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Assine o Manifesto em Defesa dos Direitos e da Autonomia da População Negra, acessando o seguinte endereço:

 

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4604

 

Confira o texto abaixo ou no anexo.


 

MANIFESTO EM DEFESA DOS DIREITOS

E DA AUTONOMIA POLÍTICA DA POPULAÇÃO NEGRA

 

Nós, Organizações e Ativistas do Movimento Negro vimos nos manifestar publicamente em defesa de uma ação contundente do Estado brasileiro para garantir a efetivação dos direitos políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais da população negra.

Lutamos contra a escravidão e rompemos as correntes da opressão. Desmascaramos a farsa da democracia racial e inscrevemos na Constituição Federal o racismo como crime inafiançável e imprescritível. E mais, temos construído um amplo consenso na sociedade brasileira sobre a necessidade de uma ação coletiva para banir o racismo.

O Estatuto da Igualdade Racial se inscreve neste contexto como parte da nossa luta histórica. Após quase uma década de tramitação no Congresso Nacional, o documento tem sido alvo de ataques que o desfiguram completamente!

Neste início de século XXI, a articulação de diferentes setores racistas, partidos políticos e herdeiros dos antigos senhores de escravos derrotados em 1888, têm engendrado diferentes maneiras de se contrapor à vontade da sociedade brasileira de instaurar a equidade e a justiça racial entre nós.

Não satisfeitos de serem detentores da maior fatia da riqueza nacional, produzida em grande parte pela população negra, insistem em utilizar manobras para esvaziar o sentido original do Estatuto, inviabilizando a plena realização de nossas conquistas no combate ao racismo, em evidente desobediência aos preceitos constitucionais e aos tratados internacionais ratificados pelo Estado brasileiro.

Neste momento, interesses eleitorais estimulados pela proximidade de 2010, têm provocado articulações e composições espúrias que utilizam nossas conquistas como moeda de troca. Daí o esvaziamento dos conteúdos de justiça racial do Estatuto, o que impõe retrocessos, injustiças e a perpetuação de violações de direitos fundamentais da população negra.

Grileiros, gestores públicos, legisladores e empresários da comunicação, entre outros, se unem para produzir uma proposta clandestina do Estatuto, contrariando frontalmente os nossos interesses e as evidências de que o racismo é um fator estruturante das hierarquias na sociedade brasileira. São exemplos disto:

1. O caráter autorizativo e não determinativo desta proposta de Estatuto, que delega aos gestores a decisão de cumprir ou não o que está escrito;

2. A eliminação do instrumento das cotas e a restrição das políticas de ação afirmativa apenas à parcela da população negra brasileira abaixo da linha da pobreza;

3. O não reconhecimento dos territórios tradicionais quilombolas - terras ocupadas por remanescentes de quilombos, utilizadas para a garantia de sua reprodução física, social, econômica e cultural, bem como as áreas detentoras de recursos ambientais necessários para a subsistência das comunidades, para a preservação da sua cultura, englobando os espaços de moradia, espaços sagrados e sítios históricos;

4. A retirada da criação do fundo de recursos financeiros para a implementação de políticas públicas para a população negra.

            Sendo assim, em respeito à trajetória política de negras e negros brasileiros, nos manifestamos pela defesa intransigente de nossas conquistas históricas, repudiando o atual texto substitutivo do Estatuto da Igualdade Racial – Projeto de Lei 6264/2005.

Nesse mesmo sentido a II CONAPIR se pronunciou favorável à aprovação do Estatuto com alterações que assegurem as demandas históricas  da população negra.

Repudiamos as negociatas que envolvem partidos de direita e de esquerda. Repudiamos os retrocessos.

Repudiamos qualquer tentativa de esvaziamento de nossa organização política.

Reafirmamos nossa luta por ações afirmativas nos diferentes setores da vida social e política do país.

Pelas cotas raciais nas universidades públicas.  

Pelo direito aos territórios das comunidades quilombolas e tradicionais.

