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ciencialist · Ciência

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#82010 De: Tipoalgo <tipoalgo@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 11:28 am
Assunto: DobradiçaPet
tipoalgo
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Olá a todos,

quem estiver precisando de uma porta alternativa pode usar a GradePet com esta espécie de dobradiça e portal acoplado:

http://tipoalgo.blogspot.com.br/2012/04/dobradicapet.html

Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com




#82011 De: "Pesky Bee" <peskybee2@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 2:28 pm
Assunto: Re: Hora do humor matemático
peskybee2
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> Good..
> Tell me what is LIM
 
uáhahaha, é muito divertido! É por isso que gosto desse tipo
de piadinha, rimos a primeira vez pela própria piada e rimos
uma segunda vez quando alguém faz a pergunta acima, hahahahaha
 
Mas não vou te deixar no escuro, Calilzão. Encare esse
"LIM", na primeira expressão, como a variável x chegando
pertinho do valor 8, bem pertinho mesmo, mas nunca
chegando a ter esse valor. Então a expressão 1/(x-8)
quando x tende a se aproximar de 8 será uma expressão que
tenderá ao infinito. O que se diz é que, no limite em que x
é oito a expressão é infinito (mesmo que a divisão
por zero não seja uma operação formalmente definida).
 
Só que a anta da estudante achou que essa expressão
fazia o 8 ficar deitado. Por isso ela "intuiu" que
na segunda expressão o 5 deveria ficar deitado.
Pronto, agora tu já podes dar um sorrisinho.
 
*PB*
 
 
 
Sent: Saturday, April 28, 2012 5:55 AM
Subject: Re: [ciencialist] Hora do humor matemático
 


 
 
Good..
Tell me what is LIM
Thanks.
mc
 
 
----- Original Message -----
From: Pesky Bee
Sent: Friday, April 27, 2012 12:44 PM
Subject: [ciencialist] Hora do humor matemático
 
 

Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 

#82012 De: "Pesky Bee" <peskybee2@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 2:28 pm
Assunto: Re: Hora do humor matemático
peskybee2
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Nevillão, não entendi nadica do que tu falou, poderias
dar uma explicação novamente? Quer dizer que se eu não
pagar o pedágio, estarei fazendo uma divisão por zero?  ;-)
 
*PB*
 
 
 
Sent: Saturday, April 28, 2012 10:37 PM
Subject: Re: [ciencialist] Hora do humor matemático
 


Já que ninguém se comoveu, aqui vai uma tentativa de explicar.
LIM é abreviaçã de LIMITE.
 
Mas antes de continuar, considere uma parabolazinha básica:
Um indivíduo entrou com uma ação para nâo pagar pedágio alegando que já pagava IPVA e  o fato configurava uma ilegal bitributação,
A Corte decidiu que ele tinha que pagar pois o pedágio não era imposto: era taxa. Percebeu a jogada! Sendo taxa não era imposto e assim a Constituição não  estava sendo maculada.
 
Os matemáticos também são rigorosos em suas ações tem de manter as coisas de acordo com a lei, digo, tem que manter a consistência ..
 
Se vc entender a explicação abaixo vc vai passar a gostar da matemática. Se não entender, questione.
 
Oras, na oração algébrica apresentada,  o termo que se segue a LIM é  é  1/ (x-8). (lido como: 1 dividido pelo número representado por (x - 8) .
Sim, mas quanto vale x -8 ?
Para desfazer esse mistério temos que saber o valor de x  e para isso , temos que observar o predicado escrito sob o termo LIM . Lá esta escrito x --> 8 , que significa "quando x se aproxima do número 8 " .
Observe que
se x = 10,  a conta resulta em 1/(10 - 8) = 1/ 2 , ou seja 0,5 ;
se x = 9,  a conta resulta em 1/(9 - 8) = 1/ 1 , ou seja 1
se x = 8,1 a conta resulta em 1/(8,1 - 8) = 1/ 0,1 , ou seja 10
se x = 8,01 a conta resulta em 1/(8,01 - 8) = 1/ 0,01, ou seja 100
 
Vc vê que a medida em que o x fica mais próximo do 8 , (x-8) fica mais próximo de zero e o resultado da divisão cresce rapidamente, ou seja se x ficar = 8 ,  resultado da divisão fica incomensuravelmente grande e  isso é indicado com o sinal de indeterminação " oo ",  o qual chamado de infinito. Note que "oo"  não é um número mas apenas um sinal (parece um 8 deitado)  indicando que o valor é muito grande, mas indeterminado.
A frase toda é lida assim:  O limite de 1 dividido por x subtraido de oito, quando x tende para o valor oito,  resulta infinito.
 
Vc perguntaria : Para que essa trapalhada toda - não seria mais simpes dizer indicar logo (1 / 0 ) = oo  ?
 
- Aha! É aqui que entra o pulo do gato, ou melhor, a parte legal, digo formal.  Não é permitido a divisão por zero. É contra a Constituição, digo, consistência do sistema.
- Mas por quê ?
- Simples ! A matemática é exata e justamente para evitar se chegar a um número de um valor indeterminado ela não define diretamente a divisão. Na verdade a divisão é definida indiretamente através da multiplicação. e a multiplicação é definida como uma sucessão de somas, p.ex.:  a+a = 2a;  a+a+a = 3a ; etc.
-  a divisão é definida como operação oposta à multiplicação da seguinte forma   " c é o resultado da divisão de a por b desde que a seja a multiplicação de a por b " --- è uma questão de antecedentes e consequentes : Primeiro existem a e b ; depois passa a existir se c se c vezes b produz a
 
Por exemplo:  1 / 0 = oo, mas também 2 / 0 = oo;  3 / 0 = oo , ......
e (qualquer número) / 0 = oo ;
Então conforme a definição de divisão teríamos que   (0)*(oo) = 1  ;  (0)*(oo) = 2  ; (0)*(oo) = 3, ......(0)*(oo) =  (qq. número).
Portanto teríamos 1 = 2 = 3 = .... =(qq. número)  --- o que  é totalmente inconsistente. Por isso que não dá pra dividir por zero e tamém infinito não é número.
 
Então é como o caso pedágio : dividir por zero não pode pois  implicaria  em permitir a operação oposta, mas usar o artifício do limite pode, pois trata-se de uma aproximação, (percebeu o truque, apenas chega perto do zero?)
 
Agora vamos à piada
 
Se no primeiro caso deu um sinal parecido com um 8 deitado (infinito)   no segundo dá infinito também, mas a loira concluiu daria um 5 deitado
 
kkkkkkkki
 
PS - se passar a ideologia zero ao limite vai dar zero?
================================================
 
Em 28 de abril de 2012 05:55, Mtnos Calil <mtnoscalil@...> escreveu:
 
Good..
Tell me what is LIM
Thanks.
mc
 
 
----- Original Message -----
From: Pesky Bee
Sent: Friday, April 27, 2012 12:44 PM
Subject: [ciencialist] Hora do humor matemático
 
 
Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 




#82013 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 3:08 pm
Assunto: Re: RES: Spam no Alberto
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Victor,

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

:-)

Hélio


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#82014 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 3:49 pm
Assunto: RES: RES: Spam no Alberto
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Olá,

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 12:08
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Oi Victor,

 

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

 

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.

"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

 

I - Usando a TRR é simples levantar o paradoxo. É simples mostrar que não existe paradoxo algum, usando os postulados da relatividade. Os caminhos são:  1) o próprio formalismo  de Lorentz, com o uso direto de suas transformações;  2) o uso dos diagramas de Minkowski que, realmente, especificam as propriedades do espaçotempo(e dentro,  deste formalismo, o uso correto de conceitos como trajetórias temporais, tempo próprio, etc.); 3) o uso do efeito Doppler relativístico que, aliás, é bastante conveniente, tendo em vista que o efeito Doppler é algo que vem de fora da RR;  4) os experimentos com múons, mésons, kaos, píons, nos aceleradores de partículas(estes, impecáveis);  5) o uso da técnica do radar, com o seu k-calculus, devido a Milner(já tem mais de 80 anos, esse procedimento) e desenvolvido por H.Bondi.  And so on.

 

Agora todos os procedimentos acima dão conta, apenas dos efeitos cinemáticos. Não embutem os efeitos devido aos potenciais gravitacionais(e às acelerações, de uma maneira geral).  Mas, do ponto de vista qualitativo são procedimentos legais e perfeitos. Não deixam dúvidas, mas há  controvérsias a respeito, conforme já foi exposto por aqui mesmo.

 II – Usando a RG, e todo o seu aparato matemático, as provas são precisas e englobam tanto os efeitos matemáticos quanto os cinemáticos.  Os seus resultados numéricos  são suficientes muitos, por isso.

 

Não sei se você  lembra ou se ao menos chegou a ler, acho que não,  mas já apresentei uma prova até simples, na qual o PE foi usado, e com uma matemática muito simples, que não espanta.  Nada de tensores ou outros formalismos mais avançados.  

 

Particularmente, prefiro ater-me à RG, nestes particulares.

 

 Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

:-)

 

Hélio

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Olá, Alberto,

 

Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.

 

Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.

Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.

 

Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.

E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.

Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 

Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.

Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 


#82015 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 3:58 pm
Assunto: Re: Spam no Alberto
ecientificoc...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Esta é simples e eu respondo pelo Victor.
 
É que de acordo com o decreto-lei nº 6666 do ex-presidente Thomas Khun, a superproteger a RR e a RG, o paradoxo não existe (entenda-se: foi colocado debaixo do tapete). Logo está resolvido quer você lance mão da RR «OU» da RG. Só não pergunte ao Victor o significado que ele atribui à «não existência» pois do contrário ele irá demonstrar que «não existir» é a propriedade exibida por alguns objetos ou pensamentos que, embora estejam ao nosso lado, estão causalmente desconectados de nós, por razões que somente a métrica de Minkowski esclarece; a partir daí ninguém entende mais nada mas isso para ele é pouco importante pois se não entendemos, e pelas mesmas razões, a dúvida não existe.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
**************************************
Sent: Monday, April 30, 2012 12:08 PM
Subject: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 

Oi Victor,

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

:-)

Hélio
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   “não existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho. 
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#82016 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 4:14 pm
Assunto: Re: Spam no Alberto
ecientificoc...
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Putz! Quando eu respondi ao Hélio a msg do Victor (msg 82014) ainda não havia chegado. Mas pelo visto eu acertei em cheio Smiley piscando Alegre Smiley piscando ;-) :-) ;-) [Estes três últimos risos são para aqueles que estão causalmente desconectados das figuras Smiley triste.]

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
******************************
Sent: Monday, April 30, 2012 12:58 PM
Subject: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 

Esta é simples e eu respondo pelo Victor.
 
É que de acordo com o decreto-lei nº 6666 do ex-presidente Thomas Khun, a superproteger a RR e a RG, o paradoxo não existe (entenda-se: foi colocado debaixo do tapete). Logo está resolvido quer você lance mão da RR «OU» da RG. Só não pergunte ao Victor o significado que ele atribui à «não existência» pois do contrário ele irá demonstrar que «não existir» é a propriedade exibida por alguns objetos ou pensamentos que, embora estejam ao nosso lado, estão causalmente desconectados de nós, por razões que somente a métrica de Minkowski esclarece; a partir daí ninguém entende mais nada mas isso para ele é pouco importante pois se não entendemos, e pelas mesmas razões, a dúvida não existe.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
**************************************
Sent: Monday, April 30, 2012 12:08 PM
Subject: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 

Oi Victor,

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

:-)

Hélio
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   “não existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho. 
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#82017 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 4:31 pm
Assunto: Re: RES: RES: Spam no Alberto
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Victor,

Victor:
Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.

Mas cada uma com um resultado diferente:
ver http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/81759

Hélio





De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 12:49
Assunto: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 
Olá,
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 12:08
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Oi Victor,
 
Eu posso até te explicar o que significa "não existe".
 
Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"
 
I - Usando a TRR é simples levantar o paradoxo. É simples mostrar que não existe paradoxo algum, usando os postulados da relatividade. Os caminhos são:  1) o próprio formalismo  de Lorentz, com o uso direto de suas transformações;  2) o uso dos diagramas de Minkowski que, realmente, especificam as propriedades do espaçotempo(e dentro,  deste formalismo, o uso correto de conceitos como trajetórias temporais, tempo próprio, etc.); 3) o uso do efeito Doppler relativístico que, aliás, é bastante conveniente, tendo em vista que o efeito Doppler é algo que vem de fora da RR;  4) os experimentos com múons, mésons, kaos, píons, nos aceleradores de partículas(estes, impecáveis);  5) o uso da técnica do radar, com o seu k-calculus, devido a Milner(já tem mais de 80 anos, esse procedimento) e desenvolvido por H.Bondi.  And so on.
 
Agora todos os procedimentos acima dão conta, apenas dos efeitos cinemáticos. Não embutem os efeitos devido aos potenciais gravitacionais(e às acelerações, de uma maneira geral).  Mas, do ponto de vista qualitativo são procedimentos legais e perfeitos. Não deixam dúvidas, mas há  controvérsias a respeito, conforme já foi exposto por aqui mesmo.
 II – Usando a RG, e todo o seu aparato matemático, as provas são precisas e englobam tanto os efeitos matemáticos quanto os cinemáticos.  Os seus resultados numéricos  são suficientes muitos, por isso.
 
Não sei se você  lembra ou se ao menos chegou a ler, acho que não,  mas já apresentei uma prova até simples, na qual o PE foi usado, e com uma matemática muito simples, que não espanta.  Nada de tensores ou outros formalismos mais avançados.  
 
Particularmente, prefiro ater-me à RG, nestes particulares.
 
 Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.
 
Sds,
Victor.
 
 
 
:-)
 
Hélio
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 



#82018 De: Neville Martins <villem99@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 6:18 pm
Assunto: Re: Hora do humor matemático
villem99
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Não!  
É que a Corte, experta e lusitanamente (?)  torna legal o pedágio trocando o nome do referido pagamento. A constituição proíbe bitributação mas não proíbe bitaxação, morou?

Na aritmética idem acima, dividir por zero é proibido, mas passando ao limite pode dividir por zero, pelo infinito e até pelo garaleo a 4.

Agora vc perguntaria:  pq (abreviação de por quê)  "esperta e lusitanamente" ?

R.- Esperta pq muda o nome das coisas quando quer; luzitanamente pq se dá a esse trabalho a todo momento em vez de abolir logo o preceito constitucional e deixar de ser acionada. (Será que é pra justificar o salário?). 

=============================
Em 30 de abril de 2012 11:28, Pesky Bee <peskybee2@...> escreveu:


Nevillão, não entendi nadica do que tu falou, poderias
dar uma explicação novamente? Quer dizer que se eu não
pagar o pedágio, estarei fazendo uma divisão por zero?  ;-)
 
*PB*
 
 
 
Sent: Saturday, April 28, 2012 10:37 PM
Subject: Re: [ciencialist] Hora do humor matemático
 


Já que ninguém se comoveu, aqui vai uma tentativa de explicar.
LIM é abreviaçã de LIMITE.
 
Mas antes de continuar, considere uma parabolazinha básica:
Um indivíduo entrou com uma ação para nâo pagar pedágio alegando que já pagava IPVA e  o fato configurava uma ilegal bitributação,
A Corte decidiu que ele tinha que pagar pois o pedágio não era imposto: era taxa. Percebeu a jogada! Sendo taxa não era imposto e assim a Constituição não  estava sendo maculada.
 
