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etnolinguistica · Línguas indígenas da América do Sul

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#2529 De: "aryon d. rodrigues" <aryon@...>
Data: Seg, 31 de Mai de 2010 2:40 am
Assunto: Xixová e Japuí
aryon@...
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Nenhuma dessas duas palavras é do Tupí Antigo ou Tupinambá.
Provavelmente não são de língua da família Tupí-Guaraní. Entretanto,
para tentar identificá-las em alguma língua é essencial que se tenha
seu significado ou os contextos em que são usadas (suponho que em
Português do Brasil).

Aryon D. Rodrigues

#2530 De: "Mauro Cherobim" <maurocherobim@...>
Data: Seg, 31 de Mai de 2010 3:28 pm
Assunto: Xixová¡ e Japuí­
maurocherobim
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Prezado Aryon!

 

Em primeiro lugar quero agradecer a sua atenção. Não entravamos em contato, acho, desde o início da década de setenta quando eu lhe enviei um vocabulário mbüá-guarani…

 

Andei procurando estas palavras em várias fontes de Tupi Antigo e Guarani, sem nada encontrar. Estas palavras compõem o nome do Parque Estadual Xixová-Japuí, no município de São Vicente, onde eu estou a começar uma perícia antropológica. Num dos quesitos há a indagação da etimologia delas.

 

Mas você me deu umas indicações. Vou seguir este caminho.

 

Abraços,

 

Mauro Cherobim

 


De: etnolinguistica@... [mailto:etnolinguistica@...] Em nome de aryon d. rodrigues
Enviada em: domingo, 30 de maio de 2010 23:41
Para: etnolinguistica@...
Assunto: [etnolinguistica] Xixová e Japuí

 

 

Nenhuma dessas duas palavras é do Tupí Antigo ou Tupinambá.
Provavelmente não são de língua da família Tupí-Guaraní. Entretanto,
para tentar identificá-las em alguma língua é essencial que se tenha
seu significado ou os contextos em que são usadas (suponho que em
Português do Brasil).

Aryon D. Rodrigues


#2531 De: timothy <jbaptista7@...>
Data: Seg, 31 de Mai de 2010 3:32 pm
Assunto: ATLAS SOCIOLINGUISTICO DE PUEBLOS DE AMERICA LATINA
jbaptista7
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ATLAS SOCIOLINGUISTICO DE PUEBLOS DE AMERICA LATINA
2 tomos en pdf
http://www.unicef.org/lac/library_3224.htm

El Doctor Omar Gonzalez Ñañez, antropologo graduado en la UCV  ha publicado la GRAMATICA WAREKENA lengua que ha estudiado por mas de 40 años, hablada en el Estado Amazonas de Venezuela.
.


 

#2532 De: Victor Petrucci <vicpetru@...>
Data: Ter, 1 de Jun de 2010 5:10 pm
Assunto: RE: Xixová e Japuí
vicpetr1
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Caro Mauro

Como o nosso emérito professor Aryon disse, não devem ser tupi antigo ou tupinambá.

Contudo fiz uma busca no Dicionário Histórico das Palavras Portuguesas de Origem Tupi de Antônio Geraldo da Cunha p. 172 onde para o termo japu "nome comum a várias aves passeriformes da família dos icterídeos" é dada uma possível etimologia como sendo proveniente do T. iapï'i "japu pequeno" onde -'i < PTG *?i 'ser pequeno'.

O termo japu já era citado em 1584 pelo Pe Fernão CARDIM em Do Clima e Terra do Brasil p.18-19. Em 1872 R. SAMPAIO na RIH cita texto de 1777 onde aparece o japií 'tangará"

Quanto a Xixová (termo que conheço como topônimo em São Vicente desde minha infância) realmente não parece nada tupi. Contudo fica uma questão: como num reduto conhecidamente guarani/tupi poderia ser escolhida uma outra língua para denominar um morro?

Um abraço

Victor A. Petrucci


Uma ajuda:

 

Xixová e Japuí são palavras do tupi antigo? Alguém poderia me ajudar na sua etimologia?

 

Desde já, obrigado

 

Mauro Cherobim

Antropólogo

São Paulo - SP




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#2533 De: "Mauro Cherobim" <maurocherobim@...>
Data: Qua, 2 de Jun de 2010 2:08 am
Assunto: RES: Xixová e Japuí
maurocherobim
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Prezado Victor.

 

Estive trocando informações com o nosso mestre Aryon e chegamos à conclusões semelhantes, passando primeiro pelo “i” como “ý” (água).

 

No site Wikiaves (www.wickiaves.com) encontramos japui como um dos nomes do guaxe (Classe: AvesOrdem: PasseriformesSubOrdem: PasseriParvordem: PasseridaFamília: Icteridae Vigors, 1825Espécie: C. haemorrhous).  E há, além do jápuí o japuaçu (i, pequeno, e açu, grande).

 

O interessante, Victor, que a minha primeira idéia foi em pensar em japu (mentira) e i (pequena). Apesar de ser um topônimo, que relação haveria?

 

A minha preocupação é de buscar a etimologia das palavras Xixová e Japuí, indagação contida num dos quesitos em uma perícia antropológica no Parque Estadual Xixová-Japuí em São Vicente, que você conhece.

 

Abraços,

 

Mauro

 


De: etnolinguistica@... [mailto:etnolinguistica@...] Em nome de Victor Petrucci
Enviada em: terça-feira, 1 de junho de 2010 14:10
Para: etnolinguistica@...
Assunto: RE: [etnolinguistica] Xixová e Japuí

 

 

Caro Mauro

Como o nosso emérito professor Aryon disse, não devem ser tupi antigo ou tupinambá.

Contudo fiz uma busca no Dicionário Histórico das Palavras Portuguesas de Origem Tupi de Antônio Geraldo da Cunha p. 172 onde para o termo japu "nome comum a várias aves passeriformes da família dos icterídeos" é dada uma possível etimologia como sendo proveniente do T. iapï'i "japu pequeno" onde -'i < PTG *?i 'ser pequeno'.

O termo japu já era citado em 1584 pelo Pe Fernão CARDIM em Do Clima e Terra do Brasil p.18-19. Em 1872 R. SAMPAIO na RIH cita texto de 1777 onde aparece o japií 'tangará"

Quanto a Xixová (termo que conheço como topônimo em São Vicente desde minha infância) realmente não parece nada tupi. Contudo fica uma questão: como num reduto conhecidamente guarani/tupi poderia ser escolhida uma outra língua para denominar um morro?

Um abraço

Victor A. Petrucci

Uma ajuda:

 

Xixová e Japuí são palavras do tupi antigo? Alguém poderia me ajudar na sua etimologia?

 

Desde já, obrigado

 

Mauro Cherobim

Antropólogo

São Paulo - SP

 


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#2534 De: Victor Petrucci <vicpetru@...>
Data: Qua, 2 de Jun de 2010 1:04 pm
Assunto: RE: RES: Xixová e Japuí
vicpetr1
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Caro Mauro

Concordo com vc. que o -i final para pequeno ou água é sempre um problema. Contudo arrisco a dizer que se for antecedido pela glotal  é certamente referente a pequeno. Nos 510 anos que nos separam da primeira grafia para essa ave, seu nome (radical) foi transcrito no português como japu, yapû, japin, japim, japi, japy, japehim japií, japiim e principalmente japehi e japué

Estas duas últimas formas é que remeteriam ao *japï'i ou japu pequeno que citei no e-mail anterior. Cito ainda o Corographia Brazilica I de 1817, onde o Pe Manoel Aires de CASAL cita textualmente que "o japué he menor, e da mesma cor [que o japu]".

Em Vocabulário Guarani (Mbüa) do DOOLEY é citada explicitamente a glotal
tanto em japu'i "japu" como em japu'i pytã (N: japim, tipo de ave) o que remeteria ao que eu tenho considerado  como um *japi ou *japu que englobaria também o Parintintin (sempre sujeito a empréstimos da LGA) e o Waiampi, além do Mbüa e de possíveis Tupi antigo.

O Dicionário Parintintin-Português de La Vera BETTS p.86 tb cita uma glotal em japi'iuhu (não esqueçamos a forma nasal de japu- que é nhapu-)

Segue um resuminho de minha base de dados para esse possível proto:

*japi, *japu (N: japim, japu)
    GnM japu'i (N: japu, tipo de ave)
    GnM japu'i pytã (N: japim, tipo de ave; cf. pytã < PTG *pitaN vermelho)
    Pat japi'iuhu (N: japim, tipo de ave; cf. -uhu < PTG *uCu intensivo)
    Pat japu (N: japu, tipo de ave)
    Tub japu (N: japu, japim, tipo de ave barulhenta)
    Tub japubá (N: pássaro, tipo de)
    Tup japué (N: pássaro colombídeo??)
    Tup japu-gamela (N: joão-congo, um pássaro icterídeo)
    Tup japuguasu (N: japu grande; cf. -gwasu < PTG *waCu grande/intensivo)
    Wp japi'iuhu (N: japim)
    Wp nhapihunuhun (N: pássaro-preto semelhante ao japi'iuhu Obs: não esqueçamos a forma nasal de nhapu-)

Além da fauna passariforme a este radical aparece associado a ideias como: cipó, peixe, arbusto, macaco, miriápode e mentira.

Um abraço.

Victor A. Petrucci

P.S. O link que vc enviou está quebrado por um errinho de digitação como o site é realmente maravilhoso vale a pena corrigir: http://www.wikiaves.com/



Victor A. Petrucci
Campinas - Brasil





To: etnolinguistica@...
From: maurocherobim@...
Date: Tue, 1 Jun 2010 23:08:31 -0300
Subject: RES: [etnolinguistica] Xixová e Japuí

 

Prezado Victor.

 

Estive trocando informações com o nosso mestre Aryon e chegamos à conclusões semelhantes, passando primeiro pelo “i” como “ý” (água).

 

No site Wikiaves (www.wickiaves.com) encontramos japui como um dos nomes do guaxe (Classe: AvesOrdem: PasseriformesSubOrdem: PasseriParvordem: PasseridaFamília: Icteridae Vigors, 1825Espécie: C. haemorrhous).  E há, além do jápuí o japuaçu (i, pequeno, e açu, grande).

 

O interessante, Victor, que a minha primeira idéia foi em pensar em japu (mentira) e i (pequena). Apesar de ser um topônimo, que relação haveria?

 

A minha preocupação é de buscar a etimologia das palavras Xixová e Japuí, indagação contida num dos quesitos em uma perícia antropológica no Parque Estadual Xixová-Japuí em São Vicente, que você conhece.

