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Clipping FNDC - Conselho da Anatel analisa fusão DirecTV/Sky em tr   Lista de mensagens  
Responder Mensagem #640 de 730 |

CLIPPING DO DIA
3 de agosto de 2005

Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação

 
DTH
Conselho da Anatel analisa fusão DirecTV/Sky em três semanas
Parecer sobre fusão Sky/DirecTV será entregue ao Cade em setembro
MinC mostra-se preocupado com fusão Sky/DirecTV
DirecTV faz planos para depois da fusão com a Sky
Concorrência na TV paga
Sky testa alta definição no Brasil
Sky lança serviço móvel para transportes coletivos
Sky prepara lançamento de IPTV corporativo
DirecTV anuncia novas produções locais
 
Política de TV por Assinatura
TV por assinatura prepara-se para batalha com teles
Operadoras pedem revisão do modelo
TV paga busca caminho seguro para o triple-play
Modelo atual não contempla TV sobre IP, diz Minassian
CCS recebe proposta de regras sobre direitos dos usuários
Deputado prega uso do Fust na inclusão através da TV paga
PPV é o novo serviço que mais atrai operadores
Teles não serão grandes competidores, diz TVA
TV paga é alternativa à concentração das teles, diz Elifas
Elifas Gurgel abre encontro da TV por assinatura. Ara Minassian fala sobre PGMQ
Oferta de vídeo pela rede de telefonia exige nova licença, diz Anatel
 
TV a Cabo
TVA lança pay-per-view via SMS
Pay-per-view da TVA pode ser comprado via SMS
TVA testará WiMAX no próximo ano
EBITDA da TVA cresce 25% no trimestre
 
Rádio
Rádio digital deverá começar a funcionar experimentalmente em setembro, diz ministro
 
Programação de TV por Assinatura
TVE queixa-se de nova posição no line-up da Sky
Bandeirantes, agora, é parceira da NET
Net Brasil distribuirá canal de agronegócios
Terra Viva, da Band, estréia na Sky
Acerto
Band lança canal de música em 2006
TVA tem conteúdos em regime de revenue share
Audiência cresce com CPMI ao vivo
 
Política de Rádio e TV
Parlamentar não pode ganhar concessão
 
Audiovisual
Hollywood investe no cinema digital
Hollywood disputa drama de Pearl
Cinesesc recupera último filme de Mario Bava
 
Cultura
Para matar a fome de cultura
Festival Cultura apresenta primeiros concorrentes
Petrobras salva o Pixinguinha, por enquanto
TV Cultura revive a era dos festivais
 
Política
Planalto diz que reuniões trataram de investimentos
Valério confirma encontro com presidente da PT Telecom
Empresa nega encontro com políticos
Roberto Jefferson coloca Portugal Telecom na confusão
José Dirceu poupa Lula e responsabiliza cúpula do PT
Jefferson acusa ex-ministro de buscar benefícios da Portugal Telecom
Lula exonera braço direito de Luiz Gushiken
Emissários de PTB e PT teriam ido negociar com a Portugal Telecom
Valerioduto repassava dinheiro regularmente
'Nada vai me banir da vida política do país, nem que suspendam meus direitos políticos e cassem o meu mandato'
Disputa está longe do fim
Nova denúncia envolve Lula
Negócios suspeitos em Lisboa
Valério poupa o presidente
Por estratégia e inteligência
Em nota, presidência informa que Lula só tratou com Portugal Telecom sobre investimentos no Brasil
Acusações de Jefferson contra Dirceu envolvem Lula e Portugal Telecom
Roberto Jefferson envolve a Portugal Telecom nas denúncias de corrupção
Quando Lula tentou acalmar as ondas
Em andamento
 
Imprensa & Jornalismo
O que é a mídia?
Quanto vai durar a indignação da imprensa?
Memória de um furo esquecido
Pesquisas que radiografam o "povo"
ABI denuncia violência contra jornalista
Liberdade de imprensa: ainda um desafio
A imprensa na berlinda
Jornalismo online sem padrão de qualidade
Por um código de ética específico
A prisão de Judith Miller
Câmara faz homenagem pelos 80 anos do GLOBO
 
Indústria Fonográfica
Ecad muda regras para cobrar direito autoral
 
Informática
Hackers debatem invasões de computadores
Editores profissionais podem ser experimentados gratuitamente
Músicos treinam e compõem com o PC
Softs de música levam estúdio para casa
Rede tem espaço para divulgação
 
Internet
Google monta base em Minas Gerais
Acesso liberado
 
Literatura e Mercado Editorial
Livro: Uma obra em ascensão
ABL - A ainda pouco lida poesia de Jorge de Lima
Livro explica sucesso de 'Chaves'
 
Mercado de Comunicação
Brasil terá 2 milhões de câmeras digitais no final de 2005
Mercado evangélico cresce e atrai capital
Comcast lucra mais com venda "on-demand"
Campanha para recompor a imagem dos publicitários
 
Telecom
Costa elogia suspensão de assinatura básica
Convergência entre TV e telefonia em debate
Ministro exige de telefônicas propostas para reduzir assinatura
Anatel contesta fim de assinatura
Conta telefônica virá mais baixa
LINHA DE FRENTE
Hélio Costa comemora liminar contra assinatura
Anatel terá parecer sobre fusão em setembro
Telefônica mantém cobrança de assinatura
Distribuição de conteúdo para TV exige nova licença
TelComp sugere plano de metas a Hélio Costa
Siemens cria nova subsidiária sob grupo de telecom
Assinatura mensal
Ministro defende fim da assinatura de telefone
Falta comunicação
Suspensão da cobrança de assinatura ainda não vale
Hélio Costa diz que liminar é ''grande passo'' para reduzir tarifas de telefonia
Liminar que determina fim da cobrança da assinatura básica de telefone ainda não é definitiva
Justiça Federal suspende cobrança de assinatura básica
Justiça Federal suspende cobrança de assinatura básica
Costa diz que teles não fazem proposta para resolver problema
Anatel e teles recorrerão da suspensão de cobrança
Telefônica e Abrafix defendem legalidade da assinatura básica
Hélio Costa fica animado com liminar que suspende assinatura básica
Liminar suspende cobrança de assinatura básica por todas as concessionárias
 
Televisão
Globo faz 'megavestibular' de programas
Eu odeio TV: 'Alma gêmea' em baixa
Classificação etária
Uma versão bem diferente
A mídia colaborativa em grande escala
Programação online faz sucesso nos EUA
 
Comunicação & Educação
Iniciativa para renovar a comunicação no Rio
Rumo à reflexão e maturação científica
Intelectual, professor e ministro
 
Mídia Global
Putin proíbe TV ABC de trabalhar no país
Veículos unem forças para cobertura regional
Mercado jornalístico em expansão
As mentiras da imprensa americana
Veículo de integração ou de propaganda?
 

 
DTH
Conselho da Anatel analisa fusão DirecTV/Sky em três semanas
02/08/2005, 13h45
Fontes envolvidas com o processo de análise do processo de fusão entre DirecTV e Sky asseguram que, em três semanas, o conselho diretor da Anatel terá condições de avaliar o parecer elaborado sobre o tema. O documento, elaborado pelos técnicos da agência, será depois encaminhado ao Cade para subsidiar o processo de fusão.
Fontes da Anatel não comentam o teor da análise preliminar, mas este noticiário constatou que já chegou às operadoras a informação de que deve haver algumas sugestões da agência no sentido de se impor mudanças no modelo de programação atualmente adotado. Possivelmente, a Anatel recomendará ao Cade que reveja acordos de exclusividade, sobretudo dos canais Globosat, mas a informação ainda não é confirmada. Samuel Possebon - PAY-TV News
 
Parecer sobre fusão Sky/DirecTV será entregue ao Cade em setembro
2/8/2005
Em setembro, a Anatel deverá encaminhar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) o parecer sobre a fusão entre as operadoras Sky e DirecTV. A informação foi dada na manhã desta terça-feira, 2, pelo presidente da Agência, Elifas Gurgel, depois de uma cobrança indireta do secretário de audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, que chamou de "gestação" o processo de análise do órgão regulador. As duas empresas de TV via satélite anunciaram a intenção de fundir suas operações em outubro de 2004. Desde então, os órgãos reguladores dos mais diversos países onde existiam as duas companhias já aprovaram o negócio. O Brasil é o único que ainda não deu seu parecer a respeito. Segundo Elifas, a análise da Anatel está sendo feita baseada nos pilares da competitividade e da universalização. "Sempre que se fala em monopólio há uma atenção especial porque a ação da Agência é sempre no sentido de buscar a competição", disse Elifas, que participou esta manhã da cerimônia de abertura da ABTA 2005, feira e congresso de TV por assinatura. A complexidade do tema, segundo ele, justifica a demora.
Senna foi mais objetivo. Segundo ele, o Ministério da Cultura está preocupado com o risco de monopólio. "Estamos falando da presença da maior empresa de comunicação do mundo", afirmou, referindo-se à News Corp - controladora da Sky -, que pertence ao império de comunicação de Rupert Murdoch. O secretário destacou que existe o temor de que a fusão prive os cidadãos de ter acesso a determinados conteúdos, o que causa apreensão no Ministério da Cultura. Segundo ele, o Ministério reconhece o caráter estratégico e o potencial de negócios do setor de TV por assinatura, mas não se pode desconsiderar o bem simbólico que é a identidade nacional. A Sky tem hoje no Brasil cerca de 900 mil assinantes, enquanto a DirecTV registra 425 mil assinantes. Marineide Marques - Telecom Online
 
MinC mostra-se preocupado com fusão Sky/DirecTV
02/08/2005, 12h31
O secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, disse nesta terça, 2, na abertura da Feira e Congresso ABTA 2005, que a iminente fusão entre Sky e DirecTV representa um risco de monopólio no segmento de TV por assinatura e, por conseqüência, risco de monopólio no conteúdo. "O setor tem caráter estratégico na geração de valores da identidade nacional e, no futuro, o fator chave será a capacidade que os países terão de produzir conteúdo para as diferentes plataformas". "Não somos contra a fusão, nosso foco é o conteúdo, mas existem alguns fatores que devem ser considerados", disse o secretário, ao destacar que "é obrigação do Estado proteger a empresa nacional; é preciso avaliar o risco de monopólio; e o direito de acesso a conteúdos não só de uma única origem."
De acordo com o secretário, o MinC aguarda o final da "gestação" da decisão da Anatel e está nesta discussão apenas como um colaborador, informação confirmada pela agência de telecomunicações. Senna chamou a atenção ainda para outros dois pontos em ebulição: a elaboração de uma Lei Geral de Comunicação Eletrônica e a convergência digital. Na visão de Senna, o século 21 é o "século do audiovisual", e o Brasil terá de escolher se quer ser consumidor ou produtor de conteúdos audiovisuais. "Temos talento e infra-estrutura formidáveis, é natural que nosso objetivo é ser um país produtor e exportador", arrematou.
Demora na decisão
Questionado sobre a demora do parecer da Anatel acerca da fusão, o presidente da agência, Elifas Gurgel do Amaral, que também participou da abertura, alegou que o processo é complexo e envolve várias peças, e reafirmou que a Anatel sempre busca a competição nos segmentos que regula. A ABTA 2005 vai até o dia 4, em São Paulo. Da Redação - TELA VIVA News
 
DirecTV faz planos para depois da fusão com a Sky
03/08/2005
Concorrentes criticam negócio, que ainda precisa ser aprovado pelas autoridades brasileiras, por causa de conteúdo exclusivo e monopólio em algumas cidades
A DirecTV espera que as autoridades brasileiras aprovem sua fusão com a Sky ainda este ano. A fusão entre as empresas, que pertencem à News Corp., do magnata australiano Rupert Murdoch, foi anunciada em outubro de 2004 e efetivada nos Estados Unidos e nos países latino-americanos, com exceção do Brasil. "É claro que acreditamos que a fusão será aprovada", afirmou Bruce Churchill, presidente da DirecTV Latin America, que participou ontem do evento ABTA 2005. Ele quer migrar os 455 mil assinantes brasileiros da DirecTV para a Sky durante o próximo ano, a um custo entre US$ 50 milhões e US$ 75 milhões.
Mas não deve ser fácil aprovar a fusão. Os concorrentes apontam uma série de problemas. Segundo documentação enviada à Securities and Exchange Commission (SEC), autoridade do mercado acionário nos Estados Unidos, as Organizações Globo, acionista minoritário no grupo de TV paga via satélite, têm direito a veto na entrada de novos canais nacionais da empresa que surgirá da fusão. Impedido de oferecer seus canais pagos aos assinantes das empresas, o Grupo Bandeirantes se habilitou como terceira parte no processo de fusão entre a Sky e a DirecTV, com direito de contestar as informações apresentadas. Juntas, as empresas terão 95% do mercado de TV paga via satélite, com 1,28 milhão de assinantes. Churchill reconheceu que o satélite é a única opção para cerca de 20% da população brasileira.
A Sky busca limpar o caminho para a fusão. Ontem, a empresa anunciou que, a partir da próxima segunda-feira, passará a distribuir o TerraViva, canal da Bandeirantes que trata de agronegócios. Paulo Saad Jafet, vice-presidente do Grupo Bandeirantes, ressaltou, porém, que isto não significa o fim da contestação das fusões que envolvem as empresas das Organizações Globo. "O cabo e o DTH (TV paga por satélite) não estão contemplando o conteúdo nacional. O fim das pendências depende da dinâmica da evolução dos negócios. Neste momento, não dá para dizer se vão acabar ou continuar."
O Grupo Bandeirantes questiona também a venda de participação na Net pela mexicana Telmex, dona da Embratel. Sobre a evolução dos negócios, o diretor-executivo da Net Brasil, Fernando Ramos, afirmou que os canais da Bandeirantes, que incluem o BandNews e o BandSports, serão oferecidos para os operadores de cabo da Net.
Paralelamente à análise da fusão Sky e DirecTV, corre desde maio 2001, na Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, um processo contra a exclusividade do canal SporTV, das Organizações Globo, aos jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol. Somente o sistema Net/Sky tem acesso ao canal. "Tecnicamente, não há como aprovar a fusão das empresas sem restrições", afirmou Neusa Risette, diretora-geral da Associação NeoTV, que reúne as empresas que não fazem parte do sistema Net. Ela lembrou que, nos Estados Unidos, foi exigido o fim da exclusividade de programação.
Ontem, o presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, disse que a agência deve enviar até setembro um relatório ao Cade a respeito da fusão. O secretário de audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, defendeu que a análise leve em consideração os riscos de monopólio, principalmente, em relação ao conteúdo. Renato Cruz e Graziella Valenti - O Estado de São Paulo
 
Concorrência na TV paga
03/08/2005
O presidente da DirecTV Latin America, Bruce Churchill, defendeu ontem a fusão com a Sky como forma de assegurar a concorrência do setor de TV paga por satélite com o de TV a cabo e as operadoras de telefonia, que começam a avançar na distribuição de audiovisual. Ele disse que espera a aprovação do negócio no Brasil.
Churchill refutou o argumento apresentado por agentes do setor de que pode haver monopólio nas regiões remotas do país, alegando que apenas 20% a 25% dos usuários de TV paga no Brasil não têm acesso a provedores alternativos, como TVs a cabo.
Com respeito à distribuição de conteúdo nacional, Churchill disse que o mercado brasileiro tem uma demanda natural por conteúdo local e que, pela falta dele, a DirecTV Brasil acabou restringindo seu crescimento, que hoje corresponde a metade do tamanho da Sky, criada pelas Organizações Globo:
- A Sky é dominante porque tem conteúdo local. O Globo
 