Os matemáticos também são rigorosos em suas ações tem de manter as coisas de acordo com a lei, digo, tem que manter a consistência ..
 
Se vc entender a explicação abaixo vc vai passar a gostar da matemática. Se não entender, questione.
 
Oras, na oração algébrica apresentada,  o termo que se segue a LIM é  é  1/ (x-8). (lido como: 1 dividido pelo número representado por (x - 8) .
Sim, mas quanto vale x -8 ?
Para desfazer esse mistério temos que saber o valor de x  e para isso , temos que observar o predicado escrito sob o termo LIM . Lá esta escrito x --> 8 , que significa "quando x se aproxima do número 8 " .
Observe que
se x = 10,  a conta resulta em 1/(10 - 8) = 1/ 2 , ou seja 0,5 ;
se x = 9,  a conta resulta em 1/(9 - 8) = 1/ 1 , ou seja 1
se x = 8,1 a conta resulta em 1/(8,1 - 8) = 1/ 0,1 , ou seja 10
se x = 8,01 a conta resulta em 1/(8,01 - 8) = 1/ 0,01, ou seja 100
 
Vc vê que a medida em que o x fica mais próximo do 8 , (x-8) fica mais próximo de zero e o resultado da divisão cresce rapidamente, ou seja se x ficar = 8 ,  resultado da divisão fica incomensuravelmente grande e  isso é indicado com o sinal de indeterminação " oo ",  o qual chamado de infinito. Note que "oo"  não é um número mas apenas um sinal (parece um 8 deitado)  indicando que o valor é muito grande, mas indeterminado.
A frase toda é lida assim:  O limite de 1 dividido por x subtraido de oito, quando x tende para o valor oito,  resulta infinito.
 
Vc perguntaria : Para que essa trapalhada toda - não seria mais simpes dizer indicar logo (1 / 0 ) = oo  ?
 
- Aha! É aqui que entra o pulo do gato, ou melhor, a parte legal, digo formal.  Não é permitido a divisão por zero. É contra a Constituição, digo, consistência do sistema.
- Mas por quê ?
- Simples ! A matemática é exata e justamente para evitar se chegar a um número de um valor indeterminado ela não define diretamente a divisão. Na verdade a divisão é definida indiretamente através da multiplicação. e a multiplicação é definida como uma sucessão de somas, p.ex.:  a+a = 2a;  a+a+a = 3a ; etc.
-  a divisão é definida como operação oposta à multiplicação da seguinte forma   " c é o resultado da divisão de a por b desde que a seja a multiplicação de a por b " --- è uma questão de antecedentes e consequentes : Primeiro existem a e b ; depois passa a existir se c se c vezes b produz a
 
Por exemplo:  1 / 0 = oo, mas também 2 / 0 = oo;  3 / 0 = oo , ......
e (qualquer número) / 0 = oo ;
Então conforme a definição de divisão teríamos que   (0)*(oo) = 1  ;  (0)*(oo) = 2  ; (0)*(oo) = 3, ......(0)*(oo) =  (qq. número).
Portanto teríamos 1 = 2 = 3 = .... =(qq. número)  --- o que  é totalmente inconsistente. Por isso que não dá pra dividir por zero e tamém infinito não é número.
 
Então é como o caso pedágio : dividir por zero não pode pois  implicaria  em permitir a operação oposta, mas usar o artifício do limite pode, pois trata-se de uma aproximação, (percebeu o truque, apenas chega perto do zero?)
 
Agora vamos à piada
 
Se no primeiro caso deu um sinal parecido com um 8 deitado (infinito)   no segundo dá infinito também, mas a loira concluiu daria um 5 deitado
 
kkkkkkkki
 
PS - se passar a ideologia zero ao limite vai dar zero?
================================================
 
Em 28 de abril de 2012 05:55, Mtnos Calil <mtnoscalil@...> escreveu:
 
Good..
Tell me what is LIM
Thanks.
mc
 
 
----- Original Message -----
From: Pesky Bee
Sent: Friday, April 27, 2012 12:44 PM
Subject: [ciencialist] Hora do humor matemático
 
 
Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 







#82019 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 7:20 pm
Assunto: RES: RES: RES: Spam no Alberto
josevictorde...
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Olá Hélio,

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 13:31
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Victor,

 

Victor:

Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.

 

Hélio: Mas cada uma com um resultado diferente:

ver http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/81759

 

Victor:   Não. Todos os resultados levam às mesmíssimas conclusões.  Nem poderia ser de outra forma. Ora, Hélio,  mas esta referência é sua,  estes são os seus resultados, calculados de sua maneira ou interpretados de sua maneira. Podem estar corretos do ponto de vista de suas teorias.  Não digo que não.  Mas eu me refiro aos resultados da TR, calculados segundo a TR e de acordo com os seus postulados. Que, me parece, não são levados em conta pelo amigo.  Tô certo ou tô errado?

 Para mim, só há uma opção, nesse particular mister: se os números que obteve estão de acordo com os cálculos usando as fórmulas relativistas que te apresentei(só de enxerimento-pois o fiz com vistas a outros participantes,  pois,  naturalmente, você já as conhece), então tudo ok, a menos das interpretações, que estão furadas; se não estão de acordo com as tais,  simplesmente, os cálculos estão errados. Em qq caso, como lhe disse outra vez, não refiz teus cálculos. Cabe somente a você. Agora, se não aceita o que a teoria oferece, fazer o quê?  Fica o não dito pelo dito, and so on.

 

Agora, cumpra o que prometeu: energia e campo magnético não existem, em que sentido? Sério, estou querendo mesmo saber essa linha de pensamento. Talvez faça mesmo sentido. Se fizer, ponto para você.  E para mim também, que aprendi coisas novas.

 

Sds,

Victor.

  

 

Hélio

 

 

 

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 12:49
Assunto: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Olá,

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 12:08
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Oi Victor,

 

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

 

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.

"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

 

I - Usando a TRR é simples levantar o paradoxo. É simples mostrar que não existe paradoxo algum, usando os postulados da relatividade. Os caminhos são:  1) o próprio formalismo  de Lorentz, com o uso direto de suas transformações;  2) o uso dos diagramas de Minkowski que, realmente, especificam as propriedades do espaçotempo(e dentro,  deste formalismo, o uso correto de conceitos como trajetórias temporais, tempo próprio, etc.); 3) o uso do efeito Doppler relativístico que, aliás, é bastante conveniente, tendo em vista que o efeito Doppler é algo que vem de fora da RR;  4) os experimentos com múons, mésons, kaos, píons, nos aceleradores de partículas(estes, impecáveis);  5) o uso da técnica do radar, com o seu k-calculus, devido a Milner(já tem mais de 80 anos, esse procedimento) e desenvolvido por H.Bondi.  And so on.

 

Agora todos os procedimentos acima dão conta, apenas dos efeitos cinemáticos. Não embutem os efeitos devido aos potenciais gravitacionais(e às acelerações, de uma maneira geral).  Mas, do ponto de vista qualitativo são procedimentos legais e perfeitos. Não deixam dúvidas, mas há  controvérsias a respeito, conforme já foi exposto por aqui mesmo.

 II – Usando a RG, e todo o seu aparato matemático, as provas são precisas e englobam tanto os efeitos matemáticos quanto os cinemáticos.  Os seus resultados numéricos  são suficientes muitos, por isso.

 

Não sei se você  lembra ou se ao menos chegou a ler, acho que não,  mas já apresentei uma prova até simples, na qual o PE foi usado, e com uma matemática muito simples, que não espanta.  Nada de tensores ou outros formalismos mais avançados.  

 

Particularmente, prefiro ater-me à RG, nestes particulares.

 

 Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

:-)

 

Hélio

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Olá, Alberto,

 

Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.

 

Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.

Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.

 

Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.

E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.

Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 

Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.

Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

 


#82020 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 7:39 pm
Assunto: RES: Spam no Alberto
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Alberto,

 

Você sabe que não é tão drástico assim!

Só um pouquinho.

 

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 13:15
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Putz! Quando eu respondi ao Hélio a msg do Victor (msg 82014) ainda não havia chegado. Mas pelo visto eu acertei em cheio Smiley piscando Alegre Smiley piscando ;-) :-) ;-) [Estes três últimos risos são para aqueles que estão causalmente desconectados das figuras Smiley triste.]


[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

******************************

Sent: Monday, April 30, 2012 12:58 PM

Subject: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Esta é simples e eu respondo pelo Victor.

 

É que de acordo com o decreto-lei nº 6666 do ex-presidente Thomas Khun, a superproteger a RR e a RG, o paradoxo não existe (entenda-se: foi colocado debaixo do tapete). Logo está resolvido quer você lance mão da RR «OU» da RG. Só não pergunte ao Victor o significado que ele atribui à «não existência» pois do contrário ele irá demonstrar que «não existir» é a propriedade exibida por alguns objetos ou pensamentos que, embora estejam ao nosso lado, estão causalmente desconectados de nós, por razões que somente a métrica de Minkowski esclarece; a partir daí ninguém entende mais nada mas isso para ele é pouco importante pois se não entendemos, e pelas mesmas razões, a dúvida não existe.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

**************************************

Sent: Monday, April 30, 2012 12:08 PM

Subject: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Oi Victor,

 

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

 

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.

"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

 

:-)

 

Hélio

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Olá, Alberto,

 

Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.

 

Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.

Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   “não existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.

 

Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.

E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.

Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 

Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.

Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho. 

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 


#82021 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 10:24 pm
Assunto: Re: Spam no Alberto
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Victor,

Não estou ainda satisfeito com a tua resposta.
Eu ainda quero a sua resposta a múltipla escolha contida na MSG

Os valores contidos lá são todos usando a relatividade de Einstein de várias formas. Formas diferentes indicadas por você e dando resultados diferentes. Acho que não errei as contas. Se sim, me indique.

Em nenhuma daquelas alternativas é usando "minha teoria" (como você diz). Já falei que na "minha teoria" o resultado é ZERO. Nenhuma diferença nas idades dos irmãos. O viajante estará com uma aparência mais envelhecida pelo stress da viagem, mas com a mesma idade.

Mas, apesar disto, eu vou te dizer o que significa "não existe" em relação a energia na próxima MSG que ainda estou elaborando, pois preciso caprichar.
Mandarei amanhã.

Hélio


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 16:20
Assunto: RES: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 
Olá Hélio,
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 13:31
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Victor,
 
Victor:
Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.
 
Hélio: Mas cada uma com um resultado diferente:
 
Victor:   Não. Todos os resultados levam às mesmíssimas conclusões.  Nem poderia ser de outra forma. Ora, Hélio,  mas esta referência é sua,  estes são os seus resultados, calculados de sua maneira ou interpretados de sua maneira. Podem estar corretos do ponto de vista de suas teorias.  Não digo que não.  Mas eu me refiro aos resultados da TR, calculados segundo a TR e de acordo com os seus postulados. Que, me parece, não são levados em conta pelo amigo.  certo ou errado?
 Para mim, só há uma opção, nesse particular mister: se os números que obteve estão de acordo com os cálculos usando as fórmulas relativistas que te apresentei(só de enxerimento-pois o fiz com vistas a outros participantes,  pois,  naturalmente, você já as conhece), então tudo ok, a menos das interpretações, que estão furadas; se não estão de acordo com as tais,  simplesmente, os cálculos estão errados. Em qq caso, como lhe disse outra vez, não refiz teus cálculos. Cabe somente a você. Agora, se não aceita o que a teoria oferece, fazer o quê?  Fica o não dito pelo dito, and so on.
 
Agora, cumpra o que prometeu: energia e campo magnético não existem, em que sentido? Sério, estou querendo mesmo saber essa linha de pensamento. Talvez faça mesmo sentido. Se fizer, ponto para você.  E para mim também, que aprendi coisas novas.
 
Sds,
Victor.
  
 
Hélio
 
 
 
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 12:49
Assunto: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá,
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 12:08
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Oi Victor,
 
Eu posso até te explicar o que significa "não existe".
 
Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"
 
I - Usando a TRR é simples levantar o paradoxo. É simples mostrar que não existe paradoxo algum, usando os postulados da relatividade. Os caminhos são:  1) o próprio formalismo  de Lorentz, com o uso direto de suas transformações;  2) o uso dos diagramas de Minkowski que, realmente, especificam as propriedades do espaçotempo(e dentro,  deste formalismo, o uso correto de conceitos como trajetórias temporais, tempo próprio, etc.); 3) o uso do efeito Doppler relativístico que, aliás, é bastante conveniente, tendo em vista que o efeito Doppler é algo que vem de fora da RR;  4) os experimentos com múons, mésons, kaos, píons, nos aceleradores de partículas(estes, impecáveis);  5) o uso da técnica do radar, com o seu k-calculus, devido a Milner(já tem mais de 80 anos, esse procedimento) e desenvolvido por H.Bondi.  And so on.
 
Agora todos os procedimentos acima dão conta, apenas dos efeitos cinemáticos. Não embutem os efeitos devido aos potenciais gravitacionais(e às acelerações, de uma maneira geral).  Mas, do ponto de vista qualitativo são procedimentos legais e perfeitos. Não deixam dúvidas, mas há  controvérsias a respeito, conforme já foi exposto por aqui mesmo.
 II – Usando a RG, e todo o seu aparato matemático, as provas são precisas e englobam tanto os efeitos matemáticos quanto os cinemáticos.  Os seus resultados numéricos  são suficientes muitos, por isso.
 
Não sei se você  lembra ou se ao menos chegou a ler, acho que não,  mas já apresentei uma prova até simples, na qual o PE foi usado, e com uma matemática muito simples, que não espanta.  Nada de tensores ou outros formalismos mais avançados.  
 
Particularmente, prefiro ater-me à RG, nestes particulares.
 
 Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.
 
Sds,
Victor.
 
 
 
:-)
 
Hélio
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
 



#82022 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 4:20 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
helicar_br
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Oi Alberto,

Alberto disse:
> Deixa o Mach fora dessa senão as coisas
> irão se complicar e bastante ;-)

Você já sabe que eu adoro espinafrar Mach, então se em algum momento você entendeu o oposto, foi mal entendido. Não vou explicar agora para deixar Mach fora disto como você sugeriu, mas em outra oportunidade eu explico.

Hélio antes:
>> ...vai ser possível para o obs. 2 descobrir
>> se está ou não acelerado
>> observando as distorções no campo
>> elétrico. Isto é possível pois, se
>> estiverem acelerados, ele e a carga,
>> ele verá o centro de emissão
>> oscilando entre um pouco acima e um
>> pouco abaixo da carga.

Alberto:
> Sim. Então você concorda que deverá
> haver emissão de radiação no sentido
> que «estamos» assumindo.

Sim, haverá distorções no campo elétrico medido por 1. Que é chamado de radiação mas que, para carga, não é nada diferente do que ela faz o tempo todo, "irradiar" agentes de campo elétrico.
Logo, não existe diminuição de energia pelo fato dela ser observada de um jeito ou de outro. Para que a "energia cinética", digo velocidade, mude absolutamente é necessário uma força. Não existe velocidade absoluta mas existe mudança de velocidade absoluta.

Hélio antes:
>> ...mas a forma de distorção do campo
>> elétrico é muito diferente e a sua
>> amplitude é muito menor que a
>> observada pelo obs. 1.

