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culturaesociedadessecretas · CULTURA E SOCIEDADES SECRETAS - MAÇONARIA, TEMPLÁRIOS, XAMANISMO, WICCA, MAGIA

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O Mistério de Marte de Graham Hancock   Lista de mensagens  
Responder Mensagem #11777 de 22274 |
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Segue um trecho do Livro "O Mistério de Marte" de Graham Hancock, Robert Bauval e John Grigsby...

Roberto

 
A Cidade e o Forte
 
Deduzindo que o criador da Face tivesse querido obter uma boa visão dela, Hoagland traçou uma linha horizontal a 90 graus do eixo vertical da estrutura. A linha o levou ao centro de quatro pequenos montes regulares formando uma cruz e envolvendo um monte central, menos definido - este, aparentemente, no meio de um grupo de dez formas geométricas piramidais. Ele deu a esse conjunto de tópicos o nome de "Cidade", e o descreveu como um arranjo visivelmente retilíneo de estruturas de grande porte, intercaladas com diversas "pirâmides" menores (algumas formando ângulos retos exatos com as estruturas maiores) e até "edifícios" cônicos menores. O conjunto mede algo como quatro por oito quilômetros - um padrão evidentemente retangular, criado por numerosos tópicos em ângulos mutuamente retos, inclusive com cantos alinhados e até "ruas" em uma direção próxima ao eixo norte-sul.
A estrutura mais oriental desse grupo foi chamada por Hoagland de "o Forte". É um tópico de arestas retas que parece consistir de dois muros imensos, cada um com 1,5 quilômetro de comprimento, ocupando o canto sudoeste e contendo um espaço interior regular, como a torre de vigia de um gigantesco castelo.
Outras descobertas se seguiriam...
 
Linhas na Paisagem
 
A descoberta seguinte de Hoagland foi o chamado "Penhasco", situado 23 quilômetros a leste da Face - ou seja, do lado oposto da Cidade. Ele percebeu que essa curiosa formação repousa sobre uma camada de material ejetado por uma cratera, sem ser tocada por esse material - o que é estranho - e em ângulo reto com ele, sugerindo que teria sido construído após a formação da cratera.
O "Penhasco", que se situa em um eixo paralelo à Face, parece ser uma meseta fina e em forma de cunha, ou uma gigantesca parede. Parece servir de pano de fundo para o perfil da Face quando esta é vista da Cidade, ao longo de uma linha que vai do "Centro da Cidade", passa pela boca da Face e segue até o centro do Penhasco.
Hoagland usou tecnologia informatizada para recriar o céu marciano e averiguar se essa linha horizontal poderia ter alguma importância astronômica. Ele descobriu que um observador posicionado no Centro da Cidade teria podido ver o sol erguer-se da boca da Face na aurora, por ocasião do solstício de verão, há cerca de 330 mil anos atrás.
 
Acesso à Cidade
 
As principais estruturas da Cidade são encontradas em um círculo ao redor da "Praça da Cidade" - que é como Hoagland chama o padrão de pequenos montes em forma de cruz. As estruturas de porte à volta dela, cada uma com o tamanho aproximado da Face, têm arestas retas e parecem ter forma piramidal. As únicas exceções são um tópico do lado oposto da Cidade em relação à Face - que é oval, como a própria Face -, e o Forte, que lembra um enorme esquadro triangular que parece ser formado por dois lados de paredes imensas fechando um espaço interior, e um terceiro lado mais elevado e irregular.
Salpicados aos pés das monstruosas pirâmides que definem a Cidade, encontramos 16 pequenos montes ovais. Não estão distribuídos segundo algum padrão imediatamente óbvio, exceto pelo Centro da Cidade com seus quatro montes dispostos em cruz. Esses montes são tão pequenos que não se consegue extrair deles qualquer detalhe, exceto sua posição e tamanho. Mesmo assim, como veremos adiante, são de importância primordial para o debate sobre as OAC.
À primeira vista, a Cidade não chama muito a atenção. Sob análise mais rigorosa, porém, um número surpreendente de características vem à tona ­características que às vezes parecem se ajustar a uma possível ordem.
O Forte, porém, é especialmente notável. Suas duas paredes monumentais são perfeitamente retas, e o vão que elas alojam é paralelo às paredes externas e tem forma regular. O vento pode ser capaz de modelar a parte externa de uma formação rochosa de inúmeras maneiras, mas que força geológica poderia escavar o interior de tal formação em conformidade tão exata com seu exterior?
 
