevação no índice médio de produtividade, também explica o aumento das exportações. (...)
O Brasil, segundo maior produtor mundial de soja, atrás dos Estados Unidos, também foi ajudado pelos fabricantes mundiais de ração, que elevaram a procura pela soja após a proibição na Europa do uso de farinha feita à base de restos de animais, responsável pela doença da "vaca louca" no continente europeu. Os brasileiros ainda levam uma vantagem importante sobre seus concorrentes (norte-americanos e argentinos): oferecem uma soja não-transgênica. Os grãos geneticamente modificados, produzidos em larga escala nos Estados Unidos e na Argentina, sofrem cada vez mais restrição no mercado mundial, sobretudo na Europa. (...)
Outro ponto a favor dos produtores de soja foi o elevado índice de produtividade das lavouras, que alcançaram rendimento médio recorde este ano, em torno de 2,72 mil quilos por hectare, média acima da obtida nos EUA, de 2,57 mil quilos por hectare. (...)
Gazeta Mercantil, 9/10/2001.

4. Empresas fazem as contas do custo com transgênicos
Enquanto aguardam a liberação do plantio comercial da soja geneticamente modificada no país, esmagadoras e tradings aumentam o controle sobre a produção e tratam de calcular o aumento de custo com a legalização. (...)
"O mercado passa por um período de transição e de muitas dúvidas", atesta Timothy Carter, diretor de soja da Coimbra, subsidiária da Louis Dreyfuss no país. Não é raro entre os exportadores quem admita que o governo assumiu a posição mais acertada ao impedir o plantio de transgênicos. Boa parte do setor argumenta que a soja brasileira encontra-se valorizada no exterior por contar, pelo menos legalmente, com a marca "livre de transgênico".
A diferença de preços entre o farelo de soja brasileiro e o argentino no mercado internacional atinge hoje US$ 20 a tonelada. No caso da lecitina, a brasileira chega a valer o dobro da produzida no país vizinho.
Importadores, principalmente da Ásia, já se tornaram cativos consumidores do Brasil. Essas
empresas querem ter a certeza de estar comprando um produto não contaminado temendo a pressão dos consumidores e danos à sua imagem.
A americana ADM, há alguns meses, nos EUA, admitiu que as exportações de soja e derivados do país estavam sofrendo o impacto da concorrência não-transgênica.
Valor Econômico, 04/10/01.

5. RS aprova rotulagem para alimentos transgênicos
O Rio Grande do Sul se tornou o primeiro Estado brasileiro a aprovar uma lei própria exigindo a rotulagem de alimentos preparados com matérias-primas transgênicas. A regra vale para todos os produtos à venda no território gaúcho, independentemente do percentual de ingredientes modificados e da região aonde são fabricados. Segundo o deputado Alexandre Postal  (PMDB), autor da proposta, depois de sancionada, a exigência entrará em vigor em 180 dias, prazo suficiente para que o comércio e a indústria possam promover adaptações à nova lei.
As empresas que descumprirem a lei estarão sujeitas às penas previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), incluindo apreensão e destruição do produto e interdição do estabelecimento, além de multas de até R$ 3 milhões e detenção de seis meses a dois anos, conforme emenda apresentada pelo deputado Elvino Bohn Gass (PT).
“Enquanto não houver provas de que os alimentos transgênicos não fazem mal à saúde, é preciso dar ao consumidor o direito de escolher o que vai comprar”, disse o deputado Bohn Gass. A fiscalização ficará  sob a responsabilidade da Secretaria da Saúde do Estado. (...)
Valor econômico, 11/10/01.

6. Decreto de rotulagem desrespeita direitos do consumidor
Nove meses depois do prazo dado pela Justiça, o Governo Federal baixou o Decreto nº 3.871, de 18 de julho de 2001, que traçou as regras para a rotulagem dos produtos transgênicos no Brasil. Apesar de todo o tempo que as autoridades tiveram para refletir, o documento desrespeita em vários pontos os direitos de escolha e de informação do consumidor, previstos no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Pelo decreto, apenas os alimentos embalados, de consumo humano e com a presença de organismos modificados acima de 4% serão identificados como transgênicos em seus rótulos.
O principal problema do decreto é que a porcentagem definida não tem a menor justificativa técnica. Não há comprovações de que os produtos transgênicos em quantidade inferior a 4% não sejam prejudiciais à saúde. Alguns alimentos costumam ter mais de um ingrediente transgênico em sua composição, mas o decreto determina que cada um deles pode chegar a esse limite. Isso quer dizer que uma salsicha, por exemplo, que contém amido de milho, proteína de soja e gordura suína pode ter, em conjunto, mais de 10% de componentes transgênicos, mas não ser rotulada.
Outra isenção diz respeito aos tipos de alimentos in natura, a granel e embalados. De acordo com o CDC, todo produto deve prestar informações completas ao consumidor. Porém, o decreto apenas prevê a rotulagem dos embalados. Os produtos altamente processados, como bolachas, massas e óleos, também não trarão a devida identificação em seus rótulos, mesmo se tiverem ingredientes transgênicos. (...)
Segundo a coordenadora da área de Campanhas do IDEC, Andrea Salazar, além de ferir os direitos dos consumidores, a rotulagem proposta pelo governo inviabilizará a segregação e a rastreabilidade entre os produtos transgênicos e os convencionais. “Apenas se os dois tipos de alimentos fossem separados seria possível fazer uma fiscalização adequada e um estudo científico a longo prazo dos efeitos da ingestão dos transgênicos”, assegura. Assim, a rotulagem deveria ser plena e os produtos, rastreados desde a produção até a mesa do consumidor.
Porém, na prática, apenas serão rotulados os alimentos de consumo humano, ou seja as rações animais estão isentas da obrigatoriedade. (...)
Por fim, o modo como a informação será colocada nos rótulos também não é suficiente. Isso porque o decreto não prevê a identificação dos genes das espécies que foram introduzidas em determinado alimento. (...)
Há, ainda, diversos casos de alergia no mundo que foram atribuídos ao consumo de alimentos transgênicos. Se o consumidor desconhecer que determinado produto contém um ingrediente alterado de castanha-do-pará, camarão, soja, ou outro produto altamente alérgico, pode consumi-lo sem saber, prejudicando sua saúde.
Todos os aspectos que ficaram de fora da rotulagem foram recomendados pelo Idec durante o período de consulta pública do decreto. Mesmo assim, eles foram ignorados. (...)
Por enquanto, o IDEC não deixará de avaliar se os produtos vendidos no mercado brasileiro são transgênicos ou não, a fim de garantir o direito à informação do consumidor.
Além dos prejuízos aos consumidores brasileiros, a economia nacional também tem muito a perder com o tipo de rotulagem proposto pelo governo. Como as regras são insuficientes, a rastreabilidade dos produtos alterados ficará prejudicada, o que pode desqualificar o país como exportador de soja e de milho não-transgênico.
Os danos à economia podem acontecer em larga escala. Recentemente, o jornal Financial Times anunciou que o Brasil agora é um exportador internacional de milho, depois que uma safra de verão abundante e a forte demanda externa de milho não-transgênico impulsionaram as vendas no exterior. A expectativa é de que o país chegue a exportar 3 milhões de toneladas do produto até setembro. O Japão e alguns países da União Européia, grandes importadores da soja não-transgênica brasileira, declararam que estão preocupados com a questão da segregação e da rotulagem dos alimentos modificados no país. (...)
Consumidor S.A., 01/10/01.

7. México cria projeto de lei para controlar transgênico
O grupo legislativo do PRD (maior partido da oposição de centro esquerda do México) apresentou na câmara de deputados uma iniciativa de lei para a produção, distribuição, comercialização e fomento dos produtos transgênicos. Entre as propostas estão: impor sanções às empresas multinacionais que ponham em risco a saúde dos mexicanos e a sua biodiversidade genética, rotular os produtos geneticamente modificados e criar o Instituto Nacional de Pesquisa Transgênica. (...)
A alteração da estrutura dos genes de plantas e animais pela intervenção do homem requer uma atenção especial do governo federal, para impor controles e sanções para as empresas multinacionais que monopolizam e impõem os preços que consideram pertinentes aos seus produtos, e além disto controlam a produção nacional de alimentos em função dos interesses econômicos internacionais. (...)
A polêmica existente relacionada aos transgênicos obriga os legisladores a se preocuparem com o bem estar e a saúde dos mexicanos. "A única medida que podemos tomar é estabelecer os mecanismos e ferramentas legais necessários para o controle, supervisão e regulação dos transgênicos”, disse o deputado Francisco Patiño Cardona.
"Por isso, a proposta estabelece que a pesquisa, desenvolvimento, produção, comercialização e transporte em todo o território nacional dos transgênicos, terão os mecanismos de segurança suficientes e necessários de acordo com os critérios que estabeleçam as secretarias de Agricultura, Meio Ambiente e Saúde. A importação de alimentos transgênicos não deverá colocar em perigo a auto-suficiência e nem a soberania alimentar do México", disse ainda o deputado.
La Jornada, México, 08/10/01.

Sistemas Agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Produtividade e rentabilidade da agricultura ecológica
Os produtores da Jugar del Valle S.A., na Costa Rica, têm conseguido reduzir de forma significativa a duração do ciclo de produção de diversas hortaliças, aumentando assim sua produtividade.
Com o uso de sistemas de produção ecológicos, foi possível reduzir o ciclo de diversas culturas como o do brócolis, o da cebola e o da beterraba. O ciclo do brócolis foi reduzido de 10 para 8 semanas e o da cebola de 12 para 8. Outros cultivos foram testados, tendo sido obtidos resultados semelhantes.
Através de um trabalho de controle, conseguiu-se reduzir as perdas de 30% para 5%, acarretando, consequentemente, um aumento no rendimento de 25%.
Nos sistemas de produção ecológicos de alface, em Tapezco de Alfaro Ruiz, também na Costa Rica, foram verificados redução significativa nos custos de produção, aumento no volume de vendas e aumentos da lucratividade e da porcentagem da colheita vendida, que teve um acréscimo de 50% em relação aos cultivos convencionais.
Fonte: MAS ALLA DE LOS MITOS: Productividad y rentabilidad económica de la agricultura ecológica. Jaime E. Garcia Gonzáles in RAAA Boletín Lince. Peru: RAAA, nº 23, fevereiro de 1997.

Recomendações de leitura

Duas matérias longas a respeito dos organismos geneticamente modificados (OGMs) evidenciam as posições gerais da campanha “Por um Brasil livre de Transgênicos”. Uma delas é a entrevista de três páginas e meia com David Hathaway, publicada na edição 55 da revista Caros Amigos, que está nas bancas. A outra é um artigo da Flávia Londres na revista bimestral Tempo e Presença (nº 318), da ONG Koinonia, em que ela trata da relação entre globalização e OGMs.

Na Caros Amigos, David é entrevistado pela equipe da revista com o reforço do Jean Marc von der Weid, membro da Campanha e da AS-PTA. David relata os problemas sociais, econômicos, legais, científicos, políticos e da saúde do consumidor, provocados pelos transgênicos.

No artigo “Factíveis os transgênicos?” (título dado pela editoria da Tempo e Presença), Flávia afirma que o Brasil tem a responsabilidade de determinar o rumo da estória dos transgênicos no mundo, dada a nossa posição estratégica nesse debate. A Tempo e Presença, que está discutindo América Latina e globalização, é uma publicação dirigida a lideranças de movimentos de base e fonte importante de consulta. Pode ser adquirida pelo telefone (21) 2224-6713.


***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ESPLAR (coord.), GREENPEACE (coord.), IDEC (coord.), ACTIONAID BRASIL, CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************












#281 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 26 de Out de 2001 7:53 pm
Assunto: BOLETIM 87 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s Amig@s

Até o início da semana, o único agente privado a defender abertamente o escancaramento do Brasil aos transgênicos era a Monsanto.  Mas, desde o dia 22 de outubro, as demais empresas de biotecnologia e associações empresariais que também desejam lucrar com a comercialização de organismos geneticamente modificados no País resolveram mostrar a cara. Naquela data, elas anunciaram em São Paulo a criação do Conselho de Informações de Biotecnologia (CIB) para “atingir o maior número possível de pessoas interessadas em biotecnologia com linguagem clara e simples”, conforme Ricardo Vellutini, vice-presidente de produtos agrícolas da DuPont, aquela multinacional que até há pouco exibia em um de seus conselhos consultivos um graduado funcionário do Ministério do Meio Ambiente.

O lobby disfarçado de “centro de informação” assumiu ter um orçamento de R$ 500 mil em 2001 e R$ 1 milhão em 2002 para ser usado nas ações que visam a legalizar a invasão de OGMs ao Brasil. Entre os membros do CIB estão Monsanto (óbvio!), DuPont, Aventis, Cargill, Basf, Dow Agroscience, Syngenta, Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais, Associação Brasileira dos Produtores de Sementes, Organização das Cooperativas Brasileiras e Sociedade Rural Brasileira .

É sintomático que tal movimento seja feito quase no final de 2001. Todas essas corporações sabem que no primeiro trimestre de 2002 entram em vigor as restrições européias aos transgênicos. Sabem também, que, se o Brasil tirar proveito durante um ano da condição de maior produtor-exportador de alimentos não transgênicos, dificilmente a indústria geneticamente modificada conseguiria se recuperar e a produção não-transgênica nacional provaria ao mundo a possibilidade de resistir. Portanto, é necessário ficar de olho aberto, porque a pressão pró-OGM agora vai se intensificar.

**************************************************************
Neste número:

1. França quer mais soja do Paraná
2. Empresa americana paga prêmio por soja não transgênica
3. Greenpeace denuncia planos de Biopirataria da Monsanto
4. Agenda 21 brasileira alerta contra transgênicos
5. Índia exige a suspensão dos experimentos com algodão transgênico
6. Governo de SC quer vetar transgênicos por 5 anos
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Plantio consorciado
Recomendação de leitura

**************************************************************

1. França quer mais soja do Paraná
Um grupo de cooperativistas e produtores rurais da França firmou ontem um acordo com cooperativas do Paraná e com o governo do Estado para ampliar a compra de soja paranaense. O objetivo é fazer do Paraná um dos principais parceiros brasileiros na oferta de farelo de soja não-transgênica. Os franceses querem garantir farelo de qualidade e com certificação para
fabricar ração, em substituição ao produto feito à base de derivados de animal (carne, ossos), causadores de doenças como o "mal da vaca louca". (...)
(...) A missão francesa, formada por representantes da União de Cooperativas (Union 7), da cidade de Mans, se mostrou otimista com os negócios. "É uma oportunidade de adquirirmos farelo de soja de cooperativas para cooperativas, sem intermediação de outras empresas e com certificação de qualidade", explicou o coordenador da comitiva, François Bettinger.
Segundo Bettinger, além de uma ampla rede de cooperativas, o Paraná tem tecnologia e instituições de certificação de qualidade, como o Tecpar, ideais para parcerias como essa. Bettinger explicou que a França compra, por ano, cerca de 4 milhões de toneladas de soja de outros países, a maior parte do Brasil e, em especial, do Paraná - segundo maior produtor nacional. A Cooperativa Agropecuária de Campo Mourão (Coamo) já é uma das parceiros nos
negócios. Agora, a meta é envolver outras coooperativas paranaenses.
Para o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, o intercâmbio será bastante positivo para o Estado. "Temos 203 cooperativas, das quais 60 agropecuárias, responsáveis por 50% do PIB agrícola do Paraná e por um faturamento que deve chegar a R$ 6,8 bilhões este ano", explicou. "No primeiro semestre, o nosso faturamento teve um
crescimento real de 8% e, com toda a estrutura que possuímos, certamente teremos todas as condições de atender às necessidades das cooperativas francesas", avaliou.
 Paraná Online, 21/10/01.

2. Empresa americana paga prêmio por soja não transgênica
A multinacional do setor de agronegócios Archer Daniels Midland informou na terça-feira que está pagando o prêmio de 20 centavos de dólar por cada bushel (o equivalente a 27,2 Kg) de soja em grão não-transgênico.
Para isso os agricultores devem realizar testes que certifiquem que a sua soja não contêm transgênicos.
O problema para que ocorra esta certificação é que as empresas de sementes não garantem que as sementes comercializadas sejam livres de transgênicos, obrigando que os agricultores tenham que pagar testes em seus cultivos. (...)
Cropchoice, 15/10/01. 
Reuters,17/10/01.

3. Greenpeace denuncia planos de Biopirataria da Monsanto
O Greenpeace acusou a empresa de agronegócios Monsanto de tentar monopolizar um dos principais cultivos alimentares do mundo, a soja (selvagem e cultivada).
Ao iniciar a Conferência de Biodiversidade das Nações Unidas nesta semana em Bonn, na Alemanha, o Greenpeace divulgou que a aplicação das patentes, garante que a empresa tenha direitos exclusivos sobre a planta da soja suas sementes e seus descendentes. (...)
“A Monsanto é uma empresa implacável em biopirataria. A empresa assumiu as descobertas genéticas da maior cultivar alimentar e baseia-se nisto para reivindicar direitos sobre a seqüência genética natural da planta. Sendo que esta seqüência genética é identificada igualmente em diversas variedades selvagens e a Monsanto tem o direito exclusivo sobre seus lucros ”, disse Sze Ping Lo, do departamento de engenharia genética do Greenpeace na China.
“Por volta de 90% da soja selvagem do mundo encontra-se na China (local de origem da soja e  considerada o maior centro de diversidade da planta com mais de 6000 variedades diferentes), aonde a lei de patente terá grandes conseqüências. Cientistas chineses ficaram impressionados com o alerta do Greenpeace sobre as aplicações da lei de patente”, acrescentou. (...)
“Este caso demonstra como a corporação da Monsanto vem roubando a natureza”, disse Cristoph Then, especialista em patentes do Greenpeace. “As leis de patentes estão privatizando a vida no planeta. Em breve todos os genes que forem identificados e descritos serão considerados invenções das empresas. Nós temos que exigir que os delegados da Conferência das Nações Unidas tomem uma atitude clara contra o monopólio das indústrias sobre a biodiversidade.(...)
Greenpeace, 22/10/01.

4. Agenda 21 brasileira alerta contra transgênicos
O 13o Forum de Ministros de Meio Ambiente da América Latina e do Caribe terminou no dia 24 de outubro com o a informação de que está em discussão a Agenda 21 nacional, documento servirá de base para a posição do Brasil na Rio + 10. Essa reunião acontecerá em outubro de 2002, na capital da África do Sul, Johannesburgo, e está recebendo por parte da sociedade e da imprensa muito menos atenção do que merece. Em alguns trechos do documento brasileiro, que ainda não tem redação final, é feita referência aos transgênicos.
No sítio do Ministério do Meio Ambiente na internet (www.mma.gov.br), podem-se ler as passagens em que os organismos geneticamente modificados são citados. “Será preciso também enfrentar e equacionar a questão da produção de alimentos transgênicos, que está hoje no centro de incendiada polêmica no país e no exterior. Decidir se, do ponto de vista estratégico, convém mais ao país assegurar nichos privilegiados de mercado na Europa e no Oriente que, por forte maioria, rejeitam os transgênicos  ou se deve aderir a um mercado dominado pelos grandes produtores da América do Norte, colocando-se ainda sob uma dependência tecnológica provavelmente não reversível”, afirma, o documento, cuja versão inicial foi aprovada em março de 2000.
A Comissão diz que os riscos ambientais verificados na agricultura brasileira, por conta do uso de agrotóxicos, “podem agravar-se ainda com as novas tecnologias de manipulação genética de organismos”. A comissão sugere “suprimir o uso de transgênicos vegetais e animais, até que se tenham informações científicas claras e precisas sobre todos os aspectos ambientais e de saúde que envolvem esses insumos”.
Carlos Tautz, 26/10/01.

5. Índia exige a suspensão dos experimentos com algodão transgênico
Ativistas em defesa do meio ambiente na Índia exigiram esta semana a suspensão de campos experimentais e produção de algodão transgênico, até que existam maiores informações sobre as possibilidades de riscos para a saúde e meio ambiente.
O pedido de 10 anos de moratoria para os transgênicos aconteceu após a detecção de larga escala de plantio ilegal de algodão transgênico no estado de Gujarat, na Índia.
O governo ordenou a destruição do algodão na última sexta feira.
“O governo suspendeu os campos experimentais e mais adiante a distribuição de sementes no campo até que se desenvolvam medidas que controlem os arriscados efeitos dos cultivos transgênicos”, disse Vandana Shiva da Fundação de Pesquisa para Ciência, Tecnologia e Ecologia. (...)
Os ativistas disseram que o governo deve implementar uma estrutura regulamentar rígida para garantir que as empresas de biotecnologia sejam responsáveis por todos os impactos negativos dos cultivos transgênicos no meio ambiente e na saúde humana. (...)
O Comitê Federal de Ratificação para Engenharia Genética (Geac) pediu ao Governo de Gujarat para identificar e destruir o algodão Bt espalhado por aproximadamente 10.000 hectares. (...)
Reuters, 23/10/01.

6. Governo de SC quer vetar transgênicos por 5 anos
O governador Esperidião Amin (PPB) anunciou nesta segunda-feira que vai enviar à Assembléia Legislativa no próximo dia 8 um projeto de lei sobre o cultivo de organismos geneticamente modificados no Estado.
Pela proposta, ficaria proibido por cinco anos o plantio de produtos transgênicos para fins comerciais. Neste período, o Estado e o Legislativo incentivariam as instituições que pesquisam os efeitos dos alimentos modificados geneticamente. Já a industrialização e comercialização destes produtos somente seriam permitidas com a identificação da situação de alimento geneticamente modificado nos rótulos e embalagens.
Zero Hora, 22/10/01.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Plantio consorciado
O plantio consorciado é uma prática agroecológica que procura incorporar aos campos de cultivos agrícolas princípios de funcionamento e estrutura de ambientes naturais. Esta técnica tem apresentado efeitos positivos na redução da ocorrência de infestações de insetos, doenças e vegetação espontânea.
Apresentaremos neste Boletim os efeitos deste sistema de cultivo sobre os insetos:
Os inimigos naturais dos insetos nocivos às culturas agrícolas tendem a ser mais abundantes em policulturas do que em monoculturas, uma vez que nas primeiras eles encontram melhores condições de vida, tais como melhor distribuição espacial e temporal das fontes de néctar e pólen e maior número de microhabitats apropriados para suprir certas necessidades específicas. Por outro lado, insetos-praga têm maior dificuldade de localizar as plantas hospedeiras quando elas estão menos concentradas. Neste caso os estímulos visuais e químicos produzidos pelas plantas complementares à cultura podem perturbar o comportamento dos insetos nocivos, atrapalhando-os a encontrar as plantas hospedeiras. Um exemplo disso é o uso de faixas de capim em lavouras de feijoeiro, que repelem as cigarrinhas que costumam atacar essa cultura.
Reijntjes, C.; Haverkort, B.; Waters-Bayer, A. Agricultura para o futuro: uma introdução à agricultura sustentável e de baixo uso de insumos externos. Rio de Janeiro: AS-PTA; Holanda:ILEIA, 1994. 32.4p.

Recomendação de leitura
A excelente revista mensal EM Ecologia, publicada pelo jornal O Estado de Minas, publica em sua edição de 19 de outubro um alerta em duas páginas: “Transgênico não garante mais comida”. Exemplares do EM Ecologia podem ser solicitados diretamente à editora da revista no endereço eletrônico andrea.zenobio@...

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ESPLAR (coord.), GREENPEACE (coord.), IDEC (coord.), ACTIONAID BRASIL, CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************










        

#282 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Ter, 30 de Out de 2001 3:37 am
Assunto: algodão
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Rosangela,
 
Você escreveu:
Use absorventes internos 100% algodão, e  que não provocam sangramento.
 
    Gostaria de lembrá-la que a maior parte do algodão norte-americano é transgênico. Assim, juntamente com outras agressões, é potencialmente alergênico.
 
Saudações
Luiz Meira

#283 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Qua, 31 de Out de 2001 6:33 pm
Assunto: BOLETIM 88 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s Amig@s

Ainda está por acontecer a correta e adequada repercussão na imprensa brasileira à decisão da Europa, tomada no dia 28 de outubro, de manter a proibição a novos organismos geneticamente modificados e de ratificar as suas rígidas normas de rotulagem e rastreabilidade de todos os transgênicos incluindo, aqueles usados em ração animal.

Nenhuma publicação nacional se preocupou em verificar os impactos dessa decisão na agricultura e economia brasileira. Mas, ainda que a imprensa se omita e não cumpra sua função de prospectar crítica e responsavelmente os cenários econômicos nacionais, empiricamente já se pode antecipar que o Brasil é, de longe, o maior beneficiado por essas medidas européias.

Conforme um artigo publicado no jornal Valor Econômico de 29 de outubro, as exportações de farelo e de grãos de soja não-transgênica brasileira cresceram 23% no primeiro semestre de 2001, em comparação ao mesmo período do ano passado. O aumento das vendas para o Japão foi ainda mais expressivo: 138%! E esses números ainda não contam, por si sós, a importância de o Brasil ratificar sua condição de produtor-exportador de não-transgênicos.

O mesmo artigo traz uma breve, porém significativa, declaração de Martin Cooke, gerente da rede varejista Tesco, a maior da Inglaterra. “A demanda cresceu porque os maiores varejistas pediram para seus fornecedores não produzirem frango com farelo não-transgênico”, disse Cooke, observando que há um ano a demanda por não-transgênicos em seu país era de 20% do consumo anual de 1,4 milhão de toneladas de soja. Esse percentual é hoje de 90%.

César Borges, da comercializadora brasileira Caramuru, explicou: “A soja convencional pode não significar diferencial de preços [N.R.: em relação à soja transgênica]. Mas, nos tem garantido uma comercialização preferencial. Os compradores se sentem mais seguros, mesmo sendo o produto sem certificação [N.R.: de ser soja não transgênica].

Dessa forma, está provado que mesmo o ágio pago pelo alimento brasileiro não-transgênico, excelente em termos econômicos, ficou em segundo plano. O mais importante é mesmo a certeza da colocação da safra em mercados exigentes como o europeu, o japonês e também o chinês.

**************************************************************
Neste número:

1. Resistência a transgênicos no mercado afeta vendas americanas e favorece produto nacional
2. Rio Grande do Sul aprova lei de rotulagem de transgênicos
3. Projeto sobre transgênicos será encaminhado à Assembléia Legislativa de SC
4. Nova Zelândia mantém veto a transgênicos por mais dois anos
5. Japão detecta batata transgênica importada dos EUA
6. Custos de produção do milho Bt podem ser maiores que os rendimentos
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Desenvolvimento participativo de sistemas de plantio direto sem herbicidas

**************************************************************

1. Resistência a transgênicos no mercado afeta vendas americanas e favorece produto nacional
Sem alarde, os europeus, especialmente ingleses e franceses, revelam-se cada dia mais interessados pela soja brasileira. A principal razão é a quase ausência de lavouras transgênicas no país*.
Nos últimos três anos, representantes do setor produtivo e do varejo da Europa - onde grandes redes de supermercados exigem o uso de soja certificada como não-transgênica na ração de aves e suínos - se tornaram visitantes assíduos das esmagadoras brasileiras. (...)
A preferência de alguns mercados pela soja não-transgênica, mais patente no último ano, foi um dos fatores que fizeram crescer a participação do Brasil no mercado mundial da oleaginosa.
As exportações brasileiras de soja em grão e farelo para a União Européia aumentaram 23% no primeiro semestre ante igual período de 2000, para 9,5 milhões de toneladas. Já as vendas da Argentina e Estados Unidos - onde o cultivo de transgênicos supera o de convencional - mantiveram-se estáveis, em 7,1 milhões de toneladas. Para o Japão, a tendência foi a mesma: os embarques do Brasil aumentaram 138%, ao passo que os da Argentina e EUA caíram 1,2%. (...)
Os números que vêm do Reino Unido são reveladores. Por ano, a região consome 1,4 milhão de toneladas de soja (grão e farelo) na alimentação das aves de corte e postura. Segundo estimativa do estrategista da Tesco, 90% dessa demanda é hoje para não-transgênicos. Há um ano, era de 20%.
"A demanda cresceu porque os maiores varejistas pediram para seus fornecedores produzirem frango com farelo não-transgênico", afirma Cooke. Segundo ele, quase a totalidade dessa soja certificada é proveniente do Brasil. Em outros tempos, quando não havia exigência pelos não-transgênicos, os EUA atendiam a metade deste volume, estima. "Os EUA já reconhecem que perderam mercados."
Para Renato Sayeg, da Tetras Corretora, a procura por soja livre de transgênicos é crescente também por parte dos países asiáticos, especialmente depois do impasse entre os EUA e a China. Desde junho, exportadores americanos têm dificuldades para entrar no mercado chinês devido a uma lei que exige, no caso de produto transgênico, uma declaração do governo do país de origem se responsabilizando por eventuais danos ambientais e à saúde. Apesar de ainda não regulamentada, a regra tem sido suficiente para ampliar de 10 para 30 dias o período de ingresso da soja no mercado local.
Valor Econômico, 29/10/01.
* N.E.: A matéria cita a "quase ausência" de lavouras transgênicas no Brasil referindo-se aos cultivos ilegais no sul do país.

2. Rio Grande do Sul aprova lei de rotulagem de transgênicos
A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, no dia 10 de outubro de 2001, o Projeto de Lei 21/99, de 1999, que institui a rotulagem dos alimentos transgênicos.
De acordo com a lei, os produtos alimentícios comercializados no Estado do Rio Grande do Sul que contêm ou consistem de organismos geneticamente modificados deverão ter em sua embalagem a informação "Produto geneticamente modificado", "Contém organismos geneticamente modificados" ou "Alimento resultante de organismos geneticamente modificados", conforme o caso.
A utilização de insumo, ração, matéria-prima ou ingrediente que contenha organismo geneticamente modificado deverá constar do rótulo do produto final com a seguinte redação: "Produzido a partir da utilização de organismo geneticamente modificado".
Os produtos que não sejam geneticamente modificados nem produzidos a partir de insumo, ração, matéria-prima ou ingrediente que os contenham podem receber rotulação negativa, condicionada a autorização pelo poder público, mediante prévia certificação.
Os estabelecimentos comerciais e industriais que comercializam os produtos alimentícios de que trata a lei deverão adequar-se no prazo de 180 dias a partir da data da sua publicação.

3. Projeto sobre transgênicos será encaminhado à Assembléia Legislativa de SC
O governador Esperidião Amin anunciou no dia 25/10 que o projeto de lei sobre organismos geneticamente modificados será entregue no dia 8 de novembro na Assembléia Legislativa, minutos antes do início do II Seminário Estadual sobre Transgênicos. "Este projeto de lei é o mais bem elaborado do Brasil", destacou Amin durante audiência com o presidente do Fórum Estadual dos Transgênicos, Idelvino Furlaneto. "Isso se deve à interação de 33 entidades, que discutiram o assunto por exatamente dois anos".
Através do projeto de lei, que também cria o Conselho Técnico Catarinense de Biossegurança, o Executivo estadual pretende suspender por cinco anos o plantio e o cultivo para fins industriais e comerciais de organismos geneticamente modificados que tenham como finalidade a alimentação humana ou animal. Durante este período, que poderá ou não ser prorrogado pela Assembléia Legislativa, o Estado prestará apoio às instituições dedicadas ao estudo e à pesquisa dos transgênicos, relacionadas à biossegurança de Santa Catarina. (...)
Zero Hora, 25/10/01.

4. Nova Zelândia mantém veto a transgênicos por mais dois anos
O governo neozelandês anunciou ontem que vai impedir a exploração comercial de transgênicos no país durante mais dois anos. Ao mesmo tempo, suspendeu uma medida baixada 16 meses antes, que proibia até mesmo os testes experimentais com transgênicos em campo aberto. A primeira-ministra neozelandesa, Helen Clark, afirmou que essa suspensão será acompanhada de novas regras, “de forma a garantir que os materiais usados na pesquisa sejam mais tarde destruidos ou depositados em locais seguros”. (...)
Folha de São Paulo, 31/10/01.

5. Japão detecta batata transgênica importada dos EUA
O Japão detectou batatas transgênicas importada dos EUA, as quais estavam proibidas, informou a cadeia CNN.
A filial japonesa da empresa Procter&Gamble anunciou a retirada de 800.000 unidades de seus produtos alimentícios do país asiático, pois entre seus ingredientes existiam batatas transgênicas.
Agroenlinea.com No 24, 30/10/01.

6. Custos de produção do milho Bt podem ser maiores que os rendimentos
Sementes geneticamente modificadas projetadas para matar a lagarta que ataca plantas de milho podem, elas mesmas, devorar uma grande fatia dos lucros dos agricultores, diz o economista agrícola da Universidade de Purdue (EUA), Marshall Martin. (...)
O estudo de Purdue descobriu que os altos preços das sementes Bt, combinados com os baixos níveis infestação da lagarta do milho, fazem com que o milho transgênico seja menos atrativo que as variedades tradicionais para os agricultores em Indiana (EUA).
“O nível de adoção do milho Bt na região leste do Cinturão de Milho foi relativamente baixo se comparado com a média total do Cinturão e  com a porcentagem relatada nas regiões oeste e sudoeste, por duas razões fundamentais”, explicou Martin.
“Primeiro porque o nível de infestação da lagarta European Corn Borer (que ataca o milho) tem sido, historicamente, bastante baixo, de forma que os custos extras das sementes transgênicas não compensam a diminuição da perda de produção pelo ataque da lagarta. A segunda razão é que na região leste do Cinturão de Milho, em particular em Indiana, nós temos um grande número de indústrias que processam milho para alimentação humana e nenhuma delas aceita milho transgênico atualmente.” (...)
Ag Answers, 26/10/01.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Desenvolvimento participativo de sistemas de plantio direto sem herbicidas.
No trabalho realizado pela ONG AS-PTA e pelo Fórum das Organizações dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, na região do Centro-Sul do Paraná, que veio questionar a baixa adoção de sistemas de plantio direto entre os agricultores familiares da região, o uso de herbicidas em sistemas de plantio direto tornou-se um ponto importante a ser refletido.
Com a proposta de promover um novo modelo de desenvolvimento, foi iniciado na região um processo social de experimentação envolvendo, além de testes de sistemas de plantio direto sem uso de herbicidas, temas como manejo da agrobiodiversidade, manejo ecológico do solo, segurança alimentar entre outros. Com o uso de abordagens participativas, foi possível identificar diversos agricultores experimentadores, incluindo alguns agricultores que já se encontravam familiarizados com o sistema proposto. Um bom exemplo é a família Bischof, do Município de Rebouças, que já possuía 14 anos de experiência no plantio direto sem uso de herbicidas.
Além de ter permitido analisar o comportamento de diferentes espécies de adubos verdes e de plantas de cobertura, foram obtidos outros resultados como o incremento do número de áreas de experimentação e a ampliação das áreas já implantadas, devido à boa aceitação das técnicas por eles experimentadas. Quanto aos resultados agronômicos, foi apontada uma significativa melhoria dos desempenhos produtivos já a curto prazo.
Espera-se que como resultado de um melhor desempenho produtivo das lavouras, a generalização do sistema de plantio direto sem herbicidas na região ocasione um impacto positivo na renda das famílias.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ESPLAR (coord.), GREENPEACE (coord.), IDEC (coord.), ACTIONAID BRASIL, CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************






#284 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 9 de Nov de 2001 6:49 pm
Assunto: BOLETIM 89 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s Amig@s

Deve ser apresentado na próxima semana, na Comissão Especial dedicada a avaliar os 18 projetos de lei sobre transgênicos que tramitavam na Câmara dos Deputados, o relatório do Dep. Federal Confúcio Moura (PMDB/RO), que trará em anexo, um Projeto de Lei substitutivo aos 18 originais.

Em matéria publicada no dia 07/11 no jornal Valor Econômico, o jornalista Mauro Zanata adiantou o conteúdo do relatório, que não poderia ser pior.

Segundo Zanata, “O texto do deputado garantirá poder total à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para dispensar estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA) sobre os transgênicos.” (...) “No relatório, o deputado afirma que convalidará as medidas adotadas pelo governo federal -- as principais são a Medida Provisória nº 2.137, editada em dezembro de 2000, e o Decreto nº 3.871, de julho deste ano. A MP deu poderes à CTNBio para definir quais são as atividades poluidoras e determinou que o seu parecer técnico sobre biossegurança vincula os demais órgãos do governo. A CTNBio ganhou terreno dos ministérios para autorizar importação, experimentos de campo e liberação comercial de transgênicos e seus derivados. O decreto obrigou a rotulagem de todos os alimentos que contiverem mais de 4% de ingredientes transgênicos em sua composição. O texto, se aprovado entra em vigor em 31 de dezembro.”

A Medida Provisória citada acima foi, desde a sua publicação, amplamente questionada por apresentar vários aspectos anti-constitucionais, como, por exemplo, a vinculação dos Ministérios da Saúde, da Agricultura e do Meio Ambiente à decisão favorável da CTNBio, que é um órgão interno de outro Ministério, o de Ciência e Tecnologia. Isto representa uma inversão da hierarquia e usurpação das competências legais dos ministérios.