 

Abraços,

 

Mauro

 


De: etnolinguistica@yahoogrupos.com.br [mailto:etnolinguistica@yahoogrupos.com.br] Em nome de Victor Petrucci
Enviada em: terça-feira, 1 de junho de 2010 14:10
Para: etnolinguistica@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [etnolinguistica] Xixová e Japuí

 

 

Caro Mauro

Como o nosso emérito professor Aryon disse, não devem ser tupi antigo ou tupinambá.

Contudo fiz uma busca no Dicionário Histórico das Palavras Portuguesas de Origem Tupi de Antônio Geraldo da Cunha p. 172 onde para o termo japu "nome comum a várias aves passeriformes da família dos icterídeos" é dada uma possível etimologia como sendo proveniente do T. iapï'i "japu pequeno" onde -'i < PTG *?i 'ser pequeno'.

O termo japu já era citado em 1584 pelo Pe Fernão CARDIM em Do Clima e Terra do Brasil p.18-19. Em 1872 R. SAMPAIO na RIH cita texto de 1777 onde aparece o japií 'tangará"

Quanto a Xixová (termo que conheço como topônimo em São Vicente desde minha infância) realmente não parece nada tupi. Contudo fica uma questão: como num reduto conhecidamente guarani/tupi poderia ser escolhida uma outra língua para denominar um morro?

Um abraço

Victor A. Petrucci


Uma ajuda:

 

Xixová e Japuí são palavras do tupi antigo? Alguém poderia me ajudar na sua etimologia?

 

Desde já, obrigado

 

Mauro Cherobim

Antropólogo

São Paulo - SP

 


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#2535 De: Bruna Franchetto <bfranchetto@...>
Data: Qua, 2 de Jun de 2010 9:02 pm
Assunto: Enc: Defesa tese de doutorado Chang Whan
bfranchetto
Enviar e-mail Enviar e-mail
 


--- Em qua, 2/6/10, Whan Chang <whanchang@...> escreveu:

De: Whan Chang <whanchang@...>
Assunto: Defesa tese de doutorado Chang Whan
Para:
Data: Quarta-feira, 2 de Junho de 2010, 18:00

Convite

Dia 14 de junho, 2a. feira, às 14 hs, sala 702, no prédio da Reitoria da Cidade Universitária, Ilha do Fundão.
Defesa de tese sobre cerâmica Karajá.

Grande abraço,

Chang Whan

--
Ao repassar as mensagens, apague os nomes dos remetentes e destinatários anteriores.
Mande suas mensagens com os nomes dos destinatários em cópia oculta (Cco).
Desta forma você estará protegendo a mim, seus amigos e a você também!

 

#2536 De: Marcelo Jolkesky <marjolkesky@...>
Data: Sáb, 5 de Jun de 2010 6:13 pm
Assunto: Dissertações online: Suruí e Kadiwéu
marjolkesky
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Prezados colegas,
 
As seguintes dissertações foram recentemente incluídas na biblioteca digital da UNICAMP, e também estão disponíveis no banco de teses do Etnolingüística:
 
van der Meer, Tine Henriete. 1982 Fonologia da língua Suruí. Orientação: Aryon Dall'Igna Rodrigues. mestrado, UNICAMP.
 
Braggio, Silvia Lucia Bigonjal. 1981 Aspectos fonológicos e morfológicos da língua Kadiwéu. Orientação: Aryon Dall'Igna Rodrigues. mestrado, UNICAMP.
 
abraços,
 
Marcelo


#2537 De: "Etnolinguistica.Org (Admin)" <site@...>
Data: Dom, 6 de Jun de 2010 4:26 pm
Assunto: Imprensa: 'Cien años de soledad' será traducida a lengua indígena wayuunaiki
etnolinguist...
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Nota publicada ontem em El Nacional (Caracas)
http://www.etnolinguistica.org/media:5jun2010
------------
Cien años de soledad será traducida a lengua indígena wayuunaiki
05 de Junio, 2010 - AFP

El proyecto fue concebido como un mecanismo de difusión de la cultura y reforzamiento de la integración entre los indígenas de la comunidad wayúu

La obra cumbre del escritor Gabriel García Márquez, Cien años de soledad, será traducida a la lengua wayuunaiki, hablada por los indígenas que habitan en una zona limítrofe entre Colombia y Venezuela, dijo el sábado el experto Félix Carrillo, uno de los impulsores del proyecto.

El colombiano García Márquez, ganador del premio Nobel de Literatura en 1982, "ya dio su consentimiento" para que la novela sea traducida en breve al wayuunaiki, señaló Carrillo a radioemisoras.

Añadió que el proyecto fue concebido como un mecanismo de difusión de la cultura y reforzamiento de la integración entre los indígenas de la comunidad wayúu, que viven en el departamento (provincia) colombiano de La Guajira (norte, costa Caribe) y el estado venezolano de Zulia.

Traductores, estudiosos de la lengua y otros expertos de La Guajira, Zulia y la comunidad wayúu participarán en el proyecto, avalado por el ministerio de Cultura de Colombia, según Carrillo.

Además del texto en wayuunaiki, los indígenas podrán contar con un producto audiovisual de la novela de García Márquez, se informó.

Cien años de soledad (1967), que narra la historia de la familia Buendía a través de varias generaciones en el pueblo ficticio de Macondo y menciona episodios del mundo indígena del Caribe, ha sido traducida a más 35 lenguas

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Retweet this: http://twitter.com/etnolinguistica/status/15565585829
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A rede Etnolinguistica.Org (http://www.etnolinguistica.org), portal de informações sobre línguas sul-americanas, é mantida integralmente por voluntários. Participe!

Sugestões? Correções? Dúvidas? Entre em contato com os webmasters:
http://www.etnolinguistica.org/contato

#2538 De: Marcelo Jolkesky <marjolkesky@...>
Data: Seg, 7 de Jun de 2010 5:57 am
Assunto: Dissertação online: Quechua
marjolkesky
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Prezados ,
 
A seguinte dissertação está disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP:
 
Cordeiro, Roberta Henriques Ragi. 2009. Dominicanos e jesuítas na emergência da tradição gramatical Quechua - século XVI. Orientação: Maria Cristina Fernandes Salles Altman. mestrado, USP. 
 
ou via Twitter:
 
abraços,
 
Marcelo


#2539 De: "Etnolinguistica.Org (Admin)" <site@...>
Data: Seg, 7 de Jun de 2010 7:01 pm
Assunto: Dissertação: Tupí Antigo (Lima 2009)
etnolinguist...
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A seguinte dissertação está agora disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP:

Lima, Fernando Macena de. 2009
Visão e representação nas gramáticas de língua Tupi (séculos XVI-XIX). Historiografia da descrição dos sistemas de posse. Orientação: Maria Cristina Fernandes Salles Altman. Mestrado, USP.
http://www.etnolinguistica.org/tese:lima-2009

Para divulgar este recurso no Twitter, siga o link
http://twitter.com/etnolinguistica/status/15635212965
 
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#2540 De: "Etnolinguistica.Org (Admin)" <site@...>
Data: Seg, 7 de Jun de 2010 8:45 pm
Assunto: Novidades no catálogo: Sikuani, Katukina do Rio Biá, Mosetén, Chimane, Movima
etnolinguist...
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O Catálogo de Línguas Indígenas Sul-Americanas recebeu recentemente
contribuições ou atualizações por parte de especialistas nas seguintes
línguas:

Sikuani
http://www.etnolinguistica.org/lingua:sikuani

Katukina do Rio Biá
http://www.etnolinguistica.org/lingua:katukina

Mosetén
http://www.etnolinguistica.org/lingua:moseten

Chimane
http://www.etnolinguistica.org/lingua:chimane

Movima
http://www.etnolinguistica.org/lingua:movima

Cada ficha contém um formulário para "feedback". Para propor
acréscimos ou correções às fichas já preenchidas, visite a página
seguinte:

http://www.etnolinguistica.org/catalogo:preenchidas

Para fornecer informações para fichas ainda em branco, preencha o formulário:

http://www.etnolinguistica.org/form:lingua

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#2541 De: "Carlos Alberto dos Santos Dutra" <dutracarlito@...>
Data: Seg, 7 de Jun de 2010 10:00 pm
Assunto: artigo sobre a lingua ofayé
carlitodutra
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Para os interessados na etnohistória e lingua Ofayé:

http://dutracarlito.vilabol.uol.com.br/pesquisa.htm

Arquivo em anexo "Algumas considerações sobre o tempo na lingua Ofayé"

At. Prof. Carlito.

#2542 De: Marcelo Jolkesky <marjolkesky@...>
Data: Ter, 8 de Jun de 2010 2:02 am
Assunto: Tese: Kokáma (Cabral 1995)
marjolkesky
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Prezados colegas,
 
A seguinte tese foi recentemente incluída na Biblioteca Digital do Etnolingüística  (cortesia da autora, Ana Suelly Arruda Câmara Cabral). 

Cabral, Ana Suelly Arruda Câmara. 1995 Contact-induced language change in the western Amazon: The non-genetic origin of the Kokama language. Orientação: Susan Berk-Seligson. doutorado, University of Pittsburgh.
http://www.etnolinguistica.org/tese:cabral-1995
Esta obra constitui uma referência nos estudos sobre contato entre línguas indígenas sul-americanas.
 
abraços,
 
Marcelo


#2543 De: "fabi" <fabibrogli@...>
Data: Ter, 8 de Jun de 2010 10:01 pm
Assunto: Camaraná
fabibrogli
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá a todos!
Encontrei este grupo procurando o significado da palavra "curimã" encontrada na
letra "Guardiã" de Eduardo Gudin.
Como acontece com frequência tentar encontrar o significado de palavras desse
nosso vasto universo linguístico, resolvi adentrar o grupo e aproveito pra pedir
logo uma ajuda: na mesma música citada, aparece a palavra 'camaraná'

"Curimã
Camaraná, ilê"

Alguém saberia o que significa?

Agradeço!
Um abraço e prazer conhecê-los! :)
Fabi

#2544 De: "Mauro Cherobim" <maurocherobim@...>
Data: Qua, 9 de Jun de 2010 4:31 pm
Assunto: RES: RES: Xixová e Japuí
maurocherobim
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Prezado  Victor!

 

Começando pelo “P.S.”: você tem razão. No momento de digitar o link digitei um “c” a mais.

 

No momento não tenho nada a acrescentar às suas colocações e também aos dos colegas que antecederam. Esta questão envolve não somente a etimologia destas duas palavras, mas também no remete à toponímia; muitas vezes os nomes são atribuídos aleatoriamente. Que seria o caso de Xixová que o Professor Aryon acha não ser uma palavra de origem tupi.