A Colméia
 
A porção do Forte que parece mais "artificial" é seu lado ocidental. Foi lá, examinando as imagens da Viking que DiPietro e Molenaar haviam reprocessado em 1983, que Hoagland descobriu o que ele chamou de "Colméia". Essa formação peculiar parece-se com uma série de "células" cúbicas dispostas em uma configuração arquitetônica deliberada ao lado do Forte, mas isso tem sido objeto de discussão por parte de outros pesquisadores da OAC, que alegam ser apenas uma anomalia do programa de processamento
O McDaniel Report apresenta uma opinião equilibrada:
 
Os resultados obtidos por Carlotto com a fotoclinometria e os realces por computador não revelam a estrutura celular vista nas imagens tratadas pelo processo SPIT. No entanto, revelam uma série de faixas regulares, como terraços, no canto sudoeste do Forte, na área associada à "colméia". Elas podem ser parte dos detalhes sutis que geraram o efeito colméia, ou podem ser um tópico independente, mas igualmente anômalo.
 
McDaniel e um colega, o Dr. Horace Crater, fizeram suas próprias pesquisas e descobriram uma série de tópicos adicionais com evidências de "artificialidade" - como, por exemplo, medidas específicas entre os pequenos montes ovais que estão situados ao redor do complexo, e medidas significativas nas estruturas principais. Vamos analisar essas medidas em detalhes em um capítulo posterior.
 
Sem Explicação
 
Quais as chances de objetos de aparência tão artificial ocorrerem naturalmente, em especial quando há muitos deles tão próximos uns dos outros? Como a posição oficial da NASA é de que todas as estruturas são cem por cento naturais, seus cientistas têm se esforçado para encontrar soluções naturais para esse problema. O Dr. Arden Albee resume isso:
 
Cydonia - as "estruturas" -, esse padrão de lá, foi analisado logo nos primeiros dias da Viking como uma área na qual ocorrera um estranho tipo de erosão, que ainda não tinha sido bem compreendido. Assim, de um ponto de vista geológico, a área é de interesse científico e teria sido fotografada com ou sem Face. De fato, parece haver lá algumas estruturas estranhas, mas aparentemente são o efeito de algum tipo de erosão - ainda não está claro se foi uma erosão causada pelo vento ou por outra coisa. As pessoas que têm observado essas "estruturas" de Cydonia consideram-nas efeito da erosão, e procuram compreendê-la.
 
Portanto, oficialmente, até o momento, não existe uma explicação geológica natural para as estruturas de Cydonia. Tudo que a NASA pode oferecer para contradizer a argumentação bastante razoável e fundada apresentada por cientistas como Carlotto e DiPietro, é a suposição de que, mais cedo ou mais tarde, surgirá uma explicação natural. Pode ser. Mas também é provável que surja outra informação sobre a Face, tirando-a para sempre dos domínios do natural.
 
Capítulo 12
A Pedra Filosofal
 
Tudo é número.
Pitágoras
 
Nessa hora as pedras hão de falar... os segredos do firmamento hão de ser revelados.
Merlin (Em The history of the kings of Britain, de Geoffrey of Monmouth)
 
"Hic Lapis exilis extat precio quoque vilis
Spernitur a stultis, amatur plus ab edoctis."
Aqui fica a pedra do céu.
É de preço mui barato!
Quanto mais desprezada pelos tolos,
Mais amada pelo sábio.
Arnold de Villanova (alquimista, morto em 1313)
 
Carl Sagan era um obstinado opositor de todos aqueles que sugerissem que os "monumentos" de Cydonia poderiam ser uma evidência de vida extraterrestre inteligente. Contudo, em muitas de suas obras de ficção e não-ficção, Sagan discutiu a provável existência de vida inteligente em outros lugares do universo. Contato, lançado como um filme depois de sua morte, em 1997, descreve o primeiro encontro - na forma de um código binário recebido por radiotelescópio - entre o homem e uma civilização alienígena. É assim, na verdade, que hoje a maioria dos cientistas prevê que iremos fazer "contato" com uma inteligência alienígena.
Em Cosmos, sua obra mais conhecida, Sagan afirma:
 
Há algo de irresistível quanto à descoberta até de um indício, quem sabe uma inscrição complexa, mas, melhor que isso, da chave para entender uma civilização exótica e alienígena. É um apelo que nós, humanos, já sentimos antes.
 
