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ciencialist · Ciência

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#79590 De: Kentaro Mori <kentaro.mori@...>
Data: Seg, 30 de Jan de 2012 12:01 pm
Assunto: Anamorfose, Constelações e Extraterrestres
kmoribr
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http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/7688/anamorfose-constelaes-e-extraterrestres

Anamorfose, Constelações e Extraterrestres




fedcomiteanamorphosis.png destaques

Trabalho sensacional de fdecomite: a partir de uma série de linhas redondas, cria-se um reflexo composto de linhas na esfera metálica, em um exemplo de anamorfose. Apenas através do reflexo na esfera pode-se ver a imagem deliberadamente construída e de certa forma oculta nas linhas originais.

Um dos primeiros exemplos de arte anamórfica foi criado por ninguém menos que Leonardo Da Vinci:

Mas de certa forma o efeito de perspectiva por trás da anamorfose está em algumas das figuras mais antigas conhecidas pela humanidade, as próprias constelações.

Starlightd1 destaques

As figuras que traçamos entre as estrelas distantes só são constelações vistas a partir da Terra – e em períodos temporais específicos, dependendo da velocidade com que as estrelas se movimentam. A figura de uma constelação pode ser composta por pontos de luz distantes tridimensionalmente muitos anos-luz, e o divertido jogo acima demonstra o efeito Aprendendo com a Constelação de Homer Simpson.

Mas onde entram os extraterrestres? Talvez você não saiba, mas aqueles extraterrestres cabeçudos, de pele cinza e grandes olhos negros, são originários de Zeta Reticuli, um sistema estelar binário a apenas 39 anos-luz da Terra.

Como sabemos disto? Em um dos mais conhecidos casos de suposto sequestro por alienígenas, em 1961 Betty Hill diz ter visto um mapa estelar exibido pelos alienígenas em um telão holográfico, indicando as principais estrelas e as rotas de viagem usadas pelos cabeçudos. Sob hipnose, Hill reproduziu os pontos e linhas.

Anos depois, uma professora chamada Marjorie Fish leu o relato de Hill em um livro popular e ficou fascinada com o mapa estelar. Apesar de não ser uma astrônoma, a professora mergulhou na literatura e na informação astronômica disponível à época, e montou um modelo das estrelas próximas capazes de abrigar vida, usando linhas e pequenas bolas. A partir dele, e ao longo de anos, Fish tentou descobrir quais seriam as estrelas que Betty Hill teria visto em seu mapa estelar.

BettyHill StarMap destaques

E foi Fish que identificou que a “combinação exata” que apontava as estrelas principais no mapa alienígena como o sistema de Zeta Reticuli. As estrelas entrariam então para a cultura popular – até Fox Mulder mencionou o fato estabelecido sobre a origem dos aliens cabeçudos.

É uma história fascinante: alienígenas exibem um mapa estelar, e a partir dele uma professora consegue, após muito esforço, identificar a origem de nossos visitantes no Universo. Ufólogos como Stanton Friedman utilizam este elemento como uma peça central a validar o caso de abdução dos Hill. Infelizmente, alguns erros foram cometidos.

Ainda que suponhamos que Betty Hill realmente foi sequestrada por alienígenas e realmente viu um mapa estelar tridimensional, podemos confiar que o esboço que ela rabiscou posteriormente realmente reproduzia de forma acurada o que (talvez) tivesse visto?

hill5 destaques

A resposta é que nunca nenhum pesquisador OVNI realizou este teste com Betty Hill, que já faleceu. Qualquer um pode apreciar intuitivamente que seria difícil a qualquer pessoa, sob hipnose ou não, reproduzir com exatidão um padrão com mais de uma dezena de pontos e linhas de variados tamanhos.

Mas ainda que suponhamos que Betty Hill realmente foi sequestrada por alienígenas, realmente viu um mapa estelar tridimensional e realmente conseguiu reproduzi-lo com precisão em seu esboço, podemos confiar que o trabalho de Marjorie Fish identifica sem ambiguidade o sistema de Zeta Reticuli como o único sistema estelar que se ajusta ao mapa?

A resposta é negativa. Já à época em que foi divulgado, Carl Sagan e Steven Soter – que colaborariam mais tarde na série Cosmos, onde também comentaram o caso – mostraram que o padrão de pontos no mapa de Hill, com a margem de erro que Fish se permitiu, poderia se ajustar a outros sistemas estelares e que a semelhança visual se devia primariamente às linhas desenhadas ente as estrelas. E as linhas eram em grande parte arbitrárias, como a anamorfose das constelações demonstra.

Desde então, falhas ainda mais fundamentais foram encontradas com a ideia de Zeta Reticuli: o próprio catálogo de Gliese de estrelas próximas utilizado como base por Fish tornou-se ultrapassado. Utilizando simplesmente os dados muito mais precisos e completos gerados pelo satélite Hipparcos no início da década de 1990, o astrônomo Brett Holman demonstrou que, aplicando os critérios de Fish, excluindo sistemas estelares incapazes de suportar vida, seis das quinze estrelas que ela escolheu devem ser removidas, destruindo a “combinação exata” encontrada. Mais de um terço dos pontos não encontra combinação, e a crítica original de Sagan e Soter sobre a arbitrariedade de traçar linhas entre pontos aleatórios contra um vasto catálogo estelar se torna ainda mais forte. O artigo de Holman tem o título de “Adeus, Zeta Reticuli”.

Como comenta Robert Schaeffer, ufólogos como Friedman pouco se abalam com essas informações. Apesar de conceder que o catálogo estelar Hipparcos é com certeza mais acurado que o utilizado por Fish, Friedman não aceita a conclusão inevitável que deriva daí que a identificação de Fish deve estar incorreta. Para Friedman, Zeta Reticuli permanece sendo a “base” ainda que essa base só tenha sido apontada através de dados que ele reconhece não serem corretos.

Talvez o casal Hill tenha sido sequestrado por alienígenas, embora haja uma série de evidências de que seu relato – que é tudo que existe para apoiar essa alegação – contêm elementos de fantasia. Talvez sejamos visitados por alienígenas. Mas é muito pouco provável que, como dizia Mulder, eles sejam de Zeta Reticuli e apreciem comer nossos fígados com cebolas.

Incontáveis abduzidos, canalizadores e ufólogos com supostas fontes secretas ou extraterrestrenas passaram a mencionar Zeta Reticuli após o trabalho de Marjorie Fish, sem saber que ao fazê-lo apenas demonstravam como suas fontes são em verdade os erros e enganos muito terrestres e humanos.



#79591 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Qui, 2 de Fev de 2012 8:25 am
Assunto: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
josevictorde...
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Amigos,

Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.

Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.

A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o

movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.

É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.

Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.

Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:

 “É inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo

mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato

mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal

maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a

mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,

um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar

com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser

causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus

leitores. ”

A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,

com a hipótese de que matéria atrai matéria.

Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .

Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.

Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.

Uma verdadeira caixa preta.

Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:

Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,

 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.

Era “só” imaginar que tal comportamento,  “esquesito e inexplicável”, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força” de atração ele deduziu.  

Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.

Teria certamente concluído

Só faltou o tal do quase.

Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:

 “A gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. ”

Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 

Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.

Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,

mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).

Sds,

Victor

 

 

 

 

 


#79592 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Qui, 2 de Fev de 2012 1:42 pm
Assunto: Re: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
ecientificoc...
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-----Mensagem Original-----
From: JVictor
Sent: Thursday, February 02, 2012 6:25 AM
To: ciencialist@...
Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.


Olá Victor

Vou responder fora da ordem e espero não deixar nada de lado.

Victor: Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada
de insônia, mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre
eles os nobres Mesquita e Léo, desaparecidos do fórum, como eu(e vós
outros).

Alberto: Tenho acompanhado todas as msgs mas sem disposição para responder,
mesmo porque, e de há algum tempo, somente têm surgido assuntos que fogem da
minha alçada.

Victor: Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade
entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção e,
(2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos
caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato,
massa)adicionalmente e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente
teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais
tempo. Era “só†imaginar que tal comportamento, “esquesito e
inexplicávelâ€,
só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço,
que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força†de
atração
ele deduziu. Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela
genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter
aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e
muito, muito lógicos.

Alberto: Já ouvi essa conversa antes, creio que lá no ifusp, e portanto você
não está sozinho nesta maneira de pensar. Não concordo e por vários motivos.
Em primeiro lugar, e você sabe disso, não creio na teoria da relatividade
moderna como algo definitivo. Mais cedo ou mais tarde creio que ela será
deixada de lado por não corresponder à realidade. Consequentemente não
acredito que um gênio da estirpe de Newton pudesse, sem outros motivos (que
só surgiram no final do século XIX), pudesse cair neste erro.
Certamente Newton imaginou a questão da queda livre por você apontada
[Aliás, quem imaginou isso pela primeira vez foi Galileu]. Não obstante,
Newton deixou claro que “não inventava hipóteses†e muito menos hipóteses
sem sentido para a época, como esta de propriedades fantasiosas para o
espaço. Aliás, e como mostrarei abaixo, Newton inventou sim especulações a
respeito (e bem diferentes desta proposta por Einstein), e deixou isto
escrito nos Principia. Apenas, e como bom cientista que era, não quis
incorporar estas especulações como hipóteses de sua teoria, mesmo porque não
havia na época respaldo experimental.

Victor: Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que expressou isso,
dizendo: “[...] A gravidade tem de ser causada por um agente, que opera
constantemente, de acordo com certas leis; mas se tal agente é material ou
imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores.â€

Pois é!!! Que agente seria este? Propriedades ficcionistas do espaço, a
exemplo daquelas propostas na teoria de Einstein? Nunca!!! A resposta você
encontrará lendo os Principia. Sim, estou falando no famigerado “espírito da
matériaâ€, o agente dos campos (apud Faraday), que chegou a ser descrito por
Newton (ainda que não o assumisse como hipótese de sua teoria) e concluindo
sua apresentação com as seguintes palavras: “But these things cannot be
explained in a few words; furthermore, there is not a sufficient number of
experiments to determine and demonstrate accurately the laws governing the
actions of this spirit.â€
Na minha modesta opinião estas experiências começaram a surgir no final do
século XIX. Como nesta época boa parte das idéias de Newton haviam sido
deixadas de lado, a ficção tomou conta da física advindo daí as idéias
“relativistas†de Einstein e dos construtores da física quântica. Não
obstante, não tenho dúvidas que estas experiências, bem como aquelas
surgidas no século XX, podem ser perfeitamente descritas utilizando-se dos
agentes newtonianos dos campos, na época chamados por “espírito da
matériaâ€.
Mais detalhes sobre esta minha maneira de pensar você encontrará no meu
site. Em especial, mas não só, no artigo “O movimento absoluto e a física
de
Newtonâ€: http://www.ecientificocultural.com.br/ECC3/movab00.htm

[ ]`s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#79593 De: "Luiz Ferraz Netto" <leo@...>
Data: Qui, 2 de Fev de 2012 3:37 pm
Assunto: Re: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
luizferrazneto
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Olá JVictor,
 
de minha parte, tenho desaparecido por dois motivos: um, a pequenez mental de um tal de Alvaro, um palestrante de tema projetado numa tela para ele ler, e dois, pelo desvio dos assuntos estratosféricos pela qual derivou o CienciaList. Estou fora deste 'horizonte de eventos'.
 
À época, Newton não tinha 'ombro de gigantes' como os conhecemos do séc.XVIII em diante; até a matemática ele teve que providenciar! Não havia nem conceito de campo! A idéia de 'propriedade de um ponto do espaço' era inconcebível; nem mesmo a temperatura era função de ponto!
 