O Decreto nº 3.871, que determina a rotulagem dos alimentos que tiverem mais que 4% de contaminação com transgênicos, também é inconstitucional. Ele fere diretamente o Código de Defesa do Consumidor e está sendo questionado na Justiça através de uma Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público Federal e pelo IDEC -- Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (uma das entidades coordenadoras da Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos”).

Após ser apresentado na Comissão Especial, o relatório do deputado será votado pelos seus membros. Se for aprovado na Comissão, irá para votação no Congresso Federal. E se aprovado no Congresso, será a Lei Nacional sobre transgênicos!

É possível que o relator, o dep. Confúcio Moura, convoque a reunião de votação já para a próxima semana, quando da apresentação do relatório.

Se o teor do novo Projeto de Lei for realmente o adiantado por Mauro Zanata, precisaremos tomar medidas urgentes para tentar impedir que ele seja votado, ou que seja aprovado. Neste caso, talvez precisemos convocar todos vocês para ir à Brasília fazer pressão.

Estamos alertas e contamos com vocês nesta batalha.

*************************************

Terminaram na última sexta-feira (02/11) as atividades do “GT - Conama”, o Grupo de Trabalho aberto que vinha há pouco mais de um ano desenvolvendo uma proposta de resolução com os critérios para a elaboração de Estudos de Impacto Ambiental para organismos transgênicos no Brasil.

A partir de agora o trabalho segue com a Câmara Técnica de Controle Ambiental do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente / Ministério do Meio Ambiente), composta por sete membros do Conselho, que elaborará, a partir da proposta elaborada pelo GT, a proposta final a ser votada pela plenária do Conama.

**************************************

Durante toda a semana que passou, a PFC (Proposta de Fiscalização e Controle, espécie de mini-CPI) dos transgênicos, instaurada este ano na Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara dos Deputados, esteve visitando o estado do Rio Grande do Sul.

O deputado Ronaldo Vasconcellos (PL/MG), relator da comissão, o dep. Fernando Ferro (PT/PE), autor da proposta, e o assessor legislativo da Câmara dos Deputados, José Cordeiro de Araújo visitaram unidades da Embrapa e da Monsanto, universidades, ONGs e órgãos do governo estadual, como a Secretaria de Agricultura.

O deputado Vasconcellos entregará à comissão especial da Câmara um relatório com as principais considerações sobre as supostas irregularidades em áreas onde são testados os transgênicos.

**************************************************************
Neste número:

1. Polícia Federal incinera 25 toneladas de soja transgênica no RS
2. Deputado propõe que transgênicos só possam ser regulados pela União
3. Rotulagem de transgênicos na Austrália sofrerá período de transição
4. EUA cria um “certificado de segurança” para a soja transgênica
5.
Agricultores de Tauccamarca denunciam a Bayer
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Produzindo comida na cidade: uma experiência cubana
Evento
Dicas de sites sobre transgênicos
Errata

**************************************************************

1. Polícia Federal incinera 25 toneladas de soja transgênica no RS
A Polícia Federal de Santa Maria incinerou, no dia 01/11, em Júlio de Castilhos, 25 toneladas de soja transgênica que pertenciam a cinco produtores do município.
Os agricultores fizeram um acordo com a Justiça Federal, que prevê a suspensão do processo diante da queima dos grãos apreendidos em 1999.
Foi a segunda vez que a Polícia Federal incinerou soja transgênica recolhida em Júlio de Castilhos. Há dois anos, numa decisão inédita no Brasil, foram queimadas 22,5 sacas encontradas num armazém da cidade. O produto foi localizado em outubro de 1998 e constituía o primeiro caso de apreensão no país.
Ontem, as 500 sacas de soja foram incineradas numa vala na estrada de chão que dá acesso ao município de Quevedos, a três quilômetros de Júlio de Castilhos. Quatro dos cinco produtores acompanharam a queima, mas não falaram com imprensa. (...)
Durante esse período, os agricultores deverão comparecer à Justiça a cada dois meses, não poderão ausentar-se do município por mais de 30 dias sem autorização e terão de contribuir financeiramente com uma entidade beneficente de Júlio de Castilhos. Os valores variam de R$ 20 a R$ 800, conforme a quantidade de soja apreendida. Outros dois produtores de Júlio de Castilhos e Tupanciretã, que tiveram 500 sacas de soja transgênica apreendidas, serão ouvidos pela Justiça no próximo dia 26.
O delegado da PF, Ildo Gasparetto, não divulgou o nome dos produtores justificando que o grupo seguiu o acordo judicial. Gasparetto esclarece que os agricultores voltarão a ser réus primários se não reincidirem no crime nos próximos dois anos. (...)
Zero Hora, 2/11/01.

2. Deputado propõe que transgênicos só possam ser regulados pela União
A Comissão de Constituição e Justiça e de Redação aprovou hoje a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição 237/00, de autoria do deputado Paulo Mourão (PSDB-TO), que determina que compete privativamente à União legislar sobre produtos transgênicos ou que contenham organismos geneticamente modificados.
O autor afirma que o tema é muito complexo, sendo vinculado ao meio-ambiente, à economia e à saúde, devendo, por isso, ser regulado em âmbito federal. Além disso, Mourão analisa que seria inconveniente que cada estado mantivesse legislação própria a respeito: "O contrabando interestadual seria ampliado, os consumidores de áreas limítrofes seriam prejudicados e a multiplicidade de leis contraditórias poderia, inclusive, atrapalhar as pesquisas do governo federal".
A Câmara deverá instalar uma comissão especial para analisar o mérito da proposta.
Agência Câmara, 31/10/01.

3. Rotulagem de transgênicos na Austrália sofrerá período de transição
Representantes do Ministério da Saúde da Austrália revelaram esta semana que varejistas terão permissão para deixar seus estoques de alimentos transgênicos não rotulados em suas prateleiras mesmo após o dia 07 de dezembro, data em que entram em vigor as mudanças regulatórias que exigem a rotulagem plena destes alimentos.
Pela nova regra, a partir do início de dezembro, todos os alimentos transgênicos precisarão ser rotulados como tais, e devem ser colocados avisos nos alimentos transgênicos não embalados.
Para justificar a nova decisão, os ministros alegam que os alimentos transgênicos não rotulados presentes nos supermercados devem ser consumidos num prazo de um a dois meses. A pequena minoria de alimentos não perecíveis que permanecem por muito tempo nas prateleiras terá um prazo máximo de 12 meses para ser retirada.
http://www.ujrj.br/consumo/

4. EUA cria um “certificado de segurança” para a soja transgênica
Washington está enviando para Beijing esta semana um certificado de segurança para a soja transgênica americana, com o intuito de preparar o caminho na China para a compra dos grãos americanos, disseram fontes da indústria.
As fontes em Beijing disseram à agência de notícias Reuters que os diplomatas americanos tinham documentos certificando que a soja transgênica foi aprovada para consumo nos EUA e que  não oferece perigo para o ser humano, para os animais e o ambiente.
A China anunciou as novas leis para cultivos transgênicos em junho deste ano, sem muitos detalhes, o que reduziu enormemente a compra da soja dos EUA. (...)
Just food, 30/10/01.

5. Agricultores de Tauccamarca denunciam a Bayer
No dia 22 de outubro de 1999, vinte e quatro crianças da comunidade de Tauccamarca, em Cuzco, Peru, morreram ao consumir o café da manhã escolar, contaminado com um agrotóxico organofosforado. Dois anos depois, um grupo apresentou uma denúncia contra a empresa Bayer. Segundo as investigações jornalísticas, o produto ingerido pelas crianças era o Folidol, fabricado pela empresa. (...)
A Bayer afirma que a venda de Folidol era permitida pelas leis peruanas, mas a denúncia elaborada pelos advogados do Instituto de Defesa Legal insiste que a empresa sabia que seu produto estava sendo vendido em uma região onde os agricultores têm alto nível de analfabetismo e desconhecimento do castelhano. Dessa forma, seria impossível que estes pudessem ler as instruções e advertências a respeito do manejo dos pesticidas tóxicos. Além disso, muitos destes produtos têm externamente grande similaridade com o leite em pó e outros produtos para consumo humano, sendo então muito provável que uma criança ou uma pessoa sem instrução se confunda e sofra contaminação. Por este motivo os agricultores estão solicitando da empresa Bayer uma indenização.
Apesar de a Bayer ter retirado o Folidol do mercado, ela continua vendendo o pesticida Tamaron, que também é um organofosforado e já causou várias outras intoxicações. (...)
Rapal, 27/10/01.
N.E.: A Bayer, uma das gigantes mundiais do mercado de agrotóxicos, entrou recentemente no negócio das sementes transgênicas.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Produzindo comida na cidade: uma experiência cubana
Em 1990 uma crise econômica forçou Cuba a tomar uma medida diferente para alimentar seu povo. Como grande parte da população vive na cidade, decidiu-se começar a produzir alimentos na própria cidade. Esta é uma forma interessante de alimentar as pessoas e reduzir custos.
Havana é uma cidade grande, com dois milhões de habitantes. Lá o governo incentiva as pessoas a usar todo o espaço disponível para plantar alimentos. Assim, além da enorme economia alcançada com a redução dos custos com transporte, refrigeração, armazenamento e distribuição, Cuba reduziu sua dependência em relação ao petróleo.
O país possui atualmente os programas de agricultura urbana mais bem sucedidos do mundo. Hoje existem mais de 5 mil hortas comunitárias e 2 mil pequenas fazendas em Havana e em regiões próximas à capital.
Outro exemplo é o do município de Sancti Spíritus. Lá foi desenvolvido um programa para os habitantes plantarem seus próprios legumes em áreas urbanas.
Este programa, além do apoio do município, tem o apoio do Ministério da Agricultura e do comércio local.
No total a cidade construiu 26.000 metros quadrados de recipientes para plantio. Para tornar os espaços utilizáveis, os planejadores construíram recipientes usando tijolos, blocos, de cimento, madeira, pedras grandes, pedaços de metal, entre outros. Este material era barato e estava disponível nas proximidades das áreas de plantio. Os habitantes plantaram uma grande diversidade de alimentos e após a primeira estação colheram de 15 a 18 quilos de legumes por metro quadrado. Hoje as colheitas são de mais de 20 quilos por metro quadrado.
Developing Countries Farm. Permacultura Brasil. Goiás: Rede Brasileira de Permacultura, 2001. Ano III, n 6, p. 12 13.

********************************************************

Evento:
Nos dias 13 e 14 de novembro o Município de Santo Ângelo / RS sediará o IV Congresso Gaúcho de Minhocultura, promovido pela Ascar / Emater - RS.
Maiores informações pelo telefone (55) 3512 1414 ou pelo e-mail emsangelo@...

Dicas de sites sobre transgênicos:
Greenpeace Brasil/Transgênicos
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/home.asp
IDEC/Transgênicos - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
http://www.uol.com.br/idec/campanhas/biotecno_novo.htm
UFRJ - Laboratório de Consumo & Saúde/Transgênicos
http://acd.ufrj.br/consumo/transgenicos.htm
Biodiversidad en América Latina
http://www.biodiversidadla.org
Mais links sobre transgênicos, nacionais e (principalmente) internacionais:
http://acd.ufrj.br/consumo/trans-links.htm

Errata:
O Boletim 88 foi divulgado com um erro no quarto parágrafo da apresentação. A frase “A demanda cresceu porque os maiores varejistas pediram para seus fornecedores não produzirem frango com farelo não-transgênico”, está errada. A frase correta seria:
“A demanda cresceu porque os maiores varejistas pediram para seus fornecedores não produzirem frango com farelo transgênico”.
 
***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************

#285 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Seg, 12 de Nov de 2001 8:33 pm
Assunto: TRANSGÊNICOS: BRASÍLIA URGENTE
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Precisamos do apoio de todos vocês, urgentemente!!

Amanhã (terça-feira, 13/11) será apresentado o relatório do Deputado Federal Confúcio Moura (PMDB/RO) na Comissão Especial dedicada a avaliar os 19 Projetos de Lei (PLs) sobre transgênicos que tramitavam na Câmara dos Deputados.

Este relatório virá acompanhado de um PL substitutivo aos 19 originais, a ser votado pela Comissão. Se aprovado, será o PL oficial da Câmara para votação no Congresso. E há fortes pressões acontecendo em Brasília para que ele seja votado e aprovado no Congresso ainda este ano.

As informações não oficiais de que dispomos indicam que o Projeto de Lei substitutivo a ser apresentado é dos piores possíveis, visando liberar os transgênicos no Brasil de forma rápida e irrestrita, sem as necessárias avaliações de riscos para a saúde dos consumidores e para o meio ambiente e sem garantias mínimas para proteger a economia nacional e os direitos dos agricultores brasileiros.

Precisamos da sua ajuda para fazer pressão sobre os deputados integrantes da Comissão Especial, para que não permitam que este PL substitutivo, de autoria do Dep. Confúcio Moura, seja aprovado nos termos atuais.

Atue já!

Exija que os deputados assumam uma postura responsável e lutem pela criação de uma lei séria, que garanta a segurança da população brasileira e do meio ambiente.

Mandem mensagens para os membros da Comissão Especial clicando nos dois endereços abaixo:

Comissão-Transgênicos1
Comissão-Transgênicos2

As mensagens podem ser do seguinte teor:

“Prezado Sr(a) Deputado(a) Federal
Membro da Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados,

Confiamos que os senhores, Deputados membros da Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a apreciar e dar parecer sobre os Projetos de Lei que envolvem os transgênicos no âmbito nacional, não permitirão a aprovação de um Projeto de Lei que dispense os organismos transgênicos de Estudos de Impacto Ambiental, de avaliação de riscos para a saúde e de rotulagem plena. Acreditamos que os senhores lutarão por uma lei que garanta que nenhum organismo transgênico seja liberado no Brasil antes que haja certeza científica sobre sua segurança para a saúde da população e para o meio ambiente e que os direitos de plena informação aos consumidores sejam garantidos.
Nós acompanharemos a votação e daremos ampla divulgação de seu voto em prol dos direitos do consumidor e do meio ambiente.”


#286 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qui, 15 de Nov de 2001 9:08 pm
Assunto: Re: Transgênicos
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Enviada em: sexta-feira, 21 de setembro de 2001 10:17

Prezado Luiz Meira, você poderia divulgar minha página sobre
transgênicos para os assinantes de sua lista?
http://membro.intermega.globo.com/comidatransgenica/
Um abraço, Joaquim.
 
   
    Joaquim Moura ,
 
        Com satisfação recomendo sua página, e felicito-o pelo belo trabalho.
 
        Interessante notar que a mídia brasileira não realça o fato dos transgênicos causarem alergias. Este aspecto é diferencial quando se propõe uma pequena porcentagem de transgênicos como aceitável em alimentos.
    A reação alérgica é dose independente, ou seja, um "cheirinho" é suficiente para acionar o gatilho da reação que tanto pode asfixiar em 10 minutos como pode aumentar dores em artrite reumatóide.
 
    Aproveito para salientar que minhas observações clínicas, principalmente no acompanhamento de recém nascidos, têm indicado que o efeito alergênico da soja, mesmo na forma de óleo ou gordura hidrogenada é muito nítido.
 
    Saudações
Luiz Meira   

#287 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Qua, 14 de Nov de 2001 8:08 pm
Assunto: BOLETIM 90 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s Amig@s

Foi de extrema importância a ação de todos os que mandaram e-mails para os Deputados Federais membros da Comissão Especial dedicada a avaliar os 19 Projetos de Lei sobre transgênicos em trâmite na Câmara dos Deputados.

A votação do Projeto de Lei (PL) substitutivo marcada para ontem, terça-feira (13/11), não aconteceu por falta de quorum e foi adiada por duas semanas, para o dia 27/11.

Mesmo assim, o relatório do Deputado Confúcio Moura (PMDB/RO) foi apresentado para a Comissão acompanhado do PL substitutivo.

Como havíamos adiantado, o PL é vergonhoso, apresentando diversos pontos inconstitucionais e/ou ilegais. Por exemplo, ele estabelece que caso a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança /MCT) não solicite Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para a aprovação de um organismo transgênico, o órgão de fiscalização do Ministério do Meio Ambiente também não poderá exigi-lo, o que é flagrantemente inconstitucional!

O fato de a votação ter sido adiada por duas semanas, ao que parece, é fruto de toda a pressão sofrida pelos membros da Comissão e, em especial, pelo relator. Além de ter recebido centenas de mensagens dos leitores deste Boletim, o relator foi alertado por especialistas de que poderia ser interpelado judicialmente se aprovasse um PL naqueles termos, desconsiderando decisões judiciais anteriores e a Constituição Brasileira.

Isto reforça a importância da participação da população acompanhando o caso e fazendo pressão e reitera a necessidade de continuarmos ativos durante as próximas duas semanas.

Portanto, contamos com seu apoio para continuar enviando mensagens para os deputados da Comissão Especial para que eles percebam que não descansaremos, não abriremos a guarda.

As mensagens para os deputados podem ser como a seguinte:

“Prezado Sr(a) Deputado(a) Federal
Membro da Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados,

Confiamos que os senhores, Deputados membros da Comissão Especial da Câmara destinada a apreciar e dar parecer sobre os Projetos de Lei que envolvem os transgênicos no âmbito nacional, não permitirão a aprovação de um Projeto de Lei que dispense os organismos transgênicos de Estudos de Impacto Ambiental, de avaliação de riscos para a saúde e de rotulagem plena.
Acreditamos que os senhores lutarão por uma lei que garanta que nenhum organismo transgênico seja liberado no Brasil antes que haja certeza científica sobre sua segurança para a saúde da população e para o meio ambiente e que os direitos de plena informação aos consumidores sejam garantidos.
Nós acompanharemos a votação e daremos ampla divulgação de seu voto em prol dos direitos do consumidor e do meio ambiente.”

Para enviá-las aos Deputados membros da Comissão Especial, clique nos dois links abaixo:

Comissão-Transgênicos1
Comissão-Transgênicos2

Continuamos contando com vocês!

**************************************************************
Neste número:

1. Projeto de Lei pede moratória a transgênicos em SC
2. Porto de Paranaguá terá movimentação recorde
3. Produtores orgânicos na Argentina exigem a proibição de milho transgênico
4. Índia perde o controle sobre a venda de algodão transgênico
5. Indústrias distribuem material de propaganda de transgênicos em escolas na Escócia
Alternativas ecológicas mostram que transgênicos não são a única solução para eliminar insetos nocivos
Borra de café mata larva do mosquito da dengue
Eventos

**************************************************************

1. Projeto de Lei pede moratória a transgênicos em SC
A polêmica em torno da produção de organismos geneticamente modificados (OGMs) esteve em pauta ontem, no último dia do 2º Seminário Estadual sobre Transgênicos. Agricultores, estudantes, agrônomos e professores universitários lotaram o plenário da Assembléia Legislativa para assistir palestras de autoridades e criticar a dificuldade de acesso a informações sobre a questão.
No dia anterior, o governador Esperidião Amin enviou à Assembléia Legislativa um projeto de lei que prevê a suspensão por cinco anos do cultivo de OGMs, em território catarinense, para fins industriais ou comerciais. O projeto foi elaborado após dois anos de debates envolvendo 33 entidades.
A intenção é reforçar a restrição, pois o plantio de transgênicos já é proibido no Brasil, exceto em caráter experimental, como fazem as multinacionais. A elaboração de normas e a fiscalização de experimentos no Estado ficariam a cargo do Conselho Técnico Catarinense de Biossegurança. (...)
Diário Catarinense, 10/11/01.

2. Porto de Paranaguá terá movimentação recorde
Principal canal de escoamento da safra brasileira de grãos, o Porto de Paranaguá (PR) prevê fechar o ano com um novo recorde de movimentação de cargas. No acumulado até outubro, o terminal já apresenta crescimento de 33,8% sobre o mesmo período de 2000, com 24,35 milhões de toneladas. Os volumes já superaram a previsão inicial para 2001, de movimentação de 21,3 milhões de toneladas. Grande parte desse incremento se sustenta nos embarques de grãos e farelos para a Europa -- impulsionados pela substituição da ração animal pela vegetal -- e pela diversificação de cargas. (...)
Gazeta Mercantil, 14/11/01.
N.E.: Falamos e repetimos: o Brasil nunca exportou tantos grãos como está exportando agora e isto se deve, em sua maior parte, à procura da Europa, um dos nossos maiores importadores, por grãos não transgênicos. Perderemos este mercado caso adotemos os cultivos transgênicos em solo Brasileiro!

3. Produtores orgânicos na Argentina exigem a proibição de milho transgênico
O presidente do Movimento Argentino para Produção Orgânica (MAPO), Rodolfo Tarraubella, representando os agricultores da entidade, apresentou no dia 08 de novembro uma “Ação Declarativa Sumaríssima” ao Juizado Contencioso Administrativo de Buenos Aires exigindo que o governo “pare de emitir autorizações para a exploração de milho transgênico, suspenda todas as autorizações que foram conferidas até hoje enquanto a presente ação seja resolvida e ordene a proibição da utilização e comercialização de todas as sementes transgênicas existentes até o momento.”
O escrito judicial está baseado em diferentes casos e estudos que demonstram os danos concretos que o milho transgênico produz sobre os cultivos orgânicos. Dado que o pólen de milho transgênico contamina os campos semeados com milho orgânico, os produtores de milho orgânico sofrem perdas em relação à certificação, à diminuição do valor do produto, ao mercado, além da perda do prestígio e confiança dos consumidores.
“Vários de nossos membros encontram sérios problemas causados pela contaminação com transgênicos em seus cultivos. A produção orgânica se encontra em franco crescimento na Argentina. Nossa forma de produzir garante evitar o uso de agroquímicos e transgênicos, tal como exige a lei 25.127 sobre os produtos orgânicos, que estamos obrigados a cumprir. Exportamos qualidade, produzimos sem contaminar e conseguimos excelentes preços no mercado mundial. Nosso esforço e possibilidades de crescer para satisfazer a explosiva demanda mundial por produtos orgânicos se encontra claramente ameaçada pela presença de milho transgênico no campo”, disse o presidente do MAPO. (...)
“Eu investi muito tempo e dinheiro para converter meu estabelecimento lácteo em orgânico, produzo milho para alimentar meus animais e exporto o excedente. Este ano minha produção orgânica certificada pode ter traços de transgênicos. Não somente perdi dinheiro, como clientes e minha reputação, e isto afeta indiretamente a todos os argentinos que produzem desta maneira, já que no exterior estão nos catalogando como um país sem controle sanitário exigente e classificam a Argentina como um laboratório de transgênicos a céu aberto”, declarou Rodolfo Zechner, prestigiado engenheiro agrônomo e produtor ecológico da região de Santa Fé.
MAPO, 8/11/01.

4. Índia perde o controle sobre a venda de algodão transgênico
A Índia anunciou que não tem como apreender todo o algodão transgênico vendido no país, que responde por mais de 70% do setor. Mesmo assim, o governo pretende destruir tudo que conseguir. Pela lei, o algodão transgênico só é permitido em plantios experimentais.
Folha de São Paulo, 2/11/01.

5. Indústrias distribuem material de propaganda de transgênicos em escolas na Escócia
Mais de 140.000 livrinhos patrocinados pelas grandes corporações americanas de transgênicos, como a Monsanto, estão sendo empurrados para escolas da Escócia pela Sottish Enterprise, com o entusiástico apoio dos inspetores escolares da HM Inspectorate of Education.
As brochuras, elogiando a tecnologia dos transgênicos na medicina e na ciência marinha, provocaram protestos generalizados de professores, consumidores e grupos ambientalistas. Eles suspeitam que as empresas de biotecnologia estejam tentando “amaciar” os estudantes, como parte de uma campanha para sufocar o medo do público em relação aos transgênicos. (...)
“Your World  Biotechnology And You” (Seu Mundo  A biotecnologia e você) é uma publicação colorida de 16 páginas, produzida nos Estados Unidos pelo Instituto de Biotecnologia. (...) Este instituto é financiado pelas empresas Monsanto, Novartis, Pfizer, Rhone-Poulenc, Merck, Amgen e pela Organização da Indústria Biotecnológica. (...)
Aqueles que representam os interesses dos pais de alunos também expressaram alarme. “A pressão nas escolas para que se aceitem os financiamentos e a propaganda das indústrias está crescendo”, observou Martyn Evans, o diretor do Conselho Escocês de Consumidores. Segundo ele, este é o motivo pelo qual, junto com o Conselho Nacional de Consumidores, em Londres, sua organização está atualizando orientações para as escolas sobre financiamentos de indústrias. (...)
The Sunday Herald, 15/04/01.

Alternativas ecológicas mostram que transgênicos não são a única solução para eliminar insetos nocivos
Borra de café mata larva do mosquito da dengue
A borra do café (pó que sobra após o preparo da bebida) é a nova arma no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. A informação é da professora de biologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Hermione Bicudo, que acrescenta que a eficiência desse resíduo, se for usado na dosagem correta, é de 100% e sem a toxicidade e os efeitos nocivos ao meio ambiente causados pelos inseticidas.
De acordo com Bicudo, para conseguir o efeito preventivo é necessário colocar quatro colheres de sopa de borra de café para um copo de água nos locais da casa mais comuns de proliferação do mosquito e trocar a mistura uma vez por semana.
O Globo, 03/11/01.

********************************************************

Eventos:
Seminário Internacional Agricultura Familiar & Desenvolvimento Sustentável
Data: 21 a 23 de novembro de 2001
Local: Sede da Embrapa (Auditório) - Parque Estação Biológica - Brasília - DF
Maiores informações:
Tels.: (61) 426-9942 / 426-9924
E-mail: pronafnoticias@...
Site: www.pronaf.gov.br

Seminário Nacional “Consumo Sustentável - O impacto no meio ambiente dos atuais padrões de produção e consumo”
Data: 21 e 22 de novembro de 2001
Local: Grand Bittar Hotel - SHS, Qda. 05 - Bloco A - Brasília - DF
Inscrições gratuitas pelo telefone (11) 3874-2150, pelo fax (11) 3862-9844 ou pelo e-mail idec@...
Maiores informações no site http://www.idec.org.br

Audiência Pública "Diálogo sobre o Acesso à Biodiversidade"
Data: 21 de Novembro de 2001 - Quarta-feira - 9 horas
Local: Sala 2 - Ala Nilo Coelho - Senado Federal - Brasília - DF
Realização: Comissão de Assuntos Sociais do Senado
Apoio: Gabinete da Senadora Marina Silva

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************






#288 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 23 de Nov de 2001 3:16 pm
Assunto: BOLETIM 91 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Terminou esta semana o trabalho da Câmara Técnica de Controle Ambiental do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) sobre critérios e procedimentos para o licenciamento ambiental de atividades e empreendimentos que envolvam Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), os transgênicos.

A Câmara Técnica, composta por sete conselheiros do Conama, avaliou a minuta de resolução elaborada pelo Grupo de Trabalho (GT) aberto que se reuniu por mais de um ano e contou com a participação de organizações da Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos” (especialmente o Idec, o Greenpeace e a AS-PTA).

A proposta final do GT foi entregue aos conselheiros sem consenso em diversos artigos. Essencialmente, o Ministério da Agricultura, a EMBRAPA, o Ministério da Ciência e Tecnologia e a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), ao lado das empresas de biotecnologia, lutaram, o tempo todo, por regras extremamente flexíveis -- contrárias à legislação ambiental e ao princípio da precaução --, e visando a deixar a competência de exigir licenciamento ambiental exclusivamente à CTNBio.

Os outros participantes (Greenpeace, Idec, AS-PTA, Ibama, FURPA, FEPAM, SEMA-RS, etc.) brigaram por regras rigorosas, incluindo a exigência de EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental / Relatório de Impacto Ambiental), especialmente para a liberação de transgênicos no meio ambiente, a ser feita pelo detentor da tecnologia (Monsanto, Aventis, Syngenta, etc.).

O texto final aprovado pela Câmara Técnica garante que todo e qualquer organismo transgênico terá que passar pelo licenciamento ambiental, que pode ser exigido tanto pela CTNBio, como pelo órgão licenciador (no caso, o Ibama - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis / Ministério do Meio Ambiente). O problema é que o licenciamento ambiental pode ou não exigir EIA/RIMA, e a minuta proposta não deixa clara esta exigência específica. Ou seja, o texto atual não garante a exigência de Estudos de Impacto Ambiental para todas as liberações de transgênicos no meio ambiente. Ele diz que caberá ao órgão licenciador (Ibama) avaliar se o organismo transgênico a ser licenciado necessita de EIA/RIMA ou de estudos ambientais menos rigorosos.

O EIA/RIMA, de acordo com a legislação ambiental, é o procedimento de licenciamento mais exigente e abrangente, incluindo desde avaliações de ordem técnica, até análises sócio-econômicas. Ele constitui, inclusive, o principal meio de garantir a participação da sociedade no processo de licenciamento, na medida em que prevê audiências públicas. 

Como está redigida, a proposta da Câmara Técnica deixa o órgão licenciador sujeito a fortes pressões para não pedir EIA/RIMA, uma vez que não é condição sine qua non para o licenciamento.

Os próximos passos serão decisivos. No dia 28 de novembro, a Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos analisará a minuta de resolução que posteriormente será encaminhada para a votação na plenária do Conama -- ainda este ano.

A causa ainda não está totalmente perdida porque, na plenária do Conama, os 70 conselheiros que compõe o órgão deliberativo podem sugerir alterações no texto antes de sua votação.

Precisaremos, portanto, trabalhar no sentido conscientizar todo o grupo de que é absolutamente fundamental a exigência de EIA/RIMA para todos os pedidos de liberação ambiental para transgênicos. Temos absoluta convicção de que EIA/RIMAs, para todo e qualquer transgênico, caso a caso, se constituem num recurso indispensável para aumentar a segurança em relação aos potenciais impactos negativos -- muitos dos quais já conhecidos -- causados pela introdução de transgênicos no ambiente e nos sistemas agrícolas.

**************************************************************

Neste número:

1. Moção dos advogados
2. Sementes transgênicas de soja apreendidas no RS
3. Brasil é o terceiro maior exportador de milho
4. Rede varejista americana bane transgênicos
5. Dia mundial do não uso de pesticidas
6. ONU aprova proibição de clonagem humana
Produzindo alimentos na cidade
Jardim no telhado: mais uma experiência de agricultura urbana em Cuba
Greenpeace lança publicação sobre Agricultura Sustentável

**************************************************************

1. Moção dos advogados
Os Advogados Públicos, estudantes, professores de Direito, membros do Ministério Público, Delegados de Polícia, Advogados e demais profissionais reunidos no V Congresso Brasileiro de Advocacia Pública, realizado pelo IBAP - Instituto Brasileiro de Advocacia Pública - Amparo-SP, durante os dias 14 a 17 de junho de 2001 aprovaram as seguintes proposições e conclusões: (...)
I - Direito do Consumidor e Organismos Geneticamente Modificados
1 - Os OGMs devem obrigatoriamente passar pelo processo de licenciamento ambiental. Quando lançados no ambiente dependerão sempre da realização de estudo prévio de impacto ambiental, conforme o mandamento constitucional.
2 - Caso um produto que contenha OGM venha a ser colocado no mercado de consumo, após prévio licenciamento ambiental e após todas as outras análises pertinentes, deverá o consumidor ser amplamente informado quanto às suas características. (...)
http://www.ibap.org/5cbap/5cbap.htm

2. Sementes transgênicas de soja apreendidas no RS
A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul apreendeu 450 sacas (de 50 quilos) de sementes de soja transgênica esta semana em Soledade, a 220 quilômetros de Porto Alegre. O produto foi detectado em uma fiscalização do Departamento de Produção Vegetal. Cinco amostras foram testadas e todas apresentaram resultado positivo para presença de transgênicos. As sementes foram recolhidas e a Secretaria encaminhou representação ao Ministério Público Federal.
O Secretário da Agricultura, José Hermeto Hoffmann, afirmou, por meio de nota, que a apreensão visou defender os agricultores, "que não podem ser ludibriados ao comprarem sementes de soja e, desta forma, fazerem o plantio ilegal involuntariamente, o que representaria sérios riscos de prejuízos futuros". O Rio Grande do Sul está semeando a próxima safra de soja, que já ocupa cerca de 30% da área de 3,176 milhões de hectares projetada no período 2001/2002.
O Estado de São Paulo, 16/11/01.
N.R.: É extremamente importante o trabalho de fiscalização que o governo do estado do Rio Grande do Sul vem fazendo neste momento, período de plantio de soja no Brasil. E é bom que os agricultores gaúchos fiquem atentos: além da soja transgênica não representar reais benefícios agronômicos e econômicos, exemplos como este mostram que o crime não compensa -- o prejuízo de se ter uma carga ilegal apreendida pode ser maior do que o esperado!

3. Brasil é o terceiro maior exportador de milho
A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) do Paraná, estado responsável por 85% do volume exportado de milho, aponta para a comercialização de 5 milhões de toneladas do grão no mercado externo. O País, que havia realizado sua última exportação na safra 1995/96, retomou as vendas ao mercado externo neste ano, impulsionadas pelo excedente de produção e preços mais remuneradores e é, atualmente, o terceiro exportador mundial.
Rossana Catie Bueno de Godoy, engenheira agrônoma do Deral, disse que o produto ganhou espaço por não ser transgênico. "Essa característica foi importante para abrir mercado, bem como o preço competitivo". Também houve aumento na importação de farelo de milho pelos países europeus, devido ao reaparecimento da doença da "vaca louca". Os principais países importadores são Coréia do Sul, Espanha, Irã e Japão. (...)
Gazeta Mercantil, 20/11/01.

4. Rede varejista americana bane transgênicos
A rede varejista americana Trader Joe’s decidiu banir o uso de alimentos geneticamente modificados em produtos de suas marcas próprias. A medida deverá afetar 85% dos produtos vendidos pela rede, presente em 15 estados americanos com 200 lojas.
A decisão foi comemorada pelo Greenpeace, que fez campanha por mais de uma ano para que isso acontecesse, com direito a manifestações e cartazes em frente às lojas.
A Trader Joe´s, em comunicado oficial, disse que cedeu porque a maioria de seus consumidores prefere produtos sem ingredientes transgênicos.
Valor Econômico, 20/11/01.

5. Dia mundial do não uso de pesticidas
O dia 3 de dezembro é o “Dia Internacional do Não Uso de Pesticidas”. Neste dia todos estão convidados a vincular-se em atividades contra o flagelo dos agrotóxicos, denunciando seus riscos e casos de contaminação em fóruns, reuniões e através dos meios de comunicação. É importante exigir controle sobre o comércio irresponsável de veneno e políticas claras e efetivas para o estabelecimento de uma agricultura ecológica, orgânica, biológica ou sustentável para todos os cultivos.
Esta data foi estabelecida pelas 400 organizações que fazem parte da rede PAN (Pesticide Action Network) em 60 países, em memória das 8.000 pessoas mortas no acidente de Bophal, na Índia, em 1984, onde foi liberado um componente químico utilizado na composição de um pesticida da corporação Union Carbide.
Esta data também é importante para denunciar a magnitude das intoxicações massivas em nível mundial. Estima-se que existam 3 milhões de casos de pessoas intoxicadas e 220.000 mortas no mundo devido à exposição a estes venenos.
Outra razão para exigir publicamente a redução dos pesticidas e de seu uso indiscriminado na agricultura é o drástico incremento que seu uso provocou na resistência dos insetos aos pesticidas nos últimos cinqüenta anos. Estima-se de 1954 para cá o número de espécies de insetos resistentes a inseticidas aumentou de 25 para mais de 500.
Além disso, estes agrotóxicos se converteram em agentes causadores de desequilíbrios nos agroecossistemas contaminando o solo, o ar, a água e os alimentos. Só nos EUA os custos sociais e ambientais causados pelos agrotóxicos representam 8.123 milhões de dólares por ano.
Para maiores informações sobre este assunto visite endereço www.rap-al.com

6. ONU aprova proibição de clonagem humana
O comitê jurídico da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) apoiou uma resolução exigindo a elaboração de um tratado que proíba a clonagem de seres humanos por considerá-la contrária à dignidade. O projeto de resolução estabelece que seja formado um grupo que se reuniria por ocasiões no próximo ano para definir o que negociará em uma convenção internacional que proíba a clonagem.
O documento foi apresentado pela França e pela Alemanha. Sua aprovação pelos 189 países-membros da ONU é dada como certa. O projeto de resolução diz que o rápido desenvolvimento das ciências biológicas abre enormes perspectivas para a melhora da saúde humana, porém acrescenta que a Assembléia Geral está decidida a impedir um ataque à dignidade do indivíduo.
Tribuna da Imprensa, 21/11/01.

