Durante o 51. Congresso do Instituto Brasileiro do Concreto, realizado em Curitiba - PR, aconteceu também o VII Simpósio EPUSP sobre estruturas de concreto.
Foram apresentados diversos artigos técnicos de nosso interesse e para os colegas que não estiveram presentes, vamos divulgar, aqui na Comunidade, os resumos dos artigos.
Os artigos completos estão junto com o CD dos Anais do 51o. Congresso do IBRACON.
Considerações sobre a rigidez κ aproximada da NBR 6118
Giordano José Loureiro
Engenheiro Civil, Escola de Engenharia da Universidade Federal do Ceará (1967), Giordano J Loureiro Engenharia Estrutural Rua Barão de Aracati, 1100 – Fortaleza –CE 60.115-081 E-mail: giordano@...
Resumo O objetivo deste trabalho é colocar em discussão o método do pilar-padrão com rigidez κ aproximada e apresentar uma sugestão de mudança no cálculo do parâmetro κ. O trabalho se inicia com uma descrição das fórmulas de cálculo dos efeitos locais de 2a ordem através do método amplificador do momento, que é universal, pois é baseada na teoria das deformações das estruturas. A primeira norma a adotá-lo foi o ACI 318, em 1971, seguido do Eurocode 2 e da NBR 6118/2003. Destaca-se a importância da rigidez EI na aplicação do método amplificador do momento. São mostradas as fórmulas de cálculo da rigidez EI adotadas pelo ACI 318, pelo Eurocode 2 e, também, a definição da rigidez EI da NBR 6118/2003. Através de um exemplo, é feita uma análise dos resultados da aplicação do método do pilar-padrão com rigidez κ aproximada da NBR 6118/2003. Mostra-se, também, uma comparação dos valores de κ obtidos por três equações diferentes. Nas conclusões, salienta-se que a definição da rigidez κ aproximada, feita no item 15.8.3.3.3 da NBR 6118/2003, modifica uma fórmula universal de cálculo das deformações de uma coluna com extremidades rotuladas e com momentos iguais aplicados nessas extremidades, na qual é baseado o método amplificador do momento. Palavras-Chaves: pilar, rigidez aproximada, amplificador do momento.
ANÁLISE EXPERIMENTAL DE VIGAS PROTENDIDAS REFORÇADAS COM CFRP SUBMETIDAS A CARREGAMENTO CÍCLICO
Ronaldson José de França Mendes Carneiro (1); Guilherme Sales Soares de Azevedo Melo (2)
(1) Professor Doutor, Faculdade de Engenharia Civil - Universidade Federal do Pará (2) Professor Doutor, Departamento de Engenharia de Civil e Ambiental - Universidade de Brasília Rua Augusto Correa, 1 - Guamá - Belém- Pará CEP 66.075-110
Resumo O aumento das cargas em pontes rodoviárias, proporcionado pela utilização de caminhões de grande porte, tem ressaltado a necessidade de algum tipo de reforço em muitas pontes antigas. Este trabalho apresenta resultados experimentais da investigação do comportamento à flexão de vigas protendidas reforçadas com polímeros reforçados com fibras de carbono com as técnicas NSM (Near Surface Mounted) e EB (Externally Bonded). Cinco vigas com 9,14 m de comprimento foram submetidas a carregamentos estático e cíclico com padrão senoidal na freqüência de 2 Hz. São apresentados resultados relativos ao incremento proporcionado pelo reforço, rigidez, fissuração, deformações e degradação decorrente do carregamento cíclico. Duas das cinco vigas submetidas a carregamento cíclico ruíram devido à fratura por fadiga da armadura de protensão em razão da corrosão existente, detectada somente após a fratura da cordoalha e destacamento do concreto de cobrimento. Palavra-Chave: CFRP, reforço, concreto protendido, pontes, fadiga
MÉTODOS CONSTRUTIVOS DE PONTES ESTAIADAS – ESTUDO DA DISTRIBUIÇÃO DE FORÇAS NOS ESTAIS
Maria Fernanda Quintana Ytza (1); Fernando Rebouças Stucchi (2)
(1)Mestre, Departamento de Engenharia de Estruturas e Fundações - Universidade de São Paulo (2) Professor Doutor, Departamento de Engenharia de Estruturas e Fundações-Universidade de São Paulo - Avenida Prof. Luciano Gualberto, travessa 3 nº 380 - CEP - 05508-970 - São Paulo - SP
Resumo As pontes estaiadas consistem de um tabuleiro suportado por cabos retos e inclinados (estais) fixados nos mastros. Esta classe de estrutura é altamente hiperestática e bastante sensível à seqüência construtiva, mas mesmo assim aceitando, por conta da flexibilidade do tabuleiro, uma considerável gama de esforços de instalação dos estais. É importante escolher uma distribuição inicial apropriada para esses esforços sob carregamento permanente tal que a flexão no tabuleiro seja limitada. A presente pesquisa tem como objetivo estudar diferentes métodos para a obtenção de uma boa distribuição de esforços nos estais em pontes estaiadas. Os métodos estudados nesta pesquisa são: o método do tabuleiro articulado (uma articulação em cada cruzamento com os estais - MTA), o método de anulação dos deslocamentos (MAD), o método de anulação das reações em apoios fictícios (MAR) e o método de anulação dos deslocamentos ao longo do processo construtivo. A idéia final de todos eles é obter para o tabuleiro uma resposta próxima à de uma viga continua. Porém, se for necessário, pode-se controlar também os deslocamentos do mastro. Os três primeiros métodos são estudados para a configuração final da ponte, mas também foram verificados seus resultados considerando o processo construtivo, já que durante essa etapa ocorrem variações nos esforços internos da ponte alterando assim o resultado final. Todos os resultados são comparados com a finalidade de escolher um método que além de controlar a configuração final da ponte apresente uma distribuição aceitável de esforços ao final da construção. Palavra-Chave: Pontes estaiadas (comportamento estrutural), sistemas e processos construtivos, forças de instalação dos estais.
Desempenho Estrutural e Econômico de Edifícios de Andares Múltiplos Aporticados
Romilde Almeida de Oliveira (1), Roberto Evaristo de Oliveira Neto (2)
(1) Professor Permanente, Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil/UFPE Professor Titular, Universidade Católica de Pernambuco e-mail: romildealmeida@... Rua Caio Pereira, 226, CEP: 52041-010, Rosarinho, Recife-PE (2) Mestre em Engenharia Civil, Universidade Federal de Pernambuco
Resumo Com a escassez de terrenos em áreas nobres e da disponibilidade de lotes estreitos surgiram, a partir dos anos 80, edifícios seguidamente na faixa de 40 a 50 pavimentos. Com o crescimento da altura, estes edifícios requerem novas técnicas de projeto sob os pontos de vista estrutural e arquitetônico. Observa-se que, no entanto, os princípios de projeto continuam os mesmos, resultando em estruturas ineficientes sob os pontos de vista econômico e de estabilidade estrutural. Devido às elevadas esbeltezes, aumentam em muito os deslocamentos laterais e conduzem os parâmetros de estabilidade a valores extremos. O objetivo da dissertação é o de apresentar resultados referentes aos deslocamentos laterais, ao parâmetro de estabilidade γz e aos consumos de materiais, onde se busca analisar a perda de desempenho do sistema aporticado para dois tipos de edificações. Os resultados mostram que variando a taxa de aço nos pilares de 2 até 8%, podem-se modificar os procedimentos de análise e de dimensionamento de uma estrutura. Constatou-se, para os casos analisados, que o sistema estrutural aporticado deixa de ser recomendável quando o edifício ultrapassa quarenta pavimentos. Como ferramenta computacional aplicou-se o método dos elementos finitos, empregando softwares comerciais. Palavras-Chave: Estruturas aporticadas, edifícios eltos, eoncreto, elementos finitos
Tomei a liberdade de anexar os dois trabalhos do Prof. Eduardo C.
S. Thomaz que salvei em PDF para facilitar a abertura.
Tenham um bom proveito.
Excelente material
Grande abraço a todos.
PAntes de imprimir pense em sua responsabilidade e compromisso com
o meio ambiente
De:
comunidadeTQS@... [mailto:comunidadeTQS@...] Em
nome de Orçamentos Enviada em: quarta-feira, 25 de novembro de 2009 10:53 Para: comunidadeTQS@... Assunto: Re: [comunidadeTQS] Cimentos e concretos
Colegas,
Tinha salvo
os arquivos no meu pc e também não consigo mais visualizar.
Enviada
em:
terça-feira, 17 de novembro de 2009 12:10
Assunto: [calculistas]
cimentos e concretos [1 Anexo]
CIMENTOS E CONCRETOS
Colegas,
O Prof. Eduardo Thomaz (Instituto Militar de Engenharia,
RJ) enviou-me, gentilmente,
um valioso texto de “Notas de Aula”, de sua autoria, no
qual analisa as causas da
deterioração precoce das estruturas de concreto nos dias
atuais. Esse texto, pelo
seu grande interesse e importância das informações que
contém, segue anexado a
esta mensagem, com a devida autorização do autor.
Em síntese, o Prof. Thomaz analisa detidamente as
influências desfavoráveis que o
aumento crescente do teor de C3S (silicato tri cálcico) e
da finura dos nossos cimentos
tem sobre a fissuração e a deterioração dos concretos, pelo
exagerado calor de
hidratação gerado nas primeiras idades.
Transcrevo a seguir as Conclusões extraídas pelo Prof.
Thomaz.
“Conclusões :
Comparando com os concretos antigos, os
concretos modernos tendem a fissurar
mais facilmente.
Tem ocorrido deterioração prematura de
estruturas de concreto, mesmo quando
se segue o estado da arte no método de construção.
Isto mostra que alguma coisa está errada
nas nossas normas, no que se refere
às exigências feitas para garantir a durabilidade do concreto.
O componente do cimento C3S, com grande calor de
hidratação, está em
quantidade cada vez maior no cimento Portland, em detrimento do C2S.
Os cimentos atuais, por serem mais finos
que os antigos se hidratam mais
rapidamente, liberando calor muito mais rápido. Não é necessário ter grãos de
cimento tão finos.
Por causa desses diversos fatores surge um calor
excessivo nos concretos.
Ao resfriar, o concreto retrai e fissura.
A relação entre a resistência aos 28dias e a
resistência aos 7 dias diminuiu
muito. Para um concreto com fator água cimento de 0.60, essa relação valia
1.60,
antes de 1950. Em 1980 essa relação caiu para 1.30. Para
fatores água/cimento
menores que 0.60, atualmente em uso, essa relação, é ainda menor.
O crescimento da resistência, após os 28 dias, é muito
reduzido, de modo que
esse crescimento não é confiável no projeto de estruturas.
O controle da resistência do concreto aos 28 dias, nas
obras, estimula o uso de
cimentos com alta resistência inicial. Deveria ser criado também o controle da
resistência aos 90 dias.
Muitos cimentos, que são considerados
comuns hoje em dia, eram considerados
de endurecimento rápido poucas décadas atrás.
Pavimentos de concreto, feitos com os
cimentos atuais, com alto teor de C3S,
terão sempre muitas fissuras causadas por um resfriamento rápido do concreto,
logo após seu forte aquecimento inicial, causado pela rápida hidratação do
cimento.
O tempo de pega deveria ser bem
especificado e obedecido, com pequena margem
de variação. Como está, o inicio e fim de pega entre 1 hora e 12 horas, é
inadmissível.
Nesse intervalo de tempo tudo é permitido acontecer. Nada é possível planejar.
Caso contrário continuarão a ocorrer
grandes problemas na execução de pisos sobre
o solo, pavimentos de concreto e de peças estruturais com grandes quantidades
de
concreto.
Não foram previstas as conseqüências de produzir um
cimento mais resistente,
porque os construtores estavam interessados em explorar a alta resistência
inicial
dos cimentos, e também porque as especificações foram elaboradas tendo por base
apenas a resistência aos 28 dias.
O concreto moderno é um concreto mais
poroso e menos durável. Para tentar
melhorar a durabilidade das obras, aumentam-se os cobrimentos das armaduras.
As dimensões da estrutura crescem. Isso é custo adicional. Quem paga?
Aumentam as manifestações patológicas e
ações na justiça em defesa do consumidor,
acarretando o aumento de gastos com manutenção e indenizações aos usuários das
obras.
Obras antigas, em perfeito estado,
contrastam com obras vizinhas, construídas
recentemente e já deterioradas. Ou mudam os cimentos,
ou os processos de execução
das obras ficarão cada vez mais difíceis, sofisticados e caros, ou as
obras de concreto
continuarão a se deteriorar rapidamente.”
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Avaliação de variações na resistência mecânica à compressão em préfabricados de concreto na região de Curitiba - PR
Kirke Andrew Wrubel Moreira (1); José Alberto Cerri (2); Márcia Silva de Araújo (3)
(1) Engenharia de Materiais, MSc, Kirke Andrew Wrubel Moreira, Universidade Tecnológica Federal do Paraná email: kirke.andrew@... (2) Ciência e Engenharia de Materiais, Dr, José Alberto Cerri, Universidade Tecnológica Federal do Paraná email: cerri@... (3) Ciência e Engenharia de Materiais, PhD, Márcia Silva de Araújo, Universidade Tecnológica Federal do Paraná email: araujo@... Endereço para correspondência Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Departamento Acadêmico de Construção Civil, Curitiba. Av. Sete de Setembro, 3165 - Rebouças 80230-901 - Curitiba, PR - Brasil Telefone: (41) 3310-4902 Fax: (41) 3310-4852
Resumo O presente trabalho apresenta uma avaliação da problemática referentes à resistência mecânica à compressão por meio de um questionário feito em treze empresas de estruturas pré-fabricadas (vigas, pilares e postes) de Curitiba e região metropolitana. O questionário foi elaborado com base nas normas ABNT NBR 9062/2006 e ABNT NBR 6118/2007 e em documentos do selo ABCIC. Foi verificada a situação individual das empresas quanto à produção do concreto, as questões ersaram sobre: recebimento e armazenamento das matérias-primas; dosagem e mistura do concreto; transporte e aplicação do concreto, cura e retirada das peças do interior do molde. As respostas foram analisadas para identificar problemas similares entre as empresas e assim diagnosticar possíveis falhas no processo que estejam afetando a resistência mecânica à compressão. Também foi realizado um registro “in situ” da situação de produção, sendo verificado a existência de atividades não previstas em norma e que podem estar comprometendo a produção. Palavras-Chave:Pré-Fabricados, Concreto, Qualidade, Produção
Banheiro Pré-fabricado voltado para Habitação de Interessse Social
Fernando Barth 1 Henrique Zulian 2 Julian Piran 3 Jackson Bunn 4
1 Prof. Dr.Depart. de Arquitetura e Urbanismo - UFSC - ferbarth@... 2Acad.do Curso de Arquitetura e Urbanismo- UFSC- henriquezulian@... 3Acad. do Curso de Arquitetura e Urbanismo- UFSC- julianfvp@... 4Acad. do Curso de Arquitetura e Urbanismo- UFSC- .jacksonbunn@...
Resumo Este trabalho apresenta o projeto de pesquisa do desenvolvimento de um protótipo de banheiro pré-fabricado voltado para habitação de interesse social. O trabalho busca apresentar as principais requisitos e critérios de projeto de produção de um banheiro pré-fabricado com estrutura mista de aço e concreto armado. O banheiro foi escolhido como elemento a ser desenvolvido por apresentar maior quantidade de requisitos projetuais e dificuldades construtivas, que costumam produzir atrasos na execução da obras. Nesta proposta desenvolve-se o projeto de um banheiro pronto, cujas instalações elétricas e hidrossanitárias estão compatibilizadas no projeto integrado. Busca-se assim, a racionalização dos serviços e a industrialização dos componentes e de suas interfaces, criando condições para sua produção em larga escala, adequado às exigências normativas e às especificidades das habitações voltadas à população de baixa renda. Palavra chave: habitação, sistema construtivo, banheiro, pré-fabricado.
Comportamento do material concreto frente à variação da concentração de dióxido de carbono
Capuzzo, V.M.S. (1); Liborio, J. B. L. (2)
(1) Doutora, Valdirene Maria Silva Capuzzo, Universidade Federal do Tocantins e-mail: valdirenecapuzzo@... (2) Doutor, Jefferson Benedicto Libardi Liborio, Escola de Engenharia de São Carlos- USP e-mail: liborioj@... 205 Sul, Alameda 19, lote 18, Q.I. 11, CEP 77015267, Palmas-TO
Resumo Todos os elementos estruturais em concreto armado devem ser resistentes e duráveis para as finalidades projetadas. Estruturas em concreto pré-moldado devem apresentar baixa permeabilidade frente aos agentes agressivos, principalmente ao dióxido de carbono (CO2) que despassiva a armadura e desencadeia o processo de corrosão quando na presença de umidade. Em virtude da necessidade de realizar ensaios de carbonatação num período de tempo relativamente curto, os pesquisadores do assunto optam por ensaios acelerados, realizados com um teor de CO2 mais elevado do que o encontrado no meio ambiente. Tendo em vista que este assunto é uma preocupação corrente no meio técnico, neste trabalho serão apresentados resultados de medidas de carbonatação realizadas em corpos-de-prova submetidos à concentração de 50% e 1% de dióxido de carbono com 28 dias de exposição. Objetivando comparar estes resultados com o que acontece nos elementos estruturais expostos ao meio ambiente foram determinadas medidas de profundidade de carbonatação em corpos-de-prova submetidos às condições ambientais da cidade de São Carlos-SP durante um ano. Apresentam-se resultados do comportamento da frente de carbonatação no concreto pré-moldado, não fissurado, submetido a diferentes níveis de dióxido de carbono. Estes resultados também alertam para a necessidade de um controle rigoroso da concentração de CO2 nas câmaras de carbonatação acelerada para que os estudos sejam comparativos. Palavras-Chave: Pré-moldado, Carbonatação, Concentração de CO2, Durabilidade, Concreto.
Concreto Auto-adensável de Alta Resistência, com Baixo Consumo de Cimento Portland, para Elementos Pré-moldados
Tobias Azevedo da Costa Pereira (1); Jefferson B. L. Liborio (2)
(1) Mestrando em engenharia de estruturas, Tobias Azevedo da Costa Pereira, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo e-mail: tobiasacp@... (2) Professor Doutor, Jefferson B. L. Liborio, Laboratório de Materiais Avançados à Base de Cimento da Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo e-mail: liborioj@... Av. Trabalhador Sancarlense, 400, CEP 13566-590, São Carlos, São Paulo - Brasil
Resumo Neste trabalho é apresentado o desenvolvimento de um concreto auto-adensável adequado à indústria da pré-moldagem. Este tipo de concreto tem sido aplicado com eficiência em estruturas moldadas “in loco”. Entretanto, sua indicação é ressaltada no caso da execução de peças com formas complexas, altas, de pequena espessura e com densidade alta de armadura. Também é útil para os tipos de ligações de difícil acesso e que necessitam de solidarização através de concretos moldados “in loco”. De alta resistência, fc28 = 71 MPa e Ec28 = 43 GPa, propicia escolha da cura térmica, caso haja necessidade de desforma, protensão e manuseio em poucas horas, ou cura em temperatura ambiente para ciclos de produção a partir de dois dias, uma vez que obteve-se fc2 = 27 MPa. A adição de fibras poliméricas, com finalidade de inibir o lascamento explosivo, onde os concretos de matriz densa estão sujeitos em situações de incêndio, foi testada em concretos submetidos até uma temperatura de 400ºC, com boa resposta. O baixo consumo de cimento (325 kg/m³) foi conseguido através de técnicas de empacotamento e dispersão de partículas, resultando em baixa porosidade o que implicou em elevada resistência à compressão e módulo de elasticidade e alto potencial de durabilidade. Estes aspectos são de grande importância para o projeto de elementos pré-moldados, porque permitem a obtenção de peças com maior rendimento mecânico, tanto pelo aumento da tensão resistente quanto pela possibilidade de redução dos cobrimentos das armaduras, desde que respeitando os limites prescritos para tempo de resistência ao fogo. Palavras-Chave: Concreto auto-adensável, Alta resistência, Consumo de cimento, Pré-moldados.
