
CLIPPING DO DIA
2 de agosto de 2005
Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação
Comunicação Comunitária
Conselho de Comunicação Social realiza primeira audiência pública sobre Radiodifusão Comunitária
Associação defende política de financiamento para emissoras comunitárias no país
Abert diz que rádios comunitárias descumprem lei porque veiculam publicidade
Conselho de Comunicação Social realiza primeira audiência pública sobre Radiodifusão Comunitária
Associação defende política de financiamento para emissoras comunitárias no país
Abert diz que rádios comunitárias descumprem lei porque veiculam publicidade
Televisão
Parceria inédita leva jornal francês para a TV Cultura
"Le Journal" estréia a parceria entre TV Cultura e TV5
Funcionários da TVE Brasil querem solução para desvio de funções
Parceria inédita leva jornal francês para a TV Cultura
"Le Journal" estréia a parceria entre TV Cultura e TV5
Funcionários da TVE Brasil querem solução para desvio de funções
Política de TV por Assinatura
Anatel participa de Congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura
Expansão a cabo
Seminários terão transmissão ao vivo
Anatel participa de Congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura
Expansão a cabo
Seminários terão transmissão ao vivo
Legislação de Comunicação
Classificação de filme poderá ganhar lugar visível em loja
Classificação de filme poderá ganhar lugar visível em loja
Mercado de Comunicação
Falta de sintonia com o pai levou Lachlan Murdoch à renúncia
Vendas de chips surpreendem no 1º semestre
Receita de exportação de celulares cresce 74,6% em julho
Falta de sintonia com o pai levou Lachlan Murdoch à renúncia
Vendas de chips surpreendem no 1º semestre
Receita de exportação de celulares cresce 74,6% em julho
Audiovisual
DF conhece a força de Bollywood
Passagem para a Índia
Oliver Stone fará longa sobre o 11 de setembro
Produções brasileiras da DirecTV estréiam na América Latina
Apaci tem nova diretoria
'Sin City': a estética da morte cult
DF conhece a força de Bollywood
Passagem para a Índia
Oliver Stone fará longa sobre o 11 de setembro
Produções brasileiras da DirecTV estréiam na América Latina
Apaci tem nova diretoria
'Sin City': a estética da morte cult
Política
Sérgio Rezende e Hélio Costa discutem hoje projetos em parceria de seus ministérios
BB: R$ 100 mil por mês para programa da CUT
Pessoas ligadas a Duda Mendonça sacaram R$ 15,5 mi
Canal direto
CPI votará a quebra de sigilos de fundos
O polêmico Valdemar
Ponto crítico
Escândalo do mensalão se amplia no Brasil, diz 'FT'
Luiz Tadeu Rigo é nomeado subsecretário interino de Comunicação Institucional
Internet é meio para monitorar políticos e doações a campanhas
BrT suspende negócios com DNA e SMP&B após questionamentos na imprensa
Sérgio Rezende e Hélio Costa discutem hoje projetos em parceria de seus ministérios
BB: R$ 100 mil por mês para programa da CUT
Pessoas ligadas a Duda Mendonça sacaram R$ 15,5 mi
Canal direto
CPI votará a quebra de sigilos de fundos
O polêmico Valdemar
Ponto crítico
Escândalo do mensalão se amplia no Brasil, diz 'FT'
Luiz Tadeu Rigo é nomeado subsecretário interino de Comunicação Institucional
Internet é meio para monitorar políticos e doações a campanhas
BrT suspende negócios com DNA e SMP&B após questionamentos na imprensa
Imprensa & Jornalismo
Petistas rebatem matéria de revista Veja
Estados preparam sua participação no 15º ENJAC
Criação do ramo de Comunicação e Informação da CUT está em debate
Enquete busca identificar os jornalistas mais influentes no Brasil
Di Franco assume na Academia Cristã de Letras
Petistas rebatem matéria de revista Veja
Estados preparam sua participação no 15º ENJAC
Criação do ramo de Comunicação e Informação da CUT está em debate
Enquete busca identificar os jornalistas mais influentes no Brasil
Di Franco assume na Academia Cristã de Letras
Informática
Software livre terá sistema de avaliação para usuários
Pirataria de software tem solução?
Software livre terá sistema de avaliação para usuários
Pirataria de software tem solução?
Programação de TV por Assinatura
Mendonça diz que continua negociando TV Rá-Tim-Bum com a Net
Mendonça diz que continua negociando TV Rá-Tim-Bum com a Net
Telecom
Juiz suspende cobrança de assinatura telefônica
Justiça suspende cobrança da assinatura básica de telefone em todo o país
Liminar suspende assinatura básica
Justiça suspende assinatura básica da telefonia fixa
Teles perdem liderança de 13 anos
Aparelhos por menos de US$ 20
Telecom Italia abre arbitragem em Londres contra Techold
BrT atende à CVM, mas insiste na ilegalidade da AGE
BTP reafirma que AGE não é válida
Italianos levam disputa pela BrT a Londres
Juiz suspende cobrança de assinatura telefônica
Justiça suspende cobrança da assinatura básica de telefone em todo o país
Liminar suspende assinatura básica
Justiça suspende assinatura básica da telefonia fixa
Teles perdem liderança de 13 anos
Aparelhos por menos de US$ 20
Telecom Italia abre arbitragem em Londres contra Techold
BrT atende à CVM, mas insiste na ilegalidade da AGE
BTP reafirma que AGE não é válida
Italianos levam disputa pela BrT a Londres
Literatura e Mercado Editorial
Jornalismo a mil por hora
Governo distribui livros em braile para todos os alunos cegos do ensino fundamental
Versão pirata de Harry Potter é vendida na China
Jornalismo a mil por hora
Governo distribui livros em braile para todos os alunos cegos do ensino fundamental
Versão pirata de Harry Potter é vendida na China
Mídia Global
EUA aprovam emenda que permite emissão de sinais contra a Venezuela
EUA aprovam emenda que permite emissão de sinais contra a Venezuela
Comunicação Comunitária
Conselho de Comunicação Social realiza primeira audiência pública sobre Radiodifusão Comunitária
02/08/2005
O Conselho de Comunicação Social (CCS) realiza hoje (1º), no Senado Federal, às 10h30, a primeira audiência pública sobre o tema Radiodifusão Comunitária. A iniciativa pretende analisar e encontrar caminhos para as questões que configuram os problemas das emissoras comunitárias de rádio, tais como perseguição de outras empresas de rádio e acúmulo de pedidos de registro em andamento no Congresso Nacional.
De acordo com levantamento feito pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), com base no Sistema de Controle de Radiodifusão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), existem 15.449 entidades com outorga ou aguardando aprovação de uma rádio comunitária no Brasil. Deste total, 13.100 pedidos, ou 85%, estão na fila de espera. Outras 540 funcionam com licença provisória. Apenas 1.378 emissoras, menos de 10% do total, operam com licença definitiva.
Participarão da audiência representantes da Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM), da Associação Brasileira de Rádios Comunitária (Abraço), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) e do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério das Comunicações para tratar do tema.
Após a audiência, um documento com as principais avaliações e sugestões será encaminhado ao ministro das Comunicações, Hélio Costa. Agência Brasil
Conselho de Comunicação Social realiza primeira audiência pública sobre Radiodifusão Comunitária
02/08/2005
O Conselho de Comunicação Social (CCS) realiza hoje (1º), no Senado Federal, às 10h30, a primeira audiência pública sobre o tema Radiodifusão Comunitária. A iniciativa pretende analisar e encontrar caminhos para as questões que configuram os problemas das emissoras comunitárias de rádio, tais como perseguição de outras empresas de rádio e acúmulo de pedidos de registro em andamento no Congresso Nacional.
De acordo com levantamento feito pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), com base no Sistema de Controle de Radiodifusão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), existem 15.449 entidades com outorga ou aguardando aprovação de uma rádio comunitária no Brasil. Deste total, 13.100 pedidos, ou 85%, estão na fila de espera. Outras 540 funcionam com licença provisória. Apenas 1.378 emissoras, menos de 10% do total, operam com licença definitiva.
Participarão da audiência representantes da Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM), da Associação Brasileira de Rádios Comunitária (Abraço), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) e do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério das Comunicações para tratar do tema.
Após a audiência, um documento com as principais avaliações e sugestões será encaminhado ao ministro das Comunicações, Hélio Costa. Agência Brasil
Associação defende política de financiamento para emissoras comunitárias no país
02/08/2005
A Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) defendeu a criação de uma política de financiamento aos meios de comunicação comunitários. O representante da associação Paulo Miranda propõe um debate sobre a origem dos recursos para esse fundo, mas sugere que parte das mensalidades pagas pelos assinantes de TV a cabo poderia financiar as emissoras comunitárias.
A radiodifusão comunitária foi tema da audiência realizada hoje (1) pelo Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional. Durante o debate, representantes de outras entidades criticaram pontos da legislação que regulamenta as rádios. "Não podemos querer vincular o conceito de rádio comunitária a uma potência de 25 watts, que ela não possa ir além de um quilômetro", criticou o representante da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) Clementino Lopes. As rádios comunitárias são regulamentadas pela lei 9.612/98 que, entre outras exigências, limita o alcance das emissoras a 1 quilômetro de raio e potência de 25 watts, o que pode inviabilizar o funcionamento da rádio, dependendo da sua localização e relevo do terreno.
Lopes afirmou ainda que, ao proibir a transmissão de peças publicitárias, a lei prejudica as rádios comunitárias. "Como as comunitárias vão ter uma receita para sobreviver, para manter os equipamentos e para remunerar as pessoas que lá trabalham? O que define é a propriedade, a propriedade é da comunidade e ela não tem lucro, essa é a diferença".
As entidades destacaram ainda a demora para autorizar o funcionamento das rádios. Levantamento realizado pelo Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC), com base no Sistema de Controle e de Radiodifusão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), indica que existem 15.449 entidades com outorga ou aguardando aprovação de uma rádio comunitária no Brasil. Deste total, 13.100 pedidos, ou 85%, estão na fila de espera. Outras 540 funcionam com licença provisória. Apenas 1.378 emissoras, menos de 10% do total, operam com licença definitiva. Yara Aquino - Agência Brasil
02/08/2005
A Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) defendeu a criação de uma política de financiamento aos meios de comunicação comunitários. O representante da associação Paulo Miranda propõe um debate sobre a origem dos recursos para esse fundo, mas sugere que parte das mensalidades pagas pelos assinantes de TV a cabo poderia financiar as emissoras comunitárias.
A radiodifusão comunitária foi tema da audiência realizada hoje (1) pelo Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional. Durante o debate, representantes de outras entidades criticaram pontos da legislação que regulamenta as rádios. "Não podemos querer vincular o conceito de rádio comunitária a uma potência de 25 watts, que ela não possa ir além de um quilômetro", criticou o representante da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) Clementino Lopes. As rádios comunitárias são regulamentadas pela lei 9.612/98 que, entre outras exigências, limita o alcance das emissoras a 1 quilômetro de raio e potência de 25 watts, o que pode inviabilizar o funcionamento da rádio, dependendo da sua localização e relevo do terreno.
Lopes afirmou ainda que, ao proibir a transmissão de peças publicitárias, a lei prejudica as rádios comunitárias. "Como as comunitárias vão ter uma receita para sobreviver, para manter os equipamentos e para remunerar as pessoas que lá trabalham? O que define é a propriedade, a propriedade é da comunidade e ela não tem lucro, essa é a diferença".
As entidades destacaram ainda a demora para autorizar o funcionamento das rádios. Levantamento realizado pelo Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC), com base no Sistema de Controle e de Radiodifusão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), indica que existem 15.449 entidades com outorga ou aguardando aprovação de uma rádio comunitária no Brasil. Deste total, 13.100 pedidos, ou 85%, estão na fila de espera. Outras 540 funcionam com licença provisória. Apenas 1.378 emissoras, menos de 10% do total, operam com licença definitiva. Yara Aquino - Agência Brasil
Abert diz que rádios comunitárias descumprem lei porque veiculam publicidade
02/08/2005
O diretor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) Oscar Luiz Piconez afirma que as rádios comunitárias estão descumprindo a lei porque veiculam peças publicitárias. "Quando rádios comunitárias começam a vender propaganda nas pequenas cidades, obviamente, têm uma concorrência predatória com as emissoras locais e comerciais que têm um monte de compromissos assumidos, não só sociais, como também com empregados e impostos".
As emissoras consideradas comunitárias no Brasil foram definidas em 1998 pela lei 9.612, regulamentada pelo decreto 2.615, do mesmo ano. De acordo com o texto, a radiodifusão comunitária é "um serviço de radiodifusão sonora, com baixa potência e com cobertura restrita, outorgado a associações comunitárias e sem fins lucrativos".
Segundo Piconez, a Abert não se opõe à existência das rádios comunitárias, mas defende que ela seja financiada apenas pela população. "A comunidade tem que sustentar a rádio porque, senão, ela é uma emissora comercial".
O representante da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) Clementino Lopes afirma, por outro lado, que a proibição de veicular peças publicitárias prejudica as rádios comunitárias. "Como as comunitárias vão ter uma receita para sobreviver, para manter os equipamentos e para remunerar as pessoas que lá trabalham? O que define é a propriedade, a propriedade é da comunidade e ela não tem lucro, essa é a diferença".
A radiodifusão comunitária foi tema de audiência pública realizada hoje (1) pelo Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional. Levantamento realizado pelo Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC), com base no Sistema de Controle e de Radiodifusão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), indica que 15.449 entidades aguardam aprovação de uma rádio comunitária. Deste total, 13.100 pedidos, ou 85%, estão na fila de espera. Outras 540 funcionam com licença provisória. Apenas 1.378 emissoras, menos de 10% do total, operam com licença definitiva. Yara Aquino - Agência Brasil
02/08/2005
O diretor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) Oscar Luiz Piconez afirma que as rádios comunitárias estão descumprindo a lei porque veiculam peças publicitárias. "Quando rádios comunitárias começam a vender propaganda nas pequenas cidades, obviamente, têm uma concorrência predatória com as emissoras locais e comerciais que têm um monte de compromissos assumidos, não só sociais, como também com empregados e impostos".
As emissoras consideradas comunitárias no Brasil foram definidas em 1998 pela lei 9.612, regulamentada pelo decreto 2.615, do mesmo ano. De acordo com o texto, a radiodifusão comunitária é "um serviço de radiodifusão sonora, com baixa potência e com cobertura restrita, outorgado a associações comunitárias e sem fins lucrativos".
Segundo Piconez, a Abert não se opõe à existência das rádios comunitárias, mas defende que ela seja financiada apenas pela população. "A comunidade tem que sustentar a rádio porque, senão, ela é uma emissora comercial".
O representante da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) Clementino Lopes afirma, por outro lado, que a proibição de veicular peças publicitárias prejudica as rádios comunitárias. "Como as comunitárias vão ter uma receita para sobreviver, para manter os equipamentos e para remunerar as pessoas que lá trabalham? O que define é a propriedade, a propriedade é da comunidade e ela não tem lucro, essa é a diferença".
A radiodifusão comunitária foi tema de audiência pública realizada hoje (1) pelo Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional. Levantamento realizado pelo Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC), com base no Sistema de Controle e de Radiodifusão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), indica que 15.449 entidades aguardam aprovação de uma rádio comunitária. Deste total, 13.100 pedidos, ou 85%, estão na fila de espera. Outras 540 funcionam com licença provisória. Apenas 1.378 emissoras, menos de 10% do total, operam com licença definitiva. Yara Aquino - Agência Brasil
Televisão
Parceria inédita leva jornal francês para a TV Cultura
02/08/2005
Noticiário da TV5 será transmitido todos os dias pela emissora paulista, com legendas. A TV Cultura dá mais um passo na ampliação de seu conteúdo, desta vez na área jornalística. A partir desta semana, a emissora exibirá diariamente uma versão legendada do "TV5, Le Journal", da francesa TV5. Trata-se de uma parceria inédita na TV aberta brasileira para veiculação de conteúdo da empresa européia. A idéia é que, numa segunda fase, a TV Cultura também forneça material editorial para ser exibido pela TV5. Com o acordo, a Cultura terá os direitos de uso de imagens no País. Além disso, a emissora brasileira poderá comercializar o espaço publicitário durante a veiculação do jornal, mas a receita será dividida entre as duas companhias.
"Pela primeira vez fechamos um acordo deste gênero. A aproximação está associada a um encontro de conteúdo e valores. A TV5 e Cultura se parecem e têm pontos em comum", afirma a vice-presidente da emissora, Marie-Christine Saragosse. O telejornal será exibido diariamente, à 00h30. Para o presidente da TV Cultura, Marcos Mendonça, o horário de transmissão influencia na captação de anúncios. "A busca é por anunciantes preocupados com prestígio e não com audiência", avalia Mendonça, complementando que o foco é em empresas francesas de diversos segmentos.
O perfil dos telespectadores, aliás, é formado por um público qualificado, o que a TV Cultura chama de vanguarda de segmento social. Atualmente, a TV5 já é veiculada em territórios brasileiro por TV paga. Neste caso, 82% dos telespectadores são brasileiros, de classe A e B. Na TV por assinatura, entretanto, os noticiários não são legendados.
"Optamos por influir o mínimo possível na estética e não modificar as características essenciais do jornal", comenta o diretor de jornalismo da Cultura, Marco Antônio Coelho. As legendas são semelhantes ao sistema close caption e não terão padrão de cinema porque esse processo demoraria até 11 horas, o que inviabilizaria a exibição do telejornal. O noticiário, aliás, será o mesmo que foi transmitido algumas horas antes, a partir dos estúdios da TV5 em Paris. A emissora tem mais de quatro mil jornalistas e cerca de 300 correspondentes.
Salto na cobertura
Hoje, na TV por assinatura a cobertura da emissora européia é de 1,4 milhões de domicílios. Com a parceria, esse número pode saltar para 90 milhões, segundo Coelho. "Outras redes públicas estão interessadas em transmitir o telejornal", diz o executivo, ao acrescentar que esta é primeira etapa de um acordo que tende a se estender.
"A intenção é montar uma rede latino-americana de informação", diz o diretor. Além disso, as empresas podem em uma próxima fase desenvolver projetos em conjunto, como a co-produção de documentários internacionais. "A TV Cultura produz 70 documentários por ano, o que significa que hoje já há uma grande carteira a ser oferecida", finaliza Coelho. Gazeta Mercantil
Parceria inédita leva jornal francês para a TV Cultura
02/08/2005
Noticiário da TV5 será transmitido todos os dias pela emissora paulista, com legendas. A TV Cultura dá mais um passo na ampliação de seu conteúdo, desta vez na área jornalística. A partir desta semana, a emissora exibirá diariamente uma versão legendada do "TV5, Le Journal", da francesa TV5. Trata-se de uma parceria inédita na TV aberta brasileira para veiculação de conteúdo da empresa européia. A idéia é que, numa segunda fase, a TV Cultura também forneça material editorial para ser exibido pela TV5. Com o acordo, a Cultura terá os direitos de uso de imagens no País. Além disso, a emissora brasileira poderá comercializar o espaço publicitário durante a veiculação do jornal, mas a receita será dividida entre as duas companhias.
"Pela primeira vez fechamos um acordo deste gênero. A aproximação está associada a um encontro de conteúdo e valores. A TV5 e Cultura se parecem e têm pontos em comum", afirma a vice-presidente da emissora, Marie-Christine Saragosse. O telejornal será exibido diariamente, à 00h30. Para o presidente da TV Cultura, Marcos Mendonça, o horário de transmissão influencia na captação de anúncios. "A busca é por anunciantes preocupados com prestígio e não com audiência", avalia Mendonça, complementando que o foco é em empresas francesas de diversos segmentos.
O perfil dos telespectadores, aliás, é formado por um público qualificado, o que a TV Cultura chama de vanguarda de segmento social. Atualmente, a TV5 já é veiculada em territórios brasileiro por TV paga. Neste caso, 82% dos telespectadores são brasileiros, de classe A e B. Na TV por assinatura, entretanto, os noticiários não são legendados.
"Optamos por influir o mínimo possível na estética e não modificar as características essenciais do jornal", comenta o diretor de jornalismo da Cultura, Marco Antônio Coelho. As legendas são semelhantes ao sistema close caption e não terão padrão de cinema porque esse processo demoraria até 11 horas, o que inviabilizaria a exibição do telejornal. O noticiário, aliás, será o mesmo que foi transmitido algumas horas antes, a partir dos estúdios da TV5 em Paris. A emissora tem mais de quatro mil jornalistas e cerca de 300 correspondentes.
Salto na cobertura
Hoje, na TV por assinatura a cobertura da emissora européia é de 1,4 milhões de domicílios. Com a parceria, esse número pode saltar para 90 milhões, segundo Coelho. "Outras redes públicas estão interessadas em transmitir o telejornal", diz o executivo, ao acrescentar que esta é primeira etapa de um acordo que tende a se estender.
"A intenção é montar uma rede latino-americana de informação", diz o diretor. Além disso, as empresas podem em uma próxima fase desenvolver projetos em conjunto, como a co-produção de documentários internacionais. "A TV Cultura produz 70 documentários por ano, o que significa que hoje já há uma grande carteira a ser oferecida", finaliza Coelho. Gazeta Mercantil
"Le Journal" estréia a parceria entre TV Cultura e TV5
01/08/2005, 17h52
Estréia nesta segunda, 1º de agosto, na programação da TV Cultura, o jornal do canal francófono TV5, o "Le Journal". Em evento à imprensa, a vice-presidente da TV5, Marie-Christine Saragose, afirmou este ser o primeiro acordo do gênero feito pelo canal, que conta com sete redações e 4 mil jornalistas em todo o mundo. "É a segunda maior rede do mundo, atrás apenas da MTV", lembrou.
Não se trata apenas da retansmissão de um programa, mas o início de uma parceria que visa a troca de conteúdos e informações. A TV5 deve, a partir de agora, usar conteúdos jornalísticos da TV Cultura, que passa também a ser detentora das imagens do "Le Journal" no Brasil. Pelo acordo, o dinheiro arrecadado com a venda de patrocínio no horário do jornal será dividido entre os dois canais.
Para o presidente do Conselho Diretor da Fundação Padre Anchieta, Jorge da Cunha Lima, a parceria é mérito do atual presidente da fundação, Marcos Mendonça, "que gosta de fazer as coisas depressa". "Marcos (Mendonça) copnseguiu fazer o que eu não consegui", disse sobre a nova parceria. Da Redação - TELA VIVA News
01/08/2005, 17h52
Estréia nesta segunda, 1º de agosto, na programação da TV Cultura, o jornal do canal francófono TV5, o "Le Journal". Em evento à imprensa, a vice-presidente da TV5, Marie-Christine Saragose, afirmou este ser o primeiro acordo do gênero feito pelo canal, que conta com sete redações e 4 mil jornalistas em todo o mundo. "É a segunda maior rede do mundo, atrás apenas da MTV", lembrou.
Não se trata apenas da retansmissão de um programa, mas o início de uma parceria que visa a troca de conteúdos e informações. A TV5 deve, a partir de agora, usar conteúdos jornalísticos da TV Cultura, que passa também a ser detentora das imagens do "Le Journal" no Brasil. Pelo acordo, o dinheiro arrecadado com a venda de patrocínio no horário do jornal será dividido entre os dois canais.
Para o presidente do Conselho Diretor da Fundação Padre Anchieta, Jorge da Cunha Lima, a parceria é mérito do atual presidente da fundação, Marcos Mendonça, "que gosta de fazer as coisas depressa". "Marcos (Mendonça) copnseguiu fazer o que eu não consegui", disse sobre a nova parceria. Da Redação - TELA VIVA News
Funcionários da TVE Brasil querem solução para desvio de funções
1/8/2005, 19h18
Os funcionários da TVE Brasil vão realizar Encontros Regionais no Rio de Janeiro, Brasília, Maranhão e um Encontro Nacional na busca de solução para o problema dos desvios de função. A deliberação foi tomada em reunião realizada dia 28 de julho, no Rio de Janeiro, que contou com a participação do diretor da FENAJ, Adalberto Diniz. Vinculados à Fundação Roquette Pinto, eles tiveram suas funções extintas.
A TV E Brasil hoje é administrada por uma organização social e inclui funcionários celetistas e funcionários do governo federal, de um quadro que foi considerado extinto. Isto porque governos anteriores promoveram um plano de demissão voluntária que não chegou ao fim. Atualmente, estes funcionários dependem de verbas da Casa Civil e são geridos pelo Ministério do Planejamento. Os Encontros Regionais e o Encontro Nacional inserem-se num plano de mobilização para sensibilizar o governo federal a encontrar a uma solução política quanto ao quadro de funcionários da Fundação Roquette Pinto. Boletim da Fenaj
1/8/2005, 19h18
Os funcionários da TVE Brasil vão realizar Encontros Regionais no Rio de Janeiro, Brasília, Maranhão e um Encontro Nacional na busca de solução para o problema dos desvios de função. A deliberação foi tomada em reunião realizada dia 28 de julho, no Rio de Janeiro, que contou com a participação do diretor da FENAJ, Adalberto Diniz. Vinculados à Fundação Roquette Pinto, eles tiveram suas funções extintas.
A TV E Brasil hoje é administrada por uma organização social e inclui funcionários celetistas e funcionários do governo federal, de um quadro que foi considerado extinto. Isto porque governos anteriores promoveram um plano de demissão voluntária que não chegou ao fim. Atualmente, estes funcionários dependem de verbas da Casa Civil e são geridos pelo Ministério do Planejamento. Os Encontros Regionais e o Encontro Nacional inserem-se num plano de mobilização para sensibilizar o governo federal a encontrar a uma solução política quanto ao quadro de funcionários da Fundação Roquette Pinto. Boletim da Fenaj
Política de TV por Assinatura
Anatel participa de Congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura
1/8/2005
O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Elifas Chaves Gurgel do Amaral, participa nesta terçafeira, 2 de agosto, às 9 horas, da cerimônia de abertura do Congresso ABTA 2005. O evento também contará com a apresentação sobre o tema "Anatel: metas de qualidade" pelo superintendente de Serviços de Comunicação de Massa, Ara Apkar Minassian, em sessão especial, na quarta-feira, às 17h45.
O Congresso ABTA 2005, promovido pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), congrega anualmente toda a comunidade do setor e tem se revelado o mais importante evento da indústria brasileira de televisão por assinatura da América do Sul. Para este ano, além do tema "As portas do mundo digital", serão debatidos negócios, legislação, novas tecnologias e serviços, marketing e publicidade.
Paralelamente ao Congresso será realizada a feira do setor, que este ano contará com a participação de cerca de 100 expositores. O evento ocorre entre os dias 2 e 4 de agosto no ITM Expo, em São Paulo. Para mais informações sobre o evento, acesse http://www.abta2005.com.br Augusto Drumond - Assessoria de Imprensa - Anatel
Anatel participa de Congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura
1/8/2005
O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Elifas Chaves Gurgel do Amaral, participa nesta terçafeira, 2 de agosto, às 9 horas, da cerimônia de abertura do Congresso ABTA 2005. O evento também contará com a apresentação sobre o tema "Anatel: metas de qualidade" pelo superintendente de Serviços de Comunicação de Massa, Ara Apkar Minassian, em sessão especial, na quarta-feira, às 17h45.
O Congresso ABTA 2005, promovido pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), congrega anualmente toda a comunidade do setor e tem se revelado o mais importante evento da indústria brasileira de televisão por assinatura da América do Sul. Para este ano, além do tema "As portas do mundo digital", serão debatidos negócios, legislação, novas tecnologias e serviços, marketing e publicidade.
