“The exposed heart of Christ (the Sacred Heart) symbolises the state of consciousness of the perfected man. His heart is ever exposed, meaning that the divine love of the Master is never withheld from any living being or thing. Perpetually through the centuries of His existence – through His heart, as it were – there radiates in all directions his divine, all-embracing love and compassion. That love flows out like a flood which engulfs the world. This is also symbolised by a rose blooming on the breast of a mystic.
“A deeper meaning given to the emblem of the Sacred Heart is that in one of His activities the Adept voluntarily receives into His heart all evil, all the forces of hate, discord, disruption and ugliness, and by the magic of His love, which is selfless, He transmutes them into power and blessing and sends them out again through His heart as streams of benediction over the whole world. The spear with which the heart of Jesus was pierced may be regarded as representing the world’s hate which He continually accepts, receives, changes into love within Himself by spiritual alchemy, and then sends out again for the blessing of those who are responsible for the hate. That is the difference between a Master and a man. The former never withdraws spiritually from humanity, and the fulfilment of the promise which Jesus made as He ascended into Heaven: “... lo, I am with you always, even unto the end of the world” (Matt. 28:20), is beautifully expressed by the picture of the Christ with an open breast and the shinning, pulsing heart within. Christ also exemplified this preserved unity with all mankind when He said of His tormentors: “... Father, forgive them; for they know not what they do.” (Lu. 23:34) The opened rose, with its beauty and its fragance, especially when associated with the symbol of the heart, is regarded as an appropriate emblem of these powers, qualities and attainments of illumined man.” (pp. 122-123)
[Geoffrey Hodson, The Hidden Wisdom in the Holy Bible vol. I. TPH, Adyar, India. 1970. 292 pp.]
[Portuguese translation:]
“O CORAÇÃO. Na Linguagem Sagrada [NT: de símbolos, alegorias, parábolas etc.] o coração, no sentido microcósmico, refere-se ao Corpo Causal, o qual é um centro no plano mental superior para a recepção e distribuição (como um coração) da vida-sangue espiritual do Ego [NT: o Eu Superior do homem] para o homem inferior. Essa vida plena de vontade espiritual, a qual é o verdadeiro Christos da Alma, finalmente inunda e domina completamente o homem exterior. (...)
“O coração exposto de Cristo (o Sagrado Coração) simboliza o estado de consciência do homem que alcançou a perfeição. Seu coração está sempre exposto, significando que o amor divino do Mestre nunca é retirado de qualquer ser vivo ou coisa. Perpetuamente, através dos séculos da sua existência – por meio do Seu coração, por assim dizer – Ele irradia em todas as direções sua compaixão e seu amor divino todo-abarcante. Aquele amor jorra para o exterior como uma inundação que alcança o mundo todo. Isso também é simbolizado por uma rosa desabrochando no peito do místico.
“Um significado mais profundo atribuído ao emblema do Sagrado Coração é de que em uma de Suas atividades o Adepto voluntariamente recebe em Seu coração todo o mal, todas as forças de ódio, discórdia, desarmonia e fealdade, e pela magia do Seu amor, o qual é impessoal, Ele os transmuta em poder e bênção e os envia novamente para o exterior através de Seu coração como correntes de bênçãos sobre todo o mundo. A lança com a qual o coração de Jesus foi ferido pode ser vista como representando o ódio do mundo, o qual Ele continuamente aceita, recebe, transforma em amor dentro Dele por meio da alquimia espiritual, e envia novamente para abençoar àqueles que são responsáveis pelo ódio. Essa é a diferença entre um Mestre e um homem. O primeiro jamais se afasta espiritualmente da humanidade, e o cumprimento da promessa que Jesus fez enquanto ascendia ao Céu: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20), é belamente representada pela figura do Cristo com o peito aberto e dentro dele o coração pulsante, brilhando. Cristo também exemplifica essa unidade preservada com toda a humanidade quando diz daqueles que o torturavam: “Pai, perdoa-lhes; pois não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34) A rosa aberta, com sua beleza e fragrância, especialmente quando associada com o símbolo do coração, pode ser vista com um emblema apropriado desses poderes, qualidades e realizações do homem iluminado.” (pp. 122-123)
[Geoffrey Hodson, The Hidden Wisdom in the Holy Bible vol. I. TPH, Adyar, India. 1970. 292 pp.]