Obviamente não sou nenhum Newton, apesar de saber um pouco sobre operadores de campo,... e mesmo assim não enxergo essa tal de "propriedade do próprio espaço" que vc diz que enxerga numa simples experiência de queda livre. O que vc realmente vê numa queda livre que o leva a pensar numa "propriedade do próprio espaço"?
 
Hoje, e do mesmo modo como o viu Newton, uma maçã cai. De onde vc tiraria a idéia que esta queda é devido a uma força? Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ... e funcionou! Mas dai até pensar na força como realidade física tem muita imaginação a ser vencida. "Atrair", "influência", etc. eram termos vagos à época ... e hoje são usados como se não fossem nada 'vagos' porque se pensa em força como realidade física.
Espaço e tempo deformados são conceitos postos para justificar outra tantada de coisas ... e até funcionam em alguns casos! E por isso vamos pensar que "propriedade do próprio espaço" é realidade física?
 
Vamos deixar assim ... : conforme os homens vão inventando justificações (e nos aproveitamos delas quando funcionam), tudo bem, ... é a 'moda' do momento. No momento as 'modas' são Einstein e Planck (e seus derivados quânticos); aguardemos o amanhã!
 
aquele abraço,
 
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
From: JVictor
Sent: Thursday, February 02, 2012 6:25 AM
Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

Amigos,

Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.

Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.

A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o

movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.

É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.

Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.

Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:

 “É inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo

mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato

mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal

maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a

mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,

um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar

com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser

causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus

leitores. ”

A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,

com a hipótese de que matéria atrai matéria.

Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .

Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.

Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.

Uma verdadeira caixa preta.

Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:

Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,

 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.

Era “só” imaginar que tal comportamento,  “esquesito e inexplicável”, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força” de atração ele deduziu.  

Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.

Teria certamente concluído

Só faltou o tal do quase.

Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:

 “A gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. ”

Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 

Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.

Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,

mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).

Sds,

Victor


#79594 De: luiz silva <luizfelipecsrj@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 2:09 pm
Assunto: Re: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
luizfelipecsrj
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Ola Victor,

Na época do Newton, já existia a matemática necessária para o desenvolvimento da TR ?

Abs
Felipe


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012 6:25
Assunto: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 
Amigos,
Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.
Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.
A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o
movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.
É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.
Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.
Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:
 â€œÃ‰ inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo
mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato
mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal
maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a
mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,
um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar
com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser
causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas
se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus
leitores. â€
A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,
com a hipótese de que matéria atrai matéria.
Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .
Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.
Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.
Uma verdadeira caixa preta.
Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:
Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,
 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.
Era “só†imaginar que tal comportamento,  â€œesquesito e inexplicávelâ€, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força†de atração ele deduziu.  
Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.
Teria certamente concluído
Só faltou o tal do quase.
Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:
 â€œA gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas
se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. â€
Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 
Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.
Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,
mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).
Sds,
Victor
 
 
 
 
 



#79595 De: "Pesky Bee" <peskybee2@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 2:28 pm
Assunto: Re: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
peskybee2
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> Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ...
 
E em se tratando de "força" e de "porradaâ€, os maiores
especialistas são os lutadores de MMA do UFC. Dá para
mostrar ao vivo o efeito de quase todas as leis de Newton.
 
E as lutas também demonstram algumas coisas da relatividade.
Um sujeito que levou um socáço nas fuças pode dizer que,
sob seu ponto de vista, deu uma violenta carada na mão
do oponente.
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Thursday, February 02, 2012 1:37 PM
Subject: Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
 


Olá JVictor,
 
de minha parte, tenho desaparecido por dois motivos: um, a pequenez mental de um tal de Alvaro, um palestrante de tema projetado numa tela para ele ler, e dois, pelo desvio dos assuntos estratosféricos pela qual derivou o CienciaList. Estou fora deste 'horizonte de eventos'.
 
À época, Newton não tinha 'ombro de gigantes' como os conhecemos do séc.XVIII em diante; até a matemática ele teve que providenciar! Não havia nem conceito de campo! A idéia de 'propriedade de um ponto do espaço' era inconcebível; nem mesmo a temperatura era função de ponto!
 
Obviamente não sou nenhum Newton, apesar de saber um pouco sobre operadores de campo,... e mesmo assim não enxergo essa tal de "propriedade do próprio espaço" que vc diz que enxerga numa simples experiência de queda livre. O que vc realmente vê numa queda livre que o leva a pensar numa "propriedade do próprio espaço"?
 
Hoje, e do mesmo modo como o viu Newton, uma maçã cai. De onde vc tiraria a idéia que esta queda é devido a uma força? Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ... e funcionou! Mas dai até pensar na força como realidade física tem muita imaginação a ser vencida. "Atrair", "influência", etc. eram termos vagos à época ... e hoje são usados como se não fossem nada 'vagos' porque se pensa em força como realidade física.
Espaço e tempo deformados são conceitos postos para justificar outra tantada de coisas ... e até funcionam em alguns casos! E por isso vamos pensar que "propriedade do próprio espaço" é realidade física?
 
Vamos deixar assim ... : conforme os homens vão inventando justificações (e nos aproveitamos delas quando funcionam), tudo bem, ... é a 'moda' do momento. No momento as 'modas' são Einstein e Planck (e seus derivados quânticos); aguardemos o amanhã!
 
aquele abraço,
 
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
         luizferraz.netto@...
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     ===========================
----- Original Message -----
From: JVictor
Sent: Thursday, February 02, 2012 6:25 AM
Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
 
 

Amigos,

Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.

Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.

A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o

movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.

É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.

Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.

Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:

“É inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo

mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato

mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal

maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a

mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,

um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar

com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser

causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus

leitores. ”

A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,

com a hipótese de que matéria atrai matéria.

Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .

Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.

Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.

Uma verdadeira caixa preta.

Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:

Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,

(2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.

Era “só” imaginar que tal comportamento,  “esquesito e inexplicável”, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força” de atração ele deduziu. 

Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.

Teria certamente concluído

Só faltou o tal do quase.

Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:

A gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. ”

Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 

Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.

Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,

mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).

Sds,

Victor


#79596 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 2:34 pm
Assunto: RES: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Olá,

 

Não. Não havia nem para implementar as teorias do próprio  Newton. Ele teve que inventar uma, como excelente matemático que era.

 Quem manda ser gênio!

Einstein também não conhecia  o formalismo tensorial, que ainda era uma criança, em seu tempo. E para o qual os físicos e até mesmo matemáticos torciam o nariz, ante as dificuldades(aparentes) que o novo formalismo exibia.  Einstein teve que aprendê-lo, e o fez  muito bem, até dando-lhe uma bela contribuição.  Foi, assim, o primeiro a aplicar o ctensorial à física.

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de luiz silva
Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 15:09
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Ola Victor,

 

Na época do Newton, já existia a matemática necessária para o desenvolvimento da TR ?

 

Abs

Felipe

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012 6:25
Assunto: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Amigos,

Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.

Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.

A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o

movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.

É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.

Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.

Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:

 â€œÃ‰ inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo

mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato

mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal

maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a

mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,

um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar

com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser

causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus

leitores. â€

A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,

com a hipótese de que matéria atrai matéria.

Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .

Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.

Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.

Uma verdadeira caixa preta.

Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:

Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,

 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.

Era “só†imaginar que tal comportamento,  â€œesquesito e inexplicávelâ€, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força†de atração ele deduziu.  

Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.

Teria certamente concluído

Só faltou o tal do quase.

Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:

 â€œA gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. â€

Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 

Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.

Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,

mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).

Sds,

Victor

 

 

 

 

 

 


#79597 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 3:30 pm
Assunto: RES: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
josevictorde...
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“Um sujeito que levou um socáço nas fuças pode dizer que,

sob seu ponto de vista, deu uma violenta carada na mão

do oponente.â€

 

Certamente o “ponto de vista dele†ficou avariado...

 

Não, aqui,  vale mesmo é a 3ª Lei de Newton.

O “relativo†em geral não deixa olho roxo. Mas a 3ª não perdoa.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Pesky Bee
Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 11:29
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

> Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ...

 

E em se tratando de "força" e de "porradaâ€, os maiores

especialistas são os lutadores de MMA do UFC. Dá para

mostrar ao vivo o efeito de quase todas as leis de Newton.

 

E as lutas também demonstram algumas coisas da relatividade.

Um sujeito que levou um socáço nas fuças pode dizer que,

sob seu ponto de vista, deu uma violenta carada na mão

do oponente.

 

*PB*

 

 

 

 

Sent: Thursday, February 02, 2012 1:37 PM

Subject: Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 




Olá JVictor,

 

de minha parte, tenho desaparecido por dois motivos: um, a pequenez mental de um tal de Alvaro, um palestrante de tema projetado numa tela para ele ler, e dois, pelo desvio dos assuntos estratosféricos pela qual derivou o CienciaList. Estou fora deste 'horizonte de eventos'.

 

À época, Newton não tinha 'ombro de gigantes' como os conhecemos do séc.XVIII em diante; até a matemática ele teve que providenciar! Não havia nem conceito de campo! A idéia de 'propriedade de um ponto do espaço' era inconcebível; nem mesmo a temperatura era função de ponto!

 

Obviamente não sou nenhum Newton, apesar de saber um pouco sobre operadores de campo,... e mesmo assim não enxergo essa tal de "propriedade do próprio espaço" que vc diz que enxerga numa simples experiência de queda livre. O que vc realmente vê numa queda livre que o leva a pensar numa "propriedade do próprio espaço"?

 

Hoje, e do mesmo modo como o viu Newton, uma maçã cai. De onde vc tiraria a idéia que esta queda é devido a uma força? Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ... e funcionou! Mas dai até pensar na força como realidade física tem muita imaginação a ser vencida. "Atrair", "influência", etc. eram termos vagos à época ... e hoje são usados como se não fossem nada 'vagos' porque se pensa em força como realidade física.

Espaço e tempo deformados são conceitos postos para justificar outra tantada de coisas ... e até funcionam em alguns casos! E por isso vamos pensar que "propriedade do próprio espaço" é realidade física?

 

Vamos deixar assim ... : conforme os homens vão inventando justificações (e nos aproveitamos delas quando funcionam), tudo bem, ... é a 'moda' do momento. No momento as 'modas' são Einstein e Planck (e seus derivados quânticos); aguardemos o amanhã!

 

aquele abraço,

 

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

----- Original Message -----

From: JVictor

Sent: Thursday, February 02, 2012 6:25 AM

Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Amigos,

Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.

Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.

A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o

movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.

É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.

Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.

Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:

“É inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo

mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato

mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal

maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a

mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,

um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar

com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser

causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus

leitores. ”

A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,

com a hipótese de que matéria atrai matéria.

Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .

Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.

Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.

Uma verdadeira caixa preta.

Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:

Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,

(2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.

Era “só” imaginar que tal comportamento,  “esquesito e inexplicável”, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força” de atração ele deduziu. 

Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.

Teria certamente concluído

Só faltou o tal do quase.

Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:

A gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. ”

Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 

Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.

Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,

mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).

Sds,

Victor


#79598 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 4:31 pm
Assunto: Re: Theory of the Origin, Evolution, and Nature of Life, por Erik D. Andrulis
rmtakata
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Estou lendo a peça ainda. (É difícil, tenho q fazer longas pausas pra que passe
a cãibra do diafragma.)

O texto já começa com um equívoco: "How life abides by the second law of
thermodynamics yet evolutionarily complexifies and maintains its intrinsic order
is a fundamental mystery in physics, chemistry, and biology [1]." A citação é de
um texto do Schrödiger de antes mesmo da descoberta da estrutura do ADN por
Watson e Crick, antes mm do fim da Segunda Grande Guerra. De lá pra cá muita
coisa já foi descoberta e não há razão alguma para chamar a relação entre vida,
segunda lei da termodinâmica, complexificação evolutiva e manutenção da ordem de
mistério.

