
CLIPPING DO DIA
3 de junho de 2005
Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação
Televisão
TV ainda resiste a se aliar ao cinema e aos independentes
"MANDA FAZER"
Medo dificulta gravação de novela em SP
TV ainda resiste a se aliar ao cinema e aos independentes
"MANDA FAZER"
Medo dificulta gravação de novela em SP
Política de Rádio e TV
Audiência debaterá proibição de publicidade infantil
Audiência debaterá proibição de publicidade infantil
Informática
Presidente Lula manda mensagem ao Fórum Internacional Software Livre
Software livre, não obrigatório
Dataprev no grupo de Java
MIT desenvolve micro portátil de US$ 100
Primeiro Plano - Laptop de US$ 100
Presidente Lula manda mensagem ao Fórum Internacional Software Livre
Software livre, não obrigatório
Dataprev no grupo de Java
MIT desenvolve micro portátil de US$ 100
Primeiro Plano - Laptop de US$ 100
Política
Dissidência
Dissidência
Sociedade da Comunicação
Uma agenda alternativa
Autoria
O número - Inclusão Digital
Uma agenda alternativa
Autoria
O número - Inclusão Digital
Audiovisual
Os cineastas, a bilheteria e o tal 'choque de capitalismo'
Um festival de cinema de olho no Mercosul
Ancine tem novo sistema virtual de consulta para filmes de publicidade
ABPI-TV realiza seu primeiro encontro de capacitação
Cine Ceará, 15, festeja marca no calendário
Longa busca alternativas formas do ver
Fantasia explora universo e lógica surreais
Em enquete de revista, Spielberg vence Hitchcock
Festival Brasileiro de Miami anuncia seleção
Animação brasileira ganha mostra na França
Os cineastas, a bilheteria e o tal 'choque de capitalismo'
Um festival de cinema de olho no Mercosul
Ancine tem novo sistema virtual de consulta para filmes de publicidade
ABPI-TV realiza seu primeiro encontro de capacitação
Cine Ceará, 15, festeja marca no calendário
Longa busca alternativas formas do ver
Fantasia explora universo e lógica surreais
Em enquete de revista, Spielberg vence Hitchcock
Festival Brasileiro de Miami anuncia seleção
Animação brasileira ganha mostra na França
Cultura
Pragas do mundo moderno
Quadrinhos levam o traço brasileiro à França
"Fundo não é política cultural"
Senado aprova em segundo turno o Plano Nacional de Cultura
Pragas do mundo moderno
Quadrinhos levam o traço brasileiro à França
"Fundo não é política cultural"
Senado aprova em segundo turno o Plano Nacional de Cultura
Mercado de Comunicação
A Sun compra a StorageTek e paga US$ 4,1 bilhões
A Sun compra a StorageTek e paga US$ 4,1 bilhões
Regulação
Superintendente da Anatel defende assinatura básica de telefones fixos
Assinatura básica de telefone é tema de seminário na Câmara
Os marcos da Anatel
Superintendente da Anatel defende assinatura básica de telefones fixos
Assinatura básica de telefone é tema de seminário na Câmara
Os marcos da Anatel
Telecom
Telecom Italia pode ter controle da Telemar
Furukawa diz que segmento melhorarará em 2007
Comsat vai contratar Hispamar para atender ao Gesac
Juiz americano barra acordo do Opportunity com a Brasil Itália
Acordo sobre BrT continua suspenso
Justiça de NY proibe Dantas de fechar acordo com Telecom Italia
Liminar contra fusão é mantida e Anatel é convocada
TIM e Telecom Italia recorrem contra liminar que impede fusão
Seminário da Câmara esquenta debate sobre assinatura básica
Telecom Italia pode ter controle da Telemar
Furukawa diz que segmento melhorarará em 2007
Comsat vai contratar Hispamar para atender ao Gesac
Juiz americano barra acordo do Opportunity com a Brasil Itália
Acordo sobre BrT continua suspenso
Justiça de NY proibe Dantas de fechar acordo com Telecom Italia
Liminar contra fusão é mantida e Anatel é convocada
TIM e Telecom Italia recorrem contra liminar que impede fusão
Seminário da Câmara esquenta debate sobre assinatura básica
Mídia Global
CNN faz 25 anos e lega cobertura de guerra
Felt quer "todo dinheiro possível" com história
Memórias valiosas
CNN faz 25 anos e lega cobertura de guerra
Felt quer "todo dinheiro possível" com história
Memórias valiosas
Televisão
TV ainda resiste a se aliar ao cinema e aos independentes
3/6/2005
"A TV não deve nada ao cinema. No Brasil, foi desenvolvida sem incentivos e não depende do Estado, nem quer depender. Falar em marco regulatório, taxar, num país que tem a maior carga tributária do mundo. Tirar dinheiro de uma atração gratuita (a TV aberta) para dar para outra paga, como o cinema, é abuso. O cinema não quer depender do Estado, mas vai começar a depender da TV? Quando se fala em conteúdo audiovisual, fala-se sempre ao cinema. A Globo exibe 83% de sua programação de conteúdo audiovisual brasileiro." A declaração de Cadu Rodrigues, que representou a Globo Filmes no painel A Nova Fase da Relação Cinema/TV, encerramento do 6.º Fórum Brasil de Programação e Produção, na quarta-feira, em São Paulo, dá o tom que a discussão tomou após Geraldo Moraes, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) ter afirmado que é necessário estabelecer marcos regulatórios para que haja uma verdadeira relação entre os dois setores. "As relações continuam as mesmas. O cinema continua sustentado pelo Estado. Pouco importa se o cinema ainda está condenado a não viver do mercado. A questão fundamental não é discutida porque implica em redesenhar o audiovisual no Brasil", exaltou-se Moraes após ouvir as apresentações de Cadu e Claudio Petraglia, diretor da Band Filmes.
Moraes afirmou que o setor cinematográfico realizou várias reuniões com a Rede Globo, para discutir a melhor forma de a emissora valorizar e veicular conteúdo audiovisual nacional. "Mas não foi o proposto hoje que nós conversamos. Conteúdo nacional é o que a nação produz e não o que um exemplo isolado produz", disse Moraes, em referência às idéias apresentadas por Cadu para levar o cinema nacional à grade da Globo. "Além do Cena Mágica, que apresentou os bastidores de vários filmes nacionais nos últimos domingos, o Fantástico terá em breve um novo quadro, que exibirá trechos de documentários inéditos brasileiros. Para se inscrever, basta mandar a sinopse ", explicou Cadu. Outra nova atração será o Intercine Brasil, que vai exibir 48 filmes nacionais até o fim deste ano. A idéia da Globo de exibir trechos de documentários causou polêmica na platéia do fórum e na comunidade cinematográfica. Um participante questionou: "De onde a Globo tirou que pode exibir documentários sem pagar?" Cadu foi categórico: "A Globo não precisa de produção independente. A população saberá o que é um documentário, isso é informativo, e não tem valor comercial. Vamos exibir trechos. Oferecer ajuda simbólica é esmola. Ninguém é obrigado a entregar nada." Flávia Guerra - O Estado de São Paulo
TV ainda resiste a se aliar ao cinema e aos independentes
3/6/2005
"A TV não deve nada ao cinema. No Brasil, foi desenvolvida sem incentivos e não depende do Estado, nem quer depender. Falar em marco regulatório, taxar, num país que tem a maior carga tributária do mundo. Tirar dinheiro de uma atração gratuita (a TV aberta) para dar para outra paga, como o cinema, é abuso. O cinema não quer depender do Estado, mas vai começar a depender da TV? Quando se fala em conteúdo audiovisual, fala-se sempre ao cinema. A Globo exibe 83% de sua programação de conteúdo audiovisual brasileiro." A declaração de Cadu Rodrigues, que representou a Globo Filmes no painel A Nova Fase da Relação Cinema/TV, encerramento do 6.º Fórum Brasil de Programação e Produção, na quarta-feira, em São Paulo, dá o tom que a discussão tomou após Geraldo Moraes, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) ter afirmado que é necessário estabelecer marcos regulatórios para que haja uma verdadeira relação entre os dois setores. "As relações continuam as mesmas. O cinema continua sustentado pelo Estado. Pouco importa se o cinema ainda está condenado a não viver do mercado. A questão fundamental não é discutida porque implica em redesenhar o audiovisual no Brasil", exaltou-se Moraes após ouvir as apresentações de Cadu e Claudio Petraglia, diretor da Band Filmes.
Moraes afirmou que o setor cinematográfico realizou várias reuniões com a Rede Globo, para discutir a melhor forma de a emissora valorizar e veicular conteúdo audiovisual nacional. "Mas não foi o proposto hoje que nós conversamos. Conteúdo nacional é o que a nação produz e não o que um exemplo isolado produz", disse Moraes, em referência às idéias apresentadas por Cadu para levar o cinema nacional à grade da Globo. "Além do Cena Mágica, que apresentou os bastidores de vários filmes nacionais nos últimos domingos, o Fantástico terá em breve um novo quadro, que exibirá trechos de documentários inéditos brasileiros. Para se inscrever, basta mandar a sinopse ", explicou Cadu. Outra nova atração será o Intercine Brasil, que vai exibir 48 filmes nacionais até o fim deste ano. A idéia da Globo de exibir trechos de documentários causou polêmica na platéia do fórum e na comunidade cinematográfica. Um participante questionou: "De onde a Globo tirou que pode exibir documentários sem pagar?" Cadu foi categórico: "A Globo não precisa de produção independente. A população saberá o que é um documentário, isso é informativo, e não tem valor comercial. Vamos exibir trechos. Oferecer ajuda simbólica é esmola. Ninguém é obrigado a entregar nada." Flávia Guerra - O Estado de São Paulo
"MANDA FAZER"
3/6/2005
Em mais um de seus famigerados improvisos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura do Salão do Turismo, que tem lugar na cidade de São Paulo, revelou um entendimento um tanto questionável de como devem ser as relações do governo federal com os veículos de comunicação, em especial as redes nacionais de televisão.
Demonstrando seu entusiasmo com o potencial turístico do país -de fato ainda muito pouco explorado-, o primeiro mandatário imaginou que seria útil para o desenvolvimento do setor se a TV dedicasse mais tempo às belas paisagens existentes em território nacional.
Empolgado com a estratégia, Lula sugeriu ao ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, presente na solenidade, "mandar fazer um "Globo Repórter" sobre os lugares bonitos do Brasil" para ser exibido no exterior. O presidente não se limitou à idéia de pautar aquele programa da Rede Globo. Também instou o ministro a buscar espaço no "Domingão do Faustão", da mesma Globo, e no "Hebe", do SBT.
"Você tem de ligar para uma Hebe Camargo e falar: "Hebe, eu quero que você me dê aí meia hora, que eu quero falar para o seu público sobre turismo"", afirmou Lula. E, disse a seguir ao ministro: "Você pode falar com o Faustão: "Faustão, me dá aí uns cinco minutos para falar de turismo no Brasil, mostrar as coisas bonitas que temos"".
O fato de que as redes de TV sejam fruto de concessões públicas não autoriza o presidente a tratá-las como extensão do governo, que poderia, sem maiores embaraços, "mandar fazer" um programa ou pedir "meia hora" para divulgar o que considera ser de interesse do país.
Ainda que se possa entender o tom coloquial adotado no discurso como característico de um improviso, a visão subjacente às instruções dadas por Lula ao ministro do Turismo tem algo de reveladora e inquietante. Folha de São Paulo
3/6/2005
Em mais um de seus famigerados improvisos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura do Salão do Turismo, que tem lugar na cidade de São Paulo, revelou um entendimento um tanto questionável de como devem ser as relações do governo federal com os veículos de comunicação, em especial as redes nacionais de televisão.
Demonstrando seu entusiasmo com o potencial turístico do país -de fato ainda muito pouco explorado-, o primeiro mandatário imaginou que seria útil para o desenvolvimento do setor se a TV dedicasse mais tempo às belas paisagens existentes em território nacional.
Empolgado com a estratégia, Lula sugeriu ao ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, presente na solenidade, "mandar fazer um "Globo Repórter" sobre os lugares bonitos do Brasil" para ser exibido no exterior. O presidente não se limitou à idéia de pautar aquele programa da Rede Globo. Também instou o ministro a buscar espaço no "Domingão do Faustão", da mesma Globo, e no "Hebe", do SBT.
"Você tem de ligar para uma Hebe Camargo e falar: "Hebe, eu quero que você me dê aí meia hora, que eu quero falar para o seu público sobre turismo"", afirmou Lula. E, disse a seguir ao ministro: "Você pode falar com o Faustão: "Faustão, me dá aí uns cinco minutos para falar de turismo no Brasil, mostrar as coisas bonitas que temos"".
O fato de que as redes de TV sejam fruto de concessões públicas não autoriza o presidente a tratá-las como extensão do governo, que poderia, sem maiores embaraços, "mandar fazer" um programa ou pedir "meia hora" para divulgar o que considera ser de interesse do país.
Ainda que se possa entender o tom coloquial adotado no discurso como característico de um improviso, a visão subjacente às instruções dadas por Lula ao ministro do Turismo tem algo de reveladora e inquietante. Folha de São Paulo
Medo dificulta gravação de novela em SP
6/3/2005
A produção de "Belíssima", próxima novela das oito da Globo, está tendo dificuldades para contratar locações em São Paulo, onde a trama será ambientada.
"Está muito difícil conseguir locações, principalmente para o universo rico da novela. As pessoas não querem expor suas casas e edifícios por questões de segurança, mas a gente não vai dar o endereço de ninguém. As empresas dizem que não podem parar, então teremos que gravar nos finais de semana", afirma Denise Saraceni, diretora-geral da novela, que estréia em novembro.
A produção procura casas nos Jardins, região nobre de São Paulo, e edifícios comerciais nas avenidas Paulista e Luís Carlos Berrini e na alameda Santos.
Por enquanto, a única locação fechada é a da fábrica de lingerie comandada pelas personagens de Glória Pires e Fernanda Montenegro. Será na Valisère.
A novela terá gravações em toda a cidade, a partir de julho, todas as semanas, até o final. "Queremos reproduzir a São Paulo de verdade. Não vamos mostrar a cidade de helicóptero, mas viver dentro dela, estar nos cartões-postais, colocar câmeras em boates e restaurantes", diz Saraceni.
Em cidade cenográfica, no Rio, será construída apenas uma rua, mistura de Campos Elíseos e Bom Retiro (centro). Abrigará a classe média, "um mix" dos diferentes povos da cidade (gregos, turcos, judeus, italianos, japoneses). DANIEL CASTRO - Folha de São Paulo
6/3/2005
A produção de "Belíssima", próxima novela das oito da Globo, está tendo dificuldades para contratar locações em São Paulo, onde a trama será ambientada.
"Está muito difícil conseguir locações, principalmente para o universo rico da novela. As pessoas não querem expor suas casas e edifícios por questões de segurança, mas a gente não vai dar o endereço de ninguém. As empresas dizem que não podem parar, então teremos que gravar nos finais de semana", afirma Denise Saraceni, diretora-geral da novela, que estréia em novembro.
A produção procura casas nos Jardins, região nobre de São Paulo, e edifícios comerciais nas avenidas Paulista e Luís Carlos Berrini e na alameda Santos.
Por enquanto, a única locação fechada é a da fábrica de lingerie comandada pelas personagens de Glória Pires e Fernanda Montenegro. Será na Valisère.
A novela terá gravações em toda a cidade, a partir de julho, todas as semanas, até o final. "Queremos reproduzir a São Paulo de verdade. Não vamos mostrar a cidade de helicóptero, mas viver dentro dela, estar nos cartões-postais, colocar câmeras em boates e restaurantes", diz Saraceni.
Em cidade cenográfica, no Rio, será construída apenas uma rua, mistura de Campos Elíseos e Bom Retiro (centro). Abrigará a classe média, "um mix" dos diferentes povos da cidade (gregos, turcos, judeus, italianos, japoneses). DANIEL CASTRO - Folha de São Paulo
Política de Rádio e TV
Audiência debaterá proibição de publicidade infantil
2/6/2005, 11h50
A Comissão de Defesa do Consumidor vai realizar audiência pública na próxima terça-feira para debater o Projeto de Lei 5921/01, do deputado Luiz Carlos Hauly, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para proibir a publicidade de produtos infantis. A realização do encontro, aprovada ontem, foi proposta pela deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG), relatora do projeto na comissão. O debate será transmitido para assembléias legislativas e câmaras municipais por meio do sistema de videoconferência do Interlegis.
"Por sua importância, o tema exige um debate amplo envolvendo as principais instituições que propugnam pela defesa dos direitos da criança e adolescente", afirma a deputada. "A audiência pública muito contribuirá para o nosso relatório e para a formação de opinião dos deputados".
Especialistas convidados
A audiência está marcada para as 14h30, no plenário 8, com os seguintes
convidados:
- a presidente da organização não-governamental TVER, psicanalista infantil
Ana Olmos;
- o integrante do Núcleo de Mídia da UnB Guilherme Canela;
- um representante do Ministério da Justiça;
- um representante da Associação Brasileira de Emissoras Públicas,
Educativas e Culturais (Abepec); e
- um representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e
Adolescente (Conanda).
Adriana Resende - Agência Câmara de Notícias
Audiência debaterá proibição de publicidade infantil
2/6/2005, 11h50
A Comissão de Defesa do Consumidor vai realizar audiência pública na próxima terça-feira para debater o Projeto de Lei 5921/01, do deputado Luiz Carlos Hauly, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para proibir a publicidade de produtos infantis. A realização do encontro, aprovada ontem, foi proposta pela deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG), relatora do projeto na comissão. O debate será transmitido para assembléias legislativas e câmaras municipais por meio do sistema de videoconferência do Interlegis.
"Por sua importância, o tema exige um debate amplo envolvendo as principais instituições que propugnam pela defesa dos direitos da criança e adolescente", afirma a deputada. "A audiência pública muito contribuirá para o nosso relatório e para a formação de opinião dos deputados".
Especialistas convidados
A audiência está marcada para as 14h30, no plenário 8, com os seguintes
convidados:
- a presidente da organização não-governamental TVER, psicanalista infantil
Ana Olmos;
- o integrante do Núcleo de Mídia da UnB Guilherme Canela;
- um representante do Ministério da Justiça;
- um representante da Associação Brasileira de Emissoras Públicas,
Educativas e Culturais (Abepec); e
- um representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e
Adolescente (Conanda).
Adriana Resende - Agência Câmara de Notícias
Informática
Presidente Lula manda mensagem ao Fórum Internacional Software Livre
2/6/2005, 13h47
Mensagem do presidente fala sobre telecentros, migração para Software Livre no Governo Federal e PC Conectado.
"Meus senhores e minhas senhoras, Gostaria de saudar, por meio desta mensagem, todos os que defendem o software livre e lutam pelo aprofundamento e ampliação dos direitos de cidadania em todo o mundo. Com certeza as potencialidades e os desafios das novas tecnologias da informação - temas deste 6o Fórum Internacional Software Livre - têm cada vez mais importância para o exercício efetivo desses direitos. No ano passado, durante a 5a Conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em São Tomé e Príncipe, afirmei que todos os povos têm direito aos avanços da inteligência e da criatividade humanas para promover seu progresso e bem estar.
Essa mensagem foi levada à primeira fase da Cúpula da Sociedade da Informação em Genebra em 2003, quando o Brasil conseguiu articular apoio de países como Índia, China, África do Sul e Egito. Neste mês de junho o Brasil estará novamente promovendo esta discussão na Conferência América Latiba e Caribe, no Rio de Janeiro, e na fase final da Cúpula, em Túnis, em dezembro deste ano.
Precisamos agora ampliar ao máximo a participação nesse debate para que a mudança econômica e cultural que vem sendo promovida pelas tecnologias de informação não signifique novas formas de exclusão. Mas signifique, isto sim, uma mudança civilizatória em que o acesso aos avanços tecnológicos seja direito de todos - e não privilégio de poucos. O Governo Federal, para atingir esse objetivo, tem intensificado o diálogo democrático com a sociedade e tratado a inclusão digital como uma política pública prioritária.
O Programa Governo Eletrônico de Atendimento ao Cidadão, por exemplo, levou a internet, via satélite, a mais de cinco milhões de brasileiros, em 2.500 municípios, mantendo atualmente cerca de 22 mil computadores conectados em rede. Os Telecentros, em especial o Casa Brasil, são espaços abertos à população carente, possuem computadores com acesso gratuito à internet, correio eletrônico, atendimento bancário e outros serviços virtuais.
Já o PC Conectado é um dos principais programas de inclusão digital do nosso governo. O objetivo é possibilitar a aquisição de um bom equipamento a preço reduzido, já com acesso à Internet. E, como certamente vocês já sabem, funcionará com software livre. O governo brasileiro reafirma ainda a sua posição de efetuar uma ampla migração de seu parque para Software Livre. Os órgãos da administração pública federal estão em processo de substituição dos sistemas operacionais dos servidores e estações de trabalho para Software Livre, com vários casos de migrações bem sucedidas.
Acredito que os avanços no processo de inovação tecnológica é condição essencial para que o Brasil continue superando os desafios impostos pelo desenvolvimento. Em razão de seu caráter estratégico - que integra praticamente todos os segmentos da economia - já em março de 2004 incluímos o setor de software entre as quatro grandes prioridades de nossa Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior.
Estamos, portanto, empenhados em colocar o Brasil no patamar das grandes Sociedades da Informação. Tenham certeza de que o trabalho de vocês tem sido - e continuará sendo - fundamental para que façamos desse sonho uma realidade. Muito obrigado. Luis Inácio Lula da Silva, presidente da república Federativa do Brasil" Assessoria de Imprensa Software Livre Brasil
Presidente Lula manda mensagem ao Fórum Internacional Software Livre
2/6/2005, 13h47
Mensagem do presidente fala sobre telecentros, migração para Software Livre no Governo Federal e PC Conectado.
"Meus senhores e minhas senhoras, Gostaria de saudar, por meio desta mensagem, todos os que defendem o software livre e lutam pelo aprofundamento e ampliação dos direitos de cidadania em todo o mundo. Com certeza as potencialidades e os desafios das novas tecnologias da informação - temas deste 6o Fórum Internacional Software Livre - têm cada vez mais importância para o exercício efetivo desses direitos. No ano passado, durante a 5a Conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em São Tomé e Príncipe, afirmei que todos os povos têm direito aos avanços da inteligência e da criatividade humanas para promover seu progresso e bem estar.
