
CLIPPING DO DIA
16 de junho de 2005
Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação
TV a Cabo
Time Warner analisa separar AOL em combinação com operação de cabos
Time Warner analisa separar AOL em combinação com operação de cabos
Comunicação Comunitária
Coordenador da Abraço Nacional põe Anatel para correr no RS
Coordenador da Abraço Nacional põe Anatel para correr no RS
Televisão
TV chinesa quer mais desenhos nacionais
SBT aposta na dramaturgia
"O Aprendiz 2" confirma bom faturamento na Record
Gugu Liberato, uma nova disputa
Tarde quente
Túnel do tempo
BandSports tem torneio da Fifa e se prepara para Copa
SET recebe "papers" para congresso
TV chinesa quer mais desenhos nacionais
SBT aposta na dramaturgia
"O Aprendiz 2" confirma bom faturamento na Record
Gugu Liberato, uma nova disputa
Tarde quente
Túnel do tempo
BandSports tem torneio da Fifa e se prepara para Copa
SET recebe "papers" para congresso
Política
Pimenta atribui depósito a honorários por serviços do escritório de advocacia
Mulher de diretor da Secom atua com Valério
Para subordinado de Gushiken, não há irregularidade
Evento pró-PT em 2004 reuniu personagens da crise
Secretária nega acusações contra Marcos Valério
Roberto Jefferson colocou todas as legendas na defensiva
Estrela na televisão
Correios se desdobrou em um escândalo que compromete o PT e bate às portas do Planalto
Monopólio dos Correios tem voto contra
Jefferson usa programa gratuito do PTB
As perguntas que não querem calar
Alckmin: depoimento permite investigação ampla
BB determina apuração de denúncias
Comissão de Sindicância chama ex-secretária de publicitário para depor
Julgamento sobre monopólio da ECT é suspenso por pedido de vistas
Pimenta atribui depósito a honorários por serviços do escritório de advocacia
Mulher de diretor da Secom atua com Valério
Para subordinado de Gushiken, não há irregularidade
Evento pró-PT em 2004 reuniu personagens da crise
Secretária nega acusações contra Marcos Valério
Roberto Jefferson colocou todas as legendas na defensiva
Estrela na televisão
Correios se desdobrou em um escândalo que compromete o PT e bate às portas do Planalto
Monopólio dos Correios tem voto contra
Jefferson usa programa gratuito do PTB
As perguntas que não querem calar
Alckmin: depoimento permite investigação ampla
BB determina apuração de denúncias
Comissão de Sindicância chama ex-secretária de publicitário para depor
Julgamento sobre monopólio da ECT é suspenso por pedido de vistas
Imprensa & Jornalismo
Há um cheiro estranho nas últimas notícias sobre o PT
Há um cheiro estranho nas últimas notícias sobre o PT
Secretário dribla Justiça para punir Elias Maluco
O triunfo dos blogs
O triunfo dos blogs
Audiovisual
Oásis em pleno deserto cultural
Inspiração veio do gibi cult 'Ano Um'
O Batman demasiado humano de Nolan e Christian Bale
Batman volta aos cinemas em versão fiel aos quadrinhos
'Batman Begins' estréia nos EUA com elogios da crítica
Oásis em pleno deserto cultural
Inspiração veio do gibi cult 'Ano Um'
O Batman demasiado humano de Nolan e Christian Bale
Batman volta aos cinemas em versão fiel aos quadrinhos
'Batman Begins' estréia nos EUA com elogios da crítica
Informática
Google e Microsoft travam batalha em 3D
Sun abre código-fonte
"MP do Bem" libera empresas de software ou de tecnologia de PIS/Cofins
MP do Bem deve dar isenções de R$ 1,5 bilhão a exportação, informática e construção civil
Lula anuncia incentivos fiscais à inovação tecnológica e PC Conectado
Google e Microsoft travam batalha em 3D
Sun abre código-fonte
"MP do Bem" libera empresas de software ou de tecnologia de PIS/Cofins
MP do Bem deve dar isenções de R$ 1,5 bilhão a exportação, informática e construção civil
Lula anuncia incentivos fiscais à inovação tecnológica e PC Conectado
Palocci: MP do Bem reduzirá carga tributária
Governo corta R$ 1,5 bi em impostos
Governo corta R$ 1,5 bi em impostos
Sai o pacote de boas notícias
MP do Bem está longe de ser a salvação da indústria
MP do Bem está longe de ser a salvação da indústria
Literatura e Mercado Editorial
Nélida Piñon ganha Príncipe das Astúrias
Mais de quatro décadas dedicas à literatura
Escritora Nélida Piñon ganha o Príncipe de Astúrias
Nélida Piñon vence prêmio Príncipe de Astúrias
Leitores trocam páginas por bares e ruas para celebrar o Bloomsday
Nélida Piñon ganha Príncipe das Astúrias
Mais de quatro décadas dedicas à literatura
Escritora Nélida Piñon ganha o Príncipe de Astúrias
Nélida Piñon vence prêmio Príncipe de Astúrias
Leitores trocam páginas por bares e ruas para celebrar o Bloomsday
Mercado de Comunicação
Thomson apresenta resultados de 2004
Thomson apresenta resultados de 2004
Telecom
Cerca de 8% de usuários de banda larga usarão VoIP, diz Signals
Nos EUA, 30% dos usuários de banda larga desconhecem tecnologia
Vivo perde participação no mercado total
Fundos e Citibank assumem administração do Zain
Citi e fundos assumem comando do Zain
Cerca de 8% de usuários de banda larga usarão VoIP, diz Signals
Nos EUA, 30% dos usuários de banda larga desconhecem tecnologia
Vivo perde participação no mercado total
Fundos e Citibank assumem administração do Zain
Citi e fundos assumem comando do Zain
Liminar mantém Opportunity na BrT
Depois da BrT, acerto com italianos passa a ser meta dos fundos
Para Telecom Italia, acordo de put cria preço inviável
Fundos e Citibank conseguem derrubar liminar que impedia AGE do Opportunity Zain
Depois da BrT, acerto com italianos passa a ser meta dos fundos
Para Telecom Italia, acordo de put cria preço inviável
Fundos e Citibank conseguem derrubar liminar que impedia AGE do Opportunity Zain
Mídia Global
Jogo na internet promove retirada de Israel da Cisjordânia
Comunicar para integrar o Sul e o Norte
Como óperas
Jogo na internet promove retirada de Israel da Cisjordânia
Comunicar para integrar o Sul e o Norte
Como óperas
TV a Cabo
Time Warner analisa separar AOL em combinação com operação de cabos
16/6/2005
A Time Warner Cable pode ter companhia quando lançar suas ações no mercado no próximo ano. A gigante do setor de mídia está estudando combinar sua unidade de cabo com a provedora de serviços de internet America Online (AOL) em uma companhia separada, disseram fontes ao jornal New York Post.
Essa é uma das opções em análise para o futuro da AOL, ressaltou a publicação. A unidade ainda é uma boa fonte de dinheiro, mesmo com a redução de assinantes, e a Time Warner não deve fazer qualquer movimentação até ver se o novo plano da AOL, de oferecer parte de seu conteúdo de graça, será bem-sucedido.
Nas últimas semanas, o diretor executivo da Time Warner, Dick Parsons, ressaltou que a AOL não está à venda, mas deixou aberta a possibilidade de desfazer-se das ações na companhia em algum momento.
A falta de integração entre a AOL e a Time Warner é citada como um dos motivos de o porquê a megafusão realizada em 2000 pode ser vista como desastrosa. Mais recentemente, contido, ambas divisões estão trabalhando mais de perto. Juliana Cardoso - Valor Econômico
Time Warner analisa separar AOL em combinação com operação de cabos
16/6/2005
A Time Warner Cable pode ter companhia quando lançar suas ações no mercado no próximo ano. A gigante do setor de mídia está estudando combinar sua unidade de cabo com a provedora de serviços de internet America Online (AOL) em uma companhia separada, disseram fontes ao jornal New York Post.
Essa é uma das opções em análise para o futuro da AOL, ressaltou a publicação. A unidade ainda é uma boa fonte de dinheiro, mesmo com a redução de assinantes, e a Time Warner não deve fazer qualquer movimentação até ver se o novo plano da AOL, de oferecer parte de seu conteúdo de graça, será bem-sucedido.
Nas últimas semanas, o diretor executivo da Time Warner, Dick Parsons, ressaltou que a AOL não está à venda, mas deixou aberta a possibilidade de desfazer-se das ações na companhia em algum momento.
A falta de integração entre a AOL e a Time Warner é citada como um dos motivos de o porquê a megafusão realizada em 2000 pode ser vista como desastrosa. Mais recentemente, contido, ambas divisões estão trabalhando mais de perto. Juliana Cardoso - Valor Econômico
Comunicação Comunitária
Coordenador da Abraço Nacional põe Anatel para correr no RS
15/6/2005
A ação passou e agora escrevo tremendo, indignado! Estava acompanhando minha companheira Sirlei que se encontra hospitalizada, convalescendo de uma cirurgia que retirou a vesícula. Indignada também, queria estar junto... Esta é a oitava vez que a ANATEL invade nossa rádio com aparato para caçar traficante. Desta vez não estava acompanhada com a Polícia Federal. Por volta das 10,30 h da manhã de 14.06.2005, chega na Rádio Comunitária 97,7 MHz FM, mantida pela Associação Cultural Espaço Comunitário de Encruzilhada do Sul, uma camionete branca, cabine dupla, placa PR Curitiba, AKW 3442, com quatro agentes da Anatel, um carro da Brigada Militar (Polícia Militar gaúcha) com quatro brigadianos. Depois chegaram mais em um camburão e um carro da policia civil com dois inspetores civis.
No momento, estava na emissora somente o companheiro Andrigo. O agente da Anatel identificou-se com Agente Federal. O pessoal que foi chegando achou que ele era da Policia, pois deixou dúvidas, dizendo que tinha um mandado. Desde o início, insistiam em falar com o Advogado e que aguardariam até as 11:30 horas. Como eu estava no hospital, demorei um certo tempo... Enquanto isso, fazia contatos e tentava saber se possuíam mandado judicial.
Meu escritório e residência ficam próximos da rádio. Em determinado momento, me informaram que iam levar os equipamentos. Em lá chegando, constatei que a PF não estava presente e que o mandado exibido era apenas um parecer do Ministério Público Federal e uma ordem de serviço assinada pelo Sr. João Betoni, Gerente Geral da ANATEL, no RS, para fiscalizar e lacrar várias rádios comunitárias, entre elas a nossa e a de Santa Cruz do Sul, 104,9. A coisa começou a engrossar e eu apontei a rua para os Agentes da ANATEL, solicitando que os policiais ficassem também lá. Eles assim o fizeram e disseram que pensavam que havia mandado judicial. Os populares cercaram também a Rádio e após aquele bate boca, nos retiramos. Então, após muita insistência, o Delegado de Policia chegou ao local. Retornamos, e a convite dele nos dirigimos à Delegacia.
Muitas pessoas foram para lá. O Delegado disse desconhecer a Legislação, leu os pareceres do MP e a Ordem de Serviço. Fiz a entrega de sentenças e inclusive Acórdão do TRF 4 (veja abaixo), permitindo o funcionamento da emissora. O Delegado chamou o Agente que comandava e disse que não ficaria com nada daqueles documentos.
Informei ao Delegado que estava com a esposa no Hospital e que então voltaria à tardinha para prestar esclarecimento, se assim ele o quisesse. O Delegado nos liberou e ficaram os Agentes assinando suas declarações. Um popular, senhor de mais ou menos 60 anos, que passava no local, chegou indignado disse alguns provérbios sobre o assunto e recebeu de troco um soco de um Policial Militar. A vítima desta violência foi encaminhada para
registrar ocorrência e exame de lesões corporais. Um menino de 12 anos, foi responsável pela retirada do transmissor, que estava em local separado. Um dos agentes o flagrou e ele disse: "Querem me prender? O que vão fazer comigo? Esse transmissor seria lacrado!" Então eu disse que sem ordem judicial não haveria nenhuma lacração. Fora aquele bate-boca entre populares e agentes, a Policia Civil e Brigada ficaram muito constrangidas... Clementino Lopes - Presidente da Acece - Coordenador da Abraço/RS - Coordenador da Abraço Nacional - Advogado - Mídia Independente
Coordenador da Abraço Nacional põe Anatel para correr no RS
15/6/2005
A ação passou e agora escrevo tremendo, indignado! Estava acompanhando minha companheira Sirlei que se encontra hospitalizada, convalescendo de uma cirurgia que retirou a vesícula. Indignada também, queria estar junto... Esta é a oitava vez que a ANATEL invade nossa rádio com aparato para caçar traficante. Desta vez não estava acompanhada com a Polícia Federal. Por volta das 10,30 h da manhã de 14.06.2005, chega na Rádio Comunitária 97,7 MHz FM, mantida pela Associação Cultural Espaço Comunitário de Encruzilhada do Sul, uma camionete branca, cabine dupla, placa PR Curitiba, AKW 3442, com quatro agentes da Anatel, um carro da Brigada Militar (Polícia Militar gaúcha) com quatro brigadianos. Depois chegaram mais em um camburão e um carro da policia civil com dois inspetores civis.
No momento, estava na emissora somente o companheiro Andrigo. O agente da Anatel identificou-se com Agente Federal. O pessoal que foi chegando achou que ele era da Policia, pois deixou dúvidas, dizendo que tinha um mandado. Desde o início, insistiam em falar com o Advogado e que aguardariam até as 11:30 horas. Como eu estava no hospital, demorei um certo tempo... Enquanto isso, fazia contatos e tentava saber se possuíam mandado judicial.
Meu escritório e residência ficam próximos da rádio. Em determinado momento, me informaram que iam levar os equipamentos. Em lá chegando, constatei que a PF não estava presente e que o mandado exibido era apenas um parecer do Ministério Público Federal e uma ordem de serviço assinada pelo Sr. João Betoni, Gerente Geral da ANATEL, no RS, para fiscalizar e lacrar várias rádios comunitárias, entre elas a nossa e a de Santa Cruz do Sul, 104,9. A coisa começou a engrossar e eu apontei a rua para os Agentes da ANATEL, solicitando que os policiais ficassem também lá. Eles assim o fizeram e disseram que pensavam que havia mandado judicial. Os populares cercaram também a Rádio e após aquele bate boca, nos retiramos. Então, após muita insistência, o Delegado de Policia chegou ao local. Retornamos, e a convite dele nos dirigimos à Delegacia.
Muitas pessoas foram para lá. O Delegado disse desconhecer a Legislação, leu os pareceres do MP e a Ordem de Serviço. Fiz a entrega de sentenças e inclusive Acórdão do TRF 4 (veja abaixo), permitindo o funcionamento da emissora. O Delegado chamou o Agente que comandava e disse que não ficaria com nada daqueles documentos.
Informei ao Delegado que estava com a esposa no Hospital e que então voltaria à tardinha para prestar esclarecimento, se assim ele o quisesse. O Delegado nos liberou e ficaram os Agentes assinando suas declarações. Um popular, senhor de mais ou menos 60 anos, que passava no local, chegou indignado disse alguns provérbios sobre o assunto e recebeu de troco um soco de um Policial Militar. A vítima desta violência foi encaminhada para
registrar ocorrência e exame de lesões corporais. Um menino de 12 anos, foi responsável pela retirada do transmissor, que estava em local separado. Um dos agentes o flagrou e ele disse: "Querem me prender? O que vão fazer comigo? Esse transmissor seria lacrado!" Então eu disse que sem ordem judicial não haveria nenhuma lacração. Fora aquele bate-boca entre populares e agentes, a Policia Civil e Brigada ficaram muito constrangidas... Clementino Lopes - Presidente da Acece - Coordenador da Abraço/RS - Coordenador da Abraço Nacional - Advogado - Mídia Independente
Televisão
TV chinesa quer mais desenhos nacionais
16/6/2005
O governo da China quer estabelecer um limite para a exibição de desenhos animados estrangeiros nas suas redes de TV tão logo as produções nacionais ganhem mais qualidade e escala, afirmou Fu Tiezhen, presidente do Comitê para Desenhos Animados e História em Quadrinhos Chineses do Conselho de Estado da China, o órgão executor do governo do país. A idéia é obrigar redes de TV estatais a exibirem três desenhos chineses a cada dois estrangeiros, uma proporção bem diferente da atual, que mostra o predomínio dos americanos e dos japoneses no estilo mangá.
A preocupação chinesa é o que se chama por aqui de "resgate de valores éticos nas crianças e desenvolvimento, nos jovens, de uma cultura mais chinesa". A decisão iniciou um debate sobre todos os aspectos relacionados a ela, que esbarra num dos compromissos firmados pela China ao entrar na Organização Mundial do Comércio, em 2001: não oferecer às empresas chinesas benefícios que não sejam oferecidos também às companhias estrangeiras.
- Precisamos encorajar a produção de desenhos animados chineses - disse Fu Tiezhen à agência de notícias estatal Xinhua. - Desde a década de 80, muitos desenhos americanos e japoneses foram importados a preços baixíssimos ou até mesmo de graça, o que me parece um tipo de dumping .
Muitos chineses saudosistas de uma época em que o país vivia um comunismo de devoção impregnado de nacionalismo apóiam a decisão.
- A indústria do desenho chinesa deve se desenvolver num ambiente de mercado, mas, enquanto a produção estrangeira for tão forte, é preciso que o governo estimule a indústria nacional - diz Fu.
Todas as produtoras de desenhos são estatais
Na China, todas as produtoras de desenho animado são estatais, lideradas pela gigante Shanghai Animated Fild Studio (SAFS), que produz hoje os dois desenhos chineses de maior sucesso da TV do país: "Music Up", sobre uma banda de colégio em busca do sucesso, e "Blue Cat", uma perseguição entre gato e rato.
A decisão do governo esbarra no gosto infantil e juvenil dos chineses pós-abertura econômica. Recente pesquisa com 540 jovens entre 4 e 17 anos feita pela China Mainland Marketing Research Company mostrou que, entre os dez desenhos de maior sucesso entre os jovens chineses, seis são japoneses, dois são americanos e apenas dois, chineses. A produção chinesa é pequena para a demanda dos canais de TV. Segundo o governo, em 2002, foram produzidas 220 horas de desenhos na China, contra uma demanda das TVs de 4.116 horas. Gilberto Scofield Jr. - O Globo
TV chinesa quer mais desenhos nacionais
16/6/2005
O governo da China quer estabelecer um limite para a exibição de desenhos animados estrangeiros nas suas redes de TV tão logo as produções nacionais ganhem mais qualidade e escala, afirmou Fu Tiezhen, presidente do Comitê para Desenhos Animados e História em Quadrinhos Chineses do Conselho de Estado da China, o órgão executor do governo do país. A idéia é obrigar redes de TV estatais a exibirem três desenhos chineses a cada dois estrangeiros, uma proporção bem diferente da atual, que mostra o predomínio dos americanos e dos japoneses no estilo mangá.
A preocupação chinesa é o que se chama por aqui de "resgate de valores éticos nas crianças e desenvolvimento, nos jovens, de uma cultura mais chinesa". A decisão iniciou um debate sobre todos os aspectos relacionados a ela, que esbarra num dos compromissos firmados pela China ao entrar na Organização Mundial do Comércio, em 2001: não oferecer às empresas chinesas benefícios que não sejam oferecidos também às companhias estrangeiras.
- Precisamos encorajar a produção de desenhos animados chineses - disse Fu Tiezhen à agência de notícias estatal Xinhua. - Desde a década de 80, muitos desenhos americanos e japoneses foram importados a preços baixíssimos ou até mesmo de graça, o que me parece um tipo de dumping .
Muitos chineses saudosistas de uma época em que o país vivia um comunismo de devoção impregnado de nacionalismo apóiam a decisão.
- A indústria do desenho chinesa deve se desenvolver num ambiente de mercado, mas, enquanto a produção estrangeira for tão forte, é preciso que o governo estimule a indústria nacional - diz Fu.
Todas as produtoras de desenhos são estatais
Na China, todas as produtoras de desenho animado são estatais, lideradas pela gigante Shanghai Animated Fild Studio (SAFS), que produz hoje os dois desenhos chineses de maior sucesso da TV do país: "Music Up", sobre uma banda de colégio em busca do sucesso, e "Blue Cat", uma perseguição entre gato e rato.
A decisão do governo esbarra no gosto infantil e juvenil dos chineses pós-abertura econômica. Recente pesquisa com 540 jovens entre 4 e 17 anos feita pela China Mainland Marketing Research Company mostrou que, entre os dez desenhos de maior sucesso entre os jovens chineses, seis são japoneses, dois são americanos e apenas dois, chineses. A produção chinesa é pequena para a demanda dos canais de TV. Segundo o governo, em 2002, foram produzidas 220 horas de desenhos na China, contra uma demanda das TVs de 4.116 horas. Gilberto Scofield Jr. - O Globo
SBT aposta na dramaturgia
16/6/2005
Com investimentos de R$ 1,5 milhão em cenários e em sua cidade cenográfica - o maior já feito pela emissora - e a um custo de R$ 75 mil por capítulo, o SBT coloca no ar, a partir 18 de julho, a adaptação da novela "Os Ricos também choram", sucesso da emissora nos anos 80, quando foi apresentada na versão original mexicana. O folhetim volta agora como uma pretensa bem cuidada novela de época, ambientada no Brasil dos anos 30 do século passado.
A novela é mais uma produção do núcleo de teledramaturgia do SBT e vai substituir "Esmeralda", que vem alcançando uma audiência entre 15 e 18 pontos no Ibope, segundo a emissora. Como os índices de audiência que as novelas produzidas pelo núcleo de teledramaturgia vem melhorando, o SBT pretende, a partir de 2006, ter dois horários de novelas nacionais de produção própria. Ao longo da programação, a emissora tem outras novelas mexicanas e faz sucesso com a brasileira "Xica da Silva", que alcança picos de 24 pontos no Ibope, segundo o SBT.
A opção do SBT, segundo Marcos Lazarini, que fez a supervisão de texto, foi manter o drama central da trama, mas adaptar toda a situação a um novo contexto. "Posso dizer que estamos criando um produto que juntou ao mesmo tempo o melhor da novela latina, com seu drama, à teledramaturgia brasileira representada pelas novelas de época", diz Lazarini. "Só não mexemos no drama central nem no título que é imbatível. A novela foi ao ar na década de 80 e se pesquisar na internet há milhares de sites sobre ela até hoje", comenta.
Gazeta Mercantil
16/6/2005
Com investimentos de R$ 1,5 milhão em cenários e em sua cidade cenográfica - o maior já feito pela emissora - e a um custo de R$ 75 mil por capítulo, o SBT coloca no ar, a partir 18 de julho, a adaptação da novela "Os Ricos também choram", sucesso da emissora nos anos 80, quando foi apresentada na versão original mexicana. O folhetim volta agora como uma pretensa bem cuidada novela de época, ambientada no Brasil dos anos 30 do século passado.
A novela é mais uma produção do núcleo de teledramaturgia do SBT e vai substituir "Esmeralda", que vem alcançando uma audiência entre 15 e 18 pontos no Ibope, segundo a emissora. Como os índices de audiência que as novelas produzidas pelo núcleo de teledramaturgia vem melhorando, o SBT pretende, a partir de 2006, ter dois horários de novelas nacionais de produção própria. Ao longo da programação, a emissora tem outras novelas mexicanas e faz sucesso com a brasileira "Xica da Silva", que alcança picos de 24 pontos no Ibope, segundo o SBT.
A opção do SBT, segundo Marcos Lazarini, que fez a supervisão de texto, foi manter o drama central da trama, mas adaptar toda a situação a um novo contexto. "Posso dizer que estamos criando um produto que juntou ao mesmo tempo o melhor da novela latina, com seu drama, à teledramaturgia brasileira representada pelas novelas de época", diz Lazarini. "Só não mexemos no drama central nem no título que é imbatível. A novela foi ao ar na década de 80 e se pesquisar na internet há milhares de sites sobre ela até hoje", comenta.
Gazeta Mercantil
"O Aprendiz 2" confirma bom faturamento na Record
16/6/2005
Apresentado por Roberto Justus, reality show estréia dia 23 com cotas e breaks vendidos. Com um faturamento estimado em R$ 31,5 milhões, em comparação com R$ 11,5 milhões da temporada anterior, a Rede Record anunciou ontem o lançamento do programa "O Aprendiz 2", comandado por Roberto Justus. O reality show começa a ser exibido a partir do dia 23, quinta-feira, às 22h15.
O superintendente comercial da emissora, Walter Zagari, afirma que o sucesso alcançado pelo "O Aprendiz" na primeira temporada, quando obteve uma audiência média de 11 a 13 pontos o Ibope, o transformou num programa "muito bem aceito pelo mercado publicitário", razão de a segunda temporada já entrar no ar com as cotas ocupadas e mais de 90% do espaço publicitário dos breaks preenchido. "Esta aceitação acontece desde a primeira temporada mas, na ocasião, tivemos um tempo muito curto para as negociações", explica.
A nova temporada chega também com uma restruturação das cotas. No ano passado havia apenas um patrocinador master, a Vivo. Este ano são duas cotas master no valor de R$ 6 milhões cada, que foram adquiridas pela Claro e Fiat , além de uma cota de apoio do HSBC, com um valor correspondente a dois terços deste total.
Além de cotas de patrocinados de tarefas e episódios avaliadas em R$ 1,5 milhão, ações de merchandising adquiridas pelas empresas Kimberly Clark, Mastercard, Siemens Celulares, Racco Cosméticos e TAM e publicidade avulsa nos breaks. "Alguns programas já estão com os breaks lotados."
Cada episódio terá um custo estimado de US$ 90 mil. A previsão é que audiência cresça em torno de 20 a 30%. A emissora trabalha também na qualificação da audiência e, segundo Zagari, este é um dos motivos da temporada começar nas férias, visando atrair o público universitário.
"O Aprendiz 2", comandado por Roberto Justus, vai apresentar 16 candidatos selecionados entre quase 50 mil inscritos que vão disputar um emprego com salário de R$ 250 mil por ano em uma das empresas de Roberto Justus, presidente do Grupo Newcomm. Participam ainda do programa como conselheiros Roberto Paschoal e Isabel Arias.
A Record comprou da Fremantle Media o direito a três temporadas. A segunda versão tem maior espaço físico, além de estúdio na produtora Casablanca, que assumiu a produção do programa este ano.
Dizendo-se mais à vontade do que na primeira temporada, Justus conta ainda que a experiência na TV tem sido muito positiva e que deseja continuar no veículo se forem dadas condições de trabalho que não interfiram com seus outros negócios. "Confesso que gostei de estar neste meio", diz Justus.
Para Justus o programa tem dado também muita satisfação pessoal e profissional ."O programa faz sentido para muitas pessoas e tenho sido convidado para muitas palestras principalmente para universitários interessados em conhecer este mundo corporativo", afirma o publicitário. "Gosto do jeito como ele é realizado, não é ao vivo, mas é feito totalmente livre, sem roteiro, na sala de reuniões falo o que falaria em qualquer reunião de trabalho."
"Os anunciantes demonstram grande interesse em estar presente no programa pelo conteúdo que traz. Já temos outros 10 patrocínios sendo fechados", afirma Walter Zagari. Regina Neves - Gazeta Mercantil
16/6/2005
Apresentado por Roberto Justus, reality show estréia dia 23 com cotas e breaks vendidos. Com um faturamento estimado em R$ 31,5 milhões, em comparação com R$ 11,5 milhões da temporada anterior, a Rede Record anunciou ontem o lançamento do programa "O Aprendiz 2", comandado por Roberto Justus. O reality show começa a ser exibido a partir do dia 23, quinta-feira, às 22h15.
O superintendente comercial da emissora, Walter Zagari, afirma que o sucesso alcançado pelo "O Aprendiz" na primeira temporada, quando obteve uma audiência média de 11 a 13 pontos o Ibope, o transformou num programa "muito bem aceito pelo mercado publicitário", razão de a segunda temporada já entrar no ar com as cotas ocupadas e mais de 90% do espaço publicitário dos breaks preenchido. "Esta aceitação acontece desde a primeira temporada mas, na ocasião, tivemos um tempo muito curto para as negociações", explica.
A nova temporada chega também com uma restruturação das cotas. No ano passado havia apenas um patrocinador master, a Vivo. Este ano são duas cotas master no valor de R$ 6 milhões cada, que foram adquiridas pela Claro e Fiat , além de uma cota de apoio do HSBC, com um valor correspondente a dois terços deste total.
Além de cotas de patrocinados de tarefas e episódios avaliadas em R$ 1,5 milhão, ações de merchandising adquiridas pelas empresas Kimberly Clark, Mastercard, Siemens Celulares, Racco Cosméticos e TAM e publicidade avulsa nos breaks. "Alguns programas já estão com os breaks lotados."
Cada episódio terá um custo estimado de US$ 90 mil. A previsão é que audiência cresça em torno de 20 a 30%. A emissora trabalha também na qualificação da audiência e, segundo Zagari, este é um dos motivos da temporada começar nas férias, visando atrair o público universitário.
"O Aprendiz 2", comandado por Roberto Justus, vai apresentar 16 candidatos selecionados entre quase 50 mil inscritos que vão disputar um emprego com salário de R$ 250 mil por ano em uma das empresas de Roberto Justus, presidente do Grupo Newcomm. Participam ainda do programa como conselheiros Roberto Paschoal e Isabel Arias.
A Record comprou da Fremantle Media o direito a três temporadas. A segunda versão tem maior espaço físico, além de estúdio na produtora Casablanca, que assumiu a produção do programa este ano.
