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ciencialist · Ciência

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#70772 De: "Oraculo" <oraculo@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 5:53 pm
Assunto: Re: Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)
oraculo333
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Olá Luis
 
Luis: "Concordo com vc.....Até hj nunca entendi pq "classificaram" a colocação do Fermi como Paradoxo."
 
Me permita discordar do Takata neste caso (uma temeridade, eu sei, não se discorda de uma inteligência desse porte sem consequêcias..:-), mas é mesmo um "paradoxo" na forma como foi apresentado por Fermi.
 
Dentro da especulação de Fermi (e de muitos outros), ambas as soluções propostas para o problema (há/não há vida inteligente além da Terra) tem problemas, e é isso que causa o paradoxo. Nada parece indicar que a vida inteligente é impossível em outro lugar do universo, na verdade, parece ser algo relativamente simples, vida propriamente dita, seguindo leis químico/físicas naturais. Ao mesmo tempo, dado o tempo disponível, se o número de civilizações é maior que 1, já deveriamos ter notado sinais de vida  a esta altura. Mesmo nós humanos, com algum esforço, poderiamos enviar sondas pela galáxia de forma a cruza-la de ponta a ponta em alguns milhares de anos (não me lembro bem da conta, mas mesmo alguns milhões ainda seria pouco tempo). Civilizações com alguns milhares de anos à nossa frente já deveriam ter feito isso em nossa galáxia (já deveriamos ter encontrado Rama em algum lugar por aqui..:-).
 
O que se pode discutir é se existe uma explicação que resolva o paradoxo para um dos lados, por exemplo, as sugestões do Takata sobre a hipótese ST. O problema, que notou Fermi, é que qualquer explicação tem de ser aplicável a TODAS as situações/civilizações. E, com relação aos números envolvidos, fica forçado. Por exemplo, uma explicação que os defensores de OVNIS gostam muito é a "primeira diretriz". Aparentemente as civilizações alienígenas são proibidas de entrar em contato conosco até um determinado nível de desenvolvimento nosso. Mas TODAS as civilizações obedecem a essa norma? NENHUMA se sente livre para burlar a regra? TODAS colaboram para o bem comum (como alegam os da Federação dos Planetas Unidos em nome do comandante Ashtar Sheran.:-)?
 
Por outro lado, defender que apenas na Terra, em todo universo, surgiu vida inteligente, sem demonstrar o que torna a Terra especial, o que a faz um lugar único no universo (e estamos falando de BILHÕES de estrelas, só em nossa galáxia, e em BILHÕES de galáxias no universo visível, números que são difíceis de imaginar), torna forçada essa explicação.
 
Se me permite, estes textos do Ceticismo Aberto são muito interessantes, sobre o Paradoxo de Fermi e o que ele representa (sei que deve ficar cansado de minhas sugestões, mas acho que tem curiosidade real sobre estes assuntos, e os textos são bons e divertidos..:-).
 
 
 
Eu, pessoalmente, penso que uma resposta mais concreta seria baseada em limitações físicas deste universo, como a velocidade da luz, grandezas de espaço, etc. Talvez o universo seja realmente grande demais para viagens inter-estelares, talvez a tecnologia que uma espécie inteligente possa atingir nunca seja suficiente para isso. Tendemos a extrapolar o avanço do conhecimento e da tecnologia de forma ilimitada, mas isso pode não ser possível. Mesmo que compreendamos completamente as leis que governam o cosmo, podemos não ser capazes, tecnologicamente falando, de superar algumas delas.
 
Suponhamos que na expectativa mais baixa possível, de 10 civilizações por galáxias, a possibilidade de duas dessas civilizações em nossa galáxia se encontrarem seja remota, próxima do impossível (tanto em questão de período de tempo, quanto em viagem de uma para outra). Ainda teríamos milhões de civilizações universo a fora. Mas, o que uma civilização em uma galáxia distante de nós dois ou três bilhões de anos poderia representar para nós? Como contacta-la? Como captar seus comunicados? Para todos os efeitos, talvez as limitações da física sejam tais que não é fisicamente possível entrar em contato com ela, ou mesmo saber que ela existe. Nossas próprias emissões de rádio, por exemplo, levarão dois ou três bilhões de anos para alcançar essa galáxia.
 
Acho que essa é a previsão mais fora do alvo de toda questão, a de que civilizações podem avançar em termos de conhecimento e tecnologia indefinidamente, até poder controlar leis físicas que permitam viajar no espaço inter-estelar ou mesmo inter-galático.
 
Um abraço.
 
Homero
 
 
 
----- Original Message -----
From: luiz silva
Sent: Friday, October 31, 2008 7:33 AM
Subject: Re: [ciencialist] Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)

Takata,
 
Concordo com vc.....Até hj nunca entendi pq "classificaram" a colocação do Fermi como Paradoxo.
 
Muitas podem ser as causas desta não detecção de vida inteligente, o que não implica, necessariamente, em isto ser um paradoxo.
 
Abs
Felipe

--- Em qui, 30/10/08, rmtakata <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:
De: rmtakata <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008, 19:42

--- Em ciencialist@ yahoogrupos. com.br, "Eduardo Torres"
> Sem duvida a mais imaginativa explicacao do Paradoxo de Fermi q ja'
> vi...

Há outras respostas ao falso paradoxo de Fermi. Uma delas é que eles
estão aqui!

Desconsidere os óvnis, eles estão aqui. E somos *nós*. Os trekkies
falarão do DNA do Progenitor espalhado pelas galáxias, os warez
falarão da força que conecta todas as formas de vida - não, eu me
recuso a pronunciar a palavra que começa com midi e termina com
chlorians - (o que explica a preferência por formas humanóides no
universo de ST e SW). No terreno mais comezinho da realidade, isso
pode se concretizar na forma da panespermia.

[]s,

Roberto Takata



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#70773 De: "André L F S Bacci" <andrebacci.listas@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 5:11 pm
Assunto: Re: Re: ORIGEM DA VIDA
andre_ae
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
2008/10/31 Luis Brudna <luisbrudna@...>:
>  Não consegui acessar o link do Pandas...
>
> Deve ser sobre este achado...
> http://www.youtube.com/watch?v=9JaYWEsT7fU

Ué... O Youtube eu que não consigo acessar por causa dos proxys da
vida... Enfim.

'Lost' Miller-Urey Experiment Created More Of Life's Building Blocks
http://www.sciencedaily.com/releases/2008/10/081016141411.htm

e
Primordial soup lives again
http://www.sciencenews.org/view/generic/id/37729/title/Primordial_soup_lives_aga\
in

A citação completa é:
Johnson AP, Cleaves HJ, Dworkin JP, Glavin DP, Lazcano A, Bada JL
(2008) The Miller Volcanic Spark Discharge Experiment. Science
322(5900):404.

André

#70774 De: "Alvaro Augusto \(L\)" <alvaro@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 5:34 pm
Assunto: Re: Re: ORIGEM DA VIDA
alvaug
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
OK. Eu não havia entendido a sutileza da hipótese. Ela é científica no
sentido de Popper, mas continua sendo tão difícil refutá-la quanto é difícil
confirmar a hipótese de que "há vida inteligente fora dos arredores do
planeta Terra". Essa é uma das coisas que me deixa intrigado com o princípio
da refutação: é razoavelmente fácil reescrever uma hipótese de maneira a
expô-la à refutação, mas isso não torna mais fácil a vida dos cientistas.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@...


----- Original Message -----
From: "rmtakata" <roberto.takata@...>
To: <ciencialist@...>
Sent: Thursday, October 30, 2008 4:27 PM
Subject: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA


--- Em ciencialist@..., "Alvaro Augusto de Almeida"
> Mas como você pode refutar essa hipótese?

A hipótese que se testa é:
"não há vida inteligente no universo fora dos arredores do planeta Terra"

Ela é popperianamente científica na medida em que ela é falseável. Se
se encontrar qualquer tipo de vida em um lugar fora dos arredores da
Terra, a hipótese terá sido refutada.

[]s,

Roberto Takata

#70775 De: "Alvaro Augusto \(L\)" <alvaro@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 5:22 pm
Assunto: Re: A citogenética e o melhoramento de plantas
alvaug
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Monark com freio no pedal já era coisa de velho quando meu pai era criança!

[ ]s

Alvaro Augusto


----- Original Message -----
From: "leobarretos" <leobarretos@...>
To: "ciencialist" <ciencialist@...>
Sent: Friday, October 31, 2008 10:41 AM
Subject: Re: [ciencialist] A citogenética e o melhoramento de plantas


Álvaro,

minha bicicleta é uma Monark com breque nos pés (basta girar o pedal para
trás!). É toda azul marinho com detalhes em vermelho. Linda! Sem dúvida a
bicicleta mais bonita da lista! Estou muito COMTEnte com ela e vou instalar
num KANTinho dela um gerador epistemológico.

aquele abraço,
Léo
++++++++++++++++

> Léo,
>
> Você continua parecendo aquele menino que quer provar que tem a bicicleta
> mais bonita de todas. Como diria você mesmo, vá fazer algo de útil e pare
> de encher o saco!
>
> [ ]s
>
> Alvaro Augusto
>
>
>   ----- Original Message -----
>   From: Luiz Ferraz Netto
>   To: ciencialist@...
>   Sent: Friday, October 31, 2008 9:54 AM
>   Subject: Re: [ciencialist] A citogenética e o melhoramento de plantas
>
>
>   Olá Sílvio,
>
>   sei não ... é preciso ver o que a filosofia vai falar disso ... só então
> passará a ser um assunto sério. Vamos aguardar uma palestra
> "epistemológica" sobre o trigo, DNA, divisão celular, etc., para depois
> continuar tais estudos e pesquisas.
>   Nesse texto da Sandra não apareceu nenhum Comte, Kant, Hacking,
> Humphreis, Hill, Hinshaw, Kripke, Lewis, Crick, Russel, Poincaré, Carnap,
> Searle, Dinnett ... então não pode ser coisa séria! Aguardemos.
>
>   []´
>        ===========================
>               Luiz Ferraz Netto [Léo]
>              leobarretos@...
>            luizferraz.netto@...
>        http://www.feiradeciencias.com.br
>        ===========================
>
>     ----- Original Message -----
>     From: Silvio
>     To: ciencialist@...
>     Sent: Thursday, October 30, 2008 3:19 PM
>     Subject: [ciencialist] A citogenética e o melhoramento de plantas
>
>
>
>           "Na Embrapa Trigo são realizadas análises citogenéticas, como
> apoio ao melhoramento de cereais, visando o monitoramento da transferência
> de variabilidade genética entre espécies"
>
>           Sandra Patussi Brammer é pesquisadora da Embrapa Trigo. Artigo
> enviado pela autora ao "JC e-mail":
>
>           A citogenética é a ciência que estuda a constituição genética da
> célula através dos cromossomos. Cromossomos são as estruturas formadas
> durante a divisão celular que contém a informação genética de um
> indivíduo, ou seja, o DNA.
>
>           Ao se estudar os cromossomos, inúmeras pesquisas científicas são
> desenvolvidas, tanto básicas como aplicadas, servindo para a seleção
> antecipada do material genético de uma determinada espécie.
>
>           Embora os cromossomos sejam estruturas extremamente grandes e
> complexas do ponto de vista molecular, estes podem ser isolados de outros
> componentes celulares, selecionados e fracionados em seus componentes
> moleculares; as moléculas de DNA podem ser fragmentadas, os fragmentos
> clonados e seqüenciados, tornando-se possível obter informações sobre a
> estrutura molecular dos genes e cromossomos, e sobre os mecanismos
> moleculares que regulam a expressão e comportamento dos cromossomos.
>
>           Destaca-se a análise do comportamento cromossômico durante a
> formação do híbrido. No caso do trigo cultivado (triticum aestivum), houve
> a combinação dos genomas de três espécies ancestrais distintas, mas
> relacionadas geneticamente.
>
>           Do contrário, se duas espécies ao se cruzarem tiverem seus
> cromossomos tão diferentes em estrutura e conteúdo gênico, acarretará à
> esterilidade e conseqüente isolamento genético.
>
>           Embora muitas vezes a transferência gênica pode ser limitada
> pelas barreiras interespecíficas, a compreensão e o estudo detalhado das
> relações biológicas entre as espécies, bem como a análise citogenética
> tornam-se essenciais para determinar qual o procedimento mais adequado
> para a obtenção dos híbridos, fazendo com que um programa de melhoramento
> tenha mais chances e sucesso de exploração dos recursos genéticos
> disponíveis.
>
>           A instabilidade cromossômica é causada principalmente pela
> divisão celular anormal e como conseqüência, pode ser drástico para a
> progênie. Quando a ocorrência das aberrações é geneticamente determinada,
> a instabilidade da cultivar torna-se recorrente.
>
>           Muitas destas instabilidades são decorrentes de fatores bióticos
> e abióticos. Contudo, quando é detectado, dentro de um programa de
> melhoramento, genótipos instáveis, mas com elevado valor agronômico, uma
> das alternativas é a seleção de linhas estáveis nos genótipos instáveis.
>
>           Para tal, a seleção assistida via citogenética torna-se crucial.
> Esta seleção pode ser efetuada eliminando os tipos aberrantes em linhas
> puras de espigas isoladas, além da avaliação do índice meiótico.
>
>           Na Embrapa Trigo são realizadas análises citogenéticas, como
> apoio ao melhoramento de cereais, visando o monitoramento da transferência
> de variabilidade genética entre espécies.
>
>           As análises de rotina se referem ao comportamento dos
> cromossomos durante os diferentes estágios de desenvolvimento da planta,
> desde uma célula isolada até a planta inteira, ao longo das progênies.
> Estudos quanto à viabilidade do pólen (gameta masculino) estão sendo
> realizados como seleção assistida durante os cruzamentos, bem como
> análises de determinação do número cromossômico dos cereais de inverno e
> das espécies afins a eles.
>
>           Atualmente, grande ênfase está sendo dada para a área da
> citogenética molecular. A partir da técnica de hibridização in situ,
> estudos estão sendo conduzidos visando à detecção de determinadas
> seqüências de DNA, destacando-se a investigação detalhada da estrutura
> cromossômica, o acompanhamento da quantidade de material genético
> introgredido em cruzamentos interespecíficos e a análise de pareamentos
> intergenômicos em plantas híbridas.
>
>           Outros estudos estão sendo iniciados, a fim de se distinguir os
> cromossomos oriundos de diferentes parentais, em híbridos
> interespecíficos, bem como em estudos de similaridade genômica nos cereais
> de inverno.
>
>
>
>
>
> ----------------------------------------------------------------------------
>
>
>

#70776 De: "Alvaro Augusto \(L\)" <alvaro@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 5:05 pm
Assunto: Re: Re: ORIGEM DA VIDA
alvaug
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caro Dídimo,
 
Não por isso. A confusão foi minha desde o início!
 
[ ]s
 
Alvaro Augusto
 
----- Original Message -----
Sent: Friday, October 31, 2008 11:51 AM
Subject: Re: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA

Álvaro,
 
Desculpe se o interpretei mal.
 
Abraços,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net
 
_______________________
As explicações científicas são reais e completas,
tal como as explicações da vida quotidiana e das religiões
tradicionais. Diferem destas últimas unicamente por serem mais
precisas e mais facilmente refutadas pela observação dos factos.

Sent: Friday, October 31, 2008 9:59 AM
Subject: Re: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA

Dídimo,
 
Não confundi refutação e verificação, mas eu certamente não havia entendido a hipótese do Takata. Agora entendi.
 
[ ]s
 
Alvaro Augusto
 
----- Original Message -----
Sent: Friday, October 31, 2008 1:34 AM
Subject: Re: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA

Olá Álvaro,
 
Vc está confundindo refutação e verificação?
 
Basta que uma única ocorrência de vida seja percebida para que seja refutado,  se há a possibilidade é científica.
 
Abraços,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net
 
_______________________
As explicações científicas são reais e completas,
tal como as explicações da vida quotidiana e das religiões
tradicionais. Diferem destas últimas unicamente por serem mais
precisas e mais facilmente refutadas pela observação dos factos.

Sent: Thursday, October 30, 2008 10:08 AM
Subject: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA

Mas como você pode refutar essa hipótese? Só mesmo verificando a
ocorrência de vida em todos os lugares do universo, o que é
impossível. Logo, a hipótese não é científica do ponto de vista de
Popper.

[ ]s

Alvaro Augusto

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "rmtakata"
<roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alvaro Augusto \(U\)"
> > As especulações são válidas, não há dúvida, mas não sei se são
> > mesmo ciência. Refiro-me, é claro, à busca por civilizações
> > inteligentes fora da Terra, não à busca por micróbios marcianos.
>
> Popperianamente é ciência. Trata-se de um teste da hipótese "não há
> vida inteligente no universo fora dos arredores do planeta Terra".
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>


#70777 De: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 5:45 pm
Assunto: Re: argumento de autoridade
ecientificoc...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
----- Original Message -----
From: "Dídimo Matos"
Sent: Friday, October 31, 2008 12:29 PM
Subject: [ciencialist] argumento de autoridade

> Texto do meu amigo Desidério
[vide http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/70769 ]

Muito bom o texto. Vou aproveitar o parágrafo final para fazer o meu
comercial ;-))

> Finalmente, note-se que nenhum argumento é verdadeiro ou falso, tal
> como nenhum conjunto de bananas tem casca; as bananas têm casca, mas
> não os conjuntos de bananas. Do mesmo modo, a verdade aplica-se às
> proposições que constituem os argumentos, mas não aos próprios
> argumentos porque estes são conjuntos de proposições. Os argumentos
> são válidos ou inválidos, além de poderem ser interessantes ou não,
> mas não podem ser verdadeiros nem falsos. E as proposições são
> verdadeiras ou falsas, mas não podem ser válidas nem inválidas.

Esse parágrafo ilustra de maneira metafórica aquilo que não me canso
de afirmar: O elétron não é uma carga elétrica, apesar de uma carga
elétrica poder ser formada por elétrons. Da mesma maneira que uma
banana não é um conjunto de bananas em miniatura, apesar de um
conjunto de bananas ser formado por bananas. Neste caso, pelo menos
uma diferença é óbvia: o conjunto de bananas não tem casca. No caso
dos elétrons, pelo menos uma diferença me parece ser óbvia: o conjunto
de elétrons tem algo que se manifesta como carga elétrica, mas o
elétron não tem este algo. Ele tem outra coisa (origina outro campo)
que só se manifesta como campo de uma carga elétrica quando em
conjunto com seus semelhantes.

Porque me parece ser óbvia? Muito simples. Porque acredito que através
da exploração desta idéia conseguiremos um dia explicar a física
através de argumentos não ficcionalísticos, como os argumentos
quantum-relativísticos. Em outras palavras, acredito que através da
exploração desta idéia conseguiremos retornar aos tempos em que a
física era uma ciência inteligível.

> Quem não compreende isto, não sabe o que é um argumento. Tal como
> não sabe o que é um conjunto de bananas quem pensar que esse
> conjunto tem casca.

Tal como não sabe o que é um elétron aqueles que pensam que o elétron
tem uma carga elétrica "e". Mas isso não impede que eles continuem
utilizando esse algoritmo esdrúxulo e que, vez por outra, acaba dando
certo; se bem que, e a persistir essa ignorância, eles jamais
conseguirão explicar, usando argumentos clássicos, aquilo que eles
afirmam gratuitamente, e também por ignorância, não ter explicação
clássica.

Perdoai-os. Eles não sabem o que falam.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com/indice.htm
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

#70778 De: "Silvio" <scordeiroes@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 6:29 pm
Assunto: Re: argumento de autoridade
scordeiroes
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Prezado Didimo:
 
Já que hoje vivemos em paz, por favor consulte seus alfarrábios e vê se encontra um exemplar já usado da
Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos, org. por João Branquinho e Desidério Murcho.
 
Pode dar pra mim? (o livro!!)??
 
silvio.
 
----- Original Message -----
Sent: Friday, October 31, 2008 12:29 PM
Subject: [ciencialist] argumento de autoridade

Texto do meu amigo Desidério,
 
Usa-se muitas vezes a expressão «argumento de autoridade» como sinónimo de «mau argumento de autoridade». Todavia, nem todos os argumentos de autoridade são maus; o progresso do conhecimento é impossível sem recorrer a argumentos de autoridade; e pode-se distinguir com alguma proficiência os bons dos maus argumentos de autoridade.

Um argumento de autoridade é um argumento baseado na opinião de um especialista. Os argumentos de autoridade têm geralmente a seguinte forma lógica (ou são a ela redutíveis): «a disse que P; logo, P». Por exemplo: «Aristóteles disse que a Terra é plana; logo, a Terra é plana». Um argumento de autoridade pode ainda ter a seguinte forma lógica: «Todas as autoridades dizem que P; logo, P».

A maior parte do conhecimento que temos de física, matemática, história, economia ou qualquer outra área baseia-se no trabalho e opinião de especialistas. Os argumentos de autoridade resultam desta necessidade de nos apoiarmos nos especialistas. Por isso, uma das regras a que um argumento de autoridade tem de obedecer para poder ser bom é esta:

1) O especialista (a autoridade) invocado tem de ser um bom especialista da matéria em causa.

Esta é a regra violada no seguinte argumento de autoridade: «Einstein disse que a maneira de acabar com a guerra era ter um governo mundial; logo, a maneira de acabar com a guerra é ter um governo mundial». Dado que Einstein era um especialista em física, mas não em filosofia política, este argumento é mau.

Contudo, apesar de Marx ser um especialista em filosofia política, o seguinte argumento de autoridade também é mau: «Marx disse que a maneira de acabar com a guerra era ter um governo mundial; logo, a maneira de acabar com a guerra é ter um governo mundial». Neste caso, é mau porque viola outra regra:

2) Os especialistas da matéria em causa não podem discordar significativamente entre si quanto à afirmação em causa.

Dado que os especialistas em filosofia política discordam entre si quanto à afirmação em causa, o argumento é mau. É por causa desta regra que quase todos os argumentos de autoridade sobre questões substanciais de filosofia são maus: porque os filósofos discordam entre si sobre questões substanciais. Poucas são as afirmações filosóficas substanciais que a generalidade dos filósofos aceitam unanimemente e por isso não se pode usar a opinião de um filósofo para provar seja o que for de substancial em filosofia. Fazer isso é falacioso.

Os seguintes argumentos contra Galileu são igualmente maus: «Aristóteles disse que a Terra está imóvel; logo, a Terra está imóvel» e «A Bíblia diz que a Terra está imóvel; logo, a Terra está imóvel». O primeiro é mau porque nem todos os grandes especialistas da altura em astronomia, entre os quais se contava o próprio Galileu, concordavam com Aristóteles; o argumento viola a regra 2. O segundo é mau porque os autores da Bíblia não eram especialistas em astronomia; o argumento viola a regra 1.