Concreto de Altíssima Resistência Reforçado com Fibras de Carbono (RPCM) para elementos pré-moldados
(1) Engenheirando Renan Storti Neves, Universidade Católica de Petrópolis renansneves@... (2) Engenheirando Rogério Rodrigues Izidoro, Universidade Católica de Petrópolis durogerio.izidoro@... (3) Prof. D.Sc., Robson Luiz Gaiofatto, Universidade Católica de Petrópolis rlgaiofatto@... Rua Barão de Amazonas, 124 – Centro – Petrópolis - RJ
Resumo O presente trabalho tem por objetivo a avaliação do uso dos concretos de altíssima resistência, de pós-reativos, reforçados com compósitos de fibras de carbono para aplicações em elementos pré-moldados. Inicialmente, são apresentados resultados de diversos ensaios desenvolvidos no laboratório de concreto da Universidade Católica de Petrópolis nos dois últimos anos, visando aplicações diversas. Estes resultados são compostos de dosagem de traço, ensaios de compressão, tração, módulo de elasticidade dos concretos pós-reativos e de ensaios em elementos reforçados com compósitos de fibras de carbono submetidos à flexão pura. A seguir, é apresentada uma discussão sobre os critérios de ruptura do concreto de pós reativos com resistência à compressão da ordem de 200 MPa e uma avaliação, através de dimensionamento de diversos elementos estruturais como vigas e pilares, especialmente aquelas protendidas, em comparação com os mesmos elementos dimensionados com concreto convencional de 30 MPa. Aplicações em elementos especiais como aduelas de pontes e placas para embarcações são consideradas e discutidas no trabalho. Palavras-Chave:Concretos de Alta Resistência, Fibras de Carbono, Elementos Pré-Moldados.
Subject: RE: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Caros,
Na época da revisão da NBR-6118, houve a sugestão para se criar uma norma de Projetos de estruturas de concreto para estruturas de pequeno porte, acontece que a ABNT não permite duas normas tratando do mesmo tema. O Ibracon através do comite técnico CT-301 concreto estrutural, elaborou uma publicação chamada "Prática recomendada IBRACON para estruturas de edifícios de nível 1 - ESTRUTURAS DE PEQUENO PORTE", não tem valor de norma, porém é um documento bem mais simples e esta alinhado aos preceitos da NBR 6118. Esta publicação pode ser adquirida junto ao Ibracon, e custa bem barato.
Abraço,
Varela
São Paulo - S.P.
On Qua 25/11/09 12:03 , Antonio Carlos Pulido pulid2004@hotmail.com sent:
Bom dia Jairo
acho perfeito o seu raciocinio, para estes tipos de obra, não me atrevo jamais em calcular uma torre de transmissão, uma estrutura de posto de gasolina, não utilizando a norma em vigencia, as simplicações sugeridas sugeridas seriam em obras de pequeno porte mesmo, sem laje sem marquize, etc. e logicamente que esta simplicação deve ser verificada. exemplo: ja cheguei a pilares em obras pequenas, onde são cobertas com fibrocimento, sem laje etc, onde os pilares necessecitavam de muito menos armadura do que armadura mínima,´neste caso acho que deveria se ter uma abertura para que o engenheiro pudesse impor a armadura que o calculo esta pedindo. agora quando a uma obra com laje, sobrados e obras maiores. a sugestão de se criar uma norma para pequenas obras é justamente impor limites para esta simplificações, baseadas logicamente em experimentos científicos. mas enquanto isso não vem devemos sim seguir a norma, só acho que muitas vezes ela se torna exagerada para uma obra muito simples com carregamentos muito pequenos. acho que estruturas tais como cobertruras metalicas para postos, ginasios, redes de transmissão devem sim, continuar seguindo a NBR 6118, não deve haver um afrouxamento como foi colocado, pois bem sabemos que são obras ja com grau de complexidade.
Eng. Civil Antonio Carlos Pulido Campo Mourão - PR
To: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br From: jgarten@uol.com.br Date: Tue, 24 Nov 2009 14:49:06 -0200 Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezado Antonio Carlos,
concordo que na grande maioria das obras modestas citadas, executadas "e gerenciadas" por um mestre-de-obras/pedreiro, não acontece absolutamente nada. Nem ruptura de elementos estruturais, nem flechas excessivas, muito menos patologias mais sérias...
Mas talvez seja seguindo esse raciocínio de permitir um afrouxamento nos critérios que acabamos vendo postos de gasolina destelhados, quedas de torres de transmissão, postes de energia caindo, desabamento de lajes e outras coisas mais.
Ai, na mídia, a culpa é do vento ou do excesso irresponsável de carga, quando na verdade a culpa é exclusiva de um mau projeto e/ou má execução!
Nem vou entrar no mérito do valor da vida humana, que é igual independente do porte de obra, mas você saberia me dizer qual seria um limite para se realizar essas 'simplificações' sugeridas?
Subject: RE: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
bom dia.....bom acompanhei a maior parte das discussões sobre o assunto de pilares em pequenas obras e sinceramente acho que deveria ser criada uma NBR para elas. Acho que a norma tem total validade quando se tratada de obras que incluem complexidade, porem realmente existem obras que muitas vezes fica complicado de seguir a NBR. existe um fato em nosso meio que sempre questiono apesar do pouco tempo de formado, que são as discussões geradas por mestres de obra com os engenheiros. acho que deveriamos tem em nosso meio credenciamentos para que tais pessoas pudessem executar tal serviço, como ancontece na area de medicina, afinal, tambem trabalhamos com vidas humanas. bom mas voltando ao assunto, em pequenas obras, e quando me refiro a obras pequenas me refiro a uma casa de 100 m2, 150 m2, sem lajes, e sem grandes carregamentos, ou seja, casas modestas, os proprietarios costumam procurar serviços de engenharia por mera formalidade, ou seja, para se livrar da multa, porem acha que o engenheiro nao tem papel algum dentro da sua obra, acha que o seu predeiro, comprade ou mestre de obra é o cara, porque construiu um monte casas e nao deu problema. bom agora vejamos as alvenarias, geralmente tem espessuras de 9 cm para tijolos em pé e 14 cm para tijolos deitados, isso em minha região, porem a NBR diz que a espesura minima de pilar é de 12 cm e vigas com minimo absoluto de 10 cm, ai fica a pergunta, quem irá executar uma viga de 12 cm ou 10 cm em uma parede de 9 cm? a execução disso e complicada, gera ressaltos e na maioria das vezes por economia nestas obras quer se utilizar tijolos em pé com 9cm. acho que antes de mais nada, deve sim haver uma compatibilização entre normas de blocos ceramicos e de concreto armado, isso ajudaria muito. quanto a questão do calculo de pilares nessas pequenas obras, mesmo sabendo que os pilares são estruturas complexas, onde são inseridos efeitos de 2º ordem, flambagem e flexocompressão, acho que o seu calculo deveria ser mais aberto em determinados pontos. tais imposição de armadura mínima, quanto a aréa mimima de pilares acho coerente, porem acho que devem existir evoluções na engenharia e as ABNT, deveria-se sim iniciar estudos que pudesse normatizar uma norma para estas obras muito pequenas. Quero aqui lembrar que sigo a norma, e acho que as mensagens do nossos mestres mais experiencientes que aqui nos ajudam são totalmente validas, sensatas e nos trasmite respostas que nos ajudam no dia-a-dia, porem sofremos para que isso seja imposto em obra, pelo fato de nao haver compatibilização de normas de blocos ceramicos e concreto.
um abraço a todos
Eng. Antonio Carlos Pulido Campo Mourão - Pr.
To: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br From: bento@pocos-net.com.br Date: Tue, 24 Nov 2009 10:53:44 -0200 Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezado Palmeira,
Obrigado pela correção do ditado. Quanto ao juízo de valor dele, cada pensa como quiser, claro.
Quanto ao assunto tratado e a aplicação do ditado, deixo para os bons entendedores.
De: Ricardo Bento <bento@pocos-net.com.br> Assunto: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 6:51

Como diz (mais ou menos) o ditado:
"Aos amigos tudo! Aos inimigos os rigores da Lei!".
Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Caro Eduardo,
Um método construtivo que não pode-se demonstrar tecnicamente não deve ser usado por um engenheiro. Explico porque: Teoricamente quem contrata um engenheiro quer comprar Engenharia, isto é, quer que o profissional lhe forneça aquilo que a Engenharia preconiza.
Caso um engenheiro lhe venda algo que não está dentro das normas ou que agrida algum conceito das ciências ele não estará lhe vendendo Engenharia e isso, na melhor das hipóteses é falta de ética profissional.
Fiz a piscina da minha casa com paredes de alvenaria de tijolos cerâmicos comuns, isso já tem uns 17 anos e nunca deu problema. Fiz isso porque não estava vendendo para ninguém. Mas se alguém comprar um projeto de piscina da minha mão vai ter que gastar bem mais do que eu gastei, porque eu não vou fazer de uma forma que não posso provar que está certo isso seria anti-ético, ilegal e imoral.
Agora, um mestre-de-obras pode fazer, ele não está vendendo Engenharia e sim construção o que é bem diferente.
Abraço
Palmeira São Luís - MA
--- Em seg, 23/11/09, Eduardo Nunes Loureiro escreveu:
De: Eduardo Nunes Loureiro Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Data: Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, 19:42
É engraçado como é comum ouvir em nosso meio a expressão "faço assim há anos e nunca caiu...". Ouvi, inclusive, de um professor à época de faculdade, há quase quinze anos atrás.
Interessante lembrar que, quando dimensionamos nossas estruturas, não utilizamos apenas os estados limites de utilização, ou as máximas tensões admissíveis. Devemos utilizar os estados-limites de serviço.
Então, é muito provável que, se fizermos um pilar com 10 centímetros de largura, ele não vá cair, principalmente se a casa em questão tiver muitos deles e, mais ainda, se tratar-se de uma casa térrea. Contudo, é um pilar esbelto, e que provavelmente terá deformações devidas à flambagem que serão impossíveis de mesurar, pelo menos com o que é conhecido sobre teorias de múltipla ordem até agora. E, se é impossível de mesurar, não é dimensionamento, é chute. E se é chute, não é engenharia.
Resumindo: pilares inferiores que os estipulados em norma "podem" ser feitos pela conta e risco do proprietário. E responsabilidade do engenheiro calculista. Eu, por via das dúvidas, prefiro continuar "quadrado" mesmo, seguindo as dimensões normativas e dormindo tranqüilo.
Eng. Eduardo Nunes Loureiro
Goiânia - GO
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Alain Bertrand Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 17:00 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Estou certo que muita gente sempre fez assim e nunca caiu....
E quando uma obra de pequeno porte entra em colapso. Alguém lembra de verificar a dimensão do pilar?
Duvido muito que descumprimento da dimensão mínima do pilar seja a única "liberalidade" que se faça nas normas, também duvido que seja feita apenas em pequenas obras.
Gostaria muito de ver o CREA atuando de forma contrária ao normal, restringindo o registro de profissional que assina como RT de uma obra destas, em flagrante irresponsabilidade (alguém já viu isto?)
...
Infelizmente continuo acreditando que se continuará a colocar panos quentes, e tudo como será como antes. Uma pena.
Grande abraço a todos
Alain Bertrand
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Leonésio Alves Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 15:01 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: Re: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezados colegas da comunidade,
Aí é que vcs se enganam! Esses pilares existem por aqui, no sul de Minas Gerais, aos montes, e todos eles são calculados, sim, com RT e tudo!
E não são encontrados apenas em obras térreas, não... Existem pilares com 10x30cm até em obras com 4 pavimentos!
E o porquê de tamanha desconformidade? Simples, os tijolos que chegam aqui, vindos de vários estados vizinhos, tem 10cm de largura... e servem como formas para a concretagem dos pilares. Então, ou vc tem pilares que se projetam para fora da alvenaria acabada, com 20 ou 25cm em sua menor largura, ou tem os pilares ultra-esbeltos bem escondidinhos nelas...
Novo Windows 7. Você vai achar que nasceu sabendo! Clique e conheça.
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Prezado Antonio Carlos, a armadura mínima não é "obrigatória". Veja no caso de vigas que você pode adotar a armadura de cálculo desde que se adote em projeto, com as restrições indicadas, o dobro do momento atuante conforme recomendação da própria norma (ver item 17.3.5.2.1).
Também não acho que a armadura mínima seja fator importante. Sem entrar no mérito dos cobrimentos, no caso dos tão famosos e comentados pilares de 12cm, uma seção de 12x30 teria armadura mínima de 0,4%Ac = 1,5cm2;já em vigas, uma de 12x40 com fck de 25MPa teria 0,15%Ac = 0,8cm2!!!! Será que os esforços atuantes dão tão menos que isso????
E quanto às obras "sem laje" mencionadas, embora os aspectos a seguir possam não ser condicionantes na maioria dos casos, como é que se consideram os travamentos da estrutura, rigidez horizontal àos esforços de vento e eventuais imperfeições? As ligações viga-pilar são armadas coerentemente?
Meu ponto de vista é que não precisamos seguir as normas brasileiras desde que amparados por boa técnica alternativa, ratificada em outros estudos ou recomendações normativas aplicáveis de outros países, mas nunca por questões culturais, regionais ou sobretudo econômicas.
Subject: RE: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Bom dia Jairo
acho perfeito o seu raciocinio, para estes tipos de obra, não me atrevo jamais em calcular uma torre de transmissão, uma estrutura de posto de gasolina, não utilizando a norma em vigencia, as simplicações sugeridas sugeridas seriam em obras de pequeno porte mesmo, sem laje sem marquize, etc. e logicamente que esta simplicação deve ser verificada. exemplo: ja cheguei a pilares em obras pequenas, onde são cobertas com fibrocimento, sem laje etc, onde os pilares necessecitavam de muito menos armadura do que armadura mínima,´neste caso acho que deveria se ter uma abertura para que o engenheiro pudesse impor a armadura que o calculo esta pedindo. agora quando a uma obra com laje, sobrados e obras maiores. a sugestão de se criar uma norma para pequenas obras é justamente impor limites para esta simplificações, baseadas logicamente em experimentos científicos. mas enquanto isso não vem devemos sim seguir a norma, só acho que muitas vezes ela se torna exagerada para uma obra muito simples com carregamentos muito pequenos. acho que estruturas tais como cobertruras metalicas para postos, ginasios, redes de transmissão devem sim, continuar seguindo a NBR 6118, não deve haver um afrouxamento como foi colocado, pois bem sabemos que são obras ja com grau de complexidade.
Eng. Civil Antonio Carlos Pulido Campo Mourão - PR
To: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br From: jgarten@uol.com.br Date: Tue, 24 Nov 2009 14:49:06 -0200 Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezado Antonio Carlos,
concordo que na grande maioria das obras modestas citadas, executadas "e gerenciadas" por um mestre-de-obras/pedreiro, não acontece absolutamente nada. Nem ruptura de elementos estruturais, nem flechas excessivas, muito menos patologias mais sérias...
Mas talvez seja seguindo esse raciocínio de permitir um afrouxamento nos critérios que acabamos vendo postos de gasolina destelhados, quedas de torres de transmissão, postes de energia caindo, desabamento de lajes e outras coisas mais.
Ai, na mídia, a culpa é do vento ou do excesso irresponsável de carga, quando na verdade a culpa é exclusiva de um mau projeto e/ou má execução!
Nem vou entrar no mérito do valor da vida humana, que é igual independente do porte de obra, mas você saberia me dizer qual seria um limite para se realizar essas 'simplificações' sugeridas?
Subject: RE: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
bom dia.....bom acompanhei a maior parte das discussões sobre o assunto de pilares em pequenas obras e sinceramente acho que deveria ser criada uma NBR para elas. Acho que a norma tem total validade quando se tratada de obras que incluem complexidade, porem realmente existem obras que muitas vezes fica complicado de seguir a NBR. existe um fato em nosso meio que sempre questiono apesar do pouco tempo de formado, que são as discussões geradas por mestres de obra com os engenheiros. acho que deveriamos tem em nosso meio credenciamentos para que tais pessoas pudessem executar tal serviço, como ancontece na area de medicina, afinal, tambem trabalhamos com vidas humanas. bom mas voltando ao assunto, em pequenas obras, e quando me refiro a obras pequenas me refiro a uma casa de 100 m2, 150 m2, sem lajes, e sem grandes carregamentos, ou seja, casas modestas, os proprietarios costumam procurar serviços de engenharia por mera formalidade, ou seja, para se livrar da multa, porem acha que o engenheiro nao tem papel algum dentro da sua obra, acha que o seu predeiro, comprade ou mestre de obra é o cara, porque construiu um monte casas e nao deu problema. bom agora vejamos as alvenarias, geralmente tem espessuras de 9 cm para tijolos em pé e 14 cm para tijolos deitados, isso em minha região, porem a NBR diz que a espesura minima de pilar é de 12 cm e vigas com minimo absoluto de 10 cm, ai fica a pergunta, quem irá executar uma viga de 12 cm ou 10 cm em uma parede de 9 cm? a execução disso e complicada, gera ressaltos e na maioria das vezes por economia nestas obras quer se utilizar tijolos em pé com 9cm. acho que antes de mais nada, deve sim haver uma compatibilização entre normas de blocos ceramicos e de concreto armado, isso ajudaria muito. quanto a questão do calculo de pilares nessas pequenas obras, mesmo sabendo que os pilares são estruturas complexas, onde são inseridos efeitos de 2º ordem, flambagem e flexocompressão, acho que o seu calculo deveria ser mais aberto em determinados pontos. tais imposição de armadura mínima, quanto a aréa mimima de pilares acho coerente, porem acho que devem existir evoluções na engenharia e as ABNT, deveria-se sim iniciar estudos que pudesse normatizar uma norma para estas obras muito pequenas. Quero aqui lembrar que sigo a norma, e acho que as mensagens do nossos mestres mais experiencientes que aqui nos ajudam são totalmente validas, sensatas e nos trasmite respostas que nos ajudam no dia-a-dia, porem sofremos para que isso seja imposto em obra, pelo fato de nao haver compatibilização de normas de blocos ceramicos e concreto.
um abraço a todos
Eng. Antonio Carlos Pulido Campo Mourão - Pr.
To: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br From: bento@pocos-net.com.br Date: Tue, 24 Nov 2009 10:53:44 -0200 Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezado Palmeira,
Obrigado pela correção do ditado. Quanto ao juízo de valor dele, cada pensa como quiser, claro.
Quanto ao assunto tratado e a aplicação do ditado, deixo para os bons entendedores.
De: Ricardo Bento <bento@pocos-net.com.br> Assunto: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 6:51

Como diz (mais ou menos) o ditado:
"Aos amigos tudo! Aos inimigos os rigores da Lei!".
Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Caro Eduardo,
Um método construtivo que não pode-se demonstrar tecnicamente não deve ser usado por um engenheiro. Explico porque: Teoricamente quem contrata um engenheiro quer comprar Engenharia, isto é, quer que o profissional lhe forneça aquilo que a Engenharia preconiza.
Caso um engenheiro lhe venda algo que não está dentro das normas ou que agrida algum conceito das ciências ele não estará lhe vendendo Engenharia e isso, na melhor das hipóteses é falta de ética profissional.
Fiz a piscina da minha casa com paredes de alvenaria de tijolos cerâmicos comuns, isso já tem uns 17 anos e nunca deu problema. Fiz isso porque não estava vendendo para ninguém. Mas se alguém comprar um projeto de piscina da minha mão vai ter que gastar bem mais do que eu gastei, porque eu não vou fazer de uma forma que não posso provar que está certo isso seria anti-ético, ilegal e imoral.
Agora, um mestre-de-obras pode fazer, ele não está vendendo Engenharia e sim construção o que é bem diferente.
Abraço
Palmeira São Luís - MA
--- Em seg, 23/11/09, Eduardo Nunes Loureiro <eduardonloureiro@ gmail.com> escreveu:
De: Eduardo Nunes Loureiro <eduardonloureiro@ gmail.com> Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Data: Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, 19:42
É engraçado como é comum ouvir em nosso meio a expressão "faço assim há anos e nunca caiu...". Ouvi, inclusive, de um professor à época de faculdade, há quase quinze anos atrás.
Interessante lembrar que, quando dimensionamos nossas estruturas, não utilizamos apenas os estados limites de utilização, ou as máximas tensões admissíveis. Devemos utilizar os estados-limites de serviço.
Então, é muito provável que, se fizermos um pilar com 10 centímetros de largura, ele não vá cair, principalmente se a casa em questão tiver muitos deles e, mais ainda, se tratar-se de uma casa térrea. Contudo, é um pilar esbelto, e que provavelmente terá deformações devidas à flambagem que serão impossíveis de mesurar, pelo menos com o que é conhecido sobre teorias de múltipla ordem até agora. E, se é impossível de mesurar, não é dimensionamento, é chute. E se é chute, não é engenharia.