Dizendo-se mais à vontade do que na primeira temporada, Justus conta ainda que a experiência na TV tem sido muito positiva e que deseja continuar no veículo se forem dadas condições de trabalho que não interfiram com seus outros negócios. "Confesso que gostei de estar neste meio", diz Justus.
Para Justus o programa tem dado também muita satisfação pessoal e profissional ."O programa faz sentido para muitas pessoas e tenho sido convidado para muitas palestras principalmente para universitários interessados em conhecer este mundo corporativo", afirma o publicitário. "Gosto do jeito como ele é realizado, não é ao vivo, mas é feito totalmente livre, sem roteiro, na sala de reuniões falo o que falaria em qualquer reunião de trabalho."
"Os anunciantes demonstram grande interesse em estar presente no programa pelo conteúdo que traz. Já temos outros 10 patrocínios sendo fechados", afirma Walter Zagari. Regina Neves - Gazeta Mercantil
Gugu Liberato, uma nova disputa
16/6/2005
Um outro grande alvoroço no meio: ontem, na coluna da revista "Flash", assinada pelo titular deste espaço, foi divulgada com todas as letras a notícia de um provável início de namoro entre Gugu Liberato e a Rede Record. é impossível saber no que isso vai dar e se o caso terá desdobramentos, mas as "pedras", como num jogo de xadrez, começam a apresentar os seus primeiros movimentos.
Há coisa de dois ou três anos seria impossível imaginar Gugu fora do SBT. Hoje, a situação pode ser outra. O apresentador não tem queixas do seu local de trabalho e sempre recebeu de Silvio Santos um tratamento diferenciado. Afinal, tem uma vida lá dentro. Começou na antiga TV-S, aos 14 anos, trabalhando como assistente de produção e a sua ligação com a casa só foi se estreitando ao longo dos tempos.
Hoje ultrapassa as frias linhas e cláusulas de um simples contrato. De qualquer forma, é preciso colocar que o compromisso do Gugu com a Anhangüera termina no ano que vem e até agora não foram iniciadas conversas visando a sua renovação.
A Record, mesmo guardando distância regulamentar, está observando o caso com viva atenção e, através do seu diretor comercial, Walter Zagari, sinaliza interesse em pelo menos conversar com o apresentador. Aliás, sobre o caso, Zagari é taxativo: "Sou um dos que defendem essa contratação aqui dentro e estou disposto a conversar com ele". Consultado a respeito, Gugu acredita na renovação do seu contrato com o SBT, mas finaliza subindo o gato no telhado: "O futuro a Deus pertence". é mais um caso que pode mexer com essas duas importantes redes. Tribuna da Imprensa
16/6/2005
Um outro grande alvoroço no meio: ontem, na coluna da revista "Flash", assinada pelo titular deste espaço, foi divulgada com todas as letras a notícia de um provável início de namoro entre Gugu Liberato e a Rede Record. é impossível saber no que isso vai dar e se o caso terá desdobramentos, mas as "pedras", como num jogo de xadrez, começam a apresentar os seus primeiros movimentos.
Há coisa de dois ou três anos seria impossível imaginar Gugu fora do SBT. Hoje, a situação pode ser outra. O apresentador não tem queixas do seu local de trabalho e sempre recebeu de Silvio Santos um tratamento diferenciado. Afinal, tem uma vida lá dentro. Começou na antiga TV-S, aos 14 anos, trabalhando como assistente de produção e a sua ligação com a casa só foi se estreitando ao longo dos tempos.
Hoje ultrapassa as frias linhas e cláusulas de um simples contrato. De qualquer forma, é preciso colocar que o compromisso do Gugu com a Anhangüera termina no ano que vem e até agora não foram iniciadas conversas visando a sua renovação.
A Record, mesmo guardando distância regulamentar, está observando o caso com viva atenção e, através do seu diretor comercial, Walter Zagari, sinaliza interesse em pelo menos conversar com o apresentador. Aliás, sobre o caso, Zagari é taxativo: "Sou um dos que defendem essa contratação aqui dentro e estou disposto a conversar com ele". Consultado a respeito, Gugu acredita na renovação do seu contrato com o SBT, mas finaliza subindo o gato no telhado: "O futuro a Deus pertence". é mais um caso que pode mexer com essas duas importantes redes. Tribuna da Imprensa
Tarde quente
16/6/2005
A barra pesou na tarde de terça-feira na TV Globo - São Paulo e tudo por causa dos pedidos de demissão apresentados por alguns jornalistas, que resolveram bater suas asas em direção ao SBT. Até agora há uma busca de explicações por parte de todos, para a inexplicável e tresloucada reação de um diretor de plantão, que se achou no direito de fazer ameaças e prometer que esses profissionais nunca mais voltariam a trabalhar por lá.
No auge da sua fúria, enfurecido e completamente fora do ponto, gritava, dizendo que estavam trocando a emissora por um "jornalzinho de fundo de quintal". Esse moço, no mínimo, deve se considerar dono da Globo e achar que vai morrer lá dentro. Alguém tem que fazer um atabaque e avisar o Roberto Marinho. Tribuna da Imprensa
16/6/2005
A barra pesou na tarde de terça-feira na TV Globo - São Paulo e tudo por causa dos pedidos de demissão apresentados por alguns jornalistas, que resolveram bater suas asas em direção ao SBT. Até agora há uma busca de explicações por parte de todos, para a inexplicável e tresloucada reação de um diretor de plantão, que se achou no direito de fazer ameaças e prometer que esses profissionais nunca mais voltariam a trabalhar por lá.
No auge da sua fúria, enfurecido e completamente fora do ponto, gritava, dizendo que estavam trocando a emissora por um "jornalzinho de fundo de quintal". Esse moço, no mínimo, deve se considerar dono da Globo e achar que vai morrer lá dentro. Alguém tem que fazer um atabaque e avisar o Roberto Marinho. Tribuna da Imprensa
Túnel do tempo
16/6/2005
Na história recente da nossa tevê, a Globo só tomou dois tombos esportivos. A primeira vez quando criaram a CNT e Galvão Bueno, como seu contratado, narrou uma final da Copa do Brasil. Depois foi o SBT, também pela Copa do Brasil, com Luís Alfredo e Orlando Duarte transmitindo Corinthians e Grêmio. A partir daí, a Globo acabou com a festa e comprou tudo. Hoje, se alguma emissora resolver alterar este quadro, vai ter que usar de muita criatividade. Tribuna da Imprensa
16/6/2005
Na história recente da nossa tevê, a Globo só tomou dois tombos esportivos. A primeira vez quando criaram a CNT e Galvão Bueno, como seu contratado, narrou uma final da Copa do Brasil. Depois foi o SBT, também pela Copa do Brasil, com Luís Alfredo e Orlando Duarte transmitindo Corinthians e Grêmio. A partir daí, a Globo acabou com a festa e comprou tudo. Hoje, se alguma emissora resolver alterar este quadro, vai ter que usar de muita criatividade. Tribuna da Imprensa
BandSports tem torneio da Fifa e se prepara para Copa
15/06/2005, 17h59
Na véspera de exibir o jogo de estréia da Seleção Brasileira (nesta quinta-feira, dia 16, contra a Grécia) na Copa das Confederações - torneio da Fifa que acontece na Alemanha -, o canal Bandsports colocou no mercado suas cotas de patrocínio. A correria se explica porque a aquisição dos direitos aconteceu na última sexta-feira, às vésperas do início do evento. A BandSports terá todos os jogos do Brasil, além das semifinais e final. O canal também está com o torneio da Fifa das seleções Sub-20 no mesmo pacote que oferece ao mercado anunciante.
A emissora vê com otimismo a demanda dos anunciantes por estes jogos, em aquecimento para a Copa do Mundo que acontece ano que vem na Alemanha. De acordo com Alexandre Bortolai, diretor de vendas de publicidade dos canais BandSports e Bandnews, os anunciantes estão enxergando como uma grande oportunidade de mercado poder estar nestas transmissões. E os operadores que carregam o canal também ganham, ao terem mais conteúdo em eventos. "A recepção é excelente porque o mercado se surpreende com a nossa ousadia", diz ele. A Bandsports coloca cinco cotas nacionais para os torneios, que incluem chamadas também nos boletins da BandNews. Cada uma tem o valor de R$ 800 mil. Como a programadora está em negociações bem avançadas para ter a Copa de 2006 na TV fechada - até aqui apenas o SporTV tem os direitos -, considera a Copa das Confederações também uma porta de entrada para os anunciantes que queiram ter visibilidade no principal evento esportivo do próximo ano e que não tenham conseguido entrar nem com Globo nem com SporTV.
A ESPN Brasil também negocia para ter a Copa do Mundo 2006. Cultura A TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta, surpreendeu ao aparecer, ao lado de Globo e BandSports, entre as detentoras dos direitos de transmissão da Copa das Confederações, colocando-se como a única emissora de TV a exibir todas as partidas no Brasil. A emissora também colocou à venda quatro cotas de patrocínio, R$ 880 mil cada. Além das negociações com Globo (inclui SporTV, que exibe todos os jogos ao vivo, exceto os do Brasil, que são em tape para não concorrer com a Globo), Cultura e Bandsports, os direitos da Copa das Confederações foram vendidos para cinco emissoras de rádio brasileiras. Edianez Parente - TELA VIVA News
15/06/2005, 17h59
Na véspera de exibir o jogo de estréia da Seleção Brasileira (nesta quinta-feira, dia 16, contra a Grécia) na Copa das Confederações - torneio da Fifa que acontece na Alemanha -, o canal Bandsports colocou no mercado suas cotas de patrocínio. A correria se explica porque a aquisição dos direitos aconteceu na última sexta-feira, às vésperas do início do evento. A BandSports terá todos os jogos do Brasil, além das semifinais e final. O canal também está com o torneio da Fifa das seleções Sub-20 no mesmo pacote que oferece ao mercado anunciante.
A emissora vê com otimismo a demanda dos anunciantes por estes jogos, em aquecimento para a Copa do Mundo que acontece ano que vem na Alemanha. De acordo com Alexandre Bortolai, diretor de vendas de publicidade dos canais BandSports e Bandnews, os anunciantes estão enxergando como uma grande oportunidade de mercado poder estar nestas transmissões. E os operadores que carregam o canal também ganham, ao terem mais conteúdo em eventos. "A recepção é excelente porque o mercado se surpreende com a nossa ousadia", diz ele. A Bandsports coloca cinco cotas nacionais para os torneios, que incluem chamadas também nos boletins da BandNews. Cada uma tem o valor de R$ 800 mil. Como a programadora está em negociações bem avançadas para ter a Copa de 2006 na TV fechada - até aqui apenas o SporTV tem os direitos -, considera a Copa das Confederações também uma porta de entrada para os anunciantes que queiram ter visibilidade no principal evento esportivo do próximo ano e que não tenham conseguido entrar nem com Globo nem com SporTV.
A ESPN Brasil também negocia para ter a Copa do Mundo 2006. Cultura A TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta, surpreendeu ao aparecer, ao lado de Globo e BandSports, entre as detentoras dos direitos de transmissão da Copa das Confederações, colocando-se como a única emissora de TV a exibir todas as partidas no Brasil. A emissora também colocou à venda quatro cotas de patrocínio, R$ 880 mil cada. Além das negociações com Globo (inclui SporTV, que exibe todos os jogos ao vivo, exceto os do Brasil, que são em tape para não concorrer com a Globo), Cultura e Bandsports, os direitos da Copa das Confederações foram vendidos para cinco emissoras de rádio brasileiras. Edianez Parente - TELA VIVA News
SET recebe "papers" para congresso
15/06/2005, 17h24
A SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações) está recebendo sugestões de "papers" para serem apresentados em seu congresso anual, de 21 a 23 de setembro em São Paulo. Serão considerados trabalhos de pesquisa em novas tecnologias relacionadas com os setores de atuação da entidade. Os trabalhos podem enfocar desenvolvimento científico, tecnológico, operacional, sistêmico e gerencial.
Os tópicos a serem abordados no congresso incluem TV aberta e por assinatura, produção, cinema digital, rádio digital e telecomunicações, entre outros. Os resumos, com até 250 palavras, devem ser enviados para o endereço set@... até o dia 20 de agosto. Da Redação - TELA VIVA News
15/06/2005, 17h24
A SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações) está recebendo sugestões de "papers" para serem apresentados em seu congresso anual, de 21 a 23 de setembro em São Paulo. Serão considerados trabalhos de pesquisa em novas tecnologias relacionadas com os setores de atuação da entidade. Os trabalhos podem enfocar desenvolvimento científico, tecnológico, operacional, sistêmico e gerencial.
Os tópicos a serem abordados no congresso incluem TV aberta e por assinatura, produção, cinema digital, rádio digital e telecomunicações, entre outros. Os resumos, com até 250 palavras, devem ser enviados para o endereço set@... até o dia 20 de agosto. Da Redação - TELA VIVA News
Política
Pimenta atribui depósito a honorários por serviços do escritório de advocacia
16/6/2005
Os ex-ministros Pimenta da Veiga e Anderson Adauto negaram ontem as informações divulgadas na entrevista da secretária da SMP&B à "Isto É Dinheiro". O ex-ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga (PSDB), admitiu ter recebido dinheiro da SMP&B, mas afirmou que tratava-se de honorários por serviços de advocacia prestados a agência. Segundo ele, foram duas parcelas de R$ 75 mil entre abril e maio de 2003.
Já o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto (PL) afirmou que foi cliente da agência, encarregada de fazer sua campanha a deputado federal. Adauto contou que voltou a procurar a agência antes da campanha para a prefeitura de Uberaba, em 2002 para solicitar um planejamento. De acordo com ele, foi este estudo que seu irmão foi buscar na SMP&B e não dinheiro, como declarou Fernanda Karina Somaggio. Adauto contou que acabou optando por outra agência para cuidar da campanha a prefeitura.
O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), com quem Marcos Valério mantém boas relações de acordo com a entrevista da ex-secretária, negou conhecer o publicitário. O Banco do Brasil e Banco Rural divulgaram notas negando qualquer tipo de relação ilícita com a agência de publicidade de Belo Horizonte. O mineiro Rural informou que não há qualquer registro do uso do avião do banco por Marcos Valério, como declarou a ex-secretária na entrevista da "IstoÉ Dinheiro".
Antes de se pronunciar sobre o caso, tucanos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já previam que a alegação para os depósitos seriam o pagamento de honorários advocatícios. Alckmin demonstrou tranquilidade. "Tenho absoluta certeza de que ele vai explicar. Na vida pública, não há problema nenhum em se explicar tudo", disse. Enquanto esteve no ministério das Comunicações, Pimenta da Veiga não foi o responsável pela contratação da SMP&B para a publicidade dos Correios. Em julho de 2000, o ministro substituiu a direção da ECT e promoveu uma nova licitação de publicidade, aumentando a verba do setor de R$ 47 milhões para R$ 60 milhões. As agências Salles D'Arcy e DM9DDB foram substituídas pela Standard Ogilvy, Fischer Amércia e Giacommetti. Os contratos foram renovados em 2001 e 2002. Em outubro de 2003, quando o presidente da ECT era Airton Dipp e o ministro era Miro Teixeira, a SMP&B foi uma das vencedoras na licitação, com a verba subindo para R$ 75 milhões. Valor Econômico
Pimenta atribui depósito a honorários por serviços do escritório de advocacia
16/6/2005
Os ex-ministros Pimenta da Veiga e Anderson Adauto negaram ontem as informações divulgadas na entrevista da secretária da SMP&B à "Isto É Dinheiro". O ex-ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga (PSDB), admitiu ter recebido dinheiro da SMP&B, mas afirmou que tratava-se de honorários por serviços de advocacia prestados a agência. Segundo ele, foram duas parcelas de R$ 75 mil entre abril e maio de 2003.
Já o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto (PL) afirmou que foi cliente da agência, encarregada de fazer sua campanha a deputado federal. Adauto contou que voltou a procurar a agência antes da campanha para a prefeitura de Uberaba, em 2002 para solicitar um planejamento. De acordo com ele, foi este estudo que seu irmão foi buscar na SMP&B e não dinheiro, como declarou Fernanda Karina Somaggio. Adauto contou que acabou optando por outra agência para cuidar da campanha a prefeitura.
O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), com quem Marcos Valério mantém boas relações de acordo com a entrevista da ex-secretária, negou conhecer o publicitário. O Banco do Brasil e Banco Rural divulgaram notas negando qualquer tipo de relação ilícita com a agência de publicidade de Belo Horizonte. O mineiro Rural informou que não há qualquer registro do uso do avião do banco por Marcos Valério, como declarou a ex-secretária na entrevista da "IstoÉ Dinheiro".
Antes de se pronunciar sobre o caso, tucanos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já previam que a alegação para os depósitos seriam o pagamento de honorários advocatícios. Alckmin demonstrou tranquilidade. "Tenho absoluta certeza de que ele vai explicar. Na vida pública, não há problema nenhum em se explicar tudo", disse. Enquanto esteve no ministério das Comunicações, Pimenta da Veiga não foi o responsável pela contratação da SMP&B para a publicidade dos Correios. Em julho de 2000, o ministro substituiu a direção da ECT e promoveu uma nova licitação de publicidade, aumentando a verba do setor de R$ 47 milhões para R$ 60 milhões. As agências Salles D'Arcy e DM9DDB foram substituídas pela Standard Ogilvy, Fischer Amércia e Giacommetti. Os contratos foram renovados em 2001 e 2002. Em outubro de 2003, quando o presidente da ECT era Airton Dipp e o ministro era Miro Teixeira, a SMP&B foi uma das vencedoras na licitação, com a verba subindo para R$ 75 milhões. Valor Econômico
Mulher de diretor da Secom atua com Valério
16/6/2005
A mulher do diretor de Eventos da Secom (Secretaria de Comunicação de Governo, capitaneada por Luiz Gushiken), Telma dos Reis Menezes Silva, defende em Brasília interesses do publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza em contratos com órgãos públicos e empresas privadas. Ela trabalha na Multi Action, empresa que realiza eventos.
Segundo a denúncia do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), as empresas de Valério são a fonte do dinheiro para o pagamento do "mensalão" a deputados.
A publicitária Telma Silva, mulher de Marco Antônio da Silva, trabalha há cerca de um ano como "contato" da empresa Multi Action Entretenimentos Ltda., pertencente a Valério.
O diretor da Secom disse que, no órgão, não desempenha função de supervisionar contratos de empresas como as de Valério. Afirmou que se encontrou com ele na Secom apenas "uma ou duas vezes", mas em "relacionamento institucional".
Sediada em Belo Horizonte (MG) e com escritório em Brasília, a Multi Action é a empresa do grupo de Valério voltada para a organização de eventos. Teve faturamento estimado em R$ 2 milhões no ano passado.
O papel da empresa consiste em executar eventos contratados pelas outras empresas de Valério que assinam os contratos.
A Multi Action realiza eventos para o Banco do Brasil, por exemplo, sendo remunerada pela conta mantida pela DNA Propaganda, empresa registrada em nome da mulher de Valério, Renilda Maria Santiago Fernandes de Souza.
Marco Antônio ocupa um dos quatro cargos mais importantes na Secom abaixo do ministro Gushiken (são os da secretaria adjunta e diretorias de Eventos, Imprensa e Publicações).
A Secom tem poderes de opinar e mesmo determinar mudanças em editais de concorrência pública na área de comunicação em outros órgãos públicos e estatais.
Segundo o site da Secom, suas atribuições incluem "coordenação, normatização, supervisão e controle da publicidade e de patrocínios dos órgãos e das entidades da administração pública federal, direta e indireta, e de sociedades sob controle da União".
As empresas de Valério mantêm ao menos seis contratos com órgãos públicos do governo. Na entrevista divulgada anteontem pela revista "Istoé Dinheiro", a ex-secretária de Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio, disse que a Multi Action atua na área de esportes do Banco do Brasil.
Empresa
A publicitária Telma, procurada na sede da empresa Multi Action, em Brasília, não foi localizada ontem. No escritório da empresa em Brasília, seu nome consta da relação de funcionários da empresa. Um colega de Telma disse que ela costuma trabalhar no contato com órgãos públicos e empresas.
Por sua assessoria em Belo Horizonte, a Multi Action informou, sobre Telma, que "não há qualquer irregularidade no fato". "A Multi Action nunca teve e jamais terá qualquer benefício decorrente dessa relação". Segundo a assessoria, ela é contratada da empresa há ao menos um ano. RUBENS VALENTE - Folha de São Paulo
16/6/2005
A mulher do diretor de Eventos da Secom (Secretaria de Comunicação de Governo, capitaneada por Luiz Gushiken), Telma dos Reis Menezes Silva, defende em Brasília interesses do publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza em contratos com órgãos públicos e empresas privadas. Ela trabalha na Multi Action, empresa que realiza eventos.
Segundo a denúncia do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), as empresas de Valério são a fonte do dinheiro para o pagamento do "mensalão" a deputados.
A publicitária Telma Silva, mulher de Marco Antônio da Silva, trabalha há cerca de um ano como "contato" da empresa Multi Action Entretenimentos Ltda., pertencente a Valério.
O diretor da Secom disse que, no órgão, não desempenha função de supervisionar contratos de empresas como as de Valério. Afirmou que se encontrou com ele na Secom apenas "uma ou duas vezes", mas em "relacionamento institucional".
Sediada em Belo Horizonte (MG) e com escritório em Brasília, a Multi Action é a empresa do grupo de Valério voltada para a organização de eventos. Teve faturamento estimado em R$ 2 milhões no ano passado.
O papel da empresa consiste em executar eventos contratados pelas outras empresas de Valério que assinam os contratos.
A Multi Action realiza eventos para o Banco do Brasil, por exemplo, sendo remunerada pela conta mantida pela DNA Propaganda, empresa registrada em nome da mulher de Valério, Renilda Maria Santiago Fernandes de Souza.
Marco Antônio ocupa um dos quatro cargos mais importantes na Secom abaixo do ministro Gushiken (são os da secretaria adjunta e diretorias de Eventos, Imprensa e Publicações).
A Secom tem poderes de opinar e mesmo determinar mudanças em editais de concorrência pública na área de comunicação em outros órgãos públicos e estatais.
Segundo o site da Secom, suas atribuições incluem "coordenação, normatização, supervisão e controle da publicidade e de patrocínios dos órgãos e das entidades da administração pública federal, direta e indireta, e de sociedades sob controle da União".
As empresas de Valério mantêm ao menos seis contratos com órgãos públicos do governo. Na entrevista divulgada anteontem pela revista "Istoé Dinheiro", a ex-secretária de Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio, disse que a Multi Action atua na área de esportes do Banco do Brasil.
Empresa
A publicitária Telma, procurada na sede da empresa Multi Action, em Brasília, não foi localizada ontem. No escritório da empresa em Brasília, seu nome consta da relação de funcionários da empresa. Um colega de Telma disse que ela costuma trabalhar no contato com órgãos públicos e empresas.
Por sua assessoria em Belo Horizonte, a Multi Action informou, sobre Telma, que "não há qualquer irregularidade no fato". "A Multi Action nunca teve e jamais terá qualquer benefício decorrente dessa relação". Segundo a assessoria, ela é contratada da empresa há ao menos um ano. RUBENS VALENTE - Folha de São Paulo
Para subordinado de Gushiken, não há irregularidade
16/6/2005
O diretor de Eventos da Secom, Marco Antônio da Silva, negou haver irregularidades por conta do fato de sua mulher trabalhar para o braço das empresas de Marcos Valério que cuida de promoção de eventos.
Folha - Do ponto de vista da ética, o sr. vê algum impedimento para que a situação se mantenha?
Marco Antônio da Silva - Não, pelo contrário. Minha mulher é do mercado, sempre trabalhou com atendimento e eu nunca me meti no trabalho dela, da mesma forma que ela não se meteu no meu. Não a indiquei, é uma caminhada própria.
Folha - O sr. conhece Marcos Valério?
Silva - Conheço.
Folha - Essa relação se dá em torno de que contratos?
Silva - Não, não é em relação a contratos. O que ocorre é que, em razão da grande demanda da agenda do ministro [Luiz Gushiken]... Ele é muito solicitado e acaba dividindo os atendimentos. Não só no caso dele, como de outros, o atendimento é feito dessa forma. Normalmente pedindo avaliações conjunturais, sugestões, campanhas.
Folha - A Secom atua nos contratos em andamento no Banco do Brasil, Correios...
Silva - Eu não tenho condições de responder. A gestão do contrato é de cada órgão.
Folha - Mas a Secom não tem que autorizar os trabalhos, isso não passa por ela?
Silva - Sim, passa.
Folha - O sr., como diretor de Eventos, autoriza a realização de eventos?
Silva - Não, de forma alguma. A minha atuação é com eventos da Presidência, só. Me limito a isso. Um cuidado que eu sempre tomei, e ela também, e a empresa também, é que a Multi Action não prestou nenhum serviço para as três agências que atendem a Presidência.
Folha - Para quem ela trabalha?
Silva - Não sei. Deve trabalhar para vários eventos.
Folha - Sua mulher nunca lhe disse para quem trabalha?
Silva - Eu evito. Minha mulher não é da política, não é militante, não é filiada.
Folha - Como ela conheceu Marcos Valério?
Silva - Não sei.
Folha - O ministro sabe dessa situação?
Silva - Acho que não. é uma questão de foro pessoal. Eu relativizei de forma primária, por ela já ser do mercado. Ela é uma pessoa ingênua em relação a essas coisas. Problemas políticos daqui eu não comento em casa. Folha de São Paulo
16/6/2005
O diretor de Eventos da Secom, Marco Antônio da Silva, negou haver irregularidades por conta do fato de sua mulher trabalhar para o braço das empresas de Marcos Valério que cuida de promoção de eventos.
Folha - Do ponto de vista da ética, o sr. vê algum impedimento para que a situação se mantenha?
Marco Antônio da Silva - Não, pelo contrário. Minha mulher é do mercado, sempre trabalhou com atendimento e eu nunca me meti no trabalho dela, da mesma forma que ela não se meteu no meu. Não a indiquei, é uma caminhada própria.
Folha - O sr. conhece Marcos Valério?
Silva - Conheço.
Folha - Essa relação se dá em torno de que contratos?
Silva - Não, não é em relação a contratos. O que ocorre é que, em razão da grande demanda da agenda do ministro [Luiz Gushiken]... Ele é muito solicitado e acaba dividindo os atendimentos. Não só no caso dele, como de outros, o atendimento é feito dessa forma. Normalmente pedindo avaliações conjunturais, sugestões, campanhas.
Folha - A Secom atua nos contratos em andamento no Banco do Brasil, Correios...
Silva - Eu não tenho condições de responder. A gestão do contrato é de cada órgão.
Folha - Mas a Secom não tem que autorizar os trabalhos, isso não passa por ela?
Silva - Sim, passa.
Folha - O sr., como diretor de Eventos, autoriza a realização de eventos?
Silva - Não, de forma alguma. A minha atuação é com eventos da Presidência, só. Me limito a isso. Um cuidado que eu sempre tomei, e ela também, e a empresa também, é que a Multi Action não prestou nenhum serviço para as três agências que atendem a Presidência.
Folha - Para quem ela trabalha?
Silva - Não sei. Deve trabalhar para vários eventos.
Folha - Sua mulher nunca lhe disse para quem trabalha?
Silva - Eu evito. Minha mulher não é da política, não é militante, não é filiada.
Folha - Como ela conheceu Marcos Valério?
Silva - Não sei.
Folha - O ministro sabe dessa situação?
Silva - Acho que não. é uma questão de foro pessoal. Eu relativizei de forma primária, por ela já ser do mercado. Ela é uma pessoa ingênua em relação a essas coisas. Problemas políticos daqui eu não comento em casa. Folha de São Paulo
Evento pró-PT em 2004 reuniu personagens da crise
16/6/2005
Protagonistas do pior escândalo enfrentado pelo governo, o líder do PL, Sandro Mabel (GO), o presidente do PT, José Genoino, o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (SP), já participaram de espetáculo mais agradável, mas também ruidoso.
O cenário da confraternização aí é a churrascaria Porcão, de Brasília. Em 13 de julho do ano passado, foi palco de um rumoroso show da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano em benefício do PT.
Até então atuante nos bastidores da política, Delúbio ganhou notoriedade como responsável pela polêmica decisão do Banco do Brasil de comprar 70 mesas para o show, a R$ 73,5 mil.
Desses, R$ 3,5 mil foram pagos à intermediária na compra dos ingressos, a DNA Propaganda. Entre os sócios da agência, está Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, de levar, em malas, dinheiro para parlamentares, "o mensalão".
A renda do show -de R$ 500 mil- foi destinada à compra de um nova sede para o PT. Porém o barulho foi tanto que os R$ 70 mil foram devolvidos ao Banco do Brasil.
Durante o show, Delúbio -um sorridente anfitrião- foi apresentado como "companheiro" pela dupla sertaneja.
A foto traz ainda outro nome que foi associado à crise: o ex-ministro e atual prefeito de Uberaba, Anderson Adauto.
Em entrevista à "Istoé Dinheiro", Fernanda Karina Ramos Somaggio, ex-secretária de Marcos Valério Fernandes, disse que o irmão de Adauto recebeu R$ 100 mil do publicitário. Em depoimento, teria revisto parte dessas declarações.
Ao lado de Valdemar, está o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira (CE). Naquele ano, ele assumiu o cargo, marcando a entrada do PMDB no governo. Folha de São Paulo
16/6/2005
Protagonistas do pior escândalo enfrentado pelo governo, o líder do PL, Sandro Mabel (GO), o presidente do PT, José Genoino, o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (SP), já participaram de espetáculo mais agradável, mas também ruidoso.