Produzindo alimentos na cidade
Jardim no telhado: mais uma experiência de agricultura urbana em Cuba
Francisco Santana mora no centro de Havana, em Cuba, no segundo andar de uma casa.
Certo verão, seus filhos não conseguiram dormir por causa do calor. Foi um verão longo e calorento e no telhado o calor do sol era muito forte. Francisco teve então a idéia de tentar fazer sombra na casa com uma videira.
Plantou a videira no terreno ao lado da casa. Ela cresceu e, quando alcançou o telhado, Francisco construiu treliças para a sua sustentação. Após alguns anos, ela cobriu o telhado.
A videira proporcionou à família mais do que sombra. Hoje ela está com 13 anos. A cada ano ela produz uma tonelada de uva. Da tonelada colhida, 350 kg são vendidos. Com resto da colheita ele produz vinagre.
Com os galhos e as folhas da videira Francisco faz um composto no telhado, e prepara também misturas de terra para encher pneus e vasos. Nestes recipientes ele planta legumes e verduras. Hoje Francisco tem um belo e produtivo jardim de legumes e verduras crescendo em seu telhado.
Developing Countries Farm. Permacultura Brasil. Goiás: Rede Brasileira de Permacultura, 2001. Ano III, n 6, p.13.

Greenpeace lança publicação sobre Agricultura Sustentável
Lançamento da publicação Receitas contra a Fome - Histórias de Sucesso da Agricultura
FNAC-Pinheiros - Av. Pedroso de Morais, 858 - Pinheiros - SP
Dia 28 de novembro (4ª feira), às 19:30 h
.
Pesquisadores da Universidade de ESSEX, Reino Unido, realizaram o maior estudo já feito sobre agricultura responsável do ponto de vista ambiental e social. A pesquisa, que abrange projetos em mais de 4 milhões de propriedades rurais em 52 países, foi financiada pelo Greenpeace, Pão para o Mundo e Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido.
O estudo mostra como países em desenvolvimento podem ser auto-suficientes na produção de alimentos com tecnologias baratas, utilizadas localmente e sem prejudicar o meio ambiente.
Na ocasião do lançamento da publicação, haverá um debate sobre agricultura sustentável, o problema da fome e alimentos transgênicos com convidados:
- Jean Marc von der Weid - Coordenador do programa de políticas públicas da AS-PTA (Assessoria e Serviço a Projetos e Agricultura Alternativa)
- Iara Carvalho - Presidente da AAO (Associação de Agricultura Orgânica)
- Christiane Costa - Técnica do Instituto Polis (Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional)
- Mediadora: Mariana Paoli, Coordenadora da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace
Compareça!

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************


#289 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 30 de Nov de 2001 8:32 pm
Assunto: BOLETIM 92 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

A votação do Projeto de Lei (PL) sobre transgênicos do Deputado Federal Confúcio Moura (PMDB/RO), que estava marcada para a última terça-feira (27/11), foi novamente adiada -- por falta de quorum.

Neste dia o Congresso Nacional estava em estado de caos por conta da votação das alterações na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), o que deixou a questão dos transgênicos em segundo plano.

O Dep. Confúcio, relator da Comissão Especial dedicada a avaliar os 19 Projetos de Lei sobre transgênicos que tramitam na Câmara, elaborou um PL substitutivo aos 19 anteriores que, se for aprovado na Comissão, seguirá para votação na plenária da Câmara.

Como já relatamos neste Boletim, o PL do Dep. Confúcio é dos piores possíveis, liberando os transgênicos para cultivo e comercialização no Brasil de forma ampla e irrestrita, sem as necessárias avaliações de riscos para o meio ambiente e para a saúde dos consumidores e sem garantir os direitos de plena informação aos consumidores.

O relator chegou a alterar a redação de seu PL após as pressões sofridas quando da sua primeira apresentação (contou para isso o recebimento de centenas de mensagens por e-mail dos leitores deste Boletim), mas o conteúdo essencial permaneceu intacto.

A votação será novamente chamada na próxima terça-feira (04/12). Ganhamos mais uma semana para pressionar os deputados da Comissão a assumir uma postura mais crítica e puxar novamente o debate entre os seus membros.

Hoje (30/11) à tarde, a Fetagro/RO (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadores na Agricultura de Rondônia), a CUT/RO (Central Única dos Trabalhadores / RO), o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), o MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) e outras entidades ambientalistas do estado de Rondônia estão reunidos com o Deputado Confúcio para discutir a importância de uma Lei séria que regulamente esta matéria, garantindo a segurança da população, do ambiente e da agricultura no Brasil, e as conseqüências que teria uma Lei como a que o Deputado quer aprovar.

Um dado importante neste cenário é que 2002 será um ano eleitoral, e o Dep. Confúcio sairá como candidato ao Senado Federal.

É bom que ele se cuide. Um Projeto de Lei como o que ele propõe será seguramente ultra-impopular!

**************************************************************

Neste número:

1. Contaminação mais que comprovada no milho mexicano
2. Soja não-transgênica pode ter prêmio de 10%
3. Contrabandistas de sementes transgênicas são presos na Índia
4. Campanha tailandesa para a proteção do arroz jasmim
5. FDA avalia a segurança dos animais clonados para o consumo humano
6. Anúncio da criação de clone humano é questionado por cientistas
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Isca natural combate inseto nas lavouras

**************************************************************

1. Contaminação mais que comprovada no milho mexicano
Desta vez a denúncia de poluição genética não partiu de uma organização não- governamental, nem foi anunciada no calor de uma entrevista coletiva. Saiu na publicação científica britânica "Nature": variedades mexicanas tradicionais de milho foram contaminadas com DNA de plantas transgênicas.
Uma constatação tanto mais importante porque o México faz parte da origem geográfica das plantas ancestrais do milho hoje plantado no mundo todo. Esse estoque de diversidade genética deveria ser preservado, pois pode ser útil para criar novas variedades, por cruzamentos, no futuro.
O artigo traz nova evidência, agora com a chancela da "peer review" (revisão por pares, espécie de controle de qualidade científica), de que organismos geneticamente modificados (OGMs), uma vez postos no ambiente, se comportam como bem entendem -- e não como os manuais de biossegurança prescrevem.
David Quist e Ignacio Chapela, que assinam o trabalho e pesquisam na Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), alertam que a contaminação genética foi verificada dois anos depois da moratória no plantio de milho transgênico baixada pelo governo mexicano (em 1998). Ou seja, não deveria haver pólen de OGMs voando pela Sierra Norte do Estado de Oaxaca (sul do México).
Eles provaram que há, sim. E o pólen estava presente a pelo menos 20 km da estrada principal que corta as montanhas, num lugar remoto do município de Ixtlán, onde coletaram as espigas de milho "criollo" para teste.
Quatro amostras de milho "criollo" mostraram sinais inequívocos, ainda que fracos, de DNA de origem transgênica. Segundo Quist e Chapela, a debilidade do sinal genético decorre de terem examinado todos os grãos de cada espiga ao mesmo tempo.
Cada grão é produto da fertilização de um óvulo por um grão de pólen individual, portanto a mesma espiga pode ter grãos transgênicos e não-transgênicos. Outra pesquisa, patrocinada pelo governo mexicano, havia examinado grãos individuais e verificado que a contaminação por OGMs é da ordem de 3% a 10%.
"Nossos resultados demonstram que há um alto nível de fluxo gênico do milho industrialmente produzido para as populações de variedades tradicionais progenitoras. Como nossas amostras se originaram de áreas remotas, é de esperar que regiões mais acessíveis estarão expostas a taxas mais altas de contaminação", escrevem os autores na "Nature" de hoje. (...)
Folha de São Paulo, 29/11/01.
(...) Uma hipótese é que os genes tenham chegado pelo ar, contidos no pólen de milho transgênico de outras regiões. Mas o mais provável, segundo o pesquisador, é que a contaminação seja proveniente de sementes importadas dos EUA, que são distribuídas às populações pobres por um programa de alimentação do governo. "Uma vez inseridas na população, essas variações genéticas não podem ser eliminadas", afirmou Quist. "A única solução é identificar e eliminar essa fonte."
Estado de São Paulo, 29/11/01.

2. Soja não-transgênica pode ter prêmio de 10%
Os prêmios pagos pela soja convencional podem chegara mais de 10% nos próximos doze meses, bem acima do intervalo de 2 a 4% pagos atualmente. A previsão é do britânico Graham Brooke, que tem entre seus clientes órgãos agrícolas da Comunidade Européia e companhias européias de alimentos e insumos.
A estimativa, explica ele, baseia-se em projeções de diferentes organizações, que convergem para um interesse crescente dos consumidores por produtos livres de transgênicos, tanto na União Européia quanto na Ásia.
Alem do aumento na demanda, deve contribuir para a melhora dos prêmios a redução da oferta mundial de grãos convencionais. (...)
Valor Econômico, 30/11/01.

3. Contrabandistas de sementes transgênicas são presos na Índia
O tribunal de Guarajat, na Índia, emitiu um mandato de prisão contra oficiais da empresa que disse ter vendido sementes de algodão transgênico para agricultores sem a permissão do governo, divulgou o Sindicato dos Funcionários do Ministério do Meio Ambiente, que está fazendo a acusação criminal formal contra a empresa. (...)
Nenhuma espécie transgênica foi autorizada para cultivo comercial na Índia e os estudos de impacto ambiental e sobre a saúde dos consumidores ainda não foram concluídos. Neste caso, a empresa de sementes em questão, a Navbharat Seeds, sequer solicitou qualquer uma das permissões necessárias, disseram os funcionários.
Por outro lado, o governo do estado de Guarajat parece não ter ido longe em apreender o algodão transgênico já colhido, o que força os funcionários do Ministério a admitir que a maior parte da produção transgênica não deve ser recuperada -- forçando-os a ver este caso como um exercício “educativo”. (...)
The Times of India, 23/11/01.

4. Campanha tailandesa para a proteção do arroz jasmim
Um Grupo de Ação pela proteção do arroz jasmim, nativo da Tailândia, está sendo criado com o objetivo de agir para além do poder governamental em proteger o arroz nativo e combater a tentativa dos cientistas americanos de modificar geneticamente a linhagem.
A criação do grupo, composto por agricultores, ONGs, ambientalistas, acadêmicos, advogados, membros do parlamento e exportadores, foi decidida esta semana por um fórum público organizado pelo Centro de Estudos em Desenvolvimento Social da Universidade Chulalongkorn e da ONG Biothai, que se dedica a proteger os recursos biológicos e os direitos dos agricultores na Tailândia.
No fórum, Witoon Lianchamroon, diretor do Biothai, explicou que “entre as ações do grupo estarão a organização de uma campanha para boicotar a venda de todos os produtos americanos, condenando os cientistas do Departamento de Agricultura americano, que financia a pesquisa, e  forjando alianças com outros países na esfera dos Acordos Internacionais relacionados aos Direitos de Propriedade Intelectual”. (...)
just-food.com editorial team, 27/11/01.

5. FDA avalia a segurança dos animais clonados para o consumo humano
Enquanto as atenções do mundo esta semana se voltaram para a notícia do primeiro embrião humano clonado, regulamentadores americanos já estavam trabalhando em avaliar se os clones animais são seguros ou não para o suprimento alimentar nos EUA.
A clonagem animal começou em 1997, quando pesquisadores criaram a ovelha Dolly, primeiro mamífero adulto clonado. Empresas de biotecnologia  têm produzido duplicatas de animais premiados e propagandeado a tecnologia para os donos desses animais.
Com a rápida evolução nessa área, o departamento do governo americano responsável por avaliar a segurança de alimentos e medicamentos, o FDA (Food and Drug Administration), está considerando se vai regulamentar os animais clonados que podem servir para o consumo humano.
Alguns especialistas em clonagem têm argumentado que todos os clones possuem, no mínimo, irregularidades súbitas que não podem ser facilmente detectadas, e grupos de consumidores dizem que é necessária a supervisão do governo até que se saiba mais sobre o assunto.
“Nós achamos que o FDA não deve se precipitar nesta questão dizendo apenas que está tudo bem e permitindo que os animais sejam comercializados imediatamente”, disse Joseph Mendelson, diretor do Centro para a Segurança dos Alimentos, baseado em Washington.
O Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA convocará uma reunião para preparar um relatório para o FDA sobre os animais bioengenheirados.
Duas empresas já estão preparadas para dizer aos cientistas que suas vacas clonadas são aparentemente normais e bem sucedidas. (...)
“Nós temos vacas normais. Elas produzem leite, seu leite é normal. Seu desempenho é normal em todos os sentidos”, disse Michael Bishop, presidente da empresa DeForest, Infigen Inc., acrescentando que sua empresa está preparando as informações para publicar em uma revista científica. (...)
O FDA está avaliando se a carne e o leite dos clones é seguro para o consumo humano. Em junho deste ano a agência exigiu que as empresas que trabalham com criação de animais clonados requeiram autorizações se quiserem vendê-los para a alimentação.
Os funcionários do FDA planejam utilizar o relatório do Conselho Nacional de Pesquisa, esperado para a próxima primavera, para ajudar a criar uma política formal a partir da qual as empresas solicitarão a aprovação do FDA antes de comercializarem animais clonados, similar à liberação necessária para a venda de produtos farmacêuticos.
Além do exame em detalhe dos clones, o Conselho Nacional de Pesquisa quer rever os efeitos da transgenia animal na saúde humana, no ambiente e no bem-estar animal. (...)
Reuters, 27/11/01.

6. Anúncio da criação de clone humano é questionado por cientistas
O anúncio pela empresa americana Advanced Cell Technology (ACT) de que clonou um embrião humano foi recebido com algum ceticismo e muitas dúvidas sobre seus reais objetivos. O cientista escocês Ian Wilmut, pai de Dolly, a ovelha clonada, comentou que o anúncio foi “prematuro”, pois o máximo que a ACT chegou foi a um embrião “de seis células, quando, pelo tempo decorrido, deveria haver mais de 60”.
Michael West, Robert Lanza e José Cibelli, os pesquisadores que assinam o informe asseguram que seu único objetivo foi dar um novo passo no terreno da medicina regenerativa através do implante de células para tratar doenças incuráveis. Entretanto, não foram poucos os cientistas que viram no anúncio uma jogada publicitária da ACT. Os resultados não foram divulgados em publicações científicas como Nature e Science e portanto não podem ser reproduzidos por pesquisadores independentes, como é norma. (...)
“Trata-se mais de uma provocação do que de um anúncio científico”, declarou à agência France-Presse Jean Paul Renard, especialista em clonagem animal do Instituto Nacional francês de Investigação Agronômica (INRA). Segundo Renard, a clonagem para a obtenção das células tronco embrionárias fracassou. “estão longe de seu objetivo, a utilização terapêutica”, afirmou. (...)
Jornal do Brasil, 27/11/01.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Isca natural combate inseto nas lavouras
A Universidade Estadual de Londrina - PR (UEL) está pesquisando o uso de iscas naturais para o controle do inseto conhecido como “vaquinha” nas lavouras. A isca é um pó amarelo à base de purungo ou cabaça, rico em cucurbitacina, substância que faz com que o inseto se alimente compulsivamente. Ao composto são adicionados aromas da flor de uma variedade de abóbora. As armadilhas podem ser feitas com garrafas pet e devem ser distribuídas pela lavoura. Outro método de uso consiste em aplicar-se uma dose do inseticida natural em uma pequena parcela da lavoura, de forma que os insetos sejam atraídos para lá, deixando o restante livre.”
Folha de São Paulo, 02/10/01.
Maiores informações pelo endereço deptagro@... ou pelo telefone (43) 371-4555.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************

#290 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Qui, 6 de Dez de 2001 8:40 pm
Assunto: APOIO URGENTE - TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s Amig@s

Precisamos do apoio de todos vocês, urgentemente!!

Está marcada para a próxima terça-feira (11/12) a votação do Projeto de Lei do Deputado Federal Confúcio Moura (PMDB/RO) na Comissão Especial dedicada a avaliar os 19 Projetos de Lei (PLs) sobre transgênicos que tramitavam na Câmara dos Deputados.

O Dep. Confúcio é o relator da Comissão e elaborou um PL substitutivo aos 19 originais.
Se aprovado, será o PL oficial da Câmara para votação no Congresso.

O PL do Dep. Confúcio é dos piores possíveis, liberando os transgênicos para cultivo e comercialização no Brasil de forma ampla e irrestrita, sem as necessárias avaliações de riscos para a saúde dos consumidores e para o meio ambiente, sem garantias mínimas para proteger a economia nacional e os direitos dos agricultores brasileiros e sem garantir os direitos de plena informação aos consumidores.

Somos minoria nesta Comissão. Uma tropa de choque de deputados da base governamental, muitos dos quais ruralistas, estará presente para "pagar" o não veto do governo ao Projeto de Lei que praticamente perdoa a dívida de 45 bilhões de reais dos grandes produtores agrícolas.

Precisamos da sua ajuda para fazer pressão sobre os deputados integrantes da Comissão Especial, para que não permitam que este PL seja aprovado.

Atue já!

Ligue para os Deputados da sua região, exija que eles compareçam à votação no dia 11/12 e que se posicionem contrariamente à aprovação do PL do Dep. Confúcio Moura.
Lembre-os que 2002 é um ano eleitoral e que daremos ampla divulgação à posição tomada por eles nesta votação!

Mande e-mails para todos os deputados da Comissão, exigindo que eles assumam uma postura responsável e lutem pela criação de uma lei séria, que garanta a segurança da população brasileira e do meio ambiente.

Você pode escrever mensagens como a que segue:

“Prezado Sr(a) Deputado(a) Federal
Membro da Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados,

Confiamos que os senhores, Deputados membros da Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a apreciar e dar parecer sobre os Projetos de Lei que envolvem os transgênicos no âmbito nacional, não permitirão a aprovação de um Projeto de Lei que dispense os organismos transgênicos de Estudos de Impacto Ambiental, de avaliação de riscos para a saúde e de rotulagem plena. Acreditamos que os senhores lutarão por uma lei que garanta que nenhum organismo transgênico seja liberado no Brasil antes que haja certeza científica sobre sua segurança para a saúde da população e para o meio ambiente e que os direitos de plena informação aos consumidores sejam garantidos.
Nós acompanharemos a votação e daremos ampla divulgação de seu voto em prol dos direitos do consumidor e do meio ambiente.”

Para mandar e-mails para todos os deputados da Comissão, você pode clicar nos dois links abaixo:

Comissão-Transgênicos1
Comissão-Transgênicos2

Para telefonar para os Deputados ou mandar e-mails específicos, segue abaixo a lista dos Deputados membros da Comissão Especial, com seus telefones e e-mails
:

Dep. Adauto Pereira (PFL / PB)
Tel.: (61) 318-5221
dep.adautopereira@...

Dep. Alberto Fraga (PMDB / DF)
Tel.: (61) 318-5321
dep.albertofraga@...

Dep. Alceu Collares (PDT / RS)
Tel.: (61) 318-5807
dep.alceucollares@...

Dep. Aldo Arantes (PC do B / SP)
Tel.: (61) 318-5842
dep.aldoarantes@...

Dep. Betinho Rosado (PFL / RN)
Tel.: (61) 318-5558
dep.betinhorosado@...

Dep. Carlos Batata (PSDB / PE)
Tel.: (61) 318-5334
dep.carlosbatata@...

Dep. Carlos Dunga (PTB / PB)
Tel.: (61) 318-5236
dep.carlosdunga@...

Dep. Celcita Pinheiro (PFL / MT)
Tel.: (61) 318-5528
dep.celcitapinheiro@...

Cleonâncio Fonseca (PPB / SE)
Tel.: (61) 318-5824
dep.cleonanciofonseca@...

Dep. Chico Graziano (PSDB / SP)
Tel.: (61) 318-5816
dep.xicograziano@...

Dep. Clovis Volpi (PV / SP)
Tel.: (61) 318-5626
dep.clovisvolpi@...

Dep. Confúcio Moura (PMDB / RO)
Tel.: (61) 318-5537
dep.confuciomoura@...

Dep. Darcísio Perondi (PMDB / RS)
Tel.: (61) 318-5518
dep.darcisioperondi@...

Dep. Deusdeth Pantoja (PFL / PA)
Tel.: (61) 318-5854
dep.deusdethpantoja@...

Dep. Diceu Sperafico (PPB / PR)
Tel.: (61) 318-5746
dep.dilceusperafico@...

Dep. Elias Murad (PSDB / MG)
Tel.: (61) 318-5450
dep.eliasmurad@...

Dep. Emerson Kapaz (PPS / SP)
Tel.: (61) 318-5222
dep.emersonkapaz@...

Dep. Fernando Ferro (PT / PE)
Tel.: (61) 318-5427
dep.fernandoferro@...

Dep. Fernando Gabeira (PT / RJ)
Tel.: (61) 318-5374
dep.fernandogabeira@...

Dep. Fetter Júnior (PPB / RJ)
Tel.: (61) 318-5316
dep.fetterjunior@...

Dep. Francisco Coelho (PFL / MA)
Tel.: (61) 318-5525
dep.franciscocoelho@...

Dep. Freire Junior (PMDB / TO)
Tel.: (61) 318-5601
dep.freirejunior@...

Dep. Hugo Biehl (PPB / SC)
Tel.: (61) 318-5332
dep.hugobiehl@...

Dep. Iara Bernardi (PT / SP)
Tel.: (61) 318-5360
dep.iarabernardi@...

Dep. Igor Avelino (PMDB / TO)
Tel.: (61) 318-2466
dep.igoravelino@...

Dep. Jaime Martins (PFL / MG)
Tel.: (61) 318-5333
dep.jaimemartins@...

Dep. Jaime Fernandes (PFL / MG)
Tel.: (61) 318-5906
dep.jaimefernandes@...

Dep. João Grandão (PT / MS)
Tel.: (61) 318-5484
dep.joaograndao@...

Dep. Joaquim Francisco (PFL / PE)
Tel.: (61) 318-5425
dep.joaquimfrancisco@...

Dep. José Borba (PMDB / PR)
Tel.: (61) 318-5616
dep.joseborba@...

Dep. José Carlos Elias (PTB / ES)
Tel.: (61) 318-5230
dep.josecarloselias@...

Dep. José Carlos Martinez (PTB / PR)
Tel.: (61) 318-5513
dep.josecarlosmartinez@...

Dep. José Rocha (PFL / BA)
Tel.: (61) 318-5908
dep.joserocha@...

Dep. Luciano Pizzatto (PFL / RN)
Tel.: (61) 318-5541
dep.lucianopizzatto@...

Dep. Luci Choinacki (PT / SC)
Tel.: (61) 318-5282
dep.lucichoinacki@...

Dep. Luiz Eduardo Greenhalgh (PDT / RJ)
Tel.: (61) 318-5517
dep.luizeduardogreenhalgh@...

Dep. Luiz Ribeiro (PSDB / RJ)
Tel.: (61) 318-5583
dep.luizribeiro@...

Dep. Marcelo Castro (PFL / BA)
Tel.: (61) 318-5760
dep.marcelocastro@...

Dep. Márcio Bittar (PPS / AC)
Tel.: (61) 318-5343
dep.marciobittar@...

Dep. Marcos Afonso (PT / AC)
Tel.: (61) 318-5366
dep.marcosafonso1313@...

Dep. Marcos Rolim (PT / RS)
Tel.: (61) 318-5277
dep.marcosrolim@...

Dep. Mário Assad Junior (PL / MG)
Tel.: (61) 318-5243
dep.marioassadjunior@...

Dep. Moarcir Micheletto (PMDB / PR)
Tel.: (61) 318-5481
 dep.moacirmicheletto@...

Dep. Nelson Marquezelli (PTB / SP)
Tel.: (61) 318-5920
dep.nelsonmarquezelli@...

Dep. Odílio Balbinotti (PSDB / PR)
Tel.: (61) 318-5604
dep.odiliobalbinotti@...

Dep. Osvaldo Reis (PMDB / TO)
Tel.: (61) 318-5835
dep.osvaldoreis@...

Dep. Paulo José Gouvea (PL / RS)
Tel.: (61) 318-5641
dep.paulojosegouvea@...

Dep. Paulo Mourão (PSDB / TO)
Tel.: (61) 318-5311
dep.paulomourao@...

Dep. Paulo Octavio (PFL / DF)
Tel.: (61) 318-5446
dep.paulooctavio@...

Dep. Pedro Canedo (PSDB / GO)
Tel.: (61) 318-5611
dep.pedrocanedo@...

Dep. Pedro Pedrossian (PFL / MS)
Tel.: (61) 318-5704
dep.pedropedrossian@...

Dep. Pompeo de Mattos (PDT/RS)
Tel.: (61) 318-5810
dep.pompeodemattos@...

Dep. Ronaldo Vasconcellos (PFL / MG)
Tel.: (61) 318-5473
dep.ronaldovasconcellos@...

Dep. Roberto Balestra (PPB / GO)
Tel.: (61) 318-5262
dep.robertobalestra@...

Dep. Rose de Freitas (PSDB / ES)
Tel.: (61) 318-5618
dep.rosedefreitas@...

Dep. Salomão Cruz (PFL / RR)
Tel.: (61) 318-5739
dep.salomaocruz@...

Dep. Saulo Pedrosa (PSDB / BA)
Tel.: (61) 318-5308
dep.saulopedrosa@...

Dep. Silas Brasileiro (PMDB / MG)
Tel.: (61) 318-5932
dep.silasbrasileiro@...

Dep. Vanessa Grazziotin (PC do B / AM)
Tel.: (61) 318-5735
dep.vanessagrazziotin@...

Dep. Welinton Fagundes (PSDB / MT)
Tel.: (61) 318-5523
dep.welintonfagundes@...

Dep. Wilson Santos (PMDB / MT)
Tel.: (61) 318-5808
dep.wilsonsantos@...


#291 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 7 de Dez de 2001 6:42 pm
Assunto: BOLETIM 93 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Reforçando o apelo de ontem feito através do Boletim Extra “Apoio Urgente -- Transgênicos”, pedimos a todos que se manifestem junto aos deputados federais membros da Comissão Especial da Câmara dedicada a avaliar os Projetos de Lei (PLs) sobre transgênicos que tramitavam anteriormente na Casa e propor um substitutivo.

Como já dissemos, está marcada para a próxima terça-feira (11/12) a votação do Projeto de Lei do Deputado Federal Confúcio Moura (PMDB/RO) na Comissão.

Após algumas sessões fracassadas por falta de quorum, o Dep. Confúcio conseguiu levar 21 deputados da bancada ruralista para sessão da última terça-feira, 04/12 (eram preciso 18 para realizar a votação). A votação só não se concretizou porque o Dep. João Grandão (PT/MS) pediu vistas e, com isso, conseguiu adiá-la por mais uma semana.

Agora a bancada ruralista está decididamente disposta a votar o projeto e voltará a comparecer em peso na próxima terça para a votação (o recurso do pedido de vistas não pode ser usado novamente).

Diz-se no Congresso que a bancada negociou votar pela liberação dos transgênicos em troca do não veto do governo ao projeto de lei que praticamente perdoa a dívida de 45 bilhões de reais dos grandes produtores agrícolas.

Apesar de tudo, experiências anteriores nos mostram que uma população consciente e articulada tem real poder de pressão sobre as decisões parlamentares, sobretudo quando o assunto vira pauta da imprensa.

Por isso reforçamos: não descansem! Enviem aos deputados quantos e-mails puderem, articulem seus amigos e parentes para que também participem. Escrevam para os seus jornais preferidos, liguem para as rádios que ouvem chamando a atenção para este problema.

Contamos com a sua participação neste importante passo de definição do futuro da nossa comida, da nossa agricultura, do nosso ambiente e da nossa economia.

Atue já!

Mande e-mails para todos os deputados da Comissão, exigindo que eles assumam uma postura responsável e lutem pela criação de uma lei séria, que garanta a segurança da população brasileira e do meio ambiente.

Para mandar e-mails para todos os deputados da Comissão, você pode clicar nos dois links abaixo:

Comissão-Transgênicos1
Comissão-Transgênicos2

Você pode escrever mensagens como a que segue:

“Prezado Sr(a) Deputado(a) Federal
Membro da Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados,

Confiamos que os senhores, Deputados membros da Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a apreciar e dar parecer sobre os Projetos de Lei que envolvem os transgênicos no âmbito nacional, não permitirão a aprovação de um Projeto de Lei que dispense os organismos transgênicos de Estudos de Impacto Ambiental, de avaliação de riscos para a saúde e de rotulagem plena. Acreditamos que os senhores lutarão por uma lei que garanta que nenhum organismo transgênico seja liberado no Brasil antes que haja certeza científica sobre sua segurança para a saúde da população e para o meio ambiente e que os direitos de plena informação aos consumidores sejam garantidos.
Nós acompanharemos a votação e daremos ampla divulgação de seu voto em prol dos direitos do consumidor e do meio ambiente.”

Errata:
No Boletim extra divulgado ontem (06/12), os dados referentes ao Deputado Federal Luiz Eduardo Greenhalgh -- na lista de deputados membros da Comissão Especial dos Projetos de Lei sobre transgênicos, ao final da mensagem -- estavam errados. Os dados corretos são os que seguem:
Dep. Luiz Eduardo Greenhalgh (PT / SP)
Tel.: (61) 318-5466
dep.luizeduardogreenhalgh@...


**************************************************************

Neste número:

1. Ameaças legais dos transgênicos para os agricultores
2. Canola transgênica “espontânea” é encontrada na Inglaterra
3. Custo de produção da soja brasileira é metade da americana
4. Novas normas para animais transgênicos na Colômbia são criticadas por ONGs
5. Brasil rouba mercado argentino ao exportar milho não transgênico para a Espanha
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Safra de arroz 90% maior em culturas mistas

**************************************************************

1. Ameaças legais dos transgênicos para os agricultores
De acordo com um documento publicado pelo IATP (Instituto para Agricultura e Política de Comércio, na sigla em inglês) e o GEFA (Alerta para Alimentos Transgênicos, em inglês) em colaboração à Campanha Contra Transgênicos da entidade ‘Agricultor a Agricultor’, os agricultores têm enfrentado grandes riscos de responsabilidade legal relacionados ao cultivo de transgênicos, sobre os quais as cortes estão apenas começando a lidar.
“Ao avaliar os custos e benefícios do cultivo de transgênicos, os agricultores devem levar em conta não apenas os custos de produção e as produtividades esperadas, mas também as responsabilidades legais às quais eles podem estar sujeitos ao plantar, produzir e comercializar cultivos transgênicos”, disse o autor do documento, David Mueller -- advogado do Grupo de Ação Legal dos Agricultores, em St. Paul, Minnesota (EUA).
O documento “Ameaças Legais dos Transgênicos para os Agricultores” detalha um grande número de riscos legais, incluindo aqueles relacionados à contaminação de cultivos vizinhos através da polinização -- particularmente no caso da canola e do milho. “Agricultores e empresas de sementes que são responsáveis pela contaminação com transgênicos nas lavouras vizinhas, podem ser responsabilizados pelos prejuízos”, observa o autor. (...)
“Agricultores estão sendo processados por terem em suas propriedades transgênicos que eles não compraram, não desejam, não querem utilizar e não conseguem vender”, disse o agricultor de North Dakota, Tom Wiley. “Se eu contaminar a propriedade do meu vizinho eu tenho total responsabilidade. Os agricultores precisam de uma proteção legal que garanta que as indústrias de biotecnologia que contaminarem seus cultivos com transgênicos assumam toda a responsabilidade”.
O documento mostra que os agricultores que possuem contratos de venda de cultivos não-transgênicos podem ser responsabilizados pelos prejuízos se seus cultivos forem contaminados. (...)
Genetically Engineered Food Alert,  www.gefoodalert.org, 4/12/01.
Visite também o site
www.iatp.org

2. Canola transgênica “espontânea” é encontrada na Inglaterra
A ONG Amigos da Terra fez um chamado ao governo inglês para deter os campos experimentais a céu aberto com cultivos transgênicos e para que processe a empresa de transgênicos Aventis, depois da descoberta de plantas transgênicas “invasoras” crescendo ilegalmente em Lincolshire.
A canola transgênica “espontânea”, já em flor, foi encontrada no local usado no início deste ano para experimentos a céu aberto com transgênicos, promovidos pelo governo.
A empresa Aventis é legalmente responsável por assegurar que estas plantas transgênicas “espontâneas” não sobrevivam até a sua floração. Quando florecem, as planta transgênicas podem contaminar a canola não-transgênica e outras plantas nativas aparentadas. A Amigos da Terra escreveu para a Secretária de Estado, Margaret Beckett, exigindo que ela ordene a destruição imediata das plantas e que processe a Aventis por infringir o consentimento para a liberação dos transgênicos.
Na semana passada a revista Nature relatou a descoberta de contaminação do milho nativo mexicano com transgênicos em região remota do México. O milho é uma planta originária do México e todas as variedades comerciais de milho foram desenvolvidas a partir deste estoque selvagem. Similarmente, o centro de diversidade da canola é a Europa. As conseqüências do cruzamento de canola transgênica com plantas selvagens são desconhecidas.
Press Release, 3/12/01  www.ufrj.br/consumo

3. Custo de produção da soja brasileira é metade da americana
Apesar dos pesados subsídios concedidos à lavoura de soja nos EUA, os produtores de Sorriso, no Mato Grosso, são mais eficientes do que a concorrência. A conclusão é do pesquisador Rodolfo Hirsch, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, que passou os últimos meses elaborando um estudo comparativo entre produtores do município mato-grossense e de Illinois, um dos principais Estados produtores de soja dos EUA.
Uma das principais constatações diz respeito aos custos totais de produção, que no Brasil não passam da metade dos verificados nos EUA. Enquanto no Mato Grosso ficam em US$ 386 por hectare, em Illinois alcançam US$ 798 por hectare. (...)
Valor Econômico, 5/12/01.
N.E.: Quase a totalidade da soja plantada em Illinois é transgênica.

4. Novas normas para animais transgênicos na Colômbia são criticadas por ONGs
O Departamento Agricultura da Colômbia divulgou, em 6 de novembro, novas normas para importação, produção, comercialização e pesquisa de organismos transgênicos relacionadas à produção e à saúde animal, seus derivados e produtos que os contenham.
As normas contidas na Resolução No. 2935, foram aprovadas pelo Instituto Colombiano de Agropecuária (ICA), órgão independente do governo que licencia produtos agrícolas, alimentos, sementes, agroquímicos e produtos relacionados. (...)
Um grande número de ONGs ambientalistas colombianas criticou esta resolução. Elas se referiram à resolução como o último exemplo de fracasso do ICA ao não levar em conta o “princípio de precaução” garantido pela Constituição colombiana e pelas leis ambientais. (...)
Germán Vélez, da ONG Sementes, observou que a Colômbia não tem uma lei nacional que permita ao governo ou aos consumidores identificar se alimentos importados têm origem transgênica.
Ele e outros ativistas ambientais já haviam tentado negociar uma norma nacional para transgênicos antes do ICA publicar sua resolução, mas foram ignorados. (...)
Ele ainda criticou as novas normas por darem ao Conselho Técnico Nacional de Biossegurança Agrícola, que ele diz representar a indústria de sementes, as preocupações industriais e os institutos de pesquisa diretamente envolvidos com a biotecnologia, a responsabilidade para avaliar animais transgênicos e seus derivados. Entre os onze membros deste conselho, há apenas um representante de associações de agricultores. (...)
International Environment Reporter, vol. 24, n. 24, 21/11/01.

5. Brasil rouba mercado argentino ao exportar milho não transgênico para a Espanha
A principal empresa de grãos latino-americana, a COAMO, disse que o milho brasileiro não-transgênico continua a ser atrativo para compradores internacionais como a Espanha. (...)
“Se os preços forem mantidos, a Espanha comprará mais milho brasileiro nas próximas safras. Realmente não existem outras opções para a obtenção do milho livre de transgênicos neste momento”, disse o representante da COAMO Roberto de Melo para a Reuters.
A Espanha pagou entre US$ 96 e US$ 97 a tonelada pelo milho comprado em março, enquanto o preço de mercado no momento estava entre US$ 90 e US$ 91 a tonelada, disse Melo. Esta foi a primeira vez que o Brasil vendeu milho para a Espanha desde 1996.
A Argentina, que freqüentemente abastece grande parte das importações anuais de milho da Espanha, esperava ganhar posição de fornecedora exclusiva das 450.000 toneladas pré-determinadas para a Espanha pela União Européia no início de novembro. Mas o Brasil ganhou o contrato para suprir a Espanha com o milho para a alimentação animal pois pode oferecer milho não-transgênico, adicionou Melo. (...)
Reuters, 09/03/01.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Safra de arroz 90% maior em culturas mistas
Os lavradores chineses dão o exemplo. Em vez de seguirem as monoculturas adotadas em todo o mundo, os lavradores da província de Yunnan plantaram uma mistura de diversos tipos de arroz. Um método usado antigamente de forma padronizada leva hoje a resultados surpreendentes. Os lavradores colheram quase 90% mais arroz do que seus colegas com as monoculturas e puderam reduzir em 94% o ataque severo de fungos.
A razão disso está no fato de que os predadores avançam facilmente no campo em que todas as plantas são geneticamente idênticas. Vencem rapidamente a resistência natural das plantas e também se tornam resistentes aos pesticidas e fungicidas aplicados. Por isso, a monocultura exige o uso constante de agrotóxicos novos e venenosos. Um círculo vicioso infernal que pode ser combatido com o método simples das culturas mistas, pois multiplicidade genética produz estabilidade. Plantas resistentes que são atacadas, mas não infectadas por um fungo, desenvolvem um tipo de imunidade que as protege também de outros fungos. Um campo onde há diversidade genética dificulta a adaptação do parasita, pois ele encontrará sempre novos obstáculos. O ataque de fungos nas áreas de teste está atualmente tão reduzido que os lavradores podem dispensar a aplicação de fungicidas.
Com meios simples obtiveram aquilo que a tecnologia genética promete há muito tempo, mas até agora não conseguiu concretizar. O uso de organismos geneticamente manipulados ainda não permitiu aumentar a safra, nem reduzir o uso de pesticidas (segundo informação dos Ministérios da Agricultura dos Estados Unidos e do Canadá).
Nature, vol 406, pp 681-718.
http://www.taps.org.br/aorganica03.htm

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************

#292 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 14 de Dez de 2001 9:41 pm
Assunto: BOLETIM 94 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Vocês devem ter lido nos principais jornais brasileiros sobre o adiamento da votação do Projeto de Lei do Dep. Confúcio Moura (PMDB/RO), na Comissão Especial da Câmara sobre Alimentos Geneticamente Modificados, para a próxima terça-feira (18/12).