 

Trarei para cá o que mais descobrir. Quanto a Japuí, pareced-0me que não há muito mais a discutir. Vamos ver a respeito de Xixová.

 

Abraços,

 

Mauro

 


De: etnolinguistica@... [mailto:etnolinguistica@...] Em nome de Victor Petrucci
Enviada em: quarta-feira, 2 de junho de 2010 10:04
Para: etnolinguistica@...
Assunto: RE: RES: [etnolinguistica] Xixová e Japuí

 

 

Caro Mauro

Concordo com vc. que o -i final para pequeno ou água é sempre um problema. Contudo arrisco a dizer que se for antecedido pela glotal  é certamente referente a pequeno. Nos 510 anos que nos separam da primeira grafia para essa ave, seu nome (radical) foi transcrito no português como japu, yapû, japin, japim, japi, japy, japehim japií, japiim e principalmente japehi e japué

Estas duas últimas formas é que remeteriam ao *japï'i ou japu pequeno que citei no e-mail anterior. Cito ainda o Corographia Brazilica I de 1817, onde o Pe Manoel Aires de CASAL cita textualmente que "o japué he menor, e da mesma cor [que o japu]".

Em Vocabulário Guarani (Mbüa) do DOOLEY é citada explicitamente a glotal
tanto em japu'i "japu" como em japu'i pytã (N: japim, tipo de ave) o que remeteria ao que eu tenho considerado  como um *japi ou *japu que englobaria também o Parintintin (sempre sujeito a empréstimos da LGA) e o Waiampi, além do Mbüa e de possíveis Tupi antigo.

O Dicionário Parintintin-Português de La Vera BETTS p.86 tb cita uma glotal em japi'iuhu (não esqueçamos a forma nasal de japu- que é nhapu-)

Segue um resuminho de minha base de dados para esse possível proto:

*japi, *japu (N: japim, japu)
    GnM japu'i (N: japu, tipo de ave)
    GnM japu'i pytã (N: japim, tipo de ave; cf. pytã < PTG *pitaN vermelho)
    Pat japi'iuhu (N: japim, tipo de ave; cf. -uhu < PTG *uCu intensivo)
    Pat japu (N: japu, tipo de ave)
    Tub japu (N: japu, japim, tipo de ave barulhenta)
    Tub japubá (N: pássaro, tipo de)
    Tup japué (N: pássaro colombídeo??)
    Tup japu-gamela (N: joão-congo, um pássaro icterídeo)
    Tup japuguasu (N: japu grande; cf. -gwasu < PTG *waCu grande/intensivo)
    Wp japi'iuhu (N: japim)
    Wp nhapihunuhun (N: pássaro-preto semelhante ao japi'iuhu Obs: não esqueçamos a forma nasal de nhapu-)

Além da fauna passariforme a este radical aparece associado a ideias como: cipó, peixe, arbusto, macaco, miriápode e mentira.

Um abraço.

Victor A. Petrucci

P.S. O link que vc enviou está quebrado por um errinho de digitação como o site é realmente maravilhoso vale a pena corrigir: http://www.wikiaves.com/



Victor A. Petrucci
Campinas - Brasil




To: etnolinguistica@yahoogrupos.com.br
From: maurocherobim@uol.com.br
Date: Tue, 1 Jun 2010 23:08:31 -0300
Subject: RES: [etnolinguistica] Xixová e Japuí

 

 

Prezado Victor.

 

Estive trocando informações com o nosso mestre Aryon e chegamos à conclusões semelhantes, passando primeiro pelo “i” como “ý” (água).

 

No site Wikiaves (www.wickiaves.com) encontramos japui como um dos nomes do guaxe (Classe: AvesOrdem: PasseriformesSubOrdem: PasseriParvordem: PasseridaFamília: Icteridae Vigors, 1825Espécie: C. haemorrhous).  E há, além do jápuí o japuaçu (i, pequeno, e açu, grande).

 

O interessante, Victor, que a minha primeira idéia foi em pensar em japu (mentira) e i (pequena). Apesar de ser um topônimo, que relação haveria?

 

A minha preocupação é de buscar a etimologia das palavras Xixová e Japuí, indagação contida num dos quesitos em uma perícia antropológica no Parque Estadual Xixová-Japuí em São Vicente, que você conhece.

 

Abraços,

 

Mauro

 


De: etnolinguistica@yahoogrupos.com.br [mailto:etnolinguistica@yahoogrupos.com.br] Em nome de Victor Petrucci
Enviada em: terça-feira, 1 de junho de 2010 14:10
Para: etnolinguistica@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [etnolinguistica] Xixová e Japuí

 

 

Caro Mauro

Como o nosso emérito professor Aryon disse, não devem ser tupi antigo ou tupinambá.

Contudo fiz uma busca no Dicionário Histórico das Palavras Portuguesas de Origem Tupi de Antônio Geraldo da Cunha p. 172 onde para o termo japu "nome comum a várias aves passeriformes da família dos icterídeos" é dada uma possível etimologia como sendo proveniente do T. iapï'i "japu pequeno" onde -'i < PTG *?i 'ser pequeno'.

O termo japu já era citado em 1584 pelo Pe Fernão CARDIM em Do Clima e Terra do Brasil p.18-19. Em 1872 R. SAMPAIO na RIH cita texto de 1777 onde aparece o japií 'tangará"

Quanto a Xixová (termo que conheço como topônimo em São Vicente desde minha infância) realmente não parece nada tupi. Contudo fica uma questão: como num reduto conhecidamente guarani/tupi poderia ser escolhida uma outra língua para denominar um morro?

Um abraço

Victor A. Petrucci

Uma ajuda:

 

Xixová e Japuí são palavras do tupi antigo? Alguém poderia me ajudar na sua etimologia?

 

Desde já, obrigado

 

Mauro Cherobim

Antropólogo

São Paulo - SP

 


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#2545 De: timothy <jbaptista7@...>
Data: Qua, 9 de Jun de 2010 7:37 pm
Assunto: Pagina web de la comunidad Baré
jbaptista7
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Aca les dejo el sitio web de la comunidad Baré del estado AMAZONAS,VENEZUELA,tiene una seccion dedicada a la lengua Baré (Balé)
 http://www.bare.com.ve

Les dejo el sitio web donde reposan el material de Egleé Lopez Zent quien ha trabajado con los indigenas Hoti y Piaroa, ademas de trabajar con la etnobotanica del amazonas y de los Andes Venezolanos

http://ivic.academia.edu/Zent/Papers

Otro aporte es el libro del Dr. Alfredo Jahn Los Aborigenes del Occidente de Venezuela

http://cic1.ucab.edu.ve/cic/ajhdigital/paginas/archivodigital.html



*Teses (www.etnolinguistica.org/teses)
*Periódicos (www.etnolinguistica.org/periodicos)
*Línguas indígenas na mídia (www.etnolinguistica.org/imprensa)
*Outros websites de interesse (www.etnolinguistica.org/sites)

Para sugerir novos links ou corrigir links desatualizados,
escreva para links@.... Para informar-se sobre novos acréscimos ao website, visite http://twitter.com/etnolinguistica

O uso dos recursos da lista Etnolingüística baseia-se no
reconhecimento e aceitação de suas diretrizes. Para conhecê-las,
visite www.etnolinguistica.org/normas
------------------------------------------------------------------
.


 

#2546 De: Pedro Viegas Barros <peviegas2003@...>
Data: Qua, 9 de Jun de 2010 7:40 pm
Assunto: CONGRESO LENGUAS INDIGENAS CHILE
peviegas2003
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Estimad@s colegas,

Reenvìo informaciòn sobre el Primer Congreso de las Lenguas Indígenas de Chile, a celebrase en Santiago del 13 al 14 de julio próximos.
Cordialmente,

J. Pedro Viegas Barros

--------------------------------------------------------

Primer Congreso de las Lenguas Indígenas de Chile.
«Yo aprendo y yo hablo lengua indígena».
Santiago, Chile, del 13 al 14 de julio de 2010.

Organizado por la Red por los Derechos Educativos y Lingüísticos de los Pueblos Indígenas de Chile y la Universidad de Santiago de Chile (USACH).

Áreas temáticas:

1) Derechos lingüísticos, política lingüística y propiedad intelectual.

2) Educación Intercultural y bilingüe, y acciones públicas de revitalización de las lenguas indígenas en niños, jóvenes y adultos.

3) Lenguas y producción oral, escrita (producción literaria, desarrollo de nuevos estilos y registros).

4) Lenguas y medio de comunicación.

5) Pasado y presente de las lenguas indígenas. Diagnóstico desde los pueblos.

6) Acciones de rescate y difusión de las lenguas, culturas y pueblos de existencia vulnerada (Lican Antay, Kolla, Kawaskar, Yamana).

Fecha límite para enviar resúmenes: 18 de junio 2010.

Información y contacto:

Red por los Derechos Educativos y Lingüísticos
de los Pueblos Indígenas de Chile
Correo electrónico: redeibchile @ gmail.com
Dirección de Internet: http://redeibchile.blogspot.com/

Atentamente,

Portal del hispanismo.


 

#2547 De: "Eduardo Rivail Ribeiro" <kariri@...>
Data: Qui, 10 de Jun de 2010 1:30 am
Assunto: Re: lista de línguas no ISBN
eduardo_rivail
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Prezados Luis Donisete e Sebastian,

Muito obrigado por tocarem neste assunto. Para todos os que lidamos com
publicações, bancos de dados, etc. sobre línguas, um padrão de códigos
universalmente aceito seria extremamente desejável. É necessário, como diz o
Sebastian, não multiplicar desnecessariamente o número de sistemas de
abreviação. O melhor é investir na melhoria dos códigos ISO-639-3.

É uma pena, por isso, que a discussão levantada pelos colegas sul-americanistas
há alguns anos (inclusive nesta lista: http://lista.etnolinguistica.org/949),
pertinente e legítima, não tenha ido mais adiante, inclusive com soluções mais
concretas quanto ao sistema de avaliação dos códigos. Alguém saberia informar
que papel estaria sendo desempenhado hoje pela SSILA?