O cenário da confraternização aí é a churrascaria Porcão, de Brasília. Em 13 de julho do ano passado, foi palco de um rumoroso show da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano em benefício do PT.
Até então atuante nos bastidores da política, Delúbio ganhou notoriedade como responsável pela polêmica decisão do Banco do Brasil de comprar 70 mesas para o show, a R$ 73,5 mil.
Desses, R$ 3,5 mil foram pagos à intermediária na compra dos ingressos, a DNA Propaganda. Entre os sócios da agência, está Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, de levar, em malas, dinheiro para parlamentares, "o mensalão".
A renda do show -de R$ 500 mil- foi destinada à compra de um nova sede para o PT. Porém o barulho foi tanto que os R$ 70 mil foram devolvidos ao Banco do Brasil.
Durante o show, Delúbio -um sorridente anfitrião- foi apresentado como "companheiro" pela dupla sertaneja.
A foto traz ainda outro nome que foi associado à crise: o ex-ministro e atual prefeito de Uberaba, Anderson Adauto.
Em entrevista à "Istoé Dinheiro", Fernanda Karina Ramos Somaggio, ex-secretária de Marcos Valério Fernandes, disse que o irmão de Adauto recebeu R$ 100 mil do publicitário. Em depoimento, teria revisto parte dessas declarações.
Ao lado de Valdemar, está o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira (CE). Naquele ano, ele assumiu o cargo, marcando a entrada do PMDB no governo. Folha de São Paulo
Secretária nega acusações contra Marcos Valério
16/6/2005
Em depoimento à PF, Fernanda desmente declarações dadas a 'IstoÉ Dinheiro'
BELO HORIZONTE - A secretária Fernanda Karina Ramos Somaggio informou, em depoimento prestado durante mais de três horas à Polícia Federal, no início da tarde, em Belo Horizonte, que são falsas as declarações atribuídas a ela e publicadas pela revista IstoÉ Dinheiro, referentes a um suposto esquema de pagamentos feitos pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, sócio da agência de publicidade SMP&B.
A revista informou ontem que a entrevista de Fernanda Somaggio está gravada e que será colocada à disposição das autoridades, caso seja solicitado. Segundo o delegado Ricardo Amaro, ela negou que tenha ouvido conversas entre o publicitário e políticos sobre o pagamento de propinas.
O ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga, que também foi prefeito de Belo Horizonte, confirmou que recebeu efetivamente os R$ 150 mil citados na reportagem, em duas parcelas, através de depósito bancário, ''mas apenas como pagamento a serviços jurídicos prestados à SMP&B''.
O ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto, que hoje é prefeito da cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, também confirmou que o seu irmão esteve na agência na SMP&B, em Belo Horizonte, mas não para receber dinheiro em seu nome.
- Ele foi apenas buscar o planejamento da minha campanha eleitoral para a prefeitura. Não acredito que ele tenha recebido dinheiro.
Fernanda trabalhou como secretária-executiva para o empresário entre abril de 2003 e janeiro de 2004 na agência SMP&B. Quando se referiu à reportagem da IstoÉ Dinheiro, declarou não saber que estava dando entrevista para um jornalista. Sua agenda foi entregue à Polícia Federal na noite de terça-feira, mas, segundo o delegado, não contém informações importantes.
Ontem, o presidente da DNA Propaganda, Francisco Castilho, e a sua vice-presidente, Margareth Queiroz, negaram a participação nas atividades da empresa de Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado pelo deputado Roberto Jefferson, de corromper parlamentares com uma mesada de R$ 30 mil. Confirmaram, porém, que o acusado é sócio da agência desde 1999, como principal acionista de uma holding denominada Grafitti Participações Ltda, que detém 50% do capital da DNA.
Durante os 45 minutos da entrevista coletiva, ambos reafirmaram, seguidamente, que o sócio era tão ausente dos negócios, que em março do ano passado acabou assinando procuração para ser representado em todos os atos da DNA Propaganda. Esses poderes eram tão amplos que lhes autorizava assinar cheques, solicitar financiamentos, cauções em duplicatas e todos os demais atos necessários à condução de uma empresa que apresentou a receita de R$ 30 milhões no ano passado.
A despeito da absoluta confiança retratada no documento que receberam, Castilho e Queiroz mostraram pouco conhecimento do sócio que, segundo eles quase nunca ia à empresa.
Castilho também informou que não conhece e sequer viu pessoalmente as autoridades do PT citadas por Roberto Jefferson, entre elas, o ministro José Dirceu, o secretário do PT, Silvio Pereira, e o tesoureiro Delúbio Soares. Durval Guimarães - Jornal do Brasil
16/6/2005
Em depoimento à PF, Fernanda desmente declarações dadas a 'IstoÉ Dinheiro'
BELO HORIZONTE - A secretária Fernanda Karina Ramos Somaggio informou, em depoimento prestado durante mais de três horas à Polícia Federal, no início da tarde, em Belo Horizonte, que são falsas as declarações atribuídas a ela e publicadas pela revista IstoÉ Dinheiro, referentes a um suposto esquema de pagamentos feitos pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, sócio da agência de publicidade SMP&B.
A revista informou ontem que a entrevista de Fernanda Somaggio está gravada e que será colocada à disposição das autoridades, caso seja solicitado. Segundo o delegado Ricardo Amaro, ela negou que tenha ouvido conversas entre o publicitário e políticos sobre o pagamento de propinas.
O ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga, que também foi prefeito de Belo Horizonte, confirmou que recebeu efetivamente os R$ 150 mil citados na reportagem, em duas parcelas, através de depósito bancário, ''mas apenas como pagamento a serviços jurídicos prestados à SMP&B''.
O ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto, que hoje é prefeito da cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, também confirmou que o seu irmão esteve na agência na SMP&B, em Belo Horizonte, mas não para receber dinheiro em seu nome.
- Ele foi apenas buscar o planejamento da minha campanha eleitoral para a prefeitura. Não acredito que ele tenha recebido dinheiro.
Fernanda trabalhou como secretária-executiva para o empresário entre abril de 2003 e janeiro de 2004 na agência SMP&B. Quando se referiu à reportagem da IstoÉ Dinheiro, declarou não saber que estava dando entrevista para um jornalista. Sua agenda foi entregue à Polícia Federal na noite de terça-feira, mas, segundo o delegado, não contém informações importantes.
Ontem, o presidente da DNA Propaganda, Francisco Castilho, e a sua vice-presidente, Margareth Queiroz, negaram a participação nas atividades da empresa de Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado pelo deputado Roberto Jefferson, de corromper parlamentares com uma mesada de R$ 30 mil. Confirmaram, porém, que o acusado é sócio da agência desde 1999, como principal acionista de uma holding denominada Grafitti Participações Ltda, que detém 50% do capital da DNA.
Durante os 45 minutos da entrevista coletiva, ambos reafirmaram, seguidamente, que o sócio era tão ausente dos negócios, que em março do ano passado acabou assinando procuração para ser representado em todos os atos da DNA Propaganda. Esses poderes eram tão amplos que lhes autorizava assinar cheques, solicitar financiamentos, cauções em duplicatas e todos os demais atos necessários à condução de uma empresa que apresentou a receita de R$ 30 milhões no ano passado.
A despeito da absoluta confiança retratada no documento que receberam, Castilho e Queiroz mostraram pouco conhecimento do sócio que, segundo eles quase nunca ia à empresa.
Castilho também informou que não conhece e sequer viu pessoalmente as autoridades do PT citadas por Roberto Jefferson, entre elas, o ministro José Dirceu, o secretário do PT, Silvio Pereira, e o tesoureiro Delúbio Soares. Durval Guimarães - Jornal do Brasil
Roberto Jefferson colocou todas as legendas na defensiva
16/6/2005
Errou quem apostava que as denúncias de Roberto Jefferson (PTB-RJ) tinham como únicos alvos o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a cúpula do PT e os partidos da base aliada, inclusive o próprio PTB. Suas entrevistas e depoimentos, somados às inesperadas revelações da ex-secretária do publicitário Marcos Valério, sócio da agência SM&P - detentora de parte das contas publicitárias do Banco do Brasil e dos Correios - provocou desgastes, em maior ou menor proporção, em praticamente todos os partidos do País.
Na prática, até mesmo o PMDB, que por enquanto não teve qualquer um de seus parlamentares envolvidos nas mais recentes denúncias de corrupção, acabou por receber "respingos". Com a escolha do deputado peemedebista Osmar Serraglio (PR) como relator da CPI dos Correios, ficou clara a disposição do partido em afrontar as denúncias e ficar ao lado do governo Lula.
Apesar de não ter parlamentares envolvidos nas denúncias, o PSDB sofreu algum desgaste nos episódios. O nome do advogado e ex-ministro das Comunicações do governo de Fernando Henrique Cardoso, Pimenta da Veiga, surgiu como beneficiário de uma "contribuição" de R$ 150 mil pelas mãos do publicitário Marcos Valério. A afirmação foi feita pela ex-secretária de Valério, Fernanda Karina Ramos Sommaggio, conforme reportagem publicada na Revista IstoÉ Dinheiro. O próprio Pimenta da Veiga tratou de desmentir, ontem, o seu envolvimento. Em nota, o ex-ministro de FHC confirmou que recebeu o dinheiro, mas como pagamento de honorários advocatícios e depositados em conta, não em espécie, como teria afirmado a ex-secretária do publicitário.
Rogério Schmitt, analista da Tendências Consultoria, disse que, na prática, a linha de defesa adotada por Jefferson contribuiu para desgastar bastante a relação entre os três partidos da base parlamentar do governo, no caso, o PTB, o PL (do vice-presidente José Alencar) e o PP (do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti). "Dificilmente a coalizão governista sairá intacta dessa crise e tudo indica que o PMDB pode se transformar no principal aliado do Palácio do Planalto no Congresso Nacional, e que deve ter a sua participação bastante ampliada no ministério", opinou Schmitt.
O economista Amir Khair, especialista em finanças públicas, concorda que todos os partidos saíram, no mínimo, chamuscados. "Com a seqüência das apurações, tanto na CPI dos Correios como na possível CPI do "mensalão", o lado bom é que o presidente Lula foi poupado, mas o lado ruim é que todos os outros foram atingidos", disse Khair. O economista ressaltou que, como instituição, além dos partidos, o Congresso foi atingido. "A imagem do Congresso sempre foi ruim, mas agora está pior", disse.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) subiu ao palanque ontem no Congresso para fazer "um apelo às lideranças para que iniciem a reconstrução da imagem do Parlamento, dos partidos políticos e das instituições públicas". "Estamos perdendo o respeito internacional. A repercussão dos escândalos ocupa páginas dos mais conceituados jornais estrangeiros", justificou.
O presidente nacional do PT, José Genoino, também saiu em defesa de seu partido. "O PT sempre combateu a idéia e a prática da política como negócio e sempre conduziu suas relações com outros partidos e com governos a partir das propostas e programas que defende", disse.
"O governo Lula e o Congresso Nacional enfrentam uma gravíssima crise de legitimidade política e ética provocada por sucessivas denúncias de corrupção envolvendo o Executivo, o PT e outros partidos da coalizão governista", disparou uma nota do Partido Socialismo e Liberdade, o recém-criado PSol, dissidência da ala mais à esquerda do PT. A nota foi assinada, entre outros, pela senadora Heloísa Helena (AL), desafeta ferrenha do Planalto. Diz um outro trecho da nota do PSol: "Mais uma vez fica provado que PT e PSDB são irmãos siameses, farinha do mesmo saco, com seus líderes tratando apenas de disputar o poder para ver quem comanda o aparelho estatal do que PT e PSDB são irmãos siameses, farinha do mesmo saco, com seus líderes tratando apenas de disputar o poder para ver quem comanda o aparelho estatal al â" e de receber os privilégios, engordar suas contas bancárias ou desenvolver suas carreiras políticas". Ressalve-se que o PSol tem sido o único partido que tem atirado para todos os lados, sem que, até agora, tenha dado um tiro no pé. Marcos Seabra - Gazeta Mercantil
16/6/2005
Errou quem apostava que as denúncias de Roberto Jefferson (PTB-RJ) tinham como únicos alvos o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a cúpula do PT e os partidos da base aliada, inclusive o próprio PTB. Suas entrevistas e depoimentos, somados às inesperadas revelações da ex-secretária do publicitário Marcos Valério, sócio da agência SM&P - detentora de parte das contas publicitárias do Banco do Brasil e dos Correios - provocou desgastes, em maior ou menor proporção, em praticamente todos os partidos do País.
Na prática, até mesmo o PMDB, que por enquanto não teve qualquer um de seus parlamentares envolvidos nas mais recentes denúncias de corrupção, acabou por receber "respingos". Com a escolha do deputado peemedebista Osmar Serraglio (PR) como relator da CPI dos Correios, ficou clara a disposição do partido em afrontar as denúncias e ficar ao lado do governo Lula.
Apesar de não ter parlamentares envolvidos nas denúncias, o PSDB sofreu algum desgaste nos episódios. O nome do advogado e ex-ministro das Comunicações do governo de Fernando Henrique Cardoso, Pimenta da Veiga, surgiu como beneficiário de uma "contribuição" de R$ 150 mil pelas mãos do publicitário Marcos Valério. A afirmação foi feita pela ex-secretária de Valério, Fernanda Karina Ramos Sommaggio, conforme reportagem publicada na Revista IstoÉ Dinheiro. O próprio Pimenta da Veiga tratou de desmentir, ontem, o seu envolvimento. Em nota, o ex-ministro de FHC confirmou que recebeu o dinheiro, mas como pagamento de honorários advocatícios e depositados em conta, não em espécie, como teria afirmado a ex-secretária do publicitário.
Rogério Schmitt, analista da Tendências Consultoria, disse que, na prática, a linha de defesa adotada por Jefferson contribuiu para desgastar bastante a relação entre os três partidos da base parlamentar do governo, no caso, o PTB, o PL (do vice-presidente José Alencar) e o PP (do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti). "Dificilmente a coalizão governista sairá intacta dessa crise e tudo indica que o PMDB pode se transformar no principal aliado do Palácio do Planalto no Congresso Nacional, e que deve ter a sua participação bastante ampliada no ministério", opinou Schmitt.
O economista Amir Khair, especialista em finanças públicas, concorda que todos os partidos saíram, no mínimo, chamuscados. "Com a seqüência das apurações, tanto na CPI dos Correios como na possível CPI do "mensalão", o lado bom é que o presidente Lula foi poupado, mas o lado ruim é que todos os outros foram atingidos", disse Khair. O economista ressaltou que, como instituição, além dos partidos, o Congresso foi atingido. "A imagem do Congresso sempre foi ruim, mas agora está pior", disse.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) subiu ao palanque ontem no Congresso para fazer "um apelo às lideranças para que iniciem a reconstrução da imagem do Parlamento, dos partidos políticos e das instituições públicas". "Estamos perdendo o respeito internacional. A repercussão dos escândalos ocupa páginas dos mais conceituados jornais estrangeiros", justificou.
O presidente nacional do PT, José Genoino, também saiu em defesa de seu partido. "O PT sempre combateu a idéia e a prática da política como negócio e sempre conduziu suas relações com outros partidos e com governos a partir das propostas e programas que defende", disse.
"O governo Lula e o Congresso Nacional enfrentam uma gravíssima crise de legitimidade política e ética provocada por sucessivas denúncias de corrupção envolvendo o Executivo, o PT e outros partidos da coalizão governista", disparou uma nota do Partido Socialismo e Liberdade, o recém-criado PSol, dissidência da ala mais à esquerda do PT. A nota foi assinada, entre outros, pela senadora Heloísa Helena (AL), desafeta ferrenha do Planalto. Diz um outro trecho da nota do PSol: "Mais uma vez fica provado que PT e PSDB são irmãos siameses, farinha do mesmo saco, com seus líderes tratando apenas de disputar o poder para ver quem comanda o aparelho estatal do que PT e PSDB são irmãos siameses, farinha do mesmo saco, com seus líderes tratando apenas de disputar o poder para ver quem comanda o aparelho estatal al â" e de receber os privilégios, engordar suas contas bancárias ou desenvolver suas carreiras políticas". Ressalve-se que o PSol tem sido o único partido que tem atirado para todos os lados, sem que, até agora, tenha dado um tiro no pé. Marcos Seabra - Gazeta Mercantil
Estrela na televisão
16/6/2005
Vinte e quatro horas depois do depoimento contundente prestado à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, Roberto Jefferson passou o dia de ontem em seu apartamento na 302 Norte. Recluso, recebeu o líder do PTB, deputado José Múcio (PE), e o colega Luiz Antônio Fleury (SP). Prepara-se para enfrentar, na próxima sexta-feira, a reunião da Executiva do PTB, quando será decidido o seu futuro na legenda. Mas, hoje, estará de volta ao centro das atenções. Pelo menos nas emissoras de rádio e televisão.
Depois de adiar na comissão de sindicância da Corregedoria (marcado para ontem), Jefferson volta a usar o dom de sua oratória, sem interlocutores. Vai brilhar no programa do PTB, a ser transmitido hoje. Estrelará cinco inserções de um minuto em cadeia rede de rádio e televisão.
O programa, que vai ao ar ao longo do dia, irá apresentar um Roberto Jefferson "alto-astral", segundo informou a assessoria do deputado. O parlamentar não usará o tempo para repetir as denúncias reveladas por ele mesmo nas últimas duas semanas. Mas fará um discurso moralista sobre a necessidade da "política transparente".
No último domingo e nesta terça-feira, o presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto (SP), também aproveitou o tempo concedido na TV para dizer que o partido defende a apuração das denúncias sobre o suposto esquema do mensalão, no qual parlamentares da sua legenda e do PP receberiam R$ 30 mil por mês para apoiar o governo.
O programa do PTB foi filmado na última segunda-feira à tarde, quando o deputado saiu de sua residência na 302 Norte para gravar a inserção. Segundo parlamentares do PTB informaram ao Diário de Pernambuco, o líder do partido, José Múcio Monteiro (PE), não teria tomado conhecimento prévio do conteúdo do programa. Lilian Tahan - Correio Braziliense
16/6/2005
Vinte e quatro horas depois do depoimento contundente prestado à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, Roberto Jefferson passou o dia de ontem em seu apartamento na 302 Norte. Recluso, recebeu o líder do PTB, deputado José Múcio (PE), e o colega Luiz Antônio Fleury (SP). Prepara-se para enfrentar, na próxima sexta-feira, a reunião da Executiva do PTB, quando será decidido o seu futuro na legenda. Mas, hoje, estará de volta ao centro das atenções. Pelo menos nas emissoras de rádio e televisão.
Depois de adiar na comissão de sindicância da Corregedoria (marcado para ontem), Jefferson volta a usar o dom de sua oratória, sem interlocutores. Vai brilhar no programa do PTB, a ser transmitido hoje. Estrelará cinco inserções de um minuto em cadeia rede de rádio e televisão.
O programa, que vai ao ar ao longo do dia, irá apresentar um Roberto Jefferson "alto-astral", segundo informou a assessoria do deputado. O parlamentar não usará o tempo para repetir as denúncias reveladas por ele mesmo nas últimas duas semanas. Mas fará um discurso moralista sobre a necessidade da "política transparente".
No último domingo e nesta terça-feira, o presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto (SP), também aproveitou o tempo concedido na TV para dizer que o partido defende a apuração das denúncias sobre o suposto esquema do mensalão, no qual parlamentares da sua legenda e do PP receberiam R$ 30 mil por mês para apoiar o governo.
O programa do PTB foi filmado na última segunda-feira à tarde, quando o deputado saiu de sua residência na 302 Norte para gravar a inserção. Segundo parlamentares do PTB informaram ao Diário de Pernambuco, o líder do partido, José Múcio Monteiro (PE), não teria tomado conhecimento prévio do conteúdo do programa. Lilian Tahan - Correio Braziliense
Correios se desdobrou em um escândalo que compromete o PT e bate às portas do Planalto
16/6/2005
Metralhadora de deputado mira a imprensa
Na onda de acusações que levantou no Conselho de Ética, o presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), também tentou arrastar a imprensa. Em rede nacional de TV e rádio, procurou desqualificar a cobertura do escândalo, afirmando que ela não é isenta. "A imprensa investiga, acusa, julga e executa em uma semana", disse.
Citou especificamente as revistas Veja e Época, os jornais O Globo e O Estado de S. Paulo e a TV Globo. Ao investir contra a maior emissora de televisão do País, disse que se trata de uma "extensão do Diário Oficial". Acusou a Época, do mesmo grupo, de publicar reportagens "covardes", que atingiram a honra de sua família; e afirmou que o jornal O Globo participa de um processo destinado a jogar o cadáver da corrupção no colo do PTB.
Veja não quis se manifestar sobre o assunto. O Jornal Nacional apresentou a reação no mesmo dia. Lembrou que a reportagem definida como "covarde" era uma denúncia contra Jefferson: mostrava como ele usou um pequeno comerciante como laranja num processo para obter a concessão de duas emissoras de rádio no interior do Rio. Quanto à reportagem de O Globo, tratava-se de uma lista dos apadrinhados de Jefferson encastelados em empresas estatais e o volume de verbas que eles movimentam.
Ao comentar as críticas, o diretor de redação de O Globo, Rodolfo Fernandes, ironizou: "A acreditar nas apreciações do deputado Roberto Jefferson sobre a imprensa brasileira, ele é um homem perseguido pelos mais importantes veículos do País, menos pela Folha de S. Paulo. Globo, Estadão, Veja, Época, CBN - todos estão injustamente distorcendo fatos contra ele."
Jefferson mencionou o Estado ao tentar explicar por que escolheu a Folha de S. Paulo para a entrevista exclusiva em que denunciou o mensalão: "Por que não o Estado de S. Paulo? Porque ele embarcou no linchamento e sequer me deu oportunidade de defesa."
O deputado citou diretamente o repórter Expedito Filho, da sucursal de Brasília. Referindo-se a um texto dele, afirmou que tinha engolido ser chamado de troglodita e de general da tropa de choque de Fernando Collor: "Mas metrossexual, Expedito? Isso não!"
16/6/2005
Metralhadora de deputado mira a imprensa
Na onda de acusações que levantou no Conselho de Ética, o presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), também tentou arrastar a imprensa. Em rede nacional de TV e rádio, procurou desqualificar a cobertura do escândalo, afirmando que ela não é isenta. "A imprensa investiga, acusa, julga e executa em uma semana", disse.
Citou especificamente as revistas Veja e Época, os jornais O Globo e O Estado de S. Paulo e a TV Globo. Ao investir contra a maior emissora de televisão do País, disse que se trata de uma "extensão do Diário Oficial". Acusou a Época, do mesmo grupo, de publicar reportagens "covardes", que atingiram a honra de sua família; e afirmou que o jornal O Globo participa de um processo destinado a jogar o cadáver da corrupção no colo do PTB.
Veja não quis se manifestar sobre o assunto. O Jornal Nacional apresentou a reação no mesmo dia. Lembrou que a reportagem definida como "covarde" era uma denúncia contra Jefferson: mostrava como ele usou um pequeno comerciante como laranja num processo para obter a concessão de duas emissoras de rádio no interior do Rio. Quanto à reportagem de O Globo, tratava-se de uma lista dos apadrinhados de Jefferson encastelados em empresas estatais e o volume de verbas que eles movimentam.
Ao comentar as críticas, o diretor de redação de O Globo, Rodolfo Fernandes, ironizou: "A acreditar nas apreciações do deputado Roberto Jefferson sobre a imprensa brasileira, ele é um homem perseguido pelos mais importantes veículos do País, menos pela Folha de S. Paulo. Globo, Estadão, Veja, Época, CBN - todos estão injustamente distorcendo fatos contra ele."
Jefferson mencionou o Estado ao tentar explicar por que escolheu a Folha de S. Paulo para a entrevista exclusiva em que denunciou o mensalão: "Por que não o Estado de S. Paulo? Porque ele embarcou no linchamento e sequer me deu oportunidade de defesa."
O deputado citou diretamente o repórter Expedito Filho, da sucursal de Brasília. Referindo-se a um texto dele, afirmou que tinha engolido ser chamado de troglodita e de general da tropa de choque de Fernando Collor: "Mas metrossexual, Expedito? Isso não!"
O deputado acabou caindo em contradição nos seus ataques à imprensa. Foi quando narrou uma conversa com o ministro José Dirceu, na qual teria ouvido dele a seguinte afirmação: "Na Veja não tenho nenhuma ação, porque a Veja é tucana. No Globo eu falo por cima, dá pra segurar."
Com isso admitiu que procurou o ministro para pedir a ele que interferisse no trabalho das redações e procurasse amenizar as críticas contra ele. Foi uma confissão quase simultânea à crítica de falta de isenção. O Estado de São Paulo
Com isso admitiu que procurou o ministro para pedir a ele que interferisse no trabalho das redações e procurasse amenizar as críticas contra ele. Foi uma confissão quase simultânea à crítica de falta de isenção. O Estado de São Paulo
Monopólio dos Correios tem voto contra
16/6/2005
O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, relator de ação contra o monopólio dos Correios, que começou a ser julgada ontem, criticou a administração estatal da empresa. Para Marco Aurélio, o monopólio levou os Correios a "ocupar um não orgulhoso lugar na máquina estatal".
O ministro disse que o Ministério das Comunicações indicou 120 postos políticos envolvendo a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. "Não é preciso ressaltar a influência política na nomeação desses cargos".
A companhia possui uma receita de R$ 7 bilhões, segundo o ministro, num mercado que movimenta R$ 8 bilhões. "Muitas vezes, a intervenção feita pelo Estado preserva interesses secundários, e não os primários", alfinetou Marco Aurélio, referindo-se às denúncias de corrupção nos Correios.
As críticas foram feitas durante o julgamento da ação proposta pela Associação Brasileira das Empresas de Distribuição (Abraed), que defende o direito das empresas privadas atuarem no mercado.
O julgamento foi marcado por protestos de mais de cem funcionários dos Correios. Eles cercaram o tribunal durante todo o dia de ontem. Chegaram a fazer um "abraço simbólico" no prédio do STF, na Praça dos Três Poderes, e bradaram palavras de ordem, como: "Se a privatização chegar, os Correios vão parar".
Dentro do prédio, protegido pelo esquema de segurança reforçado no tribunal, Marco Aurélio respondeu com o seu voto: "É preciso ter em mente que a liberalização do setor não se confunde com a privatização. Abandonemos o conceito do estado burocrático e adotemos o modelo gerencial em benefício da livre iniciativa".
Em seguida, o ministro Eros Grau votou de forma totalmente oposta ao relator. "Exige-se um estado vigoroso para o cumprimento da Constituição. Sou contra a substituição da sociedade civil pelo mercado", argumentou Grau.
O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa. Além dele, falta o voto de mais oito ministros, inclusive do presidente da Corte, Nelson Jobim.
O advogado-geral da União, ministro Alvaro Augusto Ribeiro Costa, defendeu aos ministros a manutenção do monopólio. "Os serviços postais têm natureza pública, e não econômica", alegou.
Já o advogado Luís Roberto Barroso defendeu a tese de que os serviços postais podem ser prestados também por empresas privadas, através da transferência da atividade: "O monopólio é uma exceção. Nenhum estado civilizado do mundo prestigia essa opção equivocada". Juliano Basile - Valor Econômico
16/6/2005
O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, relator de ação contra o monopólio dos Correios, que começou a ser julgada ontem, criticou a administração estatal da empresa. Para Marco Aurélio, o monopólio levou os Correios a "ocupar um não orgulhoso lugar na máquina estatal".
O ministro disse que o Ministério das Comunicações indicou 120 postos políticos envolvendo a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. "Não é preciso ressaltar a influência política na nomeação desses cargos".
A companhia possui uma receita de R$ 7 bilhões, segundo o ministro, num mercado que movimenta R$ 8 bilhões. "Muitas vezes, a intervenção feita pelo Estado preserva interesses secundários, e não os primários", alfinetou Marco Aurélio, referindo-se às denúncias de corrupção nos Correios.
As críticas foram feitas durante o julgamento da ação proposta pela Associação Brasileira das Empresas de Distribuição (Abraed), que defende o direito das empresas privadas atuarem no mercado.
O julgamento foi marcado por protestos de mais de cem funcionários dos Correios. Eles cercaram o tribunal durante todo o dia de ontem. Chegaram a fazer um "abraço simbólico" no prédio do STF, na Praça dos Três Poderes, e bradaram palavras de ordem, como: "Se a privatização chegar, os Correios vão parar".
Dentro do prédio, protegido pelo esquema de segurança reforçado no tribunal, Marco Aurélio respondeu com o seu voto: "É preciso ter em mente que a liberalização do setor não se confunde com a privatização. Abandonemos o conceito do estado burocrático e adotemos o modelo gerencial em benefício da livre iniciativa".
Em seguida, o ministro Eros Grau votou de forma totalmente oposta ao relator. "Exige-se um estado vigoroso para o cumprimento da Constituição. Sou contra a substituição da sociedade civil pelo mercado", argumentou Grau.
O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa. Além dele, falta o voto de mais oito ministros, inclusive do presidente da Corte, Nelson Jobim.
O advogado-geral da União, ministro Alvaro Augusto Ribeiro Costa, defendeu aos ministros a manutenção do monopólio. "Os serviços postais têm natureza pública, e não econômica", alegou.