Resumindo: pilares inferiores que os estipulados em norma "podem" ser feitos pela conta e risco do proprietário. E responsabilidade do engenheiro calculista. Eu, por via das dúvidas, prefiro continuar "quadrado" mesmo, seguindo as dimensões normativas e dormindo tranqüilo.
Eng. Eduardo Nunes Loureiro
Goiânia - GO
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Alain Bertrand Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 17:00 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Estou certo que muita gente sempre fez assim e nunca caiu....
E quando uma obra de pequeno porte entra em colapso. Alguém lembra de verificar a dimensão do pilar?
Duvido muito que descumprimento da dimensão mínima do pilar seja a única "liberalidade" que se faça nas normas, também duvido que seja feita apenas em pequenas obras.
Gostaria muito de ver o CREA atuando de forma contrária ao normal, restringindo o registro de profissional que assina como RT de uma obra destas, em flagrante irresponsabilidade (alguém já viu isto?)
...
Infelizmente continuo acreditando que se continuará a colocar panos quentes, e tudo como será como antes. Uma pena.
Grande abraço a todos
Alain Bertrand
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Leonésio Alves Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 15:01 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: Re: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezados colegas da comunidade,
Aí é que vcs se enganam! Esses pilares existem por aqui, no sul de Minas Gerais, aos montes, e todos eles são calculados, sim, com RT e tudo!
E não são encontrados apenas em obras térreas, não... Existem pilares com 10x30cm até em obras com 4 pavimentos!
E o porquê de tamanha desconformidade? Simples, os tijolos que chegam aqui, vindos de vários estados vizinhos, tem 10cm de largura... e servem como formas para a concretagem dos pilares. Então, ou vc tem pilares que se projetam para fora da alvenaria acabada, com 20 ou 25cm em sua menor largura, ou tem os pilares ultra-esbeltos bem escondidinhos nelas...
Estou tendo dificuldade para fazer uma simulação no TQS.
É um projeto de um restaurante sob pilotis. A laje de piso será pré-moldada. Segue planta de forma do referido piso (restaurante.dwg).
No centro do piso terá uma faixa de vidro apoiada em duas vigas de 85cm. A face inferior das duas vigas apoiará uma laje maciça de 15cm rebaixada em 70cm do piso. (ver corte AA, em restaurante.dwg).
Quando faço o lançamento das lajes L5 a L8 no modelador tenho que lançá-las separadas, pois o programa entende que as lajes são divididas pelas vigas V6, V9 e V12. Mas, na realidade a laje maciça deverá ser contínua e única uma vez que o arquiteto pretende passar uma lâmina d'água pela mesma.
Se observar nas imagens 3D verifica-se um espaçamento entre as lajes L5, L6, L7 e L8 (referente às vigas citadas).
E o programa emite aviso que as referidas lajes não estão apoiadas naquelas vigas.
Pensei em fazer um piso auxiliar rebaixado em 75cm. A laje única apoiada em uma viga 15x15cm, e a viga apoiada em "pilaretes/tirante" 15x15cm espaçados a cada um metro. E estes apoiados nas vigas de 85cm.
Será que esse modelo não foge muito da realidade?
Quando fiz a simulação do piso auxiliar, tive que definir os apoios das vigas. O programa entende que as vigas estão apoiadas umas nas outras e não nos pilaretes? E que os pilaretes é que estão apoiados nas vigas?
1 – Lajes em balanço (mas não uso o
momento negativo obtido para reduzir o AS), onde só fazemos com conhecimento do
suporte de carga de vigas e pilares.
2 – Apesar do momento fletor considerado
nulo, emendas de panos de laje, em especial vão maiores que 3,50m, são analisados
caso a caso, com objetivo de combater fissura sobre o apoio. (por favor não
entendam que basta o vão ser maior que 3,5 m e colocaremos armadura negativa)
Antonio Trévia
Belém
De:comunidadeTQS@... [mailto:comunidadeTQS@...] Em
nome de Robson Rocha Campos Enviada em: terça-feira, 24 de
novembro de 2009 19:05 Para:comunidadeTQS@... Assunto: Re: [comunidadeTQS]
Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Caro Antônio,
Me tire uma dúvida, se você faz o "cálculo das lajes nos sentidos indicados, uni ou
bidirecional, bi-apoiados em apoio simples (sem engaste, semi-engaste ou continuidade)",
em que casos ou situações seriam usadas as armaduras
negativas?
Subject: RES:
[comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes
pré-moldadas
Caro Jairo,
Vou responder por minha empresa PREMAC.
Na situação de ausência ou insuficiência de projetos de lajes,
fazemos o cálculo das lajes nos sentidos indicados, uni ou bidirecional,
bi-apoiados em apoio simples (sem engaste, semi-engaste ou continuidade),
e também dimensionamos as armaduras complementares:
- Armadura para nervura de travamento
- Armadura positiva para nervura de 2° sentido
- Armadura negativas
- Armaduras para bordo, livre ou não
- Armaduras de canto
- Armadura de distribuição, telas ou amarradas.
Lógico que algumas das armaduras acima de acordo com cada caso.
Att, Antonio
Belém, Pará
De:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br
[mailto:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br]
Em nome de Jairo Fruchtengarten Enviada em: terça-feira, 24 de
novembro de 2009 09:13 Para:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br Assunto: Re: [comunidadeTQS]
Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Prezados
colegas,
apenas
para dirimir uma dúvida pessoal, os fabricantes de lajes que aqui se
manifestaram e que disseram ser 'obrigados' a armar as lajes (nos casos de
ausência de projetos estruturais completos) se referem apenas à armação da laje
pré-moldada ou também à armação que vai na capa moldada in loco???
Subject: RES: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento
e fabricação das lajes pré-moldadas
Boa noite Baccini e perdoe-me pela demora na resposta ao seu email,
Que alegria te encontrar por aqui.
Sempre viajo para buscar conhecimento e me alegrei bastante em
encontrar alguém que assistiu e gostou das nossas palestras em Belém.
Este trabalho fazemos nas Universidades, escolas técnicas e também
no auditório de nossa empresa para divulgarmos o uso destas lajes visto a
carência de informações técnicas relatadas por vários colegas em diferentes
lugares.
Concordo com todas as suas considerações, e sem querer me esconder
ou ser hipócrita, afirmo que faço uso sim dos programas de dimensionamento de
lajes como da Belgo ou Gerdau ou TCO, PORÉM apenas bi-apoiadas, sem engaste ou
semi-engaste, pois como falei cerca de 60% de nosso mercado não vem com as
lajes dimensionadas.
Como muitos casos vistos aqui, o que acontece é que, muitos colegas
que executam suas próprias obras sem projeto completo e ao conhecer a estrutura
de empresas fabricantes realmente preocupadas com a parte técnica e segurança,
passam a nos indicar confiam na empresa e nos engenheiros.
Mas a pergunta que fica é: Como a obra foi feita sem projeto ou com
projeto incompleto?
Mesmo fazendo e reconhecendo que seja errado, acredito ser um
problema de difícil solução a médio prazo, pois se nós, como engenheiros não
fizermos, o seu “Zé” ou o seu “Chico” farão como por
exemplo:
Um vão de 4,00 metros com sobrecarga
residencial uma laje LT12(7+5) com TR08644 e intereixo 49cm com concreto fck 25:
Em nosso dimensionamento teria 3 fios de 6.0 de AS adicional
Na “Lajes
Chico” ou “Lajes Zé” seria
feito sem AS adicional.
Sem o detalhamento ou, o que é pior, SEM FISCALIZAÇÃO NA OBRA, para
o cliente seriam as duas a mesma coisa, com uma diferença que mais fácil de ser
vista, uma custa 30% a menos que a outra.
E como viajo o Brasil todo, em especial São Paulo,
Goiás e Pará esta não é uma realidade regional e sim nacional.
Nossa estrutura como relatada anteriormente é cara e poderia ser
reduzida para apenas um engenheiro e um técnico se todos os pedidos fossem
detalhados, e eu adoraria ficar com estes mais de 10 mil no meu bolso todos os
meses (neste momento parei, sonhei e suspirei! Ah ah ah).
Mas voltando ao ponto.
Adquiri o módulo de TQS/Lajes Treliçadas em 2007 e viajei para BH
onde fiz o curso padrão com o objetivo de padronizar todos os nossos projetos
para o TQS mas até hoje não consegui colocar isto em prática.
Agora quem sabe chegou a minha vez de ouvi-lo palestrar e retomar
este objetivo.: )
De:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br
[mailto:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br]
Em nome de Carlos Baccini Enviada em: quinta-feira, 19 de
novembro de 2009 22:39 Para:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br Assunto: Res: [comunidadeTQS]
Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Prezado Antonio Trevia,
Um
prazer muito garnde estar entrando em contato com você.
Você ,
talvez não se lembre de mim, mas estive em uma palestra sua em Belém ( Fui
convidado pelo Mário Renato da TCO - Goiânia, eu morava em Santarém na época)
em novembro de 2003, sobre lajes treliçadas.
Gostei
muito da sua palestra , e fiquei admirado com a sua coragem e
determinação em ser responsável pela fabricação dessas lajes com pouco tempo de
formado à época ( 2003).
Mas
vamos ao ponto do seu questionamento.
Na minha
opinião, o projeto desse tipo de laje tem que vir com todos os detalhes e
informações necessárias para uma boa execução, além de atender às normas
vigentes, tais como: tipo da laje, ferragens adicionais, elementos de
enchimento, cálculo das deformações ( flechas ) pela análise não linear ( leva
em consideração a deformação lenta), item fundamental para um bom projeto, bem
como outras informações ( fck, módulo de elasticidade , fator água/cimento etc )
O sistema
CAD TQS possui esse módulo, incluindo as deformações nos elementos não
estruturais ( Alvenaria , parede vidro etc), e fornece também os valores de
vibração, também item importante para esse tipo de laje.
Na
prática , o responsável pela execução vai até a empresa forneçedora das lajes ,
de posse do projeto executivo das lajes, e faz a aquisição.
Não faz
sentido , a empresa fornecedora dimensionar e detalhar as lajes , para isso
deveria estar de posse das condiçôes de contorno da laje ( Pilares , vigas etc)
, ou seja teria que executar o projeto estrutural.
Existem
critérios de cálculo na execuçâo do projeto estrutural, que a empresa
fornecedora não tem nem idéia de como foram concebiidos ( as famosas
plastificações nos apoios).
O que
você ter aí com você , são pequenos programas , que dão apenas uma idéia da
laje a ser empregada.
A
construção sendo de pequeno porte , com vãos até 4m, todas as paredes
se apóiam nas vigas ; geralmente , os resultados são semelhantes,
fugiu um pouco disso, a coisa muda de figura.
O que eu
acho muito importante, é que haja um refinamento no diálogo entre o projetista
e o fornecedor.
Não
adianta o projetista estar executando um projeto fora da realidade de mercado,
bem como a empresa fornecedora fazer o papel do projetista.
Espero
ter ajudado, e seja bem vindo à comunidade , todos nós somos engenheiros
como você , não se acanhe em levantar questões, isso só contribuirá para a
Engenharia Brasileira.
Um
forte abraço,
Baccini
De: antoniotrevia <antoniotrevia@premac.com.br> Para:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br Enviadas: Quinta-feira, 19 de
Novembro de 2009 13:15:00 Assunto: [comunidadeTQS] Projeto,
Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Caros Colegas,
Sou engenheiro civil formado em 2000 pela Universidade da Amazônia em Belém do Pará
e, há 13 anos trabalho na indústria (cálculo fabricação e montagem) de lajes
pré-moldadas (lajes volterranas, treliçadas, pré-lajes).
Sou mais um dos que, silenciosamente, assiste e aprende deveras com
as informações, as vezes discussões, geradas nesta comunidade.
Esta diversidade, formada de famosos e anônimos, práticos e
teóricos, jovens e não tão jovens, de metálica e de concreto, da infra e da
supra,
faz deste grupo um fantástico espaço de saber e conhecimento, que
por vezes intimida aqueles que, como eu, não se sentem ainda no mesmo nível dos
grandes nomes (e cérebros) que por aqui se cruzam.
Abandono o anonimato saudando a todos e levantando um pequeno
questionamento.
1 – Questionamento.
Atualmente fabricamos 20.000 metros quadrados
de lajes mês. Deste montante cerca de (valores médios aproximados) :
20 % Pedidos com projetos completos, com detalhamentos das lajes de
acordo com exigências das normas 14859-1e2 e 14860-1e2.
40 % Pedidos apenas com projeto arquitetônico e apenas alguns
rascunhos estruturais.
40 % Pedidos com projetos estruturais incompletos, sem detalhes da
laje, as vezes a carga solicitada e/ou sentido e/ou espessura.
Ao indagar amigos calculistas do Pará sobre a obrigatorieade do
detalhamento da laje, as opiniões são divergentes.
Pergunto: Quando se compra/contrata um projeto estrutural, não
“deveria” vir com as lajes detalhadas?
Nas respostas é bom se levar em consideração:
a)O não detalhamento implica numa concorrência entre fabricantes onde
cada um trabalha com seu próprio AS, determinado, muitas das vezes (na maioria)
no ELU, o que gera ao cliente a impressão de diferença de preço quando este
cliente/comprador não entende tecnicamente ou avalia apenas preço.
b)Um projeto bem feito mas sem detalhes da margem a possibilidade de
compra de lajes subdimensionadas que, fatalmente, repercutirão no calcluista.
Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida.
Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br
Versão: 8.5.425 / Banco de dados de vírus: 270.14.80/2523 - Data de Lançamento:
11/24/09 07:46:00
Gostaria de lembrar que existem outros Programas de Qualidade, notadamente em S.Paulo.
O PSQ-L :Programa Setorial de Qualidade de Lajes Pré-Fabricadas, é coordenado pelo SINAPROCIM, e conta com apoio da ABCP, entre outros, e faz parte do PBQP-H :
De: Saulo Marcel dos Santos <saulo@...> Assunto: RES: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas [2 Anexos] Para: comunidadeTQS@... Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 15:11
Boa Tarde
Aproveitando o assunto das lajes pré-moldadas quero utilizar este espaço para divulgar o belo exemplo da região de Maringá-PR onde desenvolveram um núcleo setorial de lajes pré-moldadas com objetivo de melhorar a qualidade dos produtos.
Não sei como este projeto está hoje, foi apresentado no encontro de fabricantes de lajes pré-moldadas realizado pelo CREA-PR em 2008.
Obrigado
Eng° Saulo Marcel dos Santos
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Jairo Fruchtengarten Enviada em: terça-feira, 24 de novembro de 2009 10:13 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: Re: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Prezados colegas,
apenas para dirimir uma dúvida pessoal, os fabricantes de lajes que aqui se manifestaram e que disseram ser 'obrigados' a armar as lajes (nos casos de ausência de projetos estruturais completos) se referem apenas à armação da laje pré-moldada ou também à armação que vai na capa moldada in loco???
Subject: RES: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Boa noite Baccini e perdoe-me pela demora na resposta ao seu email,
Que alegria te encontrar por aqui.
Sempre viajo para buscar conhecimento e me alegrei bastante em encontrar alguém que assistiu e gostou das nossas palestras em Belém.
Este trabalho fazemos nas Universidades, escolas técnicas e também no auditório de nossa empresa para divulgarmos o uso destas lajes visto a carência de informações técnicas relatadas por vários colegas em diferentes lugares.
Concordo com todas as suas considerações, e sem querer me esconder ou ser hipócrita, afirmo que faço uso sim dos programas de dimensionamento de lajes como da Belgo ou Gerdau ou TCO, PORÉM apenas bi-apoiadas, sem engaste ou semi-engaste, pois como falei cerca de 60% de nosso mercado não vem com as lajes dimensionadas.
Como muitos casos vistos aqui, o que acontece é que, muitos colegas que executam suas próprias obras sem projeto completo e ao conhecer a estrutura de empresas fabricantes realmente preocupadas com a parte técnica e segurança, passam a nos indicar confiam na empresa e nos engenheiros.
Mas a pergunta que fica é: Como a obra foi feita sem projeto ou com projeto incompleto?
Mesmo fazendo e reconhecendo que seja errado, acredito ser um problema de difícil solução a médio prazo, pois se nós, como engenheiros não fizermos, o seu "Zé" ou o seu "Chico" farão como por exemplo:
Um vão de 4,00 metros com sobrecarga residencial uma laje LT12(7+5) com TR08644 e intereixo 49cm com concreto fck 25:
Em nosso dimensionamento teria 3 fios de 6.0 de AS adicional
Na "Lajes Chico" ou "Lajes Zé" seria feito sem AS adicional.
Sem o detalhamento ou, o que é pior, SEM FISCALIZAÇÃO NA OBRA, para o cliente seriam as duas a mesma coisa, com uma diferença que mais fácil de ser vista, uma custa 30% a menos que a outra.
E como viajo o Brasil todo, em especial São Paulo, Goiás e Pará esta não é uma realidade regional e sim nacional.
Nossa estrutura como relatada anteriormente é cara e poderia ser reduzida para apenas um engenheiro e um técnico se todos os pedidos fossem detalhados, e eu adoraria ficar com estes mais de 10 mil no meu bolso todos os meses (neste momento parei, sonhei e suspirei! Ah ah ah).
Mas voltando ao ponto.
Adquiri o módulo de TQS/Lajes Treliçadas em 2007 e viajei para BH onde fiz o curso padrão com o objetivo de padronizar todos os nossos projetos para o TQS mas até hoje não consegui colocar isto em prática.
Agora quem sabe chegou a minha vez de ouvi-lo palestrar e retomar este objetivo.: )
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Carlos Baccini Enviada em: quinta-feira, 19 de novembro de 2009 22:39 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: Res: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Prezado Antonio Trevia,
Um prazer muito garnde estar entrando em contato com você.
Você , talvez não se lembre de mim, mas estive em uma palestra sua em Belém ( Fui convidado pelo Mário Renato da TCO - Goiânia, eu morava em Santarém na época) em novembro de 2003, sobre lajes treliçadas.
Gostei muito da sua palestra , e fiquei admirado com a sua coragem e determinação em ser responsável pela fabricação dessas lajes com pouco tempo de formado à época ( 2003).
Mas vamos ao ponto do seu questionamento.
Na minha opinião, o projeto desse tipo de laje tem que vir com todos os detalhes e informações necessárias para uma boa execução, além de atender às normas vigentes, tais como: tipo da laje, ferragens adicionais, elementos de enchimento, cálculo das deformações ( flechas ) pela análise não linear ( leva em consideração a deformação lenta), item fundamental para um bom projeto, bem como outras informações ( fck, módulo de elasticidade , fator água/cimento etc )
O sistema CAD TQS possui esse módulo, incluindo as deformações nos elementos não estruturais ( Alvenaria , parede vidro etc), e fornece também os valores de vibração, também item importante para esse tipo de laje.
Na prática , o responsável pela execução vai até a empresa forneçedora das lajes , de posse do projeto executivo das lajes, e faz a aquisição.
Não faz sentido , a empresa fornecedora dimensionar e detalhar as lajes , para isso deveria estar de posse das condiçôes de contorno da laje ( Pilares , vigas etc) , ou seja teria que executar o projeto estrutural.
Existem critérios de cálculo na execuçâo do projeto estrutural, que a empresa fornecedora não tem nem idéia de como foram concebiidos ( as famosas plastificações nos apoios).
O que você ter aí com você , são pequenos programas , que dão apenas uma idéia da laje a ser empregada.
A construção sendo de pequeno porte , com vãos até 4m, todas as paredes se apóiam nas vigas ; geralmente , os resultados são semelhantes, fugiu um pouco disso, a coisa muda de figura.
O que eu acho muito importante, é que haja um refinamento no diálogo entre o projetista e o fornecedor.
Não adianta o projetista estar executando um projeto fora da realidade de mercado, bem como a empresa fornecedora fazer o papel do projetista.
Espero ter ajudado, e seja bem vindo à comunidade , todos nós somos engenheiros como você , não se acanhe em levantar questões, isso só contribuirá para a Engenharia Brasileira.
Um forte abraço,
Baccini
De: antoniotrevia <antoniotrevia@ premac.com. br> Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Enviadas: Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009 13:15:00 Assunto: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Caros Colegas,
Sou engenheiro civil formado em 2000 pela Universidade da Amazônia em Belém do Pará e, há 13 anos trabalho na indústria (cálculo fabricação e montagem) de lajes pré-moldadas (lajes volterranas, treliçadas, pré-lajes).
Sou mais um dos que, silenciosamente, assiste e aprende deveras com as informações, as vezes discussões, geradas nesta comunidade.