Considere-se o seguinte argumento: «Todos os especialistas afirmam que a teoria de Einstein está errada; logo, a teoria de Einstein está errada». Qualquer pessoa poderia ter usado este argumento quando Einstein publicou pela primeira vez a teoria da relatividade. Este argumento é mau porque é derrotado pela força dos argumentos independentes que sustentam a teoria de Einstein. A regra violada é a seguinte:

3) Só podemos aceitar a conclusão de um argumento de autoridade se não existirem outros argumentos mais fortes ou de força igual a favor da conclusão contrária.

A regra 2 é redundante relativamente a 3. Não se aceita um argumento de autoridade baseado num filósofo quando há outros argumentos de igual força, baseados noutro filósofo, a favor da conclusão contrária. Mas 3 abrange o tipo de erro presente no último argumento sobre Einstein, ao passo que 2 não o faz. No caso do argumento de Einstein, o erro consiste no facto de o argumento de autoridade baseado em todos os especialistas em física ser mais fraco do que os próprios argumentos físicos e matemáticos que sustentam a teoria de Einstein.

Considere-se o seguinte argumento: «O psiquiatra X defende que toda a gente deve ir ao psiquiatra pelo menos três vezes por ano; logo, toda a gente deve ir ao psiquiatra pelo menos três vezes por ano». Admita-se que todos os especialistas em psiquiatria concordam com X, que é um grande especialista na área. A regra 3 diz-nos que este argumento é fraco porque há outros argumentos que colocam em causa a conclusão: dados estatísticos, por exemplo, que mostram que a percentagem de curas efectuadas pelos psiquiatras é diminuta, o que sugere que esta prática médica é muito diferente de outras práticas cujo sucesso real é muitíssimo superior. Além disso, este argumento viola outra regra:

4) Os especialistas da matéria em causa, no seu todo, não podem ter fortes interesses pessoais na afirmação em causa.

Quando Einstein afirma que a teoria da relatividade é verdadeira, tem certamente muito interesse pessoal na sua teoria. Mas os outros físicos não têm qualquer interesse em que a teoria da relatividade seja verdadeira; pelo contrário, até têm interesse em demonstrar que é falsa, pois nesse caso seriam eles a ficar famosos e não Einstein. Mas nenhum psiquiatra tem interesse em refutar o que diz X. E, por isso, a sua afirmação não tem qualquer valor — porque é a comunidade dos especialistas, no seu todo, que tem tudo a ganhar e nada a perder em concordar com X.

Os argumentos de autoridade são vácuos ou despropositados quando invocam correctamente um especialista para sustentar uma conclusão que pode ser provada por outros meios mais directos. Por exemplo: «Frege afirma que o modus ponens é válido; logo, o modus ponens é válido». Dado que a validade do modus ponens pode ser verificada por outros meios mais directos (nomeadamente através de um inspector de circunstâncias), este argumento é vácuo ou despropositado. Os argumentos de autoridade devem unicamente ser usados quando não se pode usar outras formas argumentativas mais directas.

Finalmente, note-se que nenhum argumento é verdadeiro ou falso, tal como nenhum conjunto de bananas tem casca; as bananas têm casca, mas não os conjuntos de bananas. Do mesmo modo, a verdade aplica-se às proposições que constituem os argumentos, mas não aos próprios argumentos porque estes são conjuntos de proposições. Os argumentos são válidos ou inválidos, além de poderem ser interessantes ou não, mas não podem ser verdadeiros nem falsos. E as proposições são verdadeiras ou falsas, mas não podem ser válidas nem inválidas. Quem não compreende isto, não sabe o que é um argumento. Tal como não sabe o que é um conjunto de bananas quem pensar que esse conjunto tem casca.

Abraços,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net
 
_______________________
As explicações científicas são reais e completas,
tal como as explicações da vida quotidiana e das religiões
tradicionais. Diferem destas últimas unicamente por serem mais
precisas e mais facilmente refutadas pela observação dos factos.


#70779 De: "Silvio" <scordeiroes@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 7:10 pm
Assunto: Avances en el estudio del genoma humano
scordeiroes
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Avances en el estudio del genoma humano

1.             Presentación

2.             Determinación problemática

3.             Enunciados 

4.            Argumentación

5.             Conclusiones

6.             Bibliografía

7.             Anexos                                                                                                         

PRESENTACIÓN

Desde el punto de vista científico el Genoma Humano es el número total de cromosomas del cuerpo, es decir  todo el ADN. (ácido desoxirribonucleico) de un organismo, incluido sus genes, los cuales llevan la informaciónpara la elaboración de todas las proteínas requeridas por el organismo, y las que determinan el aspecto, el funcionamiento, el metabolismo, la resistencia a infecciones y otras enfermedades, y también algunos de sus procederes. Los cromosomas contienen aproximadamente 80.000 genes, los responsables de la herencia.

Desde un punto de vista no científico, el mapa del genoma humano es una herramienta genéticaque permite estudiar la evolución del hombre y que cambiará drásticamente la medicina actual tal como la conocemos. Será una cambio de paradigma. Permitirá el tratamiento de enfermedades hasta ahora sin cura. Las investigaciones estuvieron a cargo fundamentalmente de Estados Unidos (Instituto Nacional de Investigación del Genoma Humano -NHGRI- de Maryland) y Gran Bretaña (Centro Sanger en Cambridge), pero también acompañaron Francia, Alemania, Japón y China.

Hoy el mapa del genoma está casi completado. Se abre también el camino para la manipulación genética, motivo por el cual se han dictado documentos tendientes a acotar ese aspecto. La empresa privada Celera Genomics de Rockville (EE.UU.), es la que lidera los procesos. La investigación duró diez años e insumió cerca de 2.000 millones de costo.

La fiabilidad del mapa de 3.000 millones de pares de bases llegará a un 99,99%. Además se conocerá el número preciso de genes del organismo calculado entre 60.000 y 100.000. Actualmente el 85% del genoma está detalladamente mapeado.

El mito del ser humano inmortal y perfecto se asocia a la aplicación práctica de los conocimientos del mapa del genoma humano. Como se puede apreciar, la búsqueda de la raza perfecta de hace años, de Hitler, resulta ser una aspiración de la raza humana ahora encarnada en el proyecto del genoma humano.

DETERMINACIÓN PROBLEMÁTICA

El Proyecto Genoma Humano es una investigación internacional que busca seleccionar un modelo de organismo humano por medio del mapeo de la secuencia de su DNA. Se inició oficialmente en 1990 como un programa de quince años con el que se pretendía registrar los 80.000 genes que codifican la información necesaria para construir y mantener la vida.

Hoy el mapa del genoma está casi completado. Se abre también el camino para la manipulación genética, motivo por el cual se han dictado documentos tendientes a acotar ese aspecto. La empresa privada Celera Genomics de Rockville (EEUU), es la que lidera los procesos. La investigación duró diez años e insumió cerca de 2.000 millones de costo.

La fiabilidad del mapa de 3.000 millones de pares de bases llegará a un 99,99%. Además se conocerá el número preciso de genes del organismo calculado entre 60.000 y 100.000. Actualmente el 85% del genoma está detalladamente mapeado. Grisolía, S. Constitución genética y factores ambientales en Medicina. Farmaindustria. 53 (2000).

La revista 'Science' y la Asociación Americana para al Avance de la Cienciaconsideran el estudio de las diferencias existentes entre los genomas de los distintos individuos, la variación genética humana, el principal logro científico del año 2007. La profundización en la variabilidad del genoma entre distintos individuos ha permitido comprender su papel en enfermedades y en rasgos personales. A partir de la secuenciación del genoma humano, los científicos han estudiado la presencia de variaciones tan pequeñas como una base, los denominados polimorfismos de un único nucleótido (SNP).

Este proyecto ha suscitado análisis éticos, legales, sociales y humanos que han ido más allá de la investigación científica propiamente dicha. (Declaración sobre Dignidad y Genoma Humanos, UNESCO)

El propósito inicial fue el de dotar al mundo de herramientas trascendentales e innovadoras para el tratamiento y prevención de enfermedades.

ENUNCIADOS

·         ¿Qué es el genoma humano?

·         ¿Cuál es la organización del genoma ?

·         ¿A que llamamos estabilidad del genoma?

·         ¿Cuál es la localización del genoma?

·         ¿En que consiste la herencia del genoma ?

·         ¿Cuáles son los avances sobre el estudio del genoma humano?

·         ¿Cuáles son las perspectivas del estudio del genoma ? 

·         ¿ En que consiste la Terapia génica?                                                                                                    

·         ¿Cuál es la importancia de los Telómeros?                                                                                                            

·         ¿Cuáles son los beneficios de la Células madre?

·         ¿En que consiste el Microarrays y SNPs?                                                                                                                                                                                               

·         ¿ En que consiste las  Proteínas artificiales?                                                                                                   

·         ¿En que consisten los Derechos Humanos y Proyecto Genoma Humano?                                                    

ARGUMENTACIÓN

3.1    GENOMA HUMANO

  3.1.1  DEFINICIÓN:

E1 Genoma debe ser entendido como la totalidad de la información genética almacenada en el ADN de las células. Cada persona tiene su propio genoma, el cual guarda una gran similitud (99,8%) con todos los de su propia especie y tan solo se diferencia de la del chimpancé en algo más del 1%. Esa información, que se encuentra almacenada en todas y cada una de sus células y que le define e identifica como ser único e independiente, es lo que conocemos como su patrimonio genético o genoma.  Fugel, R.W. Cuenta y Razón. 8. Vol. 5 (1999).

El genoma humano, ese gran libro de la vida que contiene las instrucciones que determinan las características físicas y en parte psicológicas e intelectuales del individuo, ha sido recientemente descifrado en más del 99% de su totalidad, gracias al esfuerzo de un consorcio público internacional (Proyecto Genoma Humano) y una empresa privada (Celera). Pero, habrá que esperar algunos años más, hasta disponer de la información completa del genoma.

Una vez conocida la secuencia de letras contenidas en el ADN que simbólicamente podemos considerar que forman las palabras y frases de este gran libro de la vida, queda todavía un importante camino que recorrer, y es conseguir interpretar y comprender dicha información, saber la localización y relevancia de cada uno de los genes así como sus implicaciones en el diagnóstico de las enfermedadesy en la terapéutica personalizada de cada individuo. En este sentido, la secuenciación del genoma abre una nueva avenida en el conocimiento y fundadas expectativas de interés en el área socio-sanitaria. Pero quedan todavía importantes cuestiones por resolver antes de que estas expectativas sean una realidad. http://www.diariomedico.com/edicion/diario_medico/mi_dm/biotecnologia/genomica/es/desarrollo/1139474_00.html

  3.12  HISTORIA Y RASGOS GENERALES

El proyecto genoma humano nació en un marco de revolución científica e innovación tecnológica. La idea inicial consistía en derivar una secuencia de ADN de los cromosomas humanos, esta tarea fue realizada por tres investigadores en 1985 convirtiéndose posteriormente en un programaconcertado para producir tres clases de mapas genéticos:

1)  Configuración de un mapa de uniones genéticas que permite la búsqueda de los caracteres hereditarios de nuestros antecesores.

2)  Englobar un conjunto de mapas físicos para facilitar el examen directo del ADN que se puede emplear para estudiar regiones cromosómicas.

3) Información de las secuencias de ADN suficiente para acelerar el estudio de los aproximadamente 100.000 genes existentes en el ser humano.

 Para la puesta en marcha del proyecto fue un poderoso argumento la posibilidad de llegar a dominar los factores desencadenantes de graves enfermedades hereditarias.

 Tras grandes esfuerzos por saltar varias dificultades como la gran magnitud del proyecto, el temor de otros científicos a que esta empresa desviara las ayudas económicas de otros proyectos y la financiación económica, el P.G.H. se pone en marcha el 1 de octubre de 1990 (aunque ya había cobrado vida extraoficialmente a mediados de los 80).

 La relevancia de este proyecto suscitó el interés internacional pues para hacerle frente se necesita el esfuerzo concentrado de todos, pues esta empresa significa, además de una nueva vía de apertura a nuevos caminos de la genética, una vía rápida para encontrar remedios, mediosde prevención y mejores tratamientos para graves enfermedades hereditarias que amenazan a la humanidad, por ello se ha unido toda la comunidad científica, aunque hoy en día este proyecto marcha por caminos puramente economistas debido a las múltiples y trascendentales aplicaciones que se esperan de él.

Watson, premio Nobel en 1962 por el descubrimiento de la estructura física del ADN, llegó a pronosticar el momento exacto en el que llegaría a su fin esta empresa, poniendo como fecha el 30 de septiembre del 2005. Pero ya en el mes de marzo de este año 2000, debido sobre todo a las múltiples empresasprivadas subvencionadas por entes privados o públicos que se han lanzado a una carrera para descifrar todos los genes humanos, una empresa española ya lo ha logrado, el próximo paso será su colocación. Fugel, R.W. Cuenta y Razón. 8. Vol. 5 (1999).

 Entre los resultados que se esperan de este proyecto destacan:

1) La determinación de anomalías genéticas responsables de enfermedades hereditarias que permitirá en un futuro la prevención y curación de estas enfermedades atacando su raíz. Enfermedades como el cáncer, la diabetes, el SIDA...

2) Se están haciendo investigaciones acerca de los genes implicados en el envejecimiento humano para conseguir así mayor longevidad.

3)  Servirá también para despejar la angustia de una familia en la que haya manifestaciones de enfermedades hereditarias graves y desconocen si esa dolencia puede ser transmitida a sus descendientes.

4)  Recaudar información acerca de nuestro origen, el de nuestros antepasados y el de otras civilizaciones a través del análisis del ADN.

5)  Para conocer la huella genética de un delincuente a través de un cabello, un poco de saliva o una gota de sangre.

 Hay que tener también en cuenta que los conocimientos a los que podemos llegar con este proyecto pueden poner en peligro el futuro de la humanidad o la degradación de los valores éticos al tener también efectos negativos como:

1)  La aparición de actitudes discriminatorias al sobrevalorar un determinado gen  que lleve a discriminar a las personas que carezcan de él.

2)  Que los padres, siguiendo modas, intenten una seleccióngenética de sus hijos.

3) Conducirnos a aberrantes actitudes eugenésicas como por ejemplo: la interrupción del embarazo por la preocupación de los padres de tener hijos perfectos y esto nos llevaría a acabar con la versatilidad de la dotación genética humana e incluso con la raza humana.

Estos peligros hacen imprescindible el examen de las consecuencias éticas y jurídicas del P.G.H.

El mundo del derecho hoy en día está sumido en una gran perplejidad y desconocimiento ante la posibilidad de patentar organismos vivos. Así según el presidente del Tribunal Constitucional alemán W. Benda " en la esfera del derecho privado vemos como la naturaleza se transforma en producto industrial y como el individuo es sometido a la lógicacomercial, en la esfera del derecho internacional público, la naturaleza se convierte en un objeto de gestión y la humanidad en un sujeto gestionado".

Pero sin duda vemos como últimamente la idea según la cual la naturaleza es un patrimonio universal, inapropiable y no patentable, ha sido modificada.

El nacimiento y evolución de las patentes de la biotecnologíahan tenido un desarrollo similar en todo el "primer mundo", así por ejemplo en Alemania se concedieron hace 60 años numerosas patentes para inventos relacionados con el cultivo de levadura, de pan y de cerveza, sin ser totalmente conscientes de los problemas específicos que planteaba la utilización de un material vivo para la realización de reacciones de carácter químico. La legislación alemana no permitía por principio, a tenor de estas patentes, más que la posibilidad de patentar objetos o fenómenos inanimados, quedando excluidos los seres vivos y los procesos resultantes del funcionamiento independiente de la naturaleza inanimada. Pero ya en 1939 eran patentables los procedimientos de cultivo agrícola, y a esta época pertenecen las primeras patentes vegetales. Fugel, R.W. Cuenta y Razón. 8. Vol. 5 (1999).

En el año 1968, el Tribunal Supremo alemán reconoció que "ciertos resultados pueden ser consecuencia de reacciones biológicas, siempre que estas sean previsibles, controlables y que dicho invento sea transmisible y reproducible". Debido a esta afirmación se planteó un grave problema, ya que los biólogos en aquella época, no podían garantizar la estabilidad de la fórmula. Pero gracias a la rápida aparición de la Ingeniería Genéticase pudo salvar este problema desde el momento en el que las nuevas propiedades, de un microorganismo o de una planta, están ligadas a genes definidos y cuya manipulación puede ser descrita con precisión.

En EE.UU., por otra parte, la legislación ha evolucionado de forma paralela. No obstante los americanos fueron más sensibles a la distinción tradicional entre "invento" y "descubrimiento", en cuya base, un producto natural no podía ser tenido en cuenta, en la medida en que no constituye un nuevo aparato, o no es el resultado de un procedimiento de manufactura. A pesar de esto, la patentabilidad de organismos vivos no encontró obstáculos importantes en EE.UU.

Sin embargo, los productos derivados de la naturaleza no podían ser patentados, en este marco se sitúa una de las decisiones revolucionarias en materia de patentes: el caso Chakbartf, al que el Tribunal Supremo norteamericano en 1980 otorgó por primera vez la patente de un microorganismo manipulado genéticamente aunque estableciendo límites de patentabilidad en tanto se excluyen los organismos vivos puros y simples.

Todos estos elementos ilustran una actitud cuyo significado es a la par filosófico y jurídico, ya que, por una parte se ha desnaturalizado la naturaleza, pudiéndose considerar un objeto patentable; pero por otra parte ha sido acercada a lo humano, puesto que se ha hecho de ella un instrumento domesticado, sometido al hombre. Lo que se pone en juego es la legitimación de esta domesticación.

La gran pregunta que cabe hacernos acerca de esto es si, tras haber acaparado ya la naturaleza, va el hombre a acaparar la misma naturaleza humana.

http://www.genomehuman.com/2008/06/el-genoma-humano.html

 3.1.3  ORGANIZACIÓN DEL GENOMA

Las personas estamos formadas por un ingente número de células y, aunque las que constituyen la piel, el hígado, el músculo, la sangre, el sistema nervioso, etc., muestran características morfológicas y funcionales diferentes, todas ellas encierran, en compartimentos específicos, una información genética idéntica, la cual no se expresa de forma simultánea en una misma célula sino que a lo largo del desarrollo se seleccionan gruposde genes que determinan su futuro estructural y funcional. En este sentido, todas las células de nuestro organismo proceden, por divisiones sucesivas, de una célula precursora común que comparte una información materna y paterna para constituir su propio genoma, y las características morfofuncionales propias de cada tipo celular dependen básicamente del particular grupo de genes que han sido seleccionados para manifestarse.

El ADN es la molécula responsable del soporte de la información genética, la cual está basada en una secuencia específica de otras moléculas muchísimo menores denominadas nucleótidos. El orden de estos nucleótidos en el ADN es de crucial importancia porque define la secuencia específica de aminoácidos que tendrá la futura proteína. Sólo participan 4 nucleótidos diferentes que, combinados en grupos de tres, establecen un código específico que define el significado de esta información. Cada nucleótido dispone de tres elementos: una base nitrogenada, un azúcar (la desoxirribosa) y un grupo fosfato. La base es la verdaderamente responsable de la especificidad de la información y existen cuatro diferentes, que se identifican con las letras A (Adenina), G (Guanina), C (Citosina) y T (Timina) y representan las cuatro letras con las que se escribirá el libro de la vida; los otros componentes del nucleótido (el azúcar y el grupo fosfato) desempeñan una función estructural y facilitadota de la polimerización mediante el engarce consecutivo de los diferentes nucleótidos. Fugel, R.W. Cuenta y Razón. 8. Vol. 5 (1999).

Estructuralmente, el ADN es una molécula de doble cadena, cada una de las cuales está dirigida en sentido antiparalelo (considerando la dirección de su polimerización o crecimiento) y ambas cadenas forman una estructura en espiral (a modo de escalera de caracol) en donde los grupos azúcar-fosfato constituyen el esqueleto o armazón que representan los laterales paralelos de la escalera de caracol, mientras que las bases nitrogenadas están orientadas hacia el eje central de la espiral y representan los peldaños de la escalera. El apareamiento de las bases entre ambas cadenas se realiza con una extraordinaria selectividad, de acuerdo con la siguiente regla: Adenina con Timina (A-T) y Citosina con Guanina (C-G) y cada 10 pares de bases (peldaños) da lugar a una vuelta completa de la hélice.

La información contenida en el ADN es decodificada en dos etapas consecutivas denominadas trascripción y traducción. La trascripción supone la síntesis de ARN (ácido ribonucleico) constituido por una secuencia de cuatro nucleótidos (ribonucleótidos) conteniendo las mismas bases que los nucleótidos que forman parte del ADN (desoxirribonucleótidos) con la salvedad que la Timina es sustituida por Uracilo. El orden de los nucleótidos en el ARN viene definido por la secuencia de los mismos en una de las cadenas del ADN que sirve de molde. Por último, la traducción supone el cambio del código basado en una secuencia de nucleótidos en otro basado en una secuencia de aminoácidos (proteína), merced a unas moléculas de ARN especiales denominadas ARNt (ARN de transferencia). http://www.diariomedico.com/edicion/diario_medico/mi_dm/biotecnologia/genomica/es/desarrollo/1139474_00.html

 3.1.4  ESTABILIDAD DEL GENOMA

Dada la importante función que tiene asignada la molécula de ADN, tanto en el propio individuo como en la preservación de la información genética a través de la evolución, el ADN debe garantizar la estabilidad de esta información, que será transmitida a sus propias células y a la descendencia. Para garantizar la estabilidad del genoma, éste no sólo se encuentra protegido y localizado en compartimentos específicos dentro de la célula, sino que además se establecen mecanismos de control que garantizan la ausencia de errores al realizar las copias del mismo. En la actualidad se asume que durante la duplicación del material genético se comete sólo un error cada mil millones de pares de bases, lo cual permite apreciar la gran fidelidad de las copias y el elevado grado de estabilidad de la información en el proceso de la herencia. Pero, el genoma humano no es una entidad absolutamente estable, sino que puede ser objeto de diferentes tipos de cambios denominados mutaciones, las cuales pueden llegar a ser transmisibles a la descendencia si estos cambios afectan a las células germinales. Las mutaciones surgen como resultado de la actividad normal de la célula (mutaciones espontáneas) o de su interacción con agentes químicos o físicos del entorno (mutaciones inducidas) y pueden ser de diferentes tipos, oscilando entre la alteración de un simple par de bases (mutaciones puntuales) hasta las anomalías cromosómicas a gran escala. Las mutaciones de genes y cromosomas han contribuido tanto a la biodiversidad genética de los individuos como a la aparición de patologías de origen genético.

