
CLIPPING DO DIA
28 de junho de 2005
Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação
Política
Super-ministério enfrenta resistência dentro do governo
Minicom procura desmentir rumores sobre a saída de Eunício
DNA não é a agência que mais cresceu, afirma Ibope
Lula nega estar decepcionado com Dirceu
Correios negam suspeitas de fraude em licitações e contratos
Calheiros quer definição urgente sobre apoio do PMDB
PMDB resiste a acordo com Lula
Em nota, Correios negam suspeitas de fraudes em licitações e contratos
Valério deverá provar compras de animais
Apoio do PMDB vai custar muito caro ao governo
Gushiken vê equívoco nas críticas
Pode esperar
Super-ministério enfrenta resistência dentro do governo
Minicom procura desmentir rumores sobre a saída de Eunício
DNA não é a agência que mais cresceu, afirma Ibope
Lula nega estar decepcionado com Dirceu
Correios negam suspeitas de fraude em licitações e contratos
Calheiros quer definição urgente sobre apoio do PMDB
PMDB resiste a acordo com Lula
Em nota, Correios negam suspeitas de fraudes em licitações e contratos
Valério deverá provar compras de animais
Apoio do PMDB vai custar muito caro ao governo
Gushiken vê equívoco nas críticas
Pode esperar
Regulação
Telecomunicações vive seu pior momento, desabafa Walter Pinheiro
Pinheiro ataca atuação do governo em telecomunicação
Situação financeira da Anatel não está melhor
Telecomunicações vive seu pior momento, desabafa Walter Pinheiro
Pinheiro ataca atuação do governo em telecomunicação
Situação financeira da Anatel não está melhor
Legislação de Comunicação
MinC e Ancine regulamentam a cota de tela
Empresários pedem uma só lei de comunicação e telecom
MinC e Ancine regulamentam a cota de tela
Empresários pedem uma só lei de comunicação e telecom
Política de TV por Assinatura
Conselho de Comunicação discutirá qualidade de TV paga
Conselho de Comunicação discutirá qualidade de TV paga
Internet
Ocorrência policial pela Internet
Música na internet sofre golpe
Redes de troca de arquivo sofrem derrota nos EUA
Hollywood ganha ação crucial para internet
Suprema Corte dos EUA decide que sites podem responder por pirataria
Suprema Corte proíbe pirataria na internet
Hollywood ganha uma batalha contra a pirataria
Ocorrência policial pela Internet
Música na internet sofre golpe
Redes de troca de arquivo sofrem derrota nos EUA
Hollywood ganha ação crucial para internet
Suprema Corte dos EUA decide que sites podem responder por pirataria
Suprema Corte proíbe pirataria na internet
Hollywood ganha uma batalha contra a pirataria
Televisão
Pela pluralidade na comunicação
Cultura bate Globo no Ibope
SBT em Londres
Cultura bate recorde com Argentina vs. México
Pela pluralidade na comunicação
Cultura bate Globo no Ibope
SBT em Londres
Cultura bate recorde com Argentina vs. México
Audiovisual
Mostra faz panorama da produção latina
Mostra faz panorama da produção latina
Projeto chega ao interior de SP
Revelações sobre a suposta crise do cinema
Festival reunirá filmes inéditos da América Latina
Política e cultura dominam as produções
Da água para o vinho
Revelações sobre a suposta crise do cinema
Festival reunirá filmes inéditos da América Latina
Política e cultura dominam as produções
Da água para o vinho
Cultura
Inscrições para os programas Cultura Viva e Pontos de Cultura vão até domingo
Inscrições para os programas Cultura Viva e Pontos de Cultura vão até domingo
Imprensa & Jornalismo
A imprensa e o poder
A imprensa e o poder
Informática
Microsoft e Toshiba fecham acordo
Microsoft e Toshiba fecham acordo
Mercado de Comunicação
Record vê demanda no mercado para Copa 2006
Google monta escritório em São Paulo para vender publicidade
Record vê demanda no mercado para Copa 2006
Google monta escritório em São Paulo para vender publicidade
Telecom
Teles propõem reajuste de 7,27% já em julho
Teles propõem reajuste de 7,27%
Teles defendem mais prazo para 3G
BrT marca AGE para mudar conselho em 27 de julho
Teles propõem reajuste de 7,27% já em julho
Teles propõem reajuste de 7,27%
Teles defendem mais prazo para 3G
BrT marca AGE para mudar conselho em 27 de julho
Sociedade da Comunicação
Negroponte propõe a ministros trocar livro didático por laptop
Diretor do MIT mostra ao governo o $ 100 laptop
Negroponte propõe a ministros trocar livro didático por laptop
Diretor do MIT mostra ao governo o $ 100 laptop
Literatura e Mercado Editorial
Dedo na ferida do mercado editorial
Dedo na ferida do mercado editorial
Mídia Global
Governo venezuelano conta com vasta rede de comunicação pública
Governo venezuelano conta com vasta rede de comunicação pública
Política
Super-ministério enfrenta resistência dentro do governo
27/06/2005, 18h44
A idéia de extinção do Ministério das Comunicações, ventilada na semana passada no âmbito das especulações sobre a reforma ministerial, levantou manifestações contrárias de executivos da indústria de telecomunicações reunidos na Costa do Sauípe (Bahia) durante o último final de semana, quando aconteceu o Painel Telebrasil, principal foco de repercussão da polêmica. Agora, são membros do governo que reservadamente criticam a proposta, considerando-a "um delírio da ministra Dilma Rousseff". Segundo uma fonte altamente qualificada, há uma diferença entre a secretaria que ela comandou no Estado do Rio Grande do Sul, que agrupava energia, telecomunicações e transporte, e a abrangência que um ministério da infra-estrutura teria. É uma questão de "sensibilidade política", diz a fonte. Vale lembrar que uma das idéias é que o ministério da infra-estrutura seja, contudo, resultado da fusão das pastas de Cidades, Integração e Comunicações.
Improvável
A possibilidade de um ministério da infra-estrutura ser implementado terá que necessariamente passar pela concordância do PMDB. E é possível afirmar que, mesmo entre os peemedebistas que desejam a ampliação da presença de seu partido no governo, há rejeição à idéia. Entre as razões objetivamente técnicas que não recomendariam a adoção de um ministério de tal porte neste momento estão as peculiaridades do setor de comunicações. Mas existem também razões políticas.
Em primeiro lugar, o setor é um dos líderes do desenvolvimento tecnológico, com uma importância estratégica tremenda para realizar a inclusão social através dos processos de inclusão digital, entre outros. Uma segunda razão política é bastante conjuntural: as agências, que deveriam garantir a continuidade da ação estatal no setor, foram descaracterizadas em relação ao que eram. O atual governo as tornou, em alguns casos, até instáveis, não apenas pela nomeação de nomes com excessivas ligações políticas para cargos técnicos, mas também pelo projeto de lei (PL 3.337/04) que provocou enorme celeuma na Câmara dos Deputados, nas próprias agências e, no fim, acabou praticamente abandonado pelo Executivo, que o propôs.
Por fim, contra a idéia de um ministério da infra-estrutura há um argumento político quase definitivo: o ministério teria poder demais para um ministro só, e não há no PMDB quem se disponha a ceder espaço para qualquer político (mesmo do próprio partido) para exercê-lo. Como diz um insuspeito peemedebista, "para as eleições do próximo ano, o PMDB tem pelo menos meia dúzia de candidatos a vice-presidente e nenhum candidato a presidente", ou seja, qualquer um dos candidatos a vice ganharia muito prestígio se assumisse um ministério da infra-estrutura, e naturalmente teria cacife para ser "o candidato a presidente que está faltando". Evidentemente, os outros "cinco" não vão permitir tal ousadia.
Senado contra A idéia de um super-ministério também não agrada a pelo menos um importante senador do PMDB, o mineiro Helio Costa, presidente da Comissão de Educação do Senado. Nesta terça, 28, Hélio Costa pretende se manifestar para rechaçar a idéia. O governo necessita da concordância do maior número possível de representantes do PMDB para garantir o apoio do partido, inclusive assumindo ministérios. Certamente, a manifestação do senador Hélio Costa, que como vice-líder do governo no Senado é favorável à ampliação da participação de seu partido no governo, será levada em consideração. Carlos Eduardo Zanatta - TELA VIVA News
Super-ministério enfrenta resistência dentro do governo
27/06/2005, 18h44
A idéia de extinção do Ministério das Comunicações, ventilada na semana passada no âmbito das especulações sobre a reforma ministerial, levantou manifestações contrárias de executivos da indústria de telecomunicações reunidos na Costa do Sauípe (Bahia) durante o último final de semana, quando aconteceu o Painel Telebrasil, principal foco de repercussão da polêmica. Agora, são membros do governo que reservadamente criticam a proposta, considerando-a "um delírio da ministra Dilma Rousseff". Segundo uma fonte altamente qualificada, há uma diferença entre a secretaria que ela comandou no Estado do Rio Grande do Sul, que agrupava energia, telecomunicações e transporte, e a abrangência que um ministério da infra-estrutura teria. É uma questão de "sensibilidade política", diz a fonte. Vale lembrar que uma das idéias é que o ministério da infra-estrutura seja, contudo, resultado da fusão das pastas de Cidades, Integração e Comunicações.
Improvável
A possibilidade de um ministério da infra-estrutura ser implementado terá que necessariamente passar pela concordância do PMDB. E é possível afirmar que, mesmo entre os peemedebistas que desejam a ampliação da presença de seu partido no governo, há rejeição à idéia. Entre as razões objetivamente técnicas que não recomendariam a adoção de um ministério de tal porte neste momento estão as peculiaridades do setor de comunicações. Mas existem também razões políticas.
Em primeiro lugar, o setor é um dos líderes do desenvolvimento tecnológico, com uma importância estratégica tremenda para realizar a inclusão social através dos processos de inclusão digital, entre outros. Uma segunda razão política é bastante conjuntural: as agências, que deveriam garantir a continuidade da ação estatal no setor, foram descaracterizadas em relação ao que eram. O atual governo as tornou, em alguns casos, até instáveis, não apenas pela nomeação de nomes com excessivas ligações políticas para cargos técnicos, mas também pelo projeto de lei (PL 3.337/04) que provocou enorme celeuma na Câmara dos Deputados, nas próprias agências e, no fim, acabou praticamente abandonado pelo Executivo, que o propôs.
Por fim, contra a idéia de um ministério da infra-estrutura há um argumento político quase definitivo: o ministério teria poder demais para um ministro só, e não há no PMDB quem se disponha a ceder espaço para qualquer político (mesmo do próprio partido) para exercê-lo. Como diz um insuspeito peemedebista, "para as eleições do próximo ano, o PMDB tem pelo menos meia dúzia de candidatos a vice-presidente e nenhum candidato a presidente", ou seja, qualquer um dos candidatos a vice ganharia muito prestígio se assumisse um ministério da infra-estrutura, e naturalmente teria cacife para ser "o candidato a presidente que está faltando". Evidentemente, os outros "cinco" não vão permitir tal ousadia.
Senado contra A idéia de um super-ministério também não agrada a pelo menos um importante senador do PMDB, o mineiro Helio Costa, presidente da Comissão de Educação do Senado. Nesta terça, 28, Hélio Costa pretende se manifestar para rechaçar a idéia. O governo necessita da concordância do maior número possível de representantes do PMDB para garantir o apoio do partido, inclusive assumindo ministérios. Certamente, a manifestação do senador Hélio Costa, que como vice-líder do governo no Senado é favorável à ampliação da participação de seu partido no governo, será levada em consideração. Carlos Eduardo Zanatta - TELA VIVA News
Minicom procura desmentir rumores sobre a saída de Eunício
27/06/2005
O Ministério das Comunicações continua a afirmar que Eunício Oliveira permanece à frente do órgão, apesar da crescente especulação em Brasília sobre uma mudança no comando da pasta. A reforma ministerial, que está sendo estruturada para ajudar o governo a contornar a crise política, era esperada para o início desta semana, mas ainda não há consenso no PMDB quanto ao aumento de sua presença na Esplanada dos Ministérios. Os rumores são de que, caso o PMDB mantenha a pasta das Comunicações, Eunício seja substituído por outro peemedebista. Na última sexta-feira, o ministro da Educação, Tarso Genro, disse que o presidente Lula não deve manter ministros que pretendam concorrer às eleições em 2006, o que afetaria Eunício Oliveira, provável candidato ao governo do Ceará. A assessoria de imprensa do Minicom informou que a agenda de Eunício para a terça-feira está mantida, incluindo uma reunião com Nicolas Negroponte, idealizador do programa do Media Laboratory do MIT (Massachusetts Institute of Tecnology) para a criação de um laptop de US$ 100 a ser usado por alunos das escolas públicas. Patricia Costa - Telecom Online
27/06/2005
O Ministério das Comunicações continua a afirmar que Eunício Oliveira permanece à frente do órgão, apesar da crescente especulação em Brasília sobre uma mudança no comando da pasta. A reforma ministerial, que está sendo estruturada para ajudar o governo a contornar a crise política, era esperada para o início desta semana, mas ainda não há consenso no PMDB quanto ao aumento de sua presença na Esplanada dos Ministérios. Os rumores são de que, caso o PMDB mantenha a pasta das Comunicações, Eunício seja substituído por outro peemedebista. Na última sexta-feira, o ministro da Educação, Tarso Genro, disse que o presidente Lula não deve manter ministros que pretendam concorrer às eleições em 2006, o que afetaria Eunício Oliveira, provável candidato ao governo do Ceará. A assessoria de imprensa do Minicom informou que a agenda de Eunício para a terça-feira está mantida, incluindo uma reunião com Nicolas Negroponte, idealizador do programa do Media Laboratory do MIT (Massachusetts Institute of Tecnology) para a criação de um laptop de US$ 100 a ser usado por alunos das escolas públicas. Patricia Costa - Telecom Online
DNA não é a agência que mais cresceu, afirma Ibope
28/6/2005
O Ibope errou. A DNA Propaganda não foi a agência de publicidade que mais cresceu entre 2003 e 2004, como o jornal "Meio & Mensagem" havia divulgado há duas semanas -a Folha reproduziu a tabela errada no último dia 14. Nela, a agência que tem Marcos Valério de Souza entre seus sócios aparecia com um aumento de faturamento de 203%.
Nova tabela, divulgada ontem pelo "Meio & Mensagem", coloca a Casablanca no topo do ranking -a agência cresceu 2.263%, segundo o Ibope. O Ibope estima o faturamento das agências a partir da contagem dos anúncios veiculados nos meios. Sobre o valor é aplicado o desconto médio de cada mídia sobre o preço de tabela (de 50% em revista e de 74% em jornal, por exemplo).
No novo ranking, a DNA caiu da primeira para a 22ª posição. A SMPB, outra agência de que Marcos Valério é sócio, aparece na nova tabela em sétimo lugar -no ranking anterior, ela figurava, mas não dava para saber em que lugar no ranking.
Critérios diferentes
O Ibope errou porque comparou valores obtidos com critérios diferentes, segundo Dora Câmara, diretora comercial da empresa. Em 2004, o faturamento das agências incluía anunciantes que dividiam seus investimentos para mais de uma agência (o valor era dividido igualmente). Em 2003, não foram contabilizadas contas que elas dividiam.
No caso da DNA, não havia sido contabilizado em 2003 o faturamento que obtivera, por exemplo, com o Banco do Brasil. A agência atende o BB, o maior anunciante público do país, junto com a agência D+. O faturamento da DNA em 2003, que havia sido estimado pelo Ibope em R$ 23,263 milhões, passou para R$ 52,625 milhões com a contabilização dos gastos dos anunciantes que têm mais de uma agência.
A SNPB, que atende a Caixa Econômica Federal, aparece com o segundo maior crescimento na nova tabela (1.318%). A Matisse, agência de Campinas contratada pela Petrobras, ocupa a terceira posição (crescimento de 378%).
Distorções
O novo ranking também está errado, segundo Juliano Sales, sócio da Casablanca. "Essa tabela está completamente distorcida. Crescemos 20%, e não mais de 2.000%. é irresponsabilidade o Ibope divulgar esses dados."
O erro, segundo ele, deve ter sido causado pelos anúncios do Ministério da Educação, um de seus clientes. Por conta de um convênio com a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão, o MEC tem direito a veicular gratuitamente 15 minutos por semana em rádio e TV. A Sales ganha pela produção do anúncio, mas não pela veiculação. Se ganhasse por isso, a agência teria direito a 15% do valor que custou o anúncio nos dois meios.
Dora Câmara diz que o Ibope "não tem condições" de saber se o MEC veicula anúncios de graça. "Claro que isso provoca distorção. Nunca dissemos que somos donos da verdade." A diretora diz que o Ibope preferia não divulgar esse ranking. "Mas nossos clientes estavam usando essas informações, cada um com um critério diferente", afirma.
O ideal, de acordo com ela, seria elaborar o ranking a partir do faturamento das agências, mas esse dado não é público. Folha de São Paulo
28/6/2005
O Ibope errou. A DNA Propaganda não foi a agência de publicidade que mais cresceu entre 2003 e 2004, como o jornal "Meio & Mensagem" havia divulgado há duas semanas -a Folha reproduziu a tabela errada no último dia 14. Nela, a agência que tem Marcos Valério de Souza entre seus sócios aparecia com um aumento de faturamento de 203%.
Nova tabela, divulgada ontem pelo "Meio & Mensagem", coloca a Casablanca no topo do ranking -a agência cresceu 2.263%, segundo o Ibope. O Ibope estima o faturamento das agências a partir da contagem dos anúncios veiculados nos meios. Sobre o valor é aplicado o desconto médio de cada mídia sobre o preço de tabela (de 50% em revista e de 74% em jornal, por exemplo).
No novo ranking, a DNA caiu da primeira para a 22ª posição. A SMPB, outra agência de que Marcos Valério é sócio, aparece na nova tabela em sétimo lugar -no ranking anterior, ela figurava, mas não dava para saber em que lugar no ranking.
Critérios diferentes
O Ibope errou porque comparou valores obtidos com critérios diferentes, segundo Dora Câmara, diretora comercial da empresa. Em 2004, o faturamento das agências incluía anunciantes que dividiam seus investimentos para mais de uma agência (o valor era dividido igualmente). Em 2003, não foram contabilizadas contas que elas dividiam.
No caso da DNA, não havia sido contabilizado em 2003 o faturamento que obtivera, por exemplo, com o Banco do Brasil. A agência atende o BB, o maior anunciante público do país, junto com a agência D+. O faturamento da DNA em 2003, que havia sido estimado pelo Ibope em R$ 23,263 milhões, passou para R$ 52,625 milhões com a contabilização dos gastos dos anunciantes que têm mais de uma agência.
A SNPB, que atende a Caixa Econômica Federal, aparece com o segundo maior crescimento na nova tabela (1.318%). A Matisse, agência de Campinas contratada pela Petrobras, ocupa a terceira posição (crescimento de 378%).
Distorções
O novo ranking também está errado, segundo Juliano Sales, sócio da Casablanca. "Essa tabela está completamente distorcida. Crescemos 20%, e não mais de 2.000%. é irresponsabilidade o Ibope divulgar esses dados."
O erro, segundo ele, deve ter sido causado pelos anúncios do Ministério da Educação, um de seus clientes. Por conta de um convênio com a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão, o MEC tem direito a veicular gratuitamente 15 minutos por semana em rádio e TV. A Sales ganha pela produção do anúncio, mas não pela veiculação. Se ganhasse por isso, a agência teria direito a 15% do valor que custou o anúncio nos dois meios.
Dora Câmara diz que o Ibope "não tem condições" de saber se o MEC veicula anúncios de graça. "Claro que isso provoca distorção. Nunca dissemos que somos donos da verdade." A diretora diz que o Ibope preferia não divulgar esse ranking. "Mas nossos clientes estavam usando essas informações, cada um com um critério diferente", afirma.
O ideal, de acordo com ela, seria elaborar o ranking a partir do faturamento das agências, mas esse dado não é público. Folha de São Paulo
Lula nega estar decepcionado com Dirceu
28/6/2005
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que "carece por completo de fundamento" a informação publicada ontem pela Folha de que ele se disse decepcionado com o ex-ministro José Dirceu e o tesoureiro do PT, Delúbio Soares.
"O presidente da República desmente as frases que lhe foram atribuídas e desautoriza qualquer manifestação em seu nome ou deduções sobre o seu pensamento", diz a nota.
A Folha, porém, apurou que Lula disse, numa série de desabafos recentes que Dirceu e Delúbio "não mereceram" a sua "confiança".
A matéria relatou as seguintes frases: "Olha a fria em que meteram o meu governo", "Nunca pedi a ninguém que desse dinheiro a ninguém em meu nome" e "Não acredito que tenham feito isso [mensalão]".
O presidente fez questão de declarar que acredita na honestidade pessoal de Dirceu, mas afirmou que o ex-ministro levou para o governo um "péssimo hábito" que tinha no PT: "montar aparelhos". No PT e na Casa Civil, Dirceu criou grupos que atuavam de forma autônoma em relação às estruturas maiores. Lula disse que, muitas vezes, era surpreendido por acertos e providências tomadas por Dirceu dos quais não tinha ciência.
Publicamente, Dirceu já disse que sempre atuou no governo de acordo com a orientação do presidente.
No seu programa quinzenal de rádio "Café com o Presidente", Lula falou sobre a agenda positiva da sua gestão. Disse que, a partir de julho deste ano, haverá "uma série de coisas extremamente importantes no país". Folha de São Paulo
28/6/2005
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que "carece por completo de fundamento" a informação publicada ontem pela Folha de que ele se disse decepcionado com o ex-ministro José Dirceu e o tesoureiro do PT, Delúbio Soares.
"O presidente da República desmente as frases que lhe foram atribuídas e desautoriza qualquer manifestação em seu nome ou deduções sobre o seu pensamento", diz a nota.
A Folha, porém, apurou que Lula disse, numa série de desabafos recentes que Dirceu e Delúbio "não mereceram" a sua "confiança".
A matéria relatou as seguintes frases: "Olha a fria em que meteram o meu governo", "Nunca pedi a ninguém que desse dinheiro a ninguém em meu nome" e "Não acredito que tenham feito isso [mensalão]".
O presidente fez questão de declarar que acredita na honestidade pessoal de Dirceu, mas afirmou que o ex-ministro levou para o governo um "péssimo hábito" que tinha no PT: "montar aparelhos". No PT e na Casa Civil, Dirceu criou grupos que atuavam de forma autônoma em relação às estruturas maiores. Lula disse que, muitas vezes, era surpreendido por acertos e providências tomadas por Dirceu dos quais não tinha ciência.
Publicamente, Dirceu já disse que sempre atuou no governo de acordo com a orientação do presidente.
No seu programa quinzenal de rádio "Café com o Presidente", Lula falou sobre a agenda positiva da sua gestão. Disse que, a partir de julho deste ano, haverá "uma série de coisas extremamente importantes no país". Folha de São Paulo
Correios negam suspeitas de fraude em licitações e contratos
28/6/2005, 13h44
A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) divulgou nota neste domingo em resposta às recentes denúncias de fraude em contratos e licitações na estatal.
No caso do contrato entre os Correios e o Bradesco, para atuar no Banco Postal - espécie de correspondente bancário -, a nota afirma que o banco foi selecionado por meio de processo seletivo público. Em depoimento à CPI dos Correios na semana passada, o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração dos Correios Maurício Marinho questionou os contratos entre as duas empresas.
Com relação à SkyMaster, empresa de transporte aéreo, a nota explica que a empresa passou a operar linhas da Rede Postal Aérea Noturna a partir de junho de 2001. Entre junho de 2001 e abril de 2005, "houve aumentos e reduções, mais ou menos significativos nos valores contratados, em função do número e do tipo de linhas operadas", diz a nota. Em depoimento à Comissão de Ética da Câmara, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) disse que havia um superfaturamento de até 300% nos contratos do serviço.
O comunicado dos Correios diz ainda que o último contrato firmado com agências de publicidade "foi a licitação mais concorrida de que se tem registro nessa área" e que o sistema de patrocínio dos Correios teve seu processo reformulado em 2003, quando foi instalada a seleção pública de projetos pela internet. Marinho, em seu depoimento, pediu para a CPI verificar a destinação de recursos de patrocínio feitas pelo Departamento de Marketing dos Correios. Segundo ele, os contratos seriam aprovados pela Secom (Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica). No último dia 22, a Secom divulgou nota em que afirma que os órgãos são responsáveis pela execução e acompanhamento dos contratos de publicidade.
A estatal afirma que a empresa NovaData, entre 2003 e 2005, venceu apenas três licitações. Com relação ao consórcio Alpha, integrado pela NovaData e pela Positivo, para a aquisição de kits para o Banco Postal, a ECT afirma que o contrato teve quatro aditivos em função de ajustes de especificações. No depoimento, Marinho questionou quantos kits foram adquiridos, onde estão e como foram feitos. A nota diz também que a licitação para o Correio Híbrido Postal foi vencida pelo consórcio BR Postal, composto por nove empresas, sendo seis nacionais; e que os contratos para a aquisição de cofres foram vencidos por três empresas, uma delas a Comam (Comércio Alvorada de Manufaturados), do empresário Arthur Wascheck Neto, responsável pela gravação da fita que deu início às investigações sobre corrupção na estatal. A empresa diz que a Comam foi multada em R$ 997,2 mil por ressalvas nas inspeções de amostras, recusa de lotes e atrasos na entrega.
De acordo com a nota, "os contratos firmados pelos Correios são regularmente verificados por auditorias internas e externas". O comunicado informa ainda que a empresa "agirá firmemente em todas as instâncias legais em busca do reparo à lesão do seu patrimônio moral e material". Correio Braziliense
28/6/2005, 13h44
A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) divulgou nota neste domingo em resposta às recentes denúncias de fraude em contratos e licitações na estatal.
No caso do contrato entre os Correios e o Bradesco, para atuar no Banco Postal - espécie de correspondente bancário -, a nota afirma que o banco foi selecionado por meio de processo seletivo público. Em depoimento à CPI dos Correios na semana passada, o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração dos Correios Maurício Marinho questionou os contratos entre as duas empresas.
Com relação à SkyMaster, empresa de transporte aéreo, a nota explica que a empresa passou a operar linhas da Rede Postal Aérea Noturna a partir de junho de 2001. Entre junho de 2001 e abril de 2005, "houve aumentos e reduções, mais ou menos significativos nos valores contratados, em função do número e do tipo de linhas operadas", diz a nota. Em depoimento à Comissão de Ética da Câmara, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) disse que havia um superfaturamento de até 300% nos contratos do serviço.
O comunicado dos Correios diz ainda que o último contrato firmado com agências de publicidade "foi a licitação mais concorrida de que se tem registro nessa área" e que o sistema de patrocínio dos Correios teve seu processo reformulado em 2003, quando foi instalada a seleção pública de projetos pela internet. Marinho, em seu depoimento, pediu para a CPI verificar a destinação de recursos de patrocínio feitas pelo Departamento de Marketing dos Correios. Segundo ele, os contratos seriam aprovados pela Secom (Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica). No último dia 22, a Secom divulgou nota em que afirma que os órgãos são responsáveis pela execução e acompanhamento dos contratos de publicidade.
