
CLIPPING DO DIA
27 de maio de 2005
Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação
Política de Rádio e TV
Tentando barrar o avanço das teles
Consulta Pública propõe nova retransmissora em Santa Cruz/RJ
Tentando barrar o avanço das teles
Consulta Pública propõe nova retransmissora em Santa Cruz/RJ
Rádio
Governo estuda padrões para rádio digital
Governo estuda padrões para rádio digital
Comunicação Comunitária
Deputados apresentam sugestões sobre rádios comunitárias
Deputados apresentam sugestões sobre rádios comunitárias
DTH
Parecer da Anatel sobre fusão no DTH ainda demora
Parecer da Anatel sobre fusão no DTH ainda demora
TV a Cabo
TVA segmenta pacotes para atrair mais clientes
TVA pode ser a próxima na mira das teles
TVA segmenta pacotes para atrair mais clientes
TVA pode ser a próxima na mira das teles
Política
Escolha dos novos superintendentes é adiada
Chinaglia: aliados vão trabalhar por presidência e relatoria da CPMI dos Correios
Escolha dos novos superintendentes é adiada
Chinaglia: aliados vão trabalhar por presidência e relatoria da CPMI dos Correios
Sociedade da Comunicação
Casa Brasil promete inclusão digital para classes D e E
Casa Brasil promete inclusão digital para classes D e E
Audiovisual
Comissão aprova numeração de cadeiras em cinemas
Aprovado projeto que numera cadeiras de cinemas
ABPI-TV faz encontro de capacitação para o mercado internacional
Projeto de Exportação do Audiovisual
EUA recebem sucessor de "Cidade de Deus"
Chéreau cria laço familiar íntimo e distante
Cannes vive momento família
Estão abertas as inscrições para concurso de documentários da União Latina
Comissão aprova numeração de cadeiras em cinemas
Aprovado projeto que numera cadeiras de cinemas
ABPI-TV faz encontro de capacitação para o mercado internacional
Projeto de Exportação do Audiovisual
EUA recebem sucessor de "Cidade de Deus"
Chéreau cria laço familiar íntimo e distante
Cannes vive momento família
Estão abertas as inscrições para concurso de documentários da União Latina
Cultura
A dança das cadeiras na cultura
Artistas prometem invadir Assembléia
A dança das cadeiras na cultura
Artistas prometem invadir Assembléia
Indústria Fonográfica
Lobão grava disco com os amigos... que já se foram
Lobão grava disco com os amigos... que já se foram
Informática
Nokia apresenta tablet PC com Linux
Nokia apresenta tablet PC com Linux
Internet
Rede pedófila é desmontada na Espanha
FBI fecha site de pirataria
Vendas online chamam a atenção até dos mais conservadores
Rede pedófila é desmontada na Espanha
FBI fecha site de pirataria
Vendas online chamam a atenção até dos mais conservadores
Literatura e Mercado Editorial
Irrelevâncias
Irrelevâncias
MMDS
Neotec diz que plataforma da TVA é compatível com projeto comum
Neotec diz que plataforma da TVA é compatível com projeto comum
Programação de TV por Assinatura
ESC 90 também estréia canais premium HBO
ESC 90 também estréia canais premium HBO
Mercado de Comunicação
Enel vende unidade de telefonia por 12,1 bilhões
Kodak fechará fábrica de São José dos Campos até outubro
Enel vende unidade de telefonia por 12,1 bilhões
Kodak fechará fábrica de São José dos Campos até outubro
Telecom
Até abril, exportações de celulares quase atingem o total de 2004.
Fundos só compram ações do Citi na BrT em último caso
Base de usuários no País pode estar inchada, avalia BES
Até abril, exportações de celulares quase atingem o total de 2004.
Fundos só compram ações do Citi na BrT em último caso
Base de usuários no País pode estar inchada, avalia BES
Televisão
SBT contrata 50 e já fala em jornal às 12h
Novela 1
Silvio lança programa surpresa
Abrem-se as cortinas
SBT contrata 50 e já fala em jornal às 12h
Novela 1
Silvio lança programa surpresa
Abrem-se as cortinas
Mídia Global
Al Jazira compra programa com funkeira carioca
Al Jazira compra programa com funkeira carioca
Política de Rádio e TV
Tentando barrar o avanço das teles
23/5/2005
Radiodifusores cobram legislação federal para a atuação das operadoras de telefonia em áreas abertas pela convergência das mídias como transmissão via celular de dados, voz e imagens
O avanço tecnológico e a convergência das mídias têm gerado muita preocupação entre as emissoras de radiodifusão. Essas questões foram centrais nos debates ocorridos durante o 23° Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) na semana passada, em Brasília.
Logo no início da primeira sessão, um vídeo institucional da entidade mostrou os perigos criados pelo "triple play" (serviços com voz, dados e imagens) em relação ao setor de rádio e televisão, afirmou haver grandes riscos de credibilidade das informações das mídias convergentes, pediu para que empresas de telecomunicações fiquem restritas à oferta de infra-estrutura e exigiu ajustes no ambiente competitivo.
O vice-presidente de relações institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, foi enfático no painel de abertura do evento, em que destacou que há uma preocupação geral e é importante discutir o tema. O executivo ressaltou que o setor de radiodifusão já vive o problema da ilegalidade "e agora pode ser predado pelo avanço tecnológico e pelos grupos estrangeiros".
Defendo que a prioridade no que fizermos daqui para a frente seja a soberania nacional e o respeito aos valores regionais e locais."
Guimarães também destacou que a radiodifusão tem aspectos locais que devem ser observados no processo e ressaltou que um avanço tecnológico poderá ameaçar as empresas regionais, especialmente no que se refere à disputa pela verba publicitária. Para ele, o País não pode abrir mão dos conceitos nacionais de igualdade e respeito aos mercados A ironia do executivo gerou reação tanto dos representantes do governo federal como dos parlamentares do Congresso Nacional. O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, por exemplo, afirmou que os interesses dos radiodifusores não prevalecerão integralmente e que outras opiniões serão contempladas e outros direitos serão preservados.
No entanto, Lustosa defendeu o direito que todos têm de exercer pressão pelos seus interesses. O secretário também valorizou o compromisso com a estabilidade dos marcos regulatórios. "O governo entende que não deve ser ator do processo. Quem deve agir é o mercado."
CONGRESSO NACIONAL
Os radiodifusores contam, no Congresso, com o apoio do senador Maguito Vilela (PMDB/ GO), autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, que propõe levar aos demais meios de comunicação e telecomunicações, inclusive à internet, as mesmas regras colocadas para a radiodifusão, especialmente no que se refere à propriedade de empresas desses setores.
No entanto, o deputado Julio Semeghini (PSDB/SP) disse durante o congresso da Abert que será difícil explicar para 70 milhões de usuários de celular que eles não poderão receber determinados conteúdos por conta dos direitos adquiridos pela televisão.
Afirmou ainda acreditar que a terceira geração de telefones móveis e a TV digital chegarão ao mesmo tempo na sociedade, e que a convergência tecnológica no Brasil, apesar de ainda não existir de fato, deve ser buscada. O parlamentar assegurou que a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicações e Informática da Câmara dos Deputados está prestando atenção às transformações ocorridas nos diversos setores de comunicações.
"Atualmente o arcabouço legal é satisfatório, mas de qualquer forma o Congresso Nacional está atento a cada etapa de avanço tecnológico, especialmente no que se refere à convergência."
LEI DE COMUNICAÇÃO
Lustosa também aproveitou o congresso da Abert para falar da proposta para a lei geral de comunicação social. "Fizemos algumas considerações sobre como seria essa lei. Ela precisa ser o mais aberta possível, sem engessar nenhuma evolução, e deve pensar em reduzir o número de agentes reguladores", afirmou.
Para o secretário, a lei geral de comunicação tem como objetivo buscar ao máximo a auto-regulamentação do setor, inclusive na questão dos abusos de conteúdo. Segundo ele, o controle social sobre as redes comunitárias e educativas é uma boa alternativa.
TV DIGITAL
O superintendente de comunicação de massa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ara Apkar Minassian, aproveitou o painel sobre TV digital para anunciar que o órgão regulador deverá publicar nos próximos dias o Plano de Canalização de Sinais Digitais para a Televisão.
Ele explicou aos radiodifusores que o plano, elaborado com colaboração das entidades regionais do setor, garante canais digitais às geradoras de televisão, às retransmissoras situadas em todas as localidades com mais de 100 mil habitantes e às retransmissoras em localidades de qualquer tamanho situadas a dois quilômetros de um centro urbano em que exista geradoras.
Em relação ao estudo para o Sistema Brasileiro de TV Digital realizado pelo governo federal, Paulo Lustosa afirmou que serão cumpridos os prazos estabelecidos e a busca central é pela adaptação da tecnologia disponível às necessidades brasileiras. "A expectativa é de que o trabalho seja finalizado em fevereiro do próximo ano."
No painel sobre TV digital realizado no Congresso da Abert, o diretor de engenharia da Rede Globo, Fernando Bittencourt, que também é membro do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, condenou o set top box (conversor de sinal para as TVs analógicas receberem o sinal digital).
Na avaliação dele, o produto poderá tornar-se obsoleto e sem escala, pois estaria restrito apenas ao mercado brasileiro. "Enquanto isso, os aparelhos de TV ganharão mais escala e terão queda de preço", ressalta.
Bittencourt defendeu que na implementação da TV digital seja mantido o atual modelo de negócios da radiodifusão brasileira, que vive de publicidade e é aberta e gratuita. "A mídia terrestre continuará, pelo menos a médio prazo, a viver de publicidade e terá de competir com as outras - satélite, cabo e telecomunicações -, que são pagas. Por isso temos de ter condições de concorrência", afirmou Bittencourt.
Segundo ele, para essa sobrevivência é fundamental que o modelo de transmissão digital a ser adotado no Brasil permita a recepção móvel, porque será a possibilidade de a TV terrestre ser vista fora de casa. André Silveira - Meio & Mensagem
Tentando barrar o avanço das teles
23/5/2005
Radiodifusores cobram legislação federal para a atuação das operadoras de telefonia em áreas abertas pela convergência das mídias como transmissão via celular de dados, voz e imagens
O avanço tecnológico e a convergência das mídias têm gerado muita preocupação entre as emissoras de radiodifusão. Essas questões foram centrais nos debates ocorridos durante o 23° Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) na semana passada, em Brasília.
Logo no início da primeira sessão, um vídeo institucional da entidade mostrou os perigos criados pelo "triple play" (serviços com voz, dados e imagens) em relação ao setor de rádio e televisão, afirmou haver grandes riscos de credibilidade das informações das mídias convergentes, pediu para que empresas de telecomunicações fiquem restritas à oferta de infra-estrutura e exigiu ajustes no ambiente competitivo.
O vice-presidente de relações institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, foi enfático no painel de abertura do evento, em que destacou que há uma preocupação geral e é importante discutir o tema. O executivo ressaltou que o setor de radiodifusão já vive o problema da ilegalidade "e agora pode ser predado pelo avanço tecnológico e pelos grupos estrangeiros".
Defendo que a prioridade no que fizermos daqui para a frente seja a soberania nacional e o respeito aos valores regionais e locais."
Guimarães também destacou que a radiodifusão tem aspectos locais que devem ser observados no processo e ressaltou que um avanço tecnológico poderá ameaçar as empresas regionais, especialmente no que se refere à disputa pela verba publicitária. Para ele, o País não pode abrir mão dos conceitos nacionais de igualdade e respeito aos mercados A ironia do executivo gerou reação tanto dos representantes do governo federal como dos parlamentares do Congresso Nacional. O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, por exemplo, afirmou que os interesses dos radiodifusores não prevalecerão integralmente e que outras opiniões serão contempladas e outros direitos serão preservados.
No entanto, Lustosa defendeu o direito que todos têm de exercer pressão pelos seus interesses. O secretário também valorizou o compromisso com a estabilidade dos marcos regulatórios. "O governo entende que não deve ser ator do processo. Quem deve agir é o mercado."
CONGRESSO NACIONAL
Os radiodifusores contam, no Congresso, com o apoio do senador Maguito Vilela (PMDB/ GO), autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, que propõe levar aos demais meios de comunicação e telecomunicações, inclusive à internet, as mesmas regras colocadas para a radiodifusão, especialmente no que se refere à propriedade de empresas desses setores.
No entanto, o deputado Julio Semeghini (PSDB/SP) disse durante o congresso da Abert que será difícil explicar para 70 milhões de usuários de celular que eles não poderão receber determinados conteúdos por conta dos direitos adquiridos pela televisão.
Afirmou ainda acreditar que a terceira geração de telefones móveis e a TV digital chegarão ao mesmo tempo na sociedade, e que a convergência tecnológica no Brasil, apesar de ainda não existir de fato, deve ser buscada. O parlamentar assegurou que a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicações e Informática da Câmara dos Deputados está prestando atenção às transformações ocorridas nos diversos setores de comunicações.
"Atualmente o arcabouço legal é satisfatório, mas de qualquer forma o Congresso Nacional está atento a cada etapa de avanço tecnológico, especialmente no que se refere à convergência."
LEI DE COMUNICAÇÃO
Lustosa também aproveitou o congresso da Abert para falar da proposta para a lei geral de comunicação social. "Fizemos algumas considerações sobre como seria essa lei. Ela precisa ser o mais aberta possível, sem engessar nenhuma evolução, e deve pensar em reduzir o número de agentes reguladores", afirmou.
Para o secretário, a lei geral de comunicação tem como objetivo buscar ao máximo a auto-regulamentação do setor, inclusive na questão dos abusos de conteúdo. Segundo ele, o controle social sobre as redes comunitárias e educativas é uma boa alternativa.
TV DIGITAL
O superintendente de comunicação de massa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ara Apkar Minassian, aproveitou o painel sobre TV digital para anunciar que o órgão regulador deverá publicar nos próximos dias o Plano de Canalização de Sinais Digitais para a Televisão.
Ele explicou aos radiodifusores que o plano, elaborado com colaboração das entidades regionais do setor, garante canais digitais às geradoras de televisão, às retransmissoras situadas em todas as localidades com mais de 100 mil habitantes e às retransmissoras em localidades de qualquer tamanho situadas a dois quilômetros de um centro urbano em que exista geradoras.
Em relação ao estudo para o Sistema Brasileiro de TV Digital realizado pelo governo federal, Paulo Lustosa afirmou que serão cumpridos os prazos estabelecidos e a busca central é pela adaptação da tecnologia disponível às necessidades brasileiras. "A expectativa é de que o trabalho seja finalizado em fevereiro do próximo ano."
No painel sobre TV digital realizado no Congresso da Abert, o diretor de engenharia da Rede Globo, Fernando Bittencourt, que também é membro do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, condenou o set top box (conversor de sinal para as TVs analógicas receberem o sinal digital).
Na avaliação dele, o produto poderá tornar-se obsoleto e sem escala, pois estaria restrito apenas ao mercado brasileiro. "Enquanto isso, os aparelhos de TV ganharão mais escala e terão queda de preço", ressalta.
Bittencourt defendeu que na implementação da TV digital seja mantido o atual modelo de negócios da radiodifusão brasileira, que vive de publicidade e é aberta e gratuita. "A mídia terrestre continuará, pelo menos a médio prazo, a viver de publicidade e terá de competir com as outras - satélite, cabo e telecomunicações -, que são pagas. Por isso temos de ter condições de concorrência", afirmou Bittencourt.
Segundo ele, para essa sobrevivência é fundamental que o modelo de transmissão digital a ser adotado no Brasil permita a recepção móvel, porque será a possibilidade de a TV terrestre ser vista fora de casa. André Silveira - Meio & Mensagem
Consulta Pública propõe nova retransmissora em Santa Cruz/RJ
25/05/2005, 11h22
A Anatel publicou nesta quarta-feira, 25, uma consulta pública para alterar as características de três canais geradores de televisão. De acordo com a proposta, o canal 56 de Quixeramobim/CE seria transformado em canal educativo; o canal 24 de Sorriso/MT passa a ser co-localizado com o canal 16+; e o canal 31 de Boa Vista/RR teria suas coordenadas geográficas alteradas. A mesma consulta pública propõe a introdução no PBRTV de oito novas retransmissoras: Barrocas/BA (canal 4); Pilão Arcado (canal 9+); Conselheiro Lafaiete/MG (canal 46- co-localizado com o canal 38-E); Leopoldina/MG (canal 42 co-localizado com o canal 50-); Sorriso/MT (canal 16+ co-localizado com o canal 24); Campos dos Goytacazes/RJ (canal 59 co-localizado com o canal 45); Rio de Janeiro - Santa Cruz/RJ (canal 26+); Tobias Barreto/SE (canal 9+). Foi ainda proposta a alteração das características técnicas de oito canais retransmissores: Jequié/BA (canal 12+); Conselheiro Lafaiete/MG (canal 38-E); Leopoldina/RJ (canal 50-); Bragança/PA (canal 2+); Oriximiná - Porto Trombetas/PA (canal 3-E); Parauapebas/PA (canal 4+); Marjorlândia/CE (canal 10-); Campos dos Goytacazes/RJ (canal 45+); Boa Vista/RR (canais 47 e 39); e Sapiranga/RS (canal 52E). Da Redação - TELA VIVA News
25/05/2005, 11h22
A Anatel publicou nesta quarta-feira, 25, uma consulta pública para alterar as características de três canais geradores de televisão. De acordo com a proposta, o canal 56 de Quixeramobim/CE seria transformado em canal educativo; o canal 24 de Sorriso/MT passa a ser co-localizado com o canal 16+; e o canal 31 de Boa Vista/RR teria suas coordenadas geográficas alteradas. A mesma consulta pública propõe a introdução no PBRTV de oito novas retransmissoras: Barrocas/BA (canal 4); Pilão Arcado (canal 9+); Conselheiro Lafaiete/MG (canal 46- co-localizado com o canal 38-E); Leopoldina/MG (canal 42 co-localizado com o canal 50-); Sorriso/MT (canal 16+ co-localizado com o canal 24); Campos dos Goytacazes/RJ (canal 59 co-localizado com o canal 45); Rio de Janeiro - Santa Cruz/RJ (canal 26+); Tobias Barreto/SE (canal 9+). Foi ainda proposta a alteração das características técnicas de oito canais retransmissores: Jequié/BA (canal 12+); Conselheiro Lafaiete/MG (canal 38-E); Leopoldina/RJ (canal 50-); Bragança/PA (canal 2+); Oriximiná - Porto Trombetas/PA (canal 3-E); Parauapebas/PA (canal 4+); Marjorlândia/CE (canal 10-); Campos dos Goytacazes/RJ (canal 45+); Boa Vista/RR (canais 47 e 39); e Sapiranga/RS (canal 52E). Da Redação - TELA VIVA News
Rádio
Governo estuda padrões para rádio digital
23/5/2005
O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, anunciou durante o Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Abert, que já está pronta uma portaria para a criação de um grupo de trabalho, com representantes do ministério, da Casa Civil e da Radiobrás, que elabore pesquisas e testes relativos à rádio digital.
Lustosa também informou que deverão participar das discussões a Universidade de Brasília (UnB), a consultoria Brisa e o Instituto Casablanca.
Na avaliação do secretário, o processo não é simples. "É importante avaliar a limpeza do espectro para viabilizar a transmissão digital", informa.
Durante o painel do Congresso que debateu a implantação da rádio digital no País, o consultor da Abert, Djalma da Silveira, destacou que os concorrentes do rádio atualmente são a TV por assinatura, a internet e rádio via satélite.
"Eles contam com a ferramenta da tecnologia para oferecer serviços aos usuários. É importante que o rádio tenha poder de reação com base na oferta de qualidade de serviços, utilizando também a tecnologia digital.
Silveira falou também sobre os padrões existentes (Iboc, americano; Eureka 174, europeu; DRM, europeu; e ISDB, japonês). O consultor informou que, em freqüência AM, o sistema Iboc teve problemas de interferência noturna que já foi superado. A vantagem desse formato, no entanto, é que há possibilidade de transmissão simultânea com o padrão analógico.
O consultor avisou que a Radiobrás testará o padrão DRM em breve. "Nele, não há condições de se utilizar o mesmo canal de freqüência em ondas curtas, o que torna a migração um pouco mais complexa."
Vale ressaltar que o padrão Iboc é o preferido pelos radiodifusores brasileiros, que defendem sua utilização antes até de o governo definir a questão do padrão para a TV digital. Meio & Mensagem
Governo estuda padrões para rádio digital
23/5/2005
O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, anunciou durante o Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Abert, que já está pronta uma portaria para a criação de um grupo de trabalho, com representantes do ministério, da Casa Civil e da Radiobrás, que elabore pesquisas e testes relativos à rádio digital.
Lustosa também informou que deverão participar das discussões a Universidade de Brasília (UnB), a consultoria Brisa e o Instituto Casablanca.
Na avaliação do secretário, o processo não é simples. "É importante avaliar a limpeza do espectro para viabilizar a transmissão digital", informa.
Durante o painel do Congresso que debateu a implantação da rádio digital no País, o consultor da Abert, Djalma da Silveira, destacou que os concorrentes do rádio atualmente são a TV por assinatura, a internet e rádio via satélite.
"Eles contam com a ferramenta da tecnologia para oferecer serviços aos usuários. É importante que o rádio tenha poder de reação com base na oferta de qualidade de serviços, utilizando também a tecnologia digital.
Silveira falou também sobre os padrões existentes (Iboc, americano; Eureka 174, europeu; DRM, europeu; e ISDB, japonês). O consultor informou que, em freqüência AM, o sistema Iboc teve problemas de interferência noturna que já foi superado. A vantagem desse formato, no entanto, é que há possibilidade de transmissão simultânea com o padrão analógico.
O consultor avisou que a Radiobrás testará o padrão DRM em breve. "Nele, não há condições de se utilizar o mesmo canal de freqüência em ondas curtas, o que torna a migração um pouco mais complexa."
Vale ressaltar que o padrão Iboc é o preferido pelos radiodifusores brasileiros, que defendem sua utilização antes até de o governo definir a questão do padrão para a TV digital. Meio & Mensagem
Comunicação Comunitária
Deputados apresentam sugestões sobre rádios comunitárias
24/5/2005, 23h51
O Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) encarregado de estudar a situação da radiodifusão comunitária no País recebeu sugestões, nesta terça-feira, sugestões dos integrantes da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.
Até agosto, o grupo vai apresentar um diagnóstico e propor medidas para levar as rádios comunitárias às localidades mais afastadas dos grandes centros.
A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) acredita que os deputados devem ser ouvidos, inclusive quanto à preparação da conferência nacional sobre o tema, prevista para ocorrer no final deste ano. "Minha proposta é que haja uma integração entre a Comissão de Ciência e Tecnologia, por meio da subcomissão de Comunicação de Massa, com o Grupo de Trabalho Interministerial para que trabalhem juntos."
Fiscalização menos violenta
Apesar de não integrar a comissão de Ciência e Tecnologia, o deputado Adão Pretto (PT-RS), participou da reunião e pediu que a fiscalização da Polícia Federal em rádios comunitárias seja menos violenta. O deputado disse que já foi agredido durante a abordagem numa emissora e lembrou que sempre ocorrem prisões de radialistas e apreensão de equipamentos.
O presidente do GTI, Carlos Alberto Freire, respondeu que a violência é uma reclamação geral. Ele assegurou que o aperfeiçoamento da fiscalização está sendo considerado. "Acreditamos que ouvindo a sociedade e os deputados, e com esse alerta, poderemos tentar diminuir essa pressão sobre os radiodifusores comunitários."
Aumento na potência
Outro ponto destacado pelo deputado foi a necessidade de aumento na potência das rádios para que o agricultor possa sintonizar. "Temos que dar espaço para o povo se comunicar do seu jeito".
Quanto à potência, Carlos Alberto Freire disse que o problema ocorre não só na área rural, mas também na Amazônia. Ele acrescenta que a maior flexibilidade na potência das rádios e a fiscalização são pontos que vão integrar o relatório final, que estará pronto em 17 de agosto.
Estudos
O grupo está fazendo um estudo comparativo com a situação na América do Sul e na Austrália e faz um análise jurídica da norma em vigor.
Freire diz que os pontos em foco hoje tratam de ações de disseminação e outorga de rádios comunitárias, divulgação de serviços, formas de levar os serviços a localidades afastadas dos grandes centros, capacitação e mecanismos de treinamento. O dirigente acrescenta que um dos objetivos do grupo de trabalho é apresentar um relatório com o diagnóstico da radiodifusão comunitária no País.