El ADN no se encuentra en la célula como molécula desplegada y desnuda sino que habitualmente se repliega sobre sí mismo y se asocia con otras moléculas, fundamentalmente proteínas, para generar una estructura más estable y compleja denominada cromosoma. Cualquier cromosoma esta constituido básicamente por un centrómero (región central), dos telómeros (uno en cada extremo) y un número variable de orígenes de replicación, distribuidos a lo largo del mismo, que son los puntos en donde se inicia, de forma asincrónica, la duplicación del material genético. Para que el cromosoma sea realmente operativo, éste ha de ser capaz de replicarse (realizar una copia exacta de sí mismo), segregarse en dos copias durante el proceso de la mitosisy autoconservarse en la célula durante generaciones, ya que el número de copias necesarias desde la primera célula hasta el individuo adulto, rebasa la cifra de la unidad seguida de catorce ceros (1014). Durante la división celular, las células hijas reciben una dotación genética idéntica a la célula progenitora mediante un proceso de replicación o duplicación del ADN durante el cual, las dos hebras de la doble hélice de ADN se separan y cada una de ellas sirve de molde para generar una nueva hebra complementaria, de acuerdo con la regla de apareamiento de bases anteriormente mencionada (A-T y C-G). La transmisión o herencia de esta información en el ADN es de tipo semiconservativa de forma que cada una de las células hija recibe una hebra de nueva síntesis y su complementaria antigua, que ha servido de molde para generar la nueva. http://www.diariomedico.com/edicion/diario_medico/mi_dm/biotecnologia/genomica/es/desarrollo/1139474_00.html

3.1.5  LOCALIZACIÓN DEL GENOMA

El genoma humano está constituido por un genoma nuclear y otro mitocondrial. La parte más importante del genoma se localiza en el núcleo de la célula (genoma nuclear) el cual está separado del resto por una envoltura nuclear que limita y regula el intercambio que se establece entre el interior del núcleo (en donde se encuentra el ADN) y el exterior del mismo (citoplasma celular) donde se encuentra la maquinaria relacionada con la decodificación de la información genética, responsable en última instancia de la síntesis de proteínas. El genoma nuclear, que está dispuesto en forma lineal y representa el genoma al que habitualmente nos referimos al hablar del genoma humano, está constituido por algo más de tres mil millones de pares de bases (o nucleótidos) conteniendo aproximadamente unos mil genes.

Cada cromosoma nuclear está constituido por una sola hebra de doble cadena de ADN (lógicamente asociada a proteínas) con una longitud de 1,7 a 8,5 cm., conteniendo entre 50 y 250 millones de pares de bases de nucleótidos. Sin embargo, esta molécula habitualmente se encuentra en grados de mayor o menor empaquetamiento y esta especial forma de replegamiento de los cromosomas permite que todo el genoma pueda ser almacenado en el espacio nuclear de la célula, que viene a representar una esfera con un diámetro de unas cinco milésimas de milímetro, en donde se almacena una información equivalente al contenido de 800 Biblias.

El otro genoma es el genoma mitocondrial, ubicado en la matriz de un orgánulo celular (mitocondria). La organización del genoma mitocondrial humano es radicalmente diferente del genoma nuclear, pero tiene grandes similitudes con la mayoría de los genomas de las bacterias (células procariotas): es más simple, está constituido por unos dieciséis mil seiscientos pares de bases, conteniendo 37 genes y con una disposición circular. Se cree que la célula eucariótica actual, conteniendo ambos genomas nuclear y mitocondrial, procede de la simbiosis entre dos células diferentes, una nucleada (eucariota) y otra sin núcleo diferenciado (procariota). Esta simbiosis debe ser entendida en los orígenes de la vida. ésta surgió en un ambiente con una atmósfera reductora y las células liberaban oxígeno al medio como residuo de su metabolismo. En esta época, el oxígeno resultaba ser altamente tóxico para la inmensa mayoría de células eucariotas, aunque surgieron algunas células procariotas con capacidad para utilizar el oxígeno con fines metabólicos. La masiva liberación de oxígeno al medio (hace unos 1500 millones de años), provocó un enriquecimiento de oxígeno en la atmósfera de la tierra, incompatible con la vida. Sin embargo, gracias a la simbiosis de algunas células eucariotas primitivas con las células procariotas (con capacidad para consumir el oxígeno), las primeras pudieron adaptarse y sobrevivir en las nuevas condiciones oxidantes de la atmósfera.

http://www.genomehuman.com/2008/06/el-genoma-humano.html

3.1.6  HERENCIA DEL GENOMA

En nuestro organismo podemos diferenciar dos grandes grupos celulares, en función de la carga genómica disponible. Unas son las células somáticas las cuales participan estructural y funcionalmente en la actividad de nuestro organismo y son la mayoría de las que forman parte de nuestro ser. Se caracterizan por disponer de una información genética nuclear duplicada (numero diploide de cromosomas) dispuesta en 22 pares de cromosomas homólogos (autosomas) y dos tipos de cromosomas sexuales X e Y, de cuya combinación depende el sexofemenino (XX) o masculino (XY) de la persona.

Las otras células, presentes en menor proporción, son aquellas cuya función está relacionada con la fecundación y son las células germinales o gametos, denominadas óvulo (en el caso de la mujer) o espermatozoide (en el hombre). Todas ellas disponen de una dotación simple de cromosomas (número haploide) constituido por 22 autosomas más un cromosoma sexual.

Durante la fecundación, cada una de las células germinales, aportará una dotación haploide de cromosomas, de cuya combinación dependerá el sexo masculino o femenino del nuevo ser, con una dotación final diploide de cromosomas. De ahí que el genoma nuclear del nuevo ser esté constituido al 50% por la información genética derivada del padre y el otro 50% derivado de la madre. Esta información paterna y materna permanecerá almacenada en las células somáticas siempre de forma físicamente independiente (son cromosomas homólogos pero diferentes) mientras que en las células germinales se produce una recombinación entre cromosomas homólogos, generando cromosomas singulares basados en la recombinación del ADN materno y paterno. Además, cada célula germinal esta constituida por una de las 223 posibles combinaciones haploides de cromosomas matemos y paternos.

 En este sentido, el mecanismo de reproducciónsexual garantiza la diversidad evolutiva de la especie, ya que asegura que el genoma nuclear del nuevo individuo es el resultado de una recombinación particular (en las células germinales) de los respectivos genomas de sus progenitores. Sin embargo, debemos destacar que la herencia mitocondrial es exclusivamente materna puesto que durante la fecundación el espermatozoide sólo aporta su núcleo al óvulo, mientras que en el óvulo se encuentran ambos genomas, el nuclear y el mitocondrial, ubicado este último en los orgánulos mitocondriales citoplasmáticos. En este sentido, el genoma mitocondrial es un instrumento de gran utilidad para seguir el linaje materno en el proceso de la herencia.

3.1.7  TECNOLOGÍA Y AVANCES  SOBRE EL GENOMA

Los conocimientos requeridos para el avance del conocimiento sobre el genoma humano requieren al menos tres etapas consecutivas: i) completar la secuenciación de bases del ADN para obtener la información genética común a partir de un número suficiente de personas; ii) conocer qué genes o grupos de genes participan en cada tipo celular y en qué enfermedades podrían estar implicados; iii) adquirir datosreferentes a todas las que se producen en la célula y su presencia relativa en los distintos tipos celulares y en las distintas enfermedades. Hasta la actualidad el conocimiento sobre la expresión de los genes se lleva a cabo de una forma muy reducida y selectiva, analizando o estudiando gen a gen su comportamiento e implicaciones en la salud y la enfermedad y a lo sumo estudiando simultáneamente un número reducido de genes. Los nuevos procedimientos basados en análisis sobre micromatrices (microarrays) de ADN permitirán analizar de forma simultánea la práctica totalidad de los genes, utilizando un soporte (chip) con una superficie aproximada de un centímetro cuadrado.

Esta nueva capacidad de identificación simultánea y rápida de los genes, permitirá conocer el grado de interrelación entre genes o grupos de genes y su influencia en relación con la actividad funcional normal de la célula y por tanto, también de sus alteraciones e implicaciones en la patología. De igual modo, facilitará conocer la influencia de sustancias químicas exógenas sobre la expresión o alteración de los genes en los individuos. En un sentido amplio, nos permitirá comprender mejor que el genoma es el soporte de un potencial desarrollo físico del individuo y que su manifestación definitiva viene también definida por los factores ambientales que modulan la expresión del genoma de cada persona.

En la actualidad los expertos están de acuerdo en que más de 6.000 enfermedades tiene un origen claramente hereditario y de ellas, tan solo en un 3% de los casos se ha podido llegar a identificar el gen responsable de la misma. Enfermedades como el Parkinson, Alzheimer, hemofilia, Síndrome de Down, multitud de patologías cardiacas, etc. podrían beneficiarse directamente de los avances en el conocimiento del genoma pero, las aplicaciones diagnósticas y terapéuticas podrían incrementarse por un factor importante, considerando que la manipulación genética de células puede ser utilizada también de forma indirecta con fines terapéuticos, modificando o modulando la expresión génica de células normales, por ejemplo con el fin de potenciar la respuestas del sistema inmunitario, como es el caso de las vacunas. Esto abre también nuevas expectativas en el diagnóstico y tratamiento de enfermedades adquiridas, como son el cáncer, las enfermedades infecciosas, etc.

En este contexto, surge la terapia génica como una parte especializada de este conocimiento que pretende estudiar y evaluar la posibilidad de reparar, sustituir o silenciar parte del repertorio genético de las células, con fines terapéuticos. Pero destacar que detrás de estos descubrimientos hay importantes intereses económicos, con un gran potencial de suculentos beneficios, lo cual abre un amplio debate sobre la posibilidad de patentar los genes o las aplicaciones médicas de estos nuevos hallazgos. El desarrollo de nuevos fármacos basados en la información derivada de nuestro conocimiento sobre el genoma abre, pues, un nuevo espacio en donde los conceptos bioéticos deberán aportar luz o límites a la hora de regular el posible conflictode intereses que pudiera presentarse entre los beneficios a la humanidad y los intereses privados de empresas o grupos comerciales. En este sentido, no debe resultar baldío insistir en que el genoma humano es uno de los más valiosos patrimonios del ser humano y, por tanto, su información genética debe ser considerada como un patrimonio indiscutible de la humanidad. Fugel, R.W. Cuenta y Razón. 8. Vol. 5 (1999).

Terapia génica

Aunque no ha habido grandes éxitos en animales experimentales y, desde luego, en humanos, ha habido avances moderados. No obstante, hay 25 productos en fase I/II, 15 de ellos dedicados al cáncer. Por ello, es de gran interés una reciente publicación que implica el éxito en terapia génica con un virus oncolítico El carcinoma de células escamosas es muy grave y afecta aproximadamente a medio millón de personas al año. El tratamiento por quimioterapia es efectivo en alrededor de un 30 a un 40% de pacientes, pero los tumores frecuentemente reaparecen.

También se ha utilizado la radioterapia generalmente en conjunción con cirugía y virus oncolíticos que atacan selectivamente al tumor, pero no a las células normales; uno de éstos, el conocido como ONYX-015. Este, que es un adenovirus modificado en su ADN que afecta la maquinaria de síntesis de proteínas, se utilizó hace años sin mucho éxito, pero ahora se ha demostrado que combinado con la quimioterapia permite la regresión del tumor en la cabeza y en el cuello.

También, la reducción de la expresión de uno de los receptores del factor tumoral de necrosis, el CD95 o FAS, por un nucleótido antisense. Recordemos que la aberrante apoptosis afecta a un número de enfermedades, tales como fibrosis pulmonar, colitis ulcerativa y hasta esclerosis múltiple. En el hígado, excesiva apoptosis puede dar lugar a la fulminante autoinmune forma de hepatitis. El antisense es una forma modificada del 2"-0- (2 methosi) ethyl antisense oligonucleótido. http://www.diariomedico.com/edicion/diario_medico/mi_dm/biotecnologia/genomica/es/desarrollo/1139474_00.html

Telómeros

Ha habido gran interés en los telómeros. Hay cada vez más evidencia no sólo de que los telómeros son importantes en el control de los años de vida, pero también en la dinámica del cáncer, tanto en su progresión como en la prevención; para ello, es fundamental el conocer mejor este área. Por lo tanto, pueden ser de gran interés las aparentes diferencias fundamentales en la biología de los telómeros entre el hombre y el ratón. Fugel, R.W. Cuenta y Razón. 8. Vol. 5 (1999).

Células madre

Las células madre son capaces no solamente de reproducirse, sino también de producir todo tipo de células que forman un organismo complejo tal y como nosotros. Es decir, son células indiferenciadas y existe la posibilidad de que puedan generar un nuevo tejido y hasta organismo. Es lógico que sean de gran interés para la medicina, aunque hay problemas éticos que afrontar. El óvulo fertilizado, también llamado zigoto, es totipotente, y por lo tanto puede formar todas las células del organismo. Las células embrionarias primitivas se pueden tomar del embrión y hacerlas multiplicarse en el laboratorio. Si se inyectan en un embrión en desarrollo, se incorporan al resto de células

de este embrión. La diferencia entre las células totipotentes y las pluripotentes es que las últimas pueden formar hasta las células que no son parte del embrión, tales como las de la placenta. http://www.diariomedico.com/edicion/diario_medico/mi_dm/biotecnologia/genomica/es/desarrollo/1139474_00.html

Microarrays y SNPs.

Las secuencias no nos dicen qué hacen los genes, ni cómo funcionan las células ni los organismos, ni qué pasa en la enfermedad. Por eso la necesidad de desarrollo de la llamada genómica funcional. Para ello, nuevas tecnologíasson necesarias. Prueba del avance técnico es que ya se pueden obtener arrays con más de 250.000 oligonucleótidos diferentes o 10.000 cDNA fijos por cm2.

Ya el gran médico William Osler dijo: "Si no fuese por la gran variabilidad entre los individuos, la medicina podría ser una ciencia y no arte". Por eso, la tecnología de microarrays es muy importante. Es particularmente interesante el uso de microarrays para identificar RNA mensajeros y, por tanto, la actividad en cualquier momento de los genes de un organismo. El polimorfismo de un solo nucleótido ocurre en el 1% más de la población. En nosotros, estos SNP ocurren aproximadamente uno por cada 1.000 pares de bases.

El SNP Consorcio, formado por compañías farmacéuticas, centros académicos, etc., está obteniendo un mapa de gran densidad de los SNP del genoma humano que servirá para aclarar la respuesta a productos farmacéuticos y enfermedades en respuesta al desequilibrio de unión. Este desequilibrio ocurre cuando combinaciones haplotípicas de alelos en diferentes locus son más frecuentes de lo que se espera debido a la asociación al azar. Es decir, cuando en los alelos están cercanos físicamente es más lógico el que se hereden juntos; por lo tanto, las variaciones de SNP servirán para marcar las posiciones en cromosomas y su asociación con enfermedades.

Un ejemplo típico ha sido el polimorfismo del apoE en su relación con la enfermedad del Alzheimer, pero también esta metodología ha servido ya para identificar genes relacionados con otras enfermedades, tales como la migraña, psoriasis o la diabetes dependiente de la insulina. Al parecer, con una densidad de SNP de entre 10.000 a 30.000 pares de bases se puede facilitar rápidamente la identificación de genes susceptibles. Por lo tanto, la utilización de microarrays que utilicen SNP será también muy útil para identificar personas durante la fase segunda de test clínicos y, desde luego, para la fase tercera .

La tecnología de microarrays promete ser de gran interés también en toxicología.

Desde hace años, los defensores de los derechos de los animales han criticado y atacado el uso de animales en el laboratorio. La nueva tecnología promete reducirlo, quizá hasta evitarlo enteramente y suministrar datos más exactos, sobre todo si se pueden utilizar células humanas como fibroblastos, ya que hay marcadas diferencias en las respuestas, incluyendo toxicologías de animales al hombre

La ventaja de utilizar DNA-arrays está en que se extrae el ARN mensajero, que naturalmente proviene solamente de genes que se están expresando. Después, se hace la trascripción reversa y se marcan con un radioisótopo o con un marcador fluorescente. Algunas veces, estos marcadores son de diferentes colores: generalmente, rojo para las células tratadas y verde para los controles, con lo cual se puede deducir por la intensidad del color el grado de actividad

del gen y, por lo tanto, también del posible tóxico.

Naturalmente, la tecnología produce una gran cantidad de datos, pero más importante es saber interpretarlos, ya que un cambio puede ser de importancia o no, porque los organismos hacen continuamente ajustes dependiendo del medio, de la actividad, etc. De todas formas, y al menos en lo que se refiere a grandes rutas metabólicas, ya está en marcha su uso, lo que es médicamente muy importante. Este uso tiene también otros aspectos económicos. Por ejemplo, el coste de minimizar las respuestas a reacciones tóxicas inducidas por compuestos médicos se calcula, en Estados Unidos, en 77.000 millones de dólares por año.

Aunque es fácil, relativamente hablando, determinar ciertos aspectos de la estructura del ADN, hay un área que es verdaderamente muy difícil y hasta hace poco prácticamente imposible, el saber en cuál de las copias de un cromosoma hay una diferencia en SNP.

http://www.genomehuman.com/2008/06/el-genoma-humano.html

Proteínas artificiales

Se ha sugerido, y es muy interesante, la posibilidad de construir proteínas nuevas, es decir artificiales, modificando la información genética. Para ello, un número de investigadores están utilizando dos métodos: uno, haciendo que el RNA de transferencia reinterprete un codón de tipo "stop" para insertar un aminoácido que no se encuentra en las proteínas naturales de los seres vivientes. El otro sistema es que la modificación proceda de un ADN sintético, es decir con un par de bases distintas de las "naturales". Naturalmente, el que se pueda conseguir significa modificar los 3.500 millones de evolución.

Personalmente, me parece algo preocupante. No olvidemos que todas las proteínas naturales tienen los mismos aminoácidos, mientras que en naturaleza y en la química sintética se conocen cientos de aminoácidos que no forman parte de las criaturas vivientes.

Los proponentes sugieren el que podría servir para conocer mejor el comportamiento de proteínas. Por ejemplo, se podrían añadir aminoácidos fluorescentes para marcar su localización en células y, por lo tanto, facilitar el conocimiento funcional o para facilitar el trabajo de los especialistas en cristalografía de proteínas para obtener mejores productos farmacéuticos o mejorar enzimas para la industria.

http://www.genomehuman.com/2008/06/el-genoma-humano.html

13.1.8 DERECHOS HUMANOS Y PROYECTO GENOMA HUMANO

Estos derechos son cinco y se han dividido de la siguiente forma: I. El Derecho a la vida; II. El Derecho a la dignidad humana; III. El Derecho a la intimidad; IV. El Derecho a la igualdad y a la no discriminación; V. El Derecho a la libertad.

  I. El Proyecto Genoma Humano y el derecho a la vida y a la integridad física y moral                       

El respetoa la vida es el fundamento de todos los demás derechos humanos. Todas las declaraciones de derechos humanos desde la Declaración Universal de Derechos Humanos llevan impreso en su articulado la esencialidad de este derecho.

El profesor Puy lo definió como "el derecho fundamental o natural, o humano, que tiene todo ser humano, a conservar un ser sustancial o su complejo psicosomático íntegro, de modo que pueda cumplir plenamente su propio destino".

En al Constitución española este derecho viene garantizado en el artículo 15 donde se expresa que: " Todos tienen derecho a la vida y a la integridad física y moral ". Para cumplir este derecho el hombre ha de permanecer en la existencia que le es propia.

El profesor Recasens Siches afirma que: " la personalidadindividual es una especie de continuo dinámico". Así tendríamos que considerar la vida desde el momento de la gestación  pasando posteriormente por las distintas etapas de la misma y por el desarrollo de la vida de la persona. La realización del proyecto existencial de cada persona requiere un largo camino hasta alcanzar la plenitud. ésta se logra sólo si la persona desarrolla su propia identidad en su hábitat natural ( el ámbito familiar que le es propio). La ingeniería genética incidirá en la identidad personal del individuo y también en la de las generaciones venideras. Para hacer efectivo este derecho en nuestra descendencia hay que rechazar todo mecanismo que traiga al mundo individuos programados por los intereses de otros seres humanos o de instituciones sociales. Hay que proclamar y garantizar como dogma fundamental la inviolabilidad del genoma humano.

Ante esta problemática la legislación española ha elaborado diversas leyes:

Ley 35/1988, de 22 de Noviembre: Regula las técnicasde Reproducción Asistida, "la selección de sexo o la manipulación con fines no terapéuticos o terapéuticos no autorizados"  (art. 20.2 B) n.)         

Ley 42/1988, de 28 de Diciembre, de Donación y Utilización de Embriones y Fetos Humanos, " la realización de cualquier actuación dirigida a modificar el patrimonio genético humano no patológico " (art 9.2 B) a)

Junto a estas sanciones el Código Penal de 1995 incorpora un nuevo Título V rubricado " Delitos relativos a la manipulación genética". Dentro de él en los arts. 159-162 se tipifican como delictivas distintas conductas.

 El derecho a la vida aparece también implicado en otras dos posibilidades que los avances de la genética ya hacen factible:

         a) En la manipulación de embriones y fetos humanos.

         b) En el aborto voluntario.

Con respecto al aborto habrá que atenerse a lo dispuesto en las legislaciones de los distintos países. En el supuesto español la Ley 9/1985, de 5 de Julio, coloca a la mujer en la complicada situación de decidir si desea abortar o no, al haber despenalizado estos supuestos.

El mayor conocimiento que el Proyecto Genoma Humano proporcionará sobre la información genética de cada uno, puede alterar de manera considerable la percepción actual de la problemática del aborto.

  Muchos defectos podrán ser detectados antes de que se manifiesten, y por decirlo de alguna forma " normalizados " gracias a los avances de la terapia genética. Estas prácticas acarrearán también nuevos dilemas morales y jurídicos. Con esto habrá defectos genéticos subsanables a través de la genoterapia y otros sin posibilidad de curación.

En el supuesto de que no haya posibilidad de curación podrá darse el caso de que haya madres que hagan uso de la legalidad para recurrir al aborto. A partir de aquí otra duda que puede surgir es la de la legitimidad de la práctica del aborto en el caso de que se detecte una anomalía genética. Grisolía, S. Constitución genética y factores ambientales en Medicina. Farmaindustria. 53 (2000).

II. El Proyecto Genoma Humano y el derecho a la dignidad humana

El derecho a la dignidad humana es también un derecho fundamental que se debe tener en cuenta cuando tratemos de las implicaciones éticas que estos avances traen consigo.

Existen unos límites que son infranqueables para todo progreso científico:

         a) El respeto de la persona.

         b) La promoción de la persona.

         c) El carácter inviolable de su dignidad.

En casi todos los países europeos el derecho a la dignidad humana se traduce en el derecho  que todo hombre tiene a que se le reconozca como un ser que es fin en sí mismo y no como un simple medio al servicio de los fines que otros pretenden conseguir. La condición de ser moral y la capacidad de autorrealización dan a la persona humana la consideración de ser un fin en sí mismo.

A pesar de esto, la protección de la dignidad humana se nos muestra de manera contradictoria.

Por un lado todo país democrático acoge la defensa de la dignidad de todos sus habitantes y por otro lado el concepto de dignidad es uno de los más amenazados actualmente.

Hay que de alguna manera percatarse de que todas estas nuevas posibilidades de intervención en la esencia del hombre pueden llegar a aplicarse de forma que se atente contra la dignidad humana, y lo peor de todo es que puedan llegar a afectar a toda la especie humana en su conjunto. Muchas de las potenciales aplicaciones extenderán sus nefastas consecuencias alcanzando toda la sociedad. Esta sería sin duda la consecuencia más grave que se nos podría mostrar en un tiempo no muy lejano.