De resto faz muitos pontos de crackpotismo já nas primeiras 10 páginas do longo
artigo: http://math.ucr.edu/home/baez/crackpot.html
---------

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., "CBAS" <bidual@...> escreveu
>
> Gostaria de saber se alguema aqui da Ciencialist já ouviu falar sobre a Teoria
da Origem, da Evolução e da Natureza da Vida, de Erik D. Andrulis.
>
> Ela merece crédito? Você já ouvirama falar alguma coisa sobre ela?
>
> Tive acesso a ela no Facebokk, no link:
>
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=teoria-radical\
-explica-origem-evolucao-natureza-vida&id=010125120128
>
> O endereço original que aparece nessa matéria acima não está funcionando hoje
na hora de baixar o seu arquivo pdf. Mas encontrei esse aqui que está
funcionando:
>
http://pt.scribd.com/doc/79411076/Theory-of-the-Origin-Evolution-And-Nature-of-L\
ife
>
> Um grande abraço,
>
> Claudio abreu
>

#79599 De: luiz silva <luizfelipecsrj@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 4:41 pm
Assunto: Re: RES: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
luizfelipecsrj
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Ola Victor,

Eu estava me referindo  a questão de tensores. Será que ele conseguiria desenvover essa matemática tb ?!?!

Abs
Felipe


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012 12:34
Assunto: RES: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 
Olá,
 
Não. Não havia nem para implementar as teorias do próprio  Newton. Ele teve que inventar uma, como excelente matemático que era.
 Quem manda ser gênio!
Einstein também não conhecia  o formalismo tensorial, que ainda era uma criança, em seu tempo. E para o qual os físicos e até mesmo matemáticos torciam o nariz, ante as dificuldades(aparentes) que o novo formalismo exibia.  Einstein teve que aprendê-lo, e o fez  muito bem, até dando-lhe uma bela contribuição.  Foi, assim, o primeiro a aplicar o ctensorial à física.
 
Sds,
Victor.
 
 
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de luiz silva
Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 15:09
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
 
 
Ola Victor,
 
Na época do Newton, já existia a matemática necessária para o desenvolvimento da TR ?
 
Abs
Felipe
 

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012 6:25
Assunto: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
 
 
Amigos,
Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.
Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.
A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o
movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.
É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.
Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.
Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:
 â€œÃ‰ inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo
mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato
mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal
maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a
mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,
um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar
com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser
causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas
se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus
leitores. â€
A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,
com a hipótese de que matéria atrai matéria.
Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .
Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.
Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.
Uma verdadeira caixa preta.
Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:
Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,
 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.
Era “só†imaginar que tal comportamento,  â€œesquesito e inexplicávelâ€, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força†de atração ele deduziu.  
Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.
Teria certamente concluído
Só faltou o tal do quase.
Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:
 â€œA gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas
se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. â€
Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 
Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.
Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,
mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).
Sds,
Victor
 
 
 
 
 
 



#79600 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 6:45 pm
Assunto: RES: RES: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Felipe,

 

Capacidade intelectual não lhe faltava . Era um gênio , um dos maiores de todos os tempos.  Contudo, na época, ninguém havia despertado  para questionar o quinto postulado de Euclides, cerne de todas essas questões.  

Ou seja, não havia motivações nesse sentido. Talvez falta de amadurecimento  coletivo nesses domínios matemáticos.  Os postulados de Euclides eram inquestionáveis. Simples assim. Não chegava a dar em fogueira, claro. Mas, eventuais postulantes certamente seriam olhados com desprezo ou indiferença, no mínimo.

Nova maneira de pensar, nesse sentido,  só explodiu após 1800, com Gauss, Janos Bolyai, Lobachevski e Riemann(que até antecipou um pouco aspectos seminais da RG). Mas acredito que, se inserido no novo contexto, poderia, sim. Mas isto é uma mera opinião pessoal.

E, mesmo nessa época, visionários como Bolyai e Lobachevski, que ousaram se expor, questionando o famoso postulado e propondo uma nova estrutura geométrica, não tiveram seus trabalhos reconhecidos(a não ser por Gauss); e foram enterrados como quase desconhecidos, sem homenagens(como era costume na época) ou coisa que o valha. Como se fora um ritual de esquecimento.  Motivo: suas idéias, consideradas muito malucas e heréticas(cientifícamente falando).  Era torcida de nariz prá todo lado. Os matemáticos e geômetras do pedaço  eram os  detentores das verdades essenciais, e tudo estava certo como dois e dois são  em quatro e não ferem o 5 º postulado de Euclides.

Assim caminha a humanidade. Felizmente hoje não é mais assim...

 

Sds,

Victor

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de luiz silva
Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 17:41 f
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Ola Victor,

 

Eu estava me referindo  a questão de tensores. Será que ele conseguiria desenvover essa matemática tb ?!?!

 

Abs

Felipe

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012 12:34
Assunto: RES: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Olá,

 

Não. Não havia nem para implementar as teorias do próprio  Newton. Ele teve que inventar uma, como excelente matemático que era.

 Quem manda ser gênio!

Einstein também não conhecia  o formalismo tensorial, que ainda era uma criança, em seu tempo. E para o qual os físicos e até mesmo matemáticos torciam o nariz, ante as dificuldades(aparentes) que o novo formalismo exibia.  Einstein teve que aprendê-lo, e o fez  muito bem, até dando-lhe uma bela contribuição.  Foi, assim, o primeiro a aplicar o ctensorial à física.

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de luiz silva
Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 15:09
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Ola Victor,

 

Na época do Newton, já existia a matemática necessária para o desenvolvimento da TR ?

 

Abs

Felipe

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012 6:25
Assunto: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Amigos,

Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.

Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.

A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o

movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.

É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.

Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.

Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:

 â€œÃ‰ inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo

mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato

mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal

maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a

mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,

um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar

com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser

causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus

leitores. â€

A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,

com a hipótese de que matéria atrai matéria.

Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .

Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.

Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.

Uma verdadeira caixa preta.

Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:

Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,

 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.

Era “só†imaginar que tal comportamento,  â€œesquesito e inexplicávelâ€, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força†de atração ele deduziu.  

Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.

Teria certamente concluído

Só faltou o tal do quase.

Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:

 â€œA gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. â€

Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 

Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.

Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,

mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).

Sds,

Victor

 

 

 

 

 

 

 


#79601 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 6:50 pm
Assunto: RES: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
josevictorde...
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De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Luiz Ferraz Netto
Enviada em: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 16:37
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Olá JVictor,

 

de minha parte, tenho desaparecido por dois motivos: um, a pequenez mental de um tal de Alvaro, um palestrante de tema projetado numa tela para ele ler, e dois, pelo desvio dos assuntos estratosféricos pela qual derivou o CienciaList. Estou fora deste 'horizonte de eventos'.

 

À época, Newton não tinha 'ombro de gigantes' como os conhecemos do séc.XVIII em diante; até a matemática ele teve que providenciar! Não havia nem conceito de campo! A idéia de 'propriedade de um ponto do espaço' era inconcebível; nem mesmo a temperatura era função de ponto!

 

Obviamente não sou nenhum Newton, apesar de saber um pouco sobre operadores de campo,... e mesmo assim não enxergo essa tal de "propriedade do próprio espaço" que vc diz que enxerga numa simples experiência de queda livre. O que vc realmente vê numa queda livre que o leva a pensar numa "propriedade do próprio espaço"?

 

Hoje, e do mesmo modo como o viu Newton, uma maçã cai. De onde vc tiraria a idéia que esta queda é devido a uma força? Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ... e funcionou! Mas dai até pensar na força como realidade física tem muita imaginação a ser vencida. "Atrair", "influência", etc. eram termos vagos à época ... e hoje são usados como se não fossem nada 'vagos' porque se pensa em força como realidade física.

Espaço e tempo deformados são conceitos postos para justificar outra tantada de coisas ... e até funcionam em alguns casos! E por isso vamos pensar que "propriedade do próprio espaço" é realidade física?

 

Vamos deixar assim ... : conforme os homens vão inventando justificações (e nos aproveitamos delas quando funcionam), tudo bem, ... é a 'moda' do momento. No momento as 'modas' são Einstein e Planck (e seus derivados quânticos); aguardemos o amanhã!

 

aquele abraço,

 

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
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----- Original Message -----

From: JVictor

Sent: Thursday, February 02, 2012 6:25 AM

Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Amigos,

Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.

Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.

A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o

movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.

É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.

Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.

Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:

 “É inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo

mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato

mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal

maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a

mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,

um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar

com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser

causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus

leitores. ”

A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,

com a hipótese de que matéria atrai matéria.

Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .

Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.

Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.

Uma verdadeira caixa preta.

Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:

Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,

 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.

Era “só” imaginar que tal comportamento,  “esquesito e inexplicável”, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força” de atração ele deduziu.  

Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.

Teria certamente concluído

Só faltou o tal do quase.

Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:

 “A gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. ”

Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 

Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.

Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,

mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).

Sds,

Victor


#79602 De: psdias2 <psdias2@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 9:35 pm
Assunto: Aulas sobre Filosofia e História da Ciência
psdias2
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Repasso a dica que vi em outra lista:

Há um curso no Youtube, disponibilizado pela UFPR,
sobre Filosofia e História da Ciência.

Nome do curso: "Representação, realismo e leis científicas"

Descrição: Curso ministrado pelo Prof. Michel Ghins durante a Escola
Paranaense de História e Filosofia da Ciência 2011,
realizada de 10 a 13 de agosto de 2011, na Universidade Federal do
Paraná, em Curitiba-PR, Brasil.

Link:
http://www.youtube.com/playlist?list=PL5B96FCCFAC3DBA63

Paulo

#79603 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 7:06 pm
Assunto: RES: Re: Theory of the Origin, Evolution, and Nature of Life, por Erik D. Andrulis
josevictorde...
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Credo em cruz!

 

No domingo era o Lovelock, com sua “Gaia”;  de segunda a sexta era ainda o Lovelock + o  Sheldrak; e, finalmente, no sábado, o Andrulis.

 

Uma salada que não tem mais tamanho. Este último, então, bateu o Record do febeapa.

Parece que se está voltando à era do Realismo Fantástico à Erik Von Danik.  Ou pior.

 

Vou é embora prá Parsárgada, que lá não tem disso não.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de roberto
Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 17:32
Para: ciencialist@...
Assunto: [ciencialist] Re: Theory of the Origin, Evolution, and Nature o Life, por Erik D. Andrulis

 

 

Estou lendo a peça ainda. (É difícil, tenho q fazer longas pausas pra que passe a cãibra do diafragma.)

O texto já começa com um equívoco: "How life abides by the second law of thermodynamics yet evolutionarily complexifies and maintains its intrinsic order is a fundamental mystery in physics, chemistry, and biology [1]." A citação é de um texto do Schrödiger de antes mesmo da descoberta da estrutura do ADN por Watson e Crick, antes mm do fim da Segunda Grande Guerra. De lá pra cá muita coisa já foi descoberta e não há razão alguma para chamar a relação entre vida, segunda lei da termodinâmica, complexificação evolutiva e manutenção da ordem de mistério.