Sky testa alta definição no Brasil
02/08/2005, 20h51
A Sky realizou pela primeira vez no Brasil a transmissão de programas em alta definição por uma rede de TV paga nesta terça, 2, na ABTA 2005. A operadora está exibindo uma série de conteúdos especiais cedidos pela Globo, Fox e Discovery. A transmissão foi feita usando compressão MPEG-4 (para o standard definition é usado o padrão MPEG-2). A intenção da Sky, caso consiga ampliar a base substancialmente com a fusão com a DirecTV, é possivelmente iniciar a transmissão de eventos esportivos em 2007 para clientes de alto poder aquisitivo.
Em entrevista concedida a este noticiário, o CTO da DirecTV USA, Romulo Pontual, afirmou que, com escala já seria possível trazer o HD para o Brasil. Segundo ele, a baixa penetração de televisores de alta definição não seria problema. "Não foi a TV digital terrestre que garantiu a atualização dos monitores para HD nos Estados Unidos, mas a própria TV por assinatura", destacou.
Realidade americana
Nos Estados Unidos, segundo Pontual, a DirecTV já transmite 18 canais em alta definição, para um público de menos de 1 milhão de assinantes. "O crescimento da base de assinantes para alta definição deve crescer com o lançamento dos novos satélites", explica. A operadora lançará mais satélites nos Estados Unidos somente para HDTV, trabalhando em MPEG-4. Isso porque, em MPEG-2, é necessário o espaço de seis canais standard para transmitir um HD. Segundo Pontual, em 2007, a DirecTV americana transmitirá 1650 canais em alta definição, incluídos neste número os canais locais. Fernando Lauterjung - PAY-TV News
 
Sky lança serviço móvel para transportes coletivos
02/08/2005, 18h03
A Sky anunciou no primeiro dia da ABTA 2005 um novo produto para o mercado corporativo. Trata-se de um kit de recepção para empresas de transporte oferecerem o serviço de TV por assinatura via satélite aos seus passageiros de tranporte urbano e interestadual. A antena é fabricada pela coreana Katis e o custo estimado do kit (que inclui redoma de fibra de vidro protetora) fica em torno de US$ 2,5 mil. "Há um mercado bastante forte neste segmento rodoviário interestadual", diz o diretor geral da Sky no Brasil, Ricardo Miranda. Da Redação - PAY-TV News
 
Sky prepara lançamento de IPTV corporativo
02/08/2005, 17h54
A Sky não teme a possibilidade de concorrência das operadoras de telecomunicações na transmissão de conteúdos audiovisuais utilizando redes IP. "As teles ainda terão de fazer muito investimento em redes para poder prestar TV por assinatura via IP; nós já estamos ganhando experiência nisso.", disse Ricardo Miranda, presidente da operadora. O executivo classifica também como limitante ao avanço das teles o fator regulatório: "Para prestar serviço de TV por assinatura, as operadoras de telefonia vão precisar de uma licença", avalia.
A Sky iniciou os preparativos para o lançamento de um serviço IPTV. Trata-se de um set-top box desenvolvido em conjunto com as empresas Intel e NexTVision que associa serviços convencionais de transmissão via satélite e aplicações de IPTV, como vídeo sob demanda (VOD) e educação à distância. O foco do novo serviço são clientes corporativos, que já têm redes com largura de banda e qualidade necessárias.
"Já apresentamos propostas para o mercado e em breve devemos ter o anúncio de um grande cliente corporativo", afirma Miranda. Da Redação - PAY-TV News
 
DirecTV anuncia novas produções locais
02/08/2005, 18h06
A DirecTV anunciou nesta terça, primeiro dia da ABTA 2005, suas novas produções viabilizadas a partir de recursos do Artigo 39 da MP que criou a Ancine. São elas: mais três capítulos da série documental sobre Chico Buarque de Hollanda, sob direção de Roberto de Oliveira (totalizando agora nove episódios), e o documentário "Estradas Reais - Das Minas ao Mar", feito pelas produtoras CaraDeCão Filmes e MPC & Associados. Este documentário integra um projeto do governo do Estado de Minas Gerais.
Bruce Churchill, presidente da DirecTV Latin America, disse que o conteúdo local é importante em todos os países da Europa, América ou Ásia, e a operadora sabe que no Brasil não seria diferente. "Temos de oferecer ao público o que ele quer, do contrário ele não nos assiste". De acordo com Luiz Eduardo Baptista, diretor geral da DirecTV no Brasil, as produções locais não param por aí: serão anunciados em breve mais três projetos. "Dois deles terão três episódios cada", diz, sem no entanto adiantar os temas e produtoras envolvidas. Da Redação - TELA VIVA News
 

 
Política de TV por Assinatura
TV por assinatura prepara-se para batalha com teles
02/08/2005, 12h35
Na sessão de abertura da Feira e Congresso ABTA 2005, nesta terça-feira, 2,
em São Paulo, o presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, disse que a agência vê o movimento de digitalização das redes de TV por assinatura como promissor na oferta de novos serviços. "A Anatel vê hoje potencial capaz de enfrentar o monopólio". Segundo ele, as pesquisas mostram, por exemplo, que o usuário norte-americano "prefere contratar vários serviços de um só operador". Ainda de acordo com Amaral, nas operações locais as teles fixas vão querer, sim, entrar no negócio de vídeo. "É nesse contexto que a Anatel toma medidas concretas para estimular o setor. Com a edição do Plano Geral de Metas, a Anatel espera colocar as operadoras (de TV por assinatura) no mesmo patamar das operadoras de outros serviços de telecom".
Batalha desigual
Francisco Valim, presidente do conselho da ABTA, fez um breve histórico da indústria brasileira de TV paga em 15 anos, para argumentar que o setor sai no momento de seu período de "purgatório", pronto para o futuro. Segundo ele, as operações têm hoje cobertura, equipes prontas e adequadas e as empresas estão capitalizadas. Sobre a competição com as empresas de telefonia fixa, Valim diz que se trata de uma batalha desigual. "As redes estão adequadas para, em lugares estratégicos, retirar o monopólio da telefonia. O campo está pronto", diz ele, em referência histórica a uma batalha da Guerra dos Cem Anos (séculos XIV e XV), um embate entre ingleses e franceses, quando os primeiros, em desvantagem numérica e de combate, venceram a batalha. Ele compara a TV paga ao exército inglês de então. "Temos de eliminar a arrogância para entender um modelo maior, que beneficie o todo e não apenas as partes", disse Valim, sobre a guerra contra o que ele denominou os "Golias da Telecom".
Exposição de desafios
O diretor-executivo da ABTA, Alexandre Annenberg, enumerou as dificuldades enfrentadas pela indústria: as prefeituras que querem cobrar mais pelo uso do solo, as concessionárias de serviços elétricos e as negociações sobre os postes, o Ecad que exige 2,25% sobre o faturamento bruto do setor, os Estados que insistem em cobrar ICMS quando o setor pleiteia ser tributado pelo ISS, o Legislativo que aprova a entrada de novos canais obrigatórios sem dar nenhuma contrapartida e, também, o Fust, ao qual o setor contribui sem receber nada em troca. Da Redação - TELA VIVA News
 
Operadoras pedem revisão do modelo
03/08/2005
As operadoras de TV por assinatura saíram ontem em defesa da revisão do modelo regulatório do setor, frente à concorrência iminente com as empresas de telecomunicações.
Enquanto as prestadoras de TV começam lentamente a oferecer serviços de voz, as teles se preparam para transmitir vídeos por meio de suas redes.
"Se deixar (o mercado) do jeito que está, vai ficar com as teles", disse o presidente da Net e da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Francisco Valim. O executivo sugeriu a adoção de duas medidas polêmicas para que as operadoras de TV possam prestar serviços de telefonia e, ao mesmo tempo, defender seu mercado da aproximação das teles.
Uma delas é que as operadoras de telefonia sejam submetidas à chamada Lei do Cabo se quiserem distribuir vídeo. Isso, na prática, representaria um grande obstáculo ao negócio, já que as empresas de TV não podem ser controladas por estrangeiros. Para as teles, não há essa restrição.
Outro ponto defendido por Valim é que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleça um regime de interconexão especial para que as operadoras de TV ofereçam serviços de voz sobre protocolo de internet (voz sobre IP). "O que permitiu a expansão do celular no Brasil foram regras próprias de interconexão para o setor", destacou o executivo, durante congresso de TV por assinatura em São Paulo.
Os representantes mais importantes do setor fizeram coro às declarações do presidente da Net. O principal executivo da Vivax, Christopher Torto, afirmou que no modelo de interconexão atual o negócio de voz sobre IP "será um nicho bem pequeno" para as operadoras de TV por assinatura.
A interconexão é cobrada quando uma empresa usa a rede de outra para terminar uma ligação. As empresas concorrentes têm dificuldades de competir com as concessionárias (Telefônica, Brasil Telecom e Telemar) porque alegam que os custos de uso da rede são elevados demais.
Por causa disso, afirmou Torto, a Vivax não pretende fazer telefonia em sua rede neste momento.
A presidente da TVA, Leila Loria, evitou entrar na polêmica. "Não sou tão pessimista", disse. Segundo ela, o setor está acostumado à competição - diferentemente do que acontece na telefonia - e as novas tecnologias podem proporcionar preços menores e serviços mais simples. A TVA, do grupo Abril, já oferece telefonia por meio de uma parceria com a Primeira Escolha.
Valim disse que a Net está testando o uso de voz sobre IP, mas não revelou quando o serviço será lançado. A empresa, que tem entre seus acionistas a mexicana Telmex, deverá oferecer o serviço junto com a Embratel, segundo fonte próxima às companhias.
Mesmo as empresas de satélite - tecnologia que dificulta a oferta de serviços de voz - mostraram-se preocupadas com o avanço das operadoras de telecomunicações no mercado de vídeo.
"Se não forem impostas (às teles) as mesmas restrições que temos hoje, a presença delas em IPTV (TV digital via internet) será real. É uma questão de tempo", ressaltou o presidente da Sky no Brasil, Ricardo Miranda.
Telefônica, Telemar e Brasil Telecom estão fazendo testes de serviços de vídeo sob demanda.
O presidente da Anatel, Elifas Gurgel, disse que as operadoras de TV poderão representar "a efetiva competição" na oferta de voz - algo que as empresas-espelho de telefonia não conseguiram fazer como a agência esperava.
Sobre a distribuição de conteúdo pelas teles, Gurgel lembrou que a Anatel ainda não definiu regras para isso. Na avaliação do superintendente de comunicação de massa da agência, Ara Apkar Minassian, as operadoras de telefonia podem distribuir vídeo sob demanda - ou seja, de forma individual para os clientes.
Para o sócio-diretor da consultoria Accenture, Henrique Washington, a convergência entre voz, dados e vídeo pode levar as teles a absorver as operadoras de TV. O executivo ressaltou que o faturamento dos cinco maiores grupos de mídia no país em 2003 foi 30% menor que a receita da BrT (R$ 7,9 bilhões líquidos), a menor das concessionárias. Talita Moreira - Valor Econômico
 
TV paga busca caminho seguro para o triple-play
02/08/2005, 14h07
O primeiro painel apresentado na ABTA 2005, com o tema "As portas para o mundo digital", gerou uma discussão sobre os rumos da televisão por assinatura diante das possibilidades da oferta convergente de serviços de vídeo, voz e dados.
Não é consensual entre os principais executivos da indústria de TV por assinatura no Brasil a opinião sobre qual o melhor caminho para se chegar à oferta integrada de serviços. Aliás, não é consensual nem a necessidade imediata de se chegar à oferta integrada de serviços nesse momento. Chris Torto, presidente da Vivax, é cauteloso. Aposta que ainda há muito para se evoluir na oferta de serviços de vídeo e banda larga e que os serviços de voz virão naturalmente.
Francisco Valim, presidente da Net Serviços, entende que a TV por assinatura tem uma oportunidade de avançar sobre a oferta de serviços integrados, mas não detalha sua estratégia. "Ainda estamos desenhando um modelo de negócios rentável", diz. Ele deixa antever, contudo, um aspecto importante de sua futura linha de ação: a Net Serviços não será uma operadora de nichos de mercado, diz, e pretende tornar a oferta de serviços de voz disponível para toda a sua base de clientes.
A questão das parcerias com empresas de telecomunicações também é polêmica.
A TVA, por exemplo, pondera que não é necessário ter parcerias desse tipo para que se explore serviços de voz, dados e imagens em escala nacional. Ao contrário, entende que pode-se buscar parcerias regionalmente, e mantém a aposta no uso de sua marca em cima de uma estrutura de diversos operadores para o serviço de voz. É o que acontece hoje, onde a marca TVA é usada em um produto que envolve a Primeira Escolha e a Net2Phone.
Escala Os dois CEOs das empresas de DTH, Luiz Eduardo Baptista (Bap), pela DirecTV, e Ricardo Miranda, pela Sky, afinaram o discurso em relação à necessidade de escala para o desenvolvimentgo de qualquer projeto que envolva as TVs por assinatura por satélite. Para Bap, só a escala viabilizará a continuidade de melhoria nos serviços e investimentos no desenvolvimento de conteúdos nacionais. Miranda usa o mesmo ponto para defender a expansão de seus serviços como set-tops integrados com plataformas IP ou alta definição. Escala, aliás, é o principal argumento da Sky e da DirecTV para justificar a fusão das plataformas.
A questão das consolidações também voltou ao tema. Para Francisco Valim, há oportunidades no mercado para que algumas operadoras se consolidem, e ele não descarta até a hipótese de a Net estar entre as consolidadoras, "uma vez que não somos vendedores". Chris Torto também vê ainda oportunidades para consolidações, mas no momento a Vivax está priorizando a contrução de novos 400 km de rede.
Henrique Washington, sócio-diretor da Accenture, ponderou que a TV por assinatura avança sobre o triple-play em um cenário em que as teles também se movem sobre essas oportunidades. "A tecnologia está disponível e as empresas de comunicação estão prontas para transmitir o conteúdo. O que falta é a regulamentação para que o setor possa continuar o seu desenvolvimento", avalia.
Para Washington, a TV por assinatura chegará ao ponto de oferecer serviços convergentes, mas dificilmente conseguirá fazê-lo sozinha. "Pode ser que a TV paga passe a fazer parte de uma estratégia maior de empresas de TV por assinatura".
Concorrência
Questionou-se ainda aos operadores os riscos e vantagens da venda de conteúdos pelas programadoras para as empresas de telecomunicação. "Se essa distribuição baixar o custo para todos, então veremos a mudança de forma positiva", disse Leila Loria, presidente da TVA. "Isso não será um problema desde que as condições comerciais sejam iguais para todos", ressaltou Ricardo Miranda.
Os executivos concluíram que a questão mais importante a ser discutida no momento é a redução de custos de operação da indústria, e lembraram que aguardam a aprovação da reforma tributária. "Contribuímos muito com impostos e gostaríamos de poder utilizar esses recursos", concluiu Miranda, reforçado pela posição de Chris Torto.
Francisco Valim chamou a atenção para a questão das assimetrias regulatórias. "Hoje, se empresas de telecomunicações seguissem as mesmas regras das empresas de TV a cabo, já teríamos um cenário competitivo para o triple-play muito mais justo". Da Redação - PAY-TV News
 
