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ciencialist · Ciência

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#78660 De: Ivan Carlos <icarlos@...>
Data: Sáb, 30 de Abr de 2011 2:08 pm
Assunto: RE: As Abelhas Estão Sumindo
ivandoomer
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Abelhas prevendo terremotos?? WTH??

 

Ivan Carlos

CISO, Consultant

+55 (11) 8112-0666

www.icarlos.net

 

From: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] On Behalf Of Marcelo C Pinto
Sent: sexta-feira, 29 de abril de 2011 17:20
To: ciencialist@...
Subject: [ciencialist] As Abelhas Estão Sumindo

 




Primeiro, as abelhas começaram a desaparecer nos Estados Unidos, depois no Canadá e, então, no Brasil. “Nós, em Santa Catarina, tivemos um problema muito sério na primavera passada. Álias, esse problema tem se agravado muito e sempre nesta mesma épóca do ano”, explica o professor Afonso Inácio Orth, um dos principais especialistas em abelhas do país e que tem acompanhado os estudos que buscam respostas para o desaparecimento dos insetos desde que este problema foi detectado.


trecho:

IHU On-Line – O ambientalista James Lovelock, em Hipótese de Gaia, diz que as abelhas podem estar pressentindo as mudanças climáticas ou um nível de poluição que os equipamentos humanos não são capazes de detectar. O sumiço desses animais pode ser um aviso de que a saúde do nosso planeta corre perigo?


Afonso Inácio Orth – Não só em relação à poluição e às mudanças climáticas os animais são mais sensíveis, mas até adventos bastante traumáticos como, por exemplo, existem estudos que associam a movimentação de insetos e abelhas e de pássaros prevendo ocorrência de abalos sísmicos na crosta terrestre.
Embora tenhamos poucos estudos que possam claramente relacionar estes dois temas, acredito que a abelha é um excelente fator biológico para detectar alterações nos ecossistemas causados pela poluição do homem. E é claro que esta influência do homem pode afetar indiretamente as mudanças climáticas como, por exemplo, o aumento da temperatura. Por isso, concordo, sim, com as colocações de Lovelock.

IHU On-Line – O Brasil tem algum plano de proteção a esses animais?

Afonso Inácio Orth – Acredito que é preciso analisar a ampla acessibilidade que nós temos para a utilização de agrotóxicos. Hoje, nós somos um dos maiores consumidores de agrotóxico. A utilização excessiva de agrotóxicos não é compatível com um programa de proteção de abelhas.
Atualmente, apesar de não sermos a maior economia mundial, nem o maior produtor agrícola, nós somos o maior consumidor de agrotóxicos. Há algo de muito errado nisso.


link: http://goo.gl/MHyZV


Marcelo


 




#78661 De: Kentaro Mori <kentaro.mori@...>
Data: Qui, 5 de Mai de 2011 4:00 am
Assunto: Will West, Osama Bin Laden e a Ciência da Identidade
kmoribr
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http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/6187/will-west-osama-bin-laden-e-a-cincia-da-identidade


Will West, Osama Bin Laden e a Ciência da Identidade

2011 04 29 mistaken identity 1 ciencia

“Em 1903 um prisioneiro chamado Will West chegou à [penitenciária de ] Leavenworth. O escrivão tirou as fotografias acima e, tendo a impressão de se lembrar de West, perguntou se ele já havia adentrado a prisão anteriormente. West disse que não. O escrivão tomou algumas medidas, foi ao arquivo e encontrou este registro, com o nome de William West:

2011 04 29 mistaken identity 2 ciencia

Estupefato, o prisioneiro respondeu: ‘Essa foto é minha, mas não sei como você a tirou, porque sei que nunca estive aqui antes’.”

E West estava dizendo a verdade, porque o registro anterior pertencia a um outro prisioneiro que já estava cumprindo prisão perpétua naquela exata penitenciária desde 1901. Ele não só possuía a mesma aparência e medidas, como também se chamava William West. Diz a lenda que o caso se tornaria emblemático para a adoção da então nova ciência de identificação por impressões digitais, a datiloscopia: era a única técnica que diferenciaria com segurança os dois Wests (um era classificado 13/32, o outro 30/26). A impressão de seu polegar na identidade deve algo ao caso de Will e William West.

É uma fábula da ciência forense, boa demais para ser verdade. E de fato, em realidade a história dos dois Wests só chegou à literatura em 1918, anos depois que as digitais já haviam sido reconhecidas e implantadas como um sistema de identificação superior. O sistema de medidas biométricas usado anteriormente nunca foi promovido como um método exato e único de identificação, assim a reunião dos dois Wests muito parecidos não foi exatamente uma falha, era de certa forma um sucesso pela forma como, a partir de características e medidas físicas, duas pessoas parecidas pudessem ser facilmente localizadas.

Por outro lado, a realidade também é que os fatos básicos da história, das fotos às fichas, são verdadeiros e com um detalhe fascinante: o oficial responsável por implantar o sistema de identificação por medidas nos EUA, o major Robert W. McClaughry, foi pai do escrivão M.W. McClaughry, aquele que estava presente e não só mediu William e Will West em 1901 e 1903 ainda com o sistema Bertillon antigo, como foi também pioneiro na implantação da nova datiloscopia já em 1905. O único detalhe pouco fascinante nesta história infelizmente é seu mais importante: não se sabe ao certo se os dois Wests seriam parentes, ou mesmo irmãos gêmeos. O mesmo sobrenome de família e os nomes similares sugerem que sim. Há fontes não verificadas de que seu parentesco teria sido estabelecido, mas à época, e sendo que os dois não se conheciam nem sabiam que teriam um irmão gêmeo, a questão ficou, e permaneceu, em aberto.

O que se afirmou com segurança surpreendente é que depois de mais de um século em uso na datiloscopia, jamais foram encontradas duas pessoas com impressões digitais idênticas. Mesmo gêmeos idênticos, univitelinos, como os West podem ter sido, possuem impressões digitais diferentes. Embora impressões de gêmeos sim tenham maior similaridade, um indicativo de como nossas digitais são fruto tanto de nossa herança genética quanto de elementos fortuitos do ambiente em que crescemos, a começar do ventre materno.

finger prints ciencia

É quase poético que as pontas de nossos dedos sejam em mais de um aspecto um reflexo de quem somos e literalmente um sinônimo de nossa própria identidade. Babilônios dois milênios antes de Jesus já usavam impressões digitais como assinaturas, mas foi apenas no século 19 que a ciência, através do polímataFrancis Galtondemonstrou que elas seriam mesmo únicas a cada indivíduo. Algo da história da ciência da identificação revela mais alguns nexos interessantes.

Antes de sujar o polegar com tinta, o primeiro sistema de identificação científica foi criado pelo francêsAlphonse Bertillon. Usado no caso dos Wests, diversas medidas físicas, como o tamanho da cabeça, o comprimento do dedo médio (!), do pé e braço eram realizados, permitindo fichar uma pessoa em uma de 243 categorias. Assim, mesmo um arquivo com 5.000 pessoas teria apenas em torno de 20 fichas em cada categoria, facilitando imensamente localizar uma pessoa – há dois séculos, a tecnologia de percorrer milhares de fichas sistematicamente para encontrar um cartão era algo tão fabuloso quanto o Google. E em essência não tão diferente.

The speaking portrait ciencia

Detalhes adicionais como cores dos olhos e cabelo permitiriam ainda 1.701 agrupamentos diferentes, que eram ao final completados na identificação pelas fotos de frente e perfil da pessoa, as conhecidas “mugshots”. Bertillon foi o pioneiro em avançar esta padronização e registro objetivo de rostos através de fotografias, assim como a fotografia de cenas de crimes. Seu sistema biométrico foi abandonado em favor da datiloscopia, mas as “mugshots” que introduziu persistem e também penetraram na cultura popular.

Fascinante também é que a partir das medidas, e no processo de categorização, tudo era transformado através de fórmulas em números. Algo como uma fórmula da identidade, se a ideia de um indivíduo único ser “reduzido a um número” assusta, a datiloscopia também o faz, porque de pouco adiantaria um sistema de identificação único que não possa ser indexado e pesquisado com facilidade. Como o Google.

Osama Bin Laden Dead ciencia

E a era digital nos leva por fim a Osama Bin Laden, enquanto rumores dão conta que as primeiras identificações e confirmações de sua identidade – ainda com grande margem de erro – foram feitas através de medidas biométricas. Isto é, imagens anteriores do líder da Al Qaeda foram analisadas, a partir delas foram feitas medidas e, sim, podemos dizer que Bin Laden se transformou em um número que foi então verificado no homem morto no Paquistão. Não tão diferente do sistema Bertillon, mas muito mais sofisticada, essa identificação levou poucas horas, de fato pode ter levado poucos minutos.

A confirmação adicional da identidade única do terrorista, ainda segundo boatos, pulou o sistema datiloscópico, e foi diretamente à identificação genética, através de seu DNA. Embora gêmeos idênticos partilhem a mesma carga genética, e ainda que se possa imaginar assim que digitais sejam uma forma mais confiável de identificação, o fato de que basta uma amostra genética que pode ser obtida mais facilmente que uma impressão completa, e os métodos mais objetivos com que amostras genéticas são diferenciadas, fazem com que o teste de DNA seja a mais sofisticada forma através da qual a ciência pode identificá-lo entre quase sete bilhões de outras pessoas. Como as impressões digitais, de testes de paternidade a evidência nos piores crimes, e agora, em um dos mais relevantes casos de identificação na história a ciência da genética e da identificação forense moldam e mudam o mundo em que vivemos.

Uma “mugshot” do terrorista morto pode dirimir algumas dúvidas ao fornecer uma imagem simbólica de identificação, mas a historia de Will e William West há mais de um século demonstram como fotografias, mesmo décadas antes do advento do Photoshop, são pouco confiáveis. Por certa ironia histórica que quase soa como ficção, o presidente americano que autorizou sua captura e eventual morte possui um nome parecido.

Em uma fábula, Osama Bin Laden e Barack Obama seriam gêmeos idênticos, sendo um malévolo e o outro um heroi do bem, descobrindo fortuitamente a existência um do outro em um combate mortal. Na realidade qualquer forma que o governo americano forneça para comprovar a identificação do homem morto depois de uma década de buscas será questionada.


