Nos raros casos em que propõe a comercialização dos livros o autor ouve coisas do tipo, acredite quem quiser, que receberá menos da metade do valor que gastou para imprimir cada exemplar por volume comercializado pela mesma.
Vi aqui alguns comentários de despreparados que não sabem do que falam, o que infelizmente tornou-se regra em um mundo em que as pessoas perderam a capacidade de analisar os fatos. São os tais "Maria vai com as outras".
Os eventos culturais em nosso país, via de regra, acabam por ser apenas maquiagem para grandes editoras venderem o seu peixe e algumas empresas abaterem seu investimento em marketing do imposto de renda.
Chega a ser surreal uma feira cultural reprimir as manifestações culturais mais simples como a venda de livros pelo próprio autor.
O que há por trás disso?
Medo das grandes editoras de que deixem de vender algum livro por que o consumidor optou por adquirir um volume de um "escritor desconhecido"?
A necessidade de alguns "trabalhadores" de sentirem o gostinho de se sentirem "otoridade" e assim darem vazão à sua frustração de terem de estar a serviço durante um vento em que gostariam de estar como turistas ?
A necessidade de ceder à pressão das grandes empresas que patrocinam o evento?
Parece-me bastante simbólico que, quanto maior o evento se torna, menor seja o espaço cedido aos "pequenos".
Vivemos no país da hipocrisia onde a cultura que não frequenta a mídia, deixa de ser marginal, no sentido de estar à margem dos grandes nomes, para ser considerada marginal no sentido de criminosa.
Pensar diferente, buscar alternativas, contestar a opinião massiva sobre qualquer assunto é visto como um atentado contra os "bons costumes".
Vou divulgar o que aqui li para minha pequena lista de contatos pela internet afora, infelizmente sei que ainda vou ser apedrejado por muitos por fazê-lo, mas ao menos terei a minha consciência tranquila quanto a haver procurado fazer a minha parte.
abraços fraternos
Jorge Linhaça