De resto faz muitos pontos de crackpotismo já nas primeiras 10 páginas do longo artigo: http://math.ucr.edu/home/baez/crackpot.html
---------

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., "CBAS" <bidual@...> escreveu
>
> Gostaria de saber se alguema aqui da Ciencialist já ouviu falar sobre a Teoria da Origem, da Evolução e da Natureza da Vida, de Erik D. Andrulis.
>
> Ela merece crédito? Você já ouvirama falar alguma coisa sobre ela?
>
> Tive acesso a ela no Facebokk, no link:
> http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=teoria-radical-explica-origem-evolucao-natureza-vida&id=010125120128
>
> O endereço original que aparece nessa matéria acima não está funcionando hoje na hora de baixar o seu arquivo pdf. Mas encontrei esse aqui que está funcionando:
> http://pt.scribd.com/doc/79411076/Theory-of-the-Origin-Evolution-And-Nature-of-Life
>
> Um grande abraço,
>
> Claudio abreu
>


#79604 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Sex, 3 de Fev de 2012 10:42 pm
Assunto: RES: Re: Theory of the Origin, Evolution, and Nature of Life, por Erik D. Andrulis
rmtakata
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Não colocaria James Lovelock nesse balaio:
http://genereporter.blogspot.com/2009/08/teoria-gaia-nada-de-misticismo.html

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., "JVictor" <j.victor.neto@...>
> No domingo era o Lovelock, com sua "Gaia";  de segunda a sexta era
> ainda o Lovelock + o  Sheldrak; e, finalmente, no sábado, o
> Andrulis.
>
> Uma salada que não tem mais tamanho. Este último, então, bateu o
> Record do febeapa.

#79605 De: psdias2 <psdias2@...>
Data: Sáb, 4 de Fev de 2012 12:58 am
Assunto: Salman Khan
psdias2
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A quem possa interessar:

No link abaixo, reportagem da Veja de 01/02/2012, sobre as aulas online
de Salman Khan:

http://www.mediafire.com/?52hptsp2887339t

As aulas de Khan, traduzidas para o português, podem ser vistas aqui:

http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/

Paulo

#79606 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Dom, 5 de Fev de 2012 2:36 pm
Assunto: Alzheimer, uma luz, ainda que esmaecida, no fim do túnel.
josevictorde...
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Olá,

 

Espero que essas pesquisas resultem em algo realmente positivo para nós, que pretendemos passar dos 100!..

Não dá para chegar lá sem sequer saber que existe, quanto mais lembrar de como levar o garfo à boca ou da imagem no espelho.

Terrível.

Sds,

 Victor

Alzheimer se propaga de uma zona a outra do cérebro como uma infecção

 

 

Comente

O mal de Alzheimer se propagaria de uma região a outra do cérebro através dos circuitos cerebrais, segundo pesquisas feitas em ratos nos Estados Unidos e publicadas na última quarta-feira (1º) , que podem abrir caminho para tratamentos para os humanos.

Este estudo, divulgado on-line pela revista PloS One, confirma uma nova hipótese de evolução do Alzheimer, segundo a qual esta doença se desenvolve um pouco como se fosse uma infecção.

Mas neste caso não se trataria de um agente infeccioso, e sim de uma proteína anormal chamada de tau cuja agregação sob a forma de um filamento explode e destrói progressivamente o conjunto das células nervosas ou neurônios.

Esta descoberta sugere que bloquear este processo cedo pode impedir a propagação desta doença devastadora e incurável.

"Pesquisas anteriores que foram realizadas com IRM (imagens por ressonância magnética) sobre humanos já revelaram este tipo de propagação da doença", ressaltou o médico Scott Small, professor de neurologia da faculdade de medicina da Universidade de Columbia em Nova York, coautor deste estudo.

"Mas estas diferentes pesquisas não permitiam mostrar com certeza que o Alzheimer se propaga diretamente de uma região do cérebro a outra", disse Small em um comunicado.

Para fazê-lo, estes pesquisadores desenvolveram ratos transgênicos portadores do gene que produz uma forma anormal da proteína humana tau no córtex entorrinal, localizado na parte superior do lóbulo temporal do cérebro.

Os cérebros destes ratos foram analisados em diferentes momentos durante um período de 22 meses para estabelecer um mapa da progressão da proteína tau.

Os pesquisadores comprovaram que, à medida que estes ratos envelheciam, a proteína se propagava ao longo de uma passagem anatômica desde o córtex entorrinal, importante para a memória, até o hipocampo, e dali ao neocórtex.

"Esta progressão é muito similar a que nós vemos nos primeiros estágios do mal de Alzheimer entre os humanos", explicou a médica Karen Duff, professora de patologia em psiquiatria na faculdade de medicina da Universidade de Columbia, principal autora desta pesquisa.

Estes estudos também encontraram indicações que permitem pensar que a proteína tau se desloca de um neurônio a outro através das sinapses, tipo de vínculo entre as células cerebrais que elas utilizam para se comunicar entre si.

 


#79607 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Dom, 5 de Fev de 2012 2:46 pm
Assunto: Coca-Zero e câncer.
josevictorde...
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Sobre os boatos de que a coca zero pode provocar algum tipo de câncer.

 

 

 

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/01/28/coca-zero-da-cancer-veja-o-que-dizem-especialistas-sobre-o-mito-propagado-na-internet.jhtm

 

Já umas duas horas só estou tomando a velha e boa H20.  Que não sou besta.

 

Sds,

 

Victor


#79608 De: psdias2 <psdias2@...>
Data: Seg, 6 de Fev de 2012 12:04 am
Assunto: Biblioteca do Congresso Americano
psdias2
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A quem possa interessar:

Abaixo, links para uma interessante reportagem do programa Espaço Aberto
- Ciência e Tecnologia
(da Globo News),  sobre a Biblioteca do Congresso Americano
(a maior do mundo).  São dois programas de cerca de 20 minutos cada um.

Só a seção de livros em português tem 300.000 (trezentos mil) exemplares
(apenas livros, sem contar obras de arte, discos de música, etc.)

Parte 1/2:
http://g1.globo.com/globo-news/espaco-aberto-ciencia-e-tecnologia/videos/t/todos\
-os-videos/v/biblioteca-do-congresso-dos-eua-e-a-maior-do-mundo/1319939/

Parte 2/2:
http://g1.globo.com/globo-news/espaco-aberto-ciencia-e-tecnologia/videos/t/todos\
-os-videos/v/conheca-o-hospital-dos-livros-na-biblioteca-do-congresso-americano/\
1323866/

Paulo

#79609 De: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@...>
Data: Dom, 5 de Fev de 2012 11:46 pm
Assunto: Re: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
alvaug
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Caro Leo,

Se o motivo de seu desaparecimento sou eu, acho que vou voltar a aparecer mais. Assim, a lista voltará a ficar livre de mensagens deselegantes, como aquela sua de 02/09/2011.

Da minha parte, tenho estado longe desta e de outras listas de discussão porque elas estão para a internet moderna assim como o papiro está para o papel impresso...

Abraços,

Alvaro



Em 02/02/2012 13:37, Luiz Ferraz Netto escreveu:
Olá JVictor,
 
de minha parte, tenho desaparecido por dois motivos: um, a pequenez mental de um tal de Alvaro, um palestrante de tema projetado numa tela para ele ler, e dois, pelo desvio dos assuntos estratosféricos pela qual derivou o CienciaList. Estou fora deste 'horizonte de eventos'.
 
À época, Newton não tinha 'ombro de gigantes' como os conhecemos do séc.XVIII em diante; até a matemática ele teve que providenciar! Não havia nem conceito de campo! A idéia de 'propriedade de um ponto do espaço' era inconcebível; nem mesmo a temperatura era função de ponto!
 
Obviamente não sou nenhum Newton, apesar de saber um pouco sobre operadores de campo,... e mesmo assim não enxergo essa tal de "propriedade do próprio espaço" que vc diz que enxerga numa simples experiência de queda livre. O que vc realmente vê numa queda livre que o leva a pensar numa "propriedade do próprio espaço"?
 
Hoje, e do mesmo modo como o viu Newton, uma maçã cai. De onde vc tiraria a idéia que esta queda é devido a uma força? Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ... e funcionou! Mas dai até pensar na força como realidade física tem muita imaginação a ser vencida. "Atrair", "influência", etc. eram termos vagos à época ... e hoje são usados como se não fossem nada 'vagos' porque se pensa em força como realidade física.
Espaço e tempo deformados são conceitos postos para justificar outra tantada de coisas ... e até funcionam em alguns casos! E por isso vamos pensar que "propriedade do próprio espaço" é realidade física?
 
Vamos deixar assim ... : conforme os homens vão inventando justificações (e nos aproveitamos delas quando funcionam), tudo bem, ... é a 'moda' do momento. No momento as 'modas' são Einstein e Planck (e seus derivados quânticos); aguardemos o amanhã!
 
aquele abraço,
 
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
         luizferraz.netto@...
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----- Original Message -----
From: JVictor
Sent: Thursday, February 02, 2012 6:25 AM
Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

Amigos,

Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.

Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.

A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o

movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.

É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.

Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.

Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:

 “É inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo

mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato

mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal

maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a

mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,

um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar

com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser

causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus

leitores. ”

A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,

com a hipótese de que matéria atrai matéria.

Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .

Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.

Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.

Uma verdadeira caixa preta.

Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:

Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,

 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.

Era “só” imaginar que tal comportamento,  “esquesito e inexplicável”, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força” de atração ele deduziu.  

Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.

Teria certamente concluído

Só faltou o tal do quase.

Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:

 “A gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. ”

Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 

Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.

Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,

mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).

Sds,

Victor



#79610 De: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@...>
Data: Dom, 5 de Fev de 2012 11:50 pm
Assunto: Re: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
alvaug
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Não havia a matemática necessária, especialmente no que diz respeito a soluções de equações diferenciais e cálculo vetorial. Além disso, não havia a eletrodinâmica de Maxwell e, sem Maxwell, não teria havido Einstein.

Abraços,

Alvaro


Ola Victor,

Na época do Newton, já existia a matemática necessária para o desenvolvimento da TR ?

Abs
Felipe


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012 6:25
Assunto: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 
Amigos,
Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.
Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.
A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o
movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.
É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.
Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.
Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:
 “É inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo
mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato
mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal
maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a
mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,
um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar
com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser
causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas
se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus
leitores. â€
A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,
com a hipótese de que matéria atrai matéria.
Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .
Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.
Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.
Uma verdadeira caixa preta.
Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:
Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,
 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.
Era “só†imaginar que tal comportamento,  “esquesito e inexplicávelâ€, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força†de atração ele deduziu.  
Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.
Teria certamente concluído
Só faltou o tal do quase.
Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:
 “A gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas
se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. â€
Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 
Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.
Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,
mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).
Sds,
Victor
 
 
 
 
 




#79611 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 6 de Fev de 2012 12:29 am
Assunto: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
josevictorde...
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De:                                              ciencialist@... em nome de Luiz Ferraz Netto [leo@...]

Enviado em:                            quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 16:37

Para:                                           ciencialist@...

Assunto:                                   Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só  faltou o quase.

 

  Léo,

 

 

 

 

Léo:  Obviamente não sou nenhum Newton, apesar de saber um pouco sobre operadores de campo,... e mesmo assim não enxergo essa tal de "propriedade do próprio espaço" que vc diz que enxerga numa simples experiência de queda livre. O que vc realmente vê numa queda livre que o leva a pensar numa "propriedade do próprio espaço"?

 

Victor:  O argumento não é complexo. Deixe-me fazer uma pequeno preâmbulo ao assunto, de maneira informal, sem nenhuma pretensão ao rigor, apelando para o movimento livre(que ocorre somente sob ação do campo gravitacional e nenhuma outra causa mais)de duas partículas, sobre a superfície terrestre, e que partem do pólo Norte, digamos, sobre duas geodésicas vizinhas, tão vizinhas quanto possível, sendo caracterizadas, também, como as  trajetórias mais retas possíveis, nessa superfície. Nem toda trajetória, contudo,  é uma geodésica. No caso,  os grandes círculos que passam pelos pólos o são.