Já o advogado Luís Roberto Barroso defendeu a tese de que os serviços postais podem ser prestados também por empresas privadas, através da transferência da atividade: "O monopólio é uma exceção. Nenhum estado civilizado do mundo prestigia essa opção equivocada". Juliano Basile - Valor Econômico
Jefferson usa programa gratuito do PTB
16/6/2005
BRASíLIA - Pivô da atual crise política, o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), aparece hoje em inserções políticas e gratuitas em cadeia nacional de rádio e televisão, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante os intervalos comerciais, as emissoras de comunicação vão divulgar cinco vezes um programa de um minuto de duração, produzido por uma empresa contratada pelo PTB. O programa teria sido gravado na tarde de segunda-feira, em um estúdio da capital.
Assessores do partido se limitaram a dizer que Jefferson, na gravação, não voltou a fazer ataques e apresentar novas denúncias contra a cúpula do PT e parlamentares do PP e do PL que teriam recebido "mensalões" em troca de apoio ao governo. Num tom mais moderado, porém contundente, o deputado deverá apresentar uma rápida defesa das acusações de corrupção que pesam sobre ele e justificar as acusações contra supostos envolvidos no esquema de pagamentos ilegais.
Ontem, Jefferson recebeu no apartamento onde mora, na Superquadra 302 Norte, o líder do PTB na Câmara, José Múcio Monteiro (PE), e o deputado Luiz Antônio Fleury (PTB-SP). A uma pergunta se Jefferson continuará na presidência do partido após admitir crime eleitoral, no depoimento de terça-feira no Conselho de ética da Câmara, Múcio respondeu que essa questão deve ser decidida pelo PTB. Jefferson relatou ao conselho ter recebido pastas com um total de R$ 4 milhões do PT para ajudar candidatos do PTB que concorriam nas eleições municipais do ano passado.
A direção do PTB se reúne amanhã, na sede do partido em Brasília, para discutir os rumos da sigla, que oficialmente ainda faz parte da base aliada do Palácio do Planalto no Congresso. O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, também do PTB, tem evitado, nos últimos dias, se manifestar sobre os escândalos envolvendo Roberto Jefferson e o partido. Tribuna da Imprensa
16/6/2005
BRASíLIA - Pivô da atual crise política, o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), aparece hoje em inserções políticas e gratuitas em cadeia nacional de rádio e televisão, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante os intervalos comerciais, as emissoras de comunicação vão divulgar cinco vezes um programa de um minuto de duração, produzido por uma empresa contratada pelo PTB. O programa teria sido gravado na tarde de segunda-feira, em um estúdio da capital.
Assessores do partido se limitaram a dizer que Jefferson, na gravação, não voltou a fazer ataques e apresentar novas denúncias contra a cúpula do PT e parlamentares do PP e do PL que teriam recebido "mensalões" em troca de apoio ao governo. Num tom mais moderado, porém contundente, o deputado deverá apresentar uma rápida defesa das acusações de corrupção que pesam sobre ele e justificar as acusações contra supostos envolvidos no esquema de pagamentos ilegais.
Ontem, Jefferson recebeu no apartamento onde mora, na Superquadra 302 Norte, o líder do PTB na Câmara, José Múcio Monteiro (PE), e o deputado Luiz Antônio Fleury (PTB-SP). A uma pergunta se Jefferson continuará na presidência do partido após admitir crime eleitoral, no depoimento de terça-feira no Conselho de ética da Câmara, Múcio respondeu que essa questão deve ser decidida pelo PTB. Jefferson relatou ao conselho ter recebido pastas com um total de R$ 4 milhões do PT para ajudar candidatos do PTB que concorriam nas eleições municipais do ano passado.
A direção do PTB se reúne amanhã, na sede do partido em Brasília, para discutir os rumos da sigla, que oficialmente ainda faz parte da base aliada do Palácio do Planalto no Congresso. O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, também do PTB, tem evitado, nos últimos dias, se manifestar sobre os escândalos envolvendo Roberto Jefferson e o partido. Tribuna da Imprensa
As perguntas que não querem calar
16/6/2005
BRASíLIA - A primeira pergunta que não se calará nunca é a mais simples de todas: alguém duvida da existência dos "mensalões"? Claro que ninguém. Provar é outra coisa. Afinal, quem recebe dinheiro sujo empenhará a própria alma na negativa. Mesmo assim, estão dispostos todos os termos da equação, com riqueza de detalhes.
Outra: o PTB, conforme Roberto Jefferson, rejeitou a oferta de mensalões, mas estará, por isso, imune à corrupção? O próprio presidente do partido confessou ter recebido R$ 4 milhões do PT, para ajuda na campanha das eleições municipais do ano passado. Não houve recibo. Dará, assim, para lavar a honra do PTB?
Mais uma. De onde saía o dinheiro para pagar mensalões? Dos cofres do PT é que não foi, apesar dos descontos que acontecem nos salários da militância. Sendo assim, fica evidente a origem dos recursos escusos: as agências de publicidade que celebravam e superfaturavam vultosos contratos com empresas públicas devolviam parte do lucro ao governo, que, em nome do PT, distribuía aos partidos de sua base.
O fato seria ignorado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Luiz Gushiken, encarregado da publicidade? Se cabe a ele autorizar os contratos da administração direta e, em especial, do Banco do Brasil, Petrobras, Correios e Caixa Econômica, passariam à margem de seu gabinete operações de retorno?
Continuando. Os dois Josés, mesmo se quisessem, poderiam fugir para Minas ou qualquer outro lugar? Fala-se de José Dirceu e José Genoíno, menos porque foram citados nominalmente por Roberto Jefferson, mais porque detém os controles, um de tudo o que se passa no governo, outro, de cada passo avançado pelo PT. Melhor dizendo, PT e governo formam indisfarçável simbiose. Um é o outro, este é aquele. Como, então admitir que continuem declarando não saber de nada?
Os R$ 4 milhões repassados pela dupla governo-PT ao PTB, em duas parcelas, onde foram parar? Roberto Jefferson prestou contas da fortuna a seus companheiros de partido? Que critérios utilizou para aquinhoar os diversos candidatos trabalhistas a prefeito e vereador em todo o país?
Mais uma: Delúbio Soares, Silvio Pereira, Marcelo Sereno e outros funcionários do PT teriam autonomia para montar operações do vulto das que vêm sendo denunciadas sem orientação de seus chefes, Genoino e Dirceu? Como admitir que de simples bedéis, possam ter passado a responsáveis únicos pela corrupção?
Quais as relações de Marcos Valério, diretor da agência DNA, com o governo e o PT? Seu papel limitou-se ao de pombo-correio, carregador de malas com milhões de reais ou funcionava como arrecadador-distribuidor, junto com Delúbio Soares? Seria Valério o verdadeiro caixa do PT? Qual a participação dos departamentos de publicidade das empresas públicas no superfaturamento dos serviços prestados pelas agências de publicidade? Apenas a DNA e associadas faziam o jogo do repasse? Ou existem outras empresas do ramo também servindo de fluxo para os repasses?
Dos ministros alertados para a existência do "mensalão", quantos buscaram inteirar-se dos detalhes, mesmo tendo sob sua direção empresas públicas acusadas do fluxo irregular de recursos para os partidos da base oficial? Quantos, na verdade, alertaram o presidente Lula? Terá José Dirceu informado o chefe do governo, como coordenador administrativo e gerente-geral da administração pública?
De que maneira o chefe da Casa Civil controlava "por cima" o noticiário das organizações Globo, a ser verdadeira a denúncia de Roberto Jefferson? Influiria no texto de colunistas e repórteres ou se ligava diretamente às direções?
Por último: provas de corrupção limitam-se a fitas ou valem as provas testemunhais, como a de Jefferson? Se valem, bastará sua palavra, se os acusados desmentirem? Será possível obter provas conclusivas ou tudo acabará em pizza?
A próxima batalha
Mesmo não tendo apresentado provas documentais das denúncias, Jefferson conseguiu furar o bloqueio dos que pretendiam vê-lo sair cassado da reunião do Conselho de ética da Câmara. Sua performance foi brilhante. Com isso, empurrou para mais tarde a sorte de seu mandato. Pelo menos, até que termine a investigação chefiada pelo deputado Ricardo Izar. é possível que só se cuide do parlamentar depois de completada a tarefa das CPIs.
Ainda assim, Jefferson enfrentará, sábado, outra batalha. Na reunião do Diretório Nacional do PTB será pedido seu licenciamento da presidência do partido. Até mesmo sua demissão. Claro que depois do depoimento de terça-feira Jefferson ficou reforçado. Mas precisará ser brilhante para convencer parte de seus companheiros, em especial aqueles que há muito estavam de olho no seu cargo. Tribuna da Imprensa
16/6/2005
BRASíLIA - A primeira pergunta que não se calará nunca é a mais simples de todas: alguém duvida da existência dos "mensalões"? Claro que ninguém. Provar é outra coisa. Afinal, quem recebe dinheiro sujo empenhará a própria alma na negativa. Mesmo assim, estão dispostos todos os termos da equação, com riqueza de detalhes.
Outra: o PTB, conforme Roberto Jefferson, rejeitou a oferta de mensalões, mas estará, por isso, imune à corrupção? O próprio presidente do partido confessou ter recebido R$ 4 milhões do PT, para ajuda na campanha das eleições municipais do ano passado. Não houve recibo. Dará, assim, para lavar a honra do PTB?
Mais uma. De onde saía o dinheiro para pagar mensalões? Dos cofres do PT é que não foi, apesar dos descontos que acontecem nos salários da militância. Sendo assim, fica evidente a origem dos recursos escusos: as agências de publicidade que celebravam e superfaturavam vultosos contratos com empresas públicas devolviam parte do lucro ao governo, que, em nome do PT, distribuía aos partidos de sua base.
O fato seria ignorado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Luiz Gushiken, encarregado da publicidade? Se cabe a ele autorizar os contratos da administração direta e, em especial, do Banco do Brasil, Petrobras, Correios e Caixa Econômica, passariam à margem de seu gabinete operações de retorno?
Continuando. Os dois Josés, mesmo se quisessem, poderiam fugir para Minas ou qualquer outro lugar? Fala-se de José Dirceu e José Genoíno, menos porque foram citados nominalmente por Roberto Jefferson, mais porque detém os controles, um de tudo o que se passa no governo, outro, de cada passo avançado pelo PT. Melhor dizendo, PT e governo formam indisfarçável simbiose. Um é o outro, este é aquele. Como, então admitir que continuem declarando não saber de nada?
Os R$ 4 milhões repassados pela dupla governo-PT ao PTB, em duas parcelas, onde foram parar? Roberto Jefferson prestou contas da fortuna a seus companheiros de partido? Que critérios utilizou para aquinhoar os diversos candidatos trabalhistas a prefeito e vereador em todo o país?
Mais uma: Delúbio Soares, Silvio Pereira, Marcelo Sereno e outros funcionários do PT teriam autonomia para montar operações do vulto das que vêm sendo denunciadas sem orientação de seus chefes, Genoino e Dirceu? Como admitir que de simples bedéis, possam ter passado a responsáveis únicos pela corrupção?
Quais as relações de Marcos Valério, diretor da agência DNA, com o governo e o PT? Seu papel limitou-se ao de pombo-correio, carregador de malas com milhões de reais ou funcionava como arrecadador-distribuidor, junto com Delúbio Soares? Seria Valério o verdadeiro caixa do PT? Qual a participação dos departamentos de publicidade das empresas públicas no superfaturamento dos serviços prestados pelas agências de publicidade? Apenas a DNA e associadas faziam o jogo do repasse? Ou existem outras empresas do ramo também servindo de fluxo para os repasses?
Dos ministros alertados para a existência do "mensalão", quantos buscaram inteirar-se dos detalhes, mesmo tendo sob sua direção empresas públicas acusadas do fluxo irregular de recursos para os partidos da base oficial? Quantos, na verdade, alertaram o presidente Lula? Terá José Dirceu informado o chefe do governo, como coordenador administrativo e gerente-geral da administração pública?
De que maneira o chefe da Casa Civil controlava "por cima" o noticiário das organizações Globo, a ser verdadeira a denúncia de Roberto Jefferson? Influiria no texto de colunistas e repórteres ou se ligava diretamente às direções?
Por último: provas de corrupção limitam-se a fitas ou valem as provas testemunhais, como a de Jefferson? Se valem, bastará sua palavra, se os acusados desmentirem? Será possível obter provas conclusivas ou tudo acabará em pizza?
A próxima batalha
Mesmo não tendo apresentado provas documentais das denúncias, Jefferson conseguiu furar o bloqueio dos que pretendiam vê-lo sair cassado da reunião do Conselho de ética da Câmara. Sua performance foi brilhante. Com isso, empurrou para mais tarde a sorte de seu mandato. Pelo menos, até que termine a investigação chefiada pelo deputado Ricardo Izar. é possível que só se cuide do parlamentar depois de completada a tarefa das CPIs.
Ainda assim, Jefferson enfrentará, sábado, outra batalha. Na reunião do Diretório Nacional do PTB será pedido seu licenciamento da presidência do partido. Até mesmo sua demissão. Claro que depois do depoimento de terça-feira Jefferson ficou reforçado. Mas precisará ser brilhante para convencer parte de seus companheiros, em especial aqueles que há muito estavam de olho no seu cargo. Tribuna da Imprensa
Alckmin: depoimento permite investigação ampla
16/6/2005
SãO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que é fundamental apurar as acusações ratificadas no depoimento do presidente do PTB, Roberto Jefferson, ao Conselho de ética da Câmara dos Deputados. "Se buscarmos a verdade e a justiça na crise, as instituições se fortalecem. A impunidade é que estimula o desvio de conduta", comentou, a respeito da crise política que atinge o governo federal.
Sobre o depoimento de Jefferson, Alckmin disse que ele permite que se faça uma investigação ampla e em profundidade de todas as denúncias. "Ele ratificou e manteve todas as acusações e não retrocedeu um milímetro. E com grande riqueza de detalhes que me dá a impressão que estão colocados todos os ingredientes necessários para uma investigação em profundidade." Na sua avaliação, é preciso que a oposição tenha um comportamento isento nestas investigações e que o governo não realize uma "operação abafa".
"A oposição deve agir com responsabilidade, como está agindo. A denúncia não veio da oposição. Nasceu da imprensa e da base aliada." E complementou: "Mas não podemos confundir responsabilidade com impunidade."
Cabral
Indagado sobre a insistência de integrantes do Partido dos Trabalhadores em colocar também no foco das investigações o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o governador de São Paulo ironizou: "Se quiser voltar as investigações ao tempo de Pedro Alvares Cabral, para mim, não há problema, pois na vida se deve prestar contas à sociedade." E frisou: "Independente do tempo e do partido, se precisar ser investigado, deve ser."
Alckmin, que participou na manhã de ontem da abertura do 15º Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab 2005), na capital paulista, voltou a dizer que não se deve misturar o processo eleitoral do ano que vem com as apurações de corrupção. "Agora a questão é policial", opinou, destacando que não se deve
antecipar as eleições de 2006.
Sobre a entrevista da ex-secretária do publicitário Marcos Valério, à revista "Istoé Dinheiro", que cita o nome do ex-ministro das Comunicações do governo FHC, Pimenta da Veiga, o governador paulista disse que ele deve explicar o que ocorreu. Porém, adiantou que o ex-ministro tem escritório de advocacia e deve ter prestado serviços àquela agência de publicidade (SMP&B Comunicação). "E não é dinheiro escondido", complementou.
Para Busato, sociedade exige apuração
BRASíLIA - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, divulgou uma nota afirmando que a sociedade brasileira "exige apuração ampla, geral e irrestrita de todos os fatos denunciados, bem como a punição dos culpados", referindo-se ao depoimento prestado pelo presidente nacional do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), no Conselho de ética e Decoro Parlamentar da Câmara.
No comunicado, Busato lembra a manifestação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não deixar "pedra sobre pedra" no combate à corrupção e diz esperar que, "desta vez, se promova uma efetiva faxina moral nas instituições políticas deste País".
Segundo o presidente nacional da OAB, o que está em pauta não é um embate político-partidário entre forças situacionistas e oposicionistas. De acordo com Busato, "trata-se de algo bem distinto e maior: a luta comum dos homens de bem deste País contra as forças predadoras do interesse público".
Para ele, "não pode esse combate ser profanado por quaisquer outros interesses, nem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) se transformar em palanque". "Seria um desserviço - mais um - ao povo brasileiro." Busato sustenta, por fim, que, para fazer "uma faxina moral das instituições", é preciso ir "às raízes das distorções que há tanto tempo fragilizam e desacreditam nossa democracia".
Pimentel nega contato com SMP&B
BELO HORIZONTE - O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), negou ontem que tenha mantido qualquer contato com os publicitários Marcos Valério e Cristiano Paz, sócios da SMP&B. O prefeito também foi citado pela ex-secretária Fernanda Karina Somaggio na entrevista à Revista Istoé Dinheiro.
A ex-secretária de Valério disse que Valério e Paz "eram muito influentes com o pessoal do Fernando Pimentel". "A agência mencionada não presta serviço para a Prefeitura, nunca prestou. Não tem nenhuma relação e eu também não tenho nenhuma relação nem profissional nem pessoal com esse cidadão", disse Pimentel.
O prefeito de BH afirmou que as denúncias reiteradas pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), em depoimento à Comissão de ética da Câmara dos Deputados, são graves e têm de ser apuradas. "(As denúncias) estão sendo apuradas, a CPI está funcionando, o Congresso está funcionando, as instituições republicanas estão preservadas."
Ele desqualificou o depoimento prestado pelo deputado. "Não há nenhuma prova concreta (das denúncias) a não ser uma fita gravada nos Correios, em que um cidadão embolsa R$ 3 mil, dizendo que é para o deputado Roberto Jefferson. Então a única prova que existe é contra o deputado Roberto Jefferson."
O prefeito da capital mineira preferiu não se manifestar sobre a possibilidade de afastamento do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Isso cabe ao presidente e não seria nem ético nem elegante da minha parte dar sugestões e palpites para o preside nte da República", disse.
Sobre a possibilidade de afastamento de pessoas próximas ao presidente Lula envolvidas nas denúncias, ele comentou: "o presidente até o momento não afastou ninguém, o que não significa dizer que não vai ser assim, pode ser que ele afaste mais para adiante. Eu estou distante dessa questão."
Pimentel classificou a crise atual de "pedágio que temos que pagar para fortalecer a democracia e a República". "Acho que temos que ter cautela, paciência, aguardar, esperar o desenrolar dos fatos e as apurações que estão sendo feitas. Acho e repito que democracia brasileira é sólida o suficiente para passar por essas provas e ser no final fortalecida", afirmou. Tribuna da Imprensa
16/6/2005
SãO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que é fundamental apurar as acusações ratificadas no depoimento do presidente do PTB, Roberto Jefferson, ao Conselho de ética da Câmara dos Deputados. "Se buscarmos a verdade e a justiça na crise, as instituições se fortalecem. A impunidade é que estimula o desvio de conduta", comentou, a respeito da crise política que atinge o governo federal.
Sobre o depoimento de Jefferson, Alckmin disse que ele permite que se faça uma investigação ampla e em profundidade de todas as denúncias. "Ele ratificou e manteve todas as acusações e não retrocedeu um milímetro. E com grande riqueza de detalhes que me dá a impressão que estão colocados todos os ingredientes necessários para uma investigação em profundidade." Na sua avaliação, é preciso que a oposição tenha um comportamento isento nestas investigações e que o governo não realize uma "operação abafa".
"A oposição deve agir com responsabilidade, como está agindo. A denúncia não veio da oposição. Nasceu da imprensa e da base aliada." E complementou: "Mas não podemos confundir responsabilidade com impunidade."
Cabral
Indagado sobre a insistência de integrantes do Partido dos Trabalhadores em colocar também no foco das investigações o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o governador de São Paulo ironizou: "Se quiser voltar as investigações ao tempo de Pedro Alvares Cabral, para mim, não há problema, pois na vida se deve prestar contas à sociedade." E frisou: "Independente do tempo e do partido, se precisar ser investigado, deve ser."
Alckmin, que participou na manhã de ontem da abertura do 15º Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab 2005), na capital paulista, voltou a dizer que não se deve misturar o processo eleitoral do ano que vem com as apurações de corrupção. "Agora a questão é policial", opinou, destacando que não se deve
antecipar as eleições de 2006.
Sobre a entrevista da ex-secretária do publicitário Marcos Valério, à revista "Istoé Dinheiro", que cita o nome do ex-ministro das Comunicações do governo FHC, Pimenta da Veiga, o governador paulista disse que ele deve explicar o que ocorreu. Porém, adiantou que o ex-ministro tem escritório de advocacia e deve ter prestado serviços àquela agência de publicidade (SMP&B Comunicação). "E não é dinheiro escondido", complementou.
Para Busato, sociedade exige apuração
BRASíLIA - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, divulgou uma nota afirmando que a sociedade brasileira "exige apuração ampla, geral e irrestrita de todos os fatos denunciados, bem como a punição dos culpados", referindo-se ao depoimento prestado pelo presidente nacional do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), no Conselho de ética e Decoro Parlamentar da Câmara.
No comunicado, Busato lembra a manifestação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não deixar "pedra sobre pedra" no combate à corrupção e diz esperar que, "desta vez, se promova uma efetiva faxina moral nas instituições políticas deste País".
Segundo o presidente nacional da OAB, o que está em pauta não é um embate político-partidário entre forças situacionistas e oposicionistas. De acordo com Busato, "trata-se de algo bem distinto e maior: a luta comum dos homens de bem deste País contra as forças predadoras do interesse público".
Para ele, "não pode esse combate ser profanado por quaisquer outros interesses, nem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) se transformar em palanque". "Seria um desserviço - mais um - ao povo brasileiro." Busato sustenta, por fim, que, para fazer "uma faxina moral das instituições", é preciso ir "às raízes das distorções que há tanto tempo fragilizam e desacreditam nossa democracia".
Pimentel nega contato com SMP&B
BELO HORIZONTE - O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), negou ontem que tenha mantido qualquer contato com os publicitários Marcos Valério e Cristiano Paz, sócios da SMP&B. O prefeito também foi citado pela ex-secretária Fernanda Karina Somaggio na entrevista à Revista Istoé Dinheiro.
A ex-secretária de Valério disse que Valério e Paz "eram muito influentes com o pessoal do Fernando Pimentel". "A agência mencionada não presta serviço para a Prefeitura, nunca prestou. Não tem nenhuma relação e eu também não tenho nenhuma relação nem profissional nem pessoal com esse cidadão", disse Pimentel.
O prefeito de BH afirmou que as denúncias reiteradas pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), em depoimento à Comissão de ética da Câmara dos Deputados, são graves e têm de ser apuradas. "(As denúncias) estão sendo apuradas, a CPI está funcionando, o Congresso está funcionando, as instituições republicanas estão preservadas."
Ele desqualificou o depoimento prestado pelo deputado. "Não há nenhuma prova concreta (das denúncias) a não ser uma fita gravada nos Correios, em que um cidadão embolsa R$ 3 mil, dizendo que é para o deputado Roberto Jefferson. Então a única prova que existe é contra o deputado Roberto Jefferson."
O prefeito da capital mineira preferiu não se manifestar sobre a possibilidade de afastamento do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Isso cabe ao presidente e não seria nem ético nem elegante da minha parte dar sugestões e palpites para o preside nte da República", disse.
Sobre a possibilidade de afastamento de pessoas próximas ao presidente Lula envolvidas nas denúncias, ele comentou: "o presidente até o momento não afastou ninguém, o que não significa dizer que não vai ser assim, pode ser que ele afaste mais para adiante. Eu estou distante dessa questão."
Pimentel classificou a crise atual de "pedágio que temos que pagar para fortalecer a democracia e a República". "Acho que temos que ter cautela, paciência, aguardar, esperar o desenrolar dos fatos e as apurações que estão sendo feitas. Acho e repito que democracia brasileira é sólida o suficiente para passar por essas provas e ser no final fortalecida", afirmou. Tribuna da Imprensa
BB determina apuração de denúncias
16/6/2005
BRASíLIA - O Banco do Brasil (BB) informou ontem, em nota, que o Conselho Diretor da instituição financeira determinou a apuração dos fatos relatados pela ex-secretária do publicitário Marcos Valério Fernando Karina Ramos Sommagio, em entrevista à revista "Istoé Dinheiro". "Mesmo entendendo serem inconsistentes as declarações divulgadas na entrevista, o Conselho Diretor do BB determinou às áreas competentes a apuração dos fatos", diz o comunicado.
Na entrevista, Fernanda diz que a empresa de Valério promovia festas e dava brindes a altos funcionários do BB. "Caso identificada postura incompatível com que se exige dos profissionais do BB ou verificado o descumprimento de suas normas internas, o BB adotará as providências administrativas necessárias", afirma a nota.
O texto também afirma que a licitação feita para a contratação das empresas responsáveis pela publicidade da estatal obedeceu, "integralmente, à Lei de Licitações (nº 8.666/93)". Na entrevista, ela levantou suspeitas sobre as concorrências de empresas públicas do governo, ao dizer que elas eram de "carta marcada".
O BB resolveu, ao mesmo tempo, pôr toda a documentação sobre a licitação à disposição dos "órgãos competentes". As vencedoras da concorrência pública concluída em setembro de 2003 são as empresas D+ Brasil Comunicações Total, DNA Propaganda e Ogilvy Brasil Comunicação. O publicitário é tido com um dos acionistas da DNA Propaganda.
A verba de publicidade administrada pelas três agências neste ano, de acordo com a assessoria do BB, é de, aproximadamente, R$ 140 milhões. O contrato, segundo o banco, vencerá em setembro de 2006, mas pode ser cancelado em setembro deste ano por conter uma cláusula de renovação anual. Em 2004, a verba de propaganda gerida pelas três companhias tinha sido próxima de R$ 229 milhões. Na mesma nota, o BB declara que as afirmações contidas na entrevista de Fernanda são "desrespeitosas, caluniosas e se configuram numa tentativa de macular a instituição e a reputação dos funcionários do banco".
"O BB dispõe de código de ética e de rígidas normas de conduta que orientam o comportamento dos funcionários no relacionamento com os diversos públicos, entre eles, os fornecedores e prestadores de serviços", esclarece o comunicado.
Na nota, o BB também diz lamentar que a revista não tenha procurado o banco antes de divulgar a reportagem na noite de terça-feira. "A Diretoria Jurídica do BB está adotando as medidas judiciais cabíveis, relativamente às declarações contidas na entrevista", acentua a nota.
O BB, em outro texto, procurou explicar uma declaração feita pelo presidente nacional do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), no depoimento no Conselho de ética e Decoro Parlamentar da Câmara de que havia visto dinheiro sacado com cinta identificadora/carimbo do banco nas negociações com o PT.
"No que diz respeito à divulgação de saques de recursos com carimbo ou identificação do BB, cabe registrar que, por delegação do BC, o BB atua como supridor exclusivo de numerário para todo o sistema financeiro, em 2.580 pontos. Até mesmo nas praças onde há representação do BC, o BB abastece, eventualmente, a rede bancária, quando solicitado", diz a nota do BB.
Em função disto, a nota do BB diz que "grande parte do numerário que circula no País tem cinta identificadora/carimbo do BB". "Sendo assim, não se pode afirmar que qualquer movimentação final de recursos ocorra, necessariamente, nas agências ou tesourarias do BB", diz a nota.
16/6/2005
BRASíLIA - O Banco do Brasil (BB) informou ontem, em nota, que o Conselho Diretor da instituição financeira determinou a apuração dos fatos relatados pela ex-secretária do publicitário Marcos Valério Fernando Karina Ramos Sommagio, em entrevista à revista "Istoé Dinheiro". "Mesmo entendendo serem inconsistentes as declarações divulgadas na entrevista, o Conselho Diretor do BB determinou às áreas competentes a apuração dos fatos", diz o comunicado.
Na entrevista, Fernanda diz que a empresa de Valério promovia festas e dava brindes a altos funcionários do BB. "Caso identificada postura incompatível com que se exige dos profissionais do BB ou verificado o descumprimento de suas normas internas, o BB adotará as providências administrativas necessárias", afirma a nota.
O texto também afirma que a licitação feita para a contratação das empresas responsáveis pela publicidade da estatal obedeceu, "integralmente, à Lei de Licitações (nº 8.666/93)". Na entrevista, ela levantou suspeitas sobre as concorrências de empresas públicas do governo, ao dizer que elas eram de "carta marcada".
O BB resolveu, ao mesmo tempo, pôr toda a documentação sobre a licitação à disposição dos "órgãos competentes". As vencedoras da concorrência pública concluída em setembro de 2003 são as empresas D+ Brasil Comunicações Total, DNA Propaganda e Ogilvy Brasil Comunicação. O publicitário é tido com um dos acionistas da DNA Propaganda.
A verba de publicidade administrada pelas três agências neste ano, de acordo com a assessoria do BB, é de, aproximadamente, R$ 140 milhões. O contrato, segundo o banco, vencerá em setembro de 2006, mas pode ser cancelado em setembro deste ano por conter uma cláusula de renovação anual. Em 2004, a verba de propaganda gerida pelas três companhias tinha sido próxima de R$ 229 milhões. Na mesma nota, o BB declara que as afirmações contidas na entrevista de Fernanda são "desrespeitosas, caluniosas e se configuram numa tentativa de macular a instituição e a reputação dos funcionários do banco".
"O BB dispõe de código de ética e de rígidas normas de conduta que orientam o comportamento dos funcionários no relacionamento com os diversos públicos, entre eles, os fornecedores e prestadores de serviços", esclarece o comunicado.
