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CLIPPING DO DIA
7 de junho de 2005

Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação

 
Política de TV por Assinatura
CCS terá reunião para discutir metas de TV paga
 
DTH
Band acusa a Globo de barrar seus canais
"Não há veto aos canais da Band", diz Globo
 
Comunicação Comunitária
Novo edital para rádios comunitárias deve sair em julho
 
Televisão
Minicom diz que Planejamento irá liberar R$ 12,5 milhões para TV digital
CBG em meio à guerra das tevês
Ginástica teme perder visibilidade
Boa fase do som ao vivo na TV
Manual da Record proíbe minissaia e decote
Adiado
Pedalada
 
Política de Rádio e TV
Deputado debate fim da publicidade de produto infantil
 
Sociedade da Comunicação
UE discute regras para novas mídias
Comissão divulga trabalho sobre tecnologias da informação
Deputado defende uso do Fust na inclusão digital
Área rural de Piraí terá banda larga
Inclusão digital em Piraí
Indefinições do projeto PC Conectado preocupam, diz Dell
Evento no Rio define contribuição latino-americana à Cúpula Mundial sobre Sociedade da Informação
Exclusão digital é discutida por parlamentares de mais de 20 países na Câmara
 
Política
Elifas Amaral defende consenso na escolha de nomes
"Contei a Lula sobre bônus", diz Perillo
Miro afirma que ministro participou de esquema
 
Audiovisual
Gramado vê "queda de qualidade" na ficção brasileira
Recam quer implantar Observatório Audiovisual do Mercosul
 
Imprensa & Jornalismo
Campanha defende a liberdade de imprensa e combate a violência contra jornalistas
Conselho repudia censura ao livro Na Toca dos Leões
 
Informática
AT&T fecha acordo global com a Microsoft
Apple se rende aos processadores Intel
Apple passa a usar processador Intel
Microsoft abre parte do Windows à UE
Microsoft diz ter feito 'concessões' a europeus
Microsoft fornecerá de graça dados do Windows a concorrentes
Microsoft tenta conciliação com UE
Apple & Intel
 
Mercado de Comunicação
Globo anuncia nova estrutura corporativa
Mudanças na Globo
Empresas do grupo Globo serão reunidas em uma só estrutura
Robinho troca soco de Pelé por sinal do patrocinador
Microsoft lucra US$ 2,56 bilhões entre janeiro e março
 
Telecom
EUA deve ter 69 milhões de assinantes de banda larga em 2010
Italianos compram ações do Opportunity na BrT mesmo sem fusão
Controlador da BrT, Zain convoca AGE ingnorando Citi
Marcelo Trindade debate pontos de seu artigo sobre "caso BrT"
Disputa ainda é precária em tele fixa
Carlos Slim prepara investida em infra-estrutura no Brasil
Dados sobre IP
 
Ciência & Tecnologia
Genius faz mostra de tecnologias
 
Mídia Global
Radio e TV em mãos privilegiadas
 

 
Política de TV por Assinatura
CCS terá reunião para discutir metas de TV paga
06/06/2005, 18h29
O superintendente de serviços de comunicação eletrônica de massas da Anatel, Ara Apkar Minassian, esteve na tarde desta segunda, 6, na reunião ordinária do Conselho de Comunicação Social para articular com os conselheiros do CCS a apreciação do texto do Plano Geral de Metas de Qualidade dos Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa - o PGMQ do SCEMa, aprovado na reunião do Conselho Diretor da Anatel na semana passada. O presidente do CCS, Arnaldo Niskier, anunciou que a próxima reunião mensal do Conselho será antecipada para 30 de junho, a partir das 10 horas, e terá como único ponto de pauta o documento produzido pela Anatel. A apreciação do CCS sobre alterações na regulamentação do setor tem previsão na própria Lei do Cabo. Deste modo, segundo Minassian, o Conselho Diretor da Anatel somente dará sua palavra final sobre o texto após o parecer do CCS. De qualquer maneira, o texto aprovado previamente no Conselho da Anatel, deverá ser disponibilizado pela agência em seu site a partir da tarde desta terça, 7. Da Redação - PAY-TV News
 

 
DTH
Band acusa a Globo de barrar seus canais
7/6/2005
O Grupo Bandeirantes de Comunicação decidiu dificultar a vida das Organizações Globo nos processos de fusão das operadoras de TV paga Sky e DirecTV e na compra de parte da Net pela telefônica mexicana Telmex.
Há cerca de 40 dias, a Band se habilitou nos dois processos, que correm na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), e que serão julgados pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão ligado ao governo federal que disciplina a concorrência. Assim, a Band entra como terceira parte nos processos e poderá oferecer e contestar provas e solicitar documentos.
João Carlos Saad, presidente da Band, afirma que a fusão Sky/DirecTV cria um "monopólio" no serviço de TV via satélite, também conhecido como DTH (de "direct to home"). Juntas, Sky e DirecTV, agora sob o controle da News Corp., do magnata Rupert Murdoch, possuem 95% dos assinantes desse serviço.
No caso da Net/Telmex, Saad denuncia a "desnacionalização" de um serviço, o de TV paga via cabo, em que a legislação brasileira limita o capital estrangeiro a 49% da participação societária.
Para viabilizar a associação, Globo e Telmex criaram uma empresa, a GB Empreendimentos e Participações. A Globo tem 51% das ações ordinárias (com direito a voto) da GB, e a Telmex, 49%. A mexicana ficou com todas as ações preferencias (sem direito a voto, mas com prioridade no recebimento de lucros) da GB.
A GB ficou com 51% das ações com direito a voto na Net. A Telmex adquiriu 37,3% das ações ordinárias e 49% das preferenciais da Net. Somadas as participações, a Telmex acumula mais de 60% do capital total da Net. A Anatel e a Globo afirmam que a operação está dentro dos parâmetros legais brasileiros, porque o controle permanecerá com a brasileira Globopar [holding da Globo, que é majoritária na GB].
Tanto na fusão Sky/DirecTV como na compra de parte da Net pela Telmex, a Globo perdeu participação acionárias nas empresas. Mas se livrou de parte de pesadas dívidas e manteve o controle sobre o conteúdo nacional distribuído pela Net, Sky e DirecTV.
é aí que as operações afetam diretamente a Band. O grupo paulista, que possui rádios, duas redes de TV aberta e três canais pagos, reclama que não consegue distribuir seu conteúdo na Net e na Sky. Seus canais BandNews e BandSports estão na DirecTV, mas tendem a sair dela, porque a operadora vai desaparecer, migrando seus assinantes para a Sky.
Hoje, os canais da Band atingem 1,1 milhão dos 3,8 milhões dos assinantes de TV paga no Brasil. Mantido esse cenário de controle pela Globo do conteúdo nacional de Net, Sky e DirecTV, a Band perderá espaço. Hoje, as três operadoras somam 2,8 milhões de assinantes (75% do mercado).
A reclamação da Band de que é barrada pela Globo na Net, Sky e DirecTV também é feita pela MTV, do Grupo Abril. A MTV planeja lançar novos canais, de música e de humor, mas tem dúvidas se o fará porque teme não ter mercado suficiente. Nem a TV Rá-Tim-Bum, o único canal pago infantil brasileiro, da TV Cultura, consegue entrar na Net. A Globo nega que barra canais de programadoras que não seja a sua Globosat.
Há dois meses, a Band lançou seu terceiro canal pago, o rural Terra Viva, que transmite ao vivo durante dez horas por dia. Mesmo sendo oferecido de graça às operadoras, o canal foi rejeitado e só não se tornou inviável porque está na chamada banda C, faixa de freqüências via satélite captada por antenas parabólicas comuns, sem custo ao telespectador. E o canal sobrevive da receita de leilões de gado que transmite.
A recusa do grupo Globo ao Terra Viva impulsionou a Band a entrar nos processos que serão julgados pelo Cade. Nessa batalha junto a órgãos do governo, a Band já sofreu sua primeira derrota. A Anatel se recusou a fornecer cópia integral de despacho da agência que concedeu anuência prévia à operação Net/Telmex, que, para a Band, desrespeita a lei brasileira.
A Anatel argumentou que o processo tramita em "tratamento sigiloso". Isso levou João Carlos Saad a enviar uma carta, no último dia 19, ao presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, em que pede "providências cabíveis no sentido de impor à agência o dever de cumprir a lei e demais obrigações regulamentares do serviço público". Na carta, Saad afirma que os principais serviços de TV paga do país estão nas mãos de estrangeiros.
"A TV paga no país vive um drama de distribuição que vai levar à asfixia do setor", disse Saad à Folha. "A Argentina tem muito mais canais nacionais do que o Brasil porque lá não há essa concentração. Nosso modelo é errado, caro, baseado na programação de fora. Estamos num deserto em que só um [a Globo] grita, diz que é bonzinho, que defende a cultura brasileira, mas na verdade a destrói", afirmou.
Saad diz que tentará todos os "ferramentais" possíveis para tentar barrar a compra da Net pela Telmex. Vai apelar também ao Ministério das Comunicações. "Tenho esperanças de que o Ministério das Comunicações e a Anatel revejam isso".
No caso da operação Sky/DirecTV, o empresário considera impossível evitar a fusão do ponto de vista econômico, uma vez que há muito capital em jogo. Mas o Cade pode impor contrapartidas à fusão, como a obrigatoriedade de a nova superoperadora distribuir mais canais brasileiros e de o grupo News Corp. abrir espaço a programadoras do Brasil em suas operadoras em outros países. A Band pedirá isso ao Cade.
"Esse monopólio tem que estar aberto. Nós temos que brigar, equilibrar a distribuição de canais. Se não tivermos densidade, vai chegar um dia em que só teremos acesso à opinião de um grupo", diz Saad. DANIEL CASTRO - Folha de São Paulo
 
"Não há veto aos canais da Band", diz Globo
7/6/2005
Presidente-executivo das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho disse à Folha, por e-mail, que nunca houve veto de seu grupo aos canais pagos da Bandeirantes na Sky e na Net. A Globo controla o conteúdo nacional dessas operadoras por meio da empresa Net Brasil.
Marinho também contesta a afirmação de João Carlos Saad, presidente da Band, de que a fusão da Sky com a DirecTV cria um "monopólio" na TV paga.
A seguir, as declarações de Roberto Irineu Marinho:
"A Globopar [holding das Organizações Globo] é uma das acionistas da Sky Brasil, empresa de distribuição de televisão por assinatura via satélite. A Sky Brasil busca obter a melhor combinação de gêneros e qualidade de canais e tem autonomia para programá-los, desde que atendam aos desejos de seus assinantes e a critérios comerciais, de viabilidade técnica e econômica definidos. A Globo tem responsabilidade editorial e garante a qualidade do conteúdo da programação brasileira veiculada pela Sky Brasil".
"O Grupo Bandeirantes vem negociando desde setembro de 2004 com a Sky Brasil a distribuição de seus canais. Nenhuma proposta feita pela Sky Brasil ao Grupo Bandeirantes, através de sua representante Net Brasil, teve resposta até o momento. Não houve veto da Globo aos canais da Bandeirantes. Cópias desses documentos estão à disposição das autoridades."
"Quanto à fusão Sky Brasil/DirecTV, o processo vem sendo acompanhado por todas as autoridades competentes e ampla divulgação vem sendo dada à imprensa. Nenhuma ação foi tomada sem anuência prévia dessas autoridades. Cabe lembrar que esta fusão não está sendo analisada no contexto isolado da distribuição por satélite do tipo DTH, mas no âmbito da televisão paga como um todo, bem mais amplo".
"Destacamos, ainda, que a combinação de Sky Brasil e DirecTV não formaria a única plataforma satelital disponível no Brasil. O canal Terra Viva, do Grupo Bandeirantes, por exemplo, é distribuído pelo satélite Brasilsat B1 na banda C, que atende mais de 12 milhões de domicílios, número quase dez vezes maior do que a base de Sky Brasil e DirecTV somadas".
"A compra de participação da Net Serviços, empresa de televisão a cabo, pela Telmex, atendeu à Lei do Cabo, que rege o setor, e a toda legislação pertinente. A Net Serviços continua sob controle da Globopar, que detém a maior parte das ações ordinárias da controladora daquela empresa, GB Participações", concluiu Marinho.
Anatel
A Anatel, por meio de assessoria de imprensa, disse apenas que, no caso Net/Telmex, "todos os atos relativos à decisão da agência são públicos e adotados de acordo com os preceitos legais". A agência não comentou porque se recusou a fornecer dados à Band.
Quanto à fusão Sky/DirecTV, a Anatel se recusou a fazer qualquer comentário, porque "ainda não houve decisão e, portanto, [o processo] está sob análise". Daniel Castro - Folha de São Paulo
 

 
Comunicação Comunitária
Novo edital para rádios comunitárias deve sair em julho
6/6/2005
O Ministério das Comunicações deverá publicar, no início de julho, um novo edital para convocação de interessados a prestar o serviço de rádio comunitária. O secretário-executivo do Minicom, Paulo Lustosa, disse hoje, 6, que o Ministério ainda irá definir os critérios para seleção das localidades para as quais será aberta licitação, mas ele deverá considerar, entre outros itens, o fato de não haver nenhuma rádio comunitária operando naquela cidade. Segundo o secretário, o ministério trabalha com o número de 1,8 mil pedidos de entidades que querem operar rádios comunitárias em diversas localidades. Hoje, existem 2.239 rádios comunitárias autorizadas pelo Minicom. Lustosa também comentou as denúncias publicadas na grande imprensa de que o deputado federal Roberto Jefferson, presidente do PTB, teria como sócio em duas rádios no interior do Estado do Rio de Janeiro -- a Matozinho FM e a Rádio Clube Vale do Paraíba -- o seu ex-motorista e ex-segurança, Durval da Silva Monteiro. Segundo Lustosa, não cabe ao Minicom apurar se há problemas legais na composição acionária das duas rádios. Para ele, isso é uma tarefa da Polícita Federal, do Ministério Público e até da Anatel, que é quem fiscaliza as rádios. "Não mandei verificar nada e nem me foi feito um pedido formal para que o Minicom faça isso", disse o secretário. Lustosa disse que é muito difícil para o Ministério fazer o controle de quem de fato é o proprietário de uma emissora de rádio. "Se alguém assinou por alguém, é crime de falsidade ideológica. Nosso papel é conceder outorgas de radiodifusão e por enquanto isso não nos diz respeito em absolutamente nada", disse ele. Sobre a eventual criação das CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) para investigar as denúncias de corrupção nos Correios e de que deputados do PP e do PL receberam dinheiro do governo para votar favoravelmente na Câmara, o secretário argumentou que, no caso dos Correios, foi um fato isolado e que, na prática, não existe um "fato gerador" que justifique uma CPI. Já no caso do pagamento aos deputados, Lustosa afirmou que é um caso para ser investigado pela corregedoria da Câmara. "Não tem sentido uma CPI do mensalão. A CPI paralisa os trabalhos no Congresso e é um palco iluminado, um desfile de vaidades. Se ela ocorrer será o deslanchar oficial da sucessão presidencial", disse Lustosa. Cristiana Nepomuceno - Telecom Online
 