Paralelamente ao Congresso será realizada a feira do setor, que este ano contará com a participação de cerca de 100 expositores. O evento ocorre entre os dias 2 e 4 de agosto no ITM Expo, em São Paulo. Para mais informações sobre o evento, acesse http://www.abta2005.com.br Augusto Drumond - Assessoria de Imprensa - Anatel
Expansão a cabo
02/08/2005
A operadora de TV a cabo Vivax anuncia hoje na ABTA o primeiro balanço do seu plano de expansão. A empresa reservou R$ 55 milhões para ampliar suas operações no Brasil. Foram construídos, neste ano, 200 km de redes em sete cidades. A Vivax implantará mais 400 km de redes em dois municípios onde já atua e em três novas localidades no interior de São Paulo. Folha de São Paulo
02/08/2005
A operadora de TV a cabo Vivax anuncia hoje na ABTA o primeiro balanço do seu plano de expansão. A empresa reservou R$ 55 milhões para ampliar suas operações no Brasil. Foram construídos, neste ano, 200 km de redes em sete cidades. A Vivax implantará mais 400 km de redes em dois municípios onde já atua e em três novas localidades no interior de São Paulo. Folha de São Paulo
Seminários terão transmissão ao vivo
01/08/2005, 18h08
Parte das sessões dos STA (Seminários de TV por Assinatura), que acontecem a partir desta terça, 2, em São Paulo, será transmitida ao vivo para cerca de 50 operadoras de cabo, MMDS e DTH em todo o Brasil. A Hispamar será a responsável pela transmissão via satélite, que levará a abertura do evento, os painéis principais e algumas sessões dos seminários de capacitação a profissionais que não puderem comparecer ao evento. Da Redação - PAY-TV News
01/08/2005, 18h08
Parte das sessões dos STA (Seminários de TV por Assinatura), que acontecem a partir desta terça, 2, em São Paulo, será transmitida ao vivo para cerca de 50 operadoras de cabo, MMDS e DTH em todo o Brasil. A Hispamar será a responsável pela transmissão via satélite, que levará a abertura do evento, os painéis principais e algumas sessões dos seminários de capacitação a profissionais que não puderem comparecer ao evento. Da Redação - PAY-TV News
Legislação de Comunicação
Classificação de filme poderá ganhar lugar visível em loja
1/8/2005, 14h26
As lojas que alugam ou vendem fitas de vídeo e DVD poderão ser obrigadas a exibir, em lugar visível, a idade recomendada para cada filme. Essa é a proposta do Projeto de Lei 5597/05, do deputado Wellington Roberto (PL-PB). Segundo o texto, o estabelecimento que descumprir a determinação pagará multa. Em caso de reincidência, a loja poderá ser fechada por até 15 dias. O objetivo da proposição, segundo Wellington Roberto, é resguardar crianças e adolescentes da exposição a filmes com conteúdos incompatíveis com o seu desenvolvimento físico, emocional e mental. O controle já existe no cinema, mas não nas lojas e locadoras.
A medida, na opinião do parlamentar, permitiria aos pais saberem que filmes são compatíveis com a idade de seus filhos. "Filmes contendo cenas de violência e nudez passam a ser acessíveis aos públicos de todas as idades nas lojas, sem nenhuma preocupação com a idade mínima recomendada", reclama.
Tramitação
A proposição, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Agência Câmara de Notícias
Classificação de filme poderá ganhar lugar visível em loja
1/8/2005, 14h26
As lojas que alugam ou vendem fitas de vídeo e DVD poderão ser obrigadas a exibir, em lugar visível, a idade recomendada para cada filme. Essa é a proposta do Projeto de Lei 5597/05, do deputado Wellington Roberto (PL-PB). Segundo o texto, o estabelecimento que descumprir a determinação pagará multa. Em caso de reincidência, a loja poderá ser fechada por até 15 dias. O objetivo da proposição, segundo Wellington Roberto, é resguardar crianças e adolescentes da exposição a filmes com conteúdos incompatíveis com o seu desenvolvimento físico, emocional e mental. O controle já existe no cinema, mas não nas lojas e locadoras.
A medida, na opinião do parlamentar, permitiria aos pais saberem que filmes são compatíveis com a idade de seus filhos. "Filmes contendo cenas de violência e nudez passam a ser acessíveis aos públicos de todas as idades nas lojas, sem nenhuma preocupação com a idade mínima recomendada", reclama.
Tramitação
A proposição, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Agência Câmara de Notícias
Mercado de Comunicação
Falta de sintonia com o pai levou Lachlan Murdoch à renúncia
02/08/2005
Filho se queixa que o patriarca Rupert interferia nas suas decisões empresariais
A renúncia do filho mais velho de Rupert Murdoch, Lachlan, do seu cargo na News Corp., ocorreu em meio a tensões familiares por causa do controle futuro de uma das maiores empresas de mídia do mundo, disseram pessoas próximas aos Murdochs. Mas a saída de Lachlan, de 33 anos, do cargo de subdiretor de Operações do império de mídia global, para mudar-se para a Austrália e passar mais tempo com sua família, deve-se só em parte à discussão sobre o futuro do império de mídia.
A questão principal foi o sentimento de Lachlan, manifestado a várias pessoas, de que seu pai interferia nas suas decisões empresariais e o enfraquecia.
Nem Lachlan nem seu pai quiseram comentar as particularidades do relacionamento. Mas quatro pessoas próximas dos dois disseram que o forte elo entre pai e filho sofreu desgastes recentemente. Essas pessoas, que pediram para não ser identificadas porque querem manter relações pessoais ou profissionais com a família, disseram que Rupert e Lachlan tiveram problemas em manter uma relação de trabalho produtiva e, como resultado, a relação pessoal foi abalada.
Um outro fator que contribuiu para a partida Lachlan, disseram amigos da família, foi a dinâmica mutável da família e a questão de como os dois filhos menores do Murdoch mais velho com sua terceira esposa, Wendi Deng, seriam tratados nos fundos fiduciários que controlam a empresa. Em 2004, Lachlan iniciou as conversações para que fosse feita a mudança nos fundos para acrescentar as filhas dele com Wendi.
"Não há disputa", disse Rupert Murdoch numa declaração no fim de semana. "Todos meus filhos serão tratados de forma igual e aguardo o dia em que Lachlan quiser voltar a News Corporation".
Se os fundos fiduciários forem alterados, eles mudarão o futuro nível de controle da empresa por Lachlan e seus descendentes, mas essas preocupações não foram o principal motivo para a renúncia, segundo executivos da empresa.
Em 1997, Rupert Murdoch referiu-se a Lachlan como "o primeiro em meio a iguais" entre seus filhos. Até a partida dele na sexta-feira, que Rupert Murdoch disse tê-lo deixado particularmente "entristecido", Lachlan era considerado o provável herdeiro.
Pelos planos, o chefe de Operações, Peter Chernin, deveria assumir o cargo do diretor-presidente (Rupert) quando ele não puder trabalhar mais, entretanto, o posto seria repassado para um dos filhos quando o Conselho de Diretores considerasse que um deles já estivesse preparado. Agora Chernin pode desempenhar um papel ainda maior. O Estado de São Paulo
Falta de sintonia com o pai levou Lachlan Murdoch à renúncia
02/08/2005
Filho se queixa que o patriarca Rupert interferia nas suas decisões empresariais
A renúncia do filho mais velho de Rupert Murdoch, Lachlan, do seu cargo na News Corp., ocorreu em meio a tensões familiares por causa do controle futuro de uma das maiores empresas de mídia do mundo, disseram pessoas próximas aos Murdochs. Mas a saída de Lachlan, de 33 anos, do cargo de subdiretor de Operações do império de mídia global, para mudar-se para a Austrália e passar mais tempo com sua família, deve-se só em parte à discussão sobre o futuro do império de mídia.
A questão principal foi o sentimento de Lachlan, manifestado a várias pessoas, de que seu pai interferia nas suas decisões empresariais e o enfraquecia.
Nem Lachlan nem seu pai quiseram comentar as particularidades do relacionamento. Mas quatro pessoas próximas dos dois disseram que o forte elo entre pai e filho sofreu desgastes recentemente. Essas pessoas, que pediram para não ser identificadas porque querem manter relações pessoais ou profissionais com a família, disseram que Rupert e Lachlan tiveram problemas em manter uma relação de trabalho produtiva e, como resultado, a relação pessoal foi abalada.
Um outro fator que contribuiu para a partida Lachlan, disseram amigos da família, foi a dinâmica mutável da família e a questão de como os dois filhos menores do Murdoch mais velho com sua terceira esposa, Wendi Deng, seriam tratados nos fundos fiduciários que controlam a empresa. Em 2004, Lachlan iniciou as conversações para que fosse feita a mudança nos fundos para acrescentar as filhas dele com Wendi.
"Não há disputa", disse Rupert Murdoch numa declaração no fim de semana. "Todos meus filhos serão tratados de forma igual e aguardo o dia em que Lachlan quiser voltar a News Corporation".
Se os fundos fiduciários forem alterados, eles mudarão o futuro nível de controle da empresa por Lachlan e seus descendentes, mas essas preocupações não foram o principal motivo para a renúncia, segundo executivos da empresa.
Em 1997, Rupert Murdoch referiu-se a Lachlan como "o primeiro em meio a iguais" entre seus filhos. Até a partida dele na sexta-feira, que Rupert Murdoch disse tê-lo deixado particularmente "entristecido", Lachlan era considerado o provável herdeiro.
Pelos planos, o chefe de Operações, Peter Chernin, deveria assumir o cargo do diretor-presidente (Rupert) quando ele não puder trabalhar mais, entretanto, o posto seria repassado para um dos filhos quando o Conselho de Diretores considerasse que um deles já estivesse preparado. Agora Chernin pode desempenhar um papel ainda maior. O Estado de São Paulo
Vendas de chips surpreendem no 1º semestre
02/08/2005
As vendas globais de chips aumentaram 6,5%, para US$ 109 bilhões, no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2004, segundo a Associação da Indústria de Semicondutores dos Estados Unidos. O resultado vai contra a previsão desse mesmo grupo, que havia dito que as vendas ficariam estáveis este ano.
Em junho, as vendas caíram 0,5% em relação a maio, para US$ 18 bilhões, mas subiram 0,8% em relação a junho de 2004. A associação disse que espera vendas fortes no terceiro trimestre. "Esperamos que o crescimento forte em 2005 vá ocorrer na segunda metade do ano", disse George Scalise, presidente da Associação da Indústria de Semicondutores.
Segundo a organização, os mercados para chips de computadores, celulares e telecomunicações tiveram vendas acima do esperado. Folha de São Paulo
02/08/2005
As vendas globais de chips aumentaram 6,5%, para US$ 109 bilhões, no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2004, segundo a Associação da Indústria de Semicondutores dos Estados Unidos. O resultado vai contra a previsão desse mesmo grupo, que havia dito que as vendas ficariam estáveis este ano.
Em junho, as vendas caíram 0,5% em relação a maio, para US$ 18 bilhões, mas subiram 0,8% em relação a junho de 2004. A associação disse que espera vendas fortes no terceiro trimestre. "Esperamos que o crescimento forte em 2005 vá ocorrer na segunda metade do ano", disse George Scalise, presidente da Associação da Indústria de Semicondutores.
Segundo a organização, os mercados para chips de computadores, celulares e telecomunicações tiveram vendas acima do esperado. Folha de São Paulo
Receita de exportação de celulares cresce 74,6% em julho
1/8/2005
As exportações de aparelhos celulares somaram US$ 185 milhões no mês de julho, valor 74,6% maior do que o obtido no mesmo período em 2004, informou hoje, 1, o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Isso fez dos celulares um dos destaques das exportações de manufaturados no mês passado, que chegaram a US$ 5,6 bilhões, contribuindo para exportações totais recordes de US$ 11 bilhões. Em julho, os principais destinos dos aparelhos celulares fabricados no Brasil foram Argentina, Estados Unidos, Chile e Hungria. No acumulado do ano, as exportações de celulares cresceram 116,6% em relação ao mesmo período de 2004. A Motorola e a Nokia vêm tendo forte contribuição para as exportações de aparelhos celulares, sendo que as vendas da primeira para o exterior chegaram a superar as vendas internas nos primeiros meses de 2005. Segundo o MDIC, a balança comercial registrou saldo de US$ 5 bilhões em julho, resultado das exportações de US$ 11 bilhões e de importações de US$ 6 bilhões. Patricia Costa - Telecom Online
1/8/2005
As exportações de aparelhos celulares somaram US$ 185 milhões no mês de julho, valor 74,6% maior do que o obtido no mesmo período em 2004, informou hoje, 1, o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Isso fez dos celulares um dos destaques das exportações de manufaturados no mês passado, que chegaram a US$ 5,6 bilhões, contribuindo para exportações totais recordes de US$ 11 bilhões. Em julho, os principais destinos dos aparelhos celulares fabricados no Brasil foram Argentina, Estados Unidos, Chile e Hungria. No acumulado do ano, as exportações de celulares cresceram 116,6% em relação ao mesmo período de 2004. A Motorola e a Nokia vêm tendo forte contribuição para as exportações de aparelhos celulares, sendo que as vendas da primeira para o exterior chegaram a superar as vendas internas nos primeiros meses de 2005. Segundo o MDIC, a balança comercial registrou saldo de US$ 5 bilhões em julho, resultado das exportações de US$ 11 bilhões e de importações de US$ 6 bilhões. Patricia Costa - Telecom Online
Audiovisual
DF conhece a força de Bollywood
02/08/2005
A cada ano, ao menos 900 longas são produzidos na Índia, mas até agora são poucos os que chegam ao circuito ocidental
Soa inverossímil que um país do Terceiro Mundo, a Índia, possua a mais produtiva indústria cinematográfica do mundo. Mas os números não deixam dúvidas: a cada ano, em média 900 longas-metragens são realizados. A força é tanta que a cidade de Bombaim - principal pólo audiovisual da Índia - recebeu a alcunha de Bollywood, em referência à meca norte-americana do cinema. Paradoxalmente, esses filmes quase nunca chegam ao circuito comercial do Ocidente.
Para dar ao público um panorama da produção indiana, três alunos de Cinema da Faculdade Federal Fluminense (UFF) idealizaram a mostra Assim Canta Bollywood - O Cinema Popular Indiano, que fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de hoje ao dia 14. Onze filmes serão exibidos, abrangendo o período de 1955 a 2005. Nesses 50 anos, muita coisa mudou, tanto na história quanto nas tramas projetadas na telona. E foi justamente mostrar essa evolução o objetivo de Tatiana Monassa, de 24 anos; Alexandre Vasques, de 27; e Ives Rosenfeld, de 25.
O nome da mostra faz referência ao melodrama musical, forte característica da produção indiana. A estudante Tatiana Monassa explica que, na Índia, o cinema cresceu muito próximo do teatro, da dança e da música. Lá, essas linguagens são vistas como indissociáveis. Por esse motivo, a maioria dos filmes traz longos números musicais. Ainda hoje esse modelo é perpetuado, embora a tentativa de se adaptar ao modelo ocidental tenha gerado obras mais curtas e sem partes cantadas.
O filme mais antigo é Shree 420, de Raj Kapoor, datado de 1955. Dos clássicos de Bolywood, há ainda Pyaasa, de Guru Dutt (1957); Sahib Bibi Aur Ghulan, de Abrar Alvi (1962) e Moondram Pirai, de Balu Mahendra (1982). Esses filmes foram exibidos também no Festival Internacional de Cinema de Brasília (FIC), dentro da mostra dedicada à produção indiana. Os quatro são as únicas projeções em película da mostra, com legendas em espanhol.
As produções mais recentes são todas em DVD, com legendas em português, e terão entrada franca. Todas trazem características muito forte do cinema de Bollywood: elementos típicos do melodrama, com romances cheios de obstáculos, muitas lágrimas e final feliz. A preocupação social, mais presente nos filmes antigos, não desapareceu de vez nas novas produções. Segundo Tatiana Monassa, a indústria indiana consegue dosar bem a mistura entre um cinema engajado e de entretenimento:
- Trata-se de um pólo industrial, com filmes de puro entretenimento. Eles buscam atrair o público, mas não deixam de trazer preocupações sociais. Essa diálogo com o público que o cinema de lá conseguiu pode ser um trampolim para pensarmos o cinema brasileiro - defende.
Além da exibição dos filmes, os estudantes organizaram debates abertos ao público, com a participação de pesquisadores e professores. O primeiro será na próxima terça-feira, dia 9, às 18h, e terá como tema a estética predominante nos filmes de Bollywood. O segundo debate será no dia 11, às 18h30, e tentará traçar paralelos entre o cenário audiovisual na Índia e no Brasil. Danyella Proença - Jornal do Brasil
DF conhece a força de Bollywood
02/08/2005
A cada ano, ao menos 900 longas são produzidos na Índia, mas até agora são poucos os que chegam ao circuito ocidental
Soa inverossímil que um país do Terceiro Mundo, a Índia, possua a mais produtiva indústria cinematográfica do mundo. Mas os números não deixam dúvidas: a cada ano, em média 900 longas-metragens são realizados. A força é tanta que a cidade de Bombaim - principal pólo audiovisual da Índia - recebeu a alcunha de Bollywood, em referência à meca norte-americana do cinema. Paradoxalmente, esses filmes quase nunca chegam ao circuito comercial do Ocidente.
Para dar ao público um panorama da produção indiana, três alunos de Cinema da Faculdade Federal Fluminense (UFF) idealizaram a mostra Assim Canta Bollywood - O Cinema Popular Indiano, que fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de hoje ao dia 14. Onze filmes serão exibidos, abrangendo o período de 1955 a 2005. Nesses 50 anos, muita coisa mudou, tanto na história quanto nas tramas projetadas na telona. E foi justamente mostrar essa evolução o objetivo de Tatiana Monassa, de 24 anos; Alexandre Vasques, de 27; e Ives Rosenfeld, de 25.
O nome da mostra faz referência ao melodrama musical, forte característica da produção indiana. A estudante Tatiana Monassa explica que, na Índia, o cinema cresceu muito próximo do teatro, da dança e da música. Lá, essas linguagens são vistas como indissociáveis. Por esse motivo, a maioria dos filmes traz longos números musicais. Ainda hoje esse modelo é perpetuado, embora a tentativa de se adaptar ao modelo ocidental tenha gerado obras mais curtas e sem partes cantadas.
O filme mais antigo é Shree 420, de Raj Kapoor, datado de 1955. Dos clássicos de Bolywood, há ainda Pyaasa, de Guru Dutt (1957); Sahib Bibi Aur Ghulan, de Abrar Alvi (1962) e Moondram Pirai, de Balu Mahendra (1982). Esses filmes foram exibidos também no Festival Internacional de Cinema de Brasília (FIC), dentro da mostra dedicada à produção indiana. Os quatro são as únicas projeções em película da mostra, com legendas em espanhol.
As produções mais recentes são todas em DVD, com legendas em português, e terão entrada franca. Todas trazem características muito forte do cinema de Bollywood: elementos típicos do melodrama, com romances cheios de obstáculos, muitas lágrimas e final feliz. A preocupação social, mais presente nos filmes antigos, não desapareceu de vez nas novas produções. Segundo Tatiana Monassa, a indústria indiana consegue dosar bem a mistura entre um cinema engajado e de entretenimento:
- Trata-se de um pólo industrial, com filmes de puro entretenimento. Eles buscam atrair o público, mas não deixam de trazer preocupações sociais. Essa diálogo com o público que o cinema de lá conseguiu pode ser um trampolim para pensarmos o cinema brasileiro - defende.
Além da exibição dos filmes, os estudantes organizaram debates abertos ao público, com a participação de pesquisadores e professores. O primeiro será na próxima terça-feira, dia 9, às 18h, e terá como tema a estética predominante nos filmes de Bollywood. O segundo debate será no dia 11, às 18h30, e tentará traçar paralelos entre o cenário audiovisual na Índia e no Brasil. Danyella Proença - Jornal do Brasil
Passagem para a Índia
02/08/2005
Sahib Bibi Aur Ghulam foi exibido no FicBrasília e volta no CCBB
Uma cinematografia com produtividade espantosa - são quase 900 filmes lançados anualmente -, mas pouco difundida nos mercados internacionais: assim é caracterizado o painel indiano, que passa a ser desvendado, a partir de hoje, com a chegada da mostra Assim canta Bollywood - O cinema popular indiano, atração até o dia 14, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Com sessões às 15h e 18h, e entrada franca, os 11 filmes escolhidos têm, entre outros pontos em comum, a extensa duração - alguns beiram três horas.
Os títulos pinçados não recaem sobre o restrito punhado de diretores consagrados da Índia - como Satyajit Ray (da trilogia iniciada por Canção da estrada) e Mira Nair (de Salaam Bombay!) -, se estabelecendo em exemplares da bem representada parcela de filmes no prevalecente idioma hindi (correspondente, em média, a 25% da produção anual). São fitas, na maioria, que obedecem à tradicional masala - que indica uma mistureba de ingredientes (a exemplo da culinária de temperos variados), gerada pelas ágeis equipes de cinema na cidade de Bombaim, capazes de fazer frente ao gosto hollywoodiano.
Do bloco selecionado para a mostra, que contempla apanhado de quatro décadas, sete filmes são inéditos em Brasília. Black, por exemplo, chama a atenção pela atualidade (é deste ano) e pelo paralelo da trama com o clássico O milagre de Anne Sullivan. No filme indiano, a menina Michelle - cega, surda e muda - ganha novas perspectivas graças à atenção dispensada por um empenhado professor. Outra trajetória penosa está em Veer Zaara, relato em torno de um esforçado piloto da Força Aérea Indiana que sofre pelo afastamento por 22 anos da pretendente, enquanto cumpre pena numa cela paquistanesa.
Centrados num perfil mais próximo a Lagaan (2001), que ganhou notabilidade pela indicação ao Oscar de fita estrangeira, os filmes Dil to pagal hai, Dilwale dulhania le jayenge, Mohabbatein, Saathiya e Hum Tum (todos em DVD) prometem trazer formato delineado pela união entre música, dança e romance. Os dois primeiros, por sinal, foram conduzidos respectivamente por pai e filho (Yash e Aditya Chopra, também diretor de Mohabbatein), e tratam do estabelecimento de cirandas amorosas e da persistência de amantes separados por origens e casamentos arranjados. Já Saathiya narra as peripécias de um estudante universitário descrente do amor, enquanto Hum Tum mostra idas e vindas de um casal desarmonioso por uma década.
Recém-exibidos pelo 7º FicBrasília, Shree 420 (do popular Raj Kapoor), Sahib bibi aur ghulam, Pyaasa e Moondram pirai seguem exibidos com legendas em espanhol. Numa tonalidade mais realista, tendem à abordagem de problemáticas sociais, com temas ligados a desemprego e falta de oportunidades.
ASSIM CANTA BOLLYWOOD - O CINEMA POPULAR INDIANO
CCBB (SCES, Qd. 02, trecho 22). Até dia 14. Hoje, às 15h, Pyaasa, e às 18h, Sahib bibi aur ghulam, ambos com legendas em espanhol. Entrada franca. Informações: 3310-7087. Ricardo Daehn - Correio Braziliense
02/08/2005
Sahib Bibi Aur Ghulam foi exibido no FicBrasília e volta no CCBB
Uma cinematografia com produtividade espantosa - são quase 900 filmes lançados anualmente -, mas pouco difundida nos mercados internacionais: assim é caracterizado o painel indiano, que passa a ser desvendado, a partir de hoje, com a chegada da mostra Assim canta Bollywood - O cinema popular indiano, atração até o dia 14, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Com sessões às 15h e 18h, e entrada franca, os 11 filmes escolhidos têm, entre outros pontos em comum, a extensa duração - alguns beiram três horas.
Os títulos pinçados não recaem sobre o restrito punhado de diretores consagrados da Índia - como Satyajit Ray (da trilogia iniciada por Canção da estrada) e Mira Nair (de Salaam Bombay!) -, se estabelecendo em exemplares da bem representada parcela de filmes no prevalecente idioma hindi (correspondente, em média, a 25% da produção anual). São fitas, na maioria, que obedecem à tradicional masala - que indica uma mistureba de ingredientes (a exemplo da culinária de temperos variados), gerada pelas ágeis equipes de cinema na cidade de Bombaim, capazes de fazer frente ao gosto hollywoodiano.
Do bloco selecionado para a mostra, que contempla apanhado de quatro décadas, sete filmes são inéditos em Brasília. Black, por exemplo, chama a atenção pela atualidade (é deste ano) e pelo paralelo da trama com o clássico O milagre de Anne Sullivan. No filme indiano, a menina Michelle - cega, surda e muda - ganha novas perspectivas graças à atenção dispensada por um empenhado professor. Outra trajetória penosa está em Veer Zaara, relato em torno de um esforçado piloto da Força Aérea Indiana que sofre pelo afastamento por 22 anos da pretendente, enquanto cumpre pena numa cela paquistanesa.
Centrados num perfil mais próximo a Lagaan (2001), que ganhou notabilidade pela indicação ao Oscar de fita estrangeira, os filmes Dil to pagal hai, Dilwale dulhania le jayenge, Mohabbatein, Saathiya e Hum Tum (todos em DVD) prometem trazer formato delineado pela união entre música, dança e romance. Os dois primeiros, por sinal, foram conduzidos respectivamente por pai e filho (Yash e Aditya Chopra, também diretor de Mohabbatein), e tratam do estabelecimento de cirandas amorosas e da persistência de amantes separados por origens e casamentos arranjados. Já Saathiya narra as peripécias de um estudante universitário descrente do amor, enquanto Hum Tum mostra idas e vindas de um casal desarmonioso por uma década.
Recém-exibidos pelo 7º FicBrasília, Shree 420 (do popular Raj Kapoor), Sahib bibi aur ghulam, Pyaasa e Moondram pirai seguem exibidos com legendas em espanhol. Numa tonalidade mais realista, tendem à abordagem de problemáticas sociais, com temas ligados a desemprego e falta de oportunidades.
ASSIM CANTA BOLLYWOOD - O CINEMA POPULAR INDIANO
CCBB (SCES, Qd. 02, trecho 22). Até dia 14. Hoje, às 15h, Pyaasa, e às 18h, Sahib bibi aur ghulam, ambos com legendas em espanhol. Entrada franca. Informações: 3310-7087. Ricardo Daehn - Correio Braziliense
Oliver Stone fará longa sobre o 11 de setembro
02/08/2005
O diretor de cinema americano Oliver Stone anunciou que planeja mostrar o lado mais humano dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, em seu próximo filme, que se chamará "WTC". Em uma série de entrevistas à imprensa oferecidas no final de semana em Guanajuato, centro do México, o diretor disse que WTC não terá nada a ver com o documentário do compatriota Michael Moore "Farenheit 9/11", de 2004.
Esse trabalho "foi um grande sucesso na história do cinema. Nunca houve um documentário desse tipo, foi uma grande conquista embora também tenha sido atacado por motivos políticos", afirmou Stone.
"WTC", sigla de World Trade Center, onde ficavam as Torres Gêmeas, será o primeiro longa-metragem sobre os atentados de 11 de setembro. Apesar de a data de início das filmagens não estar definida, os detalhes de produção estão quase prontos, de acordo com o cineasta.
"A história saiu de uma jovem de 29 anos, que tinha oferecido seu roteiro e o tinham rejeitado várias vezes. Eu comprei e o fiz. Vai ser difícil realizá-lo, por tudo o que se gerou ao redor do fato", disse Stone.
"WTC" será protagonizado pelo ator americano Nicolas Cage, que dará vida a um policial que ficou preso nos escombros do World Trade Center e sobreviveu.
Stone visitou o México como convidado especial do VIII Festival Internacional de Cinema "Expressão em curta", na cidade de Guanajuato. Tribuna da Imprensa
02/08/2005
O diretor de cinema americano Oliver Stone anunciou que planeja mostrar o lado mais humano dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, em seu próximo filme, que se chamará "WTC". Em uma série de entrevistas à imprensa oferecidas no final de semana em Guanajuato, centro do México, o diretor disse que WTC não terá nada a ver com o documentário do compatriota Michael Moore "Farenheit 9/11", de 2004.
Esse trabalho "foi um grande sucesso na história do cinema. Nunca houve um documentário desse tipo, foi uma grande conquista embora também tenha sido atacado por motivos políticos", afirmou Stone.
"WTC", sigla de World Trade Center, onde ficavam as Torres Gêmeas, será o primeiro longa-metragem sobre os atentados de 11 de setembro. Apesar de a data de início das filmagens não estar definida, os detalhes de produção estão quase prontos, de acordo com o cineasta.
"A história saiu de uma jovem de 29 anos, que tinha oferecido seu roteiro e o tinham rejeitado várias vezes. Eu comprei e o fiz. Vai ser difícil realizá-lo, por tudo o que se gerou ao redor do fato", disse Stone.
"WTC" será protagonizado pelo ator americano Nicolas Cage, que dará vida a um policial que ficou preso nos escombros do World Trade Center e sobreviveu.