Essa mensagem foi levada à primeira fase da Cúpula da Sociedade da Informação em Genebra em 2003, quando o Brasil conseguiu articular apoio de países como Índia, China, África do Sul e Egito. Neste mês de junho o Brasil estará novamente promovendo esta discussão na Conferência América Latiba e Caribe, no Rio de Janeiro, e na fase final da Cúpula, em Túnis, em dezembro deste ano.
Precisamos agora ampliar ao máximo a participação nesse debate para que a mudança econômica e cultural que vem sendo promovida pelas tecnologias de informação não signifique novas formas de exclusão. Mas signifique, isto sim, uma mudança civilizatória em que o acesso aos avanços tecnológicos seja direito de todos - e não privilégio de poucos. O Governo Federal, para atingir esse objetivo, tem intensificado o diálogo democrático com a sociedade e tratado a inclusão digital como uma política pública prioritária.
O Programa Governo Eletrônico de Atendimento ao Cidadão, por exemplo, levou a internet, via satélite, a mais de cinco milhões de brasileiros, em 2.500 municípios, mantendo atualmente cerca de 22 mil computadores conectados em rede. Os Telecentros, em especial o Casa Brasil, são espaços abertos à população carente, possuem computadores com acesso gratuito à internet, correio eletrônico, atendimento bancário e outros serviços virtuais.
Já o PC Conectado é um dos principais programas de inclusão digital do nosso governo. O objetivo é possibilitar a aquisição de um bom equipamento a preço reduzido, já com acesso à Internet. E, como certamente vocês já sabem, funcionará com software livre. O governo brasileiro reafirma ainda a sua posição de efetuar uma ampla migração de seu parque para Software Livre. Os órgãos da administração pública federal estão em processo de substituição dos sistemas operacionais dos servidores e estações de trabalho para Software Livre, com vários casos de migrações bem sucedidas.
Acredito que os avanços no processo de inovação tecnológica é condição essencial para que o Brasil continue superando os desafios impostos pelo desenvolvimento. Em razão de seu caráter estratégico - que integra praticamente todos os segmentos da economia - já em março de 2004 incluímos o setor de software entre as quatro grandes prioridades de nossa Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior.
Estamos, portanto, empenhados em colocar o Brasil no patamar das grandes Sociedades da Informação. Tenham certeza de que o trabalho de vocês tem sido - e continuará sendo - fundamental para que façamos desse sonho uma realidade. Muito obrigado. Luis Inácio Lula da Silva, presidente da república Federativa do Brasil" Assessoria de Imprensa Software Livre Brasil
Software livre, não obrigatório
3/6/2005
Pouco mais de 20 mil pequenas e grandes empresas de tecnologia de informação e comunicações de 102 países se preparam para minar a proposta que o Brasil fez à Organização das Nações Unidas (ONU), no sentido de tornar obrigatório que os governos em geral utilizem programas de computação de fontes abertas em seus sistemas. Um encontro para discutir esse tema será realizado no Rio de Janeiro, entre os próximos dias 8 e 10, em preparação à Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, da ONU, em novembro deste ano, na Tunísia.
Nessa etapa carioca, os opositores da idéia brasileira, que fazem parte da CompTIA (Associação da Indústria da Tecnologia de Computação, na sigla em inglês), sediada em Chicago, farão o possível para impedir que a sugestão do Brasil seja incluída na agenda da reunião.
- Queremos permitir uma competição livre, que leve em conta o mérito, a qualidade, dos programas - disse ontem Melanie Wayne, diretora de Política Pública da CompTIA para a América Latina e o Canadá.
Ultimamente, os governos, em geral os maiores compradores de software, vêm buscando fontes mais baratas nesse setor. Um comunicado assinado pelo brasileiro Gilberto Galan, diretor latino-americano de outro grupo do ramo - Iniciativa para a Escolha de Software - diz: "Programas de fonte aberta são bons, mas decisões arbitrárias como essas são míopes". José Meirelles Passos - O Globo
3/6/2005
Pouco mais de 20 mil pequenas e grandes empresas de tecnologia de informação e comunicações de 102 países se preparam para minar a proposta que o Brasil fez à Organização das Nações Unidas (ONU), no sentido de tornar obrigatório que os governos em geral utilizem programas de computação de fontes abertas em seus sistemas. Um encontro para discutir esse tema será realizado no Rio de Janeiro, entre os próximos dias 8 e 10, em preparação à Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, da ONU, em novembro deste ano, na Tunísia.
Nessa etapa carioca, os opositores da idéia brasileira, que fazem parte da CompTIA (Associação da Indústria da Tecnologia de Computação, na sigla em inglês), sediada em Chicago, farão o possível para impedir que a sugestão do Brasil seja incluída na agenda da reunião.
- Queremos permitir uma competição livre, que leve em conta o mérito, a qualidade, dos programas - disse ontem Melanie Wayne, diretora de Política Pública da CompTIA para a América Latina e o Canadá.
Ultimamente, os governos, em geral os maiores compradores de software, vêm buscando fontes mais baratas nesse setor. Um comunicado assinado pelo brasileiro Gilberto Galan, diretor latino-americano de outro grupo do ramo - Iniciativa para a Escolha de Software - diz: "Programas de fonte aberta são bons, mas decisões arbitrárias como essas são míopes". José Meirelles Passos - O Globo
Dataprev no grupo de Java
3/6/2005
A Dataprev , empresa de processamento de dados do ministério da Previdência Social, é a segunda companhia nacional a participar da Java Community Process (JCP), que conta com 800 empresas trabalhando diretamente da linguagem de software criada pela Sun Microsytems e hoje presente na maioria dos celulares no mundo e até no robô enviado a Marte pela Nasa. O Serpro, ligado à Receita Federal, foi o primeiro do País a participar da JPC.
"A Dataprev já é um grande usuário de Java e a entrada na JPC vai ajudar a propagarmos ainda mais a linguagem Java no Brasil", disse o presidente da Sun do Brasil, Cleber Pereira de Morais. A assinatura do acordo ocorreu ontem durante o 6 Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre. Gazeta Mercantil
3/6/2005
A Dataprev , empresa de processamento de dados do ministério da Previdência Social, é a segunda companhia nacional a participar da Java Community Process (JCP), que conta com 800 empresas trabalhando diretamente da linguagem de software criada pela Sun Microsytems e hoje presente na maioria dos celulares no mundo e até no robô enviado a Marte pela Nasa. O Serpro, ligado à Receita Federal, foi o primeiro do País a participar da JPC.
"A Dataprev já é um grande usuário de Java e a entrada na JPC vai ajudar a propagarmos ainda mais a linguagem Java no Brasil", disse o presidente da Sun do Brasil, Cleber Pereira de Morais. A assinatura do acordo ocorreu ontem durante o 6 Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre. Gazeta Mercantil
MIT desenvolve micro portátil de US$ 100
3/6/2005
O computador portátil (laptop) de US$ 100, em desenvolvimento pelo Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), estará disponível em 2006, informou o diretor executivo, Walter Bender. O MIT procura no momento um destino para as 6 milhões de unidades da 1ª geração do equipamento.
O desenvolvimento do laptop faz parte de uma série contínua de experiências para democratizar o acesso à informática no mundo. A idéia é cada aluno possuir seu próprio laptop. "A meta não é o laptop em si, mas o que as pessoas poderão fazer com ele. Levando para casa, a família do aluno também poderá se conectar à comunidade e se beneficiar com o laptop".
Bender disse que a base da redução do preço é eliminar o lucro do varejo. A idéia é que governos ou instituições adquiram, no atacado, os laptops. Falta ainda definir o ambiente de software que será usado no laptop. Um dos desafios para reduzir o custo do laptop é o display, que representa 50% de seu valor. Segundo o diretor presidente do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI) do governo federal, Sérgio Amadeu, falta criar uma tecnologia capaz de reproduzir, com menor custo, um display com a definição de imagem e cor dos computadores tradicionais. Dimalice Nunes - Gazeta Mercantil
3/6/2005
O computador portátil (laptop) de US$ 100, em desenvolvimento pelo Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), estará disponível em 2006, informou o diretor executivo, Walter Bender. O MIT procura no momento um destino para as 6 milhões de unidades da 1ª geração do equipamento.
O desenvolvimento do laptop faz parte de uma série contínua de experiências para democratizar o acesso à informática no mundo. A idéia é cada aluno possuir seu próprio laptop. "A meta não é o laptop em si, mas o que as pessoas poderão fazer com ele. Levando para casa, a família do aluno também poderá se conectar à comunidade e se beneficiar com o laptop".
Bender disse que a base da redução do preço é eliminar o lucro do varejo. A idéia é que governos ou instituições adquiram, no atacado, os laptops. Falta ainda definir o ambiente de software que será usado no laptop. Um dos desafios para reduzir o custo do laptop é o display, que representa 50% de seu valor. Segundo o diretor presidente do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI) do governo federal, Sérgio Amadeu, falta criar uma tecnologia capaz de reproduzir, com menor custo, um display com a definição de imagem e cor dos computadores tradicionais. Dimalice Nunes - Gazeta Mercantil
Primeiro Plano - Laptop de US$ 100
3/6/2005
O diretor executivo do Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Walter Bender, disse ontem que o laptop de US$ 100, que está sendo desenvolvido pelo instituto, estará disponível em 2006. O laptop faz parte das iniciativas do MIT para democratização do acesso à informática.Gazeta Mercantil
3/6/2005
O diretor executivo do Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Walter Bender, disse ontem que o laptop de US$ 100, que está sendo desenvolvido pelo instituto, estará disponível em 2006. O laptop faz parte das iniciativas do MIT para democratização do acesso à informática.Gazeta Mercantil
Política
Dissidência
3/6/2005
Emissoras lançam nova entidade sem alarde Foi lançada formalmente na terça-feira à noite a Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), dissidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert). A Abra é encabeçada pelas redes Bandeirantes, Rede TV! e SBT e nasceu porque essas emissoras acreditavam que a Abert só defendia os interesses da Globo. O lançamento foi no hotel Blue Tree, em Brasília, e contou com a presença de dirigentes de várias emissoras. Presidente da Band e diretor-geral da nova entidade, Johnny Saad fez um discurso transmitido em rede nacional por SBT, RedeTV! e Band, durante cinco minutos. O Estado de São Paulo
Dissidência
3/6/2005
Emissoras lançam nova entidade sem alarde Foi lançada formalmente na terça-feira à noite a Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), dissidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert). A Abra é encabeçada pelas redes Bandeirantes, Rede TV! e SBT e nasceu porque essas emissoras acreditavam que a Abert só defendia os interesses da Globo. O lançamento foi no hotel Blue Tree, em Brasília, e contou com a presença de dirigentes de várias emissoras. Presidente da Band e diretor-geral da nova entidade, Johnny Saad fez um discurso transmitido em rede nacional por SBT, RedeTV! e Band, durante cinco minutos. O Estado de São Paulo
Sociedade da Comunicação
Uma agenda alternativa
3/6/2005
Tem sido comum ouvir especialistas ou líderes em geral afirmarem que o acesso do cidadão à Internet é capaz de, por si só, dotá-lo de conhecimento e capacidade de gerar oportunidades para transformar a realidade social local. Ledo engano. Não há mágica. A Internet não é uma panacéia. A internet é um meio e não um fim. Um meio que permite interconectar o cidadão com outros em bases e sistemas de informação do mundo inteiro em alta velocidade. E há mais um porém: ter acesso à informação não quer dizer ter obrigatoriamente acesso à educação, nem tampouco ao conhecimento.
A informação flui naturalmente de quem tem para quem não tem. Quem tem informação não necessariamente a interpreta. Educação é principalmente um processo de aprendizagem de métodos, de apreender a aprender. E conhecimento só tem quem sabe dominar, aplicar, adaptar ou desenvolver métodos e processos. E isso só se adquire universalizando a educação de qualidade nos níveis fundamental e médio, ampliando a escolarização no nível superior, e com suporte digno de políticas públicas emergenciais e efetivas de combate à fome, de assistência à infância, à mulher, ao idoso, ao jovem, à geração de emprego e à saúde.
Tomemos como exemplo o Projeto Piraí Digital. Uma iniciativa que alcançou amplo sucesso e está entre as sete cidades finalistas que concorrem ao prêmio mundial de Comunidade Inteligente. Mas cabe a pergunta: Piraí é só Digital, ou é também Piraí Social?
Piraí só é um modelo de inclusão digital porque soube realizar um modelo de inclusão social. Os que tentarem copiar apenas como modelo de acesso à Internet reproduzirão, sem querer, a perversidade do modelo econômico e social vigente. Por que essa discussão precisa vir à tona? Estamos às vésperas de abrigar no Estado do Rio um dos mais importantes encontros do mundo da tecnologia da informação: A Conferência Regional da Sociedade da Informação da América Latina e Caribe.
No entanto, tem-se perdido muito tempo em discussões sobre tecnicalidades, como implantar a Internet em lugares distantes, como fazer a universalização de acesso, reduzir custos, obter financiamento, etc. Sem, contudo, atentar para o restante das políticas sociais. Mas como viabilizá-las financeiramente se a América Latina tem uma dívida externa de quase 400 bilhões de dólares! Por isso, é importante converter dívida em investimento em educação, saúde e geração de empregos.
Além disso, a importação de modelos, ou sua transposição pura e simples, pode atrofiar o que de melhor uma sociedade da informação pode trazer para um país: a elevação da auto-estima e, com isso, a capacidade da própria população desenvolver conteúdos e soluções alternativas aos modelos que faliram. Soluções endógenas, como dizem Hugo Chávez e outros líderes nacionalistas da nossa América Latina.
A governadora do Estado, Rosinha Garotinho, em seu discurso de abertura da Conferência sobre Internet para América Latina, patrocinada pela ONU, afirmou que precisamos de um modelo de desenvolvimento que saiba não apenas produzir bens, mas saiba também distribuí-lo. Tem todo sentido. Agora teremos uma chance nas mãos de sermos ouvidos e de influenciarmos a agenda com um tema que nos interessa. Numa oportunidade rara, de 8 a 10 de junho, aqui no Rio de Janeiro, sob o patrocínio da ONU, será aberta a Conferência Regional preparatória para Tunis. A América Latina e Caribe - região com uma das maiores taxas de pobreza do mundo - deve aproveitar a oportunidade de subscrever uma Carta do Rio que enfatize tais princípios.
É a hora de falarmos sobre o que interessa aos países excluídos. Uma agenda que vá às origens das desigualdades que perduram nos países em desenvolvimento como são todos da na América Latina e do Caribe. Fernando Peregrino - Secretário de Estado Chefe de Gabinete da Governadora - Jornal do Brasil
Uma agenda alternativa
3/6/2005
Tem sido comum ouvir especialistas ou líderes em geral afirmarem que o acesso do cidadão à Internet é capaz de, por si só, dotá-lo de conhecimento e capacidade de gerar oportunidades para transformar a realidade social local. Ledo engano. Não há mágica. A Internet não é uma panacéia. A internet é um meio e não um fim. Um meio que permite interconectar o cidadão com outros em bases e sistemas de informação do mundo inteiro em alta velocidade. E há mais um porém: ter acesso à informação não quer dizer ter obrigatoriamente acesso à educação, nem tampouco ao conhecimento.
A informação flui naturalmente de quem tem para quem não tem. Quem tem informação não necessariamente a interpreta. Educação é principalmente um processo de aprendizagem de métodos, de apreender a aprender. E conhecimento só tem quem sabe dominar, aplicar, adaptar ou desenvolver métodos e processos. E isso só se adquire universalizando a educação de qualidade nos níveis fundamental e médio, ampliando a escolarização no nível superior, e com suporte digno de políticas públicas emergenciais e efetivas de combate à fome, de assistência à infância, à mulher, ao idoso, ao jovem, à geração de emprego e à saúde.
Tomemos como exemplo o Projeto Piraí Digital. Uma iniciativa que alcançou amplo sucesso e está entre as sete cidades finalistas que concorrem ao prêmio mundial de Comunidade Inteligente. Mas cabe a pergunta: Piraí é só Digital, ou é também Piraí Social?
Piraí só é um modelo de inclusão digital porque soube realizar um modelo de inclusão social. Os que tentarem copiar apenas como modelo de acesso à Internet reproduzirão, sem querer, a perversidade do modelo econômico e social vigente. Por que essa discussão precisa vir à tona? Estamos às vésperas de abrigar no Estado do Rio um dos mais importantes encontros do mundo da tecnologia da informação: A Conferência Regional da Sociedade da Informação da América Latina e Caribe.
No entanto, tem-se perdido muito tempo em discussões sobre tecnicalidades, como implantar a Internet em lugares distantes, como fazer a universalização de acesso, reduzir custos, obter financiamento, etc. Sem, contudo, atentar para o restante das políticas sociais. Mas como viabilizá-las financeiramente se a América Latina tem uma dívida externa de quase 400 bilhões de dólares! Por isso, é importante converter dívida em investimento em educação, saúde e geração de empregos.
Além disso, a importação de modelos, ou sua transposição pura e simples, pode atrofiar o que de melhor uma sociedade da informação pode trazer para um país: a elevação da auto-estima e, com isso, a capacidade da própria população desenvolver conteúdos e soluções alternativas aos modelos que faliram. Soluções endógenas, como dizem Hugo Chávez e outros líderes nacionalistas da nossa América Latina.
A governadora do Estado, Rosinha Garotinho, em seu discurso de abertura da Conferência sobre Internet para América Latina, patrocinada pela ONU, afirmou que precisamos de um modelo de desenvolvimento que saiba não apenas produzir bens, mas saiba também distribuí-lo. Tem todo sentido. Agora teremos uma chance nas mãos de sermos ouvidos e de influenciarmos a agenda com um tema que nos interessa. Numa oportunidade rara, de 8 a 10 de junho, aqui no Rio de Janeiro, sob o patrocínio da ONU, será aberta a Conferência Regional preparatória para Tunis. A América Latina e Caribe - região com uma das maiores taxas de pobreza do mundo - deve aproveitar a oportunidade de subscrever uma Carta do Rio que enfatize tais princípios.
É a hora de falarmos sobre o que interessa aos países excluídos. Uma agenda que vá às origens das desigualdades que perduram nos países em desenvolvimento como são todos da na América Latina e do Caribe. Fernando Peregrino - Secretário de Estado Chefe de Gabinete da Governadora - Jornal do Brasil
Autoria
2/6/2005
Newton Silveira, durante palestra sobre propriedade intelectual[2/6/2005] Estudar a propriedade intelectual na produção cultural é uma tarefa complexa. Mesmo porque confunde-se com os direitos do autor. "A área de direitos autorais trata das obras no campo da estética, já a propriedade intelectual trata do tempo da indústria", explicou Newton Silveira, um dos principais especialistas no assunto, que esteve nesta quinta-feira (2) no Fórum Permanente de Arte e Cultura, realizado no auditório da Biblioteca Central, para analisar os direitos autorais e as novas tecnologias da informação conforme a Lei 9.610, de 1998. Atualmente, a questão é suscetível a mudanças, tendo em vista o momento de sérias e rápidas transformações no sistema econômico produtivo mundial.
Silveira explicou que os direitos do autor, na nova lei, compreendem duas vertentes: os patrimoniais e os morais. O mais amplo direito moral, acentuou, corresponde ao direito de paternidade, no qual a pessoa é reconhecida como autora da obra seja ela intelectual, científica, descoberta, feitos esportivos, entre outros. A grande complexidade da regulamentação é o acréscimo dos direitos conexos ao direito do autor, que dão crédito a artista, intérprete ou executante da obra e também a produtores de fonogramas e das empresas de radiodifusão. O fórum contou com a participação do advogado José Roberto Mehlen, do professor do Instituto de Artes Haroldo Gallo, um dos organizadores do evento, e do professor do Instituto de Economia da Universidade Sérgio Paulino. Maria Alice da Cruz - Portal Unicamp
2/6/2005
Newton Silveira, durante palestra sobre propriedade intelectual[2/6/2005] Estudar a propriedade intelectual na produção cultural é uma tarefa complexa. Mesmo porque confunde-se com os direitos do autor. "A área de direitos autorais trata das obras no campo da estética, já a propriedade intelectual trata do tempo da indústria", explicou Newton Silveira, um dos principais especialistas no assunto, que esteve nesta quinta-feira (2) no Fórum Permanente de Arte e Cultura, realizado no auditório da Biblioteca Central, para analisar os direitos autorais e as novas tecnologias da informação conforme a Lei 9.610, de 1998. Atualmente, a questão é suscetível a mudanças, tendo em vista o momento de sérias e rápidas transformações no sistema econômico produtivo mundial.
Silveira explicou que os direitos do autor, na nova lei, compreendem duas vertentes: os patrimoniais e os morais. O mais amplo direito moral, acentuou, corresponde ao direito de paternidade, no qual a pessoa é reconhecida como autora da obra seja ela intelectual, científica, descoberta, feitos esportivos, entre outros. A grande complexidade da regulamentação é o acréscimo dos direitos conexos ao direito do autor, que dão crédito a artista, intérprete ou executante da obra e também a produtores de fonogramas e das empresas de radiodifusão. O fórum contou com a participação do advogado José Roberto Mehlen, do professor do Instituto de Artes Haroldo Gallo, um dos organizadores do evento, e do professor do Instituto de Economia da Universidade Sérgio Paulino. Maria Alice da Cruz - Portal Unicamp
O número - Inclusão Digital
3/6/2005
10 computadores estão instalados na sala virtual da Biblioteca Pública do Gama, inaugurada ontem pelo Telecentro de Inclusão Digital. Os usuários terão 50 minutos diários, das 8h às 22h, para usar as máquinas. Correio Braziliense
3/6/2005
10 computadores estão instalados na sala virtual da Biblioteca Pública do Gama, inaugurada ontem pelo Telecentro de Inclusão Digital. Os usuários terão 50 minutos diários, das 8h às 22h, para usar as máquinas. Correio Braziliense
Audiovisual
Os cineastas, a bilheteria e o tal 'choque de capitalismo'
3/6/2005
Polêmica sobre a regulação do mercado de audiovisual ganha mais um ingrediente com declaração de Gil
A mudança de estratégia do governo para tentar regular o mercado de audiovisual não encerrou nem tampouco acalmou os ânimos do meio cinematográfico. Ainda nessa discussão, o ministro da Cultura Gilberto Gil causou polêmica, ao declarar na segunda-feira que o cinema nacional precisa de "um choque de capitalismo". Tanto os independentes quanto os representantes do chamado "cinemão" entenderam e, na dúvida, os dois se sentiram ofendidos. Isso ocorre num momento especialmente delicado, quando faltam apenas alguns dias para o resultado do edital da Petrobrás, a maior patrocinadora do cinema nacional, que tem R$ 18 milhões disponíveis para investir.