Con esto se pone en peligro también el desarrollo de la vida de forma plena y, como no, la dignidad necesaria e imprescindible para alcanzar esa plenitud. Se pude llegar a perder la identidad común del género humano si se altera el patrimonio genético común y específico de toda la especie.

El derecho a la dignidad, en su dimensión dual individuo-especie, aparece como un marco globalizador de todos los derechos.

El art.10.1 de la Constitución señala que: "La dignidad de la persona, los derechos inviolables que le son inherentes, el libre desarrollo de la personalidad, el respeto a la ley y a los derechos de los demás son fundamento del orden político y de la paz social". De esta forma el derecho a la dignidad se debe de poner en relación con el derecho a la vida, con el derecho a la intimidad y con el derecho a la igualdad. Con respecto a la primera relación hay que decir que al igual que si no hay vida la dignidad está carente de sentido también la vida no tiene sentido si no se desarrolla de forma digna.

También hay que tener en cuenta la relación especial que tiene la dignidad con el derecho a la

libertad pues en la dignidad se encuentra la base de muchas de las restricciones que se oponen a la libertad.

Otro punto a tratar es el de poner en peligro la dignidad en el ámbito laboral. Este "poner en peligro" pasa por llevar a cabo análisis genéticos con el fin de prever las enfermedades que se pueden dar con mayor o menor probabilidaden un trabajador. Este hecho lleva consigo dos claras consecuencias:

         1ª) Posibilidad de eliminar candidatos antes de ser contratados

         2ª) Se produciría una degradación del hombre hacia la condición de mero                                                      objeto convirtiendo su capacidad para el trabajo en una magnitud calculable sobre al base de factores hereditarios. Grisolía, S. Constitución genética y factores ambientales en Medicina. Farmaindustria. 53 (2000).

III. El Proyecto Genoma Humano y el derecho a la intimidad.

El peligro de quedar expuesto a los ojos de terceros en su intimidad biológica más profunda es una de las objeciones que se plantean a la hora de la lectura del genoma del ser humano, y sobre todo dentro de los conocimientos adquiridos del desciframiento de los caracteres hereditarios. Y como consecuencia de esto se pueden producir intromisiones en la vida privada del individuo y también de la familia. Por lo tanto este derecho hay que valorarlo también dentro de la dimensión familiar y esto lo refleja la Constitución española en el artículo 18.1 donde señala que: "Se garantiza el derecho al honor, a la intimidad personal y familiar ya  la propia imagen".

La difusión de los datos podría llegar a alterar la vida de la persona implicada y también la vida de la familia. Se hará preciso un cambio urgente en la relación paciente-médico exigiéndose el cumplimiento del deber de secreto profesional. Así mismo los historiales médicos de las personas han de estar protegidos de la intromisión de terceros. Esta dimensión familiar pueden poner al médico en la comprometida disyuntiva de:

         a) Respetar en todo caso la negativa del paciente a que estos datos sean puestos en conocimiento de sus familiares.

         b) Cumplir con el deber moral del médico de velar en todo momento por la salvaguarda de la vida humana.

Así, la Recomendación del Consejo de Europadel año 1992 exime del deber de confidencialidad al médico en el caso en que éste haya de informar a los familiares de determinado paciente acerca de los extremos que pudieran afectar su salud o la de su posible descendencia.

Además el derecho de un individuo a mantener los aspectos más personales de su vida, tanto individual como familiar, dentro de la esfera privada requiere la urgente adopción de medidas de especial protección.

La intromisión en la esfera privada ya se está produciendo hoy en día puesto que el Estado está utilizando los ordenadores para meterse dentro de la ya reiterada esfera privada, cayendo en el error de que esta privacidad es la que le corresponde al mismo Estado preservar.

La regulación de esta actividad viene expresada en la Ley Orgánica (LO) 5/1992, de 29 de octubre, de regulación del Tratamiento Informatizado de los Datos de Carácter Personal. Además en el Código Penal se tipifican conductas relativas al descubrimiento y revelación de secretos vulnerando el derecho a la intimidad, con la utilización de la tecnología informática.

El articulado que corresponde a estas conductas son los que van desde el 197 hasta el 201 que se encuentran dentro del Título X, Capítulo I : Del descubrimiento y revelación de secretos.

Pronto estas regulaciones resultarán insuficientes en relación a la intromisión en datos genéticos confidenciales.

A medida que la tecnología profundice en el conocimiento de la identidad genética el afán de intromisión de terceros en la intimidad de los individuos llevará consigo consecuencias que nos pueden llegar a afectar a todos. Dentro de esto vamos a tratar dos campos importantes como son el trabajo y los seguros.

 El Trabajo: Las pruebasgenéticas podrán llegar a proporcionar información. Así, estas pruebas llegarán a ser pretendidas por el que emplea para asegurar de sus futuros empleados el máximo rendimiento y de esta forma evitar pérdidas. Por otro lado, un argumento a favor es que determinadas pruebas sean practicadas en la medida en que puedan proporcionar información sobre la tendencia a desarrollar enfermedades, permitiendo así adoptar medidas al respecto. Un problema es que posiblemente se puedan producir discriminaciones peor quizás el mayor problema es la necesidad y dificultad de conciliación de un derecho individual con un derecho social. 

La selección genética podría discriminar al trabajador en el mercadolaboral por motivos que quedan totalmente fuera de su control pudiendo llegar a elaborar "listas genéticas negras".

Por esto la utilización de análisis genéticos sólo se debe de llevar a cabo en casos excepcionales asegurando la confidencialidad de los datos que las pruebas han determinado.

La obligatoriedad de sometimiento a la las pruebas de detección de futuras enfermedades genéticas exige, según Sala , " una relación entre la información que se pretende y la tarea a realizar".

La Comunidad Europea reflejó la importancia del problema dedicando a esta tema los preceptos 13º., 14º., 15º., y 16º. de la Resolución sobre los Problemas éticos y Jurídicos de la Manipulación Genética. En dicha Resolución subraya el derecho de los trabajadores a rehusar someterse a análisis genéticos en cualquier momento.

 Los Seguros: Aquí el derecho a la intimidad se vería vulnerado cuando una compañía de seguros exigiera o se negara a conceder un seguro a la persona que decidiera no someterse a  las pruebas para determinar sus caracteres genéticos. En esta ámbito los aseguradores aducen que no pueden hacer seguros de vida o de enfermedad a personas que los piden sabiendo que son portadores de enfermedades genéticas de inminente manifestación, y se rompería un principio fundamental de los contratos de seguro: el equilibrio entre riesgosprevisibles y la primas a pagar. En el Derecho Positivo español no se ha regulado de forma específica la posibilidad de que los datos genéticos sean requeridos por las compañías de seguros a la hora de suscribir una póliza. Por lo tanto se debe de extraer de la legislación vigente los preceptos que, hasta la fecha, sean aplicables a estas prácticas.

Se debe de tener en cuenta la Ley 50/1980, de 8 de octubre, del Contratode Seguros en cuyo artículo 8º señala que: " El tomador del seguro o el asegurado deberán, durante el curso del contrato, comunicar al asegurador, tan pronto le sea posible, todas las circunstancias que agravan el riesgo y sean de tal naturaleza que si hubieran sido conocidas por éste en el momento de la perfección del contrato no lo habrían celebrado en condiciones más gravosas." De este artículo se deduce que si el tomador del seguro conoce que es portador de un gen dominante que le va a provocar la muerte de forma irremisible en un plazo de tiempo breve, tiene la obligación de poner esa información en conocimiento del asegurador, evitando así que el contrato devenga nulo por error en el consentimiento y enriquecimiento injusto. En el caso de que la muerte se llegue a producir en un futuro lejano o que sólo llegará con una cierta probabilidad, la compañía de seguros no podrá invocar ningún derecho al respecto. La manifestación de una predisposición a una enfermedad en un futuro indeterminado es un riesgo; cubrirlo es la función de los seguros de enfermedad. En la Reunión Internacional sobre el Derecho ante el Proyecto Genoma Humano celebrada en Bilbao en el año 1993 se ha hecho eco de la problemática que estas técnicas generan en el tema de los seguros. También la Resolución del Parlamento Europeo en sus artículos 19º y 20º afirma que las compañías no tienen derecho a exigir análisis genéticos antes o después de la firma de un contrato de seguro.

Otra posible conculcación del derecho a la intimidad se puede producir a través de las llamadas "huellas genéticas" o " huellas dactilares del ADN. humano".

 Estas técnicas ya se están utilizando con éxito en el ámbito Penal con lo que se permite la identificación de criminales entre un grupo de sospechosos. Dentro de lo penal destaca la iniciativa emprendida por el Ministerio de Interior británico que ha presentado el primer banco informatizado del ADN. Así la policía podrá identificar al autor de un determinado delito por restos de saliva o pelos, al compararlos con el ADN. recogido en el banco. Un caso concreto que se debe exponer es el de la joven de 15 años, Chaire Hood, en el cual se está utilizando este método para la identificación del asesino. En España los expertos en medicina se han mostrado partidarios de los bancos de ADN.

En nuestro país la práctica de estas pruebas genéticas y su almacenamiento en bancos sólo será posible si han sido previamente consentidas por el implicado. Esta afirmación se basa en las sentencias dictadas por el Tribunal Constitucional sobre las pruebas de paternidad. Alberto Barreiro, magistrado de la Audiencia Provincial de Madrid, señala que: "las pruebas genéticas se utilizan con frecuencia en delitos sexuales, pero siempre como una prueba importante, nunca definitiva".

Estas pruebas se han utilizado también para el esclarecimiento de delitos que no tienen nada que ver con la violencia sexual. En España el caso conocido por todos es el de los 

presuntos etarras José Antonio Lasa y José Ignacio Zabala. Los cadáveres de estas personas fueron encontrados en Busot (Alicante), en 1995. Tras esto se llevó a cabo la comparación del ADN. de los restos humanos con muestras procedentes de las madres de Lasa y Zabala, que han llegado para averiguar la identidad de los cadáveres, con la certeza del 99"9 %.

 En el campo del Derecho Civil las pruebas genéticas se están llevando a cabo para establecer relaciones familiares, especialmente utilizadas en las llamadas pruebas de paternidad. La investigación de la paternidad se autoriza en la Constitución en su artículo 39º.1 y esta autorización se proyecta en al art.127º.1 del Código Civil. A pesar de esto, la jurisprudencia

ha determinado que para la práctica de dichas pruebas es necesario el consentimiento del interesado. El Tribunal Constitucional señaló que la negativa del acusado a someterse a las pruebas biológicas ha de ponderarse conforme a los datos que resulten del proceso.

La práctica de las pruebas en los procesos judiciales puede ayudar de forma considerable al esclarecimiento del objeto del mismo y tales prácticas han de estar reguladas. En los procesos los jueces han de restringir al máximo la pertinencia de las pruebas genéticas, y sólo han de admitirlas cuando resulten imprescindibles para el esclarecimiento del proceso. Cuando se realizaren pruebas de paternidad el análisis de las huellas podrían ocasionar graves perjuicios a los implicados y también a la familia como institución social y al conjunto de la sociedad.

Grisolía, S. Constitución genética y factores ambientales en Medicina. Farmaindustria. 53 (2000).

IV.  El Proyecto Genoma Humano y el derecho a la igualdad y a la no discriminación                                                                                                                                                                                                                                            

Definición del derecho a la no discriminación según el profesor Puy: " el derecho fundamental que tiene todo ser humano a no ser considerados por los legisladores, o por los jueces, o los demás funcionarios u oficiales de cualquier poder, social o estatal, diferente en dignidad ontológica, respecto a las demás personas, en relación al desempeño de funciones, o al ejercicio de derechos o libertades, con la excusa de diferencias de carácter accidental y heterogéneo con la cuestión en debate".

Este derecho tiene una importante dimensión moral. El desarrollo del Proyecto Genoma Humano trae consigo la posibilidad de una nueva forma de discriminación de carácter biológico, basándose en el código genético. En el caso de que esta discriminación se hiciera patente se rompería el principio fundamental de todas las sociedades democráticas: la valía igual de todos los hombres. Por eso uno de los objetivos es el de evitar tal discriminación por parte de los órganos de los Estados. Los genéticamente desfavorecidos han de ser protegidos por las leyes y la injusticia genética habrá de ser compensada con la justicia social.

Los regímenes políticos democráticos no podrán consentir la discriminación de las personas que pretendan acceder a un contrato laboral, que quieran concertar un seguro o deseen obtener una hipoteca. En los Estados Unidos las pruebas genéticas para conocer las aptitudes para la consecución de un trabajo se ha extendido mucho. En España el sindicato Comisiones Obreras ha mostrado su preocupación respecto al tema.

La no discriminación en el ámbito laboral se garantiza en el artículo 4º.2 c) de la Ley 8/1990, de 10 de marzo, del Estatuto de los Trabajadores donde se señala que: "... no ser discriminados para el empleo o una vez empleados, por razones de sexo, estado civil, por la edad dentro de los límites enmarcados por esta Ley, raza, condición social, ideas religiosas o políticas, afiliación o no a un sindicato, así como por razón de lengua, dentro del Estado español". En un segundo párrafose dice que: " Tampoco podrán ser discriminados por razón de disminuciones físicas, psíquicas y sensoriales, siempre que se hallaren en condiciones de aptitud para desempeñar el trabajo o empleo de que se trate".

 En la línea de evitar la discriminación se encuentra la Constitución Española que en su artículo 9º.2 señala que: "Corresponde a los poderes públicos promover las condiciones para que la libertad y la igualdad sean reales y efectivas". De la misma forma proclama la igualdad de los españoles en el artículo 14º, diciendo que: " Los españoles son iguales ante la ley, sin que pueda prevalecer discriminación alguna por razón de nacimiento, raza, sexo, opinión o cualquier otra condición o circunstancia personal o social".

Grisolía, S. Constitución genética y factores ambientales en Medicina. Farmaindustria. 53 (2000).

V. El Proyecto Genoma Humano y el derecho a la libertad.

Las restricciones que se plantean en relación a este derecho fundamental son en la medida en que el ejercicio de la libertad personal entre colisión con otros valores como vida, dignidad, intimidad, o simplemente choquen con las libertades individuales con los intereses colectivos.

La libertad también puede ser invocada por un sujeto que decide someterse a pruebas genéticas, alegando su derecho a conocer el resultado de las mismas y del mismo modo alegando su derecho a "no saber" los resultados, que ha de ser respetado.

Hay que tratar también el tema del derecho de elección, lo que comporta plantearnos si el sujeto puede someterse de forma voluntaria a experimentos científicos que pongan en peligro su vida o que atenten contra su integridad física o moral.

El Proyecto Genoma Humano incidirá profundamente en el tema de la libertad humana, hasta el punto de que puede llegar a cuestionar la verdadera existencia de la misma.

Resta una referencia al derecho a la libertad de investigación, que se podría considerar como una subespecie del derecho a la libertad en general, y que también encuentra restricciones en el respeto a otros valores fundamentales, por lo que esta libertad no es omnímoda.

Por lo tanto se hace imprescindible el establecimiento de controles sociales y jurídicos, que cuanto mayores sean las consecuencias

Grisolía, S. Constitución genética y factores ambientales en Medicina. Farmaindustria. 53 (2000).

III.  CONCLUSIONES

·              El Proyecto Genoma Humano es una investigación internacional que busca seleccionar un modelo de organismo humano por medio del mapeo de la secuencia de su DNA.

·              E1 Genoma es la totalidad de la información genética almacenada en el ADN de las células. Cada persona tiene su propio genoma, el cual guarda una gran similitud (99,8%) con todos los de su propia especie y tan solo se diferencia de la del chimpancé en algo más del 1%.

·              La profundización en la variabilidad del genoma entre distintos individuos ha permitido comprender su papel en enfermedades y en rasgos personales.

·              E1 Genoma ha sido recientemente descifrado en más del 99% de su totalidad, gracias al esfuerzo de un consorcio público internacional (Proyecto Genoma Humano) y una empresa privada (Celera).

·              El ADN es una molécula de doble cadena, en sentido antiparalelo, en donde los grupos azúcar-fosfato constituyen el esqueleto, mientras que las bases nitrogenadas representan los peldaños de la escalera.

·              El apareamiento se realiza , de acuerdo con la siguiente regla: (A-T) y (C-G).

·              La información contenida en el ADN es decodificada en dos etapas consecutivas denominadas trascripción y traducción.

·              Para garantizar la estabilidad del genoma, éste no sólo se encuentra protegido y localizado en compartimentos específicos dentro de la célula, sino establece mecanismos de control que garantizan la ausencia de errores al replicarse.

·              El genoma humano no es una entidad absolutamente estable, sino que puede ser objeto de diferentes tipos de cambios denominados mutaciones.

·              El genoma nuclear se localiza en el núcleo de la célula, mientras que el genoma mitocondrial, ubicado en la matriz mitocondrial.

·              Podemos diferenciar dos grandes grupos celulares, en función de la carga geonómica disponible: las células somáticas y las células germinales o gametos.

·              Los nuevos procedimientos basados en análisis sobre micromatrices (microarrays) de ADN, permitirá conocer el grado de interrelación entre genes y su influencia en relación con la actividad funcional normal de la célula.

·              En el diagnóstico y tratamiento de cáncer surge la terapia génica con virus oncolíticos que atacan selectivamente al tumor, pero no a las células normales; uno de éstos, el conocido como ONYX-015.

·              El desarrollo de nuevos fármacos basados en la información derivada de nuestro conocimiento sobre el genoma.

·              Estudios sobre los telómeros ya que no sólo son importantes en el control de los años de vida, sino también en la dinámica del cáncer, tanto en su progresión como en la prevención.

·              Las células madre indiferenciadas capaces de generar un nuevo tejido y hasta organismo.

·              La obtención de un mapa de gran densidad de los SNP ( polimorfismo de un solo nucleótido) del genoma humano que servirá para aclarar la respuesta a productos farmacéuticos y enfermedades en respuesta al desequilibrio de unión..

·              La construcción de proteínas artificiales, modificando la información genética.

IV.  BIBLIOGRAFÍA

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·              Fugel, R.W. Cuenta y Razón. 8. Vol. 5 (1999).

·              Grisolía, S. Constitución genética y factores ambientales en Medicina. Farmaindustria. 53 (2000).

·              http://www.wikio.es/ciencia/ciencias_de_la_vida/genetica/genoma_humano

·              http://www.diariomedico.com/edicion/diario_medico/mi_dm/biotecnologia/genomica/es/desarrollo/1138578_00.html

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·              http://grupovinonuevo.blogspot.com/2008/07/el-gen-gay.html

·              http://www.muyinteresante.es/ciencia-natura/secuenciando-genomas-a-todo-ritmo.html

·              http://www.diariomedico.com/edicion/diario_medico/mi_dm/biotecnologia/genomica/es/desarrollo/1139474_00.html

·              http://www.diariomedico.com/edicion/diario_medico/mi_dm/biotecnologia/genomica/es/desarrollo/1138578_00.html

ANEXOS

PUBLICACIONES  RECIENTES

·              SECUENCIANDO GENOMAS A TODO RITMO

miércoles, 02 de julio de 2008

Quince genomas humanos a la semana. Esa es la velocidad de secuenciación que se alcanza en estos momentos en los laboratorios del Instituto británico Wellcome Trust Sanger Institute

En los ordenadores de este centro ya hay almacenadas 1.000.000.000.000 de letras de ADN listas para que cualquier investigador del mundo las analice y explique el papel de ciertos genes en nuestra salud.

La cantidad de información genética necesaria para avanzar en investigación biomédica y responder a las incertidumbres sobre muchas de las enfermedades que nos acechan es enorme. Por suerte, las modernas tecnologías de secuenciación permiten leer actualmente cada dos minutos un fragmento de código genético equivalente a todo el secuenciado entre 1982 y 1987, es decir, en cinco años. El salto, como asegura el genetista Harold Swerdlow, ha sido espectacular.

Por eso, entre otras cosas, el Wellcome Trust Sanger Institute ha puesto sus recursos al servicio del ambicioso proyecto "Mil Genomas" (The 1000 Genomes Project), con el que se proponen descifrar el genoma de un millar de personas de distintos rincones del mundo con un nivel de detalle sin precedentes. Sus partners en esta importante empresa, que concluirá en 2010, serán los Institutos de la salud de Estados Unidos (NIH) y el Instituto del Genoma de Pekín (BGI), en China.

Sanger Institute (www.sanger.ac.uk)

·              ¿¿¿EL GEN GAY???

 Hace unos años, cuando estaba terminando la teología, cayó en mis manos un libro que presentaba los recientes descubrimientos sobre el genoma humano, luego que se logró trazar el mapa genético de nuestra especie [Matt Ridley, Genoma, Punto de lectura 218, México 2006, pp. 200 - 224].

En uno de los capítulos, el autor habla de la teoría de que hay un gen que sería el responsable de la homosexualidad masculina, inmediatamente el famoso gen (o pedacito de gen, el Xq28) fue bautizado como el gen gay, transmitido de la madre a los homosexuales varones estudiados.

Ciertamente no es nada nuevo, los intentos por encontrar el origen de la homosexualidad datan de mucho tiempo atrás (de hecho, desde hace siglos, si tomamos el mito del andrógino como una explicación) Lo que me puso a pensar son las posibles repercusiones de estos estudios. Si llegaran a comprobar que efectivamente hay un gen que causa la homosexualidad masculina, estaríamos ante la primera evidencia del origen no elegido de la tendencia homosexual, evidencia que nos pondría en una nueva arena en la lucha por el respeto de la dignidad y los derechos de las personas homosexuales, sobre todo ante ciertos ámbitos de la sociedad.

 Para muchos homosexuales, sería la confirmación de lo natural de la tendencia, de su carácter no opcional y del sello irreversible de la condición provocada por los genes, heredada junto con otras características de la persona. No escucharíamos más aquello de "no es natural", "se volvió así", "eso se pega" o el tristemente famoso "se puede curar". La misma Iglesia tendría que replantear su postura, pues si la persona es homosexual por herencia genética, todo el discurso sobre el uso de la sexualidad homo se vería afectado.

Sin embargo, podría suceder que la opinión social fuera dirigida por la lástima, como lo que sienten las personas comunes ante una persona con parálisis cerebral o hidrocefalia. El homosexual sería considerado un discapacitado sexo emocional, algo así como portador de una enfermedad genética, incurable pero al fin enfermedad. ¿Y qué decir de la posibilidad de eliminar el gen gay de los bebés en gestación, algo así como una cámara de gas pre natal?

Algo semejante sucede en la película de los X men (la segunda, que es mi favorita) El mutante es considerado algo anormal de nacimiento y, aunque la mutación no es su culpa, sino de los genes, se le teme, se le aísla hasta que - en la tercera parte - la sociedad piensa haber hecho un gran logro al crear "la cura", lo que demuestra que todos los discursos de aceptación eran falsos: los mutantes siguen siendo alguien al que se le debe curar para que se reintegre a la sociedad.