 
Televisão
Minicom diz que Planejamento irá liberar R$ 12,5 milhões para TV digital
6/6/2005
O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, informou hoje, 6, que o Ministério do Planejamento deve publicar amanhã, no Diário Oficial, um decreto no qual serão liberados R$ 80 milhões do orçamento do Minicom dos quais R$12,5 milhões serão destinados ao projeto da TV digital. Lustosa disse que a prioridade do ministério é liberar, para a Finep, R$ 1,5 milhão para completar os recursos dos lotes 1 e 2 de pesquisas da TV da digital e outros R$ 8 milhões para o terceiro lote. Mais R$ 3 milhões serão repassados ao CPqD para que ele compre equipamentos que permitam a realização de testes com transmissões digitais. O secretário afirmou que dos R$ 80 milhões, a Anatel pleiteou R$ 55 milhões, mas o Ministério ainda irá analisar quanto de recursos será possível repassar à Agência. Lustosa afirmou ainda que dos R$ 274 milhões de orçamento total do Minicom em 2005 já foram liberados, até maio, pelo Ministério do Planejamento, R$ 32 milhões para o próprio Minicom, R$ 43 milhões para a Anatel (cujo orçamento total autorizado foi de R$ 90 milhões) e R$ 53,7 milhões para o Funttel. Matéria publicada na semana passada no Telecom Urgente informou que a Casa Civil estaria ciente e preocupada com a dificuldade de liberação de recursos para o projeto da TV digital. Segundo a matéria, a elaboração do Modelo de Referência da TV Digital correria o risco de não estar finalizado no prazo, 10 de dezembro, por falta de dinheiro para a continuidade dos trabalhos. Lustosa negou que o projeto esteja ameaçado por falta de recursos e, segundo ele, a liberação de verbas esta semana mostra que a pesquisa é prioridade dentro do governo. Cristiana Nepomuceno - Telecom Online
 
CBG em meio à guerra das tevês
7/6/2005
Um drible da TV Bandeirantes na TV Globo provocou mal-estar na CBG. Em surpreendente manobra, os diretores da emissora paulista compraram os direitos de transmissão das edições dos Mundiais da modalidade até 2008, além das Superfinais da Copa do Mundo em 2006 e 2008. O principal receio da presidente Vicélia Florenzano é o esporte perder visibilidade ao sair de um canal líder de audiência para outro que ocupa apenas o quarto lugar geral no Ibope. "Fui comunicada pela FIG na semana passada e fiquei surpresa. Mas vejo o investimento (da Bandeirantes) como superpositivo", afirmou. Vicélia. A dirigente, porém, está preocupada. CBG e Globo têm um contrato de exclusividade para a transmissão das etapas da Copa do Mundo realizadas no Brasil, além da Superfinal de 2006. Ela não sabe como o problema será solucionado. "Não sei como isso vai ficar", admitiu. Correio Braziliense
 
Ginástica teme perder visibilidade
7/6/2005
Bandeirantes compra direitos de transmissão que eram da Globo
Um drible da TV Bandeirantes na TV Globo provocou mal-estar na Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). Em hábil e surpreendente manobra, os diretores da emissora paulista compraram os direitos de transmissão das edições dos Mundiais da modalidade até 2008, além das Superfinais da Copa do Mundo em 2006 e 2008. O principal receio da presidente da CBG, Vicélia Florenzano, é que o esporte perca visibilidade ao sair do canal líder de audiência para o que ocupa o quarto lugar geral no Ibope. O episódio pode ocasionar uma disputa judicial entre as duas redes.
"Fui avisada da mudança na semana passada, pela FIG (Federação Internacional de Ginástica) e fiquei surpreendida por ser a Bandeirantes. Quem está próxima da gente é a Globo", disse Vicélia, que hoje enviará ofício à entidade internacional pedindo mais detalhes sobre a transação. "Mas o investimento é superpositivo." Embora não revelado, o valor do investimento, segundo Vicélia, é digno de elogios. Ainda assim, a dirigente admite que a saída dos eventos de ginástica da Globo poderá provocar queda no público da modalidade.
"A Globo tem um alcance surpreendente e todo mundo já está acostumado com a ginástica lá. Hoje, vemos a ginástica antes e depois da Globo. Com ela, chegamos à popularidade", destacou Vicélia.
Além da perda de público, outro problema que preocupa a dirigente é um contrato de exclusividade entre a CBG e a emissora carioca para a transmissão das etapas da Copa do Mundo realizadas no Brasil, aí incluída a Superfinal de 2006. Como a Superfinal da Copa do Mundo deve ser no Rio, haveria um conflito de contratos. Vicélia não sabe como o problema seria resolvido. Especulou que a Globo transmitiria o evento para o Brasil, enquanto a Bandeirantes geraria o sinal da competição para o restante do mundo. "Não sei como isso vai ficar."
O diretor-executivo de jornalismo da Bandeirantes, Fernando Vieira de Melo, também não soube esclarecer o impasse. Sobre a aquisição dos direitos de transmissão dos eventos, ocorrida no ano passado, explicou que o objetivo foi dar continuidade à cultura da emissora de investir maciçamente no esporte.
A TV Globo, por nota, preferiu não se pronunciar sobre o assunto. alegando "não comentar programação e estratégia de outras emissoras". Michel Castellar - O Estado de São Paulo
 
Boa fase do som ao vivo na TV
7/6/2005
Bandas estão cada vez mais presentes nos programas de auditório, talk shows e até de esportes
Pouco a pouco, os músicos profissionais vêem crescer no Brasil um mercado de trabalho que concede prestígio, visibilidade e, não raro, algumas cifras a mais nos cachês. Muito longe dos palcos estreitos dos barzinhos ou do comando da animação de bailes de formatura ou casamentos, eles são mão-de-obra artística cada vez mais presente nos programas de TV, sejam de auditório, de entrevistas ou esportivos.
Bom para os músicos, que garantem uma boa graninha fixa todo mês, bom para os apresentadores, que conseguem delinear o perfil musical do programa com a cara deles - na maioria dos casos, montando uma banda só sua. Dá para imaginar a trupe do Pânico na TV, na Rede TV!, com uma trilha sonora que não fosse essencialmente trash, executada pela banda Viva à Noite? Ou a orquestra gracinha mantida no programa da Hebe, no SBT? Ou o Programa do Jô, na Globo, sem o toque irreverente do Sexteto?
Formado pelos já populares Derico, na flauta e saxofone, Bira, no baixo, Tomati, na guitarra, Chiquinho, no trompete, Miltinho, na bateria, e o maestro Osmar, O Sexteto nasceu, na verdade, como quarteto em 1988 e, dois anos depois, passou a Quinteto Onze e Meia, quando o apresentador Jô Soares ainda era funcionário do SBT. No início, conta Miltinho, a banda conduzia um repertório mais intimista, com standards jazzísticos dos anos 40 a 60. Um estilo de som bem ao gosto do apresentador e que se faz presente na sonoridade do programa até os dias de hoje, mas não com a mesma predominância dos primeiros anos.
Com o tempo, o repertório pediu mais ecletismo. Mesmo assim, a banda tenta evitar ritmos, digamos, mais relaxantes, como a bossa nova, para que os telespectadores não durmam diante da TV. A recomendação é o uso e abuso de "músicas para cima". "Não é um programa musical, mas a música é muito importante, não pode derrubar o programa", diz Derico. "Isso porque o programa passa depois da meia-noite. Além do Sexteto, essa recomendação de música para cima é dada ao convidado do programa", explica Osmar.
Todos os detalhes do repertório de cada programa são de responsabilidade do maestro Osmar, assim como a criação de vinhetas exclusivas para o talk show. Segundo os músicos, as vinhetas não só são importantes como patrimônio do Programa do Jô, como também evitam que a Rede Globo pague um valor ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) pelas músicas de outros autores que, eventualmente, a banda tenha executado durante o programa.
De acordo com o Ecad, todo mês, as emissoras enviam planilhas discriminando a execução de músicas em sua programação, incluindo filmes, novelas, desenhos, programas de auditório. Elas pagam ao Ecad pelos direitos autorais e esse dinheiro é distribuído da seguinte maneira: 18% ficam para administrar a estrutura do Ecad, 7% vão para as associações de autores e os outros 75%, para os autores cujas obras foram executadas. Existem dois tipos de utilização da música: ao vivo e mecânica. Quando a canção for tocada ao vivo, o beneficiado é o autor dela. Quando for de forma mecânica, o dinheiro vai para autor, intérprete, músicos, produtores, gravadora.
MÚSICAS NA MANGA
Quando o apresentador Serginho Groisman foi para a Globo, ele queria que seu Altas Horas tivesse uma banda diferente de todos os outros programas. Queria uma formação só de mulheres. Depois de ter passado pela Cultura e SBT, seria a primeira vez que ele teria um grupo só seu. "Nunca fiz isso antes por uma questão técnica. Antes, só conseguia colocar uma banda no estúdio, agora consigo reunir duas ou até três", explica ele.
Serginho acompanhou pessoalmente a seleção. Chegaram a aparecer candidatas lindas que, como musicistas, eram excelentes modelos de revista masculina. O apresentador queria profissionais, que lessem partitura, tivessem bom repertório na cabeça, enfim, que estivessem preparadas para eventuais improvisos.
Após uma série de testes, surgia a banda Altas Horas, com bateria, trompete e gaita, teclado, baixo, guitarra e violão, e saxofone e flauta. Suas integrantes mal se conheciam, mas, em pouco tempo, aprenderam a ficar em sintonia. Precisavam disso. "Uma vez, a Marisa Orth começou a cantar músicas da banda Vexame e a gente não sabia tocar, porque eram canções específicas do grupo dela. Mas a gente acabou dando um jeito", conta a baterista Vera Figueiredo. Afinal, além de tocarem na entrada e saída dos artistas e dos breaks comerciais, a banda invariavelmente acompanha músicos convidados ou até Serginho, quando ele resolve soltar a voz.
No repertório, elas contam, existe uma predileção pelo rock para cima, infalível para animar a garotada na platéia. No total, elas usam uma lista de mais de 500 músicas que podem usufruir como bem entenderem. Isso quando o programa não pede uma trilha mais temática. Além do Altas Horas, que gravam às quintas, todas as integrantes mantêm uma agenda de trabalho paralela e intensa. O fato de elas serem da banda Altas Horas ajudou a dar um novo gás a carreira fora do programa? Elas admitem que sim. "Na TV, você tem uma exposição maior. Faço mais shows e workshops", afirma Vera. "Por outro lado, não podemos fazer turnês, por causa da nossa exclusividade com o programa", completa a saxofonista Daniela Spielmann.
Para os integrantes da banda Tom sobre Tom, o compromisso para com o programa Show do Tom, na Rede Record, é muito bem-vindo. Além da sensação de estabilidade de ter um trabalho fixo, existe o prestígio de ser músico da banda fora das instalações da emissora. Assim como Serginho Groisman, o humorista Tom Cavalcante fez questão de acompanhar os testes de escolha dos músicos. "Os testes envolveram conhecimentos musicais", comenta Tom.
Segundo Tom, seu trabalho acaba passando pela música, sobretudo agora no comando do programa da Record, onde ele tem obtido bons resultados imitando figuras famosas da TV e da música. "Acredito que um programa se faça com a boa música sempre presente", diz, ele próprio um apaixonado por música que costuma ouvir, de Joe Cocker até Falcão.
A banda sabe que precisa estar afinada com a veia de improvisador, característica do humorista. "Aqui é uma caixinha de surpresa. Chego cedo, leio o roteiro, mas muita coisa não prevista pode ocorrer durante a gravação", conta o baterista Beto Cury, coordenador do Tom sobre Tom. Por isso, com umas 200 músicas na manga, ficam a postos para tocar de tudo, a qualquer momento.
No caso da banda Carinho, o desafio é moldar o repertório a dois tipos de programas distintos, ambos apresentados por Gilberto Barros, o Leão, na TV Band. Uma trilha bastante popular, condizente com o perfil do Sabadaço, e outra mais eclética, para o programa Boa Noite Brasil. Mas a regra é única para os dois casos: as músicas devem ser para cima, na saída e volta dos comerciais, em alguns quadros, ou mesmos nos intervalos, para animar o auditório. "Claro que quando o assunto é mais sério, não vamos entrar com folia. Sempre seguimos a pauta", explica o maestro Giba. "O Gilberto dá a maior força para a música brasileira. Quando é música internacional, aí são os clássicos."
O grupo, que acompanha Gilberto desde os tempos de TV Record, sabe muito bem os gostos do apresentador, que leva em paralelo a carreira de cantor, desde os 13 anos, e está no sexto disco (o último, voltado para crianças). "A música é a carne do pastel", filosofa. "A música brasileira é a melhor do mundo e a menos valorizada. No programa, o público fica mais atento, dá mais moral a ela."
Para Fausto Silva, a trilha musical de seu Domingão do Faustão parece estar também na ordem do dia. Não à toa, no fim do ano passado, ele chamou o músico Luis Schiavon, ex-RPM, para reformular a banda Domingão. "Ele queria um grupo com número maior de músicos e qualidade musical para acompanhar grandes artistas." Schiavon formou um grupo com metais, teclados, bateria, guitarra, violão e vocais. Reuniu instrumentistas renomados, como Bocato, e novos talentos.
Schiavon diz que dá um reforço nos teclados, mas sua função é mesmo a de maestro, comandar a banda, fazer arranjos, ver repertório. "Recebemos o roteiro na quinta-feira e sabemos mais ou menos o que vai ocorrer. Mas com o Fausto, pode ser tudo de improviso, temos de ter mais flexibilidade. Tudo vai de acordo com o ritmo do programa", conta.
A habilidade da banda é colocada em cheque em momentos de pura tensão, como quando Latino foi desafiado a cantar seu sucesso Festa no Apê em diferentes ritmos, como rock e pagode, sem ensaio nenhum. A banda se encarrega ainda da trilha do quadro Se Vira nos 30, entre outras intervenções. Schiavon gosta de pontuar o programa com sucessos da atualidade. "Uma coisa minha é tocar música exclusivamente brasileira."
ESPORTE E MÚSICA
Eles não têm uma banda fixa, mas não dispensam um molho musical ao vivo em seus programas. No Bem, Amigos, da SporTV,o apresentador Galvão Bueno criou uma fórmula inusitada para os padrões de programas esportivos: combinou futebol e música. Toda semana, Galvão é ladeado por convidados esportivos e um músico, que, além de tocar, pode interagir com a conversa em pauta.
O apresentador conta que a idéia desse formato surgiu durante a Copa do Mundo de 98. "Eu, Falcão, Casagrande, Júnior, Arnaldo e Pelé tivemos a idéia de incorporar uma atração musical no programa para fugir da mesmice e ter a opinião de uma pessoa que não fosse especialista. Já levamos Daniela Mercury, Fernanda Abreu, Gilberto Gil e deu muito certo, pois trouxe uma informalidade gostosa ao programa."
Para ele, não havia muito sentido ter um músico fixo do Bem, Amigos, pois, ao longo do tempo, ele se tornaria um comentarista esportivo. "A idéia é justamente poder receber pessoas que o público goste e que acrescentem algo à visão de um espectador, afinal, ele representa um torcedor."
O programa Gordo Freak Show, comandado por João Gordo, na MTV, também traz uma banda diferente a cada edição. Para a gerente de produção do programa, Raquel Affonso, a idéia é justamente não fechar em uma única banda, mas sim ser um espaço para várias delas. "Elas fazem a trilha sonora do programa", diz. Por lá já passaram nomes como Los Pirata e Ludov.
"O João Gordo sempre gosta de trazer bandas novas, alternativas." Mas a produção procura dar uma variada no estilo dos grupos convidados, pois, se dependesse do apresentador, a trilha só seria de rock pesado. Para o maestro Rafael Righini, especialista em trilha sonora para TV, é fundamental ter espaço para música ao vivo, em um meio de comunicação como a TV, que atinge milhões de pessoas no mesmo tempo. "Houve momento da nossa história, na virada dos anos 70 a 80, que, com advento da discotecagem, o músico saiu de cena. E de uns cinco anos para cá, a música ao vivo está no auge de novo", diz. "Mas é preciso que as TVs retomem as grandes orquestras." Boa Noite Brasil. 2.ª a 6.ª, às 22h. Sabadaço. Sáb., às 12h15. Adriana Del Ré - O Estado de São Paulo
 