Alberto:
> Quanto a isso eu já tenho as minhas
> dúvidas pois, assim como eu, você
> não esclareceu o porquê desta
> oscilação do centro de emissão.
> A sua ideia parece não estar se
> encaixando com a minha, mas vou
> parar por aqui pois ainda estão faltando
> argumentos para que eu possa
> apresentar a minha ideia de maneira clara.

Eu já esclareci sim. Lembra quando eu critiquei o seu gif animado. O centro de emissão permanece em MRU com a velocidade que tinha quando foi emitido o campo elétrico. Se agora a carga tem acelerações positivas e negativas, o centro aparecerá ora de um lado ora de outro da posição da carga.
Quando, finalmente a experiência for realizada por nós da C-list, deveremos tomar alguns cuidados. Um deles é que o elevador ou laboratório deve ser muito grande para que estas distorções fiquem mais evidentes pois o campo elétrico viaja com a velocidade da luz em relação ao emissor.

Hélio


De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Domingo, 29 de Abril de 2012 0:26
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 
From: Hélio Carvalho
Sent: Saturday, April 28, 2012 9:04 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Olá Hélio

> Muito boa esta proposta de contínua queda livre que visto das estrelas
> fixas de Mach é um mhs.

Deixa o Mach fora dessa senão as coisas irão se complicar e bastante ;-)

> Contínua queda livre sim, pois alguém dentro do elevador se sentirá
> como no espaço sideral o tempo todo.

Bem, não sei se agora entendi o fato de você ter citado Mach. Sim, de
acordo com Mach, e como o observador não enxerga as estrelas fixas, ele
também não sentirá a aceleração variável no tempo. Esta sensação somente
aparecerá caso ele abra uma janela no elevador onde possa enxergar as
estrelas. Foi nesse sentido que você falou em «contínua queda livre»? Se
não, não entendi essa continuidade.

> A princípio, nenhuma "radiação" (com o significado de radiação que
> vocês estão usando) será emitida pela carga para o cara que está lá
> dentro (observador 2).

Pelo que você diz a seguir, pareceu-me que você ainda está assumindo o
ponto de vista de Mach, a meu ver absurdo. Por outro lado, digo que eu
ainda não assumi nenhum significado para a radiação, estou apenas
entrando na onda do que os outros andaram afirmando, a incluir o Maxwell
[mas não o Mach, pois aí seria loucura pura. ;-)]

> Na minha opinião,...

OK, vamos deixar Mach de lado e ver o que você pensa a respeito.

> ...vai ser possível para o obs. 2 descobrir se está ou não acelerado
> observando as distorções no campo elétrico. Isto é possível pois, se
> estiverem acelerados, ele e a carga, ele verá o centro de emissão
> oscilando entre um pouco acima e um pouco abaixo da carga.

Sim. Então você concorda que deverá haver emissão de radiação no sentido
que «estamos» assumindo.

> Isto vai acontecer estando o elevador com ar ou em vácuo. Com ar a
> oscilação será menor. Adeus PE.

Posso até concordar com esta sua afirmação, por motivos que apresentarei
quando for discutir o item 5 dentre aqueles propostos na msg 81914, qual
seja: «Questões relacionadas ao agente emissor...». Não concordo com a
conclusão, mas este é um assunto que deixarei para apresentar
oportunamente.

> E aí, a coisa toda se complica, ele verá a carga parada, mas emitindo
> campo elétrico distorcido periódicamente (se for o Belmiro lá dentro,
> é capaz de chamar isto de campo magnético ou até de radiação), mas a
> forma de distorção do campo elétrico é muito diferente e a sua
> amplitude é muito menor que a observada pelo obs. 1.

Quanto a isso eu já tenho as minhas dúvidas pois, assim como eu, você
não esclareceu o porquê desta oscilação do centro de emissão. A sua
ideia parece não estar se encaixando com a minha, mas vou parar por aqui
pois ainda estão faltando argumentos para que eu possa apresentar a
minha ideia de maneira clara.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.




#82023 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 2:22 am
Assunto: Re: A solução do paradoxo da carga acelerada
belmirow
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
      Eureka!!!!
 
      Amigos, deu um estalo aqui. Aliás, estalo típico de faísca atrasada. Não sei porque cargas d'água, tinha em minha mente para um movimento acelerado o gráfico da velocidade versus tempo como uma parábola ou algo assim. Nesse sentido, minha análise da carga acelerada foi em função dessa curva. Mas não é!! É uma reta, claro. Aceleração constante, v = a.t. Sendo assim, o campo magnético gerado pela carga acelerada cresce linearmente do ponto de vista do observador externo. E aí, o campo elétrico criado por esse campo magnético é constante. É o equivalente a aumentar uma corrente linearmente em uma bobina. O fluxo magnético (fi) terá crescimento linear e a fem= -Nd(fi)/dt  será constante. Ora, para gerar uma onda eletromagnética, é necessário que esse campo elétrico também seja variável no tempo, pois só assim ele poderá gerar um novo campo magnético e este um novo campo elétrico e por aí vai.  Mas nesse caso o primeiro campo elétrico gerado é constante e a coisa para por aí. Não  há geração de onda. Não há energia irradiada. Não há paradoxo. O PE está salvo!
 
     [],s
 
     Belmiro

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 1:26
Assunto: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Sunday, April 29, 2012 4:30 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada
Olá Belmiro
vou de roxo novamente

> Caraca! É nisso que dá tentar manter os bons índices de resveratrol no organismo e ainda escrever mensagens para a C-list. Mas, pensando melhor, e depois de ler a postagem do Victor e a sua a observar que a conclusão do Goto parece ir na contramão da minha, fico feliz em saber que não sou o único (tem também o Fran de Aquino) a pensar nestas interações.

O paradoxo das cargas aceleradas é um dos poucos ramos da física onde tem muita gente andando na crontramão, até mesmo autores respeitadíssimos no meio acadêmico. A única coisa em comum é que quase todos acreditam na veracidade do PE, mas há uma minoria que não acredita. Não obstante, não é só o PE quem está na berlinda. O próprio eletromagnetismo está se mostrando inconsistente frente a maioria das tentativas de resolução do paradoxo. Muitos acham que a solução definitiva residiria no desvendar da estrutura das partículas elementares, algo que é quase proibido pela física quântica. Enfim, creio que todos concordam que alguma coisa tem que ser modificada no EM, o problema é que isso provavelmente irá espalhar m... pra todos os lados.

> E, refletindo um pouco, acho que o universo acadêmico deveria investir mais nessas idéias. Afinal, se a Física estivesse redondinha, teriamos bons motivos para esse comodismo todo. Agora, mais do que nunca, acredito que tem caroço neste angu. E que objetos carregados eletricamente tenham comportamentos diferentes em campos gravitacionais.

É isso aí. Pelo visto você está entrando na onda. Quanto ao universo acadêmico, creio que em termos de resistência eles só perdem para o Vaticano. Mas se até o Vaticano muda no decorrer dos séculos... Por falar nisso a física «moderna» já passou de um século. Smiley piscando

> > Sei não, você parece-me estar competindo com os físicos «modernos» na criação de hipóteses ad hoc. Outro demônio Diabo?

> Mas não foi ad hoc. Veio do balanço energético na situação exposta.

O ad hoc a que me referi foi aquele negócio de «existir alguém a manipular campos elétricos fora de um compartimento». Ficou-me a impressão de você ter criado um demônio de Maxwell com características ad hoc.

> > > Assim, o sujeito dentro do compartimento não poderá ter certeza em que situação se encontra.> Mas isso não ter nada a ver com a veracidade ou não do PE. Mesmo porque, e a ser válida esta argumentação da «enganação induzida», creio que não seria difícil imaginarmos outros campos a fazerem com que esta sua ideia da carga cair mais devagar, ainda que fosse verdadeira, não desse certo para o caso do compartimento em queda livre.
 
> Não entendi.

Ora, esse demônio de Maxwell ad hoc tanto pode fazer o que você está pretendendo que ele faça como também pode, utilizando campos adequados, fazer exatamente o oposto. Ou não?

> > > Portanto, o PE está salvo e mantenho minha posição, até que venha outro argumento mais forte.> > Sinceramente não senti força nesta argumentação Polegar para baixo.
> > >Como sei que não virá,emo15, declaro resolvido o paradoxo da carga acelerada.> > Bem, frente ao autoritarismo Princesa de um decreto-lei não está mais aqui quem se contrapôs à idéia. Tá resolvido e ponto final. Smiley piscando> Bem, se não está resolvido de um modo, pode estar resolvido de outro. Após a  redução do nível etílico intravenoso, passei a considerar com mais carinho a possibilidade do universo ser realmente feio. Vai que a saúde do velho e bom PE anda capengando.

Acho que não. As mudanças certamente virão, mas creio que serão mais nas teorias de campo, a incluir o eletromagnetismo e a gravitação. O PE a meu ver sairá revigorado e mais verdadeiro do que nunca.

> Que tal se interações elétrico-gravitacionais não se apliquem de todo no tal princípio? Afinal, a RG, solidamente ancorada neste princípio sai com o rabo entre as pernas ante situações extremas. Posso intuir, então, que para situações não extremas ela funcione de forma aproximada. (Calma Victor, mesmo assim ela continua prevendo os fatos com grande precisão, sem dúvida a melhor de todas, até hoje). Nesse sentido, creio que o Hélio pode ir comprando os foguetes.

Que o Victor não nos ouça: A RG irá desabar sozinha, sem levar com ela o PE. A meu ver ela não resistirá às mudanças drásticas, mas necessárias, que virão a ser feitas no EM.

> > > Bem, até que alguém resolva fazer um experimento preciso o suficiente para comprovar ou refutar a minha idéia, creio que vou continuar sonhando com o Nobel. Melhor colocar em dia o passaporte...> > Tô contigo e não abro. Estarei lá Avião para testemunhar o fato. Alegre> Valeu! Obrigado pelo apoio.

Ora, não é todo dia que um membro da Ciencialist ganha o prêmio Nobel. Alegre

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82024 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 4:07 am
Assunto: Re: A solução do paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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Oi Belmiro

Sinceramente não sei se este raciocínio procede [vou tentar entender nas
próximas semanas :-)] mas, como disse anteriormente, há uma penca de
autores respeitáveis no meio acadêmico, a começar por Feynmann, que
concordam com o fato de que uma carga elétrica com aceleração constante
não emite radiação. A explicação que eles dão é bem mais complicada.

Aliás, foi em virtude disso que propus complicar o problema utilizando
uma carga oscilante (mhs), pois neste caso, e pelo EM que vigora por aí,
ela deveria emitir radiação. A dúvida então seria: um observador
oscilando conjuntamente com a carga «enxergaria» esta radiação? Se sim,
o PE estará salvo. Se não, a meu ver não. Obviamente estou deixando de
lado as considerações Minkowskivictorianas, quais sejam, aquelas a
concluírem que o observador está causalmente desconectado da radiação
emitida.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

***********************************
From: Belmiro Wolski
Sent: Monday, April 30, 2012 11:22 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada

       Eureka!!!!

       Amigos, deu um estalo aqui. Aliás, estalo típico de faísca
atrasada. Não sei porque cargas d'água, tinha em minha mente para um
movimento acelerado o gráfico da velocidade versus tempo como uma
parábola ou algo assim. Nesse sentido, minha análise da carga acelerada
foi em função dessa curva. Mas não é!! É uma reta, claro. Aceleração
constante, v = a.t. Sendo assim, o campo magnético gerado pela carga
acelerada cresce linearmente do ponto de vista do observador externo. E
aí, o campo elétrico criado por esse campo magnético é constante. É o
equivalente a aumentar uma corrente linearmente em uma bobina. O fluxo
magnético (fi) terá crescimento linear e a fem= -Nd(fi)/dt  será
constante. Ora, para gerar uma onda eletromagnética, é necessário que
esse campo elétrico também seja variável no tempo, pois só assim ele
poderá gerar um novo campo magnético e este um novo campo elétrico e por
aí vai.  Mas nesse caso o primeiro campo elétrico gerado é constante e a
coisa para por aí. Não  há geração de onda. Não há energia irradiada.
Não há paradoxo. O PE está salvo!

      [],s

      Belmiro

#82025 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 2:09 pm
Assunto: Re: A solução do paradoxo da carga acelerada
belmirow
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
      Olá, Alberto.
 
      Veja que nada impede que exista aquela onda única se propagando como a onda gerada pelo barco que propus como analogia. Bastaria que a aceleração crescesse linearmente com o tempo, tipo a = kt. Aí a velocidade seria v=kt2 e o campo magnético também teria variação quadrática. Consequentemente, o campo elétrico induzido teria variação linear com t e a onda seria como a do barco com a diferença que estaria aumentando o tempo todo sua crista. Claro, isto até que v chegasse à velocidade da luz. Depois, só o Léo sabe.
       Mas, voltando ao nosso caso, para facilitar o seu entendimento. Dada uma variação linear de campo magnético, o campo elétrico induzido que é dado pela derivada do fluxo é uma constante. Ora, usando aquele meu raciocínio que eu chamo de princípio do equilíbrio e que o Hélio não gosta, se o campo elétrico é constante, nada precisa ser feito. Caso ele fosse variável crescente, deveria ser criado um novo campo magnético que criasse um novo campo elétrico em sentido oposto. Ou então, se esse campo elétrico induzido pelo campo magnético fosse decrescente, haveria de ser criado um novo campo magnético que criasse um novo campo elétrico de mesmo sentido que o tal anterior, para tentar impedir seu decréscimo. Ou seja, a Lei de Lenz. Mas nada disso precisa. O campo elétrico criado pela variação linear do campo magnético (produzido pelo movimento com aceleração constante da carga) é constante.;) piscandoSo, no radiations! No problems anymore!
 
       Quanto ao problema atual que você propôs, não me debrucei ainda sobre ele. À primeira vista, é muita areia para o meu caminhãozinho. Estava matutando sobre o problema da contabilidade da energia. Inclusive mandei alguns e-mails para alguns cérebros que eu conheço, inclusive o Assis, mas até agora não obtive retorno. De qualquer forma, tenho convicção de que é isso mesmo. Não tenho mais nenhuma dúvida de que a carga não emite radiação com movimento de aceleração constante. Se emitisse, realmente alguma coisa estaria cheirando a podre no eletromagnetismo de Maxwell ou no Princípio da Equivalência. Mas, por enquanto, creio que os dois estão salvos. #:-S ufa!
 
       Agora que dei por encerrada comigo mesmo essa questão, vou tentar avaliar sua proposta quando sobrar um tempinho.
 
      [],s
 
      Belmiro

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Terça-feira, 1 de Maio de 2012 1:07
Assunto: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada

 
Oi Belmiro

Sinceramente não sei se este raciocínio procede [vou tentar entender nas
próximas semanas :-)] mas, como disse anteriormente, há uma penca de
autores respeitáveis no meio acadêmico, a começar por Feynmann, que
concordam com o fato de que uma carga elétrica com aceleração constante
não emite radiação. A explicação que eles dão é bem mais complicada.

