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ano um

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ano VII - nº 82 - Setembro - 2007
 
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ANO UM é classificada pela UNESCO
como prestadora de serviços culturais
na qualidade de "Jornal".
 

“Que silêncio ao bater de um cílio"

 

PAUL VALÉRY

(transcriação de Augusto de Campos)

 


 
Poesia - João de Abreu Borges
 
 

Pré  e  Pró  Nomes

 

 

Se tu não fosse você

o que seria de usted ?

 

Se eu não fosse yo

o que seria de I ?

 

Somos como esferas

que precisam dos círculos...

 

Se árvore não fosse vegetal,

o que seria do homem animal?

 

Se o céu não fosse alto,

o que seria da terra sob nossos pés?

 

Somos como esperas

que precisam de currículos...

 

sem data

sem nome

sem local

sem juízo

 

 


 
Há quem ainda acredite em utopias...
Dos cinco presentes na foto, só Um ainda está vivo, neste trabalho de oficinas de arte desenvolvido no Complexo da Maré (Morro do Timbáu).
Da esquerda para a direita, Ricarco "Professor", Paulo "Zênite", João "Poeta" e Paulo "Templário" (o autor da foto é o Graúda, oficineiro de vídeo com as crianças da comunidade que, naturalmente, encontra-se no lado oposto da câmera fotográfica).
O sobrevivente é Deus, que ainda nos sustenta em pé para provar que não só Milícias, BOPE, PM ou bandidos habitam as comunidades carentes cariocas, também lá estão os 90% de trabalhadores moradores e nós que acreditamos em Fênix, a rainha das mutações.
Esta é uma pequena homenagem ao Joílson, agitador cultural lá da Rocinha, nosso amigo e compilador dos poetas da comunidade com quem a Editora Urbana está tendo o orgulho de flertar...
O fundador de nossa revista URBANA Fanzine, o saudoso poeta SAMARAL, escreveu sabiamente:
 
"COM AS MASSAS, TUDO.
SEM AS MASSAS, NADA.
OU AMASSA TUDO
OU NÃO AMASSA NADA."
 

Prosa  -  João de Abreu Borges
 

Reforma ortográfica

 

Vem aí mais uma reforma... dessa vez, é a ortográfica, que tentará aproximar o português falado em diversos países. Cabe aqui comentar as principais "atrações" que retiramos do jornal O DIA, de 12 de agosto de 2007:

 

O alfabeto ganhará oficialmente mais três letras (K, Y e W).

 

Gostei muito da idéia, porque são três letras de linhas definidas e retas, propõem caminhos e (para quem tem quase 60 anos, como eu) apontam tanto para cima quanto para baixo, tal como pregou Paracelso...  Além do que, parece, vai nos aproximar mais do ato de escrever de nossos irmãos lusófonos.

 

O trema deixará de existir quase que totalmente: só apareceria em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros, como "mülleriana".

 

Não gostei muito, mas devo admitir que a maioria das pessoas tem a maior bronca desse acento, e isso vai facilitar bastante a grafia em nossa língua. Particularmente, esse dois pontos "preguiçosos" (vivem deitados... e fazendo de cama a letra "u"...), destacando bem o "u" para dar tonicidadde à sua letra subseqüente (ôpa, saiu um trema aí, viram?1).

 

Será excluído o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo (têm para tem, vêm para vem) e subjuntivo de verbos como "crer" (crêem para creem), "dar" (dêem para deem) e "ver" (vêem para veem).

 

Acho plenamente dispensável o segundo caso, porque a letra desdobrada não necessita de destaque, porque se igualam muito tanto na forma quanto na fonética. Quanto ao primeiro caso, discordamos, porque o diferencial é muito forte.

 

Paroxítonas terminadas em "o" duplo, como "vôo", também perderão o acento circunflexo.

 

Concordo em gênero, número e grau. Mais um caso de letra desdobrada...

 

O acento agudo passará a diferenciar, em alguns casos, as primeiras pessoas do plural do presente e do pretérito perfeito. Ex.: "amamos" (presente)/"amámos" (pretérito); "louvamos"/louvámos. O acento no pára, do verbo parar, também cai.

 

Lindo, lindo, lindo. Coisa mais bonita de se ouvir são os africanos de língua portuguesa que chegam aqui falando "falámos" e não "falamos", com o "a" aberto e cheio de sol como a pele e a vida deles, africanos. Agora, o diferencial do "pára" eu acho que não dava para mexer não...

 

Palavras paroxítonas como assembléia e jibóia deixariam de ser acentuadas.

