Gente,
A revista Linguistic Discovery
(http://linguistic-discovery.dartmouth.edu/webobjbin/WebObjects/
Journals.woa/xmlpage/1/issue) ja foi mencionada uma vez nesta lista.
Mas acabo de saber que nos ultimos seis meses, aproximadamente 50,000
pessoas (diferentes, de quase 85,000 'hits') olharam a revista. O
processo de avaliacao para publicar na revista e tao rigoroso quanto
qualquer outra revista de boa qualidade, mas ao publicar num e-journal
desse tipo, a sua pesquisa vai ser vista por muitas pessoas mais do que
numa revista de papel.
E verdade que o processo de submissao de muitas revistas esta virando
electronico, nao so o da Linguistic Discovery. IJAL tambem aceita
submissoes electronicas e publica os artigos em papel e
electronicamente (Linguistic Inquiry, NLLT, etc. tambem fazem). A
diferenca e que Linguistic Discovery e gratis e, portanto, vai ter um
numero bem maior de leitores.
Abracos,
Daniel
---------------------------------------------
Daniel L. Everett
Postgraduate Tutor
Postgraduate Admissions Officer
Professor of Phonology
Department of Linguistics and English Language
University of Manchester
Manchester M13 9PL UK
Fax: 44-161-275-3187
Phone: 44-161-275-3158
http://ling.man.ac.uk/info/staff/de/
Caro Daniel,
Vejo com muita satisfação a publicação de mais uma revista gratuita e de
qualidade pela internet. Quisera todas as revistas fossem assim, pois isso
contribuiria demasiado para o desenvolvimento da ciência. Esse movimento já
existe nas áreas da medicina, da biologia, das neurociências. Não há porque não
ocorrer na lingüística. Parabéns pelo seu artigo e pela iniciativa. Tomara que
se espalhe para todas as áreas.
Waldemar Ferreira Netto/USP
Citando "Daniel L. Everett" <dan.everett@...>:
> Gente,
>
> A revista Linguistic Discovery
> (http://linguistic-discovery.dartmouth.edu/webobjbin/WebObjects/
> Journals.woa/xmlpage/1/issue) ja foi mencionada uma vez nesta lista.
> Mas acabo de saber que nos ultimos seis meses, aproximadamente 50,000
> pessoas (diferentes, de quase 85,000 'hits') olharam a revista. O
> processo de avaliacao para publicar na revista e tao rigoroso quanto
> qualquer outra revista de boa qualidade, mas ao publicar num e-journal
> desse tipo, a sua pesquisa vai ser vista por muitas pessoas mais do que
> numa revista de papel.
>
> E verdade que o processo de submissao de muitas revistas esta virando
> electronico, nao so o da Linguistic Discovery. IJAL tambem aceita
> submissoes electronicas e publica os artigos em papel e
> electronicamente (Linguistic Inquiry, NLLT, etc. tambem fazem). A
> diferenca e que Linguistic Discovery e gratis e, portanto, vai ter um
> numero bem maior de leitores.
>
> Abracos,
>
> Daniel
>
>
> ---------------------------------------------
> Daniel L. Everett
> Postgraduate Tutor
> Postgraduate Admissions Officer
> Professor of Phonology
> Department of Linguistics and English Language
> University of Manchester
> Manchester M13 9PL UK
> Fax: 44-161-275-3187
> Phone: 44-161-275-3158
> http://ling.man.ac.uk/info/staff/de/
>
>
>
> Visite a página do grupo Etnolingüística, no endereço
> http://www.etnolinguistica.org
>
> Submeta textos para discussão, contribua com a "Biblioteca Virtual", sugira
> conexões que venham a ser do interesse dos membros do grupo. Enfim,
> participe!
>
> Para uma lista de dicas e normas para o uso da lista, favor dirigir-se ao
> endereço seguinte:
>
> http://www.geocities.com/linguasindigenas/normas
>
> Para cancelar sua assinatura deste grupo, envie um e-mail para:
>
> etnolinguistica-unsubscribe@...
>
>
>
>
> Seu uso do Yahoo! Grupos é sujeito às regras descritas em:
> http://br.yahoo.com/info/utos.html
>
>
>
Expressões orais de povo indígena viram patrimônio da humanidade
"As expressões orais e gráficas dos oiampis (Waiãpi ou Wayãpiss), povo indígena da família linguística tupi-guarani, tronco tupi, foram declaradas obras-primas do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura)."
O texto integral da matéria pode ser lido no endereço abaixo:
Eduardo Rivail Ribeiro Department of Linguistics (University of Chicago) Museu Antropológico (Universidade Federal de Goiás) http://www.etnolinguistica.org
A conferência 'Sintaxe das Línguas do Mundo' ocorrerá em Leipzig, Alemanha, de 5 a 8 de agosto de 2004. O prazo final para a submissão de trabalhos é 15 de dezembro próximo.
------------------------------------
Call for Abstracts:
SYNTAX OF THE WORLD'S LANGUAGES (SWL 1) Leipzig (Germany), 5-8 August 2004
Invited speakers:
Peter Austin (SOAS London) Maria Polinsky (UC San Diego) Marianne Mithun (UC Santa Barbara)
This conference will bring together researchers working on the syntactic structure of less widely studied languages from a variety of perspectives. Contributions are expected to be based on first-hand data of individual languages or to adopt a broadly comparative perspective. All major theoretical frameworks are equally welcome, as is work done in analytical frameworks developed in typology or field linguistics.
Papers that adopt a diachronic/historical-comparative perspective or that discuss language-contact effects are also welcome, as are papers dealing with morphological or semantic issues, as long as syntactic issues also play a major role.
Authors should not presuppose detailed knowledge of their theoretical framework,and the papers should focus on widely relevant theoretical issues, minimizing theory-internal argumentation. We recognize that questions raised by theoretical frameworks often lead to the discovery of interesting phenomena in lesser studied languages. However, the goal of applying a theoretical framework should be seen as subsidiary to the main purpose of the conference, that of enlarging our knowledge and understanding of the syntactic phenomena of the world's languages.
Local organizers: Balthasar Bickel (University of Leipzig, bickel@...) Martin Haspelmath (Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, haspelmath@...)
Further members of the Abstract-reading Committee:
Alexandra Y. Aikhenvald (La Trobe U, Melbourne) Bernard Comrie (MPI for Evolutionary Anthropology, Leipzig) Donna Gerdts (Simon Fraser U, Vancouver) Stéphane Robert (LLACAN, Paris) Jane Simpson (University of Sydney)
Send your one-page abstract to Martin Haspelmath at the address below, either as a PDF-file by e-mail or as a hard copy, to arrive no later than December 15th, 2003. A second page may be attached to the abstract listing data. The abstract itself should contain no identification of the author. A separate sheet or the cover e-mail should contain the title of the abstract, the name(s) of the author(s), and one mailing address, with telephone, fax, and email address as available:
Martin Haspelmath Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology Deutscher Platz 6 D-04103 Leipzig haspelmath@... Fax +49-341-3550 333
The time allotted for presentation and discussion is 40 minutes. Participants may not be involved in more than two abstracts, of which at most one may be single-authored. English is the preferred language at the conference.
The local organizers will, by January 31, 2004, convey their decision on acceptance of papers to those submitting abstracts.
Eduardo Rivail Ribeiro Department of Linguistics (University of Chicago) Museu Antropológico (Universidade Federal de Goiás) http://www.etnolinguistica.org
Diversidade vai contratar 11 pesquisadores [Da Assessoria de Imprensa do MEC]
"O programa Diversidade na Universidade, da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec/MEC), recebe até 10 de dezembro currículos de profissionais de antropologia, sociologia, pedagogia e lingüística interessados em participar de um projeto em áreas indígenas. São 11 vagas para pesquisadores que irão levantar dados sobre o ensino médio em terras indígenas nos próximos 12 meses."
Eduardo Rivail Ribeiro Department of Linguistics (University of Chicago) Museu Antropológico (Universidade Federal de Goiás) http://www.etnolinguistica.org
Dear all,
Prior to this message I have recently contacted some of you
individually, so you may not wish to read this message again. A
couple of you also suggested that I pose this question to the list
too and this is what I do now.
I am PhD student in Phonology at UCL in London working on my thesis
on onset sensitive stress. I am currently working on Piraha, which
seems to have some onset sensitivity on stress, but my hunch is that
other South American - most likely Amazonian - languages may show
similar effects (Karo and Arabela are potential candidates in some
way).
I was wondering if anyone knows of any other languages with some kind
of onset sensitivity for stress, e.g. do onsetful syllables
(generally or of a certain quality) attract (or even reject) stress
more than onsetless or onsetful but with a different type of onset do?
Those of you who find this question interesting and know what I mean
by onset-sensitive stress don't need to read the next two paragraphs.
Those of you who find this question interesting, but are not sure of
what I mean by onset-sensitive stress, below you may find a summary
of the Piraha stress system.
In Piraha for instance (Everett 1988), if all syllables are of equal
weight, then the rightmost within the last three syllables of the
word gets stress, e.g. gi.go.'gi 'what about you' (I use the
apostrophe just before the stressed syllable to indicate that it gets
stress). If weight among the syllables is unequal then there is the
following scale in terms of syllable and stress interactions: PVV >
BVV > VV > PV >BV (where P=voiceless stop, B=voiced stop, VV=long
vowel, V=short vowel, > = the syllable on the left of the symbol
attracts stress more than the one on its right). Some examples are:
(1) '?a.ba.gi 'toucan'
(2) ?a.ba.'pa 'Amapa (city name)'
(3) pia.hao.gi.so.'ai.pi 'cooking banana'
(4) ho.aa.'gai 'species of fruit'
In (1) the first syllable has a PV and this is better stress
attractor than BV, so gets stressed, in (2) there are two PVs and one
BV. The competition is between the two PVs. The last one gets it as
it is the rightmost one. In (3) the penult VV competes with two PVs
(one in the antepenult, the other in the ultima) and it wins. This
also shows that there is a trisyllabic window effect at the right
edge. If any syllable could get stress, then 'hao' would be the best
one, because it is PVV. However, it doesn't get stressed because it
is further to the left than the three last syllables. Finally, in (4)
BVV competes with PV and VV, but given the scale above, it takes
stress.
Essentially, Piraha has a system where the presence of an onset
counts, the weight of the vowel matters and also the quality of the
onset has an effect. These interact in some ways and yield the above
facts. I have a possible story for this system and I am also looking
for other systems which have similar stuff. There has been work done
on this domain by Rob Goedemans and Stuart Davis, but all the systems
they explore could be re-analysed in some other way (and that's
indeed what they do). But I believe that languages like Piraha resist
an adequate analysis and now I try to locate more of the same or
similar type.
I would be most grateful if anyone could assist me on this matter.
I could compile a summary of the replies I receive later on.
Many thanks in advance.
Best wishes,
Nina
Dear Nina,
Matthew Gordon of UCSB has a paper under review for Natural Language
and Linguistic Theory which focuses on Piraha and some other languages
that I and others have worked on, attempting to derive onset-sensitive
stress systems from aspects of the phonetics of perception. I think
that his research is extremely promising in this regard.
Axeninca Campa (Judith Payne, in the Doris Payne volume on Amazonian
Languages) has what might be onset-sensitive stress. Banawa (cf my IJAL
1993 article with the Bullers and my article in Phonetica 54 with Peter
and Jenny Ladefoged) also has something like onset-sensitive stress
-onsetless syllables are stressless, unless overridden by
word-minimality (though they are only found in word-initial position).