Aliás, foi em virtude disso que propus complicar o problema utilizando
uma carga oscilante (mhs), pois neste caso, e pelo EM que vigora por aí,
ela deveria emitir radiação. A dúvida então seria: um observador
oscilando conjuntamente com a carga «enxergaria» esta radiação? Se sim,
o PE estará salvo. Se não, a meu ver não. Obviamente estou deixando de
lado as considerações Minkowskivictorianas, quais sejam, aquelas a
concluírem que o observador está causalmente desconectado da radiação
emitida.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

***********************************
From: Belmiro Wolski
Sent: Monday, April 30, 2012 11:22 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada

Eureka!!!!

Amigos, deu um estalo aqui. Aliás, estalo típico de faísca
atrasada. Não sei porque cargas d'água, tinha em minha mente para um
movimento acelerado o gráfico da velocidade versus tempo como uma
parábola ou algo assim. Nesse sentido, minha análise da carga acelerada
foi em função dessa curva. Mas não é!! É uma reta, claro. Aceleração
constante, v = a.t. Sendo assim, o campo magnético gerado pela carga
acelerada cresce linearmente do ponto de vista do observador externo. E
aí, o campo elétrico criado por esse campo magnético é constante. É o
equivalente a aumentar uma corrente linearmente em uma bobina. O fluxo
magnético (fi) terá crescimento linear e a fem= -Nd(fi)/dt será
constante. Ora, para gerar uma onda eletromagnética, é necessário que
esse campo elétrico também seja variável no tempo, pois só assim ele
poderá gerar um novo campo magnético e este um novo campo elétrico e por
aí vai. Mas nesse caso o primeiro campo elétrico gerado é constante e a
coisa para por aí. Não há geração de onda. Não há energia irradiada.
Não há paradoxo. O PE está salvo!

[],s

Belmiro




#82026 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 4:09 am
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Hélio Carvalho
Sent: Monday, April 30, 2012 1:20 PM
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Olá Hélio
 
Alberto antes:
> > ... assim como eu, você não esclareceu o porquê desta  oscilação do centro de emissão. A sua ideia parece não estar se encaixando com a minha, mas vou parar por aqui pois ainda estão faltando argumentos para que eu possa apresentar a minha ideia de maneira clara.

Hélio:
> Eu já esclareci sim. Lembra quando eu critiquei o seu gif animado. O centro de emissão permanece em MRU com a velocidade que tinha quando foi emitido o campo elétrico. Se agora a carga tem acelerações positivas e negativas, o centro aparecerá ora de um lado ora de outro da posição da carga. Quando, finalmente a experiência for realizada por nós da C-list, deveremos tomar alguns cuidados. Um deles é que o elevador ou laboratório deve ser muito grande para que estas distorções fiquem mais evidentes pois o campo elétrico viaja com a velocidade da luz em relação ao emissor.

Alberto:
OK. Então é a própria oscilação que acompanha o elevador, porém evidenciando o local da emissão do campo. Isto de fato existe mas a coisa, a meu ver, é um pouco mais complicada.
Bem observado o cuidado a ser tomado. Veja por exemplo um caso bem mais simples, o de uma carga em MRU e com velocidade v da ordem de 1/3 da velocidade da luz (figura abaixo). Está representado apenas um anel correspondente ao campo «emitido» em um breve intervalo de tempo Dt: ou seja, entre um instante t e outro igual a t + Dt. Vê-se aí como o anel se expande para um observador em repouso (neste caso o anel viaja conjuntamente com a carga e o centro do mesmo coincide sempre com a carga). Não levei em consideração possíveis distorções do círculo de natureza relativística. Primeiro porque poderia ser apenas um fator de escala com a finalidade de tornar as coisas bem visíveis (assim, este 1/3 não representaria a razão v/c). E segundo porque não acredito nestas distorções relativísticas a se apoiarem na ideia de que c é a velocidade limite e a independer do referencial. ;-)
campo_emissao_mov
Notar que a carga (vermelho) está caminhando para a direita.
Se a figura não estiver visível clique aqui

 
[ ]´s
Alberto
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Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82027 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 4:22 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
belmirow
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     Oi.

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Terça-feira, 1 de Maio de 2012 1:09
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 
From: Hélio Carvalho
Sent: Monday, April 30, 2012 1:20 PM
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Olá Hélio
 
Alberto antes:
> > ... assim como eu, você não esclareceu o porquê desta  oscilação do centro de emissão. A sua ideia parece não estar se encaixando com a minha, mas vou parar por aqui pois ainda estão faltando argumentos para que eu possa apresentar a minha ideia de maneira clara.

Hélio:
> Eu já esclareci sim. Lembra quando eu critiquei o seu gif animado. O centro de emissão permanece em MRU com a velocidade que tinha quando foi emitido o campo elétrico. Se agora a carga tem acelerações positivas e negativas, o centro aparecerá ora de um lado ora de outro da posição da carga. Quando, finalmente a experiência for realizada por nós da C-list, deveremos tomar alguns cuidados. Um deles é que o elevador ou laboratório deve ser muito grande para que estas distorções fiquem mais evidentes pois o campo elétrico viaja com a velocidade da luz em relação ao emissor.

Alberto:
OK. Então é a própria oscilação que acompanha o elevador, porém evidenciando o local da emissão do campo. Isto de fato existe mas a coisa, a meu ver, é um pouco mais complicada.
Bem observado o cuidado a ser tomado. Veja por exemplo um caso bem mais simples, o de uma carga em MRU e com velocidade v da ordem de 1/3 da velocidade da luz (figura abaixo). Está representado apenas um anel correspondente ao campo «emitido» em um breve intervalo de tempo Dt: ou seja, entre um instante t e outro igual a t + Dt. Vê-se aí como o anel se expande para um observador em repouso (neste caso o anel viaja conjuntamente com a carga e o centro do mesmo coincide sempre com a carga).
 
      Não vejo assim. A carga não deve acompanhar o centro de emissão. Senão, não existiria o efeito Dopller para a luz.
      [].s
    
      Belmiro
 
Não levei em consideração possíveis distorções do círculo de natureza relativística. Primeiro porque poderia ser apenas um fator de escala com a finalidade de tornar as coisas bem visíveis (assim, este 1/3 não representaria a razão v/c). E segundo porque não acredito nestas distorções relativísticas a se apoiarem na ideia de que c é a velocidade limite e a independer do referencial. ;-)
campo_emissao_mov
Notar que a carga (vermelho) está caminhando para a direita.
Se a figura não estiver visível clique aqui

 
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Alberto
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Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#82028 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 7:08 pm
Assunto: Re: O paradoxo das mensagens retardadas
ecientificoc...
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Eu achei que o paradoxo das msgs retardadas havia sido resolvido (pelo
menos nos últimos dias estava tudo andando às mil maravilhas) mas ele
retornou para a infelicidade geral da nação ciencialisteira.

Já estou com duas msgs enviadas hoje (01/março) e que devem ter ido
passear pelo universo paralelo do Yahoo. Uma delas enviada às 15:18 e a
outra às 15:58). Esta está sendo enviada às 16:08 e vamos ver o que
acontece.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Thursday, April 26, 2012 5:44 PM
To: ciencialist@...
Subject: [ciencialist] O paradoxo das mensagens retardadas

Estou com cinco msgs retardadas, a primeira delas enviada em 24/04/2012
às 21:40.

Talvez fosse melhor deixarmos de lado o paradoxo das cargas aceleradas
para discutirmos o paradoxo das mensagens retardadas. ;-)

#82029 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 6:18 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Saturday, April 28, 2012 8:32 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 

Na msg 81999 foram abordadas várias facetas relacionadas à energia e as suas relações com os campos eletromagnéticos. Como vimos, às vezes essa energia chega a ser pensada como algo inerente à (ou possuído pela ou, ainda, residente na) carga elétrica (ou então ao material que está carregado). Outras vezes a energia é pensada como algo independente da carga e pertencente ao campo que envolve esta carga. Neste segundo caso, não chega a haver uma independência absoluta posto que existe um vínculo entre a carga e o campo que ela produz, vínculo este a manifestar-se sob vários aspectos, seja do ponto de vista da localidade, seja do ponto de vista fenomenológico. Destaca-se aqui o fato de a intensidade energética do campo, pensado como densidade de energia local, estar na dependência não só da intensidade da carga mas também da distância entre a carga e o local onde está sendo estimado o valor para essa densidade. Por outro lado, há uma certa analogia entre o relacionamento carga-campo e aquele observado existir entre uma massa oscilante e a mola que faz a massa oscilar [esta analogia deve ser interpretada com certo cuidado e não ao pé da letra].

Para alguns (1) haveria um meio etéreo a alojar este campo. Este aether chega a ser pensado ora como um meio material (1a), ora como um meio imaterial (1b). Neste segundo caso seria como se considerássemos a existência de um espaço imaterial como continente e este aether, também imaterial mas de existência real, como conteúdo. Existe ainda o aether matemático de Einstein (1c) a se contorcer juntamente com o espaço, pois confunde-se com o mesmo. (É continente e conteúdo ao mesmo tempo e a retratar o fato de o campo estar aderente ao espaço que o contém.) Para outros (2) o campo seria algo decorrente da existência de alguma coisa emitida pela carga e de natureza material (2a) ou imaterial (2b). Neste último caso (imaterial) seria como que um aether imaterial a viajar pelo espaço e a se manifestar como campo. Por mais que os físicos «modernos» possam discordar, creio tratar-se de mais uma questão ainda em aberto, e as opções são estas que apresentei acima: (1) e (2) com suas variedades (a, b e c).

Vamos agora procurar avançar no questionamento apresentado (início da msg 81999).

A figura 10 ao lado poderia estar representando uma bola vermelha com hastes metálicas rígidas e fixas a ela. É também uma das maneiras como se costuma representar uma carga elétrica com o seu campo elétrico, quando a carga está em repouso em um referencial inercial [as hastes representariam as linhas de força do campo]. O que aconteceria se o conjunto bola-hastes entrasse em movimento com uma velocidade v constante?

 carga_rep

Seriam esses dois processos equivalentes?

Figura 10
Se a figura não estiver visível clique aqui


No caso bola-haste, e para um observador que acompanhe a bola em seu movimento, a visão que ele terá será aquela mostrada na figura 10 acima. Outro observador, que permaneça em repouso no referencial do início do processo, enxergará o sistema como representado na figura 11 abaixo [em tonalidade mais clara está representada a posição inicial do conjunto]. Por questão de coerência com o que foi apresentado nas msgs anteriores, vou chamar o primeiro (aquele que acompanha a bola) por observador (2) e o outro (o que permanece em repouso) por observador (1), a mesma convenção sendo válida para o caso da carga.
 
carga_mov
Figura 11
Se a figura não estiver visível clique
aqui

No caso carga-campo o observador (2) verificará que nada mudou, exceto naquele curto período de tempo em que esteve acelerado afim de atingir a velocidade v [este assunto será discutido na próxima msg]. Passado este efeito, ele continuará representando o campo da carga da mesma maneira mostrada na figura 10.

O observador (1) verá a carga em movimento retilíneo e uniforme (MRU). Estando a carga em movimento o campo que ele enxerga será outro. Surgirá um campo magnético, que não se mostra para o observador (2) e o campo elétrico será para ele [observador (1)] de menor intensidade e com uma disposição espacial diversa daquela representada na figura 11. O máximo que ele poderá dizer com respeito à figura 11 é que ela representa o campo como estaria sendo captado pelos sensores do observador (2); ou então dirá que é assim que o campo viaja com este observador (2); mas não é o mesmo campo que ele constata existir no seu referencial e com os seus próprios sensores.

Pensando-se na energia eletromagnética como algo localizado no campo da carga e vinculada à mesma, vejamos como poderiam ser analisados alguns aspectos sob o ponto de vista fenomenológico. Estando a carga em repouso, o observador (2) poderá imaginar que alguma coisa está se desprendendo da carga, ou seja, esta alguma coisa está sendo emitida de maneira contínua e isotrópica (igual em todas as direções). Esta alguma coisa não seria o campo propriamente dito mas aquilo que poderíamos chamar por agente do campo e a viajar da carga para o espaço circunvizinho, seja como algo autóctone, seja como uma vibração do aether maxwelliano (vide msg 81999).

Embora este hipotético agente do campo tenha sido assumido como algo que é emitido de maneira contínua pela carga podemos, por questão de clareza, imaginar a propagação espacial de apenas uma fração discreta desta emissão, digamos, aquela a ocorrer a partir de um tempo t e até o tempo t+Dt. Teremos então, num gráfico animado e a duas dimensões, a imagem de um anel propagando-se para o espaço a partir da carga (em três dimensões este anel deve ser pensado como a casca de uma esfera com espessura discreta). A espessura do anel (ou da casca) depende apenas do intervalo de tempo Dt considerado e mantem-se constante. A figura 12 traduz esta imagem bidimensional.
 

campo_emissao_rep
Figura 12: Emissão de agentes de campo eletromagnético
por uma carga em repouso em um intervalo de tempo
Dt.
Se a figura não estiver visível clique aqui

Estando a carga em movimento uniforme (MRU) a situação será agora aquela mostrada na figura 13. O anel, pensado apenas como uma figura geométrica, será caracterizado de maneira idêntica pelos dois observadores, com a única diferença de que para o observador (2) o centro do anel está em repouso e para o observador (1) está em MRU, [Estamos frente a uma experiência de pensamento e raciocinando com argumentos apontados por Maxwell e, portanto, sem levar em consideração argumentos que surgiram posteriormente e a caracterizarem o relativismo «moderno»]. A situação é muito semelhante àquela observada com o sistema bola-haste das figuras 10 e 11 

campo_emissao_mov
Figura 13: Emissão de agentes de campo eletromagnético
por uma carga em MRU durante um intervalo de tempo
Dt.
Notar que a carga (em vermelho) está caminhando para a direita.
Se a figura não estiver visível clique aqui

Este fato permite-nos associar a ideia de uma invariância para os agentes do campo, ou seja, eles representam algo relacionado ao campo e a não se modificar com a simples mudança de referencial. A diferença fenomenológica decorre não da modificação dos agentes do campo, mas da maneira como esses agentes manifestam seus efeitos em relação à área da superfície dos sensores que os detectam. Uma analogia simples poderia ser extraída do efeito produzido por um objeto cortante (uma faca por exemplo) lançado no espaço e a atingir uma superfície: o efeito (tipo do corte e profundidade do corte) estará na dependência não só da orientação da superfície em relação à orientação da faca como também das velocidades relativas de ambos. Matematicamente essa diferença de efeitos agente-campo parece traduzir-se na funcionalidade dos famosos operadores nabla (Ñ), mas este é um assunto que vai além do pretendido nesta exposição.

No caso em apreço os agentes do campo irão se manifestar para o observador (2) [a acompanhar a carga neste MRU] através de um campo elétrico e para o observador (1) [aquele que permaneceu em repouso] como um campo misto, com componentes elétrica e magnética. Dado o caráter conservativo do campo eletromagnético (pensado em conjunto), a fração energética da componente magnética que apareceu deve igualar a fração da componente elétrica que desapareceu. Como estamos analisando o caso de uma casca esférica a se propagar pelo espaço e mantendo a espessura constante, seria o caso de se raciocinar com as fórmulas já apresentadas para densidades de energia (msg 81999). Para os dois observadores, a soma re+rm deve ter o mesmo valor a cada instante (conservação da energia) [ainda que de maneira não trivial, isto pode ser constatado através do manuseio das equações de Maxwell].