O grupo conta com representantes dos ministérios das Comunicações, da Justiça, da Educação, da Cultura, da Casa Civil, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Radiobrás. Criado em 3 de fevereiro deste ano, o GTI já se reuniu 17 vezes e promoveu encontros com entidades como o Movimento de Radiodifusão Comunitária do País e o Sindicato dos Jornalistas de Brasília. Idhelene Macedo - Agência Câmara de Notícias
Deputados apresentam sugestões sobre rádios comunitárias
24/5/2005, 23h51
O Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) encarregado de estudar a situação da radiodifusão comunitária no País recebeu sugestões, nesta terça-feira, sugestões dos integrantes da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.
Até agosto, o grupo vai apresentar um diagnóstico e propor medidas para levar as rádios comunitárias às localidades mais afastadas dos grandes centros.
A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) acredita que os deputados devem ser ouvidos, inclusive quanto à preparação da conferência nacional sobre o tema, prevista para ocorrer no final deste ano. "Minha proposta é que haja uma integração entre a Comissão de Ciência e Tecnologia, por meio da subcomissão de Comunicação de Massa, com o Grupo de Trabalho Interministerial para que trabalhem juntos."
Fiscalização menos violenta
Apesar de não integrar a comissão de Ciência e Tecnologia, o deputado Adão Pretto (PT-RS), participou da reunião e pediu que a fiscalização da Polícia Federal em rádios comunitárias seja menos violenta. O deputado disse que já foi agredido durante a abordagem numa emissora e lembrou que sempre ocorrem prisões de radialistas e apreensão de equipamentos.
O presidente do GTI, Carlos Alberto Freire, respondeu que a violência é uma reclamação geral. Ele assegurou que o aperfeiçoamento da fiscalização está sendo considerado. "Acreditamos que ouvindo a sociedade e os deputados, e com esse alerta, poderemos tentar diminuir essa pressão sobre os radiodifusores comunitários."
Aumento na potência
Outro ponto destacado pelo deputado foi a necessidade de aumento na potência das rádios para que o agricultor possa sintonizar. "Temos que dar espaço para o povo se comunicar do seu jeito".
Quanto à potência, Carlos Alberto Freire disse que o problema ocorre não só na área rural, mas também na Amazônia. Ele acrescenta que a maior flexibilidade na potência das rádios e a fiscalização são pontos que vão integrar o relatório final, que estará pronto em 17 de agosto.
Estudos
O grupo está fazendo um estudo comparativo com a situação na América do Sul e na Austrália e faz um análise jurídica da norma em vigor.
Freire diz que os pontos em foco hoje tratam de ações de disseminação e outorga de rádios comunitárias, divulgação de serviços, formas de levar os serviços a localidades afastadas dos grandes centros, capacitação e mecanismos de treinamento. O dirigente acrescenta que um dos objetivos do grupo de trabalho é apresentar um relatório com o diagnóstico da radiodifusão comunitária no País.
O grupo conta com representantes dos ministérios das Comunicações, da Justiça, da Educação, da Cultura, da Casa Civil, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Radiobrás. Criado em 3 de fevereiro deste ano, o GTI já se reuniu 17 vezes e promoveu encontros com entidades como o Movimento de Radiodifusão Comunitária do País e o Sindicato dos Jornalistas de Brasília. Idhelene Macedo - Agência Câmara de Notícias
DTH
Parecer da Anatel sobre fusão no DTH ainda demora
25/05/2005, 19h53
A Anatel ainda leva, segundo informações de fontes confiáveis, pelo menos mais três meses para dar seu parecer sobre a fusão entre Sky e DirecTV. Não há praticamente nenhuma chance dessa posição ser manifestada ao Cade (que é quem julgará a operação) antes do recesso da agência, em julho. A opinião da Anatel é das mais importantes para a instrução do Cade, mas não deve ser a única. O órgão, responsável pelas questões concorrenciais, ainda poderá ouvir a SEAE, do Ministério da Fazenda, a SDE, do Ministério da Justiça, a Procuradoria Geral da República e eventualmente até o Ministério Público. Mas o processo só começa quando a Anatel concluir o seu trabalho.
Da Redação - PAY-TV News
Parecer da Anatel sobre fusão no DTH ainda demora
25/05/2005, 19h53
A Anatel ainda leva, segundo informações de fontes confiáveis, pelo menos mais três meses para dar seu parecer sobre a fusão entre Sky e DirecTV. Não há praticamente nenhuma chance dessa posição ser manifestada ao Cade (que é quem julgará a operação) antes do recesso da agência, em julho. A opinião da Anatel é das mais importantes para a instrução do Cade, mas não deve ser a única. O órgão, responsável pelas questões concorrenciais, ainda poderá ouvir a SEAE, do Ministério da Fazenda, a SDE, do Ministério da Justiça, a Procuradoria Geral da República e eventualmente até o Ministério Público. Mas o processo só começa quando a Anatel concluir o seu trabalho.
Da Redação - PAY-TV News
TV a Cabo
TVA segmenta pacotes para atrair mais clientes
27/5/2005
A TVA diversificou sua oferta de serviços com o lançamento da TV digital, em agosto, e quer usar essa estratégia para buscar clientes nas classes de menor renda - um segmento onde as operadoras têm enfrentado dificuldades para crescer.
A empresa, controlada pelo grupo Abril ampliou para 40 o número de pacotes de assinaturas: 25 digitais e 15 analógicos. Até meados do ano passado, havia no máximo cinco, dependendo da cidade.
A idéia é oferecer aos clientes mais ricos os planos digitais, que permitem interagir com a programação, e direcionar os pacotes analógicos para atrair assinantes de menor poder aquisitivo. "Há espaço para crescer nas classes B e C e a mudança tecnológica pode ajudar", diz a presidente da TVA, Leila Loria. "Um dos grandes problemas da indústria é flexibilizar a oferta de pacotes e com o digital isso é mais fácil."
Segundo a executiva, os investimentos na rede analógica já foram amortizados, o que ajuda a oferecer planos mais baratos. Paralelamente, a TV digital é a aposta da operadora para melhorar sua rentabilidade, uma vez que gera receita média 30% superior à do serviço convencional.
Quando foi criada no país, 15 anos atrás, a indústria de TV por assinatura tinha planos ambiciosos e não contava com as adversidades que a economia enfrentou desde então. As operadoras também tiveram de aprender com os próprios erros para descobrir o tipo de programação que se encaixa no gosto dos brasileiros. O setor tem hoje menos de 4 milhões de clientes, nem metade do que imaginava.
No fim de março, a TVA somava 295 mil assinantes de TV. A Net, controlada pela Globo, tinha 1,4 milhão.
As duas empresas, que são as maiores do setor, dedicaram o ano passado à reestruturação de duas dívidas e aos investimentos em digitalização e banda larga. "Agora, 2005 é um ano de muita consolidação de tudo o que fizemos lá atrás", afirma Leila.
A TVA fará neste mês o lançamento de dois serviços que, segundo a executiva, deverão atrair novos assinantes. Uma delas é o o DVR (digital video recorder), equipamento que permitirá gravar programas da TV digital.
Outro alvo são os serviços de voz sobre protocolo de internet (voz sobre IP). Desde o segundo semestre do ano passado, a TVA tem parceria com a empresa de telefonia Primeira Escolha para atuar no mercado corporativo. Agora, começará a atuar no segmento residencial, aproveitando a expansão do segmento de internet em banda larga.
"Com TV, internet e telefonia fechamos uma oferta de serviços para os clientes corporativos e residenciais. Passamos a ser um operador multisserviços", diz a executiva. "A indústria de entretenimento vai crescer."
De acordo com Leila, a TV digital já representa 50% das vendas de novas assinaturas. A base de assinantes da operadora cresceu 4% no primeiro trimestre, frente ao mesmo período do ano passado. A receita aumentou 13%, para R$ 69 milhões. A empresa gerou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações de R$ 21 milhões. O resultado líquido não foi divulgado. Talita Moreira - Valor Econômico
TVA segmenta pacotes para atrair mais clientes
27/5/2005
A TVA diversificou sua oferta de serviços com o lançamento da TV digital, em agosto, e quer usar essa estratégia para buscar clientes nas classes de menor renda - um segmento onde as operadoras têm enfrentado dificuldades para crescer.
A empresa, controlada pelo grupo Abril ampliou para 40 o número de pacotes de assinaturas: 25 digitais e 15 analógicos. Até meados do ano passado, havia no máximo cinco, dependendo da cidade.
A idéia é oferecer aos clientes mais ricos os planos digitais, que permitem interagir com a programação, e direcionar os pacotes analógicos para atrair assinantes de menor poder aquisitivo. "Há espaço para crescer nas classes B e C e a mudança tecnológica pode ajudar", diz a presidente da TVA, Leila Loria. "Um dos grandes problemas da indústria é flexibilizar a oferta de pacotes e com o digital isso é mais fácil."
Segundo a executiva, os investimentos na rede analógica já foram amortizados, o que ajuda a oferecer planos mais baratos. Paralelamente, a TV digital é a aposta da operadora para melhorar sua rentabilidade, uma vez que gera receita média 30% superior à do serviço convencional.
Quando foi criada no país, 15 anos atrás, a indústria de TV por assinatura tinha planos ambiciosos e não contava com as adversidades que a economia enfrentou desde então. As operadoras também tiveram de aprender com os próprios erros para descobrir o tipo de programação que se encaixa no gosto dos brasileiros. O setor tem hoje menos de 4 milhões de clientes, nem metade do que imaginava.
No fim de março, a TVA somava 295 mil assinantes de TV. A Net, controlada pela Globo, tinha 1,4 milhão.
As duas empresas, que são as maiores do setor, dedicaram o ano passado à reestruturação de duas dívidas e aos investimentos em digitalização e banda larga. "Agora, 2005 é um ano de muita consolidação de tudo o que fizemos lá atrás", afirma Leila.
A TVA fará neste mês o lançamento de dois serviços que, segundo a executiva, deverão atrair novos assinantes. Uma delas é o o DVR (digital video recorder), equipamento que permitirá gravar programas da TV digital.
Outro alvo são os serviços de voz sobre protocolo de internet (voz sobre IP). Desde o segundo semestre do ano passado, a TVA tem parceria com a empresa de telefonia Primeira Escolha para atuar no mercado corporativo. Agora, começará a atuar no segmento residencial, aproveitando a expansão do segmento de internet em banda larga.
"Com TV, internet e telefonia fechamos uma oferta de serviços para os clientes corporativos e residenciais. Passamos a ser um operador multisserviços", diz a executiva. "A indústria de entretenimento vai crescer."
De acordo com Leila, a TV digital já representa 50% das vendas de novas assinaturas. A base de assinantes da operadora cresceu 4% no primeiro trimestre, frente ao mesmo período do ano passado. A receita aumentou 13%, para R$ 69 milhões. A empresa gerou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações de R$ 21 milhões. O resultado líquido não foi divulgado. Talita Moreira - Valor Econômico
TVA pode ser a próxima na mira das teles
25/05/2005, 20h07
Apesar dos crescentes rumores de que a operadora de TV paga TVA teria sido vendida para uma operadora de telecomunicações, as informações não se confirmam, ainda. A operadora está sim em processo de due diligence e há conversas consistentes em curso, mas não há proposta firme colocada na mesa, segundo fontes familiarizadas com o processo. Não é a primeira vez, entretanto, que a TVA entra em processo de due diligence, e conversas para compra sempre existiram, em menor ou maior intensidade. O rumor corrente no mercado é de que a Telemar teria feito uma oferta de R$ 800 milhões pelos 290 mil assinantes da operadora, dos quais 110 mil estão na tecnologia MMDS. Segundo fontes próximas à TVA, não há nenhum valor ainda em negociação, e existe mais de um candidato à compra.
Fontes próximas à operadora de telecomunicações, por outro lado, também confirmam que não existe nenhuma deliberação da companhia de fechar o negócio, nem de uma oferta firme. Mas podem sim estar acontecendo sondagens.
O principal ativo da TVA hoje é o acesso pela rede de cabos e fibras em São Paulo. A empresa tem ainda o MMDS nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A TVA também opera em Curitiba, Florianópolis e Foz do Iguaçu. Da Redação - TELETIME News
25/05/2005, 20h07
Apesar dos crescentes rumores de que a operadora de TV paga TVA teria sido vendida para uma operadora de telecomunicações, as informações não se confirmam, ainda. A operadora está sim em processo de due diligence e há conversas consistentes em curso, mas não há proposta firme colocada na mesa, segundo fontes familiarizadas com o processo. Não é a primeira vez, entretanto, que a TVA entra em processo de due diligence, e conversas para compra sempre existiram, em menor ou maior intensidade. O rumor corrente no mercado é de que a Telemar teria feito uma oferta de R$ 800 milhões pelos 290 mil assinantes da operadora, dos quais 110 mil estão na tecnologia MMDS. Segundo fontes próximas à TVA, não há nenhum valor ainda em negociação, e existe mais de um candidato à compra.
Fontes próximas à operadora de telecomunicações, por outro lado, também confirmam que não existe nenhuma deliberação da companhia de fechar o negócio, nem de uma oferta firme. Mas podem sim estar acontecendo sondagens.
O principal ativo da TVA hoje é o acesso pela rede de cabos e fibras em São Paulo. A empresa tem ainda o MMDS nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A TVA também opera em Curitiba, Florianópolis e Foz do Iguaçu. Da Redação - TELETIME News
Política
Escolha dos novos superintendentes é adiada
25/05/2005, 19h28
Na terceira tentativa de escolher os novos superintendentes para dar inicío efetivo às mudanças na estrutura de gestão da Anatel, o conselho diretor da agência não conseguiu fechar uma posição. A decisão poderá ser tomada na próxima reunião. Segundo a assessoria da agência, não está descartada a possibilidade de nomes de fora para compor o quadro, mas também serão considerados os estudos de qualificação sobre os atuais funcionários da agência. Da Redação - TELA VIVA News
Escolha dos novos superintendentes é adiada
25/05/2005, 19h28
Na terceira tentativa de escolher os novos superintendentes para dar inicío efetivo às mudanças na estrutura de gestão da Anatel, o conselho diretor da agência não conseguiu fechar uma posição. A decisão poderá ser tomada na próxima reunião. Segundo a assessoria da agência, não está descartada a possibilidade de nomes de fora para compor o quadro, mas também serão considerados os estudos de qualificação sobre os atuais funcionários da agência. Da Redação - TELA VIVA News
Chinaglia: aliados vão trabalhar por presidência e relatoria da CPMI dos Correios
26/5/2005, 19h01
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que os aliados vão trabalhar para ficar com a relatoria e a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar denúncias de corrupção nos Correios. "O regimento diz que preferencialmente deve haver a proporcionalidade. Portanto, quem detiver a maioria na CPI, pode indicar a presidência e a relatoria. Eu quero dizer que o governo terá maioria e se nós avaliarmos que devemos, teremos a presidência e a relatoria. Se avaliarmos diferente, que temos que fazer alguma negociação, então preferiremos possivelmente a relatoria", afirmou.
O líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ), não aceita que a oposição fique sem um dos dois cargos mais importantes da comissão. Segundo ele, se os aliados optarem pela relatoria, a oposição terá a presidência ou vice-versa.
A CPMI poderá ser instalada nos próximos dias. O requerimento para a criação da comissão, depois de ser lido em sessão do Congresso na última quarta-feira (25), foi encaminhado, na madrugada desta quinta-feira (26), para publicação no Diário Oficial do Legislativo com 240 assinaturas de deputados e 52 de senadores. Era necessário o mínimo de 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.
Na próxima semana, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL) deverá solicitar aos líderes partidários a indicação dos 15 senadores e 15 deputados titulares e igual número de suplentes para compor a comissão. Os líderes têm até 30 dias para fazer as indicações. O prazo previsto de funcionamento da CPMI é de 180 dias.
De acordo com Arlindo Chinaglia, a base aliada não conseguiu retirar o número de assinaturas suficientes para evitar a CPMI. Segundo ele, parlamentares de algumas bancadas haviam dito que só entregariam o pedido de retirada de assinatura se o número fosse suficiente para impedir a CPMI. "Como teríamos que fazer a entrega primeiro para depois saber, preferimos preservar esse compromisso. Alguns líderes preferiram não entregar", disse. "De qualquer maneira, houve quórum para instalar a CPMI", acrescentou.
Um recurso do deputado João Leão (PL-BA), questionando a constitucionalidade da criação da CPMI, foi encaminhado pelo senador Renan Calheiros à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Leão alegou que não há fato determinado e que a comissão pode extrapolar nas investigações, não se limitando apenas às denúncias de corrupção nos Correios. O recurso depende agora de apreciação da CCJ. O próprio presidente do Senado discordou dos argumentos de João Leão e indeferiu a questão de ordem. O parlamentar baiano recorreu da decisão à CCJ.
Uma gravação em vídeo, divulgada pela imprensa no dia 15 de maio, denunciou a suposta existência de corrupção envolvendo funcionários na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Na gravação, o diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, cita nomes de outras pessoas que estariam envolvidas no esquema de propina, entre eles o ex-diretor de Administração da empresa, Antônio Osório Batista, o assessor da Diretoria de Administração Fernando Godoy e o presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), deputado Roberto Jefferson (RJ). Após a denúncia, Maurício Marinho e Fernando Godoy foram dispensados de suas funções por determinação do ministro das Comunicações, Eunício Oliveira. Iolando Lourenço e Marcos Chagas - Portal da Cidadania - Agência Brasil
26/5/2005, 19h01
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que os aliados vão trabalhar para ficar com a relatoria e a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar denúncias de corrupção nos Correios. "O regimento diz que preferencialmente deve haver a proporcionalidade. Portanto, quem detiver a maioria na CPI, pode indicar a presidência e a relatoria. Eu quero dizer que o governo terá maioria e se nós avaliarmos que devemos, teremos a presidência e a relatoria. Se avaliarmos diferente, que temos que fazer alguma negociação, então preferiremos possivelmente a relatoria", afirmou.
O líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ), não aceita que a oposição fique sem um dos dois cargos mais importantes da comissão. Segundo ele, se os aliados optarem pela relatoria, a oposição terá a presidência ou vice-versa.
A CPMI poderá ser instalada nos próximos dias. O requerimento para a criação da comissão, depois de ser lido em sessão do Congresso na última quarta-feira (25), foi encaminhado, na madrugada desta quinta-feira (26), para publicação no Diário Oficial do Legislativo com 240 assinaturas de deputados e 52 de senadores. Era necessário o mínimo de 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.
Na próxima semana, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL) deverá solicitar aos líderes partidários a indicação dos 15 senadores e 15 deputados titulares e igual número de suplentes para compor a comissão. Os líderes têm até 30 dias para fazer as indicações. O prazo previsto de funcionamento da CPMI é de 180 dias.
De acordo com Arlindo Chinaglia, a base aliada não conseguiu retirar o número de assinaturas suficientes para evitar a CPMI. Segundo ele, parlamentares de algumas bancadas haviam dito que só entregariam o pedido de retirada de assinatura se o número fosse suficiente para impedir a CPMI. "Como teríamos que fazer a entrega primeiro para depois saber, preferimos preservar esse compromisso. Alguns líderes preferiram não entregar", disse. "De qualquer maneira, houve quórum para instalar a CPMI", acrescentou.
Um recurso do deputado João Leão (PL-BA), questionando a constitucionalidade da criação da CPMI, foi encaminhado pelo senador Renan Calheiros à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Leão alegou que não há fato determinado e que a comissão pode extrapolar nas investigações, não se limitando apenas às denúncias de corrupção nos Correios. O recurso depende agora de apreciação da CCJ. O próprio presidente do Senado discordou dos argumentos de João Leão e indeferiu a questão de ordem. O parlamentar baiano recorreu da decisão à CCJ.
Uma gravação em vídeo, divulgada pela imprensa no dia 15 de maio, denunciou a suposta existência de corrupção envolvendo funcionários na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Na gravação, o diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, cita nomes de outras pessoas que estariam envolvidas no esquema de propina, entre eles o ex-diretor de Administração da empresa, Antônio Osório Batista, o assessor da Diretoria de Administração Fernando Godoy e o presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), deputado Roberto Jefferson (RJ). Após a denúncia, Maurício Marinho e Fernando Godoy foram dispensados de suas funções por determinação do ministro das Comunicações, Eunício Oliveira. Iolando Lourenço e Marcos Chagas - Portal da Cidadania - Agência Brasil
Sociedade da Comunicação
Casa Brasil promete inclusão digital para classes D e E
24/5/2005
Voltado para as periferias das grandes cidades e para o interior do país, o programa Casa Brasil, do governo federal, promete implantar 90 casas de cultura que integrarão bibliotecas, rádios livres, multimídia e inclusão digital. Serão R$ 20 milhões para compra de equipamentos e treinamento de monitores.
Atacado por uns e elogiado por outros devido ao programa PC Conectado, o governo federal dá mais um passo em seu programa de inclusão digital. Na semana passada foi lançado - publicado no Diário Oficial - o edital do programa Casa Brasil, um ambicioso plano interministerial que pretende espalhar centros de cultura - digital e analógica - nas periferias das capitais e no interior do Brasil. "O PC Conectado é voltado à classe C enquanto o Casa Brasil atinge as classes D e E", afirmou o presidente do Instituto Nacional de Tecnologia de Informação (ITI), Sérgio Amadeu. A declaração foi dada em uma das sessões do Congresso de Informática Pública (Conip), realizado entre os dias 17 e 19 na capital paulista.
Tanto o PC Conectado como o Casa Brasil são programas que trabalham com software livres. Esse tem sido o principal foco das críticas ao PC Conectado. Pelas normas do programa, fabricantes de hardware e desenvolvedores ou prestadores de serviço em software oferecem ao consumidor um computador já preparado para a internet e o governo ajuda com financiamento e redução de impostos. Como o software tem que ser livre, produtos de empresas como a Microsoft, que só produz software proprietário, ficam de fora.
Já no Casa Brasil a questão do software promete ser menos polêmica, já que a escala do programa é menor e não envolve a venda a varejo direto ao consumidor. Além disso, parte importante do orçamento destinado ao programa se dirige ao treinamento de monitores, o que deve ajudar na disseminação das tecnologias livres. Bolsas de estudo serão concedidas a monitores que se encarregarão de ajudar os usuários e a treinar novos monitores. Segundo Amadeu, investir na formação e na disseminação do conhecimento é mais importante do que investir recursos federais na compra de máquinas.
Serão investidos R$ 20 milhões no programa, destinados preferencialmente a parcerias entre ONGs e prefeituras, que serão responsáveis pela implementação nas localidades. Até junho, a Petrobras deverá entregar 50 dessas unidades financiadas com recursos da empresa. Os recursos do governo servirão para o financiamento de mais 89 unidades. A inscrição no edital vai até 2 de junho.
Originalmente, o programa é derivado dos Pontos de Cultura - iniciativa do Ministério da Cultura que pretendia espalhar mil casas de cultura digital -, que são locais para a produção de vídeo, música e outras produções de mídia digital. Com os cortes de orçamento federais o programa foi encolhendo e a saída acabou sendo unir-se a programas de outros ministérios. Um deles é o programa Gesac (Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão), do Ministério das Comunicações, que oferece um antena para a conexão por satélite e uma gama de serviços como telefonia sobre IP e espaço na web.
Na apresentação do programa que fez no Conip, Amadeu insistiu na questão da escolha de tecnologias. "As tecnologias não são neutras, elas são criadas pelo homem e para atender a determinados fins". Segundo ele, o uso de tecnologias livres e abertas é essencial para vencer não só a exclusão social mas a desigualdade cognitiva imposta pelo software proprietário. Com seu código fechado, o software proprietário impede que o usuário estude o funcionamento dos programas e faça alterações.
Amadeu defendeu também que a inclusão digital seja tratada como política pública. "Por que quando um governo acaba ninguém fecha as escolas?", perguntou. "Porque a educação é uma política pública, o Estado reconhece uma necessidade da sociedade e se organiza para atuar". Antes de ser presidente do ITI, Amadeu trabalhou no programa de inclusão digital da prefeitura de São Paulo, os Telecentros, que têm recebido constantes cortes de financiamento por parte da nova administração do prefeito José Serra (PSDB). Notícias ComCiência
Casa Brasil promete inclusão digital para classes D e E
24/5/2005
Voltado para as periferias das grandes cidades e para o interior do país, o programa Casa Brasil, do governo federal, promete implantar 90 casas de cultura que integrarão bibliotecas, rádios livres, multimídia e inclusão digital. Serão R$ 20 milhões para compra de equipamentos e treinamento de monitores.
