Entrar
Usuário novo? Cadastre-se
circulodeblogs · Círculo
? Você já é um associado? Entre no Yahoo!

Dicas

Você sabia...
Você pode ordenar suas mensagens por data? Basta clicar no link da coluna data. Suas preferências serão lembradas para que você não precise fazer isso novamente sempre que retornar.

Mensagens

  Ajuda
Avançado
Nova espécie, criada pelo homem   Lista de mensagens  
Responder | Encaminhar Mensagem #955 de 1352 |
Re: Res: [circulodeblogs] Nova espécie, criada pelo homem

Eu sei que é um email enorme, mas eu digo aqui pelo menos quatro
idéias distintas (mas conectadas) que me parecem bem elaboradas, então
seria bacana se pelo menos o Trunkael (que é o principal, embora não
único evidentemente) destinatário da mensagem) lesse e respondesse com
esmero.

---

Concordo com o Acid: não é a tecnologia que determina que o "povo"
(entre aspas, apontando que tratamos dessa massa imaginária a que
correspondem certas características), ou o Povo seja mais ou menos
estúpido, e o cidadão médio de cada época terá o mesmo interesse pelos
assuntos que trataram Platão ou Nietzsche. Mas eu discordo do Trunkael
em algumas outras coisas, o que deve tornar esse email maior do que se
houvesse nele só esse comentário.

Também acho que, de qualquer modo, não somos menos inteligentes do que
Platão ou Nieztsche, qualquer um de nós. Aristotéles tinha um mente
analítica e obsessiva, e havia muito a ver e descobrir. Havia muito a
descobrir com um mínimo de conhecimento prévio. Hoje, as descobertas
de Aristotéles foram superadas e muita coisa que ele jamais poderia
sequer imaginar também foi descoberta. Hoje, a mesma mente que
Aristotéles tinha seria tão importante? Duvido disto; para que ele
criasse qualquer coisa de tão comparativamente relevante, precisaria
estudar muitos anos e conhecer o que foi estudado por dezenas antes
dele, e depois disso pesquisar e pesquisar até que pudesse enfim
aplicar em qualquer coisa. Aristotéles não descobriria algo como o
genoma apenas com sua observação, sua mente analítica e sua obsessão.

Qualquer um de nós tem conhecimento de mais situações políticas do que
Aristotéles podia prever, ele que vivia em um cidade que tinha quanto,
cem mil pessoas, pouco mais que isso? Qualquer um de nós pode
desenvolver um sistema educativo melhor do que o que ele cria em A
Política, porque tivemos mais de nove anos de escola e no nosso tempos
há uma dezena de teorias pedagógicas. Para Nietzsche, o maior
espetáculo era Wagner e ele queria um super-homem. Nós temos o cinema,
o teatro evoluído em mil correntes e sabemos que pode-se distorcer a
idéia do super-homem no nazista comum. Não houve nada como o
Holocausto para qualquer filósofo que nos precedeu. Não houve nada
como as descobertas cientifícas de hoje para os filósofos que nos
precederam. É possível que estivessem tão aturdidos quanto qualquer um
que tente entender esse mundo.

A vida particular de cada um (talvez seja essa a força dos blogs) hoje
é suficientemente rica para que esse trate apenas dela, sem se ocupar
do mundo, e para Aristotéles seu mundo era pequeno e sua vida
monótona. E, além do mais, Aristotéles tinha a vida ganha, tinha
escravos e paz, e essas eram as condições que o permitiam pensar com
sua cabeça analítica e obsessiva. Já que não tinha que plantar,
pensava e pensava. Mas a questão é que hoje todos têm de pescar. Isso
leva à segunda idéia do email do Rafael, a proposição de que devíamos
largar toda essa construção humana porque ela nos deixa mais burros,
limitados, menos humanos.

