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ciencialist · Ciência

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#81893 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 4:27 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
belmirow
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Oi Alberto.

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sexta-feira, 20 de Abril de 2012 1:23
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Thursday, April 19, 2012 10:06 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Olá Belmiro
 
Belmiro: Foi um comentário sem a menor intenção de ofender. Mas realmente me pareceu óbvio. Entretanto, lendo agora, vi que foi deselegante. Peço desculpas.
 
Alberto: Mas quem disse que eu me ofendi? E deselegante porquê? Não notei a deselegância. Apenas aproveitei o gancho para discorrer sobre questões internáuticas paralelas. O que falei do Freud também não tem nada a ver com algo que você possa ter feito aqui, e se deixei a coisa meio no ar foi para que determinado elemento, que prefiro não dizer quem é, veja nisso um pretexto para voltar aqui com a única finalidade de nos «analisar» e/ou nos aborrecer. Não há do que se desculpar.
 
Belmiro: [...] Em qualquer caso, por mais particular que seja o caso, o nobre pesquisador saberia que está sendo acelerado. Porém, há o outro lado da moeda a contar a favor de Einstein. A gaiola poderia estar parada em um campo gravitacional e alguém aplicando um campo elétrico . Realmente, não há como saber. Ponto para o PE.
 
Alberto: Mesmo antes de ler esta sua msg eu já estava quase concluindo com algo parecido, mas ainda não me convenci totalmente. Ou seja, para o indivíduo saber que está sendo acelerado por um campo elétrico, ele precisaria saber que está dentro de uma gaiola de Faraday carregada. Mas isso ele não sabe, pois em teoria ele não consegue se comunicar com o exterior, a não ser pelo que for lido em seus instrumentos. Mas aí, na conversa com meus botões, os botões me colocaram frente aos seguintes questionamentos: 1) Se não houvesse carga q (ou se q = 0) o desvio observado no eletroscópio seria idêntico? E se q ≠ 0, haveria alguma proporcionalidade entre o desvio e o valor da carga q? 3) E dependendo de (1) e (2) este desvio não iria sendo modificado com a aproximação de Q? (Nos três casos estou supondo que o desvio realmente ocorra, algo que ainda não estou totalmente convencido.) Dependendo das respostas, e do observador estar ciente destes possíveis conhecimentos, ele poderia saber se a gaiola está ou não carregada, ou então se ele está ou não se aproximando de uma carga elétrica externa.
 
      Vamos ser mais precisos.
 
       1 - O sujeito sente seus pés grudados no chão.
 
        O que ele pensa:
 
        a- estou em um campo gravitacional
        b- estou sendo acelerado
 
         Como saber?
 
        a- se é ação gravitacional, não tenho como saber.
        b- se for aceleração, há uma chance.Vai que o maluco que me colocou aqui está usando campos elétricos para me acelerar.
       
        a - Se meu compartimento for totalmente blindado aos campos eletromagnéticos, não terei como saber.
        b - Se meu compartimento não for totalmente blindado, posso usar meu eletroscópio e saberei que esses trouxas estão me acelerando em um campo elétrico.
 
        O sujeito usa o eletroscópio e este acusa um campo elétrico. Ele pensa:
 
        a - Estou sendo acelerado.
        b - Pera aí. E se eu estiver em um campo gravitacional e um sacana está aplicando um campo elétrico só para me confundir.
 
         Não há como saber!
 
       
Apenas um detalhe. Eu gosto e muito do princípio da equivalência e, como costumo dizer «a física é mais bonita com o princípio da equivalência de Einstein». Eu não gosto é da RG, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. O princípio pode ser verdadeiro mesmo que a RG não seja e é na tentativa de demonstrar isto que eu procuro resolver o paradoxo por vias exclusivamente clássicas. Quem não gosta do PE é o Léo, mas por motivos outros. Eu também gosto do que o Léo chamou por empuxo de Newton e também do paradoxo a ele associado, mas acho que deve haver um meio de solucionar o paradoxo sem desmerecer o empuxo de Newton.
 
Alberto (msg anterior): Ou seja, ou o que o Belmiro disse sobre a gaiola de Faraday está errado, ou então a conclusão dele é que está errada.
 
Belmiro: Talvez nem um nem outro.
 
Alberto (now): E como disse acima, não estou tão certo que a minha afirmação anterior proceda, logo concordo com  esse talvez.
 
Alberto (msg anterior): Putz, como se erra nesta lista, meu! Vamos caprichar, gente! Depois ficam pegando no pé do Victor quando ele diz bobagens guiado pela paixão. Alegre Por falar nisso, que fim levou o Victor? Será que ele soltou a macaca?
 
Belmiro: Por isso é uma lista de discussão. Estamos discutindo para chegar a alguma conclusão. O que um não enxerga, outro enxerga e vice-versa. Quanto ao Victor ele falou que estaria distante a trabalho uns dias. Provavelmente eu me ausente também no sábado e domingo, não sei ainda.
 
Alberto: Ainda bem que vocês pensam assim (o Léo chegou a dizer algo parecido). De minha parte eu digo que erro e muito. Dizem que errar é humano e persistir no erro é norte-americano. Como não sou norte-americano, para não persistir no erro eu vou pulando de erro em erro, até que um dia acabo acertando. E o diálogo vai me ajudando a dar esses pulos incertos ou quânticos. Smiley piscando
 
Que mal pergunte, e que o Homero não nos ouça: Neste fim de semana você vai dar o remedinho homeopático para os seus boizinhos? Alegre
 
        Não há mal algum em perguntar. Não, não crio mais daquela raça que só dá problema com aquela doença, a papilomatose bovina, que se cura facilmente com Tuhya CH12. Tiro e queda.
 
   [],s
 
   Belmiro
 
[ ]´sAlbertohttp://ecientificocultural.com.brMas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétricacoulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#81894 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 4:31 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
belmirow
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Hélio.
 
Só comentando sua última frase. Creio que a experiência de Sobral não deixa dúvidas que a luz faz a curva, quer porque o espaço é curvo ou por outro motivo.
 
[],s
 
Belmiro

De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Para: "ciencialist@..." <ciencialist@...>
Enviadas: Sexta-feira, 20 de Abril de 2012 0:00
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Alberto e Belmiro,

Eu vou de VERDE.
Vamos ver se funciona

Hélio

De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Para: "ciencialist@..." <ciencialist@...>
Enviadas: Quinta-feira, 19 de Abril de 2012 22:06
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Olá Alberto.

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quinta-feira, 19 de Abril de 2012 19:58
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Thursday, April 19, 2012 2:07 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Belmiro: Me parece que a solução é óbvia demais para que ninguém te respondesse até hoje.
 
Alberto: Tenho a impressão de que a coisa não é bem por aí. Pelo menos não é o que eu tenho observado nestes 15 ou16 anos de discussões internáuticas. Um erro óbvio parece-me ser um prato cheio para a galera cair em cima, sem dó nem piedade. Algo que talvez Freud explique mas prefiro não ir além disso pois parece-me que, pelo menos por ora, estamos livres dessas «análises» baratas de comportamento, e de muito mau gosto, que andaram sendo feitas aqui recentemente. Aqui na Ciencialist acho até que há um certo comedimento, a ponto da coisa não ir muito além de uma ligeira gozação. Mas que essas coisas são denunciadas, e tanto mais quanto mais óbvias forem, isso lá são, seja aqui, seja em qualquer outro grupo de discussão. Quanto ao mais, digo que já participei de grupos da Usenet onde a barra é bem mais pesada.
 
        Foi um comentário sem a menor intenção de ofender. Mas realmente me pareceu óbvio. Entretanto, lendo agora, vi que foi deselegante. Peço desculpas.
 
Belmiro: O observador "lambdaduaslinhas", aquele que está dentro do compartimento que você admitiu ser uma gaiola de Faraday, terá sim como dizer que está na presença de um campo eletromagnético. Basta que tenha levado consigo um eletroscópio ou um pêndulo elétrico. Acontece que campos elétricos não nulos estarão presentes dentro do seu compartimento, uma vez que, ao se aproximar do corpo com carga Q, a distribuição de cargas sobre o seu compartimento esférico sofrerá alteração. Com isto, o campo interno não mais será nulo, pois para que isto ocorra, é necessário que a carga seja distribuída simetricamente.
 
Alberto: Não sei se a coisa é assim tão simples. Uma gaiola de Faraday, creio eu, realiza uma blindagem a ponto de campos elétricos externos não afetarem seu interior. Se existir apenas a carga q, a distribuição do fluido maxwelliano será simétrica, como você diz. Não obstante, ao aproximarmos a carga Q, o fluido elétrico da carga q irá se redistribuir sim de maneira não assimétrica, mas isso é feito de maneira tal que o campo elétrico no interior da carga q permaneça nulo.
 
        Verdade, desde que a constante de tempo do material permita que as cargas se redistribuam rápido o suficiente a ponto de zerar o campo elétrico o tempo todo no interior da gaiola.
 
Ou melhor, a redistribuição se procederá naturalmente exatamente para que, na condição de equilíbrio,
 
Veja a palavra: equilíbrio
 
 esta condição de nulidade seja atingida. Isso às vezes chega a ser citado como segunda lei de Faraday, mas o termo chega a causar confusão com a segunda lei de Faraday da eletrólise. O Léo deu seu palpite, concordando contigo e mostrando que neste caso a condição não é de equilíbrio. Sinceramente eu não sei se este desequilíbrio seria notado pelo eletroscópio ou pêndulo elétrico, ou seja, se durante esta busca pelo equilíbrio o campo deixa de ser nulo.
 
     Tem mais um detalhe. Se a espessura da gaiola for fina o suficiente, haverá a possibilidade de que a radiação gerada por Q ultrapasse a espessura e seja detectada internamente (efeito pelicular). Outra possibilidade é que a gaiola seja dielétrica, previamente carregada simetricamente. Também haveria detecção de radiação interna. Em qualquer caso, por mais particular que seja o caso, o nobre pesquisador saberia que está sendo acelerado. Porém, há o outro lado da moeda a contar a favor de Einstein. A gaiola poderia estar parada em um campo gravitacional e alguém aplicando um campo elétrico . Realmente, não há como saber. Ponto para o PE.

Bom, o PE diz que estar acelerado ou estar sob a ação de campo gravitacional é a mesma coisa. E é, a menos que exista dentro do compartimento algo que emita agentes, pode ser campo elétrico, outro campo gravitacional gerado por uma massa lá no interior etc. Mas se um campo elétrico serve, então algo que é construído por ele também serve como contra prova do PE. Como por exemplo, a luz.

Então é o seguinte: Uma lanterna na horizontal produz um pulso de luz apontada para a parede oposta e o elevador (sem ar, vácuo) está acelerado, esta luz irá bater um pouco mais abaixo. Pois será somada a c (horizontal) a velocidade que o elevador tinha (vertical) quando a lanterna emitiu
que é menor que sua velocidade agora.

Mas se ele estiver parado ou em MRU e um campo gravitacional estiver agindo nele, este feixe NÃO vai deflexionar para o observador dentro do elevador. Pois estes agentes não são influenciados pelo campo gravitacional. E isto permite o observador saber se está acelerado ou sob a ação de um campo gravitacional.

Isto não é um paradoxo, é uma previsão para o que vai acontecer quando esta experiência for finalmente realizada. A previsão de Einstein é um pouco diferente. :-)

A história é que este comportamento da luz atrapalharia o PE. Então vamos impor que a luz faz esta curva, mesmo se ela não fizer.
:-)
Mais uma transformação de calibre.





Mas independentemente disso, deixemos esta consideração lá para baixo desta mensagem, pois vou corrigir algumas coisas relacionadas a minha msg anterior e creio que é aí que a coisa vai se complicar de vez para o lado do PE.
 
Belmiro: Einstein continua firme.
 
Alberto: Talvez sim, mas não por este motivo. Vou agora me penitenciar de um erro que acredito ter cometido e, pelo visto, até o Léo entrou na minha, vejam só! É verdade que o Léo foi um tanto quanto precipitado em sair debaixo da pedra. Ele leu um artigo relativamente longo e respondeu a esse artigo em cerca de 40 minutos, ou seja, de supetão, ou na base do toma-lá-dá-cá. E quero crer que isto se deu por motivos ultra especiais. Já comentei aqui que o Léo tem uma certa bronca do PE de Einstein e é bem possível que ele tenha razão nesta bronca.
 
O Léo tem um paradoxo próprio a afetar o PE e relacionado a um efeito que também é dele, se bem que ele tenha tido a humildade de nomeá-lo como Empuxo de Newton [vide msg 6967]. O assunto chegou a ser discutido aqui na Ciencialist e vocês poderão acessar as mensagens através de links fornecidos no meu site. Mas eu acho que discutimos este assunto muito de leve. Acho que o Léo merecia mais do que isto e foi por isto que sugeri recentemente a retomada desta discussão. Creio que poderemos seguir essa linha tão logo o assunto atual se esgote, pois são coisas bem diferentes ainda que relacionadas a um mesmo princípio.

Gastamos um tempo enorme discutindo um paradoxo apresentado por um francês (Langevin) no início do século passado; estamos agora gastando outro tempo enorme discutindo outro paradoxo apresentado sei lá por quem, mas certamente um outro estrangeiro e também no século passado. E, não obstante, temos um paradoxo apresentado por um brasileiro, tão bom ou melhor do que esses outros;... e esse brasileiro está entre nós!!! Concordo que a coisa não é simples. Eu tentei no passado destrinchar este paradoxo e acabei desistindo. «Era muita areia para o meu caminhãozinho, como diz o Léo». Mas creio ter desistido precocemente, pois o Léo está aí para nos ajudar a solucionar ou confirmar o paradoxo..
 
Bem, vamos agora a minha penitência. Acho que cometi um erro de lógica quando afirmei, na msg 81860 o seguinte: Caso o que disse acima esteja correto, se o observador l'' raciocinar tomando por base única e exclusivamente o princípio da equivalência de Einstein, ele chegará a admitir que: 1) Ou ele está sendo acelerado mecanicamente; ou 2) ele está em um campo gravitacional. Vichi! Isso está errado!
 
E porque errado? Simplesmente porque o que ele irá constatar é que 1) ou está sendo acelerado de alguma maneira (e não obrigatoriamente por meios mecânicos, como escrevi anteriormente) ou 2) ele está em um campo gravitacional. O que ele não poderia, pelo fato de estar em uma gaiola de Faraday, seria constatar que ele está em um campo elétrico. Pois se isto fosse possível, aí sim ele estaria contradizendo o princípio da equivalência. Do contrário não, a duvida persiste e ele não saberá se está sendo acelerado (seja por que motivo for) ou se está em repouso em um campo gravitacional.
 
Sutilezas que nos levam a errar de maneira grosseira. Este erro eu transportei comigo por 13 anos e o Léo por 40 min. Enfim, não me parece que não tenham respondido por este motivo e sim porque entraram na minha e enfiaram a viola no saco. Smiley piscando
 
De qualquer forma, dá para perceber também que se o que o Belmiro e o Léo afirmaram a respeito do elevador-gaiola estiver correto, ao contrário da conclusão a que o Belmiro chegou, o princípio da equivalência de Einstein «não continuará firme» pois aí sim ele estará sendo comprometido de vez. Pois l'' estará conseguindo demonstrar através do eletroscópio (ou pêndulo elétrico) que ele não está em um campo gravitacional, mas que está sendo acelerado por um campo elétrico. E o meu trabalho não terá sido em vão, pois a conclusão será a mesma, ainda que se chegue a ela por um caminho diverso.
 
    Acho que já respondi acima.
 
Ou seja, ou o que o Belmiro disse sobre a gaiola de Faraday está errado, ou então a conclusão dele é que está errada.
 
       Talvez nem um nem outro.
 
Putz, como se erra nesta lista, meu! Vamos caprichar, gente! Depois ficam pegando no pé do Victor quando ele diz bobagens guiado pela paixão. Alegre Por falar nisso, que fim levou o Victor? Será que ele soltou a macaca?
 
    Por isso é uma lista de discussão. Estamos discutindo para chegar a alguma conclusão. O que um não enxerga, outro enxerga e vice-versa. Quanto ao Victor ele falou que estaria distante a trabalho uns dias. Provavelmente eu me ausente também no sábado e domingo, não sei ainda.
 
    [],s
 
    Belmiro
 
 
[ ]´s Alberto http://ecientificocultural.com.br Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 





#81895 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 4:32 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Hélio Carvalho
Sent: Friday, April 20, 2012 12:24 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Hélio: O yahoo fez mais uma. Inverteu a ordem e minhas MSGs. [...] O meu verde neste PC que estou agora ficou preto. E, como tem um trecho teu em verde mais abaixo, espero que as pessoas nao confundam. Na proxima vou tentar um outro tom.
 
Alberto: Esquenta não! O teu verde é um pouco mais escuro do que o meu. Dá para distinguir.
E em negrito melhor ainda. :-) risos (-:
Quanto à ordem dos fatores (ou das msgs) afetar o produto, este é um outro problema, e creio que deveria ser apresentado aos matemágicos da lista. :-) risos (-:
 
PS:Coloquei risos assim :-) risos (-: para que apareçam também para aqueles que não conseguem visualizar imagens.
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.e

#81896 De: "Pesky Bee" <peskybee2@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 3:24 pm
Assunto: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
peskybee2
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Essa sim é uma perspectiva interessante. Não creio que seja
muito fácil conseguir dominar isso, mas certamente é possível.
E eu não me espantaria se em 20 anos já tivéssemos como
aumentar bastante a longevidade humana.
 
Já as coisas com os telômeros, essa tenho receio, justamente
por causa da possibilidade de criar cânceres incontroláveis.
 
Não tenho mais dúvidas de que estamos a caminho de viver
muito mais. O problema deixará de ser longevidade (e mesmo
qualidade de vida física) para se tornar qualidade de vida
mental. A incidência maior de depressão em países com
grande população de idosos dá pistas para o grande problema
que teremos que enfrentar, que é manter a mente ocupada
(e feliz) mesmo quando se está bem velho.
 
*PB*
 
 
 
-----Mensagem Original-----
From: marcelleandro2009
Sent: Friday, April 20, 2012 12:15 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: RES: [ciencialist] A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
 
Abordando, bem por cima, a reversão de envelhecimento celular "centenárias" reprogramando-as a se tornarem células tronco.
 
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-conseguem-reverter-envelhecimento-celular
 
Marcel
 
 
 
 
 
 
 
--- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@...> escreveu
>
> Vídeo explicativo da Elizabeth Blackburn, bióloga molecular que ganhou prêmio Nobel em 2009 de medicina / fisiologia por estes estudos.
>
> http://www.youtube.com/watch?v=5PU_jZwt8KY
> http://www.youtube.com/watch?v=zqMoDdHWFBA
> http://www.youtube.com/watch?v=auQU_Upl7-M
>
>
> Esqueci de incluir este link da Scientific American, que também é bacaninha.
>
> http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=telomeres-telomerase-and&page=4
>
>
>
> Marcel
>
>
>
> --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@> escreveu
> >
> > Insights sobre como o processo que breca o desenvolvimento de células cancerígenas é justamente o que causa o envelhecimento com a "morte" celular. Um pouco mais sobre o processo que ocorre com os telômeros do cromossomo.
> >
> > Texto do biólogo Roberto Motta Júnior. No links tem imagens explicativas...
> >
> > Marcel
> >
> > ===============
> >
> > http://www.medicinageriatrica.com.br/2006/12/28/teorias-do-envelhecimento-celular/
> >
> > O envelhecimento é um dos maiores enigmas da vida e, ninguém consegue compreendê-lo totalmente. Muitos, em toda a história humana, têm feito as mesmas perguntas sobre o fenômeno: O que é envelhecimento? Por que as pessoas envelhecem? Por que em algumas pessoas determinados órgãos envelhecem mais rapidamente que outros? Podemos retardar, parar ou reverter o envelhecimento?
> >
> > Como a definição de envelhecimento é polêmica, tornam-se até incoerentes propostas de teorias sobre o envelhecimento antes de se chegar a uma definição consensual. Porém, elas existem. Com os avanços da ciência e da tecnologia, nas últimas décadas surgiram várias teorias sobre o envelhecimento, sendo três as principais; a teoria dos radicais livres *, a teoria do desequilíbrio gradual ** e a genética.
> >
> > Os pesquisadores que apóiam a teoria genética propõem que todo o processo de envelhecimento, quer seja de células, órgãos e mesmo de todo o indivíduo, desde o
> > nascimento até a morte, é programado pelos nossos genes. Nessa teoria, o tempo de vida, assim como os outros acontecimentos como, por exemplo, alterações enzimáticas, ligados a esse relógio biológico, podem ser controlados por um ou mais genes específicos contribuindo, de maneira ativa, independente, ou em associação com outros genes, para a longevidade do organismo.
> >
> >
> > Uma das mais conhecidas formulações para essa teoria foi feita por Leonard Hayflick, em 1977. O chamado limite de Hayflick, que afirma que as células irão se dividir e se reproduzir apenas um número limitado de vezes e que esse número é geneticamente programado.
> >
> > As células humanas, eucarióticas, têm cromossomos lineares. Há dificuldades para a replicação das duas extremidades. Embora a fita contínua possa, teoricamente, ser sintetizada até o final de seu molde, a fita retrógrada não pode. Embora isso não seja um problema em uma única replicação, ao longo de muitos ciclos as extremidades dos cromossomos seriam encurtadas, até que genes essenciais fossem perdidos e a célula morreria. Conseqüentemente, a natureza procura impedir a perda contínua do DNA nas extremidades dos cromossomos. Nesse local existem, então, estruturas protetoras especiais, chamadas de telômeros, que contem muitas repetições de uma seqüência de seis nucleotídeos, rica em GUANINA. Os telômeros humanos contem milhares de repetições TTAGGG. O tamanho dos telômeros é mantido por enzimas, chamadas de telomerases, que adicionam repetições de seis nucleotídeos à sua extremidade.
> >
> > Segundo esta teoria, a enzima telomerase é considerada um relógio biológico, um marcador a indicar que a senescência celular irá se instalar inevitavelmente, causando o envelhecimento.
> >
> > A telomerase é uma enzima classificada como transcriptase reversa, composta de uma subunidade de uma proteína que possui um componente interno de RNA que é uma região molde para a produção de DNA. Esta subunidade é identificada por TERT, está na região do C- terminal do polipeptídeo, também na região N-terminal, basicamente na região dos telômeros.
> >
> > O gene de produção da telomerase e o gene conhecido por p 53 devem participar de um sistema eficiente de supressão de tumores, mas em contrapartida, com a diminuição da ação da telomerase, os cromossomos se encurtam na região dos telômeros e, inevitavelmente, por causa da manutenção de um tecido jovem, que necessita de divisões celulares contínuas, surge o envelhecimento, a senescência. Quando a telomerase está atuante, permite a alta capacidade de divisões celulares por mitoses sucessivas, o que seria uma proteção contra a senescência. O envelhecimento seria o preço de uma vida sem câncer.
> >
> > A importância da telomerase como mecanismo reparador anti-envelhecimento celular pode ser constatada em várias doenças, como na progeria. Nesta doença rara, em torno de 100 casos no mundo, ocorre um envelhecimento prematuro em jovens nos quais seus cromossomos apresentam seus telômeros curtos, causando uma senescência nos indivíduos, por aumento na velocidade nas divisões celulares desencadeadas pela ação de um gene recessivo, que impede a função da telomerase, mais uma explicação para essa doença baseada na teoria dos telômeros.
> >
> > A enzima telomerase é considerada um relógio biológico, um marcador a indicar que a senescência celular irá se instalar inevitavelmente. Existem células que não apresentam senescência, em que a divisão celular se mantém com alto potencial de multiplicação, imunes à ação do tempo. São as células germinativas, que estão relacionadas com a perpetuação da vida, as células cancerígenas, que são motivos de estudos para se encontrar a cura definitiva do câncer, e as células tronco, que atualmente são aplicadas aos transplantes para promover regeneração e possível tratamento de doenças que afetam a humanidade.
> >
> > * Teoria dos radicais livres. Esta teoria baseia-se no conceito de que as reações químicas que ocorrem naturalmente no corpo começam a produzir um número de defeitos irreversíveis nas moléculas. Isto se deve a elétrons não pareado na última camada das moléculas formados por compostos contendo por exemplo, o elemento oxigênio, chamados de radicais livres.
> >
> > ** Teoria do desequilíbrio gradual. Esta teoria afirma que o cérebro, as glândulas endócrinas ou o sistema imunológico começam a deixar de funcionar gradualmente, levando a determinados órgãos envelhecer em ritmos diferentes comprometendo o funcionamento dos demais, causando o envelhecimento de todo o organismo.
> >
> > *** Apoptose, processo que se inicia no núcleo da célula, na cromatina onde se encontram os cromossomos aderidos a carioteca, começa uma retração do citoplasma agregando o corpos apoptóticos, que serão englobados por fagocitose, pelas células vizinhas ou macrófagos,todo material da célula é rompido, os ácidos nucléicos não comandam as atividades celulares, formam crateras na membrana plasmática, por onde ocorre a perda de água, a célula se desestrutura, formam corpos apoptóticos que serão eliminados por clasmocitose, ocorre a morte celular.
> >
> > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@> escreveu
> > >
> > > Um pouco sobre Telomerases.
> > > A grosso modo para despertar o interesse;
> > > A replicação (divisão) celular causa o processo de envelhecimento
> > > (senescência), devido à um encurtamento da extremidade
> > > (telõmeros) do cromossomo e sua completa  inviabilização (50 a 80
> > > vezes) para novas replicações. Existe uma enzima que está sendo
> > > sintetizada em estudos, que é mais concentrada em nosso organismo na
> > > infância e em células cancerígenas, que, de certa forma,
> > > protege esta "integridade" do cromossomo a cada replicação.
> > > Permitindo assim, que ocorra um número muitíssimo maior de
> > > replicações, e consequentemente uma grande desaceleração do
> > > envelhecimento, e até o retrocesso do mesmo.
> > > É diferente do Resveratrol, que apenas desacelera o processo de
> > > replicação celular no organismo, devido à resposta à dieta de
> > > baixa caloria (fome).
> > > Ver abaixo;
> > >
> > > http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2011/01/110126_envelhecimento_rc\
> > > .shtml
> > > Cientistas vêm pouco a pouco desvendando os segredos do
> > > envelhecimento e alguns sugerem que em breve poderão desenvolver
> > > tratamentos para reduzir a velocidade ou mesmo reverter o processo.
> > > No ano passado, uma equipe do Instituto do Câncer Dana-Farber, de
> > > Boston, nos EUA, divulgou na revista científica Nature um estudo no
> > > qual diz ter conseguido reverter o processo de envelhecimento em
> > > camundongos.
> > > Eles manipularam cromossomos presentes nos núcleos de todas as
> > > células. O alvo principal da ação era a proteção dos
> > > telômeros. Os telômeros são estruturas presentes nas
> > > extremidades dos cromossomos. Eles protegem os cromossomos de
> > > possíveis danos, mas também diminuem de tamanho com a idade,
> > > até que as células não conseguem mais se reproduzir.
> > > A equipe do professor Ronald DePinho manipulou as enzimas que regulam os
> > > telômeros, as telomerases, obtendo resultados significativos. Com o
> > > estímulo às enzimas, os camundongos pareciam fazer o relógio
> > > biológico "andar pra trás".
> > > "O que esperávamos era uma estabilização do processo de
> > > envelhecimento, mas ao contrário, observamos uma reversão dos
> > > sinais e sintomas de envelhecimento", disse ele à BBC.
> > > "Os cérebros destes animais cresceram em tamanho, aumentaram sua
> > > cognição, suas peles ganharam mais brilho e a fertilidade foi
> > > restaurada."
> > > Humanos
> > > Obviamente, aplicar estes princípios em humanos será um desafio
> > > bem maior. As telomerases já foram ligadas à incidência de
> > > câncer.
> > > Muitos acreditam que as mitocôndrias possam desempenhar um papel bem
> > > maior no processo de envelhecimento. As mitocôndrias - material
> > > genético contido na célula, mas fora do núcleo - são as
> > > "usinas de energia" das células, mas também geram produtos
> > > químicos que são ligados ao envelhecimento. Há ainda o papel
> > > desempenhado por radicais livres - moléculas ou átomos altamente
> > > reativos que atacam o corpo humano.
> > > Apesar de estarmos apenas começando a compreender como funciona o
> > > envelhecimento, alguns cientistas já testam tratamentos em humanos.
> > > O professor David Sinclair é pesquisador de um laboratório
> > > especializado em envelhecimento da escola de Medicina da Universidade de
> > > Harvard.
> > > Ele e seus colegas vêm trabalhando em uma droga sintética chamada
> > > STACs (ou Sirtuin activating compounds).
> > > Estudos em camundongos obesos indicam que as STACs podem restaurar a
> > > saúde e aumentar a expectativa de vida dos animais. Já foram
> > > iniciados testes em humanos.
> > > Há também estudos sobre o resveratrol, um antioxidante encontrado
> > > naturalmente no vinho tinto, que indicam que ele reduz o colesterol.
> > > Sinclair diz que estas pesquisas "não são uma desculpa para comer
> > > batata frita o dia todo em frente à TV, mas uma forma de aumentar o
> > > modo de vida sadio e explorar as potencialidades de um corpo
> > > saudável".
> > > "Não mudamos a quantidade de comida ingerida, os camundongos comem
> > > normalmente, mas seus corpos não sabem que eles estão gordos e
> > > seus órgãos e até a expectativa de vida são iguais a de um
> > > animal sadio", disse ele.
> > > Questões éticas
> > > Mas é correto fazer experiências em algo tão fundamental como
> > > envelhecer? Quais são as questões éticas envolvidas?
> > > O professor Tim Spector, do hospital Kings College em Londres, que
> > > também faz pesquisas na área, diz que o foco não é aumentar
> > > a duração da vida, mas prolongar a saúde.
> > > "Não interessa muito prolongar a vida se isto significar que você
> > > terá tanta artrite, por exemplo, que não poderá sair de casa",
> > > disse ele.
> > > "Mas ao entender o processo de envelhecimento, podemos ajudar no combate
> > > a artrite, diabetes, doenças cardíacas, todas os males ligados ao
> > > envelhecimento", disse ele.
> > > Já o professor James Goodwin, do programa Age UK de amparo à
> > > terceira idade do governo britânico, diz que a questão levantada
> > > pelas pesquisas é se seus resultados vão ser acessíveis a todos
> > > ou apenas aos mais ricos.
> > > "Será que todos vão poder se beneficiar desta tecnologia?",
> > > pergunta
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009"
> > > <marcelleandro2009@> escreveu>> > Victor,> > > Será que nós,
> > > daqui do fórum, ainda poderemos nos beneficiar> desses avanços> >
> > > da medicina?> > Provavelmente algum benefício sim. Segundo pesquisas,
> > > que enviei> anteriormente uma matéria a respeito, bastaria uma boa
> > > dieta de baixa> caloria para termos efeitos positivos. Sem considerar
> > > alguns suplementos> (e alimentos), ainda a serem melhor avaliados, que
> > > já existem no> mercado.> > > > Marcel> > > >> > Suspeito que as
> > > respostas para essa perguntinha ficarão aí por> volta de> >
> > > "naaaão!"> >> >> >> > Acho que a maioria de nós vai ficar, com
> > > sorte, é na média> mesmo!> >> >> >> > Particularmente, só quero
> > > chegar lá se com tudo em cima e> lúcido para> > continuar
> > > "heresiando às avessas"...> >> >> >> > Senão, cadê a graça?>
> > > >> >> >> > Sds,> >> > Victor.> >> >> >> >> >> > De:
> > > ciencialist@...> [mailto:ciencialist@...]>
> > > > Em nome de marcelleandro2009> > Enviada em: sexta-feira, 16 de
> > > março de 2012 17:49> > Para: ciencialist@...> >
> > > Assunto: [ciencialist] A cura do envelhecimento , starvation response,>
> > > etc.> >> >> >> >> >> >>
> > > http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT204682-17773,00.htm\
> > > \> l> >> > A cura do envelhecimento> >> > Pílulas, células-tronco,
> > > dietas e tratamentos para evitar> doenças e> > regenerar
> > > órgãos. Conheça as novas armas da ciência para> nos manter
> > > com> > aparência jovem para sempre> >> > Priscilla Santos, com
> > > reportagem de Bruna Fasano e Willian Okada> >> > FONTE DA JUVENTUDE> >
> > > Crédito: Maná E.D.I.> >> > O soldado e explorador espanhol Juan
> > > Ponce de León (1460-1521)> já havia> > acompanhado Cristóvão
> > > Colombo em sua segunda viagem à> América quando começou> > sua
> > > busca pela mitológica Fonte da Juventude. Os nativos de Porto> Rico,
> > > onde> > Ponce havia criado uma colônia, diziam existir tal fonte
> > > misteriosa> capaz de> > proporcionar a jovialidade eterna para quem em
> > > suas águas se> banhasse. O> > viajante nunca a encontrou — acabou
> > > foi descobrindo a Flórida,> ironicamente> > o estado americano hoje
> > > com a maior proporção de idosos. Ponce de> León não> > foi o
> > > único a procurar incansavelmente por uma forma de ser jovem> para> >
> > > sempre. A busca pela imortalidade e pela juventude eterna sempre>
> > > fascinou o> > homem, único animal que tem consciência da
> > > própria morte> — e por isso sofre.> > Mas nunca esteve tão
> > > próxima de ser alcançada. Como Ponce de> Leóns> >
> > > contemporâneos, os cientistas do século 21 vêm perseguindo o>
> > > fim da maior> > causa de morte do mundo: a velhice. Por consequência,
> > > as doenças> decorrentes> > dela. E parecem estar mais próximos de,
> > > no mínimo,> postergá-la. "Os avanços> > da área biológica
> > > que surgem nesse começo de século> indicam que muitos de> > nós
> > > poderemos chegar facilmente aos 100, 150 anos", diz o professor> do> >
> > > Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio>
> > > de Janeiro> > (UFRJ), Stevens Rehen.> >> > Prolongar a vida seria apenas
> > > uma consequência de fazer as pessoas> serem> > mais saudáveis por
> > > mais tempo. Esse é o principal objetivo da> nova ciência> > do
> > > antienvelhecimento, que pretende atacar de uma só vez todas as>
> > > formas de> > deterioração do corpo para fazer com que o nosso
> > > relógio> biológico corra> > mais devagar. Assim, ficaríamos
> > > longe de doenças decorrentes da> idade> > avançada — como
> > > Alzheimer, demência, diabetes e doenças> cardíacas — por
> > > mais> > tempo. Atacar a velhice, portanto, seria a melhor e talvez
> > > única> forma de> > nos afastarmos dos males provocados por ela.
> > > Combater uma a uma as> doenças —> > algo que desde sempre fazemos
> > > — não surtiria grandes efeitos.> Nos Estados> > Unidos, por
> > > exemplo, se os problemas de coração fossem totalmente> > eliminados,
> > > a expectativa de vida não subiria mais do que três> anos. O mesmo>
> > > > que proporcionaria uma cura milagrosa para o câncer. "O risco de>
> > > doenças> > fatais dispara após os 60 anos. Assim, mesmo que
> > > evitemos o ataque> cardíaco,> > outros problemas vão nos pegar",
> > > afirma o escritor de ciência e> medicina> > americano David Stipp,
> > > autor do livro The Youth Pill (A Pílula da> Juventude,> > sem
> > > edição no Brasil), lançado no ano passado. Por isso, a> maneira
> > > de> > aumentar a expectativa e a qualidade de vida para valer é
> > > evitar> chegar> > nesse estágio em que já estamos mais fracos e
> > > vulneráveis a> doenças.> >> > Em vez de águas milagrosas, a
> > > Fonte da Juventude perseguida pelos> cientistas> > oferecerá
> > > tratamentos futurísticos descobertos nos mais> ardilosos> >
> > > experimentos> > Crédito: Maná E.D.I.> >> > INJEÇÃO ANTIVELHICE>
> > > >> > Em novembro passado, pesquisadores do Instituto de Câncer>
> > > Dana-Farber, da> > Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos,
> > > publicaram um> estudo que> > contrariou um dos principais conceitos
> > > sobre o processo de> envelhecimento: o> > de que ele é
> > > irreversível. Eles conseguiram, pela primeira vez,> rejuvenescer> >
> > > ratos de laboratório. O experimento foi baseado num mecanismo que>
> > > rendeu, um> > ano antes, o Prêmio Nobel de Medicina a outros três
> > > cientistas> americanos: a> > relação entre o processo de
> > > envelhecimento e os telômeros, uma> espécie de> > capinha que
> > > protege a ponta de cada cromossomo dentro de nossas> células —> >
> > > numa comparação grosseira, o telômero assemelha-se àquele>
> > > revestimento> > plástico presente na ponta dos cadarços de um
> > > tênis. A cada> vez que a célula> > se divide, essa capinha se
> > > encurta um pouco. Depois de 50 a 80> duplicações a> > célula
> > > não consegue mais se multiplicar — após os 35 anos> de idade,
> > > os> > efeitos desse processo já começam a ser sentidos. O tempo
> > > passa> e, sem> > células novas e com algumas mortas ou inativas,
> > > nossos órgãos> começam a se> > deteriorar. É a velhice.> >>
> > > > Nascemos com um mecanismo capaz de driblar esse processo, uma enzima>
> > > chamada> > telomerase. Ela repara as tais capas protetoras dos
> > > cromossomos> após cada> > divisão celular. Porém, após a
> > > infância, sua> concentração cai drasticamente.> > Fazer com que
> > > ela volte a crescer é um dos caminhos para postergar> o> >
> > > envelhecimento — ou até mesmo revertê-lo. No estudo de>
> > > Harvard, os> > cientistas criaram ratos geneticamente modificados de
> > > forma que não> > produzissem a telomerase. Como resultado, os animais
> > > envelheceram> > rapidamente. Os sinais incluíram diminuição do
> > > cérebro e do> olfato, danos no> > baço e intestinos, além de
> > > doenças como osteoporose e> diabetes. Com apenas> > um mês de
> > > ingestão de telomerase, no entanto, tais sintomas> sumiram. Os> >
> > > ratos voltaram inclusive a ser férteis e desenvolveram> neurônios,
> > > sem contar> > uma invejável melhora na pele. "O que vimos não foi
> > > a> desaceleração ou> > estabilização do envelhecimento, mas algo
> > > muito mais incrível:> uma reversão> > dramática dele", afirma
> > > Ronald DePinho, coordenador da pesquisa.> "É possível> > imaginar
> > > que um homem de 90 anos voltaria a ter a saúde que> possuía aos
> > > 40> > ou 50", diz. Porém, apesar de ter sido bem-sucedido em ratos,
> > > o> tratamento> > ainda não foi testado em humanos. E não há
> > > perspectiva de que> isso aconteça> > nos próximos anos. "Ainda
> > > temos muito trabalho pela frente. O> próximo passo> > é descobrir
> > > em que estágio da vida as pessoas precisariam se> submeter à> >
> > > injeção de telomerase", afirma DePinho. Em paralelo a isso, ainda>
> > > seria> > preciso ultrapassar um grande empecilho: o potencial risco de>
> > > câncer.> >> > Fora do período de gestação e infância, a
> > > telomerase só> retorna em grandes> > quantidades nas células
> > > cancerosas — sabe-se que 90% dos> tumores possuem a> > enzima.
> > > Aliás, é por isso que elas se reproduzem> incessantemente. "Se
> > > você> > persegue a imortalidade, é o que, de um modo perverso,
> > > também> fazem as> > células com câncer", diz o oncologista e
> > > professor de medicina> da> > Universidade Columbia, Estados Unidos,
> > > Siddhartha Mukherjee, autor do> > recém-lançado livro The Emperor
> > > of All Maladies: A Biography of> Cancer (O> > Império de Todas as
> > > Enfermidades: Uma Biografia do Câncer, sem> edição no> > Brasil).>
> > > >> > Além da vantagem óbvia para todo mundo de postergar a chegada
> > > da> velhice, um> > grupo específico de pessoas se beneficiaria caso
> > > os pesquisadores> > conseguissem resolver as contraindicações desse
> > > tipo de tratamento.> Trata-se> > de indivíduos que, por conta de uma
> > > sequência genética,> têm menos telomerase> > desde a
> > > gestação. Consequentemente, envelhecem mais rápido e> chegam a
> > > ser> > biologicamente até dez anos mais velhos do que outras pessoas
> > > da> mesma> > idade. Essa sequência de DNA foi mapeada em fevereiro do
> > > ano> passado por> > cientistas da Universidade de Leicester, no Reino
> > > Unido. Em um estudo> com 3> > mil pessoas, 45% delas carregavam ao menos
> > > um gene da sequência. Os> > pesquisadores acreditam que um mapeamento
> > > desse tipo possibilitaria> > prescrever estilos de vida saudáveis
> > > àqueles mais propensos aos> males do> > envelhecimento. Além de
> > > exercícios físicos, uma dieta com> poucas calorias> > entraria na
> > > receita. Pois é sabido, e cientificamente provado, que> quem come> >
> > > menos, vive mais.> >> > UMA ENZIMA PARA NOS MANTER SEMPRE JOVENS> > A
> > > deterioração de nosso corpo começa de forma microscópica,> em
> > > nossos> > cromossomos. Uma substância pode revertê-la. Veja como
> > > (clique> aqui para> > ampliar)> >> > 300 TAÇAS DE VINHO> >> > Uma
> > > dieta diária entre 1.200 e 1.400 calorias — 30% a menos do> que
> > > a> > sugerida pela Organização Mundial da Saúde — poderia>
> > > aumentar nossa> > expectativa de vida média para 120 anos. Algumas
> > > pessoas chegariam,> então,> > aos 150. Mesmo que você começasse
> > > a comer menos aos 30, ainda> teria chance> > de prolongar seu tempo na
> > > Terra em sete anos. É atrás dessas> promessas que> > ao menos 2
> > > mil pessoas praticam a dieta de baixa caloria no mundo.> Esse é o> >
> > > número de membros da Sociedade de Restrição Calórica. Apesar>
> > > da matriz estar> > localizada nos Estados Unidos, há integrantes de
> > > várias partes> do planeta,> > inclusive cinco do Brasil (que não
> > > se identificam). Os resultados> dos pratos> > moderados têm sido
> > > positivos. Dados divulgados pela Sociedade> atestam que os> > adeptos da
> > > dieta registraram queda significativa da pressão> sanguínea,
> > > perda> > de quase 70% da gordura corporal e redução de 80% do
> > > nível de> insulina no> > sangue, o que, no mínimo, faz cair o
> > > risco de doenças> cardíacas e diabetes.> > Pratos mais comportados
> > > também são a receita milenar dos> habitantes do> > arquipélago
> > > japonês de Okinawa — é lá que estão as> pessoas que mais
> > > vivem no> > mundo. A proporção de centenários nas ilhas é de 50
> > > para cada> 100 mil> > moradores, enquanto nos demais países cai para
> > > dez a cada 100 mil.> A> > população de Okinawa é de cerca de 1,3
> > > milhão. Não por> acaso, um prato> > típico no arquipélago
> > > tem 17% menos calorias do que no restante> do Japão.> >> > A teoria
> > > mais aceita de por que comer pouco nos faria envelhecer mais> > devagar
> > > é evolutiva. Os efeitos benéficos das baixas calorias se> devem a
> > > um> > mecanismo chamado starvation response, ou resposta à fome, em>
> > > português. Nos> > primórdios da humanidade, durante os períodos
> > > de grandes secas> ou mudanças> > abruptas no clima, ficava difícil
> > > encontrar alimento. Era natural,> portanto,> > que, sob a ameaça de
> > > inanição, o organismo concentrasse seus> esforços na> >
> > > proteção dos processos essenciais à sobrevivência. A energia>
> > > do crescimento> > e reprodução (mecanismos trabalhosos para o corpo)
> > > era deslocada> para o> > reparo e manutenção constante das
> > > células. Isso fazia com que as> pessoas> > envelhecessem mais
> > > devagar. Tudo não passava de um truque da> natureza para> > garantir
> > > a continuidade da espécie: ao conservar o corpo, o intuito> era> >
> > > preservar aqueles indivíduos para se reproduzirem assim que as>
> > > coisas> > melhorassem.> >> > Em cinco anos, o laboratório Sirtris
> > > Pharmaceutical promete colocar> no> > mercado uma pílula que imita os
> > > efeitos de se comer pouco, mesmo> que você> > siga uma dieta normal.
> > > O princípio ativo — já comercializado> em medicamentos> > para
> > > diabéticos e como suplemento alimentar — é o> resveratrol,
> > > substância> > encontrada na casca da uva roxa. É sua presença
> > > que confere ao> vinho tinto> > benefícios ao coração. E explica o
> > > que os cientistas chamam de> "paradoxo> > francês": a baixa
> > > mortalidade por doenças cardíacas na> França, mesmo com uma> >
> > > dieta tão rica em gordura. Graças ao hábito comedido que a>
> > > população tem de> > beber vinho quase que diariamente. Além dos
> > > benefícios ao> coração, também há> > evidências de que o
> > > resveratrol reduza o risco de Alzheimer,> derrame,> > diversos tipos de
> > > câncer, perda de audição e osteoporose —> todos problemas> >
> > > comuns no envelhecimento. Já provocar o aumento dos anos de vida>
> > > é algo que> > ainda precisa ser provado em humanos. Mas o resultado
> > > em animais se> mostrou> > estimulante.> >> > VIDA LONGA - E MAIS FELIZ>
> > > >> > Se a ciência de fato nos fizer passar dos 75 com saúde e>
> > > disposição nos fará> > felizes como nunca seríamos. Um estudo
> > > publicado ano passado por> > pesquisadores das universidades de Stony
> > > Brook e Princeton, nos EUA,> traçou> > um paralelo entre bem-estar e
> > > idade. Surpresa: nosso auge de> contentamento> > seria após os 74. Os
> > > resultados formam o que os pesquisadores de> felicidade> > chamam de
> > > curva U (abaixo). Os idosos sentiriam menos raiva e estresse> do> > que
> > > os jovens e teriam menos preocupações do que os adultos> médios.
> > > Pois,> > com a idade, as pessoas lidam melhor com conflitos e controlam
> > > as> emoções. É> > a sabedoria. Os pesquisadores também sugerem
> > > que a saída dos> filhos de casa> > diminui problemas familiares e
> > > financeiros. A ciência está> fazendo sua> > parte, agora falta
> > > lazer, trabalho e INSS para que os mais longevos> possam> > curtir
> > > tranquilos a melhor parte da vida.> >> > Em 2006, pesquisadores da
> > > Escola de Medicina de Harvard realizaram> estudos> > liderados por David
> > > Sinclair — não por acaso, fundador da> Sirtris> > Pharmaceutical,
> > > hoje pertencente à gigante inglesa GlaxoSmithKline.> No> >
> > > experimento, cientistas superalimentaram roedores com uma dieta rica>
> > > em> > gordura. Em paralelo, forneceram a eles doses de resveratrol. As>
> > > cobaias> > ficaram obesas. Ainda assim, seu tempo de vida se estendeu a
> > > um> patamar> > igual ao dos ratos que comiam com restrição. Para
> > > obter esses> efeitos com> > vinho seriam necessárias 300 taças por
> > > dia, ou seja, algo> impensável até> > para o mais bebum dos seres
> > > humanos. O que justifica a corrida da> indústria> > farmacêutica
> > > atrás das pílulas.> >> > Os medicamentos que imitam dietas
> > > metódicas serão uma> aplicação mais> > concreta dos pioneiros
> > > estudos sobre antienvelhecimento. A primeira> > importante pesquisa
> > > científica que provou que restringir calorias> poderia> > prolongar a
> > > vida foi divulgada em 1934. O estudioso de nutrição da> >
> > > Universidade de Cornell, Estados Unidos, Clive McCay, manteve ratos em>
> > > um> > estado de quase fome por quatro anos e os assistiu viver 85% mais>
> > > tempo do> > que a média. Um dos animais chegou aos 3 anos e 9 meses
> > > de idade.> Como,> > cinco anos antes, dois cientistas tinham ganhado o
> > > Prêmio Nobel> pela> > descoberta das vitaminas, pareceu uma pequena
> > > heresia dizer que passar> um> > pouco de fome poderia nos fazer bem.
> > > Mais recentemente, no início> dos anos> > 2000, cientistas do Centro
> > > Nacional de Pesquisa em Primatas de> Wisconsin> > revelaram bons
> > > resultados com macacos mantidos em uma dieta 30% menos> > calórica do
> > > que seus colegas. Além de magros, estavam no auge da> vida.> >
> > > Enquanto os que comiam normalmente se movimentavam lentamente e viam>
> > > cair> > mais pelos, entre outros sinais de velhice.> >> > Em 2015, 2016,
> > > com o medicamento nas farmácias, a Sirtris deve se> tornar a> >
> > > indústria referência em antienvelhecimento. Além do>
> > > resveratrol, seus> > laboratórios estudam outra substância capaz
> > > de imitar os efeitos> de uma> > dieta de baixa caloria: a rapamicina.
> > > Hoje usado para evitar> rejeição em> > transplante de órgãos, o
> > > princípio ativo fez com que ratos de> meia-idade> > vivessem de 28% a
> > > 38% mais tempo, segundo um estudo divulgado pela> revista> > Nature em
> > > meados de 2009. Mais uma pesquisa que mostra que há> esperanças> >
> > > para prolongar a vida mesmo quando o corpo já está desgastado.>
> > > Esta também é> > a promessa da medicina regenerativa.> >> >
> > > Crédito: Maná E.D.I.> >> >> > BIOENGENHARIA> >> > No ano passado,
> > > um grupo de mulheres teve uma oportunidade de ouro:> após> > serem
> > > mutiladas devido ao câncer de mama, viram crescer seios 100%>
> > > naturais,> > a partir de suas próprias células. A técnica que
> > > soa como> milagre foi> > desenvolvida após quase uma década de
> > > estudos pela empresa de> biotecnologia> > americana Cytori Therapeutics,
> > > que pretende trazer o método para o> Brasil> > ainda este ano.
> > > Permite dupla recauchutagem: as células que dão> origem ao> > novo
> > > seio são extraídas de uma cirurgia plástica para tirar>
> > > gordurinhas> > indesejadas. O procedimento começa com uma
> > > lipoaspiração, por> exemplo, na> > barriga. Da gordura são
> > > colhidas células-tronco, capazes de se> multiplicar> > para gerar
> > > tecidos de outras partes do corpo, como a mama. Elas> são, então,>
> > > > aplicadas na região do peito. Conforme crescem, formam um novo>
> > > seio, sem> > risco de rejeição.> >> > A descoberta de
> > > células-tronco na gordura foi um grande avanço> para a> > medicina
> > > regenerativa. Somente no Brasil, são realizadas mais de> 200 mil> >
> > > lipoaspirações por ano. No ano passado, Radovan Borojevic, diretor>
> > > do> > Programa Avançado de Biologia Celular Aplicada à Medicina
> > > da> UFRJ,> > conseguiu, de forma inédita no Brasil, autorização
> > > da> Comissão Nacional de> > Ética em Pesquisa (Conep) para
> > > manipular células-tronco de> gordura. "Esse> > material pode garantir
> > > reserva para a velhice, para sanar as> doenças> > naturais do passar
> > > dos anos e até diminuir as rugas", diz. Quem> fizer uma> >
> > > lipoaspiração aos 20, por exemplo, pode chegar aos 60 e usar as>
> > > células> > guardadas para preencher a pele envelhecida e se livrar
> > > dos pés de> galinha.> > Como as células terão a memória de
> > > sua juventude, será> possível fazer o que> > nenhum cosmético
> > > ou Botox jamais conseguiu: ter cara de 20, aos 60.> O> > procedimento,
> > > cujo efeito dura de quatro a cinco anos, já está> em fase de> >
> > > testes. Em três meses, Borojevic realizou 70 implantes de> células
> > > antirrugas> > — os interessados podem se inscrever para os testes no
> > > Instituto> de Ciências> > Biomédicas da UFRJ. Mas esta é apenas
> > > a mais frívola das> promessas da> > bioengenharia. "Com as
> > > técnicas, vamos envelhecer muito melhor do> que os> > nossos
> > > avós", afirma Borojevic.> >> > Experimentos em humanos mostraram que
> > > o implante de células-tronco> pode> > reparar órgãos vitais.
> > > Entre eles, o coração, que teria> benefícios como o> > aumento da
> > > quantidade e bombeamento de sangue após infartos,> diminuição da>
> > > > área de tecidos mortos e melhora da capacidade respiratória em>
> > > casos de> > doenças cardíacas crônicas. Outro resultado
> > > positivo é a> redução da> > incontinência urinária em
> > > pacientes que passaram por cirurgias> de próstata.> > "A medicina
> > > regenerativa para problemas do envelhecimento será de> fato> >
> > > composta por peças de substituição", afirma o gerontologista>
> > > inglês criador> > da Fundação Sens, de estudos de biotecnologia
> > > para> rejuvenescimento, Aubrey> > de Grey, polêmico, entre outras
> > > coisas, por afirmar que a velhice> é uma> > doença à espera de
> > > cura.> >> > A HORA DA MORTE> >> > Com sua aparência de Matusalém,
> > > apesar dos 47 anos de idade, De> Grey> > acredita que podemos ser
> > > imortais e que os homens que vão viver mil> anos já> > nasceram.
> > > Passar mais tempo na Terra do que o próprio personagem> bíblico,>
> > > > que teria morrido aos 969, seria possível graças ao>
> > > desenvolvimento da> > engenharia para impedir que nossas células
> > > envelheçam e da> reposição de> > órgãos e tecidos. "Uma vez
> > > que a medicina regenerativa se> desenvolver, o> > limite biológico do
> > > corpo desaparecerá." A ideia gerou tanta> controvérsia na> >
> > > comunidade científica que, em 2005, o Massachusetts Institute of>
> > > Technology> > (MIT) lançou um concurso que premiaria com US$ 20 mil
> > > quem> conseguisse> > provar que a tese de Aubrey era descabida. Cinco
> > > inscrições foram> analisadas> > por um júri composto por
> > > cabeças como o geneticista Craig> Venter. Ninguém> > levou o
> > > prêmio.> >> > A crença de que a ciência e a tecnologia nos
> > > permitirão> redesenhar o próprio> > corpo para nos fazer viver
> > > muito mais, até indefinidamente, guia> uma> > corrente filosófica
> > > chamada transhumanismo. Os seguidores do> pensamento> > acreditam que
> > > por meio de áreas de conhecimento emergentes como> > biotecnologia,
> > > inteligência artificial, robótica e> nanotecnologia, poderemos> >
> > > superar a própria condição humana. "O homem não é o final>
> > > da evolução> > biológica, e sim o começo de uma evolução
> > > tecnológica",> afirma o engenheiro> > venezuelano formado pelo MIT e
> > > que já trabalhou para a Nasa,> José Cordeiro,> > grande divulgador
> > > do transhumanismo na América Latina. Ele acredita> que> >
> > > assistiremos à morte da morte — e que não há nada de>
> > > antinatural nisso. "O> > propósito da vida é mais vida. Além do
> > > mais, ninguém quer> morrer, ainda mais> > se tiver a oportunidade de
> > > não ficar velho."> >> > A visão de que vale a pena manipular nosso
> > > corpo a qualquer custo> para ser> > jovem para sempre encontra olhares
> > > críticos. "Essa pretensão de> vida eterna> > é um erro
> > > existencial, uma arrogância do homem em querer> inventar uma vida> >
> > > que não é sua. Pois a finitude é um atributo da nossa, e é>
> > > o que a faz ser> > boa", afirma o cientista político Clóvis de
> > > Barros Filho,> professor de ética> > da Escola de Comunicação e
> > > Artes da Universidade de São Paulo> (USP). "É uma> > ilusão
> > > narcisista acreditar que se vai viver em gozo eternamente.> Ficar dos> >
> > > 60 aos 120 anos curtindo aposentadoria e nunca aceitar o dissolver,> que
> > > é o> > nosso destino", diz a filósofa e terapeuta Regina Favre, de
> > > São> Paulo, que> > acredita que a busca pela longevidade sem fim seja
> > > fruto da> solidão, do> > desamparo e do medo gerado pelos problemas
> > > da velhice e proximidade da> > morte. Ou como escreveu o escritor
> > > argentino Jorge Luis Borges> (1899-1986)> > no conto O Imortal,
> > > publicado no livro O Aleph: "Dilatar a vida dos> homens é> > como
> > > dilatar sua agonia e multiplicar o número de suas mortes".> >> >
> > > Mesmo que a medicina conseguisse fazer com que as pessoas tivessem>
> > > saúde e> > disposição para trabalhar até os 100, provavelmente
> > > não> haveria mercado para> > todos. Com uma superpopulação de
> > > idosos, a previdência social> certamente> > iria quebrar. "Não
> > > adianta chegarmos aos 200 anos se não> resolvermos esses> >
> > > problemas", diz a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e> >
> > > Gerontologia, Silvia Regina Mendes Pereira, que acha positivo o>
> > > esforço dos> > cientistas para evitar doenças como diabetes ou
> > > Alzheimer, desde> que a> > qualidade de vida seja encarada de forma
> > > global. "E isso passa por> vários> > aspectos. Um deles, sim, é a
> > > saúde, mas também há o> psicológico e o social."> >> >> > As
> > > transformações no mundo caso as pessoas passem a viver> décadas ou
> > > até> > séculos a mais são inevitáveis. Mas, para De Grey,>
> > > compensaria enfrentá-las.> > "Essas dificuldades não superam os
> > > benefícios da eliminação> de doenças> > relacionadas à
> > > idade, como problemas cardiovasculares e câncer",> afirma.> > Mesmo
> > > porque esses problemas terão que ser pensados de imediato.> Pois,
> > > antes> > mesmo das pirotecnias científicas se tornarem realidade, a>
> > > longevidade no> > mundo só cresce. Para se ter ideia, vivemos 25 anos
> > > a mais do que> um século> > atrás. Nos países desenvolvidos, a
> > > expectativa de vida aumenta> cinco horas> > por dia. Ou seja, já
> > > há motivos suficientes para a ciência se> preocupar com> > os
> > > muitos que, em tempos anteriores às pílulas que simulam fome> ou
> > > injeções> > de enzimas e células-tronco, fazem muito mais
> > > aniversários do> que um dia> > nossos avós jamais poderiam
> > > imaginar.> >> > O profeta da imortalidade> >> > O cientista do
> > > envelhecimento Aubrey de Grey afirma que, em 2030,> estaremos> > vivendo
> > > até os 130 anos. E que os homens que farão mil> aniversários
> > > já> > nasceram. A seguir ele conta como isso será possível> >>
> > > > * Por que envelhecemos?> > Aubrey de Grey: Porque o corpo humano, como
> > > qualquer máquina, causa> danos a> > si mesmo como efeito colateral
> > > natural de sua operação. Esse> prejuízo se> > acumula ao longo da
> > > vida. Por um longo tempo quase não afeta a> habilidade do> > corpo
> > > para funcionar, mas, eventualmente, provoca doenças e> incapacidade.>
> > > >> > * As pessoas que viveriam mil anos precisariam constantemente>
> > > substituir> > peças, como um robô?> > De Grey: De fato, a maior
> > > parte das técnicas serão compostas por> peças de> >
> > > substituição, mas a um nível microscópico. Em alguns casos,>
> > > podemos trocar> > órgãos inteiros. Porém, mais frequentemente,
> > > serão> células ou moléculas.> >> > * Mesmo pessoas
> > > sedentárias, com excesso de peso e estressadas> serão capazes> >
> > > de viver mais?> > De Grey: A medicina regenerativa vai permitir que as
> > > pessoas> ultrapassem por> > uma larga margem a longevidade que qualquer
> > > um consegue atualmente,> mesmo> > com a melhor vida possível, mesmo
> > > aqueles com uma genética> privilegiada.> > Então, sim, estas
> > > terapias irão funcionar em todos, mesmo> naqueles com um> > estilo de
> > > vida ruim.> >> > * Existe limite biológico para a vida dos seres
> > > humanos?> > De Grey: Há de fato um limite biológico para quanto
> > > tempo as> pessoas podem> > viver, porque certos aspectos do nosso
> > > metabolismo, como a> respiração, são> > inevitáveis e acumulam
> > > danos moleculares e celulares. Porém, uma> vez que se> > desenvolvam
> > > técnicas de bioengenharia para reparar esses danos,> não
> > > haverá> > mais limite para a vida do homem.> >> > * Como lidar com as
> > > consequências sociais de se ter uma> superpopulação?> > De Grey: A
> > > eliminação do envelhecimento vai mudar o mundo. E> precisaremos> >
> > > agir diante de muitas dessas transformações. No entanto, essas>
> > > dificuldades> > não superam os benefícios da eliminação de
> > > doenças como> câncer e problemas> > cardiovasculares.> >> > *
> > > Viver mais significa viver melhor?> > De Grey: Não necessariamente.
> > > Mas o trabalho em minha fundação> de estudos em> > engenharia de
> > > rejuvenescimento, a Sens, foca em viver melhor, ou seja,> adiar> > o
> > > processo das doenças da velhice. A longevidade será um efeito>
> > > colateral:> > só ocorrerá porque as pessoas serão mantidas
> > > saudáveis.> >> > * Você aplica técnicas de medicina
> > > regenerativa em si mesmo?> Já testou> > alguma?> > De Grey: Estou
> > > ansioso para me beneficiar destas terapias. Não> faço isso> >
> > > simplesmente porque, na prática, elas ainda não existem.> >>
> > >
> > >
> > >
> > > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009"
> > > <marcelleandro2009@> escreveu
> > > >
> > > >
> > > > Victor,
> > > >
> > > > > Será que nós, daqui do fórum, ainda poderemos nos
> > > beneficiar
> > > > desses avanços
> > > > > da medicina?
> > > >
> > > > Provavelmente algum benefício sim. Segundo pesquisas, que enviei
> > > > anteriormente uma matéria a respeito, bastaria uma boa dieta de
> > > baixa
> > > > caloria para termos efeitos positivos. Sem considerar alguns
> > > suplementos
> > > > (e alimentos), ainda a serem melhor avaliados, que  já existem no
> > > > mercado.
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Marcel
> > > >
> > > >
> > > > >
> > > > > Suspeito que as respostas para essa perguntinha ficarão aí por
> > > > volta de
> > > > > "naaaão!"
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > Acho que a maioria de nós vai ficar, com sorte, é na média
> > > > mesmo!
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > Particularmente, só quero chegar lá se com tudo em cima e
> > > > lúcido para
> > > > > continuar "heresiando às avessas"...
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > Senão, cadê a graça?
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > Sds,
> > > > >
> > > > > Victor.
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > De: ciencialist@...
> > > > [mailto:ciencialist@...]
> > > > > Em nome de marcelleandro2009
> > > > > Enviada em: sexta-feira, 16 de março de 2012 17:49
> > > > > Para: ciencialist@...
> > > > > Assunto: [ciencialist] A cura do envelhecimento , starvation
> > > response,
> > > > etc.
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > >
> > > http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT204682-17773,00.htm\
> > > \
> > > > l
> > > > >
> > > > > A cura do envelhecimento
> > > > >
> > > > > Pílulas, células-tronco, dietas e tratamentos para evitar
> > > > doenças e
> > > > > regenerar órgãos. Conheça as novas armas da ciência para
> > > > nos manter com
> > > > > aparência jovem para sempre
> > > > >
> > > > > Priscilla Santos, com reportagem de Bruna Fasano e Willian Okada
> > > > >
> > > > > FONTE DA JUVENTUDE
> > > > > Crédito: Maná E.D.I.
> > > > >
> > > > > O soldado e explorador espanhol Juan Ponce de León (1460-1521)
> > > > já havia
> > > > > acompanhado Cristóvão Colombo em sua segunda viagem à
> > > > América quando começou
> > > > > sua busca pela mitológica Fonte da Juventude. Os nativos de Porto
> > > > Rico, onde
> > > > > Ponce havia criado uma colônia, diziam existir tal fonte
> > > misteriosa
> > > > capaz de
> > > > > proporcionar a jovialidade eterna para quem em suas águas se
> > > > banhasse. O
> > > > > viajante nunca a encontrou — acabou foi descobrindo a
> > > Flórida,
> > > > ironicamente
> > > > > o estado americano hoje com a maior proporção de idosos. Ponce de
> > > > León não
> > > > > foi o único a procurar incansavelmente por uma forma de ser jovem
> > > > para
> > > > > sempre. A busca pela imortalidade e pela juventude eterna sempre
> > > > fascinou o
> > > > > homem, único animal que tem consciência da própria morte
> > > > — e por isso sofre.
> > > > > Mas nunca esteve tão próxima de ser alcançada. Como Ponce
> > > de
> > > > Leóns
> > > > > contemporâneos, os cientistas do século 21 vêm perseguindo
> > > o
> > > > fim da maior
> > > > > causa de morte do mundo: a velhice. Por consequência, as
> > > doenças
> > > > decorrentes
> > > > > dela. E parecem estar mais próximos de, no mínimo,
> > > > postergá-la. "Os avanços
> > > > > da área biológica que surgem nesse começo de século
> > > > indicam que muitos de
> > > > > nós poderemos chegar facilmente aos 100, 150 anos", diz o
> > > professor
> > > > do
> > > > > Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do
> > > Rio
> > > > de Janeiro
> > > > > (UFRJ), Stevens Rehen.
> > > > >
> > > > > Prolongar a vida seria apenas uma consequência de fazer as
> > > pessoas
> > > > serem
> > > > > mais saudáveis por mais tempo. Esse é o principal objetivo da
> > > > nova ciência
> > > > > do antienvelhecimento, que pretende atacar de uma só vez todas as
> > > > formas de
> > > > > deterioração do corpo para fazer com que o nosso relógio
> > > > biológico corra
> > > > > mais devagar. Assim, ficaríamos longe de doenças decorrentes
> > > da
> > > > idade
> > > > > avançada — como Alzheimer, demência, diabetes e doenças
> > > > cardíacas — por mais
> > > > > tempo. Atacar a velhice, portanto, seria a melhor e talvez única
> > > > forma de
> > > > > nos afastarmos dos males provocados por ela. Combater uma a uma as
> > > > doenças —
> > > > > algo que desde sempre fazemos — não surtiria grandes efeitos.
> > > > Nos Estados
> > > > > Unidos, por exemplo, se os problemas de coração fossem totalmente
> > > > > eliminados, a expectativa de vida não subiria mais do que três
> > > > anos. O mesmo
> > > > > que proporcionaria uma cura milagrosa para o câncer. "O risco de
> > > > doenças
> > > > > fatais dispara após os 60 anos. Assim, mesmo que evitemos o
> > > ataque
> > > > cardíaco,
> > > > > outros problemas vão nos pegar", afirma o escritor de ciência
> > > e
> > > > medicina
> > > > > americano David Stipp, autor do livro The Youth Pill (A Pílula da
> > > > Juventude,
> > > > > sem edição no Brasil), lançado no ano passado. Por isso, a
> > > > maneira de
> > > > > aumentar a expectativa e a qualidade de vida para valer é evitar
> > > > chegar
> > > > > nesse estágio em que já estamos mais fracos e vulneráveis a
> > > > doenças.
> > > > >
> > > > > Em vez de águas milagrosas, a Fonte da Juventude perseguida pelos
> > > > cientistas
> > > > > oferecerá tratamentos futurísticos descobertos nos mais
> > > > ardilosos
> > > > > experimentos
> > > > > Crédito: Maná E.D.I.
> > > > >
> > > > > INJEÇÃO ANTIVELHICE
> > > > >
> > > > > Em novembro passado, pesquisadores do Instituto de Câncer
> > > > Dana-Farber, da
> > > > > Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, publicaram um
> > > > estudo que
> > > > > contrariou um dos principais conceitos sobre o processo de
> > > > envelhecimento: o
> > > > > de que ele é irreversível. Eles conseguiram, pela primeira
> > > vez,
> > > > rejuvenescer
> > > > > ratos de laboratório. O experimento foi baseado num mecanismo que
> > > > rendeu, um
> > > > > ano antes, o Prêmio Nobel de Medicina a outros três cientistas
> > > > americanos: a
> > > > > relação entre o processo de envelhecimento e os telômeros, uma
> > > > espécie de
> > > > > capinha que protege a ponta de cada cromossomo dentro de nossas
> > > > células —
> > > > > numa comparação grosseira, o telômero assemelha-se àquele
> > > > revestimento
> > > > > plástico presente na ponta dos cadarços de um tênis. A cada
> > > > vez que a célula
> > > > > se divide, essa capinha se encurta um pouco. Depois de 50 a 80
> > > > duplicações a
> > > > > célula não consegue mais se multiplicar — após os 35
> > > anos
> > > > de idade, os
> > > > > efeitos desse processo já começam a ser sentidos. O tempo
> > > passa
> > > > e, sem
> > > > > células novas e com algumas mortas ou inativas, nossos
> > > órgãos
> > > > começam a se
> > > > > deteriorar. É a velhice.
> > > > >
> > > > > Nascemos com um mecanismo capaz de driblar esse processo, uma enzima
> > > > chamada
> > > > > telomerase. Ela repara as tais capas protetoras dos cromossomos
> > > > após cada
> > > > > divisão celular. Porém, após a infância, sua
> > > > concentração cai drasticamente.
> > > > > Fazer com que ela volte a crescer é um dos caminhos para
> > > postergar
> > > > o
> > > > > envelhecimento — ou até mesmo revertê-lo. No estudo de
> > > > Harvard, os
> > > > > cientistas criaram ratos geneticamente modificados de forma que
> > > não
> > > > > produzissem a telomerase. Como resultado, os animais envelheceram
> > > > > rapidamente. Os sinais incluíram diminuição do cérebro e do
> > > > olfato, danos no
> > > > > baço e intestinos, além de doenças como osteoporose e
> > > > diabetes. Com apenas
> > > > > um mês de ingestão de telomerase, no entanto, tais sintomas
> > > > sumiram. Os
> > > > > ratos voltaram inclusive a ser férteis e desenvolveram
> > > > neurônios, sem contar
> > > > > uma invejável melhora na pele. "O que vimos não foi a
> > > > desaceleração ou
> > > > > estabilização do envelhecimento, mas algo muito mais incrível:
> > > > uma reversão
> > > > > dramática dele", afirma Ronald DePinho, coordenador da pesquisa.
> > > > "É possível
> > > > > imaginar que um homem de 90 anos voltaria a ter a saúde que
> > > > possuía aos 40
> > > > > ou 50", diz. Porém, apesar de ter sido bem-sucedido em ratos, o
> > > > tratamento
> > > > > ainda não foi testado em humanos. E não há perspectiva de
> > > que
> > > > isso aconteça
> > > > > nos próximos anos. "Ainda temos muito trabalho pela frente. O
> > > > próximo passo
> > > > > é descobrir em que estágio da vida as pessoas precisariam se
> > > > submeter à
> > > > > injeção de telomerase", afirma DePinho. Em paralelo a isso, ainda
> > > > seria
> > > > > preciso ultrapassar um grande empecilho: o potencial risco de
> > > > câncer.
> > > > >
> > > > > Fora do período de gestação e infância, a telomerase só
> > > > retorna em grandes
> > > > > quantidades nas células cancerosas — sabe-se que 90% dos
> > > > tumores possuem a
> > > > > enzima. Aliás, é por isso que elas se reproduzem
> > > > incessantemente. "Se você
> > > > > persegue a imortalidade, é o que, de um modo perverso, também
> > > > fazem as
> > > > > células com câncer", diz o oncologista e professor de medicina
> > > > da
> > > > > Universidade Columbia, Estados Unidos, Siddhartha Mukherjee, autor
> > > do
> > > > > recém-lançado livro The Emperor of All Maladies: A Biography
> > > of
> > > > Cancer (O
> > > > > Império de Todas as Enfermidades: Uma Biografia do Câncer, sem
> > > > edição no
> > > > > Brasil).
> > > > >
> > > > > Além da vantagem óbvia para todo mundo de postergar a chegada
> > > da
> > > > velhice, um
> > > > > grupo específico de pessoas se beneficiaria caso os pesquisadores
> > > > > conseguissem resolver as contraindicações desse tipo de
> > > tratamento.
> > > > Trata-se
> > > > > de indivíduos que, por conta de uma sequência genética,
> > > > têm menos telomerase
> > > > > desde a gestação. Consequentemente, envelhecem mais rápido e
> > > > chegam a ser
> > > > > biologicamente até dez anos mais velhos do que outras pessoas da
> > > > mesma
> > > > > idade. Essa sequência de DNA foi mapeada em fevereiro do ano
> > > > passado por
> > > > > cientistas da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Em um
> > > estudo
> > > > com 3
> > > > > mil pessoas, 45% delas carregavam ao menos um gene da sequência.
> > > Os
> > > > > pesquisadores acreditam que um mapeamento desse tipo possibilitaria
> > > > > prescrever estilos de vida saudáveis àqueles mais propensos
> > > aos
> > > > males do
> > > > > envelhecimento. Além de exercícios físicos, uma dieta com
> > > > poucas calorias
> > > > > entraria na receita. Pois é sabido, e cientificamente provado,
> > > que
> > > > quem come
> > > > > menos, vive mais.
> > > > >
> > > > > UMA ENZIMA PARA NOS MANTER SEMPRE JOVENS
> > > > > A deterioração de nosso corpo começa de forma microscópica,
> > > > em nossos
> > > > > cromossomos. Uma substância pode revertê-la. Veja como (clique
> > > > aqui para
> > > > > ampliar)
> > > > >
> > > > > 300 TAÇAS DE VINHO
> > > > >
> > > > > Uma dieta diária entre 1.200 e 1.400 calorias — 30% a menos
> > > do
> > > > que a
> > > > > sugerida pela Organização Mundial da Saúde — poderia
> > > > aumentar nossa
> > > > > expectativa de vida média para 120 anos. Algumas pessoas
> > > chegariam,
> > > > então,
> > > > > aos 150. Mesmo que você começasse a comer menos aos 30, ainda
> > > > teria chance
> > > > > de prolongar seu tempo na Terra em sete anos. É atrás dessas
> > > > promessas que
> > > > > ao menos 2 mil pessoas praticam a dieta de baixa caloria no mundo.
> > > > Esse é o
> > > > > número de membros da Sociedade de Restrição Calórica.
> > > Apesar
> > > > da matriz estar
> > > > > localizada nos Estados Unidos, há integrantes de várias partes
> > > > do planeta,
> > > > > inclusive cinco do Brasil (que não se identificam). Os resultados
> > > > dos pratos
> > > > > moderados têm sido positivos. Dados divulgados pela Sociedade
> > > > atestam que os
> > > > > adeptos da dieta registraram queda significativa da pressão
> > > > sanguínea, perda
> > > > > de quase 70% da gordura corporal e redução de 80% do nível de
> > > > insulina no
> > > > > sangue, o que, no mínimo, faz cair o risco de doenças
> > > > cardíacas e diabetes.
> > > > > Pratos mais comportados também são a receita milenar dos
> > > > habitantes do
> > > > > arquipélago japonês de Okinawa — é lá que estão
> > > as
> > > > pessoas que mais vivem no
> > > > > mundo. A proporção de centenários nas ilhas é de 50 para
> > > cada
> > > > 100 mil
> > > > > moradores, enquanto nos demais países cai para dez a cada 100
> > > mil.
> > > > A
> > > > > população de Okinawa é de cerca de 1,3 milhão. Não por
> > > > acaso, um prato
> > > > > típico no arquipélago tem 17% menos calorias do que no
> > > restante
> > > > do Japão.
> > > > >
> > > > > A teoria mais aceita de por que comer pouco nos faria envelhecer
> > > mais
> > > > > devagar é evolutiva. Os efeitos benéficos das baixas calorias
> > > se
> > > > devem a um
> > > > > mecanismo chamado starvation response, ou resposta à fome, em
> > > > português. Nos
> > > > > primórdios da humanidade, durante os períodos de grandes secas
> > > > ou mudanças
> > > > > abruptas no clima, ficava difícil encontrar alimento. Era
> > > natural,
> > > > portanto,
> > > > > que, sob a ameaça de inanição, o organismo concentrasse seus
> > > > esforços na
> > > > > proteção dos processos essenciais à sobrevivência. A
> > > energia
> > > > do crescimento
> > > > > e reprodução (mecanismos trabalhosos para o corpo) era deslocada
> > > > para o
> > > > > reparo e manutenção constante das células. Isso fazia com que
> > > as
> > > > pessoas
> > > > > envelhecessem mais devagar. Tudo não passava de um truque da
> > > > natureza para
> > > > > garantir a continuidade da espécie: ao conservar o corpo, o
> > > intuito
> > > > era
> > > > > preservar aqueles indivíduos para se reproduzirem assim que as
> > > > coisas
> > > > > melhorassem.
> > > > >
> > > > > Em cinco anos, o laboratório Sirtris Pharmaceutical promete
> > > colocar
> > > > no
> > > > > mercado uma pílula que imita os efeitos de se comer pouco, mesmo
> > > > que você
> > > > > siga uma dieta normal. O princípio ativo — já
> > > comercializado
> > > > em medicamentos
> > > > > para diabéticos e como suplemento alimentar — é o
> > > > resveratrol, substância
> > > > > encontrada na casca da uva roxa. É sua presença que confere ao
> > > > vinho tinto
> > > > > benefícios ao coração. E explica o que os cientistas chamam de
> > > > "paradoxo
> > > > > francês": a baixa mortalidade por doenças cardíacas na
> > > > França, mesmo com uma
> > > > > dieta tão rica em gordura. Graças ao hábito comedido que a
> > > > população tem de
> > > > > beber vinho quase que diariamente. Além dos benefícios ao
> > > > coração, também há
> > > > > evidências de que o resveratrol reduza o risco de Alzheimer,
> > > > derrame,
> > > > > diversos tipos de câncer, perda de audição e osteoporose —
> > > > todos problemas
> > > > > comuns no envelhecimento. Já provocar o aumento dos anos de vida
> > > > é algo que
> > > > > ainda precisa ser provado em humanos. Mas o resultado em animais se
> > > > mostrou
> > > > > estimulante.
> > > > >
> > > > > VIDA LONGA - E MAIS FELIZ
> > > > >
> > > > > Se a ciência de fato nos fizer passar dos 75 com saúde e
> > > > disposição nos fará
> > > > > felizes como nunca seríamos. Um estudo publicado ano passado por
> > > > > pesquisadores das universidades de Stony Brook e Princeton, nos EUA,
> > > > traçou
> > > > > um paralelo entre bem-estar e idade. Surpresa: nosso auge de
> > > > contentamento
> > > > > seria após os 74. Os resultados formam o que os pesquisadores de
> > > > felicidade
> > > > > chamam de curva U (abaixo). Os idosos sentiriam menos raiva e
> > > estresse
> > > > do
> > > > > que os jovens e teriam menos preocupações do que os adultos
> > > > médios. Pois,
> > > > > com a idade, as pessoas lidam melhor com conflitos e controlam as
> > > > emoções. É
> > > > > a sabedoria. Os pesquisadores também sugerem que a saída dos
> > > > filhos de casa
> > > > > diminui problemas familiares e financeiros. A ciência está
> > > > fazendo sua
> > > > > parte, agora falta lazer, trabalho e INSS para que os mais longevos
> > > > possam
> > > > > curtir tranquilos a melhor parte da vida.
> > > > >
> > > > > Em 2006, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard realizaram
> > > > estudos
> > > > > liderados por David Sinclair — não por acaso, fundador da
> > > > Sirtris
> > > > > Pharmaceutical, hoje pertencente à gigante inglesa
> > > GlaxoSmithKline.
> > > > No
> > > > > experimento, cientistas superalimentaram roedores com uma dieta rica
> > > > em
> > > > > gordura. Em paralelo, forneceram a eles doses de resveratrol. As
> > > > cobaias
> > > > > ficaram obesas. Ainda assim, seu tempo de vida se estendeu a um
> > > > patamar
> > > > > igual ao dos ratos que comiam com restrição. Para obter esses
> > > > efeitos com
> > > > > vinho seriam necessárias 300 taças por dia, ou seja, algo
> > > > impensável até
> > > > > para o mais bebum dos seres humanos. O que justifica a corrida da
> > > > indústria
> > > > > farmacêutica atrás das pílulas.
> > > > >
> > > > > Os medicamentos que imitam dietas metódicas serão uma
> > > > aplicação mais
> > > > > concreta dos pioneiros estudos sobre antienvelhecimento. A primeira
> > > > > importante pesquisa científica que provou que restringir calorias
> > > > poderia
> > > > > prolongar a vida foi divulgada em 1934. O estudioso de nutrição
> > > da
> > > > > Universidade de Cornell, Estados Unidos, Clive McCay, manteve ratos
> > > em
> > > > um
> > > > > estado de quase fome por quatro anos e os assistiu viver 85% mais
> > > > tempo do
> > > > > que a média. Um dos animais chegou aos 3 anos e 9 meses de idade.
> > > > Como,
> > > > > cinco anos antes, dois cientistas tinham ganhado o Prêmio Nobel
> > > > pela
> > > > > descoberta das vitaminas, pareceu uma pequena heresia dizer que
> > > passar
> > > > um
> > > > > pouco de fome poderia nos fazer bem. Mais recentemente, no início
> > > > dos anos
> > > > > 2000, cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Primatas de
> > > > Wisconsin
> > > > > revelaram bons resultados com macacos mantidos em uma dieta 30%
> > > menos
> > > > > calórica do que seus colegas. Além de magros, estavam no auge
> > > da
> > > > vida.
> > > > > Enquanto os que comiam normalmente se movimentavam lentamente e viam
> > > > cair
> > > > > mais pelos, entre outros sinais de velhice.
> > > > >
> > > > > Em 2015, 2016, com o medicamento nas farmácias, a Sirtris deve se
> > > > tornar a
> > > > > indústria referência em antienvelhecimento. Além do
> > > > resveratrol, seus
> > > > > laboratórios estudam outra substância capaz de imitar os
> > > efeitos
> > > > de uma
> > > > > dieta de baixa caloria: a rapamicina. Hoje usado para evitar
> > > > rejeição em
> > > > > transplante de órgãos, o princípio ativo fez com que ratos
> > > de
> > > > meia-idade
> > > > > vivessem de 28% a 38% mais tempo, segundo um estudo divulgado pela
> > > > revista
> > > > > Nature em meados de 2009. Mais uma pesquisa que mostra que há
> > > > esperanças
> > > > > para prolongar a vida mesmo quando o corpo já está desgastado.
> > > > Esta também é
> > > > > a promessa da medicina regenerativa.
> > > > >
> > > > > Crédito: Maná E.D.I.
> > > > >
> > > > >
> > > > > BIOENGENHARIA
> > > > >
> > > > > No ano passado, um grupo de mulheres teve uma oportunidade de ouro:
> > > > após
> > > > > serem mutiladas devido ao câncer de mama, viram crescer seios
> > > 100%
> > > > naturais,
> > > > > a partir de suas próprias células. A técnica que soa como
> > > > milagre foi
> > > > > desenvolvida após quase uma década de estudos pela empresa de
> > > > biotecnologia
> > > > > americana Cytori Therapeutics, que pretende trazer o método para
> > > o
> > > > Brasil
> > > > > ainda este ano. Permite dupla recauchutagem: as células que
> > > dão
> > > > origem ao
> > > > > novo seio são extraídas de uma cirurgia plástica para tirar
> > > > gordurinhas
> > > > > indesejadas. O procedimento começa com uma lipoaspiração, por
> > > > exemplo, na
> > > > > barriga. Da gordura são colhidas células-tronco, capazes de se
> > > > multiplicar
> > > > > para gerar tecidos de outras partes do corpo, como a mama. Elas
> > > > são, então,
> > > > > aplicadas na região do peito. Conforme crescem, formam um novo
> > > > seio, sem
> > > > > risco de rejeição.
> > > > >
> > > > > A descoberta de células-tronco na gordura foi um grande avanço
> > > > para a
> > > > > medicina regenerativa. Somente no Brasil, são realizadas mais de
> > > > 200 mil
> > > > > lipoaspirações por ano. No ano passado, Radovan Borojevic,
> > > diretor
> > > > do
> > > > > Programa Avançado de Biologia Celular Aplicada à Medicina da
> > > > UFRJ,
> > > > > conseguiu, de forma inédita no Brasil, autorização da
> > > > Comissão Nacional de
> > > > > Ética em Pesquisa (Conep) para manipular células-tronco de
> > > > gordura. "Esse
> > > > > material pode garantir reserva para a velhice, para sanar as
> > > > doenças
> > > > > naturais do passar dos anos e até diminuir as rugas", diz. Quem
> > > > fizer uma
> > > > > lipoaspiração aos 20, por exemplo, pode chegar aos 60 e usar as
> > > > células
> > > > > guardadas para preencher a pele envelhecida e se livrar dos pés
> > > de
> > > > galinha.
> > > > > Como as células terão a memória de sua juventude, será
> > > > possível fazer o que
> > > > > nenhum cosmético ou Botox jamais conseguiu: ter cara de 20, aos
> > > 60.
> > > > O
> > > > > procedimento, cujo efeito dura de quatro a cinco anos, já está
> > > > em fase de
> > > > > testes. Em três meses, Borojevic realizou 70 implantes de
> > > > células antirrugas
> > > > > — os interessados podem se inscrever para os testes no Instituto
> > > > de Ciências
> > > > > Biomédicas da UFRJ. Mas esta é apenas a mais frívola das
> > > > promessas da
> > > > > bioengenharia. "Com as técnicas, vamos envelhecer muito melhor do
> > > > que os
> > > > > nossos avós", afirma Borojevic.
> > > > >
> > > > > Experimentos em humanos mostraram que o implante de
> > > células-tronco
> > > > pode
> > > > > reparar órgãos vitais. Entre eles, o coração, que teria
> > > > benefícios como o
> > > > > aumento da quantidade e bombeamento de sangue após infartos,
> > > > diminuição da
> > > > > área de tecidos mortos e melhora da capacidade respiratória em
> > > > casos de
> > > > > doenças cardíacas crônicas. Outro resultado positivo é a
> > > > redução da
> > > > > incontinência urinária em pacientes que passaram por cirurgias
> > > > de próstata.
> > > > > "A medicina regenerativa para problemas do envelhecimento será de
> > > > fato
> > > > > composta por peças de substituição", afirma o gerontologista
> > > > inglês criador
> > > > > da Fundação Sens, de estudos de biotecnologia para
> > > > rejuvenescimento, Aubrey
> > > > > de Grey, polêmico, entre outras coisas, por afirmar que a velhice
> > > > é uma
> > > > > doença à espera de cura.
> > > > >
> > > > > A HORA DA MORTE
> > > > >
> > > > > Com sua aparência de Matusalém, apesar dos 47 anos de idade,
> > > De
> > > > Grey
> > > > > acredita que podemos ser imortais e que os homens que vão viver
> > > mil
> > > > anos já
> > > > > nasceram. Passar mais tempo na Terra do que o próprio personagem
> > > > bíblico,
> > > > > que teria morrido aos 969, seria possível graças ao
> > > > desenvolvimento da
> > > > > engenharia para impedir que nossas células envelheçam e da
> > > > reposição de
> > > > > órgãos e tecidos. "Uma vez que a medicina regenerativa se
> > > > desenvolver, o
> > > > > limite biológico do corpo desaparecerá." A ideia gerou tanta
> > > > controvérsia na
> > > > > comunidade científica que, em 2005, o Massachusetts Institute of
> > > > Technology
> > > > > (MIT) lançou um concurso que premiaria com US$ 20 mil quem
> > > > conseguisse
> > > > > provar que a tese de Aubrey era descabida. Cinco inscrições foram
> > > > analisadas
> > > > > por um júri composto por cabeças como o geneticista Craig
> > > > Venter. Ninguém
> > > > > levou o prêmio.
> > > > >
> > > > > A crença de que a ciência e a tecnologia nos permitirão
> > > > redesenhar o próprio
> > > > > corpo para nos fazer viver muito mais, até indefinidamente, guia
> > > > uma
> > > > > corrente filosófica chamada transhumanismo. Os seguidores do
> > > > pensamento
> > > > > acreditam que por meio de áreas de conhecimento emergentes como
> > > > > biotecnologia, inteligência artificial, robótica e
> > > > nanotecnologia, poderemos
> > > > > superar a própria condição humana. "O homem não é o
> > > final
> > > > da evolução
> > > > > biológica, e sim o começo de uma evolução tecnológica",
> > > > afirma o engenheiro
> > > > > venezuelano formado pelo MIT e que já trabalhou para a Nasa,
> > > > José Cordeiro,
> > > > > grande divulgador do transhumanismo na América Latina. Ele
> > > acredita
> > > > que
> > > > > assistiremos à morte da morte — e que não há nada de
> > > > antinatural nisso. "O
> > > > > propósito da vida é mais vida. Além do mais, ninguém
> > > quer
> > > > morrer, ainda mais
> > > > > se tiver a oportunidade de não ficar velho."
> > > > >
> > > > > A visão de que vale a pena manipular nosso corpo a qualquer custo
> > > > para ser
> > > > > jovem para sempre encontra olhares críticos. "Essa pretensão
> > > de
> > > > vida eterna
> > > > > é um erro existencial, uma arrogância do homem em querer
> > > > inventar uma vida
> > > > > que não é sua. Pois a finitude é um atributo da nossa, e
> > > é
> > > > o que a faz ser
> > > > > boa", afirma o cientista político Clóvis de Barros Filho,
> > > > professor de ética
> > > > > da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo
> > > > (USP). "É uma
> > > > > ilusão narcisista acreditar que se vai viver em gozo eternamente.
> > > > Ficar dos
> > > > > 60 aos 120 anos curtindo aposentadoria e nunca aceitar o dissolver,
> > > > que é o
> > > > > nosso destino", diz a filósofa e terapeuta Regina Favre, de
> > > São
> > > > Paulo, que
> > > > > acredita que a busca pela longevidade sem fim seja fruto da
> > > > solidão, do
> > > > > desamparo e do medo gerado pelos problemas da velhice e proximidade
> > > da
> > > > > morte. Ou como escreveu o escritor argentino Jorge Luis Borges
> > > > (1899-1986)
> > > > > no conto O Imortal, publicado no livro O Aleph: "Dilatar a vida dos
> > > > homens é
> > > > > como dilatar sua agonia e multiplicar o número de suas mortes".
> > > > >
> > > > > Mesmo que a medicina conseguisse fazer com que as pessoas tivessem
> > > > saúde e
> > > > > disposição para trabalhar até os 100, provavelmente não
> > > > haveria mercado para
> > > > > todos. Com uma superpopulação de idosos, a previdência social
> > > > certamente
> > > > > iria quebrar. "Não adianta chegarmos aos 200 anos se não
> > > > resolvermos esses
> > > > > problemas", diz a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e
> > > > > Gerontologia, Silvia Regina Mendes Pereira, que acha positivo o
> > > > esforço dos
> > > > > cientistas para evitar doenças como diabetes ou Alzheimer, desde
> > > > que a
> > > > > qualidade de vida seja encarada de forma global. "E isso passa por
> > > > vários
> > > > > aspectos. Um deles, sim, é a saúde, mas também há o
> > > > psicológico e o social."
> > > > >
> > > > >
> > > > > As transformações no mundo caso as pessoas passem a viver
> > > > décadas ou até
> > > > > séculos a mais são inevitáveis. Mas, para De Grey,
> > > > compensaria enfrentá-las.
> > > > > "Essas dificuldades não superam os benefícios da eliminação
> > > > de doenças
> > > > > relacionadas à idade, como problemas cardiovasculares e
> > > câncer",
> > > > afirma.
> > > > > Mesmo porque esses problemas terão que ser pensados de imediato.
> > > > Pois, antes
> > > > > mesmo das pirotecnias científicas se tornarem realidade, a
> > > > longevidade no
> > > > > mundo só cresce. Para se ter ideia, vivemos 25 anos a mais do que
> > > > um século
> > > > > atrás. Nos países desenvolvidos, a expectativa de vida aumenta
> > > > cinco horas
> > > > > por dia. Ou seja, já há motivos suficientes para a ciência
> > > se
> > > > preocupar com
> > > > > os muitos que, em tempos anteriores às pílulas que simulam
> > > fome
> > > > ou injeções
> > > > > de enzimas e células-tronco, fazem muito mais aniversários do
> > > > que um dia
> > > > > nossos avós jamais poderiam imaginar.
> > > > >
> > > > > O profeta da imortalidade
> > > > >
> > > > > O cientista do envelhecimento Aubrey de Grey afirma que, em 2030,
> > > > estaremos
> > > > > vivendo até os 130 anos. E que os homens que farão mil
> > > > aniversários já
> > > > > nasceram. A seguir ele conta como isso será possível
> > > > >
> > > > > * Por que envelhecemos?
> > > > > Aubrey de Grey: Porque o corpo humano, como qualquer máquina,
> > > causa
> > > > danos a
> > > > > si mesmo como efeito colateral natural de sua operação. Esse
> > > > prejuízo se
> > > > > acumula ao longo da vida. Por um longo tempo quase não afeta a
> > > > habilidade do
> > > > > corpo para funcionar, mas, eventualmente, provoca doenças e
> > > > incapacidade.
> > > > >
> > > > > * As pessoas que viveriam mil anos precisariam constantemente
> > > > substituir
> > > > > peças, como um robô?
> > > > > De Grey: De fato, a maior parte das técnicas serão compostas
> > > por
> > > > peças de
> > > > > substituição, mas a um nível microscópico. Em alguns casos,
> > > > podemos trocar
> > > > > órgãos inteiros. Porém, mais frequentemente, serão
> > > > células ou moléculas.
> > > > >
> > > > > * Mesmo pessoas sedentárias, com excesso de peso e estressadas
> > > > serão capazes
> > > > > de viver mais?
> > > > > De Grey: A medicina regenerativa vai permitir que as pessoas
> > > > ultrapassem por
> > > > > uma larga margem a longevidade que qualquer um consegue atualmente,
> > > > mesmo
> > > > > com a melhor vida possível, mesmo aqueles com uma genética
> > > > privilegiada.
> > > > > Então, sim, estas terapias irão funcionar em todos, mesmo
> > > > naqueles com um
> > > > > estilo de vida ruim.
> > > > >
> > > > > * Existe limite biológico para a vida dos seres humanos?
> > > > > De Grey: Há de fato um limite biológico para quanto tempo as
> > > > pessoas podem
> > > > > viver, porque certos aspectos do nosso metabolismo, como a
> > > > respiração, são
> > > > > inevitáveis e acumulam danos moleculares e celulares. Porém,
> > > uma
> > > > vez que se
> > > > > desenvolvam técnicas de bioengenharia para reparar esses danos,
> > > > não haverá
> > > > > mais limite para a vida do homem.
> > > > >
> > > > > * Como lidar com as consequências sociais de se ter uma
> > > > superpopulação?
> > > > > De Grey: A eliminação do envelhecimento vai mudar o mundo. E
> > > > precisaremos
> > > > > agir diante de muitas dessas transformações. No entanto, essas
> > > > dificuldades
> > > > > não superam os benefícios da eliminação de doenças como
> > > > câncer e problemas
> > > > > cardiovasculares.
> > > > >
> > > > > * Viver mais significa viver melhor?
> > > > > De Grey: Não necessariamente. Mas o trabalho em minha fundação
> > > > de estudos em
> > > > > engenharia de rejuvenescimento, a Sens, foca em viver melhor, ou
> > > seja,
> > > > adiar
> > > > > o processo das doenças da velhice. A longevidade será um
> > > efeito
> > > > colateral:
> > > > > só ocorrerá porque as pessoas serão mantidas saudáveis.
> > > > >
> > > > > * Você aplica técnicas de medicina regenerativa em si mesmo?
> > > > Já testou
> > > > > alguma?
> > > > > De Grey: Estou ansioso para me beneficiar destas terapias. Não
> > > > faço isso
> > > > > simplesmente porque, na prática, elas ainda não existem.
> > > > >
> > > >
> > >
> >
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#81897 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 4:53 pm
Assunto: Re: aguarde ....
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Ótima série.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., "Luiz Ferraz Netto" <leo@...> escreveu
>
> parte 3 só para 2a ou 3a feira ... tô saindo para o rancho ...............
>
> []´
>      ===========================
>             Luiz Ferraz Netto [Léo]
>         leo@...
>          luizferraz.netto@...
>      http://www.feiradeciencias.com.br
>      ===========================
>