É importante notar que sob o ponto de vista  imaginado quem está viajando neste caso não é nem a energia e nem o campo, mas o agente do campo. Para o observador (2) a energia está em repouso no espaço e para o observador (1) ela está viajando em MRU e juntamente com a carga, podendo ser pensada sempre como estando em repouso em relação à carga. Para nenhum dos observadores existirá algo a se assemelhar a uma onda eletromagnética, no sentido de uma energia que se desprende da carga às custas de outras energias pertencentes à carga (como por exemplo a energia cinética).

Esta msg traz apenas uma continuação do preâmbulo iniciado na msg 81999 e destinado a que pudesse prosseguir com o assunto referido no item 4, a ser apresentado nas próximas mensagens.

PS: Esta msg segue um roteiro pré-estabelecido e portanto é uma continuação das msgs citadas abaixo. As demais msgs de minha autoria e postadas nesta thread relacionam-se aos questionamentos apresentados pelos demais participantes do debate. Clicando-se nas msgs abaixo chega-se à página web correspondente e as réplicas ou tréplicas estarão no rodapé destas páginas web.

1) msg 81845: Apresentando a versão do paradoxo da carga acelerada para o caso da carga estar em mhs..

2) msg 81914: Propostas de campos gravitacionais oscilantes (experiências de pensamento). Sugestão e ordenação temática.

3) msg 81928: O paradoxo no caso da queda livre (aceleração constante).

4) msg 81974: O paradoxo no caso mhs equivalente à queda livre (ou na oscilação livre).

5) msg 81995: Sobre as resoluções apresentadas pelos físicos «modernos».

6) msg 81999: Sobre a energia dos campos eletromagnéticos.


[ ]´s

Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.


#82030 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 6:58 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Belmiro Wolski
Sent: Tuesday, May 01, 2012 1:22 PM
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Oi Belmiro

> > > Hélio: [...] O centro de emissão permanece em MRU com a velocidade
> > > que tinha quando foi emitido o campo elétrico. [...]

> > Alberto: [...] Veja por exemplo um caso bem mais simples, o de uma
> > carga em MRU [...] Vê-se aí como o anel se expande para um
> > observador em repouso (neste caso o anel viaja conjuntamente com a
> > carga e o centro do mesmo coincide sempre com a carga).

> Belmiro: Não vejo assim. A carga não deve acompanhar o centro de
> emissão. Senão, não existiria o efeito Dopller para a luz.

Depende do que você está considerando como efeito Doppler. Assim como há
um efeito Doppler na mecânica ondulatória, existe também um efeito
Doppler na mecânica corpuscular (aquela a estudar, por exemplo, a
frequência inerente a uma rajada de metralhadora).

O Hélio, por exemplo, parece considerar a luz sob o ponto de vista das
teorias de emissão (no caso a de Ritz). Dentre essas teorias existiriam
aquelas a considerarem a luz corpuscular (a exemplo de Newton) e aquelas
a considerarem a luz como de natureza imaterial (um aether fluindo pelo
espaço o que é diferente de um aether apenas a vibrar -- como ocorre com
o som em meios materiais, ou seja, como uma onda). Não sei dizer qual é
a visão do Hélio pois não conheço detalhes da teoria de Ritz mas, de
qualquer forma, e sendo uma teoria de emissão, o efeito Doppler deve ser
interpretado de maneira semelhante àquele observado no caso da rajada de
metralhadora.

Algo interessante e a falar favoravelmente às teorias da emissão é que o
efeito Michelson-Morley ocorre exatamente da maneira prevista por essas
teorias clássicas, não havendo necessidade da introdução de hipóteses
ficcionistas como aquelas a fundamentarem o relativismo «moderno». Outro
dado interessante é que pode-se pensar na teoria de Maxwell como
relacionada a agentes de campo emitidos pelas cargas, como mostro na
última msg que enviei hoje (01/maio/2012) às 15:18 e, ao que tudo
indica, foi parar na pasta quarentena do Yahoo a espera de liberação.

Comento alguma coisa a respeito desse efeito Doppler corpuscular, bem
como da associação com o efeito Michelson-Morley no artigo «A
Relatividade Galileana» que pode ser acessado a partir de
http://ecientificocultural.com.br/ECC3/RelGali.htm

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82031 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 7:18 pm
Assunto: Re: O paradoxo das mensagens retardadas
ecientificoc...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Grande Brudna!
 
Liberação rápida e rasteira.
 
Apenas uma ERRATA
 
Na msg anterior (abaixo) onde se lê março leia-se maio. Do contrário seria o caos. Já imaginou uma msg demorando 2 meses? Isso é coisa do tempo de Newton! Smiley piscando
 
Sent: Tuesday, May 01, 2012 4:08 PM
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo das mensagens retardadas
 
 

Eu achei que o paradoxo das msgs retardadas havia sido resolvido (pelo
menos nos últimos dias estava tudo andando às mil maravilhas) mas ele
retornou para a infelicidade geral da nação ciencialisteira.

Já estou com duas msgs enviadas hoje (01/março) e que devem ter ido
passear pelo universo paralelo do Yahoo. Uma delas enviada às 15:18 e a
outra às 15:58). Esta está sendo enviada às 16:08 e vamos ver o que
acontece.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Thursday, April 26, 2012 5:44 PM
To: mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br
Subject: [ciencialist] O paradoxo das mensagens retardadas

Estou com cinco msgs retardadas, a primeira delas enviada em 24/04/2012
às 21:40.

Talvez fosse melhor deixarmos de lado o paradoxo das cargas aceleradas
para discutirmos o paradoxo das mensagens retardadas. ;-)


#82032 De: Tipoalgo <tipoalgo@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 11:44 pm
Assunto: PetNó versão 6.0
tipoalgo
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá a todos,

este PetNó é mais fácil de fazer e acredito que possua boa resistência mecânica.
Apresenta a ideia de amarração com o FioPet que parece ser uma boa alternativa inclusive para outras engenhocas. 


Abraços
Tipoalgo




#82033 De: "Luiz Ferraz Netto" <leo@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 11:49 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
luizferrazneto
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Uma mensagem muito das boas! Não há pedras a serem jogadas!
Esta 'coisa misteriosa' que permeia todo o espaço, ao mesmo descabido ver, é o resultado da somatória das cargas elétricas e massas espalhadas pelo Universo todo. É ai, por exemplo, que critiquei a proposta volskiana, que vai tirando 'cargas elétricas do nada, lá do infinito' e trazendo para uma dada região, até formar a carga q de nossa thread. Ora, o universo é finito, fechado e em expansão, de algum lugar estas cargas foram retiradas e, as que lá ficaram sem seus acompanhantes, devem produzir algo por este espaço afora! O mesmo se diga de massa, estavam juntas (energia nula), algo as separou com a realização de trabalho e as afastou  ... bolas! algo no sistema de cargas e de massas devem ficar alterados com tais separações. A meu ver, "estes pedaços abandonados" produzem o tal de ether a permear tudo! Diria, em outras palavras, determinar "um potencial misto, em cada ponto do universo".
Agora sim, que venham as pedras!
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
Sent: Saturday, April 28, 2012 8:32 PM
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 

Msg anterior:
From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Saturday, April 28, 2012 10:14 AM
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 

Nesta msg procurarei abordar o tema desta thread (paradoxo da carga acelerada) segundo o questionamento apresentado no item 4 da msg 81914, qual seja:

Questões relacionadas à onda eletromagnética emitida em cada uma das situações, a incluírem a energia da onda e a como esta energia pode ou não ser observada nos vários referenciais.

Esse tema é muito vasto e já deu origem a algumas discordâncias entre os participantes do debate, a começar pelo caráter «existência da energia». Já disse o que penso a respeito da energia como algo a existir no sentido de representar um construto de alto nível [vide msg 81973]. Vamos então tentar entender o que seria esta energia que estamos levando em consideração e que, segundo apontou Maxwell, pode ser abordada sob dois prismas diferentes.

Recentemente o Belmiro e o Léo lançaram opiniões à primeira vista divergentes sobre o assunto. Sem entrar muito nos detalhes, eu afirmei (msg 81958): «São duas visões distintas e dentro de cada uma dessas  visões fica-me a impressão de que um está certo e o outro errado, e vice-versa.»

Em uma dessas visões fica-nos aquela ideia de carga elétrica como algo análogo à massa, e o mesmo se poderia dizer dos polos magnéticos (ou cargas magnéticas) ou então dos elementos de corrente elétrica da lei de Biot-Savart. As leis a associarem o agente causal com o campo que originam são todas a levarem em conta um fator do tipo 1/r². Os campos gerados por esses elementos agem sobre seus semelhantes (massa com massa e carga com carga).

A energia foi definida em mecânica, creio que por Leibniz, para caracterizar o estado de movimento de um corpo. Seria então o que hoje chamamos energia cinética (Ec), algo a se conservar nos chamados choques elásticos (condição idealizada e limite). O conceito foi expandido para o estudo do movimento de corpos influenciados por molas e, posteriormente, para o estudo do comportamento de corpos quando situados em campos gravitacionais. Verificou-se nesses dois casos a existência de um caráter conservativo e a associar-se com a energia cinética. Sempre que um corpo sofre a ação de um campo gravitacional, modificando sua energia cinética, consegue-se associar a ele uma energia potencial (Ep) e tal que em qualquer ponto do campo a soma Ec+Ep permanece constante. Notar que este Ep, assim como o Ec, é uma propriedade do corpo e não do campo. No caso gravitacional, por exemplo, é frequente utilizarmos a fórmula para esta energia potencial como Ep=mgh, em que m é a massa «do corpo», g uma propriedade pontual do campo (no caso assumido constante) e h é a distância entre a posição ocupada pelo corpo e uma posição conveniente e tomada na direção do campo. Cada corpo colocado nesta mesma posição terá uma energia potencial Ep relacionada a sua massa e diferente para corpos de massas diferentes.

Como diz o ditado popular, «uma andorinha só não faz verão». E estes agentes dos campos situam-se na mesma categoria das andorinhas. Até mesmo para identificar ou notar a existência do campo que produzem precisaremos colocá-los frente a seus semelhantes. Afim de caracterizar a propriedade do campo gravitacional responsável por estas modificações do estado de movimento de um corpo, criou-se o conceito de potencial gravitacional V. Optou-se então por caracterizar este potencial gravitacional como sendo a energia potencial gravitacional por unidade de massa. No caso exemplificado acima seria V=Ep/m=gh. Com isto elimina-se o fator que estava caracterizando Ep como uma propriedade exclusiva de um corpo com massa m. V é portanto uma propriedade exclusiva do campo e a depender do agente do campo (através de g) e do ponto de referência (ou seja, a depender da escolha que se faz para o local em que h=0). Sob esse aspecto o campo não contém energia (E) mas tão somente potencial energético (vejam que a unidade de V é diferente da unidade de E). Mutatis mutandis, tudo o que foi dito acima vale também para os outros campos (elétrico ou magnético).

No caso ora em consideração nesta thread, estamos lidando com apenas uma carga, aquela que ora está em queda livre, ora em repouso em um campo gravitacional, ora em repouso em um referencial inercial e na ausência de campos etc. Existindo apenas uma carga, parece sem sentido falarmos em energia elétrica desta carga. Pois se ela não está no campo elétrico de nenhuma outra carga, a sua energia elétrica é igual a zero. Não obstante, esta carga origina um campo elétrico, logo propicia condições para que possamos conceber a existência de um potencial elétrico capaz de agir sobre outras cargas (que no nosso caso não existem).

O que foi dito nos parágrafos precedentes é o que se aprende nos livros de mecânica e, sob muitos aspectos, propaga-se para o estudo do eletromagnetismo. Ao resolvermos a maioria dos problemas a envolverem cargas elétricas, correntes elétricas e imãs, tudo isso tem se mostrado válido e continuará sendo válido independentemente do que comentarei com respeito à outra visão do problema. Antes disso, porém, vejamos algumas características inerentes ao eletromagnetismo e a propiciarem que se pense de maneira um pouco diversa.

Imaginem, por exemplo, o campo elétrico x produzido pelas cargas localizadas nas placas de um capacitor plano-paralelo ideal. A intensidade do campo x será a mesma em qualquer ponto na região entre as placas. A energia armazenada no capacitor pode ser calculada e, através de considerações matemáticas, podemos associar esta energia do capacitor ao campo que determina.

Para calcularmos esta energia, procedemos como se a energia pertencesse às cargas infinitesimais que vão sendo levadas em consideração à medida em que carregamos o capacitor. Não obstante, e se ao final do processo assumirmos, para conveniência nossa, que esta energia está contida no campo, e não nas cargas, poderemos definir aquilo a que se convencionou chamar por densidade de energia do campo elétrico re e que, para o caso em questão, assumiria um valor constante, qualquer que fosse o ponto da região entre as placas do capacitor. Não vou detalhar os cálculos porque ele pode ser encontrado na maioria dos livros básicos de EM.

Um estudo análogo pode ser feito para indutores (no caso um toróide) e campos de indução magnética b (frequentemente este mesmo b é chamado por campo magnético) chegando-se então a definir o que se convencionou chamar, também para conveniência nossa, por densidade de energia do campo magnético rm. Para o caso em consideração (toróide) este valor também é constante em todos os pontos do campo considerado.

Os valores obtidos tanto para re como para rm estão representados abaixo:

 

eq_dens_energiaEM
Densidades de energia elétrica e magnética relacionadas a seus respectivos campos.
Se as equações não estiverem visíveis clique
aqui

onde eo é a chamada permissividade do vácuo e mo é a chamada permeabilidade do vácuo.

Pode-se demonstrar que as equações obtidas são generalizáveis para casos em que os campos não são constantes. Neste caso essas densidades seriam diferentes de ponto a ponto, mas as equações seriam as mesmas.

Que dizer sobre o que afirmei acima com as palavras «para conveniência nossa». Seria apenas isso? A maioria dos físicos da atualidade acha que não. Ou seja, assumem que a energia pode sim ser pensada como estando contida exclusivamente no campo e não na carga que o origina. Neste caso a conveniência seria aceitarmos justamente o oposto, haja vista que para a maioria das situações isto acaba dando certo. E quase sempre é esta segunda conveniência que acaba sendo levada em consideração. A questão então resume-se sempre em adaptar este construto de alto nível (energia) para a maneira como o estudo está sendo encarado.

