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ciencialist · Ciência

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#81995 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Sáb, 28 de Abr de 2012 1:14 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Wednesday, April 25, 2012 7:38 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 

Olá a todos.

Nesta msg procurarei abordar o tema desta thread (paradoxo da carga acelerada) segundo o questionamento apresentado no item 3 da msg 81914, qual seja:

Se o problema pode, à primeira vista, ser solucionado utilizando exclusivamente a física clássica, porque é que os autores modernos preferem as explicações a utilizarem ou a métrica de Minkowski ou a teoria quântica?


A esta altura já deve ter ficado evidente que a solução clássica não satisfaz totalmente. Se, por um lado, consegue justificar o fato de que o observador que acompanha a carga não deve detectar nenhuma onda eletromagnética, por outro fica a nos dever o fechamento do balanço energético, algo que chegou a ser apontado pelo Belmiro na
msg 81937 e debatido nas msgs que se sucederam. Manterei o propósito de deixar o assunto energia para que seja melhor discutido quando chegar no item 4, o que deverá ocorrer a partir da minha próxima msg sequencial. Ficarei por ora com a ideia de que se a energia de radiação for zero (carga com aceleração uniforme) o paradoxo estará resolvido; caso contrário assumirei que alguma coisa está faltando para que possamos fechar o balanço a contento.

Que dizer então dos artigos a apresentarem resoluções apoiadas nas teorias não clássicas (relatividade ou quântica)? Já comentei sobre o caráter mirabolante e/ou matemágico inerente a essas resoluções. A bem da verdade, esses artigos acrescentam muito pouco à explicação clássica e, quando o fazem, fazem a um preço elevadíssimo, e haja ad hocs para tal. Porque então complicar? Quiçá para dissimular os próprios engodos inerentes a essas teorias a meu ver ficcionistas. Como se os autores desses artigos pretendessem dar a falsa impressão de estarem indo além em mais um tema onde, aos olhos deles, a física clássica parece ter emperrado.

Vou parar por aqui mesmo porque os ciencialisteiros defensores da física «moderna» não se manifestaram, então «vamos em frente que atrás vem gente». De qualquer maneira, alguma coisa relacionada a esta temática (física clássica versus «moderna» acabará surgindo ao discutirmos os itens faltantes.

PS: Esta msg segue um roteiro pré-estabelecido e portanto é uma continuação das msgs citadas abaixo. As demais msgs de minha autoria e postadas nesta thread relacionam-se aos questionamentos apresentados pelos demais participantes do debate. Clicando-se nas msgs chega-se à página web correspondente. As réplicas ou tréplicas estarão no rodapé destas páginas web.

1) msg 81845: Apresentando a versão do paradoxo da carga acelerada para o caso da carga estar em mhs.

2) msg 81914: Propostas de campos gravitacionais oscilantes (experiências de pensamento). Sugestão e ordenação temática.

3) msg 81928: O paradoxo no caso da queda livre (aceleração constante).

4) msg 81974: O paradoxo no caso mhs equivalente à queda livre (ou na oscilação livre).

 

[ ]´s

Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#81996 De: Neville Martins <villem99@...>
Data: Sáb, 28 de Abr de 2012 4:39 pm
Assunto: Re: Hora do humor matemático
villem99
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kkkkkkkk - muito legal !

Veja esta::
Vc descende de 2 dois pais, 4 avôs,  8 bisavôs, 16 tataravôs, 32 trisavôs, 64 tetravôs ...... . Então, na época do papa João XXII  vc tinha  8 589 934 592   ancestrais - mais que a população atual do mundo.
Ô parentaiada !

===================

Em 27 de abril de 2012 12:44, Pesky Bee <peskybee2@...> escreveu:

Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 




#81997 De: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@...>
Data: Sáb, 28 de Abr de 2012 8:55 am
Assunto: Re: Hora do humor matemático
mtnos_calil
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Good..
Tell me what is LIM
Thanks.
mc
 
 
----- Original Message -----
From: Pesky Bee
Sent: Friday, April 27, 2012 12:44 PM
Subject: [ciencialist] Hora do humor matemático

 

Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 


#81998 De: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@...>
Data: Sáb, 28 de Abr de 2012 6:04 pm
Assunto: Re: Hora do humor matemático
mtnos_calil
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há algo de sério nesta arvore genealógica
 
----- Original Message -----
Sent: Saturday, April 28, 2012 1:39 PM
Subject: Re: [ciencialist] Hora do humor matemático

 

kkkkkkkk - muito legal !


Veja esta::
Vc descende de 2 dois pais, 4 avôs,  8 bisavôs, 16 tataravôs, 32 trisavôs, 64 tetravôs ...... . Então, na época do papa João XXII  vc tinha  8 589 934 592   ancestrais - mais que a população atual do mundo.
Ô parentaiada !

===================

Em 27 de abril de 2012 12:44, Pesky Bee <peskybee2@...> escreveu:

Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
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Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
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#81999 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Sáb, 28 de Abr de 2012 11:32 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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Msg anterior:
From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Saturday, April 28, 2012 10:14 AM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 

Nesta msg procurarei abordar o tema desta thread (paradoxo da carga acelerada) segundo o questionamento apresentado no item 4 da msg 81914, qual seja:

Questões relacionadas à onda eletromagnética emitida em cada uma das situações, a incluírem a energia da onda e a como esta energia pode ou não ser observada nos vários referenciais.

Esse tema é muito vasto e já deu origem a algumas discordâncias entre os participantes do debate, a começar pelo caráter «existência da energia». Já disse o que penso a respeito da energia como algo a existir no sentido de representar um construto de alto nível [vide msg 81973]. Vamos então tentar entender o que seria esta energia que estamos levando em consideração e que, segundo apontou Maxwell, pode ser abordada sob dois prismas diferentes.

Recentemente o Belmiro e o Léo lançaram opiniões à primeira vista divergentes sobre o assunto. Sem entrar muito nos detalhes, eu afirmei (msg 81958): «São duas visões distintas e dentro de cada uma dessas  visões fica-me a impressão de que um está certo e o outro errado, e vice-versa.»

Em uma dessas visões fica-nos aquela ideia de carga elétrica como algo análogo à massa, e o mesmo se poderia dizer dos polos magnéticos (ou cargas magnéticas) ou então dos elementos de corrente elétrica da lei de Biot-Savart. As leis a associarem o agente causal com o campo que originam são todas a levarem em conta um fator do tipo 1/r². Os campos gerados por esses elementos agem sobre seus semelhantes (massa com massa e carga com carga).

A energia foi definida em mecânica, creio que por Leibniz, para caracterizar o estado de movimento de um corpo. Seria então o que hoje chamamos energia cinética (Ec), algo a se conservar nos chamados choques elásticos (condição idealizada e limite). O conceito foi expandido para o estudo do movimento de corpos influenciados por molas e, posteriormente, para o estudo do comportamento de corpos quando situados em campos gravitacionais. Verificou-se nesses dois casos a existência de um caráter conservativo e a associar-se com a energia cinética. Sempre que um corpo sofre a ação de um campo gravitacional, modificando sua energia cinética, consegue-se associar a ele uma energia potencial (Ep) e tal que em qualquer ponto do campo a soma Ec+Ep permanece constante. Notar que este Ep, assim como o Ec, é uma propriedade do corpo e não do campo. No caso gravitacional, por exemplo, é frequente utilizarmos a fórmula para esta energia potencial como Ep=mgh, em que m é a massa «do corpo», g uma propriedade pontual do campo (no caso assumido constante) e h é a distância entre a posição ocupada pelo corpo e uma posição conveniente e tomada na direção do campo. Cada corpo colocado nesta mesma posição terá uma energia potencial Ep relacionada a sua massa e diferente para corpos de massas diferentes.

Como diz o ditado popular, «uma andorinha só não faz verão». E estes agentes dos campos situam-se na mesma categoria das andorinhas. Até mesmo para identificar ou notar a existência do campo que produzem precisaremos colocá-los frente a seus semelhantes. Afim de caracterizar a propriedade do campo gravitacional responsável por estas modificações do estado de movimento de um corpo, criou-se o conceito de potencial gravitacional V. Optou-se então por caracterizar este potencial gravitacional como sendo a energia potencial gravitacional por unidade de massa. No caso exemplificado acima seria V=Ep/m=gh. Com isto elimina-se o fator que estava caracterizando Ep como uma propriedade exclusiva de um corpo com massa m. V é portanto uma propriedade exclusiva do campo e a depender do agente do campo (através de g) e do ponto de referência (ou seja, a depender da escolha que se faz para o local em que h=0). Sob esse aspecto o campo não contém energia (E) mas tão somente potencial energético (vejam que a unidade de V é diferente da unidade de E). Mutatis mutandis, tudo o que foi dito acima vale também para os outros campos (elétrico ou magnético).

No caso ora em consideração nesta thread, estamos lidando com apenas uma carga, aquela que ora está em queda livre, ora em repouso em um campo gravitacional, ora em repouso em um referencial inercial e na ausência de campos etc. Existindo apenas uma carga, parece sem sentido falarmos em energia elétrica desta carga. Pois se ela não está no campo elétrico de nenhuma outra carga, a sua energia elétrica é igual a zero. Não obstante, esta carga origina um campo elétrico, logo propicia condições para que possamos conceber a existência de um potencial elétrico capaz de agir sobre outras cargas (que no nosso caso não existem).

O que foi dito nos parágrafos precedentes é o que se aprende nos livros de mecânica e, sob muitos aspectos, propaga-se para o estudo do eletromagnetismo. Ao resolvermos a maioria dos problemas a envolverem cargas elétricas, correntes elétricas e imãs, tudo isso tem se mostrado válido e continuará sendo válido independentemente do que comentarei com respeito à outra visão do problema. Antes disso, porém, vejamos algumas características inerentes ao eletromagnetismo e a propiciarem que se pense de maneira um pouco diversa.

Imaginem, por exemplo, o campo elétrico x produzido pelas cargas localizadas nas placas de um capacitor plano-paralelo ideal. A intensidade do campo x será a mesma em qualquer ponto na região entre as placas. A energia armazenada no capacitor pode ser calculada e, através de considerações matemáticas, podemos associar esta energia do capacitor ao campo que determina.

Para calcularmos esta energia, procedemos como se a energia pertencesse às cargas infinitesimais que vão sendo levadas em consideração à medida em que carregamos o capacitor. Não obstante, e se ao final do processo assumirmos, para conveniência nossa, que esta energia está contida no campo, e não nas cargas, poderemos definir aquilo a que se convencionou chamar por densidade de energia do campo elétrico re e que, para o caso em questão, assumiria um valor constante, qualquer que fosse o ponto da região entre as placas do capacitor. Não vou detalhar os cálculos porque ele pode ser encontrado na maioria dos livros básicos de EM.

Um estudo análogo pode ser feito para indutores (no caso um toróide) e campos de indução magnética b (frequentemente este mesmo b é chamado por campo magnético) chegando-se então a definir o que se convencionou chamar, também para conveniência nossa, por densidade de energia do campo magnético rm. Para o caso em consideração (toróide) este valor também é constante em todos os pontos do campo considerado.

Os valores obtidos tanto para re como para rm estão representados abaixo:

 

eq_dens_energiaEM
Densidades de energia elétrica e magnética relacionadas a seus respectivos campos.
Se as equações não estiverem visíveis clique
aqui

onde eo é a chamada permissividade do vácuo e mo é a chamada permeabilidade do vácuo.

Pode-se demonstrar que as equações obtidas são generalizáveis para casos em que os campos não são constantes. Neste caso essas densidades seriam diferentes de ponto a ponto, mas as equações seriam as mesmas.

Que dizer sobre o que afirmei acima com as palavras «para conveniência nossa». Seria apenas isso? A maioria dos físicos da atualidade acha que não. Ou seja, assumem que a energia pode sim ser pensada como estando contida exclusivamente no campo e não na carga que o origina. Neste caso a conveniência seria aceitarmos justamente o oposto, haja vista que para a maioria das situações isto acaba dando certo. E quase sempre é esta segunda conveniência que acaba sendo levada em consideração. A questão então resume-se sempre em adaptar este construto de alto nível (energia) para a maneira como o estudo está sendo encarado.

O primeiro físico a pensar desta maneira (energia do campo e não da carga) foi Maxwell. No seu artigo «A Dynamical Theory of the Electromagnetic Field» lê-se o seguinte [a tradução é minha e está sujeita a erros – para ler o original em inglês clique no link em anexo]:

Ao falar da Energia do campo, porém, eu quero ser entendido literalmente. Toda energia é igual à energia mecânica, exista ela na forma de movimento ou na elasticidade ou em qualquer outra forma. A energia nos fenômenos eletromagnéticos é a energia mecânica. A única questão é: Onde ela reside? Nas velhas teorias ela reside nos corpos eletrificados, correntes elétricas e imãs, na forma de uma qualidade desconhecida chamada energia potencial, ou a capacidade de produzir certos efeitos à distância. Em nossa teoria ela reside no campo eletromagnético, no espaço que cerca os corpos eletrificados e magnéticos, como também nos próprios corpos e está em duas formas diferentes, que podem ser descritas, sem lançarmos mão de hipóteses como polarização magnética e polarização elétrica mas de acordo com uma hipótese bastante provável, como o movimento e a tensão de um e apenas um meio.
[
http://en.wikisource.org/wiki/A_Dynamical_Theory_of_the_Electromagnetic_Field/Part_III]

É interessante notar que através dessa escolha Maxwell continuou a propalar o mecanicismo. E que na Introdução deste mesmo trabalho ele ainda aceitava a ideia de um éter. Em virtude disso, e ao que tudo indica, para Maxwell a energia não estaria no campo propriamente dito, mas no aether que permeia este campo. Suas palavras são as seguintes:

[...] Parece então que certos fenômenos em eletricidade e magnetismo levam à mesma conclusão que esses da óptica, isto é, a de que há um meio etéreo que penetra em todos os corpos, e é modificado somente no arranjo entre suas partes graças a presença desses corpos; que as partes deste meio são capazes de serem mantidas em movimento pelas correntes elétricas e imãs; que este movimento é comunicado de uma parte do meio a outra por forças que surgem das conexões dessas partes; que sob a ação destas forças há uma certa submissão a depender da elasticidade dessas conexões; e que portanto a energia em duas formas diferentes pode existir no meio, uma sendo a energia potencial acumulada nas conexões, em virtude da elasticidade.
[
http://en.wikisource.org/wiki/A_Dynamical_Theory_of_the_Electromagnetic_Field/Part_I]

Para checar este apelo a um mecanicismo etéreo, há quem diga que Maxwell chegou a propor uma experiência falseadora. A experiência só chegou a ser realizada após a morte de Maxwell e acabou recebendo o nome daqueles que a puseram em prática: Michelson e Morley. E foi esta mesma experiência, a falsear a proposta de Maxwell, quem deu origem à teoria que supostamente «salvou» o EM de Maxwell. E digo supostamente porque nada disso que Maxwell afirmou faria sentido frente ao conceito que hoje se atribui ao espaço desta nova teoria: um ente permeado por um aether matemágico e a comportar tão somente uma energia de natureza matemágica. E é só através dessa transfiguração que faz sentido dizer que o EM de Maxwell é inerentemente relativista, no sentido  que se dá hoje à palavra relativista.