There is another paper on this that I wrote, in WCCFL XVI (downloadable
from my website) titled 'Syllable Integrity'. Also, in the most recent
issue of Linguistic Discovery, I have an article on a related Arawan
stress system, Paumari.
Keren Everett (1998)'s U of Pittsburgh MA thesis is on the phonetics of
Piraha stress and shows that its principal acoustic correlate is
loudness. This research was carried out with and supervised by Peter
Ladefoged.
Onset-sensitive stress systems, which I agree are likely to be found
more widely in the Amazon, have been ignored for too long and have
profound implications for our understanding of stress and syllable
structure.
Good luck,
Dan Everett
---------------------------------------------
Daniel L. Everett
Postgraduate Tutor
Postgraduate Admissions Officer
Professor of Phonology
Department of Linguistics and English Language
University of Manchester
Manchester M13 9PL UK
Fax: 44-161-275-3187
Phone: 44-161-275-3158
http://ling.man.ac.uk/info/staff/de/
Sem duvida muitos leitores desta lista terao visto ja o artigo abaixo,
mas acho que vale a pena chamar a atencao de todos.
Abracos,
Daniel
http://www.nytimes.com/2003/12/10/international/americas/10AMAZ.html
---------------------------------------------
December 10, 2003
Seeking Balance: Growth vs. Culture in Amazon
By JUAN FORERO
UMPUENTSA, Ecuador — As international energy companies move into the Amazon
basin to tap some of the last untouched oil and natural gas reserves, more and
more natives are fighting to keep them out.
Oil workers and contractors have been kidnapped, company officials say.
Equipment has been vandalized. Protests, injunctions and lawsuits are piling up
as Indian groups grow increasingly savvy in their cooperation with
environmentalists.
The governments may increasingly regard the Amazon as an engine for economic
growth, but native groups are struggling to balance development with the desire
to preserve a nearly primordial way of life.
"Let the military come in, because we will defend to the last," said Medardo
Santi, a leader of Kichwa Indians in an unspoiled jungle region that has been
mapped for oil exploration in Ecuador, where the dispute is most contentious.
"As long as we live here, we will defend our rights."
How this struggle plays out will determine whether Amazon resources become a
critical part of Latin America's development and an important component of the
American strategy to diversify energy supplies beyond the Middle East.
Latin America already provides more oil to the United States than the Middle
East does. Plans for new oil and gas fields are speeding ahead, pushed by
companies from as far afield as China and including Occidental Petroleum of Los
Angeles, Repsol-YPF of Spain, EnCana of Canada and Petrobras of Brazil.
Governments are increasingly trying to lure investors and identify potential
reserves along 1,000 miles of forests and Andean foothills, from Colombia to
Bolivia. In Peru, one of the largest energy projects in Latin America is under
way, a development that could cost $3.6 billion and include nearly 800 miles of
pipeline and coastal plants to ship butane, propane and liquefied natural gas to
California by 2007.
In Brazil, the government plans a multibillion-dollar development that includes
a $1 billion project to pipe gas through part of the rain forest. Oil companies
are taking the first steps to explore in the Beni and Pando Departments of the
Bolivian Amazon. Even Colombia, grappling with relentless guerrilla violence,
has mapped out potentially oil-rich Amazonian blocks for prospecting.
But in no country is Amazon oil exploration as potentially lucrative as in
Ecuador, a country the size of Nevada that has, for better or worse, hitched the
fortunes of its 13 million people to oil.
The country's 4.6 billion barrels of proven reserves are among the largest in
Latin America. Oil already accounts for nearly half its exports. With the recent
completion of a $1.3 billion, 300-mile pipeline by a foreign consortium, the
government deepened its commitment to eventually doubling production, to 850,000
barrels a day.
If development in the jungle moves unhindered, the Ecuadorean Amazon could yield
as much as 26 billion barrels in oil reserves, enough to rival Mexico and
Nigeria, according to a hopeful 1999 study by the Ministry of Energy and Mines.
"This basin has a lot of opportunities," said one foreign oil executive, who
spoke on condition of anonymity for fear of igniting controversy, "if we can get
there and work it. That's why we are hanging on."
So far, oil executives and industry analysts say, threats from native groups are
still less likely to drive off investors than the government's own tax increases
and changes in agreements. But for the companies, dealing with Indians has
proved arduous.
Some have tried to placate tribes with everything from chain saws to outboard
motors. Others focus on building schools and clinics. Some employ experienced
anthropologists to help make deals.
"When we did our seismic testing, we suffered kidnappings, fires and robberies,"
said Ricardo Nicolás, general manager here of Cia. General de Combustibles, an
Argentine company that has the contract to develop fields north of Pumpuentsa.
"It's been seven years and we haven't been able to get started; seven years and
$10 million."
Faced with growing opposition, the government of President Lucio Gutiérrez said
it was prepared to provide military protection so oil companies could complete
the needed seismic tests.
"The petroleum does not belong to them," Carlos Arboleda, Ecuador's minister of
energy and mines, said of the native groups. "The oil belongs to the state."
Indian leaders disagree. Even though the Constitution does not give Indians
groups the rights to oil and gas, the reality is that unless a company obtains
their consent, exploration can be impossible.
"We are the owners of the jungle," said Antonio Wasump Samaraint, 68, a wrinkled
elder who wore the red-and-yellow feathered headband of the Achuar. "We have
always rejected the petroleum companies."
Much of the riches, Mr. Arboleda said in an interview, will come from drilling
in jungle regions, like the Ishpingo, Tambococha and Tiputini fields in the
east, that are among the most ecologically sensitive. The government says these
areas contain as much as 2 billion barrels in heavy crude oil, which could one
day mean 200,000 barrels a day of production. "The future is in the exploitation
of all those areas," Mr. Arboleda said.
That future will be increasingly uncertain and conflict-ridden, many oil
executives concede, without some compromise and compensation for the Indians who
live there.
Quietly, they have started prodding the government to ensure that the $30
million or so they pay in taxes each year to a special Amazon development fund
reaches the villages.
Little of that money, indigenous leaders and company officials agree, has
brought tangible benefits in the east, where tribal leaders complain of
bare-bones schools, rutted roads and rudimentary health services.
"The money goes to the big cities, to build big roads," said Santiago Kawarim,
36, an Achuar leader and teacher. "The money never goes to these communities."
Here in the softly rolling hills and lush rain forests of Pastaza Province, in
southeastern Ecuador, environmentalists are determined to head off any
exploration by making a stand at two blocks, almost a million acres in all, that
have already been mapped for drilling.
The northern one, Block 23, is to be developed by Mr. Nicolás and his Argentine
company. The southern block, No. 24, is operated by Burlington Resources of
Houston.
"We believe 23 and 24 can be a kind of Waterloo for the oil industry in the
Amazon," said Kenny Bruno, who coordinates campaigns in Ecuador and elsewhere
for EarthRights International, an American group.
Three tribes here — Kichwa, Achuar and Shuar, each with a few thousand members —
have become equally adroit at making their case before government officials in
Quito or at the Organization of American States in Washington and at shareholder
meetings in Houston.
The tribes owe much of their effectiveness to American environmental groups like
Amazon Watch, the Pachamama Alliance and Earthrights International, which help
organize protests, supply airplanes and set up meetings with American
legislators.
The Kichwa people of Sarayaku, the main town in Block 23, are among the most
sophisticated. Their leaders operate a budding ecotourism business. Their Web
site, www.sarayaku .com, gives a play by play in their battle against oil
drilling, and a New York public relations firm has contacted the media on the
group's behalf. Though oil officials say those trappings have corrupted
indigenous leaders, tribal members say the contacts have made them more adept at
defending their territory.
"They've accused us of being terrorists and now they say we are being
manipulated by nongovernmental organizations," said Patricia Gualinga, a Kichwa
leader who frequently travels to Quito and abroad to make her case. "They also
say it is one community that is resisting. It is not. It is an entire people."
For many indigenous leaders, opposition to big oil is colored by the destruction
that befell northern Ecuador and the region around Lago Agrio. There, a Texaco
subsidiary left widespread pollution, dumping waste into waterways and leaving
behind hundreds of unlined pits brimming with toxic wastewater, a lawsuit filed
in New York — and later in Ecuador — has charged.
ChevronTexaco — Texaco merged with Chevron in 2001 — denies causing the
pollution, but the case recently went to trial in Lago Agrio. It has yet to be
decided, but the publicity has given fresh momentum to oil's opponents.
"People in the south have a historic perspective of the oil industry: what
happened in the north," said Patricio Pazminio, a lawyer with the Center for
Economic and Social Rights, a group in Quito that is helping the Indians. "So
when the companies talk of extending activities into the south, people worry."
For oil company representatives like Herb Vickers, an American who has worked on
oil development in Ecuador for seven years, such talk is frustrating.
He said that when he oversaw development of Block 10, to the north of Sarayaku,
for Arco, the company employed the most modern technology to protect the jungle.
Using helicopters to bring in equipment, a pipeline was laid without having to
construct a road, because that would have meant a corridor for colonists and
their vast clear-cutting of forests.
Drilling in Block 10 is conducted from a single site, a six-acre tract with 12
wells, instead of rigs spread across a broad area. Special drill bits are
steered to dispersed underground reserves. Waste brought up with the oil is
treated and reinjected into the ground.
"We believe, very strongly, that exploration and production can be done in an
environmentally friendly manner," Mr. Vickers said.
Many indigenous people say they want improvements; the question is exactly what,
and through what means. Some changes, like clinics or schools, are welcome.
Others, like petroleum production, are often not.
"The majority of these people face an incomprehensible world," said Teodoro
Bustamante, an anthropologist and expert on indigenous groups. "They want to
selectively incorporate features from the modern world. They want an airplane.
They want a radio. They want medicines. The problem is, it is very hard to
selectively incorporate."
In Canelos, a Kichwa community on the Bobonaza River on the edge of Block 23,
villagers said they welcomed the oil companies because they would bring
improvements. But villagers knew little about how those improvements would come,
or in what form. All they knew was that their community was impoverished.
"We want to change, we want to develop," said Edwin Illanes, 29, one of the
leaders. "Here, there's no water. There is no light. We have no paved road.
Nothing."
But across a swath of forest in Sarayaku, the main Kichwa town, people were
virtually united in their opposition. Villagers gathered by the dozens in a
communal meeting hall next to the soccer field to condemn any plan for oil
exploration.
Members of the tribe acknowledged their poverty. But as Ambrosia Malaver, an
elderly woman who spoke in her native tongue, put it: "We live barefoot like our
ancestors, and that's what we want."
---------------------------------------------
Daniel L. Everett
Postgraduate Tutor
Postgraduate Admissions Officer
Professor of Phonology
Department of Linguistics and English Language
University of Manchester
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Fax: 44-161-275-3187
Phone: 44-161-275-3158
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Les remito el primer boletín que recibí
anunciando el VIII Encuentro Internacional de Lingüística en el Noroeste.
Hermosillo, México.
Como Uds. saben el Encuentro del Noroeste
se caracteriza por su alto nivel académico con la participación de lingüitas de gran prestigio internacional.
Angel Corbera Mori
IEL-UNICAMP.