O secretário do Audiovisual, Orlando Senna, no entanto, explica que não há novidade alguma na declaração do ministro. E garante que a política para o audiovisual continua a mesma, na busca pela sustentabilidade da nossa indústria, com espaço tanto para os blockbusters quanto para os independentes. "É curioso, porque ao mesmo tempo em que André Sturm e Luiz Carlos Barreto dizem que, ao democratizar os recursos, o Minc põe em risco o cinema industrial, o cinema independente acha que vamos fomentar o cinema industrial em detrimento deles."
E de que se trata, afinal, o choque de capitalismo? "Choque é um mercado regulado adequadamente. E o capital privado tem de atuar de forma efetiva. O modelo que usamos há dez anos no cinema caminha para a fadiga. O cinema brasileiro não pode manter seus níveis de crescimento, como o alcançado em 2003, se não tiver reformulado o seu universo como um todo. Precisamos tomar previdências para que seja criado um modelo que não esteja ancorado nos cofres públicos", defende.
O secretário garante que o MinC não prefere o blockbuster - como o fenômeno Carandiru, de 2003 - ao cinema independente. Ressalta, aliás, que qualquer indústria cinematográfica que se preze convive com os dois modelos.
O cineasta e distribuidor André Sturm diz "que há um exagerada canalização dos recursos públicos para filmes pequenos, com pouca perspectiva comercial". Concorda de certa forma com Senna, mas com uma ressalva: "Sou a favor de diversidade e eficiência. Não adianta dar R$ 500 mil para 60 diretores. É melhor dar R$ 2 milhões para 15 filmes. Isso não é democracia, é distributismo."
Todos concordam que a situação se reflete na bilheteria. A previsão é que os filmes brasileiros ocupem 10% do mercado neste ano. "Um pouco disso é em razão dos filmes que têm sido produzidos. Só para citar dois filmes de que eu gosto muito e que têm seu público, Cabra-cega e Quase Dois Irmãos. Não dá para ter filmes só como estes dois."
Toni Venturi, diretor de Cabra-cega, diz que mal desempenho da bilheteria nacional não pode ser creditado aos independentes. "O cinemão já disputa, com grande vantagem, verbas de patrocínio com o cinema independente, autoral produzido a duras penas em todo o País", avalia.
Sobre o assunto, Cadu Rodrigues, diretor executivo da Globo Filmes, declarou: "Dos nossos 33 filmes, só 3 foram totalmente produzidos por nós. O restante foi parceria com independentes. Mas há alguns arautos do apocalipse que já estão decretando a morte do cinema brasileiro diante da queda da bilheteria. Temos que admitir de uma vez que fazer cinema no Brasil é coisa de quatro, cinco anos. O resultado de hoje foi plantado em 2001, 2002. Cadê a nossa carteira para 2005? Para a Globo Filmes produzir oito filmes por ano é preciso, no mínimo, de 30 projetos. É questão de planejamento." O Estado de São Paulo
Os cineastas, a bilheteria e o tal 'choque de capitalismo'
3/6/2005
Polêmica sobre a regulação do mercado de audiovisual ganha mais um ingrediente com declaração de Gil
A mudança de estratégia do governo para tentar regular o mercado de audiovisual não encerrou nem tampouco acalmou os ânimos do meio cinematográfico. Ainda nessa discussão, o ministro da Cultura Gilberto Gil causou polêmica, ao declarar na segunda-feira que o cinema nacional precisa de "um choque de capitalismo". Tanto os independentes quanto os representantes do chamado "cinemão" entenderam e, na dúvida, os dois se sentiram ofendidos. Isso ocorre num momento especialmente delicado, quando faltam apenas alguns dias para o resultado do edital da Petrobrás, a maior patrocinadora do cinema nacional, que tem R$ 18 milhões disponíveis para investir.
O secretário do Audiovisual, Orlando Senna, no entanto, explica que não há novidade alguma na declaração do ministro. E garante que a política para o audiovisual continua a mesma, na busca pela sustentabilidade da nossa indústria, com espaço tanto para os blockbusters quanto para os independentes. "É curioso, porque ao mesmo tempo em que André Sturm e Luiz Carlos Barreto dizem que, ao democratizar os recursos, o Minc põe em risco o cinema industrial, o cinema independente acha que vamos fomentar o cinema industrial em detrimento deles."
E de que se trata, afinal, o choque de capitalismo? "Choque é um mercado regulado adequadamente. E o capital privado tem de atuar de forma efetiva. O modelo que usamos há dez anos no cinema caminha para a fadiga. O cinema brasileiro não pode manter seus níveis de crescimento, como o alcançado em 2003, se não tiver reformulado o seu universo como um todo. Precisamos tomar previdências para que seja criado um modelo que não esteja ancorado nos cofres públicos", defende.
O secretário garante que o MinC não prefere o blockbuster - como o fenômeno Carandiru, de 2003 - ao cinema independente. Ressalta, aliás, que qualquer indústria cinematográfica que se preze convive com os dois modelos.
O cineasta e distribuidor André Sturm diz "que há um exagerada canalização dos recursos públicos para filmes pequenos, com pouca perspectiva comercial". Concorda de certa forma com Senna, mas com uma ressalva: "Sou a favor de diversidade e eficiência. Não adianta dar R$ 500 mil para 60 diretores. É melhor dar R$ 2 milhões para 15 filmes. Isso não é democracia, é distributismo."
Todos concordam que a situação se reflete na bilheteria. A previsão é que os filmes brasileiros ocupem 10% do mercado neste ano. "Um pouco disso é em razão dos filmes que têm sido produzidos. Só para citar dois filmes de que eu gosto muito e que têm seu público, Cabra-cega e Quase Dois Irmãos. Não dá para ter filmes só como estes dois."
Toni Venturi, diretor de Cabra-cega, diz que mal desempenho da bilheteria nacional não pode ser creditado aos independentes. "O cinemão já disputa, com grande vantagem, verbas de patrocínio com o cinema independente, autoral produzido a duras penas em todo o País", avalia.
Sobre o assunto, Cadu Rodrigues, diretor executivo da Globo Filmes, declarou: "Dos nossos 33 filmes, só 3 foram totalmente produzidos por nós. O restante foi parceria com independentes. Mas há alguns arautos do apocalipse que já estão decretando a morte do cinema brasileiro diante da queda da bilheteria. Temos que admitir de uma vez que fazer cinema no Brasil é coisa de quatro, cinco anos. O resultado de hoje foi plantado em 2001, 2002. Cadê a nossa carteira para 2005? Para a Globo Filmes produzir oito filmes por ano é preciso, no mínimo, de 30 projetos. É questão de planejamento." O Estado de São Paulo
Um festival de cinema de olho no Mercosul
3/6/2005
Com tantos festivais de cinema no país, o estabelecimento de um diferencial é bem mais do que algo desejável: é uma necessidade real. Em sua nona edição, o FAM 2005 (Florianópolis Audiovisual Mercosul), a se realizar de hoje até o dia 10, está procurando estabelecer o seu justamente através do caráter de evento oficial do Mercosul. Não que seja efetivamente oficial, mas está procurando se estabelecer nesta direção, ao exibir filmes dos países do Mercosul e ao convidar autoridades e dirigentes de órgãos cinematográficos destes países para debates sobre os rumos da atividade.
Mostra de longas-metragens não é competitiva
De um lado, haverá a Mostra de Longas Mercosul, com a exibição de filmes ainda inéditos comercialmente no Brasil, como os argentinos "Como un avión estrellado", de Ezequiel Acuña, e "La esperanza", de Francisco D'Intino; de filmes ainda inéditos na maior parte do país, como "Rua Seis, sem número", de João Batista de Andrade; ou os inéditos apenas em Santa Catarina, caso de "Jogo subterrâneo", de Roberto Gervitz. O festival destaca especialmente as exibições de "Cabra cega", de Toni Venturi, e "Araguaya, conspiração do silêncio", de Ronaldo Duque, este último ainda inédito, pelo caráter de revisão do período da ditadura militar - tema caro aos outros países do Mercosul - que os dois filmes possuem. A mostra não é competitiva. Já na seara dos curtas-metragens e dos vídeos, o festival é competitivo.
O fórum terá a presença do secretário nacional do Audiovisual, Orlando Senna. O Globo
3/6/2005
Com tantos festivais de cinema no país, o estabelecimento de um diferencial é bem mais do que algo desejável: é uma necessidade real. Em sua nona edição, o FAM 2005 (Florianópolis Audiovisual Mercosul), a se realizar de hoje até o dia 10, está procurando estabelecer o seu justamente através do caráter de evento oficial do Mercosul. Não que seja efetivamente oficial, mas está procurando se estabelecer nesta direção, ao exibir filmes dos países do Mercosul e ao convidar autoridades e dirigentes de órgãos cinematográficos destes países para debates sobre os rumos da atividade.
Mostra de longas-metragens não é competitiva
De um lado, haverá a Mostra de Longas Mercosul, com a exibição de filmes ainda inéditos comercialmente no Brasil, como os argentinos "Como un avión estrellado", de Ezequiel Acuña, e "La esperanza", de Francisco D'Intino; de filmes ainda inéditos na maior parte do país, como "Rua Seis, sem número", de João Batista de Andrade; ou os inéditos apenas em Santa Catarina, caso de "Jogo subterrâneo", de Roberto Gervitz. O festival destaca especialmente as exibições de "Cabra cega", de Toni Venturi, e "Araguaya, conspiração do silêncio", de Ronaldo Duque, este último ainda inédito, pelo caráter de revisão do período da ditadura militar - tema caro aos outros países do Mercosul - que os dois filmes possuem. A mostra não é competitiva. Já na seara dos curtas-metragens e dos vídeos, o festival é competitivo.
O fórum terá a presença do secretário nacional do Audiovisual, Orlando Senna. O Globo
Ancine tem novo sistema virtual de consulta para filmes de publicidade
02/06/2005, 11h29
Brasília - A Agência Nacional de Cinema (Ancine) abriu novo sistema de consulta no portal oficial da instituição. O novo módulo virtual permitirá que emissoras de televisão, exibidores de cinema, locadoras de vídeo e outros veículos verifiquem previamente, de maneira mais ágil, se o número de obras e peças publicitárias a serem veiculadas já estão cadastradas na agência.
Para fazer a consulta do registro dos filmes publicitários, os interessados podem acessar o site da instituição (www.ancine.gov.br ) e procurar no link "Registros/Obras" o ícone "Consultas". A partir do número de referência que as empresas veiculadoras disponibilizam, a situação de cada filme pode ser conferida. Com informações da Ancine, Portal da Cidadania - Radiobrás
02/06/2005, 11h29
Brasília - A Agência Nacional de Cinema (Ancine) abriu novo sistema de consulta no portal oficial da instituição. O novo módulo virtual permitirá que emissoras de televisão, exibidores de cinema, locadoras de vídeo e outros veículos verifiquem previamente, de maneira mais ágil, se o número de obras e peças publicitárias a serem veiculadas já estão cadastradas na agência.
Para fazer a consulta do registro dos filmes publicitários, os interessados podem acessar o site da instituição (www.ancine.gov.br ) e procurar no link "Registros/Obras" o ícone "Consultas". A partir do número de referência que as empresas veiculadoras disponibilizam, a situação de cada filme pode ser conferida. Com informações da Ancine, Portal da Cidadania - Radiobrás
ABPI-TV realiza seu primeiro encontro de capacitação
02/06/2005, 19h14
Aconteceu nesta quinta, 2, em São Paulo, o 1º Encontro ABPI-TV de Capacitação para o Mercado Internacional. O evento tem por objetivo preparar os produtores independentes para buscar co-produção internacional de conteúdos audiovisuais. Falaram no encontro profissionais de TV do Canadá, França e Estados Unidos, fazendo apresentações sobre como as produtoras brasileiras podem ter acesso a eles. Tratam-se de mercados muito mais abertos à produção independente. François Sauvagnargues, do canal franco-alemão Arte, falou que seu canal, por exemplo, gasta 220 milhões de euros por ano comprando produções independentes. Após quatro anos, o produtor recebe de volta todos os direitos de comercialização do produto.
Fernando Dias, vice-presidente da ABPI-TV, lembrou que a melhor maneira de se inserir no mercado internacional é através da co-produção. "É mais provável que um diretor de programação receba uma produtora já conhecida por ele e com credibilidade para discutir projetos", concordou Joanne Leduc, do National Film Board do Canadá. "Para alguém desconhecido e com poucas produções no catálogo, é praticamente impossível mesmo nas feiras internacionais", completou. Da Redação - TELA VIVA News
02/06/2005, 19h14
Aconteceu nesta quinta, 2, em São Paulo, o 1º Encontro ABPI-TV de Capacitação para o Mercado Internacional. O evento tem por objetivo preparar os produtores independentes para buscar co-produção internacional de conteúdos audiovisuais. Falaram no encontro profissionais de TV do Canadá, França e Estados Unidos, fazendo apresentações sobre como as produtoras brasileiras podem ter acesso a eles. Tratam-se de mercados muito mais abertos à produção independente. François Sauvagnargues, do canal franco-alemão Arte, falou que seu canal, por exemplo, gasta 220 milhões de euros por ano comprando produções independentes. Após quatro anos, o produtor recebe de volta todos os direitos de comercialização do produto.
Fernando Dias, vice-presidente da ABPI-TV, lembrou que a melhor maneira de se inserir no mercado internacional é através da co-produção. "É mais provável que um diretor de programação receba uma produtora já conhecida por ele e com credibilidade para discutir projetos", concordou Joanne Leduc, do National Film Board do Canadá. "Para alguém desconhecido e com poucas produções no catálogo, é praticamente impossível mesmo nas feiras internacionais", completou. Da Redação - TELA VIVA News
Cine Ceará, 15, festeja marca no calendário
3/6/2005
O Cine Ceará comemora nesta noite os 15 anos de história do festival. "Estamos debutando, com o evento consolidado no calendário do Estado e do país", diz o diretor da mostra e cineasta, Wolney Oliveira.
O público assistirá hoje ao documentário "Brilhante", de Conceição Senna, exibido fora de competição. A partida na disputa entre os sete longas que concorrem a prêmio de R$ 10 mil (oferecido pelo patrocinador Banco do Nordeste) ocorre apenas amanhã.
O recorde de inscrições para participar da mostra (31 longas-metragens) e a seleção de cinco filmes ainda inéditos no circuito comercial para competir são os dados que Oliveira aponta como sinais da consolidação do festival.
O destaque que o diretor dá à presença de filmes inéditos na mostra tem relação com a equação nem sempre equilibrada entre o volume de filmes brasileiros concluídos a cada ano e o número de festivais que pretendem divulgá-los. De acordo com as oscilações de temporada, é comum haver mais festivais do que filmes inéditos a serem exibidos.
"A produção de cinema nacional não está ainda como o ministro Gilberto Gil [Cultura] queria, na faixa dos cem longas por ano", diz Oliveira. Ele se refere a discurso feito por Gil no encerramento do Festival de Gramado de 2003.
Naquela ocasião, o ministro anunciou o objetivo de atingir a média de cem filmes brasileiros produzidos e lançados por ano, até o fim da gestão Lula da Silva.
"Por enquanto, ainda estamos na média de 35 filmes brasileiros por ano. Por isso, vejo como um sinal de prestígio ter esses longas inéditos aqui", diz Oliveira.
Mostrarão seus filmes no Cine Ceará antes da estréia nos cinemas os diretores Ivan Cardoso ("A Marca do Terrir"), Walter Carvalho ("Moacir, Arte Bruta"), José Rafael Mamigonian ("Seo Chico, um Retrato"), Carlos Reichenbach ("Bens Confiscados"), Vânia Perazzo e Ivan Hlebarov ("Por 30 Dinheiros").
"Quando Vale ou é por Quilo", que já estreou em São Paulo e no Rio de Janeiro, também compete, assim como "A Pessoa é para o que Nasce", de Roberto Berliner, que entra em cartaz hoje nas duas cidades. SILVANA ARANTES - Folha de São Paulo
3/6/2005
O Cine Ceará comemora nesta noite os 15 anos de história do festival. "Estamos debutando, com o evento consolidado no calendário do Estado e do país", diz o diretor da mostra e cineasta, Wolney Oliveira.
O público assistirá hoje ao documentário "Brilhante", de Conceição Senna, exibido fora de competição. A partida na disputa entre os sete longas que concorrem a prêmio de R$ 10 mil (oferecido pelo patrocinador Banco do Nordeste) ocorre apenas amanhã.
O recorde de inscrições para participar da mostra (31 longas-metragens) e a seleção de cinco filmes ainda inéditos no circuito comercial para competir são os dados que Oliveira aponta como sinais da consolidação do festival.
O destaque que o diretor dá à presença de filmes inéditos na mostra tem relação com a equação nem sempre equilibrada entre o volume de filmes brasileiros concluídos a cada ano e o número de festivais que pretendem divulgá-los. De acordo com as oscilações de temporada, é comum haver mais festivais do que filmes inéditos a serem exibidos.
"A produção de cinema nacional não está ainda como o ministro Gilberto Gil [Cultura] queria, na faixa dos cem longas por ano", diz Oliveira. Ele se refere a discurso feito por Gil no encerramento do Festival de Gramado de 2003.
Naquela ocasião, o ministro anunciou o objetivo de atingir a média de cem filmes brasileiros produzidos e lançados por ano, até o fim da gestão Lula da Silva.
"Por enquanto, ainda estamos na média de 35 filmes brasileiros por ano. Por isso, vejo como um sinal de prestígio ter esses longas inéditos aqui", diz Oliveira.
Mostrarão seus filmes no Cine Ceará antes da estréia nos cinemas os diretores Ivan Cardoso ("A Marca do Terrir"), Walter Carvalho ("Moacir, Arte Bruta"), José Rafael Mamigonian ("Seo Chico, um Retrato"), Carlos Reichenbach ("Bens Confiscados"), Vânia Perazzo e Ivan Hlebarov ("Por 30 Dinheiros").
"Quando Vale ou é por Quilo", que já estreou em São Paulo e no Rio de Janeiro, também compete, assim como "A Pessoa é para o que Nasce", de Roberto Berliner, que entra em cartaz hoje nas duas cidades. SILVANA ARANTES - Folha de São Paulo
Longa busca alternativas formas do ver
3/6/2005
Desde os primórdios, o cinema foi fascinado pelos cegos. Em 1921, pouco depois dos clássicos "O Nascimento de uma Nação" e "Intolerância", D.W. Griffith (1875-1948) filmava "órfãs da Tempestade", sobre uma mulher que promete cuidar para sempre da irmã cega. Dez anos depois, em "Luzes da Cidade", Charles Chaplin (1889-1977) criaria a florista que se tornaria uma das personagens inesquecíveis de seus filmes. A fascinação dos diretores parece ser a de contrapor o espectador, desde sempre engolfado pelo encanto do cinema, com pessoas que sobrevivem sem usufruir desse mecanismo hipnótico.
Projeto de uma produtora carioca, "A Pessoa é para o que Nasce" perfila Maria, Regina e Conceição, três irmãs cegas de Campina Grande (PB), que há muito tocam ganzá em troca de esmola nas feiras.
Ignoremos a montagem problemática -originalmente um curta de seis minutos, sofre com alguns excessos, como as muitas cenas de repercussão da música das irmãs em TVs locais e apresentações pelo país.
O interesse das personagens, encantadoras incontestáveis, reside no fato de encontrarem formas alternativas do ver para compensar sua cegueira. "Vêem" o mundo por meio da música, do contato com os parentes e o público e até do desejo plenamente assumido -de uma delas pelo próprio diretor do documentário. Tanto que Maria emprega abertamente o verbo: "Ainda não estive em São Paulo, mas estou louca para ver os paulistas".
A energia vital, a inteligência e o senso de humor das três, que foram recebidas até por Lula, são suficientes para prender o interesse até o fim. Mas restam algumas questões éticas do documentário que o diretor parece ter abandonado lá atrás, nas mãos de mestres como Frederick Wiseman (1930) e Jean Rouch (1917-2004).
Um cineasta tem o direito de filmar (e tornar público) detalhes da vida íntima de três pessoas humildes e que parecem ter pouca consciência dos dispositivos de massa? Uma irmã fala da mágoa que sente das outras. A filha de uma delas é descrita como preguiçosa. é preciso ter mais cautela, uma vez que o "Big Brother" não existe só no horário nobre da TV. THIAGO STIVALETTI - Folha de São Paulo
3/6/2005
Desde os primórdios, o cinema foi fascinado pelos cegos. Em 1921, pouco depois dos clássicos "O Nascimento de uma Nação" e "Intolerância", D.W. Griffith (1875-1948) filmava "órfãs da Tempestade", sobre uma mulher que promete cuidar para sempre da irmã cega. Dez anos depois, em "Luzes da Cidade", Charles Chaplin (1889-1977) criaria a florista que se tornaria uma das personagens inesquecíveis de seus filmes. A fascinação dos diretores parece ser a de contrapor o espectador, desde sempre engolfado pelo encanto do cinema, com pessoas que sobrevivem sem usufruir desse mecanismo hipnótico.
Projeto de uma produtora carioca, "A Pessoa é para o que Nasce" perfila Maria, Regina e Conceição, três irmãs cegas de Campina Grande (PB), que há muito tocam ganzá em troca de esmola nas feiras.
Ignoremos a montagem problemática -originalmente um curta de seis minutos, sofre com alguns excessos, como as muitas cenas de repercussão da música das irmãs em TVs locais e apresentações pelo país.
O interesse das personagens, encantadoras incontestáveis, reside no fato de encontrarem formas alternativas do ver para compensar sua cegueira. "Vêem" o mundo por meio da música, do contato com os parentes e o público e até do desejo plenamente assumido -de uma delas pelo próprio diretor do documentário. Tanto que Maria emprega abertamente o verbo: "Ainda não estive em São Paulo, mas estou louca para ver os paulistas".
A energia vital, a inteligência e o senso de humor das três, que foram recebidas até por Lula, são suficientes para prender o interesse até o fim. Mas restam algumas questões éticas do documentário que o diretor parece ter abandonado lá atrás, nas mãos de mestres como Frederick Wiseman (1930) e Jean Rouch (1917-2004).
Um cineasta tem o direito de filmar (e tornar público) detalhes da vida íntima de três pessoas humildes e que parecem ter pouca consciência dos dispositivos de massa? Uma irmã fala da mágoa que sente das outras. A filha de uma delas é descrita como preguiçosa. é preciso ter mais cautela, uma vez que o "Big Brother" não existe só no horário nobre da TV. THIAGO STIVALETTI - Folha de São Paulo
Fantasia explora universo e lógica surreais
3/6/2005
A Terra foi destruída, e apenas um ser humano parece ter escapado do fim do planeta, perdido no vasto espaço. Qual a melhor estratégia para sobreviver?