No caso do catálogo de línguas indígenas sul-americanas
(http://www.etnolinguistica.org/linguas), lançado recentemente, um sistema de
códigos seria o ideal para a integração dos dados. Mas, enquanto isto não
ocorre, tentamos usar "tags" de maneira consistente. Isto não impede que usemos
os códigos ISO-639-3 futuramente, quando se tenha resolvido o impasse atual.
Mas, enquanto isto não ocorre, os usuários do site podem encontrar informações
usando termos de busca diversos:

http://www.etnolinguistica.org/faq:5

Eu gostaria de fazer, aproveitando a ocasião, uma pequena correção. O catálogo
não é uma wiki. É uma iniciativa mantida pela comunidade de pesquisadores
("peer-maintained", digamos). Como webmasters do site, Marcelo e eu somos
editores (num sentido mais técnico), mas as decisões mais importantes são
tomadas com a ajuda de um conselho consultivo constituído por especialistas em
diversas famílias do continente:

http://www.etnolinguistica.org/catalogo:advisors

Mas tudo começa com a colaboração direta de especialistas nas diversas línguas. 
A principal característica do catálogo é sua interatividade: as informações lá
fornecidas são devidamente contextualizadas e qualquer especialista pode
contribuir com informações e correções.  Aos que ainda não o fizeram, convido
que dêem uma olhada nas fichas já preenchidas para terem uma idéia das
características do catálogo:

http://www.etnolinguistica.org/catalogo:preenchidas

Enfim, fico contente que vocês tenham tocado neste assunto e que o Sebastian
tenha sugerido este espaço como um fórum de discussão. Torço para que esta troca
de idéias continue.

Abraços,

Eduardo

--- Em etnolinguistica@..., "Luis Donisete Grupioni"
<grupioni@...> escreveu
>
> Olá, Sebastian
> Gostei muito de suas ponderações.
> De fato, retratar a diversidade cultural e linguística dos povos indígenas no
Brasil continua um eterno quebra-cabeça, com peças de formato e textura
desiguais, cujos dados são sempre incompletos, provenientes de diferentes fontes
e originados a partir de metodologias diversas. Mas penso que é fundamental
avançarmos em deifinições e padronizações que exigem consensos e discussões.
> A Lista que enviei encontra-se:
> no site da Biblioteca Nacional (www.bn.br)
> na Agência Brasileira do ISBN (http://www.bn.br/portal/index.jsp?nu_pagina=26)
> na tabela de idiomas (http://www.bn.br/portal/index.jsp?nu_pagina=42)
> abç
> Luis Donisete
>   ----- Original Message -----
>   From: Sebastian Drude
>   To: etnolinguistica@...
>   Cc: Susana Martelleti Grillo Guimaraes ; José Carlos Levinho ; Márcia
Santanna - Iphan
>   Sent: Friday, May 14, 2010 2:22 PM
>   Subject: Re: [etnolinguistica] lista de línguas no ISBN
>
>
>
>
>   Sim, caro Luis Donisete,
>
>
>   esta lista parece meio estranha.  Onde exatamente você a conseguiu?
>
>   Provavelmente ela se desenvolveu independentemente, a parte das tentativas
de padronizar códigos para as línguas do mundo, mesmo que em parte use os mesmos
códigos que o padrão internacional (ISO 639, em particular 639-3) em surgimento
e em processo de definição.
>
>   http://www.ethnologue.com/codes/LanguageCodes.tab
>
>   O mais óbvio seria, a primeira vista, recomendar para o ISBN e a biblioteca
nacional que aderam a este padrão internacional.
>
>   Este padrão, porém, tem vários problemas.  Mesmo sendo bem mais adequada e
competa do que a lista que você anexou, não representa, ou não representa
corretamente, várias línguas brasileiras, e de outro lado inclue diversos
dialetos ou nomes de grupos étnicos como línguas distinctas que não são assim
consideradas pelos especialistas que as estudam.
>
>   Porém, enquanto este padrão continuar sendo administrado pelo SIL
International, organização missionária cristã, muitos especialistas não vão
colaborar para melhorar a lista (não só no Brasil, mas também em outras partes
do mundo, por exemplo em paises de religião predominantemente muçulmana).
>
>   Tem cada vez mais lingüistas interessados na estandardização de códigos para
as línguas do mundo que entendem que não cabe a uma organização missionária ser
o curador de um padrão interacional desta importância, e que propõem que se
formam, em vez, comités nacionais ou regionais de especialistas amplamente
reconhecidos para propor uma revisão desta lista, e para permanentemente se
responsabilizar a serem guardiões deste padrão (sempre vão surgir dúvidas,
propostas para alterações, e, no Brasil em particular, onde temos dezenas de
grupos não-contatados, novas línguas).
>
>   Existem sim boas listas de línguas, por exemplo no "UNESCO Atlas of the
World's Languages in Danger", ou nos "Language situation reports" sobre paises
individuais da "Encyclopedia of Language & Linguistics", da editora Elsevier
(Oxford).  Estas listas, contudo, não propõem abreviações padronizadas.
>
>   É fundamental que não se criem cada vez mais padrões paralelos.  Por isso
creio que não seja vantajoso simplesmente melhorar a lista so ISBN e/ou da
biblioteca nacional e tentar manter mais um padrão atualizado.
>
>   Creio que seja fundamental que seja qual for o procedimento estabelecido
para gerenciar esta lista, e seja quem for que compõe um grêmio relacionado a
isto, que tenha(m) o reconhecimento pela grande maioria da comunidade científica
e, no Brasil, indigenista e indígena que se interessa por esta questão.
>
>   Por estas razões, acredito que esta lista é um bom forum para começar pensar
sobre esta questão.
>
>   A recente iniciativa de criar um WIKI para as línguas das terras baixas,
desta lista, é um passo na direção certa, me parece. Resta oficializar isto e
estabelecer um vínculo definido com os padrões existentes e em vias de
elaboração.  Uma vez chegado a um consenso nacional ou regional, podemos-nos
aproximar à organização ISO e fazer uma proposta de como gerenciar os códigos da
nossa área.
>
>   Provavelmente seria bom iniciar esta discussão nesta lista, e possivelmente
formar um grupo de trabalho de voluntários interessados que continua discutindo
esta questão.  Eu estou de qualquer forma interessado (em outros contextos,
venho a me preocupar com esta questão já tem alguns anos).
>
>   Cordialmente,
>   Sebastian Drude
>
>
>
>
>
>     Prezados
>     Estava solicitando o número de ISBN para dois livros de alfabetização em
língua kaxuyana e outro em tiriyó, que o Iepé está editando, quando me deparei
com lista de idiomas do ISBN. Trata-se, como podem ver abaixo, de uma lista no
mínimo estranha, dificil de entender o critério do que é reconhecido e do que
fica fora. No meu caso optei pelo genérico (indígena), embora tenha encontrado
algumas línguas indígenas nomeadas e já incorporadas.
>     Não seria o caso de se tentar uma ação / interlocução com a biblioteca
nacional para termos uma lista melhorada, que desse mais evidência às línguas
indígenas presentes no Brasil.
>     Vejam abaixo a lista do ISBN.
>     abç
>     Luis Donisete
>
>     +++++++++++++++++++++++
>     Tabela de Idiomas
>     TABELA DE IDIOMAS
>     ACH - ACHOLI
>     AFA - AFRO-ASIATICO, GRUPO
>     AFH - AFRIBILI
>     AFR - AFRICANER, AFRIKAANS
>     AJM - ALJAMIA
>     AKK - ASSIRIO-BABILONICO USE ACADIANO
>     AKY - ACADIANO, ACADICO
>     ALB - ALBANES
>     ALE - ALEUTE
>     ALG - ALGONQUINO
>     AMH - AMARICO
>     ANG - ANGLO-SAXAO
>     APA - APACHE
>     ARA - ARABE, ARABICO
>     ARC - ARAMAICO
>     ARM - ARMENIO
>     ARN - ARAUCANO
>     ARP - ARAPHOE
>     ARW - ARUAQUE
>     ASM - ASSAMES
>     AVA - AVAR
>     AVE - AVESTICO
>     AWA - AWADHI
>     AYM - AIMARA
>     AZE - AZERBAIDJANO
>     BA - BELUCHI USE BALUCHI
>     BAK - BASHQUIR
>     BAL - BALUCHI
>     BAM - BAMBARA
>     BAQ - BASCO
>     BAT - BALTICO GRUPO
>     BEJ - BADJA USE BEJA
>     BEL - BELO-RUSSO
>     BEM - BEMBA
>     BEN - BENGALI
>     BER - BERBERE, GRUPO
>     BHO - BHOJPURI
>     BLA - BLACKFOOT
>     BRA - BRAJ
>     BRE - AMORICANO USE BRETAO
>     BUL - BULGARO
>     BUR - BIRMANES
>     CAD - CADDO
>     CAI - LINGUAS INDIGENAS DA AMERICA CENTRAL,GRU
>     CAM - CAMBODJIANO USE CMER
>     CAR - CARAIBA
>     CAT - CATALAO
>     CAU - CAUCASIANO, GRUPO
>     CEL - CELTA, GRUPO
>     CHB - CHIBCHA
>     CHE - CHECHEN
>     CHI - CHINES
>     CHN - CHINOOK
>     CHO - CHOCTAW
>     CHR - CHEROKEE
>     CHU - ESLAVO ECLESIASTICO ANTIGO
>     CHV - TCHUVACHE
>     CHY - CHEYENNE
>     COP - COPTA
>     COR - CORNICO
>     CRE - CREE
>     CRP - CRIOLO
>     CUS - CUCHITICO, GRUPO
>     CZE - TCHECO-ESLOVACO
>     DAK - DACOTA
>     DAN - DINARMAQUES
>     DEL - DELAWARE
>     DIN - DINCA
>     DOI - DOGRI
>     DRA - DRAVIDDICO, GRUPO
>     DUA - DUALA
>     DUM - HOLANDES MEDIO
>     DUT - FLAMENGO USE HOLANDAES
>     EFI - EFIQUE
>     EGY - EGIPCIO
>     ELX - ELAMITA
>     ENG - INGLES
>     ENM - INGLES MEDIO
>     ESK - ESQUIMO
>     ESP - ESPERANTO
>     EST - ESTONIANO
>     ETH - ETIOPICO
>     EWE - EUE
>     FAN - FANGUE
>     FAR - FEROICO
>     FIN - FINLANDES
>     FIU - FINO-UGRICO, GRUPO
>     FON - FON
>     FRE - FRANCES
>     FRI - FRISAO
>     FRM - FRANCES MEDIO
>     FRO - FRANCES ANTIGO
>     GA - GAA
>     GAE - ESCOCES USE GAELICO
>     GAL - GALA
>     GEM - ESCOCES MEDIO USE GERMANICO, GRUPO
>     GEO - GEROGIANO
>     GER - ALEMAO
>     GMH - ALTO-ALEMAO MEDIO
>     GOH - ALTO-ALEMAO ANTIGO
>     GON - GONDI
>     GOT - GOTICO
>     GRC - GREGO ANTIGO USE GREGO CLASSICO
>     GRE - GREGO MODERNO
>     GUA - GUARANI
>     HAU - HAUSSA
>     HAW - HAVAIANO
>     HEB - HEBRAICO
>     HER - HERERO
>     HIM - HIMACHALI
>     HIN - HINDI
>     HUN - HUNGARO
>     HUP - HUPA
>     IBO - IGBO
>     ICE - ISLANDES
>     ILO - ILOCANO
>     INC - INDICO, GRUPO
>     IND - INDONESIO
>     INE - INDO-EUROPEU, GRUPO
>     INT - INTERLINGUA
>     IRA - IRANIANO, GRUPO
>     IRI - ERSE USE IRLANDES
>     IRO - IROQUES
>     ITA - ITALIANO
>     JAV - JAVANES
>     JPN - JAPONES (LINGUAS E DIALETOS)
>     JPR - JUDEU-PERSA
>     JRB - JUDEU-ARABE
>     KAA - CARACALPAQUE
>     KAC - CACHIM
>     KAM - CAMBA
>     KAN - CANADA, CAMARES
>     KAR - CAREM
>     KAS - CACHEMIRIANO
>     KAU - CAMURI
>     KAZ - CASAQUE
>     KIK - QUICUIU
>     KIN - QUINIARUANDA
>     KIR - QUIRQUIZ
>     KNO - SACA USE COTANES
>     KO - COTANES
>     KOK - CONCANI
>     KON - CONGO
>     KOR - COREANO (LINGUAS E DIALETOS)
>     KPE - GUERZE
>     KRO - CRU
>     KRU - CURUCO
>     KUR - CURDO
>     LAD - JUDEU-ESPANHOL USE LADINO
>     LAH - LANDA
>     LAM - LAMBA
>     LAO - LAOSIANO
>     LAP - LAPAO
>     LAT - LATIM
>     LAV - LETAO
>     LIT - LITUANO
>     LOL - LOLO
>     LUB - LUBA
>     LUG - GANDA USE LUGANDA
>     LUI - LUISENHO
>     MAC - MACEDONIO
>     MAG - MAGAHI
>     MAI - MAITAILI
>     MAL - MALAIALA
>     MAN - MANDINGO
>     MAO - MAORI
>     MAP - CAUI USE MALAIO-POLINESIO, GRUPO
>     MAR - MARATI, MARATA
>     MAS - MASSAI
>     MAY - MALAIO
>     MEM - MENDE
>     MIC - MICMAC
>     MIS - AINO USE DIVERSOS
>     MLA - MALGAXE
>     MLT - MALTES
>     MNO - MANOBO
>     MOH - MOHAWK
>     MOL - MOLDAVIO
>     MON - MONGOL
>     MOS - MOLE USE MOSSI
>     MUL - MULTILINGUA
>     MUS - CREEK USE MUSKOGEE
>     MWR - MARWARI
>     MYN - CHORTI USE MAIA
>     NAH - ASTECA USE NAUATALA
>     NAI - LINGUAS INDIGENAS DA AMERICA DO NORTE,GR
>     NAO - NAO INFORMADO
>     NAV - NAVAHO
>     NEP - NEPALI
>     NEW - NEUARI
>     NIC - NIGER-CONGO
>     NOR - NORUEGUES
>     NSO - SOTO DO NORTE
>     NUB - NUBIO
>     NYA - CHEWA USE NIANJA
>     NYM - NYAMWEZI
>     NYO - NIORO, GRUPO
>     OJI - CHIPPEWA USE OJIBWA
>     ORI - ORIA
>     OSA - OSAGE
>     OSS - OSSETO
>     OTA - OSMANLI USE TURCO-OTOMANO
>     OTO - OTOMIANO
>     OUT - OUTROS
>     PAA - PAPUA-AUSTRALIANO, GRUPO
>     PAL - PALAVI
>     PAN - PANDJABI
>     PEO - PERSA ANTIGO
>     PER - FARSI USE PERSA
>     PLA - PALI
>     POL - POLONES
>     POR - PORTUGUES
>     PRA - PRACRITO
>     PRO - LANGUEDOC USE PROVENCAL
>     PUS - USE PUSHTO
>     QUE - QUICHUA
>     RAJ - RAJASTANI
>     ROA - ANGLO-NORMANDO USE ROMANICO GRUPO
>     ROH - LADIN USE RETICO
>     ROM - CIGANO
>     RUM - ROMANO
>     RUN - QUIRUNDI USE RUNDI
>     RUS - RUSSO
>     SAD - SANDAUE
>     SAG - SANGO
>     SAI - LINGUAS INDIGENAS DA AMERICA DO SUL, GRU
>     SAM - SAMARITANO
>     SAN - DEVANAGARI (ESCRITA) USE SANSCRITO
>     SCC - SERVIO USE SERVO-CROATA (CIRILICO)
>     SCR - CROATA USE SERVO-CROATA (LATINIO)
>     SEL - OSTIACO USE SAMOIEDO
>     SHN - CHAN
>     SHO - CHONA
>     SID - SIDAMO
>     SIT - SINO-TIBETANO, GRUPO
>     SLO - ESLOVACO
>     SLV - ESLOVENO
>     SND - SINDI
>     SNH - CINGALES
>     SOG - SOGDIANO
>     SOM - SOMALI
>     SON - SANGAI
>     SPA - CASTELHANO USE ESPANHOL
>     SRR - SERERE
>     SSA - AFRICANO DO BAIXO SAARA
>     SSO - SESOTO, GRUPO USE SOTO DO SUL
>     SUK - SUCUMA
>     SUS - SUSSU
>     SUX - SUMERIANO
>     SWA - SUAILI
>     SWE - SUECO
>     SYR - SIRIACO
>     TAG - FILIPINO USE TAGALO
>     TAJ - TADJIQUE
>     TAM - TAMIL
>     TAR - TARTARO
>     TEL - TELUGO
>     TEM - TEMNE
>     TER - TERENO
>     THA - SIAMES USE TAI
>     TIB - TIBETANO
>     TIG - TIGRE
>     TIR - TIGRINA
>     TSI - TCHINCHIANO
>     TSW - SETCHUANA USE TCHUANA
>     TUK - TURCOMANO
>     TUR - TURCO
>     TUT - TURCO-TARTARO, GRUPO
>     TWI - TUI
>     UGA - UGARITICO
>     UIG - UIGUR
>     UKR - UCRANIANO
>     UMB - QUIMBUNDO
>     UND - INDETERMINADO
>     URD - HINDUSTANI (ARABICO) USE URDU
>     UZB - USBEQUE
>     VIE - ANAMES USE VIETNAMES
>     VOT - VOTIACO
>     WAL - WALAMO
>     WAS - WASHO
>     WEL - GALES
>     WEN - WENDIC
>     WOL - WOLOF
>     XHO - CAFIR USE XOSA
>     YAO - IAO
>     YID - IDICHE
>     YOR - IORUBA
>     ZAP - ZAPOTECO
>     ZEN - ZENAGA
>     ZUL - ZULU
>     ZUN - ZUNI
>     NIF - NAO INFORMADO
>     SPN - ESPANHOL
>     GRC - GREGO CLASSICO
>     SCT - SÂNSCRITO
>     YOU - YORUBA (NAGO)
>     MDR - MANDARIM
>     KRN - KOREANO
>     KAI - KAINGANG
>     IND - INDIGENA
>     KNM - KANAMARI
>     LIB - LIBRAS
>
>
>
>
>   --
>   | Sebastian Drude (Linguist)
>   | Sebastian.Drude@...
>   | http://www.germanistik.fu-berlin.de/il/pers/drude-en.html
>   !! PLEASE DO NOT USE Sebastian.Drude@... or sebadru@... ANY MORE!!
>