#81898 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 5:03 pm
Assunto: No shame
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
#81899 De: "mauro" <bombaspr@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 5:08 pm
Assunto: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
bombaspr
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- Em ciencialist@..., "Pesky Bee" <peskybee2@...> escreveu

> Não tenho mais dúvidas de que estamos a caminho de viver
> muito mais. O problema deixará de ser longevidade (e mesmo
> qualidade de vida física) para se tornar qualidade de vida
> mental.

Mauro: Continuo achando que a melhor forma de aumentar a longevidade (sem trazer
a tiracolo os problemas da velhice) é simplesmente deixarmos de dormir.
Por que não?

Inté+
Mauro

#81900 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 5:39 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Friday, April 20, 2012 1:27 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Olá Belmiro
 
Já que você veio de vermelho, eu vou de verde, apenas para confundir o Hélio. (-: risos :-)
 
 
Belmiro: Vamos ser mais precisos.
 
       1 - O sujeito sente seus pés grudados no chão.
 
        O que ele pensa:
 
        a- estou em um campo gravitacional
        b- estou sendo acelerado
 
         Como saber?
 
        a- se é ação gravitacional, não tenho como saber.
        b- se for aceleração, há uma chance.Vai que o maluco que me colocou aqui está usando campos elétricos para me acelerar.
       
        a - Se meu compartimento for totalmente blindado aos campos eletromagnéticos, não terei como saber.
        b - Se meu compartimento não for totalmente blindado, posso usar meu eletroscópio e saberei que esses trouxas estão me acelerando em um campo elétrico.
 
        O sujeito usa o eletroscópio e este acusa um campo elétrico. Ele pensa:
 
        a - Estou sendo acelerado.
        b - Pera aí. E se eu estiver em um campo gravitacional e um sacana está aplicando um campo elétrico só para me confundir.
 
         Não há como saber!
 
Alberto: OK, tem lógica, se bem que este terceiro elemento (o sacana) está surgindo de maneira um tanto quanto esquisita. Por outro lado, parece-me que l'' só irá notar esse campo elétrico caso o campo seja variável no tempo. De qualquer forma, as coisas estão se complicando e creio que sem necessidade. De qualquer forma, valeu. Serviu para que eu percebesse que esta experiência de pensamento não é tão supimpa quanto me pareceu anteriormente. Acho que podemos evoluir em outra(s) direção(ões). Tentarei fazer isto a partir de hoje e se vocês viajarem ficarei na espera de suas brilhantes contra-argumentações na semana vindoura.
 
Apenas um adendo. Você parece estar interessado em discutir o paradoxo do Léo. Eu também estou, mas no momento não poderei ajudar muito, pois ainda tenho alguns argumentos a apresentar sobre o assunto atual. Se for possível deixarmos para depois eu prefiro, mesmo porque gostaria de agir em contraponto (no sentido de complementar) com o Léo. Ele também já concordou com este adiamento. No passado (bem longínquo, por sinal) eu fiquei devendo a Ele um estudo mais detalhado, e noto que talvez tenha chegado o momento, qual seja, após eu conseguir descarregar todas as minhas encucações sobre o problema atual e receber todos os golpes que vocês têm para me desferir. (-: risos :-)
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 

#81901 De: "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 7:07 pm
Assunto: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
marcelleandr...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Peskão,

> Essa sim é uma perspectiva interessante. Não creio que seja
> muito fácil conseguir dominar isso, mas certamente é possível. 
> E eu não me espantaria se em 20 anos já tivéssemos como 
> aumentar bastante a longevidade humana. 

Dentre os 3 processos; 1° retardar a replicação celular (resveratrol), 2° aumentar quantidade de vezes que elas são replicadas (telomesare), e 3° incluir novas células com a mesma função (células tronco), creio que o item 1, é o que está mais próximo de ser aproveitado por nós em pouquíssimos anos.  Entretanto as outras duas (2,3), parecem estar bem adiantadas...Estão pesquisando, por exemplo, células que podem ser reprogramadas a simularem células troncos que são retiradas de nossas gordurinhas abdominais.

No caso da 1° estratégia, já existem suplementos à base de Resveratrol no mercado, mesmo que, não se tenha ainda muito consenso nos benefícios e na quantidade necessária a se absorver, como eu já tinha dito anteriormente.
Está molécula, para quem não está acompanhando, executa o mesmo efeito do que é naturalmente produzido em uma resposta do nosso organismo para situações emergenciais de baixa calorias (fome).  Tem a função de manter o organismo mais focado em suas auto preservação, desacelerando assim, o processo de mitose celular e consequentemente o envelhecimento. 

Acho que em 20 anos não só iremos sim aproveitar todas estes 3 processos, como também, provavelmente nos surpreenderemos muito nos resultados obtidos. Expectativas de vida superiores à 150 anos já são especuladas para pessoas vivas atualmente que tenham acesso à estes futuros tratamentos.


> Já as coisas com os telômeros, essa tenho receio, justamente
> por causa da possibilidade de criar cânceres incontroláveis.

Parece que não é bem assim! Mas se o Roberto, ou qualquer outro puder ajudar na interpretação...
O câncer ocorre justamente após os telômeros estarem curtos demais e já com os cromossomos comprometidos, devido a baixa telomerase nas células, propiciando assim, as mutações cancerígenas. 

Mas ocorre algo mais! Soma-se posteriormente à este processo, justamente a reativação da telomerase (?!), proporcionado  assim, a "imortalidade" com a divisão celular sem freios destes tumores.

A grosso modo, é como se a telomerase, por não estar presente, fosse parte do processo que proporciona o início do processo cancerígeno, e ao ser reativada (na hora errada), causadora da "imortalidade" destas células mutantes. Ela é benéfica, mas "sai e entra" (participa) do processo no momento errado.


> Não tenho mais dúvidas de que estamos a caminho de viver
> muito mais. O problema deixará de ser longevidade (e mesmo
> qualidade de vida física) para se tornar qualidade de vida
> mental. A incidência maior de depressão em países com 
> grande população de idosos dá pistas para o grande problema
> que teremos que enfrentar, que é manter a mente ocupada
> (e feliz) mesmo quando se está bem velho.


As pessoas idosas, em um futuro próximo, mas altamente saudáveis, podem se tornar ativas profissionalmente, sexualmente, fisicamente, socialmente e também mentalmente. Será um cenário bem diferente ao que temos hoje. E até divertido refletir em como isto refletiria em toda a nossa sociedade...Já imaginou você ter um chefe, empresário, de mais de 250 anos? Imagine como ele seria chato!!  ;)