#78662 De: Álvaro Augusto (P) <alvaro@...>
Data: Qui, 5 de Mai de 2011 7:55 pm
Assunto: Palestra: "Einstein, a relatividade especial e outras coisas"
alvaug
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No próximo dia 12 de maio irei apresentar a palestra "Einstein, a relatividade especial e outras coisas".

 

Horário: 19h30 às 21h00.

 

Local: Miniauditório do campus Curitiba da UTFPR (Av. Sete de Setembro, 3165).

 

Programa resumido:

 

1. Um pouco sobre Albert Einstein

2. 1905: o "ano do milagre"

3. A teoria da relatividade especial

4. E=mc2

5. O efeito fotoelétrico

6. O movimento browniano

 

A entrada é gratuita. Para alunos da UTFPR vale como Atividade Complementar.

 

Para quem quiser ajudar a divulgar a palestra, o folder pode ser baixado e impresso em http://www.lunabay.com.br/alvaro/einstein_e_a_relatividade.pdf

 

Abraços,

 

Prof. Alvaro Augusto W. de Almeida

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR

Departamento Acadêmico de Eletrotécnica - DAELT

alvaroaugusto@... 

http://twitter.com/alvaug

 

 


#78663 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Sex, 6 de Mai de 2011 12:27 pm
Assunto: Re: Will West, Osama Bin Laden e a Ciência da Identidade
rmtakata
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Excelente texto, como sempre.

Só um reparo sem maior importância. "Carga genética", correspondente a 'genetic
load', tem um significado distinto de "material genético" ou "genoma".

Carga genética corresponde à redução no fitness médio da população pela presença
de variantes de menor valor adaptativo - em comparação com o fitness que a
população teria se todos tivessem a variante de maior valor adaptativo.

http://www.blackwellpublishing.com/ridley/a-z/Genetic_load.asp
-----

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., Kentaro Mori <kentaro.mori@...> >  Will
West, Osama Bin Laden e a Ciência da
>
Identidade<http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/6187/will-west-osama-bin-laden\
-e-a-cincia-da-identidade>

#78664 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Sex, 6 de Mai de 2011 8:56 pm
Assunto: ENC: Palestra: "Einstein, a relatividade especial e outras coisas"
josevictorde...
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Caro Álvaro,

 

Sugestão: filmar a palestra e depois distribuir para nós outros.  Eu gostaria de ouvir tua fala.

 

Sds,

 

Victor.

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Álvaro Augusto (P)
Enviada em: quinta-feira, 5 de maio de 2011 16:56
Para: ciencialist@...
Assunto: [ciencialist] Palestra: "Einstein, a relatividade especial e outras coisas"

 

 

No próximo dia 12 de maio irei apresentar a palestra "Einstein, a relatividade especial e outras coisas".

 

Horário: 19h30 às 21h00.

 

Local: Miniauditório do campus Curitiba da UTFPR (Av. Sete de Setembro, 3165).

 

Programa resumido:

 

1. Um pouco sobre Albert Einstein

2. 1905: o "ano do milagre"

3. A teoria da relatividade especial

4. E=mc2

5. O efeito fotoelétrico

6. O movimento browniano

 

A entrada é gratuita. Para alunos da UTFPR vale como Atividade Complementar.

 

Para quem quiser ajudar a divulgar a palestra, o folder pode ser baixado e impresso em http://www.lunabay.com.br/alvaro/einstein_e_a_relatividade.pdf

 

Abraços,

 

Prof. Alvaro Augusto W. de Almeida

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR

Departamento Acadêmico de Eletrotécnica - DAELT

alvaroaugusto@... 

http://twitter.com/alvaug

 

 


#78665 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Sáb, 7 de Mai de 2011 3:44 am
Assunto: Metodologia Net-In - Mais exercícios
ecientificoc...
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Mais alguns exercícios relacionados ao que tenho chamado por Metodologia Net-In:
 
Esta página ainda não está linkada no site, logo está à disposição apenas para os frequentadores da Ciencialist.
 
O capítulo correspondente (teoria do método) está em fase de construção e brevemente será postado no eCC, certamente com mais exercícios, quiçá chegando à integração gráfica.
 
Qualquer sugestão será também bem-vinda.
 
Tema desenvolvido: Determinação gráfica das funções s=f(t) e v=f(t).
 
Métodos utilizados: Além dos já apresentados (exercícios do capítulo 4):
1) Cliques do mouse e efeitos de teclado (giro e posicionamento de objetos gráficos);
2) Método das tangentes (desenvolvido por Fermat e Barrow e utilizado por Newton) adaptado para utilização em computador.
3) Determinação do fator de correção para medidas angulares (tangente, por ex.) em gráficos com eixos não equalizados (unidades de medida representadas por comprimentos diferentes).
 
Se houver algum problema na abertura dos exercícios em seu computador gostaria de ser informado. Por exemplo, os arquivos swf, quando sediados no meu computador de mesa, não funcionam da maneira correta em um dos meus notebooks situado na rede doméstica (os códigos do teclado não funcionam). Não obstante, quando o arquivo está na Internet (provedor Yahoo) os arquivos funcionam perfeitamente.
 
Creio que este é mais um efeito promovido pela rede de espionagem da Microsoft (que certamente existe tanto no meu quanto no seu computador). Quase sempre há um aviso de bloqueio quando um arquivo dos meus computadores (tanto Windows Vista quanto 7, mas não no XP) tenta abrir outro arquivo no mesmo computador. E quando não há o bloqueio, o arquivo abre mas não funciona de maneira correta.
 
Eles (Microsoft) provavelmente dirão que trata-se de medida de segurança para que virus instalados no seu computador não se espalhe (não abra outros arquivos), mas eu tenho lá as minhas dúvidas, pois o método deveria conseguir distinguir entre “capitão de fragata†e “cafetão de gravataâ€. Afinal, quando o arquivo está na Internet, essa distinção é feita por qualquer antivirus de terceira categoria.
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 

#78666 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Dom, 8 de Mai de 2011 5:26 pm
Assunto: Filme - uma biografia de Einstein.
josevictorde...
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#78667 De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
Data: Seg, 9 de Mai de 2011 4:20 pm
Assunto: Re: Metodologia Net-In - Mais exercícios
leoferraz2003
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Oi Alberto,
 
parabéns pela idéia do projeto 'método mesquita' aplicado ao desenvolvimento da cinemática.
Hoje apenas peguei este link abaixo e fui dar uma olha ... imediatamente passei para o Capítulo 1 ... estou lá vendo as instruções iniciais.
Vou continuar a leitura pela semana ... entro em contato caso me apareça alguma dúvida. Ainda não absorvi a idéia geral do projeto.
 
aquele abraço,
 
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
           leobarretos@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
Sent: Saturday, May 07, 2011 12:44 AM
Subject: [ciencialist] Metodologia Net-In - Mais exercícios

 

Mais alguns exercícios relacionados ao que tenho chamado por Metodologia Net-In:
 
Esta página ainda não está linkada no site, logo está à disposição apenas para os frequentadores da Ciencialist.
 
O capítulo correspondente (teoria do método) está em fase de construção e brevemente será postado no eCC, certamente com mais exercícios, quiçá chegando à integração gráfica.
 
Qualquer sugestão será também bem-vinda.
 
Tema desenvolvido: Determinação gráfica das funções s=f(t) e v=f(t).
 
Métodos utilizados: Além dos já apresentados (exercícios do capítulo 4):
1) Cliques do mouse e efeitos de teclado (giro e posicionamento de objetos gráficos);
2) Método das tangentes (desenvolvido por Fermat e Barrow e utilizado por Newton) adaptado para utilização em computador.
3) Determinação do fator de correção para medidas angulares (tangente, por ex.) em gráficos com eixos não equalizados (unidades de medida representadas por comprimentos diferentes).
 
Se houver algum problema na abertura dos exercícios em seu computador gostaria de ser informado. Por exemplo, os arquivos swf, quando sediados no meu computador de mesa, não funcionam da maneira correta em um dos meus notebooks situado na rede doméstica (os códigos do teclado não funcionam). Não obstante, quando o arquivo está na Internet (provedor Yahoo) os arquivos funcionam perfeitamente.
 
Creio que este é mais um efeito promovido pela rede de espionagem da Microsoft (que certamente existe tanto no meu quanto no seu computador). Quase sempre há um aviso de bloqueio quando um arquivo dos meus computadores (tanto Windows Vista quanto 7, mas não no XP) tenta abrir outro arquivo no mesmo computador. E quando não há o bloqueio, o arquivo abre mas não funciona de maneira correta.
 
Eles (Microsoft) provavelmente dirão que trata-se de medida de segurança para que virus instalados no seu computador não se espalhe (não abra outros arquivos), mas eu tenho lá as minhas dúvidas, pois o método deveria conseguir distinguir entre “capitão de fragata†e “cafetão de gravataâ€. Afinal, quando o arquivo está na Internet, essa distinção é feita por qualquer antivirus de terceira categoria.
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 


#78668 De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
Data: Seg, 9 de Mai de 2011 9:45 pm
Assunto: Fw: fisica 1
leoferraz2003
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É Mesquita, nossos alunos bem que precisam de lastro em seus estudos cinemáticos; tanto no ensino médio como nos primeiros anos do terceiro grau.
Esta mensagem de hoje (onde deleto a fonte) mostra bem isso!
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
           leobarretos@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
From: xxxxxxxxxxxxxxxxx
Sent: Saturday, May 07, 2011 10:20 AM
Subject: fisica 1

olá Leo td bem , sou estudande de Engenharia Civil e gostaria que vc se puder me ajudar me informe se existe alguma  técnica de aprendizado para que possa interpretar com mais facilidade os enunciado dos exercicios.
 
 MUV , Balistica ,  Lançamento de um Elevado , Queda Livre
 
grato
 
xxxxxxxxxxxxx - Assis/SP
3º de Eng. Civil - yyyyyyyyy
tel: zzzzzzzzzzzzzz

#78669 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Seg, 9 de Mai de 2011 11:33 pm
Assunto: Re: Fw: fisica 1
ecientificoc...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
From: Luiz Ferraz Netto
Sent: Monday, May 09, 2011 6:45 PM
To: ciencialist
Subject: [ciencialist] Fw: fisica 1
 
Léo: É Mesquita, nossos alunos bem que precisam de lastro em seus estudos cinemáticos;
> tanto no ensino médio como nos primeiros anos do terceiro grau.
> Esta mensagem de hoje (onde deleto a fonte) mostra bem isso!
 