Modelo atual não contempla TV sobre IP, diz Minassian
02/08/2005, 19h58
A Anatel começa a sentir a complexibilidade do cenário em que os serviços de vídeo começarão a ser oferecidos por redes IP. O problema central é que a agência entende que um serviço de IPTV não pode ser enquadrado em nenhuma das regras hoje existentes para TV paga. "IPTV não é TV a cabo, não é DTH e não é MMDS", diz Ara Minassian, superintendente de serviços de comunicação de massa da agência. Ele pondera que ainda há muito a se discutir sobre esse assunto e que é preciso que as diferentes indústrias que pretendem explorar a transmissão de vídeo sobre IP comecem a caminhar para entendimentos. "Hoje, está claro que há uma insuficiência na Lei do Cabo e nos demais regulamentos para dar conta da complexidade do problema".
Para Ara Minassian, é importante que se considere que os investimentos feitos em TV a cabo recentemente consideraram um planejamento de mercado editado pelo Ministério das Comunicações em 1997. "Lá está colocado quantos serão os operadores terrestres em cada cidade, e entendo que se empresas de telecomunicações forem entrar no setor de TV paga, deverão fazê-lo onde ainda há espaço, de acordo com o Plano de Mercado". Mas não fica claro, na análise da Anatel, se isso se aplicaria aos serviços prestados sobre IP também. Samuel Possebon - PAY-TV News
 
CCS recebe proposta de regras sobre direitos dos usuários
02/08/2005, 13h52
Já está com o Conselho de Comunicação Social o próximo regulamento referente a direitos dos usuários dos serviços de TV paga. Trata-se do Regulamento de Defesa dos Direitos dos Usuários de Serviços de Televisão por Assinatura. O documento será analisado provavelmente até o dia 15 de setembro pelo CCS para então ser aprovado pelo conselho diretor da Anatel, o que deve acontecer até o final do próximo mês. Da Redação - PAY-TV News
 
Deputado prega uso do Fust na inclusão através da TV paga
02/08/2005, 16h36
Em debate durante este primeiro dia da Feira e Congresso ABTA 2005, que acontece até 4 de agosto, em São Paulo, discutiu-se os efeitos e as formas para combater a pirataria na TV por assinatura. O deputado federal Júlio Semeghini (PSDB/SP) destacou que, por anos, o brasileiro se acostumou à pirataria, sem compreender que isso era crime e que abria as portas para o crime organizado. "O que começou com sacoleiros expandiu-se para as quadrilhas internacionais", disse. Semeghini disse ser favorável ao pagamento do Fust por parte dos operadores de TV por assinatura, mas que isso "precisa ser revertido ao setor". O deputado defendeu o uso do fundo para subsidiar a instalação de serviços legalizados em regiões e bairros explorados de forma irregular. Ele lembrou que a TV por assinatura pode contribuir na inclusão digital com a difusão da interatividade no próprio serviço de televisão, com banda larga e telefonia. Para que o setor possa se beneficiar do Fust, "é necessária uma alteração na lei", lembrou, colocando a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados à disposição do setor para discutir soluções. Antônio Salles Neto, da ABTA, foi mais pragmático e ponderou que talvez seja mais produtivo aos operadores dedicarem alguns centavos por assinate ao combate de pirataria ("o que se reverte em novos clientes invariavelmente") do que ficar esperando por uma saída como o uso de recursos do Fust para subsidiar o serviço e assim ter índices menores de pirataria.
Ainda no âmbito político, o deputado federal Júlio Lopes (PP/RJ), afirmou que a câmara deverá ter reuniões entre os dias 23 e 27 de setembro com senadores dos Estados Unidos para debater ações contra a pirataria. Ação conjunta
Antonio Salles, da ABTA, expôs alguns números referentes à pirataria: cerca de 14,6% dos espectadores que recebem o sinal da TV a cabo são piratas; no MMDS esse número sobe para 22%, enquanto no DTH ainda não existem números apurados. Esses números, segundo Salles, não levam em conta redes clandestinas instaladas em favelas e regiões de baixa renda: "É uma luta econômica, além de ética e moral." Salles propôs a criação de um "time compartilhado" no âmbito da ABTA para atuar juridicamente em relação à pirataria. "Seria um oráculo para os departamentos jurídicos de todas as operadoras", afirmou.
Alexandre Cruz, secretário do Fórum Nacional Permanente de Entidades Contra a Pirataria e Ilegalidade, expôs um histórico da luta contra a pirataria no Brasil e lembrou que um marco da ação se deu através da CPI da pirataria, em 2003. Expôs números destacando que apenas 20% dos piratas são convitos e 80% são reversíveis à legalidade através "da coerção".
Cruz afirmou ainda que o Fórum prepara um "kit" para ajudar no treinamento de policiais, que deverá ser distribuído a partir da próxima semana. O kit deverá conter DVDs que explicam como identificar a pirataria em vários setores. Da Redação - PAY-TV News
 
PPV é o novo serviço que mais atrai operadores
02/08/2005, 20h26
Os serviços de pay-per-view seguem, disparados, como aqueles mais cobiçados pelas operadoras nos EUA e também no Brasil. Rômulo Pontual, CTO e vice-presidente executivo da DirecTV Group, deixou claro que esse é o serviço que, de longe, mais gera receitas para os operadores de TV paga. Ele mostrou que no Brasil, por exemplo, 12% dos assinantes de DTH já compram pelo menos um evento pay-per-view por mês. Ele mecionou os números de venda de pacotes pay-per-view pela operadora até junho: 77 mil pacotes dos campeonatos regionais e 172 mil pacotes do Campeonato Brasileiro.
Ele ponderou em sua palestra, durante a ABTA 2005, que ainda é necessário aos operadores de TV paga reduzirem os custos de operação, investir em tecnologia e melhorar a identificação do consumidor. Em relação aos custos, Pontual considerou que o desafio é fazê-lo e ao mesmo tempo manter atualização tecnológica. "O set-top que no passado era caro e agora já chegou a um preço interessante não necessariamente tem mais os recursos que precisamos".
Elton Simões, diretor dos canais Premiere da Globosat, diz que não é verdadeiro dizer que apenas o pay-per-view, entre os novos serviços, seja o único a dar dinheiro. "É o único que dá dinheiro que estamos fazendo". Antônio Barreto, CEO da Digital Latin America, considera que os serviços de pay-per-view tendem a ficar com janelas cada vez mais próximas às janelas de exibição nos cinemas, e que o mercado latino americano começa a caminhar para a realidade dos serviços de vídeo on demand. "Mas essa é uma oportunidade que está sendo muito utilizada pelas teles como forma de oferecerem vídeo", lembra Roberto Shigueo Suzuki, responsável pela área de desenvolvimento de negócios e marketing da Motorola na América Latina.
Os executivos participaram do debate "Transformando PPV, VOD e iTV em $$$",durante a ABTA 2005. Da Redação - PAY-TV News
 
Teles não serão grandes competidores, diz TVA
02/08/2005, 19h05
O diretor de novos negócios da TVA, Amilton de Lucca, acredita que as operadoras de telecomunicações não serão grandes competidoras das prestadoras de TV por assinatura utilizando soluções de IPTV. Para de Lucca, a competição não será direta e as teles devem oferecer esse tipo de serviço para nichos específicos. "E ainda há problemas de qualidade, que só vão se resolver com o tempo. E quando resolverem, já estaremos lançando a HDTV", avalia. Segundo ele, a HDTV no Brasil poderá levar cerca de dois anos para ser lançada, mas o processo pode ser impulsionado se o padrão de TV digital escolhido para o País for o norte-americano, porque estimulará a produção de conteúdo para HDTV. Letícia Cordeiro - PAY-TV News
 
TV paga é alternativa à concentração das teles, diz Elifas
02/08/2005, 11h43
O presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, afirmou nesta terça, 2, durante a abertura da ABTA 2005, que as operadoras de TV por assinatura podem ser uma alternativa concreta para a competição na telefonia fixa. Segundo ele, o movimento de digitalização das redes e a oferta de novos serviços como acesso em banda larga e voz sobre IP (VoIP) dão condições para a competição com as concessionárias de telefonia. "Os ganhos de produtividade e a maior geração de receitas estimularão o segmento de TV por assinatura, que poderá ter o sucesso não alcançado pelas espelho", avalia o presidente da agência. Ele acredita que a competição entre teles e prestadores de TV por assinatura é saudável e afirmou que a Anatel está estudando alternativas para tornar a oportunidade concreta. Da Redação - TELETIME News
 
Elifas Gurgel abre encontro da TV por assinatura. Ara Minassian fala sobre PGMQ
2/8/2005
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) participou, hoje, da abertura da ABTA 2005 em São Paulo. O evento reúne feira e congresso e tem se revelado como o mais importante da indústria brasileira de televisão por assinatura da América do Sul. Promovido pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), congrega anualmente toda a comunidade do setor.
Para este ano, além do tema "As portas do mundo digital", serão debatidos negócios, legislação, novas tecnologias e serviços, marketing e publicidade. Na abertura do evento, o presidente da Agência, Elifas Chaves Gurgel do Amaral destacou o momento promissor para a indústria de TV por assinatura, destacando a possibilidade de seus operadores oferecerem novos serviços, competindo na prestação de banda larga, hoje amplamente dominada pelas empresas prestadoras do STFC, ou na prestação do serviço de telefonia fixa com o uso da tecnologia IP.
Para Elifas Gurgel, "é nesse contexto que a Anatel vê, hoje, o papel das empresas operadoras de serviços de TV por Assinatura, detentoras de potencial capaz de confrontar o monopólio ainda existente nas operações locais de serviço de voz". Ao saudar os participantes do congresso, o diretor-executivo da ABTA, Alexandre Annemberg, disse esperar das lideranças governamentais a sensibilidade necessária para os problemas enfrentados pela TV por Assinatura nacional, a fim de facilitar a aplicação eficaz da inclusão digital.
O presidente do Conselho da entidade, Francisco Valim, fez um traçado histórico e crítico dos 15 anos de existência da TV por Assinatura no Brasil, destacando que, em sua fase atual, o setor "está pronto, com suas equipes treinadas e com rede de distribuição adequada para enfrentar o desafio do crescimento". Segundo dados da ABTA o Brasil conta, hoje, com 3,8 milhões de assinantes de TV.
O evento, que vai até quinta, 4, contou também, em sua cerimônica de abertura, com as presenças dos deputados federais Júlio Lopes e Júlio Semeghini e do Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna. Amanhã, às 17h45, o superintendente de Serviços de Comunicação de Massa, Ara Apkar Minassian, apresentará, em sessão especial, o tema "Anatel: metas de qualidade".  Jorge Stark - Assessoria de Imprensa - Anatel
 
Oferta de vídeo pela rede de telefonia exige nova licença, diz Anatel
2/8/2005
Para prestação de serviços de broadcast, as operadoras de telefonia deverão criar uma subsidiária que tenha licença para o serviço. O alerta é do superintendente de comunicação de massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, que participou esta manhã, 2, da abertura da ABTA 2005. Segundo ele, a atual licença de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) que as operadoras têm só permite que elas ofereçam video on demand, que se caracteriza pelo atendimento a um único cliente. "Se for para todo mundo não é on demand. É broadcast", disse. O assunto promete acirrar a disputa entre as empresas de telefonia e de TV por assinatura, uma vez que praticamente as três grandes concessionárias - Telemar, Brasil Telecom e Telefônica - já trabalham no lançamento da oferta de vídeo pela rede de banda larga. "O contrato é claro e as empresas do STFC não podem prestar serviço de TV por assinatura. Mas nada impede que elas criem uma subsidiária, como já fizeram para prestação de serviço de internet", disse Minassian. O presidente da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), Francisco Valim, que também comanda a NET, comparou a disputa com uma guerra entre David e Golias. "Na guerra com os Golias de telecom estamos fragilizados, mas alguns fatores estão a nosso favor", disse, destacando a necessidade de se combinar favoravelmente os aspectos regulatórios e tributários. Valim enfatizou que nos últimos anos, o setor de TV paga vem se preparando para a concorrência com ações como a reestruturação das dívidas, busca por parceiros que permitissem uma estrutura adequada de capital e lançamento de novos serviços. "Mas é uma batalha desigual", disse. Segundo Valim, as operadoras de TV por assinatura têm redes adequadas em lugares estratégicos, capazes de quebrar o monopólio da telefonia. "Mas temos que eliminar a arrogância, seja das operadoras ou do regulador. Não estamos pedindo favor nenhum", disse. Marineide Marques - Telecom Online
 

 
TV a Cabo
TVA lança pay-per-view via SMS
02/08/2005, 18h34
A TVA anunciou nesta terça, 2, durante a ABTA 2005, a compra de programas do sistema pay-per-view (PPV) utilizando SMS. Até o momento, a compra de programas PPV podia ser feita pelo controle remoto (se houver uma linha telefônica conectada ao decoder ou diretamente pelo cabo, no caso do set-top digital) e pelo call center da prestadora de TV por assinatura. A Tiaxa desenvolveu o software e fez a interconexão com as operadoras celulares. O serviço PPV via SMS é disponível 24 horas e a tarifa, de R$ 1,50 (inclui impostos e serviço das teles móveis), será cobrada na fatura do assinante da TVA.
Quiz
A TVA também lançou o Desafio TVA, um quiz interativo de perguntas e respostas que utiliza conteúdos de publicações e canais da Abril, como Veja, Placar, MTV e Playboy. O quiz terá ainda interatividade com o Canal TVA, que apresentará perguntas-bônus e um ranking de classificação.
"Isso faz parte da nossa caminhada para a convergência entre TV e celular", diz a diretora superintendente da TVA, Leila Loria. Segundo ela, a prestadora prepara ainda o lançamento do Canal de Games. O quiz foi desenvolvido também pela Tiaxa em parceria com a Atlas Interactive (interface) e com a Abril Sem Fio (conteúdo).
Mais barato
A ligação local do serviço de VoIP da operadora, o TVA Voz, foi reduzida para R$ 0,09 por minuto. Até então, devido aos custos de interconexão da operadora Net2Phone, o custo para ligações internacionais do serviço era mais baixo que o de ligações locais. Da Redação - PAY-TV News
 
Pay-per-view da TVA pode ser comprado via SMS
03/08/2005
Operadora de TV por assinatura vai permitir a compra de programação via celular
A TVA lançou o sistema de compra de programas pay-per-view via SMS. Primeiro, o assinante envia uma mensagem com o número de seu decodificador. A operadora então responde perguntando qual programa será comprado. Após a escolha, a operadora envia mais um SMS pedindo a confirmação da compra e o CPF do assinante. O custo da operação é de R$ 1,50, mais o preço do programa, que são cobrados na fatura da TVA. RNT
 