Manual da Record proíbe minissaia e decote
7/6/2005
A Record está adotando um "Manual de Telejornalismo". As regras, que visam dar um padrão nacional, foram reunidas em um livro de 110 páginas que ficou pronto na semana passada.
O livro é dominado por normas básicas, como texto, língua portuguesa, padrões de edição, técnicas de reportagem, postura, voz, figurino e até como conduzir uma reunião. Apenas cinco páginas e meia são ocupadas com verbetes de "princípios editoriais e éticos".
O manual determina que o jornalista não deve julgar, porque "um cidadão só deve ser identificado como assassino depois de condenado", mas é omisso sobre a exibição de imagens, sem o consentimento prévio, de pessoas detidas pela polícia _como fazia o "Cidade Alerta", extinto em São Paulo, mas ativo no Rio.
O texto diz que a Record não noticia andamentos de seqüestros (mas apenas inícios e desfechos), veta a identificação de vítimas de crimes humilhantes e detalhes "escabrosos" de crimes brutais. No verbete "Manual do Crime", orienta os repórteres a não revelarem valores de quantias de drogas nem ganhos com prostituição, porque "o crime não compensa".
O capítulo sobre figurino proíbe a repórteres o uso de "decotes profundos, minissaias e transparências", porque "desviam a atenção do espectador". é detalhista: "Os óculos nunca podem estar presos no cabelo. Jornalista não é pagodeiro". DANIEL CASTRO - Folha de São Paulo
 
Adiado
7/6/2005
O SBT adiou para outubro a estréia da versão nacional do "reality show" "American Idol". Não daria tempo de colocar a produção no ar em agosto, até porque haverá inscrições e seleções de candidatos a cantores em várias capitais. Daniel Castro - Folha de São Paulo
 
Pedalada
7/6/2005
O "Pânico na TV" finalmente bateu o "Domingo Legal" no Ibope. Ficou na frente do SBT durante 15 minutos consecutivos (19h27/19h42). Chegou a abrir três pontos de diferença (15 a 12). A média do programa foi de dez pontos, contra 14 do SBT e 25 do "Domingão do Faustão" (Globo) no horário.
Provocação Enquanto ficou na frente do SBT, o "Pânico" exibiu na tela os caracteres "Pedala, Gugu". Folha de São Paulo
 

 
Política de Rádio e TV
Deputado debate fim da publicidade de produto infantil
6/6/2005, 11h39
O coordenador da campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania" - promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara - deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), participa hoje, na capital paulista, de audiência pública sobre o Projeto de Lei 5921/01, que proíbe a publicidade de produtos infantis. O evento é uma iniciativa da Frente Parlamentar pela Ética na TV, da Assembléia Legislativa de São Paulo, com o apoio do Fórum Paulista pela Ética na TV, observador estadual da campanha contra a baixaria. O evento ocorre às 19 horas, no auditório Teotônio Vilella, da Assembléia Legislativa de São Paulo.
Debatedores
Além de Fantazzini, participam do evento os seguintes debatedores: - a representante do Movimento Ética na TV, neuropsicanalista infantil Ana Olmos, que falará sobre A Televisão e a (de)Formação de Valores Éticos; - o presidente do Instituto Valores, José Maria Baldez, que falará sobre A Experiência Americana no Controle da Propaganda Dirigida às Crianças; - o representante da Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania (Cives) Michael Haradon, que falará sobre A Possibilidade de Tributação Atenuante para Produtos Educativos e Lúdicos; - o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) Laurindo Leal Filho, que falará sobre A Necessidade de uma Nova Legislação para os Meios de Comunicação; e - o procurador Sérgio Suiama, da Procuradoria dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal.
A mesa será presidida pelo coordenador da Frente Parlamentar pela Ética na TV, deputado estadual Sebastião Arcanjo. As sugestões recolhidas na audiência serão encaminhadas para análise da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, que promove amanhã audiência sobre o PL 5921/01, de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). Agência Câmara de Notícias
 

 
Sociedade da Comunicação
UE discute regras para novas mídias
7/6/2005
TV a cabo, telefones móveis e internet mudaram os padrões de transmissão
Num mundo onde a televisão salta do tubo para os telefones celulares e a internet, funcionários europeus estão falando em ampliar também sua supervisão regulatória. A possível mudança levaria os reguladores da mídia européia a território desconhecido. Nos EUA, onde os reguladores estão reprimindo as transmissões "indecentes" pela televisão aberta, só agora os congressistas estudam dar-lhes autoridade similar sobre as difusões via cabo e satélite.
Na Europa, no entanto, a iniciativa para abrir novas frentes regulatórias parece motivada mais pela mudança tecnológica que por qualquer desejo de reprimir o comportamento impróprio. Já se foram os dias em que a mídia audiovisual era limitada a um punhado de canais de TV analógicos ou o cinema. A televisão digital - via cabo, satélite ou ondas aéreas terrestres - fornece dezenas ou até centenas de canais para mais de 20% dos lares europeus. Os telefones celulares oferecem filmes aos usuários a qualquer hora. Os serviços de vídeo sob demanda fornecem filmes ou programas de televisão via internet.
"As condições para a concorrência justa requerem uma posição neutra em relação às plataformas e entre elas", disse Viviane Reding, comissária européia para Mídia e Sociedade da Informação, num discurso feito recentemente. "Esta neutralidade deixará todos os provedores de serviços e conteúdo em pé de igualdade, garantirá uma base regulatória coerente e reforçará a segurança legal."
Embora os reguladores europeus já tratem o conteúdo da televisão via cabo e satélite como as transmissões abertas - diferentemente da atual abordagem dos EUA -, espera-se que a Comissão Européia apresente até o fim do ano propostas para estender a regulamentação do conteúdo para a nova mídia. Qualquer mudança exigiria a emenda da diretriz Televisão sem Fronteiras, uma medida da União Européia que estabelece regras gerais para a regulamentação da televisão nos 25 países do bloco.
A diretriz, adotada em 1989 e revisada sete anos depois, exige que os Estados membros garantam a separação entre a publicidade e a programação, restrinjam o discurso de ódio e protejam os menores, entre outras coisas, mas deixa a implementação a cargo de cada país.
Os padrões de "decência" já variam amplamente na UE. Na televisão italiana, por exemplo, mulheres escassamente vestidas lêem as "notícias" e saltitam em programas de variedades de maneiras que poderiam constranger os espectadores em lugares mais politicamente corretos, como a Grã-Bretanha. O Estado de São Paulo
 
Comissão divulga trabalho sobre tecnologias da informação
6/6/2005, 22h30
A Comissão de Legislação Participativa, presidida pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN), participa da exposição contemporânea sobre a Câmara durante a 3ª Assembléia Geral da IPAIT (Associação Internacional de Parlamentares para a Tecnologia da Informação), que acontece na Casa até amanhã. A comissão está inserida no tema "Canais de Comunicação".
A IPAIT é uma instituição interparlamentar com o objetivo de promover a cooperação multilateral em tecnologias da informação. A assembléia geral reúne, nesta semana, parlamentares de vários países para discutir políticas públicas de incremento ao uso das tecnologias da informação, o que inclui o acesso dos cidadãos aos meios de comunicação.
De acordo com Fátima Bezerra, a 3ª assembléia da IPAIT ratifica o reconhecimento internacional do esforço empreendido pelo governo no desenvolvimento de ações de combate à exclusão digital. "E nosso objetivo com essa participação é aproveitar a oportunidade para divulgar a importância da Comissão de Legislação Participativa e suas atribuições", disse.
A Comissão de Participação Legislativa é um órgão aberto às manifestações da sociedade civil e recebe sugestões dos cidadãos interessados em propor leis sobre qualquer matéria. A comissão recebe a sugestão e analisa seu mérito para depois, se for o caso, formatá-la. Segundo a deputada, cabe aos parlamentares representar os interesses gerais da comunidade e incentivar a população a participar das decisões legislativas. Agência Informes
 
Deputado defende uso do Fust na inclusão digital
6/6/2005, 16h01
Na abertura da 3ª Assembléia-Geral da Associação Internacional de Parlamentares para a Tecnologia da Informação (Ipait), o representante brasileiro na associação, deputado Luiz Piauhylino (PDT-PE), defendeu a aplicação dos recursos previstos no Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) na inclusão digital. O acesso à tecnologia da informação é o principal tema do encontro, que será realizado na Câmara até quarta-feira (8) para debater o papel do Parlamento no processo e mostrar experiências de órgãos governamentais e entidades da sociedade civil. A abertura do evento, realizada pela manhã no plenário Ulysses Guimarães, contou com a participação de 21 delegações de todo o mundo. Inclusão digital Piauhylino alertou sobre a necessidade de o País trabalhar "com urgência" para ampliar ao máximo a inclusão digital da população. "A verba do Fust está presa em superávit porque existe uma discussão burocrática. Devemos ter vontade política para investir os recursos na tecnologia do conhecimento." Segundo o parlamentar, a inclusão digital é um dos principais desafios para buscar melhor distribuição de renda e maior equilíbrio no acesso às oportunidades no Brasil. Ele destacou os programas brasileiros, tanto do governo quanto de empresas, que buscam a universalização do acesso à internet. A opinião sobre o Fust é compartilhada pelo secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, que também participou da abertura do evento. Para ele, a questão é política, resta definir a prioridade para que o ministério possa iniciar uma programação financeira dos fundos de que já dispõe.
Ações
Lustosa listou algumas das ações desenvolvidas pelo ministério para universalizar o acesso à internet. Entre elas está a abertura de 6 mil telecentros de uso gratuito e a parceria com o Ministério da Educação, que busca conectar todas as escolas e bibliotecas públicas. "A medida beneficiará 3 milhões de professores e 40 milhões de alunos", informou o secretário.
O secretário de Projetos e Programas Culturais do Ministério da Cultura, Célio Turino, apresentou o projeto Rede Cultura Viva, que busca disseminar o acesso a diferentes agendas culturais regionais. Outro programa prevê isenção fiscal para baratear a venda de computadores para 7 milhões de pessoas de baixa renda.
Voto eletrônico
Já o secretário de Informática do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Paulo Camarão, apresentou as soluções desenvolvidas pelo tribunal para a votação eletrônica. "A democratização ocorrida com o processo eletrônico foi muito importante, porque qualquer pessoa, mesmo analfabeta, pode aprender a votar usando a tecnologia do voto eletrônico", concluiu.
Cooperação
Ao abrir os trabalhos, o terceiro-secretário da Câmara, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), defendeu a democratização dos meios eletrônicos como forma de aumentar o acesso à informação. Para o secretário, a assembléia será uma ferramenta importante para os países representados, principalmente pelo estímulo às políticas públicas de informação.
O representante da Tailândia no evento, Kubeb Saikrachang, sugeriu que os participantes busquem alternativas para popularizar as tecnologias da informação. Saikrachang espera que o encontro possa estreitar a cooperação entre os países no desenvolvimento de ações que permitam a disseminação da informação.
Legislativo
A presidente da Frente Parlamentar Mista do Software Livre, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), ressaltou a importância do Legislativo na democratização da informática e lembrou que o Congresso mantém duas frentes ligadas ao tema - a que ela preside e a Frente Parlamentar de Informática. Para Serys, o acesso à tecnologia "é tão indispensável quanto o combate à fome e à pobreza e a reforma agrária". A senadora acredita que o abismo criado entre as pessoas com e sem acesso à informática agrava a exclusão social. Marcello Larcher e Mônica Montenegro - Agência Câmara de Notícias
 
Área rural de Piraí terá banda larga
7/6/2005
Projeto e novidades do setor serão apresentadas em evento
A cidade de Piraí prepara a expansão do projeto Piraí Digital, em operação desde fevereiro de 2004. Em dez dias, a rede de internet de banda larga chegará à área rural do município. E com R$ 2 milhões liberados pelo governo federal, os próximos passos do projeto são a instalação de equipamentos para a realização de vídeo e teleconferências, para a utilização de telefonia sobre protocolo de internet (VoIP), assim como o aumento de computadores disponíveis gratuitamente aos habitantes da cidade.
- Agora, Piraí é uma cidade digital - comentou o ex-prefeito do município e atual subsecretário de governo do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Piraí, com 23,6 mil habitantes e área de 520 quilômetros quadrados, conta com três telecentros, 23 escolas e 11 quiosques. Em todos esses locais, os habitantes da cidade podem utilizar gratuitamente a internet. Ao todo, Piraí já conta com 400 computadores.
O governo fluminense vai aproveitar a reunião preparatória da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, que acontece nesta semana no Hotel Glória, no Rio de Janeiro, para apresentar esse e outros projetos aos participantes do encontro. A reunião servirá para os países latino-americanos e do Caribe tentarem acertar um ponto de vista comum para a última reunião da Cúpula, que acontecerá em novembro, na Tunísia. Na ocasião, serão discutidos temas como propriedade intelectual, desenvolvimento de softwares em código aberto, educação na nova sociedade e inclusão digital.
Na semana que vem, Piraí poderá se tornar a primeira cidade localizada abaixo da linha do Equador a ser premiada pelo Fórum Comunidade Inteligente, entidade que desde 1999 organiza uma lista de cidades ao redor do mundo que se destacaram por seus projetos relacionadas à tecnologia. O município fluminense já está entre os sete finalistas da edição deste ano. A decisão ocorrerá entre os dias 13 e 14 deste mês, em Nova York.
Pezão destacou que o projeto Piraí Digital trouxe diversos benefícios à cidade. Além de incluir os habitantes do município nessa nova etapa do conhecimento, o projeto capacita técnica e profissionalmente os trabalhadores e atrai empresas para a cidade. Alessandra Taraborelli - Jornal do Brasil
 