Mensagem referida: olá Leo td bem , sou estudande de Engenharia Civil e gostaria que
> > vc se puder me ajudar me informe se existe alguma  técnica de aprendizado para que
> > possa interpretar com mais facilidade os enunciado dos exercicios.
> > MUV , Balistica ,  Lançamento de um Elevado , Queda Livre
 
Olá Léo
 
Pois é!!!!
 
Foi nisso que se transformou a nossa escola.
 
Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha escola querida
Que os anos não trazem mais!
 
A escola de hoje só ensina o aluno a resolver exercícios. Interpretar!!!! O que é isso? O aluno que você citou pelo menos percebeu que está faltando alguma coisa no seu aprendizado, mas a grande maioria está a anos-luz de distância desta percepção. O aluno de hoje resolve uma infinidade de exercícios de física (deriva, integra, transforma etc) e está longe de compreender o que é uma função horária, uma derivada, uma diferencial, uma infinitesimal, uma integral, uma transformada etc. Para não dizer que está longe de compreender o que é física. E, não obstante, considera-se sábio quando chega a um resultado que coincide com aquele que está na página de respostas do livro. Pobre coitado!
 
Esta é a escola que, nos anos 80, Mário Schenberg tanto criticou, e vejam que ele utilizou, como exemplo, coisas que estavam acontecendo na usp, que é uma das melhores escolas do país, se não a melhor. De 80 (século passado) para cá a coisa piorou tremendamente e quero crer que quase nada está sendo feito para, pelo menos, desacelerar esta evolução negativa.
 
Enfim, nem tudo está perdido e a Feira de Ciências está aí para comprovar isto. E eu tenho feito o possível para seguir os seus passos, obviamente dentro de minhas limitações e, portanto, sem o mesmo brilho.
 
Grato pelos parabéns da última mensagem, também implícito nas entrelinhas da atual.
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#78670 De: "tipoalgo" <tipoalgo@...>
Data: Ter, 10 de Mai de 2011 6:06 am
Assunto: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
tipoalgo
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Olá a todos.

Os Mestres conhecem o artigo: A influência da falácia climática sobre a nossa
vida, do Prof. Molion publicado em 
http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/88437-a-influencia-da-\
falacia-climatica-sobre-a-nossa-vida.html ?

A mim, um leigo, pareceu fazer sentido, e aos Mestres, o que acham?

Colo aqui apenas a parte final.
...
Nos trópicos, a temperatura do ar próximo à superfície depende basicamente da
cobertura de nuvens e da chuva. O ciclo hidrológico é o "termostato" da
superfície. Quando o tempo está nublado e chuvoso, a temperatura é baixa. Isso
porque, a cobertura de nuvens funciona como um guarda-sol, refletindo radiação
solar de volta para o espaço exterior em sua parte superior. Simultaneamente, a
evaporação da água da chuva rouba calor da superfície e refrigera o ar. Quando
não há nuvens e chuva, acontece o contrário, entra mais radiação solar no
sistema, aquece a superfície e, como não existe água para evaporar, o calor do
sol é usado quase que exclusivamente para aquecer o ar (calor sensível). Em
adição, se o ar estiver úmido logo após uma chuva de verão, a sensação térmica é
intensificada, pois a alta umidade do ar dificulta transpiração da pele, que é o
mecanismo fisiológico que regula a temperatura dos seres humanos. Durante o
período seco, tem-se ar descente sobre a região, que provoca alta pressão
atmosférica, céu claro, e dificulta a ascensão do ar aquecido, reduzindo a
cobertura de nuvens. Isso faz com que a superfície e o ar em contato atinjam
temperaturas altas. Numa cidade em que, devido à impermeabilização do solo, não
há água da chuva para evaporar, todo calor do sol é usado para aquecer o ar.
Como as cidades cresceram e a população se aglomerou nelas, a impressão que a
população metropolitana tem é que o mundo está se aquecendo. Um termômetro,
instalado numa cidade, corrobora com essa percepção, pois passa a medir
temperaturas cada vez mais elevadas com o crescimento da área urbanizada com o
tempo, o chamado "efeito de ilha de calor urbana". Ou seja, a sensação térmica
sentida pelo ser humano advém de condições atmosféricas locais e não globais.
Não se conhece a metodologia com a qual as séries de "temperatura média global"
utilizadas pelo IPCC foram calculadas. É mantida em segredo! Mas, se elas o
foram utilizando-se termômetros "selecionados a dedo", particularmente os
instalados nos grandes centros urbanos, onde se localizam as séries temporais
mais longas, e dados  contaminados pelo efeito de ilha de calor urbana, não é
surpresa que a década de 2000 tenha sido considerada a "mais quente" dos últimos
750 anos! Na realidade, não há como calcular "uma temperatura média global" e a
adotá-la como medida da variabilidade climática global. Uma medida mais adequada
dessa variabilidade seria a estimativa da variação temporal do calor armazenado
nos oceanos. Concluindo, o efeito-estufa, como descrito na literatura, nunca foi
demonstrado e é difícil aceitar que o processo de absorção/emissão pelos GEE, em
particular o CO2, seja o principal causador de temperaturas altas próximas à
superfície. A emissão de radiação IV atmosférica é proveniente da massa de ar
total (matéria), para a qual a contribuição do CO2 é muito pequena quando
comparada com as massas de N2 e de O2, e o aumento de sua concentração teria um
efeito desprezível na massa de ar e em sua temperatura. Frases como "temos que
impedir que a temperatura aumente mais de 2°C, mantendo a concentração de CO2
abaixo de 460 ppmv", não têm sentido físico algum. Tal cálculo é proveniente de
uma grande simplificação da equação de absorção radiativa dos GEE, "ajustada"
para reproduzir o aumento de temperatura com a variação da concentração de CO2
observadas. E essa equação não tem base científica alguma! Portanto, a redução
das emissões de carbono para a atmosfera não terá efeito algum sobre a tendência
do clima, pois o CO2 não controla o clima global. E a tendência para os próximos
20 anos é de um resfriamento global, mesmo que a concentração de CO2 continue a
aumentar. Considerando que 80% da matriz energética global dependem dos
combustíveis fósseis, a imposição da redução das emissões de carbono por meio de
mecanismos como o Protocolo de Kyoto, na realidade, afetará o desenvolvimento
dos países pobres, particularmente o Brasil, aumentando as desigualdades sociais
no planeta. Não há "crise climática" e sim uma vislumbrada crise energética para
os países industrializados e estes, preocupados com sua "segurança energética",
não querem dividir o que resta (?) dos combustíveis fósseis com os outros países
subdesenvolvidos.
Fonte: Luiz Carlos Baldicero Molion

Abraços
Tipoalgo

#78671 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Ter, 10 de Mai de 2011 10:07 pm
Assunto: Curiosidades científicas - Prof. Bassalo.
josevictorde...
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Amigos,

 

Entre os muito tópicos expostos pelo Prof. Bassalo, que você pode acessar no link ao fim deste texto, está a curiosidade abaixo, que achei oportuno copiar e colar, e dizer que o link está cheio de tópicos do tipo, verdadeiras pérolas.

Bom proveito.

 

Obs.:  A reboque deste assunto, tenho uma experiência pessoal, que ora relato.  Em meu curso de engenharia elétrica tive um professor de eletrônica, Prof. William Brandt, engenheiro,  que, simplesmente, sabia tudo de eletrônica, além de ser, reconhecidamente,  um matemático de alto nível. Contudo, não era raro a maioria dos seus alunos tirarem sonecas em suas aulas... Eram monótonas, sem brilho, etc. A maioria, como eu, preferia dar uma de autodidata, mas recorrendo a ele quando dúvidas cavernosas surgiam. Nestas ocasiões é que víamos o quanto o homem era sabido, uma espécie de mentor da área, a quem todos recorriam.  Era notório o seu saber teórico e prático, de bancada mesmo.

Ou seja, era, não diria pésssimo, mas menos que razoável professor. Mas não lhe respeitávamos menos por isso.

Talvez seu jeito sério e sisudo (nunca ria), sua fala mansa e aparentemente preguiçosa, contribuissem para o mister.

 

Planck e Maxwell como maus professores. .


Segundo o físico alemão, naturalizado inglês, Sir Rudolf Ernst Peierls (1907-1995), o criador da teoria quântica, o físico alemão Max Karl Ernest Planck (1858-1947; PNF, 1918) não era um bom professor, pois, quando ministrava aulas sobre determinado assunto já contido em livro seu, usava-o em sala de aula e passava a lê-lo linha por linha, tornando-se, por isso mesmo, enfadonho. Planck também não era bom orientador de pesquisa, segundo uma história que circulava à época na Alemanha e que Peierls a ouviu por várias vezes, e que era a seguinte. Quando um estudante chegava a Planck e lhe pedia um problema que pudesse servir como assunto de tese, ouvia dele a seguinte resposta: Meu caro, se eu tivesse um problema, eu mesmo o resolveria. A mesma dificuldade em transmitir conhecimentos ocorria com o físico e matemático escocês James Clerk Maxwell (1831-1879), segundo o físico russo Piotr Leonidovich Kapitza (1884-1984; PNF, 1978). Este havia trabalhado no Laboratório Cavendish, na Inglaterra por um período de treze anos: 1921-1934, realizando experiências sob a direção do físico e químico inglês Sir Ernest Rutherford (1871-1937; PNQ, 1908). [Foi por ocasião desse trabalho com Rutherford (apelidado por seus amigos de "Crocodilo") que nasceu a grande admiração de Kapitza pelo descobridor do núcleo atômico. Tal admiração levou-o a colocar um enorme crocodilo, em baixo-relevo, em uma das paredes de um novo Laboratório que o Governo Soviético havia construído para Kapitza, quando voltou à URSS.] Durante sua estada no Laboratório Cavendish, Kapitza conviveu com vários físicos, dentre eles, o físico inglês Sir Horace Lamb (1849-1934), célebre por seus trabalhos em Hidrodinâmica e, principalmente, por seu livro Hydrodynamics, escrito em 1895, livro esse que durante muitos anos foi o melhor texto sobre o assunto. Pois bem, em conversa com Kapitza, Lamb contou-lhe que fora aluno de Maxwell (primeiro Diretor do Laboratório Cavendish), autor da célebre Teoria Matemática do Eletromagnetismo, e que, no entanto, não era um brilhante professor. Usualmente, dava aulas sem quaisquer notas. Quando algumas dessas aulas necessitavam de um desenvolvimento matemático, quase sempre errava e se confundia todo. No entanto, prossegue Lamb, quando Maxwell corrigia seus erros, seus alunos apreendiam mais do que lhes ensinava qualquer livro-texto sobre o assunto. É oportuno relatar que Maxwell, aos 14 anos de idade, ganhou a Medalha de Matemática da Academia de Edimburgo, pelo seu trabalho sobre a construção geométrica de um oval perfeito, usando, apenas, alfinete e um barbante.