Atacado por uns e elogiado por outros devido ao programa PC Conectado, o governo federal dá mais um passo em seu programa de inclusão digital. Na semana passada foi lançado - publicado no Diário Oficial - o edital do programa Casa Brasil, um ambicioso plano interministerial que pretende espalhar centros de cultura - digital e analógica - nas periferias das capitais e no interior do Brasil. "O PC Conectado é voltado à classe C enquanto o Casa Brasil atinge as classes D e E", afirmou o presidente do Instituto Nacional de Tecnologia de Informação (ITI), Sérgio Amadeu. A declaração foi dada em uma das sessões do Congresso de Informática Pública (Conip), realizado entre os dias 17 e 19 na capital paulista.
Tanto o PC Conectado como o Casa Brasil são programas que trabalham com software livres. Esse tem sido o principal foco das críticas ao PC Conectado. Pelas normas do programa, fabricantes de hardware e desenvolvedores ou prestadores de serviço em software oferecem ao consumidor um computador já preparado para a internet e o governo ajuda com financiamento e redução de impostos. Como o software tem que ser livre, produtos de empresas como a Microsoft, que só produz software proprietário, ficam de fora.
Já no Casa Brasil a questão do software promete ser menos polêmica, já que a escala do programa é menor e não envolve a venda a varejo direto ao consumidor. Além disso, parte importante do orçamento destinado ao programa se dirige ao treinamento de monitores, o que deve ajudar na disseminação das tecnologias livres. Bolsas de estudo serão concedidas a monitores que se encarregarão de ajudar os usuários e a treinar novos monitores. Segundo Amadeu, investir na formação e na disseminação do conhecimento é mais importante do que investir recursos federais na compra de máquinas.
Serão investidos R$ 20 milhões no programa, destinados preferencialmente a parcerias entre ONGs e prefeituras, que serão responsáveis pela implementação nas localidades. Até junho, a Petrobras deverá entregar 50 dessas unidades financiadas com recursos da empresa. Os recursos do governo servirão para o financiamento de mais 89 unidades. A inscrição no edital vai até 2 de junho.
Originalmente, o programa é derivado dos Pontos de Cultura - iniciativa do Ministério da Cultura que pretendia espalhar mil casas de cultura digital -, que são locais para a produção de vídeo, música e outras produções de mídia digital. Com os cortes de orçamento federais o programa foi encolhendo e a saída acabou sendo unir-se a programas de outros ministérios. Um deles é o programa Gesac (Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão), do Ministério das Comunicações, que oferece um antena para a conexão por satélite e uma gama de serviços como telefonia sobre IP e espaço na web.
Na apresentação do programa que fez no Conip, Amadeu insistiu na questão da escolha de tecnologias. "As tecnologias não são neutras, elas são criadas pelo homem e para atender a determinados fins". Segundo ele, o uso de tecnologias livres e abertas é essencial para vencer não só a exclusão social mas a desigualdade cognitiva imposta pelo software proprietário. Com seu código fechado, o software proprietário impede que o usuário estude o funcionamento dos programas e faça alterações.
Amadeu defendeu também que a inclusão digital seja tratada como política pública. "Por que quando um governo acaba ninguém fecha as escolas?", perguntou. "Porque a educação é uma política pública, o Estado reconhece uma necessidade da sociedade e se organiza para atuar". Antes de ser presidente do ITI, Amadeu trabalhou no programa de inclusão digital da prefeitura de São Paulo, os Telecentros, que têm recebido constantes cortes de financiamento por parte da nova administração do prefeito José Serra (PSDB). Notícias ComCiência
Audiovisual
Comissão aprova numeração de cadeiras em cinemas
25/5/2005 16h50
A Comissão de Educação e Cultura aprovou hoje substitutivo ao Projeto de Lei 4032/04, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que torna obrigatória a numeração das cadeiras nas salas de cinema, devendo os bilhetes de entrada conter o número do lugar comprado. O substitutivo, apresentado pelo relator, deputado Chico Alencar (PT-RJ), acrescenta ao projeto que a numeração das cadeiras - com tamanho visível - deverá ficar em lugar de destaque.
Outra alteração feita determina que os ingressos sejam colocados à venda com antecedência mínima de 48 horas.
Penalidades
O substitutivo prevê ainda penas de advertência e multa diária para o exibidor que descumprir as determinações. A advertência deverá ser aplicada por escrito, devendo o infrator cumprir a lei no prazo máximo de 30 dias, sob pena de imposição de multa diária.
A cobrança de multa será aplicada sempre que a irregularidade não for corrigida no prazo previsto e será de 50 vezes o valor do ingresso cobrado. Por fim, o substitutivo determina que a fiscalização do cumprimento da medida seja feita pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Conforto
Na opinião de Chico Alencar, o projeto poderá contribuir para reduzir as filas nas salas de cinema. "É uma medida simples e oportuna que incentivará imensamente o acesso à obra cinematográfica. A mudança trará mais conforto e segurança aos freqüentadores das salas de cinema", diz o relator.
Tramitação
O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que irá analisá-lo em caráter conclusivo. Luiz Claudio Pinheiro - Agência Câmara de Notícias
Comissão aprova numeração de cadeiras em cinemas
25/5/2005 16h50
A Comissão de Educação e Cultura aprovou hoje substitutivo ao Projeto de Lei 4032/04, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que torna obrigatória a numeração das cadeiras nas salas de cinema, devendo os bilhetes de entrada conter o número do lugar comprado. O substitutivo, apresentado pelo relator, deputado Chico Alencar (PT-RJ), acrescenta ao projeto que a numeração das cadeiras - com tamanho visível - deverá ficar em lugar de destaque.
Outra alteração feita determina que os ingressos sejam colocados à venda com antecedência mínima de 48 horas.
Penalidades
O substitutivo prevê ainda penas de advertência e multa diária para o exibidor que descumprir as determinações. A advertência deverá ser aplicada por escrito, devendo o infrator cumprir a lei no prazo máximo de 30 dias, sob pena de imposição de multa diária.
A cobrança de multa será aplicada sempre que a irregularidade não for corrigida no prazo previsto e será de 50 vezes o valor do ingresso cobrado. Por fim, o substitutivo determina que a fiscalização do cumprimento da medida seja feita pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Conforto
Na opinião de Chico Alencar, o projeto poderá contribuir para reduzir as filas nas salas de cinema. "É uma medida simples e oportuna que incentivará imensamente o acesso à obra cinematográfica. A mudança trará mais conforto e segurança aos freqüentadores das salas de cinema", diz o relator.
Tramitação
O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que irá analisá-lo em caráter conclusivo. Luiz Claudio Pinheiro - Agência Câmara de Notícias
Aprovado projeto que numera cadeiras de cinemas
26/5/2005, 2h15
A Comissão de Educação e Cultura aprovou na última quarta-feira substitutivo ao projeto de lei (PL nº 4032/04), do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que torna obrigatória a numeração das cadeiras nas salas de cinema, devendo os bilhetes de entrada conter o número do lugar comprado. O substitutivo, apresentado pelo relator, deputado Chico Alencar (PT-RJ), acrescenta ao projeto que a numeração das cadeiras - com tamanho visível - deverá ficar em lugar de destaque.
Outra alteração feita determina que os ingressos sejam colocados à venda com antecedência mínima de 48 horas.
O substitutivo prevê ainda penas de advertência e multa diária para o exibidor que descumprir as determinações. Na opinião de Chico Alencar, o projeto poderá contribuir para reduzir as filas nas salas de cinema. "É uma medida simples e oportuna que incentivará imensamente o acesso à obra cinematográfica. A mudança trará mais conforto e segurança aos freqüentadores das salas de cinema", diz o relator. Agência Informes
26/5/2005, 2h15
A Comissão de Educação e Cultura aprovou na última quarta-feira substitutivo ao projeto de lei (PL nº 4032/04), do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que torna obrigatória a numeração das cadeiras nas salas de cinema, devendo os bilhetes de entrada conter o número do lugar comprado. O substitutivo, apresentado pelo relator, deputado Chico Alencar (PT-RJ), acrescenta ao projeto que a numeração das cadeiras - com tamanho visível - deverá ficar em lugar de destaque.
Outra alteração feita determina que os ingressos sejam colocados à venda com antecedência mínima de 48 horas.
O substitutivo prevê ainda penas de advertência e multa diária para o exibidor que descumprir as determinações. Na opinião de Chico Alencar, o projeto poderá contribuir para reduzir as filas nas salas de cinema. "É uma medida simples e oportuna que incentivará imensamente o acesso à obra cinematográfica. A mudança trará mais conforto e segurança aos freqüentadores das salas de cinema", diz o relator. Agência Informes
ABPI-TV faz encontro de capacitação para o mercado internacional
25/05/2005, 17h24
A ABPI-TV (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de TV) realiza no próximo dia 2 de junho, em São Paulo, o 1º Encontro ABPI-TV de Capacitação para o Mercado Internacional.
O evento se insere no projeto da associação de fomentar a co-produção internacional de conteúdos audiovisuais, apoiado pela Apex, Sebrae e Ministério da Cultura.
No programa, executivos de TV aberta e por assinatura do Canadá, França e Estados Unidos farão apresentações sobre seus mercados e darão informações sobre como as produtoras brasileiras podem ter acesso a eles. Ao final, haverá um debate sobre a melhor maneira de comercializar o produto independente brasileiro no exterior.
O evento acontece no hotel Meliá Jardim Europa. Informações pelo telefone (11) 3707-4717 ou pelo e-mail abpitv@.... Da Redação - TELA VIVA News
25/05/2005, 17h24
A ABPI-TV (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de TV) realiza no próximo dia 2 de junho, em São Paulo, o 1º Encontro ABPI-TV de Capacitação para o Mercado Internacional.
O evento se insere no projeto da associação de fomentar a co-produção internacional de conteúdos audiovisuais, apoiado pela Apex, Sebrae e Ministério da Cultura.
No programa, executivos de TV aberta e por assinatura do Canadá, França e Estados Unidos farão apresentações sobre seus mercados e darão informações sobre como as produtoras brasileiras podem ter acesso a eles. Ao final, haverá um debate sobre a melhor maneira de comercializar o produto independente brasileiro no exterior.
O evento acontece no hotel Meliá Jardim Europa. Informações pelo telefone (11) 3707-4717 ou pelo e-mail abpitv@.... Da Redação - TELA VIVA News
Projeto de Exportação do Audiovisual
25/5/2005
Brasileiro comemora um ano de atuação no VI Fórum Brasil de Programação e Produção
O VI Fórum Brasil de Programação e Produção, que ocorre dias 31 de maio e 1º de junho em São Paulo, tem como tema As Novas Fronteiras da Televisão e também servirá de marco comemorativo do primeiro ano de atuação do Projeto Setorial Integrado de Promoção de Exportação da Indústria Brasileira de Audiovisual. Esse plano de ação resulta de parceria entre a SAV (Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura), Apex (Agência de Promoção de Exportações do Brasil), Sebrae Nacional (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas) e ABPITV (Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão).
Na manhã de 1º de junho, dentro da programação do VI Fórum Brasil de Programação e Produção, o Projeto Setorial Integrado de Promoção e Exportação da Indústria Brasileira de Audiovisual organizará o debate TV Globalizada: Explorando os Mercados Internacionais. Entre 9h e 10h30, Mário Diamante, assessor especial da Secretaria do Audiovisual e presidente do Conselho Consultivo do programa, fará balanço sobre as ações implementadas neste primeiro ano de atuação.
Entre 11h e 12h30, o Projeto Setorial organizará debate sobre o Mercado Internacional do Audiovisual. Participarão das discussões convidados internacionais: Jacques Gibout, diretor internacional do MIP; François Sauvagnagues, do La Sept Arte; Courtney Thompson, do National Geographic; Danny Chalifour, da Telefim Canadá; e Ryan Shiotani, consultor internacional da ABPITV.
Após um ano de atuação, o projeto continua com os seguintes objetivos: 1) Ampliar a participação da produção audiovisual brasileira no mercado internacional de televisão. 2) Realizar projetos de co-produção internacional. 3) Criar uma marca forte para o setor no Exterior. 3) Buscar novos mercados para as produções audiovisuais brasileiras. 4) Realizar projetos de capacitação internacional visando ampliar o número de empresas exportadoras do setor audiovisual para a televisão. 5) Gerar novos empregos diretos e indiretos para o setor.
As exportações dos produtos audiovisuais superaram em muito as expectativas iniciais: de U$ 6 milhões até maio de 2006. Em maio de 2005, esses números já ultrapassaram os U$ 7.750.000. Os principais países que importaram produções audiovisuais brasileiras, principalmente novelas, telefilmes, seriados e documentários, foram Chile, França, Kuwait, Itália, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Japão, Polônia, México, Áustria, Portugal e Suécia.
O secretário do Audiovisual Orlando Senna, entusiasta dessa política de exportação, declara: ``O Projeto Setorial de Promoção de Exportação é absolutamente pioneiro no Brasil em termos de levar produções audiovisuais para serem comercializados no Exterior. Essa atuação conjunta, e eficaz, entre ABPITV, Sebrae, APEX e SAV está resultando ação extremamente importante em termos econômicos para o país em geral e para o setor do audiovisual em particular.´´
As palestras sobre o Projeto Setorial Integrado de Promoção e Exportação da Indústria Brasileira de Audiovisual serão realizadas dentro da programação do VI Fórum Brasil de Programação e Produção, que ocorre entre 31 de maio e 1º de junho no ITM Expo-SP (Avenida Engenheiro Roberto Zuccolo, 555, Vila Leopoldina, São Paulo). Assessoria de Imprensa Ministério da Cultura
25/5/2005
Brasileiro comemora um ano de atuação no VI Fórum Brasil de Programação e Produção
O VI Fórum Brasil de Programação e Produção, que ocorre dias 31 de maio e 1º de junho em São Paulo, tem como tema As Novas Fronteiras da Televisão e também servirá de marco comemorativo do primeiro ano de atuação do Projeto Setorial Integrado de Promoção de Exportação da Indústria Brasileira de Audiovisual. Esse plano de ação resulta de parceria entre a SAV (Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura), Apex (Agência de Promoção de Exportações do Brasil), Sebrae Nacional (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas) e ABPITV (Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão).
Na manhã de 1º de junho, dentro da programação do VI Fórum Brasil de Programação e Produção, o Projeto Setorial Integrado de Promoção e Exportação da Indústria Brasileira de Audiovisual organizará o debate TV Globalizada: Explorando os Mercados Internacionais. Entre 9h e 10h30, Mário Diamante, assessor especial da Secretaria do Audiovisual e presidente do Conselho Consultivo do programa, fará balanço sobre as ações implementadas neste primeiro ano de atuação.
Entre 11h e 12h30, o Projeto Setorial organizará debate sobre o Mercado Internacional do Audiovisual. Participarão das discussões convidados internacionais: Jacques Gibout, diretor internacional do MIP; François Sauvagnagues, do La Sept Arte; Courtney Thompson, do National Geographic; Danny Chalifour, da Telefim Canadá; e Ryan Shiotani, consultor internacional da ABPITV.
Após um ano de atuação, o projeto continua com os seguintes objetivos: 1) Ampliar a participação da produção audiovisual brasileira no mercado internacional de televisão. 2) Realizar projetos de co-produção internacional. 3) Criar uma marca forte para o setor no Exterior. 3) Buscar novos mercados para as produções audiovisuais brasileiras. 4) Realizar projetos de capacitação internacional visando ampliar o número de empresas exportadoras do setor audiovisual para a televisão. 5) Gerar novos empregos diretos e indiretos para o setor.
As exportações dos produtos audiovisuais superaram em muito as expectativas iniciais: de U$ 6 milhões até maio de 2006. Em maio de 2005, esses números já ultrapassaram os U$ 7.750.000. Os principais países que importaram produções audiovisuais brasileiras, principalmente novelas, telefilmes, seriados e documentários, foram Chile, França, Kuwait, Itália, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Japão, Polônia, México, Áustria, Portugal e Suécia.
O secretário do Audiovisual Orlando Senna, entusiasta dessa política de exportação, declara: ``O Projeto Setorial de Promoção de Exportação é absolutamente pioneiro no Brasil em termos de levar produções audiovisuais para serem comercializados no Exterior. Essa atuação conjunta, e eficaz, entre ABPITV, Sebrae, APEX e SAV está resultando ação extremamente importante em termos econômicos para o país em geral e para o setor do audiovisual em particular.´´
As palestras sobre o Projeto Setorial Integrado de Promoção e Exportação da Indústria Brasileira de Audiovisual serão realizadas dentro da programação do VI Fórum Brasil de Programação e Produção, que ocorre entre 31 de maio e 1º de junho no ITM Expo-SP (Avenida Engenheiro Roberto Zuccolo, 555, Vila Leopoldina, São Paulo). Assessoria de Imprensa Ministério da Cultura
EUA recebem sucessor de "Cidade de Deus"
27/5/2005
Novo longa do diretor Fernando Meirelles, "The Constant Gardener" estreará em 1.200 salas americanas em agosto
O primeiro longa-metragem dirigido pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles após o sucesso de "Cidade de Deus" (2002) já tem data de estréia definida -nos Estados Unidos.
"The Constant Gardener" (o jardineiro fiel), produção internacional estrelada pelos atores ingleses Ralph Fiennes ("Fim de Caso") e Rachel Weisz ("Constantine"), será lançado no próximo dia 26 de agosto em 1.200 salas norte-americanas.
Para os padrões dos Estados Unidos, é um lançamento médio, assim como o orçamento original do filme, de US$ 28 milhões (R$ 67,5 milhões).
No cânone brasileiro, ambos são inatingíveis. O país possui apenas 1.900 salas de cinema, e os maiores lançamentos aqui ocupam em torno de 400 delas.
Um orçamento de R$ 12 milhões conferiu a "Carandiru" (2003), de Hector Babenco, o recorde de filme mais caro realizado no Brasil, onde atualmente as planilhas de custos estão na média dos R$ 5 milhões.
A produção de "The Constant Gardener" é da Focus Features, selo da gigante Universal para o que se entende como filme médio: feito com menos dinheiro e mais elaboração, mirando a atenção de quem já saiu da adolescência.
"The Constant Gardener" é uma adaptação do livro homônimo de John Le Carré, editado no Brasil pela Record, em que um diplomata tenta desvendar o assassinato da própria mulher.
A trama envolve uma suspeita de interesses econômicos -haveria um lobby da indústria farmacêutica por trás do crime- e um imbróglio afetivo -um médico que acompanhava a advogada em seu trabalho no Quênia desaparece do local sem deixar pistas.
Para as filmagens do longa, que foram realizadas na Inglaterra, no Canadá e na áfrica, Meirelles reeditou algumas de suas parcerias de "Cidade de Deus".
O roteirista Bráulio Mantovani deu consultoria à adaptação, e Cesar Charlone, que atualmente dirige um longa no Uruguai (leia reportagem à esquerda), assina novamente a fotografia.
Mantovani, Charlone e o montador de "Cidade de Deus", Daniel Rezende, foram indicados ao Oscar em 2004, quando Meirelles também concorreu, como melhor diretor.
As quatro indicações de "Cidade de Deus" ao prêmio máximo da indústria de cinema dos EUA coroaram a tendência de ascensão das carreiras desses profissionais, que começou em 2002, quando o longa brasileiro foi exibido no Festival de Cannes, fora de competição.
A história de bastidores do festival francês registra que seu diretor de programação, Thierry Frémaux, lutou até o último momento para ter "Cidade de Deus" concorrendo à Palma de Ouro.
Frémaux teria, no entanto, esbarrado na resistência do presidente da mostra, o veterano Gilles Jacob, a quem a linguagem vertiginosa de "Cidade de Deus" teria parecido um excesso.
Mas é precisamente na narrativa de "Cidade de Deus" que a indústria do cinema viu um frescor (se não uma novidade) e transformou Meirelles numa aposta de novo Midas.
O diretor brasileiro trabalha atualmente no roteiro de uma superprodução para os estúdios Universal que reerguerá a cidade de Pompéia, para ser o cenário de um "disaster-movie".
A Focus informou a Meirelles que "The Constant Gardener" foi comprado por uma distribuidora brasileira de pequeno porte, para o lançamento no país.
O diretor não sabe se a estréia aqui será simultânea à dos Estados Unidos. Ontem, a reportagem não conseguiu localizar o distribuidor brasileiro do filme. SILVANA ARANTES - Folha de São Paulo
27/5/2005
Novo longa do diretor Fernando Meirelles, "The Constant Gardener" estreará em 1.200 salas americanas em agosto
O primeiro longa-metragem dirigido pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles após o sucesso de "Cidade de Deus" (2002) já tem data de estréia definida -nos Estados Unidos.
"The Constant Gardener" (o jardineiro fiel), produção internacional estrelada pelos atores ingleses Ralph Fiennes ("Fim de Caso") e Rachel Weisz ("Constantine"), será lançado no próximo dia 26 de agosto em 1.200 salas norte-americanas.
Para os padrões dos Estados Unidos, é um lançamento médio, assim como o orçamento original do filme, de US$ 28 milhões (R$ 67,5 milhões).
No cânone brasileiro, ambos são inatingíveis. O país possui apenas 1.900 salas de cinema, e os maiores lançamentos aqui ocupam em torno de 400 delas.
Um orçamento de R$ 12 milhões conferiu a "Carandiru" (2003), de Hector Babenco, o recorde de filme mais caro realizado no Brasil, onde atualmente as planilhas de custos estão na média dos R$ 5 milhões.
A produção de "The Constant Gardener" é da Focus Features, selo da gigante Universal para o que se entende como filme médio: feito com menos dinheiro e mais elaboração, mirando a atenção de quem já saiu da adolescência.
"The Constant Gardener" é uma adaptação do livro homônimo de John Le Carré, editado no Brasil pela Record, em que um diplomata tenta desvendar o assassinato da própria mulher.
A trama envolve uma suspeita de interesses econômicos -haveria um lobby da indústria farmacêutica por trás do crime- e um imbróglio afetivo -um médico que acompanhava a advogada em seu trabalho no Quênia desaparece do local sem deixar pistas.
Para as filmagens do longa, que foram realizadas na Inglaterra, no Canadá e na áfrica, Meirelles reeditou algumas de suas parcerias de "Cidade de Deus".
O roteirista Bráulio Mantovani deu consultoria à adaptação, e Cesar Charlone, que atualmente dirige um longa no Uruguai (leia reportagem à esquerda), assina novamente a fotografia.
Mantovani, Charlone e o montador de "Cidade de Deus", Daniel Rezende, foram indicados ao Oscar em 2004, quando Meirelles também concorreu, como melhor diretor.
As quatro indicações de "Cidade de Deus" ao prêmio máximo da indústria de cinema dos EUA coroaram a tendência de ascensão das carreiras desses profissionais, que começou em 2002, quando o longa brasileiro foi exibido no Festival de Cannes, fora de competição.
A história de bastidores do festival francês registra que seu diretor de programação, Thierry Frémaux, lutou até o último momento para ter "Cidade de Deus" concorrendo à Palma de Ouro.
Frémaux teria, no entanto, esbarrado na resistência do presidente da mostra, o veterano Gilles Jacob, a quem a linguagem vertiginosa de "Cidade de Deus" teria parecido um excesso.
Mas é precisamente na narrativa de "Cidade de Deus" que a indústria do cinema viu um frescor (se não uma novidade) e transformou Meirelles numa aposta de novo Midas.
O diretor brasileiro trabalha atualmente no roteiro de uma superprodução para os estúdios Universal que reerguerá a cidade de Pompéia, para ser o cenário de um "disaster-movie".
A Focus informou a Meirelles que "The Constant Gardener" foi comprado por uma distribuidora brasileira de pequeno porte, para o lançamento no país.
O diretor não sabe se a estréia aqui será simultânea à dos Estados Unidos. Ontem, a reportagem não conseguiu localizar o distribuidor brasileiro do filme. SILVANA ARANTES - Folha de São Paulo
Chéreau cria laço familiar íntimo e distante
27/5/2005
Vencedor do Urso de Prata em Berlim, diretor realista usa doença no sangue para retratar relação fraternal
Quando uma rara doença do sangue vitima Thomas, é a seu irmão que ele recorre. Decisão quase natural, pois, se o sangue está doente, é às relações de sangue que é preciso recorrer.