Inclusão digital em Piraí
7/6/2005
A cidade de Piraí prepara a expansão do projeto Piraí Digital. Em 10 dias, a rede de internet de banda larga chegará à área rural do município. Serão instalados equimamentos para vídeo e teleconferências, de VoIP e distribuição de computadores para uso gratuito dos habitantes da região. Primeiro Plano - Gazeta Mercantil
 
Indefinições do projeto PC Conectado preocupam, diz Dell
7/6/2005
A Dell Brasil, subsidiária da maior fabricante mundial de computadores, viu o anúncio das principais definições sobre o programa PC Conectado do governo, anunciadas ontem, como positivo, mas, ao mesmo, tempo, se preocupa com a expectativa criada pelo anúncio tanto nos consumidores quanto na própria indústria.
O governo federal anunciou a isenção de PIS/Cofins para os computadores que tenham preço final até R$ 2.500. Para as máquinas vendidas entre R$ 1.400 e R$ 1.500 com sistema operacional Linux, além da isenção há também a opção de financiamento _ via repasse do BNDES ao varejo ou financiamento pelo Banco Popular do Brasil.
O fato, entretanto, do governo ainda não ter decidido se a medida entra em vigor através de um projeto de lei ou de uma Medida Provisória, nem quando deve tomar essa decisão, "gera uma expectativa que é preocupante", afirmou Fernando Loureiro, diretor de comunicação e assuntos corporativos da Dell Brasil.
Segundo ele, vários consumidores estão ligando para a companhia hoje, interessados em saber quando as máquinas a preços baixos estarão à venda, "e não temos resposta", diz ele.
O executivo também se diz preocupado com dúvidas ainda não resolvidas, como a que questiona se a isenção de PIS/Cofins se aplica a qualquer equipamento ou só aos que são fabricados no país dentro do Processo Produto Básico (PPB).
Outra dúvida é se a redução tributária também pode ser aplicada a partes do computador adquiridas separadamente. "Muitos usuários hoje preferem trocar apenas a CPU da máquina, para atualizar suas configuração, mas mantêm monitores e teclados antigos", explica.
De acordo com o executivo, a Dell esperava "que a isenção de impostos fosse total" - para máquinas de qualquer preço -, mas ele pondera que, "de qualquer forma, esse vai ser um instrumento importante contra o chamado mercado cinza", de computadores sem marca, montados às vezes com peças de origem duvidosa.
Ele lembra que, no ano passado, a fatia do mercado cinza chegou a aumentar, de 70% para cerca de 75% das vendas totais do país, em uma reação do mercado ao aumento da alíquota de PIS/Cofins, de 3,65% para 9,25%. "O efeito acabou sendo até maior, já que o imposto também passou a incidir sobre partes e peças importadas", reitera.
Confiante de que o PC Conectado combata o maior concorrente hoje dos fabricantes _ a ilegalidade _ Loureiro afirma que a Dell terá produtos para participar do projeto. "Gostaríamos de que isso acontecesse o mais rápido possível", afirmou.Taís Fuoco - Valor Econômico
 
Evento no Rio define contribuição latino-americana à Cúpula Mundial sobre Sociedade da Informação
06/06/2005, 16h47
Rio - Ministros e autoridades dos governos da América Latina e do Caribe definirão a participação de representantes da região na Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (CMSI), cuja segunda etapa ocorrerá no mês de novembro, na Tunísia. O encontro no Rio é organizado pelo governo brasileiro, com o apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), e acontecerá entre quarta-feira (8) e sexta-feira (10), no Centro de Convenções do Hotel Glória. O evento deve reunir ainda representantes de organismos internacionais e multilaterais, da sociedade civil e do setor privado.
A Conferência Regional Ministerial da América Latina e do Caribe faz parte de um processo preparatório que vem sendo realizado em nível mundial. O processo iniciou-se após a primeira fase da Cúpula, ocorrida na cidade de Genebra, em 2003. Os representantes dos países da América Latina e do Caribe aprovarão dois documentos: um plano de ação regional e uma declaração política orientada para o desenvolvimento sustentável, a inclusão digital e a solidariedade entre os países da região. Norma Nery - Portal da Cidadania
 
Exclusão digital é discutida por parlamentares de mais de 20 países na Câmara
06/06/2005 15h41
Brasília - Cerca de 100 parlamentares de mais de 20 países participaram hoje (6) da abertura da 3º assembléia geral da Associação Internacional de Parlamentares para a Tecnologia da Informação (Ipait) na Câmara Federal. O objetivo é discutir a exclusão digital no Brasil.
Para o vice-presidente da entidade, deputado Luiz Piauhylino (PDT-PE), o evento pode ajudar a diminuir a exclusão no país. "Haverá uma troca de experiência entre os parlamentares. Vamos fortalecer o intercâmbio de colaboração das nações e procurar equilibrar o uso da ferramenta de tecnologia de comunicação e informação", falou.
No Brasil há 30 milhões de pessoas com acesso à internet, o que representa cerca de 17% da população. Segundo o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, o Brasil possui 180 mil escolas públicas e apenas cinco mil delas têm laboratório de informática.
De acordo com Lustosa, projetos estão sendo criados para acabar com a exclusão digital no Brasil. Entre eles o PC Conectado, que é um dos quatro eixos do Programa Brasileiro de Inclusão Digital do ministério. O principal alvo do programa são famílias com renda entre 3 e 10 salários mínimos com condições de comprometer parte de seu orçamento para a aquisição de um computador, além de pequenos e microempresários. O programa consiste em isenção fiscal para a indústria e em crédito diferenciado para o consumidor, com juros de até 2% ao mês.
Segundo ele, o Norte do país é a região que mais sofre com a exclusão digital, por causa das longas distâncias e do difícil acesso a alguns municípios. Lucas Parente - Portal da Cidadania - Radiobrás
 

 
Política
Elifas Amaral defende consenso na escolha de nomes
06/06/2005, 18h20
O presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, confirmou a este noticiário que o Conselho Diretor deverá fazer mais uma tentativa de escolher os nomes dos superintendentes para dar prosseguimento ao processo de alteração no sistema de gestão da agência. Elifas admitiu que está muito difícil o consenso entre os conselheiros, mas que este consenso deverá ser tentado até o final como forma de obter uma decisão mais forte para a agência. Elifas confirmou ainda que o conselho estuda a possibilidade de alterar no Regimento Interno o dispositivo que impede a profissionais que não tenham formação de nível superior a ocupação dos cargos de superintendentes. O presidente da agência disse que esta foi uma das propostas feitas pela consultoria que sugeriu a nova estrutura para a agência, e que ela poderá "não vingar", uma vez que a lei não tem esta determinação: "o que estamos estudando especificamente é se o Conselho Diretor pode impor uma restrição que a lei não tem", explicou Elifas. A exigência de nível superior para o cargo de superintendente criava problemas para a indicação dos conselheiros que desejam trazer para a agência novos nomes, além dos que já são funcionários. Elifas confirmou também que, uma vez escolhidos os superintendentes, a idéia do Conselho é dar um prazo de até duas semanas para que estes formem suas equipes de gerentes, nomes que também deverão ser aprovados pelo Conselho Diretor. As declarações de Elifas foram feitas na manhã desta segunda feira, na aula inaugural, por ele proferida, no 5º Curso de Especialização em Regulação de Telecomunicações, promovido pela Universidade de Brasília - UnB, Anatel e União Internacional de Telecomunicações - UIT. Da Redação - TELA VIVA News
 
"Contei a Lula sobre bônus", diz Perillo
7/6/2005
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse ontem que aliados do governo federal procuraram dois deputados federais tucanos e ofereceram uma "mesada" de R$ 40 mil para que eles trocassem de partido. Perillo afirmou ter contado isso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo o governador, desconhecia o assunto.
"Foi um assédio", disse Perillo. "Era para trocar de partido, sair do PSDB e ir para a base do governo, por uma mesada de R$ 40 mil por mês e R$ 1 milhão por ano de bônus", declarou. Perillo alegou uma "questão ética" para não citar os nomes dos deputados que teriam recebido a proposta nem dos representantes do governo que estariam envolvidos no caso.
Em entrevista publicada ontem pela Folha, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, afirmou que o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, pagava um "mensalão" de R$ 30 mil para parlamentares em troca de apoio ao governo no Congresso. Ainda de acordo com Jefferson, a prática foi interrompida no começo deste ano, depois que ele informou Lula sobre o esquema.
Jefferson é suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção nos Correios e no IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), estatais que contam com dirigentes que foram indicados aos cargos por seu partido. Segundo a revista "Veja", o presidente do PTB cobrava uma mesada de R$ 400 mil ao ex-presidente do IRB, Lídio Duarte, que havia sido indicado pelo partido para ocupar o cargo. Jefferson nega envolvimento com essas denúncias.
O governador participou do lançamento do "Programa Goiano de Qualificação do Trabalhador" e, a uma platéia de empresários, discursou: "O que foi revelado hoje [ontem] pela Folha de S. Paulo foi dito por mim, pessoalmente, ao presidente da República um ano e meio [sic] atrás".
A jornalistas, Perillo disse que em maio de 2004, numa visita de Lula a Rio Verde (230 km de Goiânia), conversou com o presidente sobre o "assédio" aos deputados tucanos. A resposta de Lula teria sido: "Isso foi algo que o Sérgio Motta introduziu" -ex-ministro das Comunicações de Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Motta suspeito de envolvimento num esquema de compra de votos de parlamentares para a aprovação, em 1997, da emenda constitucional que permitiu a reeleição de presidentes.
"Mas no seu governo está acontecendo isso", teria respondido Perillo. A secretária de Ciência e Tecnologia de Goiás e deputada federal licenciada, Raquel Teixeira (PSDB), disse que tinha conhecimento da proposta de "mesada", mas não quis citar nomes. NEY HAYASHI DA CRUZ, CHICO DE GOIS - Folha de São Paulo
 
Miro afirma que ministro participou de esquema
7/6/2005
O deputado federal Miro Teixeira (PT-RJ) confirma os relatos feitos por Roberto Jefferson (PTB-RJ) sobre o pagamento de mesadas a deputados federais, mas afirma que o petebista foi mais generoso nas descrições quando esteve em sua sala, no final de 2003.
"O relato do Roberto Jefferson foi mais amplo. Não posso relatar em detalhes, pois não tenho elementos de prova. Mas ele descreveu uma cena de corrupção em um ambiente ministerial a que ele assistiu", afirma Miro.
Segundo Miro diz ter ouvido de Jefferson, na "cena de corrupção" estavam presentes "o ministro, representantes de três partidos e um diretor de departamento".
Esse relato de Jefferson a Miro ocorreu quando o hoje deputado pelo PT ainda era ministro das Comunicações e filiado ao PDT. Já era público que Miro estava de saída de seu partido.
Já de volta à Câmara, no início de 2004, Miro procurou Jefferson. Sugeriu que ambos discursassem sobre as suspeitas de corrupção da tribuna da Casa. "Aí transformaremos o Lula num Lech Walesa", teria respondido Jefferson, numa referência ao sindicalista polonês que fracassou como presidente. O petebista recusou-se novamente a divulgar o assunto.
Folha - Os dois trechos em que o sr. é citado na entrevista de Jefferson à Folha são verdadeiros?
Miro Teixeira - Sim, porém estão incompletos. Quando ele esteve comigo no Ministério das Comunicações, ele me contou tudo. Eu disse: "Vamos agora ao presidente da República". E ele se recusou.
Folha - O sr. não poderia ter falado ao presidente?
Miro - Claro que não, porque a minha prova seria ele [Jefferson].
Folha - Sim, mas era um caso grave. O sr. era ministro. Não deveria relatar reservadamente ao seu superior, o presidente?
Miro - Eu seria irresponsável.
Folha - Por quê?
Miro - Porque não teria como provar. Mas depois que eu voltei ao Parlamento, eu voltei a tentar obter informações. E aí vem a segunda história.
Folha - Como foi?
Miro - Eu encontrei Jefferson no corredor que sai do plenário e vai na direção das salas das comissões. Puxei-o para um canto e disse: "Vamos denunciar essa história aqui da tribuna". Ele se recusou, e aí omitiu novamente na entrevista, que respondeu algo assim: "Aí transformaremos o Lula num Lech Walesa". Talvez ele tenha omitido essa frase por considerá-la irrelevante. Eu disse que era o contrário, que o Lula sairia fortalecido porque ele desconhece isso e aí estaria explicado também o volume de dificuldades por aqui na Câmara.
Folha - E Jefferson?
Miro - Ele não topou. A conversa foi muito rápida. Durou uns 30 segundos.
Não houve, no meu caso, essa história de ouvir quieto. Aqui, teve duas vezes. Teve essa: "Vamos agora ao presidente". E, depois, no Congresso: "Vamos fazer um discurso aqui denunciando".
Folha - Por que, na sua opinião, ele não quis falar em público sobre o que dizia saber?
Miro - Eu não sei. Porque, talvez, as pessoas fiquem constrangidas de falar do corpo da Casa.
Folha - Qual foi o outro fato relatado por Roberto Jefferson?
Miro - Como eu já disse, o relato do Roberto Jefferson foi mais amplo. Não posso relatar em detalhes, pois não tenho elementos de prova. Mas ele descreveu uma cena de corrupção em um ambiente ministerial a que ele assistiu. Foi quando eu o exortei a ir ao presidente da República.
Folha - Quando foi isso?
Miro - Final de 2003. E eu volto à Câmara no final de fevereiro.
Folha - O sr. não poderia elaborar mais sobre qual foi esse ambiente ministerial onde teria se dado a cena de corrupção?
Miro - Foi em torno de uma mesa ministerial.
Folha - O sr. não poderia dizer qual foi o ministério?
Miro - Não, porque eu entraria em um processo. Num crime contra a honra, quem reproduzir responde pelas mesmas penas.
Folha - Quem estava com Roberto Jefferson nessa cena de corrupção?
Miro - Ele descreveu que estavam o ministro, representantes de três partidos e um diretor de departamento. Eu estranho que ele tenha omitido esse relato na entrevista à Folha. Das duas, uma. Ou era mentira e agora ele não a mencionou ou era verdade e ele quer se valer da influência dessas pessoas para protegê-lo -as pessoas que teriam participado dessa tal cena de corrupção que ele diz ter presenciado.
Folha - Na sua sala no ministério, quando relatou esse fato, com quem estava Roberto Jefferson? Estava também o deputado João Lyra (PTB-AL) e quem mais?
Miro - Mais uma outra pessoa.
Folha - Foi o deputado José Múcio Monteiro (PE), líder do PTB na Câmara dos Deputados?
Miro - Não, não foi o Zé Múcio. Não me recordo da terceira pessoa. Não importa, porque ficou mudo, assim como o Lyra.
Folha - Qual a sua avaliação desse episódio todo?
Miro - Tendo ele se recusado a ir ao presidente da República diante de um episódio tão grave -mais grave até do que o que ele está descrevendo hoje-, tenho dúvidas de que ele tenha de fato relatado ao presidente o caso das mesadas aos deputados.
Folha - Como assim?
Miro - Ele diz [na entrevista] que foi ao presidente para relatar um fato que seria estranho ao Poder Executivo. Mas não para relatar o outro... Que era mais direto, na veia...
Folha - Porque era dentro de um ministério, com uma pessoa de um partido dando dinheiro para outra de outro partido...
Miro - é isso. Numa repartição pública. Por isso não tenho tanta certeza de que o Roberto tenha falado com o presidente. FERNANDO RODRIGUES - Folha de São Paulo
 