¿En qué van a terminar estos descubrimientos? ¿Ayudarán a los homosexuales de carne y hueso? ¿Serán usados como arma?

Bueno, lo que a mí me queda claro es que la aceptación de una persona con todo su ser, incluida su orientación sexual, no debe depender de si ésta es una herencia genética o no, sino simple y llanamente, de que estamos ante seres humanos y, como creyentes, ante los hijos y las hijas de Dios.

Y ojalá que los científicos sigan investigando para que el conocimiento avance; y ojalá avance mucho más la conciencia de nuestra dignidad y la de los demás seres.

J. Álvaro Olvera I

·    EL GENOMA HUMANO CAMBIA A LO LARGO DE LA VIDA

Etiqueta: Salud

IntraMed

25/06/08

 Científicos de la Universidad Johns Hopkins (Estados Unidos) escriben en "JAMA" que los cambios que se producen en nuestro genoma a lo largo de la vida podrían explicar por qué aumenta con la edad la susceptibilidad a desarrollar enfermedades.

Los investigadores han descubierto que las marcas epigenéticas en el ADN, marcas químicas distintas a las de la secuencia de ADN, cambian a lo largo de la vida de una persona. Sugieren que la salud global del genoma es hereditaria y que son los cambios epigenéticos los que parecen incrementar la susceptibilidad a las enfermedades como consecuencia del envejecimiento.

Según explica el Dr. Andrew P. Feinberg, director del Centro de Epigenética de la Escuela de Medicina Johns Hopkins, "estamos empezando a ver que la epigenética se encuentra en el centro de la medicina moderna porque los cambios epigenéticos, a diferencia de la secuencia de ADN, que es la misma en cada célula, pueden producirse como resultado de la dieta y otras exposiciones ambientales". Según el Dr. Feinberg, la epigenética podría desempeñar un papel importante en enfermedades como la diabetes, el autismo y el cáncer.

El investigador indica que si la epigenética contribuye a tales enfermedades a través de la interacción con el ambiente o el envejecimiento, las marcas epigenéticas de una persona podrían cambiar a lo largo del tiempo. Para comprobarlo su equipo se centró en un tipo particular de metilación de marca epigenética en la que grupos de metilo se unían al ADN.

Según los autores, los niveles inadecuados de metilación contribuyen a la enfermedad, ya que los niveles más elevados pueden desactivar genes necesarios y los más reducidos pueden activarlos en el momento erróneo o en la célula equivocada.

Utilizaron muestras de ADN recogidas de personas que participaban en el estudio AGES Reykjavik Study en el que participaron 600 personas que proporcionaron muestras de ADN en 1991 y entre 2002 y 2005. Los investigadores midieron la cantidad total de metilación de ADN en cada una de 111 muestras y compararon la metilación total del ADN recogido entre 2002 y 2005 con el ADN de esas personas tomado en 1991.

Los resultados mostraron que en casi la tercera parte de los individuos, la metilación cambiaba a lo largo del periodo de 11 años, pero no en la misma dirección. Algunos individuos ganaron metilación total en su ADN, mientras que otros la perdieron.

Según explica M. Daniele Fallin, de la Facultad de Salud Pública Bloomberg de la Universidad Johns Hopkins y coautor del estudio, "lo que vimos fue un cambio detectable a lo largo del tiempo, que nos mostró la prueba de que la epigenética de un individuo cambia con la edad". Pero señala que lo que aún no sabían es por qué o cómo pero pensaban que podía ser algo también heredable y que podría explicar por qué ciertas familias son más susceptibles a ciertas enfermedades.

Los investigadores midieron entonces los cambios en la metilación total en un grupo diferente de muestras de ADN recogidas de residentes de Utah descendientes de europeos del norte y oeste. Estas muestras de ADN se recogieron a lo largo de un período de 16 años de 126 individuos de dos y tres generaciones de familias.

De forma similar a la población islandesa, los familiares de Utah también mostraron cambios en la metilación variados a lo largo del tiempo. Pero los científicos descubrieron que los miembros de las familias tendían a tener el mismo tipo de cambio: si un individuo perdía metilación a lo largo del tiempo, veían una pérdida similar en otros miembros de la familia.

"Aún no hemos averiguado en concreto qué significa esto para la salud y la enfermedad, pero como epidemiólogo, pienso que es muy interesante, ya que los cambios epigenéticos podrían ser un importante vínculo entre el ambiente, el envejecimiento y el riesgo genético a la enfermedad", concluye Fallin.

·              EL ESTUDIO DEL MATERIAL GENÉTICO DEL ANFIOXO AYUDARÁ A COMPRENDER LA EVOLUCIÓN DE LOS SERES HUMANOS

Varios anfioxos - N. Patel/N. Putnam

EFE - Madrid - 18/06/2008 21:22

Un consorcio internacional en el que participa la UB ha secuenciado el genoma del "eslabón perdido" de los vertebrados, del anfioxo o lanceta, un invertebrado marino que no ha cambiado en 500 millones de años y que se parece mucho al ancestro de todos los vertebrados, incluido el hombre moderno.

Así lo explicó a Efe el catedrático Jordi García-Fernández, del Departamento de Genética de la Universidad de Barcelona (UB), quien es además uno de los responsables de esta investigación, que es portada en el último número de "Nature" y que ha permitido descifrar un reto en el que trabajaban los científicos tras la secuenciación del genoma humano en 2001, y que será "clave" para entender la evolución genética de los vertebrados y el genoma humano.

Esta "primicia científica" desvela que, "en el 95 por ciento del genoma se pueden encontrar regiones parecidas a las del genoma de anfioxo" (Branchiostomoa floridae), explicó el científico español.

Es decir, prosiguió, tan sólo unos pocos de cientos de genes marcarían la diferencia entre el genoma humano y de anfioxo (el hombre tiene algo más de 20.000 genes y anfioxo unos 20.000), y parece que precisamente esos genes de diferencia habrían sido decisivos en el proceso evolutivo que dio origen a los vertebrados.

El genoma de esta especie de fósil vivo es muy parecido al genoma de los humanos pero "mucho más simple", y su plan corporal también es una versión sencilla de lo que es un vertebrado.

Según las conclusiones de esta investigación liderada por Daniel S. Rokhsar, director del Joint Genome Institute (EEUU), y en la que también participó, entre otros, Èlia Benito-Gutiérrez, doctorada en genética en la UB, y actualmente investigadora del National Institute for Medical Research de Londres, anfioxo tiene un genoma y un plan corporal simples pero a la vez muy parecidos a los de los vertebrados, y eso lo convierte en "un modelo ideal para aspectos biomédicos, genómicos o de estudios de regulación génica".

Gracias a la posibilidad que se ha abierto para comparar el genoma del hombre y el de anfioxo han sido identificadas entre cincuenta y cien regiones del genoma humano "altamente conservadas" durante 500 millones de años; se intuye que esas regiones son muy importantes aunque se desconocen aún sus funciones, según los expertos.

Para describir a este ancestro común de los vertebrados, García Fernández dijo de anfioxo que se asemeja a una sardina de unos cinco centímetros, pero sin aletas, ni vértebras, y apenas cerebro, pese a que sí tiene sistema nervioso, y está dotado de un solo ojo.

Insistió en que los vertebrados forman parte de un gran grupo, denominado los cordados, y "el primero de todos ellos, el más antiguo" es anfioxo.

Todo apunta, continuó, a que el genoma de los cordados hace 500 millones de años era muy parecido a anfioxo, y con el tiempo se duplicó, se multiplicó, y cambió ligeramente dando lugar al genoma de los vertebrados, entre ellos el de los mamíferos.

"Parece que el genoma de anfioxo está congelado, es decir, es muy primitivo, y al compararlo con el del hombre, se puede saber exactamente de dónde viene cada trozo de nuestros 23 cromosomas evolutivamente", señaló.

En la actualidad, hay 29 especies de anfioxo en las costas de todo el planeta pero en investigación sólo se usan tres: Branchistomoa floridae (Estados Unidos), Branchiostoma lanceolatum (Europa) y Branchiostoma belcheri (Asia).

La genética molecular de anfioxo se inicia en 1992, con la clonación del primer gen con secuencia homeótica (homeobox), el AmphiHox 3. El estudio publicado ahora en Nature y en otras revistas analiza la estructura genética del genoma del amfiox de Florida (B. floridae), dotado de 19 cromosomas y 520 mega bases, y revisa los datos genéticos en el contexto evolutivo de los cordados.

 


#70780 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 8:53 pm
Assunto: Re: Método Belmiro -- ex-ASSINATURA DE REVISTA
belmirow
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    Oi Léo.
 
    Deixei seus comentários sublinhados, não sei se chegará assim.

--- Em sex, 31/10/08, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> escreveu:
De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...>
Assunto: Re: [ciencialist] Método Belmiro -- ex-ASSINATURA DE REVISTA
Para: ciencialist@...
Data: Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008, 11:22

Olá Belmiro,
 
excelente ajuda! Realmente esse texto, baseado no Berkeley, foi posto por mim aqui na C-List no começo do ano e o entrave era o sistema de unidades adotado ... não enxerguei a eliminação da constante c. Agora vou trabalhar um pouco encima disso e (espero) finalizar o texto.
Numa de suas mensagens (não recordo para quem) vc falou que a força de Lorentz não se aplica nos casos de fluxo magnético variável no tempo. Se não me enganei na interpretação pergunto: como fica o encaminhamento do elétron no campo do Yoke das TVs se o fluxo magnético varia com o tempo?
Lembro que estava lendo a mensagem e essa sua afirmação ficou ressoando na minha cachola cujos neurônios já não estão se comunicando muito bem ... e vai piorar!
 
 
       A força de Lorentz não aplica, por exemplo, se você tiver uma bobina ligada a uma fonte CA, e outra bobina em curto, próxima a ela. A bobina em curto vai ter uma corrente induzida, cujo sentido vai criar um campo em oposição às variações do campo na bobina ligada em CA. O resultado, você sabe, é a repulsão. Aliás é o princípio da bobina que salta ( bobina de Thompson).
      Já o campo do yoke, é simplesmente um campo que muda de intensidade linearmente para afetar a trajetória daqueles elétrons que estão passando por ali naquele momento, fazendo com que na média, os elétrons varram toda a tela, no sentido horizontal e vertical.
 
PS1: No começo do ano, junto com o texto baseado no Berkeley, fiz uma solicitação de quem tinha o volume 1 e 2 dessa coleção ou local para adquirir. Interessante, semana passada um consulente enviou mensagem justamente avisando-me do local onde encontrar tais volumes! Vou atrás deles.
  
 
     Beleza. Se achar mais algum volume 2 em bom estado, me avise.
 
 
PS2: Belmiro, a mensagem que continha o texto da obtenção da força de Lorentz a partir da lei de Coulomb chegou na sua caixa de entrada com as figuras? Eu recebi aqui com as figuras do texto, mas fiquei matutando se todos receberam pois o Yahoo corta as figuras ... talvez as figuras que eu recebi tenham sido obtidas aqui mesmo no meu PC.
 
aquele abraço,
 
     Vieram com as figuras, tudo certinho.
 
PS3: Na próxima re-edição do seu livro há algumas figuras que gostaria de colaborar, re-desenhando- as, ... vc economizou demais na tinta nanquim!
 
        Fique a vontade. Colaborações que visem a melhorar o livro serão bem vindas.
 
        [ ],s
 
        Belmiro
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#70781 De: Alessandro Loiola <alessandroloiola@...>
Data: Sex, 31 de Out de 2008 11:15 pm
Assunto: CORAÇÃO DE MULHER
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DR. ALESSANDRO LOIOLA – SAÚDE PARA TODOS -  31/10/2008  -  No.096

 

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coração de mulher

 

© Dr. Alessandro Loiola

 

 

- O negócio é o seguinte: mulher é um bicho complicado. Um bicho muito complicado!...  - estava começando meu almoço e o amigo/conhecido, recentemente moído por uma experiência sentimental mal-sucedida, sentou-se descascando sua laranja:

- ... Pra você ter uma idéia, concluí que mulher não gosta de homem. Mulher gosta de dinheiro, sapatos de salto alto, cartão de crédito sem limite... nem de falar de homem, mulher gosta. Elas gostam mesmo é de falar de outras mulheres.

- Hum... ?

- É isso aí. Vá até uma banca, procure revistas para homens. O que você espera ver? Fotos de mulheres. Mulheres com roupa, mulheres sem roupa, mulheres com carros, mulheres na praia, mulheres em todo canto... e uma ou outra foto de um sujeito com cara de Zé fazendo alguma coisa pouco interessante. Agora, procure por revistas voltadas para mulheres. O que você verá?

- Nem imagino... – respondi lacônico, enquanto tentava decifrar porque o arroz tinha gosto idêntico ao da batata cozida. Esse sabor unânime da comida de hospital sempre foi um mistério para mim.

- Pois eu lhe digo: você verá a mesmíssima coisa ! Algumas vezes a revista traz “dez técnicas para acabar com a celulite”, “20 maneiras para vencer suas rugas”, ou “30 dicas quentes para estar na moda neste inverno”, mas no bojo, é tudo igual. Só tem mulher em revista de mulher.

- Olha, de repente se você trocar de revistas...

- Não adianta. Nós só pensamos em mulheres. Elas, idem. Mulheres... ô bicho complicado !

 

Realmente, entender as mulheres é tarefa para poucos profissionais. No meu caso, me considero no máximo um amador genuinamente interessado. Ainda assim, fui pesquisar para ver se o amigo de cotovelo quebrado possuía alguma razão. Terminei deparando com um outro fato interessante: a absoluta escassez de textos sobre problemas cardiovasculares nas publicações que se dizem voltadas para o ex-sexo frágil.

 

Páginas, entrevistas e testemunhos sobre AIDS, câncer, menopausa e infidelidade sobram para todo lado, mas pouco se fala sobre a saúde do coração feminino. Saúde orgânica, entenda-se. Apenas nos EUA, mais de 260.000 mulheres morrem anualmente vítimas de ataques cardíacos, um número 5 vezes maior que as mortes causadas pelo câncer de mama.

 

As mulheres possuem um risco de complicações mais de duas vezes maior que os homens quando se trata de doenças do coração. O motivo? Os sintomas raramente são típicos, provocando atrasos graves na detecção e tratamento do problema.

 

Dormências no pescoço, dores no meio das costas ou na região do queixo, fôlego

curto, vertigens, náuseas e vômitos podem sinalizar distúrbios cardíacos nas mulheres. Entretanto, como estas manifestações não costumam ser associadas imediatamente a problemas no coração, o diagnóstico correto demora a ser feito, aumentando a incidência de fatalidades.

 

Para cuidar melhor do seu coração, toda mulher deveria ter na ponta da língua 3 recomendações simples:

 

1. CONHEÇA SEUS RISCOS. O uso simultâneo de cigarro e pílulas anticoncepcionais aumenta consideravelmente o risco de ataques cardíacos e derrame. A terapia de reposição hormonal, indicada em alguns casos de menopausa, também pode aumentar suas chances de infarto. Converse com seu médico.

 

2. ATENÇÃO PARA SINTOMAS POUCO SUSPEITOS. Ao invés da clássica dor tipo aperto no lado esquerdo do peito, mulheres que sofrem de doenças do coração tendem a se queixar de dores nos braços, pescoço, costas ou boca do estômago, associadas a palpitações, suores e vertigens. É lógico que estes sintomas podem ocorrer em inúmeras outras situações, mas não deixe de pensar que eles também podem significar problemas no coração. Aja rápido.

 

3. FAÇA SEU DEVER DE CASA. pratique regularmente uma atividade física para manter a pressão arterial em 120/70. Trinta minutos de caminhada rápida pelo menos 3-4 vezes por semana, se possível temperados com exercícios de alongamento, meditação e controle da respiração, são uma boa ajuda neste sentido.

 

Siga uma dieta saudável capaz de elevar o colesterol bom (HDL) acima de 50 mg/dL e segurar os níveis de triglicerídios abaixo de 150 mg/dL.

 

E, finalmente, se quiser voltar ao seu peso ideal perdendo de uma só vez 80 Kg de gordura inútil, despache seu marido ou namorado para tirar uma foto de um iaque no Tibet. Porque, olha: homem é um bicho complicado. Um bicho muito complicado.

 

 

---
Dr. Alessandro Loiola é médico, palestrante e escritor, autor de PARA ALÉM DA JUVENTUDE – GUIA PARA UMA MATURIDADE SAUDÁVEL (Ed. Leitura, 496 pág.) e VIDA E SAÚDE DA CRIANÇA (Ed. Natureza, 430 pág.). Atualmente reside e clinica em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

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#70782 De: "Fernanda Sais" <fesais@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 12:19 am
Assunto: Re: Re: Fw: A priori
fernandasais
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On 10/31/08, Dídimo Matos <didimo.george@...> wrote:
> Olá Léo e Fernanda,
>
> Assim como nem tudo é filosofia, nem tudo que diz é coisa que se aproveite
> de alguma forma.

De fato. Podia pelo menos *tentar*, né?

> É o caso das besteiras que os dois dizem abaixo. Os dois
> estão parecendo alunos do ensino médio falando sobre física e matemática.

É claro que você entendeu que eu estava fazendo um pequeno gracejo,
não é mesmo? Do contrário eu deveria começar a dizer o que eu acho que
você parece quando envia respostas como essa sua e a coisa não ia
ficar muito simpática para um ambiente tão ilustre como o da C-List,
às portas dos seus dez aninhos. Criança dessa idade tem que ser
poupada de ouvir certas coisas. :-D

A propósito, discordo bastante deste e-mail do Léo. E por que será que
preferi enviar um comentário irônico em vez de tentar esboçar um ponto
de vista a respeito?

Tudo que se diz que contraria aos auto-intitulados "grandes
conhecedores da filosofia" é respondido com: "mas vc não conhece
filosofia, tudo que diz deriva da sua ignorância no assunto! Leia
Fulano, Beltrano e Cicrano e depois volte aqui para falar comigo!".

Ora, se conhece tão bem filosofia, em vez de responder ao e-mail do
Léo nesse assunto com simples afirmações repetidas sobre a nossa
pretensa ignorância, seria muito mais interessante e pertinente
mostrar por que razão o que o Léo fez se encaixa na verdade em
filosofia - de bastante qualidade, derivada de observações
inteligentes sobre a prática científica. Poderia tentar explicar
também por que razão é útil que já tenham feito esse tipo de
conceituação antes e não se precise reinventar a roda a todo momento.
Ou mesmo como ele, provavelmente, mesmo sem consultar filósofos, na
verdade não chegou a reinventar a roda toda sozinho. Esperava que
algum de vocês, tão sábios, pudessem explicar tudo isso para os menos
eruditos, como eu. Mas para que levar a discussão para esse lado, não
é mesmo? Seria muito didático, ainda mais vindo de alguém que conhece
tão profundamente o assunto. Melhor repetir inúmeras vezes a mesma
acusação leviana. Certamente, ao menos será mais útil!

Parabéns, Dídimo, parabéns! É bom que continue tendo mesmo muitos
autores para citar!

[ ]s

Fernanda

#70783 De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 11:43 am
Assunto: Re: Re: ORIGEM DA VIDA
luizferrazneto
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Oi Brudna,
 
pena que não traduzo, ao vivo, a língua alienígena, mas gostei deveras do ´desenho´ do já famoso experimento. Como faço para ´copiá-lo´ integralmente? Gostaria de colocá-lo como "plano de fundo" no meu PC!
Sem dúvida a síntese de Wöhler foi um pé no saco para os vitalistas à época. Todavia devemos lembrar que eles, assim como os crentes o fazem, não entregaram os pontos definitivamente. Logo depois de Pasteur mostrar, numa série de pesquisas hoje em dia consideradas clássicas, que a fermentação, de um modo geral, é o resultado da ação de micro-organismos vivos, os vitalistas recobraram o ânimo e começaram a se recuperar do golpe que lhes fora dado pela famosa síntese; uma substância orgânica poder ser obtida no laboratório.
É verdade que eles não podiam reassumir a sua velha postura de uma distinção absoluta entre substâncias orgânicas e inorgânicas baseada na "força vital", mas havia uma segunda linha de defesa, bastante vantajosa; eles foram forçados a admitir que os químicos podiam sintetizar substâncias orgânicas a partir de compostos inorgânicos, sem a intervenção da vida, mas "apenas por certos e determinados caminhos". Eis as alegações: tinham que usar temperaturas altas, pressões elevadas, ou reagentes fortes, ou ainda catalisadores não existentes no tecido vivo. Somente a própria vida (declaravam estes "cientistas") podia sintetizar estes compostos orgânicos, e particularmente os mais complicados, a temperaturas ordinárias e pressões comuns no tecido vivo.
Ainda assim acabaram se desmoronando ... a começar pela simples digestão. A fermentação, inicialmente supostamente característica de um organismo vivo, foi provocada (acredito que a partir de um extrato de levedura) por meio de substâncias químicas indubitavelmente mortas ... e a posição vitalista entrou em colapso, para nunca mais se recuperar.
O termo "fermento" sumiu do vocabulário científico (acho que ainda continua para as donas-de-casa e seus fogões de múltiplos botões), virou "enzima"; os catalisadores associados à vida.
Gosto muito dessas histórias da Ciência que debatem a diferença entre o fenômeno VIDA e NÃO VIDA, ao final, a "palavra final" será da CIÊNCIA.
 
aquele abraço,
 
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
Sent: Friday, October 31, 2008 1:28 PM
Subject: Re: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA

Não consegui acessar o link do Pandas...

Deve ser sobre este achado...
http://www.youtube.com/watch?v=9JaYWEsT7fU

Até
Luís Brudna

2008/10/31 André L F S Bacci <andrebacci.listas@gmail.com>:
> E por falar em Miller... Fiquei surpreso em ninguém citar os *novos*
> desenvolvimentos daquele *velho* experimento:
>
> Old scientists never clean out their refrigerators
> http://pandasthumb.org/archives/2008/10/old-scientists.html
>
> André
>
>



No virus found in this incoming message.
Checked by AVG - http://www.avg.com
Version: 8.0.175 / Virus Database: 270.8.5/1759 - Release Date: 31/10/2008 16:10

#70784 De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 12:29 pm
Assunto: Re: Método Belmiro -- ex-ASSINATURA DE REVISTA
luizferrazneto
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá Belmiro,
 
sinto, mas vou discordar duplamente :-))
 
"A força de Lorentz não aplica, por exemplo, se você tiver uma bobina ligada a uma fonte CA, e outra bobina em curto, próxima a ela. A bobina em curto vai ter uma corrente induzida, cujo sentido vai criar um campo em oposição às variações do campo na bobina ligada em CA. O resultado, você sabe, é a repulsão. Aliás é o princípio da bobina que salta ( bobina de Thompson)."
 
primeira: o anel de Thompson não pula devido a isto e sim devido à variação da intensidade de campo ao longo do núcleo que o aloja.
Argumento assim: considere um núcleo em forma de U e uma armadura em forma de I que se adapta perfeitamente ao U fechando-o assim "0". Retiremos o I que fecha o núcleo e o coloquemos de pé sobre um dos ramos do U (assim teremos um núcleo em U com duas pernas, uma perna curta e uma perna comprida). Na perna curta colocamos a bobina que será ligada em CA (por exemplo, 250 espiras, fio para 5A) e na perna comprida um espesso anel de alumínio. Ligada a CA o anel pula (o meu bate no teto da sala!). Repetimos o experimento mas, desta vez, fechamos o U com o I; numa perna a bobina e noutra perna o anel. Ligada a CA o anel NÃO pula, devido á uniformidade do campo (em cada instante) em toda a extensão da perna. Não há esta "interação" entre o campo indutor e o campo induzido no anel (no sentido de tentar deslocá-lo ´para cima´).
Em "palavras simples", no caso da perna comprida, o anel não é empurrado para cima, ele apenas procura região de campo indutor menos intenso (não fui muito feliz nestas palavras simples!).
Será que interpretei corretamente seu texto?
 