“VIII
Encuentro Internacional de Lingüística en el Noroeste”
La Licenciatura en Lingüística y
la Maestría en Lingüística de la Universidad de Sonora, invitan a especialistas
nacionales y extranjeros interesados en las diferentes áreas de la Lingüística
al “VIII Encuentro Internacional de Lingüística en el Noroeste”,
evento académico que se realizará los días 17, 18 y 19 de noviembre de 2004, en
la ciudad de Hermosillo, Sonora, México.
CONFERENCISTAS ESPECIALES
JUDITH AISSENNICK EVANS
University of CaliforniaMelbourneUniversity
THOMAS SMITH STARKLILIANA TOLCHINSKY
El
Colegio de MéxicoUniversidad
de Barcelona
MICHAEL TOMASELLO
Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology
En
este congreso se incluirán sesiones sobre los siguientes temas:
adquisición del lenguaje
análisis del discurso
desarrollo de la lectoescritura
fonología
lexicografía
lingüística histórica
morfología
pragmática
psicolingüística
semántica
sintaxis
sociolingüística
y otros tópicos
relevantes a la Lingüística. Asimismo, se podrán organizar sesiones especiales
sobre estos temas, previo acuerdo con el Comité Organizador dentro del periodo
de recepción de resúmenes.
Los
resúmenes podrán ser presentados en español o en inglés, con una extensión
máxima de 500 palabras. El Comité Organizador enviará a los participantes un
comunicado escrito de aceptación del trabajo a partir de la segunda semana de
agosto del 2004. De igual forma, se les recuerda que el tiempo de exposición
para la presentación de las ponencias será de 20 minutos exactamente, con un
espacio de 10 minutos para sesión de preguntas y comentarios.
Una
selección arbitrada de ponencias será publicada en la Memoria del VIII
Encuentro Internacional de Lingüística en el Noroeste. Para su publicación las
ponencias deberán tener una extensión mínima de 15 cuartillas y máxima de 20
cuartillas,a doble interlineado, en
letra de 12 puntos de la familia tipográfica Garamond.
Las ponencias deberán entregarse al Comité Organizador a más tardar el 30 de
enero de 2005, en CD o en diskette de 3.5”, y una copia impresa del trabajo,
utilizando los procesadores de palabra Word o Wordperfect.
CUOTAS DE INSCRIPCIÓN
$850.00 pesos mexicanos ($85 dólares) ponentes
y asistentes
$500.00 pesos mexicanos ($50 dólares) alumnos
de doctorado
$100.00 pesos mexicanos ($10 dólares) alumnos
de maestría y licenciatura
La inscripción y
registro oficial de ponentes y asistentes se realizará a partir de las 16:00
horas del día 16 de noviembre de 2004, en las instalaciones del Departamento de
Letras y Lingüística de la Universidad de Sonora.
FORMATO PARA EL ENVÍO DE DATOS PERSONALES
Título del resumen
Nombre completo del autor o
autores de la propuesta de ponencia
Institución de adscripción
Grado académico del ponente
País de procedencia
Área disciplinaria donde se ubica
el resumen
Correo electrónico
Teléfono
Fax
Dirección postal institucional
Dirección postal personal
Tipo de apoyo audiovisual que
requiere para su presentación
GUÍA PARA EL ENVÍO DE RESÚMENES
1. Los resúmenes podrán presentarse
en español o en inglés
2. Se aceptará una ponencia por
autor o dos en autoría
3. La propuesta de resumen deberá
tener una extensión máxima de 500 palabras, a interlineado sencillo con letra
de 12 puntos en familia tipográfica Garamond
4. Características del contenido
del resumen:
a).
Título del trabajo
b).
Descripción del problema a tratar
c). Enunciación de los principales puntos o argumentos que
se presentan
d).
Ejemplos ilustrativos
e).
Incluir un máximo de cinco referencias bibliográficas
Los interesados
deberán enviar su propuesta de resumen y datos personales, antes del 30 de
abril del 2004 a esta dirección de correo electrónico: encuentro@...
o bien a la siguiente dirección postal:
VIII ENCUENTRO INTERNACIONAL DE LINGÜÍISTICA EN EL
NOROESTE
Departamento de Letras y Lingüística
Juan María de Salvatierra núm. 33
Fraccionamiento Los Arcos, C.P.
83250
Hermosillo, Sonora, México
El Comité Organizador
enviará los resultados de arbitraje de los resúmenes a partir del 30 de junio
del 2004. Una vez que haya sido aceptada su propuesta de resumen y que realice
el pago de la cuota de inscripción al momento de llegar a la Universidad de
Sonora, quedará formalmente inscrito en este congreso.
Para
cualquier información favor de comunicarse a los correos electrónicos del
Comité Organizador.
La Trobe University
RCLT POSTDOCTORAL RESEARCH FELLOWSHIP 2004
MELBOURNE, AUSTRALIA
Applications are invited for a three-year Postdoctoral Research Fellowship
in the Research Centre for Linguistic Typology. This is to commence on 1st
July 2004 (or soon thereafter).
Applicants should have been awarded their doctorates within the last five
years. The University may consider cases in which the period is in excess
of five years due to special circumstances. Applications will be considered
from candidates whose thesis is currently under examination. Applicants
must hold a doctoral degree or have equivalent qualifications at the date
of appointment. La Trobe graduates should normally have a minimum of two
years postdoctoral research experience at another institution. A
Fellowship will not normally be awarded to an applicant who holds a
permanent appointment within the University.
The Fellowship will be a three-year appointment and is intended to advance
the research activities of the University by bringing to or retaining in
Australia a promising scholar.
Enquiries should be directed initially to the Associate Director of RCLT,
Professor Alexandra Aikhenvald (email a.aikhenvald@..., phone
+61 3 9479 6402).
Further information and the application form may be obtained from the RCLT
World Wide Web Address http://www.latrobe.edu.au/rclt.
The original application and five copies must be received by the Secretary
of the RCLT Research Committee, no later than 27th February
2004. Incomplete or late applications will not be considered.
Salary Range: A$48,400 pa. - A$51,954 pa. Closing
Date: 27th February 2004
La Trobe University is an Equal Opportunity Employer and provides a
smoke-free work environment.
Professor Alexandra Y. Aikhenvald, FAHA
Associate Director
Research Centre for Linguistic Typology
Institute for Advanced Study
La Trobe University
Bundoora, Vic
Australia 3086
e-mail a.aikhenvald@...
phone: 61-(0)3-9479-6402 Uni
61-(0)3-9455-0020 home
fax 61-(0)3-9467-3053
É com enorme pesar que comunicamos o falecimento da querida colega Adriana Viana, em acidente de carro ocorrido na última segunda-feira, 22 de dezembro. Para todos aqueles que tivemos o privilégio de conhecê-la, Adriana será lembrada por sua seriedade profissional e extrema simpatia e calor humano. Sentiremos muito a sua falta.
Transcrevemos abaixo mensagem do esposo de Adriana, José Euclides, anunciando cerimônia ecumênica que será realizada em memória da nossa saudosa colega nesse domingo, 28 de dezembro, em Brasília.
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It is with great sorrow that we announce the untimely passing of our dear colleague Adriana Viana, in a car accident last Monday, December 22. For those of us who had the privilege of knowing her, she will be deeply missed and always remembered fondly for her professional dedication, kindness, and warmth.
Below is a message from her husband, José Euclides, announcing an ecumenical service in her memory this Sunday, December 28, in Brasília.
A todos vocês que fazem parte da lista de minha amada esposa e companheira, informo que meu amor faleceu em acidente automobilístico na estrada Goiânia - Brasília, no dia 22/12/2003. Sei que todos sentiram a força, a competência, o amor, a alegria e a amizade de minha companheira. Sabem o quanto especial ADRIANA era e sempre continuará sendo em nossas vidas. Eu e letícia, nossa filha, bem como toda a família e amigos, aguardamos todos que puderem vir, nesse domingo, 28/12/2003, às 16:00 hs, à missa ecumênica de sétimo dia, a ser celebrada no centro cultural de Brasília, na L2 Norte, Quadra 601, logo após a CEB, para celebrarmos juntos a sua memória. Avisem a todos. A dor é imensa, mas ela sempre me dizia que nós nos tornamos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Aguardamos a todos, e aqueles que não puderem vir, rezem por nós, seja em que religião for, pois os caminhos sempre levam ao PAI.
--------------------------------------------- Lista 'Etnolingüística' Seção de Etnolingüística Museu Antropológico, Universidade Federal de Goiás Avenida Universitária, 1166, Setor Universitário 74605-010 Goiânia, Goiás, BRASIL http://www.etnolinguistica.org
Gente,
Ha dois programas do governo, nao os unicos e claro, que tem espalhado
muito recentemente entre as comunidades indigenas que levantam questoes
relativamente serias. O primeiro e o de facilitar o recebimento da
aposentadoria. O segundo e o fornecimento de merendas escolares para
aldeias inteiras.
Para varios povos a aposentadoria pode ser muito util. Porem, para
outros, os monolingues e (semi-)nomades, entre outros, este programa
levanta questoes serias no que diz respeito a relacao entre a cultura
indigena e a brasileira. O deslocamento mensal para as cidades
proximas, a criacao de 'necessidades' materiais, a criacao de
dependencias das comunidades nos orgaos do governo, etc. sao muito
preocupantes.
Em relacao as merendas escolares, este programa esta tendo um
'marketing' muito esquisito em alguns lugares. Por exemplo, sei de
casos onde representantes da FUNAI prometeram para as comunidades que
'daqui em diante a caca sera desnecessaria' - se frequentar a escola, o
governo ira alimenta-los.
Nao quero (necessariamente) criar uma discussao sobre essas questoes
aqui. Escrevo para a lista para saber se a FUNAI e os demais orgaos
relevantes estao realmente procurando pareceres de especialistas sobre
cada cultura/comunidade em que tais programas sao introduzidos ou se os
pareceres (i) ou nao existem ou (ii) sao interpretados em termos do
'indio em geral'.
Feliz Ano Novo,
Daniel
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Daniel L. Everett
Professor of Phonetics & Phonology
Postgraduate Programme Director
Postgraduate Admissions Officer
Department of Linguistics
The University of Manchester
Oxford Road
Manchester, UK M13 9PL
http://ling.man.ac.uk/info/staff/de
Fax: 44-161-275-3187
Office: 44-161-275-3158
Caros colegas,
antes de mais nada um feliz ano 2004 para todos!
Estou dando um curso sobre a diversidade lingüística e o risco de
sua perda nas terras baixas da América do Sul.
Neste contexto, busco referências atuais de trabalhos que abordam
o bilingualismo e a diglossia entre os povos indígenas.
Estou especialmente interessado na questão do "language shift" em
línguas indígenas ameaçadas, incluindo a questão da lealidade
lingüística, do papel de organizações indígenas e indigenistas
(emancipatórias ou não), da escolarização, etc., mas também
procuro textos atuais de caráter introdutório ou geral sobre o
assunto.
Trabalhos em inglês são particularmente interessante, mas também
textos em português ou espanhol, on-line ou em livros ou revistas.
Agradeço desde já a sua ajuda. Respostas podem ser enviadas para
mim particularmente, se chegar o suficiente de resultados
interessantes, vou mandar um resuma para a lista depois.