O primeiro físico a pensar desta maneira (energia do campo e não da carga) foi Maxwell. No seu artigo «A Dynamical Theory of the Electromagnetic Field» lê-se o seguinte [a tradução é minha e está sujeita a erros – para ler o original em inglês clique no link em anexo]:

Ao falar da Energia do campo, porém, eu quero ser entendido literalmente. Toda energia é igual à energia mecânica, exista ela na forma de movimento ou na elasticidade ou em qualquer outra forma. A energia nos fenômenos eletromagnéticos é a energia mecânica. A única questão é: Onde ela reside? Nas velhas teorias ela reside nos corpos eletrificados, correntes elétricas e imãs, na forma de uma qualidade desconhecida chamada energia potencial, ou a capacidade de produzir certos efeitos à distância. Em nossa teoria ela reside no campo eletromagnético, no espaço que cerca os corpos eletrificados e magnéticos, como também nos próprios corpos e está em duas formas diferentes, que podem ser descritas, sem lançarmos mão de hipóteses como polarização magnética e polarização elétrica mas de acordo com uma hipótese bastante provável, como o movimento e a tensão de um e apenas um meio.
[
http://en.wikisource.org/wiki/A_Dynamical_Theory_of_the_Electromagnetic_Field/Part_III]

É interessante notar que através dessa escolha Maxwell continuou a propalar o mecanicismo. E que na Introdução deste mesmo trabalho ele ainda aceitava a ideia de um éter. Em virtude disso, e ao que tudo indica, para Maxwell a energia não estaria no campo propriamente dito, mas no aether que permeia este campo. Suas palavras são as seguintes:

[...] Parece então que certos fenômenos em eletricidade e magnetismo levam à mesma conclusão que esses da óptica, isto é, a de que há um meio etéreo que penetra em todos os corpos, e é modificado somente no arranjo entre suas partes graças a presença desses corpos; que as partes deste meio são capazes de serem mantidas em movimento pelas correntes elétricas e imãs; que este movimento é comunicado de uma parte do meio a outra por forças que surgem das conexões dessas partes; que sob a ação destas forças há uma certa submissão a depender da elasticidade dessas conexões; e que portanto a energia em duas formas diferentes pode existir no meio, uma sendo a energia potencial acumulada nas conexões, em virtude da elasticidade.
[
http://en.wikisource.org/wiki/A_Dynamical_Theory_of_the_Electromagnetic_Field/Part_I]

Para checar este apelo a um mecanicismo etéreo, há quem diga que Maxwell chegou a propor uma experiência falseadora. A experiência só chegou a ser realizada após a morte de Maxwell e acabou recebendo o nome daqueles que a puseram em prática: Michelson e Morley. E foi esta mesma experiência, a falsear a proposta de Maxwell, quem deu origem à teoria que supostamente «salvou» o EM de Maxwell. E digo supostamente porque nada disso que Maxwell afirmou faria sentido frente ao conceito que hoje se atribui ao espaço desta nova teoria: um ente permeado por um aether matemágico e a comportar tão somente uma energia de natureza matemágica. E é só através dessa transfiguração que faz sentido dizer que o EM de Maxwell é inerentemente relativista, no sentido  que se dá hoje à palavra relativista.

Este falseamento não significa dizer que essa ideia de Maxwell esteja totalmente errada mas sim que, se pretendermos conservar um mecanicismo clássico, deveremos repensar não apenas o significado embutido nas expressões energia e campo como também nossas concepções a respeito do que seja a luz. O importante é perceber que as duas visões continuam a fazer sentido.

Bem, acho que a msg já está de bom tamanho então vou parar por aqui. Este foi apenas um ligeiro preâmbulo destinado a que pudesse prosseguir com o assunto referido no item 4, a ser apresentado nas próximas mensagens.

Que venham as pedradas (:- Alegre :-)

PS: Esta msg segue um roteiro pré-estabelecido e portanto é uma continuação das msgs citadas abaixo. As demais msgs de minha autoria e postadas nesta thread relacionam-se aos questionamentos apresentados pelos demais participantes do debate. Clicando-se nas msgs abaixo chega-se à página web correspondente e as réplicas ou tréplicas estarão no rodapé destas páginas web.
1) msg 81845: Apresentando a versão do paradoxo da carga acelerada para o caso da carga estar em mhs.
2) msg 81914: Propostas de campos gravitacionais oscilantes (experiências de pensamento). Sugestão e ordenação temática.
3) msg 81928: O paradoxo no caso da queda livre (aceleração constante).
4) msg 81974: O paradoxo no caso mhs equivalente à queda livre (ou na oscilação livre).
5) msg 81995: Sobre as resoluções apresentadas pelos físicos «modernos».


[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


#82034 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Qua, 2 de Mai de 2012 4:33 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
belmirow
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Oi Alberto.
 
       Como já disse em mensagem anterior, discordo da figura 13. No meu entender, o anel não acompanha o movimento da carga. Analisemos apenas o campo elétrico, por comodidade, visto pelo observador parado. Primeiro, considere a carga como uma esfera e vamos discretizar nosso modelo. Imagine agora que você pode ver distintamente as linhas do campo elétrico emitidas entre t1 e t2 coloridas, digamos em azul,  sendo estes tempos muito próximos. O que veria? Um ouriço azul em um certo ponto do espaço. O comprimento dos espinhos do ouriço seria (t2-t1).c. Agora, coloque a esfera num ponto delta x mais adiante. as linhas emitidas entre t2 e t3 são amarelas e tem comprimento (t3-t2).c. O ouriço agora é amarelo, mas tem um monte de espinhos azuis  mais afastados nas imediações, mas suas posições radiais não correspondem às dos espinhos amarelos. Mudamos a carga para um delta x mais adiante e repetimos a observação entre t3 e t4. O ouriço agora é vermelho mas tem uma camada amarela e uma última azul, todas elas sem correspondência com o seu centro de origem. E assim por diante mais um milhão de vezes (haja cor!). Agora passemos ao limite e teremos uma variação contínua da posição e das linhas do campo (o grande ourição). Resultado? As linhas radiais vão encurvando para trás, com excessão daquelas duas linhas que coincidem com a direção do movimento (à frente e atrás da carga).
       Outro argumento. Imagine um ponto muito distante situado perpendicularmente ao movimento da carga no instante que você inicia o movimemento. Considere também que você é o Léo e que a carga é criada neste instante para iniciar o movimento. Se todas as linhas acompanharem a carga desde o princípio de sua criação e início do movimento (despreze a aceleração para não entrarmos nos tensores e álgebra Minkowskiana), aquele ponto distante jamais vai ficar sabendo que em um determinado momento havia uma carga lá naquele ponto que você escolheu prá iniciar a brincadeira. Ao contrário, na realidade esse ponto distante, deverá receber um espinho de ouriço que passa por ele depois de viajar uma distância c.t.
       Então, depois de abóboras e ouriços, que venham os pelotaços.
 
    
       [],s
 
       Belmiro
 
      P.S
      Será que ainda tem leitor nesta thread? Acho que já desistiram de tanto a gente errar. Mas também, o assunto é pedreira. E os livrinhos de Física óh, como diria aquele personagem da TV.


De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Terça-feira, 1 de Maio de 2012 15:18
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Saturday, April 28, 2012 8:32 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Na msg 81999 foram abordadas várias facetas relacionadas à energia e as suas relações com os campos eletromagnéticos. Como vimos, às vezes essa energia chega a ser pensada como algo inerente à (ou possuído pela ou, ainda, residente na) carga elétrica (ou então ao material que está carregado). Outras vezes a energia é pensada como algo independente da carga e pertencente ao campo que envolve esta carga. Neste segundo caso, não chega a haver uma independência absoluta posto que existe um vínculo entre a carga e o campo que ela produz, vínculo este a manifestar-se sob vários aspectos, seja do ponto de vista da localidade, seja do ponto de vista fenomenológico. Destaca-se aqui o fato de a intensidade energética do campo, pensado como densidade de energia local, estar na dependência não só da intensidade da carga mas também da distância entre a carga e o local onde está sendo estimado o valor para essa densidade. Por outro lado, há uma certa analogia entre o relacionamento carga-campo e aquele observado existir entre uma massa oscilante e a mola que faz a massa oscilar [esta analogia deve ser interpretada com certo cuidado e não ao pé da letra].

Para alguns (1) haveria um meio etéreo a alojar este campo. Este aether chega a ser pensado ora como um meio material (1a), ora como um meio imaterial (1b). Neste segundo caso seria como se considerássemos a existência de um espaço imaterial como continente e este aether, também imaterial mas de existência real, como conteúdo. Existe ainda o aether matemático de Einstein (1c) a se contorcer juntamente com o espaço, pois confunde-se com o mesmo. (É continente e conteúdo ao mesmo tempo e a retratar o fato de o campo estar aderente ao espaço que o contém.) Para outros (2) o campo seria algo decorrente da existência de alguma coisa emitida pela carga e de natureza material (2a) ou imaterial (2b). Neste último caso (imaterial) seria como que um aether imaterial a viajar pelo espaço e a se manifestar como campo. Por mais que os físicos «modernos» possam discordar, creio tratar-se de mais uma questão ainda em aberto, e as opções são estas que apresentei acima: (1) e (2) com suas variedades (a, b e c).

Vamos agora procurar avançar no questionamento apresentado (início da msg 81999).
A figura 10 ao lado poderia estar representando uma bola vermelha com hastes metálicas rígidas e fixas a ela. É também uma das maneiras como se costuma representar uma carga elétrica com o seu campo elétrico, quando a carga está em repouso em um referencial inercial [as hastes representariam as linhas de força do campo]. O que aconteceria se o conjunto bola-hastes entrasse em movimento com uma velocidade v constante?
 carga_rep
Seriam esses dois processos equivalentes?
Figura 10
Se a figura não estiver visível clique aqui
No caso bola-haste, e para um observador que acompanhe a bola em seu movimento, a visão que ele terá será aquela mostrada na figura 10 acima. Outro observador, que permaneça em repouso no referencial do início do processo, enxergará o sistema como representado na figura 11 abaixo [em tonalidade mais clara está representada a posição inicial do conjunto]. Por questão de coerência com o que foi apresentado nas msgs anteriores, vou chamar o primeiro (aquele que acompanha a bola) por observador (2) e o outro (o que permanece em repouso) por observador (1), a mesma convenção sendo válida para o caso da carga.
 
carga_mov
Figura 11
Se a figura não estiver visível clique
aqui
No caso carga-campo o observador (2) verificará que nada mudou, exceto naquele curto período de tempo em que esteve acelerado afim de atingir a velocidade v [este assunto será discutido na próxima msg]. Passado este efeito, ele continuará representando o campo da carga da mesma maneira mostrada na figura 10.

O observador (1) verá a carga em movimento retilíneo e uniforme (MRU). Estando a carga em movimento o campo que ele enxerga será outro. Surgirá um campo magnético, que não se mostra para o observador (2) e o campo elétrico será para ele [observador (1)] de menor intensidade e com uma disposição espacial diversa daquela representada na figura 11. O máximo que ele poderá dizer com respeito à figura 11 é que ela representa o campo como estaria sendo captado pelos sensores do observador (2); ou então dirá que é assim que o campo viaja com este observador (2); mas não é o mesmo campo que ele constata existir no seu referencial e com os seus próprios sensores.

Pensando-se na energia eletromagnética como algo localizado no campo da carga e vinculada à mesma, vejamos como poderiam ser analisados alguns aspectos sob o ponto de vista fenomenológico. Estando a carga em repouso, o observador (2) poderá imaginar que alguma coisa está se desprendendo da carga, ou seja, esta alguma coisa está sendo emitida de maneira contínua e isotrópica (igual em todas as direções). Esta alguma coisa não seria o campo propriamente dito mas aquilo que poderíamos chamar por agente do campo e a viajar da carga para o espaço circunvizinho, seja como algo autóctone, seja como uma vibração do aether maxwelliano (vide msg 81999).

Embora este hipotético agente do campo tenha sido assumido como algo que é emitido de maneira contínua pela carga podemos, por questão de clareza, imaginar a propagação espacial de apenas uma fração discreta desta emissão, digamos, aquela a ocorrer a partir de um tempo t e até o tempo t+Dt. Teremos então, num gráfico animado e a duas dimensões, a imagem de um anel propagando-se para o espaço a partir da carga (em três dimensões este anel deve ser pensado como a casca de uma esfera com espessura discreta). A espessura do anel (ou da casca) depende apenas do intervalo de tempo Dt considerado e mantem-se constante. A figura 12 traduz esta imagem bidimensional.
 
campo_emissao_rep
Figura 12: Emissão de agentes de campo eletromagnético
por uma carga em repouso em um intervalo de tempo
Dt.
Se a figura não estiver visível clique aqui
Estando a carga em movimento uniforme (MRU) a situação será agora aquela mostrada na figura 13. O anel, pensado apenas como uma figura geométrica, será caracterizado de maneira idêntica pelos dois observadores, com a única diferença de que para o observador (2) o centro do anel está em repouso e para o observador (1) está em MRU, [Estamos frente a uma experiência de pensamento e raciocinando com argumentos apontados por Maxwell e, portanto, sem levar em consideração argumentos que surgiram posteriormente e a caracterizarem o relativismo «moderno»]. A situação é muito semelhante àquela observada com o sistema bola-haste das figuras 10 e 11 
campo_emissao_mov
Figura 13: Emissão de agentes de campo eletromagnético
por uma carga em MRU durante um intervalo de tempo
Dt.
Notar que a carga (em vermelho) está caminhando para a direita.
Se a figura não estiver visível clique aqui
Este fato permite-nos associar a ideia de uma invariância para os agentes do campo, ou seja, eles representam algo relacionado ao campo e a não se modificar com a simples mudança de referencial. A diferença fenomenológica decorre não da modificação dos agentes do campo, mas da maneira como esses agentes manifestam seus efeitos em relação à área da superfície dos sensores que os detectam. Uma analogia simples poderia ser extraída do efeito produzido por um objeto cortante (uma faca por exemplo) lançado no espaço e a atingir uma superfície: o efeito (tipo do corte e profundidade do corte) estará na dependência não só da orientação da superfície em relação à orientação da faca como também das velocidades relativas de ambos. Matematicamente essa diferença de efeitos agente-campo parece traduzir-se na funcionalidade dos famosos operadores nabla (Ñ), mas este é um assunto que vai além do pretendido nesta exposição.

No caso em apreço os agentes do campo irão se manifestar para o observador (2) [a acompanhar a carga neste MRU] através de um campo elétrico e para o observador (1) [aquele que permaneceu em repouso] como um campo misto, com componentes elétrica e magnética. Dado o caráter conservativo do campo eletromagnético (pensado em conjunto), a fração energética da componente magnética que apareceu deve igualar a fração da componente elétrica que desapareceu. Como estamos analisando o caso de uma casca esférica a se propagar pelo espaço e mantendo a espessura constante, seria o caso de se raciocinar com as fórmulas já apresentadas para densidades de energia (msg 81999). Para os dois observadores, a soma re+rm deve ter o mesmo valor a cada instante (conservação da energia) [ainda que de maneira não trivial, isto pode ser constatado através do manuseio das equações de Maxwell].

É importante notar que sob o ponto de vista  imaginado quem está viajando neste caso não é nem a energia e nem o campo, mas o agente do campo. Para o observador (2) a energia está em repouso no espaço e para o observador (1) ela está viajando em MRU e juntamente com a carga, podendo ser pensada sempre como estando em repouso em relação à carga. Para nenhum dos observadores existirá algo a se assemelhar a uma onda eletromagnética, no sentido de uma energia que se desprende da carga às custas de outras energias pertencentes à carga (como por exemplo a energia cinética).

Esta msg traz apenas uma continuação do preâmbulo iniciado na msg 81999 e destinado a que pudesse prosseguir com o assunto referido no item 4, a ser apresentado nas próximas mensagens.