Pelas regras de "O Guia do Mochileiro das Galáxias", filme que estréia hoje no Brasil, uma toalha pendurada no pescoço e um único livro, na verdade, um guia.
Baseado na obra de ficção científica do inglês Douglas Adams, o "Guia do Mochileiro..." conta a história do britânico Arthur Dent (interpretado por Martin Freeman), que acabou salvo da explosão do planeta por seu amigo de pub, Ford Prefect (Mos Def), um alienígena que vivia na Terra e decidiu levá-lo junto quando soube que tudo ia ser destruído. Antes de partir, ainda tomam todas as cervejas que conseguem.
Os dois personagens, ao lado de outros dois companheiros de viagem, embarcam num passeio pelo universo em busca da resposta para o sentido da vida. Mas, assim como uma toalha e um guia não parecem ser as melhores armas num ambiente inóspito, quase nada parece seguir uma lógica convencional.
Monty Python
O criador do "Guia", Adams, chegou a escrever quadros para o programa de televisão do grupo cômico inglês Monty Python. Um dos melhores personagens do filme, por exemplo, é um robô depressivo, que vive numa nave em que tudo é feito para alegrar seus tripulantes.
Além do amigo alienígena, em seu impecável terno branco, acompanham Dent na viagem o presidente meio doido da galáxia, Zaphod Beeblebrox (Sam Rockwell), e Trillian (Zooey Deschanel), uma garota da Terra que estava disposta a "dar umas voltas" e também acabou salva.
O guia do mochileiro das galáxias, que Prefect apresenta a Dent logo que os dois se salvam, é um livro com conselhos para todas as situações que se podem enfrentar no universo, uma espécie de "Lonely Planet" intergaláctico.
Na capa, a legenda dá a principal dica: "Don't panic!" (Não entre em pânico!).
Os perigos, mesmo os mais reais, trazem sempre embutida a lógica da obra de Adams, que permeia o filme. A técnica de tortura mais temida de alguns dos adversários do grupo, os Vogons -responsáveis por toda a burocracia do universo-, é a sua péssima poesia.
A seqüência preferida do diretor, do roteirista e dos atores é a de uma baleia que cai do céu durante quase um minuto em meio a uma crise existencial.
A cena representa "o coração e a alma deste filme", como disse o roteirista Karey Kirkpatrick. "Imaginei que fossem cortar", disse o diretor, o estreante Garth Jennings.
O filme tem ainda pequena participação do ator John Malkovitch, que interpreta uma das mais estranhas figuras que surgem na história.
Origem
O "Guia" tem uma legião de fãs, especialmente no Reino Unido, onde começou em 1978 como uma série de rádio da BBC, e depois ganhou versões em livros, videogame e quadrinhos. No Brasil, o livro foi lançado pela Brasiliense e ganhou reedição no ano passado pela Sextante.
Quase 30 anos depois -e quatro após a morte de seu criador, Adams, aos 49 anos-, o filme chegou às telas. Nos EUA, o longa foi o mais assistido no final de semana de sua estréia, com bilheteria de US$ 21,7 milhões (cerca de R$ 52,7 milhões). PEDRO DIAS LEITE - Folha de São Paulo
3/6/2005
A Terra foi destruída, e apenas um ser humano parece ter escapado do fim do planeta, perdido no vasto espaço. Qual a melhor estratégia para sobreviver?
Pelas regras de "O Guia do Mochileiro das Galáxias", filme que estréia hoje no Brasil, uma toalha pendurada no pescoço e um único livro, na verdade, um guia.
Baseado na obra de ficção científica do inglês Douglas Adams, o "Guia do Mochileiro..." conta a história do britânico Arthur Dent (interpretado por Martin Freeman), que acabou salvo da explosão do planeta por seu amigo de pub, Ford Prefect (Mos Def), um alienígena que vivia na Terra e decidiu levá-lo junto quando soube que tudo ia ser destruído. Antes de partir, ainda tomam todas as cervejas que conseguem.
Os dois personagens, ao lado de outros dois companheiros de viagem, embarcam num passeio pelo universo em busca da resposta para o sentido da vida. Mas, assim como uma toalha e um guia não parecem ser as melhores armas num ambiente inóspito, quase nada parece seguir uma lógica convencional.
Monty Python
O criador do "Guia", Adams, chegou a escrever quadros para o programa de televisão do grupo cômico inglês Monty Python. Um dos melhores personagens do filme, por exemplo, é um robô depressivo, que vive numa nave em que tudo é feito para alegrar seus tripulantes.
Além do amigo alienígena, em seu impecável terno branco, acompanham Dent na viagem o presidente meio doido da galáxia, Zaphod Beeblebrox (Sam Rockwell), e Trillian (Zooey Deschanel), uma garota da Terra que estava disposta a "dar umas voltas" e também acabou salva.
O guia do mochileiro das galáxias, que Prefect apresenta a Dent logo que os dois se salvam, é um livro com conselhos para todas as situações que se podem enfrentar no universo, uma espécie de "Lonely Planet" intergaláctico.
Na capa, a legenda dá a principal dica: "Don't panic!" (Não entre em pânico!).
Os perigos, mesmo os mais reais, trazem sempre embutida a lógica da obra de Adams, que permeia o filme. A técnica de tortura mais temida de alguns dos adversários do grupo, os Vogons -responsáveis por toda a burocracia do universo-, é a sua péssima poesia.
A seqüência preferida do diretor, do roteirista e dos atores é a de uma baleia que cai do céu durante quase um minuto em meio a uma crise existencial.
A cena representa "o coração e a alma deste filme", como disse o roteirista Karey Kirkpatrick. "Imaginei que fossem cortar", disse o diretor, o estreante Garth Jennings.
O filme tem ainda pequena participação do ator John Malkovitch, que interpreta uma das mais estranhas figuras que surgem na história.
Origem
O "Guia" tem uma legião de fãs, especialmente no Reino Unido, onde começou em 1978 como uma série de rádio da BBC, e depois ganhou versões em livros, videogame e quadrinhos. No Brasil, o livro foi lançado pela Brasiliense e ganhou reedição no ano passado pela Sextante.
Quase 30 anos depois -e quatro após a morte de seu criador, Adams, aos 49 anos-, o filme chegou às telas. Nos EUA, o longa foi o mais assistido no final de semana de sua estréia, com bilheteria de US$ 21,7 milhões (cerca de R$ 52,7 milhões). PEDRO DIAS LEITE - Folha de São Paulo
Em enquete de revista, Spielberg vence Hitchcock
3/6/2005
O cineasta americano Steven Spielberg é o melhor diretor de todos os tempos, à frente de Alfred Hitchcock e Martin Scorsese, para os leitores da revista de cinema britânica "Empire". O diretor de clássicos como "E.T", "Indiana Jones" e "A Lista de Schindler" foi escolhido como o melhor em uma pesquisa de que participaram 10 mil leitores da revista. O diretor britânico Alfred Hitchcock (1899-1980), de "Psicose" e "Janela Indiscreta", ficou em segundo lugar. Na seqüência aparece Martin Scorsese, criador de "Taxi Driver". Stan- ley Kubrick (1928-1999) ocupa o quarto lugar, seguido pelo britânico Ridley Scott ("Alien"). Quentin Tarantino, em oitavo lugar, é seguido por seu compatriota Orson Welles (1915-1985). Folha de São Paulo
3/6/2005
O cineasta americano Steven Spielberg é o melhor diretor de todos os tempos, à frente de Alfred Hitchcock e Martin Scorsese, para os leitores da revista de cinema britânica "Empire". O diretor de clássicos como "E.T", "Indiana Jones" e "A Lista de Schindler" foi escolhido como o melhor em uma pesquisa de que participaram 10 mil leitores da revista. O diretor britânico Alfred Hitchcock (1899-1980), de "Psicose" e "Janela Indiscreta", ficou em segundo lugar. Na seqüência aparece Martin Scorsese, criador de "Taxi Driver". Stan- ley Kubrick (1928-1999) ocupa o quarto lugar, seguido pelo britânico Ridley Scott ("Alien"). Quentin Tarantino, em oitavo lugar, é seguido por seu compatriota Orson Welles (1915-1985). Folha de São Paulo
Festival Brasileiro de Miami anuncia seleção
02/06/2005, 15h59
O 9º Festival de Cinema Brasileiro de Miami anunciou os filmes que estarão na mostra competitiva, que acontece entre os dias 10 e 18 de junho de 2005. Concorrem os seguintes longas-metragens:
* "Os Normais", de José Alvarenga Jr;
* "Contra Todos", de Roberto Moreira;
* "Feminices", de Domingos de Oliveira;
* "Bens Confiscados", de Carlos Reichenbach;
* "Olga", de Jayme Monjardim;
* "Cazuza", de Sandra Wernek;
* "Meu Tio Matou um Cara", de Jorge Furtado;
* "Bendito o Fruto", de Sérgio Goldenberg;
* "Quase dois irmãos", de Lúcia Murat;
* "Ódiquê", de Felipe Joffily;
* "Redentor", de Cláudio Torres;
* "O Diabo a Quatro", de Alice de Andrade;
* "A Dona da História", de Daniel Filho;
* "O Vestido de Noiva", de Joffre Rodrigues;
* "O Casamento de Romeu e Julieta", de Bruno Barreto.
Na categoria curtas-metragens, participam:
* "Red", de Flávio Frderico;
* "Ratoeira", de Pedro Carvana;
* "Messalina", de Cristiane Oliveira;
* "Balaio", de Luiz Montes;
* "O Retrato do Artista", de Hugo Moss;
* "Jorjão", de Paulo Tiefenthaler;
* "Mamãe tá na geladeira", de Douro Moura;
* "Asfixia", de Roberval Duarte;
* "Fuloresta do Samba", de Marcelo Pinheiro;
* "Capital Circulante", de Ricardo Mehedff;
* "A Idade do Homem", de Afonso Nunes;
* "O Xadrez das Cores", de Marcos Schiavon. Da Redação - TELA VIVA News
02/06/2005, 15h59
O 9º Festival de Cinema Brasileiro de Miami anunciou os filmes que estarão na mostra competitiva, que acontece entre os dias 10 e 18 de junho de 2005. Concorrem os seguintes longas-metragens:
* "Os Normais", de José Alvarenga Jr;
* "Contra Todos", de Roberto Moreira;
* "Feminices", de Domingos de Oliveira;
* "Bens Confiscados", de Carlos Reichenbach;
* "Olga", de Jayme Monjardim;
* "Cazuza", de Sandra Wernek;
* "Meu Tio Matou um Cara", de Jorge Furtado;
* "Bendito o Fruto", de Sérgio Goldenberg;
* "Quase dois irmãos", de Lúcia Murat;
* "Ódiquê", de Felipe Joffily;
* "Redentor", de Cláudio Torres;
* "O Diabo a Quatro", de Alice de Andrade;
* "A Dona da História", de Daniel Filho;
* "O Vestido de Noiva", de Joffre Rodrigues;
* "O Casamento de Romeu e Julieta", de Bruno Barreto.
Na categoria curtas-metragens, participam:
* "Red", de Flávio Frderico;
* "Ratoeira", de Pedro Carvana;
* "Messalina", de Cristiane Oliveira;
* "Balaio", de Luiz Montes;
* "O Retrato do Artista", de Hugo Moss;
* "Jorjão", de Paulo Tiefenthaler;
* "Mamãe tá na geladeira", de Douro Moura;
* "Asfixia", de Roberval Duarte;
* "Fuloresta do Samba", de Marcelo Pinheiro;
* "Capital Circulante", de Ricardo Mehedff;
* "A Idade do Homem", de Afonso Nunes;
* "O Xadrez das Cores", de Marcos Schiavon. Da Redação - TELA VIVA News
Animação brasileira ganha mostra na França
02/06/2005, 15h53
O Festival Internacional do Cinema de Animação de Annecy, na França, terá uma mostra dedicada ao cinema brasileiro, a Charmes du Brésil, que acontece entre os dias 6 e 11 de junho. A mostra apresenta 16 títulos, entre curtas-metragens e filmes publicitários, produzidos entre 1986 e 2003. São eles: "El Macho", de Ennio Torresan; "50 Maneiras", de Guilherme Ramalho; "Engolervilha", de Marcelo Marao; "Caranguejo", de Sergio Amon; "Castelos de Vento", de Tânia Anaya; "Quando os Morcegos se Calam", de Fabio Lignin; "Tatui", de Clovis Mello; "Adeus", de Celso D´Élia; "Tartaruga", de Sergio Amon; "Peixe", de Alceu Batista; "253", de Carlos Nogueira; "Terminal", de Leo Cadaval; e "Campo Branco", de Telmo Carvalho. Da Redação - TELA VIVA News
02/06/2005, 15h53
O Festival Internacional do Cinema de Animação de Annecy, na França, terá uma mostra dedicada ao cinema brasileiro, a Charmes du Brésil, que acontece entre os dias 6 e 11 de junho. A mostra apresenta 16 títulos, entre curtas-metragens e filmes publicitários, produzidos entre 1986 e 2003. São eles: "El Macho", de Ennio Torresan; "50 Maneiras", de Guilherme Ramalho; "Engolervilha", de Marcelo Marao; "Caranguejo", de Sergio Amon; "Castelos de Vento", de Tânia Anaya; "Quando os Morcegos se Calam", de Fabio Lignin; "Tatui", de Clovis Mello; "Adeus", de Celso D´Élia; "Tartaruga", de Sergio Amon; "Peixe", de Alceu Batista; "253", de Carlos Nogueira; "Terminal", de Leo Cadaval; e "Campo Branco", de Telmo Carvalho. Da Redação - TELA VIVA News
Cultura
Pragas do mundo moderno
3/6/2005
Primeiro foi a maldição do telefone, em que até associação de corruptos abandonados te ligavam para pedir ajuda financeira. Depois, veio o spam - aquele tipo de mensagem eletrônica que você recebe de quem não conhece e que não tem utilidade nenhuma.
Certamente, você já abriu alguma com piadas, fotos pornôs, boatos, propagandas, golpes e até correntes - uma estupidez que promete sorte, riqueza ou cura para quem repassar o mesmo e-mail para outras pessoas e assusta com infortúnios o coitado que quebrar a propagação. Hoje, sete em cada dez mensagens que circulam por e-mail são lixo. Isso deixa os servidores das empresas lentos, irrita usuários, toma tempo dos gerentes e, conseqüentemente, dá prejuízo.
Por conta disso, governos do mundo todo se movem para, na pior das hipóteses, regulamentar essa prática. Os Estados Unidos, para não fugir à regra, estão mais avançados. O Brasil, claro, caminha a passos de tartaruga: um deputado apresenta um projeto de lei, alguém do governo reclama, a Justiça aqui e acolá dá uma decisão desfavorável aos spammers - como são chamados esses falsos marqueteiros, que costumam se proteger em endereços eletrônicos falsos. Mas lei, com punição penal, nada...
Pois se prepare que vem aí uma nova praga: o mobile marketing. Isso significa o seguinte: em breve seu celular tocará a cada 30 segundos com alguém tentando lhe vender, por meio de mensagens, de bicicletas a ingresso de cinema, de livro de auto-ajuda a passagem para a Lua ou sorvete de cimento. Afinal, o sistema de telefonia celular é um alvo e tanto: são quase 70 milhões de aparelhos - a maioria pertencente a consumidores vorazes, de boa renda financeira.
Os publicitários chamam isso de marketing direto. Um deles, em mensagem enviada a jornalistas esta semana, classifica de míopes as empresas que ainda não despertaram para essa nova e importante ferramenta e alerta que quem saiu na frente tem excelentes feedbacks. Ora, essa tese é para lá de questionável: eu, como milhares de pessoas, não quero receber propaganda em meu celular.
Espero que as operadoras tenham o bom senso de não aceitar indiscriminadamente qualquer proposta desses visionários do atraso e da má-educação. Também é necessário que os legisladores (ou mesmo o governo, que no Brasil também legisla) esqueçam a briga pelas diretorias das estatais e pensem um pouco nesse tema. Renato Ferraz - Folha de São Paulo
Pragas do mundo moderno
3/6/2005
Primeiro foi a maldição do telefone, em que até associação de corruptos abandonados te ligavam para pedir ajuda financeira. Depois, veio o spam - aquele tipo de mensagem eletrônica que você recebe de quem não conhece e que não tem utilidade nenhuma.
Certamente, você já abriu alguma com piadas, fotos pornôs, boatos, propagandas, golpes e até correntes - uma estupidez que promete sorte, riqueza ou cura para quem repassar o mesmo e-mail para outras pessoas e assusta com infortúnios o coitado que quebrar a propagação. Hoje, sete em cada dez mensagens que circulam por e-mail são lixo. Isso deixa os servidores das empresas lentos, irrita usuários, toma tempo dos gerentes e, conseqüentemente, dá prejuízo.
Por conta disso, governos do mundo todo se movem para, na pior das hipóteses, regulamentar essa prática. Os Estados Unidos, para não fugir à regra, estão mais avançados. O Brasil, claro, caminha a passos de tartaruga: um deputado apresenta um projeto de lei, alguém do governo reclama, a Justiça aqui e acolá dá uma decisão desfavorável aos spammers - como são chamados esses falsos marqueteiros, que costumam se proteger em endereços eletrônicos falsos. Mas lei, com punição penal, nada...
Pois se prepare que vem aí uma nova praga: o mobile marketing. Isso significa o seguinte: em breve seu celular tocará a cada 30 segundos com alguém tentando lhe vender, por meio de mensagens, de bicicletas a ingresso de cinema, de livro de auto-ajuda a passagem para a Lua ou sorvete de cimento. Afinal, o sistema de telefonia celular é um alvo e tanto: são quase 70 milhões de aparelhos - a maioria pertencente a consumidores vorazes, de boa renda financeira.
Os publicitários chamam isso de marketing direto. Um deles, em mensagem enviada a jornalistas esta semana, classifica de míopes as empresas que ainda não despertaram para essa nova e importante ferramenta e alerta que quem saiu na frente tem excelentes feedbacks. Ora, essa tese é para lá de questionável: eu, como milhares de pessoas, não quero receber propaganda em meu celular.
Espero que as operadoras tenham o bom senso de não aceitar indiscriminadamente qualquer proposta desses visionários do atraso e da má-educação. Também é necessário que os legisladores (ou mesmo o governo, que no Brasil também legisla) esqueçam a briga pelas diretorias das estatais e pensem um pouco nesse tema. Renato Ferraz - Folha de São Paulo
Quadrinhos levam o traço brasileiro à França
3/6/2005
Se não fossem a vontade e alguém disposto a tirar dinheiro do próprio bolso, os quadrinhos brasileiros não seriam representados no Ano do Brasil na França. Com a expectativa de patrocínios frustrada, mas com espaço e infra-estrutura para uma exposição garantidos pela prefeitura de Lille, a Casa 21 - editora e produtora, desde 1999, do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) - decidiu bancar a produção e enviar para a França 60 pranchas de oito artistas brasileiros, em exposição a partir de hoje na Mediateca de Moulins, em Lille: Marcello "Gaú" Quintanilha, Lourenço Mutarelli, Jô Oliveira, Eloar Guazzelli, Marcelo Lelis, Osvaldo Pavanelli, Cesar Lobo e Samuel Casal.
Casa 21 pagou tradução e reimpressão
Por conta do histórico de produção do festival internacional, a Casa 21 foi convidada ano passado pelo Consulado Geral da França para apresentar um projeto e preparar uma mostra de quadrinhos. O projeto foi aprovado pelos comissariados brasileiro e francês e favorecido pela Lei Rouanet para facilitar a captação de recursos. Mas seus idealizadores não conseguiram patrocínio. A editora ficou de mãos abanando, mas os sócios decidiram seguir em frente e bancar os custos.
- Tivemos que pagar a tradução para o francês e a reimpressão dos quadrinhos - conta Roberto Ribeiro, editor da Casa 21, e um dos responsáveis pela produção da antiga Bienal Internacional de Quadrinhos, que foi realizada no Rio de 1991 a 1997.
O artista Marcelo Quintanilha, que mora em Barcelona, foi convidado para representar o grupo na inauguração. Ao lado do francês François Boucq, responsável por levar o trabalho do brasileiro ao mercado europeu, ele vai abrir a exposição e fazer uma palestra sobre a produção atual em quadrinhos. Nada mais natural para o niteroiense que já publicou em revistas internacionais e desenha a série "Sete balas para Oxford", escrita pelo argentino Jorge Zentner, com volumes já publicados pela importante editora belga Lombard, especializada no setor.
- Convidamos autores que estão em evidência, todos com chance de publicar na Europa. Também buscamos levar uma produção diversificada, de diferentes regiões do Brasil, com gente de Rio, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Santa Catarina - acrescenta Ribeiro.
Os currículos mostram que eles estão mesmo em evidência. O premiado Lourenço Mutarelli, quadrinista versátil com romances publicados, foi o responsável pelos desenhos atormentados da personagem "Nina", do filme homônimo de Heitor Dhalia, lançado ano passado. Um nome escolhido a dedo, já que o artista imprime a marca expressionista em seus trabalhos, com nanquim e personagens no limite. Dhalia ainda pretende adaptar para o cinema "O cheiro do ralo", romance de Mutarelli que trata de um comerciante que tenta se livrar do cheiro do ralo.
Ilustrações inéditas da série Cidades Ilustradas
Do outro lado, o carioca Cesar Lobo, com traços vivos e muita cor, foi quem criou as ilustrações sobre Curitiba para a série Cidades Ilustradas, da Casa 21, em parceria com a Esso, além de ter publicado seus desenhos em livros infantis e até em revistas jurídicas.
A série - que retrata cidades brasileiras e também tem edições publicadas sobre o Rio de Janeiro, sob o olhar do desenhista francês Jano, e sobre Belo Horizonte, na visão do espanhol Miguelanxo Prado - terá trabalhos inéditos expostos na França. São ilustrações de Quintanilha, que farão parte do livro sobre Salvador, a ser lançado em agosto; e do mineiro Marcelo Lelis, do livro "Cidades do Ouro" (Diamantina, São João Del Rey, Ouro Preto e Congonhas), com lançamento previsto para o IV Festival Internacional de Quadrinhos, que será realizado em outubro deste ano, em Belo Horizonte. Suzana Velasco - O Globo
3/6/2005
Se não fossem a vontade e alguém disposto a tirar dinheiro do próprio bolso, os quadrinhos brasileiros não seriam representados no Ano do Brasil na França. Com a expectativa de patrocínios frustrada, mas com espaço e infra-estrutura para uma exposição garantidos pela prefeitura de Lille, a Casa 21 - editora e produtora, desde 1999, do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) - decidiu bancar a produção e enviar para a França 60 pranchas de oito artistas brasileiros, em exposição a partir de hoje na Mediateca de Moulins, em Lille: Marcello "Gaú" Quintanilha, Lourenço Mutarelli, Jô Oliveira, Eloar Guazzelli, Marcelo Lelis, Osvaldo Pavanelli, Cesar Lobo e Samuel Casal.