Stone visitou o México como convidado especial do VIII Festival Internacional de Cinema "Expressão em curta", na cidade de Guanajuato. Tribuna da Imprensa
Produções brasileiras da DirecTV estréiam na América Latina
01/08/2005, 18h25
Começam a ser exibidos nesta semana na DirecTV para os demais países da América Latina e Caribe os shows e especiais nacionais produzidos pela operadora no Brasil e já exibidos aqui pelo seu canal 605. Tratam-se de produções viabilizadas via recursos do Artigo 39 da MP 2228-1: a série de documentários sobre Chico Buarque de Hollanda e o especial "7 x Bossa") e os espetáculos musicais feitos em parceria com a gravadora Trama. ABTA Nesta terça-feira, 2 de agosto, a DirecTV anuncia na ABTA 2005 mais um lote de produções nacionais inéditas envolvendo nomes da cultura brasileira. As produções locais serão novamente viabilizadas via recursos angariados pelo Artigo 39. Edianez Parente - TELA VIVA News
01/08/2005, 18h25
Começam a ser exibidos nesta semana na DirecTV para os demais países da América Latina e Caribe os shows e especiais nacionais produzidos pela operadora no Brasil e já exibidos aqui pelo seu canal 605. Tratam-se de produções viabilizadas via recursos do Artigo 39 da MP 2228-1: a série de documentários sobre Chico Buarque de Hollanda e o especial "7 x Bossa") e os espetáculos musicais feitos em parceria com a gravadora Trama. ABTA Nesta terça-feira, 2 de agosto, a DirecTV anuncia na ABTA 2005 mais um lote de produções nacionais inéditas envolvendo nomes da cultura brasileira. As produções locais serão novamente viabilizadas via recursos angariados pelo Artigo 39. Edianez Parente - TELA VIVA News
Apaci tem nova diretoria
01/08/2005, 18h12
Foi eleita am assembléia realizada no dia 26 de julho a nova diretoria da Apaci (Associação Paulista de Cineastas), composta pelos seguintes membros: * presidente - Ícaro C. Martins (Francisco Cataldi Martins);
* 1° vice-presidente - André Klotzel;
* diretor de assuntos nacionais - Roberto Gervitz;
* secretários executivos - Débora Ivanov e David Kullock;
* vice-presidente de assuntos estaduais - Toni Venturi;
* diretores - Luís Alberto Pereira (Gal) e Reinaldo Pinheiro;
* vice-presidente de assuntos municipais - Luiz Bolognesi;
* diretores - Paulo Sacramento e Gustavo Steinberg;
* vice-presidente de televisão e outras mídias - Aurélio Michilles;
* diretores - Rogério Correa e Ricardo Elias;
* representante Conselho Superior de Cinema - Alain Fresnot;
* representante no MinC - Hermano Penna;
* representante no Conselho Paulista de Cinema - Toni Venturi;
* representante na Comissão da Lei Marcos Mendonça - Aurélio Michilles. Da
Redação - TELA VIVA News
01/08/2005, 18h12
Foi eleita am assembléia realizada no dia 26 de julho a nova diretoria da Apaci (Associação Paulista de Cineastas), composta pelos seguintes membros: * presidente - Ícaro C. Martins (Francisco Cataldi Martins);
* 1° vice-presidente - André Klotzel;
* diretor de assuntos nacionais - Roberto Gervitz;
* secretários executivos - Débora Ivanov e David Kullock;
* vice-presidente de assuntos estaduais - Toni Venturi;
* diretores - Luís Alberto Pereira (Gal) e Reinaldo Pinheiro;
* vice-presidente de assuntos municipais - Luiz Bolognesi;
* diretores - Paulo Sacramento e Gustavo Steinberg;
* vice-presidente de televisão e outras mídias - Aurélio Michilles;
* diretores - Rogério Correa e Ricardo Elias;
* representante Conselho Superior de Cinema - Alain Fresnot;
* representante no MinC - Hermano Penna;
* representante no Conselho Paulista de Cinema - Toni Venturi;
* representante na Comissão da Lei Marcos Mendonça - Aurélio Michilles. Da
Redação - TELA VIVA News
'Sin City': a estética da morte cult
02/08/2005
Cansado de CPI, enjoado de gângsteres brasileiros, resolvi ir ao cinema ver gângsteres americanos. Entrei no incensado Sin City, para me distrair. E saí bestificado: é inacreditável que nenhum crítico brasileiro tenha denunciado esse abacaxi sangrento. Ninguém tem coragem de condenar um filme desses por medo de ser chamado de "censor". Há muitos anos, quando estreou no Brasil um filme do Stallone chamado Cobra, em que punhais recurvos com dentes agudos retalhavam corpos humano, tiros explodiam cabeças, eu dei uma entrevista dizendo que devia ser proibida a importação de lixos como aquele, do mesmo modo que devemos impedir carne estragada.
Só faltaram me matar. Estávamos no alvoroço da abertura democrática. Os libertários me consideraram fascista porque eu protestara contra aquilo. Alguns mais sofisticados falaram no "sagrado direito" de se curtir a violência até como um escape para a dureza do mundo. Pois, hoje digo e repito: filmes como Sin City deviam ter anúncios avisando sobre o sadismo brutal que exibem, que fazem propaganda das delícias da crueldade. Disfarçado de "arte cult", desfilam o glamour dos esquartejamentos, a "beleza" punk-pop da tortura e até do canibalismo. Filmes como esse que estão aí nas telas mostram o aumento progressivo da paranóia americana, mesmo depois do 11 de Setembro, deixando patente como a cultura da violência é sua tradição, com suas armas sinistras, aliás, legalizadas há dias pela Suprema Corte. Essa gente está cada dia mais louca, fazendo filmes que mostram que Hiroshima ou Iraque não têm nada de chocante no imaginário americano médio. Sem falar no desejo de autodestruição que os filmes catástrofes exibem, inspirando até como sabemos o Osama. Que povo esquisito: se excita com a própria extinção e com o sangue dos outros jorrando. Não há filmes europeus exibindo a destruição de Paris, ou de Madri, com volúpia. É impressionante como uma nação espantosamente competente em ciência e tecnologia, com uma cultura rica e profunda, tenha de pagar um preço alto por sua eficiência obsessiva. Uma civilização tão auto-exigente paga caro para compensar seus desejos inconscientes reprimidos, exatamente como a Europa já está pagando em corpos esfacelados a Guerra do Iraque inventada pelo Bush e Blair.
E Sin City? Claro que os amantes cult dos quadrinhos de Frank Miller me chamarão de careta, de desinformado sobre a estética pop da contemporaneidade. Dirão que eu não entendo da beleza da estilização digital, que o filme foi tratado com telecinagens de última geração, etc. Essa coisa virtual pode ser importante na tecnologia, ok, mas como diria o lugar-comum profundo: "É contra a natureza humana." A estética desse filme é um lixo, dirigido por Roberto Rodriguez, um mexicano medíocre que foi ganhar grana em Hollywood, servindo de peão, de ajudante de obras do Tarantino.
Estão criando um formalismo digital que ninguém contesta por falta de referências culturais e teóricas. Não se sabe mais o que é bom ou ruim, como dizia meu avô.
É impressionante ver como os espectadores mudaram nestes anos todos. Aos poucos, estaremos domesticados por convenções de linguagem, de ritmos, pela aceitação de crimes banalizados, pelo amor a uma superficialidade que se diz "profunda", justamente por ser "efêmera", "volátil" na pós-modernidade (argghh...). O espectador de hoje não reflete mais, não contempla, não pensa; ele é pensado pelo filme. O filme é um videogame ao contrário, que programa o jogador. Mesma coisa com os filmes de caratê e espada chineses, com aquele bando de babacas voando por cima dos bambuzais, dançando um ridículo balé da morte, com o sangue que jorra em câmera lenta, as cabeças voando decepadas, os olhos vazados, tudo muito "belo" (e escroto), para fascinação dos espectadores cult: "Oh... que belos intestinos saindo pelos buracos do ventre em contraluz!"
Isso que os americanos estão fazendo nas últimas décadas é o fim de toda inocência. O Guerra dos Mundos antigo era muito melhor que o abacaxi recente do Spielberg. Os filmes "comerciais" tinham uma leveza simpática que o aperfeiçoamento digital extinguiu. Agora, trata-se de uma estética da morte, visível em "belos" produtos pop como Matrix, Sin City, Clube da Luta, tantos.... Em Sin City restam alguns detritos para fingir uma ética ou um "Bem". O herói é um matador deprimido, com um vago sentimento de justiça para legitimar estripamentos e degolações, na luz funérea de um mundo acabado, lugar onde mora o inconsciente do Partido Republicano.
Vendo esses filmes, fica claro nosso beco sem saída ético, cultural e político. A direita mercantil, a repressão antidemocrática, o poder Republicano não estão aí por acaso; eles atendem a um profundo desejo das "Coisas". A voracidade cega do mercado precisa de uma ideologia que a absolva e explique. As "Coisas" sugerem pensamentos, as "Coisas" criam idéias.
A crítica que já teve uma missão didática, seletiva, de analisar os filmes pela trama da "cultura", da história do cinema, está passiva. Agora, a pós-modernidade (arggh...) extinguiu qualquer tradição estética ou ética. Que saudades de André Bazin, de Truffaut crítico, de Pauline Kael, Paulo Emílio, Moniz Vianna, Ely...
Que terrível a ausência de Fellini, Bergman, Antonioni, Welles, cinema realmente independente...
Existe, na teoria da informação, um conceito chamado loudness (volume do sinal). A cultura do espetáculo exige que esse nível suba sempre, para não decair o impacto da novidade. O mercado demanda mais e mais loudness. O que virá em seguida? Na estetização da morte já chegamos até ao mundo dos necrotérios, ao suspense da podridão, ao ânus da vida, como no filme Seven. "What comes next?"
A violência cresce nas telas e nas ruas do Ocidente.
Essa gente ainda vai acabar com o mundo. O Estado de São Paulo
02/08/2005
Cansado de CPI, enjoado de gângsteres brasileiros, resolvi ir ao cinema ver gângsteres americanos. Entrei no incensado Sin City, para me distrair. E saí bestificado: é inacreditável que nenhum crítico brasileiro tenha denunciado esse abacaxi sangrento. Ninguém tem coragem de condenar um filme desses por medo de ser chamado de "censor". Há muitos anos, quando estreou no Brasil um filme do Stallone chamado Cobra, em que punhais recurvos com dentes agudos retalhavam corpos humano, tiros explodiam cabeças, eu dei uma entrevista dizendo que devia ser proibida a importação de lixos como aquele, do mesmo modo que devemos impedir carne estragada.
Só faltaram me matar. Estávamos no alvoroço da abertura democrática. Os libertários me consideraram fascista porque eu protestara contra aquilo. Alguns mais sofisticados falaram no "sagrado direito" de se curtir a violência até como um escape para a dureza do mundo. Pois, hoje digo e repito: filmes como Sin City deviam ter anúncios avisando sobre o sadismo brutal que exibem, que fazem propaganda das delícias da crueldade. Disfarçado de "arte cult", desfilam o glamour dos esquartejamentos, a "beleza" punk-pop da tortura e até do canibalismo. Filmes como esse que estão aí nas telas mostram o aumento progressivo da paranóia americana, mesmo depois do 11 de Setembro, deixando patente como a cultura da violência é sua tradição, com suas armas sinistras, aliás, legalizadas há dias pela Suprema Corte. Essa gente está cada dia mais louca, fazendo filmes que mostram que Hiroshima ou Iraque não têm nada de chocante no imaginário americano médio. Sem falar no desejo de autodestruição que os filmes catástrofes exibem, inspirando até como sabemos o Osama. Que povo esquisito: se excita com a própria extinção e com o sangue dos outros jorrando. Não há filmes europeus exibindo a destruição de Paris, ou de Madri, com volúpia. É impressionante como uma nação espantosamente competente em ciência e tecnologia, com uma cultura rica e profunda, tenha de pagar um preço alto por sua eficiência obsessiva. Uma civilização tão auto-exigente paga caro para compensar seus desejos inconscientes reprimidos, exatamente como a Europa já está pagando em corpos esfacelados a Guerra do Iraque inventada pelo Bush e Blair.
E Sin City? Claro que os amantes cult dos quadrinhos de Frank Miller me chamarão de careta, de desinformado sobre a estética pop da contemporaneidade. Dirão que eu não entendo da beleza da estilização digital, que o filme foi tratado com telecinagens de última geração, etc. Essa coisa virtual pode ser importante na tecnologia, ok, mas como diria o lugar-comum profundo: "É contra a natureza humana." A estética desse filme é um lixo, dirigido por Roberto Rodriguez, um mexicano medíocre que foi ganhar grana em Hollywood, servindo de peão, de ajudante de obras do Tarantino.
Estão criando um formalismo digital que ninguém contesta por falta de referências culturais e teóricas. Não se sabe mais o que é bom ou ruim, como dizia meu avô.
É impressionante ver como os espectadores mudaram nestes anos todos. Aos poucos, estaremos domesticados por convenções de linguagem, de ritmos, pela aceitação de crimes banalizados, pelo amor a uma superficialidade que se diz "profunda", justamente por ser "efêmera", "volátil" na pós-modernidade (argghh...). O espectador de hoje não reflete mais, não contempla, não pensa; ele é pensado pelo filme. O filme é um videogame ao contrário, que programa o jogador. Mesma coisa com os filmes de caratê e espada chineses, com aquele bando de babacas voando por cima dos bambuzais, dançando um ridículo balé da morte, com o sangue que jorra em câmera lenta, as cabeças voando decepadas, os olhos vazados, tudo muito "belo" (e escroto), para fascinação dos espectadores cult: "Oh... que belos intestinos saindo pelos buracos do ventre em contraluz!"
Isso que os americanos estão fazendo nas últimas décadas é o fim de toda inocência. O Guerra dos Mundos antigo era muito melhor que o abacaxi recente do Spielberg. Os filmes "comerciais" tinham uma leveza simpática que o aperfeiçoamento digital extinguiu. Agora, trata-se de uma estética da morte, visível em "belos" produtos pop como Matrix, Sin City, Clube da Luta, tantos.... Em Sin City restam alguns detritos para fingir uma ética ou um "Bem". O herói é um matador deprimido, com um vago sentimento de justiça para legitimar estripamentos e degolações, na luz funérea de um mundo acabado, lugar onde mora o inconsciente do Partido Republicano.
Vendo esses filmes, fica claro nosso beco sem saída ético, cultural e político. A direita mercantil, a repressão antidemocrática, o poder Republicano não estão aí por acaso; eles atendem a um profundo desejo das "Coisas". A voracidade cega do mercado precisa de uma ideologia que a absolva e explique. As "Coisas" sugerem pensamentos, as "Coisas" criam idéias.
A crítica que já teve uma missão didática, seletiva, de analisar os filmes pela trama da "cultura", da história do cinema, está passiva. Agora, a pós-modernidade (arggh...) extinguiu qualquer tradição estética ou ética. Que saudades de André Bazin, de Truffaut crítico, de Pauline Kael, Paulo Emílio, Moniz Vianna, Ely...
Que terrível a ausência de Fellini, Bergman, Antonioni, Welles, cinema realmente independente...
Existe, na teoria da informação, um conceito chamado loudness (volume do sinal). A cultura do espetáculo exige que esse nível suba sempre, para não decair o impacto da novidade. O mercado demanda mais e mais loudness. O que virá em seguida? Na estetização da morte já chegamos até ao mundo dos necrotérios, ao suspense da podridão, ao ânus da vida, como no filme Seven. "What comes next?"
A violência cresce nas telas e nas ruas do Ocidente.
Essa gente ainda vai acabar com o mundo. O Estado de São Paulo
Política
Sérgio Rezende e Hélio Costa discutem hoje projetos em parceria de seus ministérios
02/08/2005
A primeira reunião de trabalho dos ministros Sergio Rezende, de Ciência e Tecnologia, e Hélio Costa, das Comunicações, será às 18 horas de hoje. O objetivo é discutir os projetos desenvolvidos em parceria pelos dois órgãos. O encontro será no Ministério das Comunicações. Agência Brasil
Sérgio Rezende e Hélio Costa discutem hoje projetos em parceria de seus ministérios
02/08/2005
A primeira reunião de trabalho dos ministros Sergio Rezende, de Ciência e Tecnologia, e Hélio Costa, das Comunicações, será às 18 horas de hoje. O objetivo é discutir os projetos desenvolvidos em parceria pelos dois órgãos. O encontro será no Ministério das Comunicações. Agência Brasil
BB: R$ 100 mil por mês para programa da CUT
02/08/2005
As relações estreitas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) com o governo Lula renderam bons frutos também na área da publicidade. Desde maio de 2004, o Banco do Brasil destina R$ 100 mil de sua verba mensal para patrocinar o programa "TV CUT", veiculado aos domingos pela Rede TV. O patrocínio é pago através das agências de publicidade que atendem ao BB e foi aprovado pela Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica (Secom). O contrato está garantido até este mês, quando o BB terá gasto R$ 1,6 milhão na divulgação das propostas da CUT.
O programa "TV CUT" é um exemplo de como se misturam os interesses do governo e do PT. O patrocínio do BB foi autorizado pela diretoria de Marketing na gestão de Henrique Pizzolato, mas teve total apoio da Secom e do então ministro Luiz Gushiken. Desde maio de 2004 até hoje as três agências que dividiam a conta do BB se revezaram no patrocínio do "TV CUT", mas a ordem de pagamento foi sempre do banco. O Globo
02/08/2005
As relações estreitas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) com o governo Lula renderam bons frutos também na área da publicidade. Desde maio de 2004, o Banco do Brasil destina R$ 100 mil de sua verba mensal para patrocinar o programa "TV CUT", veiculado aos domingos pela Rede TV. O patrocínio é pago através das agências de publicidade que atendem ao BB e foi aprovado pela Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica (Secom). O contrato está garantido até este mês, quando o BB terá gasto R$ 1,6 milhão na divulgação das propostas da CUT.
O programa "TV CUT" é um exemplo de como se misturam os interesses do governo e do PT. O patrocínio do BB foi autorizado pela diretoria de Marketing na gestão de Henrique Pizzolato, mas teve total apoio da Secom e do então ministro Luiz Gushiken. Desde maio de 2004 até hoje as três agências que dividiam a conta do BB se revezaram no patrocínio do "TV CUT", mas a ordem de pagamento foi sempre do banco. O Globo
Pessoas ligadas a Duda Mendonça sacaram R$ 15,5 mi
02/08/2005
A listagem de pessoas indicadas pelo PT para receberem recursos de empréstimos de Marcos Valério Fernandes de Souza inclui não só Zilmar Fernandes da Silveira, sócia de Duda Mendonça, mas o próprio publicitário.
Segundo essa listagem, R$ 15,5 milhões, entre fevereiro e novembro de 2003, foram repassadas a pessoas ligadas a Duda Mendonça. Entre os beneficiários, também aparecem os nomes de Antonio Kalil Cury, David Rodrigues Alves -policial civil em Minas Gerais- e Luis Carlos Costa Lara.
Rodrigues Alves, em depoimento à Polícia Federal, afirmou que fizera saques a mando de um sócio de Valério, Cristiano Paz.
Até ontem, o nome de Zilmar era relacionado apenas a saques que totalizavam R$ 500 mil.
Em depoimento à Procuradoria Geral da República, no mês passado, Valério admitiu ter repassado dinheiro para o caixa dois do PT. A origem dos recursos seriam empréstimos bancários feitos por empresas de Valério e repassados a petistas ou a terceiros indicados pelo PT.
Na época, Zilmar disse que o dinheiro era pagamento de despesas de propaganda partidária gratuita para qual o comando petista havia contratado o serviço do publicitário.
Duda é o principal publicitário ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo feito sua campanha em 2002 e o orientando com freqüência. Ele tem contratos com Secretaria de Comunicação de Governo, Ministério da Saúde e Petrobras.
Despiste
O terceiro depoimento da gerente administrativa Simone Vasconcelos estava previsto para ocorrer em Belo Horizonte, segundo a assessoria da PF. A própria polícia chegou a divulgar que o depoimento havia sido suspenso. Mas Simone entrou na sede da PF em Brasília às 13h21.
O advogado de Simone tenta negociar com a CPI dos Correios para que seu depoimento, marcado para amanhã, seja reservado.
Depois de quase oito horas na sede da Polícia Federal em Brasília, ela deixou o local às 21h em um carro de vidros com película escura. Estava deitada no banco de trás do veículo. Folha de São Paulo
02/08/2005
A listagem de pessoas indicadas pelo PT para receberem recursos de empréstimos de Marcos Valério Fernandes de Souza inclui não só Zilmar Fernandes da Silveira, sócia de Duda Mendonça, mas o próprio publicitário.
Segundo essa listagem, R$ 15,5 milhões, entre fevereiro e novembro de 2003, foram repassadas a pessoas ligadas a Duda Mendonça. Entre os beneficiários, também aparecem os nomes de Antonio Kalil Cury, David Rodrigues Alves -policial civil em Minas Gerais- e Luis Carlos Costa Lara.
Rodrigues Alves, em depoimento à Polícia Federal, afirmou que fizera saques a mando de um sócio de Valério, Cristiano Paz.
Até ontem, o nome de Zilmar era relacionado apenas a saques que totalizavam R$ 500 mil.
Em depoimento à Procuradoria Geral da República, no mês passado, Valério admitiu ter repassado dinheiro para o caixa dois do PT. A origem dos recursos seriam empréstimos bancários feitos por empresas de Valério e repassados a petistas ou a terceiros indicados pelo PT.
Na época, Zilmar disse que o dinheiro era pagamento de despesas de propaganda partidária gratuita para qual o comando petista havia contratado o serviço do publicitário.
Duda é o principal publicitário ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo feito sua campanha em 2002 e o orientando com freqüência. Ele tem contratos com Secretaria de Comunicação de Governo, Ministério da Saúde e Petrobras.
Despiste
O terceiro depoimento da gerente administrativa Simone Vasconcelos estava previsto para ocorrer em Belo Horizonte, segundo a assessoria da PF. A própria polícia chegou a divulgar que o depoimento havia sido suspenso. Mas Simone entrou na sede da PF em Brasília às 13h21.
O advogado de Simone tenta negociar com a CPI dos Correios para que seu depoimento, marcado para amanhã, seja reservado.
Depois de quase oito horas na sede da Polícia Federal em Brasília, ela deixou o local às 21h em um carro de vidros com película escura. Estava deitada no banco de trás do veículo. Folha de São Paulo
Canal direto
02/08/2005
Chama-se Rui Guerra o interlocutor de José Dirceu no BMG. Parlamentares da CPI vasculham agendas na tentativa de confirmar a suspeita de que Guerra esteve com o então ministro na Casa Civil dias antes da votação da MP do crédito consignado, benéfica ao banco.
Outro lado
Assessores de Marta Suplicy afirmam que o BMG se credenciou após seleção para atuar, junto com outros nove bancos, no crédito consignado ao funcionalismo paulistano. O servidor escolhe entre as instituições.
Vaso trincado
O depoimento de Simone Vasconcelos à PF e as tratativas de Marcos Valério com o procurador-geral, somados às novas descobertas sobre as relações de José Dirceu com os bancos Rural e BMG, abalaram os alicerces da defesa que o ex-ministro preparou para apresentar hoje ao Conselho de ética da Câmara.
"Blind date"
Ontem, petistas próximos ao ex-ministro avaliavam que ele irá falar às cegas, sem saber ao certo o que Valério e Simone revelaram, ou, pior, emparedado pelo conteúdo dos testemunhos.
O despossuído
Análise de um ministro sobre o momento vivido por Dirceu: "Ele tinha um império, a Casa Civil. Voltou à Câmara achando que lá ainda teria um Exército. Agora corre o risco de ficar sem sua última trincheira, o PT".
Alma penada
Valdemar Costa Neto chegou ontem à Câmara por volta das 7h para dar entrada em seu pedido de renúncia. O protocolo da Casa só abre às 8h.
Despachado
Wilmar Lacerda, presidente do PT do Distrito Federal que sacou R$ 50 mil das contas de Marcos Valério, foi exonerado em 20 de julho do gabinete do senador Cristovam Buarque, onde recebia como assessor.
Fratura exposta
Atiçada pela derrocada da cúpula partidária, a esquerda petista promete tocar fogo na casa se o Campo Majoritário manobrar pelo adiamento da eleição interna alegando "dificuldades financeiras". Na sexta, fará ato em SP em defesa da manutenção da eleição no 2º semestre.
Apoio estrelado
Eduardo Suplicy, que confirmou presença no ato de sexta, diz estar "considerando seriamente a possibilidade" de apoiar Plinio de Arruda Sampaio e Ivan Valente, ambos da esquerda petista, para as presidências nacional e paulista do partido, respectivamente.
Antiga parceria 1
Investigado pela CPI dos Correios, Marco Antonio da Silva, ex-diretor da Secom casado com uma funcionária de Marcos Valério, é fiel escudeiro do deputado José Mentor (PT-SP), que recebeu um cheque de R$ 60 mil do empresário mineiro.
Antiga parceria 2
Via Mentor, Silva trabalhou na secretaria de Habitação de Mauá (Grande SP) durante gestão petista. Em 2001, assessorou o então vereador Mentor na Câmara paulistana. Em 2002, ambos atuaram na campanha de José Genoino a governador.
Operação-resgate
O deputado Ricardo Barros (PP-PR) encabeça uma campanha para tirar o Porto de Paranaguá do controle do governo do Paraná. Decreto legislativo de sua autoria revertendo a concessão federal foi aprovado na Câmara e tramita no Senado.
Desempenho insuficiente
Barros acusa o superintendente do porto, Eduardo Requião, irmão do governador Roberto Requião (PMDB), de levar à queda de 8% no movimento de Paranaguá, graças a restrições à soja transgênica e à falta de investimento em infra-estrutura.
TIROTEIO
Do senador Heráclito Fortes (PFL-PI) sobre a renúncia de Valdemar Costa Neto (PL-SP), apontado por Roberto Jefferson como expoente do "mensalão":
-Ele abriu a porteira para os que estavam esperando alguma solidariedade do PT. Isso não existe. Compaixão de petista, só em missa de sétimo dia. Assim mesmo, na última fila da igreja.
CONTRAPONTO
Relator saidinho
O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), chama a atenção pela fala pausada, em tom de voz baixo, e pelo extremo cuidado nas declarações. Sua maior ousadia pública, até agora, foi ter citado Cícero durante o depoimento do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, há duas semanas.
A convivência com os membros da comissão, porém, fez com que Serraglio começasse a se soltar. Na quinta passada, vários parlamentares estavam reunidos na "batcaverna", como é chamada a sala-cofre da CPI, quando o deputado comentou:
-Na semana que vem vamos tomar o depoimento da Simone Vasconcelos. Ela é bonita, não?
Surpreso, o presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), interpelou o colega:
-Osmar, ninguém nunca viu a moça e você já sabe que ela é bonita? Tô achando que você estava recebendo "mensalão"! Folha de São Paulo
02/08/2005
Chama-se Rui Guerra o interlocutor de José Dirceu no BMG. Parlamentares da CPI vasculham agendas na tentativa de confirmar a suspeita de que Guerra esteve com o então ministro na Casa Civil dias antes da votação da MP do crédito consignado, benéfica ao banco.
Outro lado
Assessores de Marta Suplicy afirmam que o BMG se credenciou após seleção para atuar, junto com outros nove bancos, no crédito consignado ao funcionalismo paulistano. O servidor escolhe entre as instituições.
Vaso trincado
O depoimento de Simone Vasconcelos à PF e as tratativas de Marcos Valério com o procurador-geral, somados às novas descobertas sobre as relações de José Dirceu com os bancos Rural e BMG, abalaram os alicerces da defesa que o ex-ministro preparou para apresentar hoje ao Conselho de ética da Câmara.
"Blind date"
Ontem, petistas próximos ao ex-ministro avaliavam que ele irá falar às cegas, sem saber ao certo o que Valério e Simone revelaram, ou, pior, emparedado pelo conteúdo dos testemunhos.
O despossuído
Análise de um ministro sobre o momento vivido por Dirceu: "Ele tinha um império, a Casa Civil. Voltou à Câmara achando que lá ainda teria um Exército. Agora corre o risco de ficar sem sua última trincheira, o PT".
Alma penada
Valdemar Costa Neto chegou ontem à Câmara por volta das 7h para dar entrada em seu pedido de renúncia. O protocolo da Casa só abre às 8h.
Despachado
Wilmar Lacerda, presidente do PT do Distrito Federal que sacou R$ 50 mil das contas de Marcos Valério, foi exonerado em 20 de julho do gabinete do senador Cristovam Buarque, onde recebia como assessor.