Este falseamento não significa dizer que essa ideia de Maxwell esteja totalmente errada mas sim que, se pretendermos conservar um mecanicismo clássico, deveremos repensar não apenas o significado embutido nas expressões energia e campo como também nossas concepções a respeito do que seja a luz. O importante é perceber que as duas visões continuam a fazer sentido.

Bem, acho que a msg já está de bom tamanho então vou parar por aqui. Este foi apenas um ligeiro preâmbulo destinado a que pudesse prosseguir com o assunto referido no item 4, a ser apresentado nas próximas mensagens.

Que venham as pedradas (:- Alegre :-)

PS: Esta msg segue um roteiro pré-estabelecido e portanto é uma continuação das msgs citadas abaixo. As demais msgs de minha autoria e postadas nesta thread relacionam-se aos questionamentos apresentados pelos demais participantes do debate. Clicando-se nas msgs abaixo chega-se à página web correspondente e as réplicas ou tréplicas estarão no rodapé destas páginas web.
1) msg 81845: Apresentando a versão do paradoxo da carga acelerada para o caso da carga estar em mhs.
2) msg 81914: Propostas de campos gravitacionais oscilantes (experiências de pensamento). Sugestão e ordenação temática.
3) msg 81928: O paradoxo no caso da queda livre (aceleração constante).
4) msg 81974: O paradoxo no caso mhs equivalente à queda livre (ou na oscilação livre).
5) msg 81995: Sobre as resoluções apresentadas pelos físicos «modernos».


[ ]´s
Alberto
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Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


#82000 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Dom, 29 de Abr de 2012 12:47 am
Assunto: A solução do paradoxo da carga acelerada
belmirow
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     Olá a todos.
 
     Em recente resposta ao Hélio, curvei-me diante de um supostamente poderoso argumento contra a minha suposição de que o corpo carregado deveria cair mais devagar do que um corpo sem carga em um campo gravitacional. Esse argumento seria de que isso defenestraria o PE. Pois bem, o PE continua intacto. O fato de alguém dentro do compartimento em queda livre observar o corpo carregado lentamente subindo até o teto, não dá o direito do observador se declarar em queda livre. Assim como detalhei para outras experiências envolvendo objetos carregados a desafiar o PE, este também não o fere. Senão vejamos, pode existir alguém a manipular campos elétricos fora de um compartimento situado num ambiente de gravidade nula. Assim, o sujeito dentro do compartimento não poderá ter certeza em que situação se encontra. Portanto, o PE está salvo e mantenho minha posição, até que venha outro argumento mais forte. Como sei que não virá,&gt;:) diabólico, declaro resolvido o paradoxo da carga acelerada. A propósito, transcrevo abaixo a mensagem na qual chego à conclusão de que um objeto carregado eletricamente deverá cair mais lentamente do que um objeto sem carga em um campo gravitacional.
      Como estamos numa lista de discussões, temos permissão para falar bobagem também. Então lá vai uma idéia que eu tive para justificar a questão da energia irradiada pela carga do seu problema, sempre sem apelar para a mãe de todas as respostas, a mecânica quântica. No início, com o compartimento eletricamente carregado, temos uma energia potencial elétrica Ue mais uma energia potencial gravitacional Ug. Quando o compartimento é largado à sua sorte, despencando em queda livre, em qualquer momento da queda, a soma das energias tem que fechar. Para facilitar as contas, vamos tomar o instante imediatamente antes do compartimento se esborrachar no chão. Neste instante, a soma das energias potencial elétrica Ue mais a energia cinética Uc teria que ser igual à energia anterior. O problema é que durante a queda, houve irradiação de energia pelo campo eletromagnético, que, ao que me parece, não há dúvidas quanto a isso. E assim, a conta não fecha. O que teríamos então para fechar a conta? Simples: Ue+Ug =Ue+Uc+Ui , onde Ui é a energia irradiada. Mas aí, para que a aritmética tico-tico funcione, é necessário que Ue ou Uc sejam menores. Assim, Ue ou Uc (quiçá os dois) deveriam ser menores do que esperaríamos. Vejamos, para Ue ser menor, o compartimento deveria ter perdido carga. Para Uc ser menor, o compartimento deveria ter perdido massa ou velocidade. As duas alternativas primeiras violariam o PE. Resta a alternativa, diminuição da velocidade. A única forma de a velocidade diminuir seria diminuindo a aceleração gravitacional. Ou seja, a energia eletromagnética irradiada afetaria o g local. Estaria assim, o campo eletromagnético interagindo com a gravidade, como esperam a maioria dos cientistas que acreditam na unificação das forças. É claro, que a energia irradiada é muito pequena e a interação com a gravidade seria muito sutil. Entretanto, penso que poderia ser verificado experimentalmente, caso esta idéia tenha algum fundamento. Um corpo carregado eletricamente deveria cair mais devagar do que esse mesmo corpo sem carga no mesmo campo gravitacional.
      Podem vir as ripadas e pedradas
 
      Bem, até que alguém resolva fazer um experimento preciso o suficiente para comprovar ou refutar a minha idéia, creio que vou continuar sonhando com o Nobel.I-) dormindo Melhor colocar em dia o passaporte...
 
     [],s
 
     Belmiro
 
 
 

#82001 De: Neville Martins <villem99@...>
Data: Dom, 29 de Abr de 2012 1:37 am
Assunto: Re: Hora do humor matemático
villem99
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Já que ninguém se comoveu, aqui vai uma tentativa de explicar.
LIM é abreviaçã de LIMITE.

Mas antes de continuar, considere uma parabolazinha básica:
Um indivíduo entrou com uma ação para nâo pagar pedágio alegando que já pagava IPVA e  o fato configurava uma ilegal bitributação, 
A Corte decidiu que ele tinha que pagar pois o pedágio não era imposto: era taxa. Percebeu a jogada! Sendo taxa não era imposto e assim a Constituição não  estava sendo maculada.

Os matemáticos também são rigorosos em suas ações tem de manter as coisas de acordo com a lei, digo, tem que manter a consistência ..

Se vc entender a explicação abaixo vc vai passar a gostar da matemática. Se não entender, questione.
 
Oras, na oração algébrica apresentada,  o termo que se segue a LIM é  é  1/ (x-8). (lido como: 1 dividido pelo número representado por (x - 8) . 
Sim, mas quanto vale x -8 ? 
Para desfazer esse mistério temos que saber o valor de x  e para isso , temos que observar o predicado escrito sob o termo LIM . Lá esta escrito x --> 8 , que significa "quando x se aproxima do número 8 " .
Observe que 
se x = 10,  a conta resulta em 1/(10 - 8) = 1/ 2 , ou seja 0,5 ;
se x = 9,  a conta resulta em 1/(9 - 8) = 1/ 1 , ou seja 1 
se x = 8,1 a conta resulta em 1/(8,1 - 8) = 1/ 0,1 , ou seja 10 
se x = 8,01 a conta resulta em 1/(8,01 - 8) = 1/ 0,01, ou seja 100

Vc vê que a medida em que o x fica mais próximo do 8 , (x-8) fica mais próximo de zero e o resultado da divisão cresce rapidamente, ou seja se x ficar = 8 ,  resultado da divisão fica incomensuravelmente grande e  isso é indicado com o sinal de indeterminação " oo ",  o qual chamado de infinito. Note que "oo"  não é um número mas apenas um sinal (parece um 8 deitado)  indicando que o valor é muito grande, mas indeterminado. 
A frase toda é lida assim:  O limite de 1 dividido por x subtraido de oito, quando x tende para o valor oito,  resulta infinito.
  

Vc perguntaria : Para que essa trapalhada toda - não seria mais simpes dizer indicar logo (1 / 0 ) = oo  ?

- Aha! É aqui que entra o pulo do gato, ou melhor, a parte legal, digo formal.  Não é permitido a divisão por zero. É contra a Constituição, digo, consistência do sistema.
- Mas por quê ? 
- Simples ! A matemática é exata e justamente para evitar se chegar a um número de um valor indeterminado ela não define diretamente a divisão. Na verdade a divisão é definida indiretamente através da multiplicação. e a multiplicação é definida como uma sucessão de somas, p.ex.:  a+a = 2a;  a+a+a = 3a ; etc.
-  a divisão é definida como operação oposta à multiplicação da seguinte forma   " c é o resultado da divisão de a por b desde que a seja a multiplicação de a por b " --- è uma questão de antecedentes e consequentes : Primeiro existem a e b ; depois passa a existir se c se c vezes b produz a 

Por exemplo:  1 / 0 = oo, mas também 2 / 0 = oo;  3 / 0 = oo , ......
e (qualquer número) / 0 = oo ; 
Então conforme a definição de divisão teríamos que   (0)*(oo) = 1  ;  (0)*(oo) = 2  ; (0)*(oo) = 3, ......(0)*(oo) =  (qq. número).
Portanto teríamos 1 = 2 = 3 = .... =(qq. número)  --- o que  é totalmente inconsistente. Por isso que não dá pra dividir por zero e tamém infinito não é número.
 
Então é como o caso pedágio : dividir por zero não pode pois  implicaria  em permitir a operação oposta, mas usar o artifício do limite pode, pois trata-se de uma aproximação, (percebeu o truque, apenas chega perto do zero?)

 Agora vamos à piada 

Se no primeiro caso deu um sinal parecido com um 8 deitado (infinito)   no segundo dá infinito também, mas a loira concluiu daria um 5 deitado 

kkkkkkkki

PS - se passar a ideologia zero ao limite vai dar zero?
================================================

Em 28 de abril de 2012 05:55, Mtnos Calil <mtnoscalil@...> escreveu:
 
Good..
Tell me what is LIM
Thanks.
mc
 
 
----- Original Message -----
From: Pesky Bee
Sent: Friday, April 27, 2012 12:44 PM
Subject: [ciencialist] Hora do humor matemático

 

Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 





#82002 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Dom, 29 de Abr de 2012 12:04 am
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Alberto,

Muito boa esta proposta de contínua queda livre que visto das estrelas fixas de Mach
é um mhs.

Contínua queda livre sim, pois alguém dentro do elevador se sentirá como no espaço sideral o tempo todo.

A princípio, nenhuma "radiação" (com o significado de radiação que vocês estão usando) será emitida pela carga para o cara que está lá dentro (observador 2).

Na minha opinião, vai ser possível para o obs. 2 descobrir se está ou não acelerado observando as distorções no campo elétrico. Isto é possível pois, se estiverem  acelerados, ele e a carga, ele verá o centro de emissão oscilando entre um pouco acima e um pouco abaixo da carga. Isto vai acontecer estando o elevador com ar ou em vácuo. Com ar a oscilação será menor.

Adeus PE.

E aí, a coisa toda se complica, ele verá a carga parada, mas emitindo campo elétrico distorcido periódicamente (se for o Belmiro lá dentro, é capaz de chamar isto de campo magnético ou até de radiação), mas a forma de distorção do campo elétrico é muito diferente e a sua amplitude é muito menor que a observada pelo obs. 1.

Hélio


De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Abril de 2012 19:38
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 
From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Sunday, April 22, 2012 6:29 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Em continuação às mensagens 81845, 81914 e 81928 vejamos agora qual seria o análogo da situação observada na queda livre (aceleração devida a um campo gravitacional uniforme) para o caso da aceleração em mhs.

Neste caso o laboratório também deverá estar «livre» no espaço onde está o campo, ou seja, ele não deverá estar fixo a nada. E o campo deverá ser do tipo gravitacional oscilante, como mostrado nas figuras 5 ou 6 da msg 81914. O laboratório em consideração é aquele que foi apresentado na figura 3 na msg 81845. A figura 9 abaixo ilustra esta condição.
 
oscPE
Figura 9: Oscilação livre em um campo gravitacional oscilante.
Vide considerações feitas quando da apresentação da figura 6 (msg 81914)
Se a figura não estiver visível clique aqui.
Observar que esta situação é diferente daquela vista na figura 6. Naquele caso, o laboratório estava em repouso e agora está em um estado que poderíamos rotular por «oscilação livre».

Neste caso uma carga fixa ao laboratório estará em mhs em relação a um observador (1) situado em um referencial inercial em relação às estrelas fixas e convenientemente afastado do campo oscilante, a ponto de não sentir seus efeitos mecânicos [Nota: o observador (1) não está representado na figura]. Como a carga elétrica oscila, os sensores do observador (1) irão acusar a existência de uma onda eletromagnética com a mesma frequência do mhs observado. O observador (2) [aquele que está dentro do laboratório oscilante], assim como seus sensores, executam um mhs junto com a carga. Logo, e para ele, o centro de massa da carga se apresentará sempre em repouso. Consequentemente, e raciocinando-se em termos do EM de Maxwell, os sensores não devem acusar a existência desta onda. [Parece-me que tanto o Belmiro quanto o Léo concordariam com esta afirmação.] Em virtude disso, o observador (2) não conseguirá distinguir esta situação daquela que seria observada caso o laboratório estivesse oscilando por razões outras. Aliás, ele (2) nem mesmo saberá dizer se está oscilando ou não em relação a um referencial inercial. Ou seja, a sensação que ele tem não é muito diferente daquela que seria obtida caso estivesse na condição apresentada na figura 6 (msg 81914) [em repouso e sujeito a um campo gravitacional oscilante].

No caso da queda livre a dúvida relacionava-se ao fato do observador (2) não conseguir distinguir o seu estado frente a duas possibilidades: 1) estar em queda livre; 2) estar no espaço sideral e na ausência de campos gravitacionais. Agora as possibilidades são três: 1) campos gravitacionais oscilantes porém com o laboratório em repouso (ou seja, fixo) no referencial inercial (figura 6); 2) campos gravitacionais oscilantes e laboratório «livre» (figura 9 acima); 3) ausência de campos mas com o laboratório sujeito a acelerações variáveis no tempo e de outra natureza (figura 4).