Casa 21 pagou tradução e reimpressão
Por conta do histórico de produção do festival internacional, a Casa 21 foi convidada ano passado pelo Consulado Geral da França para apresentar um projeto e preparar uma mostra de quadrinhos. O projeto foi aprovado pelos comissariados brasileiro e francês e favorecido pela Lei Rouanet para facilitar a captação de recursos. Mas seus idealizadores não conseguiram patrocínio. A editora ficou de mãos abanando, mas os sócios decidiram seguir em frente e bancar os custos.
- Tivemos que pagar a tradução para o francês e a reimpressão dos quadrinhos - conta Roberto Ribeiro, editor da Casa 21, e um dos responsáveis pela produção da antiga Bienal Internacional de Quadrinhos, que foi realizada no Rio de 1991 a 1997.
O artista Marcelo Quintanilha, que mora em Barcelona, foi convidado para representar o grupo na inauguração. Ao lado do francês François Boucq, responsável por levar o trabalho do brasileiro ao mercado europeu, ele vai abrir a exposição e fazer uma palestra sobre a produção atual em quadrinhos. Nada mais natural para o niteroiense que já publicou em revistas internacionais e desenha a série "Sete balas para Oxford", escrita pelo argentino Jorge Zentner, com volumes já publicados pela importante editora belga Lombard, especializada no setor.
- Convidamos autores que estão em evidência, todos com chance de publicar na Europa. Também buscamos levar uma produção diversificada, de diferentes regiões do Brasil, com gente de Rio, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Santa Catarina - acrescenta Ribeiro.
Os currículos mostram que eles estão mesmo em evidência. O premiado Lourenço Mutarelli, quadrinista versátil com romances publicados, foi o responsável pelos desenhos atormentados da personagem "Nina", do filme homônimo de Heitor Dhalia, lançado ano passado. Um nome escolhido a dedo, já que o artista imprime a marca expressionista em seus trabalhos, com nanquim e personagens no limite. Dhalia ainda pretende adaptar para o cinema "O cheiro do ralo", romance de Mutarelli que trata de um comerciante que tenta se livrar do cheiro do ralo.
Ilustrações inéditas da série Cidades Ilustradas
Do outro lado, o carioca Cesar Lobo, com traços vivos e muita cor, foi quem criou as ilustrações sobre Curitiba para a série Cidades Ilustradas, da Casa 21, em parceria com a Esso, além de ter publicado seus desenhos em livros infantis e até em revistas jurídicas.
A série - que retrata cidades brasileiras e também tem edições publicadas sobre o Rio de Janeiro, sob o olhar do desenhista francês Jano, e sobre Belo Horizonte, na visão do espanhol Miguelanxo Prado - terá trabalhos inéditos expostos na França. São ilustrações de Quintanilha, que farão parte do livro sobre Salvador, a ser lançado em agosto; e do mineiro Marcelo Lelis, do livro "Cidades do Ouro" (Diamantina, São João Del Rey, Ouro Preto e Congonhas), com lançamento previsto para o IV Festival Internacional de Quadrinhos, que será realizado em outubro deste ano, em Belo Horizonte. Suzana Velasco - O Globo
"Fundo não é política cultural"
3/6/2005
João Batista de Andrade explica por que rejeita a proposta que tramita na Assembléia paulista
Para o secretário de Estado de Cultura, João Batista de Andrade, foi muito desgaste por nada o que se passou na Assembléia Legislativa de São Paulo na noite de terça-feira. Plenário lotado de artistas, a oposição tentou na marra pôr em votação o projeto que autoriza a criação do Fundo Estadual de Cultura, com uma previsão de R$ 100 milhões em recursos. Uma manobra orquestrada pelos governistas, no entanto, adiou a votação. Agora, o projeto de autoria do deputado Vicente Cândido (PT) tem de passar por várias comissões da Casa antes de voltar à apreciação.
A proposta já tramita há dois anos, mas no que depender do secretário não será votada. Ele, inclusive, acrescenta que trabalha num projeto mais amplo de política cultural para o Estado, que combina um fundo de Cultura com leis de incentivo - este, sim, terá apoio do governador Geraldo Alckmin e, por isso, mais chances de ser aprovado. Nesta entrevista ao Estado, João Batista detalha o que pretende fazer e fala das suas impressões sobre a confusão de terça-feira.
Foi precipitada a tentativa de votação do fundo?
Sim. Desde que entrei na secretaria (há um mês) estou trabalhando num projeto de lei mais abrangente para a Cultura. O fundo é só uma tentativa de resposta a uma necessidade de dinheiro, não é uma política cultural. Meu projeto prevê mais recursos e incluiu um fundo.
O sr. ficou surpreso com a iniciativa do presidente da Casa, Rodrigo Maia, de aceitar levar a proposta à votação?
Sim. Uma semana antes, eu havia me encontrado com ele na Assembléia. Eu disse que precisava de um mínimo de paciência para que a proposta fosse apresentada. Então, acho que foi uma decisão apressada.
O que o projeto tem de errado?
Ele é ruim e mal encaminhado. A tentativa de levá-lo à votação é para criar conflito com o governo, que neste momento se propõe a criar uma lei para a Cultura. A rigor, essa movimentação toda é para aprovar uma lei que não cria nada. O artigo primeiro já diz que ele autoriza o governador a criar o fundo, mas o governador não vai criar nada. Então, foi uma mobilização carregada de emoção, com desejos justos, para nada. Só serviu para alimentar conflitos políticos dentro do Legislativo, entre situação e oposição.
Mas não podemos creditar toda essa emoção justamente à demora na construção de uma política cultural para o Estado?
Sim, mas a política cultural também é política. Ali na Assembléia, estamos fazendo política, não peças de teatro, filmes e exposições. Temos conflitos políticos, que são dinâmicos. A entrada de uma pessoa na administração pública muda os rumos e ninguém quis prestar atenção nisso. O processo foi atropelado pela pressa de se pôr aquele projeto em votação. E com o objetivo de se ganhar do governo, o que só gera desgaste. Qualquer política cultural deve beber dessa verve da luta cultural, mas é preciso achar um caminho político para realizar esse desejo. Esse é o papel que eu posso exercer em São Paulo.
O que dizer a artistas como o dramaturgo Zé Celso Martinez Corrêa, a atriz Denise Fraga, o ator Sérgio Mamberti, entre outros, que foram à Assembléia esperando a votação e saíram de lá, à meia-noite, de mãos vazias?
É preciso tomar cuidado para não entrar numa farsa política. Estou trabalhando nos espaços que a política nos permite trabalhar. Os artistas que estavam lá são maravilhosos, tenho o maior respeito por eles, mas é outra discussão lá na Assembléia. A questão é política e você não pode entrar numa questão política sem ter uma visão clara do que está acontecendo. Estou sinceramente em paz com isso. Vou continuar trabalhando na minha proposta, que o governo assumirá como um projeto viável. Tenho esperança de que a gente saia de tudo isso ganhando.
Como é o seu projeto?
É uma conjugação de fundo com lei de incentivo. Não é bom na cultura você ter uma janela única para obtenção de recursos. A produção cultural que tem uma relação melhor com o marketing pode usar as leis. E os recursos públicos ficam para os projetos de pouco recursos. É a democratização do acesso, com mais recursos do que prevê aquele outro projeto. É mais correto, menos problemático e burocrático.
Será a tão esperada lei de incentivo estadual?
Sim, com renúncia de ICMS e eventualmente outros impostos. E se o Estado ajuda os seus produtores locais, eles passam a obter mais facilmente os recursos federais.
Já há uma data?
Não. Mas sei que o governo tem pressa com essa questão. O governador está comigo.
Por que o sr. criou um plano emergencial para o teatro?
Quando eu cheguei, vi que a secretaria não tinha mais as suas comissões de área. Só o cinema conseguiu criar um conselho e o teatro não tinha nada. Expus essa situação insustentável para o governador. E obtive uma sinalização positiva.
É um edital?
Sim, de R$ 3 milhões. É dinheiro para produção e popularização do teatro, além de apoio à dança. Patrícia Villalba - O Estado de São Paulo
3/6/2005
João Batista de Andrade explica por que rejeita a proposta que tramita na Assembléia paulista
Para o secretário de Estado de Cultura, João Batista de Andrade, foi muito desgaste por nada o que se passou na Assembléia Legislativa de São Paulo na noite de terça-feira. Plenário lotado de artistas, a oposição tentou na marra pôr em votação o projeto que autoriza a criação do Fundo Estadual de Cultura, com uma previsão de R$ 100 milhões em recursos. Uma manobra orquestrada pelos governistas, no entanto, adiou a votação. Agora, o projeto de autoria do deputado Vicente Cândido (PT) tem de passar por várias comissões da Casa antes de voltar à apreciação.
A proposta já tramita há dois anos, mas no que depender do secretário não será votada. Ele, inclusive, acrescenta que trabalha num projeto mais amplo de política cultural para o Estado, que combina um fundo de Cultura com leis de incentivo - este, sim, terá apoio do governador Geraldo Alckmin e, por isso, mais chances de ser aprovado. Nesta entrevista ao Estado, João Batista detalha o que pretende fazer e fala das suas impressões sobre a confusão de terça-feira.
Foi precipitada a tentativa de votação do fundo?
Sim. Desde que entrei na secretaria (há um mês) estou trabalhando num projeto de lei mais abrangente para a Cultura. O fundo é só uma tentativa de resposta a uma necessidade de dinheiro, não é uma política cultural. Meu projeto prevê mais recursos e incluiu um fundo.
O sr. ficou surpreso com a iniciativa do presidente da Casa, Rodrigo Maia, de aceitar levar a proposta à votação?
Sim. Uma semana antes, eu havia me encontrado com ele na Assembléia. Eu disse que precisava de um mínimo de paciência para que a proposta fosse apresentada. Então, acho que foi uma decisão apressada.
O que o projeto tem de errado?
Ele é ruim e mal encaminhado. A tentativa de levá-lo à votação é para criar conflito com o governo, que neste momento se propõe a criar uma lei para a Cultura. A rigor, essa movimentação toda é para aprovar uma lei que não cria nada. O artigo primeiro já diz que ele autoriza o governador a criar o fundo, mas o governador não vai criar nada. Então, foi uma mobilização carregada de emoção, com desejos justos, para nada. Só serviu para alimentar conflitos políticos dentro do Legislativo, entre situação e oposição.
Mas não podemos creditar toda essa emoção justamente à demora na construção de uma política cultural para o Estado?
Sim, mas a política cultural também é política. Ali na Assembléia, estamos fazendo política, não peças de teatro, filmes e exposições. Temos conflitos políticos, que são dinâmicos. A entrada de uma pessoa na administração pública muda os rumos e ninguém quis prestar atenção nisso. O processo foi atropelado pela pressa de se pôr aquele projeto em votação. E com o objetivo de se ganhar do governo, o que só gera desgaste. Qualquer política cultural deve beber dessa verve da luta cultural, mas é preciso achar um caminho político para realizar esse desejo. Esse é o papel que eu posso exercer em São Paulo.
O que dizer a artistas como o dramaturgo Zé Celso Martinez Corrêa, a atriz Denise Fraga, o ator Sérgio Mamberti, entre outros, que foram à Assembléia esperando a votação e saíram de lá, à meia-noite, de mãos vazias?
É preciso tomar cuidado para não entrar numa farsa política. Estou trabalhando nos espaços que a política nos permite trabalhar. Os artistas que estavam lá são maravilhosos, tenho o maior respeito por eles, mas é outra discussão lá na Assembléia. A questão é política e você não pode entrar numa questão política sem ter uma visão clara do que está acontecendo. Estou sinceramente em paz com isso. Vou continuar trabalhando na minha proposta, que o governo assumirá como um projeto viável. Tenho esperança de que a gente saia de tudo isso ganhando.
Como é o seu projeto?
É uma conjugação de fundo com lei de incentivo. Não é bom na cultura você ter uma janela única para obtenção de recursos. A produção cultural que tem uma relação melhor com o marketing pode usar as leis. E os recursos públicos ficam para os projetos de pouco recursos. É a democratização do acesso, com mais recursos do que prevê aquele outro projeto. É mais correto, menos problemático e burocrático.
Será a tão esperada lei de incentivo estadual?
Sim, com renúncia de ICMS e eventualmente outros impostos. E se o Estado ajuda os seus produtores locais, eles passam a obter mais facilmente os recursos federais.
Já há uma data?
Não. Mas sei que o governo tem pressa com essa questão. O governador está comigo.
Por que o sr. criou um plano emergencial para o teatro?
Quando eu cheguei, vi que a secretaria não tinha mais as suas comissões de área. Só o cinema conseguiu criar um conselho e o teatro não tinha nada. Expus essa situação insustentável para o governador. E obtive uma sinalização positiva.
É um edital?
Sim, de R$ 3 milhões. É dinheiro para produção e popularização do teatro, além de apoio à dança. Patrícia Villalba - O Estado de São Paulo
Senado aprova em segundo turno o Plano Nacional de Cultura
02/06/2005, 12h39
Brasília - O Senado aprovou em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o Plano Nacional de Cultura para promover o desenvolvimento cultural do país e a integração das ações do poder público. A proposta agora precisa ser promulgada pelo Congresso Nacional.
O plano, que deve ser plurianual, prevê a defesa e a valorização do patrimônio cultural brasileiro, produção, promoção e difusão de bens culturais, democratização do acesso aos bens culturais e valorização da diversidade étnica e regional. O plano deve sugerir ainda um percentual do orçamento da União para que a cultura tenha uma cota definida como as demais áreas.
A justificativa da proposta diz que a necessidade da elaboração de um Plano Nacional de Cultura deve-se ao fato de que o tema ainda não está no rol das importantes políticas públicas. "Muito ainda precisa ser feito para que a cultura se constitua, de fato, um direito de todos e não um privilégio de poucos. O Plano Nacional de Cultura sinaliza nessa direção, ao ter como pressuposto básico a efetiva democratização do acesso aos bens culturais", diz a proposta.
No dia 23 de fevereiro, o Senado aprovou, em primeiro turno, a proposta do deputado Gilmar Machado (PT-MG). Na ocasião, o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, afirmou que o Plano Nacional de Cultura dá grande responsabilidade ao ministério. "Pois sinaliza a transformação das políticas culturais como políticas estratégicas do Estado. E essa responsabilidade coincide com o trabalho que o ministro Gilberto Gil vem fazendo para que as políticas culturais se tornem parte do núcleo central da ação do governo".
A proposta de criar a PEC surgiu na Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2000 na Câmara dos Deputados, com a presença de 2.000 pessoas da sociedade civil.
Com informações da Agência Senado. Luciana Vasconcelos - Portal da Cidadania - Radiobrás
02/06/2005, 12h39
Brasília - O Senado aprovou em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o Plano Nacional de Cultura para promover o desenvolvimento cultural do país e a integração das ações do poder público. A proposta agora precisa ser promulgada pelo Congresso Nacional.
O plano, que deve ser plurianual, prevê a defesa e a valorização do patrimônio cultural brasileiro, produção, promoção e difusão de bens culturais, democratização do acesso aos bens culturais e valorização da diversidade étnica e regional. O plano deve sugerir ainda um percentual do orçamento da União para que a cultura tenha uma cota definida como as demais áreas.
A justificativa da proposta diz que a necessidade da elaboração de um Plano Nacional de Cultura deve-se ao fato de que o tema ainda não está no rol das importantes políticas públicas. "Muito ainda precisa ser feito para que a cultura se constitua, de fato, um direito de todos e não um privilégio de poucos. O Plano Nacional de Cultura sinaliza nessa direção, ao ter como pressuposto básico a efetiva democratização do acesso aos bens culturais", diz a proposta.
No dia 23 de fevereiro, o Senado aprovou, em primeiro turno, a proposta do deputado Gilmar Machado (PT-MG). Na ocasião, o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, afirmou que o Plano Nacional de Cultura dá grande responsabilidade ao ministério. "Pois sinaliza a transformação das políticas culturais como políticas estratégicas do Estado. E essa responsabilidade coincide com o trabalho que o ministro Gilberto Gil vem fazendo para que as políticas culturais se tornem parte do núcleo central da ação do governo".
A proposta de criar a PEC surgiu na Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2000 na Câmara dos Deputados, com a presença de 2.000 pessoas da sociedade civil.
Com informações da Agência Senado. Luciana Vasconcelos - Portal da Cidadania - Radiobrás
Mercado de Comunicação
A Sun compra a StorageTek e paga US$ 4,1 bilhões
3/6/2005
Depois da aquisição, empresa ainda tem US$ 4,5 bilhões em caixa e quer fazer novas compras. A Sun Microsystems Corp. formalizou ontem a compra da Storage Technology Corp. (StorageTek), especializada em soluções de armazenamento de dados, por US$ 4,1 bilhões. Os investidores da StorageTek receberão US$ 37 por ação em dinheiro, o que representa um ágio de 18% sobre o preço de fechamento de anteontem das ações da fabricante de storage. É a maior aquisição do setor de Tecnologia da Informação (TI) neste ano e confirma as previsões de analistas de que as aquisições no mercado devem se manter aquecidas.
A compra da StorageTek também é a maior já realizada pela Sun, que promete não parar. Há menos de um mês, a Sun comprou a empresa de software Tarantella e, mesmo absorvendo a StorageTek, ainda possui US$ 4,5 bilhões em caixa para novas aquisições. "Essa estratégia de fazer mais aquisições será mantida", assegurou o presidente da Sun do Brasil, Cleber de Morais.
"A compra da StorageTek é bastante positiva pois complementa nosso portfólio de produtos em 100%, disse Morais. Segundo ele, cerca de 25% do faturamento da companhia é proveniente de negócios com storage - um dos segmentos que mais cresce na empresa - e expectativa é com a fusão é incrementar a receita e melhorar a rentabilidade. A integração, que deverá ocorrer nos próximos seis meses, será tranqüila, segundo Morais. "Somos parceiros há dez anos e estamos acostumados a trabalhar juntos."
Na opinião do analista de servidores e de storage da consultoria IDC Brasil, Reinaldo Roveri, é provável que essa fusão seja realmente mais tranqüila do que a da Hewlett-Packard (HP) com a Compaq e a da Oracle com a PeopleSoft. Nesses dois casos, as duas empresas adquiridas eram rivais de mercado das que compraram.
"O impacto dessa fusão será um acirramento na concorrência, principalmente no mercado de processamento de grande capacidade, pois a Sun começa a competir com a IBM e HP na oferta de soluções completas de storage", disse. Ele lembrou que a Sun possuía somente disco de storage mas não tinha as fitas, fitotecas e também o software de gerenciamento do ciclo de vida da informação (ILM), que serão agregadas ao portfólio com a StorageTek.
Para o diretor de estratégia da E-Consulting, Daniel Domeneghetti, essa fusão é sinal claro de que o mercado de TI está se consolidando. "O número de empresas deve diminuir por uma questão de adequação da concorrência", disse. "Trata-se de uma estratégia de melhorar os resultados da companhia para os acionistas", acrecentou.
A aquisição aumentará a concorrência da Sun com a IBM e com a EMC, num momento em que o principal executivo da Sun, Scott McNealy, tenta recuperar participação de mercado e estancar os prejuízos, segundo especialistas americanos. No último ano, McNealy ampliou o número de softwares e serviços oferecidos por sua empresa para aumentar sua linha de produtos e a aquisição da StorageTek elevará receita anual da Sun de US$ 11,2 para US$ 13,3 bilhões. "Nossos clientes ficarão felizes de morrer com o aumento da escala e do alcance de nossos produtos", disse McNealy em conferência por telefone realizada ontem. "O armazenamento e a administração de dados, além do gerenciamento de ativos fundamentais das empresas, estão se tornando mais importantes na resolução de problemas de redes de computadores."
A participação no mercado de servidores da Sun caiu de 10,3% para 9,5% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2004, segundo dados da empresa de pesquisa Gartner Inc.. A IBM detinha 29,8% desse mercado. A HP, 28,1%, e a participação da Dell Inc. havia crescido para 10,8%. A Sun é a quinta maior fabricante mundial de computadores para armazenamento e, no ano passado, sua fatia desse mercado caiu para 6,2%, contra os 6,8%, segundo a IDC. Rosana Hessel - Gazeta Mercantil
A Sun compra a StorageTek e paga US$ 4,1 bilhões
3/6/2005
Depois da aquisição, empresa ainda tem US$ 4,5 bilhões em caixa e quer fazer novas compras. A Sun Microsystems Corp. formalizou ontem a compra da Storage Technology Corp. (StorageTek), especializada em soluções de armazenamento de dados, por US$ 4,1 bilhões. Os investidores da StorageTek receberão US$ 37 por ação em dinheiro, o que representa um ágio de 18% sobre o preço de fechamento de anteontem das ações da fabricante de storage. É a maior aquisição do setor de Tecnologia da Informação (TI) neste ano e confirma as previsões de analistas de que as aquisições no mercado devem se manter aquecidas.
A compra da StorageTek também é a maior já realizada pela Sun, que promete não parar. Há menos de um mês, a Sun comprou a empresa de software Tarantella e, mesmo absorvendo a StorageTek, ainda possui US$ 4,5 bilhões em caixa para novas aquisições. "Essa estratégia de fazer mais aquisições será mantida", assegurou o presidente da Sun do Brasil, Cleber de Morais.
"A compra da StorageTek é bastante positiva pois complementa nosso portfólio de produtos em 100%, disse Morais. Segundo ele, cerca de 25% do faturamento da companhia é proveniente de negócios com storage - um dos segmentos que mais cresce na empresa - e expectativa é com a fusão é incrementar a receita e melhorar a rentabilidade. A integração, que deverá ocorrer nos próximos seis meses, será tranqüila, segundo Morais. "Somos parceiros há dez anos e estamos acostumados a trabalhar juntos."
Na opinião do analista de servidores e de storage da consultoria IDC Brasil, Reinaldo Roveri, é provável que essa fusão seja realmente mais tranqüila do que a da Hewlett-Packard (HP) com a Compaq e a da Oracle com a PeopleSoft. Nesses dois casos, as duas empresas adquiridas eram rivais de mercado das que compraram.