 

 

Aquí, o caminho do lazer intelectual científico:

 

http://www.searadaciencia.ufc.br/folclore/folclore06.htm

 

Sds,

Vicor.


#78672 De: Luís Junior <jrcarpediem@...>
Data: Ter, 10 de Mai de 2011 10:38 pm
Assunto: Re: Curiosidades científicas - Prof. Bassalo.
hitenken
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Excelente texto! Muito obrigado.

2011/5/10 JVictor <j.victor.neto@...>
 

Amigos,

 

Entre os muito tópicos expostos pelo Prof. Bassalo, que você pode acessar no link ao fim deste texto, está a curiosidade abaixo, que achei oportuno copiar e colar, e dizer que o link está cheio de tópicos do tipo, verdadeiras pérolas.

Bom proveito.

 

Obs.:  A reboque deste assunto, tenho uma experiência pessoal, que ora relato.  Em meu curso de engenharia elétrica tive um professor de eletrônica, Prof. William Brandt, engenheiro,  que, simplesmente, sabia tudo de eletrônica, além de ser, reconhecidamente,  um matemático de alto nível. Contudo, não era raro a maioria dos seus alunos tirarem sonecas em suas aulas... Eram monótonas, sem brilho, etc. A maioria, como eu, preferia dar uma de autodidata, mas recorrendo a ele quando dúvidas cavernosas surgiam. Nestas ocasiões é que víamos o quanto o homem era sabido, uma espécie de mentor da área, a quem todos recorriam.  Era notório o seu saber teórico e prático, de bancada mesmo.

Ou seja, era, não diria pésssimo, mas menos que razoável professor. Mas não lhe respeitávamos menos por isso.

Talvez seu jeito sério e sisudo (nunca ria), sua fala mansa e aparentemente preguiçosa, contribuissem para o mister.

 

Planck e Maxwell como maus professores. .


Segundo o físico alemão, naturalizado inglês, Sir Rudolf Ernst Peierls (1907-1995), o criador da teoria quântica, o físico alemão Max Karl Ernest Planck (1858-1947; PNF, 1918) não era um bom professor, pois, quando ministrava aulas sobre determinado assunto já contido em livro seu, usava-o em sala de aula e passava a lê-lo linha por linha, tornando-se, por isso mesmo, enfadonho. Planck também não era bom orientador de pesquisa, segundo uma história que circulava à época na Alemanha e que Peierls a ouviu por várias vezes, e que era a seguinte. Quando um estudante chegava a Planck e lhe pedia um problema que pudesse servir como assunto de tese, ouvia dele a seguinte resposta: Meu caro, se eu tivesse um problema, eu mesmo o resolveria. A mesma dificuldade em transmitir conhecimentos ocorria com o físico e matemático escocês James Clerk Maxwell (1831-1879), segundo o físico russo Piotr Leonidovich Kapitza (1884-1984; PNF, 1978). Este havia trabalhado no Laboratório Cavendish, na Inglaterra por um período de treze anos: 1921-1934, realizando experiências sob a direção do físico e químico inglês Sir Ernest Rutherford (1871-1937; PNQ, 1908). [Foi por ocasião desse trabalho com Rutherford (apelidado por seus amigos de "Crocodilo") que nasceu a grande admiração de Kapitza pelo descobridor do núcleo atômico. Tal admiração levou-o a colocar um enorme crocodilo, em baixo-relevo, em uma das paredes de um novo Laboratório que o Governo Soviético havia construído para Kapitza, quando voltou à URSS.] Durante sua estada no Laboratório Cavendish, Kapitza conviveu com vários físicos, dentre eles, o físico inglês Sir Horace Lamb (1849-1934), célebre por seus trabalhos em Hidrodinâmica e, principalmente, por seu livro Hydrodynamics, escrito em 1895, livro esse que durante muitos anos foi o melhor texto sobre o assunto. Pois bem, em conversa com Kapitza, Lamb contou-lhe que fora aluno de Maxwell (primeiro Diretor do Laboratório Cavendish), autor da célebre Teoria Matemática do Eletromagnetismo, e que, no entanto, não era um brilhante professor. Usualmente, dava aulas sem quaisquer notas. Quando algumas dessas aulas necessitavam de um desenvolvimento matemático, quase sempre errava e se confundia todo. No entanto, prossegue Lamb, quando Maxwell corrigia seus erros, seus alunos apreendiam mais do que lhes ensinava qualquer livro-texto sobre o assunto. É oportuno relatar que Maxwell, aos 14 anos de idade, ganhou a Medalha de Matemática da Academia de Edimburgo, pelo seu trabalho sobre a construção geométrica de um oval perfeito, usando, apenas, alfinete e um barbante.

 

 

Aquí, o caminho do lazer intelectual científico:

 

http://www.searadaciencia.ufc.br/folclore/folclore06.htm

 

Sds,

Vicor.



#78673 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Sex, 13 de Mai de 2011 3:23 pm
Assunto: Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Muitas bobagens.

A temperatura média global é calculada atualmente com a ajuda de softwares a
partir dos dados de diferentes estações meteorológicas espalhadas pelo globo.

Aqui tem um mapa das estações de medição:
http://genereporter.blogspot.com/2009/12/jogo-dos-erros.html
------------

O cálculo da forçante radioativa do CO2 é bem detalhado em um livro indicado
aqui:
http://genereporter.blogspot.com/2009/11/o-calculo-da-forcante-radioativa.html
------------
(está um tanto desatualizado, mas as ideias gerais dão um bom panorama sobre a
questão)

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., "tipoalgo" <tipoalgo@...> escreveu
>
> Olá a todos.
>
> Os Mestres conhecem o artigo: A influência da falácia climática sobre a nossa
vida, do Prof. Molion publicado em 
http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/88437-a-influencia-da-\
falacia-climatica-sobre-a-nossa-vida.html ?
>
> A mim, um leigo, pareceu fazer sentido, e aos Mestres, o que acham?
>
> Colo aqui apenas a parte final.
> ...
> Nos trópicos, a temperatura do ar próximo à superfície depende basicamente da
cobertura de nuvens e da chuva. O ciclo hidrológico é o "termostato" da
superfície. Quando o tempo está nublado e chuvoso, a temperatura é baixa. Isso
porque, a cobertura de nuvens funciona como um guarda-sol, refletindo radiação
solar de volta para o espaço exterior em sua parte superior. Simultaneamente, a
evaporação da água da chuva rouba calor da superfície e refrigera o ar. Quando
não há nuvens e chuva, acontece o contrário, entra mais radiação solar no
sistema, aquece a superfície e, como não existe água para evaporar, o calor do
sol é usado quase que exclusivamente para aquecer o ar (calor sensível). Em
adição, se o ar estiver úmido logo após uma chuva de verão, a sensação térmica é
intensificada, pois a alta umidade do ar dificulta transpiração da pele, que é o
mecanismo fisiológico que regula a temperatura dos seres humanos. Durante o
período seco, tem-se ar descente sobre a região, que provoca alta pressão
atmosférica, céu claro, e dificulta a ascensão do ar aquecido, reduzindo a
cobertura de nuvens. Isso faz com que a superfície e o ar em contato atinjam
temperaturas altas. Numa cidade em que, devido à impermeabilização do solo, não
há água da chuva para evaporar, todo calor do sol é usado para aquecer o ar.
Como as cidades cresceram e a população se aglomerou nelas, a impressão que a
população metropolitana tem é que o mundo está se aquecendo. Um termômetro,
instalado numa cidade, corrobora com essa percepção, pois passa a medir
temperaturas cada vez mais elevadas com o crescimento da área urbanizada com o
tempo, o chamado "efeito de ilha de calor urbana". Ou seja, a sensação térmica
sentida pelo ser humano advém de condições atmosféricas locais e não globais.
Não se conhece a metodologia com a qual as séries de "temperatura média global"
utilizadas pelo IPCC foram calculadas. É mantida em segredo! Mas, se elas o
foram utilizando-se termômetros "selecionados a dedo", particularmente os
instalados nos grandes centros urbanos, onde se localizam as séries temporais
mais longas, e dados  contaminados pelo efeito de ilha de calor urbana, não é
surpresa que a década de 2000 tenha sido considerada a "mais quente" dos últimos
750 anos! Na realidade, não há como calcular "uma temperatura média global" e a
adotá-la como medida da variabilidade climática global. Uma medida mais adequada
dessa variabilidade seria a estimativa da variação temporal do calor armazenado
nos oceanos. Concluindo, o efeito-estufa, como descrito na literatura, nunca foi
demonstrado e é difícil aceitar que o processo de absorção/emissão pelos GEE, em
particular o CO2, seja o principal causador de temperaturas altas próximas à
superfície. A emissão de radiação IV atmosférica é proveniente da massa de ar
total (matéria), para a qual a contribuição do CO2 é muito pequena quando
comparada com as massas de N2 e de O2, e o aumento de sua concentração teria um
efeito desprezível na massa de ar e em sua temperatura. Frases como "temos que
impedir que a temperatura aumente mais de 2°C, mantendo a concentração de CO2
abaixo de 460 ppmv", não têm sentido físico algum. Tal cálculo é proveniente de
uma grande simplificação da equação de absorção radiativa dos GEE, "ajustada"
para reproduzir o aumento de temperatura com a variação da concentração de CO2
observadas. E essa equação não tem base científica alguma! Portanto, a redução
das emissões de carbono para a atmosfera não terá efeito algum sobre a tendência
do clima, pois o CO2 não controla o clima global. E a tendência para os próximos
20 anos é de um resfriamento global, mesmo que a concentração de CO2 continue a
aumentar. Considerando que 80% da matriz energética global dependem dos
combustíveis fósseis, a imposição da redução das emissões de carbono por meio de
mecanismos como o Protocolo de Kyoto, na realidade, afetará o desenvolvimento
dos países pobres, particularmente o Brasil, aumentando as desigualdades sociais
no planeta. Não há "crise climática" e sim uma vislumbrada crise energética para
os países industrializados e estes, preocupados com sua "segurança energética",
não querem dividir o que resta (?) dos combustíveis fósseis com os outros países
subdesenvolvidos.
> Fonte: Luiz Carlos Baldicero Molion
>
> Abraços
> Tipoalgo
>

#78674 De: Tipoalgo <tipoalgo@...>
Data: Sex, 13 de Mai de 2011 10:56 pm
Assunto: Re: Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
tipoalgo
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá mestre Takata.