---

O Rafael argumenta que pelo motivo de podermos viver sem computador ou
email ou celular, devemos doravante dispensá-los. O argumento dele
para isso é que um dia pudemos viver sem essas coisas, e ele diz: "as
pessoas dizem que não podem viver sem isso ou aquilo, mas um dia nós
vivemos". Mas, em retrocesso, isso se aplicaria não só a essas
tecnologias recém-descobertas, mas a outras, e é razoável supor que
pela mesma teoria devamos viver sem energia elétrica, sem comunicação
a longa distância, sem meios de transporte que não sejam nossas
pernas, sem casas de alvenaria, talvez sem nem mesmo ocas, sem o
domínio do fogo e sem a linguagem.

É possível que se leve isso a sério em qualquer nível que não o de uma
abstração filosófica?

Eu conheço essa idéia. Vem de Clube da Luta - o plano era extinguir os
pilares da civilização racional para que a humanidade regredisse a um
estado animalesco, caçando veados nas ruínas da Wall Street. A
humanidade em um estado animalesco teria a liberdade de ir para
qualquer lugar (em oposição à nossa rotina e as determinações do
cotidiano), fome e sede e sexo todos a um esforço de realização, sem
impedimentos morais, intelectuais ou de pudor. A mesma idéia está em
uma série de filmes, de formas diferentes. Em O Curioso Caso de
Benjamim Button, o herói se gaba de comer na hora que quer, de fazer
sexo na hora que quer e de viajar pra onde quer. Pondo em outros
termos, é a vontade de supressão do super-ego para que o ID possa
viver livremente.

Seriamos mais ou menos felizes vivendo assim?

Não sei a quantidade de felicidade que cada um teria, mas certamente
essa ideologia esconde o fato de que a abolição da rotina
contemporânea é somente a substituição por um outra rotina, essa
rotina animalesca. Teríamos a divisão do tempo também:
determinantemente entre dia e noite, com risco de vida, já que nossos
olhos são largamente superados pelos de outras espécies. Ainda:
estaríamos sujeitos às intempéries, chuva, neve, vento, e
sobreviveríamos no mais das vezes por sorte, por acaso, ou por um
abrigo que teríamos que resguardar dos outros que compreensivelmente
também iriam querer um abrigo. Com a hora de comer a nossa escolha,
também teríamos a possível falta de comida e água à nossa disposição.
Vocês podem continuar com os paralelos.

Bem, dito isso, posso aceitar que essa rotina animalesca tenha algo de
mais verdadeiro, de mais desafiante, de mais aventuroso (e isso pode
se dar simplesmente ao fato de que é a vida que eu não tenho, que o
Rafael não tem, e que surge idealizada e desejável), mas ela tem
dificuldades e restrições semelhantes à rotina comum de todos nós. Não
há a abolição do super-ego. Há a transformação do ID em super-ego, no
sentido de que ele passaria cada vez mais a determinar e a tolher
nossas ações.

Então por que é que eu deveria preferir uma à outra?

Se o que o Trunkael quer é uma sociedade com grande liberdade e com
serenidade o suficiente (serenidade aqui significando como comida,
bebida e segurança vital garanatidos) para pensar como Aristotéles e
Nieztsche, é certamente na rotina contemporânea que podemos tê-la,
contanto que ela seja transformada, e não destruída. Então, seria mais
ou menos, quem pode pensar que pense, como transformar por dentro as
seguintes coisas: Trabalho, Família, Sexualidade, Política, etc, etc.

---

Penso por fim que a tecnologia atual pode ser um passo nessa mudança
interna da sociedade. Vou usar as idéias do teórico da comunicação
Mcluhan para tentar provar isso (ou vou usar a idéia vaga que faço das
idéias desse teórico, lembranças de um livro que li pela metade e das
aulas de Teoria da Comunicação, memória que já se vai indo rápido).
Diz ele que nos tornamos continuações da tecnologia que usamos - tais
e tais aparelhos são nossos membros protéticos. O cinema se troca por
nosso olhar. O carro por nossos corpos. Assim por diante.