Esta diversidade, formada de famosos e anônimos, práticos e teóricos, jovens e não tão jovens, de metálica e de concreto, da infra e da supra,
faz deste grupo um fantástico espaço de saber e conhecimento, que por vezes intimida aqueles que, como eu, não se sentem ainda no mesmo nível dos grandes nomes (e cérebros) que por aqui se cruzam.
Abandono o anonimato saudando a todos e levantando um pequeno questionamento.
1 - Questionamento.
Atualmente fabricamos 20.000 metros quadrados de lajes mês. Deste montante cerca de (valores médios aproximados) :
20 % Pedidos com projetos completos, com detalhamentos das lajes de acordo com exigências das normas 14859-1e2 e 14860-1e2.
40 % Pedidos apenas com projeto arquitetônico e apenas alguns rascunhos estruturais.
40 % Pedidos com projetos estruturais incompletos, sem detalhes da laje, as vezes a carga solicitada e/ou sentido e/ou espessura.
Ao indagar amigos calculistas do Pará sobre a obrigatorieade do detalhamento da laje, as opiniões são divergentes.
Pergunto: Quando se compra/contrata um projeto estrutural, não "deveria" vir com as lajes detalhadas?
Nas respostas é bom se levar em consideração:
a)O não detalhamento implica numa concorrência entre fabricantes onde cada um trabalha com seu próprio AS, determinado, muitas das vezes (na maioria) no ELU, o que gera ao cliente a impressão de diferença de preço quando este cliente/comprador não entende tecnicamente ou avalia apenas preço.
b)Um projeto bem feito mas sem detalhes da margem a possibilidade de compra de lajes subdimensionadas que, fatalmente, repercutirão no calcluista.
Na época da revisão da NBR-6118, houve a sugestão para se criar uma norma de Projetos de estruturas de concreto para estruturas de pequeno porte, acontece que a ABNT não permite duas normas tratando do mesmo tema.
O Ibracon através do comite técnico CT-301 concreto estrutural, elaborou uma publicação chamada "Prática recomendada IBRACON para estruturas de edifícios de nível 1 - ESTRUTURAS DE PEQUENO PORTE", não tem valor de norma, porém é um documento bem mais simples e esta alinhado aos preceitos da NBR 6118.
Esta publicação pode ser adquirida junto ao Ibracon, e custa bem barato.
Abraço,
Varela
São Paulo - S.P.
On Qua 25/11/09 12:03 , Antonio Carlos Pulido pulid2004@... sent:
Bom dia Jairo
acho perfeito o seu raciocinio, para estes tipos de obra, não me atrevo jamais em calcular uma torre de transmissão, uma estrutura de posto de gasolina, não utilizando a norma em vigencia, as simplicações sugeridas sugeridas seriam em obras de pequeno porte mesmo, sem laje sem marquize, etc. e logicamente que esta simplicação deve ser verificada. exemplo: ja cheguei a pilares em obras pequenas, onde são cobertas com fibrocimento, sem laje etc, onde os pilares necessecitavam de muito menos armadura do que armadura mínima,´neste caso acho que deveria se ter uma abertura para que o engenheiro pudesse impor a armadura que o calculo esta pedindo. agora quando a uma obra com laje, sobrados e obras maiores.
a sugestão de se criar uma norma para pequenas obras é justamente impor limites para esta simplificações, baseadas logicamente em experimentos científicos. mas enquanto isso não vem devemos sim seguir a norma, só acho que muitas vezes ela se torna exagerada para uma obra muito simples com carregamentos muito pequenos.
acho que estruturas tais como cobertruras metalicas para postos, ginasios, redes de transmissão devem sim, continuar seguindo a NBR 6118, não deve haver um afrouxamento como foi colocado, pois bem sabemos que são obras ja com grau de complexidade.
Eng. Civil Antonio Carlos Pulido
Campo Mourão - PR
To: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br
From: jgarten@uol.com.br
Date: Tue, 24 Nov 2009 14:49:06 -0200
Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezado Antonio Carlos,
concordo que na grande maioria das obras modestas citadas, executadas "e gerenciadas" por um mestre-de-obras/pedreiro, não acontece absolutamente nada. Nem ruptura de elementos estruturais, nem flechas excessivas, muito menos patologias mais sérias...
Mas talvez seja seguindo esse raciocínio de permitir um afrouxamento nos critérios que acabamos vendo postos de gasolina destelhados, quedas de torres de transmissão, postes de energia caindo, desabamento de lajes e outras coisas mais.
Ai, na mídia, a culpa é do vento ou do excesso irresponsável de carga, quando na verdade a culpa é exclusiva de um mau projeto e/ou má execução!
Nem vou entrar no mérito do valor da vida humana, que é igual independente do porte de obra, mas você saberia me dizer qual seria um limite para se realizar essas 'simplificações' sugeridas?
Subject: RE: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
bom dia.....bom
acompanhei a maior parte das discussões sobre o assunto de pilares em pequenas obras e sinceramente acho que deveria ser criada uma NBR para elas.
Acho que a norma tem total validade quando se tratada de obras que incluem complexidade, porem realmente existem obras que muitas vezes fica complicado de seguir a
NBR.
existe um fato em nosso meio que sempre questiono apesar do pouco tempo de formado, que são as discussões geradas por mestres de obra com os engenheiros.
acho que deveriamos tem em nosso meio credenciamentos para que tais pessoas pudessem executar tal serviço, como ancontece na area de medicina, afinal, tambem
trabalhamos com vidas humanas. bom mas voltando ao assunto, em pequenas obras, e quando me refiro a obras pequenas me refiro a uma casa de 100 m2, 150 m2, sem lajes, e sem grandes carregamentos, ou seja, casas modestas, os proprietarios costumam procurar serviços de engenharia por mera formalidade, ou seja, para se livrar da multa, porem acha que o engenheiro nao tem papel algum dentro da sua obra, acha que o seu predeiro, comprade ou mestre de obra é o cara, porque construiu um monte casas e nao deu problema.
bom agora vejamos as alvenarias, geralmente tem espessuras de 9 cm para tijolos em pé e 14 cm para tijolos deitados, isso em minha região, porem a NBR diz que a espesura minima de pilar é de 12 cm e vigas com minimo absoluto de 10 cm, ai fica a pergunta, quem irá executar uma viga de 12 cm ou 10 cm em uma parede de 9 cm? a execução
disso e complicada, gera ressaltos e na maioria das vezes por economia nestas obras quer se utilizar tijolos em pé com 9cm.
acho que antes de mais nada, deve sim haver uma compatibilização entre normas de blocos ceramicos e de concreto armado, isso ajudaria muito.
quanto a questão do calculo de pilares nessas pequenas obras, mesmo sabendo que os pilares são estruturas complexas, onde são inseridos efeitos de 2º ordem, flambagem e flexocompressão, acho que o seu calculo deveria ser mais aberto em determinados pontos. tais imposição de armadura mínima, quanto a aréa mimima de pilares acho coerente, porem acho que devem existir evoluções na engenharia e as ABNT, deveria-se sim iniciar estudos que pudesse normatizar uma norma para estas obras muito pequenas.
Quero aqui lembrar que sigo a norma, e acho que as mensagens do nossos mestres mais experiencientes que aqui nos ajudam são totalmente validas, sensatas e nos trasmite respostas que nos ajudam no dia-a-dia, porem sofremos para que isso seja imposto em obra, pelo fato de nao haver compatibilização de normas de blocos ceramicos e concreto.
um abraço a todos
Eng. Antonio Carlos Pulido
Campo Mourão - Pr.
To: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br
From: bento@pocos-net.com.br
Date: Tue, 24 Nov 2009 10:53:44 -0200
Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezado Palmeira,
Obrigado pela correção do ditado. Quanto ao juízo de valor dele, cada pensa como quiser, claro.
Quanto ao assunto tratado e a aplicação do ditado, deixo para os bons entendedores.
De: Ricardo Bento <bento@pocos-net.com.br>
Assunto: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Para: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 6:51

Como diz (mais ou menos) o ditado:
"Aos amigos tudo! Aos inimigos os rigores da Lei!".
Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Caro Eduardo,
Um método construtivo que não pode-se demonstrar tecnicamente não deve ser usado por um engenheiro. Explico porque: Teoricamente quem contrata um engenheiro quer comprar Engenharia, isto é, quer que o profissional lhe forneça aquilo que a Engenharia preconiza.
Caso um engenheiro lhe venda algo que não está dentro das normas ou que agrida algum conceito das ciências ele não estará lhe vendendo Engenharia e isso, na melhor das hipóteses é falta de ética profissional.
Fiz a piscina da minha casa com paredes de alvenaria de tijolos cerâmicos comuns, isso já tem uns 17 anos e nunca deu problema. Fiz isso porque não estava vendendo para ninguém. Mas se alguém comprar um projeto de piscina da minha mão vai ter que gastar bem mais do que eu gastei, porque eu não vou fazer de uma forma que não posso provar que está certo isso seria anti-ético, ilegal e imoral.
Agora, um mestre-de-obras pode fazer, ele não está vendendo Engenharia e sim construção o que é bem diferente.
Abraço
Palmeira
São Luís - MA
--- Em seg, 23/11/09, Eduardo Nunes Loureiro escreveu:
De: Eduardo Nunes Loureiro
Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br
Data: Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, 19:42
É engraçado como é comum ouvir em nosso meio a expressão "faço assim há anos e nunca caiu...". Ouvi, inclusive, de um professor à época de faculdade, há quase quinze anos atrás.
Interessante lembrar que, quando dimensionamos nossas estruturas, não utilizamos apenas os estados limites de utilização, ou as máximas tensões admissíveis. Devemos utilizar os estados-limites de serviço.
Então, é muito provável que, se fizermos um pilar com 10 centímetros de largura, ele não vá cair, principalmente se a casa em questão tiver muitos deles e, mais ainda, se tratar-se de uma casa térrea. Contudo, é um pilar esbelto, e que provavelmente terá deformações devidas à flambagem que serão impossíveis de mesurar, pelo menos com o que é conhecido sobre teorias de múltipla ordem até agora. E, se é impossível de mesurar, não é dimensionamento, é chute. E se é chute, não é engenharia.
Resumindo: pilares inferiores que os estipulados em norma "podem" ser feitos pela conta e risco do proprietário. E responsabilidade do engenheiro calculista. Eu, por via das dúvidas, prefiro continuar "quadrado" mesmo, seguindo as dimensões normativas e dormindo tranqüilo.
Eng. Eduardo Nunes Loureiro
Goiânia - GO
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Alain Bertrand Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 17:00 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Estou certo que muita gente sempre fez assim e nunca caiu....
E quando uma obra de pequeno porte entra em colapso. Alguém lembra de verificar a dimensão do pilar?
Duvido muito que descumprimento da dimensão mínima do pilar seja a única "liberalidade" que se faça nas normas, também duvido que seja feita apenas em pequenas obras.
Gostaria muito de ver o CREA atuando de forma contrária ao normal, restringindo o registro de profissional que assina como RT de uma obra destas, em flagrante irresponsabilidade (alguém já viu isto?)
...
Infelizmente continuo acreditando que se continuará a colocar panos quentes, e tudo como será como antes. Uma pena.
Grande abraço a todos
Alain Bertrand
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Leonésio Alves Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 15:01 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: Re: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezados colegas da comunidade,
Aí é que vcs se enganam! Esses pilares existem por aqui, no sul de Minas Gerais, aos montes, e todos eles são calculados, sim, com RT e tudo!
E não são encontrados apenas em obras térreas, não... Existem pilares com 10x30cm até em obras com 4 pavimentos!
E o porquê de tamanha desconformidade? Simples, os tijolos que chegam aqui, vindos de vários estados vizinhos, tem 10cm de largura... e servem como formas para a concretagem dos pilares. Então, ou vc tem pilares que se projetam para fora da alvenaria acabada, com 20 ou 25cm em sua menor largura, ou tem os pilares ultra-esbeltos bem escondidinhos nelas...
Novo Windows 7. Você vai achar que nasceu sabendo! Clique e conheça.
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Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.
Atualizado em 25/11/2009
Gostaria de uma opinião dos Colegas que atuam ou dominam a
tecnologia dos compósitos de fibra de carbono para a construção civil:
Existe algum sentido em exigir de um fornecedor ensaios de
desempenho da fibra de carbono a partir de laboratórios no Brasil, como
alongamento na ruptura ou resistência à tração?
Lembro que existem pouquíssimas fábricas de fibra de carbono
no mundo e que o seu processo de fabricação exige equipamentos de alta
tecnologia e um controle de qualidade de altíssimo nível.
Pergunto isso porque tenho percebido uma certa confusão e os
fornecedores tradicionais, como Fosroc, Sika e MC Bauchemie, apresentam os
dados referentes aos ensaios realizados pelo fabricante da fibra de carbono.
Na prática, entendo que é recomendável a verificação do
desempenho do sistema compósito, principalmente a partir da eficiência de sua
aderência sobre a superfície do concreto, mas o controle da fibra de carbono em
laboratório brasileiro parece ser apenas uma “confusão do mercado”.
Retransmito e-mail recebido de amigo, para conhecimento de todos. É uma belíssima obra.
Atenciosamente
Eduardo Barros Millen Zamarion e Millen Consultores SS Ltda. Diretor (11) 3887-1598
Obra de Engenharia Civil
A Ponte da Represa Hoover, localizada no Rio Colorado EUA.
Quando estiver terminada, a Ponte da Represa Hoover, que atravessa o rio Colorado, será a maior ponte em arco do mundo, complementando a icônica Represa Hoover. Esta ponte irá atravessar o Black Canyon(a cerca de 500m ao sul da represa), conectando as estradas dos estados de Arizona e Nevada a cerca de 275 metros sobre o Rio Colorado. A equipe de design teve primeiro que projetar um complicado sistema de guindastes para transportar os materiais pré-fabricados da ponte – por si só, uma enorme façanha. Eles também estão usando um sistema muito complicado e perigoso de polias para colocar peças da ponte em seus devidos lugares. Em uma construção monumental como esta, sempre haverá dificuldades a serem superadas. Um dos maiores problemas que os operários enfrentam são os poderosos ventos de 125 km que são canalizados através do canyon em direção ao local da obra.
ConsórcioKTY-SEI
3D PIPING DESIGNER
PETRÓLEO & GAS
PDS / SMART PLANT / PDMS
Tel. (11) 5089-5855
Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra. Atualizado em 24/11/2009
A vida na frente do computador ficou mais simples: Chegou Windows 7! Clique e Conheça
acho perfeito o seu raciocinio, para estes tipos de obra, não me atrevo jamais em calcular uma torre de transmissão, uma estrutura de posto de gasolina, não utilizando a norma em vigencia, as simplicações sugeridas sugeridas seriam em obras de pequeno porte mesmo, sem laje sem marquize, etc. e logicamente que esta simplicação deve ser verificada. exemplo: ja cheguei a pilares em obras pequenas, onde são cobertas com fibrocimento, sem laje etc, onde os pilares necessecitavam de muito menos armadura do que armadura mínima,´neste caso acho que deveria se ter uma abertura para que o engenheiro pudesse impor a armadura que o calculo esta pedindo. agora quando a uma obra com laje, sobrados e obras maiores.
a sugestão de se criar uma norma para pequenas obras é justamente impor limites para esta simplificações, baseadas logicamente em experimentos científicos. mas enquanto isso não vem devemos sim seguir a norma, só acho que muitas vezes ela se torna exagerada para uma obra muito simples com carregamentos muito pequenos.
acho que estruturas tais como cobertruras metalicas para postos, ginasios, redes de transmissão devem sim, continuar seguindo a NBR 6118, não deve haver um afrouxamento como foi colocado, pois bem sabemos que são obras ja com grau de complexidade.
Eng. Civil Antonio Carlos Pulido
Campo Mourão - PR
To: comunidadeTQS@... From: jgarten@... Date: Tue, 24 Nov 2009 14:49:06 -0200 Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezado Antonio Carlos,
concordo que na grande maioria das obras modestas citadas, executadas "e gerenciadas" por um mestre-de-obras/pedreiro, não acontece absolutamente nada. Nem ruptura de elementos estruturais, nem flechas excessivas, muito menos patologias mais sérias...
Mas talvez seja seguindo esse raciocínio de permitir um afrouxamento nos critérios que acabamos vendo postos de gasolina destelhados, quedas de torres de transmissão, postes de energia caindo, desabamento de lajes e outras coisas mais.
Ai, na mídia, a culpa é do vento ou do excesso irresponsável de carga, quando na verdade a culpa é exclusiva de um mau projeto e/ou má execução!
Nem vou entrar no mérito do valor da vida humana, que é igual independente do porte de obra, mas você saberia me dizer qual seria um limite para se realizar essas 'simplificações' sugeridas?
Subject: RE: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
bom dia.....bom acompanhei a maior parte das discussões sobre o assunto de pilares em pequenas obras e sinceramente acho que deveria ser criada uma NBR para elas. Acho que a norma tem total validade quando se tratada de obras que incluem complexidade, porem realmente existem obras que muitas vezes fica complicado de seguir a NBR. existe um fato em nosso meio que sempre questiono apesar do pouco tempo de formado, que são as discussões geradas por mestres de obra com os engenheiros. acho que deveriamos tem em nosso meio credenciamentos para que tais pessoas pudessem executar tal serviço, como ancontece na area de medicina, afinal, tambem trabalhamos com vidas humanas. bom mas voltando ao assunto, em pequenas obras, e quando me refiro a obras pequenas me refiro a uma casa de 100 m2, 150 m2, sem lajes, e sem grandes carregamentos, ou seja, casas modestas, os proprietarios costumam procurar serviços de engenharia por mera formalidade, ou seja, para se livrar da multa, porem acha que o engenheiro nao tem papel algum dentro da sua obra, acha que o seu predeiro, comprade ou mestre de obra é o cara, porque construiu um monte casas e nao deu problema. bom agora vejamos as alvenarias, geralmente tem espessuras de 9 cm para tijolos em pé e 14 cm para tijolos deitados, isso em minha região, porem a NBR diz que a espesura minima de pilar é de 12 cm e vigas com minimo absoluto de 10 cm, ai fica a pergunta, quem irá executar uma viga de 12 cm ou 10 cm em uma parede de 9 cm? a execução disso e complicada, gera ressaltos e na maioria das vezes por economia nestas obras quer se utilizar tijolos em pé com 9cm. acho que antes de mais nada, deve sim haver uma compatibilização entre normas de blocos ceramicos e de concreto armado, isso ajudaria muito. quanto a questão do calculo de pilares nessas pequenas obras, mesmo sabendo que os pilares são estruturas complexas, onde são inseridos efeitos de 2º ordem, flambagem e flexocompressão, acho que o seu calculo deveria ser mais aberto em determinados pontos. tais imposição de armadura mínima, quanto a aréa mimima de pilares acho coerente, porem acho que devem existir evoluções na engenharia e as ABNT, deveria-se sim iniciar estudos que pudesse normatizar uma norma para estas obras muito pequenas. Quero aqui lembrar que sigo a norma, e acho que as mensagens do nossos mestres mais experiencientes que aqui nos ajudam são totalmente validas, sensatas e nos trasmite respostas que nos ajudam no dia-a-dia, porem sofremos para que isso seja imposto em obra, pelo fato de nao haver compatibilização de normas de blocos ceramicos e concreto.
um abraço a todos
Eng. Antonio Carlos Pulido Campo Mourão - Pr.
To: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br From: bento@pocos-net.com.br Date: Tue, 24 Nov 2009 10:53:44 -0200 Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezado Palmeira,
Obrigado pela correção do ditado. Quanto ao juízo de valor dele, cada pensa como quiser, claro.
Quanto ao assunto tratado e a aplicação do ditado, deixo para os bons entendedores.
De: Ricardo Bento <bento@pocos-net.com.br> Assunto: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 6:51

Como diz (mais ou menos) o ditado:
"Aos amigos tudo! Aos inimigos os rigores da Lei!".
Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Caro Eduardo,
Um método construtivo que não pode-se demonstrar tecnicamente não deve ser usado por um engenheiro. Explico porque: Teoricamente quem contrata um engenheiro quer comprar Engenharia, isto é, quer que o profissional lhe forneça aquilo que a Engenharia preconiza.
Caso um engenheiro lhe venda algo que não está dentro das normas ou que agrida algum conceito das ciências ele não estará lhe vendendo Engenharia e isso, na melhor das hipóteses é falta de ética profissional.