Sagan menciona depois a descoberta da "Pedra de Roseta", em 1799, por um soldado francês que trabalhava em Rashid (Roseta), no Delta do Nilo. Nessa pedra, a mesma inscrição aparece em três línguas: hieróglifos egípcios, demótico (a antiga escrita cursiva egípcia) e grego. Foi essa pedra que permitiu ao estudioso francês Jean François Champollion decifrar o código dos hieróglifos e traduzi-los pela primeira vez. Sagan continua:
 
Que alegria deve ser abrir esse canal de comunicação de mão única com outras civilizações, permitindo que uma cultura, muda por milênios, possa falar de sua história, magia, medicina, política e filosofia.
Hoje estamos novamente procurando mensagens de uma civilização antiga e exótica, dessa vez oculta para nós não apenas no tempo, mas também no espaço. Se fôssemos receber uma mensagem de rádio de uma civilização extraterrestre, qual seria a probabilidade de ela ser compreendida? A inteligência extraterrestre será sofisticada, complexa, internamente consistente e totalmente estranha. Extraterrestres desejariam, é claro, enviar-nos uma mensagem tão compreensível quanto possível. Mas como? Existirá, de qualquer modo, uma Pedra de Roseta interestelar?
Acreditamos que sim. Acreditamos haver uma linguagem comum a qualquer civilização técnica, não importa quão diferente possa ser. Essa linguagem comum é a ciência e a matemática. Os padrões da natureza são os mesmos em todos os lugares.
 
Sagan está falando de receber uma mensagem alienígena expressa no código universal da matemática, na forma de um sinal de rádio. Mas, e se a mensagem não fosse mandada como um sinal de rádio, mas embutida na superfície de um planeta vizinho?
 
Cegueira Cultural
 
Será que estamos tão condicionados a esperar uma comunicação via radiotelescópio que quando captamos outros sinais nós os ignoramos?
Uma face humanóide em Marte é tão óbvia a ponto de ser ignorada sem se refletir sobre sua existência? Para os cientistas que esperam uma série de "bips" regulares emergindo de um rugido oceânico com um fundo de ruído eletrônico, a paisagem de Cydonia é um sinal que de tão óbvio chega a parecer ridículo?
Em seu livro Lila, o autor e fIlósofo Robert Pirsig diz que certa vez navegava rumo ao porto de Cleveland quando, por uma leitura equivocada da carta náutica, acreditou estar a cerca de 20 milhas mar acima, num porto completamente diferente. Ainda assim, a paisagem parecia confirmar a carta, até que ele se lembrou de não ter levado em conta as discrepâncias entre o mapa e o terreno, convencendo-se de que aquelas eram mudanças produzidas na faixa litorânea desde que a carta tinha sido elaborada.
Como ele poderia ter cometido tal erro à luz do dia? Não estava com seus olhos abertos? Escrevendo sobre si mesmo na terceira pessoa, Pirsig afIrma:
 
Esta foi uma parábola de objetividade científica para estudantes. Onde quer que a carta divergisse de suas observações pessoais, ele as rejeitava e guiava-se pela carta. Por conta disso, sua mente desenvolvera um filtro estático, um sistema imunológico que excluía toda informação discrepante. Ver não é crer. Crer é ver. Se isso fosse apenas um fenômeno individual, não seria tão sério. Mas é também um expressivo fenômeno cultural, o que é muito sério. Construímos padrões culturais inteiros baseados em "fatos" passados que são extremamente seletivos. Quando aparece um fato novo que não se ajusta ao padrão, rejeitamos o fato e não o padrão. Um fato contraditório tem de ficar martelando e martelando por séculos antes que uma ou até duas pessoas o vejam. E estas têm de começar a martelar com os outros por um longo tempo antes que eles também o vejam.
 
Será que nossos cientistas se acham tão presos às convicções existentes que ficam indiferentes aos fatos revelados em Cydonia? Foi por estarem esperando um sinal de rádio e por preconceberem a idéia de que nunca houve vida em Marte que figuras como Sagan simplesmente filtraram o que estavam vendo, quando possíveis estruturas artificiais foram identifica das pela primeira vez no Planeta Vermelho? O McDaniel Report nos convida a refletir sobre o que poderia ter acontecido se a mesma informação tivesse chegado de um lugar muito mais distante e de uma forma mais "convencional":
 
Imagine que um padrão digital de sinais de rádio originados no espaço sideral tenha sido captado pelos radiotelescópios SETI. Convertidos por computadores em imagens, a primeira representação desses sinais revela uma face humanóide com um peculiar capacete, e a segunda um diagrama pentagonal (como a Pirâmide D&M) com proporções únicas e constantes matemáticas redundantes... Será que a NASA arquivaria tais imagens como alguma Arca perdida, justificando-as como um mero "truque de radiação e ruído?" E se parte do sinal parecesse ter sido distorcida pela estática interestelar, a NASA deixaria de sintonizar aquela freqüência, dizendo que a mensagem não era conclusiva?
 