TVA testará WiMAX no próximo ano
02/08/2005, 18h52
A TVA prepara para o próximo ano, em parceria com a Intel, os primeiros testes da tecnologia de acesso em banda larga wireless WiMAX utilizando a sua faixa de freqüência de MMDS. De acordo com o diretor de novos negócios da TVA, Amilton de Lucca, a operadora deverá migrar os usuários de banda larga do MMDS, que atualmente utilizam a mesma tecnologia dos assinantes da TV a cabo (DOC-SIS), para o WiMAX. "A Intel já lançou o chip, estamos esperando agora o lançamento dos primeiros equipamentos WiMAX", afirma o diretor. A TVA tem MMDS em São Paulo e no Rio de Janeiro e a idéia é que a tecnologia seja instalada nas estações retransmissoras. Da Redação - PAY-TV News
 
EBITDA da TVA cresce 25% no trimestre
02/08/2005, 20h11
A TVA anunciou nesta terça, dia 2, durante a ABTA 2005, que seu EBITDA aumentou 25% no primeiro trimestre de 2005, em relação ao mesmo período no ano passado, totalizando R$ 45 milhões. No mesmo período de comparação, a rentabilidade (EBITDA/receita líquida) cresceu três pontos percentuais, passando de 29% para 32%. A base de assinantes da operadora cresceu 6% no período, mas o destaque foi o serviço de banda larga Ajato, que registrou crescimento trimestral da ordem de 67%. A TVA fechou o trimestre com 299,7 mil assinantes de TV e 37 mil de banda larga. Da Redação - PAY-TV News
 

 
Rádio
Rádio digital deverá começar a funcionar experimentalmente em setembro, diz ministro
03/08/2005
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse hoje (2) que a rádio digital deverá começar a funcionar em caráter experimental a partir de setembro. "Nós já temos condições técnicas para fazer a rádio digital funcionar", acrescentou.
De acordo com Costa, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou o funcionamento da rádio digital em pelo menos 12 capitais brasileiras, entre elas Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte. Érica Santana - Agência Brasil
 

 
Programação de TV por Assinatura
TVE queixa-se de nova posição no line-up da Sky
02/08/2005, 18h14
Com a entrada dos canais HBO no line-up da Sky desde esta terça-feira, 2, houve alteração na disposição de alguns canais já existentes para alojamento dos novos (há duas opções de pacotes dos HBO, ocupando 16 canais). Dos canais que ocupavam algumas das posições iniciais e que foram remanejados, o que demonstrou insatisfação com a nova posição no line-up foi a TVE. A emissora reclama agora a posição que ocupava e que passou a ser da TV Câmara. Beth Carmona, presidente da emissora pública, queixou-se da nova posição no final do line-up, que ela julga desfavorável. Segundo Ricardo Miranda, diretor geral da Sky no Brasil, todas as programadoras envolvidas foram comunicadas das mudanças que se fizeram necessárias com a devida antecedência. Caso a TV Câmara e a TVE resolvam entre si trocar de posição uma com a outra, ele diz que a operadora não vai se opor. Da Redação - TELA VIVA News
 
Bandeirantes, agora, é parceira da NET
03/08/2005
A Sky passa a distribuir Terraviva, mas decisão pode ser ampliada ainda para outros canais. A decisão é histórica. A NET Brasil, empresa das Organizações Globo e o Grupo Bandeirantes de Comunicação, anunciaram, ontem, em São Paulo, o acordo para a distribuição, pela Sky, operadora via satélite da NET Brasil, do canal de agronegócios Terraviva, recém-criado pelo Grupo Bandeirantes. O Terra Viva estará disponível na Sky a partir de segunda-feira, em seus pacotes mais completos, "mundo Sky" e "Sky total".
A NET Brasil e Grupo Bandeirantes já estão também em fase adiantada de negociação para a inclusão, no acordo divulgado ontem, de outros canais como BandNews e BandSports. Além da Sky, o acordo com o Terraviva permitirá que todos os 20 grupos de TV paga, clientes da NET Brasil - dos quais NET e Sky são os mais visíveis - e que mantém cerca de 110 operadoras de cabo e MMDS em importantes cidades brasileiras, também ofereçam o canal a seus assinantes.
Com a Copa do Mundo no ano que vem, deverá aumentar o interesse pelo esporte e as operadoras da NET Brasil podem contar, ao mesmo tempo, com o SportTV (Globosat) e a BandSport disponíveis numa mesma operadora. Tensões internas à parte, o público sai lucrando. O mesmo acontece com o jornalismo, que poderá colocar lado a lado nas grades das operadoras da NET Brasil os canais GloboNews e BandNews.
"A decisão de incluir ou não um canal na grade de programação é de cada operadora, mas estamos incentivando a colocação do Terraviva e pretendemos fazer o mesmo quando firmarmos novos acordos", comenta Fernando Ramos, diretor-executivo da NET Brasil.
O acordo firmado ontem favorece ao Terraviva pela ampliação da sua área de abrangência, já que a Sky é uma operadora via satélite disponível em todo o País, com possibilidade de chegar a áreas rurais distantes. Para a Sky, que tem hoje 885 mil assinantes, o que representa 22% do mercado do TV por assinatura brasileiro, o Terraviva significa um aumento da base de assinantes de alto poder aquisitivo ligado ao agribusiness. "A expectativa é de 300 mil novos assinantes", diz Ramos.
O executivo baseia-se numa declaração do vice-presidente do Grupo Bandeirantes, Paulo Saad Jafet, também presente à mesa no anúncio, durante a Feira e Congresso da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura). "Espero que esta meta seja alcançada em menos de um ano", completa.
"Este é um acordo muito importante para a NET Brasil e licenciadas, porque incorpora toda a capacidade do Grupo Bandeirantes de Comunicação na geração de conteúdos nacionais, em especial no segmento do agronegócio, complementando o portfólio de ofertas neste gênero aos nossos clientes", comenta Ramos. Para Paulo Saad Jafet, o acordo firmado com a NET Brasil mostra "o interesse da Grupo Bandeirantes de batalhar por ter distribuição em todas as plataformas".
"A Sky mostra claramente ao mercado o seu interesse em distribuir conteúdos nacionais de qualidade, com o lançamento do Terraviva, do Grupo Bandeirantes de Comunicação", afirma Ricardo Miranda, presidente da operadora Sky.
A NET Brasil é uma empresa business to business que desenvolve uma série de serviços criados especialmente para as operadoras de TV por assinatura brasileiras. A empresa, das Organizações Globo, foi criada em 1993 com o objetivo de negociar conteúdo com programadores. Já o com 68 anos de história, o Grupo Bandeirantes de Comunicação é composto por redes de televisão aberta, tevês por assinatura, redes de rádio AM/FM. Em TV aberta cobre 94% do território nacional. No segmento de tevê por assinatura oferece o BandNews, BandSports e o Terraviva. Outras empresas do Grupo são a operadora de cabo TV Cidade, o selo BandMusic e o jornal de ofertas Primeiramão.
E na concorrência
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pretende encaminhar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em setembro, uma instrução ao processo de fusão das empresas de TV paga por satélite DirecTV e Sky, um ano após o anúncio do negócio. O Brasil é o único país que ainda não aprovou a fusão. As informações são da Reuters. O presidente da DirecTV Latin America, Bruce Churchill, defendeu também ontem a fusão com a Sky como uma forma de assegurar a competição da TV paga por satélite com a TV a cabo e as operações de telefonia que começam a avançar na distribuição de audiovisual. Gazeta Mercantil
 
Net Brasil distribuirá canal de agronegócios
03/08/2005
A Net Brasil, empresa das Organizações Globo especializada na comercialização de conteúdo para as operadoras de TV por assinatura, e o grupo Bandeirantes de Comunicação anunciaram ontem o fechamento de um acordo para a distribuição do canal de agronegócios Terraviva.
- Este é um acordo muito importante para a Net Brasil porque incorpora toda a capacidade do grupo Bandeirantes na geração de conteúdos nacionais - disse o diretor-executivo da Net Brasil, Fernando Ramos.
A primeira operadora a veicular o Terraviva em sua programação, já a partir do próximo dia 8, será a Sky - líder no mercado de TV digital por assinatura no país.
- Com esta iniciativa, a Sky espera contribuir com o agronegócio brasileiro à medida que a operadora alcança todo o território nacional - disse o presidente da Sky, Ricardo Miranda.
Pelo acordo, a Net Brasil poderá oferecer o novo canal a todos os 20 grupos de TVs pagas que são suas clientes, que, juntas, respondem por 110 operadoras de cabo e Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) nas principais cidades brasileiras. Ronaldo D'Ercole - O Globo
 
Terra Viva, da Band, estréia na Sky
02/08/2005, 18h10
Net Brasil e Band anunciaram no primeiro dia da ABTA 2005, nesta terça, dia 2, o fechamento de acordo para distribuição do canal Terra Viva. A primeira operadora a incluí-lo no line-up é a Sky, a partir do próximo dia 8, para os assinantes dos pacotes Mundo e Total. O canal de agrobusiness do Grupo Bandeirantes é o primeiro dos canais segmentados da Band a entrar no guarda-chuva da Net Brasil (que negocia programação nacional para as operadoras Net e Sky). Fernando Ramos, diretor da Net Brasil, diz que a escolha se deve a questões de demanda do próprio setor de agronegócios, que cresce no País, e que havia espaço no mercado para mais este canal - o sistema Net e Sky já carrega o Canal Rural, da RBS.
Paulo Saad Jafet, vice-presidente do Grupo Bandeirantes, diz que a expectativa é estar em todas as plataformas, e não apenas com o Terra Viva. "Agora, esperamos entrar na Net também", afirma Jafet. Ele diz que os line-ups ainda não contemplam o conteúdo nacional como deveriam: "Há, claro, o nosso objetivo empresarial , mas também há a preocupação da presença do conteúdo nacional". Para Jafet, estas pendências acabam à medida em que segue a "dinâmica das negociações e da evolução dos negócios entre os grupos produtores e as distribuidoras".
Fernando Ramos disse que as negociações sobre conteúdo acontecem em função de uma série de fatores, que vão dos econômicos à limitação de espaço. Segundo ele, há uma série de canais que fazem parte do mesmo gênero. No caso do Terra Viva, há complementaridade em relação ao Canal Rural. "Acho que o segmento de notícias também tem espaço", respondeu o diretor quando indagado se haveria espaço também para o BandNews. Neste momento, Paulo Jafet sugeriu: "E também para um canal de esportes que não seja apenas de futebol" - disse, em alusão ao BandSports. Da Redação - PAY-TV News
 
Acerto
3/8/2005
A operadora Sky, cujo conteúdo nacional é controlado pela Globo, distribui a partir do próximo dia 8 o canal de agronegócios Terraviva, do Grupo Bandeirantes. Executivos dizem que a Band, apesar do acordo, se manterá como parte (contrária) no processo de fusão da Sky com a DirecTV, que considera monopolizadora. DANIEL CASTRO - Folha de São Paulo
 
Band lança canal de música em 2006
02/08/2005, 18h11
O Grupo Bandeirantes tem na gaveta o projeto de pelo menos cinco novos canais. De acordo com o vice-presidente do grupo, Paulo Saad Jafet, o primeiro deles, voltado para o segmento de música e entretenimento, será lançado em 2006. "Estivemos planejando o canal, afinando o projeto para que fosse economicamente viável, e agora devemos trabalhar na elaboração do canal para lançamento no próximo ano", revela Jafet. Segundo ele, o Grupo Bandeirantes, que já tem a marca BandMusic, procura projetos de canais em linha com os segmentos existentes. "Queremos entrar também no segmento de entretenimento de luxo e outros canais estão sendo discutidos", complementa. Fazem parte do grupo os canais BandNews, BandSports e Terra Viva. Letícia Cordeiro - PAY-TV News
 
TVA tem conteúdos em regime de revenue share
02/08/2005, 19h57
A TVA oferecerá aos assinantes de sua base digital conteúdos de pay-per-view contratados no regime de revenue share. O modelo é similar ao adotado pelas operadoras de telefonia celular com seus provedores de conteúdo. A operadora coloca os conteúdos em seu menu de PPV e divide a receita com o fornecedor do conteúdo. Desta forma a TVA conseguiu acrescentar títulos à sua oferta de PPV digital sem grandes custos fixos.
Diferenciado
Segundo Leila Loria, CEO da TVA, o serviço não pode ser exatamente chamado de pay-per-view, porque alguns conteúdos serão oferecidos, ao menos num primeiro momento, sem custo ao assinante. A oferta de vídeos é diversificada e vai além dos blockbusters (estes sim, pagos e contratados no modelo tradicional de TV por assinatura). A operadora fechou parceria com a Turner, que fornecerá vídeos especiais do Cartoon Network e filmes diferenciados do canal TCM, e com a gravadora Trama, que trará vídeos musicais e making ofs de artistas como Tom Zé, Ed Motta e Gal Costa. Também haverá lutas de kickboxing e, futuramente, outros esportes.
Drops
A operadora também anunciou novas atrações em seu canal do assinante (Canal TVA). Estréia este mês o "Drops TVA", biografias de celebridades do cinema e da TV apresentadas em programetes de cinco minutos. O canal também trará a sessão "Veja SP Recomenda", com dicas de lazer fornecida pela revista do grupo Abril. Da Redação - PAY-TV News
 
Audiência cresce com CPMI ao vivo
2/8/2005
O Instituto Qualibest, que realiza pesquisas para o mercado publicitário quanto ao grau de interesse do público sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios e a divulgação do assunto na mídia, revela, num dos itens pesquisados, que a TV Senado está superando noticiários como Bom Dia Brasil, da TV Globo, e Jornal da Noite, da Band, além da transmissão de uma emissora de notícias, a Globonews.
Realizada entre os dias 16 e 26 de julho, a enquete, que ouviu a opinião de quase 1.000 pessoas, mostrou que 16% dos entrevistados estão assistindo à TV Senado, enquanto 15% dos entrevistados citaram o Bom Dia Brasil, da TV Globo, e o Jornal da Noite, da Band, ficou com 11% dos votos. A TV Senado transmite a CPMI ao vivo e fornece imagens aos demais canais, e aparece até na frente do canal pago de notícias Globonews, que ficou com 13% da preferência das pessoas interessadas na CPMI dos Correios.
A pesquisa aponta, também, que cerca de 30% dos entrevistados, 58% do sexo masculino e 42% do sexo feminino, dizem estar acompanhando a CPMI ao vivo na TV. Os outros 19% dizem ter acompanhado a CPMI em seu início, mas agora já perderam o interesse.
Quanto ao perfil, na pesquisa dirigida, os entrevistados se dividem em 21% da classe A, 52% da classe B, 23% da classe C e 3% da classe D. No quesito faixa etária, 49% têm entre 18 e 24 anos e 37% têm entre 25 e 34 anos. A grande maioria é da Região Sudeste, com 69%; 16% são da Região Sul, 7%, da Centro-Oeste, 7% da Nordeste e 2% da Região Norte.Giovanna Carvalho - Observatório da Imprensa
 