 

Nenhum direito a menos! REPARAÇÃO JÁ!

Brasília, 28 de Junho de 2009

II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

 

Assinam,

1.     AKANNI (INSTITUTO EM PESQUISA EM DIREITOS HUMANOS, GÊNERO, RAÇA E ETNIA)

2.     AMB - Articulacao de Mulheres Brasileiras;

3.     Analba Brazao Teixeira;

4.     ANMNB (ARTICULAÇÃO NACIONAL DE MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS)

5.      ASFAP-BA (ASSOCIAÇÃO DE FAMILIARES E AMIGOS DE PRESAS E PRESOS DO E.  DA BAHIA)

6.     CAMA – CENTRO DE ARTE E MEIO AMBIENTE

7.     CANDACES (COLETIVO NACIONAL DE LÉSBICAS NEGRAS E FEMINISTAS AUTÔNOMAS)

8.     CEDENPA-Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará

9.     CENTRO CULTURAL ORUNMILA (SP)

10.   CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO ELOY FERREIRA DA SILVA – CEDEFES

11.   CENTRO DE REFERÊNCIA NEGRA LÉLIA GONZALES

12.   CFEMEA

13.   COISA DE NEGRO - PI

14.   Coletivo Leila Diniz - Ações de Cidadania e Estudos Feministas - Natal/RN;

15.   CONAQ (COORDENAÇÃO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS)

16.   Conceição das Crioulas – Salgueiro / PE

17.   COSIRA – DF

18.   CRIOLA

19.   Egbe Awo Ase Iya Mesan Orun

20.  FÓRUM NACIONAL DE JUVENTUDE NEGRA

21.   GÈLEDÉS – INSTITUTO DA MULHER NEGRA

22.  Grupo de Mulheres Negras Mãe Andressa – MA

23.  GT DE COMBATE AO RACISMO AMBIENTAL

24.  KANINDÉ – ASSOCIAÇÃO DE DEFESA ETNOAMBIENTAL

25.  MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO (MNU)

26.  Ocareté – Entidade de luta pelos direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais

27.  OGAN Marcos Antônio Costa – Conselheiro do CPDCN de São Paulo (Guarujá – SP)

28.  Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco

29.  UECARP – União das Entidades Carnavalescas de Ribeirão Preto e Região

30.  Uiala Mukaji Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco


--
"A ancestralidade é a nossa via de identidade histórica. Sem ela não sabemos o que somos e nunca saberemos o que queremos ser".

 



Em 05/03/09, leandro j santos <leannddro@...> escreveu:
Olá Amigos e amigas,
 
Segue link com as informações da segunda Conferencia Internacional do CLADIN. As inscrições vão até dia 18 de maio, para quem não vai apresentar trabalhos.
Acompanhem a programação completa.
 
Abraços,
 
Leandro
 


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Qui, 2 de Jul de 2009 7:21 pm

ELERIIPIN@...
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Olá Amigos e amigas,   Segue link com as informações da segunda Conferencia Internacional do CLADIN. As inscrições vão até dia 18 de maio, para quem...
leandro j santos
leannddro
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5 de Mar de 2009
10:21 pm

Leia no Portal Ãfricas - www.africas.com.br NOTÃCIAS 13/03 - Quilombolas cobram agilidade do Incra 13/03 - Palmas para Igualdade Racial inscreve até...
portalafricas@...
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25 de Mar de 2009
12:01 pm

Leia no Portal Áfricas - www.africas.com.br NOTÍCIAS 15/03 - SubCom divulga relatório de gestão do Programa Brasil Quilombola 15/03 - 3ª Diáspora -...
portalafricas@...
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25 de Mar de 2009
12:01 pm

Assine o Manifesto em Defesa dos Direitos e da Autonomia da População Negra, acessando o seguinte endereço: ...
paulo cesar pereira d...
ELERIIPIN@...
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20 de Jul de 2009
5:39 pm
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