Abraços,

Marcel



--- Em ciencialist@..., "Pesky Bee" <peskybee2@...> escreveu
>
> Essa sim é uma perspectiva interessante. Não creio que seja
> muito fácil conseguir dominar isso, mas certamente é possível.
> E eu não me espantaria se em 20 anos já tivéssemos como
> aumentar bastante a longevidade humana.
>
> Já as coisas com os telômeros, essa tenho receio, justamente
> por causa da possibilidade de criar cânceres incontroláveis.
>
> Não tenho mais dúvidas de que estamos a caminho de viver
> muito mais. O problema deixará de ser longevidade (e mesmo
> qualidade de vida física) para se tornar qualidade de vida
> mental. A incidência maior de depressão em países com
> grande população de idosos dá pistas para o grande problema
> que teremos que enfrentar, que é manter a mente ocupada
> (e feliz) mesmo quando se está bem velho.
>
> *PB*
>
>
>
> -----Mensagem Original-----
> From: marcelleandro2009
> Sent: Friday, April 20, 2012 12:15 PM
> To: ciencialist@...
> Subject: Re: RES: [ciencialist] A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
>
> Abordando, bem por cima, a reversão de envelhecimento celular "centenárias" reprogramando-as a se tornarem células tronco.
>
> http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-conseguem-reverter-envelhecimento-celular
>
> Marcel
>
>
>
>
>
>
>
> --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" marcelleandro2009@ escreveu
> >
> > Vídeo explicativo da Elizabeth Blackburn, bióloga molecular que ganhou prêmio Nobel em 2009 de medicina / fisiologia por estes estudos.
> >
> > http://www.youtube.com/watch?v=5PU_jZwt8KY
> > http://www.youtube.com/watch?v=zqMoDdHWFBA
> > http://www.youtube.com/watch?v=auQU_Upl7-M
> >
> >
> > Esqueci de incluir este link da Scientific American, que também é bacaninha.
> >
> > http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=telomeres-telomerase-and&page=4
> >
> >
> >
> > Marcel
> >
> >
> >
> > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@> escreveu
> > >
> > > Insights sobre como o processo que breca o desenvolvimento de células cancerígenas é justamente o que causa o envelhecimento com a "morte" celular. Um pouco mais sobre o processo que ocorre com os telômeros do cromossomo.
> > >
> > > Texto do biólogo Roberto Motta Júnior. No links tem imagens explicativas...
> > >
> > > Marcel
> > >
> > > ===============
> > >
> > > http://www.medicinageriatrica.com.br/2006/12/28/teorias-do-envelhecimento-celular/
> > >
> > > O envelhecimento é um dos maiores enigmas da vida e, ninguém consegue compreendê-lo totalmente. Muitos, em toda a história humana, têm feito as mesmas perguntas sobre o fenômeno: O que é envelhecimento? Por que as pessoas envelhecem? Por que em algumas pessoas determinados órgãos envelhecem mais rapidamente que outros? Podemos retardar, parar ou reverter o envelhecimento?
> > >
> > > Como a definição de envelhecimento é polêmica, tornam-se até incoerentes propostas de teorias sobre o envelhecimento antes de se chegar a uma definição consensual. Porém, elas existem. Com os avanços da ciência e da tecnologia, nas últimas décadas surgiram várias teorias sobre o envelhecimento, sendo três as principais; a teoria dos radicais livres *, a teoria do desequilíbrio gradual ** e a genética.
> > >
> > > Os pesquisadores que apóiam a teoria genética propõem que todo o processo de envelhecimento, quer seja de células, órgãos e mesmo de todo o indivíduo, desde o
> > > nascimento até a morte, é programado pelos nossos genes. Nessa teoria, o tempo de vida, assim como os outros acontecimentos como, por exemplo, alterações enzimáticas, ligados a esse relógio biológico, podem ser controlados por um ou mais genes específicos contribuindo, de maneira ativa, independente, ou em associação com outros genes, para a longevidade do organismo.
> > >
> > >
> > > Uma das mais conhecidas formulações para essa teoria foi feita por Leonard Hayflick, em 1977. O chamado limite de Hayflick, que afirma que as células irão se dividir e se reproduzir apenas um número limitado de vezes e que esse número é geneticamente programado.
> > >
> > > As células humanas, eucarióticas, têm cromossomos lineares. Há dificuldades para a replicação das duas extremidades. Embora a fita contínua possa, teoricamente, ser sintetizada até o final de seu molde, a fita retrógrada não pode. Embora isso não seja um problema em uma única replicação, ao longo de muitos ciclos as extremidades dos cromossomos seriam encurtadas, até que genes essenciais fossem perdidos e a célula morreria. Conseqüentemente, a natureza procura impedir a perda contínua do DNA nas extremidades dos cromossomos. Nesse local existem, então, estruturas protetoras especiais, chamadas de telômeros, que contem muitas repetições de uma seqüência de seis nucleotídeos, rica em GUANINA. Os telômeros humanos contem milhares de repetições TTAGGG. O tamanho dos telômeros é mantido por enzimas, chamadas de telomerases, que adicionam repetições de seis nucleotídeos à sua extremidade.
> > >
> > > Segundo esta teoria, a enzima telomerase é considerada um relógio biológico, um marcador a indicar que a senescência celular irá se instalar inevitavelmente, causando o envelhecimento.
> > >
> > > A telomerase é uma enzima classificada como transcriptase reversa, composta de uma subunidade de uma proteína que possui um componente interno de RNA que é uma região molde para a produção de DNA. Esta subunidade é identificada por TERT, está na região do C- terminal do polipeptídeo, também na região N-terminal, basicamente na região dos telômeros.
> > >
> > > O gene de produção da telomerase e o gene conhecido por p 53 devem participar de um sistema eficiente de supressão de tumores, mas em contrapartida, com a diminuição da ação da telomerase, os cromossomos se encurtam na região dos telômeros e, inevitavelmente, por causa da manutenção de um tecido jovem, que necessita de divisões celulares contínuas, surge o envelhecimento, a senescência. Quando a telomerase está atuante, permite a alta capacidade de divisões celulares por mitoses sucessivas, o que seria uma proteção contra a senescência. O envelhecimento seria o preço de uma vida sem câncer.
> > >
> > > A importância da telomerase como mecanismo reparador anti-envelhecimento celular pode ser constatada em várias doenças, como na progeria. Nesta doença rara, em torno de 100 casos no mundo, ocorre um envelhecimento prematuro em jovens nos quais seus cromossomos apresentam seus telômeros curtos, causando uma senescência nos indivíduos, por aumento na velocidade nas divisões celulares desencadeadas pela ação de um gene recessivo, que impede a função da telomerase, mais uma explicação para essa doença baseada na teoria dos telômeros.
> > >
> > > A enzima telomerase é considerada um relógio biológico, um marcador a indicar que a senescência celular irá se instalar inevitavelmente. Existem células que não apresentam senescência, em que a divisão celular se mantém com alto potencial de multiplicação, imunes à ação do tempo. São as células germinativas, que estão relacionadas com a perpetuação da vida, as células cancerígenas, que são motivos de estudos para se encontrar a cura definitiva do câncer, e as células tronco, que atualmente são aplicadas aos transplantes para promover regeneração e possível tratamento de doenças que afetam a humanidade.
> > >
> > > * Teoria dos radicais livres. Esta teoria baseia-se no conceito de que as reações químicas que ocorrem naturalmente no corpo começam a produzir um número de defeitos irreversíveis nas moléculas. Isto se deve a elétrons não pareado na última camada das moléculas formados por compostos contendo por exemplo, o elemento oxigênio, chamados de radicais livres.
> > >
> > > ** Teoria do desequilíbrio gradual. Esta teoria afirma que o cérebro, as glândulas endócrinas ou o sistema imunológico começam a deixar de funcionar gradualmente, levando a determinados órgãos envelhecer em ritmos diferentes comprometendo o funcionamento dos demais, causando o envelhecimento de todo o organismo.
> > >
> > > *** Apoptose, processo que se inicia no núcleo da célula, na cromatina onde se encontram os cromossomos aderidos a carioteca, começa uma retração do citoplasma agregando o corpos apoptóticos, que serão englobados por fagocitose, pelas células vizinhas ou macrófagos,todo material da célula é rompido, os ácidos nucléicos não comandam as atividades celulares, formam crateras na membrana plasmática, por onde ocorre a perda de água, a célula se desestrutura, formam corpos apoptóticos que serão eliminados por clasmocitose, ocorre a morte celular.
> > >
> > > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@> escreveu
> > > >
> > > > Um pouco sobre Telomerases.
> > > > A grosso modo para despertar o interesse;
> > > > A replicação (divisão) celular causa o processo de envelhecimento
> > > > (senescência), devido à um encurtamento da extremidade
> > > > (telõmeros) do cromossomo e sua completa inviabilização (50 a 80
> > > > vezes) para novas replicações. Existe uma enzima que está sendo
> > > > sintetizada em estudos, que é mais concentrada em nosso organismo na
> > > > infância e em células cancerígenas, que, de certa forma,
> > > > protege esta "integridade" do cromossomo a cada replicação.
> > > > Permitindo assim, que ocorra um número muitíssimo maior de
> > > > replicações, e consequentemente uma grande desaceleração do
> > > > envelhecimento, e até o retrocesso do mesmo.
> > > > É diferente do Resveratrol, que apenas desacelera o processo de
> > > > replicação celular no organismo, devido à resposta à dieta de
> > > > baixa caloria (fome).
> > > > Ver abaixo;
> > > >
> > > > http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2011/01/110126_envelhecimento_rc\
> > > > .shtml
> > > > Cientistas vêm pouco a pouco desvendando os segredos do
> > > > envelhecimento e alguns sugerem que em breve poderão desenvolver
> > > > tratamentos para reduzir a velocidade ou mesmo reverter o processo.
> > > > No ano passado, uma equipe do Instituto do Câncer Dana-Farber, de
> > > > Boston, nos EUA, divulgou na revista científica Nature um estudo no
> > > > qual diz ter conseguido reverter o processo de envelhecimento em
> > > > camundongos.
> > > > Eles manipularam cromossomos presentes nos núcleos de todas as
> > > > células. O alvo principal da ação era a proteção dos
> > > > telômeros. Os telômeros são estruturas presentes nas
> > > > extremidades dos cromossomos. Eles protegem os cromossomos de
> > > > possíveis danos, mas também diminuem de tamanho com a idade,
> > > > até que as células não conseguem mais se reproduzir.
> > > > A equipe do professor Ronald DePinho manipulou as enzimas que regulam os
> > > > telômeros, as telomerases, obtendo resultados significativos. Com o
> > > > estímulo às enzimas, os camundongos pareciam fazer o relógio
> > > > biológico "andar pra trás".
> > > > "O que esperávamos era uma estabilização do processo de
> > > > envelhecimento, mas ao contrário, observamos uma reversão dos
> > > > sinais e sintomas de envelhecimento", disse ele à BBC.
> > > > "Os cérebros destes animais cresceram em tamanho, aumentaram sua
> > > > cognição, suas peles ganharam mais brilho e a fertilidade foi
> > > > restaurada."
> > > > Humanos
> > > > Obviamente, aplicar estes princípios em humanos será um desafio
> > > > bem maior. As telomerases já foram ligadas à incidência de
> > > > câncer.
> > > > Muitos acreditam que as mitocôndrias possam desempenhar um papel bem
> > > > maior no processo de envelhecimento. As mitocôndrias - material
> > > > genético contido na célula, mas fora do núcleo - são as
> > > > "usinas de energia" das células, mas também geram produtos
> > > > químicos que são ligados ao envelhecimento. Há ainda o papel
> > > > desempenhado por radicais livres - moléculas ou átomos altamente
> > > > reativos que atacam o corpo humano.
> > > > Apesar de estarmos apenas começando a compreender como funciona o
> > > > envelhecimento, alguns cientistas já testam tratamentos em humanos.
> > > > O professor David Sinclair é pesquisador de um laboratório
> > > > especializado em envelhecimento da escola de Medicina da Universidade de
> > > > Harvard.
> > > > Ele e seus colegas vêm trabalhando em uma droga sintética chamada
> > > > STACs (ou Sirtuin activating compounds).
> > > > Estudos em camundongos obesos indicam que as STACs podem restaurar a
> > > > saúde e aumentar a expectativa de vida dos animais. Já foram
> > > > iniciados testes em humanos.
> > > > Há também estudos sobre o resveratrol, um antioxidante encontrado
> > > > naturalmente no vinho tinto, que indicam que ele reduz o colesterol.
> > > > Sinclair diz que estas pesquisas "não são uma desculpa para comer
> > > > batata frita o dia todo em frente à TV, mas uma forma de aumentar o
> > > > modo de vida sadio e explorar as potencialidades de um corpo
> > > > saudável".
> > > > "Não mudamos a quantidade de comida ingerida, os camundongos comem
> > > > normalmente, mas seus corpos não sabem que eles estão gordos e
> > > > seus órgãos e até a expectativa de vida são iguais a de um
> > > > animal sadio", disse ele.
> > > > Questões éticas
> > > > Mas é correto fazer experiências em algo tão fundamental como
> > > > envelhecer? Quais são as questões éticas envolvidas?
> > > > O professor Tim Spector, do hospital Kings College em Londres, que
> > > > também faz pesquisas na área, diz que o foco não é aumentar
> > > > a duração da vida, mas prolongar a saúde.
> > > > "Não interessa muito prolongar a vida se isto significar que você
> > > > terá tanta artrite, por exemplo, que não poderá sair de casa",
> > > > disse ele.
> > > > "Mas ao entender o processo de envelhecimento, podemos ajudar no combate
> > > > a artrite, diabetes, doenças cardíacas, todas os males ligados ao
> > > > envelhecimento", disse ele.
> > > > Já o professor James Goodwin, do programa Age UK de amparo à
> > > > terceira idade do governo britânico, diz que a questão levantada
> > > > pelas pesquisas é se seus resultados vão ser acessíveis a todos
> > > > ou apenas aos mais ricos.
> > > > "Será que todos vão poder se beneficiar desta tecnologia?",
> > > > pergunta
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009"
> > > > <marcelleandro2009@> escreveu>> > Victor,> > > Será que nós,
> > > > daqui do fórum, ainda poderemos nos beneficiar> desses avanços> >
> > > > da medicina?> > Provavelmente algum benefício sim. Segundo pesquisas,
> > > > que enviei> anteriormente uma matéria a respeito, bastaria uma boa
> > > > dieta de baixa> caloria para termos efeitos positivos. Sem considerar
> > > > alguns suplementos> (e alimentos), ainda a serem melhor avaliados, que
> > > > já existem no> mercado.> > > > Marcel> > > >> > Suspeito que as
> > > > respostas para essa perguntinha ficarão aí por> volta de> >
> > > > "naaaão!"> >> >> >> > Acho que a maioria de nós vai ficar, com
> > > > sorte, é na média> mesmo!> >> >> >> > Particularmente, só quero
> > > > chegar lá se com tudo em cima e> lúcido para> > continuar
> > > > "heresiando às avessas"...> >> >> >> > Senão, cadê a graça?>
> > > > >> >> >> > Sds,> >> > Victor.> >> >> >> >> >> > De:
> > > > ciencialist@... [mailto:ciencialist@...]>
> > > > > Em nome de marcelleandro2009> > Enviada em: sexta-feira, 16 de
> > > > março de 2012 17:49> > Para: ciencialist@... >
> > > > Assunto: [ciencialist] A cura do envelhecimento , starvation response,>
> > > > etc.> >> >> >> >> >> >>
> > > > http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT204682-17773,00.htm\
> > > > \> l> >> > A cura do envelhecimento> >> > Pílulas, células-tronco,
> > > > dietas e tratamentos para evitar> doenças e> > regenerar
> > > > órgãos. Conheça as novas armas da ciência para> nos manter
> > > > com> > aparência jovem para sempre> >> > Priscilla Santos, com
> > > > reportagem de Bruna Fasano e Willian Okada> >> > FONTE DA JUVENTUDE> >
> > > > Crédito: Maná E.D.I.> >> > O soldado e explorador espanhol Juan
> > > > Ponce de León (1460-1521)> já havia> > acompanhado Cristóvão
> > > > Colombo em sua segunda viagem à> América quando começou> > sua
> > > > busca pela mitológica Fonte da Juventude. Os nativos de Porto> Rico,
> > > > onde> > Ponce havia criado uma colônia, diziam existir tal fonte
> > > > misteriosa> capaz de> > proporcionar a jovialidade eterna para quem em
> > > > suas águas se> banhasse. O> > viajante nunca a encontrou â€" acabou
> > > > foi descobrindo a Flórida,> ironicamente> > o estado americano hoje
> > > > com a maior proporção de idosos. Ponce de> León não> > foi o
> > > > único a procurar incansavelmente por uma forma de ser jovem> para> >
> > > > sempre. A busca pela imortalidade e pela juventude eterna sempre>
> > > > fascinou o> > homem, único animal que tem consciência da
> > > > própria morte> â€" e por isso sofre.> > Mas nunca esteve tão
> > > > próxima de ser alcançada. Como Ponce de> Leóns> >
> > > > contemporâneos, os cientistas do século 21 vêm perseguindo o>
> > > > fim da maior> > causa de morte do mundo: a velhice. Por consequência,
> > > > as doenças> decorrentes> > dela. E parecem estar mais próximos de,
> > > > no mínimo,> postergá-la. "Os avanços> > da área biológica
> > > > que surgem nesse começo de século> indicam que muitos de> > nós
> > > > poderemos chegar facilmente aos 100, 150 anos", diz o professor> do> >
> > > > Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio>
> > > > de Janeiro> > (UFRJ), Stevens Rehen.> >> > Prolongar a vida seria apenas
> > > > uma consequência de fazer as pessoas> serem> > mais saudáveis por
> > > > mais tempo. Esse é o principal objetivo da> nova ciência> > do
> > > > antienvelhecimento, que pretende atacar de uma só vez todas as>
> > > > formas de> > deterioração do corpo para fazer com que o nosso
> > > > relógio> biológico corra> > mais devagar. Assim, ficaríamos
> > > > longe de doenças decorrentes da> idade> > avançada â€" como
> > > > Alzheimer, demência, diabetes e doenças> cardíacas â€" por
> > > > mais> > tempo. Atacar a velhice, portanto, seria a melhor e talvez
> > > > única> forma de> > nos afastarmos dos males provocados por ela.
> > > > Combater uma a uma as> doenças â€"> > algo que desde sempre fazemos
> > > > â€" não surtiria grandes efeitos.> Nos Estados> > Unidos, por
> > > > exemplo, se os problemas de coração fossem totalmente> > eliminados,
> > > > a expectativa de vida não subiria mais do que três> anos. O mesmo>
> > > > > que proporcionaria uma cura milagrosa para o câncer. "O risco de>
> > > > doenças> > fatais dispara após os 60 anos. Assim, mesmo que
> > > > evitemos o ataque> cardíaco,> > outros problemas vão nos pegar",
> > > > afirma o escritor de ciência e> medicina> > americano David Stipp,
> > > > autor do livro The Youth Pill (A Pílula da> Juventude,> > sem
> > > > edição no Brasil), lançado no ano passado. Por isso, a> maneira
> > > > de> > aumentar a expectativa e a qualidade de vida para valer é
> > > > evitar> chegar> > nesse estágio em que já estamos mais fracos e
> > > > vulneráveis a> doenças.> >> > Em vez de águas milagrosas, a
> > > > Fonte da Juventude perseguida pelos> cientistas> > oferecerá
> > > > tratamentos futurísticos descobertos nos mais> ardilosos> >
> > > > experimentos> > Crédito: Maná E.D.I.> >> > INJEÇÃO ANTIVELHICE>
> > > > >> > Em novembro passado, pesquisadores do Instituto de Câncer>
> > > > Dana-Farber, da> > Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos,
> > > > publicaram um> estudo que> > contrariou um dos principais conceitos
> > > > sobre o processo de> envelhecimento: o> > de que ele é
> > > > irreversível. Eles conseguiram, pela primeira vez,> rejuvenescer> >
> > > > ratos de laboratório. O experimento foi baseado num mecanismo que>
> > > > rendeu, um> > ano antes, o Prêmio Nobel de Medicina a outros três
> > > > cientistas> americanos: a> > relação entre o processo de
> > > > envelhecimento e os telômeros, uma> espécie de> > capinha que
> > > > protege a ponta de cada cromossomo dentro de nossas> células â€"> >
> > > > numa comparação grosseira, o telômero assemelha-se àquele>
> > > > revestimento> > plástico presente na ponta dos cadarços de um
> > > > tênis. A cada> vez que a célula> > se divide, essa capinha se
> > > > encurta um pouco. Depois de 50 a 80> duplicações a> > célula
> > > > não consegue mais se multiplicar â€" após os 35 anos> de idade,
> > > > os> > efeitos desse processo já começam a ser sentidos. O tempo
> > > > passa> e, sem> > células novas e com algumas mortas ou inativas,
> > > > nossos órgãos> começam a se> > deteriorar. É a velhice.> >>
> > > > > Nascemos com um mecanismo capaz de driblar esse processo, uma enzima>
> > > > chamada> > telomerase. Ela repara as tais capas protetoras dos
> > > > cromossomos> após cada> > divisão celular. Porém, após a
> > > > infância, sua> concentração cai drasticamente.> > Fazer com que
> > > > ela volte a crescer é um dos caminhos para postergar> o> >
> > > > envelhecimento â€" ou até mesmo revertê-lo. No estudo de>
> > > > Harvard, os> > cientistas criaram ratos geneticamente modificados de
> > > > forma que não> > produzissem a telomerase. Como resultado, os animais
> > > > envelheceram> > rapidamente. Os sinais incluíram diminuição do
> > > > cérebro e do> olfato, danos no> > baço e intestinos, além de
> > > > doenças como osteoporose e> diabetes. Com apenas> > um mês de
> > > > ingestão de telomerase, no entanto, tais sintomas> sumiram. Os> >
> > > > ratos voltaram inclusive a ser férteis e desenvolveram> neurônios,
> > > > sem contar> > uma invejável melhora na pele. "O que vimos não foi
> > > > a> desaceleração ou> > estabilização do envelhecimento, mas algo
> > > > muito mais incrível:> uma reversão> > dramática dele", afirma
> > > > Ronald DePinho, coordenador da pesquisa.> "É possível> > imaginar
> > > > que um homem de 90 anos voltaria a ter a saúde que> possuía aos
> > > > 40> > ou 50", diz. Porém, apesar de ter sido bem-sucedido em ratos,
> > > > o> tratamento> > ainda não foi testado em humanos. E não há
> > > > perspectiva de que> isso aconteça> > nos próximos anos. "Ainda
> > > > temos muito trabalho pela frente. O> próximo passo> > é descobrir
> > > > em que estágio da vida as pessoas precisariam se> submeter à> >
> > > > injeção de telomerase", afirma DePinho. Em paralelo a isso, ainda>
> > > > seria> > preciso ultrapassar um grande empecilho: o potencial risco de>
> > > > câncer.> >> > Fora do período de gestação e infância, a
> > > > telomerase só> retorna em grandes> > quantidades nas células
> > > > cancerosas â€" sabe-se que 90% dos> tumores possuem a> > enzima.
> > > > Aliás, é por isso que elas se reproduzem> incessantemente. "Se
> > > > você> > persegue a imortalidade, é o que, de um modo perverso,
> > > > também> fazem as> > células com câncer", diz o oncologista e
> > > > professor de medicina> da> > Universidade Columbia, Estados Unidos,
> > > > Siddhartha Mukherjee, autor do> > recém-lançado livro The Emperor
> > > > of All Maladies: A Biography of> Cancer (O> > Império de Todas as
> > > > Enfermidades: Uma Biografia do Câncer, sem> edição no> > Brasil).>
> > > > >> > Além da vantagem óbvia para todo mundo de postergar a chegada
> > > > da> velhice, um> > grupo específico de pessoas se beneficiaria caso
> > > > os pesquisadores> > conseguissem resolver as contraindicações desse
> > > > tipo de tratamento.> Trata-se> > de indivíduos que, por conta de uma
> > > > sequência genética,> têm menos telomerase> > desde a
> > > > gestação. Consequentemente, envelhecem mais rápido e> chegam a
> > > > ser> > biologicamente até dez anos mais velhos do que outras pessoas
> > > > da> mesma> > idade. Essa sequência de DNA foi mapeada em fevereiro do
> > > > ano> passado por> > cientistas da Universidade de Leicester, no Reino
> > > > Unido. Em um estudo> com 3> > mil pessoas, 45% delas carregavam ao menos
> > > > um gene da sequência. Os> > pesquisadores acreditam que um mapeamento
> > > > desse tipo possibilitaria> > prescrever estilos de vida saudáveis
> > > > àqueles mais propensos aos> males do> > envelhecimento. Além de
> > > > exercícios físicos, uma dieta com> poucas calorias> > entraria na
> > > > receita. Pois é sabido, e cientificamente provado, que> quem come> >
> > > > menos, vive mais.> >> > UMA ENZIMA PARA NOS MANTER SEMPRE JOVENS> > A
> > > > deterioração de nosso corpo começa de forma microscópica,> em
> > > > nossos> > cromossomos. Uma substância pode revertê-la. Veja como
> > > > (clique> aqui para> > ampliar)> >> > 300 TAÇAS DE VINHO> >> > Uma
> > > > dieta diária entre 1.200 e 1.400 calorias â€" 30% a menos do> que
> > > > a> > sugerida pela Organização Mundial da Saúde â€" poderia>
> > > > aumentar nossa> > expectativa de vida média para 120 anos. Algumas
> > > > pessoas chegariam,> então,> > aos 150. Mesmo que você começasse
> > > > a comer menos aos 30, ainda> teria chance> > de prolongar seu tempo na
> > > > Terra em sete anos. É atrás dessas> promessas que> > ao menos 2
> > > > mil pessoas praticam a dieta de baixa caloria no mundo.> Esse é o> >
> > > > número de membros da Sociedade de Restrição Calórica. Apesar>
> > > > da matriz estar> > localizada nos Estados Unidos, há integrantes de
> > > > várias partes> do planeta,> > inclusive cinco do Brasil (que não
> > > > se identificam). Os resultados> dos pratos> > moderados têm sido
> > > > positivos. Dados divulgados pela Sociedade> atestam que os> > adeptos da
> > > > dieta registraram queda significativa da pressão> sanguínea,
> > > > perda> > de quase 70% da gordura corporal e redução de 80% do
> > > > nível de> insulina no> > sangue, o que, no mínimo, faz cair o
> > > > risco de doenças> cardíacas e diabetes.> > Pratos mais comportados
> > > > também são a receita milenar dos> habitantes do> > arquipélago
> > > > japonês de Okinawa â€" é lá que estão as> pessoas que mais
> > > > vivem no> > mundo. A proporção de centenários nas ilhas é de 50
> > > > para cada> 100 mil> > moradores, enquanto nos demais países cai para
> > > > dez a cada 100 mil.> A> > população de Okinawa é de cerca de 1,3
> > > > milhão. Não por> acaso, um prato> > típico no arquipélago
> > > > tem 17% menos calorias do que no restante> do Japão.> >> > A teoria
> > > > mais aceita de por que comer pouco nos faria envelhecer mais> > devagar
> > > > é evolutiva. Os efeitos benéficos das baixas calorias se> devem a
> > > > um> > mecanismo chamado starvation response, ou resposta à fome, em>
> > > > português. Nos> > primórdios da humanidade, durante os períodos
> > > > de grandes secas> ou mudanças> > abruptas no clima, ficava difícil
> > > > encontrar alimento. Era natural,> portanto,> > que, sob a ameaça de
> > > > inanição, o organismo concentrasse seus> esforços na> >
> > > > proteção dos processos essenciais à sobrevivência. A energia>
> > > > do crescimento> > e reprodução (mecanismos trabalhosos para o corpo)
> > > > era deslocada> para o> > reparo e manutenção constante das
> > > > células. Isso fazia com que as> pessoas> > envelhecessem mais
> > > > devagar. Tudo não passava de um truque da> natureza para> > garantir
> > > > a continuidade da espécie: ao conservar o corpo, o intuito> era> >
> > > > preservar aqueles indivíduos para se reproduzirem assim que as>
> > > > coisas> > melhorassem.> >> > Em cinco anos, o laboratório Sirtris
> > > > Pharmaceutical promete colocar> no> > mercado uma pílula que imita os
> > > > efeitos de se comer pouco, mesmo> que você> > siga uma dieta normal.
> > > > O princípio ativo â€" já comercializado> em medicamentos> > para
> > > > diabéticos e como suplemento alimentar â€" é o> resveratrol,
> > > > substância> > encontrada na casca da uva roxa. É sua presença
> > > > que confere ao> vinho tinto> > benefícios ao coração. E explica o
> > > > que os cientistas chamam de> "paradoxo> > francês": a baixa
> > > > mortalidade por doenças cardíacas na> França, mesmo com uma> >
> > > > dieta tão rica em gordura. Graças ao hábito comedido que a>
> > > > população tem de> > beber vinho quase que diariamente. Além dos
> > > > benefícios ao> coração, também há> > evidências de que o
> > > > resveratrol reduza o risco de Alzheimer,> derrame,> > diversos tipos de
> > > > câncer, perda de audição e osteoporose â€"> todos problemas> >
> > > > comuns no envelhecimento. Já provocar o aumento dos anos de vida>
> > > > é algo que> > ainda precisa ser provado em humanos. Mas o resultado
> > > > em animais se> mostrou> > estimulante.> >> > VIDA LONGA - E MAIS FELIZ>
> > > > >> > Se a ciência de fato nos fizer passar dos 75 com saúde e>
> > > > disposição nos fará> > felizes como nunca seríamos. Um estudo
> > > > publicado ano passado por> > pesquisadores das universidades de Stony
> > > > Brook e Princeton, nos EUA,> traçou> > um paralelo entre bem-estar e
> > > > idade. Surpresa: nosso auge de> contentamento> > seria após os 74. Os
> > > > resultados formam o que os pesquisadores de> felicidade> > chamam de
> > > > curva U (abaixo). Os idosos sentiriam menos raiva e estresse> do> > que
> > > > os jovens e teriam menos preocupações do que os adultos> médios.
> > > > Pois,> > com a idade, as pessoas lidam melhor com conflitos e controlam
> > > > as> emoções. É> > a sabedoria. Os pesquisadores também sugerem
> > > > que a saída dos> filhos de casa> > diminui problemas familiares e
> > > > financeiros. A ciência está> fazendo sua> > parte, agora falta
> > > > lazer, trabalho e INSS para que os mais longevos> possam> > curtir
> > > > tranquilos a melhor parte da vida.> >> > Em 2006, pesquisadores da
> > > > Escola de Medicina de Harvard realizaram> estudos> > liderados por David
> > > > Sinclair â€" não por acaso, fundador da> Sirtris> > Pharmaceutical,
> > > > hoje pertencente à gigante inglesa GlaxoSmithKline.> No> >
> > > > experimento, cientistas superalimentaram roedores com uma dieta rica>
> > > > em> > gordura. Em paralelo, forneceram a eles doses de resveratrol. As>
> > > > cobaias> > ficaram obesas. Ainda assim, seu tempo de vida se estendeu a
> > > > um> patamar> > igual ao dos ratos que comiam com restrição. Para
> > > > obter esses> efeitos com> > vinho seriam necessárias 300 taças por
> > > > dia, ou seja, algo> impensável até> > para o mais bebum dos seres
> > > > humanos. O que justifica a corrida da> indústria> > farmacêutica
> > > > atrás das pílulas.> >> > Os medicamentos que imitam dietas
> > > > metódicas serão uma> aplicação mais> > concreta dos pioneiros
> > > > estudos sobre antienvelhecimento. A primeira> > importante pesquisa
> > > > científica que provou que restringir calorias> poderia> > prolongar a
> > > > vida foi divulgada em 1934. O estudioso de nutrição da> >
> > > > Universidade de Cornell, Estados Unidos, Clive McCay, manteve ratos em>
> > > > um> > estado de quase fome por quatro anos e os assistiu viver 85% mais>
> > > > tempo do> > que a média. Um dos animais chegou aos 3 anos e 9 meses
> > > > de idade.> Como,> > cinco anos antes, dois cientistas tinham ganhado o
> > > > Prêmio Nobel> pela> > descoberta das vitaminas, pareceu uma pequena
> > > > heresia dizer que passar> um> > pouco de fome poderia nos fazer bem.
> > > > Mais recentemente, no início> dos anos> > 2000, cientistas do Centro
> > > > Nacional de Pesquisa em Primatas de> Wisconsin> > revelaram bons
> > > > resultados com macacos mantidos em uma dieta 30% menos> > calórica do
> > > > que seus colegas. Além de magros, estavam no auge da> vida.> >
> > > > Enquanto os que comiam normalmente se movimentavam lentamente e viam>
> > > > cair> > mais pelos, entre outros sinais de velhice.> >> > Em 2015, 2016,
> > > > com o medicamento nas farmácias, a Sirtris deve se> tornar a> >
> > > > indústria referência em antienvelhecimento. Além do>
> > > > resveratrol, seus> > laboratórios estudam outra substância capaz
> > > > de imitar os efeitos> de uma> > dieta de baixa caloria: a rapamicina.
> > > > Hoje usado para evitar> rejeição em> > transplante de órgãos, o
> > > > princípio ativo fez com que ratos de> meia-idade> > vivessem de 28% a
> > > > 38% mais tempo, segundo um estudo divulgado pela> revista> > Nature em
> > > > meados de 2009. Mais uma pesquisa que mostra que há> esperanças> >
> > > > para prolongar a vida mesmo quando o corpo já está desgastado.>
> > > > Esta também é> > a promessa da medicina regenerativa.> >> >
> > > > Crédito: Maná E.D.I.> >> >> > BIOENGENHARIA> >> > No ano passado,
> > > > um grupo de mulheres teve uma oportunidade de ouro:> após> > serem
> > > > mutiladas devido ao câncer de mama, viram crescer seios 100%>
> > > > naturais,> > a partir de suas próprias células. A técnica que
> > > > soa como> milagre foi> > desenvolvida após quase uma década de
> > > > estudos pela empresa de> biotecnologia> > americana Cytori Therapeutics,
> > > > que pretende trazer o método para o> Brasil> > ainda este ano.
> > > > Permite dupla recauchutagem: as células que dão> origem ao> > novo
> > > > seio são extraídas de uma cirurgia plástica para tirar>
> > > > gordurinhas> > indesejadas. O procedimento começa com uma
> > > > lipoaspiração, por> exemplo, na> > barriga. Da gordura são
> > > > colhidas células-tronco, capazes de se> multiplicar> > para gerar
> > > > tecidos de outras partes do corpo, como a mama. Elas> são, então,>
> > > > > aplicadas na região do peito. Conforme crescem, formam um novo>
> > > > seio, sem> > risco de rejeição.> >> > A descoberta de
> > > > células-tronco na gordura foi um grande avanço> para a> > medicina
> > > > regenerativa. Somente no Brasil, são realizadas mais de> 200 mil> >
> > > > lipoaspirações por ano. No ano passado, Radovan Borojevic, diretor>
> > > > do> > Programa Avançado de Biologia Celular Aplicada à Medicina
> > > > da> UFRJ,> > conseguiu, de forma inédita no Brasil, autorização
> > > > da> Comissão Nacional de> > Ética em Pesquisa (Conep) para
> > > > manipular células-tronco de> gordura. "Esse> > material pode garantir
> > > > reserva para a velhice, para sanar as> doenças> > naturais do passar
> > > > dos anos e até diminuir as rugas", diz. Quem> fizer uma> >
> > > > lipoaspiração aos 20, por exemplo, pode chegar aos 60 e usar as>
> > > > células> > guardadas para preencher a pele envelhecida e se livrar
> > > > dos pés de> galinha.> > Como as células terão a memória de
> > > > sua juventude, será> possível fazer o que> > nenhum cosmético
> > > > ou Botox jamais conseguiu: ter cara de 20, aos 60.> O> > procedimento,
> > > > cujo efeito dura de quatro a cinco anos, já está> em fase de> >
> > > > testes. Em três meses, Borojevic realizou 70 implantes de> células
> > > > antirrugas> > â€" os interessados podem se inscrever para os testes no
> > > > Instituto> de Ciências> > Biomédicas da UFRJ. Mas esta é apenas
> > > > a mais frívola das> promessas da> > bioengenharia. "Com as
> > > > técnicas, vamos envelhecer muito melhor do> que os> > nossos
> > > > avós", afirma Borojevic.> >> > Experimentos em humanos mostraram que
> > > > o implante de células-tronco> pode> > reparar órgãos vitais.
> > > > Entre eles, o coração, que teria> benefícios como o> > aumento da
> > > > quantidade e bombeamento de sangue após infartos,> diminuição da>
> > > > > área de tecidos mortos e melhora da capacidade respiratória em>
> > > > casos de> > doenças cardíacas crônicas. Outro resultado
> > > > positivo é a> redução da> > incontinência urinária em
> > > > pacientes que passaram por cirurgias> de próstata.> > "A medicina
> > > > regenerativa para problemas do envelhecimento será de> fato> >
> > > > composta por peças de substituição", afirma o gerontologista>
> > > > inglês criador> > da Fundação Sens, de estudos de biotecnologia
> > > > para> rejuvenescimento, Aubrey> > de Grey, polêmico, entre outras
> > > > coisas, por afirmar que a velhice> é uma> > doença à espera de
> > > > cura.> >> > A HORA DA MORTE> >> > Com sua aparência de Matusalém,
> > > > apesar dos 47 anos de idade, De> Grey> > acredita que podemos ser
> > > > imortais e que os homens que vão viver mil> anos já> > nasceram.
> > > > Passar mais tempo na Terra do que o próprio personagem> bíblico,>
> > > > > que teria morrido aos 969, seria possível graças ao>
> > > > desenvolvimento da> > engenharia para impedir que nossas células
> > > > envelheçam e da> reposição de> > órgãos e tecidos. "Uma vez
> > > > que a medicina regenerativa se> desenvolver, o> > limite biológico do
> > > > corpo desaparecerá." A ideia gerou tanta> controvérsia na> >
> > > > comunidade científica que, em 2005, o Massachusetts Institute of>
> > > > Technology> > (MIT) lançou um concurso que premiaria com US$ 20 mil
> > > > quem> conseguisse> > provar que a tese de Aubrey era descabida. Cinco
> > > > inscrições foram> analisadas> > por um júri composto por
> > > > cabeças como o geneticista Craig> Venter. Ninguém> > levou o
> > > > prêmio.> >> > A crença de que a ciência e a tecnologia nos
> > > > permitirão> redesenhar o próprio> > corpo para nos fazer viver
> > > > muito mais, até indefinidamente, guia> uma> > corrente filosófica
> > > > chamada transhumanismo. Os seguidores do> pensamento> > acreditam que
> > > > por meio de áreas de conhecimento emergentes como> > biotecnologia,
> > > > inteligência artificial, robótica e> nanotecnologia, poderemos> >
> > > > superar a própria condição humana. "O homem não é o final>
> > > > da evolução> > biológica, e sim o começo de uma evolução
> > > > tecnológica",> afirma o engenheiro> > venezuelano formado pelo MIT e
> > > > que já trabalhou para a Nasa,> José Cordeiro,> > grande divulgador
> > > > do transhumanismo na América Latina. Ele acredita> que> >
> > > > assistiremos à morte da morte â€" e que não há nada de>
> > > > antinatural nisso. "O> > propósito da vida é mais vida. Além do
> > > > mais, ninguém quer> morrer, ainda mais> > se tiver a oportunidade de
> > > > não ficar velho."> >> > A visão de que vale a pena manipular nosso
> > > > corpo a qualquer custo> para ser> > jovem para sempre encontra olhares
> > > > críticos. "Essa pretensão de> vida eterna> > é um erro
> > > > existencial, uma arrogância do homem em querer> inventar uma vida> >
> > > > que não é sua. Pois a finitude é um atributo da nossa, e é>
> > > > o que a faz ser> > boa", afirma o cientista político Clóvis de
> > > > Barros Filho,> professor de ética> > da Escola de Comunicação e
> > > > Artes da Universidade de São Paulo> (USP). "É uma> > ilusão
> > > > narcisista acreditar que se vai viver em gozo eternamente.> Ficar dos> >
> > > > 60 aos 120 anos curtindo aposentadoria e nunca aceitar o dissolver,> que
> > > > é o> > nosso destino", diz a filósofa e terapeuta Regina Favre, de
> > > > São> Paulo, que> > acredita que a busca pela longevidade sem fim seja
> > > > fruto da> solidão, do> > desamparo e do medo gerado pelos problemas
> > > > da velhice e proximidade da> > morte. Ou como escreveu o escritor
> > > > argentino Jorge Luis Borges> (1899-1986)> > no conto O Imortal,
> > > > publicado no livro O Aleph: "Dilatar a vida dos> homens é> > como
> > > > dilatar sua agonia e multiplicar o número de suas mortes".> >> >
> > > > Mesmo que a medicina conseguisse fazer com que as pessoas tivessem>
> > > > saúde e> > disposição para trabalhar até os 100, provavelmente
> > > > não> haveria mercado para> > todos. Com uma superpopulação de
> > > > idosos, a previdência social> certamente> > iria quebrar. "Não
> > > > adianta chegarmos aos 200 anos se não> resolvermos esses> >
> > > > problemas", diz a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e> >
> > > > Gerontologia, Silvia Regina Mendes Pereira, que acha positivo o>
> > > > esforço dos> > cientistas para evitar doenças como diabetes ou
> > > > Alzheimer, desde> que a> > qualidade de vida seja encarada de forma
> > > > global. "E isso passa por> vários> > aspectos. Um deles, sim, é a
> > > > saúde, mas também há o> psicológico e o social."> >> >> > As
> > > > transformações no mundo caso as pessoas passem a viver> décadas ou
> > > > até> > séculos a mais são inevitáveis. Mas, para De Grey,>
> > > > compensaria enfrentá-las.> > "Essas dificuldades não superam os
> > > > benefícios da eliminação> de doenças> > relacionadas à
> > > > idade, como problemas cardiovasculares e câncer",> afirma.> > Mesmo
> > > > porque esses problemas terão que ser pensados de imediato.> Pois,
> > > > antes> > mesmo das pirotecnias científicas se tornarem realidade, a>
> > > > longevidade no> > mundo só cresce. Para se ter ideia, vivemos 25 anos
> > > > a mais do que> um século> > atrás. Nos países desenvolvidos, a
> > > > expectativa de vida aumenta> cinco horas> > por dia. Ou seja, já
> > > > há motivos suficientes para a ciência se> preocupar com> > os
> > > > muitos que, em tempos anteriores às pílulas que simulam fome> ou
> > > > injeções> > de enzimas e células-tronco, fazem muito mais
> > > > aniversários do> que um dia> > nossos avós jamais poderiam
> > > > imaginar.> >> > O profeta da imortalidade> >> > O cientista do
> > > > envelhecimento Aubrey de Grey afirma que, em 2030,> estaremos> > vivendo
> > > > até os 130 anos. E que os homens que farão mil> aniversários
> > > > já> > nasceram. A seguir ele conta como isso será possível> >>
> > > > > * Por que envelhecemos?> > Aubrey de Grey: Porque o corpo humano, como
> > > > qualquer máquina, causa> danos a> > si mesmo como efeito colateral
> > > > natural de sua operação. Esse> prejuízo se> > acumula ao longo da
> > > > vida. Por um longo tempo quase não afeta a> habilidade do> > corpo
> > > > para funcionar, mas, eventualmente, provoca doenças e> incapacidade.>
> > > > >> > * As pessoas que viveriam mil anos precisariam constantemente>
> > > > substituir> > peças, como um robô?> > De Grey: De fato, a maior
> > > > parte das técnicas serão compostas por> peças de> >
> > > > substituição, mas a um nível microscópico. Em alguns casos,>
> > > > podemos trocar> > órgãos inteiros. Porém, mais frequentemente,
> > > > serão> células ou moléculas.> >> > * Mesmo pessoas
> > > > sedentárias, com excesso de peso e estressadas> serão capazes> >
> > > > de viver mais?> > De Grey: A medicina regenerativa vai permitir que as
> > > > pessoas> ultrapassem por> > uma larga margem a longevidade que qualquer
> > > > um consegue atualmente,> mesmo> > com a melhor vida possível, mesmo
> > > > aqueles com uma genética> privilegiada.> > Então, sim, estas
> > > > terapias irão funcionar em todos, mesmo> naqueles com um> > estilo de
> > > > vida ruim.> >> > * Existe limite biológico para a vida dos seres
> > > > humanos?> > De Grey: Há de fato um limite biológico para quanto
> > > > tempo as> pessoas podem> > viver, porque certos aspectos do nosso
> > > > metabolismo, como a> respiração, são> > inevitáveis e acumulam
> > > > danos moleculares e celulares. Porém, uma> vez que se> > desenvolvam
> > > > técnicas de bioengenharia para reparar esses danos,> não
> > > > haverá> > mais limite para a vida do homem.> >> > * Como lidar com as
> > > > consequências sociais de se ter uma> superpopulação?> > De Grey: A
> > > > eliminação do envelhecimento vai mudar o mundo. E> precisaremos> >
> > > > agir diante de muitas dessas transformações. No entanto, essas>
> > > > dificuldades> > não superam os benefícios da eliminação de
> > > > doenças como> câncer e problemas> > cardiovasculares.> >> > *
> > > > Viver mais significa viver melhor?> > De Grey: Não necessariamente.
> > > > Mas o trabalho em minha fundação> de estudos em> > engenharia de
> > > > rejuvenescimento, a Sens, foca em viver melhor, ou seja,> adiar> > o
> > > > processo das doenças da velhice. A longevidade será um efeito>
> > > > colateral:> > só ocorrerá porque as pessoas serão mantidas
> > > > saudáveis.> >> > * Você aplica técnicas de medicina
> > > > regenerativa em si mesmo?> Já testou> > alguma?> > De Grey: Estou
> > > > ansioso para me beneficiar destas terapias. Não> faço isso> >
> > > > simplesmente porque, na prática, elas ainda não existem.> >>
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009"
> > > > <marcelleandro2009@> escreveu
> > > > >
> > > > >
> > > > > Victor,
> > > > >
> > > > > > Será que nós, daqui do fórum, ainda poderemos nos
> > > > beneficiar
> > > > > desses avanços
> > > > > > da medicina?
> > > > >
> > > > > Provavelmente algum benefício sim. Segundo pesquisas, que enviei
> > > > > anteriormente uma matéria a respeito, bastaria uma boa dieta de
> > > > baixa
> > > > > caloria para termos efeitos positivos. Sem considerar alguns
> > > > suplementos
> > > > > (e alimentos), ainda a serem melhor avaliados, que já existem no
> > > > > mercado.
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > Marcel
> > > > >
> > > > >
> > > > > >
> > > > > > Suspeito que as respostas para essa perguntinha ficarão aí por
> > > > > volta de
> > > > > > "naaaão!"
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > Acho que a maioria de nós vai ficar, com sorte, é na média
> > > > > mesmo!
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > Particularmente, só quero chegar lá se com tudo em cima e
> > > > > lúcido para
> > > > > > continuar "heresiando às avessas"...
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > Senão, cadê a graça?
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > Sds,
> > > > > >
> > > > > > Victor.
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > De: ciencialist@...
> > > > > [mailto:ciencialist@...]
> > > > > > Em nome de marcelleandro2009
> > > > > > Enviada em: sexta-feira, 16 de março de 2012 17:49
> > > > > > Para: ciencialist@...
> > > > > > Assunto: [ciencialist] A cura do envelhecimento , starvation
> > > > response,
> > > > > etc.
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > >
> > > > http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT204682-17773,00.htm\
> > > > \
> > > > > l
> > > > > >
> > > > > > A cura do envelhecimento
> > > > > >
> > > > > > Pílulas, células-tronco, dietas e tratamentos para evitar
> > > > > doenças e
> > > > > > regenerar órgãos. Conheça as novas armas da ciência para
> > > > > nos manter com
> > > > > > aparência jovem para sempre
> > > > > >
> > > > > > Priscilla Santos, com reportagem de Bruna Fasano e Willian Okada
> > > > > >
> > > > > > FONTE DA JUVENTUDE
> > > > > > Crédito: Maná E.D.I.
> > > > > >
> > > > > > O soldado e explorador espanhol Juan Ponce de León (1460-1521)
> > > > > já havia
> > > > > > acompanhado Cristóvão Colombo em sua segunda viagem à
> > > > > América quando começou
> > > > > > sua busca pela mitológica Fonte da Juventude. Os nativos de Porto
> > > > > Rico, onde
> > > > > > Ponce havia criado uma colônia, diziam existir tal fonte
> > > > misteriosa
> > > > > capaz de
> > > > > > proporcionar a jovialidade eterna para quem em suas águas se
> > > > > banhasse. O
> > > > > > viajante nunca a encontrou â€" acabou foi descobrindo a
> > > > Flórida,
> > > > > ironicamente
> > > > > > o estado americano hoje com a maior proporção de idosos. Ponce de
> > > > > León não
> > > > > > foi o único a procurar incansavelmente por uma forma de ser jovem
> > > > > para
> > > > > > sempre. A busca pela imortalidade e pela juventude eterna sempre
> > > > > fascinou o
> > > > > > homem, único animal que tem consciência da própria morte
> > > > > â€" e por isso sofre.
> > > > > > Mas nunca esteve tão próxima de ser alcançada. Como Ponce
> > > > de
> > > > > Leóns
> > > > > > contemporâneos, os cientistas do século 21 vêm perseguindo
> > > > o
> > > > > fim da maior
> > > > > > causa de morte do mundo: a velhice. Por consequência, as
> > > > doenças
> > > > > decorrentes
> > > > > > dela. E parecem estar mais próximos de, no mínimo,
> > > > > postergá-la. "Os avanços
> > > > > > da área biológica que surgem nesse começo de século
> > > > > indicam que muitos de
> > > > > > nós poderemos chegar facilmente aos 100, 150 anos", diz o
> > > > professor
> > > > > do
> > > > > > Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do
> > > > Rio
> > > > > de Janeiro
> > > > > > (UFRJ), Stevens Rehen.
> > > > > >
> > > > > > Prolongar a vida seria apenas uma consequência de fazer as
> > > > pessoas
> > > > > serem
> > > > > > mais saudáveis por mais tempo. Esse é o principal objetivo da
> > > > > nova ciência
> > > > > > do antienvelhecimento, que pretende atacar de uma só vez todas as
> > > > > formas de
> > > > > > deterioração do corpo para fazer com que o nosso relógio
> > > > > biológico corra
> > > > > > mais devagar. Assim, ficaríamos longe de doenças decorrentes
> > > > da
> > > > > idade
> > > > > > avançada â€" como Alzheimer, demência, diabetes e doenças
> > > > > cardíacas â€" por mais
> > > > > > tempo. Atacar a velhice, portanto, seria a melhor e talvez única
> > > > > forma de
> > > > > > nos afastarmos dos males provocados por ela. Combater uma a uma as
> > > > > doenças â€"
> > > > > > algo que desde sempre fazemos â€" não surtiria grandes efeitos.
> > > > > Nos Estados
> > > > > > Unidos, por exemplo, se os problemas de coração fossem totalmente
> > > > > > eliminados, a expectativa de vida não subiria mais do que três
> > > > > anos. O mesmo
> > > > > > que proporcionaria uma cura milagrosa para o câncer. "O risco de
> > > > > doenças
> > > > > > fatais dispara após os 60 anos. Assim, mesmo que evitemos o
> > > > ataque
> > > > > cardíaco,
> > > > > > outros problemas vão nos pegar", afirma o escritor de ciência
> > > > e
> > > > > medicina
> > > > > > americano David Stipp, autor do livro The Youth Pill (A Pílula da
> > > > > Juventude,
> > > > > > sem edição no Brasil), lançado no ano passado. Por isso, a
> > > > > maneira de
> > > > > > aumentar a expectativa e a qualidade de vida para valer é evitar
> > > > > chegar
> > > > > > nesse estágio em que já estamos mais fracos e vulneráveis a
> > > > > doenças.
> > > > > >
> > > > > > Em vez de águas milagrosas, a Fonte da Juventude perseguida pelos
> > > > > cientistas
> > > > > > oferecerá tratamentos futurísticos descobertos nos mais
> > > > > ardilosos
> > > > > > experimentos
> > > > > > Crédito: Maná E.D.I.
> > > > > >
> > > > > > INJEÇÃO ANTIVELHICE
> > > > > >
> > > > > > Em novembro passado, pesquisadores do Instituto de Câncer
> > > > > Dana-Farber, da
> > > > > > Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, publicaram um
> > > > > estudo que
> > > > > > contrariou um dos principais conceitos sobre o processo de
> > > > > envelhecimento: o
> > > > > > de que ele é irreversível. Eles conseguiram, pela primeira
> > > > vez,
> > > > > rejuvenescer
> > > > > > ratos de laboratório. O experimento foi baseado num mecanismo que
> > > > > rendeu, um
> > > > > > ano antes, o Prêmio Nobel de Medicina a outros três cientistas
> > > > > americanos: a
> > > > > > relação entre o processo de envelhecimento e os telômeros, uma
> > > > > espécie de
> > > > > > capinha que protege a ponta de cada cromossomo dentro de nossas
> > > > > células â€"
> > > > > > numa comparação grosseira, o telômero assemelha-se àquele
> > > > > revestimento
> > > > > > plástico presente na ponta dos cadarços de um tênis. A cada
> > > > > vez que a célula
> > > > > > se divide, essa capinha se encurta um pouco. Depois de 50 a 80
> > > > > duplicações a
> > > > > > célula não consegue mais se multiplicar â€" após os 35
> > > > anos
> > > > > de idade, os
> > > > > > efeitos desse processo já começam a ser sentidos. O tempo
> > > > passa
> > > > > e, sem
> > > > > > células novas e com algumas mortas ou inativas, nossos
> > > > órgãos
> > > > > começam a se
> > > > > > deteriorar. É a velhice.
> > > > > >
> > > > > > Nascemos com um mecanismo capaz de driblar esse processo, uma enzima
> > > > > chamada
> > > > > > telomerase. Ela repara as tais capas protetoras dos cromossomos
> > > > > após cada
> > > > > > divisão celular. Porém, após a infância, sua
> > > > > concentração cai drasticamente.
> > > > > > Fazer com que ela volte a crescer é um dos caminhos para
> > > > postergar
> > > > > o
> > > > > > envelhecimento â€" ou até mesmo revertê-lo. No estudo de
> > > > > Harvard, os
> > > > > > cientistas criaram ratos geneticamente modificados de forma que
> > > > não
> > > > > > produzissem a telomerase. Como resultado, os animais envelheceram
> > > > > > rapidamente. Os sinais incluíram diminuição do cérebro e do
> > > > > olfato, danos no
> > > > > > baço e intestinos, além de doenças como osteoporose e
> > > > > diabetes. Com apenas
> > > > > > um mês de ingestão de telomerase, no entanto, tais sintomas
> > > > > sumiram. Os
> > > > > > ratos voltaram inclusive a ser férteis e desenvolveram
> > > > > neurônios, sem contar
> > > > > > uma invejável melhora na pele. "O que vimos não foi a
> > > > > desaceleração ou
> > > > > > estabilização do envelhecimento, mas algo muito mais incrível:
> > > > > uma reversão
> > > > > > dramática dele", afirma Ronald DePinho, coordenador da pesquisa.
> > > > > "É possível
> > > > > > imaginar que um homem de 90 anos voltaria a ter a saúde que
> > > > > possuía aos 40
> > > > > > ou 50", diz. Porém, apesar de ter sido bem-sucedido em ratos, o
> > > > > tratamento
> > > > > > ainda não foi testado em humanos. E não há perspectiva de
> > > > que
> > > > > isso aconteça
> > > > > > nos próximos anos. "Ainda temos muito trabalho pela frente. O
> > > > > próximo passo
> > > > > > é descobrir em que estágio da vida as pessoas precisariam se
> > > > > submeter à
> > > > > > injeção de telomerase", afirma DePinho. Em paralelo a isso, ainda
> > > > > seria
> > > > > > preciso ultrapassar um grande empecilho: o potencial risco de
> > > > > câncer.
> > > > > >
> > > > > > Fora do período de gestação e infância, a telomerase só
> > > > > retorna em grandes
> > > > > > quantidades nas células cancerosas â€" sabe-se que 90% dos
> > > > > tumores possuem a
> > > > > > enzima. Aliás, é por isso que elas se reproduzem
> > > > > incessantemente. "Se você
> > > > > > persegue a imortalidade, é o que, de um modo perverso, também
> > > > > fazem as
> > > > > > células com câncer", diz o oncologista e professor de medicina
> > > > > da
> > > > > > Universidade Columbia, Estados Unidos, Siddhartha Mukherjee, autor
> > > > do
> > > > > > recém-lançado livro The Emperor of All Maladies: A Biography
> > > > of
> > > > > Cancer (O
> > > > > > Império de Todas as Enfermidades: Uma Biografia do Câncer, sem
> > > > > edição no
> > > > > > Brasil).
> > > > > >
> > > > > > Além da vantagem óbvia para todo mundo de postergar a chegada
> > > > da
> > > > > velhice, um
> > > > > > grupo específico de pessoas se beneficiaria caso os pesquisadores
> > > > > > conseguissem resolver as contraindicações desse tipo de
> > > > tratamento.
> > > > > Trata-se
> > > > > > de indivíduos que, por conta de uma sequência genética,
> > > > > têm menos telomerase
> > > > > > desde a gestação. Consequentemente, envelhecem mais rápido e
> > > > > chegam a ser
> > > > > > biologicamente até dez anos mais velhos do que outras pessoas da
> > > > > mesma
> > > > > > idade. Essa sequência de DNA foi mapeada em fevereiro do ano
> > > > > passado por
> > > > > > cientistas da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Em um
> > > > estudo
> > > > > com 3
> > > > > > mil pessoas, 45% delas carregavam ao menos um gene da sequência.
> > > > Os
> > > > > > pesquisadores acreditam que um mapeamento desse tipo possibilitaria
> > > > > > prescrever estilos de vida saudáveis àqueles mais propensos
> > > > aos
> > > > > males do
> > > > > > envelhecimento. Além de exercícios físicos, uma dieta com
> > > > > poucas calorias
> > > > > > entraria na receita. Pois é sabido, e cientificamente provado,
> > > > que
> > > > > quem come
> > > > > > menos, vive mais.
> > > > > >
> > > > > > UMA ENZIMA PARA NOS MANTER SEMPRE JOVENS
> > > > > > A deterioração de nosso corpo começa de forma microscópica,
> > > > > em nossos
> > > > > > cromossomos. Uma substância pode revertê-la. Veja como (clique
> > > > > aqui para
> > > > > > ampliar)
> > > > > >
> > > > > > 300 TAÇAS DE VINHO
> > > > > >
> > > > > > Uma dieta diária entre 1.200 e 1.400 calorias â€" 30% a menos
> > > > do
> > > > > que a
> > > > > > sugerida pela Organização Mundial da Saúde â€" poderia
> > > > > aumentar nossa
> > > > > > expectativa de vida média para 120 anos. Algumas pessoas
> > > > chegariam,
> > > > > então,
> > > > > > aos 150. Mesmo que você começasse a comer menos aos 30, ainda
> > > > > teria chance
> > > > > > de prolongar seu tempo na Terra em sete anos. É atrás dessas
> > > > > promessas que
> > > > > > ao menos 2 mil pessoas praticam a dieta de baixa caloria no mundo.
> > > > > Esse é o
> > > > > > número de membros da Sociedade de Restrição Calórica.
> > > > Apesar
> > > > > da matriz estar
> > > > > > localizada nos Estados Unidos, há integrantes de várias partes
> > > > > do planeta,
> > > > > > inclusive cinco do Brasil (que não se identificam). Os resultados
> > > > > dos pratos
> > > > > > moderados têm sido positivos. Dados divulgados pela Sociedade
> > > > > atestam que os
> > > > > > adeptos da dieta registraram queda significativa da pressão
> > > > > sanguínea, perda
> > > > > > de quase 70% da gordura corporal e redução de 80% do nível de
> > > > > insulina no
> > > > > > sangue, o que, no mínimo, faz cair o risco de doenças
> > > > > cardíacas e diabetes.
> > > > > > Pratos mais comportados também são a receita milenar dos
> > > > > habitantes do
> > > > > > arquipélago japonês de Okinawa â€" é lá que estão
> > > > as
> > > > > pessoas que mais vivem no
> > > > > > mundo. A proporção de centenários nas ilhas é de 50 para
> > > > cada
> > > > > 100 mil
> > > > > > moradores, enquanto nos demais países cai para dez a cada 100
> > > > mil.
> > > > > A
> > > > > > população de Okinawa é de cerca de 1,3 milhão. Não por
> > > > > acaso, um prato
> > > > > > típico no arquipélago tem 17% menos calorias do que no
> > > > restante
> > > > > do Japão.
> > > > > >
> > > > > > A teoria mais aceita de por que comer pouco nos faria envelhecer
> > > > mais
> > > > > > devagar é evolutiva. Os efeitos benéficos das baixas calorias
> > > > se
> > > > > devem a um
> > > > > > mecanismo chamado starvation response, ou resposta à fome, em
> > > > > português. Nos
> > > > > > primórdios da humanidade, durante os períodos de grandes secas
> > > > > ou mudanças
> > > > > > abruptas no clima, ficava difícil encontrar alimento. Era
> > > > natural,
> > > > > portanto,
> > > > > > que, sob a ameaça de inanição, o organismo concentrasse seus
> > > > > esforços na
> > > > > > proteção dos processos essenciais à sobrevivência. A
> > > > energia
> > > > > do crescimento
> > > > > > e reprodução (mecanismos trabalhosos para o corpo) era deslocada
> > > > > para o
> > > > > > reparo e manutenção constante das células. Isso fazia com que
> > > > as
> > > > > pessoas
> > > > > > envelhecessem mais devagar. Tudo não passava de um truque da
> > > > > natureza para
> > > > > > garantir a continuidade da espécie: ao conservar o corpo, o
> > > > intuito
> > > > > era
> > > > > > preservar aqueles indivíduos para se reproduzirem assim que as
> > > > > coisas
> > > > > > melhorassem.
> > > > > >
> > > > > > Em cinco anos, o laboratório Sirtris Pharmaceutical promete
> > > > colocar
> > > > > no
> > > > > > mercado uma pílula que imita os efeitos de se comer pouco, mesmo
> > > > > que você
> > > > > > siga uma dieta normal. O princípio ativo â€" já
> > > > comercializado
> > > > > em medicamentos
> > > > > > para diabéticos e como suplemento alimentar â€" é o
> > > > > resveratrol, substância
> > > > > > encontrada na casca da uva roxa. É sua presença que confere ao
> > > > > vinho tinto
> > > > > > benefícios ao coração. E explica o que os cientistas chamam de
> > > > > "paradoxo
> > > > > > francês": a baixa mortalidade por doenças cardíacas na
> > > > > França, mesmo com uma
> > > > > > dieta tão rica em gordura. Graças ao hábito comedido que a
> > > > > população tem de
> > > > > > beber vinho quase que diariamente. Além dos benefícios ao
> > > > > coração, também há
> > > > > > evidências de que o resveratrol reduza o risco de Alzheimer,
> > > > > derrame,
> > > > > > diversos tipos de câncer, perda de audição e osteoporose â€"
> > > > > todos problemas
> > > > > > comuns no envelhecimento. Já provocar o aumento dos anos de vida
> > > > > é algo que
> > > > > > ainda precisa ser provado em humanos. Mas o resultado em animais se
> > > > > mostrou
> > > > > > estimulante.
> > > > > >
> > > > > > VIDA LONGA - E MAIS FELIZ
> > > > > >
> > > > > > Se a ciência de fato nos fizer passar dos 75 com saúde e
> > > > > disposição nos fará
> > > > > > felizes como nunca seríamos. Um estudo publicado ano passado por
> > > > > > pesquisadores das universidades de Stony Brook e Princeton, nos EUA,
> > > > > traçou
> > > > > > um paralelo entre bem-estar e idade. Surpresa: nosso auge de
> > > > > contentamento
> > > > > > seria após os 74. Os resultados formam o que os pesquisadores de
> > > > > felicidade
> > > > > > chamam de curva U (abaixo). Os idosos sentiriam menos raiva e
> > > > estresse
> > > > > do
> > > > > > que os jovens e teriam menos preocupações do que os adultos
> > > > > médios. Pois,
> > > > > > com a idade, as pessoas lidam melhor com conflitos e controlam as
> > > > > emoções. É
> > > > > > a sabedoria. Os pesquisadores também sugerem que a saída dos
> > > > > filhos de casa
> > > > > > diminui problemas familiares e financeiros. A ciência está
> > > > > fazendo sua
> > > > > > parte, agora falta lazer, trabalho e INSS para que os mais longevos
> > > > > possam
> > > > > > curtir tranquilos a melhor parte da vida.
> > > > > >
> > > > > > Em 2006, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard realizaram
> > > > > estudos
> > > > > > liderados por David Sinclair â€" não por acaso, fundador da
> > > > > Sirtris
> > > > > > Pharmaceutical, hoje pertencente à gigante inglesa
> > > > GlaxoSmithKline.
> > > > > No
> > > > > > experimento, cientistas superalimentaram roedores com uma dieta rica
> > > > > em
> > > > > > gordura. Em paralelo, forneceram a eles doses de resveratrol. As
> > > > > cobaias
> > > > > > ficaram obesas. Ainda assim, seu tempo de vida se estendeu a um
> > > > > patamar
> > > > > > igual ao dos ratos que comiam com restrição. Para obter esses
> > > > > efeitos com
> > > > > > vinho seriam necessárias 300 taças por dia, ou seja, algo
> > > > > impensável até
> > > > > > para o mais bebum dos seres humanos. O que justifica a corrida da
> > > > > indústria
> > > > > > farmacêutica atrás das pílulas.
> > > > > >
> > > > > > Os medicamentos que imitam dietas metódicas serão uma
> > > > > aplicação mais
> > > > > > concreta dos pioneiros estudos sobre antienvelhecimento. A primeira
> > > > > > importante pesquisa científica que provou que restringir calorias
> > > > > poderia
> > > > > > prolongar a vida foi divulgada em 1934. O estudioso de nutrição
> > > > da
> > > > > > Universidade de Cornell, Estados Unidos, Clive McCay, manteve ratos
> > > > em
> > > > > um
> > > > > > estado de quase fome por quatro anos e os assistiu viver 85% mais
> > > > > tempo do
> > > > > > que a média. Um dos animais chegou aos 3 anos e 9 meses de idade.
> > > > > Como,
> > > > > > cinco anos antes, dois cientistas tinham ganhado o Prêmio Nobel
> > > > > pela
> > > > > > descoberta das vitaminas, pareceu uma pequena heresia dizer que
> > > > passar
> > > > > um
> > > > > > pouco de fome poderia nos fazer bem. Mais recentemente, no início
> > > > > dos anos
> > > > > > 2000, cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Primatas de
> > > > > Wisconsin
> > > > > > revelaram bons resultados com macacos mantidos em uma dieta 30%
> > > > menos
> > > > > > calórica do que seus colegas. Além de magros, estavam no auge
> > > > da
> > > > > vida.
> > > > > > Enquanto os que comiam normalmente se movimentavam lentamente e viam
> > > > > cair
> > > > > > mais pelos, entre outros sinais de velhice.
> > > > > >
> > > > > > Em 2015, 2016, com o medicamento nas farmácias, a Sirtris deve se
> > > > > tornar a
> > > > > > indústria referência em antienvelhecimento. Além do
> > > > > resveratrol, seus
> > > > > > laboratórios estudam outra substância capaz de imitar os
> > > > efeitos
> > > > > de uma
> > > > > > dieta de baixa caloria: a rapamicina. Hoje usado para evitar
> > > > > rejeição em
> > > > > > transplante de órgãos, o princípio ativo fez com que ratos
> > > > de
> > > > > meia-idade
> > > > > > vivessem de 28% a 38% mais tempo, segundo um estudo divulgado pela
> > > > > revista
> > > > > > Nature em meados de 2009. Mais uma pesquisa que mostra que há
> > > > > esperanças
> > > > > > para prolongar a vida mesmo quando o corpo já está desgastado.
> > > > > Esta também é
> > > > > > a promessa da medicina regenerativa.
> > > > > >
> > > > > > Crédito: Maná E.D.I.
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > BIOENGENHARIA
> > > > > >
> > > > > > No ano passado, um grupo de mulheres teve uma oportunidade de ouro:
> > > > > após
> > > > > > serem mutiladas devido ao câncer de mama, viram crescer seios
> > > > 100%
> > > > > naturais,
> > > > > > a partir de suas próprias células. A técnica que soa como
> > > > > milagre foi
> > > > > > desenvolvida após quase uma década de estudos pela empresa de
> > > > > biotecnologia
> > > > > > americana Cytori Therapeutics, que pretende trazer o método para
> > > > o
> > > > > Brasil
> > > > > > ainda este ano. Permite dupla recauchutagem: as células que
> > > > dão
> > > > > origem ao
> > > > > > novo seio são extraídas de uma cirurgia plástica para tirar
> > > > > gordurinhas
> > > > > > indesejadas. O procedimento começa com uma lipoaspiração, por
> > > > > exemplo, na
> > > > > > barriga. Da gordura são colhidas células-tronco, capazes de se
> > > > > multiplicar
> > > > > > para gerar tecidos de outras partes do corpo, como a mama. Elas
> > > > > são, então,
> > > > > > aplicadas na região do peito. Conforme crescem, formam um novo
> > > > > seio, sem
> > > > > > risco de rejeição.
> > > > > >
> > > > > > A descoberta de células-tronco na gordura foi um grande avanço
> > > > > para a
> > > > > > medicina regenerativa. Somente no Brasil, são realizadas mais de
> > > > > 200 mil
> > > > > > lipoaspirações por ano. No ano passado, Radovan Borojevic,
> > > > diretor
> > > > > do
> > > > > > Programa Avançado de Biologia Celular Aplicada à Medicina da
> > > > > UFRJ,
> > > > > > conseguiu, de forma inédita no Brasil, autorização da
> > > > > Comissão Nacional de
> > > > > > Ética em Pesquisa (Conep) para manipular células-tronco de
> > > > > gordura. "Esse
> > > > > > material pode garantir reserva para a velhice, para sanar as
> > > > > doenças
> > > > > > naturais do passar dos anos e até diminuir as rugas", diz. Quem
> > > > > fizer uma
> > > > > > lipoaspiração aos 20, por exemplo, pode chegar aos 60 e usar as
> > > > > células
> > > > > > guardadas para preencher a pele envelhecida e se livrar dos pés
> > > > de
> > > > > galinha.
> > > > > > Como as células terão a memória de sua juventude, será
> > > > > possível fazer o que
> > > > > > nenhum cosmético ou Botox jamais conseguiu: ter cara de 20, aos
> > > > 60.
> > > > > O
> > > > > > procedimento, cujo efeito dura de quatro a cinco anos, já está
> > > > > em fase de
> > > > > > testes. Em três meses, Borojevic realizou 70 implantes de
> > > > > células antirrugas
> > > > > > â€" os interessados podem se inscrever para os testes no Instituto
> > > > > de Ciências
> > > > > > Biomédicas da UFRJ. Mas esta é apenas a mais frívola das
> > > > > promessas da
> > > > > > bioengenharia. "Com as técnicas, vamos envelhecer muito melhor do
> > > > > que os
> > > > > > nossos avós", afirma Borojevic.
> > > > > >
> > > > > > Experimentos em humanos mostraram que o implante de
> > > > células-tronco
> > > > > pode
> > > > > > reparar órgãos vitais. Entre eles, o coração, que teria
> > > > > benefícios como o
> > > > > > aumento da quantidade e bombeamento de sangue após infartos,
> > > > > diminuição da
> > > > > > área de tecidos mortos e melhora da capacidade respiratória em
> > > > > casos de
> > > > > > doenças cardíacas crônicas. Outro resultado positivo é a
> > > > > redução da
> > > > > > incontinência urinária em pacientes que passaram por cirurgias
> > > > > de próstata.
> > > > > > "A medicina regenerativa para problemas do envelhecimento será de
> > > > > fato
> > > > > > composta por peças de substituição", afirma o gerontologista
> > > > > inglês criador
> > > > > > da Fundação Sens, de estudos de biotecnologia para
> > > > > rejuvenescimento, Aubrey
> > > > > > de Grey, polêmico, entre outras coisas, por afirmar que a velhice
> > > > > é uma
> > > > > > doença à espera de cura.
> > > > > >
> > > > > > A HORA DA MORTE
> > > > > >
> > > > > > Com sua aparência de Matusalém, apesar dos 47 anos de idade,
> > > > De
> > > > > Grey
> > > > > > acredita que podemos ser imortais e que os homens que vão viver
> > > > mil
> > > > > anos já
> > > > > > nasceram. Passar mais tempo na Terra do que o próprio personagem
> > > > > bíblico,
> > > > > > que teria morrido aos 969, seria possível graças ao
> > > > > desenvolvimento da
> > > > > > engenharia para impedir que nossas células envelheçam e da
> > > > > reposição de
> > > > > > órgãos e tecidos. "Uma vez que a medicina regenerativa se
> > > > > desenvolver, o
> > > > > > limite biológico do corpo desaparecerá." A ideia gerou tanta
> > > > > controvérsia na
> > > > > > comunidade científica que, em 2005, o Massachusetts Institute of
> > > > > Technology
> > > > > > (MIT) lançou um concurso que premiaria com US$ 20 mil quem
> > > > > conseguisse
> > > > > > provar que a tese de Aubrey era descabida. Cinco inscrições foram
> > > > > analisadas
> > > > > > por um júri composto por cabeças como o geneticista Craig
> > > > > Venter. Ninguém
> > > > > > levou o prêmio.
> > > > > >
> > > > > > A crença de que a ciência e a tecnologia nos permitirão
> > > > > redesenhar o próprio
> > > > > > corpo para nos fazer viver muito mais, até indefinidamente, guia
> > > > > uma
> > > > > > corrente filosófica chamada transhumanismo. Os seguidores do
> > > > > pensamento
> > > > > > acreditam que por meio de áreas de conhecimento emergentes como
> > > > > > biotecnologia, inteligência artificial, robótica e
> > > > > nanotecnologia, poderemos
> > > > > > superar a própria condição humana. "O homem não é o
> > > > final
> > > > > da evolução
> > > > > > biológica, e sim o começo de uma evolução tecnológica",
> > > > > afirma o engenheiro
> > > > > > venezuelano formado pelo MIT e que já trabalhou para a Nasa,
> > > > > José Cordeiro,
> > > > > > grande divulgador do transhumanismo na América Latina. Ele
> > > > acredita
> > > > > que
> > > > > > assistiremos à morte da morte â€" e que não há nada de
> > > > > antinatural nisso. "O
> > > > > > propósito da vida é mais vida. Além do mais, ninguém
> > > > quer
> > > > > morrer, ainda mais
> > > > > > se tiver a oportunidade de não ficar velho."
> > > > > >
> > > > > > A visão de que vale a pena manipular nosso corpo a qualquer custo
> > > > > para ser
> > > > > > jovem para sempre encontra olhares críticos. "Essa pretensão
> > > > de
> > > > > vida eterna
> > > > > > é um erro existencial, uma arrogância do homem em querer
> > > > > inventar uma vida
> > > > > > que não é sua. Pois a finitude é um atributo da nossa, e
> > > > é
> > > > > o que a faz ser
> > > > > > boa", afirma o cientista político Clóvis de Barros Filho,
> > > > > professor de ética
> > > > > > da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo
> > > > > (USP). "É uma
> > > > > > ilusão narcisista acreditar que se vai viver em gozo eternamente.
> > > > > Ficar dos
> > > > > > 60 aos 120 anos curtindo aposentadoria e nunca aceitar o dissolver,
> > > > > que é o
> > > > > > nosso destino", diz a filósofa e terapeuta Regina Favre, de
> > > > São
> > > > > Paulo, que
> > > > > > acredita que a busca pela longevidade sem fim seja fruto da
> > > > > solidão, do
> > > > > > desamparo e do medo gerado pelos problemas da velhice e proximidade
> > > > da
> > > > > > morte. Ou como escreveu o escritor argentino Jorge Luis Borges
> > > > > (1899-1986)
> > > > > > no conto O Imortal, publicado no livro O Aleph: "Dilatar a vida dos
> > > > > homens é
> > > > > > como dilatar sua agonia e multiplicar o número de suas mortes".
> > > > > >
> > > > > > Mesmo que a medicina conseguisse fazer com que as pessoas tivessem
> > > > > saúde e
> > > > > > disposição para trabalhar até os 100, provavelmente não
> > > > > haveria mercado para
> > > > > > todos. Com uma superpopulação de idosos, a previdência social
> > > > > certamente
> > > > > > iria quebrar. "Não adianta chegarmos aos 200 anos se não
> > > > > resolvermos esses
> > > > > > problemas", diz a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e
> > > > > > Gerontologia, Silvia Regina Mendes Pereira, que acha positivo o
> > > > > esforço dos
> > > > > > cientistas para evitar doenças como diabetes ou Alzheimer, desde
> > > > > que a
> > > > > > qualidade de vida seja encarada de forma global. "E isso passa por
> > > > > vários
> > > > > > aspectos. Um deles, sim, é a saúde, mas também há o
> > > > > psicológico e o social."
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > As transformações no mundo caso as pessoas passem a viver
> > > > > décadas ou até
> > > > > > séculos a mais são inevitáveis. Mas, para De Grey,
> > > > > compensaria enfrentá-las.
> > > > > > "Essas dificuldades não superam os benefícios da eliminação
> > > > > de doenças
> > > > > > relacionadas à idade, como problemas cardiovasculares e
> > > > câncer",
> > > > > afirma.
> > > > > > Mesmo porque esses problemas terão que ser pensados de imediato.
> > > > > Pois, antes
> > > > > > mesmo das pirotecnias científicas se tornarem realidade, a
> > > > > longevidade no
> > > > > > mundo só cresce. Para se ter ideia, vivemos 25 anos a mais do que
> > > > > um século
> > > > > > atrás. Nos países desenvolvidos, a expectativa de vida aumenta
> > > > > cinco horas
> > > > > > por dia. Ou seja, já há motivos suficientes para a ciência
> > > > se
> > > > > preocupar com
> > > > > > os muitos que, em tempos anteriores às pílulas que simulam
> > > > fome
> > > > > ou injeções
> > > > > > de enzimas e células-tronco, fazem muito mais aniversários do
> > > > > que um dia
> > > > > > nossos avós jamais poderiam imaginar.
> > > > > >
> > > > > > O profeta da imortalidade
> > > > > >
> > > > > > O cientista do envelhecimento Aubrey de Grey afirma que, em 2030,
> > > > > estaremos
> > > > > > vivendo até os 130 anos. E que os homens que farão mil
> > > > > aniversários já
> > > > > > nasceram. A seguir ele conta como isso será possível
> > > > > >
> > > > > > * Por que envelhecemos?
> > > > > > Aubrey de Grey: Porque o corpo humano, como qualquer máquina,
> > > > causa
> > > > > danos a
> > > > > > si mesmo como efeito colateral natural de sua operação. Esse
> > > > > prejuízo se
> > > > > > acumula ao longo da vida. Por um longo tempo quase não afeta a
> > > > > habilidade do
> > > > > > corpo para funcionar, mas, eventualmente, provoca doenças e
> > > > > incapacidade.
> > > > > >
> > > > > > * As pessoas que viveriam mil anos precisariam constantemente
> > > > > substituir
> > > > > > peças, como um robô?
> > > > > > De Grey: De fato, a maior parte das técnicas serão compostas
> > > > por
> > > > > peças de
> > > > > > substituição, mas a um nível microscópico. Em alguns casos,
> > > > > podemos trocar
> > > > > > órgãos inteiros. Porém, mais frequentemente, serão
> > > > > células ou moléculas.
> > > > > >
> > > > > > * Mesmo pessoas sedentárias, com excesso de peso e estressadas
> > > > > serão capazes
> > > > > > de viver mais?
> > > > > > De Grey: A medicina regenerativa vai permitir que as pessoas
> > > > > ultrapassem por
> > > > > > uma larga margem a longevidade que qualquer um consegue atualmente,
> > > > > mesmo
> > > > > > com a melhor vida possível, mesmo aqueles com uma genética
> > > > > privilegiada.
> > > > > > Então, sim, estas terapias irão funcionar em todos, mesmo
> > > > > naqueles com um
> > > > > > estilo de vida ruim.
> > > > > >
> > > > > > * Existe limite biológico para a vida dos seres humanos?
> > > > > > De Grey: Há de fato um limite biológico para quanto tempo as
> > > > > pessoas podem
> > > > > > viver, porque certos aspectos do nosso metabolismo, como a
> > > > > respiração, são
> > > > > > inevitáveis e acumulam danos moleculares e celulares. Porém,
> > > > uma
> > > > > vez que se
> > > > > > desenvolvam técnicas de bioengenharia para reparar esses danos,
> > > > > não haverá
> > > > > > mais limite para a vida do homem.
> > > > > >
> > > > > > * Como lidar com as consequências sociais de se ter uma
> > > > > superpopulação?
> > > > > > De Grey: A eliminação do envelhecimento vai mudar o mundo. E
> > > > > precisaremos
> > > > > > agir diante de muitas dessas transformações. No entanto, essas
> > > > > dificuldades
> > > > > > não superam os benefícios da eliminação de doenças como
> > > > > câncer e problemas
> > > > > > cardiovasculares.
> > > > > >
> > > > > > * Viver mais significa viver melhor?
> > > > > > De Grey: Não necessariamente. Mas o trabalho em minha fundação
> > > > > de estudos em
> > > > > > engenharia de rejuvenescimento, a Sens, foca em viver melhor, ou
> > > > seja,
> > > > > adiar
> > > > > > o processo das doenças da velhice. A longevidade será um
> > > > efeito
> > > > > colateral:
> > > > > > só ocorrerá porque as pessoas serão mantidas saudáveis.
> > > > > >
> > > > > > * Você aplica técnicas de medicina regenerativa em si mesmo?
> > > > > Já testou
> > > > > > alguma?
> > > > > > De Grey: Estou ansioso para me beneficiar destas terapias. Não
> > > > > faço isso
> > > > > > simplesmente porque, na prática, elas ainda não existem.
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#81902 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 7:19 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Belmiro,