#2548 De: Emerson José Silveira da Costa <emerson.costa@...>
Data: Sex, 11 de Jun de 2010 4:39 pm
Assunto: Livro sobre nheengatu
ensjo
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Tenho o livro do Luiz Sympson, "Grammatica da Lingua Brasileira", mas
gostaria de algo mais atualizado.

Gostaria de referências sobre o livro:

CASASNOVAS, Afonso. Noções de língua geral ou Nheengatu. São Gabriel
da Cachoeira : Diocese de São Gabriel da Cachoeira, 2000. 183 p.
(9788574012049)

Alguém o conhece? Vale a pena adquirir? Onde se pode adquirir? Ou está
disponível em HTML ou PDF em algum lugar?

Ou alguém recomenda algum outro livro?

Kûekatu.

--
Emerson José Silveira da Costa
http://tupi.wikispaces.com

#2549 De: "aline.cruz" <aline.cruz@...>
Data: Ter, 15 de Jun de 2010 4:11 pm
Assunto: Re: Livro sobre nheengatu
aline.cruz@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Caro Emerson,

 

Das últimas vezes que estive em Manaus, a gramática de Casasnovas podia ser encontrada em livrarias (especialmente aquela que se encontra em frente ao museu antropológico). Também podia ser adquirida na loja de artesanato Wariró em São Gabriel da Cachoeira.

 A gramática foi escrita por um padre, sem formação em lingüística, quando o mesmo vivia na comunidade de Assunção do Içana. O ponto forte é a coleção de textos, entre as páginas 64 e 101, com tradução justalinear (mas sem glosa). O autor também disponibiliza um vocabulário entre as páginas 102 a 152.

Quanto à parte gramatical, o autor impõe análises baseada na tradução, mas que não se justificam em termos de estrutura interna. Por exemplo, chama de ‘verbo’ a partícula de reportativo ‘paa’; considera como sufixo de plural ‘ita’, cuja função é apresentar a idéia de “muitos†e de forma alguma é obrigatória, etc. De fato, para a análise gramatical do Nheengatú, acredito que vale mais a pena consultar textos escritos por linguistas. Para fonologia, Borges (1991). Já para esquemas gramaticais, vale a pena consultar Moore, Facundes & Pires (1993) e Taylor (1985). Um dicionário moderno do Nheengatú foi escrito por Grenand & Ferreira, mas não se compara ao dicionário de Stradelli (1929) que continua sendo a obra mais completa sobre a língua.

Além dessas obras já publicadas, o professor Gerald Taylor está em vias de publicação de dois artigos sobre a língua e eu estou preparando um estudo gramatical sobre a variedade falada no Rio Negro por Baré, Baniwa e Werekena. Apresentei algumas comunicações preliminares da pesquisa em eventos de linguistica, posso lhe enviar alguns dos handouts. Também há um livro sobre o processo de fabricação do bongo (canoa gigante), escrito por Werekenas falantes de Nheengatú na comunidade de Anamuim (Cordeiro, Ms).