A estatal afirma que a empresa NovaData, entre 2003 e 2005, venceu apenas três licitações. Com relação ao consórcio Alpha, integrado pela NovaData e pela Positivo, para a aquisição de kits para o Banco Postal, a ECT afirma que o contrato teve quatro aditivos em função de ajustes de especificações. No depoimento, Marinho questionou quantos kits foram adquiridos, onde estão e como foram feitos. A nota diz também que a licitação para o Correio Híbrido Postal foi vencida pelo consórcio BR Postal, composto por nove empresas, sendo seis nacionais; e que os contratos para a aquisição de cofres foram vencidos por três empresas, uma delas a Comam (Comércio Alvorada de Manufaturados), do empresário Arthur Wascheck Neto, responsável pela gravação da fita que deu início às investigações sobre corrupção na estatal. A empresa diz que a Comam foi multada em R$ 997,2 mil por ressalvas nas inspeções de amostras, recusa de lotes e atrasos na entrega.
De acordo com a nota, "os contratos firmados pelos Correios são regularmente verificados por auditorias internas e externas". O comunicado informa ainda que a empresa "agirá firmemente em todas as instâncias legais em busca do reparo à lesão do seu patrimônio moral e material". Correio Braziliense
Calheiros quer definição urgente sobre apoio do PMDB
27/06/2005, 14h41
27/06/2005, 14h41
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cobrou na manhã desta segunda-feira urgência sobre a definição do apoio dos peemedebistas ao governo federal. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu quatro Ministérios ao partido - Minas e Energia, Cidades, Saúde e Integração Nacional. Aventou a possibilidade de o partido manter os que já possui, Previdência e Comunicações, desde que se contente ao final da reforma ministerial com quatro pastas.
Uma reunião de cúpula do PMDB, marcada para discutir a proposta de Lula, só deve acontecer à noite. O encontro será reservado. O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), tem chegada prevista para Brasília, às 16h. Ao contrário de convocar uma convenção nacional para debater o apoio ao governo, ele defende que somente a Executiva Nacional e as bancadas opinem sobre o assunto. "Temos que pensar na governabilidade. O governo não pode ficar esperando. O PMDB é importante neste momento", avaliou. O senador concorda que o seu partido está dividido nesta questão.
Uma ala do PMDB, liderada pelos sete governadores da legenda, não quer que o partido se contamine com as crises do governo petista e com isto atrapalhe os projetos eleitorais peemedebistas para 2006.
Outra ala a qual pertence Calheiros, defende que o PMDB dê apoio e sustentação ao governo Lula e aumente sua participação no governo, com o aumento do número de ministérios. Outro nome de peso do partido a apoiar esta idéia é o ex-presidente da República, senador José Sarney (AP).
Recesso
Sobre o recesso parlamentar de julho e uma possível auto-convocação do Congresso, Calheiros disse que fará todo o esforço para que o Legislativo tenha seu recesso. Para que isto ocorra é preciso que a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) seja votada, ressaltou Calheiros.
De acordo com Calheiros, o recesso não impedirá a continuidade do funcionamento das CPIs em funcionamento no Congresso. "O recesso não tem nada a ver com CPI. A CPI vai continuar funcionando e eu vou colaborar para isso. Mas no que depender de mim, nós vamos ter recesso", afirmou. Correio Braziliense
Uma reunião de cúpula do PMDB, marcada para discutir a proposta de Lula, só deve acontecer à noite. O encontro será reservado. O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), tem chegada prevista para Brasília, às 16h. Ao contrário de convocar uma convenção nacional para debater o apoio ao governo, ele defende que somente a Executiva Nacional e as bancadas opinem sobre o assunto. "Temos que pensar na governabilidade. O governo não pode ficar esperando. O PMDB é importante neste momento", avaliou. O senador concorda que o seu partido está dividido nesta questão.
Uma ala do PMDB, liderada pelos sete governadores da legenda, não quer que o partido se contamine com as crises do governo petista e com isto atrapalhe os projetos eleitorais peemedebistas para 2006.
Outra ala a qual pertence Calheiros, defende que o PMDB dê apoio e sustentação ao governo Lula e aumente sua participação no governo, com o aumento do número de ministérios. Outro nome de peso do partido a apoiar esta idéia é o ex-presidente da República, senador José Sarney (AP).
Recesso
Sobre o recesso parlamentar de julho e uma possível auto-convocação do Congresso, Calheiros disse que fará todo o esforço para que o Legislativo tenha seu recesso. Para que isto ocorra é preciso que a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) seja votada, ressaltou Calheiros.
De acordo com Calheiros, o recesso não impedirá a continuidade do funcionamento das CPIs em funcionamento no Congresso. "O recesso não tem nada a ver com CPI. A CPI vai continuar funcionando e eu vou colaborar para isso. Mas no que depender de mim, nós vamos ter recesso", afirmou. Correio Braziliense
PMDB resiste a acordo com Lula
28/6/2005
A precária unidade do PMDB não resistiu à oferta de quatro ministérios feita pelo presidente Luiz Inácio Lula Lula: o partido "rachou" de novo. A ala governista, liderada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o líder da bancada, Ney Suassuna (PB), e o ex-presidente José Sarney (AP), defende que a legenda aceite a proposta de governo de coalizão. Encabeçada pelos governadores peemedebistas, a maioria dos diretórios regionais rejeita a proposta de participação no primeiro escalão. "A posição majoritária é pela não-aceitação dos cargos", disse o presidente do partido, Michel Temer (SP), ontem, ao chegar para um encontro com Calheiros.
A reação contrária começou no dia do almoço de Temer e Calheiros com o presidente Lula, na sexta-feira passada. "Basta dizer que logo ao sair do almoço com o presidente eu recebi telefonemas dos diretórios, de governadores, fiz algumas ligações e a resposta era de não participar do governo", explica Temer. No encontro, o presidente Lula formalizou um convite ao PMDB para a formação de um governo de coalizão com a ampliação do espaço do partido no primeiro escalão, de modo a garantir um apoio estável no Congresso e enfrentar a crise política. Seriam oferecidas aos peemedebistas, além dos ministérios da Previdência e Comunicações, que o partido já ocupa, as "substanciosas" pastas da Saúde e de Minas Energia.
A cúpula do PMDB ainda não sabe como vai administrar o "racha". Temer discute com Renan e Sarney uma maneira de fazer uma consulta formal ao partido sobre a proposta de Lula e manter boa convivência entre as duas alas . Também quer evitar o aprofundamento da crise política. Qualquer que seja a forma de consulta, Temer disse que o partido quer decidir o assunto logo: "Entendo a necessidade que Lula tem de uma resposta rápida".
O melhor mecanismo seria uma convenção nacional, o que levaria a decisão para a próxima semana, mas a ala governista avalia que essa solução somente tem sentido se a maioria for a favor da participação no ministério, o que ainda não é o caso. Seria uma forma de revogar a decisão anterior, de afastamento do governo. Com a maioria contra o governo de coalizão com o PT, a convenção seria uma maneira de desgastar ainda mais o presidente Lula, o que não interessa aos governistas.
Senadores
Ontem, 20 dos 23 senadores do PMDB divulgaram uma nota de apoio à proposta de Lula. "Os senadores do PMDB consideram que os interesses maiores do país devem estar acima de divergências regionais ou eleitorais, até porque a proposta que deve ser analisada exclui qualquer entendimento com vistas às eleições do ano que vem", destaca o documento. Sua aprovação foi uma demonstração de força do presidente do Senado. "O PMDB tem um compromisso com a governabilidade. Sem o apoio do partido ao governo, o país iria para o caos econômico, à ruína. Nós temos responsabilidade", argumenta Renan. O líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR), quer discutir e aprovar a nota dos senadores na reunião da bancada de deputados marcada para a próxima quarta-feira.
Todos se dizem a favor da "governabilidade", mas a proposta de governo de coalizão não entusiasma os governadores do partido. Para o gaúcho Germano Rigotto, seria uma demonstração de fisiologismo. "É melhor apoiar a governabilidade e não ocupar cargos", argumenta. Rigotto mantém uma queda de braços com Palocci, por causa dos repasses de recursos da Lei Kandir. O governador catarinense Luiz Henrique reclama porque o Ministério da Fazenda não avaliza cerca de R$ 70 milhões em financiamentos internacionais captados pelo estado. A governadora do Rio, Rosinha Matheus, desde a posse do Lula, reivindica a liberação de recursos da conta paralela da privatização do Banerj. As críticas à falta de investimentos federais nos estados são generalizadas. Até o pernambucano Jarbas Vasconcelos, com quem Lula tem boas relações pessoais, reclama do governo.
A máquina partidária manifestou-se contra o acordo. O ex-governador Orestes Quércia, em nome do poderoso diretório regional de São Paulo, ontem, reiterou a posição contra a participação no governo e em favor da candidatura própria. Os diretórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Distrito Federal, Tocantins e Sergipe também se pronunciaram contrários à proposta. A favor do participação no governo estão apenas as seções de Minas Gerais, Paraná, Ceará, Maranhão, Amazonas, Amapá e Acre.
Na verdade Lula, demorou para convidar o PMDB. "Seria melhor que se fizesse a coalizão desde o início do governo, como foi acertado em dezembro de 2002", disse Temer. Segundo o presidente do PMDB, naquele mês, o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, havia negociado a participação do PMDB no futuro governo Lula por meio de dois ministérios, mas o presidente eleito desautorizou o acordo na última hora. Luiz Carlos Azedo - Correio Braziliense
28/6/2005
A precária unidade do PMDB não resistiu à oferta de quatro ministérios feita pelo presidente Luiz Inácio Lula Lula: o partido "rachou" de novo. A ala governista, liderada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o líder da bancada, Ney Suassuna (PB), e o ex-presidente José Sarney (AP), defende que a legenda aceite a proposta de governo de coalizão. Encabeçada pelos governadores peemedebistas, a maioria dos diretórios regionais rejeita a proposta de participação no primeiro escalão. "A posição majoritária é pela não-aceitação dos cargos", disse o presidente do partido, Michel Temer (SP), ontem, ao chegar para um encontro com Calheiros.
A reação contrária começou no dia do almoço de Temer e Calheiros com o presidente Lula, na sexta-feira passada. "Basta dizer que logo ao sair do almoço com o presidente eu recebi telefonemas dos diretórios, de governadores, fiz algumas ligações e a resposta era de não participar do governo", explica Temer. No encontro, o presidente Lula formalizou um convite ao PMDB para a formação de um governo de coalizão com a ampliação do espaço do partido no primeiro escalão, de modo a garantir um apoio estável no Congresso e enfrentar a crise política. Seriam oferecidas aos peemedebistas, além dos ministérios da Previdência e Comunicações, que o partido já ocupa, as "substanciosas" pastas da Saúde e de Minas Energia.
A cúpula do PMDB ainda não sabe como vai administrar o "racha". Temer discute com Renan e Sarney uma maneira de fazer uma consulta formal ao partido sobre a proposta de Lula e manter boa convivência entre as duas alas . Também quer evitar o aprofundamento da crise política. Qualquer que seja a forma de consulta, Temer disse que o partido quer decidir o assunto logo: "Entendo a necessidade que Lula tem de uma resposta rápida".
O melhor mecanismo seria uma convenção nacional, o que levaria a decisão para a próxima semana, mas a ala governista avalia que essa solução somente tem sentido se a maioria for a favor da participação no ministério, o que ainda não é o caso. Seria uma forma de revogar a decisão anterior, de afastamento do governo. Com a maioria contra o governo de coalizão com o PT, a convenção seria uma maneira de desgastar ainda mais o presidente Lula, o que não interessa aos governistas.
Senadores
Ontem, 20 dos 23 senadores do PMDB divulgaram uma nota de apoio à proposta de Lula. "Os senadores do PMDB consideram que os interesses maiores do país devem estar acima de divergências regionais ou eleitorais, até porque a proposta que deve ser analisada exclui qualquer entendimento com vistas às eleições do ano que vem", destaca o documento. Sua aprovação foi uma demonstração de força do presidente do Senado. "O PMDB tem um compromisso com a governabilidade. Sem o apoio do partido ao governo, o país iria para o caos econômico, à ruína. Nós temos responsabilidade", argumenta Renan. O líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR), quer discutir e aprovar a nota dos senadores na reunião da bancada de deputados marcada para a próxima quarta-feira.
Todos se dizem a favor da "governabilidade", mas a proposta de governo de coalizão não entusiasma os governadores do partido. Para o gaúcho Germano Rigotto, seria uma demonstração de fisiologismo. "É melhor apoiar a governabilidade e não ocupar cargos", argumenta. Rigotto mantém uma queda de braços com Palocci, por causa dos repasses de recursos da Lei Kandir. O governador catarinense Luiz Henrique reclama porque o Ministério da Fazenda não avaliza cerca de R$ 70 milhões em financiamentos internacionais captados pelo estado. A governadora do Rio, Rosinha Matheus, desde a posse do Lula, reivindica a liberação de recursos da conta paralela da privatização do Banerj. As críticas à falta de investimentos federais nos estados são generalizadas. Até o pernambucano Jarbas Vasconcelos, com quem Lula tem boas relações pessoais, reclama do governo.
A máquina partidária manifestou-se contra o acordo. O ex-governador Orestes Quércia, em nome do poderoso diretório regional de São Paulo, ontem, reiterou a posição contra a participação no governo e em favor da candidatura própria. Os diretórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Distrito Federal, Tocantins e Sergipe também se pronunciaram contrários à proposta. A favor do participação no governo estão apenas as seções de Minas Gerais, Paraná, Ceará, Maranhão, Amazonas, Amapá e Acre.
Na verdade Lula, demorou para convidar o PMDB. "Seria melhor que se fizesse a coalizão desde o início do governo, como foi acertado em dezembro de 2002", disse Temer. Segundo o presidente do PMDB, naquele mês, o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, havia negociado a participação do PMDB no futuro governo Lula por meio de dois ministérios, mas o presidente eleito desautorizou o acordo na última hora. Luiz Carlos Azedo - Correio Braziliense
Em nota, Correios negam suspeitas de fraudes em licitações e contratos
27/06/2005, 12h25
Brasília - A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) divulgou nota, neste domingo (26), em resposta às recentes denúncias de fraude em contratos e licitações na estatal.
No caso do contrato entre Correios e o Bradesco para atuar no Banco Postal - espécie de correspondente bancário - a nota afirma que o banco foi selecionado por meio de processo seletivo público. Em seu depoimento à CPI dos Correios na semana passada, o ex-funcionário da estatal, Maurício Marinho, questionou os contratos entre as duas empresas.
Com relação à SkyMaster, empresa de transporte aéreo, a nota explica que a empresa passou a operar linhas da Rede Postal Aérea Noturna a partir de junho de 2001. Entre junho de 2001 e abril de 2005, "houve aumentos e reduções, mais ou menos significativos nos valores contratados, em função do número e do tipo de linhas operadas", diz o comunicado. Em seu depoimento à Comissão de Ética da Câmara, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) disse que havia um superfaturamento de até 300% nos contratos do serviço.
O comunicado dos Correios diz ainda que o último contrato firmado com agências de publicidade "foi a licitação mais concorrida de que se tem registro nessa área" e que o sistema de patrocínio dos Correios teve seu processo reformulado em 2003, quando foi instalada a seleção pública de projetos pela Internet. Maurício Marinho, em seu depoimento na semana passada, pediu para a CPI verificar a destinação de recursos de patrocínio feitas pelo Departamento de Marketing dos Correios. Segundo ele, os contratos seriam aprovados pela Secretaria de Comunicação do Governo. No último dia 22, a Secom divulgou nota em que afirma que os órgãos são responsáveis pela execução e acompanhamento dos contratos de publicidade.
A estatal afirma que a empresa Novadata, entre 2003 e 2005, venceu apenas três licitações. Com relação ao consórcio Alpha - Novadata e Positivo para a aquisição de kits para o Banco Postal, a ECT afirma que o contrato teve quatro aditivos em função de ajustes de especificações. No depoimento, Marinho questionou quantos kits foram adquiridos, onde estão e como foram feitos contrato.
A nota diz ainda que a licitação para o Correio Híbrido Postal foi vencida pelo consórcio BR Postal, composto por nove empresas, sendo seis nacionais; e que os contratos para a aquisição de cofres foram vencidos por três empresas, uma delas a Comam - Comércio Alvorada de Manufaturados, do empresário Arthur Washeck Neto, responsável pela gravação da fita que deu início às investigações sobre corrupção na estatal. A empresa diz que que a Comam foi multada em R$ 997,2 mil por ressalvas nas inspeções de amostras, recusa de lotes e atrasos na entrega.
De acordo com a nota, "os contratos firmados pelos Correios são regularmente verificados por auditorias internas e externas". O comunicado informa que a empresa "agirá firmemente em todas as instâncias legais em busca do reparo à lesão do seu patrimônio moral e material". Priscilla Mazenotti Portal da Cidadania - Radiobrás
27/06/2005, 12h25
Brasília - A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) divulgou nota, neste domingo (26), em resposta às recentes denúncias de fraude em contratos e licitações na estatal.
No caso do contrato entre Correios e o Bradesco para atuar no Banco Postal - espécie de correspondente bancário - a nota afirma que o banco foi selecionado por meio de processo seletivo público. Em seu depoimento à CPI dos Correios na semana passada, o ex-funcionário da estatal, Maurício Marinho, questionou os contratos entre as duas empresas.
Com relação à SkyMaster, empresa de transporte aéreo, a nota explica que a empresa passou a operar linhas da Rede Postal Aérea Noturna a partir de junho de 2001. Entre junho de 2001 e abril de 2005, "houve aumentos e reduções, mais ou menos significativos nos valores contratados, em função do número e do tipo de linhas operadas", diz o comunicado. Em seu depoimento à Comissão de Ética da Câmara, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) disse que havia um superfaturamento de até 300% nos contratos do serviço.
O comunicado dos Correios diz ainda que o último contrato firmado com agências de publicidade "foi a licitação mais concorrida de que se tem registro nessa área" e que o sistema de patrocínio dos Correios teve seu processo reformulado em 2003, quando foi instalada a seleção pública de projetos pela Internet. Maurício Marinho, em seu depoimento na semana passada, pediu para a CPI verificar a destinação de recursos de patrocínio feitas pelo Departamento de Marketing dos Correios. Segundo ele, os contratos seriam aprovados pela Secretaria de Comunicação do Governo. No último dia 22, a Secom divulgou nota em que afirma que os órgãos são responsáveis pela execução e acompanhamento dos contratos de publicidade.
A estatal afirma que a empresa Novadata, entre 2003 e 2005, venceu apenas três licitações. Com relação ao consórcio Alpha - Novadata e Positivo para a aquisição de kits para o Banco Postal, a ECT afirma que o contrato teve quatro aditivos em função de ajustes de especificações. No depoimento, Marinho questionou quantos kits foram adquiridos, onde estão e como foram feitos contrato.
A nota diz ainda que a licitação para o Correio Híbrido Postal foi vencida pelo consórcio BR Postal, composto por nove empresas, sendo seis nacionais; e que os contratos para a aquisição de cofres foram vencidos por três empresas, uma delas a Comam - Comércio Alvorada de Manufaturados, do empresário Arthur Washeck Neto, responsável pela gravação da fita que deu início às investigações sobre corrupção na estatal. A empresa diz que que a Comam foi multada em R$ 997,2 mil por ressalvas nas inspeções de amostras, recusa de lotes e atrasos na entrega.
De acordo com a nota, "os contratos firmados pelos Correios são regularmente verificados por auditorias internas e externas". O comunicado informa que a empresa "agirá firmemente em todas as instâncias legais em busca do reparo à lesão do seu patrimônio moral e material". Priscilla Mazenotti Portal da Cidadania - Radiobrás
Valério deverá provar compras de animais
28/6/2005
Ao admitir "vultosas movimentações financeiras" para a compra de gado, o publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza terá de reunir uma série de documentos obrigatórios em qualquer tipo de negociação pecuária para apresentar ao Congresso, em depoimentos previstos na CPI dos Correios e na Corregedoria da Câmara.
No país, todas as negociações pecuárias devem estar obrigatoriamente registradas na Receita Federal e nas secretarias de Fazenda e da Agricultura dos Estados. Como fazendeiro e negociador de gado (como disse no fim de semana), Marcos Valério deve ter, entre outros, notas fiscais, cartões de vacinação, guias de transporte dos animais e demonstrativos de movimentação de gado.
No último final de semana, reportagem da revista "Istoé", com base em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), mostrou que foram feitos, entre julho de 2003 e maio de 2005, saques em dinheiro de R$ 20,9 milhões da DNA Propaganda e da SMPB Comunicações, das quais Marcos Valério é sócio.
Sobre as movimentações em contas dos bancos Rural e do Brasil, Marcos Valério disse à revista "Veja" que usava o dinheiro na compra de gado.
"Reconheço que fiz vultosas movimentações financeiras no Banco Rural. Tenho fazendas, compro animais. Lido com gado. Há fazendeiros que simplesmente não aceitam cheque", afirmou.
Ontem, a reportagem conversou com cinco representantes de entidades ruralistas. Todos afirmaram desconhecer o "pecuarista Valério" e contestaram a versão dada por ele pela qual "há fazendeiros que não aceitam cheque". O presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia, ironizou: "Nem na época do meu avô isso ocorria" (leia texto nesta página).
Em operações de negociação de gado é necessária a emissão de nota fiscal, obrigatória para o transporte dos animais. Essa documentação é exigida nos postos estaduais de fiscalização.
Tanto na CPI dos Correios como na Corregedoria da Câmara, caso seja requisitado, Marcos Valério terá de apresentar também documento adicional da Secretaria Estadual da Fazenda que registra compra e venda de animais.
Além disso, toda negociação pecuária deve constar no Imposto de Renda do produtor. EDUARDO SCOLESE, JULIA DUAILIBI - Folha de São Paulo
28/6/2005
Ao admitir "vultosas movimentações financeiras" para a compra de gado, o publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza terá de reunir uma série de documentos obrigatórios em qualquer tipo de negociação pecuária para apresentar ao Congresso, em depoimentos previstos na CPI dos Correios e na Corregedoria da Câmara.
No país, todas as negociações pecuárias devem estar obrigatoriamente registradas na Receita Federal e nas secretarias de Fazenda e da Agricultura dos Estados. Como fazendeiro e negociador de gado (como disse no fim de semana), Marcos Valério deve ter, entre outros, notas fiscais, cartões de vacinação, guias de transporte dos animais e demonstrativos de movimentação de gado.
No último final de semana, reportagem da revista "Istoé", com base em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), mostrou que foram feitos, entre julho de 2003 e maio de 2005, saques em dinheiro de R$ 20,9 milhões da DNA Propaganda e da SMPB Comunicações, das quais Marcos Valério é sócio.
Sobre as movimentações em contas dos bancos Rural e do Brasil, Marcos Valério disse à revista "Veja" que usava o dinheiro na compra de gado.
"Reconheço que fiz vultosas movimentações financeiras no Banco Rural. Tenho fazendas, compro animais. Lido com gado. Há fazendeiros que simplesmente não aceitam cheque", afirmou.
Ontem, a reportagem conversou com cinco representantes de entidades ruralistas. Todos afirmaram desconhecer o "pecuarista Valério" e contestaram a versão dada por ele pela qual "há fazendeiros que não aceitam cheque". O presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia, ironizou: "Nem na época do meu avô isso ocorria" (leia texto nesta página).
Em operações de negociação de gado é necessária a emissão de nota fiscal, obrigatória para o transporte dos animais. Essa documentação é exigida nos postos estaduais de fiscalização.
Tanto na CPI dos Correios como na Corregedoria da Câmara, caso seja requisitado, Marcos Valério terá de apresentar também documento adicional da Secretaria Estadual da Fazenda que registra compra e venda de animais.
Além disso, toda negociação pecuária deve constar no Imposto de Renda do produtor. EDUARDO SCOLESE, JULIA DUAILIBI - Folha de São Paulo
Apoio do PMDB vai custar muito caro ao governo
28/6/2005
Além de seis lugares na Esplanada, partido cobra liberação de R$ 6 bilhões
Não há rosário nem argumento que una o PMDB em torno da proposta do presidente Lula de participação no Ministério em troca de uma aliança sólida no Congresso. Enquanto deputados e senadores desfiavam um rosário de argumentos políticos para sustentar sua posição, emissários dos sete governadores peemedebistas e da cúpula do partido fizeram chegar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Coordenação Política, Aldo Rebelo, a fatura do desembarque da legenda na Esplanada: seis pastas e a liberação de pelo menos R$ 6,29 bilhões, referentes a demandas represadas aos estados pela União.
Como num primeiro momento, Palocci travou a liberação da verba, os governadores endureceram o discurso. Enviaram ao presidente nacional do partido, Michel Temer (SP), um documento em oposição à maior participação da legenda no primeiro escalão.
- Os governadores afirmam que o PMDB não quer participar do governo Lula. Quer assegurar a governabilidade, mas não tem necessidade de ocupar cargos, para ter a liberdade de votar como achar conveniente - informou o secretário de Governo do Rio, Anthony Garotinho.
O Planalto, convencido da importância do partido para a sustentação política no Congresso, não fechou a porta às negociações. Haverá um novo encontro de Lula com os principais líderes do PMDB ainda esta semana.
A maior conta é cobrada pelo governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos. Embora deixe passar a idéia de que está cada vez mais afinado com o presidente Lula e com os projetos do Planalto para 2006, Jarbas tem como alvo a construção da refinaria da Petrobras no estado. A obra é avaliada em R$ 2,3 bilhões, numa associação entre a estatal brasileira e a venezuelana PDVSA.
A fatura do Rio Grande do Sul também é alta: R$ 1,9 bilhão. Do total, R$ 900 milhões como compensação das perdas da desoneração das exportações - 10% dos R$ 9 bilhões prometidos pelo governo no início do ano -, e R$ 1 bilhão como ressarcimento de obras em rodovias federais realizadas com recursos do estado.
A reivindicação do Rio é antiga. Um dos críticos mais cáusticos da ocupação na estrutura administrativa federal pelo PMDB, Garotinho pleiteia a liberação de R$ 350 milhões das contas B do Banerj e a antecipação de R$ 1 bilhão de pagamentos dos royalties do petróleo para o estado.
Da lista de pedidos do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, constam 40 itens. Chegaram ao conhecimento do ministro Aldo Rebelo nos últimos dias. A exemplo do Rio Grande do Sul, a maior demanda relaciona-se à compensação das perdas com a Lei Kandir. Soma R$ 600 milhões.
O Paraná cobra a mudança na Lei dos Portos que permitirá a modernização do porto de Paranaguá, o maior exportador de grãos do mundo. No Orçamento da União estão previstos apenas R 3 milhões, valor considerado irrisório pelo governador Roberto Requião. O peemedebista agradeceria se o governo soltasse pelo menos R$ 140 milhões.
Os seis ministérios criaram uma saída política para contemplar o PMDB como um todo. Seria uma saída para agradar todas as alas de um partido dividido. As fatias atenderão os grupos da Câmara, do Senado, dos governadores e do ex-presidente do Congresso, senador José Sarney. O partido acalenta o sonho de controlar os Ministérios de Minas e Energia, Cidades, Integração Nacional e Saúde; E manter -se nas Comunicações e na Previdência. Sérgio Pardellas e Sérgio Prado - Jornal do Brasil
28/6/2005
Além de seis lugares na Esplanada, partido cobra liberação de R$ 6 bilhões
Não há rosário nem argumento que una o PMDB em torno da proposta do presidente Lula de participação no Ministério em troca de uma aliança sólida no Congresso. Enquanto deputados e senadores desfiavam um rosário de argumentos políticos para sustentar sua posição, emissários dos sete governadores peemedebistas e da cúpula do partido fizeram chegar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Coordenação Política, Aldo Rebelo, a fatura do desembarque da legenda na Esplanada: seis pastas e a liberação de pelo menos R$ 6,29 bilhões, referentes a demandas represadas aos estados pela União.