Por outro motivo!!

Depois eu falo mais.

Aqui estou sem acentos e sem assento.
:-)

Helio


De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Para: "ciencialist@..." <ciencialist@...>
Enviadas: Sexta-feira, 20 de Abril de 2012 12:31
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 
Oi Hélio.
 
Só comentando sua última frase. Creio que a experiência de Sobral não deixa dúvidas que a luz faz a curva, quer porque o espaço é curvo ou por outro motivo.
 
[],s
 
Belmiro

De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Para: "ciencialist@..." <ciencialist@...>
Enviadas: Sexta-feira, 20 de Abril de 2012 0:00
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Alberto e Belmiro,

Eu vou de VERDE.
Vamos ver se funciona

Hélio

De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Para: "ciencialist@..." <ciencialist@...>
Enviadas: Quinta-feira, 19 de Abril de 2012 22:06
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

Olá Alberto.

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quinta-feira, 19 de Abril de 2012 19:58
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Thursday, April 19, 2012 2:07 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Belmiro: Me parece que a solução é óbvia demais para que ninguém te respondesse até hoje.
 
Alberto: Tenho a impressão de que a coisa não é bem por aí. Pelo menos não é o que eu tenho observado nestes 15 ou16 anos de discussões internáuticas. Um erro óbvio parece-me ser um prato cheio para a galera cair em cima, sem dó nem piedade. Algo que talvez Freud explique mas prefiro não ir além disso pois parece-me que, pelo menos por ora, estamos livres dessas «análises» baratas de comportamento, e de muito mau gosto, que andaram sendo feitas aqui recentemente. Aqui na Ciencialist acho até que há um certo comedimento, a ponto da coisa não ir muito além de uma ligeira gozação. Mas que essas coisas são denunciadas, e tanto mais quanto mais óbvias forem, isso lá são, seja aqui, seja em qualquer outro grupo de discussão. Quanto ao mais, digo que já participei de grupos da Usenet onde a barra é bem mais pesada.
 
        Foi um comentário sem a menor intenção de ofender. Mas realmente me pareceu óbvio. Entretanto, lendo agora, vi que foi deselegante. Peço desculpas.
 
Belmiro: O observador "lambdaduaslinhas", aquele que está dentro do compartimento que você admitiu ser uma gaiola de Faraday, terá sim como dizer que está na presença de um campo eletromagnético. Basta que tenha levado consigo um eletroscópio ou um pêndulo elétrico. Acontece que campos elétricos não nulos estarão presentes dentro do seu compartimento, uma vez que, ao se aproximar do corpo com carga Q, a distribuição de cargas sobre o seu compartimento esférico sofrerá alteração. Com isto, o campo interno não mais será nulo, pois para que isto ocorra, é necessário que a carga seja distribuída simetricamente.
 
Alberto: Não sei se a coisa é assim tão simples. Uma gaiola de Faraday, creio eu, realiza uma blindagem a ponto de campos elétricos externos não afetarem seu interior. Se existir apenas a carga q, a distribuição do fluido maxwelliano será simétrica, como você diz. Não obstante, ao aproximarmos a carga Q, o fluido elétrico da carga q irá se redistribuir sim de maneira não assimétrica, mas isso é feito de maneira tal que o campo elétrico no interior da carga q permaneça nulo.
 
        Verdade, desde que a constante de tempo do material permita que as cargas se redistribuam rápido o suficiente a ponto de zerar o campo elétrico o tempo todo no interior da gaiola.
 
Ou melhor, a redistribuição se procederá naturalmente exatamente para que, na condição de equilíbrio,
 
Veja a palavra: equilíbrio
 
 esta condição de nulidade seja atingida. Isso às vezes chega a ser citado como segunda lei de Faraday, mas o termo chega a causar confusão com a segunda lei de Faraday da eletrólise. O Léo deu seu palpite, concordando contigo e mostrando que neste caso a condição não é de equilíbrio. Sinceramente eu não sei se este desequilíbrio seria notado pelo eletroscópio ou pêndulo elétrico, ou seja, se durante esta busca pelo equilíbrio o campo deixa de ser nulo.
 
     Tem mais um detalhe. Se a espessura da gaiola for fina o suficiente, haverá a possibilidade de que a radiação gerada por Q ultrapasse a espessura e seja detectada internamente (efeito pelicular). Outra possibilidade é que a gaiola seja dielétrica, previamente carregada simetricamente. Também haveria detecção de radiação interna. Em qualquer caso, por mais particular que seja o caso, o nobre pesquisador saberia que está sendo acelerado. Porém, há o outro lado da moeda a contar a favor de Einstein. A gaiola poderia estar parada em um campo gravitacional e alguém aplicando um campo elétrico . Realmente, não há como saber. Ponto para o PE.

Bom, o PE diz que estar acelerado ou estar sob a ação de campo gravitacional é a mesma coisa. E é, a menos que exista dentro do compartimento algo que emita agentes, pode ser campo elétrico, outro campo gravitacional gerado por uma massa lá no interior etc. Mas se um campo elétrico serve, então algo que é construído por ele também serve como contra prova do PE. Como por exemplo, a luz.

Então é o seguinte: Uma lanterna na horizontal produz um pulso de luz apontada para a parede oposta e o elevador (sem ar, vácuo) está acelerado, esta luz irá bater um pouco mais abaixo. Pois será somada a c (horizontal) a velocidade que o elevador tinha (vertical) quando a lanterna emitiu
que é menor que sua velocidade agora.

Mas se ele estiver parado ou em MRU e um campo gravitacional estiver agindo nele, este feixe NÃO vai deflexionar para o observador dentro do elevador. Pois estes agentes não são influenciados pelo campo gravitacional. E isto permite o observador saber se está acelerado ou sob a ação de um campo gravitacional.

Isto não é um paradoxo, é uma previsão para o que vai acontecer quando esta experiência for finalmente realizada. A previsão de Einstein é um pouco diferente. :-)

A história é que este comportamento da luz atrapalharia o PE. Então vamos impor que a luz faz esta curva, mesmo se ela não fizer.
:-)
Mais uma transformação de calibre.





Mas independentemente disso, deixemos esta consideração lá para baixo desta mensagem, pois vou corrigir algumas coisas relacionadas a minha msg anterior e creio que é aí que a coisa vai se complicar de vez para o lado do PE.
 
Belmiro: Einstein continua firme.
 
Alberto: Talvez sim, mas não por este motivo. Vou agora me penitenciar de um erro que acredito ter cometido e, pelo visto, até o Léo entrou na minha, vejam só! É verdade que o Léo foi um tanto quanto precipitado em sair debaixo da pedra. Ele leu um artigo relativamente longo e respondeu a esse artigo em cerca de 40 minutos, ou seja, de supetão, ou na base do toma-lá-dá-cá. E quero crer que isto se deu por motivos ultra especiais. Já comentei aqui que o Léo tem uma certa bronca do PE de Einstein e é bem possível que ele tenha razão nesta bronca.
 
O Léo tem um paradoxo próprio a afetar o PE e relacionado a um efeito que também é dele, se bem que ele tenha tido a humildade de nomeá-lo como Empuxo de Newton [vide msg 6967]. O assunto chegou a ser discutido aqui na Ciencialist e vocês poderão acessar as mensagens através de links fornecidos no meu site. Mas eu acho que discutimos este assunto muito de leve. Acho que o Léo merecia mais do que isto e foi por isto que sugeri recentemente a retomada desta discussão. Creio que poderemos seguir essa linha tão logo o assunto atual se esgote, pois são coisas bem diferentes ainda que relacionadas a um mesmo princípio.

Gastamos um tempo enorme discutindo um paradoxo apresentado por um francês (Langevin) no início do século passado; estamos agora gastando outro tempo enorme discutindo outro paradoxo apresentado sei lá por quem, mas certamente um outro estrangeiro e também no século passado. E, não obstante, temos um paradoxo apresentado por um brasileiro, tão bom ou melhor do que esses outros;... e esse brasileiro está entre nós!!! Concordo que a coisa não é simples. Eu tentei no passado destrinchar este paradoxo e acabei desistindo. «Era muita areia para o meu caminhãozinho, como diz o Léo». Mas creio ter desistido precocemente, pois o Léo está aí para nos ajudar a solucionar ou confirmar o paradoxo..
 
Bem, vamos agora a minha penitência. Acho que cometi um erro de lógica quando afirmei, na msg 81860 o seguinte: Caso o que disse acima esteja correto, se o observador l'' raciocinar tomando por base única e exclusivamente o princípio da equivalência de Einstein, ele chegará a admitir que: 1) Ou ele está sendo acelerado mecanicamente; ou 2) ele está em um campo gravitacional. Vichi! Isso está errado!
 
E porque errado? Simplesmente porque o que ele irá constatar é que 1) ou está sendo acelerado de alguma maneira (e não obrigatoriamente por meios mecânicos, como escrevi anteriormente) ou 2) ele está em um campo gravitacional. O que ele não poderia, pelo fato de estar em uma gaiola de Faraday, seria constatar que ele está em um campo elétrico. Pois se isto fosse possível, aí sim ele estaria contradizendo o princípio da equivalência. Do contrário não, a duvida persiste e ele não saberá se está sendo acelerado (seja por que motivo for) ou se está em repouso em um campo gravitacional.
 
Sutilezas que nos levam a errar de maneira grosseira. Este erro eu transportei comigo por 13 anos e o Léo por 40 min. Enfim, não me parece que não tenham respondido por este motivo e sim porque entraram na minha e enfiaram a viola no saco. Smiley piscando
 
De qualquer forma, dá para perceber também que se o que o Belmiro e o Léo afirmaram a respeito do elevador-gaiola estiver correto, ao contrário da conclusão a que o Belmiro chegou, o princípio da equivalência de Einstein «não continuará firme» pois aí sim ele estará sendo comprometido de vez. Pois l'' estará conseguindo demonstrar através do eletroscópio (ou pêndulo elétrico) que ele não está em um campo gravitacional, mas que está sendo acelerado por um campo elétrico. E o meu trabalho não terá sido em vão, pois a conclusão será a mesma, ainda que se chegue a ela por um caminho diverso.
 
    Acho que já respondi acima.
 
Ou seja, ou o que o Belmiro disse sobre a gaiola de Faraday está errado, ou então a conclusão dele é que está errada.
 
       Talvez nem um nem outro.
 
Putz, como se erra nesta lista, meu! Vamos caprichar, gente! Depois ficam pegando no pé do Victor quando ele diz bobagens guiado pela paixão. Alegre Por falar nisso, que fim levou o Victor? Será que ele soltou a macaca?
 
    Por isso é uma lista de discussão. Estamos discutindo para chegar a alguma conclusão. O que um não enxerga, outro enxerga e vice-versa. Quanto ao Victor ele falou que estaria distante a trabalho uns dias. Provavelmente eu me ausente também no sábado e domingo, não sei ainda.
 
    [],s
 
    Belmiro
 
 
[ ]´s Alberto http://ecientificocultural.com.br Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 







#81903 De: "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 7:20 pm
Assunto: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
marcelleandr...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Mauro,

> > Pesky:
>>  Não tenho mais dúvidas de que estamos a caminho de viver
> > muito mais. O problema deixará de ser longevidade (e mesmo
> > qualidade de vida física) para se tornar qualidade de vida
> > mental.

> Mauro:
> Continuo achando que a melhor forma de aumentar a longevidade (sem trazer a tiracolo os problemas da velhice) é simplesmente deixarmos de dormir. Por que não?


Mas o problemas da  velhice seriam postergados juntamente com a longevidade da pessoa. Uma pessoa de 80 com saúde de 30, por exemplo. 

Quanto a sua sugestão...no caso dos idosos, agregaria muito, nesta hipótese, uma pessoa de 95 anos de idade com uma baita osteoporose e reumatismo ficar acordada o dia inteiro? Ela com certeza iria querer mal a mãe de quem propusesse isto. ;)


Abraços,

Marcel




> --- Em ciencialist@..., "Pesky Bee" peskybee2@ escreveu
>
> > Não tenho mais dúvidas de que estamos a caminho de viver
> > muito mais. O problema deixará de ser longevidade (e mesmo
> > qualidade de vida física) para se tornar qualidade de vida
> > mental.
>
> Mauro: Continuo achando que a melhor forma de aumentar a longevidade (sem trazer a tiracolo os problemas da velhice) é simplesmente deixarmos de dormir.
> Por que não?
>
> Inté+
> Mauro
>

#81904 De: luiz silva <luizfelipecsrj@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 7:36 pm
Assunto: Re: Re: aguarde ....
luizfelipecsrj
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Ola Pessoal,
 
"Consideremos o círculo marcado 5 bilhões (5 bilhões = 5000 milhões = 5 000 000 000 = 5.109 anos-luz) na ilustração . Os objetos, como galáxias e quasares, situados nessa camada, são observados por nós na forma que tinham 5 bilhões de anos atrás. Ou seja, cada círculo representa uma região do cosmo em uma certa época. (Mas na escala de hoje, que leva em conta a expansão do espaço.) Não podemos ver como era em qualquer época uma dada região.  O círculo externo é a parte mais distante, a cerca de 15 bilhões de anos-luz, e portanto mais antiga, que pode ser observada através de radiação eletromagnética. "
 
 
Considerando-se o paragrafo acima e a questão de não termos no universo um local "privilegiado", em termos de observação, pq a terra(sendo mais preciso, o que existiu "aqui" a 15 bi de anos atrás) não pode ser considerada, por outros observadores, como estando a 15 bilhões de anos luz ?
 
E a esfera de 4,5 bilhões de anos, que é a idade da terra, quem estiver nela estará vendo nosso planeta em formação ?
 
Abs
Felipe
De: roberto <roberto.takata@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sexta-feira, 20 de Abril de 2012 13:53
Assunto: [ciencialist] Re: aguarde ....
 
Ótima série.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., "Luiz Ferraz Netto" <leo@...> escreveu
>
> parte 3 só para 2a ou 3a feira ... tô saindo para o rancho ...............
>
> []´
> ===========================
> Luiz Ferraz Netto [Léo]
> leo@...
> luizferraz.netto@...
> http://www.feiradeciencias.com.br
> ===========================
>


#81905 De: "mauro" <bombaspr@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 8:18 pm
Assunto: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
bombaspr
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009"
<marcelleandro2009@...> escreveu

> Mas o problemas da  velhice seriam postergados juntamente com a
> longevidade da pessoa. Uma pessoa de 80 com saúde de 30, por exemplo.

Mauro: Bem, não é o que história tem nos mostrado. Ao passarmos de
(aproximadamente) 50 para 70 anos na expectativa de vida houve um aumento de
casos de Parkinson e Alzheimer... Nada garante que outras doenças "raras" que
fragilizam os mais idosos não passem a ser costumeiras neste futuro.

> Quanto a sua sugestão...no caso dos idosos, agregaria muito, nesta
> hipótese, uma pessoa de 95 anos de idade com uma baita osteoporose e
> reumatismo ficar acordada o dia inteiro? Ela com certeza iria querer mal
> a mãe de quem propusesse isto. ;)

Mauro: Na verdade a melhor ideia seria escolhermos se queremos (ou em que fase
queremos) viver mais, por ex. com uso de fármacos para tanto.

O principal é que não seria algo tão utópico assim. É bastante provavel que nos
deparemos com esta situação (e nos habituemos a ela) num futuro próximo.

Inté+
Mauro

#81906 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 8:47 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
belmirow
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Alberto

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sexta-feira, 20 de Abril de 2012 14:39
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
From: Belmiro Wolski
Sent: Friday, April 20, 2012 1:27 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Olá Belmiro
 
Já que você veio de vermelho, eu vou de verde, apenas para confundir o Hélio. (-: risos :-)
 
 
Belmiro: Vamos ser mais precisos.
 
       1 - O sujeito sente seus pés grudados no chão.
 
        O que ele pensa:
 
        a- estou em um campo gravitacional
        b- estou sendo acelerado
 
         Como saber?
 
        a- se é ação gravitacional, não tenho como saber.
        b- se for aceleração, há uma chance.Vai que o maluco que me colocou aqui está usando campos elétricos para me acelerar.
       
        a - Se meu compartimento for totalmente blindado aos campos eletromagnéticos, não terei como saber.
        b - Se meu compartimento não for totalmente blindado, posso usar meu eletroscópio e saberei que esses trouxas estão me acelerando em um campo elétrico.
 
        O sujeito usa o eletroscópio e este acusa um campo elétrico. Ele pensa:
 
        a - Estou sendo acelerado.
        b - Pera aí. E se eu estiver em um campo gravitacional e um sacana está aplicando um campo elétrico só para me confundir.
 
         Não há como saber!
 
Alberto: OK, tem lógica, se bem que este terceiro elemento (o sacana) está surgindo de maneira um tanto quanto esquisita. Por outro lado, parece-me que l'' só irá notar esse campo elétrico caso o campo seja variável no tempo.
 
       E será variável de qualquer jeito, graças ao movimento. A menos que a carga Q esteja distribuida numa superfíice infinita. De qualquer modo, se for considerado um campo constante e o compartimento de lambdaduaslinhas dielétrico, a conclusão é a mesma: é possível detectar o campo.
 
 De qualquer forma, as coisas estão se complicando e creio que sem necessidade. De qualquer forma, valeu. Serviu para que eu percebesse que esta experiência de pensamento não é tão supimpa quanto me pareceu anteriormente. Acho que podemos evoluir em outra(s) direção(ões). Tentarei fazer isto a partir de hoje e se vocês viajarem ficarei na espera de suas brilhantes contra-argumentações na semana vindoura.
 
Apenas um adendo. Você parece estar interessado em discutir o paradoxo do Léo. Eu também estou, mas no momento não poderei ajudar muito, pois ainda tenho alguns argumentos a apresentar sobre o assunto atual. Se for possível deixarmos para depois eu prefiro, mesmo porque gostaria de agir em contraponto (no sentido de complementar) com o Léo. Ele também já concordou com este adiamento. No passado (bem longínquo, por sinal) eu fiquei devendo a Ele um estudo mais detalhado, e noto que talvez tenha chegado o momento, qual seja, após eu conseguir descarregar todas as minhas encucações sobre o problema atual e receber todos os golpes que vocês têm para me desferir. (-: risos :-)
 
       Sem problemas.
 
        [],s
 
        Belmiro 
 
[ ]´sAlbertohttp://ecientificocultural.com.brMas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétricacoulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 

#81907 De: "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 9:07 pm
Assunto: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
marcelleandr...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Mauro,

> > Marcel:
>>  Mas o problemas da  velhice seriam postergados juntamente com a longevidade da pessoa. Uma pessoa de 80 com saúde de 30, por exemplo.

> Mauro:
> Bem, não é o que história tem nos mostrado. Ao passarmos de (aproximadamente) 50 para 70 anos na expectativa de vida houve um aumento de casos de Parkinson e Alzheimer... Nada garante que outras doenças "raras" que fragilizam os mais idosos não passem a ser costumeiras neste futuro.


Temos que ter em mente que são contextos diferentes de aplicação ao termo "aumento de expectativa de vida". Este, por você citado, foi propiciado devido a melhorias ao tratamentos de doenças (medicina), condições sanitárias, dieta alimentar populacional, etc. Temos a mesma condição genética e velocidade de envelhecimento que anteriormente, apenas, conseguimos termos condições mais confortáveis e seguras para vivermos, o que nos deu alguns anos a mais de vida. É natural que doenças que apareçam mais frequentemente com a idade avançada apareçam em maior quantidade atualmente, já que temos mais pessoas idosas na população e em estágios mais avançados.

Portanto, é bem diferente, de aumentarmos a expectativa de vida desacelerando todo o processo de envelhecimento e fragilização de nosso organismo, o qual propicia estas doenças que aparecem com a idade.

No caso de Alzheimer, já considerando que a idade é a principal fator de risco da doença, pesquisas recentes apontam que a forma como o organismo começa (com a idade) a lidar na corrente sanguínea com os metais, como ferro, zinco e cobre, anos antes da doença, pode ser um dos fatores que geram o acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro. Além é claro, de possíveis acidente neuro-vasculares e inflamatórios que também podem fazer parte do processo.

É difícil desvincular boa parte destas doenças que estão correlacionados à idade da nossa própria degradação orgânica...e é neste ponto que estas pesquisas que estou apontando mostrar ter resultados interessantes.


Marcel




--- Em ciencialist@..., "mauro" <bombaspr@...> escreveu
>
>
>
> --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" marcelleandro2009@ escreveu
>
> > Mas o problemas da velhice seriam postergados juntamente com a
> > longevidade da pessoa. Uma pessoa de 80 com saúde de 30, por exemplo.
>
> Mauro: Bem, não é o que história tem nos mostrado. Ao passarmos de (aproximadamente) 50 para 70 anos na expectativa de vida houve um aumento de casos de Parkinson e Alzheimer... Nada garante que outras doenças "raras" que fragilizam os mais idosos não passem a ser costumeiras neste futuro.
>
> > Quanto a sua sugestão...no caso dos idosos, agregaria muito, nesta
> > hipótese, uma pessoa de 95 anos de idade com uma baita osteoporose e
> > reumatismo ficar acordada o dia inteiro? Ela com certeza iria querer mal
> > a mãe de quem propusesse isto. ;)
>
> Mauro: Na verdade a melhor ideia seria escolhermos se queremos (ou em que fase queremos) viver mais, por ex. com uso de fármacos para tanto.
>
> O principal é que não seria algo tão utópico assim. É bastante provavel que nos deparemos com esta situação (e nos habituemos a ela) num futuro próximo.
>
> Inté+
> Mauro
>

#81908 De: "Pesky Bee" <peskybee2@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 9:13 pm
Assunto: Re: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
peskybee2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
> Mauro: Continuo achando que a melhor forma de aumentar a longevidade (sem
> trazer a tiracolo os problemas da velhice) é simplesmente deixarmos de
> dormir. Por que não?
 
Mas Maurão, tu queres retirar um dos maiores prazeres
da vida? Eu não aguentaria...
 
*PB*
 
 
-----Mensagem Original-----
From: mauro
Sent: Friday, April 20, 2012 2:08 PM
To: ciencialist@...
Subject: [ciencialist] Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
 
 
 
--- Em ciencialist@..., "Pesky Bee" <peskybee2@...> escreveu
 
> Não tenho mais dúvidas de que estamos a caminho de viver
> muito mais. O problema deixará de ser longevidade (e mesmo
> qualidade de vida física) para se tornar qualidade de vida
> mental.
 
Mauro: Continuo achando que a melhor forma de aumentar a longevidade (sem trazer a tiracolo os problemas da velhice) é simplesmente deixarmos de dormir.
Por que não?
 
Inté+
Mauro
 
 
 
 
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#81909 De: "mauro" <bombaspr@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 9:28 pm
Assunto: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
bombaspr
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- Em ciencialist@..., "Pesky Bee" <peskybee2@...> escreveu
>
> Mas Maurão, tu queres retirar um dos maiores prazeres
> da vida? Eu não aguentaria...

Mauro: Não penso em retirar, mas dar opção de escolha.

Inté+
Mauro

#81910 De: "Pesky Bee" <peskybee2@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 9:34 pm
Assunto: Re: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
peskybee2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
> Mauro: Não penso em retirar, mas dar opção de escolha
 
Ah, bom! Então está bom! Agora com licença que vou
tirar uma sonequinha...
 
*PB*
 
 
 
-----Mensagem Original-----
From: mauro
Sent: Friday, April 20, 2012 6:28 PM
To: ciencialist@...
Subject: [ciencialist] Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
 
 
 
--- Em ciencialist@..., "Pesky Bee" <peskybee2@...> escreveu
>
> Mas Maurão, tu queres retirar um dos maiores prazeres
> da vida? Eu não aguentaria...
 
Mauro: Não penso em retirar, mas dar opção de escolha.
 
Inté+
Mauro
 
 
 
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#81911 De: "Pesky Bee" <peskybee2@...>
Data: Sex, 20 de Abr de 2012 9:14 pm
Assunto: Re: Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
peskybee2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Marcellão, parece que tu estás acompanhando essas coisas
de perto. Não tenho dúvidas de que nossa longevidade irá
aumentar dramaticamente. E é por isso que precisamos com
urgência rever as atividades típicas da velharada. Isso de
certa forma já começou, com o mercado inventando produtos
para o consumo da velharia. E se há algo que está realmente
com sérios problemas futuros, esse é o esquema de aposentadorias
e "health care", da forma como está hoje. Sem mudanças
profundas, isso tudo vai ruir feito prédio do Rio de Janeiro.
 
*PB*
 
 
 
 
 
Sent: Friday, April 20, 2012 4:07 PM
Subject: [ciencialist] Re: A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
 


Peskão,
 
> Essa sim é uma perspectiva interessante. Não creio que seja
> muito fácil conseguir dominar isso, mas certamente é possível.
> E eu não me espantaria se em 20 anos já tivéssemos como
> aumentar bastante a longevidade humana.
 