"O impacto dessa fusão será um acirramento na concorrência, principalmente no mercado de processamento de grande capacidade, pois a Sun começa a competir com a IBM e HP na oferta de soluções completas de storage", disse. Ele lembrou que a Sun possuía somente disco de storage mas não tinha as fitas, fitotecas e também o software de gerenciamento do ciclo de vida da informação (ILM), que serão agregadas ao portfólio com a StorageTek.
Para o diretor de estratégia da E-Consulting, Daniel Domeneghetti, essa fusão é sinal claro de que o mercado de TI está se consolidando. "O número de empresas deve diminuir por uma questão de adequação da concorrência", disse. "Trata-se de uma estratégia de melhorar os resultados da companhia para os acionistas", acrecentou.
A aquisição aumentará a concorrência da Sun com a IBM e com a EMC, num momento em que o principal executivo da Sun, Scott McNealy, tenta recuperar participação de mercado e estancar os prejuízos, segundo especialistas americanos. No último ano, McNealy ampliou o número de softwares e serviços oferecidos por sua empresa para aumentar sua linha de produtos e a aquisição da StorageTek elevará receita anual da Sun de US$ 11,2 para US$ 13,3 bilhões. "Nossos clientes ficarão felizes de morrer com o aumento da escala e do alcance de nossos produtos", disse McNealy em conferência por telefone realizada ontem. "O armazenamento e a administração de dados, além do gerenciamento de ativos fundamentais das empresas, estão se tornando mais importantes na resolução de problemas de redes de computadores."
A participação no mercado de servidores da Sun caiu de 10,3% para 9,5% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2004, segundo dados da empresa de pesquisa Gartner Inc.. A IBM detinha 29,8% desse mercado. A HP, 28,1%, e a participação da Dell Inc. havia crescido para 10,8%. A Sun é a quinta maior fabricante mundial de computadores para armazenamento e, no ano passado, sua fatia desse mercado caiu para 6,2%, contra os 6,8%, segundo a IDC. Rosana Hessel - Gazeta Mercantil
Regulação
Superintendente da Anatel defende assinatura básica de telefones fixos
2/6/2005,19h16
Brasília - A assinatura básica na área de telefonia fixa é indispensável para cobrir os custos fixos do setor, segundo o superintendente de serviços públicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marcos Bafutto. Segundo ele, esses custos fixos representam 71,5% das despesas totais das telefônicas que atuam no país.
Bafutto disse, entretanto, que a assinatura básica de telefonia móvel pode ser dispensada, pois não há custo com a manutenção de uma rede física.
O superintendente da Anatel afirmou que a cobrança de assinatura é prática normal na maioria dos países. Em casos como o México e a Austrália, que não têm assinatura, a cobrança é feita por chamadas e não por tempo. Ele disse que os contratos das empresas de telefonia serão revistos e que em janeiro de 2006 novas modificações entrarão em vigor para beneficiar os usuários. Entre as mudanças, estão a conversão pulso-minuto, o detalhamento da conta telefônica local e a eliminação das habilitações.
De acordo com o coordenador do Fórum Nacional dos Procons, Arquimedes Pedreira Franco, o simples fato de eliminar a cobrança não vai resolver o problema da telefonia. "Há a necessidade de se rever a lei geral de telecomunicações e também a revisão de concessão". Para ele, a preocupação maior são os pulsos cobrados dentro das assinaturas básicas. "A assinatura traz embutida uma autorização do uso de 100 pulsos que o consumidor não tem certeza de quanto é cobrado, porque simplesmente as faturas não informam o valor corretamente". Segundo Franco, caso a assinatura seja suspensa, esses pulsos serão tarifados separadamente. "Se pudermos evitar a cobrança da assinatura básica não vamos poder isentar ninguém da cobrança dos pulsos". Ele disse ainda que, em relação à taxa de inflação, as assinaturas básicas são onerosas, pois são acrescidos mais 9% do Índice Geral de Preço de Disponibilidade ao Consumidor (IGPDI).
A posição da Associação Brasileira de Telefonia Fixa (Abrafix) é em defesa da continuidade da estrutura tarifária da forma como ela está montada. Segundo o presidente da Abrafix, José Fernandes Pauletti, está havendo um tratamento político de uma questão que é técnica e está em cima de uma modelagem econômica. "O consumidor é insatisfeito. No momento em que se pergunta se ele quer pagar impostos, é óbvio que a resposta será 'não quero pagar'. Assim, teremos milhões de assinaturas nesse sentido", disse. A respeito dos 100 pulsos, Pauletti afirmou que esse valor pode ser modificado, mas com algumas mudanças. "Se diminuir de um lugar, temos que ver onde aumenta, porque senão o modelo não se sustenta", concluiu.
O seminário Assinatura Básica de Telefonia Fixa, realizado hoje (02) pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, foi sugerido pelo deputado Luiz Antônio Fleury (PTB/SP) a partir das 327 mil ligações que o Disque-Câmara recebeu no ano passado em apoio ao Projeto de Lei 5476/01, que acaba com a cobrança da assinatura básica.
Para Fleury, é necessário que os usuários tenham meios de obter informações a respeito da composição da tarifa básica, que inclui os custos de manutenção da rede. As propostas levantadas no encontro serão colocadas em um documento que será encaminhado para a comissão especial que analisa o Projeto de Lei. Danielle Coimbra - Portal da Cidadania - Radiobrás
Superintendente da Anatel defende assinatura básica de telefones fixos
2/6/2005,19h16
Brasília - A assinatura básica na área de telefonia fixa é indispensável para cobrir os custos fixos do setor, segundo o superintendente de serviços públicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marcos Bafutto. Segundo ele, esses custos fixos representam 71,5% das despesas totais das telefônicas que atuam no país.
Bafutto disse, entretanto, que a assinatura básica de telefonia móvel pode ser dispensada, pois não há custo com a manutenção de uma rede física.
O superintendente da Anatel afirmou que a cobrança de assinatura é prática normal na maioria dos países. Em casos como o México e a Austrália, que não têm assinatura, a cobrança é feita por chamadas e não por tempo. Ele disse que os contratos das empresas de telefonia serão revistos e que em janeiro de 2006 novas modificações entrarão em vigor para beneficiar os usuários. Entre as mudanças, estão a conversão pulso-minuto, o detalhamento da conta telefônica local e a eliminação das habilitações.
De acordo com o coordenador do Fórum Nacional dos Procons, Arquimedes Pedreira Franco, o simples fato de eliminar a cobrança não vai resolver o problema da telefonia. "Há a necessidade de se rever a lei geral de telecomunicações e também a revisão de concessão". Para ele, a preocupação maior são os pulsos cobrados dentro das assinaturas básicas. "A assinatura traz embutida uma autorização do uso de 100 pulsos que o consumidor não tem certeza de quanto é cobrado, porque simplesmente as faturas não informam o valor corretamente". Segundo Franco, caso a assinatura seja suspensa, esses pulsos serão tarifados separadamente. "Se pudermos evitar a cobrança da assinatura básica não vamos poder isentar ninguém da cobrança dos pulsos". Ele disse ainda que, em relação à taxa de inflação, as assinaturas básicas são onerosas, pois são acrescidos mais 9% do Índice Geral de Preço de Disponibilidade ao Consumidor (IGPDI).
A posição da Associação Brasileira de Telefonia Fixa (Abrafix) é em defesa da continuidade da estrutura tarifária da forma como ela está montada. Segundo o presidente da Abrafix, José Fernandes Pauletti, está havendo um tratamento político de uma questão que é técnica e está em cima de uma modelagem econômica. "O consumidor é insatisfeito. No momento em que se pergunta se ele quer pagar impostos, é óbvio que a resposta será 'não quero pagar'. Assim, teremos milhões de assinaturas nesse sentido", disse. A respeito dos 100 pulsos, Pauletti afirmou que esse valor pode ser modificado, mas com algumas mudanças. "Se diminuir de um lugar, temos que ver onde aumenta, porque senão o modelo não se sustenta", concluiu.
O seminário Assinatura Básica de Telefonia Fixa, realizado hoje (02) pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, foi sugerido pelo deputado Luiz Antônio Fleury (PTB/SP) a partir das 327 mil ligações que o Disque-Câmara recebeu no ano passado em apoio ao Projeto de Lei 5476/01, que acaba com a cobrança da assinatura básica.
Para Fleury, é necessário que os usuários tenham meios de obter informações a respeito da composição da tarifa básica, que inclui os custos de manutenção da rede. As propostas levantadas no encontro serão colocadas em um documento que será encaminhado para a comissão especial que analisa o Projeto de Lei. Danielle Coimbra - Portal da Cidadania - Radiobrás
Assinatura básica de telefone é tema de seminário na Câmara
02/06/2005, 6h18
Brasília - A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira (2), a partir das 10 horas, o seminário Assinatura Básica: Por quê? O encontro deverá ser aberto pelo presidente da Casa, Severino Cavancanti.
A Câmara deve entregar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reclamações contidas em mais de 30 mil correspondências recebidas. Estarão presentes ainda o superintendente de serviços públicos da Anatel, Marcos Bafutto, o presidente da Associação Brasileira de Telefonia Fixa (Abrafix), José Fernandes Pauletti, e o coordenador do Fórum Nacional dos Procons, Arquimedes Pedreira Franco, entre outros. 02/06/2005
02/06/2005, 6h18
Brasília - A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira (2), a partir das 10 horas, o seminário Assinatura Básica: Por quê? O encontro deverá ser aberto pelo presidente da Casa, Severino Cavancanti.
A Câmara deve entregar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reclamações contidas em mais de 30 mil correspondências recebidas. Estarão presentes ainda o superintendente de serviços públicos da Anatel, Marcos Bafutto, o presidente da Associação Brasileira de Telefonia Fixa (Abrafix), José Fernandes Pauletti, e o coordenador do Fórum Nacional dos Procons, Arquimedes Pedreira Franco, entre outros. 02/06/2005
Os marcos da Anatel
3/6/2005
As novas regras para os serviços de telefonia fixa em estudo na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prenunciam a adoção de modelo mais vantajoso aos consumidores. Há muito as empresas do setor figuram em primeiro lugar entre as que burlam direitos de usuários. São causas da anomalia tanto expedientes intencionais para ampliar lucros quanto a inexistência de normatização mais explícita a cargo do poder público. Ambas as fontes de disfunções deverão ser extintas caso prevaleçam os conceitos operacionais e a definição de obrigações e deveres em processo de elaboração na Anatel.
Entre as mudanças previstas destaca-se a concessão ao usuário do direito de portabilidade. Dá-se-lhe, assim, a prerrogativa de manter o número do telefone quando decidir transferir-se de uma operadora para outra. Na prática, significa que o número torna-se propriedade do cliente, não da concessionária do serviço, como ocorre hoje. Muitos dos contratos atuais contêm cláusula mediante a qual, em contraprestação a tarifas mais baratas, o assinante fica obrigado a manter-se vinculado à empresa por determinado tempo, de costume superior a um ano. Nas inovações projetadas, permite-se a norma vinculativa, mas por prazo não superior a seis meses.
Outra novidade situa-se nos preços para a transferência de linhas de um endereço para outro. A agência vai estabelecer que tal encargo deverá ser menor do que aquele cobrado na instalação de uma linha nova. Também prevê como obrigação das telefônicas ressarcirem despesas resultantes da reparação de danos nos telefones causados por falhas do sistema elétrico. Alteração igualmente importante, atinente a um dos direitos mais desrespeitados, é a determinação para que as centrais de assistência ao cliente funcionem durante as 24 horas do dia. Ainda para atender a reclamos generalizados, a proposta da Anatel exige na fatura a discriminação do uso do serviço não por impulsos - como ocorre hoje -, mas por minuto e com discriminação de custos.
Previstos para entrarem em vigor no próximo ano, os marcos regulatórios serão antes abertos a consulta pública a fim de colher opiniões e sugestões de todos os interessados, até por meio de correspondência postal e da internet. É condição para que as mudanças expressem as aspirações do consumidor e se conciliem com os aspectos operacionais que as manifestações da sociedade sejam as mais amplas possíveis.
Caso prosperem segundo o planejamento da Anatel, os mecanismos de regulação tendem a instalar entre as operadoras concorrência mais afeita ao regime de mercado. Uma vez posta a competitividade sobre o plano do equilíbrio, com certeza alcançar-se-ão o fortalecimento e o desenvolvimento do setor e adequada proteção aos direitos do consumidor. Não é de outra forma que se devem movimentar os agentes econômicos nos mercados capitalistas bem estruturados. Correio Braziliense
3/6/2005
As novas regras para os serviços de telefonia fixa em estudo na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prenunciam a adoção de modelo mais vantajoso aos consumidores. Há muito as empresas do setor figuram em primeiro lugar entre as que burlam direitos de usuários. São causas da anomalia tanto expedientes intencionais para ampliar lucros quanto a inexistência de normatização mais explícita a cargo do poder público. Ambas as fontes de disfunções deverão ser extintas caso prevaleçam os conceitos operacionais e a definição de obrigações e deveres em processo de elaboração na Anatel.
Entre as mudanças previstas destaca-se a concessão ao usuário do direito de portabilidade. Dá-se-lhe, assim, a prerrogativa de manter o número do telefone quando decidir transferir-se de uma operadora para outra. Na prática, significa que o número torna-se propriedade do cliente, não da concessionária do serviço, como ocorre hoje. Muitos dos contratos atuais contêm cláusula mediante a qual, em contraprestação a tarifas mais baratas, o assinante fica obrigado a manter-se vinculado à empresa por determinado tempo, de costume superior a um ano. Nas inovações projetadas, permite-se a norma vinculativa, mas por prazo não superior a seis meses.
Outra novidade situa-se nos preços para a transferência de linhas de um endereço para outro. A agência vai estabelecer que tal encargo deverá ser menor do que aquele cobrado na instalação de uma linha nova. Também prevê como obrigação das telefônicas ressarcirem despesas resultantes da reparação de danos nos telefones causados por falhas do sistema elétrico. Alteração igualmente importante, atinente a um dos direitos mais desrespeitados, é a determinação para que as centrais de assistência ao cliente funcionem durante as 24 horas do dia. Ainda para atender a reclamos generalizados, a proposta da Anatel exige na fatura a discriminação do uso do serviço não por impulsos - como ocorre hoje -, mas por minuto e com discriminação de custos.
Previstos para entrarem em vigor no próximo ano, os marcos regulatórios serão antes abertos a consulta pública a fim de colher opiniões e sugestões de todos os interessados, até por meio de correspondência postal e da internet. É condição para que as mudanças expressem as aspirações do consumidor e se conciliem com os aspectos operacionais que as manifestações da sociedade sejam as mais amplas possíveis.
Caso prosperem segundo o planejamento da Anatel, os mecanismos de regulação tendem a instalar entre as operadoras concorrência mais afeita ao regime de mercado. Uma vez posta a competitividade sobre o plano do equilíbrio, com certeza alcançar-se-ão o fortalecimento e o desenvolvimento do setor e adequada proteção aos direitos do consumidor. Não é de outra forma que se devem movimentar os agentes econômicos nos mercados capitalistas bem estruturados. Correio Braziliense
Telecom
Telecom Italia pode ter controle da Telemar
3/6/2005
Mais uma reviravolta na disputa entre as telefônicas: o Opportunity fechou acordo com a Telecom Italia que garante aos europeus direito de preferência na compra das ações que o grupo brasileiro possui na Argolis, a controladora da Telemar, empresa de telefonia fixa que atende 16 Estados brasileiros.
Como o Opportunity é o maior investidor individual da Argolis (detém 45,2% do capital social da empresa), se a venda for efetivada, os italianos poderão participar do bloco de controle da Telemar. A operadora é controlada por grupos nacionais, como Andrade Gutierrez, La Fonte e GP.
Para especialistas consultados pela Folha, a divulgação desse acordo pode interferir nos rumos da venda da Brasil Telecom (BrT), operadora de telefonia fixa responsável por Estados do Centro-Oeste e do Norte, e abrir flanco para acirrar as disputas societárias no setor de telecomunicações.
A BrT pertence a três acionistas: Citigroup, fundos de pensão e o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. A Telecom Italia também participa da empresa.
Citi e fundos são aliados. Tentam isolar o Opportunity e afastá-lo definitivamente da operadora. Isso porque consideram que o Opportunity, mesmo com participação menor que os outros dois, manobrou para se apoderar da Brasil Telecom.
Após cinco anos de intensas disputas, repletas de traições e segredos, os três sócios dizem querer sair da Brasil Telecom. Até abril, a Telecom Italia -braço da Pirelli nas telecomunicações- era tida como a compradora potencial da parte dos fundos e do Citi na Brasil Telecom. Os italianos eram alinhados com os fundos de pensão.
No entanto, desconfiada de que outro comprador estava no páreo, a Telecom Italia fechou dois acordos com o Opportunity. Um, divulgado em abril, dava conta de que os italianos haviam comprado a parte do banco de Dantas na Brasil Telecom. Outro, revelado agora pela Folha, dá direito à preferência na compra das ações na cadeia de controle da Telemar. Resultado: perdeu a confiança dos fundos.
Adaptações
O problema para a Telemar assumir a Brasil Telecom, por enquanto, é a lei. Segundo as normas vigentes no Brasil, o mesmo grupo não pode controlar duas operadoras de telefonia -o que aconteceria se a Telemar comprasse a BrT. O mesmo vale para a Telecom Italia. Caso o negócio com o Opportunity na Argolis seja concretizado, os italianos ficam na BrT e na Telemar.
O controle de duas operadoras por uma empresa teria de passar pelo governo e pelo Congresso. O Executivo delinearia mudanças na Lei de Concessões e na Lei Geral de Telecomunicações, que seriam votadas pelo Legislativo.
A Casa Civil estuda alterações na Lei de Concessões. As modificações vêm sendo defendido abertamente por integrantes do Poder Executivo.
Segredo
Cientes da possibilidade de o jogo ser decidido à sua revelia, os italianos decidiram se precaver. Na avaliação de especialistas em telecomunicações, se a Telemar levar adiante a intenção de se tornar sócia da Brasil Telecom, a Telecom Italia poderia entrar como acionista no bloco de controle da Telemar. Por isso, o acordo foi mantido em sigilo.
O entendimento da Telecom Italia e do Opportunity foi que o acordo não precisava ser reportado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), sob alegação de que o pacto é apenas uma expectativa, que só poderá ser concretizada atendendo a duas condições: o Opportunity decidir pela venda de sua participação na Argolis e os italianos darem um lance igual ou maior ao de outros interessados.
Por outro lado, um grupo de representantes da Telecom Italia e do Citi tem "conversado", na Itália. Nenhum dos lados admite a negociação efetiva.
Os fundos de pensão e o Citi foram pegos de surpresa ao receber a notícia de mais um acordo entre Telecom Italia e Opportunity. Ontem mesmo, porém, representantes de ambas as partes se debruçaram sobre o assunto.
Nada indica que os fundos e o Citi aceitarão passivamente a jogada da Telecom Italia. Ambos deverão apresentar reclamações à Justiça, a exemplo do que fizeram em relação ao outro acordo firmado entre Opportunity e Telecom Italia.
Citi e fundos têm obtido sucessivas vitórias judiciais no caso envolvendo a Brasil Telecom. Ontem, em Nova York, o juiz Lewis Kaplan, da Justiça de Nova York, concedeu uma liminar que suspendeu o acordo em que o Opportunity vendeu à Telecom Italia suas ações na BrT (Leia texto abaixo).
O Opportunity mandou uma carta ao juiz Kaplan. No texto, o banco informa ao magistrado sobre o compromisso de compra futura das ações do Citi na Brasil Telecom pelos fundos de pensão.
Outra liminar foi mantida pela Justiça brasileira, a que proíbe a fusão entre a TIM (Telecom Italia Móvel) e BrT GSM, braço da Brasil Telecom na telefonia celular. O juiz Luiz Roberto Ayoub atendeu a pedido dos fundos de pensão.
Composição
O modelo acionário intricado da Brasil Telecom e da Telemar é herança da privatização do Sistema Telebrás, ocorrida em 1998, no governo FHC.
à época, a estatal foi fatiada em várias operadoras fixas. Os compradores se organizaram em consórcios -formados por investidores financeiros, operacionais e administradores. JANAíNA LEITE - Folha de São Paulo
Telecom Italia pode ter controle da Telemar
3/6/2005
Mais uma reviravolta na disputa entre as telefônicas: o Opportunity fechou acordo com a Telecom Italia que garante aos europeus direito de preferência na compra das ações que o grupo brasileiro possui na Argolis, a controladora da Telemar, empresa de telefonia fixa que atende 16 Estados brasileiros.
Como o Opportunity é o maior investidor individual da Argolis (detém 45,2% do capital social da empresa), se a venda for efetivada, os italianos poderão participar do bloco de controle da Telemar. A operadora é controlada por grupos nacionais, como Andrade Gutierrez, La Fonte e GP.
Para especialistas consultados pela Folha, a divulgação desse acordo pode interferir nos rumos da venda da Brasil Telecom (BrT), operadora de telefonia fixa responsável por Estados do Centro-Oeste e do Norte, e abrir flanco para acirrar as disputas societárias no setor de telecomunicações.
A BrT pertence a três acionistas: Citigroup, fundos de pensão e o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. A Telecom Italia também participa da empresa.
Citi e fundos são aliados. Tentam isolar o Opportunity e afastá-lo definitivamente da operadora. Isso porque consideram que o Opportunity, mesmo com participação menor que os outros dois, manobrou para se apoderar da Brasil Telecom.
Após cinco anos de intensas disputas, repletas de traições e segredos, os três sócios dizem querer sair da Brasil Telecom. Até abril, a Telecom Italia -braço da Pirelli nas telecomunicações- era tida como a compradora potencial da parte dos fundos e do Citi na Brasil Telecom. Os italianos eram alinhados com os fundos de pensão.
No entanto, desconfiada de que outro comprador estava no páreo, a Telecom Italia fechou dois acordos com o Opportunity. Um, divulgado em abril, dava conta de que os italianos haviam comprado a parte do banco de Dantas na Brasil Telecom. Outro, revelado agora pela Folha, dá direito à preferência na compra das ações na cadeia de controle da Telemar. Resultado: perdeu a confiança dos fundos.
Adaptações
O problema para a Telemar assumir a Brasil Telecom, por enquanto, é a lei. Segundo as normas vigentes no Brasil, o mesmo grupo não pode controlar duas operadoras de telefonia -o que aconteceria se a Telemar comprasse a BrT. O mesmo vale para a Telecom Italia. Caso o negócio com o Opportunity na Argolis seja concretizado, os italianos ficam na BrT e na Telemar.