Filmes sobre irmãos costumam ser difíceis, isto é, representar a dificuldade das relações consanguíneas entre iguais. é assim com o tristíssimo "Dois Destinos", do italiano Valerio Zurlini, e também com o terrível "Gêmeos - Mórbida Semelhança", do canadense David Cronenberg.
Em "Irmãos", de Patrice Chéreau, ao contrário dos exemplos acima, Luc e Thomas se ignoram de longa data. Não se trata exatamente de uma rivalidade. Parece evidente que a homossexualidade de Luc não passa pela goela de Thomas. Incapaz de compreendê-la, ele se afasta. Luc responde na mesma moeda. Parece um desses casos de afastamento íntimo.
O hospital (assim como a casa de praia, mas em menor medida) será o lugar do reencontro. Para que se dê, parece necessário que Luc tenha uma relação mais que abstrata com o mal do irmão. é preciso que observe sua mão sendo perfurada para que lhe retirem o sangue. Ou que acompanhe a cerimônia em que seu corpo é depilado antes de uma operação.
Patrice Chéreau adota um tom radicalmente realista. é preciso sentir que cada uma dessas operações é verdadeira, que o hospital também é de verdade, que não se trata de trucagem, de estúdio ou algo assim. O calvário de Thomas não pode ser um efeito de cinema aos olhos do irmão -e nem dos espectadores, por extensão. Se sentirmos falsidade (ou se Luc tiver essa sensação), nada mais se aproxima -e o filme falha irremediavelmente. Até porque o roteiro propõe um enigma: uma doença rara do sangue, sem relação com Aids, capaz de provocar terríveis hemorragias.
Talvez o filme falhe em alguns momentos, é verdade, pois, em vez de nos aproximar dos irmãos e de seu drama, o tratamento muito cerrado do mal que é dado por Chéreau é possível que por vezes nos torne mais aflitos do que outra coisa.
Mas, no geral, não: certa informalidade da filmagem, o rigor que leva Chéreau a apoiar seu filme no sentimentalismo, a dificuldade da aproximação -tudo isso contribui para que intimidade e estranhamento, em lugar de se excluírem, apareçam ao longo do filme como termos complementares, tanto quanto amor e resistência ao amor.
Filme estranho, "Irmãos" é desses que vai longe buscar sua beleza, não se contentando com o óbvio. Talvez nós também corramos o risco de entreter com ele uma relação um tanto ríspida, de distância e fascínio. Não é impossível que "Irmãos", vencedor do Urso de Prata em Berlim em 2003, seja desses filmes que, embora nos forcem a resistir a ele, imponham-se lentamente e fiquem na lembrança mais do que imaginamos ou do que queiramos que fique.
Irmãos
Son Frère
Direção: Patrice Chéreau
Produção: França, 2002
Com: Bruno Todeschini, Eric Caravaca
Quando: a partir de hoje no Cinesesc
INáCIO ARAUJO - Folha de São Paulo
27/5/2005
Vencedor do Urso de Prata em Berlim, diretor realista usa doença no sangue para retratar relação fraternal
Quando uma rara doença do sangue vitima Thomas, é a seu irmão que ele recorre. Decisão quase natural, pois, se o sangue está doente, é às relações de sangue que é preciso recorrer.
Filmes sobre irmãos costumam ser difíceis, isto é, representar a dificuldade das relações consanguíneas entre iguais. é assim com o tristíssimo "Dois Destinos", do italiano Valerio Zurlini, e também com o terrível "Gêmeos - Mórbida Semelhança", do canadense David Cronenberg.
Em "Irmãos", de Patrice Chéreau, ao contrário dos exemplos acima, Luc e Thomas se ignoram de longa data. Não se trata exatamente de uma rivalidade. Parece evidente que a homossexualidade de Luc não passa pela goela de Thomas. Incapaz de compreendê-la, ele se afasta. Luc responde na mesma moeda. Parece um desses casos de afastamento íntimo.
O hospital (assim como a casa de praia, mas em menor medida) será o lugar do reencontro. Para que se dê, parece necessário que Luc tenha uma relação mais que abstrata com o mal do irmão. é preciso que observe sua mão sendo perfurada para que lhe retirem o sangue. Ou que acompanhe a cerimônia em que seu corpo é depilado antes de uma operação.
Patrice Chéreau adota um tom radicalmente realista. é preciso sentir que cada uma dessas operações é verdadeira, que o hospital também é de verdade, que não se trata de trucagem, de estúdio ou algo assim. O calvário de Thomas não pode ser um efeito de cinema aos olhos do irmão -e nem dos espectadores, por extensão. Se sentirmos falsidade (ou se Luc tiver essa sensação), nada mais se aproxima -e o filme falha irremediavelmente. Até porque o roteiro propõe um enigma: uma doença rara do sangue, sem relação com Aids, capaz de provocar terríveis hemorragias.
Talvez o filme falhe em alguns momentos, é verdade, pois, em vez de nos aproximar dos irmãos e de seu drama, o tratamento muito cerrado do mal que é dado por Chéreau é possível que por vezes nos torne mais aflitos do que outra coisa.
Mas, no geral, não: certa informalidade da filmagem, o rigor que leva Chéreau a apoiar seu filme no sentimentalismo, a dificuldade da aproximação -tudo isso contribui para que intimidade e estranhamento, em lugar de se excluírem, apareçam ao longo do filme como termos complementares, tanto quanto amor e resistência ao amor.
Filme estranho, "Irmãos" é desses que vai longe buscar sua beleza, não se contentando com o óbvio. Talvez nós também corramos o risco de entreter com ele uma relação um tanto ríspida, de distância e fascínio. Não é impossível que "Irmãos", vencedor do Urso de Prata em Berlim em 2003, seja desses filmes que, embora nos forcem a resistir a ele, imponham-se lentamente e fiquem na lembrança mais do que imaginamos ou do que queiramos que fique.
Irmãos
Son Frère
Direção: Patrice Chéreau
Produção: França, 2002
Com: Bruno Todeschini, Eric Caravaca
Quando: a partir de hoje no Cinesesc
INáCIO ARAUJO - Folha de São Paulo
Cannes vive momento família
27/5/2005
Grandes vencedores do festival têm como tema a relação a dois e entre pais e filhos
A família esteve no centro da tela do 58º Festival Internacional de Cinema de Cannes. A premiação decidida pelo júri presidido por Emir Kusturica ("Papai Saiu em Viagem de Negócios") consagrou com os prêmios principais três estudos sobre o que o sempre certeiro Wim Wenders definiu aqui como "a questão central deste século XXI: a desagregação familiar".
O drama belga "L'Enfant" (A Criança), dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne, recebeu a Palma de Ouro. "Broken Flowers" (Flores Rotas), do americano Jim Jarmusch, ficou com o Grande Prêmio do Júri. O grande favorito da crítica, "Caché" (Escondido), valeu ao austríaco Michael Hanecke o prêmio de melhor direção. A falta de unanimidade na decisão aponta o equilíbrio entre eles.
As três obras premiadas pesquisam os compromissos familiares. Os Dardenne e Jarmusch (assim como Wenders no não-premiado "Don't Come Knocking") enfocam-nos a partir das responsabilidades da relação a dois e da paternidade. Henecke adiciona a dimensão da fraternidade, a um só tempo familiar e social.
"A Criança" foi uma escolha nobre e justificável, ainda que não me pareça especialmente inovador dentro da carreira dos Dardenne ou mesmo no contexto maior do cinema atual. O filme nos devolve ao universo marginal da Bélgica de suas obras anteriores, "A Promessa", "Rosetta" (Palma de Ouro em 1999) e "O Filho".
Sonia (Déborah Francois), 18, e Bruno (Jérémie Renier), 20, sobrevivem sublocando o apartamento dela e explorando a obsessão criminal dele. O nascimento de seu bebê conduz a um impasse. A espiral de destruição das obras anteriores se repete. Exibindo segurança narrativa e impecável direção de atores, o conjunto é harmônico à sua filmografia, mas perde frescor. Não chega a decepcionar, mas a curva ascendente dos irmãos se estabilizou.
Egressos do documentarismo, veteranos freqüentadores da Croisette, os Dardenne posicionam-se agora no clube restrito dos raros detentores de duas vitórias na mais acirrada das competições fílmicas plurinacionais. Ao lado deles, encontram-se apenas Francis Ford Coppola, Billie August, Shohei Imamura e Emir Kusturica.
Com "Broken Flowers", Jarmusch surpreendeu apresentando a única comédia da competição. Bill Murray faz um rico aposentado que perde a namorada (Julie Delpy) e descobre por uma carta anônima que um filho de um relacionamento de 20 anos atrás pode estar à sua procura. Seu vizinho (Jeffrey Wright), obcecado por literatura policial, prepara-lhe um roteiro de viagem para rever as ex-namoradas do período e checar a veracidade da correspondência. Sharon Stone, Jessica Lange, Tilda Swinton e Frances Conroy sucedem-se como suas díspares ex-amantes.
Tudo caminha bem até dois terços do enredo. "Broken Flowers" então empaca. Jarmusch não consegue concluir. Murray, com a persona zen desenvolvida em "Encontros e Desencontros", leva o filme até o fim, mas a conclusão é simplesmente frustrante. Poucas obras fílmicas superam a do austríaco Michael Hanecke no exame do mal-estar contemporâneo. "Caché" é seu novo capítulo, em estreita sintonia com "71 Fragmentos sobre uma Cronologia da Sorte" (1994).
"Caché" dialoga com o perturbador "Match Point" de Woody Allen, lançado aqui fora de concurso, em sua atenção à importância das menores decisões, às vilanias minimalistas de todo cotidiano, em suma, aos desafios da responsabilidade. Na Paris atual, uma família tem seu dia-a-dia comprometido até o ponto da ruptura por vídeos e desenhos anônimos. As imagens começam mostrando a frente de sua casa. Evoluem para trazer a casa da infância de Georges (Daniel Auteil). Uma tese aos poucos se forma, mas ele a esconde da esposa (Juliette Binoche) e do filho.
A assumida vontade de revelação ditou o restante dos prêmios. Tommy Lee Jones sai de Cannes consagrado com a dupla vitória de seu filme de estréia atrás das câmeras de cinema, "The Three Burials of Melquiades Estrada" (Os Três Enterros de Melquíades Estrada): melhor ator, para ele mesmo, e roteiro, para o mexicano Guillermo Ariaga. Nada mais certeiro que o prêmio de atriz para a israelense Hanna Laslo, que rouba de Natalie Portman o protagonismo de "Free Zone" (Zona Livre) de Amos Gitai. Já o Prêmio do Júri para o chinês "Shanghai Dreams", de Wang Xiaoshuai (Bicicletas de Pequim), parece, sobretudo, mera piscadela de concessão à atual força do cinema do Oriente, não devidamente representada na corrida pela Palma. Uma família é o centro de tudo, mais uma vez...
Os dois principais brasileiros não venceram as principais competições das quais participavam (Um Certo Olhar e Câmera de Ouro) mas cada qual levou ao menos um prêmio secundário. "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, venceu o Prêmio da Juventude, atribuído pelo público, e "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes, recebeu o Prêmio da Educação Nacional, dado pelo governo francês. O sabor foi de um viva à renovação.
P.S.: Vale o registro de que até o documentário "Pelé Eterno", de Aníbal Massaini Neto, exibido nas sessões especiais da praia, foi lembrado, recebendo a distinção do prêmio Cittá di Roma - Arcobaleno Latino, concedido pela União Latina, liderada pelo veterano Gillo Pontecorvo. O Brasil não pode mesmo reclamar de Cannes 2005. Amir Labaki - Valor Econômico
27/5/2005
Grandes vencedores do festival têm como tema a relação a dois e entre pais e filhos
A família esteve no centro da tela do 58º Festival Internacional de Cinema de Cannes. A premiação decidida pelo júri presidido por Emir Kusturica ("Papai Saiu em Viagem de Negócios") consagrou com os prêmios principais três estudos sobre o que o sempre certeiro Wim Wenders definiu aqui como "a questão central deste século XXI: a desagregação familiar".
O drama belga "L'Enfant" (A Criança), dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne, recebeu a Palma de Ouro. "Broken Flowers" (Flores Rotas), do americano Jim Jarmusch, ficou com o Grande Prêmio do Júri. O grande favorito da crítica, "Caché" (Escondido), valeu ao austríaco Michael Hanecke o prêmio de melhor direção. A falta de unanimidade na decisão aponta o equilíbrio entre eles.
As três obras premiadas pesquisam os compromissos familiares. Os Dardenne e Jarmusch (assim como Wenders no não-premiado "Don't Come Knocking") enfocam-nos a partir das responsabilidades da relação a dois e da paternidade. Henecke adiciona a dimensão da fraternidade, a um só tempo familiar e social.
"A Criança" foi uma escolha nobre e justificável, ainda que não me pareça especialmente inovador dentro da carreira dos Dardenne ou mesmo no contexto maior do cinema atual. O filme nos devolve ao universo marginal da Bélgica de suas obras anteriores, "A Promessa", "Rosetta" (Palma de Ouro em 1999) e "O Filho".
Sonia (Déborah Francois), 18, e Bruno (Jérémie Renier), 20, sobrevivem sublocando o apartamento dela e explorando a obsessão criminal dele. O nascimento de seu bebê conduz a um impasse. A espiral de destruição das obras anteriores se repete. Exibindo segurança narrativa e impecável direção de atores, o conjunto é harmônico à sua filmografia, mas perde frescor. Não chega a decepcionar, mas a curva ascendente dos irmãos se estabilizou.
Egressos do documentarismo, veteranos freqüentadores da Croisette, os Dardenne posicionam-se agora no clube restrito dos raros detentores de duas vitórias na mais acirrada das competições fílmicas plurinacionais. Ao lado deles, encontram-se apenas Francis Ford Coppola, Billie August, Shohei Imamura e Emir Kusturica.
Com "Broken Flowers", Jarmusch surpreendeu apresentando a única comédia da competição. Bill Murray faz um rico aposentado que perde a namorada (Julie Delpy) e descobre por uma carta anônima que um filho de um relacionamento de 20 anos atrás pode estar à sua procura. Seu vizinho (Jeffrey Wright), obcecado por literatura policial, prepara-lhe um roteiro de viagem para rever as ex-namoradas do período e checar a veracidade da correspondência. Sharon Stone, Jessica Lange, Tilda Swinton e Frances Conroy sucedem-se como suas díspares ex-amantes.
Tudo caminha bem até dois terços do enredo. "Broken Flowers" então empaca. Jarmusch não consegue concluir. Murray, com a persona zen desenvolvida em "Encontros e Desencontros", leva o filme até o fim, mas a conclusão é simplesmente frustrante. Poucas obras fílmicas superam a do austríaco Michael Hanecke no exame do mal-estar contemporâneo. "Caché" é seu novo capítulo, em estreita sintonia com "71 Fragmentos sobre uma Cronologia da Sorte" (1994).
"Caché" dialoga com o perturbador "Match Point" de Woody Allen, lançado aqui fora de concurso, em sua atenção à importância das menores decisões, às vilanias minimalistas de todo cotidiano, em suma, aos desafios da responsabilidade. Na Paris atual, uma família tem seu dia-a-dia comprometido até o ponto da ruptura por vídeos e desenhos anônimos. As imagens começam mostrando a frente de sua casa. Evoluem para trazer a casa da infância de Georges (Daniel Auteil). Uma tese aos poucos se forma, mas ele a esconde da esposa (Juliette Binoche) e do filho.
A assumida vontade de revelação ditou o restante dos prêmios. Tommy Lee Jones sai de Cannes consagrado com a dupla vitória de seu filme de estréia atrás das câmeras de cinema, "The Three Burials of Melquiades Estrada" (Os Três Enterros de Melquíades Estrada): melhor ator, para ele mesmo, e roteiro, para o mexicano Guillermo Ariaga. Nada mais certeiro que o prêmio de atriz para a israelense Hanna Laslo, que rouba de Natalie Portman o protagonismo de "Free Zone" (Zona Livre) de Amos Gitai. Já o Prêmio do Júri para o chinês "Shanghai Dreams", de Wang Xiaoshuai (Bicicletas de Pequim), parece, sobretudo, mera piscadela de concessão à atual força do cinema do Oriente, não devidamente representada na corrida pela Palma. Uma família é o centro de tudo, mais uma vez...
Os dois principais brasileiros não venceram as principais competições das quais participavam (Um Certo Olhar e Câmera de Ouro) mas cada qual levou ao menos um prêmio secundário. "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, venceu o Prêmio da Juventude, atribuído pelo público, e "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes, recebeu o Prêmio da Educação Nacional, dado pelo governo francês. O sabor foi de um viva à renovação.
P.S.: Vale o registro de que até o documentário "Pelé Eterno", de Aníbal Massaini Neto, exibido nas sessões especiais da praia, foi lembrado, recebendo a distinção do prêmio Cittá di Roma - Arcobaleno Latino, concedido pela União Latina, liderada pelo veterano Gillo Pontecorvo. O Brasil não pode mesmo reclamar de Cannes 2005. Amir Labaki - Valor Econômico
Estão abertas as inscrições para concurso de documentários da União Latina
25/05/2005, 16h29
A União Latina e o Festival de Biarritz estão recebendo até o dia 1º de junho as inscrições para o 7º Prêmio do Filme Documentário União Latina, que acontece entre os dias 26 de setembro e 2 de outubro, em Biarritz, França. O prêmio, no valor de 3 mil euros, será atribuído ao melhor documentário latino que apresente uma visão original sobre a diversidade das culturas nos contextos socio-politicos na América Latina, neste começo do terceiro milênio.
Podem concorrer filmes procedentes de um dos 36 estados membros da União Latina e produzidos após 1° de janeiro de 2004. Mais informações no site www.lacitabiarritz.com.fr. Da Redação - TELA VIVA News
25/05/2005, 16h29
A União Latina e o Festival de Biarritz estão recebendo até o dia 1º de junho as inscrições para o 7º Prêmio do Filme Documentário União Latina, que acontece entre os dias 26 de setembro e 2 de outubro, em Biarritz, França. O prêmio, no valor de 3 mil euros, será atribuído ao melhor documentário latino que apresente uma visão original sobre a diversidade das culturas nos contextos socio-politicos na América Latina, neste começo do terceiro milênio.
Podem concorrer filmes procedentes de um dos 36 estados membros da União Latina e produzidos após 1° de janeiro de 2004. Mais informações no site www.lacitabiarritz.com.fr. Da Redação - TELA VIVA News
Cultura
A dança das cadeiras na cultura
27/5/2005
Saída de Emanoel Araújo e Cláudia Costin de seus cargos demonstra o descaso com a classe no País
Em 10 de abril último, o escultor Emanoel Araújo pediu demissão do cargo de secretário da Cultura da cidade de São Paulo, após permanecer pouco mais de três meses na função. Vinte e três dias depois, em 3 de maio, a secretária de Estado da Cultura, Cláudia Costin, toma uma decisão igual e também entrega o seu cargo ao governador Geraldo Alckmin. Na mesma semana, os jornais trazem a notícia sobre a "quase" demissão de nada menos que o ministro da Cultura, Gilberto Gil, que avisou: se os graves problemas relacionados com o bloqueio de verbas na sua pasta não forem resolvidos, vai para casa. A crise ainda não teve solução. É útil realçar que estamos falando dos titulares da cultura da maior cidade e do maior Estado do País, além do mais alto dirigente da cultura brasileira. Imaginem esse quadro em outro setor da vida nacional.
Claro que não há conexão direta entre os três episódios. No entanto, um olhar mais abrangente revela que esses eventos terminam ligados pelo mercúrio, pelo fio vermelho que sobe rápido, encadeando-os como se fossem três pontos na escala progressiva do termômetro. Febre alta no organismo.
Na condição de secretário da Cultura, Emanoel Araújo não poderá ser julgado, uma vez que permaneceu apenas 100 dias no cargo. Mas será difícil alguém lhe tirar o título de melhor ex-secretário da Cultura que esta cidade já teve. Na sua saída, entregou ao prefeito José Serra uma carta aberta que, na minha opinião, constitui-se no mais importante documento que o meio cultural produzira nos últimos anos. Pode-se discordar de várias posições de Araújo enquanto ele esteve à frente da secretaria. Pode-se discordar até de alguns trechos de sua carta, mas ninguém poderá lhe negar a importância do gesto, ao vir a público com uma franqueza rara na vida brasileira, expor as reais motivações de seu afastamento que podem ser resumidas a dois pontos: ausência de meios para a realização do seu trabalho e o descaso com o qual a problemática da cultura estava sendo tratada. Apesar dos constrangimentos naturais dessa situação, Araújo prestou um valioso serviço à classe ao tornar público esse debate, abandonando a cortesia protocolar. Educada, mas, às vezes, também pusilânime.
Infelizmente, o descaso com a cultura não é uma exclusividade paulistana. No final do ano passado o governo federal divulgou o Orçamento Geral da União e ele continha uma boa notícia para a o Ministério da Cultura: R$ 480 milhões somente para execução de programas - fora a verba de custeio - o que no total equivaleria a 0,6% do orçamento geral, participação que jamais tivera. A notícia foi, merecidamente, festejada. Em fevereiro deste ano, porém, o governo divulga um contingenciamento de 57% para essas verbas, impondo o maior corte que a pasta já sofrera.
Ou seja: a cifra recorde para a cultura que estava no papel, na prática, recebeu uma tesourada também recorde da área econômica. Assim, o primeiro recorde foi engolido pelo segundo e, de recorde em recorde, o ministro Gil terminou com a menor verba que o MinC já dispôs em muitos anos, marca negativa que a recordista pasta vai acumular com outra que já detinha, o de mais baixo orçamento da Esplanada dos Ministérios, já que a pequenina pasta da Pesca não conta por ser, oficialmente, uma secretaria com o seu orçamento vinculado à Presidência da República. São dados e fatos inacreditáveis.
Examinemos a figura de linguagem "herança maldita", que se tornou popularíssima entre os nossos políticos nos últimos anos. Coisa curiosa se passa com essa expressão, só entra em circulação no período pós-eleitoral. Jamais se ouve, antes do pleito, referência à maldição inexorável que se abaterá sobre o infeliz vencedor do sufrágio. Porém, após a apuração do último voto essas duas palavrinhas surgem com ímpeto e se instalam tenazmente no discurso do candidato vitorioso e, infalivelmente, chegam na companhia de uma outra expressão, também velha conhecida da classe artística: "o cobertor curto". De múltiplo uso e campeãs do desaperto, essas expressões, em dobradinha, se tornaram uma espécie de canivete suíço da retórica política brasileira, capaz de quebrar todos os galhos.
Recapitulemos os últimos lances do kit "herança maldita/cobertor curto" na política brasileira: no plano federal, desde 2003 o desafortunado herdeiro é o PT do presidente Lula, e o maldito, claro, o PSDB de FHC. Ano passado, na cidade de São Paulo, ocorreu uma inversão de posições. No papel de infeliz herdeiro, estréia o PSDB, na pessoa do prefeito José Serra. Para viver o papel de maldito, lá estava o PT de Marta Suplicy. Agora, o que nunca varia nesse tortuoso enredo é quem termina fora do famigerado "cobertor curto", seja qual for a esfera de governo. Seja qual for o partido no poder.
Ao contrário do que possa parecer, não estamos aqui tratando de questões financeiras. É um equívoco enxergar na falta de verbas a causa central dos infortúnios do setor artístico-cultural. A falta de verbas desempenha, nessa triste cena, apenas o papel da febre. Um papel coadjuvante, portanto. A verdadeira protagonista desse drama é a lastimável mentalidade brasileira. Paulo Pélico é dramaturgo e produtor teatral - O Estado de São Paulo
A dança das cadeiras na cultura
27/5/2005
Saída de Emanoel Araújo e Cláudia Costin de seus cargos demonstra o descaso com a classe no País
Em 10 de abril último, o escultor Emanoel Araújo pediu demissão do cargo de secretário da Cultura da cidade de São Paulo, após permanecer pouco mais de três meses na função. Vinte e três dias depois, em 3 de maio, a secretária de Estado da Cultura, Cláudia Costin, toma uma decisão igual e também entrega o seu cargo ao governador Geraldo Alckmin. Na mesma semana, os jornais trazem a notícia sobre a "quase" demissão de nada menos que o ministro da Cultura, Gilberto Gil, que avisou: se os graves problemas relacionados com o bloqueio de verbas na sua pasta não forem resolvidos, vai para casa. A crise ainda não teve solução. É útil realçar que estamos falando dos titulares da cultura da maior cidade e do maior Estado do País, além do mais alto dirigente da cultura brasileira. Imaginem esse quadro em outro setor da vida nacional.