Dentre os 3 processos; 1° retardar a replicação celular (resveratrol), 2° aumentar quantidade de vezes que elas são replicadas (telomesare), e 3° incluir novas células com a mesma função (células tronco), creio que o item 1, é o que está mais próximo de ser aproveitado por nós em pouquíssimos anos.  Entretanto as outras duas (2,3), parecem estar bem adiantadas...Estão pesquisando, por exemplo, células que podem ser reprogramadas a simularem células troncos que são retiradas de nossas gordurinhas abdominais.
 
No caso da 1° estratégia, já existem suplementos à base de Resveratrol no mercado, mesmo que, não se tenha ainda muito consenso nos benefícios e na quantidade necessária a se absorver, como eu já tinha dito anteriormente.
Está molécula, para quem não está acompanhando, executa o mesmo efeito do que é naturalmente produzido em uma resposta do nosso organismo para situações emergenciais de baixa calorias (fome).  Tem a função de manter o organismo mais focado em suas auto preservação, desacelerando assim, o processo de mitose celular e consequentemente o envelhecimento.
 
Acho que em 20 anos não só iremos sim aproveitar todas estes 3 processos, como também, provavelmente nos surpreenderemos muito nos resultados obtidos. Expectativas de vida superiores à 150 anos já são especuladas para pessoas vivas atualmente que tenham acesso à estes futuros tratamentos.
 
 
> Já as coisas com os telômeros, essa tenho receio, justamente
> por causa da possibilidade de criar cânceres incontroláveis.
 
Parece que não é bem assim! Mas se o Roberto, ou qualquer outro puder ajudar na interpretação...
O câncer ocorre justamente após os telômeros estarem curtos demais e já com os cromossomos comprometidos, devido a baixa telomerase nas células, propiciando assim, as mutações cancerígenas.
 
Mas ocorre algo mais! Soma-se posteriormente à este processo, justamente a reativação da telomerase (?!), proporcionado  assim, a "imortalidade" com a divisão celular sem freios destes tumores.
 
A grosso modo, é como se a telomerase, por não estar presente, fosse parte do processo que proporciona o início do processo cancerígeno, e ao ser reativada (na hora errada), causadora da "imortalidade" destas células mutantes. Ela é benéfica, mas "sai e entra" (participa) do processo no momento errado.
 
 
> Não tenho mais dúvidas de que estamos a caminho de viver
> muito mais. O problema deixará de ser longevidade (e mesmo
> qualidade de vida física) para se tornar qualidade de vida
> mental. A incidência maior de depressão em países com
> grande população de idosos dá pistas para o grande problema
> que teremos que enfrentar, que é manter a mente ocupada
> (e feliz) mesmo quando se está bem velho.
 
 
As pessoas idosas, em um futuro próximo, mas altamente saudáveis, podem se tornar ativas profissionalmente, sexualmente, fisicamente, socialmente e também mentalmente. Será um cenário bem diferente ao que temos hoje. E até divertido refletir em como isto refletiria em toda a nossa sociedade...Já imaginou você ter um chefe, empresário, de mais de 250 anos? Imagine como ele seria chato!!  ;)
 
Abraços,
 
Marcel
 
 
 