 
Política de Rádio e TV
Parlamentar não pode ganhar concessão
2/8/2005
Não importa o número de parlamentares que serão cassados ou renunciarão aos mandatos. Não importa se no intervalo do bate-boca está se armando um "acordão", "tapetão" ou efetiva concertação.
No meio de tantos "ãos", no bojo de uma crise política que não necessita de sufixos aumentativos para qualificar-se como a maior da história republicana, uma infração coletiva paira incólume, intacta, ilesa.
Nenhum dos grandes partidos tem a coragem de combatê-la com receio de uma debandada geral dos seus congressistas. Os grandes veículos não ousam denunciá-la porque não querem quebrar o acordo de cavalheiros que reina no mundo da mídia. Todas as igrejas são suas beneficiárias, todos os currais eleitorais são construídos à sua volta, todos os demagogos servem-se dela.
A mãe de todas as ilicitudes, a inconstitucionalidade que macula de 20% a 30% dos parlamentares e que os demais fingem não existir - por interesse corporativo ou desinteresse cívico-moral - é a autoconcessão de canais de rádio e TV.
Desmoralização e cumplicidade
O parlamentar-concessionário de rádio ou TV encarna uma das mazelas mais aberrantes em matéria legal e política:
** Porque confronta o princípio de isonomia que deve reger o Estado de Direito.
** Porque permite a eternização do caciquismo político.
** Porque consagra a superposição do interesse público com o privado.
** Porque corrompe o representante do povo e converte seu mandato em negócio altamente lucrativo, tão ou mais ímprobo quanto os arranjos de Marcos Valério.
** Porque mantém a concentração da mídia.
** Porque impede a diversidade da programação radiofônica e televisiva e consagra a baixaria.
** Porque desmoraliza o Poder Legislativo e o torna cúmplice do Executivo.
Mãos limpas, mãos sujas
Esta é a oportunidade para iniciar uma varrição que vai transformar o Congresso e sanear definitivamente o processo eleitoral. Mais do que a adoção do financiamento público das campanhas.
No momento em que deputados começam a entregar os mandatos antes mesmo de confirmadas as acusações, fica claro que chegou a hora de um ataque frontal a este pedaço podre da nossa vida parlamentar. Não é complicado entender por que as redes nacionais de TV ou os grandes grupos multimeios são insensíveis a esta moralização.
Mas há grupos jornalísticos brasileiros, comerciais e públicos, verdadeiramente independentes, de mãos limpas, que não dependem de conluios com parlamentares de mãos sujas. Esta é a hora de marcar diferenças. Alberto Dines - Observatório da Imprensa
 

 
Audiovisual
Hollywood investe no cinema digital
03/08/2005
Os principais estúdios de cinema de Hollywood decidiram criar uma norma comum para a projeção digital de filmes, o que poderia significar, a longo prazo, o fim das películas de 35mm.
A Digital Cinema Initiatives (DCI), sociedade que reúne os principais estúdios americanos, anunciou ter concluído as especificações técnicas para os fabricantes de material de projeção. "Temos agora uma norma comum, que permitirá aos fabricantes criar materiais que poderão ser usados em todo o país e, esperamos, em todo o mundo", disse Walt Ordway, responsável pela parte tecnológica.
A DCI foi formada em março de 2002 e reúne os estúdios Disney, Fox, Paramount, Sony Pictures Entertainment, Universal e Warner Bros., as seis empresas cinematográficas americanas mais poderosas, que comemoraram o avanço. A longo prazo, o acordo deverá representar o fim do filme de 35mm. A curto prazo, irá garantir a projeção de filmes de altíssima qualidade técnica com uma ampla margem de reutilização sem falhas.
Para que o sucesso do cinema digital seja total, estúdios e donos das salas de cinema ainda têm que chegar a um acordo sobre o financiamento da substituição dos projetores clássicos por aparelhos de última geração.
"As especificações permitirão a criação de uma plataforma comum para o desenvolvimento das inovações técnicas e serão um incentivo para os executivos que possam estar reticentes em investir numa tecnologia que poderia não ser viável", disse Ordway. "à medida que o mercado for se ampliando, o preço do equipamento e da instalação cairá a um ponto em que o custo já não será um problema", afirmou.
Segundo especialistas, o novo formato ajudará Hollywood, que luta para reconquistar o público americano, a competir com o DVD e a internet, e melhorar a qualidade visual de seus filmes.
O presidente da Organização Nacional de Proprietários de Salas de Cinema, John Fithian, descreveu a nova norma como "uma etapa importante para tornar realidade o cinema digital". Tribuna da Imprensa
 
Hollywood disputa drama de Pearl
03/08/2005
Das muitas histórias nascidas de nossos encontros com o terror nos últimos quatro anos, poucas possuem o poder narrativo evidente da história de Daniel Pearl.
Acompanhado por sua jovem mulher, o repórter do "The Wall Street Journal" -que tinha 38 anos, um espírito poético e curiosidade implacável e era judeu- desembarcou no Paquistão, meses após a invasão do Afeganistão pelos EUA, determinado a encontrar extremistas religiosos da região e levar sua história ao jornal. Em janeiro de 2002, ele desapareceu, deixando sua mulher, grávida, para empreender uma busca que acabou conduzindo a um final pavoroso: a fita de vídeo que o mostrou sendo degolado por terroristas islâmicos.
Inevitavelmente, Hollywood se interessou por seu drama. Em outubro de 2003, a Warner Brothers decidiu pagar mais de US$ 500 mil (R$ 1,2 milhão) pelos direitos cinematográficos sobre "Coração Valoroso - A Vida e Morte de Meu Marido Daniel Pearl" (ed. Objetiva, R$ 42), livro escrito por Mariane Pearl, a viúva do jornalista, em colaboração com Sarah Crichton.
O que aconteceu no ano e meio seguinte talvez também tenha sido inevitável, em vista dos percalços que afligem filmes ao longo do tortuoso processo de desenvolvimento: as coisas se complicaram.
No início deste ano, o projeto Daniel Pearl da Warner sobreviveu a um baque quando seus produtores numa empresa chamada Plan B passaram por separações diversas. O casamento de dois dos sócios da produtora, Brad Pitt e Jennifer Aniston, se desfez, e um terceiro sócio, Brad Grey, foi trabalhar à frente da Paramount Pictures. A Plan B acompanhou Grey até a Paramount, enquanto "Coração Valoroso" ficou na Warner.
Uma representante da Plan B disse que os únicos produtores oficialmente ligados ao projeto até agora são Brad Pitt, que vai produzir o filme, e Brad Grey, que fará a produção executiva.
Enquanto isso, um concorrente entrou no páreo. Em fevereiro, a Beacon Communications se aliou aos veteranos cineastas Edward Zwick e Marshall Herskovitz e ao produtor Charlie Lyons e comprou os direitos para o cinema de "Quem Matou Daniel Pearl?" (ed. Girafa, R$ 52), um policial em tom de conversa escrito pelo filósofo Bernard-Henri Lévy.
Na Warner, o trabalho sobre "Coração Valoroso" vem avançando lentamente. O estúdio ainda não tem pronto um primeiro esboço de roteiro de John Orloff, que começou a escrevê-lo há pouco tempo. Orloff escreveu um episódio comovente do seriado da HBO "Band of Brothers", no qual uma companhia de pára-quedistas encontra o campo de concentração de Dachau, na Alemanha nazista, e liberta seus prisioneiros.
Com o envolvimento intenso da viúva de Pearl, o roteirista deve criar uma trama que focalizará a história de amor do jovem casal e a vigília da mulher, à espera do marido que nunca voltou. Boa parte do filme ocorre na casa em que Mariane aguarda o jornalista.
Já o roteirista Peter Landesman está trabalhando numa adaptação do livro de Lévy. Landesman tem talento jornalístico, que, aliado ao pendor por dramas pontuais manifestado por Zwick em filmes como "O último Samurai", parecem se coadunar bem com o viés geopolítico de Lévy. CHRISTIAN MOERK - Folha de São Paulo
 
Cinesesc recupera último filme de Mario Bava
03/08/2005
A "Sessão Dupla do Comodoro", criada por Carlos Reichenbach, finalmente rende homenagem a um dos grandes mestres europeus do horror. Influenciador, entre outros, de Martin Scorsese e Dario Argento, o italiano Mario Bava (1914-80) tem seu "Cães Raivosos" abrindo o evento de hoje à noite no Cinesesc.
Filmada em 16 mm para ganhar agilidade, a obra é dedicada ao próprio cineasta, já que foi finalizada somente em 1998 -18 anos após sua morte por um infarto-, depois de ter perdido um de seus principais financiadores e ficar engavetada por problemas legais. O filho do cineasta, Lamberto Bava, que também foi seu assistente na produção, acompanhou a edição final, que seguiu as exatas anotações deixadas pelo diretor.
Como marcas registradas de Bava, a câmera carrega no vermelho-sangue e em closes tão extremos quanto o próprio filme, que fala sobre uma fuga após um assalto seguido de várias mortes.
A ação se passa quase exclusivamente dentro de um carro, num dia de intenso calor na Itália, e as dúvidas e os receios dos envolvidos -inclusive dos assaltantes- passam a ser os nossos também.
Em seguida, é apresentada a estréia na direção do japonês Shinya Tsukamoto. Escolhido pelo júri como o melhor filme do Fantafestival, de Roma, "Tetsuo, o Homem de Ferro" (1988) mistura alucinação e fantasia ou, como se define logo nos créditos da abertura, trata-se de "um filme de monstros normais".
Fazer uma sinopse se torna trabalho árduo neste longa em que o fantástico segue um ritmo industrial, de muitas batidas por segundo, como num set de tecno.
Tsukamoto acelera e funde quadros na produção, inteiramente rodada em preto-e-branco, tornando ininteligível a ordem do que acontece nas cenas. Melhor se deixar levar por seu jogo de ilusões. é como se estivéssemos em um pesadelo de pouco mais de uma hora e meia de duração, com vermes se misturando a pedaços de metal e órgãos sexuais se transformando em brocas ou tubos de PVC. Intenso e dramático para um começo de madrugada. LúCIA VALENTIM RODRIGUES - Folha de São Paulo
 

 
Cultura
Para matar a fome de cultura
03/08/2005
Ação da Cidadania lança projeto de centro cultural que terá artes plásticas, cinema, teatro e shows na Zona Portuária do Rio
Construído em 1871, um antigo armazém na atual Rua Barão de Teffé, na Zona Portuária do Rio, já foi ponto de desembarque de alimentos que chegavam de navio pela Baía de Guanabara. Cedido pelo governo federal há cinco anos à ONG Comitê Ação da Cidadania para ser a sede do principal projeto social de arrecadação de alimentos do país, o armazém, projetado pelo arquiteto André Rebouças e reformado segundo o traço de Hélio Pellegrino, ganha agora mais uma função: centro cultural.
Os 14 mil m² do galpão foram apresentados ontem pelo coordenador executivo da instituição, Maurício Andrade, oficialmente como sede do Centro Cultural da Ação da Cidadania.
Segundo Maurício, a primeira etapa da obra - que incluiu a reestruturação dos sistemas elétrico, hidráulico e de saneamento - está pronta. O custo de R$ 4 milhões foi bancado pela Petrobras, por meio do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, da Prefeitura do Rio.
O projeto de Pellegrino prevê espaços para exposições de artes plásticas; shows musicais para 1.500 pessoas sentadas ou 3 mil em pé; bares e restaurantes; pólo de cinema e vídeo, com duas salas de exibição de 100 lugares cada, estúdio, salas de edição, produção e aulas teóricas; e teatro com capacidade para 350 espectadores, pensado pelo cenógrafo Marcos Flaksman e batizado com o nome do dramaturgo Domingos Oliveira. Para esta segunda etapa o orçamento é de R$ 7,8 milhões, ainda não captados.
Durante a apresentação do projeto, o coordenador enfatizou que o encontro de ontem não era apenas para despertar interesse de possíveis patrocinadores, mas para envolver a classe artística e empresários para uma participação direta no projeto:
- Como está, o centro cultural já pode abrigar feiras e exposições. Desafio os artistas a usar sua criatividade para montar aqui peças teatrais e intervenções artísticas, mesmo antes de termos a infra-estrutura.
O centro cultural pretende oferecer ainda oficinas gratuitas de capacitação profissional, em áreas ligadas a arte e cultura, para 3 mil jovens das comunidades onde estão localizados os 830 comitês da Ação da Cidadania. Hoje, a ONG atua em 19 municípios do Estado do Rio.
- Este armazém não era nada. Só havia a vontade e agora falta apenas equipar. Depois de pronto, poderá ser utilizado para várias atividades simultâneas, além de ajudar a formar gente - elogia a atriz Maitê Proença, que participa como voluntária da ONG desde sua fundação, em 1993, pelo sociólogo Hebert de Souza.
A atriz chama a atenção para a necessidade de se dar valor a projetos como este. E cita a crise política nacional, desencadeada pelas denúncias de corrupção no Congresso, como um dos principais motivos para a falta de dinheiro e de atenção à cultura.
- O Centro do Rio está cheio de espaços subutilizados. Há quantos mandatos ouvimos falar que o Cais do Porto do Rio será revitalizado? É preciso que a sociedade se una para fazer, para agir. Já está claro que os poderosos não têm tempo para administrar o país - desabafa Maitê.
O dramaturgo Domingos Oliveira acrescenta:
- A plena cidadania é a única saída que temos para viver em um lugar onde há total falência financeira e moral do Estado. A solução é a auto-organização da sociedade civil. Monique Cardoso - Jornal do Brasil
 
Festival Cultura apresenta primeiros concorrentes
03/08/2005
Disputa terá transmissão ao vivo pela TV Cultura e Rádio Cultura AM; final será em 14 de setembro
Será realizada hoje a primeira eliminatória do Festival Cultura - A Nova Música do Brasil, promovido pela TV Cultura, em parceria com o Sesc São Paulo. O evento ocupará o palco do Sesc Pinheiros, com transmissão ao vivo também pela TV Cultura e pela Rádio Cultura AM.
Nesta primeira etapa, serão apresentadas 12 músicas classificadas. Elas são: Misturada, com Flávio Marchesin; Choro Alegre, com João Cristal; Maracatu, Samba e Baião, com Ito Moreno; Guri de Acampamento, de Luis Carlos Borges; Arranca e Dá no Pé, com Sérgio Santos; Que Bom Seria, com Márcio Proença; A Moda, com Arnaldo Almeida; Bossanet, com Sérgio Augusto; Sem Lugar, com Carlos Menezes Junior; Barco Negreiro, com Val Milhomem; Um Sonhador, com Toninho Horta; Samba Russo, com Paulo de Carvalho. Foram escolhidas entre um total de mais de 5 mil composições inscritas, por um júri formado por nove especialistas ligados à área musical.
Esta será a primeira de uma bateria de quatro eliminatórias. Em cada uma delas, haverá 12 canções concorrentes e 6 delas serão selecionadas para disputarem as duas semifinais, marcadas para os dias 31 de agosto e 7 de setembro. A final vai ocorrer no dia 14 de setembro.
Para o coordenador do festival, Solano Ribeiro, esse formato - de quatro eliminatórias e duas semifinais - foi pensado para diminuir as chances de erros. "Nossa preocupação agora é com os erros. Assim, para a final, tentaremos separar o que há de melhor", observa Ribeiro.
Enquanto o júri estiver avaliando as canções da noite, haverá show da cantora Leila Pinheiro, que prestará homenagem aos festivais de música, interpretando canções como Arrastão e Verde (esta última, composição de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto, que Leila defendeu no Festival do Festivais, em 85, e com a qual ganhou o prêmio revelação).
Ribeiro acredita que, nos anos que o Brasil ficou carente dos grandes festivais, se criou um espaço propício para se investir na música de mercado e as boas canções acabaram ficando fora da mídia. "É preciso que elas retomem seu lugar. Por uma questão de qualidade", acredita.
Além de retomar essa lacuna deixada na entressafra dos festivais de TV, o Festival Cultura pretende trazer algumas atualizações. Uma delas poderá ser conferida na etapa final do evento. Nela, as 12 canções finalistas serão apresentadas na forma de videoclipes, que, por sua vez, também vão disputar prêmios. "Isso vai ocorrer à parte. Haverá disputa de melhor clipe, melhor diretor, melhor roteirista", antecipa o coordenador do evento. Segundo ele, os videoclipes poderão feitos com plena liberdade, respeitando apenas música e intérprete. "É um espetáculo inovador, integrando platéia e TV. O objetivo é transformar programas de televisão no que diz respeito ao aspecto musical e visual." Festival Cultura - A Nova Música do Brasil. Sesc Pinheiros/Teatro (1.010 lug.). R. Paes Leme, 195, Pinheiros, tel. 3095-9400. Hoje, 21h30. R$ 5 a R$ 10. Adriana Del Ré - O Estado de São Paulo
 