Nos dois casos (queda livre e caso atual) o observador perde a noção de onde estaria um referencial inercial em relação às estrelas fixas. Na queda livre o observador tem a sensação de estar num referencial semelhante a este das estrelas fixas. Ele será capaz de constatar, por exemplo, a lei da inércia. No caso atual (mhs), o observador não sabe se está ou não em repouso em relação a este referencial inercial (o das estrelas fixas). Mas mesmo que esteja neste «repouso», e portanto naquilo que para nós (que estamos fora do laboratório) é um referencial inercial, ele não conseguirá constatar as mesmas leis por nós aqui descritas (inércia, etc.). Ele está naquilo que para nós parece ser um referencial inercial (pensando-se apenas em termos de movimento), mas não concordará que este é de fato um referencial inercial.

Vejam o quanto esse exemplo é importante, se não para o tema proposto (paradoxo da carga acelerada), pelo menos para o entendimento de algo que raramente chega a ser comentado em física. Sob este prisma, um dos ensinamentos que me parece ficar claro através desta sofisticação é o de que até mesmo o conceito de referencial inercial é relativo. Já cheguei a comentar isto anteriormente, porém num contexto bem diverso do atual e quando me referi ao absolutismo newtoniano que, a meu ver, não prega a existência de um referencial absoluto mas tão somente a ideia de movimento absoluto.

Neste caso (laboratório em oscilação) observa-se um absolutismo do movimento do mesmo tipo daquele descrito por Newton no caso da experiência do balde ou então na experiência de pensamento com globos giratórios. [É interessante notar que o mhs pode ser pensado como a projeção de um movimento circular e uniforme.] O estar em movimento, a meu ver, é a única certeza que o observador (2) consegue inferir. Ele apenas não consegue elucidar o agente causal. Em virtude desta incerteza sobre o agente causal, dirá o Belmiro: ponto para Einstein e para o PE. E em virtude desta certeza, a de estar em movimento, eu digo: ponto para Newton (e para o absolutismo do movimento). (-; Smiley piscando ;-)

Mas... já que demos um ponto para Einstein, que dizer da explicação que poderia vir a ser dada pelos seus seguidores relativistas com respeito ao paradoxo da carga acelerada. Sim, aquela explicação a concluir que o observador (2) e a carga estão causalmente «desconectados» e portanto não há como o observador detectar a radiação. Neste caso as coisas se complicam pois, não sendo o campo g uniforme, irão dizer que o PE não se aplica da maneira que estamos supondo. Segundo dizem, o PE é local, isto é, pontual no espaço. Consequentemente a matemágica será agora bem mais complicada. Mas sem dúvida alguma conseguirão, através de algum raciocínio estratosférico, chegar à mesma conclusão a que chegamos pela via clássica sugerida pelo Belmiro ou pelo Léo, ou seja, conseguirão elucidar o paradoxo.

Que dizer da energia não zero (f≠0) do «fóton» agora irradiado pela carga? Bem, deixemos isto para ser melhor discutido no item 4 (conforme indexação apresentada na msg 81914), se é que conseguiremos evoluir com respeito a esse assunto. Mesmo porque, essa possibilidade de energia zero no caso da queda livre não tem sido levada muito em conta em nossas discussões e eu nem mesmo consigo localizar onde foi que vi, li ou ouvi esta esquisitice, se bem que isto aconteceu por mais de uma vez e em mais de um contexto. E também porque, como vimos em mensagens paralelas, esta energia do campo deve-se a uma história que não costuma ser muito bem contada e, a meu ver, relacionada ao fato do EM de Maxwell ser irredutível ao mecanicismo.

Bem, vou parar por aqui a espera das pedradas. Se conseguir resistir às mesmas continuarei, oportunamente, a seguir os itens propostos na msg 81845.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#82003 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Dom, 29 de Abr de 2012 2:48 am
Assunto: Re: A solução do paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Belmiro Wolski
Sent: Saturday, April 28, 2012 9:47 PM
To: ciencialist@...
Subject: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada

Olá Belmiro

Vou de roxo

Olá a todos.

Em recente resposta ao Hélio, curvei-me diante de um supostamente poderoso argumento contra a minha suposição de que o corpo carregado deveria cair mais devagar do que um corpo sem carga em um campo gravitacional. Esse argumento seria de que isso defenestraria o PE. Pois bem, o PE continua intacto. O fato de alguém dentro do compartimento em queda livre observar o corpo carregado lentamente subindo até o teto, não dá o direito do observador se declarar em queda livre. Assim como detalhei para outras experiências envolvendo objetos carregados a desafiar o PE, este também não o fere. Senão vejamos, pode existir alguém a manipular campos elétricos fora de um compartimento situado num ambiente de gravidade nula.

Mas manipular de que maneira? Por acaso o observador não irá detectar esses campos com o seu equipamento laboratorial? Se sim, ele teria também que detectar esses mesmos campos no caso da gravidade não nula, quando esses campos externos não estão presentes. Neste caso o que ocasionaria esta falsa detecção? A mesma que faria a carga cair mais devagar?

Sei não, você parece-me estar competindo com os físicos «modernos» na criação de hipóteses ad hoc. Outro demônio Diabo?

Assim, o sujeito dentro do compartimento não poderá ter certeza em que situação se encontra.

Mas isso não ter nada a ver com a veracidade ou não do PE. Mesmo porque, e a ser válida esta argumentação da «enganação induzida», creio que não seria difícil imaginarmos outros campos a fazerem com que esta sua ideia da carga cair mais devagar, ainda que fosse verdadeira, não desse certo para o caso do compartimento em queda livre.

Portanto, o PE está salvo e mantenho minha posição, até que venha outro argumento mais forte.

Sinceramente não senti força nesta argumentação Polegar para baixo.

Como sei que não virá,emo15, declaro resolvido o paradoxo da carga acelerada.

Bem, frente ao autoritarismo Princesa de um decreto-lei não está mais aqui quem se contrapôs à idéia. Tá resolvido e ponto final. Smiley piscando

A propósito, transcrevo abaixo a mensagem na qual chego à conclusão de que um objeto carregado eletricamente deverá cair mais lentamente do que um objeto sem carga em um campo gravitacional.

Como estamos numa lista de discussões, temos permissão para falar bobagem também. Então lá vai uma idéia que eu tive para justificar a questão da energia irradiada pela carga do seu problema, sempre sem apelar para a mãe de todas as respostas, a mecânica quântica. No início, com o compartimento eletricamente carregado, temos uma energia potencial elétrica Ue mais uma energia potencial gravitacional Ug. Quando o compartimento é largado à sua sorte, despencando em queda livre, em qualquer momento da queda, a soma das energias tem que fechar. Para facilitar as contas, vamos tomar o instante imediatamente antes do compartimento se esborrachar no chão. Neste instante, a soma das energias potencial elétrica Ue mais a energia cinética Uc teria que ser igual à energia anterior. O problema é que durante a queda, houve irradiação de energia pelo campo eletromagnético, que, ao que me parece, não há dúvidas quanto a isso. E assim, a conta não fecha. O que teríamos então para fechar a conta? Simples: Ue+Ug =Ue+Uc+Ui , onde Ui é a energia irradiada. Mas aí, para que a aritmética tico-tico funcione, é necessário que Ue ou Uc sejam menores. Assim, Ue ou Uc (quiçá os dois) deveriam ser menores do que esperaríamos. Vejamos, para Ue ser menor, o compartimento deveria ter perdido carga. Para Uc ser menor, o compartimento deveria ter perdido massa ou velocidade. As duas alternativas primeiras violariam o PE. Resta a alternativa, diminuição da velocidade. A única forma de a velocidade diminuir seria diminuindo a aceleração gravitacional. Ou seja, a energia eletromagnética irradiada afetaria o g local. Estaria assim, o campo eletromagnético interagindo com a gravidade, como esperam a maioria dos cientistas que acreditam na unificação das forças. É claro, que a energia irradiada é muito pequena e a interação com a gravidade seria muito sutil. Entretanto, penso que poderia ser verificado experimentalmente, caso esta idéia tenha algum fundamento. Um corpo carregado eletricamente deveria cair mais devagar do que esse mesmo corpo sem carga no mesmo campo gravitacional.
      Podem vir as ripadas e pedradas

Bem, até que alguém resolva fazer um experimento preciso o suficiente para comprovar ou refutar a minha idéia, creio que vou continuar sonhando com o Nobel. Melhor colocar em dia o passaporte...

[],s
Belmiro

Tô contigo e não abro. Estarei lá Avião para testemunhar o fato. Alegre

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Alberto
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coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82004 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Dom, 29 de Abr de 2012 12:53 pm
Assunto: RES: A solução do paradoxo da carga acelerada
josevictorde...
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De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sábado, 28 de abril de 2012 23:48
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada

 

 

From: Belmiro Wolski

Sent: Saturday, April 28, 2012 9:47 PM

To: ciencialist@...

Subject: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada


Belmiro: A propósito, transcrevo abaixo a mensagem na qual chego à conclusão de que um objeto carregado eletricamente deverá cair mais lentamente do que um objeto sem carga em um campo gravitacional.

Como estamos numa lista de discussões, temos permissão para falar bobagem também. Então lá vai uma idéia que eu tive para justificar a questão da energia irradiada pela carga do seu problema, sempre sem apelar para a mãe de todas as respostas, a mecânica quântica. No início, com o compartimento eletricamente carregado, temos uma energia potencial elétrica Ue mais uma energia potencial gravitacional Ug. Quando o compartimento é largado à sua sorte, despencando em queda livre, em qualquer momento da queda, a soma das energias tem que fechar. Para facilitar as contas, vamos tomar o instante imediatamente antes do compartimento se esborrachar no chão. Neste instante, a soma das energias potencial elétrica Ue mais a energia cinética Uc teria que ser igual à energia anterior. O problema é que durante a queda, houve irradiação de energia pelo campo eletromagnético, que, ao que me parece, não há dúvidas quanto a isso. E assim, a conta não fecha. O que teríamos então para fechar a conta? Simples: Ue+Ug =Ue+Uc+Ui , onde Ui é a energia irradiada. Mas aí, para que a aritmética tico-tico funcione, é necessário que Ue ou Uc sejam menores. Assim, Ue ou Uc (quiçá os dois) deveriam ser menores do que esperaríamos. Vejamos, para Ue ser menor, o compartimento deveria ter perdido carga. Para Uc ser menor, o compartimento deveria ter perdido massa ou velocidade. As duas alternativas primeiras violariam o PE. Resta a alternativa, diminuição da velocidade. A única forma de a velocidade diminuir seria diminuindo a aceleração gravitacional. Ou seja, a energia eletromagnética irradiada afetaria o g local. Estaria assim, o campo eletromagnético interagindo com a gravidade, como esperam a maioria dos cientistas que acreditam na unificação das forças. É claro, que a energia irradiada é muito pequena e a interação com a gravidade seria muito sutil. Entretanto, penso que poderia ser verificado experimentalmente, caso esta idéia tenha algum fundamento. Um corpo carregado eletricamente deveria cair mais devagar do que esse mesmo corpo sem carga no mesmo campo gravitacional.

      Podem vir as ripadas e pedradas

Bem, até que alguém resolva fazer um experimento preciso o suficiente para comprovar ou refutar a minha idéia, creio que vou continuar sonhando com o Nobel. Melhor colocar em dia o passaporte...

 

 

Belmiro: A única forma de a velocidade diminuir seria diminuindo a aceleração gravitacional.

Victor: como? Aceleração não está relacionada apenas à variação de velocidade, e esta a t (v(t) = gt)?

 

Belmiro: ...a energia eletromagnética irradiada afetaria o g local. Estaria assim, o campo eletromagnético interagindo com a gravidade, como esperam a maioria dos cientistas que acreditam na unificação das forças

 

Victor:  Ainda bem que estou muito longe de ser algo como cientista.  Nem tenho mais tempo físico para ficar mais perto... Contudo, entendo que alguma teoria que pretenda unificar as forças da natureza não passa de um sonho de uma noite de verão, morna e igual para tudo.  Se acontecer, o mundo cientítifico ficará muito chato. Adeus seu Nobel, adeus essas discussões na C-List. Prá quê tais querelas, se há uma chave que abre todas as fechaduras?  Relacionado, de certa ao assunto que abordou, e não tão remotamente, transcrevo a seguir um trecho de um artigo de M.Goto([Goto, Mario, Equivalence Principle and de gravitational mass of classical charged particles, arXiv:physics/0104021v2), a respeito de massa inercial ser diferente de massa gravitacional. Já é um precedente, já é um precedente.

Fran de Aquino também advoga causas nessa direção, embora lhes atribuam conotações um pouco diferentes.

 

 


“ Vamos considerar duas partículas de mesma massa inercial, uma neutra e outra carregada, em repouso na presença de um campo gravitacional uniforme . Pelo Princípio da Equivalência,  um observador em queda livre verá estas partículas como executando um mesmo movimento hiperbólico, a partícula neutra devido à força externa

                     (7)

e a carregada, devido à força externa

 ,                  (8)

ambos forças gravitacionais. Em particular, para a partícula carregada, a força gravitacional é dada por

  ,                            (9)

o que sugere a relação

                     (10)

entre as suas massas gravitacional e inercial, m’ e m, respectivamente.

É importante ressaltar  que o fator  é um número extremamente pequeno, de modo que, do ponto de vista prático, esta diferença entre as massas gravitacional e inercial pode ser irrelevante. No entanto, pode ser fundamental para a compreensão da dinâmica das partículas carregadas.

Num experimento imaginário, um observador em queda livre pode comparar os pesos (forças gravitacionais) indicados em duas balanças idênticas, uma para a partícula neutra e a outra para a partícula carregada. Como as medidas são visualizadas nas balanças, observadores nos referenciais de repouso das partículas também podem verificar os pesos. A figura 5 ilustra a idéia para as partículas em repouso na presença de um campo gravitacional, quadro (a), e no referencial acelerado, quadro (b). Ambas as situações são equivalentes pelo Princípio da Equivalência.

            A balança com a partícula neutra deverá indicar o peso  enquanto que a balança  com a partícula carregada deverá indicar o peso .


 

ana01

ana02

Figura 5: Um observador verifica os pesos de duas partículas, uma neutra e outra carregada, de mesma massa inercial. Pelo Princípio da Equivalência, os  arranjos dos quadros (a) e (b) devem ser equivalentes, de modo que os pesos indicados nas duas balanças devem indicar valores direfentes.