Na nota, o BB também diz lamentar que a revista não tenha procurado o banco antes de divulgar a reportagem na noite de terça-feira. "A Diretoria Jurídica do BB está adotando as medidas judiciais cabíveis, relativamente às declarações contidas na entrevista", acentua a nota.
O BB, em outro texto, procurou explicar uma declaração feita pelo presidente nacional do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), no depoimento no Conselho de ética e Decoro Parlamentar da Câmara de que havia visto dinheiro sacado com cinta identificadora/carimbo do banco nas negociações com o PT.
"No que diz respeito à divulgação de saques de recursos com carimbo ou identificação do BB, cabe registrar que, por delegação do BC, o BB atua como supridor exclusivo de numerário para todo o sistema financeiro, em 2.580 pontos. Até mesmo nas praças onde há representação do BC, o BB abastece, eventualmente, a rede bancária, quando solicitado", diz a nota do BB.
Em função disto, a nota do BB diz que "grande parte do numerário que circula no País tem cinta identificadora/carimbo do BB". "Sendo assim, não se pode afirmar que qualquer movimentação final de recursos ocorra, necessariamente, nas agências ou tesourarias do BB", diz a nota.
Comissão de Sindicância chama ex-secretária de publicitário para depor
15/6/2005, 13h24
Brasília - A Comissão de Sindicância da Corregedoria Geral da Câmara dos Deputados convocou para depor a secretária Fernanda Karina Ramos Somaggio, que trabalhou com o publicitário Marcos Valério de Souza. "A secretária também está no rol de pessoas citadas no requerimento aprovado para que venha depor", afirmou o corregedor-geral da Câmara, deputado Ciro Nogueira (PP-PI).
Marcos Valério é dono da agência publicitária SMP&P e foi apontado pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), como o principal operador do suposto esquema de pagamento do "mensalão" a parlamentares do PP e do PL. O esquema teria sido montado pelo o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, em troca de apoio político ao governo. Em entrevista à revista Istoé Dinheiro, a secretária confirma a ligação entre o seu ex-chefe e Delúbio Soares.
A comissão aprovou hoje (15) requerimento para que 40 pessoas prestem esclarecimentos sobre as denúncias feitas por Roberto Jefferson de um suposto "mensalão". Entre elas, estão 14 parlamentares citados por Roberto Jefferson em seu depoimento ao Conselho de Ética da Câmara ou em entrevistas publicadas pela imprensa.
Segundo Fernanda Somaggio afirmou à revista, seu ex-chefe sacava dinheiro no Banco do Brasil e no Banco Rural e entregava aos políticos. Ela cita encontros com entre Marcos Valério, o secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, e o ministro da Casa Civil, José Dirceu. A secretária afirma que já viu saírem da agência "malas de dinheiro" e, num trecho da entrevista, diz que, no fim de 2003, presenciou a saída de R$ 100 mil para o irmão do então ministro dos Transportes, Anderson Adauto. Ela revela o pagamento, pela SMP&P, de R$ 150 mil, dividido em duas contas, ao ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga, que ocupou o cargo durante o governo FHC. "A coisa não começou só agora, com o PT", afirma à revista.
Fernanda revela, em outro trecho da entrevista, que havia remessas de R$ 1 milhão. "Já vi um boy sair com motorista para tirar R$ 1 milhão do Banco Rural. Era para depois dividir o dinheiro, entendeu?", afirma a secretária, sem explicitar a quem o dinheiro seria entregue. Ela conta ainda que, certa vez, um office-boy da agência que transportava R$ 500 mil foi roubado.
Outra figura citada por Fernanda Somaggio é a secretária do então presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP). A agência de Marcos Valério, na versão de Fernanda, teria dado passagens aéreas à ex-secretária de João Paulo, como cortesia. "Foi o Valério quem fez a campanha dele (João Paulo) para a Câmara dos Deputados", afirma Fernanda.
Na entrevista, a ex-funcionária do publicitário Marcos Valério revela irregularidades existentes em licitações para decidir que agência de publicidade ficaria responsável por determinada conta. "Quando você entra numa concorrência, a gente já sabe quem vai ganhar e quem não vai. Eles fazem a licitação pública, mas é um jogo de cartas marcadas. Tem quem vai pegar a melhor parte da conta, a pior parte da conta".
Fernanda Somaggio está sendo processada pelo publicitário Marcos Valério por extorsão, segundo informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 21 de novembro de 2004. No processo, o publicitário alega que, depois de ter sido demitida, Fernanda ameaçou divulgar à imprensa informações sigilosas a que teve acesso enquanto trabalhava na agência.
No dia 20 de maio, Fernanda foi interrogada pelo juiz da José Dalai Rocha, da 6ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Segundo a assessoria do tribunal, ela deverá ir novamente ao Fórum Lafayette, na capital mineira, onde será realizada audiência de testemunhas (tanto de defesa como de acusação) no dia 1º de agosto. O publicitário Marcos Valério também deverá estar presente, de acordo com a assessoria. Marcela Rebelo - Portal da Cidadania - Radiobrás
15/6/2005, 13h24
Brasília - A Comissão de Sindicância da Corregedoria Geral da Câmara dos Deputados convocou para depor a secretária Fernanda Karina Ramos Somaggio, que trabalhou com o publicitário Marcos Valério de Souza. "A secretária também está no rol de pessoas citadas no requerimento aprovado para que venha depor", afirmou o corregedor-geral da Câmara, deputado Ciro Nogueira (PP-PI).
Marcos Valério é dono da agência publicitária SMP&P e foi apontado pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), como o principal operador do suposto esquema de pagamento do "mensalão" a parlamentares do PP e do PL. O esquema teria sido montado pelo o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, em troca de apoio político ao governo. Em entrevista à revista Istoé Dinheiro, a secretária confirma a ligação entre o seu ex-chefe e Delúbio Soares.
A comissão aprovou hoje (15) requerimento para que 40 pessoas prestem esclarecimentos sobre as denúncias feitas por Roberto Jefferson de um suposto "mensalão". Entre elas, estão 14 parlamentares citados por Roberto Jefferson em seu depoimento ao Conselho de Ética da Câmara ou em entrevistas publicadas pela imprensa.
Segundo Fernanda Somaggio afirmou à revista, seu ex-chefe sacava dinheiro no Banco do Brasil e no Banco Rural e entregava aos políticos. Ela cita encontros com entre Marcos Valério, o secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, e o ministro da Casa Civil, José Dirceu. A secretária afirma que já viu saírem da agência "malas de dinheiro" e, num trecho da entrevista, diz que, no fim de 2003, presenciou a saída de R$ 100 mil para o irmão do então ministro dos Transportes, Anderson Adauto. Ela revela o pagamento, pela SMP&P, de R$ 150 mil, dividido em duas contas, ao ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga, que ocupou o cargo durante o governo FHC. "A coisa não começou só agora, com o PT", afirma à revista.
Fernanda revela, em outro trecho da entrevista, que havia remessas de R$ 1 milhão. "Já vi um boy sair com motorista para tirar R$ 1 milhão do Banco Rural. Era para depois dividir o dinheiro, entendeu?", afirma a secretária, sem explicitar a quem o dinheiro seria entregue. Ela conta ainda que, certa vez, um office-boy da agência que transportava R$ 500 mil foi roubado.
Outra figura citada por Fernanda Somaggio é a secretária do então presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP). A agência de Marcos Valério, na versão de Fernanda, teria dado passagens aéreas à ex-secretária de João Paulo, como cortesia. "Foi o Valério quem fez a campanha dele (João Paulo) para a Câmara dos Deputados", afirma Fernanda.
Na entrevista, a ex-funcionária do publicitário Marcos Valério revela irregularidades existentes em licitações para decidir que agência de publicidade ficaria responsável por determinada conta. "Quando você entra numa concorrência, a gente já sabe quem vai ganhar e quem não vai. Eles fazem a licitação pública, mas é um jogo de cartas marcadas. Tem quem vai pegar a melhor parte da conta, a pior parte da conta".
Fernanda Somaggio está sendo processada pelo publicitário Marcos Valério por extorsão, segundo informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 21 de novembro de 2004. No processo, o publicitário alega que, depois de ter sido demitida, Fernanda ameaçou divulgar à imprensa informações sigilosas a que teve acesso enquanto trabalhava na agência.
No dia 20 de maio, Fernanda foi interrogada pelo juiz da José Dalai Rocha, da 6ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Segundo a assessoria do tribunal, ela deverá ir novamente ao Fórum Lafayette, na capital mineira, onde será realizada audiência de testemunhas (tanto de defesa como de acusação) no dia 1º de agosto. O publicitário Marcos Valério também deverá estar presente, de acordo com a assessoria. Marcela Rebelo - Portal da Cidadania - Radiobrás
Julgamento sobre monopólio da ECT é suspenso por pedido de vistas
15/6/2005
O julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o monopólio da atividade postal no Brasil foi suspenso nesta quarta-feira, 15, com um empate. O relator da ação, ministro Marco Aurélio Mello, votou contra o monopólio da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). O ministro Eros Grau foi favorável. Após esses dois votos, o ministro Joaquim Barbosa pediu vistas do processo e a sessão foi suspensa. A ação foi proposta pela Abraed (Associação Brasileira das Empresas de Distribuição), que defende liberdade de atuação para as empresas privadas no mercado postal. Patricia Costa - Telecom Online
15/6/2005
O julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o monopólio da atividade postal no Brasil foi suspenso nesta quarta-feira, 15, com um empate. O relator da ação, ministro Marco Aurélio Mello, votou contra o monopólio da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). O ministro Eros Grau foi favorável. Após esses dois votos, o ministro Joaquim Barbosa pediu vistas do processo e a sessão foi suspensa. A ação foi proposta pela Abraed (Associação Brasileira das Empresas de Distribuição), que defende liberdade de atuação para as empresas privadas no mercado postal. Patricia Costa - Telecom Online
Imprensa & Jornalismo
Há um cheiro estranho nas últimas notícias sobre o PT
15/6/2005
Fui à Venezuela duas vezes no último período. Ambas as visitas foram de aproximadamente quinze dias. A primeira foi na semana seguinte à tentativa de golpe. Estive lá com o fotógrafo Satoru Takaesu. Chegamos ao país com apenas um contato, o do secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Impresa, Gregório Salazar. Ele foi nosso guia. Gentil, prestativo e antichavista, nos apresentou tudo o que em sua opinião tornava a tentativa de golpe ao presidente de seu país, de certa forma, justificável.
Exatamente isso, um jornalista de postura solícita e que parecia de fato acreditar em valores democráticos defendia o movimento golpista. Apontava excessos por parte da turma de Pedro Carmona, o líder empresarial que fechou o Congresso, destituiu a Suprema Corte, rasgou a Constituição e durou 28 horas na presidência, mas entendia que aquelas posturas se justificavam, já que do outro lado estava Chávez. Em todos os programas de televisão e nos jornais e revistas de maior circulação da Venezuela, as palavras de Salazar pareciam ter sentido. A mídia local veiculava em uníssono seu ódio antichavista.
A cobertura midiática dos últimos episódios que apontam para um suposto esquema de corrupção na formação da base do atual governo brasileiro está ganhando contornos muito semelhantes ao que ocorreu no país vizinho. Com uma sutileza: ela não é personalizada na figura do presidente da República, como no caso venezuelano, mas no seu partido político, o PT.
É fato que há uma denúncia que precisa ser apurada e do bom jornalismo espera-se uma investigação com base em entrevistas e reunião de documentos. Faz bem à democracia que a imprensa assim atue. É isso o que dela se espera.
Como se esperava também que assim fosse quando ocorreu o processo de privatização das telefônicas e de outras empresas públicas do país. Naquele momento, os escândalos não precisavam ser abafados pelo governo ou deputados governistas. O midiático poder brasileiro se encarregava disso. O falecido jornalista Aloysio Biondi, de forma quixotesca, tentava "destampar a panela", mas seus artigos, publicados duas vezes por semana na Folha de S. Paulo, não recebiam sequer chamada de primeira página. Ao contrário, uma vez me confidenciou que quando recebeu convite para ir trabalhar no então Diário Popular, ganhando um pouco mais, mas tendo uma coluna diária, recebeu como contraproposta da Folha ganhar mais para escrever apenas uma única coluna semanal. Entendeu aquilo como um cala-boca e foi para o Diário. Seu livro, o Brasil Privatizado, repleto de provas escandalosas, vendeu mais de 100 mil exemplares e mereceu apenas registros pontuais nos veículos. Não impulsionou nenhum movimento anti-PSDB nos veículos de comunicação. É disso que se trata. Anuncia-se na mídia brasileira uma campanha sanguinolenta contra o PT. Se vier a acontecer em sua plenitude, será contra tudo o que partido representa. Ou mesmo o que um dia representou com mais firmeza. Não será uma campanha contra o que pode haver de podre na agremiação. Sugere-se em editorias e opiniões de articulistas e parlamentares tucanos que Lula precisará se livrar do PT caso queira terminar o mandato. Justifica-se a pressão por conta de o tesoureiro do partido estar sendo acusado de comprar toda a bancada de deputados do PL e do PP. O curioso é que desses deputados acusados nada se fala. Alguns são bastante famosos, como Delfim Neto e o próprio presidente da Câmara, Severino Cavalcanti. Mas nenhum foi emparedado por veículos de comunicação para dar explicações. Ao contrário, o presidente do PT, José Genoino, tem sido acuado com ironias e grosserias em muitas de suas participações em programas de rádio e TV.
Não se espera que o midiático poder brasileiro se comporte como em relação a Eduardo Jorge Caldas, secretário-geral da Presidência da República, que, entre outras coisas, foi acusado de participar de suposto esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, e de criar caixa-dois para a reeleição de FHC. Naqueles dias, tudo era debatido via jornais e revistas com excesso de cuidado além da conta. Espera-se que se vá mais a fundo, como manda o bom jornalismo, no escândalo do suposto mensalão.
Mas é bom que se saiba que no ataque ao PT o que está na mira não é só a sigla, mas algumas de suas bandeiras históricas e também de amplos setores da esquerda. A campanha para renovar o fôlego da onda das privatizações como maneira de diminuir a corrupção no Estado já começou. Porta-vozes do mercado têm tratado do assunto sem corar ou gaguejar. Atenção aos artigos e/ou comentários de rádio e TV de certos articulistas econômicos.
Ao mesmo tempo que ataca o PT por suposto envolvimento em corrupção, o midiático poder também joga contra sua credibilidade política. Mesmo sendo avalista da atual política econômica, nos últimos tempos passou a ampliar a voz daqueles que criticam o partido por ter traído princípios históricos e se rendido à lógica do capital. Há uma clara tentativa de misturar as coisas para que tudo pareça resultado de uma mesma confusão. Na Venezuela, o sangramento público midiático de Chávez durou quase dois anos até que se buscasse o golpe que a revista Fórum denominou de midiático-militar. A imagem de um Chávez autoritário e fanfarrão, como grifou a revista Veja na edição de 12 de setembro de 2002 ("A queda do presidente fanfarrão") foi cuidadosamente trabalhada.
Aqui no Brasil algo começa a ser construído nesse sentido. Até a cartilha do Politicamente Correto, que de fato merece ser criticada pelo que representa de estapafúrdia, foi apontada como mais um lance do autoritarismo do atual governo petista, que pretenderia cercear até a língua portuguesa. Ignorou-se que ela em nenhum momento, mesmo sendo uma grande bobagem, tinha como único objetivo divulgar termos supostamente preconceituosos. Nada mais.
Em nome da liberdade de imprensa, a revista Veja desta semana faz uma matéria sem uma única fonte em on acusando a ex-prefeita Marta Suplicy de também comprar votos na Câmara Municipal. O título da matéria é sintomático da venezuelização do midiático poder brasileiro: "O mensalão da perua". A liberdade de imprensa de Veja nunca permitiria que um de seus funcionários escrevesse algo como "Picolé de chuchu repete as mesmas balelas em relação ao caos na Febem".
Evidente que se trata de uma liberdade assistida, onde quem pode de fato exercê-la não são os jornalistas, mas os donos dos veículos e seus capitães do mato, que tratam repórteres à base da chibata, como bem sabem aqueles que vivem ou viveram experiências de dia-a-dia em redações. Que também sabem o quanto essas empresas, paladinas da moralidade, respeitam, por exemplo, as leis trabalhistas. Ou mesmo o quanto não fazem de acordos comerciais que garantem espaços editoriais aos tais clientes. E ao mesmo tempo mantém uma relação sabuja com eles.
O fato de investigar o PT e seus dirigentes faz bem à democracia. Fiscalizar o governo também. A imprensa deve ter liberdade para isso. Precisa fazer o seu papel. Mas há um limite entre investigação, fiscalização e perseguição. Na sociedade contemporânea, onde a cidadania é garantida de certa forma pela informação que se recebe, quando o setor midiático - associado a um espectro da política - resolve fazer uma campanha persecutória contra um partido ou governo, sem tratar com rigor e responsabilidade o que publica, não há outro nome para designar tal movimento. Busca-se nesse caso um golpe midiático. E para que isso aconteça basta ao midiático poder brasileiro acompanhar o toque editorial da última edição de Veja. Estará desenhado o cenário. E o cheiro podre que vem da Veja pode infestar a democracia brasileira. E não será a primeira vez que a "liberdade de imprensa" participa de um golpe no Brasil. Com a diferença, que desta vez, nada indica que os quartéis serão acionados. Na atualidade é mais aconselhável, para parecer democrático, que o midiático poder aja sozinho. Renato Rovai - Revista Forum - La Insignia
Há um cheiro estranho nas últimas notícias sobre o PT
15/6/2005
Fui à Venezuela duas vezes no último período. Ambas as visitas foram de aproximadamente quinze dias. A primeira foi na semana seguinte à tentativa de golpe. Estive lá com o fotógrafo Satoru Takaesu. Chegamos ao país com apenas um contato, o do secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Impresa, Gregório Salazar. Ele foi nosso guia. Gentil, prestativo e antichavista, nos apresentou tudo o que em sua opinião tornava a tentativa de golpe ao presidente de seu país, de certa forma, justificável.
Exatamente isso, um jornalista de postura solícita e que parecia de fato acreditar em valores democráticos defendia o movimento golpista. Apontava excessos por parte da turma de Pedro Carmona, o líder empresarial que fechou o Congresso, destituiu a Suprema Corte, rasgou a Constituição e durou 28 horas na presidência, mas entendia que aquelas posturas se justificavam, já que do outro lado estava Chávez. Em todos os programas de televisão e nos jornais e revistas de maior circulação da Venezuela, as palavras de Salazar pareciam ter sentido. A mídia local veiculava em uníssono seu ódio antichavista.
A cobertura midiática dos últimos episódios que apontam para um suposto esquema de corrupção na formação da base do atual governo brasileiro está ganhando contornos muito semelhantes ao que ocorreu no país vizinho. Com uma sutileza: ela não é personalizada na figura do presidente da República, como no caso venezuelano, mas no seu partido político, o PT.
É fato que há uma denúncia que precisa ser apurada e do bom jornalismo espera-se uma investigação com base em entrevistas e reunião de documentos. Faz bem à democracia que a imprensa assim atue. É isso o que dela se espera.
Como se esperava também que assim fosse quando ocorreu o processo de privatização das telefônicas e de outras empresas públicas do país. Naquele momento, os escândalos não precisavam ser abafados pelo governo ou deputados governistas. O midiático poder brasileiro se encarregava disso. O falecido jornalista Aloysio Biondi, de forma quixotesca, tentava "destampar a panela", mas seus artigos, publicados duas vezes por semana na Folha de S. Paulo, não recebiam sequer chamada de primeira página. Ao contrário, uma vez me confidenciou que quando recebeu convite para ir trabalhar no então Diário Popular, ganhando um pouco mais, mas tendo uma coluna diária, recebeu como contraproposta da Folha ganhar mais para escrever apenas uma única coluna semanal. Entendeu aquilo como um cala-boca e foi para o Diário. Seu livro, o Brasil Privatizado, repleto de provas escandalosas, vendeu mais de 100 mil exemplares e mereceu apenas registros pontuais nos veículos. Não impulsionou nenhum movimento anti-PSDB nos veículos de comunicação. É disso que se trata. Anuncia-se na mídia brasileira uma campanha sanguinolenta contra o PT. Se vier a acontecer em sua plenitude, será contra tudo o que partido representa. Ou mesmo o que um dia representou com mais firmeza. Não será uma campanha contra o que pode haver de podre na agremiação. Sugere-se em editorias e opiniões de articulistas e parlamentares tucanos que Lula precisará se livrar do PT caso queira terminar o mandato. Justifica-se a pressão por conta de o tesoureiro do partido estar sendo acusado de comprar toda a bancada de deputados do PL e do PP. O curioso é que desses deputados acusados nada se fala. Alguns são bastante famosos, como Delfim Neto e o próprio presidente da Câmara, Severino Cavalcanti. Mas nenhum foi emparedado por veículos de comunicação para dar explicações. Ao contrário, o presidente do PT, José Genoino, tem sido acuado com ironias e grosserias em muitas de suas participações em programas de rádio e TV.
Não se espera que o midiático poder brasileiro se comporte como em relação a Eduardo Jorge Caldas, secretário-geral da Presidência da República, que, entre outras coisas, foi acusado de participar de suposto esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, e de criar caixa-dois para a reeleição de FHC. Naqueles dias, tudo era debatido via jornais e revistas com excesso de cuidado além da conta. Espera-se que se vá mais a fundo, como manda o bom jornalismo, no escândalo do suposto mensalão.
Mas é bom que se saiba que no ataque ao PT o que está na mira não é só a sigla, mas algumas de suas bandeiras históricas e também de amplos setores da esquerda. A campanha para renovar o fôlego da onda das privatizações como maneira de diminuir a corrupção no Estado já começou. Porta-vozes do mercado têm tratado do assunto sem corar ou gaguejar. Atenção aos artigos e/ou comentários de rádio e TV de certos articulistas econômicos.
Ao mesmo tempo que ataca o PT por suposto envolvimento em corrupção, o midiático poder também joga contra sua credibilidade política. Mesmo sendo avalista da atual política econômica, nos últimos tempos passou a ampliar a voz daqueles que criticam o partido por ter traído princípios históricos e se rendido à lógica do capital. Há uma clara tentativa de misturar as coisas para que tudo pareça resultado de uma mesma confusão. Na Venezuela, o sangramento público midiático de Chávez durou quase dois anos até que se buscasse o golpe que a revista Fórum denominou de midiático-militar. A imagem de um Chávez autoritário e fanfarrão, como grifou a revista Veja na edição de 12 de setembro de 2002 ("A queda do presidente fanfarrão") foi cuidadosamente trabalhada.
Aqui no Brasil algo começa a ser construído nesse sentido. Até a cartilha do Politicamente Correto, que de fato merece ser criticada pelo que representa de estapafúrdia, foi apontada como mais um lance do autoritarismo do atual governo petista, que pretenderia cercear até a língua portuguesa. Ignorou-se que ela em nenhum momento, mesmo sendo uma grande bobagem, tinha como único objetivo divulgar termos supostamente preconceituosos. Nada mais.
Em nome da liberdade de imprensa, a revista Veja desta semana faz uma matéria sem uma única fonte em on acusando a ex-prefeita Marta Suplicy de também comprar votos na Câmara Municipal. O título da matéria é sintomático da venezuelização do midiático poder brasileiro: "O mensalão da perua". A liberdade de imprensa de Veja nunca permitiria que um de seus funcionários escrevesse algo como "Picolé de chuchu repete as mesmas balelas em relação ao caos na Febem".
Evidente que se trata de uma liberdade assistida, onde quem pode de fato exercê-la não são os jornalistas, mas os donos dos veículos e seus capitães do mato, que tratam repórteres à base da chibata, como bem sabem aqueles que vivem ou viveram experiências de dia-a-dia em redações. Que também sabem o quanto essas empresas, paladinas da moralidade, respeitam, por exemplo, as leis trabalhistas. Ou mesmo o quanto não fazem de acordos comerciais que garantem espaços editoriais aos tais clientes. E ao mesmo tempo mantém uma relação sabuja com eles.
O fato de investigar o PT e seus dirigentes faz bem à democracia. Fiscalizar o governo também. A imprensa deve ter liberdade para isso. Precisa fazer o seu papel. Mas há um limite entre investigação, fiscalização e perseguição. Na sociedade contemporânea, onde a cidadania é garantida de certa forma pela informação que se recebe, quando o setor midiático - associado a um espectro da política - resolve fazer uma campanha persecutória contra um partido ou governo, sem tratar com rigor e responsabilidade o que publica, não há outro nome para designar tal movimento. Busca-se nesse caso um golpe midiático. E para que isso aconteça basta ao midiático poder brasileiro acompanhar o toque editorial da última edição de Veja. Estará desenhado o cenário. E o cheiro podre que vem da Veja pode infestar a democracia brasileira. E não será a primeira vez que a "liberdade de imprensa" participa de um golpe no Brasil. Com a diferença, que desta vez, nada indica que os quartéis serão acionados. Na atualidade é mais aconselhável, para parecer democrático, que o midiático poder aja sozinho. Renato Rovai - Revista Forum - La Insignia
Secretário dribla Justiça para punir Elias Maluco
16/6/2005
O julgamento ontem era do traficante Renato de Souza Paulo, o Ratinho, um dos acusados da morte do jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, mas o que chamou a atenção nos bastidores do Tribunal de Justiça do Rio foi a queda-de-braço entre o juiz do caso, Fábio Uchôa, e o secretário estadual de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos. A confusão começou quando o juiz mandou prender de manhã o major Danilo Nascimento, diretor do presídio Bangu I, por ter descumprido sua determinação de retirar do isolamento o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, chefe do bando que executou Tim Lopes.
Advogado de traficante pediu fim de punição
Sabendo da decisão do juiz, Astério agiu rapidamente e de forma inusitada: exonerou o major e assumiu interinamente a direção de Bangu I. A manobra para evitar que Elias Maluco deixasse o castigo surtiu efeito: quando os oficiais de Justiça chegaram com a ordem de prisão contra o diretor da unidade, nada mais podia ser feito. Astério, como secretário, é detentor de foro privilegiado e só poderia ser preso por decisão dos desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça.
Em nota oficial, a secretaria informou que Astério "aguarda determinação do órgão judicial competente para cumprimento de qualquer decisão emanada do organismo judiciário legítimo para conferi-la".
Astério frisou na nota que tem profundo respeito pelo Poder Judiciário, mas ressalvou "que a execução penal também envolve atos exclusivamente de ordem administrativa, como a manutenção da disciplina e da ordem nos estabelecimentos prisionais".
O traficante Elias Maluco, foi condenado em maio a 28 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, pela morte de Tim. Foi posto em isolamento por ter feito gestos obscenos durante o julgamento e não ter se apresentado aos jurados com o uniforme de Bangu I. Elias, que também foi condenado por formação de quadrilha e ocultação de cadáver, ainda terá que pagar multa de R$ 3.600.
A decisão do juiz Fábio Uchôa foi motivada por uma petição do advogado Celso Maciel, que defende Elias. Preocupado com o "abatimento" de seu cliente, Celso conseguiu um mandado do juiz Fábio Uchôa na segunda-feira, determinando o relaxamento da punição. Mas a determinação não foi cumprida e a punição foi mantida pela direção de Bangu I. Contrariado, o advogado apresentou anteontem um pedido de prisão contra o diretor de Bangu I.
- Está havendo uma perseguição ao Elias. A Secretaria de Administração Penitenciária está burlando a lei. Está havendo um claro caso de abuso de autoridade - afirmou Célio ontem.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária, Elias foi punido com 30 dias de isolamento por decisão da Comissão Técnica de Classificação (CTC) do órgão. A comissão atua, internamente, nas punições disciplinares dos presos. Ainda segundo a assessoria, esse tipo de sanção é administrativa, diferentemente do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que é determinado pela Justiça. Elenilce Bottari e Antônio Werneck - O Globo
16/6/2005
O julgamento ontem era do traficante Renato de Souza Paulo, o Ratinho, um dos acusados da morte do jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, mas o que chamou a atenção nos bastidores do Tribunal de Justiça do Rio foi a queda-de-braço entre o juiz do caso, Fábio Uchôa, e o secretário estadual de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos. A confusão começou quando o juiz mandou prender de manhã o major Danilo Nascimento, diretor do presídio Bangu I, por ter descumprido sua determinação de retirar do isolamento o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, chefe do bando que executou Tim Lopes.
Advogado de traficante pediu fim de punição
Sabendo da decisão do juiz, Astério agiu rapidamente e de forma inusitada: exonerou o major e assumiu interinamente a direção de Bangu I. A manobra para evitar que Elias Maluco deixasse o castigo surtiu efeito: quando os oficiais de Justiça chegaram com a ordem de prisão contra o diretor da unidade, nada mais podia ser feito. Astério, como secretário, é detentor de foro privilegiado e só poderia ser preso por decisão dos desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça.
Em nota oficial, a secretaria informou que Astério "aguarda determinação do órgão judicial competente para cumprimento de qualquer decisão emanada do organismo judiciário legítimo para conferi-la".
Astério frisou na nota que tem profundo respeito pelo Poder Judiciário, mas ressalvou "que a execução penal também envolve atos exclusivamente de ordem administrativa, como a manutenção da disciplina e da ordem nos estabelecimentos prisionais".
O traficante Elias Maluco, foi condenado em maio a 28 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, pela morte de Tim. Foi posto em isolamento por ter feito gestos obscenos durante o julgamento e não ter se apresentado aos jurados com o uniforme de Bangu I. Elias, que também foi condenado por formação de quadrilha e ocultação de cadáver, ainda terá que pagar multa de R$ 3.600.