Sebastian Drude
--
Sebastian Drude -- Linguistik, Awetí-Projekt
Inst. f. Dt. u. Ndl. Philg., FB Phil. u. Geist
Habelschwerdter Allee 45, 14195 Berlin, Germany
Hirtenstr. 12 -- 10178 Berlin -- (30) 24729498
www.germanistik.fu-berlin.de/il/pers/drude-en.html
Les informo de una página que acabo de elaborar, con recursos online sobre las lenguas indígenas de la Patagonia y de la Tierra del Fuego (selk'nam, manekenk, aonikenk, gününa küne, kawesqar, yamana, chono...):
Felicito a los moderadores de este grupo, por haberlo convertido en un lugar realmente interesante y muy útil para todos los que nos interesamos por las lenguas indígenas sudamericanas.
Seguem as informções que enviei ao professor Peyró sobre as línguas austrais da Patagônia e Terra do Fogo.
Muy caro Peyró
Congratulaciones por su trabajo exitoso con las lenguas australes. Su bibliografia és un esfuerzo de gran valor.
Me gustaria presentarte mi sitio que és una pequeña contribuición para los estudos de las lenguas indigenas; son 530 pequeños y medios vocabularios de lenguas de todas las Américas con 23.000 voces traducidas al portugués, español y inglés.
En mi sitio http://www.geocities.com/indianlanguages_2000 hay algunos pequenos e antiguos vocabularios (Canals Frau, Maria Herminia Corrado, etc) de lenguas de la Patagonia e Tierra del Fuego (Gennaken (Pehuelche)+, Kaweskar (Alakaluf)+, Ona - Tschon+, Ona - Shelknam+, Tehuelche+, Tehuelche - Tsoneka, Yamana (Yahgan)+) bajo la classificación general de lenguas del Macro-grupo Andino una classificación muy amplia inexacta e generalista, presentada por Greenberg. http://www.geocities.com/indianlanguages_2000/andino.htm
Certamiente el professor tiene material mucho mas atual y completo. Por que no mejorarmos las listas con nuevas fuentes e mejor notación y por que no destacar el grupo como Austral conjuntamente?
Me gustaria mucho tener su abalizada opinión.
Atentamente
Victor A. Petrucci
Campinas - Brasil ---------------------------------------------------------- Visite meu site / Visit my site / Visite mi sitio http://geocities.com/indianlanguages_2000 530 línguas indígenas / lenguas indígenas / indigenous languages 28.000 palavras / palabras / words
>From: Miguel Peyró
>Reply-To: etnolinguistica@... >To: etnolinguistica@... >Subject: [etnolinguistica] Recursos sobre lenguas de Patagonia y Tierra del Fuego >Date: Sun, 11 Jan 2004 13:56:41 +0100 (CET) > >Estimados compañeros de Etnolingüística: > >Les informo de una página que acabo de elaborar, con recursos online sobre las lenguas indígenas de la Patagonia y de la Tierra del Fuego (selk'nam, manekenk, aonikenk, gününa küne, kawesqar, yamana, chono...): > >http://www.geocities.com/lenguasaustrales/index > >Espero que pueda interesarles. > >Felicito a los moderadores de este grupo, por haberlo convertido en un lugar realmente interesante y muy útil para todos los que nos interesamos por las lenguas indígenas sudamericanas. > >Cordialmente, > >Miguel Peyró > >Área de Lingüística General >Universidad de Sevilla (España) > > > >--------------------------------- > > Antivirus #8226; Filtros antispam #8226; 6 MB gratis > ¿Todavía no tienes un correo inteligente?
O Endangered Language Fund oferece bolsas para projetos de manutenção lingüística e trabalho de campo com línguas ameaçadas de extinção. O prazo final para submissão de projetos é 20 de abril.
[Reproduzido da Linguist List, Vol-15-287, Jan 26 2004:]
----------------------
Date: Fri, 23 Jan 2004 13:59:49 -0500 From: Doug Whalen <whalen@...> Subject: Grants: Endangered Language Fund
Request for Proposals, 2004 Endangered Language Fund
The Endangered Language Fund provides grants for language maintenance and linguistic field work. The work most likely to be funded is that which serves both the native community and the field of linguistics. Work which has immediate applicability to one group and more distant application to the other will also be considered. Publishing subventions are a low priority, although they will be considered.
Proposals can originate in any country. The language involved must be in danger of disappearing within a generation or two. Endangerment is a continuum, and the location on the continuum is one factor in our funding decisions. Eligible expenses include consultant fees, tapes, films, travel, etc. Overhead is not allowed. Grants are normally for one year periods, though extensions may be applied for. We expect grants in this round to be less than $4,000 in size, and to average about $2,000.
HOW TO APPLY: There is no form, but the information requested below should be printed (on one side only) and FOUR COPIES sent to:
The Endangered Language Fund Dept. of Linguistics Yale
University P. O. Box 208366 New Haven, CT 06520-8366 USA
The street address for express mail services is:
The Endangered Language Fund Department of Linguistics 370 Temple Street Yale University New Haven, CT 06511
Applications must be mailed in. No e-mail or fax applications will be accepted. Please note that regular mail, especially from abroad, can take up to four weeks. If you have any questions, please write to the same address or email to: elf@...
REQUIRED INFORMATION: COVER PAGE: The first page should contain: TITLE OF THE PROJECT NAME OF LANGUAGE AND COUNTRY IN WHICH IT IS SPOKEN NAME OF PRIMARY RESEARCHER ADDRESS OF PRIMARY RESEARCHER (include phone and email if possible.) SOCIAL SECURITY NUMBER (if U.S. citizen) PLACE AND DATE OF BIRTH PRESENT POSITION, EDUCATION, AND NATIVE LANGUAGE(S). PREVIOUS EXPERIENCE AND/OR PUBLICATIONS THAT ARE RELEVANT.
Include the same information for
collaborating researchers if any. This information may continue on the next page.
DESCRIPTION OF THE PROJECT: Beginning on a separate page, provide a description of the project. This should normally take two pages, single spaced, but the maximum is five pages. Be detailed about the type of material that is to be collected and/or produced, and the value it will have to the native community (including relatives and descendants who do not speak the language) and to linguistic science. Give a brief description of the state of endangerment of the language in question.
BUDGET: On a separate page, prepare an itemized budget that lists expected costs for the project. Estimates are acceptable, but they must be realistic. Please translate the amounts into US dollars. List other sources of support you are
currently receiving or expect to receive and other applications that relate to the current one.
LETTER OF SUPPORT: Two letters of support are recommended, but not required. Note that these letters, if sent separately, must arrive on or before the deadline (April 20th, 2004) in order to be considered. If more than two letters are sent, only the first two received will be read.
LIMIT TO ONE PROPOSAL: A researcher can be primary researcher on only one proposal.
DEADLINE: Applications must be received by APRIL 20th, 2004. Decisions will be delivered by the end of May, 2004.
ACKNOWLEDGMENT OF RECEIPT: Receipt of application will be made
by email if an email address is given. Otherwise, the applicant must include a self-addressed post-card in order to receive the acknowledgment.
IF A GRANT IS AWARDED: Before receiving any funds, university-based applicants must show that they have met the requirements of their university's human subjects' committee. Tribal- or other-based applicants must provide equivalent assurance that proper protocols are being used. If a grant is made and accepted, the recipient is required to provide the Endangered Language Fund with a short formal report of the project and to provide the Fund with copies of all audio and video recordings made with ELF funds, accompanying transcriptions, as well as publications resulting from materials obtained with the assistance of the grant.
FURTHER
ENQUIRIES can be made to: The Endangered Language Fund Dept. of Linguistics Yale University P. O. Box 208366 New Haven, CT 06520-8366 USA Tel: 203-432-2450 FAX: 203-432-4087 elf@... http://www.ling.yale.edu/~elf
--------------------------------------------- Lista 'Etnolingüística' Seção de Etnolingüística Museu Antropológico, Universidade Federal de Goiás Avenida Universitária, 1166, Setor Universitário 74605-010 Goiânia, Goiás, BRASIL http://www.etnolinguistica.org
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RCLT POSTDOCTORAL RESEARCH FELLOWSHIP 2004
MELBOURNE, AUSTRALIA
Applications are invited for a three-year Postdoctoral Research Fellowship
in the Research Centre for Linguistic Typology. This is to commence on 1st
July 2004 (or soon thereafter).
Applicants should have been awarded their doctorates within the last five
years. The University may consider cases in which the period is in excess
of five years due to special circumstances. Applications will be considered
from candidates whose thesis is currently under examination. Applicants
must hold a doctoral degree or have equivalent qualifications at the date
of appointment. La Trobe graduates should normally have a minimum of two
years postdoctoral research experience at another institution. A
Fellowship will not normally be awarded to an applicant who holds a
permanent appointment within the University.
The Fellowship will be a three-year appointment and is intended to advance
the research activities of the University by bringing to or retaining in
Australia a promising scholar.
Enquiries should be directed initially to the Associate Director of RCLT,
Professor Alexandra Aikhenvald (email a.aikhenvald@..., phone
+61 3 9479 6402).
Further information and the application form may be obtained from the RCLT
World Wide Web Address http://www.latrobe.edu.au/rclt.
The original application and five copies must be received by the Secretary
of the RCLT Research Committee, no later than 16th April 2004 (extended
deadline). Incomplete or late applications will not be considered.
Salary Range: A$48,400 pa. - A$51,954 pa. Closing
Date: 16th April 2004
La Trobe University is an Equal Opportunity Employer and provides a
smoke-free work environment.
Professor Alexandra Y. Aikhenvald, FAHA
Associate Director
Research Centre for Linguistic Typology
Institute for Advanced Study
La Trobe University
Bundoora, Vic
Australia 3086
e-mail a.aikhenvald@...
phone: 61-(0)3-9479-6402 Uni
61-(0)3-9455-0020 home
fax 61-(0)3-9467-3053
A revista New Scientist acaba de publicar uma entrevista com Alexandra Aikhenvald (Research Centre for Linguistic Typology, La Trobe University, Austrália), abordando, entre outros assuntos, o seu trabalho com línguas amazônicas. Eis o texto introdutório:
"For want of a word
Imagine how different politics would be if debates were conducted in Tariana, an Amazonian language in which it is a grammatical error to report something without saying how you found it out - as Alexandra Aikhenvald tells us its speakers tell her. Tariana is in danger of dying. With each such disappearance we risk losing insights into different ways of thinking. Aikhenvald told Adrian Barnett about the race to record languages."
A entrevista completa pode ser lida no endereço abaixo:
Eduardo Rivail Ribeiro Department of Linguistics (University of Chicago) Museu Antropológico (Universidade Federal de Goiás) http://www.etnolinguistica.org
Há alguns meses, enviei à Etnolingüística uma mensagem discutindo a possibilidade de que as palavras para 'milho' em diversas línguas Macro-Jê (Karajá maki; Karirí masiki (Kipeá), madiki (Dzubukuá); Purí maky, Coroado maheky) seriam resultados de difusão lexical, em vez de retenções de uma proto-língua comum, ao contrário do que sugere Aryon Rodrigues, que inclui estas palavras, juntamente com o Iatê máltSi e o Rikbaktsá natSi, em sua lista de prováveis cognatos Macro-Jê (Rodrigues 1999:200). A idéia básica da minha mensagem era a seguinte:
"As palavras para ‘milho’ em algumas línguas Macro-Jê são extremamente semelhantes (Karajá maki, Karirí masiki, Purí maki). Este fato, em línguas tão remotamente relacionadas (onde correspondências fonológicas são tudo, menos óbvias), sugere a possibilidade de difusão lexical, em vez de retenção de uma proto-língua comum. Se esta hipótese estiver correta, qual seria a fonte destes empréstimos? [...] Peço aos colegas que se interessarem por este assunto que, por gentileza, contribuam com dados das línguas que estão estudando."