Claro que não há conexão direta entre os três episódios. No entanto, um olhar mais abrangente revela que esses eventos terminam ligados pelo mercúrio, pelo fio vermelho que sobe rápido, encadeando-os como se fossem três pontos na escala progressiva do termômetro. Febre alta no organismo.
Na condição de secretário da Cultura, Emanoel Araújo não poderá ser julgado, uma vez que permaneceu apenas 100 dias no cargo. Mas será difícil alguém lhe tirar o título de melhor ex-secretário da Cultura que esta cidade já teve. Na sua saída, entregou ao prefeito José Serra uma carta aberta que, na minha opinião, constitui-se no mais importante documento que o meio cultural produzira nos últimos anos. Pode-se discordar de várias posições de Araújo enquanto ele esteve à frente da secretaria. Pode-se discordar até de alguns trechos de sua carta, mas ninguém poderá lhe negar a importância do gesto, ao vir a público com uma franqueza rara na vida brasileira, expor as reais motivações de seu afastamento que podem ser resumidas a dois pontos: ausência de meios para a realização do seu trabalho e o descaso com o qual a problemática da cultura estava sendo tratada. Apesar dos constrangimentos naturais dessa situação, Araújo prestou um valioso serviço à classe ao tornar público esse debate, abandonando a cortesia protocolar. Educada, mas, às vezes, também pusilânime.
Infelizmente, o descaso com a cultura não é uma exclusividade paulistana. No final do ano passado o governo federal divulgou o Orçamento Geral da União e ele continha uma boa notícia para a o Ministério da Cultura: R$ 480 milhões somente para execução de programas - fora a verba de custeio - o que no total equivaleria a 0,6% do orçamento geral, participação que jamais tivera. A notícia foi, merecidamente, festejada. Em fevereiro deste ano, porém, o governo divulga um contingenciamento de 57% para essas verbas, impondo o maior corte que a pasta já sofrera.
Ou seja: a cifra recorde para a cultura que estava no papel, na prática, recebeu uma tesourada também recorde da área econômica. Assim, o primeiro recorde foi engolido pelo segundo e, de recorde em recorde, o ministro Gil terminou com a menor verba que o MinC já dispôs em muitos anos, marca negativa que a recordista pasta vai acumular com outra que já detinha, o de mais baixo orçamento da Esplanada dos Ministérios, já que a pequenina pasta da Pesca não conta por ser, oficialmente, uma secretaria com o seu orçamento vinculado à Presidência da República. São dados e fatos inacreditáveis.
Examinemos a figura de linguagem "herança maldita", que se tornou popularíssima entre os nossos políticos nos últimos anos. Coisa curiosa se passa com essa expressão, só entra em circulação no período pós-eleitoral. Jamais se ouve, antes do pleito, referência à maldição inexorável que se abaterá sobre o infeliz vencedor do sufrágio. Porém, após a apuração do último voto essas duas palavrinhas surgem com ímpeto e se instalam tenazmente no discurso do candidato vitorioso e, infalivelmente, chegam na companhia de uma outra expressão, também velha conhecida da classe artística: "o cobertor curto". De múltiplo uso e campeãs do desaperto, essas expressões, em dobradinha, se tornaram uma espécie de canivete suíço da retórica política brasileira, capaz de quebrar todos os galhos.
Recapitulemos os últimos lances do kit "herança maldita/cobertor curto" na política brasileira: no plano federal, desde 2003 o desafortunado herdeiro é o PT do presidente Lula, e o maldito, claro, o PSDB de FHC. Ano passado, na cidade de São Paulo, ocorreu uma inversão de posições. No papel de infeliz herdeiro, estréia o PSDB, na pessoa do prefeito José Serra. Para viver o papel de maldito, lá estava o PT de Marta Suplicy. Agora, o que nunca varia nesse tortuoso enredo é quem termina fora do famigerado "cobertor curto", seja qual for a esfera de governo. Seja qual for o partido no poder.
Ao contrário do que possa parecer, não estamos aqui tratando de questões financeiras. É um equívoco enxergar na falta de verbas a causa central dos infortúnios do setor artístico-cultural. A falta de verbas desempenha, nessa triste cena, apenas o papel da febre. Um papel coadjuvante, portanto. A verdadeira protagonista desse drama é a lastimável mentalidade brasileira. Paulo Pélico é dramaturgo e produtor teatral - O Estado de São Paulo
Artistas prometem invadir Assembléia
27/5/2005
Possibilidade de votação do Fundo Estadual de Arte e Cultura mais uma vez mobiliza a classe artística
A atriz Denise Fraga, o ator Sérgio Mamberti, o escritor Ferréz e o compositor e intérprete Chico César estão entre dezenas de artistas que prometem estar presentes na Assembléia Legislativa na terça-feira, quando deve entrar em votação o projeto de lei n.º 711/2003, que autoriza a criação do Fundo Estadual de Arte e Cultura de São Paulo. "Vou gravar nesse dia, talvez não chegue no horário previsto, mas estarei lá. Essa votação é muito importante", diz Denise. Se ocorrer, essa votação prevista para começar às 19 horas deve mesmo ir até tarde. Afinal, ela depende da realização de uma sessão extraordinária que precisa da aprovação do colégio de líderes. Segundo o deputado Vicente Cândido (PT), o presidente da Assembléia, Rodrigo Garcia (PFL), vai pedir a realização dessa sessão extra.
Caso a manifestação a favor da aprovação desse projeto de lei alcance a adesão planejada, não será a primeira vez que o auditório da Assembléia será tomado por uma pequena multidão de artistas, de diferentes áreas da criação. Caso a votação não ocorra, também não será a primeira vez que a atmosfera de celebração e expectativa vai acabar em frustração. Os artistas, mais uma vez, apenas vão ouvir discursos elogiosos, distribuir autógrafos e posar para fotos? Será diferente desta vez?
Denise Fraga também estava lá, por exemplo, no dia 3 de dezembro de 2003, quando o auditório de 260 lugares ficou tomado, assim como os corredores, por diferentes criadores, como José Celso Martinez Corrêa, Raul Cortez, Regina Duarte, Fabio Assunção, os cineastas Fernando Meirelles e Alan Fresnot, o artista plástico Antonio Peticov e Edy Rock, da banda Racionais MCs. O Fundo defendido pelos artistas foi elaborado pelo deputado Vicente Cândido (PT) a partir de discussões com diversos setores da cultura. Atualmente, o projeto conta com a assinatura de 67 deputados de diferentes partidos. Para os artistas, isso caracteriza uma iniciativa suprapartidária.
Em abril, na Assembléia Legislativa, foi realizada uma sessão solene, na qual se prestou tripla homenagem: ao ator Raul Cortez, ao diretor teatral José Renato e ao diretor regional do Sesc-SP, Danilo Santos de Miranda. Na ocasião, diversos deputados reiteraram seu apoio à criação do Fundo. Presidente da casa, o deputado Rodrigo Garcia (PFL) garantiu que colocaria o projeto em votação ainda no primeiro semestre. A votação na terça-feira, por enquanto, não está garantida.
Se votada, aprovada, sancionada e implantada pelo Executivo, essa lei destinará cerca de R$ 100 milhões anuais (8.700.000 Ufesps) para a apoiar a pesquisa, criação e circulação de obras e atividades artísticas ou culturais em todo o Estado de São Paulo, assim distribuídos: 20% audiovisual; 11% música; 11% teatro; 10% projetos públicos; 8% artes visuais; 8% cultura popular; 8% literatura; 7% ações estratégicas; 6% circo; 6% dança; 3% hip-hop. De acordo com o projeto de lei, fica vedada a concessão de recursos do Fundo a institutos e fundações vinculadas a organizações privadas e a obras, produtos e quaisquer projetos destinados a circuitos ou coleções particulares.
O texto do projeto de lei prevê ainda que os valores de cada área - teatro, música, etc. - serão distribuídos "proporcionalmente a cada uma das Regiões Administrativas existentes no Estado". A Comissão Pró-Fundo, atualmente, é integrada por 25 entidades da classe artística, entre elas a Cooperativa Paulista de Teatro; a Associação Paulista dos Produtores de Espetáculos Teatrais (Apetesp), Associação Brasileira de Documentaristas, Cooperativa de Música, Movimento Hip Hop Organizado do Brasil, Movimento Mobilização Dança, Movimento Literatura Urgente e Associação Brasileira de Circo (Abracirco).
Recém-nomeado secretário estadual de Cultura, o cineasta João Batista de Andrade lamenta não ter tido tempo para reunir artistas, sociedade civil e políticos para uma discussão mais ampla, antes da data de votação. "Sou cineasta. Ser cineasta no Brasil significa lutar politicamente pela existência do cinema brasileiro, sem o que não se faz os próprios filmes. Há 40 anos participo de lutas políticas, sei o que são esses embates do setor cultural com o setor público. Por isso, pessoalmente, lamento que esse fundo esteja indo à votação sem uma maior costura política entre Executivo e Legislativo", diz. "Sou a favor da criação de um projeto de política pública que faça a conjunção de fundos e leis de incentivo. Veja bem, mesmo se aprovado, o projeto de lei não 'cria' um fundo, mas 'autoriza' a criação de um fundo. Sendo ou não esse projeto votado e aprovado na terça-feira, tenho esperança e sinalização positiva do governo de que é possível construir políticas públicas e vou trabalhar nesse sentido." Beth Néspoli - O Estado de São Paulo
27/5/2005
Possibilidade de votação do Fundo Estadual de Arte e Cultura mais uma vez mobiliza a classe artística
A atriz Denise Fraga, o ator Sérgio Mamberti, o escritor Ferréz e o compositor e intérprete Chico César estão entre dezenas de artistas que prometem estar presentes na Assembléia Legislativa na terça-feira, quando deve entrar em votação o projeto de lei n.º 711/2003, que autoriza a criação do Fundo Estadual de Arte e Cultura de São Paulo. "Vou gravar nesse dia, talvez não chegue no horário previsto, mas estarei lá. Essa votação é muito importante", diz Denise. Se ocorrer, essa votação prevista para começar às 19 horas deve mesmo ir até tarde. Afinal, ela depende da realização de uma sessão extraordinária que precisa da aprovação do colégio de líderes. Segundo o deputado Vicente Cândido (PT), o presidente da Assembléia, Rodrigo Garcia (PFL), vai pedir a realização dessa sessão extra.
Caso a manifestação a favor da aprovação desse projeto de lei alcance a adesão planejada, não será a primeira vez que o auditório da Assembléia será tomado por uma pequena multidão de artistas, de diferentes áreas da criação. Caso a votação não ocorra, também não será a primeira vez que a atmosfera de celebração e expectativa vai acabar em frustração. Os artistas, mais uma vez, apenas vão ouvir discursos elogiosos, distribuir autógrafos e posar para fotos? Será diferente desta vez?
Denise Fraga também estava lá, por exemplo, no dia 3 de dezembro de 2003, quando o auditório de 260 lugares ficou tomado, assim como os corredores, por diferentes criadores, como José Celso Martinez Corrêa, Raul Cortez, Regina Duarte, Fabio Assunção, os cineastas Fernando Meirelles e Alan Fresnot, o artista plástico Antonio Peticov e Edy Rock, da banda Racionais MCs. O Fundo defendido pelos artistas foi elaborado pelo deputado Vicente Cândido (PT) a partir de discussões com diversos setores da cultura. Atualmente, o projeto conta com a assinatura de 67 deputados de diferentes partidos. Para os artistas, isso caracteriza uma iniciativa suprapartidária.
Em abril, na Assembléia Legislativa, foi realizada uma sessão solene, na qual se prestou tripla homenagem: ao ator Raul Cortez, ao diretor teatral José Renato e ao diretor regional do Sesc-SP, Danilo Santos de Miranda. Na ocasião, diversos deputados reiteraram seu apoio à criação do Fundo. Presidente da casa, o deputado Rodrigo Garcia (PFL) garantiu que colocaria o projeto em votação ainda no primeiro semestre. A votação na terça-feira, por enquanto, não está garantida.
Se votada, aprovada, sancionada e implantada pelo Executivo, essa lei destinará cerca de R$ 100 milhões anuais (8.700.000 Ufesps) para a apoiar a pesquisa, criação e circulação de obras e atividades artísticas ou culturais em todo o Estado de São Paulo, assim distribuídos: 20% audiovisual; 11% música; 11% teatro; 10% projetos públicos; 8% artes visuais; 8% cultura popular; 8% literatura; 7% ações estratégicas; 6% circo; 6% dança; 3% hip-hop. De acordo com o projeto de lei, fica vedada a concessão de recursos do Fundo a institutos e fundações vinculadas a organizações privadas e a obras, produtos e quaisquer projetos destinados a circuitos ou coleções particulares.
O texto do projeto de lei prevê ainda que os valores de cada área - teatro, música, etc. - serão distribuídos "proporcionalmente a cada uma das Regiões Administrativas existentes no Estado". A Comissão Pró-Fundo, atualmente, é integrada por 25 entidades da classe artística, entre elas a Cooperativa Paulista de Teatro; a Associação Paulista dos Produtores de Espetáculos Teatrais (Apetesp), Associação Brasileira de Documentaristas, Cooperativa de Música, Movimento Hip Hop Organizado do Brasil, Movimento Mobilização Dança, Movimento Literatura Urgente e Associação Brasileira de Circo (Abracirco).
Recém-nomeado secretário estadual de Cultura, o cineasta João Batista de Andrade lamenta não ter tido tempo para reunir artistas, sociedade civil e políticos para uma discussão mais ampla, antes da data de votação. "Sou cineasta. Ser cineasta no Brasil significa lutar politicamente pela existência do cinema brasileiro, sem o que não se faz os próprios filmes. Há 40 anos participo de lutas políticas, sei o que são esses embates do setor cultural com o setor público. Por isso, pessoalmente, lamento que esse fundo esteja indo à votação sem uma maior costura política entre Executivo e Legislativo", diz. "Sou a favor da criação de um projeto de política pública que faça a conjunção de fundos e leis de incentivo. Veja bem, mesmo se aprovado, o projeto de lei não 'cria' um fundo, mas 'autoriza' a criação de um fundo. Sendo ou não esse projeto votado e aprovado na terça-feira, tenho esperança e sinalização positiva do governo de que é possível construir políticas públicas e vou trabalhar nesse sentido." Beth Néspoli - O Estado de São Paulo
Indústria Fonográfica
Lobão grava disco com os amigos... que já se foram
27/5/2005
"Canções Dentro da Noite Escura" sai no mês que vem em sua revista e homenageia Júlio Barroso, Cazuza e Cássia Eller
Além de se bater contra a indústria fonográfica ("que é violenta, opressora e burra") e a favor dos independentes ("a coisa mais sofisticada que se tem no Brasil atualmente"), Lobão, 47, também canta e toca. Pois é...
Há quatro anos sem lançar nada, o músico e compositor carioca volta em junho às lojas -ou melhor, às bancas de revista- com "Canções Dentro da Noite Escura", em suas palavras "uma ópera-rock no baixo Leblon" composta em "parceria" com Júlio Barroso (1953-84), Cazuza (1958-90) e Cássia Eller (1962-2001).
Mas, antes que pensem que o lobo virou médium, cabe explicar: "Seda", a dobradinha com Cazuza, surgiu a partir de uma letra doada pela mãe do compositor a ele; "Não Quero o seu Perdão" e "Quente", em que Barroso "aparece", foram feitas a partir de seus poemas e de um manuscrito inédito deixado pelo ex-líder da Gang 90; e "Boa Noite, Cinderela", a música de Cássia, ganhou vida no apartamento de Lobão na mesma noite em que ela morreu.
"é um disco passado numa noite chuvosa, que representa desde o luto até a possibilidade de brilhar. Um disco com coisas inéditas, olhando para frente em termos estéticos, podendo tratar o ódio, o suicídio e a morte com naturalidade", sugere Lobão, que falou à Folha de um hotel em São Paulo, para onde tem viajado regularmente para as gravações de seu novo programa de TV, o talk show "Saca-Rolha", que apresenta com Marcelo Tas e Mariana Weickert no canal 21.
De volta aos (velhos) amigos: "Foi um prazer trabalhar com eles e ver o quão vivos ainda estavam. Botava seus retratos na minha frente e perguntava: está legal assim? Eles me davam textos, cantarolavam uma melodia, e eu completava", revela, descrevendo detalhes do processo de gravação, realizado quase todo a sós, com Lobão na bateria, Lobão na guitarra, Lobão no vocal, Lobão nos teclados, Lobão na mesa de som -e, esporadicamente, com parceiros de carne-e-osso como o produtor Carlos Trilha e os bateristas Marcelo Costa e Pedrinho, ex-Planet Hemp.
Nostalgia, o #@$&!
Fã de "Cena de Cinema" (83) e "Ronaldo Foi pra Guerra" (84) ("Acho que não acertei muito depois desses dois primeiros"), o autor do novo "Canções na Noite Escura" nega, no entanto, que venha sofrendo do mesmo mal que teima em impedir que os fantasmas -muitos ainda bem vivos- do pop oitentista abandonem de uma vez por todas o mercado.
"Está todo mundo tendo esse acesso de nostalgia, mas o meu não é um disco nostálgico. As músicas foram feitas com o intuito de elaborar o que eles [Barroso, Cazuza e Cássia] gostariam de estar fazendo agora. O Julio gostava muito de música eletrônica, de coisas esquisitas e vanguardosas, então fiz um trip hop, uma coisa meio etérea, que acho que ele gostaria de ouvir. Eu, como amigo dele, poderia chutar isso. Já a da Cássia é um blues pesadíssimo que, se ela cantasse, acredito que cantaria dessa forma."
Será possível encontrar substitutos à altura? "Eles são irrepetíveis. Plantaram uma semente, e a partir dali uma coisa nova está nascendo", justifica, ampliando a genealogia para Chico Science e Raimundos, nos anos 90, e BNegão, Mombojó e Cachorro Grande, nos 00 -estes três lançados pela sua revista de música "Outracoisa", que, com "Canções Dentro da Noite Escura", chega à sua décima edição em dois anos.
Pois o presente, a propósito, é tema que também lhe agrada. "Acredito que nunca teve tanta coisa excepcional como hoje. Assim como a geração dos anos 60, que veio através dos festivais, a geração atual vai surgir pelo movimento independente. Quem vai escrever a história da música brasileira desse período vai estar na independência", aposta.
E aproveita o palanque: "Fui muito reticente na época de "A Vida é Doce" [disco de 1999, primeiro que Lobão lançou diretamente para venda em banca]. Não sabia se daria certo, se seria um modelo para todo mundo. Hoje, posso dizer: "Rapaziada, pode vir que está tudo certo. Tentem mesmo, vão fundo que o prato é raso. A hora é essa, vamos mudar tudo, que a gente está conseguindo!'". DIEGO ASSIS - Folha de São Paulo
Lobão grava disco com os amigos... que já se foram
27/5/2005
"Canções Dentro da Noite Escura" sai no mês que vem em sua revista e homenageia Júlio Barroso, Cazuza e Cássia Eller
Além de se bater contra a indústria fonográfica ("que é violenta, opressora e burra") e a favor dos independentes ("a coisa mais sofisticada que se tem no Brasil atualmente"), Lobão, 47, também canta e toca. Pois é...
Há quatro anos sem lançar nada, o músico e compositor carioca volta em junho às lojas -ou melhor, às bancas de revista- com "Canções Dentro da Noite Escura", em suas palavras "uma ópera-rock no baixo Leblon" composta em "parceria" com Júlio Barroso (1953-84), Cazuza (1958-90) e Cássia Eller (1962-2001).
Mas, antes que pensem que o lobo virou médium, cabe explicar: "Seda", a dobradinha com Cazuza, surgiu a partir de uma letra doada pela mãe do compositor a ele; "Não Quero o seu Perdão" e "Quente", em que Barroso "aparece", foram feitas a partir de seus poemas e de um manuscrito inédito deixado pelo ex-líder da Gang 90; e "Boa Noite, Cinderela", a música de Cássia, ganhou vida no apartamento de Lobão na mesma noite em que ela morreu.
"é um disco passado numa noite chuvosa, que representa desde o luto até a possibilidade de brilhar. Um disco com coisas inéditas, olhando para frente em termos estéticos, podendo tratar o ódio, o suicídio e a morte com naturalidade", sugere Lobão, que falou à Folha de um hotel em São Paulo, para onde tem viajado regularmente para as gravações de seu novo programa de TV, o talk show "Saca-Rolha", que apresenta com Marcelo Tas e Mariana Weickert no canal 21.
De volta aos (velhos) amigos: "Foi um prazer trabalhar com eles e ver o quão vivos ainda estavam. Botava seus retratos na minha frente e perguntava: está legal assim? Eles me davam textos, cantarolavam uma melodia, e eu completava", revela, descrevendo detalhes do processo de gravação, realizado quase todo a sós, com Lobão na bateria, Lobão na guitarra, Lobão no vocal, Lobão nos teclados, Lobão na mesa de som -e, esporadicamente, com parceiros de carne-e-osso como o produtor Carlos Trilha e os bateristas Marcelo Costa e Pedrinho, ex-Planet Hemp.
Nostalgia, o #@$&!
Fã de "Cena de Cinema" (83) e "Ronaldo Foi pra Guerra" (84) ("Acho que não acertei muito depois desses dois primeiros"), o autor do novo "Canções na Noite Escura" nega, no entanto, que venha sofrendo do mesmo mal que teima em impedir que os fantasmas -muitos ainda bem vivos- do pop oitentista abandonem de uma vez por todas o mercado.
"Está todo mundo tendo esse acesso de nostalgia, mas o meu não é um disco nostálgico. As músicas foram feitas com o intuito de elaborar o que eles [Barroso, Cazuza e Cássia] gostariam de estar fazendo agora. O Julio gostava muito de música eletrônica, de coisas esquisitas e vanguardosas, então fiz um trip hop, uma coisa meio etérea, que acho que ele gostaria de ouvir. Eu, como amigo dele, poderia chutar isso. Já a da Cássia é um blues pesadíssimo que, se ela cantasse, acredito que cantaria dessa forma."
Será possível encontrar substitutos à altura? "Eles são irrepetíveis. Plantaram uma semente, e a partir dali uma coisa nova está nascendo", justifica, ampliando a genealogia para Chico Science e Raimundos, nos anos 90, e BNegão, Mombojó e Cachorro Grande, nos 00 -estes três lançados pela sua revista de música "Outracoisa", que, com "Canções Dentro da Noite Escura", chega à sua décima edição em dois anos.
Pois o presente, a propósito, é tema que também lhe agrada. "Acredito que nunca teve tanta coisa excepcional como hoje. Assim como a geração dos anos 60, que veio através dos festivais, a geração atual vai surgir pelo movimento independente. Quem vai escrever a história da música brasileira desse período vai estar na independência", aposta.
E aproveita o palanque: "Fui muito reticente na época de "A Vida é Doce" [disco de 1999, primeiro que Lobão lançou diretamente para venda em banca]. Não sabia se daria certo, se seria um modelo para todo mundo. Hoje, posso dizer: "Rapaziada, pode vir que está tudo certo. Tentem mesmo, vão fundo que o prato é raso. A hora é essa, vamos mudar tudo, que a gente está conseguindo!'". DIEGO ASSIS - Folha de São Paulo
Informática
Nokia apresenta tablet PC com Linux
25/5/2005
Além de marcar a estréia da empresa fora do mercado de celulares, o 770 Internet Tablet também é o primeiro produto da Nokia a rodar Linux
A empresa finlandesa Nokia demonstrou hoje o seu mais novo produto, o 770 Internet Tablet. O aparelho wireless roda sistema operacional Linux, tem conexão Wi-Fi e Bluetooth e marca a estréia da empresa fora do mercado de celulares.
O novo produto tem uma tela horizontal de dez centímetros sensível ao toque, capaz de exibir páginas normais da Web. O Nokia 770 será vendido por US$ 350, sem impostos, ou 350 euros, com imposto incluído, e chegará às lojas no terceiro trimestre deste ano, ainda sem previsão para o mercado brasileiro.