Como num primeiro momento, Palocci travou a liberação da verba, os governadores endureceram o discurso. Enviaram ao presidente nacional do partido, Michel Temer (SP), um documento em oposição à maior participação da legenda no primeiro escalão.
- Os governadores afirmam que o PMDB não quer participar do governo Lula. Quer assegurar a governabilidade, mas não tem necessidade de ocupar cargos, para ter a liberdade de votar como achar conveniente - informou o secretário de Governo do Rio, Anthony Garotinho.
O Planalto, convencido da importância do partido para a sustentação política no Congresso, não fechou a porta às negociações. Haverá um novo encontro de Lula com os principais líderes do PMDB ainda esta semana.
A maior conta é cobrada pelo governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos. Embora deixe passar a idéia de que está cada vez mais afinado com o presidente Lula e com os projetos do Planalto para 2006, Jarbas tem como alvo a construção da refinaria da Petrobras no estado. A obra é avaliada em R$ 2,3 bilhões, numa associação entre a estatal brasileira e a venezuelana PDVSA.
A fatura do Rio Grande do Sul também é alta: R$ 1,9 bilhão. Do total, R$ 900 milhões como compensação das perdas da desoneração das exportações - 10% dos R$ 9 bilhões prometidos pelo governo no início do ano -, e R$ 1 bilhão como ressarcimento de obras em rodovias federais realizadas com recursos do estado.
A reivindicação do Rio é antiga. Um dos críticos mais cáusticos da ocupação na estrutura administrativa federal pelo PMDB, Garotinho pleiteia a liberação de R$ 350 milhões das contas B do Banerj e a antecipação de R$ 1 bilhão de pagamentos dos royalties do petróleo para o estado.
Da lista de pedidos do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, constam 40 itens. Chegaram ao conhecimento do ministro Aldo Rebelo nos últimos dias. A exemplo do Rio Grande do Sul, a maior demanda relaciona-se à compensação das perdas com a Lei Kandir. Soma R$ 600 milhões.
O Paraná cobra a mudança na Lei dos Portos que permitirá a modernização do porto de Paranaguá, o maior exportador de grãos do mundo. No Orçamento da União estão previstos apenas R 3 milhões, valor considerado irrisório pelo governador Roberto Requião. O peemedebista agradeceria se o governo soltasse pelo menos R$ 140 milhões.
Os seis ministérios criaram uma saída política para contemplar o PMDB como um todo. Seria uma saída para agradar todas as alas de um partido dividido. As fatias atenderão os grupos da Câmara, do Senado, dos governadores e do ex-presidente do Congresso, senador José Sarney. O partido acalenta o sonho de controlar os Ministérios de Minas e Energia, Cidades, Integração Nacional e Saúde; E manter -se nas Comunicações e na Previdência. Sérgio Pardellas e Sérgio Prado - Jornal do Brasil
Gushiken vê equívoco nas críticas
28/6/2005
O ministro de Comunicação de Governo, Luiz Gushiken, condenou o que chama de tentativa de criminalizar a indústria da publicidade a partir de denúncias de corrupção envolvendo o publicitário mineiro Marcos Valério, sócio das agências SMP&B e DNA. Falando pela primeira vez sobre o assunto, o ministro disse que, pela lei brasileira, as agências são responsáveis pelo plano de mídia dos anunciantes e seus ganhos estão previstos legalmente.
Responsável pela publicidade institucional do governo, o ministro informou que, de acordo com dados do subsecretário de Publicidade da Secom, Caio Barsotti, entre 75% a 85% dos gastos em publicidade do governo se referem ao pagamento pela veiculação dos anúncios (feito a emissoras de televisão e rádio, jornais e revistas, além de gastos com outdoors, internet e outros meios), e não a agências.
- Se for verdadeiro que o Marcos Valério é um operador de caixinhas para campanha eleitoral, ele não opera com o dinheiro dos contratos de publicidade. A menos, é claro, que os veículos de comunicação do Brasil participem de algum esquema para locupletar políticos - disse Gushiken.
Gushiken disse que conhece Marcos Valério como conheceu outros donos de agências e publicitários, e que não tem qualquer relação com ele.
Em defesa da área de publicidade, Gushiken explicou que pelo sistema brasileiro as agências funcionam como intermediárias recebendo percentuais do que é gasto com impressão gráfica, produção de comerciais impressos, em vídeo ou áudio e pela veiculação na mídia, que garante uma remuneração de 15% do custo da exibição do comercial.
- Este sistema garante um mercado cativo para as agências do Brasil. E o seu enfraquecimento institucional pode favorecer o lobby de empresas e agências multinacionais que defendem a adoção do sistema do birô de mídia, que compraria tempo e espaço nos próprios veículos, que depois seriam comercializados no mercado anunciante - diz Gushiken. Ilimar Franco - O Globo
28/6/2005
O ministro de Comunicação de Governo, Luiz Gushiken, condenou o que chama de tentativa de criminalizar a indústria da publicidade a partir de denúncias de corrupção envolvendo o publicitário mineiro Marcos Valério, sócio das agências SMP&B e DNA. Falando pela primeira vez sobre o assunto, o ministro disse que, pela lei brasileira, as agências são responsáveis pelo plano de mídia dos anunciantes e seus ganhos estão previstos legalmente.
Responsável pela publicidade institucional do governo, o ministro informou que, de acordo com dados do subsecretário de Publicidade da Secom, Caio Barsotti, entre 75% a 85% dos gastos em publicidade do governo se referem ao pagamento pela veiculação dos anúncios (feito a emissoras de televisão e rádio, jornais e revistas, além de gastos com outdoors, internet e outros meios), e não a agências.
- Se for verdadeiro que o Marcos Valério é um operador de caixinhas para campanha eleitoral, ele não opera com o dinheiro dos contratos de publicidade. A menos, é claro, que os veículos de comunicação do Brasil participem de algum esquema para locupletar políticos - disse Gushiken.
Gushiken disse que conhece Marcos Valério como conheceu outros donos de agências e publicitários, e que não tem qualquer relação com ele.
Em defesa da área de publicidade, Gushiken explicou que pelo sistema brasileiro as agências funcionam como intermediárias recebendo percentuais do que é gasto com impressão gráfica, produção de comerciais impressos, em vídeo ou áudio e pela veiculação na mídia, que garante uma remuneração de 15% do custo da exibição do comercial.
- Este sistema garante um mercado cativo para as agências do Brasil. E o seu enfraquecimento institucional pode favorecer o lobby de empresas e agências multinacionais que defendem a adoção do sistema do birô de mídia, que compraria tempo e espaço nos próprios veículos, que depois seriam comercializados no mercado anunciante - diz Gushiken. Ilimar Franco - O Globo
Pode esperar
28/6/2005
Luiz Gushiken virou o inimigo número um dos aliados. Parlamentares do PP e do PL enxergam o dedo do ministro da Secom em denúncias que os atingem e prometem devolver na mesma moeda. Têm os olhos postos nos fundos de pensão. Painel - Folha de São Paulo
28/6/2005
Luiz Gushiken virou o inimigo número um dos aliados. Parlamentares do PP e do PL enxergam o dedo do ministro da Secom em denúncias que os atingem e prometem devolver na mesma moeda. Têm os olhos postos nos fundos de pensão. Painel - Folha de São Paulo
Regulação
Telecomunicações vive seu pior momento, desabafa Walter Pinheiro
27/06/2005
O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) fez questão de falar no sábado, na cerimônia de encerramento do Painel Telebrasil, sobre o momento que vive o mercado de telecomunicações, "o pior já visto até agora", na sua avaliação. "Há seis meses que não conseguimos levar o Minicom e a Anatel a um debate, na Comissão de Ciência e Tecnologia, sobre uma coisa super importante nesse momento, que é a prorrogação dos contratos de concessão", afirmou. Até para conseguir a participação do Minicom nas discussões sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o esforço partiu da própria bancada do PT. Segundo Pinheiro, em uma hora que se discute convergência de serviços, uma nova lei de Comunicação Social, renovação de contratos e tantos outros itens que têm importância para esse mercado, nem a Anatel, nem o Minicom, estão fortalecidos. "A rotatividade na Anatel fez com ela que perdesse sua capacidade elaborativa", diz o parlamentar. Ele tem se posicionado contrário às nomeações feitas para a Agência, desde a indicação de Pedro Jaime Ziller para ocupar a presidência do órgão.
Pinheiro não poupou o governo, que também teve falhas importantes de articulação na sua estratégia para esse mercado. "A política do governo é de uma timidez enorme", afirmou. Até para o programa PC Conectado, ressaltou, há entraves que não deveriam existir. Como exemplo, ele cita a discussão sobre possíveis call centers do governo para atender esse serviço. "E por que não chamar as empresas que são especializadas nisso, por que não passar essa incumbência para essas operadoras", questionou. Ao mesmo tempo, o deputado vê com "alento" a chegada de Dilma Rousseff à Casa Civil. "A Casa Civil, com a coordenação da Lei de Comunicação de Massa, poderá dar uma espinha dorsal para as discussões desse mercado". As críticas de Pinheiro foram muito bem recebidas pelos empresários que participaram do Painel Telebrasil, na Costa do Sauípe, e discutiram a necessidade de aperfeiçoamento no modelo de telecomunicações. "Mas não é possível deixar o Parlamento de lado nessa discussão", afirmou. Wanise Ferreira - Telecom Online
Telecomunicações vive seu pior momento, desabafa Walter Pinheiro
27/06/2005
O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) fez questão de falar no sábado, na cerimônia de encerramento do Painel Telebrasil, sobre o momento que vive o mercado de telecomunicações, "o pior já visto até agora", na sua avaliação. "Há seis meses que não conseguimos levar o Minicom e a Anatel a um debate, na Comissão de Ciência e Tecnologia, sobre uma coisa super importante nesse momento, que é a prorrogação dos contratos de concessão", afirmou. Até para conseguir a participação do Minicom nas discussões sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o esforço partiu da própria bancada do PT. Segundo Pinheiro, em uma hora que se discute convergência de serviços, uma nova lei de Comunicação Social, renovação de contratos e tantos outros itens que têm importância para esse mercado, nem a Anatel, nem o Minicom, estão fortalecidos. "A rotatividade na Anatel fez com ela que perdesse sua capacidade elaborativa", diz o parlamentar. Ele tem se posicionado contrário às nomeações feitas para a Agência, desde a indicação de Pedro Jaime Ziller para ocupar a presidência do órgão.
Pinheiro não poupou o governo, que também teve falhas importantes de articulação na sua estratégia para esse mercado. "A política do governo é de uma timidez enorme", afirmou. Até para o programa PC Conectado, ressaltou, há entraves que não deveriam existir. Como exemplo, ele cita a discussão sobre possíveis call centers do governo para atender esse serviço. "E por que não chamar as empresas que são especializadas nisso, por que não passar essa incumbência para essas operadoras", questionou. Ao mesmo tempo, o deputado vê com "alento" a chegada de Dilma Rousseff à Casa Civil. "A Casa Civil, com a coordenação da Lei de Comunicação de Massa, poderá dar uma espinha dorsal para as discussões desse mercado". As críticas de Pinheiro foram muito bem recebidas pelos empresários que participaram do Painel Telebrasil, na Costa do Sauípe, e discutiram a necessidade de aperfeiçoamento no modelo de telecomunicações. "Mas não é possível deixar o Parlamento de lado nessa discussão", afirmou. Wanise Ferreira - Telecom Online
Pinheiro ataca atuação do governo em telecomunicação
27/06/2005, 19h07
Ao falar a empresários de telecomunicações no encerramento do Painel Telebrasil, na Costa do Sauípe (Bahia), o deputado Walter Pinheiro (PT/BA) fez duras críticas à forma como o governo do presidente Lula vem tratando a Anatel e a condução da política de telecomunicações como um todo. Na presença do ex-presidente da agência, Luiz Guilherme Schymura, que participava do encontro, Pinheiro pediu-lhe desculpas antes de dizer: "O processo de descaracterização e enfraquecimento da Anatel começou com a nomeação do dr. Schymura para a agência, que perdeu sua capacidade de formulação". Pinheiro também criticou a escolha de Pedro Jaime Ziller para a presidência da agência, afirmando ter sido este um erro que aprofundou as dificuldades na autarquia.
Discurso das teles O deputado do PT afirmou que os empresários não devem aderir a um modismo qualquer em contraposição à adesão a um novo modelo de telecomunicações para o País: "E por culpa de quem não foi capaz de formular adequadamente, estamos muito atrasados para isso. Não podemos ignorar que o momento de acertar os ponteiros do modelo é na renovação dos contratos de concessão". Pinheiro, de certa forma, se alinhou em discurso às concessionárias de telefonia e criticou aqueles que fazem uma "leitura cínica do unbundling", ignorando que as concessionárias têm obrigações que somente podem cumprir se utilizarem os subsídios cruzados: "O camarada que fala na avenida Paulista tem que pagar pelo sujeito que fala na baixa da égua em Xorroxó". Walter Pinheiro criticou duramente o atraso brasileiro em relação aos processos de digitalização, especialmente do rádio, sugerindo que a integração entre rádio digital e telefone móvel deva ser buscada rapidamente para aumentar o dinamismo do setor. Da Redação - TELETIME News
27/06/2005, 19h07
Ao falar a empresários de telecomunicações no encerramento do Painel Telebrasil, na Costa do Sauípe (Bahia), o deputado Walter Pinheiro (PT/BA) fez duras críticas à forma como o governo do presidente Lula vem tratando a Anatel e a condução da política de telecomunicações como um todo. Na presença do ex-presidente da agência, Luiz Guilherme Schymura, que participava do encontro, Pinheiro pediu-lhe desculpas antes de dizer: "O processo de descaracterização e enfraquecimento da Anatel começou com a nomeação do dr. Schymura para a agência, que perdeu sua capacidade de formulação". Pinheiro também criticou a escolha de Pedro Jaime Ziller para a presidência da agência, afirmando ter sido este um erro que aprofundou as dificuldades na autarquia.
Discurso das teles O deputado do PT afirmou que os empresários não devem aderir a um modismo qualquer em contraposição à adesão a um novo modelo de telecomunicações para o País: "E por culpa de quem não foi capaz de formular adequadamente, estamos muito atrasados para isso. Não podemos ignorar que o momento de acertar os ponteiros do modelo é na renovação dos contratos de concessão". Pinheiro, de certa forma, se alinhou em discurso às concessionárias de telefonia e criticou aqueles que fazem uma "leitura cínica do unbundling", ignorando que as concessionárias têm obrigações que somente podem cumprir se utilizarem os subsídios cruzados: "O camarada que fala na avenida Paulista tem que pagar pelo sujeito que fala na baixa da égua em Xorroxó". Walter Pinheiro criticou duramente o atraso brasileiro em relação aos processos de digitalização, especialmente do rádio, sugerindo que a integração entre rádio digital e telefone móvel deva ser buscada rapidamente para aumentar o dinamismo do setor. Da Redação - TELETIME News
Situação financeira da Anatel não está melhor
27/06/2005, 19h58
O presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, permaneceu na Costa do Sauípe (Bahia) durante o Painel Telebrasil, que aconteceu no último fim de semana. Além de toda a discussão sobre um novo modelo para o setor de telecomunicações, ouviu lamentos a respeito do contingenciamento dos recursos previstos em orçamento para a agência. Durante sua palestra, o presidente da Anatel recebeu um recado que foi imediatamente transmitido ao público, sobre a suposta liberação de R$ 80 milhões para o Ministério das Comunicações, incluindo neste montante os recursos para a Anatel. Contudo, de acordo com o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, o recurso se refere ao limite de empenho (autorização para gastar recursos que se encontram efetivamente nos cofres do tesouro). Desse montante, Lustosa já antecipou a transferência para a Anatel de R$ 3 milhões, na semana passada, para atender a compromissos com a fiscalização. Ou seja, apesar da "comemoração" de Amaral, não há recursos previstos além dos R$ 90 milhões originalmente descontingenciados para gastar durante o ano todo. A situação continua na mesma.
Fundos
Diante da "penúria" pela qual passa a Anatel, o presidente executivo da Acel (entidade que representa as operadoras móveis), Amadeu Castro, lembrou que em 31 de março deste ano, quando as operadoras de telecomunicações pagaram a taxa de fiscalização do funcionamento de estações de telecomunicações (o Fistel), só as empresas de celular recolheram aos cofres da União R$ 1,5 bilhão. A incongruência é tão gritante que já há quem fale em pagar o Fistel em juízo até que o governo resolva esta situação estranha. Ou seja, ou o governo diminui os valores do fundo (que em tese se destina só à fiscalização) ou passa o excedente ao Fust. Aliás, também há quem cogite depositar em juízo os valores devidos como Fust para forçar o governo a utilizá-los nos objetivos para o qual foi criado. Carlos Eduardo Zanatta - TELETIME News
27/06/2005, 19h58
O presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, permaneceu na Costa do Sauípe (Bahia) durante o Painel Telebrasil, que aconteceu no último fim de semana. Além de toda a discussão sobre um novo modelo para o setor de telecomunicações, ouviu lamentos a respeito do contingenciamento dos recursos previstos em orçamento para a agência. Durante sua palestra, o presidente da Anatel recebeu um recado que foi imediatamente transmitido ao público, sobre a suposta liberação de R$ 80 milhões para o Ministério das Comunicações, incluindo neste montante os recursos para a Anatel. Contudo, de acordo com o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, o recurso se refere ao limite de empenho (autorização para gastar recursos que se encontram efetivamente nos cofres do tesouro). Desse montante, Lustosa já antecipou a transferência para a Anatel de R$ 3 milhões, na semana passada, para atender a compromissos com a fiscalização. Ou seja, apesar da "comemoração" de Amaral, não há recursos previstos além dos R$ 90 milhões originalmente descontingenciados para gastar durante o ano todo. A situação continua na mesma.
Fundos
Diante da "penúria" pela qual passa a Anatel, o presidente executivo da Acel (entidade que representa as operadoras móveis), Amadeu Castro, lembrou que em 31 de março deste ano, quando as operadoras de telecomunicações pagaram a taxa de fiscalização do funcionamento de estações de telecomunicações (o Fistel), só as empresas de celular recolheram aos cofres da União R$ 1,5 bilhão. A incongruência é tão gritante que já há quem fale em pagar o Fistel em juízo até que o governo resolva esta situação estranha. Ou seja, ou o governo diminui os valores do fundo (que em tese se destina só à fiscalização) ou passa o excedente ao Fust. Aliás, também há quem cogite depositar em juízo os valores devidos como Fust para forçar o governo a utilizá-los nos objetivos para o qual foi criado. Carlos Eduardo Zanatta - TELETIME News
Legislação de Comunicação
MinC e Ancine regulamentam a cota de tela
28/6/2005
O Ministério da Cultura e a Agência Nacional de Cinema fizeram publicar ontem instrução normativa no Diário Oficial da União, regulamentando a cota de tela que deverá ser cumprida obrigatoriamente pelas salas de cinema em 2005.
A tabela ficou assim: o exibidor que tiver uma única sala, deverá exibir ao menos dois filmes nacionais durante 35 dias no ano. Com 2 salas, a obrigatoriedade vai para 84 dias; 3 salas, para 147 dias; 4 salas, 224 dias; 5 salas, 280 dias; 6 salas, 378 dias; 7 salas, 441 dias; 8 e 9 salas, 448 dias; 10 salas, 455 dias; e 11 salas, 462 dias.
O complexo de salas de cinema que tiver mais de 11 salas terá de exibir 462 dias de filme nacional (11 títulos diferentes), além de mais 7 dias por sala adicional. A regulamentação prevê que o exibidor pode retirar de cartaz um filme nacional que, na segunda semana de exibição, não estiver alcançando a mesma média que outro filme tenha alcançado em igual período em semestre anterior (na mesma sala, e sendo de qualquer origem).
A empresa infratora tem multas definidas em lei, e além disso também terá cerceado o seu direito de pleitear recursos públicos de fomento durante seis meses.
Orlando Senna, secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, disse recentemente ao Estado que considera a cota de tela "justa", uma vez que ela seria calculada sobre o comportamento do mercado no ano anterior. O Estado de São Paulo
MinC e Ancine regulamentam a cota de tela
28/6/2005
O Ministério da Cultura e a Agência Nacional de Cinema fizeram publicar ontem instrução normativa no Diário Oficial da União, regulamentando a cota de tela que deverá ser cumprida obrigatoriamente pelas salas de cinema em 2005.
A tabela ficou assim: o exibidor que tiver uma única sala, deverá exibir ao menos dois filmes nacionais durante 35 dias no ano. Com 2 salas, a obrigatoriedade vai para 84 dias; 3 salas, para 147 dias; 4 salas, 224 dias; 5 salas, 280 dias; 6 salas, 378 dias; 7 salas, 441 dias; 8 e 9 salas, 448 dias; 10 salas, 455 dias; e 11 salas, 462 dias.
O complexo de salas de cinema que tiver mais de 11 salas terá de exibir 462 dias de filme nacional (11 títulos diferentes), além de mais 7 dias por sala adicional. A regulamentação prevê que o exibidor pode retirar de cartaz um filme nacional que, na segunda semana de exibição, não estiver alcançando a mesma média que outro filme tenha alcançado em igual período em semestre anterior (na mesma sala, e sendo de qualquer origem).
A empresa infratora tem multas definidas em lei, e além disso também terá cerceado o seu direito de pleitear recursos públicos de fomento durante seis meses.
Orlando Senna, secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, disse recentemente ao Estado que considera a cota de tela "justa", uma vez que ela seria calculada sobre o comportamento do mercado no ano anterior. O Estado de São Paulo
Empresários pedem uma só lei de comunicação e telecom
27/06/2005, 19h43
O assessor especial da Casa Civil para assuntos de comunicações, André Barbosa, esteve na Costa do Sauípe durante o Painel Telebrasil, que aconteceu no último final de semana, com o objetivo específico de mostrar aos associados da entidade a necessidade de sua participação na discussão da nova lei de comunicação que, em tese, está sendo preparada por ordem da Presidência.
A intervenção inicial de Barbosa no evento agradou os executivos do setor, principalmente pela determinação política clara de discutir o tema com a participação do empresariado. Além desta palestra, o assessor da Casa Civil buscou ouvir cada um dos segmentos que compõem o setor, ouvindo reivindicações e também esclarecendo as posições do governo em relação ao tema. Foi durante estas conversas que Barbosa recebeu apelos para integrar a lei de comunicação eletrônica à Lei Geral de Telecomunicações. Da Redação - TELA VIVA News
27/06/2005, 19h43
O assessor especial da Casa Civil para assuntos de comunicações, André Barbosa, esteve na Costa do Sauípe durante o Painel Telebrasil, que aconteceu no último final de semana, com o objetivo específico de mostrar aos associados da entidade a necessidade de sua participação na discussão da nova lei de comunicação que, em tese, está sendo preparada por ordem da Presidência.
A intervenção inicial de Barbosa no evento agradou os executivos do setor, principalmente pela determinação política clara de discutir o tema com a participação do empresariado. Além desta palestra, o assessor da Casa Civil buscou ouvir cada um dos segmentos que compõem o setor, ouvindo reivindicações e também esclarecendo as posições do governo em relação ao tema. Foi durante estas conversas que Barbosa recebeu apelos para integrar a lei de comunicação eletrônica à Lei Geral de Telecomunicações. Da Redação - TELA VIVA News
Política de TV por Assinatura
Conselho de Comunicação discutirá qualidade de TV paga
27/6/2005, 15h40
O Conselho de Comunicação Social reúne-se nesta quinta-feira (30) para debater o Plano Geral de Metas de Qualidade para os Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa por Assinatura (PGMQ-SCEMA), elaborado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Participarão do debate o diretor-executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenbert; e o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Telecomunicações e Melhoramentos de Imagens e Atividades Afins (Abetelmim),
Giovander Silveira.
Votação de relatório
Na mesma reunião, deverá ser votado o relatório final da Comissão de TV por Assinatura, que recomenda ao conselho a emissão de parecer sobre o PGMQ-SCEMA. A comissão é coordenada pela representante da categoria profissional dos artistas, Berenice Isabel Mendes Bezerra, e integrada pelos seguintes nomes: - representante das empresas de rádio, Paulo Machado de Carvalho Neto; - representante das empresas de televisão, Gilberto Carlos Leifert; - representante das empresas da imprensa escrita, Paulo Tonet Camargo; - representante da categoria profissional dos jornalistas, Daniel Koslowsky Herz; e - dois representantes da sociedade civil: Roberto Wagner Monteiro e João Monteiro de Barros Filho. O conselho tem outras quatro comissões temáticas: de Regionalização e Qualidade da Programação; de Tecnologia Digital; de Radiodifusão Comunitária; e de Concentração na Mídia.
A reunião começa às 10 horas, no plenário 3 da ala Senador Alexandre Costa, no Senado Federal. Agência Câmara de Notícias
Conselho de Comunicação discutirá qualidade de TV paga
27/6/2005, 15h40
O Conselho de Comunicação Social reúne-se nesta quinta-feira (30) para debater o Plano Geral de Metas de Qualidade para os Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa por Assinatura (PGMQ-SCEMA), elaborado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Participarão do debate o diretor-executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenbert; e o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Telecomunicações e Melhoramentos de Imagens e Atividades Afins (Abetelmim),
Giovander Silveira.
Votação de relatório
Na mesma reunião, deverá ser votado o relatório final da Comissão de TV por Assinatura, que recomenda ao conselho a emissão de parecer sobre o PGMQ-SCEMA. A comissão é coordenada pela representante da categoria profissional dos artistas, Berenice Isabel Mendes Bezerra, e integrada pelos seguintes nomes: - representante das empresas de rádio, Paulo Machado de Carvalho Neto; - representante das empresas de televisão, Gilberto Carlos Leifert; - representante das empresas da imprensa escrita, Paulo Tonet Camargo; - representante da categoria profissional dos jornalistas, Daniel Koslowsky Herz; e - dois representantes da sociedade civil: Roberto Wagner Monteiro e João Monteiro de Barros Filho. O conselho tem outras quatro comissões temáticas: de Regionalização e Qualidade da Programação; de Tecnologia Digital; de Radiodifusão Comunitária; e de Concentração na Mídia.
A reunião começa às 10 horas, no plenário 3 da ala Senador Alexandre Costa, no Senado Federal. Agência Câmara de Notícias
Internet
Ocorrência policial pela Internet
28/6/2005
Queixas só valerão para casos sem violência
A turismóloga Paola Aguiar, 23 anos, sofreu um pequeno acidente na tarde de ontem. Ao entrar em uma curva, bateram no seu carro, um Pálio preto. Não houve vítimas. Muito nervosa, Paola foi até a 2ª Delegacia de Polícia para fazer o Boletim de Ocorrência. Esperou por cerca de 15 minutos.
- Ambiente de delegacia não é nada agradável e eu já estou tensa por causa do acidente. Preferia não ter que vir fazer ocorrência, mas fazer o quê, né? - questiona.
Se o acidente tivesse acontecido daqui a dois meses, Paola teria uma outra opção. O Departamento de Informática da Polícia Civil pretende lançar em agosto um site onde será possível registrar boletins de ocorrência de pequenos casos.