 Inicialmente, estão muito juntas, a distância entre os respectivos vetores tangentes(velocidade) sendo infinitesimal. À medida  que se afastam do pólo norte, seguindo cada um sua geodésica, a distância entre as partículas vai aumentando até atingir o maior valor no equador, ocasião em que os vetores velocidade(tangentes à trajetória) são paralelos entre si, normais à linha do equador. O movimento continua seu curso, e a distância entre as partículas agora inverte o sentido, passa a diminuir, até chegar ao mínimo no pólo sul. Ou seja, as geodésicas convergem para os pólos. Dito de outra maneira; Imagine-se que elas partem do equador em direção a um dos pólos.  A distância entre elas vai dimuindo até um mínimo, no pólo escolhido.  Essa é uma experiência de pensamento muito realista e do conhecimento de todos. Nada demais. Concorda?

E qual a razão pela as partículas convergem? Resposta: a curvatura da superfície terrestre, que não percebemos localmente. Se essa superfície fosse plana, as partículas manteriam a distância recíproca constante, ou seja, as geodésicas que constituem sua trajetória são agora linhas retas e nunca se encontrarão, não haverá convergência. É o que diz o 5º Postulado de Euclides, das paralelas.  Então, objetivamente, a natureza superfície(se plana ou curva) em que se apóiam as trajetórias, se forem geodésicas, é determinante quanto a que elas permaneçam paralelas ou não.

 

Assim, se em algum experimento você observar que duas partículas em movimento livre(somente sob a ação do campo gravitacional) afastam-se ou se aproximam, então é certo que a superfície em que suas geodésicas se apóiam exibe algum nível de curvatura; caso contrário,  essa superfície(ou espaço bi-dimensional) é plana, tal como o espaço Euclideano(3-D) ou o espaçotempo de Minkowski(4-D).

 

Obs.: Posso provar que, nesses casos, embora a velocidade tangencial seja constante, há uma aceleração embutida:  o movimento de aproximação ou afastamento das duas partículas, durante o movimento, é acelerado! Mas essas aceleração é transversal, ou seja, perpendicular ao movimento! (Isto tem conseqüências muito importantes na física. Por exemplo, as forças de marés, cuja análise usando os recursos da relatividade dão um resultado um pouquinho diferente daquela análise que você fez a respeito desse assunto, que está em uma de suas salas de física). Há uma fórmula, chamada de Desvio Geodésico, que quantifica tudo isso, tanto do ponto de vista de Newton como da Relatividade, onde a expressão é mais elaborada, pois é posta em termos das 4-velocidades das partículas, da separação variável entre elas e de um objeto geométrico, que caracteriza e define uma curvatura, devido ao matemático Riemann. Que é, em verdade, a expressão correta; a que não leva em conta efeitos relativísticos é apenas uma aproximação.

O fenômeno quantificado pela equação do Desvio Geodésico é prova cabal da curvatura do espaço, entre outros resultados matemáticos que apontam para os mesmo resultados qualitativos e quantitativos.

 

Agora, deixe-me voltar para a gravidade Newtoniana. E consideremos as duas partículas caindo livremente. Para colocar a questão num contexto mais inteligível, vamos para aquele famoso elevador, que está em queda livre.  Você está dentro do elevador em queda livre, segurando um bolinha de ferro de 3kg e outra bolinha de isopor de umas poucas gramas. Você e as duas bolinhas estão parados dentro do elevador em queda livre. Em dado momento, você abre as mãos e solta as bolinhas. Que coisa acontece? Nada! Inicialmente, quer dizer. Você e as bolinhas continuam como antes, com suas posições relativas invariantes. Isto supondo que o elevador é muito, muito pequeno. Agora, vamos aumentar o tamanho do tal. Verá agora que as bolinhas continuam na sua mesma linha de visão de antigamente; mas, agora, você pode perceber que elas se aproximam, como se houvesse uma força de atração entre elas!  A distância entre elas diminui mais ainda à medida que o tempo passa. Ao tempo em que  estão convergindo, e convergirão para o centro de massa da massa gravitacional sob cujo campo gravitacional o elevador está em queda livre. De onde surgiu essa tal “força” que você imagina que puxa recíprocamente as bolinhas, uma em direção à outra?  Do movimento? Sim. Mas o que sugere a convergência das trajetórias, que são geodésicas,  para o centro de massa do sistema gravitacional? (Se alguém quiser saber com mais detalhes o que é, realmente, essa tal de geodésica, é só dizer).

Resposta:  que, por analogia com a discussão do início do post, o espaço em que as bolinhas se movimentam não pode ser plano, pois, neste caso, nunca se observaria uma aproximação. Sugere que o espaço apoio das trajetórias(que são geodésicas)  das bolinhas  só pode ser curvo.  Esta é uma hipótese plausível, neste exemplo, e é real. Mas há outros argumentos que conduzem aos mesmos resultados. Fica para outra vez.

 

É por isso que se diz que tal comportamento deve-se, exclusivamente, a certas propriedades do próprio espaço. Não há mais a quem culpar, de maneira objetiva...

Para que o comportamento analisado seja inteligível, a única saída é assumir a hipótese de que o espaçotempo é curvo. Já que é no espaçotempo que as coisas acontecem: movimento da lua em torno da terra, da terra e da lua e demais planetas  em torno do sol, e todos os demais movimentos de corpos do cosmo. Ocorrem sob geodésicas, são movimentos necessariamente geodésicos,  que são as linhas mais retas, possíveis,  do espaço em que se encontram.

 

Obs.: O espaço a que me refiro é o espaçotempo 4-dimensional;  que pode ser plano ou não.

 

Agora, o movimento em queda livre exibe a mais estranha das características da gravidade: todos os corpos, independentemente de sua constituição, caem da mesma maneira.  O que leva ao fato de que as massas inercial e gravitacional de um corpo são iguais.  Você ou mais alguém tem alguma explicação para isso?

Claramente,  isto é uma ponta solta na teoria Newtoniana.  Newton, ou qualquer de seus seguidores, não deu qualquer  explicação ao menos razoável para o mister.

 

 

Léo: Hoje, e do mesmo modo como o viu Newton, uma maçã cai.

 

Victor: Sim. E seguindo uma geodésica. Ou seja a curvatura do espaçotempo.

 

Léo: De onde vc tiraria a idéia que esta queda é devido a uma força?

 

Victor: Mas eu não disse que se tratava de uma força gravitacional. Pois isto não existe, conforme busquei argumentar mais acima.

 

Léo:  Muito pelo contrário.  Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ... e funcionou! Mas dai até pensar na força como realidade física tem muita imaginação a ser vencida.

 

Victor: Bem, parece-me que fiquei um pouco confuso, com essa “prosopopéia”. O que é irreal é a força gravitacional, somente. As demais, não.  Você pode até substituir o conceito de força por outro, envolvendo Impulso, variação da quantidade de movimento, ou variações de energia cinética. Mas os efeitos são os mesmos. A colisão entre dois automóveis, ou um belo soco entre dois boxeadores,  pode ser explicada através dos conceitos acima, e é real e simultâneo para quaisquer tipo de referenciais. São absolutos. O mesmo para todos os referencias.

 

Léo: "Atrair", "influência", etc. eram termos vagos à época ... e hoje são usados como se não fossem nada 'vagos' porque se pensa em força como realidade física.

 

Victor:  Não sei se entendi sua real linha de pensamento. Mas, no sentido em que postei acima, forças não gravitacionais e outras que não surgem devido a movimentos de rotação(portanto dependentes de referenciais),  podem ser realidade física, sim.

 

Léo: Espaço e tempo deformados são conceitos postos para justificar outra tantada de coisas ... e até funcionam em alguns casos! E por isso vamos pensar que "propriedade do próprio espaço" é realidade física?

 

Victor: Infelizmente, é assim.  O comportamento dos corpos em queda livre, como discutido, o fato de que massa inercial e massa gravitacional são iguais, não têm explicação sequer pertinho do que se possa chamar de plausível, à luz da teoria de Newton. Os fatos estão aí. Se você tiver alguma outra explicação, gostaria de saber. Honestamente.  E é esse mesmo comportamento que aponta para outro horizonte, para outras justificativas. Einstein viu isso. E postulou da única maneira que lhe era possível.  E, entre todas as possibilidades, e não as há em muita quantidade, só restou a opção de que, para que o comportamento dos corpos em queda livre seja como de fato ocorre, é necessário e suficiente que o espaçotempo seja curvo. E mais, que essa curvatura seja devido a alguma massa presente. É o caminho que sobrou. E qual a razão pela qual não se nota isso no dia a dia? O fato de que campos gravitacionais fracos, como é o caso do nosso, mascaram essas realidades. E, notavelmente, a Lei de Gravitação de Newton funciona muito bem obrigado. Mas só nesse caso. Sob a ação de um campo gravitacional bastante forte, não tente usar a Lei de Gravitação de Newton, pois será prejuízo líquido e certo.

 

Léo: Vamos deixar assim ... : conforme os homens vão inventando justificações (e nos aproveitamos delas quando funcionam), tudo bem, ... é a 'moda' do momento. No momento as 'modas' são Einstein e Planck (e seus derivados quânticos); aguardemos o amanhã!

 

Victor: Einstein e Planck não são “modas”.  É uma “moda” que já dura mais de um século. E dentre de mais alguns outros, estaremos novamente discutindo essas mesmas questões. Mas é um pecado capital o amigo proferir tal declaração.

 

Obs.: Todos os argumentos acima levam, também, ao Princípio da Equivalência de Einstein, que só é válido localmente. Mas o suficiente para ancorar toda a teoria da relatividade geral, e seu poder de descrever a natureza. E digo mais: a RG é um teoria incompleta, tem algumas falhas, principalmente no que concerne à estrutura do PE, mas é, de longe, a melhor e mais completa teoria de gravitação, atualmente. A segunda melhor TG, está para a RG de Einstein, assim como o “jogador de futebol ” que eu fui  está para Pelé!...

 

Não sei se conseguí ser claro quanto ao assunto, nesta linha de abordagem; se não, podemos continuar o debate, até que as coisas fiquem mais claras, para todos.

 

Sds,

Victor

 

 

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

----- Original Message -----

From: JVictor

To: ciencialist@...

Sent: Thursday, February 02, 2012 6:25 AM

Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 


#79612 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 6 de Fev de 2012 12:38 am
Assunto: RES: Biblioteca do Congresso Americano
josevictorde...
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Paulo,

 

Por algum motivo, aquela mensagem que você postou, sobre o Salman Khan, sumiu de meu PC.  Não sei que zevitada aconteceu, mas ela tomou doril.

Poderia postar novamente, ainda que em pvt?

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de psdias2
Enviada em: domingo, 5 de fevereiro de 2012 21:04
Para: ciencialist@...
Assunto: [ciencialist] Biblioteca do Congresso Americano

 

 

A quem possa interessar:

Abaixo, links para uma interessante reportagem do programa Espaço Aberto
- Ciência e Tecnologia
(da Globo News), sobre a Biblioteca do Congresso Americano
(a maior do mundo). São dois programas de cerca de 20 minutos cada um.

Só a seção de livros em português tem 300.000 (trezentos mil) exemplares
(apenas livros, sem contar obras de arte, discos de música, etc.)

Parte 1/2:
http://g1.globo.com/globo-news/espaco-aberto-ciencia-e-tecnologia/videos/t/todos-os-videos/v/biblioteca-do-congresso-dos-eua-e-a-maior-do-mundo/1319939/

Parte 2/2:
http://g1.globo.com/globo-news/espaco-aberto-ciencia-e-tecnologia/videos/t/todos-os-videos/v/conheca-o-hospital-dos-livros-na-biblioteca-do-congresso-americano/1323866/

Paulo


#79613 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 6 de Fev de 2012 12:41 am
Assunto: RES: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
josevictorde...
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Olá, Álvaro,

 

Belo lembrete. Deus disse: faça-se Maxwell; e a luz, digo, Einstein, foi feita.