 


Embora a diferença entre as massas gravitacional e inercial seja desprezível para todos os efeitos práticos, este fato foi verificado usando o campo gravitacional terrestre.

Veja que a relação

                (11)

entre as massas gravitacional e inercial contém um fator, , que depende do campo gravitacional. Esta dependência é ilustrada na figura 6, mostrando r é praticamente igual à unidade para um grande intervalo de g, mas aumentando rapidamente para campos intensos, da ordem de 1030g, divergindo na medida em que o campo tende a , quando  . Para campos acima deste valor crítico, r tende a zero pelo negativo.

Esse campo crítico é dependente da massa (inercial) da partícula, resultando; por exemplo, para o elétron, . Para produzir um campo desta ordem de grandeza, é necessária uma densidade de massa da ordem de 1030kg/m3, que corresponde a aproximadamente 1011 vezes a massa solar confinada numa região com dimensão aproximada de 1mm. São condições extremas que talvez possam ser encontradas nos primórdios da formação do Universo ou próximo a buracos negros super massivos.

Estes resultados, especialmente a presença da divergência, são indicativos de que o Princípio da Equivalência pode não ser válido para campos gravitacionais muito intensos. No entanto, é preciso ressaltar que os resultados foram obtidos impondo que o Princípio da Equivalência seja válida, na sua versão forte.

 

Figura 6: Relação entre as massas gravitacional e inercial de uma partícula carregada em função do campo gravitacional externo.”

 

Sds,

Victor.

 


 

 



[],s
Belmiro

Tô contigo e não abro. Estarei lá Aviãopara testemunhar o fato. Alegre

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Alberto
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coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.


#82005 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Dom, 29 de Abr de 2012 3:26 am
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Hélio Carvalho
Sent: Saturday, April 28, 2012 9:04 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Olá Hélio

> Muito boa esta proposta de contínua queda livre que visto das estrelas
> fixas de Mach é um mhs.

Deixa o Mach fora dessa senão as coisas irão se complicar e bastante ;-)

> Contínua queda livre sim, pois alguém dentro do elevador se sentirá
> como no espaço sideral o tempo todo.

Bem, não sei se agora entendi o fato de você ter citado Mach. Sim, de
acordo com Mach, e como o observador não enxerga as estrelas fixas, ele
também não sentirá a aceleração variável no tempo. Esta sensação somente
aparecerá caso ele abra uma janela no elevador onde possa enxergar as
estrelas. Foi nesse sentido que você falou em «contínua queda livre»? Se
não, não entendi essa continuidade.

> A princípio, nenhuma "radiação" (com o significado de radiação que
> vocês estão usando) será emitida pela carga para o cara que está lá
> dentro (observador 2).

Pelo que você diz a seguir, pareceu-me que você ainda está assumindo o
ponto de vista de Mach, a meu ver absurdo. Por outro lado, digo que eu
ainda não assumi nenhum significado para a radiação, estou apenas
entrando na onda do que os outros andaram afirmando, a incluir o Maxwell
[mas não o Mach, pois aí seria loucura pura. ;-)]

> Na minha opinião,...

OK, vamos deixar Mach de lado e ver o que você pensa a respeito.

> ...vai ser possível para o obs. 2 descobrir se está ou não acelerado
> observando as distorções no campo elétrico. Isto é possível pois, se
> estiverem  acelerados, ele e a carga, ele verá o centro de emissão
> oscilando entre um pouco acima e um pouco abaixo da carga.

Sim. Então você concorda que deverá haver emissão de radiação no sentido
que «estamos» assumindo.

> Isto vai acontecer estando o elevador com ar ou em vácuo. Com ar a
> oscilação será menor. Adeus PE.

Posso até concordar com esta sua afirmação, por motivos que apresentarei
quando for discutir o item 5 dentre aqueles propostos na msg 81914, qual
seja: «Questões relacionadas ao agente emissor...». Não concordo com a
conclusão, mas este é um assunto que deixarei para apresentar
oportunamente.

> E aí, a coisa toda se complica, ele verá a carga parada, mas emitindo
> campo elétrico distorcido periódicamente (se for o Belmiro lá dentro,
> é capaz de chamar isto de campo magnético ou até de radiação), mas a
> forma de distorção do campo elétrico é muito diferente e a sua
> amplitude é muito menor que a observada pelo obs. 1.

Quanto a isso eu já tenho as minhas dúvidas pois, assim como eu, você
não esclareceu o porquê desta oscilação do centro de emissão. A sua
ideia parece não estar se encaixando com a minha, mas vou parar por aqui
pois ainda estão faltando argumentos para que eu possa apresentar a
minha ideia de maneira clara.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82006 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Dom, 29 de Abr de 2012 2:48 pm
Assunto: Re: RES: A solução do paradoxo da carga acelerada
belmirow
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
      Mas que m*rda! Alguém já me adiantou. Mais um prá dividir o Nobel...
 
      [],s
 
       Belmiro
 
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Domingo, 29 de Abril de 2012 9:53
Assunto: RES: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada
 
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sábado, 28 de abril de 2012 23:48
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada
 
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Saturday, April 28, 2012 9:47 PM
To: ciencialist@...
Subject: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada


Belmiro: A propósito, transcrevo abaixo a mensagem na qual chego à conclusão de que um objeto carregado eletricamente deverá cair mais lentamente do que um objeto sem carga em um campo gravitacional.

Como estamos numa lista de discussões, temos permissão para falar bobagem também. Então lá vai uma idéia que eu tive para justificar a questão da energia irradiada pela carga do seu problema, sempre sem apelar para a mãe de todas as respostas, a mecânica quântica. No início, com o compartimento eletricamente carregado, temos uma energia potencial elétrica Ue mais uma energia potencial gravitacional Ug. Quando o compartimento é largado à sua sorte, despencando em queda livre, em qualquer momento da queda, a soma das energias tem que fechar. Para facilitar as contas, vamos tomar o instante imediatamente antes do compartimento se esborrachar no chão. Neste instante, a soma das energias potencial elétrica Ue mais a energia cinética Uc teria que ser igual à energia anterior. O problema é que durante a queda, houve irradiação de energia pelo campo eletromagnético, que, ao que me parece, não há dúvidas quanto a isso. E assim, a conta não fecha. O que teríamos então para fechar a conta? Simples: Ue+Ug =Ue+Uc+Ui , onde Ui é a energia irradiada. Mas aí, para que a aritmética tico-tico funcione, é necessário que Ue ou Uc sejam menores. Assim, Ue ou Uc (quiçá os dois) deveriam ser menores do que esperaríamos. Vejamos, para Ue ser menor, o compartimento deveria ter perdido carga. Para Uc ser menor, o compartimento deveria ter perdido massa ou velocidade. As duas alternativas primeiras violariam o PE. Resta a alternativa, diminuição da velocidade. A única forma de a velocidade diminuir seria diminuindo a aceleração gravitacional. Ou seja, a energia eletromagnética irradiada afetaria o g local. Estaria assim, o campo eletromagnético interagindo com a gravidade, como esperam a maioria dos cientistas que acreditam na unificação das forças. É claro, que a energia irradiada é muito pequena e a interação com a gravidade seria muito sutil. Entretanto, penso que poderia ser verificado experimentalmente, caso esta idéia tenha algum fundamento. Um corpo carregado eletricamente deveria cair mais devagar do que esse mesmo corpo sem carga no mesmo campo gravitacional.
      Podem vir as ripadas e pedradas

Bem, até que alguém resolva fazer um experimento preciso o suficiente para comprovar ou refutar a minha idéia, creio que vou continuar sonhando com o Nobel. Melhor colocar em dia o passaporte...
 
 
Belmiro: A única forma de a velocidade diminuir seria diminuindo a aceleração gravitacional.
Victor: como? Aceleração não está relacionada apenas à variação de velocidade, e esta a t (v(t) = gt)?
 
Belmiro: ...a energia eletromagnética irradiada afetaria o g local. Estaria assim, o campo eletromagnético interagindo com a gravidade, como esperam a maioria dos cientistas que acreditam na unificação das forças
 
Victor:  Ainda bem que estou muito longe de ser algo como cientista.  Nem tenho mais tempo físico para ficar mais perto... Contudo, entendo que alguma teoria que pretenda unificar as forças da natureza não passa de um sonho de uma noite de verão, morna e igual para tudo.  Se acontecer, o mundo cientítifico ficará muito chato. Adeus seu Nobel, adeus essas discussões na C-List. Prá quê tais querelas, se há uma chave que abre todas as fechaduras?  Relacionado, de certa ao assunto que abordou, e não tão remotamente, transcrevo a seguir um trecho de um artigo de M.Goto([Goto, Mario, Equivalence Principle and de gravitational mass of classical charged particles, arXiv:physics/0104021v2), a respeito de massa inercial ser diferente de massa gravitacional. Já é um precedente, já é um precedente.
Fran de Aquino também advoga causas nessa direção, embora lhes atribuam conotações um pouco diferentes.
 
 

“ Vamos considerar duas partículas de mesma massa inercial, uma neutra e outra carregada, em repouso na presença de um campo gravitacional uniforme . Pelo Princípio da Equivalência,  um observador em queda livre verá estas partículas como executando um mesmo movimento hiperbólico, a partícula neutra devido à força externa
                     (7)
e a carregada, devido à força externa
 ,                  (8)
ambos forças gravitacionais. Em particular, para a partícula carregada, a força gravitacional é dada por
  ,                            (9)
o que sugere a relação
                     (10)
entre as suas massas gravitacional e inercial, m’ e m, respectivamente.
É importante ressaltar  que o fator  é um número extremamente pequeno, de modo que, do ponto de vista prático, esta diferença entre as massas gravitacional e inercial pode ser irrelevante. No entanto, pode ser fundamental para a compreensão da dinâmica das partículas carregadas.
Num experimento imaginário, um observador em queda livre pode comparar os pesos (forças gravitacionais) indicados em duas balanças idênticas, uma para a partícula neutra e a outra para a partícula carregada. Como as medidas são visualizadas nas balanças, observadores nos referenciais de repouso das partículas também podem verificar os pesos. A figura 5 ilustra a idéia para as partículas em repouso na presença de um campo gravitacional, quadro (a), e no referencial acelerado, quadro (b). Ambas as situações são equivalentes pelo Princípio da Equivalência.
            A balança com a partícula neutra deverá indicar o peso  enquanto que a balança  com a partícula carregada deverá indicar o peso .

 
ana01
ana02
Figura 5: Um observador verifica os pesos de duas partículas, uma neutra e outra carregada, de mesma massa inercial. Pelo Princípio da Equivalência, os  arranjos dos quadros (a) e (b) devem ser equivalentes, de modo que os pesos indicados nas duas balanças devem indicar valores direfentes.

 

Embora a diferença entre as massas gravitacional e inercial seja desprezível para todos os efeitos práticos, este fato foi verificado usando o campo gravitacional terrestre.
Veja que a relação
                (11)
entre as massas gravitacional e inercial contém um fator, , que depende do campo gravitacional. Esta dependência é ilustrada na figura 6, mostrando r é praticamente igual à unidade para um grande intervalo de g, mas aumentando rapidamente para campos intensos, da ordem de 1030g, divergindo na medida em que o campo tende a , quando  . Para campos acima deste valor crítico, r tende a zero pelo negativo.
Esse campo crítico é dependente da massa (inercial) da partícula, resultando; por exemplo, para o elétron, . Para produzir um campo desta ordem de grandeza, é necessária uma densidade de massa da ordem de 1030kg/m3, que corresponde a aproximadamente 1011 vezes a massa solar confinada numa região com dimensão aproximada de 1mm. São condições extremas que talvez possam ser encontradas nos primórdios da formação do Universo ou próximo a buracos negros super massivos.
Estes resultados, especialmente a presença da divergência, são indicativos de que o Princípio da Equivalência pode não ser válido para campos gravitacionais muito intensos. No entanto, é preciso ressaltar que os resultados foram obtidos impondo que o Princípio da Equivalência seja válida, na sua versão forte.
 
Figura 6: Relação entre as massas gravitacional e inercial de uma partícula carregada em função do campo gravitacional externo.â€
 
Sds,
Victor.
 

 
 


[],s
Belmiro

Tô contigo e não abro. Estarei lá Aviãopara testemunhar o fato. Alegre

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Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82007 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Dom, 29 de Abr de 2012 4:40 pm
Assunto: Re: A solução do paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Belmiro Wolski
Sent: Sunday, April 29, 2012 11:48 AM
Subject: Re: RES: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada

Belmiro: Mas que m*rda! Alguém já me adiantou. Mais um prá dividir o Nobel...

Alberto: Eu tenho a impressão que não. Veja bem. Nas msgs anteriores você afirmou o seguinte:

Belmiro: [...] chego à conclusão de que um objeto carregado eletricamente deverá cair mais lentamente do que um objeto sem carga em um campo gravitacional. [...] Um corpo carregado eletricamente deveria cair mais devagar do que esse mesmo corpo sem carga no mesmo campo gravitacional.

Alberto: Já o Goto, citado pelo Victor, pareceu-me dizer exatamente o contrário, qual seja:
 
Mario Goto: Summary: [...] It suggests, as the Equivalence Principle is valid, that the gravitational mass of charged particle should be slight greater than its inertial mass. [...] Conclusion: [...] An interesting implication, as the Equivalence Principle is taken account, is that the gravitational mass of charged particle must be greater than its inertial mass in a very small amount.
[
http://arxiv.org/pdf/physics/0104021v2.pdf]

Alberto: Pode ir preparando o passaporte Avião. O prêmio é seu e sem precisar dividir com ninguém Smiley piscando

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Alberto
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Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 

#82008 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Dom, 29 de Abr de 2012 7:30 pm
Assunto: Re: A solução do paradoxo da carga acelerada
belmirow
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Olá, Alberto.
 
Que tal ir de itálico?

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 23:48
Assunto: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Saturday, April 28, 2012 9:47 PM
To: ciencialist@...
Subject: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga aceleradaOlá Belmiro

Vou de roxo

Olá a todos.Em recente resposta ao Hélio, curvei-me diante de um supostamente poderoso argumento contra a minha suposição de que o corpo carregado deveria cair mais devagar do que um corpo sem carga em um campo gravitacional. Esse argumento seria de que isso defenestraria o PE. Pois bem, o PE continua intacto. O fato de alguém dentro do compartimento em queda livre observar o corpo carregado lentamente subindo até o teto, não dá o direito do observador se declarar em queda livre. Assim como detalhei para outras experiências envolvendo objetos carregados a desafiar o PE, este também não o fere. Senão vejamos, pode existir alguém a manipular campos elétricos fora de um compartimento situado num ambiente de gravidade nula.
 