 

Absolutamente dispensável este acento, porque são tritongos claramente pronunciáveis abertos na primeira vogal, tal como não são acentuados "gandaia"... "cacuia"...

 

A regra para o uso do hífen será simplificada: ele não seria mais empregado, POR EXEMPLO, em "pára-quedas" que também perde o acento.

 

Providência perfeita. Vamos juntar e simplificar o que der, né mesmo?! Igual a "parapeito"... "pararraios"... Só não podemos esquecer que a língua portuguesa nasceu do latim vulgar, falado pelo povo inculto, ou seja, é uma língua em movimento contínuo, o que significa que o que anda na boca do povo também está transformando nossas regrinhas enjoadas (pelo menos quando se está no ginásio... rsss...)...


CARTAS PERDIDAS

(temporariamente fora do ar, mas não de órbita...)

Pedimos desculpas, mas ainda estamos enfrentando problemas, o que nos impossibilitou, dessa vez, de digitar a parte desse mês correspondente às Cartas Perdidas, datadas de 1913.

Não Não clique aqui rsss...
 

SERVIÇOS DE ARTE (CRIAÇÃO E ILUSTRAÇÃO)
 
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Fábio Fernando
[capista da Editora Urbana]


Homenagem - Pablo Picasso

"Eu não pinto as coisas como as vejo, mas sim como as penso.”

 


Reflexão -  Werner Heisenberg

“O que observamos não é a natureza em si, mas a natureza exposta ao nosso método de questionamento”

 

“O mundo aparece assim como um complicado tecido de eventos, no qual conexões de diferentes tipos se alternam, se sobrepõem ou se combinam e, por meio disso, determinam a textura do todo”.

(A PARTE E O TODO)

 


 

ZÉ PEREIRA, a revista

 

Com grande surpresa, andando por aí pela cidade do Rio de Janeiro, pela vertente Centro-Subúrbio, meus olhos deram de cara com uma novidade nas bancas de jornais: a revista Zé Pereira.

 

Amigos, recomendamos esta revista que nos deixou com um gostinho de Pasquim dos anos 1960-1970, claro que numa abordagem totalmente contemporânea nossa.

 

O humor do subúrbio carioca mistura-se a um passeio por Santa Teresa, à luta da UFRJ com o Canecão na Justiça...

 

A frase que aparece na capa merece mesmo ser aplicada a esta obra-prima da verdadeira mídia (a que reflete a verdadeira vida, feita e vivida pelas mãos dos próprios jornalistas): “FÁCIL ME ENCONTRAR; DIFÍCIL É ME ESQUECER”.

 

Isso foi na edição de setembro. Recomendo a leitura para todos, é muito saudável saber o que anda pelas nossas ruas, lonas culturais e escolas públicas.

 

www.revistazepereira.com.br

Rua Senador Euzébio 6/4, Flamengo - Rio de Janeiro/RJ – CEP22250-080 - (21) 2553-5910

cartas@...

 

 

 
 
 
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Agradeço, ab imo pictore (do fundo do coração), a Valquíria Lourenço e Emerson, sem os quais este Ano Um de 1o. de Setembro ainda não teria entrado no ar. Acreditamos que, a partir de agora, poderemos manter a regularidade do envio desta nossa (de quem faz, de quem lê, de quem vive) carta mensal.
 

Caso você não deseje receber mais este e-mail, queira reenviá-lo escrevendo no campo ASSUNTO a palavra REMOVER.


Sáb, 13 de Out de 2007 5:29 pm

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ano um ano IV - nº 43 - agosto de 2004 http:// planeta . terra . com. br / arte / cancaodoser Elvé Monteiro de Castro Elve, Ohio, 8/9/62 "O homem livre em...
João de Abreu Borges
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4 de Ago de 2004
9:40 pm

a n o u m ano V - nº 48 - janeiro 2005 www . cancaodoser . e1 . com. br "Precisarei de olhos que possam / contemplar o que será efêmero, de respiração...
João de Abreu Borges
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1 de Jan de 2005
3:35 pm

ano um ano VI - nº 71 - novembro - 2006 http://planeta.terra.com.br/arte/cancaodoser O trajeto a pé da Praça Mauá ao Largo do Machado, que o...
João de Abreu Bor...
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3 de Nov de 2006
3:41 am

ano um ano VII - nº 82 - Setembro - 2007 http://www.patrocinio_e_doacoes.blogger.com.br/index.html Colabore ou patrocine para que possamos continuar por...
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13 de Out de 2007
5:50 pm
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