PS: Esta msg segue um roteiro pré-estabelecido e portanto é uma continuação das msgs citadas abaixo. As demais msgs de minha autoria e postadas nesta thread relacionam-se aos questionamentos apresentados pelos demais participantes do debate. Clicando-se nas msgs abaixo chega-se à página web correspondente e as réplicas ou tréplicas estarão no rodapé destas páginas web.
1) msg 81845: Apresentando a versão do paradoxo da carga acelerada para o caso da carga estar em mhs..
2) msg 81914: Propostas de campos gravitacionais oscilantes (experiências de pensamento). Sugestão e ordenação temática.
3) msg 81928: O paradoxo no caso da queda livre (aceleração constante).
4) msg 81974: O paradoxo no caso mhs equivalente à queda livre (ou na oscilação livre).
5) msg 81995: Sobre as resoluções apresentadas pelos físicos «modernos».
6) msg 81999: Sobre a energia dos campos eletromagnéticos.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82035 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Qua, 2 de Mai de 2012 7:05 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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Olá Belmiro

Olá Belmiro

Já respondi a este msg [você receberá assim que ela for liberada da
pasta quarentena da Yahoo :-(], mas retornei porque não notei que tinha
um PS, resquício dos tempos em que o Calil andava por aqui

> Belmiro: P.S: Será que ainda tem leitor nesta thread? Acho que já
> desistiram de tanto a gente errar. Mas também, o assunto é pedreira. E
> os livrinhos de Física óh, como diria aquele personagem da TV.

Bem, aqueles que iniciaram ainda estão palpitando: eu, você, o Léo, o
Hélio e de vez em quando algum outro. Há ainda os que lêem e não
palpitam, e creio que estes são maioria. Afinal, dizem que a lista tem
917 membros. É bem verdade que alguns não conseguem sair da lista, mas
creio que são poucos. Quanto aos livros de física não digo nada. Aprendi
muito com eles, logo estaria sendo injusto se dissesse aqui o que penso
a respeito. Minhas maiores broncas não são dirigidas aos autores e sim
ao Olimpo.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

**************************
From: Belmiro Wolski
Sent: Wednesday, May 02, 2012 1:33 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Oi Alberto.

        Como já disse em mensagem anterior, discordo da figura 13. No meu
entender, o anel não acompanha o movimento da carga. Analisemos apenas o
campo elétrico, por comodidade, visto pelo observador parado. Primeiro,
considere a carga como uma esfera e vamos discretizar nosso modelo.
Imagine agora que você pode ver distintamente as linhas do campo
elétrico emitidas entre t1 e t2 coloridas, digamos em azul,  sendo estes
tempos muito próximos. O que veria? Um ouriço azul em um certo ponto do
espaço. O comprimento dos espinhos do ouriço seria (t2-t1).c. Agora,
coloque a esfera num ponto delta x mais adiante. as linhas emitidas
entre t2 e t3 são amarelas e tem comprimento (t3-t2).c. O ouriço agora é
amarelo, mas tem um monte de espinhos azuis  mais afastados nas
imediações, mas suas posições radiais não correspondem às dos espinhos
amarelos. Mudamos a carga para um delta x mais adiante e repetimos a
observação entre t3 e t4. O ouriço agora é vermelho mas tem uma camada
amarela e uma última azul, todas elas sem correspondência com o seu
centro de origem. E assim por diante mais um milhão de vezes (haja
cor!). Agora passemos ao limite e teremos uma variação contínua da
posição e das linhas do campo (o grande ourição). Resultado? As linhas
radiais vão encurvando para trás, com excessão daquelas duas linhas que
coincidem com a direção do movimento (à frente e atrás da carga).
        Outro argumento. Imagine um ponto muito distante situado
perpendicularmente ao movimento da carga no instante que você inicia o
movimemento. Considere também que você é o Léo e que a carga é criada
neste instante para iniciar o movimento. Se todas as linhas acompanharem
a carga desde o princípio de sua criação e início do movimento (despreze
a aceleração para não entrarmos nos tensores e álgebra Minkowskiana),
aquele ponto distante jamais vai ficar sabendo que em um determinado
momento havia uma carga lá naquele ponto que você escolheu prá iniciar a
brincadeira. Ao contrário, na realidade esse ponto distante, deverá
receber um espinho de ouriço que passa por ele depois de viajar uma
distância c.t.
        Então, depois de abóboras e ouriços, que venham os pelotaços.

        [],s
        Belmiro
       P.S
       Será que ainda tem leitor nesta thread? Acho que já desistiram de
tanto a gente errar. Mas também, o assunto é pedreira. E os livrinhos de
Física óh, como diria aquele personagem da TV.

#82036 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Qua, 2 de Mai de 2012 6:41 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Wednesday, May 02, 2012 1:33 PM
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Olá Belmiro

> Belmiro: Como já disse em mensagem anterior, discordo da figura 13. No
> meu entender, o anel não acompanha o movimento da carga.

Alberto: OK, eu já esperava por esta réplica. O problema é que estou
apresentando uma das visões dentre as cinco citadas: 1a, 1b, 1c, 2a, e
2b. A que apresentei e com a qual você não está concordando corresponde
à 2b (algo de natureza imaterial emitido pela carga)  e que sob certos
aspectos encaixa-se com alguns dos argumentos levantados por Maxwell. A
outra, e na qual Maxwell pareceu depositar maior fé, é a visão 1b (meio
etéreo imaterial a transportar alguma coisa originada na carga). 1b
adapta-se à categoria das teorias ondulatórias e 2b encaixa-se na
categoria das teorias de emissão.

A dúvida que você está levantando é bastante importante e graças a este
fato eu vou expandir um pouco mais esta ideia nas próximas mensagens.
Continuarei com a sequência que sugeri inicialmente, porém valorizando
mais este aspecto. Eu iria passar rapidamente pela visão 1b mas acho que
convém explicitar um pouco mais essa ideia bem como compará-la com a
anterior. E também avançar um pouco no sentido de mostrar como esta
visão 1b deu origem à visão 1c (aether matemático de Einstein) pelo fato
da visão 1b não estar se encaixando com resultados experimentais. Sob
certos aspectos a visão 1c é um misto matemágico das visões 1b e 2b, e
para isto cria um misto de espaço e aether como se os dois fossem uma
coisa só. Não é fácil comprovar esta miscelânea e muito menos expô-la de
maneira a que todos possam entender a maneira como eu a enxergo, porém é
o que pretendo fazer nas próximas mensagens sequenciais.

> Belmiro: Analisemos apenas o campo elétrico, por comodidade, visto
> pelo observador parado. Primeiro, considere a carga como uma esfera e
> vamos discretizar nosso modelo. Imagine agora que você pode ver
> distintamente as linhas do campo elétrico emitidas entre t1 e t2
> coloridas, digamos em azul,  sendo estes tempos muito próximos. O que
> veria? Um ouriço azul em um certo ponto do espaço. O comprimento dos
> espinhos do ouriço seria (t2-t1).c. Agora, coloque a esfera num ponto
> delta x mais adiante. as linhas emitidas entre t2 e t3 são amarelas e
> tem comprimento (t3-t2).c. O ouriço agora é amarelo, mas tem um monte
> de espinhos azuis  mais afastados nas imediações, mas suas posições
> radiais não correspondem às dos espinhos amarelos. Mudamos a carga
> para um delta x mais adiante e repetimos a observação entre t3 e t4. O
> ouriço agora é vermelho mas tem uma camada amarela e uma última azul,
> todas elas sem correspondência com o seu centro de origem. E assim por
> diante mais um milhão de vezes (haja cor!). Agora passemos ao limite e
> teremos uma variação contínua da posição e das linhas do campo (o
> grande ourição). Resultado? As linhas radiais vão encurvando para
> trás, com excessão daquelas duas linhas que coincidem com a direção do
> movimento (à frente e atrás da carga).

Alberto: Sim, a sua análise é perfeita. Eu não entrei nesses detalhes
porque preferi chamar a atenção não para o campo em si, mas por algo que
normalmente não é levado em consideração: os agentes do campo. Isto a
que você está referindo ocorrer com o campo elétrico eu cheguei a expor
quando afirmei que para o observador (1) [aquele que fica em repouso] o
campo que ele «imagina» estar sendo observado pelo observador (2) «não é
o mesmo campo que ele constata existir no seu referencial e com seus
próprios sensores». E com efeito, o campo que ele constata existir no
seu (dele) referencial é algo do tipo que você expôs acima.

O problema é que estou tentando justificar esta diferença de
comportamento não pela imaginação do campo elétrico ou das linhas do
campo elétrico e sim através de uma imagem causal e a relacionar-se ao
que estou chamando agentes do campo. Só após destrinchar alguma coisa
relacionada a este hipotético elemento é que poderei verificar se é
compatível ou não com aquilo que se observa na prática. Estou então
tateando entre um agente do campo a se adaptar com uma das visões
citadas acima e mais especificamente as visões 1b, 2b e agora 2c (sob o
aspecto também assinalado acima).

> Belmiro: Outro argumento. Imagine um ponto muito distante situado
> perpendicularmente ao movimento da carga no instante que você inicia o
> movimemento. Considere também que você é o Léo e que a carga é criada
> neste instante para iniciar o movimento. Se todas as linhas
> acompanharem a carga desde o princípio de sua criação e início do
> movimento (despreze a aceleração para não entrarmos nos tensores e
> álgebra Minkowskiana), aquele ponto distante jamais vai ficar sabendo
> que em um determinado momento havia uma carga lá naquele ponto que
> você escolheu prá iniciar a brincadeira. Ao contrário, na realidade
> esse ponto distante, deverá receber um espinho de ouriço que passa por
> ele depois de viajar uma distância c.t.

Alberto: Bem, para o onipotente Léo tudo é possível. Não ficou claro se
as linhas estão crescendo no decorrer do tempo, mas creio que é assim,
certo? Ou seja, o campo vai preenchendo o espaço no decorrer do tempo. A
coisa fica um pouco estranha se pensarmos na energia como pertencente ao
campo, pois durante este crescimento este universo de uma única
partícula estaria gerando energia a partir do nada, mas que seja.
Tirante essa estranheza, tudo o mais procede.

Com respeito a relatividade «moderna» eu diria que ela se manifesta
independentemente da carga estar ou não sendo acelerada. Será suficiente
pensar em dois referenciais, um em repouso e o outro em mru em relação à
carga. Ou encontramos alguma outra explicação para o efeito
Michelson-Morley, ou teremos que engulir a constância absoluta da
velocidade da luz, e isso não tem nada a ver com acelerações.

> Belmiro: Então, depois de abóboras e ouriços, que venham os pelotaços.

Eu acho que ainda é muito cedo para isso. Suas mensagens tem sido
importantíssimas para o desenvolvimento da discussão, se não no que diga
respeito ao paradoxo das cargas aceleradas ou ao PE, pelo menos para
entendermos melhor o eletromagnetismo.

Em virtude destas colocações, vou ter que mudar ligeiramente o enfoque
assim como terei que providenciar novas figuras e portanto as próximas
msgs sequenciais irão ficar um pouco mais espassadas. Mas isso não
impede que continuemos com esses debates colaterais, mesmo porque a
finalidade das msgs sequenciais é gerar esses debates. Quanto ao mais,
diria tratar-se de um assunto que não sei se chegaremos a concluir
ou que tenha uma solução definitiva ou pelo menos satisfatória.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82037 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Qua, 2 de Mai de 2012 12:21 am
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Alberto e Victor,

Vou adiar um pouco mais a minha MSG sobre a não existência da energia, pois prefiro acompanhar mais este seu raciocínio.

Só um reparo, por enquanto.

Alberto disse:
> Para os dois observadores, a soma re+rm
> deve ter o mesmo valor a cada instante
> (conservação da energia) [ainda que de
> maneira não trivial, isto pode ser constatado
> através do manuseio das equações de Maxwell].

No caso (casca esférica se expandindo) a energia total da casca que se conserva.
Logo, a soma (re+rm)*4*pi*r^2 deve ter o mesmo valor. Então quanto maior o r menor a densidade. Cai com r^2.
(re+rm) deveria ser constante para a carga mantida a mesma distância do observador (r constante).

Neste caso, o campo magnético tem problemas (a densidade não pode ter simetria esférica) pois é impossível pentear uma esfera.
"And so on", como diz o Victor.

Outra coisa:
Gostaria de ver o gif animado semelhante a figura 13 mas com a carga acelerada.


Hélio


De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Terça-feira, 1 de Maio de 2012 15:18
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 
From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Saturday, April 28, 2012 8:32 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Na msg 81999 foram abordadas várias facetas relacionadas à energia e as suas relações com os campos eletromagnéticos. Como vimos, às vezes essa energia chega a ser pensada como algo inerente à (ou possuído pela ou, ainda, residente na) carga elétrica (ou então ao material que está carregado). Outras vezes a energia é pensada como algo independente da carga e pertencente ao campo que envolve esta carga. Neste segundo caso, não chega a haver uma independência absoluta posto que existe um vínculo entre a carga e o campo que ela produz, vínculo este a manifestar-se sob vários aspectos, seja do ponto de vista da localidade, seja do ponto de vista fenomenológico. Destaca-se aqui o fato de a intensidade energética do campo, pensado como densidade de energia local, estar na dependência não só da intensidade da carga mas também da distância entre a carga e o local onde está sendo estimado o valor para essa densidade. Por outro lado, há uma certa analogia entre o relacionamento carga-campo e aquele observado existir entre uma massa oscilante e a mola que faz a massa oscilar [esta analogia deve ser interpretada com certo cuidado e não ao pé da letra].

Para alguns (1) haveria um meio etéreo a alojar este campo. Este aether chega a ser pensado ora como um meio material (1a), ora como um meio imaterial (1b). Neste segundo caso seria como se considerássemos a existência de um espaço imaterial como continente e este aether, também imaterial mas de existência real, como conteúdo. Existe ainda o aether matemático de Einstein (1c) a se contorcer juntamente com o espaço, pois confunde-se com o mesmo. (É continente e conteúdo ao mesmo tempo e a retratar o fato de o campo estar aderente ao espaço que o contém.) Para outros (2) o campo seria algo decorrente da existência de alguma coisa emitida pela carga e de natureza material (2a) ou imaterial (2b). Neste último caso (imaterial) seria como que um aether imaterial a viajar pelo espaço e a se manifestar como campo. Por mais que os físicos «modernos» possam discordar, creio tratar-se de mais uma questão ainda em aberto, e as opções são estas que apresentei acima: (1) e (2) com suas variedades (a, b e c).

Vamos agora procurar avançar no questionamento apresentado (início da msg 81999).
A figura 10 ao lado poderia estar representando uma bola vermelha com hastes metálicas rígidas e fixas a ela. É também uma das maneiras como se costuma representar uma carga elétrica com o seu campo elétrico, quando a carga está em repouso em um referencial inercial [as hastes representariam as linhas de força do campo]. O que aconteceria se o conjunto bola-hastes entrasse em movimento com uma velocidade v constante?
 carga_rep
Seriam esses dois processos equivalentes?
Figura 10
Se a figura não estiver visível clique aqui

No caso bola-haste, e para um observador que acompanhe a bola em seu movimento, a visão que ele terá será aquela mostrada na figura 10 acima. Outro observador, que permaneça em repouso no referencial do início do processo, enxergará o sistema como representado na figura 11 abaixo [em tonalidade mais clara está representada a posição inicial do conjunto]. Por questão de coerência com o que foi apresentado nas msgs anteriores, vou chamar o primeiro (aquele que acompanha a bola) por observador (2) e o outro (o que permanece em repouso) por observador (1), a mesma convenção sendo válida para o caso da carga.
 
carga_mov
Figura 11
Se a figura não estiver visível clique
aqui

No caso carga-campo o observador (2) verificará que nada mudou, exceto naquele curto período de tempo em que esteve acelerado afim de atingir a velocidade v [este assunto será discutido na próxima msg]. Passado este efeito, ele continuará representando o campo da carga da mesma maneira mostrada na figura 10.