A sessão de votação estava marcada para a última terça-feira (11/12) e foi, na última hora, transferida para quarta-feira (12/12) por falta de salas disponíveis no corredor das comissões da Câmara. Esta mudança não foi suficiente para desanimar o público contrário à aprovação do PL, que compareceu em massa ao plenário da votação.

Diga-se de passagem, o “público” foi excelente em mostrar a posição da população brasileira sobre o assunto. Além dos deputados membros da Comissão terem recebido uma média de 800 mensagens diárias nas vésperas da sessão pedindo pela não aprovação do PL, foi entregue na Comissão um abaixo-assinado de cerca de 1.500 entidades com o mesmo apelo.

Os deputados contrários ao PL também compareceram em peso à reunião. Infelizmente, eles são minoria na composição da Comissão, contra uma maioria de ruralistas da pior espécie, como Moacir Micheleto (PMDB/PR), Xico Graziano (PSDB/SP) e Silas Brasileiro (PMDB/MG).

O Dep. João Grandão (PT/MS) propôs um Voto Separado -- um substitutivo ao PL do Dep. Confúcio -- que foi assinado também pelos deputados Fernando Ferro (PT/PE), Nilson Mourão (PT/AC), Iara Bernardi (PT/SP) e Marcos Afonso (PT/AC). Este PL proíbe, pelo prazo mínimo de cinco anos, a produção, a importação, a comercialização e a liberação no meio ambiente de transgênicos, salvo para pesquisa científica. Ele estabelece que durante este prazo os órgãos competentes do governo devem elaborar mecanismos para a avaliação de riscos (este Voto Separado só vai a votação se o PL do Dep. Confúcio for rejeitado pela Comissão).

Além disto, muitos dos deputados, inclusive da base governista, propuseram alterações ao PL do Dep. Confúcio Moura.

No entanto, todas as considerações e propostas levantadas foram ignoradas e a bancada ruralista conseguiu votar pelo fim da discussão e pela instalação da votação do PL do Dep. Confúcio, que somente não ocorreu devido à chegada da Ordem do Dia, momento em que o Plenário da Câmara exige a presença de todos os deputados e os trabalhos das Comissões são obrigatoriamente encerrados.

Isto significa que a próxima sessão da Comissão começará com a votação, ou seja, não haverá mais nenhum espaço para discussão.

Para complicar um pouco mais este cenário, o Congresso Nacional se auto-convocou para mais uma semana de atividades antes de entrar em recesso -- a semana de 17 a 21 de dezembro. Normalmente, as atividades se encerrariam no dia 15/12.

Ainda não está definido se as Comissões poderão funcionar nesta semana. Se de fato funcionarem, a votação do PL acontecerá na próxima terça (18/12).

Esta é, portanto, a reta final este ano. Precisamos continuar pressionando os deputados por mais alguns dias para que não permitam que um PL que simplesmente atende a todas as exigências do governo e das multinacionais de biotecnologia, deixando de lado a segurança da população, do meio ambiente e da economia brasileira seja aprovado.

Neste sentido novamente pedimos a todos que continuem mandando mensagens para os deputados, exigindo a não aprovação deste PL vergonhoso.

Se conseguirmos ao menos que o PL novamente não seja votado na próxima semana, a votação se adia para o próximo ano. Neste caso, teremos mais tempo para articular a sua oposição.

Portanto, mais uma vez pedimos: mandem mensagens para todos os deputados da Comissão Especial de Alimentos Geneticamente Modificados da Câmara dos Deputados, clicando nos dois links abaixo:

Comissão-Transgênicos1
Comissão-Transgênicos2

As mensagens podem ser do seguinte teor:

“Prezado Sr(a) Deputado(a) Federal
Membro da Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados,

Confiamos que os senhores, Deputados membros da Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a apreciar e dar parecer sobre os Projetos de Lei que envolvem os transgênicos no âmbito nacional, não permitirão a aprovação de um Projeto de Lei que dispense os organismos transgênicos de Estudos de Impacto Ambiental, de avaliação de riscos para a saúde e de rotulagem plena. Acreditamos que os senhores lutarão por uma lei que garanta que nenhum organismo transgênico seja liberado no Brasil antes que haja certeza científica sobre sua segurança para a saúde da população e para o meio ambiente e que os direitos de plena informação aos consumidores sejam garantidos.
Nós acompanharemos a votação e daremos ampla divulgação de seu voto em prol dos direitos do consumidor e do meio ambiente.”

**************************************************************

Neste número:
1. Greenpeace protesta contra o PL que visa a liberar os transgênicos no Brasil
2. Estudo comprova: milho Bt dá prejuízo!
3. Governo Americano pressiona Croácia a não aprovar lei banindo os transgênicos
4. Unanimidade no Congresso mexicano pela a proibição dos transgênicos
5. Rejeição a transgênico atinge 71% na Europa
6. EUA perdem mercado de soja para o Brasil
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Cresce a procura por soja orgânica

**************************************************************

1. Greenpeace protesta contra o PL que visa a liberar os transgênicos no Brasil
Ativistas do Greenpeace colocaram na última segunda-feira no lago em frente ao Congresso Nacional um prato de espuma, com três metros de diâmetro, com uma faca e um garfo, representando uma pesquisa que mostra que 74% dos brasileiros preferem os alimentos convencionais aos geneticamente modificados. O alvo do protesto é o substitutivo do deputado Confúcio Moura (PMDB-RO), favorável à produção de alimentos transgênicos no país. (...)
A pesquisa foi realizada pelo Ibope entre os dias 18 e 24 de julho, com 2 mil pessoas, em todo o Brasil. De acordo com os resultados, 74% preferem não consumir um alimento geneticamente modificado e 67% são contrários ao plantio comercial de transgênicos enquanto não houver consenso na comunidade científica sobre a segurança destes alimentos.
“O substitutivo não propõe a avaliação dos impactos da produção de transgênicos no meio ambiente ou na saúde humana”, protestou a coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace, Mariana Paoli. (...)
Estado de São Paulo, 11/12/01.

2. Estudo comprova: milho Bt dá prejuízo!
Nos últimos seis anos, agricultores que cultivaram o milho transgênico Bt perderam US$ 92 milhões, ou uma média de cerca de US$ 1,31 por acre, de acordo com a primeira análise econômica do produto em propriedades agrícolas. (...)
O documento chamado “Quando a plantação de milho Bt se paga: impactos econômicos do milho Bt nas propriedades agrícolas, 1996-2001”, do Dr. Charles Benbrook, da empresa Serviços de Consultoria Benbrook. O Dr. Benbrook trabalhava anteriormente como diretor executivo do Conselho de Agricultura da Academia Nacional de Ciência dos EUA.
O relatório mostra que, entre 1996 e 2001, agricultores americanos pagaram no mínimo US$ 659 milhões em prêmios para plantar o milho Bt, enquanto aumentaram suas colheitas somente em 276 milhões de bushels -- o que vale algo em torno de US$ 567 milhões em ganhos econômicos. O resultado para os agricultores foi um prejuízo liquido de US$ 92 milhões -- cerca de US$ 1,31 por ano.
“Em média, o aumento na renda ocasionado pelo milho Bt não aumentou o rendimento dos agricultores o suficiente para cobrir os altos custos da semente Bt”, disse o Dr. Benbroook. “O salto dos gastos por acre com semente de milho Bt é de longe o maior na história, relacionado a uma única nova característica.” (...)
“Nós estimamos que os EUA perderam cerca de 350 milhões de bushels na exportação de milho para a União Européia de 1996-1997, devido principalmente à não aceitação dos transgênicos pela União Européia”, disse Dan McGuire, da Associação Americana dos Produtores de Milho (ACGA, na sigla em inglês). “As conclusões do relatório são parte do tripé de aspectos negativos para os agricultores: perda nas exportações de milho, diminuição dos preços do milho e menor lucro líquido com o milho transgênico (Bt), motivos pelos quais a ACGA está alertando os agricultores sobre suas escolhas de sementes.” (...)
Institute for Agriculture and Trade Policy, 13/12/01.

3. Governo Americano pressiona Croácia a não aprovar lei banindo os transgênicos
As ONG’s ANPED e Amigos da Terra Internacional denunciaram a intimação americana sobre o governo da Croácia contra seu plano de introduzir uma lei que visa à proibição dos transgênicos.
O grupo ambientalista Green Action-FoE, da Croácia, descobriu um documento emitido pela Embaixada dos EUA para o Ministro do Meio Ambiente da Croácia. Neste documento, a Croácia é ameaçada de ser sancionada pela a OMC caso adote a lei que bane os transgênicos. Grupos americanos ambientalistas também receberam uma cópia do documento americano responderam rapidamente, criticando a atitude do governo dos EUA sobre a Croácia. Uma nota denunciando as ameaças foi divulgada na imprensa por grupos da Croácia, Bruxelas, Viena e Washington.
Friends of the Earth Internacional, 12/12/01.

4. Unanimidade no Congresso mexicano pela a proibição dos transgênicos
O congresso mexicano exigiu esta semana, unanimemente, que o presidente Vicente Fox proíba a importação de milho geneticamente modificado e alertou que o milho transgênico pode afetar a integridade genética dos cultivos mexicanos e ameaçar o abastecimento alimentar do país. (...)
O senado exigiu o acesso ao resultado do estudo da Secretaria da Agricultura sobre o milho contaminado em Oaxaca, bem como os avanços na criação de uma Comissão Federal em Biossegurança. Enquanto isso, a Assembléia Legislativa do Estado de Oaxaca está se esforçando para que oficiais da agricultura dêem informações sobre a situação do milho em seu estado, o que “pode ter repercussões na saúde dos moradores de Oaxaca e prejudicar a capacidade de se auto-abastecer”, disseram os legisladores.
TheNewsMexico.com, 6/12/01.

5. Rejeição a transgênico atinge 71% na Europa
Os europeus não confiam nos transgênicos e não os querem em sua alimentação. Aqueles que dizem ter mais conhecimento sobre o assunto se declaram ainda mais desconfiados que a média.
Segundo resultados do Eurobarômetro (pesquisa nesse caso dedicada a ciência e tecnologia na Europa) apresentados em Bruxelas, 70,9% dos cidadãos são totalmente contra o uso de transgênicos em produtos alimentícios. E 59,4% crêem que os transgênicos podem ter efeitos negativos no ambiente, porcentagem que sobe para 66% entre europeus que declararam estar bem informados. (...)
De qualquer forma, quase todos (94,6%) desejam poder saber quais alimentos são transgênicos, demanda que corresponde à política européia de promover a obrigatoriedade de rótulos específicos para esses produtos.
El país, 10/12/01.
Folha de São Paulo, 10/12/01.

6. EUA perdem mercado de soja para o Brasil
Maior produtor mundial de soja, os EUA estão perdendo a participação no mercado internacional, sobretudo para o Brasil e a Argentina. Os norte-americanos dominavam mais da metade do mercado mundial na safra 1999/00, com uma fatia 57% nas exportações. A previsão no momento é de que abocanhem 46% na safra 2001/02, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Neste mesmo período, prevaleceu a maior agressividade dos países sul-americanos. A participação brasileira subiu de 24% para 30%, praticamente um terço do mercado mundial. (...)
Nas últimas duas safras, o Brasil aumentou sua produção em quase 22%, para 41,5 milhões de toneladas, de acordo com fontes do mercado. (...)
Mesmo com o volume de embarque maior a cada safra, os EUA têm perdido espaço para mercados que priorizam o grão não-transgênico, o que favorece diretamente o Brasil, diz Vinicius Ito, operador da Firmat Futures. Por conta deste fator, os norte americanos deixaram de crescer nos mercados da União Européia (EU) e da Ásia, sobretudo na China. “Cerca de 70% dos grãos do EUA são geneticamente modificados”, afirma Ito.(...) Com o receio de importar grão transgênico, a importação norte-americana se retraiu.
A expectativa é de que as exportações norte-americanas atinjam 27,22 milhões de toneladas nesta safra, alta de 0,1% sobre o ano anterior, de 27,17 milhões de toneladas. Em contrapartida, os países sul-americanos crescerão mais. O Brasil elevará os embarques em 13%, ou 2 milhões de toneladas a mais, para 17,5 milhão de toneladas do grão.
Gazeta Mercantil, 14/12/01.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Cresce a procura por soja orgânica
O Brasil está ampliando mercados para a soja orgânica. Tamanha é a procura pela oleaginosa que os agricultores já estão conseguindo exportar até o grão oriundo de sistemas em conversão. Para atender a esta demanda, estima-se que na próxima safra a área aumente 30%.
Em média, 95% da produção orgânica de soja é vendida para países europeus, Estados Unidos e Japão. "Este salto se deve a uma reativação de áreas antigamente paradas e ao aumento da demanda por este produto", explica Jorge Vailati, gerente do IBD. Segundo ele, o mal da vaca louca provocou maior procura por proteína vegetal. O prêmio para o produto certificado pode chegar a 100% sobre o valor pago a soja convencional, enquanto os custos muitas vezes são menores. Vailati diz que entre os agricultores familiares o custo de produção da soja orgânica é inferior à convencional, aumentando à medida que a mecanização se torna necessária.
Em termos de produtividade, o índice alcançado pelo grão sem agrotóxico não fica muito abaixo do convencional; 2,1 toneladas por hectare frente às 2,6 ton/ha.
Apesar de o Centro-Oeste ser a principal região produtora de soja no País, as experiências com soja orgânica ainda não estão diversificadas. Parte cultivada em pequenas propriedades, no Sul do País e, o restante, em Mato Grosso - maior produtor nacional do grão convencional. No Mato Grosso do Sul inicia-se um projeto na Fazenda Itamarati com assentados que irão comercializar através da Organics Corporation. No Mato Grosso, a experiência limita-se ao município de Tangará da Serra. No Distrito Federal, a área cultivada com soja orgânica terá um incremento de 50%. Este é o segundo ano em que os produtores plantam soja sem agrotóxico na região.
Todo o cultivo será comercializado através da empresa Cabinet Boyer, da França. "Imaginamos que, com o contrato concretizado, aumente a área no próximo ano", diz Joe Carlo Vale, coordenador do Programa de Agricultura Orgânica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
Deste modo, os agricultores do Distrito Federal venderão o grão a US$ 250 a tonelada - quando a convencional é comercializada a US$ 160 a tonelada. Para o próximo ano a Cabinet Boyer promete desembolsar US$ 400 por tonelada, segundo Vale.
O custo da produção orgânica é discutível. O agricultor Alberto Figueira acha que gastará menos em insumos que no cultivo convencional, no entanto, garante que a burocracia da certificação para a venda internacional deve absorver boa parte de seu prêmio. O controle de insetos será feito por técnicas de controle biológico e a adubação será orgânica. Para o controle de ervas daninhas, Figueira precisará contratar mais mão-de-obra, o que pode encarecer o cultivo.
In: Gazeta Mercantil, 22/11/01.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************



#293 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Qui, 20 de Dez de 2001 2:49 pm
Assunto: BOLETIM 95 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Estamos vencendo mais um ano de trabalho intenso e de enormes desafios. E felizmente, livres de transgênicos. É, temos do quê nos orgulhar!

Apesar da Medida Provisória publicada pelo governo FHC ampliando os poderes da CTNBio, das veementes declarações do nosso Ministro da Agricultura, Pratini de Morais, de que liberaria a soja Roundup Ready da Monsanto para cultivo comercial no Brasil em julho, do Termo de Referência “estranhamente” publicado pelo Ibama para a Monsanto realizar o EIA/RIMA da sua soja, atropelando todo o trabalho e o esforço de mais de um ano do Conama, do escandaloso decreto “regulamentando” a rotulagem dos alimentos industrializados contendo transgênicos... fechamos mais um ano de forma vitoriosa.

Por outro lado, mais um ano se passou sem que estudos completos e independentes de avaliação dos impactos dos transgênicos no meio ambiente e na saúde humana fossem realizados. O tempo passa, e a indústria e o governo continuam insistindo em tentar nos impor estes produtos à força, sem cumprir procedimentos de precaução mínimos e necessários.

Mas a sociedade civil se fortalece, se organiza cada vez mais e resiste! É o pequeno Davi -- com mínimos recursos -- lutando contra os milhões de dólares do gigante Golias. Sem desanimar!

Também não podemos deixar de dar parabéns a todos os que vêm participando desta luta conosco. O apoio maciço da população nos momentos-chave é, sem dúvida, fundamental.

Desejamos a todos ótimas festas e um bom descanso, para entrarmos no novo ano com energia para o trabalho que teremos. Votação do Projeto de Lei do Deputado Confúcio Moura (PMDB/RO) na Comissão Especial em fevereiro*, julgamento da nossa Ação Civil Pública no TRF (Tribunal Regional Federal) também no início do ano, Fórum Social Mundial... teremos muito o que fazer e contamos com a participação de todos vocês.

Um grande abraço e até janeiro de 2002!

*******************************************
* Finalmente a votação do Projeto de Lei do Deputado Confúcio Moura na Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados da Câmara não aconteceu. Na última segunda-feira (17/12) de manhã foi publicado o Ato Convocatório com a pauta para os trabalhos da Câmara para esta semana (de auto-convocação), que se restringia a assuntos relacionados a Orçamento. Ou seja, as comissões não puderam funcionar. Assim, a votação fica adiada para o próximo ano, a partir de meados de fevereiro, quando o Congresso volta do recesso parlamentar.

**************************************************************

Neste número:

1. A soja que não nasce
2. Monsanto abre fábrica na Bahia
3. Americanos voltam a testar pesticidas em seres humanos
4. Coréia do Sul importará 300 mil toneladas de soja não-transgênica da China.
5. Novas regras para rotulagem de transgênicos na Austrália e na Nova Zelândia
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Projetos de promoção da agricultura sustentável apresentam resultados excelentes

**************************************************************

1. A soja que não nasce
Movimento dos Pequenos Agricultores comunica e denuncia - soja transgênica plantada clandestinamente no Rio Grande do Sul apresenta graves problemas de germinação
Até poucos dias ouvíamos à boca pequena da parte de agricultores ressabiados e com medo de serem denunciados. Agora já é um murmúrio generalizado em várias partes do estado do Rio Grande do Sul. Há sérios problemas de germinação na soja transgênica. Alguns têm nos falado que nasce menos que 50%, outros que nasce no máximo 60% dos grãos plantados.
Os agricultores enganados procuram os vendedores de sementes que imediatamente substituem por semente convencional e pedem silêncio. O serviço duplo - plantar de novo - fica contabilizado como prejuízo para quem foi atrás de propaganda enganosa.
Um agricultor enganado ouviu do vendedor de sementes a brilhante sugestão de que no caso da soja transgênica ele deveria colocar o dobro de sementes do que ele colocaria no caso da semente convencional! Mas o mais importante disto tudo é entender o fenômeno. O que está acontecendo com esta soja?
Com a palavra os técnicos da Monsanto, da Embrapa e os pesquisadores da área. O fenômeno merece uma pesquisa em profundidade. O que faz uma semente de soja trazida há três anos da Argentina e reproduzida pelos agricultores, perder em tal grau seu potencial germinativo? Sugerimos à imprensa, sempre tão atenta em provar que há soja clandestina no Rio Grande do Sul, comprovar e divulgar que a mesma não nasce.
Por onde iniciar a pesquisa? Nada difícil. Pode-se começar pela região Médio Alto Uruguai, pela região Celeiro ou pelo Planalto Central do Rio Grande do Sul, que não terão nenhuma dificuldade de ouvir muitos murmúrios por todos os cantos. Mas quem precisar, por razões legais, científicas ou jornalísticas, que sejamos mais precisos, não teremos dificuldades em sê-lo.
Movimento dos Pequenos Agricultores  MPA, 18/12/01.

2. Monsanto abre fábrica na Bahia
Segundo maior investimento na Bahia nos últimos 15 anos - primeiro é a Ford -, a fábrica da Monsanto em Camaçari (região metropolitana de Salvador) foi inaugurada ontem. Na primeira fase do projeto foram investidos US$ 350 milhões, de um total de US$ 550 milhões.
A unidade, inaugurada pelo vice-presidente da República, Marco Maciel, pelo governador César Borges (PFL) e pelo ex-senador Antônio Carlos Magalhães (PFL), vai gerar 350 empregos, segundo a Monsanto. A fábrica vai produzir o glifosato, matéria-prima do Roundup, herbicida usado no cultivo da soja transgênica.
Folha de São Paulo, 15/12/2001.
N.R.: Há muito tempo vimos denunciando o absurdo da construção desta fábrica. Ela recebeu R$ 285.887.830,00
de financiamento do FINOR (Fundo de Investimentos do Nordeste), cujo orçamento para 2000 era de R$ 468 milhões. Tudo isso para gerar 350 empregos diretos, apenas.

3. Americanos voltam a testar pesticidas em seres humanos
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) irá aceitar dados de testes com pesticidas feitos em seres humanos, anunciou um representante da EPA em novembro.
O pronunciamento -- feito num encontro do maior grupo de lobby da indústria de pesticidas da nação, a Associação Americana de Defesa Vegetal -- derruba a moratória de testes em seres humanos estabelecida durante o governo Clinton. Embora o governo tenha dito que a linha de ação para aceitar os testes ainda não tenha sido finalizada, ele admite que a EPA recentemente revisou dados para estudos envolvendo cobaias humanas, realizados pelas empresas de pesticidas.
Em 1998, um Conselho Consultivo Científico de médicos, cientistas e especialistas em ética reunidos pela EPA concluiu que testes com pesticidas em seres humanos “para facilitar os interesses da indústria ou da agricultura” são injustificáveis. Testes humanos se justificam somente se “prometerem razoáveis benefícios para a saúde individual ou de toda a sociedade”, disse o relato do Conselho em fevereiro de 2000.
Críticos argumentam que testes em seres humanos sobre a segurança de pesticidas violam o Código de Nuremburg, que orienta os direitos da pesquisa médica com cobaias, estabelecidos pelos juizes americanos nos tribunais de guerra sobre os crimes nazistas em 1947. O Código de Estado para testes em seres humanos só é justificado se forem plausíveis “para produção de resultados proveitosos para benefício da sociedade, não prováveis de serem conseguidos por outros meios e métodos de estudo”. Os testes da indústria de pesticidas recentemente aceitos pela EPA só levariam ao aumento do uso dos pesticidas testados, além de poderem ser feitos em animais, e portanto não se enquadram neste Código. De acordo com Lynn Goldman, o ex-diretor do Programa de Pesticidas da EPA, a única razão para estes testes começarem a ser conduzidos é gerar mais lucro para as empresas de pesticidas. (...)
PANUPS, 14/12/01.

4. Coréia do Sul importará 300 mil toneladas de soja não-transgênica da China.
A Coréia do Sul importará 300.000 toneladas de soja não-transgênica da China a cada ano, começando pelo ano de 2002, disseram fontes da indústria em Beijing, segundo mencionou um relatório do Serviço de Inspeção de Entrada e Saída da província de Liaoning e do Quarantine Bureau.
A Coréia do Sul irá requerer que os exportadores da China providenciem certificados de não-transgenia para a soja importada, emitidos pelo Serviço de Inspeção chinês e pelas da autoridades Quarantine. Fontes disseram que existem diversas agências que podem emitir estes certificados, mas a Coréia do Sul pede uniformidade na certificação e portanto requer que a certificação seja feita pela Inspeção Oficial.
Normalmente a Coréia do Sul importa cerca de 300.000 toneladas de soja a cada ano para atender as demandas domésticas para uso alimentar, cuja maior parte costumava vir dos EUA.
A Coréia do Sul passou a rotular transgênicos como milho, a soja e o feijão em março de 2001, de acordo com o Ministério Coreano da Agricultura e Silvicultura. (...)
FWN Financial via COMTEX, 11/12/01.

5. Novas regras para rotulagem de transgênicos na Austrália e na Nova Zelândia
A Autoridade em Alimentação da Austrália e Nova Zelândia (ANZFA, na sigla em inglês) divulgou em 4/12/01 um novo panfleto de esclarecimento -- Alimentos Geneticamente Modificados -- expondo para os consumidores as novas regras de rotulagem para alimentos transgênicos, que será efetivada no próximo dia 7.
A partir desta data, os produtos alimentícios à venda na Austrália e na Nova Zelândia que sejam transgênicos ou que contenham ingredientes transgênicos deverão ser identificados, caso existam proteínas ou material geneticamente modificado no produto final. (...)
O diretor da ANZFA, Ian Lidenmayer, disse que no ano passado algumas indústrias alimentícias indicaram a intenção de utilizar preferencialmente ingredientes oriundos de cultivos convencionais. (...)
“Sob os padrões atuais para alimentos, nenhum alimento transgênicos será permitido no mercado  da Austrália e da Nova Zelândia, a menos que passe por rigoroso estudos científicos feitos pela ANZFA e se descubra que seja ao menos tão seguro quanto seu equivalente convencional”, diz Lindenmayer.
A nova regra para rotulagem será implementada por cada estado e território e pelo Governo da Nova Zelândia.
Maiores informações; no site da ANZFA www.anzfa.gov.au ou www.anzfa.govt.nz
Just Food, 4/12/01.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Projetos de promoção da agricultura sustentável apresentam resultados excelentes
O professor Jules Pretty e sua equipe da Universidade de Essex, Inglaterra, avaliaram 208 projetos de promoção da agricultura sustentável em 52 países da Ásia, África e América Latina.
Para todos os projetos, foram levantados dados sobre produtividade, área e número de agricultores envolvidos.
Os resultados foram os seguintes:
- para os 4,42 milhões de agricultores, que cultivam uma área de 3,58 milhões de hectares, a produção de alimentos por família aumentou 1,71 toneladas por ano (um aumento de 73%);
- para os 146 mil agricultores, que cultivam 542 mil hectares com batata, batata-doce e mandioca, o aumento anual na produção de alimentos foi de 17 toneladas por ano; e
- para os grandes produtores da América Latina (com área média de 90 ha), a produção total aumentou em 150 toneladas por unidade produtiva (46%).
Em geral, o sucesso obtido é devido à incorporação de uma ou mais das seguintes inovações tecnológicas:
- intensificação de um dos componentes do sistema produtivo;
- incorporação de um novo elemento produtivo ao sistema;
- práticas conservacionistas de uso de recursos naturais, sobretudo solo e água;
- práticas regenerativas das bases produtivas; e
- adoção e resgate de sementes e raças animais adaptadas às condições locais.
Esses incrementos, tanto na produtividade quanto na produção de alimentos por unidade produtiva, levantam a seguinte questão: por que esses resultados ainda não foram incluídos nas estatísticas nacionais?
Nossa hipótese é a de que existe uma elasticidade significativa no consumo alimentar na maioria das famílias rurais e dos pobres urbanos. O aumento da produção de alimentos está sendo consumido localmente, com substanciais benefícios para a saúde de crianças e adultos. Isto se reflete no número de refeições por dia e/ou numa maior ingestão de proteínas vegetais e leite.
Somente quando esta demanda alimentar for amplamente atendida, será possível vermos estes aumentos de produtividade alimentar em escalas significativas nos mercados nacionais e inclusive nos internacionais.
Fonte: adaptado de http://www2.essex.ac.uk/ces/ResearchProgrammes/ListofSusag.htm

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, FASE e INESC.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************

#294 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Qua, 30 de Jan de 2002 8:11 pm
Assunto: BOLETIM 99 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

A Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos” protocolou hoje (30/01/02) uma carta ao Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, solicitando uma audiência em caráter de urgência para esclarecer os fatos que vêm sendo divulgados durante os últimos dias em importantes jornais brasileiros, como o Valor Econômico, o Estado de São Paulo e o Zero Hora.

Tratam-se das decisões tiradas da reunião inter-ministerial, convocada por FHC e realizada no dia 24/01 para discutir o tema dos transgênicos, que contou com a presença dos ministros Marcus Vinícius Pratini de Moraes (Agricultura), José Sarney Filho (Meio Ambiente), Ronaldo Sardenberg (Ciência e Tecnologia), Sérgio Amaral (Desenvolvimento), Pedro Parente (Casa Civil) e Gilmar Mendes (Advocacia Geral da União).

Segundo matéria publicada em 28/01 no jornal Valor, “O governo decidiu acelerar a liberação comercial dos organismos geneticamente modificados no país e acabar com as dissidências internas sobre o tema. Em reunião no Planalto, na quinta-feira passada, o presidente Fernando Henrique Cardoso determinou pessoalmente a unificação das várias interpretações legais dos ministérios e concedeu total aval para a desobstrução do caminho aos transgênicos no país”. (...) “A partir de agora, os ministérios não poderão divergir publicamente. Todas as questões técnicas deverão ser tratadas internamente e quem discordar em público será repreendido”.

Esta determinação, como o jornal Valor descreve, já vem sendo chamada em alguns ministérios de “lei da mordaça”.

Sabe-se que o principal alvo desta “lei” é o ministro José Sarney Filho, que vem assumindo uma postura mais cautelosa quanto à liberação precoce e descontrolada dos transgênicos no Brasil.

Outra informação escandalosa divulgada nos jornais refere-se a uma interferência do governo sobre o trabalho de elaboração dos critérios e procedimentos para o licenciamento ambiental de transgênicos que o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) vem conduzindo.

Segundo o Valor, “FHC determinou o ‘monitoramento’ das regras de licenciamento ambiental, em discussão no Conama. O governo quer evitar uma resolução que dificulte a licença para transgênicos.”

Para tanto, o governo determinou a criação de um Grupo de Trabalho, liderado pela Casa Civil, que buscará evitar que o Conama finalize e aprove sua proposta de licenciamento ambiental que exige Estudos de Impacto Ambiental para a introdução de transgênicos no meio ambiente.

As entidades que compõe a Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos” têm plena convicção de que a liberação dos transgênicos causará enormes prejuízos à economia brasileira e são conhecedoras dos riscos que eles representam para a saúde humana e o meio ambiente.

Apesar de saberem que há uma decisão judicial que condiciona a liberação dos transgênicos no Brasil a procedimentos de controle e avaliação de riscos que ainda não foram cumpridos -- ou seja, no momento a liberação dos transgênicos no País não depende apenas da vontade do Poder Executivo -- as entidades da Campanha se colocam extremamente preocupadas com o cenário acima descrito e esperam que o governo assuma uma postura democrática e conceda a audiência solicitada o mais rápido possível.

As Organizações Não Governamentais aproveitarão a audiência para, além de esclarecer as informações acima citadas, se prontificar a fornecer maiores informações sobre o assunto e ajudar o Governo brasileiro a traçar uma séria e completa política de biossegurança.

 ATENÇÃO

O Seminário “Ação contra transgênicos: construindo alianças - mobilizando a sociedade”, a ser realizado nos dias 3 e 4 de fevereiro das 14:00 às 18:00 h, no Fórum Social Mundial II, em Porto Alegre / RS, mudou de endereço. Tome nota do novo local:

PUC - Pontifícia Universidade Católica
Av. Ipiranga, 6681 - Porto Alegre / RS
Auditório da Faculdade de Direito (sala P-11)

**************************************************************
Neste número:

1. Abia “força a barra” para tentar vender alimentos transgênicos no Brasil
2. Nova lei chinesa favorece soja do Brasil
3. Supermercados britânicos mantêm sua oposição sobre transgênicos
4. Estudante holandês comprova transgênicos são prejudiciais à saúde de ratos
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Agricultores optam pela “nova agricultura” em Bangladesh

**************************************************************

1. Abia “força a barra” para tentar vender alimentos transgênicos no Brasil
A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) solicitou esta semana à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) parecer conclusivo para autorizar a importação e a comercialização de produtos industrializados derivados de soja geneticamente modificada.
A secretária-executiva da CTNBio, Cristina Possas, confirmou ao Valor, por meio de sua assessoria, o recebimento do pedido. A estratégia da indústria é "se pode rotular, também pode vender". O decreto de rotulagem do governo, que fixou 4% como limite máximo para isentar da informação nas embalagens sobre a presença de transgênico, entrou em vigor em dezembro de 2001. (...)
As ONGs prometem reagir à iniciativa da Abia. "É inútil tentar isso, por que não é a CTNBio quem dá a palavra final sobre o tema. O poder, depois de resolvido o embargo da Justiça Federal, cabe à Anvisa", resume Marilena Lazzarini, coordenadora-executiva do Idec. (...)
Valor Econômico, 25/01/02.

2. Nova lei chinesa favorece soja do Brasil
A nova legislação chinesa para importação de grãos e alimentos ainda gera controvérsias, mas a primeira avaliação é de que deve favorecer as vendas brasileiras de soja para o país asiático. Conforme a lei, que entra em vigor dia 20 de março na China, os exportadores terão de apresentar documentos de agências de inspeção credenciadas pelo governo do país de origem certificando a segurança dos produtos comercializados.
No caso da soja transgênica, o produto terá de ser rotulado como tal e o exportador terá de certificar que o item é liberado no país de origem e que não causa danos ao homem, animais, plantas e meio ambiente.
É neste ponto que as exportações brasileiras podem ser favorecidas, uma vez que os exatos efeitos dos transgênicos ainda são quase desconhecidos. "A legislação chinesa tende a beneficiar a soja brasileira, já que o plantio de transgênicos no Brasil é restrito"*, diz Anderson Galvão, da consultoria MPrado.
Para Renato Sayeg, o produto brasileiro deve ser beneficiado, mas ainda não é possível saber a dimensão do favorecimento. O certo, na visão de Sayeg, é que o fato de ter soja não-transgênica já vem fazendo o Brasil ganhar espaço na China. Entre janeiro e outubro de 2001, as importações chinesas de soja cresceram 31%, para 13,220 milhões de toneladas sobre igual período no ano anterior, segundo Sayeg. Na mesma época, as vendas brasileiras para o país cresceram 78%, para 3,174 milhões de toneladas.
Mas ainda que a legislação favoreça o Brasil, ela também é mais rígida para os produtos convencionais. Pela nova lei, se um carregamento de soja vendido como convencional tiver um percentual mínimo que seja de grãos modificados, será devolvido ao país de origem. "Os exportadores terão de atestar que o produto é não-transgênico antes do embarque", observa Galvão. (...)
Valor Econômico, 29/01/02.
* N.E.: O plantio de transgênicos no Brasil não é “restrito”, e sim  proibido por uma decisão judicial proferida pelo Juiz Titular Antônio Souza Prudente da 6a. Vara Federal do Distrito Federal.

3. Supermercados britânicos mantêm sua oposição sobre transgênicos
O site gmfoodnews.com realizou uma pesquisa nos supermercados britânicos sobre sua posição em relação aos alimentos e ingredientes transgênicos para 2002.
Os resultados demonstram que a oposição aos alimentos transgênicos é tão grande quanto era em 1999, quando os supermercados removeram alimentos e ingredientes transgênicos de suas prateleiras.
Assim como, em 1999, nenhum dos supermercados britânicos usou alimentos ou ingredientes transgênicos nos produtos de suas marcas.
www,ufrj.br/consumo, 08/01/02.