O controle de duas operadoras por uma empresa teria de passar pelo governo e pelo Congresso. O Executivo delinearia mudanças na Lei de Concessões e na Lei Geral de Telecomunicações, que seriam votadas pelo Legislativo.
A Casa Civil estuda alterações na Lei de Concessões. As modificações vêm sendo defendido abertamente por integrantes do Poder Executivo.
Segredo
Cientes da possibilidade de o jogo ser decidido à sua revelia, os italianos decidiram se precaver. Na avaliação de especialistas em telecomunicações, se a Telemar levar adiante a intenção de se tornar sócia da Brasil Telecom, a Telecom Italia poderia entrar como acionista no bloco de controle da Telemar. Por isso, o acordo foi mantido em sigilo.
O entendimento da Telecom Italia e do Opportunity foi que o acordo não precisava ser reportado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), sob alegação de que o pacto é apenas uma expectativa, que só poderá ser concretizada atendendo a duas condições: o Opportunity decidir pela venda de sua participação na Argolis e os italianos darem um lance igual ou maior ao de outros interessados.
Por outro lado, um grupo de representantes da Telecom Italia e do Citi tem "conversado", na Itália. Nenhum dos lados admite a negociação efetiva.
Os fundos de pensão e o Citi foram pegos de surpresa ao receber a notícia de mais um acordo entre Telecom Italia e Opportunity. Ontem mesmo, porém, representantes de ambas as partes se debruçaram sobre o assunto.
Nada indica que os fundos e o Citi aceitarão passivamente a jogada da Telecom Italia. Ambos deverão apresentar reclamações à Justiça, a exemplo do que fizeram em relação ao outro acordo firmado entre Opportunity e Telecom Italia.
Citi e fundos têm obtido sucessivas vitórias judiciais no caso envolvendo a Brasil Telecom. Ontem, em Nova York, o juiz Lewis Kaplan, da Justiça de Nova York, concedeu uma liminar que suspendeu o acordo em que o Opportunity vendeu à Telecom Italia suas ações na BrT (Leia texto abaixo).
O Opportunity mandou uma carta ao juiz Kaplan. No texto, o banco informa ao magistrado sobre o compromisso de compra futura das ações do Citi na Brasil Telecom pelos fundos de pensão.
Outra liminar foi mantida pela Justiça brasileira, a que proíbe a fusão entre a TIM (Telecom Italia Móvel) e BrT GSM, braço da Brasil Telecom na telefonia celular. O juiz Luiz Roberto Ayoub atendeu a pedido dos fundos de pensão.
Composição
O modelo acionário intricado da Brasil Telecom e da Telemar é herança da privatização do Sistema Telebrás, ocorrida em 1998, no governo FHC.
à época, a estatal foi fatiada em várias operadoras fixas. Os compradores se organizaram em consórcios -formados por investidores financeiros, operacionais e administradores. JANAíNA LEITE - Folha de São Paulo
Furukawa diz que segmento melhorarará em 2007
02/06/2005, 16h48
O presidente da Furukawa Brasil, Foad Shaikhzadeh, afirmou que o mercado de fibras ópticas - com uma demanda entre 10% e 15% da capacidade produtiva - deve voltar a se aquecer somente a partir de 2007. Foad vê pelo menos quatro mercados para a expansão da fibra óptica: banda larga crescente; aumento de volume no acesso; utilities, com demanda interna de sinalização e controle, como os projetos da Ceterp, Celg e Copel; e TV a cabo, com a Net/Telmex que, recentemente, iniciou consultas junto à própria Furukawa para a compra de fibras.
Para este ano, a expectativa é que a demanda por fibra óptica no Brasil seja de apenas 250 mil quilômetros de fibras. Para comparar, no ano passado foi de 220 mil km. O auge aconteceu nos anos de 2000 e 2001, com demandas de 1,9 milhão de km e 2,1 milhões de km, respectivamente. No ano passado, conforme os dados do Atlas Brasileiro de Telecomunicações 2005, havia 10,5 milhões de km de fibras ópticas instaladas no País. Teles
Foad diz que ainda falta muito no Brasil para se chegar a mercados como o Japão e os EUA, onde o investimento em fiber-to-the-home (FTTP) está aquecido. No Japão, a NTT investiu fortemente em fibras ópticas para substituir as redes metálicas. O motivo foi econômico: pela legislação, a incumbent é obrigada a fazer unbundling da rede metálica, ao passo que não existe essa exigência para a rede de fibra. Com a FTTP, a NTT tem recuperado mercado, perdido para um entrante, o Yahoo! BB, que se beneficia do unbundling. No mercado japonês, a procura por FTTH é tão alta que o crescimento do ADSL está estagnado e o de cable modem tem crescido moderadamente. A rede baseada em FTTP oferece taxas de 20 Mbps. Nos EUA, o forte investimento da Verizon e da SBC em FTTP se deve pelos mesmos motivos, ou seja, pela obrigatoriedade de fazer unbundling das redes de cobre e, também, segundo Foad, porque as teles norte-americanas pleiteiam novos serviços, como o de vídeo, por exemplo. Só que as operadoras norte-americanas estão capitalizadas, ressalta Foad, para bancar esse investimento, que está na casa dos bilhões de dólares. Sérgio Damasceno - PAY-TV News
02/06/2005, 16h48
O presidente da Furukawa Brasil, Foad Shaikhzadeh, afirmou que o mercado de fibras ópticas - com uma demanda entre 10% e 15% da capacidade produtiva - deve voltar a se aquecer somente a partir de 2007. Foad vê pelo menos quatro mercados para a expansão da fibra óptica: banda larga crescente; aumento de volume no acesso; utilities, com demanda interna de sinalização e controle, como os projetos da Ceterp, Celg e Copel; e TV a cabo, com a Net/Telmex que, recentemente, iniciou consultas junto à própria Furukawa para a compra de fibras.
Para este ano, a expectativa é que a demanda por fibra óptica no Brasil seja de apenas 250 mil quilômetros de fibras. Para comparar, no ano passado foi de 220 mil km. O auge aconteceu nos anos de 2000 e 2001, com demandas de 1,9 milhão de km e 2,1 milhões de km, respectivamente. No ano passado, conforme os dados do Atlas Brasileiro de Telecomunicações 2005, havia 10,5 milhões de km de fibras ópticas instaladas no País. Teles
Foad diz que ainda falta muito no Brasil para se chegar a mercados como o Japão e os EUA, onde o investimento em fiber-to-the-home (FTTP) está aquecido. No Japão, a NTT investiu fortemente em fibras ópticas para substituir as redes metálicas. O motivo foi econômico: pela legislação, a incumbent é obrigada a fazer unbundling da rede metálica, ao passo que não existe essa exigência para a rede de fibra. Com a FTTP, a NTT tem recuperado mercado, perdido para um entrante, o Yahoo! BB, que se beneficia do unbundling. No mercado japonês, a procura por FTTH é tão alta que o crescimento do ADSL está estagnado e o de cable modem tem crescido moderadamente. A rede baseada em FTTP oferece taxas de 20 Mbps. Nos EUA, o forte investimento da Verizon e da SBC em FTTP se deve pelos mesmos motivos, ou seja, pela obrigatoriedade de fazer unbundling das redes de cobre e, também, segundo Foad, porque as teles norte-americanas pleiteiam novos serviços, como o de vídeo, por exemplo. Só que as operadoras norte-americanas estão capitalizadas, ressalta Foad, para bancar esse investimento, que está na casa dos bilhões de dólares. Sérgio Damasceno - PAY-TV News
Comsat vai contratar Hispamar para atender ao Gesac
2/6/2005
São fortes os rumores no mercado de que a Comsat está contratando a Hispamar para atender ao Gesac (Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão). A empresa venceu a licitação realizada pelo Minicom em dezembro num contrato de R$ 114 milhões para a implementação do GESAC mas até hoje não instalou seus próprios equipamentos e ainda utiliza as antenas da Gilat, o provedor anterior e um dos derrotados na licitação. A assinatura de um contrato com um novo provedor de satélite pode sinalizar que a Comsat esteja prestes a encontrar uma solução para a retirada dos equipamentos da Gilat. A empresa alega que o aluguel das 3.200 estações da Gilat foi uma maneira de manter o sistema em funcionamento e que a substituição se dará de forma gradativa até setembro. O contrato do Gesac, com prazo de 30 meses, prevê a implementação de sistema de banda larga para o acesso à Internet em até 5.500 pontos. Carmen Lúcia Nery - Telecom Online
2/6/2005
São fortes os rumores no mercado de que a Comsat está contratando a Hispamar para atender ao Gesac (Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão). A empresa venceu a licitação realizada pelo Minicom em dezembro num contrato de R$ 114 milhões para a implementação do GESAC mas até hoje não instalou seus próprios equipamentos e ainda utiliza as antenas da Gilat, o provedor anterior e um dos derrotados na licitação. A assinatura de um contrato com um novo provedor de satélite pode sinalizar que a Comsat esteja prestes a encontrar uma solução para a retirada dos equipamentos da Gilat. A empresa alega que o aluguel das 3.200 estações da Gilat foi uma maneira de manter o sistema em funcionamento e que a substituição se dará de forma gradativa até setembro. O contrato do Gesac, com prazo de 30 meses, prevê a implementação de sistema de banda larga para o acesso à Internet em até 5.500 pontos. Carmen Lúcia Nery - Telecom Online
Juiz americano barra acordo do Opportunity com a Brasil Itália
3/6/2005
A Justiça dos Estados Unidos concedeu ontem uma liminar barrando temporariamente o Opportunity de dar prosseguimento ao acordo para vender sua participação na Brasil Telecom à Telecom Italia. A liminar foi requisitada pelo Citigroup, que argumenta ter tido o seu direito de voto no acordo negado pelo Opportunity, antigo gestor do fundo de investimentos pelo qual o maior grupo financeiro do mundo tem participação na terceira operadora de telefonia do Brasil.
Imbróglio no Brasil
O imbróglio jurídico envolvendo a Brasil Telecom também atinge negócios no Brasil e os fundos de pensão. Na última quarta-feira, os fundos de pensão com participação acionária em empresas de telefonia concederam ao sócio Citigroup Venture Capital (CVC) uma opção de venda de sua participação na Opportunity Zain, empresa do topo da cadeia de controle da Brasil Telecom. A opção poderá ser exercida pelo Citi caso as duas partes, que detêm 90% do capital acionário da Zain, não consigam vender suas ações até novembro de 2007. Se efetivada, a compra será feita pelo valor atual de R$ 1,045 bilhão, corrigido pelo IGP-DI do período mais 5% de juros ao ano.
Em março, os fundos de pensão (que possuem participações diretas nas empresas e através do fundo de investimento Investidores Institucionais, gerido pela Angra Partners) fecharam um acordo de acionistas com o Citi para gestão conjunta das teles e de outras empresas em que possuem investimentos, à medida que fossem afastando o Opportunity do controle das companhias. Com participação nas companhias em proporção semelhante ao CVC, os Investidores Institucionais tinham recursos geridos, até então, pelo banco de Daniel Dantas, que os havia afastado do controle das empresas por meio de manobras societárias. Ficou acertado, ainda, que, caso o Citi vendesse sua participação nos ativos, o comprador deveria adquirir também a participação ao mesmo preço pago aos estrangeiros.
Também foi concedida uma opção de venda ao Citigroup por sua participação na Argolis, controlada pela Zain e detentora de uma pequena participação na Telemar. O direito pode ser exercido a partir de setembro de 2007, ao preço atual de R$ 305 milhões, com a mesma correção prevista na Zain. Segundo fontes ligadas ao fundo, as opções de venda foram concedidas em contrapartida "às vantagens oferecidas pelo Citigroup", como participação no controle acionário. Gazeta Mercantil
3/6/2005
A Justiça dos Estados Unidos concedeu ontem uma liminar barrando temporariamente o Opportunity de dar prosseguimento ao acordo para vender sua participação na Brasil Telecom à Telecom Italia. A liminar foi requisitada pelo Citigroup, que argumenta ter tido o seu direito de voto no acordo negado pelo Opportunity, antigo gestor do fundo de investimentos pelo qual o maior grupo financeiro do mundo tem participação na terceira operadora de telefonia do Brasil.
Imbróglio no Brasil
O imbróglio jurídico envolvendo a Brasil Telecom também atinge negócios no Brasil e os fundos de pensão. Na última quarta-feira, os fundos de pensão com participação acionária em empresas de telefonia concederam ao sócio Citigroup Venture Capital (CVC) uma opção de venda de sua participação na Opportunity Zain, empresa do topo da cadeia de controle da Brasil Telecom. A opção poderá ser exercida pelo Citi caso as duas partes, que detêm 90% do capital acionário da Zain, não consigam vender suas ações até novembro de 2007. Se efetivada, a compra será feita pelo valor atual de R$ 1,045 bilhão, corrigido pelo IGP-DI do período mais 5% de juros ao ano.
Em março, os fundos de pensão (que possuem participações diretas nas empresas e através do fundo de investimento Investidores Institucionais, gerido pela Angra Partners) fecharam um acordo de acionistas com o Citi para gestão conjunta das teles e de outras empresas em que possuem investimentos, à medida que fossem afastando o Opportunity do controle das companhias. Com participação nas companhias em proporção semelhante ao CVC, os Investidores Institucionais tinham recursos geridos, até então, pelo banco de Daniel Dantas, que os havia afastado do controle das empresas por meio de manobras societárias. Ficou acertado, ainda, que, caso o Citi vendesse sua participação nos ativos, o comprador deveria adquirir também a participação ao mesmo preço pago aos estrangeiros.
Também foi concedida uma opção de venda ao Citigroup por sua participação na Argolis, controlada pela Zain e detentora de uma pequena participação na Telemar. O direito pode ser exercido a partir de setembro de 2007, ao preço atual de R$ 305 milhões, com a mesma correção prevista na Zain. Segundo fontes ligadas ao fundo, as opções de venda foram concedidas em contrapartida "às vantagens oferecidas pelo Citigroup", como participação no controle acionário. Gazeta Mercantil
Acordo sobre BrT continua suspenso
3/6/2005
O juiz Lewis A. Kaplan, de Nova York, decidiu ontem prorrogar a validade da liminar que suspendeu o acordo entre Telecom Italia e Opportunity, impedindo a incorporação da Brasil Telecom (BrT) GSM, empresa celular da operadora de telefonia fixa, pela TIM Brasil, dos italianos.
A liminar tinha validade até ontem e foi estendida por prazo indeterminado, até que seja julgado o mérito da ação. Em seu novo despacho, Kaplan também atendeu a pedidos feitos pelo Citigroup na última audiência. Existe uma expectativa, porém, de que o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, tente de alguma forma levar o acordo adiante, mesmo após essa decisão. Graziella Valenti - O Estado de São Paulo
3/6/2005
O juiz Lewis A. Kaplan, de Nova York, decidiu ontem prorrogar a validade da liminar que suspendeu o acordo entre Telecom Italia e Opportunity, impedindo a incorporação da Brasil Telecom (BrT) GSM, empresa celular da operadora de telefonia fixa, pela TIM Brasil, dos italianos.
A liminar tinha validade até ontem e foi estendida por prazo indeterminado, até que seja julgado o mérito da ação. Em seu novo despacho, Kaplan também atendeu a pedidos feitos pelo Citigroup na última audiência. Existe uma expectativa, porém, de que o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, tente de alguma forma levar o acordo adiante, mesmo após essa decisão. Graziella Valenti - O Estado de São Paulo
Justiça de NY proibe Dantas de fechar acordo com Telecom Italia
02/06/2005, 17h40
Em uma decisão contundente, o juiz Lewis Kaplan, da Justiça de Nova York, determinou nesta quinta, 2 de junho, ao Opportunity e a Daniel Dantas, a suspensão total do acordo com a Telecom Italia e de qualquer outra ação que possa causar impacto sobre os investimentos do Citibank no fundo CVC LP, controlador da Brasil Telecom, Telemig Celular, Amazônia Celular e acionista sem posição de controle na Telemar. Especificamente, o Juiz proibe Dantas, os executivos do banco carioca ou qualquer pessoa que receba ordens do Opportunity de vender a operação de celular da Brasil Telecom, mudar o acordo de aionistas da Solpart, o fim das disputas jurídicas entre Techold/Timepart e Telecom Italia e a venda de ações da Brasil Telecom aos italianos. A decisão do juiz, de 58 páginas, não é ainda definitiva, mas deve prevalecer até o julgamento do mérito da disputa, o que pode levar ainda mais de dois anos. O Juiz decidiu que o pedido do Citi de considerar Dantas e o Opportunity em contempt of court (descumprimento de ordem judicial) será analisado na próxima semana, após uma audiência com depoimentos onde o próprio Dantas deve ser ouvido.
O Opportunity e seu principal homem, Daniel Dantas, estão sendo processados pelo Citibank em Nova York. Após o início da ação, Dantas anunciou a celebração de um acordo de venda de suas participações na Brasil Telecom para a Telecom Italia, acordo que previa também a fusão entre a TIM e a Brasil Telecom Celular. Pelo acordo, Dantas receberia o equivalente a US$ 440 milhões. Com a decisão, Dantas e o Opportunity estão proibidos de executar este acordo.
A Telecom Italia não vai se pronunciar oficialmente sobre a decisão.
Informalmente, fontes próximas entendem que o Juiz desconhece a natureza da operação no Brasil e que na prática não há mudanças significativas no quadro atual.
A íntegra da decisão da Justiça de Nova York está disponível em
www.teletime.com.br/arquivos/ordem0206.pdf . O arquivo tem 2,58 Mb de tamanho. Samuel Possebon - TELETIME News
02/06/2005, 17h40
Em uma decisão contundente, o juiz Lewis Kaplan, da Justiça de Nova York, determinou nesta quinta, 2 de junho, ao Opportunity e a Daniel Dantas, a suspensão total do acordo com a Telecom Italia e de qualquer outra ação que possa causar impacto sobre os investimentos do Citibank no fundo CVC LP, controlador da Brasil Telecom, Telemig Celular, Amazônia Celular e acionista sem posição de controle na Telemar. Especificamente, o Juiz proibe Dantas, os executivos do banco carioca ou qualquer pessoa que receba ordens do Opportunity de vender a operação de celular da Brasil Telecom, mudar o acordo de aionistas da Solpart, o fim das disputas jurídicas entre Techold/Timepart e Telecom Italia e a venda de ações da Brasil Telecom aos italianos. A decisão do juiz, de 58 páginas, não é ainda definitiva, mas deve prevalecer até o julgamento do mérito da disputa, o que pode levar ainda mais de dois anos. O Juiz decidiu que o pedido do Citi de considerar Dantas e o Opportunity em contempt of court (descumprimento de ordem judicial) será analisado na próxima semana, após uma audiência com depoimentos onde o próprio Dantas deve ser ouvido.
O Opportunity e seu principal homem, Daniel Dantas, estão sendo processados pelo Citibank em Nova York. Após o início da ação, Dantas anunciou a celebração de um acordo de venda de suas participações na Brasil Telecom para a Telecom Italia, acordo que previa também a fusão entre a TIM e a Brasil Telecom Celular. Pelo acordo, Dantas receberia o equivalente a US$ 440 milhões. Com a decisão, Dantas e o Opportunity estão proibidos de executar este acordo.
A Telecom Italia não vai se pronunciar oficialmente sobre a decisão.
Informalmente, fontes próximas entendem que o Juiz desconhece a natureza da operação no Brasil e que na prática não há mudanças significativas no quadro atual.
A íntegra da decisão da Justiça de Nova York está disponível em
www.teletime.com.br/arquivos/ordem0206.pdf . O arquivo tem 2,58 Mb de tamanho. Samuel Possebon - TELETIME News
Liminar contra fusão é mantida e Anatel é convocada
02/06/2005, 17h06
A liminar que proíbe a fusão entre TIM e BrT GSM foi mantida pelo juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1a Vara Empresarial do Rio de Janeiro, em decisão anunciada nesta quinta-feira, 2. O juiz entendeu como legítimo o pleito do fundo Investidores Institucionais por enxergar o risco de danos irreparáveis, caso a fusão fosse aprovada.
O juiz solicitou também que a Anatel, que até o momento não participa do processo, responda a duas perguntas: 1) A que título foi estabelecido o prazo de 18 meses para se resolver a questão da sobreposição de licenças entre TIM e BrT?; 2) É possível adiar esse prazo, levando em conta a existência dessa disputa judicial? Foi estabelecido um prazo de 10 dias para a Anatel se pronunciar.
Ayoub é o novo juiz à frente do processo depois que Alexander Macedo, da 8a Vara Empresarial, se declarou impedido de prosseguir nessa função, alegando razões de foro íntimo. Macedo deferira essa mesma liminar no dia 5 de maio. Da Redação - TELETIME News
02/06/2005, 17h06
A liminar que proíbe a fusão entre TIM e BrT GSM foi mantida pelo juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1a Vara Empresarial do Rio de Janeiro, em decisão anunciada nesta quinta-feira, 2. O juiz entendeu como legítimo o pleito do fundo Investidores Institucionais por enxergar o risco de danos irreparáveis, caso a fusão fosse aprovada.
O juiz solicitou também que a Anatel, que até o momento não participa do processo, responda a duas perguntas: 1) A que título foi estabelecido o prazo de 18 meses para se resolver a questão da sobreposição de licenças entre TIM e BrT?; 2) É possível adiar esse prazo, levando em conta a existência dessa disputa judicial? Foi estabelecido um prazo de 10 dias para a Anatel se pronunciar.