Fratura exposta
Atiçada pela derrocada da cúpula partidária, a esquerda petista promete tocar fogo na casa se o Campo Majoritário manobrar pelo adiamento da eleição interna alegando "dificuldades financeiras". Na sexta, fará ato em SP em defesa da manutenção da eleição no 2º semestre.
Apoio estrelado
Eduardo Suplicy, que confirmou presença no ato de sexta, diz estar "considerando seriamente a possibilidade" de apoiar Plinio de Arruda Sampaio e Ivan Valente, ambos da esquerda petista, para as presidências nacional e paulista do partido, respectivamente.
Antiga parceria 1
Investigado pela CPI dos Correios, Marco Antonio da Silva, ex-diretor da Secom casado com uma funcionária de Marcos Valério, é fiel escudeiro do deputado José Mentor (PT-SP), que recebeu um cheque de R$ 60 mil do empresário mineiro.
Antiga parceria 2
Via Mentor, Silva trabalhou na secretaria de Habitação de Mauá (Grande SP) durante gestão petista. Em 2001, assessorou o então vereador Mentor na Câmara paulistana. Em 2002, ambos atuaram na campanha de José Genoino a governador.
Operação-resgate
O deputado Ricardo Barros (PP-PR) encabeça uma campanha para tirar o Porto de Paranaguá do controle do governo do Paraná. Decreto legislativo de sua autoria revertendo a concessão federal foi aprovado na Câmara e tramita no Senado.
Desempenho insuficiente
Barros acusa o superintendente do porto, Eduardo Requião, irmão do governador Roberto Requião (PMDB), de levar à queda de 8% no movimento de Paranaguá, graças a restrições à soja transgênica e à falta de investimento em infra-estrutura.
TIROTEIO
Do senador Heráclito Fortes (PFL-PI) sobre a renúncia de Valdemar Costa Neto (PL-SP), apontado por Roberto Jefferson como expoente do "mensalão":
-Ele abriu a porteira para os que estavam esperando alguma solidariedade do PT. Isso não existe. Compaixão de petista, só em missa de sétimo dia. Assim mesmo, na última fila da igreja.
CONTRAPONTO
Relator saidinho
O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), chama a atenção pela fala pausada, em tom de voz baixo, e pelo extremo cuidado nas declarações. Sua maior ousadia pública, até agora, foi ter citado Cícero durante o depoimento do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, há duas semanas.
A convivência com os membros da comissão, porém, fez com que Serraglio começasse a se soltar. Na quinta passada, vários parlamentares estavam reunidos na "batcaverna", como é chamada a sala-cofre da CPI, quando o deputado comentou:
-Na semana que vem vamos tomar o depoimento da Simone Vasconcelos. Ela é bonita, não?
Surpreso, o presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), interpelou o colega:
-Osmar, ninguém nunca viu a moça e você já sabe que ela é bonita? Tô achando que você estava recebendo "mensalão"! Folha de São Paulo
CPI votará a quebra de sigilos de fundos
02/08/2005
Como a convocação do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) já é dada como certa, a polêmica na sessão de hoje da CPI dos Correios deve ficar por conta dos requerimentos de quebra de sigilo bancário de fundos de pensão. Os petistas são contra, alegando que essa quebra de sigilo geraria instabilidade econômica, e a oposição se divide quanto à amplitude da medida.
O relator da comissão, deputado Osmar Serraglio, do PMDB paranaense, propõe a limitação da quebra de sigilo às aplicações dos fundos no Banco Rural e no BMG. "Não queremos desestabilizar nada economicamente. Ninguém quer implodir banco, fundo de pensão nem qualquer instituição", disse Serraglio.
A quebra atingiria dez fundos, entre eles: Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil; Petros, da Petrobras; e Funcef, da Caixa Econômica Federal. Parlamentares querem investigar se há relação entre investimentos feitos pelos fundos e os empréstimos bancários tomados pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, repassados depois ao PT.
Serraglio conversou com o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), autor de um dos requerimentos, e Lorenzoni concordou com a limitação. A oposição, no entanto, não está unida quanto a esse assunto.
O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) defende que sejam abertas as informações relativas a todas as aplicações "atípicas". Aplicações atípicas seriam os investimentos desses fundos em bancos pequenos, como o Panamericano e o BRB (Banco de Brasília).
Se depender dos petistas, no entanto, a CPI não terá acesso aos dados bancários dos fundos de pensão, seja de forma restrita ou de forma ampliada. "Eu acho essa discussão extremamente delicada e sem nexo com o que está sendo investigado pela CPI dos Correios", afirmou um dos subrelatores da comissão, deputado Carlos Abicalil (PT-MT).
O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), e Serraglio têm sido cautelosos, preocupados com a repercussão dos atos da CPI no mercado financeiro. Delcídio tem recebido ligações de operadores do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Eles tentam conter ímpetos de alguns integrantes da CPI, que propõem, por exemplo, a liqüidação extrajudicial do Banco Rural como retaliação pela falta de colaboração dessa instituição com as investigações.
Além das aplicações financeiras já identificadas, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato afirmou, em entrevista à Folha, que havia interferência política nas decisões da Previ.
A convocação de Pizzolato também deve ser votada hoje. Os parlamentares da CPI querem esclarecer, por exemplo, a destinação de R$ 326 mil sacados de uma conta da DNA, da agência de Marcos Valério no Banco Rural, para o ex-diretor de Marketing do BB.
O fato mais importante da sessão de hoje, no entanto, deve ser a aprovação da convocação do ex-ministro José Dirceu, embora isso não vá gerar debate entre governo e oposição. Como contrapartida à convocação de Dirceu, os petistas querem a convocação também do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. O grupo, que controla empresas de telefonia, depositou R$ 127 milhões na conta da DNA Propaganda. Apesar de as empresas controladas por Dantas serem ou terem sido clientes da DNA, a CPI dos Correios suspeitou do volume depositado.
"A CPI está seguindo a lógica dos fatos. Aquilo que a realidade vai apresentando vai se tornando objeto da comissão", declarou a senadora Ideli Salvatti, do PT catarinense.
Ela se referia ao depoimento da mulher de Marcos Valério, Renilda Santiago, à CPI dos Correios. A mulher do publicitário afirmou que José Dirceu se reuniu com a diretoria do Rural e do BMG para tratar do pagamento dos empréstimos tomados pelo publicitário e repassados ao PT. O ex-ministro negou que tenha tratado desse assunto.
A senadora também citou matéria da revista "Veja" segundo a qual o amigo e ajudante de Dirceu Roberto Marques foi autorizado a sacar R$ 50 mil da conta da SMPB, da qual Valério é sócio, no Banco Rural. FERNANDA KRAKOVICS - Folha de São Paulo
02/08/2005
Como a convocação do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) já é dada como certa, a polêmica na sessão de hoje da CPI dos Correios deve ficar por conta dos requerimentos de quebra de sigilo bancário de fundos de pensão. Os petistas são contra, alegando que essa quebra de sigilo geraria instabilidade econômica, e a oposição se divide quanto à amplitude da medida.
O relator da comissão, deputado Osmar Serraglio, do PMDB paranaense, propõe a limitação da quebra de sigilo às aplicações dos fundos no Banco Rural e no BMG. "Não queremos desestabilizar nada economicamente. Ninguém quer implodir banco, fundo de pensão nem qualquer instituição", disse Serraglio.
A quebra atingiria dez fundos, entre eles: Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil; Petros, da Petrobras; e Funcef, da Caixa Econômica Federal. Parlamentares querem investigar se há relação entre investimentos feitos pelos fundos e os empréstimos bancários tomados pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, repassados depois ao PT.
Serraglio conversou com o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), autor de um dos requerimentos, e Lorenzoni concordou com a limitação. A oposição, no entanto, não está unida quanto a esse assunto.
O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) defende que sejam abertas as informações relativas a todas as aplicações "atípicas". Aplicações atípicas seriam os investimentos desses fundos em bancos pequenos, como o Panamericano e o BRB (Banco de Brasília).
Se depender dos petistas, no entanto, a CPI não terá acesso aos dados bancários dos fundos de pensão, seja de forma restrita ou de forma ampliada. "Eu acho essa discussão extremamente delicada e sem nexo com o que está sendo investigado pela CPI dos Correios", afirmou um dos subrelatores da comissão, deputado Carlos Abicalil (PT-MT).
O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), e Serraglio têm sido cautelosos, preocupados com a repercussão dos atos da CPI no mercado financeiro. Delcídio tem recebido ligações de operadores do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Eles tentam conter ímpetos de alguns integrantes da CPI, que propõem, por exemplo, a liqüidação extrajudicial do Banco Rural como retaliação pela falta de colaboração dessa instituição com as investigações.
Além das aplicações financeiras já identificadas, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato afirmou, em entrevista à Folha, que havia interferência política nas decisões da Previ.
A convocação de Pizzolato também deve ser votada hoje. Os parlamentares da CPI querem esclarecer, por exemplo, a destinação de R$ 326 mil sacados de uma conta da DNA, da agência de Marcos Valério no Banco Rural, para o ex-diretor de Marketing do BB.
O fato mais importante da sessão de hoje, no entanto, deve ser a aprovação da convocação do ex-ministro José Dirceu, embora isso não vá gerar debate entre governo e oposição. Como contrapartida à convocação de Dirceu, os petistas querem a convocação também do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. O grupo, que controla empresas de telefonia, depositou R$ 127 milhões na conta da DNA Propaganda. Apesar de as empresas controladas por Dantas serem ou terem sido clientes da DNA, a CPI dos Correios suspeitou do volume depositado.
"A CPI está seguindo a lógica dos fatos. Aquilo que a realidade vai apresentando vai se tornando objeto da comissão", declarou a senadora Ideli Salvatti, do PT catarinense.
Ela se referia ao depoimento da mulher de Marcos Valério, Renilda Santiago, à CPI dos Correios. A mulher do publicitário afirmou que José Dirceu se reuniu com a diretoria do Rural e do BMG para tratar do pagamento dos empréstimos tomados pelo publicitário e repassados ao PT. O ex-ministro negou que tenha tratado desse assunto.
A senadora também citou matéria da revista "Veja" segundo a qual o amigo e ajudante de Dirceu Roberto Marques foi autorizado a sacar R$ 50 mil da conta da SMPB, da qual Valério é sócio, no Banco Rural. FERNANDA KRAKOVICS - Folha de São Paulo
O polêmico Valdemar
02/08/2005
O nome de Valdemar Costa Neto passou a fazer parte do mundo político por ocasião de um desastroso episódio - a presença de Lílian Ramos num camarote do Sambódromo no carnaval de 1994. Foi ele quem levou Lílian à festa, na qual a modelo foi flagrada sem calcinha ao lado do então presidente Itamar Franco.
Valdemar, paulista, que faz 56 anos no próximo dia 11, administrador de empresas, chegou à Câmara em 1991. Estava agora no terceiro mandato. Começou a vida partidária na extinta Arena, em 1979, no governo João Figueiredo. Em 1980, seguiu para o PDS, sucessor da Arena. Chegou ao PL em 1990. Ele ganhou importância no partido ao ser escolhido pelo fundador, Álvaro Valle, para sucedê-lo no comando. Seu estilo é direto e sem rodeios na hora de fazer política, distante da erudição que Valle tentava demonstrar.
Já no governo Itamar Franco, Valdemar contava com a indicação de cargos federais. Um exemplo foi Aramis da Graça Moraes, para chefiar o setor de alfândega no Aeroporto Internacional de Cumbica. Aramis foi afastado depois de a Polícia Federal constatar indícios de tráfico de armas e drogas no aeroporto.
A alfândega sempre foi área de predileção do agora ex-deputado. No primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso também chegou a apadrinhar ocupantes do cargo em Cumbica, demitidos depois de denúncias. Valdemar tinha o então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, como desafeto e atribuía a ele os problemas com seus indicados. O líder do governo à época, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), hoje senador, chegou a fazer um discurso em plenário provocando o colega, ao anunciar a demissão de um de seus indicados, e convidando-o a congratular-se com o combate à corrupção.
Valdemar foi fundamental na articulação da aliança do PL com o PT em 2002. Viu ali a oportunidade para fazer crescer o partido, ancorado na presença do vice-presidente, José Alencar. Na eleição, fez acordos variados. Em São Paulo, seus cartazes de campanha tinham fotos de Lula mas também de Paulo Maluf, do PP, que prometera dinheiro ao PL.
Já no primeiro ano do governo Lula, Valdemar conseguiu o que queria: dobrou o PL de tamanho. Ano passado, ele e a ex-mulher Maria Cristina Mendes Caldeira passaram a protagonizar uma intensa troca de acusações, que culminou com o depoimento dela ao Conselho de Ética da Câmara, dias atrás, quando confirmou que ele era beneficiário do mensalão.
Valdemar teve 178.409 votos em 2002, 50% a mais que na eleição anterior. Sua base é Mogi das Cruzes. Declarou gastos eleitorais de R$ 443.498,79. É dono de empresas de mineração e agropecuária. Fez carreira como secretário municipal de Mogi das Cruzes e viabilizou o primeiro mandato, em 1990, quando era diretor administrativo da Companhia Docas de Santos.
Mês passado, depois da denúncia de Roberto Jefferson, foi à tribuna e disse:
- A crise atravessou uma praça e chegou a todo o governo. Lydia Medeiros - O Globo
02/08/2005
O nome de Valdemar Costa Neto passou a fazer parte do mundo político por ocasião de um desastroso episódio - a presença de Lílian Ramos num camarote do Sambódromo no carnaval de 1994. Foi ele quem levou Lílian à festa, na qual a modelo foi flagrada sem calcinha ao lado do então presidente Itamar Franco.
Valdemar, paulista, que faz 56 anos no próximo dia 11, administrador de empresas, chegou à Câmara em 1991. Estava agora no terceiro mandato. Começou a vida partidária na extinta Arena, em 1979, no governo João Figueiredo. Em 1980, seguiu para o PDS, sucessor da Arena. Chegou ao PL em 1990. Ele ganhou importância no partido ao ser escolhido pelo fundador, Álvaro Valle, para sucedê-lo no comando. Seu estilo é direto e sem rodeios na hora de fazer política, distante da erudição que Valle tentava demonstrar.
Já no governo Itamar Franco, Valdemar contava com a indicação de cargos federais. Um exemplo foi Aramis da Graça Moraes, para chefiar o setor de alfândega no Aeroporto Internacional de Cumbica. Aramis foi afastado depois de a Polícia Federal constatar indícios de tráfico de armas e drogas no aeroporto.
A alfândega sempre foi área de predileção do agora ex-deputado. No primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso também chegou a apadrinhar ocupantes do cargo em Cumbica, demitidos depois de denúncias. Valdemar tinha o então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, como desafeto e atribuía a ele os problemas com seus indicados. O líder do governo à época, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), hoje senador, chegou a fazer um discurso em plenário provocando o colega, ao anunciar a demissão de um de seus indicados, e convidando-o a congratular-se com o combate à corrupção.
Valdemar foi fundamental na articulação da aliança do PL com o PT em 2002. Viu ali a oportunidade para fazer crescer o partido, ancorado na presença do vice-presidente, José Alencar. Na eleição, fez acordos variados. Em São Paulo, seus cartazes de campanha tinham fotos de Lula mas também de Paulo Maluf, do PP, que prometera dinheiro ao PL.
Já no primeiro ano do governo Lula, Valdemar conseguiu o que queria: dobrou o PL de tamanho. Ano passado, ele e a ex-mulher Maria Cristina Mendes Caldeira passaram a protagonizar uma intensa troca de acusações, que culminou com o depoimento dela ao Conselho de Ética da Câmara, dias atrás, quando confirmou que ele era beneficiário do mensalão.
Valdemar teve 178.409 votos em 2002, 50% a mais que na eleição anterior. Sua base é Mogi das Cruzes. Declarou gastos eleitorais de R$ 443.498,79. É dono de empresas de mineração e agropecuária. Fez carreira como secretário municipal de Mogi das Cruzes e viabilizou o primeiro mandato, em 1990, quando era diretor administrativo da Companhia Docas de Santos.
Mês passado, depois da denúncia de Roberto Jefferson, foi à tribuna e disse:
- A crise atravessou uma praça e chegou a todo o governo. Lydia Medeiros - O Globo
Ponto crítico
02/08/2005
A crise mudou de patamar com as revelações que alvejaram o ex-ministro José Dirceu nas últimas horas e a renúncia do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, exemplo que deve agora ser seguido por outros deputados com o mandato ameaçado. É com a margem de manobra retórica reduzida que Dirceu irá hoje ao Conselho de Ética enfrentar uma oposição que se concentrará na exploração de seu relacionamento com o presidente da República enquanto foi o homem forte do governo.
A estratégia de tucanos e pefelistas é desconstruir a versão de que Delúbio e figuras menores do aparato partidário fizeram tudo à revelia de uma figura de tamanha ascendência sobre o partido e o governo. Mesmo sendo um político frio e de nervos testados na adversidade, Dirceu hoje será desafiado não apenas a salvar a própria pele ou a preservar camaradas de armas, como na ditadura. Do que disser dependerá a blindagem do presidente e a própria sobrevivência do governo. Tendo contra si todos os desafetos que angariou na política e mesmo dentro do PT, Dirceu agora entrou também na alça de mira de Marcos Valério. Primeiro foi sua mulher Renilda que o declarou conhecedor dos empréstimos bancários que teriam sido feitos para o PT.
Nestas últimas horas, partiram do próprio Valério os vazamentos sobre o emprego obtido para a ex-mulher Angela no BMG e o empréstimo imobiliário de R$ 42 mil a ela concedido pelo Banco Rural. No fim de semana "Veja" já revelara autorização de saque para Roberto Marques, um amigo de Dirceu que nega ter sido o destinatário da ordem do Banco Rural.
Valdemar Costa Neto, que precipitou o processo contra Roberto Jefferson no Conselho de Ética, renunciou ontem com um discurso de dois gumes. Por um lado, ele convalida a versão do PT, de que Valério seria o operador de um caixa dois de campanha que socorreu petistas e aliados, e não o pagador do mensalão descrito por Jefferson. Por outro, responsabilizou o PT por sua montagem, alegando inocente desconhecimento da origem dos recursos.
Por mais preparado que esteja e por maior que seja seu autocontrole, Dirceu chega baleado ao depoimento de hoje, que esperava transformar numa agressiva peça de defesa. Os últimos fatos aumentam a exigência de que assuma a responsabilidade pelo que foi feito. E mesmo que o faça, estará tocando perigosamente a linha que ainda mantém o presidente Lula preservado. Algo, porém, é certo. Dirceu não é Delúbio, não deve fazer um depoimento cínico nem se comportará como um pacote flácido, como o ex-tesoureiro. Roberto Jefferson levará bala na agulha mas pode também não sair ileso. Até agora, só tem levado a melhor. Inclusive ontem, com a renúncia de quem tentou intimidá-lo com o processo no Conselho de Ética.Genu, o sacador oficial do PP nas contas de Valério, tem duas franquias dos Correios. Ganhou-as ainda no governo passado, segundo colegas. Se quer investigar também os Correios, a CPI que leva este nome devia passar a limpo o uso das franquias como moeda política.
Como fechar a porta
Uma leva de renúncias dos acusados de receber e distribuir mensalão, seguindo o caminho de Valdemar Costa Neto, é o que de pior pode acontecer para a imagem combalida do Congresso. Só um imediato pedido de processo de cassação contra todos eles, junto ao Conselho de Ética, pode impedir que isso aconteça. Só Roberto Jefferson, que diz já ter sublimado seu próprio mandato, teria disposição para tal. Estranhamente não o fez ainda.
O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio, não recomendará cassações, limitando-se a apresentar indícios e provas à Corregedoria ou à CPI do Mensalão. Esta voltou a se reunir ontem tentando dar partida nos trabalhos que se recusam a começar.
Enquanto isso, lá fora, cresce a rejeição a qualquer acordo para preservar culpados.
- Estamos vivendo a primeira crise sob a nova era das telecomunicações. Bombardeada por informações em tempo real, tomando contato direto e quase concreto com os personagens do escândalo, a opinião pública abortou a tentativa de acordão. Não sei avaliar como reagiria a renúncias em série, mas com certeza a rejeição seria ampla e imediata - diz o deputado Eduardo Paes.
ASSIM são as coisas. Karina Somaggio, ex-secretária de Marcos Valério, informa que será candidata à Câmara pelo PFL porque este lhe prometeu uma boa ajuda financeira para a campanha.
A CPI já identificou 47 sacadores nas contas de Valério, incluindo o próprio. Simone Vasconcelos teria revelado ontem mais seis novos nomes, elevando a lista para 53 nomes.
MARCOS VALÉRIO agora tem na mira o deputado João Paulo Cunha. Pode ser contra ele seu próximo vazamento. Tereza Cruvinel - O Globo
02/08/2005
A crise mudou de patamar com as revelações que alvejaram o ex-ministro José Dirceu nas últimas horas e a renúncia do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, exemplo que deve agora ser seguido por outros deputados com o mandato ameaçado. É com a margem de manobra retórica reduzida que Dirceu irá hoje ao Conselho de Ética enfrentar uma oposição que se concentrará na exploração de seu relacionamento com o presidente da República enquanto foi o homem forte do governo.
A estratégia de tucanos e pefelistas é desconstruir a versão de que Delúbio e figuras menores do aparato partidário fizeram tudo à revelia de uma figura de tamanha ascendência sobre o partido e o governo. Mesmo sendo um político frio e de nervos testados na adversidade, Dirceu hoje será desafiado não apenas a salvar a própria pele ou a preservar camaradas de armas, como na ditadura. Do que disser dependerá a blindagem do presidente e a própria sobrevivência do governo. Tendo contra si todos os desafetos que angariou na política e mesmo dentro do PT, Dirceu agora entrou também na alça de mira de Marcos Valério. Primeiro foi sua mulher Renilda que o declarou conhecedor dos empréstimos bancários que teriam sido feitos para o PT.
Nestas últimas horas, partiram do próprio Valério os vazamentos sobre o emprego obtido para a ex-mulher Angela no BMG e o empréstimo imobiliário de R$ 42 mil a ela concedido pelo Banco Rural. No fim de semana "Veja" já revelara autorização de saque para Roberto Marques, um amigo de Dirceu que nega ter sido o destinatário da ordem do Banco Rural.
Valdemar Costa Neto, que precipitou o processo contra Roberto Jefferson no Conselho de Ética, renunciou ontem com um discurso de dois gumes. Por um lado, ele convalida a versão do PT, de que Valério seria o operador de um caixa dois de campanha que socorreu petistas e aliados, e não o pagador do mensalão descrito por Jefferson. Por outro, responsabilizou o PT por sua montagem, alegando inocente desconhecimento da origem dos recursos.
Por mais preparado que esteja e por maior que seja seu autocontrole, Dirceu chega baleado ao depoimento de hoje, que esperava transformar numa agressiva peça de defesa. Os últimos fatos aumentam a exigência de que assuma a responsabilidade pelo que foi feito. E mesmo que o faça, estará tocando perigosamente a linha que ainda mantém o presidente Lula preservado. Algo, porém, é certo. Dirceu não é Delúbio, não deve fazer um depoimento cínico nem se comportará como um pacote flácido, como o ex-tesoureiro. Roberto Jefferson levará bala na agulha mas pode também não sair ileso. Até agora, só tem levado a melhor. Inclusive ontem, com a renúncia de quem tentou intimidá-lo com o processo no Conselho de Ética.Genu, o sacador oficial do PP nas contas de Valério, tem duas franquias dos Correios. Ganhou-as ainda no governo passado, segundo colegas. Se quer investigar também os Correios, a CPI que leva este nome devia passar a limpo o uso das franquias como moeda política.
Como fechar a porta
Uma leva de renúncias dos acusados de receber e distribuir mensalão, seguindo o caminho de Valdemar Costa Neto, é o que de pior pode acontecer para a imagem combalida do Congresso. Só um imediato pedido de processo de cassação contra todos eles, junto ao Conselho de Ética, pode impedir que isso aconteça. Só Roberto Jefferson, que diz já ter sublimado seu próprio mandato, teria disposição para tal. Estranhamente não o fez ainda.
O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio, não recomendará cassações, limitando-se a apresentar indícios e provas à Corregedoria ou à CPI do Mensalão. Esta voltou a se reunir ontem tentando dar partida nos trabalhos que se recusam a começar.
Enquanto isso, lá fora, cresce a rejeição a qualquer acordo para preservar culpados.
- Estamos vivendo a primeira crise sob a nova era das telecomunicações. Bombardeada por informações em tempo real, tomando contato direto e quase concreto com os personagens do escândalo, a opinião pública abortou a tentativa de acordão. Não sei avaliar como reagiria a renúncias em série, mas com certeza a rejeição seria ampla e imediata - diz o deputado Eduardo Paes.
ASSIM são as coisas. Karina Somaggio, ex-secretária de Marcos Valério, informa que será candidata à Câmara pelo PFL porque este lhe prometeu uma boa ajuda financeira para a campanha.
A CPI já identificou 47 sacadores nas contas de Valério, incluindo o próprio. Simone Vasconcelos teria revelado ontem mais seis novos nomes, elevando a lista para 53 nomes.
MARCOS VALÉRIO agora tem na mira o deputado João Paulo Cunha. Pode ser contra ele seu próximo vazamento. Tereza Cruvinel - O Globo
Escândalo do mensalão se amplia no Brasil, diz 'FT'
02/08/2005
O diário britânico Financial Times afirma nesta segunda-feira que o escândalo do mensalão está se ampliando no Brasil, depois das declarações no fim de semana de que vários políticos aceitavam contribuições de caixa 2 em suas campanhas. "Os partidos políticos do Brasil estão mergulhados em profunda crise de credibilidade depois que novas evidências surgiram no Congresso de que deputados de vários partidos aceitaram contribuições financeiras inapropriadas", publicou o jornal britânico Financial Times.
Na reportagem, o FT comenta a implicação do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu no escândalo e afirma que a pressão deve aumentar sobre Dirceu e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que se expliquem diante do público.
Jean Charles
A compensação que o governo britânico deve pagar à família de Jean Charles de Menezes - o brasileiro morto por engano pela polícia londrina - foi notícia em vários jornais britânicos.
No Daily Mail, o colunista Peter McKay enumera as perguntas que a polícia tem que encarar.
"Por que não nos disseram o nome do policial responsável por matar a tiros o eletricista Jean Charles de Menezes?", pergunta o colunista.
Ele afirma que se sentiria mais satisfeito com as investigações sobre como o erro foi cometido se as autoridades liberassem o nome do policial.
O colunista critica a polícia por investigar o caso sem fazer muito alarde nem em esclarecer detalhes, e por ter enviado o policial responsável para uma viagem de férias com a família.
"Com certeza, nenhum policial decente conseguiria relaxar com tamanha carga na cabeça", diz o colunista do Daily Mail.
Deus como problema
Em artigo no jornal espanhol El País, o escritor português José Saramago propõe a discussão sobre Deus como forma de acabar com o conflito entre cristãos e muçulmanos.
Saramago afirma que não se trata de um choque de civilizações, já que todos os habitantes do planeta vivem no que "seria mais exato chamar de civilização do petróleo".
O escritor defende a proposta aliança de civilizações - que incluiria, como item fundamental, um diálogo de religiões - para diminuir as tensões mundiais.
O diálogo trataria, "queira ou não queira, Deus como problema, Deus como pedra no meio do caminho, Deus como pretexto para o ódio, Deus como agente de desunião", defende Saramago.
Mas, o escritor afirma, a questão não é tratada em nenhuma análise de nenhum tipo, porque uma espécie de "temor reverencial ou resignação ao 'politicamente correto estabelecido' impede o analista de entender algo que está presente nas malhas da rede e as converte em um traçado labiríntico do qual não temos tido maneira de sair, ou seja, Deus".
Tecnologia
Nos Estados Unidos, o The New York Times destaca que a Intel vai construir quatro centros de design em mercados emergentes para combater algumas das dificuldades que esses países enfrentam na adoção de computadores pessoais: custo, poeira, tempo ruim e correntes elétricas instáveis.
Um dos centros será aberto em São Paulo. Eles vão examinar as condições e a economia local para tentar desenhar PCs e componentes adequados a determinado mercado.
No Brasil e na China, por exemplo, a Intel lançou um software para tornar mais fácil a administração de PCs em Internet Cafés.