Petrobras salva o Pixinguinha, por enquanto
03/08/2005
O pesadelo, pelo menos por enquanto, parece ter acabado: hoje, na Funarte, tem show do Projeto Pixinguinha, aquele mesmo que tinha sido interrompido no começo de julho por falta de verba. A caravana de agosto começa sua excursão no Centro do Rio (Rua da Imprensa, 16), às 18h30m, com o músico Carrapa do Cavaquinho, o grupo Choro de Câmara e a cantora Dorina. Depois de sua cidade natal (os três artistas são cariocas), a trupe segue para Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Guaratinguetá (SP).
Petrobras já depositou 100% e governo nem um centavo
Na realidade, a verba que faltou e acabou cancelando a caravana da primeira quinzena de julho ainda não veio: a Petrobras, que divide o patrocínio do Projeto Pixinguinha com o Ministério da Cultura, adiantou as últimas parcelas de sua contribuição, viabilizando, com isso, as duas caravanas de agosto e a primeira de setembro.
- Agora o dinheiro da Petrobras realmente acabou - diz a cantora Ana de Hollanda, diretora da Funarte responsável pelo Pixinguinha. - Mas o Ministério da Cultura nos disse que o Planejamento havia acenado com a liberação de parte das verbas que tinham sido contingenciadas. Como o Pixinguinha é uma das prioridades do Ministério, acho que tudo sairá bem. Talvez tenhamos que produzir os espetáculos com um pouco menos de dinheiro, mas tudo bem.
A caranava de julho que acabou cancelada, com as cantoras Leila Maria e Cida Moreira e o grupo Tira Poeira, deve ir para dezembro.
Além de acenar com parte da verba de R$ 4 milhões que tinha prometido para o Pixinguinha - e da qual ainda não se viu um centavo - o Ministério da Cultura também tem a idéia de levar alguns shows do projeto aos países do Mercosul em 2006.
- É apenas uma idéia, não sabemos se será viável - diz Ana, cautelosa. - Vamos conversar com a Petrobras e ver o que conseguimos.
Na noite de hoje, o samba e o choro, ritmos tipicamente cariocas, devem dar o tom na Funarte. O grupo Choro de Câmara, formado por acadêmicos do gênero como Joel Nascimento e Rodolfo Cardoso, encontrará o cavaquinho de Carrapa e o samba de Dorina, em show dirigido de Vicente Maiolino. O Globo
 
TV Cultura revive a era dos festivais
03/08/2005
Algumas coisas não mudam nunca: em uma época em que gravar um disco é relativamente fácil, quando as pessoas têm, no computador, acesso praticamente ilimitado a músicas de todo o mundo, de todas as épocas e ainda podem carregar milhares de músicas no bolso, a televisão ainda é um veículo poderosíssimo, que ultimamente ocupa-se cada vez menos de música. Pensando assim, a TV Cultura resolveu dar uma força à produção musical brasileira, e abriu inscrições para o Festival Cultura, que começa hoje.
Diretor do festival é um veterano dos anos 60
A idéia foi transmitida pelo presidente da emissora, Márcio Mendonça, a Solano Ribeiro, veterano de festivais de música nos anos 60, a chamada era dos festivais.
- Quando ele me perguntou o que eu achava, eu pensei um pouco e concluí que a TV Cultura seria o melhor, senão o único, lugar para um festival de música - diz Ribeiro. - É claro que me sinto um pouco estranho fazendo isso depois de 40 anos. Mas é muito importante darmos uma chance a um tipo de música diferente dessa que se ouve no rádio, de mercado, que está acabando com as nossas referências.
Foram selecionadas 48 músicas das 5.198 inscritas no festival: não havia qualquer critério, compositores conhecidos poderiam concorrer.
- Os jurados ouviam as músicas e as julgavam por um número - explica o diretor. - Poderia ser o compositor que fosse. Aliás, muitas vozes manjadas foram reconhecidas e não se classificaram. Não é importante ser jovem.
Hoje, às 21h30m, apresentam-se as primeiras 12 classificadas (quadro ao lado) , que incluem desde nomes consagrados como Sérgio Santos e Toninho Horta até outros menos conhecidos como Val Milhomem e Ito Moreno. A cantora Leila Pinheiro - que surgiu em um festival, em 1985, com "Verde" - fará um show. Serão quatro eliminatórias, de onde sairão as 24 semifinalistas. A metade delas irá à grande final, dia 14 de setembro.
- Parece igual aos moldes antigos, mas é tudo moderno, atual - diz Ribeiro. - Não tem orquestra, e as 12 finalistas terão videoclipes, feitos a partir de um concurso que promoveremos aqui na TV. Bernardo Araujo - O Globo
 

 
Política
Planalto diz que reuniões trataram de investimentos
03/08/2005
A Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou ontem à noite nota à imprensa na qual afirma que, em duas visitas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, representantes da Portugal Telecom comunicaram seus "novos investimentos no Brasil".
Os encontros, em 21 de janeiro de 2003 e 19 de outubro de 2004, constaram da agenda oficial do presidente, ainda disponível na página da Secretaria de Imprensa na internet.
A nota da Presidência foi distribuída aos jornalistas por volta das 21h30, no Planalto, após o ex-ministro e deputado José Dirceu tê-la lido durante depoimento na Câmara.
Segundo o Planalto, a primeira reunião foi acompanhada pelo então ministro das Comunicações, Miro Teixeira, que hoje é deputado federal. Na segunda, estavam o também ex-ministro Eunício Oliveira, da mesma pasta, hoje ocupada por Hélio Costa, e o titular do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.
"Em nenhum momento foi tratado qualquer assunto que não se referisse aos empreendimentos da companhia portuguesa no país", afirma a nota da Presidência. EDUARDO SCOLESE - Folha de São Paulo
 
Valério confirma encontro com presidente da PT Telecom
03/08/2005
Dono de agências alega que viagem a Portugal era para negócios de publicidade
Em meio a ironias, o deputado Roberto Jefferson acusou o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu de ter se aproximado no fim do ano passado do grupo Portugal Telecom com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Jefferson, após o encontro, Dirceu autorizou o PT e o PTB a enviarem emissários a Portugal ''para que negociassem, de lá, um acordo que pusesse em dia as contas do PTB e do PT''.
Jefferson não revelou o nome dos emissários do PT e do PTB, alegando que o faria mais tarde, por escrito. Apesar disso, vazaram informações que o representante do PT seria Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do mensalão, e o indicado pelo PTB seria Emerson Palmiere, tesoureiro do partido.
O líder da minoria José Carlos Aleluia (PFL-BA) confirmou ter ouvido de um advogado do PTB que quem teria ido em janeiro a Portugal se encontrar com o presidente da Portugal Telecom era Marcos Valério, que teria contado com a presença do então tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Aleluia afirmou contudo que o advogado do PTB omitiu o nome de Palmieri do grupo que viajou a Portugal.
Na saída do depoimento na Procuradoria Geral da República, Valério confirmou ter viajado a Portugal no início do ano em companhia de Emerson Palmieri para conversar com a Portugal Telecom. Valério nega, no entanto que viagem tenha sido para tratar de ajuda financeira.
Segundo o publicitário, a empresa estaria interessada em comprar a Telemig Celular, empresa controlada pelo banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, em sociedade com fundos de pensão e o Citigroup. A companhia mineira afirma ter pago à DNA Propaganda, agência de Marcos Valério, pelo menos R$ 112 milhões nos últimos cinco anos, pelas contas de publicidade. Os portugueses acabaram não fechando o negócio. Valério disse que Palmieri viajou porque estava ''estressado''.
Apesar das acusações, Dirceu negou que tenha sugerido reunião com representantes da Portugal Telecom e pediu uma investigação profunda.
- Jamais fiz lobby ou tráfico de influência junto a empresas, nacionais ou internacionais, para beneficiar pessoas ou partidos - disse Dirceu.
A Presidência da República, no entanto, confirmou duas audiências de Lula com o presidente da Portugal Telecom, Miguel Antonio Igrejas Horta Costa. O primeiro encontro foi em 21 de janeiro de 2003 e o segundo em 19 de outubro do ano passado. Segundo a Presidência, as reuniões seriam para discutir investimentos no país. Citados como participantes das audiências, só os ministros das Comunicações - Miro Teixeira em 2003 e Eunício Oliveira em 2004. Na segunda reunião, estava presente também o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.
Os portugueses divulgaram nota negando as acusações de Jefferson. ''A Portugal Telecom esclarece que nunca teve qualquer conhecimento ou participação com o objetivo de organizar um encontro com representantes de PT e PTB em Lisboa'', informou, acrescentando que ''por força dos investimentos que possui no país, mantém contatos institucionais com o governo''. Paulo de Tarso Lyra - Jornal do Brasil
 
Empresa nega encontro com políticos
03/08/2005
A Portugal Telecom divulgou nota ontem negando a nova denúncia de Jefferson. "O Grupo Portugal Telecom esclarece que nunca teve qualquer conhecimento ou participação com o objetivo de organizar encontro com representantes dos partidos políticos PT e PTB em Lisboa, Portugal." Uma parte da história contada pelo deputado Roberto Jefferson acerca das relações entre o PT e a Portugal Telecom já havia sido confirmada pelo ex-ministro de Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Portugal António Mexia. Há cerca de três semanas, ele disse ao jornal português Expresso que recebeu Marcos Valério no fim de 2004, para uma única visita, a pedido do presidente mundial da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa. As declarações foram dadas após publicação de entrevista de Jefferson ao mesmo jornal, na qual o deputado disse que Marcos Valério esteve com Mexia "três ou quatro vezes". Mariana Barbosa - O Estado de São Paulo
 
Roberto Jefferson coloca Portugal Telecom na confusão
03/08/2005
Mesmo antes do início do depoimento ontem do ex-ministro José Dirceu ao Conselho de Ética da Câmara, o dólar comercial já ensaiava uma queda e a Bovespa operava em alta. Isso pode ter várias interpretações. Uma delas seria a de que os mercados não se importam com o destino do deputado: consideram acabada a participação do ex-ministro nesse governo com tudo o mais que isso possa significar. Dirceu não é percebido mais como um "player" de peso no governo, no PT ou nos rumos do governo Lula. A única dúvida era se Dirceu reagiria mais agressivamente aos ataques e acusações, mas ficou claro, desde os primeiros minutos do seu pronunciamento, que o ex-ministro preservaria o presidente Lula.
Mesmo assim, o mercado financeiro acompanhou de perto o depoimento pela televisão, especialmente a fala do ainda deputado Roberto Jefferson, sentado na primeira fila na sala. "Impressionante como Dirceu se mostrou inseguro", disse um operador de câmbio. Em compensação, a objetividade e frieza de Jefferson foi ressaltada, mais uma vez. E, em meio ao seu posicionamento inicial, Jefferson soltou a novidade do dia: Dirceu teria possibilitado encontro da Portugal Telecom com o presidente Lula. Depois, relatou o que teria sido uma espécie de missão: a ida de dois representantes do PT e dois do PTB a Portugal para negociar com a multinacional recursos de campanha. Isto é, mais uma vez pautou novas investigações.
Dirceu, ao responder a Jefferson, "enganou-se" duas vezes ao tentar citar a Portugal Telecom. Na primeira, trocou o nome da PT pela Brasil Telecom, corrigindo-se em seguida. Na segunda, fez o mesmo com a Telecom Italia. Não houve reação do mercado em relação à nova denúncia, feita meia hora antes do encerramento do pregão. Os players do mercado, no entanto, já davam a revelação como verdadeira e esperavam novos dados. "Até agora, as denúncias de Jefferson se comprovaram", observou um banqueiro, antecipando que não haverá reflexos hoje nas cotações das empresas brasileiras em que a Portugal Telecom tem participação. "A Portugal Telecom também gostaria de comprar a Brasil Telecom, mas a briga é velha e não mais impacta nos preços."
A entrada da Portugal Telecom na novela "O direito de comprar a Brasil Telecom" significa o envolvimento de mais uma operadora de telecomunicações em um roteiro no qual, até agora, no que se refere à iniciativa privada, só aparecem perdedores.
soracy@...
IMPRESSÃO DIGITAL
Saiu ontem o relatório mensal da MB Associados, capitaneada por José Roberto Mendonça de Barros. Entre outras, estima que a produção industrial deve fechar o primeiro semestre com crescimento acumulado de 4,7% e o ano em algo como 3,8%. "Esse comportamento da indústria poderá impedir que a recuperação da massa real de rendimentos, como vinha ocorrendo gradualmente ao longo de 2004, tome maior fôlego", diz o paper. A redução do ritmo é conseqüência de um crescimento menor do setor exportador e de comparação elevada no fim de 2004. "Neste contexto, o crédito ao consumo continuará sendo fundamental para expansão da demanda interna." SONIA RACY - O Estado de São Paulo
 
José Dirceu poupa Lula e responsabiliza cúpula do PT
03/08/2005
Em depoimento no Conselho de Ética da Câmara, o ex-ministro e deputado federal José Dirceu (PT-SP) poupou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tentou responsabilizar a cúpula do PT pela iniciativa dos empréstimos que tiveram a intermediação do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.
Na confrontação com o ex-ministro, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) o acusou de promover a aproximação da Portugal Telecom com o presidente Lula para, depois, enviar representantes do PT e do PTB a Portugal com o objetivo de obter da empresa de telefonia recursos para quitar dívidas de ambos os partidos. José Dirceu negou ter feito contatos com a Portugal Telecom e a companhia divulgou nota refutando a acusação.
O PTB protocolou ontem no Conselho de Ética uma representação contra os deputados José Dirceu e Sandro Mabel (PL-GO), que poderá resultar na cassação dos dois parlamentares. Dirceu deu indicações de que poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento de que não exercia o mandato de deputado na época das supostas irregularidades.
Em depoimento voluntário à CPI dos Correios, o senador e presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, admitiu a existência de caixa 2 em sua campanha de reeleição ao governo de Minas, mas responsabilizou o tesoureiro da campanha pelas irregularidades. Valor Econômico
 