Fiz a piscina da minha casa com paredes de alvenaria de tijolos cerâmicos comuns, isso já tem uns 17 anos e nunca deu problema. Fiz isso porque não estava vendendo para ninguém. Mas se alguém comprar um projeto de piscina da minha mão vai ter que gastar bem mais do que eu gastei, porque eu não vou fazer de uma forma que não posso provar que está certo isso seria anti-ético, ilegal e imoral.
Agora, um mestre-de-obras pode fazer, ele não está vendendo Engenharia e sim construção o que é bem diferente.
Abraço
Palmeira São Luís - MA
--- Em seg, 23/11/09, Eduardo Nunes Loureiro <eduardonloureiro@ gmail.com> escreveu:
De: Eduardo Nunes Loureiro <eduardonloureiro@ gmail.com> Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Data: Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, 19:42
É engraçado como é comum ouvir em nosso meio a expressão "faço assim há anos e nunca caiu...". Ouvi, inclusive, de um professor à época de faculdade, há quase quinze anos atrás.
Interessante lembrar que, quando dimensionamos nossas estruturas, não utilizamos apenas os estados limites de utilização, ou as máximas tensões admissíveis. Devemos utilizar os estados-limites de serviço.
Então, é muito provável que, se fizermos um pilar com 10 centímetros de largura, ele não vá cair, principalmente se a casa em questão tiver muitos deles e, mais ainda, se tratar-se de uma casa térrea. Contudo, é um pilar esbelto, e que provavelmente terá deformações devidas à flambagem que serão impossíveis de mesurar, pelo menos com o que é conhecido sobre teorias de múltipla ordem até agora. E, se é impossível de mesurar, não é dimensionamento, é chute. E se é chute, não é engenharia.
Resumindo: pilares inferiores que os estipulados em norma "podem" ser feitos pela conta e risco do proprietário. E responsabilidade do engenheiro calculista. Eu, por via das dúvidas, prefiro continuar "quadrado" mesmo, seguindo as dimensões normativas e dormindo tranqüilo.
Eng. Eduardo Nunes Loureiro
Goiânia - GO
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Alain Bertrand Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 17:00 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Estou certo que muita gente sempre fez assim e nunca caiu....
E quando uma obra de pequeno porte entra em colapso. Alguém lembra de verificar a dimensão do pilar?
Duvido muito que descumprimento da dimensão mínima do pilar seja a única "liberalidade" que se faça nas normas, também duvido que seja feita apenas em pequenas obras.
Gostaria muito de ver o CREA atuando de forma contrária ao normal, restringindo o registro de profissional que assina como RT de uma obra destas, em flagrante irresponsabilidade (alguém já viu isto?)
...
Infelizmente continuo acreditando que se continuará a colocar panos quentes, e tudo como será como antes. Uma pena.
Grande abraço a todos
Alain Bertrand
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Leonésio Alves Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 15:01 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: Re: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezados colegas da comunidade,
Aí é que vcs se enganam! Esses pilares existem por aqui, no sul de Minas Gerais, aos montes, e todos eles são calculados, sim, com RT e tudo!
E não são encontrados apenas em obras térreas, não... Existem pilares com 10x30cm até em obras com 4 pavimentos!
E o porquê de tamanha desconformidade? Simples, os tijolos que chegam aqui, vindos de vários estados vizinhos, tem 10cm de largura... e servem como formas para a concretagem dos pilares. Então, ou vc tem pilares que se projetam para fora da alvenaria acabada, com 20 ou 25cm em sua menor largura, ou tem os pilares ultra-esbeltos bem escondidinhos nelas...
Enviada em: terça-feira, 17 de novembro de 2009 12:10
Assunto: [calculistas] cimentos e concretos [1 Anexo]
CIMENTOS E CONCRETOS
Colegas,
O Prof. Eduardo Thomaz (Instituto Militar de Engenharia, RJ) enviou-me, gentilmente,
um valioso texto de “Notas de Aula”, de sua autoria, no qual analisa as causas da
deterioração precoce das estruturas de concreto nos dias atuais. Esse texto, pelo
seu grande interesse e importância das informações que contém, segue anexado a
esta mensagem, com a devida autorização do autor.
Em síntese, o Prof. Thomaz analisa detidamente as influências desfavoráveis que o
aumento crescente do teor de C3S (silicato tri cálcico) e da finura dos nossos cimentos
tem sobre a fissuração e a deterioração dos concretos, pelo exagerado calor de
hidratação gerado nas primeiras idades.
Transcrevo a seguir as Conclusões extraídas pelo Prof. Thomaz.
“Conclusões :
Comparando com os concretos antigos, os concretos modernos tendem a fissurar mais facilmente.
Tem ocorrido deterioração prematura de estruturas de concreto, mesmo quando se segue o estado da arte no método de construção.
Isto mostra que alguma coisa está errada nas nossas normas, no que se refere às exigências feitas para garantir a durabilidade do concreto.
O componente do cimento C3S, com grande calor de hidratação, está em quantidade cada vez maior no cimento Portland, em detrimento do C2S.
Os cimentos atuais, por serem mais finos que os antigos se hidratam mais rapidamente, liberando calor muito mais rápido. Não é necessário ter grãos de cimento tão finos.
Por causa desses diversos fatores surge um calor excessivo nos concretos. Ao resfriar, o concreto retrai e fissura.
A relação entre a resistência aos 28dias e a resistência aos 7 dias diminuiu muito. Para um concreto com fator água cimento de 0.60, essa relação valia 1.60, antes de 1950. Em 1980 essa relação caiu para 1.30. Para fatores água/cimento menores que 0.60, atualmente em uso, essa relação, é ainda menor.
O crescimento da resistência, após os 28 dias, é muito reduzido, de modo que esse crescimento não é confiável no projeto de estruturas.
O controle da resistência do concreto aos 28 dias, nas obras, estimula o uso de cimentos com alta resistência inicial. Deveria ser criado também o controle da resistência aos 90 dias.
Muitos cimentos, que são considerados comuns hoje em dia, eram considerados de endurecimento rápido poucas décadas atrás.
Pavimentos de concreto, feitos com os cimentos atuais, com alto teor de C3S, terão sempre muitas fissuras causadas por um resfriamento rápido do concreto, logo após seu forte aquecimento inicial, causado pela rápida hidratação do cimento.
O tempo de pega deveria ser bem especificado e obedecido, com pequena margem de variação. Como está, o inicio e fim de pega entre 1 hora e 12 horas, é inadmissível. Nesse intervalo de tempo tudo é permitido acontecer. Nada é possível planejar.
Caso contrário continuarão a ocorrer grandes problemas na execução de pisos sobre o solo, pavimentos de concreto e de peças estruturais com grandes quantidades de concreto.
Não foram previstas as conseqüências de produzir um cimento mais resistente, porque os construtores estavam interessados em explorar a alta resistência inicial dos cimentos, e também porque as especificações foram elaboradas tendo por base apenas a resistência aos 28 dias.
O concreto moderno é um concreto mais poroso e menos durável. Para tentar melhorar a durabilidade das obras, aumentam-se os cobrimentos das armaduras. As dimensões da estrutura crescem. Isso é custo adicional. Quem paga?
Aumentam as manifestações patológicas e ações na justiça em defesa do consumidor, acarretando o aumento de gastos com manutenção e indenizações aos usuários das obras.
Obras antigas, em perfeito estado, contrastam com obras vizinhas, construídas recentemente e já deterioradas. Ou mudam os cimentos, ou os processos de execução das obras ficarão cada vez mais difíceis, sofisticados e caros, ou as obras de concreto continuarão a se deteriorar rapidamente.”
Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.425 / Banco de dados de vírus: 270.14.69/2508 - Data de Lançamento: 11/17/09 07:40:00
Palestrante: Prof. Dr. Paulo Helene Data: 26/11/2009 | Início: 20h00 | Término: 22h00 Local: Instituto de Engenharia - Av. Dr. Dante Pazzanese, 120 – V. Mariana
Programação:
Expositor: Eng. Paulo Helene
Professor Titular da Universidade de São Paulo)
Conselheiro do Instituto Brasileiro do Concreto IBRACON
Coordinador Internacional de la Red Rehabilitar CYTED
Member of fib (CEB-FIP) Model Code for Service Life Design
Miembro de la Red Internacional Prevenir, CIAM/CYTED
Diretor da PhD Engenharia Civil e Consultoria
Presidente da ALCONPAT
Abordagem:
1. Pesquisas de doutorado dos Profs. Ruy Alberto Cremonini (1994) e José Orlando Vieira Filho (2007) sobre a correspondência entre resistência na "boca da betoneira" e com a do testemunho extraído.
2. Controle de recebimento do concreto segundo NBR 12655/2006. Variáveis intervenientes.
3. Resistência à compressão a partir de testemunhos extraídos NBR 7680/2007. Variáveis intervenientes.
4. Critérios de introdução da segurança NBR 8681/2003 e NBR 6118/2003. Outras normas.
5. A iniciativa e o texto proposto pela ABECE.
6. Perguntas e debate.
Este evento conta com o apoio institucional de:
Inscrições gratuitas pelo tel. (11) 3466-9250 ou e-mail: divtec@...
Estacionamento próprio
Departamento de Engenharia Civil Divisão de Estruturas
Nosso colega de Fortaleza, Eng. Sergio Otoch, me enviou o arquivo funcionando! Notem que o arquivo antigo é muito maior que esse, talvez esteja aí a causa do problema.
Enviada em: terça-feira, 17 de novembro de 2009 12:10
Assunto: [calculistas] cimentos e concretos [1 Anexo]
CIMENTOS E CONCRETOS
Colegas,
O Prof. Eduardo Thomaz (Instituto Militar de Engenharia, RJ) enviou-me, gentilmente,
um valioso texto de “Notas de Aula”, de sua autoria, no qual analisa as causas da
deterioração precoce das estruturas de concreto nos dias atuais. Esse texto, pelo
seu grande interesse e importância das informações que contém, segue anexado a
esta mensagem, com a devida autorização do autor.
Em síntese, o Prof. Thomaz analisa detidamente as influências desfavoráveis que o
aumento crescente do teor de C3S (silicato tri cálcico) e da finura dos nossos cimentos
tem sobre a fissuração e a deterioração dos concretos, pelo exagerado calor de
hidratação gerado nas primeiras idades.
Transcrevo a seguir as Conclusões extraídas pelo Prof. Thomaz.
“Conclusões :
Comparando com os concretos antigos, os concretos modernos tendem a fissurar mais facilmente.
Tem ocorrido deterioração prematura de estruturas de concreto, mesmo quando se segue o estado da arte no método de construção.
Isto mostra que alguma coisa está errada nas nossas normas, no que se refere às exigências feitas para garantir a durabilidade do concreto.
O componente do cimento C3S, com grande calor de hidratação, está em quantidade cada vez maior no cimento Portland, em detrimento do C2S.
Os cimentos atuais, por serem mais finos que os antigos se hidratam mais rapidamente, liberando calor muito mais rápido. Não é necessário ter grãos de cimento tão finos.
Por causa desses diversos fatores surge um calor excessivo nos concretos. Ao resfriar, o concreto retrai e fissura.
A relação entre a resistência aos 28dias e a resistência aos 7 dias diminuiu muito. Para um concreto com fator água cimento de 0.60, essa relação valia 1.60, antes de 1950. Em 1980 essa relação caiu para 1.30. Para fatores água/cimento menores que 0.60, atualmente em uso, essa relação, é ainda menor.
O crescimento da resistência, após os 28 dias, é muito reduzido, de modo que esse crescimento não é confiável no projeto de estruturas.
O controle da resistência do concreto aos 28 dias, nas obras, estimula o uso de cimentos com alta resistência inicial. Deveria ser criado também o controle da resistência aos 90 dias.
Muitos cimentos, que são considerados comuns hoje em dia, eram considerados de endurecimento rápido poucas décadas atrás.
Pavimentos de concreto, feitos com os cimentos atuais, com alto teor de C3S, terão sempre muitas fissuras causadas por um resfriamento rápido do concreto, logo após seu forte aquecimento inicial, causado pela rápida hidratação do cimento.
O tempo de pega deveria ser bem especificado e obedecido, com pequena margem de variação. Como está, o inicio e fim de pega entre 1 hora e 12 horas, é inadmissível. Nesse intervalo de tempo tudo é permitido acontecer. Nada é possível planejar.
Caso contrário continuarão a ocorrer grandes problemas na execução de pisos sobre o solo, pavimentos de concreto e de peças estruturais com grandes quantidades de concreto.
Não foram previstas as conseqüências de produzir um cimento mais resistente, porque os construtores estavam interessados em explorar a alta resistência inicial dos cimentos, e também porque as especificações foram elaboradas tendo por base apenas a resistência aos 28 dias.
O concreto moderno é um concreto mais poroso e menos durável. Para tentar melhorar a durabilidade das obras, aumentam-se os cobrimentos das armaduras. As dimensões da estrutura crescem. Isso é custo adicional. Quem paga?
Aumentam as manifestações patológicas e ações na justiça em defesa do consumidor, acarretando o aumento de gastos com manutenção e indenizações aos usuários das obras.
Obras antigas, em perfeito estado, contrastam com obras vizinhas, construídas recentemente e já deterioradas. Ou mudam os cimentos, ou os processos de execução das obras ficarão cada vez mais difíceis, sofisticados e caros, ou as obras de concreto continuarão a se deteriorar rapidamente.”
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Enviada em: terça-feira, 17 de novembro de 2009 12:10
Assunto: [calculistas] cimentos e concretos [1 Anexo]
CIMENTOS E CONCRETOS
Colegas,
O Prof. Eduardo Thomaz (Instituto Militar de Engenharia, RJ) enviou-me, gentilmente,
um valioso texto de “Notas de Aula”, de sua autoria, no qual analisa as causas da
deterioração precoce das estruturas de concreto nos dias atuais. Esse texto, pelo
seu grande interesse e importância das informações que contém, segue anexado a
esta mensagem, com a devida autorização do autor.
Em síntese, o Prof. Thomaz analisa detidamente as influências desfavoráveis que o
aumento crescente do teor de C3S (silicato tri cálcico) e da finura dos nossos cimentos
tem sobre a fissuração e a deterioração dos concretos, pelo exagerado calor de
hidratação gerado nas primeiras idades.
Transcrevo a seguir as Conclusões extraídas pelo Prof. Thomaz.
“Conclusões :
Comparando com os concretos antigos, os concretos modernos tendem a fissurar mais facilmente.
Tem ocorrido deterioração prematura de estruturas de concreto, mesmo quando se segue o estado da arte no método de construção.
Isto mostra que alguma coisa está errada nas nossas normas, no que se refere às exigências feitas para garantir a durabilidade do concreto.
O componente do cimento C3S, com grande calor de hidratação, está em quantidade cada vez maior no cimento Portland, em detrimento do C2S.
Os cimentos atuais, por serem mais finos que os antigos se hidratam mais rapidamente, liberando calor muito mais rápido. Não é necessário ter grãos de cimento tão finos.
Por causa desses diversos fatores surge um calor excessivo nos concretos. Ao resfriar, o concreto retrai e fissura.
A relação entre a resistência aos 28dias e a resistência aos 7 dias diminuiu muito. Para um concreto com fator água cimento de 0.60, essa relação valia 1.60, antes de 1950. Em 1980 essa relação caiu para 1.30. Para fatores água/cimento menores que 0.60, atualmente em uso, essa relação, é ainda menor.
O crescimento da resistência, após os 28 dias, é muito reduzido, de modo que esse crescimento não é confiável no projeto de estruturas.
O controle da resistência do concreto aos 28 dias, nas obras, estimula o uso de cimentos com alta resistência inicial. Deveria ser criado também o controle da resistência aos 90 dias.
Muitos cimentos, que são considerados comuns hoje em dia, eram considerados de endurecimento rápido poucas décadas atrás.
Pavimentos de concreto, feitos com os cimentos atuais, com alto teor de C3S, terão sempre muitas fissuras causadas por um resfriamento rápido do concreto, logo após seu forte aquecimento inicial, causado pela rápida hidratação do cimento.
O tempo de pega deveria ser bem especificado e obedecido, com pequena margem de variação. Como está, o inicio e fim de pega entre 1 hora e 12 horas, é inadmissível. Nesse intervalo de tempo tudo é permitido acontecer. Nada é possível planejar.
Caso contrário continuarão a ocorrer grandes problemas na execução de pisos sobre o solo, pavimentos de concreto e de peças estruturais com grandes quantidades de concreto.
Não foram previstas as conseqüências de produzir um cimento mais resistente, porque os construtores estavam interessados em explorar a alta resistência inicial dos cimentos, e também porque as especificações foram elaboradas tendo por base apenas a resistência aos 28 dias.
O concreto moderno é um concreto mais poroso e menos durável. Para tentar melhorar a durabilidade das obras, aumentam-se os cobrimentos das armaduras. As dimensões da estrutura crescem. Isso é custo adicional. Quem paga?
Aumentam as manifestações patológicas e ações na justiça em defesa do consumidor, acarretando o aumento de gastos com manutenção e indenizações aos usuários das obras.
Obras antigas, em perfeito estado, contrastam com obras vizinhas, construídas recentemente e já deterioradas. Ou mudam os cimentos, ou os processos de execução das obras ficarão cada vez mais difíceis, sofisticados e caros, ou as obras de concreto continuarão a se deteriorar rapidamente.”
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Assunto: [calculistas] cimentos e concretos [1 Anexo]
CIMENTOS E CONCRETOS
Colegas,
O Prof. Eduardo Thomaz (Instituto Militar de Engenharia, RJ) enviou-me, gentilmente,
um valioso texto de “Notas de Aula”, de sua autoria, no qual analisa as causas da
deterioração precoce das estruturas de concreto nos dias atuais. Esse texto, pelo
seu grande interesse e importância das informações que contém, segue anexado a
esta mensagem, com a devida autorização do autor.
Em síntese, o Prof. Thomaz analisa detidamente as influências desfavoráveis que o
aumento crescente do teor de C3S (silicato tri cálcico) e da finura dos nossos cimentos
tem sobre a fissuração e a deterioração dos concretos, pelo exagerado calor de
hidratação gerado nas primeiras idades.
Transcrevo a seguir as Conclusões extraídas pelo Prof. Thomaz.
“Conclusões :
Comparando com os concretos antigos, os concretos modernos tendem a fissurar mais facilmente.
Tem ocorrido deterioração prematura de estruturas de concreto, mesmo quando se segue o estado da arte no método de construção.
Isto mostra que alguma coisa está errada nas nossas normas, no que se refere às exigências feitas para garantir a durabilidade do concreto.
O componente do cimento C3S, com grande calor de hidratação, está em quantidade cada vez maior no cimento Portland, em detrimento do C2S.
Os cimentos atuais, por serem mais finos que os antigos se hidratam mais rapidamente, liberando calor muito mais rápido. Não é necessário ter grãos de cimento tão finos.
Por causa desses diversos fatores surge um calor excessivo nos concretos. Ao resfriar, o concreto retrai e fissura.
A relação entre a resistência aos 28dias e a resistência aos 7 dias diminuiu muito. Para um concreto com fator água cimento de 0.60, essa relação valia 1.60, antes de 1950. Em 1980 essa relação caiu para 1.30. Para fatores água/cimento menores que 0.60, atualmente em uso, essa relação, é ainda menor.
O crescimento da resistência, após os 28 dias, é muito reduzido, de modo que esse crescimento não é confiável no projeto de estruturas.
O controle da resistência do concreto aos 28 dias, nas obras, estimula o uso de cimentos com alta resistência inicial. Deveria ser criado também o controle da resistência aos 90 dias.
Muitos cimentos, que são considerados comuns hoje em dia, eram considerados de endurecimento rápido poucas décadas atrás.
Pavimentos de concreto, feitos com os cimentos atuais, com alto teor de C3S, terão sempre muitas fissuras causadas por um resfriamento rápido do concreto, logo após seu forte aquecimento inicial, causado pela rápida hidratação do cimento.
O tempo de pega deveria ser bem especificado e obedecido, com pequena margem de variação. Como está, o inicio e fim de pega entre 1 hora e 12 horas, é inadmissível. Nesse intervalo de tempo tudo é permitido acontecer. Nada é possível planejar.
Caso contrário continuarão a ocorrer grandes problemas na execução de pisos sobre o solo, pavimentos de concreto e de peças estruturais com grandes quantidades de concreto.
Não foram previstas as conseqüências de produzir um cimento mais resistente, porque os construtores estavam interessados em explorar a alta resistência inicial dos cimentos, e também porque as especificações foram elaboradas tendo por base apenas a resistência aos 28 dias.