De acordo com a empresa, a escolha pelo Linux se deu pela rapidez e flexibilidade da comunidade de código aberto, que poderá prover diversas soluções para a nova categoria de produtos. Essas inovações já estão sendo estudadas e serão lançadas como upgrades no começo de 2006, permitindo telefonemas em padrão VoIP e o uso de serviços de mensagens instantâneas. ITWeb
Nokia apresenta tablet PC com Linux
25/5/2005
Além de marcar a estréia da empresa fora do mercado de celulares, o 770 Internet Tablet também é o primeiro produto da Nokia a rodar Linux
A empresa finlandesa Nokia demonstrou hoje o seu mais novo produto, o 770 Internet Tablet. O aparelho wireless roda sistema operacional Linux, tem conexão Wi-Fi e Bluetooth e marca a estréia da empresa fora do mercado de celulares.
O novo produto tem uma tela horizontal de dez centímetros sensível ao toque, capaz de exibir páginas normais da Web. O Nokia 770 será vendido por US$ 350, sem impostos, ou 350 euros, com imposto incluído, e chegará às lojas no terceiro trimestre deste ano, ainda sem previsão para o mercado brasileiro.
De acordo com a empresa, a escolha pelo Linux se deu pela rapidez e flexibilidade da comunidade de código aberto, que poderá prover diversas soluções para a nova categoria de produtos. Essas inovações já estão sendo estudadas e serão lançadas como upgrades no começo de 2006, permitindo telefonemas em padrão VoIP e o uso de serviços de mensagens instantâneas. ITWeb
Internet
Rede pedófila é desmontada na Espanha
27/5/2005
A polícia espanhola desmantelou ontem uma quadrilha de pedófilos que abusava sexualmente de crianças, gravava as ações e as divulgava em uma rede fechada na internet. Segundo o Ministério do Interior, a idade das vítimas vai de 11 meses a nove anos.
"Imagens de violações horripilantes filmadas na Espanha, das quais crianças foram vítimas, eram distribuídas por canais secretos na internet", diz um comunicado do ministério. O ministro José Antonio Alonso se disse "impressionado com a brutalidade" das cenas, que envolvem dezenas de crianças.
A polícia prendeu nos últimos dias cinco homens com idades entre 23 e 43 anos em Barcelona, Murcia e Orense. Três deles são acusados de seqüestrar, estuprar ou abusar sexualmente das crianças, e outros dois de distribuir pornografia infantil na internet.
As investigações começaram em fevereiro, a partir de imagens obtidas pela Interpol mostrando a violação de um menino de pouco mais de um ano por dois homens. A cena deixava entrever uma passagem de trem metropolitano e material de informática. Após a análise detalhada da imagem, foi possível saber a máquina que emitiu a passagem, o dia, a hora e a região onde era possível usá-la.
Com esses detalhes, chegou-se ao técnico de informática álvaro I.G., um madrilenho de 23 anos que vive em Murcia e cuja imagem aparece em outro vídeo que circula pela web, no qual ele abusa de um menino de dois anos com um amigo. Ele é acusado de abusar de outros cinco meninos de até cinco anos.
O ministro afirmou que, embora tenha sido desmantelada a "estrutura básica" da rede, esta pode "ter ramificações", o que está sendo investigado. A polícia não sabe dizer ao certo se os pais das crianças participaram dos crimes. Folha de São Paulo
Rede pedófila é desmontada na Espanha
27/5/2005
A polícia espanhola desmantelou ontem uma quadrilha de pedófilos que abusava sexualmente de crianças, gravava as ações e as divulgava em uma rede fechada na internet. Segundo o Ministério do Interior, a idade das vítimas vai de 11 meses a nove anos.
"Imagens de violações horripilantes filmadas na Espanha, das quais crianças foram vítimas, eram distribuídas por canais secretos na internet", diz um comunicado do ministério. O ministro José Antonio Alonso se disse "impressionado com a brutalidade" das cenas, que envolvem dezenas de crianças.
A polícia prendeu nos últimos dias cinco homens com idades entre 23 e 43 anos em Barcelona, Murcia e Orense. Três deles são acusados de seqüestrar, estuprar ou abusar sexualmente das crianças, e outros dois de distribuir pornografia infantil na internet.
As investigações começaram em fevereiro, a partir de imagens obtidas pela Interpol mostrando a violação de um menino de pouco mais de um ano por dois homens. A cena deixava entrever uma passagem de trem metropolitano e material de informática. Após a análise detalhada da imagem, foi possível saber a máquina que emitiu a passagem, o dia, a hora e a região onde era possível usá-la.
Com esses detalhes, chegou-se ao técnico de informática álvaro I.G., um madrilenho de 23 anos que vive em Murcia e cuja imagem aparece em outro vídeo que circula pela web, no qual ele abusa de um menino de dois anos com um amigo. Ele é acusado de abusar de outros cinco meninos de até cinco anos.
O ministro afirmou que, embora tenha sido desmantelada a "estrutura básica" da rede, esta pode "ter ramificações", o que está sendo investigado. A polícia não sabe dizer ao certo se os pais das crianças participaram dos crimes. Folha de São Paulo
FBI fecha site de pirataria
27/5/2005
Agentes do FBI, a polícia federal americana, fecharam ontem o site de troca de arquivos Elite Torrents (www.elitetorrents.org), que disponibilizava filmes, entre eles o último episódio de Star wars. Foi a primeira ação contra a troca de arquivos peer to peer (P2P), chamada de BitTorrent, tecnologia cada vez mais popular para trocar rapidamente músicas, games, programas e filmes.
A vingança dos sith estava disponível no site seis horas antes de estrear no cinema, quinta-feira passada. Em 24 horas, mais de 10 mil cópias foram trocadas entre os usuários. O site tem cerca de 133 mil membros.
A operação era dirigida aos chamados ''primeiros provedores'', pessoas que jogam na rede material sujeito a direitos de propriedade.
- Ninguém envolvido com o roubo online de obras sujeitas ao direito de propriedade pode se esconder por trás da nova tecnologia - afirmou John Richter, assistente do procurador-geral do Departamento de Justiça dos EUA.
Segundo os investigadores, a operação foi realizada em coordenação com agentes federais de nove estados americanos (Arizona, Califórnia, Illinois, Kansas, Ohio, Pensilvânia, Texas, Virginia e Wisconsin).
Há seis meses, a associação que reúne os principais estúdios dos EUA seguiu os passos das gravadoras e começou a denunciar usuários por trocar filmes ilegalmente. As indústrias estão pressionando o Congresso americano para aprovar leis que limitem a pirataria na internet. Efe - Jornal do Brasil
27/5/2005
Agentes do FBI, a polícia federal americana, fecharam ontem o site de troca de arquivos Elite Torrents (www.elitetorrents.org), que disponibilizava filmes, entre eles o último episódio de Star wars. Foi a primeira ação contra a troca de arquivos peer to peer (P2P), chamada de BitTorrent, tecnologia cada vez mais popular para trocar rapidamente músicas, games, programas e filmes.
A vingança dos sith estava disponível no site seis horas antes de estrear no cinema, quinta-feira passada. Em 24 horas, mais de 10 mil cópias foram trocadas entre os usuários. O site tem cerca de 133 mil membros.
A operação era dirigida aos chamados ''primeiros provedores'', pessoas que jogam na rede material sujeito a direitos de propriedade.
- Ninguém envolvido com o roubo online de obras sujeitas ao direito de propriedade pode se esconder por trás da nova tecnologia - afirmou John Richter, assistente do procurador-geral do Departamento de Justiça dos EUA.
Segundo os investigadores, a operação foi realizada em coordenação com agentes federais de nove estados americanos (Arizona, Califórnia, Illinois, Kansas, Ohio, Pensilvânia, Texas, Virginia e Wisconsin).
Há seis meses, a associação que reúne os principais estúdios dos EUA seguiu os passos das gravadoras e começou a denunciar usuários por trocar filmes ilegalmente. As indústrias estão pressionando o Congresso americano para aprovar leis que limitem a pirataria na internet. Efe - Jornal do Brasil
Vendas online chamam a atenção até dos mais conservadores
25/5/2005
Número de compradores virtuais cresceu 30% no ano passado. Não é euforia, e sim realidade, segundo empresários e analistas do setor
No rastro do crescimento da internet brasileira, escondem-se outros serviços de potencial ainda maior. O fenômeno mais claro está no varejo online. Enquanto o número de internautas domiciliares cresceu apenas 5% em 2004, o de compradores virtuais passou de 2,5 milhões para 3,2 milhões de pessoas ou seja, um salto de 30%.
"Não é euforia. O potencial de expansão do varejo online é inegável", diz Tânia Sztamfater, analista de internet do Unibanco, que nesta semana começou a acompanhar as ações do Submarino, site de compras que abriu capital neste ano.
A iniciativa do Unibanco pode ser um grande indício de que o mercado financeiro, finalmente, está perdendo o trauma causado pela bolha da internet. As previsões astronômicas do início da década deram lugar a uma análise real dos balanços das empresas. O Submarino, por exemplo, entrou no azul em 2004. Dos 52 milhões de reais de prejuízo apresentados em 2000, a empresa registrou lucro líquido de 6,3 milhões de reais no ano passado.
Segundo a analista do Unibanco, mesmo adotando uma posição conservadora, foi possível recomendar um "buy" (compra) para os papéis do Submarino nessa semana. Tânia aposta em um preço-alvo de 23,80 reais por ação, enquanto nos últimos dias o preço médio tem sido de 15 reais. "O crescimento pode não ser explosivo, mas a tendência de expansão do comércio eletrônico é certa", diz a analista.
Devagar e sempre
O número de compradores online, no Brasil, ainda é pequeno. Estima-se que, do total de internautas, apenas 15% tenham o costume de comprar pela web. No Uruguai, essa parcela é de 35%. Nos Estados Unidos, chega a 70%.
Existiria algum problema específico ao mercado brasileiro? Cid Torquato, presidente da Câmara e-Net, acha que não. "Nossa internet é modelo no mundo, estamos no caminho certo", diz. Ele admite que o país tem limitações sócio-econômicas, mas que ainda assim existe um público com poder aquisitivo suficiente para participar do varejo online. "É apenas uma questão de tempo", completa Torquato.
As vendas pela internet no Brasil excluindo automóveis, leilões e turismo movimentaram 1,7 bilhão de reais em 2004, segundo a consultoria e-Bit. CDs e DVDs ainda lideram a preferência do internauta, mas já é possível identificar novas tendências de consumo virtual. No final do ano passado, os eletrônicos ultrapassaram os livros como o segundo grupo de artigos mais comprados. O motivo? Câmeras digitais. A vedete dos eletrônicos atraiu a atenção do internauta, ajudando a derrubar o mito de que o brasileiro compra apenas objetos de baixo valor nas lojas virtuais. Prova de que, dependendo da oferta, o internauta é capaz de abrir exceções. Fabrícia Peixoto - Portal Exame
25/5/2005
Número de compradores virtuais cresceu 30% no ano passado. Não é euforia, e sim realidade, segundo empresários e analistas do setor
No rastro do crescimento da internet brasileira, escondem-se outros serviços de potencial ainda maior. O fenômeno mais claro está no varejo online. Enquanto o número de internautas domiciliares cresceu apenas 5% em 2004, o de compradores virtuais passou de 2,5 milhões para 3,2 milhões de pessoas ou seja, um salto de 30%.
"Não é euforia. O potencial de expansão do varejo online é inegável", diz Tânia Sztamfater, analista de internet do Unibanco, que nesta semana começou a acompanhar as ações do Submarino, site de compras que abriu capital neste ano.
A iniciativa do Unibanco pode ser um grande indício de que o mercado financeiro, finalmente, está perdendo o trauma causado pela bolha da internet. As previsões astronômicas do início da década deram lugar a uma análise real dos balanços das empresas. O Submarino, por exemplo, entrou no azul em 2004. Dos 52 milhões de reais de prejuízo apresentados em 2000, a empresa registrou lucro líquido de 6,3 milhões de reais no ano passado.
Segundo a analista do Unibanco, mesmo adotando uma posição conservadora, foi possível recomendar um "buy" (compra) para os papéis do Submarino nessa semana. Tânia aposta em um preço-alvo de 23,80 reais por ação, enquanto nos últimos dias o preço médio tem sido de 15 reais. "O crescimento pode não ser explosivo, mas a tendência de expansão do comércio eletrônico é certa", diz a analista.
Devagar e sempre
O número de compradores online, no Brasil, ainda é pequeno. Estima-se que, do total de internautas, apenas 15% tenham o costume de comprar pela web. No Uruguai, essa parcela é de 35%. Nos Estados Unidos, chega a 70%.
Existiria algum problema específico ao mercado brasileiro? Cid Torquato, presidente da Câmara e-Net, acha que não. "Nossa internet é modelo no mundo, estamos no caminho certo", diz. Ele admite que o país tem limitações sócio-econômicas, mas que ainda assim existe um público com poder aquisitivo suficiente para participar do varejo online. "É apenas uma questão de tempo", completa Torquato.
As vendas pela internet no Brasil excluindo automóveis, leilões e turismo movimentaram 1,7 bilhão de reais em 2004, segundo a consultoria e-Bit. CDs e DVDs ainda lideram a preferência do internauta, mas já é possível identificar novas tendências de consumo virtual. No final do ano passado, os eletrônicos ultrapassaram os livros como o segundo grupo de artigos mais comprados. O motivo? Câmeras digitais. A vedete dos eletrônicos atraiu a atenção do internauta, ajudando a derrubar o mito de que o brasileiro compra apenas objetos de baixo valor nas lojas virtuais. Prova de que, dependendo da oferta, o internauta é capaz de abrir exceções. Fabrícia Peixoto - Portal Exame
Literatura e Mercado Editorial
Irrelevâncias
27/5/2005
Saí da Bienal do Livro convencido de que tornei-me, inquestionavelmente, uma culta e brilhante referência da literatura brasileira. A moça se aprochega e pergunta à outra: "Ei, aquele do lado do careca de óculos não é o Zuenir Ventura?" O moço olha de longe e comenta com a namorada: "O sujeito de camisa do Santos na frente da mesa do careca de óculos é o José Roberto Torero..." A referência. O careca de óculos. Eu.
Então, o Sílio Boccanera perguntou aos participantes de um Café Literário, Autran Dourado, Alberto Mussa, Paulo Henriques Britto e este careca de óculos aqui: "Há algum livro do qual vocês se envergonham de ter lido e gostado?" Antes de me lembrar de "As pontes de Madison", de Robert James Waller, vieram-me à cabeça e à ponta da língua duas coisas que não pega bem gostar em música: Claudinho & Buchecha e... Kelly Key.
A admiração pela dupla de São Gonçalo é antiga. Começou com o segundo de seus seis discos, "A forma", produzido pelo DJ Memê em 1997. Podia ser irrelevante, pueril, podia ser uma versão pálida do funk carioca, mas, ora bolas, era uma delícia de se ouvir, desde a faixa de abertura, "Quero te encontrar", imensamente popular pela veia pop saltada e pelos estalidos de Buchecha: "Quero te encontrar... Thã thã ... Quero te amar..."
No mesmo CD, havia dois certeiros polaróides da vida sub-urbana carioca: "Toda linda" e o diálogo introdutório na versão para "Uma noite e 1/2". Na primeira, a musa da dupla era uma mulher avistada tomando sol de biquíni no Aterro do Flamengo, "loura gostosa, maravilhosa, toda cheirosa, maliciosa". Na segunda, uma dona patroa reclama do volume em que Claudinho & Buchecha escutam o disco de Marina Lima e ameaça jogá-lo fora. "Só pra zoar", os dois emendam um batidão na música. Tremendo barraco.
Antes e depois de "A forma", os MCs alinharam sucessos capazes de vender invejáveis três milhões de discos: "Só love", "Conquista", "Xereta", "Nosso sonho", "Rap da união" e "Tempos modernos", de Lulu Santos, seu grande ídolo e fã. Infelizmente, em 2002, ano de lançamento do CD "Vamos dançar", um acidente na Via Dutra deixou Buchecha sem Claudinho. Felizmente, as músicas da dupla continuam rodando por aí.
Em "Vamos dançar", havia uma faixa delicada, "Fico assim sem você", dos versos premonitórios "Amor sem beijinho/ Buchecha sem Claudinho/ Sou eu assim sem você". Fez sucesso. Ao regravar a música de Cacá Moraes e Abdullah em "Adriana Partimpim", a gaúcha bacana Adriana Calcanhotto teve a sensibilidade de captar-lhe a alma infantil e de adicionar-lhe camadas extras de melancolia por causa do destino de Claudinho.
Pensando bem, em se tratando dele e de Buchecha, talvez já nem pegue tão mal confessar a admiração. Eles não têm, nunca tiveram e nem almejaram ter o conceito, a contundência e a relevância de MV Bill, Mr. Catra, DJ Marlboro ou Tati Quebra-Barraco. Mas por fugazes seis anos de vida fonográfica os dois batalhadores do Salgueiro gonçalense várias vezes atingiram o Ponto P (de pop) do qual muita gente só ouviu falar.
Entretanto, gostar de Kelly Key, musicalmente falando, ainda é passível de processo em tribunais de bar. Arrolo como testemunha de defesa Marcelo Camelo, dos Hermanos, que certa tarde, durante um papo de chope e bolinho de bacalhau no Aurora, confessou-me o mesmo crime. Na época, eu achava apenas engraçado "Baba" e "Cachorrinho", mas já vislumbrava o potencial da dona boa. E ela nem tinha posado para a "Playboy"...
O sinal de alerta havia sido acionado por Alex Bellos, então correspondente dos jornais ingleses "Guardian" e "Observer" no Rio. Primeira pessoa a me falar dos Scissor Sisters, Bellos contou-me que um amigo dele, produtor da MTV européia, passara por aqui e dissera que, se cantasse em inglês, Kelly Key ia arrebentar no planeta. Ali tinha, pensei. A produção dos seus discos, porém, era tão ruim que não pude concordar de imediato.
Enfim, aos 22 anos, a ex-garota do Latino ganha um tremendo upgrade graças à produção modernizante de Plínio Profeta em seu novo CD, "Kelly Key" (Warner). Claro, como cantora, Kelly continua fraca: lembra uma Xuxa - mas, bom ressaltar, uma Xuxa com sexo. Todavia, como produto, ela finalmente ganha uma embalagem à altura das sacadas pop dos seus compositores: melodias, arranjos e gravações são bastante bons.
A antes repetitiva Kelly agora se desdobra em estilos, do funk ao drum'n'bass. Nas bem-humoradas letras, ela dá um perdido no garoto que vai para a noite se atracar com outros garotos em "Bad boy" (de Umberto Tavares e Gustavo Lins): "Um tremendo de um bobão/ Só pensa em sair na mão/ Parece mais um Zé Mané/ Vem e esquece da mulher". Kelly veste a garota moderna em "O filme já vai começar" (de Guto Spina): "Com a pipoca e os bilhetes na mão/ O telefone eu coloquei pra vibrar/ Vê se vem logo, não demora/ Que o filme já vai começar". E, previsivelmente, Kelly encarna uma boneca em "Sou a Barbie Girl", versão para o sucesso noventista "Barbie Girl", do grupo dinamarquês Aqua.
Irrelevância por irrelevância, melhor ouvir Kelly Key rimando "facinho" com "Papinho" ou miando provocante em "Sou neném" e "Tou te dando mole" do que, como se estivesse tendo uma epifania, jogar os braços para o alto cada vez que o DJ toca Trem da Alegria e Turma do Balão Mágico. Porque, na cultura pop, o tempo é hoje. Sempre. Arthur Dapieve - O Globo
Irrelevâncias
27/5/2005
Saí da Bienal do Livro convencido de que tornei-me, inquestionavelmente, uma culta e brilhante referência da literatura brasileira. A moça se aprochega e pergunta à outra: "Ei, aquele do lado do careca de óculos não é o Zuenir Ventura?" O moço olha de longe e comenta com a namorada: "O sujeito de camisa do Santos na frente da mesa do careca de óculos é o José Roberto Torero..." A referência. O careca de óculos. Eu.
Então, o Sílio Boccanera perguntou aos participantes de um Café Literário, Autran Dourado, Alberto Mussa, Paulo Henriques Britto e este careca de óculos aqui: "Há algum livro do qual vocês se envergonham de ter lido e gostado?" Antes de me lembrar de "As pontes de Madison", de Robert James Waller, vieram-me à cabeça e à ponta da língua duas coisas que não pega bem gostar em música: Claudinho & Buchecha e... Kelly Key.
A admiração pela dupla de São Gonçalo é antiga. Começou com o segundo de seus seis discos, "A forma", produzido pelo DJ Memê em 1997. Podia ser irrelevante, pueril, podia ser uma versão pálida do funk carioca, mas, ora bolas, era uma delícia de se ouvir, desde a faixa de abertura, "Quero te encontrar", imensamente popular pela veia pop saltada e pelos estalidos de Buchecha: "Quero te encontrar... Thã thã ... Quero te amar..."
No mesmo CD, havia dois certeiros polaróides da vida sub-urbana carioca: "Toda linda" e o diálogo introdutório na versão para "Uma noite e 1/2". Na primeira, a musa da dupla era uma mulher avistada tomando sol de biquíni no Aterro do Flamengo, "loura gostosa, maravilhosa, toda cheirosa, maliciosa". Na segunda, uma dona patroa reclama do volume em que Claudinho & Buchecha escutam o disco de Marina Lima e ameaça jogá-lo fora. "Só pra zoar", os dois emendam um batidão na música. Tremendo barraco.
Antes e depois de "A forma", os MCs alinharam sucessos capazes de vender invejáveis três milhões de discos: "Só love", "Conquista", "Xereta", "Nosso sonho", "Rap da união" e "Tempos modernos", de Lulu Santos, seu grande ídolo e fã. Infelizmente, em 2002, ano de lançamento do CD "Vamos dançar", um acidente na Via Dutra deixou Buchecha sem Claudinho. Felizmente, as músicas da dupla continuam rodando por aí.
Em "Vamos dançar", havia uma faixa delicada, "Fico assim sem você", dos versos premonitórios "Amor sem beijinho/ Buchecha sem Claudinho/ Sou eu assim sem você". Fez sucesso. Ao regravar a música de Cacá Moraes e Abdullah em "Adriana Partimpim", a gaúcha bacana Adriana Calcanhotto teve a sensibilidade de captar-lhe a alma infantil e de adicionar-lhe camadas extras de melancolia por causa do destino de Claudinho.
Pensando bem, em se tratando dele e de Buchecha, talvez já nem pegue tão mal confessar a admiração. Eles não têm, nunca tiveram e nem almejaram ter o conceito, a contundência e a relevância de MV Bill, Mr. Catra, DJ Marlboro ou Tati Quebra-Barraco. Mas por fugazes seis anos de vida fonográfica os dois batalhadores do Salgueiro gonçalense várias vezes atingiram o Ponto P (de pop) do qual muita gente só ouviu falar.
Entretanto, gostar de Kelly Key, musicalmente falando, ainda é passível de processo em tribunais de bar. Arrolo como testemunha de defesa Marcelo Camelo, dos Hermanos, que certa tarde, durante um papo de chope e bolinho de bacalhau no Aurora, confessou-me o mesmo crime. Na época, eu achava apenas engraçado "Baba" e "Cachorrinho", mas já vislumbrava o potencial da dona boa. E ela nem tinha posado para a "Playboy"...
O sinal de alerta havia sido acionado por Alex Bellos, então correspondente dos jornais ingleses "Guardian" e "Observer" no Rio. Primeira pessoa a me falar dos Scissor Sisters, Bellos contou-me que um amigo dele, produtor da MTV européia, passara por aqui e dissera que, se cantasse em inglês, Kelly Key ia arrebentar no planeta. Ali tinha, pensei. A produção dos seus discos, porém, era tão ruim que não pude concordar de imediato.
Enfim, aos 22 anos, a ex-garota do Latino ganha um tremendo upgrade graças à produção modernizante de Plínio Profeta em seu novo CD, "Kelly Key" (Warner). Claro, como cantora, Kelly continua fraca: lembra uma Xuxa - mas, bom ressaltar, uma Xuxa com sexo. Todavia, como produto, ela finalmente ganha uma embalagem à altura das sacadas pop dos seus compositores: melodias, arranjos e gravações são bastante bons.