Mas manipular de que maneira? Por acaso o observador não irá detectar esses campos com o seu equipamento laboratorial? Se sim, ele teria também que detectar esses mesmos campos no caso da gravidade não nula, quando esses campos externos não estão presentes. Neste caso o que ocasionaria esta falsa detecção? A mesma que faria a carga cair mais devagar?
 
      Caraca! É nisso que dá tentar manter os bons índices de resveratrol no organismo e ainda escrever mensagens para a C-list. Mas, pensando melhor, e depois de ler a postagem do Victor e a sua a observar que a conclusão do Goto parece ir na contramão da minha, fico feliz em saber que não sou o único (tem também o Fran de Aquino) a pensar nestas interações. E, refletindo um pouco, acho que o universo acadêmico deveria investir mais nessas idéias. Afinal, se a Física estivesse redondinha, teriamos bons motivos para esse comodismo todo. Agora, mais do que nunca, acredito que tem caroço neste angu. E que objetos carregados eletricamente tenham comportamentos diferentes em campos gravitacionais.  
 
Sei não, você parece-me estar competindo com os físicos «modernos» na criação de hipóteses ad hoc. Outro demônio Diabo?
 
      Mas não foi ad hoc. Veio do balanço energético na situação exposta.
 
Assim, o sujeito dentro do compartimento não poderá ter certeza em que situação se encontra.Mas isso não ter nada a ver com a veracidade ou não do PE. Mesmo porque, e a ser válida esta argumentação da «enganação induzida», creio que não seria difícil imaginarmos outros campos a fazerem com que esta sua ideia da carga cair mais devagar, ainda que fosse verdadeira, não desse certo para o caso do compartimento em queda livre.
 
     Não entendi.
 
Portanto, o PE está salvo e mantenho minha posição, até que venha outro argumento mais forte.Sinceramente não senti força nesta argumentação Polegar para baixo.Como sei que não virá,emo15, declaro resolvido o paradoxo da carga acelerada.
 
Bem, frente ao autoritarismo Princesa de um decreto-lei não está mais aqui quem se contrapôs à idéia. Tá resolvido e ponto final. Smiley piscando
 
      Bem, se não está resolvido de um modo, pode estar resolvido de outro. Após a  redução do nível etílico intravenoso, passei a considerar com mais carinho a possibilidade do universo ser realmente feio. Vai que a saúde do velho e bom PE anda capengando. Que tal se interações elétrico-gravitacionais não se apliquem de todo no tal princípio? Afinal, a RG, solidamente ancorada neste princípio sai com o rabo entre as pernas ante situações extremas. Posso intuir, então, que para situações não extremas ela funcione de forma aproximada. (Calma Victor, mesmo assim ela continua prevendo os fatos com grande precisão, sem dúvida a melhor de todas, até hoje). Nesse sentido, creio que o Hélio pode ir comprando os foguetes.
 
A propósito, transcrevo abaixo a mensagem na qual chego à conclusão de que um objeto carregado eletricamente deverá cair mais lentamente do que um objeto sem carga em um campo gravitacional.Como estamos numa lista de discussões, temos permissão para falar bobagem também. Então lá vai uma idéia que eu tive para justificar a questão da energia irradiada pela carga do seu problema, sempre sem apelar para a mãe de todas as respostas, a mecânica quântica. No início, com o compartimento eletricamente carregado, temos uma energia potencial elétrica Ue mais uma energia potencial gravitacional Ug. Quando o compartimento é largado à sua sorte, despencando em queda livre, em qualquer momento da queda, a soma das energias tem que fechar. Para facilitar as contas, vamos tomar o instante imediatamente antes do compartimento se esborrachar no chão. Neste instante, a soma das energias potencial elétrica Ue mais a energia cinética Uc teria que ser igual à energia anterior. O problema é que durante a queda, houve irradiação de energia pelo campo eletromagnético, que, ao que me parece, não há dúvidas quanto a isso. E assim, a conta não fecha. O que teríamos então para fechar a conta? Simples: Ue+Ug =Ue+Uc+Ui , onde Ui é a energia irradiada. Mas aí, para que a aritmética tico-tico funcione, é necessário que Ue ou Uc sejam menores. Assim, Ue ou Uc (quiçá os dois) deveriam ser menores do que esperaríamos. Vejamos, para Ue ser menor, o compartimento deveria ter perdido carga. Para Uc ser menor, o compartimento deveria ter perdido massa ou velocidade. As duas alternativas primeiras violariam o PE. Resta a alternativa, diminuição da velocidade. A única forma de a velocidade diminuir seria diminuindo a aceleração gravitacional. Ou seja, a energia eletromagnética irradiada afetaria o g local. Estaria assim, o campo eletromagnético interagindo com a gravidade, como esperam a maioria dos cientistas que acreditam na unificação das forças. É claro, que a energia irradiada é muito pequena e a interação com a gravidade seria muito sutil. Entretanto, penso que poderia ser verificado experimentalmente, caso esta idéia tenha algum fundamento. Um corpo carregado eletricamente deveria cair mais devagar do que esse mesmo corpo sem carga no mesmo campo gravitacional.
      Podem vir as ripadas e pedradas

Bem, até que alguém resolva fazer um experimento preciso o suficiente para comprovar ou refutar a minha idéia, creio que vou continuar sonhando com o Nobel. Melhor colocar em dia o passaporte...
 
       [],sBelmiro
 
       Tô contigo e não abro. Estarei lá Avião para testemunhar o fato. Alegre
 
        Valeu! Obrigado pelo apoio.
 
        [],s
 
        Belmiro
 
[ ]´sAlbertohttp://ecientificocultural.com.br Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétricacoulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
      
 

#82009 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 4:26 am
Assunto: Re: A solução do paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Belmiro Wolski
Sent: Sunday, April 29, 2012 4:30 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada

Olá Belmiro
vou de roxo novamente

> Caraca! É nisso que dá tentar manter os bons índices de resveratrol no organismo e ainda escrever mensagens para a C-list. Mas, pensando melhor, e depois de ler a postagem do Victor e a sua a observar que a conclusão do Goto parece ir na contramão da minha, fico feliz em saber que não sou o único (tem também o Fran de Aquino) a pensar nestas interações.

O paradoxo das cargas aceleradas é um dos poucos ramos da física onde tem muita gente andando na crontramão, até mesmo autores respeitadíssimos no meio acadêmico. A única coisa em comum é que quase todos acreditam na veracidade do PE, mas há uma minoria que não acredita. Não obstante, não é só o PE quem está na berlinda. O próprio eletromagnetismo está se mostrando inconsistente frente a maioria das tentativas de resolução do paradoxo. Muitos acham que a solução definitiva residiria no desvendar da estrutura das partículas elementares, algo que é quase proibido pela física quântica. Enfim, creio que todos concordam que alguma coisa tem que ser modificada no EM, o problema é que isso provavelmente irá espalhar m... pra todos os lados.

> E, refletindo um pouco, acho que o universo acadêmico deveria investir mais nessas idéias. Afinal, se a Física estivesse redondinha, teriamos bons motivos para esse comodismo todo. Agora, mais do que nunca, acredito que tem caroço neste angu. E que objetos carregados eletricamente tenham comportamentos diferentes em campos gravitacionais.

É isso aí. Pelo visto você está entrando na onda. Quanto ao universo acadêmico, creio que em termos de resistência eles só perdem para o Vaticano. Mas se até o Vaticano muda no decorrer dos séculos... Por falar nisso a física «moderna» já passou de um século. Smiley piscando

> > Sei não, você parece-me estar competindo com os físicos «modernos» na criação de hipóteses ad hoc. Outro demônio Diabo?

> Mas não foi ad hoc. Veio do balanço energético na situação exposta.

O ad hoc a que me referi foi aquele negócio de «existir alguém a manipular campos elétricos fora de um compartimento». Ficou-me a impressão de você ter criado um demônio de Maxwell com características ad hoc.

> > > Assim, o sujeito dentro do compartimento não poderá ter certeza em que situação se encontra.
> Mas isso não ter nada a ver com a veracidade ou não do PE. Mesmo porque, e a ser válida esta argumentação da «enganação induzida», creio que não seria difícil imaginarmos outros campos a fazerem com que esta sua ideia da carga cair mais devagar, ainda que fosse verdadeira, não desse certo para o caso do compartimento em queda livre.
 
> Não entendi.

Ora, esse demônio de Maxwell ad hoc tanto pode fazer o que você está pretendendo que ele faça como também pode, utilizando campos adequados, fazer exatamente o oposto. Ou não?

> > > Portanto, o PE está salvo e mantenho minha posição, até que venha outro argumento mais forte.
> > Sinceramente não senti força nesta argumentação Polegar para baixo.
> > >Como sei que não virá,emo15, declaro resolvido o paradoxo da carga acelerada.
> > Bem, frente ao autoritarismo Princesa de um decreto-lei não está mais aqui quem se contrapôs à idéia. Tá resolvido e ponto final. Smiley piscando

> Bem, se não está resolvido de um modo, pode estar resolvido de outro. Após a  redução do nível etílico intravenoso, passei a considerar com mais carinho a possibilidade do universo ser realmente feio. Vai que a saúde do velho e bom PE anda capengando.

Acho que não. As mudanças certamente virão, mas creio que serão mais nas teorias de campo, a incluir o eletromagnetismo e a gravitação. O PE a meu ver sairá revigorado e mais verdadeiro do que nunca.

> Que tal se interações elétrico-gravitacionais não se apliquem de todo no tal princípio? Afinal, a RG, solidamente ancorada neste princípio sai com o rabo entre as pernas ante situações extremas. Posso intuir, então, que para situações não extremas ela funcione de forma aproximada. (Calma Victor, mesmo assim ela continua prevendo os fatos com grande precisão, sem dúvida a melhor de todas, até hoje). Nesse sentido, creio que o Hélio pode ir comprando os foguetes.

Que o Victor não nos ouça: A RG irá desabar sozinha, sem levar com ela o PE. A meu ver ela não resistirá às mudanças drásticas, mas necessárias, que virão a ser feitas no EM.

> > > Bem, até que alguém resolva fazer um experimento preciso o suficiente para comprovar ou refutar a minha idéia, creio que vou continuar sonhando com o Nobel. Melhor colocar em dia o passaporte...
> > Tô contigo e não abro. Estarei lá Avião para testemunhar o fato. Alegre

> Valeu! Obrigado pelo apoio.

Ora, não é todo dia que um membro da Ciencialist ganha o prêmio Nobel. Alegre

[ ]´s
Alberto
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Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82010 De: Tipoalgo <tipoalgo@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 11:28 am
Assunto: DobradiçaPet
tipoalgo
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá a todos,

quem estiver precisando de uma porta alternativa pode usar a GradePet com esta espécie de dobradiça e portal acoplado:

http://tipoalgo.blogspot.com.br/2012/04/dobradicapet.html

Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com




#82011 De: "Pesky Bee" <peskybee2@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 2:28 pm
Assunto: Re: Hora do humor matemático
peskybee2
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> Good..
> Tell me what is LIM
 
uáhahaha, é muito divertido! É por isso que gosto desse tipo
de piadinha, rimos a primeira vez pela própria piada e rimos
uma segunda vez quando alguém faz a pergunta acima, hahahahaha
 
Mas não vou te deixar no escuro, Calilzão. Encare esse
"LIM", na primeira expressão, como a variável x chegando
pertinho do valor 8, bem pertinho mesmo, mas nunca
chegando a ter esse valor. Então a expressão 1/(x-8)
quando x tende a se aproximar de 8 será uma expressão que
tenderá ao infinito. O que se diz é que, no limite em que x
é oito a expressão é infinito (mesmo que a divisão
por zero não seja uma operação formalmente definida).
 
Só que a anta da estudante achou que essa expressão
fazia o 8 ficar deitado. Por isso ela "intuiu" que
na segunda expressão o 5 deveria ficar deitado.
Pronto, agora tu já podes dar um sorrisinho.
 
*PB*
 
 
 
Sent: Saturday, April 28, 2012 5:55 AM
Subject: Re: [ciencialist] Hora do humor matemático
 


 
 
Good..
Tell me what is LIM
Thanks.
mc
 
 
----- Original Message -----
From: Pesky Bee
Sent: Friday, April 27, 2012 12:44 PM
Subject: [ciencialist] Hora do humor matemático
 
 

Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 

#82012 De: "Pesky Bee" <peskybee2@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 2:28 pm
Assunto: Re: Hora do humor matemático
peskybee2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Nevillão, não entendi nadica do que tu falou, poderias
dar uma explicação novamente? Quer dizer que se eu não
pagar o pedágio, estarei fazendo uma divisão por zero?  ;-)
 
*PB*
 
 
 
Sent: Saturday, April 28, 2012 10:37 PM
Subject: Re: [ciencialist] Hora do humor matemático
 


Já que ninguém se comoveu, aqui vai uma tentativa de explicar.
LIM é abreviaçã de LIMITE.
 
Mas antes de continuar, considere uma parabolazinha básica:
Um indivíduo entrou com uma ação para nâo pagar pedágio alegando que já pagava IPVA e  o fato configurava uma ilegal bitributação,
A Corte decidiu que ele tinha que pagar pois o pedágio não era imposto: era taxa. Percebeu a jogada! Sendo taxa não era imposto e assim a Constituição não  estava sendo maculada.
 
Os matemáticos também são rigorosos em suas ações tem de manter as coisas de acordo com a lei, digo, tem que manter a consistência ..
 
Se vc entender a explicação abaixo vc vai passar a gostar da matemática. Se não entender, questione.
 