Peço desculpas pela demora em enviar o prometido resumo e agradeço a todos os colegas que, atendendo gentilmente ao meu pedido, se dispuseram a contribuir para esta discussão: Willem Adelaar, Maria Odileiz Souza Cruz, Sérgio Meira, Denny Moore, Dan Everett, Filomena Sândalo, Frantomé Pacheco e Pedro Viegas Barros (via Sérgio Meira).
Arawak. As respostas deixam claro que a mais provável origem dos termos mencionados acima (Karajá maki; Karirí masiki/madiki; Purí maky, Coroado maheky; Iatê máltSi) é Arawak, como mencionado por Adelaar (Waurá maiki, Palicur máyki, Wapishana mazikh) e Sérgio Meira (Taino mahiz ou mahís, Carib das Ilhas márichi). [A estes exemplos, talvez se deva acrescentar Guató majei (de Castelnau, apud Martius 1867). Infelizmente, não tenho aqui comigo dados mais recentes do Guató, como os de Adair Palácio e, portanto, não posso confirmar a transcrição desta palavra.]
Como apontam Adelaar e Sérgio Meira, o termo espanhol maíz, bem como o francês maïs e o inglês maize são também de origem Arawak (tendo sido tomados de empréstimo, direta ou indiretamente, ao Taino, língua Arawak das Antilhas). Segundo Sérgio, "a primeira menção é de 1500, no diário de Colombo."
Karib. A palavra Rikbaktsá natSi, por outro lado, parece ser de origem Karib, como já havia sido sugerido por Willem Adelaar (vide referências na mensagem de Pedro Viegas). Frantomé Pacheco, Sérgio Meira e Odileiz fornecem uma abundância de dados de línguas Karib que demonstram a semelhança óbvia: Ikpéng anat; Tiriyó aanai; Karihona anatxi; Wayana ehnai; Katxuyana o'nasi; Hixkaryana nasïnasï; Tamanaku a'natxe; Kuikuro ana; Ingaricó a?nai; etc.
Como menciona Pedro Viegas, termos semelhantes ocorrem em Kanamarí (família Katukina), natyi e em algumas línguas do Chaco paraguaio: Payaguá n'Ets-Ék; Maká naats'axik; Angaité latsihi; Lengua meridional latsehe.
Em suma, das cinco palavras para 'milho' listadas como prováveis cognatos Macro-Jê, quatro (Karajá, Karirí, Purí-Coroado, Iatê) são possivelmente de origem Arawak e uma (Rikbaktsá) é possivelmente de origem Karib.
Rondônia. Denny Moore menciona um outro caso interessante de difusão lexical de um termo para 'milho', no sul de Rondônia: Ayuru atiti, Makurap atiti, Mekens asisi, Kanoé atiti, Djeoromitxi txitxi, Arikapu txitxi, Kwazá atxitxi. Denny também menciona dados interessantes quanto à antigüidade da introdução do milho nas terras baixas da América do Sul: "Do que eu me lembro de um pôster que vi em um congresso sobre genética, existem duas variedades de milho na América do Sul. Uma é adaptada ao frio e se acha na região andina há 4.000 anos. A segunda está na Amazônia há 2.000 anos." [Para os mais curiosos, há vários artigos sobre o assunto na internet.]
Se tal introdução se deu há tão pouco tempo, o termo para 'milho' não poderia ter existido em Proto-Macro-Jê, cuja profundidade temporal, dado o grau de diversificação das línguas do tronco, é presumivelmente muito maior. Por outro lado, como o termo para 'milho' parece ser reconstruível para o Proto-Karib (e, presumivelmente, para o Proto-Arawak), isto fornece pistas interessantes quanto à idade relativa destas famílias. Ou seja, se uma palavra para 'milho' já ocorria em Proto-Karib e Proto-Arawak e a introdução do cultivo desta planta no continente se deu há cerca de dois mil anos, estudos arqueológicos e genéticos podem fornecer evidências externas para a datação das respectivas proto-línguas.
Origens e difusão do cultivo do milho. Aparentemente, a hipótese mais amplamente aceita aponta o vale de Tehuacán, no México, como o local onde o milho foi inicialmente cultivado, por volta de 5 mil anos a.C. (embora haja ainda debate quanto à data e ao local mais prováveis). Os dados aqui discutidos são, naturalmente, consistentes com a idéia de uma dispersão de norte a sul, sugerindo que a introdução do cultivo do milho em grande parte das terras baixas da América do Sul tenha se dado por intermédio de povos Arawak e Karib.
É interessante que as línguas Macro-Jê que apresentam o empréstimo de origem Arawak (ou seja, o Karajá, o Purí e o Coroado, o Karirí, o Iatê -- descontando-se, por enquanto, o termo Guató) são ou eram faladas ao leste do Rio Araguaia, enquanto a maioria das línguas aqui discutidas que apresentam uma palavra de provável origem Karib são faladas a oeste desta área. Isto aparentemente sugeriria pelo menos duas rotas de difusão, uma de origem Arawak, ao leste, outra de origem Karib, ao oeste. [Também interessante é a notável semelhança entre a forma Karib ANATXI e a forma Tupí-Guaraní amplamente difundida AWATXI.]
Mas isto tudo é assunto para pesquisas futuras. Mais uma vez, obrigado a todos aqueles que contribuíram com esta discussão!
Abraços,
Eduardo
Referência:
Rodrigues, Aryon Dall'Igna. 1999. Macro-Jê. in Dixon & Aikhenvald (editores), The Amazonian Languages, 165-206. Cambridge University Press.
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Eduardo Rivail Ribeiro Department of Linguistics (University of Chicago) Museu Antropológico (Universidade Federal de Goiás) http://www.etnolinguistica.org
Professor Robert Van Valin (SUNY, Buffalo) e eu acabamos de receber uma
bolsa da National Science Foundation para o estudo de estrutura
informacional e a intonacao. Como parte do nosso projeto gostariamos
de oferecer seminarios sobre a nossa pesquisa (com todas as nossas
dispesas pagas pela NSF) em instituicoes brasileiras em 2004, 2005 e
2006. Para 2004 estaremos em Brasilia no mes de Outubro. Para 2005 e
2006 ainda nao definimos as instituicoes onde iremos organizar os
seminarios.
Se alguem desta lista quiser organizar um seminario na sua faculdade ou
instituicao, favor me avisar e faremos o que pudermos a atender ao seu
interesse.
Prof. Van Valin e o fundador da Role and Reference Grammar e tem uma
vasta experiencia na pesquisa sintactica. (ver:
http://wings.buffalo.edu/soc-sci/linguistics/people/faculty/vanvalin/
vanvalin.html)
Abracos,
Daniel
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Daniel L. Everett
Postgraduate Programme Director
Professor of Phonetics & Phonology
Department of Linguistics and English Language
University of Manchester
Manchester M13 9PL UK
Fax: 44-161-275-3187
Phone: 44-161-275-3158
http://ling.man.ac.uk/info/staff/de/
E com grande satisfacao que relato para os leitores desta lista que a
Linguistic Society of America, na sua reuniao anual em Boston,
Massachusetts, EUA - por aclamacao - aceitou o Professor Aryon
Rodrigues como membro de honra da sociedade. Esta honra e descrita
assim na constituicao da LSA: "Any foreign scholar of distinction in
linguistics studies, not resident in the United States, may be elected
an honorary member by the Society on recommendation of the Executive
Committee. The total number of honorary members shall not exceed
sixty, and not more than three may be elected in any one year. " Esta
honra e uma das maiores da Linguistic Society of America e so ha dois
outros membros de honra da America do Sul (Rodolfo Cerron-Palomino, do
Peru e Ana Maria Barrenechea da Argentina) na lista atual.
Posso estar enganado (e enviei uma carta a LSA para verificar isso) mas
acredito que o Prof. Aryon e o unico brasileiro a receber esta honra na
historia da LSA.
Parabens para o Prof. Aryon, que tem servido de exemplo para todos nos.
Incluo abaixo a carta oficial que foi lida e aprovada pela LSA em
Boston, resumindo um pouco da carreira do Professor Aryon.
-- Daniel Everett
Postgraduate Programme Director
Professor of Phonetics & Phonology
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Aryon Dall'Igna RODRIGUES
Aryon Dall'Igna RODRIGUES, Professor Emeritus, University of Brasilia.
By general consensus the world's leading authority on Amazonian
languages. Has founded the Departments of Linguistics in several
Brazilian universities. Renowned for his work on the morphosyntax of
indigenous languages, as well as their historical interrelationships.
Sensitive to the ethnolinguistic dimensions of minority languages. A
brilliant fieldworker and inspired teacher.
* * *
Aryon Dall'Igna Rodrigues received his doctorate in linguistics from
the University of Hamburg in 1959, with a dissertation entitled
"Phonologie der Tupinamba Sprache". He has taught at several Brazilian
universities, where he was instrumental in founding Departments of
Linguistics, including the State University of Campinas, the Federal
University of Rio de Janeiro, and the University of Brasilia. He has
carried out extensive RESEARCH on the indigenous languages of Brazil,
and is THE LEADING AUTHORITY ON SEVERAL OF THEM, including Guarani,
Nhengatu, and Tupinamba. His book "Linguas Brasileiras: Para o
Conhecimento das Linguas Indigenas" (1986/1994) is the standard general
reference work on Brazilian languages. He is the author of dozens of
articles on all aspects of these languages, synchronic and diachronic,
grammatical and phonological, ethnolinguistic. He is a distinguished
teacher who has done much to train new generations of Brazilian
linguists.
Sabado dia 7/2/04 havera uma entrevista comigo ao vivo de Londres no
canal quatro da BBC no programa Excess Baggage:
http://www.bbc.co.uk/radio4/excessbaggage/
A entrevista abordara o tema das linguas em perigo de extincao na
Amazonia.
Se nao tiver condicicoes de ouvir ao vivo, mas gostaria de ouvir o
programa, pode ter acesso pela internet atraves do URL acima.
Abracos,
Daniel
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Daniel L. Everett
Postgraduate Programme Director
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Brasília, 30/01/04 - A riqueza dos cantos rituais timbira estará em
exibição entre os dia 2 e 6 de fevereiro na cidade de Carolina, no sul do
Maranhão, durante um evento que deve reunir 130 cantadores e cantadoras
tradicionais de seis povos que vivem na região. O Primeiro Encontro de
Cantadores Timbira é parte de um projeto de documentação e de
fortalecimento cultural denominado Arquivo Musical Timbira, desenvolvido
pelo CTI (Centro de Trabalho Indigenista) desde 1996. Esse projeto foi um
dos 12 selecionados pelo Programa Petrobrás Música entre 466 propostas
apresentadas em 2002.