Se ele diz ou não o que segue, eu não sei, o fato é que digo que se a
televisão nos acostuma a uma posição de espectadores (lean down, pelo
que ouvi é esse o jargão), as tecnologias de hoje nos acostumam a
sermos protagonistas (lean on, se eu me lembro bem). O meio é
utilizado por nós e causa sub-repticiamente modificações no nosso modo
de agir e de pensar. Meios de comunicação por todo lado que nos façam
dia após dia agir como protagonistas deve produzir um tipo de ação
social, um tipo de posicionamento dos membros da sociedade diferente
dos da geração passada.

A antiga geração estava acostumada a esperar e ouvir, ouvir e aceitar
o que lhes foi dado. A nossa geração procura e sabe que deve
encontrar, não se acostuma porque sabe que uma inovação está sempre à
porta.

Não acho, por conta disso, que essa tecnologia nos emburreça. Acredito
(isso é uma repetição) que ela seja a própria chave de mudança.

On 2/26/09, AcidZero <acid0@...> wrote:
> Eu imagino que um amplificador de pensamentos, a ponto da gente poder sentir
> ("ler")mais o outro, poderia revolucionar o mundo... pessoas mal
> intencionadas seriam sentidas imediatamente, crianças com pensamentos
> violentos ou depressivos poderiam ser acompanhadas por psicologos... claro q
> nas maos erradas iriamos cair num novo patamar Stalinista, mas toda
> tecnologia traz responsabilidades dos governantes... que o diga a Nuclear.
>
> Quanto a relação tecnologia = involução, isso é bem verdade para o povão.
> Basta ver Wall-E (filmaço). Mas o povão sempre vai viver à margem do
> progresso mental, isso é verdade desde a fundação das grandes metrópoles
> (Roma, Atenas, etc).
>
> --- Em qui, 26/2/09, Rafael Henrique <trunkael@...> escreveu:
>
> De: Rafael Henrique <trunkael@...>
> Assunto: Res: [circulodeblogs] Nova espécie, criada pelo homem
> Para: circulodeblogs@...
> Data: Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009, 14:28
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> Conversando sobre bruscas mudanças com um amigo meu, eu mencionei que a
> única coisa que poderia causar uma mudança tão grande quanto a Internet só
> poderia ser o teletransporte. Mas esses caras ai embaixo dão idéia muito
> boas, claro que nada muito diferente do que Isac Assimov ou Willian Gbison
> já haviam imaginado.
>
> Mas eu responderia diferente, acho que a tecnologia é o problema, não a
> solução. Eu sonho com esse mundo citado abaixo, onde uma explosão atomica
> estrelar acaba com toda nossa tecnologia. Isso sim seria uma evolução.
>
> E as pessoas perguntaram se isso seria uma evolução ou retrocesso,
> simplesmente por que acham que a humanidade só evolui através da tecnologia.
> Quando na verdade estamos definhando nosso cérebro por causa dela. Como dito
> em Waking Life. A humanidade tem evoluido, mas individualmente temos
> degenerado. A diferença intelectual entre um ser-humano-comum e Nietzsche ou
> Platão é maior que a a diferença entre esse pobre-mortal e um chimpazé.
>
> Percebo isso com muito mais clareza quando fico um bom tempo sem internet,
> como nesse carnaval. Quando estamos longe das distrações tecnológicas
> estreitamos nossa relação com a natureza externa e interna. Perceberam que
> as pessoas não mais conseguem viver sem internet, celular ou televisão?
> Coisa que nunca foram necessárias para nossa sobrevivencia.
>
> (shit, isso acabou ficando muito Clube da Luta u.U, estou contaminado)
>
>  TM
>
>
>
>
>
>
> De: Duanne O. Ribeiro <olvra.ribeiro@...>
> Para: Circulo de Blogs <circulodeblogs@...>
> Enviadas: Sábado, 21 de Fevereiro de 2009 15:37:02
> Assunto: [circulodeblogs] Nova espécie, criada pelo homem
>
>
>
>
>
>
> Há uma série de perguntas nesse texto, seria interessante se qualquer de
> vocês respondesse a essas perguntas pessoalmente. Que inventos ou ideias
> científicas poderiam mudar tudo a nossa volta?
> (trunkael: tente comprar o jornal de papel. a ilustração dessa matéria cai
> perfeita pro topo do seu blog)
> ---
> A origem de uma nova espécie, criada só pelo homem
> Que inventos ou ideias científicas podem mudar tudo à nossa volta?
> Cientistas e intelectuais respondem
>
> Sérgio Augusto
> Todos os anos John Brockman lança pela internet uma pergunta que cientistas
> (a maioria, uns 97%), intelectuais e artistas respondem com animada
> presteza, através do site da Edge Foundation. "O que você mais vem se