O observador (1) verá a carga em movimento retilíneo e uniforme (MRU). Estando a carga em movimento o campo que ele enxerga será outro. Surgirá um campo magnético, que não se mostra para o observador (2) e o campo elétrico será para ele [observador (1)] de menor intensidade e com uma disposição espacial diversa daquela representada na figura 11. O máximo que ele poderá dizer com respeito à figura 11 é que ela representa o campo como estaria sendo captado pelos sensores do observador (2); ou então dirá que é assim que o campo viaja com este observador (2); mas não é o mesmo campo que ele constata existir no seu referencial e com os seus próprios sensores.

Pensando-se na energia eletromagnética como algo localizado no campo da carga e vinculada à mesma, vejamos como poderiam ser analisados alguns aspectos sob o ponto de vista fenomenológico. Estando a carga em repouso, o observador (2) poderá imaginar que alguma coisa está se desprendendo da carga, ou seja, esta alguma coisa está sendo emitida de maneira contínua e isotrópica (igual em todas as direções). Esta alguma coisa não seria o campo propriamente dito mas aquilo que poderíamos chamar por agente do campo e a viajar da carga para o espaço circunvizinho, seja como algo autóctone, seja como uma vibração do aether maxwelliano (vide msg 81999).

Embora este hipotético agente do campo tenha sido assumido como algo que é emitido de maneira contínua pela carga podemos, por questão de clareza, imaginar a propagação espacial de apenas uma fração discreta desta emissão, digamos, aquela a ocorrer a partir de um tempo t e até o tempo t+Dt. Teremos então, num gráfico animado e a duas dimensões, a imagem de um anel propagando-se para o espaço a partir da carga (em três dimensões este anel deve ser pensado como a casca de uma esfera com espessura discreta). A espessura do anel (ou da casca) depende apenas do intervalo de tempo Dt considerado e mantem-se constante. A figura 12 traduz esta imagem bidimensional.
 
campo_emissao_rep
Figura 12: Emissão de agentes de campo eletromagnético
por uma carga em repouso em um intervalo de tempo
Dt.
Se a figura não estiver visível clique aqui
Estando a carga em movimento uniforme (MRU) a situação será agora aquela mostrada na figura 13. O anel, pensado apenas como uma figura geométrica, será caracterizado de maneira idêntica pelos dois observadores, com a única diferença de que para o observador (2) o centro do anel está em repouso e para o observador (1) está em MRU, [Estamos frente a uma experiência de pensamento e raciocinando com argumentos apontados por Maxwell e, portanto, sem levar em consideração argumentos que surgiram posteriormente e a caracterizarem o relativismo «moderno»]. A situação é muito semelhante àquela observada com o sistema bola-haste das figuras 10 e 11 
campo_emissao_mov
Figura 13: Emissão de agentes de campo eletromagnético
por uma carga em MRU durante um intervalo de tempo
Dt.
Notar que a carga (em vermelho) está caminhando para a direita.
Se a figura não estiver visível clique aqui
Este fato permite-nos associar a ideia de uma invariância para os agentes do campo, ou seja, eles representam algo relacionado ao campo e a não se modificar com a simples mudança de referencial. A diferença fenomenológica decorre não da modificação dos agentes do campo, mas da maneira como esses agentes manifestam seus efeitos em relação à área da superfície dos sensores que os detectam. Uma analogia simples poderia ser extraída do efeito produzido por um objeto cortante (uma faca por exemplo) lançado no espaço e a atingir uma superfície: o efeito (tipo do corte e profundidade do corte) estará na dependência não só da orientação da superfície em relação à orientação da faca como também das velocidades relativas de ambos. Matematicamente essa diferença de efeitos agente-campo parece traduzir-se na funcionalidade dos famosos operadores nabla (Ñ), mas este é um assunto que vai além do pretendido nesta exposição.

No caso em apreço os agentes do campo irão se manifestar para o observador (2) [a acompanhar a carga neste MRU] através de um campo elétrico e para o observador (1) [aquele que permaneceu em repouso] como um campo misto, com componentes elétrica e magnética. Dado o caráter conservativo do campo eletromagnético (pensado em conjunto), a fração energética da componente magnética que apareceu deve igualar a fração da componente elétrica que desapareceu. Como estamos analisando o caso de uma casca esférica a se propagar pelo espaço e mantendo a espessura constante, seria o caso de se raciocinar com as fórmulas já apresentadas para densidades de energia (msg 81999). Para os dois observadores, a soma re+rm deve ter o mesmo valor a cada instante (conservação da energia) [ainda que de maneira não trivial, isto pode ser constatado através do manuseio das equações de Maxwell].

É importante notar que sob o ponto de vista  imaginado quem está viajando neste caso não é nem a energia e nem o campo, mas o agente do campo. Para o observador (2) a energia está em repouso no espaço e para o observador (1) ela está viajando em MRU e juntamente com a carga, podendo ser pensada sempre como estando em repouso em relação à carga. Para nenhum dos observadores existirá algo a se assemelhar a uma onda eletromagnética, no sentido de uma energia que se desprende da carga às custas de outras energias pertencentes à carga (como por exemplo a energia cinética).

Esta msg traz apenas uma continuação do preâmbulo iniciado na msg 81999 e destinado a que pudesse prosseguir com o assunto referido no item 4, a ser apresentado nas próximas mensagens.

PS: Esta msg segue um roteiro pré-estabelecido e portanto é uma continuação das msgs citadas abaixo. As demais msgs de minha autoria e postadas nesta thread relacionam-se aos questionamentos apresentados pelos demais participantes do debate. Clicando-se nas msgs abaixo chega-se à página web correspondente e as réplicas ou tréplicas estarão no rodapé destas páginas web.
1) msg 81845: Apresentando a versão do paradoxo da carga acelerada para o caso da carga estar em mhs..
2) msg 81914: Propostas de campos gravitacionais oscilantes (experiências de pensamento). Sugestão e ordenação temática.
3) msg 81928: O paradoxo no caso da queda livre (aceleração constante).
4) msg 81974: O paradoxo no caso mhs equivalente à queda livre (ou na oscilação livre).
5) msg 81995: Sobre as resoluções apresentadas pelos físicos «modernos».
6) msg 81999: Sobre a energia dos campos eletromagnéticos.

[ ]´s
Alberto
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Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#82038 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Qui, 3 de Mai de 2012 1:50 am
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
helicar_br
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Oi Alberto e Belmiro,

Sobre o PS do Belmiro devo lembrar que esta lista é aberta. Logo podem ter muito mais que 917 pessoas acompanhando nossas discussões.

Hélio


De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quarta-feira, 2 de Maio de 2012 16:05
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 
Olá Belmiro

Olá Belmiro

Já respondi a este msg [você receberá assim que ela for liberada da
pasta quarentena da Yahoo :-(], mas retornei porque não notei que tinha
um PS, resquício dos tempos em que o Calil andava por aqui

> Belmiro: P.S: Será que ainda tem leitor nesta thread? Acho que já
> desistiram de tanto a gente errar. Mas também, o assunto é pedreira. E
> os livrinhos de Física óh, como diria aquele personagem da TV.

Bem, aqueles que iniciaram ainda estão palpitando: eu, você, o Léo, o
Hélio e de vez em quando algum outro. Há ainda os que lêem e não
palpitam, e creio que estes são maioria. Afinal, dizem que a lista tem
917 membros. É bem verdade que alguns não conseguem sair da lista, mas
creio que são poucos. Quanto aos livros de física não digo nada. Aprendi
muito com eles, logo estaria sendo injusto se dissesse aqui o que penso
a respeito. Minhas maiores broncas não são dirigidas aos autores e sim
ao Olimpo.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

**************************
From: Belmiro Wolski
Sent: Wednesday, May 02, 2012 1:33 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Oi Alberto.

Como já disse em mensagem anterior, discordo da figura 13. No meu
entender, o anel não acompanha o movimento da carga. Analisemos apenas o
campo elétrico, por comodidade, visto pelo observador parado. Primeiro,
considere a carga como uma esfera e vamos discretizar nosso modelo.
Imagine agora que você pode ver distintamente as linhas do campo
elétrico emitidas entre t1 e t2 coloridas, digamos em azul, sendo estes
tempos muito próximos. O que veria? Um ouriço azul em um certo ponto do
espaço. O comprimento dos espinhos do ouriço seria (t2-t1).c. Agora,
coloque a esfera num ponto delta x mais adiante. as linhas emitidas
entre t2 e t3 são amarelas e tem comprimento (t3-t2).c. O ouriço agora é
amarelo, mas tem um monte de espinhos azuis mais afastados nas
imediações, mas suas posições radiais não correspondem às dos espinhos
amarelos. Mudamos a carga para um delta x mais adiante e repetimos a
observação entre t3 e t4. O ouriço agora é vermelho mas tem uma camada
amarela e uma última azul, todas elas sem correspondência com o seu
centro de origem. E assim por diante mais um milhão de vezes (haja
cor!). Agora passemos ao limite e teremos uma variação contínua da
posição e das linhas do campo (o grande ourição). Resultado? As linhas
radiais vão encurvando para trás, com excessão daquelas duas linhas que
coincidem com a direção do movimento (à frente e atrás da carga).
Outro argumento. Imagine um ponto muito distante situado
perpendicularmente ao movimento da carga no instante que você inicia o
movimemento. Considere também que você é o Léo e que a carga é criada
neste instante para iniciar o movimento. Se todas as linhas acompanharem
a carga desde o princípio de sua criação e início do movimento (despreze
a aceleração para não entrarmos nos tensores e álgebra Minkowskiana),
aquele ponto distante jamais vai ficar sabendo que em um determinado
momento havia uma carga lá naquele ponto que você escolheu prá iniciar a
brincadeira. Ao contrário, na realidade esse ponto distante, deverá
receber um espinho de ouriço que passa por ele depois de viajar uma
distância c.t.
Então, depois de abóboras e ouriços, que venham os pelotaços.

[],s
Belmiro
P.S
Será que ainda tem leitor nesta thread? Acho que já desistiram de
tanto a gente errar. Mas também, o assunto é pedreira. E os livrinhos de
Física óh, como diria aquele personagem da TV.




#82039 De: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@...>
Data: Qui, 3 de Mai de 2012 2:49 am
Assunto: Re: Hora do humor matemático
alvaug
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
O rigor na matemática é sempre bem vindo. Em tributação, nem sempre. Afinal, como justificar logicamente o fato de que o ICMS e outros impostos são cobrados "por dentro", resultando em uma bitributação descarada, da qual a maioria dos contribuintes nem desconfia?

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 28/04/2012 22:37, Neville Martins escreveu:
Já que ninguém se comoveu, aqui vai uma tentativa de explicar.
LIM é abreviaçã de LIMITE.

Mas antes de continuar, considere uma parabolazinha básica:
Um indivíduo entrou com uma ação para nâo pagar pedágio alegando que já pagava IPVA e  o fato configurava uma ilegal bitributação, 
A Corte decidiu que ele tinha que pagar pois o pedágio não era imposto: era taxa. Percebeu a jogada! Sendo taxa não era imposto e assim a Constituição não  estava sendo maculada.

Os matemáticos também são rigorosos em suas ações tem de manter as coisas de acordo com a lei, digo, tem que manter a consistência ..

Se vc entender a explicação abaixo vc vai passar a gostar da matemática. Se não entender, questione.
 
Oras, na oração algébrica apresentada,  o termo que se segue a LIM é  é  1/ (x-8). (lido como: 1 dividido pelo número representado por (x - 8) . 
Sim, mas quanto vale x -8 ? 
Para desfazer esse mistério temos que saber o valor de x  e para isso , temos que observar o predicado escrito sob o termo LIM . Lá esta escrito x --> 8 , que significa "quando x se aproxima do número 8 " .
Observe que 
se x = 10,  a conta resulta em 1/(10 - 8) = 1/ 2 , ou seja 0,5 ;
se x = 9,  a conta resulta em 1/(9 - 8) = 1/ 1 , ou seja 1 
se x = 8,1 a conta resulta em 1/(8,1 - 8) = 1/ 0,1 , ou seja 10 
se x = 8,01 a conta resulta em 1/(8,01 - 8) = 1/ 0,01, ou seja 100

Vc vê que a medida em que o x fica mais próximo do 8 , (x-8) fica mais próximo de zero e o resultado da divisão cresce rapidamente, ou seja se x ficar = 8 ,  resultado da divisão fica incomensuravelmente grande e  isso é indicado com o sinal de indeterminação " oo ",  o qual chamado de infinito. Note que "oo"  não é um número mas apenas um sinal (parece um 8 deitado)  indicando que o valor é muito grande, mas indeterminado. 
A frase toda é lida assim:  O limite de 1 dividido por x subtraido de oito, quando x tende para o valor oito,  resulta infinito.
  

Vc perguntaria : Para que essa trapalhada toda - não seria mais simpes dizer indicar logo (1 / 0 ) = oo  ?

- Aha! É aqui que entra o pulo do gato, ou melhor, a parte legal, digo formal.  Não é permitido a divisão por zero. É contra a Constituição, digo, consistência do sistema.
- Mas por quê ? 
- Simples ! A matemática é exata e justamente para evitar se chegar a um número de um valor indeterminado ela não define diretamente a divisão. Na verdade a divisão é definida indiretamente através da multiplicação. e a multiplicação é definida como uma sucessão de somas, p.ex.:  a+a = 2a;  a+a+a = 3a ; etc.
-  a divisão é definida como operação oposta à multiplicação da seguinte forma   " c é o resultado da divisão de a por b desde que a seja a multiplicação de a por b " --- è uma questão de antecedentes e consequentes : Primeiro existem a e b ; depois passa a existir se c se c vezes b produz a 

Por exemplo:  1 / 0 = oo, mas também 2 / 0 = oo;  3 / 0 = oo , ......
e (qualquer número) / 0 = oo ; 
Então conforme a definição de divisão teríamos que   (0)*(oo) = 1  ;  (0)*(oo) = 2  ; (0)*(oo) = 3, ......(0)*(oo) =  (qq. número).
Portanto teríamos 1 = 2 = 3 = .... =(qq. número)  --- o que  é totalmente inconsistente. Por isso que não dá pra dividir por zero e tamém infinito não é número.
 
Então é como o caso pedágio : dividir por zero não pode pois  implicaria  em permitir a operação oposta, mas usar o artifício do limite pode, pois trata-se de uma aproximação, (percebeu o truque, apenas chega perto do zero?)

 Agora vamos à piada 

Se no primeiro caso deu um sinal parecido com um 8 deitado (infinito)   no segundo dá infinito também, mas a loira concluiu daria um 5 deitado 

kkkkkkkki

PS - se passar a ideologia zero ao limite vai dar zero?
================================================

Em 28 de abril de 2012 05:55, Mtnos Calil <mtnoscalil@...> escreveu:
 
Good..
Tell me what is LIM
Thanks.
mc
 
 
----- Original Message -----
From: Pesky Bee
Sent: Friday, April 27, 2012 12:44 PM
Subject: [ciencialist] Hora do humor matemático

 

Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 






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