Oras, na oração algébrica apresentada,  o termo que se segue a LIM é  é  1/ (x-8). (lido como: 1 dividido pelo número representado por (x - 8) .
Sim, mas quanto vale x -8 ?
Para desfazer esse mistério temos que saber o valor de x  e para isso , temos que observar o predicado escrito sob o termo LIM . Lá esta escrito x --> 8 , que significa "quando x se aproxima do número 8 " .
Observe que
se x = 10,  a conta resulta em 1/(10 - 8) = 1/ 2 , ou seja 0,5 ;
se x = 9,  a conta resulta em 1/(9 - 8) = 1/ 1 , ou seja 1
se x = 8,1 a conta resulta em 1/(8,1 - 8) = 1/ 0,1 , ou seja 10
se x = 8,01 a conta resulta em 1/(8,01 - 8) = 1/ 0,01, ou seja 100
 
Vc vê que a medida em que o x fica mais próximo do 8 , (x-8) fica mais próximo de zero e o resultado da divisão cresce rapidamente, ou seja se x ficar = 8 ,  resultado da divisão fica incomensuravelmente grande e  isso é indicado com o sinal de indeterminação " oo ",  o qual chamado de infinito. Note que "oo"  não é um número mas apenas um sinal (parece um 8 deitado)  indicando que o valor é muito grande, mas indeterminado.
A frase toda é lida assim:  O limite de 1 dividido por x subtraido de oito, quando x tende para o valor oito,  resulta infinito.
 
Vc perguntaria : Para que essa trapalhada toda - não seria mais simpes dizer indicar logo (1 / 0 ) = oo  ?
 
- Aha! É aqui que entra o pulo do gato, ou melhor, a parte legal, digo formal.  Não é permitido a divisão por zero. É contra a Constituição, digo, consistência do sistema.
- Mas por quê ?
- Simples ! A matemática é exata e justamente para evitar se chegar a um número de um valor indeterminado ela não define diretamente a divisão. Na verdade a divisão é definida indiretamente através da multiplicação. e a multiplicação é definida como uma sucessão de somas, p.ex.:  a+a = 2a;  a+a+a = 3a ; etc.
-  a divisão é definida como operação oposta à multiplicação da seguinte forma   " c é o resultado da divisão de a por b desde que a seja a multiplicação de a por b " --- è uma questão de antecedentes e consequentes : Primeiro existem a e b ; depois passa a existir se c se c vezes b produz a
 
Por exemplo:  1 / 0 = oo, mas também 2 / 0 = oo;  3 / 0 = oo , ......
e (qualquer número) / 0 = oo ;
Então conforme a definição de divisão teríamos que   (0)*(oo) = 1  ;  (0)*(oo) = 2  ; (0)*(oo) = 3, ......(0)*(oo) =  (qq. número).
Portanto teríamos 1 = 2 = 3 = .... =(qq. número)  --- o que  é totalmente inconsistente. Por isso que não dá pra dividir por zero e tamém infinito não é número.
 
Então é como o caso pedágio : dividir por zero não pode pois  implicaria  em permitir a operação oposta, mas usar o artifício do limite pode, pois trata-se de uma aproximação, (percebeu o truque, apenas chega perto do zero?)
 
Agora vamos à piada
 
Se no primeiro caso deu um sinal parecido com um 8 deitado (infinito)   no segundo dá infinito também, mas a loira concluiu daria um 5 deitado
 
kkkkkkkki
 
PS - se passar a ideologia zero ao limite vai dar zero?
================================================
 
Em 28 de abril de 2012 05:55, Mtnos Calil <mtnoscalil@...> escreveu:
 
Good..
Tell me what is LIM
Thanks.
mc
 
 
----- Original Message -----
From: Pesky Bee
Sent: Friday, April 27, 2012 12:44 PM
Subject: [ciencialist] Hora do humor matemático
 
 
Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 




#82013 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 3:08 pm
Assunto: Re: RES: Spam no Alberto
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Victor,

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

:-)

Hélio


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#82014 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 3:49 pm
Assunto: RES: RES: Spam no Alberto
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Olá,

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 12:08
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Oi Victor,

 

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

 

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.

"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

 

I - Usando a TRR é simples levantar o paradoxo. É simples mostrar que não existe paradoxo algum, usando os postulados da relatividade. Os caminhos são:  1) o próprio formalismo  de Lorentz, com o uso direto de suas transformações;  2) o uso dos diagramas de Minkowski que, realmente, especificam as propriedades do espaçotempo(e dentro,  deste formalismo, o uso correto de conceitos como trajetórias temporais, tempo próprio, etc.); 3) o uso do efeito Doppler relativístico que, aliás, é bastante conveniente, tendo em vista que o efeito Doppler é algo que vem de fora da RR;  4) os experimentos com múons, mésons, kaos, píons, nos aceleradores de partículas(estes, impecáveis);  5) o uso da técnica do radar, com o seu k-calculus, devido a Milner(já tem mais de 80 anos, esse procedimento) e desenvolvido por H.Bondi.  And so on.

 

Agora todos os procedimentos acima dão conta, apenas dos efeitos cinemáticos. Não embutem os efeitos devido aos potenciais gravitacionais(e às acelerações, de uma maneira geral).  Mas, do ponto de vista qualitativo são procedimentos legais e perfeitos. Não deixam dúvidas, mas há  controvérsias a respeito, conforme já foi exposto por aqui mesmo.

 II – Usando a RG, e todo o seu aparato matemático, as provas são precisas e englobam tanto os efeitos matemáticos quanto os cinemáticos.  Os seus resultados numéricos  são suficientes muitos, por isso.

 

Não sei se você  lembra ou se ao menos chegou a ler, acho que não,  mas já apresentei uma prova até simples, na qual o PE foi usado, e com uma matemática muito simples, que não espanta.  Nada de tensores ou outros formalismos mais avançados.  

 

Particularmente, prefiro ater-me à RG, nestes particulares.

 

 Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

:-)

 

Hélio

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Olá, Alberto,

 

Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.

 

Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.

Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.

 

Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.

E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.

Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 

Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.

Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 


#82015 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 3:58 pm
Assunto: Re: Spam no Alberto
ecientificoc...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Esta é simples e eu respondo pelo Victor.
 
É que de acordo com o decreto-lei nº 6666 do ex-presidente Thomas Khun, a superproteger a RR e a RG, o paradoxo não existe (entenda-se: foi colocado debaixo do tapete). Logo está resolvido quer você lance mão da RR «OU» da RG. Só não pergunte ao Victor o significado que ele atribui à «não existência» pois do contrário ele irá demonstrar que «não existir» é a propriedade exibida por alguns objetos ou pensamentos que, embora estejam ao nosso lado, estão causalmente desconectados de nós, por razões que somente a métrica de Minkowski esclarece; a partir daí ninguém entende mais nada mas isso para ele é pouco importante pois se não entendemos, e pelas mesmas razões, a dúvida não existe.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
**************************************
Sent: Monday, April 30, 2012 12:08 PM
Subject: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 

Oi Victor,

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

:-)

Hélio
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   “não existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho. 
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#82016 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 4:14 pm
Assunto: Re: Spam no Alberto
ecientificoc...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Putz! Quando eu respondi ao Hélio a msg do Victor (msg 82014) ainda não havia chegado. Mas pelo visto eu acertei em cheio Smiley piscando Alegre Smiley piscando ;-) :-) ;-) [Estes três últimos risos são para aqueles que estão causalmente desconectados das figuras Smiley triste.]

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
******************************
Sent: Monday, April 30, 2012 12:58 PM
Subject: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 

Esta é simples e eu respondo pelo Victor.
 
É que de acordo com o decreto-lei nº 6666 do ex-presidente Thomas Khun, a superproteger a RR e a RG, o paradoxo não existe (entenda-se: foi colocado debaixo do tapete). Logo está resolvido quer você lance mão da RR «OU» da RG. Só não pergunte ao Victor o significado que ele atribui à «não existência» pois do contrário ele irá demonstrar que «não existir» é a propriedade exibida por alguns objetos ou pensamentos que, embora estejam ao nosso lado, estão causalmente desconectados de nós, por razões que somente a métrica de Minkowski esclarece; a partir daí ninguém entende mais nada mas isso para ele é pouco importante pois se não entendemos, e pelas mesmas razões, a dúvida não existe.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
**************************************
Sent: Monday, April 30, 2012 12:08 PM
Subject: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 

Oi Victor,

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

:-)

Hélio
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   “não existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho. 
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#82017 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 4:31 pm
Assunto: Re: RES: RES: Spam no Alberto
helicar_br
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Victor,

Victor:
Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.

Mas cada uma com um resultado diferente:
ver http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/81759

Hélio





De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 12:49
Assunto: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 
Olá,
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 12:08
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Oi Victor,
 
Eu posso até te explicar o que significa "não existe".
 
Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"
 
I - Usando a TRR é simples levantar o paradoxo. É simples mostrar que não existe paradoxo algum, usando os postulados da relatividade. Os caminhos são:  1) o próprio formalismo  de Lorentz, com o uso direto de suas transformações;  2) o uso dos diagramas de Minkowski que, realmente, especificam as propriedades do espaçotempo(e dentro,  deste formalismo, o uso correto de conceitos como trajetórias temporais, tempo próprio, etc.); 3) o uso do efeito Doppler relativístico que, aliás, é bastante conveniente, tendo em vista que o efeito Doppler é algo que vem de fora da RR;  4) os experimentos com múons, mésons, kaos, píons, nos aceleradores de partículas(estes, impecáveis);  5) o uso da técnica do radar, com o seu k-calculus, devido a Milner(já tem mais de 80 anos, esse procedimento) e desenvolvido por H.Bondi.  And so on.
 
Agora todos os procedimentos acima dão conta, apenas dos efeitos cinemáticos. Não embutem os efeitos devido aos potenciais gravitacionais(e às acelerações, de uma maneira geral).  Mas, do ponto de vista qualitativo são procedimentos legais e perfeitos. Não deixam dúvidas, mas há  controvérsias a respeito, conforme já foi exposto por aqui mesmo.
 II – Usando a RG, e todo o seu aparato matemático, as provas são precisas e englobam tanto os efeitos matemáticos quanto os cinemáticos.  Os seus resultados numéricos  são suficientes muitos, por isso.
 
Não sei se você  lembra ou se ao menos chegou a ler, acho que não,  mas já apresentei uma prova até simples, na qual o PE foi usado, e com uma matemática muito simples, que não espanta.  Nada de tensores ou outros formalismos mais avançados.  
 
Particularmente, prefiro ater-me à RG, nestes particulares.
 
 Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.
 
Sds,
Victor.
 
 
 
:-)
 
Hélio
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 



#82018 De: Neville Martins <villem99@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 6:18 pm
Assunto: Re: Hora do humor matemático
villem99
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Não!  
É que a Corte, experta e lusitanamente (?)  torna legal o pedágio trocando o nome do referido pagamento. A constituição proíbe bitributação mas não proíbe bitaxação, morou?

Na aritmética idem acima, dividir por zero é proibido, mas passando ao limite pode dividir por zero, pelo infinito e até pelo garaleo a 4.

Agora vc perguntaria:  pq (abreviação de por quê)  "esperta e lusitanamente" ?

R.- Esperta pq muda o nome das coisas quando quer; luzitanamente pq se dá a esse trabalho a todo momento em vez de abolir logo o preceito constitucional e deixar de ser acionada. (Será que é pra justificar o salário?). 

=============================
Em 30 de abril de 2012 11:28, Pesky Bee <peskybee2@...> escreveu:


Nevillão, não entendi nadica do que tu falou, poderias
dar uma explicação novamente? Quer dizer que se eu não
pagar o pedágio, estarei fazendo uma divisão por zero?  ;-)
 
*PB*
 
 
 
Sent: Saturday, April 28, 2012 10:37 PM
Subject: Re: [ciencialist] Hora do humor matemático
 


Já que ninguém se comoveu, aqui vai uma tentativa de explicar.
LIM é abreviaçã de LIMITE.
 
Mas antes de continuar, considere uma parabolazinha básica:
Um indivíduo entrou com uma ação para nâo pagar pedágio alegando que já pagava IPVA e  o fato configurava uma ilegal bitributação,
A Corte decidiu que ele tinha que pagar pois o pedágio não era imposto: era taxa. Percebeu a jogada! Sendo taxa não era imposto e assim a Constituição não  estava sendo maculada.
 
Os matemáticos também são rigorosos em suas ações tem de manter as coisas de acordo com a lei, digo, tem que manter a consistência ..
 
Se vc entender a explicação abaixo vc vai passar a gostar da matemática. Se não entender, questione.
 
Oras, na oração algébrica apresentada,  o termo que se segue a LIM é  é  1/ (x-8). (lido como: 1 dividido pelo número representado por (x - 8) .
Sim, mas quanto vale x -8 ?
Para desfazer esse mistério temos que saber o valor de x  e para isso , temos que observar o predicado escrito sob o termo LIM . Lá esta escrito x --> 8 , que significa "quando x se aproxima do número 8 " .
Observe que
se x = 10,  a conta resulta em 1/(10 - 8) = 1/ 2 , ou seja 0,5 ;
se x = 9,  a conta resulta em 1/(9 - 8) = 1/ 1 , ou seja 1
se x = 8,1 a conta resulta em 1/(8,1 - 8) = 1/ 0,1 , ou seja 10
se x = 8,01 a conta resulta em 1/(8,01 - 8) = 1/ 0,01, ou seja 100
 
Vc vê que a medida em que o x fica mais próximo do 8 , (x-8) fica mais próximo de zero e o resultado da divisão cresce rapidamente, ou seja se x ficar = 8 ,  resultado da divisão fica incomensuravelmente grande e  isso é indicado com o sinal de indeterminação " oo ",  o qual chamado de infinito. Note que "oo"  não é um número mas apenas um sinal (parece um 8 deitado)  indicando que o valor é muito grande, mas indeterminado.
A frase toda é lida assim:  O limite de 1 dividido por x subtraido de oito, quando x tende para o valor oito,  resulta infinito.
 
Vc perguntaria : Para que essa trapalhada toda - não seria mais simpes dizer indicar logo (1 / 0 ) = oo  ?
 
- Aha! É aqui que entra o pulo do gato, ou melhor, a parte legal, digo formal.  Não é permitido a divisão por zero. É contra a Constituição, digo, consistência do sistema.
- Mas por quê ?
- Simples ! A matemática é exata e justamente para evitar se chegar a um número de um valor indeterminado ela não define diretamente a divisão. Na verdade a divisão é definida indiretamente através da multiplicação. e a multiplicação é definida como uma sucessão de somas, p.ex.:  a+a = 2a;  a+a+a = 3a ; etc.
-  a divisão é definida como operação oposta à multiplicação da seguinte forma   " c é o resultado da divisão de a por b desde que a seja a multiplicação de a por b " --- è uma questão de antecedentes e consequentes : Primeiro existem a e b ; depois passa a existir se c se c vezes b produz a
 
Por exemplo:  1 / 0 = oo, mas também 2 / 0 = oo;  3 / 0 = oo , ......
e (qualquer número) / 0 = oo ;
Então conforme a definição de divisão teríamos que   (0)*(oo) = 1  ;  (0)*(oo) = 2  ; (0)*(oo) = 3, ......(0)*(oo) =  (qq. número).
Portanto teríamos 1 = 2 = 3 = .... =(qq. número)  --- o que  é totalmente inconsistente. Por isso que não dá pra dividir por zero e tamém infinito não é número.
 