A antes repetitiva Kelly agora se desdobra em estilos, do funk ao drum'n'bass. Nas bem-humoradas letras, ela dá um perdido no garoto que vai para a noite se atracar com outros garotos em "Bad boy" (de Umberto Tavares e Gustavo Lins): "Um tremendo de um bobão/ Só pensa em sair na mão/ Parece mais um Zé Mané/ Vem e esquece da mulher". Kelly veste a garota moderna em "O filme já vai começar" (de Guto Spina): "Com a pipoca e os bilhetes na mão/ O telefone eu coloquei pra vibrar/ Vê se vem logo, não demora/ Que o filme já vai começar". E, previsivelmente, Kelly encarna uma boneca em "Sou a Barbie Girl", versão para o sucesso noventista "Barbie Girl", do grupo dinamarquês Aqua.
Irrelevância por irrelevância, melhor ouvir Kelly Key rimando "facinho" com "Papinho" ou miando provocante em "Sou neném" e "Tou te dando mole" do que, como se estivesse tendo uma epifania, jogar os braços para o alto cada vez que o DJ toca Trem da Alegria e Turma do Balão Mágico. Porque, na cultura pop, o tempo é hoje. Sempre. Arthur Dapieve - O Globo
MMDS
Neotec diz que plataforma da TVA é compatível com projeto comum
25/05/2005, 20h48
A Neotec e a TVA esclarecem que a opção da operadora de MMDS pela digitalização com a tecnologia DVB, utilizando equipamentos da fabricante CKD, não é incompatível com o projeto da associação de MMDS de uma plataforma digital conjunta para os operadores do Brasil. Segundo a Neotec, a plataforma aberta DVB é consistente com os estudos que vêm sendo conduzidos pela associação e a alternativa da TVA poderia, inclusive, ser adotada por outros operadores de MMDS existentes, com pequenas algumas adaptações no front-end. Segundo a Neotec, os estudos com tecnologias sem linha de visada são para plataformas de dados, que eventualmente servirão, no futuro, para transporte de vídeo. Da Redação - PAY-TV News
Neotec diz que plataforma da TVA é compatível com projeto comum
25/05/2005, 20h48
A Neotec e a TVA esclarecem que a opção da operadora de MMDS pela digitalização com a tecnologia DVB, utilizando equipamentos da fabricante CKD, não é incompatível com o projeto da associação de MMDS de uma plataforma digital conjunta para os operadores do Brasil. Segundo a Neotec, a plataforma aberta DVB é consistente com os estudos que vêm sendo conduzidos pela associação e a alternativa da TVA poderia, inclusive, ser adotada por outros operadores de MMDS existentes, com pequenas algumas adaptações no front-end. Segundo a Neotec, os estudos com tecnologias sem linha de visada são para plataformas de dados, que eventualmente servirão, no futuro, para transporte de vídeo. Da Redação - PAY-TV News
Programação de TV por Assinatura
ESC 90 também estréia canais premium HBO
25/05/2005, 20h45
A operadora ESC 90, que opera com a marca Net em Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, também passou a comercializar o pacote com os canais premium HBO. São os canais HBO, HBO Plus, Cinemax, HBO Family e Max Prime, que entram no Pacote Premium ao custo de R$ 149,09. Segundo a operadora, esse valor é reflexo da decisão de apenas repassar os custos dos canais HBO ao assinante interessado, dentro da política de fortalecer a variedade de oferta. Da Redação - PAY-TV News
ESC 90 também estréia canais premium HBO
25/05/2005, 20h45
A operadora ESC 90, que opera com a marca Net em Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, também passou a comercializar o pacote com os canais premium HBO. São os canais HBO, HBO Plus, Cinemax, HBO Family e Max Prime, que entram no Pacote Premium ao custo de R$ 149,09. Segundo a operadora, esse valor é reflexo da decisão de apenas repassar os custos dos canais HBO ao assinante interessado, dentro da política de fortalecer a variedade de oferta. Da Redação - PAY-TV News
Mercado de Comunicação
Enel vende unidade de telefonia por 12,1 bilhões
27/5/2005
A companhia elétrica italiana Enel vendeu sua unidade de telefonia móvel Wind para a Weather Investments, sociedade liderada pelo empresário egípcio Naguib Sawiris, por 12,1 bilhões. A operação corresponde a 3 bilhões em dinheiro e a uma participação de 26% no capital da Weather Investments, correspondente a cerca de 1,9 bilhão. O restante, mais de 7 bilhões, servirá para eliminar o alto endividamento da Wind. A empresa de telecomunicações surgiu em 1997 de uma aliança entre a Enel, a France Telecom e a Deutsche Telekom, mas essas duas últimas saíram da empresa posteriormente. A Wind tem hoje 31,6 milhões de clientes, sendo 2,4 milhões na telefonia fixa, 12,1 milhões na móvel e 17,1 milhões na internet. O Estado de São Paulo
Enel vende unidade de telefonia por 12,1 bilhões
27/5/2005
A companhia elétrica italiana Enel vendeu sua unidade de telefonia móvel Wind para a Weather Investments, sociedade liderada pelo empresário egípcio Naguib Sawiris, por 12,1 bilhões. A operação corresponde a 3 bilhões em dinheiro e a uma participação de 26% no capital da Weather Investments, correspondente a cerca de 1,9 bilhão. O restante, mais de 7 bilhões, servirá para eliminar o alto endividamento da Wind. A empresa de telecomunicações surgiu em 1997 de uma aliança entre a Enel, a France Telecom e a Deutsche Telekom, mas essas duas últimas saíram da empresa posteriormente. A Wind tem hoje 31,6 milhões de clientes, sendo 2,4 milhões na telefonia fixa, 12,1 milhões na móvel e 17,1 milhões na internet. O Estado de São Paulo
Kodak fechará fábrica de São José dos Campos até outubro
25/5/2005
Decisão integra o plano mundial da companhia de se reposicionar no mercado e investir mais no setor de fotos digitais
A reestruturação da Eastman Kodak, que pretende fortalecer a atuação no segmento de fotografia digital e reduzir os investimentos nos processos tradicionais, chegou ao Brasil. A companhia anunciou, nesta quarta-feira (25/5), que fechará a fábrica de São José dos Campos, no interior paulista, até outubro. A unidade é especializada em sensibilização de papéis fotográficos para filmes convencionais e emprega 520 funcionários (se você é assinante, leia também reportagem de EXAME sobre o reposicionamento da Kodak no Brasil).
Em janeiro do ano passado, a Kodak havia anunciado que pretendia reduzir em um terço o número total de empregados até 2007 em todo o mundo. O corte será de 12 000 a 15 000 funcionários. Ainda em 2004, a empresa tomou as primeiras providências concretas, como o encerramento das atividades nas fábricas de Harrow e Annesley, no Reino Unido, e em Chalon, na França - o que significou 870 postos a menos.
No Brasil, dos 520 funcionários locados na unidade de São José dos Campos, 250 serão demitidos. Os outros 270 pertencem à área administrativa e continuarão na empresa. Para desativar a unidade, a Kodak gastará 48 milhões de dólares, sendo 28 milhões referentes à depreciação acelerada de equipamentos e instalações, 11 milhões em encargos trabalhistas e 9 milhões para outras despesas.
Pequena escala
Segundo Herson Manfrinato, diretor de Comunicação e Assuntos Corporativos da Kodak do Brasil, a manutenção da planta de São José dos Campos não seria possível, já que a escala de produção é pequena, quando comparada com unidades da empresa em outros países. "O objetivo da companhia é manter as unidades com o máximo nível de atividade possível", diz. Assim, a companhia optou por desativar a planta brasileira para elevar a produção em unidades maiores, que contavam com capacidade ociosa.
A planta de São José dos Campos chegou a ser considerada a maior instalação da Kodak na América Latina, nos anos 80, quando empregou cerca de 3 000 funcionários. Desde então, o remanejamento de operações entre as unidades e a abertura da fábrica de Manaus, em 1997, reduziram o peso da planta paulista para o grupo. Em março, a Kodak já havia anunciado que desativaria a produção de filmes para Raio-X e de produtos fotoquímicos na mesma unidade.
Reposicionamento
De acordo com Manfrinato, a desativação da planta não enfraquecerá a atuação da Kodak no Brasil, que continuará operando com cerca de 700 funcionários, distribuídos entre a planta de Manaus e os escritórios regionais. O executivo destaca o grande potencial de crescimento do mercado interno, onde apenas 35% dos domicílios possuem uma máquina fotográfica - seja digital ou convencional. "Estamos atuando nos dois segmentos com muita força", afirma.
Para provar a vitalidade dos negócios, Manfrinato lembra que, no final de 2004, a companhia lançou uma campanha para estimular o brasileiro a fotografar. O resultado foi que, no final do ano, as vendas de máquinas tradicionais cresceram 60% sobre o mesmo período de 2003. "Há um potencial enorme de negócios no país", diz. Márcio Juliboni - Portal Exame
25/5/2005
Decisão integra o plano mundial da companhia de se reposicionar no mercado e investir mais no setor de fotos digitais
A reestruturação da Eastman Kodak, que pretende fortalecer a atuação no segmento de fotografia digital e reduzir os investimentos nos processos tradicionais, chegou ao Brasil. A companhia anunciou, nesta quarta-feira (25/5), que fechará a fábrica de São José dos Campos, no interior paulista, até outubro. A unidade é especializada em sensibilização de papéis fotográficos para filmes convencionais e emprega 520 funcionários (se você é assinante, leia também reportagem de EXAME sobre o reposicionamento da Kodak no Brasil).
Em janeiro do ano passado, a Kodak havia anunciado que pretendia reduzir em um terço o número total de empregados até 2007 em todo o mundo. O corte será de 12 000 a 15 000 funcionários. Ainda em 2004, a empresa tomou as primeiras providências concretas, como o encerramento das atividades nas fábricas de Harrow e Annesley, no Reino Unido, e em Chalon, na França - o que significou 870 postos a menos.
No Brasil, dos 520 funcionários locados na unidade de São José dos Campos, 250 serão demitidos. Os outros 270 pertencem à área administrativa e continuarão na empresa. Para desativar a unidade, a Kodak gastará 48 milhões de dólares, sendo 28 milhões referentes à depreciação acelerada de equipamentos e instalações, 11 milhões em encargos trabalhistas e 9 milhões para outras despesas.
Pequena escala
Segundo Herson Manfrinato, diretor de Comunicação e Assuntos Corporativos da Kodak do Brasil, a manutenção da planta de São José dos Campos não seria possível, já que a escala de produção é pequena, quando comparada com unidades da empresa em outros países. "O objetivo da companhia é manter as unidades com o máximo nível de atividade possível", diz. Assim, a companhia optou por desativar a planta brasileira para elevar a produção em unidades maiores, que contavam com capacidade ociosa.
A planta de São José dos Campos chegou a ser considerada a maior instalação da Kodak na América Latina, nos anos 80, quando empregou cerca de 3 000 funcionários. Desde então, o remanejamento de operações entre as unidades e a abertura da fábrica de Manaus, em 1997, reduziram o peso da planta paulista para o grupo. Em março, a Kodak já havia anunciado que desativaria a produção de filmes para Raio-X e de produtos fotoquímicos na mesma unidade.
Reposicionamento
De acordo com Manfrinato, a desativação da planta não enfraquecerá a atuação da Kodak no Brasil, que continuará operando com cerca de 700 funcionários, distribuídos entre a planta de Manaus e os escritórios regionais. O executivo destaca o grande potencial de crescimento do mercado interno, onde apenas 35% dos domicílios possuem uma máquina fotográfica - seja digital ou convencional. "Estamos atuando nos dois segmentos com muita força", afirma.
Para provar a vitalidade dos negócios, Manfrinato lembra que, no final de 2004, a companhia lançou uma campanha para estimular o brasileiro a fotografar. O resultado foi que, no final do ano, as vendas de máquinas tradicionais cresceram 60% sobre o mesmo período de 2003. "Há um potencial enorme de negócios no país", diz. Márcio Juliboni - Portal Exame
Telecom
Até abril, exportações de celulares quase atingem o total de 2004
25/05/2005
Dados consolidados pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) mostram que de janeiro a abril deste ano a exportação de celulares atingiu US$ 718 milhões. De acordo com a entidade, esse valor se aproxima do total de exportações de terminais móveis feita no ano passado, que foi de US$ 736 milhões. Em termos de unidades, o desempenho de 2005 já é superior ao anterior, com 9,4 milhões de handsets exportados nos quatro primeiro meses contra 8,7 milhões vendidos para o exterior no ano passado. Em 2004, com o mercado interno super aquecido, os fabricantes diminuíram, significativamente, o ritmo das vendas para outros países. Alguns fornecedores ampliaram suas fábricas para tentar recuperar o espaço nas exportações. Na avaliação do presidente da Abinee, Ruy de Salles Cunha, as exportações brasileiras de celular podem bater recorde este ano, com aproximadamente US$ 2 bilhões. Wanise Ferreira - Telecom Online
Até abril, exportações de celulares quase atingem o total de 2004
25/05/2005
Dados consolidados pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) mostram que de janeiro a abril deste ano a exportação de celulares atingiu US$ 718 milhões. De acordo com a entidade, esse valor se aproxima do total de exportações de terminais móveis feita no ano passado, que foi de US$ 736 milhões. Em termos de unidades, o desempenho de 2005 já é superior ao anterior, com 9,4 milhões de handsets exportados nos quatro primeiro meses contra 8,7 milhões vendidos para o exterior no ano passado. Em 2004, com o mercado interno super aquecido, os fabricantes diminuíram, significativamente, o ritmo das vendas para outros países. Alguns fornecedores ampliaram suas fábricas para tentar recuperar o espaço nas exportações. Na avaliação do presidente da Abinee, Ruy de Salles Cunha, as exportações brasileiras de celular podem bater recorde este ano, com aproximadamente US$ 2 bilhões. Wanise Ferreira - Telecom Online
Fundos só compram ações do Citi na BrT em último caso
25/05/2005, 20h42
É cada vez mais complexo o cenário de venda das participações do Citibank e dos fundos de pensão na Brasil Telecom. Fontes próximas confirmam a existência de uma cláusula entre Citi e fundos segundo a qual o banco norte-americano, ao final de um determinado prazo, se não for encontrada outra alternativa, terá o direito de vender aos fundos de pensão sua participação na operadora (uma operação de put). O prazo, contudo, é longo: essa alternativa só poderia ser exercida em 2008. O valor está estabelecido em reais e gira agora em torno de R$ 1 bilhão para a compra da parcela do Citi na BrT. Com o dólar em torno de R$ 2,40, seria o equivalente a US$ 420 milhões. Esse montante em reais é corrigido por um indexador. Quando fundos e Citi fecharam o acordo, o valor em dólares era menor porque a moeda estava bem mais apreciada.
Esta opção foi dada ao Citibank pelos fundos brasileiros, segundo informações confiáveis, como um atrativo para que o banco norte-americano fechasse o acordo de tag along, gestão conjunta e se aliasse aos fundos de pensão na briga contra o Opportunity. Foi a alternativa que os fundos encontraram para não ficarem isolados contra Dantas, como vinha acontecendo desde 1999, quando os conflitos começaram. Segundo dirigentes de uma fundação, essa cláusula de "put" foi exaustivamente discutida nos conselhos responsáveis e, ao final, avaliou-se que era a melhor alternativa para garantir o patrimônio investido nas teles e potencializar as alternativas de saída dos investimentos em telecomunicações.
Antes de efetivar a opção de "put", contudo, Citi e fundos devem buscar outras alternativas, e é isso que está gerando confusões nesse momento.
Disputa
A Telecom Italia é a principal compradora, mas não está disposta a pagar os US$ 420 milhões pela participação do Citi, até porque teria que pagar a mesma quantia aos fundos de pensão. Por outro lado, não faz sentido para o Citi sair da Brasil Telecom por valor menor. Além disso, a própria Telecom Italia já se comprometeu a pagar ao Opportunity US$ 470 milhões por uma participação similar à do Citi na BrT, segundo o próprio Opportunity, mas sem posição de controle, segundo o banco norte-americano. Nos US$ 470 milhões estão incluídos US$ 65 milhões por certas reclamações que o grupo de Daniel Dantas alega ter contra os italianos e também a possibilidade de efetivação, ainda nesta gestão da Brasil Telecom, do acordo de fusão entre TIM e BrT Celular, além das ações que a Telecom Italia vendeu à Techold e à Timepart em 2002 (controladoras da BrT na época controladas pelo Opportunity).
O Opportunity ainda não conseguiu entregar o que prometeu, pelo menos em relação à fusão entre as operadoras móveis. Judicialmente, o grupo de Daniel Dantas está sendo proibido de levar a negociação com os italianos adiante tanto no Brasil quanto em Nova York.
Enquanto isso, fundos e Citi buscam alternativas de ampliar o interesse em suas participações, e já houve conversas com Telemar e Portugal Telecom, ainda que não tenha havido propostas concretas. A Telecom Italia, por outro lado, tenta evitar um leilão da BrT, e por isso apressou-se em fechar um acordo com Dantas, mesmo sabendo dos riscos de não ter o prometido. De qualquer maneira, há conversas acontecendo entre Citi, fundos e italianos, em Londres. O drama para a Telecom Italia é que já existe um preço mínimo colocado para a negociação: são os US$ 420 milhões do "put option" entre Citi e fundos, valor esse que cresce, em dólares, na proporção da valorização da moeda brasileira, já que o preço é em reais. E, sem querer, a própria Telecom Italia também estabeleceu um preço mínimo ao fechar um acordo com o Opportunity. Rubens Glasberg e Samuel Possebon - TELETIME News
25/05/2005, 20h42
É cada vez mais complexo o cenário de venda das participações do Citibank e dos fundos de pensão na Brasil Telecom. Fontes próximas confirmam a existência de uma cláusula entre Citi e fundos segundo a qual o banco norte-americano, ao final de um determinado prazo, se não for encontrada outra alternativa, terá o direito de vender aos fundos de pensão sua participação na operadora (uma operação de put). O prazo, contudo, é longo: essa alternativa só poderia ser exercida em 2008. O valor está estabelecido em reais e gira agora em torno de R$ 1 bilhão para a compra da parcela do Citi na BrT. Com o dólar em torno de R$ 2,40, seria o equivalente a US$ 420 milhões. Esse montante em reais é corrigido por um indexador. Quando fundos e Citi fecharam o acordo, o valor em dólares era menor porque a moeda estava bem mais apreciada.
Esta opção foi dada ao Citibank pelos fundos brasileiros, segundo informações confiáveis, como um atrativo para que o banco norte-americano fechasse o acordo de tag along, gestão conjunta e se aliasse aos fundos de pensão na briga contra o Opportunity. Foi a alternativa que os fundos encontraram para não ficarem isolados contra Dantas, como vinha acontecendo desde 1999, quando os conflitos começaram. Segundo dirigentes de uma fundação, essa cláusula de "put" foi exaustivamente discutida nos conselhos responsáveis e, ao final, avaliou-se que era a melhor alternativa para garantir o patrimônio investido nas teles e potencializar as alternativas de saída dos investimentos em telecomunicações.
Antes de efetivar a opção de "put", contudo, Citi e fundos devem buscar outras alternativas, e é isso que está gerando confusões nesse momento.
Disputa
A Telecom Italia é a principal compradora, mas não está disposta a pagar os US$ 420 milhões pela participação do Citi, até porque teria que pagar a mesma quantia aos fundos de pensão. Por outro lado, não faz sentido para o Citi sair da Brasil Telecom por valor menor. Além disso, a própria Telecom Italia já se comprometeu a pagar ao Opportunity US$ 470 milhões por uma participação similar à do Citi na BrT, segundo o próprio Opportunity, mas sem posição de controle, segundo o banco norte-americano. Nos US$ 470 milhões estão incluídos US$ 65 milhões por certas reclamações que o grupo de Daniel Dantas alega ter contra os italianos e também a possibilidade de efetivação, ainda nesta gestão da Brasil Telecom, do acordo de fusão entre TIM e BrT Celular, além das ações que a Telecom Italia vendeu à Techold e à Timepart em 2002 (controladoras da BrT na época controladas pelo Opportunity).
O Opportunity ainda não conseguiu entregar o que prometeu, pelo menos em relação à fusão entre as operadoras móveis. Judicialmente, o grupo de Daniel Dantas está sendo proibido de levar a negociação com os italianos adiante tanto no Brasil quanto em Nova York.
Enquanto isso, fundos e Citi buscam alternativas de ampliar o interesse em suas participações, e já houve conversas com Telemar e Portugal Telecom, ainda que não tenha havido propostas concretas. A Telecom Italia, por outro lado, tenta evitar um leilão da BrT, e por isso apressou-se em fechar um acordo com Dantas, mesmo sabendo dos riscos de não ter o prometido. De qualquer maneira, há conversas acontecendo entre Citi, fundos e italianos, em Londres. O drama para a Telecom Italia é que já existe um preço mínimo colocado para a negociação: são os US$ 420 milhões do "put option" entre Citi e fundos, valor esse que cresce, em dólares, na proporção da valorização da moeda brasileira, já que o preço é em reais. E, sem querer, a própria Telecom Italia também estabeleceu um preço mínimo ao fechar um acordo com o Opportunity. Rubens Glasberg e Samuel Possebon - TELETIME News
Base de usuários no País pode estar inchada, avalia BES
25/05/2005, 18h35
A partir do terceiro trimestre deste ano, provavelmente, as operadoras móveis registrarão aumento no churn (desconexão voluntária do assinante). Isso deve ocorrer porque com as adições líquidas do segundo trimestre (que incluem as promoções agressivas de aparelhos a R$ 99), é provável que muitos usuários estejam com dois aparelhos (o antigo e o novo, mais barato e com mais funcionalidades), diz a analista do BES, Luciana Leocadio. A analista diz que não é possível fazer uma estimativa média do churn para todas as operadoras, mas esse percentual gira entre 2% e 3% a 7% e 8% no trimestre.
Para a analista, em algum momento os clientes que compraram aparelhos pelas promoções começarão a desconectar um dos dois aparelhos e, com isso, será possível saber o número real de adições.
"Pelo fato de os preços (de aparelhos) estarem baixos principalmente no caso do GSM (usado pela Claro, TIM e Oi), as operadoras podem contabilizar o cliente pelo chip (SIM card), ou seja, contam o mesmo cliente duas vezes", diz Luciana. Nesse caso, o cliente compra um aparelho novo com o SIM card da operadora, ainda que já tenha outra linha. Em geral, o preço do SIM card é de R$ 20.
Vivo
Nessa mesma linha de análise, o vice-presidente de operações da Vivo, Paulo César Teixeira, disse na segunda-feira, 23, que era no mínimo estranha a redução de 20% em média do churn entre as operadoras concorrentes nos últimos meses. Teixeira não citou as operadoras que estariam usando esse expediente, mas levantou a suspeita de que algumas empresas estariam contando duas vezes clientes que trocaram de linha durante campanhas promocionais. "A verdade ainda vai aparecer", afirmou o vice-presidente da Vivo.
Até o final de abril, segundo os dados da Anatel, o Brasil contava com 70,8 milhões de usuários. Deste total, os quatro principais players tinham a seguinte base: Vivo, com 27,5 milhões; TIM, com 15,1 milhões; Claro, com 14,9 milhões; e Oi, com 7,5 milhões. Sérgio Damasceno - TELETIME News
25/05/2005, 18h35
A partir do terceiro trimestre deste ano, provavelmente, as operadoras móveis registrarão aumento no churn (desconexão voluntária do assinante). Isso deve ocorrer porque com as adições líquidas do segundo trimestre (que incluem as promoções agressivas de aparelhos a R$ 99), é provável que muitos usuários estejam com dois aparelhos (o antigo e o novo, mais barato e com mais funcionalidades), diz a analista do BES, Luciana Leocadio. A analista diz que não é possível fazer uma estimativa média do churn para todas as operadoras, mas esse percentual gira entre 2% e 3% a 7% e 8% no trimestre.
Para a analista, em algum momento os clientes que compraram aparelhos pelas promoções começarão a desconectar um dos dois aparelhos e, com isso, será possível saber o número real de adições.
"Pelo fato de os preços (de aparelhos) estarem baixos principalmente no caso do GSM (usado pela Claro, TIM e Oi), as operadoras podem contabilizar o cliente pelo chip (SIM card), ou seja, contam o mesmo cliente duas vezes", diz Luciana. Nesse caso, o cliente compra um aparelho novo com o SIM card da operadora, ainda que já tenha outra linha. Em geral, o preço do SIM card é de R$ 20.
