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milho
Liberação de milho transgênico acaba com agricultura camponesa, diz
Stédile
O membro da Via Campesina e coordenador do MST - Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Pedro Stédile, afirmou na terça-feira (2)
que a liberação do milho transgênico dará fim à agricultura camponesa.
"A base de toda a cultura camponesa no Brasil, desde do Sul até o Norte
está fundamentada muito no milho. A cada ano, os agricultores selecionam as
melhores espigas e guardam - portanto têm segurança - e no outro ano plantam. E
assim eles vão fazendo um melhoramento genético", disse, durante o 2º Seminário
Nacional sobre Agrotóxico, Saúde e Ambiente, que ocorre até amanhã, em Brasília.
Segundo ele, com o milho transgênico, a semente será patronizada. "A
polinização do milho é pelo vento. Se vem um vento forte pode levar a
quilômetros, e todos os outros milhos naturais se contaminam com aquele
transgênico. Então vai chegar a um ponto que o agricultor não tem mais a sua
própria semente".
Atédile afirmou que as empresas Syngenta, Bauer e Monsanto querem
registrar o milho transgênico para vender os agrotóxicos produzidos por elas
mesmas.
"A empresa diz ao fazendeiro capitalista que, em vez de passar três tipos
de venenos (agrotóxicos), ele terá uma semente que só veneno dá (para eliminar
as pragas). Mas o que estamos discutindo não é o modelo capitalista de produzir.
E o camponês não passa nada de veneno". (Agência Brasil)
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CTNBio libera importação de milho transgênico da Argentina
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), vinculada ao
Ministério da Ciência e Tecnologia, liberou a importação de milho geneticamente
modificado da Argentina, após reunião extraordinária nesta terça-feira.
Segundo informação da Assessoria de Imprensa do Ministério, a medida
atende a solicitação da Associação Avícola de Pernambuco e diz respeito a 370
mil toneladas de milho resistente a insetos e a herbicidas.
A importação desses grãos, acrescenta a assessoria, deve respeitar as
regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e
passará a valer a partir da publicação no Diário Oficial da União, prevista
ainda para esta semana.
Nessa 14º reunião extraordinária do órgão foram discutidos ainda processos
referentes a pesquisas em organismos geneticamente modificados e aprovada a ata
da reunião ordinária realizada nos dias 16 e 17.(Agência Brasil)
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