Na Índia, a Intel vai pesquisar como construir um computador que resista à poeira e possa funcionar movido à bateria de carro, diz o NYT. Correio Braziliense
02/08/2005
O diário britânico Financial Times afirma nesta segunda-feira que o escândalo do mensalão está se ampliando no Brasil, depois das declarações no fim de semana de que vários políticos aceitavam contribuições de caixa 2 em suas campanhas. "Os partidos políticos do Brasil estão mergulhados em profunda crise de credibilidade depois que novas evidências surgiram no Congresso de que deputados de vários partidos aceitaram contribuições financeiras inapropriadas", publicou o jornal britânico Financial Times.
Na reportagem, o FT comenta a implicação do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu no escândalo e afirma que a pressão deve aumentar sobre Dirceu e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que se expliquem diante do público.
Jean Charles
A compensação que o governo britânico deve pagar à família de Jean Charles de Menezes - o brasileiro morto por engano pela polícia londrina - foi notícia em vários jornais britânicos.
No Daily Mail, o colunista Peter McKay enumera as perguntas que a polícia tem que encarar.
"Por que não nos disseram o nome do policial responsável por matar a tiros o eletricista Jean Charles de Menezes?", pergunta o colunista.
Ele afirma que se sentiria mais satisfeito com as investigações sobre como o erro foi cometido se as autoridades liberassem o nome do policial.
O colunista critica a polícia por investigar o caso sem fazer muito alarde nem em esclarecer detalhes, e por ter enviado o policial responsável para uma viagem de férias com a família.
"Com certeza, nenhum policial decente conseguiria relaxar com tamanha carga na cabeça", diz o colunista do Daily Mail.
Deus como problema
Em artigo no jornal espanhol El País, o escritor português José Saramago propõe a discussão sobre Deus como forma de acabar com o conflito entre cristãos e muçulmanos.
Saramago afirma que não se trata de um choque de civilizações, já que todos os habitantes do planeta vivem no que "seria mais exato chamar de civilização do petróleo".
O escritor defende a proposta aliança de civilizações - que incluiria, como item fundamental, um diálogo de religiões - para diminuir as tensões mundiais.
O diálogo trataria, "queira ou não queira, Deus como problema, Deus como pedra no meio do caminho, Deus como pretexto para o ódio, Deus como agente de desunião", defende Saramago.
Mas, o escritor afirma, a questão não é tratada em nenhuma análise de nenhum tipo, porque uma espécie de "temor reverencial ou resignação ao 'politicamente correto estabelecido' impede o analista de entender algo que está presente nas malhas da rede e as converte em um traçado labiríntico do qual não temos tido maneira de sair, ou seja, Deus".
Tecnologia
Nos Estados Unidos, o The New York Times destaca que a Intel vai construir quatro centros de design em mercados emergentes para combater algumas das dificuldades que esses países enfrentam na adoção de computadores pessoais: custo, poeira, tempo ruim e correntes elétricas instáveis.
Um dos centros será aberto em São Paulo. Eles vão examinar as condições e a economia local para tentar desenhar PCs e componentes adequados a determinado mercado.
No Brasil e na China, por exemplo, a Intel lançou um software para tornar mais fácil a administração de PCs em Internet Cafés.
Na Índia, a Intel vai pesquisar como construir um computador que resista à poeira e possa funcionar movido à bateria de carro, diz o NYT. Correio Braziliense
Luiz Tadeu Rigo é nomeado subsecretário interino de Comunicação Institucional
02/08/2005
O chefe de gabinete da Secretaria-Geral, Luiz Tadeu Rigo, assume interinamente o cargo de subsecretário de Comunicação Institucional, antiga Secretaria de Comunicação - Secom. Hoje o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, assinou hoje a nomeação, segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação da Secretaria-Geral da Presidência da República.
De acordo com a nota, na semana passada, o ministro Luiz Dulci convidou o atual subsecretário, Marcus Flora, para permanecer no cargo. Flora, segundo a nota, não aceitou o convite, pois "entende como natural sua saída junto com o ministro Luiz Gushiken". Isso facilitaria a indicação de outro titular que "sinalizasse para os novos desafios da comunicação de governo". Nelson Motta - Agência Brasil
02/08/2005
O chefe de gabinete da Secretaria-Geral, Luiz Tadeu Rigo, assume interinamente o cargo de subsecretário de Comunicação Institucional, antiga Secretaria de Comunicação - Secom. Hoje o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, assinou hoje a nomeação, segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação da Secretaria-Geral da Presidência da República.
De acordo com a nota, na semana passada, o ministro Luiz Dulci convidou o atual subsecretário, Marcus Flora, para permanecer no cargo. Flora, segundo a nota, não aceitou o convite, pois "entende como natural sua saída junto com o ministro Luiz Gushiken". Isso facilitaria a indicação de outro titular que "sinalizasse para os novos desafios da comunicação de governo". Nelson Motta - Agência Brasil
Internet é meio para monitorar políticos e doações a campanhas
29/07/2005
Crise política trouxe o tema do financiamento das campanhas para o centro do debate nacional. O que pouca gente sabe é que é possível monitorar a relação entre dinheiro de campanha e comportamento de políticos via internet. Um exemplo disso é o site Às Claras, uma iniciativa da Transparência Brasil.
Porto Alegre - A crise política que se arrasta há meses despertou, junto à população, um renovado interesse sobre o tema do financiamento das campanhas eleitorais. O que pouca gente sabe é que já existe uma página na internet, onde qualquer cidadão pode acessar informações sobre o financiamento de todas as campanhas eleitorais de 2002, que atualmente são também objeto de polêmica. A fonte desse material é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde os mesmos números também podem ser encontrados, embora com menor riqueza analítica. Uma iniciativa da organização Transparência Brasil, dirigida por Cláudio Weber Abramo, o site Às Claras traz dados sobre o perfil do financiamento das campanhas eleitorais com base nas informações fornecidas pelos candidatos em suas prestações de contas à Justiça Eleitoral.
Nele, qualquer cidadão pode consultar, livremente, informações sobre o volume e a origem dos recursos arrecadados para as campanhas eleitorais.
Mais ainda. Isso pode ser feito individualmente, ou seja, verificando as doações para cada candidato (eleito ou não), ou comparando-se valores médios de arrecadação por Estado, partido ou tipo de cargo (deputado estadual, federal, senador, presidente). Estão disponíveis ainda análises sobre o impacto do financiamento sobre o sucesso eleitoral e a intensidade das relações financeiras entre candidatos e doadores. Há várias possibilidades de cruzamento de informações, o que enriquece a capacidade analítica da iniciativa.
O polêmico tema do caixa dois Obviamente, o site não traz informações sobre eventuais "caixas dois" de campanhas, uma vez que o que define essas doações é justamente o fato de que elas não são declaradas. Segundo a legislação eleitoral brasileira, todas as contribuições devem ser incluídas nas prestações de contas. A lei é clara: os gastos finais da campanha não podem ser superiores aos valores arrecadados. Quando surgem indícios sobre arrecadação proveniente de outras fontes não declaradas ou de gastos incompatíveis com os valores informados ao TSE, a prestação de contas pode ser contestada.
Os criadores do site Às Claras admitem que "a influência do caixa 2 em eleições é assunto controverso e de resolução muito difícil, senão impossível". E apontam uma hipótese "neutra" para tentar avaliar a extensão dessa prática: "a porcentagem de caixa 2 sobre o total de financiamentos recebidos, caso seja de fato relevante nas campanhas, tenderá a ser equivalente ao menos para aqueles situados nas faixas superiores de voto e de recepção de doações".
Os recentes acontecimentos que marcam a crise política parecem reforçar essa hipótese. Depois de o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, ter admitido que a prática do caixa dois é generalizada no país, nos últimos dias surgiram novas informações nesta mesma direção. Em entrevista publicada quinta-feira (28), pelo jornal Folha de São Paulo, o presidente regional do PSDB de Minas Gerais, Narcio Rodrigues, admitiu que houve um esquema paralelo de financiamento no segundo turno da campanha eleitoral para governo do Estado, em 1998, quando o então governador Eduardo Azeredo disputou a reeleição. "Faço conjectura de que houve uma ação de campanha no segundo turno. Houve aporte de recursos numa ação paralela de fortalecimento da campanha, para reversão do quadro, mas que não era uma coisa institucionalizada nem dentro do PSDB, nem na campanha majoritária do governo à reeleição", declarou Rodrigues. Essas declarações, em tom confessional, começam a abrir, para a população, uma caixa preta que até então era um tema escamoteado.
O que é possível monitorar
As análises desenvolvidas pela equipe da Transparência Brasil indicam que o "o volume de financiamento tem relação direta com a chance de o candidato se eleger". "Não haveria grande problema com a ligação entre recursos financeiros e votos caso os cidadãos tivessem um peso igual em relação a ambos. Contudo, na medida que indivíduos, entidades e empresas contribuem de forma desigual para campanhas, a representação democrática se deteriora", avalia um dos textos disponíveis no site.
Sintéticos e escritos de forma clara e direta, esses textos podem ajudar os eleitores e os cidadãos em geral a entenderem um pouco melhor os tortuosos caminhos do voto e suas relações com as fontes de financiamento. Não há respostas prontas para os problemas. A pergunta sobre se dinheiro doado em campanha compra favores dos políticos eleitos, por exemplo, é difícil de ser respondida, reconhecem os idealizadores da iniciativa. Mas eles apontam um caminho para quem quiser monitorar esse tema: "deve-se verificar se os representantes eleitos retribuem o apoio financeiro com favores, o que exige um monitoramento individual de cada caso".
Mesmo que o caixa dois seja uma prática generalizada na política brasileira, o que até agora não foi provado embora muitos políticos admitam como uma prática comum, as prestações de contas oficiais já oferecem elementos para algum tipo de controle. O site Às Claras destaca alguns desses elementos. "A partir da estrutura do financiamento é possível avaliar os riscos e o grau de dependência entre doares e financiadores. É inevitável depreender que candidatos que recebem grande parte dos recursos de poucos financiadores dependerão mais destes do que outros, que contem com fontes diversificadas. Igualmente, recursos de pequeno volume podem ser substituídos com mais facilidade do que grandes doações. Tais relações são retratadas nos gráficos junto às informações a respeito de cada candidato", diz um texto que orienta o internauta a navegar pela página.
Se alguns financiadores forem, por exemplo, beneficiados de modo desproporcional com contratos públicos ou obtiverem outros favores, é possível, com base nas prestações de contas oficiais, questionar o comportamento de parlamentares e governantes. Na mesma direção, qualquer cidadão pode obter informações úteis sobre prestações de contas eleitorais e sobre candidatos que não apresentaram tais prestações, ou estão inadimplentes, no site do TSE. Para quem estiver verdadeiramente interessado neste tema, essas duas páginas na internet são verdadeiras minas de ouro.
Confira:
Às Claras: www.asclaras.org.br
TSE: www.tse.gov.br
Marco Aurélio Weissheimer - Agência Carta Maior
29/07/2005
Crise política trouxe o tema do financiamento das campanhas para o centro do debate nacional. O que pouca gente sabe é que é possível monitorar a relação entre dinheiro de campanha e comportamento de políticos via internet. Um exemplo disso é o site Às Claras, uma iniciativa da Transparência Brasil.
Porto Alegre - A crise política que se arrasta há meses despertou, junto à população, um renovado interesse sobre o tema do financiamento das campanhas eleitorais. O que pouca gente sabe é que já existe uma página na internet, onde qualquer cidadão pode acessar informações sobre o financiamento de todas as campanhas eleitorais de 2002, que atualmente são também objeto de polêmica. A fonte desse material é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde os mesmos números também podem ser encontrados, embora com menor riqueza analítica. Uma iniciativa da organização Transparência Brasil, dirigida por Cláudio Weber Abramo, o site Às Claras traz dados sobre o perfil do financiamento das campanhas eleitorais com base nas informações fornecidas pelos candidatos em suas prestações de contas à Justiça Eleitoral.
Nele, qualquer cidadão pode consultar, livremente, informações sobre o volume e a origem dos recursos arrecadados para as campanhas eleitorais.
Mais ainda. Isso pode ser feito individualmente, ou seja, verificando as doações para cada candidato (eleito ou não), ou comparando-se valores médios de arrecadação por Estado, partido ou tipo de cargo (deputado estadual, federal, senador, presidente). Estão disponíveis ainda análises sobre o impacto do financiamento sobre o sucesso eleitoral e a intensidade das relações financeiras entre candidatos e doadores. Há várias possibilidades de cruzamento de informações, o que enriquece a capacidade analítica da iniciativa.
O polêmico tema do caixa dois Obviamente, o site não traz informações sobre eventuais "caixas dois" de campanhas, uma vez que o que define essas doações é justamente o fato de que elas não são declaradas. Segundo a legislação eleitoral brasileira, todas as contribuições devem ser incluídas nas prestações de contas. A lei é clara: os gastos finais da campanha não podem ser superiores aos valores arrecadados. Quando surgem indícios sobre arrecadação proveniente de outras fontes não declaradas ou de gastos incompatíveis com os valores informados ao TSE, a prestação de contas pode ser contestada.
Os criadores do site Às Claras admitem que "a influência do caixa 2 em eleições é assunto controverso e de resolução muito difícil, senão impossível". E apontam uma hipótese "neutra" para tentar avaliar a extensão dessa prática: "a porcentagem de caixa 2 sobre o total de financiamentos recebidos, caso seja de fato relevante nas campanhas, tenderá a ser equivalente ao menos para aqueles situados nas faixas superiores de voto e de recepção de doações".
Os recentes acontecimentos que marcam a crise política parecem reforçar essa hipótese. Depois de o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, ter admitido que a prática do caixa dois é generalizada no país, nos últimos dias surgiram novas informações nesta mesma direção. Em entrevista publicada quinta-feira (28), pelo jornal Folha de São Paulo, o presidente regional do PSDB de Minas Gerais, Narcio Rodrigues, admitiu que houve um esquema paralelo de financiamento no segundo turno da campanha eleitoral para governo do Estado, em 1998, quando o então governador Eduardo Azeredo disputou a reeleição. "Faço conjectura de que houve uma ação de campanha no segundo turno. Houve aporte de recursos numa ação paralela de fortalecimento da campanha, para reversão do quadro, mas que não era uma coisa institucionalizada nem dentro do PSDB, nem na campanha majoritária do governo à reeleição", declarou Rodrigues. Essas declarações, em tom confessional, começam a abrir, para a população, uma caixa preta que até então era um tema escamoteado.
O que é possível monitorar
As análises desenvolvidas pela equipe da Transparência Brasil indicam que o "o volume de financiamento tem relação direta com a chance de o candidato se eleger". "Não haveria grande problema com a ligação entre recursos financeiros e votos caso os cidadãos tivessem um peso igual em relação a ambos. Contudo, na medida que indivíduos, entidades e empresas contribuem de forma desigual para campanhas, a representação democrática se deteriora", avalia um dos textos disponíveis no site.
Sintéticos e escritos de forma clara e direta, esses textos podem ajudar os eleitores e os cidadãos em geral a entenderem um pouco melhor os tortuosos caminhos do voto e suas relações com as fontes de financiamento. Não há respostas prontas para os problemas. A pergunta sobre se dinheiro doado em campanha compra favores dos políticos eleitos, por exemplo, é difícil de ser respondida, reconhecem os idealizadores da iniciativa. Mas eles apontam um caminho para quem quiser monitorar esse tema: "deve-se verificar se os representantes eleitos retribuem o apoio financeiro com favores, o que exige um monitoramento individual de cada caso".
Mesmo que o caixa dois seja uma prática generalizada na política brasileira, o que até agora não foi provado embora muitos políticos admitam como uma prática comum, as prestações de contas oficiais já oferecem elementos para algum tipo de controle. O site Às Claras destaca alguns desses elementos. "A partir da estrutura do financiamento é possível avaliar os riscos e o grau de dependência entre doares e financiadores. É inevitável depreender que candidatos que recebem grande parte dos recursos de poucos financiadores dependerão mais destes do que outros, que contem com fontes diversificadas. Igualmente, recursos de pequeno volume podem ser substituídos com mais facilidade do que grandes doações. Tais relações são retratadas nos gráficos junto às informações a respeito de cada candidato", diz um texto que orienta o internauta a navegar pela página.
Se alguns financiadores forem, por exemplo, beneficiados de modo desproporcional com contratos públicos ou obtiverem outros favores, é possível, com base nas prestações de contas oficiais, questionar o comportamento de parlamentares e governantes. Na mesma direção, qualquer cidadão pode obter informações úteis sobre prestações de contas eleitorais e sobre candidatos que não apresentaram tais prestações, ou estão inadimplentes, no site do TSE. Para quem estiver verdadeiramente interessado neste tema, essas duas páginas na internet são verdadeiras minas de ouro.
Confira:
Às Claras: www.asclaras.org.br
TSE: www.tse.gov.br
Marco Aurélio Weissheimer - Agência Carta Maior
BrT suspende negócios com DNA e SMP&B após questionamentos na imprensa
1/8/2005
A Brasil Telecom suspendeu relações comerciais com a DNA e a SMP&B na última sexta-feira (29) depois de a imprensa questionar seus negócios com as agências de publicidade de Marcos Valério, o que levou a CVM a cobrar explicações da concessionária e de sua controladora. As empresas informaram que a BrT usa os serviços de ambas as agências "eventual e esporadicamente", mas não há relacionamento entre elas e a BrTPar. A BrT fez anúncios de utilidade pública por intermédio da DNA em 2003, com investimento total de R$ 823,5 mil, ou 0,96% das despesas de marketing da operadora naquele ano.
De 2004 ao primeiro semestre de 2005, os gastos com campanhas feitas pela SMP&B para a empresa somaram R$ 3,7 milhões, ou 1,43% das despesas de propaganda e marketing do período. A BrT informa que as comissões pagas às agências "estão dentro dos limites determinados pelo Conselho Executivo de Normas Padrão - CENP, entidade que regula as Normas-Padrão da atividade publicitária". Declarou também que o rompimento das relações comerciais com as agências deu-se "em face do noticiário quanto ao envolvimento da DNA e da SMP&B em acontecimentos que estão sendo objeto de apuração em Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI". Os negócios com as agências ficarão interrompidos até que as denúncias de corrupção envolvendo as agências fiquem esclarecidas, avisou a operadora. Patricia Costa - Telecom Online
1/8/2005
A Brasil Telecom suspendeu relações comerciais com a DNA e a SMP&B na última sexta-feira (29) depois de a imprensa questionar seus negócios com as agências de publicidade de Marcos Valério, o que levou a CVM a cobrar explicações da concessionária e de sua controladora. As empresas informaram que a BrT usa os serviços de ambas as agências "eventual e esporadicamente", mas não há relacionamento entre elas e a BrTPar. A BrT fez anúncios de utilidade pública por intermédio da DNA em 2003, com investimento total de R$ 823,5 mil, ou 0,96% das despesas de marketing da operadora naquele ano.
De 2004 ao primeiro semestre de 2005, os gastos com campanhas feitas pela SMP&B para a empresa somaram R$ 3,7 milhões, ou 1,43% das despesas de propaganda e marketing do período. A BrT informa que as comissões pagas às agências "estão dentro dos limites determinados pelo Conselho Executivo de Normas Padrão - CENP, entidade que regula as Normas-Padrão da atividade publicitária". Declarou também que o rompimento das relações comerciais com as agências deu-se "em face do noticiário quanto ao envolvimento da DNA e da SMP&B em acontecimentos que estão sendo objeto de apuração em Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI". Os negócios com as agências ficarão interrompidos até que as denúncias de corrupção envolvendo as agências fiquem esclarecidas, avisou a operadora. Patricia Costa - Telecom Online
Imprensa & Jornalismo
Petistas rebatem matéria de revista Veja
1/8/2005,
Parlamentares petistas rebateram esta semana o teor de reportagem publicada pela revista Veja, na edição do último sábado. Em três notas divulgadas no site do partido na Internet e disponíveis no site da Agência Informes (www.informes.org.br), os deputados Ricardo Berzoini (SP), secretário-geral do PT, José Dirceu (SP) e Carlos Abicalil (MT) negam o teor da matéria "Aonde Dirceu vai... Bob vai atrás".
Segundo a revista, o secretário-geral do PT teria oferecido à oposição a cassação de parlamentares petistas em troca da preservação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não conversei com nenhum membro da oposição sobre nenhum assunto referente à solução da crise política", afirmou Berzoini.
Ainda de acordo com a Veja, o deputado José Dirceu teria mandado "recados ameaçadores" ao governo federal. O petista nega a informação. "Com repúdio e indignação vejo mais uma iniciativa da revista Veja para enxovalhar meu nome, em uma tentativa anti-republicana de construir um clima de pré-julgamento", afirmou.
O deputado Carlos Abicalil esclarece informações atribuídas a ele sobre um documento em que consta o nome de Roberto Marques como autorizado a sacar dinheiro das contas do publicitário Marcos Valério de Souza. "A revista não publicou o inteiro teor de minhas explicações sobre o documento em que consta o nome Roberto Marques como autorizado a sacar dinheiro enviado pela empresa SMPB no Banco Rural. A autenticidade de tal documento está sob suspeição", disse. Informes PT
Petistas rebatem matéria de revista Veja
1/8/2005,
Parlamentares petistas rebateram esta semana o teor de reportagem publicada pela revista Veja, na edição do último sábado. Em três notas divulgadas no site do partido na Internet e disponíveis no site da Agência Informes (www.informes.org.br), os deputados Ricardo Berzoini (SP), secretário-geral do PT, José Dirceu (SP) e Carlos Abicalil (MT) negam o teor da matéria "Aonde Dirceu vai... Bob vai atrás".
Segundo a revista, o secretário-geral do PT teria oferecido à oposição a cassação de parlamentares petistas em troca da preservação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não conversei com nenhum membro da oposição sobre nenhum assunto referente à solução da crise política", afirmou Berzoini.
Ainda de acordo com a Veja, o deputado José Dirceu teria mandado "recados ameaçadores" ao governo federal. O petista nega a informação. "Com repúdio e indignação vejo mais uma iniciativa da revista Veja para enxovalhar meu nome, em uma tentativa anti-republicana de construir um clima de pré-julgamento", afirmou.
O deputado Carlos Abicalil esclarece informações atribuídas a ele sobre um documento em que consta o nome de Roberto Marques como autorizado a sacar dinheiro das contas do publicitário Marcos Valério de Souza. "A revista não publicou o inteiro teor de minhas explicações sobre o documento em que consta o nome Roberto Marques como autorizado a sacar dinheiro enviado pela empresa SMPB no Banco Rural. A autenticidade de tal documento está sob suspeição", disse. Informes PT
Estados preparam sua participação no 15º ENJAC
1/8/2005, 19h22
A FENAJ promove, com realização do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, entre 22 e 24 de setembro, o 15º Encontro Nacional dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação - ENJAC, que terá como tema central "O Mercado da Comunicação: oportunidades e desafios". Em diversos estados, os Sindicatos dos Jornalistas estão organizando atividades preparatórias ao evento.
O Sindicato dos Jornalistas de Sergipe terá direito a 4 delegados, que serão eleitos em Assembléia Geral nesta terça-feira (02/08), às 19 horas, no auditório da ASI. Também em São Paulo os preparativos já estão adiantados. Promovido pela Comissão Permanente e Aberta de Jornalistas em Assessorias de Comunicação do SJSP, o 20º Encontro Estadual dos Jornalistas em Assessorias de Comunicação (EEJAC) será na cidade de São Pedro, no período de 25 a 28 de agosto. A programação e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.sjsp.org.br . Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 3217 6299/ 6298 ou pelo e-mail diretoriaexecutiva@... .
Já em Alagoas, o IV Encontro Estadual de Jornalistas Assessores de Comunicação será em São Miguel dos Milagres, nos dias 26, 27 e 28 de agosto. Como as vagas são limitadas (120), as inscrições vão até o dia 20. Mais informações pelo fone (82) 3326-9168, e-mail: sindjornal@... ou no site: www.sindjornal.org.br.
A programação provisória e ficha de inscrições ao 15º ENJAC podem ser obtidas no site da FENAJ. As delegações estaduais são proporcionais ao número de jornalistas em dia com suas contribuições nos sindicatos: a) até 300 sindicalizados, 4 delegados; b) de 301 a 1000 sindicalizados, 5 delegados; c) de 1001 a 2000 sindicalizados, 6 delegados e d) mais de 2001 sindicalizados, 7 delegados. Boletim Fenaj
1/8/2005, 19h22
A FENAJ promove, com realização do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, entre 22 e 24 de setembro, o 15º Encontro Nacional dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação - ENJAC, que terá como tema central "O Mercado da Comunicação: oportunidades e desafios". Em diversos estados, os Sindicatos dos Jornalistas estão organizando atividades preparatórias ao evento.
O Sindicato dos Jornalistas de Sergipe terá direito a 4 delegados, que serão eleitos em Assembléia Geral nesta terça-feira (02/08), às 19 horas, no auditório da ASI. Também em São Paulo os preparativos já estão adiantados. Promovido pela Comissão Permanente e Aberta de Jornalistas em Assessorias de Comunicação do SJSP, o 20º Encontro Estadual dos Jornalistas em Assessorias de Comunicação (EEJAC) será na cidade de São Pedro, no período de 25 a 28 de agosto. A programação e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.sjsp.org.br . Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 3217 6299/ 6298 ou pelo e-mail diretoriaexecutiva@... .
Já em Alagoas, o IV Encontro Estadual de Jornalistas Assessores de Comunicação será em São Miguel dos Milagres, nos dias 26, 27 e 28 de agosto. Como as vagas são limitadas (120), as inscrições vão até o dia 20. Mais informações pelo fone (82) 3326-9168, e-mail: sindjornal@... ou no site: www.sindjornal.org.br.
A programação provisória e ficha de inscrições ao 15º ENJAC podem ser obtidas no site da FENAJ. As delegações estaduais são proporcionais ao número de jornalistas em dia com suas contribuições nos sindicatos: a) até 300 sindicalizados, 4 delegados; b) de 301 a 1000 sindicalizados, 5 delegados; c) de 1001 a 2000 sindicalizados, 6 delegados e d) mais de 2001 sindicalizados, 7 delegados. Boletim Fenaj
Criação do ramo de Comunicação e Informação da CUT está em debate
1/8/2005, 19h20
No dia 21 de julho realizou-se, em São Paulo, nova reunião com representantes de entidades sindicais do Ramo de Comunicação e Informação da CUT. Ficou definido um cronograma de atividades que prevê, ainda para 2005, a realização de um Seminário para diagnóstico e início da construção organizativa do Ramo, a elaboração de documento para subsídio no debate das entidades com as a suas bases e a realização de reuniões/assembléias na base para debate da proposta. Inclusive debates inter-regionais/estaduais e setoriais, onde possível.
Também está previsto um Encontro para março de 2006, para definição da construção do Ramo e suas instância de organização e um Congresso de Fundação da organização nacional do Ramo da Comunicação e Informação entre março e junho do ano que vem. Tal planejamento visa a aprovação da criação do Ramo no 9º Congresso Nacional da CUT. Boletim Fenaj
1/8/2005, 19h20
No dia 21 de julho realizou-se, em São Paulo, nova reunião com representantes de entidades sindicais do Ramo de Comunicação e Informação da CUT. Ficou definido um cronograma de atividades que prevê, ainda para 2005, a realização de um Seminário para diagnóstico e início da construção organizativa do Ramo, a elaboração de documento para subsídio no debate das entidades com as a suas bases e a realização de reuniões/assembléias na base para debate da proposta. Inclusive debates inter-regionais/estaduais e setoriais, onde possível.
Também está previsto um Encontro para março de 2006, para definição da construção do Ramo e suas instância de organização e um Congresso de Fundação da organização nacional do Ramo da Comunicação e Informação entre março e junho do ano que vem. Tal planejamento visa a aprovação da criação do Ramo no 9º Congresso Nacional da CUT. Boletim Fenaj
Enquete busca identificar os jornalistas mais influentes no Brasil
1/8/2005, 19h15
O aluno de doutorado em Comunicação da Universidade de Brasília, Fábio Henrique Pereira, está realizando uma enquete para saber quem são os jornalistas mais influentes no Brasil. Este trabalho está sendo desenvolvido em parceria com os sites do Observatório da Imprensa, da FENAJ e do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo.
A enquete pretende analisar as indicações feitas por pessoas que estudam ou trabalham diretamente com o jornalismo e é dirigida, sobretudo, a jornalistas, assessores de imprensa, estudantes e professores de comunicação.