O concreto moderno é um concreto mais poroso e menos durável. Para tentar melhorar a durabilidade das obras, aumentam-se os cobrimentos das armaduras. As dimensões da estrutura crescem. Isso é custo adicional. Quem paga?
Aumentam as manifestações patológicas e ações na justiça em defesa do consumidor, acarretando o aumento de gastos com manutenção e indenizações aos usuários das obras.
Obras antigas, em perfeito estado, contrastam com obras vizinhas, construídas recentemente e já deterioradas. Ou mudam os cimentos, ou os processos de execução das obras ficarão cada vez mais difíceis, sofisticados e caros, ou as obras de concreto continuarão a se deteriorar rapidamente.”
Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.425 / Banco de dados de vírus: 270.14.69/2508 - Data de Lançamento: 11/17/09 07:40:00
Retransmito e-mail recebido de amigo, para conhecimento de todos. É uma belíssima obra.
Atenciosamente
Eduardo Barros Millen Zamarion e Millen Consultores SS Ltda. Diretor (11) 3887-1598
Obra de Engenharia Civil
A Ponte da Represa Hoover, localizada no Rio Colorado EUA.
Quando estiver terminada, a Ponte da Represa Hoover, que atravessa o rio Colorado, será a maior ponte em arco do mundo, complementando a icônica Represa Hoover. Esta ponte irá atravessar o Black Canyon(a cerca de 500m ao sul da represa), conectando as estradas dos estados de Arizona e Nevada a cerca de 275 metros sobre o Rio Colorado. A equipe de design teve primeiro que projetar um complicado sistema de guindastes para transportar os materiais pré-fabricados da ponte – por si só, uma enorme façanha. Eles também estão usando um sistema muito complicado e perigoso de polias para colocar peças da ponte em seus devidos lugares. Em uma construção monumental como esta, sempre haverá dificuldades a serem superadas. Um dos maiores problemas que os operários enfrentam são os poderosos ventos de 125 km que são canalizados através do canyon em direção ao local da obra.
ConsórcioKTY-SEI
3D PIPING DESIGNER
PETRÓLEO & GAS
PDS / SMART PLANT / PDMS
Tel. (11) 5089-5855
Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra. Atualizado em 24/11/2009
Devo ser um mal entendedor e, como o assunto é muito claro, um idiota total.
Mais um abraço do colega
Palmeira São Luís - MA
--- Em ter, 24/11/09, Ricardo Bento <bento@...> escreveu:
De: Ricardo Bento <bento@...> Assunto: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@... Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 10:53

Prezado Palmeira,
Obrigado pela correção do ditado. Quanto ao juízo de valor dele, cada pensa como quiser, claro.
Quanto ao assunto tratado e a aplicação do ditado, deixo para os bons entendedores.
De: Ricardo Bento <bento@pocos- net.com.br> Assunto: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 6:51

Como diz (mais ou menos) o ditado:
"Aos amigos tudo! Aos inimigos os rigores da Lei!".
Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Caro Eduardo,
Um método construtivo que não pode-se demonstrar tecnicamente não deve ser usado por um engenheiro. Explico porque: Teoricamente quem contrata um engenheiro quer comprar Engenharia, isto é, quer que o profissional lhe forneça aquilo que a Engenharia preconiza.
Caso um engenheiro lhe venda algo que não está dentro das normas ou que agrida algum conceito das ciências ele não estará lhe vendendo Engenharia e isso, na melhor das hipóteses é falta de ética profissional.
Fiz a piscina da minha casa com paredes de alvenaria de tijolos cerâmicos comuns, isso já tem uns 17 anos e nunca deu problema. Fiz isso porque não estava vendendo para ninguém. Mas se alguém comprar um projeto de piscina da minha mão vai ter que gastar bem mais do que eu gastei, porque eu não vou fazer de uma forma que não posso provar que está certo isso seria anti-ético, ilegal e imoral.
Agora, um mestre-de-obras pode fazer, ele não está vendendo Engenharia e sim construção o que é bem diferente.
Abraço
Palmeira São Luís - MA
--- Em seg, 23/11/09, Eduardo Nunes Loureiro <eduardonloureiro@ gmail.com> escreveu:
De: Eduardo Nunes Loureiro <eduardonloureiro@ gmail.com> Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Data: Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, 19:42
É engraçado como é comum ouvir em nosso meio a expressão "faço assim há anos e nunca caiu...". Ouvi, inclusive, de um professor à época de faculdade, há quase quinze anos atrás.
Interessante lembrar que, quando dimensionamos nossas estruturas, não utilizamos apenas os estados limites de utilização, ou as máximas tensões admissíveis. Devemos utilizar os estados-limites de serviço.
Então, é muito provável que, se fizermos um pilar com 10 centímetros de largura, ele não vá cair, principalmente se a casa em questão tiver muitos deles e, mais ainda, se tratar-se de uma casa térrea. Contudo, é um pilar esbelto, e que provavelmente terá deformações devidas à flambagem que serão impossíveis de mesurar, pelo menos com o que é conhecido sobre teorias de múltipla ordem até agora. E, se é impossível de mesurar, não é dimensionamento, é chute. E se é chute, não é engenharia.
Resumindo: pilares inferiores que os estipulados em norma "podem" ser feitos pela conta e risco do proprietário. E responsabilidade do engenheiro calculista. Eu, por via das dúvidas, prefiro continuar "quadrado" mesmo, seguindo as dimensões normativas e dormindo tranqüilo.
Eng. Eduardo Nunes Loureiro
Goiânia - GO
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Alain Bertrand Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 17:00 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Estou certo que muita gente sempre fez assim e nunca caiu....
E quando uma obra de pequeno porte entra em colapso. Alguém lembra de verificar a dimensão do pilar?
Duvido muito que descumprimento da dimensão mínima do pilar seja a única "liberalidade" que se faça nas normas, também duvido que seja feita apenas em pequenas obras.
Gostaria muito de ver o CREA atuando de forma contrária ao normal, restringindo o registro de profissional que assina como RT de uma obra destas, em flagrante irresponsabilidade (alguém já viu isto?)
...
Infelizmente continuo acreditando que se continuará a colocar panos quentes, e tudo como será como antes. Uma pena.
Grande abraço a todos
Alain Bertrand
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Leonésio Alves Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 15:01 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: Re: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezados colegas da comunidade,
Aí é que vcs se enganam! Esses pilares existem por aqui, no sul de Minas Gerais, aos montes, e todos eles são calculados, sim, com RT e tudo!
E não são encontrados apenas em obras térreas, não... Existem pilares com 10x30cm até em obras com 4 pavimentos!
E o porquê de tamanha desconformidade? Simples, os tijolos que chegam aqui, vindos de vários estados vizinhos, tem 10cm de largura... e servem como formas para a concretagem dos pilares. Então, ou vc tem pilares que se projetam para fora da alvenaria acabada, com 20 ou 25cm em sua menor largura, ou tem os pilares ultra-esbeltos bem escondidinhos nelas...
Também acho que o perfil é da Hoesch da Alemanha. Pode que o perfil tenha a seção do Perfil Normal IPN160? (h=160mm,b=74mm, peso 17,9 kg/m)? Ou não será perfil de trilho?
Por outra parte, de acordo ao Wikipedia: O projeto da Ponte Hercilio Luz é de autoria dos engenheiros dos Estados Unidos : Robinson e Steinmann, e todo o material nela empregado foi trazido dos Estados Unidos da América, tendo sido construída por equipe composta de dezenove técnicos especializados norte-americanos e operárioscatarinenses.
Porem, como pode que apareçam perfis alemães numa ponte construída com sobras de uma ponte construída com materiais trazidos dos EEUU?
A continuação algumas conjeturas e a oportunidade de contar uma história interessante:
Será que não havia suficiente sobra de material da Ponte Hercílio Luz e tiveram que agregar esses perfis?
Justamente, na década de 1930 havia bastante aço alemão na região:
A Companhia de “Terras Norte do Paraná” que era subsidiária da inglesa “Paraná Plantation” comprou terras no Norte do Paraná para plantar algodão. Os preços do algodão baixaram e faltavam sementes no mercado com o qual o projeto agrícola fracassou. Daí que os Britânicos decidiram usar as terras para projetos imobiliários, e para isso precisavam construir a estrada de ferro na região.
No ano 1933 o Ahmadinejab da Alemanha chegou ao poder. Começou a perseguição às minorias e os discursos demênciais. Nesse tempo, desde o planalto de Londres, os políticos pragmáticos ainda sorriam achando que se tratava simplesmente de um rapaz temperamental com idéias esdrúxulas, mas com o qual dava para dialogar e fazer bons negócios.
Como sempre na história, os Ingleses engenheirizaram um bom negócio aproveitando a situação. Foi assim que surgiu a “Operação triangular”. Judeus perseguidos na Alemanha que queriam vir ao Brasil depositavam dinheiro na Companhia Siderúrgica alemã que repassava a quantia em “metal” (trilhos, perfis, peças ferroviárias, etc) à “Paraná Plantation” que emitia títulos de propriedade de terras em Rolândia. Foi assim que alguns conseguiram emigrar ao Norte do Paraná antes do Holocausto.
Pode que faltava material e os perfis de aço (pode que sejam trilhos?) tenham sido fornecidos pela “Paraná Plantation” para completar a ponte ???
Nunca ouvi falar deste tipo de inscrição, porém HOESCH pode ser alemão e o NP16 pode ser talvez o tipo de aço ou alguma propriedade ou dimensão do aço.
De:comunidadeTQS@... [mailto:comunidadeTQS@...] Em nome de Rafael Moreno Junior Enviada em: terça-feira, 24 de mmmm de aaaa 10:37 Para:comunidadeTQS@... Assunto: [comunidadeTQS] Ponte em estrutura metálica
Prezados Colegas da Comunidade TQS,
Resido no litoral de Santa Catarina e estive em uma ponte na cidade de Tijucas, distante cerca de 35 km de Florianópolis. Não foi exatamente uma vistoria, mas uma visita técnica a pedido de um jornalista local.
Infelizmente a ponte, construída na mesma época da bela Hercílio Luz, que dava acesso do continente à Ilha de Florianópolis (hoje em recuperação estrutural), se encontra em estado de calamidade e abandono total.
Observando a sua estrutura, toda metálica e provavelmente produzida na Inglaterra, surgiu uma curiosidade: há uma inscrição nas peças de maior dimensão que diz “HOESCH NP 16”.
Conversei com alguns Colegas que atuam no projeto e dimensionamento de estruturas metálicas, mas ninguém soube me dizer o que significa! Na internet, também nada!
Fui obrigado a “apelar” para a nata da Engenharia Nacional! RSRSRS
Alguém sabe o que significa?
Antes que me perguntem, o artigo tem exatamente o objetivo de alertar e pressionar o poder público da necessidade de reparos, porque este muitas vezes tem poder, mas nem sempre visa o bem do público!
Segundo meu ex professor, orientador e chefe durante algum tempo Dr. Jayme Mason, disse-me há algum tempo quando tive a mesma necessidade que você: "as normas americanas podem ser usadas mas prefiro as alemãs (DIN)". O pessoal da Usimec pode, talvez, orientá-lo melhor. Perdi seus telefones, mas a Internet é um campo aberto...
Assim como para obras em concreto, para as em aço sempre apliquei os preceitos da NBR 8800 e da NBR 14762. Porém observando a parte introdutória dessas normas recentemente percebi que dizem explicitamente serem para edificações. Os colegas utilizam alguma outra específica para Pontes, Viadutos e Passarelas? Nacional não tem, não é? Se utilizam, no que difere basicamente ou é muito diferente?
att Jorge
-- Jorge Martins Sarkis SARKIS Engenharia Estrutural Projeto e Consultoria Santa Maria / RS
Caros colegas, especialmente os da cidade de Natal,
Na próxima terça-feira dia 01/dez, às 19 h, no Auditório da FIERN,
teremos a palestra ?Estruturas de concreto em situação de incêndio?.
O palestrante é o Prof. Valdir Pignatta, da Escola Politécnica da USP,
considerada a maior autoridade do Brasil no estudo da ação de
incêndios em edificações, e "velho" conhecido de nossos grupos de
discussão.
Este é um tema cada vez mais em evidência e que cresce em relevância,
sendo uma excelente oportunidade para esclarecermos dúvidas deste
aspecto de projeto.
O evento está sendo coordenado pela Profa. Edna Moura Pinto, da UFRN ?
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, contando com o apoio do
CREA, SINDUSCON, e dos Programas de Pós-graduação em Enga. Civil e
Arquitetura da UFRN
A palestra é aberta a todos. Maiores informações e inscrições
utilizem o email que ela criou especialmente para tais contatos
(palestraeventos@...).
Saudações a todos,
Petrus Nóbrega.
----------------------------------------
Petrus Gorgônio da Nóbrega, Prof. Dr.
UFRN-CT-DARQ
Natal ? RN
-------------------------------------------------------------------
Observem que a obra possui uma placa de
engenheiro!!!!!!
A cidade a que o Markus está se referindo é
São Carlos, terra de renomados professores de engenharia de estruturas tanto na
USP quanto na UFSCar.
Atenciosamente,
Ricardo Patriota
São Carlos/SP
De:comunidadeTQS@... [mailto:comunidadeTQS@...] Em nome de Markus Enviada em: segunda-feira, 23 de
novembro de 2009 21:00 Para:comunidadeTQS@... Assunto: Re: [comunidadeTQS]
Cálculo de pilares em pequenas obras
Não só em
Minas que existem estes "fantásticos" pilares. A foto abaixo tirei na
sexta-feira passada, interior de São Paulo, em cidade conhecida nacionalmente
pelo excelente curso de pós-graduação em engenharia de estruturas.
Tirei a foto e iria guardar até que este assunto de alvenaria como fôrma para a
estrutura surgisse novamente. Como é um assunto com rotatividade de cerca de 2 a 3 meses aqui na comunidade
não foi preciso esperar muito.
Quanto à obra: 4 andares, e notem os tijolos em pé, ou seja, a parede terá
quando muito 10cm. Normalmente é menos já que muitos destes "tijolos"
vem com apenas 9cm, 9,5cm de espessura.
Provavelmente será destinada a estudantes. Quem sabe até alguns deste mesmo
programa de pós-graduação.
Eng. Markus Samuel Rebmann
SET-EESC-USP
Leonésio Alves escreveu:

Prezados colegas da comunidade,
Aí é que vcs se enganam! Esses pilares existem por aqui, no
sul de Minas Gerais, aos montes, e todos eles são calculados, sim, com RT e
tudo!
E não são encontrados apenas em obras térreas, não...
Existem pilares com 10x30cm até em obras com 4 pavimentos!
E o porquê de tamanha desconformidade? Simples, os tijolos
que chegam aqui, vindos de vários estados vizinhos, tem 10cm
de largura... e servem como formas para a concretagem
dos pilares. Então, ou vc tem pilares que se projetam para fora da alvenaria
acabada, com 20 ou 25cm em sua menor largura, ou tem
os pilares ultra-esbeltos bem escondidinhos nelas...
Enviada em: terça-feira, 17 de novembro de 2009 12:10
Assunto: [calculistas] cimentos e concretos [1 Anexo]
CIMENTOS E CONCRETOS
Colegas,
O Prof. Eduardo Thomaz (Instituto Militar de Engenharia, RJ) enviou-me, gentilmente,
um valioso texto de “Notas de Aula”, de sua autoria, no qual analisa as causas da
deterioração precoce das estruturas de concreto nos dias atuais. Esse texto, pelo
seu grande interesse e importância das informações que contém, segue anexado a
esta mensagem, com a devida autorização do autor.
Em síntese, o Prof. Thomaz analisa detidamente as influências desfavoráveis que o
aumento crescente do teor de C3S (silicato tri cálcico) e da finura dos nossos cimentos
tem sobre a fissuração e a deterioração dos concretos, pelo exagerado calor de
hidratação gerado nas primeiras idades.
Transcrevo a seguir as Conclusões extraídas pelo Prof. Thomaz.
“Conclusões :
Comparando com os concretos antigos, os concretos modernos tendem a fissurar mais facilmente.
Tem ocorrido deterioração prematura de estruturas de concreto, mesmo quando se segue o estado da arte no método de construção.
Isto mostra que alguma coisa está errada nas nossas normas, no que se refere às exigências feitas para garantir a durabilidade do concreto.
O componente do cimento C3S, com grande calor de hidratação, está em quantidade cada vez maior no cimento Portland, em detrimento do C2S.
Os cimentos atuais, por serem mais finos que os antigos se hidratam mais rapidamente, liberando calor muito mais rápido. Não é necessário ter grãos de cimento tão finos.
Por causa desses diversos fatores surge um calor excessivo nos concretos. Ao resfriar, o concreto retrai e fissura.
A relação entre a resistência aos 28dias e a resistência aos 7 dias diminuiu muito. Para um concreto com fator água cimento de 0.60, essa relação valia 1.60, antes de 1950. Em 1980 essa relação caiu para 1.30. Para fatores água/cimento menores que 0.60, atualmente em uso, essa relação, é ainda menor.
O crescimento da resistência, após os 28 dias, é muito reduzido, de modo que esse crescimento não é confiável no projeto de estruturas.
O controle da resistência do concreto aos 28 dias, nas obras, estimula o uso de cimentos com alta resistência inicial. Deveria ser criado também o controle da resistência aos 90 dias.
Muitos cimentos, que são considerados comuns hoje em dia, eram considerados de endurecimento rápido poucas décadas atrás.
Pavimentos de concreto, feitos com os cimentos atuais, com alto teor de C3S, terão sempre muitas fissuras causadas por um resfriamento rápido do concreto, logo após seu forte aquecimento inicial, causado pela rápida hidratação do cimento.
O tempo de pega deveria ser bem especificado e obedecido, com pequena margem de variação. Como está, o inicio e fim de pega entre 1 hora e 12 horas, é inadmissível. Nesse intervalo de tempo tudo é permitido acontecer. Nada é possível planejar.
Caso contrário continuarão a ocorrer grandes problemas na execução de pisos sobre o solo, pavimentos de concreto e de peças estruturais com grandes quantidades de concreto.
Não foram previstas as conseqüências de produzir um cimento mais resistente, porque os construtores estavam interessados em explorar a alta resistência inicial dos cimentos, e também porque as especificações foram elaboradas tendo por base apenas a resistência aos 28 dias.
O concreto moderno é um concreto mais poroso e menos durável. Para tentar melhorar a durabilidade das obras, aumentam-se os cobrimentos das armaduras. As dimensões da estrutura crescem. Isso é custo adicional. Quem paga?
Aumentam as manifestações patológicas e ações na justiça em defesa do consumidor, acarretando o aumento de gastos com manutenção e indenizações aos usuários das obras.
Obras antigas, em perfeito estado, contrastam com obras vizinhas, construídas recentemente e já deterioradas. Ou mudam os cimentos, ou os processos de execução das obras ficarão cada vez mais difíceis, sofisticados e caros, ou as obras de concreto continuarão a se deteriorar rapidamente.”
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Me tire uma dúvida, se você faz o "cálculo das lajes nos sentidos indicados, uni ou bidirecional, bi-apoiados em apoio simples (sem engaste, semi-engaste ou continuidade)", em que casos ou situações seriam usadas as armaduras negativas?
Subject: RES: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Caro Jairo,
Vou responder por minha empresa PREMAC.
Na situação de ausência ou insuficiência de projetos de lajes, fazemos o cálculo das lajes nos sentidos indicados, uni ou bidirecional, bi-apoiados em apoio simples (sem engaste, semi-engaste ou continuidade), e também dimensionamos as armaduras complementares:
- Armadura para nervura de travamento
- Armadura positiva para nervura de 2° sentido
- Armadura negativas
- Armaduras para bordo, livre ou não
- Armaduras de canto
- Armadura de distribuição, telas ou amarradas.
Lógico que algumas das armaduras acima de acordo com cada caso.
Att, Antonio
Belém, Pará
De:comunidadeTQS@... [mailto:comunidadeTQS@...] Em nome de Jairo Fruchtengarten Enviada em: terça-feira, 24 de novembro de 2009 09:13 Para:comunidadeTQS@... Assunto: Re: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Prezados colegas,
apenas para dirimir uma dúvida pessoal, os fabricantes de lajes que aqui se manifestaram e que disseram ser 'obrigados' a armar as lajes (nos casos de ausência de projetos estruturais completos) se referem apenas à armação da laje pré-moldada ou também à armação que vai na capa moldada in loco???
Subject: RES: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Boa noite Baccini e perdoe-me pela demora na resposta ao seu email,
Que alegria te encontrar por aqui.