Então é como o caso pedágio : dividir por zero não pode pois  implicaria  em permitir a operação oposta, mas usar o artifício do limite pode, pois trata-se de uma aproximação, (percebeu o truque, apenas chega perto do zero?)
 
Agora vamos à piada
 
Se no primeiro caso deu um sinal parecido com um 8 deitado (infinito)   no segundo dá infinito também, mas a loira concluiu daria um 5 deitado
 
kkkkkkkki
 
PS - se passar a ideologia zero ao limite vai dar zero?
================================================
 
Em 28 de abril de 2012 05:55, Mtnos Calil <mtnoscalil@...> escreveu:
 
Good..
Tell me what is LIM
Thanks.
mc
 
 
----- Original Message -----
From: Pesky Bee
Sent: Friday, April 27, 2012 12:44 PM
Subject: [ciencialist] Hora do humor matemático
 
 
Adoro piadinhas com conteúdo que só possa ser entendido
por quem tem um mínimo de cultura cientifico/matemática:
 
 
5
 
 
Pela descrição, parece que a estudante era uma mulé. E eu
seria capaz de apostar: deve ser loira!
 
Pedra, aqui vou eu...
 
*PB*
 
 







#82019 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 7:20 pm
Assunto: RES: RES: RES: Spam no Alberto
josevictorde...
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Olá Hélio,

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 13:31
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Victor,

 

Victor:

Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.

 

Hélio: Mas cada uma com um resultado diferente:

ver http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/81759

 

Victor:   Não. Todos os resultados levam às mesmíssimas conclusões.  Nem poderia ser de outra forma. Ora, Hélio,  mas esta referência é sua,  estes são os seus resultados, calculados de sua maneira ou interpretados de sua maneira. Podem estar corretos do ponto de vista de suas teorias.  Não digo que não.  Mas eu me refiro aos resultados da TR, calculados segundo a TR e de acordo com os seus postulados. Que, me parece, não são levados em conta pelo amigo.  Tô certo ou tô errado?

 Para mim, só há uma opção, nesse particular mister: se os números que obteve estão de acordo com os cálculos usando as fórmulas relativistas que te apresentei(só de enxerimento-pois o fiz com vistas a outros participantes,  pois,  naturalmente, você já as conhece), então tudo ok, a menos das interpretações, que estão furadas; se não estão de acordo com as tais,  simplesmente, os cálculos estão errados. Em qq caso, como lhe disse outra vez, não refiz teus cálculos. Cabe somente a você. Agora, se não aceita o que a teoria oferece, fazer o quê?  Fica o não dito pelo dito, and so on.

 

Agora, cumpra o que prometeu: energia e campo magnético não existem, em que sentido? Sério, estou querendo mesmo saber essa linha de pensamento. Talvez faça mesmo sentido. Se fizer, ponto para você.  E para mim também, que aprendi coisas novas.

 

Sds,

Victor.

  

 

Hélio

 

 

 

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 12:49
Assunto: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Olá,

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 12:08
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Oi Victor,

 

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

 

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.

"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

 

I - Usando a TRR é simples levantar o paradoxo. É simples mostrar que não existe paradoxo algum, usando os postulados da relatividade. Os caminhos são:  1) o próprio formalismo  de Lorentz, com o uso direto de suas transformações;  2) o uso dos diagramas de Minkowski que, realmente, especificam as propriedades do espaçotempo(e dentro,  deste formalismo, o uso correto de conceitos como trajetórias temporais, tempo próprio, etc.); 3) o uso do efeito Doppler relativístico que, aliás, é bastante conveniente, tendo em vista que o efeito Doppler é algo que vem de fora da RR;  4) os experimentos com múons, mésons, kaos, píons, nos aceleradores de partículas(estes, impecáveis);  5) o uso da técnica do radar, com o seu k-calculus, devido a Milner(já tem mais de 80 anos, esse procedimento) e desenvolvido por H.Bondi.  And so on.

 

Agora todos os procedimentos acima dão conta, apenas dos efeitos cinemáticos. Não embutem os efeitos devido aos potenciais gravitacionais(e às acelerações, de uma maneira geral).  Mas, do ponto de vista qualitativo são procedimentos legais e perfeitos. Não deixam dúvidas, mas há  controvérsias a respeito, conforme já foi exposto por aqui mesmo.

 II – Usando a RG, e todo o seu aparato matemático, as provas são precisas e englobam tanto os efeitos matemáticos quanto os cinemáticos.  Os seus resultados numéricos  são suficientes muitos, por isso.

 

Não sei se você  lembra ou se ao menos chegou a ler, acho que não,  mas já apresentei uma prova até simples, na qual o PE foi usado, e com uma matemática muito simples, que não espanta.  Nada de tensores ou outros formalismos mais avançados.  

 

Particularmente, prefiro ater-me à RG, nestes particulares.

 

 Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

:-)

 

Hélio

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Olá, Alberto,

 

Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.

 

Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.

Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.

 

Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.

E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.

Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 

Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.

Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

 


#82020 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 7:39 pm
Assunto: RES: Spam no Alberto
josevictorde...
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Alberto,

 

Você sabe que não é tão drástico assim!

Só um pouquinho.

 

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 13:15
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Putz! Quando eu respondi ao Hélio a msg do Victor (msg 82014) ainda não havia chegado. Mas pelo visto eu acertei em cheio Smiley piscando Alegre Smiley piscando ;-) :-) ;-) [Estes três últimos risos são para aqueles que estão causalmente desconectados das figuras Smiley triste.]


[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

******************************

Sent: Monday, April 30, 2012 12:58 PM

Subject: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Esta é simples e eu respondo pelo Victor.

 

É que de acordo com o decreto-lei nº 6666 do ex-presidente Thomas Khun, a superproteger a RR e a RG, o paradoxo não existe (entenda-se: foi colocado debaixo do tapete). Logo está resolvido quer você lance mão da RR «OU» da RG. Só não pergunte ao Victor o significado que ele atribui à «não existência» pois do contrário ele irá demonstrar que «não existir» é a propriedade exibida por alguns objetos ou pensamentos que, embora estejam ao nosso lado, estão causalmente desconectados de nós, por razões que somente a métrica de Minkowski esclarece; a partir daí ninguém entende mais nada mas isso para ele é pouco importante pois se não entendemos, e pelas mesmas razões, a dúvida não existe.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

**************************************

Sent: Monday, April 30, 2012 12:08 PM

Subject: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Oi Victor,

 

Eu posso até te explicar o que significa "não existe".

 

Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.

"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"

 

:-)

 

Hélio

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 

 

Olá, Alberto,

 

Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.

 

Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.

Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   “não existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.

 

Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.

E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.

Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 

Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.

Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho. 

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto

 

From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 


#82021 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 10:24 pm
Assunto: Re: Spam no Alberto
helicar_br
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Oi Victor,

Não estou ainda satisfeito com a tua resposta.
Eu ainda quero a sua resposta a múltipla escolha contida na MSG

Os valores contidos lá são todos usando a relatividade de Einstein de várias formas. Formas diferentes indicadas por você e dando resultados diferentes. Acho que não errei as contas. Se sim, me indique.

Em nenhuma daquelas alternativas é usando "minha teoria" (como você diz). Já falei que na "minha teoria" o resultado é ZERO. Nenhuma diferença nas idades dos irmãos. O viajante estará com uma aparência mais envelhecida pelo stress da viagem, mas com a mesma idade.

Mas, apesar disto, eu vou te dizer o que significa "não existe" em relação a energia na próxima MSG que ainda estou elaborando, pois preciso caprichar.
Mandarei amanhã.

Hélio


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 16:20
Assunto: RES: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto

 
Olá Hélio,
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 13:31
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Victor,
 
Victor:
Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.
 
Hélio: Mas cada uma com um resultado diferente:
 
Victor:   Não. Todos os resultados levam às mesmíssimas conclusões.  Nem poderia ser de outra forma. Ora, Hélio,  mas esta referência é sua,  estes são os seus resultados, calculados de sua maneira ou interpretados de sua maneira. Podem estar corretos do ponto de vista de suas teorias.  Não digo que não.  Mas eu me refiro aos resultados da TR, calculados segundo a TR e de acordo com os seus postulados. Que, me parece, não são levados em conta pelo amigo.  certo ou errado?
 Para mim, só há uma opção, nesse particular mister: se os números que obteve estão de acordo com os cálculos usando as fórmulas relativistas que te apresentei(só de enxerimento-pois o fiz com vistas a outros participantes,  pois,  naturalmente, você já as conhece), então tudo ok, a menos das interpretações, que estão furadas; se não estão de acordo com as tais,  simplesmente, os cálculos estão errados. Em qq caso, como lhe disse outra vez, não refiz teus cálculos. Cabe somente a você. Agora, se não aceita o que a teoria oferece, fazer o quê?  Fica o não dito pelo dito, and so on.
 
Agora, cumpra o que prometeu: energia e campo magnético não existem, em que sentido? Sério, estou querendo mesmo saber essa linha de pensamento. Talvez faça mesmo sentido. Se fizer, ponto para você.  E para mim também, que aprendi coisas novas.
 
Sds,
Victor.
  
 
Hélio
 
 
 
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 12:49
Assunto: RES: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá,
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: segunda-feira, 30 de abril de 2012 12:08
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Oi Victor,
 
Eu posso até te explicar o que significa "não existe".
 
Mas antes quero que você me explique o que significa "OU" na tua frase abaixo.
"E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG"
 
I - Usando a TRR é simples levantar o paradoxo. É simples mostrar que não existe paradoxo algum, usando os postulados da relatividade. Os caminhos são:  1) o próprio formalismo  de Lorentz, com o uso direto de suas transformações;  2) o uso dos diagramas de Minkowski que, realmente, especificam as propriedades do espaçotempo(e dentro,  deste formalismo, o uso correto de conceitos como trajetórias temporais, tempo próprio, etc.); 3) o uso do efeito Doppler relativístico que, aliás, é bastante conveniente, tendo em vista que o efeito Doppler é algo que vem de fora da RR;  4) os experimentos com múons, mésons, kaos, píons, nos aceleradores de partículas(estes, impecáveis);  5) o uso da técnica do radar, com o seu k-calculus, devido a Milner(já tem mais de 80 anos, esse procedimento) e desenvolvido por H.Bondi.  And so on.
 
Agora todos os procedimentos acima dão conta, apenas dos efeitos cinemáticos. Não embutem os efeitos devido aos potenciais gravitacionais(e às acelerações, de uma maneira geral).  Mas, do ponto de vista qualitativo são procedimentos legais e perfeitos. Não deixam dúvidas, mas há  controvérsias a respeito, conforme já foi exposto por aqui mesmo.
 II – Usando a RG, e todo o seu aparato matemático, as provas são precisas e englobam tanto os efeitos matemáticos quanto os cinemáticos.  Os seus resultados numéricos  são suficientes muitos, por isso.
 
Não sei se você  lembra ou se ao menos chegou a ler, acho que não,  mas já apresentei uma prova até simples, na qual o PE foi usado, e com uma matemática muito simples, que não espanta.  Nada de tensores ou outros formalismos mais avançados.  
 
Particularmente, prefiro ater-me à RG, nestes particulares.
 
 Este, o significado do “ouâ€;   que, traduzido, dá: tanto uma teoria, quanto sua extensão mais gordinha, que é RG, dão conta do recado.
 
Sds,
Victor.
 
 
 
:-)
 
Hélio
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 28 de Abril de 2012 6:43
Assunto: RES: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
Olá, Alberto,
 
Realmente não tenho podido participar; no momento estou envolvido com coisas particulares, cujo foco não posso desviar.  Tenho entrado esporadicamente e lido algumas msgs, sobretudo as da thread paradoxo da carga acelerada.  Muito bom o papo de vocês a respeito.  A quantidade de msgs “em preto†é enorme, e não tenho esperanças de, a curto prazo, talvez, retornar alguma opinião.
 
Contudo, e não mais que contudo, não sei o que farei, a partir de algumas msgs atrás, sem energia, pois isto não existe; e sem um campinho magnético, pois este também não existe.  Será que eu existo? Perguntaria o filósofo.
Os amigos continuam querendo espantar. Só pode ser. Sugiro que definam, antes, o Belmiro e Hélio, até para clarear suas “prosopopéias†e privar o juizo de simples mortais como eu  de alguma doidura, o que é   â€œnão existeâ€;  sim, este, o nó górdio da questão.  Depois, bola prá frente que atrás vem gente;  espantando, mas vem.
 
Mas, para não dizer que estou sendo,  de todo,  inoperante, em algumas madrugadas de insônia, estou comunicando com o Tulio, em pvt, e prestando-lhe as informações que solicitou, sobre TR e, especialmente, sobre a questão dos gêmeos, que está longe de ser encerrada.
E não em razão de o falso paradoxo já ter sido resolvido, pela RR ou pela RG.
Pretendo voltar a este assunto. Para mim, nenhum é mais produtivo, teoricamente, do ponto de vista de discussões sobre a TR, que ele. Pois envolve todas as sutilezas dos postulados.  Não espero que aqueles que realmente têm alguma afinidade com a teoria, que se interessam por ela, e,  sobretudo, por “suas esquesiticesâ€, tenham saturado, por alguma razão. No que toca a mim, estou mais interessado do que nunca. 
Mas gostaria de ler, de vocês, suas respostas aos questionamentos dele, o Tulio,  e, acho, que ele também apreciaria. Pois as questões que postou são interessantes e inteligentes, e,  com elas, mostrou que está realmente estudando e procurando aprofundar o assunto. Respeito isso.
Lembro do grande Ricardo, estudante envolvido e bom da gema, hoje formado e trabalhando, acho.  
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2012 14:04
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Spam no Alberto
 
 
From: Leo - Luiz
Sent: Friday, April 27, 2012 11:35 AM
Subject: [ciencialist] Spam no Alberto

> Realmente, fui ao SPAM da C-List e lá estava a última mensagem do
> Alberto. Não entendo o porque disso! Só as deles! Será que a triagem
> do sistema yahoo deteta falhas científicas nas argumentações do
> Alberto e, com medo de criticar com sólida argumentação, resolve
> lançar no spam? Qual outro motivo para tal triagem separar só as
> mensagens dele? Aguardemos......