Obrigado por fornecer os links.

Li rapidamente e vi que o assunto foi bem debatido.

Como sou leigo, e as bobagens me perseguem, continuarei:

Li em algum lugar o seguinte: pega-se uma pessoa e resfria-se a sua cabeça a 0° e aquece-se os seus pés a 100° e pergunta-se qual a temperatura média do corpo. Essa temperatura média serve para alguma coisa?

Eu nem sei o que é Forçante Radioativa do CO2, mas o "Sr. Aranha" lá no GeneRepórter escreveu:
...

Achei no google, medições de um dos fundadores do IPCC (acho que se chama Roy Spencer) de temperaturas coletadas por balões que contradizem totalmente a teoria dos modelos baseados nas forçantes radioativas dos gases do efeito estufa, pois registram taxas negativas no alto da troposfera em relação às taxas na superfície

Fiquei com mais dúvida ainda...

A teoria diz uma coisa e as evidências insistem em contradizer.

Se o "Sr Aranha" que parece saber o que é Forçante Radiotiva do CO2 ficou com mais dúvida ainda, imagine eu!

Abraços
Tipoalgo

Em 13 de maio de 2011 12:23, roberto <roberto.takata@...> escreveu:
 

Muitas bobagens.

A temperatura média global é calculada atualmente com a ajuda de softwares a partir dos dados de diferentes estações meteorológicas espalhadas pelo globo.

Aqui tem um mapa das estações de medição:
http://genereporter.blogspot.com/2009/12/jogo-dos-erros.html
------------

O cálculo da forçante radioativa do CO2 é bem detalhado em um livro indicado aqui:
http://genereporter.blogspot.com/2009/11/o-calculo-da-forcante-radioativa.html
------------
(está um tanto desatualizado, mas as ideias gerais dão um bom panorama sobre a questão)

[]s,

Roberto Takata





#78675 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Sáb, 14 de Mai de 2011 8:38 am
Assunto: RES: Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

“.. pega-se uma pessoa e resfria-se a sua cabeça a 0° e aquece-se os seus pés a 100° e pergunta-se qual a temperatura média do corpo. Essa temperatura média serve para alguma coisa?”

 

A temperatura final será bastante baixa, pois ele estará na seguinte situação:  os pés torrados e a cabeça com aspecto de picolé de creme ao leite, estando, também, mortinho da silva...Que ninguém é de ferro.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Tipoalgo
Enviada em: sexta-feira, 13 de maio de 2011 19:56
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida

 

 

Olá mestre Takata.

 

Obrigado por fornecer os links.

 

Li rapidamente e vi que o assunto foi bem debatido.

 

Como sou leigo, e as bobagens me perseguem, continuarei:

 

Li em algum lugar o seguinte: pega-se uma pessoa e resfria-se a sua cabeça a 0° e aquece-se os seus pés a 100° e pergunta-se qual a temperatura média do corpo. Essa temperatura média serve para alguma coisa?

 

Eu nem sei o que é Forçante Radioativa do CO2, mas o "Sr. Aranha" lá no GeneRepórter escreveu:
...

Achei no google, medições de um dos fundadores do IPCC (acho que se chama Roy Spencer) de temperaturas coletadas por balões que contradizem totalmente a teoria dos modelos baseados nas forçantes radioativas dos gases do efeito estufa, pois registram taxas negativas no alto da troposfera em relação às taxas na superfície

Fiquei com mais dúvida ainda...

A teoria diz uma coisa e as evidências insistem em contradizer.

3 DE DEZEMBRO DE 2009 16:48

Se o "Sr Aranha" que parece saber o que é Forçante Radiotiva do CO2 ficou com mais dúvida ainda, imagine eu!

 

Abraços

Tipoalgo

 

Em 13 de maio de 2011 12:23, roberto <roberto.takata@...> escreveu:

 

Muitas bobagens.

A temperatura média global é calculada atualmente com a ajuda de softwares a partir dos dados de diferentes estações meteorológicas espalhadas pelo globo.

Aqui tem um mapa das estações de medição:
http://genereporter.blogspot.com/2009/12/jogo-dos-erros.html
------------

O cálculo da forçante radioativa do CO2 é bem detalhado em um livro indicado aqui:
http://genereporter.blogspot.com/2009/11/o-calculo-da-forcante-radioativa.html
------------
(está um tanto desatualizado, mas as ideias gerais dão um bom panorama sobre a questão)

[]s,

Roberto Takata

 

 

 


#78676 De: psdias2 <psdias2@...>
Data: Sáb, 14 de Mai de 2011 11:44 am
Assunto: Livro sobre Fractais - download gratuito
psdias2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
A quem possa interessar:

No site abaixo, há um livro sobre fractais, com download autorizado
pelos autores:

http://www.fractalcities.org

Pode-se baixar o livro completo em PDF (em alta resolução ou baixa
resolução),
ou capítulos individuais.

Paulo

#78677 De: "dannielsc" <dannielsc@...>
Data: Sáb, 14 de Mai de 2011 7:33 pm
Assunto: Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
dannielsc
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Há algum tempo eu comecei a comentar uma entrevista com o Molion num programa da
Band, e até abandonei na metade ou antes disso. Era simplesmente tudo ou
simplesmente "palavra dele" ou mitos já exaustivamente batidos, e eventuais
"meias verdades" ou coisas realmente independentes da questão -- como que
políticas seriam melhores para se lidar com o problema.

Eu não sou nenhum expert no assunto, mas não parece realmente ser muito
complicado discernir que "lado" está com a razão aqui. Na verdade inclusive eu
costumava ser cético/agnóstico "de verdade" quanto a essa coisa toda de
aquecimento global, e ironicamente só com a crescente manifestação/barulho dos
"céticos" que acabei tendo a forte intuição de que se parecia muito com o
"debate" que há entre criacionismo e evoluicionismo. Tudo que vi até agora só
confirma que realmente é bem parecido com isso.

clubecetico.org/forum/index.php?topic=10845.msg594375#msg594375

Minha principal fonte é o site skepticalscience.com


Danniel Soares



--- Em ciencialist@..., "tipoalgo" <tipoalgo@...> escreveu
>
> Olá a todos.
>
> Os Mestres conhecem o artigo: A influência da falácia climática sobre a nossa
vida, do Prof. Molion

#78678 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Dom, 15 de Mai de 2011 9:40 pm
Assunto: Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
rmtakata
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--- Em ciencialist@..., Tipoalgo <tipoalgo@...>
> Li em algum lugar o seguinte: pega-se uma pessoa e resfria-se a sua
> cabeça a 0° e aquece-se os seus pés a 100° e pergunta-se qual a
> temperatura média do corpo. Essa temperatura média serve para alguma
> coisa?

Serve. Antes o sujeito estava a 36,5oC com temperatura normal. Agora está a 50oC
- bem acima da temperatura letal: mesmo que seu corpo rapidamente distribuísse
calor, ele estaria morto.


> "Achei no google, medições de um dos fundadores do IPCC (acho que se
> chama Roy Spencer) de temperaturas coletadas por balões que
> contradizem totalmente a teoria dos modelos baseados nas forçantes
> radioativas dos gases do efeito estufa, pois registram taxas
> negativas no alto da troposfera em relação às taxas na superfície"
>
> Fiquei com mais dúvida ainda...

Trata-se de um erro grosseiro e de uma confusão de dois trabalhos de Spencer.

As medições de temperaturas por satélites (e não balões) de Spencer e Christy
mostravam uma tendência de queda da temperatura. Mas os dois mesmos e outros
pesquisadores verificaram que fatores como deriva e queda orbital estavam
afetando as medidas.

O caso da forçante radioativa é outra história.

A forçante radioativa é a *alteração* da diferença da energia radiante que entra
e que sai entre a troposfera e a estratosfera. Vários fatores podem causar essa
alteração: pode ser que o fluxo luminoso aumente (se a atividade solar estiver
aumentada), pode ser que a retenção da energia em uma camada aumente (p.e., se a
composição gasosa se alterar)... Para cada componente é possível se calcular a
contribuição para a variação total.

São conhecidas algumas variações naturais da temperatura - como o El Niño - que
criam um padrão de oscilação: sobreposto à tendência global de aumento da
temperatura média. Spencer e Braswell pegeram essas oscilações, somaram suas
intensidades e aplicando uma série de fatores de correção e escala, concluíram
que essas oscilações explicavam a tendência de aumento da temperatura.

O problema são esses fatores de correção e de escala. Outros cientistas, usando
outros fatores de correção e de escala, falharam em reproduzir a conclusão de
Spencer e Braswell.

Detalhes aqui:
http://www.realclimate.org/index.php/archives/2008/05/how-to-cook-a-graph-in-thr\
ee-easy-lessons/
--------------

Mas mesmo com o modelo de Spencer e Braswell, como o trabalho apresentava dados
apenas até 2002, se estendermos a escala do tempo dos gráficos para 2010 vemos
que há uma divergência entre os valores: isto é, a curva de Spencer e Braswell é
ajustada apenas para um conjunto fixo de dados.