"É a primeira vez que estarão reunidos tantos increlcatê (os cantadores) e
tantas hõkrepôj, (as cantadoras) num mesmo lugar. Será uma ocasião de
intensa troca de repertórios", afirma a antropóloga e coordenadora do CTI,
Maria Elisa Ladeira, que integra um grupo de pesquisadores que há 20 anos
investiga o modo de vida dos Apinajé, Krahô, Apanjêkra-Kanela,
Ramkokamekra-Kanela, Pykobjê-Gavião e Krikati, os seis povos timbira que
vivem entre o sul do Maranhão e o norte do Tocantins, em uma região de
transição entre o cerrado e a floresta amazônica.
Poética da natureza
Ainda pouco pesquisado, o cancioneiro timbira é parte fundamental da vida
ritual desses povos, organizada em torno das estações seca e chuvosa. "Na
estação seca há um conjunto de rituais que se distinguem dos rituais que
marcam a estação chuvosa. Essa dualidade é tão importante na cultura dos
Timbira que todos os humanos, no momento em que nascem e recebem seus
nomes, passam a pertencer a uma dessas duas metades de seu cosmos",
esclarece a antropóloga.
Durante as duas estações, os Timbira se dedicam a uma intensa vida ritual,
com festas e reuniões em que são entoadas uma grande diversidade de cantos
tradicionais. Cada um desses cantos tem seu momento preciso e uma forma
específica de ser cantado. O domínio desse repertório confere prestígio ao
cantador, propiciando convites para festas e atividades rituais em outras
aldeias. "Os cantos do hõkrepôj, por exemplo, são um conjunto de
observações sobre a natureza e essa poética não tem um sentido linear.
Trata-se de um descrição estética de detalhes mundo natural, cuja relação
faz sentido sob o modo de ver dos Timbira", informa Maria Elisa Ladeira.
Repertório valorizado
O encontro de Carolina propiciará um contato privilegiado de velhos
cantadores e cantadoras com jovens que estão sendo formados na arte dos
cantos timbira. É essa relação entre gerações que está no cerne do projeto
Arquivo Musical Timbira, uma atividade do Programa de Educação e
Referência Cultural do CTI em parceria com a associação timbira Vyty-Cati:
seu objetivo de longo prazo é estimular os jovens timbira a uma constante
valorização de seus repertórios rituais, visando assegurar sua identidade
cultural por meio da língua e da música.
O projeto envolve a realização de oficinas periódicas nas quais jovens
selecionados em suas respectivas aldeias são treinados para coletar,
organizar e cuidar do acervo de cantos presentes em seu cotidiano. "A
circulação e o intercâmbio do material gravado entre as aldeias vêm
fortalecendo a prática musical e estimulando o interesse entre os índios
pela continuidade dessa prática, sobretudo nas comunidades onde, em
virtude das conseqüências do contato com a sociedade do entorno, esse
patrimônio musical encontrava-se enfraquecido", explica a etnomusicóloga
Kilza Setti, coordenadora do projeto.
Além do repertório recolhido pelos Timbira, o atual acervo de cantos
rituais tem registros feitos por pesquisadores não-índios desde a década
de 70. Com o apoio do Programa Petrobrás Música, parte desse acervo, a ser
selecionado pelos índios no encontro de Carolina, será gravado em CD. No
futuro, todo esse material será copiado e digitalizado, ficando à
disposição para uso dos próprios índios e de pesquisadores.
fonte: http://www.trabalhoindigenista.org.br/atualidade.asp
Prezados colegas,
sou aluna de doutorado da Unicamp e, desde 1994, estudo a língua Timbira
falada pelos Canela Apãniekrá. Também presto assessoria lingüística
ao Projeto de Educação Escolar Timbira desenvolvido pelo Centro de
Trabalho Indigenista (CTI) junto a algumas aldeias de seis povos Timbira
(Krahô, Apinajé, Krikatí, Gavião (Pykobjê), Canela Apãniekrá e Canela
Ramkokamekrá).
Escrevo porque gostaria noticiar o momento histórico vivenciado pelos
representantes da Comissão de Professores Timbira, reunidos no Centro de
Formação de Professores Timbira Pënxw`yj Hëmpejx`y, durante a
Oficina de Grafia Timbira, realizada na cidade de Carolina (MA), de 8 a 14
de dezembro de 2003.
Com muita discussão, votação e aprovação dos grafemas, os professores
indígenas representantes dos povos Krahô, Apinajé, Krikatí, Gavião
(Pykobjê), Canela Apãniekrá e Canela Ramkokamekrá começaram a
construção de uma grafia uniformizada para esses dialetos da língua
Timbira. (Os Apinajé, embora do ponto de vista cultural possam ser
considerados um povo Timbira, falam uma outra língua, a língua Apinajé.
No entanto, do ponto de vista dos Timbira, há que se chamar atenção para
o fato de que a identidade lingüística é o mais importante símbolo da
identidade coletiva entre todos os povos Timbira (incluindo aí os
Apinajé)).
Considero essa Oficina um momento histórico na vida da Comissão de
Professores Timbira porque foram eles sim os autores da grafia. O meu
trabalho, como lingüista, foi falar sobre os sistemas de escrita serem
convenções, de mostrar o mecanismo de elaboração de uma escrita, de
mostrar onde é que eles estavam escrevendo diferente e/ou igual (porque
com ou sem sistematização de uma grafia, eles já vinham escrevendo!), de
provar que eles é que são os mais bem autorizados a propor e discutir uma
escrita para a sua língua e, ainda, de provocar e mediar a discussão.
Importante dizer que sempre deixo claro nos encontros que tenho
com os Timbira (cursos, oficinas, trabalho de campo etc), que o lingüista
é um pesquisador da língua, e não uma Autoridade. Assim, as decisões
sempre foram deles, inclusive com generalizações bastante interessantes
(do meu ponto de vista de lingüista).
Ainda há muito trabalho pela frente, mas acredito que o grande passo eles
já deram, que é o de serem e o de se sentirem os autores da proposta de
escrita. Um exemplo disso é que, quando começávamos a testar a proposta,
os professores se levantaram, foram para o quadro e de lá não saíram
mais. Para os Timbira, é muito ruim se expor, mesmo que eles queiram falar
alguma coisa porque sabem, eles não falam se não estiverem autorizados ou
se isso parecer arrogante. Por isso, quando eles se levantaram e assumiram sua
posição de habilitados para esse assunto é porque de fato eles já se
reconhecem e já são reconhecidos como tal.
A seguir apresento a tradução (feita pelo Cornélio Pëapëte Canela, da
Aldeia Escalvado) da carta de apresentação da proposta de
escrita para a comunidade (que encaminhava o todo o material produzido por
eles durante a Oficina):
"Pënxw`yj Hëmpejx`y, 14 de dezembro de 2003.
Bom minha comunidade, a partir de hoje nós que somos professores nos
unimos e nós combinamos entre nós para fazer essa grafia (uniformizada),
para que nós podemos se entender melhor através da escrita,
principalmente o povo que fala a mesma língua.
Antes teve lá em São Paulo com essas pessoas P`ynhë, Tep-hot, Höjawën,
Cöjam, Pëk~en, Kr~y'hy, Pëhöc, Jahët, Cöxet, K~en, no ano de 1995,
para podermos escrever igualmente. Por isso uniformizamos essas grafias e
fizemos uma só escrita para que nós podemos se entender melhor.
E nós vamos mostrar essa escrita para vocês verem e entenderem. A escrita
não pode mudar a fala da comunidade, continua falando do mesmo jeito. E
primeiro nós fizemos como experiência (mais ou menos 350 palavras) para
vocês lerem e terem uma idéia e corrigirem.
São essas pessoas que fizeram:
Cornélio Pëapëte, Jonas P`ynhë, Mário Prõjapë, Neide Apinajé, Joel,
Iramar, Diana, Ari Karömpej, Edmar, Célio, Creuza Pr~umkw`yj, Sabino
Cöjam, Iltom I'pr`y, Gregório H~u'të, Benedito H`yc, Anelivaldo Pëhöc,
Boaventura Xwaxwa, Dórcio Hõ'hë, Zé Antônio Xëkaprö, Rosane Cö'tetet e
Flávia Pa'nõ."
Para terminar, gostaria de parabenizar novamente os professores da
Comissão de Professores Timbira por mais essa conquista.
Com um grande abraço,
Flávia
He incluido en la sección Arquivos de este grupo el texto de
Peter Gordon (Columbia University): "Numerical Cognition without
Words: Evidence from Amazonia", que considero de interés.
Reproduzco aquí el Abstract:
"Members of the Pirahã tribe use a one-two-many system of counting.
The present study asks whether speakers of this innumerate language
can appreciate larger numerosities without benefit of words to encode
them. This addresses the classic Whorfian question about whether
language can determine thought. Results of non-linguistic tasks with
varying set sizes and cognitive demands show that numerical cognition
is clearly affected by the lack of a counting system in the
language. In addition, performance with quantities greater that 3
show a constant coefficient of variation, which is consistent with
Weber's Law for magnitude estimation."
El texto está en
http://br.groups.yahoo.com/group/etnolinguistica/files/Biblioteca_Virt
ual/GordonPiraha.doc
Espero que les sea útil. Saludos.
M. Peyró
O texto do Gordon e muito interessante mesmo. Peter foi tres vezes para
a area dos Piraha e desenvolveu uma relacao extremamente positiva com
eles.
A falta de numeros e a suas implicacoes culturais estao tambem
focalizados num trabalho meu em andamento, em que considero a falta de
numeros, de cores, de pronomes (os pronomes do Piraha foram emprestados
do Tupi) e outros elementos gramaticais e as suas implicacoes culturais
e cognitivos.
Alguns dados mais sobre os numeros sao acessiveis pelo site do
congresso sobre numeros nas linguas do mundo no Max Planck em Leipzig:
http://monolith.eva.mpg.de/~gil/numerals/
Abracos,
Daniel
------------------------------------------
Daniel L. Everett
Professor of Phonetics & Phonology
Postgraduate Programme Director
Department of Linguistics
The University of Manchester
Oxford Road
Manchester, UK M13 9PL
http://ling.man.ac.uk/info/staff/de
Fax: 44-161-275-3187
Office: 44-161-275-3158
Prezados moderadores,
encaminho essa resposta que enviei ao Francisco porque achei que talvez
possa ir para a lista (se vocês acharem que ela se caracteriza como
discussão).
Com um abraço,
Flávia
---------- Forwarded message ----------
Date: Sun, 8 Feb 2004 00:53:26 -0200 (EDt)
From: Flavia de Castro Alves <pahno@...>
To: fedviges@...
Subject: Re: construção de uma grafia uniformizada para os dialetos Timbira
do Maranhão e Tocantins
Olá, Francisco.