 

Atenciosamente,

 

Aline.

 

Referências:

Trabalhos publicados:

Borges, L. C. (1991). A lingua geral amazônica: aspectos de uma fonêmica. Campinas: UNICAMP.

Grenand, F., & Ferreira, E. H. (1989). Pequeno Dicionário da Língua Geral. Manaus: SEDUC.

Moore, D., Facundes, S., & Pires, N. (1993). “Nheengatu (LGA), it’s history, and effects of language contactâ€. Proceedings of the Meeting of the Society for the Study of the Indigenous Languages of the Americas , 2.4, 93 – 118.

Stradelli. (1929). Vocabulário da língua geral português-nheengatu e nheengatu-português, precedidos de um esboço de grammática nheenga-umbuê-sáua. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.: , 104 (158): 9-768.

Taylor, G. (1985). “Apontamentos sobre o Nheengatu falado no rio Negro, Brasilâ€. Amérindia: revue d'ethnolinguistique amérindienne , 10, 5 -23.

 

Trabalhos ainda não publicados:

Cordeiro, Florêncio e outros. Maye yamunhã bungu - A construção do bongo. Texto e ilustrações produzidos pelos alunos da Escola Indígena Diferenciada de Anamuim, São Gabriel da Cachoeira. A ser publicada quando obtivermos ajuda. (Cf. http://alineemconexao.blogspot.com/2010/05/o-bongo-canoa-e-o-livro.html)

Cruz, A. (inédito). Fonologia e morfossintaxe do Nheengatú falado no Alto Rio Negro. [Tese de doutorado em preparação, sob orientação de Leo Wetzels; F. Queixalos e W. Adelaar]. Universidade Livre de Amsterdam.

Taylor, G. (no prelo). “O ‘caduco’ e o ‘frustrativo’ nas línguas Baniwa do Içana e Nheengatu (Alto Rio Negro, Brasil)â€.In: Eithne B. Carlin & Simon van de Kerke.  Linguistics and Archaeology in the Americas: The historization of language and society. Brill’s Studies in the Indigenous Languages of the Americas. Leiden: Brill.

 

Taylor, G. (texto escrito em francês, inédito). Nheengatu.


------------------------------------------------------
A. da Cruz
Gastpromovendus
Vrije Universiteit Amsterdam
http://www.etnolinguistica.org/perfil:94


Em 11/06/2010 13:39, Emerson José Silveira da Costa < emerson.costa@... > escreveu:
 

Tenho o livro do Luiz Sympson, "Grammatica da Lingua Brasileira", mas
gostaria de algo mais atualizado.

Gostaria de referências sobre o livro:

CASASNOVAS, Afonso. Noções de língua geral ou Nheengatu. São Gabriel
da Cachoeira : Diocese de São Gabriel da Cachoeira, 2000. 183 p.
(9788574012049)

Alguém o conhece? Vale a pena adquirir? Onde se pode adquirir? Ou está
disponível em HTML ou PDF em algum lugar?

Ou alguém recomenda algum outro livro?

Kûekatu.

--
Emerson José Silveira da Costa
http://tupi.wikispaces.com

 


#2550 De: Marilia Ferreira <ferreiramarilia@...>
Data: Ter, 15 de Jun de 2010 7:06 pm
Assunto: Chamada de artigos para Revista MOARA da UFPA
ferreiramarilia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
A revista Moara do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPA (CAPES Qualis
A2) está recebendo, até 15/09/2010, artigos na área de LINGUÍSTICA, para o
número 34, a ser publicado no final do segundo semestre de 2011.
 
Os artigos devem ser remetidos em arquivo anexado para os e-mails
mariliaferreira1@... ou sfacundes@..., de acordo com as normas da
revista expressas em "Normas para publicação". Os artigos que chegarem no
prazo estabelecido acima e que obedecerem às normas para publicação serão
submetidos à análise do Conselho Editorial da revista.
  
Quaisquer dúvidas podem ser dirimidas por meio dos e-mails e telefones abaixo:
 
Editores do número 34:
 
Profª. Drª. Marilia de Nazaré de O. Ferreira: marilia@...

Prof. Dr. Sidney da S. Facundes: sfacundes@...
   
Curso de Mestrado em Letras da UFPA: mletras@...
 
Fone: (91) 3201-7499
 
Site http://www.ufpa.br/mletras
 
Por favor, divulguem esta chamada.

#2551 De: arissana braz <arissanapataxo@...>
Data: Ter, 15 de Jun de 2010 7:31 pm
Assunto: Enc: Guarani é oficializado como segunda língua em município do Mato Grosso do Sul
arissanapataxo
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Repassando notícias...

--- Em ter, 15/6/10, Identidade Cultural <identidadecultural@...> escreveu:

De: Identidade Cultural <identidadecultural@...>
Assunto: Guarani é oficializado como segunda língua em município do Mato Grosso do Sul
Para:
Data: Terça-feira, 15 de Junho de 2010, 10:12

Culturas Indígenas

Guarani é oficializado como segunda língua em município do Mato Grosso do Sul

O guarani é a segunda língua oficial do município de Tacuru, no Mato Grosso do Sul. O município é o segundo do país a adotar um idioma indígena como língua oficial, depois da sanção, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 de maio, do Projeto de lei que oficializa a língua guarani em Tacuru. Com a nova lei, os serviços públicos básicos na área de saúde e as campanhas de prevenção de doenças neste município devem, a partir de agora, prestar informações em guarani e em português.

O primeiro município do Brasil a adotar idioma indígena como língua oficial, além do português, foi São Gabriel da Cachoeira, localizado no extremo norte do Amazonas. Além do português, São Gabriel tem três línguas indígenas oficiais: o Nheengatu, o Tukano e o Baniwa.

Em Tacuru, pequeno município no cone sul do estado do Mato Grosso do Sul, próximo ao Paraguai formado por uma população de 9.554 habitantes, segundo estimativa do IBGE de 2009, 30% de seus habitantes são guarani residentes na aldeia de Jaguapiré, situada no município. A maioria dos 3.245 indígenas de Tacuru não é bilíngue, ou seja, fala somente o Guarani o que dificulta o acesso aos serviços públicos mais essenciais.

Com a nova lei, a Prefeitura de Tacuru se compromete a apoiar e a incentivar o ensino da língua guarani nas escolas e nos meios de comunicação do município. A lei estabelece também que nenhuma pessoa poderá ser discriminada em razão da língua oficial falada, devendo ser respeitada e valorizada as variedades da língua guarani, como o kaiowá, o ñandeva e o mbya.

O Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul (MPF-MS) elogiou a aprovação da medida e argumentou que o Brasil é multiétnico e que o português não pode ser considerado a única língua utilizada no país.  O MPF lembrou que o Brasil é signatário do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, que determina que, nos Estados onde haja minorias étnicas ou linguísticas, pessoas pertencentes a esses grupos não poderão ser privadas de usar sua própria língua.

A Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os Povos Indígenas e Tribais determina, dentre outras coisas, que deverão ser adotadas medidas para garantir que os membros das minorias étnicas possam compreender e se fazer compreender em procedimentos legais, facilitando para eles, se for necessário, intérpretes ou outros meios eficazes.

Em Paranhos, também no Mato Grosso do Sul, tramita um projeto de lei semelhante ao aprovado em Tacuru, que propõe a oficialização do idioma guarani como segunda língua do município. Em Paranhos existem 4.250 indígenas guarani. Em todo o estado do Mato Grosso do Sul são 68.824 indígenas, divididos em 75 aldeias.

Para o secretário da Identidade e Diversidade Cultural/MinC, Américo Córdula, a oficialização da língua guarani em mais um município brasileiro vai de encontro à política cultural desenvolvida pelo Ministério da Cultura de proteção e proteção dos saberes tradicionais dos povos indígenas.

No mês de fevereiro (de 2 a 5), a SID/MinC realizou, juntamente com a Itaipu Binacional, o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul - Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa que reuniu cerca de 800 índios da etnia do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina, em Diamante Dâ€Oeste, no Paraná, para discutir formas de fortalecer o intercâmbio cultural entre as comunidades dos quatro países.

“Temos no Brasil uma comunidade de aproximadamente um milhão de indígenas, formada por 270 povos diferentes, falantes de mais de 180 línguasâ€, informa Córdula. Segundo ele, a população indígena brasileira é detentora de uma grande diversidade cultural, que deve ser protegida por seu caráter formador da nacionalidade brasileira. Com esse objetivo, a SID/MinC já realizou dois prêmios culturais (2006 e 2007) voltados para as comunidades tradicionais indígenas. Foram investidos R$ 3,6 milhões para a premiação de 182 projetos em todo o Brasil.

Este ano, no mês de março, foi criado o primeiro Colegiado de Culturas Indígenas, formado por 15 titulares e 15 suplentes representantes do segmento. No último dia 1º, foi eleito o conselheiro do Colegiado para o Plenário do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC).

Maria das Dores do Prado, da etnia Pankararu, foi escolhida para defender, junto ao CNPC, as políticas públicas voltadas para a valorização da cultura de todas as comunidades indígenas brasileiras. Um das reivindicações defendidas pelo segmento durante a Conferência Nacional de Cultural, realizada em março, quando se deu a eleição do Colegiado, é a manutenção de todas as línguas nativas.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

 

 

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#2552 De: Renato Athias <renato.athias@...>
Data: Qua, 16 de Jun de 2010 12:43 am
Assunto: Re: Livro sobre nheengatu
renatoathias
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Aline, legal, vi o teu blog. Fiquei super alegre com essa publicação do Prof. Florêncio. Parabéns!!!

Renato


Em 15 de junho de 2010 13:11, aline.cruz <aline.cruz@...> escreveu:
 

Caro Emerson,

 

Das últimas vezes que estive em Manaus, a gramática de Casasnovas podia ser encontrada em livrarias (especialmente aquela que se encontra em frente ao museu antropológico). Também podia ser adquirida na loja de artesanato Wariró em São Gabriel da Cachoeira.

 A gramática foi escrita por um padre, sem formação em lingüística, quando o mesmo vivia na comunidade de Assunção do Içana. O ponto forte é a coleção de textos, entre as páginas 64 e 101, com tradução justalinear (mas sem glosa). O autor também disponibiliza um vocabulário entre as páginas 102 a 152.