Poderão ser feitas ocorrências de acidentes de trânsito sem vítima, extravio e furtos de documentos, cheques e celular. Um serviço semelhante já existe no Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará. Em São Paulo, furtos de veículos também podem ser registrados pela Internet.
- As ocorrências online serão apenas de acontecimentos em que não houve uso de violência. O sistema foi todo desenvolvido aqui no Distrito Federal e já está em fase de testes - explica o delegado Agnaldo Curado Filho, diretor da Divisão de Informática da Polícia Civil.
Segundo a Polícia Civil, os boletins de ocorrências em que não houve violência representam grande parte da demanda das delegacias. Somente no posto policial da Rodoviária do Plano Piloto, cerca de 40 ocorrências de perda e furto de documentos são feitas diariamente. Na maioria das delegacias, existem balcões específicos só para atender essas ocorrências.
- O novo sistema não só facilitará a vida das pessoas como vai desafogar as delegacias, que têm uma demanda enorme de pessoas com problemas que podem facilmente ser resolvidos pela Intenet - explica Curado.
Se o novo sistema estivesse em vigor, Paola poderia preencher o boletim de ocorrência de sua casa. O documento seria enviado pela internet para uma central de delegacia online, onde seria homologado. Paola então receberia um email, avisando que a homologação foi concluída. Assim, a turismóloga poderia imprimir o documento e a ocorrência estaria registrada.
Ao ser informada do novo sistema, Paola lamentou que ele ainda não tenha sido implantado.
- É uma pena que eu ainda não possa fazer o boletim pela internet. Me pouparia o trabalho e o incômodo de ter que vir a uma delegacia - afirma. Lorenna Rodrigues - Jornal do Brasil
Ocorrência policial pela Internet
28/6/2005
Queixas só valerão para casos sem violência
A turismóloga Paola Aguiar, 23 anos, sofreu um pequeno acidente na tarde de ontem. Ao entrar em uma curva, bateram no seu carro, um Pálio preto. Não houve vítimas. Muito nervosa, Paola foi até a 2ª Delegacia de Polícia para fazer o Boletim de Ocorrência. Esperou por cerca de 15 minutos.
- Ambiente de delegacia não é nada agradável e eu já estou tensa por causa do acidente. Preferia não ter que vir fazer ocorrência, mas fazer o quê, né? - questiona.
Se o acidente tivesse acontecido daqui a dois meses, Paola teria uma outra opção. O Departamento de Informática da Polícia Civil pretende lançar em agosto um site onde será possível registrar boletins de ocorrência de pequenos casos.
Poderão ser feitas ocorrências de acidentes de trânsito sem vítima, extravio e furtos de documentos, cheques e celular. Um serviço semelhante já existe no Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará. Em São Paulo, furtos de veículos também podem ser registrados pela Internet.
- As ocorrências online serão apenas de acontecimentos em que não houve uso de violência. O sistema foi todo desenvolvido aqui no Distrito Federal e já está em fase de testes - explica o delegado Agnaldo Curado Filho, diretor da Divisão de Informática da Polícia Civil.
Segundo a Polícia Civil, os boletins de ocorrências em que não houve violência representam grande parte da demanda das delegacias. Somente no posto policial da Rodoviária do Plano Piloto, cerca de 40 ocorrências de perda e furto de documentos são feitas diariamente. Na maioria das delegacias, existem balcões específicos só para atender essas ocorrências.
- O novo sistema não só facilitará a vida das pessoas como vai desafogar as delegacias, que têm uma demanda enorme de pessoas com problemas que podem facilmente ser resolvidos pela Intenet - explica Curado.
Se o novo sistema estivesse em vigor, Paola poderia preencher o boletim de ocorrência de sua casa. O documento seria enviado pela internet para uma central de delegacia online, onde seria homologado. Paola então receberia um email, avisando que a homologação foi concluída. Assim, a turismóloga poderia imprimir o documento e a ocorrência estaria registrada.
Ao ser informada do novo sistema, Paola lamentou que ele ainda não tenha sido implantado.
- É uma pena que eu ainda não possa fazer o boletim pela internet. Me pouparia o trabalho e o incômodo de ter que vir a uma delegacia - afirma. Lorenna Rodrigues - Jornal do Brasil
Música na internet sofre golpe
28/6/2005
Redes de troca de arquivos podem ser processadas
Numa decisão unânime, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que as redes de troca de arquivos pela internet Grokster e Morpheus podem ser responsabilizadas pelos downloads de músicas, filmes e softwares de seus usuários sem pagamento de direito autoral.
A decisão derrubou a anterior, de uma corte de apelos, que isentava as empresas de responsabilidade, já que as redes podem ser adotadas para uso legal. Agora, o caso volta a uma corte distrital.
- O argumento da responsabilidade indireta é forte, dado o número de downloads ilegais diários - afirmou o juiz David Souter.
- A vitória é histórica para a propriedade intelectual e boa para consumidores, artistas e inovação - disse Dan Glickman, presidente da Motion Picture Association of America, que representa Hollywood.
Com a decisão, encerra-se um capítulo na história da digitalização da cultura. Mas seus efeitos podem se estender além da pirataria.
Em 1999, Shawn Fanning criou o Napster para trocar músicas com um amigo e despertou o mundo para a tecnologia peer-to-peer (p2p). Ela usa a conexão de cada internauta para distribuir textos, fotos, música, vídeos, programas. Acabou com a necessidade de caros servidores para hospedar os arquivos e democratizou sua distribuição. Qualquer um pode publicar uma música ou filme e torná-los sucesso mundial, fora da distribuição corporativa.
Mas a rapidez do p2p é também o seu revés. Em instantes, um filme pirata é visto de Sydney a São Paulo. É isso que a indústria cultural quer evitar, ao processar cidadãos e empresas.
A decisão da Suprema Corte abalou outra, das mais importantes da história legal da tecnologia. Em 1984, o tribunal isentou a Sony de responsabilidade pela pirataria de filmes em videocassetes Betamax.
No embate entre fabricantes de aparelhos eletrônicos e a indústria cultural, a Universal Studios perdeu. Mais de 20 anos depois, a fronteira entre os mercados é tênue, com a mesma Sony fabricando os gravadores de CD que copiam os álbuns da sua divisão Sony BMG.
A responsabilidade de Morpheus e Grokster deve ser agora estendida a empresas que fabriquem aparelhos que permitam a cópia de arquivos protegidos por direito autoral - gravadores de CD, DVD, PCs, micros de bolso, celulares e o popular tocador de MP3, iPod, estão em risco. A tecnologia inanimada torna-se responsável.
- Abre-se uma era de incerteza entre os inovadores americanos - afirmou Fred von Lohmann, da Electronic Frontier Foundation, para a liberdade de expressão no meio digital.
Serviços legais de venda de músicas e filmes, como a iTunes Music Store, da Apple, se tornarão mais populares. Mas produtos como o iPod seriam alterados para só receberem arquivos autorizados por gravadoras e estúdios de cinema. A transferência de um CD legal, possível hoje, seria considerada ilegal.
Até mercados como o Brasil, em que a decisão da Suprema Corte não é válida, seriam afetados, ao receberem os produtos modificados. Os inventores de tecnologias que ultrapassem o limite definido pela indústria cultural poderão ser punidos. Marcelo Nóbrega - Jornal do Brasil
28/6/2005
Redes de troca de arquivos podem ser processadas
Numa decisão unânime, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que as redes de troca de arquivos pela internet Grokster e Morpheus podem ser responsabilizadas pelos downloads de músicas, filmes e softwares de seus usuários sem pagamento de direito autoral.
A decisão derrubou a anterior, de uma corte de apelos, que isentava as empresas de responsabilidade, já que as redes podem ser adotadas para uso legal. Agora, o caso volta a uma corte distrital.
- O argumento da responsabilidade indireta é forte, dado o número de downloads ilegais diários - afirmou o juiz David Souter.
- A vitória é histórica para a propriedade intelectual e boa para consumidores, artistas e inovação - disse Dan Glickman, presidente da Motion Picture Association of America, que representa Hollywood.
Com a decisão, encerra-se um capítulo na história da digitalização da cultura. Mas seus efeitos podem se estender além da pirataria.
Em 1999, Shawn Fanning criou o Napster para trocar músicas com um amigo e despertou o mundo para a tecnologia peer-to-peer (p2p). Ela usa a conexão de cada internauta para distribuir textos, fotos, música, vídeos, programas. Acabou com a necessidade de caros servidores para hospedar os arquivos e democratizou sua distribuição. Qualquer um pode publicar uma música ou filme e torná-los sucesso mundial, fora da distribuição corporativa.
Mas a rapidez do p2p é também o seu revés. Em instantes, um filme pirata é visto de Sydney a São Paulo. É isso que a indústria cultural quer evitar, ao processar cidadãos e empresas.
A decisão da Suprema Corte abalou outra, das mais importantes da história legal da tecnologia. Em 1984, o tribunal isentou a Sony de responsabilidade pela pirataria de filmes em videocassetes Betamax.
No embate entre fabricantes de aparelhos eletrônicos e a indústria cultural, a Universal Studios perdeu. Mais de 20 anos depois, a fronteira entre os mercados é tênue, com a mesma Sony fabricando os gravadores de CD que copiam os álbuns da sua divisão Sony BMG.
A responsabilidade de Morpheus e Grokster deve ser agora estendida a empresas que fabriquem aparelhos que permitam a cópia de arquivos protegidos por direito autoral - gravadores de CD, DVD, PCs, micros de bolso, celulares e o popular tocador de MP3, iPod, estão em risco. A tecnologia inanimada torna-se responsável.
- Abre-se uma era de incerteza entre os inovadores americanos - afirmou Fred von Lohmann, da Electronic Frontier Foundation, para a liberdade de expressão no meio digital.
Serviços legais de venda de músicas e filmes, como a iTunes Music Store, da Apple, se tornarão mais populares. Mas produtos como o iPod seriam alterados para só receberem arquivos autorizados por gravadoras e estúdios de cinema. A transferência de um CD legal, possível hoje, seria considerada ilegal.
Até mercados como o Brasil, em que a decisão da Suprema Corte não é válida, seriam afetados, ao receberem os produtos modificados. Os inventores de tecnologias que ultrapassem o limite definido pela indústria cultural poderão ser punidos. Marcelo Nóbrega - Jornal do Brasil
Redes de troca de arquivo sofrem derrota nos EUA
27/6/2005, 14h50
Decisão pode ter grande repercussão no mercado de troca de arquivos A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que as redes de troca de arquivos na internet podem ser responsabilizadas legalmente quando seus usuários violam direitos autorais - ao baixar música ou filmes, por exemplo.
A decisão desta segunda-feira foi tomada em um processo movido por 28 produtoras de filmes e gravadoras contra a Streamcast Networks - empresa que produz o programa usado pelas redes Grokster e Morpheus.
"Quem distribui um dispositivo com o objetivo de promover seu uso para infringir direitos autorias... é legalmente responsável pelos resultantes atos de infração cometidos por terceiros", escreveu na sentença o juiz David Souter, Havia expectativa de que a decisão da Suprema Corte seria favorável às redes de troca de arquivo por causa do precedente aberto por uma sentença de 1984 que deu ganho de causa à Sony quando o uso de videocassete para a gravação de filmes estava em questão.
Videocassete
Naquela caso, a Suprema Corte disse que o número de pessoas usando videocassete compensava qualquer forma de uso ilegal do aparelho. Nesta segunda-feira, os juízes da Suprema Corte rejeitaram decisões de tribunais inferiores que usaram o caso Sony como base para sentenças favoráveis à Streamcast Networks. Os juízes argumentaram que há "evidências substanciais" de que a Stremcast Networks "induziu" as pessoas a usar seu programa para trocar arquivos de maneira que infringia os direitos autorais.
Produtoras de cinema e gravadoras ainda não anunciaram se vão pedir indenização, o fechamento das redes de troca de arquivo na internet ou se tomarão outras medidas. Processos "Se eu fosse da associação das gravadoras, vocês veriam uma enxurrada de ações legais. E eu não me surpreenderia se elas fossem apresentadas imediatamente", disse Wayne Rosso, ex-presidente da Grokster e atualmente na Mashboxx - um serviço de troca de arquivos que tem acordo com as gravadoras. Segundo Rosso, a decisão pode significar que os usuários da internet terão de se acostumar a pagar para baixar músicas. A decisão também pode afetar as empresas que desenvolvem aparelhos que permitem que arquivos sonoros ou audiovisuais baixados da internet sejam executados. Numa interpretação radical da decisão, as empresas teriam de prever como as pessoas poderiam usar os aparelhos para executar cópias não autorizadas pelos detentores dos direitos autoriais e instalar dispositivos que impedissem esse uso. Notícias BBC Brasil
27/6/2005, 14h50
Decisão pode ter grande repercussão no mercado de troca de arquivos A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que as redes de troca de arquivos na internet podem ser responsabilizadas legalmente quando seus usuários violam direitos autorais - ao baixar música ou filmes, por exemplo.
A decisão desta segunda-feira foi tomada em um processo movido por 28 produtoras de filmes e gravadoras contra a Streamcast Networks - empresa que produz o programa usado pelas redes Grokster e Morpheus.
"Quem distribui um dispositivo com o objetivo de promover seu uso para infringir direitos autorias... é legalmente responsável pelos resultantes atos de infração cometidos por terceiros", escreveu na sentença o juiz David Souter, Havia expectativa de que a decisão da Suprema Corte seria favorável às redes de troca de arquivo por causa do precedente aberto por uma sentença de 1984 que deu ganho de causa à Sony quando o uso de videocassete para a gravação de filmes estava em questão.
Videocassete
Naquela caso, a Suprema Corte disse que o número de pessoas usando videocassete compensava qualquer forma de uso ilegal do aparelho. Nesta segunda-feira, os juízes da Suprema Corte rejeitaram decisões de tribunais inferiores que usaram o caso Sony como base para sentenças favoráveis à Streamcast Networks. Os juízes argumentaram que há "evidências substanciais" de que a Stremcast Networks "induziu" as pessoas a usar seu programa para trocar arquivos de maneira que infringia os direitos autorais.
Produtoras de cinema e gravadoras ainda não anunciaram se vão pedir indenização, o fechamento das redes de troca de arquivo na internet ou se tomarão outras medidas. Processos "Se eu fosse da associação das gravadoras, vocês veriam uma enxurrada de ações legais. E eu não me surpreenderia se elas fossem apresentadas imediatamente", disse Wayne Rosso, ex-presidente da Grokster e atualmente na Mashboxx - um serviço de troca de arquivos que tem acordo com as gravadoras. Segundo Rosso, a decisão pode significar que os usuários da internet terão de se acostumar a pagar para baixar músicas. A decisão também pode afetar as empresas que desenvolvem aparelhos que permitem que arquivos sonoros ou audiovisuais baixados da internet sejam executados. Numa interpretação radical da decisão, as empresas teriam de prever como as pessoas poderiam usar os aparelhos para executar cópias não autorizadas pelos detentores dos direitos autoriais e instalar dispositivos que impedissem esse uso. Notícias BBC Brasil
Hollywood ganha ação crucial para internet
28/6/2005
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu ontem que as empresas que fabricam programas que permitem a troca de arquivos pela internet, como músicas, podem ser processadas pelo uso ilegal de seus produtos. No que é considerado o julgamento mais importante da era da internet até agora, a vitória foi de Hollywood.
A decisão abre caminho para que a indústria entretenimento processe as fabricantes quando um usuário utilizar o programa para baixar uma música ou um vídeo protegidos por direitos autorais, por exemplo. E muito mais da metade de tudo o que é trocado na internet ignora essas leis de copyright, segundo estimativas de todas as partes envolvidas.
O caso de ontem já havia tido duas decisões contrárias a Hollywood em tribunais mais baixos, que acabaram revertidas pela Suprema Corte dos EUA.
O processo opõe a MGM ao Grokster e à StreamCast, fabricante do Morpheus, mas dezenas de indústrias e empresas se aliaram ao lado que defendiam.
Tecnologia e cultura
Desde a popularização da internet para troca de arquivos, os ganhos das companhias com a venda de CDs vem caindo ano a ano. Mas a decisão deve impulsionar a venda de sites que vendem música pela internet, como o iTunes.
Apesar de o principal foco hoje em dia serem as músicas, Hollywood teme que as próximas vítimas sejam os DVDs, uma de suas principais fontes de lucros.
De uma parte, os estúdios e as grandes gravadoras mundiais afirmam que esses programas, ao incentivar a troca de músicas e vídeos gratuitamente, acabam por inibir a produção cultural, uma vez que tiram os lucros das companhias e dos artistas.
Do outro lado, empresas de tecnologia afirmam que a troca livre de informações é fundamental e que a decisão deve frear avanços tecnológicos, como uma nova geração do iPod, tocador de música digital da Apple. Dizem que, se houvesse esse tipo de restrição no passado, muitas inovações, como o videocassete, jamais teriam se desenvolvido.
O caso lembra a proibição, em 2001, do Napster, um dos pioneiros no download de músicas pela internet, mas são histórias diferentes. Enquanto o Napster mantinha as músicas em uma central onde os usuários podiam procurar o que buscavam, o Grokster e o Morpheus apenas permitem a busca e a troca dos arquivos entre os próprios internautas pelos seus computadores.
A Suprema Corte não decidiu sobre a legalidade dos programas em si, mas sim sobre a possibilidade de as companhias estarem sujeitas a processos pelo uso indevido de seus programas, o que é considerado pirataria.
"Consideramos que alguém que distribui um programa com o objetivo de promover seu uso para infringir as leis de direitos autorais, como mostrado claramente na direção de encorajar a infração, é punível aos atos de infração feitos por terceiros", escreveu o juiz David H. Souter, na decisão unânime do mais importante tribunal norte-americano.
Cabo
Em outro julgamento importante nessa área ontem, a Suprema Corte decidiu, por 6 a 3, que as empresas de internet a cabo não são obrigadas a dividir suas redes com companhias rivais. A decisão fortalece a Comissão Federal de Comunicações, agência governamental que havia defendido essa posição. A discussão ocorre porque empresas de telefonia são obrigadas a compartilhar suas redes nos EUA. Agora, com a decisão, as companhias de internet a cabo não precisam fazer isso. Foram consideradas pelo tribunal um serviço de "informações", não de "telecomunicações". PEDRO DIAS LEITE - Folha de São Paulo
28/6/2005
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu ontem que as empresas que fabricam programas que permitem a troca de arquivos pela internet, como músicas, podem ser processadas pelo uso ilegal de seus produtos. No que é considerado o julgamento mais importante da era da internet até agora, a vitória foi de Hollywood.
A decisão abre caminho para que a indústria entretenimento processe as fabricantes quando um usuário utilizar o programa para baixar uma música ou um vídeo protegidos por direitos autorais, por exemplo. E muito mais da metade de tudo o que é trocado na internet ignora essas leis de copyright, segundo estimativas de todas as partes envolvidas.
O caso de ontem já havia tido duas decisões contrárias a Hollywood em tribunais mais baixos, que acabaram revertidas pela Suprema Corte dos EUA.
O processo opõe a MGM ao Grokster e à StreamCast, fabricante do Morpheus, mas dezenas de indústrias e empresas se aliaram ao lado que defendiam.
Tecnologia e cultura
Desde a popularização da internet para troca de arquivos, os ganhos das companhias com a venda de CDs vem caindo ano a ano. Mas a decisão deve impulsionar a venda de sites que vendem música pela internet, como o iTunes.
Apesar de o principal foco hoje em dia serem as músicas, Hollywood teme que as próximas vítimas sejam os DVDs, uma de suas principais fontes de lucros.
De uma parte, os estúdios e as grandes gravadoras mundiais afirmam que esses programas, ao incentivar a troca de músicas e vídeos gratuitamente, acabam por inibir a produção cultural, uma vez que tiram os lucros das companhias e dos artistas.
Do outro lado, empresas de tecnologia afirmam que a troca livre de informações é fundamental e que a decisão deve frear avanços tecnológicos, como uma nova geração do iPod, tocador de música digital da Apple. Dizem que, se houvesse esse tipo de restrição no passado, muitas inovações, como o videocassete, jamais teriam se desenvolvido.
O caso lembra a proibição, em 2001, do Napster, um dos pioneiros no download de músicas pela internet, mas são histórias diferentes. Enquanto o Napster mantinha as músicas em uma central onde os usuários podiam procurar o que buscavam, o Grokster e o Morpheus apenas permitem a busca e a troca dos arquivos entre os próprios internautas pelos seus computadores.
A Suprema Corte não decidiu sobre a legalidade dos programas em si, mas sim sobre a possibilidade de as companhias estarem sujeitas a processos pelo uso indevido de seus programas, o que é considerado pirataria.
"Consideramos que alguém que distribui um programa com o objetivo de promover seu uso para infringir as leis de direitos autorais, como mostrado claramente na direção de encorajar a infração, é punível aos atos de infração feitos por terceiros", escreveu o juiz David H. Souter, na decisão unânime do mais importante tribunal norte-americano.
Cabo
Em outro julgamento importante nessa área ontem, a Suprema Corte decidiu, por 6 a 3, que as empresas de internet a cabo não são obrigadas a dividir suas redes com companhias rivais. A decisão fortalece a Comissão Federal de Comunicações, agência governamental que havia defendido essa posição. A discussão ocorre porque empresas de telefonia são obrigadas a compartilhar suas redes nos EUA. Agora, com a decisão, as companhias de internet a cabo não precisam fazer isso. Foram consideradas pelo tribunal um serviço de "informações", não de "telecomunicações". PEDRO DIAS LEITE - Folha de São Paulo
Suprema Corte dos EUA decide que sites podem responder por pirataria
28/6/2005
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu ontem, por unanimidade, que os estúdios de Hollywood e a indústria fonográfica podem processar por pirataria os sites e empresas que permitam a troca de arquivos de música e filme pela internet. Essa decisão derruba a de uma Corte de Apelações que estabelecia que as chamadas redes peer-to-peer (ou P2P, em que o site cede a tecnologia para que os usuários troquem arquivos entre si) não podiam ser acusadas de pirataria, porque podem ser usadas para atividades legais.
A decisão de ontem foi tomada no processo da Metro Goldwin-Mayer (MGM) contra a StreamCast, controladora dos sites Grokster e Morpheus. O caso agora volta à corte distrital para julgamento.
"Decidimos que alguém que distribui um dispositivo com o intuito de promover seu uso para violar o direito autoral é passível das medidas resultantes de violação por terceiros", explicou o juiz David Souter, na decisão.
Redes online como Grokster e Morpheus permitem que milhões de usuários troquem arquivos de música e filmes. Souter disse que a Grokster e a StreamCast nunca impediram qualquer pessoa de usar seu software para repartir arquivos copiados ilegalmente.
"O argumento para impor a responsabilidade indireta neste caso é poderoso, dado o número de downloads ilegais que ocorrem diariamente usando o software da StreamCast e do Grokster", disse Souter.
O caso vinha sendo acompanhado pela indústria do entretenimento e pelas empresas de tecnologia como um teste para o direito autoral na era do computador. Este era considerado o caso mais importante de direito autoral a chegar à Suprema Corte dos EUA nos últimos 20 anos.
- A decisão unânime de hoje é uma vitória histórica para a propriedade intelectual na era digital, e é uma boa notícia para consumidores, artistas e empresas de internet - disse Dan Glickman, presidente da Motion Picture Association of America, que reúne a indústria cinematográfica.
As gravadoras e os estúdios afirmam que a pirataria está afetando suas vendas. O faturamento da indústria fonográfica caiu cerca de 25% desde que surgiram as redes de troca de arquivos, em 1999.
Os advogados de Grokster e StreamCast se disseram desapontados com a decisão, que, acreditam eles, irá detonar uma série de ações judiciais.
- Acho que a decisão da Suprema Corte vai provocar uma nova era de incerteza legal para os inovadores tecnológicos do país - disse Fred von Lohmann, da ONG Electronic Frontier Foundation.
A ONG, formada por advogados, técnicos e voluntários, disse em nota que o caso vai inibir o investimento em software, devido ao temor de ações judiciais.
Caso Betamax foi citado pela Corte de Apelações
Segundo o diretor-executivo da StreamCast, Michael Weiss, a empresa continuará lutando na corte local:
- Estamos confiantes de que será provado que o Morpheus não promove nem encoraja a violação de direito autoral.
A decisão anterior, da Corte de Apelações, havia se baseado em um caso de 1984, sobre o videocassete Betamax, da Sony. Na época, a Suprema Corte decidiu que a Sony não podia ser responsabilizada caso os usuários de Betamax copiassem programas de televisão sem autorização, porque o aparelho também podia ser usado simplesmente para se assistir a um programa. Mas ontem a Suprema Corte disse que essa interpretação havia sido exagerada.
O pioneiro dos sites P2P, o Napster, foi fechado pela indústria fonográfica e hoje pertence a uma multinacional. A Corte de Apelações havia dito que o Grokster era diferente do Napster porque os arquivos não eram compartilhados por um servidor central. Há outros sistemas importantes de trocas de arquivos no mercado, como o Kazaa e o Soulseek. O Globo
28/6/2005
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu ontem, por unanimidade, que os estúdios de Hollywood e a indústria fonográfica podem processar por pirataria os sites e empresas que permitam a troca de arquivos de música e filme pela internet. Essa decisão derruba a de uma Corte de Apelações que estabelecia que as chamadas redes peer-to-peer (ou P2P, em que o site cede a tecnologia para que os usuários troquem arquivos entre si) não podiam ser acusadas de pirataria, porque podem ser usadas para atividades legais.
A decisão de ontem foi tomada no processo da Metro Goldwin-Mayer (MGM) contra a StreamCast, controladora dos sites Grokster e Morpheus. O caso agora volta à corte distrital para julgamento.
"Decidimos que alguém que distribui um dispositivo com o intuito de promover seu uso para violar o direito autoral é passível das medidas resultantes de violação por terceiros", explicou o juiz David Souter, na decisão.
Redes online como Grokster e Morpheus permitem que milhões de usuários troquem arquivos de música e filmes. Souter disse que a Grokster e a StreamCast nunca impediram qualquer pessoa de usar seu software para repartir arquivos copiados ilegalmente.
"O argumento para impor a responsabilidade indireta neste caso é poderoso, dado o número de downloads ilegais que ocorrem diariamente usando o software da StreamCast e do Grokster", disse Souter.
O caso vinha sendo acompanhado pela indústria do entretenimento e pelas empresas de tecnologia como um teste para o direito autoral na era do computador. Este era considerado o caso mais importante de direito autoral a chegar à Suprema Corte dos EUA nos últimos 20 anos.
- A decisão unânime de hoje é uma vitória histórica para a propriedade intelectual na era digital, e é uma boa notícia para consumidores, artistas e empresas de internet - disse Dan Glickman, presidente da Motion Picture Association of America, que reúne a indústria cinematográfica.
As gravadoras e os estúdios afirmam que a pirataria está afetando suas vendas. O faturamento da indústria fonográfica caiu cerca de 25% desde que surgiram as redes de troca de arquivos, em 1999.
Os advogados de Grokster e StreamCast se disseram desapontados com a decisão, que, acreditam eles, irá detonar uma série de ações judiciais.
- Acho que a decisão da Suprema Corte vai provocar uma nova era de incerteza legal para os inovadores tecnológicos do país - disse Fred von Lohmann, da ONG Electronic Frontier Foundation.