Espero em breve poder te encontrar pessoalmente para falar mais sobre as
discussões que venho tendo com representantes da Comissão de Professores
Timbira (que é como um "departamento" da Associação Vyty-Cati das
Comunidades Timbira do Maranhão e Tocantins, uma associação indígena que
representa seis povos Timbira (Krahô, Apinajé, Krikatí, Gavião (Pykobjê),
Canela Apãniekrá e Canela Ramkokamekrá) e que surgiu junto com a
implantação do Projeto Frutos do Cerrado, em 1993). Acho importante que
nós, que trabalhamos com esses povos, possamos trocar idéias sobre as
nossas experiências na área da educação escolar indígena. Por isso talvez
seja interessante dizer algumas palavras sobre o porquê de os Apinajé
participarem das Oficinas de Grafia Timbira e contextualizar um pouco
desse processo:
Mesmo que nós (lingüistas não indígenas) saibamos que os Apinajé são
falantes de uma outra língua, essa divisão não é evidente para os povos
Timbira, principalmente porque os Krahô, Krikatí, Gavião (Pykobjê), Canela
Apãniekrá e Canela Ramkokamekrá não parecem ter dificuldade em entender a
língua Apinajé. Por outro lado, a participação dos professores Apinajé na
construção da grafia uniformizada Timbira é imprescindível, não para
substituir a grafia que eles já vêm usando (que como você mesmo disse, foi
feita por eles mesmos), mas porque é extremamente importante para os
professores Timbira que a idéia de uma grafia uniformizada seja discutida
e, se isso for interessante, que seja proposta por representantes de TODOS
os povos Timbira pertencentes à Associação Vyty-Cati. Por que isso é tão
importante? Porque muitas das atividades desenvolvidas pela Comissão de
Professores não se definem independentemente, mas segundo a realidade e as
expectativas dessas comunidades.
Vou dar o exemplo dos Gavião (Pykobjê) e dos Krikatí: mesmo eles não
querendo substituir a grafia que vinham usando (que foi proposta por
missionários das Novas Tribos), sempre participaram das discussões. Aliás,
as discussões sobre grafia nunca começam sem que os representantes de
todos os povos Timbira estivejam presentes. O mais importante para eles
não é que esses dois povos abandonem a escrita do missionário para usar a
que a Comissão de Professores Timbira estava querendo fazer, mas que
houvesse uma grafia comum para possibilitar a comunicação interna entre os
Timbira (os mais entusiasmados na construção dessa grafia, sem dúvida,
sempre foram os Krahô e os Canela!). Como disse o Cornélio Pëapëte Canela,
da Aldeia Escalvado, "para que nós podemos se entender melhor através da
escrita".
Confesso que não tinha certeza se algum dia os professores iam chegar a um
acordo sobre a uniformização de uma grafia, mas acreditava que o
importante era que eles estivessem fazendo essa discussão. No entanto a
minha previsão era a de que, se um dia isso acontecesse, os povos Krahô
(das aldeias Rio Vermelho, Nova e Cachoeira) e os Canela Apãniekrá, que
são os únicos que não têm presença missionária na aldeia, adotariam só
essa grafia (a uniformizada), uma vez que não há outra sistematizada (na
verdade, houve uma proposta em 1982, a Ortografia Canela-Krahô, feita por
Popjes & Popjes, no entanto eles não estão nas aldeias para
implementá-la). Já os Canela Ramkokamekrá, Gavião (Pykobjê), Krikatí e
Apinajé continuariam usando suas grafias que já estão sistematizadas,
sendo nelas alfabetizados e, em algum momento de sua vida escolar,
conheceriam a grafia uniformizada Timbira e sua história.
Na última Oficina de Grafia, realizada em dezembro passado, em que os
professores iniciaram a construção dessa grafia uniformizada, só as minhas
previsões relacionadas aos Krahô, Apãniekrá e Apinajé parecem ter se
confirmado. Com relação aos Ramkokamekrá, Gavião e Krikatí ainda não sei
dizer o que vai acontecer:
- os professores Ramkokamekrá, se dependesse só da vontade deles,
abandonariam a grafia "missionária", mesmo com os missionários (embora não
sejam os autores) morando na aldeia. Os motivos: 1) não houve
representatividade Ramkokamekrá na construção da grafia pela Missão; 2) é
muito melhor que os povos que falam a mesma língua possam também se
comunicar pela escrita;
- os professores Gavião e Krikatí, bom, esses sim me surpreenderam.
Começaram a comentar, primeiro de brincadeira, que a grafia uniformizada
estava saindo melhor que a que eles vinham usando (bem menos complicada,
diga-se de passagem), por isso iam chegar na aldeia e dizer para o
missionário que não iam mais usar a grafia que ele tinha feito. Depois
seriamente, ao explicar a proposta de grafia uniformizada ao presidente da
Associação Vyty-Cati (Jonas P`ynhë Gavião, também professor) que chegou
nos últimos dias da discussão. Os motivos que levaram esses professores a
querer a substituição da grafia foram: os mesmos 1) e 2) acima dos
Ramkokamekrá; 3) as crianças vão ter menos dificuldade na hora de escrever
(uma vez que a grafia uniformizada é mais simples); 4) a grafia
uniformizada Timbira é mais um instrumento para reforçar a unidade dos
povos Timbira.
Para saber se eles vão mesmo abandonar a grafia missionária e ficar só com
a uniformizada, ou se vão ficar com as duas, e se de repente eles resolvem
que nunca mais vão querer ouvir falar de grafia uniformizada... É preciso
esperar, eles ainda precisam discutir exaustivamente tudo isso, entre eles
(professores) e com a comunidade. Não importa a escolha que eles façam,
pois já me dou por satisfeita. O mais importante de tudo isso é ver o
quanto as discussões sobre grafia fizeram com que esses professores
Timbira se fortalecessem e como, unidos, eles vêm discutindo seus projetos
de futuro.
Espero ter conseguido descrever o contexto no qual venho discutindo com
representantes da Comissão de Professores Timbira a construção de uma
grafia uniformizada. Acredito que a proposta de criação de uma grafia é um
processo longo, e que nosso trabalho (que não precisa se resumir à
produção de cartilhas em língua indígena) precisa estar orientado pelas
seguintes questões:
- para que vocês querem uma grafia?,
- que tipo de grafia, nós lingüistas não indígenas, estaremos
ajudando a construir?
Sendo que para responder a essas questões (que sempre parecem óbvias, mas
não são), eles têm que ter em mente uma outra bem mais complexa:
- qual é o futuro que vocês estão construindo (qual a opção de
futuro dos Timbira)?
E uma questão para nós também:
- como a grafia (e outras atividades relativas à língua) pode ajudar
a construir o futuro desses povos?
Enfim, qualquer que seja nossa atividade, ela precisa ser resultado de uma
longa discussão e procurar atender aquilo que o grupo está querendo.
Abraços,
Flávia
Date: Fri, 6 Feb 2004 07:08:11 -0200
From: "Francisco aedviges"
Subject: Re: [etnolinguistica] construção de uma grafia uniformizada
para os dialetos Timbira do Maranhão e Tocantins
Prezada Flávia,
Trabalho com Língua Apinayé,
Tenho um Projeto de Apoio pedágógico´`as Escolas Apinayé,
não sei se você conhece as Crtilhas que publicamos no ano de
2002,Cartilhas
esssas que são
o pruduto de um trabalho que vimos realizando ao longuo do projeto,
Coomo os professores, posteriormente discodaram de algumas
grafias(deles
próprios)
Fizemos novamente todas as correções, e estamos esperando
publicá-las
novamente
neste ano. São cartilas bilíngues( ou seja , escritas nas duas
líguas)
Francisco Edviges Abuquerque
Concordo que o trabalho de Gordon é, de fato, interessante. Eu creio que trabalhos como este (vide, por exemplo, o estudo de John Lucy, da Universidade de Chicago, sobre número em Jacaltec) apresentam as melhores perspectivas para se testar cientificamente as relações entre língua e cognição, em geral, e a hipótese Sapir-Whorf, em particular -- mais do que quaisquer abordagens lexicocêntricas, baseadas em informações anedóticas a respeito de quantas palavras para 'neve' uma determinada língua tem...
Eu seria um pouco mais cauteloso, no entanto, com relação à suposta 'falta de pronomes' em Pirahã, que Daniel Everett menciona em sua última mensagem. Daniel refere-se à idéia de acordo com a qual "os pronomes do Pirahã foram emprestados do Tupi", uma hipótese que ele apresenta com detalhes em artigo escrito em co-autoria com Sarah Thomason, intitulado "Pronoun borrowing". Eu assisti à apresentação deste trabalho por Sarah Thomason em Berkeley, em 2001, e a as evidências apresentadas então me pareceram pouco convincentes -- e continuam sendo ainda hoje.
Esta hipótese esbarra em vários obstáculos, muitos dos quais são mencionados pelos próprios autores. O principal deles, na minha opinião, é a falta de evidências histórico-comparativas: dada a escassez de dados de outras línguas da família, não há qualquer evidência comparativa que sugira a inexistência de pronomes em uma fase anterior da língua Pirahã, ou que sugira mudança lingüística motivada por contato. Como o artigo tem um tom muito mais cauteloso do que a afirmação de Everett reproduzida acima, eu sugeriria aos colegas interessados que o lessem e tirassem suas próprias conclusões (vide referências abaixo).
A estes senões, eu acrescentaria outros. Por exemplo, dos três pronomes Pirahã que teriam sido supostamente emprestados do Tupi, pelo menos um, hi 'terceira pessoa', é um pan-americanismo bastante comum. (Um colega meu disse, de brincadeira, que poderia ser também um empréstimo do inglês, já que os Pirahã parecem estar em contato constante com missionários americanos...). É provável que outros colegas encontrem semelhanças fortuitas deste tipo entre os demais pronomes do Pirahã ([txi] 'primeira pessoa', [ni] 'segunda pessoa') e pronomes em outras línguas.
Creio que poucos discordarão da tese central do artigo: "the crucial point [...] is that social factors, not linguistic ones, determine the likelihood of pronoun borrowing." Obviamente, fatores sociais determinam, em última instância, a probabilidade de empréstimo de qualquer elemento lingüístico (sejam pronomes, verbos, fonemas, nomes próprios, esquemas classificatórios etc.). Mas, curiosamente, é justamente nesta área que os argumentos em favor da hipótese de origem Tupi dos pronomes Pirahã são mais tênues.
Além dos três pronomes, o artigo não apresenta qualquer evidência de contato lingüístico íntimo entre o Pirahã e línguas Tupí-Guaraní. Se uma língua chega a tomar pronomes de empréstimo, seria de se esperar que tal língua apresentasse um número considerável de empréstimos também em outras áreas do léxico. Mas este não parece ser o caso, como os autores admitem: "we have no evidence (yet) of other borrowings in Pirahã from Tupí-Guaraní." Isto é no mínimo curioso, porque, em grande parte das terras baixas da América do Sul, é de fato difícil encontrar uma língua em que não haja qualquer empréstimo lexical Tupí-Guaraní, especialmente com relação a itens da cultura material, difundidos via Língua Geral... (acabei de contar, na minha caixa de sapato: o Karirí tem mais de vinte!).
Como vários autores (mencionados no artigo) demonstram, casos isolados de empréstimos pronominais vêm sendo amplamente documentados. O exemplo do Pirahã, neste artigo, é apresentado como argumento central para a interessante tese de que não apenas pronomes isolados, mas sistemas pronominais inteiros, podem ser emprestados, desde que se encontrem as devidas motivações sociais. É uma pena que este seja justamente o exemplo menos convincente do artigo.
Eu daria o meu braço a torcer, naturalmente, se os autores pudessem apresentar evidências adicionais que, por uma razão ou outra, não puderam ser incluídas no referido artigo.
Um cordial abraço,
Eduardo
Referências:
Lucy, John. 1992. Grammatical Categories and Cognition: A Case Study of the Linguistic Relativity Hypothesis. Cambridge: Cambridge University Press.
Thomason, Sarah & Everett, Daniel. 2001. Pronoun borrowing. BLS 28. Disponível no endereço seguinte:
Subject: Re: [etnolinguistica] nuevo texto: "Numerical cognition without words"
O texto do Gordon e muito interessante mesmo. Peter foi tres vezes para a area dos Piraha e desenvolveu uma relacao extremamente positiva com eles.