A escolha do método e da amostragem partiu do princípio de que o jornalismo é uma profissão em que o prestígio é medido principalmente pelo reconhecimento da competência profissional pelos colegas. Por isso, na hora de indicar um jornalista, é preciso levar em conta, não só fatores objetivos (salário, veículo em que trabalha, cargo que ocupa na redação), mas a forma como o trabalho e as opiniões desse profissional influenciam na atuação de outros jornalistas. Além disso, na medida em que algumas pessoas tornam-se paradigmáticas dentro de um meio, os valores por ela compartilhados podem influenciar na construção do imaginário profissional.
Para participar da enquete, indicando o nome de um jornalista, acesse www.unb.br/fac/posgraduacao/epg/enq.php). Os participantes só podem votar uma vez. Boletim Fenaj
1/8/2005, 19h15
O aluno de doutorado em Comunicação da Universidade de Brasília, Fábio Henrique Pereira, está realizando uma enquete para saber quem são os jornalistas mais influentes no Brasil. Este trabalho está sendo desenvolvido em parceria com os sites do Observatório da Imprensa, da FENAJ e do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo.
A enquete pretende analisar as indicações feitas por pessoas que estudam ou trabalham diretamente com o jornalismo e é dirigida, sobretudo, a jornalistas, assessores de imprensa, estudantes e professores de comunicação.
A escolha do método e da amostragem partiu do princípio de que o jornalismo é uma profissão em que o prestígio é medido principalmente pelo reconhecimento da competência profissional pelos colegas. Por isso, na hora de indicar um jornalista, é preciso levar em conta, não só fatores objetivos (salário, veículo em que trabalha, cargo que ocupa na redação), mas a forma como o trabalho e as opiniões desse profissional influenciam na atuação de outros jornalistas. Além disso, na medida em que algumas pessoas tornam-se paradigmáticas dentro de um meio, os valores por ela compartilhados podem influenciar na construção do imaginário profissional.
Para participar da enquete, indicando o nome de um jornalista, acesse www.unb.br/fac/posgraduacao/epg/enq.php). Os participantes só podem votar uma vez. Boletim Fenaj
Di Franco assume na Academia Cristã de Letras
02/08/2005
O jornalista e professor de ética Carlos Alberto Di Franco, diretor do Master em Jornalismo, será empossado amanhã, às 19 horas, na Academia Cristã de Letras. A solenidade será realizada no Centro de Extensão Universitária (CEU), na Rua Maestro Cardim, 370, Paraíso. Di Franco ocupará a cadeira nº 14, cujo patrono é Assis Chateaubriand. O Estado de São Paulo
02/08/2005
O jornalista e professor de ética Carlos Alberto Di Franco, diretor do Master em Jornalismo, será empossado amanhã, às 19 horas, na Academia Cristã de Letras. A solenidade será realizada no Centro de Extensão Universitária (CEU), na Rua Maestro Cardim, 370, Paraíso. Di Franco ocupará a cadeira nº 14, cujo patrono é Assis Chateaubriand. O Estado de São Paulo
Informática
Software livre terá sistema de avaliação para usuários
02/08/2005
O uso do software livre, apesar do preço, pode ser confuso e dispendioso para empresas. Uns poucos programas de distribuição gratuita, como o sistema operacional Linux e o servidor da Web Apache, ficaram bem conhecidos, mas sua eficiência ainda não está comprovada.
Portanto, as empresas freqüentemente precisam fazer seus próprios testes e aprimoramentos para ver se tais programas de código aberto - softwares que os programadores podem modificar ou aperfeiçoar livremente - funcionam de forma confiável. Esse obstáculo tem desacelerado a sua adoção.
Para tratar do problema, a Carnegie Mellon University, a Intel e a SpikeSource, uma empresa que apóia e testa projetos de código aberto para empresas, criaram um sistema de classificação destinado a diminuir a confusão e as conjecturas na avaliação de tais softwares. A iniciativa, denominada Business Readiness Ratings, foi anunciada ontem na Convenção de Código Aberto O'Reilly, em Portland, Oregon.
O sistema de classificação, dizem os patrocinadores, empregará um modelo com notas estabelecidas por aqueles que usam os programas. A idéia pode ser vista como uma versão para software do guia de restaurantes Zagat, pelo qual os clientes determinam a classificação.
Serão analisadas 12 categorias, incluindo funcionalidade, facilidade de uso, qualidade, segurança, documentação e assistência técnica, com nota de 1 a 5. Haverá, também, ferramentas de filtragem, para que um usuário empresarial possa especificar suas considerações mais importantes. O sistema está descrito em www.openbrr.org.
"Nós demos a partida aqui, mas isso vai viver ou morrer conforme a aceitação e a participação da comunidade", disse Anthony Wasserman, professor da Carnegie Mellon University. O sistema parece promissor, dizem alguns usuários empresariais.
A Fidelity Investments, empresa de fundos mútuos, usa software livre por mais de dois anos para construir aplicativos sob medida e o processo de teste tem sido árduo. "Se tivesse havido uma iniciativa como essa há dois anos, poderíamos ter progredido muito mais", disse Charlie Brenner, vice-presidente sênior da Fidelity.
As empresas querem gastar tempo e dinheiro construindo softwares úteis, que possam ajudar a ganhar clientes e melhorar serviços e não ficar avaliando blocos de software por conta própria, disse Kim Polese, presidente da SpikeSource. O Estado de São Paulo
Software livre terá sistema de avaliação para usuários
02/08/2005
O uso do software livre, apesar do preço, pode ser confuso e dispendioso para empresas. Uns poucos programas de distribuição gratuita, como o sistema operacional Linux e o servidor da Web Apache, ficaram bem conhecidos, mas sua eficiência ainda não está comprovada.
Portanto, as empresas freqüentemente precisam fazer seus próprios testes e aprimoramentos para ver se tais programas de código aberto - softwares que os programadores podem modificar ou aperfeiçoar livremente - funcionam de forma confiável. Esse obstáculo tem desacelerado a sua adoção.
Para tratar do problema, a Carnegie Mellon University, a Intel e a SpikeSource, uma empresa que apóia e testa projetos de código aberto para empresas, criaram um sistema de classificação destinado a diminuir a confusão e as conjecturas na avaliação de tais softwares. A iniciativa, denominada Business Readiness Ratings, foi anunciada ontem na Convenção de Código Aberto O'Reilly, em Portland, Oregon.
O sistema de classificação, dizem os patrocinadores, empregará um modelo com notas estabelecidas por aqueles que usam os programas. A idéia pode ser vista como uma versão para software do guia de restaurantes Zagat, pelo qual os clientes determinam a classificação.
Serão analisadas 12 categorias, incluindo funcionalidade, facilidade de uso, qualidade, segurança, documentação e assistência técnica, com nota de 1 a 5. Haverá, também, ferramentas de filtragem, para que um usuário empresarial possa especificar suas considerações mais importantes. O sistema está descrito em www.openbrr.org.
"Nós demos a partida aqui, mas isso vai viver ou morrer conforme a aceitação e a participação da comunidade", disse Anthony Wasserman, professor da Carnegie Mellon University. O sistema parece promissor, dizem alguns usuários empresariais.
A Fidelity Investments, empresa de fundos mútuos, usa software livre por mais de dois anos para construir aplicativos sob medida e o processo de teste tem sido árduo. "Se tivesse havido uma iniciativa como essa há dois anos, poderíamos ter progredido muito mais", disse Charlie Brenner, vice-presidente sênior da Fidelity.
As empresas querem gastar tempo e dinheiro construindo softwares úteis, que possam ajudar a ganhar clientes e melhorar serviços e não ficar avaliando blocos de software por conta própria, disse Kim Polese, presidente da SpikeSource. O Estado de São Paulo
Pirataria de software tem solução?
02/08/2005
O tsunami da pirataria é avassalador quando se sai de dentro das empresas. Muito se tem noticiado acerca da diminuição da pirataria de software no Brasil. Será que realmente está diminuindo? Talvez. Mas não na intensidade com que se tem noticiado. Pelo que consta, a pirataria de programas de computador no País gravita em torno de 55% do mercado. De fato, num passado não muito distante, esse índice ultrapassava 70%, e uma redução de cerca de 15% não pode ser menosprezada.
No entanto, há de ser feita uma distinção quando da análise desses números. Lá pelos idos de 1997, quando foi iniciada a campanha antipirataria de software no Brasil, o foco era coibir o uso ilegal dos programas de computador dentro das empresas. Conduzida com certa competência, a campanha trouxe bons resultados. Mas há algum tempo o problema central da pirataria não mais está dentro das empresas.
Bem ou mal, as empresas têm alguma condição de tocar seus negócios com uma política razoável de licenciamento dos programas que utilizam. Afinal, ninguém quer se sujeitar à multa estratosférica estabelecida pela lei. Mas o tsunami da pirataria é avassalador quando se sai de dentro das empresas.
Imaginemos um trabalhador comum que ganhe R$ 1 mil por mês. Com muito esforço ele consegue comprar seu computador em prestações homeopáticas. "Realmente vale o investimento. Não sou mais um excluído digital!", alegra-se o trabalhador. Eis que lá pelas tantas vem o filho: "Pai, compra o KickMegaJumpStrike pra mim? Eu joguei na casa do Joãozinho e é bolado!".
No dia seguinte, vai o pai trabalhar e, no caminho, ele depara com uma loja de informática com o tal jogo na vitrine: R$ 100,00. Depois do choque, ele segue para o trabalho meio desolado, até que tropeça num caixote de feira na calçada: "Counter-Strike, Half-Life, Doom, GTA, Fifa Soccer e... KickMegaJumpStrike! 1 é 10, 2 é 15!".
Desconfiado, ele pergunta sobre a procedência daqueles jogos e o vendedor confirma que são cópias fiéis dos jogos originais. O trabalhador não pensa duas vezes: saca uma "arara" do bolso e vai-se embora munido do jogo que fará a alegria do filho. E realmente faz. Mas, como já diz o jargão popular, alegria de pobre dura pouco: durante o jantar vira-se o pequerrucho e dispara: "Pai, tenho que fazer um trabalho e o nosso micro não tem processador de texto".
Manhã seguinte, mesma cena. Quando o pai viu o preço do editor de texto, quase teve um ataque. Haja "homeopatia" para "curar" mais R$ 1 mil. Aí ele se lembra das palavrinhas mágicas: "1 é 10, 2 é 15!". Poucos segundos depois, mais uma "arara" voou do bolso do nosso trabalhador.
Ora, como um indivíduo que ganha, digamos, R$ 1 mil por mês consegue pagar esses preços? Ou o trabalhador come ou compra o programa. Por razões evidentes, ele come. Ponto para o dono do caixote e azar das empresas de software.
A propósito, o detalhe do caixote já está um pouco ultrapassado. "Vendedores" mais atualizados escondem os CDs em lojas de outros ou até mesmo em bueiros, dependendo da urgência. Mas a maioria dos ambulantes está adotando uma outra prática: os CDs só existem em casa e eles executam o serviço à noite. Durante o dia eles só coletam os pedidos. Otimizam o negócio e reduzem igualmente as chances de serem flagrados pela polícia.
No Centro do Rio de Janeiro há um edifício chamado Avenida Central, localizado em plena Avenida Rio Branco. Ele seria um edifício comercial comum não fosse por abrigar o que se conhece como Info Centro, um shopping de produtos de informática. A disposição dos ambulantes na calçada é tal que a entrada no edifício torna-se uma guerra, pois os transeuntes têm de driblar os ambulantes ao mesmo tempo que protegem os ouvidos dos berros e os bolsos de eventuais trombadinhas. Por mais caricata que possa parecer a historinha acima, o edifício Avenida Central está lá, todo dia, com os ambulantes, os transeuntes e os trombadinhas, para quem quiser ver.
Não adianta dar murro em ponta de faca. Num país como o Brasil, a população não vai comprar um programa de computador por R$ 1 mil. Mordam os cotovelos. O povo prefere correr o risco de ser preso a desembolsar uma fortuna por um programa de computador.
Enfim, parece que as empresas de software estão finalmente entendendo o recado. A Microsoft recentemente lançou no mercado versões mais simples do Windows e do Office por preços menos salgados. Ponto para o time do Bill Gates. É bem verdade que R$ 300 ou R$ 400 por um programa de computador ainda são mais do que a maioria da população pode suportar, mas já é um indício de que, em algum momento, poderemos chegar a um denominador comum. Enquanto isso... 1 é 10, 2 é 15. Gazeta Mercantil
02/08/2005
O tsunami da pirataria é avassalador quando se sai de dentro das empresas. Muito se tem noticiado acerca da diminuição da pirataria de software no Brasil. Será que realmente está diminuindo? Talvez. Mas não na intensidade com que se tem noticiado. Pelo que consta, a pirataria de programas de computador no País gravita em torno de 55% do mercado. De fato, num passado não muito distante, esse índice ultrapassava 70%, e uma redução de cerca de 15% não pode ser menosprezada.
No entanto, há de ser feita uma distinção quando da análise desses números. Lá pelos idos de 1997, quando foi iniciada a campanha antipirataria de software no Brasil, o foco era coibir o uso ilegal dos programas de computador dentro das empresas. Conduzida com certa competência, a campanha trouxe bons resultados. Mas há algum tempo o problema central da pirataria não mais está dentro das empresas.
Bem ou mal, as empresas têm alguma condição de tocar seus negócios com uma política razoável de licenciamento dos programas que utilizam. Afinal, ninguém quer se sujeitar à multa estratosférica estabelecida pela lei. Mas o tsunami da pirataria é avassalador quando se sai de dentro das empresas.
Imaginemos um trabalhador comum que ganhe R$ 1 mil por mês. Com muito esforço ele consegue comprar seu computador em prestações homeopáticas. "Realmente vale o investimento. Não sou mais um excluído digital!", alegra-se o trabalhador. Eis que lá pelas tantas vem o filho: "Pai, compra o KickMegaJumpStrike pra mim? Eu joguei na casa do Joãozinho e é bolado!".
No dia seguinte, vai o pai trabalhar e, no caminho, ele depara com uma loja de informática com o tal jogo na vitrine: R$ 100,00. Depois do choque, ele segue para o trabalho meio desolado, até que tropeça num caixote de feira na calçada: "Counter-Strike, Half-Life, Doom, GTA, Fifa Soccer e... KickMegaJumpStrike! 1 é 10, 2 é 15!".
Desconfiado, ele pergunta sobre a procedência daqueles jogos e o vendedor confirma que são cópias fiéis dos jogos originais. O trabalhador não pensa duas vezes: saca uma "arara" do bolso e vai-se embora munido do jogo que fará a alegria do filho. E realmente faz. Mas, como já diz o jargão popular, alegria de pobre dura pouco: durante o jantar vira-se o pequerrucho e dispara: "Pai, tenho que fazer um trabalho e o nosso micro não tem processador de texto".
Manhã seguinte, mesma cena. Quando o pai viu o preço do editor de texto, quase teve um ataque. Haja "homeopatia" para "curar" mais R$ 1 mil. Aí ele se lembra das palavrinhas mágicas: "1 é 10, 2 é 15!". Poucos segundos depois, mais uma "arara" voou do bolso do nosso trabalhador.
Ora, como um indivíduo que ganha, digamos, R$ 1 mil por mês consegue pagar esses preços? Ou o trabalhador come ou compra o programa. Por razões evidentes, ele come. Ponto para o dono do caixote e azar das empresas de software.
A propósito, o detalhe do caixote já está um pouco ultrapassado. "Vendedores" mais atualizados escondem os CDs em lojas de outros ou até mesmo em bueiros, dependendo da urgência. Mas a maioria dos ambulantes está adotando uma outra prática: os CDs só existem em casa e eles executam o serviço à noite. Durante o dia eles só coletam os pedidos. Otimizam o negócio e reduzem igualmente as chances de serem flagrados pela polícia.
No Centro do Rio de Janeiro há um edifício chamado Avenida Central, localizado em plena Avenida Rio Branco. Ele seria um edifício comercial comum não fosse por abrigar o que se conhece como Info Centro, um shopping de produtos de informática. A disposição dos ambulantes na calçada é tal que a entrada no edifício torna-se uma guerra, pois os transeuntes têm de driblar os ambulantes ao mesmo tempo que protegem os ouvidos dos berros e os bolsos de eventuais trombadinhas. Por mais caricata que possa parecer a historinha acima, o edifício Avenida Central está lá, todo dia, com os ambulantes, os transeuntes e os trombadinhas, para quem quiser ver.
Não adianta dar murro em ponta de faca. Num país como o Brasil, a população não vai comprar um programa de computador por R$ 1 mil. Mordam os cotovelos. O povo prefere correr o risco de ser preso a desembolsar uma fortuna por um programa de computador.
Enfim, parece que as empresas de software estão finalmente entendendo o recado. A Microsoft recentemente lançou no mercado versões mais simples do Windows e do Office por preços menos salgados. Ponto para o time do Bill Gates. É bem verdade que R$ 300 ou R$ 400 por um programa de computador ainda são mais do que a maioria da população pode suportar, mas já é um indício de que, em algum momento, poderemos chegar a um denominador comum. Enquanto isso... 1 é 10, 2 é 15. Gazeta Mercantil
Programação de TV por Assinatura
Mendonça diz que continua negociando TV Rá-Tim-Bum com a Net
01/08/2005, 18h00
Após duros ataques à Net por dificultar a entrada do canal TV Rá-Tim-Bum no line-up da operadora e da Sky, o presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, passou a ser mais diplomático sobre o assunto. Perguntado sobre a entrada do Disney Channel no line-up da Net, que será anunciada nesta quinta-feira, dia 4, Mendonça afirmou que "já existe a opção da entrada da TV Rá-Tim-Bum no line-up digital da Net". Mas, para Mendonça, o digital atinge um universo muito pequeno de assinantes "para um canal como a TV Rá-Tim-Bum". Mendonça disse ainda que entende "as dificuldades da Net" e que as negociações devem continuar.
Mendonça, recentemente, havia dito que deixar a TV Rá-Tim-Bum fora da Net, que carrega o sinal de vários canais infantis estrangeiros, é um ato antipatriótico. Da Redação - PAY-TV News
Mendonça diz que continua negociando TV Rá-Tim-Bum com a Net
01/08/2005, 18h00
Após duros ataques à Net por dificultar a entrada do canal TV Rá-Tim-Bum no line-up da operadora e da Sky, o presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, passou a ser mais diplomático sobre o assunto. Perguntado sobre a entrada do Disney Channel no line-up da Net, que será anunciada nesta quinta-feira, dia 4, Mendonça afirmou que "já existe a opção da entrada da TV Rá-Tim-Bum no line-up digital da Net". Mas, para Mendonça, o digital atinge um universo muito pequeno de assinantes "para um canal como a TV Rá-Tim-Bum". Mendonça disse ainda que entende "as dificuldades da Net" e que as negociações devem continuar.
Mendonça, recentemente, havia dito que deixar a TV Rá-Tim-Bum fora da Net, que carrega o sinal de vários canais infantis estrangeiros, é um ato antipatriótico. Da Redação - PAY-TV News
Telecom
Juiz suspende cobrança de assinatura telefônica
02/08/2005
As concessionárias de telefonia fixa - Telemar, Telefônica e Brasil Telecom - estão impedidas de cobrar assinatura mensal de seus clientes em todo o país. Caso descumpram a decisão da Justiça, poderão ser multadas em R$ 100 mil. A decisão foi tomada ontem pelo juiz federal substituto da 2 Vara de Brasília, Charles Renaud Frazão de Moraes, ao conceder liminar na ação civil proposta pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec).
O presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço Telefônico Comutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti, não sabia ontem da suspensão da cobrança, mas garantiu que as empresas vão recorrer. Ele argumentou que a cobrança é legal e está prevista nos contratos.
Para o juiz, as empresas não podem fazer a cobrança porque esta "não se traduz em contraprestação por serviço prestado". Ou seja, não se trata de uma tarifa. Ele acrescentou que as concessionárias devem "se sujeitar aos riscos inerentes à atividade empresarial, remunerando-se pela cobrança de tarifas do usuário".
Na liminar, o juiz determina que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tome providências para que as empresas suspendam a cobrança. O órgão disse que só vai se pronunciar na Justiça.
Segundo o juiz, a Anatel afirma no processo que a assinatura mensal é usada na "manutenção de toda a rede de telefones, decorrente da instalação de um terminal individual para cada usuário". Mas Moraes não aceitou esse argumento. Na ação, o Inadec afirma que a cobrança da taxa "viola preceitos do Código do Consumidor, da Constituição Federal e da Lei Geral das Telecomunicações". A assinatura média é de R$ 39, o que equivale a 13,1% do salário-mínimo, contra 1,55% na França, segundo levantamento publicado pelo GLOBO no último domingo.
- A Anatel não tem suporte legal para fazer a cobrança da assinatura mensal porque ela não é tarifa - disse o presidente do Inadec, deputado Celso Russomano (PP-SP), que entrou com a ação há uma semana.
Ele disse que os contratos de concessão - assinados em junho de 1997, um ano antes da privatização - não são juridicamente perfeitos e que a assinatura rende R$ 2 bilhões mensais às empresas.
Pauletti criticou o discurso populista contra as concessionárias e disse que, se o governo quer baixar tarifas, deveria liberar os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para atender as famílias de baixa renda. Também poderia, segundo ele, reduzir a carga tributária do setor, que é muito alta. Mônica Tavares e Geralda Doca - O Globo
Juiz suspende cobrança de assinatura telefônica
02/08/2005
As concessionárias de telefonia fixa - Telemar, Telefônica e Brasil Telecom - estão impedidas de cobrar assinatura mensal de seus clientes em todo o país. Caso descumpram a decisão da Justiça, poderão ser multadas em R$ 100 mil. A decisão foi tomada ontem pelo juiz federal substituto da 2 Vara de Brasília, Charles Renaud Frazão de Moraes, ao conceder liminar na ação civil proposta pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec).
O presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço Telefônico Comutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti, não sabia ontem da suspensão da cobrança, mas garantiu que as empresas vão recorrer. Ele argumentou que a cobrança é legal e está prevista nos contratos.
Para o juiz, as empresas não podem fazer a cobrança porque esta "não se traduz em contraprestação por serviço prestado". Ou seja, não se trata de uma tarifa. Ele acrescentou que as concessionárias devem "se sujeitar aos riscos inerentes à atividade empresarial, remunerando-se pela cobrança de tarifas do usuário".
Na liminar, o juiz determina que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tome providências para que as empresas suspendam a cobrança. O órgão disse que só vai se pronunciar na Justiça.
Segundo o juiz, a Anatel afirma no processo que a assinatura mensal é usada na "manutenção de toda a rede de telefones, decorrente da instalação de um terminal individual para cada usuário". Mas Moraes não aceitou esse argumento. Na ação, o Inadec afirma que a cobrança da taxa "viola preceitos do Código do Consumidor, da Constituição Federal e da Lei Geral das Telecomunicações". A assinatura média é de R$ 39, o que equivale a 13,1% do salário-mínimo, contra 1,55% na França, segundo levantamento publicado pelo GLOBO no último domingo.
- A Anatel não tem suporte legal para fazer a cobrança da assinatura mensal porque ela não é tarifa - disse o presidente do Inadec, deputado Celso Russomano (PP-SP), que entrou com a ação há uma semana.
Ele disse que os contratos de concessão - assinados em junho de 1997, um ano antes da privatização - não são juridicamente perfeitos e que a assinatura rende R$ 2 bilhões mensais às empresas.
Pauletti criticou o discurso populista contra as concessionárias e disse que, se o governo quer baixar tarifas, deveria liberar os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para atender as famílias de baixa renda. Também poderia, segundo ele, reduzir a carga tributária do setor, que é muito alta. Mônica Tavares e Geralda Doca - O Globo
Justiça suspende cobrança da assinatura básica de telefone em todo o país
02/08/2005
A Justiça Federal em Brasília suspendeu ontem, por liminar, a cobrança da assinatura básica mensal da telefonia fixa. A assinatura, que custa hoje cerca de R$ 40, é cobrada mensalmente nas contas de telefone. A decisão vale para todas as concessionárias de telefonia fixa que operam o serviço local: Telefônica, Telemar, Brasil Telecom, Sercomtel e CTBC Telecom. Cabe recurso.
Atendendo ao pedido do Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor), formulado em uma ação civil pública, o juiz substituto da 2ª Vara Federal de Brasília, Charles Renaud Frazão de Moraes, decidiu suspender a cobrança da assinatura básica.
De acordo com o juiz, "a tarifa básica imposta no serviço de telefonia fixa comutada não finca raízes na legalidade". Procurada para comentar o assunto, a Abrafix (associação das operadoras de telefonia fixa) não foi encontrada. Folha de São Paulo
02/08/2005
A Justiça Federal em Brasília suspendeu ontem, por liminar, a cobrança da assinatura básica mensal da telefonia fixa. A assinatura, que custa hoje cerca de R$ 40, é cobrada mensalmente nas contas de telefone. A decisão vale para todas as concessionárias de telefonia fixa que operam o serviço local: Telefônica, Telemar, Brasil Telecom, Sercomtel e CTBC Telecom. Cabe recurso.
Atendendo ao pedido do Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor), formulado em uma ação civil pública, o juiz substituto da 2ª Vara Federal de Brasília, Charles Renaud Frazão de Moraes, decidiu suspender a cobrança da assinatura básica.
De acordo com o juiz, "a tarifa básica imposta no serviço de telefonia fixa comutada não finca raízes na legalidade". Procurada para comentar o assunto, a Abrafix (associação das operadoras de telefonia fixa) não foi encontrada. Folha de São Paulo
Liminar suspende assinatura básica
02/08/2005
Decisão vale para todas as operadoras
A Justiça Federal de Brasília suspendeu ontem, por meio de liminar, a cobrança da assinatura básica mensal da telefonia fixa. A decisão vale para todas as concessionárias de telefonia fixa que operam o serviço local: Telefônica, Telemar, Brasil Telecom, Sercomtel e CTBC Telecom. A decisão do juiz substituto da 2ª Vara Federal de Brasília, Charles Renaud Frazão de Moraes, atende a pedido do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec), formulado em uma ação civil pública.
O juiz considerou que ''a tarifa básica imposta no serviço de telefonia fixa comutada não finca raízes na legalidade''. Em seu pedido de liminar, o Inadec argumentou que a cobrança da assinatura básica mensal ''não encontra amparo legal''.
O juiz considerou que a cobrança da assinatura básica fere o Código Tributário Nacional, ''pois não traduz contraprestação por serviço prestado'', e fixou multa diária de R$ 100 mil para o caso de descumprimento da decisão. A assinatura básica representa hoje uma receita mensal de aproximadamente R$ 2 bi para as concessionárias de telefonia fixa.
A 2ª Vara da Justiça Federal de Brasília foi apontada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) como a Vara competente para o julgamento de ações sobre a assinatura básica da telefonia fixa. A decisão visou centralizar os julgamentos das ações que tramitam em todo o país sobre o assunto. Desta forma, o STJ impede que haja decisões diversas para serem cumpridas por uma mesma empresa. No despacho, o juiz determina ainda que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) comunique todas as oeradoras fixas sobre a decisão. Jornal do Brasil
02/08/2005
Decisão vale para todas as operadoras
A Justiça Federal de Brasília suspendeu ontem, por meio de liminar, a cobrança da assinatura básica mensal da telefonia fixa. A decisão vale para todas as concessionárias de telefonia fixa que operam o serviço local: Telefônica, Telemar, Brasil Telecom, Sercomtel e CTBC Telecom. A decisão do juiz substituto da 2ª Vara Federal de Brasília, Charles Renaud Frazão de Moraes, atende a pedido do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec), formulado em uma ação civil pública.
O juiz considerou que ''a tarifa básica imposta no serviço de telefonia fixa comutada não finca raízes na legalidade''. Em seu pedido de liminar, o Inadec argumentou que a cobrança da assinatura básica mensal ''não encontra amparo legal''.
O juiz considerou que a cobrança da assinatura básica fere o Código Tributário Nacional, ''pois não traduz contraprestação por serviço prestado'', e fixou multa diária de R$ 100 mil para o caso de descumprimento da decisão. A assinatura básica representa hoje uma receita mensal de aproximadamente R$ 2 bi para as concessionárias de telefonia fixa.