Sds,

Vicor.

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: domingo, 5 de fevereiro de 2012 20:51
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Não havia a matemática necessária, especialmente no que diz respeito a soluções de equações diferenciais e cálculo vetorial. Além disso, não havia a eletrodinâmica de Maxwell e, sem Maxwell, não teria havido Einstein.

Abraços,

Alvaro

Ola Victor,

 

Na época do Newton, já existia a matemática necessária para o desenvolvimento da TR ?

 

Abs

Felipe

 


De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012 6:25
Assunto: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

 

Amigos,

Uma pequena questão, sobre a qual costumo refletir.

Trata-se da teoria da gravitação de Newton e suas convicções acerca das verdades essenciais nela embutidas.

A Lei Gravitacional de Newton descreve e quantifica, corretamente, em seus domínios de validade, o

movimento de  quaisquer corpos, ou conjunto de corpos, deste nosso único universo. Pois outro não há.

É evidente que o sucesso da Lei de Gravitação de Newton é inquestionável. Abriu a cabeça do mundo científico de então, e orientou cientistas que vieram após, como Laplace e tantos outros, que deram um baita desenvolvimento à teoria, ampliando-lhe o alcance.

Mas a questão de um corpo massivo, lá dos fins da galáxia e outro aqui,  ou mesmo  um bem ali, mais perto, interagirem da maneira descrita, sempre deixou Newton com uma pulga atrás da orelha, que teimava em ficar picando, para lembrar que havia algo que ainda faltava ver, nessa história toda.

Newton tinha dúvidas. E das grandes. Tanto é que  expressou isso, dizendo:

 â€œÃ‰ inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de algo

mais, que não seja material, afetar outra matéria e agir sobre ela sem contato

mútuo. Que a gravidade seja algo inato, inerente e essencial à matéria, de tal

maneira que um corpo possa agir sobre outro à distância através do vácuo e sem a

mediação de qualquer outra coisa que pudesse transmitir sua força, é, para mim,

um absurdo tão grande(ênfase minha) que não creio possa existir um homem capaz de pensar

com competência em matérias filosóficas e nele incorrer. A gravidade tem de ser

causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus

leitores. â€

A gravidade para Newton era como lhe foi possível quantificar matemáticamente, a partir das leis de Kepler,

com a hipótese de que matéria atrai matéria.

Ou seja, sua lei, é uma lei de força que obedece ao inverso do quadrado .

Não fez um manual do proprietário, como disse um estudioso, cujo nome não lembro agora, que clarificasse melhor a coisa toda.

Tanto é que o próprio estava repleto de dúvidas a esse respeito.

Uma verdadeira caixa preta.

Bem, essa conversa toda é para dizer quais minhas convicções, hoje, a respeito disso:

Se Newton tivesse refletido mais sobre a questão da (1) igualdade entre massa inercial e massa gravitacional, no que tinha plena convicção  e,

 (2) se tivesse imaginado a questão da queda livre, com todos os corpos caindo, no vácuo, do mesmo jeito( independentemente de cor, credo, formato, massa)adicionalmente  e acho que não lhe faltou muito para isso, certamente teria se antecipado a Einstein, e a relatividade geral já estaria aí há mais tempo.

Era “só†imaginar que tal comportamento,  â€œesquesito e inexplicávelâ€, só poderia ser devido a uma única causa: as propriedades do próprio espaço, que sofrem a influência dos tais corpos massivos, cujo “força†de atração ele deduziu.  

Sempre me perguntei a razão pela qual um homem com aquela genialidade, só comparável à de Einstein, vice-versa, não conseguiu ter aqueles tais insights; que hoje, para nós, simples mortais, até banais, e muito, muito lógicos.

Teria certamente concluído

Só faltou o tal do quase.

Concluindo, expressou suas dúvidas de maneira mais objetiva:

 â€œA gravidade tem de ser causada por um agente, que opera constantemente, de acordo com certas leis; mas

se tal agente é material ou imaterial é algo que deixo à consideração dos meus leitores. â€

Seria bonito demais, se ele tivesse atinado para esse tal de agente. 

Claro que isto é apenas uma opinião pessoal, subjetiva, e baseada em minha leitura desse processo. Posso estar equivocado.

Bem, essa é uma conversa de quem não tem o que fazer nesta madrugada de insônia,

mas gostaria de ler as opiniões dos experts em Newton, entre eles os nobres Mesquita e Léo,  desaparecidos do fórum, como eu(e  vós outros).

Sds,

Victor

 

 

 

 

 

 

 


#79614 De: "Marcelo C. Pinto" <mpinto2009@...>
Data: Seg, 6 de Fev de 2012 1:41 am
Assunto: Fwd: Salman Khan ( a pedido do JVictor)
marcelop6
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-------- Mensagem original --------
Assunto:  [ciencialist] Salman Khan
Data:  Fri, 03 Feb 2012 21:58:51 -0300
De:  psdias2 <psdias2@...>
Responder a:  ciencialist@...
Para:  ciencialist@...





A quem possa interessar:

No link abaixo, reportagem da Veja de 01/02/2012, sobre as aulas online
de Salman Khan:

http://www.mediafire.com/?52hptsp2887339t

As aulas de Khan, traduzidas para o português, podem ser vistas aqui:

http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/

Paulo

#79615 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Ter, 7 de Fev de 2012 12:48 am
Assunto: Re: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
belmirow
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        Victor,
 
       De todos os seus textos sobre relatividade, esse  foi o único que me impressionou pela clareza e precisão. Desculpe-me a sinceridade e parabéns!
 
       Abraços,
 
       Belmiro

De: JVictor <j.victor.neto@...>
Para: ciencialist@...
Enviadas: Domingo, 5 de Fevereiro de 2012 22:29
Assunto: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 
 
 
De:                                              ciencialist@... em nome de Luiz Ferraz Netto [leo@...]
Enviado em:                            quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 16:37
Para:                                           ciencialist@...
Assunto:                                   Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só  faltou o quase.
 
  Léo,
 
 
 
 
Léo:  Obviamente não sou nenhum Newton, apesar de saber um pouco sobre operadores de campo,... e mesmo assim não enxergo essa tal de "propriedade do próprio espaço" que vc diz que enxerga numa simples experiência de queda livre. O que vc realmente vê numa queda livre que o leva a pensar numa "propriedade do próprio espaço"?
 
Victor:  O argumento não é complexo. Deixe-me fazer uma pequeno preâmbulo ao assunto, de maneira informal, sem nenhuma pretensão ao rigor, apelando para o movimento livre(que ocorre somente sob ação do campo gravitacional e nenhuma outra causa mais)de duas partículas, sobre a superfície terrestre, e que partem do pólo Norte, digamos, sobre duas geodésicas vizinhas, tão vizinhas quanto possível, sendo caracterizadas, também, como as  trajetórias mais retas possíveis, nessa superfície. Nem toda trajetória, contudo,  é uma geodésica. No caso,  os grandes círculos que passam pelos pólos o são.
 Inicialmente, estão muito juntas, a distância entre os respectivos vetores tangentes(velocidade) sendo infinitesimal. À medida  que se afastam do pólo norte, seguindo cada um sua geodésica, a distância entre as partículas vai aumentando até atingir o maior valor no equador, ocasião em que os vetores velocidade(tangentes à trajetória) são paralelos entre si, normais à linha do equador. O movimento continua seu curso, e a distância entre as partículas agora inverte o sentido, passa a diminuir, até chegar ao mínimo no pólo sul. Ou seja, as geodésicas convergem para os pólos. Dito de outra maneira; Imagine-se que elas partem do equador em direção a um dos pólos.  A distância entre elas vai dimuindo até um mínimo, no pólo escolhido.  Essa é uma experiência de pensamento muito realista e do conhecimento de todos. Nada demais. Concorda?
E qual a razão pela as partículas convergem? Resposta: a curvatura da superfície terrestre, que não percebemos localmente. Se essa superfície fosse plana, as partículas manteriam a distância recíproca constante, ou seja, as geodésicas que constituem sua trajetória são agora linhas retas e nunca se encontrarão, não haverá convergência. É o que diz o 5º Postulado de Euclides, das paralelas.  Então, objetivamente, a natureza superfície(se plana ou curva) em que se apóiam as trajetórias, se forem geodésicas, é determinante quanto a que elas permaneçam paralelas ou não.
 
Assim, se em algum experimento você observar que duas partículas em movimento livre(somente sob a ação do campo gravitacional) afastam-se ou se aproximam, então é certo que a superfície em que suas geodésicas se apóiam exibe algum nível de curvatura; caso contrário,  essa superfície(ou espaço bi-dimensional) é plana, tal como o espaço Euclideano(3-D) ou o espaçotempo de Minkowski(4-D).
 
Obs.: Posso provar que, nesses casos, embora a velocidade tangencial seja constante, há uma aceleração embutida:  o movimento de aproximação ou afastamento das duas partículas, durante o movimento, é acelerado! Mas essas aceleração é transversal, ou seja, perpendicular ao movimento! (Isto tem conseqüências muito importantes na física. Por exemplo, as forças de marés, cuja análise usando os recursos da relatividade dão um resultado um pouquinho diferente daquela análise que você fez a respeito desse assunto, que está em uma de suas salas de física). Há uma fórmula, chamada de Desvio Geodésico, que quantifica tudo isso, tanto do ponto de vista de Newton como da Relatividade, onde a expressão é mais elaborada, pois é posta em termos das 4-velocidades das partículas, da separação variável entre elas e de um objeto geométrico, que caracteriza e define uma curvatura, devido ao matemático Riemann. Que é, em verdade, a expressão correta; a que não leva em conta efeitos relativísticos é apenas uma aproximação.
O fenômeno quantificado pela equação do Desvio Geodésico é prova cabal da curvatura do espaço, entre outros resultados matemáticos que apontam para os mesmo resultados qualitativos e quantitativos.
 
Agora, deixe-me voltar para a gravidade Newtoniana. E consideremos as duas partículas caindo livremente. Para colocar a questão num contexto mais inteligível, vamos para aquele famoso elevador, que está em queda livre.  Você está dentro do elevador em queda livre, segurando um bolinha de ferro de 3kg e outra bolinha de isopor de umas poucas gramas. Você e as duas bolinhas estão parados dentro do elevador em queda livre. Em dado momento, você abre as mãos e solta as bolinhas. Que coisa acontece? Nada! Inicialmente, quer dizer. Você e as bolinhas continuam como antes, com suas posições relativas invariantes. Isto supondo que o elevador é muito, muito pequeno. Agora, vamos aumentar o tamanho do tal. Verá agora que as bolinhas continuam na sua mesma linha de visão de antigamente; mas, agora, você pode perceber que elas se aproximam, como se houvesse uma força de atração entre elas!  A distância entre elas diminui mais ainda à medida que o tempo passa. Ao tempo em que  estão convergindo, e convergirão para o centro de massa da massa gravitacional sob cujo campo gravitacional o elevador está em queda livre. De onde surgiu essa tal “força†que você imagina que puxa recíprocamente as bolinhas, uma em direção à outra?  Do movimento? Sim. Mas o que sugere a convergência das trajetórias, que são geodésicas,  para o centro de massa do sistema gravitacional? (Se alguém quiser saber com mais detalhes o que é, realmente, essa tal de geodésica, é só dizer).
Resposta:  que, por analogia com a discussão do início do post, o espaço em que as bolinhas se movimentam não pode ser plano, pois, neste caso, nunca se observaria uma aproximação. Sugere que o espaço apoio das trajetórias(que são geodésicas)  das bolinhas  só pode ser curvo.  Esta é uma hipótese plausível, neste exemplo, e é real. Mas há outros argumentos que conduzem aos mesmos resultados. Fica para outra vez.
 