A ONG, formada por advogados, técnicos e voluntários, disse em nota que o caso vai inibir o investimento em software, devido ao temor de ações judiciais.
Caso Betamax foi citado pela Corte de Apelações
Segundo o diretor-executivo da StreamCast, Michael Weiss, a empresa continuará lutando na corte local:
- Estamos confiantes de que será provado que o Morpheus não promove nem encoraja a violação de direito autoral.
A decisão anterior, da Corte de Apelações, havia se baseado em um caso de 1984, sobre o videocassete Betamax, da Sony. Na época, a Suprema Corte decidiu que a Sony não podia ser responsabilizada caso os usuários de Betamax copiassem programas de televisão sem autorização, porque o aparelho também podia ser usado simplesmente para se assistir a um programa. Mas ontem a Suprema Corte disse que essa interpretação havia sido exagerada.
O pioneiro dos sites P2P, o Napster, foi fechado pela indústria fonográfica e hoje pertence a uma multinacional. A Corte de Apelações havia dito que o Grokster era diferente do Napster porque os arquivos não eram compartilhados por um servidor central. Há outros sistemas importantes de trocas de arquivos no mercado, como o Kazaa e o Soulseek. O Globo
Suprema Corte proíbe pirataria na internet
28/6/2005
Por unanimidade, instância máxima de Justiça decide que copiar músicas e filmes pela web viola direitos autorais
A indústria do entretenimento nos Estados Unidos obteve ontem uma vitória decisiva em sua batalha para conter a pirataria na internet. Ao julgar o polêmico caso MGM versus Grokster, a Suprema Corte decidiu por unanimidade que as redes de troca de arquivos pela web (conhecidas como P2P) serão legalmente responsáveis quando seus usuários copiarem de graça músicas, filmes e outros conteúdos protegidos por direitos autorais. Depois do fechamento do Naspter, pioneiro no serviço, esse foi o mais duro golpe da Justiça norte-americana contra as empresas que desenvolvem esse tipo de tecnologia.
"Entendemos que aquele que distribui um dispositivo com o objetivo de promover seu uso para infringir os direitos autorais é responsável pelo resultado dos atos de violação por terceiros", determinou o juiz David Souter. A medida suspendeu decisão anterior de uma corte de apelações, que era contrária a responsabilizar as redes de troca de músicas e filmes pela violação dos arquivos, entendendo que estes também podem ser usados em propósitos legítimos.
Para executivos da indústria de entretenimento, a troca gratuita desses produtos via web ameaça sua existência. As receitas da indústria fonográfica caíram 25% desde que as redes de compartilhamento online surgiram, em 1999 - com exceção de uma ligeira alta no ano passado. Por sua vez, os líderes da indústria tecnológica também alegam que responsabilizar as companhias de software e hardware por eventuais atos de pirataria executados por usuários individuais é uma decisão que dificultará inovações tecnológicas. O processo começou em 2001, impulsionado por um grupo de 28 estúdios de Hollywood e selos fonográficos.
Precedente
A corte de apelações havia citado a decisão da Suprema Corte de 1984 que considerou que a Sony não poderia ser considerada responsável se os usuários de sua tecnologia de videocassete Betamax gravassem programas de TV sem permissão, porque o sistema poderia ser usado também para fins legítimos, como assistir a um filme depois do horário de exibição.
Em 2001, a Justiça decidiu fechar o Napster, rede pioneira na distribuição digital de músicas no formato MP3 pela internet. Da mesma forma, considerou que o serviço violava os direitos autorais e não poderá distribuir material protegido por direitos autorais. Mas o tribunal de apelações, anos depois, decidiu que a Grokster era significativamente diferente da Napster, porque seu software permite a troca de arquivos diretamente entre os usuários, sem intermediação de servidores mantidos pela empresa. Correio Brasiliense
28/6/2005
Por unanimidade, instância máxima de Justiça decide que copiar músicas e filmes pela web viola direitos autorais
A indústria do entretenimento nos Estados Unidos obteve ontem uma vitória decisiva em sua batalha para conter a pirataria na internet. Ao julgar o polêmico caso MGM versus Grokster, a Suprema Corte decidiu por unanimidade que as redes de troca de arquivos pela web (conhecidas como P2P) serão legalmente responsáveis quando seus usuários copiarem de graça músicas, filmes e outros conteúdos protegidos por direitos autorais. Depois do fechamento do Naspter, pioneiro no serviço, esse foi o mais duro golpe da Justiça norte-americana contra as empresas que desenvolvem esse tipo de tecnologia.
"Entendemos que aquele que distribui um dispositivo com o objetivo de promover seu uso para infringir os direitos autorais é responsável pelo resultado dos atos de violação por terceiros", determinou o juiz David Souter. A medida suspendeu decisão anterior de uma corte de apelações, que era contrária a responsabilizar as redes de troca de músicas e filmes pela violação dos arquivos, entendendo que estes também podem ser usados em propósitos legítimos.
Para executivos da indústria de entretenimento, a troca gratuita desses produtos via web ameaça sua existência. As receitas da indústria fonográfica caíram 25% desde que as redes de compartilhamento online surgiram, em 1999 - com exceção de uma ligeira alta no ano passado. Por sua vez, os líderes da indústria tecnológica também alegam que responsabilizar as companhias de software e hardware por eventuais atos de pirataria executados por usuários individuais é uma decisão que dificultará inovações tecnológicas. O processo começou em 2001, impulsionado por um grupo de 28 estúdios de Hollywood e selos fonográficos.
Precedente
A corte de apelações havia citado a decisão da Suprema Corte de 1984 que considerou que a Sony não poderia ser considerada responsável se os usuários de sua tecnologia de videocassete Betamax gravassem programas de TV sem permissão, porque o sistema poderia ser usado também para fins legítimos, como assistir a um filme depois do horário de exibição.
Em 2001, a Justiça decidiu fechar o Napster, rede pioneira na distribuição digital de músicas no formato MP3 pela internet. Da mesma forma, considerou que o serviço violava os direitos autorais e não poderá distribuir material protegido por direitos autorais. Mas o tribunal de apelações, anos depois, decidiu que a Grokster era significativamente diferente da Napster, porque seu software permite a troca de arquivos diretamente entre os usuários, sem intermediação de servidores mantidos pela empresa. Correio Brasiliense
Hollywood ganha uma batalha contra a pirataria
27/06/2005
Por unanimidade, a Suprema Corte dos EUA concedeu à indústria de entretenimento uma vitória crucial em sua batalha para conter a pirataria na internet. No julgamento do caso MGM versus Grokster, a corte suspendeu uma decisão que impedia a indústria de Hollywood e de música de processar os serviços de internet usados pelos consumidores para trocar músicas e filmes de graça.
A decisão foi a maior vitória para a indústria de entretenimento e um grande golpe para as empresas de tecnologia.
A indústria musical e os estúdios de Hollywood procuram aumentar seu poder de fogo para evitar que usuários de internet compartilhem músicas, filmes, vídeos e outros materiais que têm direitos autorais sem pagar. A pirataria na internet, segundo executivos da indústria de entretenimento, ameça sua existência.
Por sua vez, os líderes da indústria tecnológica também reclamam na mesma proporção, alegando que responsabilizar as companhias de software e hardware pela pirataria executada por usuários individuais vai esfriar a inovação.
A decisão da Suprema Corte suspende o veredicto de uma corte de apelações do país, segundo a qual redes de troca de músicas e filmes não podem ser consideradas responsáveis pela violação dos arquivos porque estes também podem ser usados em propósitos legítimos.
'Entendemos que aquele que distribui um dispositivo com o objetivo de promover seu uso para infringir os direitos autoriais...é responsável pelo resultado dos atos de violação por terceiros', escreveu o juíz David Souter para a corte.
O caso MGM versus Grokster foi atentamente acompanhado pelas indústrias de tecnologia e entretenimento e considerado um teste da lei de direitos autoriais na era dos computadores. Esse foi o mais importante caso julgado pela Suprema Corte em mais de duas décadas.
As redes online como a Grokster e Morpheus permitem que milhões de usuários de computadores copiem músicas e filmes de graça de um servidor para outro.
Os selos musicais e os estúdios cinematográficos disseram que a reprodução afetou suas vendas. O faturamento na indústria musical despencou quase 25% desde que as redes de compartilhamento nas redes apareceram, em 1999, embora a indústria tenha apresentado um leve aumento nas vendas no ano passado.
A decisão da corte de apelações foi baseada em um veredicto concedido pela própria Suprema Corte em 1984, segundo o qual a Sony Corp. não poderia se considerada responsável se os usuários do Betamax copiassem shows de televisão sem permissão porque esses também poderiam ser usados para fins legítimos, como arquivar um show para ver mais tarde.
A indústria conseguiu fechar o Napster, mas a corte de apelação entendeu que o Grokster era significativamente diferente deste porque os usuários de seu software poderiam trocar arquivos diretamente entre si sem passar por um servidor central. Época
27/06/2005
Por unanimidade, a Suprema Corte dos EUA concedeu à indústria de entretenimento uma vitória crucial em sua batalha para conter a pirataria na internet. No julgamento do caso MGM versus Grokster, a corte suspendeu uma decisão que impedia a indústria de Hollywood e de música de processar os serviços de internet usados pelos consumidores para trocar músicas e filmes de graça.
A decisão foi a maior vitória para a indústria de entretenimento e um grande golpe para as empresas de tecnologia.
A indústria musical e os estúdios de Hollywood procuram aumentar seu poder de fogo para evitar que usuários de internet compartilhem músicas, filmes, vídeos e outros materiais que têm direitos autorais sem pagar. A pirataria na internet, segundo executivos da indústria de entretenimento, ameça sua existência.
Por sua vez, os líderes da indústria tecnológica também reclamam na mesma proporção, alegando que responsabilizar as companhias de software e hardware pela pirataria executada por usuários individuais vai esfriar a inovação.
A decisão da Suprema Corte suspende o veredicto de uma corte de apelações do país, segundo a qual redes de troca de músicas e filmes não podem ser consideradas responsáveis pela violação dos arquivos porque estes também podem ser usados em propósitos legítimos.
'Entendemos que aquele que distribui um dispositivo com o objetivo de promover seu uso para infringir os direitos autoriais...é responsável pelo resultado dos atos de violação por terceiros', escreveu o juíz David Souter para a corte.
O caso MGM versus Grokster foi atentamente acompanhado pelas indústrias de tecnologia e entretenimento e considerado um teste da lei de direitos autoriais na era dos computadores. Esse foi o mais importante caso julgado pela Suprema Corte em mais de duas décadas.
As redes online como a Grokster e Morpheus permitem que milhões de usuários de computadores copiem músicas e filmes de graça de um servidor para outro.
Os selos musicais e os estúdios cinematográficos disseram que a reprodução afetou suas vendas. O faturamento na indústria musical despencou quase 25% desde que as redes de compartilhamento nas redes apareceram, em 1999, embora a indústria tenha apresentado um leve aumento nas vendas no ano passado.
A decisão da corte de apelações foi baseada em um veredicto concedido pela própria Suprema Corte em 1984, segundo o qual a Sony Corp. não poderia se considerada responsável se os usuários do Betamax copiassem shows de televisão sem permissão porque esses também poderiam ser usados para fins legítimos, como arquivar um show para ver mais tarde.
A indústria conseguiu fechar o Napster, mas a corte de apelação entendeu que o Grokster era significativamente diferente deste porque os usuários de seu software poderiam trocar arquivos diretamente entre si sem passar por um servidor central. Época
Televisão
Pela pluralidade na comunicação
28/6/2005
A concentração do poder nas mãos de um só não é bom para a democracia. Os 40 anos da Rede Globo devem servir, mais além dos festejos, a uma reflexão sobre a hegemonia e a concentração econômica instalada no setor de comunicação nos últimos 35 anos. Cabe dizer que esse domínio se deve em muito à competência com que a emissora faz TV, mas isso não reduz o problema. Tal hegemonia se expressa em números. A TV Globo e suas afiliadas mordem cerca de 50% da verba publicitária nacional (ou 70% dos investimentos em propaganda em TV). Trata-se de reflexo direto do volume de audiência que a emissora detém, entre 55% e até 80% dos telespectadores "ligados".
Não é normal. Pelo mundo, a divisão do bolo na comunicação é bem mais equilibrada. No Brasil, a TV detém hoje mais de 60% da verba publicitária. Nos EUA, abocanha em torno de 40%, como em países da Europa e em vizinhos como a Argentina. E nesses países, o próprio bolo da TV é melhor dividido, o que reduz também o poderio sobre palavra e imagem.
É sabido que em países continentais como o Brasil e cuja população lê pouco >
É sabido que em países continentais como o Brasil e cuja população lê pouco ouco â€" ou porque simplesmente não sabe ou porque não tem dinheiro para comprar jornal l â€" deter o poder de emissões televisivas pode ser quase co-governar. Não por acaso países como França, Espanha e Portugal mantiveram há até duas décadas o controle estatal sobre as emissões. No Brasil, a iniciativa privada lançou a primeira emissora (Tupi-SP, 1950) e o controle direto do governo sobre a televisão nunca pegou.
Mas a versão brasileira dessa gerência oficial se deu de forma indireta. E a Globo e sua hegemonia já bem constituída no início dos anos 70 foi o instrumento principal desse controle à distância. Os governos militares sabiam que a Globo era o grande aparelho capaz de mobilizar ou desmobilizar o País a uma notícia bem dada. Ser curto e grosso diante de fato berrante ou amplificar o tom para um fato menor, diante de certos interesses, foi um poder do qual a emissora fez uso repetidas vezes nesse período, sempre em conexão com os governos de plantão.
Um livro recém-lançado, "Rede Globo, 40 anos de poder e hegemonia", organizado pelos professores Valério Cruz Brittos e César Siqueira Bolaño, arregimenta casos e casos dos últimos 35 anos e exorta ao pensamento sobre tanto poder concentrado em um só. Ali saltam os casos como o da omissão da emissora durante 3 meses da cobertura da maior mobilização popular brasileira, a das Diretas-Já, em 1984; o da influência direta de Roberto Marinho na escolha do ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em 1988; e a famigerada edição para o Jornal Nacional do debate entre Collor e Lula.
São exemplos de como a idéia de que "o que nós não damos não existe" habitava as mentes dos controladores da Globo. Provavelmente, se em vez de 60% de audiência o JN tivesse 30%, isso tudo tivesse sido diferente. Nos últimos tempos, a emissora passou por um processo de democratização em seu jornalismo, embora continue sendo voz de tom ameno com os governos da vez. Mas a concentração ainda é um problema porque sem pluralidade não há comunicação democrática. Algo que para o bem das instituições não deveria durar outros 40 anos. Ismael Pfeifer - Editor da Gazeta Mercantil e professor da Faculdade Cásper Líbero - Gazeta Mercantil
Pela pluralidade na comunicação
28/6/2005
A concentração do poder nas mãos de um só não é bom para a democracia. Os 40 anos da Rede Globo devem servir, mais além dos festejos, a uma reflexão sobre a hegemonia e a concentração econômica instalada no setor de comunicação nos últimos 35 anos. Cabe dizer que esse domínio se deve em muito à competência com que a emissora faz TV, mas isso não reduz o problema. Tal hegemonia se expressa em números. A TV Globo e suas afiliadas mordem cerca de 50% da verba publicitária nacional (ou 70% dos investimentos em propaganda em TV). Trata-se de reflexo direto do volume de audiência que a emissora detém, entre 55% e até 80% dos telespectadores "ligados".
Não é normal. Pelo mundo, a divisão do bolo na comunicação é bem mais equilibrada. No Brasil, a TV detém hoje mais de 60% da verba publicitária. Nos EUA, abocanha em torno de 40%, como em países da Europa e em vizinhos como a Argentina. E nesses países, o próprio bolo da TV é melhor dividido, o que reduz também o poderio sobre palavra e imagem.
É sabido que em países continentais como o Brasil e cuja população lê pouco >
É sabido que em países continentais como o Brasil e cuja população lê pouco ouco â€" ou porque simplesmente não sabe ou porque não tem dinheiro para comprar jornal l â€" deter o poder de emissões televisivas pode ser quase co-governar. Não por acaso países como França, Espanha e Portugal mantiveram há até duas décadas o controle estatal sobre as emissões. No Brasil, a iniciativa privada lançou a primeira emissora (Tupi-SP, 1950) e o controle direto do governo sobre a televisão nunca pegou.
Mas a versão brasileira dessa gerência oficial se deu de forma indireta. E a Globo e sua hegemonia já bem constituída no início dos anos 70 foi o instrumento principal desse controle à distância. Os governos militares sabiam que a Globo era o grande aparelho capaz de mobilizar ou desmobilizar o País a uma notícia bem dada. Ser curto e grosso diante de fato berrante ou amplificar o tom para um fato menor, diante de certos interesses, foi um poder do qual a emissora fez uso repetidas vezes nesse período, sempre em conexão com os governos de plantão.
Um livro recém-lançado, "Rede Globo, 40 anos de poder e hegemonia", organizado pelos professores Valério Cruz Brittos e César Siqueira Bolaño, arregimenta casos e casos dos últimos 35 anos e exorta ao pensamento sobre tanto poder concentrado em um só. Ali saltam os casos como o da omissão da emissora durante 3 meses da cobertura da maior mobilização popular brasileira, a das Diretas-Já, em 1984; o da influência direta de Roberto Marinho na escolha do ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em 1988; e a famigerada edição para o Jornal Nacional do debate entre Collor e Lula.
São exemplos de como a idéia de que "o que nós não damos não existe" habitava as mentes dos controladores da Globo. Provavelmente, se em vez de 60% de audiência o JN tivesse 30%, isso tudo tivesse sido diferente. Nos últimos tempos, a emissora passou por um processo de democratização em seu jornalismo, embora continue sendo voz de tom ameno com os governos da vez. Mas a concentração ainda é um problema porque sem pluralidade não há comunicação democrática. Algo que para o bem das instituições não deveria durar outros 40 anos. Ismael Pfeifer - Editor da Gazeta Mercantil e professor da Faculdade Cásper Líbero - Gazeta Mercantil
Cultura bate Globo no Ibope
28/6/2005
Um resultado que a própria TV Cultura considera sem precedentes em sua história: a emissora ficou em primeiro lugar no Ibope.
A façanha ocorreu anteontem, na transmissão do jogo Argentina x México, pela semifinal da Copa das Confederações. O jogo, que definiu os argentinos como adversários do Brasil na final do campeonato, foi veiculado com exclusividade pela Cultura na TV aberta. Os direitos de transmissão no país pertencem à Globo e foram cedidos à Cultura, que está veiculando todas as partidas. Já a Globo, só as da seleção brasileira.
No domingo, no horário da semifinal (das 13h às 15h42), exibiu "Daylight" _um filme de 1996 com Sylvester Stallone_ e a primeira parte do "Domingão do Faustão" (a partir das 15h).
A Cultura permaneceu à frente no Ibope por seis minutos, das 15h35 às 15h41, quando ocorria a disputa por pênaltis. O pico de audiência foi às 15h40, com 14,2 para a Cultura contra 12,1 da Globo.
Na média, a TV pública registrou 8,2 pontos contra 16,1 da comercial (os dados são preliminares, e cada ponto equivale a 52,3 mil domicílios na Grande SP).
De acordo com a Central Globo de Comunicação, o contrato com a Fifa prevê que todos os jogos sejam exibidos em um ou mais ca nais abertos. Como não iria mudar a programação normal para dar espaço a todos, a Globo afirmou à Folha ter colocado o campeonato à venda para todas as redes e fechado com a Cultura.
Marcos Mendonça, presidente da Fundação Padre Anchieta (que administra a Cultura), diz que "houve pagamento de um valor que não pode ser revelado por força contratual". "Obtivemos lucro com patrocinadores." Para Mendonça, a vitória no Ibope "foi episódica, mas ajuda a alavancar o conjunto da programação".
Oswaldo Martins, ombudsman da Cultura, diz que existe uma discussão interna para definir se é função do canal veicular futebol. "Ainda é preciso discutir a função da TV pública. Ela pode ser boa dando preferência ao esporte. O enfoque da Cultura mostra uma busca por inovar o público." LAURA MATTOS - Folha de São Paulo
28/6/2005
Um resultado que a própria TV Cultura considera sem precedentes em sua história: a emissora ficou em primeiro lugar no Ibope.
A façanha ocorreu anteontem, na transmissão do jogo Argentina x México, pela semifinal da Copa das Confederações. O jogo, que definiu os argentinos como adversários do Brasil na final do campeonato, foi veiculado com exclusividade pela Cultura na TV aberta. Os direitos de transmissão no país pertencem à Globo e foram cedidos à Cultura, que está veiculando todas as partidas. Já a Globo, só as da seleção brasileira.
No domingo, no horário da semifinal (das 13h às 15h42), exibiu "Daylight" _um filme de 1996 com Sylvester Stallone_ e a primeira parte do "Domingão do Faustão" (a partir das 15h).
A Cultura permaneceu à frente no Ibope por seis minutos, das 15h35 às 15h41, quando ocorria a disputa por pênaltis. O pico de audiência foi às 15h40, com 14,2 para a Cultura contra 12,1 da Globo.
Na média, a TV pública registrou 8,2 pontos contra 16,1 da comercial (os dados são preliminares, e cada ponto equivale a 52,3 mil domicílios na Grande SP).
De acordo com a Central Globo de Comunicação, o contrato com a Fifa prevê que todos os jogos sejam exibidos em um ou mais ca nais abertos. Como não iria mudar a programação normal para dar espaço a todos, a Globo afirmou à Folha ter colocado o campeonato à venda para todas as redes e fechado com a Cultura.
Marcos Mendonça, presidente da Fundação Padre Anchieta (que administra a Cultura), diz que "houve pagamento de um valor que não pode ser revelado por força contratual". "Obtivemos lucro com patrocinadores." Para Mendonça, a vitória no Ibope "foi episódica, mas ajuda a alavancar o conjunto da programação".
Oswaldo Martins, ombudsman da Cultura, diz que existe uma discussão interna para definir se é função do canal veicular futebol. "Ainda é preciso discutir a função da TV pública. Ela pode ser boa dando preferência ao esporte. O enfoque da Cultura mostra uma busca por inovar o público." LAURA MATTOS - Folha de São Paulo
SBT em Londres
28/6/2005
O novo jornalismo do SBT começa a ganhar cores definitivas. O núcleo de produção da Europa, com base em Londres, será liderado por Marcelo Torres. Alguma coisa já está sendo gerada de lá, com a melhor qualidade. Tribuna da Imprensa
28/6/2005
O novo jornalismo do SBT começa a ganhar cores definitivas. O núcleo de produção da Europa, com base em Londres, será liderado por Marcelo Torres. Alguma coisa já está sendo gerada de lá, com a melhor qualidade. Tribuna da Imprensa
Cultura bate recorde com Argentina vs. México
27/06/2005, 18h34
Única rede aberta a transmitir o jogo entre Argentina e México que definiu no último domingo, dia 26, o adversário da seleção do Brasil para a final da Copa das Confederações, a TV Cultura cravou sua maior audiência aferida nos últimos anos. Chegou a ficar em primeiro lugar no Ibope durante sete minutos (entre 15h34 e 15h41), com 13,3 pontos. A média da audiência domiciliar da emissora durante a transmissão do jogo foi de 8,2 pontos e o pico aconteceu às 15h40, na decisão por pênaltis, quando registrou 14,2 pontos, o maior índice da emissora. A Rede Globo também tem os direitos na TV aberta para o evento. A final acontece na próxima quarta-feira, às 15h45. Na TV paga, a Copa das Confederações está também com o SporTV (exceto jogos do Brasil ao vivo) e BandSports. Da Redação - TELA VIVA News
27/06/2005, 18h34
Única rede aberta a transmitir o jogo entre Argentina e México que definiu no último domingo, dia 26, o adversário da seleção do Brasil para a final da Copa das Confederações, a TV Cultura cravou sua maior audiência aferida nos últimos anos. Chegou a ficar em primeiro lugar no Ibope durante sete minutos (entre 15h34 e 15h41), com 13,3 pontos. A média da audiência domiciliar da emissora durante a transmissão do jogo foi de 8,2 pontos e o pico aconteceu às 15h40, na decisão por pênaltis, quando registrou 14,2 pontos, o maior índice da emissora. A Rede Globo também tem os direitos na TV aberta para o evento. A final acontece na próxima quarta-feira, às 15h45. Na TV paga, a Copa das Confederações está também com o SporTV (exceto jogos do Brasil ao vivo) e BandSports. Da Redação - TELA VIVA News
Audiovisual
Mostra faz panorama da produção latina
28/6/2005
De um lado, a Argentina, com um cinema nacional de 90 produções por ano e US$ 25 milhões (cerca de R$ 59,7 milhões) em subsídios públicos; do outro, o Uruguai, com um cinema pequeno, cinco produções ao ano e pouquíssimo investimento do governo. Tão próximos, mas ao mesmo tempo tão distantes.
é assim que (sobre)vive o cinema latino-americano, que atualmente se enxerga com desigualdades, apesar do aparente desenvolvimento cultural de cada país.
A pedido da Folha, quatro cineastas -Miguel Rodriguez Arias (Argentina), Pablo Rodriguez, Rosário Infantozzi (ambos do Uruguai) e Lester Hamlet (Cuba)- discutiram o panorama e a cinematografia latina antes de deixarem o Brasil, onde participaram do 9º Cinesul - Festival Latino-Americano de Cinema e Vídeo, que terminou anteontem no Rio e começa hoje em Brasília.
A Argentina está mais próxima da realidade brasileira. O modelo de financiamento público tem funcionado como o principal propulsor de sua cinematografia (descontadas as proporções econômicas), mas o setor ensaia os mesmos passos do mercado brasileiro, que tenta evitar uma crise, afogada no dilema qualidade-quantidade (como solucionar a equação entre filmes comerciais e autorais?) no cinema local.
Para Miguel Rodrigues Arias, 60, diretor que divide seu tempo entre a televisão e o cinema, a distribuição também é desigual. Ele apresentou no Rio o documentário "Gardel, el Hombre y el Mito" (2004). "Questionamos se devemos optar pela pulverização dos recursos ou se investimos em bons projetos. Eu fico com a segunda opção", afirmou. Além disso, segundo ele, a Argentina tem conseguido fazer grande parte de seus filmes em regime de co-produção. Arias, por exemplo, que acaba de rodar o documentário sobre Carlos Gardel exibido no Cinesul, já tem outros dois projetos na manga. São dois documentários, um sobre o que ele chama de "Nuremberg Argentino" e outro com a história de Diego Maradona, que será lançado em setembro deste ano.
Na outra ponta, Pablo Rodriguez ("Gardel, Ecos del Silencio"), 42, e Rosario Infantozzi ("La Cumparsita"), 58, reclamam da falta de iniciativa do governo em apoiar o cinema uruguaio, cuja retomada começou nos anos 90, época em que o Brasil naufragava sob a tutela da era Collor.
O exemplo de mais sucesso do jovem cinema uruguaio é "Whisky", de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll, co-produção com Argentina, Espanha e Alemanha. Cineastas procuram se associar a outros países para conseguirem lançar seus longas, conta Rodriguez. "O nosso cinema tenta ser independente, mas empenhamos apartamentos, tentamos empréstimos, fazemos de tudo para fazer nossos filmes", afirmou.
"Apesar de tudo, fizemos 15 produtos muito dignos nestes últimos nove anos, com uma resposta do público, que tem ido às salas", disse Infantozzi. "Mas os cineastas procuram sobreviver por meio da publicidade."