Quanto à parte gramatical, o autor impõe análises baseada na tradução, mas que não se justificam em termos de estrutura interna. Por exemplo, chama de ‘verbo’ a partícula de reportativo ‘paa’; considera como sufixo de plural ‘ita’, cuja função é apresentar a idéia de “muitos” e de forma alguma é obrigatória, etc. De fato, para a análise gramatical do Nheengatú, acredito que vale mais a pena consultar textos escritos por linguistas. Para fonologia, Borges (1991). Já para esquemas gramaticais, vale a pena consultar Moore, Facundes & Pires (1993) e Taylor (1985). Um dicionário moderno do Nheengatú foi escrito por Grenand & Ferreira, mas não se compara ao dicionário de Stradelli (1929) que continua sendo a obra mais completa sobre a língua.

Além dessas obras já publicadas, o professor Gerald Taylor está em vias de publicação de dois artigos sobre a língua e eu estou preparando um estudo gramatical sobre a variedade falada no Rio Negro por Baré, Baniwa e Werekena. Apresentei algumas comunicações preliminares da pesquisa em eventos de linguistica, posso lhe enviar alguns dos handouts. Também há um livro sobre o processo de fabricação do bongo (canoa gigante), escrito por Werekenas falantes de Nheengatú na comunidade de Anamuim (Cordeiro, Ms).

 

Atenciosamente,

 

Aline.

 

Referências:

Trabalhos publicados:

Borges, L. C. (1991). A lingua geral amazônica: aspectos de uma fonêmica. Campinas: UNICAMP.

Grenand, F., & Ferreira, E. H. (1989). Pequeno Dicionário da Língua Geral. Manaus: SEDUC.

Moore, D., Facundes, S., & Pires, N. (1993). “Nheengatu (LGA), it’s history, and effects of language contact”. Proceedings of the Meeting of the Society for the Study of the Indigenous Languages of the Americas , 2.4, 93 – 118.

Stradelli. (1929). Vocabulário da língua geral português-nheengatu e nheengatu-português, precedidos de um esboço de grammática nheenga-umbuê-sáua. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.: , 104 (158): 9-768.

Taylor, G. (1985). “Apontamentos sobre o Nheengatu falado no rio Negro, Brasil”. Amérindia: revue d'ethnolinguistique amérindienne , 10, 5 -23.

 

Trabalhos ainda não publicados:

Cordeiro, Florêncio e outros. Maye yamunhã bungu - A construção do bongo. Texto e ilustrações produzidos pelos alunos da Escola Indígena Diferenciada de Anamuim, São Gabriel da Cachoeira. A ser publicada quando obtivermos ajuda. (Cf. http://alineemconexao.blogspot.com/2010/05/o-bongo-canoa-e-o-livro.html)

Cruz, A. (inédito). Fonologia e morfossintaxe do Nheengatú falado no Alto Rio Negro. [Tese de doutorado em preparação, sob orientação de Leo Wetzels; F. Queixalos e W. Adelaar]. Universidade Livre de Amsterdam.

Taylor, G. (no prelo). “O caducoe o frustrativonas línguas Baniwa do Içana e Nheengatu (Alto Rio Negro, Brasil)”.In: Eithne B. Carlin & Simon van de Kerke.  Linguistics and Archaeology in the Americas: The historization of language and society. Brill’s Studies in the Indigenous Languages of the Americas. Leiden: Brill.

 

Taylor, G. (texto escrito em francês, inédito). Nheengatu.


------------------------------------------------------
A. da Cruz
Gastpromovendus
Vrije Universiteit Amsterdam
http://www.etnolinguistica.org/perfil:94


Em 11/06/2010 13:39, Emerson José Silveira da Costa < emerson.costa@... > escreveu:
 

Tenho o livro do Luiz Sympson, "Grammatica da Lingua Brasileira", mas
gostaria de algo mais atualizado.

Gostaria de referências sobre o livro:

CASASNOVAS, Afonso. Noções de língua geral ou Nheengatu. São Gabriel
da Cachoeira : Diocese de São Gabriel da Cachoeira, 2000. 183 p.
(9788574012049)

Alguém o conhece? Vale a pena adquirir? Onde se pode adquirir? Ou está
disponível em HTML ou PDF em algum lugar?

Ou alguém recomenda algum outro livro?

Kûekatu.

--
Emerson José Silveira da Costa
http://tupi.wikispaces.com

 




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Renato Athias

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#2553 De: "Wilmar R. D'Angelis" <dangelis@...>
Data: Qua, 16 de Jun de 2010 11:56 pm
Assunto: Carta de Dourados
wdangelis
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Colegas da lista

realizamos, na última semana de maio, o VIII Encontro sobre Leitura e
Escrita em Sociedades Indígenas, na UFGD, em Dourados, reunindo mais de
250 participantes, indígenas e não indígenas, educadores e consultores de
programas de educação escolar indígena e de formação de professores
índios.
Nesse encontro foi redigida, amplamente discutida e aprovada uma
declaração final, apontando rumos para correção e melhoria das políticas
públicas a respeito da educação escolar indígena, consignadas no que
chamamos "Carta de Dourados". A pedido dos participantes, disponibilizo-a
(abaixo) a íntegra daquele documento aos integrantes dessa lista, muitos
dos quais envolvidos em iniciativas nessa área.
Atenciosamente

Wilmar R. D'Angelis
co-Coordenador do VIII ELESI

---------------------------------------------------------------------------
VIII ENCONTRO SOBRE LEITURA E ESCRITA EM SOCIEDADES INDÍGENAS

CARTA DE DOURADOS


Os professores indígenas representantes dos povos Marubo, Kaingang,
Ticuna, Pataxó, Munduruku, Xerente, Guarani Mbya, Guarani Kaiowá, Guarani
Nhandeva, Tupi-Guaraní, Umutina, Kaxinauwá e Terena, participantes do VIII
ENCONTRO SOBRE LEITURA E ESCRITA NAS SOCIEDADES INDÍGENAS, realizado na
cidade de Dourados no período de 24 a 28 de maio de 2010, considerando:

- A trajetória histórica dos Encontros sobre Leitura e Escrita como espaço
de discussão, de intercâmbio, de construção de alternativas para as
práticas pedagógicas da educação escolar indígena e sua grande
contribuição na definição e consolidação de diretrizes da educação
diferenciada dos povos indígenas;

- As dificuldades e os desafios enfrentados pelas escolas indígenas,
apesar dos avanços da legislação que garante o direito à autonomia das
escolas e dos processos educativos próprios e  a constante luta dos povos;

- A persistência de políticas de educação em muitos munícipios e estados
que não respeitam os direitos assegurados na legislação, os interesses e
as iniciativas das comunidades indígenas;

- A situação de negligência e abandono que predomina em muitas estados e
municipios onde permanecem a falta de condições de funcionamento das
escolas, a falta de  material didático apropriado, o desrespeito aos
professores, aos processos próprios de aprendizagem, e as decisões das
comunidades;

- A falta de divulgação nas comunidades e nas escolas indígenas do
Documento Final da I Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, e
a necessidade de que o MEC realize os encaminhamentos necessários para
atender as principais deliberações aprovadas pelos povos indígenas;

Reivindicam:

1) Que o MEC agilize o processo de discussão para implantação do Sistema
Próprio de Educação dos Povos Indígenas conforme deliberação da I CONEEI,
constituindo um Grupo de Trabalho com a participação majoritária de
representantes dos Povos Indígenas;

2) Que no processo de discussão do Sistema Próprio de Educação dos Povos
Indígenas sejam contemplados e incentivados os encaminhamentos sobre a
implementação da categoria professor indígena, de forma que os órgãos
responsáveis atendam as reivindicações e as especificidades dos povos de
acordo com suas realidades;

3) Que o programa de publicações do MEC e os porventura existentes nos
estados e nos municípios sejam ampliados de forma que sejam atendidas as
demandas dos povos indígenas, para diferentes formatos (livros, materiais
audiovisuais, e outros);

4) Que os Órgãos Federais promovam a divulgação e o conhecimento acerca
das experiências e das práticas pedagógicas das escolas indígenas
incentivando o registro e o intercâmbio entre as mesmas, com a publicação
de “cadernos de práticas pedagógicas indígenas”;

5) Que os Órgãos responsáveis pela educação promovam, em entendimento com
os povos indígenas, a realização de oficinas de formação sobre o uso de
tecnologias da informação aplicadas à educação escolar indígena;

6) Que seja assegurado pelas instâncias responsáveis da Educação Escolar
Indígena a realização de encontros para discussão e produção de materiais
didáticos com a realização de oficinas para produção gráfica, e a
disponibilização de equipamentos (computador, scanners, impressoras,
câmeras digitais, entre outros) para o processo de criação pelos
professores indígenas;

7) Necessária e urgente uma avaliação ampla e aberta da política de
publicações do MEC nos últimos 8 (oito) anos, e a elaboração, com
participação representativa dos alunos de todas as licenciaturas indígenas
existentes no país, de uma política de publicações transparente, com
princípios e critérios explícitos, de modo a atender as demandas dos povos
indígenas, para diferentes formatos, com financiamento público, e com
abertura a todas as parcerias de interesse indígena;

8) Que a Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena no MEC seja
ampliada, e seus representantes sejam escolhidos por Estado, com a
concordância dos povos, e que seja oferecido condições de mobilização de
seus membros para divulgarem as decisões e discutirem com as comunidades;

9) Que as formas de avaliação adotadas pelos governos estaduais,
municipais e governo Federal sobre a educação básica (a exemplo da
Provinha Brasil) não sejam aplicadas nas escolas indígenas, sendo
respeitada a legislação que garante a educação diferenciada aos povos
indígenas;

10) Que o Ministério das Comunicações, juntamente com o MEC e a FUNAI,
realize entendimentos com encaminhamentos concretos para a inclusão
digital das escolas indígenas atendendo as necessidades de valorização das
línguas maternas, as propostas político pedagógicas das escolas e os
projetos societários.

11) Que o MEC, FUNAI, universidades,  as organizações dos professores
indígenas e  as entidades preocupadas com a situação das línguas indígenas
brasileiras se articulem no sentido de realizar um encontro nacional para
discutir as políticas lingüísticas no país;

12) Enquanto não exista o Sistema Próprio de Educação Escolar Indígena,
que todos os estados brasileiros, em especial, o Estado do Mato Grosso do
Sul coloque em prática a legislação indígena vigente no país, através de
acompanhamento sistemático, respeitando os Parâmetros Curriculares
Nacional da Educação Escolar Indígena;

13) Que os governos garantam a demarcação da terras indígenas, pois sem a
mesma é impossível reproduzir a cultura e os saberes indígenas;

14) Que todas as ações do MEC referentes à educação escolar indígena sejam
deliberadas após ampla divulgação e consulta aos agentes envolvidos e
interessados, especialmente as comunidades indígenas.