 
Audiovisual
Gramado vê "queda de qualidade" na ficção brasileira
7/6/2005
Enquanto o cinema nacional discute que tipo de filmes deveriam ter prioridade da obtenção de recursos estatais, o Festival de Gramado anuncia que mudará o seu perfil, em razão da "queda na qualidade dos concorrentes na categoria de ficção nacional".
Para sua próxima edição -a 33ª, prevista para o período de 15 a 20 de agosto-, não haverá mais exigência de ineditismo para a escalação de concorrentes. Não serão aceitas produções já estreadas em circuito comercial, mas um filme que tenha concorrido em outro festival poderá disputar Kikitos.
Atualmente, são realizados no Brasil 97 festivais. Gramado, que já foi o mais importante deles e rivalizava apenas com o Festival de Brasília, perde progressivamente importância. Uma sucessão de edições cujos concorrentes foram considerados frágeis pela crítica ameaça seu prestígio.
Os documentários, gênero que o festival avalia estar "em ascensão no Brasil", serão alçados ao primeiro plano da disputa. Deixarão o horário da tarde, que recebe menos atenção do público e da crítica, para ter exibições noturnas, no Palácio dos Festivais, antes dos longas de ficção.
A disputa reservada à produção da América Latina também perde importância, sendo rebaixada ao horário antes reservado aos documentários. Folha de São Paulo
 
Recam quer implantar Observatório Audiovisual do Mercosul
06/06/2005, 19h11
Aconteceu entre os dias 1º e 3 de junho, no Paraguai, a V Reunião Especializada do Cinema e Audiovisual do Mercosul - Recam, com a presença das Seções Nacionais da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai e a participação do Chile e da Venezuela, na qualidade de Estados Associados.
Sergundo nota da Ancine, entre as decisões tomadas no encontro destacaram-se: medidas para acelerar, em cooperação com a União Européia, a implantação do Observatório Audiovisual do Mercosul, destinado à informação estatística das indústrias audiovisuais da região; a elaboração de um pré-projeto de Acordo de Co-produção Cinematográfica regional; a realização de um Foro de Competitividade das Cadeias Produtivas da Indústria Cinematográfica.
O presidente da Ancine, Gustavo Dahl, chefiou a delegação brasileira. Da Redação - TELA VIVA News
 

 
Imprensa & Jornalismo
Campanha defende a liberdade de imprensa e combate a violência contra jornalistas
6/6/2005, 19h55
O lançamento da "Campanha de Defesa da Liberdade de Imprensa no Brasil", realizado no Dia Nacional da Imprensa (1º de junho), mobilizou os jornalistas e a sociedade. Além de atos públicos, distribuição de cartazes e de Nota Oficial, a FENAJ lançou uma pesquisa para coletar dados sobre agressões contra jornalistas. Veja, a seguir, o relato de algumas das atividades nos estados.
Apresentação teatral agita o centro de BH Em Minas Gerais, o Dia Nacional da Imprensa, teve apresentação de teatro na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, marcando a participação do SJMG na Campanha Nacional de Defesa da Liberdade de Imprensa, promovida pela Fenaj, em parceria com sindicatos de todo o Brasil. Um grupo de artistas abordou o tema da liberdade de imprensa em performances. "O evento foi um sucesso e, durante toda a tarde, chamou a atenção das pessoas que transitavam no centro para a importância da liberdade de imprensa", afirma o presidente do SJPMG, Aloisio Lopes. No período da tarde, parlamentares discursaram em defesa da liberdade de imprensa na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Protestos contra a censura e agressões marcam manifestação em SP Em ato público alusivo ao Dia Nacional da Imprensa, realizado ao meio dia de 1º de junho, ao lado do Tribunal de Justiça, os jornalistas de São Paulo expressaram sua indignação com o retorno da censura. A atividade foi organizada pelo Sindicato dos Jornalistas e Associação dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (Ajaesp), e contou com o apoio da CUT, da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e da UBE (União Brasileira de Escritores). Os manifestantes colocaram mordaças pretas na boca em sinal de protesto. Os casos dos jornalistas Jorge Kajuru e Fernando Morais foram citados pelos manifestantes como exemplos de agressões á liberdade de imprensa, cometidas por juízes. O ex-presidente do SJSP e atual vice-presidente da ABI, Audálio Dantas, discursou representando a UBE. "Esse ato vem mostrar a nossa indignação contra as práticas que estão em inconformidade com a Constituição, contra a censura que não está na Constituição e é praticada por membros do Judiciário", disse. Os jornalistas Fernando de Santis e Joacir Gonçalves também participaram relatando o cerceamento que sofreram no exercício da profissão.
Na Bahia, jornalistas promovem dia de luto O Dia Nacional da Imprensa ficou registrado na Bahia como Dia de Luto. O Sindicato dos Jornalistas organizou manifestações nas redações, distribuindo tarjas pretas e panfletos contra a censura. "Não podemos ficar parados diante das ameaças, censura ao nosso exercício profissional, e coerção física e moral; precisamos nos indignar e denunciar à sociedade mostrando nosso repúdio", afirmou Carlão Oliveira, diretor do Sinjorba.
Estudantes de Comunicação fazem passeata em Rondônia Os estudantes de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do Ceulji/Ulbra de Ji-Paraná aderiram à Campanha Nacional em Defesa da Liberdade de Imprensa em Rondônia. Com as bocas amordaçadas e portando cartazes, os acadêmicos realizaram passeata no Campus Universitário em protesto contra a censura aplicada aos profissionais e veículos de comunicação do Brasil. O publicitário e professor do curso Wladimir dos Santos salientou a importância da participação dos alunos para o fortalecimento da comunicação. "O profissionalismo começa dentro do curso, e a participação política se forma na comunidade acadêmica, vamos participar de todas as campanhas em prol da liberdade e qualidade da comunicação", disse. No próximo dia 21 de junho os acadêmicos devem aderir ao Dia Nacional em Defesa do Diploma promovido pela FENAJ. Atos públicos e forró da liberdade de imprensa foram realizados em Sergipe O (Sindijor/SE) e a Associação Sergipana de Imprensa (ASI) afixaram faixas e distribuíram panfletos no centro de Aracajú no dia 1º de junho. A noite foi de confraternização da categoria no "Forró da Liberdade de Imprensa". A programação completou-se com um debate no auditório da Associação Sergipana de Imprensa, no dia 2. Debate no Fórum Barão do Rio Branco marca o Dia da Imprensa no Acre O Sindicato dos Jornalistas do Acre realizou um debate no Fórum Barão do Rio Branco para marcar o Dia Nacional da Imprensa, além de profissionais e estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) e do Instituto de Ensino Superior do Acre (Iesacre), estiveram presentes representantes do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), Secretaria Extraordinária da Mulher e Secretaria de Estado Comunicação Social. O professor Francisco de Moura Pinheiro, mestre em Comunicação Social, que participou como palestrante, destacou que a liberdade de imprensa sofre influências do poder da coerção, do poder econômico e do poder político. "Não é possível dizer que o jornalista pode trabalhar em um jornal e achar que pode dizer tudo. Nenhum jornal é o dono da verdade, por isso o jornalista deve ter a responsabilidade de apurar a informação, com responsabilidade, antes de publicá-la".
Houve um momento de tensão, quando o empresário de comunicação Narciso Mendes, proprietário do jornal O Rio Branco e TV Rio Branco, que elogiou a iniciativa, afirmou que nunca na história do Acre a imprensa foi tão censurada pelo Estado. Em resposta, o secretário de Comunicação, jornalista Aníbal Diniz, disse que o governo atual não era igual aos anteriores, a quem o empresário servia com seus veículos de comunicação. No encerramento, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Acre, Raimundo Afonso, disse que o evento foi positivo, já que o tema é bastante polêmico e cada setor procura defender os seus interesses. "Agora vamos ampliar o debate, buscando consolidar a Liberdade de Imprensa no Brasil, começando pelos Estados, através de atividades como esta". Debate em Concórdia foi uma das atividades SC Em Santa Catarina, o SJSC distribui a nota oficial de campanha em defesa da liberdade de imprensa para a categoria e entidades da sociedade civil. As atividades foram mais intensas em Concórdia, no oeste do estado, onde se realizou um debate na Universidade do Contestado, no dia 31 de maio. No dia seguinte, representantes do Sindicato ocuparam espaços nas rádios locais divulgando a Campanha Nacional em Defesa da Liberdade de Imprensa.
No Ceará atividade será dia 15 No Ceará estava agendada uma Sessão Solene na Assembléia Legislativa para marcar a data, mas a pauta apertada do legislativo causou o adiamento. A campanha naquele estado será lançada oficialmente dia 15 de junho, durante a sessão solene em comemoração aos 80 anos da Associação Cearense de Imprensa (ACI), também na AL. Em três decisões Justiça de Tocantins favorece a liberdade de imprensa Foram registradas três importantes decisões judiciais, no Tocantins, favoráveis à liberdade de imprensa com responsabilidade - casos raros num momento em que a imprensa brasileira convive a censura, ameaças e violências manifestadas por medidas da Justiça. Todas foram proferidas pelo juiz Lauro Augusto Moreira Maia, da 5ª Vara Cível da Comarca de Palmas. Ele julgou improcedente ação de indenização por danos morais impetrada pelo ex-governador José Wilson Siqueira Campos contra o jornalista Salomão Wenceslau. O mesmo juiz também considerou improcedente ação movida pelo governador Marcelo Miranda contra a empresa Tocantins Gráfica e Editora Ltda, que edita o jornal Primeira Página, e a jornalista Sandra Miranda de Oliveira. Ambas as ações eram de injúria e difamação.
Em outra decisão de Lauro Maia, a empresa Sistema de Comunicação Rio Bonito Ltda, editora do jornal Folha Popular, foi condenada a pagar indenização de 20 salários mínimos a cada um dos 12 policiais citados como criminosos em matéria veiculada em 2001, quando a polícia militar estava em greve. O juiz considerou arbitrária a conduta do jornal, que equiparou os grevistas a marginais e apontou que "cerca de 30 policiais têm envolvimento com o crime organizado", sem provas substanciais.
 
Conselho repudia censura ao livro Na Toca dos Leões
7/6/2005
O Conselho de Comunicação Social enviou ontem um ofício à Mesa do Senado em
repúdio à decisão do juiz da 7ª Vara Criminal de Goiânia, que determinou busca e apreensão do livro Na Toca dos Leões, de Fernando Morais, por ofensa ao deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO). Na obra, Morais reproduz declaração de Gabriel Zellmeister, segundo a qual, se eleito presidente da República em 1989, Caiado teria um plano de esterilizar as mulheres nordestinas para acabar com a superpopulação no país. Em nota, o conselho classificou como censura a decisão do juiz, que proibiu, sob pena de multa, manifestações do autor e da editora sobre o assunto.
O colegiado debateu ainda o Projeto de Resolução 61/03, de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR), que normatiza o envio de demandas por parte dos senadores para o conselho. Por entender que o colegiado é órgão do Congresso, os conselheiros argumentaram que o instrumento mais adequado para o estabelecimento dessas regras seria um projeto do Congresso, uma vez que, sendo do Senado, a aprovação do projeto não teria efeitos no âmbito da Câmara. Foram eleitos três representantes para discutir o assunto com Osmar Dias.
Tomaram posse no conselho o representante das categorias profissionais de cinema e vídeo, Antônio Ferreira de Sousa Filho, e o representante da sociedade civil, Paulo Marinho. Jornal do Senado

 
Informática
AT&T fecha acordo global com a Microsoft
6/6/2005
A AT&T e a Microsoft Corp. anunciaram hoje, 6, uma aliança estratégica que se baseia no alcance global da rede IP da operadora, presente em 147 países, e o Connected Services Framework da Microsoft (CSF), software que possibilita a distribuição de serviços de comunicações convergentes, por meio de múltiplas redes e dispositivos de usuário final. De acordo com o comunicado divulgado pelas duas empresas, com essa solução, a AT&T poderá criar novos serviços e aplicações IP. O acordo também prevê que as duas empresas irão desenvolver, nos próximos cinco anos, um amplo conjunto de serviços de comunicação em tempo real, acionados por rede. O desenvolvimento irá focar-se em aplicações de mensagens, colaboração e mídia, além de aplicações empresariais. Esses serviços, informam, irão se expandir a partir do atual portfólio de serviços IP da AT&T, incluindo o Portfólio de Dynamic Network ApplicationsSM (DNA), e o conjunto da Microsoft de aplicações hospedadas de colaboração, comunicações e empresariais. Levarão ainda ao desenvolvimento de outros pacotes de serviços. Um dos primeiros resultados desse plano de cinco anos é um adaptador de voz sobre IP da AT&T, que a Microsoft vai desenvolver e distribuir a clientes empresariais CSF. Telecom Online
 
Apple se rende aos processadores Intel
6/6/2005
Depois de 10 anos rodando com chips da IBM, desenvolvedores da Apple terão de mudar de tecnologia mais uma vez Os boatos já circulavam pelo mercado de tecnologia, mas nada melhor que ele, Steve Jobs, para confirmar a notícia. A partir de 2006, a Apple passará a utilizar processadores Intel que também servem de base para a plataforma Windows, da Microsoft em seus computadores. O anúncio foi feito hoje (6/6) por Jobs, CEO da Apple, durante o congresso anual para empresas desenvolvedoras de produtos e softwares, em São Francisco. "Nosso objetivo é oferecer a nossos consumidores o melhor computador pessoal do mundo, e a Intel tem de longe os processadores mais potentes", afirmou Jobs. Essa não é a primeira vez que a Apple muda de tecnologia em processadores. Há dez anos, a empresa de Jobs migrou para o PowerPC, da IBM, obrigando milhões de desenvolvedores em todo o mundo a se adequarem ao novo sistema. No próximo ano, eles serão obrigados a repetir o processo de adaptação.
Durante o evento, o CEO da Apple fez uma demonstração com um modelo de Mac já operando com processador Intel. Ele também apresentou, aos 3 800 profissionais de TI presentes, um kit de transição que permite trabalhar nos dois sistemas até que a migração seja totalmente finalizada. O kit custará cerca de 1 000 dólares.
Os analistas vêem a mudança com certo ceticismo. Segundo eles, mesmo os clientes mais fiéis da Apple não aceitarão facilmente a nova tecnologia. A mudança exigirá que os usuários de Apple migrem para o novo sistema sempre que desejarem baixar uma nova versão do sistema operacional (MacOS) ou utilizar algum serviço da empresa. A aposta de Jobs é que, com os processadores Intel, os computadores da Apple passarão a ter um preço mais acessível, conquistando novos consumidores. Portal Exame
 