Há discussões no país sobre a criação de um fundo de financiamento por meio de taxas associadas à instalação de TV a cabo, por exemplo, e sobre leis de regulação do setor.
Enquanto argentinos e uruguaios discutiam como criar e manter uma indústria cinematográfica que se auto-sustente, o cubano Lester Hamlet, 33, co-diretor de "Tres Veces Dos", recortes de peculiares histórias de três jovens, observava atentamente. "Minha realidade é tão distante... Como indústria, Cuba é um fracasso. Temos um filme por ano, muitos projetos, mas nada é lançado. Nossa maior oportunidade de exibir os filmes são no festival de Havana, que é uma festa do cinema", disse.
Prêmios
Debates e comparações à parte, a diversidade de filmes pontuou as mostras. Foram exibidos 150 filmes latino-americanos, entre longas e médias em 35 mm, além de vídeos.
O chileno "Mala Leche", de Leon Errázuriz, foi escolhido o melhor longa-metragem da mostra competitiva.
"Punto y Raya", co-produção de Venezuela, Espanha, Chile e Uruguai, de Elia K. Schneider, e o argentino "Whisky Romeo Zulu", de Enrique Piñeyro, receberam menções honrosas do júri. O segundo também ganhou o prêmio da crítica.
O documentário brasileiro "500 Almas", de Joel Pizzini, sobre a cultura guató (comunidade que vive na região do Pantanal), levou o prêmio na categoria.
"Tobias 700 - A História de uma Ocupação", do brasileiro Daniel A. Rubio (sobre histórias de famílias sem-teto de São Paulo), ganhou como o melhor vídeo.
Parte do festival será exibida em Brasília a partir de hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, trecho 2, lote 22, Brasília, tel. 0/xx/ 61/310-7087), até 10 de julho. MARCELO BARTOLOMEI - Folha de São Paulo
Mostra faz panorama da produção latina
28/6/2005
De um lado, a Argentina, com um cinema nacional de 90 produções por ano e US$ 25 milhões (cerca de R$ 59,7 milhões) em subsídios públicos; do outro, o Uruguai, com um cinema pequeno, cinco produções ao ano e pouquíssimo investimento do governo. Tão próximos, mas ao mesmo tempo tão distantes.
é assim que (sobre)vive o cinema latino-americano, que atualmente se enxerga com desigualdades, apesar do aparente desenvolvimento cultural de cada país.
A pedido da Folha, quatro cineastas -Miguel Rodriguez Arias (Argentina), Pablo Rodriguez, Rosário Infantozzi (ambos do Uruguai) e Lester Hamlet (Cuba)- discutiram o panorama e a cinematografia latina antes de deixarem o Brasil, onde participaram do 9º Cinesul - Festival Latino-Americano de Cinema e Vídeo, que terminou anteontem no Rio e começa hoje em Brasília.
A Argentina está mais próxima da realidade brasileira. O modelo de financiamento público tem funcionado como o principal propulsor de sua cinematografia (descontadas as proporções econômicas), mas o setor ensaia os mesmos passos do mercado brasileiro, que tenta evitar uma crise, afogada no dilema qualidade-quantidade (como solucionar a equação entre filmes comerciais e autorais?) no cinema local.
Para Miguel Rodrigues Arias, 60, diretor que divide seu tempo entre a televisão e o cinema, a distribuição também é desigual. Ele apresentou no Rio o documentário "Gardel, el Hombre y el Mito" (2004). "Questionamos se devemos optar pela pulverização dos recursos ou se investimos em bons projetos. Eu fico com a segunda opção", afirmou. Além disso, segundo ele, a Argentina tem conseguido fazer grande parte de seus filmes em regime de co-produção. Arias, por exemplo, que acaba de rodar o documentário sobre Carlos Gardel exibido no Cinesul, já tem outros dois projetos na manga. São dois documentários, um sobre o que ele chama de "Nuremberg Argentino" e outro com a história de Diego Maradona, que será lançado em setembro deste ano.
Na outra ponta, Pablo Rodriguez ("Gardel, Ecos del Silencio"), 42, e Rosario Infantozzi ("La Cumparsita"), 58, reclamam da falta de iniciativa do governo em apoiar o cinema uruguaio, cuja retomada começou nos anos 90, época em que o Brasil naufragava sob a tutela da era Collor.
O exemplo de mais sucesso do jovem cinema uruguaio é "Whisky", de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll, co-produção com Argentina, Espanha e Alemanha. Cineastas procuram se associar a outros países para conseguirem lançar seus longas, conta Rodriguez. "O nosso cinema tenta ser independente, mas empenhamos apartamentos, tentamos empréstimos, fazemos de tudo para fazer nossos filmes", afirmou.
"Apesar de tudo, fizemos 15 produtos muito dignos nestes últimos nove anos, com uma resposta do público, que tem ido às salas", disse Infantozzi. "Mas os cineastas procuram sobreviver por meio da publicidade."
Há discussões no país sobre a criação de um fundo de financiamento por meio de taxas associadas à instalação de TV a cabo, por exemplo, e sobre leis de regulação do setor.
Enquanto argentinos e uruguaios discutiam como criar e manter uma indústria cinematográfica que se auto-sustente, o cubano Lester Hamlet, 33, co-diretor de "Tres Veces Dos", recortes de peculiares histórias de três jovens, observava atentamente. "Minha realidade é tão distante... Como indústria, Cuba é um fracasso. Temos um filme por ano, muitos projetos, mas nada é lançado. Nossa maior oportunidade de exibir os filmes são no festival de Havana, que é uma festa do cinema", disse.
Prêmios
Debates e comparações à parte, a diversidade de filmes pontuou as mostras. Foram exibidos 150 filmes latino-americanos, entre longas e médias em 35 mm, além de vídeos.
O chileno "Mala Leche", de Leon Errázuriz, foi escolhido o melhor longa-metragem da mostra competitiva.
"Punto y Raya", co-produção de Venezuela, Espanha, Chile e Uruguai, de Elia K. Schneider, e o argentino "Whisky Romeo Zulu", de Enrique Piñeyro, receberam menções honrosas do júri. O segundo também ganhou o prêmio da crítica.
O documentário brasileiro "500 Almas", de Joel Pizzini, sobre a cultura guató (comunidade que vive na região do Pantanal), levou o prêmio na categoria.
"Tobias 700 - A História de uma Ocupação", do brasileiro Daniel A. Rubio (sobre histórias de famílias sem-teto de São Paulo), ganhou como o melhor vídeo.
Parte do festival será exibida em Brasília a partir de hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, trecho 2, lote 22, Brasília, tel. 0/xx/ 61/310-7087), até 10 de julho. MARCELO BARTOLOMEI - Folha de São Paulo
Projeto chega ao interior de SP
28/6/2005
O projeto Cine Tela Brasil, um cinema itinerante, desembarca hoje em São José dos Campos (91 km de SP). Com a intenção de levar cinema gratuito a quem não tem acesso, o projeto pretende percorrer, em dez meses, a periferia de 35 cidades cortadas pela via Dutra nos Estados de São Paulo e do Rio. O Tela Brasil começou em Nova Iguaçu (RJ) e ficará uma semana em São José dos Campos. Serão exibidos os filmes "Tainá 2", para crianças, e "Lisbela e o Prisioneiro", para adultos. Orçado em R$ 880 mil, o projeto é da CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias), que administra a concessionária NovaDutra. Informações pelo www.cinetelabrasil.com.br ou (11) 3763-4486. Folha de São Paulo
28/6/2005
O projeto Cine Tela Brasil, um cinema itinerante, desembarca hoje em São José dos Campos (91 km de SP). Com a intenção de levar cinema gratuito a quem não tem acesso, o projeto pretende percorrer, em dez meses, a periferia de 35 cidades cortadas pela via Dutra nos Estados de São Paulo e do Rio. O Tela Brasil começou em Nova Iguaçu (RJ) e ficará uma semana em São José dos Campos. Serão exibidos os filmes "Tainá 2", para crianças, e "Lisbela e o Prisioneiro", para adultos. Orçado em R$ 880 mil, o projeto é da CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias), que administra a concessionária NovaDutra. Informações pelo www.cinetelabrasil.com.br ou (11) 3763-4486. Folha de São Paulo
Revelações sobre a suposta crise do cinema
28/6/2005
A discussão em torno da suposta crise do cinema brasileiro tem se pautado por uma polarização maniqueísta e pela cobertura descuidada da imprensa. Jornais e revistas têm dado voz aos produtores, o que é fundamental. Falta, porém, apresentar os números do mercado com atenção, o que permitiria um diagnóstico mais claro da situação e a necessária contextualização dos diferentes pontos de vista.
Quem lê as reclamações dos produtores pode achar que os recursos estão minguando. O que ocorre, porém, é justamente o contrário. Nunca, no passado recente, houve tanto dinheiro destinado ao cinema no Brasil.
Depois de baixar de R$ 91 milhões (2001) para R$ 83 milhões (2002), o investimento só cresceu: foram R$ 118 milhões em 2003 e R$ 129 milhões no ano passado. O resultado disso está no número de filmes lançados, que explodiu em 2004, chegando a 51, contra uma média de 35 de 1999 a 2003 e de 18 de 1994 a 1998. O indicador negativo estaria, porém, no público dos filmes brasileiros, que caiu de 22 milhões (2003) para 16 milhões (2004), e deve ficar em 10 milhões neste ano. O recuo afetou também o market share, que foi de 21% (2003) para 14% (2004), e deve bater em 10% em 2005.
Mas será que esse é um cenário tão ruim? Se olharmos para 2003, sim, mas se observarmos a série que vem de 1995, certamente não. A explosão de 2003, quando foram lançados 30 filmes (menor número em cinco anos) e o público saltou de 7 milhões para 22 milhões, gerou a ilusão de que a alta se prolongaria indefinidamente. Foi um ponto fora da curva. Olhando mais para trás veremos que mesmo as previsões para 2005 estão acima da curva ascendente que vai de 1996 a 2002. Bilheteria de 10 milhões neste ano, cifra similar em 2006 e a retomada do crescimento a partir daí está longe de ser uma perspectiva ruim. Um market share entre 10% e 15% nos próximos cinco anos também é razoável para um país que chegou a produzir míseros três filmes em 1993.
Base para isso existe. Os investimentos crescem desde 2002, o que significa disponibilidade de produto (cerca de 40 filmes por ano) para os próximos três ou quatro anos, no mínimo. Não é pouca coisa (o boom de 2003 foi atingido com 30 filmes).
Governo e iniciativa privada precisam agora estar mais concentrados em encontrar a divisão ideal de recursos entre produção e distribuição e a melhor forma de alocar os investimentos na produção. é isso que vai definir o resultado dos próximos anos. Quantos e quais filmes devem ser produzidos não são perguntas fáceis de serem respondidas.
A imprensa simplificou a questão, apresentando duas alternativas: concentração (privilegiaria filmes mais caros e com potencial de público) ou pulverização (produções baratas e de caráter autoral). Demorou a atentar para o fato de que por trás da discussão dos produtores estava a proximidade da divulgação do resultado do edital da Petrobras (sai dia 30!), que destinará R$ 19 milhões aos vencedores, com verbas que vão de R$ 600 mil a R$ 1 milhão.
O Ministério da Cultura emite sinais contraditórios. O ministro fala em "choque de capitalismo". Seus auxiliares dizem que devem ser privilegiados filmes de até R$ 2 milhões...
A retomada do cinema nacional a partir de 1995 e sua rápida trajetória ascendente nesses dez anos mostraram alguns pontos importantes.
Mercado é um bicho que tem altos e baixos, regras e exceções, apostas certas que viram fracassos e boas surpresas. Faz parte do jogo. é assim em todo canto, e não apenas no Brasil ou no cinema.
Bilheteria não se atinge só com muitos filmes. Volume é importante, garante diversidade e induz qualidade. Deve ser um objetivo, mas sujeito a ajustes.
Público vem com investimento. Filme barato e de grande bilheteria não é regra, é exceção. Não adianta alimentar ilusões.
Precisamos de uma divisão de recursos que permita equilibrar filmes com potencial de bilheteria com obras mais autorais, que garantam a diversidade de expressão. Não precisamos de visões dogmáticas ou desinformadas. Não se trata de optar por A ou B, mas de procurar o balanço ideal para cada momento.
Não é algo simples de ser feito, mas está longe de ser impossível. Sem muita ciência, o cinema brasileiro chegou a ótimos resultados. A tarefa pode ser facilitada a partir do importante trabalho de coleta de informações que a Ancine e o Filme B têm feito.
A imprensa tem como levantar o histórico de um diretor ou produtor, avaliar seu resultado de bilheteria, crítica, premiações e comparar isso com o valor investido em seu filme. Basta querer. Também pode ter acesso aos investimentos, número de filmes lançados, salas abertas, bilheteria etc.
é fundamental que esse cenário seja transmitido sem distorções à sociedade. Evitaria a desinformação, ajudaria a entender o momento pelo qual passa o cinema e seria de grande utilidade para a comissão que definirá o destino dos recursos da Petrobras.
Seus integrantes têm uma enorme responsabilidade pela frente. Podem tomar suas decisões com base em uma visão puramente estética ou de mercado. Podem procurar um equilíbrio longe dos extremos. O que não podem e não devem é imaginar que suas escolhas não terão conseqüências para o cinema brasileiro. Terão. Culturais e de mercado. JOãO LEIVA FILHO - Folha de São Paulo
28/6/2005
A discussão em torno da suposta crise do cinema brasileiro tem se pautado por uma polarização maniqueísta e pela cobertura descuidada da imprensa. Jornais e revistas têm dado voz aos produtores, o que é fundamental. Falta, porém, apresentar os números do mercado com atenção, o que permitiria um diagnóstico mais claro da situação e a necessária contextualização dos diferentes pontos de vista.
Quem lê as reclamações dos produtores pode achar que os recursos estão minguando. O que ocorre, porém, é justamente o contrário. Nunca, no passado recente, houve tanto dinheiro destinado ao cinema no Brasil.
Depois de baixar de R$ 91 milhões (2001) para R$ 83 milhões (2002), o investimento só cresceu: foram R$ 118 milhões em 2003 e R$ 129 milhões no ano passado. O resultado disso está no número de filmes lançados, que explodiu em 2004, chegando a 51, contra uma média de 35 de 1999 a 2003 e de 18 de 1994 a 1998. O indicador negativo estaria, porém, no público dos filmes brasileiros, que caiu de 22 milhões (2003) para 16 milhões (2004), e deve ficar em 10 milhões neste ano. O recuo afetou também o market share, que foi de 21% (2003) para 14% (2004), e deve bater em 10% em 2005.
Mas será que esse é um cenário tão ruim? Se olharmos para 2003, sim, mas se observarmos a série que vem de 1995, certamente não. A explosão de 2003, quando foram lançados 30 filmes (menor número em cinco anos) e o público saltou de 7 milhões para 22 milhões, gerou a ilusão de que a alta se prolongaria indefinidamente. Foi um ponto fora da curva. Olhando mais para trás veremos que mesmo as previsões para 2005 estão acima da curva ascendente que vai de 1996 a 2002. Bilheteria de 10 milhões neste ano, cifra similar em 2006 e a retomada do crescimento a partir daí está longe de ser uma perspectiva ruim. Um market share entre 10% e 15% nos próximos cinco anos também é razoável para um país que chegou a produzir míseros três filmes em 1993.
Base para isso existe. Os investimentos crescem desde 2002, o que significa disponibilidade de produto (cerca de 40 filmes por ano) para os próximos três ou quatro anos, no mínimo. Não é pouca coisa (o boom de 2003 foi atingido com 30 filmes).
Governo e iniciativa privada precisam agora estar mais concentrados em encontrar a divisão ideal de recursos entre produção e distribuição e a melhor forma de alocar os investimentos na produção. é isso que vai definir o resultado dos próximos anos. Quantos e quais filmes devem ser produzidos não são perguntas fáceis de serem respondidas.
A imprensa simplificou a questão, apresentando duas alternativas: concentração (privilegiaria filmes mais caros e com potencial de público) ou pulverização (produções baratas e de caráter autoral). Demorou a atentar para o fato de que por trás da discussão dos produtores estava a proximidade da divulgação do resultado do edital da Petrobras (sai dia 30!), que destinará R$ 19 milhões aos vencedores, com verbas que vão de R$ 600 mil a R$ 1 milhão.
O Ministério da Cultura emite sinais contraditórios. O ministro fala em "choque de capitalismo". Seus auxiliares dizem que devem ser privilegiados filmes de até R$ 2 milhões...
A retomada do cinema nacional a partir de 1995 e sua rápida trajetória ascendente nesses dez anos mostraram alguns pontos importantes.
Mercado é um bicho que tem altos e baixos, regras e exceções, apostas certas que viram fracassos e boas surpresas. Faz parte do jogo. é assim em todo canto, e não apenas no Brasil ou no cinema.
Bilheteria não se atinge só com muitos filmes. Volume é importante, garante diversidade e induz qualidade. Deve ser um objetivo, mas sujeito a ajustes.
Público vem com investimento. Filme barato e de grande bilheteria não é regra, é exceção. Não adianta alimentar ilusões.
Precisamos de uma divisão de recursos que permita equilibrar filmes com potencial de bilheteria com obras mais autorais, que garantam a diversidade de expressão. Não precisamos de visões dogmáticas ou desinformadas. Não se trata de optar por A ou B, mas de procurar o balanço ideal para cada momento.
Não é algo simples de ser feito, mas está longe de ser impossível. Sem muita ciência, o cinema brasileiro chegou a ótimos resultados. A tarefa pode ser facilitada a partir do importante trabalho de coleta de informações que a Ancine e o Filme B têm feito.
A imprensa tem como levantar o histórico de um diretor ou produtor, avaliar seu resultado de bilheteria, crítica, premiações e comparar isso com o valor investido em seu filme. Basta querer. Também pode ter acesso aos investimentos, número de filmes lançados, salas abertas, bilheteria etc.
é fundamental que esse cenário seja transmitido sem distorções à sociedade. Evitaria a desinformação, ajudaria a entender o momento pelo qual passa o cinema e seria de grande utilidade para a comissão que definirá o destino dos recursos da Petrobras.
Seus integrantes têm uma enorme responsabilidade pela frente. Podem tomar suas decisões com base em uma visão puramente estética ou de mercado. Podem procurar um equilíbrio longe dos extremos. O que não podem e não devem é imaginar que suas escolhas não terão conseqüências para o cinema brasileiro. Terão. Culturais e de mercado. JOãO LEIVA FILHO - Folha de São Paulo
Festival reunirá filmes inéditos da América Latina
28/6/2005
Dez longa-metragens estão na disputa da mostra competitiva, entre eles um brasileiro, e as mostras paralelas trazem 89 filmes, divididos em seis categorias
De hoje até o dia 10 de julho, o sonho de uma América Latina unida parecerá menos distante por meio da telona. O Cinesul 2005- Festival Latino-Americano de Cinema e Vídeo chega a Brasília pelo segundo ano consecutivo e traz obras de diversos países. Dessa vez, o público poderá ver a mostra competitiva de longas-metragens na íntegra, além de votar no melhor filme. Outra novidade são as exibições paralelas, que chegam com força renovadora e grande diversidade temática. Abrindo espaço para gêneros distintos e múltiplos olhares sobre a América Latina, o festival Cinesul firma-se como um importante espaço de integração entre vizinhos. Os filmes poderão ser vistos a partir de hoje, em quatro opções de horário, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Embora faça parte do circuito cultural de Brasília há pouco tempo, o Cinesul já tem 12 anos de estrada. Desde sua criação, em 1994, o audiovisual latino-americano passou por transformações relevantes. O festival surgiu por iniciativa dos pesquisadores Ângela José do Nascimento e Leonardo Gavina. As exibições começaram de maneira menos ambiciosa, como uma mostra de cinema e vídeo dentro do CCBB do Rio de Janeiro. Desde então, o evento foi ganhando corpo e consolidou-se como um importante espaço de reflexão sobre a identidade da América Latina. A intenção é colocar em pauta os desafios para impulsionar a produção audiovisual de maneira mais uniforme, já que alguns países ainda tem uma participação ínfima no mercado.
A quantidade de filmes selecionados para essa edição dá uma idéia do peso que o festival conquistou. Dez longas-metragens estão na disputa da mostra competitiva - sendo um deles o brasileiro Noite de São João, de Sérgio Silva. As mostras paralelas trazem 89 filmes, divididos em seis categorias: Mostra Ciro Duran, que homenageia o diretor colombiano; Mostra Gardel e o Tango, com filmes de sete países lembrando os 70 anos sem o ícone argentino do tango; Videosul, com 70 trabalhos realizados em vídeo, explorando variados gêneros e linguagens; Fora de Concurso, com dois longas inéditos que não estão na mostra competitiva; Franceses no Brasil, destacando a relação entre os dois países; e Doc Latino, voltado exclusivamente para documentários, com quatro longas inéditos.
O boom do gênero foi a grande surpresa dessa edição do Cinesul. Tanto que foi preciso criar uma mostra paralela especialmente para o cinema documental. Dos quatro filmes que serão exibidos na mostra Doc Latino, dois são brasileiros: Helena Meirelles - a dama da viola, de Francisco de Paula; e Ferreira Gullar - a necessidade da arte, com direção conjunta de Zelito Viana, Vera de Paula, Aruanã Cavalleiro e Claudia Duarte. O produtor Leonardo Gavina, um dos criadores do festival, conta que se surpreendeu com o aumento das inscrições de documentários nos últimos anos:
- Os realizadores estão tendo uma preocupação maior em resgatar memórias e costumes de suas comunidades. Acredito que as pessoas estão percebendo que não se pode mais deixar isso se perder. Com a popularização do vídeo digital, está ótimo. Estamos diante de uma mini revolução interna do olhar documental e isso é ótimo - diz.
O CineSul irá até o dia 10 de julho, com programação diária. Além das exibições, também será realizado um debate, no dia 5, sobre a Produção do Audiovisual Latino-Americano. Na ocasião, estarão presentes o Cônsul Geral do México no Rio de Janeiro, Jorge Sánchez Sosa; o diretor do filme cubano Tres Veces Dos, Lester Hamlet; e a produtora Gisele Hiltl, de Noite de São João, representante brasileiro da mostra competitiva. A mediação ficará por conta de Antonio Amancio, professor e pesquisador de Cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF). O debate está marcado para as 21h e tem entrada franca. Danyella Proença - Jornal do Brasil
28/6/2005
Dez longa-metragens estão na disputa da mostra competitiva, entre eles um brasileiro, e as mostras paralelas trazem 89 filmes, divididos em seis categorias
De hoje até o dia 10 de julho, o sonho de uma América Latina unida parecerá menos distante por meio da telona. O Cinesul 2005- Festival Latino-Americano de Cinema e Vídeo chega a Brasília pelo segundo ano consecutivo e traz obras de diversos países. Dessa vez, o público poderá ver a mostra competitiva de longas-metragens na íntegra, além de votar no melhor filme. Outra novidade são as exibições paralelas, que chegam com força renovadora e grande diversidade temática. Abrindo espaço para gêneros distintos e múltiplos olhares sobre a América Latina, o festival Cinesul firma-se como um importante espaço de integração entre vizinhos. Os filmes poderão ser vistos a partir de hoje, em quatro opções de horário, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Embora faça parte do circuito cultural de Brasília há pouco tempo, o Cinesul já tem 12 anos de estrada. Desde sua criação, em 1994, o audiovisual latino-americano passou por transformações relevantes. O festival surgiu por iniciativa dos pesquisadores Ângela José do Nascimento e Leonardo Gavina. As exibições começaram de maneira menos ambiciosa, como uma mostra de cinema e vídeo dentro do CCBB do Rio de Janeiro. Desde então, o evento foi ganhando corpo e consolidou-se como um importante espaço de reflexão sobre a identidade da América Latina. A intenção é colocar em pauta os desafios para impulsionar a produção audiovisual de maneira mais uniforme, já que alguns países ainda tem uma participação ínfima no mercado.
A quantidade de filmes selecionados para essa edição dá uma idéia do peso que o festival conquistou. Dez longas-metragens estão na disputa da mostra competitiva - sendo um deles o brasileiro Noite de São João, de Sérgio Silva. As mostras paralelas trazem 89 filmes, divididos em seis categorias: Mostra Ciro Duran, que homenageia o diretor colombiano; Mostra Gardel e o Tango, com filmes de sete países lembrando os 70 anos sem o ícone argentino do tango; Videosul, com 70 trabalhos realizados em vídeo, explorando variados gêneros e linguagens; Fora de Concurso, com dois longas inéditos que não estão na mostra competitiva; Franceses no Brasil, destacando a relação entre os dois países; e Doc Latino, voltado exclusivamente para documentários, com quatro longas inéditos.
O boom do gênero foi a grande surpresa dessa edição do Cinesul. Tanto que foi preciso criar uma mostra paralela especialmente para o cinema documental. Dos quatro filmes que serão exibidos na mostra Doc Latino, dois são brasileiros: Helena Meirelles - a dama da viola, de Francisco de Paula; e Ferreira Gullar - a necessidade da arte, com direção conjunta de Zelito Viana, Vera de Paula, Aruanã Cavalleiro e Claudia Duarte. O produtor Leonardo Gavina, um dos criadores do festival, conta que se surpreendeu com o aumento das inscrições de documentários nos últimos anos:
- Os realizadores estão tendo uma preocupação maior em resgatar memórias e costumes de suas comunidades. Acredito que as pessoas estão percebendo que não se pode mais deixar isso se perder. Com a popularização do vídeo digital, está ótimo. Estamos diante de uma mini revolução interna do olhar documental e isso é ótimo - diz.
O CineSul irá até o dia 10 de julho, com programação diária. Além das exibições, também será realizado um debate, no dia 5, sobre a Produção do Audiovisual Latino-Americano. Na ocasião, estarão presentes o Cônsul Geral do México no Rio de Janeiro, Jorge Sánchez Sosa; o diretor do filme cubano Tres Veces Dos, Lester Hamlet; e a produtora Gisele Hiltl, de Noite de São João, representante brasileiro da mostra competitiva. A mediação ficará por conta de Antonio Amancio, professor e pesquisador de Cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF). O debate está marcado para as 21h e tem entrada franca. Danyella Proença - Jornal do Brasil
Política e cultura dominam as produções
28/6/2005
Nesta edição, o Cinesul recebeu 118 inscrições a mais do que no ano passado. Foram 358 títulos dos mais diversos países, muitos dos quais ainda não têm tradição cinematográfica. De acordo com o produtor Leonardo Gravina, o processo de seleção permitiu inferir algumas tendências do cinema latino-americano, como o interesse por documentários que retratem aspectos políticos e culturais. A popularização do vídeo digital também chamou a atenção do produtor, que credita o maior número de filmes ao barateamento proporcionado por essa tecnologia:
- Há cerca de quatro anos venho notando essa tendência, mas isso se intensificou nessa edição. Comecei a pedir que botassem o formato em que o filme foi captado na ficha de inscrição e realmente há uma explosão do MiniDV. Hoje, há muitos trabalhos de qualidade filmados em vídeo. O festival traz uma diversidade muito grande de linguagens e temas. Há mais filmes sendo produzidos, sempre abordando o aspecto local com uma abordagem universal - conta Gravina.