[]s,

Roberto Takata

#78679 De: Luiz Eduardo <luizeduardo.egroups@...>
Data: Qua, 11 de Mai de 2011 12:50 pm
Assunto: Combustão e Labaredas na Cozinha
luizeduardo....
Enviar e-mail Enviar e-mail
 


Digamos que no fogão temos uma frigideira fritando batatas em óleo de soja.
E que a cozinheira esquece...
e deixa a batata carbonizar.

De repente, a prateleira torna-se uma tocha.

Ao ver as chamas baixas,
a cozinheira pega e atira em cima um copo de água.

As labaredas tomam então altura e intensidades assustadoras.
Por que acontece esse aumento da chama ?


L.E.

===================================

#78680 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Seg, 9 de Mai de 2011 10:40 pm
Assunto: Re: Fw: fisica 1
belmirow
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
     E o que você respondeu?
 
     [],s
 
     Belmiro

--- Em seg, 9/5/11, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> escreveu:

De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...>
Assunto: [ciencialist] Fw: fisica 1
Para: "ciencialist" <ciencialist@...>
Data: Segunda-feira, 9 de Maio de 2011, 21:45

 
É Mesquita, nossos alunos bem que precisam de lastro em seus estudos cinemáticos; tanto no ensino médio como nos primeiros anos do terceiro grau.
Esta mensagem de hoje (onde deleto a fonte) mostra bem isso!
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
           leobarretos@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
From: xxxxxxxxxxxxxxxxx
Sent: Saturday, May 07, 2011 10:20 AM
Subject: fisica 1

olá Leo td bem , sou estudande de Engenharia Civil e gostaria que vc se puder me ajudar me informe se existe alguma  técnica de aprendizado para que possa interpretar com mais facilidade os enunciado dos exercicios.
 
 MUV , Balistica ,  Lançamento de um Elevado , Queda Livre
 
grato
 
xxxxxxxxxxxxx - Assis/SP
3º de Eng. Civil - yyyyyyyyy
tel: zzzzzzzzzzzzzz

#78681 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Dom, 15 de Mai de 2011 9:54 pm
Assunto: Re: Combustão e Labaredas na Cozinha
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
A água no óleo quente vaporiza-se rapidamente espalhando gás e microgotas de
óleo que ascendem pela coluna de convecção misturando-se com o ar e pronto para
pegar fogo.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., Luiz Eduardo
> Digamos que no fogão temos uma frigideira fritando batatas em óleo
> de soja.
> E que a cozinheira esquece...
> e deixa a batata carbonizar.
>
> De repente, a prateleira torna-se uma tocha.
>
> Ao ver as chamas baixas,
> a cozinheira pega e atira em cima um copo de água.
>
> As labaredas tomam então altura e intensidades assustadoras.
> Por que acontece esse aumento da chama ?

#78682 De: Luis Brudna <luisbrudna@...>
Data: Dom, 15 de Mai de 2011 10:39 pm
Assunto: Re: Re: Combustão e Labaredas na Cozinha
brudna
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Achei uma série de vídeos bem curiosos.
http://youtu.be/GeDzWuQ-CUQ
http://youtu.be/MWkG_sJ1i2M

Até
Luís Brudna



2011/5/15 roberto <roberto.takata@...>
>
>
>
> A água no óleo quente vaporiza-se rapidamente espalhando gás e microgotas
de óleo que ascendem pela coluna de convecção misturando-se com o ar e pronto
para pegar fogo.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>
> --- Em ciencialist@..., Luiz Eduardo
>
> > Digamos que no fogão temos uma frigideira fritando batatas em óleo
> > de soja.
> > E que a cozinheira esquece...
> > e deixa a batata carbonizar.
> >
> > De repente, a prateleira torna-se uma tocha.
> >
> > Ao ver as chamas baixas,
> > a cozinheira pega e atira em cima um copo de água.
> >
> > As labaredas tomam então altura e intensidades assustadoras.
> > Por que acontece esse aumento da chama ?
>
>

#78683 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Dom, 15 de Mai de 2011 11:45 pm
Assunto: Re: Combustão e Labaredas na Cozinha
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Tem tb um vídeo de A Supercâmera

http://dsc.discovery.com/videos/time-warp-grease-fire-close-up.html
------------

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., Luis Brudna <luisbrudna@...>
>   Achei uma série de vídeos bem curiosos.
> http://youtu.be/GeDzWuQ-CUQ
> http://youtu.be/MWkG_sJ1i2M
>
> Até
> Luís Brudna

#78684 De: Tipoalgo <tipoalgo@...>
Data: Seg, 16 de Mai de 2011 12:10 am
Assunto: Re: Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
tipoalgo
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Olá ao Mestre Takata e a todos.

Então se a cabeça da pessoa for resfriada a -13,5°C e os pés aquecidos a 86,5°C, o corpo apresentará temperatura média de 36,5°C, portanto posso concluir que a pessoa continuaria vivinha da silva! (brincadeirinha ...)

Obrigado Mestre Takata por explicar o que é esta tal de Forçante Radioativa.

E para tentar salvar este e-mail envio o texto abaixo: (espero que não piore as coisas)

Abraços
Tipoalgo

A influência das nuvens sobre o clima
Sigurd Schulien - traduçãoThomas Renatus Fendel

 
O clima resulta de um vasto número de fenômenos, ainda parcialmente incompreendidos.

Os fatores mais influentes são o sol, por sua radiação de energia, e as nuvens.

Há tempos, certos indivíduos mentem, com grande apoio dos meios de comunicação, afirmando que um aumento de CO2 na atmosfera gera uma elevação nas temperaturas terrestres.

A ciência não pode confirmar isso, pois a atmosfera contém muito pouco CO2, apenas 0,037%, que por sua vez absorve menos energia do que vapor de água e muito menos do que as gotículas de água das nuvens.

Há milhões de anos, a concentração de CO2 na atmosfera foi centenas de vezes maior, e a temperatura da Terra, não foi significativamente maior.

Os profetas do desastre climático fazem suas catastróficas previsões baseadas em medições de laboratório, considerando o coeficiente de absorção de CO2 e vapor de água, sendo a influência das nuvens (que consistem de gotículas de água) desprezados.

As nuvens têm um papel crucial na absorção da radiação infravermelha emitida pela superfície da terra e portanto, sobre o clima, e devolvem esta energia absorvida novamente à terra.

Nas condições reais do complexo sistema climático, o CO2 é de insignificante importância.

A atmosfera em base seca é composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio, 0,7% de argônio, 0,037% de CO2 e alguns outros traços de gases.

O vapor de água presente na atmosfera varia de 1% a 4% - com média de 2,5%.

(N.T. devido a esta variação de umidade, os dados sobre a composição da atmosfera são sempre tabelados em base seca, e a água acaba desprezada pelos schientischtasch de escrivaninha.)

Nitrogênio e oxigênio não absorvem a radiação infravermelha, responsável pela transmissão de calor.

Vapor de água e dióxido de carbono absorvem determinados comprimentos de onda, em frações do espectro total de radiação infravermelha.

Gotas de água absorvem toda a faixa do infravermelho. O conteúdo de água numa nuvem está entre 0,01 a 2 gramas de água por metro cúbico.

Uma nuvem de 100 m espessa pode, portanto, ter de 1 a 200 gramas de água por metro quadrado.

Devido ao alto coeficiente de absorção de água no espectro Infravermelho e sua grande capacidade calorífica, toda a radiação infravermelha emitidas da superfície da terra na baixa atmosfera - incluindo a radiação reemitida pelo dióxido de carbono - acaba nas nuvens (e na neblina).

Nuvens são compostas de gotículas de água de alguns mícrons de diâmetro, bem como neblina ou nevoeiro. Essas gotículas de água são capazes de armazenar a energia absorvida ou devolvê-la para a atmosfera mais fria por radiação, condução ou convecção (sob a forma de movimentos das massas ou gotas de chuva).

Os espectros de absorção de raios infravermelhos de CO2 e do vapor de água são espectros pontuais, já o espectro de absorção de água (e das gotas de água) é contínuo, completo, semelhante ao espectro de absorção de um sólido.

A absorção de radiação da gota de água é muito superior à absorção da molécula de água.

Por causa da lei de Kirchhoff (grau de absorção = grau de emissão) a parte inferior de uma nuvem emite energia para a superfície da Terra, e a parte superior irradia energia a uma temperatura inferior para a atmosfera superior ou, eventualmente, ao espaço.

Se há grande ou pouca quantidade de CO2 na atmosfera, ela influi irrisoriamente no equilíbrio global da transferência de calor:

Com tempo nublado, toda a energia de radiação emitida pela terra, acaba nas gotas das nuvens, e de lá é reenviada num processo complexo devido a alterações permanentes na atmosfera.

A absorção da energia irradiada pela Terra muda constantemente, dependendo da umidade e cobertura de nuvens.

Esse fato, e muito mais, não é considerado nos modelos climáticos dos globalizadores, e é por isso que as suas declarações e os cálculos estão errados, mesmo provenientes de computadores sofisticados.

Os aqui descritos fenômenos elementares podem ser observadas nos comportamentos meteorológicos diários: no Brasil e no Congo, o clima é úmido e nublado muitas vezes, durante a noite.

Durante o dia, a temperatura lá é de 28°C a 30°C, e à noite de 24°C a 25°C.

As gotículas de água existentes nas nuvens retém a radiação térmica natural da superfície da terra e irradiam de volta de acordo com sua temperatura na superfície. Por isso, continua a ser mais quente uma noite nublada, do que uma noite com céu claro.

No Saara, o ar é muito seco e contém apenas algumas moléculas de água. Ao meio-dia, a temperatura do solo vai de 50 a 60°C, e à noite, ela podem cair abaixo de 0°C.

A radiação infravermelha emitida pelo solo do Saara, desaparece quase que livremente no espaço, apenas uma porcentagem muito pequena é refletida de volta à terra.

O dióxido de carbono e as moléculas de vapor d'água não retém a energia absorvida, eles a reemitem imediatamente.

O dióxido de carbono e sua quantidade na atmosfera do Saara e do Brasil é o mesmo. Muito diferente, no entanto, é a umidade no ar nestas regiões.