> perguntando ultimamente?" "Qual a invenção mais importante dos últimos dois
> mil anos?" "O que você acredita ser verdade mas não tem como provar?" "O que
> mudou sua cabeça nos últimos tempos?"
>
> Assim nasceu o fórum permanente de ideias The World Question Center, polo
> aglutinador do que Brockman chama de "terceira cultura": a junção da cultura
> humanística com a científica. Pena que o cientista e romancista britânico
> C.P. Snow não tenha podido testemunhar esse esforço para superar a cisão
> entre as duas, por ele denunciada e analisada num livro de repercussão
> internacional, The Two Cultures and the Scientific Revolution (no Brasil, As
> Duas Culturas).
>
> Neste ano de abundantes efemérides ligadas à ciência (bicentenário de
> Darwin, sesquicentená rio de A Origem das Espécies, quadringentená rio do
> telescópio de Galileu, meio século de As Duas Culturas), Brockman perguntou:
> "Que inventos ou ideias científicas poderiam mudar tudo à nossa volta?"
>
> Recebeu, como de hábito, mais de uma centena de respostas; algumas curtas e
> até engraçadas (o físico de Cambridge John D. Barrow se contentaria com uma
> bateria que fosse "muito, muito boa mesmo", o psicólogo Daniel Goleman sonha
> com um tênis biodegradável, e o neurocientista Sam Harris, com um detector
> de mentiras infalível), outras mais longas, eventualmente digressivas ou
> mesmo pedregosas para o leitor leigo, perfazendo um total de 102 mil
> palavras ou 632 mil caracteres com espaço.
>
> "Novas ferramentas, novas percepções", salienta Brockman, abrindo o fórum.
> "Através da ciência criamos tecnologia e usando novas ferramentas nos
> recriamos." Um dos primeiros a responder à questão de 2009, o filósofo
> Daniel C. Dennett se interroga sobre uma série de ameaças (Universidades e
> jornais se tornarão obsoletos? Hospitais e igrejas terão o mesmo destino das
> quitandas? Ler música será algo tão antigo quanto ler hieróglifos?) ,
> confessando acreditar somente numa coisa: o poder transformador da
> "incessante curiosidade humana". Ela, sim, pode mudar tudo, arremata.
>
> Com os avanços da genética e da nanotecnologia, o evolucionismo nunca
> queimou tantas etapas em tão pouco tempo. Mutações celulares programadas,
> embriões computadorizados, cérebros superdotados artificialmente,
> hibridização, transgenia (o biólogo Richard Dawkins já imaginou quimeras de
> humanos e chimpanzés) - diga adeus ao homo sapiens, o homo evolutis já está
> a caminho. E aberto a uma infinidade de possibilidades. O físico Freeman
> Dyson adoraria que ele, além de superinteligente, fosse radiotelepático,
> capacitado a trocar sentimentos e pensamentos por intermédio de
> microscópicos transmissores e receptores "instalados" no tecido cerebral.
>
> Educadores e psicólogos apostam, em geral, na difusão do conhecimento, na
> educação horizontalizada, no ensino robustecido pela internet. Livros
> didáticos baratos para consumo global, sugere o psicólogo social David G.
> Myers. "Se conseguíssemos ensinar intuição às pessoas, elas seriam bem mais
> inteligentes, e isso mudaria tudo", arrisca o psicólogo Martin Seligman.
> Alguém mais do mesmo ramo acrescentou à intuição outra capacidade
> teoricamente intransmissível: a empatia.
>
> Que tal se pudéssemos sincronizar cérebros? E trocar mensagens
> neurotransmitidas (esperança do futurista Peter Schwartz)? E usar
> neurocosméticos em restaurações cerebrais (sugestão do neurologista Marcel
> Kinsbourne)? E dispor de uma inteligência artificial barata, poderosa e
> acessível a qualquer um, uma espécie de mente sintética que se
> autoaperfeiçoasse? , sonha Kevin Kelly, editor da revista Wired. E
> reimplantar vida em materiais manipulados? , sugere o físico Neil
> Gershenfeld. E "desfazer a Babilônia" em que nos meteram?, indaga o
> linguista e antropólogo Daniel K. Everett, reatualizando a utópica "máquina
> tradutora" aventada por Warren Weaver 60 anos atrás, com a intenção de
> facilitar o entendimento universal.
>
> Três ou quatro estudiosos acreditam nas potencialidades quase infinitas da
> robótica. Preparados para nos fazer companhia, os robôs eliminariam o
> problema da solidão, conjectura o futurólogo Paul Saffo. E nos ajudariam,
> com seu exemplo, a aprimorar nosso caráter e nossas emoções, estima a
> psicóloga Sherry Turkle.