Segundo ele, a comissão que selecionou os filmes para o festival teve como princípio o equilíbrio entre os países. Apesar da tentativa de não concentrar as produções da mostra competitiva, três delas vêm da Argentina. Leonardo Gravina destaca a presença de filmes da Bolívia e Costa Rica, que dificilmente conseguem driblar as barreiras de distribuição e entrar no mercado brasileiro. Fazer com que os países latino-americanos conheçam o que está sendo captado pelas câmeras vizinhas é o principal objetivo do festival. Para o produtor e idealizador do Cinesul, a idéia é mostrar que os países hermanos têm dramas semelhantes, mas estão longe de serem iguais:
- São doze anos passando filmes. Fico feliz por darmos uma pequena contribuição para o intercâmbio de experiências. A quantidade de filmes latino-americanos lançados no Brasil está aumentando progressivamente. Acredito que contribuímos minimamente, acostumando as pessoas e mostrando que os filmes latinos não são bichos-de-sete-cabeças - diz Gravina.
O produtor acredita que o festival Cinesul acaba funcionando como uma vitrine para as produções audiovisuais participantes. Ele conta que o filme vencedor pela votação do público tem seu quadro de opiniões divulgado junto às distribuidoras. A partir daí, fica mais fácil fazer que elas se interessem:
- É muito importante trazer pessoas que não se conheciam e que, sem o festival, dificilmente teriam outra oportunidade para trocar idéias. O Cinesul permite esse intercâmbio e acaba tendo peso na circulação dos trabalhos entre os países latinos. Além da barreira da língua, precisamos romper as barreiras culturais - destaca o produtor. Jornal do Brasil
28/6/2005
Nesta edição, o Cinesul recebeu 118 inscrições a mais do que no ano passado. Foram 358 títulos dos mais diversos países, muitos dos quais ainda não têm tradição cinematográfica. De acordo com o produtor Leonardo Gravina, o processo de seleção permitiu inferir algumas tendências do cinema latino-americano, como o interesse por documentários que retratem aspectos políticos e culturais. A popularização do vídeo digital também chamou a atenção do produtor, que credita o maior número de filmes ao barateamento proporcionado por essa tecnologia:
- Há cerca de quatro anos venho notando essa tendência, mas isso se intensificou nessa edição. Comecei a pedir que botassem o formato em que o filme foi captado na ficha de inscrição e realmente há uma explosão do MiniDV. Hoje, há muitos trabalhos de qualidade filmados em vídeo. O festival traz uma diversidade muito grande de linguagens e temas. Há mais filmes sendo produzidos, sempre abordando o aspecto local com uma abordagem universal - conta Gravina.
Segundo ele, a comissão que selecionou os filmes para o festival teve como princípio o equilíbrio entre os países. Apesar da tentativa de não concentrar as produções da mostra competitiva, três delas vêm da Argentina. Leonardo Gravina destaca a presença de filmes da Bolívia e Costa Rica, que dificilmente conseguem driblar as barreiras de distribuição e entrar no mercado brasileiro. Fazer com que os países latino-americanos conheçam o que está sendo captado pelas câmeras vizinhas é o principal objetivo do festival. Para o produtor e idealizador do Cinesul, a idéia é mostrar que os países hermanos têm dramas semelhantes, mas estão longe de serem iguais:
- São doze anos passando filmes. Fico feliz por darmos uma pequena contribuição para o intercâmbio de experiências. A quantidade de filmes latino-americanos lançados no Brasil está aumentando progressivamente. Acredito que contribuímos minimamente, acostumando as pessoas e mostrando que os filmes latinos não são bichos-de-sete-cabeças - diz Gravina.
O produtor acredita que o festival Cinesul acaba funcionando como uma vitrine para as produções audiovisuais participantes. Ele conta que o filme vencedor pela votação do público tem seu quadro de opiniões divulgado junto às distribuidoras. A partir daí, fica mais fácil fazer que elas se interessem:
- É muito importante trazer pessoas que não se conheciam e que, sem o festival, dificilmente teriam outra oportunidade para trocar idéias. O Cinesul permite esse intercâmbio e acaba tendo peso na circulação dos trabalhos entre os países latinos. Além da barreira da língua, precisamos romper as barreiras culturais - destaca o produtor. Jornal do Brasil
Da água para o vinho
28/6/2005
Livro destaca importante transição na carreira de Carla Camurati, que assumiu a função de diretora após anos de trabalho como atriz
Daniel Schenker Wajnberg
Ainda que ninguém deixe necessariamente de ser uma coisa para se tornar outra, Carla Camurati fez uma das mais interessantes transições artísticas. Atriz consagrada no cinema e na televisão, Carla decidiu assumir a função de diretora. Até aí não há nada de muito extraordinário. O notável está no fato de ter conseguido marcar presença com sua postura determinada pouco depois do começo na nova profissão.
Tendo estreado por trás das câmeras com o curta "A mulher fatal encontra o homem ideal", Carla partiu para o projeto de um longa, "Carlota Joaquina - Princesa do Brazil", lançado no dificílimo período pós-Collor, praticamente inaugurando a chamada fase da retomada depois de "Conterrâneos velhos de guerra", de Vladimir Carvalho, "A maldição de Sanpaku", de José Joffily, e "Sua excelência, o candidato", de Ricardo Pinto e Silva.
A trajetória de Carla Camurati foi reunida pelo crítico de cinema Carlos Alberto Mattos em "Luz natural", livro da Coleção Aplauso, que será lançado hoje, na Livraria Unibanco Arteplex (Praia de Botafogo, 316), a partir das 20 horas, juntamente com "Nunca fui anjo", biografia da atriz Aracy Balabanian, escrita por Tania Carvalho.
Gêneros arriscados
Apesar de jovem, Carla Camurati faz parte da história do cinema brasileiro. Como atriz firmou parceria com os diretores José Antonio Garcia e ícaro Martins em "O olho mágico do amor", divertido passeio pela atmosfera da Boca do Lixo paulistana, "Onda nova" e "A estrela nua", trabalhos bastante diferentes do tratamento estético dos filmes brasileiros de hoje.
Com José Antonio fez ainda "O corpo", transposição de conto de Clarice Lispector, e não se pode deixar de falar de suas atuações em "Cidade oculta", destacado exemplar da produção nacional dos anos 80, assinado por Chico Botelho, "Eternamente Pagu", boa recriação da trajetória de Patricia Galvão, a cargo de Norma Bengell, e "Lamarca", registro da jornada do personagem-título filmado por Sergio Rezende.
"A passagem de atriz para cineasta foi, para mim, uma mudança da água para o vinho", afirma Carlos Alberto Mattos, sublinhando a transição da atriz de filmes filiados a um cinema popular para a de diretora de projetos arrojados. "Acho que ela tem a coragem de se atirar em gêneros complicados, sem muita tradição no Brasil.
Em `Carlota Joaquina', investiu na chanchada histórica; em `La serva padrona', na ópera; e em `Copacabana', na comédia afetiva à italiana", identifica Carlos Alberto, que terminou o livro quando o projeto seguinte de Carla, a adaptação para o cinema de "O mistério de Irma Vap" (intitulada "Quem tem medo de Irma Vap?"), texto de Charles Ludlam que rendeu montagem de enorme sucesso dirigida por Marília Pêra e com Marco Nanini e Ney Latorraca no elenco, estava em fase de pré-produção.
O invejável fôlego de Carla
Com presença firmada na televisão - em novelas como "Brilhante", "Sol de verão", "Champagne", "Livre para voar" e "Fera radical" -, Carla estendeu seu campo de ação para o teatro - tanto como atriz, a exemplo da polêmica versão de Bia Lessa para "Cartas portuguesas", quanto como diretora, em "A rainha da beleza de Leenane" - e a ópera - à frente das montagens de "Madama Butterfly", "Carmem" e "O barbeiro de Sevilha". Para completar, abriu sua empresa, a Copacabana Filmes e Produções, responsável pela distribuição de "Janela da alma", de Walter Carvalho, e pela produção de "Espelho d'água", de Marcus Vinicius Cezar.
Diante de uma artista com fôlego de sobra, havia bastante material a ser investigado. Autor dos livros "Walter Lima Jr. - viver cinema" e "Eduardo Coutinho - o homem que caiu na real", Carlos Alberto Mattos começou a integrar a série Aplauso a partir de uma sugestão da também crítica de cinema Maria do Rosário Caetano a Rubens Ewald Filho, coordenador da coleção editada pela Imprensa Oficial. "Minha primeira idéia foi escrever um outro livro sobre Eduardo Coutinho, mas ele não aceitou devido ao formato", diz Carlos Alberto.
Explicando: os exemplares da Aplauso são redigidos em primeira pessoa, como um depoimento do entrevistado sem a intervenção aparente do autor. Isto não quer dizer que o resultado aponte para livros impessoais. "Há uma relativização da autoria. Em todo caso, o que determina a qualidade do livro é a habilidade do autor em esmiuçar a vida da pessoa em foco", explica Carlos Alberto, comparando este trabalho ao de um editor ou montador.
No caso de "Luz natural", o autor transcreveu 19 horas de conversa com Carla Camurati, valorizando sua carreira e sua vida pessoal - a relação com o próprio corpo, os relacionamentos afetivos, a gravidez, etc. A experiência rendeu frutos. Tanto que Carlos Alberto Mattos está envolvido com outros dois exemplares da Coleção Aplauso: as biografias dos diretores Jorge Bodanzky, já pronta, e Maurice Capovilla (cujo último filme, "Harmada", deverá ser lançado em breve), em início de trabalho. Tribuna da Imprensa
28/6/2005
Livro destaca importante transição na carreira de Carla Camurati, que assumiu a função de diretora após anos de trabalho como atriz
Daniel Schenker Wajnberg
Ainda que ninguém deixe necessariamente de ser uma coisa para se tornar outra, Carla Camurati fez uma das mais interessantes transições artísticas. Atriz consagrada no cinema e na televisão, Carla decidiu assumir a função de diretora. Até aí não há nada de muito extraordinário. O notável está no fato de ter conseguido marcar presença com sua postura determinada pouco depois do começo na nova profissão.
Tendo estreado por trás das câmeras com o curta "A mulher fatal encontra o homem ideal", Carla partiu para o projeto de um longa, "Carlota Joaquina - Princesa do Brazil", lançado no dificílimo período pós-Collor, praticamente inaugurando a chamada fase da retomada depois de "Conterrâneos velhos de guerra", de Vladimir Carvalho, "A maldição de Sanpaku", de José Joffily, e "Sua excelência, o candidato", de Ricardo Pinto e Silva.
A trajetória de Carla Camurati foi reunida pelo crítico de cinema Carlos Alberto Mattos em "Luz natural", livro da Coleção Aplauso, que será lançado hoje, na Livraria Unibanco Arteplex (Praia de Botafogo, 316), a partir das 20 horas, juntamente com "Nunca fui anjo", biografia da atriz Aracy Balabanian, escrita por Tania Carvalho.
Gêneros arriscados
Apesar de jovem, Carla Camurati faz parte da história do cinema brasileiro. Como atriz firmou parceria com os diretores José Antonio Garcia e ícaro Martins em "O olho mágico do amor", divertido passeio pela atmosfera da Boca do Lixo paulistana, "Onda nova" e "A estrela nua", trabalhos bastante diferentes do tratamento estético dos filmes brasileiros de hoje.
Com José Antonio fez ainda "O corpo", transposição de conto de Clarice Lispector, e não se pode deixar de falar de suas atuações em "Cidade oculta", destacado exemplar da produção nacional dos anos 80, assinado por Chico Botelho, "Eternamente Pagu", boa recriação da trajetória de Patricia Galvão, a cargo de Norma Bengell, e "Lamarca", registro da jornada do personagem-título filmado por Sergio Rezende.
"A passagem de atriz para cineasta foi, para mim, uma mudança da água para o vinho", afirma Carlos Alberto Mattos, sublinhando a transição da atriz de filmes filiados a um cinema popular para a de diretora de projetos arrojados. "Acho que ela tem a coragem de se atirar em gêneros complicados, sem muita tradição no Brasil.
Em `Carlota Joaquina', investiu na chanchada histórica; em `La serva padrona', na ópera; e em `Copacabana', na comédia afetiva à italiana", identifica Carlos Alberto, que terminou o livro quando o projeto seguinte de Carla, a adaptação para o cinema de "O mistério de Irma Vap" (intitulada "Quem tem medo de Irma Vap?"), texto de Charles Ludlam que rendeu montagem de enorme sucesso dirigida por Marília Pêra e com Marco Nanini e Ney Latorraca no elenco, estava em fase de pré-produção.
O invejável fôlego de Carla
Com presença firmada na televisão - em novelas como "Brilhante", "Sol de verão", "Champagne", "Livre para voar" e "Fera radical" -, Carla estendeu seu campo de ação para o teatro - tanto como atriz, a exemplo da polêmica versão de Bia Lessa para "Cartas portuguesas", quanto como diretora, em "A rainha da beleza de Leenane" - e a ópera - à frente das montagens de "Madama Butterfly", "Carmem" e "O barbeiro de Sevilha". Para completar, abriu sua empresa, a Copacabana Filmes e Produções, responsável pela distribuição de "Janela da alma", de Walter Carvalho, e pela produção de "Espelho d'água", de Marcus Vinicius Cezar.
Diante de uma artista com fôlego de sobra, havia bastante material a ser investigado. Autor dos livros "Walter Lima Jr. - viver cinema" e "Eduardo Coutinho - o homem que caiu na real", Carlos Alberto Mattos começou a integrar a série Aplauso a partir de uma sugestão da também crítica de cinema Maria do Rosário Caetano a Rubens Ewald Filho, coordenador da coleção editada pela Imprensa Oficial. "Minha primeira idéia foi escrever um outro livro sobre Eduardo Coutinho, mas ele não aceitou devido ao formato", diz Carlos Alberto.
Explicando: os exemplares da Aplauso são redigidos em primeira pessoa, como um depoimento do entrevistado sem a intervenção aparente do autor. Isto não quer dizer que o resultado aponte para livros impessoais. "Há uma relativização da autoria. Em todo caso, o que determina a qualidade do livro é a habilidade do autor em esmiuçar a vida da pessoa em foco", explica Carlos Alberto, comparando este trabalho ao de um editor ou montador.
No caso de "Luz natural", o autor transcreveu 19 horas de conversa com Carla Camurati, valorizando sua carreira e sua vida pessoal - a relação com o próprio corpo, os relacionamentos afetivos, a gravidez, etc. A experiência rendeu frutos. Tanto que Carlos Alberto Mattos está envolvido com outros dois exemplares da Coleção Aplauso: as biografias dos diretores Jorge Bodanzky, já pronta, e Maurice Capovilla (cujo último filme, "Harmada", deverá ser lançado em breve), em início de trabalho. Tribuna da Imprensa
Cultura
Inscrições para os programas Cultura Viva e Pontos de Cultura vão até domingo
27/06/2005, 07h58
Brasília - As inscrições para o Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania (Cultura Viva) e para o Programa Pontos de Cultura - ambos do Ministério da Cultura - vão até o próximo domingo (3). Os interessados podem fazer o cadastramento de propostas por meio de formulário eletrônico disponível no portal do ministério. As inscrições começaram no dia 20 de abril.
O Cultura Viva é destinado a organizações e instituições sem fins lucrativos que promovam a inclusão social pela cultura, especialmente por meio de projetos desenvolvidos em comunidades pobres ou de vulnerabilidade social. Já o programa Pontos de Cultura é para projetos governamentais que estimulem propostas de entidades sem fins lucrativos, movimentos populares ou manifestações culturais cujas tradições são mantidas por segmentos da população. Portal da Cidadania - Radiobrás
Inscrições para os programas Cultura Viva e Pontos de Cultura vão até domingo
27/06/2005, 07h58
Brasília - As inscrições para o Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania (Cultura Viva) e para o Programa Pontos de Cultura - ambos do Ministério da Cultura - vão até o próximo domingo (3). Os interessados podem fazer o cadastramento de propostas por meio de formulário eletrônico disponível no portal do ministério. As inscrições começaram no dia 20 de abril.
O Cultura Viva é destinado a organizações e instituições sem fins lucrativos que promovam a inclusão social pela cultura, especialmente por meio de projetos desenvolvidos em comunidades pobres ou de vulnerabilidade social. Já o programa Pontos de Cultura é para projetos governamentais que estimulem propostas de entidades sem fins lucrativos, movimentos populares ou manifestações culturais cujas tradições são mantidas por segmentos da população. Portal da Cidadania - Radiobrás
Imprensa & Jornalismo
A imprensa e o poder
28/6/2005
O lançamento do livro Jornalismo Político do jornalista e comentarista Franklin Martins movimenta o Carpe Diem esta à noite, a partir das 19h. A obra do autor tem como tema central a relação entre a imprensa e o poder, além de trazer cenas da política nacional que são até hoje marcantes na história e no cenário brasileiro. Gilberto Amaral - Jornal do Brasil
A imprensa e o poder
28/6/2005
O lançamento do livro Jornalismo Político do jornalista e comentarista Franklin Martins movimenta o Carpe Diem esta à noite, a partir das 19h. A obra do autor tem como tema central a relação entre a imprensa e o poder, além de trazer cenas da política nacional que são até hoje marcantes na história e no cenário brasileiro. Gilberto Amaral - Jornal do Brasil
Informática
Microsoft e Toshiba fecham acordo
28/6/2005
A Toshiba e a Microsoft anunciaram ontem que vão pesquisar em conjunto o desenvolvimento de aparelhos de DVD de alta definição (HD-DVD), o que fortalece a posição da empresa japonesa na guerra de formatos para a próxima geração de DVDs.
A também japonesa Sony chefia um grupo de empresas que defende um formato diferente do proposto pela Toshiba e seu grupo para os HD-DVDs.
A Sony quer que o padrão para os novos DVDs seja sua tecnologia Blu-Ray. As duas empresas negociaram durante meses mas não chegaram a um acordo para definir qual formato será o padrão.
"Do ponto de vista do HD-DVD, nós temos agora um apoiador forte", afirmou Atsutoshi Nishida, presidente da Toshiba. "Nós queremos usar esse apoio e chegar a um resultado concreto."
A Microsoft, apesar de ter entrado ontem no grupo da Toshiba, disse que não tem preferências entre os dois formatos de HD-DVD.
Segundo especialistas, a definição de um único formato padrão para a próxima geração de DVDs é importante para que não aconteça outra guerra entre empresas como a que opôs os formatos VHS e Betamax (da Sony, que saiu derrotado).
Toshiba e Microsoft vão pesquisar o desenvolvimento de aparelhos de DVD com tecnologia do sistema operacional Windows CE e que aumentarão a colaboração para desenvolver o formato iHD, um DVD interativo de alta definição. As duas empresas também vão compartilhar tecnologia de hardware e software e desenvolver PCs móveis com a nova versão do sistema operacional Windows, conhecida como "Longhorn". Folha de São Paulo
Microsoft e Toshiba fecham acordo
28/6/2005
A Toshiba e a Microsoft anunciaram ontem que vão pesquisar em conjunto o desenvolvimento de aparelhos de DVD de alta definição (HD-DVD), o que fortalece a posição da empresa japonesa na guerra de formatos para a próxima geração de DVDs.
A também japonesa Sony chefia um grupo de empresas que defende um formato diferente do proposto pela Toshiba e seu grupo para os HD-DVDs.
A Sony quer que o padrão para os novos DVDs seja sua tecnologia Blu-Ray. As duas empresas negociaram durante meses mas não chegaram a um acordo para definir qual formato será o padrão.
"Do ponto de vista do HD-DVD, nós temos agora um apoiador forte", afirmou Atsutoshi Nishida, presidente da Toshiba. "Nós queremos usar esse apoio e chegar a um resultado concreto."
A Microsoft, apesar de ter entrado ontem no grupo da Toshiba, disse que não tem preferências entre os dois formatos de HD-DVD.
Segundo especialistas, a definição de um único formato padrão para a próxima geração de DVDs é importante para que não aconteça outra guerra entre empresas como a que opôs os formatos VHS e Betamax (da Sony, que saiu derrotado).
Toshiba e Microsoft vão pesquisar o desenvolvimento de aparelhos de DVD com tecnologia do sistema operacional Windows CE e que aumentarão a colaboração para desenvolver o formato iHD, um DVD interativo de alta definição. As duas empresas também vão compartilhar tecnologia de hardware e software e desenvolver PCs móveis com a nova versão do sistema operacional Windows, conhecida como "Longhorn". Folha de São Paulo
Mercado de Comunicação
Record vê demanda no mercado para Copa 2006
27/06/2005, 18h37
Os anunciantes que adquiriram o pacote anual do futebol na Rede Record para 2005 (Yamaha, Caixa Econômica Federal, Casas Bahia, Ambev, TIM, Penalty e Petrobras) não têm do que se queixar no quesito exposição. Além dos já encerrados Campeonato Paulista e Copa do Brasil, e do Campeonato Brasileiro série A, em andamento, a emissora também detém os direitos da Copa Mundial Sub-17 e da Copa Mundial Sub-20. Nesta última, o Brasil avança às semifinais. De acordo com Walter Zagari, diretor comercial da Record, a emissora está, sim, no páreo para também ter a Copa do Mundo de 2006. Segundo ele, o mercado anunciante deseja ter mais opções de comercialização. "O que não pode ocorrer é o monopólio das transmissões", afirma o diretor, que afirma que a Record negocia junto à Globo para fazer também fazer parte das transmissões. A Globo é a detentora dos jogos para a TV aberta e cabe a ela negociar ou não os jogos do Mundial com as demais redes. O pacote comercial da Globo deve ser definido em agosto.
TV paga
Na TV por assinatura, SporTV e BandSports já asseguraram seus direitos de transmissão do Mundial 2006 na Alemanha; no caso do SporTV, já foram negociadas todas as suas cotas de publicidade. Edianez Parente - TELA VIVA News
Record vê demanda no mercado para Copa 2006
27/06/2005, 18h37
Os anunciantes que adquiriram o pacote anual do futebol na Rede Record para 2005 (Yamaha, Caixa Econômica Federal, Casas Bahia, Ambev, TIM, Penalty e Petrobras) não têm do que se queixar no quesito exposição. Além dos já encerrados Campeonato Paulista e Copa do Brasil, e do Campeonato Brasileiro série A, em andamento, a emissora também detém os direitos da Copa Mundial Sub-17 e da Copa Mundial Sub-20. Nesta última, o Brasil avança às semifinais. De acordo com Walter Zagari, diretor comercial da Record, a emissora está, sim, no páreo para também ter a Copa do Mundo de 2006. Segundo ele, o mercado anunciante deseja ter mais opções de comercialização. "O que não pode ocorrer é o monopólio das transmissões", afirma o diretor, que afirma que a Record negocia junto à Globo para fazer também fazer parte das transmissões. A Globo é a detentora dos jogos para a TV aberta e cabe a ela negociar ou não os jogos do Mundial com as demais redes. O pacote comercial da Globo deve ser definido em agosto.
TV paga
Na TV por assinatura, SporTV e BandSports já asseguraram seus direitos de transmissão do Mundial 2006 na Alemanha; no caso do SporTV, já foram negociadas todas as suas cotas de publicidade. Edianez Parente - TELA VIVA News
Google monta escritório em São Paulo para vender publicidade
27/6/2005
Objetivo da base brasileira será comercializar a ferramenta AdWords, que retorna publicidade do cliente quando os usuários fazem buscas de palavras-chave relacionadas ao seu negócio O Google está montando um escritório em São Paulo voltado para a venda de espaços publicitários (leia reportagem de EXAME sobre a abertura de capital do Google).
O objetivo da base no Brasil será comercializar a ferramenta AdWords, que retorna publicidade do cliente quando os usuários fazem buscas de palavras-chave relacionadas ao seu negócio (leia reportagem sobre o avanço da publicidade online). Até o momento o único executivo escolhido é Emerson Calegaretti, para a gerência sênior de vendas. Segundo a assessoria de imprensa do Google no Brasil, a escolha do diretor-geral é iminente. Portal Exame
27/6/2005
Objetivo da base brasileira será comercializar a ferramenta AdWords, que retorna publicidade do cliente quando os usuários fazem buscas de palavras-chave relacionadas ao seu negócio O Google está montando um escritório em São Paulo voltado para a venda de espaços publicitários (leia reportagem de EXAME sobre a abertura de capital do Google).
O objetivo da base no Brasil será comercializar a ferramenta AdWords, que retorna publicidade do cliente quando os usuários fazem buscas de palavras-chave relacionadas ao seu negócio (leia reportagem sobre o avanço da publicidade online). Até o momento o único executivo escolhido é Emerson Calegaretti, para a gerência sênior de vendas. Segundo a assessoria de imprensa do Google no Brasil, a escolha do diretor-geral é iminente. Portal Exame
Telecom
Teles propõem reajuste de 7,27% já em julho
28/6/2005
As concessionárias de telefonia fixa propuseram à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aumento linear de 7,27% para as tarifas a partir de julho.
Pela proposta, todos os itens da chamada cesta de tarifas -assinatura básica, habilitação e pulso- terão o mesmo índice de correção.
O reajuste anual está sendo negociado com a Anatel desde o início deste mês. A expectativa das empresas é que o aumento seja autorizado pela agência ainda nesta semana e entre em vigor em 2 de julho.
Pelo contrato de concessão, as empresas poderiam aumentar um dos itens da cesta de tarifas em até nove pontos percentuais acima do IGP-DI do período, que ficou em 8,36%, desde que essa alta fosse compensada com reajustes menores em outros itens.
As empresas evitam polemizar com o reajuste para não estimular contestações como as ocorridas há dois anos. à época, o reajuste foi parar na Justiça e o índice homologado pela Anatel acabou sendo reduzido.
Segundo o presidente da Abrafix (Associação Brasileira das Prestadoras do Serviço Telefônico Fixo Comutado), José Pauletti, o reajuste linear é mais simples, e não deve causar nenhum tipo de reação. "O que a gente quer é resolver logo a situação", disse.
Nos últimos anos, as operadoras preferiram intensificar o reajuste das tarifas na assinatura básica, que representa uma receita garantida, já que o serviço é pago mesmo quando não utilizado.
No ano passado, o aumento médio das tarifas locais ficou em 6,89%. A assinatura básica subiu 7,425% e o pulso, 7,424%.
A redução, para compensar o reajuste acima da média, foi aplicada na habilitação do serviço, mas esse item só é pago pelos novos assinantes.
No ano passado, além do reajuste normal, o consumidor pagou ainda um aumento extra relativo à decisão judicial favorável às operadoras sobre o reajuste de 2003. Naquele ano, o índice autorizado pela Anatel havia sido reduzido por meio de liminar que substituía o indexador do reajuste, de IGP-DI para IPCA.
Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados propõe acabar com a cobrança da assinatura básica, que custa em média R$ 37. A própria Anatel, no entanto, defende o cumprimento dos contratos e a manutenção da cobrança.
PATRíCIA ZIMMERMANN - Folha de São Paulo
Teles propõem reajuste de 7,27% já em julho
28/6/2005
As concessionárias de telefonia fixa propuseram à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aumento linear de 7,27% para as tarifas a partir de julho.
Pela proposta, todos os itens da chamada cesta de tarifas -assinatura básica, habilitação e pulso- terão o mesmo índice de correção.
O reajuste anual está sendo negociado com a Anatel desde o início deste mês. A expectativa das empresas é que o aumento seja autorizado pela agência ainda nesta semana e entre em vigor em 2 de julho.