A 2ª Vara da Justiça Federal de Brasília foi apontada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) como a Vara competente para o julgamento de ações sobre a assinatura básica da telefonia fixa. A decisão visou centralizar os julgamentos das ações que tramitam em todo o país sobre o assunto. Desta forma, o STJ impede que haja decisões diversas para serem cumpridas por uma mesma empresa. No despacho, o juiz determina ainda que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) comunique todas as oeradoras fixas sobre a decisão. Jornal do Brasil
Justiça suspende assinatura básica da telefonia fixa
02/08/2005
A 2.ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, suspendeu ontem a cobrança da assinatura básica da telefonia fixa em todo o País. A decisão, em caráter liminar, foi concedida com base em ação movida pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec). A assinatura básica custa hoje cerca de R$ 40 e é cobrada mensalmente nas contas de telefone. O presidente do Inadec, deputado Celso Russomano (PP-SP), disse acreditar que será difícil cassar a liminar, já que ela foi concedida pela 2.ª Vara Federal, onde, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram concentradas todas as ações judiciais sobre o assunto no País. A ação do Inadec é dirigida contra todas as empresas de telefonia e contra a Agência Nacional de Telecomunicações. O Estado de São Paulo
02/08/2005
A 2.ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, suspendeu ontem a cobrança da assinatura básica da telefonia fixa em todo o País. A decisão, em caráter liminar, foi concedida com base em ação movida pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec). A assinatura básica custa hoje cerca de R$ 40 e é cobrada mensalmente nas contas de telefone. O presidente do Inadec, deputado Celso Russomano (PP-SP), disse acreditar que será difícil cassar a liminar, já que ela foi concedida pela 2.ª Vara Federal, onde, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram concentradas todas as ações judiciais sobre o assunto no País. A ação do Inadec é dirigida contra todas as empresas de telefonia e contra a Agência Nacional de Telecomunicações. O Estado de São Paulo
Teles perdem liderança de 13 anos
02/08/2005
Siderurgia ganha espaço e a carteira do Ibovespa ficará mais equilibrada
O setor de telecomunicações deixará de ser o principal segmento da Bolsa de Valores de Valores de São Paulo (Bovespa) a partir de setembro, após 13 anos na liderança do mercado de ações brasileiro. A carteira teórica do Índice Bovespa (Ibovespa) para o período de setembro a dezembro terá participação de 29,8% de papéis de empresas siderúrgicas e mineradoras e 25,1% de telefonia fixa e celular, segundo a primeira prévia do índice , divulgada ontem.
Atualmente, as teles têm fatia de 27,8% e as siderúrgicas e mineradoras, 27,4%. O Ibovespa representa o comportamento das ações mais líquidas listadas na Bolsa. Desde janeiro de 1992, o setor de telecomunicações tem o maior peso. Na época, Telebrás era a principal ação do mercado (29,5%). Antes, as mineradoras Vale do Doce e Paranapanema concentravam a liquidez do mercado.
O papel de Telebrás surgiu na Bolsa em maio de 1990, a partir da conversão de debêntures e recibos (que estavam nas mãos do governo) em ações. Com a privatização da telefonia no Brasil, em 1997, a empresa foi desmembrada em várias companhias de telefonia fixa e celular, todas listadas em bolsa.
A nova carteira do Ibovespa, a vigorar em setembro, mostra composição de setores mais equilibrada e aumento de participação de empresas com atividades ligadas ao desempenho da economia, segundo gestores de investimento. O destaque são os segmentos cíclicos (siderurgia e mineração e petroquímica) e a entrada da ação da Sadia no índice.
André Querne, especialista da Máxima Asset Management, lembrou que o alto peso de telecomunicações no Ibovespa já foi o principal motivo de reclamação dos investidores. "O índice era muito atrelado às teles e o desempenho delas não anda bom há alguns anos." O chefe de análise da Ágora Corretora, Marco Melo, explicou que as margens de lucro das teles caíram nos últimos anos, especialmente na telefonia celular, devido à grande concorrência. "O Brasil não comporta tantas empresas de telefonia celular", disse. "E o setor de siderurgia e mineração tem se mostrado muito competitivo, inclusive no exterior", acrescentou Melo.
A entrada de Sadia na primeira prévia do índice, com fatia de quase 1%, chamou a atenção dos especialistas. "A Sadia já mostrava melhora na liquidez. O setor de alimentos vem de um período muito favorável, motivado pela gripe aviária na Ásia (que favorece as importações de aves brasileiras)", comentou o gestor de renda variável do Banco Safra, Valmir Celestino.
Esta coluna é produzida pela Agência Estado a partir do serviço eletrônico Empresas e Setores, dedicado ao mercado de ações. Telefone 080011-3000, e-mail atendimento@.... Téo Takar - O Estado de São Paulo
02/08/2005
Siderurgia ganha espaço e a carteira do Ibovespa ficará mais equilibrada
O setor de telecomunicações deixará de ser o principal segmento da Bolsa de Valores de Valores de São Paulo (Bovespa) a partir de setembro, após 13 anos na liderança do mercado de ações brasileiro. A carteira teórica do Índice Bovespa (Ibovespa) para o período de setembro a dezembro terá participação de 29,8% de papéis de empresas siderúrgicas e mineradoras e 25,1% de telefonia fixa e celular, segundo a primeira prévia do índice , divulgada ontem.
Atualmente, as teles têm fatia de 27,8% e as siderúrgicas e mineradoras, 27,4%. O Ibovespa representa o comportamento das ações mais líquidas listadas na Bolsa. Desde janeiro de 1992, o setor de telecomunicações tem o maior peso. Na época, Telebrás era a principal ação do mercado (29,5%). Antes, as mineradoras Vale do Doce e Paranapanema concentravam a liquidez do mercado.
O papel de Telebrás surgiu na Bolsa em maio de 1990, a partir da conversão de debêntures e recibos (que estavam nas mãos do governo) em ações. Com a privatização da telefonia no Brasil, em 1997, a empresa foi desmembrada em várias companhias de telefonia fixa e celular, todas listadas em bolsa.
A nova carteira do Ibovespa, a vigorar em setembro, mostra composição de setores mais equilibrada e aumento de participação de empresas com atividades ligadas ao desempenho da economia, segundo gestores de investimento. O destaque são os segmentos cíclicos (siderurgia e mineração e petroquímica) e a entrada da ação da Sadia no índice.
André Querne, especialista da Máxima Asset Management, lembrou que o alto peso de telecomunicações no Ibovespa já foi o principal motivo de reclamação dos investidores. "O índice era muito atrelado às teles e o desempenho delas não anda bom há alguns anos." O chefe de análise da Ágora Corretora, Marco Melo, explicou que as margens de lucro das teles caíram nos últimos anos, especialmente na telefonia celular, devido à grande concorrência. "O Brasil não comporta tantas empresas de telefonia celular", disse. "E o setor de siderurgia e mineração tem se mostrado muito competitivo, inclusive no exterior", acrescentou Melo.
A entrada de Sadia na primeira prévia do índice, com fatia de quase 1%, chamou a atenção dos especialistas. "A Sadia já mostrava melhora na liquidez. O setor de alimentos vem de um período muito favorável, motivado pela gripe aviária na Ásia (que favorece as importações de aves brasileiras)", comentou o gestor de renda variável do Banco Safra, Valmir Celestino.
Esta coluna é produzida pela Agência Estado a partir do serviço eletrônico Empresas e Setores, dedicado ao mercado de ações. Telefone 080011-3000, e-mail atendimento@.... Téo Takar - O Estado de São Paulo
Aparelhos por menos de US$ 20
02/08/2005
A Philips divulgou uma iniciativa global para desenvolver telefones celulares de baixo custo, cujo primeiro produto será uma plataforma de hardware e software integrada, que conterá todos os eletrônicos necessários para um telefone celular e deverá custar menos que US$ 5. Essa tecnologia, que deverá baixar os preços dos telefones móveis para menos de US$ 20, será integrada a um celular GSM que tem tela em preto e branco e campainhas polifônicas. A idéia é atrair a atenção de cerca de 3,3 bilhões de pessoas em regiões que incluem a China, a Índia, a África, a América do Sul e a Europa Oriental. Atualmente, o preço médio de um celular é de aproximadamente US$ 40. "Em todo o mundo, as operadoras têm infra-estrutura adequada para serviços móveis, mas o custo relativamente alto dos telefones celulares é uma barreira para muitos assinantes em potencial", afirmou o vice-presidente executivo de desenvolvimento de negócios Thierry Laurent, da Philips Semiconductors. Correio Braziliense
02/08/2005
A Philips divulgou uma iniciativa global para desenvolver telefones celulares de baixo custo, cujo primeiro produto será uma plataforma de hardware e software integrada, que conterá todos os eletrônicos necessários para um telefone celular e deverá custar menos que US$ 5. Essa tecnologia, que deverá baixar os preços dos telefones móveis para menos de US$ 20, será integrada a um celular GSM que tem tela em preto e branco e campainhas polifônicas. A idéia é atrair a atenção de cerca de 3,3 bilhões de pessoas em regiões que incluem a China, a Índia, a África, a América do Sul e a Europa Oriental. Atualmente, o preço médio de um celular é de aproximadamente US$ 40. "Em todo o mundo, as operadoras têm infra-estrutura adequada para serviços móveis, mas o custo relativamente alto dos telefones celulares é uma barreira para muitos assinantes em potencial", afirmou o vice-presidente executivo de desenvolvimento de negócios Thierry Laurent, da Philips Semiconductors. Correio Braziliense
Telecom Italia abre arbitragem em Londres contra Techold
01/08/2005, 23h01
Mais um complexo capítulo da briga pelo controle da Brasil Telecom se abre. Desta vez, a batalha se dará entre Telecom Italia, de um lado, e fundos de pensão e Citibank, de outro. A arena é a Câmara de Arbitragem de Londres. O grupo italiano entrou nesta segunda, dia 1, com recurso à arbitragem internacional contra a Techold por desrespeito ao acordo de acionistas da Solpart.
Techold e Solpart são empresas na cadeia de controle da Brasil Telecom. Na prática, quem responderá ao processo são os fundos de pensão e o Citi, acionistas controladores da Techold desde que o Opportunity foi demitido. O processo na Câmara de Arbitragem de Londres é longo, e pode levar até 12 meses, sendo seis meses o tempo mínimo previsto.
Esta instância está estabelecida no acordo de acionistas de Solpart para a resolução de conflitos no que diz respeito ao cumprimento do acordo. Techold e Telecom Italia são sócias na Solpart e signatárias do contrato, que foi estabelecido quando o Opportunity ainda era o gestor.
Esta ação é diferente da que corria entre Opportunity e Telecom Italia até abril deste ano, até porque naquela ocasião quem reclamava era a própria Techold e também a Timepart (hoje uma acionista com participação insignificante na Solpart). Quando o Opportunity conseguiu fechar o acordo de venda de suas ações para a Telecom Italia, a arbitragem internacional foi suspensa.
O que acontece agora é, então, um novo processo, desta vez detonado por iniciativa dos italianos.
Segundo fontes próximas à Telecom Italia, o argumento é um alegado descumprimento do acordo de acionistas da Solpart. Os italianos entendem que ao celebrar o acordo de put, fundos e Citibank, na prática, desrespeitaram o direito de preferência que o acordo de acionistas dava à Telecom Italia no caso de transferência de ações. É um argumento semelhante ao que já é usado na Justiça do Rio de Janeiro, onde os italianos entraram com um pedido de cautelar. O acordo de put compreende a possibilidade do Citibank vender suas ações na Brasil Telecom ao final de 2007, sob determinadas condições, aos fundos de pensão, pelo valor de R$ 1 bilhão reajustados. Esse acordo só se efetiva se fundos e Citi não encontrarem um comprador comum para a participação de ambos até a data limite.
Direitos limitados
A Telecom Italia argumenta ainda à Câmara de Arbitragem de Londres que não tem podido exercer seus direitos de acionistas garantidos no acordo da Solpart. O foco central da reclamação é a nomeação de conselheiros na Solpart e Brasil Telecom Participações (BTP). Segundo as fontes, o grupo italiano encaminhou à Solpart o nome dos diretores que gostaria de indicar na BTP, mas não foi atendida na assembléia geral extraordinária (AGE) realizada na última semana. Os italianos, aliás, preferem se referir ao evento como uma reunião, já que não reconhecem sua legalidade como AGE. A Telecom Italia gostaria que tivesse sido feita pelo menos uma previsão para a nomeação de conselheiros por ela indicados no conselho da BTP, o que não aconteceu. Ela entende que ao recuperar 38% das ações da Solpart, passou a ter direito de colocar conselheiros independentes, sob as condições impostas pela Anatel e Cade (vedação à indicação de diretores e não-participação em decisões referentes à operação móvel e aos negócios de longa-distância).
Na interpretação de uma fonte próxima ao grupo italiano, fundos e Citibank respeitaram os acordos de Zain, os acordos de Invitel mas desconsideraram o acordo de acionistas da Solpart, e têm manifestado ambigüidade sobre sua intenção de cumpri-lo. A fonte pondera que provavelmente essa ambiguidade decorre do fato de a AGE da Solpart ter sido "saltada" na estratégia de retirar o Opportunity das empresas. De qualquer maneira, a Telecom Italia entende que fundos e Citi poderiam ter sinalizado boa fé simplesmente tendo previsto a indicação de conselheiros dos italianos na reunião (ou AGE, dependendo do ponto de vista) da Brasil Telecom Participações da semana passada. Citi e fundos, por sua vez, argumentam que a AGE apenas substituiu conselheiros, e não elegeu novos membros.
A Telecom Italia queixa-se ainda que não estaria sendo demonstrado, por parte dos acionistas da Techold, esforço no sentido de resolver a questão da sobreposição de licenças de longa-distância e SMP, o que também acaba limitando seus direitos de acionista. Mas este não é um argumento central na reclamação à instância arbitral.
O processo na Câmara de Arbitragem é longo. A Telecom Italia entrou com um pedido inicial, que deverá ser respondido pela Techold em 30 dias. Depois disso, os italianos entregam suas reclamações consolidadas, e a Techold a sua defesa. Só então é que começa a fase de depoimentos para que a decisão possa ser tomada. Samuel Possebon - TELETIME News
01/08/2005, 23h01
Mais um complexo capítulo da briga pelo controle da Brasil Telecom se abre. Desta vez, a batalha se dará entre Telecom Italia, de um lado, e fundos de pensão e Citibank, de outro. A arena é a Câmara de Arbitragem de Londres. O grupo italiano entrou nesta segunda, dia 1, com recurso à arbitragem internacional contra a Techold por desrespeito ao acordo de acionistas da Solpart.
Techold e Solpart são empresas na cadeia de controle da Brasil Telecom. Na prática, quem responderá ao processo são os fundos de pensão e o Citi, acionistas controladores da Techold desde que o Opportunity foi demitido. O processo na Câmara de Arbitragem de Londres é longo, e pode levar até 12 meses, sendo seis meses o tempo mínimo previsto.
Esta instância está estabelecida no acordo de acionistas de Solpart para a resolução de conflitos no que diz respeito ao cumprimento do acordo. Techold e Telecom Italia são sócias na Solpart e signatárias do contrato, que foi estabelecido quando o Opportunity ainda era o gestor.
Esta ação é diferente da que corria entre Opportunity e Telecom Italia até abril deste ano, até porque naquela ocasião quem reclamava era a própria Techold e também a Timepart (hoje uma acionista com participação insignificante na Solpart). Quando o Opportunity conseguiu fechar o acordo de venda de suas ações para a Telecom Italia, a arbitragem internacional foi suspensa.
O que acontece agora é, então, um novo processo, desta vez detonado por iniciativa dos italianos.
Segundo fontes próximas à Telecom Italia, o argumento é um alegado descumprimento do acordo de acionistas da Solpart. Os italianos entendem que ao celebrar o acordo de put, fundos e Citibank, na prática, desrespeitaram o direito de preferência que o acordo de acionistas dava à Telecom Italia no caso de transferência de ações. É um argumento semelhante ao que já é usado na Justiça do Rio de Janeiro, onde os italianos entraram com um pedido de cautelar. O acordo de put compreende a possibilidade do Citibank vender suas ações na Brasil Telecom ao final de 2007, sob determinadas condições, aos fundos de pensão, pelo valor de R$ 1 bilhão reajustados. Esse acordo só se efetiva se fundos e Citi não encontrarem um comprador comum para a participação de ambos até a data limite.
Direitos limitados
A Telecom Italia argumenta ainda à Câmara de Arbitragem de Londres que não tem podido exercer seus direitos de acionistas garantidos no acordo da Solpart. O foco central da reclamação é a nomeação de conselheiros na Solpart e Brasil Telecom Participações (BTP). Segundo as fontes, o grupo italiano encaminhou à Solpart o nome dos diretores que gostaria de indicar na BTP, mas não foi atendida na assembléia geral extraordinária (AGE) realizada na última semana. Os italianos, aliás, preferem se referir ao evento como uma reunião, já que não reconhecem sua legalidade como AGE. A Telecom Italia gostaria que tivesse sido feita pelo menos uma previsão para a nomeação de conselheiros por ela indicados no conselho da BTP, o que não aconteceu. Ela entende que ao recuperar 38% das ações da Solpart, passou a ter direito de colocar conselheiros independentes, sob as condições impostas pela Anatel e Cade (vedação à indicação de diretores e não-participação em decisões referentes à operação móvel e aos negócios de longa-distância).
Na interpretação de uma fonte próxima ao grupo italiano, fundos e Citibank respeitaram os acordos de Zain, os acordos de Invitel mas desconsideraram o acordo de acionistas da Solpart, e têm manifestado ambigüidade sobre sua intenção de cumpri-lo. A fonte pondera que provavelmente essa ambiguidade decorre do fato de a AGE da Solpart ter sido "saltada" na estratégia de retirar o Opportunity das empresas. De qualquer maneira, a Telecom Italia entende que fundos e Citi poderiam ter sinalizado boa fé simplesmente tendo previsto a indicação de conselheiros dos italianos na reunião (ou AGE, dependendo do ponto de vista) da Brasil Telecom Participações da semana passada. Citi e fundos, por sua vez, argumentam que a AGE apenas substituiu conselheiros, e não elegeu novos membros.
A Telecom Italia queixa-se ainda que não estaria sendo demonstrado, por parte dos acionistas da Techold, esforço no sentido de resolver a questão da sobreposição de licenças de longa-distância e SMP, o que também acaba limitando seus direitos de acionista. Mas este não é um argumento central na reclamação à instância arbitral.
O processo na Câmara de Arbitragem é longo. A Telecom Italia entrou com um pedido inicial, que deverá ser respondido pela Techold em 30 dias. Depois disso, os italianos entregam suas reclamações consolidadas, e a Techold a sua defesa. Só então é que começa a fase de depoimentos para que a decisão possa ser tomada. Samuel Possebon - TELETIME News
BrT atende à CVM, mas insiste na ilegalidade da AGE
1/8/2005
A Brasil Telecom Participações atendeu em parte à determinação da Comissão
de Valores Mobiliários e enviou, na sexta-feira, fato relevante divulgando a íntegra da decisão do STJ que suspendeu os efeitos de uma liminar da 2ª Vara Federal de Florianópolis, que havia determinado o cancelamento da Assembléia Geral Extraordinária em que fundos e Citibank destituíram os conselheiros indicados pelo Opportunity. O documento esclarece, também por determinação da CVM, que a decisão não declarou a legalidade ou ilegalidade da AGE e que o juiz determinou que o processo em curso na 2ª Vara Federal de Florianópolis fique suspenso, ao contrário do que a empresa havia divulgado em fato relevante do dia anterior. Mas, a Brasil Telecom continua insistindo que a AGE não é válida e transcreve um trecho da decisão que diz ser "inviável a concessão de pedido de cassação do referido decisório, pois tal providência, se for o caso, deverá ser requerida e decidida pelo juiz ao final declarado competente." O STJ não cassou a liminar, mas, na prática, suspendeu seus efeitos ao determinar que o processo de Florianópolis está suspenso. Carmen Lúcia Nery - Telecom Online
1/8/2005
A Brasil Telecom Participações atendeu em parte à determinação da Comissão
de Valores Mobiliários e enviou, na sexta-feira, fato relevante divulgando a íntegra da decisão do STJ que suspendeu os efeitos de uma liminar da 2ª Vara Federal de Florianópolis, que havia determinado o cancelamento da Assembléia Geral Extraordinária em que fundos e Citibank destituíram os conselheiros indicados pelo Opportunity. O documento esclarece, também por determinação da CVM, que a decisão não declarou a legalidade ou ilegalidade da AGE e que o juiz determinou que o processo em curso na 2ª Vara Federal de Florianópolis fique suspenso, ao contrário do que a empresa havia divulgado em fato relevante do dia anterior. Mas, a Brasil Telecom continua insistindo que a AGE não é válida e transcreve um trecho da decisão que diz ser "inviável a concessão de pedido de cassação do referido decisório, pois tal providência, se for o caso, deverá ser requerida e decidida pelo juiz ao final declarado competente." O STJ não cassou a liminar, mas, na prática, suspendeu seus efeitos ao determinar que o processo de Florianópolis está suspenso. Carmen Lúcia Nery - Telecom Online
BTP reafirma que AGE não é válida
01/08/2005, 17h45
Sob pena de multa diária de R$ 1 mil, a Brasil Telecom Participações (BTP) transcreveu ainda na sexta-feira, 29, a íntegra da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que suspendeu os efeitos de uma liminar da 2ª Vara Federal de Florianópolis cancelando a última Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da empresa, mas reafirmou seu entendimento de que a assembléia não é válida. Naquela data, a Superintendência de Relações com Empresas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitou a retificação do fato relevante no qual a BTP informava equivocadamente que AGE era ilegítima devido a uma decisão do (STJ). A BTP esclareceu que "tal decisão não declarou a legalidade ou ilegalidade da AGE de 27.07.05" e que "determinou que o processo em curso na 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Florianópolis/SC fique suspenso".
Mas a empresa voltou a destacar que como o STJ "determinou ser 'inviável a concessão de pedido de cassação do referido decisório, pois tal providência, se for o caso, deverá ser requerida e decidida pelo juiz ao final declarado competente' (...) a Brasil Telecom Participações S.A. reafirma seu entendimento de que a Assembléia Geral Extraordinária em questão não se realizou validamente".
Publicidade
Também na última sexta-feira, a BTP e sua controlada Brasil Telecom (BrT) prestaram esclarecimentos à CVM acerca dos depósitos que a operadora teria feito a empresas de publicidade de Marcos Valério. Assim como as operadoras Telemig e Amazônia Celular já haviam se pronunciado, a BrT afirmou que usa eventual e esporadicamente os serviços da DNA e da SMP&B desde o segundo semestre de 2003 e do primeiro semestre de 2004, respectivamente, e que os percentuais de comissão pagos a elas para a produção de campanhas de publicidade e veiculação estão dentro dos limites determinados pelo Conselho Executivo de Normas Padrão (CENP), que regula a atividade publicitária. De acordo com o documento, a DNA teria recebido R$ 823,5 mil e a SMP&B R$ 3,7 milhões. A BrT afirmou ainda ter suspendido por notificação extrajudicial as relações comerciais com as agências no dia 29 de junho, "até que todos os fatos venham a ser, a critério da Brasil Telecom S.A., totalmente esclarecidos". Da Redação - TELETIME News
01/08/2005, 17h45
Sob pena de multa diária de R$ 1 mil, a Brasil Telecom Participações (BTP) transcreveu ainda na sexta-feira, 29, a íntegra da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que suspendeu os efeitos de uma liminar da 2ª Vara Federal de Florianópolis cancelando a última Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da empresa, mas reafirmou seu entendimento de que a assembléia não é válida. Naquela data, a Superintendência de Relações com Empresas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitou a retificação do fato relevante no qual a BTP informava equivocadamente que AGE era ilegítima devido a uma decisão do (STJ). A BTP esclareceu que "tal decisão não declarou a legalidade ou ilegalidade da AGE de 27.07.05" e que "determinou que o processo em curso na 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Florianópolis/SC fique suspenso".
Mas a empresa voltou a destacar que como o STJ "determinou ser 'inviável a concessão de pedido de cassação do referido decisório, pois tal providência, se for o caso, deverá ser requerida e decidida pelo juiz ao final declarado competente' (...) a Brasil Telecom Participações S.A. reafirma seu entendimento de que a Assembléia Geral Extraordinária em questão não se realizou validamente".
Publicidade
Também na última sexta-feira, a BTP e sua controlada Brasil Telecom (BrT) prestaram esclarecimentos à CVM acerca dos depósitos que a operadora teria feito a empresas de publicidade de Marcos Valério. Assim como as operadoras Telemig e Amazônia Celular já haviam se pronunciado, a BrT afirmou que usa eventual e esporadicamente os serviços da DNA e da SMP&B desde o segundo semestre de 2003 e do primeiro semestre de 2004, respectivamente, e que os percentuais de comissão pagos a elas para a produção de campanhas de publicidade e veiculação estão dentro dos limites determinados pelo Conselho Executivo de Normas Padrão (CENP), que regula a atividade publicitária. De acordo com o documento, a DNA teria recebido R$ 823,5 mil e a SMP&B R$ 3,7 milhões. A BrT afirmou ainda ter suspendido por notificação extrajudicial as relações comerciais com as agências no dia 29 de junho, "até que todos os fatos venham a ser, a critério da Brasil Telecom S.A., totalmente esclarecidos". Da Redação - TELETIME News
Italianos levam disputa pela BrT a Londres
02/08/2005
A Telecom Italia apresentou ontem à Câmara de Comércio Internacional, sediada em Londres, uma ação contra os fundos de pensão e o Citigroup. O argumento é que ambos estariam desrespeitando o acordo de acionistas da Solpart - empresa controladora da BrT (Brasil Telecom), na qual os três grupos são sócios.
Os italianos afirmam que estão sofrendo perdas financeiras e estratégicas por conta da disputa pela Brasil Telecom.
Se a Câmara londrina acatar as queixas, o grupo ganhará direito a ser ressarcido.
A iniciativa significa uma nova frente de batalha pela Brasil Telecom, a operadora de telefonia fixa que atua nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. Participam da guerra quatro gigantes: Citigroup (maior instituição financeira do mundo), Telecom Italia (braço da Pirelli nas telecomunicações), fundos de pensão ligados a estatais (maiores investidores institucionais brasileiros) e Opportunity (um dos maiores gestores de recursos do ranking nacional).
Lados da disputa
De um lado, estão fundos e Citi. De outro, Telecom Italia e Opportunity. Fundos e Citi querem assumir a BrT antes de vender a empresa. A Telecom Italia quer comprá-la o mais rápido possível. O Opportunity vendeu suas ações aos italianos, mas o dinheiro só chega no caso de a Telecom Italia comprar a BrT. Ou se a Telecom Italia vender sua parte, algo que tem sido aventado pelo presidente da Telecom Italia no Brasil, Paolo Dal Pino.
A decisão de recorrer à Câmara de Londres atende ao contrato da Solpart. O documento prevê que o foro inglês é o adequado para a resolução de qualquer pendenga societária relativa à empresa. A sentença é considerada um elemento de grande influência para os demais processos.
Guerra jurídica
A ação em Londres é a terceira dos italianos contra os sócios adversários. Fundos e Citigroup, por sua vez, moveram oito processos contra a Telecom Italia e o Opportunity no Brasil. Nos Estados Unidos, correm outros dois -um, conhecido, é o do Citigroup contra o Opportunity. Outro, em fase inicial, é do Opportunity contra o Citigroup.
Na semana passada, os fundos de pensão e o Citi obtiveram no STJ (Superior Tribunal de Justiça) a suspensão de uma liminar que impedia a realização de assembléia de acionistas da Brasil Telecom Participações, outra empresa da cadeia de controle da operadora Brasil Telecom. Com isso, o entendimento de ambos foi que a Justiça havia dado sinal verde para a troca de comando da empresa-veículo, com a nomeação de um novo conselho deliberativo.
Citi e fundos escolheram nomes ligados a eles no lugar dos conselheiros nomeados pelo Opportunity. A Telecom Italia não gostou. Isso porque, com a troca efetivada como fundos e Citi querem, os italianos não terão assento no conselho.
Procurados para comentar o assunto, os fundos de pensão disseram que não se pronunciariam até serem notificados da ação.
Legado confuso
A complexidade nas telecomunicações brasileiras vem de 1998, quando o governo Fernando Henrique Cardoso privatizou o Sistema Telebrás. Há sete anos, a estatal foi dividida em vários filhotes regionais de telefonia, voltadas ao atendimento fixo e móvel. O modelo de venda escolhido foi o de vários leilões, realizados para cada uma delas.
O grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, montou um consórcio que reunia Citigroup, fundos de pensão e Telecom Italia. Juntos, arremataram a Brasil Telecom.