"Já o campo do yoke, é simplesmente um campo que muda de intensidade linearmente para afetar a trajetória daqueles elétrons que estão passando por ali naquele momento, fazendo com que na média, os elétrons varram toda a tela, no sentido horizontal e vertical."
 
segunda: não ocorre isto nos yokes; não há variação linear de intensidade (e mesmo se houvesse, isto seria uma variação no tempo ... e não "deveria haver força de Lorentz", não deveria afetar a trajetória dos elétrons), o sinal variável que chega no yoke é bem diferente disto; no geral, ´ondas´ quadradas.
+++++++++
Agora as concordâncias :-)
 
"Beleza. Se achar mais algum volume 2 em bom estado, me avise."
 
Sem dúvida, com todo prazer!
 
"Fique a vontade. Colaborações que visem a melhorar o livro serão bem vindas."
 
Dexá prá mim!
 
aquele abraço,
 
 
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@...
         luizferraz.netto@...
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
Sent: Friday, October 31, 2008 6:53 PM
Subject: Re: [ciencialist] Método Belmiro -- ex-ASSINATURA DE REVISTA

    Oi Léo.
 
    Deixei seus comentários sublinhados, não sei se chegará assim.

--- Em sex, 31/10/08, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:
De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Método Belmiro -- ex-ASSINATURA DE REVISTA
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008, 11:22

Olá Belmiro,
 
excelente ajuda! Realmente esse texto, baseado no Berkeley, foi posto por mim aqui na C-List no começo do ano e o entrave era o sistema de unidades adotado ... não enxerguei a eliminação da constante c. Agora vou trabalhar um pouco encima disso e (espero) finalizar o texto.
Numa de suas mensagens (não recordo para quem) vc falou que a força de Lorentz não se aplica nos casos de fluxo magnético variável no tempo. Se não me enganei na interpretação pergunto: como fica o encaminhamento do elétron no campo do Yoke das TVs se o fluxo magnético varia com o tempo?
Lembro que estava lendo a mensagem e essa sua afirmação ficou ressoando na minha cachola cujos neurônios já não estão se comunicando muito bem ... e vai piorar!
 
 
       A força de Lorentz não aplica, por exemplo, se você tiver uma bobina ligada a uma fonte CA, e outra bobina em curto, próxima a ela. A bobina em curto vai ter uma corrente induzida, cujo sentido vai criar um campo em oposição às variações do campo na bobina ligada em CA. O resultado, você sabe, é a repulsão. Aliás é o princípio da bobina que salta ( bobina de Thompson).
      Já o campo do yoke, é simplesmente um campo que muda de intensidade linearmente para afetar a trajetória daqueles elétrons que estão passando por ali naquele momento, fazendo com que na média, os elétrons varram toda a tela, no sentido horizontal e vertical.
 
PS1: No começo do ano, junto com o texto baseado no Berkeley, fiz uma solicitação de quem tinha o volume 1 e 2 dessa coleção ou local para adquirir. Interessante, semana passada um consulente enviou mensagem justamente avisando-me do local onde encontrar tais volumes! Vou atrás deles.
  
 
     Beleza. Se achar mais algum volume 2 em bom estado, me avise.
 
 
PS2: Belmiro, a mensagem que continha o texto da obtenção da força de Lorentz a partir da lei de Coulomb chegou na sua caixa de entrada com as figuras? Eu recebi aqui com as figuras do texto, mas fiquei matutando se todos receberam pois o Yahoo corta as figuras ... talvez as figuras que eu recebi tenham sido obtidas aqui mesmo no meu PC.
 
aquele abraço,
 
     Vieram com as figuras, tudo certinho.
 
PS3: Na próxima re-edição do seu livro há algumas figuras que gostaria de colaborar, re-desenhando- as, ... vc economizou demais na tinta nanquim!
 
        Fique a vontade. Colaborações que visem a melhorar o livro serão bem vindas.
 
        [ ],s
 
        Belmiro
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Version: 8.0.175 / Virus Database: 270.8.5/1759 - Release Date: 31/10/2008 16:10

#70785 De: "Silvio" <scordeiroes@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 12:55 pm
Assunto: Impacto do homem nos sistemas de manutenção da vida na Terra serão estudados
scordeiroes
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Impacto do homem nos sistemas de manutenção da vida na Terra serão estudados

A comunidade científica internacional aprovou um novo programa mundial de investigação, com o intuito de perceber a relação entre o homem e os ecossistemas que fornecem elementos essenciais para a manutenção da vida. A decisão foi tomada durante a Assembléia-geral do Conselho Internacional para a Ciência (ICSU), e deverá ajudar a fornecer os conhecimentos científicos necessários para garantir um uso sustentável dos nossos preciosos ecossistemas.

Ecossistemas e a vida na Terra

Os ecossistemas fornecem benefícios essenciais à vida na Terra (alimentação, água, abrigo, habitat, obtenção de substâncias nutritivas, formação e capacidade de retenção do solo). Além disso, têm funções culturais e recreativas (espirituais, estéticas, educacionais e ligadas ao ecoturismo).

Em 2005, a Avaliação dos Ecossistemas do Milênio revelou que, em virtude das atividades humanas, mais de 60% das funções desempenhadas pelos ecossistemas apresentavam degradação ou estavam sendo usadas de maneira não sustentável.

"As alterações climáticas, a poluição, as mudanças na ocupação do solo e as espécies invasoras, somadas ao crescimento da população, ao crescente consumo, à globalização e à urbanização, exercem uma enorme pressão sobre o meio ambiente para que este forneça os elementos de que necessitamos", declarou Hal Mooney, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e Presidente do grupo responsável pela redação do relatório que recomendou a criação do novo programa.

Uso dos recursos que garantem a manutenção da vida

Se por um lado a Avaliação dos Ecossistemas do Milênio forneceu um quadro da situação em que se encontra a sociedade no que tange ao uso dos recursos que garantem a manutenção da vida, por outro lado subsiste ainda um vasto trabalho de investigação a ser efetuado, em particular nas áreas do conhecimento em que foram constatadas importantes lacunas durante o desenvolvimento da Avaliação.

O ICSU - em colaboração com a UNESCO e a Universidade das Nações Unidas - assumiu uma posição de liderança em relação a esta questão, criando um importante programa internacional, denominado Alterações dos Ecossistemas e Bem-estar Humano, com o objetivo de minorar algumas destas lacunas de conhecimento. No entanto, é fundamental que esta investigação seja efetuada imediatamente para que possa ser integrada na segunda Avaliação dos Ecossistemas do Milênio, cuja realização está prevista para os próximos cinco a sete anos.

Questões estratégicas à sobrevivência

Segundo o Professor Mooney, "Para além de grandes nomes do cenário científico, o programa contará com a participação de pessoas não pertencentes à comunidade científica, que contribuirão para traçar as suas linhas gerais, através de uma abordagem participativa no processo de definição de prioridades. Desta forma, o programa estará à altura para responder às principais questões estratégicas relacionadas com os problemas colossais que a sociedade enfrenta para preservar o meio ambiente, fonte de bens e serviços essenciais à nossa sobrevivência".

Este programa é importante não apenas para o fornecimento de dados para a Avaliação, mas também pela própria importância da ciência. Estabelece um vínculo entre as ciências naturais e sociais e as funções dos ecossistemas, integrando os três pilares do desenvolvimento sustentável - ambiental, econômico e social.

Redução da pobreza e proteção do meio ambiente

"A adoção de uma abordagem com base nas funções dos ecossistemas mostra claramente que a redução da pobreza e a proteção do meio ambiente constituem parte integrante de um projeto de desenvolvimento único, e não oposto", declarou Bob Scholes, ecologista de sistemas do Council for Scientific and Industrial Research, da África do Sul.

"Os países em desenvolvimento, especialmente na África, têm a possibilidade de decidir de que forma aumentar a riqueza global da população: de uma só vez, destruindo os seus abundantes recursos naturais, ou com sustentabilidade, através da utilização responsável". "*"

 


#70786 De: luiz silva <luizfelipecsrj@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 1:45 pm
Assunto: Re: Re: ORIGEM DA VIDA
luizfelipecsrj
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Olá Leo,
"
Gosto muito dessas histórias da Ciência que debatem a diferença entre o fenômeno VIDA e NÃO VIDA, ao final, a "palavra final" será da CIÊNCIA.
 
Concordo com vc...mas infelizmente, para o seu desagrado, antes de bater o martelo, ela terá que faze ruma discussão FILOSÓFICA sobre o limite da vida e não vida.......A partir de q momento podemos considerar um sistema complexo como um sistema vivo...E isto, tá longe de ser ciência hard.....
 
Abs
Felipe
--- Em s
áb, 1/11/08, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> escreveu:
De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...>
Assunto: Re: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA
Para: ciencialist@...
Data: Sábado, 1 de Novembro de 2008, 9:43


Oi Brudna,
 
pena que não traduzo, ao vivo, a língua alienígena, mas gostei deveras do ´desenho´ do já famoso experimento. Como faço para ´copiá-lo´ integralmente? Gostaria de colocá-lo como "plano de fundo" no meu PC!
Sem dúvida a síntese de Wöhler foi um pé no saco para os vitalistas à época. Todavia devemos lembrar que eles, assim como os crentes o fazem, não entregaram os pontos definitivamente. Logo depois de Pasteur mostrar, numa série de pesquisas hoje em dia consideradas clássicas, que a fermentação, de um modo geral, é o resultado da ação de micro-organismos vivos, os vitalistas recobraram o ânimo e começaram a se recuperar do golpe que lhes fora dado pela famosa síntese; uma substância orgânica poder ser obtida no laboratório.
É verdade que eles não podiam reassumir a sua velha postura de uma distinção absoluta entre substâncias orgânicas e inorgânicas baseada na "força vital", mas havia uma segunda linha de defesa, bastante vantajosa; eles foram forçados a admitir que os químicos podiam sintetizar substâncias orgânicas a partir de compostos inorgânicos, sem a intervenção da vida, mas "apenas por certos e determinados caminhos". Eis as alegações: tinham que usar temperaturas altas, pressões elevadas, ou reagentes fortes, ou ainda catalisadores não existentes no tecido vivo. Somente a própria vida (declaravam estes "cientistas" ) podia sintetizar estes compostos orgânicos, e particularmente os mais complicados, a temperaturas ordinárias e pressões comuns no tecido vivo.
Ainda assim acabaram se desmoronando ... a começar pela simples digestão. A fermentação, inicialmente supostamente característica de um organismo vivo, foi provocada (acredito que a partir de um extrato de levedura) por meio de substâncias químicas indubitavelmente mortas ... e a posição vitalista entrou em colapso, para nunca mais se recuperar.
O termo "fermento" sumiu do vocabulário científico (acho que ainda continua para as donas-de-casa e seus fogões de múltiplos botões), virou "enzima"; os catalisadores associados à vida.
Gosto muito dessas histórias da Ciência que debatem a diferença entre o fenômeno VIDA e NÃO VIDA, ao final, a "palavra final" será da CIÊNCIA.
 
aquele abraço,
 
     ============ ========= ======
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@ uol.com.br
         luizferraz.netto@ gmail.com
     http://www.feiradec iencias.com. br
     ============ ========= ======
----- Original Message -----
Sent: Friday, October 31, 2008 1:28 PM
Subject: Re: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA

Não consegui acessar o link do Pandas...

Deve ser sobre este achado...
http://www.youtube. com/watch? v=9JaYWEsT7fU

Até
Luís Brudna

2008/10/31 André L F S Bacci <andrebacci.listas@ gmail.com>:
> E por falar em Miller... Fiquei surpreso em ninguém citar os *novos*
> desenvolvimentos daquele *velho* experimento:
>
> Old scientists never clean out their refrigerators
> http://pandasthumb. org/archives/ 2008/10/old- scientists. html
>
> André
>
>


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#70787 De: luiz silva <luizfelipecsrj@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 3:41 pm
Assunto: Re: Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)
luizfelipecsrj
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
 
"Dentro da especulação de Fermi (e de muitos outros), ambas as soluções propostas para o problema (há/não há vida inteligente além da Terra) tem problemas, e é isso que causa o paradoxo"
 
"Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum" -wikipedia
 
Homero,
 
Primeiro : não estou cansado de suas sugestões, pelo contrário...só não tenho tido tempo de ler todas elas...qto mais info, melhor.
 
Respondendo, sem ler o texto que vc sugeriu :
 
Levando-se me consideração a sua colocação e a definiçaõ de paradoxo, este "paradoxo"  não é mais uma problema cognitivo nosso, um problema de indecidibilidade...além de interpretações antropocênctricas dos sentimentos/motivos/ações que seriam tomadas, pelos aliens ?!?!
 
Abs
Felipe
 
--- Em sex, 31/10/08, Oraculo <oraculo@...> escreveu:
De: Oraculo <oraculo@...>
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)
Para: ciencialist@...
Data: Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008, 15:53

Olá Luis
 
Luis: "Concordo com vc.....Até hj nunca entendi pq "classificaram" a colocação do Fermi como Paradoxo."
 
Me permita discordar do Takata neste caso (uma temeridade, eu sei, não se discorda de uma inteligência desse porte sem consequêcias. .:-), mas é mesmo um "paradoxo" na forma como foi apresentado por Fermi.
 
Dentro da especulação de Fermi (e de muitos outros), ambas as soluções propostas para o problema (há/não há vida inteligente além da Terra) tem problemas, e é isso que causa o paradoxo. Nada parece indicar que a vida inteligente é impossível em outro lugar do universo, na verdade, parece ser algo relativamente simples, vida propriamente dita, seguindo leis químico/físicas naturais. Ao mesmo tempo, dado o tempo disponível, se o número de civilizações é maior que 1, já deveriamos ter notado sinais de vida  a esta altura. Mesmo nós humanos, com algum esforço, poderiamos enviar sondas pela galáxia de forma a cruza-la de ponta a ponta em alguns milhares de anos (não me lembro bem da conta, mas mesmo alguns milhões ainda seria pouco tempo). Civilizações com alguns milhares de anos à nossa frente já deveriam ter feito isso em nossa galáxia (já deveriamos ter encontrado Rama em algum lugar por aqui..:-).
 
O que se pode discutir é se existe uma explicação que resolva o paradoxo para um dos lados, por exemplo, as sugestões do Takata sobre a hipótese ST. O problema, que notou Fermi, é que qualquer explicação tem de ser aplicável a TODAS as situações/civilizaçõ es. E, com relação aos números envolvidos, fica forçado. Por exemplo, uma explicação que os defensores de OVNIS gostam muito é a "primeira diretriz". Aparentemente as civilizações alienígenas são proibidas de entrar em contato conosco até um determinado nível de desenvolvimento nosso. Mas TODAS as civilizações obedecem a essa norma? NENHUMA se sente livre para burlar a regra? TODAS colaboram para o bem comum (como alegam os da Federação dos Planetas Unidos em nome do comandante Ashtar Sheran.:-)?
 
Por outro lado, defender que apenas na Terra, em todo universo, surgiu vida inteligente, sem demonstrar o que torna a Terra especial, o que a faz um lugar único no universo (e estamos falando de BILHÕES de estrelas, só em nossa galáxia, e em BILHÕES de galáxias no universo visível, números que são difíceis de imaginar), torna forçada essa explicação.
 
Se me permite, estes textos do Ceticismo Aberto são muito interessantes, sobre o Paradoxo de Fermi e o que ele representa (sei que deve ficar cansado de minhas sugestões, mas acho que tem curiosidade real sobre estes assuntos, e os textos são bons e divertidos.. :-).
 
 
 
Eu, pessoalmente, penso que uma resposta mais concreta seria baseada em limitações físicas deste universo, como a velocidade da luz, grandezas de espaço, etc. Talvez o universo seja realmente grande demais para viagens inter-estelares, talvez a tecnologia que uma espécie inteligente possa atingir nunca seja suficiente para isso. Tendemos a extrapolar o avanço do conhecimento e da tecnologia de forma ilimitada, mas isso pode não ser possível. Mesmo que compreendamos completamente as leis que governam o cosmo, podemos não ser capazes, tecnologicamente falando, de superar algumas delas.
 
Suponhamos que na expectativa mais baixa possível, de 10 civilizações por galáxias, a possibilidade de duas dessas civilizações em nossa galáxia se encontrarem seja remota, próxima do impossível (tanto em questão de período de tempo, quanto em viagem de uma para outra). Ainda teríamos milhões de civilizações universo a fora. Mas, o que uma civilização em uma galáxia distante de nós dois ou três bilhões de anos poderia representar para nós? Como contacta-la? Como captar seus comunicados? Para todos os efeitos, talvez as limitações da física sejam tais que não é fisicamente possível entrar em contato com ela, ou mesmo saber que ela existe. Nossas próprias emissões de rádio, por exemplo, levarão dois ou três bilhões de anos para alcançar essa galáxia.
 
Acho que essa é a previsão mais fora do alvo de toda questão, a de que civilizações podem avançar em termos de conhecimento e tecnologia indefinidamente, até poder controlar leis físicas que permitam viajar no espaço inter-estelar ou mesmo inter-galático.
 
Um abraço.
 
Homero
 
 
 
----- Original Message -----
From: luiz silva
Sent: Friday, October 31, 2008 7:33 AM
Subject: Re: [ciencialist] Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)

Takata,
 
Concordo com vc.....Até hj nunca entendi pq "classificaram" a colocação do Fermi como Paradoxo.
 
Muitas podem ser as causas desta não detecção de vida inteligente, o que não implica, necessariamente, em isto ser um paradoxo.
 
Abs
Felipe

--- Em qui, 30/10/08, rmtakata <roberto.takata@ bol.com.br> escreveu:
De: rmtakata <roberto.takata@ bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008, 19:42

--- Em ciencialist@ yahoogrupos. com.br, "Eduardo Torres"
> Sem duvida a mais imaginativa explicacao do Paradoxo de Fermi q ja'
> vi...

Há outras respostas ao falso paradoxo de Fermi. Uma delas é que eles
estão aqui!

Desconsidere os óvnis, eles estão aqui. E somos *nós*. Os trekkies
falarão do DNA do Progenitor espalhado pelas galáxias, os warez
falarão da força que conecta todas as formas de vida - não, eu me
recuso a pronunciar a palavra que começa com midi e termina com
chlorians - (o que explica a preferência por formas humanóides no
universo de ST e SW). No terreno mais comezinho da realidade, isso
pode se concretizar na forma da panespermia.

[]s,

Roberto Takata



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#70788 De: Dídimo Matos <didimo.george@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 3:43 pm
Assunto: Re: Re: Fw: A priori
didimo_george
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Parabens pra vc também Fernanda, espero que ao invés de reclamar e não ler, deixe de lado a preguiça e consulte os autores de que falei ao menos na Wikipedia.
 
Abraços,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net
 
_______________________
As explicações científicas são reais e completas,
tal como as explicações da vida quotidiana e das religiões
tradicionais. Diferem destas últimas unicamente por serem mais
precisas e mais facilmente refutadas pela observação dos factos.

Sent: Friday, October 31, 2008 10:19 PM
Subject: Re: [ciencialist] Re: Fw: A priori

On 10/31/08, Dídimo Matos <didimo.george@uol.com.br> wrote:
> Olá Léo e Fernanda,
>
> Assim como nem tudo é filosofia, nem tudo que diz é coisa que se aproveite
> de alguma forma.

De fato. Podia pelo menos *tentar*, né?

> É o caso das besteiras que os dois dizem abaixo. Os dois
> estão parecendo alunos do ensino médio falando sobre física e matemática.

É claro que você entendeu que eu estava fazendo um pequeno gracejo,
não é mesmo? Do contrário eu deveria começar a dizer o que eu acho que
você parece quando envia respostas como essa sua e a coisa não ia
ficar muito simpática para um ambiente tão ilustre como o da C-List,
às portas dos seus dez aninhos. Criança dessa idade tem que ser
poupada de ouvir certas coisas. :-D

A propósito, discordo bastante deste e-mail do Léo. E por que será que
preferi enviar um comentário irônico em vez de tentar esboçar um ponto
de vista a respeito?

Tudo que se diz que contraria aos auto-intitulados "grandes
conhecedores da filosofia" é respondido com: "mas vc não conhece
filosofia, tudo que diz deriva da sua ignorância no assunto! Leia
Fulano, Beltrano e Cicrano e depois volte aqui para falar comigo!".

Ora, se conhece tão bem filosofia, em vez de responder ao e-mail do
Léo nesse assunto com simples afirmações repetidas sobre a nossa
pretensa ignorância, seria muito mais interessante e pertinente
mostrar por que razão o que o Léo fez se encaixa na verdade em
filosofia - de bastante qualidade, derivada de observações
inteligentes sobre a prática científica. Poderia tentar explicar
também por que razão é útil que já tenham feito esse tipo de
conceituação antes e não se precise reinventar a roda a todo momento.
Ou mesmo como ele, provavelmente, mesmo sem consultar filósofos, na
verdade não chegou a reinventar a roda toda sozinho. Esperava que
algum de vocês, tão sábios, pudessem explicar tudo isso para os menos
eruditos, como eu. Mas para que levar a discussão para esse lado, não
é mesmo? Seria muito didático, ainda mais vindo de alguém que conhece
tão profundamente o assunto. Melhor repetir inúmeras vezes a mesma
acusação leviana. Certamente, ao menos será mais útil!

Parabéns, Dídimo, parabéns! É bom que continue tendo mesmo muitos
autores para citar!

[ ]s

Fernanda


#70789 De: "Eduardo Torres" <dudutorres@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 8:01 pm
Assunto: Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)
dudutorres
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- Em ciencialist@..., "Oraculo" <oraculo@...>
escreveu

...> Eu, pessoalmente, penso que uma resposta mais concreta seria
baseada em limitações físicas deste universo, como a velocidade da
luz, grandezas de espaço, etc. Talvez o universo seja realmente
grande demais para viagens inter-estelares, talvez a tecnologia que
uma espécie inteligente possa atingir nunca seja suficiente para
isso.