--- Em ciencialist@..., "Pesky Bee" <peskybee2@...> escreveu
>
> Essa sim é uma perspectiva interessante. Não creio que seja
> muito fácil conseguir dominar isso, mas certamente é possível.
> E eu não me espantaria se em 20 anos já tivéssemos como
> aumentar bastante a longevidade humana.
>
> Já as coisas com os telômeros, essa tenho receio, justamente
> por causa da possibilidade de criar cânceres incontroláveis.
>
> Não tenho mais dúvidas de que estamos a caminho de viver
> muito mais. O problema deixará de ser longevidade (e mesmo
> qualidade de vida física) para se tornar qualidade de vida
> mental. A incidência maior de depressão em países com
> grande população de idosos dá pistas para o grande problema
> que teremos que enfrentar, que é manter a mente ocupada
> (e feliz) mesmo quando se está bem velho.
>
> *PB*
>
>
>
> -----Mensagem Original-----
> From: marcelleandro2009
> Sent: Friday, April 20, 2012 12:15 PM
> To: ciencialist@...
> Subject: Re: RES: [ciencialist] A cura do envelhecimento , starvation response, etc.
>
> Abordando, bem por cima, a reversão de envelhecimento celular "centenárias" reprogramando-as a se tornarem células tronco.
>
> http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-conseguem-reverter-envelhecimento-celular
>
> Marcel
>
>
>
>
>
>
>
> --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" marcelleandro2009@ escreveu
> >
> > Vídeo explicativo da Elizabeth Blackburn, bióloga molecular que ganhou prêmio Nobel em 2009 de medicina / fisiologia por estes estudos.
> >
> > http://www.youtube.com/watch?v=5PU_jZwt8KY
> > http://www.youtube.com/watch?v=zqMoDdHWFBA
> > http://www.youtube.com/watch?v=auQU_Upl7-M
> >
> >
> > Esqueci de incluir este link da Scientific American, que também é bacaninha.
> >
> > http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=telomeres-telomerase-and&page=4
> >
> >
> >
> > Marcel
> >
> >
> >
> > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@> escreveu
> > >
> > > Insights sobre como o processo que breca o desenvolvimento de células cancerígenas é justamente o que causa o envelhecimento com a "morte" celular. Um pouco mais sobre o processo que ocorre com os telômeros do cromossomo.
> > >
> > > Texto do biólogo Roberto Motta Júnior. No links tem imagens explicativas...
> > >
> > > Marcel
> > >
> > > ===============
> > >
> > > http://www.medicinageriatrica.com.br/2006/12/28/teorias-do-envelhecimento-celular/
> > >
> > > O envelhecimento é um dos maiores enigmas da vida e, ninguém consegue compreendê-lo totalmente. Muitos, em toda a história humana, têm feito as mesmas perguntas sobre o fenômeno: O que é envelhecimento? Por que as pessoas envelhecem? Por que em algumas pessoas determinados órgãos envelhecem mais rapidamente que outros? Podemos retardar, parar ou reverter o envelhecimento?
> > >
> > > Como a definição de envelhecimento é polêmica, tornam-se até incoerentes propostas de teorias sobre o envelhecimento antes de se chegar a uma definição consensual. Porém, elas existem. Com os avanços da ciência e da tecnologia, nas últimas décadas surgiram várias teorias sobre o envelhecimento, sendo três as principais; a teoria dos radicais livres *, a teoria do desequilíbrio gradual ** e a genética.
> > >
> > > Os pesquisadores que apóiam a teoria genética propõem que todo o processo de envelhecimento, quer seja de células, órgãos e mesmo de todo o indivíduo, desde o
> > > nascimento até a morte, é programado pelos nossos genes. Nessa teoria, o tempo de vida, assim como os outros acontecimentos como, por exemplo, alterações enzimáticas, ligados a esse relógio biológico, podem ser controlados por um ou mais genes específicos contribuindo, de maneira ativa, independente, ou em associação com outros genes, para a longevidade do organismo.
> > >
> > >
> > > Uma das mais conhecidas formulações para essa teoria foi feita por Leonard Hayflick, em 1977. O chamado limite de Hayflick, que afirma que as células irão se dividir e se reproduzir apenas um número limitado de vezes e que esse número é geneticamente programado.
> > >
> > > As células humanas, eucarióticas, têm cromossomos lineares. Há dificuldades para a replicação das duas extremidades. Embora a fita contínua possa, teoricamente, ser sintetizada até o final de seu molde, a fita retrógrada não pode. Embora isso não seja um problema em uma única replicação, ao longo de muitos ciclos as extremidades dos cromossomos seriam encurtadas, até que genes essenciais fossem perdidos e a célula morreria. Conseqüentemente, a natureza procura impedir a perda contínua do DNA nas extremidades dos cromossomos. Nesse local existem, então, estruturas protetoras especiais, chamadas de telômeros, que contem muitas repetições de uma seqüência de seis nucleotídeos, rica em GUANINA. Os telômeros humanos contem milhares de repetições TTAGGG. O tamanho dos telômeros é mantido por enzimas, chamadas de telomerases, que adicionam repetições de seis nucleotídeos à sua extremidade.
> > >
> > > Segundo esta teoria, a enzima telomerase é considerada um relógio biológico, um marcador a indicar que a senescência celular irá se instalar inevitavelmente, causando o envelhecimento.
> > >
> > > A telomerase é uma enzima classificada como transcriptase reversa, composta de uma subunidade de uma proteína que possui um componente interno de RNA que é uma região molde para a produção de DNA. Esta subunidade é identificada por TERT, está na região do C- terminal do polipeptídeo, também na região N-terminal, basicamente na região dos telômeros.
> > >
> > > O gene de produção da telomerase e o gene conhecido por p 53 devem participar de um sistema eficiente de supressão de tumores, mas em contrapartida, com a diminuição da ação da telomerase, os cromossomos se encurtam na região dos telômeros e, inevitavelmente, por causa da manutenção de um tecido jovem, que necessita de divisões celulares contínuas, surge o envelhecimento, a senescência. Quando a telomerase está atuante, permite a alta capacidade de divisões celulares por mitoses sucessivas, o que seria uma proteção contra a senescência. O envelhecimento seria o preço de uma vida sem câncer.
> > >
> > > A importância da telomerase como mecanismo reparador anti-envelhecimento celular pode ser constatada em várias doenças, como na progeria. Nesta doença rara, em torno de 100 casos no mundo, ocorre um envelhecimento prematuro em jovens nos quais seus cromossomos apresentam seus telômeros curtos, causando uma senescência nos indivíduos, por aumento na velocidade nas divisões celulares desencadeadas pela ação de um gene recessivo, que impede a função da telomerase, mais uma explicação para essa doença baseada na teoria dos telômeros.
> > >
> > > A enzima telomerase é considerada um relógio biológico, um marcador a indicar que a senescência celular irá se instalar inevitavelmente. Existem células que não apresentam senescência, em que a divisão celular se mantém com alto potencial de multiplicação, imunes à ação do tempo. São as células germinativas, que estão relacionadas com a perpetuação da vida, as células cancerígenas, que são motivos de estudos para se encontrar a cura definitiva do câncer, e as células tronco, que atualmente são aplicadas aos transplantes para promover regeneração e possível tratamento de doenças que afetam a humanidade.
> > >
> > > * Teoria dos radicais livres. Esta teoria baseia-se no conceito de que as reações químicas que ocorrem naturalmente no corpo começam a produzir um número de defeitos irreversíveis nas moléculas. Isto se deve a elétrons não pareado na última camada das moléculas formados por compostos contendo por exemplo, o elemento oxigênio, chamados de radicais livres.
> > >
> > > ** Teoria do desequilíbrio gradual. Esta teoria afirma que o cérebro, as glândulas endócrinas ou o sistema imunológico começam a deixar de funcionar gradualmente, levando a determinados órgãos envelhecer em ritmos diferentes comprometendo o funcionamento dos demais, causando o envelhecimento de todo o organismo.
> > >
> > > *** Apoptose, processo que se inicia no núcleo da célula, na cromatina onde se encontram os cromossomos aderidos a carioteca, começa uma retração do citoplasma agregando o corpos apoptóticos, que serão englobados por fagocitose, pelas células vizinhas ou macrófagos,todo material da célula é rompido, os ácidos nucléicos não comandam as atividades celulares, formam crateras na membrana plasmática, por onde ocorre a perda de água, a célula se desestrutura, formam corpos apoptóticos que serão eliminados por clasmocitose, ocorre a morte celular.
> > >
> > > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009" <marcelleandro2009@> escreveu
> > > >
> > > > Um pouco sobre Telomerases.
> > > > A grosso modo para despertar o interesse;
> > > > A replicação (divisão) celular causa o processo de envelhecimento
> > > > (senescência), devido à um encurtamento da extremidade
> > > > (telõmeros) do cromossomo e sua completa inviabilização (50 a 80
> > > > vezes) para novas replicações. Existe uma enzima que está sendo
> > > > sintetizada em estudos, que é mais concentrada em nosso organismo na
> > > > infância e em células cancerígenas, que, de certa forma,
> > > > protege esta "integridade" do cromossomo a cada replicação.
> > > > Permitindo assim, que ocorra um número muitíssimo maior de
> > > > replicações, e consequentemente uma grande desaceleração do
> > > > envelhecimento, e até o retrocesso do mesmo.
> > > > É diferente do Resveratrol, que apenas desacelera o processo de
> > > > replicação celular no organismo, devido à resposta à dieta de
> > > > baixa caloria (fome).
> > > > Ver abaixo;
> > > >
> > > > http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2011/01/110126_envelhecimento_rc\
> > > > .shtml
> > > > Cientistas vêm pouco a pouco desvendando os segredos do
> > > > envelhecimento e alguns sugerem que em breve poderão desenvolver
> > > > tratamentos para reduzir a velocidade ou mesmo reverter o processo.
> > > > No ano passado, uma equipe do Instituto do Câncer Dana-Farber, de
> > > > Boston, nos EUA, divulgou na revista científica Nature um estudo no
> > > > qual diz ter conseguido reverter o processo de envelhecimento em
> > > > camundongos.
> > > > Eles manipularam cromossomos presentes nos núcleos de todas as
> > > > células. O alvo principal da ação era a proteção dos
> > > > telômeros. Os telômeros são estruturas presentes nas
> > > > extremidades dos cromossomos. Eles protegem os cromossomos de
> > > > possíveis danos, mas também diminuem de tamanho com a idade,
> > > > até que as células não conseguem mais se reproduzir.
> > > > A equipe do professor Ronald DePinho manipulou as enzimas que regulam os
> > > > telômeros, as telomerases, obtendo resultados significativos. Com o
> > > > estímulo às enzimas, os camundongos pareciam fazer o relógio
> > > > biológico "andar pra trás".
> > > > "O que esperávamos era uma estabilização do processo de
> > > > envelhecimento, mas ao contrário, observamos uma reversão dos
> > > > sinais e sintomas de envelhecimento", disse ele à BBC.
> > > > "Os cérebros destes animais cresceram em tamanho, aumentaram sua
> > > > cognição, suas peles ganharam mais brilho e a fertilidade foi
> > > > restaurada."
> > > > Humanos
> > > > Obviamente, aplicar estes princípios em humanos será um desafio
> > > > bem maior. As telomerases já foram ligadas à incidência de
> > > > câncer.
> > > > Muitos acreditam que as mitocôndrias possam desempenhar um papel bem
> > > > maior no processo de envelhecimento. As mitocôndrias - material
> > > > genético contido na célula, mas fora do núcleo - são as
> > > > "usinas de energia" das células, mas também geram produtos
> > > > químicos que são ligados ao envelhecimento. Há ainda o papel
> > > > desempenhado por radicais livres - moléculas ou átomos altamente
> > > > reativos que atacam o corpo humano.
> > > > Apesar de estarmos apenas começando a compreender como funciona o
> > > > envelhecimento, alguns cientistas já testam tratamentos em humanos.
> > > > O professor David Sinclair é pesquisador de um laboratório
> > > > especializado em envelhecimento da escola de Medicina da Universidade de
> > > > Harvard.
> > > > Ele e seus colegas vêm trabalhando em uma droga sintética chamada
> > > > STACs (ou Sirtuin activating compounds).
> > > > Estudos em camundongos obesos indicam que as STACs podem restaurar a
> > > > saúde e aumentar a expectativa de vida dos animais. Já foram
> > > > iniciados testes em humanos.
> > > > Há também estudos sobre o resveratrol, um antioxidante encontrado
> > > > naturalmente no vinho tinto, que indicam que ele reduz o colesterol.
> > > > Sinclair diz que estas pesquisas "não são uma desculpa para comer
> > > > batata frita o dia todo em frente à TV, mas uma forma de aumentar o
> > > > modo de vida sadio e explorar as potencialidades de um corpo
> > > > saudável".
> > > > "Não mudamos a quantidade de comida ingerida, os camundongos comem
> > > > normalmente, mas seus corpos não sabem que eles estão gordos e
> > > > seus órgãos e até a expectativa de vida são iguais a de um
> > > > animal sadio", disse ele.
> > > > Questões éticas
> > > > Mas é correto fazer experiências em algo tão fundamental como
> > > > envelhecer? Quais são as questões éticas envolvidas?
> > > > O professor Tim Spector, do hospital Kings College em Londres, que
> > > > também faz pesquisas na área, diz que o foco não é aumentar
> > > > a duração da vida, mas prolongar a saúde.
> > > > "Não interessa muito prolongar a vida se isto significar que você
> > > > terá tanta artrite, por exemplo, que não poderá sair de casa",
> > > > disse ele.
> > > > "Mas ao entender o processo de envelhecimento, podemos ajudar no combate
> > > > a artrite, diabetes, doenças cardíacas, todas os males ligados ao
> > > > envelhecimento", disse ele.
> > > > Já o professor James Goodwin, do programa Age UK de amparo à
> > > > terceira idade do governo britânico, diz que a questão levantada
> > > > pelas pesquisas é se seus resultados vão ser acessíveis a todos
> > > > ou apenas aos mais ricos.
> > > > "Será que todos vão poder se beneficiar desta tecnologia?",
> > > > pergunta
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009"
> > > > <marcelleandro2009@> escreveu>> > Victor,> > > Será que nós,
> > > > daqui do fórum, ainda poderemos nos beneficiar> desses avanços> >
> > > > da medicina?> > Provavelmente algum benefício sim. Segundo pesquisas,
> > > > que enviei> anteriormente uma matéria a respeito, bastaria uma boa
> > > > dieta de baixa> caloria para termos efeitos positivos. Sem considerar
> > > > alguns suplementos> (e alimentos), ainda a serem melhor avaliados, que
> > > > já existem no> mercado.> > > > Marcel> > > >> > Suspeito que as
> > > > respostas para essa perguntinha ficarão aí por> volta de> >
> > > > "naaaão!"> >> >> >> > Acho que a maioria de nós vai ficar, com
> > > > sorte, é na média> mesmo!> >> >> >> > Particularmente, só quero
> > > > chegar lá se com tudo em cima e> lúcido para> > continuar
> > > > "heresiando às avessas"...> >> >> >> > Senão, cadê a graça?>
> > > > >> >> >> > Sds,> >> > Victor.> >> >> >> >> >> > De:
> > > > ciencialist@... [mailto:ciencialist@...]>
> > > > > Em nome de marcelleandro2009> > Enviada em: sexta-feira, 16 de
> > > > março de 2012 17:49> > Para: ciencialist@... >
> > > > Assunto: [ciencialist] A cura do envelhecimento , starvation response,>
> > > > etc.> >> >> >> >> >> >>
> > > > http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT204682-17773,00.htm\
> > > > \> l> >> > A cura do envelhecimento> >> > Pílulas, células-tronco,
> > > > dietas e tratamentos para evitar> doenças e> > regenerar
> > > > órgãos. Conheça as novas armas da ciência para> nos manter
> > > > com> > aparência jovem para sempre> >> > Priscilla Santos, com
> > > > reportagem de Bruna Fasano e Willian Okada> >> > FONTE DA JUVENTUDE> >
> > > > Crédito: Maná E.D.I.> >> > O soldado e explorador espanhol Juan
> > > > Ponce de León (1460-1521)> já havia> > acompanhado Cristóvão
> > > > Colombo em sua segunda viagem à> América quando começou> > sua
> > > > busca pela mitológica Fonte da Juventude. Os nativos de Porto> Rico,
> > > > onde> > Ponce havia criado uma colônia, diziam existir tal fonte
> > > > misteriosa> capaz de> > proporcionar a jovialidade eterna para quem em
> > > > suas águas se> banhasse. O> > viajante nunca a encontrou â€" acabou
> > > > foi descobrindo a Flórida,> ironicamente> > o estado americano hoje
> > > > com a maior proporção de idosos. Ponce de> León não> > foi o
> > > > único a procurar incansavelmente por uma forma de ser jovem> para> >
> > > > sempre. A busca pela imortalidade e pela juventude eterna sempre>
> > > > fascinou o> > homem, único animal que tem consciência da
> > > > própria morte> â€" e por isso sofre.> > Mas nunca esteve tão
> > > > próxima de ser alcançada. Como Ponce de> Leóns> >
> > > > contemporâneos, os cientistas do século 21 vêm perseguindo o>
> > > > fim da maior> > causa de morte do mundo: a velhice. Por consequência,
> > > > as doenças> decorrentes> > dela. E parecem estar mais próximos de,
> > > > no mínimo,> postergá-la. "Os avanços> > da área biológica
> > > > que surgem nesse começo de século> indicam que muitos de> > nós
> > > > poderemos chegar facilmente aos 100, 150 anos", diz o professor> do> >
> > > > Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio>
> > > > de Janeiro> > (UFRJ), Stevens Rehen.> >> > Prolongar a vida seria apenas
> > > > uma consequência de fazer as pessoas> serem> > mais saudáveis por
> > > > mais tempo. Esse é o principal objetivo da> nova ciência> > do
> > > > antienvelhecimento, que pretende atacar de uma só vez todas as>
> > > > formas de> > deterioração do corpo para fazer com que o nosso
> > > > relógio> biológico corra> > mais devagar. Assim, ficaríamos
> > > > longe de doenças decorrentes da> idade> > avançada â€" como
> > > > Alzheimer, demência, diabetes e doenças> cardíacas â€" por
> > > > mais> > tempo. Atacar a velhice, portanto, seria a melhor e talvez
> > > > única> forma de> > nos afastarmos dos males provocados por ela.
> > > > Combater uma a uma as> doenças â€"> > algo que desde sempre fazemos
> > > > â€" não surtiria grandes efeitos.> Nos Estados> > Unidos, por
> > > > exemplo, se os problemas de coração fossem totalmente> > eliminados,
> > > > a expectativa de vida não subiria mais do que três> anos. O mesmo>
> > > > > que proporcionaria uma cura milagrosa para o câncer. "O risco de>
> > > > doenças> > fatais dispara após os 60 anos. Assim, mesmo que
> > > > evitemos o ataque> cardíaco,> > outros problemas vão nos pegar",
> > > > afirma o escritor de ciência e> medicina> > americano David Stipp,
> > > > autor do livro The Youth Pill (A Pílula da> Juventude,> > sem
> > > > edição no Brasil), lançado no ano passado. Por isso, a> maneira
> > > > de> > aumentar a expectativa e a qualidade de vida para valer é
> > > > evitar> chegar> > nesse estágio em que já estamos mais fracos e
> > > > vulneráveis a> doenças.> >> > Em vez de águas milagrosas, a
> > > > Fonte da Juventude perseguida pelos> cientistas> > oferecerá
> > > > tratamentos futurísticos descobertos nos mais> ardilosos> >
> > > > experimentos> > Crédito: Maná E.D.I.> >> > INJEÇÃO ANTIVELHICE>
> > > > >> > Em novembro passado, pesquisadores do Instituto de Câncer>
> > > > Dana-Farber, da> > Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos,
> > > > publicaram um> estudo que> > contrariou um dos principais conceitos
> > > > sobre o processo de> envelhecimento: o> > de que ele é
> > > > irreversível. Eles conseguiram, pela primeira vez,> rejuvenescer> >
> > > > ratos de laboratório. O experimento foi baseado num mecanismo que>
> > > > rendeu, um> > ano antes, o Prêmio Nobel de Medicina a outros três
> > > > cientistas> americanos: a> > relação entre o processo de
> > > > envelhecimento e os telômeros, uma> espécie de> > capinha que
> > > > protege a ponta de cada cromossomo dentro de nossas> células â€"> >
> > > > numa comparação grosseira, o telômero assemelha-se àquele>
> > > > revestimento> > plástico presente na ponta dos cadarços de um
> > > > tênis. A cada> vez que a célula> > se divide, essa capinha se
> > > > encurta um pouco. Depois de 50 a 80> duplicações a> > célula
> > > > não consegue mais se multiplicar â€" após os 35 anos> de idade,
> > > > os> > efeitos desse processo já começam a ser sentidos. O tempo
> > > > passa> e, sem> > células novas e com algumas mortas ou inativas,
> > > > nossos órgãos> começam a se> > deteriorar. É a velhice.> >>
> > > > > Nascemos com um mecanismo capaz de driblar esse processo, uma enzima>
> > > > chamada> > telomerase. Ela repara as tais capas protetoras dos
> > > > cromossomos> após cada> > divisão celular. Porém, após a
> > > > infância, sua> concentração cai drasticamente.> > Fazer com que
> > > > ela volte a crescer é um dos caminhos para postergar> o> >
> > > > envelhecimento â€" ou até mesmo revertê-lo. No estudo de>
> > > > Harvard, os> > cientistas criaram ratos geneticamente modificados de
> > > > forma que não> > produzissem a telomerase. Como resultado, os animais
> > > > envelheceram> > rapidamente. Os sinais incluíram diminuição do
> > > > cérebro e do> olfato, danos no> > baço e intestinos, além de
> > > > doenças como osteoporose e> diabetes. Com apenas> > um mês de
> > > > ingestão de telomerase, no entanto, tais sintomas> sumiram. Os> >
> > > > ratos voltaram inclusive a ser férteis e desenvolveram> neurônios,
> > > > sem contar> > uma invejável melhora na pele. "O que vimos não foi
> > > > a> desaceleração ou> > estabilização do envelhecimento, mas algo
> > > > muito mais incrível:> uma reversão> > dramática dele", afirma
> > > > Ronald DePinho, coordenador da pesquisa.> "É possível> > imaginar
> > > > que um homem de 90 anos voltaria a ter a saúde que> possuía aos
> > > > 40> > ou 50", diz. Porém, apesar de ter sido bem-sucedido em ratos,
> > > > o> tratamento> > ainda não foi testado em humanos. E não há
> > > > perspectiva de que> isso aconteça> > nos próximos anos. "Ainda
> > > > temos muito trabalho pela frente. O> próximo passo> > é descobrir
> > > > em que estágio da vida as pessoas precisariam se> submeter à> >
> > > > injeção de telomerase", afirma DePinho. Em paralelo a isso, ainda>
> > > > seria> > preciso ultrapassar um grande empecilho: o potencial risco de>
> > > > câncer.> >> > Fora do período de gestação e infância, a
> > > > telomerase só> retorna em grandes> > quantidades nas células
> > > > cancerosas â€" sabe-se que 90% dos> tumores possuem a> > enzima.
> > > > Aliás, é por isso que elas se reproduzem> incessantemente. "Se
> > > > você> > persegue a imortalidade, é o que, de um modo perverso,
> > > > também> fazem as> > células com câncer", diz o oncologista e
> > > > professor de medicina> da> > Universidade Columbia, Estados Unidos,
> > > > Siddhartha Mukherjee, autor do> > recém-lançado livro The Emperor
> > > > of All Maladies: A Biography of> Cancer (O> > Império de Todas as
> > > > Enfermidades: Uma Biografia do Câncer, sem> edição no> > Brasil).>
> > > > >> > Além da vantagem óbvia para todo mundo de postergar a chegada
> > > > da> velhice, um> > grupo específico de pessoas se beneficiaria caso
> > > > os pesquisadores> > conseguissem resolver as contraindicações desse
> > > > tipo de tratamento.> Trata-se> > de indivíduos que, por conta de uma
> > > > sequência genética,> têm menos telomerase> > desde a
> > > > gestação. Consequentemente, envelhecem mais rápido e> chegam a
> > > > ser> > biologicamente até dez anos mais velhos do que outras pessoas
> > > > da> mesma> > idade. Essa sequência de DNA foi mapeada em fevereiro do
> > > > ano> passado por> > cientistas da Universidade de Leicester, no Reino
> > > > Unido. Em um estudo> com 3> > mil pessoas, 45% delas carregavam ao menos
> > > > um gene da sequência. Os> > pesquisadores acreditam que um mapeamento
> > > > desse tipo possibilitaria> > prescrever estilos de vida saudáveis
> > > > àqueles mais propensos aos> males do> > envelhecimento. Além de
> > > > exercícios físicos, uma dieta com> poucas calorias> > entraria na
> > > > receita. Pois é sabido, e cientificamente provado, que> quem come> >
> > > > menos, vive mais.> >> > UMA ENZIMA PARA NOS MANTER SEMPRE JOVENS> > A
> > > > deterioração de nosso corpo começa de forma microscópica,> em
> > > > nossos> > cromossomos. Uma substância pode revertê-la. Veja como
> > > > (clique> aqui para> > ampliar)> >> > 300 TAÇAS DE VINHO> >> > Uma
> > > > dieta diária entre 1.200 e 1.400 calorias â€" 30% a menos do> que
> > > > a> > sugerida pela Organização Mundial da Saúde â€" poderia>
> > > > aumentar nossa> > expectativa de vida média para 120 anos. Algumas
> > > > pessoas chegariam,> então,> > aos 150. Mesmo que você começasse
> > > > a comer menos aos 30, ainda> teria chance> > de prolongar seu tempo na
> > > > Terra em sete anos. É atrás dessas> promessas que> > ao menos 2
> > > > mil pessoas praticam a dieta de baixa caloria no mundo.> Esse é o> >
> > > > número de membros da Sociedade de Restrição Calórica. Apesar>
> > > > da matriz estar> > localizada nos Estados Unidos, há integrantes de
> > > > várias partes> do planeta,> > inclusive cinco do Brasil (que não
> > > > se identificam). Os resultados> dos pratos> > moderados têm sido
> > > > positivos. Dados divulgados pela Sociedade> atestam que os> > adeptos da
> > > > dieta registraram queda significativa da pressão> sanguínea,
> > > > perda> > de quase 70% da gordura corporal e redução de 80% do
> > > > nível de> insulina no> > sangue, o que, no mínimo, faz cair o
> > > > risco de doenças> cardíacas e diabetes.> > Pratos mais comportados
> > > > também são a receita milenar dos> habitantes do> > arquipélago
> > > > japonês de Okinawa â€" é lá que estão as> pessoas que mais
> > > > vivem no> > mundo. A proporção de centenários nas ilhas é de 50
> > > > para cada> 100 mil> > moradores, enquanto nos demais países cai para
> > > > dez a cada 100 mil.> A> > população de Okinawa é de cerca de 1,3
> > > > milhão. Não por> acaso, um prato> > típico no arquipélago
> > > > tem 17% menos calorias do que no restante> do Japão.> >> > A teoria
> > > > mais aceita de por que comer pouco nos faria envelhecer mais> > devagar
> > > > é evolutiva. Os efeitos benéficos das baixas calorias se> devem a
> > > > um> > mecanismo chamado starvation response, ou resposta à fome, em>
> > > > português. Nos> > primórdios da humanidade, durante os períodos
> > > > de grandes secas> ou mudanças> > abruptas no clima, ficava difícil
> > > > encontrar alimento. Era natural,> portanto,> > que, sob a ameaça de
> > > > inanição, o organismo concentrasse seus> esforços na> >
> > > > proteção dos processos essenciais à sobrevivência. A energia>
> > > > do crescimento> > e reprodução (mecanismos trabalhosos para o corpo)
> > > > era deslocada> para o> > reparo e manutenção constante das
> > > > células. Isso fazia com que as> pessoas> > envelhecessem mais
> > > > devagar. Tudo não passava de um truque da> natureza para> > garantir
> > > > a continuidade da espécie: ao conservar o corpo, o intuito> era> >
> > > > preservar aqueles indivíduos para se reproduzirem assim que as>
> > > > coisas> > melhorassem.> >> > Em cinco anos, o laboratório Sirtris
> > > > Pharmaceutical promete colocar> no> > mercado uma pílula que imita os
> > > > efeitos de se comer pouco, mesmo> que você> > siga uma dieta normal.
> > > > O princípio ativo â€" já comercializado> em medicamentos> > para
> > > > diabéticos e como suplemento alimentar â€" é o> resveratrol,
> > > > substância> > encontrada na casca da uva roxa. É sua presença
> > > > que confere ao> vinho tinto> > benefícios ao coração. E explica o
> > > > que os cientistas chamam de> "paradoxo> > francês": a baixa
> > > > mortalidade por doenças cardíacas na> França, mesmo com uma> >
> > > > dieta tão rica em gordura. Graças ao hábito comedido que a>
> > > > população tem de> > beber vinho quase que diariamente. Além dos
> > > > benefícios ao> coração, também há> > evidências de que o
> > > > resveratrol reduza o risco de Alzheimer,> derrame,> > diversos tipos de
> > > > câncer, perda de audição e osteoporose â€"> todos problemas> >
> > > > comuns no envelhecimento. Já provocar o aumento dos anos de vida>
> > > > é algo que> > ainda precisa ser provado em humanos. Mas o resultado
> > > > em animais se> mostrou> > estimulante.> >> > VIDA LONGA - E MAIS FELIZ>
> > > > >> > Se a ciência de fato nos fizer passar dos 75 com saúde e>
> > > > disposição nos fará> > felizes como nunca seríamos. Um estudo
> > > > publicado ano passado por> > pesquisadores das universidades de Stony
> > > > Brook e Princeton, nos EUA,> traçou> > um paralelo entre bem-estar e
> > > > idade. Surpresa: nosso auge de> contentamento> > seria após os 74. Os
> > > > resultados formam o que os pesquisadores de> felicidade> > chamam de
> > > > curva U (abaixo). Os idosos sentiriam menos raiva e estresse> do> > que
> > > > os jovens e teriam menos preocupações do que os adultos> médios.
> > > > Pois,> > com a idade, as pessoas lidam melhor com conflitos e controlam
> > > > as> emoções. É> > a sabedoria. Os pesquisadores também sugerem
> > > > que a saída dos> filhos de casa> > diminui problemas familiares e
> > > > financeiros. A ciência está> fazendo sua> > parte, agora falta
> > > > lazer, trabalho e INSS para que os mais longevos> possam> > curtir
> > > > tranquilos a melhor parte da vida.> >> > Em 2006, pesquisadores da
> > > > Escola de Medicina de Harvard realizaram> estudos> > liderados por David
> > > > Sinclair â€" não por acaso, fundador da> Sirtris> > Pharmaceutical,
> > > > hoje pertencente à gigante inglesa GlaxoSmithKline.> No> >
> > > > experimento, cientistas superalimentaram roedores com uma dieta rica>
> > > > em> > gordura. Em paralelo, forneceram a eles doses de resveratrol. As>
> > > > cobaias> > ficaram obesas. Ainda assim, seu tempo de vida se estendeu a
> > > > um> patamar> > igual ao dos ratos que comiam com restrição. Para
> > > > obter esses> efeitos com> > vinho seriam necessárias 300 taças por
> > > > dia, ou seja, algo> impensável até> > para o mais bebum dos seres
> > > > humanos. O que justifica a corrida da> indústria> > farmacêutica
> > > > atrás das pílulas.> >> > Os medicamentos que imitam dietas
> > > > metódicas serão uma> aplicação mais> > concreta dos pioneiros
> > > > estudos sobre antienvelhecimento. A primeira> > importante pesquisa
> > > > científica que provou que restringir calorias> poderia> > prolongar a
> > > > vida foi divulgada em 1934. O estudioso de nutrição da> >
> > > > Universidade de Cornell, Estados Unidos, Clive McCay, manteve ratos em>
> > > > um> > estado de quase fome por quatro anos e os assistiu viver 85% mais>
> > > > tempo do> > que a média. Um dos animais chegou aos 3 anos e 9 meses
> > > > de idade.> Como,> > cinco anos antes, dois cientistas tinham ganhado o
> > > > Prêmio Nobel> pela> > descoberta das vitaminas, pareceu uma pequena
> > > > heresia dizer que passar> um> > pouco de fome poderia nos fazer bem.
> > > > Mais recentemente, no início> dos anos> > 2000, cientistas do Centro
> > > > Nacional de Pesquisa em Primatas de> Wisconsin> > revelaram bons
> > > > resultados com macacos mantidos em uma dieta 30% menos> > calórica do
> > > > que seus colegas. Além de magros, estavam no auge da> vida.> >
> > > > Enquanto os que comiam normalmente se movimentavam lentamente e viam>
> > > > cair> > mais pelos, entre outros sinais de velhice.> >> > Em 2015, 2016,
> > > > com o medicamento nas farmácias, a Sirtris deve se> tornar a> >
> > > > indústria referência em antienvelhecimento. Além do>
> > > > resveratrol, seus> > laboratórios estudam outra substância capaz
> > > > de imitar os efeitos> de uma> > dieta de baixa caloria: a rapamicina.
> > > > Hoje usado para evitar> rejeição em> > transplante de órgãos, o
> > > > princípio ativo fez com que ratos de> meia-idade> > vivessem de 28% a
> > > > 38% mais tempo, segundo um estudo divulgado pela> revista> > Nature em
> > > > meados de 2009. Mais uma pesquisa que mostra que há> esperanças> >
> > > > para prolongar a vida mesmo quando o corpo já está desgastado.>
> > > > Esta também é> > a promessa da medicina regenerativa.> >> >
> > > > Crédito: Maná E.D.I.> >> >> > BIOENGENHARIA> >> > No ano passado,
> > > > um grupo de mulheres teve uma oportunidade de ouro:> após> > serem
> > > > mutiladas devido ao câncer de mama, viram crescer seios 100%>
> > > > naturais,> > a partir de suas próprias células. A técnica que
> > > > soa como> milagre foi> > desenvolvida após quase uma década de
> > > > estudos pela empresa de> biotecnologia> > americana Cytori Therapeutics,
> > > > que pretende trazer o método para o> Brasil> > ainda este ano.
> > > > Permite dupla recauchutagem: as células que dão> origem ao> > novo
> > > > seio são extraídas de uma cirurgia plástica para tirar>
> > > > gordurinhas> > indesejadas. O procedimento começa com uma
> > > > lipoaspiração, por> exemplo, na> > barriga. Da gordura são
> > > > colhidas células-tronco, capazes de se> multiplicar> > para gerar
> > > > tecidos de outras partes do corpo, como a mama. Elas> são, então,>
> > > > > aplicadas na região do peito. Conforme crescem, formam um novo>
> > > > seio, sem> > risco de rejeição.> >> > A descoberta de
> > > > células-tronco na gordura foi um grande avanço> para a> > medicina
> > > > regenerativa. Somente no Brasil, são realizadas mais de> 200 mil> >
> > > > lipoaspirações por ano. No ano passado, Radovan Borojevic, diretor>
> > > > do> > Programa Avançado de Biologia Celular Aplicada à Medicina
> > > > da> UFRJ,> > conseguiu, de forma inédita no Brasil, autorização
> > > > da> Comissão Nacional de> > Ética em Pesquisa (Conep) para
> > > > manipular células-tronco de> gordura. "Esse> > material pode garantir
> > > > reserva para a velhice, para sanar as> doenças> > naturais do passar
> > > > dos anos e até diminuir as rugas", diz. Quem> fizer uma> >
> > > > lipoaspiração aos 20, por exemplo, pode chegar aos 60 e usar as>
> > > > células> > guardadas para preencher a pele envelhecida e se livrar
> > > > dos pés de> galinha.> > Como as células terão a memória de
> > > > sua juventude, será> possível fazer o que> > nenhum cosmético
> > > > ou Botox jamais conseguiu: ter cara de 20, aos 60.> O> > procedimento,
> > > > cujo efeito dura de quatro a cinco anos, já está> em fase de> >
> > > > testes. Em três meses, Borojevic realizou 70 implantes de> células
> > > > antirrugas> > â€" os interessados podem se inscrever para os testes no
> > > > Instituto> de Ciências> > Biomédicas da UFRJ. Mas esta é apenas
> > > > a mais frívola das> promessas da> > bioengenharia. "Com as
> > > > técnicas, vamos envelhecer muito melhor do> que os> > nossos
> > > > avós", afirma Borojevic.> >> > Experimentos em humanos mostraram que
> > > > o implante de células-tronco> pode> > reparar órgãos vitais.
> > > > Entre eles, o coração, que teria> benefícios como o> > aumento da
> > > > quantidade e bombeamento de sangue após infartos,> diminuição da>
> > > > > área de tecidos mortos e melhora da capacidade respiratória em>
> > > > casos de> > doenças cardíacas crônicas. Outro resultado
> > > > positivo é a> redução da> > incontinência urinária em
> > > > pacientes que passaram por cirurgias> de próstata.> > "A medicina
> > > > regenerativa para problemas do envelhecimento será de> fato> >
> > > > composta por peças de substituição", afirma o gerontologista>
> > > > inglês criador> > da Fundação Sens, de estudos de biotecnologia
> > > > para> rejuvenescimento, Aubrey> > de Grey, polêmico, entre outras
> > > > coisas, por afirmar que a velhice> é uma> > doença à espera de
> > > > cura.> >> > A HORA DA MORTE> >> > Com sua aparência de Matusalém,
> > > > apesar dos 47 anos de idade, De> Grey> > acredita que podemos ser
> > > > imortais e que os homens que vão viver mil> anos já> > nasceram.
> > > > Passar mais tempo na Terra do que o próprio personagem> bíblico,>
> > > > > que teria morrido aos 969, seria possível graças ao>
> > > > desenvolvimento da> > engenharia para impedir que nossas células
> > > > envelheçam e da> reposição de> > órgãos e tecidos. "Uma vez
> > > > que a medicina regenerativa se> desenvolver, o> > limite biológico do
> > > > corpo desaparecerá." A ideia gerou tanta> controvérsia na> >
> > > > comunidade científica que, em 2005, o Massachusetts Institute of>
> > > > Technology> > (MIT) lançou um concurso que premiaria com US$ 20 mil
> > > > quem> conseguisse> > provar que a tese de Aubrey era descabida. Cinco
> > > > inscrições foram> analisadas> > por um júri composto por
> > > > cabeças como o geneticista Craig> Venter. Ninguém> > levou o
> > > > prêmio.> >> > A crença de que a ciência e a tecnologia nos
> > > > permitirão> redesenhar o próprio> > corpo para nos fazer viver
> > > > muito mais, até indefinidamente, guia> uma> > corrente filosófica
> > > > chamada transhumanismo. Os seguidores do> pensamento> > acreditam que
> > > > por meio de áreas de conhecimento emergentes como> > biotecnologia,
> > > > inteligência artificial, robótica e> nanotecnologia, poderemos> >
> > > > superar a própria condição humana. "O homem não é o final>
> > > > da evolução> > biológica, e sim o começo de uma evolução
> > > > tecnológica",> afirma o engenheiro> > venezuelano formado pelo MIT e
> > > > que já trabalhou para a Nasa,> José Cordeiro,> > grande divulgador
> > > > do transhumanismo na América Latina. Ele acredita> que> >
> > > > assistiremos à morte da morte â€" e que não há nada de>
> > > > antinatural nisso. "O> > propósito da vida é mais vida. Além do
> > > > mais, ninguém quer> morrer, ainda mais> > se tiver a oportunidade de
> > > > não ficar velho."> >> > A visão de que vale a pena manipular nosso
> > > > corpo a qualquer custo> para ser> > jovem para sempre encontra olhares
> > > > críticos. "Essa pretensão de> vida eterna> > é um erro
> > > > existencial, uma arrogância do homem em querer> inventar uma vida> >
> > > > que não é sua. Pois a finitude é um atributo da nossa, e é>
> > > > o que a faz ser> > boa", afirma o cientista político Clóvis de
> > > > Barros Filho,> professor de ética> > da Escola de Comunicação e
> > > > Artes da Universidade de São Paulo> (USP). "É uma> > ilusão
> > > > narcisista acreditar que se vai viver em gozo eternamente.> Ficar dos> >
> > > > 60 aos 120 anos curtindo aposentadoria e nunca aceitar o dissolver,> que
> > > > é o> > nosso destino", diz a filósofa e terapeuta Regina Favre, de
> > > > São> Paulo, que> > acredita que a busca pela longevidade sem fim seja
> > > > fruto da> solidão, do> > desamparo e do medo gerado pelos problemas
> > > > da velhice e proximidade da> > morte. Ou como escreveu o escritor
> > > > argentino Jorge Luis Borges> (1899-1986)> > no conto O Imortal,
> > > > publicado no livro O Aleph: "Dilatar a vida dos> homens é> > como
> > > > dilatar sua agonia e multiplicar o número de suas mortes".> >> >
> > > > Mesmo que a medicina conseguisse fazer com que as pessoas tivessem>
> > > > saúde e> > disposição para trabalhar até os 100, provavelmente
> > > > não> haveria mercado para> > todos. Com uma superpopulação de
> > > > idosos, a previdência social> certamente> > iria quebrar. "Não
> > > > adianta chegarmos aos 200 anos se não> resolvermos esses> >
> > > > problemas", diz a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e> >
> > > > Gerontologia, Silvia Regina Mendes Pereira, que acha positivo o>
> > > > esforço dos> > cientistas para evitar doenças como diabetes ou
> > > > Alzheimer, desde> que a> > qualidade de vida seja encarada de forma
> > > > global. "E isso passa por> vários> > aspectos. Um deles, sim, é a
> > > > saúde, mas também há o> psicológico e o social."> >> >> > As
> > > > transformações no mundo caso as pessoas passem a viver> décadas ou
> > > > até> > séculos a mais são inevitáveis. Mas, para De Grey,>
> > > > compensaria enfrentá-las.> > "Essas dificuldades não superam os
> > > > benefícios da eliminação> de doenças> > relacionadas à
> > > > idade, como problemas cardiovasculares e câncer",> afirma.> > Mesmo
> > > > porque esses problemas terão que ser pensados de imediato.> Pois,
> > > > antes> > mesmo das pirotecnias científicas se tornarem realidade, a>
> > > > longevidade no> > mundo só cresce. Para se ter ideia, vivemos 25 anos
> > > > a mais do que> um século> > atrás. Nos países desenvolvidos, a
> > > > expectativa de vida aumenta> cinco horas> > por dia. Ou seja, já
> > > > há motivos suficientes para a ciência se> preocupar com> > os
> > > > muitos que, em tempos anteriores às pílulas que simulam fome> ou
> > > > injeções> > de enzimas e células-tronco, fazem muito mais
> > > > aniversários do> que um dia> > nossos avós jamais poderiam
> > > > imaginar.> >> > O profeta da imortalidade> >> > O cientista do
> > > > envelhecimento Aubrey de Grey afirma que, em 2030,> estaremos> > vivendo
> > > > até os 130 anos. E que os homens que farão mil> aniversários
> > > > já> > nasceram. A seguir ele conta como isso será possível> >>
> > > > > * Por que envelhecemos?> > Aubrey de Grey: Porque o corpo humano, como
> > > > qualquer máquina, causa> danos a> > si mesmo como efeito colateral
> > > > natural de sua operação. Esse> prejuízo se> > acumula ao longo da
> > > > vida. Por um longo tempo quase não afeta a> habilidade do> > corpo
> > > > para funcionar, mas, eventualmente, provoca doenças e> incapacidade.>
> > > > >> > * As pessoas que viveriam mil anos precisariam constantemente>
> > > > substituir> > peças, como um robô?> > De Grey: De fato, a maior
> > > > parte das técnicas serão compostas por> peças de> >
> > > > substituição, mas a um nível microscópico. Em alguns casos,>
> > > > podemos trocar> > órgãos inteiros. Porém, mais frequentemente,
> > > > serão> células ou moléculas.> >> > * Mesmo pessoas
> > > > sedentárias, com excesso de peso e estressadas> serão capazes> >
> > > > de viver mais?> > De Grey: A medicina regenerativa vai permitir que as
> > > > pessoas> ultrapassem por> > uma larga margem a longevidade que qualquer
> > > > um consegue atualmente,> mesmo> > com a melhor vida possível, mesmo
> > > > aqueles com uma genética> privilegiada.> > Então, sim, estas
> > > > terapias irão funcionar em todos, mesmo> naqueles com um> > estilo de
> > > > vida ruim.> >> > * Existe limite biológico para a vida dos seres
> > > > humanos?> > De Grey: Há de fato um limite biológico para quanto
> > > > tempo as> pessoas podem> > viver, porque certos aspectos do nosso
> > > > metabolismo, como a> respiração, são> > inevitáveis e acumulam
> > > > danos moleculares e celulares. Porém, uma> vez que se> > desenvolvam
> > > > técnicas de bioengenharia para reparar esses danos,> não
> > > > haverá> > mais limite para a vida do homem.> >> > * Como lidar com as
> > > > consequências sociais de se ter uma> superpopulação?> > De Grey: A
> > > > eliminação do envelhecimento vai mudar o mundo. E> precisaremos> >
> > > > agir diante de muitas dessas transformações. No entanto, essas>
> > > > dificuldades> > não superam os benefícios da eliminação de
> > > > doenças como> câncer e problemas> > cardiovasculares.> >> > *
> > > > Viver mais significa viver melhor?> > De Grey: Não necessariamente.
> > > > Mas o trabalho em minha fundação> de estudos em> > engenharia de
> > > > rejuvenescimento, a Sens, foca em viver melhor, ou seja,> adiar> > o
> > > > processo das doenças da velhice. A longevidade será um efeito>
> > > > colateral:> > só ocorrerá porque as pessoas serão mantidas
> > > > saudáveis.> >> > * Você aplica técnicas de medicina
> > > > regenerativa em si mesmo?> Já testou> > alguma?> > De Grey: Estou
> > > > ansioso para me beneficiar destas terapias. Não> faço isso> >
> > > > simplesmente porque, na prática, elas ainda não existem.> >>
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > --- Em ciencialist@..., "marcelleandro2009"
> > > > <marcelleandro2009@> escreveu
> > > > >
> > > > >
> > > > > Victor,
> > > > >
> > > > > > Será que nós, daqui do fórum, ainda poderemos nos
> > > > beneficiar
> > > > > desses avanços
> > > > > > da medicina?
> > > > >
> > > > > Provavelmente algum benefício sim. Segundo pesquisas, que enviei
> > > > > anteriormente uma matéria a respeito, bastaria uma boa dieta de
> > > > baixa
> > > > > caloria para termos efeitos positivos. Sem considerar alguns
> > > > suplementos
> > > > > (e alimentos), ainda a serem melhor avaliados, que já existem no
> > > > > mercado.
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > Marcel
> > > > >
> > > > >
> > > > > >
> > > > > > Suspeito que as respostas para essa perguntinha ficarão aí por
> > > > > volta de
> > > > > > "naaaão!"
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > Acho que a maioria de nós vai ficar, com sorte, é na média
> > > > > mesmo!
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > Particularmente, só quero chegar lá se com tudo em cima e
> > > > > lúcido para
> > > > > > continuar "heresiando às avessas"...
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > Senão, cadê a graça?
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > Sds,
> > > > > >
> > > > > > Victor.
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > De: ciencialist@...
> > > > > [mailto:ciencialist@...]
> > > > > > Em nome de marcelleandro2009
> > > > > > Enviada em: sexta-feira, 16 de março de 2012 17:49
> > > > > > Para: ciencialist@...
> > > > > > Assunto: [ciencialist] A cura do envelhecimento , starvation
> > > > response,
> > > > > etc.
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > >
> > > > http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT204682-17773,00.htm\
> > > > \
> > > > > l
> > > > > >
> > > > > > A cura do envelhecimento
> > > > > >
> > > > > > Pílulas, células-tronco, dietas e tratamentos para evitar
> > > > > doenças e
> > > > > > regenerar órgãos. Conheça as novas armas da ciência para
> > > > > nos manter com
> > > > > > aparência jovem para sempre
> > > > > >
> > > > > > Priscilla Santos, com reportagem de Bruna Fasano e Willian Okada
> > > > > >
> > > > > > FONTE DA JUVENTUDE
> > > > > > Crédito: Maná E.D.I.
> > > > > >
> > > > > > O soldado e explorador espanhol Juan Ponce de León (1460-1521)
> > > > > já havia
> > > > > > acompanhado Cristóvão Colombo em sua segunda viagem à
> > > > > América quando começou
> > > > > > sua busca pela mitológica Fonte da Juventude. Os nativos de Porto
> > > > > Rico, onde
> > > > > > Ponce havia criado uma colônia, diziam existir tal fonte
> > > > misteriosa
> > > > > capaz de
> > > > > > proporcionar a jovialidade eterna para quem em suas águas se
> > > > > banhasse. O
> > > > > > viajante nunca a encontrou â€" acabou foi descobrindo a
> > > > Flórida,
> > > > > ironicamente
> > > > > > o estado americano hoje com a maior proporção de idosos. Ponce de
> > > > > León não
> > > > > > foi o único a procurar incansavelmente por uma forma de ser jovem
> > > > > para
> > > > > > sempre. A busca pela imortalidade e pela juventude eterna sempre
> > > > > fascinou o
> > > > > > homem, único animal que tem consciência da própria morte
> > > > > â€" e por isso sofre.
> > > > > > Mas nunca esteve tão próxima de ser alcançada. Como Ponce
> > > > de
> > > > > Leóns
> > > > > > contemporâneos, os cientistas do século 21 vêm perseguindo
> > > > o
> > > > > fim da maior
> > > > > > causa de morte do mundo: a velhice. Por consequência, as
> > > > doenças
> > > > > decorrentes
> > > > > > dela. E parecem estar mais próximos de, no mínimo,
> > > > > postergá-la. "Os avanços
> > > > > > da área biológica que surgem nesse começo de século
> > > > > indicam que muitos de
> > > > > > nós poderemos chegar facilmente aos 100, 150 anos", diz o
> > > > professor
> > > > > do
> > > > > > Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do
> > > > Rio
> > > > > de Janeiro
> > > > > > (UFRJ), Stevens Rehen.
> > > > > >
> > > > > > Prolongar a vida seria apenas uma consequência de fazer as
> > > > pessoas
> > > > > serem
> > > > > > mais saudáveis por mais tempo. Esse é o principal objetivo da
> > > > > nova ciência
> > > > > > do antienvelhecimento, que pretende atacar de uma só vez todas as
> > > > > formas de
> > > > > > deterioração do corpo para fazer com que o nosso relógio
> > > > > biológico corra
> > > > > > mais devagar. Assim, ficaríamos longe de doenças decorrentes
> > > > da
> > > > > idade
> > > > > > avançada â€" como Alzheimer, demência, diabetes e doenças
> > > > > cardíacas â€" por mais
> > > > > > tempo. Atacar a velhice, portanto, seria a melhor e talvez única
> > > > > forma de
> > > > > > nos afastarmos dos males provocados por ela. Combater uma a uma as
> > > > > doenças â€"
> > > > > > algo que desde sempre fazemos â€" não surtiria grandes efeitos.
> > > > > Nos Estados
> > > > > > Unidos, por exemplo, se os problemas de coração fossem totalmente
> > > > > > eliminados, a expectativa de vida não subiria mais do que três
> > > > > anos. O mesmo
> > > > > > que proporcionaria uma cura milagrosa para o câncer. "O risco de
> > > > > doenças
> > > > > > fatais dispara após os 60 anos. Assim, mesmo que evitemos o
> > > > ataque
> > > > > cardíaco,
> > > > > > outros problemas vão nos pegar", afirma o escritor de ciência
> > > > e
> > > > > medicina
> > > > > > americano David Stipp, autor do livro The Youth Pill (A Pílula da
> > > > > Juventude,
> > > > > > sem edição no Brasil), lançado no ano passado. Por isso, a
> > > > > maneira de
> > > > > > aumentar a expectativa e a qualidade de vida para valer é evitar
> > > > > chegar
> > > > > > nesse estágio em que já estamos mais fracos e vulneráveis a
> > > > > doenças.
> > > > > >
> > > > > > Em vez de águas milagrosas, a Fonte da Juventude perseguida pelos
> > > > > cientistas
> > > > > > oferecerá tratamentos futurísticos descobertos nos mais
> > > > > ardilosos
> > > > > > experimentos
> > > > > > Crédito: Maná E.D.I.
> > > > > >
> > > > > > INJEÇÃO ANTIVELHICE
> > > > > >
> > > > > > Em novembro passado, pesquisadores do Instituto de Câncer
> > > > > Dana-Farber, da
> > > > > > Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, publicaram um
> > > > > estudo que
> > > > > > contrariou um dos principais conceitos sobre o processo de
> > > > > envelhecimento: o
> > > > > > de que ele é irreversível. Eles conseguiram, pela primeira
> > > > vez,
> > > > > rejuvenescer
> > > > > > ratos de laboratório. O experimento foi baseado num mecanismo que
> > > > > rendeu, um
> > > > > > ano antes, o Prêmio Nobel de Medicina a outros três cientistas
> > > > > americanos: a
> > > > > > relação entre o processo de envelhecimento e os telômeros, uma
> > > > > espécie de
> > > > > > capinha que protege a ponta de cada cromossomo dentro de nossas
> > > > > células â€"
> > > > > > numa comparação grosseira, o telômero assemelha-se àquele
> > > > > revestimento
> > > > > > plástico presente na ponta dos cadarços de um tênis. A cada
> > > > > vez que a célula
> > > > > > se divide, essa capinha se encurta um pouco. Depois de 50 a 80
> > > > > duplicações a
> > > > > > célula não consegue mais se multiplicar â€" após os 35
> > > > anos
> > > > > de idade, os
> > > > > > efeitos desse processo já começam a ser sentidos. O tempo
> > > > passa
> > > > > e, sem
> > > > > > células novas e com algumas mortas ou inativas, nossos
> > > > órgãos
> > > > > começam a se
> > > > > > deteriorar. É a velhice.
> > > > > >
> > > > > > Nascemos com um mecanismo capaz de driblar esse processo, uma enzima
> > > > > chamada
> > > > > > telomerase. Ela repara as tais capas protetoras dos cromossomos
> > > > > após cada
> > > > > > divisão celular. Porém, após a infância, sua
> > > > > concentração cai drasticamente.
> > > > > > Fazer com que ela volte a crescer é um dos caminhos para
> > > > postergar
> > > > > o
> > > > > > envelhecimento â€" ou até mesmo revertê-lo. No estudo de
> > > > > Harvard, os
> > > > > > cientistas criaram ratos geneticamente modificados de forma que
> > > > não
> > > > > > produzissem a telomerase. Como resultado, os animais envelheceram
> > > > > > rapidamente. Os sinais incluíram diminuição do cérebro e do
> > > > > olfato, danos no
> > > > > > baço e intestinos, além de doenças como osteoporose e
> > > > > diabetes. Com apenas
> > > > > > um mês de ingestão de telomerase, no entanto, tais sintomas
> > > > > sumiram. Os
> > > > > > ratos voltaram inclusive a ser férteis e desenvolveram
> > > > > neurônios, sem contar
> > > > > > uma invejável melhora na pele. "O que vimos não foi a
> > > > > desaceleração ou
> > > > > > estabilização do envelhecimento, mas algo muito mais incrível:
> > > > > uma reversão
> > > > > > dramática dele", afirma Ronald DePinho, coordenador da pesquisa.
> > > > > "É possível
> > > > > > imaginar que um homem de 90 anos voltaria a ter a saúde que
> > > > > possuía aos 40
> > > > > > ou 50", diz. Porém, apesar de ter sido bem-sucedido em ratos, o
> > > > > tratamento
> > > > > > ainda não foi testado em humanos. E não há perspectiva de
> > > > que
> > > > > isso aconteça
> > > > > > nos próximos anos. "Ainda temos muito trabalho pela frente. O
> > > > > próximo passo
> > > > > > é descobrir em que estágio da vida as pessoas precisariam se
> > > > > submeter à
> > > > > > injeção de telomerase", afirma DePinho. Em paralelo a isso, ainda
> > > > > seria
> > > > > > preciso ultrapassar um grande empecilho: o potencial risco de
> > > > > câncer.
> > > > > >
> > > > > > Fora do período de gestação e infância, a telomerase só
> > > > > retorna em grandes
> > > > > > quantidades nas células cancerosas â€" sabe-se que 90% dos
> > > > > tumores possuem a
> > > > > > enzima. Aliás, é por isso que elas se reproduzem
> > > > > incessantemente. "Se você
> > > > > > persegue a imortalidade, é o que, de um modo perverso, também
> > > > > fazem as
> > > > > > células com câncer", diz o oncologista e professor de medicina
> > > > > da
> > > > > > Universidade Columbia, Estados Unidos, Siddhartha Mukherjee, autor
> > > > do
> > > > > > recém-lançado livro The Emperor of All Maladies: A Biography
> > > > of
> > > > > Cancer (O
> > > > > > Império de Todas as Enfermidades: Uma Biografia do Câncer, sem
> > > > > edição no
> > > > > > Brasil).
> > > > > >
> > > > > > Além da vantagem óbvia para todo mundo de postergar a chegada
> > > > da
> > > > > velhice, um
> > > > > > grupo específico de pessoas se beneficiaria caso os pesquisadores
> > > > > > conseguissem resolver as contraindicações desse tipo de
> > > > tratamento.
> > > > > Trata-se
> > > > > > de indivíduos que, por conta de uma sequência genética,
> > > > > têm menos telomerase
> > > > > > desde a gestação. Consequentemente, envelhecem mais rápido e
> > > > > chegam a ser
> > > > > > biologicamente até dez anos mais velhos do que outras pessoas da
> > > > > mesma
> > > > > > idade. Essa sequência de DNA foi mapeada em fevereiro do ano
> > > > > passado por
> > > > > > cientistas da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Em um
> > > > estudo
> > > > > com 3
> > > > > > mil pessoas, 45% delas carregavam ao menos um gene da sequência.
> > > > Os
> > > > > > pesquisadores acreditam que um mapeamento desse tipo possibilitaria
> > > > > > prescrever estilos de vida saudáveis àqueles mais propensos
> > > > aos
> > > > > males do
> > > > > > envelhecimento. Além de exercícios físicos, uma dieta com
> > > > > poucas calorias
> > > > > > entraria na receita. Pois é sabido, e cientificamente provado,
> > > > que
> > > > > quem come
> > > > > > menos, vive mais.
> > > > > >
> > > > > > UMA ENZIMA PARA NOS MANTER SEMPRE JOVENS
> > > > > > A deterioração de nosso corpo começa de forma microscópica,
> > > > > em nossos
> > > > > > cromossomos. Uma substância pode revertê-la. Veja como (clique
> > > > > aqui para
> > > > > > ampliar)
> > > > > >
> > > > > > 300 TAÇAS DE VINHO
> > > > > >
> > > > > > Uma dieta diária entre 1.200 e 1.400 calorias â€" 30% a menos
> > > > do
> > > > > que a
> > > > > > sugerida pela Organização Mundial da Saúde â€" poderia
> > > > > aumentar nossa
> > > > > > expectativa de vida média para 120 anos. Algumas pessoas
> > > > chegariam,
> > > > > então,
> > > > > > aos 150. Mesmo que você começasse a comer menos aos 30, ainda
> > > > > teria chance
> > > > > > de prolongar seu tempo na Terra em sete anos. É atrás dessas
> > > > > promessas que
> > > > > > ao menos 2 mil pessoas praticam a dieta de baixa caloria no mundo.
> > > > > Esse é o
> > > > > > número de membros da Sociedade de Restrição Calórica.
> > > > Apesar
> > > > > da matriz estar
> > > > > > localizada nos Estados Unidos, há integrantes de várias partes
> > > > > do planeta,
> > > > > > inclusive cinco do Brasil (que não se identificam). Os resultados
> > > > > dos pratos
> > > > > > moderados têm sido positivos. Dados divulgados pela Sociedade
> > > > > atestam que os
> > > > > > adeptos da dieta registraram queda significativa da pressão
> > > > > sanguínea, perda
> > > > > > de quase 70% da gordura corporal e redução de 80% do nível de
> > > > > insulina no
> > > > > > sangue, o que, no mínimo, faz cair o risco de doenças
> > > > > cardíacas e diabetes.
> > > > > > Pratos mais comportados também são a receita milenar dos
> > > > > habitantes do
> > > > > > arquipélago japonês de Okinawa â€" é lá que estão
> > > > as
> > > > > pessoas que mais vivem no
> > > > > > mundo. A proporção de centenários nas ilhas é de 50 para
> > > > cada
> > > > > 100 mil
> > > > > > moradores, enquanto nos demais países cai para dez a cada 100
> > > > mil.
> > > > > A
> > > > > > população de Okinawa é de cerca de 1,3 milhão. Não por
> > > > > acaso, um prato
> > > > > > típico no arquipélago tem 17% menos calorias do que no
> > > > restante
> > > > > do Japão.
> > > > > >
> > > > > > A teoria mais aceita de por que comer pouco nos faria envelhecer
> > > > mais
> > > > > > devagar é evolutiva. Os efeitos benéficos das baixas calorias
> > > > se
> > > > > devem a um
> > > > > > mecanismo chamado starvation response, ou resposta à fome, em
> > > > > português. Nos
> > > > > > primórdios da humanidade, durante os períodos de grandes secas
> > > > > ou mudanças
> > > > > > abruptas no clima, ficava difícil encontrar alimento. Era
> > > > natural,
> > > > > portanto,
> > > > > > que, sob a ameaça de inanição, o organismo concentrasse seus
> > > > > esforços na
> > > > > > proteção dos processos essenciais à sobrevivência. A
> > > > energia
> > > > > do crescimento
> > > > > > e reprodução (mecanismos trabalhosos para o corpo) era deslocada
> > > > > para o
> > > > > > reparo e manutenção constante das células. Isso fazia com que
> > > > as
> > > > > pessoas
> > > > > > envelhecessem mais devagar. Tudo não passava de um truque da
> > > > > natureza para
> > > > > > garantir a continuidade da espécie: ao conservar o corpo, o
> > > > intuito
> > > > > era
> > > > > > preservar aqueles indivíduos para se reproduzirem assim que as
> > > > > coisas
> > > > > > melhorassem.
> > > > > >
> > > > > > Em cinco anos, o laboratório Sirtris Pharmaceutical promete
> > > > colocar
> > > > > no
> > > > > > mercado uma pílula que imita os efeitos de se comer pouco, mesmo
> > > > > que você
> > > > > > siga uma dieta normal. O princípio ativo â€" já
> > > > comercializado
> > > > > em medicamentos
> > > > > > para diabéticos e como suplemento alimentar â€" é o
> > > > > resveratrol, substância
> > > > > > encontrada na casca da uva roxa. É sua presença que confere ao
> > > > > vinho tinto
> > > > > > benefícios ao coração. E explica o que os cientistas chamam de
> > > > > "paradoxo
> > > > > > francês": a baixa mortalidade por doenças cardíacas na
> > > > > França, mesmo com uma
> > > > > > dieta tão rica em gordura. Graças ao hábito comedido que a
> > > > > população tem de
> > > > > > beber vinho quase que diariamente. Além dos benefícios ao
> > > > > coração, também há
> > > > > > evidências de que o resveratrol reduza o risco de Alzheimer,
> > > > > derrame,
> > > > > > diversos tipos de câncer, perda de audição e osteoporose â€"
> > > > > todos problemas
> > > > > > comuns no envelhecimento. Já provocar o aumento dos anos de vida
> > > > > é algo que
> > > > > > ainda precisa ser provado em humanos. Mas o resultado em animais se
> > > > > mostrou
> > > > > > estimulante.
> > > > > >
> > > > > > VIDA LONGA - E MAIS FELIZ
> > > > > >
> > > > > > Se a ciência de fato nos fizer passar dos 75 com saúde e
> > > > > disposição nos fará
> > > > > > felizes como nunca seríamos. Um estudo publicado ano passado por
> > > > > > pesquisadores das universidades de Stony Brook e Princeton, nos EUA,
> > > > > traçou
> > > > > > um paralelo entre bem-estar e idade. Surpresa: nosso auge de
> > > > > contentamento
> > > > > > seria após os 74. Os resultados formam o que os pesquisadores de
> > > > > felicidade
> > > > > > chamam de curva U (abaixo). Os idosos sentiriam menos raiva e
> > > > estresse
> > > > > do
> > > > > > que os jovens e teriam menos preocupações do que os adultos
> > > > > médios. Pois,
> > > > > > com a idade, as pessoas lidam melhor com conflitos e controlam as
> > > > > emoções. É
> > > > > > a sabedoria. Os pesquisadores também sugerem que a saída dos
> > > > > filhos de casa
> > > > > > diminui problemas familiares e financeiros. A ciência está
> > > > > fazendo sua
> > > > > > parte, agora falta lazer, trabalho e INSS para que os mais longevos
> > > > > possam
> > > > > > curtir tranquilos a melhor parte da vida.
> > > > > >
> > > > > > Em 2006, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard realizaram
> > > > > estudos
> > > > > > liderados por David Sinclair â€" não por acaso, fundador da
> > > > > Sirtris
> > > > > > Pharmaceutical, hoje pertencente à gigante inglesa
> > > > GlaxoSmithKline.
> > > > > No
> > > > > > experimento, cientistas superalimentaram roedores com uma dieta rica
> > > > > em
> > > > > > gordura. Em paralelo, forneceram a eles doses de resveratrol. As
> > > > > cobaias
> > > > > > ficaram obesas. Ainda assim, seu tempo de vida se estendeu a um
> > > > > patamar
> > > > > > igual ao dos ratos que comiam com restrição. Para obter esses
> > > > > efeitos com
> > > > > > vinho seriam necessárias 300 taças por dia, ou seja, algo
> > > > > impensável até
> > > > > > para o mais bebum dos seres humanos. O que justifica a corrida da
> > > > > indústria
> > > > > > farmacêutica atrás das pílulas.
> > > > > >
> > > > > > Os medicamentos que imitam dietas metódicas serão uma
> > > > > aplicação mais
> > > > > > concreta dos pioneiros estudos sobre antienvelhecimento. A primeira
> > > > > > importante pesquisa científica que provou que restringir calorias
> > > > > poderia
> > > > > > prolongar a vida foi divulgada em 1934. O estudioso de nutrição
> > > > da
> > > > > > Universidade de Cornell, Estados Unidos, Clive McCay, manteve ratos
> > > > em
> > > > > um
> > > > > > estado de quase fome por quatro anos e os assistiu viver 85% mais
> > > > > tempo do
> > > > > > que a média. Um dos animais chegou aos 3 anos e 9 meses de idade.
> > > > > Como,
> > > > > > cinco anos antes, dois cientistas tinham ganhado o Prêmio Nobel
> > > > > pela
> > > > > > descoberta das vitaminas, pareceu uma pequena heresia dizer que
> > > > passar
> > > > > um
> > > > > > pouco de fome poderia nos fazer bem. Mais recentemente, no início
> > > > > dos anos
> > > > > > 2000, cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Primatas de
> > > > > Wisconsin
> > > > > > revelaram bons resultados com macacos mantidos em uma dieta 30%
> > > > menos
> > > > > > calórica do que seus colegas. Além de magros, estavam no auge
> > > > da
> > > > > vida.
> > > > > > Enquanto os que comiam normalmente se movimentavam lentamente e viam
> > > > > cair
> > > > > > mais pelos, entre outros sinais de velhice.
> > > > > >
> > > > > > Em 2015, 2016, com o medicamento nas farmácias, a Sirtris deve se
> > > > > tornar a
> > > > > > indústria referência em antienvelhecimento. Além do
> > > > > resveratrol, seus
> > > > > > laboratórios estudam outra substância capaz de imitar os
> > > > efeitos
> > > > > de uma
> > > > > > dieta de baixa caloria: a rapamicina. Hoje usado para evitar
> > > > > rejeição em
> > > > > > transplante de órgãos, o princípio ativo fez com que ratos
> > > > de
> > > > > meia-idade
> > > > > > vivessem de 28% a 38% mais tempo, segundo um estudo divulgado pela
> > > > > revista
> > > > > > Nature em meados de 2009. Mais uma pesquisa que mostra que há
> > > > > esperanças
> > > > > > para prolongar a vida mesmo quando o corpo já está desgastado.
> > > > > Esta também é
> > > > > > a promessa da medicina regenerativa.
> > > > > >
> > > > > > Crédito: Maná E.D.I.
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > BIOENGENHARIA
> > > > > >
> > > > > > No ano passado, um grupo de mulheres teve uma oportunidade de ouro:
> > > > > após
> > > > > > serem mutiladas devido ao câncer de mama, viram crescer seios
> > > > 100%
> > > > > naturais,
> > > > > > a partir de suas próprias células. A técnica que soa como
> > > > > milagre foi
> > > > > > desenvolvida após quase uma década de estudos pela empresa de
> > > > > biotecnologia
> > > > > > americana Cytori Therapeutics, que pretende trazer o método para
> > > > o
> > > > > Brasil
> > > > > > ainda este ano. Permite dupla recauchutagem: as células que
> > > > dão
> > > > > origem ao
> > > > > > novo seio são extraídas de uma cirurgia plástica para tirar
> > > > > gordurinhas
> > > > > > indesejadas. O procedimento começa com uma lipoaspiração, por
> > > > > exemplo, na
> > > > > > barriga. Da gordura são colhidas células-tronco, capazes de se
> > > > > multiplicar
> > > > > > para gerar tecidos de outras partes do corpo, como a mama. Elas
> > > > > são, então,
> > > > > > aplicadas na região do peito. Conforme crescem, formam um novo
> > > > > seio, sem
> > > > > > risco de rejeição.
> > > > > >
> > > > > > A descoberta de células-tronco na gordura foi um grande avanço
> > > > > para a
> > > > > > medicina regenerativa. Somente no Brasil, são realizadas mais de
> > > > > 200 mil
> > > > > > lipoaspirações por ano. No ano passado, Radovan Borojevic,
> > > > diretor
> > > > > do
> > > > > > Programa Avançado de Biologia Celular Aplicada à Medicina da
> > > > > UFRJ,
> > > > > > conseguiu, de forma inédita no Brasil, autorização da
> > > > > Comissão Nacional de
> > > > > > Ética em Pesquisa (Conep) para manipular células-tronco de
> > > > > gordura. "Esse
> > > > > > material pode garantir reserva para a velhice, para sanar as
> > > > > doenças
> > > > > > naturais do passar dos anos e até diminuir as rugas", diz. Quem
> > > > > fizer uma
> > > > > > lipoaspiração aos 20, por exemplo, pode chegar aos 60 e usar as
> > > > > células
> > > > > > guardadas para preencher a pele envelhecida e se livrar dos pés
> > > > de
> > > > > galinha.
> > > > > > Como as células terão a memória de sua juventude, será
> > > > > possível fazer o que
> > > > > > nenhum cosmético ou Botox jamais conseguiu: ter cara de 20, aos
> > > > 60.
> > > > > O
> > > > > > procedimento, cujo efeito dura de quatro a cinco anos, já está
> > > > > em fase de
> > > > > > testes. Em três meses, Borojevic realizou 70 implantes de
> > > > > células antirrugas
> > > > > > â€" os interessados podem se inscrever para os testes no Instituto
> > > > > de Ciências
> > > > > > Biomédicas da UFRJ. Mas esta é apenas a mais frívola das
> > > > > promessas da
> > > > > > bioengenharia. "Com as técnicas, vamos envelhecer muito melhor do
> > > > > que os
> > > > > > nossos avós", afirma Borojevic.
> > > > > >
> > > > > > Experimentos em humanos mostraram que o implante de
> > > > células-tronco
> > > > > pode
> > > > > > reparar órgãos vitais. Entre eles, o coração, que teria
> > > > > benefícios como o
> > > > > > aumento da quantidade e bombeamento de sangue após infartos,
> > > > > diminuição da
> > > > > > área de tecidos mortos e melhora da capacidade respiratória em
> > > > > casos de
> > > > > > doenças cardíacas crônicas. Outro resultado positivo é a
> > > > > redução da
> > > > > > incontinência urinária em pacientes que passaram por cirurgias
> > > > > de próstata.
> > > > > > "A medicina regenerativa para problemas do envelhecimento será de
> > > > > fato
> > > > > > composta por peças de substituição", afirma o gerontologista
> > > > > inglês criador
> > > > > > da Fundação Sens, de estudos de biotecnologia para
> > > > > rejuvenescimento, Aubrey
> > > > > > de Grey, polêmico, entre outras coisas, por afirmar que a velhice
> > > > > é uma
> > > > > > doença à espera de cura.
> > > > > >
> > > > > > A HORA DA MORTE
> > > > > >
> > > > > > Com sua aparência de Matusalém, apesar dos 47 anos de idade,
> > > > De
> > > > > Grey
> > > > > > acredita que podemos ser imortais e que os homens que vão viver
> > > > mil
> > > > > anos já
> > > > > > nasceram. Passar mais tempo na Terra do que o próprio personagem
> > > > > bíblico,
> > > > > > que teria morrido aos 969, seria possível graças ao
> > > > > desenvolvimento da
> > > > > > engenharia para impedir que nossas células envelheçam e da
> > > > > reposição de
> > > > > > órgãos e tecidos. "Uma vez que a medicina regenerativa se
> > > > > desenvolver, o
> > > > > > limite biológico do corpo desaparecerá." A ideia gerou tanta
> > > > > controvérsia na
> > > > > > comunidade científica que, em 2005, o Massachusetts Institute of
> > > > > Technology
> > > > > > (MIT) lançou um concurso que premiaria com US$ 20 mil quem
> > > > > conseguisse
> > > > > > provar que a tese de Aubrey era descabida. Cinco inscrições foram
> > > > > analisadas
> > > > > > por um júri composto por cabeças como o geneticista Craig
> > > > > Venter. Ninguém
> > > > > > levou o prêmio.
> > > > > >
> > > > > > A crença de que a ciência e a tecnologia nos permitirão
> > > > > redesenhar o próprio
> > > > > > corpo para nos fazer viver muito mais, até indefinidamente, guia
> > > > > uma
> > > > > > corrente filosófica chamada transhumanismo. Os seguidores do
> > > > > pensamento
> > > > > > acreditam que por meio de áreas de conhecimento emergentes como
> > > > > > biotecnologia, inteligência artificial, robótica e
> > > > > nanotecnologia, poderemos
> > > > > > superar a própria condição humana. "O homem não é o
> > > > final
> > > > > da evolução
> > > > > > biológica, e sim o começo de uma evolução tecnológica",
> > > > > afirma o engenheiro
> > > > > > venezuelano formado pelo MIT e que já trabalhou para a Nasa,
> > > > > José Cordeiro,
> > > > > > grande divulgador do transhumanismo na América Latina. Ele
> > > > acredita
> > > > > que
> > > > > > assistiremos à morte da morte â€" e que não há nada de
> > > > > antinatural nisso. "O
> > > > > > propósito da vida é mais vida. Além do mais, ninguém
> > > > quer
> > > > > morrer, ainda mais
> > > > > > se tiver a oportunidade de não ficar velho."
> > > > > >
> > > > > > A visão de que vale a pena manipular nosso corpo a qualquer custo
> > > > > para ser
> > > > > > jovem para sempre encontra olhares críticos. "Essa pretensão
> > > > de
> > > > > vida eterna
> > > > > > é um erro existencial, uma arrogância do homem em querer
> > > > > inventar uma vida
> > > > > > que não é sua. Pois a finitude é um atributo da nossa, e
> > > > é
> > > > > o que a faz ser
> > > > > > boa", afirma o cientista político Clóvis de Barros Filho,
> > > > > professor de ética
> > > > > > da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo
> > > > > (USP). "É uma
> > > > > > ilusão narcisista acreditar que se vai viver em gozo eternamente.
> > > > > Ficar dos
> > > > > > 60 aos 120 anos curtindo aposentadoria e nunca aceitar o dissolver,
> > > > > que é o
> > > > > > nosso destino", diz a filósofa e terapeuta Regina Favre, de
> > > > São
> > > > > Paulo, que
> > > > > > acredita que a busca pela longevidade sem fim seja fruto da
> > > > > solidão, do
> > > > > > desamparo e do medo gerado pelos problemas da velhice e proximidade
> > > > da
> > > > > > morte. Ou como escreveu o escritor argentino Jorge Luis Borges
> > > > > (1899-1986)
> > > > > > no conto O Imortal, publicado no livro O Aleph: "Dilatar a vida dos
> > > > > homens é
> > > > > > como dilatar sua agonia e multiplicar o número de suas mortes".
> > > > > >
> > > > > > Mesmo que a medicina conseguisse fazer com que as pessoas tivessem
> > > > > saúde e
> > > > > > disposição para trabalhar até os 100, provavelmente não
> > > > > haveria mercado para
> > > > > > todos. Com uma superpopulação de idosos, a previdência social
> > > > > certamente
> > > > > > iria quebrar. "Não adianta chegarmos aos 200 anos se não
> > > > > resolvermos esses
> > > > > > problemas", diz a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e
> > > > > > Gerontologia, Silvia Regina Mendes Pereira, que acha positivo o
> > > > > esforço dos
> > > > > > cientistas para evitar doenças como diabetes ou Alzheimer, desde
> > > > > que a
> > > > > > qualidade de vida seja encarada de forma global. "E isso passa por
> > > > > vários
> > > > > > aspectos. Um deles, sim, é a saúde, mas também há o
> > > > > psicológico e o social."
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > As transformações no mundo caso as pessoas passem a viver
> > > > > décadas ou até
> > > > > > séculos a mais são inevitáveis. Mas, para De Grey,
> > > > > compensaria enfrentá-las.
> > > > > > "Essas dificuldades não superam os benefícios da eliminação
> > > > > de doenças
> > > > > > relacionadas à idade, como problemas cardiovasculares e
> > > > câncer",
> > > > > afirma.
> > > > > > Mesmo porque esses problemas terão que ser pensados de imediato.
> > > > > Pois, antes
> > > > > > mesmo das pirotecnias científicas se tornarem realidade, a
> > > > > longevidade no
> > > > > > mundo só cresce. Para se ter ideia, vivemos 25 anos a mais do que
> > > > > um século
> > > > > > atrás. Nos países desenvolvidos, a expectativa de vida aumenta
> > > > > cinco horas
> > > > > > por dia. Ou seja, já há motivos suficientes para a ciência
> > > > se
> > > > > preocupar com
> > > > > > os muitos que, em tempos anteriores às pílulas que simulam
> > > > fome
> > > > > ou injeções
> > > > > > de enzimas e células-tronco, fazem muito mais aniversários do
> > > > > que um dia
> > > > > > nossos avós jamais poderiam imaginar.
> > > > > >
> > > > > > O profeta da imortalidade
> > > > > >
> > > > > > O cientista do envelhecimento Aubrey de Grey afirma que, em 2030,
> > > > > estaremos
> > > > > > vivendo até os 130 anos. E que os homens que farão mil
> > > > > aniversários já
> > > > > > nasceram. A seguir ele conta como isso será possível
> > > > > >
> > > > > > * Por que envelhecemos?
> > > > > > Aubrey de Grey: Porque o corpo humano, como qualquer máquina,
> > > > causa
> > > > > danos a
> > > > > > si mesmo como efeito colateral natural de sua operação. Esse
> > > > > prejuízo se
> > > > > > acumula ao longo da vida. Por um longo tempo quase não afeta a
> > > > > habilidade do
> > > > > > corpo para funcionar, mas, eventualmente, provoca doenças e
> > > > > incapacidade.
> > > > > >
> > > > > > * As pessoas que viveriam mil anos precisariam constantemente
> > > > > substituir
> > > > > > peças, como um robô?
> > > > > > De Grey: De fato, a maior parte das técnicas serão compostas
> > > > por
> > > > > peças de
> > > > > > substituição, mas a um nível microscópico. Em alguns casos,
> > > > > podemos trocar
> > > > > > órgãos inteiros. Porém, mais frequentemente, serão
> > > > > células ou moléculas.
> > > > > >
> > > > > > * Mesmo pessoas sedentárias, com excesso de peso e estressadas
> > > > > serão capazes
> > > > > > de viver mais?
> > > > > > De Grey: A medicina regenerativa vai permitir que as pessoas
> > > > > ultrapassem por
> > > > > > uma larga margem a longevidade que qualquer um consegue atualmente,
> > > > > mesmo
> > > > > > com a melhor vida possível, mesmo aqueles com uma genética
> > > > > privilegiada.
> > > > > > Então, sim, estas terapias irão funcionar em todos, mesmo
> > > > > naqueles com um
> > > > > > estilo de vida ruim.
> > > > > >
> > > > > > * Existe limite biológico para a vida dos seres humanos?
> > > > > > De Grey: Há de fato um limite biológico para quanto tempo as
> > > > > pessoas podem
> > > > > > viver, porque certos aspectos do nosso metabolismo, como a
> > > > > respiração, são
> > > > > > inevitáveis e acumulam danos moleculares e celulares. Porém,
> > > > uma
> > > > > vez que se
> > > > > > desenvolvam técnicas de bioengenharia para reparar esses danos,
> > > > > não haverá
> > > > > > mais limite para a vida do homem.
> > > > > >
> > > > > > * Como lidar com as consequências sociais de se ter uma
> > > > > superpopulação?
> > > > > > De Grey: A eliminação do envelhecimento vai mudar o mundo. E
> > > > > precisaremos
> > > > > > agir diante de muitas dessas transformações. No entanto, essas
> > > > > dificuldades
> > > > > > não superam os benefícios da eliminação de doenças como
> > > > > câncer e problemas
> > > > > > cardiovasculares.
> > > > > >
> > > > > > * Viver mais significa viver melhor?
> > > > > > De Grey: Não necessariamente. Mas o trabalho em minha fundação
> > > > > de estudos em
> > > > > > engenharia de rejuvenescimento, a Sens, foca em viver melhor, ou
> > > > seja,
> > > > > adiar
> > > > > > o processo das doenças da velhice. A longevidade será um
> > > > efeito
> > > > > colateral:
> > > > > > só ocorrerá porque as pessoas serão mantidas saudáveis.
> > > > > >
> > > > > > * Você aplica técnicas de medicina regenerativa em si mesmo?
> > > > > Já testou
> > > > > > alguma?
> > > > > > De Grey: Estou ansioso para me beneficiar destas terapias. Não
> > > > > faço isso
> > > > > > simplesmente porque, na prática, elas ainda não existem.
> > > > > >
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#81912 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Sáb, 21 de Abr de 2012 1:30 am
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
helicar_br
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Oi Alberto, Belmiro e Léo,

Sobre o empuxo de Léo.
Isto rola há séculos na c-list e por falha minha, eu ainda não tinha dado a atenção que merece.