Apple passa a usar processador Intel
6/6/2005
A empresa vai adotar os chips da Intel em todos os seus computadores até o fim de 2007 A Apple confirmou a mudança de chips da IBM por processadores da Intel em seus computadores, até o fim de 2007. O pronunciamento oficial aconteceu durante o Worldwide Developer Conference, em São Francisco, Estados Unidos. Nos últimos meses, a fabricante de computadores não escondeu o seu descontentamento em relação ao fornecimento de chips pela IBM. A Apple teve problemas para produzir quantidade suficiente de versões de seu processador PowerPC 970, chamado pela Apple de G5.
Além disso, a IBM ainda não terminou versão do G5 que consome menos energia e poderia ser usada nos computadores portáteis da Apple. O diretor de marketing e vendas da Intel para a América Latina, Ronaldo Miranda, acredita que essa aliança poderá criar uma mudança no mercado. "Para nós é muito interessante, não só do ponto de vista técnico mas como marco da insdústria. É um acontecimento que vai mudar alguns rumos no mercado".
A mudança foi anunciada pela primeira vez no mês passado, no The Wall Street Journal. O jornal citou como fonte dois executivos que teriam conhecimento das negociações entre as duas empresas. ITWeb
 
Microsoft abre parte do Windows à UE
7/6/2005
A Microsoft Corp. concordou em fornecer algumas das informações proprietárias embutidas em seu sistema operacional Windows para evitar a ameaça de incorrer em multas diárias de até US$ 5 milhões por parte da União Européia devido a práticas antitrustes.
A proposta da Microsoft, cujo software está presente em mais de 90% dos computadores pessoais do mundo, visa dirimir a preocupação da Comissão Européia, para a qual a empresa cobra valores muito altos pelas informações proprietárias de que suas concorrentes necessitam para fabricar produtos similares aos seus. Apesar da proposta, a Microsoft ainda resiste à pressão da UE para permitir que os fabricantes de produtos de código-fonte aberto, como o Linux, utilizem seus dados, disse hoje a comissão.
Em março de 2004, a comissão, que é o braço regulador da UE, ordenou que a Microsoft licenciasse suas especificações técnicas a concorrentes como a RealNetworks, comercializasse uma versão do Windows sem seu media player e pagasse uma multa de asse uma versão do Windows sem seu media player e pagasse uma multa de €497 milhões (US$ 609 milhões). A comissão deu à empresa prazo até 1 de junho passado para cumprir as exigências ou enfrentar novas ações antitruste e possíveis multas de até 5% de sua receita diária. As autoridades reguladoras estudarão a proposta e obterão as reações da concorrência e dos clientes antes de aceitá-la. Não foram fornecidos maiores detalhes sobre a oferta da Microsoft.
Parceria com AT&T
A Microsoft e a AT&T anunciaram ontem uma aliança estratégica para desenvolver serviços de comunicações baseados no protocolo Internet (IP).
A aliança aproveita a rede global IP da AT&T, que tem acesso a 147 países, assim como o Connected Services Framework, da Microsoft, solução de software integrada que permite entrega rápida de serviços de comunicações. As duas companhias se comprometeram a desenvolver novos serviços de comunicações em tempo real durante os próximos cinco anos. Gazeta Mercantil
 
Microsoft diz ter feito 'concessões' a europeus
7/6/2005
A Microsoft divulgou nota informando que fez "grandes concessões" para cumprir as exigências antimonopólio da Comissão Européia (CE), incluindo as relacionadas ao acesso de outros fabricantes de software aos códigos do Windows. "Com o objetivo de resolver questões complexas, nas últimas semanas fizemos algumas grandes concessões", disse o diretor executivo da multinacional, Steve Ballmer, em comunicado. "Nós levamos muito a sério nossas obrigações na Europa, e continuaremos nos esforçando para cumprir todas as nossas obrigações".
Desde março de 2004, o órgão executivo da União Européia (UE) exige que a Microsoft conceda a outros fabricantes os códigos de programação do Windows necessários para que os programas de outras empresas sejam compatíveis com o sistema operacional. Segundo a CE, a companhia de Bill Gates aceitou fornecer os códigos até gratuitamente, desde que a informação revelada não implique inovações técnicas. No entanto, a Microsoft não aceitou compartilhar essas informações com os fabricantes de softwares livres, os que não estão sujeitos ao pagamento de direitos autorais e que permitem ao usuário ter acesso e alterar os códigos-fonte do programa, como o Lynux, principal concorrente do Windows.
"Trabalhamos para sermos criativos ao oferecer novas fórmulas aos fabricantes que trabalhem com nossa tecnologia e com software livre, mas mantendo a proteção da propriedade intelectual. Nossa proposta cumpre esse objetivo", disse o assessor jurídico da Microsoft, Brad Smith. O Estado de São Paulo
 
Microsoft fornecerá de graça dados do Windows a concorrentes
7/6/2005
A Microsoft se comprometeu com a Comissão Européia a oferecer, gratuitamente, aos concorrentes da companhia norte-americana os dados que garantem a compatibilidade do sistema operacional Windows com os programas rivais, mas veta essa concessão aos fabricantes de software livre.
O braço executivo da União Européia elogiou a reação da Microsoft à determinação antitrustre contra a empresa. Em 2004, Bruxelas multou a empresa de Bill Gates em 497 milhões de euros depois de descobrir que ela abusou sua posição de monopólio.
Na semana passada, a Microsoft satisfez o prazo de fornecer mais detalhes de como melhoria o caminho para abrir o Windows a concorrentes. Se fracasse, teria de pagar US$ 5 milhões em multa diária até a data limite de 1º de junho. Juliana Cardoso - Valor Econômico
 
Microsoft tenta conciliação com UE
7/6/2005
BRUXELAS. A Microsoft apresentou ontem uma proposta para se adequar à legislação antitruste da Comissão Européia. Pela proposta, servidores que não usam o Windows poderão operar com computadores que utilizam o sistema operacional da Microsoft. Com isso, a empresa espera se livrar da ameaça de uma multa de US$ 5 milhões por dia do órgão executivo da União Européia (UE) devido ao monopólio do Windows.
A Microsoft afirmou que o acordo será aplicado globalmente, e não apenas na Europa, como pedido pela Comissão.
Segundo a comissária de Concorrência da UE, Neelie Kroes, a empresa também se comprometeu a vender uma versão do Windows sem o software Media Player - outra acusação antitruste do órgão.
A proposta será examinada por empresas do setor nas próximas duas semanas, antes que a Comissão dê seu parecer final. Mas a Fundação do Software Livre (programas cujos códigos-fonte são de domínio público, o que não ocorre com o Windows), que distribuiu o software para servidores Samba, afirmou que a Microsoft está apenas tentando ganhar tempo.
Nos EUA a empresa foi condenada ontem a pagar uma indenização de US$ 9,9 milhões ao inventor Carlos Armando Amado, por violação de patente em 1994. O Globo
 
Apple & Intel
7/6/2005
O número um da Apple, Steve Jobs, anunciou ontem que, em meados de 2006, as máquinas produzidas pela empresa começarão a usar chips da Intel, deixando de lado o casamento de 21 anos com IBM/Motorola. Jobs sempre alardeou que a Intel (tão íntima da rival Microsoft) não teria o mesmo desempenho dos PowerPC. Agora, de olho na indústria do cinema, mudou de opinião rapidamente.
Certamente foi a melhor notícia da semana no mundo agitado da tecnologia. Mas que história é essa de estar de olho na indústria do cinema? Essa migração não seria para que a Apple ganhasse mais força no apetitoso mercado de notebooks? Ou não seria uma estratégia para voltar a ter relevância no setor de ensino?
É tudo isso e mais o que inventarem. Desde semana passada, quando a perspectiva de mudança começou a pipocar, não faltam justificativas para a novidade. O importante é o de sempre: ganhar mercado.
Mas muda algo para nós, pobres mortais?
- A curto prazo, não muda nada, mas vai causar grande insegurança nos consumidores, que estarão comprando Macs que eles sabem que serão descontinuados a partir de junho do ano que vem. Imagine se uma grande indústria de carros avisasse que ia mudar o combustível de todos os carros... mas só ano que vem! A longo prazo, o consumidor vai poder ter Macs mais rápidos. A IBM se mostrou incapaz, ou sem interesse, de fazer PowerPCs mais rápidos e que consumissem menos, sob medida para laptops - diz nosso especialista em Apple, o Mario Jorge Passos.
O flerte já vinha de longe, Jobs disse ontem. Quanto ao futuro, ele sabe que mobilidade é palavra de ordem. O que encontrou na Intel, dizem, seria maior poder para lidar com dados pesados e rapidez para fazê-los ganhar a rede. E a experiência bem-sucedida com o iPod nos últimos dois anos já mostrou que o consumidor quer novos caminhos. Aí, dizem uns, entra a história do cinema: quando a distribuição de filmes via internet ganhar mais espaço, a Apple não quer ficar fora da briga. Daí esta guinada - que não deixou de ser, perdão, cinematográfica. Nelson Vasconcelos - O Globo
 

 
Mercado de Comunicação
Globo anuncia nova estrutura corporativa
06/06/2005, 17h37
O grupo Globo anunciou nesta segunda, dia 6, sua nova estrutura corporativa.
A holding Globopar deixa de existir como uma empresa autônoma. TV Globo, Globopar e a Globo.com serão agora uma única empresa (na prática, houve uma fusão de Globopar com TV Globo, que já englobava a Globo.com), e a Globosat, a Som Livre, a Editora Globo e a Globo Cochrane (gráfica) serão subsidiárias integrais desta nova empresa. Estas subsidiárias seguem com a mesma administração atual. A instância deliberativa mais alta do grupo é o Conselho de Administração, formado pelos três irmãos: Roberto Irineu Marinho (presidente executivo), João Roberto Marinho (vice-presidente editorial) e José Roberto Marinho (vice-presidente de responsabilidade social).
Foi criada a diretoria de gestão corporativa, sob a responsabilidade de Jorge Nóbrega, que terá como missão coordenar as diferentes áreas funcionais do grupo (finanças, controle, planejamento, contabilidade, jurídico, recursos humanos). Esta diretoria promoverá o alinhamento corporativo e das unidades de negócio. "Fará, além disso, o acompanhamento do desempenho dos negócios", diz o comunicado do grupo.
A TV Globo segue sob a direção geral de Octávio Florisbal, que se reportará ao Conselho Administrativo e à presidência executiva, assim como Jorge Nóbrega, que acumulará ainda a função de diretor de mídias segmentadas (o que inclui Globosat, Globo.com, Editora Globo, Globo Cochrane, Som Livre e Sistema Globo de Rádio). Da Redação - TELA VIVA News
 
Mudanças na Globo
7/6/2005
A Organizações Globo informa que, com a conclusão do processo de reestruturação, a Globopar deixará de existir como empresa independente. TV Globo, Globopar e Globo.com passam a formar única empresa, tendo a Globosat, Som Livre, Editora Globo e Globo Cochrane como subsidiárias integrais. Primeiro Plano - Gazeta Mercantil
 
Empresas do grupo Globo serão reunidas em uma só estrutura
7/6/2005
Medida faz parte do processo de reorganização da Globopar, em moratória desde dezembro de 2002
A Globopar, holding das Organizações Globo para o segmento de televisão por assinatura, informou ontem que concluirá o processo de reestruturação financeira no próximo dia 20 de julho. Em moratória desde dezembro de 2002, a Globopar deixará de existir como empresa independente. A TV Globo, empresa da família Marinho para o segmento de televisão aberta, a Globopar (televisão paga) e a Globo.com (braço para internet) passam a formar uma única empresa, tendo a Globosat, a Som Livre, a Editora Globo e a Globo Cochrane como suas subsidiárias integrais. A Infoglobo, que publica os jornais O Globo, Extra e Diário de S. Paulo, e o Sistema Globo de Rádio (Rádio Globo e CBN) passam a ser geridas de forma unificada, mas societariamente independentes, conforme nota da Globopar.
Roberto Irineu Marinho, o mais velho dos três irmãos herdeiros de Roberto Marinho, será o presidente-executivo do grupo, enquanto João Roberto será o vice-presidente editorial e José Roberto, vice-presidente de responsabilidade social. O executivo Jorge Nóbrega acumulará os papéis de diretor do grupo de Mídias Segmentadas, composto de Globosat, Globo.com, Editora Globo, Globo Cochrane, Som Livre e Sistema Globo de Rádio. Além disso, ficará responsável pelo acompanhamento do desempenho dos negócios. Octavio Florisbal, diretor-geral da TV Globo, e Paulo Novis, diretor-geral da Infoglobo, se reportarão diretamente a Roberto Irineu. O ex-presidente da Globopar, Ronnie Vaz Moreira, deixa o grupo.
No ano passado, a Globopar registrou lucro líquido de R$ 286,8 milhões, com aumento de 503% em relação a 2003, enquanto a TV Globo registrou lucro de R$ 113 milhões. A queda no resultado da TV Globo ocorreu mesmo com bom aumento das vendas de anúncios, no total de R$ 3,77 bilhões (já descontadas as comissões de agências e impostos), o que indica crescimento de 26,75% sobre 2003. Já as vendas da Globopar somaram R$ 1,634 bilhão, com aumento de 14,62%. As dívidas da Globopar, boa parte garantidas pela TV Globo, somavam R$ 5,672 bilhões no final de 2004.
No processo de ajuste nos últimos dois anos, a estratégia foi preservar as empresas especializadas na geração de conteúdo, vendendo o controle ou participações relevantes em empresas de distribuição, como a Sky (de TV por assinatura via satélite) para a News Corp, de Rupert Murdoch, e metade da Net Serviços para a Telmex, do mexicano Carlos Slim. Os irmãos Marinho venderam ainda participações em afiliadas da TV Globo e bens particulares.
Até o ano passado, havia uma divisão informal no grupo, com o ramo de televisão sob o comando de Roberto Irineu, os jornais com João Roberto e as rádios com José Roberto. Agora, o grupo passa a ser um só, embora a Infoglobo permaneça societariamente. Alaor Barbosa - O Estado de São Paulo
 