A falta de numeros e a suas implicacoes culturais estao tambem focalizados num trabalho meu em andamento, em que considero a falta de numeros, de cores, de pronomes (os pronomes do Piraha foram emprestados do Tupi) e outros elementos gramaticais e as suas implicacoes culturais e cognitivos.
Alguns dados mais sobre os numeros sao acessiveis pelo site do congresso sobre numeros nas linguas do mundo no Max Planck em Leipzig: http://monolith.eva.mpg.de/~gil/numerals/
Nao vai supreender ninguem que vou responder a carta do Eduardo sobre o
emprestimo dos pronomes do Piraha.
Enviei uma copia da carta do Eduardo para Profa. Thomason em Michigan e
ate ela tiver tempo de ler, eu nao vou responder com muitos detalhes.
No entanto, encorajo quem estiver interessado no assunto a ler o
artigo, que se encontra no meu website e no website de Thomason. O meu
URL esta abaixo e o artigo e facil de encontrar. O artigo vai sair ou
ja saiu nos Proceedings of the Berkeley Linguistic Society.
Os Piraha e os Mura tem contacto continuo com Nheengatu e Tenharim por
mais de 200 anos. Na epoca do emprestimo, e a primeira observacao sobre
isso vem do Nimuendaju, os Mura (Piraha e dialeto, provavelmente
mutuamente inteligivel) mantinham contacto quase diario com falantes de
Nheengatu (como Nimuendaju observa) e com os Tenharim. Isso e facil de
estabelecer (os Parintintin, os Tenharim, e os Mundurucu sao quase os
unicos grupos indigenas a terem nomes em lingua piraha e os piraha tem
muito historias de contacto, como tambem ha bastante evidencia
historica). Enquanto as evidencias especificas a favor da nossa
hipotese, elas sao foneticas, semanticas e sintacticas.
Eu acho o caso bem forte e que as ideias do Eduardo abaixo simplesmente
nao dao conta dos varios argumentos apresentados em nosso trabalho. Por
outro lado, a minha observacao a etnolinguistica foi de fato, como
Eduardo observa, menos cautelosa que a do artigo. Isso e natural,
devido a natureza bem menos informal de uma lista tal como esta que um
artigo publicado.
Diria que, se Eduardo tiver realmente alguns argumentos contra as nossa
hipoteses (ele nao apresenta nenhum na realidade na sua carta), entao a
maneira mais util seria de publicar uma replica ao nosso estudo.
Ha varios exemplos de emprestimos de pronomes na literatura. E claro
que este tipo de emprestimo e considerado impossivel por varios
linguistas. A melhor tentativa de responder ao nosso artigo esta sendo
elaborado, de fato, por o meu colega aqui de Manchester, Prof. Yaron
Matras. Yaron e eu descordamos completamente sobre isso, mas as nossas
discussoes sao bem amigaveis. Alias, se for errado a nossa hipotese,
quero saber. Nao tenho nenhum dinheiro apostado no negocio, nem
compromisso emotivo.
Por outro lado, como disse, vou ver se a Profa. Thomason quer
responder. Mas peco primeiro que os interessados leiam o artigo em
questao e que as respostas, se quiser fazer nesta lista, sejam bem mais
cuidadosos, consideradando cada um de nossos argumentos. Nao basta
simplesmente dizer que 'nao me parecem convincentes', ou que 'hi'
ocorre em outras linguas (afinal hi 'he' existe em ingles tambem!).
Nosso artigo fornece argumentos semanticos, nao somente foneticos.
Agora, deixo aceitar o conselho do Eduardo e voltar a cautela: nao
provamos NADA no artigo. Eduardo tem razao. E dissemos que nao provamos
NADA. Mas apresentamos o que consideramos um caso forte.
Por outro lado quando expresso a minha opiniao em forum informal, se
achar a ideia forte, digo e disse.
Abracos,
Daniel
------------------------------------------
Daniel L. Everett
Professor of Phonetics & Phonology
Postgraduate Programme Director
Department of Linguistics
The University of Manchester
Oxford Road
Manchester, UK M13 9PL
http://ling.man.ac.uk/info/staff/de
Fax: 44-161-275-3187
Office: 44-161-275-3158
Os argumentos contra a hipótese são aqueles que menciono na minha mensagem (muitos dos quais vocês próprios, os autores, reconhecem). Eu sugiro que você leia minha mensagem com mais atenção. Neste caso, você perceberá que não me limito a dizer que os seus argumentos "não são convincentes", mas aponto aquilo que considero como fraquezas da sua argumentação. A principal delas é o simples fato de que, como vocês admitem, não foram encontrados ("ainda") outros exemplos de empréstimos Tupí-Guaraní em Pirahã.
Ora, a adoção de empréstimos não é um processo seletivo como uma lista de compras. Nas línguas em que há exemplos claros de empréstimos pronominais, há ainda mais exemplos de empréstimos de raízes de outras áreas lexicais. [Neste caso, as línguas que vocês mencionam nas outras seções do artigo acabam servindo de contra-exemplo à sua hipótese para o Pirahã.] Tais exemplos testemunhariam uma situação de contato lingüístico íntimo. Por que, então, o Pirahã emprestaria pronomes, mas não outras palavras?
É claro que há evidências óbvias de contato entre os Pirahã e povos de língua Tupí-Guaraní. Dada a formidável expansão das Línguas Gerais, o mesmo ocorre com a grande maioria dos povos da Amazônia, não? Mas vocês não fornecem evidências suficientes para sugerir uma situação de contato lingüístico intenso que corrobore sua hipótese. Há evidências óbvias de contato cultural e lingüístico entre os Tapirapé e os Javaé, por exemplo. Isto se reflete não apenas na existência de empréstimos de termos referentes a itens comerciais ('cesto', 'feijão', 'araras'), mas de nomes próprios e termos um tanto domésticos, como 'lixo'. Algo assim em Pirahã?
Só mais uma palavrinha com relação aos seus argumentos sintático-semânticos. Vocês dizem, no artigo, que uma evidência adicional para a hipótese de que o pronome hi do Pirahã e o Nheengatu ahe provêem da mesma fonte é o fato de que, "in addition to their use as ordinary third-person pronouns, both are also used as demonstratives--even for non third persons, as in Pirahã hi 7obaa 7ai ti 'I am really smart', literally 'This one/someone sees well, me.'" Esta característica, que vocês descrevem como sendo 'striking' e 'unusual', é de fato muito mais comum do que vocês dão a parecer. Em inglês, se não me engano, pode-se dizer algo como 'I am he who takes your sins away', 'You are he who will die for us', não? Em Kariri, construções assim são formadas com o prefixo de terceira pessoa reflexiva di-; exemplos deste tipo se
encontram em várias línguas Macro-Jê.
Lembre-se que não estou tentando dizer que o artigo inteiro está equivocado. As primeiras seções do artigo, que se baseiam em dados de outros autores, se limitam a descrever o que já está provado: que pronomes podem ser emprestados. Isto é ponto pacífico. Mas é justamente naquilo que seria a contribuição original do artigo (ou seja, a comprovação, com dados originais, da possibilidade de se emprestarem sistemas pronominais inteiros) que as evidências são menos sólidas. Eu acho o artigo útil, no entanto, como uma revisão da bibliografia no assunto.
Não me surpreende que você considere a sua hipótese "forte" (e muitos certamente concordarão com você). Eu, por outro lado, "homem de pouca fé" que sou, a acho fraca (e muitos certamente concordarão comigo). Como 'forte' e 'fraco' são termos um tanto subjetivos, é provável que discordemos para sempre (pelo menos até que evidências mais convincentes sejam apresentadas em favor de uma ou outra interpretação).
Portanto, passo a palavra para os outros colegas, para evitar o risco de ficarmos andando em círculos.
Subject: Re: [etnolinguistica] Sobre a suposta origem Tupi dos pronomes do Pirahã
Nao vai supreender ninguem que vou responder a carta do Eduardo sobre o emprestimo dos pronomes do Piraha.
Enviei uma copia da carta do Eduardo para Profa. Thomason em Michigan e ate ela tiver tempo de ler, eu nao vou responder com muitos detalhes.
No entanto, encorajo quem estiver interessado no assunto a ler o artigo, que se encontra no meu website e no website de Thomason. O meu URL esta abaixo e o artigo e facil de encontrar. O artigo vai sair ou ja saiu nos Proceedings of the Berkeley Linguistic Society.
Os Piraha e os Mura tem contacto continuo com Nheengatu e Tenharim por mais de 200 anos. Na epoca do emprestimo, e a primeira observacao sobre isso vem do Nimuendaju, os Mura (Piraha e dialeto, provavelmente mutuamente inteligivel) mantinham contacto quase diario com falantes de Nheengatu (como Nimuendaju observa) e com os Tenharim. Isso e facil de estabelecer (os Parintintin, os Tenharim, e os Mundurucu sao quase os unicos grupos indigenas a
terem nomes em lingua piraha e os piraha tem muito historias de contacto, como tambem ha bastante evidencia historica). Enquanto as evidencias especificas a favor da nossa hipotese, elas sao foneticas, semanticas e sintacticas.
Eu acho o caso bem forte e que as ideias do Eduardo abaixo simplesmente nao dao conta dos varios argumentos apresentados em nosso trabalho. Por outro lado, a minha observacao a etnolinguistica foi de fato, como Eduardo observa, menos cautelosa que a do artigo. Isso e natural, devido a natureza bem menos informal de uma lista tal como esta que um artigo publicado.
Diria que, se Eduardo tiver realmente alguns argumentos contra as nossa hipoteses (ele nao apresenta nenhum na realidade na sua carta), entao a maneira mais util seria de publicar uma replica ao nosso estudo.
Ha varios exemplos de emprestimos de pronomes na literatura. E claro que este tipo de emprestimo e considerado impossivel por varios linguistas. A melhor tentativa de
responder ao nosso artigo esta sendo elaborado, de fato, por o meu colega aqui de Manchester, Prof. Yaron Matras. Yaron e eu descordamos completamente sobre isso, mas as nossas discussoes sao bem amigaveis. Alias, se for errado a nossa hipotese, quero saber. Nao tenho nenhum dinheiro apostado no negocio, nem compromisso emotivo.
Por outro lado, como disse, vou ver se a Profa. Thomason quer responder. Mas peco primeiro que os interessados leiam o artigo em questao e que as respostas, se quiser fazer nesta lista, sejam bem mais cuidadosos, consideradando cada um de nossos argumentos. Nao basta simplesmente dizer que 'nao me parecem convincentes', ou que 'hi' ocorre em outras linguas (afinal hi 'he' existe em ingles tambem!). Nosso artigo fornece argumentos semanticos, nao somente foneticos.
Agora, deixo aceitar o conselho do Eduardo e voltar a cautela: nao provamos NADA no artigo. Eduardo tem razao. E dissemos que nao provamos NADA. Mas apresentamos o que consideramos um
caso forte.
Por outro lado quando expresso a minha opiniao em forum informal, se achar a ideia forte, digo e disse.
Abracos,
Daniel
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Eduardo Rivail Ribeiro Department of Linguistics/University of Chicago Museu Antropológico/Universidade Federal de Goiás http://www.etnolinguistica.org