Jefferson acusa ex-ministro de buscar benefícios da Portugal Telecom
03/08/2005
Ao interrogar o ex-ministro José Dirceu, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) fez mais uma denúncia contra o governo e o PT. Ele disse que, em reunião no Palácio do Planalto, no ano passado, o ex-ministro decidiu enviar emissários do PT e do PTB a Portugal para negociar ajuda financeira aos dois partidos.
A ajuda teria sido negociada, de acordo com Jefferson, junto à Portugal Telecom. Antes da viagem, alegou o deputado do PTB, Dirceu teria aproximado o presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, promovendo, inclusive, uma audiência entre os dois, em Brasília.
O acordo com a Portugal Telecom seria para colocar as finanças do PT e do PTB " em dia " , afirmou Jefferson. " Nossos emissários estiveram na Portugal Telecom nos dias 25 e 26 de janeiro " , sustentou o deputado. " Tratei de assuntos republicanos e não-republicanos no gabinete do ministro José Dirceu " , ironizou.
Jefferson insinuou, nesse momento da inquisição a Dirceu, que o presidente Lula poderia saber das negociações políticas supostamente conduzidas pelo então ministro. " Foi um erro acharmos que o senhor é tão poderoso. O senhor não é tão poderoso assim. Não agiu sozinho " , afirmou o deputado.
Dirceu negou as acusações. " Nunca tive relação com a Portugal Telecom. É mais uma denúncia para me envolver e atacar a minha honra " , assegurou o ex-ministro da Casa Civil. " Isso é muito grave. É uma insinuação no ar. Não é verdade. O senhor está mentindo " , acrescentou Dirceu.
O deputado disse que, quando foi ministro, jamais conversou com executivos da Portugal Telecom, mas, sim, com representantes do grupo Opportunity e da Telecom Itália, sócios da Brasil Telecom. Jefferson não revelou os nomes dos supostos emissários enviados por Dirceu.
Ao questionar Dirceu na Comissão de Ética, Fruet informou, citando o blog do jornalista Ricardo Noblat, que os emissários do PT e do PTB, na viagem a Portugal, foram respectivamente o empresário Marcos Valério e Emerson Palmieri. Naquela ocasião, Palmieri era tesoureiro do PTB.
Quando esteve em Portugal, Valério teria sido recebido, a pedido de Horta Costa, pelo então ministro de Obras Públicas daquele país, Antônio Mexia. No dia 16, segundo Fruet, o jornal "Expresso", de Lisboa, teria confirmado com Mexia que ele recebeu o suposto emissário do PT a pedido de Horta.
Em sua defesa, Dirceu leu nota oficial do Palácio do Planalto, informando que Lula teria tido dois encontros com a cúpula da empresa portuguesa. O primeiro teria ocorrido em 21 de janeiro de 2003, com a presença do então ministro das Comunicações, Miro Teixeira. O segundo contato ocorreu no dia 19 de outubro de 2004, com a participação dos ministros Eunício Oliveira e Luiz Fernando Furlan. Segundo a assessoria da presidência, o encontro foi organizado para que a Portugal Telecom anunciasse ao presidente o seu plano de investimentos no Brasil.
Na CPI dos Correios, Valério havia admitido contatos empresariais naquele país e que tinha se reunido com Mexia. Ontem, ele desmentiu que tenha ido a Portugal como emissário de Dirceu. " A Telemig Celular estava à venda e um dos compradores era a Portugal Telecom. E, por acaso, a conta da Telemig pertencia a uma das agências das quais eu era acionista, a DNA e a SMP&B. Vislumbrando que a Telemig poderia ser vendida pela Portugal Telecom, fui tentar um contato com a empresa na presença de seu representante no Brasil. O Palmieri me acompanhou como um amigo e nada mais. Ele falou que estava muito estressado e que ia a Portugal me acompanhando " , disse o empresário em entrevista. " Vamos deixar uma coisa bem clara: não sou representante do PT. "
Em nota, a Portugal Telecom negou as declarações de Jefferson. A nota afirma: "O Grupo Portugal Telecom esclarece que nunca teve qualquer conhecimento ou participação com o objetivo de organizar um encontro com representantes do PT e do PTB em Lisboa".
A PT divide com a Telefônica o controle da Vivo. Nos últimos meses, esteve presente no noticiário, pois analistas apontaram o interesse do grupo português em comprar participação do Citigroup e fundos de pensão na Brasil Telecom.
O presidente da PT, Miguel Horta e Costa, esteve no Brasil em 18 de maio de 2005, 19 de outubro de 2004 e em janeiro de 2003. Em maio veio para o seminário Brasil-Portugal com a presença do ministro Palocci. Não esteve com Lula.
Já em outubro de 2004, Horta reuniu-se com Lula. No encontro, foi para comunicar a conclusão de oferta pública de ações de R$ 1,5 bilhão para aumentar a participação acionária da PT e a Telefônica na Vivo. Maria Lúcia Delgado,Cristiano Romero e Heloisa Magalhães - Valor Econômico
 
Lula exonera braço direito de Luiz Gushiken
03/08/2005
Dentro da reestruturação da comunicação do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou ontem o subsecretário de Comunicação de Governo, Marcus Flora, que era o braço direito de Luiz Gushiken na antiga Secom (Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica). Na semana passada, Lula tinha reduzido ainda mais o poder de Gushiken: ele deixou de ser ministro e passou a ser apenas o chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), órgão de assessoria direta do presidente. Com a mudança, a Secom foi transformada em subsecretaria e passou a ser subordinada ao ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).
O nome de Flora apareceu na agenda de Fernanda Karina Somaggio, ex-secretária do publicitário Marcos Valério.
Para o lugar de Flora, Lula nomeou ontem, também no Diário Oficial, Luiz Tadeu Rigo, que trabalha com Dulci na Secretaria Geral. Mas ele ocupará o cargo interinamente. O Globo
 
Emissários de PTB e PT teriam ido negociar com a Portugal Telecom
03/08/2005
Com insinuações de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia das conversas, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) acusou o deputado José Dirceu (PT-SP) de, como chefe da Casa Civil, ter articulado uma abordagem de emissários do PT e do PTB à multinacional Portugal Telecom para resolver problemas financeiros dos partidos. Jefferson também lançou dúvidas sobre suposto conhecimento de Lula de um esquema de desvio de recursos de Furnas para o PT e partidos aliados.
Jefferson disse que, no fim do ano passado, quando foi a Dirceu cobrar o pagamento de R$ 20 milhões que teriam sido prometidos pelo PT ao PTB para pagar contas da campanha, ele orientou que emissários dos dois partidos viajassem a Portugal para acertar, com a direção da empresa, o repasse de recursos para pôr as contas em dia.
- No fim de 2004, o ministro Dirceu tratou da aproximação da Portugal Telecom com Lula. Ele ordenou que PTB e PT mandassem emissários a Portugal. Eles viajaram nos dias 24, 25 e 26 de janeiro deste ano e a CPI vai checar - disse Jefferson.
Lula recebeu diretor da empresa, disse Jefferson
Na viagem, o emissário do PTB teria sido o ex-tesoureiro Emerson Palmieri, e o do PT, o empresário Marcos Valério de Souza. Em 19 de outubro de 2004, Lula recebeu às 16h30m Miguel Horta e Costa, presidente da Portugal Telecom. Em 21 de janeiro de 2003, o presidente esteve com dirigentes da Portugal Telecom e da Telefônica.
Dirceu negou o acerto:
- Não é verdade. Nunca tratei de negócios com a Portugal Telecom. É mais uma denúncia em que Jefferson procura me envolver. Trata-se de mentira! Mais uma denúncia sem provas.
Ao deixar à noite o Ministério Público Federal, onde prestou depoimento, Valério admitiu ter viajado a Portugal com Palmieri. Disse que foi garimpar negócios para suas agências de publicidade, já que a Portugal Telecom estava prestes a controlar a Telemig Celular, empresa para a qual suas empresas já trabalhavam.
- Palmieri me acompanhou como amigo, nada mais. Ele falou que estava muito estressado e que ia a Portugal me acompanhando - disse Valério.
Diversos parlamentares exigiram que Jefferson identificasse os emissários. Ele se limitou a dizer que o assunto será esclarecido pela CPI. Em relação a Furnas, Jefferson deixou no ar uma dúvida sobre o conhecimento de Lula do esquema de desvio de recursos para o PT e partidos aliados. O deputado disse que Lula ouviu uma conversa em seu gabinete, mas não explicou se o assunto era a troca da diretoria - em decorrência das denúncias sobre a suposta fraude - ou sobre a manutenção do esquema de propina.
- Sobre Furnas, o assunto foi tratado entre mim, Vossa excelência, o ministro Walfrido Mares Guia, no gabinete de Lula, com o presidente ouvindo - afirmou Jefferson.
Sobre o acordo com a Portugal Telecom, Dirceu disse que a Casa Civil tinha uma mesa de negócios, mas nunca tratou de lobby ou tráfico de influência:
- Isso é muito grave. O deputado joga uma acusação no ar e eu fico acusado? Olhe a responsabilidade! Isso pode afetar os investimentos no país! E ainda dizer que levei ao presidente? Não é verdade, o senhor está mentindo! - protestou Dirceu.
O grupo Portugal Telecom negou, em nota, que tenha organizado um encontro da direção da empresa com representantes de PT e PTB, em Lisboa. A empresa diz que, "por força de investimentos que possui no país", a Portugal Telecom tem como regra manter contatos institucionais não apenas com o governo, mas também com "autoridades políticas e com os meios empresarial, social e cultural". Ainda na nota, a empresa diz que sempre agiu de "forma ética" e com "absoluta transparência".
Em nota, Planalto nega acusações de deputado
À noite, o Palácio do Planalto divulgou nota negando as acusações de Jefferson. Segundo o Planalto, o presidente Lula teve dois encontros oficiais com representantes da empresa: um em 19 de outubro de 2004 e outro em 21 de janeiro de 2003. O Planalto diz, na nota, que "as duas audiências foram solicitadas pela empresa para comunicar seus investimentos no Brasil", e ressalta que "em nenhum momento, foi tratado qualquer assunto que não se referisse aos empreendimentos da companhia no país".
A nota foi lida por Dirceu durante seu depoimento no Conselho de Ética, antes de ser distribuída à imprensa. No dia 19 de outubro de 2004, Lula esteve com o presidente-executivo da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa, na presença dos ministros Eunício Oliveira (Comunicações) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento). Já no encontro de 2003, além de dirigentes da Portugal Telecom e da Telefônica, estava presente o então ministro das Comunicações, Miro Teixeira. Maria Lima e Evandro Éboli - O Globo
 
Valerioduto repassava dinheiro regularmente
03/08/2005
O publicitário Marcos Valério de Souza apresentou uma nova lista com 31 beneficiários de saques feitos em contas de suas empresas. Entregue à Polícia Federal e à CPI dos Correios, a relação tem 12 deputados federais; o secretário-executivo do Ministério da Integração, Márcio Lacerda, que ontem se afastou do cargo; e o deputado estadual do Ceará, José Guimarães, irmão do ex-presidente do PT José Genoino. Guimarães era o chefe do assessor parlamentar José Adalberto Vieira da Silva, preso no aeroporto de São Paulo com US$ 100 mil na cueca. A nova lista mostra que, em muitos casos, os repasses eram regulares, às vezes até mensais.
Da lista constam ainda repasses de R$ 300 mil para Mauro Santos, de Recife (PE). A intermediária, que aparece como Eristela, seria assessora do ex-ministro da Saúde Humberto Costa, em Pernambuco.
No total, Valério diz ter entregado aos políticos indicados pelo PT R$ 55,8 milhões, supostamente arrecadados em seis empréstimos feitos nos bancos BMG e Rural. Um dos principais beneficiados, segundo ele, foi o publicitário Duda Mendonça, que recebeu R$ 15,5 milhões. Na lista, há uma menção ao advogado Aristides Junqueira, ex-procurador-geral da República, que disse ter recebido R$ 500 mil de honorários do PT.
O presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino, e o PT do Rio também foram destinatários de dinheiro do esquema Valério. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato aparece como um dos sacadores para o PT do Rio.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) recebeu, segundo o empresário, R$ 200 mil e não apenas o cheque de R$ 50 mil descontado por sua mulher, Marcia Regina, na agência do Rural em Brasília. À noite, a assessoria de Valério informou que o valor atribuído a João Paulo estava errado e que o correto é mesmo R$ 50 mil.
Ex-líder do PMDB está na lista
O ex-líder do PMDB José Borba (PR), segundo Valério, foi destinatário de R$ 2,1 milhões. O ex-líder do PT Paulo Rocha (PA) recebeu pelo menos R$ 400 mil a mais do que a CPI sabia, num total de R$ 920 mil. A lista inclui ainda os deputados Romeu Ferreira Queiroz (R$ 350 mil), João Magno (R$ 350 mil), Professor Luizinho (R$ 20 mil), Josias Gomes da Silva (R$ 100 mil), Vadão Gomes (R$ 3,7 milhões) e Bispo Rodrigues (R$ 400 mil).
Os advogados de Valério acrescentaram à lista do empresário outra relação entregue pela gerente financeira da SMP&B, Simone Vasconcelos, responsável por mais de R$ 6 milhões de saques em dinheiro, à PF. Os nomes - que coincidem com os citados pelo patrão - seriam de pessoas que receberam o dinheiro que ela sacou no Rural. Pela lista, ela entregou a emissários de Borba R$ 1,1 milhão.
A lista de Valério revela ainda que por intermédio da corretora paulista Bônus-Banval foram feitos repasses de R$ 3,515 milhões. Parte deles para o ex-deputado Valdemar da Costa Neto, que renunciou na segunda-feira, e para o PL, presidido por ele. A empresa Guaranhuns Empreendimentos e Participações também foi usada para destinar dinheiro ao mesmo fim. No total, Valdemar e o PL receberam R$ 10,837 milhões do esquema.
O ex-assessor do Ministério da Cultura Roberto Pinho recebeu R$ 450 mil. Diretórios do PT no Rio Grande do Sul (R$ 1,2 milhão), no Distrito Federal (R$ 378 mil) e em Santa Catarina (R$ 60 mil) também constam da lista, em que há ainda a anotação de um pagamento de R$ 166 mil para "Paulão/PT Nordeste". Bernardo de la Peña e Gerson Camarotti - O Globo
 