É por isso que se diz que tal comportamento deve-se, exclusivamente, a certas propriedades do próprio espaço. Não há mais a quem culpar, de maneira objetiva...
Para que o comportamento analisado seja inteligível, a única saída é assumir a hipótese de que o espaçotempo é curvo. Já que é no espaçotempo que as coisas acontecem: movimento da lua em torno da terra, da terra e da lua e demais planetas  em torno do sol, e todos os demais movimentos de corpos do cosmo. Ocorrem sob geodésicas, são movimentos necessariamente geodésicos,  que são as linhas mais retas, possíveis,  do espaço em que se encontram.
 
Obs.: O espaço a que me refiro é o espaçotempo 4-dimensional;  que pode ser plano ou não.
 
Agora, o movimento em queda livre exibe a mais estranha das características da gravidade: todos os corpos, independentemente de sua constituição, caem da mesma maneira.  O que leva ao fato de que as massas inercial e gravitacional de um corpo são iguais.  Você ou mais alguém tem alguma explicação para isso?
Claramente,  isto é uma ponta solta na teoria Newtoniana.  Newton, ou qualquer de seus seguidores, não deu qualquer  explicação ao menos razoável para o mister.
 
 
Léo: Hoje, e do mesmo modo como o viu Newton, uma maçã cai.
 
Victor: Sim. E seguindo uma geodésica. Ou seja a curvatura do espaçotempo.
 
Léo: De onde vc tiraria a idéia que esta queda é devido a uma força?
 
Victor: Mas eu não disse que se tratava de uma força gravitacional. Pois isto não existe, conforme busquei argumentar mais acima.
 
Léo:  Muito pelo contrário.  Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ... e funcionou! Mas dai até pensar na força como realidade física tem muita imaginação a ser vencida.
 
Victor: Bem, parece-me que fiquei um pouco confuso, com essa “prosopopéiaâ€. O que é irreal é a força gravitacional, somente. As demais, não.  Você pode até substituir o conceito de força por outro, envolvendo Impulso, variação da quantidade de movimento, ou variações de energia cinética. Mas os efeitos são os mesmos. A colisão entre dois automóveis, ou um belo soco entre dois boxeadores,  pode ser explicada através dos conceitos acima, e é real e simultâneo para quaisquer tipo de referenciais. São absolutos. O mesmo para todos os referencias.
 
Léo: "Atrair", "influência", etc. eram termos vagos à época ... e hoje são usados como se não fossem nada 'vagos' porque se pensa em força como realidade física.
 
Victor:  Não sei se entendi sua real linha de pensamento. Mas, no sentido em que postei acima, forças não gravitacionais e outras que não surgem devido a movimentos de rotação(portanto dependentes de referenciais),  podem ser realidade física, sim.
 
Léo: Espaço e tempo deformados são conceitos postos para justificar outra tantada de coisas ... e até funcionam em alguns casos! E por isso vamos pensar que "propriedade do próprio espaço" é realidade física?
 
Victor: Infelizmente, é assim.  O comportamento dos corpos em queda livre, como discutido, o fato de que massa inercial e massa gravitacional são iguais, não têm explicação sequer pertinho do que se possa chamar de plausível, à luz da teoria de Newton. Os fatos estão aí. Se você tiver alguma outra explicação, gostaria de saber. Honestamente.  E é esse mesmo comportamento que aponta para outro horizonte, para outras justificativas. Einstein viu isso. E postulou da única maneira que lhe era possível.  E, entre todas as possibilidades, e não as há em muita quantidade, só restou a opção de que, para que o comportamento dos corpos em queda livre seja como de fato ocorre, é necessário e suficiente que o espaçotempo seja curvo. E mais, que essa curvatura seja devido a alguma massa presente. É o caminho que sobrou. E qual a razão pela qual não se nota isso no dia a dia? O fato de que campos gravitacionais fracos, como é o caso do nosso, mascaram essas realidades. E, notavelmente, a Lei de Gravitação de Newton funciona muito bem obrigado. Mas só nesse caso. Sob a ação de um campo gravitacional bastante forte, não tente usar a Lei de Gravitação de Newton, pois será prejuízo líquido e certo.
 
Léo: Vamos deixar assim ... : conforme os homens vão inventando justificações (e nos aproveitamos delas quando funcionam), tudo bem, ... é a 'moda' do momento. No momento as 'modas' são Einstein e Planck (e seus derivados quânticos); aguardemos o amanhã!
 
Victor: Einstein e Planck não são “modasâ€.  É uma “moda†que já dura mais de um século. E dentre de mais alguns outros, estaremos novamente discutindo essas mesmas questões. Mas é um pecado capital o amigo proferir tal declaração.
 
Obs.: Todos os argumentos acima levam, também, ao Princípio da Equivalência de Einstein, que só é válido localmente. Mas o suficiente para ancorar toda a teoria da relatividade geral, e seu poder de descrever a natureza. E digo mais: a RG é um teoria incompleta, tem algumas falhas, principalmente no que concerne à estrutura do PE, mas é, de longe, a melhor e mais completa teoria de gravitação, atualmente. A segunda melhor TG, está para a RG de Einstein, assim como o “jogador de futebol †que eu fui  está para Pelé!...
 
Não sei se conseguí ser claro quanto ao assunto, nesta linha de abordagem; se não, podemos continuar o debate, até que as coisas fiquem mais claras, para todos.
 
Sds,
Victor
 
 
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            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
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From: JVictor
Sent: Thursday, February 02, 2012 6:25 AM
Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
 
 



#79616 De: "Luiz Ferraz Netto" <leo@...>
Data: Ter, 7 de Fev de 2012 7:21 pm
Assunto: Re: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
luizferrazneto
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Victor, por gentileza, desenhe uma dessas partículas a que se refere, em movimento 'livre' sobre uma geodésica, e as correspondentes forças que agem sobre ela num dado instante. Se quiser esclarecer melhor, desenhe as duas partículas, lado a lado, após algum tempo de movimento, para destacar a separação entre elas e as forças atuantes.
 
Não consegui imaginar a situação como vc a descreve.
Agradeço,
[]´
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            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
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From: JVictor
Sent: Sunday, February 05, 2012 10:29 PM
Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.

 

De:                                              ciencialist@... em nome de Luiz Ferraz Netto [leo@...]

Enviado em:                            quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 16:37

Para:                                           ciencialist@...

Assunto:                                   Re: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só  faltou o quase.

  Léo,

Léo:  Obviamente não sou nenhum Newton, apesar de saber um pouco sobre operadores de campo,... e mesmo assim não enxergo essa tal de "propriedade do próprio espaço" que vc diz que enxerga numa simples experiência de queda livre. O que vc realmente vê numa queda livre que o leva a pensar numa "propriedade do próprio espaço"?

Victor:  O argumento não é complexo. Deixe-me fazer uma pequeno preâmbulo ao assunto, de maneira informal, sem nenhuma pretensão ao rigor, apelando para o movimento livre(que ocorre somente sob ação do campo gravitacional e nenhuma outra causa mais)de duas partículas, sobre a superfície terrestre, e que partem do pólo Norte, digamos, sobre duas geodésicas vizinhas, tão vizinhas quanto possível, sendo caracterizadas, também, como as  trajetórias mais retas possíveis, nessa superfície. Nem toda trajetória, contudo,  é uma geodésica. No caso,  os grandes círculos que passam pelos pólos o são.

 Inicialmente, estão muito juntas, a distância entre os respectivos vetores tangentes(velocidade) sendo infinitesimal. À medida  que se afastam do pólo norte, seguindo cada um sua geodésica, a distância entre as partículas vai aumentando até atingir o maior valor no equador, ocasião em que os vetores velocidade(tangentes à trajetória) são paralelos entre si, normais à linha do equador. O movimento continua seu curso, e a distância entre as partículas agora inverte o sentido, passa a diminuir, até chegar ao mínimo no pólo sul. Ou seja, as geodésicas convergem para os pólos. Dito de outra maneira; Imagine-se que elas partem do equador em direção a um dos pólos.  A distância entre elas vai dimuindo até um mínimo, no pólo escolhido.  Essa é uma experiência de pensamento muito realista e do conhecimento de todos. Nada demais. Concorda?

E qual a razão pela as partículas convergem? Resposta: a curvatura da superfície terrestre, que não percebemos localmente. Se essa superfície fosse plana, as partículas manteriam a distância recíproca constante, ou seja, as geodésicas que constituem sua trajetória são agora linhas retas e nunca se encontrarão, não haverá convergência. É o que diz o 5º Postulado de Euclides, das paralelas.  Então, objetivamente, a natureza superfície(se plana ou curva) em que se apóiam as trajetórias, se forem geodésicas, é determinante quanto a que elas permaneçam paralelas ou não.

Assim, se em algum experimento você observar que duas partículas em movimento livre(somente sob a ação do campo gravitacional) afastam-se ou se aproximam, então é certo que a superfície em que suas geodésicas se apóiam exibe algum nível de curvatura; caso contrário,  essa superfície(ou espaço bi-dimensional) é plana, tal como o espaço Euclideano(3-D) ou o espaçotempo de Minkowski(4-D).

Obs.: Posso provar que, nesses casos, embora a velocidade tangencial seja constante, há uma aceleração embutida:  o movimento de aproximação ou afastamento das duas partículas, durante o movimento, é acelerado! Mas essas aceleração é transversal, ou seja, perpendicular ao movimento! (Isto tem conseqüências muito importantes na física. Por exemplo, as forças de marés, cuja análise usando os recursos da relatividade dão um resultado um pouquinho diferente daquela análise que você fez a respeito desse assunto, que está em uma de suas salas de física). Há uma fórmula, chamada de Desvio Geodésico, que quantifica tudo isso, tanto do ponto de vista de Newton como da Relatividade, onde a expressão é mais elaborada, pois é posta em termos das 4-velocidades das partículas, da separação variável entre elas e de um objeto geométrico, que caracteriza e define uma curvatura, devido ao matemático Riemann. Que é, em verdade, a expressão correta; a que não leva em conta efeitos relativísticos é apenas uma aproximação.

O fenômeno quantificado pela equação do Desvio Geodésico é prova cabal da curvatura do espaço, entre outros resultados matemáticos que apontam para os mesmo resultados qualitativos e quantitativos.

Agora, deixe-me voltar para a gravidade Newtoniana. E consideremos as duas partículas caindo livremente. Para colocar a questão num contexto mais inteligível, vamos para aquele famoso elevador, que está em queda livre.  Você está dentro do elevador em queda livre, segurando um bolinha de ferro de 3kg e outra bolinha de isopor de umas poucas gramas. Você e as duas bolinhas estão parados dentro do elevador em queda livre. Em dado momento, você abre as mãos e solta as bolinhas. Que coisa acontece? Nada! Inicialmente, quer dizer. Você e as bolinhas continuam como antes, com suas posições relativas invariantes. Isto supondo que o elevador é muito, muito pequeno. Agora, vamos aumentar o tamanho do tal. Verá agora que as bolinhas continuam na sua mesma linha de visão de antigamente; mas, agora, você pode perceber que elas se aproximam, como se houvesse uma força de atração entre elas!  A distância entre elas diminui mais ainda à medida que o tempo passa. Ao tempo em que  estão convergindo, e convergirão para o centro de massa da massa gravitacional sob cujo campo gravitacional o elevador está em queda livre. De onde surgiu essa tal “força” que você imagina que puxa recíprocamente as bolinhas, uma em direção à outra?  Do movimento? Sim. Mas o que sugere a convergência das trajetórias, que são geodésicas,  para o centro de massa do sistema gravitacional? (Se alguém quiser saber com mais detalhes o que é, realmente, essa tal de geodésica, é só dizer).