Processos semelhantes de absorção e dispersão da porção infravermelha da luz solar, ocorrem no topo das nuvens e em dias nublados.

O observador imparcial, pode igualmente verificar estes fenômenos das nuvens em uma noite calma do inverno na Alemanha.

Se durante o dia a temperatura é de 0°C, pode, durante a noite, com céu sem nuvens e sem névoa, a temperatura cair a -10°C.

Já com céu nublado à noite, a mesma temperatura do dia, cai a apenas -3 a -4°C à noite.

As nuvens armazenam a energia irradiada da superfície da terra e as emitem parcialmente de volta.

A participação dos níveis de dióxido de carbono nos fenômenos descritos é mínima.

A temperatura na terra é influenciada principalmente pelo sol e pelas nuvens.

O dióxido de carbono desempenha um papel insignificante.

Uma grande influência sobre a formação das nuvens é devida ao vento solar, um fluxo de partículas carregadas eletricamente, emitidas pelo sol. O vento solar é particularmente forte quando as manchas solares estão muito presentes.

Atualmente, existem poucas manchas solares, e a temperatura média global vem caindo há alguns anos.

Os fenômenos naturais descritos não são relevantes para o IPCC, para a ONU, para os políticos e a mídia.

Afinal, o que fariam com o comércio de emissões sem o CO2?

Eu acho que os globalizadores não irão desistir do comércio de emissões, afinal eles o necessitam para resgatar o sistema financeiro em crise.

Portanto, serão contra as leis da física no que se refere ao CO2, para que as pessoas (especialmente os "terroristas" que queimam carvão para produzir energia) acreditem na culpa do CO2 como um assassino do clima, num novo dogma, numa nova religião.

No futuro, devemos distinguir entre o CO2 verdadeiro  e o CO2 do mercado de ações. Apenas um sistema náufrago pode inventar e fomentar uma mentira dessas.

ADEW Associação Alemã de energia e política econômica
PO Box 100 133 63 701 Aschaffenburg
Fax. 06027-705 14, 1903 06731-4
www.adew.eu




Em 15 de maio de 2011 18:40, roberto <roberto.takata@...> escreveu:
 

--- Em ciencialist@..., Tipoalgo <tipoalgo@...>

> Li em algum lugar o seguinte: pega-se uma pessoa e resfria-se a sua
> cabeça a 0° e aquece-se os seus pés a 100° e pergunta-se qual a
> temperatura média do corpo. Essa temperatura média serve para alguma
> coisa?

Serve. Antes o sujeito estava a 36,5oC com temperatura normal. Agora está a 50oC - bem acima da temperatura letal: mesmo que seu corpo rapidamente distribuísse calor, ele estaria morto.


> "Achei no google, medições de um dos fundadores do IPCC (acho que se
> chama Roy Spencer) de temperaturas coletadas por balões que
> contradizem totalmente a teoria dos modelos baseados nas forçantes
> radioativas dos gases do efeito estufa, pois registram taxas
> negativas no alto da troposfera em relação às taxas na superfície"
>
> Fiquei com mais dúvida ainda...

Trata-se de um erro grosseiro e de uma confusão de dois trabalhos de Spencer.

As medições de temperaturas por satélites (e não balões) de Spencer e Christy mostravam uma tendência de queda da temperatura. Mas os dois mesmos e outros pesquisadores verificaram que fatores como deriva e queda orbital estavam afetando as medidas.

O caso da forçante radioativa é outra história.

A forçante radioativa é a *alteração* da diferença da energia radiante que entra e que sai entre a troposfera e a estratosfera. Vários fatores podem causar essa alteração: pode ser que o fluxo luminoso aumente (se a atividade solar estiver aumentada), pode ser que a retenção da energia em uma camada aumente (p.e., se a composição gasosa se alterar)... Para cada componente é possível se calcular a contribuição para a variação total.

São conhecidas algumas variações naturais da temperatura - como o El Niño - que criam um padrão de oscilação: sobreposto à tendência global de aumento da temperatura média. Spencer e Braswell pegeram essas oscilações, somaram suas intensidades e aplicando uma série de fatores de correção e escala, concluíram que essas oscilações explicavam a tendência de aumento da temperatura.

O problema são esses fatores de correção e de escala. Outros cientistas, usando outros fatores de correção e de escala, falharam em reproduzir a conclusão de Spencer e Braswell.

Detalhes aqui:
http://www.realclimate.org/index.php/archives/2008/05/how-to-cook-a-graph-in-three-easy-lessons/
--------------

Mas mesmo com o modelo de Spencer e Braswell, como o trabalho apresentava dados apenas até 2002, se estendermos a escala do tempo dos gráficos para 2010 vemos que há uma divergência entre os valores: isto é, a curva de Spencer e Braswell é ajustada apenas para um conjunto fixo de dados.

[]s,

Roberto Takata




#78685 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Seg, 16 de Mai de 2011 3:07 am
Assunto: Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
rmtakata
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--- Em ciencialist@..., Tipoalgo <tipoalgo@...>
> Então se a cabeça da pessoa for resfriada a -13,5°C e os pés
> aquecidos a 86,5°C, o corpo apresentará temperatura média de 36,5°C,
> portanto posso concluir que a pessoa continuaria vivinha da silva!
> (brincadeirinha ...)

A conclusão não é que se a média não se alterar não tem problema, a conclusão é
se a média se alterar tem problema.

> Há tempos, certos indivíduos mentem, com grande apoio dos meios de
> comunicação, afirmando que um aumento de CO2 na atmosfera gera uma
> elevação nas temperaturas terrestres.

Os dados sustentam fartamente a influência do teor de CO2 na temperatura média
da troposfera.

> A ciência não pode confirmar isso, pois a atmosfera contém muito
> pouco CO2, apenas 0,037%

Bobagem. Pense do seguinte modo: vc é 99,999% vácuo. Será que isso quer dizer
que a ciência não pode confirmar (acima de qq dúvida razoável) que prótons,
nêutrons e elétrons são importantes para a sua vida?

E um dos processos por que o CO2 aumenta a temperatura da superfície do planeta
é exatamente pelo aumento do teor de vapor d'água.

> Há milhões de anos, a concentração de CO2 na atmosfera foi centenas
> de vezes maior, e a temperatura da Terra, não foi significativamente
> maior.

Bobagem. Nas minhas postagens há gráficos sobre isso. Além disso, outros fatores
influenciam.

> absorção de CO2 e vapor de água, sendo a influência das nuvens (que
> consistem de gotículas de água) desprezados.

Não é verdade. Vários modelos incorporam a questão do albedo das nuvens.

> sua grande capacidade calorífica, toda a radiação infravermelha
> emitidas da superfície da terra na baixa atmosfera - incluindo a
> radiação reemitida pelo dióxido de carbono - acaba nas nuvens (e na
> neblina).

Não é verdade.

> Se há grande ou pouca quantidade de CO2 na atmosfera, ela influi
> irrisoriamente no equilíbrio global da transferência de calor:

Voltemos para o vácuo.

> O dióxido de carbono e as moléculas de vapor d'água não retém a
> energia absorvida, eles a reemitem imediatamente.

Sim. Do mesmo modo como seu cobertor não retém a energia absorvida. Ele reemite
imediatamente. Do contrário, o cobertor iria esquentar mais e mais. Não, ele
establiza em uma temperatura. O problema é que é uma temperatura *maior* do que
havia antes - bem, no caso de um dia frio, isso não é um problema, mas em um dia
quente isso não é desejável.

> Afinal, o que fariam com o comércio de emissões sem o CO2?

E o q fariam com a economia limitada pelas emissões? Veja, ganha-se muito mais
na ponta poluidora. Se for começar com teorias conspiratórias, veja onde tem
mais dinheiro. A ADEW com certeza tem mais a perder do que o mercado de créditos
de carbono.

[]s,

Roberto Takata

#78686 De: "JVictor" <j.victor.neto@...>
Data: Seg, 16 de Mai de 2011 6:55 am
Assunto: RES: Fw: fisica 1
josevictorde...
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Se o estudante de engenharia exibe dúvidas sobre matérias tão fundamentais, em coisas elementares como essas, pergunto como pode ter passado no vestibular e se credenciado para uma graduação em eng.civil.  Pelo exposto, é certo que não compreende,inclusive,  a matemática elementar que envolve os assuntos.  E se está no terceiro período,  como está atravessando as etapas do básico, em física e matemática?   Eis uma das questões!

Pobre da engenharia. Pobre de nosso sistema de ensino.

  

Contudo, ao menos tem a consciência de suas limitações  e expressa isso pedindo ajuda.  Infelizmente, parece-me que este não é um caso isolado.

 

Não estou criticando o rapaz. Ele pode querer, mas não consegue. Pois pode haver outras causas, de ordem pessoal e orgânica, que independem de sua vontade e que retiram dele as janelas que lhe permitam uma compreensão adequada do que lê e interpreta.  Uma amiga, professora de português, me explicou que este é um problema que pode residir, também,  na deficiência de interpretação de textos.  

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...] Em nome de Belmiro Wolski
Enviada em: segunda-feira, 9 de maio de 2011 19:40
Para: ciencialist@...
Assunto: Re: [ciencialist] Fw: fisica 1

 

 

     E o que você respondeu?

 

     [],s

 

     Belmiro

--- Em seg, 9/5/11, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> escreveu:


De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...>
Assunto: [ciencialist] Fw: fisica 1
Para: "ciencialist" <ciencialist@...>
Data: Segunda-feira, 9 de Maio de 2011, 21:45

 

É Mesquita, nossos alunos bem que precisam de lastro em seus estudos cinemáticos; tanto no ensino médio como nos primeiros anos do terceiro grau.

Esta mensagem de hoje (onde deleto a fonte) mostra bem isso!

 

[]´

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@...
           leobarretos@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

----- Original Message -----

From: xxxxxxxxxxxxxxxxx

Sent: Saturday, May 07, 2011 10:20 AM

Subject: fisica 1

 

olá Leo td bem , sou estudande de Engenharia Civil e gostaria que vc se puder me ajudar me informe se existe alguma  técnica de aprendizado para que possa interpretar com mais facilidade os enunciado dos exercicios.