Dourados-MS, 24 a 28 de maio de 2010.




--
Wilmar R. D'Angelis
Professor Doutor - Depto de Lingüística
Instituto de Estudos da Linguagem - IEL
UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas)
Estado de São Paulo - Brasil

#2554 De: Emerson José Silveira da Costa <emerson.costa@...>
Data: Qui, 17 de Jun de 2010 4:33 pm
Assunto: Re: Livro sobre nheengatu
ensjo
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Em 11 de junho de 2010 20:10, Denny Moore <moore@...> escreveu:
Caro Emerson,

Em anexo está um artigo sobre nheengatu, de 1993.

Nheengatu (Língua Geral Amazônica), its History, and the Effects of Language Contact.  Moore, Denny, Sidney Facundes e Nádia Pires.  Survey of California and other Indian Languages, Report 8, Proceedings of the Meeting of the Society for the Study of the Indigenous Languages of the Americas, July 2-4, 1993 and the Hokan-Penutian Workshop, July 3, 1993, Columbus, Ohio, pp. 93-118.  Volume ed. por Margaret Langdon, série ed. por Leanne Hinton.

Abraços,

Denny

Muito obrigado pelo PDF, Denny. Na verdade eu já conhecia esse texto, ele está disponível no etnolinguística.orghttp://biblio.etnolinguistica.org/moore_1993_nheengatu —, mas é muito melhor tê-lo como texto (126Kb), tal como me mandaste, do que como imagens escaneadas das páginas (1.166Kb).

A descrição dos vários padrões de frases do nheengatu moderno é muito útil. Falta porém vocabulário para operar a língua. Não que não haja bastante material léxico por aí, mas a maioria é desatualizada e não usa uma ortografia consistente, ou que seja clara para quem não tem acesso à língua in loco ("i" e "u" que não sabemos se são vogais ou semivogais, por exemplo).

A propósito... na ortografia de teu artigo eu vejo que se usa "y" e "w" no início das sílabas, mas "i" (e talvez "u", mas não achei exemplos disso no texto) no final. Como não tenho formação linguística, fico curioso sobre o critério que determina a grafia "putái" em vez de "putáy", por exemplo.


Em 15 de junho de 2010 13:11, aline.cruz <aline.cruz@...> escreveu:

Das últimas vezes que estive em Manaus, a gramática de Casasnovas podia ser encontrada em livrarias (especialmente aquela que se encontra em frente ao museu antropológico). Também podia ser adquirida na loja de artesanato Wariró em São Gabriel da Cachoeira.

Olá, Aline. Minha esposa tem parentes em Manaus. Pode ser um jeito de obter. Mas procurando por "museu antropológico manaus" no Google não achei nenhuma referência óbvia. Mas encontrei referências a um Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas: http://www.museuamazonico.ufam.edu.br/ . É este?

A gramática foi escrita por um padre, sem formação em lingüística, quando o mesmo vivia na comunidade de Assunção do Içana. O ponto forte é a coleção de textos, entre as páginas 64 e 101, com tradução justalinear (mas sem glosa). O autor também disponibiliza um vocabulário entre as páginas 102 a 152.

A língua em uso e léxico moderno, que bom. :-) E que tal a grafia que ele adota?

Quanto à parte gramatical, o autor impõe análises baseada na tradução, mas que não se justificam em termos de estrutura interna. Por exemplo, chama de ‘verbo’ a partícula de reportativo ‘paa’; considera como sufixo de plural ‘ita’, cuja função é apresentar a idéia de “muitos” e de forma alguma é obrigatória, etc. De fato, para a análise gramatical do Nheengatú, acredito que vale mais a pena consultar textos escritos por linguistas. Para fonologia, Borges (1991). Já para esquemas gramaticais, vale a pena consultar Moore, Facundes & Pires (1993) e Taylor (1985). Um dicionário moderno do Nheengatú foi escrito por Grenand & Ferreira, mas não se compara ao dicionário de Stradelli (1929) que continua sendo a obra mais completa sobre a língua.

Aí volta o meu problema: Como obter (cópias d)esses trabalhos, morando aqui em Belém?

Além dessas obras já publicadas, o professor Gerald Taylor está em vias de publicação de dois artigos sobre a língua e eu estou preparando um estudo gramatical sobre a variedade falada no Rio Negro por Baré, Baniwa e Werekena. Apresentei algumas comunicações preliminares da pesquisa em eventos de linguistica, posso lhe enviar alguns dos handouts.

Aceito de bom grado. :-)

Também há um livro sobre o processo de fabricação do bongo (canoa gigante), escrito por Werekenas falantes de Nheengatú na comunidade de Anamuim (Cordeiro, Ms).

"Como fazemos o bongo". Legal. Eis aí uma obra na qual que gostaria de pôr as mãos quando saísse...

--
P.S.: Para vocês que estudam a língua formalmente, Denny e Aline e quem mais estiver lendo, provavelmente vocês já conhecem, mas há um texto moderno relativamente longo na língua no próprio sítio da Etnolinguística. É uma tese de mestrado sobre o Baníwa em que o autor incluiu, depois do texto principal em português, uma tradução em nheengatu, ao longo de 44 páginas:

Melgueiro, Edilson Martins. 2009
Sobre a natureza, expressão formal e escopo da classificação lingüística das entidades na concepção do mundo dos Baníwa. Orientação: Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, Aryon Dall'Igna Rodrigues. Mestrado, UnB.

Pode compor o "corpus" de algum trabalho futuro.

-- 
Emerson José Silveira da Costa
http://tupi.wikispaces.com

#2555 De: Marilia Ferreira <ferreiramarilia@...>
Data: Sex, 18 de Jun de 2010 1:56 am
Assunto: Inscrições na XXIII Jornada Nacional de Estudos Linguísticos - LEMBRETE
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A XXIII JORNADA NACIONAL DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS a ser realizada no período de 06 a 09 de setembro de 2010, na Universidade Federal do Piauí, em Teresina, tem como proposta criar um espaço para debates, reflexões e divulgação de idéias e de trabalhos que compõem as diversas linhas de pesquisa da Ciência da Linguagem. Este espaço será constituído por grupos temáticos (GTs), sessões de pôsteres, minicursos bem como conferências e debates  proferidos por renomados pesquisadores do Brasil e do Exterior.

Descrição e análises de línguas indígenas
Coordenador: Profª. Dra. Marília Ferreira (UFPA)
Vice-Coordenador: Profª. Dra. Stella Telles (UFPE)

Maiores informações no site: www.gelne.org.br



Profa. Dra. Marília Ferreira
Instituto de Letras e Comunicação - Faculdade de Letras
Laboratório de Ciências da Linguagem
Cidade Universitária Professor José da Silveira Netto
Rua Augusto Corrêa, 01 - Guamá
66.075-900 Belém (PA)
Fone/Fax: (91) 3201.8016
E-mail: marilia@... ou mariliaferreira@...
Homepage: www.ufpa.br/mletras

 

#2556 De: Marilia Ferreira <ferreiramarilia@...>
Data: Sex, 18 de Jun de 2010 1:47 pm
Assunto: LEMBRETE - Envio de resumos GELNE
ferreiramarilia
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           Prezados
 
                Gostaria de lembrá-los que
 
                "As inscrições para submissão de trabalhos (GT e Pôster) deverão ocorrer no período de 23 de abril a 21 de junho. Só poderão apresentar trabalho os sócios do GELNE que estiverem com a anuidade atualizada. Quem não for sócio, deverá associar-se no ato da inscrição."
 
   Cordialmente,
 
   Marília Ferreira

 

#2557 De: "Etnolinguistica.Org (Admin)" <site@...>
Data: Sex, 18 de Jun de 2010 4:44 pm
Assunto: Dissertação: Verb morphology in Paresi-Haliti (Arawak) (Brandão 2010)
etnolinguist...
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A seguinte dissertação acaba de ser incluída em nosso banco de teses e
dissertações (cortesia da autora, Ana Paula Brandão):

Brandão, Ana Paula Barros. 2010
Verb morphology in Paresi-Haliti (Arawak)
Orientação: Patience Epps
Mestrado, University of Texas at Austin
http://www.etnolinguistica.org/tese:brandao-2010

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Divulgue este recurso no Twitter:
http://twitter.com/etnolinguistica/status/16482504886

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A rede Etnolinguistica.Org (http://www.etnolinguistica.org), portal de
informações sobre línguas sul-americanas, é mantida integralmente por
voluntários. Participe!

Sugestões? Correções? Dúvidas? Entre em contato com os webmasters:
http://www.etnolinguistica.org/contato

#2558 De: "Wilmar R. D'Angelis" <dangelis@...>
Data: Seg, 21 de Jun de 2010 5:57 pm
Assunto: lançamento Língua Myky
wdangelis
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Caros colegas

Será lançado, no dia 2 de julho, na seção de lançamentos do XXV ENANPOLL,
o livro "A língua do povo Myky", de autoria da linguista Ruth Monserrat.
A obra é a primeira ampla descrição da língua Iranxe-Mỹky, língua
indígena classificada como isolada, da qual só se conheciam dois breves
trabalhos exploratórios (Holanda 1964, Meader 1967) realizados, então, com
os Iranxe. Os Mỹky constituem um ramo do povo Iranxe que permaneceu
sem contato com os não-índios até 1971. Ruth Monserrat apresenta, de modo
sintético, o sistema fonológico e o funcionamento da ortografia Mỹky
para, então, tratar detalhadamente da Morfossintaxe. Segundo a autora, “a
maior riqueza formal da língua está concentrada no verbo”, estes divididos
em “ativos, estativos e não-estativos”. A descrição da riqueza de
categorias flexionais verbais da língua ocupa boa parte da obra, mas há
também uma extensa e cuidadosa seção sobre o sistema flexional nominal. Os
exemplos são copiosos e o livro ganha, ainda, uma rica seção de textos e,
como anexo, um ótimo vocabulário.

Informação Técnica
Título da obra:     A língua do povo Mỹky
Autora: 	    Ruth Monserrat
Dados da edição:    Campinas: Ed. Curt Nimuendajú, 2010.
			 Série: Línguas Ameríndias, 1
			 Tamanho: 16 x 23 cm, 250 páginas.
			 Miolo em papel offset 90, capa em Supremo 250
		     Preço: R$ 40,00
		     ISBN :  978-85-99944-18-9

Mais informações ou pedidos com a editora (editora@...)





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Wilmar R. D'Angelis
Professor Doutor - Depto de Lingüística
Instituto de Estudos da Linguagem - IEL
UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas)
Estado de São Paulo - Brasil

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