>
> É quase irrestrita a confiança em computadores e engenhocas futuristas.
> Especialmente no laptop quantum, o QC, perto do qual o nosso PC (personal
> computer) parecerá um humilde ábaco, prediz o cientista cognitivo Donald D.
> Hoffman, esperançoso de que possamos, em breve, repensar a neurociência e
> "alterar nossa visão da percepção sensorial". O engenheiro mecânico Seth
> Lloyd vai mais longe: para ele, os QCs podem tornar-se verdadeiras máquinas
> do tempo digitais, facilitando renegociações e até revisões da própria vida
> de seus usuários, fantasia não muito mais delirante que o ?downloading de
> consciência? em computadores almejado pelo neurocientista David Eagleman.
>
> E se todos os computadores da Terra pifassem, depois de atingidos por um
> gigantesco impulso eletromagnético provocado por uma explosão nuclear fora
> da atmosfera? Com o mundo paralisado, tudo, rigorosamente tudo, mudaria -
> para pior. O austríaco Anton Zeilinger levanta essa hipótese apocalíptica,
> acrescida de um corolário: uma explosão atômica detonada por terroristas,
> paranoia também compartilhada pelo físico Lawrence Krauss.
>
> Cenários catastróficos, geralmente ligados ao aquecimento global e à crise
> energética, assombram os prognósticos de cientistas das mais variadas áreas.
> Laurence C. Smith e o biólogo Stephen H. Schneider receiam pelo derretimento
> da calota polar, de consequências parecidas com as que o filme O Dia Depois
> de Amanhã dramatizou. Até o escritor britânico Ian McEwan, assídua presença
> no fórum, privilegia as verdades inconvenientes da agressão ambiental, mas
> admite ter esperanças no "florescimento pleno da tecnologia solar", ou seja,
> na adoção, em escala mundial, da "radiante" e gratuita energia fornecida
> pelo sol.
>
> Se o sol nos oferece energia limpa e renovável, Marte e outros rincões do
> cosmo podem nos levar a questionamentos cruciais. E se de fato existir vida
> extraterrena? Se a resposta for negativa, impacto zero; se afirmativa,
> efeitos devastadores nas ciências, na filosofia e na religião, prevê o
> roboticista Rodney Brooks, sobretudo se a vida extraterrena se basear num
> código genético similar ao das criaturas da Terra. E se ela for mais
> inteligente, arrisca o escritor Douglas Rushkoff, tudo aqui (até a linguagem
> e a matemática) mudaria radicalmente.
>
> O historiador científico George Dyson e o ficcionista Steven Nadis nos
> acenam com duas ameaças desconcertantes. O primeiro com uma infecção causada
> por vírus interestelares, o segundo com a descoberta de outro universo em
> nosso universo. Não menos desconcertante é a desconfiança do físico Paul
> Davies de que aqui existe uma biosfera secreta, com formas alternativas de
> micróbios que, evoluindo, darão origem a uma nova aurora do mundo, seguida
> de outra, e assim por diante. Nenhuma crença transcendental resistiria ao
> devastador impacto que tal descoberta causaria.
>
> A paralisação do processo de envelhecimento mediante, inclusive, a troca de
> órgãos com defeitos, fascina um razoável contingente de cientistas, entre os
> quais o filósofo da ciência brasileiro Marcelo Gleiser, para quem a questão
> da mortalidade é o alfa e o ômega das preocupações humanas. Mas se ninguém
> mais adoecer, envelhecer e morrer, pondera o expert em finanças e
> sociobiologia Emanuel Derman, será um inferno viver.
>
> Os artistas se revelaram mais pessimistas que os cientistas. O músico Brian
> Eno tem a sensação de que tudo só vai piorar daqui para a frente. O
> teatrólogo Richard Foreman descrê da possibilidade de uma "mudança total", a
> menos que o ser humano pare de pensar no futuro. Como isso é impossível,
> deduz, não existe mais nada capaz de "mudar tudo" neste mundo.
>
> O historiador James J. O?Donnell deu uma resposta aparentemente pouco ou
> nada científica. Com apenas seis letras: África. Se lograrmos integrar o
> continente em que a história da humanidade começou ao mundo moderno, dotá-lo
> de todos os benefícios da tecnologia, acabar com seu atraso, sua fome e sua
> miséria, aí, sim, poderemos afirmar que tudo mudou, assegura O'Donnell.
>
>
>
> Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 -
> Celebridades - Música - Esportes
>
>
>
>
>
> Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados
> http://br.maisbuscados.yahoo.com