Olá Léo

Isso está me cheirando a coisas de engenheiro relativista, e
provavelmente do Victor. Ele anda muito quietinho, quase sem aparecer
por aqui a não ser para falar em «Curiosidades do meio literário», veja
só!!!

Acho que ele descobriu um meio de operacionalizar a matemágica do
Minkowski e desta forma conseguiu me deixar causalmente desconectado do
espaço Ciencialist. Ele não contava com a astúcia do Chapolim Colorado,
digo do Léo, que resolveu o problema com apenas alguns cliques.

Mas não tem nada não. Eu ainda vou mostrar pra ele com quantos pontos
virtuais desse espaço relativista se constrói uma guilhotina
absolutista.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
 



#82022 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Seg, 30 de Abr de 2012 4:20 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Alberto,

Alberto disse:
> Deixa o Mach fora dessa senão as coisas
> irão se complicar e bastante ;-)

Você já sabe que eu adoro espinafrar Mach, então se em algum momento você entendeu o oposto, foi mal entendido. Não vou explicar agora para deixar Mach fora disto como você sugeriu, mas em outra oportunidade eu explico.

Hélio antes:
>> ...vai ser possível para o obs. 2 descobrir
>> se está ou não acelerado
>> observando as distorções no campo
>> elétrico. Isto é possível pois, se
>> estiverem acelerados, ele e a carga,
>> ele verá o centro de emissão
>> oscilando entre um pouco acima e um
>> pouco abaixo da carga.

Alberto:
> Sim. Então você concorda que deverá
> haver emissão de radiação no sentido
> que «estamos» assumindo.

Sim, haverá distorções no campo elétrico medido por 1. Que é chamado de radiação mas que, para carga, não é nada diferente do que ela faz o tempo todo, "irradiar" agentes de campo elétrico.
Logo, não existe diminuição de energia pelo fato dela ser observada de um jeito ou de outro. Para que a "energia cinética", digo velocidade, mude absolutamente é necessário uma força. Não existe velocidade absoluta mas existe mudança de velocidade absoluta.

Hélio antes:
>> ...mas a forma de distorção do campo
>> elétrico é muito diferente e a sua
>> amplitude é muito menor que a
>> observada pelo obs. 1.

Alberto:
> Quanto a isso eu já tenho as minhas
> dúvidas pois, assim como eu, você
> não esclareceu o porquê desta
> oscilação do centro de emissão.
> A sua ideia parece não estar se
> encaixando com a minha, mas vou
> parar por aqui pois ainda estão faltando
> argumentos para que eu possa
> apresentar a minha ideia de maneira clara.

Eu já esclareci sim. Lembra quando eu critiquei o seu gif animado. O centro de emissão permanece em MRU com a velocidade que tinha quando foi emitido o campo elétrico. Se agora a carga tem acelerações positivas e negativas, o centro aparecerá ora de um lado ora de outro da posição da carga.
Quando, finalmente a experiência for realizada por nós da C-list, deveremos tomar alguns cuidados. Um deles é que o elevador ou laboratório deve ser muito grande para que estas distorções fiquem mais evidentes pois o campo elétrico viaja com a velocidade da luz em relação ao emissor.

Hélio


De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Domingo, 29 de Abril de 2012 0:26
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 
From: Hélio Carvalho
Sent: Saturday, April 28, 2012 9:04 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Olá Hélio

> Muito boa esta proposta de contínua queda livre que visto das estrelas
> fixas de Mach é um mhs.

Deixa o Mach fora dessa senão as coisas irão se complicar e bastante ;-)

> Contínua queda livre sim, pois alguém dentro do elevador se sentirá
> como no espaço sideral o tempo todo.

Bem, não sei se agora entendi o fato de você ter citado Mach. Sim, de
acordo com Mach, e como o observador não enxerga as estrelas fixas, ele
também não sentirá a aceleração variável no tempo. Esta sensação somente
aparecerá caso ele abra uma janela no elevador onde possa enxergar as
estrelas. Foi nesse sentido que você falou em «contínua queda livre»? Se
não, não entendi essa continuidade.

> A princípio, nenhuma "radiação" (com o significado de radiação que
> vocês estão usando) será emitida pela carga para o cara que está lá
> dentro (observador 2).

Pelo que você diz a seguir, pareceu-me que você ainda está assumindo o
ponto de vista de Mach, a meu ver absurdo. Por outro lado, digo que eu
ainda não assumi nenhum significado para a radiação, estou apenas
entrando na onda do que os outros andaram afirmando, a incluir o Maxwell
[mas não o Mach, pois aí seria loucura pura. ;-)]

> Na minha opinião,...

OK, vamos deixar Mach de lado e ver o que você pensa a respeito.

> ...vai ser possível para o obs. 2 descobrir se está ou não acelerado
> observando as distorções no campo elétrico. Isto é possível pois, se
> estiverem acelerados, ele e a carga, ele verá o centro de emissão
> oscilando entre um pouco acima e um pouco abaixo da carga.

Sim. Então você concorda que deverá haver emissão de radiação no sentido
que «estamos» assumindo.

> Isto vai acontecer estando o elevador com ar ou em vácuo. Com ar a
> oscilação será menor. Adeus PE.

Posso até concordar com esta sua afirmação, por motivos que apresentarei
quando for discutir o item 5 dentre aqueles propostos na msg 81914, qual
seja: «Questões relacionadas ao agente emissor...». Não concordo com a
conclusão, mas este é um assunto que deixarei para apresentar
oportunamente.

> E aí, a coisa toda se complica, ele verá a carga parada, mas emitindo
> campo elétrico distorcido periódicamente (se for o Belmiro lá dentro,
> é capaz de chamar isto de campo magnético ou até de radiação), mas a
> forma de distorção do campo elétrico é muito diferente e a sua
> amplitude é muito menor que a observada pelo obs. 1.

Quanto a isso eu já tenho as minhas dúvidas pois, assim como eu, você
não esclareceu o porquê desta oscilação do centro de emissão. A sua
ideia parece não estar se encaixando com a minha, mas vou parar por aqui
pois ainda estão faltando argumentos para que eu possa apresentar a
minha ideia de maneira clara.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.




#82023 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 2:22 am
Assunto: Re: A solução do paradoxo da carga acelerada
belmirow
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      Eureka!!!!
 
      Amigos, deu um estalo aqui. Aliás, estalo típico de faísca atrasada. Não sei porque cargas d'água, tinha em minha mente para um movimento acelerado o gráfico da velocidade versus tempo como uma parábola ou algo assim. Nesse sentido, minha análise da carga acelerada foi em função dessa curva. Mas não é!! É uma reta, claro. Aceleração constante, v = a.t. Sendo assim, o campo magnético gerado pela carga acelerada cresce linearmente do ponto de vista do observador externo. E aí, o campo elétrico criado por esse campo magnético é constante. É o equivalente a aumentar uma corrente linearmente em uma bobina. O fluxo magnético (fi) terá crescimento linear e a fem= -Nd(fi)/dt  será constante. Ora, para gerar uma onda eletromagnética, é necessário que esse campo elétrico também seja variável no tempo, pois só assim ele poderá gerar um novo campo magnético e este um novo campo elétrico e por aí vai.  Mas nesse caso o primeiro campo elétrico gerado é constante e a coisa para por aí. Não  há geração de onda. Não há energia irradiada. Não há paradoxo. O PE está salvo!
 
     [],s
 
     Belmiro

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 1:26
Assunto: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Sunday, April 29, 2012 4:30 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada
Olá Belmiro
vou de roxo novamente

> Caraca! É nisso que dá tentar manter os bons índices de resveratrol no organismo e ainda escrever mensagens para a C-list. Mas, pensando melhor, e depois de ler a postagem do Victor e a sua a observar que a conclusão do Goto parece ir na contramão da minha, fico feliz em saber que não sou o único (tem também o Fran de Aquino) a pensar nestas interações.

O paradoxo das cargas aceleradas é um dos poucos ramos da física onde tem muita gente andando na crontramão, até mesmo autores respeitadíssimos no meio acadêmico. A única coisa em comum é que quase todos acreditam na veracidade do PE, mas há uma minoria que não acredita. Não obstante, não é só o PE quem está na berlinda. O próprio eletromagnetismo está se mostrando inconsistente frente a maioria das tentativas de resolução do paradoxo. Muitos acham que a solução definitiva residiria no desvendar da estrutura das partículas elementares, algo que é quase proibido pela física quântica. Enfim, creio que todos concordam que alguma coisa tem que ser modificada no EM, o problema é que isso provavelmente irá espalhar m... pra todos os lados.

> E, refletindo um pouco, acho que o universo acadêmico deveria investir mais nessas idéias. Afinal, se a Física estivesse redondinha, teriamos bons motivos para esse comodismo todo. Agora, mais do que nunca, acredito que tem caroço neste angu. E que objetos carregados eletricamente tenham comportamentos diferentes em campos gravitacionais.

É isso aí. Pelo visto você está entrando na onda. Quanto ao universo acadêmico, creio que em termos de resistência eles só perdem para o Vaticano. Mas se até o Vaticano muda no decorrer dos séculos... Por falar nisso a física «moderna» já passou de um século. Smiley piscando

> > Sei não, você parece-me estar competindo com os físicos «modernos» na criação de hipóteses ad hoc. Outro demônio Diabo?

> Mas não foi ad hoc. Veio do balanço energético na situação exposta.

O ad hoc a que me referi foi aquele negócio de «existir alguém a manipular campos elétricos fora de um compartimento». Ficou-me a impressão de você ter criado um demônio de Maxwell com características ad hoc.

> > > Assim, o sujeito dentro do compartimento não poderá ter certeza em que situação se encontra.> Mas isso não ter nada a ver com a veracidade ou não do PE. Mesmo porque, e a ser válida esta argumentação da «enganação induzida», creio que não seria difícil imaginarmos outros campos a fazerem com que esta sua ideia da carga cair mais devagar, ainda que fosse verdadeira, não desse certo para o caso do compartimento em queda livre.
 
> Não entendi.

Ora, esse demônio de Maxwell ad hoc tanto pode fazer o que você está pretendendo que ele faça como também pode, utilizando campos adequados, fazer exatamente o oposto. Ou não?

> > > Portanto, o PE está salvo e mantenho minha posição, até que venha outro argumento mais forte.> > Sinceramente não senti força nesta argumentação Polegar para baixo.
> > >Como sei que não virá,emo15, declaro resolvido o paradoxo da carga acelerada.> > Bem, frente ao autoritarismo Princesa de um decreto-lei não está mais aqui quem se contrapôs à idéia. Tá resolvido e ponto final. Smiley piscando> Bem, se não está resolvido de um modo, pode estar resolvido de outro. Após a  redução do nível etílico intravenoso, passei a considerar com mais carinho a possibilidade do universo ser realmente feio. Vai que a saúde do velho e bom PE anda capengando.

Acho que não. As mudanças certamente virão, mas creio que serão mais nas teorias de campo, a incluir o eletromagnetismo e a gravitação. O PE a meu ver sairá revigorado e mais verdadeiro do que nunca.

> Que tal se interações elétrico-gravitacionais não se apliquem de todo no tal princípio? Afinal, a RG, solidamente ancorada neste princípio sai com o rabo entre as pernas ante situações extremas. Posso intuir, então, que para situações não extremas ela funcione de forma aproximada. (Calma Victor, mesmo assim ela continua prevendo os fatos com grande precisão, sem dúvida a melhor de todas, até hoje). Nesse sentido, creio que o Hélio pode ir comprando os foguetes.

Que o Victor não nos ouça: A RG irá desabar sozinha, sem levar com ela o PE. A meu ver ela não resistirá às mudanças drásticas, mas necessárias, que virão a ser feitas no EM.

> > > Bem, até que alguém resolva fazer um experimento preciso o suficiente para comprovar ou refutar a minha idéia, creio que vou continuar sonhando com o Nobel. Melhor colocar em dia o passaporte...> > Tô contigo e não abro. Estarei lá Avião para testemunhar o fato. Alegre> Valeu! Obrigado pelo apoio.

Ora, não é todo dia que um membro da Ciencialist ganha o prêmio Nobel. Alegre

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#82024 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Ter, 1 de Mai de 2012 4:07 am
Assunto: Re: A solução do paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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Oi Belmiro

Sinceramente não sei se este raciocínio procede [vou tentar entender nas
próximas semanas :-)] mas, como disse anteriormente, há uma penca de
autores respeitáveis no meio acadêmico, a começar por Feynmann, que
concordam com o fato de que uma carga elétrica com aceleração constante
não emite radiação. A explicação que eles dão é bem mais complicada.

Aliás, foi em virtude disso que propus complicar o problema utilizando
uma carga oscilante (mhs), pois neste caso, e pelo EM que vigora por aí,
ela deveria emitir radiação. A dúvida então seria: um observador
oscilando conjuntamente com a carga «enxergaria» esta radiação? Se sim,
o PE estará salvo. Se não, a meu ver não. Obviamente estou deixando de
lado as considerações Minkowskivictorianas, quais sejam, aquelas a
concluírem que o observador está causalmente desconectado da radiação
emitida.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

***********************************
From: Belmiro Wolski
Sent: Monday, April 30, 2012 11:22 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] A solução do paradoxo da carga acelerada

       Eureka!!!!

       Amigos, deu um estalo aqui. Aliás, estalo típico de faísca
atrasada. Não sei porque cargas d'água, tinha em minha mente para um
movimento acelerado o gráfico da velocidade versus tempo como uma
parábola ou algo assim. Nesse sentido, minha análise da carga acelerada
foi em função dessa curva. Mas não é!! É uma reta, claro. Aceleração
constante, v = a.t. Sendo assim, o campo magnético gerado pela carga
acelerada cresce linearmente do ponto de vista do observador externo. E
aí, o campo elétrico criado por esse campo magnético é constante. É o
equivalente a aumentar uma corrente linearmente em uma bobina. O fluxo
magnético (fi) terá crescimento linear e a fem= -Nd(fi)/dt  será
constante. Ora, para gerar uma onda eletromagnética, é necessário que
esse campo elétrico também seja variável no tempo, pois só assim ele
poderá gerar um novo campo magnético e este um novo campo elétrico e por
aí vai.  Mas nesse caso o primeiro campo elétrico gerado é constante e a
coisa para por aí. Não  há geração de onda. Não há energia irradiada.
Não há paradoxo. O PE está salvo!

      [],s

      Belmiro

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