 

 MUV , Balistica ,  Lançamento de um Elevado , Queda Livre

 

grato

 

xxxxxxxxxxxxx - Assis/SP

3º de Eng. Civil - yyyyyyyyy

tel: zzzzzzzzzzzzzz


#78687 De: Tipoalgo <tipoalgo@...>
Data: Seg, 16 de Mai de 2011 11:15 am
Assunto: Re: Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
tipoalgo
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Olá Mestre Takata.

Sendo eu leigo no assunto, só me resta tentar usar a lógica para exercer o papel de advogado do diabo, com o intuito puro e único de aprender.

O CO2 tem a sua influência no clima, mas pela concentração relativa deste na atmosfera em relação aos demais gases pode não ser uma influência proporcionalmente aos demais tão acentuada assim, pois a sua concentração é em muitos casos bem inferior aos demais. Em http://mtc-m05.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/deise/2001/08.03.12.22/doc/Pdfs/Cap1.pdf  tem um trabalho que diz, citando vários autores, que as nuvens são os principais moduladores do fluxo de radiação que incide na atmosfera, causando o seu resfriamento  (Pereira e Colle, 1997). Diz também que "A maior parte da reflexão da radiação solar na atmosfera é devida as nuvens. O albedo das nuvens varia com a espessura óptica e com a quantidade de água nelas existentes (Blair, 1964)." (Eu não sabia que albedo das nuvens é a razão entre os fluxos de energia radiante incidente na superfície das nuvens pela energia que é emitida por esta mesma.) 

Por que o CO2 é o vilão da história, a maior concentração dele não faz os vegetais crescerem mais e com maior velocidade? CO2 não é o alimento das plantas, e as plantas a base da cadeia alimentar para uma infinidade de animais? CO2 não é bem diferente de poluição ambiental? Se mais vegetais, mais nuvens e mais resfriamento da atmosfera (troposfera)?
Por mais que gráficos sejam apresentados, num tom "alarmista aquecimentista", a lógica da coisa simplesmente me escapa (e parece que a muitos outros também).

A "média" é uma medida de tendência central que pode (ou não) dizer algo, se tomada de forma isolada pode levar a conclusões errôneas. Com certeza os modelos estão também levando em contas as medidas de dispersão, ou não?

Abraços
Tipoalgo

Em 16 de maio de 2011 00:07, roberto <roberto.takata@...> escreveu:
 

--- Em ciencialist@..., Tipoalgo <tipoalgo@...>
> Então se a cabeça da pessoa for resfriada a -13,5°C e os pés
> aquecidos a 86,5°C, o corpo apresentará temperatura média de 36,5°C,
> portanto posso concluir que a pessoa continuaria vivinha da silva!
> (brincadeirinha ...)

A conclusão não é que se a média não se alterar não tem problema, a conclusão é se a média se alterar tem problema.


> Há tempos, certos indivíduos mentem, com grande apoio dos meios de
> comunicação, afirmando que um aumento de CO2 na atmosfera gera uma
> elevação nas temperaturas terrestres.

Os dados sustentam fartamente a influência do teor de CO2 na temperatura média da troposfera.


> A ciência não pode confirmar isso, pois a atmosfera contém muito
> pouco CO2, apenas 0,037%

Bobagem. Pense do seguinte modo: vc é 99,999% vácuo. Será que isso quer dizer que a ciência não pode confirmar (acima de qq dúvida razoável) que prótons, nêutrons e elétrons são importantes para a sua vida?

E um dos processos por que o CO2 aumenta a temperatura da superfície do planeta é exatamente pelo aumento do teor de vapor d'água.


> Há milhões de anos, a concentração de CO2 na atmosfera foi centenas
> de vezes maior, e a temperatura da Terra, não foi significativamente
> maior.

Bobagem. Nas minhas postagens há gráficos sobre isso. Além disso, outros fatores influenciam.


> absorção de CO2 e vapor de água, sendo a influência das nuvens (que
> consistem de gotículas de água) desprezados.

Não é verdade. Vários modelos incorporam a questão do albedo das nuvens.


> sua grande capacidade calorífica, toda a radiação infravermelha
> emitidas da superfície da terra na baixa atmosfera - incluindo a
> radiação reemitida pelo dióxido de carbono - acaba nas nuvens (e na
> neblina).

Não é verdade.


> Se há grande ou pouca quantidade de CO2 na atmosfera, ela influi
> irrisoriamente no equilíbrio global da transferência de calor:

Voltemos para o vácuo.


> O dióxido de carbono e as moléculas de vapor d'água não retém a
> energia absorvida, eles a reemitem imediatamente.

Sim. Do mesmo modo como seu cobertor não retém a energia absorvida. Ele reemite imediatamente. Do contrário, o cobertor iria esquentar mais e mais. Não, ele establiza em uma temperatura. O problema é que é uma temperatura *maior* do que havia antes - bem, no caso de um dia frio, isso não é um problema, mas em um dia quente isso não é desejável.


> Afinal, o que fariam com o comércio de emissões sem o CO2?

E o q fariam com a economia limitada pelas emissões? Veja, ganha-se muito mais na ponta poluidora. Se for começar com teorias conspiratórias, veja onde tem mais dinheiro. A ADEW com certeza tem mais a perder do que o mercado de créditos de carbono.

[]s,

Roberto Takata



--
Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com



#78688 De: "roberto" <roberto.takata@...>
Data: Seg, 16 de Mai de 2011 1:25 pm
Assunto: Re: A influência da falácia climática sobre a nossa vida
rmtakata
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--- Em ciencialist@..., Tipoalgo <tipoalgo@...>
> O CO2 tem a sua influência no clima, mas pela concentração relativa
> deste na atmosfera em relação aos demais gases pode não ser uma
> influência proporcionalmente aos demais tão acentuada assim, pois a
> sua concentração é em muitos casos bem inferior aos demais.

Não. Embora a concentração do CO2 seja baixa em relação a N2, O2 e vapor d'água,
isso não significa q sua influência seja insignificante. Voltemos novamente para
a questão do vácuo: vc é 99,999% vácuo. Será que o 0,001% de matéria é
insignificante? Não.

A questão do CO2 é que, embora ele esteja em baixa concentração, mesmo em baixa
concentração ele tem um efeito. E mais, é o único componente que tem variado
significativamente sua concentração. Aliás, há outros componentes q estão
variando tb como CH4 - q tem um efeito volume a volume muito maior do que o CO2,
apenas que a quantidade total de variação do CO2 é muito maior do que o de CH4.

Ou será que a toxina botulínica não faz efeito com 400 ng porque isso seria uma
concentração ridiculamente baixa? Claro q faz efeito.

> tem um trabalho que diz, citando vários autores, que as nuvens são
> os principais moduladores do fluxo de radiação que incide na
> atmosfera, causando o seu resfriamento  (Pereira e Colle, 1997).

Na verdade depende do tipo de nuvem - cirros *aumentam* a temperatura. Mas, sim,
nuvens são importantes e o albedo aumenta a reflexão da luz - arrefecendo a
temperatura.

> Por que o CO2 é o vilão da história, a maior concentração dele não
> faz os vegetais crescerem mais e com maior velocidade?

Ele é um dos principais vilões. Veja que a água tb é importante, mas vc morre
afogado nela. Ou mesmo o O2, tão importante à vida, em determinadas
concentrações, mata. Na verdade, muito do processo de envelhecimento é resultado
da ação do imprescindível O2. Em última instância, se vc morrer de velhice,
muito provavelmente, terá sido o O2 seu assassino.

Mas o CO2 é vilão de quê? Do aquecimento global. Todos os principais dados
indicam que o CO2 - ou melhor, a variação na concentração de CO2 - tem grande
influência no fenômeno observado do aquecimento global.

O fato do CO2 ter um lado que podemos chamar de bom, não quer dizer q não tenha
um lado que podemos chamar de mau. E se sua concentração continuar a evoluir do
modo como tem evoluído, aí o seu lado mau tenderá a trazer mais prejuízos do que
o lado bom trará de benefícios.

> Se mais vegetais, mais nuvens e mais resfriamento da atmosfera
> (troposfera)?

Não. Veja q mais vegetais implica tb em uma diminuição do albedo terrestre. Mas
a dinâmica é que: com mais aquecimento, áreas equatoriais tenderão a *perder*
florestas, com isso a evapotranspiração será menor e a quantidade de nuvens
tende a cair. Há dados preliminares que indicam essa tendência na Amazônia já em
início. (Claro que a dinâmica é muito mais complexa do que isso, mas o resumão
da ópera é mais ou menos esse.)

> Por mais que gráficos sejam apresentados, num tom "alarmista
> aquecimentista", a lógica da coisa simplesmente me escapa (e parece
> que a muitos outros também).

Escapa de fato. Não é um tom alarmista, é até excessivamente comedido em face à
gravidade potencial do problema. Há alarmismo aqui e ali por parte de quem não é
do ramo - como Al Gore. O importante é ir em cima dos fatos (aham) frios.

Veja q a lógica lhe escapa em parte tb porq vc prefere acreditar nos
negacionistas. Mas tudo bem, dialogando vamos mostrando os fatos como são.

Eu chamo de negacionistas porque, de fato, é o que são. Cético sou eu. Céticos
são os cientistas do clima. O cético é aquele que examina a questão. O
negacionista apenas denega a despeito dos fatos. Ser cético, do ponto de vista
filosófico, não é ficar duvidando de tudo - é uma dúvida inicial sistemática que
o compele a um estudo ponderado da questão: se os dados inclinam-se em uma
direção, não há sentido em manter o julgamento eternamente suspenso (ou pior,
manter um pré-julgamento *a despeito* dos fatos - isso eu chamo de fé, não de
ceticismo).

> Com certeza os modelos estão também levando em contas as medidas de
> dispersão, ou não?

Claro que sim. As máximas e mínimas estão se espalhando mais - o que tb implica
em alteração climática. De todo modo, a média está a aumentar e só isso tem um
potencial de ph*der tudo.

Convido-o a reler principalmente as três primeiras postagens da série sobre
aquecimento global. Verá que são dados sólidos e não tem nada de alarmismo.

[]s,

Roberto Takata

#78689 De: psdias2 <psdias2@...>
Data: Ter, 17 de Mai de 2011 1:31 pm
Assunto: Crianças de Ubatuba estão construindo um satélite
psdias2
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