4. Estudante holandês comprova transgênicos são prejudiciais à saúde de ratos
Um jovem estudante holandês, Hinze Hogendoorn, preocupado com a falha da indústria e do governo de não terem feito estudos científicos apropriados sobre a segurança de se consumir milho e outros alimentos transgênicos, decidiu recentemente colocar a mão na massa. A Dr. Mae Wan Ho, geneticista britânica de renome mundial e crítica da biotecnologia, relatou em dezembro os resultados do experimento de alimentação animal simples e notável de Hogendoorn, em seu site www.i-sis.org
Veja alguns trechos do relato da Dr. Mae Wan Ho:
Um agricultor holandês deixou duas pilhas de milho em um celeiro infestado de ratos; uma pilha continha milho transgênico e a outra, milho não-transgênico. A pilha com o milho transgênico não foi nem tocada pelos ratos, enquanto a pilha com o milho não-transgênico foi toda comida. Incrível! O jovem estagiário da University College de Utrecht, Hinze Hogendoorn, criou suas próprias provas de laboratório e confirmou sua descoberta. Um grupo ativista chamado Jongeren Milieu Aktief, apresentou a pesquisa de Hinze por escrito ao parlamento holandês em 11/12/01 e a disponibilizou em seu site www.talk2000.nl
Quando Hinze começou seus experimentos, não pode encontrar na internet nenhuma pesquisa científica com provas sobre a preferência dos animais pelos alimentos transgênicos aos não-transgênicos. Estendendo sua pesquisa sobre os efeitos dos alimentos transgênicos nos animais, encontrou relatos de empresas que desenvolveram alimentos transgênicos, todos declarando que não havia impactos adversos. Hinze também descobriu que pesquisadores independentes detectaram efeitos prejudiciais, incluindo o Dr. Arpad Puzstai, que descobriu que as batatas transgênicas danificaram o rim, baço, timo e intestino de ratos jovens. No princípio Hinze ficou perplexo com a quantidade de trâmites burocráticos necessários para realizar pesquisas com animais. No entanto, conseguiu cumpri-los e receber 30 ratas fêmeas de seis semanas de idade, criadas para alimentar serpentes em um instituto de pesquisa. Hinze deu a elas porções de alimentos contendo os produtos que iriam ser comparados (milho e soja, transgênicos e não-transgênicos), de maneira que as ratas realmente pudessem manifestar sua preferência sem passar fome.
As ratas foram postas em gaiolas grandes para que tivessem bastante espaço para se movimentar. No começo do experimento todas as ratas foram pesadas. Não haviam comido por algum tempo, mas de maneira surpreendente e imediata mostraram preferência definitiva pelo alimento não-transgênico. Durante as nove semanas seguintes, Hinze continuou alimentando as ratas com milho e soja transgênico e não-transgênico. As ratas consumiram 61% do alimento não-transgênico e 39% do alimento transgênico quando tiveram oportunidade de escolha.
Para o experimento seguinte, Hinze realizou provas sobre os efeitos na saúde com a ingestão de alimentos transgênicos. Durante os dez dias seguintes registrou a quantidade de alimento que dois grupos de ratos consumiram a cada dia e pesou os ratos na metade e no final do experimento.
O grupo de ratos alimentados com transgênicos ingeriu mais alimento (provavelmente porque os ratos eram, no início, em média ligeiramente mais pesados), mas ganhou menos peso. No final, estes ratos perderam peso. Em contraste, o grupo que ingeriu alimentos não-transgênicos comeu menos e ganhou mais peso, continuando a ganhar peso até o final do experimento. Os resultados foram significativos estatisticamente.
Esta não foi a única diferença observada. Houve diferenças marcantes de comportamento. Os ratos que comeram alimentos transgênicos “pareciam menos ativos dentro da gaiola”. A diferença mais surpreendente foi no último dia do experimento. Quando os animais foram pesados, os que haviam comido alimentos transgênicos estavam “mais angustiados” que os outros. “Muitos corriam várias vezes ao redor da cesta, se sacudiam desesperadamente na serragem e brincavam pelos lados quase frenéticos, algo que nunca tinha visto antes”; claramente estavam mais nervosos que os ratos da outra gaiola. “Esta foi para mim a evidência mais desconcertante de que os alimentos transgênicos não são normais”.
Outro “resultado interessante” foi que no final do experimento encontramos morto um dos ratos da gaiola que recebeu alimentos transgênicos.“No fim de tudo, devo admitir que o experimento não fez nada para aliviar minhas preocupações sobre os alimentos transgênicos”, concluiu Hinze.
Organic Consumers Association, 28/01/02.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Agricultores optam pela “nova agricultura” em Bangladesh
Korshed Alam é um dos milhares de agricultores de Bangladesh (um dos países mais pobres do mundo) que sentiu a necessidade de modificar seu modelo de agricultura abandonando insumos químicos e sementes híbridas. “Mudou minha vida”, declara, agachado junto a outros agricultores no povoado de Nandoria. “Antes de mudarmos, todos tínhamos doenças de pele por causa da química. Chegou a um ponto em que não podíamos comer peixe porque estava envenenado. As plantas silvestres haviam morrido ou ficaram amargas”.
A visão da agricultura convencional prega a eficiência e a maximização do rendimento da produção de uma cultura única, como o arroz ou o milho. Korshed trabalhava assim. Ele comprava as sementes de “alto rendimento” no mercado local e espalhava adubos artificiais no solo. Obediente à doutrina de técnicos oficiais, pulverizava a lavoura com agrotóxicos várias vezes para controlar pragas e doenças. Mesmo quando o veneno começou a contaminar todo o solo e água, Korshed não via alternativas.
“Antes de adotarmos os produtos químicos, o solo era bom e o uso de um pouco de adubo dava grande impulso à produtividade. Mas o rendimento começou a cair e tivemos que elevar a concentração de fertilizantes por hectare. Ao final das contas, o volume que passamos a usar foi elevado em mais de cem vezes num intervalo de trinta anos. Pior ainda, o preço dos produtos químicos triplicou neste mesmo período. Dessa maneira, todos perdiam, mas tinham que prosseguir utilizando a química para colher boa safra e ganhar dinheiro suficiente para pagar as sementes no próximo ano”. Presos neste círculo vicioso, agricultores do país inteiro faliram, sendo obrigados a vender a terra e migrar para as cidades.
Em 1998, ocorreu em Bangladesh uma enchente mais forte do que todas as que ocorrem normalmente, que perdurou por muitas semanas arrasando os agricultores. Uma das cidades mais atingidas foi Tagail, a três horas da capital Dacca. Foi então que a ONG UBINIG (Pesquisa em Políticas para Alternativas em Desenvolvimento, na sigla em bengali, idioma oficial em Bangladesh), se juntou com agricultores para buscar saídas para o problema causado pela enchente e pelos consecutivos anos da agricultura química. Foram feitas muitas reuniões, que acabaram por dar início a um movimento nacional, agora conhecido como Nayakrishi Andolon, que significa “nova agricultura”. O nome foi escolhido para mostrar que os adeptos ao novo modelo retrocederam para os seus moldes tradicionais, porém com mudanças para algo novo e melhor, e também que houve muito aprendizado com os erros da “revolução verde”.
Em Bangladesh, 65 mil famílias aderiram à “nova agricultura”. Já foram criados cinco centros Nayakrishi em diferentes regiões do país, onde são realizadas oficinas para os agricultores e intercâmbio de conhecimentos entre os povoados. A prática do Nayakrishi consiste na promoção da diversidade, não só em variedades de sementes, mas em todo o ecossistema onde elas são plantadas. A nova agricultura abandona a visão do ser humano separado da natureza. É um conceito muito mais amplo do que o da agricultura orgânica, cuja meta principal é abandonar os insumos químicos. O Nayakrishi, além de rechaçá-los, considera a proteção do ecossistema um elemento fundamental no papel do ser humano.
RECEITAS CONTRA A FOME. Histórias de sucesso para o futuro da agricultura. São Paulo:
Greenpeace, 2001.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************




#295 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 8 de Fev de 2002 8:31 pm
Assunto: BOLETIM 100 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Chegamos ao Boletim 100! Cem semanas no ar, sem transgênicos no Brasil!
Se por um lado temos que comemorar, por outro, é hora de colocar a mão na massa, apesar do carnaval.

Está marcada para o dia 19 de fevereiro, primeira terça-feira após o carnaval, a votação do Projeto de Lei (PL) do Deputado Confúcio Moura (PMDB/RO) na Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados na Câmara dos Deputados.

Este PL é dos piores possíveis, liberando os transgênicos para cultivo e comercialização no Brasil de forma ampla e irrestrita, sem as necessárias avaliações de riscos para a saúde dos consumidores e para o meio ambiente, sem garantias mínimas para proteger a economia nacional e os direitos dos agricultores brasileiros e sem garantir os direitos de plena informação aos consumidores.

Como vocês acompanharam no final de 2001, os deputados desta Comissão conseguiram, na última sessão do ano, votar pelo fim da discussão. Ou seja, a próxima reunião da Comissão começará já com a votação -- a não ser que o Dep. Confúcio, relator da Comissão e autor do Projeto de Lei, resolva acatar alguma(s) das várias sugestões de alteração no texto sugeridas por outros deputados da Comissão, já que, para tanto, teria que reabrir a discussão.

No entanto, se nos lembrarmos da postura que o Dep. Confúcio assumiu durante os últimos meses, concluímos que a hipótese disto acontecer é extremamente remota.

O governo FHC está realmente empenhado em usar todos os recursos possíveis para liberar os transgênicos no País ainda este semestre.

Uma informação triste e importante é a de que dias antes da reunião interministerial convocada pelo Presidente Fernando Henrique no dia 24 de fevereiro último (onde, conforme relatado no Boletim 99, foi instituída a “lei da mordaça” para unificar as posições do governo no discurso pró-transgênicos”), o próprio Fernando Henrique recebeu a visita de Anthony Harrington, embaixador dos EUA no Brasil até o ano passado e atual lobbista da Monsanto.

Como parte deste empenho “pró-Monsanto”, o governo federal está pressionando a Comissão Especial para que aprove de uma vez o PL na Comissão, para levá-lo à plenária da Câmara o mais rapidamente possível.

A orientação da Campanha “Por um Brasil Livre de Transgênicos” para todos os brasileiros preocupados com os riscos desta perigosa tecnologia é a de procurar os deputados da Comissão em cada estado mostrando-lhes que se votarem a favor terão que prestar contas à sociedade nas eleições de outubro próximo.

Na comissão existem 13 votos potenciais contra e 20 a favor do substitutivo do deputado Confúcio. Como os deputados da base do governo foram escolhidos a dedo para aprovarem os transgênicos, não acreditamos que possam ser convencidos a mudar de posição com os nossos muitos argumentos contrários. A única linguagem que terá efeito será a pressão política e a ameaça das urnas.

Para ter efeito, a pressão política terá que ser pública e tão ampla quanto possível. Se possível, devem ser organizadas visitas aos deputados nos seus estados por delegações dos mais variados setores da sociedade civil. Manifestações de entidades e personalidades políticas, sociais, religiosas, culturais, etc. deverão ser dirigidas à mídia e aos deputados. Campanhas de telefonemas e mensagens por e-mail também terão um efeito importante. Panfletagens em supermercados denunciando a posição dos deputados também servirão para atrair a mídia. Panelaços na frente das casas dos deputados terão o mesmo efeito.

Como estamos entrando no carnaval -- razão pela qual FHC montou sua ofensiva agora -- devemos concentrar as manifestações no dia 18, véspera da votação, para que o efeito de intimidação possa se fazer sentir.

Para mandar mensagens aos deputados pedindo pela não aprovação do PL do Dep. Confúcio, você pode clicar nos dois links abaixo.

Deputados-Comissão 1
Deputados-Comissão 2

Você pode mandar mensagens como a seguinte.

“Prezado Sr(a) Deputado(a) Federal
Membro da Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados,

Confiamos que os senhores, Deputados membros da Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a apreciar e dar parecer sobre os Projetos de Lei que envolvem os transgênicos no âmbito nacional, não permitirão a aprovação de um Projeto de Lei que dispense os organismos transgênicos de Estudos de Impacto Ambiental, de avaliação de riscos para a saúde e de rotulagem plena. Acreditamos que os senhores lutarão por uma lei que garanta que nenhum organismo transgênico seja liberado no Brasil antes que haja certeza científica sobre sua segurança para a saúde da população e para o meio ambiente e que os direitos de plena informação aos consumidores sejam garantidos.
Nós acompanharemos a votação e daremos ampla divulgação de seu voto em prol dos direitos do consumidor e do meio ambiente.”

Para a mobilização nos estados, levantamos os números de telefone e fax dos escritórios locais dos deputados.
Segue abaixo a lista de todos os deputados da Comissão, com seus respectivos contatos.

Indicamos ainda os que sabidamente votam conosco e os que votam contra nós. Concentrem-se nos últimos mas não deixem de mobilizar os nossos para que não faltem à votação!

Mais uma vez, contamos com o apoio de todos vocês neste importante trabalho de ajudar a garantir a segurança da população brasileira e do nosso riquíssimo meio ambiente (já que nossos representantes não estão cumprindo este dever).

Mãos à obra, Amig@s!

**************************************************
Deputados da Comissão Especial:

NORTE:

Rondônia
: Confúcio Moura (PMDB), relator da comissão. Pró transgênicos. Titular.
                 Fone/fax: (69) 535-3500.

Pará: Deusdeth Pantoja (Bloco PFL/PST). Pró. Suplente. Fone/fax: (91) 222-8778.

Acre: Marcos Afonso (PT). Contra. Titular. Fone: (61) 318-5366.
          Nilson Mourão (PT). Contra. Titular. Fone: (68) 224-0793/ Fax: (68) 224-5877.
          Márcio Bittar (Bloco PDT/PPS). Contra. Suplente. Fone/fax: (68) 224-3268.

Amazonas: Vanessa Grazziotin (Bloco PSB/PC do B). Contra. Suplente.
                    Fone/fax: (92) 633-8076.

Tocantins: Paulo Mourão (Bloco PSDB/PTB). Pró. Suplente. Fone/fax: (63) 215-1875.
                  Igor Avelino (PMDB). Pró. Titular. Fone/fax: (63) 225-1720.
                  Freire Júnior (PMDB). Pró. Suplente. Fone/fax: (63) 213-2000.
                  Osvaldo Reis (Bloco PFL, PST). Pró. Suplente. Fone: (61) 318-5835.

Roraima: Salomão Cruz (PFL). Pró. Titular. Fone: (95) 623-4944/ Fax: (95) 623-4919.


CENTRO OESTE

Mato Grosso
: Celcita Pinheiro (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone: (61) 318-5529.
                      Wilson Santos (PMDB). Pró. Suplente. Fone/fax: (65) 642-4646/ 642-4477.
                      Welinton Fagundes (Bloco PSDB, PTB). Pró. Suplente. Fone/fax: (66) 423-1949.

Mato Grosso do Sul: João Grandão (PT). Contra. Titular. Fone: (67) 423-0080.
                                 Fone/fax: (67) 423-0128.
                                 Pedro Pedrossian (PPB). Pró. Suplente. Fone/fax: (67) 387-2200.

Goiás: Pedro Canedo (Bloco PSDB, PTB). Pró. Suplente. Fone: (62) 3111144.
           Fax: (61) 318-2611.
           Roberto Balestra (PPB). Pró. Suplente. Fone/fax: (62) 224-9445.
           Aldo Arantes (Bloco PSS, PC do B). Contra. Titular. Fone: (061) 318-5475.

Distrito Federal: Paulo Octávio (Bloco PFL, PST). Pró. Suplente.  Fone/fax: (61) 318-5446.
                          Alberto Fraga (PMDB). Pró. Titular. Fone/fax: (61) 318-5321.


NORDESTE

Maranhão
: Francisco Coelho (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone: (61) 318-5525.

Piauí: Marcelo Castro (PMDB). Pró. Suplente. Fone/fax: (86) 233-4432.

Ceará: Sérgio Novais (PSB). Contra. Titular. Fone: (85) 252-1388. Fax: (85) 226-0267.

Rio Grande do Norte: Carlos Alberto Rosado (Bloco PFL, PST). Pró. Titular.
                                   Fone: (61) 318-5558.

Paraíba: Carlos Dunga (Bloco PSDB, PTB). Pró. Titular. Fone: (61) 318-5238.
              Adauto Pereira (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone: (83) 222-3515.
              Fax: (83) 222-7275/ 222-2435
.

Pernambuco: Carlos Batata (Bloco PSDB, PTB). Pró. Titular. Fone/fax: (61) 318-5334.
                      Joaquim Francisco (Bloco PFL, PST). Pró. Suplente. Fone: (61) 318-5425.
                      Fernando Ferro (PT). Contra. Suplente. Fone: (81) 3423-9274. Fax: (81) 3423-9953.
                     
Sergipe: Cleonâncio Fonseca (PPB). Pró. Suplente. Fone: (61) 318-5824.

Bahia: Saulo Pedrosa (PSDB). Contra. Titular. Fone: (61) 318-5308.
            Jaime Fernandes (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone/fax: (71) 375-4244.
            José Rocha (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone/fax: (71) 342-2525.


SUDESTE

Espírito Santo
: Rose de Freitas (Bloco PSDB, PTB). Pró. Titular. Fone: (27) 3223-4704.
                        Fax: (27) 3222-4753.
                        José Carlos Elias (Bloco PSDB, PTB). Pró. Titular. Fone/fax: (27) 3264-2691.
                          
Rio de Janeiro: Fernando Gabeira (PT). Contra. Titular. Fone: (21) 2548-2044.
                         Jandira Feghali (PC do B). Contra. Titular. Fone: (21) 2232-8360.
                         Luiz Ribeiro (Bloco PSDB, PTB). Pró. Titular. Fone/fax: (21) 2742-8783.

São Paulo: Nelson Marquezelli (Bloco PSDB, PDB). Pró. Titular. Fone: (19) 561-3244.
                   Fax: (19) 561-335
.
                   Xico Graziano (PSDB). Pró. Titular. Fone/fax: (11) 3255-7203.
                   Luiz Eduardo Greenhalg (PT). Contra. Titular. Fone/fax: (11) 3875-3384.
                   Iara Bernardi (PT). Contra. Titular. Fone/fax: (15) 234-1788.
                   Kincas Mattos (Bloco PSB, BC do B). Suplente.
                   Emerson Kapaz (Bloco PDT, PPS). Titular. Fone/fax: (11) 3037-7263.
                   Celma de Souza (PT). Contra. Suplente.
                   Clóvis Volpi (Bloco PSDB, PTB). Suplente. Fone/fax: (11) 4827-5951.

Minas Gerais: Elias Murad (Bloco PSDB, PTB). Pró. Suplente. Fone/fax: (31) 3225-2700.
                      Mário Assad Júnior (PFL). Pró. Titular. Fone: (31) 3224-1557.Fax: (31) 318-2243.
                      Jaime Martins (Bloco PFL, PST). Pró. Suplente. Fone: (37) 3222-8027.
                      Fax: 3222-8251.
                      Silas Brasileiro (PMDB). Pró. Suplente. Fone: (34) 3831-4800.
                      Fax: (34) 3831-2419
.
                      Ronaldo Vasconcelos (PL). Titular. Fone/fax: (31) 3292-3145 / 3292-4116.


SUL

Paraná
: José Carlos Martinez (Bloco PSDB, PTB). Pró. Suplente.
              Fone/fax: (41) 338-4848/ 338-4636.
              Odílio Balbinoti (Bloco PSDB, PTB). Suplente. Fone: (44) 223-3865. Fax: 223-2476.
              Luciano Pizzatto (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone/fax: (41) 257-3164.
              José Borba (PMDB). Pró. Suplente. Fone/fax: (43) 432-2355.
              Dilceu Sperafico (PPB). Pró. Suplente. Fone/fax: (45) 252-1191.

Santa Catarina: Luci Choinacki (PT). Contra. Suplente. Fone: (61) 318-5282.
                          Hugo Biehl (PPB). Pró. Titular. Fone/fax: (49) 322-4719.

Rio Grande do Sul: Darcísio Perondi (PMDB). Titular. Fone/fax: (55) 332-6468.
                               Marcos Rolim (PT). Contra. Suplente. Fone/fax: (51) 3225-1702 /
                               3221-4337
.
                               Fetter Junior (PPB). Pró. Titular. Fone: (53) 222-8286/ 227-6061.
                               Pompeu de Mattos (PDT). Contra. Titular. Fone/fax: (51) 3225-1942.
                               Alceu Collares (Bloco PDT, PPS). Contra. Suplente.
                               Fone/fax: (51) 3231-1422.
                               Paulo José Gouvêa (Bloco PL, PSL). Suplente.
                               Fone/ fax: (51) 3221-6133/ 318-2641.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************

#296 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 11 de Jan de 2002 9:49 pm
Assunto: BOLETIM 96 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Bem vindos a 2002! Mais um ano de grandes desafios.

Começamos com uma pequena reflexão sobre os rumos da pesquisa biotecnológica, hoje concentrada nas mãos das empresas privadas.

O jornal australiano The Daily Telegraph publicou esta semana uma matéria sobre a nova pesquisa multi-bilionária da gigante Monsanto: seu objetivo é criar uma variedade de milho transgênico que possa resistir à umidade, para produzir  flocos de milho que continuem crocantes mesmo após mergulhados no leite. Para obter esta “delícia transgênica”, a empresa pretende descobrir genes capazes de induzir altas taxas de produção de cera no milho.

O aspecto mais esdrúxulo da história é que a Monsanto espera que este novo produto possa ajudar a mudar a opinião pública (hoje extremamente negativa) com relação aos transgênicos.

Vocês conseguem imaginar uma pesquisa mais sem sentido do que esta? Ela nos faz lembrar os argumentos pró-transgênicos, repetidos pela Monsanto mundo afora, de que a pesquisa biotecnológica ajudará a resolver os grandes problemas da humanidade, desde a fome nos países pobres, até o tratamento de doenças hoje incuráveis.

Pode até ser que, se conduzida de maneira independente por instituições públicas de pesquisa, a biotecnologia possa buscar e encontrar soluções para grandes problemas. Mas como está sendo feita, terá sempre como objetivo maior gerar lucro para as empresas, ainda que através da criação de produtos completamente inúteis, mas capazes de abocanhar algum nicho do mercado. Para isto se investe bilhões de dólares e se usa o potencial de cientistas brilhantes e bem preparados (para se desenvolver uma variedade transgênica gasta-se, em média, 300 milhões de dólares -- 5 vezes mais do que o governo brasileiro gastou com saúde no estado de Sergipe em 2001, ou mais que o dobro gasto em Goiás no mesmo período). Uma lástima.

E o pior de tudo é pensar que, além de serem inúteis, estes novos produtos podem trazer danos irreversíveis ao ambiente e imprevisíveis à saúde humana. Responsabilidade dos cientistas que acham que, do alto de sua autoridade, devem definir sozinhos -- sem a participação da sociedade -- para onde a pesquisa científica deve caminhar.

**************************************************************
Neste número:

1. Chapecó (SC) proíbe transgênicos
2. Irlanda descobre transgênicos em produtos rotulados como não-transgênicos e orgânicos
3. Processadoras de grãos nos EUA querem segregação de transgênicos
4. China divulga regras para a importação de transgênicos
5. Soja ilegal preocupa Abrasem
6. Ovelha Dolly sofre de envelhecimento precoce
7. Ex-Monsanto responde a ação milionária nos EUA
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Revolução nos arrozais

**************************************************************

1. Chapecó (SC) proíbe transgênicos
O cultivo, comercialização, transporte e distribuição de produtos geneticamente modificados (os transgênicos) estão proibidos no município de Chapecó. O prefeito José Fritsch (PT) sancionou nesta quinta-feira, dia 3, a lei de autoria da Câmara de Vereadores, que trata sobre o tema. Fritsch destacou que a Europa exige certificados que comprovem a inexistência de produtos transgênicos nas áreas de onde importam mercadorias. O município de Chapecó é um dos principais pólos de exportação de carne do país.
Segundo o vereador Cláudio Vignatti (PT), já existem leis federais* e estaduais que proíbem o cultivo de transgênicos, mas a fiscalização não está sendo eficiente. Com a lei local, o objetivo é dar ao município o poder de polícia para controlar esta prática.
O diretor do Departamento de Agricultura de Chapecó, Luiz Carlos Borsuck, destaca que o objetivo é primeiro orientar produtores e supermercados, para depois tomar medidas de repressão e apreensão.
A fiscalização será feita pelo Departamento de Agricultura e Vigilância Sanitária. Borsuck disse que existe suspeita do cultivo de oito lavouras de soja transgênica no município.
ClicRBS, 03/01/02.
* Na verdade, os transgênicos estão proibidos em nível nacional através de uma decisão judicial e não de uma lei federal. O Congresso Nacional está tentando passar uma lei sobre o tema, mas o Projeto de Lei que está em discussão é muito ruim. Propõe a  liberação dos transgênicos no Brasil sem a necessidade de estudos de impacto para o ambiente ou para a saúde humana.

2. Irlanda descobre transgênicos em produtos rotulados como não-transgênicos e orgânicos
A Autoridade em Segurança dos Alimentos (FSA, na sigla em inglês) da Irlanda descobriu que alguns dos produtos alimentares rotulados como livres de transgênicos e orgânicos contêm traços de elementos transgênicos em sua composição.
“Esta atitude, além de confundir os consumidores, é extremamente oportunista devido aos benefícios de mercado obtidos pelos alimentos descritos como livres de transgênicos e orgânicos”, disse Dr. Patrick O’Manhony, especialista-chefe em biotecnologia da FSA. (...)
A pesquisa se concentrou no nível de transgênicos contidos em produtos de soja desidratada, leite de soja e alimentos infantis a base de soja.
O Dr. O’Mahony disse que já fez contato com a maior parte das indústrias alimentícias envolvidas e que elas estão cooperando para corrigir seus rótulos. (...)
Contudo, ele admite que as indústrias possam ter tido problemas em alguns casos em que produtos transgênicos e não-transgênicos plantados nos EUA foram despachados para o mesmo silo e ocorreu contaminação acidental. (...)
Irish Independent, 04/01/02.

3. Processadoras de grãos nos EUA querem segregação de transgênicos
Na divulgação dos resultados da terceira pesquisa anual com os processadores de grãos dos EUA, a Associação Americana dos Produtores de Milho (ACGA, na sigla em inglês) mostra que mais da metade das processadoras pesquisadas está requisitando segregação das variedades transgênicas das não-transgênicas, tanto na entrega às processadoras, quanto no campo. Quase 20% oferecem prêmios para o milho não-transgênico. A pesquisa abrangeu 1.149 processadoras de grãos em 11 estados do meio-oeste americano.
“Os resultados deixam claro o crescente nível de preocupação das processadoras quanto à sua capacidade de satisfazer seus clientes internacionais e de manter seus mercados de exportação”, disse Larry Mitchell, da ACGA.
“O número de acres plantados com variedades de milho transgênico despencou de cerca de 25 milhões, em 1999, para aproximadamente 16,4 milhões em 2001. Ao menos em parte, tal fato reflete as preocupações relativas ao mercado e a outros problemas que os agricultores relacionam ao cultivo de transgênicos”, disse Dan McGuire, diretor do programa ‘Escolha do agricultor - o cliente em primeiro lugar’, da ACGA.
“As dificuldades da segregação no campo, combinadas com os prêmios que têm sido oferecidos para as variedades não-transgênicas e com a constatação de que os transgênicos estão prejudicando as exportações, estão aparentemente se tornando incentivos mais fortes para que os agricultores optem por não cultivar transgênicos. (...)
Maiores informações sobre os dados da pesquisa no site http://www.acga.org
American Corn Growers Association, 19/12/01.

4. China divulga regras para a importação de transgênicos
Novas regras para produtos transgênicos entrarão em vigor na China a partir de 20 de março de 2002, disse o Ministro da Agricultura chinês na última segunda-feira. A definição encerrará a indecisão que durante seis meses causou o rompimento das negociações de importação de soja dos EUA. (...)
As novas regras incluem inspeção de certificados de segurança, classificação de importações e rotulagem dos transgênicos.
As regras de rotulagem publicadas na China em junho do último ano determinavam que a importação de transgênicos deveria ser acompanhada por um certificado de segurança, mas não trazia uma definição para este certificado e nem dizia como se poderia obter um, o que deixou os importadores inseguros.
As novas regras, agora publicadas em detalhes, explicam também que será criado um Comitê Nacional de Avaliação para aspectos relacionados à segurança dos transgênicos. O Ministro da Agricultura também criará um departamento para administrar a emissão de certificados de segurança para produtos transgênicos.
Dow Jones Newsires, 06/01/02.

5. Soja ilegal preocupa Abrasem
A Associação Brasileira dos Produtores de Sementes (Abrasem) vai encaminhar um alerta ao Ministério Público e ao Ministério da Agricultura sobre o cultivo ilegal de sementes transgênicas de soja no Brasil. A entidade quer providências das autoridades contra a atividade irregular, cujo crescimento ameaça desestruturar seu mercado, disse o diretor executivo da Abrasem, João
Henrique Hummel. O dirigente ressaltou que a Abrasem não pretende denunciar agricultores pela possível prática clandestina. Sua intenção, revela, é defender as empresas e a estrutura de pesquisa de cultivares ligada a elas. (...)
A entidade defende a liberação do cultivo de sementes geneticamente modificadas e avalia que o volume de utilização do produto clandestino já começa a assustar. (...)
Para o secretário da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, José Hermeto Hoffmann, as declarações do ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, a favor da liberação dos transgênicos, servem de estímulo ao produtor para buscar este método de cultivo. (...)
Hoffmann considerou ainda que o alerta da Abrasem sobre o cultivo irregular de soja no país chega com atraso e deveria ter sido encaminhado há três anos. (...)
Correio do Povo, 27/12/01.

6. Ovelha Dolly sofre de envelhecimento precoce
Primeiro animal clonado do mundo, a ovelha Dolly está sofrendo de artrite aos cinco anos e meio de idade. O anúncio, feito pelos cientistas, reabriu a polêmica sobre o envelhecimento precoce dos animais clonados e do desenvolvimento de problemas de saúde decorrentes de efeitos genéticos oriundos do processo de clonagem. (...)
O surgimento imprevisto da doença reforça a teoria de que o processo de clonagem pode provocar defeitos genéticos graves.
-- Infelizmente, essa é mais uma prova de que os procedimentos atuais de clonagem são ineficazes. Já sabíamos que somente uma pequena parcela dos embriões clonados chega a nascer, mas, agora, tudo indica que alguns desses animais se tornam mais vulneráveis a algumas doenças -- afirmou  Ian Wilmut, coordenador da equipe responsável pela clonagem da Dolly. (...)
Alguns cientistas defendem a tese de que animais clonados seriam propensos ao envelhecimento precoce. A clonagem é feita a partir do DNA de um indivíduo maduro, inserido num óvulo. Dolly foi criada a partir do material genético de uma ovelha de seis anos e, por isso, os especialistas discutem se ela teria cinco anos (seu tempo de vida) ou onze anos (a idade do DNA usado).
-- Os cientistas acreditam que podem combinar os genes de uma forma controlada, mas não podem. Esse controle é uma ilusão -- afirmou Sarah Kite, diretora de pesquisa da União Britânica pela Abolição da Vivissecção. -- A verdade é que ninguém compreende de que maneira exatamente os genes atuam e que tipo de problema podem desenvolver os animais sujeitos a técnicas de biotecnologia -- disse. (...)
O Globo, 05/01/02.

7. Ex-Monsanto responde a ação milionária nos EUA
A antiga Monsanto, uma das maiores empresas do mundo na área química, está sendo processada pelos moradores de uma cidade americana em um caso que pode valer uma indenização de vários milhões de dólares.
Cerca de 3.500 habitantes de Anniston, no Alabama, afirmam que a empresa poluiu os rios da região com uma substância refrigerante conhecida como PCB, que hoje está proibida, favorecendo o desenvolvimento de doenças como o câncer.
Eles também dizem que a empresa sabia dos danos que poderiam ser causados à saúde dos moradores, e que autoridades estaduais também ajudaram a Monsanto, que hoje se chama Solutia, a acobertar o caso. (...)
A Monsanto produziu PCB (bisfenol policlorotado) em Anniston de 1927 a 1971. Pouco depois, a substância foi proibida pelo governo americano por supostos riscos à saúde.
Um dos moradores da cidade, David Baker, disse à agência de notícias Associated Press que, devido à poluição causada pela fábrica da Monsanto, seu irmão morreu aos 16 anos, vítima de câncer de pulmão e de problemas cardíacos.
O próprio Baker garante que tem lesões de pele e outros problemas por causa do PCB. "Eles nos mentiram durante 25 ou 30 anos", afirmou ele.
A empresa insiste que não dá para afirmar com certeza que há uma relação entre a fabricação de PCBs e esse tipo de problema. "Há um estudo aqui e outro ali, mas nada de conclusivo", disse um advogado da Solutia à AP. (...)
No ano passado, a Solutia (ainda então chamada Monsanto) já foi forçada a fechar um acordo de US$ 40 milhões com 1.600 moradores de Anniston.
A Solutia também teve que gastar outros US$ 40 milhões em trabalhos de recuperação da região.(...)
BBC Brasil, 07/01/02.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Revolução nos arrozais
O padre francês Henri de Lalaunie é um experiente agricultor. Vindo de Madagascar em 1961, trouxe consigo a esperança de resgatar os pequenos agricultores da miséria. Lalauine observou a maneira como eles cultivavam arroz, alimento básico da ilha, e implantou seus próprios campos experimentais. Vinte anos depois, o padre formulou um novo conceito que permite a colheita de mais arroz plantando-se menos sementes. Assim foi desenvolvido o “Sistema de Intensificação de Arroz” (SIR).
Com o SIR, o arrozal recebe a quantidade exata de água para se desenvolver, evitando excessos ou escassez, mas as plantas invasoras precisam ser eliminadas mecanicamente. Ao fazê-lo, o padre Lalaunie descobriu que arejar a terra com enxada estimulava o crescimento das plantas. Assim, como resultado direto de seu trabalho, a quantidade de arroz colhida por hectare passou a ser o dobro da quantidade média produzida pelo método convencional.
O número de agricultores em diferentes países que adotam o SIR aumenta cada vez mais. Em Madagascar existem 50 mil rizicultores cultivando sob este método. Outros países como a China, Blagadesh, Sri Lanka e Camboja demonstraram boa aceitação pela técnica. Agora especialistas aguardam os resultados de estudos do Camboja, feitos pela Universidade Wageningen, da Holanda. “O grande salto do SIR virá quando ficar realmente provado que o método confere maior eficiência ao uso da água e da terra, ao mesmo tempo que ajuda a preservar o ambiente e proporciona uma produção maior e melhor.
Poucos rizicultores precisam dobrar sua colheita, por isso sobrará espaço na lavoura para o cultivo de outros cereais e hortaliças. As famílias terão mais alimentos e também novas oportunidades de fontes de renda”, afirma Norman Uphoff, professor da Universidade de Cornell, N.Y.
RECEITAS CONTRA A FOME. Histórias de sucesso para o futuro da agricultura. São Paulo: Greenpeace, 2001.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************

#297 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 25 de Jan de 2002 9:50 pm
Assunto: BOLETIM 98 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

A Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos” convida a todos para Seminário no II Fórum Social Mundial

A Campanha “Por um Brasil Livre de Transgênicos" tem o prazer de convidar-lhes a participar do Seminário “Ação contra os transgênicos: construindo alianças - mobilizando a sociedade”, que acontecerá no II Fórum Social Mundial - Porto Alegre - RS.

O objetivo deste espaço será o de articular as diferentes iniciativas de trabalho contra a liberação e a disseminação precoce dos transgênicos no mundo e propor ações comuns neste sentido.

O Seminário será realizado entre os dias 3 e 4 de fevereiro de 2002, das 14:00 h às 18:00 h, no salão de artes número 1 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul / UFGRS, localizada na Rua Paulo Gama 110, Porto Alegre - RS.

A programação do evento segue logo abaixo.

Contamos com sua presença!
Vamos juntos lutar por um Mundo Livre de Transgênicos!

Seminário
“Ação contra os transgênicos: construindo alianças - mobilizando a sociedade”
Proponente: Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos”

03/02 - 14:00 pm
Impactos dos transgênicos: novas evidências

Coordenador: Sezifredo Paz - IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor / Brasil
ideccampanha@...

Impactos econômicos:
Peter Rosset - Food First / EUA

Impactos ambientais:
Rubens Nodari - Professor da Universidade Federal de Santa Catarina / Brasil

Impactos na saúde:
Mae Wan Ho - Instituto de Ciências na Sociedade / Inglaterra

03/02 - 16:00 pm
Estratégias pró-transgênicos: entender para combater

Coordenadora: Magnólia Said - Esplar - Centro de Pesquisa e Assessoria - Ceará / Brasil
                                            esplarcp@...

Estratégias das empresas
Patrick Mooney - ETC - Grupo de Ação sobre Erosão, Tecnologia e Concentração / Canadá

Comércio International
Mark Ritchie - IATP - Instituto de Políticas Agrícolas e Mercadológicas / EUA
                                     
O Caso do Brasil
Vitor Pelaez - Professor da Universidade Federal do Paraná/ / Brasil
Elvino Bonn Gass - Deputado Estadual do Rio Grande do Sul / Brasil
                                   
04/02 - 14:00 pm
A luta contra os transgênicos no mundo

Coordenadora: Maria Emília Pacheco - Fase - Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educacional / Brasil
fase@...

América do Norte
Renske Van Staveren - GEAN - Rede de Ação sobre Engenharia Genética / EUA

União Européia
Fréderic Prat

América Latina
Karen Nansen - Rede Por Uma América Latina Livre de Transgênicos

Brasil
Marijane Lisboa - Campanha “Por um Brasil livre de Transgênicos”
Aurélio Rios - Procurador da República / Brasil

04/02 - 16:00 pm
Propostas de ação comum

Coordenadora: Ana Toni  ActionAid Brasil
                            actionaid@...