A decisão do juiz Fábio Uchôa foi motivada por uma petição do advogado Celso Maciel, que defende Elias. Preocupado com o "abatimento" de seu cliente, Celso conseguiu um mandado do juiz Fábio Uchôa na segunda-feira, determinando o relaxamento da punição. Mas a determinação não foi cumprida e a punição foi mantida pela direção de Bangu I. Contrariado, o advogado apresentou anteontem um pedido de prisão contra o diretor de Bangu I.
- Está havendo uma perseguição ao Elias. A Secretaria de Administração Penitenciária está burlando a lei. Está havendo um claro caso de abuso de autoridade - afirmou Célio ontem.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária, Elias foi punido com 30 dias de isolamento por decisão da Comissão Técnica de Classificação (CTC) do órgão. A comissão atua, internamente, nas punições disciplinares dos presos. Ainda segundo a assessoria, esse tipo de sanção é administrativa, diferentemente do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que é determinado pela Justiça. Elenilce Bottari e Antônio Werneck - O Globo
O triunfo dos blogs
16/6/2005
Assim como, no outro dia, no auge da crise, o presidente Lula confessou que o que realmente o fez sofrer foram os angustiantes minutos do jogo contra a Argentina, eu confesso que, durante todo o depoimento do deputado Roberto Jefferson, o que realmente mexeu comigo foi a rapidíssima referência que ele fez ao blog do Noblat; mais precisamente, ao "blig" do Noblat, posto que assim se chamam os blogs do IG. Uma referência comum, normal, como a referência a qualquer outra forma de comunicação bem conhecida, como rádio, jornal ou televisão.
***
Fiquei encantada. Como nerd , como blogueira de primeira hora, como leitora de blogs e crente incondicional do blog como ferramenta de democracia e de comunicação, a idéia de que um deputado já possa se referir a um blog sem precisar explicar à nação o que ele é me encheu de orgulho e de contentamento: chegamos lá!
É claro que teria sido mil vezes melhor ver esta maravilha da internet ser alçada ao centro da vida política brasileira em circunstâncias mais nobres e através de um arauto com melhores antecedentes e maior credibilidade; se eu pudesse escolher, certamente preferiria o outro Jefferson, o Peres, que é uma figura digna e correta - mas também não se pode ter tudo...
Afinal, há um ou dois anos era quase impossível encontrar esta palavra, blog, sem um parênteses ao lado, explicando que, apesar da fama de diários de adolescentes, blogs também são usados por não-adolescentes para fins eventualmente sérios. Nos EUA eles chegaram à maturidade naquele 11 de setembro de horrenda memória; no Brasil são discutidos há tempos e, aqui no GLOBO, já foram até incorporados à nossa edição online. Ainda assim, acho que a referência no depoimento do deputado - feita num momento histórico, para um país paralisado diante da TV, e consagrada nas áreas de comentário - pode ser considerada um marco.
***
Nos blogs mais populares, as áreas de comentário correspondem a verdadeiras mesas de botequim virtuais, onde, todos os dias, batem ponto pessoas com interesses mais ou menos parecidos, sejam esses interesses política e economia ou cerveja e mulheres peladas. Como na "vida real", é normal que, em momentos de crise, todos corram para discutir uns com os outros o que está acontecendo.
A dinâmica das áreas de comentários é curiosa: como em qualquer botequim de esquina, as pessoas vão se conhecendo aos poucos e percebendo, no bate-papo contínuo, o seu próprio potencial de comunicação. Muita gente chega tímida e fica calada por meses a fio; outros erram o tom, quebram garrafas e acabam expulsos da comunidade.
Não raro, os melhores comentaristas partem para carreiras solo, abrindo seus próprios "botequins" - blogs que já nascem com uma pequena audiência cativa, e que crescem ou desaparecem de acordo com a persistência e a pauta do autor. A internet é uma rede de conversas, um mar de vozes, onde só fica sozinho quem quer. Neste burburinho incessante, o importante é não deixar a peteca cair.
***
Do blog do Moreno, meu queridíssimo coleguinha da sucursal de Brasília, resumindo o depoimento do deputado Roberto Jefferson:
"Antes de se saber se a oposição conseguiu ou não acuar o governo, fica a constatação de que o próprio Congresso, os partidos e a política em geral saíram perdendo. Um jogo feio, sujo, triste e que não dá muitas esperanças ao povo."
***
Acabou, finalmente, o julgamento do Michael Jackson. E acabou, pelo menos a meu ver, da forma certa: com a absolvição daquele pobre freak , que com certeza tem menos culpa no cartório do que uma mãe que deixa o filho na sua (dele) companhia. Pensem bem: vocês deixariam seus filhos pequenos, de qualquer sexo, em companhia de Michael Jackson?!
Tenho pena dele, que nunca teve uma vida normal e que, na verdade, nunca cresceu. Não acredito que busque a companhia de meninos por pedofilia, mas sim por uma questão de nível mental: é difícil dizer o que é Michael Jackson, mas ele definitivamente não é um adulto plenamente responsável por seus atos. Teria sido mais justo que tivesse sido processado - e ido em cana - quando apareceu expondo um bebê na janela, perigosamente; como um irmão mais velho, digamos, levaria uma bronca se fizesse isso com o mais novinho. Já quanto aos pais e mães que deixaram os filhos passar a noite em Neverland, não tenho qualquer dúvida: esses deveriam, no mínimo, perder a posse das crianças. Cora Rónai - O Globo
16/6/2005
Assim como, no outro dia, no auge da crise, o presidente Lula confessou que o que realmente o fez sofrer foram os angustiantes minutos do jogo contra a Argentina, eu confesso que, durante todo o depoimento do deputado Roberto Jefferson, o que realmente mexeu comigo foi a rapidíssima referência que ele fez ao blog do Noblat; mais precisamente, ao "blig" do Noblat, posto que assim se chamam os blogs do IG. Uma referência comum, normal, como a referência a qualquer outra forma de comunicação bem conhecida, como rádio, jornal ou televisão.
***
Fiquei encantada. Como nerd , como blogueira de primeira hora, como leitora de blogs e crente incondicional do blog como ferramenta de democracia e de comunicação, a idéia de que um deputado já possa se referir a um blog sem precisar explicar à nação o que ele é me encheu de orgulho e de contentamento: chegamos lá!
É claro que teria sido mil vezes melhor ver esta maravilha da internet ser alçada ao centro da vida política brasileira em circunstâncias mais nobres e através de um arauto com melhores antecedentes e maior credibilidade; se eu pudesse escolher, certamente preferiria o outro Jefferson, o Peres, que é uma figura digna e correta - mas também não se pode ter tudo...
Afinal, há um ou dois anos era quase impossível encontrar esta palavra, blog, sem um parênteses ao lado, explicando que, apesar da fama de diários de adolescentes, blogs também são usados por não-adolescentes para fins eventualmente sérios. Nos EUA eles chegaram à maturidade naquele 11 de setembro de horrenda memória; no Brasil são discutidos há tempos e, aqui no GLOBO, já foram até incorporados à nossa edição online. Ainda assim, acho que a referência no depoimento do deputado - feita num momento histórico, para um país paralisado diante da TV, e consagrada nas áreas de comentário - pode ser considerada um marco.
***
Nos blogs mais populares, as áreas de comentário correspondem a verdadeiras mesas de botequim virtuais, onde, todos os dias, batem ponto pessoas com interesses mais ou menos parecidos, sejam esses interesses política e economia ou cerveja e mulheres peladas. Como na "vida real", é normal que, em momentos de crise, todos corram para discutir uns com os outros o que está acontecendo.
A dinâmica das áreas de comentários é curiosa: como em qualquer botequim de esquina, as pessoas vão se conhecendo aos poucos e percebendo, no bate-papo contínuo, o seu próprio potencial de comunicação. Muita gente chega tímida e fica calada por meses a fio; outros erram o tom, quebram garrafas e acabam expulsos da comunidade.
Não raro, os melhores comentaristas partem para carreiras solo, abrindo seus próprios "botequins" - blogs que já nascem com uma pequena audiência cativa, e que crescem ou desaparecem de acordo com a persistência e a pauta do autor. A internet é uma rede de conversas, um mar de vozes, onde só fica sozinho quem quer. Neste burburinho incessante, o importante é não deixar a peteca cair.
***
Do blog do Moreno, meu queridíssimo coleguinha da sucursal de Brasília, resumindo o depoimento do deputado Roberto Jefferson:
"Antes de se saber se a oposição conseguiu ou não acuar o governo, fica a constatação de que o próprio Congresso, os partidos e a política em geral saíram perdendo. Um jogo feio, sujo, triste e que não dá muitas esperanças ao povo."
***
Acabou, finalmente, o julgamento do Michael Jackson. E acabou, pelo menos a meu ver, da forma certa: com a absolvição daquele pobre freak , que com certeza tem menos culpa no cartório do que uma mãe que deixa o filho na sua (dele) companhia. Pensem bem: vocês deixariam seus filhos pequenos, de qualquer sexo, em companhia de Michael Jackson?!
Tenho pena dele, que nunca teve uma vida normal e que, na verdade, nunca cresceu. Não acredito que busque a companhia de meninos por pedofilia, mas sim por uma questão de nível mental: é difícil dizer o que é Michael Jackson, mas ele definitivamente não é um adulto plenamente responsável por seus atos. Teria sido mais justo que tivesse sido processado - e ido em cana - quando apareceu expondo um bebê na janela, perigosamente; como um irmão mais velho, digamos, levaria uma bronca se fizesse isso com o mais novinho. Já quanto aos pais e mães que deixaram os filhos passar a noite em Neverland, não tenho qualquer dúvida: esses deveriam, no mínimo, perder a posse das crianças. Cora Rónai - O Globo
Audiovisual
Oásis em pleno deserto cultural
16/6/2005
Sala de cinema itinerante chega ao Rio de Janeiro levando filmes nacionais à periferia
Quando há boa vontade e persistência, não há dificuldade que impeça a realização de um projeto. Que o diga Luiz Bolognesi que, ao lado da cineasta (e sua mulher) Laís Bodanzky, ouviu mais de 50 empresas negarem apoio ao "Cine Mambembe", projeto itinerante de exibição de curtas brasileiros, criado em São Paulo.
"Conseguimos mantê-lo por oito anos, mesmo ouvindo de todos que projeto de periferia não interessava, pois lá não há poder econômico", conta Luiz. A dupla não só conseguiu percorrer várias cidades do País com o "Mambembe" como o desdobrou para o "Cine tela Brasil". O projeto chega ao Rio de Janeiro, iniciando a segunda etapa amanhã em Nova Iguaçu (a primeira foi na periferia de São Paulo).
"Costumamos dizer que a abóbora virou carruagem. O `Cine Mambembe' era mais boa vontade do que estrutura", compara Luiz. O "Cine tela Brasil" oferece ao público uma sala de cinema desmontável, equipada com ar-condicionado, projeção cinemascope, som stereo surround, 225 cadeiras acolchoadas e o mais importante, entrada franca.
A virada aconteceu com a entrada de um patrocinador da área de concessões rodoviárias no projeto. "A partir daí tivemos essa injeção de qualidade", conta. A primeira fase foi inaugurada em novembro do ano passado e percorreu 25 cidades do interior de São Paulo. "Foram realizadas 300 sessões.
Nesta segunda etapa, cobriremos 35 municípios que são cortados pela Via Dutra", diz. As exibições, que acontecem de junho a abril do próximo ano, começam pela Baixada Fluminense e seguem em direção a São Paulo. A intenção é promover 460 sessões e atingir 90 mil pessoas, moradoras de localidades que não têm salas de cinema.
Nova Iguaçu, Parati, São João do Meriti, Belford Roxo, Vassouras, Mesquita e Itatiaia são algumas das cidades do Rio por onde o "Cine tela Brasil" passará, exibindo quatro sessões por dia, três dias na semana. Os filmes programados são "Tainá 2" e "Lisbela e o prisioneiro". O primeiro, nas matinês de 14h e 16h; o segundo, para adultos, às 17h e 21h. Na metade do ano que vem, o projeto passará por cidades do interior do Paraná.
A primeira vez
Luiz Bolognesi conta aspectos interessantes que pôde observar na primeira fase do projeto: "Descobrimos coisas tristes, mas verdadeiras, como quando se perguntava, durante uma sessão, quantos ali estavam num cinema pela primeira vez. Sempre mais da metade da sala levantava a mão. Outro dado interessante é que conseguimos uma taxa de ocupação de 86%, a maior entre todas as salas do Brasil", diz, orgulhoso.
O organizador diz que isto é prova de que a população menos abastada adora o cinema nacional. "Só que não tem grana para pagar os ingressos caros", lamenta. Ele afirma que, segundo estimativas das exibidoras, apenas 20 milhões de brasileiros frequentam cinema, ou seja, 15% da população. "E 92% dos municípios não têm sala de exibição", acrescenta.
O "Cine tela Brasil" é favorecido pela Lei Rouanet, porém Luiz acha que ainda faltam mecanismos que permitam que as iniciativas cheguem à periferia. "Sabe o que mais vemos nessas cidades? Lan houses, onde a única diversão são os games de violência. Quando chegamos com a sala, as pessoas perguntam quanto é o ingresso. Mesmo com vários cartazes avisando que a entrada é franca, elas não acreditam, acham que é miragem em meio ao deserto de iniciativas culturais ao qual estão acostumadas", diz.
Na opinião de Luiz, o mercado cinematográfico sofreu um fenômeno dos anos 70 para cá, que foi a perda da popularidade e a elitização. "Há muitos mecanismos que se pode lançar mão para jogar subsídios do governo. Como, por exemplo, incluir tickets culturais na cesta básica, que poderiam ser trocados por ingressos de cinema, teatro, shows...", sugere.
Paralelamente ao "Cine tela Brasil", Luiz e Laís vão tocando o próximo filme (o anterior foi "Bicho de sete cabeças"). "O roteiro, que é meu, já está pronto e agora estamos em fase de captação. O título provisório é `União fraterna', uma ficção que fala sobre bailes da Terceira Idade. A história se passa numa única noite, num desses bailes, quase em tempo real. A idéia é começar a filmar ano que vem", avisa Luiz. Mônica Loureiro - Tribuna da Imprensa
Oásis em pleno deserto cultural
16/6/2005
Sala de cinema itinerante chega ao Rio de Janeiro levando filmes nacionais à periferia
Quando há boa vontade e persistência, não há dificuldade que impeça a realização de um projeto. Que o diga Luiz Bolognesi que, ao lado da cineasta (e sua mulher) Laís Bodanzky, ouviu mais de 50 empresas negarem apoio ao "Cine Mambembe", projeto itinerante de exibição de curtas brasileiros, criado em São Paulo.
"Conseguimos mantê-lo por oito anos, mesmo ouvindo de todos que projeto de periferia não interessava, pois lá não há poder econômico", conta Luiz. A dupla não só conseguiu percorrer várias cidades do País com o "Mambembe" como o desdobrou para o "Cine tela Brasil". O projeto chega ao Rio de Janeiro, iniciando a segunda etapa amanhã em Nova Iguaçu (a primeira foi na periferia de São Paulo).
"Costumamos dizer que a abóbora virou carruagem. O `Cine Mambembe' era mais boa vontade do que estrutura", compara Luiz. O "Cine tela Brasil" oferece ao público uma sala de cinema desmontável, equipada com ar-condicionado, projeção cinemascope, som stereo surround, 225 cadeiras acolchoadas e o mais importante, entrada franca.
A virada aconteceu com a entrada de um patrocinador da área de concessões rodoviárias no projeto. "A partir daí tivemos essa injeção de qualidade", conta. A primeira fase foi inaugurada em novembro do ano passado e percorreu 25 cidades do interior de São Paulo. "Foram realizadas 300 sessões.
Nesta segunda etapa, cobriremos 35 municípios que são cortados pela Via Dutra", diz. As exibições, que acontecem de junho a abril do próximo ano, começam pela Baixada Fluminense e seguem em direção a São Paulo. A intenção é promover 460 sessões e atingir 90 mil pessoas, moradoras de localidades que não têm salas de cinema.
Nova Iguaçu, Parati, São João do Meriti, Belford Roxo, Vassouras, Mesquita e Itatiaia são algumas das cidades do Rio por onde o "Cine tela Brasil" passará, exibindo quatro sessões por dia, três dias na semana. Os filmes programados são "Tainá 2" e "Lisbela e o prisioneiro". O primeiro, nas matinês de 14h e 16h; o segundo, para adultos, às 17h e 21h. Na metade do ano que vem, o projeto passará por cidades do interior do Paraná.
A primeira vez
Luiz Bolognesi conta aspectos interessantes que pôde observar na primeira fase do projeto: "Descobrimos coisas tristes, mas verdadeiras, como quando se perguntava, durante uma sessão, quantos ali estavam num cinema pela primeira vez. Sempre mais da metade da sala levantava a mão. Outro dado interessante é que conseguimos uma taxa de ocupação de 86%, a maior entre todas as salas do Brasil", diz, orgulhoso.
O organizador diz que isto é prova de que a população menos abastada adora o cinema nacional. "Só que não tem grana para pagar os ingressos caros", lamenta. Ele afirma que, segundo estimativas das exibidoras, apenas 20 milhões de brasileiros frequentam cinema, ou seja, 15% da população. "E 92% dos municípios não têm sala de exibição", acrescenta.
O "Cine tela Brasil" é favorecido pela Lei Rouanet, porém Luiz acha que ainda faltam mecanismos que permitam que as iniciativas cheguem à periferia. "Sabe o que mais vemos nessas cidades? Lan houses, onde a única diversão são os games de violência. Quando chegamos com a sala, as pessoas perguntam quanto é o ingresso. Mesmo com vários cartazes avisando que a entrada é franca, elas não acreditam, acham que é miragem em meio ao deserto de iniciativas culturais ao qual estão acostumadas", diz.
Na opinião de Luiz, o mercado cinematográfico sofreu um fenômeno dos anos 70 para cá, que foi a perda da popularidade e a elitização. "Há muitos mecanismos que se pode lançar mão para jogar subsídios do governo. Como, por exemplo, incluir tickets culturais na cesta básica, que poderiam ser trocados por ingressos de cinema, teatro, shows...", sugere.
Paralelamente ao "Cine tela Brasil", Luiz e Laís vão tocando o próximo filme (o anterior foi "Bicho de sete cabeças"). "O roteiro, que é meu, já está pronto e agora estamos em fase de captação. O título provisório é `União fraterna', uma ficção que fala sobre bailes da Terceira Idade. A história se passa numa única noite, num desses bailes, quase em tempo real. A idéia é começar a filmar ano que vem", avisa Luiz. Mônica Loureiro - Tribuna da Imprensa
Inspiração veio do gibi cult 'Ano Um'
16/6/2005
Escrito por Frank Miller e com arte de Mazzuchelli, história fundamenta trama
Há a sombra de um gibi maravilhoso pairando sobre o filme Batman Begins. Chama-se Batman Ano Um e foi criado em 1989 pela dupla Frank Miller (história) e David Mazzuchelli (desenhos). Miller, àquela altura, já era famoso por ter redefinido o universo dos quadrinhos de super-heróis com a história Batman - O Cavaleiro das Trevas.
Miller e Mazzuchelli imaginaram um plot relativamente simples: o que teria acontecido naquele período de tempo entre o assassinato dos pais de Bruce Wayne, quando ele tinha apenas 8 anos (assassinados após uma sessão de cinema, na sua frente) e o momento em que ele, já adulto, caminha pelos telhados de Gotham City vestido de morcego? Que tipo de trauma sofreu aquele menino e como isso vai repercutir no adulto?
Batman Ano Um se equilibra nesse esforço de recomeçar a vida. E não só de Bruce Wayne, que corre o mundo tentando achar seu eixo, mas também do jovem policial James Gordon, que vai se enfiar no meio de uma das forças policiais mais corruptas do planeta e tentar "limpar uma cidade que gosta de ser suja". Essa aliança, que se forma no gibi, e que prossegue até o fim da vida dos dois, de certa forma encerra um ciclo, na visão de Frank Miller. Em O Cavaleiro das Trevas, ele mostrou o que acontecia com um Batman cinquentão, paranóico, isolado, violento.
Antes de Christopher Nolan assumir a direção de Batman Begins, houve um episódio que explica parte do roteiro hoje na tela. A Warner procurou o diretor Darren Aronofsky para fazer um filme baseado na HQ de Miller. Aronofsky foi atrás do próprio Miller para ser o roteirista. Mas Frank Miller não é de se repetir, e sugeriu um roteiro anárquico: Bruce Wayne viveria como um sem-teto antes de se tornar Batman, o mordomo Alfred seria um mecânico de automóveis afro-americano. A Warner não suportou tamanha licença dos dois, e desistiu do projeto. Essa história está contada no livro Tales from Development Hell, de David Hughes.
Nolan também cita a série Arkham Asylum (de Grant Morrison e Dave McKean) como inspiração. Esse gibi é um mergulho junguiano na mente atormentada do herói, que se desdobra em personagens bizarros num sanatório. O filme aproveita essa leitura psicanalítica - mas ela também já estava presente no Batman original, de Bob Kane, e foi explorada magistralmente por Tim Burton no filme inicial. Jotabê Medeiros - O Estado de São Paulo
16/6/2005
Escrito por Frank Miller e com arte de Mazzuchelli, história fundamenta trama
Há a sombra de um gibi maravilhoso pairando sobre o filme Batman Begins. Chama-se Batman Ano Um e foi criado em 1989 pela dupla Frank Miller (história) e David Mazzuchelli (desenhos). Miller, àquela altura, já era famoso por ter redefinido o universo dos quadrinhos de super-heróis com a história Batman - O Cavaleiro das Trevas.
Miller e Mazzuchelli imaginaram um plot relativamente simples: o que teria acontecido naquele período de tempo entre o assassinato dos pais de Bruce Wayne, quando ele tinha apenas 8 anos (assassinados após uma sessão de cinema, na sua frente) e o momento em que ele, já adulto, caminha pelos telhados de Gotham City vestido de morcego? Que tipo de trauma sofreu aquele menino e como isso vai repercutir no adulto?
Batman Ano Um se equilibra nesse esforço de recomeçar a vida. E não só de Bruce Wayne, que corre o mundo tentando achar seu eixo, mas também do jovem policial James Gordon, que vai se enfiar no meio de uma das forças policiais mais corruptas do planeta e tentar "limpar uma cidade que gosta de ser suja". Essa aliança, que se forma no gibi, e que prossegue até o fim da vida dos dois, de certa forma encerra um ciclo, na visão de Frank Miller. Em O Cavaleiro das Trevas, ele mostrou o que acontecia com um Batman cinquentão, paranóico, isolado, violento.
Antes de Christopher Nolan assumir a direção de Batman Begins, houve um episódio que explica parte do roteiro hoje na tela. A Warner procurou o diretor Darren Aronofsky para fazer um filme baseado na HQ de Miller. Aronofsky foi atrás do próprio Miller para ser o roteirista. Mas Frank Miller não é de se repetir, e sugeriu um roteiro anárquico: Bruce Wayne viveria como um sem-teto antes de se tornar Batman, o mordomo Alfred seria um mecânico de automóveis afro-americano. A Warner não suportou tamanha licença dos dois, e desistiu do projeto. Essa história está contada no livro Tales from Development Hell, de David Hughes.
Nolan também cita a série Arkham Asylum (de Grant Morrison e Dave McKean) como inspiração. Esse gibi é um mergulho junguiano na mente atormentada do herói, que se desdobra em personagens bizarros num sanatório. O filme aproveita essa leitura psicanalítica - mas ela também já estava presente no Batman original, de Bob Kane, e foi explorada magistralmente por Tim Burton no filme inicial. Jotabê Medeiros - O Estado de São Paulo
O Batman demasiado humano de Nolan e Christian Bale
16/6/2005
Filme vai à fonte dos quadrinhos de Frank Miller para dar densidade ao Homem-Morcego
Na entrevista que deu ao Estado sobre Ladrão de Diamantes, o diretor Brett Ratner contou de sua frustração por haver sido despedido do set de Batman Begins. Ratner garante que fez a preparação do filme que estréia amanhã em 320 salas de todo o País. É um realizador de aventuras (com Jackie Chan) eventualmente divertidas, mas nada relevantes. Não era o homem para conduzir esse projeto. A surpresa é constatar que Christopher Nolan fez um belíssimo trabalho. Nolan é aquele diretor que contou de trás para a frente a história de um desmemoriado em Memento, para tentar disfarçar o fato óbvio de que sua trama era convencional até quase o medíocre. Em Insônia, com Al Pacino e Robin Williams, valeu-se de novo artifício e contou em plena luz do dia - o dia eterno do Ártico - uma história de filme noir.
Tudo isso parece engenhoso, mas é perfumaria. Com Batman Begins ocorre alguma coisa diante da câmera e não por causa da preparação de Ratner. Os indicativos - direção, roteiro - apontam para a plena autoria de Nolan, tanto quanto pode haver autoria nessas megaproduções. Batman Begins é maravilhoso e a prova de que o cinema de arte e ensaio precisa reagir urgentemente. Cruzada, Star Wars Episódio 3, Batman Begins, o próprio Sr. & Sra. Smith, que possui qualidades, quem sabe Guerra dos Mundos, que estréia dia 29, mostram que pode haver vida inteligente no cinemão. A proposta de Batman Begins passa pela humanização do personagem, mas num duplo movimento, complexo e até denso. Nolan humaniza para mostrar como um homem forjou o próprio mito de super-herói. Pense no Homem-Aranha e em Superman. Existem agentes externos que os condenam a ser como são (a kryptonita, a picada da aranha modificada geneticamente). Em Batman Begins seguimos a autoconstrução do físico e da mente de um homem.
Ele é obcecado por vingança. Sofre um sutil processo de transformação, que vai além das mudanças operadas no corpo. É algo mais profundo, na mente. O vingador se transformaria num vigilante e ele descobre a Justiça. É emocionante. Todo esse processo exige ator, ou atores. Os que faziam Batman para diretores como Tim Burton e Joel Schumacher eram fracos, mas com a ênfase no visual ou na ação, Michael Keaton, Val Kilmer e George Clooney só pesavam como atrativos de bilheteria em Batman, Batman - O Retorno, Batman Eternamente e Batman & Robin. Agora, a coisa é diferente. Há todo um processo de dramatização para criar o personagem e Christian Bale é um verdadeiro ator, o que faz muita diferença. E não é só Batman/Bruce Wayne. É Alfred, o mordomo, que traz a melhor interpretação de Michael Caine em muitos anos - e você sabe como esse ator, quando é bom, é ótimo; quando é ruim, é péssimo -, e é também o personagem (ou personagens) de Liam Neeson.
E viva a psicanálise. Logo no começo, o garoto Bruce Wayne cai no poço e é atacado pelos morcegos. Seus medos, daí por diante, se metamorfoseiam nos mamíferos voadores noturnos. A perda do pai, assassinado por um ladrão de rua, projeta o menino na orfandade. Ele se lança no mundo, numa busca por si mesmo que o leva aos píncaros do Himalaia, mas a verdadeira revelação ocorre de volta a Gotham City, quando Bruce toma consciência e forja o mito. Ao longo da narrativa, ele cai muitas vezes para cumprir o legado do pai, que lhe disse - "Os homens caem para se levantar." Alfred é fundamental no processo. Como pai substituto de Bruce, ele diz a outra frase definitiva de Batman Begins. Em dois momentos, Bruce, em crise ou momentaneamente derrotado, pergunta a Alfred se o mordomo não vai desistir dele. A resposta é 'Nunca!' e é preciso ver a convicção que Caine põe na sua fala.
Há críticos que dizem que Nolan foi à fonte da graphic novel Asilo Arkham, de Grant Morrison, que mostra um Batman cheio de perversões. Não é verdade. Sua fonte foi o gibi em que Frank Miller redirecionou o insight do criador do Homem-Morcego. Bob Kane criou seu herói dentro do clima de otimismo anterior à 2.ª Guerra Mundial. Ele se tornou sombrio com Miller após outra guerra, a do Vietnã.
Na fonte pesquisada por Nolan, Batman encontra o inspetor Gordon, como no filme. Não é só o insano de dupla personalidade que salta telhados e briga com assaltantes usando uma roupa de morcego. É o pré-Batman, o cara com graves distúrbios psicológicos que se supera por meio de um mito que o transcende. O novo Batman não é puramente divertido, mas também não é reverencialmente mitológico, o que seria outro risco. É um Batman humano, até demais. O filme dura duas horas e, ao contrário de Sr. & Sra. Smith, seu encanto não se dilui. Você vai se surpreender querendo ficar mais tempo com o apaixonante Batman de Christian Bale. Luiz Carlos Merten - O Estado de São Paulo
16/6/2005
Filme vai à fonte dos quadrinhos de Frank Miller para dar densidade ao Homem-Morcego
Na entrevista que deu ao Estado sobre Ladrão de Diamantes, o diretor Brett Ratner contou de sua frustração por haver sido despedido do set de Batman Begins. Ratner garante que fez a preparação do filme que estréia amanhã em 320 salas de todo o País. É um realizador de aventuras (com Jackie Chan) eventualmente divertidas, mas nada relevantes. Não era o homem para conduzir esse projeto. A surpresa é constatar que Christopher Nolan fez um belíssimo trabalho. Nolan é aquele diretor que contou de trás para a frente a história de um desmemoriado em Memento, para tentar disfarçar o fato óbvio de que sua trama era convencional até quase o medíocre. Em Insônia, com Al Pacino e Robin Williams, valeu-se de novo artifício e contou em plena luz do dia - o dia eterno do Ártico - uma história de filme noir.