Robinho troca soco de Pelé por sinal do patrocinador
7/6/2005
Dois dias após assinar contrato com firma de telefonia, atacante festeja gol em jogo da seleção com um gesto alusivo ao marketing da empresa
Robinho entrou para a lista dos jogadores marqueteiros. Ao fechar a goleada sobre o Paraguai, por 4 a 1, anteontem, em Porto Alegre, o atacante comemorou o seu gol agradando ao seu novo patrocinador -a empresa de telefonia celular Vivo.
Ele deixou de lado o gesto imortalizado por Pelé (o soco no ar), um das suas marcas, e correu para os fotógrafos fazendo com as mãos o símbolo da letra "V".
"Foi ótimo. Ele fez um gol na primeira partida como nosso patrocinado e ainda fez o V para as câmeras", disse Luis Avelar, vice-presidente-executivo de marketing e inovação da Vivo.
Na sexta-feira, Robinho aproveitou o final do último treino na Granja Comary para assinar o contrato de patrocínio com a empresa, valido por dois anos, com possibilidade de renovação por mais dois. Pelo acordo, ele ganhará cerca de R$ 1 milhão por ano.
"Na verdade, a comemoração foi pensada em conjunto com o atleta. Ele se lembra da empresa e da sua namorada, que se chama Vivian", disse, rindo, o executivo. Na semana passada, Robinho posara para foto fazendo o "V". A empresa não quis revelar se o atleta é obrigado a comemorar desta maneira por exigência contratual.
Avelar não esconde a preferência pela permanência do jogador no Santos no próximo semestre, mas diz que uma transferência para o futebol europeu não atrapalharia os planos de marketing da empresa. "Se eles [do Santos] nos procurarem, podemos conversar [para ajudar a mantê-lo no país]. A empresa é brasileira e seria bom tê-lo por perto."
Robinho é o primeiro jogador de futebol contratado exclusivamente pela empresa, que patrocina a CBF há cerca de seis meses. No mês que vem, a Vivo deve iniciar uma série de projetos de marketing com o atacante, cujo destino mais provável é o Real Madrid.
A comemoração marqueteira não é nova na seleção. Em 1994, jogadores como Romário, Bebeto e Zinho festejaram gols com o gesto alusivo a uma cerveja.
A Vivo aposta tanto no sucesso de Robinho no clássico que já preparou uma peça publicitária para veicular nos jornais na quinta-feira, dia seguinte ao jogo. "Estamos torcendo para ele aparecer novamente", disse Avelar. SéRGIO RANGEL - Folha de São Paulo
 
Microsoft lucra US$ 2,56 bilhões entre janeiro e março
28/04/2005 - 19:57:36
SÃO PAULO - A Microsoft anunciou há pouco ter registrado lucro líquido de US$ 2,56 bilhões (ou US$ 0,23) em seu terceiro trimestre fiscal, encerrado em 31 de março passado. O resultado é quase o dobro do ganho de US$ 1,32 bilhão (US$ 0,12 por papel) apurado no mesmo período de 2004.
As vendas da maior empresa de software do mundo cresceram 4,9%, somando US$ 9,62 bilhões no trimestre encerrado em março deste ano. O crescimento foi impulsionado pelo bom desempenho da comercialização de programas para servidores e de produtos de entretenimento.
Em seu balanço, a empresa estimou ainda que suas vendas no trimestre encerrado em junho deverão ficar entre US$ 10,1 bilhões e US$ 10,2 bilhões. Valor Econômico
 

 
Telecom
EUA deve ter 69 milhões de assinantes de banda larga em 2010
6/6/2005
De acordo com estudo da Jupiter Research, operadoras de cabo continuarão sendo líderes no mercado norte-americano De acordo com previsões do instituto Jupiter Research, o número de usuários residenciais de banda larga nos Estados Unidos deve chegar a 69 milhões em 2010, crescimento considerável em relação aos 32 milhões existentes em 2004.
Joe Laszlo, diretor de pesquisas da Jupiter, aponta que com uma proposta de valor mais clara e preços cada vez mais atraentes, as pessoas deixam de se perguntar "porque eu teria banda larga" e passam a questionar "porque não ter banda larga". O mercado será dominado pelos acessos via DSL e cabo, deixando pouco espaço para outras tecnologias. Nos Estados Unidos, a previsão é que a liderança continue nas mãos das operadoras de cabo. ITWeb
 
Italianos compram ações do Opportunity na BrT mesmo sem fusão
06/06/2005, 18h05
Segundo declarações do Opportunity à Justiça de Nova York, a Telecom Italia manifestou-se ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no dia 1 de junho esclarecendo que ela, Telecom Italia, está disposta a comprar as ações pertencentes ao grupo de Daniel Dantas diretamente na Brasil Telecom independentemente de a fusão entre TIM e BrT GSM ser realizada. Segundo o Opportunity, a TI aceitou comprar as ações do Opportunity na BrT por US$ 297,8 milhões mesmo sem a operação de fusão. Note-se que esse valor é só pelas ações diretas, não incluindo as ações via Opportunity Zain nem o acerto de pendências legais. O Citibank, à Justiça de Nova York, alega que este preço, três vezes o valor de mercado das mesmas ações, contém um benefício oculto, e que este benefício pode ser a fusão das operações.
Segundo o Opportunity, a Telecom Italia estaria disposta a mudar o acordo de compra e venda das ações na Brasil Telecom para deixar claro que a fusão não é um pré-requisito. O que é pré-requisito é que estejam solucionadas as sobreposições de licença entre TIM e BrT, e também que todas as exigências colocadas pela Anatel e Cade estejam cumpridas. Com essa declaração, o Opportunity tenta convencer a justiça de Nova York a permitir a venda de suas ações à Telecom Italia. O juiz norte-americano Lewis Kaplan proibiu esta operação por entender que o grupo de Dantas, utilizava-se da posição temporária de administrador das companhias, acelerando o processo de fusão para valorizar suas ações em detrimento das ações do Citibank. Da Redação - TELETIME News
 
Controlador da BrT, Zain convoca AGE ingnorando Citi
06/06/2005, 15h16
O conselho de administração do Opportunity Zain marcou para o próximo dia 21 a nova assembléia geral extraordinária (AGE) para mais uma vez deliberar sobre a destituição dos conselheiros, votar nova diretoria e a mudança da sede da companhia. A convocação da nova assembléia havia sido pedida no último dia 20 pelo Citibank após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que suspendeu os efeitos da primeira AGE, no dia 18 de maio. Naquela ocasião, valendo-se de uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro, o Opportunity votou como representante dos fundos de pensão e impediu que estes e o Citi implementassem as substituições como planejado. Entretanto, o próprio Citi já havia convocado diretamente uma nova AGE para o próximo dia 15. De acordo com a ata da reunião publicada na sexta-feira, 3, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a atual presidente do conselho, Verônica Valente Dantas, salientou que, "o estrito cumprimento do dever judicial não implica no reconhecimento (sic) de quaisquer direitos pleiteados" pelos fundos e pelo Citi e se mostrou surpresa diante do fato do Citigroup, ciente de convocação da reunião do conselho de administração para convocação de AGE para o dia 21, ter convocado diretamente uma AGE para o dia 15. Segundo o documento, o Citigroup estava ciente de que a administração do Zain "havia tomado, dentro do prazo legal, as providências devidas" para a convocação da nova AGE e "a convocação realizada diretamente pelo Citigroup para o dia 15 de junho de 2005 é irregular, inválida e ineficaz, para todos os fins e efeitos legais, uma vez que a mesma foi realizada sem que tenham sido verificados os fundamentos legalmente previstos que poderiam legitimá-la, sendo importante destacar ainda que a instabilidade com relação às datas de convocação e realização de Assembléias Gerais da Companhia - prática que já vêm se tornando reiterada, não apenas no âmbito da Opportunity Zain, mas de outras companhias em que Citigroup detém participação direta - gera intensa conturbação dos negócios sociais e incertezas aos acionistas da Companhia e da concessionária Brasil Telecom S/A, sua controlada indireta". Da Redação - TELETIME News
 
Marcelo Trindade debate pontos de seu artigo sobre "caso BrT"
06/06/2005, 20h03
Na última quinta, dia 2 de junho, o presidente da CVM, Marcelo Trindade, publicou no jornal O Estado de S. Paulo artigo intitulado "A CVM e o caso Brasil Telecom". O artigo chamou a atenção de observadores que acompanham o desenrolar das disputas societárias envolvendo a empresa de telefonia por trazer as considerações sobre a disputa sob o ponte de vista de um de seus agentes julgadores, a CVM, na pessoa de seu presidente. Trindade inicia seu artigo chamando a atenção para o fato de ser uma batalha corporativa travada "em sociedades nas quais grupos de acionistas, com participação relativamente pequena do capital, detêm a maioria das ações com voto, exercendo o controle de maneira compartilhada". Na leitura de Trindade, o caso BrT traz uma situação em que os "quatro grupos envolvidos na disputa pelo controle detêm menos de 19% do capital da companhia, em ações que, no entanto, representam 51% do capital votante". Inicialmente, a afirmação pode dar margem ao reconhecimento, por uma autoridade, de que o Opportunity seja controlador da Brasil Telecom, o que é algo em disputa judicial. Além disso, dizer que o Citibank pretende decidir o futuro da Brasil Telecom tendo apenas uma pequena participação do capital total é, por exemplo, um dos argumentos do Opportunity na disputa, que se desenrola em Nova York e no Brasil, e esse argumento poderia encontrar respaldo na lógica apresentada por Marcelo Trindade.
Ele pondera ainda em seu artigo que a CVM deve adotar, como prioridade, "garantir que uma informação adequada e completa esteja disponível aos investidores do mercado de capitais", ressaltando que os grupos que travam grandes disputas como as da Brasil Telecom são "poderosos e habilitados" e "maciçamente assistidos por advogados e consultores, e inteiramente capazes de exercitar seus direitos de defesa".
Tag Along
Trindade também reflete sobre o "grande risco de desalinhamento de interesses entre os controladores e os demais acionistas" em casos em que grupos com menos de 17% do total de ações controlem companhia, mesmo com "pouco comprometimento financeiro". Esta afirmação, alinhada às manifestações da CVM de que pretende mudar as regras de tag along, podem aumentar o grau de incerteza em relação à situação da BrT, dizem alguns observadores. Seria, na opinião de observadores, como "mudar a regra de um jogo durante o jogo". Isto porque a disputa da Brasil Telecom traz como pano de fundo a questão de quem receberá as mesmas condições do acionista controlador em caso de venda. Citibank e fundos de pensão são controladores e vendedores. A Telecom Italia é acionista, entende ter direitos de controladora, é compradora, mas entende que não deve pagar prêmio pela aquisição de controle a todos os demais acionistas. O Opportunity é acionista e quer se colocar em posição de controlador. E é grande o grau de especulações sobre as ações ordinárias da Brasil Telecom justamente pelas incertezas em relação às mudanças no controle.
Por fim, Marcelo Trindade fala sobre a questão do "tempo adequado de resposta" da CVM em caso de apuração de denúncias de ilicitudes. No caso da Brasil Telecom, diz o presidente da autarquia, a CVM deve adotar o caminho "da análise ponderada e profunda" sobre "todas e cada uma das dezenas de denúncias que têm sido apresentadas pelos grupos envolvidos na disputa" com vistas a obter nas suas decisões o "efeito educativo" buscado, e considera que quando estas decisões chegarem, possivelmente as disputas já terão sido encerradas, mas mesmo assim as punições servirão para cumprir o "papel prioritário, e de longo prazo, de proteção dos acionistas não controladores". A seguir, as perguntas feitas por TELETIME News e as respostas de Marcelo Trindade sobre o artigo:
1) Por que razão se referir à disputa da Brasil Telecom como uma disputa entre quatro grupos pelo controle da empresa se, o que é evidente, há na verdade três controladores e um gestor (Opportunity) com um número muito menor de ações no bloco controlador e a quem, na verdade, havia sido dada apenas a outorga do controle, poder esse que lhe foi tirado? Considerar o Opportunity como controlador não pode significar o pré-julgamento de um fato ainda não decidido?
Resposta: O artigo se refere à disputa pelo controle e não a quem tem o direito a ter o controle. Tal disputa envolve 4 grupos, tanto assim que o Opportunity até agora mantém a gestão da Brasil Telecom, mesmo com poucas ações (ou talvez nenhuma, se considerada a venda). Logo, o artigo não considera o Opportunity controlador, do ponto de vista da justiça de seus atos (exatamente porque o artigo não quer, nem pode, julgar ou pré-julgar ninguém), mas sim reconhece que ele está claramente envolvido na disputa do controle.
2) As suas afirmações em oposição ao fato de que, no Brasil, grupos possam controlar empresas com apenas 17% do capital total de uma companhia, o futuro dos investimentos de todos os outros acionistas não podem suscitar ainda mais confusão no mercado financeiro, justamente em um momento em que a briga sobre o controle da Brasil Telecom se dá justamente em relação à possibilidade de tag along? Os investidores minoritários não poderiam entender, de suas palavras, que a CVM atuaria para assegurar o tag along em qualquer operação de venda do controle da BrT? Resposta: Não creio que se possa retirar tal conclusão do artigo, até porque a crítica à alavancagem envolve não o tag along, mas sim as ações preferenciais, que não fazem jus ao tag along. Quanto a existir ou não tag along em alguma situação específica, o artigo, a meu juízo, nem de longe abrange tal discussão, da qual a CVM somente poderá participar diante de uma operação concreta. Mas não há dúvida que, havendo qualquer operação de venda do controle da BrT, a Lei determina que seja feita a oferta de tag along para os titulares de ações ordinárias, a 80% do preço de venda, cumprindo à CVM zelar para que isto ocorra.
3) Na disputa travada pelo Opportunity e o Citibank em Nova York, o Opportunity argumenta que não seria justo a Brasil Telecom ser proibida de vender a sua operação de celular por um acionista que tem uma pequena participação no capital total da empresa. O Opportunity refere-se à oposição do Citibank ao acordo entre Brasil Telecom e Telecom Italia que permitiria fusão das operações de celular, o que traria, segundo o raciocínio do Opportunity, imensos ganhos aos acionistas da Brasil Telecom. O Sr. não teme que ao dizer que há um risco de "desalinhamento de interesses entre os controladores e os demais acionistas" o seu artigo possa estar endossanando a tese do Opportunity em Nova York?
Respota: Parece-me que o artigo não pode de nenhum modo ser usado para auxiliar quem quer que seja, pois ali não se afirma, nem direta nem indiretamente, que os acionistas que detêm o poder de controle, ou estão em sua disputa (e isto inclui todos os acionistas envolvidos) não devam exercer o controle (até porque tal direito é conferido pela Lei e pelo Estatuto que garantem voto somente às ações ordinárias no caso). O que o artigo enfrenta, com o intuito de debater com a sociedade o correto papel da CVM no caso, é o fato de que o grupo, como um todo, tem muito menos capital investido que os detentores de 80% do capital da companhia, isto é, o público investidor, e que a CVM deve atuar para proteger primordialmente tal público, garantindo sua informação. A meu juízo o artigo não tem qualquer repercussão positiva ou negativa na disputa judicial (o que, aliás, o texto realmente não deveria ter, e preocupou-se em não ter).
4) Já questionamos a CVM em outras ocasiões e voltamos a perguntar: por que permitir que fundos mútuos, como o Opportunity Fund, que atuam em bolsa de valores diariamente, tenham a gestão de empresas abertas como a Brasil Telecom e Telemig Celular?
Resposta: Trata-se, a toda evidência, de uma questão relevante, mas que envolve decisões relativas ao acesso de capitais estrangeiros no Brasil, que devem ser tratadas pelo Conselho Monetário Nacional, cabendo à CVM discutí-las apenas internamente, em auxílio àquele órgão, e não publicamente.
5) Em seu artigo, o Sr. afirma que a CVM tem exigido, no caso específico da Brasil Telecom, que o máximo de informações seja tornado público. De fato, a autarquia fez os fundos de pensão e o Citibank publicarem fato relevante em relação ao acordo de "put", e cobrou da Brasil Telecom e do Opportunity o "Merger Agreement" com a Telecom Italia. Não seria o caso de exigir, também, a confirmação de um suposto acordo de tag along denunciado pelo Citibank em Nova York e noticiado no Brasil segundo o qual o Opportunity teria direito às mesmas condições conseguidas pelo Citi na eventual venda do fundo CVC LP? Resposta: A CVM determinou a apresentação de todos os documentos que existam. Se as partes envolvidas estiverem ocultando algum documento, a CVM não tem como provar tal fato senão após o eventual surgimento de evidências concretas de sua existência. Nesse caso, a CVM adotará as medidas sancionadoras cabíveis.
6) Em meio às confusão envolvendo o controle da Brasil Telecom, ficou claro que Citibank e Opportunity passaram anos comprando ações da empresa em mercado aberto, e agora pretendem (ambos) negociar estas ações. A CVM pretende cobrar explicações sobre possível uso de informações privilegiadas por parte destes dois grupos, já que ambos estavam no bloco de controle da BrT? Além do mais, eles não deveriam ter tornado públicas estas posições acionárias?
Resposta: Qualquer participação igual ou superior a 5%, detida ou gerida por um mesmo grupo, em qualquer classe ou espécie de ações de companhia aberta, deve ser divulgada, por força da Instrução CVM 358, de 2002. Assim, não só quando existir utilização de informação privilegiada, mas em qualquer hipótese de descumprimento daquela regra, é cabível a sanção pela CVM. A CVM, entretanto, ainda não concluiu sua investigação sobre o tema, no caso concreto. Da Redação - TELETIME News
 