Pelo contrato de concessão, as empresas poderiam aumentar um dos itens da cesta de tarifas em até nove pontos percentuais acima do IGP-DI do período, que ficou em 8,36%, desde que essa alta fosse compensada com reajustes menores em outros itens.
As empresas evitam polemizar com o reajuste para não estimular contestações como as ocorridas há dois anos. à época, o reajuste foi parar na Justiça e o índice homologado pela Anatel acabou sendo reduzido.
Segundo o presidente da Abrafix (Associação Brasileira das Prestadoras do Serviço Telefônico Fixo Comutado), José Pauletti, o reajuste linear é mais simples, e não deve causar nenhum tipo de reação. "O que a gente quer é resolver logo a situação", disse.
Nos últimos anos, as operadoras preferiram intensificar o reajuste das tarifas na assinatura básica, que representa uma receita garantida, já que o serviço é pago mesmo quando não utilizado.
No ano passado, o aumento médio das tarifas locais ficou em 6,89%. A assinatura básica subiu 7,425% e o pulso, 7,424%.
A redução, para compensar o reajuste acima da média, foi aplicada na habilitação do serviço, mas esse item só é pago pelos novos assinantes.
No ano passado, além do reajuste normal, o consumidor pagou ainda um aumento extra relativo à decisão judicial favorável às operadoras sobre o reajuste de 2003. Naquele ano, o índice autorizado pela Anatel havia sido reduzido por meio de liminar que substituía o indexador do reajuste, de IGP-DI para IPCA.
Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados propõe acabar com a cobrança da assinatura básica, que custa em média R$ 37. A própria Anatel, no entanto, defende o cumprimento dos contratos e a manutenção da cobrança.
PATRíCIA ZIMMERMANN - Folha de São Paulo
Teles propõem reajuste de 7,27%
28/6/2005
Tarifa fica mais cara no sábado
As concessionárias de telefonia fixa propuseram à Anatel um aumento linear de 7,27% para as tarifas a partir de julho. Isso significa que todos os itens da cesta de tarifas (assinatura básica, habilitação e pulso) terão o mesmo índice de correção.
O reajuste anual está sendo negociado com a Anatel desde o início de junho. A expectativa das empresas é que o aumento seja autorizado pela agência nesta semana para entrar em vigor na data prevista (2 de julho).
Pelo contrato de concessão, as empresas poderiam aumentar um dos itens da cesta de tarifas em até 9 pontos percentuais acima do IGP-DI do período (8,36%), desde que essa alta fosse compensada com reajustes menores em outros itens.
No entanto, as empresas evitam polêmica no reajuste a fim evitar contestações como as ocorridas há dois anos, quando o assunto foi discutido na Justiça, e o índice homologado pela Anatel acabou reduzido.
Nos últimos anos, as operadoras preferiram intensificar o reajuste das tarifas na assinatura básica, que representa uma receita garantida, já que o serviço é pago mesmo quando o serviço não é utilizado.
Em 2004, o aumento médio das tarifas locais ficou em 6,89%. A assinatura básica subiu 7,425% e o pulso 7,424%. A redução para compensar o reajuste acima da média foi aplicada na habilitação do serviço, mas esse item só é pago pelos novos assinantes. Jornal do Brasil
28/6/2005
Tarifa fica mais cara no sábado
As concessionárias de telefonia fixa propuseram à Anatel um aumento linear de 7,27% para as tarifas a partir de julho. Isso significa que todos os itens da cesta de tarifas (assinatura básica, habilitação e pulso) terão o mesmo índice de correção.
O reajuste anual está sendo negociado com a Anatel desde o início de junho. A expectativa das empresas é que o aumento seja autorizado pela agência nesta semana para entrar em vigor na data prevista (2 de julho).
Pelo contrato de concessão, as empresas poderiam aumentar um dos itens da cesta de tarifas em até 9 pontos percentuais acima do IGP-DI do período (8,36%), desde que essa alta fosse compensada com reajustes menores em outros itens.
No entanto, as empresas evitam polêmica no reajuste a fim evitar contestações como as ocorridas há dois anos, quando o assunto foi discutido na Justiça, e o índice homologado pela Anatel acabou reduzido.
Nos últimos anos, as operadoras preferiram intensificar o reajuste das tarifas na assinatura básica, que representa uma receita garantida, já que o serviço é pago mesmo quando o serviço não é utilizado.
Em 2004, o aumento médio das tarifas locais ficou em 6,89%. A assinatura básica subiu 7,425% e o pulso 7,424%. A redução para compensar o reajuste acima da média foi aplicada na habilitação do serviço, mas esse item só é pago pelos novos assinantes. Jornal do Brasil
Teles defendem mais prazo para 3G
28/6/2005
Executivos da TIM e da Siemens querem que serviços comecem só em 2007
O presidente da TIM Brasil, Mário César Pereira de Araújo, e o diretor de Tecnologia da Siemens, Mário Baumgarten, propuseram ontem que o Ministério das Comunicações decida, no lugar da Anatel, o momento de licitar as freqüências para a operação da terceira geração de telefonia móvel no Brasil. O argumento é que o País não teria demanda suficiente para este tipo de serviço no ano que vem e, portanto, as licitações deveriam ser adiadas para que sua implantação não ocorra antes de 2007.
Segundo Araújo, há uma pressão de fornecedoras de equipamentos para que a licitação seja feita no fim deste ano, com início da operação em 2006. Baumgarten acha que as operadoras "desviariam recursos que hoje estão sendo usados para a universalização da telefonia móvel na segunda geração, para investir em 3G".
A Anatel tem se mostrado favorável a fazer a licitação no final deste ano ou no início de 2006. Já o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, já se manifestou no sentido contrário, a favor do adiamento da licitação. Adriana Chiarini - O Estado de São Paulo
28/6/2005
Executivos da TIM e da Siemens querem que serviços comecem só em 2007
O presidente da TIM Brasil, Mário César Pereira de Araújo, e o diretor de Tecnologia da Siemens, Mário Baumgarten, propuseram ontem que o Ministério das Comunicações decida, no lugar da Anatel, o momento de licitar as freqüências para a operação da terceira geração de telefonia móvel no Brasil. O argumento é que o País não teria demanda suficiente para este tipo de serviço no ano que vem e, portanto, as licitações deveriam ser adiadas para que sua implantação não ocorra antes de 2007.
Segundo Araújo, há uma pressão de fornecedoras de equipamentos para que a licitação seja feita no fim deste ano, com início da operação em 2006. Baumgarten acha que as operadoras "desviariam recursos que hoje estão sendo usados para a universalização da telefonia móvel na segunda geração, para investir em 3G".
A Anatel tem se mostrado favorável a fazer a licitação no final deste ano ou no início de 2006. Já o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, já se manifestou no sentido contrário, a favor do adiamento da licitação. Adriana Chiarini - O Estado de São Paulo
BrT marca AGE para mudar conselho em 27 de julho
27/06/2005, 22h05
A pedido do Citibank e dos fundos de pensão Previ e Petros, está convocada para o dia 27 de julho a Assembléia Geral Extraordinária da Brasil Telecom Participações para deliberar sobre aeleição de novos membros do conselho e administração da companhia, que é a última holding antes da operadora dentro da estrutura acionária da BrT. O prazo para a AGE marcada pelo Opportunity (que está, atualmente, no comando da BrT Participações) é mais longo do que o o esperado inicialmente por fundos e Citi. A expectativa é que a assembléia fosse realizada em meados de julho. Não se descarta, portanto, que haja alguma disputa em relação a esse prazo. Da Redação - TELETIME News
27/06/2005, 22h05
A pedido do Citibank e dos fundos de pensão Previ e Petros, está convocada para o dia 27 de julho a Assembléia Geral Extraordinária da Brasil Telecom Participações para deliberar sobre aeleição de novos membros do conselho e administração da companhia, que é a última holding antes da operadora dentro da estrutura acionária da BrT. O prazo para a AGE marcada pelo Opportunity (que está, atualmente, no comando da BrT Participações) é mais longo do que o o esperado inicialmente por fundos e Citi. A expectativa é que a assembléia fosse realizada em meados de julho. Não se descarta, portanto, que haja alguma disputa em relação a esse prazo. Da Redação - TELETIME News
Sociedade da Comunicação
Negroponte propõe a ministros trocar livro didático por laptop
28/6/2005
O especialista Nicholas Negroponte, presidente do Laboratório de Mídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), tem encontros com os ministros das Comunicações, Eunício de Oliveira, e da Educação, Tarso Genro, nesta semana para propor a substituição do livro didático por laptops conectados à internet para os estudantes do ensino fundamental e médio.
A sugestão envolve o uso do laptop de US$ 100, idealizado por Negroponte e apresentado no Fórum Econômico de Davos (Suíça), em janeiro deste ano. Além de apresentar o projeto ao Brasil, Negroponte também levou a idéia a países como China e Índia.
"A idéia é que o laptop seja um instrumento pedagógico, que o aluno leve para casa e faça parte da sua educação", explica Jean-Claude Frajmund, assessor especial do ministro das Comunicações, que convidou Negroponte para os encontros com o governo brasileiro, quando conheceu-o em Davos.
Ele ressaltou que o modelo de laptop não foi feito para ser vendido de forma comercial, mas deve fazer parte da política de distribuição gratuita do governo, assim como acontece no livro didático.
Além de Negroponte, visitará o país o pedagogo Seymour Papert, que desenvolve iniciativas de uso da informática na educação e é um dos idealizadores do projeto ao lado do presidente do Laboratório.
Negroponte defende o computador portátil, ao invés do PC tradicional, para garantir que o aluno possa levá-lo para casa e transportá-lo em sua mochila. O equipamento idealizado pelo Laboratório do MIT usa sistema operacional Linux, tem tela colorida e se conecta à internet via redes WiFi ou ondas rádio via celular (conexões sem fio).
Segundo o site do projeto, em uma vila da Camboja, onde Negroponte já levou a idéia para um projeto experimental, não há sequer eletricidade e, por isso, o laptop é também a fonte de energia da casa.
Segundo Frajmund, "a idéia é que o Brasil produza 1 milhão desses equipamentos por ano", mas o país não quer importar máquinas prontas. "Queremos nos apropriar dessa tecnologia", diz o assessor especial. "Essa será uma oportunidade do país ingressar em novas tecnologias de baixo custo", ressaltou.
De acordo com o assessor, o laptop de US$ 100 pode ser um dos pilares do projeto de inclusão digital do governo brasileiro. Ele lembrou que já existe o PC Conectado, voltado à classe C, a Casa Brasil (de telecentros de acesso coletivo), mas o governo também quer a inclusão nas escolas municipais e estaduais. O modelo de fabricação e financiamento, no entanto, ainda precisam ser discutidos, informou. Taís Fuoco - Valor Econômico
Negroponte propõe a ministros trocar livro didático por laptop
28/6/2005
O especialista Nicholas Negroponte, presidente do Laboratório de Mídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), tem encontros com os ministros das Comunicações, Eunício de Oliveira, e da Educação, Tarso Genro, nesta semana para propor a substituição do livro didático por laptops conectados à internet para os estudantes do ensino fundamental e médio.
A sugestão envolve o uso do laptop de US$ 100, idealizado por Negroponte e apresentado no Fórum Econômico de Davos (Suíça), em janeiro deste ano. Além de apresentar o projeto ao Brasil, Negroponte também levou a idéia a países como China e Índia.
"A idéia é que o laptop seja um instrumento pedagógico, que o aluno leve para casa e faça parte da sua educação", explica Jean-Claude Frajmund, assessor especial do ministro das Comunicações, que convidou Negroponte para os encontros com o governo brasileiro, quando conheceu-o em Davos.
Ele ressaltou que o modelo de laptop não foi feito para ser vendido de forma comercial, mas deve fazer parte da política de distribuição gratuita do governo, assim como acontece no livro didático.
Além de Negroponte, visitará o país o pedagogo Seymour Papert, que desenvolve iniciativas de uso da informática na educação e é um dos idealizadores do projeto ao lado do presidente do Laboratório.
Negroponte defende o computador portátil, ao invés do PC tradicional, para garantir que o aluno possa levá-lo para casa e transportá-lo em sua mochila. O equipamento idealizado pelo Laboratório do MIT usa sistema operacional Linux, tem tela colorida e se conecta à internet via redes WiFi ou ondas rádio via celular (conexões sem fio).
Segundo o site do projeto, em uma vila da Camboja, onde Negroponte já levou a idéia para um projeto experimental, não há sequer eletricidade e, por isso, o laptop é também a fonte de energia da casa.
Segundo Frajmund, "a idéia é que o Brasil produza 1 milhão desses equipamentos por ano", mas o país não quer importar máquinas prontas. "Queremos nos apropriar dessa tecnologia", diz o assessor especial. "Essa será uma oportunidade do país ingressar em novas tecnologias de baixo custo", ressaltou.
De acordo com o assessor, o laptop de US$ 100 pode ser um dos pilares do projeto de inclusão digital do governo brasileiro. Ele lembrou que já existe o PC Conectado, voltado à classe C, a Casa Brasil (de telecentros de acesso coletivo), mas o governo também quer a inclusão nas escolas municipais e estaduais. O modelo de fabricação e financiamento, no entanto, ainda precisam ser discutidos, informou. Taís Fuoco - Valor Econômico
Diretor do MIT mostra ao governo o $ 100 laptop
28/6/2005
O diretor do laboratório de mídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Nicholas Negroponte, vai apresentar ao governo brasileiro o projeto "$100 laptop", programa de educação e inclusão digital que envolve a distribuição de computadores portáteis para estudantes e a adoção de metodologias e processos de educação adequados à sociedade da informação. Estão previstos encontros com o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, às 10 horas, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às 15. Amanhã, o pesquisador se reunirá com os ministros Tarso Genro (Educação) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
O convite para o pesquisador partiu do Ministério das Comunicações, que tomou conhecimento do projeto em Davos, na Suíça, quando foi anunciado. Quem convidou Negroponte a apresentá-lo ao governo foi Jean Claude Frajmund, assessor do ministro, que esteve em Boston (EUA) para conhecer com mais detalhes os processos de montagem, distribuição e utilização do hardware. O objetivo é propor ao governo brasileiro a adesão ao programa de educação que o MIT/Media Lab está desenvolvendo em torno do "$100 laptop". Caso o governo concorde com o conceito, o instituto proporá o comprometimento com um número de máquinas, que serão produzidas e distribuídas para estudantes. Segundo os pesquisadores, para alcançar o preço unitário de U$100 por hard-ware é necessário grande escala. China e Estados Unidos também estão sendo convidados para aderir ao programa.
Não se trata de um programa orientado apenas para países emergentes. Embora a barreira de acesso aos computadores seja bem menor nos países ricos, a falta de sincronia entre o sistema educacional e a sociedade da informação também os atinge. Os equipamentos e softwares estão disponíveis, mas o modelo educacional, formulado na era industrial, não responde mais às novas necessidades.
Os laptops não serão vendidos em lojas, mas distribuídos possivelmente por meio da rede pública de ensino. A primeira etapa do projeto está planejada para 2006 e outras duas para 2007 e 2008. Nestas fases, a arquitetura do laptop será entregue a cada país participante para que sejam produzidos pela indústria local. Vicente Vilardaga - Gazeta Mercantil
28/6/2005
O diretor do laboratório de mídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Nicholas Negroponte, vai apresentar ao governo brasileiro o projeto "$100 laptop", programa de educação e inclusão digital que envolve a distribuição de computadores portáteis para estudantes e a adoção de metodologias e processos de educação adequados à sociedade da informação. Estão previstos encontros com o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, às 10 horas, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às 15. Amanhã, o pesquisador se reunirá com os ministros Tarso Genro (Educação) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
O convite para o pesquisador partiu do Ministério das Comunicações, que tomou conhecimento do projeto em Davos, na Suíça, quando foi anunciado. Quem convidou Negroponte a apresentá-lo ao governo foi Jean Claude Frajmund, assessor do ministro, que esteve em Boston (EUA) para conhecer com mais detalhes os processos de montagem, distribuição e utilização do hardware. O objetivo é propor ao governo brasileiro a adesão ao programa de educação que o MIT/Media Lab está desenvolvendo em torno do "$100 laptop". Caso o governo concorde com o conceito, o instituto proporá o comprometimento com um número de máquinas, que serão produzidas e distribuídas para estudantes. Segundo os pesquisadores, para alcançar o preço unitário de U$100 por hard-ware é necessário grande escala. China e Estados Unidos também estão sendo convidados para aderir ao programa.
Não se trata de um programa orientado apenas para países emergentes. Embora a barreira de acesso aos computadores seja bem menor nos países ricos, a falta de sincronia entre o sistema educacional e a sociedade da informação também os atinge. Os equipamentos e softwares estão disponíveis, mas o modelo educacional, formulado na era industrial, não responde mais às novas necessidades.
Os laptops não serão vendidos em lojas, mas distribuídos possivelmente por meio da rede pública de ensino. A primeira etapa do projeto está planejada para 2006 e outras duas para 2007 e 2008. Nestas fases, a arquitetura do laptop será entregue a cada país participante para que sejam produzidos pela indústria local. Vicente Vilardaga - Gazeta Mercantil
Literatura e Mercado Editorial
Dedo na ferida do mercado editorial
28/6/2005
Você já ouviu ou leu algo sobre o CPE? Não? Nem sabe o que a sigla significa? Então, como diz um amigo meu, ''você está bem por fora''. CPE vem a ser Centro de Produção de Escrita. E convém que nós - que já duvidamos de tantas barbaridades que sem demora vestiram os trajes da normalidade - não subestimemos a aplicabilidade dos tais centros.
Quem estiver interessado em se aprofundar na história, ou, quem sabe, no funcionamento do CPE, recomendo que comece a empreitada pela leitura de a curiosa história do editor partido ao meio na era dos robôs escritores, do espanhol José Luis Saorín, com tradução de Luis Reyes Gil e publicado pela Relume Dumará.
O CPE é o local em que best sellers são produzidos em escala industrial, utilizando-se a mão-de-obra de imigrantes ilegais, e que depois recebem o nome de algum escritor do cast. A relação livro/ leitor é transformada em produto/ cliente. Como os leitores consumiam de tudo sem se importar com o que havia entre as capas, o objetivo era a publicação de um livro que traria o DNA completo do leitor.
No futuro, ''os Henry Ford'' da literatura publicariam best sellers com o DNA de astros pop. Para terem idéia, eis um trecho sobre um executivo prestes a ser promovido: ''Luvic provinha da indústria automobilística e, como ele mesmo costumava dizer, o último livro que havia lido de cabo a rabo intitulava-se Chapeuzinho Vermelho''.
O narrador de a curiosa história..., Ramón Ferrero, é o tal editor partido ao meio: editor de uma grande editora e, nas horas vagas, um dos seus escritores mais populares, Nomar Wallace. Você já deve estar deduzindo que um dia ambos precisarão aparecer ao mesmo tempo no mesmo lugar. Mas esse não é o ponto nevrálgico do enredo. Saorín foi bem mais explícito, colocando o dedo em algumas feridas do mercado editorial e, não se pode negar, um tanto sutil. Mesmo assim, a pergunta se faz inevitável: mas como uma editora grande teve a coragem de publicar este livro?
Está certo que se trata de ficção, mas a ficção de Flash Gordon hoje provoca risos em meus filhos. Convém ficarmos atentos e não subestimarmos nem a ganância nem a ignorância.
O subtítulo, ''um romance de intriga'', deixa no ar a suspeita de que seja um romance policial. Mas não é nada disso. Pensando melhor, não deixa de ser. A maneira como as editoras, seus editores, as exceções... as exceções, sei disso, tratam seus escritores e, em última instância, a literatura, não deixa de ser caso de polícia. E também a voracidade com que as grandes editoras abocanham as pequenas e assim a editora tal passa a ser ''um selo'' da major, no nosso universo isso já é uma prática. E ainda temos as grandes estrangeiras, que chegam e abocanham esta, aquela... bem é melhor deixar pra lá. Luíz Horácio - Jornal do Brasil
Dedo na ferida do mercado editorial
28/6/2005
Você já ouviu ou leu algo sobre o CPE? Não? Nem sabe o que a sigla significa? Então, como diz um amigo meu, ''você está bem por fora''. CPE vem a ser Centro de Produção de Escrita. E convém que nós - que já duvidamos de tantas barbaridades que sem demora vestiram os trajes da normalidade - não subestimemos a aplicabilidade dos tais centros.
Quem estiver interessado em se aprofundar na história, ou, quem sabe, no funcionamento do CPE, recomendo que comece a empreitada pela leitura de a curiosa história do editor partido ao meio na era dos robôs escritores, do espanhol José Luis Saorín, com tradução de Luis Reyes Gil e publicado pela Relume Dumará.
O CPE é o local em que best sellers são produzidos em escala industrial, utilizando-se a mão-de-obra de imigrantes ilegais, e que depois recebem o nome de algum escritor do cast. A relação livro/ leitor é transformada em produto/ cliente. Como os leitores consumiam de tudo sem se importar com o que havia entre as capas, o objetivo era a publicação de um livro que traria o DNA completo do leitor.
No futuro, ''os Henry Ford'' da literatura publicariam best sellers com o DNA de astros pop. Para terem idéia, eis um trecho sobre um executivo prestes a ser promovido: ''Luvic provinha da indústria automobilística e, como ele mesmo costumava dizer, o último livro que havia lido de cabo a rabo intitulava-se Chapeuzinho Vermelho''.
O narrador de a curiosa história..., Ramón Ferrero, é o tal editor partido ao meio: editor de uma grande editora e, nas horas vagas, um dos seus escritores mais populares, Nomar Wallace. Você já deve estar deduzindo que um dia ambos precisarão aparecer ao mesmo tempo no mesmo lugar. Mas esse não é o ponto nevrálgico do enredo. Saorín foi bem mais explícito, colocando o dedo em algumas feridas do mercado editorial e, não se pode negar, um tanto sutil. Mesmo assim, a pergunta se faz inevitável: mas como uma editora grande teve a coragem de publicar este livro?
Está certo que se trata de ficção, mas a ficção de Flash Gordon hoje provoca risos em meus filhos. Convém ficarmos atentos e não subestimarmos nem a ganância nem a ignorância.
O subtítulo, ''um romance de intriga'', deixa no ar a suspeita de que seja um romance policial. Mas não é nada disso. Pensando melhor, não deixa de ser. A maneira como as editoras, seus editores, as exceções... as exceções, sei disso, tratam seus escritores e, em última instância, a literatura, não deixa de ser caso de polícia. E também a voracidade com que as grandes editoras abocanham as pequenas e assim a editora tal passa a ser ''um selo'' da major, no nosso universo isso já é uma prática. E ainda temos as grandes estrangeiras, que chegam e abocanham esta, aquela... bem é melhor deixar pra lá. Luíz Horácio - Jornal do Brasil
Mídia Global
Governo venezuelano conta com vasta rede de comunicação pública
28/6/2005
O governo venezuelano montou uma extensa rede de comunicação que inclui quatro canais de televisão, pelo menos oito jornais e revistas próximos do oficialismo, duas agências eletrônicas de notícias -a Agência Bolivariana e o site do Ministério de Comunicação- e mais de cem rádios comunitárias. Em todas elas, é absoluta a presença de Hugo Chávez.
Essa estratégia começou a ser desenvolvida no início do governo, quando a principal TV estatal, que antes transmitia apenas para Caracas, passou a alcançar todo o país. Mas se aprofundou a partir do golpe de abril de 2002, quando as principais redes privadas de televisão participaram do movimento que tentou depor Chávez.
Chávez passa pelo menos 40 horas por semana falando ao público, segundo calculou o ministro da Comunicação, Andrés Izarra. Todas as cerimônias de que ele participa são transmitidas pela Venezolana de Televisión. Nessas cerimônias, geralmente encontros com beneficiários de programas sociais do governo, ele entrevista pessoas, canta e discursa.
Além do programa Alô Presidente, que Chávez protagoniza todos os domingos e é transmitido pela Venezolana e pela Rádio Nacional da Venezuela, o presidente costuma requisitar redes nacionais de rádio e TV. Fez isso no sábado, quando falou no relançamento da empresa petroquímica estatal, Pequiven, que se tornou independente da PDVSA, a estatal do petróleo.
Os principais jornais e emissoras privados continuam fazendo oposição militante a Chávez -o que se reflete principalmente nas entrevistas e nas páginas de opinião, onde não há espaço para defensores do governo. Eles denunciam como restritiva à liberdade de informação a Lei de Responsabilidade Social para Rádio e TV, aprovada em dezembro passado.
Como em muitos países, a lei determina a classificação etária de programas segundo conteúdos de sexo e violência. O problema, segundo as TVs, é que proíbe programas que incitem "à quebra da ordem pública" ou sejam "contrários à segurança nacional".
Para as redes privadas, ainda não está claro o efeito dessas proibições, mas fala-se que elas já provocaram uma tendência de moderação nos ataques ao governo. Jornalistas queixam-se da dificuldade de acesso a informações oficiais, mesmo nos órgãos técnicos.
Na prática, a principal exigência imposta pela nova lei é a de que os meios eletrônicos dediquem parte de seu horário a programas educativos. Folha de São Paulo
Governo venezuelano conta com vasta rede de comunicação pública
28/6/2005
O governo venezuelano montou uma extensa rede de comunicação que inclui quatro canais de televisão, pelo menos oito jornais e revistas próximos do oficialismo, duas agências eletrônicas de notícias -a Agência Bolivariana e o site do Ministério de Comunicação- e mais de cem rádios comunitárias. Em todas elas, é absoluta a presença de Hugo Chávez.
Essa estratégia começou a ser desenvolvida no início do governo, quando a principal TV estatal, que antes transmitia apenas para Caracas, passou a alcançar todo o país. Mas se aprofundou a partir do golpe de abril de 2002, quando as principais redes privadas de televisão participaram do movimento que tentou depor Chávez.
Chávez passa pelo menos 40 horas por semana falando ao público, segundo calculou o ministro da Comunicação, Andrés Izarra. Todas as cerimônias de que ele participa são transmitidas pela Venezolana de Televisión. Nessas cerimônias, geralmente encontros com beneficiários de programas sociais do governo, ele entrevista pessoas, canta e discursa.
Além do programa Alô Presidente, que Chávez protagoniza todos os domingos e é transmitido pela Venezolana e pela Rádio Nacional da Venezuela, o presidente costuma requisitar redes nacionais de rádio e TV. Fez isso no sábado, quando falou no relançamento da empresa petroquímica estatal, Pequiven, que se tornou independente da PDVSA, a estatal do petróleo.
Os principais jornais e emissoras privados continuam fazendo oposição militante a Chávez -o que se reflete principalmente nas entrevistas e nas páginas de opinião, onde não há espaço para defensores do governo. Eles denunciam como restritiva à liberdade de informação a Lei de Responsabilidade Social para Rádio e TV, aprovada em dezembro passado.
Como em muitos países, a lei determina a classificação etária de programas segundo conteúdos de sexo e violência. O problema, segundo as TVs, é que proíbe programas que incitem "à quebra da ordem pública" ou sejam "contrários à segurança nacional".
Para as redes privadas, ainda não está claro o efeito dessas proibições, mas fala-se que elas já provocaram uma tendência de moderação nos ataques ao governo. Jornalistas queixam-se da dificuldade de acesso a informações oficiais, mesmo nos órgãos técnicos.
Na prática, a principal exigência imposta pela nova lei é a de que os meios eletrônicos dediquem parte de seu horário a programas educativos. Folha de São Paulo
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