Vivo
Nessa mesma linha de análise, o vice-presidente de operações da Vivo, Paulo César Teixeira, disse na segunda-feira, 23, que era no mínimo estranha a redução de 20% em média do churn entre as operadoras concorrentes nos últimos meses. Teixeira não citou as operadoras que estariam usando esse expediente, mas levantou a suspeita de que algumas empresas estariam contando duas vezes clientes que trocaram de linha durante campanhas promocionais. "A verdade ainda vai aparecer", afirmou o vice-presidente da Vivo.
Até o final de abril, segundo os dados da Anatel, o Brasil contava com 70,8 milhões de usuários. Deste total, os quatro principais players tinham a seguinte base: Vivo, com 27,5 milhões; TIM, com 15,1 milhões; Claro, com 14,9 milhões; e Oi, com 7,5 milhões. Sérgio Damasceno - TELETIME News
Televisão
SBT contrata 50 e já fala em jornal às 12h
27/5/2005
O SBT, que em agosto lança telejornal em horário nobre com Ana Paula Padrão, terá daqui a dois meses 60 jornalistas em São Paulo. é mais do que o triplo do que a emissora possui hoje _17, dos quais boa parte será mantida.
Os planos da rede não param no telejornal de Ana Paula Padrão. Até o início do ano que vem, planeja um telejornal no meio do dia e a reativação do "SBT Repórter". Estudo interno prevê uma base de 123 jornalistas em São Paulo.
Há um clima de entusiasmo no SBT com relação ao jornalismo, segmento desprezado por Silvio Santos nos últimos anos. Executivos falam que a emissora está passando por uma "primavera". Estimam que o jornal de Padrão trará faturamento que viabilizará estrutura jornalística de grande porte. Silvio Santos anda animado desde que contratou Padrão.
Segundo Luiz Gonzaga Mineiro, diretor de jornalismo, Silvio Santos já aprovou o orçamento para a contratação de quase 50 jornalistas. A prioridade será montar o time de Padrão, que terá seis equipes de reportagem em São Paulo, mais cinco repórteres em Brasília e quatro no Rio.
"Vamos ter jornalistas de plantão 24 horas", diz Mineiro. Com a estréia de Ana Paula Padrão, entre 19h e 21h, o telejornal da meia-noite será extinto, e o da manhã, reforçado. Cintia Benini e Analice Nicolau, afirma Mineiro, continuarão apresentando boletins, ao contrário do que foi alardeado. Daniel Castro - Folha de São Paulo
SBT contrata 50 e já fala em jornal às 12h
27/5/2005
O SBT, que em agosto lança telejornal em horário nobre com Ana Paula Padrão, terá daqui a dois meses 60 jornalistas em São Paulo. é mais do que o triplo do que a emissora possui hoje _17, dos quais boa parte será mantida.
Os planos da rede não param no telejornal de Ana Paula Padrão. Até o início do ano que vem, planeja um telejornal no meio do dia e a reativação do "SBT Repórter". Estudo interno prevê uma base de 123 jornalistas em São Paulo.
Há um clima de entusiasmo no SBT com relação ao jornalismo, segmento desprezado por Silvio Santos nos últimos anos. Executivos falam que a emissora está passando por uma "primavera". Estimam que o jornal de Padrão trará faturamento que viabilizará estrutura jornalística de grande porte. Silvio Santos anda animado desde que contratou Padrão.
Segundo Luiz Gonzaga Mineiro, diretor de jornalismo, Silvio Santos já aprovou o orçamento para a contratação de quase 50 jornalistas. A prioridade será montar o time de Padrão, que terá seis equipes de reportagem em São Paulo, mais cinco repórteres em Brasília e quatro no Rio.
"Vamos ter jornalistas de plantão 24 horas", diz Mineiro. Com a estréia de Ana Paula Padrão, entre 19h e 21h, o telejornal da meia-noite será extinto, e o da manhã, reforçado. Cintia Benini e Analice Nicolau, afirma Mineiro, continuarão apresentando boletins, ao contrário do que foi alardeado. Daniel Castro - Folha de São Paulo
Novela 1
27/5/2005
Vice-presidente de vendas internacionais da Televisa, Oscar Belaich se reuniu anteontem à tarde, no SBT, com um assessor de negócios de Silvio Santos. As negociações pela renovação do direito de exibição de "Chaves" foram retomadas. A Televisa quer US$ 1,5 milhão por ano por "Chaves", "Chapolin" e "Chespirito". O SBT acha muito e quer desembolsar US$ 500 mil.
Novela 2
A rede mexicana está fazendo uma espécie de leilão por "Chaves". Até a Globo fez proposta. O SBT não quer perder "Chaves", que anteontem deu incríveis 14 pontos e está previsto na grade da semana que vem, mas diz que o produto dá prejuízo. Daniel Castro - Folha de São Paulo
27/5/2005
Vice-presidente de vendas internacionais da Televisa, Oscar Belaich se reuniu anteontem à tarde, no SBT, com um assessor de negócios de Silvio Santos. As negociações pela renovação do direito de exibição de "Chaves" foram retomadas. A Televisa quer US$ 1,5 milhão por ano por "Chaves", "Chapolin" e "Chespirito". O SBT acha muito e quer desembolsar US$ 500 mil.
Novela 2
A rede mexicana está fazendo uma espécie de leilão por "Chaves". Até a Globo fez proposta. O SBT não quer perder "Chaves", que anteontem deu incríveis 14 pontos e está previsto na grade da semana que vem, mas diz que o produto dá prejuízo. Daniel Castro - Folha de São Paulo
Silvio lança programa surpresa
27/5/2005
Site do SBT procura participantes para atração misteriosa
É o que se pode chamar de programa Kinder Ovo: vem com uma surpresa dentro, que ninguém sabe qual é, mas é só juntar as peças para ganhar um brinquedo novo. A emissora, claro, é o SBT. Há cerca de dez dias, Silvio Santos, que já manipula o mouse do computador como nunca, pediu que fosse incluído um link no site www.sbt.com.br com o seguinte chamado: "Famílias, inscrevam-se aqui."
O anúncio, que está sendo veiculado há cerca de dez dias, pede que as pessoas enviem seus dados no ato da inscrição e mandem fotos para participar de um programa. Existem alguns requisitos: o time familiar deverá ser composto por, no mínimo, cinco pessoas, com grau de parentesco comprovado e todos os integrantes deverão ter mais de 18 anos. No site, a emissora ainda explica que os integrantes não precisam morar no mesmo endereço. O mais interessante é que a pessoa se inscreve no programa sem saber do que se trata.
Desde que se engajou na internet, Silvio anda surpreendendo os funcionários com idéias repentinas. Outra incógnita da programação é o especial O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, uma espécie de documentário histórico ainda sem data de estréia. Os concorrentes a dez categorias que incluem cinema, TV, ciência e tecnologia, entre outros, estão sendo indicados pelos internautas.
Essa interatividade que une TV, internet e telespectador tem cativado Silvio Santos. O Grande Perdedor também tem um link direto com o site. Na página, o público vota em quem deve sair do programa. Silvio não dá ponto sem nó: a audiência do seu site triplicou. Taíssa Stivanin - O Estado de São Paulo
27/5/2005
Site do SBT procura participantes para atração misteriosa
É o que se pode chamar de programa Kinder Ovo: vem com uma surpresa dentro, que ninguém sabe qual é, mas é só juntar as peças para ganhar um brinquedo novo. A emissora, claro, é o SBT. Há cerca de dez dias, Silvio Santos, que já manipula o mouse do computador como nunca, pediu que fosse incluído um link no site www.sbt.com.br com o seguinte chamado: "Famílias, inscrevam-se aqui."
O anúncio, que está sendo veiculado há cerca de dez dias, pede que as pessoas enviem seus dados no ato da inscrição e mandem fotos para participar de um programa. Existem alguns requisitos: o time familiar deverá ser composto por, no mínimo, cinco pessoas, com grau de parentesco comprovado e todos os integrantes deverão ter mais de 18 anos. No site, a emissora ainda explica que os integrantes não precisam morar no mesmo endereço. O mais interessante é que a pessoa se inscreve no programa sem saber do que se trata.
Desde que se engajou na internet, Silvio anda surpreendendo os funcionários com idéias repentinas. Outra incógnita da programação é o especial O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, uma espécie de documentário histórico ainda sem data de estréia. Os concorrentes a dez categorias que incluem cinema, TV, ciência e tecnologia, entre outros, estão sendo indicados pelos internautas.
Essa interatividade que une TV, internet e telespectador tem cativado Silvio Santos. O Grande Perdedor também tem um link direto com o site. Na página, o público vota em quem deve sair do programa. Silvio não dá ponto sem nó: a audiência do seu site triplicou. Taíssa Stivanin - O Estado de São Paulo
Abrem-se as cortinas
27/5/2005
O Grande Teatro Tupi, projeto inovador de teledramaturgia, que vigorou entre 1956 e 1965, pode ser conhecido pelas novas gerações agora. O lançamento de um livro, exposição de fotografias, vitrines com originais de textos adaptados para o Grande Teatro e ainda um vídeo com depoimentos de atores, diretores e técnicos que trabalhavam no teleteatro formam o conjunto de documentos do evento "Na Caixa - O Grande Teatro Tupi", à disposição do público a partir de quarta-feira, no Conjunto Cultural da Caixa, na Praça da Sé, em São Paulo. "Foram os melhores anos das nossas vidas", diz ao Valor Fernanda Montenegro, a primeira atriz contratada pela televisão no país, em 1951, na mesma Tupi, e uma das grandes estrelas do programa. "A televisão levou atores do Teatro dos Estudantes, da Cinelândia, do teatro de revista. O primeiro trabalho que fiz foi 'Antígona'", recorda-se.
Esse primeiro período na vida da atriz durou dois anos. Depois, ela dirigiu-se a São Paulo e, em 1956, passou a trabalhar nas duas cidades. Fazia teatro na capital paulista e viajava ao Rio para o Grande Teatro Tupi. "Éramos um grupo de malucos, alucinados, vocacionados. Fizemos no mínimo 400 peças para a televisão com o que havia de melhor na dramaturgia e na literatura brasileira e estrangeira", conta.
A mostra na Caixa e o livro revelam esse ambiente quase artesanal de fazer TV. Traz 50 fotos de encenações que marcaram época, interpretadas por grandes atores, como a própria Fernanda, Nathália Timberg, Ítalo Rossi, Sérgio Britto e Zilka Salaberry. O livro, "Cadernos do Grande Teatro", reúne três textos de adaptações feitas para o programa: "Em Cada Coração Um Pecado", de Henry Bellaman, "Madame Bovary", de Flaubert, e "O Condenado", de Graham Greene.
Foto: Divulgação
Fernanda Montenegro e Sérgio Britto, em 1959 (acima); Zilka Salaberry e Cláudio Cavalcanti, em 1960
A abertura do evento será na terça-feira, às 20h, com a presença de Sérgio Britto e Fernando Torres, diretores do Grande Teatro Tupi; de Manoel Carlos, autor e responsável pelas adaptações, e integrantes do elenco - Fernanda, Nathália e Rossi. Eles falarão sobre suas experiências naquele projeto. Nathália fará ainda uma leitura do texto "A Voz Humana", de Jean Cocteau.
"O Grande Teatro Tupi foi o embrião de tudo que de melhor se fez na televisão depois dele, em matéria de teledramaturgia. Juntamente com o TV de Vanguarda levou ao público um repertório de alto nível", comenta Manoel Carlos, autor de telenovelas de sucesso na Rede Globo, como "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas".
Considerado um grande momento da teledramaturgia, O Grande Teatro Tupi ficou no ar, na Tupi Rio e na Tupi de São Paulo (em São Paulo teve o nome de TV de Vanguarda) de 1956 a 62. Entre 1963 e 64 era o Grande Teatro na TV Rio, e em 1965, intitulado Quatro Vezes Teatro, ficou alguns meses na Globo. Ia ao ar às segundas-feiras e algumas peças tinham de três a quatro horas de duração (como "Mme. Bovary"). Um bálsamo para amantes do teatro, que, além de assistir a boas adaptações não precisavam preocupar-se com cortes bruscos. A propaganda entrava no encerramento do ato, de acordo com o original.
Quem organizava tudo era Manoel Carlos, autor e adaptador de dezenas de textos. Para ele, o programa daquela época valorizava a qualidade e falava mais alto do que os números da audiência, característicos de hoje. "Mesmo assim, jamais foi hermético e pedante. Tínhamos o cuidado de apresentar grandes obras, sem descuidar de uma linguagem acessível", diz.
Manoel Carlos montou, por exemplo, "Wether", de Goethe, para ficar num único exemplo que se constituiu num dos maiores sucessos do repertório. Sobre a exposição da Caixa, o dramaturgo diz sentir "uma grande emoção, aliada a uma doce lembrança daqueles tempos heróicos, sem videotape, sem recursos técnicos, mas amarrado a uma grande disposição. Tínhamos todos, entre 20 e 25 anos, e uma formação essencialmente teatral, o que explica a preocupação com a qualidade".
Sérgio Britto (também ator, fundador do Teatro dos Sete e do Teatro dos Quatro) era administrador artístico, condutor do trabalho de Manoel Carlos. Revezava a direção com Flávio Rangel e Fernando Torres. Havia ainda um núcleo de atores, mas como explica Fernanda isso não significava que fizessem somente os principais papéis. Trabalharam no Grande Teatro Bibi Ferreira, Glauce Rocha, Tereza Raquel, Armando Bógus, Francisco Cuoco, Yoná Magalhães, Berta Zemel, Milton Moraes, Leonardo Villar, Sadi Cabral, Paulo Padilla, Mário Lago, Norma Blum e outros atores.
"Sérgio distribuía as peças e, às vezes, quando tínhamos um texto maior para ensaiar, fazíamos outro mais simples naquela semana. Era uma loucura. Vivíamos em pensões, ganhávamos pouco, mas éramos muito felizes. O Grande Teatro foi um laboratório, um curso intensivo", diz Fernanda.
Nathália Timberg, que com Britto, Rossi e Fernanda foi para o Grande Teatro Tupi a convite de Guilherme Figueiredo (diretor artístico da emissora), guarda ótimas recordações do período e a certeza dos envolvidos terem feito o melhor que a televisão já teve em dramaturgia. "Para nós foi um momento muito especial da TV que não vai se repetir nunca. Também nunca soube de um grupo, em lugar nenhum, que tenha feito um teleteatro por semana, todos textos da maior qualidade, em adaptações belíssimas."
Foram cerca de 450 boas adaptações de clássicos, escritos por pesos pesados como Pirandello, Dostoiévski, Harold Pinter, Machado de Assis, José de Alencar, Abílio Pereira de Almeida, Jorge Andrade, Bernard Shaw, Anatole France, Balzac, Flaubert, Goethe, Merrimée, Radiget, Zola. Tantas, que é impossível citar um ou outro, admite Ítalo Rossi. Para ele, o Grande Teatro Tupi foi "um grande momento, um momento feliz para todos por podermos trabalhar com um repertório bom. Éramos jovens fazendo um teleteatro que era um compromisso de levar o que havia de melhor na literatura".
A curadoria do evento, que tem patrocínio da Caixa, é da jornalista Ana Lúcia Vacchiano, editora executiva do Programa Arte com Sérgio Britto, exibido na TV Educativa do Rio e mestranda na Universidade Federal Fluminense (UFF) com o tema é "A Poética do Grande Teatro Tupi". "Se hoje é, nas telenovelas ou minisséries, que se encontram a linguagem e o padrão de qualidade tão procurados no universo ficcional da TV, não há dúvida de que foi o teleteatro que desbravou o desconhecido terreno da linguagem televisiva", escreve ela na apresentação do evento. Marili Camargo - Valor Econômico
27/5/2005
O Grande Teatro Tupi, projeto inovador de teledramaturgia, que vigorou entre 1956 e 1965, pode ser conhecido pelas novas gerações agora. O lançamento de um livro, exposição de fotografias, vitrines com originais de textos adaptados para o Grande Teatro e ainda um vídeo com depoimentos de atores, diretores e técnicos que trabalhavam no teleteatro formam o conjunto de documentos do evento "Na Caixa - O Grande Teatro Tupi", à disposição do público a partir de quarta-feira, no Conjunto Cultural da Caixa, na Praça da Sé, em São Paulo. "Foram os melhores anos das nossas vidas", diz ao Valor Fernanda Montenegro, a primeira atriz contratada pela televisão no país, em 1951, na mesma Tupi, e uma das grandes estrelas do programa. "A televisão levou atores do Teatro dos Estudantes, da Cinelândia, do teatro de revista. O primeiro trabalho que fiz foi 'Antígona'", recorda-se.
Esse primeiro período na vida da atriz durou dois anos. Depois, ela dirigiu-se a São Paulo e, em 1956, passou a trabalhar nas duas cidades. Fazia teatro na capital paulista e viajava ao Rio para o Grande Teatro Tupi. "Éramos um grupo de malucos, alucinados, vocacionados. Fizemos no mínimo 400 peças para a televisão com o que havia de melhor na dramaturgia e na literatura brasileira e estrangeira", conta.
A mostra na Caixa e o livro revelam esse ambiente quase artesanal de fazer TV. Traz 50 fotos de encenações que marcaram época, interpretadas por grandes atores, como a própria Fernanda, Nathália Timberg, Ítalo Rossi, Sérgio Britto e Zilka Salaberry. O livro, "Cadernos do Grande Teatro", reúne três textos de adaptações feitas para o programa: "Em Cada Coração Um Pecado", de Henry Bellaman, "Madame Bovary", de Flaubert, e "O Condenado", de Graham Greene.
Foto: Divulgação
Fernanda Montenegro e Sérgio Britto, em 1959 (acima); Zilka Salaberry e Cláudio Cavalcanti, em 1960
A abertura do evento será na terça-feira, às 20h, com a presença de Sérgio Britto e Fernando Torres, diretores do Grande Teatro Tupi; de Manoel Carlos, autor e responsável pelas adaptações, e integrantes do elenco - Fernanda, Nathália e Rossi. Eles falarão sobre suas experiências naquele projeto. Nathália fará ainda uma leitura do texto "A Voz Humana", de Jean Cocteau.
"O Grande Teatro Tupi foi o embrião de tudo que de melhor se fez na televisão depois dele, em matéria de teledramaturgia. Juntamente com o TV de Vanguarda levou ao público um repertório de alto nível", comenta Manoel Carlos, autor de telenovelas de sucesso na Rede Globo, como "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas".
Considerado um grande momento da teledramaturgia, O Grande Teatro Tupi ficou no ar, na Tupi Rio e na Tupi de São Paulo (em São Paulo teve o nome de TV de Vanguarda) de 1956 a 62. Entre 1963 e 64 era o Grande Teatro na TV Rio, e em 1965, intitulado Quatro Vezes Teatro, ficou alguns meses na Globo. Ia ao ar às segundas-feiras e algumas peças tinham de três a quatro horas de duração (como "Mme. Bovary"). Um bálsamo para amantes do teatro, que, além de assistir a boas adaptações não precisavam preocupar-se com cortes bruscos. A propaganda entrava no encerramento do ato, de acordo com o original.
Quem organizava tudo era Manoel Carlos, autor e adaptador de dezenas de textos. Para ele, o programa daquela época valorizava a qualidade e falava mais alto do que os números da audiência, característicos de hoje. "Mesmo assim, jamais foi hermético e pedante. Tínhamos o cuidado de apresentar grandes obras, sem descuidar de uma linguagem acessível", diz.
Manoel Carlos montou, por exemplo, "Wether", de Goethe, para ficar num único exemplo que se constituiu num dos maiores sucessos do repertório. Sobre a exposição da Caixa, o dramaturgo diz sentir "uma grande emoção, aliada a uma doce lembrança daqueles tempos heróicos, sem videotape, sem recursos técnicos, mas amarrado a uma grande disposição. Tínhamos todos, entre 20 e 25 anos, e uma formação essencialmente teatral, o que explica a preocupação com a qualidade".
Sérgio Britto (também ator, fundador do Teatro dos Sete e do Teatro dos Quatro) era administrador artístico, condutor do trabalho de Manoel Carlos. Revezava a direção com Flávio Rangel e Fernando Torres. Havia ainda um núcleo de atores, mas como explica Fernanda isso não significava que fizessem somente os principais papéis. Trabalharam no Grande Teatro Bibi Ferreira, Glauce Rocha, Tereza Raquel, Armando Bógus, Francisco Cuoco, Yoná Magalhães, Berta Zemel, Milton Moraes, Leonardo Villar, Sadi Cabral, Paulo Padilla, Mário Lago, Norma Blum e outros atores.
"Sérgio distribuía as peças e, às vezes, quando tínhamos um texto maior para ensaiar, fazíamos outro mais simples naquela semana. Era uma loucura. Vivíamos em pensões, ganhávamos pouco, mas éramos muito felizes. O Grande Teatro foi um laboratório, um curso intensivo", diz Fernanda.
Nathália Timberg, que com Britto, Rossi e Fernanda foi para o Grande Teatro Tupi a convite de Guilherme Figueiredo (diretor artístico da emissora), guarda ótimas recordações do período e a certeza dos envolvidos terem feito o melhor que a televisão já teve em dramaturgia. "Para nós foi um momento muito especial da TV que não vai se repetir nunca. Também nunca soube de um grupo, em lugar nenhum, que tenha feito um teleteatro por semana, todos textos da maior qualidade, em adaptações belíssimas."
Foram cerca de 450 boas adaptações de clássicos, escritos por pesos pesados como Pirandello, Dostoiévski, Harold Pinter, Machado de Assis, José de Alencar, Abílio Pereira de Almeida, Jorge Andrade, Bernard Shaw, Anatole France, Balzac, Flaubert, Goethe, Merrimée, Radiget, Zola. Tantas, que é impossível citar um ou outro, admite Ítalo Rossi. Para ele, o Grande Teatro Tupi foi "um grande momento, um momento feliz para todos por podermos trabalhar com um repertório bom. Éramos jovens fazendo um teleteatro que era um compromisso de levar o que havia de melhor na literatura".
A curadoria do evento, que tem patrocínio da Caixa, é da jornalista Ana Lúcia Vacchiano, editora executiva do Programa Arte com Sérgio Britto, exibido na TV Educativa do Rio e mestranda na Universidade Federal Fluminense (UFF) com o tema é "A Poética do Grande Teatro Tupi". "Se hoje é, nas telenovelas ou minisséries, que se encontram a linguagem e o padrão de qualidade tão procurados no universo ficcional da TV, não há dúvida de que foi o teleteatro que desbravou o desconhecido terreno da linguagem televisiva", escreve ela na apresentação do evento. Marili Camargo - Valor Econômico
Mídia Global
Al Jazira compra programa com funkeira carioca
27/5/2005
A rede de TV árabe Al Jazira, do Qatar, que ganhou notoriedade mundial a partir da cobertura da Guerra do Afeganistão (2001) e em razão da divulgação de vídeos terroristas com exclusividade, comprou o documentário brasileiro "Sou Feia, mas Tô na Moda", de Denise Garcia, que retrata o universo do funk do Rio de Janeiro. A produção tem no elenco Tati Quebra-Barraco, funkeira nascida na favela Cidade de Deus que chegou a ser cozinheira antes de virar cantora nos bailes da periferia carioca. A negociação para a compra da produção brasileira pelo canal surgiu durante a World's Leading Audiovisual and Interactive Content Market, encontro de profissionais de televisão ocorrido em Cannes, na França, no mês passado. Folha de São Paulo
Al Jazira compra programa com funkeira carioca
27/5/2005
A rede de TV árabe Al Jazira, do Qatar, que ganhou notoriedade mundial a partir da cobertura da Guerra do Afeganistão (2001) e em razão da divulgação de vídeos terroristas com exclusividade, comprou o documentário brasileiro "Sou Feia, mas Tô na Moda", de Denise Garcia, que retrata o universo do funk do Rio de Janeiro. A produção tem no elenco Tati Quebra-Barraco, funkeira nascida na favela Cidade de Deus que chegou a ser cozinheira antes de virar cantora nos bailes da periferia carioca. A negociação para a compra da produção brasileira pelo canal surgiu durante a World's Leading Audiovisual and Interactive Content Market, encontro de profissionais de televisão ocorrido em Cannes, na França, no mês passado. Folha de São Paulo
(51) 3328-1922 r. 223
www.fndc.org.br
Inscreva-se para receber o e-Fórum e o Clipping FNDC enviando um e-mail em branco para fndc-brasil-subscribe@...
Participe da lista nacional de discussão do FNDC enviando um e-mail em branco para fndc-debates-subscribe@...