Sempre viajo para buscar conhecimento e me alegrei bastante em encontrar alguém que assistiu e gostou das nossas palestras em Belém.
Este trabalho fazemos nas Universidades, escolas técnicas e também no auditório de nossa empresa para divulgarmos o uso destas lajes visto a carência de informações técnicas relatadas por vários colegas em diferentes lugares.
Concordo com todas as suas considerações, e sem querer me esconder ou ser hipócrita, afirmo que faço uso sim dos programas de dimensionamento de lajes como da Belgo ou Gerdau ou TCO, PORÉM apenas bi-apoiadas, sem engaste ou semi-engaste, pois como falei cerca de 60% de nosso mercado não vem com as lajes dimensionadas.
Como muitos casos vistos aqui, o que acontece é que, muitos colegas que executam suas próprias obras sem projeto completo e ao conhecer a estrutura de empresas fabricantes realmente preocupadas com a parte técnica e segurança, passam a nos indicar confiam na empresa e nos engenheiros.
Mas a pergunta que fica é: Como a obra foi feita sem projeto ou com projeto incompleto?
Mesmo fazendo e reconhecendo que seja errado, acredito ser um problema de difícil solução a médio prazo, pois se nós, como engenheiros não fizermos, o seu “Zé” ou o seu “Chico” farão como por exemplo:
Um vão de 4,00 metros com sobrecarga residencial uma laje LT12(7+5) com TR08644 e intereixo 49cm com concreto fck 25:
Em nosso dimensionamento teria 3 fios de 6.0 de AS adicional
Na “Lajes Chico” ou “Lajes Zé” seria feito sem AS adicional.
Sem o detalhamento ou, o que é pior, SEM FISCALIZAÇÃO NA OBRA, para o cliente seriam as duas a mesma coisa, com uma diferença que mais fácil de ser vista, uma custa 30% a menos que a outra.
E como viajo o Brasil todo, em especial São Paulo, Goiás e Pará esta não é uma realidade regional e sim nacional.
Nossa estrutura como relatada anteriormente é cara e poderia ser reduzida para apenas um engenheiro e um técnico se todos os pedidos fossem detalhados, e eu adoraria ficar com estes mais de 10 mil no meu bolso todos os meses (neste momento parei, sonhei e suspirei! Ah ah ah).
Mas voltando ao ponto.
Adquiri o módulo de TQS/Lajes Treliçadas em 2007 e viajei para BH onde fiz o curso padrão com o objetivo de padronizar todos os nossos projetos para o TQS mas até hoje não consegui colocar isto em prática.
Agora quem sabe chegou a minha vez de ouvi-lo palestrar e retomar este objetivo.: )
De:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br [mailto:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br] Em nome de Carlos Baccini Enviada em: quinta-feira, 19 de novembro de 2009 22:39 Para:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br Assunto: Res: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Prezado Antonio Trevia,
Um prazer muito garnde estar entrando em contato com você.
Você , talvez não se lembre de mim, mas estive em uma palestra sua em Belém ( Fui convidado pelo Mário Renato da TCO - Goiânia, eu morava em Santarém na época) em novembro de 2003, sobre lajes treliçadas.
Gostei muito da sua palestra , e fiquei admirado com a sua coragem e determinação em ser responsável pela fabricação dessas lajes com pouco tempo de formado à época ( 2003).
Mas vamos ao ponto do seu questionamento.
Na minha opinião, o projeto desse tipo de laje tem que vir com todos os detalhes e informações necessárias para uma boa execução, além de atender às normas vigentes, tais como: tipo da laje, ferragens adicionais, elementos de enchimento, cálculo das deformações ( flechas ) pela análise não linear ( leva em consideração a deformação lenta), item fundamental para um bom projeto, bem como outras informações ( fck, módulo de elasticidade , fator água/cimento etc )
O sistema CAD TQS possui esse módulo, incluindo as deformações nos elementos não estruturais ( Alvenaria , parede vidro etc), e fornece também os valores de vibração, também item importante para esse tipo de laje.
Na prática , o responsável pela execução vai até a empresa forneçedora das lajes , de posse do projeto executivo das lajes, e faz a aquisição.
Não faz sentido , a empresa fornecedora dimensionar e detalhar as lajes , para isso deveria estar de posse das condiçôes de contorno da laje ( Pilares , vigas etc) , ou seja teria que executar o projeto estrutural.
Existem critérios de cálculo na execuçâo do projeto estrutural, que a empresa fornecedora não tem nem idéia de como foram concebiidos ( as famosas plastificações nos apoios).
O que você ter aí com você , são pequenos programas , que dão apenas uma idéia da laje a ser empregada.
A construção sendo de pequeno porte , com vãos até 4m, todas as paredes se apóiam nas vigas ; geralmente , os resultados são semelhantes, fugiu um pouco disso, a coisa muda de figura.
O que eu acho muito importante, é que haja um refinamento no diálogo entre o projetista e o fornecedor.
Não adianta o projetista estar executando um projeto fora da realidade de mercado, bem como a empresa fornecedora fazer o papel do projetista.
Espero ter ajudado, e seja bem vindo à comunidade , todos nós somos engenheiros como você , não se acanhe em levantar questões, isso só contribuirá para a Engenharia Brasileira.
Um forte abraço,
Baccini
De: antoniotrevia <antoniotrevia@premac.com.br> Para:comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br Enviadas: Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009 13:15:00 Assunto: [comunidadeTQS] Projeto, Cálculo, detalhamento e fabricação das lajes pré-moldadas
Caros Colegas,
Sou engenheiro civil formado em 2000 pela Universidade da Amazônia em Belém do Pará e, há 13 anos trabalho na indústria (cálculo fabricação e montagem) de lajes pré-moldadas (lajes volterranas, treliçadas, pré-lajes).
Sou mais um dos que, silenciosamente, assiste e aprende deveras com as informações, as vezes discussões, geradas nesta comunidade.
Esta diversidade, formada de famosos e anônimos, práticos e teóricos, jovens e não tão jovens, de metálica e de concreto, da infra e da supra,
faz deste grupo um fantástico espaço de saber e conhecimento, que por vezes intimida aqueles que, como eu, não se sentem ainda no mesmo nível dos grandes nomes (e cérebros) que por aqui se cruzam.
Abandono o anonimato saudando a todos e levantando um pequeno questionamento.
1 – Questionamento.
Atualmente fabricamos 20.000 metros quadrados de lajes mês. Deste montante cerca de (valores médios aproximados) :
20 % Pedidos com projetos completos, com detalhamentos das lajes de acordo com exigências das normas 14859-1e2 e 14860-1e2.
40 % Pedidos apenas com projeto arquitetônico e apenas alguns rascunhos estruturais.
40 % Pedidos com projetos estruturais incompletos, sem detalhes da laje, as vezes a carga solicitada e/ou sentido e/ou espessura.
Ao indagar amigos calculistas do Pará sobre a obrigatorieade do detalhamento da laje, as opiniões são divergentes.
Pergunto: Quando se compra/contrata um projeto estrutural, não “deveria” vir com as lajes detalhadas?
Nas respostas é bom se levar em consideração:
a)O não detalhamento implica numa concorrência entre fabricantes onde cada um trabalha com seu próprio AS, determinado, muitas das vezes (na maioria) no ELU, o que gera ao cliente a impressão de diferença de preço quando este cliente/comprador não entende tecnicamente ou avalia apenas preço.
b)Um projeto bem feito mas sem detalhes da margem a possibilidade de compra de lajes subdimensionadas que, fatalmente, repercutirão no calcluista.
Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.425 / Banco de dados de vírus: 270.14.80/2523 - Data de Lançamento: 11/24/09 07:46:00
Prezados,
Mais informações sobre a vaga:
ENGENHEIRO PLENO CALCULISTA - ESTRUTURAS METÁLICAS
. Empresa: Nacional de grande porte - Segmento de Fabricação e Montagem de
Estruturas Metálicas e Construção Civil Predial e Industrial;
. Local: Grande Belo Horizonte.
Desafios do Cargo:
. Trabalhar com estruturas metálicas de diversos portes, acompanhando o
processo de ponta a ponta: desde o projeto inicial à entrega final.
. O Profissional vai compor equipe de grande vivência na área de Andares
Múltiplos, Galpões e Coberturas.
Formação:
. Formação em Engenharia Civil / Mecânica - (mínimo de três anos de prática
em cálculos de estruturas metálicas);
. Muito desejável mestrado/especialização em estruturas de aço para
engenheiros civis e obrigatório para engenheiros mecânicos.
Experiência/Competências:
. Perfil eminentemente Técnico;
. Habilidade para contatos com clientes;
. Bons conhecimentos e experiência em Planejamento e Execução;
. Visão Geral e sistêmica;
. Iniciativa.
Idiomas/Informática:
. Inglês suficiente para leitura técnica de desenhos e manuais;
. Domínio das principais ferramentas de informática (MS Office);
. Conhecimento dos programas básicos de informática para Engenharia
(Programas de Análise e AutoCAD).
Cordialmente,
Larissa Lynne Fourtunia
lfourtunia@...
(31) 3335-0777
concordo que na grande maioria das obras modestas citadas, executadas "e gerenciadas" por um mestre-de-obras/pedreiro, não acontece absolutamente nada. Nem ruptura de elementos estruturais, nem flechas excessivas, muito menos patologias mais sérias...
Mas talvez seja seguindo esse raciocínio de permitir um afrouxamento nos critérios que acabamos vendo postos de gasolina destelhados, quedas de torres de transmissão, postes de energia caindo, desabamento de lajes e outras coisas mais.
Ai, na mídia, a culpa é do vento ou do excesso irresponsável de carga, quando na verdade a culpa é exclusiva de um mau projeto e/ou má execução!
Nem vou entrar no mérito do valor da vida humana, que é igual independente do porte de obra, mas você saberia me dizer qual seria um limite para se realizar essas 'simplificações' sugeridas?
Subject: RE: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
bom dia.....bom acompanhei a maior parte das discussões sobre o assunto de pilares em pequenas obras e sinceramente acho que deveria ser criada uma NBR para elas. Acho que a norma tem total validade quando se tratada de obras que incluem complexidade, porem realmente existem obras que muitas vezes fica complicado de seguir a NBR. existe um fato em nosso meio que sempre questiono apesar do pouco tempo de formado, que são as discussões geradas por mestres de obra com os engenheiros. acho que deveriamos tem em nosso meio credenciamentos para que tais pessoas pudessem executar tal serviço, como ancontece na area de medicina, afinal, tambem trabalhamos com vidas humanas. bom mas voltando ao assunto, em pequenas obras, e quando me refiro a obras pequenas me refiro a uma casa de 100 m2, 150 m2, sem lajes, e sem grandes carregamentos, ou seja, casas modestas, os proprietarios costumam procurar serviços de engenharia por mera formalidade, ou seja, para se livrar da multa, porem acha que o engenheiro nao tem papel algum dentro da sua obra, acha que o seu predeiro, comprade ou mestre de obra é o cara, porque construiu um monte casas e nao deu problema. bom agora vejamos as alvenarias, geralmente tem espessuras de 9 cm para tijolos em pé e 14 cm para tijolos deitados, isso em minha região, porem a NBR diz que a espesura minima de pilar é de 12 cm e vigas com minimo absoluto de 10 cm, ai fica a pergunta, quem irá executar uma viga de 12 cm ou 10 cm em uma parede de 9 cm? a execução disso e complicada, gera ressaltos e na maioria das vezes por economia nestas obras quer se utilizar tijolos em pé com 9cm. acho que antes de mais nada, deve sim haver uma compatibilização entre normas de blocos ceramicos e de concreto armado, isso ajudaria muito. quanto a questão do calculo de pilares nessas pequenas obras, mesmo sabendo que os pilares são estruturas complexas, onde são inseridos efeitos de 2º ordem, flambagem e flexocompressão, acho que o seu calculo deveria ser mais aberto em determinados pontos. tais imposição de armadura mínima, quanto a aréa mimima de pilares acho coerente, porem acho que devem existir evoluções na engenharia e as ABNT, deveria-se sim iniciar estudos que pudesse normatizar uma norma para estas obras muito pequenas. Quero aqui lembrar que sigo a norma, e acho que as mensagens do nossos mestres mais experiencientes que aqui nos ajudam são totalmente validas, sensatas e nos trasmite respostas que nos ajudam no dia-a-dia, porem sofremos para que isso seja imposto em obra, pelo fato de nao haver compatibilização de normas de blocos ceramicos e concreto.
um abraço a todos
Eng. Antonio Carlos Pulido Campo Mourão - Pr.
To: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br From: bento@pocos-net.com.br Date: Tue, 24 Nov 2009 10:53:44 -0200 Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezado Palmeira,
Obrigado pela correção do ditado. Quanto ao juízo de valor dele, cada pensa como quiser, claro.
Quanto ao assunto tratado e a aplicação do ditado, deixo para os bons entendedores.
De: Ricardo Bento <bento@pocos-net.com.br> Assunto: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@yahoogrupos.com.br Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 6:51

Como diz (mais ou menos) o ditado:
"Aos amigos tudo! Aos inimigos os rigores da Lei!".
Subject: Re: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Caro Eduardo,
Um método construtivo que não pode-se demonstrar tecnicamente não deve ser usado por um engenheiro. Explico porque: Teoricamente quem contrata um engenheiro quer comprar Engenharia, isto é, quer que o profissional lhe forneça aquilo que a Engenharia preconiza.
Caso um engenheiro lhe venda algo que não está dentro das normas ou que agrida algum conceito das ciências ele não estará lhe vendendo Engenharia e isso, na melhor das hipóteses é falta de ética profissional.
Fiz a piscina da minha casa com paredes de alvenaria de tijolos cerâmicos comuns, isso já tem uns 17 anos e nunca deu problema. Fiz isso porque não estava vendendo para ninguém. Mas se alguém comprar um projeto de piscina da minha mão vai ter que gastar bem mais do que eu gastei, porque eu não vou fazer de uma forma que não posso provar que está certo isso seria anti-ético, ilegal e imoral.
Agora, um mestre-de-obras pode fazer, ele não está vendendo Engenharia e sim construção o que é bem diferente.
Abraço
Palmeira São Luís - MA
--- Em seg, 23/11/09, Eduardo Nunes Loureiro <eduardonloureiro@ gmail.com> escreveu:
De: Eduardo Nunes Loureiro <eduardonloureiro@ gmail.com> Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Data: Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, 19:42
É engraçado como é comum ouvir em nosso meio a expressão "faço assim há anos e nunca caiu...". Ouvi, inclusive, de um professor à época de faculdade, há quase quinze anos atrás.
Interessante lembrar que, quando dimensionamos nossas estruturas, não utilizamos apenas os estados limites de utilização, ou as máximas tensões admissíveis. Devemos utilizar os estados-limites de serviço.
Então, é muito provável que, se fizermos um pilar com 10 centímetros de largura, ele não vá cair, principalmente se a casa em questão tiver muitos deles e, mais ainda, se tratar-se de uma casa térrea. Contudo, é um pilar esbelto, e que provavelmente terá deformações devidas à flambagem que serão impossíveis de mesurar, pelo menos com o que é conhecido sobre teorias de múltipla ordem até agora. E, se é impossível de mesurar, não é dimensionamento, é chute. E se é chute, não é engenharia.
Resumindo: pilares inferiores que os estipulados em norma "podem" ser feitos pela conta e risco do proprietário. E responsabilidade do engenheiro calculista. Eu, por via das dúvidas, prefiro continuar "quadrado" mesmo, seguindo as dimensões normativas e dormindo tranqüilo.
Eng. Eduardo Nunes Loureiro
Goiânia - GO
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Alain Bertrand Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 17:00 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: RES: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras
Estou certo que muita gente sempre fez assim e nunca caiu....
E quando uma obra de pequeno porte entra em colapso. Alguém lembra de verificar a dimensão do pilar?
Duvido muito que descumprimento da dimensão mínima do pilar seja a única "liberalidade" que se faça nas normas, também duvido que seja feita apenas em pequenas obras.
Gostaria muito de ver o CREA atuando de forma contrária ao normal, restringindo o registro de profissional que assina como RT de uma obra destas, em flagrante irresponsabilidade (alguém já viu isto?)
...
Infelizmente continuo acreditando que se continuará a colocar panos quentes, e tudo como será como antes. Uma pena.
Grande abraço a todos
Alain Bertrand
De: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br [mailto:comunidadeT QS@yahoogrupos. com.br] Em nome de Leonésio Alves Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 15:01 Para: comunidadeTQS@ yahoogrupos. com.br Assunto: Re: [comunidadeTQS] Cálculo de pilares em pequenas obras

Prezados colegas da comunidade,
Aí é que vcs se enganam! Esses pilares existem por aqui, no sul de Minas Gerais, aos montes, e todos eles são calculados, sim, com RT e tudo!
E não são encontrados apenas em obras térreas, não... Existem pilares com 10x30cm até em obras com 4 pavimentos!
E o porquê de tamanha desconformidade? Simples, os tijolos que chegam aqui, vindos de vários estados vizinhos, tem 10cm de largura... e servem como formas para a concretagem dos pilares. Então, ou vc tem pilares que se projetam para fora da alvenaria acabada, com 20 ou 25cm em sua menor largura, ou tem os pilares ultra-esbeltos bem escondidinhos nelas...
Divulgação de Vaga em Belo Horizonte - MG.
Currículos devem ser enviados para: lfourtunia@... ou contactar o
telefone abaixo.
Atenciosamente,
Guilherme Covas
Moderador - TQS
São Paulo - SP
-----Mensagem Original-----
De: "Larissa Lynne" <lfourtunia@...>
Para: "Moderador TQS" <moderador@...>
Enviada em: terça-feira, 24 de novembro de 2009 14:41
Assunto: Engenheiro Calculista - Estruturas Metálicas
Prezado Moderador,
Sou consultora de uma empresa em consultoria de Recursos Humanos, em Belo
Horizonte.
Estamos atendendo um cliente na busca por um Engenheiro Pleno Calculista em
Estruturas Metálicas, para atuar em Belo Horizonte.
É possível divulgar essa oportunidade em seu grupo TQS?
Obrigada!
Para mais informações, gentileza contatar-me no telefone (31) 3335-0777.
Cordialmente,
Larissa Lynne Fourtunia
lfourtunia@...
Durante o 51. Congresso do Instituto Brasileiro do Concreto, realizado em Curitiba - PR, aconteceu também o VII Simpósio EPUSP sobre estruturas de concreto.
Foram apresentados diversos artigos técnicos de nosso interesse e para os colegas que não estiveram presentes, vamos divulgar, aqui na Comunidade, os resumos dos artigos.
Os artigos completos estão junto com o CD dos Anais do 51o. Congresso do IBRACON.
VALIDAÇÃO DE UM MODELO NUMÉRICO DE ENSAIOS DE VIGA COM CONCRETOS DE DIFERENTES CLASSES DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
Almeida Filho, F. M. (1); El Debs, A. L. H. C. (2)
(1) Doutor em Engenharia de Estruturas, Depto. de Engenharia de Estruturas, EESC/USP (2) Professora Doutora, Depto. de Engenharia de Estruturas, EESC/USP Departamento de Engenharia de Estruturas, Escola de Engenharia de São Carlos (USP) Av. Trabalhador Sãocarlense, 400 – CEP 13566-590
Resumo A aderência aço-concreto é um problema de difícil representação no cálculo de estruturas em concreto armado por causa da enorme quantidade de variáveis que influenciam seu comportamento. O principal objetivo deste trabalho foi representar o comportamento da aderência em ensaios de viga através de um modelo numérico. Foi analisado o comportamento da aderência entre os materiais aço e concreto, com diferentes diâmetros de barras (10 e 16 mm) e classes de resistência a compressão do concreto (30 e 60 MPa), tomando como base resultados experimentais. No modelo numérico, baseado no método dos elementos finitos, os elementos em aço e concreto apresentavam comportamento não-linear; e foram combinados com um modelo de interação entre ambos (superfície de contato), do tipo Mohr-Coulomb. De acordo com os resultados, o modelo numérico apresentou uma aproximação satisfatória com relação ao resultado experimental, especialmente no pré-pico do comportamento força vs. deslizamento e força vs. deslocamento, tornando-se uma boa alternativa para a avaliação da força de ruptura do ensaio. Palavra-Chave: Aderência, viga, simulação numérica, MEF, contato.