Ayoub é o novo juiz à frente do processo depois que Alexander Macedo, da 8a Vara Empresarial, se declarou impedido de prosseguir nessa função, alegando razões de foro íntimo. Macedo deferira essa mesma liminar no dia 5 de maio. Da Redação - TELETIME News
TIM e Telecom Italia recorrem contra liminar que impede fusão
02/06/2005, 17h08
A TIM e a Telecom Italia International entraram com dois recursos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra a liminar que proíbe a fusão entre a operadora celular italiana e a BrT GSM. Os argumentos são basicamente os mesmos que foram apresentados em primeira instância, ou seja, alegam que o acordo firmado com o Opportunity é uma mera carta de intenções e a fusão só se concretizaria após aprovações pelas assembléias das empresas e pela Anatel. Os recursos foram distribuídos para a 9a Câmara Cível e terão como relator o desembargador Joaquim Alves de Brito. Da Redação - TELETIME News
02/06/2005, 17h08
A TIM e a Telecom Italia International entraram com dois recursos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra a liminar que proíbe a fusão entre a operadora celular italiana e a BrT GSM. Os argumentos são basicamente os mesmos que foram apresentados em primeira instância, ou seja, alegam que o acordo firmado com o Opportunity é uma mera carta de intenções e a fusão só se concretizaria após aprovações pelas assembléias das empresas e pela Anatel. Os recursos foram distribuídos para a 9a Câmara Cível e terão como relator o desembargador Joaquim Alves de Brito. Da Redação - TELETIME News
Seminário da Câmara esquenta debate sobre assinatura básica
02/06/2005, 18h18
Aparentemente não houve nenhum avanço concreto na discussão sobre a proposta de acabar com a assinatura básica durante do seminário promovido pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. Coordenado pelo de putado Luiz Bittencourt (PMDB/GO), que foi o relator do projeto que trata do assunto (PL 5.476/2001, do deputado Marcelo Teixeira PMDB/CE), o seminário, previsto para o dia todo, acabou se resumindo em uma única sessão de quase seis horas de duração com sete expositores. O superintendente de serviços públicos da Anatel, Marcos Bafutto, fez uma defesa da assinatura básica apresentando argumentos históricos e técnicos.
O presidente da Abrafix, José Fernandes Pauletti, praticamente não acrescentou argumento ao que foi apresentado pela Anatel, dizendo-se contemplado pela intervenção do representante da agência, o que ajudou o argumento de algumas das entidades de defesa do consumidor de que a Anatel não é isenta em suas intervenções sobre o assunto.
Apesar de muito didática, a exposição da Anatel, acabou não marcando posição, diante da enxurrada de colocações das entidades de defesa do consumidor (Pro Teste e IDEC) e representante da Promotoria do Estado de São Paulo e do Fórum de Procons. As intervenções dos deputados, e de algumas pessoas que se inscreveram para falar (inclusive vereadores portando pacotes de abaixo-assinados contra a assinatura básica), foram muito mais emocionais que lógicas e apesar de formalmente se enquadrarem na busca de consensos, apenas esquentavam os debates com discursos aparentemente dirigidos aos possíveis eleitores/espectadores da TV Câmara. Ao final do evento, o deputado Bittencourt prometeu encaminhar o material apresentado no seminário ao Ministério das Comunicações e à comissão especial do PL 5.476/2001.
Jantar pago
O deputado carioca Almir Moura (atualmente sem partido) apresentou um discurso que ilustra bem a forma como os deputados se comportam neste tipo de fórum. Depois de relembrar um fato acontecido com seu irmão questionando a Telemar por cobrar pulsos excedentes sem nenhum critério, Moura afirmou que em Brasília, desplugou o telefone da tomada em seu apartamento durante três meses e depois também recebeu a cobrança de pulsos excedentes, segundo a empresa local, calculados pela média dos meses anteriores. Ainda de acordo com o deputado, a empresa se dispôs a retirar a cobrança: "imagine o quanto eles devem ganhar com este tipo de coisa, e depois ficam convidando a gente para jantar. É preciso tomar cuidado com jantares com estas empresas. Do mesmo modo que a gente deve tomar cuidado numa favela para não apertar a mão de traficante". Da Redação - TELETIME News
02/06/2005, 18h18
Aparentemente não houve nenhum avanço concreto na discussão sobre a proposta de acabar com a assinatura básica durante do seminário promovido pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. Coordenado pelo de putado Luiz Bittencourt (PMDB/GO), que foi o relator do projeto que trata do assunto (PL 5.476/2001, do deputado Marcelo Teixeira PMDB/CE), o seminário, previsto para o dia todo, acabou se resumindo em uma única sessão de quase seis horas de duração com sete expositores. O superintendente de serviços públicos da Anatel, Marcos Bafutto, fez uma defesa da assinatura básica apresentando argumentos históricos e técnicos.
O presidente da Abrafix, José Fernandes Pauletti, praticamente não acrescentou argumento ao que foi apresentado pela Anatel, dizendo-se contemplado pela intervenção do representante da agência, o que ajudou o argumento de algumas das entidades de defesa do consumidor de que a Anatel não é isenta em suas intervenções sobre o assunto.
Apesar de muito didática, a exposição da Anatel, acabou não marcando posição, diante da enxurrada de colocações das entidades de defesa do consumidor (Pro Teste e IDEC) e representante da Promotoria do Estado de São Paulo e do Fórum de Procons. As intervenções dos deputados, e de algumas pessoas que se inscreveram para falar (inclusive vereadores portando pacotes de abaixo-assinados contra a assinatura básica), foram muito mais emocionais que lógicas e apesar de formalmente se enquadrarem na busca de consensos, apenas esquentavam os debates com discursos aparentemente dirigidos aos possíveis eleitores/espectadores da TV Câmara. Ao final do evento, o deputado Bittencourt prometeu encaminhar o material apresentado no seminário ao Ministério das Comunicações e à comissão especial do PL 5.476/2001.
Jantar pago
O deputado carioca Almir Moura (atualmente sem partido) apresentou um discurso que ilustra bem a forma como os deputados se comportam neste tipo de fórum. Depois de relembrar um fato acontecido com seu irmão questionando a Telemar por cobrar pulsos excedentes sem nenhum critério, Moura afirmou que em Brasília, desplugou o telefone da tomada em seu apartamento durante três meses e depois também recebeu a cobrança de pulsos excedentes, segundo a empresa local, calculados pela média dos meses anteriores. Ainda de acordo com o deputado, a empresa se dispôs a retirar a cobrança: "imagine o quanto eles devem ganhar com este tipo de coisa, e depois ficam convidando a gente para jantar. É preciso tomar cuidado com jantares com estas empresas. Do mesmo modo que a gente deve tomar cuidado numa favela para não apertar a mão de traficante". Da Redação - TELETIME News
Mídia Global
CNN faz 25 anos e lega cobertura de guerra
3/6/2005
Quando a CNN foi lançada nos EUA, em 1º de junho de 1980, não havia em lugar nenhum do planeta um canal que se propusesse a transmitir 24 horas por dia de notícias. é de se esperar, portanto, que a emissora do milionário Ted Turner -hoje convertida numa rede a cabo que serve quase 100 milhões de lares, mas cuja audiência é minada pela conservadora Fox News- tenha desempenhado papel de destaque nas principais coberturas jornalísticas do último quarto de século.
é isso que tenta mostrar o especial "Defining Moment: Stories That Touched Our Lives" (Momentos decisivos: histórias que tocaram nossas vidas), que a rede exibe neste fim de semana.
O programa é uma espécie de retrospectiva das grandes coberturas internacionais da rede. Da queda do Muro de Berlim (1989) ao tsunami que varreu a costa sul asiática no fim do ano passado, passando pelo imbróglio da eleição de George W. Bush (2000), está tudo ali, entremeado por depoimentos dos jornalistas, cinegrafistas e diretores que trabalham ou trabalharam para a rede.
é nas coberturas de guerra, no entanto, que a CNN se tornou quase imbatível. Afinal, como bem lembra a chefe dos correspondentes internacionais da rede, Christiane Amanpour, foi na Guerra do Golfo (1991) que a CNN nasceu para o mundo, ao se tornar a primeira a televisionar uma guerra ao vivo.
Mais importante ainda, o programa rememora outras coberturas de guerra igualmente importantes, mas menos lembradas pelo público, como a do genocídio em Ruanda (1994) e a da Guerra da Bósnia (1992-95).
Igualmente impressionante, no entanto, é observar que a rede -ao menos em suas versões americana e internacional, já que o programa não abrange o trabalho da CNN en Español, criada em 1997- tem uma atuação nada além da mediana ao cobrir a América Latina. Das 26 sucursais internacionais da rede, apenas duas estão na região (Havana e Cidade do México) -nenhuma delas na América do Sul. LUCIANA COELHO - Folha de São Paulo
CNN faz 25 anos e lega cobertura de guerra
3/6/2005
Quando a CNN foi lançada nos EUA, em 1º de junho de 1980, não havia em lugar nenhum do planeta um canal que se propusesse a transmitir 24 horas por dia de notícias. é de se esperar, portanto, que a emissora do milionário Ted Turner -hoje convertida numa rede a cabo que serve quase 100 milhões de lares, mas cuja audiência é minada pela conservadora Fox News- tenha desempenhado papel de destaque nas principais coberturas jornalísticas do último quarto de século.
é isso que tenta mostrar o especial "Defining Moment: Stories That Touched Our Lives" (Momentos decisivos: histórias que tocaram nossas vidas), que a rede exibe neste fim de semana.
O programa é uma espécie de retrospectiva das grandes coberturas internacionais da rede. Da queda do Muro de Berlim (1989) ao tsunami que varreu a costa sul asiática no fim do ano passado, passando pelo imbróglio da eleição de George W. Bush (2000), está tudo ali, entremeado por depoimentos dos jornalistas, cinegrafistas e diretores que trabalham ou trabalharam para a rede.
é nas coberturas de guerra, no entanto, que a CNN se tornou quase imbatível. Afinal, como bem lembra a chefe dos correspondentes internacionais da rede, Christiane Amanpour, foi na Guerra do Golfo (1991) que a CNN nasceu para o mundo, ao se tornar a primeira a televisionar uma guerra ao vivo.
Mais importante ainda, o programa rememora outras coberturas de guerra igualmente importantes, mas menos lembradas pelo público, como a do genocídio em Ruanda (1994) e a da Guerra da Bósnia (1992-95).
Igualmente impressionante, no entanto, é observar que a rede -ao menos em suas versões americana e internacional, já que o programa não abrange o trabalho da CNN en Español, criada em 1997- tem uma atuação nada além da mediana ao cobrir a América Latina. Das 26 sucursais internacionais da rede, apenas duas estão na região (Havana e Cidade do México) -nenhuma delas na América do Sul. LUCIANA COELHO - Folha de São Paulo
Felt quer "todo dinheiro possível" com história
3/6/2005
Bob Woodward planeja lançar em julho um livro que detalha sua relação com "Garganta Profunda". W. Mark Felt, o "garganta" em pessoa, também disse que pretende "escrever um livro ou algo assim" e "amealhar todo o dinheiro possível". E seu advogado, John O'Connor -que pôs por terra o maior segredo do jornalismo ao revelar na revista "Vanity Fair" a identidade da fonte de Woodward nas reportagens sobre Watergate- começa nesta semana a negociar o cachê de seu cliente em projetos editorias, cinematográficos ou televisivos.
"Siga o dinheiro", parece, não é mais apenas a dica que "Garganta Profunda" deu a Woodward, levando-o a ligar Richard Nixon (1969-74) à invasão do comitê democrata no edifício Watergate e a detonar o escândalo que culminaria na renúncia do presidente.
Indagado ontem pelo "New York Times" se a revelação ajudava Woodward, Ben Bradlee, editor-chefe do "Washington Post" na época, respondeu: "Ajuda as contas dele, tenho certeza".
Deve ajudar, também, as contas dos Felts -o argumento-chave para convencer o ex-número 2 do FBI a se revelar foi o dinheiro para a educação dos netos. Agentes literários estimam que os direitos de publicação de suas memórias valham US$ 1 milhão, e ao menos três editoras (Harper Collins, Random House e Little, Brown) já mostraram interesse.
"Ninguém sabe o que Felt tem a dizer, ou como o dirá, já que ele tem 91 anos e está debilitado física e mentalmente. Mas todos querem saber mais", escreveu Jennifer Frey ontem no "Post". Folha de São Paulo
3/6/2005
Bob Woodward planeja lançar em julho um livro que detalha sua relação com "Garganta Profunda". W. Mark Felt, o "garganta" em pessoa, também disse que pretende "escrever um livro ou algo assim" e "amealhar todo o dinheiro possível". E seu advogado, John O'Connor -que pôs por terra o maior segredo do jornalismo ao revelar na revista "Vanity Fair" a identidade da fonte de Woodward nas reportagens sobre Watergate- começa nesta semana a negociar o cachê de seu cliente em projetos editorias, cinematográficos ou televisivos.
"Siga o dinheiro", parece, não é mais apenas a dica que "Garganta Profunda" deu a Woodward, levando-o a ligar Richard Nixon (1969-74) à invasão do comitê democrata no edifício Watergate e a detonar o escândalo que culminaria na renúncia do presidente.
Indagado ontem pelo "New York Times" se a revelação ajudava Woodward, Ben Bradlee, editor-chefe do "Washington Post" na época, respondeu: "Ajuda as contas dele, tenho certeza".
Deve ajudar, também, as contas dos Felts -o argumento-chave para convencer o ex-número 2 do FBI a se revelar foi o dinheiro para a educação dos netos. Agentes literários estimam que os direitos de publicação de suas memórias valham US$ 1 milhão, e ao menos três editoras (Harper Collins, Random House e Little, Brown) já mostraram interesse.
"Ninguém sabe o que Felt tem a dizer, ou como o dirá, já que ele tem 91 anos e está debilitado física e mentalmente. Mas todos querem saber mais", escreveu Jennifer Frey ontem no "Post". Folha de São Paulo
Memórias valiosas
3/6/2005
Editoras disputam os direitos sobre a história do Garganta Profunda, fonte anônima mais célebre da história do jornalismo. Ex-policial que ajudou a derrubar presidente pode embolsar US$ 1 milhão
"Nós éramos as únicas pessoas moralmente obrigadas a não abrir o segredo"
Ben Bradlee, editor-executivo do Washington Post na época do escândalo Watergate, sobre a decisão do jornal de preservar a identidade do Garganta Profunda
Menos de 24 horas depois de ter sido revelada a identidade do Garganta Profunda, a fonte anônima que guiou os repórteres do Washington Post Bob Woodward e Carl Bernstein na investigação do escândalo Watergate, as principais editoras dos Estados Unidos começavam a disputa pelos direitos de publicar as memórias da nova celebridade. Aos 91 anos, W. Mark Felt, segundo homem na hierarquia do FBI (polícia federal) à época do escândalo que derrubou o presidente Richard Nixon, não esconde a intenção de "ganhar muito dinheiro" e já tem um agente negociando os direitos sobre sua história. Woodward, que publicou ontem no Post uma reportagem sobre a história da relação com o misterioso informante (leia trechos abaixo) trabalhava há anos em um livro que deveria ser publicado após a morte do informante, mas antecipou os planos e prepara o lançamento para o mês que vem.
A ordem de largada para a corrida foi dada pelo próprio Garganta Profunda, na quarta-feira, ao deixar sua casa, em Santa Rosa (Califórnia). Cercado por repórteres, Mark Felt abriu a janela do carro e respondeu sem rodeios às perguntas sobre seus planos para o futuro: "Vou escrever um livro, ou qualquer coisa assim, e ganhar quanto dinheiro eu for capaz", anunciou.
No mesmo dia, as principais editoras norte-americanas receberam telefonemas de David Kuhn, ex-editor de revista que hoje tem a própria empresa de assessoria e se tornou agente de Felt e sua família. Kuhn fez propostas à HarperCollins, à Random House e à Little, Brown, entre outras - mas não à Simon & Schuster, que publicou 12 livros de Woodward. Alice Mayhew, que editou vários dos best-sellers assinados pelo hoje diretor do Post, já se deslocou de Nova York a Washington para conversas iniciais e começar a leitura dos cobiçados originais do novo sucesso anunciado. Nele, Woodward pretende descrever o início e o desenvolvimento das relações com a misteriosa fonte que se transformou em personagem sem par na história do jornalismo mundial.
Quanto vale?
A isca para os editores foi lançada na própria terça, quando a revista Vanity Fair decidiu antecipar a publicação de um artigo previsto para sua edição de julho. Nele, o advogado californiano John O'Connor, procurador da família Felt, revelava a identidade do Gargante Profunda, segredo mantido por 31 anos pelas únicas três pessoas que o conheciam, além do próprio ex-diretor do FBI: Woodward, Bernstein e o editor-chefe do Post à época de Watergate, Ben Bradlee. No mesmo dia, os três decidiram confirmar o artigo e pôr fim ao mistério. Segundo escreveu O'Connor, a família Felt admite que dinheiro foi um dos fatores para a decisão de romper o pacto com os jornalistas, segundo o qual o nome do Garganta Profunda seria revelado apenas depois da sua morte.
A avaliação de David Hirshey, vice-presidente da HarperCollins, parece justificar a iniciativa: ele, como outros editores, espera que os direitos sobre o livro do informante sejam negociados por mais de US$ 1 milhão. "Se você me perguntasse há dois dias quanto eu pagaria pelas memórias do Garganta Profunda, eu diria que o céu é o limite", explicou Hirshey. "Claro que agora, com o mistério esclarecido, o céu está um pouco mais baixo, mas mesmo assim espero ver as editoras atrás desse livro como Ahab caçando Moby Dick", comparou. "E pode escrever: serei eu quem vai disparar o arpão."
O agente literário David Black, porém, enumera alguns elementos que serão decisivos na hora de definir quanto valem as memórias de Felt, tanto mais considerando que se trata de um homem de idade avançada, física e mentalmente debilitado. "Tudo depende do material de que ele dispõe", explica. "Ele manteve um diário? Tem gravações das conversas que teve com Woodward?"
O jornalista do Post é outro fator que influirá decisivamente no leilão pelas memórias de Mark Felt. Jonathan Karp, da Random House, compartilha das reservas levantadas por Black e outros colegas quanto à viabilidade de um projeto envolvendo o Garganta Profunda, num mercado que estará sob impacto do esperado lançamento de Woodward. "Qualquer editor tem obrigação de ser cético, especialmente porque vem aí um novo livro dele, que certamente será mais um best-seller", admite Karp. "Eu mesmo estarei na fila do lançamento, pagando o preço de capa para ter o livro no primeiro dia", confessa. Correio Braziliense
3/6/2005
Editoras disputam os direitos sobre a história do Garganta Profunda, fonte anônima mais célebre da história do jornalismo. Ex-policial que ajudou a derrubar presidente pode embolsar US$ 1 milhão
"Nós éramos as únicas pessoas moralmente obrigadas a não abrir o segredo"
Ben Bradlee, editor-executivo do Washington Post na época do escândalo Watergate, sobre a decisão do jornal de preservar a identidade do Garganta Profunda
Menos de 24 horas depois de ter sido revelada a identidade do Garganta Profunda, a fonte anônima que guiou os repórteres do Washington Post Bob Woodward e Carl Bernstein na investigação do escândalo Watergate, as principais editoras dos Estados Unidos começavam a disputa pelos direitos de publicar as memórias da nova celebridade. Aos 91 anos, W. Mark Felt, segundo homem na hierarquia do FBI (polícia federal) à época do escândalo que derrubou o presidente Richard Nixon, não esconde a intenção de "ganhar muito dinheiro" e já tem um agente negociando os direitos sobre sua história. Woodward, que publicou ontem no Post uma reportagem sobre a história da relação com o misterioso informante (leia trechos abaixo) trabalhava há anos em um livro que deveria ser publicado após a morte do informante, mas antecipou os planos e prepara o lançamento para o mês que vem.
A ordem de largada para a corrida foi dada pelo próprio Garganta Profunda, na quarta-feira, ao deixar sua casa, em Santa Rosa (Califórnia). Cercado por repórteres, Mark Felt abriu a janela do carro e respondeu sem rodeios às perguntas sobre seus planos para o futuro: "Vou escrever um livro, ou qualquer coisa assim, e ganhar quanto dinheiro eu for capaz", anunciou.
No mesmo dia, as principais editoras norte-americanas receberam telefonemas de David Kuhn, ex-editor de revista que hoje tem a própria empresa de assessoria e se tornou agente de Felt e sua família. Kuhn fez propostas à HarperCollins, à Random House e à Little, Brown, entre outras - mas não à Simon & Schuster, que publicou 12 livros de Woodward. Alice Mayhew, que editou vários dos best-sellers assinados pelo hoje diretor do Post, já se deslocou de Nova York a Washington para conversas iniciais e começar a leitura dos cobiçados originais do novo sucesso anunciado. Nele, Woodward pretende descrever o início e o desenvolvimento das relações com a misteriosa fonte que se transformou em personagem sem par na história do jornalismo mundial.
Quanto vale?
A isca para os editores foi lançada na própria terça, quando a revista Vanity Fair decidiu antecipar a publicação de um artigo previsto para sua edição de julho. Nele, o advogado californiano John O'Connor, procurador da família Felt, revelava a identidade do Gargante Profunda, segredo mantido por 31 anos pelas únicas três pessoas que o conheciam, além do próprio ex-diretor do FBI: Woodward, Bernstein e o editor-chefe do Post à época de Watergate, Ben Bradlee. No mesmo dia, os três decidiram confirmar o artigo e pôr fim ao mistério. Segundo escreveu O'Connor, a família Felt admite que dinheiro foi um dos fatores para a decisão de romper o pacto com os jornalistas, segundo o qual o nome do Garganta Profunda seria revelado apenas depois da sua morte.
A avaliação de David Hirshey, vice-presidente da HarperCollins, parece justificar a iniciativa: ele, como outros editores, espera que os direitos sobre o livro do informante sejam negociados por mais de US$ 1 milhão. "Se você me perguntasse há dois dias quanto eu pagaria pelas memórias do Garganta Profunda, eu diria que o céu é o limite", explicou Hirshey. "Claro que agora, com o mistério esclarecido, o céu está um pouco mais baixo, mas mesmo assim espero ver as editoras atrás desse livro como Ahab caçando Moby Dick", comparou. "E pode escrever: serei eu quem vai disparar o arpão."
O agente literário David Black, porém, enumera alguns elementos que serão decisivos na hora de definir quanto valem as memórias de Felt, tanto mais considerando que se trata de um homem de idade avançada, física e mentalmente debilitado. "Tudo depende do material de que ele dispõe", explica. "Ele manteve um diário? Tem gravações das conversas que teve com Woodward?"
O jornalista do Post é outro fator que influirá decisivamente no leilão pelas memórias de Mark Felt. Jonathan Karp, da Random House, compartilha das reservas levantadas por Black e outros colegas quanto à viabilidade de um projeto envolvendo o Garganta Profunda, num mercado que estará sob impacto do esperado lançamento de Woodward. "Qualquer editor tem obrigação de ser cético, especialmente porque vem aí um novo livro dele, que certamente será mais um best-seller", admite Karp. "Eu mesmo estarei na fila do lançamento, pagando o preço de capa para ter o livro no primeiro dia", confessa. Correio Braziliense
Imprensa FNDC
Inscreva-se para receber o e-Fórum e o Clipping FNDC enviando um e-mail em branco para fndc-brasil-subscribe@...
Participe da lista nacional de discussão do FNDC enviando um e-mail em branco para fndc-debates-subscribe@...