Pelo modelo inicial, os italianos controlavam a Solpart. Mas o Opportunity fechou um acordo com os fundos de pensão e ficou com a gestão da empresa. A Telecom Itália tornou-se dona da TIM, a operadora móvel que atua no Sul do país, e teve de sair do controle da Brasil Telecom. JANAíNA LEITE - Folha de São Paulo
02/08/2005
A Telecom Italia apresentou ontem à Câmara de Comércio Internacional, sediada em Londres, uma ação contra os fundos de pensão e o Citigroup. O argumento é que ambos estariam desrespeitando o acordo de acionistas da Solpart - empresa controladora da BrT (Brasil Telecom), na qual os três grupos são sócios.
Os italianos afirmam que estão sofrendo perdas financeiras e estratégicas por conta da disputa pela Brasil Telecom.
Se a Câmara londrina acatar as queixas, o grupo ganhará direito a ser ressarcido.
A iniciativa significa uma nova frente de batalha pela Brasil Telecom, a operadora de telefonia fixa que atua nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. Participam da guerra quatro gigantes: Citigroup (maior instituição financeira do mundo), Telecom Italia (braço da Pirelli nas telecomunicações), fundos de pensão ligados a estatais (maiores investidores institucionais brasileiros) e Opportunity (um dos maiores gestores de recursos do ranking nacional).
Lados da disputa
De um lado, estão fundos e Citi. De outro, Telecom Italia e Opportunity. Fundos e Citi querem assumir a BrT antes de vender a empresa. A Telecom Italia quer comprá-la o mais rápido possível. O Opportunity vendeu suas ações aos italianos, mas o dinheiro só chega no caso de a Telecom Italia comprar a BrT. Ou se a Telecom Italia vender sua parte, algo que tem sido aventado pelo presidente da Telecom Italia no Brasil, Paolo Dal Pino.
A decisão de recorrer à Câmara de Londres atende ao contrato da Solpart. O documento prevê que o foro inglês é o adequado para a resolução de qualquer pendenga societária relativa à empresa. A sentença é considerada um elemento de grande influência para os demais processos.
Guerra jurídica
A ação em Londres é a terceira dos italianos contra os sócios adversários. Fundos e Citigroup, por sua vez, moveram oito processos contra a Telecom Italia e o Opportunity no Brasil. Nos Estados Unidos, correm outros dois -um, conhecido, é o do Citigroup contra o Opportunity. Outro, em fase inicial, é do Opportunity contra o Citigroup.
Na semana passada, os fundos de pensão e o Citi obtiveram no STJ (Superior Tribunal de Justiça) a suspensão de uma liminar que impedia a realização de assembléia de acionistas da Brasil Telecom Participações, outra empresa da cadeia de controle da operadora Brasil Telecom. Com isso, o entendimento de ambos foi que a Justiça havia dado sinal verde para a troca de comando da empresa-veículo, com a nomeação de um novo conselho deliberativo.
Citi e fundos escolheram nomes ligados a eles no lugar dos conselheiros nomeados pelo Opportunity. A Telecom Italia não gostou. Isso porque, com a troca efetivada como fundos e Citi querem, os italianos não terão assento no conselho.
Procurados para comentar o assunto, os fundos de pensão disseram que não se pronunciariam até serem notificados da ação.
Legado confuso
A complexidade nas telecomunicações brasileiras vem de 1998, quando o governo Fernando Henrique Cardoso privatizou o Sistema Telebrás. Há sete anos, a estatal foi dividida em vários filhotes regionais de telefonia, voltadas ao atendimento fixo e móvel. O modelo de venda escolhido foi o de vários leilões, realizados para cada uma delas.
O grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, montou um consórcio que reunia Citigroup, fundos de pensão e Telecom Italia. Juntos, arremataram a Brasil Telecom.
Pelo modelo inicial, os italianos controlavam a Solpart. Mas o Opportunity fechou um acordo com os fundos de pensão e ficou com a gestão da empresa. A Telecom Itália tornou-se dona da TIM, a operadora móvel que atua no Sul do país, e teve de sair do controle da Brasil Telecom. JANAíNA LEITE - Folha de São Paulo
Literatura e Mercado Editorial
Jornalismo a mil por hora
02/08/2005
Conversando à beira de copos, pratos e rostos, pondero com a doçura que ele faz por merecer, pois é um daqueles espíritos que concilia inteligência e bondade, e além do mais está ao lado da namorada: ''gostei muito de seu livro 1000 perguntas de Jornalismo, mas você dizer que certo jornalista de sua predileção, Euclides da Cunha e Graciliano Ramos compõem uma tríade que exemplifica o quanto a literatura pode fazer pelo jornalismo é boa amostra de que você exagerou na mistura, não?'' Ele me diz com a mesma verve, ironia e certo deboche de sua prosa, aliás presentes em seus textos falados e escritos, uma coisa que estou impedido de publicar. Não, não foi palavrão, não. Ao contrário, foi mais uma delicadeza exagerada.
É a única restrição que tenho ao livro da autoria de Felipe Pena, que contou com a colaboração de professores e alunos para escrever 1000 Perguntas de Jornalismo, volume oportuno, fácil de ler, esclarecedor, didático no bom sentido, que integra uma coleção da Editora Rio, assim definida por João Uchôa Cavalcanti Netto, o pai da idéia: ''o livro de perguntas e respostas cria uma interatividade entre o escritor e o leitor e acaba constituindo mais um diálogo do que um monólogo, evitando aquela situação clássica na qual o narrador apenas fala e o leitor apenas recebe''.
A lição de Sócrates é antiga, mas freqüentemente, de tão óbvia, fica esquecida. O filósofo ensinava e demonstrava aos alunos que o saber nascia de um parto assistido, a maiêutica. Em grego, maieutikós é parteiro.
O autor, jornalista e doutor em literatura, atualmente professor do mestrado e do doutorado da Universidade Federal Fluminense (UFF), formula, responde ou coordena as respostas a mil perguntas, à base de quatro por página, isto é, as respostas, mesmo quando imprecisas ou vagas, não são enfadonhas, ao contrário despertam curiosidade e levam os leitores a procurar aprofundar-se em outros livros.
A pergunta de número mil traz as onze recomendações do Guia para repórteres em situações perigosas, elaborado pelo Comitê de Proteção aos Jornalistas. Confesso que me diverti, não aplicando o código a situações de guerra explícitas, mas, por exemplo, a esses tempos de CPI. Algumas não resisto a citar: ''identificação clara e visível para todos saberem que você é jornalista e não tem lado no conflito''; ''conhecimento da cultura, dos costumes e dos códigos locais''; ''manutenção diária da comunicação com a redação, mesmo que o repórter trabalhe para uma revista semanal''. A de número um diz que o jornalismo surgiu do ''medo que temos de nossa própria ignorância''.
Com efeito, na CPI já apareceu desde jornalista que intermediou pagamento para sustar revelações incômodas até publicitário que fazia de tudo, menos publicidade. Portanto, as recomendações lembradas por Felipe Pena são mais do que pertinentes. Há muitas guerras, além daquelas nomeadas no atacado, pois as do varejo não param em dia nenhum, o jornalismo é sobretudo um terreno minado.
O autor tem sempre um olhar largo para as breves respostas, inserindo-as por norma no contexto apropriado, como faz ao lembrar John Reed cobrindo a Revolução Russa e Peter Arnett a Guerra do Vietnã e a do Golfo, quando entrevistou Saddam Hussein e permaneceu em Bagdá depois que todos os jornalistas, apavorados, fugiram do Iraque.
Quando um talento como Felipe Pena viceja no campus de concentração de qualquer universidade, raramente vêm pedras ou flores, vem sempre coisa pior: a indiferença. Senhor de um respeitável vitae, ele não precisa de nós, mas escreveu mais um livro que não podemos ignorar, como fizera, aliás, com A volta dos que não foram. Deonísio da Silva - Jornal do Brasil
Jornalismo a mil por hora
02/08/2005
Conversando à beira de copos, pratos e rostos, pondero com a doçura que ele faz por merecer, pois é um daqueles espíritos que concilia inteligência e bondade, e além do mais está ao lado da namorada: ''gostei muito de seu livro 1000 perguntas de Jornalismo, mas você dizer que certo jornalista de sua predileção, Euclides da Cunha e Graciliano Ramos compõem uma tríade que exemplifica o quanto a literatura pode fazer pelo jornalismo é boa amostra de que você exagerou na mistura, não?'' Ele me diz com a mesma verve, ironia e certo deboche de sua prosa, aliás presentes em seus textos falados e escritos, uma coisa que estou impedido de publicar. Não, não foi palavrão, não. Ao contrário, foi mais uma delicadeza exagerada.
É a única restrição que tenho ao livro da autoria de Felipe Pena, que contou com a colaboração de professores e alunos para escrever 1000 Perguntas de Jornalismo, volume oportuno, fácil de ler, esclarecedor, didático no bom sentido, que integra uma coleção da Editora Rio, assim definida por João Uchôa Cavalcanti Netto, o pai da idéia: ''o livro de perguntas e respostas cria uma interatividade entre o escritor e o leitor e acaba constituindo mais um diálogo do que um monólogo, evitando aquela situação clássica na qual o narrador apenas fala e o leitor apenas recebe''.
A lição de Sócrates é antiga, mas freqüentemente, de tão óbvia, fica esquecida. O filósofo ensinava e demonstrava aos alunos que o saber nascia de um parto assistido, a maiêutica. Em grego, maieutikós é parteiro.
O autor, jornalista e doutor em literatura, atualmente professor do mestrado e do doutorado da Universidade Federal Fluminense (UFF), formula, responde ou coordena as respostas a mil perguntas, à base de quatro por página, isto é, as respostas, mesmo quando imprecisas ou vagas, não são enfadonhas, ao contrário despertam curiosidade e levam os leitores a procurar aprofundar-se em outros livros.
A pergunta de número mil traz as onze recomendações do Guia para repórteres em situações perigosas, elaborado pelo Comitê de Proteção aos Jornalistas. Confesso que me diverti, não aplicando o código a situações de guerra explícitas, mas, por exemplo, a esses tempos de CPI. Algumas não resisto a citar: ''identificação clara e visível para todos saberem que você é jornalista e não tem lado no conflito''; ''conhecimento da cultura, dos costumes e dos códigos locais''; ''manutenção diária da comunicação com a redação, mesmo que o repórter trabalhe para uma revista semanal''. A de número um diz que o jornalismo surgiu do ''medo que temos de nossa própria ignorância''.
Com efeito, na CPI já apareceu desde jornalista que intermediou pagamento para sustar revelações incômodas até publicitário que fazia de tudo, menos publicidade. Portanto, as recomendações lembradas por Felipe Pena são mais do que pertinentes. Há muitas guerras, além daquelas nomeadas no atacado, pois as do varejo não param em dia nenhum, o jornalismo é sobretudo um terreno minado.
O autor tem sempre um olhar largo para as breves respostas, inserindo-as por norma no contexto apropriado, como faz ao lembrar John Reed cobrindo a Revolução Russa e Peter Arnett a Guerra do Vietnã e a do Golfo, quando entrevistou Saddam Hussein e permaneceu em Bagdá depois que todos os jornalistas, apavorados, fugiram do Iraque.
Quando um talento como Felipe Pena viceja no campus de concentração de qualquer universidade, raramente vêm pedras ou flores, vem sempre coisa pior: a indiferença. Senhor de um respeitável vitae, ele não precisa de nós, mas escreveu mais um livro que não podemos ignorar, como fizera, aliás, com A volta dos que não foram. Deonísio da Silva - Jornal do Brasil
Governo distribui livros em braile para todos os alunos cegos do ensino fundamental
1/8/2005
O governo federal vai distribuir, a partir deste mês, cerca de 40 mil livros em braile para alunos deficientes visuais de 1.244 escolas públicas e especializadas, sem fins lucrativos, de todo o país. Esta é a primeira vez no Brasil que todos os 3.443 estudantes cegos, matriculados no ensino fundamental, irão receber livros didáticos em braile. A medida compõe uma série de ações voltadas para a educação especial que prevê distribuição de material didático, formação de profissionais, instalação de laboratórios de informática e, principalmente, o crescimento da inclusão de alunos com deficiência nas escolas, que chegou a 76,4% entre os anos de 2002 e 2004.
"Nossa preocupação é garantir o direito e o acesso de todos os alunos à educação regular, além de formar os profissionais para atender a todos os alunos", afirma a secretária de Educação Especial do Ministério da Educação, Cláudia Dutra.
A produção dos exemplares em braile faz parte de um convênio entre o Ministério da Educação e a Fundação Dorina Nowill para Cegos. Estão sendo investidos R$ 1,8 milhão em títulos de matemática, português, história, geografia e ciências. Esta é a maior produção de livros desse tipo da história do país. O MEC também está estendendo a ação para os livros paradidáticos. Em 2004, 70 títulos infanto-juvenis, romances, crônicas, entre outros foram adquiridos para abastecer as bibliotecas de escolas públicas e especializadas, sem fins lucrativos, que possuem alunos cegos matriculados.
Para tornar a medida viável, o MEC aplicou, nos últimos dois anos, R$ 3 milhões na modernização do parque gráfico do Instituto Benjamin Constant (IBC) para produção e impressão de livros e outros materiais em braile. O investimento permitiu uma ampliação significativa do Programa Nacional do Livro Didático em Braile entre 2002 e 2004. No ano passado foram beneficiados 2.717 alunos de 1ª a 8ª serie, enquanto que em 2002 o programa atendia 543 estudantes de 1ª a 4ª série. Fundando em 1854, o IBC é uma referência nacional e internacional no atendimento a pessoas com deficiência visual.
O governo ainda está distribuindo, em 2005, oito mil kits específicos para alunos cegos compostos por: mochila, reglete (prancheta que possibilita a escrita pelo código braile), soroban (instrumento para cálculos matemáticos), punção (funciona como lápis para a escrita em braile), bengala, ponteira de bengala para reposição e papel sulfite. Em 2003 e 2004 outros 15 mil kits foram entregues, sendo metade para estudantes cegos e os outros 7.500 para alunos de baixa visão (mochila, caderno de pauta dupla, cadernos sem pauta, lápis 6B, caneta ponta porosa, borracha, pincel atômico, caneta hidrográfica e lupa de apoio).
Para alunos com deficiência auditiva, o MEC adquiriu 15 mil coleções de livros digitais em Libras (Língua Brasileira de Sinais) da literatura infanto-juvenil. São, ao todo, dez títulos diferentes: Alice no País das Maravilhas, Iracema, Pinóquio, Aladim, O Velho da Horta, O Alienista, O Caso da Vara, A Missa do Galo, A Cartomante e O Relógio de Ouro.
Outro destaque da ação do governo na educação especial é a formação de professores para o atendimento a estudantes com necessidades educacionais especiais. Este ano, R$ 8 milhões estão sendo destinados para a formação de 40 mil profissionais. Até o final de 2005, serão 95 mil professores formados com um repasse total de R$ 22 milhões, o maior investimento já feito pelo governo na formação de professores para atuar na educação especial. A iniciativa faz parte do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade criado em 2003 pelo Ministério da Educação. O programa repassa recursos aos estados e municípios que, com o apoio pedagógico do MEC, formam os professores. As secretarias locais de Educação ficam responsáveis por indicar os profissionais que serão formados e estes multiplicam o conhecimento em seus municípios e nas cidades vizinhas.
Já o Programa de Informática na Educação Especial - Proinesp consiste na instalação de laboratórios de informática para escolas com matrículas de alunos com deficiência, além da formação de professores para atuar nesse espaço. Este ano, serão 200 novos laboratórios para escolas da rede pública e as sem fins lucrativos. Em dezembro de 2005 serão, no total, 440 salas de informática para a educação especial funcionando em todo o país.
Inclusão
O governo vem atuando para reduzir o percentual de 36% de jovens de 0 a 17 anos com deficiência que estão fora da escola. Com as ações adotadas desde 2003, o Brasil é hoje o país da América Latina que mais inclui estudantes com necessidades educacionais especiais em escolas regulares, seguido do México e do Chile. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam o crescimento de 76,4% na matrícula de alunos com deficiência em classes comuns, passando de 110.704 em 2002 para 195.370 alunos ano passado.
De acordo com o Censo Escolar de 2004, 566.753 alunos estão matriculados na educação especial, sendo 323.258 na rede pública, ou 57% do total. Em Questão - Assessoria de Imprensa Secom
1/8/2005
O governo federal vai distribuir, a partir deste mês, cerca de 40 mil livros em braile para alunos deficientes visuais de 1.244 escolas públicas e especializadas, sem fins lucrativos, de todo o país. Esta é a primeira vez no Brasil que todos os 3.443 estudantes cegos, matriculados no ensino fundamental, irão receber livros didáticos em braile. A medida compõe uma série de ações voltadas para a educação especial que prevê distribuição de material didático, formação de profissionais, instalação de laboratórios de informática e, principalmente, o crescimento da inclusão de alunos com deficiência nas escolas, que chegou a 76,4% entre os anos de 2002 e 2004.
"Nossa preocupação é garantir o direito e o acesso de todos os alunos à educação regular, além de formar os profissionais para atender a todos os alunos", afirma a secretária de Educação Especial do Ministério da Educação, Cláudia Dutra.
A produção dos exemplares em braile faz parte de um convênio entre o Ministério da Educação e a Fundação Dorina Nowill para Cegos. Estão sendo investidos R$ 1,8 milhão em títulos de matemática, português, história, geografia e ciências. Esta é a maior produção de livros desse tipo da história do país. O MEC também está estendendo a ação para os livros paradidáticos. Em 2004, 70 títulos infanto-juvenis, romances, crônicas, entre outros foram adquiridos para abastecer as bibliotecas de escolas públicas e especializadas, sem fins lucrativos, que possuem alunos cegos matriculados.
Para tornar a medida viável, o MEC aplicou, nos últimos dois anos, R$ 3 milhões na modernização do parque gráfico do Instituto Benjamin Constant (IBC) para produção e impressão de livros e outros materiais em braile. O investimento permitiu uma ampliação significativa do Programa Nacional do Livro Didático em Braile entre 2002 e 2004. No ano passado foram beneficiados 2.717 alunos de 1ª a 8ª serie, enquanto que em 2002 o programa atendia 543 estudantes de 1ª a 4ª série. Fundando em 1854, o IBC é uma referência nacional e internacional no atendimento a pessoas com deficiência visual.
O governo ainda está distribuindo, em 2005, oito mil kits específicos para alunos cegos compostos por: mochila, reglete (prancheta que possibilita a escrita pelo código braile), soroban (instrumento para cálculos matemáticos), punção (funciona como lápis para a escrita em braile), bengala, ponteira de bengala para reposição e papel sulfite. Em 2003 e 2004 outros 15 mil kits foram entregues, sendo metade para estudantes cegos e os outros 7.500 para alunos de baixa visão (mochila, caderno de pauta dupla, cadernos sem pauta, lápis 6B, caneta ponta porosa, borracha, pincel atômico, caneta hidrográfica e lupa de apoio).
Para alunos com deficiência auditiva, o MEC adquiriu 15 mil coleções de livros digitais em Libras (Língua Brasileira de Sinais) da literatura infanto-juvenil. São, ao todo, dez títulos diferentes: Alice no País das Maravilhas, Iracema, Pinóquio, Aladim, O Velho da Horta, O Alienista, O Caso da Vara, A Missa do Galo, A Cartomante e O Relógio de Ouro.
Outro destaque da ação do governo na educação especial é a formação de professores para o atendimento a estudantes com necessidades educacionais especiais. Este ano, R$ 8 milhões estão sendo destinados para a formação de 40 mil profissionais. Até o final de 2005, serão 95 mil professores formados com um repasse total de R$ 22 milhões, o maior investimento já feito pelo governo na formação de professores para atuar na educação especial. A iniciativa faz parte do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade criado em 2003 pelo Ministério da Educação. O programa repassa recursos aos estados e municípios que, com o apoio pedagógico do MEC, formam os professores. As secretarias locais de Educação ficam responsáveis por indicar os profissionais que serão formados e estes multiplicam o conhecimento em seus municípios e nas cidades vizinhas.
Já o Programa de Informática na Educação Especial - Proinesp consiste na instalação de laboratórios de informática para escolas com matrículas de alunos com deficiência, além da formação de professores para atuar nesse espaço. Este ano, serão 200 novos laboratórios para escolas da rede pública e as sem fins lucrativos. Em dezembro de 2005 serão, no total, 440 salas de informática para a educação especial funcionando em todo o país.
Inclusão
O governo vem atuando para reduzir o percentual de 36% de jovens de 0 a 17 anos com deficiência que estão fora da escola. Com as ações adotadas desde 2003, o Brasil é hoje o país da América Latina que mais inclui estudantes com necessidades educacionais especiais em escolas regulares, seguido do México e do Chile. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam o crescimento de 76,4% na matrícula de alunos com deficiência em classes comuns, passando de 110.704 em 2002 para 195.370 alunos ano passado.
De acordo com o Censo Escolar de 2004, 566.753 alunos estão matriculados na educação especial, sendo 323.258 na rede pública, ou 57% do total. Em Questão - Assessoria de Imprensa Secom
Versão pirata de Harry Potter é vendida na China
1/8/2005, 7h42
Versão ilegal chinesa está sendo vendida três meses antes de lançamento Versões piratas do último livro de Harry Potter começaram a ser vendidas na China três meses antes do lançamento no país da edição oficial em chinês. O original em inglês de Harry Potter e o Príncipe Mestiço teve lançamento mundial em 16 de julho.
Negociada a 20 iuans (cerca de R$ 5,80), a cópia pirata em chinês do livro omite parágrafos inteiros e tem erros. Alguns fãs da obra da britânica J.K. Rowling também estão disponibilizando na internet suas próprias traduções do livro.
Harry Potter é muito popular na China, onde é conhecido como "Ha-li Bo-Te". A versão oficial em capa dura do sexto livro da série é vendida em Pequim pelo equivalente a R$ 50.
Outro final
A indústria editorial, fonográfica e cinematográfica perde centenas de milhões de dólares anualmente com a pirataria na China. Em 2003, a editora que detém os direitos de Harry Potter antecipou em dez dias o lançamento da versão traduzida de Harry Potter e a Ordem do Fênix para tentar fazer frente às versões ilegais que circulavam no mercado paralelo.
Além da versão pirata, pelo menos um leitor chinês do último livro de Harry
Potter em inglês ficou tão decepcionado com o final da história que escreveu o seu próprio desfecho. Ele postou sua versão do final no website de uma universidade. O administrador do site disse ter deletado várias versões ilegais do livro. Milhares de versões em alemão também surgiram na internet menos de 48 horas depois do lançamento de Harry Potter e o Príncipe Mestiço em inglês. Notícias BBC Brasil
1/8/2005, 7h42
Versão ilegal chinesa está sendo vendida três meses antes de lançamento Versões piratas do último livro de Harry Potter começaram a ser vendidas na China três meses antes do lançamento no país da edição oficial em chinês. O original em inglês de Harry Potter e o Príncipe Mestiço teve lançamento mundial em 16 de julho.
Negociada a 20 iuans (cerca de R$ 5,80), a cópia pirata em chinês do livro omite parágrafos inteiros e tem erros. Alguns fãs da obra da britânica J.K. Rowling também estão disponibilizando na internet suas próprias traduções do livro.
Harry Potter é muito popular na China, onde é conhecido como "Ha-li Bo-Te". A versão oficial em capa dura do sexto livro da série é vendida em Pequim pelo equivalente a R$ 50.
Outro final
A indústria editorial, fonográfica e cinematográfica perde centenas de milhões de dólares anualmente com a pirataria na China. Em 2003, a editora que detém os direitos de Harry Potter antecipou em dez dias o lançamento da versão traduzida de Harry Potter e a Ordem do Fênix para tentar fazer frente às versões ilegais que circulavam no mercado paralelo.
Além da versão pirata, pelo menos um leitor chinês do último livro de Harry
Potter em inglês ficou tão decepcionado com o final da história que escreveu o seu próprio desfecho. Ele postou sua versão do final no website de uma universidade. O administrador do site disse ter deletado várias versões ilegais do livro. Milhares de versões em alemão também surgiram na internet menos de 48 horas depois do lançamento de Harry Potter e o Príncipe Mestiço em inglês. Notícias BBC Brasil
Mídia Global
EUA aprovam emenda que permite emissão de sinais contra a Venezuela
1/8/2005, 19h06
A Câmara de Representantes dos EUA aprovou, no dia 20 de julho, uma emenda permitindo que o governo Bush transmita sinais de rádio e TV para a Venezuela. A medida é uma reação ao lançamento da Telesur, rede de TV latinoamericana que envolve os governos da Venezuela, Uruguai, Argentina e Cuba, ocorrido dia 24 de julho. Tal iniciativa poderá traduzir-se numa disputa de informações internacional.
Apresentada pelo deputado conservador Connie Mack, tal emenda (que ainda deverá ser apreciada pelo senado dos EUA) tem um caráter claramente politico-ideológico, pois a Telesur pode ameaçar a influência estadunidense sobre a América Latina, construída não somente através de políticas econômicas, mas em grande medida pela influência cultural e circulação de informações via meios de comunicação. O jornalista uruguaio Aram Aharonian, diretor geral da Telesur, classificou a iniciativa dos congressistas estadunidenses de emitir transmissões de rádio e TV contra a Venezuela como "excesso de ignorância". Em declaração à imprensa latina, ele assegurou que a emissora regional prosseguirá sem aceitar qualquer tipo de censura.
Para Aharonian, a iniciativa dos EUA é mais uma medida imperialista para tentar amedrontar os paises latinoamericanos e para criar uma imagem negativa da Telesur, canal regional que foi criado para difundir valores culturais e promover a integração da América Latina. Entidades brasileiras acompanham primeira transmissão No dia 24 de julho, a Telesur foi inaugurada com programação transmitida para as três Américas e Europa. No Brasil, os Sindicatos dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e de Brasília, entre outras entidades, apoiaram a transmissão, que também ocorreu em onda aberta pela TV Educativa do Paraná.
No Rio de Janeiro houve um ato público no dia 22 em apoio à Telesur e uma audiência coletiva da primeira transmissão, na TV Comunitária do Rio de Janeiro, no dia 24. Boletim Fenaj
EUA aprovam emenda que permite emissão de sinais contra a Venezuela
1/8/2005, 19h06
A Câmara de Representantes dos EUA aprovou, no dia 20 de julho, uma emenda permitindo que o governo Bush transmita sinais de rádio e TV para a Venezuela. A medida é uma reação ao lançamento da Telesur, rede de TV latinoamericana que envolve os governos da Venezuela, Uruguai, Argentina e Cuba, ocorrido dia 24 de julho. Tal iniciativa poderá traduzir-se numa disputa de informações internacional.
Apresentada pelo deputado conservador Connie Mack, tal emenda (que ainda deverá ser apreciada pelo senado dos EUA) tem um caráter claramente politico-ideológico, pois a Telesur pode ameaçar a influência estadunidense sobre a América Latina, construída não somente através de políticas econômicas, mas em grande medida pela influência cultural e circulação de informações via meios de comunicação. O jornalista uruguaio Aram Aharonian, diretor geral da Telesur, classificou a iniciativa dos congressistas estadunidenses de emitir transmissões de rádio e TV contra a Venezuela como "excesso de ignorância". Em declaração à imprensa latina, ele assegurou que a emissora regional prosseguirá sem aceitar qualquer tipo de censura.
Para Aharonian, a iniciativa dos EUA é mais uma medida imperialista para tentar amedrontar os paises latinoamericanos e para criar uma imagem negativa da Telesur, canal regional que foi criado para difundir valores culturais e promover a integração da América Latina. Entidades brasileiras acompanham primeira transmissão No dia 24 de julho, a Telesur foi inaugurada com programação transmitida para as três Américas e Europa. No Brasil, os Sindicatos dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e de Brasília, entre outras entidades, apoiaram a transmissão, que também ocorreu em onda aberta pela TV Educativa do Paraná.
No Rio de Janeiro houve um ato público no dia 22 em apoio à Telesur e uma audiência coletiva da primeira transmissão, na TV Comunitária do Rio de Janeiro, no dia 24. Boletim Fenaj
Imprensa FNDC
Inscreva-se para receber o e-Fórum e o Clipping FNDC enviando um e-mail em branco para fndc-brasil-subscribe@...
Participe da lista nacional de discussão do FNDC enviando um e-mail em branco para fndc-debates-subscribe@...