>>>>Pode ser. Mas o q dizer q simples emissoes eletromagneticas? A
primeira transmissao terrestre de TV com potencia razoavel, o
discurso do Fuhrer na Olimpiada de 1936, atravessou a ionosfera e
ja' forma uma frente esferica captavel num raio de 72 anos-luz da
Terra. Hitler, nosso eterno 'cartao de visitas cosmico', continua
avancando por nossa galaxia aa velocidade da luz. Hoje sua imagem e
palavras ja' podem ser 'apreciadas' (se os 'receptores' conseguirem
decodificar a modulacao de frequencia) num volume galactico q contem
algumas dezenas de milhoes de estrelas. Nao ter sido vista nenhuma
nave interestelar e' compreensivel, dadas as gigantescas distancias
envolvidas, mas nenhuma transmissao eletromagnetica de nenhuma
civilizacao extraterrestre?


  Mas, o que uma civilização em uma galáxia distante de nós dois ou
três bilhões de anos poderia representar para nós? Como contacta-la?
Como captar seus comunicados? Para todos os efeitos, talvez as
limitações da física sejam tais que não é fisicamente possível
entrar em contato com ela, ou mesmo saber que ela existe. Nossas
próprias emissões de rádio, por exemplo, levarão dois ou três
bilhões de anos para alcançar essa galáxia.

>>>>Nao precisa de tanto. Ha' muitas galaxias distantes apenas
alguns poucos milhoes de anos-luz da nossa. Se bem q do ponto de
vista pratico, a comunicacao com elas seria tao pouco viavel como
uma situada a dois ou três bilhões de anos-luz. Sob esse ponto de
vista, mesmo a comunicacao com Alfa Centauri seria dificil, com a
resposta chegando mais de oito anos depois da pergunta. Mas o ponto
aqui nao e' comunicacao, e' a simples deteccao de alguma transmissao
eletromagnetica de uma fonte inequivocamente artificial. Nao
precisamos sair da nossa galaxia. Em tese, partindo do principio q
nao ha' nada de especial na Terra, podemos ter muitas civilizacoes
nesse momento na Via Lactea.


>
> Acho que essa é a previsão mais fora do alvo de toda questão, a de
que civilizações podem avançar em termos de conhecimento e
tecnologia indefinidamente, até poder controlar leis físicas que
permitam viajar no espaço inter-estelar ou mesmo inter-galático.
>
> Um abraço.
>
> Homero

>>>>Mesmo q nao seja verdade q possam ter tecnologia tao avancada q
possam viajar mais rapido q a luz nao localmente (o q nao e'
proibido pela relatividade restrita), parece razoavel supor q no
minimo emitiriam sinais eletromagneticos por relativamente longos
periodos. Por q nunca captamos nada?

Creio q o Paradoxo de Fermi permanece em essencia: Partindo do
principio q nao ha' nada de especial na Terra, e levando em conta o
numero de estrelas e o tempo de existencia da galaxia, deveriamos
esperar um numero razoavel de civilizacoes tecnologicas na Via
Lactea, capazes de nos visitar, ou, no minimo, serem detectaveis por
suas transmissoes eletromagneticas. Onde estao todos?

;-)

Abs,
Eduardo Torres

#70790 De: Belmiro Wolski <belmirow@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 8:29 pm
Assunto: Re: Método Belmiro -- ex-ASSINATURA DE REVISTA
belmirow
Enviar e-mail Enviar e-mail
 


--- Em sáb, 1/11/08, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> escreveu:
De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...>
Assunto: Re: [ciencialist] Método Belmiro -- ex-ASSINATURA DE REVISTA
Para: ciencialist@...
Data: Sábado, 1 de Novembro de 2008, 12:29

Olá Belmiro,
 
sinto, mas vou discordar duplamente :-))
 
 
 
primeira: o anel de Thompson não pula devido a isto e sim devido à variação da intensidade de campo ao longo do núcleo que o aloja.
Argumento assim: considere um núcleo em forma de U e uma armadura em forma de I que se adapta perfeitamente ao U fechando-o assim "0". Retiremos o I que fecha o núcleo e o coloquemos de pé sobre um dos ramos do U (assim teremos um núcleo em U com duas pernas, uma perna curta e uma perna comprida). Na perna curta colocamos a bobina que será ligada em CA (por exemplo, 250 espiras, fio para 5A) e na perna comprida um espesso anel de alumínio. Ligada a CA o anel pula (o meu bate no teto da sala!). Repetimos o experimento mas, desta vez, fechamos o U com o I; numa perna a bobina e noutra perna o anel. Ligada a CA o anel NÃO pula, devido á uniformidade do campo (em cada instante) em toda a extensão da perna. Não há esta "interação" entre o campo indutor e o campo induzido no anel (no sentido de tentar deslocá-lo ´para cima´).
Em "palavras simples", no caso da perna comprida, o anel não é empurrado para cima, ele apenas procura região de campo indutor menos intenso (não fui muito feliz nestas palavras simples!).
Será que interpretei corretamente seu texto?
 
     A coisa é bem mais sútil, Léo. Se o anel de Thompson pulasse devido à variação da intensidade do campo, então bastaria colocar a parte I do seu núcleo sobre um imã permanente. Aí o anel saltaria sempre que estivesse colocado no núcleo I, pois, com certeza o campo teria valor diferente ao longo do núcleo I.Dizer que o anel procura uma região de campo menos intenso, convenhamos, não é nada científico. Léo, você está filosofando!! Eu continuo afirmando que é uma interação entre campos magnéticos, mais precisamente, entre pólos magnéticos. Veja só, quando o núcleo está aberto, com a perna I adicional, linhas de campo emergem em todos os pontos ao longo do núcleo. Poderíamos interpretar como se as laterais da perna fossem um pólo magnético (sul ou norte, dependendo do instante considerado na CA). Assim, a força a que fica sujeito o anel é uma força entre pólos magnéticos, o da perna e o criado pela corrente induzida no anel. O fato de não haver força quando o núcleo está fechado, obviamente se deve a inexistência de fluxo escapando pelas laterais do núcleo. Aí não tem como haver interação entre pólos. Apenas há a corrente induzida no anel, mas nenhuma força é notada.
 
"Já o campo do yoke, é simplesmente um campo que muda de intensidade linearmente para afetar a trajetória daqueles elétrons que estão passando por ali naquele momento, fazendo com que na média, os elétrons varram toda a tela, no sentido horizontal e vertical."
 
segunda: não ocorre isto nos yokes; não há variação linear de intensidade (e mesmo se houvesse, isto seria uma variação no tempo ... e não "deveria haver força de Lorentz", não deveria afetar a trajetória dos elétrons), o sinal variável que chega no yoke é bem diferente disto; no geral, ´ondas´ quadradas.
 
        OK, Léo. Vamos por partes, como diria Jack. Qual o problema com a variação de campo? Acaso vai induzir correntes nos elétrons? ( Que ninguém leia apenas esta frase). Se o campo magnético for constante, o que acontece? Simplesmente há a mudança na trajetória dos elétrons(força de Lorentz). São desviados para a direita, esquerda ou acima, abaixo, dependendo das bobinas e da polaridade do sinal nas bobinas. Que acontece se aumentarmos o campo? A deflexão aumenta. Se aumentarmos ainda mais? A deflexaõ aumenta mais. Pois é exatamente isto que é feito nas bobinas yoke. O campo vai aumentando gradativamente. Com isto, os elétrons que estiverem passando por ali, serão defletidos pela intensidade de campo presente naquele momento, só isso. E a forma de onda utilizada não é a quadrada e sim dente de serra, com isto a variação de campo é linear, como eu disse antes.
 
      Aquele abraço
 
      Belmiro
 
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#70791 De: "Silvio" <scordeiroes@...>
Data: Sáb, 1 de Nov de 2008 10:15 pm
Assunto: Re: Re: ORIGEM DA VIDA
scordeiroes
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Luiz:
 
A palavra final sobre o fenômeno "vida" e "não vida" já é questão simples, científica: basta procurar conhecer o início da vida com a célula primordial.
 
A filosofia não tem nada a ver com esse assunto: a filosofia é uma forma de pensamento que nos ensina a pensar bem, buscando porquê da própria vida, das coisas: e essa descoberta, como tem sido  desde os tempos primordiais da vida humana, é buscando resposta nas ciências.
 
Pergute à ciência: "existe alma"? - Vá pesquisar nos laboratórios, nas universidades.
 
Peça a um teólogo que lhe explique qual o sentido do universo, considerando somente reflexões baseadas na fé e veja se te agradam, se têm fundamento e são fundamentados na lógica um dos ramos da filosofia.
 
uma boa noite,
 
silvio.
----- Original Message -----
From: luiz silva
Sent: Saturday, November 01, 2008 11:45 AM
Subject: Re: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA

Olá Leo,
"
Gosto muito dessas histórias da Ciência que debatem a diferença entre o fenômeno VIDA e NÃO VIDA, ao final, a "palavra final" será da CIÊNCIA.
 
Concordo com vc...mas infelizmente, para o seu desagrado, antes de bater o martelo, ela terá que faze ruma discussão FILOSÓFICA sobre o limite da vida e não vida.......A partir de q momento podemos considerar um sistema complexo como um sistema vivo...E isto, tá longe de ser ciência hard.....
 
Abs
Felipe
--- Em s
áb, 1/11/08, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:
De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sábado, 1 de Novembro de 2008, 9:43


Oi Brudna,
 
pena que não traduzo, ao vivo, a língua alienígena, mas gostei deveras do ´desenho´ do já famoso experimento. Como faço para ´copiá-lo´ integralmente? Gostaria de colocá-lo como "plano de fundo" no meu PC!
Sem dúvida a síntese de Wöhler foi um pé no saco para os vitalistas à época. Todavia devemos lembrar que eles, assim como os crentes o fazem, não entregaram os pontos definitivamente. Logo depois de Pasteur mostrar, numa série de pesquisas hoje em dia consideradas clássicas, que a fermentação, de um modo geral, é o resultado da ação de micro-organismos vivos, os vitalistas recobraram o ânimo e começaram a se recuperar do golpe que lhes fora dado pela famosa síntese; uma substância orgânica poder ser obtida no laboratório.
É verdade que eles não podiam reassumir a sua velha postura de uma distinção absoluta entre substâncias orgânicas e inorgânicas baseada na "força vital", mas havia uma segunda linha de defesa, bastante vantajosa; eles foram forçados a admitir que os químicos podiam sintetizar substâncias orgânicas a partir de compostos inorgânicos, sem a intervenção da vida, mas "apenas por certos e determinados caminhos". Eis as alegações: tinham que usar temperaturas altas, pressões elevadas, ou reagentes fortes, ou ainda catalisadores não existentes no tecido vivo. Somente a própria vida (declaravam estes "cientistas" ) podia sintetizar estes compostos orgânicos, e particularmente os mais complicados, a temperaturas ordinárias e pressões comuns no tecido vivo.
Ainda assim acabaram se desmoronando ... a começar pela simples digestão. A fermentação, inicialmente supostamente característica de um organismo vivo, foi provocada (acredito que a partir de um extrato de levedura) por meio de substâncias químicas indubitavelmente mortas ... e a posição vitalista entrou em colapso, para nunca mais se recuperar.
O termo "fermento" sumiu do vocabulário científico (acho que ainda continua para as donas-de-casa e seus fogões de múltiplos botões), virou "enzima"; os catalisadores associados à vida.
Gosto muito dessas histórias da Ciência que debatem a diferença entre o fenômeno VIDA e NÃO VIDA, ao final, a "palavra final" será da CIÊNCIA.
 
aquele abraço,
 
     ============ ========= ======
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@ uol.com.br
         luizferraz.netto@ gmail.com
     http://www.feiradec iencias.com. br
     ============ ========= ======
----- Original Message -----
Sent: Friday, October 31, 2008 1:28 PM
Subject: Re: [ciencialist] Re: ORIGEM DA VIDA

Não consegui acessar o link do Pandas...

Deve ser sobre este achado...
http://www.youtube. com/watch? v=9JaYWEsT7fU

Até
Luís Brudna

2008/10/31 André L F S Bacci <andrebacci.listas@ gmail.com>:
> E por falar em Miller... Fiquei surpreso em ninguém citar os *novos*
> desenvolvimentos daquele *velho* experimento:
>
> Old scientists never clean out their refrigerators
> http://pandasthumb. org/archives/ 2008/10/old- scientists. html
>
> André
>
>


No virus found in this incoming message.
Checked by AVG - http://www.avg. com
Version: 8.0.175 / Virus Database: 270.8.5/1759 - Release Date: 31/10/2008 16:10


Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.


#70792 De: "J.Victor" <j.victor.neto@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 2:29 am
Assunto: Moto-perpétuo
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Mais um moto perpétuo.
Para a galeria do Léo e diversão para todos.
Não se pode negar que o moço é bastante imaginativo.

http://www.cuerdacontinua.com/cuerdacontinua/web_po/index.html

Sds,

Victor.

#70793 De: "rmtakata" <roberto.takata@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 3:14 am
Assunto: Re: ORIGEM DA VIDA
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- Em ciencialist@..., "Alvaro Augusto \(L\)"
> OK. Eu não havia entendido a sutileza da hipótese. Ela é científica
> no sentido de Popper, mas continua sendo tão difícil refutá-la
> quanto é difícil confirmar a hipótese de que "há vida inteligente
> fora dos arredores do planeta Terra". Essa é uma das coisas que me
> deixa intrigado com o princípio da refutação: é razoavelmente fácil
> reescrever uma hipótese de maneira a expô-la à refutação, mas isso
> não torna mais fácil a vida dos cientistas.

*Nunca* iremos confirmá-la, no máximo, podemos mantê-la enquanto não
houver nada que a refute.

Mas vamos considerar a hipótese alternativa: "*existe* vida em algum
lugar fora da Terra (tirando as estações orbitais e outros artefatos
humanos no espaço)". Ela cairia na dificuldade que você apontou em
mensagem anterior: se eu não encontro em Marte, não quer dizer que não
haja em Aldebarã... Mas, em princípio, ela é refutável, se se pudesse
vasculhar o Universo em todos os cantos e não se encontrasse vida, ela
seria falsa.

Ok, então temos duas hipóteses alternativas falseáveis: "*não* há vida
fora da Terra" e "há vida fora da Terra". O que ocorre é que a
primeira hipótese é mais ampla, ela assume a forma: "para TODO lugar -
fora da Terra - é verdadeiro que não há vida"; já a segunda, tem uma
forma mais restrita: "há PELO MENOS UM lugar - fora da Terra - em que
é verdadeiro que há vida". Isso significa que, se a primeira hipótese
é falsa, é muito mais fácil demonstrá-la como tal: basta um
contraexemplo. Já na segunda hipótese, um contraexemplo apenas, um
número que não a totalidade de contraexemplos, não a derruba.

Por isso que a primeira hipótese - enquanto ela não é derrubada - é
preferível à segunda, do ponto de vista científico-popperiano.

Claro que aqui não estamos considerando as dificuldades técnicas -
como enviar sondas para todos os lugares do Universo. Mas dificuldades
técnicas, dentro do esquema popperiano, não deve ser levada em conta.

Ok, um lógico estrito diria que a primeira afirmação que fiz: "*nunca*
iremos confirmar uma hipótese" é contraditória à afirmação que fiz
depois - que tanto "em NENHUM lugar - fora da Terra - há vida" como
"em ALGUM lugar - fora da Terra - há vida" são falseáveis. No sentido
estrito ele estaria certo. Já que a refutação de um é a confirmação de
outra. Porém, isso se pudéssemos realmente atribuir um valor
estritamente 0 ao valor de verdade a qualquer uma das sentenças. Mas
nenhuma hipótese é testada isoladamente, sempre se podem criar ad
hocs. Popper, creio, resolveria de outro modo, dizendo que a segunda
hipótese não seria científica. Porém isso admitiria que seria
impossível encontrar vida, o que tornaria a primeira hipótese também
infalseável, por irrefutável, o que traria uma consequência lógica
muito estranha: NENHUMA hipótese - sobre qualquer assunto - seria
popperianamente científica.

[]s,

Roberto Takata

#70794 De: "rmtakata" <roberto.takata@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 4:35 am
Assunto: Re: A citogenética e o melhoramento de plantas
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- Em ciencialist@..., "Alvaro Augusto \(L\)"
> Monark com freio no pedal já era coisa de velho quando meu pai era
> criança!

Foi minha primeira bicicleta... e olha que eu aprendi tarde a pedalar.

[]s,

Roberto Takata

#70795 De: "rmtakata" <roberto.takata@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 4:48 am
Assunto: Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)
rmtakata
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--- Em ciencialist@..., "Oraculo" <oraculo@...>
> Nada parece indicar que a vida inteligente é impossível em outro
> lugar do universo, na verdade, parece ser algo relativamente
> simples, vida propriamente dita, seguindo leis químico/físicas
> naturais.

Há quem discorde - e.g. o paleontólogo Peter Ward. Ele não discorda de
que a vida seja disseminada no universo, mas discorda de que isso
implique na disseminação de vida *inteligente*.

Agora, além da questão da impossibilidade, há a questão da
probabilidade. *Não* é impossível que Milla Jovovich se case comigo
(tá é impossível, mas pelas leis físicas não é). *Não* é impossível
que, por efeito túnel, um dos carros expostos no Salão do Automóvel se
materialize na minha garagem (ao menos não seria impossível se eu
tivesse uma garagem - é bom enfatizar isso para, se alguém roubar um
carro no SA não me acusarem de nada). Não é impossível que eu acerte
na Mega Sena.

A formulação tradicional do paradoxo de Fermi se assemelha mais a: "se
fadas existem, onde estão elas?" - isso não é um paradoxo. Primeiro
tem que se estabelecer com mais segurança de que civilizações
alienígenas existem antes de se considerar isso um paradoxo e não um
sério indício de que elas não existam.

[]s,

Roberto Takata

#70796 De: "rmtakata" <roberto.takata@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 4:55 am
Assunto: Re: ORIGEM DA VIDA
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Agora está acessível.

Eu assisti à palestra de um dos autores: Lazcano. Ele esteve no Brasil
este ano para o São Paulo Bioscientes Conferences sobre Origens da Vida.

Pelo que havia entendido, Lazcano ganhou recortes de Miller do papel
filtro em que o próprio originalmente fez a cromatografia dos
aminoácidos. Aí um dia ele teve a idéia de reexaminar as amostras.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@..., "Luis Brudna" <luisbrudna@...>
> Não consegui acessar o link do Pandas...
>
> Deve ser sobre este achado...
> http://www.youtube.com/watch?v=9JaYWEsT7fU
>
> Até
> Luís Brudna
>
>
> 2008/10/31 André L F S Bacci <andrebacci.listas@...>:
> > E por falar em Miller... Fiquei surpreso em ninguém citar os
> > *novos* desenvolvimentos daquele *velho* experimento:
> >
> > Old scientists never clean out their refrigerators
> > http://pandasthumb.org/archives/2008/10/old-scientists.html

#70797 De: vernerstranz@...
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 8:39 am
Assunto: Re: Re: Fw: A priori(p/Robespierre)
vernerstranz
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
>>Robespierre, vc pode explicar melhor a frase NIETCHE ERA DROGADO?
>>Aliás, o homem chamava-se Nietzsche... []s, verner.



Citando "Robespierre B. Gonçalves" <robespierre.goncalves@...>:

> Olá , Dídimo.
>
> "É curioso como vc utiliza filosofia tentando desqualificar a
> filosofia."
> Eu não fiz isso. Não acho a filosofia inútil. Afinal ela gerou a
> ciência! Mas ela não tem capacidade de conquistar os avanços que a
> ciência conseguiu sem deixar de ser filosofia. Esse é o ponto.
>
> "...conheces a minha formação?"
> Ela não importa. Importa o que voce prova. Perceba que a filosofia
> se prende à autores ou escolas filosóficas. "Nietche era
> drogado". "Rosseau veio da pobreza". "Os escolásticos acreditavam
> que...". A ciência promove os autores de sucesso, como heróis, mas
> não depende deles. É por isso que um jovem desconhecido de 25 anos
> em um burocrático escritório de patentes pôde escrever uma teoria
> universal e ser aceito, mesmo a contragosto dos catedráticos com o
> dobro da idade (e sendo, segundo dizem alguns, um autista, ou seja
> alguém com algum grau de deficiência mental). Porque tiveram que
> testar a teoria e aceitar a prova irrefutável da verdade. E só
> depois ela foi integrada à ciência e os devidos créditos foram
> celebrados. Na filosofia não existe isso. Eu posso publicar um livro
> contrariando tudo o que os autores filosóficos já disseram até hoje.
>
> "Toda a argumentação abaixo é filosófica e pode ser encontrada na já
> superada filosofia do  positivismo comtiano"
> Então, refute! :)
>
> Pierre
> www.technewsbr.com
>
>
> --- Em ciencialist@..., Dídimo Matos
> <didimo.george@...> escreveu
> >
> > Olá Pierre,
> >
> > É curioso como vc utiliza filosofia tentando desqualificar a
> filosofia. Toda a argumentação abaixo é filosófica e pode ser
> encontrada na já superada filosofia do  positivismo comtiano. Além
> disso, outra coisa curiosa é vc julgar o que sei ou não...conheces a
> minha formação?
> >
> > Digo que não conheces nada de filosofia baseado em duas coisas, na
> tua autoalegada ignorância do assunto e no que dizes sobre ela...
> >
> > Nós, filósofos, não acreditamos que tudo é filosofia, sabemos que
> não é...também não conseguimos ver a religião como um estágio acima
> do senso comum...rs.
> >
> > Quando souber o que é filosofia, assim como foi praticada por
> Russell ou Poincaré, nunca mais vai dizer o conjunto do coisas, pra
> não dizer bobagens, que diz abaixo.
> >
> > Abraços,
> > Dídimo Matos
> > http://didimomatos.zip.net
> >
> > _______________________
> > As explicações científicas são reais e completas,
> > tal como as explicações da vida quotidiana e das religiões
> > tradicionais. Diferem destas últimas unicamente por serem mais
> > precisas e mais facilmente refutadas pela observação dos factos.
> >
> >
> > From: Robespierre B. Gonçalves
> > Sent: Tuesday, October 28, 2008 11:53 AM
> > To: ciencialist@...
> > Subject: [ciencialist] Re: Fw: A priori
> >
> >
> > Olá, Dídimo.
> >
> > Sabe, eu discordo quando dizem que a lista está fugindo do escopo
> > sobre ciência quando entra nestas discussões. Muitos membros são
> > alunos e estão ainda estão aprendendo sobre ciência. Mas mais
> > importante é aprenderem o que é ciência.
> >
> > (Proposição) Voce (e outros como voce) nunca vai ver as coisas
> como
> > os cientistas da lista, enquanto não entender o que é ciência.
> >
> > 1) O pensamento humano é classificado em quatro categorias: senso
> > comum, religião, filosofia e ciência.
> >
> > Nesta ordem de evolução. Evolução, não apenas histórica, mas
> também
> > de pensamento, com capacidade de geração de resultados cada vez
> > maiores. Do caos do senso comum, surge a primeira tentativa de
> > ordenação do pensamento na religião, que por pressão interna
> implode
> > na filosofia, que depois de muito debater dá a luz à ciência, que
> é
> > quando o mundo começa a fazer sentido, um único, a qualquer pessoa.
> >
> > 2) Pessoas em um dos estágios anteriores, não compreendem os
> > posteriores.
> >
> > A grande maioria da população vive imerso no senso comum. E tudo
> em
> > volta é visto usando-se os métodos (?) que o senso comum dispõe,
> não
> > importa os rotúlos que se deem a si mesmos. Por exemplo: uma
> crente
> > praticante, pode acreditar em simpatias (umbanda), sem ver a
> > incoerencia disso, ela vive no senso comum e não na religião
> (busca
> > o que "dá certo"). Já um religioso legítimo, não aceita nem mesmo
> > verdades evidentes, quando são contrárias ao que sua religião
> > diz: "se teu olho te ofende, tira-o". Assim (e chegamos a voce,
> > enfim), filósofos não veem a ciência, como um modelo de pensamento
> > diferente, acreditam que ainda é filosofia, não importando o que
> se
> > diga. Ainda estão no debate sem fim (que tanto sono dá).
> >
> > 3) O C.Q.D. na Matemática significa: fim da discussão.
> >
> > Não haverá outros pontos de vista, interpretações ou aspectos a
> > considerar. Algo foi provado definitivamente e mesmo em um
> horizonte
> > de eventos caótico dentro de uma nave alien movida à energia
> escura,
> > não deixará de ser verdade. Seja em latim ou mandarim. Não existe
> > isso na filosofia, porque ela não permite verdade absolutas.
> >
> > De 1), 2) e 3) vem:
> >
> > 4) Voce (e outros como voce) nunca vai ver as coisas como os
> > cientistas da lista, enquanto não entender o que é ciência.
> >
> > C.Q.D.
> >
> > :)
> >
> > Pierre
> > www.technewsbr.com
> >
> > --- Em ciencialist@..., Dídimo Matos
> > <didimo.george@> escreveu
> > >
> > > Olá Pierre,
> > >
> > > Acho impressionante como todos os que criticam a filosofia nesta
> > lista não sabem absolutamente nada acerca do assunto.
> > >
> > > Mas, me tire uma curiosidade, onde está o CQD em física, química
> > ou biologia????
> > >
> > > CQD ou QED é uma expressão tipicamente filosófica, é usada
> > principalmente no campo da lógica, que dizer como queria
> demonstrar
> > ou quod erat demonstrandum. Se um dia resolver ler filósofos como
> > Wittgenstein, Carnap, Popper e Newton da Costa, vai ver o quanto
> > está errado.
> > >
> > > Abraços,
> > > Dídimo Matos
> > > http://didimomatos.zip.net
> > >
> > > _______________________
> > > As explicações científicas são reais e completas,
> > > tal como as explicações da vida quotidiana e das religiões
> > > tradicionais. Diferem destas últimas unicamente por serem mais
> > > precisas e mais facilmente refutadas pela observação dos factos.
> > >
> > >
> > > From: Robespierre B. Gonçalves
> > > Sent: Monday, October 27, 2008 2:00 PM
> > > To: ciencialist@...
> > > Subject: [ciencialist] Re: Fw: A priori
> > >
> > >
> > > Bem, conceitos matemáticos não tem validade a priori. Para
> irritar
> > > os filósofos, eu costumo dizer que, se Matematica é filosofia, é
> a
> > > única que deu certo! :)
> > >
> > > Mas é necessário um esclarecimento:
> > >
> > > a priori
> > > [a pR#eÁÈoR#eÁ] [Lat.]
> > > 1. Diz-se de conhecimento admitido provisoriamente, ainda não
> > > suficientemente justificado, sendo incerto se o virá a ser.
> > > 2. Filos. Diz-se de conhecimento que é condição de possibilidade
> > de
> > > experiência, e que independe dela quanto à sua própria origem.
> > [Cf.
> > > a posteriori.]
> > >
> > > © O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.
> > >
> > > O que diferencia a matemática da filosofia, e que faz dela uma
> > > ciência, é que os conceitos a priori, para que se tornem
> válidos,
> > > são testados (e por isso que se chamam teoremas - precisam da
> > > demonstração). Não importa se este teste se dá apenas no
> > pensamento.
> > > O que importa é que cumpram o protocolo que se exige de um
> > > experimento científico. E é isso que faz da Matemática ciência e
> > não
> > > filosofia.
> > >
> > > O tal C.Q.D., na filosofia não existe, porque filosofia é
> > > pensamento livre (e sonolento, como comprovei experimentalmente
> > > tentando ler Kant). O detalhe que costuma confundir, mas faz
> toda
> > a
> > > diferença, é que a Matemática não estuda os números, estuda as
> > > relações entre eles, os conceitos.
> > >
> > > Já ceticismo, é filosofia e não ciência (alguns acusam de ser
> até
> > > religião). Não confundir com atitude cética. :)
> > >
> > > []s,
> > > Pierre
> > > www.technewsbr.com
> > >
> > > --- Em ciencialist@..., "Alvaro Augusto \(U\)"
> > > <alvaro@> escreveu
> > > >
> > > > Léo,
> > > >
> > > > Dentro da sua auto-declarada onipotência, você tem ao menos
> uma
> > > pálida e tênue idéia de que, quando você afirma que os conceitos
> > > matemáticos não têm validade a priori, você está fazendo
> > filosofia?
> > > Assim, se você alega que a filosofia não tem valor, que valor
> > > devemos dar às sua declarações? Cá entre nós, você não se cansa
> de
> > > escrever essas bobagens auto-contraditórias?
> > > >
> > > > [ ]s
> > > >
> > > > Alvaro Augusto de Almeida
> > > > http://www.alvaroaugusto.com.br
> > > > alvaro@
> > > >
> > > >
> > > > ----- Original Message -----
> > > > From: Luiz Ferraz Netto
> > > > To: ciencialist@...
> > > > Sent: Friday, October 24, 2008 8:44 AM
> > > > Subject: Re: [ciencialist] Fw: A priori
> > > >
> > > >
> > > > 
> > > > Olá Dídimo e todos,
> > > >
> > > > Usar a matemática como conhecimento ´a priori´ é terreno tão
> > > escorregadio como usar a cibernética como mero estudo do
> > mecanismo.
> > > A matemática é conhecimento ´a priori´ apenas nos seus conceitos
> > > introdutórios, em geral, irreal e imaginativo. Do mesmo modo, a
> > > cibernética começou intimamente associada em múltiplas maneiras
> à
> > > Física, mas não depende fundamentalmente das leis da física ou
> das
> > > propriedades da matéria. A cibernética lida com todas as formas
> de
> > > comportamento na medida em que são regulares, ou determinadas ou
> > > reprodutíveis; a materialidade é irrelevante, assim como a
> > vigência
> > > ou não das leis comuns da física. Desse modo (e aqui realmente
> > > começa a argumentação) a cibernética está para a máquina real
> > > (eletrônica, mecânica, neural ou econômica) assim como a
> geometria
> > > (matemática) está para um objeto real em nosso espaço terrestre.
> > > > Houve tempo em que a ´geometria´ significava relações tais que
> > > poderiam ser demonstradas em objetos tridimensionais ou em
> > diagramas
> > > dimensionais. As formas oferecidas pela terra (animais, vegetais
> e
> > > minerais) eram maiores em número e mais ricas em propriedades do
> > que
> > > a geometria elementar poderia fornecer. Naquele tempo, uma forma
> > > sugerida pela geometria, mas indemonstrável no espaço comum, era
> > > suspeita ou inaceitável. O espaço comum dominava a geometria.
> > Hoje,
> > > a posição é completamente diversa; a geometria existe por
> direito
> > > próprio e por força própria. Suas conclusões ´a posteriori´ e
> por
> > si
> > > mesma, pode agora tratar acurada e coerentemente um domínio de
> > > formas e espaços que excede de longe tudo o que o espaço
> terrestre
> > > pode apresentar. Hoje é a geometria que contém as formas
> > terrestres,
> > > e não o inverso.
> > > > Tanto a matemática, como a cibernética, como a física já
> > > trilharam o mesmo caminho do ´a priori´ e, por elas mesmo,
> > chegaram
> > > ´ao posteriori´.
> > > > A própria física, de há muito, deu proeminência ao estudo de
> > > sistemas sabidamente inexistentes --- molas de massas nula,
> > > partículas que tem massa mas não têm volume, gases de
> > comportamento
> > > perfeito e assim por diante. Afirmar que estas entidades não
> > existem
> > > é uma verdade; mas a sua inexistência não significa que a física
> > > seja mera fantasia; tão pouco leva o físico a jogar fora seu
> > tratado
> > > sobre a ´teoria da mola de massa nula´, pois a mencionada teoria
> é
> > > inestimável para ele em seu trabalho prático.
> > > > O biólogo conhece e utiliza o mesmo princípio (a priori e a
> > > posteriori) quando dedica ao Amphioxus, ou a alguma forma
> extinta,
> > > um estudo pormenorizado completamente desproporcional ante a sua
> > > atual importância ecológica ou econômica.
> > > > Verificou-se repetidamente na Ciência, que a descoberta de uma
> > > relação entre dois de seus ramos, leva cada ramo a ajudar no
> > > desenvolvimento do outro. O resultado é, amiúde, um crescimento
> > > acentuado acelerado de ambos. Como exemplo, surge-me à mente
> > agora,
> > > o cálculo infinitesimal e a astronomia, o vírus e a molécula de
> > > proteína, o cromossomo e a hereditariedade. Nenhum deles, sem
> > > dúvida, pode fornecer ´provas´ acerca das leis do outro, mas
> cada
> > um
> > > pode propiciar sugestões que eventualmente serão da maior ajuda
> e
> > > fecundidade. Este é o conhecimento a posteriori dentro da
> própria
> > > matemática, da cibernética e da física, para nos atermos ao
> > > Assunto "A priori". Acredito eu, que o que falseia o tema, é a
> > > conceituação filosófica. Realmente, aos matemáticos não
> interessam
> > > colheita de dados empíricos em laboratórios, mas interessa
> > aglutinar
> > > os demais ramos pertinentes e, a partir ´dos dados empíricos
> > > daqueles´ concluírem estruturas matemáticas do mundo real.
> > > >
> > > > Foi longo ... sorry.
> > > >
> > > > []´
> > > > ===========================
> > > > Luiz Ferraz Netto [Léo]
> > > > leobarretos@
> > > > luizferraz.netto@
> > > > http://www.feiradeciencias.com.br
> > > > ===========================
> > > >
> > > > ----- Original Message -----
> > > > From: Dídimo Matos
> > > > To: ciencialist@...
> > > > Sent: Saturday, October 18, 2008 7:48 PM
> > > > Subject: [ciencialist] Fw: A priori
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > A matemática é muitíssimo diferente da física ou de outras
> > > disciplinas empíricas porque se faz pensando apenas. É isto que
> em
> > > filosofia se entende por a priori. O a priori é todo o
> > conhecimento
> > > que podemos obter pensando apenas, sem recorrer a qualquer
> > > informação empírica. Intuitivamente, a matemática dá-nos imenso
> > > conhecimento, mas não é conhecimento a posteriori ou empírico,
> > pois
> > > os matemáticos não precisam de fazer experiências, nem
> > observações.
> > > O a priori nada tem a ver com anterioridade, mas apenas com
> isto:
> > > depois de eu aprender os conceitos relevantes, depois de o meu
> > > cérebro se ter formado, depois de tudo isso, não posso saber se
> há
> > > água em Marte pensando apenas, por exemplo. Por isso, diz-se em
> > > filosofia que esse conhecimento é a posteriori. Mas estando na
> > mesma
> > > situação, tudo o que tenho de fazer é raciocinar para saber o
> > > resultado de uma operação aritmética. Por isso, chama-se a
> priori
> > a
> > > esse conhecimento. Precisamente porque podemos saber o resultado
> > de
> > > uma operação aritmética pensando apenas é que um computador
> > > desligado da internet pode responder-nos à pergunta sobre uma
> > > operação aritmética, mas não pode dizer-nos se há água em Marte:
> o
> > > computador pode fazer um cálculo e dar-nos o resultado correcto
> no
> > > que respeita à aritmética, mas nenhum cálculo pode fazer para
> > > estabelecer se há ou não água em Marte.
> > > >
> > > > O empirismo, defendido por filósofos como Carnap, Hume, Locke,
> > > Hobbes, Ayer, Berkeley, Quine e tantos outros, está obrigado a
> > > defender que afinal nada sabemos de substancial quando sabemos
> > > matemática. Isto porque o que caracteriza o empirismo é a ideia
> de
> > > que todo o conhecimento substancial é conhecimento empírico. Há
> > quem
> > > pense que negar o empirismo é negar a ciência. Isto é falso.
> > > Russell, por exemplo, nega o empirismo, mas não nega a ciência.
> É
> > > verdade que Russell é muitas vezes classificado como empirista,
> > mas
> > > não o é verdadeiramente, pois admite a existência de
> conhecimento
> > a
> > > priori substancial.
> > > >
> > > > De que lado está o ónus da prova? Parece-me que está
> > > claramente do lado de quem nega o conhecimento a priori. Este
> > parece
> > > óbvio - fazemos matemática e lógica sem termos de recorrer à
> > > experiência: limitamo-nos a pensar. Temos de ter uma boa razão
> > > qualquer, que não seja circular, para recusar o óbvio. Acontece
> > que
> > > não conheço qualquer boa razão para negar o óbvio, excepto a má
> > > razão ideológica de pensar que aceitar o a priori é abrir as
> > portas
> > > à religião (não é) ou recusar a importância da experimentação
> nas
> > > ciências empíricas (não é) ou defender a prioridade da filosofia
> > > sobre a ciência (não é) ou... e há várias outras más razões
> deste
> > > género, todas ideológicas, todas falsas, e todas reveladoras de
> um
> > > tipo de prática intelectual que é a antítese da boa ciência. Ou
> de
> > > qualquer prática intelectual.
> > > >
> > > > Eis duas teses diferentes: 1) todo o conhecimento substancial
> > > é empírico; 2) todo o conhecimento substancial da realidade
> > espácio-
> > > temporal é empírico. 1 é muito diferente de 2 e uma pessoa pode
> > > aceitar 2 e rejeitar 1. Uma pessoa pode defender que há
> > conhecimento
> > > substancial a priori, que é precisamente o caso da matemática e
> da
> > > lógica, mas que esse não é conhecimento sobre a realidade
> espácio-
> > > temporal. Essa pessoa terá então de dizer sobre que realidade é
> > esse
> > > conhecimento. Russell, por exemplo, defendia que temos
> > conhecimento
> > > a priori de universais e relações, e que este conhecimento é
> > > realmente substancial, mas não é conhecimento sobre a realidade
> > > espácio-temporal, e que todo o conhecimento da realidade espácio-
> > > temporal teria de ser a posteriori.
> > > >
> > > > Mas uma pessoa pode ser mais radicalmente empirista, como os
> > > positivistas lógicos eram, e defender que o conhecimento a
> priori
> > > nem sequer é substancial, nem mesmo sobre qualquer realidade que
> > não
> > > seja espácio-temporal, como os universais ou as relações. A rota
> > > típica para fazer isso é defender que o conhecimento a priori é
> > > meramente linguístico. Para fazer isto é preciso também conceber
> a
> > > linguagem não como uma coisa corriqueira do mundo, como árvores
> e
> > > mesas, mas antes como uma espécie de névoa fantasmagórica sem
> > > realidade definida. Isto porque se a linguagem tivesse uma
> > realidade
> > > como as árvores e as cadeiras e dado que o conhecimento a priori
> > > seria conhecimento da linguagem, teríamos afinal de contas
> > > conhecimento substancial de uma realidade espácio-temporal: a
> > > linguagem. Esta posição é por isso teoricamente instável.
> > > >
> > > > Outra posição muitíssimo radical, e que eu favoreço, é que sem
> > > o concurso da experiência e do a priori nada poderia ser
> > conhecido.
> > > O conhecimento seja do que for tem sempre elementos empíricos e
> > > elementos a priori. Sem a experiência não posso saber se há água
> > em
> > > Marte, mas sem a matemática não posso saber como é a órbita de
> > > Marte. Sem experiência não posso testar hipóteses, mas sem
> > > raciocínio não posso sequer levantar hipóteses e ainda menos
> > > concluir seja o que for com base na experiência. Quando se perde
> o
> > > medo virginal de misturar conhecimento a priori com conhecimento
> a
> > > posteriori ganhamos uma visão muitíssimo mais plausível do
> > > conhecimento humano. E que se lixe o facto de algumas pessoas
> > > pensarem que o a priori por alguma razão não é "científico".
> > > Defender ideias com base no que queremos à partida que seja
> > verdade
> > > para sustentar as nossas cruzadas ideológicas é uma perversão da
> > > capacidade humana para tentar descobrir como as coisas realmente
> > > são.
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > ----------------------------------------------------------
> > > ---------
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > No virus found in this incoming message.
> > > > Checked by AVG - http://www.avg.com
> > > > Version: 8.0.173 / Virus Database: 270.8.1/1732 - Release
> > > Date: 18/10/2008 18:01
> > > >
> > >
> >
>
>
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#70798 De: "J.Victor" <j.victor.neto@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 12:15 pm
Assunto: Re: Re: ORIGEM DA VIDA
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Bem, e você poderia falar sobre as amostras?

Victor.

rmtakata escreveu:
>
> Agora está acessível.
>
> Eu assisti à palestra de um dos autores: Lazcano. Ele esteve no Brasil
> este ano para o São Paulo Bioscientes Conferences sobre Origens da Vida.
>
> Pelo que havia entendido, Lazcano ganhou recortes de Miller do papel
> filtro em que o próprio originalmente fez a cromatografia dos
> aminoácidos. Aí um dia ele teve a idéia de reexaminar as amostras.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>
> --- Em ciencialist@...
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>, "Luis Brudna" <luisbrudna@...>
> > Não consegui acessar o link do Pandas...
> >
> > Deve ser sobre este achado...
> > http://www.youtube.com/watch?v=9JaYWEsT7fU
> <http://www.youtube.com/watch?v=9JaYWEsT7fU>
> >
> > Até
> > Luís Brudna
> >
> >
> > 2008/10/31 André L F S Bacci <andrebacci.listas@...>:
> > > E por falar em Miller... Fiquei surpreso em ninguém citar os
> > > *novos* desenvolvimentos daquele *velho* experimento:
> > >
> > > Old scientists never clean out their refrigerators
> > > http://pandasthumb.org/archives/2008/10/old-scientists.html
> <http://pandasthumb.org/archives/2008/10/old-scientists.html>
>
>

#70799 De: "Eurico Ferreira de Souza Jr." <caodejah@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 12:22 pm
Assunto: Re: Moto-perpétuo
caodejah
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
[E]> reparem na bibligrafia do trabalho:

"I Ching. O livro das mutações - Richar Wilhem
A conspiração de aquário - Marilyn Ferguson
Ilusões - Richard Bach
Mensagem aquariano - Enrique Barrios
Venho do sol - Flavio Cabobianco
O lobo estepario - Herman Hesse
Eu Claudio - Robert Graves
A criatividade - Osho
As veias abertas da América Latina - Eduardo Galeano"
 


_\|/_

--- Em dom, 2/11/08, J.Victor <j.victor.neto@...> escreveu:
De: J.Victor <j.victor.neto@...>
Assunto: [ciencialist] Moto-perpétuo
Para: "ciencialist@..." <ciencialist@...>
Data: Domingo, 2 de Novembro de 2008, 0:29

Mais um moto perpétuo.
Para a galeria do Léo e diversão para todos.
Não se pode negar que o moço é bastante imaginativo.

http://www.cuerdaco ntinua.com/ cuerdacontinua/ web_po/index. html

Sds,

Victor.


Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.

#70800 De: "Eduardo Torres" <dudutorres@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 2:21 pm
Assunto: Re: Possivel solucao do Paradoxo de Fermi (ex- ORIGEM DA VIDA)
dudutorres
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
A base do paradoxo de Fermi, como ja' posto em msgs anteriores, e' q,
se nao ha' nada de especial na Terra, dado o - em principio -
gigantesco numero de planetas semelhantes aa Terra e ao - com certeza -
longuissimo tempo de existencia da galaxia, seria de se esperar q nesse
momento houvesse um significativo numero de civilizacoes tecnologicas
ou uma colonizacao significativa da Via Lactea por civilizacoes
tecnologicas. Como nunca detectamos o menor sinal disso, isso
constituiria um paradoxo.

Pode nao ser um paradoxo real se:

1-Ha' algo de muito especial na Terra q so' permitiu o surgimento aqui
de uma civilizacao tecnologica.
2-Nao ha' algo especial na Terra, mas todas as civilizacoes
tecnologicas, sem excecao, por algum motivo, sempre se extinguem antes
de terem tempo e/ou oportunidade de serem detectadas por outras
civilizacoes tecnologicas nos curtos periodos q estao 'sicronizadas'
eletromagneticamente.
3-Nao ha' algo de especial na Terra e ha' inumeras civilizacoes
tecnologicas em condicoes de serem detectadas pela Terra, mas todas
elas, sem excecao, sao bem sucedidas em evitar serem detectadas.
4-Nao ha' algo de especial na Terra e ha' inumeras civilizacoes
tecnologicas na galaxia, mas as distancias interestelares tornam um
contacto fisico extremamente improvavel e de algum modo tb tornam muito
dificil a deteccao de sinais eletromagneticos.

Mas creio q ha' pouca semelhanca entre o paradoxo de Fermi a a
questao 'se fadas existem, onde estão elas?'. Em q pese nao podermos
aferir com precisao a probabilidade de existencia de civilizacoes
tecnologicas na galaxia, diferente do caso de fadas, existem motivos
para crer q essas civilizacoes tecnologicas nao so' podem existir, como
existir em numero significativo. Nada semelhante se pode afirmar sobre
as fadas.

Ha' uma certeza no enunciado do paradoxo de Fermi: A galaxia existe ha'
pelo menos 13 bilhoes de anos.

Ha' pelo menos uma hipotese razoavel no enunciado do paradoxo de Fermi:
Em principio nao ha' nada de especial na Terra.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@..., "rmtakata" <roberto.takata@...>
escreveu

> A formulação tradicional do paradoxo de Fermi se assemelha mais a: "se
> fadas existem, onde estão elas?" - isso não é um paradoxo. Primeiro
> tem que se estabelecer com mais segurança de que civilizações
> alienígenas existem antes de se considerar isso um paradoxo e não um
> sério indício de que elas não existam.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>

#70801 De: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@...>
Data: Dom, 2 de Nov de 2008 3:40 pm
Assunto: Os cabelos… que diferença!
kmoribr
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

nyberghairiss32

A astronauta Karen Nyberg fita o espaço enquanto seus cabelos esvoaçam dentro do novo laboratório Kibo na Estação Espacial Internacional (clique para uma versão em alta resolução direto da NASA).

Os cabelos de comercial de xampu, a janela para o vácuo do espaço e a leve curvatura do planeta azul com um detalhe de painéis solares… how cool is that?

Mais duas imagens na continuação.

  Continue lendo »


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