Resposta:  que, por analogia com a discussão do início do post, o espaço em que as bolinhas se movimentam não pode ser plano, pois, neste caso, nunca se observaria uma aproximação. Sugere que o espaço apoio das trajetórias(que são geodésicas)  das bolinhas  só pode ser curvo.  Esta é uma hipótese plausível, neste exemplo, e é real. Mas há outros argumentos que conduzem aos mesmos resultados. Fica para outra vez.

É por isso que se diz que tal comportamento deve-se, exclusivamente, a certas propriedades do próprio espaço. Não há mais a quem culpar, de maneira objetiva...

Para que o comportamento analisado seja inteligível, a única saída é assumir a hipótese de que o espaçotempo é curvo. Já que é no espaçotempo que as coisas acontecem: movimento da lua em torno da terra, da terra e da lua e demais planetas  em torno do sol, e todos os demais movimentos de corpos do cosmo. Ocorrem sob geodésicas, são movimentos necessariamente geodésicos,  que são as linhas mais retas, possíveis,  do espaço em que se encontram.

Obs.: O espaço a que me refiro é o espaçotempo 4-dimensional;  que pode ser plano ou não.

Agora, o movimento em queda livre exibe a mais estranha das características da gravidade: todos os corpos, independentemente de sua constituição, caem da mesma maneira.  O que leva ao fato de que as massas inercial e gravitacional de um corpo são iguais.  Você ou mais alguém tem alguma explicação para isso?

Claramente,  isto é uma ponta solta na teoria Newtoniana.  Newton, ou qualquer de seus seguidores, não deu qualquer  explicação ao menos razoável para o mister.

Léo: Hoje, e do mesmo modo como o viu Newton, uma maçã cai.

Victor: Sim. E seguindo uma geodésica. Ou seja a curvatura do espaçotempo.

Léo: De onde vc tiraria a idéia que esta queda é devido a uma força?

Victor: Mas eu não disse que se tratava de uma força gravitacional. Pois isto não existe, conforme busquei argumentar mais acima.

Léo:  Muito pelo contrário.  Força é um conceito que os pensadores inventaram para justificar uma porrada de coisas ... e funcionou! Mas dai até pensar na força como realidade física tem muita imaginação a ser vencida.

Victor: Bem, parece-me que fiquei um pouco confuso, com essa “prosopopéia”. O que é irreal é a força gravitacional, somente. As demais, não.  Você pode até substituir o conceito de força por outro, envolvendo Impulso, variação da quantidade de movimento, ou variações de energia cinética. Mas os efeitos são os mesmos. A colisão entre dois automóveis, ou um belo soco entre dois boxeadores,  pode ser explicada através dos conceitos acima, e é real e simultâneo para quaisquer tipo de referenciais. São absolutos. O mesmo para todos os referencias.

Léo: "Atrair", "influência", etc. eram termos vagos à época ... e hoje são usados como se não fossem nada 'vagos' porque se pensa em força como realidade física.

Victor:  Não sei se entendi sua real linha de pensamento. Mas, no sentido em que postei acima, forças não gravitacionais e outras que não surgem devido a movimentos de rotação(portanto dependentes de referenciais),  podem ser realidade física, sim.

Léo: Espaço e tempo deformados são conceitos postos para justificar outra tantada de coisas ... e até funcionam em alguns casos! E por isso vamos pensar que "propriedade do próprio espaço" é realidade física?

Victor: Infelizmente, é assim.  O comportamento dos corpos em queda livre, como discutido, o fato de que massa inercial e massa gravitacional são iguais, não têm explicação sequer pertinho do que se possa chamar de plausível, à luz da teoria de Newton. Os fatos estão aí. Se você tiver alguma outra explicação, gostaria de saber. Honestamente.  E é esse mesmo comportamento que aponta para outro horizonte, para outras justificativas. Einstein viu isso. E postulou da única maneira que lhe era possível.  E, entre todas as possibilidades, e não as há em muita quantidade, só restou a opção de que, para que o comportamento dos corpos em queda livre seja como de fato ocorre, é necessário e suficiente que o espaçotempo seja curvo. E mais, que essa curvatura seja devido a alguma massa presente. É o caminho que sobrou. E qual a razão pela qual não se nota isso no dia a dia? O fato de que campos gravitacionais fracos, como é o caso do nosso, mascaram essas realidades. E, notavelmente, a Lei de Gravitação de Newton funciona muito bem obrigado. Mas só nesse caso. Sob a ação de um campo gravitacional bastante forte, não tente usar a Lei de Gravitação de Newton, pois será prejuízo líquido e certo.

Léo: Vamos deixar assim ... : conforme os homens vão inventando justificações (e nos aproveitamos delas quando funcionam), tudo bem, ... é a 'moda' do momento. No momento as 'modas' são Einstein e Planck (e seus derivados quânticos); aguardemos o amanhã!

Victor: Einstein e Planck não são “modas”.  É uma “moda” que já dura mais de um século. E dentre de mais alguns outros, estaremos novamente discutindo essas mesmas questões. Mas é um pecado capital o amigo proferir tal declaração.

Obs.: Todos os argumentos acima levam, também, ao Princípio da Equivalência de Einstein, que só é válido localmente. Mas o suficiente para ancorar toda a teoria da relatividade geral, e seu poder de descrever a natureza. E digo mais: a RG é um teoria incompleta, tem algumas falhas, principalmente no que concerne à estrutura do PE, mas é, de longe, a melhor e mais completa teoria de gravitação, atualmente. A segunda melhor TG, está para a RG de Einstein, assim como o “jogador de futebol ” que eu fui  está para Pelé!...

Não sei se conseguí ser claro quanto ao assunto, nesta linha de abordagem; se não, podemos continuar o debate, até que as coisas fiquem mais claras, para todos.

Sds,

Victor

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            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
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----- Original Message -----

From: JVictor

To: ciencialist@...

Sent: Thursday, February 02, 2012 6:25 AM

Subject: [ciencialist] Newton quase chega lá. Só faltou o quase.


#79617 De: "Luiz Ferraz Netto" <leo@...>
Data: Ter, 7 de Fev de 2012 7:48 pm
Assunto: Re: Newton quase chega lá. Só faltou o quase.
luizferrazneto
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Victor:  O argumento não é complexo. Deixe-me fazer uma pequeno preâmbulo ao assunto, de maneira informal, sem nenhuma pretensão ao rigor, apelando para o movimento livre(que ocorre somente sob ação do campo gravitacional e nenhuma outra causa mais)de duas partículas, sobre a superfície terrestre, e que partem do pólo Norte, digamos, sobre duas geodésicas vizinhas, tão vizinhas quanto possível, sendo caracterizadas, também, como as  trajetórias mais retas possíveis, nessa superfície. Nem toda trajetória, contudo,  é uma geodésica. No caso,  os grandes círculos que passam pelos pólos o são.

 Inicialmente, estão muito juntas, a distância entre os respectivos vetores tangentes(velocidade) sendo infinitesimal. À medida  que se afastam do pólo norte, seguindo cada um sua geodésica, a distância entre as partículas vai aumentando até atingir o maior valor no equador, ocasião em que os vetores velocidade(tangentes à trajetória) são paralelos entre si, normais à linha do equador. O movimento continua seu curso, e a distância entre as partículas agora inverte o sentido, passa a diminuir, até chegar ao mínimo no pólo sul. Ou seja, as geodésicas convergem para os pólos. Dito de outra maneira; Imagine-se que elas partem do equador em direção a um dos pólos.  A distância entre elas vai dimuindo até um mínimo, no pólo escolhido.  Essa é uma experiência de pensamento muito realista e do conhecimento de todos. Nada demais. Concorda?

E qual a razão pela as partículas convergem? Resposta: a curvatura da superfície terrestre, que não percebemos localmente. Se essa superfície fosse plana, as partículas manteriam a distância recíproca constante, ou seja, as geodésicas que constituem sua trajetória são agora linhas retas e nunca se encontrarão, não haverá convergência. É o que diz o 5º Postulado de Euclides, das paralelas.  Então, objetivamente, a natureza superfície(se plana ou curva) em que se apóiam as trajetórias, se forem geodésicas, é determinante quanto a que elas permaneçam paralelas ou não.

Léo - Minhas partículas são duas formiguinhas que também vão caminhar sobre geodésicas tremendamente próximas à linha do equador, partindo do L e chegando a O. à medida que se afastam do L, seguindo cada uma sua geodésica, a distância entre elas não aumenta nem diminui.

É só escolher as geodésicas que interessam e verificar que a questão como foi proposta é óbvio e hululante. Uma vez que as trajetórias estão definidas (como trilhos de estradas de ferro) não há como alterar o comportamento dos movimentos. Se duas maçãs caíssem juntas da macieira o que Newton veria?

 

[]´


#79618 De: "J.Victor" <j.victor.neto@...>
Data: Ter, 7 de Fev de 2012 10:49 pm
Assunto: Plantas, vivas e correndo do perigo, que não bestas.
josevictorde...
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Amigos,

 

Há muitos anos,  quando a juventude, os sonhos e o desejo de me infiltrar no desconhecido eram a tônica daquela minha vidinha agitada, iniciei um trabalho de pesquisas em algo inusitado, após ter lido o livro A vida Secreta das Plantas, que muito me impressionou: isso mesmo,  a “vida” das plantas, seu comportamento e que tais.   O projeto não foi para a frente. Mas continuei com a firme impressão de que as plantas têm uma espécie de vida, ainda que inconsciente, à la os irracionais que nos cercam. Nunca mais voltei ao assunto. Vez ou outra, encontro notícias sobre esse assunto; hoje, encontrei o endereço abaixo,  a respeito desse assunto. Honestamente, o que acham disso tudo? Balela? Ou misomenos, como diria o Takata?

 

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?&tagIds=1663&time=all&orderBy=mais-recentes&edFilter=editorial&video=plantas-avisam-umas-as-outras-quando-se-sentem-atacadas-04020E1B356EE4A12326

 

Sds,

Victor

 


#79619 De: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@...>
Data: Ter, 7 de Fev de 2012 11:37 pm
Assunto: Re: Plantas, vivas e correndo do perigo, que não bestas.
alvaug
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Para falar um português correto e preciso: load of crap!

[ ]s

Alvaro


Em 07/02/2012 20:49, J.Victor escreveu:

Amigos,

 

Há muitos anos,  quando a juventude, os sonhos e o desejo de me infiltrar no desconhecido eram a tônica daquela minha vidinha agitada, iniciei um trabalho de pesquisas em algo inusitado, após ter lido o livro A vida Secreta das Plantas, que muito me impressionou: isso mesmo,  a “vida” das plantas, seu comportamento e que tais.   O projeto não foi para a frente. Mas continuei com a firme impressão de que as plantas têm uma espécie de vida, ainda que inconsciente, à la os irracionais que nos cercam. Nunca mais voltei ao assunto. Vez ou outra, encontro notícias sobre esse assunto; hoje, encontrei o endereço abaixo,  a respeito desse assunto. Honestamente, o que acham disso tudo? Balela? Ou misomenos, como diria o Takata?

 

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?&tagIds=1663&time=all&orderBy=mais-recentes&edFilter=editorial&video=plantas-avisam-umas-as-outras-quando-se-sentem-atacadas-04020E1B356EE4A12326

 

Sds,

Victor

 



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