Tudo isso parece engenhoso, mas é perfumaria. Com Batman Begins ocorre alguma coisa diante da câmera e não por causa da preparação de Ratner. Os indicativos - direção, roteiro - apontam para a plena autoria de Nolan, tanto quanto pode haver autoria nessas megaproduções. Batman Begins é maravilhoso e a prova de que o cinema de arte e ensaio precisa reagir urgentemente. Cruzada, Star Wars Episódio 3, Batman Begins, o próprio Sr. & Sra. Smith, que possui qualidades, quem sabe Guerra dos Mundos, que estréia dia 29, mostram que pode haver vida inteligente no cinemão. A proposta de Batman Begins passa pela humanização do personagem, mas num duplo movimento, complexo e até denso. Nolan humaniza para mostrar como um homem forjou o próprio mito de super-herói. Pense no Homem-Aranha e em Superman. Existem agentes externos que os condenam a ser como são (a kryptonita, a picada da aranha modificada geneticamente). Em Batman Begins seguimos a autoconstrução do físico e da mente de um homem.
Ele é obcecado por vingança. Sofre um sutil processo de transformação, que vai além das mudanças operadas no corpo. É algo mais profundo, na mente. O vingador se transformaria num vigilante e ele descobre a Justiça. É emocionante. Todo esse processo exige ator, ou atores. Os que faziam Batman para diretores como Tim Burton e Joel Schumacher eram fracos, mas com a ênfase no visual ou na ação, Michael Keaton, Val Kilmer e George Clooney só pesavam como atrativos de bilheteria em Batman, Batman - O Retorno, Batman Eternamente e Batman & Robin. Agora, a coisa é diferente. Há todo um processo de dramatização para criar o personagem e Christian Bale é um verdadeiro ator, o que faz muita diferença. E não é só Batman/Bruce Wayne. É Alfred, o mordomo, que traz a melhor interpretação de Michael Caine em muitos anos - e você sabe como esse ator, quando é bom, é ótimo; quando é ruim, é péssimo -, e é também o personagem (ou personagens) de Liam Neeson.
E viva a psicanálise. Logo no começo, o garoto Bruce Wayne cai no poço e é atacado pelos morcegos. Seus medos, daí por diante, se metamorfoseiam nos mamíferos voadores noturnos. A perda do pai, assassinado por um ladrão de rua, projeta o menino na orfandade. Ele se lança no mundo, numa busca por si mesmo que o leva aos píncaros do Himalaia, mas a verdadeira revelação ocorre de volta a Gotham City, quando Bruce toma consciência e forja o mito. Ao longo da narrativa, ele cai muitas vezes para cumprir o legado do pai, que lhe disse - "Os homens caem para se levantar." Alfred é fundamental no processo. Como pai substituto de Bruce, ele diz a outra frase definitiva de Batman Begins. Em dois momentos, Bruce, em crise ou momentaneamente derrotado, pergunta a Alfred se o mordomo não vai desistir dele. A resposta é 'Nunca!' e é preciso ver a convicção que Caine põe na sua fala.
Há críticos que dizem que Nolan foi à fonte da graphic novel Asilo Arkham, de Grant Morrison, que mostra um Batman cheio de perversões. Não é verdade. Sua fonte foi o gibi em que Frank Miller redirecionou o insight do criador do Homem-Morcego. Bob Kane criou seu herói dentro do clima de otimismo anterior à 2.ª Guerra Mundial. Ele se tornou sombrio com Miller após outra guerra, a do Vietnã.
Na fonte pesquisada por Nolan, Batman encontra o inspetor Gordon, como no filme. Não é só o insano de dupla personalidade que salta telhados e briga com assaltantes usando uma roupa de morcego. É o pré-Batman, o cara com graves distúrbios psicológicos que se supera por meio de um mito que o transcende. O novo Batman não é puramente divertido, mas também não é reverencialmente mitológico, o que seria outro risco. É um Batman humano, até demais. O filme dura duas horas e, ao contrário de Sr. & Sra. Smith, seu encanto não se dilui. Você vai se surpreender querendo ficar mais tempo com o apaixonante Batman de Christian Bale. Luiz Carlos Merten - O Estado de São Paulo
Batman volta aos cinemas em versão fiel aos quadrinhos
16/6/2005
Dezesseis anos depois da primeira adaptação do homem-morcego para o cinema, realizada por Tim Burton, chega amanhã ao Brasil a história de como o jovem Bruce Wayne, depois de viver um grande trauma na infância, acabou se tornando o herói dividido entre a ânsia de se vingar e o desejo de reconquistar a segurança em uma cidade tomada pela corrupção. é a transformação da "graphic novel" (histórias em quadrinhos com abordagem adulta) "Ano Um", de Frank Miller e David Mazzuchelli, no filme "Batman Begins".
Gotham City está apavorada pela bandidagem (e poderia, sem muito esforço, ser uma cidade americana em pânico por causa do terrorismo). Num exemplo perfeito do que seria, na prática, a esperança vencer o medo, entra em ação o herói-ricaço Batman/Bruce Wayne (Christian Bale) que, ajudado pela amiga de infância-namoradinha-promotora Rachel Dawes (Katie Holmes), tenta pôr ordem na casa e acabar com a impunidade do crime organizado.
Na intenção de trazer realismo ao filme e de mostrar os porquês de um homem vestir uma máscara, uma capa e um cinto de utilidades e sair pela noite atrás de criminosos, o diretor Christopher Nolan (de "Amnésia" e "Insônia") decidiu que a melhor forma de contar essa história seria voltar ao seu início.
E assim "Batman Begins" -orçado em US$ 180 milhões- reconta o trauma de infância de Bruce Wayne, que assistiu ao assassinato de seus pais e foi criado pelo fiel Alfred (Michael Caine) sem saber muito a que veio ao mundo. Já adulto, ele se envolve com bandidos, na tentativa de entendê-los. Acaba na prisão, de onde é tirado por Henri Ducard (Liam Neeson), braço direito de Ra's al Ghul (Ken Watanabe), cuja organização acredita que Gotham precisa ser extinta para então recomeçar do zero. A discórdia entre os justiceiros e nosso herói é o que dá origem à primeira aventura desse Batman, que pelo jeito não deve demorar a voltar aos cinemas. Débora Miranda - Agora São Paulo
16/6/2005
Dezesseis anos depois da primeira adaptação do homem-morcego para o cinema, realizada por Tim Burton, chega amanhã ao Brasil a história de como o jovem Bruce Wayne, depois de viver um grande trauma na infância, acabou se tornando o herói dividido entre a ânsia de se vingar e o desejo de reconquistar a segurança em uma cidade tomada pela corrupção. é a transformação da "graphic novel" (histórias em quadrinhos com abordagem adulta) "Ano Um", de Frank Miller e David Mazzuchelli, no filme "Batman Begins".
Gotham City está apavorada pela bandidagem (e poderia, sem muito esforço, ser uma cidade americana em pânico por causa do terrorismo). Num exemplo perfeito do que seria, na prática, a esperança vencer o medo, entra em ação o herói-ricaço Batman/Bruce Wayne (Christian Bale) que, ajudado pela amiga de infância-namoradinha-promotora Rachel Dawes (Katie Holmes), tenta pôr ordem na casa e acabar com a impunidade do crime organizado.
Na intenção de trazer realismo ao filme e de mostrar os porquês de um homem vestir uma máscara, uma capa e um cinto de utilidades e sair pela noite atrás de criminosos, o diretor Christopher Nolan (de "Amnésia" e "Insônia") decidiu que a melhor forma de contar essa história seria voltar ao seu início.
E assim "Batman Begins" -orçado em US$ 180 milhões- reconta o trauma de infância de Bruce Wayne, que assistiu ao assassinato de seus pais e foi criado pelo fiel Alfred (Michael Caine) sem saber muito a que veio ao mundo. Já adulto, ele se envolve com bandidos, na tentativa de entendê-los. Acaba na prisão, de onde é tirado por Henri Ducard (Liam Neeson), braço direito de Ra's al Ghul (Ken Watanabe), cuja organização acredita que Gotham precisa ser extinta para então recomeçar do zero. A discórdia entre os justiceiros e nosso herói é o que dá origem à primeira aventura desse Batman, que pelo jeito não deve demorar a voltar aos cinemas. Débora Miranda - Agora São Paulo
'Batman Begins' estréia nos EUA com elogios da crítica
15/6/2005, 11h05
O filme Batman Begins, que estréia nos Estados Unidos nesta quarta-feira, recebeu várias críticas positivas na imprensa americana.
Dirigido pelo britânico Christopher Nolan, mais conhecido pelos filmes de suspense Amnésia e Insônia, é a quinta aventura do Homem-Morcego no cinema desde 1989.
O personagem passou um tempo nas gavetas dos produtores de Hollywood depois que os últimos dois filmes fracassaram nas bilheterias. Clique para ver as fotos da estréia mundial do filme, em Londres. Agora, a revista Hollywood Reporter descreve o revival de Nolan como "um pequeno milagre". "É impressionante ver como Christopher Nolan transformou Batman Begins em uma experiência tão inteligente, instigante e visceral", diz a revista.
Bale
O fime conta como Bruce Wayne se transforma no Homem-Morcego, após o assassinato de seus pais. O ator britânico Christian Bale, que atuou em Psicopata Americano, substitui George Clooney, Val Kilmer e Michael Keaton no papel do super-herói. "Mais astuto que uma pantera, com as maçãs do rosto agudas o bastante para dar uma de amante ardente, Bale vive extremamente bem o pergonagem do vingador", escreve a comentarista Manohla Dargis, do The New York Times. "Mas o que faz nós gostarmos tanto deste Batman é a maneira como o diretor Nolan equilibra os elementos obscuros e os leves da história, e coloca elementos de um gênero tão familiar de maneira nova e inédita."
Elenco
O filme também conta, no elenco, com atores de primeira linha, como Michael Caine, Gary Oldman, Liam Neeson e Morgan Freeman.
"Depois de um intervalo de oito anos, a marca Batman finalmente encontrou seu caminho", afirma o crítico Roger Ebert, do jornal Chicago Sun-Times.
"Este era o filme de Batman pelo qual eu sempre esperei: mais ênfase na história e no personagem, e menos na ação high-tech", segue Ebert.
Mas os elogios não são unânimes. "Christian Bale é o melhor Batman desde que a Warner Bros reacendeu a marca em 1989, mas todos os fãs do diretor Nolan vão achar que este esforço respeitável nada mais é do que uma decadência diante de Amnésia", disse um crítico do USA Today. Notícias BBC Brasil
15/6/2005, 11h05
O filme Batman Begins, que estréia nos Estados Unidos nesta quarta-feira, recebeu várias críticas positivas na imprensa americana.
Dirigido pelo britânico Christopher Nolan, mais conhecido pelos filmes de suspense Amnésia e Insônia, é a quinta aventura do Homem-Morcego no cinema desde 1989.
O personagem passou um tempo nas gavetas dos produtores de Hollywood depois que os últimos dois filmes fracassaram nas bilheterias. Clique para ver as fotos da estréia mundial do filme, em Londres. Agora, a revista Hollywood Reporter descreve o revival de Nolan como "um pequeno milagre". "É impressionante ver como Christopher Nolan transformou Batman Begins em uma experiência tão inteligente, instigante e visceral", diz a revista.
Bale
O fime conta como Bruce Wayne se transforma no Homem-Morcego, após o assassinato de seus pais. O ator britânico Christian Bale, que atuou em Psicopata Americano, substitui George Clooney, Val Kilmer e Michael Keaton no papel do super-herói. "Mais astuto que uma pantera, com as maçãs do rosto agudas o bastante para dar uma de amante ardente, Bale vive extremamente bem o pergonagem do vingador", escreve a comentarista Manohla Dargis, do The New York Times. "Mas o que faz nós gostarmos tanto deste Batman é a maneira como o diretor Nolan equilibra os elementos obscuros e os leves da história, e coloca elementos de um gênero tão familiar de maneira nova e inédita."
Elenco
O filme também conta, no elenco, com atores de primeira linha, como Michael Caine, Gary Oldman, Liam Neeson e Morgan Freeman.
"Depois de um intervalo de oito anos, a marca Batman finalmente encontrou seu caminho", afirma o crítico Roger Ebert, do jornal Chicago Sun-Times.
"Este era o filme de Batman pelo qual eu sempre esperei: mais ênfase na história e no personagem, e menos na ação high-tech", segue Ebert.
Mas os elogios não são unânimes. "Christian Bale é o melhor Batman desde que a Warner Bros reacendeu a marca em 1989, mas todos os fãs do diretor Nolan vão achar que este esforço respeitável nada mais é do que uma decadência diante de Amnésia", disse um crítico do USA Today. Notícias BBC Brasil
Informática
Google e Microsoft travam batalha em 3D
16/6/2005
Empresas correm para oferecer a melhor versão interativa de mapas de todo o planeta pela internet
Uma guerra de mundos virtuais começa a se armar entre a empresa de buscas na internet Google e a gigante dos softwares Microsoft. O desafio para as duas companhias é oferecer a melhor versão do planeta Terra na internet. Em sites que já exibem mapas tradicionais, bidimensionais, como o MapQuest.com, os projetos em desenvolvimento na Google e na Microsoft permitirão que os usuários cliquem em versões em três dimensões (3D) interativas de, por exemplo, ruas de cidades.
A idéia é que os viajantes usarão os serviços online gratuitos não só para conhecer novas cidades, mas também para personalizar suas visitas com zooms em pontos de interesse individual assinalados pelo software. "Parques temáticos, trilhas de bicicleta, tudo que você possa imaginar" poderiam ser explorados com o clique de um mouse, disse Tom Bailey, diretor de vendas e marketing da MapPoint Business Unit da Microsoft, a divisão responsável pelo projeto MSN Virtual Earth.
O lançamento do MSN Virtual Earth está programado para algum momento entre junho a setembro. O software permitirá que os usuários vejam imagens de 15 a 30 metros acima dos topos dos edifícios em muitas áreas urbanas. A Microsoft não estará incluindo zonas rurais por ocasião do lançamento do software.
No mês passado, o co-fundador da Google, Sergey Brin, demonstrou o Google Earth numa coletiva à imprensa, e mostrou como o software poderia simular um vôo do usuário por um Grand Canyon digitalizado. A Google trabalha para tornar o software tão fácil de usar quanto seu popular dispositivo de busca: os usuários começam com uma visão da Terra flutuando no espaço exterior, fazendo zooms contínuos à vontade para qualquer ponto. O Google Earth usa tecnologia desenvolvida pela Keyhole Corp., companhia adquirida pela Google em outubro. O software ainda está em teste, e a companhia não informou quando será lançado.
O duelo nos planetas virtuais é apenas o mais recente round de uma disputa em curso entre a Google e a Microsoft pelo domínio entre usuários e clientes, na medida em que ambas lançaram produtos que invadem os domínios da outra, entre ferramentas de busca e aplicações de software para desktops. As duas rivais não são as únicas que tentam digitalizar o planeta. A empresa de vendas online Amazon.com oferece imagens panorâmicas de fachadas de lojas reais em seu site. A Yahoo Inc. também está no negócio de mapas, tentando cavar seu próprio nicho oferecendo atualizações das condições de tráfego ao vivo para muitas cidades. O Estado de Sã Paulo
Google e Microsoft travam batalha em 3D
16/6/2005
Empresas correm para oferecer a melhor versão interativa de mapas de todo o planeta pela internet
Uma guerra de mundos virtuais começa a se armar entre a empresa de buscas na internet Google e a gigante dos softwares Microsoft. O desafio para as duas companhias é oferecer a melhor versão do planeta Terra na internet. Em sites que já exibem mapas tradicionais, bidimensionais, como o MapQuest.com, os projetos em desenvolvimento na Google e na Microsoft permitirão que os usuários cliquem em versões em três dimensões (3D) interativas de, por exemplo, ruas de cidades.
A idéia é que os viajantes usarão os serviços online gratuitos não só para conhecer novas cidades, mas também para personalizar suas visitas com zooms em pontos de interesse individual assinalados pelo software. "Parques temáticos, trilhas de bicicleta, tudo que você possa imaginar" poderiam ser explorados com o clique de um mouse, disse Tom Bailey, diretor de vendas e marketing da MapPoint Business Unit da Microsoft, a divisão responsável pelo projeto MSN Virtual Earth.
O lançamento do MSN Virtual Earth está programado para algum momento entre junho a setembro. O software permitirá que os usuários vejam imagens de 15 a 30 metros acima dos topos dos edifícios em muitas áreas urbanas. A Microsoft não estará incluindo zonas rurais por ocasião do lançamento do software.
No mês passado, o co-fundador da Google, Sergey Brin, demonstrou o Google Earth numa coletiva à imprensa, e mostrou como o software poderia simular um vôo do usuário por um Grand Canyon digitalizado. A Google trabalha para tornar o software tão fácil de usar quanto seu popular dispositivo de busca: os usuários começam com uma visão da Terra flutuando no espaço exterior, fazendo zooms contínuos à vontade para qualquer ponto. O Google Earth usa tecnologia desenvolvida pela Keyhole Corp., companhia adquirida pela Google em outubro. O software ainda está em teste, e a companhia não informou quando será lançado.
O duelo nos planetas virtuais é apenas o mais recente round de uma disputa em curso entre a Google e a Microsoft pelo domínio entre usuários e clientes, na medida em que ambas lançaram produtos que invadem os domínios da outra, entre ferramentas de busca e aplicações de software para desktops. As duas rivais não são as únicas que tentam digitalizar o planeta. A empresa de vendas online Amazon.com oferece imagens panorâmicas de fachadas de lojas reais em seu site. A Yahoo Inc. também está no negócio de mapas, tentando cavar seu próprio nicho oferecendo atualizações das condições de tráfego ao vivo para muitas cidades. O Estado de Sã Paulo
Sun abre código-fonte
16/6/2005
A Sun Microsystems anunciou ontem a abertura do código-fonte do Solaris 10 para ampliar o uso do sistema operacional. Em janeiro de 2005, a companhia passou a oferecer o sistema gratuitamente. Foram registrados mais de 1,6 milhão de downloads. O projeto englobará o sistema operacional central, a rede, os arquivos do sistema, além dos comandos e inovações do Solaris 10. Ontem, a Sun, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), o Ministério do Trabalho e Emprego, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) lançaram o Programa Técnico-Cidadão com o objetivo de capacitar técnicos e viabilizar o suporte e a instalação de soluções de software livre no Brasil. Na primeira fase do projeto serão oferecidas 500 vagas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. Registro - Gazeta Mercantil
16/6/2005
A Sun Microsystems anunciou ontem a abertura do código-fonte do Solaris 10 para ampliar o uso do sistema operacional. Em janeiro de 2005, a companhia passou a oferecer o sistema gratuitamente. Foram registrados mais de 1,6 milhão de downloads. O projeto englobará o sistema operacional central, a rede, os arquivos do sistema, além dos comandos e inovações do Solaris 10. Ontem, a Sun, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), o Ministério do Trabalho e Emprego, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) lançaram o Programa Técnico-Cidadão com o objetivo de capacitar técnicos e viabilizar o suporte e a instalação de soluções de software livre no Brasil. Na primeira fase do projeto serão oferecidas 500 vagas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. Registro - Gazeta Mercantil
"MP do Bem" libera empresas de software ou de tecnologia de PIS/Cofins
16/6/2005
Outro incentivo da "MP do Bem" permite que empresas de software ou de tecnologia de informação não paguem PIS/Cofins ao adquirir máquinas, equipamentos e serviços, desde que tenham 80% da receita com vendas ao exterior. Elas terão até 5 anos para comprovar que atingiram as condições, mas com acesso regular da Receita Federal a seus dados.
É mais uma medida, segundo explicou o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Márcio Fortes, para permitir ao setor atingir a meta de US$ 2 bilhões em exportação anual.
Também foi criado o Programa de Inclusão Digital, com alíquota zero de PIS/Cofins sobre a venda no varejo de computadores com valor inferior a R$ 2,5 mil.
O objetivo é ampliar o acesso de pessoas com menor poder aquisitivo a equipamentos de informática. O prazo de validade do benefício vai até 2009. Azelma Rodrigues - Valor Econômico
16/6/2005
Outro incentivo da "MP do Bem" permite que empresas de software ou de tecnologia de informação não paguem PIS/Cofins ao adquirir máquinas, equipamentos e serviços, desde que tenham 80% da receita com vendas ao exterior. Elas terão até 5 anos para comprovar que atingiram as condições, mas com acesso regular da Receita Federal a seus dados.
É mais uma medida, segundo explicou o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Márcio Fortes, para permitir ao setor atingir a meta de US$ 2 bilhões em exportação anual.
Também foi criado o Programa de Inclusão Digital, com alíquota zero de PIS/Cofins sobre a venda no varejo de computadores com valor inferior a R$ 2,5 mil.
O objetivo é ampliar o acesso de pessoas com menor poder aquisitivo a equipamentos de informática. O prazo de validade do benefício vai até 2009. Azelma Rodrigues - Valor Econômico
MP do Bem deve dar isenções de R$ 1,5 bilhão a exportação, informática e construção civil
15/06/2005, 18h22
Brasília - Empresas exportadoras. Setor de construção civil. Pessoas que pretendem vender um imóvel residencial ou comprar um computador. Micro, pequenos e médios investidores de todos esses perfis deverão sentir os efeitos da medida provisória assinada hoje (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Batizada de MP do Bem, a medida deve representar, já ao longo deste ano, uma isenção fiscal de cerca de R$ 1,5 bilhão. No ano que vem, o impacto fiscal previsto é de R$ 3,3 bilhões.
Confira os principais pontos da MP do Bem:
Incentivo às empresas exportadoras
Cria o Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital (Recap), que suspende a incidência do PIS/Pasep e da Cofins nas vendas e na importação de máquinas e equipamentos. Mas só podem se beneficiar as empresas que tenham 80% da receita obtida com exportação. A medida deve beneficiar setores como o de celulose e siderurgia. As novas empresas têm que cumprir a meta de exportação de sua produção no período de três anos. Para empresas já existentes, o prazo é de dois anos. Caso não cumpra essa cota, os impostos serão cobrados com juros e multas.
O secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Antonio Sérgio Martins, avalia que essa medida deve estimular novos investimentos que podem chegar a US$ 10 bilhões.
Incentivo à exportação de serviços de Tecnologia da Informação (TI)
Suspensão do PIS/Pasep e da Cofins para as empresas de software ou TI exportadoras na compra de bens. A suspensão também se aplica aos serviços contratados para a elaboração dos produtos. A medida facilita a aquisição de máquinas e equipamentos para montagem e ampliação dessas empresas. Para ter direito a essa suspensão é preciso que 80% dos serviços prestados ou produtos desenvolvidos se destinem ao mercado externo.
Investimento produtivo
A medida prorroga o prazo para o final de 2006 para que as empresas tributadas com base no lucro real possam utilizar crédito relativo à Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) à razão de 25% sobre a depreciação acelerada de máquinas e equipamentos. Esse mecanismo tinha validade até o final de 2005. Depreciação acelerada é a contabilização na metade do tempo da desvalorização de um bem para fins de declaração de renda. Uma máquina, por exemplo, que normalmente se deprecia em dez anos na depreciação acelerada se deprecia em cinco anos, ou seja, 25% ao ano, reduzindo o imposto de renda a ser pago.
A MP também prorroga por tempo indeterminado do direito de aproveitamento em 24 meses de créditos do PIS/Cofins sobre a aquisição de bens de capital. Esse benefício tinha prazo de vigência até o final de 2005.
Fica antecipada a redução a zero das alíquotas de IPI sobre bens de capital (máquinas e equipamentos). A isenção desse imposto estava prevista para ocorrer no final de 2006.
Construção Civil
O Regime Tributário Especial (RET) torna definitivo o pagamento de tributos relativos ao patrimônio afetado, facilitando o controle e a fiscalização por parte dos mutuários e melhorando as condições de financiamento de imóveis.
A medida ainda permite que os contratos de longo prazo relativos à incorporação imobiliária, com cláusula de reajuste efetivados antes de 31 de outubro de 2003, permaneçam na sistemática de cumulatividade.
Tributação dos ganhos de capital na venda de imóveis residenciais
A MP isenta do Imposto de Renda na alienação de imóveis residenciais, se o valor for utilizado na aquisição de outro imóvel residencial em até 180 dias. Caso a compra não seja realizada, a pessoa terá que pagar o imposto com juros. Uma mesma pessoa só pode utilizar esse benefício a cada cinco anos.
A medida também institui um fator de redução de 0,35% ao mês sobre ganhos de capital decorrentes da alienação de imóveis, para cada mês verificado entre a compra (desde janeiro de 1996) e a venda do bem.
Alienação de bens de pequeno valor
Eleva o valor de isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física sobre o ganho de capital de R$ 20 mil para R$ 35 mil, no caso de alienação de bens de pequeno valor. É válido, por exemplo, para a venda de terrenos.
Micro e pequenas empresas
Elimina a retroatividade da exclusão do SIMPLES, quando decorrente de inscrição de débitos em Dívida Ativa da União ou do INSS. Com essa medida, o governo pretende facilitar o retorno do contribuinte ao regime do SIMPLES e desonerar o contribuinte que já se encontra inadimplente perante a Fazenda Nacional, visto que atualmente as exclusões retroagem ao mês da inscrição do débito.
Incentivo ao Investimento em Pesquisa e Desenvolvimento
Permite a dedução de até o dobro do valor gasto com despesas em pesquisa e desenvolvimento. Essa dedução é dividida em 60% para qualquer tipo de despesa, 20% para gastos com recursos humanos e mais 20% se a pesquisa desenvolvida resultar em registro de uma nova patente.
Os recursos repassados por uma instituição a micro e pequenas empresas ou a inventores e pesquisadores independentes serão deduzidos como despesa operacional.
Subvenção pública de até 50% do que as empresas gastam com remuneração de pesquisadores mestres e doutores. O secretário de Tecnologia e Inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia, Francelino Grando, estima que essa medida deve estimular o ingresso de mil novos mestres e doutores, em 2006, nesse mercado de trabalho.
Inclusão Digital
Criação do Programa Computador para Todos que prevê isenção de PIS/Pasep e da Cofins para a venda de microcomputadores ao consumidor final. O equipamento composto de unidade de processamento (CPU), monitor, teclado e mouse não pode ultrapassar o valor de R$ 2,5 mil. A isenção será válida até 2009 e deve reduzir em 9,25% o preço desse produto.
A expectativa é dobrar, em um ano, o número de computadores no país que hoje é de 1 milhão de unidades. Com a redução no preço ao consumidor, o governo espera também combater parte da sonegação gerada pelo mercado informal que, segundo dados do Ministério da Fazenda, representa hoje cerca de 70% do volume comercializado. Os computadores virão com programas de software livre.
Desenvolvimento regional
Destina-se às empresas instaladas em regiões menos desenvolvidas no Norte e Nordeste do país. As regiões beneficiadas serão definidas pelo Ministério da Integração Nacional. A medida permite:
A MP deprecia integralmente os bens de capital no ano de aquisição, para efeito de cálculo do Imposto de Renda. Aproveitar o crédito do PIS/Pasep e da Cofins, relativo à aquisição de bens de capital, no prazo de 12 meses.
Ampliação dos prazos de recolhimento de tributos
A partir de janeiro de 2006, serão ampliados os prazos de recolhimento do Imposto de Renda na Fonte, do IOF e da CPMF. O imposto na fonte, como o de trabalho assalariado sem vínculo empregatício, passa a ser apurado mensalmente. O prazo de recolhimento do IOF e a CPMF passa a ser a cada 10 dias. Antes esse prazos eram semanais. Cecília Jorge - Portal da Cidadania - Radiobrás
15/06/2005, 18h22
Brasília - Empresas exportadoras. Setor de construção civil. Pessoas que pretendem vender um imóvel residencial ou comprar um computador. Micro, pequenos e médios investidores de todos esses perfis deverão sentir os efeitos da medida provisória assinada hoje (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Batizada de MP do Bem, a medida deve representar, já ao longo deste ano, uma isenção fiscal de cerca de R$ 1,5 bilhão. No ano que vem, o impacto fiscal previsto é de R$ 3,3 bilhões.
Confira os principais pontos da MP do Bem:
Incentivo às empresas exportadoras
Cria o Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital (Recap), que suspende a incidência do PIS/Pasep e da Cofins nas vendas e na importação de máquinas e equipamentos. Mas só podem se beneficiar as empresas que tenham 80% da receita obtida com exportação. A medida deve beneficiar setores como o de celulose e siderurgia. As novas empresas têm que cumprir a meta de exportação de sua produção no período de três anos. Para empresas já existentes, o prazo é de dois anos. Caso não cumpra essa cota, os impostos serão cobrados com juros e multas.
O secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Antonio Sérgio Martins, avalia que essa medida deve estimular novos investimentos que podem chegar a US$ 10 bilhões.
Incentivo à exportação de serviços de Tecnologia da Informação (TI)
Suspensão do PIS/Pasep e da Cofins para as empresas de software ou TI exportadoras na compra de bens. A suspensão também se aplica aos serviços contratados para a elaboração dos produtos. A medida facilita a aquisição de máquinas e equipamentos para montagem e ampliação dessas empresas. Para ter direito a essa suspensão é preciso que 80% dos serviços prestados ou produtos desenvolvidos se destinem ao mercado externo.