AVALIAÇÃO NUMÉRICA DA INFLUÊNCIA DA FORMA GEOMÉTRICA DA SEÇÃO TRANSVERSAL NO CONFINAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO
TAVARES, Alysson José (1); PINTO BARBOSA, Mônica(2); MACHADO, Marcelo Augusto da Silva(3); BITTENCOURT, Túlio Nogueira(4)
(1) Aluno do curso de Engenharia Civil FEIS-UNESP – Bolsista IC CNPq alyssontav@... (2) Professora Adjunta – Departamento de Engenharia Civil FEIS-UNESP mbarbosa@... (3) Pós-Doutorando, Departamento de Engenharia e Estruturas e Geotécnica – Poli/USP marceloasmachado@... (4) Professor,Departamento de Engenharia e Estruturas e Geotécnica – Poli/USP tulio.bittencourt@...
Resumo O efeito de confinamento do concreto em pilares submetidos à compressão axial traz diversos benefícios ao seu comportamento estrutural, dentre os quais se destacam o aumento de sua resistência à compressão axial pela ação das pressões laterais, e a melhoria da ductilidade do elemento estrutural. Em função destas vantagens, o confinamento é uma das principais técnicas de reforço de pilares de concreto. Porém, dependendo da forma da seção transversal, a eficiência do reforço pode ficar prejudicada pela distribuição da pressão de confinamento. No caso de pilares de seção circular, esta distribuição é uniforme. Já em pilares de seção quadrada e retangular, existe concentração de tensão nos cantos da seção transversal, o que pode causar a ruptura prematura destes pilares, resultando num reforço ineficiente. Com o intuito de considerar as diferentes configurações da distribuição da pressão de confinamento, utiliza-se um coeficiente de forma, que em seções diferentes da circular, minora o valor da pressão de confinamento, o qual é utilizado na previsão da carga de ruptura do pilar. Este trabalho teve como objetivo central a análise de dois tipos de seção transversal com o intuito de avaliar a sua influência na eficiência do reforço e da ductilidade do elemento estrutural. Para tal, foram realizadas simulações numéricas com pilares de seção transversal quadrada com e sem os cantos arredondados, utilizando o programa de elementos finitos DIANA. Os resultados demonstram que boa forma de seção transversal é essencial para o bom desempenho do pilar, tendo sido, a seção transversal com cantos arredondados à que apresenta melhores resultados. Palavra-Chave: Confinamento, seção transversal, pilares, concreto armado, análise numérica.
Estudo experimental das propriedades do concreto auto-adensável utilizando promotor de viscosidade
Mônica Pinto Barbosa (1), Rogério Silva Garcia(2), Marcos Onofre de Vita (3), Flavio Moreira Salles (4)
(1) Professor adjunto- Dept. Eng. Civil-FEIS-UNESP, mbarbosa@..., (2) Aluno de graduaçao Eng. Civil-FEIS-UNESP, rogerio_silva_garcia@...; (3)Aluno de mestrado Eng. Mecanica- FEIS-UNESP, marcos vita@..., (4)Eng. Lab. Cesp Eng. Civil, flavio.salles@...
Resumo O concreto auto-adensável (CAA) vem sendo cada vez mais pesquisado e utilizado em obras no Brasil, nos últimos anos. Entre suas diversas características está sua capacidade de mover no interior de uma forma sem nenhum tipo de adensamento, somente pela ação do seu peso próprio. Pode-se dizer que o CAA. é capaz de se autonivelar dentro da fôrma e isso se deve a sua excelente trabalhabilidade, estabilidade e resistência à segregação. O estudo das propriedades quer sejam reologicas ou mecânicas se faz necessário para que se possa produzir concretos mais econômicos e mais eficientes. O propósito desta pesquisa se baseia neste aspecto. Procurou-se confeccionar traços de CAA seguindo a metodologia Repette-Melo, partindo do estudo das argamassas e, buscando experimentalmente a substituição do metacaulim pelo aditivo promotor de viscosidade (APV). Iniciou-se pelo estudo das argamassas levando em consideração o teor de agregado miúdo, teores de metacaulim em substituição ao cimento, teor de aditivo superplastificante e o teor de aditivo promotor de viscosidade, respeitando os limites de aceitação dos ensaios de fluidez (Funil-V) e os ensaios de espalhamento (Slump-Flow) que são respectivamente de 5 a 10 segundos e de 200 a 280 milimetros. Em seguida, foi verificado o emprego do metacaulim e sua substituição pelo APV, comparando suas resistências à compressão. As argamassas que apresentaram resistência à compressão mais elevadas foram selecionadas para produção dos concretos. Os concretos (CAAs) foram produzidos a partir das argamassas selecionadas e o teor de agregado conforme as indicações da EFNARC 2005. Eles foram ensaiados segundo suas propriedades reologicas, respeitando os limites de aceitação dos ensaios de slump-flow, funil V e caixa em L e, segundo suas propriedades mecânicas através do ensaio de resistência à compressão. Palavras chaves: concreto auto-adensável, metacaulim, aditivo superplastificante, aditivo promotor de viscosidade, ensaios de espalhamento
IMPLEMENTAÇÃO COMPUTACIONAL DE UM MODELO CONSTITUTIVO PARA ANÁLISE DE ESTRUTURAS DE CONCRETO REFORÇADO COM FIBRAS DE AÇO
Luís Antônio Guimarães Bitencourt Júnior (1); Marcelo Augusto da Silva Machado (2); Túlio Nogueira Bittencourt (3)
(1) Mestrando, Escola Politécnica da Universida de São Paulo, Departamento de Engenharia de Estruturas e Geoténica - luis.bitencourt@... (2) Pós-Doutorando, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Departamento de Engenharia de Estruturas e Geoténica - marceloasmachado@... (3) Professor Livre-Docente, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Departamento de Engenharia de Estruturas e Geoténica - tulio.bittencourt@... USP - Engenharia Civil - Av. Prof. Almeida Prado, trav. 2, 271, CEP: 05508-900, São Paulo, SP-Brasil - Grupo de Modelagem de Estruturas de Concreto - GMEC website: http://www.lmc.ep.usp.br/people/tbitten/gmec/home.htm
Resumo O principal objetivo deste trabalho é simular o comportamento a flexão de vigas de concreto reforçadas com fibras de aço através de modelagem computacional. Implementou-se um modelo constitutivo dos materiais proposto por LOK e XIAO (1999) o qual considera o efeito de parâmetros que influenciam o comportamento desse tipo de material, como fator de forma, volume de fibra, distribuição das fibras, etc. Para implementar o modelo constitutivo foi utilizado um programa desenvolvido por MACHADO (2002) em software MATLAB para análise de estruturas de concreto submetidas a estados planos de tensão utilizando o método dos elementos finitos. O programa possui recursos gráficos no qual se pode visualizar a distribuição de tensões na estrutura. Modelou-se uma viga (OA2) apresentada por BRESLER e SCORDELIS (1963). Inicialmente a viga foi modelada sem fibras, sendo posteriormente adicionada 1%, 2% e 3% de fibra de aço para verificar o comportamento da mesma. Nesse trabalho o comportamento da viga foi estudado até a carga de pico, devido a limitações do algoritmo de solução do sistema implementado. Com inclusão das fibras nota-se através da relação carga-deslocamento que houve um ganho de rigidez da estrutura e um aumento na carga de pico, além de proporcionar um aumento no nível de tensão para uma mesma deformação a partir de incrementos sucessivos de fibras. Palavra-Chave: Modelagem computacional, método dos elementos finitos, modelo constitutivo, fibra de aço.
Procedimentos de projeto para a determinação da armadura longitudinal de protensão em vigas pré-fabricadas com aderência inicial
Thiago Bindilatti Inforsato(1); Roberto Chust Carvalho(2);
(1) Engenheiro Civil, Mestrando da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar thi_bin@... (2) Professor Doutor, Departamento de Engenharia Civil,UFSCar - São Carlos - SP chust@...
Resumo São apresentados neste trabalho os procedimentos que podem ser usados para a determinação da armadura longitudinal em vigas pré-fabricadas segundas as especificações da NBR6118:2003 e NBR9062:2006. A armadura de protensão é determinada com um processo simples e em seguida são mostradas todas as verificações que se fazem necessárias para atender as prescrições normativas. Para maior precisão de cálculo considera-se as perdas de protensão iniciais e progressivas, considera-se o comportamento de seção composta. Além da verificação no estado limite último são discutidas as verificações nos estados de serviço de fissuração e de deformação excessiva. Destaca-se a discussão da necessidade da consideração das etapas construtivas e os respectivos carregamentos que devem ser levados em consideração. Desenvolve-se um exemplo numérico completo para uma viga típica de prédio escolar. Por fim são discutidas as influências das diversas variáveis. Finalmente procura-se identificar qual situação de projeto é determinação a do estado limite último ou a de serviço. Palavra-Chave: Pré-fabricado, perdas de protensão, aderência inicial
Pilar com concreto de alta resistência interceptado por vigas de resistência normal nas duas direções
Meira, M. T. R.(1); Guimarães, G. B.(2); Gomes, R. B.(3)
(1) Doutorando, Curso de Pós-graduação em Engenharia Civil, Departamento de Engenharia Civil, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2) Professor Doutor, Curso de Pós-graduação em Engenharia Civil, Departamento de Engenharia Civil, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (3) Professor Doutor, Curso de Mestrado em Engenharia Civil, Escola de Engenharia Civil, Universidade Federal de Goiás Endereço para correspondência - Rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea - CEP 22453-900, Rio de Janeiro-RJ, Brasil.
Resumo O emprego de concretos de diferentes resistências em pilares e nos demais elementos do pavimento, sendo o concreto dos pilares o de maior resistência, tem sido uma opção adotada em algumas edificações. Nas construções em geral, o concreto do pavimento é colocado continuamente atravessando o nó pilar-pavimento. Como, em geral, esta região do nó se encontra confinada pelo pavimento, surge então a dúvida sobre qual a resistência à compressão se deve utilizar no cálculo do pilar. O objetivo do trabalho é estudar experimentalmente a influência do confinamento lateral provocado pela presença de vigas em duas direções. A variável adotada foi a taxa de armadura longitudinal das vigas. Nesse artigo são apresentados os resultados dos ensaios de dois espécimes com vigas nas duas direções e de dois pilares isolados e homogêneos, com resistência à compressão do concreto igual a do pilar e da viga. Os resultados mostraram que o confinamento causa um aumento significativo na carga de ruptura. O aumento da taxa de armadura das vigas aumenta a carga de ruptura, além de modificar o modo de ruptura em alguns casos. Palavra-Chave: Confinamento de pilares, nós de pórtico, resistência efetiva do concreto.
ANÁLISE DE ENSAIO DE PUSH-OUT DE LIGAÇÃO CRUCIFORME PRÉ-MOLDADA PREENCHIDA COM CONCRETOS AUTO-ADENSÁVEIS DE ALTA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO REFORÇADOS COM FIBRAS METÁLICAS
Almeida Filho, F. M.(1); El Debs, M. K.(2); El Debs, A. L. H. C.(3)
(1) Doutor em Engenharia de Estruturas, Fernando Menezes de Almeida Filho, SET-EESC-USP email: ffilho@... (2) Professor Titular, Mounir Khalil El Debs, SET-EESC-USP email: mkdebs@... (3) Professora Associada, Ana Lúcia Homce de Cresce El Debs, SET-EESC-USP email: analucia@... Departamento de Engenharia de Estruturas, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, Av. Trabalhador Sãocarlense, 400 - CEP 13566-590 - São Carlos-SP
Resumo O concreto auto-adensável (CAA) surgiu da necessidade de se dispensar o difícil e oneroso trabalho de vibração do concreto, sendo definido como um material capaz de fluir dentro de uma fôrma, passando pelas armaduras e preenchendo a mesma, sem o uso de equipamentos de vibração. O objetivo principal desta pesquisa foi o de combinar o concreto auto-adensável de alta resistência à compressão com fibras metálicas para utilização em ligações pré-moldadas, sendo esta etapa inicial constituída da avaliação do comportamento da ligação submetida ao ensaio de push-out. O estudo considerou como parâmetros fundamentais, o tipo de concreto, sendo este o concreto vibrado e a presença das fibras na matriz de CAA. e acordo com os resultados, a incorporação de fibras metálicas aumentou a resistência e a ductilidade do ensaio. Ainda, o desenvolvimento de um CAA de alta resistência à compressão com adição de fibras metálicas apresentou comportamento satisfatório que possibilitará seu emprego em ligações pré-moldadas como material de preenchimento da ligação, que garantirá um comportamento mais monolítico para a ligação. Palavras-Chave: Concreto auto-adensável, ligações pré-moldadas, fibras metálicas, push-out, análise experimental
Análise do Fluxo de Produção em Fábrica de Pré-Moldados de Concreto: Estudo de Caso
Vanessa Rosa Pereira Fidelis(1); Maria Cristina Vidigal Lima(2); Vanessa Cristina Castilho(3)
(1) Mestranda, Vanessa Rosa Pereira Fidelis, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil - UFU vanessafidelis@... (2) Profa. Dra. Faculdade de Engenharia Civil - UFU macris@... (3) Profa. Dra. Departamento de Engenharia Civil - Campus Avançado de Catalão - UFG vanessa_castilho@... Av. João Naves de Ávila, 2121, Bloco 1Y, Campus Santa Mônica, 38400-902, Uberlândia/MG.
Resumo Uma das preocupações com a produção das peças pré-moldadas de concreto em fábricas de pequeno e médio porte é a qualidade do produto final. Diante disso, o processo produtivo torna-se essencial para a obtenção do resultado esperado, tanto em relação aos aspectos estruturais quanto aos estéticos dos elementos moldados. O presente trabalho busca ressaltar a importância do arranjo físico e do fluxo do processo para a otimização da produção de uma fábrica de pré-moldados de concreto armado e protendido que está instalada em dois pátios de produção. O primeiro envolve a produção de vigotas treliçadas e de painéis duplos treliçados (elementos de seção parcial para muros de arrimo, vigas e pilares) e o segundo abrange a produção de vigotas protendidas, blocos de concreto e outros artefatos. Uma análise do layout da fábrica e do tempo envolvido com a produção das peças indicou a necessidade de rearranjo. Assim, são apresentadas algumas propostas para a disposição das etapas de produção considerando uma melhora imediata, mantendo a área disponível, e outra com redução da área do terreno e rearranjo global. Palavras-Chave: produção, elementos pré-moldados, fábrica.
Aplicação da Reologia no Estudo do Comportamento de Concretos de Alto Desempenho no Estado Fresco
Alessandra Lorenzetti de Castro (1); Jefferson Liborio (2); Victor Carlos Pandolfelli (3)
(1) Doutora Engenheira, Pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo e-mail: alcastro@... (2) Professor Doutor, Coordenador do Laboratório de Materiais Avançados à Base de Cimento, EESC/USP e-mail: liborioj@... (3) Professor Doutor, Coordenador do Laboratório de Cerâmicas Especiais e Refratários/Grupo de Engenharia deMicroestrutura de Materiais, DEMa/UFSCar e-mail: vicpando@... Endereço para correspondência: Av. Professor Almeida Prado, 532, Prédio 1, Cidade Universitária, São Paulo/SP – CEP: 05508-901
Resumo Do ponto de vista reológico, o concreto fresco flui como um líquido e, assim, seu comportamento deve ser estudado de acordo com os conceitos da reologia. Devido a uma vasta evidência experimental, sabe-se que esse material se comporta como um fluido binghamiano, sendo necessários dois parâmetros reológicos para sua caracterização: tensão de escoamento e viscosidade plástica. Nos últimos anos, a reologia do concreto no estado fresco tem sido estudada tanto pelo ensaio de abatimento de tronco de cone quanto com os reômetros. Como a partir do ensaio de abatimento de tronco de cone pode-se obter um mesmo valor de abatimento para diferentes concretos, esse método de ensaio não parece caracterizar corretamente seu comportamento reológico. Porém, com o auxílio de um reômetro, é possível distinguir com precisão esse comportamento a partir da relação entre a tensão e a taxa de cisalhamento sob condições definidas fisicamente. Assim, este artigo apresenta a avaliação do comportamento de concretos de alto desempenho tanto pelo ensaio de abatimento quanto com um reômetro. Verifica-se que o ensaio de abatimento de tronco de cone fornece valores de abatimento iguais para concretos produzidos de acordo com procedimentos de mistura diferentes, sugerindo comportamentos reológicos semelhantes. Por outro lado, com o auxílio do reômetro, a determinação de ambos os parâmetros reológicos impedem que misturas de comportamentos distintos sejam erroneamente consideradas iguais em termos de trabalhabilidade. Palavras-Chave: Concreto de alto desempenho; Trabalhabilidade; Reologia.
Aspectos arquitetônicos e soluções estruturais em concreto prémoldado em Uberlândia/MG
Renata Oliveira Almeida(1); Maria Cristina Vidigal de Lima(2); Vanessa Cristina de Castilho(3)
(1) Arquiteta, Mestranda em Engenharia Civil – Faculdade de Engenharia Civil - UFU renata_oliveira_almeida@... (2) Profa. Dra. Faculdade de Engenharia Civil - UFU macris@... (3) Profa. Dra. Departamento de Engenharia Civil - Campus Avançado de Catalão - UFG vanessa_castilho@... Av. João Naves de Ávila, 2121, Bloco 1Y, Campus Santa Mônica, 38400-902, Uberlândia/MG.
Resumo Este trabalho apresenta algumas soluções estruturais em concreto pré-moldado considerando os aspectos arquitetônicos de projetos de obras de engenharia realizadas na cidade de Uberlândia/MG. Sabe-se que um sistema industrializado de elevada qualidade reduz os custos de manutenção da edificação ao longo de sua vida útil, assegura velocidade de montagem, reduzindo o tempo de obra com maior precisão dimensional. Atualmente, a questão ambiental vem sendo discutida com intensidade, acompanhada do aumento acelerado do crescimento populacional. Hoje já é um consenso que uma edificação não pode mais ser vista como uma unidade isolada, mas como um organismo que gera impactos ao longo de todo o seu ciclo de vida, tais como o projeto, a construção, a utilização, a demolição, a reutilização e a reciclagem. Inserido neste contexto, este artigo apresenta uma coletânea de soluções e detalhes em concreto pré-moldado utilizados em Uberlândia. São abordadas obras executadas nos últimos dois anos. Alguns dos projetos não foram desenvolvidos para elementos pré-fabricados de concreto, tendo sido, portanto, adaptados para a utilização da pré-moldagem. Nestes termos, são apresentadas algumas soluções estruturais utilizadas por empresas locais para viabilizar a execução do projeto, considerando as limitações de equipamentos na cidade, os prazos a serem cumpridos nas licitações e a cultura local em utilizar estruturas monolíticas de elementos pré-moldados. Palavras-Chave: concreto pré-moldado, sistema estrutural.
AVALIAÇÃO DA FLUÊNCIA DE CONCRETOS AUTO-ADENSÁVEIS PARA APLICAÇÃO EM PRÉ-MOLDADOS
André Luiz Nonato Ferraz (1); Monica Pinto Barbosa (2); Newton de Oliveira Pinto Junior (3)
(1) Doutor, André Luiz Nonato Ferraz, Universidade do Estado de Mato Grosso andreferraz77@... (2) Doutora, Monica Pinto Barbosa, Universidade Estadual Paulista mbarbosa@... (3) Doutor, Newton de Oliveira Pinto Junior, Universidade de Campinas pintojr@...
Avenida dos ingás número 3001, Universidade do Estado de Mato Grosso, Departamento de Engenharia Civil, Centro, Sinop-MT, CEP:78550-000
Resumo Foram avaliados neste trabalho o comportamento mecânico e a deformação lenta - fluênciado concreto auto-adensável (CAA), aplicados em elementos de estruturas pré-fabricadas. A composição do CAA de resistência igual a 35 MPa obedeceu o método proposto por Repette- Melo, onde a pasta e a argamassa tiveram suas características reológicas avaliadas em cada fase. A avaliação do comportamento dos concretos frente à fluência se deu nas idades de 7, 14, 28, e 56 dias, segundo a NBR 8224 (ABNT, 1983). Os resultados experimentais foram comparados com valores de concretos convencionais disponíveis na literatura. A aplicação do C.A.A. na indústria pré-moldados Protendit de São José do Rio Preto-SP foi satisfatória com os elementos pré-moldados apresentando melhor acabamento e economia de 50% em relação à mão-de-obra, quando comparada com a viga de concreto convencional. Os resultados obtidos mostram que as composições de concreto auto-adensável apresentam maiores valores de fluência quando comparados com concretos convencionais de mesma resistência mecânica. Palavras-Chave: Concreto auto-adensável, elementos pré-moldados, fluência.