Alternativas aos Transgênicos
Jean Marc von der Weid - Campanha “Por um Brasil livre de Transgênicos”
                                                
Moratória no Brasil
Adriano Campolina - Campanha “Por um Brasil livre de Transgênicos”    
Francisco Miguel de Lucena - Contag - Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura / Brasil

Moratória Internacional
Gerd Leiopold - Greenpeace Internacional
                    
**************************************************************
Neste número:

1. Nações Unidas investem US$ 38,4 milhões em biossegurança
2. Itália não tolerará a contaminação de sementes com transgênicos
3. Ministério vai lançar manual para fiscalizar transgênicos
4. Distância usada para isolar campos experimentais de transgênicos não é segura
5. Agricultores canadenses processarão Monsanto
6. A polêmica do porco-espinafre japonês
Efeitos colaterais dos herbicidas na produção agrícola
O Roundup
Eventos
Painel Exportação de soja para a Europa: o desafio da certificação
Inauguração de Jardim Permacultural

**************************************************************

1. Nações Unidas investem US$ 38,4 milhões em biossegurança
Um programa milionário de pesquisas para avaliar o impacto dos organismos vivos modificados (Living Modified Organisms, ou LMOs) e capacitar os países que vão comercializá-los foi anunciado pelo diretor do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma), Klaus Toepfer, em Nairóbi, no Quênia.
Organismos Vivos Modificados é o nome atribuído a organismos geneticamente modificados (OGMs), ou transgênicos vivos. O programa prevê investimentos de US$ 38,4 milhões do Fundo Ambiental Mundial (GEF) para estudos de biossegurança, envolvendo avaliações relativas à saúde humana e ao meio ambiente em cerca de 100 países em desenvolvimento, nos próximos 3 anos.
A idéia é preparar tais países para a entrada em vigor do Protocolo de Biossegurança de Cartagena, adotado em janeiro de 2000. O Protocolo conta com 107 assinaturas e 10 ratificações. São necessárias 50 ratificações para sua entrada em vigor. "Apesar das empresas estarem convencidas das vantagens do uso dos LMOs, ainda há muitas dúvidas sobre os riscos ambientais e de saúde a eles relacionados", disse Toepfer. "O Protocolo de Cartagena é uma tentativa de conciliar o comércio e o meio ambiente neste campo. Não apenas como o primeiro tratado ambiental legal a institucionalizar o princípio de precaução, como por estabelecer procedimentos de acordos de informação avançada". Segundo tais acordos, o país exportador de LMOs é obrigado a informar aos países importadores, que então decidem se querem ou não receber a carga. Para que este tipo de decisão seja tomada de forma consciente, é importante que os órgãos encarregados da biossegurança tenham parâmetros nacionais e conheçam o impacto de cada tipo de organismo comercializado, o que, em princípio, deve ser o resultado do programa do Pnuma.
Agência Estado, 16/01/02.
Zero Hora, 17/01/02.

2. Itália não tolerará a contaminação de sementes com transgênicos
A Itália não tolerará contaminações acidentais de sementes com transgênicos e investirá 50 milhões de Euros para executar politicamente esta decisão, disse o ministro da agricultura Giovanni Alemanno, na última semana.
“A posição que temos sobre as sementes é de 'tolerância zero' dentro dos limites técnicos”, disse Alemanno. (...)
Agricultores italianos esperam semear em torno de 1,5 milhões de hectares de milho e soja nesta primavera, declarou um grupo de agricultores.
Oficiais de indústrias de sementes disseram que será muito difícil garantir a ausência completa de transgênicos nos carregamentos de sementes. (...)
Em resposta à reação pública sobre a segurança desta tecnologia a União Européia impôs a moratória para importação de alimentos transgênicos, tolerando somente o nível de 1% de transgênicos em cada produto.
PM ET, 24/01/02.

3. Ministério vai lançar manual para fiscalizar transgênicos
Ainda em fevereiro, o Ministério da Agricultura brasileiro vai lançar um manual para fiscalização de organismos geneticamente modificados (OGMs).
O objetivo é harmonizar as regras, em todo o Brasil, do acompanhamento das pesquisas liberadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e ainda combater as áreas clandestinas, facilitando o trabalho dos fiscais, que saberão como autuar irregularidades.
O diretor de defesa e inspeção vegetal do Ministério, Odilson Ribeiro, explica que o manual está praticamente aprovado, mas ainda falta uma reunião conclusiva. Depois de serem lançadas as regras, o texto final ficará 90 dias disponível para consulta pública e somente então será editado. Para Ribeiro, são informações que darão mais confiabilidade aos fiscais.
Por enquanto, Ribeiro explica que vem recebendo denúncias de entidades ligadas ao setor de sementes de que existem áreas com plantio irregular de soja transgênica, principalmente no Rio Grande do Sul. Mas observa que em nenhum momento as denúncias indicam a área e o produtor responsável pela ilegalidade, o que dificulta o trabalho de uma equipe de fiscalização, que é reduzida. (...)
A CTNBio, órgão técnico e científico ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia que trata da análise dos produtos transgênicos, informa que não tem responsabilidade em caso de plantio de áreas clandestinas, mas que em caso de suspeita de cultivo ilegal é o órgão fiscalizador do Estado que deve comunicar o fato ao Ministério da Agricultura. (...)
No final do mês, uma comissão de japoneses estará no Brasil. O principal interesse do grupo é a produção de alimentos livres de transgênicos. (...)
Zero Hora, 22/01/02.

4. Distância usada para isolar campos experimentais de transgênicos não é segura
A perspectiva para a aprovação comercial dos transgênicos no Reino Unido é ainda mais incerta após as mudanças na política de governo para o futuro das tecnologias transgênicas.
Em uma resposta pouco divulgada a um relato crítico sobre as controvertidas avaliações dos campos experimentais a céu aberto, publicada em 17/01/02, a ministra do meio ambiente, Margaret Beckett, disse que:
* Os resultados das avaliações de transgênicos são insuficientes para a sua permissão comercial;
* Haverá um debate público sobre a liberação comercial dos transgênicos;
* Existe um processo para aumentar massivamente as distâncias entre os cultivos transgênicos e os não-transgênicos para a proteção de agricultores vizinhos contra a contaminação; (...)
A avaliação de ONGs inglesas que estão lutando contra a liberação dos transgênicos é a de que o governo se distanciou dos resultados obtidos nos campos experimentais a céu aberto declarando que as decisões sobre o cultivo de transgênicos deverão agora “se basear não só nos resultados dos experimentos a céu aberto” e  que “deverá haver discussões públicas sobre a possibilidade da introdução comercial dos cultivos transgênicos”.
As distâncias para a separação entre os cultivos transgênicos e os não-transgênicos foram estabelecidas para assegurar uma contaminação máxima de 1%. O governo agora reconhece “que a distância de separação deve ser maior para assegurar que no máximo, por exemplo, a contaminação por polinização cruzada seja de 0,1%”. O que pode representar um enorme aumento nas distâncias para separação dos cultivos. No último ano, a Comissão Ambiental propôs que a produção de canola, para obter a contaminação máxima de 0,3%, irá necessitar de uma distância de separação de 5 km.(...)
As ONGs avaliam que um país pequeno como a Inglaterra não poderá produzir transgênicos e não transgênicos ao mesmo tempo. (...)
Just-food.com, 21/01/02.

5. Agricultores canadenses processarão Monsanto
Um grupo de agricultores do Canadá que cultivam sementes orgânicas disse hoje que vai entrar com uma ação judicial contra os gigantes de biotecnologia Monsanto e Aventis para receber indenização por danos causados pela canola geneticamente modificada que está atingindo seus campos. “Estamos pedindo por danos pelas perdas de canola em nossas plantações no passado, presente e futuro e esperamos obter um mandado para impedir a introdução do trigo geneticamente modificado”, disse Marc Loiselle, presidente da Organização Orgânica de Saskatchewan (SOD), um grupo que representa cerca de mil agricultores orgânicos da Província de Saskatchewan, Canadá.(...)
Eles alegam que as plantações geneticamente modificadas são uma ameaça ao meio ambiente e à pureza genética da indústria da agricultura orgânica. Os órgãos que concedem certificados a produtos orgânicos têm tolerância zero com os organismos geneticamente modificados (OGMs) no suprimento de sementes. Eles também proíbem os agricultores de produtos orgânicos de aplicar nas plantações a maioria das substâncias químicas. Além disso, estes agricultores devem se basear na rotação de culturas, que inclui o plantio alternado de canola e trigo para controlar as pragas. Cerca de 60% da canola cultivada em Saskatchewan é geneticamente modificada para resistir às pragas.
O Globo Online, 11/01/02.

6. A polêmica do porco-espinafre japonês
Pesquisadores de uma universidade japonesa anunciaram ontem ter criado um porco transgênico com um gene de espinafre. O suíno com gene vegetal causou polêmica. Teoricamente, trata-se do primeiro mamífero com gene de planta do mundo. (...)
O coordenador da equipe de pesquisa, Akira Iratini, da Universidade de Kinki reconheceu que seu suíno transgênico teria pouquíssima ou nenhuma utilidade, pois apenas 1% dos filhotes nascem vivos. (...)
Porcos têm sido alvo de experiências bizarras. Numa das mais recentes, foram criados suínos com patas e focinhos fosforescentes, devido à inserção de um gene de água viva.
O Globo, 25/01/02.

Efeitos colaterais dos herbicidas na produção agrícola
O Roundup
A expansão do plantio de soja transgênica merece uma visão abrangente para que possam ser avaliados seus efeitos colaterais no ambiente em geral e, especificamente, nas plantas. Na fruticultura, por exemplo, são usados diversos agrotóxicos que acabam aumentando a incidência de pragas e doenças e/ou aumentando sua resistência aos tratamentos químicos. O uso de agrotóxicos também pode alterar o ecossistema do solo, atuando diretamente sobre os seres vivos nele existentes como minhocas, insetos, bactérias, fungos benéficos e outros, podendo causar também erosão e compactação do solo.
Um destes agrotóxicos de utilização generalizada em plantas transgênicas é o herbicida Round-Up, que tem como princípio ativo o glifosato.
Diversos são os danos comprovados pelo uso de glifosato tanto para o ambiente como para as plantas. Um deles é causado pelo fato do glifosato ter alta capacidade de se fixar à argila (um dos componentes do solo). Ele já foi encontrado no solo em quantidades de 6 a 18% do produto aplicado nas folhas após um ano de sua pulverização em florestas de clima frio.
Outra grave complicação é o fato do glifosato inibir a produção de fitoalexinas, (compostos fenólicos) que participam diretamente do mecanismo geral e básico de defesa das plantas, o que foi comprovado em experimentos com feijoeiro, soja, batata, tomate, pinheiros, citros, macieira e diversas outras espécies. É comprovado também que o glifosato estimula o aumento de esporos de fungos que causam podridões nas raízes. Doses de um centésimo do recomendado que derivam na pulverização são suficientes para inibir a expressão de resistência das plantas à podridão da raíz em soja e em macieira, por exemplo.
As plantas invasoras não são mortas diretamente pelo herbicida e sim pelo ataque de organismos oportunistas que se aproveitam da desativação do mecanismo natural de defesa da planta. O herbicida, portanto, acaba transformando o mato e outras plantas em comida para estes fungos. Isto significa que os fungos do solo é que matam as plantas invasoras. Logo, com o cultivo de plantas transgênicas resistentes ao glifosato, como a Soja Roundup Ready (RR), da Monsanto, o problema de doenças do solo deverá se agravar, levando ao maior uso de herbicidas e, consequentemente, de fungicidas para controlar o agravamento de podridões de raízes gerados pelo uso de glifosato.
Tokeshi, Hasime. A relação entre o uso de agrotóxicos e o aparecimento de pragas e doenças. São Paulo: IV Encontro de produtores de Agricultura Natural.

Eventos
Painel Exportação de soja para a Europa: o desafio da certificação
O Governo do Estado do RGS, através da Secretaria da Agricultura e Abastecimento e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), promove no próximo dia 29/01/02, às 9h, no auditório do BRDE, o painel "Exportação de soja para a Europa: o desafio da certificação".
O evento tem como objetivo discutir uma forma transparente e segura de estabelecer uma relação de confiança entre produtores gaúchos e consumidores europeus na comercialização de grãos. Participarão do evento representantes de entidades européias e gaúchas ligadas à produção e exportação de soja.

Inauguração de Jardim Permacultural
Na próxima quarta-feira, dia 23/01, às 19:30 horas, será inaugurado o Jardim Permacultural , situado em frente ao moinho, no Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
A proposta é aproveitar as áreas públicas para passar informações às pessoas. Assim o parque deixa de ser contemplativo e passa a ser didático, informativo. O projeto faz parte de uma parceria do Instituto Bem Estar e da prefeitura de Porto Alegre.


***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************

#298 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 18 de Jan de 2002 9:03 pm
Assunto: BOLETIM 97 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

A CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) publicou esta semana sua Instrução Normativa Nº 20, que dispõe sobre as normas para avaliação da segurança dos alimentos transgênicos para o consumo humano e animal.

Segundo representantes da CTNBio, o documento foi redigido para atender à decisão judicial, fruto da Ação Civil Pública impetrada pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e pelo Greenpeace, ambos membros da Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos”, que determina que nenhum organismo geneticamente modificado poderá ser liberado ou comercializado no Brasil até que a CTNBio publique normas relativas à segurança alimentar e à rotulagem dos transgênicos, os termos de referência para a elaboração da avaliação dos riscos à saúde e que sejam realizados os Estudos de Impacto Ambiental.

Em matéria publicada no Jornal do Brasil em 17/01/02, Cristina Passos, membro da CTNBio, declara que “a decisão colocou por terra as resistências jurídicas à venda de transgênicos em larga escala”.

Mais uma vez, lamentamos profundamente a conduta da CTNBio pela falta de transparência e de seriedade em suas ações, assim como pela prepotência em falar, sem nenhum fundamento, em nome do Poder Judiciário.

Esta Instrução Normativa foi elaborada sem a participação da sociedade, não tendo havido sequer uma consulta pública -- ao contrário do que Esper Cavalheiro, presidente da Comissão, garantiu aos membros da Campanha quando assumiu o posto, em março de 2001: dali para frente a CTNBio seria um organismo aberto e transparente.

É também simplesmente absurdo o entendimento da Comissão de que a publicação da Normativa “coloca por terra” a decisão judicial.

Como acabamos de dizer, a decisão determina a elaboração de Estudos de Impacto Ambiental para a liberação de transgênicos -- o que ainda não foi feito. Mais que isso, os critérios para a elaboração dos Estudos de Impacto Ambiental de organismos transgênicos ainda não foram definidos pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente - MMA).

A decisão também determina a publicação de normas de rotulagem para alimentos transgênicos de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. De fato, o presidente da república publicou, em julho de 2002, o Decreto 3.871, que disciplina a rotulagem de alimentos transgênicos no Brasil. O Decreto, no entanto, está em total desacordo com o Código de Defesa do Consumidor, motivo pelo qual está sendo questionado na justiça através de uma Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público Federal e pelo Idec.

Para completar, jamais a publicação de uma Instrução Normativa suspenderia automaticamente o vigor de uma decisão judicial. Para que ela seja suspensa, o caso precisa voltar à Justiça e passar por novo julgamento, considerando os novos fatos.

Há, ainda, uma série de problemas técnicos na nova Instrução Normativa. Em primeiro lugar, ela se refere apenas a plantas geneticamente modificadas, desconsiderando por completo os animais geneticamente modificados e, por conseguinte, os alimentos mistos, como aqueles que contém ingredientes de origem vegetal e animal.

A Normativa também só considera, para fins de análise, efeitos de alergenicidade e toxicidade, deixando de lado um sem número de outros efeitos possíveis, como, por exemplo, disfunções hormonais (como as que ocorrem em decorrência do consumo de alimentos contaminados com agrotóxicos) e riscos epidemiológicos.

Além disso, todas as solicitações do documento -- escandalosamente superficiais e genéricas -- são dirigidas às empresas de biotecnologia que estiverem solicitando a liberação de seus produtos transgênicos. Não está prevista a consulta a organismos científicos independentes.

Está marcada para segunda-feira uma reunião inter-ministerial sobre transgênicos, convocada pela Presidência da República. Teme-se que esta reunião esteja relacionada com a publicação desta Instrução Normativa e que seja mais uma manobra do Ministério de Ciência e Tecnologia e do Ministério da Agricultura para forçar os Ministérios do Meio Ambiente e da Saúde a aceitar a introdução dos transgênicos no Brasil.

As entidades da Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos” estão avaliando que providências tomar a esse respeito. Pelo jeito, o Governo está começando o ano com pique total na sua ofensiva para liberar os transgênicos a qualquer custo. Mas nós também estamos com pique total para impedir estes atropelos e nenhuma ação ficará sem reação.

Convocamos a todos para agir contra esta nova investida do governo, mandando e-mails para o Presidente Fernando Henrique Cardoso através do site do Greenpeace:
http://www.greenpeace.org


**************************************************************
Neste número:

1. Novas pesquisas desafiam os fundamentos da engenharia genética
2. Croácia barra transgênicos
3. Pratini teme por negócios com milho
4. Brasil tem 304 empresas de biotecnologia
5. Fim de experimentos com transgênicos
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Equipamentos para o plantio conservacionista em Santa Catarina
Cursos e eventos
Curso de pós-graduação “lato sensu em Cafeicultura Orgânica
Seminário Em defesa do milho

**************************************************************

1. Novas pesquisas desafiam os fundamentos da engenharia genética
Uma nova revisão da literatura científica, publicada na edição de fevereiro da Harper`s Magazine pelo Dr. Barry Commoner, levanta sérios questionamentos a respeito da segurança dos alimentos geneticamente modificados. O estudo demonstra que a indústria da bioengenharia apóia-se numa teoria de 40 anos de idade, onde os genes desempenham total controle na transmissão de caracteres aos descendentes em todas as formas vivas. De acordo com esse “dogma central”, o resultado da transferência de um gene de um organismo para outro é sempre “específico, preciso e previsível” e, portanto, seguro.
A pesquisa de Commoner reuniu estudos recentes que comprovam que os genes das plantas (não só os transgenes) podem ser alterados e fragmentados nas plantas transgênicas. O Dr. Commoner alerta: “os cultivos transgênicos representam um vultoso experimento não-controlado cujas conseqüências são inerentemente imprevisíveis”. E conclui afirmando que “os resultados podem ser catastróficos”.
Commoner considera que o dogma central, uma explicação sedutoramente simples sobre o processo de herdabilidade, levou a maioria dos biólogos moleculares a acreditar que era "bom demais para não ser verdade". Como resultado, o dogma central tem sido imune ao crescente acúmulo de dados que o contradizem, permitindo que a indústria de biotecnologia imponha sagazmente à agricultura uma tecnologia cientificamente inviável.
O estudo nos permite ter a certeza de que os argumentos sobre segurança sustentados pelas indústrias são baseados em conceitos que não contemplam o rigor científico.
Newswire, NY, 15/01/2002

2. Croácia barra transgênicos
Apesar do lobby americano, a Croácia está prestes a adotar uma legislação banindo a produção e limitando as importações de transgênicos. “Os EUA têm o direito de articular lobbies com oficiais croatas, mas nós temos o direito de proteger nossos interesses nacionais, nosso setor de ecoturismo e nossa produção de alimentos orgânicos”, disse Kovacevic, ministro do meio ambiente da Croácia.
Um dia após a embaixada americana de Viena ter divulgado uma nota à imprensa fazendo uma apologia aos transgênicos, agricultores americanos e canadenses desembarcaram na Croácia para discutir com agricultores e políticos croatas sobre suas desastrosas experiências com o cultivo de plantas transgênicas.
Valor Econômico, 15/01/2002; ANPED e Green Cátion Zagreb

3. Pratini teme por negócios com milho
Preocupado com a oferta de milho, o Ministro da Agricultura, Pratini de Moraes convocou uma reunião emergencial para avaliar o impacto da seca sobre a produção do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A quebra de safra está estimada entre 15% e 25% no Rio Grande do Sul e em até 30% no Oeste de Santa Catarina.
Esta redução poderia justificar a necessidade de compra de milho argentino ou americano, ambos transgênicos. O governo reviu os números da importação e elevou de 600 mil para 1 milhão de toneladas o volume necessário a ser importado. O movimento pode causar novas disputas judiciais, dado que a produção, comercialização e importação de produtos transgênicos no país são proibidos por decisão judicial.
Valor Econômico, 15/01/2002 e 17/01/2002

4. Brasil tem 304 empresas de biotecnologia
Pesquisa patrocinada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e executada pela Fundação Biominas revela que o Brasil já tem 304 empresas atuando na área de biotecnologia. Segundo Valéria Judice, coordenadora do estudo, apesar da relevância e do potencial de expansão da biotecnologia empresarial e da bioindústria, não havia, até então, dados sistematizados do universo do setor atuando no país.
Jornal do Comércio, 11/01/2002

5. Fim de experimentos com transgênicos
A empresa do ramo de sementes, Advanta Seeds BV, fecha definitivamente as portas de seu laboratório para experimentos com plantas transgênicas. A decisão representa que esse tipo de teste será praticamente encerrado na Holanda, dado que a Advanta é, de longe, a maior empresa do setor.
“Em geral, os consumidores daqui não querem nem ouvir falar sobre alimentos geneticamente modificados”, diz Cees Noome, representante da Advanta. Ele está convencido que os produtos transgênicos retornarão à Europa em 10 anos, “mas dessa vez, licenciados por alguma empresa americana de biotecnologia como a Monsanto”.
As indústrias de laticínios e os supermercados da Europa baniram os transgênicos de seus produtos temerosos da rejeição dos consumidores.
NRC Newspaper, Rotterdam, 12/01/2002

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Equipamentos para o plantio conservacionista em Santa Catarina
O preparo do solo é uma fase do processo de produção agrícola que pode apresentar sérios riscos de degradação ambiental. No sistema convencional, ele é feito através da aração e da gradagem. O arado foi introduzido no Brasil pelos primeiros imigrantes europeus e a grade foi tomada de empréstimo da engenharia civil, mais especificamente do preparo de solo para leitos de estradas. Desenvolvidas para atuarem em ambientes e atividades que não a agricultura tropical, não é de se estranhar o fato das duas apresentarem baixa adaptação aos princípios de um manejo do solo que favoreça a manutenção de sua capacidade produtiva ao longo do tempo.
Nos anos 70, frente a uma onda de modernização da agricultura, iniciaram-se os primeiros movimentos de técnicos e agricultores na busca de práticas conservacionistas de manejo do solo como alternativa ao processo de degradação. Em 1978, na região oeste de Santa Catarina, responsável por 2/3 dos grãos colhidos no Estado, um agricultor, com a assessoria de um extensionista, realizou a primeira experiência com cultivo mínimo (técnica que revolve apenas as faixas de solo que receberão as sementes), semeando milho em sulcos abertos por tração animal numa área com resíduos de uma leguminosa, a ervilhaca (Vicia sativa). A partir desse passo, outras práticas, como o uso de adubação verde e de cobertura morta, a adoção do plantio direto (sem aração nem gradagem) e o plantio em nível foram ficando mais presentes na agricultura catarinense.
Todas essas inovações passaram a exigir também uma evolução adaptativa dos implementos agrícolas tracionados por animais. Parcerias entre entidades de pesquisa, pequenos agricultores e fabricantes de maquinaria agrícola resultaram no desenvolvimento de máquinas e equipamentos apropriados às condições da agricultura familiar agroecológica da região, sendo inclusive exportados para mais de 20 países.
Para exemplificar esse processo de experimentação e geração de tecnologia, cita-se o caso de uma família de agricultores do Município de Agrolândia  SC, que desenvolveu uma máquina de plantio direto a tração animal. Com este equipamento a família está conseguindo colher cerca de 7.200 kg/ha de milho (quando a média nacional não passa de 2.000 kg/ha) utilizando adubo verde e aproveitando o esterco de suínos na forma líquida como adubo orgânico.
Manejo del suelo en pequeñas fincas. Estrategias y métodos de introducción, tecnologías y equipos. Roma: FAO, 2000. (Boletín de suelos de la FAO, 77)

Cursos e eventos
Curso de Pós-Graduação "lato-sensu" em Cafeicultura Orgânica
A Escola Superior de Agricultura e Ciências de Machado vem oferecer ao setor agropecuário a oportunidade de aperfeiçoamento tecnológico. O Curso de Especialização em Cafeicultura Orgânica tem por objetivo formar profissionais de nível superior com capacitação tecnológica para exercerem funções de docência e de preservação do meio ambiente em estabelecimentos ligados à cafeicultura e ao beneficiamento de café, estando aptos para a intermediação eficiente entre os níveis de gerenciamento e os de operadores com menor qualificação profissional.
Informações: ESACMA (35) 3295-3578 esacma@...

O Seminário En Defensa Del Maiz terá como objetivo analisar a situação atual do principal cultivo do México, base de sua cultura, de sua alimentação e da produção familiar e patrimônio coletivo da humanidade.
23 e 24 de janeiro, México. Maiores informações ceccam@...

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************


#299 De: "Luiz Meira" <luizmeira@...>
Data: Qui, 3 de Jan de 2002 1:46 am
Assunto: cantaminacao de culturas nativas
luizmeira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
 
nature 29 November 2001
Letters to Nature
Nature 414, 541 - 543 (2001) © Macmillan Publishers Ltd.

Transgenic DNA introgressed into traditional maize landraces in Oaxaca, Mexico

DAVID QUIST AND IGNACIO H. CHAPELA

Department of Environmental Science, Policy and Management, University of California, Berkeley, California 94720-3110, USA

Correspondence and requests for materials should be addressed to I.H.C. (e-mail: ichapela@...).


Concerns have been raised about the potential effects of transgenic introductions on the genetic diversity of crop landraces and wild relatives in areas of crop origin and diversification, as this diversity is considered essential for global food security. Direct effects on non-target species, and the possibility of unintentionally transferring traits of ecological relevance onto landraces and wild relatives have also been sources of concern. The degree of genetic connectivity between industrial crops and their progenitors in landraces and wild relatives is a principal determinant of the evolutionary history of crops and agroecosystems throughout the world. Recent introductions of transgenic DNA constructs into agricultural fields provide unique markers to measure such connectivity. For these reasons, the detection of transgenic DNA in crop landraces is of critical importance. Here we report the presence of introgressed transgenic DNA constructs in native maize landraces grown in remote mountains in Oaxaca, Mexico, part of the Mesoamerican centre of origin and diversification of this crop.



Macmillan MagazinesNature © Macmillan Publishers Ltd 2001 Registered No. 785998 England.

#300 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Qua, 27 de Mar de 2002 6:35 pm
Assunto: BOLETIM 107 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Para acalorar ainda mais o debate atual acerca da liberação ou não das sementes transgênicas para cultivo no Brasil, alguns veículos da imprensa brasileira (sobretudo do sul) vêm noticiando, durante as últimas duas semanas, dois importantes fatos ocorridos no Paraná.

O primeiro são os resultados de um trabalho acadêmico (já divulgado no Boletim 106) realizado na PUC do Paraná, comparando os custos de produção entre a soja transgênica e a soja convencional.(1)

O trabalho confirma as informações que vimos divulgando há alguns anos: a soja transgênica se mostra (ao longo dos anos) mais cara para o produtor e menos produtiva.

Estas informações colocam por terra os principais argumentos usados pela indústria e pelo governo federal (que costuma repetir os argumentos da indústria).

O outro fato importante vem como resultado do enorme número de apreensões de cultivos transgênicos ilegais no estado do Paraná, realizadas nas últimas semanas. Organizações importantes, como a Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) -- que é uma organização de grandes agricultores --, estão se posicionando publicamente sobre a enorme preocupação que os cultivos transgênicos representam para o mercado no estado.

Conforme noticiado no jornal Gazeta do Povo (Curitiba), “segundo a Faep, entre 70% e 80% das exportações de soja paranaense abastecem os mercados europeu e asiático, que não são compradores de alimentos geneticamente modificados”.

Deni Schwartz, Secretário da Agricultura do Estado do Paraná, em entrevista concedida também à Gazeta do Povo, declarou que “o que nos preocupa muito é outra área, que não é a científica nem a ambiental. É a questão do mercado. Recentemente consultei a Sadia sobre transgênicos. A empresa não aceitaria aves alimentadas com este tipo de produto, pois vai perder mercado na Ásia e na Europa. Se perdermos mercado por conta dos transgênicos, teremos uma crise social no Paraná.”

Tanto a Faep, como a Secretaria de Agricultura (Seab), também estão desmistificando as super-projeções das áreas de transgênicos (entre 25% e 30% da produção do estado). As propriedades que plantam soja transgênica identificadas pela Seab representam apenas 0,01% da área estadual dedicada à oleaginosa.

Carlos Augusto Albuquerque, assessor de economia da Faep, considera estas projeções sobre a participação da soja transgênica na safra estadual um exagero. “Dizem que o número é grande para forçar uma situação. São pessoas que vendem sementes ou vendem Roundup”.

Mas o mais curioso de tudo isto é a reação da Monsanto e da Embrapa a estas informações. Segundo matéria publicada na Gazeta Mercantil do Sul, em 19/03, elas “se recusaram a comentar os estudos feitos no Paraná que apontam perda de mercado e renda se o Brasil liberar o cultivo do cereal geneticamente modificado. A assessoria da Monsanto informou que a multinacional não se pronuncia sobre o assunto porque ele está sendo discutido na justiça. (...) A assessoria da Embrapa informou que a estatal de pesquisa se preocupa apenas com os aspectos técnicos, e não comerciais, dos transgênicos (desde 1997, a Embrapa desenvolve, em parceria com a Monsanto, pesquisas com a variedade RR) (2)”.

O silêncio da indústria e da empresa governamental neste momento diz muito.

Estas evidências práticas e científicas sobre os prejuízos que a liberação dos transgênicos traria para o País devem ser avaliadas com atenção pelos parlamentares que irão, em breve, votar o Projeto de Lei que visa à liberação destas sementes em nosso território.

(1) Karly, Ralf, BALCEWICZ, Luiz Carlos. Estudo comparativo de custos de produção entre a cultura de soja (Glicyne Max L. Merril) transgênica e soja convencional nos Estados Unidos da América e no Brasil. Curitiba: PUC-Paraná, 2001.
(2) Roundup Ready (RR) é o nome comercial da soja transgênica desenvolvida e comercializada pela empresa Monsanto, que é resistente ao herbicida Roundup, da mesma empresa.

**********************************

Os líderes dos partidos políticos PMDB, PSDB, PFL, PTB e PPB na Câmara dos Deputados assinaram um requerimento para colocar a votação do Projeto de Lei (PL) que visa à liberação dos transgênicos no Brasil dispensando a realização de estudos de impacto ambiental e a avaliação de riscos à saúde humana, de autoria do Dep. Confúcio Moura (PMDB/RO), em regime de urgência.

Este requerimento, no entanto, ainda não foi apresentado no plenário da Câmara. Há rumores de que isto acontecerá após a Páscoa.

Se por um lado, um pedido de urgência é algo bastante grave, por outro lado, diante do contexto político atual, o fato de um PL estar em regime de urgência não garante que ele seja votado logo. Há inúmeras outras matérias também neste regime, de importância política e urgência muito maiores do que a liberação dos transgênicos.

As organizações da sociedade civil estão mobilizadas num esforço de articular os deputados e partidos a se posicionarem contra a aprovação deste PL e atentas aos acontecimentos.

É importante que este esforço continue também nos estados. Uma mobilização ampla, mexendo com forças políticas locais e regionais, pode ter resultados maiores do que se imagina.

**************************************************************
Neste número:
1. Transgênico pode reduzir exportações
2. Teste questiona potencial de “biofábricas”
3. Governo suíço liquida experimento com planta transgênica
4. Regras chinesas para soja travam vendas brasileiras
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Controle biológico ao alcance das crianças

**************************************************************

1. Transgênico pode reduzir exportações
Secretário de Estado da Agricultura, Deni Schwartz, teme uma crise social por conseqüência da adoção de grãos modificados
Os fiscais da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) encerraram a semana contabilizando 17 propriedades paranaenses em que foi confirmado o plantio de soja geneticamente modificada. O cultivo da variedade Roundup Ready, desenvolvida pela multinacional norte-americana Monsanto, está proibido no país por uma decisão judicial.
Em termos de volume, as propriedades identificadas representam cerca de 0,01% da área dedicada à oleaginosa no Paraná. Para o secretário Deni Schwartz, da Agricultura, esse é o principal indicador de que a situação não é para se alarmar. "A questão dos transgênicos está sob controle no estado", afirmou o secretário. Porém, em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, ele disse temer uma crise social no Paraná, caso haja perda de mercado, conseqüência da adoção de transgênicos. (...)
Gazeta do Povo, 24/03/02.

2. Teste questiona potencial de “biofábricas”
Uma droga produzida no leite de ovelhas transgênicas para tratar doenças graves como fibrose cística e enfisema teve seus testes em humanos suspensos, informou a rede de notícias britânica BBC. A suspensão dos testes lança dúvidas sobre o potencial do uso de animais geneticamente alterados como 'fábricas' de proteínas.
Os cientistas da PPL Therapeutics, a empresa britânica que criou a ovelha clonada Dolly, querem entender exatamente por que a substância levou à piora do estado de alguns pacientes do teste clínico antes de seguir com os experimentos em larga escala que abririam o caminho para o mercado.
Essa seria apenas mais uma história de teste clínico interrompido, não fosse pelo fato de o medicamento ter sido isolado do leite de uma ovelha transgênica. O tropeço acende um sinal amarelo sobre as promessas em torno do potencial da biotecnologia para revolucionar a medicina. (...)
Folha de São Paulo, 26/03/03.

3. Governo suíço liquida experimento com planta transgênica
Em um golpe para a biotecnologia suíça, o governo rejeitou um delineamento experimental de campo com trigo geneticamente modificado (GM). A decisão, agora em apelação, causou ampla consternação entre os cientistas suíços, que argumentam que isto significa uma moratória, de fato, para os experimentos de campo com qualquer planta transgênica. Cinco membros da comissão federal de biossegurança protestaram, incluindo o presidente, Riccardo Wittek.
Revista Science, 22/12/01.

4. Regras chinesas para soja travam vendas brasileiras
O Brasil deve deixar de embarcar para a China até abril cerca de 800 mil toneladas de soja em grão, o equivalente a US$ 136 milhões, levando em conta os atuais preços. O número é uma estimativa do mercado com base nos embarques que estavam contratados para o período, e representa volume semelhante ao exportado em igual época de 2001.
A suspensão dos contratos de exportação está sendo causada pelas novas regras impostas às importações de soja pela China. O país flexibilizou algumas de suas exigências, mas continua requerendo um documento do país de origem do produto certificando-o como convencional ou transgênico. Neste último caso, também é necessário um atestado (do governo) de que os grãos não causam danos ao consumidor nem ao meio ambiente.
Até agora, os maiores prejudicados com as novas regras  ainda nebulosas até para os traders chineses  foram os EU, uma vez que o pico da oferta americana concentra-se de outubro a fevereiro. Com o avanço da colheita na América do Sul, o problema começa a doer na cabeça de exportadores argentinos e brasileiros. (...)
Em tese, o Brasil levaria vantagem sobre a concorrência, uma vez que proíbe o plantio e comercialização de organismos geneticamente modificados. Mas, na prática, este é exatamente o principal problema.
O governo brasileiro não pode emitir nenhuma certidão sobre a soja transgênica embarcada e sua segurança, já que o plantio é proibido por lei. Tampouco pode assegurar que é convencional, porque, ilegalmente, o plantio de transgênicos já foi disseminado pelo país. Os exportadores calculam que, com a exportação preferencial da soja convencional para a Europa, não há volume suficiente para atender a China. Por isso a dificuldade do governo.
Para tentar resolver a questão, uma missão técnica do Ministério da Agricultura segue para o país no fim deste mês. Liderado por Odilson Luiz Ribeiro e Silva, diretor do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal, o grupo tentará um “acordo de cavalheiros”, explicando a situação dúbia no país. (...)
Valor Econômico, 26/03/02.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Controle biológico ao alcance das crianças
No Vale do Mala, principal fornecedor de maçãs para Lima, Peru, após a realização de um processo de incentivo ao desenvolvimento participativo da agricultura ecológica (ver Boletim 106), iniciou-se um trabalho de apoio a projetos de ciências nas escolas.
O Instituto Huayauná e os agricultores do Vale incentivaram a pesquisa sobre o controle biológico do Panoccocus citi, uma praga da maçã, devido ao interesse dos professores e alunos em aprender alternativas ao controle químico de pragas.
Uma característica das crianças, provenientes de famílias de agricultores, é que elas também trabalham nas lavouras ajudando a família.
Foi feito, então, um trabalho com as crianças para que elas reconhecessem insetos agentes de controle biológico e outros animais que cumprem este papel, como ratos e gatos. As crianças passaram a reconhecer os diferentes tipos de insetos e identificar os benéficos e os que causam danos aos cultivos.
No ano de 1998 foi feito o trabalho com 226 crianças, de quatro diferentes escolas. Em 2000 se realizou um convênio com o Ministério da Educação e este número foi ampliado para 741 crianças, de 14 diferentes escolas. Os professores reconheciam a importância do trabalho na formação das crianças.
Posteriormente foi realizado um curso sobre o mesmo tema com os agricultores, que comentaram que seus filhos reconheciam os insetos que fazem controle biológico e seu ciclo de vida e que diziam saber também o que seus pais estavam estudando.
O resultado do programa foi muito positivo. Notou-se que o contato com este tema, sobre o qual os professores dificilmente têm conhecimento, foi muito importante para as crianças do meio rural. Foi observado também que as crianças aprendem conceitos e nomes com mais facilidade que os adultos. Além disso, as crianças que fizeram parte do programa já crescerão com outra visão da agricultura, à qual seus pais tiveram acesso tardiamente.
Cezar de la Cruz, et al. Proceso de elaboración de la propuesta de agricultura ecológica en el Valle de Mala. Boletín ILEIA, Fundación ILEIA, dezembro de 2001 vol.16 nº4, pg.16-17.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************







#301 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sáb, 2 de Mar de 2002 12:14 am
Assunto: BOLETIM 103 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Tivemos uma semana riquíssima em acontecimentos, bons e ruins.