Investimento produtivo
A medida prorroga o prazo para o final de 2006 para que as empresas tributadas com base no lucro real possam utilizar crédito relativo à Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) à razão de 25% sobre a depreciação acelerada de máquinas e equipamentos. Esse mecanismo tinha validade até o final de 2005. Depreciação acelerada é a contabilização na metade do tempo da desvalorização de um bem para fins de declaração de renda. Uma máquina, por exemplo, que normalmente se deprecia em dez anos na depreciação acelerada se deprecia em cinco anos, ou seja, 25% ao ano, reduzindo o imposto de renda a ser pago.
A MP também prorroga por tempo indeterminado do direito de aproveitamento em 24 meses de créditos do PIS/Cofins sobre a aquisição de bens de capital. Esse benefício tinha prazo de vigência até o final de 2005.
Fica antecipada a redução a zero das alíquotas de IPI sobre bens de capital (máquinas e equipamentos). A isenção desse imposto estava prevista para ocorrer no final de 2006.
Construção Civil
O Regime Tributário Especial (RET) torna definitivo o pagamento de tributos relativos ao patrimônio afetado, facilitando o controle e a fiscalização por parte dos mutuários e melhorando as condições de financiamento de imóveis.
A medida ainda permite que os contratos de longo prazo relativos à incorporação imobiliária, com cláusula de reajuste efetivados antes de 31 de outubro de 2003, permaneçam na sistemática de cumulatividade.
Tributação dos ganhos de capital na venda de imóveis residenciais
A MP isenta do Imposto de Renda na alienação de imóveis residenciais, se o valor for utilizado na aquisição de outro imóvel residencial em até 180 dias. Caso a compra não seja realizada, a pessoa terá que pagar o imposto com juros. Uma mesma pessoa só pode utilizar esse benefício a cada cinco anos.
A medida também institui um fator de redução de 0,35% ao mês sobre ganhos de capital decorrentes da alienação de imóveis, para cada mês verificado entre a compra (desde janeiro de 1996) e a venda do bem.
Alienação de bens de pequeno valor
Eleva o valor de isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física sobre o ganho de capital de R$ 20 mil para R$ 35 mil, no caso de alienação de bens de pequeno valor. É válido, por exemplo, para a venda de terrenos.
Micro e pequenas empresas
Elimina a retroatividade da exclusão do SIMPLES, quando decorrente de inscrição de débitos em Dívida Ativa da União ou do INSS. Com essa medida, o governo pretende facilitar o retorno do contribuinte ao regime do SIMPLES e desonerar o contribuinte que já se encontra inadimplente perante a Fazenda Nacional, visto que atualmente as exclusões retroagem ao mês da inscrição do débito.
Incentivo ao Investimento em Pesquisa e Desenvolvimento
Permite a dedução de até o dobro do valor gasto com despesas em pesquisa e desenvolvimento. Essa dedução é dividida em 60% para qualquer tipo de despesa, 20% para gastos com recursos humanos e mais 20% se a pesquisa desenvolvida resultar em registro de uma nova patente.
Os recursos repassados por uma instituição a micro e pequenas empresas ou a inventores e pesquisadores independentes serão deduzidos como despesa operacional.
Subvenção pública de até 50% do que as empresas gastam com remuneração de pesquisadores mestres e doutores. O secretário de Tecnologia e Inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia, Francelino Grando, estima que essa medida deve estimular o ingresso de mil novos mestres e doutores, em 2006, nesse mercado de trabalho.
Inclusão Digital
Criação do Programa Computador para Todos que prevê isenção de PIS/Pasep e da Cofins para a venda de microcomputadores ao consumidor final. O equipamento composto de unidade de processamento (CPU), monitor, teclado e mouse não pode ultrapassar o valor de R$ 2,5 mil. A isenção será válida até 2009 e deve reduzir em 9,25% o preço desse produto.
A expectativa é dobrar, em um ano, o número de computadores no país que hoje é de 1 milhão de unidades. Com a redução no preço ao consumidor, o governo espera também combater parte da sonegação gerada pelo mercado informal que, segundo dados do Ministério da Fazenda, representa hoje cerca de 70% do volume comercializado. Os computadores virão com programas de software livre.
Desenvolvimento regional
Destina-se às empresas instaladas em regiões menos desenvolvidas no Norte e Nordeste do país. As regiões beneficiadas serão definidas pelo Ministério da Integração Nacional. A medida permite:
A MP deprecia integralmente os bens de capital no ano de aquisição, para efeito de cálculo do Imposto de Renda. Aproveitar o crédito do PIS/Pasep e da Cofins, relativo à aquisição de bens de capital, no prazo de 12 meses.
Ampliação dos prazos de recolhimento de tributos
A partir de janeiro de 2006, serão ampliados os prazos de recolhimento do Imposto de Renda na Fonte, do IOF e da CPMF. O imposto na fonte, como o de trabalho assalariado sem vínculo empregatício, passa a ser apurado mensalmente. O prazo de recolhimento do IOF e a CPMF passa a ser a cada 10 dias. Antes esse prazos eram semanais. Cecília Jorge - Portal da Cidadania - Radiobrás
Lula anuncia incentivos fiscais à inovação tecnológica e PC Conectado
15/06/2005
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje, 15, um pacote de medidas para desonerar os investimentos, estimular a inovação, pesquisa e desenvolvimento, e a isenção de PIS e Cofins para os computadores que custem até R$ 2.500,00. Com a isenção tributária para os equipamentos de informática, será implantado o programa PC Conectado, agora chamado de "Computador para todos", com o qual o governo pretende facilitar para a população de baixa renda o acesso ao computador e à conexão à Internet. Pelo programa "Computador para todos", as pessoas poderão adquirir equipamentos de até R$ 1.400,00, com direito a financiamento de R$ 1.200,00 com juros subsidiados. O dinheiro para o financiamento virá do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que já liberou R$ 200 milhões para o programa e tem disponíveis mais R$ 250 milhões para o caso de a demanda superar a disponibilidade inicial. As microempresas poderão adquirir o equipamento com financiamento pelo programa de microcrédito (o limite desse programa para pequenas empresas será ampliado de R$ 1.000,00 para R$ 1.500,00). O comprador do computador terá direito a 15 horas de conexão à Internet por mês pelo valor de R$ 7,50 (neste valor está incluído o custo com provedor), conforme negociado pelo governo com as operadoras de telecomunicações. Na estimativa do setor, há no País 15 milhões de linhas telefônicas residenciais sem acesso à Internet. As medidas virão numa medida provisória e em decretos assinados por Lula. Um dos decretos vai criar um serviço alternativo de comunicação para permitir o oferecimento da conexão à Internet a R$ 7,50 apenas aos incluídos no programa "Computdor para todos", sem ferir o princípio da Lei Geral de Telecomunicações que garante isonomia a todos os usuários dos serviços. Na parte de inovação, está previsto que o governo poderá subsidiar em até 50% os gastos das empresas com remuneração dos pesquisadores. As empresas terão ainda abater em dobro da base de cálculo dos tributos os gatos com pesquisa e desenvolvimento. Se uma grande empresa contratar uma pequena para desenvolver um projeto inovador, ela poderá jogar esse custo como despesa operacional. "Estamos premiando as grandes empresas que trabalham junto com as pequenas", disse o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Para Eduardo Campos, ministro da Ciência e Tecnologia, outro aspecto positivo é que agora a legislação sobre incentivos à inovação e desenvolvimento tecnológico estará unificada. O setor de serviços e de software foi beneficiado com a criação da plataforma de exportação (isenção de PIS e Cofins para empresas que exportam mais de 80% de sua produção). Foram anunciadas ainda medidas de insenção tributária para bens de capital, de alterações nas regras do Simples e outras para beneficiar a agricultura e a construção civil. Lula avisou que outras medidas virão, porque o objetivo do governo é desonerar totalmente os investimentos. Ele ressaltou, entretanto, que qualquer iniciativa levará em conta o equilíbrio. Não será adotada nenhuma medida com interesses eleitorais, garantiu. Numa tentativa de tranquilizar os empresários, Lula reafirmou o compromisso com o equilíbrio fiscal, condição para o País continuar avançando. Gilson Euzebio - Telecom Online
15/06/2005
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje, 15, um pacote de medidas para desonerar os investimentos, estimular a inovação, pesquisa e desenvolvimento, e a isenção de PIS e Cofins para os computadores que custem até R$ 2.500,00. Com a isenção tributária para os equipamentos de informática, será implantado o programa PC Conectado, agora chamado de "Computador para todos", com o qual o governo pretende facilitar para a população de baixa renda o acesso ao computador e à conexão à Internet. Pelo programa "Computador para todos", as pessoas poderão adquirir equipamentos de até R$ 1.400,00, com direito a financiamento de R$ 1.200,00 com juros subsidiados. O dinheiro para o financiamento virá do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que já liberou R$ 200 milhões para o programa e tem disponíveis mais R$ 250 milhões para o caso de a demanda superar a disponibilidade inicial. As microempresas poderão adquirir o equipamento com financiamento pelo programa de microcrédito (o limite desse programa para pequenas empresas será ampliado de R$ 1.000,00 para R$ 1.500,00). O comprador do computador terá direito a 15 horas de conexão à Internet por mês pelo valor de R$ 7,50 (neste valor está incluído o custo com provedor), conforme negociado pelo governo com as operadoras de telecomunicações. Na estimativa do setor, há no País 15 milhões de linhas telefônicas residenciais sem acesso à Internet. As medidas virão numa medida provisória e em decretos assinados por Lula. Um dos decretos vai criar um serviço alternativo de comunicação para permitir o oferecimento da conexão à Internet a R$ 7,50 apenas aos incluídos no programa "Computdor para todos", sem ferir o princípio da Lei Geral de Telecomunicações que garante isonomia a todos os usuários dos serviços. Na parte de inovação, está previsto que o governo poderá subsidiar em até 50% os gastos das empresas com remuneração dos pesquisadores. As empresas terão ainda abater em dobro da base de cálculo dos tributos os gatos com pesquisa e desenvolvimento. Se uma grande empresa contratar uma pequena para desenvolver um projeto inovador, ela poderá jogar esse custo como despesa operacional. "Estamos premiando as grandes empresas que trabalham junto com as pequenas", disse o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Para Eduardo Campos, ministro da Ciência e Tecnologia, outro aspecto positivo é que agora a legislação sobre incentivos à inovação e desenvolvimento tecnológico estará unificada. O setor de serviços e de software foi beneficiado com a criação da plataforma de exportação (isenção de PIS e Cofins para empresas que exportam mais de 80% de sua produção). Foram anunciadas ainda medidas de insenção tributária para bens de capital, de alterações nas regras do Simples e outras para beneficiar a agricultura e a construção civil. Lula avisou que outras medidas virão, porque o objetivo do governo é desonerar totalmente os investimentos. Ele ressaltou, entretanto, que qualquer iniciativa levará em conta o equilíbrio. Não será adotada nenhuma medida com interesses eleitorais, garantiu. Numa tentativa de tranquilizar os empresários, Lula reafirmou o compromisso com o equilíbrio fiscal, condição para o País continuar avançando. Gilson Euzebio - Telecom Online
Governo corta R$ 1,5 bi em impostos
16/6/2005
MP do Bem traz 26 medidas para estimular investimentos voltados para exportações, a inovação tecnológica e a construção civil
Em meio à crise política, o governo anunciou ontem um pacote de 26 medidas para dar uma injeção de ânimo na atividade econômica. Ela corta tributos sobre investimentos produtivos, estimula o setor da construção civil, as microempresas e o mercado de capitais. Com as medidas, o governo deixa de arrecadar R$ 1,53 bilhão neste ano. Em 2006, a conta deve dobrar, chegando a R$ 3,31 bilhões. Estavam presentes 11 ministros, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Novas medidas ainda serão adotadas. Desta vez, elas devem desonerar investimentos em infra-estrutura e ampliar a lista de máquinas e equipamentos isentos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além de reduzir a tributação sobre produtos de consumo popular, como material para construção. "Precisamos desonerar os produtos do comércio formiguinha para pequenas reformas", disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan.
As novas propostas serão apresentadas na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) no final deste mês.
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, destacou que a perda de receitas no curto prazo será compensada mais à frente com aumento da produção e das vendas, que elevarão a arrecadação. No futuro, afirmou o ministro, as receitas adicionais permitirão a adoção de novas medidas de alívio na tributação. Empolgado pelas palmas do auditório repleto de empresários, Palocci anunciou: "vamos eliminar todos os impostos sobre investimentos até o final do governo Lula".
Os entraves tributários para novos investimentos foram substancialmente reduzidos. Atendendo a um apelo insistente dos industriais, o governo reduziu a zero a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que atualmente é de 2%. Com isso, antecipou uma medida prometida para 2006.
Empreendimentos novos que forem exportar pelo menos 80% de sua produção poderão comprar máquinas e equipamentos sem pagar as contribuições ao Programa de Integração Social (PIS) e para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Elas terão de comprovar, durante três anos, que mantiveram o porcentual combinado de vendas ao exterior. Se o fizerem, a suspensão da cobrança de PIS e Cofins será transformada numa isenção definitiva. A medida, anunciada há cerca de um mês, já teve como resposta algumas intenções de investimento que somam US$ 6,8 bilhões. São parcerias da Vale do Rio Doce com a chinesa Bao Steel, com a alemã Thyssen Krupp e com a italiana Danielle, além de uma indústria de papel e celulose em Três Lagos (MS) pela International Paper.
A construção civil, um setor fortemente gerador de emprego e com peso importante no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), foi brindada com várias medidas que baratearão os negócios. Quem vender um imóvel não precisará mais recolher Imposto de Renda sobre o ganho de capital (a valorização do bem), desde que o dinheiro seja usado para comprar outro imóvel num prazo de até seis meses. Esse benefício pode ser usado uma vez a cada cinco anos.
Outra medida para animar o setor imobiliário é o que barateia a tributação sobre o "patrimônio afetado", um instrumento criado para dar mais segurança a quem compra um imóvel. Por essa regra, a contabilidade de um prédio em construção fica separada das contas da construtora, para evitar a repetição de episódios como o da Encol. No entanto, esse instrumento não vinha sendo utilizado porque, para fazê-lo, a construtora tinha de pagar 7% sobre o valor patrimônio afetado, a título de antecipação do Imposto de Renda. A "MP do Bem" transformou a antecipação em tributação definitiva.
No entanto, não foi só nesses dois "motores" da economia que a MP se concentrou. Outro setor de peso, o das microempresas, também foi atendido. Conforme antecipou o Estado em sua edição de ontem, os pequenos empresários que haviam sido excluídos do Simples por atraso nos pagamentos poderão voltar ao sistema. Pela regra atual, a microempresa excluída do Simples passa a recolher seus impostos pelo sistema tradicional, o que significa uma tributação mais elevada.
Também conforme antecipou o Estado, a MP trouxe estímulos para o desenvolvimento do Norte e Nordeste. As empresas localizadas nessa região terão descontos no IR, PIS, Cofins e Contribuição Social para o Lucro Líquido (CSLL).
Além de facilitar a ampliação do parque produtivo, a "MP do Bem" cria novos estímulos para a inovação tecnológica, que é considerada no governo uma base para a competitividade dos produtos brasileiros. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias poderão ser contadas em dobro quando a empresa for calcular seu lucro e recolher o Imposto de Renda.
Uma outra medida prevê o estímulo à inclusão digital, com a desoneração total de PIS e Cofins sobre computadores de até R$ 2.500,00. A medida faz parte do programa PC Conectado, e prevê que esses equipamentos não pagarão PIS e Cofins, o que significará uma redução de aproximadamente 9,25% no preço final.
Até contra a gasolina adulterada a MP vai atuar. O governo decidiu cobrar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre solventes, o que encarecerá a fraude nos combustíveis. Empresas que compram solvente com outra finalidade, como é o caso das fabricantes de tintas, poderão abater o que pagaram de Cide no valor do PIS e Cofins a pagar.
Outra curiosidade da "MP do Bem" foi reduzir de 30% para 20% a alíquota do IPI sobre vinhos espumantes. Com os descontos que já são concedidos, na prática a alíquota caiu de 15% para 10%. A medida visou dar a esse produto um tratamento tributário igual ao do vinho de mesa.
remuneração de pesquisadores contratados por empresas. Outra medida isenta de PIS e Cofins a a venda de computadores de até R$ 2.500,00. Sheila D Amorim, Renata Veríssimo - O Estado de São Paulo
16/6/2005
MP do Bem traz 26 medidas para estimular investimentos voltados para exportações, a inovação tecnológica e a construção civil
Em meio à crise política, o governo anunciou ontem um pacote de 26 medidas para dar uma injeção de ânimo na atividade econômica. Ela corta tributos sobre investimentos produtivos, estimula o setor da construção civil, as microempresas e o mercado de capitais. Com as medidas, o governo deixa de arrecadar R$ 1,53 bilhão neste ano. Em 2006, a conta deve dobrar, chegando a R$ 3,31 bilhões. Estavam presentes 11 ministros, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Novas medidas ainda serão adotadas. Desta vez, elas devem desonerar investimentos em infra-estrutura e ampliar a lista de máquinas e equipamentos isentos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além de reduzir a tributação sobre produtos de consumo popular, como material para construção. "Precisamos desonerar os produtos do comércio formiguinha para pequenas reformas", disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan.
As novas propostas serão apresentadas na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) no final deste mês.
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, destacou que a perda de receitas no curto prazo será compensada mais à frente com aumento da produção e das vendas, que elevarão a arrecadação. No futuro, afirmou o ministro, as receitas adicionais permitirão a adoção de novas medidas de alívio na tributação. Empolgado pelas palmas do auditório repleto de empresários, Palocci anunciou: "vamos eliminar todos os impostos sobre investimentos até o final do governo Lula".
Os entraves tributários para novos investimentos foram substancialmente reduzidos. Atendendo a um apelo insistente dos industriais, o governo reduziu a zero a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que atualmente é de 2%. Com isso, antecipou uma medida prometida para 2006.
Empreendimentos novos que forem exportar pelo menos 80% de sua produção poderão comprar máquinas e equipamentos sem pagar as contribuições ao Programa de Integração Social (PIS) e para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Elas terão de comprovar, durante três anos, que mantiveram o porcentual combinado de vendas ao exterior. Se o fizerem, a suspensão da cobrança de PIS e Cofins será transformada numa isenção definitiva. A medida, anunciada há cerca de um mês, já teve como resposta algumas intenções de investimento que somam US$ 6,8 bilhões. São parcerias da Vale do Rio Doce com a chinesa Bao Steel, com a alemã Thyssen Krupp e com a italiana Danielle, além de uma indústria de papel e celulose em Três Lagos (MS) pela International Paper.
A construção civil, um setor fortemente gerador de emprego e com peso importante no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), foi brindada com várias medidas que baratearão os negócios. Quem vender um imóvel não precisará mais recolher Imposto de Renda sobre o ganho de capital (a valorização do bem), desde que o dinheiro seja usado para comprar outro imóvel num prazo de até seis meses. Esse benefício pode ser usado uma vez a cada cinco anos.
Outra medida para animar o setor imobiliário é o que barateia a tributação sobre o "patrimônio afetado", um instrumento criado para dar mais segurança a quem compra um imóvel. Por essa regra, a contabilidade de um prédio em construção fica separada das contas da construtora, para evitar a repetição de episódios como o da Encol. No entanto, esse instrumento não vinha sendo utilizado porque, para fazê-lo, a construtora tinha de pagar 7% sobre o valor patrimônio afetado, a título de antecipação do Imposto de Renda. A "MP do Bem" transformou a antecipação em tributação definitiva.
No entanto, não foi só nesses dois "motores" da economia que a MP se concentrou. Outro setor de peso, o das microempresas, também foi atendido. Conforme antecipou o Estado em sua edição de ontem, os pequenos empresários que haviam sido excluídos do Simples por atraso nos pagamentos poderão voltar ao sistema. Pela regra atual, a microempresa excluída do Simples passa a recolher seus impostos pelo sistema tradicional, o que significa uma tributação mais elevada.
Também conforme antecipou o Estado, a MP trouxe estímulos para o desenvolvimento do Norte e Nordeste. As empresas localizadas nessa região terão descontos no IR, PIS, Cofins e Contribuição Social para o Lucro Líquido (CSLL).
Além de facilitar a ampliação do parque produtivo, a "MP do Bem" cria novos estímulos para a inovação tecnológica, que é considerada no governo uma base para a competitividade dos produtos brasileiros. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias poderão ser contadas em dobro quando a empresa for calcular seu lucro e recolher o Imposto de Renda.
Uma outra medida prevê o estímulo à inclusão digital, com a desoneração total de PIS e Cofins sobre computadores de até R$ 2.500,00. A medida faz parte do programa PC Conectado, e prevê que esses equipamentos não pagarão PIS e Cofins, o que significará uma redução de aproximadamente 9,25% no preço final.
Até contra a gasolina adulterada a MP vai atuar. O governo decidiu cobrar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre solventes, o que encarecerá a fraude nos combustíveis. Empresas que compram solvente com outra finalidade, como é o caso das fabricantes de tintas, poderão abater o que pagaram de Cide no valor do PIS e Cofins a pagar.
Outra curiosidade da "MP do Bem" foi reduzir de 30% para 20% a alíquota do IPI sobre vinhos espumantes. Com os descontos que já são concedidos, na prática a alíquota caiu de 15% para 10%. A medida visou dar a esse produto um tratamento tributário igual ao do vinho de mesa.
remuneração de pesquisadores contratados por empresas. Outra medida isenta de PIS e Cofins a a venda de computadores de até R$ 2.500,00. Sheila D Amorim, Renata Veríssimo - O Estado de São Paulo
MP do Bem está longe de ser a salvação da indústria
15/6/2005
Pacote de medidas é bem-vindo, mas os resultados práticos serão pouco significativos no curto prazo Poucas vezes uma Medida Provisória foi aguardada com tanta expectativa como esta assinada hoje (15/6) pelo presidente Lula. O texto completo ainda precisa passar pelo crivo do Ministério da Fazenda antes de ser publicado no Diário Oficial, mas parte do conteúdo já foi adiantada pelo próprio governo. Serão ao todo nove medidas, todas ligadas direta ou indiretamente à desoneração dos investimentos privados no país. Uma boa notícia, que em meio a juros altos e desaquecimento econômico, fez com que o ministro do Desenvolvimento, Luis Fernando Furlan, a batizasse de "MP do Bem".
Para economistas e lideranças industriais, as medidas são bem-vindas, mas é preciso cuidado para não supervalorizá-las. O pacote, apesar de variado, tem um objetivo principal: transformar o Brasil em uma plataforma de exportações mundial, atraindo sobretudo empresas multinacionais. "O resultado prático para a indústria nacional, já instalada, não será tão significativo", diz Boris Tabacof, diretor do departamento de economia do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Segundo ele, o efeito imediato será a melhora das expectativas. "Vejo a MP do Bem como um passo, um sinal", diz Tabacof, que também é vice-presidente do conselho deliberativo do Grupo Suzano. Diversos setores da indústria vêm pedindo ao governo que não limite as concessões fiscais apenas às empresas exportadoras. A sugestão, porém, teria esbarrado no limite imposto pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci: a isenção tributária não poderia gerar um perda de receita ao governo acima de 1,5 bilhão de reais. O presidente da Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, tentou incluir o setor de energia na lista dos beneficiados, mas em vão. O objetivo era aproveitar os leilões para geração e distribuição de energia, marcados para o segundo semestre, para que os novos contratos já incluíssem os descontos fiscais. Segundo Godoy, o peso dos impostos e encargos no preço da energia é de 37%. "Trata-se de um produto básico para qualquer indústria. A desoneração nesse setor casaria bem com as intenções do governo", diz o presidente da Abdid.
Consumo
Com a MP do Bem, o governo muda de estratégia: passa a estimular a oferta e não a demanda. A idéia é que, ao facilitar o caminho para novos investimentos, o setor industrial amplie seu parque, tornando os produtos mais competitivos no mercado. "O plano faz todo o sentido, mas de nada adiantará se não houver consumo", diz o professor Francisco Lopreato, do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica, da Unicamp.
O economista alerta para o fato de que as exportações, sozinhas, não são suficientes para garantir o crescimento econômico de um país do tamanho do Brasil. Ele lembra que números recentes divulgados pelo IBGE mostram redução no consumo das famílias, um indicador preocupante. "A MP do Bem é bem-vinda, sim, mas não é salvação", diz. Fabrícia Peixoto - Portal Exame
15/6/2005
Pacote de medidas é bem-vindo, mas os resultados práticos serão pouco significativos no curto prazo Poucas vezes uma Medida Provisória foi aguardada com tanta expectativa como esta assinada hoje (15/6) pelo presidente Lula. O texto completo ainda precisa passar pelo crivo do Ministério da Fazenda antes de ser publicado no Diário Oficial, mas parte do conteúdo já foi adiantada pelo próprio governo. Serão ao todo nove medidas, todas ligadas direta ou indiretamente à desoneração dos investimentos privados no país. Uma boa notícia, que em meio a juros altos e desaquecimento econômico, fez com que o ministro do Desenvolvimento, Luis Fernando Furlan, a batizasse de "MP do Bem".
Para economistas e lideranças industriais, as medidas são bem-vindas, mas é preciso cuidado para não supervalorizá-las. O pacote, apesar de variado, tem um objetivo principal: transformar o Brasil em uma plataforma de exportações mundial, atraindo sobretudo empresas multinacionais. "O resultado prático para a indústria nacional, já instalada, não será tão significativo", diz Boris Tabacof, diretor do departamento de economia do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Segundo ele, o efeito imediato será a melhora das expectativas. "Vejo a MP do Bem como um passo, um sinal", diz Tabacof, que também é vice-presidente do conselho deliberativo do Grupo Suzano. Diversos setores da indústria vêm pedindo ao governo que não limite as concessões fiscais apenas às empresas exportadoras. A sugestão, porém, teria esbarrado no limite imposto pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci: a isenção tributária não poderia gerar um perda de receita ao governo acima de 1,5 bilhão de reais. O presidente da Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, tentou incluir o setor de energia na lista dos beneficiados, mas em vão. O objetivo era aproveitar os leilões para geração e distribuição de energia, marcados para o segundo semestre, para que os novos contratos já incluíssem os descontos fiscais. Segundo Godoy, o peso dos impostos e encargos no preço da energia é de 37%. "Trata-se de um produto básico para qualquer indústria. A desoneração nesse setor casaria bem com as intenções do governo", diz o presidente da Abdid.
Consumo
Com a MP do Bem, o governo muda de estratégia: passa a estimular a oferta e não a demanda. A idéia é que, ao facilitar o caminho para novos investimentos, o setor industrial amplie seu parque, tornando os produtos mais competitivos no mercado. "O plano faz todo o sentido, mas de nada adiantará se não houver consumo", diz o professor Francisco Lopreato, do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica, da Unicamp.
O economista alerta para o fato de que as exportações, sozinhas, não são suficientes para garantir o crescimento econômico de um país do tamanho do Brasil. Ele lembra que números recentes divulgados pelo IBGE mostram redução no consumo das famílias, um indicador preocupante. "A MP do Bem é bem-vinda, sim, mas não é salvação", diz. Fabrícia Peixoto - Portal Exame
Palocci: MP do Bem reduzirá carga tributária
16/6/2005
BRASíLIA - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, afirmou ontem, na solenidade de anúncio da MP do Bem, que ela faz parte de um programa de redução da carga tributária, "particularmente ao que se refere aos investimentos produtivos". O ministro informou que a renúncia fiscal será de R$ 1,5 bilhão em 2005 e de R$ 3,319 bilhões em 2006.
O ministro destacou que, embora haja uma perda de arrecadação no curto prazo, o governo espera que, no longo prazo, haja um reequilíbrio da arrecadação, para que possa tomar novas medidas de desoneração. "Vamos eliminar todos os impostos sobre investimentos, até o final do governo (Lula)", afirmou sob aplausos dos empresários presentes.
IPI zero
Entre as medidas anunciadas está a antecipação do cronograma de redução da alíquota de IPI para máquinas e equipamentos dos atuais em 2% para zero. O ministro confirmou a desoneração de investimentos novos, cuja produção seja voltada para o mercado externo. As empresas que exportarem mais de 80% da produção terão isenção de impostos federais.
A medida altera o prazo de recolhimento de Imposto de Renda retido na fonte, IOF e CPMF para a pessoas jurídicas. O prazo de recolhimento do IR foi ampliado de semanal para mensal e o do IOF e CPMF, de semanal para decendial (a cada 10 dia
16/6/2005
BRASíLIA - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, afirmou ontem, na solenidade de anúncio da MP do Bem, que ela faz parte de um programa de redução da carga tributária, "particularmente ao que se refere aos investimentos produtivos". O ministro informou que a renúncia fiscal será de R$ 1,5 bilhão em 2005 e de R$ 3,319 bilhões em 2006.
O ministro destacou que, embora haja uma perda de arrecadação no curto prazo, o governo espera que, no longo prazo, haja um reequilíbrio da arrecadação, para que possa tomar novas medidas de desoneração. "Vamos eliminar todos os impostos sobre investimentos, até o final do governo (Lula)", afirmou sob aplausos dos empresários presentes.
IPI zero
Entre as medidas anunciadas está a antecipação do cronograma de redução da alíquota de IPI para máquinas e equipamentos dos atuais em 2% para zero. O ministro confirmou a desoneração de investimentos novos, cuja produção seja voltada para o mercado externo. As empresas que exportarem mais de 80% da produção terão isenção de impostos federais.
A medida altera o prazo de recolhimento de Imposto de Renda retido na fonte, IOF e CPMF para a pessoas jurídicas. O prazo de recolhimento do IR foi ampliado de semanal para mensal e o do IOF e CPMF, de semanal para decendial (a cada 10 dia
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