Seg, 2 de Mar de 2009 3:32 am

olvra.ribeiro@...
Enviar e-mail Enviar e-mail

Encaminhar Mensagem #955 de 1352 |
Expandir mensagens Nome/E-mail Classificar por data

Há uma série de perguntas nesse texto, seria interessante se qualquer de vocês respondesse a essas perguntas pessoalmente. Que inventos ou ideias ...
Duanne O. Ribeiro
olvra.ribeiro@...
Enviar e-mail
21 de Fev de 2009
6:37 pm

Conversando sobre bruscas mudanças com um amigo meu, eu mencionei que a única coisa que poderia causar uma mudança tão grande quanto a Internet só poderia...
Rafael Henrique
trunkael
Offline Enviar e-mail
26 de Fev de 2009
5:28 pm

Eu imagino que um amplificador de pensamentos, a ponto da gente poder sentir ("ler")mais o outro, poderia revolucionar o mundo... pessoas mal intencionadas...
AcidZero
acid0
Offline Enviar e-mail
27 de Fev de 2009
2:29 am

Eu sei que é um email enorme, mas eu digo aqui pelo menos quatro idéias distintas (mas conectadas) que me parecem bem elaboradas, então seria bacana se pelo...
Duanne O. Ribeiro
olvra.ribeiro@...
Enviar e-mail
2 de Mar de 2009
3:32 am

Duanne, acho que você vai até achar engraçado, mas ontem eu estava na república vizinha trocando idéia com um amigo meu que faz psicologia. Falávamos ...
Rafael Henrique
trunkael
Offline Enviar e-mail
2 de Mar de 2009
6:16 pm
Avançado

Copyright © 2009 Yahoo! do Brasil Internet Ltda. Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade - Termos do Serviço - Diretrizes - Ajuda