Já pensou em comer peixes modificados genéticamente
usando genes derivados de vírus e bactérias
resistentes aos antibióticos. Não é à toa que o mundo
esta cada vez mais doente.
Um grande abraço,
Cláudio Lima
SHALOM
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PEIXE GENETICAMENTE MODIFICADO NADA EM POLÊMICA
Nunca um animal de estimação causou tanta polêmica
como "GloFish", peixe modificado geneticamente para
brilhar com um vermelho intenso, e que vem inquietando
cientistas e ecologistas, que são contra a alteração
de uma espécie por motivos puramente econômicos. O
primeiro peixe geneticamente modificado, que começou a
ser vendido este mês por cerca de US$ 10 a unidade -
muito acima dos US$ 0,49 que custa a variedade
"apagada" do mesmo peixe - foi criado com um propósito
bem diferente ao de iluminar o aquário com sua
estranha luz vermelha.
O "Glofish" foi concebido por um grupo de cientistas
da Universidade de Cingapura como um mecanismo para
advertir, através da mudança de cor, a poluição na
água. No entanto, alguns empreendedores com poucos
escrúpulos não demoraram muito a ver as possibilidade
econômicas que este peixe poderia trazer, e apostaram
em sua comercialização.
Esta espécie poderia ser afetada, sem dúvida, pela
ação que duas associações de interesse público - o
Centro para a Assessoria na Tecnologia e o Centro para
a Segurança Alimentar - interpuseram esta semana no
Governo federal dos Estados Unidos, na qual pedem para
que a venda seja paralisada.
Estes se somaram ao grande grupo de cientistas e
ecologistas que alegam que o gene fluorescente, que
procede de uma anêmona marinha, inserido no "Glofish"
utiliza por sua vez genes derivados de vírus e
bactérias resistentes aos antibióticos.
Em sua ação, os grupos indicam que este peixe poderia
representar uma ameaça para a saúde humana e animal
caso fosse parar em vias fluviais e se cruzasse ou
acabasse ingerido por outros peixes de consumo humano.
Os ecologistas querem que a Direção de Alimentos e
Remédios dos Estados Unidos (FDA, em inglês) regule a
venda do "GloFish", embora no mês passado tenha
rejeitado seu regulamento porque esta espécie não é
para consumo humano.
Para Andrew Kimbrell, diretor do Centro para a
Segurança Alimentar, o que ocorrer com o "GloFish" é
relevante porque poderia dar início a uma tendência:
"A este peixe poderiam seguir centenas de animais que
poderiam ser geneticamente modificados apenas para
nossa diversão e enriquecimento", afirmou Kimbrell.
Por enquanto, o peixe é vendido em todo o país, menos
na Califórnia, único estado americano com leis que
vetam a venda de espécies transgênicas. Sam Schumchat,
representante da Comissão de Caça e Pesca da
Califórnia, organismo que decidiu pela proibição,
afirmou que se trata de "uma questão de princípios":
"Estamos brincando com as bases genéticas da vida. Não
me parece justo que produzamos um novo organismo só
para que seja nosso animal de estimação".
As duas principais redes de lojas de venda de animais
de estimação, PetSmart e Petco, parecem não estar
totalmente convencidas, e seus porta-vozes afirmaram
esta semana que não venderão o peixe - "fabricado"
pela empresa Yorktown Technologies, do Texas - até que
a questão tenha sido investigada mais a fundo.
O peixe - que não brilha por si só, mas reflete a luz
exterior - pode representar uma novidade no que se
refere a animais geneticamente modificados para uso
caseiro.
A Genetic Savings & Clone, outra empresa do Texas,
planeja clonar cachorros e gatos com fins comerciais.
Por enquanto, está armazenando tecido congelado dos
animais para que possam ser clonados quando a
tecnologia estiver mais avançada.
Enquanto isso, a Universidade de Connecticut, junto
com uma companhia privada (a Transgenic Pets, de
Syracuse, em Nova York) está experimentando criar
gatos que não afetem os humanos alérgicos a estes
felinos.
No que se refere a animais luminosos, o "GloFish" é
precedido por outras iniciativas, como é o caso dos
"ratos verdes" criados por cientistas franceses, que
injetaram nestes roedores o gene de medusas.
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]