Disputa ainda é precária em tele fixa
7/6/2005
Sete anos após a privatização do Sistema Telebrás, só 4% dos municípios brasileiros têm mais de uma operadora
No próximo mês, a privatização do Sistema Telebrás completará sete anos. Apesar disso, a competição, considerada um dos pilares do modelo de telecomunicações, é quase inexistente na telefonia local. Somente 238 municípios brasileiros, cerca de 4% do total, possuem mais de uma prestadora do serviço, de acordo com estudo da Trevisan, encomendado pela Associação Brasileira de Prestadoras de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix). Em 5.269 não existe opção. Eles são atendidos somente pela Telefônica, Telemar ou Brasil Telecom.
"Trata-se de uma questão econômica, e não regulatória", afirmou o consultor Roberto Haag, da Trevisan. "São Paulo tem oito operadoras de telefonia local em operação, mas não existe viabilidade econômico-financeira para mais de uma operadora local na maioria das cidades brasileiras."
Para Luis Cuza, presidente da Associação Brasileira de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), existe sim um problema regulatório. "Na maioria dos países, a rede da operadora dominante, que é pública, também foi usada pelas concorrentes", explicou o executivo. "No Brasil, por falta de compartilhamento, as companhias competitivas tiveram que duplicar a rede, onde existe oportunidade de retorno." Ele lembrou que, apesar de a política pública prever a competição, não foram implementadas medidas importantes, como o compartilhamento de redes e a portabilidade numérica, que permitiria aos clientes trocar de operadora, mantendo o mesmo número.
"Eles querem portabilidade numérica e compartilhamento para atender aos ricos", afirmou José Fernandes Pauletti, da Abrafix, que reúne as empresas dominantes, responsáveis por cerca de 96% das linhas em serviço. O que acontece, porém, é que para os clientes de maior poder aquisitivo, a competição já existe. As 238 cidades onde existe competição concentram 48% da população e respondem por 67% do Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo nas grandes cidades, a competição é distribuída de acordo com a economia. "Existe operadora que só atende a Avenida Paulista", exemplificou Haag.
As concessionárias (Telefônica, Telemar e Brasil Telecom) são obrigadas por lei a atender todo o País. Elas investiram R$ 47 bilhões, desde 1998, em suas operações. As concorrentes, por outro lado, que não têm as mesmas obrigações, investiram R$ 7 bilhões. Renato Cruz - O Estado de São Paulo
 
Carlos Slim prepara investida em infra-estrutura no Brasil
7/6/2005
O mexicano Carlos Slim Helú, dono da maior fortuna da América Latina e a quarta maior do mundo (US$ 23,8 bilhões, segundo a revista "Forbes"), vai investir em obras de infra-estrutura no Brasil. O anúncio foi feito por ele em entrevista ao Valor no fim-de-semana, ao final do Terceiro Encontro de Empresários da América Latina, evento fechado que reuniu os donos das maiores corporações latino-americanas e seus herdeiros no hotel Hyatt, em São Paulo.
Os investimentos em infra-estrutura serão feitos pela mais nova empresa de Slim, a Impulsora del Desarrollo Económico de América Latina (Ideal), criada na semana passada como resultado de uma cisão na Inbursa, braço financeiro do conglomerado do empresário. "A Ideal tem projetos em estudo em vários lugares e o Brasil, por sua dimensão, responde por grande parte desses projetos", afirmou o engenheiro Slim, como gosta de ser chamado, entre uma baforada e outra do inseparável charuto.
O empresário não quis fazer menção específica a nenhum projeto, mas deu uma dica de suas áreas de interesse - concessões rodoviárias e saneamento básico. No México, a Ideal (antes um fundo) tem quatro investimentos: as rodovias pedagiadas Chamapa-La Venta e Tepic-Villa Unión, um anel viário e uma estação de tratamento de água em Toluca. Em concessões de rodovias, as próximas licitações previstas no Brasil são as das rodovias federais Fernão Dias, Régis Bittencourt e Curitiba-Florianópolis. Os editais devem sair em julho.
Slim disse que a decisão de seu grupo de investir em infra-estrutura coincide com os objetivos do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "O presidente Lula tem convidado a iniciativa privada a investir em projetos de infra-estrutura", disse, em tom elogioso. Para ele, Lula vai bem e tem conseguido desenvolver a economia em bases sólidas. "O Brasil é um país forte, com um grande empresariado, muitos recursos e oportunidades de investimento."
Slim quer aproveitar a forte demanda por obras de infra-estrutura na América Latina e a Ideal é sua grande aposta no momento. Com capital de US$ 720 milhões, a empresa deve passar a ter suas ações negociadas nas bolsas do México e de Nova York a partir de agosto. No México, o modelo desenvolvido por Carlos Slim prevê que a Ideal controle a concessão ou o projeto de infra-estrutura, o grupo Carso (seu braço industrial) faça a construção e o Inbursa (braço financeiro) dê os empréstimos necessários. O grupo tem grande interesse na área de energia, que no México ainda está sob controle estatal.
Dinheiro não falta ao empresário, cujo conglomerado atua nos setores financeiro, de telefonia, varejo, mineração, construção, cigarro, ferrovias e cimento. Com um único negócio, ele lucrou nada menos que US$ 800 milhões este ano: vendeu à Verizon por US$ 1,12 bilhão ações da MCI adquiridas em 2002 por US$ 300 milhões (Slim comprara bônus em default, depois convertidos em ações). A Telmex, sua empresa de telefonia fixa que detém mais de 90% do mercado mexicano, tem margem de lucro operacional próximo de 50%.
No Brasil, Slim atua na área de telecomunicações. É dono, via América Móvil, da operadora de telefonia móvel Claro. Detém também o controle da Embratel, da AT&T Latin America (hoje Telmex Latin America) e participa do capital da empresa de TV a cabo NET. Questionado sobre a integração desses ativos, Slim disse que não tem intenção de unir as áreas de telefonia móvel e fixa. "A Claro não vai se unir à Embratel", disse, demonstrando estar entediado sobre o assunto telecomunicações, mas reforçando que há muito espaço para consolidação no setor, inclusive no Brasil.
Embora no Brasil o modelo seja de integração das operações fixa e móvel (casos da Telemar e da Brasil Telecom), a estratégia de Slim para a América Latina tem sido diferente, de separação dos negócios. "A Telmex não deve mudar seu modelo apenas para o mercado brasileiro. Mas, no futuro, deverão ser realizados acordos operacionais, com convergência de serviços e aumento da competitividade", afirma Luciana Leocadio, analista de telecomunicações do BES Securities.
A atuação das empresas de Carlos Slim no mercado brasileiro vem sendo criticada por seus concorrentes. "Os resultados do grupo na área de telecomunicações no México são muito bons porque eles são praticamente monopolistas. No Brasil, com competidores, os resultados não têm sido grande coisa", alfineta um dos sócios de uma empresa de telefonia fixa.
A Claro, que até o início do ano era a segunda no ranking de participação de mercado, perdeu o lugar para a TIM. Em abril, segundo dados da Anatel, a TIM detinha uma participação de 21,46% e a Claro, de 21,06%. A empresa de telefonia móvel de Slim tem sido bastante agressiva em subsídios e deve fechar o ano com uma margem de lucro próxima de zero, por causa da concorrência, segundo a analista Luciana Leocadio.
A América Móvil tem ainda uma licença de telefonia móvel para Minas e deve anunciar sua operação na região até o fim do ano, caso não adquira a Telemig Celular. Telemig e TeleNorte, hoje sob o controle do Opportunity, dariam à Claro cobertura nacional.
Na telefonia fixa, a analista da BES Securities disse que o grupo Telmex ainda está organizando seus ativos e definindo sua estratégia. "Mas, com várias promoções, a Embratel parece ter conseguido frear um pouco a queda de tráfego no primeiro trimestre."
Carlos Slim não gosta de ser chamado de monopolista. Ao ser informado sobre críticas de seus concorrentes, ele faz uma longa pausa e dispara: "Sempre apelam para isso quando querem nos desqualificar. Na telefonia fixa, competimos com AT&T e MCI. Na móvel, compramos a segunda empresa do mercado. Concorremos com Verizon, Vodafone, Telefónica. Quando há concorrência, não há monopólio", explicou (a Telmex teve o monopólio por sete anos após a privatização).
O empresário também destacou que tem concorrentes em outros mercados. Na Argentina, segundo ele, adquiriu a quarta maior operadora de telefonia móvel. No Uruguai, tem uma licença para iniciar a operação. No Peru, também (e lá a maior operadora detém 70% do mercado, segundo ele). "Sempre estivemos prontos para competir. Somos altamente competitivos nas áreas em que atuamos, como banco, varejo e cigarro. Há 25 anos, compramos um terço de uma empresa de cigarros. Agora, somos líderes. Em telecomunicações, nossa entrada propiciou o crescimento da penetração, dos serviços, investimentos em tecnologias e preços favoráveis ao consumidor." Raquel Balarin - Valor Econômico
 
Dados sobre IP
7/6/2005
A Microsoft e a AT&T anunciaram uma aliança estratégica para desenvolver serviços de comunicação baseados no protocolo internet (IP) de última geração. O acordo prevê o uso da rede global IP da AT&T, usada em 147 países, assim como a Connected Services Framework (CSF) da Microsoft, um software integrado que permite rápida comunicação. Ambas as companhias se comprometeram a desenvolver durante os próximos cinco anos uma ampla gama de serviços de comunicação em tempo real habilitados pela rede, que se concentrarão nos aplicativos de envio de mensagens, colaboração, meio e negócios. Valor Econômico
 

 
Ciência & Tecnologia
Genius faz mostra de tecnologias
06/06/2005, 17h15
O centro de pesquisas Genius Instituto de Tecnologia promove na semana de 13 a 17 de junho uma demonstração de diversas tecnologias que vêm sendo desenvolvidas pela entidade. O instituto faz pesquisas aplicadas principalmente nas áreas de TV digital, multimídia, software embarcado para telefonia celular e reconhecimento de fala (ASR). Em relação à TV digital, o instituto é parte das pesquisas do SBTVD, para o qual desenvolve serviços interativos. Os interessados em parcerias tecnológicas ou negócios deverão enviar e-mail para mcoquemala@.... Da Redação - TELA VIVA News
 

 
Mídia Global
Radio e TV em mãos privilegiadas
6/6/2005
O acesso a concessão das freqüências de rádios e televisões são alvos da desconfiança dos costarriquenses. Em setembro de 2004, o engenheiro Francisco González Fonseca, membro da Rede pelo Direito à Informação e à Comunicação na Costa Rica, apresentou ao Ministério Público documentos referentes a supostos pagamentos de propinas a funcionários do Escritório Nacional de Controle de Rádio e a outros hierarcas da administração pública, por parte da Câmara Nacional de Rádio (CANARA).
Esta ação junto com outras denúncias feitas por funcionários do Escritório, que estão sendo investigados, neste momento pelo Ministério Público, evidenciam irregularidades e falta de transparência no processo de concessão, favorecendo um mercado ilícito destes bens públicos. A Rede vem realizando um trabalho para propiciar condições que permitam o pleno exercício do direito humano à informação e à comunicação, especificamente no que se refere ao uso e aproveitamento das freqüências de rádio. "Com grande preocupação, vemos como este direito vem sendo lesado, como resultado de uma legislação e procedimentos discriminatórios, excludentes e omissos dos tratados internacionais de direitos humanos.  Esta situação propicia, entre outras coisas, a concentração dos meios em cada vez menos mãos e o predomínio de versões únicas da informação", declara a entidade.
A Rede pelo Direito à Informação e à Comunicação na Costa Rica considera que a radiodifusão é um suporte para o exercício do direito humano à liberdade de expressão e informação; ou seja, o direito a buscar, receber e difundir informação e opiniões de toda índole. Assim mesmo, o espectro radioelétrico é um bem público, que deve estar a serviço da humanidade.
A entidade exige a participação cidadã na formulação de uma nova lei de rádio, que abra espaços a expressões organizadas da sociedade costarriquense. "É por isso que apresentamos uma Ação de Inconstitucionalidade contra o Regulamento da Lei de Rádio 1.758, que foi acolhido para estudo pela Sala Constitucional".
Também faz um chamado à Controladoria Geral da Republica para que peça contas à Auditoria Interna do Ministério do Governo, já que estas denúncias foram apresentadas a esta dependência, com antecipação; e à Defensoria dos Habitantes para que interponha suas competências a favor dos direitos cidadãos, que estão sendo lesados.
A Rede é formada pela Rádio Estação, Associação Centro de Comunicação Vozes Nossas, Centro Regional Um Mundo América Latina-Fundação Acesso e Associação Nacional de Empregados Públicos. Notícias Adital
 
 
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