Teve início na última segunda-feira, 25/02/02, o julgamento em segunda instância, no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1a. Região, em Brasília, da Ação Civil Pública cuja sentença judicial proíbe até hoje que qualquer organismo transgênico seja liberado no Brasil sem que sejam feitos previamente os Estudos de Impacto Ambiental, as avaliações de riscos para a saúde humana e que seja implementada a rotulagem dos alimentos transgênicos e derivados de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

Esta Ação foi julgada em primeira instância pela 6a. Vara Federal de Brasília em junho de 2000 e recebeu a brilhante sentença acima citada do juiz Antonio Souza Prudente. A Monsanto e a União recorreram e por isso ela está sendo agora julgada no TRF (instância superior à 6a. Vara).

No TRF a Ação é julgada por uma turma de três juízes. No dia 25/02, apenas a juíza relatora, a Dra. Selene Maria de Almeida, proferiu seu voto, favorável à Monsanto e à União -- defendendo a competência da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio / Min. de Ciência e Tecnologia) para liberar transgênicos sem a necessidade das avaliações de riscos. Ela ficou desde as 15:00 h até as 23:00 h, quase que ininterruptamente, lendo seu relatório. Quando terminou, os outros dois juízes, o Dr. Antonio Ezequiel e o Dr. João Batista G. Moreira (obviamente, exaustos, como todos os presentes) pediram vistas.

A data da continuação do julgamento ainda não foi definida, mas deverá ser por volta do dia 15/03/02.

Estamos confiantes de que os outros dois juízes não acompanharão o voto da juíza relatora, que
foi inédito em todo o processo que envolve a liberação dos transgênicos até agora. A Constituição Brasileira é clara ao determinar que qualquer empreendimento de potencial degradação ambiental deve ser precedido de Estudo Prévio de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto no Meio Ambiente (EIA/RIMA) e assim já interpretaram cinco juízes em três diferentes situações (julgamento da Ação Cautelar na 6a. Vara Federal - 1 juiz, julgamento da Ação Cautelar no TRF - 3 juizes e julgamento da Ação Civil Pública na 6a. Vara Federal - 1 juiz).

O Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, já manifestou sua posição contra o voto da juíza relatora aos outros dois juízes. Conforme relata o jornal O Estado de São Paulo, “o Ministério do Meio Ambiente (MMA) enviou carta a juízes do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, em Brasília, explicitando as divergências internas do governo em torno do assunto. O tribunal analisa recurso da empresa Monsanto e da União contra decisão de primeira instância, que condicionou o plantio comercial de soja transgênica no País à realização de estudo de impacto ambiental (Eia-Rima). A carta é assinada pelo ministro José Sarney Filho. Segundo ele, os Ministérios da Agricultura e da Ciência e Tecnologia sustentam que cabe à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio)  e não ao MMA nem ao Ibama  a definição sobre a necessidade de estudo de impacto ambiental para a liberação de organismos geneticamente modificados (OGMs), como são chamados os transgênicos. ‘Ocorre que a CTNBio não tem qualquer poder para autorizar a liberação de OGMs, mas apenas a competência de elaborar pareceres técnicos conclusivos’, diz o texto. (...)  No caso da soja transgênica da Monsanto, a comissão entendeu que o estudo não era necessário e concedeu a licença, que foi embargada pela Justiça Federal em ação movida pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O caso está sendo julgado no TRF da 1.ª Região. A juíza Selene Maria de Almeida, relatora do processo, votou na última segunda-feira favoravelmente ao recurso da Monsanto e da União. Mas falta ainda o voto de dois juízes, que deverão manifestar-se nas próximas semanas. Foram eles o alvo da carta assinada pelo ministro Sarney Filho, para quem a legislação ambiental não deixa dúvidas quanto à competência do MMA e do Ibama. ‘Por desconhecerem os meandros da legislação ambiental, órgãos governamentais não diretamente ligados ao tema têm conturbado e desvirtuado o emprego dessa legislação, cuja elaboração obedeceu a critérios rigorosos. Isso tem criado dificuldades para o governo, para o setor empresarial e até mesmo gerado desconfiança junto à sociedade’.”

*****************************************

Mais uma vez, o Projeto de Lei de autoria do Dep. Confúcio Moura (PMDB/RO), que libera os transgênicos no Brasil de forma ampla e irrestrita, sem as necessárias avaliações de risco para a saúde humana, sem as avaliações de impacto no meio ambiente e sem garantir a plena informação aos consumidores, não foi votado na Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados da Câmara, desta vez, por absoluto sucesso da pressão popular!

Compareceram à Câmara dos Deputados cerca de 100 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento Nacional dos Pequenos Agricultores (MPA), do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR).

Todas as entradas da Câmara foram fechadas, salvo, obviamente, aos lobbistas engravatados da Monsanto que, desde as 13:30 h (a votação estava marcada para as 14:30 h) ocupavam seus lugares dentro do plenário 8 do Corredor das Comissões.

Após muita negociação entre os deputados da oposição e os seguranças da casa, os trabalhadores puderam entrar na Câmara. Após muito mais negociação entre os deputados e os seguranças, muitos trabalhadores conseguiram entrar no corredor das comissões. E aí ficaram, por cerca de mais 30 minutos protestando para entrarem no plenário 8, onde ocorreria a votação.

Os trabalhadores abriram faixas, empunharam cartazes e gritaram palavras de ordem enquanto os deputados, novamente, negociavam sua entrada na sala com os seguranças. Finalmente, cerca de 50 trabalhadores conseguiram entrar e outros 50 ficaram do lado de fora, no corredor.

Indignados, os trabalhadores não pararam de gritar palavras de ordem contra a aprovação do PL do Dep. Confúcio e de soprar estridentes apitos (dentro e fora da sala).

Com todo este clima, o presidente da Comissão, o Dep. Betinho Rosado (PFL/RN), não conseguia iniciar a reunião -- a estas alturas, a discussão entre os deputados da oposição e os da bancada ruralista era sobre a permanência ou não do público na sala.

No meio deste tumulto, os assessores parlamentares do PT perceberam que o relator havia modificado o Projeto de Lei -- por incrível que pareça, para pior*.

Por volta das 15:00 h o Dep. Rosado iniciou a reunião e o Dep. João Grandão (PT/MS) tentou encaminhar uma questão de ordem, sobre a alteração do Projeto de Lei. O Dep. Rosado, atropelando o regimento, não deu a palavra ao Dep. João Grandão e iniciou a votação do PL.

Indignados, todos os deputados da oposição começaram a gritar (além, é claro, de todo o público) e o Dep. Rosado desligou seus microfones. Começou, então, a verdadeira confusão. Todos os deputados da oposição foram até a mesa tentar conseguir a palavra na marra, os deputados da bancada ruralista foram atrás e começou o empurra-empurra entre deputados.

Pouco depois os deputados se retiraram e voltaram após cinco minutos, anunciando que a votação havia sido adiada para a próxima quarta-feira, 06/03.

É muito pouco provável que a votação seja novamente adiada na próxima semana. O momento é realmente crucial. Continuaremos, portanto, pressionando os deputados da Comissão para que não aprovem este PL escandaloso. Exigimos uma lei que garanta a segurança da população e do meio ambiente.

Segue novamente, no fim deste Boletim, a lista dos contatos dos deputados membros da Comissão, separados por estados.

Pedimos a todas as organizações e pessoas preocupadas com os prejuízos que a liberação precoce e desregulamentada dos transgênicos trará ao Brasil que organizem atividades de pressão sobre os deputados de sua região. Lembrem-se que pressão na base, em ano eleitoral, pode fazer milagres!

Contamos com a participação ativa da população e das organizações para barrar este PL.

* O Dep. Confúcio retirou do projeto os seguintes incisos:
Art. 7º - Comete crime contra a biossegurança quem:
VI - promove a implantação de ensaio, experimento ou pesquisa com OGM, sem a devida autorização da CTNBio ou em desacordo com as normas estabelecidas:
Pena - detenção de um a dois anos.
VII - autoriza a liberação de OGM sem a devida fundamentação técnica e sem o cumprimento dos requisitos estabelecidos na legislação;
Pena - detenção de três meses a um ano e perda do cargo ou função pública.
VIII - armazena, transporta ou comercializa OGM em desacordo com normas de rotulagem e informação ao consumidor estabelecidas na legislação;
Pena - detenção de um a três anos.

**************************************************************
Neste número:

1. MST quer plebiscito para transgênicos
2. Bush não progride
3. Academia de Ciências americana declara que avaliações de transgênicos são superficiais
4. Sementes reutilizadas na mira da Monsanto
5. Se fosse liberado, o trigo transgênico traria prejuízo ao Canadá
6. Aumenta procura por certificação
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Milho sem lagarta, sem herbicidas e sem transgênicos!

**************************************************************

1. MST quer plebiscito para transgênicos
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) propôs para a comissão especial da Câmara dos Deputados que avalia os projetos de lei no Congresso para liberação do cultivo e consumo de transgênicos, a realização de um plebiscito popular antes da votação das mudanças. "Essa questão não está sendo discutida com a sociedade, não se sabe se o povo de fato quer ter em sua mesa produtos geneticamente modificados (OGMs)*", disse João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST. A entidade solicita que a população envie mensagens para o deputado Confúcio Moura (PMDB-RO) para pedir a realização do plebiscito. (...)
"Temos outra preocupação com relação aos pequenos agricultores, que só poderão comprar as sementes da Monsanto”, explicou.
“A compra de sementes ficará restrita a uma multinacional, já que elas não podem ser replantadas", disse Rodrigues, que chama esse monopólio de "privatização das sementes". Segundo ele, não há pesquisas conclusivas sobre o impacto na saúde da população com o consumo de transgênicos, o que também preocupa o MST.
A entidade está organizando debates com partidos, entidades e parlamentares sobre a liberalização dos transgênicos (...) "Agora estamos pedindo que as pessoas enviem mensagem não só para o deputado Confúcio Moura, mas para todos os parlamentares envolvidos, porque a qualquer momento essa lei pode ser aprovada sem ter havido uma discussão com a sociedade", alertou o coordenador do MST. "Não posso comentar nada sobre esse pedido de plebiscito porque é algo que ainda precisa ser analisado pela comissão", explicou o deputado Confúcio Moura. (...)
Agência Estado, 19/02/02.
* Como já foi noticiado neste Boletim, uma pesquisa de opinião nacional do Ibope sobre transgênicos, encomendada pelo Greenpeace, em julho de 2001, constatou que 74% da população prefere consumir um alimento convencional a um transgênico.

2. Bush não progride
O presidente Bush volta para os EUA de mão vazias nas negociações com os chineses sobre a questão da soja transgênica. Os chineses vão impor barreiras ao produto a partir de março, e os americanos podem perder esse mercado de US$1 bilhão.
Folha de São Paulo, 23/02/02.

3. Academia de Ciências americana declara que avaliações de transgênicos são superficiais
A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em um estudo sobre como o governo avalia os possíveis riscos ambientais colocados pelos cultivos transgênicos, disse que seus técnicos fornecem somente avaliações superficiais dos cultivos transgênicos e guardam consigo muitas informações confidenciais a fim de proteger os segredos comerciais das empresas.
O relato, que deverá ser divulgado no máximo na próxima terça-feira, demonstra que as avaliações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na sigla em inglês) para os cultivos que apresentam propriedades de pesticidas são “em geral superficiais” no tocante aos seus efeitos em outros organismos e ao desenvolvimento de resistência aos pesticidas nos insetos. (...)
As conclusões do relato podem acalorar a discussão em torno dos cultivos transgênicos. Espera-se que tenham importância significativa para a comunidade científica e que estimulem mudanças nos procedimentos do USDA. (...)
Em um resumo do relato, a Academia disse que a avaliação do USDA sobre os cultivos geneticamente modificados deve “ser feita de forma significativamente mais transparente e rigorosa”, com maior participação pública e apreciação de cientistas externos. Diz que a quantidade de informações que são mantidas em segredo porque são consideradas particulares “dificulta a avaliação externa e a transparência do processo de tomada de decisão”. (...)
A Academia recomenda ao USDA convocar um comitê consultivo antes de modificar os regulamentos e buscar contribuições para diminuir a percepção de que “responde apenas superficialmente” às observações feitas por grupos de fora sobre as avaliações dos cultivos transgênicos.
O relato diz também que o USDA precisa começar a avaliação dos impactos no ambiente de plantas com múltiplos genes alterados. Além disso, avanços no mapeamento genético significam que o USDA deveria olhar para toda a seqüência genética de um planta alterada, e não somente para partes delas, como é feito atualmente.
The Wall Street Journal, 21/02/02.

4. Sementes reutilizadas na mira da Monsanto
A Monsanto contratou investigadores particulares para a suspeita de reciclagem de suas sementes nos Estados Unidos.
“Eles apareceram às seis horas da manhã e mostraram seus distintivos. Não foi nada educado o que disseram. Eles agiram como se fossem agentes do FBI”, afirma Scott Good, produtor de soja de Southamptom Township, Nova Jersey, que agora é alvo de uma ação judicial federal.
Além das ações, a Monsanto apresentou centenas de queixas na justiça contra produtores que estariam fazendo uso indevido de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) de algodão, canola, milho e soja.
“Não se trata só de uma obrigação para com os produtores que cumprem as regras, mas também por temos investido muito nesta tecnologia”, afirmou a porta-voz da Monsanto, Lori Fischer.
No centro da disputa estão as sementes Roundup Ready, manipuladas geneticamente para suportar o herbicida Roundup. Uma saca de sementes Roundup Ready custa bem mais que um saco de sementes convencional.
Gary Woodend, o advogado contratado por Scott Good, disse que o produtor até se dispôs a entregar toda a sua safra  de 2001 à Monsanto, mas que a multinacional americana rejeitou a proposta. “Na minha opinião, a Monsanto quer transformá-lo em um exemplo e levá-lo a falência”, avaliou Woodend. (...)
Valor Econômico, 20/02/02.

5. Se fosse liberado, o trigo transgênico traria prejuízo ao Canadá
Novas pesquisas da Universidade de Saskatchewan, Canadá, indicam que se o plantio de trigo transgênico fosse liberado no Canadá, poderia custar CAN$ 185 milhões por ano em perdas para os agricultores do país, devido à desconfiança dos consumidores com relação à biotecnologia.
Quatro novos estudos da Universidade descobriram que a tecnologia poderia resultar em economia de CAN$ 6,67 por hectare com relação ao trigo convencional, mas que o trigo canadense perderia diversos importantes mercados de exportação caso o trigo transgênico plantado não fosse segregado do trigo convencional. As pesquisas estimam que isto custaria aos produtores cerca de 8,5% do rendimento das vendas.
Além disso, os produtores teriam que pagar pelo uso da tecnologia, o que reduziria ainda mais os benefícios para os agricultores.
Para Richard Gray, pesquisador da Universidade de Saskatchewan, os estudos sugerem que o Canadá não deve aprovar o trigo transgênico até que os consumidores queiram a tecnologia. (...)
The Star Phoenix, 26/02/02.

6. Aumenta procura por certificação
Enquanto a produção de transgênicos avança no mundo, esmagadoras e indústrias brasileiras estrategicamente ampliam o investimento na certificação de soja convencional e seus derivados como "GMO free", isto é, sem a presença de organismos geneticamente modificados.
As principais certificadoras que atuam no Brasil, SGS e Genetic ID, prevêem crescimento dos volumes de produtos certificados este ano pela maior demanda e maior safra de soja no país.
Para Augusto Freire, gerente de negócios da Genetic Id, na safra 2001/2002, a quantidade de farelo de soja certificado no Brasil deve chegar a 4,5 milhões de toneladas, 500 mil a mais que na safra passada.
A SGS estima crescimento semelhante, mas calcula em 2,5 milhões de toneladas o volume de farelo certificado. Ela prevê ainda que a certificação de soja em grão chegue a 800 mil toneladas.
A Incopa, de Araucária (PR), é uma das empresas que apostam na maior demanda por farelo certificado. Em 2001, a esmagadora produziu 550 mil toneladas de farelo certificado e exportou 95% desse volume. (...)
A Caramaru, que também já produz farelo certificado como não-transgênico em São Simão (GO), está investindo numa fábrica de lecitina de soja certificada. O derivado é largamente utilizado na indústria de alimentos, que paga prêmios altos pelo produto certificado. Segundo fontes do setor, o preço chega a ser o triplo do produto não certificado. (...)
A procura por certificação não é mais exclusividade das esmagadoras. "Hoje, já atendemos fábricas de ração e duas cooperativas de produtores", afirma Marcos Antonio Zwir, diretor da divisão agrícola da suíça SGS no país. A maioria delas, acrescenta, são fornecedoras de indústrias de carne e mesmo de esmagadoras de soja que exportam. (...)
Valor Econômico, 18/02/02.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Milho sem lagarta, sem herbicidas e sem transgênicos!
Uma pesquisa realizada pelo Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia de Insetos (ICIPE, na sigla em inglês) junto com agricultores da África, chegou a um interessantíssimo sistema ecológico que já está sendo largamente utilizado por produtores de vários países. Três sérios problemas como ataque de lagartas, plantas espontâneas e baixa produtividade nas plantações de milho foram eliminados.
A solução foi simples. O milho foi plantado em consórcio com a leguminosa Desmodium unicatum e em volta da área foram cultivadas três carreiras de capim-elefante.
A leguminosa repele as mariposas/lagartas de dentro da plantação e o capim-elefante atrai em média 80% das lagartas. Dessa forma as lagartas deixam de causar dano econômico ao cultivo de milho. Além disso, a leguminosa cobre o solo e por ação alelopática elimina a principal erva espontânea que prejudica o milho, a erva de São João, sem, no entanto, competir com o cereal. Ocorreu uma interação positiva entre o milho e a leguminosa, que ainda fixa nitrogênio, melhorando atributos químicos, físicos e biológicos do solo.
Os esforços para a pesquisa foram compensados. Hoje os agricultores africanos que adotaram o sistema colhem cinco vezes mais milho do que colhiam anteriormente.
Essas técnicas ecológicas são viáveis para pequenos ou grandes agricultores, com ou sem irrigação, dependendo apenas do desenvolvimento de detalhes operacionais para cada situação. No Brasil, alguns experimentos semelhantes vêm sendo realizados no Centro de Agrobiologia da Embrapa e na Universidade Federal de Viçosa, ressaltando-se o consórcio de milho com feijão-de-porco e com Crotalaria juncea, que levam a resultados importantes como os dos africanos. É preciso, entretanto, que sejam alocados mais recursos para essas pesquisas e que sejam realizados campos experimentais/demonstrativos em fazendas em diversas regiões.
Vale ressaltar que o cultivo de milho no Brasil consome quantidades bastante elevadas de herbicidas, inseticidas e de adubos nitrogenados, que se tornam absolutamente desnecessários nesses sistemas. Segundo planilhas da Embrapa, adubos solúveis e agrotóxicos variam de 58 a 72% do custo de produção.
RECEITAS CONTRA A FOME. Histórias de sucesso para o futuro da agricultura. São Paulo:
Greenpeace, 2001, p.10-13.

******************************************************

Deputados da Comissão Especial:

NORTE:

Rondônia
:
Confúcio Moura (PMDB), relator da comissão. Pró transgênicos. Titular.
Fone/fax: (69) 535-3500.

Pará:
Deusdeth Pantoja (Bloco PFL/PST). Pró. Suplente. Fone/fax: (91) 222-8778.

Acre:
Marcos Afonso (PT). Contra. Titular. Fone: (61) 318-5366.
Nilson Mourão (PT). Contra. Titular. Fone: (68) 224-0793/ Fax: (68) 224-5877.
Márcio Bittar (Bloco PDT/PPS). Contra. Suplente. Fone/fax: (68) 224-3268.

Amazonas:
Vanessa Grazziotin (Bloco PSB/PC do B). Contra. Suplente.
Fone/fax: (92) 633-8076.

Tocantins:
Paulo Mourão (Bloco PSDB/PTB). Pró. Suplente. Fone/fax: (63) 215-1875.
Igor Avelino (PMDB). Titular. Fone/fax: (63) 225-1720.
Freire Júnior (PMDB). Pró. Suplente. Fone/fax: (63) 213-2000.
Osvaldo Reis (Bloco PFL, PST). Pró. Suplente. Fone: (61) 318-5835.

Roraima:
Salomão Cruz (PFL). Pró. Titular. Fone: (95) 623-4944/ Fax: (95) 623-4919.

CENTRO OESTE

Mato Grosso
:
Celcita Pinheiro (Bloco PFL, PST). Titular. Fone: (61) 318-5529.
Wilson Santos (PMDB). Pró. Suplente. Fone/fax: (65) 642-4646/ 642-4477.
Welinton Fagundes (Bloco PSDB, PTB). Pró. Suplente. Fone/fax: (66) 423-1949.

Mato Grosso do Sul:
João Grandão (PT). Contra. Titular. Fone: (67) 423-0080.
Fone/fax: (67) 423-0128.
Pedro Pedrossian (PPB). Pró. Suplente. Fone/fax: (67) 387-2200.

Goiás:
Pedro Canedo (Bloco PSDB, PTB). Pró. Suplente. Fone: (62) 3111144.
Fax: (61) 318-2611.
Roberto Balestra (PPB). Pró. Suplente. Fone/fax: (62) 224-9445.
Aldo Arantes (Bloco PSS, PC do B). Contra. Titular. Fone: (061) 318-5475.

Distrito Federal:
Paulo Octávio (Bloco PFL, PST). Pró. Suplente. Fone/fax: (61) 318-5446.
Alberto Fraga (PMDB). Pró. Titular. Fone/fax: (61) 318-5321.

NORDESTE

Maranhão
: Francisco Coelho (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone: (61) 318-5525.

Piauí: Marcelo Castro (PMDB). Pró. Suplente. Fone/fax: (86) 233-4432.

Ceará: Sérgio Novais (PSB). Contra. Titular. Fone: (85) 252-1388. Fax: (85) 226-0267.

Rio Grande do Norte:
Carlos Alberto Rosado (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone: (61) 318-5558.

Paraíba:
Carlos Dunga (Bloco PSDB, PTB). Titular. Fone: (61) 318-5238.
Adauto Pereira (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone: (83) 222-3515.
Fax: (83) 222-7275/ 222-2435
.

Pernambuco:
Carlos Batata (Bloco PSDB, PTB). Titular. Fone/fax: (61) 318-5334.
Joaquim Francisco (Bloco PFL, PST). Pró. Suplente. Fone: (61) 318-5425.
Fernando Ferro (PT). Contra. Suplente. Fone: (81) 3423-9274. Fax: (81) 3423-9953.

Sergipe: Cleonâncio Fonseca (PPB). Pró. Suplente. Fone: (61) 318-5824.

Bahia:
Saulo Pedrosa (PSDB). Contra. Titular. Fone: (61) 318-5308.
Jaime Fernandes (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone/fax: (71) 375-4244.
José Rocha (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone/fax: (71) 342-2525.

SUDESTE

Espírito Santo
:
Rose de Freitas (Bloco PSDB, PTB). Pró. Titular. Fone: (27) 3223-4704. Fax: (27) 3222-4753.
José Carlos Elias (Bloco PSDB, PTB). Pró. Titular. Fone/fax: (27) 3264-2691.

Rio de Janeiro:
Fernando Gabeira (PT). Contra. Titular. Fone: (21) 2548-2044.
Jandira Feghali (PC do B). Contra. Titular. Fone: (21) 2232-8360.
Luiz Ribeiro (Bloco PSDB, PTB). Titular. Fone/fax: (21) 2742-8783.

São Paulo:
Nelson Marquezelli (Bloco PSDB, PDB). Pró. Titular. Fone: (19) 561-3244.
Fax: (19) 561-335
.
Xico Graziano (PSDB). Pró. Titular. Fone/fax: (11) 3255-7203.
Luiz Eduardo Greenhalg (PT). Contra. Titular. Fone/fax: (11) 3875-3384.
Iara Bernardi (PT). Contra. Titular. Fone/fax: (15) 234-1788.
Kincas Mattos (Bloco PSB, BC do B). Contra. Suplente.
Emerson Kapaz (Bloco PDT, PPS). Titular. Fone/fax: (11) 3037-7263.
Telma de Souza (PT). Contra. Suplente.
Clóvis Volpi (Bloco PSDB, PTB). Suplente. Fone/fax: (11) 4827-5951.

Minas Gerais:
Elias Murad (Bloco PSDB, PTB). Pró. Suplente. Fone/fax: (31) 3225-2700.
Mário Assad Júnior (PFL). Pró. Titular. Fone: (31) 3224-1557.Fax: (31) 318-2243.
Jaime Martins (Bloco PFL, PST). Pró. Suplente. Fone: (37) 3222-8027.
Fax: 3222-8251.
Silas Brasileiro (PMDB). Pró. Suplente. Fone: (34) 3831-4800.
Fax: (34) 3831-2419
.
Ronaldo Vasconcelos (PL). Contra. Titular. Fone/fax: (31) 3292-3145 / 3292-4116.

SUL

Paraná
:
José Carlos Martinez (Bloco PSDB, PTB). Pró. Suplente.
Fone/fax: (41) 338-4848/ 338-4636.
Odílio Balbinoti (Bloco PSDB, PTB). Suplente. Fone: (44) 223-3865. Fax: 223-2476.
Luciano Pizzatto (Bloco PFL, PST). Pró. Titular. Fone/fax: (41) 257-3164.
José Borba (PMDB). Pró. Suplente. Fone/fax: (43) 432-2355.
Dilceu Sperafico (PPB). Pró. Suplente. Fone/fax: (45) 252-1191.

Santa Catarina:
Luci Choinacki (PT). Contra. Suplente. Fone: (61) 318-5282.
Hugo Biehl (PPB). Pró. Titular. Fone/fax: (49) 322-4719.

Rio Grande do Sul:
Darcísio Perondi (PMDB). Pró. Titular. Fone/fax: (55) 332-6468.
Marcos Rolim (PT). Contra. Suplente. Fone/fax: (51) 3225-1702 /
3221-4337
.
Fetter Junior (PPB). Pró. Titular. Fone: (53) 222-8286/ 227-6061.
Pompeu de Mattos (PDT). Contra. Titular. Fone/fax: (51) 3225-1942.
Alceu Collares (Bloco PDT, PPS). Contra. Suplente.
Fone/fax: (51) 3231-1422.
Paulo José Gouvêa (Bloco PL, PSL). Suplente.
Fone/ fax: (51) 3221-6133/ 318-2641.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************


#302 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 22 de Fev de 2002 8:34 pm
Assunto: BOLETIM 102 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

A votação do Projeto de Lei (PL) de autoria do Dep. Confúcio Moura (PMDB/RO), relator da Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados da Câmara dos Deputados, marcada para a última quarta-feira (20/02), foi adiada, oficialmente, por causa de um impedimento regimental.

A votação, agora, está marcada para a próxima quarta-feira, 27/02.

Como vocês se lembram, este PL visa a liberação dos transgênicos no Brasil sem as necessárias avaliações de impacto no meio ambiente e na saúde da população e sem garantir aos consumidores o direito à plena informação.

Apesar de sabermos houve de fato um impedimento regimental, sabemos também que uma das coisas mais comuns no Congresso é o atropelo do Regimento em função dos interesses em jogo. Ou seja, não nos espantaria se a Comissão tivesse funcionado, apesar do impedimento, se assim desejassem o seu presidente e o seu relator. E nestes casos, se “ninguém reclama” (e, às vezes, mesmo sob protestos) a coisa caminha.

Acreditamos, portanto, que o cancelamento da sessão de quarta-feira mostra uma certa atitude de recuo por parte dos deputados favoráveis à liberação dos transgênicos no Brasil, fruto do excelente trabalho de pressão exercido por diversas organizações da sociedade civil nos estados brasileiros, assim como do esforço de centenas de pessoas que mandaram e-mails para os deputados da Comissão durante todos estes dias.

Isso também reforça a necessidade de continuarmos e, mais que isso, intensificarmos nosso trabalho de pressão sobre os deputados nos seus estados, ou seja, nas suas bases eleitorais. Não podemos nos esquecer de que estamos num ano eleitoral e que podemos tirar partido disso. Sabemos que, até o momento, nossas chances de vitória na Comissão Especial são muito reduzidas. No entanto, acreditamos que se a pressão nos estados for bastante significativa, teremos chances de reverter este quadro. E para tanto, contamos com o esforço de todos vocês.

Mais uma vez pedimos a todos que telefonem, mandem fax e mensagens eletrônicas para os deputados da Comissão Especial, pedindo que não aprovem este PL na sua forma atual.

No final deste Boletim você encontrará a lista completa dos contatos dos deputados membros da Comissão.

Para mandar e-mails para todos os deputados da Comissão, você pode clicar nos dois endereços abaixo:

Comissão-Transgênicos1
Comissão-Transgênicos2

As mensagens podem ser como a que segue:

“Prezado Sr(a) Deputado(a) Federal
Membro da Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados,

Confiamos que os senhores, Deputados membros da Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a apreciar e dar parecer sobre os Projetos de Lei que envolvem os transgênicos no âmbito nacional, não permitirão a aprovação de um Projeto de Lei que dispense os organismos transgênicos de Estudos de Impacto Ambiental, de avaliação de riscos para a saúde e de rotulagem plena. Acreditamos que os senhores lutarão por uma lei que garanta que nenhum organismo transgênico seja liberado no Brasil antes que haja certeza científica sobre sua segurança para a saúde da população e para o meio ambiente e que os direitos de plena informação aos consumidores sejam garantidos.
Nós acompanharemos a votação e daremos ampla divulgação de seu voto em prol dos direitos do consumidor e do meio ambiente.


Mais uma vez, contamos com todos vocês!

*****************************************

AÇÃO CIVIL PÚBLICA SERÁ JULGADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA

Na próxima segunda-feira, 25/02, a Ação Civil Pública cuja sentença judicial proíbe até hoje que qualquer organismo transgênico seja liberado no Brasil sem que sejam feitos os Estudos de Impacto Ambiental, as avaliações de riscos para a saúde humana e seja implementada a rotulagem dos alimentos transgênicos e derivados de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, será julgada em segunda instância, no Tribunal Regional Federal da 1a. Região, em Brasília.

A decisão do TRF será extremamente importante, pois, se o Tribunal mantiver a brilhante decisão proferida pelo Dr. Antonio Souza Prudente, em junho de 2000, os transgênicos continuarão proibidos no Brasil e, caso o Tribunal dê provimento aos recursos da Monsanto e da União Federal, o caminho para a liberação dos transgênicos, sem EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental / Relatório de Impacto no Meio Ambiente) e demais cautelas necessárias, estará livre.

Estamos confiantes de que a Justiça Brasileira mais uma vez julgará com seriedade e competência esta importante questão, que diz respeito à sociedade como um todo.

No julgamento em segunda instância da Ação Cautelar que tratava da liberação da soja Roundup Ready, da Monsanto, no mesmo TRF em Brasília, em junho de 2000, houve grande presença da sociedade, em uma clara demonstração da importância desse assunto para todos e para o país (e a decisão que proíbe a liberação comercial dessa soja antes que seja elaborado e avaliado o EIA/RIMA foi mantida).

Seria muito importante, novamente, a participação silenciosa do maior número de cidadãos e entidades preocupadas com a vida no Planeta.

O julgamento acontecerá no Tribunal Regional Federal da 1a. Região, Setor de Autarquias Sul, Quadra 2, Bloco A, às 14 horas, e será aberto ao público.

Os juízes que irão julgar as apelações são a Dra. Selene Maria de Almeida (relatora), o Dr. Antonio Ezequiel e o Dr. João Batista G. Moreira.

Haverá sustentação oral do Professor Paulo Affonso Leme Machado (Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), do Ministro Gilmar Mendes (Advocacia Geral da União) e do Dr. Luciano Mariz Maia (Ministério Público Federal), além de um advogado da Monsanto, cuja identidade ainda não conhecemos.


****************************************

Lista de contatos dos Deputados membros da Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados da Câmara:

Dep. Adauto Pereira (PFL / PB)
Tel.: (61) 318-5221
Fax: (61) 318-2221
dep.adautopereira@...

Dep. Alberto Fraga (PMDB / DF)
Tel.: (61) 318-5321
Fax: (61) 318-2321
dep.albertofraga@...

Dep. Alceu Collares (PDT / RS)
Tel.: (61) 318-5807
Fax: (61) 318-2807
dep.alceucollares@...

Dep. Aldo Arantes (PC do B / SP)
Tel.: (61) 318-3475
Fax: (61) 318-2475
dep.aldoarantes@...

Dep. Betinho Rosado (PFL / RN)
Tel.: (61) 318-5558
Fax: (61) 318-2558
dep.betinhorosado@...

Dep. Carlos Batata (PSDB / PE)
Fax: (61) 318-2334
Tel.: (61) 318-5334
dep.carlosbatata@...

Dep. Carlos Dunga (PTB / PB)
Tel.: (61) 318-5236
Fax: (61) 318-2236
dep.carlosdunga@...

Dep. Celcita Pinheiro (PFL / MT)
Tel.: (61) 318-5528
Fax: (61) 318-2528
dep.celcitapinheiro@...

Dep. Chico Graziano (PSDB / SP)
Tel.: (61) 318-5816
dep.xicograziano@...

Cleonâncio Fonseca (PPB / SE)
Tel.: (61) 318-5824
Fax: (61) 318-2824
dep.cleonanciofonseca@...

Dep. Clovis Volpi (PSDB / SP)
Tel.: (61) 318-5626
Fax: (61)  318-2626
dep.clovisvolpi@...

Dep. Confúcio Moura (PMDB / RO)
Tel.: (61) 318-5573
Fax: (61) 318-2573
dep.confuciomoura@...

Dep. Darcísio Perondi (PMDB / RS)
Tel.: (61) 318-5518
Fax: (61) 318-3518
dep.darcisioperondi@...

Dep. Deusdeth Pantoja (PFL / PA)
Tel.: (61) 318-5854
Fax: (61) 318-2854
dep.deusdethpantoja@...

Dep. Dilceu Sperafico (PPB / PR)
Tel.: (61) 318-5746
Fax: (61) 318-2746
dep.dilceusperafico@...

Dep. Elias Murad (PSDB / MG)
Tel.: (61) 318-5450
Fax: (61) 318-2450
dep.eliasmurad@...

Dep. Emerson Kapaz (PPS / SP)
Tel.: (61) 318-5222
Fax: (61) 318-2222
dep.emersonkapaz@...

Dep. Fernando Ferro (PT / PE)
Tel.: (61) 318-5427
Fax: (61) 31/8-2427
dep.fernandoferro@...

Dep. Fernando Gabeira (PT / RJ)
Tel.: (61) 318-5374
Fax: (61) 318-2374
dep.fernandogabeira@...

Dep. Fetter Júnior (PPB / RS)
Tel.: (61) 318-5316
Fax: (61) 318-2316
dep.fetterjunior@...

Dep. Francisco Coelho (PFL / MA)
Tel.: (61) 318-5525
Fax: (61) 318-2525
dep.franciscocoelho@...

Dep. Freire Junior (PMDB / TO)
Tel.: (61) 318-5601
Fax: (61) 318-2601
dep.freirejunior@...

Dep. Hugo Biehl (PPB / SC)
Tel.: (61) 318-5332
Fax: (61) 318-2332
dep.hugobiehl@...

Dep. Iara Bernardi (PT / SP)
Tel.: (61) 318-5360
Fax: (61) 318-2360
dep.iarabernardi@...