'Nada vai me banir da vida política do país, nem que suspendam meus direitos políticos e cassem o meu mandato'
03/08/2005
RÉU: "Quero deixar claro que, apesar de ter sido muitas vezes tratado como réu, não há acusação formal contra a minha pessoa."
RENÚNCIA: "Tomei a decisão de não renunciar. Eu não teria condições de olhar nos olhos de todos os deputados e deputadas que estão aqui, da minha geração de 68, dos meus companheiros e companheiras que caíram lutando contra a ditadura; não teria mais condições de olhar para a militância do PT, de andar de cabeça erguida no Brasil se renunciasse ao meu mandato. Não vou renunciar ao meu mandato. Eu vou lutar em defesa da minha honra e do meu mandato até o fim. (...) Renunciar significa aceitar as acusações que estão sendo feitas. (...) Não vou renunciar. Vou travar mais essa luta na minha vida. Talvez a mais importante da minha vida."
JUSTIÇA: "A única coisa que quero é justiça."
QUADRILHA: "Não posso aceitar que eu seja prejulgado, que eu seja transformado, como fez o deputado Roberto Jefferson, em chefe de quadrilha ou do maior esquema de corrupção do país ou no articulador do mensalão e que os meios de comunicação tratem de determinados temas sem me consultar."
PREJULGAMENTO: "A tentativa de me prejulgar não me intimida e não vai me impedir de me defender. (...) Eu não aceito ser prejulgado e não aceito ser banido da vida política do país de novo. Nada vai me banir da vida política do país, nem que suspendam meus direitos políticos e cassem o meu mandato. Eu vou continuar agindo como cidadão e lutando no Brasil pelos ideais que eu acredito."
TRATAMENTO: "Por que estou sendo tratado dessa forma no país? Por crimes que pratiquei? Por atos ilícitos? Pela quebra do decoro parlamentar? Claro que não. Pelo que represento na história do país, para a esquerda, para o meu partido e pelo que representei na eleição do presidente Lula. É isso o que está sendo julgado."
PT: "Sou militante até hoje e não preciso de título de ministro nem de dirigente do PT para ser militante do PT. (...) O PT é produto da própria história do Brasil recente, da própria luta do povo brasileiro por democracia, por direitos políticos e sociais."
ERROS: "Preservar o PT significa reconhecermos os erros que cometemos e mudarmos aquilo que foi errado. Esse processo já começou."
GOVERNO: "O governo do presidente Lula, do qual tive a honra de participar por 30 meses, é uma grande conquista política, econômica, social e institucional da sociedade brasileira. Não é verdade que é um governo corrupto ou um governo que permite a corrupção."
LULA: "O presidente Lula, ao contrário do que dizem, é a maior liderança histórica do Brasil das últimas décadas. É na verdade uma dádiva que o Brasil tem. Não é verdade que eu estou magoado, ressentido com o presidente Lula."
DEFESA: "Não é verdade que eu viria aqui fazer qualquer tipo de cobrança, de ataque ao governo ou a qualquer ministro do governo. Eu sei me defender sozinho. Não preciso, não quero que o governo ou até mesmo o meu partido venham a me defender. Eu o farei sozinho. Tenho responsabilidade sobre o que significo e tenho responsabilidade sobre meus atos como ministro e como deputado."
MENSALÃO: "Não organizei, não sou chefe e jamais permitira compra de votos e pagamento de parlamentar. Jamais permitiria. Não é verdade que eu seja responsável pelo mensalão, que não sei se existe."
EMPRÉSTIMOS: "Não vou assumir responsabilidade pelos empréstimos que foram feitos pelas empresas do senhor Marcos Valério, que tomaram empréstimos junto aos bancos BMG e Rural. Não era da Comissão Executiva Nacional do PT."
JEFFERSON: "O deputado Roberto Jefferson fez muitas acusações. Eu tenho serenidade para ouvi-las, analisá-las, aceitar, se eu cometi algum erro, ou para repudiá-las. Ele tem total condições de denunciar o mensalão, que até seus companheiros de partido dizem que não existe. (...) Ele quer transferir uma prevaricação para nós, para o ministro Aldo Rebelo, para o ministro Antônio Palocci, para mim e para o ministro Ciro Gomes. (...) Não transfira para mim e para outros aquilo que era uma responsabilidade dele."
CORRUPÇÃO: "Eu não estou sendo acusado de corrupção em nenhum órgão público, ao contrário do deputado Roberto Jefferson, que é réu confesso em alguns casos. Não atribua a mim aquilo que ele confessa que praticou, que muitas vezes é negado por seus interlocutores, como se eu tivesse conhecimento e tivesse concordado."
CALÚNIA: "Eu quero ser julgado pelos erros que cometi, mas não por calúnia, difamação e injúria. Não vou aceitar prejulgamento nem falsas acusações ou montagens ridículas, como a suposta transferência de dinheiro para um amigo meu, Roberto Marques."
MINISTROS: "Ele quer vender a idéia de que eu, na Casa Civil, usurpava funções que não eram minhas. Agora eu organizo até a Secom. Os ministros são todos retardados, não tinham passado. José Dirceu de Oliveira e Silva manipulava todos. Não acredito que o país vá acreditar no senhor."
MENTIRA: "O senhor quer se apresentar ao país como o homem que não mente e eu como o homem que mente."
ARROGÂNCIA: "O senhor fala aqui da minha arrogância. O senhor exerce uma satisfação e uma arrogância. Eu nunca fui arrogante quando fui ministro." O Globo
 
Disputa está longe do fim
03/08/2005
Hélio Costa: ministro negocia com o governo redução de impostos para usuários de baixa renda
No mês passado, Hélio Costa reuniu-se com os representantes das empresas de telefonia fixa para iniciar um debate amplamente desfavorável a ele. Crítico à cobrança da assinatura básica, o ministro recém-empossado cobrou do setor sugestões para eliminar a tarifa, mas encontrou resistências. As companhias defenderam a manutenção da assinatura, e o assunto esfriou.
O ministro disse que pediria às empresas um plano de redução gradual, até a sua eliminação para todos os assinantes. Segundo ele, nenhuma sugestão chegou ao ministério. "A reunião que eu fiz com as empresas foi de serviço, não foi para impor propostas. Queria ouvir o que elas tinham a dizer", disse Costa, desmentindo que teria recuado de sua maior bandeira à frente do ministério. "Lamentavelmente, saiu dali a impressão de que eu tinha voltado atrás sobre a tarifa básica, mas não foi isso", justificou.
Diferentemente do que havia dito antes, Hélio Costa concordou em negociar com o Ministério da Fazenda e até mesmo com os governadores a redução de impostos para viabilizar o serviço para a população que ganha entre um e dois salários mínimos. As críticas do novo ministro à assinatura mensal da telefonia fixa causaram desconforto no mercado.
No Distrito Federal, uma lei que impede a cobrança da assinatura básica foi aprovada na Câmara Legislativa, mas a aplicação dessa norma está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) questiona a norma aprovada pelos deputados distritais. O julgamento está parado desde novembro e não tem data para recomeçar. De acordo com Chico Leite (PT), autor do projeto, o movimento contra a assinatura é nacional e a decisão da 2ª Vara Federal deverá incentivar novas ações judiciais. "O que é ilegal não resiste ao tempo. As pessoas não aceitam mais essa cobrança. Ninguém pode pagar por uma coisa que não usa", argumentou.
Enquanto não há uma decisão final sobre o tema, os órgãos de defesa do consumidor alertam que o melhor é pagar a conta. O Procon de Campinas (SP), por exemplo, orientou ontem que, justamente por a liminar ser uma decisão provisória, pode ser revertida a qualquer momento. Para os especialistas, é melhor continuar pagando a taxa para não correr o risco de ter a linha bloqueada. Correio Braziliense
 
Nova denúncia envolve Lula
03/08/2005
Jefferson acusa Dirceu de ter utilizado a Casa Civil para intermediar doação da Portugal Telecom ao PT e ao PTB
José Dirceu (E) travou um debate com Jefferson durante 55 minutos no Conselho de Ética da Câmara
O deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) preparou uma nova denúncia especialmente para o aguardado duelo com o ex-ministro e deputado federal José Dirceu (PT-SP) na arena do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. E tratou de envolver o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na onda de acusações, ainda que indiretamente. Até ontem, Jefferson tinha evitado atingir o presidente.
O petebista disse que dirigentes da empresa de telefonia Portugal Telecom receberam, em Lisboa, no início deste ano um grupo de representantes do PT e do PTB para discutir contribuições financeiras aos dois partidos, conforme insinuou. O encontro teria sido precedido, segundo Jefferson, de uma reunião entre representantes da empresa e o presidente Lula no final de 2004.
A Portugal Telecom negou a acusação em nota oficial. O empresário Marcos Valério confirmou ter estado em Lisboa com o então tesoureiro do PTB, Emerson Palmieri, mas argumentou que a reunião com a Portugal Telecom tratou de interesses das agências DNA e SMPB em suas relações comerciais com a Telemig Celular, que negociava uma possível participação societária dos portugueses. O Palácio do Planalto também contestou Jefferson. Confirmou que Lula recebeu em outubro de 2004 o presidente do grupo português, mas que a audiência foi solicitada "pela empresa para comunicar seus novos investimentos no Brasil".
O embate direto com Jefferson durou 55 minutos. Dirceu reafirmou que não vai renunciar. Não atacou o governo nem Lula. Procurou responder a todas as questões. Insistiu que não tinha conhecimento das operações financeiras suspeitas entre o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério. Negou ser responsável pelo "mensalão" ou que tivesse conversado com Jefferson sobre o assunto. Acusou o adversário de querer "transferir a prevaricação para nós", por não ter denunciado a suposta mesada a deputados quando dela tomou conhecimento. O ex-ministro classificou os acontecimentos atuais de "uma tragédia que se abateu sobre o PT."
Jefferson reafirmou todas as acusações que havia feito anteriormente. E disse temer Dirceu: "Tenho medo de Vossa Excelência, porque provoca em mim os instintos mais primitivos." Saiu bem antes do final da sessão. Ao ir embora, disse à repórter Mariana Ceratti, do Correio Braziliense, que, para ele, Dirceu é "um homem frio, sem coração, sem entranhas". Alon Feuerwerker - Correio Braziliense
 
Negócios suspeitos em Lisboa
03/08/2005
Após ter se encontrado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro de 2004, o presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa, pediu que o então ministro português de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Antônio Mexia, concedesse audiência ao publicitário Marcos Valério de Souza. Acusado de operar o esquema do mensalão, Marcos Valério foi a Lisboa acompanhado do então tesoureiro do PTB, Emerson Palmieri. Segundo o diário Expresso, de Portugal, a dupla foi recebida por Mexia em janeiro deste ano.
Esta informação é o principal indício de veracidade da nova denúncia do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), feita ontem durante o depoimento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, no Conselho de Ética da Câmara.
Ao inquirir Dirceu, Jefferson lançou a nova bomba. "No final do ano (de 2004), Vossa Excelência fez uma aproximação do grupo Portugal Telecom com o presidente Lula. Depois autorizou ao PTB, quer dizer, a mim, presidente do PTB, e ao PT que mandássemos emissários a Portugal. Para que nós negociássemos lá um acordo que pusesse em dia as contas do PTB e do PT. Os nossos emissários, o do PT e o do PTB, viajaram a Portugal e estiveram na presidência da Portugal Telecom", garantiu o petebista.
Semanas atrás, Jefferson encomendara ao deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), representante de seu partido na CPI dos Correios, um requerimento pedindo uma diligência em Portugal "com o intuito de apurar as tratativas entre Marcos Valério e Antônio Mexia". Faria de Sá não deu importância à pista, pois não havia nada que apontasse para o outro lado do oceano, ou para uma Conexão Lisboa do mensalão.
Cargo
A Portugal Telecom é uma sociedade anônima 100% privada desde 2000. O ministro Antônio Mexia, que deixou o gabinete português em março passado, não era presidente da companhia telefônica nem ocupava qualquer cargo em sua estrutura. A despeito disso, ele não só confirmou a jornais portugueses ter recebido Valério e Palmieri, como se dispôs a contar à CPI o que tratou com eles.
José Dirceu, que negara "peremptoriamente" ter articulado encontros com a Portugal Telecom já no embate com Jefferson, continuou fustigado pelo assunto em seu depoimento, que terminou às 23h35. "Desconheço qualquer viagem que tenha sido feita a Portugal", jurou.
O Palácio do Planalto divulgou nota confirmando duas reuniões de dirigentes da Portugal Telecom com Lula, em 2003 e 2004. Mas negando que houvesse tratado de dinheiro para partidos. Segundo a nota, os dois encontros foram realizados com a presença dos então ministros das Comunicações, respectivamente Miro Teixeira e Eunício Oliveira. Eunício disse ao Correio que não agendou a reunião, apenas foi convidado quando tudo já havia sido articulado pelo gabinete presidencial.
A Portugal Telecom - dona, no Brasil, de uma parte do provedor UOL e da Vivo - também divulgou nota negando conhecer ou participar da organização de um encontro com representantes do PT e do PTB em Lisboa. Ugo Braga e Mariana Mainenti - Correio Braziliense
 
Valério poupa o presidente
03/08/2005
O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza confirmou ontem que viajou à Lisboa no ano passado onde se encontrou com a direção da Portugal Telecom acompanhado do ex-tesoureiro informal do PTB, Emerson Palmieri, mas negou que tenha viajado como representante do PT para discutir com a empresa portuguesa o financiamento de campanhas eleitorais municipais no Brasil. O seu suposto trabalho de arrecadador internacional de recursos para o PT tinha sido insinuado à tarde pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). "Não sou lobista nem representante de ninguém", disse Valério.
Ele destacou que foi a Lisboa com a mulher e mais um casal, e que Emerson Palmieri acompanhou o grupo como seu amigo. Valério deu uma explicação esdrúxula para que o ex-tesoureiro do PTB se incorporasse ao grupo: "Ele estava muito estressado e resolveu me acompanhar. Palmieri é meu amigo pessoal".
Ao sair da Procuradoria Geral da República depois de quase sete horas de um novo depoimento, Valério explicou que esteve com a diretoria da Portugal Telecom como dono da agência de publicidade DNA propaganda, contratada pela Telemig Celular, empresa cuja venda estava sendo negociada pela multinacional portuguesa. "Fui manter contato com a Portugal Telecom vislumbrando a possibilidade de venda da Telemig Celular. Fiz uma prospecção para as minhas empresas", contou Valério.
O empresário também descartou a hipótese de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva soubesse dos empréstimos todas por ele no Banco Rural e repassados ao PT no ano passado. "Isto é muito sério para o país. Não dá para ser leviano", comentou Valério. O publicitário disse não acreditar que Lula soubesse dos empréstimos de quase R$ 60 milhões tomados por ele em nome do PT. "Não devemos fazer insinuações levianas. Não acredito que ele (Lula) soubesse", reafirmou Valério. "Não tive nenhum contato com o presidente Lula. Tenho que me reportar ao que vi ", comentou.
Sobre a informação de que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu tenha tomado conhecimento dos empréstimos repassados ao PT, Valério desconversou. Disse que foi o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares quem deu esta informação há três semanas. Leonel Rocha - Correio Braziliense
 
Por estratégia e inteligência
03/08/2005
A oposição salva Lula em 2005 para devastá-lo na televisão em 2006
Enquanto o País mergulha no sensacionalismo da crise política, se esquece o mais grave: a dependência econômica. Câmbio, juros, "dívidas" (interna e externa), submissão ultrajante, "investimentos" que só aparecem no Brasil por causa das facilidades miseráveis, a jogatina da Bovespa, o superávit primário, tudo é esquecido. Para satisfação do PT-governo, que não quer mesmo discutir ou decidir sobre essas coisas.
Tenho denunciado exaustivamente tudo isso, mas o que fazer se o próprio Lula, seqüestrado no plano econômico por Palocci e Meirelles, não quer sair do cativeiro? Do ponto de vista político, Lula também se deixou seqüestrar gostosamente. Só que esse seqüestro vai acabando, pois a corrupção no VAREJO deixa marcas mais visíveis do que as outras, da corrupção no ATACADO.
Não existe I-M-P-E-A-C-H-M-E-N-T de Lula e sim desgaste avassalador para 2006. Se não desistir da reeeleição,


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Qua, 3 de Ago de 2005 2:17 pm

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