A Linguagem da Pedra
 
Onde estão os rádio-transmissores do Egito antigo? Pura e simplesmente, o conhecimento que temos do Egito antigo não foi recebido por rádio. Para decodificá-los, dependemos dos remanescentes de artefatos que apresentam inscrições e outros dados úteis. Mas mesmo que nenhum hieróglifo tivesse resistido ao tempo, ainda assim seríamos capazes de aprender muito sobre os egípcios a partir de suas colossais construções. Em outras palavras, uma pirâmide de pedra pode não ser capaz de viajar através do espaço interestelar, mas como "sinal" de inteligência, permanece por muito mais tempo do que uma transmissão de rádio - sendo uma das formas mais estáveis da natureza. Se qualquer raça - humana ou alienígena - quisesse deixar uma mensagem em pedra, não poderia escolher melhor forma que uma pirâmide para perpetuá-la através dos séculos.
Certamente é possível que qualquer estrutura artificial contenha referências culturais e "mensagens", ainda que não intencionais. Por exemplo, qualquer pessoa que "decodificasse" uma estrutura como o Partenon, em Atenas, seria capaz de deduzir que ela foi construída por uma cultura inteligente com conhecimentos de matemática e geometria. Sagan é o primeiro a admitir: “A vida inteligente na Terra se revela através da regularidade geométrica de suas construções".
 
Pedra Angular
 
Em 1998, Errol Torun, um cartógrafo e analista de sistemas do Serviço Cartográfico do Ministério da Defesa dos Estados Unidos, leu o livro The monuments of Mars [Os monumentos de Marte], de Richard Hoagland, e comentou:
 
Ao mesmo tempo que me impressionei com a maioria das imagens apresentadas e com sua descrição, o objeto que cativou especialmente a minha atenção foi a Pirâmide D&M. Tenho uma boa formação em geomorfologia e não conheço nenhum mecanismo que explique sua formação.
 
O aparecimento da Pirâmide D&M na fotografia 70A13, com seus 2,6 quilômetros de comprimento, é realmente intrigante. Calcula-se que ela compreenda mais de quatro quilômetros cúbicos de material e que seu topo se eleve quase 800 metros acima da superfície das planícies circundantes. Ela está estranhamente apoiada na base de cada um dos seus cinco cantos, o que contribui para sua grandeza arquitetônica.
Sua característica mais fascinante é vista na fachada sudoeste, formando a "base" da estrutura pentagonal, cuja extremidade aponta para a Face. Mostra-se claramente um plano triangular regular muito semelhante à lateral de uma pirâmide terrestre. Muito francamente, sob esse ângulo, ela parece artificial. No entanto, tal como a Face, a artificialidade do resto da estrutura não é tão clara. Uma "avaria" no seu lado leste, sombreado, compromete sua regularidade - e o fato de DiPietro e Molenaar terem inicialmente pensado que a D&M tinha apenas quatro lados mostra quão indistinta é essa área. A pirâmide também é transposta por um profundo buraco, antes tido como uma cratera. As reconstruções de Carlotto por fotoclinometria levantaram a extraordinária possibilidade de que esse buraco pudesse ser de fato um "túnel". Posteriormente, especulou-se que a pirâmide teria sido, originalmente, uma estrutura oca, que teria desmoronado em algum momento de sua história - o que teria causado sua patente deformidade e o aparente "encurtamento" de sua "perna" direita (a parte desaparecida que, presume-se, estaria escondida sob poeira e destroços).
Tais idéias podem não ser mais que especulação, até que imagens de alta resolução sejam obtidas. O que não se duvida, no entanto, é que a pirâmide tenha realmente um plano pentagonal. Foi essa forma, acima de todas as outras em Cydonia, que atraiu a atenção de Torun.


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Dom, 9 de Dez de 2007 3:58 pm

elomay2003
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roberto benedetti
elomay2003 Offline Enviar e-mail
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