Dep. Igor Avelino (PMDB / TO)
Tel.: (61) 318-5466
Fax: (61) 318-2466
dep.igoravelino@...

Dep. Jaime Martins (PFL / MG)
Tel.: (61) 318-5333
Fax: (61) 318-2333
dep.jaimemartins@...

Dep. Jaime Fernandes (PFL / MG)
Tel.: (61) 318-5906
Fax: (61) 318-2956
dep.jaimefernandes@...

Dep. João Grandão (PT / MS)
Tel.: (61) 318-5484
Fax: (61) 318-2484
dep.joaograndao@...

Dep. Joaquim Francisco (PFL / PE)
Tel.: (61) 318-5425
Fax: (61) 318-2425
dep.joaquimfrancisco@...

Dep. José Borba (PMDB / PR)
Tel.: (61) 318-5616
Fax: (61) 318-2616
dep.joseborba@...

Dep. José Carlos Elias (PTB / ES)
Tel.: (61) 318-5230
Fax: (61) 318-2230
dep.josecarloselias@...

Dep. José Carlos Martinez (PTB / PR)
Tel.: (61) 318-5513
Fax: (61) 318-2513
dep.josecarlosmartinez@...

Dep. José Rocha (PFL / BA)
Tel.: (61) 318-5908
Fax: (61) 318-2908
dep.joserocha@...

Kincas Mattos (PSB/SP)
Tel: (61) 318-5454
Fax: 318-2454
dep.kincasmattos@...

Dep. Luciano Pizzatto (PFL / RN)
Tel.: (61) 318-5541
Fax: (61) 318-2541
dep.lucianopizzatto@...

Dep. Luci Choinacki (PT / SC)
Tel.: (61) 318-5282
Fax: (61) 318-2282
dep.lucichoinacki@...

Dep. Luiz Eduardo Greenhalgh (PT / SP)
Tel.: (61) 318-5466
Fax: (61) 318-2466
dep.luizeduardogreenhalgh@...

Dep. Luiz Ribeiro (PSDB / RJ)
Tel.: (61) 318-5583
Fax: (61) 318-2583
dep.luizribeiro@...

Dep. Marcelo Castro (PFL / BA)
Tel.: (61) 318-5760
Fax: (61) 318-2760
dep.marcelocastro@...

Dep. Márcio Bittar (PPS / AC)
Tel.: (61) 318-5343
Fax: (61) 318-2343
dep.marciobittar@...

Dep. Marcos Afonso (PT / AC)
Tel.: (61) 318-5366
Fax: (61) 318-2366
dep.marcosafonso1313@...

Dep. Marcos Rolim (PT / RS)
Tel.: (61) 318-5277
Fax: (61) 318-2277
dep.marcosrolim@...

Dep. Mário Assad Junior (PL / MG)
Tel.: (61) 318-5243
Fax: (61) 318-2243
dep.marioassadjunior@...

Dep. Moarcir Micheletto (PMDB / PR)
Tel.: (61) 318-5481
Fax: (61) 318-2481
 dep.moacirmicheletto@...

Dep. Nelson Marquezelli (PTB / SP)
Tel.: (61) 318-5920
Fax: (61) 318-2920
dep.nelsonmarquezelli@...

Nilson Mourão (PT / ACRE)
Telefone: (61) 318-5376
Fax: (61) 318-2376
dep.nilsonmourao@...

Dep. Odílio Balbinotti (PSDB / PR)
Tel.: (61) 318-5604
Fax: (61) 318-2604
dep.odiliobalbinotti@...

Dep. Osvaldo Reis (PMDB / TO)
Tel.: (61) 318-5835
Fax: (61) 318-2835
dep.osvaldoreis@...

Dep. Paulo José Gouvea (PL / RS)
Tel.: (61) 318-5641
Fax: (61) 318-2641
dep.paulojosegouvea@...

Dep. Paulo Mourão (PSDB / TO)
Tel.: (61) 318-5311
Fax: 61) 318-2311
dep.paulomourao@...

Dep. Paulo Octavio (PFL / DF)
Tel.: (61) 318-5446
Fax: (61) 318-2446
dep.paulooctavio@...

Dep. Pedro Canedo (PSDB / GO)
Tel.: (61) 318-5611
Fax: (61) 318-2611
dep.pedrocanedo@...

Dep. Pedro Pedrossian (PFL / MS)
Tel.: (61) 318-5704
Fax: (61) 318-2704
dep.pedropedrossian@...

Dep. Pompeo de Mattos (PDT/RS)
Tel.: (61) 318-5810
Fax: (61) 318-2810
dep.pompeodemattos@...

Dep. Ronaldo Vasconcellos (PFL / MG)
Tel.: (61) 318-5473
Fax: (61) 318-2473
dep.ronaldovasconcellos@...

Dep. Roberto Balestra (PPB / GO)
Tel.: (61) 318-5262
Fax: (61) 318-2262
dep.robertobalestra@...

Dep. Rose de Freitas (PSDB / ES)
Tel.: (61) 318-5618
Fax: (61) 318-2618
dep.rosedefreitas@...

Dep. Salomão Cruz (PFL / RR)
Tel.: (61) 318-5739
Fax: (61) 318-2739
dep.salomaocruz@...

Dep. Saulo Pedrosa (PSDB / BA)
Tel.: (61) 318-5308
Fax: (61) 318-2308
dep.saulopedrosa@...

Dep. Silas Brasileiro (PMDB / MG)
Tel.: (61) 318-5932
Fax: (61) 318-2932
dep.silasbrasileiro@...

Dep. Vanessa Grazziotin (PC do B / AM)
Tel.: (61) 318-5735
Fax: (61) 318-2735

Dep. Welinton Fagundes (PSDB / MT)
Tel.: (61) 318-5523
Fax: (61) 318-2523
dep.welintonfagundes@...

Dep. Wilson Santos (PMDB / MT)
Tel.: (61) 318-5808
Fax: (61) 318-2808
dep.wilsonsantos@...

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


***********************************************************


#303 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 22 de Mar de 2002 10:41 pm
Assunto: BOLETIM 106 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

Na última quinta-feira, 21/03/02, uma enorme manobra do Poder Executivo impediu a votação, no Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), da minuta sobre os critérios e procedimentos para o licenciamento ambiental de atividades e empreendimentos que envolvam transgênicos.

A votação havia sido colocada na pauta de votação do plenário do Conama no dia 12/12/02, quando oito conselheiros pediram vistas. Pelo regimento do órgão, a votação deveria, necessariamente, se dar na reunião seguinte. Apesar disto, o governo, que é quem faz a pauta das reuniões, não colocou a matéria na pauta.

No início da reunião, por 60 votos a 6, os conselheiros incluíram a matéria na pauta das votações. Apesar de estarem em minoria, os representantes do Ministério da Agricultura, do Ministério de Ciência e Tecnologia e da Casa Civil usaram de todos os recursos, regimentais ou não, para impedir que a votação acontecesse (alegando que o órgão ainda não está maduro o suficiente para votar a matéria).

O Congresso está votando um Projeto de Lei que visa a tirar a competência dos órgãos do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente) de exigir o licenciamento ambiental de transgênicos -- deixando a atribuição a cargo da CTNBio -- e o Tribunal Regional Federal de Brasília está julgando exatamente a mesma questão.

Indignados, pois consideram ser atribuição constitucional do Conama licenciar os organismos geneticamente modificados, os Conselheiros começaram a abandonar a reunião por volta das 19 horas.

A próxima reunião ordinária do órgão, quando será finalmente votada a minuta, está marcada para o dia 11/04.

**************************************************************

O Deputado Ronaldo Vasconcellos (PL/MG) apresentou esta semana seu relatório referente à Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) que, no âmbito da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara dos Deputados, foi instituída para fiscalizar os procedimentos adotados pelo Poder Executivo para autorizar a liberação de transgênicos no Brasil.

A PFC funciona como uma espécie de “mini-CPI” e foi solicitada pelo Dep. Fernando Ferro (PT/PE) em agosto de 2000.

Este documento é de enorme importância para o País neste momento. Isto porque estamos atravessando um período bastante delicado em que há um Projeto de Lei em tramitação no Congresso e um julgamento em curso no Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília, ambos tratando da liberação dos transgênicos no Brasil. Tanto o Projeto de Lei, como o voto da juíza relatora do TRF (ainda faltam dois juízes proferirem seus votos para que o julgamento seja concluído nesta instância jurídica) são de conteúdo excessivamente permissivo. Ambos defendem a não exigência da realização de estudos de impacto no meio ambiente e avaliação de riscos à saúde humana previamente à liberação dos transgênicos.
E para justificar este absurdo alegam a “incontestável competência” da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança / Ministério de Ciência e Tecnologia) para avaliar -- sem realizar os estudos -- se estes produtos apresentam ou não riscos.

Para elaborar o relatório (que ainda tem que ser aprovado pela Comissão), o Dep. Vasconcellos, com o apoio de assessores legislativos da Câmara, analisou uma série de denúncias de irregularidades cometidas pela CTNBio e por outros órgãos do Poder Executivo através de audiências públicas, entrevistas e visitas a empresas de pesquisa e produção de transgênicos, diligências e requisição de documentos e informações.

De forma bastante fundamentada, o relatório comprova um enorme número de irregularidades cometidas pelos órgãos acima citados.

As irregularidades mais graves apresentadas no documento são referentes à autorização, por parte da CTNBio e do Ministério da Agricultura, da importação de milho transgênico proveniente da Argentina e dos Estados Unidos para uso em ração animal em junho de 2000 (processo repleto de irregularidades);

à total falta de fiscalização dos experimentos com transgênicos -- muitos dos quais localizados em propriedades de agricultores;

à autorização, por parte da CTBio, de Unidades Demonstrativas de transgênicos antes que a própria CTNBio tivesse chegado a uma conclusão sobre a liberação ou não dos cultivares em questão;

ao tamanho das áreas experimentais aprovadas pela CTNBio -- de até 110 ha (o próprio relatório admite que “não se afasta a possibilidade de que os referidos ensaios fizessem parte da estratégia da empresa de obter rapidamente um estoque de sementes suficiente para alavancar os plantios comerciais, (imediatamente) após a liberação oficial da cultivar” e que o destino das sementes produzidas em tais “experimentos gigantes” não ficou bem esclarecido, o que reforça a tese de que podem ter vazado para os agricultores, facilitando a implantação de lavouras clandestinas no País);

à elevação, em dez vezes, no Limite Máximo de Resíduos (LMR) de glifosato (princípio ativo do herbicida Roundup, da Monsanto) em soja pelo Ministério da Saúde (este caso, também, repleto de irregularidades) exatamente no momento em que a CTNBio decidia por autorizar o plantio da soja transgênica, cuja viabilidade está vinculada ao uso daquele agrotóxico;

à omissão do Ministério da Agricultura em fiscalizar os plantios ilegais de transgênicos (nas palavras do relatório, “a visível inoperância do órgão fiscalizador -- no caso, o Ministério da Agricultura -- cuja política, na instância superior, parece dirigida não ao exercício de sua missão mas, sim, à luta pela liberação imediata -- de fato e de direito -- da soja RR”);

à desregulamentação da soja RR (Roundup Ready, da Monsanto), caso em que a CTNBio ignorou as considerações de seus membros representantes do Ministério do Meio Ambiente e liberou a soja RR na ausência de estudos nacionais, de estudos de impacto ambiental, de estudos sobre a compatibilidade da soja transgênica com o processo de fixação biológica de Nitrogênio e de transparência no debate;

à não regulamentação das multas previstas na Lei de Biossegurança (8.974/95) aos infratores das normas e padrões de biossegurança vigentes, o que resultou na não aplicação de qualquer penalidade aos Autos de Infração emitidos pelos fiscais do Ministério da Agricultura;

e, por fim, à falta da criação de uma Política Nacional de Biossegurança, após 7 anos da instalação da Comissão.

O relatório também denuncia a atuação jurídica e política escandalosa da CTNBio, “na medida em que sua atribuição não é, positivamente, a de promover a biotecnologia, senão a de ser a guardiã da sociedade no campo da biossegurança. Lamentavelmente, por um largo tempo de sua existência, essa inversão de seu precípuo papel, de mandato que a sociedade lhe outorgou, foi uma marca da atuação da CTNBio”.

As provas que este documento apresenta vêm de encontro à alegação contida no Projeto de Lei que tramita na Câmara dos deputados e no voto da juíza Selene Maria de Almeida, do TRF, de que a CTNBio seria um órgão de comprovada competência e independência, capaz de avaliar e decidir sobre a segurança dos transgênicos para a saúde da população e para o meio ambiente e liberá-los sem a realização de estudos que comprovem esta segurança.

Diga-se de passagem, se estes produtos fossem de fato seguros, por que as empresas -- e a própria CTNBio -- relutariam tanto em realizar os estudos de impacto? Não deveriam ser elas as maiores interessadas em provar, de acordo com as normas previstas na Constituição Brasileira, a segurança dos produtos transgênicos?

Mais uma vez fica patente a parcialidade e a falta de seriedade e de independência do órgão que vem sendo considerado por nossos legisladores e, agora, por uma juíza, a autoridade máxima competente para decidir sobre nosso futuro num tema de tamanha importância para todos os setores da sociedade.

Não podemos deixar de registrar que a elaboração deste relatório representa um admirável ato de coragem do Dep. Ronaldo Vasconcellos que, assim como todos os outros deputados envolvidos com o processo legislativo referente à liberação de transgênicos no Brasil, não está livre das covardes pressões do poderoso (e milionário) lobby pró-transgênico que paira sobre o Congresso.

Leia a íntegra do Relatório no site
http://www.camara.gov.br/ronaldovasconcellos/relatorio.htm

**************************************************************
Neste número:

1. Estudo aponta benefícios da soja convencional
2. Monsanto desiste de sua batata transgênica
3. Soja transgênica é vendida em beira da estrada no Paraná
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Guinada ecológica na produção de maçãs no Vale de Mala

**************************************************************

1. Estudo aponta benefícios da soja convencional
Estudo desenvolvido na PUC-PR comparou os sistemas de produção da soja paranaense e do estado norte-americano de Iowa e constatou que a tendência, em dez anos, é a soja transgênica aumentar seu custo de produção, enquanto ocorreria o contrário no cultivo de variedades convencionais. A diferença de custo pode chegar a 15%. Foram levados em consideração todos os principais insumos da cultura (semente, calcário, fertilizantes, herbicidas, inseticidas, mão-de-obra, máquinas e equipamentos).
O estudo foi elaborado pelo estudante da PUC Ralf Karly, no final de 2001. O professor Luis Carlos Balcewicz, orientador da pesquisa, alerta para o fato de que o cultivo de variedades transgênicas de soja e milho poderá afetar, além da exportação de grãos, a de carnes. “Os europeus preferem hoje o frango brasileiro por dois motivos: a ração que usamos não utiliza carcaças de animais e nem cereais transgênicos”, afirma o professor.
Gazeta Mercantil, 19/03/02.

2. Monsanto desiste de sua batata transgênica
Na primavera de 2001, a Monsanto -- uma das maiores empresas de biotecnologia do mundo -- surpreendeu agricultores, ambientalistas e consumidores ao retirar sua batata NewLeaf dos mercados dos Estados Unidos e Canadá, após a gigante de fast-food McDonald's cancelar os pedidos de batatas transgênicas.
A batata NewLeaf, o primeiro produto da Monsanto geneticamente modificado, foi introduzido seis anos atrás para ajudar os agricultores a combater o besouro do Colorado -- a praga predominante nas lavouras de batata nos Estados Unidos. A batata recebeu genes de uma bactéria que produz um inseticida natural conhecido como Bt (Bacillus thuringiensis), que mata lagartas. Entretanto, críticos dos transgênicos alertam para o fato que a exposição continuada de um inseto ao seu agente de controle, no caso o Bt, induz ao desenvolvimento precoce de resistência.
Em 2000, a produção da batata da Monsanto caiu aproximadamente 80 %, após o McDonald's e outros grandes compradores de batata, como Burger King, McCain Foods e Frito-Lay, decidirem parar de vender produtos contendo batatas transgênicas.
Após a queda dramática nas vendas de batata, em 2000, a Monsanto lançou uma batata transgênica mais poderosa, equipada com o gene Bt e outro, aumentando a resistência ao vírus Leafroll. Todavia, a empresa não conseguiu recuperar o interesse do consumidor pelas suas batatas transgênicas. (...)
Adaptado da Revista World Watch, www.wwiuma.org.br 20/03/02.

3. Soja transgênica é vendida em beira da estrada no Paraná
Caminhoneiros do Rio Grande do Sul estão vendendo soja transgênica em plena BR-467, no trevo entre Cascavel e Toledo, no Oeste do estado. Foi desta maneira que o produtor Marcelo Velter comprou a semente em setembro do ano passado. Sua lavoura, de nove alqueires, foi interditada esta semana pelo Ministério da Agricultura e a soja transgênica foi recolhida e armazenada. As informações foram prestadas por Delmar Marino Hoffmann, advogado do agricultor.
Ele afirma que a semente foi comprada por R$ 50,00 a saca de 40 quilos, o dobro do preço de uma saca de soja não-transgênica. Hoffmann disse ainda que o agricultor não havia encomendado o produto e sabia que era transgênico, mas mesmo assim resolveu apostar no plantio. “Ele sempre lê jornais do Rio Grande do Sul e como naquele estado o plantio é mais comum, ele resolveu arriscar”, justificou.
Nos últimos dias, a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (Seab) recebeu 17 denúncias de lavouras transgênicas, das quais seis são em Toledo, oito na região de São Mateus do Sul e três em Maringá. Em Toledo, as denúncias estão sendo feitas via telefone, por pessoas que informam o nome do produtor e o local da lavoura. As amostras das lavouras suspeitas já foram coletadas e serão enviadas para análise na Universidade Federal do Paraná. O resultado deverá sair na próxima quarta-feira. (...)
Gazeta do Povo, 15/03/02.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Guinada ecológica na produção de maçãs no Vale de Mala
O Vale de Mala, situado a 85 km ao sul de Lima, Peru, é um ambiente costeiro ocupado por pequenas propriedades (1 ha em média), que apresenta condições ideais para a fruticultura e cujo principal produto agrícola é a maçã.
Por sua proximidade com a capital, os vendedores de agroquímicos desfrutavam no Vale de amplo mercado para seus produtos. Devido ao intensivo uso de agrotóxicos, resultado das recomendações desses técnicos, eram freqüentes os casos de intoxicação entre os agricultores.
O manejo fortemente baseado em insumos químicos propiciou que, no início da década de 90, o Heliothis virescens, que geralmente ataca o algodão, passa-se a atacar as macieiras do Vale. Os agricultores, desesperados e ainda aconselhados pelos vendedores de agroquímicos, aumentaram a quantidade e a freqüência das aplicações de agrotóxicos. O resultado foi o surgimento de uma nova praga, que afetou ainda mais os pomares da região.
O Instituto Huayuná, que trabalha com a promoção da agricultura sustentável na região, convocou os agricultores para encontros com o objetivo de discutir o papel dos venenos e os hábitos e o ciclo biológico dos insetos. A iniciativa não deu muitos resultados, pois os agricultores estavam acostumados com os pacotes de insumos químicos e não havia tempo disponível para que fossem discutidas alternativas de controle de pragas. Além disso, os agricultores não priorizavam reuniões para busca de soluções coletivas.
O Instituto decidiu então iniciar uma pesquisa e ao mesmo tempo desenvolver um processo de capacitação junto a agricultores-promotores buscando as causas do problema e não somente formas de solucioná-lo. Este processo de capacitação favoreceu que os agricultores fossem desenvolvendo e adaptando propostas de manejo integrado das culturas e redescobrindo suas lavouras e as diferentes relações ecológicas que nelas se dão.
Esta formação sensibilizou os agricultores, que desenvolveram uma maior clareza dos problemas do Vale em relação à contaminação ambiental, à qualidade nutricional dos alimentos e aos problemas de saúde e abriu a possibilidade do surgimento de uma proposta de agricultura ecológica para a região.
Hoje as famílias da região já obtiveram grandes avanços na comercialização e contam com a certificação orgânica. Formaram uma pequena empresa para comercialização e instalaram um ponto de venda na região. Fizeram também um acordo com uma ONG em Lima que incluiu as maçãs ecológicas em seu programa de apoio alimentar a crianças. Além de desenvolver propostas de manejo agroecológico para as maçãs, investem em difundir suas experiências para outros agricultores e recebem mais de 200 visitantes por ano, incluindo agricultores de outras regiões, técnicos, professores e estudantes universitários.
Cezar de la Cruz, et al. Proceso de elaboración de la propuesta de agricultura ecológica en el Valle de Mala. Boletín ILEIA, Fundación ILEIA, dezembro de 2001 vol.16 nº4, pg.16-17.

***********************************************************

A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

***********************************************************
Se você por alguma razão, não desejar receber este boletim, envie uma mensagem para o nosso endereço <campanhatransg@...> solicitando a exclusão do seu nome de nossa lista.

"Continuamos a contar com a participação de todos, tanto no envio de notícias, como de sugestões de pessoas e instituições interessadas em se cadastrar para receber o Boletim"


**********************************************************



#304 De: Campanha Transgenicos <campanhatransg@...>
Data: Sex, 8 de Mar de 2002 10:35 pm
Assunto: BOLETIM 104 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
campanhatransg@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
###########################
POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
###########################

Car@s amig@s

A votação do Projeto de Lei do Dep. Confúcio Moura (PMDB/RO), que libera os transgênicos no Brasil sem a necessidade de Estudos de Impacto Ambiental e avaliações de riscos para a saúde humana e sem garantir a informação aos consumidores através da rotulagem dos alimentos transgênicos qualquer que seja o percentual de contaminação, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados foi, mais uma vez, adiada.

Pode parecer, aos leitores deste Boletim, que esta história está virando uma rotina e que a Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos” vem fazendo um certo alarmismo ao anunciar, uma semana após a outra, uma votação que não acontece.

Bem que gostaríamos de saber estarmos sendo apenas alarmistas. Infelizmente, a situação é grave mesmo. Como vocês acompanharam, nas últimas duas sessões da Comissão para as quais a votação fora marcada, os deputados da oposição e as organizações da sociedade civil conseguiram, “no grito”, protelar a votação  não simplesmente para atrapalhar ou atrasar o processo, mas porque queremos a reabertura da discussão na comissão para melhorar o texto do projeto de lei que, na forma atual, é inaceitável.

Como havíamos anunciado no Boletim 103, esta semana seria muito difícil repetirmos as façanhas anteriores. Os recursos regimentais da oposição estavam esgotados e a segurança da Câmara já estava preparada para “proteger” a bancada ruralista dos movimentos sociais.

É verdade que, apesar do esquema de segurança armado pela casa, desde cedo cerca de 60 mulheres trabalhadoras rurais ocupavam o corredor das Comissões, em frente ao plenário 13, onde ocorreria a votação. “Armadas” com uma cesta de produtos contaminados por ingredientes transgênicos, lançavam Nestogeno com soja* nos ruralistas que por ali passavam enquanto clamavam palavras de ordem pela vida e contra os transgênicos. Cena memorável.

No entanto, apesar desta demonstração de comprometimento e perseverança por parte dos movimentos sociais, o que realmente adiou a votação foi uma espécie de “acaso”: a obstrução do PFL.

Estavam marcadas para quarta-feira, 06/03, para o período da manhã, as eleições anuais das Comissões Permanentes da Câmara. Todos sabem que o Congresso Nacional andou de pernas pro ar durante esta semana, após o episódio Lunus-Roseana Sarney. Desde terça-feira o PFL obstruia as votações da Câmara, o que se estendeu durante a manhã de quarta. As Comissões Permanentes acabaram sendo instaladas no início da tarde, o que inviabilizou o funcionamento de todas as Comissões Especiais (não só a de transgênicos).

A votação está, agora, marcada para a próxima terça-feira (12/03). Estaremos lá novamente. Não abriremos a guarda e lutaremos até o fim contra a aprovação deste Projeto de Lei. E convidamos a todos a fazer o mesmo: não desanimar e continuar as articulações locais e regionais de pressão sobre os deputados membros da Comissão. Aliás, em tempos de “tempestade política” e rupturas, sempre há a chance de angariarmos aliados inesperados.

Desta vez, para mandar mensagens eletrônicas aos deputados da Comissão, sugerimos que acessem o link abaixo:

Mensagem-deputados

Vamos lá. Não seremos vencidos pelo cansaço.

* O Nestogeno com soja é um dos produtos que foram testados pelo Idec e pelo Greenpece e cujos testes acusaram a contaminação com ingredientes transgênicos.
Para ver a lista completa dos produtos contaminados, acesse os sites: www.idec.org.br ou www.greenpeace.org.br

**************************************************************
Neste número:
1. Trabalhadoras rurais protestam contra transgênicos em Porto Alegre
2. Soja transgênica é queimada
3. Novas regras chinesas deverão esperar
4. Greenpeace bloqueia soja contaminada com transgênicos na Espanha
5. Justiça condena Monsanto e Solutia por despejar toxina nos EUA
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Melão orgânico de Baraúna para a Europa
Eventos
1a Jornada Paranaense de Agroecologia
Terra Livre de Transgênicos e sem agrotóxicos
Semana Nacional da Cultura Brasileira e da Reforma Agrária
**************************************************************

1. Trabalhadoras rurais protestam contra transgênicos em Porto Alegre
As mulheres trabalhadoras rurais de todo o Rio Grande do Sul que participam do II Acampamento Estadual de Mulheres da Via Campesina realizaram na tarde de 07/03 uma manifestação contra os alimentos transgênicos no Supermercado Zaffari, Zona Oeste de Porto Alegre.
A manifestação teve início com uma marcha, saindo do Acampamento, e ocupando uma das pistas da Avenida Ipiranga, uma das mais movimentadas de Porto Alegre. Por volta das 17hs, cerca de 800 trabalhadoras rurais entraram no Supermercado Zaffari, onde recolheram produtos transgênicos das prateleiras e panfletaram a lista de produtos contaminados aos consumidores quer se encontravam no local. (...)
Via Campesina, 07/03/02.

2. Soja transgênica é queimada
Uma operação comandada pelo delegado da Polícia Federal Ildo Gasparetto encerrou um processo de inquérito para investigação do plantio de soja transgênica (organismo geneticamente modificado) na região central do Estado do Rio Grande do Sul. Foram incineradas 420 sacas de soja, equivalente a 21 toneladas, por determinação do juiz federal Louraci Flores de Lima, da 2ª Vara Federal da Circunscrição Judiciária de Santa Maria. As 420 sacas de soja estavam armazenadas em duas propriedades - uma em Júlio de Castilhos e outra em Tupanciretã. O delegado Gasparetto informou que no total foram sete inquéritos, sendo que todas as pessoas citadas - sete produtores envolvidos diretamente no plantio de soja transgênica - foram indiciadas. A primeira etapa dessa investigação policial começou em outubro do ano passado e, embora concluída ontem, novas denúncias serão imediatamente investigadas com rigor, garantiu o delegado. A soja geneticamente modificada foi incinerada numa grande vala aberta na estrada que liga os municípios de Júlio de Castilhos e Quevedos. Durante a incineração do produto não houve manifestação política, uma vez que o delegado Gasparetto manteve a operação com discrição, atendendo exclusivamente a determinação judicial.
Correio do Povo, 01/03/02.

3. Novas regras chinesas deverão esperar
Um acordo temporário entre os EUA e a China sobre a importação de grãos transgênicos fez os contratos futuros de soja dispararem ontem na bolsa de Chicago. (...)
Os americanos temiam que as exportações para a China  maior importador mundial de soja  fossem interrompidos a partir de 20 de março, quando entram em vigor as novas regras de importação de transgênicos. Segundo a associação Americana de Soja, o governo americano conseguiu mais 90 dias de liberação das importações. Nesse período serão feitos os esclarecimentos e negociações das regras definitivas. (...)
Valor Econômico, 08/03/02.

4. Greenpeace bloqueia soja contaminada com transgênicos na Espanha
Em fevereiro ativistas do Greenpeace bloquearam as atividades dos meios de transporte da maior importadora de soja da Espanha, a Moyresa, em Barcelona, após a detecção da contaminação com transgênicos no estoque importado dos EUA. O Greenpeace acusou a Moyresa de rotineira e deliberada contaminação depois que as empresas admitiram a mistura de soja não-transgênica do Brasil com soja não rotulada dos EUA e da Argentina.
Os ativistas vindos de dez países pararam os carregamentos se acorrentando na entrada de descarga e no maquinário. Eles carregavam uma faixa dizendo “Contaminação Genética - Não compre”, exigindo que a Moyresa, que controla 70% do mercado local de soja, comprometa-se garantir o fornecimento produtos não-contaminados para a Espanha. (...)
O Greenpeace exige que a Espanha apoie a moratória européia para aprovação de novos cultivos transgênicos, a proposta européia de regulamentação para a alimentos e rações animais, assim como a rastreabilidade de transgênicos e assegure a tolerância zero para a contaminação de sementes. Da mesma forma, solicita que todos os países membros da União Européia sigam o exemplo espanhol e ratifiquem o Protocolo de Biossegurança das Nações Unidas.
Greenpeace Spain, 14/02/02.

5. Justiça condena Monsanto e Solutia por despejar toxina nos EUA
Uma corte do estado americano do Alabama decidiu que as empresas químicas Monsanto e Solutia são responsáveis pela contaminação por produtos tóxicos de 3.500 cidadãos de Anniston, cidade desse estado. (...)
A vitória abre espaço para outras ações semelhantes em curso na Justiça contra as empresas. Após a decisão, mais 15 mil pessoas da região entraram com processo coletivo contra as empresas.
A corte da cidade de Gadsden, onde o caso foi julgado, considerou a Monsanto e a Solutia responsáveis pelos seis crimes de que eram acusadas, como negligência e ultraje. De acordo com as leis do Alabama, o crime de ultraje demanda que a conduta criminosa seja "tão ultrajante em caráter e extrema em intensidade que vá além de todos os limites possíveis de decência e deve ser considerada uma atrocidade totalmente intolerável pela sociedade civilizada". Esse tipo de crime é considerado raro nas cortes do Estado. (...)
A fábrica da Solutia em Anniston produziu PCBs entre 1935 e 1971. A substância era usada como refrigerador não inflamável para a prevenção de explosões em equipamentos elétricos. Em 1979, ela foi banida nos EUA por ser considerada cancerígena.
Durante 40 anos, a Monsanto - a quem a Solutia pertencia até 1997 - despejou toneladas de PCBs na região de Anniston sem notificar seus vizinhos. Mesmo depois de ter conhecimento de possíveis danos à saúde que a substância poderia causar, a empresa continuou a se desfazer do produto na região.
Atualmente, sabe-se que os PCBs podem provocar desde câncer até problemas reprodutivos, causando inclusive o nascimento de bebês com paralisia cerebral.
O executivo-chefe da Solutia, John C. Hunter, disse que a empresa está "extremamente desapontada" com o resultado do julgamento. Mas disse também que o caso ainda não está encerrado. Já o porta-voz da Monsanto, Garry Barton, disse que "a nova Monsanto não tem parte nesse caso" e, portanto, está isenta de responsabilidade nele.
Folha de São Paulo, 26/02/02.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Melão orgânico de Baraúna para a Europa
A produção de frutas orgânicas está começando a se disseminar pelo Rio Grande do Norte. Em janeiro começa a colheita de aproximadamente três mil caixas de melão orgânico num assentamento em Baraúna, a cerca de 30 quilômetros de Mossoró. A produção faz parte de uma pesquisa promovida pela ONG Associação de Apoio às Comunidades do Campo (AACC), que pretende ampliar a produção para que as frutas comecem a ser exportadas na próxima safra.
A idéia é experimentar o plantio orgânico como forma de incrementar a renda de 150 famílias de agricultores de assentamentos de Baraúna. Como os resultados da pesquisa foram positivos, o próximo plantio será ampliado. Segundo o agrônomo da AACC, César de Oliveira, os assentados já produziam melão convencional. Na safra 2000/2001 foram colhidas 75 mil caixas deste melão. Nesta safra serão produzidas 150 mil caixas da fruta. Hoje, elas são exportadas para a Europa, sobretudo para Inglaterra e Holanda.
“Na agricultura convencional, sementes, agrotóxicos e fertilizantes estão cada vez mais caros”. Além disso, de acordo com o agrônomo, “o preço oscila conforme a economia mundial’’.
As primeiras caixas da fruta orgânica produzidas no assentamento em Baraúna foram vendidas ao supermercado Carrefour de Pernambuco. A idéia da AACC é exportar a produção da safra 2002/2003. No mercado externo, principalmente Europa e Estados Unidos, é crescente o interesse por produtos orgânicos. O melão orgânico é pelo menos 25% mais caro que o convencional e o manejo não oferece risco à saúde do agricultor nem ao meio ambiente.
Mesmo com grandes expectativas em torno da ampliação do plantio para este ano, César diz que ainda é preciso sensibilizar o Governo do Estado e bancos a financiarem a agricultura familiar. Ele conta que a primeira experiência promovida pela AACC com frutas orgânicas foi com abacaxi. Hoje, 27 famílias produzem sem apoio de qualquer instituição financeira. Para a pesquisa com o melão, foi utilizada uma linha de microcrédito da fundação suíça Ameropa.
O próximo passo da AACC será realizar um seminário com produtores de melão convencional de assentamentos de Baraúna para divulgar os exitosos resultados dessa experiência. ‘‘Vamos também discutir com bancos e Governo do Estado a possibilidade de financiamento para o projeto. É preciso sensibilizá-los e mostrar que a agricultura familiar não tem nada de atrasada’’, defende Oliveira.
Diário de Natal, 22/01/02.

Eventos:

1a Jornada Paranaense de Agroecologia
Terra Livre de Transgênicos e sem agrotóxicos
Ponta Grossa - Paraná - Brasil - 17 a 20 de Abril de 2002

17 de abril - Reforma Agrária e Desenvolvimento Sustentável
10:00 hs - Solenidade de Abertura
11:00 hs - Homenagem de Cidadã Honorária do Paraná à Engª Agrª Doutora Ana Maria Primavesi
Palestra: “A evolução e o potencial da agroecologia no desenvolvimento da agricultura brasileira”
14:00 hs - MARCHA DA LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA, AGRICULTURA FAMILIAR E AGROECOLOGIA
20:00 hs - Intercâmbio: A experiência do Assentamento de Hulha Negra - RS, na produção e comercialização de sementes produzidas organicamente
22:00 hs - Atividades culturais

18 de abril - Agricultura Ecológica - Tradição Cultural para o Desenvolvimento Sustentável
08:00 hs - Palestra: Agrotóxicos e Transgênicos - armas químicas e manipulação da vida - descaminhos na agricultura - Engº Agrº Doutor Sebastião Pinheiro, UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
10:30 hs - Palestra: Agroecologia - desafios sociais, técnicos e políticos na prática da conversão ecológica  aplicada no Brasil - palestra do Economista Sílvio Gomes de Almeida, Diretor Executivo da AS-PTA
14:00 hs - Oficinas e cursos temáticos de experiências agroecológicas
20:00 hs - Atividades culturais

19 de abril - Políticas Públicas Aplicadas na Promoção da Sustentabilidade da Agricultura: novos conceitos, novos métodos e novos desafios
8:00 hs - Palestra: As políticas públicas aplicadas pelo Governo de Cuba - Doutor Eduardo Martinez Oliva - Diretor Executivo da Associación Cubana de Técnicos Agrícolas y Forestales
13:30 hs - Palestra: As políticas públicas aplicadas pelo Governo do Rio Grande do Sul - José Hermeto Hoffmann, Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do RS
15:00 hs - Palestra: As políticas públicas aplicadas por Governo Municipal - (a definir)
16:00 hs  - Encerramento - Leitura e aprovação da Carta de Ponta Grossa

20 de abril - Mercado Solidário - Feira livre de alimentos produzidos ecologicamente

Página na Internet: www.jornadadeagroecologia.com.br
Endereço Eletrônico: secretaria@...

Participem e divulguem!

**************************

Semana Nacional da Cultura Brasileira e da Reforma Agrária
Data: 18 a 24 de Março de 2002
Local: UERJ / RJ
Organização: MST, UERJ e FAPERJ
A Comunidade científica, cultural e a sociedade estarão juntas neste grande evento. O objetivo é valorizar a cultura brasileira e mostrar a rica produção cultural que é fruto da Reforma Agrária. Brasileiros que conhecem e vivem a realidade brasileira vão discutir e debater questões sociais, culturais, educacionais e políticas. Conheça mais sobre o Brasil e sua cultura e participe de sua história.
Mais informações: culturamst@.../ ou elfi@...
Tel: 21 2509 0660 r. 236

mensagens 275 - 304 de 415   Mais antigos  |  < Mais antigos  |  Mais recentes >  |  Mais recentes
mensagens 275 - 304 de 415   Mais antigos  |  < Mais antigos  |  Mais recentes >  |  Mais recentes
Avançado

Copyright © 2010 Yahoo! do Brasil Internet Ltda. Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade - Termos do Serviço - Diretrizes - Ajuda