Agora eu vi, reli e matutei sobre.

Infelizmente vou ser obrigado a fazer o papel de advogado do diabo.

Para coisas com massa, o PE está correto, mas Einstein não. (calma que eu explico depois)

No PE a comparação poder ser de duas formas (duas duplas)

1 - Um elevador em queda livre comparado com um elevador perdido no espaço (não acelerado e sem campo gravitacional).

2 - Um elevador parado (apoiado em algo) sob a ação do campo gravitacional comparado com um elevador acelerando no sentido contrário.

O Léo propôs a comparação de uma queda livre com uma aceleração de mesmo sentido. Ou seja, não é nenhum destes dois pares.

Se faço um dos dois pares de comparações (1 ou 2) acima, os resultados serão os mesmos.

Não existe nenhuma experiência envolvendo coisas que sofrem a ação gravitacional que identifique uma das duas situações em cada par.

Ou seja, se a pessoa dentro do elevador se sentir flutuando, ela não saberá em que situação da comparação 1 está.

E se ela sentir os pés (ou outra parte do corpo) apertada no chão (ou nas paredes), não saberá em que situação da comparação 2 está.

Sim, é o Hélio mesmo que está falando.

Mas agora vocês vão me reconhecer.

O que falei aí em cima não é invenção do Einstein, é mecânica Newtoniana. Sai diretamente da física clássica.

Massa é massa (proporcional à quantidade de matéria). Massa é uma grandeza intrínseca do corpo. Ela não depende da força que age no corpo.

Esta invenção de dar nomes diferentes para a mesma coisa confunde muito. Nunca existiu esta coisa de "massa gravitacional" e "massa inercial", massa é massa e pronto.

Logo, dizer que "massa gravitacional" é igual a "massa inercial" é não dizer nada.

Léo, a sua experiência envolve somente massas (da bolinha, da água, do recipiente, da corda), a diferença de pressão está relacionada com massa também. Então a PE vale.

O problema é que o Einstein fez o que sempre faz: generalizou!
A experiência de pensamento de Galileu pode ser generalizada para tudo. Mas a PE não.
Agentes de campo que não sofrem ação gravitacional estão fora.
"Se curvam" (parecem se curvar) com a aceleração mas não se curvam com o campo gravitacional.
A luz também é assim.
O que é emitido por cargas também.
O campo elétrico gerado por uma carga dentro de um elevador acelerado será diferente do campo elétrico dentro do mesmo elevador se ele estiver apoiado no solo de um planeta (espero que não tenha cargas no solo do planeta [:-)]).

Eu sei que parece um absurdo isto que eu estou falando aqui, mas acho que aqui é o melhor lugar para falar estes "absurdos".
:-)

Hélio




#81913 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Sáb, 21 de Abr de 2012 12:57 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
belmirow
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Oi Hélio
 
Só vou comentar uma linha abaixo, pois estou de saída. Depois comento o resto.

De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Para: "ciencialist@..." <ciencialist@...>
Enviadas: Sexta-feira, 20 de Abril de 2012 22:30
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Oi Alberto, Belmiro e Léo,

Sobre o empuxo de Léo.
Isto rola há séculos na c-list e por falha minha, eu ainda não tinha dado a atenção que merece.

Agora eu vi, reli e matutei sobre.

Infelizmente vou ser obrigado a fazer o papel de advogado do diabo.

Para coisas com massa, o PE está correto, mas Einstein não. (calma que eu explico depois)

No PE a comparação poder ser de duas formas (duas duplas)

1 - Um elevador em queda livre comparado com um elevador perdido no espaço (não acelerado e sem campo gravitacional).

2 - Um elevador parado (apoiado em algo) sob a ação do campo gravitacional comparado com um elevador acelerando no sentido contrário.

O Léo propôs a comparação de uma queda livre com uma aceleração de mesmo sentido. Ou seja, não é nenhum destes dois pares.
 
      Por isso perguntei num dos e-mails o que isso tem a ver com o PE. A comparação não faz sentido. O PE é válido também para líquidos e bolinhas:) feliz
 
      [],s
 
      Belmiro
 
Se faço um dos dois pares de comparações (1 ou 2) acima, os resultados serão os mesmos.

Não existe nenhuma experiência envolvendo coisas que sofrem a ação gravitacional que identifique uma das duas situações em cada par.

Ou seja, se a pessoa dentro do elevador se sentir flutuando, ela não saberá em que situação da comparação 1 está.

E se ela sentir os pés (ou outra parte do corpo) apertada no chão (ou nas paredes), não saberá em que situação da comparação 2 está.

Sim, é o Hélio mesmo que está falando.

Mas agora vocês vão me reconhecer.

O que falei aí em cima não é invenção do Einstein, é mecânica Newtoniana. Sai diretamente da física clássica.

Massa é massa (proporcional à quantidade de matéria). Massa é uma grandeza intrínseca do corpo. Ela não depende da força que age no corpo.

Esta invenção de dar nomes diferentes para a mesma coisa confunde muito. Nunca existiu esta coisa de "massa gravitacional" e "massa inercial", massa é massa e pronto.

Logo, dizer que "massa gravitacional" é igual a "massa inercial" é não dizer nada.

Léo, a sua experiência envolve somente massas (da bolinha, da água, do recipiente, da corda), a diferença de pressão está relacionada com massa também. Então a PE vale.

O problema é que o Einstein fez o que sempre faz: generalizou!
A experiência de pensamento de Galileu pode ser generalizada para tudo. Mas a PE não.
Agentes de campo que não sofrem ação gravitacional estão fora.
"Se curvam" (parecem se curvar) com a aceleração mas não se curvam com o campo gravitacional.
A luz também é assim.
O que é emitido por cargas também.
O campo elétrico gerado por uma carga dentro de um elevador acelerado será diferente do campo elétrico dentro do mesmo elevador se ele estiver apoiado no solo de um planeta (espero que não tenha cargas no solo do planeta [:-)]).

Eu sei que parece um absurdo isto que eu estou falando aqui, mas acho que aqui é o melhor lugar para falar estes "absurdos".
:-)

Hélio



#81914 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Sáb, 21 de Abr de 2012 2:58 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Alberto Mesquita Filho

Sent: Friday, April 20, 2012 2:39 PM

To: ciencialist@...

Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 

Olá, meus caros

 

Na msg 81900 (acima citada) firmei o seguinte: «Acho que podemos evoluir em outra(s) direção(ões). Tentarei fazer isto a partir de hoje...». Vamos então viajar nesta onda.

 

Considerações Iniciais:

 

Na msg 81845 sugeri uma versão para o paradoxo da carga acelerada em que a mesma executaria um movimento harmônico simples (mhs) e, desta forma, estaria a emitir «uma onda eletromagnética pra ninguém botar defeito». Frente aos questionamentos apresentados, em especial pelo Belmiro na msg 81847, julguei por bem esclarecer o porquê desta sofisticação, o que foi feito na msg 81860. Como disse aí, os motivos são vários. Continuo pensando assim, a despeito de que um dos argumentos, associado a uma experiência de pensamento que bolei, não tenha se mostrado tão convincente nas discussões que se sucederam. As coisas se complicaram um pouco: o Belmiro, num repente bastante inteligente (msg 81893), acrescentou um como que «demônio de Maxwell» a sacanear a «experiência» Alegre e graças a isto eu achei conveniente deixá-la de lado. Valeu a tentativa, mas vamos em frente. Continuo com o pensamento de que a sofisticação (carga em mhs) não é tão sem sentido.

 

Pois bem. Nesta msg 81845, que agora estou procurando complementar, eu havia apresentado apenas um dos lados da questão, aquele em que o laboratório como um todo estaria oscilando em mhs. Ficou faltando o outro lado da questão: aquele a aplicar ao laboratório, agora em repouso, um campo gravitacional supostamente equivalente. Teria que ser então um campo gravitacional variável no tempo e a simular a oscilaçao do laboratório.

 

Lançado este problema, quase como um desafio, surgiram algumas propostas interessantes, obviamente fantasiosas, pois estamos no terreno das experiências de pensamento. O Léo contribuiu com a msg 81848 a destacar uma figura (Ü clique aqui pois a figura não aparece nas páginas web da Ciencialist). O Hélio, na msg 81869, também deu a sua sugestão a assemelhar-se bastante com uma que eu apresentei há alguns anos e cujo esquema está reproduzido abaixo (figura 5), assim como na msg 81872.

 

O outro lado da questão:

 

Abaixo estão esquematizadas duas propostas. 1) Na primeira, dois planetas oscilam da maneira mostrada na figura 5 e o laboratório permanece em repouso (em relação às estrelas fixas Estrela) e entre os dois planetas. Não está representado o mecanismo utilizado para fixar o laboratório. 2) Na segunda o laboratório está também em repouso (em relação às estrelas fixas Estrela) e situado entre dois corpos imensos, envoltos por uma película comum e constituídos de um material fluido de elevada densidade; e tal que esse fluido oscile, através de condutos rígidos, caminhando entre um corpo «planetário» e o outro, como mostrado na figura 6 abaixo [as figuras 1 a 4 estão na msg 81845].

 

aniosgrav2

 

aniosgrav1

 

 Figura 5
Se a figura não estiver visível

clique aqui

 

Figura 6
Se a figura não estiver visível

clique aqui

 

Deixarei de comentar possíveis efeitos colaterais inerentes ao modelo representado na figura 6 [se alguém estiver interessado em conhecê-los foram relatados na msg 7781, mas são detalhes que podem por ora serem deixados de lado].

 

O problema em si:

 

Estes exemplos foram imaginados com a finalidade de mostrar que não é tão absurda a idéia de se confrontar as duas situações aparentemente equivalentes, quais sejam:

  1. Uma em que existe o movimento do laboratório (mhs), por exemplo, em relação às estrelas fixas e na ausência de qualquer campo gravitacional ( vide figuras na msg 81845);
  2. Outra em que existe uma oscilação gravitacional num laboratório em repouso em relação às mesmas estrelas fixas (msg atual).

Se um observador, no interior do laboratório, conseguir distinguir, pela experimentação, e sem olhar pela janela, uma situação da outra, o princípio da equivalência (PE) terá sido violado.

Temas a serem discutidos:

 

Uma vez apresentado o problema, resumo abaixo a maneira como pretendo evoluir na discussão do problema. Cada item retrata uma maneira de abordar o assunto e/ou de proceder a uma análise. Sempre que possível essas análises serão apresentadas para serem discutidas comparando a situação atual com aquela observada no caso mais simples, qual seja, o da carga acelerada uniformemente (mrua) e a contrastar com o campo gravitacional uniforme.

  1. Verificação da validade do PE para o caso ora apresentado (msg 81845 e msg atual);
  2. Abordagem do problema de modo análogo àquele observado na queda livre em um campo gravitacional uniforme (elevador de Einstein);
  3. Se o problema pode, à primeira vista, ser solucionado utilizando exclusivamente a física clássica, porque é que os autores modernos preferem as explicações a utilizarem ou a métrica de Minkowski ou a teoria quântica?;
  4. Questões relacionadas à onda eletromagnética emitida em cada uma das situações, a incluírem a energia da onda e a como esta energia pode ou não ser observada nos vários referenciais;
  5. Questões relacionadas ao agente emissor dessas ondas eletromagnéticas, qual seja, à carga elétrica em questão, bem como à reposição energética, quando for o caso (emissão de energia radiante).
  6. Outros assuntos a serem sugeridos pelos debatedores, agora ou durante o calor da discussão.

O item 1 é simples e sob esse aspecto não há muito o que ser discutido. É suficiente generalizar as opiniões já emitidas tanto pelo Belmiro quanto pelo Léo para acreditarmos, pelo menos por ora, que o PE deve dar conta desta situação. Na situação mostrada na figura 4 (laboratório oscilante), o observador (figura 3) e seus equipamentos (sensores, etc.) oscilam junto com a carga não sendo possível, desta maneira, detectar a onda. Nas situações gravito-equivalentes (figura 5 e 6 acima), ao que tudo indica as cargas permanecem em repouso no referencial inercial (estrelas fixas) e portanto podemos assumir, salvo maior juízo, que não devem emitir ondas eletromagnéticas. Consequentemente, em nenhum dos dois casos o observador situado no laboratório conseguirá saber se está em uma das situações (oscilação propriamente dita) ou na outra (campo oscilatório), corroborando então o que diz o PE.

 

Um problema interessante surgiu na conversa com os meus botões e foi a seguinte: Não poderíamos ter um desses sensores (sugeridos pelo Léo) no interior do laboratório mas não fixo ao mesmo? Como no primeiro caso (figura 4) g é nulo, este sensor irá oscilar tanto em relação à carga quanto em relação ao observador e, portanto, acusará a existência de uma onda emitida pela carga [Nota: o laboratório deverá ser maior do que aquele representado na figura, para que o sensor não bata nas paredes do mesmo]. No segundo caso (figura 5 ou 6 acima) o sensor também irá oscilar em relação à carga (pois ele estará livre no espaço e sujeito a um campo g variável no tempo), ainda que tanto o observador interno quanto a carga permaneçam em repouso. Ou seja, este sensor também fornecerá um resultado consistente com o PE. Em teoria este sensor irá registrar uma onda eletromagnética que aparentemente não existe (*) (seria uma onda virtual?). Esta onda também não será observada por nenhum observador externo ao laboratório e que não esteja sujeito aos campos gravitacionais considerados (seja por estar fixo às estrelas fixas Estrela, seja por estar observando a oscilação planetária a uma distância convenientemente longínqua).

 

(*) Por ser este um assunto aparentemente inexistente, deixo para que seja melhor discutido pelo Hélio Smiley piscando, que parece gostar dessas inexistências sob o aspecto não quântico.

 

Pois bem, vou parar por aqui. Deixarei os demais itens (2 a 5) para reflexões futuras. Se alguém quiser se adiantar e tecer considerações a respeito de qualquer desses 5 itens, e não apenas do primeiro, fique à vontade para tal.

 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#81915 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Sáb, 21 de Abr de 2012 11:54 pm
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Depois que mandei, percebi que a MSG abaixo precisava de outros esclarecimentos.

Então vamos aos PSs que aqui significa pós-sent (em inglês para ficar chic) :-)
Se fosse em português seria PE (pós-enviado) e iria complicar ainda mais a discussão sobre a PE.
:-)

PS1:
O PE de Galileu (aquele do porão do navio) é algo muito mais grandioso que este PE envolvendo acelerações. Não tem comparação.
Do PE de Galileu sai que parado=MRU. Dentro no navio ele não vai saber e se olhar pela janela falará está se movendo pois está vendo as ondas características que o navio faz na água. Mas esta conclusão é precipitada pois ele pode considerar-se parado e a Terra se movendo. Ou seja, ao olhar pela janela, a dúvida continua, ou pelo menos deveria continuar pois Parado=MRU. Esta é a verdadeira Relatividade. E será em todos os sentidos. Até a luz. Se o navio está em inércia (Parado=MRU) a velocidade da luz dentro dela será c. Logo para um observador externo será (ou seria se não fosse o ar) c+v onde v é a velocidade do navio em relação a sete observador.

PS2:
Neste PE que envolve aceleração e campo gravitacional, ao abrir a janela e olhar para fora, o mistério fica desvendado. E, além disto não serve para tudo, só para massa. Não serve para carga.

Hélio


De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Para: "ciencialist@..." <ciencialist@...>
Enviadas: Sexta-feira, 20 de Abril de 2012 22:30
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 
Oi Alberto, Belmiro e Léo,

Sobre o empuxo de Léo.
Isto rola há séculos na c-list e por falha minha, eu ainda não tinha dado a atenção que merece.

Agora eu vi, reli e matutei sobre.

Infelizmente vou ser obrigado a fazer o papel de advogado do diabo.

Para coisas com massa, o PE está correto, mas Einstein não. (calma que eu explico depois)

No PE a comparação poder ser de duas formas (duas duplas)

1 - Um elevador em queda livre comparado com um elevador perdido no espaço (não acelerado e sem campo gravitacional).

2 - Um elevador parado (apoiado em algo) sob a ação do campo gravitacional comparado com um elevador acelerando no sentido contrário.

O Léo propôs a comparação de uma queda livre com uma aceleração de mesmo sentido. Ou seja, não é nenhum destes dois pares.

Se faço um dos dois pares de comparações (1 ou 2) acima, os resultados serão os mesmos.

Não existe nenhuma experiência envolvendo coisas que sofrem a ação gravitacional que identifique uma das duas situações em cada par.

Ou seja, se a pessoa dentro do elevador se sentir flutuando, ela não saberá em que situação da comparação 1 está.

E se ela sentir os pés (ou outra parte do corpo) apertada no chão (ou nas paredes), não saberá em que situação da comparação 2 está.

Sim, é o Hélio mesmo que está falando.

Mas agora vocês vão me reconhecer.

O que falei aí em cima não é invenção do Einstein, é mecânica Newtoniana. Sai diretamente da física clássica.

Massa é massa (proporcional à quantidade de matéria). Massa é uma grandeza intrínseca do corpo. Ela não depende da força que age no corpo.

Esta invenção de dar nomes diferentes para a mesma coisa confunde muito. Nunca existiu esta coisa de "massa gravitacional" e "massa inercial", massa é massa e pronto.

Logo, dizer que "massa gravitacional" é igual a "massa inercial" é não dizer nada.

Léo, a sua experiência envolve somente massas (da bolinha, da água, do recipiente, da corda), a diferença de pressão está relacionada com massa também. Então a PE vale.

O problema é que o Einstein fez o que sempre faz: generalizou!
A experiência de pensamento de Galileu pode ser generalizada para tudo. Mas a PE não.
Agentes de campo que não sofrem ação gravitacional estão fora.
"Se curvam" (parecem se curvar) com a aceleração mas não se curvam com o campo gravitacional.
A luz também é assim.
O que é emitido por cargas também.
O campo elétrico gerado por uma carga dentro de um elevador acelerado será diferente do campo elétrico dentro do mesmo elevador se ele estiver apoiado no solo de um planeta (espero que não tenha cargas no solo do planeta [:-)]).

Eu sei que parece um absurdo isto que eu estou falando aqui, mas acho que aqui é o melhor lugar para falar estes "absurdos".
:-)

Hélio






#81916 De: Hélio Carvalho <helicar_br@...>
Data: Dom, 22 de Abr de 2012 2:50 am
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
helicar_br
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Alberto,

Vou responder em verde.


De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sábado, 21 de Abril de 2012 11:58
Assunto: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada

 
From: Alberto Mesquita Filho
Sent: Friday, April 20, 2012 2:39 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 Olá, meus caros
 Na msg 81900 (acima citada) firmei o seguinte: «Acho que podemos evoluir em outra(s) direção(ões). Tentarei fazer isto a partir de hoje...». Vamos então viajar nesta onda.
 Considerações Iniciais:
 Na msg 81845 sugeri uma versão para o paradoxo da carga acelerada em que a mesma executaria um movimento harmônico simples (mhs) e, desta forma, estaria a emitir «uma onda eletromagnética pra ninguém botar defeito». Frente aos questionamentos apresentados, em especial pelo Belmiro na msg 81847, julguei por bem esclarecer o porquê desta sofisticação, o que foi feito na msg 81860. Como disse aí, os motivos são vários. Continuo pensando assim, a despeito de que um dos argumentos, associado a uma experiência de pensamento que bolei, não tenha se mostrado tão convincente nas discussões que se sucederam. As coisas se complicaram um pouco: o Belmiro, num repente bastante inteligente (msg 81893), acrescentou um como que «demônio de Maxwell» a sacanear a «experiência» Alegre e graças a isto eu achei conveniente deixá-la de lado. Valeu a tentativa, mas vamos em frente. Continuo com o pensamento de que a sofisticação (carga em mhs) não é tão sem sentido.
A evolução espacial da emissões de uma carga, a princípio, viola sim o PE. Claro que o resultado dependerá da presença ou ausência de ar dentro do elevador (ou laboratório).
Estou tentando entender cada situação proposta por você. Mas acho que não é necessário complicar a experiência como você está fazendo e continua ainda mais aí embaixo. Se a situação mais simples envolvendo carga acelerada (o perfil de campo elétrico de uma  carga fixada na parede de num elevador acelerado) já viola a PE então todos as sofisticações também vão. Num elevador acelerado com uma carga fixada vai aparecer um perfil de emissão (campo elétrico), diferente de quando ele está sob a superfície de um planeta (vácuo no elevador e sensor de campo interno). Com ar, este efeito (diferença) será minimizado.
A figura 1 da MSG 81845 representa uma carga oscilante dentro de um elevador, então, para mim, o medidor medirá a onda se ele estiver apoiado na superfície do planeta e medirá uma onda distorcida se ele estiver acelerado.

Pois bem. Nesta msg 81845, que agora estou procurando complementar, eu havia apresentado apenas um dos lados da questão, aquele em que o laboratório como um todo estaria oscilando em mhs. Ficou faltando o outro lado da questão: aquele a aplicar ao laboratório, agora em repouso, um campo gravitacional supostamente equivalente. Teria que ser então um campo gravitacional variável no tempo e a simular a oscilaçao do laboratório.
Lançado este problema, quase como um desafio, surgiram algumas propostas interessantes, obviamente fantasiosas, pois estamos no terreno das experiências de pensamento. O Léo contribuiu com a msg 81848 a destacar uma figura (Ü clique aqui pois a figura não aparece nas páginas web da Ciencialist). O Hélio, na msg 81869, também deu a sua sugestão a assemelhar-se bastante com uma que eu apresentei há alguns anos e cujo esquema está reproduzido abaixo (figura 5), assim como na msg 81872.
 O outro lado da questão:
 Abaixo estão esquematizadas duas propostas. 1) Na primeira, dois planetas oscilam da maneira mostrada na figura 5 e o laboratório permanece em repouso (em relação às estrelas fixas Estrela) e entre os dois planetas. Não está representado o mecanismo utilizado para fixar o laboratório. 2) Na segunda o laboratório está também em repouso (em relação às estrelas fixas Estrela) e situado entre dois corpos imensos, envoltos por uma película comum e constituídos de um material fluido de elevada densidade; e tal que esse fluido oscile, através de condutos rígidos, caminhando entre um corpo «planetário» e o outro, como mostrado na figura 6 abaixo [as figuras 1 a 4 estão na msg 81845].
 
aniosgrav2
 
aniosgrav1
 
 Figura 5
Se a figura não estiver visível
clique aqui
 
Figura 6
Se a figura não estiver visível
clique aqui
Deixarei de comentar possíveis efeitos colaterais inerentes ao modelo representado na figura 6 [se alguém estiver interessado em conhecê-los foram relatados na msg 7781, mas são detalhes que podem por ora serem deixados de lado].
 O problema em si:
 Estes exemplos foram imaginados com a finalidade de mostrar que não é tão absurda a idéia de se confrontar as duas situações aparentemente equivalentes, quais sejam:
Equivalentes para a PE e Einstein.
  1. Uma em que existe o movimento do laboratório (mhs), por exemplo, em relação às estrelas fixas e na ausência de qualquer campo gravitacional ( vide figuras na msg 81845);
  2. Outra em que existe uma oscilação gravitacional num laboratório em repouso em relação às mesmas estrelas fixas (msg atual).
A figura 4 da MSG 18845 mostra a carga fixada no elevador (laboratório). Para mim, se o laboratório estiver em mhs, o observador interno vai medir distorções periódicas no perfil do campo elétrico gerado pela carga. Será algo diferente da onda observada pelo observador externo.
Mas se forem dois planetas oscilando nas vizinhanças tanto o observador interno quanto o externo só mediram o campo elétrico gerado pela carga parada (imaginando que o material do planeta não afete o campo). Logo, o observador interno consegue distinguir. O PE não é válido para esta e todas as situações que envolvam os agentes de campo que não são afetados por campo gravitacional.

Se um observador, no interior do laboratório, conseguir distinguir, pela experimentação, e sem olhar pela janela, uma situação da outra, o princípio da equivalência (PE) terá sido violado.
Temas a serem discutidos:
 Uma vez apresentado o problema, resumo abaixo a maneira como pretendo evoluir na discussão do problema. Cada item retrata uma maneira de abordar o assunto e/ou de proceder a uma análise. Sempre que possível essas análises serão apresentadas para serem discutidas comparando a situação atual com aquela observada no caso mais simples, qual seja, o da carga acelerada uniformemente (mrua) e a contrastar com o campo gravitacional uniforme.
  1. Verificação da validade do PE para o caso ora apresentado (msg 81845 e msg atual);
  2. Abordagem do problema de modo análogo àquele observado na queda livre em um campo gravitacional uniforme (elevador de Einstein);
  3. Se o problema pode, à primeira vista, ser solucionado utilizando exclusivamente a física clássica, porque é que os autores modernos preferem as explicações a utilizarem ou a métrica de Minkowski ou a teoria quântica?;
  4. Questões relacionadas à onda eletromagnética emitida em cada uma das situações, a incluírem a energia da onda e a como esta energia pode ou não ser observada nos vários referenciais;
  5. Questões relacionadas ao agente emissor dessas ondas eletromagnéticas, qual seja, à carga elétrica em questão, bem como à reposição energética, quando for o caso (emissão de energia radiante).
  6. Outros assuntos a serem sugeridos pelos debatedores, agora ou durante o calor da discussão.
O item 1 é simples e sob esse aspecto não há muito o que ser discutido. É suficiente generalizar as opiniões já emitidas tanto pelo Belmiro quanto pelo Léo para acreditarmos, pelo menos por ora, que o PE deve dar conta desta situação. Na situação mostrada na figura 4 (laboratório oscilante), o observador (figura 3) e seus equipamentos (sensores, etc.) oscilam junto com a carga não sendo possível, desta maneira, detectar a onda. Nas situações gravito-equivalentes (figura 5 e 6 acima), ao que tudo indica as cargas permanecem em repouso no referencial inercial (estrelas fixas) e portanto podemos assumir, salvo maior juízo, que não devem emitir ondas eletromagnéticas. Consequentemente, em nenhum dos dois casos o observador situado no laboratório conseguirá saber se está em uma das situações (oscilação propriamente dita) ou na outra (campo oscilatório), corroborando então o que diz o PE.
Um problema interessante surgiu na conversa com os meus botões e foi a seguinte: Não poderíamos ter um desses sensores (sugeridos pelo Léo) no interior do laboratório mas não fixo ao mesmo? Como no primeiro caso (figura 4) g é nulo, este sensor irá oscilar tanto em relação à carga quanto em relação ao observador e, portanto, acusará a existência de uma onda emitida pela carga [Nota: o laboratório deverá ser maior do que aquele representado na figura, para que o sensor não bata nas paredes do mesmo]. No segundo caso (figura 5 ou 6 acima) o sensor também irá oscilar em relação à carga (pois ele estará livre no espaço e sujeito a um campo g variável no tempo), ainda que tanto o observador interno quanto a carga permaneçam em repouso. Ou seja, este sensor também fornecerá um resultado consistente com o PE. Em teoria este sensor irá registrar uma onda eletromagnética que aparentemente não existe (*) (seria uma onda virtual?). Esta onda também não será observada por nenhum observador externo ao laboratório e que não esteja sujeito aos campos gravitacionais considerados (seja por estar fixo às estrelas fixas Estrela, seja por estar observando a oscilação planetária a uma distância convenientemente longínqua).
 
(*) Por ser este um assunto aparentemente inexistente, deixo para que seja melhor discutido pelo Hélio Smiley piscando, que parece gostar dessas inexistências sob o aspecto não quântico.
  :-)
Pois bem, vou parar por aqui. Deixarei os demais itens (2 a 5) para reflexões futuras. Se alguém quiser se adiantar e tecer considerações a respeito de qualquer desses 5 itens, e não apenas do primeiro, fique à vontade para tal.
E eu, para resumir, digo. Eu não acho que existe um verdadeiro paradoxo. Pelo menos, se "paradoxo" tiver o significado que eu acho que tem. Na proposta de Einstein, tudo sofre influência do campo gravitacional, inclusive outro campo. Logo, não existe paradoxo nesta proposta. O que existe é uma proposta que, na minha opinião, não condiz com a realidade.
Na alternativa a isto, ou seja, agentes de campo (ou simplesmente "campo", como queiram) não são deflexionados pela gravidade, também não há paradoxo.

No caso dos gêmeos, existe um paradoxo quando existe simetria e a teoria (TRE de E.) diz que cada um deve encontrar o outro mais jovem. É um paradoxo inerente à teoria.


Hélio.




[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



#81917 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Dom, 22 de Abr de 2012 4:23 am
Assunto: O caso da borboleta (não necessariamente Atíria)
rmtakata
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#81918 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Dom, 22 de Abr de 2012 5:56 am
Assunto: Re: O paradoxo da carga acelerada
ecientificoc...
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From: Hélio Carvalho
Sent: Saturday, April 21, 2012 11:50 PM
To: ciencialist@...
Subject: Re: [ciencialist] O paradoxo da carga acelerada
 
Olá Hélio
 

Hélio: A evolução espacial da emissões de uma carga, a princípio, viola sim o PE. Claro que o resultado dependerá da presença ou ausência de ar dentro do elevador (ou laboratório).

Estou tentando entender cada situação proposta por você. Mas acho que não é necessário complicar a experiência como você está fazendo e continua ainda mais aí embaixo. Se a situação mais simples envolvendo carga acelerada (o perfil de campo elétrico de uma carga fixada na parede de num elevador acelerado) já viola a PE então todos as sofisticações também vão.

 

Alberto: Mas isto é você quem está afirmando e ainda não entendi baseado em quê você afirma isto (violação do PE). Eu conheço sim uma infinidade de explicações de vários tipos e a demonstrarem justamente o contrário. Algumas aparentemente lógicas, algumas absurdas, algumas a utilizarem a matemágica relativista e algumas a utilizarem elucubrações estratosféricas e quânticas. Nenhuma me satisfaz 100%, mas isto não significa que estejam erradas. Parece estar faltando aí algum condimento, e é isto o que eu tenho procurado em minhas sofisticações.

 

As explicações mais simples e a sustentarem o PE são aquelas que foram apresentadas recentemente pelo Belmiro e pelo Léo. São clássicas no sentido que atendem ao eletromagnetismo (EM) de Maxwell, a incluir o caráter não mecanicista deste EM (isto não significa dizer que sejam explicações relativistas no sentido moderno do termo -- o EM de Maxwell tem se mostrado irredutível ao mecanicismo, mas isto não é o mesmo que dizer que ele é relativista no sentido moderno do termo). Estou procurando aceitar estas explicações como verdadeiras, ainda que por hipótese. O que tenho escrito tem levado em conta esta possibilidade.

 

No mais, não conheço nenhuma citação nem nenhum argumento a demonstrar a violação do PE, que você está assumindo como líquida e certa.

 

Hélio: Num elevador acelerado com uma carga fixada vai aparecer um perfil de emissão (campo elétrico), diferente de quando ele está sob a superfície de um planeta (vácuo no elevador e sensor de campo interno). Com ar, este efeito (diferença) será minimizado.

 

Também não conheço nenhum dado experimental, como você parece estar sugerindo, a contradizer de maneira definitiva o PE.

 

Hélio: A figura 1 da MSG 81845 representa uma carga oscilante dentro de um elevador, então, para mim, o medidor medirá a onda se ele estiver apoiado na superfície do planeta e medirá uma onda distorcida se ele estiver acelerado.

 
Não, a figura 1 mostra apenas uma carga oscilante. Não existe aí nenhum elevador. O elevador começa a ser considerado a partir da figura 3 e neste caso a carga está fixa nas paredes do laboratório (ou elevador, se quiser). Como afirmei nesta msg (81845): «Vamos considerar a carga em repouso no laboratório e fixa às paredes do laboratório por uma barra rígida e de material isolante, como mostra a figura 3.» Este laboratório pode ser pensado como um elevador oscilante. Se o laboratório oscilar, a carga oscilará para um observador externo ao mesmo.
 

Hélio: A figura 4 da MSG 81845 mostra a carga fixada no elevador (laboratório).

 

Na realidade é a figura 3. A figura 4 mostra o laboratório em mhs e visto por um observador externo, sem mostrar a carga.

 

Hélio: Para mim, se o laboratório estiver em mhs, o observador interno vai medir distorções periódicas no perfil do campo elétrico gerado pela carga.

 

Qual é a teoria a lhe permitir esta suposição? Veja que carga, o observador e o equipamento laboratorial estão em repouso, cada um em relação aos demais; ainda que os três estejam em mhs em relação a um observador externo e situado em um referencial inercial.

 

Hélio: Será algo diferente da onda observada pelo observador externo.

 

Provavelmente sim. A minha dúvida é se este «algo» não seria a ausência de onda.

 

Hélio: Mas se forem dois planetas oscilando nas vizinhanças tanto o observador interno quanto o externo só mediram o campo elétrico gerado pela carga parada (imaginando que o material do planeta não afete o campo). Logo, o observador interno consegue distinguir. O PE não é válido para esta e todas as situações que envolvam os agentes de campo que não são afetados por campo gravitacional.

 
Bem, a esse respeito eu ainda não disse nada. Acho apenas que a coisa é um pouco mais complicada do que você está imaginando, mas este é um trunfo que mostrarei no momento oportuno (e não é nada que decorra das minhas teorias, mas a apoiar-se em conhecimentos clássicos). Por enquanto limitar-me-ei a considerar a carga elétrica como ela tem sido descrita nos livros de EM.
 

Hélio: E eu, para resumir, digo. Eu não acho que existe um verdadeiro paradoxo. Pelo menos, se "paradoxo" tiver o significado que eu acho que tem. Na proposta de Einstein, tudo sofre influência do campo gravitacional, inclusive outro campo. Logo, não existe paradoxo nesta proposta. O que existe é uma proposta que, na minha opinião, não condiz com a realidade.
Na alternativa a isto, ou seja, agentes de campo (ou simplesmente "campo", como queiram) não são deflexionados pela gravidade, também não há paradoxo.
No caso dos gêmeos, existe um paradoxo quando existe simetria e a teoria (TRE de E.) diz que cada um deve encontrar o outro mais jovem. É um paradoxo inerente à teoria.

 

Não sei se eu entendi, acho que não. No caso dos gêmeos, o paradoxo refere-se a uma teoria, a TRE. No caso das cargas aceleradas, o paradoxo não está se referindo a nenhuma teoria, mas a um princípio avulso, o PE. O PE é independente da TRG, ainda que a TRG tenha sido construída a partir do PE. De maneira ultra-simplificada poderíamos dizer que TRG = TRE + PE (não é exatamente isto, mas é quase isto). Consequentemente, o PE poderá ser verdadeiro, mesmo que a TRG venha a ser falseada e de maneira definitiva. Há quem diga que este é um dos paradoxos mais famosos do século XX [http://arxiv.org/pdf/physics/0506049v5.pdf].

 

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#81919 De: "Eduardo Torres" <dudutorres@...>
Data: Dom, 22 de Abr de 2012 6:28 pm
Assunto: Artigo cientifico brasileiro sobre o Paradoxo da Carga Acelerada
dudutorres
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Alguem ja' leu?:

----------------

The radiation of a uniformly accelerated charge is beyond the horizon: a simple
derivation

Abstract:

We show, by exploring some elementary consequences of the covariance of
Maxwell's equations under general coordinate transformations, that, despite
inertial observers can indeed detect electromagnetic radiation emitted from a
uniformly accelerated charge, comoving observers will see only a static electric
field. This simple analysis can help understanding one of the most celebrated
paradoxes of last century.

Authors: Camila de Almeida, Alberto Saa

--------------

Vou tentar uploadar pra lista.

Abs,
Eduardo Torres

#81920 De: ciencialist@...
Data: Dom, 22 de Abr de 2012 6:29 pm
Assunto: Novo arquivo carregado em ciencialist
ciencialist@...
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Olá,

Esta mensagem é uma notificação para informá-lo que um novo arquivo foi
adicionado no grupo ciencialist.

   Arquivo         : /Artigo_Paradoxo_Carga_Acelerada.pdf
   Carregado por   : dudutorres <dudutorres@...>
   Descrição       : Artigo cientifico brasileiro sobre o Paradoxo da Carga
Acelerada

Você pode acessar o arquivo pela URL:

http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/files/Artigo_Paradoxo_Carga_Acelera\
da.pdf

Para saber mais sobre compartilhamento de arquivos no grupo, leia:

http://help.yahoo.com/help/br/groups/files

Atenciosamente,

dudutorres <dudutorres@...>

#81921 De: "Eduardo Torres" <dudutorres@...>
Data: Dom, 22 de Abr de 2012 6:35 pm
Assunto: Re: Artigo cientifico brasileiro sobre o Paradoxo da Carga Acelerada
dudutorres
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Ja' consegui fazer o upload.

Interessante conclusao do artigo:

--------------

The detection of radiation is not the only paradox involving accelerated
charges. Another very interesting paradox
is related to the radiation reaction force. As we discussed, an inertial
observer detects the radiation emitted by a
uniformly accelerated charge. He/she can even calculate the (nonvanishing) total
radiated power. But we know from
classical electrodynamics that the radiation reaction force vanishes for a
constant proper acceleration.6 Hence, what
is acting as the source of the radiated power? How is it possible to conserve
energy in this case? Interesting questions,
but that's another story . . .

---------------

Pelo repasse,
Eduardo Torres

PS: A Camila e o Alberto sao membros da Ciencialist?

;-)

--- Em ciencialist@..., "Eduardo Torres" <dudutorres@...>
escreveu
>
> Alguem ja' leu?:
>
> ----------------
>
> The radiation of a uniformly accelerated charge is beyond the horizon: a
simple derivation
>
> Abstract:
>
> We show, by exploring some elementary consequences of the covariance of
Maxwell's equations under general coordinate transformations, that, despite
inertial observers can indeed detect electromagnetic radiation emitted from a
uniformly accelerated charge, comoving observers will see only a static electric
field. This simple analysis can help understanding one of the most celebrated
paradoxes of last century.
>
> Authors: Camila de Almeida, Alberto Saa
>
> --------------
>
> Vou tentar uploadar pra lista.
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>

#81922 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Dom, 22 de Abr de 2012 8:44 pm
Assunto: Re: Re: Artigo cientifico brasileiro sobre o Paradoxo da Carga Acelerada
ecientificoc...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá Eduardo
 
Responderei as duas msgs em uma só:
 
> Alguem ja' leu?:
 
Li há muito tempo, mas já esqueci dos detalhes. Guardei apenas os aspectos fundamentais, dois dos quais você reproduziu nessas duas msgs. Atualmente pode ser acessado gratuitamente em  http://arxiv.org/pdf/physics/0506049v5.pdf
 
> «We show, by exploring some elementary consequences of the covariance of Maxwell's equations under general coordinate transformations, that, despite inertial observers can indeed detect electromagnetic radiation emitted from a uniformly accelerated charge, comoving observers will see only a static electric field. This simple analysis can help understanding one of the most celebrated paradoxes of last century.»
 
Vejo aí um certo enfeite desnecessário. O Belmiro e o Léo chegaram à mesma conclusão apenas com dados operacionais relacionados à teoria de Maxwell, deixando as equações, bem como a covariancia, de lado. Enfim, como é para justificar o artigo, e o artigo procura identificar uma certa superficialidade nesta conclusão direta, o enfeite chega a fazer sentido. O mesmo não posso dizer da matemágica que se segue. ;-)
 
> Interessante conclusao do artigo: «The detection of radiation is not the only paradox involving accelerated charges. Another very interesting paradox is related to the radiation reaction force. As we discussed, an inertial observer detects the radiation emitted by a uniformly accelerated charge. He/she can even calculate the (nonvanishing) total radiated power. But we know from classical electrodynamics that the radiation reaction force vanishes for a constant proper acceleration.6 Hence, what is acting as the source of the radiated power? How is it possible to conserve energy in this case? Interesting questions, but that's another story . . .»
 
Concordo contigo, a conclusão é interessante. Acho, não obstante, que são coisas aparentadas e inerentes ao paradoxo. É aí justamente que vejo uma certa fraqueza nas argumentações quantum-relativistas a justificarem muitos de seus voos estratosféricos (radiação de Hawking, de Unruh, buracos negros e outros bichos). Sem dúvida seria interessante explorar a fundo esta questão. e quero ver até onde conseguirei ir utilizando uma argumentação clássica. Coisa que os demais participantes do debate parece ainda não terem entendido, qual seja, o porquê da minha insistência em sofisticar um problema à primeira vista elementar.
 
> PS: A Camila e o Alberto sao membros da Ciencialist?
 
Que eu saiba, não.
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

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